FFOBS - Chaos, por Gracie


Chaos

Última atualização: 02/08/2018

Capítulo 1
'' Hoje à noite eu sonharei que você ainda pode ser minha''

encarava a guitarra em seu colo enquanto pensava na continuação da sua próxima música. O gelo em seu copo de Whisky derretera e espalhara-se por seu carpete. Os cabelos loiros de atrapalharam sua visão ao pegar o celular e ler a mensagem de sua noiva, Serena. A ruiva o enchia de xingamentos através das mensagens e se deu conta de que estava atrasado. Duas horas atrasado para o casamento da irmã de Serena. 
Correu para a porta de saída e, sem ao menos se arrumar, entrou no seu Audi R8, deixando seus carros antigos de lado e foi para Manhattan. Aerosmith tocava no último volume de seu conversível preto com o teto aberto e as mechas loiras balançavam conforme a melodia. 
Até mesmo as notas musicais gostavam de .
'', você poderia ao menos ter me avisado que não viria. Não sei nem como explicar para a minha irmã o motivo de você ter faltado no CASAMENTO dela. Aliás, não tente inventar de aparecer aqui. Já estou indo embora.'' A voz da ruiva atravessou o telefone após recusar 2 chamadas.
Parou o carro em frente a casa vitoriana e pôde escutar a música que provavelmente incomodava todos os vizinhos do quarteirão. Os noivos escolheram a casa para fazer um casamento mais ''simples'' que combinava com os médicos de Nova York. Entrou sem bater e deu de cara com Serena emburrada, de saída, tentando ligar para .
— Ei, calma. Estou aqui. Demorei pois estava em trabalho, você sabe, não tenho culpa. — O músico acariciava o ombro da noiva, que o encarava com ódio.
— Sério, ? Você me prometeu que não iria para nenhuma reunião de trabalho, você sabia que era o casamento da . Eu liguei para sua agencia e me disseram que você não tinha NADA marcado para esse horário. — Ela desvia de e vai em direção ao carro do noivo. — Pelo menos me leva embora.
— Te levar embora? Eu não sou seu motorista. Peça um Uber, ou volte com quem te trouxe aqui. Aliás, cadê o meu motorista? — pergunta, fazendo a ruiva abrir uma cara perfeita de indignação.
— Eu fiquei te esperando, . Pedi um táxi e vim para cá. Você é um babaca mesmo. O mínimo que tinha que fazer é me levar para casa.
— Mas é o casamento da minha cunhada preferida, Serena. Eu comprei um presente para ela. E para você também, Katye. — Ele abre um sorriso cínico e mostra um pequeno buquê de flores para ela.
Ela encara o noivo com seus olhos levemente cerrados.
— Katye? Eu sabia que você estava me traindo!... Você está bêbado?!— Serena tira os óculos escuros do rosto do garoto. — VOCÊ ESTÁ BÊBADO, ! Eu não aguento mais. Pega essas flores e enfia no se... — Ela pegou o buquê de rosas da mão do músico e tacou em seu rosto, fazendo com que caísse do pequeno degrau da porta e se defendesse com as mãos. 
— Ai, porra! Para!
— Babaca — Serena pegou sua aliança que brilhava até a esquina e jogou no chão, fazendo o barulho ecoar na cabeça de .
A ruiva entrou no carro de , que por costume, deixava as chaves na ignição, apertou o botão e o músico se deu conta do que ela estava fazendo quando escutou o barulho do carro. 
— EI, EI, EI! QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO, SERENA? O MEU CARRO NÃO! — Ele correu até o conversível e tentou convencê-la a devolver seu carro.
— Viu só?! Só se importa com a porra do carro! Vai se foder, ! — Ela mostrou o dedo do meio e arrancou o carro, propositalmente fazendo barulho.
