Postada em: 16/09/2017
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Capítulo Único

Verão
여름


Encarei a casa amarela de dois andares no bairro residencial e sorri para a decoração agradável. Havia um pequeno jardim frontal após a pequena cerca branca que ultrapassei em seguida, já ouvindo o burburinho das vozes e o barulho da música que vinham do terraço. Subi os dois degraus da entrada e toquei a campainha da porta, já pegando o celular para mandar uma mensagem à Hye Jin, certa de que ninguém ouviria o barulho soar do lado de dentro.
Antes que eu pudesse terminar de digitar uma frase, para a minha surpresa, a porta se abriu e minha amiga apareceu sorridente, abrindo os braços para mim em um gesto acolhedor.
– Imaginei que fosse você! – ela me apertou em seu abraço e eu retribuí, sorrindo.
Hye Jin estava sendo meu lar na Coréia do Sul, uma amiga que me acolheu como irmã e que era parte responsável pela minha sobrevivência em um país tão diferente de minha terra natal. Eu era extremamente grata a tudo que ela vinha fazendo por mim, especialmente pelo seu empenho para que eu não permanecesse isolada e sem companhia. E era justamente por isso que eu estava ali naquele momento, em um lugar que eu não conhecia ainda, para a festa de aniversário de seu namorado, Jaeyoung.
– Ainda não sei se é uma boa ideia, mas estou feliz pela comida que você me prometeu! – brinquei quando ela me deu passagem para que entrasse na sala igualmente bem arrumada.
– Deixa de ser tão desconfiada! – ela riu, tocando o meu ombro e me guiando por entre os cômodos – Os amigos de Jaeyoung são legais e ele está feliz que você veio!
Não pude deixar de rir um tanto nervosa, já antecipando as horas de socialização que viriam pela frente. Nunca fui muito boa em fazer amizades, mas estava disposta a me esforçar pelo meu casal favorito de toda a Ásia.
– Falando nele... – comecei, olhando ao redor da área aberta que tínhamos entrado, percebendo mais flores na decoração – Ele tem uma casa linda! Eu tô completamente encantada e isso desde a entrada!
Hye Jin riu, olhando para mim com uma cara de apaixonada que era tão comum quando falávamos de Jae. Ela afastou sua franja lisa e loira antes de me responder, sorrindo.
– Ele é sensível ao extremo, você sabe. A casa é cheia de flores assim porque ele diz que é inspirador e ajuda no trabalho. Mas espera só até chegarmos lá em cima!
Sorri para seu entusiasmo e a segui pela escada caracol acima, percebendo o barulho ficar mais forte conforme avançávamos os degraus. Mal pude reparar no grande grupo de pessoas que ocupava o lugar assim que chegamos porque minha atenção era toda da decoração. Pequenas luzinhas, tal qual pisca-piscas de Natal se estendiam em varais acima de nossas cabeças e flores coloriam todo o cercado de ferro ao redor do terraço retangular.
Tinha cheiro de primavera, mesmo que estivéssemos no verão.
– Ficou lindo, não? – minha amiga perguntou ao meu lado, também olhando ao redor – Por favor, não dê créditos somente a ele aqui, as luzes foram ideia minha! – rimos juntas e ela entrelaçou seu braço ao meu, me guiando em direção ao anfitrião.
