Controlla


Última atualização: 19/07/2017 - Shortfic!

“Do things when you want me to Like controlla, controlla”

Quando a campainha soou no meu apartamento, eu senti meu corpo inteiro arrepiar. De saudade, de adrenalina, de medo, de emoção e de tesão. Eu sabia que apenas uma porta me separava de null depois desses longos quinze dias sem vê-lo. Ajeitei meu conjunto de moletom no corpo e corri para a porta, arfando como se aquele fosse nosso primeiro encontro. Era muito louco que eu me sentisse assim com null mesmo depois de quatro anos juntos.
Coloquei a mão na maçaneta e girei a chave, controlando minha respiração e controlando o meu peito que subia e descia como se ele fosse uma pessoa separada de mim. O barulho da porta se abrindo deixou em alerta todos os meus sentidos, e o cheiro de null já adentrou minhas narinas antes mesmo de eu tê-lo em meu campo de visão. Malditos hormônios! E quando eu finalmente o vi ali, era como se eu estivesse olhando para um espelho, já que nossa reação provavelmente devia ser a mesma. Ele abriu aquele sorriso de lado com aquele olhar meio baixo e sedutor que eu juro por Odin que ele não se esforçava nem um pouco pra conseguir ter. A partir daí, eu só sei que no segundo seguinte eu já estava no seu abraço me sentindo em paz e finalmente tocando com minhas mãos o motivo de todos os pensamentos pecaminosos que me acompanharam durante os últimos quinze dias.
null entrou em casa e se sentou na sala, me contando como tinha sido a viagem e me explicando diversas coisas sobre os templos Maias. Os quinze dias em Yucatán com seus três amigos, incluindo nosso amigo em comum null, tinham o deixado mais tranquilo. A vida que ele levava era agitada, e ele não tinha férias há quase quatro anos. Então eu sabia da importância daquele evento para ele.
Ficamos conversando por algum tempo e depois decidimos fazer algo para comer. A noite já tinha chegado e eu sabia que aquele era o momento exato para a surpresa que eu tinha planejado. Resolvi começar a preparar o ambiente e assim que null se sentou na cama com o controle da TV na mão, pronto para escolher um filme para assistirmos, eu caminhei de quatro na cama até ele e me sentei em seu colo de uma forma sensual. As mãos do homem foram diretamente para minha cintura por baixo do meu moletom e eu tive certeza que ele já sabia o que ia acontecer no momento em que ele jogou a cabeça para trás soltando o ar pela boca sofridamente como quem já imagina que algo muito bom está por vir.
- Você não imagina a saudade que eu tava de você sentando em mim, null – ele disse com a voz meio rouca e eu, que já estava meio bamba, quase desmontei em cima dele.
- Eu imagino, null, e como imagino – falei bem próximo ao seu ouvido, dando uma mordidinha no local em seguida – Por isso eu fiz uma coisa diferente pra você hoje.
Como resposta a essa frase, eu já senti um volume se formar em baixo de onde eu estava estrategicamente sentada. Ele também já ficou inquieto, apertando minhas coxas de forma forte, exatamente do jeito que eu gostava. Seu rosto se aproximou de mim, louco para encontrar minha boca, mas eu segurei seus cabelos pela nuca e puxei sua cabeça para trás, impedindo que ele me beijasse. Seus olhos focaram nos meus, deixando claro que ele tinha gostado daquela brincadeira.
- Você vai fazer exatamente o que eu falar, ok null? – perguntei e ele assentiu – Você não pode me tocar e você também não pode se tocar. Estamos entendidos? – ele já parecia estar tão hipnotizado só com a ideia daquela coisa toda que mal respondeu minha pergunta – null, eu preciso que você diga que entendeu... – falei bem próximo a sua boca, sentindo nossos lábios roçarem.
- Ok, null! – foi tudo que ele disse antes de descer seu olhar para meu quadril que saía vagarosamente de cima dele. Era como se ele me venerasse. E ele venerava.
Entrei no banheiro da minha suíte e a roupa que eu tinha preparado estava ao lado da pia, me esperando. Tirei todo meu conjunto de moletom e vesti a calcinha preta de renda minúscula que eu tinha comprado em algum momento durante os quinze dias de abstinência de null. Aquela peça deixava meu bumbum empinado e o formato dela fazia com que eu mesma tivesse tesão em minha própria bunda. Em seguida, vesti o sutiã strappy também preto que deixava meus seios mais unidos. As pequenas tiras de tecido que se cruzavam por cima dos meus peitos deixavam aquela região ainda mais bonita do que eu já achava. Por último, vesti calmamente minha meia-calça preta que vinha até o meio da coxa e terminava numa renda que deixava aquele pedaço visualmente deslumbrante. Enquanto fazia isso, eu meio que tentava seduzir a mim mesma. Não adiantava nada eu chegar como uma mulher fatal para null se eu não me sentisse assim, se eu não amasse meu corpo exatamente do jeitinho que ele era. E sim, eu amava! Mas não pense que isso era uma tarefa fácil... Demorei anos para me aceitar e me amar do meu jeito natural. Olhei no espelho e fiquei satisfeita com o resultado. Baguncei de uma forma sexy meus cabelos e respirei fundo antes de chegar até a porta do banheiro e falar com o homem que estava no meu quarto.
- null, será que você pode dar play no rádio, por favor?
Ouvi a cama se mexer com pressa e, como tudo já estava pronto, o ouvi se sentar a cama de novo. Apaguei as luzes do quarto pelo interruptor da parede do banheiro deixando apenas os abajures acesos. O quarto tinha ficado escuro, mas com um jogo de luzes que deixava o clima bem interessante, iluminando o lugar mais estratégico do local: a cama. Segundos depois, ouvi o ritmo da música ecoar.
Nos primeiros acordes do piano elétrico da música, eu saí do banheiro fechando a porta atrás de mim. null me encarou de cima a baixo e eu senti meu corpo inteiro arrepiar. Ele se ajeitou melhor na ponta da cama, sentando com as pernas pra fora, sem desviar seu olhar do meu corpo nenhuma vez sequer. E eu também não desviei meu olhar dele nenhum segundo. Caminhei descalça com calma e sedutoramente até ele mantendo sempre meus passos no ritmo da música. Eu me sentia como uma tigresa caminhando vagarosamente até sua presa, com a diferença que eu fazia questão de rebolar meu quadril muito mais que o normal. Assim que parei na frente de null, suas mãos vieram diretamente encostar em minhas coxas, mas ele se lembrou das nossas regras e me olhou dando uma risada um tanto quanto nervosa e ao mesmo tempo expressando que ele gostava daquilo.