encarava o carro desaparecendo na rua e respirou fundo.
— Merda.
 Escutou uma risada baixa e virou-se para a porta, encontrando Phillipp e sua cunhada, . O, agora cunhado, encarava o musico chocado e a mulher de vestido branco acinzentado ria discretamente com a mão na boca.
... sua irmã é louca, cara.
— Uau. Vocês conseguiram mesmo fazer uma cena no meu casamento. Entra, . Chame seu motorista. — Phillipp falou e ficou surpreso com o amigo. Se fosse em outros tempos, Phillipp já estaria bêbado e teria acalmado os dois.
entrou na casa e se impressionou com a decoração do lugar. era uma médica renomada em Nova York e para manter as aparências, escolhera um lugar mais ''reservado'' para fazer sua festa de casamento já que a nata da sociedade compareceria ao evento.
As flores combinavam com o vestido da noiva e logo a encarava.
— Ah, ...  a festa já está acabando. — Ela sorri, mais por pena do cunhado.
— Me desculpem. Vocês não sabem como é... eu trabalho muito.
— Nós sabemos sim, acredite. — O noivo respondeu, friamente.
— Cara... me desculpa. , eu não traí a Serena, só troquei o nome.
— Certo, . Eu não quero saber. Eu gosto de você mas ela ainda é minha irmã. 
— Acho melhor você ir para casa, não quero confusão.— Phillipp disse. 
suspirou e caminhou até a saída.
— Espera... eu acho que você deveria esperar o efeito do álcool passar, . Não é uma boa ficar dirigindo embriagado por aí. Como médica eu não posso deixar você ir assim.— falou e os dois a encararam.
— Certo... — Phill relutantemente aceitou o cunhado em sua casa.
riu e atravessou o hall de entrada, encontrando poucas pessoas conversando entre si.
A música clássica estava alta e apenas deu olhos as mulheres e as bebidas presentes.
Lembrou-se do presente que comprara para os noivos.
Tirou um pacote de maconha do bolso de sua calça jeans preta e levantou aos olhos do Doutor.  Phillipp arregalou os olhos e rapidamente tirou o pacote de suas mãos.
— Tá maluco, ? Aqui só tem médico. — O noivo disse enquanto ria e pegava uma taça de champanhe da bandeja do garçom.
— Qual é?! Vai me dizer que você não fuma mais? — Ele falou alto e o médico arregalou os olhos novamente.
observava a cena e ria de como eles parecessem dois adolescentes escondendo algo de seus pais.
Ela observou as roupas do guitarrista e percebeu que seu traje era simples e se encaixava em qualquer lugar.
Sua camisa preta colada em sua barriga exibia seus músculos definidos e ela observara em como a manga arregaçada exibia suas inúmeras tatuagens em seus braços, subiam das mãos até os braços. Ele havia feito novas tatuagens. Aquela cena deixou curiosa. De repente ela quis saber a história de todas as tatuagens. , após Phillipp se afastar, percebeu que encarava seu braço. Já estava acostumado com as pessoas tentando decifrar seus desenhos.
— Quer ver? é uma homenagem para Serena. — Ele levantou ainda mais a manga de sua camisa e uma tatuagem se mostrou. Era um coração. Um coração humano.
— O que significa? — Ela perguntou enquanto passava os dedos delicadamente sobre a tatuagem. 
— O coração dela. Significa que eu tenho, pertence a mim agora. — a encara. 
Ela revira os olhos e bebe um gole de champanhe.
— Se você não tivesse traído ela...
— Não trai.
— Vou fingir que acredito. — dá uma piscadinha.
— Como você quiser...