Passamos por entre algumas pessoas que eu nunca havia visto na vida e agradeci mentalmente por ela ter deixado as apresentações para depois, mas sorri assim que reconheci a figura de Jaeyoung rindo de algo que um rapaz mais baixo ao seu lado falava. Seu sorriso grande e divertido logo foram direcionados a mim quando ele me viu e acenou. Jae era um cara extremamente fácil de lidar e parecia sempre estar de bom humor. Não era difícil entender o porquê de Hye Jin ser tão apaixonada por ele.
–Yoongi, acaba de chegar a pessoa que vai competir com você no quesito antissocial! – ele direcionou o olhar do rapaz para mim e ainda sorrindo eu os cumprimentei, me curvando levemente e vendo os dois rapazes fazerem o mesmo.
– Feliz aniversário! – exclamei esticando meus braços para colocar em suas mãos a pequena caixa com meu presente e o vaso com a muda de pimenta que comprara para ele.
Jae inclinou o corpo para trás, como se estivesse surpreso e me abraçou rapidamente antes de aceitar o que eu lhe dava.
– Obrigado, ! Você não precisava ter se incomodado em me presentear, sabe disso! – ele sorriu e eu abanei uma das mãos, pronta para dizer que não era nada demais, mas seu acompanhante me interrompeu antes que eu pudesse fazê-lo.
– Ei, não seja mal agradecido! Essa é uma espécie da Indonésia – o rapaz se referiu à muda de pimenta e eu sorri por ele ter reconhecido a plantinha de folhas tão características –, é ótima para se ter em casa. – ele sorriu para mim, um sorriso pequeno e casual, mas que me fez demorar um pouco mais para tirar os olhos dele, percebendo como suas bochechas arredondadas não deixavam que sua expressão seguisse o tom incisivo de seus olhos.
– Este é Min Yoongi, . – Hye Ji nos apresentou e nos curvamos brevemente antes dele esticar a mão para que eu apertasse; seus dedos longos e ligeiramente frios fizeram algo se remexer em meu estômago – Ele é meio sabe-tudo igual você – ela implicou, rindo, e o namorado concordou –, poderia apostar que irão se dar bem.
Sorri no instante em que Good Kid de Kendrick Lamar começou a tocar e me virei para o aniversariante.
– Sempre posso contar com seu excelente gosto, Jae. – ele exagerou na expressão de agradecimento, colocando a mão livre no peito e me fazendo rir.
– Apenas o meu melhor pra você não comer e ir embora correndo.
– Ei!
Tentei me defender, mas apenas caí na gargalhada com meu casal de amigos, parando gradativamente ao perceber o olhar analítico de Yoongi sobre mim enquanto ele muito facilmente acompanhava a letra da música.
– Você gosta do rei Lamar, também? – perguntei à ele, sorrindo amigável.
– Só toca rap na playlist do Yoongi, . Você deveria mostrar as suas pra ele. – minha amiga sorriu e me lançou um olhar que eu não entendi a princípio, mas quando voltei a olhar Yoongi e sua atenção em mim, senti um frio na barriga.
–Notorious BIG ou Tupac? – ele perguntou sorrindo de lado e eu gargalhei.
– Fala sério!
Mal notei quando Hye Jin e Jaeyoung saíram de perto quando nossa conversa fluiu fácil e a noite agradável de verão nos acompanhou até o fim da festa.

