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Contrato de Realeza






Última atualização: 01/10/2017

Prólogo



“Uma mentira pode salvar seu presente, mas condena seu futuro”.

— Como é? — Harry teve que se conter para que não gritasse após tamanho absurdo que seu pai havia dito. Charles, no entanto, parecia inabalável com a reação do filho e ainda confiante na ideia que tivera.
— É o que precisamos nesse momento para salvar a família. — respondeu sem pestanejar, encarando o mais novo sentado na poltrona a sua frente.
— Por que não pedir a William e Kate que façam algo? Afinal, ele é o herdeiro da coroa. — rebateu, ainda não entendendo porque estava tendo aquela discussão. Aquela ideia lhe parecia tão absurda que ele ainda não acreditava que seu pai pudesse cogitá-la como algo bom para ele e para a família.
— Eles fazem o trabalho deles, Harry. Seu irmão é muito protetor de Kate e George para que possamos pedir alguma coisa a ele. — Charles suspirou. Não era como se ele estivesse gostando de obrigar o filho a fazer alguma coisa daquele tipo. Ele sabia muito bem que um casamento arranjado não poderia dar certo e, apesar de ter dois bons presentes do seu casamento, sabia o quão ruim poderia ser.
— E você acha que as pessoas vão prestar tanta atenção no meu casamento quanto prestaram no deles? — Harry riu sarcástico. Os casamentos reais eram como eventos para grande parte da população inglesa e do mundo, ele lembrava bem da animação para o casamento do irmão e da cunhada, mas não conseguia imaginar tudo o que aconteceu naquela época para o casamento dele. Poderia ser um tiro muito falho e ele estaria preso por um bom tempo na farsa.
— O público gosta de casamentos reais e nada melhor do que um relacionamento bem estruturado nesse momento para atrair os olhares de todos para nossa família e elevar nossos índices de aprovação, meu filho.
— Você falou com a vovó sobre isso?
— Sim. Sua avó aprovou a ideia. — Harry suspirou. Era sua última tentativa para acabar com aquela ideia: a rainha. Mas se ela apoiava tudo aquilo, ele estava perdido e sem ter para onde fugir. — Nós todos fazemos sacrifícios por essa família, Henry. Esse é o seu momento.
— Você me deixou sem escolhas. — murmurou, antes de se levantar para deixar o escritório. Não precisava dar a sua resposta porque aquilo era mais um comunicado de que ele iria se casar do que uma proposta para ajudar os índices da família.
— Esteja na minha casa na quinta—feira para conhecer a moça. Seu secretário irá passar os detalhes do jantar. — concordou com a cabeça, saindo da sala e soltou um longo suspiro.
Não tinha mais o que fazer para acabar com aquela ideia.
Ele iria se casar. Viver a vida ao lado de uma mulher que ele sequer conhecia.

One



“As pequenas mentiras fazem o grande mentiroso.”