se cansa do lugar rapidamente e decide se sentar no sofá, após sentir que ainda estava tonto. Efeito do Whisky.
Seu vicio no álcool era algo antigo, desde seus 16 anos, bebia por diversão, mas logo isso foi se tornando um problema quando seus shows aconteciam diariamente e a suas crises de ansiedade apenas paravam quando estava bêbado. Ele sabia que era um problema, mas pouco se importava.
A taça de champanhe a sua frente parecia o provocar e apenas percebera que não estava em boas condições quando não conseguiu se levantar do sofá. O som do violino da música clássica que tocava entrou profundamente em sua cabeça, ecoando em sua mente. Seus lábios se moviam conforme o som de Mozart saia. Apesar de não ter letra, todo mundo conhecia essa melodia. Seus olhos se fechavam enquanto se concentrava na melodia. Seu corpo foi se deitando no sofá ao som de Lacrimosa e o músico apenas pensou em dormir. 

                                                                           
 ♥ 


? ! Acorda!— dava leves tapinhas no rosto do músico, mesmo sabendo que não iria adiantar.
Os olhos do rockstar se abriram levemente e ele ficou alguns segundos confuso até perceber que as luzes estavam apagadas e provavelmente o casamento já tinha acabado.
— Você não quer ir para o quarto de hóspedes? Tem uma cama arrumada. — A doutora tentou não se preocupar com ele, mas seu instinto de médica falou mais alto.
se sentou no sofá e sabia que a ressaca não era uma das melhores.
— Não precisa, . Preciso ir embora. — Ele diz enquanto procura seus sapatos.
— Por Deus, . São 5 da manhã. — Ela segura a camisa do homem levemente e ele para.
— Você deveria estar com seu marido agora.
— Ele está dormindo. Mas eu me importo com você já que infelizmente minha irmã é sua noiva. Vamos lá, só dorme um pouco e depois você vai para casa.
— Tudo bem, tudo bem. Mas só por que eu estou passando mal e não quero vomitar no meu carro.
— Serena levou seu carro, lembra?
— Disso eu lembro... — Ele suspira.
Ele sobe as escadas após o convencer e senta-se na cama.
Ela tira cobertas de uma guarda-roupas enorme e coloca na ponta da cama.
observa a camisola de renda transparente que ela usava por baixo do robe preto que estava aberto. Ele sabia que não deveria olhar para a cunhada daquele jeito, mas a verdade é que sempre se sentira atraído por ela e sabia que era errado. Ela vira de frente para e percebe seu olhar para suas roupas. Fecha o robe rapidamente, envergonhada.
— Ahn... eu vou voltar a dormir. Boa noite, . — A mulher vai em direção ao seu quarto mas logo para no meio do caminho quando o músico chama seu nome.
— Você fuma, né? Eu lembro. — Ele mostra um baseado enrolado perfeitamente para ela. A médica ri e vai até a sacada do quarto de hóspedes.
— Eu sabia. Eu lembro de você contando suas histórias da faculdade. — Ele fala enquanto tenta acender o baseado ao lado da mulher.
O músico da uma tragada, passa para ela e logo os dois estão conversando.
— Você precisa mudar esse seu jeito se você quiser continuar com a Serena. — Ela o aconselha, com o baseado na mão.
— Eu sei... eu amo sua irmã, mas aquela mulher me deixa nos nervos.
Ela ri.
Após uns minutos de silencio, ela começa a rir alto, lembrando-se da cena dele levando um buquê de flores na cara.
— Do que você tá rindo? — Ele diz mas ri junto.
— Eu sei lá...— A médica lembra-se do seu marido e fecha a cara, devolvendo o pequeno cigarro para .
— Ei, o que foi? — Ele pergunta quando vê que a mulher estava chateada com algo.
Claramente ela não fumava maconha fazia tempo.
Ela se sentiu estúpida por quase chorar na frente dele.
— Ah, . Sabe como é, eu amo o Phill, mas não parece que isso foi o certo a fazer. Eu nunca deixaria ele, mas meus planos não eram esses. Não queria me casar tão cedo. Mas eu o amo, parece que mesmo sendo diferente do que planejei, ele me faz bem. — desabafa algo que nunca falaria para ninguém, muito menos para , que era melhor amigo de seu marido.
Ele arregala os olhos, um pouco surpreso e limpa uma lágrima que caiu do olho da mulher. 
Ela se afasta e ele também lembrou-se de que era proibido.
Ele decide que um abraço poderia confortá-la naquele momento.
Afinal, um abraço não era nada de mais.
Seus braços tatuados envolvem o corpo de , que não o abraçou de volta, apenas ficou parada.
Ela olha para e quase sentiu intimidada pelo seu olhar profundo.
Ele segura o rosto de e teve uma vontade enorme de beijá-la, mas apenas se contentou com um beijo que deixou no canto da boca da doutora. Ela respirou fundo e soube que era hora de se afastar, ou as coisas iriam para outro lado.
Mal ela sabia que as coisas já haviam ido para outro lado no exato momento em que sua irmã conhecera .


