Postada em: 31/12/2017

Capítulo Único

Os lábios de Zidane estavam colados à taça, bebericando o vinho suíço, e seus olhos cravados em . Ele estava na mesa ao lado, imerso em uma conversa com Toni Kroos e Luka Modrić e totalmente alheio às secadas que recebia. Na mesa em que a francesa estava sentada, seu tio Zinédine Zidane, o presidente Florentino Pérez e Emilio Butragueño, o diretor de relações internacionais do Real Madrid, debatiam sobre a primeira edição do prêmio The Best, da FIFA, mas ela mal prestava atenção no que estava sendo comentado pelos três homens. Estava ocupada demais pensando sobre quão injusto era ter um namorado tão bonito e elegante se, diferente de todas as outras mulheres que acompanhavam seus maridos no restaurante em Zurique no qual jantavam depois da cerimônia, não podia estar ao lado dele para poder observá-lo de perto, tocá-lo e sentir a fragrância deliciosa do perfume árabe com que havia o presenteado no final do ano. Sabia que não podia reclamar, entretanto, pois a decisão de irem ao The Best separados havia sido dela e, também, a melhor a ser tomada naquele momento.
Ainda não estava preparada para ter seu namoro exposto para o mundo inteiro e a prova disso foram as horas que passou em claro na madrugada anterior, remoendo as duras palavras que escutara da mãe. Assim como Sylvie, muitas pessoas também pensariam que ela estava namorando para firmar seu nome no futebol, como se estar eternamente à sombra de seu próprio sobrenome já não fosse humilhante o bastante. chegou a cogitar a possibilidade de terminar com , pois talvez não fosse tão segura de si quanto pensava ser para encarar aquilo tudo, mas bastou vê-lo na manhã seguinte na Ciudad Real Madrid que aquela ideia absurda foi imediatamente descartada. Seu coração não bateria enlouquecidamente se aquele maldito não tivesse o roubado. E foi quando o rosto de se iluminou ao vê-la que ela decidiu ignorar todas aquelas incertezas. Queria aquele homem e, independente do que as pessoas pensassem, ficaria com ele.
observou se levantar e os olhares dos dois se cruzaram quando ele passou pela mesa em que ela estava sentada. A assistente técnica piscou um olho e os dois trocaram sorrisos antes de o jogador se afastar em direção ao banheiro, e ela não pôde deixar de segui-lo com o olhar, admirando o corpo coberto pela roupa social de cima a baixo. Foi impossível não sentir um calor subir pelo corpo, o que a fez matar a taça de vinho em apenas um gole para, em seguida, pegar a bolsa carteira sobre a mesa e pedir licença antes de se levantar e caminhar na direção da mesa ao lado. Luka, Vanja, Toni e Jessica a encararam, os quatro curiosos ao vê-la se sentar na cadeira anteriormente ocupada por .
- Me avisem quando ele estiver voltando - pediu, olhando o ambiente à sua volta, e, discretamente, tateou os bolsos internos do paletó que estava sobre o encosto da cadeira.
- Tá roubando seu próprio namorado? - Toni perguntou, franzindo o cenho, e não pôde evitar soltar a piadinha: - O salário de auxiliar é tão baixo assim, é?
- Vai ver se eu tô na esquina, Kroos - a outra rebateu, fazendo uma careta, mas logo abriu um sorriso ao encontrar o que procurava. - Achei.
- O que você tá aprontando, ? - Luka questionou com curiosidade ao vê-la mostrar o cartão do quarto de no hotel em que os jogadores e dirigentes do Real Madrid que haviam participado do The Best estavam hospedados.
- Vou fazer uma surpresinha pro - ela respondeu com um sorrisinho esperto brincando nos lábios. Em tom de aviso, completou: - E vocês não vão falar nada.
- Por que eu deveria te acobertar? - o jogador alemão retrucou, implicante.
- Porque o seu amigo merece fechar a noite com chave de ouro - disse , dando de ombros, e mostrou um sorriso fechado que sugeria claramente quais eram suas intenções, o que fez o outro abrir a boca teatralmente.
