Última atualização: 05/11/2017

Capítulo 1 - O Recomeço

1998.


Sala escura, apenas uma luz vermelha e fraca deixava aquele pequeno ambiente iluminado, eu não sabia bem o que estava acontecendo... Eu nem se quer me lembrava de nada; Era como se tudo fosse novo para... Mim. Olhei ao meu redor calmamente procurando algo que eu poderia reconhecer ou lembrar-se de algo, minha cabeça doía, meus olhos também, como se tivesse passado por vários exercícios físicos e lido mais que o suficiente, e forçando mais meus olhos do que devia.
Comecei a sentir a respiração falhar ao perceber que a porta estava sendo aberta, automaticamente não reconheci o rosto das duas pessoas que entraram naquela sala gelada.
– Vemos que você acordou. – Um homem com um sobretudo preto parou ao lado da cama onde a garota estava deitada. – Está bem acomodada?
- Acho que sim, quem são vocês? – A garota falou quase em um sussurro.
- Você esta na base da Hidra, você sofreu um acidente onde seu irmão e seus pais morrem. – O Homem falou calmamente. – Então trouxemos você para cá, já que queremos cuidar de você.
- E quem os matou? O que MATARAM ELES? – A garota falou com grandes alterações em sua voz.
O homem parou para pensar, sabia como argumentar aquela linda mentira, mas aqueles pequenos olhos castanhos da garota o deixou intrigado. Mesmo tendo apenas sete anos, já tinha passado por grandes experimentos, e por um único motivo: Ser aliada da H.I.D.R.A. Explosão atrás da casa dos Müller, o homem respirou calmamente e esperou que a lavagem cerebral não tivesse afetado a memória falsa que implantaram na garota.
- Um acidente que teve atrás da sua casa, uma explosão, para ser mais preciso. – O homem falou calmamente.
- E por que apenas eu estou viva?
- Tentamos salvar seu irmão, você consegue se lembrar dele?
- Sim, vagamente, dos meus pais também.
- Spencer, seu irmão se chamava Spencer. – O homem encheu o peito que a única lembrança que ela tinha era de seus pais. - Você estava no carro, brincado com suas bonecas e foi lá que achamos você.
- Eu... Eu me lembro, quanto tempo isso aconteceu? Doí minha cabeça quando tento fazer pequenos esforços para me lembrar.
- Consequência do gás e da fumaça do incêndio. – Uma cientista loira com as pontas rosa falou olhando para a prancheta.
- Conseguimos salvar apenas uma foto, onde está você, seus pais e seu irmão.
Suspirei por me sentir sozinha. Pensei em perguntar se estavam com a foto ou então, quando eu poderia ter meu cobertorzinho comigo e minha boneca de pelúcia da Sakura Cards e o wafer que papai sempre fazia quando mamãe estava trabalhando. Claro que toda criança age por impulso, e não foi diferente quando eu disparei a pergunta.
- Quando é que vou poder comer wafer junto com a Sakura?
- Como? – O homem fez uma cara que tentou compreender a perguntada de .
- Eu me lembro muito pouco que estava com a Sakura, uma boneca de pelúcia, e tinha o wafer que meu pai fez escondido de minha mãe.
- Sakura Cards? – A cientista perguntou.
- Sim. – falou alegre.
- Nós trouxemos para cá, guardei em uma caixa trago logo em seguida com seu café.
- Ok.
A cientista se retirou daquela sala gelada, e o homem de sobretudo preto saiu logo atrás dela em passos largos e calmos como se estivesse pensativo. Ele parou na porta e falou alguma coisa para cientista que logo fez um gesto com a cabeça simbolizando com “Sim Senhor”, ele olhou para trás e me fez uma pergunta, que na qual não entendi muito bem o porquê.
- Você se lembra de mais alguma coisa?
- Não. – A garotinha falou confusa.
- Ok. – Ele se retirou.

Cogitando que Johann Schmidt e a cientista, Reven Kiyoko, estavam mais que contentes pelo o projeto ter dado certo, eles teriam que manter ela dormindo por mais tempo ou procurar uma alternativa para continuar mantendo todas as mentiras que foram implantadas na mente da garota. Agora, o que mais restava e dava mais ansiedade era colocar os outros por cento em prática, coisa que não foi impossível de se fazer naquele momento, mesmo ela tendo apenas sete anos de idade.
Depois daquela noite, a cientista Kiyoko levou uma janta leve para que o corpo da garota recebesse toda proteína, vitamina e carboidrato para começar a receber os protótipos do projeto GF 96, e torcer que dessa vez desse certo e não falhasse. Junto com a janta, Kiyoko levou a boneca da Sakura para a garotinha. Bateu na porta sutilmente e apenas escutou um leve e abafado som “Entre”, e foi isso que ela fez, colocou a bandeja e a boneca em uma poltrona preta de couro e ajudou a sentar na cama, e entregou a bandeja. Ficou o tempo todo lá conversando, até que terminasse toda a janta, fora que serviria como avaliação para saber se a lavagem deu cem por cento.
- Aqui sua Sakura. – A cientista falou entregando para .
- Obrigada. – falou com um sorriso gigante nos lábios.
- Amanhã cedo volto aqui para podermos fazer mais alguns exames, ok?
- Sim, boa noite.
- Boa noite.
Na semana seguinte, senhor Johann Schmidt, ao lado da cientista Reven Kiyoko, se reuniram na sala de reuniões junto com outros homens que carregavam o mesmo símbolo de uma caveira com seis tentáculos em seus ternos pretos. Todos se ajeitaram em suas cadeiras em volta de uma mesa grande e oval e esperaram que o Johann Schmidt se pronunciasse, que o mesmo estava lendo algumas papeladas sobre o projeto GF 96.
- Reuni todos vocês aqui por um único motivo, o projeto GF 96, só que dessa vez vamos testar com uma garota, e hoje, vamos dar mais um passo para acabar com a S.H.I.E.L.D e o Capitão América!
- HEIL H.I.D.R.A! – Todos gritaram.
Um homem levantou a mão esperando autorização do Schmidt.
- Sim? – Schmidt falou seco.
- Mas o protótipo não tinha sido cancelado depois que aquele garoto não resistiu ao mesmo? Ficamos de reaver o que tinha de errado com ambos, mas o senhor não nos deu autorização.
- Bem observado, senhor Logan, mas a cientista Kiyoko refez todo o protótipo e consertou todas as falhas, e dessa vez, nossa cobaia tem um índice de vida mais saudável do que nosso antigo cobaia.
- Quantos anos mais nova? – Uma mulher ruiva perguntou.
- Atualmente, sete anos. – Kiyoko respondeu, lendo a ficha de .
- Muito nova, não acha? Ela pode não suportar, ela nem hormônios direito tem formalizado.
- Eu tenho a certeza que o protótipo irá funcionar nela! – Schmidt falou fitando os olhos da ruiva.
- Não contem comigo para esse projeto, a garota é muito nova para isso. – A ruiva falou cuspindo as palavras e se levantado bruscamente de sua cadeira. Saiu da sala de reuniões batendo firmemente o salto de sua bota contra aquele chão de porcelanato preto.
- O senhor quer que eu tente convencer em fazer parte do projeto? – Kiyoko falou baixo.
- Sim, por favor, deixe a ficha dela aqui, vou passar as informações da senhorita Müller para os demais.
Kiyoko entregou à pasta do projeto GF 96 para Schmidt e saiu em direção ao quarto onde, com toda a certeza, a ruiva estava depois de ter discordado com Schmidt.
- Com licença.
- Entre... Eu não sei como você esta apoiando ele, Kiyoko! ELA É APENAS UMA CRIANÇA! – A ruiva gritou.
- Você sabe o principal motivo para isso ter acontecido!
- Eu sei, do mesmo jeito que você sabe que você não passa de uma cientista qualquer para ele.
- Romanoff, se contenha! Você vai ajudar ou as consequências serão severas.
- Eu já estou com missão dada mesmo, só mais dois anos e eu saio para executá-la. – Romanoff falou verificando o pente da arma. - Vai querer sair da minha frente para eu ir treinar ou quer que eu treine em você?
Kiyoko deu um passo para o lado e deixou que Romanoff passasse, que a mesma passou furiosamente; Treinou tirando toda sua raiva do projeto com a nova “cobaia”. Inadmissível o que queriam fazer um uma garota de sete anos, mas ela não podia fazer nada, só se afastar do projeto, coisa que Schmidt não ia permitir, já que quem dava a última palavra, literalmente, era ele. Romanoff depois de ter sido capturada pela H.I.D.R.A, teve suas memórias apagadas com base de uma sequência, claro que todos da S.H.I.E.L.D ainda estavam na busca por ela, algo que não tinha muito sucesso já que os sequestradores não deixaram nenhum rastro para poder segui-los, mas mesmo assim, eles não deixaram de procurá-la, até em outros países eles já foram em busca dela, mais a H.I.D.R.A conseguiu sumir até com algo fútil ao olhar dos outros.
Um mês se passou e por conta de uma leve ameaça, Romanoff resolveu ajudar no projeto 96, mas com coisas completamente básicas e leve, como treinamento com armas, em troca ela poderia fazer a missão dela daqui um ano e claro que depois de conseguir concluir, ela seria “entregue” para a S.H.I.E.L.D.
Depois de fortalecer o corpo de com tudo que precisava para começar com o projeto, e que teria que começar com uma linda sequência de bateria de exames completamente puxados, desde o exame de sangue até teste de resistência fizeram em . Mas não ache que foi algo completamente tranquilo para uma criança de sete anos, foi com certeza um dos piores dias que ela já passou em sua vida.
E ela nem se quer sabia o que estava acontecendo para eles estarem fazendo aquilo com ela.
No auge da madrugada, foi liberada para voltar ao seu quarto, que a mesma voltou se escorando nas paredes cinza e frias da base secreta, liberada depois de um mês, quase que não suportando tudo o que estava se passando naquele lugar frio, e claro, se rendendo para toda a sequência de tortura que estava passando. Ao entrar em seu quarto, viu uma mulher sentada em uma das poltronas brancas, ascendeu à luz e assim pôde ver melhor o rosto da mulher. Romanoff.
- Quem é você? – perguntou.
- Romanoff, uma “agente da Hidra”. – Romanoff fez aspas com as mãos disfarçadamente, já que ela não podia relatar que se lembrava da S.H.I.E.L.D, pois claramente colocaram escuta na mesma.
- Você tam... também faz part, parte do treinamento? – falou com a voz completamente falhada.
-Também, mas não vou treinar, nem fazer o mesmo que eles estão fazendo com você.
- E o q... Que você vai me ajudar a treinar?
- Com armas.
- Agora? – falou mais desapontada e relaxada.
- Não, uma hora da tarde te encontro na sala de tiro três, esteja lá pontualmente! – Romanoff disse indo em direção de .
- Ok.
- Relaxe, e respire fundo e calmamente assim. – Romanoff mostrou como controlar. -Desse jeito você consegui ter mais controle para poder ganhar dos grandões e fazer com que você possa ir melhor aos treinamentos da Hidra.
que continuava apoiada na parede, relaxou e começou a respirar fundo igual a Romanoff, automaticamente ela sentiu uma recarga de leve de energia para poder manter seus músculos firmes e poder desencostar da parede. Claro que ia precisar de uma boa noite de sono para poder ter mais energia que aquele controle de respiração estava lhe dando. Claro que tinha percebido que tinha algo de “estranho”, já que ninguém daquele lugar tinha sido tão amigável com ela.
- Isso, agora descanse e quero você amanha com mais energia que o normal. – Romanoff falou.
- Só para um treinamento de armas? Eu tenho apenas sete anos!
-Com sua idade eu já sabia fazer coisas piores. – Romanoff falou saindo do quarto. -Boa noite.
- Boa noite.
Mais cansada do que outra coisa, apenas tirou a roupa de treino e colocou uma qualquer, deitou-se em sua cama e caiu no sono em questão de segundo, segundos que se passou rápido. acordou assustada e ainda cansada, puxou sua boneca de pelúcia para seus braços, virou-se na cama encostando suas costas na parede e ficou observando aquele quarto cinza claro que só tinha a iluminação da lua. Ela ficou tentando lembrar-se de alguma canção de ninar que sua mãe cantava para ela, mais foi apenas uma tentativa em vão. O que fizeram com ela, tinha até apagado a memória mais simples de todas.
se perguntava o porquê que eles estavam fazendo aquilo com ela, todos aqueles exames de resistências, todos aqueles treinamentos e o porquê de aprender utilizar uma arma; Sem saber que com tudo isso, ia ser colocado uma pequena coisa dentro dela chamada Vingança, sem saber que era apenas um teste para torná-la em uma das maiores armas que a H.I.D.R.A já conseguiu fazer.
Na manhã seguinte, acordou mais disposta e já treinando a respiração que Romanoff havia lhe ensinado. Passou no refeitório, pegou apenas uma maçã e foi comendo a caminho da sala de tiro três. Durante o trajeto, ela passava olhando para dentro de cada sala, cada lugar tinha uma cena estranha e completamente complicada de decifrar, algumas salas havia soldados que lutavam sem nenhum descanso e isso era nítido pelo modo que cada um mantinha seu corpo fora de postura para um combate corpo a corpo. Em outras salas, outras pessoas se sentiam angustiada por conta de sequência de falas e outra sala, que na qual foi a que mais chamou atenção de , escura com algumas luzes brancas, dentro dela estava um soldado com um braço de aço, que claro era o que aparentava ser aos olhos de . Ele com certeza lutava melhor do que qualquer que estava dentro daquela sala, e até mesmo melhor que qualquer outro que ela viu lutando.
Ela ficou analisando o soldado e seus movimentos, e pensou que até pudesse passar com ele para poder aprender a lutar, já que era isso que ela vinha fazendo desde que fizeram os exames de rotina. em um estalo, lembrou-se do treinamento e foi correndo direto para a sala de tiro três. Romanoff treinava com algumas armas de fogo e alternava para algumas armas brancas, não demorou muito para a ruiva perceber a presença de ali.
- Chegou cedo. – Romanoff falou normalmente.
- Você falou para não me atrasar, e eu não me atrasei, acho que só fiz o que você pediu. – disse e logo deu uma mordida em sua maçã.
- Você tem mais meia hora antes que o treino comece, pode ficar ai em quanto eu descanso. – Romanoff falou saindo do local.
- Ok. Tudo bem se eu der mais uma volta pelos corredores? – falou em seu encalço.
- Sim, desde que esteja aqui a uma em ponto.
- Estarei!
saiu às presas e foi novamente para aquela mesma sala onde viu o tal soldado de braço de aço. Ao chegar ao local, ela viu que a sala já estava vazia, tinha algo naquele local e naquele soldado que despertou a vontade de aprender a lutar. Decepcionada em não ter mais ninguém lá, especificadamente o Soldado, voltou para a sala de tiro três. Ao se virar, levou um baita susto que até deixou o resto da sua maçã cair. Só pela expressão de , poderia decifrar que ela estava congelada em se deparar com aquele Soldado atrás dela.
- Está tudo bem? – Ele falou calmo.
- Sim, só estava esperando da a hora do meu treinamento.
- Comigo? – O Soldado falou confuso.
- Não, com uma mulher ruiva, se eu não me engano o nome dela é... Romanoff.
- Ah, sim, eu sei quem é. Qual é seu nome, soldada? – Ele perguntou fazendo sinal para eles poderem andar.
- Müller, mas não sou nenhuma soldada.
- Bucky Barnes, então por que você vai ser treinada?
- Bom, até onde eu sei, não sei. – deu os ombros.
- A Hidra não lhe passou o relatório?
- Não, nem mesmo o porquê de uma garota com sete anos precisa saber como manusear uma arma.
- Quantos anos? – Barnes disse pasmo e parado algum passo atrás de .
- Sete. – Ela falou normalmente.
- Você é aquela garotinha que eles acharam? – Barnes voltou a andar.
- Você se refere a explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meus pais morreram?
- Isso.
- Então sou eu, a sala é aquela ali. – apontou para a última sala do corredor.
Ele poderia estar completamente errado, mas ela era o projeto GF 96 que Schmidt tanto falava naqueles últimos meses para o Soldado, que o mesmo sabia que o próprio projeto poderia mudar de nome. Ao chegar à sala, depois de uma conversa bem aleatória com , que a mesma estava cinco minutos adiantada, Barnes chamou Romanoff para uma conversa rápida para não atrapalhar o treinamento de .
- Ela é o projeto 96? – Barnes falou em um tom de voz baixo.
- Sim, Schmidt que quer o projeto saía completamente perfeito, por isso está treinando ela desde cedo.
- Você quer dizer aos sete anos.
- Correto, você leu a ficha dela?
- Não, ela que me contou, na verdade, só me contou o que eu já sabia também.
- Mais nada?
- E você acha que depois que fizeram com ela, ela poderia se lembrar de algo que eles apagaram? – Barnes perguntou desconfiado.
- Não, impossível.
- Vou deixar você treiná-la.
- Até.
, durante a conversa, ficou olhando algumas armas que estava em cima de uma mesa metálica. Nenhuma ali chamou atenção tanto quanto o modo de luta. Fazer o que, isso já estava em seu sangue, já que seu pai lutava box. O som do salto de Romanoff fez com que virasse e arrumasse a sua postura para poder começar o treinamento.
Romanoff pegou algumas armas e pentes e colocou em seu coldre, depois pegou outro coldre e entregou para . Separou as mesmas armas que pegou para si mesma e deixou tudo em fileira para que pudesse analisá-las.
- Aqui, pegue. – Romanoff entregou o coldre. - Você coloca o coldre em sua cintura, igual esta em mim e esse na sua coxa, entendeu?
- Sim.
observou por um tempo o coldre que Romanoff tinha em seu corpo e logo depois tentou copiar o da ruiva. Nada como complicado colocar um coldre em sua cintura e outro em sua coxa, tudo muito simples, só não poderia ser menos complicado se tivesse um coldre feito para corpo de uma garota de sete anos e mais nada.
Mesmo tendo prendido do modo correto, eles caíram. levantou a cabeça e olhou para Romanoff, a primeira coisa que passou em sua mente foi que Romanoff iria brigar com ela ou algo do tipo como os outros instrutores fizeram com ela; só não esperava a reação que Romanoff esboçou.
- Está tudo bem. – Romanoff riu. - Você prendeu do jeito certo, o único problema é que você não tem corpo de uma agente ou de uma soldada.
- Ufa, achei que você ia acabar gritando comigo. – falou mais calma.
- Não, deixa eu arrumar aqui para você. – Romanoff justou os coldres de . – Pronto.
- Obrigada.
- Agora, essas são as pistolas que você vai aprender a utilizar. Uma .38, Glock 17L e uma 9MM, pegue-as. – Romanoff falou apontando para cada uma.
pegou as três armas que Romanoff apresentou para a garota junto com o pente de cada arma. Elas andaram até uma outra salinha que ficava dentro daquele mesmo ambiente. Romanoff apertou uma sequência de alvo para iniciantes e voltou para uma das cabines onde tinha deixado .
- Ok, esses são os cartuchos certo? Basta você travar eles aqui. – Romanoff mostrou colocando no cabo. - E apertar o gatilho, a arma trava no momento que não tiver mais nenhuma para poder ser disparada, ok?
-Ok! Isso em todas?
- Sim, coloque esses fones no seu pescoço. – Romanoff falou entregando.
- Pronto.
- Vamos começar, recarregue a 9MM e estique os braços, mantem firme os braços e tente mirar no centro do alvo.
- Assim?
- Isso, apenas levante um pouco mais assim. Romanoff mostrou a altura certa.
- Posso atirar? – falou animada.
- Pode, tente ter uma mira certeira.
- Tentarei.
colocou o fone e respirou fundo. Mirou bem no centro do alvo e atirou, um lindo tiro certeiro para uma iniciante, Romanoff e Müller ficaram surpresas, apesar de que o tiro certeiro foi apenas uma mera coincidência de acerto, nunca tinha manuseado uma arma nem se quer uma 9MM.
Romanoff sabia que era nada mais que pura sorte, já que tinha tremido mais que qualquer outra coisa antes de apertar o gatilho; E foi assim por três horas consecutivas, e a cada trinta minutos do treinamento, Romanoff aumentava os objetivos e o limite de tempo. não estava tão exausta, já que sua única tarefa era carregar e atirar, e algumas vezes se movimentar entre as cabines. O que mais ajudava a manter energia e carga de ar em seus pulmões era a técnica que a ruiva avia lhe ensinado. Mesmo em um treinamento para uma iniciante e com apenas sete anos. Ela tinha uma boa movimentação e uma mira precisa coisa que poucos só adquirem com o passar do tempo.
Saindo do treinamento com Romanoff, foi direto para seu quarto, tomou um banho rápido e colocou outra roupa de treinamento, ou melhor, de resistência. E mais uma vez ia começar as piores horas do dia para aquela pequena garota de sete anos.
Seu desenvolvimento durante as baterias de resistência, conseguiu superar muito mais que as outras, estavam sendo melhores que do dia anterior, já que aplicava a técnica de respiração ao que ela já começava a fazer sozinha sem precisar muito de se esforçar para lembrar de manter aquele controle de respiração. foi terminar as baterias quase cinco horas da manhã, isso se já não passava das cinco da manhã. Ao termino, ela recebeu uma folha com o relatório do fim daquele mês de Junho, onde mostrava todo seu desempenho em todos os treinamentos e baterias de resistências.
Nele continha um gráfico onde mostrava muito bem que o potencial de em ambas as provas, estava saindo mais do que o esperado, e que em questão de um mês e meio ela já poderia avançar em alguns treinamentos e entrar em outros, mas suas baterias de resistências iria continuar até que os cientistas, disfarçados de médicos, achassem que ela já estava pronta para poder dar o passo avançado. O que não sabia era que esse passo avançado seria o teste do projeto GF 96.
Seis meses depois, já estava familiarizada com todos, principalmente com Romanoff, que fora as aulas com as armas também ensinava coisas aleatórias para a menina, fora as conversas delas. Era desse modo que Romanoff e se tornaram amigas, ou melhor, irmãs, já que a idade de ambas era completamente diferente.
- Quando você vai para a tal missão? – perguntou, recolhendo as armas brancas.
- Daqui menos de um ano talvez, por quê?
- Para saber, até onde eu sei, você está me treinando e eu preciso saber ate onde vai o treinamento com minha amiga.
- Pode ter certeza que até lá vou ensinar tudo que eu sei e até mesmo um pouco mais, confie em mim. – Romanoff falou completamente sincera.
- E eu confio, e eu sei que você vai ensinar tudo, eu só não estou preparada para receber a notícia que perdei mais uma pessoa que eu amo.
Ao escutar aquelas palavras acompanhada pelos olhos castanhos de marejados, sentiu um aperto no coração, abraçou agarota, um abraço apertado de irmã para irmã. Por alguns minutos, Romanoff cogitou seu plano de voltar para a sede dos Vingadores e deixar dentro daquele lugar frio, mas ela sabia que se fizesse isso eles poderiam matá-la logo depois de conseguir o tesseract. Mesmo com essa dor apertando friamente seu coração, Romanoff já tinha feito sua escolha e naquele abraço prometeu para si mesma que voltaria com ou sem os Vingadores para conseguir salvar da H.I.D.R.A.
- Eu vou voltar, você vai ver. – Romanoff se soltou do abraço.
- É bom mesmo, Nat, não quero ter que ir salvar você. – brincou.
- Seria uma boa oportunidade de ver se o treinamento que te passei serviu para alguma coisa. – Romanoff riu.
- Você sabe que eu sei tudo e que aprendi rapidinho e decorei tudo.
- Convencida... Vai, o Barnes deve estar esperando você, não se atrase, já que é o primeiro treino dele com você.
- Ok, estou indo Nat, até. – deu um abraço rápido em Romanoff.
-Até, .
foi correndo para a sala onde treinaria com Barnes, já que faltava cinco minutos para começar seu treino. Por dois minutos ela não chegaria atrasada.
- Quer descansar um pouco? – O Soldado falou ironicamente.
- Não, eu tenho fôlego.
- Desde quando uma garotinha de sete anos tem tanto fôlego?
- Desde o dia que eu entrei para a H.I.D.R.A. – deu um sorriso.
Ela tinha entrado para a H.I.D.R.A, já que ela percebeu que aquele era seu mais novo lugar para chamar de lar.
- Vamos começar isso logo, fique ali. – Barnes apontou para uma linha branca no chão.
- Está bem. Pronto, e agora?
- O que você sabe de luta?
- Ah, muita coisa como... Nada, é serio que você me fez essa pergunta? Nem parece que leu a minha grade de treinamento.
- Ok, vou te ensinar o básico de defesa.
- Está bem.
- Vamos começar com o Krav Maga. O Krav Maga incorpora o box ocidental, chutes e joelhadas do karatê, golpes da luta greco-Romana, luta no solo do Jiu-jitsu brasileiro, arremessos e agarramentos do Jiu-jitsu, e o mais importante, golpes explosivos adaptados do Wing Chun. Ele é ao mesmo tempo defesa e ataque, em vez de bloquear um ataque e então responder com outro, você bloqueia e ataca ao mesmo tempo. Por exemplo. – Barnes falou chegando mais perto de . - Não vou te machucar calma, com o braço esquerdo é feito o bloqueio e o avanço, enquanto o defensor ataca com o punho direito na garganta do oponente, entendeu? – Barnes demostrou em .
- Sim, sim, entendi.
- Poderia repetir?
- Claro, mas você é alto, não vai ajudar muito.
estava certa, mesmo o Soldado não sendo muito alto, não ia conseguir repetir a defesa nele, já que ela era menor por conta de sua idade.
- Bom... - Barnes deu um sorriso de leve. - Temos um problema então.
- Sim, o que posso fazer é repetir no ar, e se tiver errado você pode falar e me corrigir.
- Inteligente você, faça isso e eu vou analisar.
- Ok, primeiro com o meu braço esquerdo eu faço o bloqueio e o avanço, depois eu coloco meu punho direito na garganta, está certo? – falou depois de fazer os movimentos no ar.
- Até que você não foi nada mal, vamos fazer assim, vou lhe ensinar como manter a mão bem fechada e depois você me da um soco em um desses sacos de areia.
Barnes estava se irritando de ter que ir moderadamente com o treinamento, não sabia por que ele tinha que ser o instrutor de luta de .
- Está bem.
- Dobre os dedos na altura da segunda articulação, onde a falange proximal encontra a falange média. – Barnes falou demostrando em sua mão. – Dobre novamente os dedos, de forma que a ponta de cada um fique protegida no meio da palma da mão, posicione e mantenha os polegares sobre os dedos indicador e médio de cada lado.
foi repetindo atentamente o que o Soldado falava e demostrava.
- Não, não deixe o polegar debaixo dos outros dedos, ele tem que ficar em cima desse jeito!
- Ok, calma senhor braço de metal! – riu e Barnes revirou os olhos.
- Desse jeito você consegui quebrá-lo quando for lutar.
- Eu entendi, você pode prosseguir?
- Por último, você deve manter os punhos retos, sempre retos!
concordou com a cabeça.
O Soldado fez um sinal de espere com a mão e voltou com um boneco colocou no centro do tatame, chamou a para mais perto e falou que ele seria o local para poder treinar até que ela tivesse uma altura razoável para poder lutar com ele, mesmo ele achando aquilo algo bem fora do padrão de treino, que ele sempre aplicava para os outros soldados. Barnes ensinou em vários outros golpes de autodefesa, como escapar por um agarramento por trás, interromper um ataque lateral, de escapar de estrangulamento por trás entre outras formas de defesa.
Durante o tempo de treinamento e os meses ao lado de , fez com que Barnes deixasse seu lado mais amoroso surgir bem sutilmente, tão sutilmente que nem mesmo o próprio Barnes não percebeu. E mais uma vez conseguiu alguém dentro da H.I.D.R.A que pudesse cuidar e amparar nas piores horas, algo que ela mal sabia que estava mais perto que ela pudesse imaginar.
Com o tempo conseguiu aperfeiçoar alguns golpes de defesa e de ataque, nada muito elaborado, já que ele quis começar com coisas mais suaves por conta da idade e do porte físico de , e claro, com isso só fazia com que Schmidt percebesse que ela era a pessoa certa para fazer parte do projeto Gf 96.