Outono
가을


– Oh, já está funcionando?
Sorri ao ouvi-lo indagar retoricamente. Logo a câmera parou e pude enfim vê-lo. Seus lábios se esticaram em um sorriso pequeno e seus olhos sempre tão francos estavam em mim mesmo de tão longe. Meus ombros caíram em alívio e eu soltei a respiração lentamente, sentindo se espalhar pelo peito um formigamento gostoso, feito cócegas, que me fez sorrir mais do que ele, nem um pouco cautelosa em demonstrar como era bom vê-lo.
– Você está em roupas tão leves que me sinto com inveja.
Seu rosto se tornou uma careta, enquanto seus lábios formavam um bico de quem estava desgostoso com algo. Deus sabe como meu coração pareceu expandir em meu peito.
– Está calor por aqui. Eu te contei, lembra? – sorri, vendo-o assentir – Eu deveria virar a câmera para que você possa ver o mar de longe? – impliquei e o vi acentuar a careta e logo depois abanar uma das mãos livres.
– Me deixe olhar pra você mais um pouco. Vou ficar triste em ver o mar em um clima quente enquanto estamos em um frio desgraçado por aqui.
Me deixe olhar para você mais um pouco.
– Ei, sem xingar!
Ouvi alguém gritar para ele e ri, lembrando-me de perguntar como estavam as coisas.
– Como você está? Todos estão bem?
Seu rosto voltou a ficar lívido quando ele respondeu. Pude perceber como suas bochechas pareciam um pouco rosadas, talvez pelo frio. Cada pedacinho meu parecia saber como ele era lindo e como eu era facilmente capturada por ele.
– Estamos bem, mas você sabe como é. – assenti, imaginando como deviam estar atarefados com as apresentações de final de ano.
Por um instante seus olhos foram para longe e ele riu, voltando seu olhar para mim.
– Jin está mandando um beijo. Não vou filmá-lo pois ele não está em roupas apropriadas. – seu riso continuou quando ele olhou brevemente na direção do mais velho, seu companheiro de quarto.
As ruguinhas que apareciam ao lado de seus olhos e o modo como ele movia os ombros enquanto ria me fizeram demorar a responder o cumprimento de Seokjin.
– Diga que eu mandei outro e que espero que ele esteja descansando bem e que continue sendo lindo.
– Essa última parte não requer o menor esforço,, você sabe!
Ele gritou de alguma parte do quarto e eu ri. Yoongi olhou para ele com os olhos sérios de quem não achou graça. Continuei rindo.
– E como você está? Quando volta?
Seus olhos transpareciam o interesse genuíno que tanto me encantava. Gostaria de poder voltar o quanto antes, naquele exato momento, inclusive, era o que eu poderia dizer tamanha a vontade de estar verdadeiramente perto dele. Meu tempo fora após o final do mestrado estava quase terminado. Precisei voltar ao meu país por pura burocracia, mas não via a hora de estar de volta novamente.
– Estou matando as saudades de casa, mas volto logo.
– E não sente falta daqui? – ele perguntou, como se pudesse insinuar algo – Você provavelmente não sente falta do frio, mas existem outras coisas, você sabe...
Uma centelha de vergonha passou por seus olhos, quando ele sorriu meio sem jeito, mas logo ele estava tão assertivo quanto antes.
– Óbvio que sinto falta. Mas eu estarei de volta para o Ano Novo Lunar. Não falta muito.
– Eu vou estar livre quando você chegar.
Então ele sorriu do meu jeito favorito. Parece simples se você olhar sem atenção, como qualquer outro sorriso, mas era especial. Ou talvez eu seja suspeita demais para julgar. Havia algo em como seus olhos pareciam se iluminar entre as fendas que se fechavam ainda mais por conta de como os lábios tornavam as bochechas infladas. Parecia tão genuíno. Era por isso que ele quase sempre o reprimia.
Senti meu coração atrasar uma batida.
Lembrei-me de responder quando ele rapidamente olhou o relógio. Provavelmente tinham algum compromisso.
– Eu vou chegar em breve. – sorri.
– Traga um pouco do verão com você, como você sempre faz.