Abaixei meu tronco até ficar com nossos rostos frente a frente e ele fechou os olhos quando viu que eu me aproximei da sua orelha. Sussurrei da forma mais sexy que consegui naquele momento pedindo para que ele se deitasse, mas antes mesmo dele executar aquela ação, minha mão já tinha se espalmado em seu peito por cima da sua blusa e o empurrado para trás. Ele caiu deitado e sorriu malicioso para mim, em seguida passando as mãos no rosto, num claro ato de quem estava prestes a perder o controle e buscava por paciência no fundo da alma. Pisquei para null e me coloquei entre suas pernas que estavam abertas e caídas para fora, como se a cama fosse uma cadeira. Virei de costas para ele e comecei a rebolar meu corpo devagar, dando um pouco mais de atenção à minha bunda que eu sabia que null gostava tanto quanto eu mesma. Pude ouvi-lo produzir um som parecido com um grunhido e o olhei por cima dos meus ombros. Eu não precisava me ver no espelho para saber que aquele meu olhar estava cheio de luxúria.
No momento que o refrão da música começou, eu surpreendi null me sentando rápido e de uma só vez em cima do volume de seu membro já ereto. Ele gemeu meu nome de uma forma tão gostosa que eu pensei em desistir de tudo e falar pra ele entrar em mim ali mesmo. Mas respirei fundo e me apoiei em seus joelhos enquanto comecei a mexer meu quadril em cima dele. Aquele ia ser o lap dance mais memorável da vida de null, eu tinha certeza! A música era perfeita, pois tinha uma base suave que permitia que eu deslizasse maravilhosamente bem em cima do colo daquele homem ofegante em baixo de mim, mas também tinha batidas fortes que permitiam que eu subisse e descesse no colo dele imitando um movimento sexual. Quando essa batida começava no refrão e na ponte da música, eu ouvia null gemer toda vez que minha bunda batia nada gentilmente em cima do seu órgão como se fosse um chicote. Do jeito que a gente gostava: rápido, preciso e sensual.
Comecei a deslizar minha bunda em cima dele mais uma vez enquanto virei minha cabeça para trás e observei que ele agarrava os lençóis da minha cama de tal forma que eu fiquei louca querendo que ele me agarrasse exatamente daquele jeito. Mais uma vez eu respirei fundo e sorri safada para ele, que apenas gemeu e virou a cabeça para o lado rapidamente, como se ele realmente estivesse sofrendo.
- null... – ele começou a dizer sôfrego – null...
- Pode falar, null. Estou te ouvindo – disse, acentuando meus movimentos em cima dele
- Puta que pariu – ele disse rápido, erguendo o tronco até que seu tórax encostasse em minhas costas. Ele foi esperto, confesso...
O choque que atingiu meu corpo com esse contato sutil fez com que eu fechasse meus olhos de desejo. null nem tinha me tocado e eu já sentia que estava completamente molhada e pronta pra ele. Então, aquela posição, com ele sentado na cama, só fez com que tudo melhorasse um pouco. Levantei-me dele vagarosamente e me virei para frente, agora o encarando. Escorreguei minhas mãos por seu tronco e cheguei até a barra da blusa que ele vestia. Brinquei um pouco por ali para em seguida subir aquela roupa, o deixando nu na parte de cima. Ele não conseguia desviar seu olhar do meu quadril e coxas, portanto eu tive que erguer seu rosto com minhas mãos para que ele me olhasse nos olhos. Assim feito, eu vi que ele estava clamando por algo a mais, só com o olhar. Sorri e me sentei em cima dele mais uma vez. Ele fechou os olhos, mas logo os abriu quando percebeu que meus peitos passavam bem rente a sua face toda vez que eu rebolava em cima dele.
- null, pelo amor de deus, me deixa colocar aos mãos em você. Eu preciso te sentir, você tá deliciosa, eu não tô mais aguentando – ele implorou me olhando e, por fim, soltando um gemido quando subi e desci rápido duas vezes em seu colo, o chicoteando com minhas nádegas.
- Ainda não – disse e deixei um beijo bem molhado e suave em seu pescoço.
Deixei minhas mãos caminharem livremente por seu tórax e abdômen, o sentindo se retrair a cada toque mais estratégico. Depois disso, com um movimento extremamente lento, eu saí de seu colo e me ajeitei melhor entre suas pernas outra vez. Eu juro por deus que quando ele viu que eu estava me ajoelhando, ele soltou o ar com força, tampando o rosto com as mãos e se jogando na cama. A partir daí, null era apenas um ser humano que vivia para suspirar alto, repetidas vezes, e dando leves gemidos entre as arfadas de ar.
Escorreguei minhas mãos por seu abdômen até o botão da sua calça jeans. Desabotoei e desci o zíper vagarosamente. null levantou um pouco o tronco para que eu pudesse descer os jeans e notei que seu pescoço estava levantado para que ele pudesse ter uma visão do que estava prestes a acontecer. Passei minhas mãos por seu membro completamente duro por cima da sua boxer e ouvi quando sua cabeça se chocou contra o lençol da cama. Eu quis rir de prazer por ser a pessoa que estava causando aquela coisa toda naquele homem. Com calma, desci a última peça de roupa que ele vestia e busquei por seus olhos. Eles estavam lá, fixos em meus movimentos e também em meus olhos. Peguei seu pênis, subindo e descendo minha mão uma vez enquanto o olhava.
- Você não tem ideia de como essa visão é maravilhosa. Você aí, com esse sutiã, com esses peitos que eu não tô me aguentando de vontade de chupar. Puta que pariu, null. Eu te venero demais, eu te quero demais. Puta que pariu!
Sorri safada e abri minha boca, colocando levemente minha língua mais pra fora para então encostá-la no pênis de null. Subi aquela lambida até sua glande, onde chupei aquela parte inteira e terminei com um leve selinho. O homem na cama fez uma careta de dor ao mesmo tempo em que senti seu membro dar uma única pulsada em minhas mãos. Sorri perto de seu pênis e então me dediquei aquela tarefa de dar prazer ao homem que eu namorava.