1999.

Fazia quase um ano que estava lucida e fazendo os treinamentos e os testes pela H.I.D.R.A. Romanoff já tinha dado o relatório final dos treinamentos com Müller para Schmidt. Depois disso, o mesmo chamou todos os tutores e cientistas que acompanhavam a Müller de perto para um reunião fazendo assim que só tivesse meio período de treinamentos. Ao termino da reunião, Romanoff foi falar com em seu quarto.
Romanoff deu duas batidas na porta e escutou um “pode entrar” abafado.
- Oi! – falou alegre.
- Oi, estou atrapalhando?
- Não, estava apenas descansando e ouvindo um pouco de musica, por quê?
- Schmidt quer falar com você junto com a Kiyoko.
- Algo aconteceu?
- Não, mas independente do que acontecer, você sabe, tem que se manter forte. –Natasha disse com ar de tristeza em seu tom de voz.
- Você está me deixando assustada.
- É apenas uma forma de dizer que eu fico preocupada com você e que vou ficar preocupada com você durante a missão; Você sabe, eu não... – interrompeu Romanoff.
- Você não é boa em demostrar amor, tudo bem. – riu. - Vamos?
- Sim.
Romanoff e saíram do quarto e foram para o laboratório; Ao chegarem ao local, Schmidt e Kiyoko pararam de conversar e foram até em direção das garotas que estavam poucos centímetros da porta.
Schmidt caminhava com um largo sorriso maligno e de satisfação nos lábios, o que ele mais desejava desde que conseguiu capturar ia acontecer naquele fim de tarde. Kiyoko começou a falar a desculpa, que teria que fazer novos exames só para apenas poder fazer o projeto GF 96 nela. Durante toda a explicação que Kiyoko passou para e como já esperado, a garota bufou e soltou um “Sério que vocês não podem deixar isso para mais tarde?” Kiyoko e Schmidt ignoraram e levaram mais a fundo do laboratório.
Os quartos desceram uma escadinha de ferro onde dava para uma sala branca onde só continha uma maca e alguns monitores do lado da maca. Em direção dos pés da maca, havia vários computadores ondem poderia se deduzir que era monitorado todo processo do paciente. estranhou a sala nova, pois ela nunca entrou naquele ambiente, afinal, toda vez que precisava fazer os exames de rotina a cada três meses, era em uma sala que literalmente tinha aparência de ambulatório. Quando terminaram de descer as escadas, Romanoff viu que tudo estava pronto para o projeto ser colocado em prática.
- , eu já volto, ok? Tenho que fazer algumas coisas antes de ir. – Romanoff falou do lado de e deu um leve aperto de mãos, já que ela não queria mostrar o afeto de ambas.
- Ok, volte logo, viu.
- Pode deixar.
Romanoff deixou sob os cuidados de Kiyoko e foi a procura do Soldado Invernal. Seria mais lógico ir direto ao centro de treinamento dele, já que era o maior passatempo dele dentro daquele lugar, mas Romanoff optou por ir até o dormitório do Soldado Invernal. Durante o trajeto pelos corredores, era fácil de perceber a desconfiança dos outros agentes e soldados da H.I.D.R.A só pela visão periférica. Romanoff percebia que ninguém ali confiava nela, mesmo o Schmidt ter dado a total certeza que Natasha Romanoff não estava mais “conectada” com a S.H.I.E.L.D.
Ao chegar ao dormitório de Barnes, Romanoff viu a porta entre aberta, com todo cuidado e com desconfiança que algo tinha dado errado, Natasha abriu a porta e se deparou com o Soldado olhando para o teto deitado em sua cama.
- Atrapalho? – Romanoff perguntou.
- Não. – Ele sentou. - Schmidt está me chamando?
- Na verdade, não. Só vim avisar que a Müller está em processo do projeto. – Romanoff falou desanimada.
- Já? Mas não era para ser amanhã no fim do dia? – Barnes se levantou bruscamente de sua cama e foi em direção do laboratório.
- Você conhece o Schmidt, ele está obcecado por esse projeto. – Romanoff falou no encalço do Soldado Invernal.
- Ele nem a preparou?
- Não, e você acha que ele faria isso com a cobaia dele?
- Sim, já que ela vem sendo o único foco dele nesses últimos anos.
- Acho que você pode evitar que isso seja hoje.
- Eu espero, precisa pelo menos saber o que vão fazer com ela.
- Então corra Soldado, ou pode ser tarde de mais.
Romanoff mal tinha terminado sua frase e o Soldado Invernal já tinha se distanciado o suficiente da ruiva para que ela possa dar mais um aviso para ele. O que ele pensava e desejava era proteger Müller do projeto antes que fosse tarde demais, mesmo sabendo que ela estava sendo preparada para o projeto.
Barnes correu o máximo que pôde, mas não foi o suficiente para poder impedir que o projeto fosse injetado em Müller. Ele desceu as escadas o mais rápido o que pôde em mesmo antes de falar algo para Schmidt, ele já teve um sinal para fazer nenhum silêncio que pudesse fazer se distrair e desconfiar. Ele apenas viu deitada e amarrada na maca com cintos de couro, com roupas brancas e o braço direito esticado de uma forma que nenhum dos cintos pudesse atrapalhar a agulha.
Kiyoko pegou o um saquinho com um líquido azul pendurou em um dos ferrinhos que ficava ao lado, depois em uma das mesinhas de ferro móvel, pegou uma seringa onde continha um líquido roxo, deu três batidinhas na seringa e furou o topo do saquinho com o líquido azul sem deixar que ambos os líquidos vazassem. Antes de aplicar o projeto GF 96 em , ela deu uma anestesia fraca para que ela não sentisse nenhuma dor do líquido entrando em sua veia.
Schmidt subiu para uma salinha de vidro onde tinha uma visão bem ampla da sala abaixo. Depois de um sinal positivo de Kiyoko, Schmidt apertou o botão para abrir o áudio do microfone em um som razoável, para todos que estavam presentes na sala pudesse escutar. Ele anunciou o projeto com tanto orgulho que parecia que era seu filho que estava nascendo.
- Hoje, dia dezoito de junho de mil novecentos e noventa e nove, estamos dando inicio ao projeto GF 96, com a nossa mais jovem soldada Müller. – Schmidt falou com o peito completamente estufado de satisfação e orgulho.
se assustou ao escutar o anuncio do projeto, ela procurou em sua volta Romanoff ou Barnes para pedir ajuda a eles, e mesmo só passando os olhos em sua, volta ela não os encontrou. gritava desesperada para que eles parassem, se debatia na maca com tentativas de se soltar, mas mesmo usando todas suas forças, não teve nenhum sucesso. Kiyoko abriu a chavezinha para o soro projeto GF 96 começasse a entrar em sua veia, aquele liquido gelado entrava rasgando em sua veia lentamente, a dor era insuportável. Ela gritava a ponto de suas cordas vocais não terem mais capacidade de omitir nenhum som. fechava suas mãos em formato de punho com uma extrema força que as deixava branca de tanto apertá-las, seus músculos começaram a se contrair e ficarem rígidos ao mesmo tempo.
não entendia mais nada, sua mente estava uma confusão a cada gota do projeto que entrava em sua corrente sanguínea era um efeito completamente diferente, em alguns momentos, ela sentia que seu corpo ia se desmaterializar de tanta dor que ela sentia, em outro momento, ela sentia que poderia congelar ali em questão de segundos por conta do gelado que estava dominado cada canto de seu corpo e em outros momentos, ela sentia que o primeiro que ela olhasse nos olhos era aquele que ela iria matar só pra descontar toda raiva que na qual ela não sabia o porquê estava sentindo.
Ao termino do líquido azul meia noite, os batimentos de caíram, o desesperados de todos na sala se transformaram em silêncio total, só se escutava a respiração ofegante da cientista, Kiyoko, por medo do projeto ter falhado mais uma vez. Schmidt desceu da sala e foi logo em direção da cientista, cochichou um “O que aconteceu? Você falou que ia funcionar nessa garotinha!”.
E foi mais que um disparo de medo, algo naquela sala tinha acontecido, que parentava ter saído do esperado.


