Carta pra Você

Finalizada em: 24/01/2020

Capítulo Único

Já era noite, depois de um longo dia de trabalho, null chega em casa. Acende as luzes, coloca a mochila em cima da mesa e nota que tem vários envelopes ali.
“Meu Deus, pra quê tanta conta?” – pensa ele. – Energia, celular, propaganda, mais propaganda, carta da null... – ele vai falando. – Ops, carta da null? – então ele abre com pressa o tal envelope. [n.a: calma que vocês vão já entender tudo!]

null se apaixonou, conheceu uma garota que estava fazendo intercâmbio em Londres e se apaixonou de verdade. O nome da guria era null, para ele era null. Sabe aqueles amores avassaladores que você nem nota que se apaixonou e quando vê tá apaixonado? O amor deles foi bem assim. E aí, vamos saber o que tinha na carta?

“Oi, null, tudo bom?
Eu sei que estamos na era dos e-mails ou mensagens de celular, mas eu queria algo mais próximo que nos ligasse. Essa carta é mais do que uma mostra da saudade que eu estou sentindo. Tudo o que aconteceu entre a gente é passado e sei que tudo o que sentimos valeu muito a pena, foi/é verdadeiro. Não sei como está sua vida, se você está namorando ou coisa do tipo, mas acho que três meses não é tempo suficiente para engatar outro romance. É, são três meses que parecem três anos. Eu estava aqui de bobeira e acabei escrevendo uma música, não sei se vai te agradar, mas eu gostei. Lá vai ela:

- CARTA PRA VOCÊ –

Eu tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo
É sobre você
Eu não posso me enganar
Fingir que estou bem
Porque não estou
Preciso de você
Preciso de você
Essa noite’


Era mais ou menos isso que ele sentia, tudo o que ele pensava em fazer ou sair ou comer... Estava tudo sendo muito complicado, porque o rosto, voz, cheiro da null vinha em sua mente. Foi assim que algumas lembranças tomaram conta dos pensamentos dele.

Era um dia super calmo em Londres, depois de um show daqueles, casa lotada, meninas enlouquecidas e tudo mais, tudo que aqueles quatro garotos queriam era pizza e depois cama. Oi? ‘Pera, como assim? Pois é, o null era baterista de uma banda, McFLY. Ao saírem do show, pararam em uma pizzaria um tanto longe do local do show para tentarem comer sossegadamente. Já era um tanto tarde, Fletch ligou encomendando as pizzas, pedindo total discrição e que os meninos estariam lá. Não demoraram muito a chegar.
- DUDE, QUE FOME! – gritou null.
- Isso, null, chama mais atenção que aí você não vai poder comer. – Fletch repreendeu o garoto.
- Sorry! – ele se desculpou com um sorriso amarelo.
- Dudes, que show top! Foi muito bom, aquelas garotas estavam super na vibe. – null disse.
- Verdade, elas estavam muito boas. Tinha uma na frente que... – null falou com uma cara de safado.
- Que a Gio não me escute, mas que tinhas umas gostosas ali, tinha! – foi a vez de null comentar.
- Aham, falou o puritano do grupo, viu. – null riu e pegou o celular para checar o WhatsApp.

Alguns minutos depois as pizzas chegaram. null estava um tanto atrapalhada levando, pois era uma banda famosa que ela estava atendendo ali. Não era muito fã deles, conhecia umas músicas e não achava nada de mais neles. Foi se aproximando e eles começaram a fazer algazarra com a chegada das pizzas. Ao todo foram cinco pizzas pedidas e as cinco estavam na mesa, ela estava anotando o pedido das bebidas.

- Eu quero cerveja. – disse null.
- Eu também quero cerveja. – null acompanhou.
- Traga logo quatro cervejas, porque eu sei que todo mundo vai querer. – disse Fletch sem paciência.
- Antes de tudo, traz uma água pra mim. – null foi olhando para a garota fazendo seus olhos se encontrar. E foi assim que null conheceu a null. Ele um baterista de uma banda e ela uma simples garçonete.

‘E hoje estou aqui
Só pra te cobrar
O que você disse
Que iria ser pra sempre
Mas não foi assim
Agora o que me resta
Escrever nessa carta
Pra lembrar’



null continuou a ler a música. Ele sabia que ela tinha uma sintonia imensa com as palavras, quando ela queria escrever algo lindo... Ela conseguia com certeza. O McFLY mesmo já tinha gravado várias músicas dela.

Era uma manhã de domingo, null havia passado a noite na casa de null. Os dois já estavam juntos há quatro meses. O rapaz então foi acordando e vendo que a namorada já estava de pé.