O caminho para a Clarence House parecia mais rápido que o habitual. Nem as histórias que Dave, meu Oficial de Proteção, contava sobre seus filhos eram capaz de me distrair do que iria acontecer. Nada parecia mudar o fato de que eu iria conhecer minha futura esposa e que meu casamento já estava, praticamente, selado.
A semana tinha sido de preparação para aquele jantar. Meu secretário, Edward, tinha aparecido em meu apartamento com seu inseparável iPad branco em mãos para mostrar as informações que eu deveria saber sobre a moça, além de mostrar todo o calendário que já havia sido programado.
A moça era diferente de minhas ex-namoradas, físicamente. Os cabelos eram cacheados, escuros e volumosos, diferentes de Cressida, minha até então namorada, que tinha cabelos loiros longos e lisos. Mas não era isso que mais me assustava. O que deixava me totalmente — mais — nervoso era o fato dela ser dez anos mais nova do que eu.
Meu pai havia garantido que a idade não era problema, afinal, quando se casou com a minha mãe, os dois tinham treze anos de diferença. Eu pensei em fazer um comentário sobre como o casamento dos dois terminou, mas preferi guardar para si e não gerar mais drama naquela história toda.
— Harry! — meu pai exclamou animado assim que me viu entrar na sala principal do palácio. — Estava discutindo com Jacob mais alguns detalhes sobre o seu calendário.
— Já temos datas certas para que tudo aconteça. Sairá tudo dentro dos planos do seu pai, Alteza. — Jacob, o secretário dele, disse enquanto terminava de fazer algumas anotações em seu caderno preto. — Gostaria de checar?
— Passe para o Edward e ele me dirá tudo que for necessário. — respondi, sem medo de ser grosso, e sentei em uma das poltronas espalhadas pela sala. Não queria saber como minha vida seria programada dali para frente. Preferia que Edward me dissesse o que teria que fazer no dia que estivesse programado.
— Pense na sua família, Harry. Nós precisamos de você nesse momento para que possamos ter um futuro brilhante e com muita aprovação. — meu pai sorriu, dando um gole no chá que tinha em mãos e eu suspirei.
— Não é como se vocês tivessem me dado outra opção. — ri sarcástico e saquei o celular do bolso do paletó para me distrair daquele assunto que o incomodava. Tinha algumas mensagens de amigos e de Cressida para responder. Mal consegui pensar em como iria terminar com ela, por isso, estava postergando esse momento. Gosto tanto de Cress que me sinto mal por imaginar que iria deixá-la triste.
— Harry, querido! Como vai? — a voz de Camila tirou minha atenção da mensagem que digitava e eu me levantei para abraçar a madrastra.
— Bem, obrigado. E você?
— Muito bem, obrigada. — ela sorriu e parou próxima ao marido — Informaram que a família Thompson já passou dos portões. Em minutos devem estar aqui.
— Ótimo! Jacob, passe essa agenda para o secretário de Harry para que ele faça as alterações necessárias e pode ir. — o secretário concordou com a cabeça, deixando a sala logo depois eu soltei o ar pesadamente.
Tinha passado a semana toda tentando esquecer aquele jantar. Mesmo com as reuniões na parte da manhã e tarde, à noite eu aproveitava para rever meus amigos, visitar Cress e ir aos meus pubs favoritos em Londres. Tentei ao máximo esquecer a ideia de casamento forçado e salvar o futuro da família. Aquela história toda mal tinha começado e eu já me sentia exausto.
Meu pai não pode conter a alegria ao ver Nancy e seu marido entrarem na sala, seguidos pela moça de cabelos castanhos. Nancy tinha a mesma alegria evidente que o Príncipe de Gales com toda aquela história e de estar de volta a Clarence.
— Quanto tempo, GKH¹! — Nancy sorriu na minha direção e eu balancei a cabeça, tentando entender o que a minha ex-babá estava fazendo ali. Nancy era mãe de , então? Me aproximei para abraçar a senhora que me aguardava de braços abertos.
— Tem anos que não me chamam assim. — ri do apelido de infância dado por minha mãe e me afastei do abraço para cumprimentar o marido dela.
Nancy trabalhou para meus pais quando William e eu éramos pequenos, mas saiu do emprego quando engravidou do primeiro filho e foi viver nos Estados Unidos. Apesar de ter sido uma das melhores babás que tivemos, após alguns anos a família real perdeu o contato com ela.
— Essa é , minha filha. — Nancy apontou para a menina atrás de si e a moça sorriu envergonhada na minha direção.
— É um prazer conhecê-la. — eu sorriu, estendendo a mão na direção dela que apenas acenou com a cabeça em resposta.