- Tá bom, você me convenceu - Toni falou, bebendo um gole de vinho para disfarçar a vontade de rir por saber que tinha planos bastante parecidos aos dela. Modrić, por sua vez, ria abertamente.
- Eu sou sua fã, garota - Jessica disse, levantando a taça que segurava como em um brinde e a francesa apenas sorriu e piscou um olho, se levantando.
- Eu nunca estive aqui.
, em seguida, guardou o cartão que pegou no paletó do namorado dentro da bolsa que tinha em mãos e cruzou o restaurante, desfilando sobre seus saltos, até alcançar o corredor dos toaletes a tempo de ver um distraído sair do banheiro masculino. Ele levantou os olhos e se surpreendeu ao vê-la parada com um sorrisinho de canto.
- E aí? Tá curtindo o jantar? - a mulher questionou, batendo com a bolsa no quadril do de leve.
- Meu passatempo favorito é segurar vela pros meus amigos e as esposas dele, sabia? - disse o jogador, debochado, fazendo a outra rolar os olhos enquanto ria levemente.
- Quanto drama, hein?
- Não é drama. Estaria mais legal se você estivesse comigo - disse sinceramente, dando de ombros. - Senta lá com a gente.
- Na verdade, eu tô indo embora.
- Já? - perguntou, surpreso, ao mesmo tempo em que checava o relógio de pulso para descobrir que fazia nem uma hora que eles estavam ali.
- É, preciso arrumar a bagunça que deixei lá no quarto do hotel - mentiu e mordeu as partes internas das bochechas para prender o riso que quis escapar quando se lembrou do quarto perfeitamente organizado que deixou para trás ao sair para a premiação mais cedo.
- Sobre isso… - falou o , puxando os fios de cabelo de sua própria nuca, denunciando quão sem graça estava. - Eu queria te fazer uma proposta.
- Que proposta? - perguntou com um sorriso desconfiado estampado no rosto.
- Passar a noite aqui. O Toni e a Jess também vão, podemos voltar pra Madrid com eles amanhã de manhã - ele sugeriu, se esforçando para parecer despretensioso e corriqueiro, como se os dois estivessem acostumados a passar, juntos, noites em quartos de hotéis mundo afora frequentemente.
- Aceito com uma condição - disse a assistente técnica com um sorrisinho esperto nos lábios e o outro a encarou com curiosidade. - Quero aquela massagem que só você sabe fazer nos meus pés, essas sandálias estão me matando.
- Só isso? - perguntou , rindo. - É claro que eu faço.
- Que bom, já tô sonhando com seus dedos - falou em um tom sugestivo e quis beijar o namorado ali mesmo quando os lábios dele se curvaram em um sorriso enquanto ele ria sem graça. - A gente se encontra lá no hotel. Te mando uma mensagem quando terminar de tomar banho e arrumar minhas coisas, tá?
- Espera aí, eu te acompanho - disse ao vê-la fazer menção de dar meia volta.
- Não, melhor eu ir na frente. Só pra evitar que vejam a gente indo embora juntos e já resolvam deduzir coisas.
não estava realmente preocupada com os olhos curiosos que os acompanhariam até irem embora de Zurique, mas acabou sendo uma boa desculpa para que pudesse colocar em prática o que já estava planejando antes mesmo de convidá-la para passarem a noite na cidade.