Capítulo 2 - Projeto 96.

tinha apenas desamanhado de tanta dor, a anestesia que Kiyoko deu em Müller não foi o suficiente para ela não desmaiar.
Ao receber o som do monitor dos batimentos cardíacos de , Soldado Invernal e Viúva Negra respiraram profundamente de alívio, Barnes se escorou na parede e agradeceu em silêncio que estava viva ainda, e que ainda, não tinha acontecido nada de errado.
Romanoff foi a primeira que se aproximou de Müller depois de receber o Projeto GF 96. Se aproximou com cautela e calma e pronta para ter que barrar a garota caso alguma coisa acontecesse ou algo tivesse acontecido com ela durante a transição do projeto. Romanoff, depois de uns dois minutos ao lado de Müller, soltou os cintos de couro onde segurava a cabeça, abdômen, cintura, braços, pernas, mãos e pés. Tudo com muita calma sem nenhuma rapidez. Kiyoko se aproximou de Müller e começou a fazer um checape rápido na garota. Durante o checape, Müller acordou sem precisar de ajuda de algum remédio ou algum estimulante para despertá-la.
Aquela luz branca em cima de seus olhos não a incomodava tanto quanto aquela primeira luz vermelha quando acordou há quase um ano atrás. Ela olhou calmamente pela sala, passando seus olhos em todos os canto, logo de começo, da direita para a esquerda, pôde ver a ruiva que nunca se esqueceria, um pouco mais ao fundo, pôde ver Schmidt junto com outros cientistas e alguns homens com um sobretudo preto com o símbolo da H.I.D.R.A. Antes dos seus olhos chegarem ao rosto da cientista, ela pôde encontrar Bucky em uma distância razoavelmente longe, e com um olhar completamente distante e decepcionado pelo fato ocorrido. Müller pôde entender tudo o que se passava com ele naquele momento, sem medir esforços de perguntá-lo, só não sabia desde quando ela poderia fazer aquilo, e por fim, pôde ver a cientista ao seu lado com um estetoscópio em sua mão, que a mesma estava mais branca que o jaleco que usava.
respirava calmamente e era a mesma respiração que Romanoff tinha a ensinado. Schmidt, por sua vez, queria saber como sua jovem e linda cobaia, tinha mudado com o projeto e foi ele que quebrou o gelo daquela sala fazendo uma pergunta de alto e bom som.
- Kiyoko, quais os índice dela? – Schmidt perguntou entusiasmado em com os olhos repleto de vontade de colocá-la em prática.
- Temos que fazer alguns exames, mas antes, podemos fazer o básico do básico. – Kiyoko respondeu olhando para Schmidt. – Qual o seu nome? – A cientista perguntou virando-se para Müller.
- Müller. – Müller disse com toda certeza.
- Quantos anos você tem? Que ano você nasceu?
- Tenho oito anos, nasci em mil novecentos e noventa e um. Por que a pergunta, Kiyoko? – Müller falou sentando na maca com a ajuda de Romanoff.
- Quem é ela? – Kiyoko apontou para Romanoff.
- Natasha Romanoff. Kiyoko, você está bem?
- Schmidt, nada foi alterado nas lembranças do passado e do presente.
- Podemos dizer então que o projeto está dez por cento concluído? – Ele disse andando de um lado para o outro dentro da sala.
- De uma escala de cem por cento, dez por cento está bem concluído. Romanoff e Barnes, vocês poderiam levá-la para o laboratório superior? – Kiyoko pediu, indo em direção à escada.
- Sim. – Os dois falaram ao mesmo tempo.
A pedidos de Kiyoko, Romanoff e Barnes ajudaram subir para o laboratório superior; não conseguia andar, ela sentia seu corpo completamente fraco e ainda sentia algumas dores terríveis em cada parte de seu corpo. Como não conseguia aguentar o peso de seu corpo, dificultava para que ambos pudessem levá-la para cima. Barnes pediu para que Romanoff soltasse o lado esquerdo de Müller que a mesma fez sem hesitar o pedido. Barnes em um movimento rápido, para evitar que caísse, passou seu braço por trás das costas, e com o braço direito, segurou as pernas dela.
O Soldado subiu as escadas com ela no colo e passou direto pelo laboratório superior, mesmo escutando uma advertência de Kiyoko, ele continuou levando-a para o dormitório. Romanoff apenas acompanhava sem esboçar nenhuma reação. Ao chegar ao dormitório de , Barnes deixou ela na cama na companhia de Romanoff e foi falar com Kiyoko sobre o local que ela ia ficar e sobre os cuidados dele e de Romanoff.
Mesmo Kiyoko tendo acesso a todas as informações do Projeto GF 96, ela não fazia a menor ideia que antes de ter deitado naquela maca, Schmidt já tinha passado uma tarefa ou uma missão como o próprio Soldado Invernal dizia ser. Manter Müller dentro de seu dormitório no período que Romanoff excuta sua missão.
- Você sabe que se eu falar para Schmidt, ele pode muito bem... – Barnes cortou a cientista.
- Eu sei. – O Soldado puxou a cientista para fora. – Não precisar recitar as regras eu as conheço muito bem, Schmidt não vai se importar já que a partir de agora eu e Romanoff vamos ficar aqui vigiando ela.
- E por que você? Eu que estou no comando desse projeto, foi eu que renovei as fórmulas e achei a solução! – Kiyoko alterou o tom de sua voz.
- Você não precisa se preocupar, Schmidt pediu para que eu a mante-se aqui isso quer dizer que você terá que fazer todos os exames e o que for necessário aqui dentro deste dormitório. Barnes apontou para a porta do dormitório. -Caso ao contrario os cuidados dela pode ser pass...
- Eu entendi, me deixe entrar então. – Kiyoko esbarrou bruscamente no Soldado que o mesmo relevou, já que ele não queria perder a cabeça naquele exato momento.

A cientista fez todos os exames e pelo seu comunicador, pediu para que um de seus assistentes trouxesse o restante do equipamento para poder instalar no quarto de . Não demorou muito para que tudo já estivesse montado e conectado em . Romanoff ajudou Kiyoko a ligar tudo e monitorar os exames, enquanto o Soldado Invernal ia de encontro com Schmidt, que já que ele tinha chamado pelo seu comunicador, se encontrava em sua sala no solo.
Barnes se despediu das garotas e foi de encontro do elevador, apertou o botão “SS” e esperou o elevador sair do quinto andar, que ia lentamente e parando para poder parar em outros andares até chegar ao SS, SubSolo. Durante o tempo de espera para o próximo andar, Barnes teve leves flashes de seu passado, algo relacionado com um soldado magro e baixo. Barnes não conseguia identificar quem era só por essa mera lembrança rápida que passou em sua mente. Uma cientista que estava no elevador com Bucky, o ajudou restabelecer depois da tontura que ele teve. Claro que Bucky não comentou com a cientista que ele mal saiba o nome, só sabia que era gostosa, e guardou aquela lembrança consigo mesmo.
Ele saiu do elevador e agradeceu a cientista olhando de cima a baixo, sem ser discreto, e foi direto para a sala do Schmidt. O subsolo parecia ser mais frio e mais aterrorizador, sendo assim mais escuro que os outros andares já que era debaixo da terra não tinha uma ótima iluminação e a cor das paredes, preto acinzentado, não ajudava muito a clarear o ambiente.
Sabia como era o Caveira Vermelha, sempre se empenhando e utilizando para poder se vingar de um de seus maiores inimigos e para isso, ele faria de tudo, até forjar a própria morte e sequestrar uma criança para torná-la em uma arma letal. Johann Schmidt estava analisando os relatórios e os desempenhos de , ele queria porque queria que o projeto evoluísse logo no corpo da garota. Claro que ele faria Kiyoko achar uma solução logo, já que ela mesma era apaixonada por ele, e ia achar um jeito só para agradá-lo e vê-lo satisfeito.
- Com licença. – Barnes falou antes de entrar.
- Entre, Soldado Invernal, sente-se. – Schmidt apontou para a cadeira em frete da sua mesa. – Como Müller está?
- Bem, está se recuperando muito bem, a cientista Kiyoko ficou lá junto de Romanoff, fazendo todos os exames pós o projeto.
- Você acha que ela seria capaz de ter uma evolução avançada durante seis meses?
Barnes ficou espantado ao escutar a pergunta de Johann.
- Não, quer dizer, tem que ver, pois ela ainda está com o corpo de uma garota de oito anos.
- Veja isso com Kiyoko e me dê o retorno, eu tenho muito que fazer aqui, e antes que eu me esqueça, você vai continuar como tutor dela tanto na luta quanto na área de armas, e o principal, não sairá do lado dela durante o tempo que Romanoff tiver na missão dela... É bem capaz que aqueles... Tentem procurar a ruiva na nossa base, a última coisa que eles devem achar é a Müller. Entendeu? – Caveira Vermelha reforçou a “missão” do Sondado Invernal.
- Sim, senhor. E o senhor? Vai ser escoltado por quem?
- Eu vejo isso depois, o importante é a Müller.
- Ok, o senhor precisa de mais alguma coisa?
- Não, pode se retirar. – Johann falou voltando a ler alguns relatórios.
Barnes saiu da sala de Schmidt mais pensativo do que antes. Apensar que, o que mais dominava seu pensamento era aquela maldita lembrança. Durante o trajeto para o dormitório de , Barnes cruzou com Romanoff, ambos precisavam conversar sobre o tempo que Romanoff ia passar fora, algo que ia acontecer daqui a cinco meses. Viúva Negra e o Soldado Invernal mudaram o caminho e foram para o dormitório de Romanoff, o local não fugia do padrão dos outros dormitórios, a única coisa que diferenciava era a posição dos móveis e alguns objetos pessoais.
- Fale. – Barnes encarou a ruiva encostado na porta.
Natasha tirou o ponto e deixou debaixo do seu travesseiro.
- Você sabe que... Podem me manter lá com eles... Eu queria lhe fazer um pedido, cuide muito bem de na minha ausência. depois do projeto ter sido injetado nela, é bem capaz que muita coisa nela altere de modo bem evoluído, por favor, não dei...
- Ninguém vai tocar nela, Romanoff, eu Não vou sair do lado dela de jeito nenhum, não ache que vou deixá-la sozinha, acho que você já sabe muito bem disso. – O Soldado falou sério e dando ênfase no Não. – Você vai voltar? Schmidt precisa que você termine algumas coisas com e ensine algumas coisas para ela.
- Eu não terminei. – Romanoff falou irritada.
Ela chegou perto do soldado, tirou o ponto que estava no ouvido dele e jogou no chão de tanta raiva.
- O que você esta fazendo? – O Soldado perguntou confuso.
- Acho que você já sabe que se der certo, Schmidt vai querer algo dela... Não deixe fazer isso, estou deixando isso em suas mãos, não sei quanto tempo vou ficar nessa missão e o que ele vai fazer comigo. – Romanoff falou chegando mais perto do Soldado, faltando milímetros para que eles se encostassem. – Mas, independente do que aconteça, e se eu souber que algo aconteceu, eu mato você com minhas proprias mãos!
- Eu não vou deixar isso acontecer, nem nos sonhos de Schmidt. – Barnes falou segurando com força o braço de Romanoff.
- Não sei se devo confiar em você.
- A confia, e isso é o bastante!
Estava certo que nessas horas, uma leve troca de clima seria algo desnecessário, mas aquela aproximação dos dois, daquela forma, só fez com que juntasse a necessidade de ambos e a vontade de ambos. Barnes não perdeu tempo, e logo passou seu braço esquerdo, com cuido para não machucar Romanoff, em volta de sua cintura puxando mais ainda para perto de seu corpo. Eles se beijaram simultaneamente sem hesitação de ambas as partes, já que eles já haviam trocado olhares antes de acordasse definitivamente. Não quebraram nenhuma regra, muito menos fizeram algo que não queriam, só juntaram o útil ao agradável. Apenas da preocupação que eles tinham com , eles esqueceram por um longo tempo que ela precisava do amparo deles e passaram aquele final da noite até a madrugada do dia seguinte juntos. Longo tempo que garantiu algumas marcas na região do pescoço do Soldado.