Eu podia sentir que Charles estava ao ponto de ter um colapso. Fazia quase uma hora que estavámos reunidos na sala e até aquele momento, eu não tive êxito nas tentativas de conversa com . Camila estava feliz demais por descobrir que a moça estudava Literatura Inglesa e não parava com as perguntas sobre o assunto.
— Nós temos uma biblioteca repleta de obras deste assunto. — Charles interrompeu o assunto entre as mulheres para comentar com segundas intenções e eu mordi o lábio para conter uma leve risada. Meu pai sabia não ser sútil quando queria. — Por que não acompanha a senhorita Thompson até lá, Henry?
Touché, Príncipe de Gales.
— E-eu não quero incomodar. — balançou a cabeça, parecendo bastante tímida.
— Não será incomodo algum. — dei meu melhor sorriso galanteador e me levantei, dando o braço para que a moça enlaçasse nele.
Tímidamente, o fez e nós seguimos rumo à biblioteca pelos corredores da Clarence House.
— Eu me perderia facilmente sozinha nestes corredores. — ela comentou, dando uma leve risada.
— Quando eles se mudaram para cá, eu costumava me perder. — confessei, rindo. — Mas quando eu era criança, era divertido se esconder nas passagens do Buckingham.
— Eu já ouvi suas histórias de se esconder por horas e quase matar todos do coração. — ela sorriu fraco, parecendo saber bastante das coisas que eu aprontava quando era mais novo.
— Nos Natais era mais divertido. Zara e William ficavam furiosos porque Genie e eu estavámos escondidos e atrasava toda a cerimônia dos presentes. — riu — Sua mãe deve ter ótimas histórias sobre nós.
— A maioria é sobre você. Seu irmão parecia ser mais calmo, porque ela não tem muitas sobre ele.
— A infância do Will foi bem voltada para ele ser o futuro rei, então eu era o responsável pela diversão. — ri fraco — Acho que sou até hoje.
Paramos em frente a uma grande porta e abri, dando passagem para que a ela entrasse primeiro. sorriu agradecida e entrou na biblioteca, parecendo bastante surpresa com a quantidade de estantes repletas de livros que tinham naquele ambiente.
— Meu pai e Camila passam horas aqui. — comentei, me sentando em uma das poltronas da biblioteca e observando a moça que checava alguns livros atentamente.
— Se eu tivesse uma biblioteca assim, eu também iria ficar muitas horas nela. — ela riu e pegou um dos livros em mãos para ler um pouco. Ela o manuseava com tanto cuidado que chegava a ser engraçado ver aquela cena.
— Pode levá-lo para casa, se quiser. — ri ao ver os olhos arregalados e animados dela em minha direção, totalmente surpresa com a ideia.
— Seu pai não vai se importar? — questionou, mordendo o lábio inferior.
— Eu aposto que ele não vai nem perceber que está faltando um livro por aqui. — apontei para as enormes estantes ao redor, tentando mostrar meu ponto e ela concordou com a cabeça. — É só você prometer que irá cuidar bem dele.
— Então, eu prometo. — ela abraçou o livro contra seu peito e eu sorri, concordando com a cabeça.

xxx

Suspirei antes de tocar a campainha do apartamento a minha frente. Dave estava atrás de mim e podia sentir, com certeza, todo o meu nervosismo. Mesmo assim, quando Cress apareceu na minha frente, eu não pude deixar de sorrir.
— Que surpresa! — a loira sorriu, depositando um beijo na minha bochecha Dave passava por nós para fazer uma rápida ronda pelo local. Eu ainda acreditava que aquilo era uma bobagem, quando se tratava da casa de pessoas que eu conhecia há muito tempo, mas era o protocolo e eu não queria despejar minhas raivas em meu oficial que só estava fazendo o trabalho dele.
— Me desculpe não ter avisado, mas eu precisava falar de um assunto sério com você, Cress. — suspirei, fechando a porta do apartamento depois que Dave saiu de sua ronda e percebi que Cress me encarava apreensiva. — Eu acho que é a hora de colocarmos um ponto final no nosso namoro.
— O quê?! Por que? Aconteceu alguma coisa?
— De forma alguma, Cress... É só que nós temos visões diferentes agora e eu não quero prejudicar o seu sonho de ser atriz, pedindo para que você abandone para seguir comigo.
— Harry... — ela suspirou — Eu abandonaria minha carreira pelo nosso casamento, se fosse necessário. Eu amo você.
— Eu sei disso, Cress. Mas eu não estaria sendo justo com você se pedisse isso. — me aproximei, colocando as mãos nos ombros dela — Eu também amo você e por isso espero que você me entenda. Busque seu sonho e seja feliz.
Prendi a respiração e me senti um grande babaca ao vê-la sentar no sofá vermelho da sala de estar do apartamento, ainda em choque com as palavras. Caminhei até ela para depositar um beijo de despedida na testa dela e deixei o apartamento em silêncio.
Cressida sempre fora uma boa companhia. Tínhamos tantos amigos em comum que foi fácil incluí-la no meu ciclo de amizade e de conviver com ela. Nós nunca falamos abertamente sobre casamento, apesar de quase três anos juntos, porque ela era muito focada na carreira e eu não queria tirá-la do sonho. Suspirei, pensando que meu pai tinha razão e talvez o casamento, ainda que de mentira, fosse bom para minha imagem.