Capítulo 2

1 ano antes

cantava alto a nova musica de sua banda. Já era sua favorita. Jeremy, o vocalista, escutava sua voz pelos fones de ouvido profissionais. Os outros dois integrantes bebiam tranquilamente na garrafa de Bourbon enquanto o show não começava.
Eles não precisavam nem ensaiar. Cada um fazia seu papel muito bem quando era hora do show.
Do camarim, podiam escutar a voz do povo gritando por ele e pensava em qual tipo de garota escolheria naquela noite. Ele gostava de ruivas. Escolhera uma vodka que estava no balcão e logo o camarim encheu de gente. Maquiadores, jornalistas e seus agentes ficavam em cima deles sempre antes do show começar. Após tudo ficar pronto, entraram no palco com a mesma ansiedade de sempre. pensava que ia explodir naquele palco. O efeito da vodka logo subiu e o show começou a ficar animado. Jeremy e William começaram a cantar e Kurt, o baterista, começou com seu trabalho. tocou as primeiras notas de sua guitarra, a mais cara do mercado, e sentiu uma felicidade imensa. Como ele gostava de tocar. Ele encarava a multidão, tentando achar sua próxima diversão e logo percebeu uma ruivinha bonitinha que não parava de o encarar. Ele tinha certeza que ela escolheu o lugar mais perto dele apenas para a diversão do final da noite. O músico não fez questão de encarar ela, sabia que tinha metade daquelas garotas da plateia. 
Após o show acabar, pediu para o agente chamá-la em seu camarim. A garota, obviamente fã, foi no mesmo segundo. 
— Oi, . Eu sou muito sua fã... Você me chamou aqui mesmo? Meu Deus eu-
— Qual é o seu nome, linda?— Ele a interrompeu e ela sorriu envergonhada.
— Meu nome é Serena.
O músico e a fã mais sortuda do mundo, segundo a Life & Style, viviam um romance de filmes de Hollywood. Isso era o que todos pensavam ao ver as fotos do casal. Mas ninguém sabia que Serena aceitava as traições de uma noite por amá-lo demais. Pensava que quem tinha o amor dele era ela, no final do dia, quem se deitaria com ele, seria ela. Já sabia que aquilo era falta de amor próprio, mas seu coração dizia que aquilo era o certo, afinal, as garotas eram só uma diversão para ele.
O namoro de seis meses dos dois já havia resultado em noivado. Quem diria que o grande roqueiro mulherengo iria se casar. — Você precisa conhecer minha família, sério. Minha irmã é a mais divertida e você com certeza não vai gostar do meu pai, ele é um super protetor. Sabe como é. — Serena falou para enquanto eles caminhavam para a porta de entrada da casa dos pais de Serena, em Los Angeles. O músico estava cansado do voo, com sua calça e seu casaco de moletom cinza enquanto escutava a ruiva, empolgada. Ele ria com as histórias que ela contava da família e se viu nervoso para conhecer seu pai. A mulher tocou a campainha apenas por educação e entrou em casa. Rapidamente foram recebidos por um labrador amarelo que correu na direção da ruiva. Ela ria e acariciava o cachorro enquanto uma mulher descia as escadas.
— Filha! Meu Deus, que saudade! Eu fiquei muito preocupada, achei que não ia me visitar nunca mais. Vejo que trouxe alguém especial. — Lexy abraçou a filha.
— Mãe, esse é o , meu noivo. — As duas olharam para o músico e a mais velha sorriu.
beijou a mão de Lexy, que riu com o gesto e logo chamou por um nome.
! Sua irmã está aqui! Desça, por favor! — Após uma resposta que ninguém entendeu, a mais nova também desce as escadas correndo e com um pulo de alegria, abraça sua irmã. As duas não tinham nada a ver com a outra. Uma era ruiva (tingida, é claro) com a pele branca que chegava a ser avermelhada e a outra era negra, cabelos crespos e bagunçados (deveria estar dormindo), com seus óculos enormes que combinavam com seu rosto. se lembrou das suas aulas de biologia, sobre as combinações diferente dos genes. Nunca adivinharia que elas eram irmãs. concluiu que as duas eram lindas, mas quando ficavam juntas, eram a definição de beleza. 
, essa é a . Eu sei que não parece, mas é minha irmã mais nova.
— Prazer em conhecê-la, cunhada.

5 meses depois.