Depois de avisar os tios e se despedir de todo mundo, foi embora em um dos carros que aguardavam para levá-los de volta ao hotel e, ao chegar em seu destino, foi para o andar acima do qual estava hospedada. Entrou com tanta naturalidade no quarto de , como se fosse o seu próprio, que ninguém que a visse pensaria que ela estava invadindo o quarto alheio. A primeira coisa que fez depois de deixar a bolsa sobre um móvel foi tirar as sandálias e, imediatamente, sentiu um alívio nos pés.
soltou um longo suspiro enquanto observava o ambiente escuro à sua volta, iluminado apenas pelas luzes externas que adentravam o cômodo pelo vidro da janela. Não tinha muito o que fazer além de esperar pela chegada do namorado e foi impossível não fantasiar como seria quando passasse pela porta e os dois, enfim, estivessem a sós e livres para ficarem juntos como bem entendessem. Ela estava sedenta pelos beijos dele, louca para ter seus lábios tomados pela vivacidade com que o costumava beijá-la ao mesmo tempo que a envolvia em sua habitual serenidade. se sentia estremecer da cabeça aos pés ao recordar a sensação de ter a língua de brincando com a sua ao mesmo tempo que as mãos dele passeavam por seu corpo de forma curiosa e, também, respeitosa.
Ela se aproximou do espelho que decorava uma das paredes do quarto e analisou a si mesma por algum tempo. Como qualquer ser humano, tinha dias em que acordava e se sentia um patinho feio, olhava no espelho e apontava um milhão de defeitos em sua própria imagem, mas, aquele dia em questão, definitivamente não era um desses. Se sentia estonteante no vestido cinza que realçava os seios volumosos que adorava exibir desde que havia colocado implantes de silicone alguns anos antes, além de o tecido colado ao seu corpo realçar as poucas curvas que tinha. Se lembrou de quando encontrou o no saguão do hotel no início da noite e os olhos dele a analisaram com uma intensidade que a fez ter vontade de jogá-lo contra a parede mais próxima para que ambos pudessem matar aquele desejo quase palpável que, a cada dia que passava, se fazia notar mais.
riu consigo mesma, pois sua imagem no espelho mostrava nitidamente que ela estava subindo pelas paredes. Já fazia algum tempo que não dormia com ninguém por estar sempre tão envolvida com o trabalho e, para ser honesta, desde que conhecera não sentia vontade de ir para a cama com qualquer outro homem. Havia gostado de dar uns beijinhos no DJ, em Marbella, até o mesmo se mostrar bastante inconveniente, mas não achava que ir para a cama com ele mataria a vontade que tinha de . Antes mesmo de se apaixonar pela pessoa que ele era, havia se sentido bastante atraída pelo . O corpo alto e definido, as costas largas e os olhos intensos que a faziam perder completamente o foco.
Céus, como ela queria aqueles lábios que beijavam tão bem explorando cada pedacinho de seu corpo.
Alguns minutos depois, imaginando que estivesse a caminho, abriu a porta e ficou observando o corredor do quinto andar do hotel por uma pequena fresta. Não saberia dizer por quanto tempo ficou ali, assistindo ao baixo movimento de pessoas, mas imediatamente fechou a porta ao ver o elevador se abrir e, de lá de dentro, sair exatamente quem ela esperava. Ouviu passos se aproximando e os mesmos foram seguidos por um silêncio sepulcral. Imaginou que estivesse, finalmente, se dando conta de que o cartão não estava mais no bolso interno de seu paletó e prendeu o riso enquanto abria a porta e se escondia atrás da madeira.
, cautelosamente, adentrou o quarto escuro e, aparentemente, vazio, tentando entender o que estava acontecendo ali. Se mostrou bastante surpreso quando surgiu em seu campo de visão com um sorriso maroto estampado no rosto e empurrou a porta com a mão para que a mesma se fechasse em um baque.
- Você roubou meu cartão?
- Ops - a outra soltou e riu em seguida. - Roubar é uma palavra muito forte, eu só peguei emprestado pra fazer uma surpresa.
- Você tá querendo me matar, ? Meu coração tá pulando - falou, dramático, com uma das mãos no peito.
Seu coração realmente estava batendo mais forte, mas não por causa do susto. Era a aproximação de a passos curtos e despretensiosos que estava causando aquela reação em seu corpo. Ela tinha algo novo em seu olhar, parecia uma diferente da que ele conhecia até então.
A francesa abraçou pelo pescoço, ficando nas pontas dos pés, pois não estava mais calçando as sandálias de salto que estivera usando durante toda a noite.