— O que você faz na minha casa às três da tarde? — Jake exclamou surpreso após abrir a porta para Dave e eu. Dave entrou no apartamento para fazer sua ronda habitual e eu nem esperei que ele voltasse para adentrar o apartamento também.
— Cuidado, Alteza. Nós podemos estar planejando o ataque ainda! — Thomas zombou, dando pausa no video game e ouvindo protestos vindo de Zoe.
— Com tudo que está acontecendo na minha vida, seria um prazer que me atacassem. — ri anasalado e me joguei no sofá do apartamento de Jake. Era tão comum as reuniões no apartamento de Jake que todos já se sentiam em casa quando estavam por lá.
— Que melancólico. — Lara ergueu uma sobrancelha, me observando com preocupação. — Aconteceu algo?
— Cress e eu terminamos. — murmurei, pegando uma das cervejas abertas sobre a mesa e dando um longo gole. Pude ver a surpresa presente nas expressões dos quatro ao seu redor.
— Quando isso aconteceu? — Jake questionou curioso, sentando-se ao meu lado.
— Agora pouco... — dei os ombros — Não estava dando certo. — menti.
— Que pena! Vocês eram um casal lindo. — Zoe era a mais nova do grupo. Ela e Jake estavam juntos há menos de oito meses e já planejavam o casamento para Dezembro. Mas, apesar de ainda ser nova no grupo, eu sabia que podia confiar nela assim como confiava nos outros amigos.
— Então, você termina o namoro e vem chorar as mágoas na minha casa? — Jake fingiu estar chateado e deu um soco leve no meu ombro.
— Não é mais o Harry de sempre, ao que parece. — Thomas adentrou a gozação.
— Bom, eu não tinha lugar melhor para ir e...
— E nós somos a segunda opção?! — Zoe riu da careta que fiz em resposta — Mas, se prepara porque você vai acompanhar seu amigo Thomas Inskipp perder muito feio neste jogo.
— Nos seus sonhos, loira. — Thomas riu também, retirando o jogo da pausa para poder tentar vencer a partida.
Sorri, observando meus amigos. Queria contar a todos sobre o que estava acontecendo e poder diminuir um pouco da surpresa de todos quando soubessem da notícia do meu casamento, mas não seria possível. Eu conseguia imaginar a síncope que meu pai teria se eu falasse para alguém e aquela história fosse descoberta.
xxx

— É um grande prazer ser patrono dessa instituição. Espero que possamos fazer grandes trabalhos e cuidar de muitas crianças. Obrigado. — sorri, finalizando meu discurso e desci do palco em direção à mesa que tinha sido reservada.
Mais algumas pessoas falaram depois de mim e eu cumprimentei mais algumas crianças, que sorriam quando olhavam para mim. Eu gostava da sensação de estar próximo delas e de conseguir fazer algum bem para elas.
— Alguma novidade em relação a senhorita Thompson? — Edward questionou enquanto seguíamos de volta para o Kensington e eu neguei com a cabeça. — Talvez o senhor devesse visitá-la.
— Edward... Não devemos apressar as coisas.
— Eu entendo sua postura, mas seu pai tem um cronograma que deve ser seguido e ele espera que esse namoro esteja na primeira página do The Sun em, pelo menos, dois meses. — tive que controlar a vontade de rir de toda aquela história de cronograma. Eu não posso crer que agora todos os passos da minha vida estão sendo programados por outra pessoa.
— Ele acha que dois meses é o suficiente para acreditarem em um namoro de verdade? — o meu secretário deu os ombros e eu balancei a cabeça de maneira negativa. — E onde ela vive, Edward?
— Em Stratford.
— Ok... — murmurei. — Vamos para o meu apartamento e depois eu vou à casa dela, satisfeito?
— Seu pai ficará e muito ao saber disso. — Edward riu, pegando o celular e digitando alguma coisa que eu nem me importei em saber. Deveria ser uma mensagem para Jacob para anunciar que eu iria visitar , para que o senhor Charles pudesse ficar um pouco feliz e mais relaxado com toda a história. Com certeza, ele ainda pensava que eu poderia dar para trás — não que eu não quisesse, mas seria um tiro no próprio pé.