No dia seguinte, Barnes saiu do dormitório de Romanoff e foi em caminho do dormitório de para ver com sua amiga estava. Ele bateu na porta esperando ouvir a autorização para poder entrar, como ele não havia ouvido, Barnes abriu a porta devagar e viu dormindo abraçando sua boneca de pelúcia. Mais tranquilo por encontrá-la dormindo, sim, Barnes tinha medo de entrar no quarto de e perceber que a perdeu por um projeto, ele sentou na poltrona e esperou ela acordar para poder ajudá-la caso ela esteja ainda fraca.
- Parece que você teve uma noite boa, Soldado Invernal. – falou sem se mexer na cama.
- Já acordou? – Barnes desencostou do encosto e deu um sorriso de lado.
- Sim, não vou conseguir dormir por mais tempo, essa sua aparência de quem dormiu muito bem e obrigado, se refere a algo que devo saber ou não? – perguntou curiosa.
- Você está viva, o que mais seria? – Bucky corou.
- Não sei, algo tipo, ruiva, magra, linda e com um corpo perfeito.
- Você está insinuando que eu e Romanoff passamos a noite juntos?
- Não, só dei descrição dela, você que se entregou ainda mais com essas bochechas coradas. – sentou em sua cama.
- Eu... Depois falamos sobre isso. Vai precisar de ajuda? – Bucky mudou de assunto completamente envergonhado.
- Não sei, vamos ver.
tentou se levantar sem ajuda de Bucky para poder fazer suas higienes matinais. Com muito medo de cair, ela levantou devagar e com todo cuidado. Aquela sensação de fraqueza e todas as outras coisas sumiram depois que ela acordou, era como se não tivesse feito nenhum esforço, muito menos participado do projeto. Ela conseguiu ficar de pé mantendo sua estabilidade normal sem muitos esforços. Mesmo conseguindo, Bucky ficava perto dela para qualquer eventualidade.
Enquanto fazia sua rotina matinal, Barnes ficou esperando encostado em uma das paredes. Romanoff entrou no quarto de Müller sem bater por conta da intimidade que elas tinham. Ao entrar, ela levou um leve susto por ver Bucky encostado.
- Oi. – Romanoff falou um pouco tímida.
-Oi, bom dia. – Barnes, disse normalmente.
- , está melhor?
- Sim.
- É, Bucky...
- Tudo bem, eu sei ninguém vai saber. – Bucky chegou mais perto de Romanoff. – Nem de ontem nem de hoje.
Bucky deu um beijo calmo e suave em Romanoff, que a mesma respondeu do mesmo modo. Um beijo calmo, suave e com pegada, nada mais que isso sem demostrar amor ou outro tipo de sentimento, afinal, o único motivo para eles passarem uma noite juntos era apenas satisfazer a vontade de ambos. O beijo não durou muito, foi mais um beijo de despedida daquele momento, aquele momento que deixou varias marcas em ambos os sentidos e em cada um. Não poderiam negar que aquele momento ia deixar lembranças.
- Desculpe. – falou, saindo do toalhete. –Estou atrapalhando algo?
- Não, só estamos esperando você para poder ir tomar café juntos. – Romanoff se pronunciou e deu graças a Deus que eles tinham parado o beijo uns segundos antes.
- Vamos? – Bucky perguntou.
- Ah, claro, eu vou de pijama enquanto vocês estão com a mesma roupa de ontem. – deu uma indireta. – Deixe-me trocar primeiro, a Nat fica aqui comigo caso algo aconteça. – Müller falou indo em direção ao guarda roupa.
- Está bem, estou esperando vocês lá fora.
- Ok. – As amigas falaram juntas.
- Bucky? – Schmidt falou no comunicador.
- Senhor, estou na escuta.
- Você poderia fazer as honras e dar a introdução sobre o Projeto GF 96 para a senhorita Müller?
- Claro, o senhor quer que eu faça isso na presença da senhorita Romanoff?
- Tanto faz, só fale para ela do projeto.
- Ok.

colocou a mesma sequência de roupa de treinamento sem nenhuma recaída, isso seria bom, pois o Projeto GF 96 poderia ter dado certo ou poderia ser ruim, o projeto não ter dado em nada no DNA e Müller.
Ao sair do quarto, os três foram em direção do refeitório; Bucky fez pegar um café da manhã bem farto, já que ela precisava de mais força. Mesmo não querendo comer tanta coisa, pois estava realmente sem fome, ela foi obrigada a comer um café da manha bem farto. Durante o café, Romanoff e Barnes explicaram sobre o Projeto GF 96, e o porquê dele estar sendo executado nela, claro que quem tomou a frente da explicação foi Romanoff, já que ela sabia utilizar palavras mais suteis com a Müller.
-, eu preciso lhe contar uma coisa importante.
- Pode dizer.
- Você consegue se lembrar do que aconteceu ontem?
- Se você diz sobre eu estar em uma maca, amarrada por cintos de couro e sentir dores inexplicáveis, sim.
falou do mesmo modo que ela tinha se “apresentado” para Bucky, e ele lembrou na hora a fala dela. “Você se refere a explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meus pais morreram?”.
- Então, Schmidt designou você para o projeto pelo fato que... – Romanoff o interrompeu.
- , você é uma garota incrível, e Schmidt sabia que você ia ser maravilhosa, mas quando ele descobriu que a explosão poderia ter afetado algo em você... – Romanoff mentiu com o coração apertado. – Então ele desenvolveu o Projeto GF 96, ele e a Kiyoko.
- E o que esse projeto favorece para mim? – falou séria.
- Ele irá fornecer inúmeros benefícios, não posso dizer quais, pois quem sabe mais é a cientista Kiyoko, e saindo daqui vamos lá vê-la. – Barnes justificou a falta de saber o que o projeto provocava.
- Ok, mas isso está muito confuso. – falou afundando sua cabeça em suas mãos.
- Calma, daqui a pouco Schmidt ira explicar tudo. – Romanoff colocou sua mão no ombro de .
- Estou calma, só não entendo por que vocês não podem explicar em forma de desenho. – Müller riu.
Os três terminaram o café e foram para a sala do Caveira Vermelha. Durante o trajeto, Viúva Negra passou em seu dormitório, pegou suas armas, seus coldres e foi em encontro ao Soldado Invernal e a Projeto GF 96. Entraram no elevador e ficaram esperando o mesmo chegar ao subsolo, e como sempre, o elevador parava em alguns andares para poder pegar outras pessoas, uma delas a cientista Reven.
Os quatros chegaram à sala do Schmidt, sentaram em umas poltronas e em cadeiras. Esperaram que Schmidt pronunciasse e dissesse que o projeto tinha de efeito em contato ao DNA de Müller. Reven arrumou alguns papeis e entregou para Müller ler, lá continha toda informação, falsas, sobre o estado de saúde dela quando a encontraram. mais uma vez acreditou nas mentiras.
- Müller, não sabemos o que o projeto pode causar em você, só sabemos que sua imunidade esta mais alta do que qualquer outro, suas forças estão mais elevadas, seus sentidos mais aguçados e claro que você pode ter outras alterações.
- Isso não vai alterar em nada no meu desenvolvimento?
- Não. – Reven respondeu. - Você vai continuar normal, só com grandes partes de sentido e saúde.
- Só? – Romanoff perguntou incrédula.
- Sim, o que você esperava, senhorita Romanoff? – Schmidt a encarou.
- Nada. – Ela se encostou na poltrona.
- Achou que poderia ser outra coisa, Romanoff? – perguntou.
- Na verdade, achei que você ia ficar menos chata.
sorriu.
- Ela só queria fazer uma piada comigo, Senhor. – logo disparou ao ver o olhar do Caveira Vermelha para Romanoff.
- Tudo bem. – Schmidt falou e saiu da sala.
- Se tiver alguma dúvida ou sentir algo sem ser nos horários que vou fazer a checape, me chame. –Kiyoko entregou um ponto a . – Ou chame alguém como a Romanoff e o Barnes.
- Pode deixar. – Müller colocou o ponto. – Treinamento e teste de resistência tranquilamente? – se levantou.
- Sim, sem restrições.
- Obrigada.
saiu da sala de Schmidt com Romanoff e Barnes em seu encalço; Saíram do elevador e foram para sala de treinamento apenas Romanoff e Müller. Treinaram tiro com armas de precisão, tiro e corrida, e até mesmo treinamento com arma branca; Sim todas executadas com um nível de perfeito elevado, Kiyoko estava certa quando falou que até os sentidos de estariam aguçados, a garota conseguiu acertar todos os alvos, mas mesmo assim, Romanoff continuou com os treinamentos de Müller.

Passaram-se alguns meses, para ser mais preciso, três meses, a cada dia que se passava provava que o projeto tinha dado completamente certo, que suas habilidades de luta só se perfeiçoaram por conta da sua força extrema e de seu tutor, o Soldado Invernal. Suas provas de arma branca e de fogo também tiveram ótimos resultados, além das provas de resistências que foram tiradas do seu roteiro e outras atividades foram inclusas com outros tutores, como uma delas treinamento diário para manter a forma com um personal trainer.

20 de Setembro de 1999.

Romanoff se aprontava para sua missão, eram duas da madrugada, ela estava indecisa em deixar para trás e mais para frente, junto com os Vingadores, voltar para buscá-la; Viúva Negra escutou duas batidas na porta ela caminhou calmamente até a porta abrir. Uma garota pequena a abraçou, só pelo abraço Romanoff sabia que era Müller. A ruiva deixou entrar as amigas sentaram na cama e começaram a conversar.
A Ruiva tinha tentado passar mais algum tempo fingindo que o treinamento ainda não tinha terminado, mais nem tudo era do jeito que ela desejava.
Mesmo sendo uma despedida para sempre, Natasha não queria esboçar nenhuma reação que denunciasse sua escolha pessoal. Mesmo não sabendo o porquê, Müller sentia uma diferença no comportamento da ruiva.
- Está calma para poder ir até lá e executar sua missão? – perguntou com os olhos marejados.
- Sim. – Romanoff falou colocando seu uniforme da H.I.D.R.A. - Vai ser rápido, você vai ver, volto em questão de semanas.
- Quantas semanas?
- Quatro ou cinco, mas eu volto para podemos continuar juntas.
- Você é a Viúva Negra, certeza que vai se dá bem com alguém. Eu? – se levantou apontando para ela mesma.
- Por que não? Você é minha maninha de coração.
Romanoff abraçou que a mesma desabou em lágrimas, eram apenas muitos anos de diferença, apenas sessenta e três anos, mas Romanoff não tinha revelado sua idade para garota não se assustar. Foi um longo abraço de despedida, Romanoff soltou-se do abraço e enxugou as lagrimas de ; Segurou na mão dela e disse que tudo iria ficar bem para poder tranquilizar a garota.
Projeto GF 96 e Viúva Negra saíram de dentro do dormitório e foram para o local de embarque da Viúva Negra. Bucky estava lá pelo qual motivo não saiba, mas ela sabia que ele estava em um comportamento diferente, como se tivesse controlado. parou ao lado de Bucky e se despediu de Romanoff, esperou o avião fechar a porta e receber a ordem do Soldado Invernal para ela entrar na base da H.I.D.R.A; o Soldado continuava com aquele comportamento estanho, tentava puxar algum sorriso de Barnes, mas era em vão. As mesmas gracinhas que ela fazia nos intervalos dos treinamentos não o faziam rir; Ela não sabia que ele estava sobre o controle de Schmidt e que ia sair para poder fazer uma missão que nem mesmo o Bucky que ela conheceu tinha esse conhecimento.
- Barnes. – o chamou.
- Fale. – O Soldado falou arrogante e frio.
- Nada...
A garota saiu nos passos rápidos nunca e nenhuma vez Barnes havia falado daquela maneira com ela, muito menos olhado com aqueles olhos onde podia decifrar claramente que ele estava domado por algo maior. Müller chegou em seu quarto, trancou a porta e deitou em sua cama, esperando dar seis horas, como sempre, para poder fazer o que fazia todas as manhãs e esperar que Bucky só tivesse passado por algo difícil com Schmidt e que sem querer, descontou nela.
Na manhã seguinte, fez sua higiene matinal, colocou uma roupa qualquer e foi para o refeitório. Ela estranhou que Bucky não a esperava no corredor como ele sempre fazia e ela sentiu falta do “Bom dia, de Natasha pelo seu ponto. Ao chegar ao refeitório, ela pegou quatro potinhos de frutas vermelhas, café com leite e um misto quente, que a essa altura, já estava frio. Procurou por uma mesa livre com os olhos e sem precisar de muitos esforços, achou Barnes em uma mesa vazia com sua bandeja intocável e cabisbaixo, ele apoiava sua cabeça e sua mão biônica e seus cabelos cobria seus olhos negros.
- Bucky? – disse chamando atenção dele e com um pouco de medo por conta daquela madrugada.
- .
Barnes levantou a cabeça, seu rosto estava um pouco avermelhado como se tivesse apanhado de alguém com a mesma força que ele, seu olho esquerdo estava um pouco inchado e sua voz demostrava cansaço e muito sono.
- Posso? – apontou para o lugar vazio.
- Sim, por favor.
- Está tudo bem? – Müller deu um gole em seu café.
- Um pouco, acho que você pode até imaginar o porquê.
- Sim, é fácil de saber, já passou na enfermaria?
- Ainda não, mas nem vai precisar.
- Certeza?
- Sim.
- Então come para o senhor melhorar logo senhor, Soldado Invernal.
e Bucky sorriram e continuaram tomando seu café da manhã; não tocou sobre o assunto daquela madrugada com Bucky, nem se quer quis fazer Bucky falar o porquê que ele estava daquele jeito, eles só falaram de assuntou paralelos e como ele tinha que cuidar daqueles hematomas em seu rosto; A garota fez questão de acompanhá-lo até a enfermaria e perder alguns minutos do seu treinamento com Logan.
Saíram da enfermaria com um clima de tensão entre os dois, Barnes lembrava-se de como ele havia falado e olhado para Müller, só não sabia como explicar para ela o que tinha acontecido e de um modo que nem os outros membros da H.I.D.R.A percebesse o assunto, principalmente o ponto dos dois estarem em off. Bucky seguiu em direção do elevador e se despediu de Müller, que a mesma continuou no andar do refeitório.
Novamente o Soldado Invernal estava ao lado de Schmidt no subsolo.
- Você fez do jeito que eu mandei?
-Sim, Romanoff não vai se lembrar de nada, fiz do jeito que você mandou; Coloquei a Müller para dentro da base, despistei a garota e voltei para o avião...
- Bucky, o que você esta fazendo aqui? – Romanoff perguntou vendo o Soldado Invernal entrando no avião.
- Sente-se. – Bucky falou completamente sério e frio e apontando para uma das cadeiras.
- Bucky? – Romanoff colocou a mão em sua arma, mas os outros soldados a seguraram mais rápido.
- Por favor, sente-se. – Bucky falou mais uma vez.
Os soldados tiraram todas as armas da Viúva Negra e a colocaram sentada e amarraram os braços e as pernas dela. Romanoff já sabia que eles iam falar a sequência para poder monitorar ela, o que eles não sabiam era que durante todo o preparo que eles faziam com ela, Viúva Negra já tinha achado um jeito de barrar e fingir completamente bem o que eles conseguiam causar nela: angustia e dor.
Bucky terminou de ler a sequência e pediu para que a soltassem.
- Viúva Negra?
- Sim, senhor. – Romanoff mentiu em estar completamente sobre o comando deles.
- Qual a sua missão? – Bucky perguntou para se certificar que ela estava lembrando apenas dela.
- Capturar o tesseract e trazer inteiro para o Caveira Vermelha.
- Correto, faça isso e voltarei em menos de um mês, caso ao contrario, terei que ir até você e a matá-la.
- Sim, senhor.
Bucky ao sair da cabine onde estava ele e Romanoff, chamou um soldado de canto e pediu para que batesse nele, assim iria enganar com seus hematomas no rosto.

- Muito bem, Soldado Invernal, a próxima missão você já sabe.
- Sim, senhor.
- Pode se retirar.
As semanas iam passando e ia lidando com a saudade que sentia de Romanoff. Como seus treinamentos estavam muito bem elevados, ela saia em missão local com alguns soldados, e às vezes com o Bucky, que mantinha sempre aquela mesma postura fria, arrogante e sério. Para uma garota de oito anos, conseguia fazer todas as missões bem feitas, e utilizar seus novos poderes que aos poucos ela e os outros iam descobrindo.
Em uma das missões de campo, Müller descobriu que conseguia voar, claro que isso foi em um momento meio atormentado para descobrir, já que todas suas balas tinham acabado e não tinha como outro soltado ou até mesmo o Soldado Invernal lhe entregar alguma munição, e como ela precisava sair de um fogo cruzado, ela apenas pensou “Se desse, eu poderia sair voando daqui, nem para isso esse projeto serviu” e foi com vontade que ela conseguiu voar, algo meio que até a não conseguia explicar, mas que deixou Caveira Vermelha com mais vontade de descobrir o que mais ela podia fazer.
Em uma das conversas com Kiyoko, ela havia alertado que ela poderia acabar descobrindo Schmidt algo que fizeram com ela alertou que deveria colocar congelada novamente, mas de uma forma que ela iria crescendo sem afetar seu desenvolvimento, ele negou e queria saber mais muito mais do que um simples voar.
- Olá. – falou parando ao lado do Soldado.
- Oi. – Ele falou calmo e tranquilo, bem diferente de começar uma missão.
- Pronto para ir?
- Eu não vou, Schmidt quer que eu faça algumas coisas aqui.
- Eu vou sozinha? – falou assustada.
- Sim, e se precisar de alguma coisa, é só me chamar no ponto eu ajudo.
- É serio isso?
- Sim. Você vai se sair bem, como nas outras.
- Nas outras eu tinha você.
- Nas outras, você foi treinada por mim, e nunca precisou de uma mãozinha.
- Mas eu sabia que você estava lá.
- Fazemos assim, se você precisar de mim, eu estarei lá.
- Está bem. – Müller estendeu a mão para um “acordo” e Bucky estendeu a mão, para fazer um aperto de mão.
- Vai lá, o helicóptero já está saindo.
- Até, Soldado.
- Até, Müller.
Sabe quando você está indo para um local e sente que algo de ruim pode acontecer porque você não consegue controlar algo dentro de você? Então, era isso que ela sentia quando entrou dentro daquele helicóptero.
saiu do helicóptero sacou sua arma do coldre de sua coxa e carregou o gatilho. Andou calmamente pelas ruas da Rússia em busca do que Caveira Vermelha falava que era algo como o um dos metais mais forte que ele tinha descoberto que umas das gangues locais tinham achado e guardado em seu galpão.
- Acho que seria melhor você colocar o sobretudo para não dar nenhuma suspeita.
- Eu não pareço suspeita nem nada, só porque estou com meu uniforme, ele não vai dar bandeira.