Enquanto chupava até a metade de seu membro, uma de minhas mãos descia e subia na parte de baixo, e a outra brincava com suas bolas calmamente. Fazia questão de movimentar minha cabeça para os lados e para frente enquanto encostava sua glande no céu da minha boca para ele sentir a sensação das ondinhas que existem naturalmente nesse lugar. Depois de um tempo nesse ritmo, deixei minhas mãos livres para masturbá-lo enquanto minha língua dava uma atenção especial à suas bolas. null estava louco na cama. Não parava de gemer e de arfar, como se ele estivesse sem ar. Eu podia ouvir meu nome vez ou outra, sendo seguido de um palavrão. Uma das coisas que eu mais gostava em null era que ele realmente demonstrava quando estava gostando de alguma coisa. Ele gemia, ele se remexia, ele tinha espasmos, ele falava o meu nome. E tudo aquilo me deixava ardendo por dentro. Ouvir aquele homem gemer era a minha perdição.
Minha boca tomou a direção de seu pênis novamente e eu achei que era hora de arriscar algo que já estávamos tentando há tempos: descer seu pênis até minha garganta. Não foi a coisa mais fácil do mundo, eu achei que não iria conseguir, mas respirei fundo e fui. A reação de null foi tão magnífica que eu queria ter filmado. Seu corpo inteiro se retraiu, ele soltou um som grave e baixo, que me arrepiou mais uma vez naquela noite. Ele me olhou desesperado de prazer, sorrindo daquele jeito safado que eu adorava. Retirei seu membro da minha boca por inteiro recebendo imediatamente seu olhar de pidão. Sorri e lambi sua glande, para em seguida me levantar. Virei de costas para ele e desci vagarosamente minha calcinha até meus pés, empinando minha bunda propositalmente. null abriu mais as pernas e eu dei um passo para trás, segurando seu pênis e o guiando até mim. Sentei com calma e explodindo de prazer.
Tudo bem que a regra inicial era que null não me tocasse, mas àquela altura, eu não conseguia pensar em mais nada e foi muito reconfortante ter as mãos dele apertando e passando por toda minha bunda e costas. A partir daí, nos perdemos nas mãos e boca do outro. Nossa noite tinha sido maravilhosa e uma das mais memoráveis da vida.

Passei a mão ajeitando meu vestido azul escuro quando null apareceu pronto ao meu lado. Ele estava lindo! Tínhamos combinado de ir a uma balada com alguns amigos dele. Ele me olhou de cima a baixo e deixou um beijo na curva do meu pescoço, seguindo para o banheiro para passar um pouco do perfume que ele tinha comprado especialmente para deixar na minha casa. Encarei-me no grande espelho do guarda-roupa e dei uma última retocada no meu batom. Não muito tempo depois, eu e ele estávamos dentro do Uber que nos levaria até o local combinado. Não era uma balada mega famosa, mas até que tinha bastante gente na entrada. Ficamos na fila por cerca de quinze minutos e, quando dentro do estabelecimento, fomos andando até o bar onde null nos havia avisado que estaria.
Não era difícil não perceber a presença daquele homem num ambiente, já que ele era muito bonito. Sorrimos e nos cumprimentamos quando chegamos até ele. Ele e null eram amigos bem próximos e de longa data. A viagem a Yucatán tinha apenas aumentado os laços entre eles. Eles estavam mais parceiros do que nunca e eu gostava daquilo. null nunca tinha tido amigos muito confiáveis e eu sentia que null valia ouro. Eu era a primeira a apoiar aquela amizade.
- Acho que tomamos um bolo – foi o que ele disse, bebendo um gole da sua cerveja.
- Por quê? – indaguei, acenando para o barman para pedir uma cerveja para mim e null aproveitou para pedir outra para ele.
- Os meninos disseram que não vão vir porque conseguiram ingressos para um show em alguma cidade aqui da região. Não entendi muito bem, o áudio que eles mandaram estava péssimo. Eles já devem estar loucos!
- Que imbecis – null disse e eu ri, bebendo minha cerveja.
Ficamos no bar por mais um tempo, mas não bebemos tanto. Cerveja não nos deixava loucos, apenas levemente mais alegres depois da quinta garrafinha. Deixei null e null conversando no balcão do bar e fui até a pista dançar. Minhas músicas preferidas estavam tocando, então eu tive que aproveitar a sequência. Vez ou outra eu observava os dois homens conversando e, não sei se foram as garrafas de cerveja que eu tinha tomado, ou se era apenas um desejo interior criando vida em meu pensamento, mas percebi os dois bem próximos um do outro. Suspirei encantada e continuei dançando.
Eu sabia que null era hétero e null também devia ser. Mas eu também sabia que null tinha curiosidade em saber como seria ter algo com um homem. E eu tinha quase certeza que se ele pudesse escolher um cara para viver essa experiência com ele, esse cara seria o null. Eles eram tipo “os bros” e nada melhor do que se aventurar por caminhos novos juntos. Vocês sabem, coisas de parça, né? E qual era a minha opinião sobre isso tudo? Eu amava e apoiava null. Nós estávamos juntos a tempo suficiente para conhecer muito bem os limites do outro, e ver o meu homem com outro homem era algo que sempre tinha rondado minha mente. null sempre soube disso e dizia que não gostaria de forçar nada, mas que se um dia algo parecido rolasse naturalmente, ele não iria se recusar a viver a experiência comigo. Ou seja, um ménage à trois era algo que, querendo ou não, ia acabar acontecendo um dia. E por que não hoje?
Ponderei se aquele seria um passo grande demais para nós dois e pensei que, talvez, se eu desse um indício das minhas intenções para null e ele respondesse de forma afirmativa, eu iria agir. Então decidi continuar dançando e observando de longe os dois bebendo e conversando. Eles gargalhavam e às vezes me olhavam. null me olhava com mais intensidade, e null com mais respeito. Quando percebi que eles já tinham bebido mais umas duas garrafas, achei que seria hora de começar a investir. Caminhei até os dois, sustentando meu olhar para null, que já me lançou o famoso sorriso danado não intencional. Parei no meio dos dois e pedi uma cerveja para o barman. Virei o líquido em apenas poucos goles, uma porque eu estava com sede e outra, porque eu queria avaliar logo o interesse de null (ou a falta dele) para o meu plano.
- Você dançou, hein null? – null disse, rindo enquanto levava sua garrafinha verde à boca.
- Eu dancei, mas ainda não estou satisfeita – null ergueu uma sobrancelha enquanto bebia sua cerveja, meio que me questionando e já entendendo que eu tinha algo em mente – Você dança comigo, null?