- Nah, eu não quero te matar - sussurrou, seus lábios roçando os do ao mesmo tempo que as mãos dele iam parar em sua cintura. - Minhas intenções são outras bem diferentes.
- Ah, é? - rebateu e sorriu quando a outra mordiscou seu lábio inferior de leve. - E quais são as suas intenções?
- As mesmas que as suas - respondeu com um sorriso presunçoso estampado no rosto.
- Será? - o jogador questionou em um tom divertido e riu levemente. - No momento, eu só tô pensando em uma coisa.
mordeu o lábio inferior e aproximou a boca ao pé do ouvido do outro para, em uma voz baixa e ligeiramente rouca, dizer:
- Então me diz no que você tá pensando.
sentiu os pelos da nuca se arrepiarem quando ela raspou os dentes no lóbulo de sua orelha.
- Em te beijar - disse, fechando os olhos, e os lábios gelados de deslizaram até seu pescoço. - Você nem imagina a tortura que foi passar a noite inteira tendo que fingir que estava nem aí pra você.
subiu os lábios até a boca do jogador e depositou um beijo demorado. Chupou o lábio inferior dele lentamente, o sentindo apertar os dedos em sua cintura. Contudo, quando tentou aprofundar o beijo, a mulher se afastou e ele abriu os olhos para ver o sorriso divertido que ela tinha nos lábios.
- Eu não disse que a gente estava pensando na mesma coisa? - ela falou em um tom de voz sugestivo e segurou as abas de seu paletó. - Mas, antes, que tal se a gente ficar mais à vontade?
nada respondeu, mas permitiu que tirasse a peça de seu corpo, os dois pares de olhos cravados um no outro durante toda a ação, e o paletó acabou no chão do quarto. Em seguida, ela desafrouxou o nó de sua gravata e também a tirou.
- Você fica tão gostoso de terno, - comentou a francesa ao mesmo tempo que, em um só movimento, puxou a camisa que ele vestia para fora da calça social -, mas, desde que eu pus meus olhos em você mais cedo, eu só conseguia pensar em como gostaria de tirar peça por peça.
O outro riu baixo, um riso um tanto acanhado, e, sem pressa, ela abriu botão por botão, revelando, aos poucos, a pele que estava louca para tocar. Contrariando a si mesma, apenas desceu os olhos pelo abdômen exposto pela camisa aberta e deu meia volta enquanto juntava os fios de cabelo soltos para prendê-los em um coque.
- Abre aqui pra mim, por favor - pediu e não demorou mais do que um segundo para sentir próximo às suas costas.
puxou o zíper do vestido de para baixo até abri-lo completamente e a assistiu se livrar de cada uma das alças até a parte dianteira do vestido cair. Quase sentia os dedos formigarem tamanha era a vontade de tocar a pele das costas nuas da francesa e, quando foi se dar conta, suas mãos estavam tocando a cintura dela.
mordeu um sorriso ao sentir os dedos de deslizarem por sua pele suavemente ao mesmo tempo em que os lábios dele foram de encontro ao seu ombro, depositando alguns beijinhos pela região. Conseguia ver, pelo reflexo do espelho, ele abraçá-la por trás, fazendo com que seus corpos se grudassem ainda mais. O quarto parecia mais quente em meio ao desejo que emanava de ambos e os envolvia cada vez mais, e os dois estavam dispostos a, naquela noite, se deixarem levar pela vontade que tinham de ter um ao outro.
As mãos grandes do jogador subiram pelo tronco de e envolveram seus seios, a fazendo rir baixo em resposta. Ele sorriu e levantou os olhos para fitar, através do espelho, a mulher, que curvou os lábios em um sorriso e cobriu as mãos dele com as suas. A ação encorajou a esfregar as palmas das mãos nos mamilos enrijecidos e a apertar os dois seios de leve, sentindo a firmeza e maciez deles como há meses desejava.