Ok, ela poderia não estar levantando suspeitas, mas seu uniforme completamente preto poderia chamar atenção, já que nele tinha varias armas “penduradas”. Não que seu uniforme fosse colado, mas era um tanto pouco sensual. Müller deu um aviso em seu ponto que tinha achado o galpão e deu as coordenadas de como chegar ao local. entrou calmamente com sua arma em punho, olhou sobe uma coluna e analisou o ambiente e os elementos que tinham lá dentro. Havia um que estava analisando o tal metal com uma arma em cima da mesa, outro estava dormindo em uma espécie de colchão improvisado, havia outros dois em uma cozinha miúda preparando algo instantâneo para comerem, e mais outros capangas que ficavam de tocaia na área superior do galpão. Todos aparentavam o comportamento de todos, eram calmos e sempre em alerta.

- Estamos apostos. – Um dos soldados falou.
- Ok, se escutarem o primeiro tiro, podem entrar, todos estão armados e o armamento é pesado; Tem quatros capangas na área superior do galpão. – falou baixo.
- Ok, estamos na espera.


tinha duas opções: Ou fazia uma invasão furtivamente ou poderia entrar e apontar as duas armas e sair atirando em todos, mas como ela já tinha aprendido Müller, entrou furtivamente, mas continuou com sua arma em punho. Passou rapidamente pela luz e foi em direção da escada que dava acesso a área superior. Logo no primeiro, ela deu uma coronhada e deitou ele no chão, ela fez esse mesmo processo nos outros quatros e desceu do andar superior.
Ela pensou rapidamente e viu que seria mais fácil ir direto ao que estava com o metal e depois deixar os outros três para trás. E foi isso que ela fez, no período que ela andava silenciosamente, ela deixou uma de suas facas caírem no chão, que por sinal, fez um barulho que alertou todos que estavam ali. Müller deslizou para trás de um barriu de ferro. manteve sua respiração em intervalos grande para um momento de adrenalina, ela poderia precisar de todas as suas facas e principalmente, ela não podia deixar nada para trás. ficou fitando sua faca e prestando atenção nos capangas.
Müller estendeu a mão e de uma forma incrível e inacreditável, a faca veio rapidamente sem que ninguém percebesse, ela se assustou e ficou surpresa e deu graças a Deus por não ter que utilizar suas armas, mesmo sendo boa em tiro, ela preferia sempre fazer as missões na furtividade.
- Melhor do que nada. – falou se referindo ao seu poder.
pegou a faca que permanecia em sua mão, e acertou a nuca de um dos homens. Ela sacou mais duas facas e mirou nos outros, que acertou com sucesso. andou até eles e chutou a arma para longe; Agachou para verificar a pulsação deles, que estavam imperceptíveis de sentir. Ela recolheu as facas, a limpou e colocou em seu sinto.
- Objeto capturado, não precisam ficar mais apostos para entrar, só observem o movimento externo.
- Ok. Todos falaram em um coro.

Nada comum uma garota de oito anos comando uma equipe de uma missão, mas quando ela tem alguns poderes avançados, isso acaba sendo algo relevante para colocar como Capitã da missão. apunhalou sua arma novamente e saiu calmante junto com os demais soldados da H.I.D.R.A. Ela entrou no helicóptero e seguiu voo para a base. colocou o metal grudado em seu corpo e manteve-se acordada durante a viajem toda.
Soldado Invernal a recebeu com um café quente e um casaco de couro, pegou o metal e segurou pela , ambos foram para a sala de Armamentos e Cia, e deixaram lá como o Caveira Vermelha havia pedido. escutou pelo ponto que ela poderia descansar por quatro horas e depois seguir com sua rotina dentro da base. E claro que foi o que ela fez. O que ela mais queria era tirar aquela roupa, tomar um banho super relaxante e dormir por horas seguidas. Estava certo de que ela não se cansava fácil, mas dormir também era algo que nunca iria mudar nela. Dormir era seu maior amor e se ela não fizesse isso, ela acabaria ficando mais arrogante do que era normalmente.
- Faz um favor? – parou na porta de seu dormitório.
- Sim.
- Poderia descarregar para mim? Não posso guardá-la engatilhada.
- Claro. – Bucky pegou a arma.
- Te vejo mais tarde no treinamento?
- Sim, espere por mim.
- Bom descanso.
- Obrigada.
E foi assim a semana de , fazendo missões ao lado de Bucky e outras não; Mesmo estando em alguns treinamentos, ela já estava em um nível avançado para saber de algumas coisas. também recebeu a informação de que o nome do projeto que ela fez parte tinha apenas alterado o nome para Projeto 96 por motivos estéticos.
Os únicos treinamentos que ela e Schmidt optavam por mais tempo era de arte márcias e da análise comportamental, algo que priorizava muito. Bucky achava besteira continuar tendo treinamento com ela, já que ela estava cem por cento incrível nos golpes e nas defesas. Já Logan, insistia em ter por perto, coisa que Bucky já estava com um pé atrás.
Desde o dia que deitou naquela maca e teve o Projeto 96 injetado nela, seu corpo teve o metabolismo avançado, que era perceptível a um tempo. Não foi uma mudança de perceber imediatamente, mas era fácil perceber já que fazia quase três semanas. Além da mudança física, a cor de seus cabelos que eram castanho claro, passou a ser preto, literalmente preto, e também seus olhos escureceram para castanho escuro, que quem olhasse, acharia que a cor era exatamente preto.
Todos estavam percebendo essa mudança, alguns falavam que ela não tinha mais o corpo de uma criança de oito anos, já outros não reparavam essa mudança e apenas via como uma garota treinada pela H.I.D.R.A.

Em uma manhã fria, Projeto 96 acordou com fortes batidas em sua porta. A mesma, que ainda estava de pijama, gritou um “Já vai!”. Ela se enrolou em seu cobertor preto, e com uma cara de poucos amigos, abriu a porta.
- Bucky, é sério? A essa hora? É treinamento de invasão?
- Não... – Bucky falou sério. – Posso entrar?
- Claro.
- Preciso que você mantenha calma e, por favor, se controle, ok? – Bucky sentou, e puxou para sentar ao seu lado.
- Você está me assustando.
- Você promete ?
- Sim, é claro, fala logo, o que aconteceu?
- Acabamos de receber o relatório do tesseract, e você tem duas opções em ler ou ouvir o relatório.
- A Nat chegou? – falou completamente alegre, sua expressão de sono e vontade de socar a cara de Bucky por tê-la acordada tinha sumido.
- Na verdade...
- Bucky, não gagueja, fala onde ela está e para de fingir que ela não está aqui, não tem mais graça, eu descobri tudo. – Müller levantou da cama.
poderia usar seus poderes e sua aprendizagem para saber que Barnes não estava mentindo, mas a felicidade tinha domado o coração de que ela tinha esquecido disso tudo.
- ... – Bucky estava realmente com os olhos marejados. – Aqui está o relatório. – Bucky entregou uma pasta nas mãos de Müller.

Capítulo 3 - Duas Perdas.

abriu a pasta cor de creme com o nome “Viúva Negra: Tesseract”. O relatório da missão estava escrito em partes, primeiro o relatório em áudio de Romanoff e segundo por um dos soldados, que caso algo acontecesse, ele assumiria com líder da equipe, que era digitado e relatado diretamente do avião.
O relatório da Romanoff foi transcrevido pelo mecanismo artificial, sem colocar mais nenhuma vírgula. Romanoff relatou seu relatório por áudio; No começo do áudio, a respiração de Romanoff estava estável e passando cada passo corretamente de acordo com o que acontecia.
Inicio do relatório, vinte e dois de Setembro de mil e novecentos e noventa e nove, quatro horas e quinze da manhã, indo em busca do Tesseract. Separação da equipe para não levantar suspeita, indo direto para o lugar de encontro, alguns agentes e soldados da S.H.I.E.L.D, espere...
O som do áudio começou a chiar e a falhar, era como se o ponto de Viúva Negra tivesse fora de seu corpo e caído de uma maneira que acabou fazendo que algumas partes falhassem. Alguns sons de luta foi capaz de se escutar ao fundo, e também, podia escutar som de tiros. Romanoff colocou suas armas em seus coldres e levantou as mãos em forma de que estava se rendendo, e logo depois fez um sinal para não a questionarem. Gavião Arqueiro e Capitão América não entenderam nada, desde o motivo dela estar lutando com os agentes e com eles, principalmente, dele ter se rendido daquela forma sem mais sem menos, até porque, ela usava o uniforme da H.I.D.R.A.
Capitão América levantou a mão em sinal para os agentes cessar fogo contra Viúva Negra; Gavião Arqueiro chegou perto de Romanoff, falou algumas palavras baixa em seu ouvido e a única resposta que Clint teve foi: “Espere, não faça nenhum som, só ao meu sinal”. Romanoff voltou correndo até o seu ponto enquanto Clint repetia as palavras da ruiva para o Capitão.
Estou sendo atacada, pe... Sons de tiros Capitão... Man... Sons de tiros Mandem reforços...
Natasha Romanoff deu o sinal para Clint e Rogers a seguiram correndo, claramente e novamente sem entender o porquê.
Não, tarde de mais. Relatório da missão: Capitão América e ou outros, eles estão me perseguindo e me atacando, não sei como me descobriam, mas eles estão... Sons de tiros e explosões. O Tesseract... Missão falhada... Fui...
Viúva Negra parou de correr e virou-se para os heróis. Gesticulou com a boca algo como “Me acerte, não verdade” Clint e Rogers não entenderam, mesmo ela tendo falado calmamente, ela entregou uma das suas armas para Clint. Aqueles segundos de silêncio entre eles foi tão agoniante para os planos de Natasha, que ela mesma pegou sua arma e atirou.
Atingida, região do tórax... Me desculpe. Missão falhada.
Viúva Negra: Natasha Romanoff, faleceu na missão ”Tesseract” após receber um tiro no tórax (Relatório Concluído).
leu todo o relatório em lágrimas. Barnes tentou acalmá-la, mas não conseguiu.
Sua dor de perda era tão grande que caiu de joelhos no chão, deixando toda a pasta cair no chão de modo que espalhou todas as folhas. Os poderes de começaram a fazer com que tudo que continha naquele quarto flutuasse e ligasse, ela não conseguia tomar conta de seus sentimentos de perda e raiva. Barnes se retirou do local imediatamente com medo de que algo o acertasse, independente do que fosse, ele não sabia o que Müller tinha guardado dentro daquele quarto. Soldado Invernal ficou do lado de fora esperando escutar se tudo tinha se acalmado e se ela já tinha parado de chorar. Claro que ele não ficou perto da porta, mas ficou encostado na parede que ficava de frente para a porta do dormitório sem deixar que nenhum outro soldado da H.I.D.R.A se aproximar daquela porta que ele tanto fitava.
Depois de um bom tempo chorando pela morte de Romanoff, respirou fundo e calmamente, a mesma respiração de antes; deitou no chão ao lado dos papeis, seu rosto estava molhado e seus olhos estavam inchados, pois fazia quase trinta minutos que ela chorava. Ela sentia tanta tristeza que parecia que seu coração ia explodir. Seu coração e sua mente estavam repletos de raiva e vingança, que sua maior vontade era sair daquele lugar, ir atrás desse tal Capitão América e matá-lo. Não importava onde ele estava, ela o acharia e faria sentir a mesma dor que ela sentiu ao receber o tiro.
Bucky percebeu o silêncio no quarto de Müller e resolveu entrar; Ao entrar, encontrou todo o quarto bagunçado com objetos, roupas e calçados tudo espalhados pelo chão. Alguns móveis pesados e leves também estavam fora do lugar, como a cama e o pequeno criado mudo, fora todo o resto do quarto que aparentava que estava mais fora de lugar que a Primeira Guerra Mundial. Bucky se aproximou de e a chamou. Seus olhos estavam vermelhos pelo fato que ela estava chorando, mas fora isso, seus olhos estavam completamente pretos por conta de que toda raiva tinha feito com que seus poderes saíssem normal.
- ? , você está bem?
Müller não respondeu na primeira vez, muito menos na segunda vez.
- É sério, pare com isso! Você está bem?
abriu os olhos e ainda deitada, apenas virou a cabeça para poder olhar nos olhos do Soldado.
- Bucky, você acha mesmo que eu estou bem?
- Eu sei... Mas, além disso, quero saber se você está bem... Seus olhos! - Bucky disse preocupado e assustado ao mesmo tempo.
- O que tem meus olhos? - levantou rapidamente e puxou um dos espelhos para poder ver como seus olhos estavam. -Mais que coisa é essa? - falou assustada, jogando o espelho e se encolhendo toda.
- Acho que é por conta que você não consegue controlar seus sentimentos e poderes juntos na mesma situação.
- Isso não justifica a cor deles.
- , tente se lembrar de coisas boas, memórias e sentimentos alegres.
Bucky se levantou e foi até o guarda roupa de Müller, pegou um chocolate, entregou para ela, que a mesma comeu em questão segundos, afinal, chocolate fazia bem em qualquer momento, principalmente em momentos difíceis. Ele esperou ela se acalmar mais e a envolveu em seu abraço. Ela poderia chorar quantas vezes mais por conta da noticia de Romanoff, mas não iria sair mais daquele dormitório. Foi o que ele fez. Barnes passou todo o tempo sentado naquele chão gelado fazendo se distrair e melhorar. E durante toda a conversa, puxando as melhores lembranças de ambos, e assim os olhos pretos, sim seus olhos estavam completamente preto desde a córnea até a pupila, de foram sumindo e voltando aqueles lindos olhos castanhos escuros de Müller.
- Está mais calma?
- Aham.
- Não queira se vingar, ele vai ficar com o peso na consciência, Schmidt vai fazer isso acontecer.
- Assim espero, pois o que eu mais quero é me vingar desse filho de uma boa mãe.
- Se ele não cuidar disso, nós dois cuidamos, pode ser? - Bucky sugeriu para se sentir melhor.
- Pode ser, você... Ajuda arrumar esse lugar?
- É claro, vamos levantar.
Barnes se levantou e estendeu a mão para ajudar Müller a se levantar. O dois arrumaram o quarto conversando entre poucas risadas, ao terminar de arrumar o quarto, pegou as folhas da missão, desde o acordo da missão até as folhas do relatório da missão, colocou dentro da pasta creme com um grande símbolo da H.I.D.R.A. Müller fechou a pasta e entregou para Barnes.
Como tinha perdido o controle de seus poderes, seu ponto havia sido levemente estourando, já que estava em cima do criado mudo, então pelo pondo de Barnes, Müller, acompanhada de Barnes, foi para a sala de Schmidt no SS. Ambos chagaram na sala de Schmidt, ele se lamentou por ter perdido uma de suas melhores “agentes”, na verdade, ele se lamentava mais por não ter conseguido o que ele queria. Ele não estava nem ai para Romanoff, a única coisa que ele queria era o Tesseract para apenas poder concluir um de seus pequenos planos que passou a ser sua obsessão depois que ele entrou no seu caminho.
Johann fez uma pequena cena para ver o tão quão foi atingida pela morte de Viúva Negra, e claro, logo de cara ela já disse que por ela, “Eu me vingaria com minhas próprias mãos!”, coisa que ele amou, já que pelo relatório da missão, era obvio e compressivo que foi Capitão América que matou Romanoff; E estava mais que perceptível que ele gostou que ela estava obcecada para se vingar, afinal, foi para isso que Müller foi criada, para poder matar Capitão América, sem que alguém duvidasse que fosse o Caveira Vermelha que estava por trás disso.
Daquela madrugada em diante, teve que se acostumar e compreender que nunca mais iria ver Natasha Romanoff e que tinha que controlar sua raiva, e a melhor coisa para controlar era as missões em campo e treinamentos, em outras palavras, Box. Demorou muito tempo para ela tomar a postura de uma garota simpática, alegre e, entre outras qualidades, o que ela era e sempre foi, mas claro que não era impossível de ver como ela tinha amadurecido depois da perda de sua amiga; Müller estava mais fria e mais formal, suas formas de comportamento estavam mais para uma mulher adulta do que uma agente de oito anos que sempre falava algumas piadas durante a missão ou quando a missão era dada. Os treinamentos por si haviam acabado, mas ela sempre treinava com Soldado Invernal e tiro por conta própria, já que era assim que ela mantinha sua forma.
servia fielmente a H.I.D.R.A ao lado de Soldado Invernal, os dois serviam mais que um exemplo para todos dentro daquela base e para toda H.I.D.R.A ao mundo à fora.