Ele esperou alguns segundos antes de me responder.
- Eu não gosto de dançar, você sabe.
- Ok! – virei para o lado oposto e olhei sorridente para null, que parou sua mão com a garrafa no ar a caminho de sua boca e arregalou os olhos – Você dança comigo, null?
Ele ficou em choque e olhou null meio que pedindo ajuda para sair daquela situação. null apenas deu uma risada e null me olhou de novo.
- Não precisa pedir permissão para o null para poder dançar comigo. Eu não sou propriedade dele, a gente só namora – respondi e null sorriu minimamente. A essa altura, null já tinha, com certeza, sacado minhas intenções.
- Hum, tu-tudo bem – ele respondeu, deixando sua garrafa de lado e eu sorri segurando sua mão e já o puxando para a pista, mas fui interrompida por null.
- Eu gostaria de propor um jogo – ele disse sorrindo e ali, naquele momento, eu agradeci aos deuses por terem me concebido a graça de ter aquele homem como namorado – Vocês vão dançar a próxima música e eu quero que vocês dancem exatamente de acordo com a letra, o que acham?
Olhei para null com a felicidade estampada em meu rosto e ele também sorria, apesar de ter um olhar um tanto quanto assustado.
- Mas e se a música for sexy? – nosso amigo perguntou e nós dois olhamos para null esperando que ele terminasse sua cerveja para responder aquela pergunta.
- Aí é com a null. Se a música for sexy, você pode fazer tudo que ela permitir que você faça, eu não vou me opor. Mas se ela disser não, você respeite a decisão dela.
- Mas é claro! – ele disse quase que como ofendido. Sabemos que homens são homens, e mesmo sendo nosso amigo, temos que relembrar das coisas básicas.
Soltei a mão de null e corri para abraçar null agradecendo mentalmente por ter um namorado que embarcava nas mesmas loucuras que eu. Nós nos beijamos e eu disse que o amava, e ele, convencido e brincalhão como sempre, me respondeu com um “eu sei”.
Voltei a dar atenção a null e nós dois nos dirigimos até a pista. Ficamos em um local estratégico que dava para null nos observar quase que como de camarote. A mão de null estava gelada e eu achei que, talvez, eu devesse acalmá-lo.
- Não precisa se assustar!
- Vocês são sempre loucos assim? Quer dizer, eu sempre soube que sim, depois de todos esses anos a gente se acostuma, mas não achei que chegava nesse nível.
- Mas o que tem demais você dançar comigo?
- É que sei lá, eu conheço o null há tanto tempo, conheço você há tanto tempo, e aí eu tô aqui, indo dançar colado com você, enquanto ele nos observa. null gosta de observar você dançando sensual com outros caras?
- Primeiro que o senhor está muito apressado. Entendo que sua vontade de dançar colado comigo deva estar enorme – ele ficou levemente vermelho – Porém, nós nem sabemos qual vai ser a próxima música. E se for algo bem chato? Segundo, não sei se null gosta de me ver rebolando a bunda no quadril de outro cara, mas eu e você vamos descobrir isso hoje.
null arregalou os olhos de novo e eu sorri. Virei meu rosto para null, que ria descrente balançando a cabeça, enquanto era servido por mais uma cerveja. null já tinha entendido, e acho até que já estava meio que rolando um clima entre eles dois, na verdade. Não tinha sido coisa da minha cabeça. Para ele aceitar meu plano tão fácil assim, era porque ele estava se sentindo igual a mim, e como ele estivera com null por mais tempo, ouso dizer que até nosso amigo já estava nesse clima antes mesmo deu propor a dança.
O que simplesmente fez com que tudo ficasse mais propício ainda foi a música que começou em seguida. Controlla, do Drake. Sim, a música tema do “lap dance mais memorável da vida de null”. Aquele comecinho nostálgico fez com que nós dois nos encarássemos e ele riu safado, jogando a cabeça para trás e se acomodando melhor no banco, pronto para ver o show que eu e null iríamos proporcionar a ele.
- Parece que hoje é seu dia de sorte, null – eu disse, olhando em seus olhos antes de colocar minhas mãos em seus ombros e grudar meu corpo no dele.
Eu achei que as mãos de null demoraram tempo demais para irem até a minha cintura, e quase dei um grito de “até que enfim” quando senti seu toque. Propositalmente encaixei minhas pernas nas dele para que eu pudesse rebolar com dignidade naquele homem. Eu estava feliz demais em saber que o que me satisfazia ali naquele momento, que era literalmente “rebolar no quadril de outro cara” também satisfazia null que estava há alguns metros de nós.
Quando meu quadril completou a primeira rebolada bem sucedida, null fechou os olhos e apertou suas mãos em minha cintura. Subi minhas mãos para seu pescoço e nuca puxando levemente seus cabelos na intenção dele abrir os olhos. Ele umedeceu os lábios com a língua e depois mordeu o lábio inferior. Acho que ele devia ter um autocontrole enorme.
- Se a gente for fazer isso junto, você vai ter que olhar pra mim, null – ele acenou com a cabeça e, pela primeira vez naquela noite, sorriu de forma maliciosa – Não tenha medo de ousar. Você pode fazer o que quiser.
Acho que era isso que faltava para ele se soltar. Ele me agarrou de tal forma que eu quase senti meus pés se desgrudarem do chão. Suas mãos subiram e desceram as laterais do meu corpo e eu gostei daquilo. null não desviou o olhar do meu em nenhum momento, exceto quando pousava os olhos na minha boca. Ele passeava com suas mãos livremente por meu corpo e eu também, ao mesmo tempo em que mexia meu quadril do ritmo daquela música. Mas o auge daquela dança foi quando virei null de frente para a direção de null. No segundo seguinte eu me afastei dele para poder me virar de costas e encostar a minha bunda no seu ponto estratégico. A partir daquele momento, eu dancei apenas encarando null, que já estava com aquele olhar maravilhoso. null tinha ficado bem animado também pelo que eu podia sentir pelo volume atrás de mim. Minhas costas encostadas no peito dele, suas mãos passeando por minha barriga e cintura, sua respiração ofegante no meu pescoço, null nos olhando completamente vidrado como se não houvesse mais nada no mundo além de nós; tudo aquilo estava me tirando do meu estado normal. Quando puxei meu cabelo mais para o lado para dar mais liberdade a null, senti sua boca começar a beijar e chupar meu pescoço. Corri minhas mãos para sua nuca e tratei de movimentar mais e mais minhas partes baixas naquele rapaz atrás de mim. Meus olhos ainda estavam em null e eu sorri convidativa. Ele retribuiu, bebendo sua cerveja.