Em meio às carícias somadas aos beijos molhados que o jogador distribuía em seu pescoço, soltou um longo suspiro em aprovação e empurrou o vestido que estava na altura de seu quadril para baixo, o fazendo cair e se embolar em volta de seus pés. Levantou as pernas para se desvencilhar do bolo de tecido e, em seguida, se virou de frente para para tomar a boca dele em um beijo sedento enquanto o despia da camisa, e a peça de roupa não demorou a ser jogada no chão de qualquer jeito. Enquanto se beijavam avidamente, ela deslizou as mãos pelo abdômen definido do até alcançar o cós da calça social. Seus dedos esbarraram na ereção já evidente enquanto a abria e quebrou o beijo com uma mordida no lábio inferior de antes de se afastar com um sorriso satisfeito brincando em seus lábios.
- Tem alguém bem animadinho por aqui, uh? - ela disse, apalpando o volume que a calça social escondia.
- … - rebateu o outro com a respiração entrecortada.
A francesa lançou um olhar cheio de segundas intenções e abaixou as calças de , que levantou as pernas para ajudá-la a tirar a peça. Ela deu alguns passos para trás e o convidou a acompanhá-la com o dedo indicador. não pôde evitar percorrer os olhos pelo corpo coberto apenas por uma calcinha rendada vermelha, se lembrando das tantas vezes que havia imaginado aquele momento, e não hesitou em segui-la até a cama.
engatinhou sobre o colchão, dando uma visão privilegiada de sua bunda para o jogador, e se deitou de lado, a cabeça apoiada na mão. Seus olhos subiram por todo o corpo do homem, admirando cada pedacinho de pele que estava à mostra, e isso fez com que seu desejo aumentasse ainda mais. Seu corpo implorava pelo dele e havia, finalmente, chegado a hora de fazer aquilo acontecer.
- Vem cá - disse ao notar que ele a observava ainda de pé em frente à cama. - Para de pensar tanto, .
- Eu não tô pensando - ele rebateu, fazendo uma careta, e a devorou com os olhos da cabeça aos pés. - Só tô contemplando a cena.
- Por que ficar aí, só olhando, quando você pode vir até aqui e se perder nesse corpinho? - falou, brincalhona, indicando a si mesma com a mão, e piscou um olho.
O riu baixo e também subiu na cama, indo de encontro à namorada, cobrindo o corpo dela com o seu, e tapou a boca de com a sua, a envolvendo em um beijo apaixonado.
O coração da francesa batia mais rápido e ela estaria mentindo se dissesse que não estava um pouco nervosa e cheia de expectativas. Não era com um cara qualquer com quem estava indo para a cama, alguém que não passaria de uma noite divertida de sexo. Era o homem que havia virado seus sentimentos de ponta-cabeça e se tornado parte de sua vida. Estar há certo tempo sem transar com ninguém não era um problema para ela como parecia ser para o namorado, mas contribuía para que estivesse a ponto de enlouquecer de tão ansiosa.
As pernas de envolveram a cintura do jogador e ela pôde sentir roçar, contra o fundo de sua calcinha, a excitação de . Suas unhas arranharam as costas largas dele ao mesmo tempo que rebolou, buscando por maior contato.
- Eu quero que você me chupe, - ela soltou, ofegante, ao quebrar o beijo. A língua do se embolando com a sua com destreza havia a feito imaginar como seria tê-la no ponto de seu corpo que suplicava por ser tocado.
O outro a encarou com um sorriso quase imperceptível nos lábios, os olhos ofuscados pelo desejo, e nada disse antes de descer lentamente pelo corpo dela até alcançar a calcinha vermelha. A intensidade nos olhos dele fez estremecer quando segurou a barra de sua peça íntima e a tirou lenta e torturantemente. A admirou por um momento, nua e completamente entregue a ele, antes de descer a boca até a região entre as pernas dela.