23 de Setembro 1999.

-Você é louca ou o quê? - Gavião Arqueiro disse incrédulo. - O que deu em você para me induzir e atirar em sua direção?
- Despistando. Vamos, vocês precisam sair daqui e eu também, e o tiro só passou de raspão.
- Você está com alguma escuta? - Capitão América perguntou.
- A única. - Romanoff apontou para o chão onde tinha um pequeno ponto todo esmagado.
- Vamos, sentimos sua falta. - Clint disse estendo a mão para Romanoff.
-Eu também.
- A equipe toda achou que não íamos mais achar você. - Rogers falou dando uma verificada no local para saírem do beco. - Seu desaparecimento prolongou por muito tempo.
- Até cogitamos em dar como... - Clint não conseguiu completar a frase.
- Tudo bem, eu não poderia colocar vocês em risco, nem...
Romanoff se lembrou de Müller e o quando aquela jogada dela tinha uma grande importância para poder salvá-la. Se tocasse no nome dela, Capitão e todos os outros poderiam querer ir até o local da base e capturar a menina, fazer vários testes. Novamente ela passaria pelos testes, e por fim, poderiam declarar ela como uma ameaça para a humanidade ou algo desse tipo.
- Nem? - Rogers olhou desconfiado.
- Nem mesmo o Cubo, eu explico melhor, só vamos chegar a solo seguro, por favor.
Capitão América e Gavião Arqueiro concordaram com Viúva Negra e foram até o local onde estava um carro estacionado; Com eles, foram até ponto estratégico para ir até a base da S.H.I.E.L.D. Durante o percurso, Romanoff contou o que viu dentro da H.I.D.R.A e que Caveira Vermelha não tinha morrido naquela última luta com Steven Rogers. A forma de como eles conseguiram manipular ela e também como ela conseguiu se manter em plena consciência durante todo o momento da missão para a H.I.D.R.A, até porque, de fato, para uma agente do nível da Romanoff, conseguir achar uma forma para poder desviar de efeitos de controle como a eles tinham feito.
Os dois únicos fatos que Romanoff não comentou foi Müller e Barnes. Müller para apenas proteger, já Barnes, por achar que não era nada de tão importante contar assim de imediato, sem precisar da descrição para os dois, só quando Nick Fury pedisse um relatório de todo o tempo que ela esteve desaparecida, algo que fazia sentido. Romanoff sentou em um dos bancos que tinha dentro da aeronave e ali descansou calmamente, algo que ela não fazia há muito tempo; A ruiva se despertou ao chegar à base. Fury estava a espera dela quando o aeronave pousou. O Reencontro de Viúva Negra com Fury, digamos que não foi muito amigável, mesmo ela tendo voltado para a S.H.I.E.L.D, ele estava desconfiado de Romanoff.
- Romanoff, que bom revê-la. - Fury falou parando na frente da ruiva.
- Fury, digo o mesmo. Bom rever todos vocês.
- Vamos? Temos que conversar e pegar seu relatório. - Fury disse em direção de um grande portão com os heróis em seu encalço.
- E matar a saudades. - Clint disse em um sussurro perto de Romanoff.
- Essa é a parte que eu quero que chegue logo. - Natasha deu um sorriso doce e amigável.
Durante o caminho para a sala de Fury, Natasha ia cumprimentando alguns agentes que estavam pelo corredor, que os mesmos, alguns se espantavam ao ver Viúva Negra, como se tivessem vendo um fantasma. Já outros, esbanjavam sorriso e davam boas vindas a agente da S.H.I.E.L.D. A ruiva retribuía com sorrisos discretos e um movimento sutil com a cabeça.
Ao entrar na sala de Fury, Viúva Negra pode ver uma mulher com um uniforme azul marinho com o brasão da S.H.I.E.L.D no braço, cabelos completamente solto e loiro, Natasha não reconhecia aquele rosto mais sabia que era uma das agentes que tratava dos assuntos mais diretamente com Fury.
- Romanoff, se incomoda em fazer seu relatório aqui? - Fury sentava-se ao lado da loira.
- Não.
- Todos podem se retirar. - Fury ordenou.
- Não! Eu quero que eles fiquem. - Natasha falou mais sincera que em qualquer outro momento.
Fury não insistiu muito para o relatório ser apenas entre os dois, Nick fez um sinal com a mão para que todos, todos com muita referência ao Rogers, Stark e Barton; Romanoff começou a explicar, ela falava calmamente e sempre olhando nos olhos de Fury. Ela contava tudo nos mínimos detalhes sem hesitação, sem nenhuma pausa.

1996. Três anos atrás.

- Eu e Barton tínhamos acabado de chegar em Marrocos. A missão era mais que clara e objetiva: tínhamos que verificar se não tinha índices de um inicio da nova Hidra, não faria diferencia se eu continuasse com o disfarce e deixasse Barton a sós ali, afinal, esse já tinha sido o combinado e nós íamos se comunicando com o tempo e principalmente, se tivéssemos alguma informação valiosa... Não era para ter sido tão diferente, mas acabei entrando em um dos becos para poder dar a continuação no trajeto que eu já tinha visto no mapa... Mas tinha algo ali que fez com que meu comunicador parasse e eu só fui perceber quando eu vi um homem, um tanto quanto suspeito. Tentei avisar Barton, mas eu não tinha retorno e não escutava nem mesmo a movimentação do ambiente que ele estava, foi quando eu senti uma forte corrente elétrica passando em meu corpo. A única coisa que eu pude ver, é que era um homem e tinha o brasão da Hidra no sobretudo que ele usava.
Se parando para pensar, Romanoff não tinha um porquê de estar mentindo para Fury, já que eles sabiam que em Marrocos, era uma das principais áreas que a H.I.D.R.A tinha em foco para mantar uma base fixa. Tudo bagunçado e fora de ordem, às pessoas não desconfiariam de nada, principalmente de um homem com um brasão meio povo meio caveira.
- Eu acordei em uma sala, sentada em uma cadeira com punhos e tornozelos amarrados. Meu equipamento estava em uma mesinha ao lado, eu consigo me lembrar de tudo. - Romanoff respirou fundo.
- Eles falaram nas exatas palavras, “Você tem duas opções, ajude a gente por bem, ou ajude por mal”. Eu me debati, fiz o que pude para poder me soltar, mas as trancas, que eu deduzo que eram de ferro, estavam bem fechadas. Eu fiquei dias e dias sentada lá, ainda mais pelo fato de que eu neguei, então conforme a minha negação, eles começaram a manipular a minha mente com sequências de palavras e números... Eles fizeram isso durante dois anos e meio até eles terem certeza que eu estava sob controle deles. Por um tempo eu ficava mesmo no controle deles, só que quando eu estava sozinha dentro daquela sala grande, cinza e fria, eu ficava pensando em varias maneiras e modo de como tentar reverter, e fingir que o que eles faziam comigo estava dando certo.
- Eu sei que parece impossível, mas eu estudei muito para poder sair daquela sala e mostrar para eles que eu estava, sem duvidas, do lado deles e iria ajudá-los. Até eu conseguir uma pequena falha e saber qual seria meu destino, eu teria que ir até a S.H.I.E.L.D sob o controle deles, pegar algo que Schmidt estava interessado...

- Schmidt? Johann Schmidt? - Capitão Rogers perguntou intrigado.
- Sim. - Romanoff mudou seu contado visual. - Eu também achei que você tinha o matado naquele dia.
- Continue, por favor, senhorita Romanoff. - Fury pediu.
Natasha voltou olhar novamente para Fury e começou a contar.
- Até eu pegar a pasta, eu não sabia mesmo o que era, nem poderia imaginar o que era. A primeira analise que eu tinha feito, ao saber que teria que ir até a S.H.I.E.L.D, era matar o Capitão América, pois eu sabia desse acerto de contas deles, mas quando eu abri a pasta, estava escrito e negrito e em um tamanho bem razoável para ter a certeza que não era mentira, “Viúva Negra: Tesseract”. Depois disso, eu voltaria e eles me matariam... Caveira Vermelha desejava o Tesseract para poder colocar em uma das armas dele que na qual, eu não sei qual era... Eu não queria, mas aceitei com o objetivo de sair da H.I.D.R.A e poder voltar para a S.H.I.E.L.D, então fingi que a sequência deles tinha dado certo e que eles estavam no controle da situação, até o momento em que chegamos no estacionamento onde a S.H.I.E.L.D deixa seus agentes. Fingi o combate e despistei a escuta e a localização que eles tinham de mim.
Viúva Negra conseguiu omitir tão bem sobre Müller, que nem o próprio Fury suspeito que faltava algo na história, nem mesmo qualquer outro a não ser Barton, que conhecia a amiga há um bom tempo; Fury agradeceu pelo depoimento e que qualquer coisa, ela teria que comparecer para falar com o governo caso suspeitassem de algo, fora isso, eles, principalmente Romanoff, estavam dispensados.
A caminho de seu comado, Romanoff sentiu uma mão puxando sutilmente seu braço, ao virar, ela se deparou com os olhos azuis que ela nunca se esqueceria de quem era. Barton. Gavião Arqueiro estava com ar de preocupação e tentando ler o que se passava nos pensamentos de Viúva Negra, apenas pelo o olhar da ruiva; Ele abraçou e deu um beijo em sua bochecha, depois desse gesto, os dois seguiram rumo ao dormitório de Natasha.
- Nat, está tudo bem mesmo? - Clint perguntou encostando-se na porta.
- Sim, só estou cansada, ainda mais de manter meu foco para não ser manipulada.
- Certeza? Eu conheço você, Nat. - Ele sentou ao lado dela.
- Sim, não tem com o que se preocupar. - Natasha segurou a mão de Barton e deu um beijo rápido na bochecha dele.
- Então vou deixar você descansar, qualquer coisa, me chame.
- Pode deixar, até, Clint.
- Até, Nat.
Mesmo confiando em Barton, Romanoff não queria arriscas em falar de Müller para ele, muito menos na base da S.H.I.E.L.D, mas sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria descobrir que ela tinha algo a dizer. O que restava era descansar e rezar para que conseguisse se manter forte depois da notícia de sua morte, ela era a última que não queria machucar.

Doze horas depois. Dormitório da Romanoff.

Ela se levantou com um o rosto completamente inchado, andou até o toalete e lavou seu rosto com aquela água gelada. Ao levantar o rosto, ela viu atrás dela.
Romanoff viu bruscamente, mas a garota já tinha sumido.

Romanoff acordou assustada, o sonho foi tão real que ela teve a sensação que Müller estava ao seu lado. Com cautela, ela saiu de sua cama e foi para o toalhete, checou o local e logo em seguida fez sua higiene matinal. No caminho para a sala de reuniões, Romanoff passou por salas que a fazia lembrar do Projeto 96 e sua consciência, a culpava mais uma vez. Ao chegar ao corredor de reuniões, ela viu a porta aberta e com alguns dos membros dos Vingadores sentados na mesa quadrada, ao entrar na sala, ela deu um bom dia baixo e sentou do lado de Clint.
- Bom dia. - A loira falou ao entrar na sala. - Fury estará aqui em cinco minutos, enquanto isso, ele pediu para que vocês lessem esses relatórios. - A mulher falou, colocando os papeis na frente de cada herói.
- Qualquer duvida... - Rogers começou a perguntar quando Fury o interrompeu.
- Eu irei tirá-las. - Fury falou entrando na sala. - Vingadores, reuni vocês aqui para podermos achar uma segurança maior para o Tesseract, vemos que Schmidt, junto da Hidra, está completamente interessado nele... Pedi para que Jareau entregasse os relatórios de todo o conhecimento que temos sobre ele e a forma que já planejamos e colocamos em pratica a segurança do Tesseract, e com base disso, vocês teriam alguma ideia ou forma para podemos mantê-lo mais seguro?
- Podemos manter na cela feita para o Hulk. - Rogers sugeriu.
- Ou fazer um sistema avançado de segurança, um que ninguém conseguiu fazer até agora, sabe, tirando eu, é claro, e só teria acesso àquele que tivesse uma identidade única. - Stark se encostou à cadeira.
- Mandar para o lugar de origem seria mais sugestivo. - Romanoff falou o obvio.
- Não podemos fazer isso ainda, Romanoff, a Shield precisa dele ainda na terra.
- E espera que eles invadem o sistema e pegue no Tesseract?
- Não se o sistema for projetado por mim. - Stark se gabou.
- Considerando isso senhor, Stark, você já poderia começar a projetá-lo? - Fury pediu.
- Sim, lhe entrego em dois dias. - Stark levantou da cadeira, ajeitando seu paletó. -Fury. - Ele fez um gesto de despedida com a cabeça.
- E nós? - Romanoff perguntou.
- Acompanhe o senhor Stark e o ajude com as informações que vocês sabem da Hidra. Toda informação é valiosa para esse projeto... Ele já tentou uma vez, e quer tentar pela segunda vez. - Fury falou sério.
Rogers e Romanoff saíram da sala e foram logo atrás de Stark, que o mesmo não estava muito longe. Os três foram diretos para a Torre Vingadores, onde Tony começou a desenvolver, com a ajuda dos outros heróis, o mais novo sistema de proteção ao Tesseract, ou em outras palavras, P.S.T.T.T. Englobava de tudo desde senhas numéricas até registro ocular, fora o acesso particular de J.A.R.V.I.S no sistema que poderia dificultar qualquer acesso fora dos registrados.

Quatro dias depois.