Inverno
겨울


“Must be feeling you before falling asleep
You are my sleeping pill”¹


Passava da 1 a.m. e o táxi percorria as largas ruas de Seul em uma velocidade suficiente para que todo o resto parecesse um borrão.
Eu havia demorado mais que o previsto, então meu peito murchava pela possibilidade de não vê-lo logo. Passei pela entrada do pequeno prédio e subi até meu andar, suspirando frustrada pelo atraso do vôo.
Não acendi as luzes. Apenas retirei as botas e enfiei meus pés nos chinelos colocados sobre o carpete. Botinas pretas estavam ao lado de meus tênis surrados, logo na entrada, e com estranhamento tentei lembrar se ele havia as deixado da última vez que esteve por ali.
Meu coração adiantou algumas batidas ao pensar na possibilidade dele estar esperando por mim.
Apressei-me para dentro e sorri por antecipação ao encontrar a porta do quarto entreaberta e a luz da luminária escapar um pouco para o estreito corredor.
Silenciosamente entrei, encontrando-o sentado à minha mesa de trabalho, concentrado em um de seus caderninhos de letras. O conhecido formigamento no peito estava de volta e parecia dez vezes mais forte, como se espalhasse a sensação por todo o meu corpo.
O suéter branco e por dentro a camisa listrada, os jeans escuros, os pés descalços. Tão à vontade em meu canto como eu sempre quis que ele se sentisse. Como se fosse seu. Pois eu compartilharia com ele tudo o que eu tinha, se ele quisesse, desde aquelas pequenas coisas materiais, até as maiores que eu guardava dentro de mim.
Não havia uma parte sequer de meu corpo que não estivesse aliviada em vê-lo novamente. E como se meu olhar pesasse sobre ele, Yoongi levantou os olhos para mim, perdendo alguns segundos até finalmente reagir, trazendo à tona aquele sorriso.
Quando me adiantei para ele e me coloquei entre suas pernas para abraçá-lo e instantaneamente seus braços rodearam minha cintura, me tornei puro êxtase. Alívio e preenchimento.
Segundos depois, e em um mínimo afastamento, suas mãos frias deslizaram para meus braços até minhas mãos e eu envolvi as suas fortemente.
– Finalmente seu calor de volta.

“Oh, I really had a long day today
You know, I need you right now”


Então era como se tudo estivesse em seu lugar, quando seus dedos longos não foram capazes de se afastar de minha pele, com a desculpa de que só assim se manteriam aquecidos. Eu tampouco me importava. Nada me faria tão bem quanto sua companhia.
Em momentos como aquele o silêncio nos confortava, enquanto ele olhava através de mim e parecia criar um mundo só seu em sua mente, que poderia ter sua história contada em rimas rápidas e afiadas.
Eu ansiava com o dia em que aquele mundo fosse compartilhado comigo, para que eu pudesse levar meu calor para cada pequena parte que se mantivesse fria, para que eu pudesse colocar em meus braços seus sonhos secretos – aqueles cujo ele fingia não ter para parecer mais forte –, para que pudéssemos carregá-los juntos. Eu dividiria com ele, então, o fardo de suas dores antigas e o deixaria descansar um pouco, soltar o fôlego lentamente.
Não é sobre isso então que se trata esse formigamento? Não é outra coisa senão essa necessidade e ansiedade de espalhar esse sentimento até que pudesse atingi-lo inteiramente, para que fosse sua proteção. Não um muro ou uma redoma que o afasta de tudo, mas que o integra, o que o faz pertencer a algo.
Talvez eu estivesse em meu caminho para isso, enquanto ele me olhava ternamente antes de fechar os olhos para dormir tranquilamente ao meu lado.
Sua feição tranquila e respiração regular eram minha última visão até eu mesma fechar meus olhos. Sem por um segundo sequer deixar de senti-lo em mim.
Logo percebo também, antes de verdadeiramente cair no sono, que eu não seria capaz de deixar de senti-lo novamente. É sobre isso, principalmente, que se trata o sentimento que nos unia em sono compartilhado: eu não poderia mais deixar de tê-lo em mim, sob minha pele, mostrando-se vivo em cada acelerada do coração, em cada sentimento de êxtase ao ouvi-lo, em cada instinto absurdo de proteção.
É disso que se trata o amor.
Mesmo nos dias mais longos. E principalmente nos dias mais felizes.
Uma queda que se transforma em caminhada.
E eu estava mais do que feliz pela companhia que tinha.