Os olhos da francesa se fecharam quando ela sentiu a língua quente e macia tocar sua intimidade, como se, assim, pudesse aproveitar ainda mais a carícia que a fez ir ao céu. A língua se movia suavemente enquanto experimentava seu gosto e descobria adorá-lo, e observava atentamente as reações que provocava em , que mordia o lábio inferior e se deleitava em suspiros. levou as mãos aos seios involuntariamente e apertou um deles ao mesmo tempo que estimulava o bico do outro, o espremendo entre os dedos, enquanto fazia movimentos circulares em volta de seu clitóris inchado.
A cueca do jogador estava apertada, seu pênis estava duro e implorando por estar dentro de pelo simples fato de ser ele o responsável por dar prazer à mulher que o tirava do sério e o fazia ter os pensamentos mais sujos. Os gemidos e suspiros dela preenchiam o quarto e serviam como combustível para , que se deliciava com o gosto, os sons e a imagem da mulher apertando os próprios seios com as mãos, tomada pelo prazer, e lambia e chupava sua intimidade com cada vez mais desinibição. Ele se sentia confiante e determinado a fazer daquela transa inesquecível.
As mãos de subiram pela maciez das coxas de e, para testá-la, ele brincou com o polegar na entrada de sua vagina, arrancando uma lamúria dela. Tal reação o fez repetir a ação, se divertindo ao vê-la tão desejosa.
- Por favor, me toca - ela praticamente implorou, o fazendo afastar o rosto para revezar o olhar entre a intimidade molhada e o rosto da outra, que o encarava.
- Assim? - ele perguntou com um sorrisinho de canto e passou os dedos tão suavemente pelos lábios da vagina de , que ela fez uma careta de descontentamento.
- Eu também sei fazer joguinhos - ela avisou com um sorriso provocante que fez o outro rir levemente.
- Me diz como você quer que eu te toque, - falou em um tom intenso e envolvente. - Assim?
Dessa vez, adentrou o dedo indicador e o médio lentamente na intimidade de , que jogou a cabeça para trás e soltou um longo suspiro.
Não que fosse necessário, mas ela não respondeu o questionamento, pois estava ocupada demais apreciando o lento vai e vem que, apesar de torturante, era delicioso. Quando a língua do voltou a estimular seu clitóris com vontade e, em seguida, ele retirou os dedos para penetrá-la com a língua, ela sentiu que poderia gozar a qualquer momento contra aquela boca que fazia um trabalho dos deuses.
- Porra, - murmurou, tentando recobrar a sanidade em meio à avalanche de sensações que tomavam seu corpo. - Você estava escondendo o jogo pra me surpreender, né? Isso é muito... É muito bom.
O outro deslizou a língua por toda a extensão quente e molhada de tesão e sorriu de canto enquanto acariciava carinhosamente suas coxas.
- Você é uma delícia, .
Ela sentiu o corpo inteiro estremecer quando absorveu as palavras ditas pelo outro com uma voz baixa e rouca e se deixou levar pela urgência de ter dentro de si quando se desvencilhou dele, se pondo sentada.
- Tem camisinha aí?
- Na mala - ele respondeu e, um pouco perdido, a observou se levantar e caminhar até o outro lado do quarto.
encontrou alguns pacotes de camisinha dentro de uma nécessaire e voltou para a cama com um deles na mão. Mostrou um sorriso travesso antes de empurrar , o fazendo se deitar no colchão, e o deixou completamente nu ao despi-lo da cueca. Mordeu o lábio inferior, se esforçando para conter a ansiedade que a tomou ao ver o membro ereto de desejo por ela, e o envolveu com uma de suas mãos, subindo e descendo os dedos por sua extensão em uma carícia. O prazer estampado no rosto do a fazia se sentir ainda mais quente, a excitação fazendo seu corpo inteiro arder.
Ela abriu o pacote de camisinha e protegeu devidamente antes de se deitar por cima dele e tomar seus lábios para iniciar um beijo violento, quente e que os deixou em êxtase ao levá-los para outra realidade, um mundo paralelo em que existia , e mais ninguém.