Enquanto isso, na base da H.I.D.R.A, Müller ficou um pouco mais fria do que já era, desde a morte de Romanoff, ela mudou muito. Barnes estranhava o comportamento dela durante algumas missões e treinamento.
Ao decorrer da semana, Schmidt a convocou para comparecer em seu escritório para poder debater o que fazer com a missão designada para Romanoff e principalmente se Müller queria fazer a missão daqui alguns anos. Lógico que ele achou que iria falar sim, logo ao termino de sua proposta, ele não esperava escutar aquela resposta simples e calma de .
- Você aceita a proposta de dar continuidade à missão de Romanoff?
pensou por alguns segundos e logo respondeu.
- Não, na verdade, eu preciso pensar, não sei se é exatamente isso que eu quero para fazer agora.
Caveira Vermelha bufou, levantou de sua poltrona reclinável, e foi para trás de . Parou centímetros dela, que fechou o punho com toda sua força caso ele tentasse ameaçá-la com algo ou outra coisa, com certeza ela já estava desconfiada com todos daquele ambiente, menos do Soldado Invernal.
- Tenho certeza que seria uma ótima oportunidade para poder matar Capitão América e se vingar da morte da Viúva Negra. O ponto certo para poder fazer quer a missão.
-... Mesmo assim, prefiro pensar um pouco. - Ela falou com a sede de vingança nos olhos. - O senhor terá minha resposta daqui a vinte e quatro horas, contando a partir de agora. - olhou para o relógio da parede que marcava exatamente vinte e duas horas e dezessete minutos.
- Ok, senhorita Müller. - Caveira Vermelha deu um sorriso vitorioso.
saiu da sala pensativa, não sabia se aceitava ou não, mesmo ela sabendo que isso era algo que Natasha nunca faria por ela, já que colocaria a vida em risco. passou pela sala de treinamento de Bucky, olhou para dentro e o viu ensinando para outros soldados da H.I.D.R.A combate corpo a corpo. Ela andou a base completamente toda foi até a área externa da base. Pensou se aceitava dar continuidade a missão e pra quanto tempo deixasse isso acontecer. Um ótimo momento para poder fazer com que sua sede de vingança acabasse e um ótimo momento de se manter ali quieta no seu lugar, apenas fazendo missões externas e em países próximos. voltou para seu quarto e ali ficou, deitada em sua cama, esperando que uma resposta caísse do céu, coisa que seria impossível de acontecer.
- Entre. - falou logo quando as batidas em sua porta pararam.
- Você não foi lá no treinamento. - Bucky falou ao sentar na cama.
- Eu não estou muito a fim.
- Romanoff?
- Também, tem haver com tantos índices.
- Quais?
- Romanoff, Missão incompleta, Capitão América, Vingança, incerteza... - sentou-se na cama.
- Ele passou a missão dela para você?
- Sim, e eu não sei se pego ou não.
- Você tem prazo para falar a resposta?
- Menos de vinte e quatro horas.
- Você não é obrigada a fazer isso, .
- Eu sei, mas é complicado, pelo mesmo se eu aceitar, eu posso escolher quando vou executá-la.
- Da mais tempo de você pensar se termina o que ela começou ou se termina e se vinga.
- Eu pensei nisso quando estava lá fora, acho que farei isso.
- Isso o que, ?
- Aceitar e até lá, escolher a forma de executar a missão.
- Uma escolha lógica.
- Assim espero. - suspirou.
- Quer ir treinar um pouco ou sair pelas ruas de Munique?
- É sério? É madrugada, quase duas.
- Sério, vamos, você sabe que é apenas meia noite e alguns segundos. Para onde você quer ir?
- Não sei, que tal um sono bem relaxante? - Ela deitou na cama.
- Nada disso, anda escolhe.
- Treinamento é mais amigável.
- Ok, então. - Bucky deu um sorriso de lado. – Vamos, criança.
- Hei, sou mais forte que você.
- Aham. - Bucky balançou a cabeça de como concordava ironicamente.
Durante o treinamento, conseguiu colocar toda suas ideias em ordem e claro, contou tudo ao Barnes que o mesmo, revelou uma das suas missões que iria acontecer daqui a dez anos e que talvez, ela poderia juntar as missões e executá-las juntas, algo que não seria tão ruim, já que ambos teriam um único “alvo” traçado desde aquele dia. Também, já estaria com seus dezoitos anos e seria mais fácil colocá-la em uma missão junto a dele. Seria mais fácil e pratico para convencer Schmidt. Eles terminaram o treino e voltaram para seus dormitórios, Müller ficou esperando dar as vinte quatro horas, acordada sem pregar o olho.

Ela saiu do quarto. Depois de fazer sua higiene matinal, comeu alguma coisa que nem ela mesma prestou atenção ao pegar e tomou seu café extremamente forte e quente. Fez seus treinamentos e passou seu tempo livre na aérea externa da base. Como ela estava acostumada a fazer, ficou esperando dar o horário para poder ir ao escritório de Schmidt.
Ao termino do prazo de vinte e quatro horas de , ela encaminhou até a sala do Caveira Vermelha, esperou que a reunião dele terminasse para poder conversar com ele.
- Com licença. - falou batendo na porta.
- Entre, senhorita Müller. - Schmidt estava com a cadeira virada de costas para .
- A resposta é sim, aceito a dar continuidade à missão da Romanoff. - falou firme e decidida.
- E para quando? - Schmidt virou a cadeira.
- Daqui a... Dez anos.
- Junto comigo. - Barnes entrou na sala. - Ela vai junto comigo.
- É muito tempo! Vocês estão achando que podem fazer a hora que quer? - Schmidt alterou o tom de sua voz.
- Ela vai estar com dezoito anos. Pense bem, Senhor, seria mais útil para aquilo que você quer e ninguém desconfiaria. - Bucky falou se aproximando de Schmidt.
- Isso não quer dizer nada, o prazo tem que ser curto.
- Ou as missões se juntam ou eu não dou continuidade, o senhor escolhe!
Schmidt ficou domado de raiva com a petulância de em fazê-lo escolher. Ele parou na frente de Müller e olhou nos olhos dela, quase a matando com o olhar que a mesma nem se intimidou da forma que ele a olhava.
-Tudo bem, mas quero esse Tesseract em minhas mãos no primeiro momento que você tocar nele, deixe qualquer um para trás e trague-o para mim.
- Sim, senhor. - respondeu vitoriosa.
- Podem se retirar. - Ele ainda respondeu muito nervoso.
Barnes e Müller saíram da sala e foram direto para e elevador. No caminho, ambos comemoraram a vitória deles terem juntado as missões e que iria poder ajudar um ao outro e estava se sentindo mais segura com a presença de Barnes na missão. Ao sair do elevador, eles foram fazer o que precisavam e também as missões designadas a eles.

2009. 15 de Janeiro.

acordou às cinco da manhã, como toda as manhãs. Levantou, colocou uma roupa de sair, fez suas higienes matinais e pegou a jaqueta de couro que era de Natasha e a colocou saindo de seu quarto; Enquanto ela ia em direção ao refeitório, um dos soldados, que também treinava com Barnes, chegou ao lado de e passou seu braço em volta do pescoço da garota.
- Parabéns. - Ele cochichou no ouvido de .
- Engraçadinho você em, Hanks, hoje não é meu aniversário. - tirou o braço de Hanks de seus ombros.
- Claro que é, vi na sua ficha. - Hanks colocou o braço nela novamente.
- Você anda mexendo na minha ficha? É sério isso? E você acha que eu ia deixar minha data de nascimento ali exposto para qualquer um ver. - parou de andar e tirou novamente o braço de seus ombros. - Pergunte ao Bucky. - Ela apontou para o Soldado que vinha em direção dela e de Hanks.
- , está tudo bem aqui? - Bucky falou sério.
- Está tudo ótimo, não é, Hanks?
- Sim, Barnes. - Hanks fez um sinal de comprimento com a cabeça e logo se retirou.
- Hanks... Ele fez alguma coisa?
- Não, está tudo bem, só quis bancar de “pegador”. - Müller fez aspas com as mãos.
- Idiota. - Barnes suspirou pesado. - Vamos, temos quer fazer algumas coisas para o Schmidt.
- É sério? Hoje é meu dia de folga.
- Sim, vamos tomar o café e ao meio dia você me espera no portão um de saída.
- Com o uniforme?
- Não, pode ser roupa normal.
- Está bem. - revirou os olhos. - Não está se esquecendo de nada? - Ela perguntou referindo-se ao seu aniversário.
- Não. - Barnes falou normalmente.
E foi isso que ela fez, ela ficou esperando e esperando e esperando, trocou de roupa milhares de vezes, mas mantinha a jaqueta de couro; Ela foi para o portão um para ficar esperando, mas ainda, o Soldado Invernal. O que ela não esperava era que eles não iam comemorar o aniversário dela da forma mais discreta possível.
viu um homem alto e moreno se aproximando, os cabelos levemente molhados com uma jaqueta jeans e blusa branca, e uma luva de couro em suas mãos, assim, ele escondia sua mão biônica. Por alguns instantes era impossível não olhar para ele e não achá-lo completamente sexy, ainda mais com aquele cabelo molhado e aquela jaqueta jeans. Ele chegou mais perto e depositou um beijo na bochecha de , pegou o braço dela e colocou suavemente em seu braço.
- Para onde vamos? - perguntou.
- Você vai ver.
- E estamos disfarçados.
- Sim. - Barnes mentiu.
- Eu só não sei por que isso tinha que ser justo hoje.
- Você vai gostar.
- E desde quando se... Por que você está subindo em cima dessa moto?
- A cada ano, essa sua mania aumenta de ficar perguntado.
- Engraçadinho. - mostrou a língua.
- Quer ajuda para subir, ?
- Eu estou bem, só não vai muito rápido, ok?
- Ok, a senhorita manda.
riu e subiu na moto. Agarrou na cintura de Bucky, literalmente agarrou na cintura por medo da moto, afinal, era a primeira vez que ela andava em uma moto, ainda mais com Bucky, que raramente tinha seu “histórico” de andar voando com a moto muito destacado na H.I.D.R.A, mesmo ela confiando nele, não poderia confiar no lado aventureiro dele.

Barnes parou em frente a uma lanchonete com um clima retrô; Sentaram perto da janela e no último banco de coro azul turquesa. No local, tocava Jailhouse Rock, tirava a jaqueta em quando Barnes ia até o balcão, ele fez um pedido no balcão e logo voltou com uma porção de batata frita com cheddar e duas Coca-Cola e colocou na mesa.
- Nós viemos investigar as batatas com cheddar? Ou foi só um pretexto para sair comigo?
- Segunda opção. - Barnes deu um gole em seu refrigerante.
- Não precisava inventar uma missão para podemos sair juntos, você sabe, quando o assunto sair envolve comida, eu aceito. - riu.
- Eu sei, mas não foi por isso, é outro motivo. - Barnes fez um sinal com a mão.
Uma garçonete de patins parou ao lado da mesa deles e colocou um bolo de morango em cima da mesa com duas velas acesas. Dezoito anos. Pendurado no braço da garçonete, havia uma pequena sacola branca com a escrita preta da Pandora; A garçonete colocou a sacola nas mãos de Barnes e saiu ao desejar um “Nós do Jukebox Burger desejamos um Feliz Aniversário a você, .
- Achou que eu tinha esquecido o seu aniversário, ? - Bucky tinha um sorriso bobo nos lábios.
- Sim. - falou sem jeito. - Achei que você só lembrava porque não tinha nenhuma missão perto do dia.
- Eu lembro três meses antes, assim eu penso no presente que te dar... Parabéns, minha pequena. - Bucky segurou a mão de .
- Obrigada.
- Agora assopre as velas e faça um pedido, e pode deixar, nada de parabéns para você.
riu e assoprou as velas e fez um único pedido, que pelo resto de sua vida, nada acontecesse com Bucky, só alguns vermelhões ou hematomas, mas nada de ruim. Ela não queria perder mais alguém especial para ela e que ela amava tanto neste mundo. A garçonete voltou com dois pratos, garfos e uma espátula de cortar bolo, colocou os pedaços nos pratos e deixou que eles se servissem.
- Morango. - falou de olhos fechados ao sentir o sabor do bolo.
- É, um passarinho azul me contou que você gosta de morango, feliz aniversário. - Bucky falou, entregando a sacolinha da Pandora.
- Não precisava, Bucky. - soltava o laço branco que fechava a sacolinha.
- São dezoito anos, eu não ia deixar passar sem dar nenhum presente.
- Você diz isso todos os anos.
tirou uma pequena caixinha de dentro da sacola, ao abrir a caixinha, ela pegou o colar prata onde estava escrito “DarkStrow”. Os olhos castanhos dela brilhavam por dois motivos, primeiro, ela amou o presente e segundo, porque ele não tinha esquecido a conversa deles há quase cinco anos atrás.
- Você coloca em mim? - pediu.
- É claro.
Bucky foi para o lado de para colocar o colar, enquanto ele colocava o colar, prestava atenção no movimento da rua, os talhes do bolo, do restaurante, tudo o que estava acontecendo a sua volta e principalmente, aquele momento com Bucky, já que alguns meses, eles teriam uma missão que de todas que ela já fez, aquela era a mais importante.
agradeceu. O colar, era sem duvidas o presente mais lindo que ela já tinha ganhado em sua nova vida, apesar de que ela só ganhava presente de duas pessoas, Barnes e Kiyoko, isso antes dela perder Romanoff. Eles terminaram de comer o bolo, e o restante pediram para guardar para viagem, claro que não ficaria naquela comemoração com um bolo, fritas e o presente. Bucky a levou para o Parque Tiergarten, andaram um pouco, tomaram um sorvete e pro fim, no cair da noite, eles voltaram para a base da H.I.D.R.A.
- Enfim chegamos, e eu não corri com a moto. - Bucky falava tirando o capacete.
- Ainda bem, porque eu não ia aguentar, teria que esmagar você. - sorriu.
- Não ia sair pilotando rápido, você pediu que eu não fosse rápido.
- E eu agradeço. Vamos, a janta aqui só vai sair às nove horas e eu quero ainda comer um pedacinho do bolo.
- Passo lá daqui a quinze minutos. Tenho que tomar um banho e falar com Schmidt.
- A missão? - Müller falou séria.
- Sim, a missão.
- Ok então. Te espero daqui a quinze minutos.
- Guarda um pedaço para mim, em! - Barnes falou indo para outro caminho.
- Pode deixar.
virou o corredor para poder ir ao seu dormitório, ela estava com a cabeça baixa mexendo na sacola, e esbarrou em uma das pessoas que trabalham na H.I.D.R.A. Ela olhou para trás para se desculpar e viu que era o mesmo homem. Ela fechou os olhos e respirou profundamente para manter a paciência com o soldado.
- , você me disse que hoje não era seu aniversário, mas vejo que você me enganou. - Hanks alterava o olhar dos olhos de Müller para a sacola onde estava o bolo e as velas.
- E?
- E, só isso que você vai falar?
- É, não vejo o porquê de falar mais coisa.
- Você faz aniversário e não me fala nada? Como vamos poder comemorar juntos? - Hanks disse colocou as suas mãos na cintura de .
- Podemos começar com você tirando essas mãos de mim, depois, eu já disse que não é meu aniversário. - tirou as mãos de Hanks.
- E por que eu vi a cientista Kiyoko colocar um presente no seu quarto?
- Porque você estava vigiando o quarto de ?
Bucky estava sério e já com seu uniforme da H.I.D.R.A. Seus braços estavam cruzados na altura do tórax, seus olhos fitavam com uma raiva Hanks que o mesmo não sabia o que responder para Barnes.
- Responde! - Barnes levantou o tom de voz.
- Eu quero passar o aniversário com ela, eu tenho planos incríveis com ela. - Hanks falou disparado.
- Espero que esses planos incríveis não estejam incluso algo como...
- Estava. - Hanks falou desafiador.
- Querendo ou não Hanks. - foi para o lado de Bucky, evitando que uma briga começasse entre os dois. - Eu e Bucky, sabe, já estamos juntos a um bom tempinho, né, amor? - deu um beijo rápido nos lábios de Bucky.
- É verdade? - Hanks perguntou inconformado.
- É claro, por que eu mentiria? Né, Bucky?
- Sim. - Barnes disse confuso.
Hanks saiu revoltado e esbarrando em Barnes, inconformado com a ideia de Müller e Barnes estarem juntos há algum tempo, já que ele seguia praticamente todos os passos de dentro daquela base.
- Me desculpa. - Müller pediu pelo beijo.
- Tudo bem, isso não vai sair daqui. - Bucky deu um sorriso encantador.

foi para seu quarto acompanhada de Bucky, eles comeram alguns pedaços de bolo e conversaram e o assunto principal, a missão; Como daqui a dois meses era a missão, ele estava repassando as ordens do Caveira Vermelha. Müller escutou atentamente e assentiu todas as ordens menos a parte que mesmo pegando o cubo, ela teria que voltar sem Barnes para a base e mesmo insistindo que não faria isso, Barnes foi obrigado a fazer com que aceitasse as ordens e que ele voltaria sã e salvo.