Percebi que a música estava chegando ao fim e me virei de frente para null mais uma vez.
- Bom trabalho, null – disse e ousadamente mordi seu lábio inferior devagar, sendo imediatamente trazida mais para perto por ele. Aproximei minha boca da sua e quando ele estava pronto para me beijar, passei direto por seus lábios e segui até seu ouvido – Você não vai querer me beijar aqui quando pode ter muito mais do que isso comigo e null lá na minha casa.
O rapaz riu e concordou, me puxando para o bar novamente para encontrarmos null. Sorri para ele que retribuiu, encarando a mim e null também. Fiquei com medo de o nosso amigo desistir de tudo agora que estava ali na frente de outro homem, mas ele deu de ombros, sorrindo largado meio que dizendo “fazer o que, vamos nessa”.
- Vocês foram muito bons. Tão bons que eu vou precisar ficar sentado aqui por um tempo até que um problema seja resolvido – null disse rindo de lado, apontando sugestivamente para uma região específica e me olhando em seguida.
- Fiquei sabendo que você pode resolver seu problema de outra forma lá na casa da null – null disse e null riu abaixando o olhar, para, segundos depois, encarar null de novo.
- Então vamos ver como você pode me ajudar com isso.
Eu não sei de onde eu tirei forças para me manter de pé ali naquele momento. Os dois homens mais bonitos que eu conhecia estavam realmente flertando um com o outro da forma mais escancarada possível bem ali na minha frente. Eu me senti a mulher mais sortuda do mundo e resolvi que era hora de ir pagar a conta das cervejas que pedimos para adiantar todo o processo até minha casa.
- Vou deixar vocês dois flertando aí enquanto vou pagando a conta para garantir que cheguemos ao apartamento logo – eu disse pegando minha bolsa e saindo de perto deles. Já busquei por meu celular e pedi um Uber.
Meu medo de null desistir era tamanho que eu fiz tudo correndo, cheia de pressa para poder aproveitar o que me esperava mais tarde. Depois de quatro anos, quatro longos e maravilhosos anos, eu ia realizar meu sonho de ver o cara que eu namorava agarrando nosso melhor amigo que, caso eu ainda não tenha mencionado, também era um pedaço de mau caminho. Mas qual não foi minha surpresa quando voltei para o bar e vi a mão de null na nuca de null, eles falando baixo enquanto sustentavam um olhar profundo. Eu queria tanto que eles se beijassem ali mesmo, mas acho que nosso amigo percebeu minha presença e então ele apenas sorriu e beijou a bochecha de null, o ajudando a levantar para depois ambos virem até mim.
- Ok – disse, ofegando – Já paguei as contas, já pedi um Uber. Vamos embora.
- Parece que alguém está com pressa – null disse, colocando seu braço ao redor da minha cintura e me puxando mais para perto
- Vocês nem imaginam o quanto. Minhas expectativas para essa noite estão muito altas.
- É verdade? – null questionou, aparecendo do meu outro lado – E quais são suas expectativas?
- Que vocês se beijem e se peguem muito – respondi sendo sincera, a alegria e entusiasmo preenchendo minha voz.
Ouvi duas risadas masculinas ressoarem e sorri feliz, tendo certeza que eu estava caminhando para a noite mais memorável da minha vida.

Eu mal tive tempo fechar a porta do meu apartamento e null e null já estavam se beijando ao meu lado. null empurrava null na parede e segurava a cintura dele como quem queria aquilo por muito e muito tempo. Tranquei a porta de casa e coloquei a chave na mesinha ao meu lado sem tirar meus olhos daquela cena. Tirei minhas sapatilhas e caminhei lentamente até os dois. O braço de null se estendeu para mim e me puxou para perto, então ele deixou de beijar null por um segundo para se virar para mim e me beijar. Eu me tremi inteira. Nossas línguas se enroscavam do jeito que estávamos acostumados, mas aquele beijo tinha um quê a mais. Eu não sei bem denominar o que exatamente tinha de diferente, mas tinha. Talvez o gosto de null, talvez a presença dele ali ao meu lado, também colocando sua mão em minha cintura, ou talvez fosse só minha excitação crescente me deixando fora de mim. null partiu nosso beijo e olhou para null de uma maneira sugestiva que fez arder o meio das minhas virilhas. Eles se beijaram de novo e eu estava ali, colada neles. A mão de null subiu de minha cintura para minha nuca e ele parou de beijar null, levando minha cabeça lentamente em direção ao outro homem ali presente. Sorri maliciosa para null que já estava com os lábios e nariz vermelhos e no segundo seguinte nós estávamos nos beijando.
Fazia quatro anos que eu não sabia o que era beijar um cara diferente de null. Eu nunca tinha sentido necessidade de fazer tal coisa, quer dizer, não de forma tão intensa que me fizesse realmente concretizar o ato. Então devo dizer que beijar null, em um primeiro momento, foi um pouco diferente. Não que ele beijasse mal, pelo contrário. Ele beijava muito bem. Mas acho que eu não estava totalmente acostumada. Em um segundo momento, eu já estava conseguindo aproveitar melhor o beijo, tanto que deixei minha mão direita passear pelo corpo daquele homem, enquanto a esquerda estava presa na gola da camisa de null. Separei-me de null um pouco e puxei aquele voyeur para mais perto e ali demos início ao nosso primeiro beijo triplo da noite.
Beijo triplo era uma coisa muito louca. Não era algo que funcionasse extremamente bem, mas funcionava de um jeito particular que deixava o momento milhões de vezes mais intenso. Enquanto nos beijávamos, fui me movendo de modo a ficar no meio dos dois, finalizando aquela tríplice aliança. null e null voltaram a se beijar enquanto eu, ainda no meio deles, beijava o pescoço do homem que eu namorava enquanto sentia as mãos de null apertando o interior das minhas coxas por baixo do vestido e as mãos de null apertarem meus peitos do jeito que eu amava. Não aguentei e soltei um gemido sofrido no pescoço de null. Movi minha mão para trás e coloquei-a em cima do órgão surpreendentemente já ereto de null. Pude ouvi-lo gemer dentro da boca de null, que sorriu aprovando o ato. Com minha outra mão, repeti o gesto em null e ele intensificou a massagem em meus seios. Não dava mais para continuar em pé ali.