As mãos do pousaram na cintura da mulher e ele permitiu que ela chupasse sua língua de uma maneira sensual que o deixou ainda mais aceso. Quando quebrou o beijo, mostrou o sorriso mais sexy que ele já tinha visto até então e o fez perder qualquer resquício de sanidade que ainda possuía. Ela deslizou as unhas do pescoço ao abdômen de , o fazendo sentir um arrepio subir pelo corpo.
- Sabe qual foi a primeira vez que eu imaginei isso acontecendo? - perguntou e o outro negou com a cabeça, a olhando com bastante interesse e curiosidade. - Naquele dia que eu estava passeando com o Athos e você passou correndo sem camisa. Aquilo foi golpe baixo, . Eu deveria ter te processado por desfilar com esse corpo em público - ela contou e ambos riram levemente.
prendeu a respiração quando sentiu os dedos de envolverem seu pênis ereto e pulsante, o acariciando de forma que o fez ver estrelas. Ela levou o membro rígido até a entrada de sua vagina e brincou com ele por ali, desafiando seu autocontrole para ver o jogador perder o dele. Introduziu o pênis em sua intimidade sem pressa, soltando um longo suspiro conforme os dois se encaixavam pela primeira vez. A francesa só conseguia pensar em quão grande e delicioso ele era e foi impossível conter o gemido que escapou por sua garganta.
Os dois se deixaram hipnotizar pelos olhos um do outro quando rebolou e moveu o quadril para cima e para baixo repetidas vezes, fazendo o membro de entrar e sair em um ritmo nem lento, nem rápido, mas que permitia os dois curtirem o momento da melhor maneira possível. O jogador apertou as coxas dela com vontade enquanto soltava alguns gemidos contidos que eram impossíveis de controlar. Ele revezava os olhos entre os de , que o analisavam, nublados pela excitação, e os seios que pulavam sensualmente conforme ela se movimentava para cima e para baixo. Tinha certeza de que jamais seria capaz de esquecer aquela cena e todas as sensações que, pela primeira vez na vida, sentia.
se inclinou para grudar seus lábios aos dele, dando início a um beijo intenso, mas também carinhoso, e rolou para o lado, levando consigo. O ficou por cima enquanto eles ainda se beijavam, se apoiando no colchão com um dos braços, e, com a mão livre, segurou um dos seios da mulher para apertá-lo e acariciá-lo. Seu membro entrava e saía da intimidade de em um ritmo cada vez mais acelerado, conforme a necessidade de ambos se saciarem crescia, e ele quebrou o beijo para descer a boca até um dos seios dela. O abocanhou, fazendo a outra soltar um gemido audível ao mesmo tempo que fincava as unhas em suas costas largas.
Ambos estavam ofegantes e concentrados nos pontos onde seus corpos se conectavam. Mal parecia que era a primeira vez que transavam tamanha era a sintonia de ambos durante as estocadas fortes.
- Desde quando o Zizou te apresentou pra mim - falou com dificuldade, pois estava ofegante e suspiros involuntários escapavam por sua boca entreaberta. franziu o cenho sem entender o que ele queria dizer e não estava em seu juízo normal para tentar entender por conta própria. - A primeira vez que eu quis que isso acontecesse. Eu já sabia que estava ferrado quando te conheci.
apenas mordeu um sorriso, mas não foi capaz de formular uma frase coerente para respondê-lo naquele momento. Ela estava chegando tão perto.
- Só mais um pouquinho, - implorou, incentivando o outro a aumentar o ritmo das estocadas, e desceu a mão por entre seu corpo e o do namorado para estimular seu clitóris.
O clímax veio, trazendo consigo a explosão de sensações deliciosas e, por fim, o alívio. Há muito não sentia nada parecido. Fazer sexo era bom, mas o sexo com sentimentos envolvidos era ainda melhor. Sua reação foi a mais improvável; ela, simplesmente, começou a rir.
também gozou. Havia atingido o limite de seu autocontrole quando ouviu seu nome escapar pela garganta de enquanto ela estremecia sob seu corpo. Ainda se deliciava com o alívio que o tomou quando ouviu a gargalhada da namorada ecoar pelo quarto e franziu o cenho, completamente confuso por não ter ideia do que era tão engraçado. Se jogou no colchão ao lado dela e, conforme esperava a respiração se normalizar, encarou a mulher ao seu lado com um olhar divertido.