- Bom dia, princesa! Já acordou? – ele foi dizendo com a voz um tanto arrastada.
- Bom dia, meu amor! Acordada nada, nem dormi. Estava aqui escrevendo uma música. – ela dizia um tanto animada.
- É mesmo? Deixa eu ver se tá boa mesmo. – ele foi sentando na cama e encostando-se à cabeceira. Ele sabia que vinha coisa boa, pois ela tinha um dom maravilhoso pra música. Ela a entregou o papel e ele começou a ler.
- Fica lendo aí, que eu vou fazer um café especial para o meu namorado mais lindo. – ela disse dando um selinho no namorado e saindo pela porta só de calcinha e sutiã mesmo.
- Princesa, isso tá maravilhoso, achei até a melodia pra ela. – null disse quando null entrava no quarto.
- Você é suspeito pra falar, ok, null? Vem, comer! – ela chamou o namorado e segurou a mão dele para fazê-lo levantar da cama.
- Essa música vai ser sucesso, tenho certeza disso! – ele se levantou e abraçou a namorada, dando-lhe um beijo intenso. Quem tem dúvidas que eles voltaram pra cama durante o beijo? [n.a.: porque não ter um agarro matinal?]

‘Eu passo tanto tempo
Só te procurando
Em um outro alguém
Mas não posso me enganar
Sinto sua falta
E ninguém pode ver
Preciso de você
Preciso de você
Essa noite’



null e null namoraram por um ano e meio. Foi um namoro um tanto intenso, pois eles moravam juntos desde os sete meses, quando notaram que null morava mais na casa dele que na dela. Mas o tempo passou rápido e quando viram faltavam apenas 15 dias para a volta dela.
Já era quase dezembro, o outono já estava indo embora, o frio estava grande. Era duro pensar que eles teriam de se separar.

- É tão chato ter que arrumar as malas pra voltar. – ela dizia enquanto separava parte de suas roupas e as colocava em uma mala.
- Você não precisa voltar, está indo porque quer. – null observava a namorada.
- Claro que eu tenho que voltar, null! Minha família tá toda no Brasil, não posso simplesmente mandar uma mensagem avisando que não irei mais voltar. – null dizia rindo do comentário do namorado.
- Então, faz o seguinte: você volta, dá um abraço bem apertado nos seus pais e diz que precisa voltar e vem no dia seguinte. – ele se achou muito esperto e inteligente quando falou isso.
- Com certeza, meu amor. Você tem toda razão. – null ria do comentário do namorado, só ele mesmo pra fazer esse tipo de coisa. Ela terminou de dobrar o vestido que estava em suas mãos, colocou-o na mala e se deitou ao lado do namorado. – Amor, se for para ficar juntos, eu voltarei, tenho certeza disso.
- Você vai voltar, pequena. – Ele disse dando um selinho na garota.
- Eu te amo, null! – ela disse.
- Eu te amo, null! – ele respondeu.

‘E hoje estou aqui
Só pra te cobrar
O que você disse
Que iria ser pra sempre
Mas não foi assim
Agora o que me resta
Escrever nessa carta
Preciso de você’



Os dias passaram muito rápido e era dia da null voltar para o Brasil. Ela não quis muitas despedidas, pediu para que apenas null a deixasse no aeroporto e assim estavam os dois. Ela já tinha passado pelo portão de embarque e ele estava indo para onde o pátio, ver os aviões decolarem. Não sei qual dos dois estava mais triste, mas aquele momento era necessário. Ela precisava voltar. Foi aí que ele viu o avião dela subir e partir.

‘Espero que tenha gostado da música, porque ela foi feita com muito amor”. Estou com saudades, null! Ah, vira o papel, tem uma surpresa pra você com esse clip ali em cima.’

null estranhou, pois não tinha notado que tinha um clip na folha. Então ele pegou os dois papéis que estavam junto da carta. Um deles era um retrato de uma ultrassonografia, onde tinha escrito que ele seria papai. null não conteve as lágrimas ao ver aquele retrato, ele seria papai de um filho com o amor da sua vida. E no outro era a cópia da passagem dela, ela iria voltar para Londres e eles teriam um filho juntos. E faltavam apenas 15 dias para isso acontecer. O que ele fez? Pegou o telefone e ligou com urgência pra ela.

- Alô, null? – ele disse com um sorriso enorme no rosto.




Fim.



Nota da autora: Será que terá a segunda parte desses dois? Essa fiction foi escrita numa madrugada de sexta para sábado. Pois é, se não tem baladinha, tem fiction morta de feliz. Muito obrigada para quem leu, porque eu sempre escrevi fictions e nunca enviei kkkkk.

Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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