Saí do meio dos dois dizendo, provavelmente de forma desconexa, que tínhamos que ir para o outro cômodo. null tomou as rédeas da situação e segurou null e eu em cada braço, recebendo beijos de null em seu pescoço enquanto me beijava e andava em direção ao meu quarto. Quando chegamos lá, eles voltaram a se beijar e eu me coloquei atrás de null, passando as mãos em suas costas e puxando sua blusa para cima. Ele se separou de null por um milésimo de segundo para que a blusa passasse por sua cabeça e então eles voltaram a fazer o que faziam antes. Assim como eu, null quis aproveitar aquele pedaço de pele exposta e começou a percorrer suas mãos pelo tórax de null. Nesse vai e vem louco de mãos, as nossas acabaram se encontrando. Ele segurou minha mão e a guiou para o membro de null, tão ereto quanto eu me lembrava estar o de null. Nós dois ao mesmo tempo massageamos null naquele ponto específico e ele partiu o beijo jogando a cabeça para trás e ofegando, e null não perdeu tempo em beijar aquele pescoço convidativo. Beijei as costas de null o sentindo arrepiar de quando em quando. Seu corpo já começava dar espasmos e eu estava muito feliz com aquilo.
Andei um pouco ao redor deles e parei atrás de null. Primeiro, com calma, passei minhas mãos por suas costas para explorar e sentir cada novidade daquele corpo desconhecido por mim. Em seguida, arrastei minhas mãos para debaixo da sua blusa e acariciei seu abdômen. Tão atrativo quanto o de null. Segurei a barra da sua blusa e a puxei para cima. Foi só quando voltei a percorrer minhas mãos pelo corpo de null que percebi que ele já estava a meio caminho de abaixar as calçar de null e eu resolvi ajudá-lo. Quando terminado, null também já empurrava as calças de null para baixo e eu os ajudei a retirar mais aquela peça também. Eu estava tão maravilhada com aquilo tudo que se me colocassem apenas para sentar em uma cadeira e observar aqueles dois, eu ia apreciar tanto quanto se estivesse de fato do meio deles.
Foi null quem decidiu me por na brincadeira, deixando null de lado para andar até mim e me beijar, apertando com força minha bunda. Gemi dentro da sua boca e senti que null estava agora atrás de mim, respirando no meu pescoço enquanto descia o zíper lateral do meu vestido. Quando ele passou as alças daquela peça pelos meus ombros, fazendo com que o pano caísse de uma vez no chão deixando a mostra meus seios nus, já que eu estava sem sutiã, null depositou um beijo entre meu pescoço e ombro e ele desceu sua mão para a região mais pulsante que o meu próprio coração ali naquele momento. Seus dedos ágeis começaram a brincar comigo por cima do pano da calcinha e eu senti um choque percorrer meu corpo quando a boca de null saiu da minha e rumou para meus peitos. Quando ele beijou meu mamilo, eu me joguei para trás arfando e senti null intensificar os movimentos em minha vagina. null, percebendo meu deleite desesperado por mais, abaixou minha calcinha vagarosamente enquanto ainda se ocupava de meus peitos, deixando o caminho livre para null fazer exatamente o que eu mais gostava, onde eu mais gostava. Seu dedo circundou meu clitóris e eu senti que eu precisava muito me sentar ou deitar, porque minhas pernas não iam aguentar.
- Ca-cama, por favor – supliquei e senti null começar e me empurrar para frente fazendo com que null e eu andássemos em direção aquele móvel que eu mais queria no momento.
null sentiu que já estávamos no limite na cama e gentilmente tirou as mãos de null de mim. Ele segurou minha cintura e me virou com tudo na cama, onde eu caí de costas. null o olhou e o puxou para mais um beijo enquanto eu me ajeitava melhor. A cena seguinte foi algo que eu espero que eu jamais esqueça. Os dois subiram na cama e engatinharam até mim com sorrisos explodindo sacanagem. null parou no meio do caminho e null continuou subindo até sua boca encontrar a minha. Senti null beijando toda a extensão das minhas coxas, inclusive seu interior, enquanto null descia seus beijos para meus peitos mais uma vez. Foi sincronizado. Quando a língua de null tocou meu mamilo, a língua de null lambeu o meio das minhas virilhas e eu tenho certeza que eu dei um leve pulo na cama. Aquela era a combinação perfeita. Meus dois pontos favoritos sendo estimulados com a minha outra parte favorita do corpo daqueles homens: suas línguas. Eu achei que eu não ia aguentar por muito tempo e tive a confirmação disso quando, depois de uns minutos, null introduziu dois dedos dentro de mim e eu gozei ali mesmo, antes dele sequer fazer qualquer movimento dentro de mim. Gemi alto e me contorci embaixo daquelas duas bocas dispostas a me dar prazer naquele momento. null não parou de me chupar assim como null não parou sua função de beijar os meus mamilos. null queria mais, eu sabia. Mas acontece que null também queria. Ele desceu o beijo até meu ventre e ele encontrou null. Eles se beijaram ali, bem ao lado do meu ponto de prazer. Eu fiquei excitada só pelo fato de null descobrir o meu gosto por meio do beijo de null. Eu podia fácil ter um orgasmo enquanto olhava aquela cena.
- Não seja egoísta e me deixe provar também – null disse com a boca colada na de null e eu revirei os olhos de prazer.
Tive tempo de ver null passar a mão por cima da cueca de null antes de me olhar e sorrir, seguindo até a minha boca e me beijando, matando minha vontade de sentir meu próprio gosto. Ele acariciou meus seios com suas mãos grandes e eu senti null fazendo o caminho inverso de null. Primeiro ele me penetrou com seus dedos, fazendo movimentos dentro de mim. Depois ele desceu sua boca até meu órgão e começou a lamber e beijar meu clitóris. Fiquei impressionada com a maestria dele. Claro que não era perfeito como null, já que tínhamos anos de treino e muito amor envolvido, mas com certeza ele sabia o que estava fazendo. Senti null puxar meus cabelos gentilmente para que eu olhasse em seus olhos. Ele me beijou de novo e então desceu os beijos para meus seios. Eu estava prestes a gozar de novo e ambos sabiam disso. Fechei meus olhos, mas senti null segurar em meus cabelos com força novamente.