Primavera


Todo o parque de Banpo estava florido e eu não conseguia parar de sorrir. Nossas roupas leves demonstravam que o sol brilhava acima de nossas cabeças e que o clima estava agradável sobre nossas peles.
Olhando ao redor, era possível perceber os vendedores de flores frescas oferecendo os arranjos tão cuidadosamente feitos para os casais que ali estavam. Pessoas de bicicleta percorriam as trilhas e crianças corriam para todos os lados, assim como cachorrinhos de todos os tamanhos. A primavera era a responsável por aquele cenário adorável e que me fazia sentir leve.
Enquanto caminhávamos para a sombra de uma árvore mais afastada, fui surpreendida pelos dedos dele tocando os meus e logo minha atenção estava no contato mínimo de nossas peles, no movimento de seus dedos na ação de entrelaçar-se aos meus, apertando sua palma contra a minha logo em seguida.
Aquela era a primeira vez em meses, três estações depois de termos nos conhecido, que ele segurava minha mão daquela forma, em público.
Nunca havia existido essa cobrança entre nós, especialmente porque eu entendia no que aquilo implicaria para ele, especialmente se fossemos vistos. E foi por isso que meus olhos o indagaram silenciosamente logo depois.
Yoongi virou o rosto para mim e, mesmo que eu não pudesse ver parte de seu rosto por causa da máscara branca que o cobria, eu soube que ele sorria pelo jeito que seus olhos se fecharam em pequenas fendas de um preto brilhante, que despertavam em mim os meus melhores sentimentos. Sorri de volta e apertei sua mão na minha mais uma vez, sentindo que havíamos caminhado mais um passo importante e que a minha primavera estava ainda mais florida a partir dali.
Aquele gesto, pequeno para os demais, era grandioso para nós, e significava, acima de tudo, que ele confiava em mim para seguir em frente, e que nossas guardas estavam cada vez mais baixas. Para nós. E somente para nós.
Assim que chegamos debaixo do arbusto, coloquei a cesta de lado e o soltei para que pudesse arrumar nosso piquenique, no estilo mais tradicional possível. Mas voltei meu olhar questionador para ele novamente quando seus dedos impediram os meus de se afastarem.
– O que foi? – perguntei, sorrindo.
Ouvi sua risada fraca soar rapidamente antes dele responder.
– Não podemos só ficar aqui, juntos, por alguns instantes?
Sua pergunta aqueceu meu coração como o sol de verão.
– Pelo tempo que você quiser.
Aconcheguei-me ao seu lado e deixei um suspiro sair, relembrando o verão, o outono e o inverno, os últimos seis meses, nossos passos e nossa aproximação e eu soube, naquele momento, que eu seria o seu verão e ele seria o meu, e não importaria em qual mês do ano estivéssemos. Se estivéssemos juntos, nossos corações estariam aquecidos.

[1] Os trechos citados são da música Calling In Love, da SURAN, cantora que divide SoFarAway com Yoongi.


Fim.



Nota da autora: Essa pequena fic foi escrita em um formato diferente para o aniversário do Yoongi nesse ano, num surto de amor em uma madrugada e é muito bom compartilhá-la com vocês. Tem muito amor em cada linha e espero que vocês sintam daí. <3
Espero que gostem!
xx
Thainá M.



Outras Fanfics:

02. We All Roll Along (Ficstape #057 – The Maine: Can’t Stop Won’t Stop)
03. Drunk In Love (Ficstape #020 – Beyoncé: Beyoncé)
07. No Promisses (Ficstape#043 – Shawn Mendes: Illuminate)
08. Emily (Ficstape #51 – Catfish And The Bottlemen: The Ride)
09. Long Way Home (Ficstape #030 – 5 Seconds Of Summer)
10. Sorry (Ficstape #034 – Jonas Brothers: A Little Bit Longer)
11. Outside (Ficstape #51 – Catfish And The Bottlemen: The Ride)
12. Don’t Stop Me Now (Ficstape #011– McFly: Memory Lane)
12. Foreigner’s God (Ficstape #033 – Hozier)
14. You & I (Ficstape #023 – John Legend: Love In The Future)
Amor em Irlandês (Especial Equinócio de Setembro)
Beside You (5SOS/Shortfics)
Calling in Love (BTS/Shortfics)
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Date Night (EXO/Restritas/Shortfics)
Don’t Close The Book (Jonas Brothers/Shortfics)
Love Me Love Me (Winner/EmAndamento)
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Mixtape: Listen To Your Heart (Awesome Mix: Volume 1: “80/90’s”)
Thankful (Especial Extraordinário)



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