O roqueiro virava a garrafa de cerveja rapidamente, tentando esquecer seu noivado conturbado. Estava na sua festa de noivado, sozinho no ''rooftop'' enquanto a festa acontecia na sua cobertura em NY. A festa já estava no final, mas não se importava em apenas ficar olhando as estrelas no céu ao invés de se despedir dos convidados. Era uma noite gelada, havia nevado no dia seguinte, então a cidade ainda estava se recuperando do gelo. Ouviu o barulho da porta, que era meio secreta para o rooftop e suspirou. Estava de costas mas já sabia que era Serena.
— Por que você faz isso com a minha irmã? Ela está lá chorando. Eu tive que expulsar todo mundo. — Era .
— Eu fiz o que? Eu só precisava de um ar. Não gosto de multidões.
— Você é tãããão mentirooso. Minha irmãzinha querida tá chorando na festa de noivado dela. Por causa do noivo. — fala com a voz arrastando e percebeu que ela estava mais bêbada que ele.
Ao chegar perto dele, ela tropeça com a ajuda de seu scarpin alto até demais para ela. Ela se segura no cunhado e começa a rir, mas para ao lembrar-se da irmã. 
— Você está caindo de bêbada. Vai para casa, eu me viro aqui. — falou enquanto fazia carinho no cabelo da mulher. Ele percebera que era um ato muito intimo e saiu de perto.
— Serena está indo embora. Ela não quer nem olhar para sua cara.
— Eu vou ficar aqui. — Ele encara a lua.
— Pra você se jogar daí? , é serio. Eu ’tô com raiva de você, mas não posso te deixar sozinho, sou médica.
— E daí que você é médica?
Ela fica em silêncio.
Ele vê uma garrafa de champanhe em sua mão e ela percebe seu olhar.
— Eu não consigo abrir. — Ela fala com voz de choro.
— Me dá aqui. — Pega a garrafa de sua mão e facilmente abre mas espalha champanhe para todo lado, fazendo dar um gritinho de felicidade e virar a garrafa em sua boca.
— Vai com calma. — Ele pega a garrafa dela e também bebe.
Após um silêncio incontável, percebe que a cunhada estava tremendo de frio. Obviamente, na festa tinha ar-condicionado mas eles estavam no telhado. Tirou seu paletó e o colocou em volta da médica. não queria deixá-lo com frio então decidiu abraçá-lo. Ele não recusou, afinal, não era nada demais, já que tinha uma amizade forte com a cunhada. Seus braços fortes a apertavam com força, como se ela fosse fugir a qualquer momento.
enterrou seu rosto em seu peito e já estava se esquentando.
— Eu não queria ter feito isso com sua irmã. Não gosto de machucá-la. Eu só me sinto tão perdido que não consigo fingir para esse monte de gente mesquinha.
, ela é minha irmã. Eu não posso te defender desse jeito, apesar de gostar muito de você. É injustiça. Você tem que parar de ficar com outras mulheres. Se você não a ama, por que está com ela?— pergunta e fica sem palavras.
— Eu não sei... Se eu terminar com ela, não sei o que vai acontecer comigo. Não consigo ficar longe de vocês.
Ela encarou .
— Vocês?
Ele tira uma mecha de cabelo caída no rosto dela e sente uma vontade enorme de beijá-la.
— Serena... e você.
Ele beija a bochecha da garota e ela fecha os olhos. Querendo mais, vira seu rosto e seus lábios se encontram. O beijo fica mais profundo e parecia que todo o barulho do trânsito de baixo e o vento haviam desaparecido. puxou levemente os cabelos da nuca da mulher e para recuperar o ar, beijou seu pescoço.
Ela jogou sua cabeça para trás enquanto provocava arrepios em seu pescoço e sentiu a mão dele apertando sua cintura. 
Ela voltou a beijá-lo e gemeu sofridamente quando ele colocou as mãos em seus seios.
Ela se sentou na pequena mureta que existia por segurança para as pessoas não caírem daquele prédio de mais de 30 andares. se assustou e segurou-a com força em seus braços.
— Você vai cair daí. — se desesperou.
— Eu gosto do perigo. — Ela olhou para baixo e riu quando viu os carros e a vida passando tranquilamente, enquanto beijava suas coxas, deixando-a louca. Segurou-se forte na pequena proteção e gemeu alto quando chegou em sua intimidade. Observou o músico e parecia que ele havia ficado ainda mais bonito. Com uma mão, ela segurou os cabelos loiros do músico e depois de um tempo, tudo que escutava era o lindo som de seus gemidos junto de seu orgasmo. concluíra que em seu estado de êxtase era como uma obra de Michelangelo, linda, porém incompreendida. As horas se passaram e os dois se juntavam no amanhecer, o nascer do sol e seus corpos se cansando era cena mais bonita que alguém já vira, mas os únicos que presenciaram aquilo eram os dois. O que eles não sabiam era do paparazzi que guardava aquela madrugada inteira em sua câmera.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

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