- Você vai gozar olhando para nós dois – ele disse firme e sedento – Goza na boca do null, olhando nos nossos olhos. Goza gostoso pra gente – ele disse e quem era eu para desobedecer.
Explodi pela segunda vez na noite e gozei como se fosse a última vez na minha vida que eu faria aquilo.
Vi null rindo e subindo até mim. null pediu que ele me beijasse e eu me sentei na cama, ficando de joelhos e de frente para ele, que segurou minha cintura e me beijou. Senti meu gosto de novo e aproveitei para descontar todo o desejo na sua bunda. E que bunda! null apareceu ao nosso lado nos abraçando e ali demos mais um beijo triplo, agora sabor null. Foi a melhor coisa!
Senti que era vez de dar um pouco de liberdade aos meninos e me retirei do beijo. A partir dali eles apenas fizeram o que tinham vontade. Beijaram-se com fervor enquanto eu me apressava em descer as cuecas de ambos. Como um imã, a mão de null foi direto ao pênis ereto de null e este gemeu baixo e rouco. Me afastei da cama procurando minha poltrona de leitura e lá fiquei. Eu iria me realizar ali naquele momento. null começou a masturbar null, que fechava os olhos com força enquanto recebia beijos molhados de null em seu pescoço. Ele tirou as mãos de null de seu órgão e o olhou nos olhos.
- Você sabe o que eu quero que você faça. E você também sabe que vai ser bem recompensado depois.
null riu e procurou por mim. Eu sorri de volta admirada com aquilo que tinha acabado de acontecer ali. Eles já tinham falado de sexo antes! Aquela era definitivamente a noite mais memorável, sim! null deitou null na cama com cuidado e o beijou de novo. Em seguida desceu sua boca pelo corpo daquele homem deitado e completamente entregue aos prazeres que eu sabia que aquela boca era capaz de proporcionar. Quando a boca de null chegou até o pênis de null e ele o lambeu devagar e majestosamente, eu não consegui me segurar. Comecei a me tocar ali mesmo enquanto observava aqueles dois. null se revirava na cama enquanto olhava absorto em prazer para null. Sua mão estava na cabeça do rapaz que lhe proporcionava prazer e eu sentia que ele estava tendo a experiência mais maravilhosa de sua vida. Acho que todos nós deveríamos, pelo menos uma vez, ser chupados por pessoas que tem o mesmo órgão sexual que o nosso.
Num ato muito rápido, null puxou null para cima pelos cabelos e sussurrou tão baixo que eu quase não consegui ouvir.
- Se você continuar, eu vou gozar. E só tem um lugar que eu gostaria de gozar hoje.
Então os olhos do null se encontraram com os meus e null ficou maravilhado com o que viu. null saiu da cama e veio até mim, se ajoelhando em minha frente e me chupando mais uma vez. null ficou na cama nos olhando com olhos brilhantes enquanto ele se masturbava. Como eu já estava me tocando há algum tempo, não demorou até que eu gozasse de novo. Eu estava mole, mas ainda assim segurei a mão de null que me guiou até a cama.
- E só tem uma pessoa que eu quero que goze dentro de mim hoje – null disse e beijou null, sem soltar sua mão da minha.
Eu não estava acreditando nas coisas que eu estava ouvindo naquele dia. Era como se todos os meus sonhos tivessem se tornado realidade. Mas aquilo tinha que acabar. Quer dizer, null também merecia um carinho. Separei os dois e empurrei null na cama. Olhei sugestiva para null que entendeu o recado. Nós dois nos posicionamos ao redor do pênis de null e ali começamos a chupá-lo. Nossas línguas se tocavam de vez em quando e nós até parávamos para nos beijar, mas sempre voltando a atenção para null.
Em um dado momento, null saiu de perto e ocupou o lugar na poltrona que eu estava antes. Acho que ele queria, assim como eu, assistir e ser voyeur por pelo menos alguns minutos. Tinha o membro de null inteiro pra mim e não hesitei em tentar engoli-lo até minha garganta. Consegui e sua reação foi mais maravilhosa do que a da primeira vez que fiz essa manobra. Ele gemeu tão gostoso que eu me senti incentivada a tentar mais uma vez. E assim fui, até voltar aos movimentos normais. null chamou pelo meu nome e eu o olhei, ainda chupando e lambendo sua glande.
- Senta em mim, null. Do jeito que eu gosto, vem – ele disse e eu sorri.
Engatinhei até ele e me posicionei em cima do seu membro. O segurei com uma mão e o guiei até minha entrada. Quando senti sua glande me tocar, um espasmo tomou conta do meu corpo. Desci devagar sentindo cada centímetro dele entrando em mim. Subi vagarosamente quando tinha chegado até sua base, para então descer de novo. Sempre lenta, deixando null louco. Pouco a pouco fui aumentando a velocidade até que alcancei um ritmo bom para que eu pudesse rebolar livremente fazendo com que meus gemidos saíssem de minha boca com mais frequência. null amava quando eu rebolava minha bunda em cima do pênis dele e devo dizer que a sensação que eu sentia era uma das melhores. Suas mãos ora agarravam minhas coxas, ora iam em direção aos meus peitos que balançavam de acordo com meus movimentos. Seus grunhidos eram maravilhosos e ele gemia baixo e rouco do jeito que me deixava atordoada. Subi e desci em seu pênis lentamente mais uma vez e ele revirou os olhos jogando a cabeça para trás.
- Você é uma delícia – ele disse e eu apertei meu interior, vendo o corpo dele inteiro reagir àquilo.
Decidi parar antes que ele gozasse ali e null ficasse fora da brincadeira. Saí de dentro de null por completo e o beijei. Em seguida me deitei na cama e null foi buscar null que nos olhava admirado. Eles se beijaram com direito a muitas mãos bobas e pegadas fortes e então null abriu minha gaveta e pegou uma camisinha. Ele mesmo a colocou em null, que o olhou arfando de desejo. null então deu um último beijo em null e se sentou na poltrona. null andou até mim e indicou com a mão para que eu me virasse de barriga pra baixo. Entendi o recado e me posicionei de quatro, encostando meus peitos no colchão ao mesmo tempo em que empinava minha bunda o mais alto que eu conseguia. Ele passou a mão por todo o meu corpo e então em minha vagina. Eu estava tão molhava que com certeza devia estar pingando. E então, senti seu pênis me invadir e a sensação foi muito boa. Ele ia e voltava rebolando seu próprio quadril, o que fazia com que eu sentisse coisas absurdamente divinas. null também fazia aquilo comigo e eu simplesmente me derretia. Ele gemia de prazer enquanto eu amassava os lençóis da cama e gemia seu nome. null colocou uma mão em meus seios e a outra em meu clitóris, mas esta não ficou lá por tanto tempo. De alguma forma que eu não sei como, ele me ergueu e eu encostei minhas costas em seu peito novamente, sem que ele saísse de dentro de mim. Aí então ele decidiu se dedicar inteiramente ao meu órgão, me masturbando enquanto me penetrava. Ele beijava meu pescoço e eu já começava a sentir todas aquelas coisas de novo. Então estendi minha mão para a direção de null e poucos segundos depois ele segurou meu braço, vindo até minha frente e beijando minha boca. Seus beijos desceram para os meus peitos e ali, de novo, em gozei.