Edward passou o endereço de e em pouco menos de uma hora, eu estava em frente ao prédio onde ela morava. Ajeitei o boné dos Yankees na cabeça antes de pressionar o botão do interfone do prédio, com Dave parado, fielmente, ao meu lado.
Pois não? — a voz feminina surgiu do outro lado.
? É o Harry.
O Príncipe?! — ela exclamou surpresa e eu pude ouvir a risada contida do meu oficial.
— Da última vez que eu chequei, eu ainda era um. — ela riu e logo ouvi o barulho do portão sendo destravado. Agradeci, dizendo que estava subindo e segui para dentro do prédio, sendo seguido por Dave.
O prédio era pequeno. Tinha apenas cinco andares e um elevador que parecia ser bem velho, e estava precisando de reparos, mas imaginei que fosse um local para apenas os estudantes da Universidade de East London poderem viver, já que ficava a poucos minutos de lá.
Quando cheguei ao terceiro andar, toquei a campainha e esperei alguns segundos até que a figura de apareceu na minha frente. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo volumoso e ela usava óculos de leitura, parecendo um pouco mais velha do que era.
— Oi. — ela sorriu tímida e um pouco confusa com Dave atrás de mim.
— Como vai? — sorri — Tem algum problema se o meu amigo aqui — apontei para Dave atrás de mim — Puder dar uma olhada no seu apartamento? Nada demais... É só rotina.
— T-tudo bem. — ela deu os ombros e Dave agradeceu antes de passar por nós para entrar no apartamento dela. — Isso acontece sempre?
— É o protocolo. Ele tem que vistoriar os lugares que eu vou entrar para não colocar a minha segurança em risco. — dei os ombros e ela balançou a cabeça.
— E ele olha o quê? Tipo, gavetas, armários? — dei uma leve risada, antes de balançar a cabeça de um lado para o outro.
— Ele olha quartos para ver se não tem ninguém escondido. Ele não mexe nas coisas de ninguém, a não ser que ache perigoso.
— E você espera do lado de fora?
— Na maioria das vezes, sim. Quando eu fico de saco cheio, eu entro e nem me importo.
— Não é perigoso? — neguei com a cabeça, mais uma vez.
— Só faço isso na casa das pessoas que eu conheço. — Dave passou por nós mais uma vez e fez um sinal com a mão de que estava tudo certo. Acenei com a cabeça e entrei no apartamento de , sendo seguida por ela. — Até que foi rápido.
— Como descobriu onde eu moro? — ela perguntou apontando para o sofá e eu me sentei, pensando em uma boa mentira para aquela pergunta. Eu não poderia simplesmente dizer que os secretários da minha família tinham pesquisado a vida dela toda, poderia?
— Camilla. — menti. — Pedi a ela que perguntasse à sua mãe.
— Ela não disse nada quando nos falamos pelo telefone. — ela murmurou, sentando-se no sofá também.
— Pedi que ela guardasse segredo. — dei uma leve piscada na direção dela e pude ver a confusão aparecer no rosto de . — Eu sei que conversamos pouco no jantar naquela noite, mas eu realmente gostei da sua companhia e pensei que pudessemos nos ver de novo. Gostaria de conhecer você melhor, .
. — ela sorriu fraco e eu balancei a cabeça — Se vamos nos conhecer melhor, você pode me chamar de .
— Claro... . — sorri, pensando em como meu pai iria bater palmas se visse esse momento. O Príncipe de Gales ficaria realmente muito orgulhoso. — Você vive sozinha aqui?
— Não. Eu moro com a minha amiga, , mas ela está na faculdade agora e ela só deve chegar à noite. — concordei com a cabeça — E tem também o Cooper, mas ele só aparece aqui nos fins de semana.
— Apartamento movimentado. — ri fraco.
— Eu te vi na televisão mais cedo. — ela sorriu — Belo discurso. Você que o escreveu?
— Algumas partes sim, mas a maioria foi meu secretário. Às vezes eu não tenho tempo para escrever todos os discursos.
— São muitos eventos?
— Pode-se dizer que sim. E nem todos são mostrados ao público. — ela concordou com a cabeça, parecendo bastante interessada em saber mais sobre essa parte de ser um membro da família real ativo e eu comecei a contar um pouco mais sobre os eventos.
parecia ser uma boa companhia. Apesar de, na maioria das vezes, sempre questionar muito, ela gostava de conversar e deixava o assunto fluir como se fosse algo bem natural.
No início, era tímida, mas quando a conversa era algo que gostava, ela falava demais. Quando eu questionei sobre seu curso, ela praticamente não parou de falar sobre literatura e alguns escritores ingleses, e eu estava fazendo o melhor que podia para parecer tão animado quanto ela com aquela conversa.
Parecia que a convivência poderia ser boa.

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1. GKH : Good King Harry (Bom Rei Harry) apelido que a Lady Diana deu ao filho quando ele era criança.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.




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