- Do que você tá rindo? - questionou sem deixar de rir levemente.
- Eu não sei - respondeu, dando de ombros, e abriu um sorriso para o . - Acho que eu tô feliz.
- Você não existe - ele falou, sorrindo de volta, e a outra estreitou os olhos em sua direção.
- É sério que você quis ficar comigo assim que me conheceu?
- , você é linda - falou , como se essa simples constatação fosse a explicação perfeita para aquele questionamento. - Quem não ia querer ficar com você?
riu anasaladamente antes de puxar o namorado para um beijo calmo e apaixonado.
O casal continuou trocando beijos por mais algum tempo, até se entregarem ao cansaço. A expressão serena no rosto de foi a última coisa que viu antes de pegar no sono e desejou que pudesse dormir com o corpo nu dela junto ao seu por mais outras tantas noites.



Fim.



Nota da autora: Hola, chicas! Espero que tenham gostado dessa surpresinha que preparei com muito carinho pras leitoras de Bola de Ouro especialmente pro Especial All Stars de 2017! E vocês nem imaginam como foi difícil guardar segredo. 😂
Já tem bastante tempo que várias leitoras me pedem pra transformar BDO em uma fic restrita e eu não me incomodo, mas sempre deixei claro que não pretendo fazer isso e que tenho meus motivos pra mantê-la com a classificação +16. O que não quer dizer que, eventualmente, não possam surgir spin-offs como esse daqui hehehe.
Eu não tinha a intenção de transformar essa primeira vez da Lena e do Gareth em um desses spin-offs porque não me achava (e ainda não me acho kkkk) capaz de transmitir a importância de uma cena assim pra um casal como esse, mas resolvi tentar e ver o que saía pra agradecer pelo apoio ao longo desse ano de 2017. E espero que essa short tenha ficado pelo menos boazinha! hahaha.
BDO é uma fic muito especial pra mim porque eu idealizei ela por muitos anos sem me dar conta, além de envolver o Bale, que pra mim é um grande ídolo, alguém que eu admiro não apenas como jogador de futebol, mas também como pessoa, e, é claro, também por ser totalmente sobre o time pro qual eu vendi a minha alma e não me arrependo hahahaha. Eu me cobro muito em relação a todas as minhas histórias, mas com essa, em especial, o negócio é mais sério. Escrevo BDO com uma dedicação redobrada e fico realmente muito feliz com cada leitora nova que aparece, cada comentário, cada indicação… É por isso que preciso deixar aqui o meu muito obrigada por todo carinho, por lerem a história da Lena e do Gareth (mesmo que leiam com outros nomes kkkk), e espero ver todas por aqui em 2018 também, porque ainda tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte.
Beijos e feliz Ano Novo! 💜





Nota da beta: Um round, casal? Vocês tão muito fracos! Depois de passar meses desejando esse corpinho de Gareth Bale, eu ia destruir esse quarto kkkkk
Mas milagres de natal/ano novo existem, meu povo, e sexo de Bale e Lena é um deles! E eu amei, Babi, como amo cada palavrinha que tu escreve dessa fic e desse mundo maravilhoso que é BDO. Mundo esse que trouxe muito mais que qualquer uma de nós podia imaginar, né?!
Me sinto muito honrada de poder betar essa e todas suas fics, Babi, porque sei que tu nem precisa de mim pra isso kkk Então saber que você quer que eu faça parte disso me deixa muito feliz mesmo.
Então muito obrigada e que 2018 seja um ano repleto de inspiração pra ti, porque o mundo precisa conhecer esse hino de autora que dona Babi S. é!
Beijos e abraços 💜

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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