Mas ainda não era o suficiente. Eu não tinha me esquecido da parte que null chegava a seu ápice dentro de null. E foi o que eu tratei de fazer. Nos jogamos na cama e respiramos um pouco. Estávamos cansados. Então, era melhor terminar com aquilo logo antes que o cansaço vencesse. Corri até meu armário e procurei por um lubrificante que eu e null tínhamos. Voltei para a cama e entreguei para ele. null sorriu, demonstrando estar extremamente animado com a novidade. Observei null preparando tudo para o próximo ato, enquanto espalhava o gel no lugar específico. null se deitou de lado e null se posicionou atrás dele. Pude ver null colocando uma camisinha e, então, a mágica aconteceu. Quer dizer, não consegui ver o que aconteceu de fato, mas o rosto de null deixou tudo muito claro. De início, muita dor. Claro, isso acontecia com todos, eu bem sabia. Mas null era gentil e, em seguida, com o ritmo lento e certo, a feição de null se suavizou. Demorou um pouco para que ele se acostumasse e aproveitasse o que o sexo anal podia oferecer.
Eu estava maravilhada, extasiada, enlouquecida. null estava gemendo e null também, embora eu não pudesse ver seu rosto que estava escondido atrás da cabeça de null. Eu queria tirar uma foto daquilo e emoldurar, mas o que aconteceu em seguida foi bem melhor. null me chamou e pediu para que tentássemos uma coisa. Eu aceitei, null aceitou.
Me deitei na frente de null, observando que a camisinha que ele usara comigo ainda estava ali, e o senti me penetrando de lado, devagar. E ali estava eu, no fim daquela cadeia conectiva de órgãos sexuais. Tudo bem que era um tanto quando difícil para null se movimentar em mim devido às estocadas de null, mas só o prazer de estar ali, num sexo realmente a três, já me deixava satisfeita. null começou a estimular meu clitóris, mas eu sabia que dessa vez eu não ia gozar. Então fiz o que estava ao meu alcance, o que sabia que funcionava com null. Apertei e relaxei meu interior algumas vezes, e percebi os gemidos de null aumentarem em meus ouvidos. Não muito tempo depois ele gozou enquanto segurava meus seios. Como se tivéssemos ativado um trigger em null, ele soltou um longo gemido e ali eu soube que nós três estávamos completamente realizados.
Ficamos deitados na cama naquela posição por muito tempo, eu pensando em tudo que tinha acabado de me acontecer, em como tinha superado minhas expectativas. Pensei também em como eu e null éramos parceiros e amigos antes mesmo de namorados. Não era qualquer casal que se aventurava assim, e eu estava muito grata por tê-lo em sintonia comigo sempre.
Por fim, nós três resolvemos tomar um banho. No banho, ainda nos beijamos um pouco, mas nada além disso. Ninguém mais tinha forças. Depois de vestidos, comemos restos de pizza que eu tinha na geladeira e null preferiu ir embora. Chamou um Uber e se despediu de nós com um belo beijo na boca, deixando claro o quão maravilhosa nossa noite tinha sido.
Eu e null voltamos para a cama para poder, finalmente, descansar. Minha ficha ainda não tinha caído, tudo parecia surreal demais, apesar do meu corpo fazer questão de me lembrar de cada sensação nova e toques certeiros que eu tinha recebido naquela noite. As reações daqueles dois homens também não saiam da minha mente. Era como se fosse um quadro! Como eu amava ver homens se beijando e se tocando, era meu ponto fraco.
- Você é o melhor namorado desse mundo, null – eu disse, me deitando próxima a ele e senti seu braço me puxar mais para perto.
- Olha, nós somos o melhor casal desse mundo, na verdade. Eu e você, juntos. Obrigado pela noite. Você não tem noção do quanto eu te amo e do quanto eu agradeço por você ser tão louca quanto eu.
Sorri e dei um último beijo nele antes de me ajeitar melhor e cair no sono, com as mãos dele descendo carinhosamente pelo meu braço.
Você deve estar se perguntando como que foi encarar null depois de toda essa aventura... Bom, a gente falava daquela noite de vez em quando, nos lembrando nostalgicamente de como tinha sido bom para todos, da sintonia e infinidade de sensações novas que sentimos, e, pelo que null me contou, a amizade deles dois não mudou nenhum pouco. Eu não sei se há a possibilidade de realizar essa coisa prazerosamente doida de novo, mas só aquela noite já valia por tudo. Afinal, aquela foi A noite.
A mais memorável de nossas vidas até então.

Fim



Nota da autora: Oi gentes! E aí, vocês gostaram? Eu espero do fundo do meu coração que sim haha A última restrita que eu tinha escrito foi quando tinha 17 anos! Já se foram cinco anos sem escrever nada envolvendo sexo e aí eu doida venho e trago uma história com dois homens e uma mulher pra vocês... Essa história foi toda escrita pensando em Sebastian Stan como o namorado da pp e Chris Evans como o amigo sortudo. Sim, eu estou viciada na Marvel e não tem como não shippar Buck Barnes e Steve Rogers dentro e fora do universo dos super-heróis, não é mesmo? rs Qualquer coisa que queiram falar comigo, eu estou no Twitter como @_mesaventures, colem lá! Em breve terei mais duas fics no site por meio do Ficstape Purpose do Justin Bieber e também mais uma pelo Ficstape Death Of A Bachelor do Panic! At The Disco. Nenhuma dessas fics ainda tem link, mas caso vocês queiram ler, fiquem atentas nos próximos meses hahaha Obrigada mesmo por lerem essa história aqui e até a próxima! Beijinhos!




Outras fics no site:
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