Dois meses depois. 26 de Abril.

estava pronta com seu uniforme, estava esperando Bucky perto do avião que ia levá-los até New York. Ela tinha acabado de conferir se tinha todas as facas e os cartuchos para recargas, mesmo sabendo de seus poderes, ela ainda optava pelas armas, facas e luta, só em alguns casos que ela recorria aos seus poderes; Barnes chegou até que rápido no avião, ele estava normal e calmo, seu olhar estava sereno, não estava igual a antes nas outras missões e principalmente, quando Romanoff foi executar a missão. podia perceber isso só pelo pequeno sorriso que ele esboçou e pelo o olhar. Os dois entram no avião e terminaram de arrumar tudo o que eles tinham, passando os comandos para os demais soldados e agentes que iam dar cobertura a Müller e Barnes.
Quinze horas depois de voo, o piloto da H.I.D.R.A pairou em cima de um terreno baldio, todos desceram menos Barnes que avisou que iria logo depois de entrar em contato com Schmidt. Ela não questionou e desceu pela corda e foi para o local combinado, com Barnes, de encontro junto com algum dos outros soldados.
Barnes ficou a espera de uma conexão com Schmidt sentado em uma das cadeiras que ficava de frente para o telão; Um soldado que sempre passava a sequência fez um sinal para que os outros dois soldados, que estavam com eles, prendesse os punhos e os calcanhares de Barnes, eles viraram a cadeira para Logan; Ele abriu o caderno e começou a falar a sequência.

ficou com seu sobretudo esperando Barnes em frente a uma das cafeterias combinadas, já se tinha passado algumas horas e nada de Barnes chegar, Müller resolveu começar sozinha, já que ela não podia demorar para levar o Tesseract para Caveira Vermelha. Ao virar a esquina, sentiu uma mão puxando seu corpo para trás com força, ela colocou a mão no cabo da arma mais foi impedida por aqueles olhos.
- Barnes. - falou assustada.
- Aonde você ia? - Bucky disse sério e frio.
- Pegar o Tesseract, Soldado Invernal, aonde mais eu iria? - Ela se soltou.
- Vamos!
- Estou bem atrás de você.
- Hanks, podem invadir o prédio. - Soldado Invernal deu a ordem.
andou em direção ao carro de um dos agentes da S.H.I.E.L.D, parou no lado do motorista e aproveitou que a janela estava aberta e o agente estava ocupado demais com seu cachorro quente, e entrou no carro, e foi em direção a base fixa da S.H.I.E.L.D onde poderia entrar disfarçadamente pegar um meio de transporte e ir até a porta-avião.
No período que ela estava em um dos helicópteros, ela escutou seu ponto chiar e a voz do Soldado Invernal em seu ouvido.
- Müller, onde você está?
- Müller... Preciso de você no prédio leste metalizado.

não sabia como sair dali com três agentes inimigos e ir salvar Barnes, e claro que ela não ia deixá-lo. Mesmo sendo O Soldado Invernal, ela iria ajudá-lo. aproveitou um leve deslize dos agentes e se jogou para fora do helicóptero, ela voou sentido contra o helicóptero e foi direto para o prédio que Barnes estava. Ao posar quase perfeitamente, ela viu Capitão América empurrando Soldado Invernal e dando sequências de socos; Vê-lo só aumentou a vontade de se vingar e poder acabar com ele foi tão grande, que ela não conseguiu perceber que seu corpo já estava com impulso para poder tirar ele de cima de Barnes, com um mata leão e puxando para trás, Rogers a segurou pelo braço e a puxou para frente fazendo com que ela caísse de costas no chão. Ela se levantou rápido. Sentindo dores pelas costas toda, ela foi para cima dele com uma sequência de socos, direita, esquerda e jab, que o mesmo conseguiu se auto defender. Os chutes altos no tórax de Rogers fez com que ele perdesse o equilíbrio, aproveitando, deu uma rasteira no Capitão América e ajudou Barnes a se levantar.
- Está bem? - olhava para Barnes.
- Sim. - Ele disse baixo.
Capitão se levantou, pegou seu escudo, enquando Müller e Barnes corriam até a borda do prédio. Müller sacou sua arma e virou para trás e diminuiu os passos para poder atirar contra Rogers, mas o mesmo se protegeu com o escudo. As balas de havia acabados, enquanto ela pegava outra arma, Capitão deu um chute em sua mão fazendo com que a arma caísse ela pegou a outra arma e atirou novamente. Capitão se defendeu, ela jogou a arma no chão e foi para cima de Capitão. Ela escorregou no chão, deu um chute por trás, Rogers se virou, ele ia acertar o escudo dele em , mas a mesma barrou o escudo com seu braço direito e deu três socos na barriga do Capitão América. tirou o escudo dele jogou no chão, Müller pegou sua faca e foi para cima dele, consequências de tentativa de esfaqueá-lo, ela tentou nas laterais do corpo, cabeça pescoço tudo em goles rápidos e ágeis, capitão nunca tinha visto alguém lutar tão bem com uma arma branca daquela forma tirando... Bucky.
Ele se defendia rapidamente acompanhado todos os movimentos colados com os movimentos de . Como os golpes estavam sendo repetitivos, Rogers achou um ponto fraco de e a empurrou contra a parede, pegou seu escudo e arremessou contra ela. O escudo passou pela sua cintura no lado direito que faz um corte no local; O escudo bateu na parede e voltou para a mão do Capitão América. estava caída no chão retomando folego e olhando o corte em sua cintura.
Rogers aproveitou e jogou o escudo contra Barnes que o mesmo parou o escudo com sua mão biônica e revidou jogando novamente no Capitão América. O escudo fez um impacto grande, arrastando capitão para trás. Ele segurou o escudo e ao olhar para frente, Barnes tinha sumido. Sua respiração estava ofegante, ele olhou para trás para ver se Müller estava lá e ela também tinha sumido.
- Romanoff, procure por uma garota da mesma estatura que você, morena, com o uniforme da Hidra, ela está feriada na cintura do lado direito.
- Entendido, Capitão.
- Sam, qual a sua posição?
- Indo de encontro com Romanoff.
- Ajude a Natasha encontrar essa garota.
- Ok.

já estava ao alcance do porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D, ela colocou a máscara quase igual ao do Soldado Invernal, a única diferença era o símbolo da H.I.D.R.A. Ela tinha entrado por uma das janelas que ela tinha quebrado, mesmo o vidro sendo resistente, ela era forte demais para conseguir arrebentar o vidro. Ela pôde sentir o poder do Tesseract presente na sala, ela chegou perto do compartimento onde estava o Tesseract, analisou bem toda a segurança e o compartimento. Ela poderia burlar tudo e pegar sem disparar o alarme.
Ela conseguiu pegar o Tesseract com seu poder de telecinese, algo que ela conseguiu executar perfeitamente.
- Barnes, estou com o Tesseract.
- Leve-o logo para o helicóptero.
- E você?
- Estarei na aproxima leva, agora vá!
- Barnes falou ofegante de tanto correr.
Müller prendeu em um de seus bolsos, que estava em seu coldre feito para o Tesseract. Ela saiu lentamente sem que nenhum dos agentes percebesse, tirando o fato de que as câmeras iriam gravar ela e a ação dela; Ela foi voando até o helicóptero onde já estava na espera dela. só torcia que Barnes voltasse logo e com sua missão completa.
- Capitão, eu não a achei, mas você precisa ver umas imagens urgentemente.
- Estou a caminho.

Rogers já estava a caminho da porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D; Ele entrou na sala colocando seu escudo nas costas. Romanoff, Stark, Fury e Jareau estavam revendo o vídeo onde Müller pegava o Tesseract. Rogers só via de relance o vídeo, ele não tinha certeza se era a mesma garota que ele lutou há poucos minutos atrás. Ele procurou pelo corte que seu escudo provocou na garota, mas não encontrou nada, a claridade não ajudava.
- É ela? - Romanoff questionou.
- Não consigo identificá-la, a claridade não ajuda, consegue focar no rosto dela, Stark? - Rogers perguntou se aproximando da tela.
- Assim está bom, picolé?
- Não pode ser ela, ela não estava usando uma mascara. Tony, vê se você consegue achar um ferimento no lado direito.
Tony moveu a imagem congelada da outra câmera e focou parte por parte do corpo de , ele passou pela cintura dela mais eles não viram o ferimento; Uniforme preto iluminação baixa isso nunca ajudaria em nada.
-Vou tentar vários recursos aqui e vê o que posso conseguir. - Tony disse mexendo rapidamente no teclado virtual.
- Tente achar onde ela está escondida. - Fury falou saindo da sala.
Rogers saiu da sala do Fury e foi para uma mais privada. Romanoff estava em seu encalço que a mesma estava preocupada com seu amigo. Ela não tinha visto Rogers mais confuso com dois soldados da H.I.D.R.A daquele jeito há muito tempo. Um ela sabia e tinha certeza de quem era, Barnes, mas a garota que ele descrevia nem passava em seus pensamento que era Müller.
- Você tem certeza que ela está feriada? - Romanoff perguntou entrando logo atrás.
- Tenho, ela foi acertada, mas em questão de segundos, ela desviou do escudo quando voltou.
- Você pode estar confuso, Steve.
- Eu tenho certeza.
- Steve...
- Romanoff. - Steven chegou mais perto de Natasha. - Eu não estou confuso, eu tenho certeza do que eu vi e com quem eu lutei, eram dois soldados da Hidra, eu não estou confuso e não tive alucinações.
- Capitão Picolé, acho que você vai querer ver isto. - Tony falou no ponto.
Rogers voltou para a sala às presas.
- É ela? - Stark perguntou sério.
- Sim, é ela. A marca do escudo em sua cintura.
- Vou ver se alguma câmera da cidade capitou alguma imagem dela.
- E como você vai fazer para saber que é ela?
- Pelos olhos.
Quando tudo estava voltando à calmaria, a porta avião aéreo soou o alarme de alerta de invasão. Stark recebeu ordens do Fury de terminar a pesquisa na torre dele, enquanto Romanoff ajudava todos os cientistas a sair, Rogers foi atrás do invasor; Ao chegar na área onde Barnes estava, eles travaram outra luta. Rogers usava seus escudo para atacar e se defender do braço biônico do Soldado Invernal.
Barnes segurou o escudo e um movimento rápido girou Capitão no ar e tirou o escudo dele, o Soldado golpeou Capitão América com o escudo empurrando ele para trás, Rogers deu uma cambalhota no chão, encarou por poucos milésimos Barnes e correu até ele; Soldado Invernal o atacou com sequências de socos e chutes. Capitão América desviou de alguns e foi pegar seu escudo jogado no chão.
Rogers atacou Barnes com o escudo imobilizando temporariamente o braço biônico do Soldado, girando seu corpo e segundo ele pela máscara, que ele usava, jogando por cima de seu ombro. A força usada foi tão grande que Capitão América conseguiu tirar a máscara que Barnes usava. Ele se levantou rapidamente e ficou de costas, os dois param por um tempo, quando o Soldado Invernal olhou para trás, Capitão América entrou em choque. Ele não acreditava que aquele homem que tentava matá-lo era seu amigo, Bucky.
- Bucky? - Capitão perguntou espantado, confuso e em choque.
- Quem é Bucky? - Soldado Invernal sacou arma para atirar, e Rogers se defendeu dos tiros da bomba.
Alguns ferros caíram sobre Barnes e Rogers; Rogers prendeu seu escudo nas costas e levantou o ferro que estava sobre o Soldado e pegou rapidamente seu escudo novamente. Bucky não deixou Steven terminar a frase e foi para cima de Rogers com o punho fechado para um soco, ele bateu em seu escudo fazendo cair.
- Seu nome é James...
- CALA A BOCA!
Rogers soltou o escudo deixando cair sobre a água.
- Você é meu amigo.
Soldado Invernal empurrou Capitão América e o jogou no chão.
- Você é a minha missão.
Barnes deu seis socos com seu braço biônico em Rogers que o mesmo não reagiu, nem para se defender, nem para atacar.
- Então finalize. - Rogers falou se referindo a missão.
O Soldado desistiu de dar o ultimo soco para acabar com o Capitão. Uma peça caiu no vidro onde eles estavam e os dois caíram na água. Depois de um tempo afundando, Soldado Invernal pegou Capitão América pelo uniforme e colocou na margem do rio o deixando desacordado. Barnes foi embora mais confuso do que o próprio Capitão.

26 de Abril, vinte e três horas e quarenta e nove minutos.

- Aqui está, Schmidt. - entregou Tesseract para Schmidt.
- Obrigado, você é mesmo incrível. - Caveira Vermelha falou, apreciando o cubo.
- E o Soldado Invernal? - perguntou angustiada.
- Perdemos o contato do ponto dele, ele estava passando o relatório da missão, estava indo terminar a parte da missão dele, mas o ponto dele está perto de uma correnteza de água, eu suponho que ele perdeu enquanto matava Capitão América. - Logan passou as informações para Müller.
- Soldado Logan? - Uma mulher entrou na sala.
- Sim.
- Acabamos de ter status do ponto do Soldado Invernal.
- E qual é? - Müller perguntou mais angustiada ainda.
- Ele está morto. - A mulher respondeu séria e cabisbaixa.
- O-o quê? - gaguejou.

Capítulo 4 - Parte I - Verdades e Vinganças.

- Não tivemos mais contato com ele, senhorita Müller, então só há duas opções, ou ele está morto, ou ele está desaparecido.
- Registra na ficha dele que ele desapareceu! ESTÁ ACHANDO QUE ELE VAI MORRER ASSIM DO NADA? – gritou.
se alterou tanto com a mulher, que sentiu uma tontura passageira e fortes dores na sua cintura.
- , você está sangrando. – O soldado Logan falou desesperado. – Rápido, chamem a Kiyoko!
desmaiou antes de Logan segurá-la; Müller foi levada às pressas para a sala de emergência. Kiyoko e mais outros cientistas e médicos fizeram todo o processo de animação e da cirurgia, não parecia, mas o nível do corte que o escudo deixou em não foi considerado tão grave, o problema era que ela tinha perdido muito sangue e ela acabou não percebendo por conta da adrenalina que estava muito alta.
Kiyoko deixou que os médicos terminassem de dar os pontos e foi falar com Schmidt, para ver se ela já podia dar continuação no Projeto 9: Fase 2.
- Schmidt.
- Entre, Kiyoko.
- Senhor, eu vim ver se você deseja da continuidade ao Projeto 96.
- Por favor, Reven e eu vamos juntos.
- Vamos, ela está na mesa de cirurgia, os cirurgiões estão terminando de dar os pontos e estado dela é estável.
- E o processo da fase dois?
- Está concluído e pronto para poder colocar em Müller. Com o amparo dos outros cientistas, consegui desenvolver antes do prazo de quinze anos, e já pode ser aplicado nela.
- E as mudanças que eu quis, você colocou?
- Eu espero que ao chegar em contato com o DNA de Müller, os poderes que ela desenvolveu não altere, e o que queremos desenvolva logo ao período que ela for congelada.
- Congelada? – Indagou Schmidt.
- A fase dois só vai conseguir misturar e evoluir com o DNA de Müller se estivem em contato com temperatura muito baixa, teremos que congelar ela.
- Por quanto tempo?
- Tempo indeterminado.
- Espero que eu não perca minha melhor agente dentro dessa base.
- Você não vai perder, Johann, confie em mim.
Reven colocou o avental e as luvas cirúrgicas, pegou o soro do Projeto 96 que estava em um frasco de vidro, pediu para que os outros médicos a colocassem na maca da cápsula. Ela conectou a agulha na veia de , depois disso ela colocou o frasco de vidro no compartimento próprio, apertou o botão para poder fechar a cápsula e o soro e o ar gelado poder entrar e agirem juntos.
Reven pegou a ficha de e fez algumas anotações como os batimentos cardíacos e entre outras coisas, ela também marcou a data e a hora que a Fase 2 foi injetada e que ela foi congelada. Reven assinou a última folha onde estava o formulário que dizia que ela era responsável por qualquer falha que acontecer, e que ela teria que assinar se ela colocasse o projeto em prática.
- E agora? Esperamos? – Caveira Vermelha perguntou olhando para Müller deitada.
- Agora esperamos.

Três dias depois.

Rogers acordou em um quarto de hospital, um policial escoltava a porta para evitar qualquer coisa; Sam estava sentado em uma poltrona esperando que Rogers acordasse.
- À esquerda. – Rogers falou ao perceber que era Sam que estava ao seu lado.
Sam riu e balançou a cabeça.
- Vocês sabem onde ele está?
- Não, Nat está vendo o que pode para te ajudar na busca dele.
- Por que a Hidra?
- Pelo mesmo motivo que a Hidra quer o Tesseract.
- Você acha que ele voltou para a base?
- Não, todos os veículos da Hidra saiu logo depois que aquela garota misteriosa sumiu.
- Isso ai não faz sentido. – Rogers falou entre gemidos de dores ao tentar sentar na cama. – Ela praticamente deu a vida por ele. Por que ela deixaria ele para trás?
- Em quanto ele tinha você como missão ela tinha o Tesseract como missão, mas ela não esperava que ele não fosse entrar na aeronave. – Wilson falou a tese dele.
- Pode ser, eu preciso descansar. – Capitão relaxou o corpo.
- Isso, logo Sharon estará aqui. – Sam sorriu e foi a caminho da porta. – Capitão.
- Sam.
No corredor do hospital, Wilson se encontrou com Carter no corredor. Eles conversaram sobre o estado de Rogers e de como ele estava; Sharon estava ansiosa para vê-lo e poder passar um tempo ao lado dele.
- Seu nome? – O policial perguntou impedindo a passagem dela.
- Sharon Carter. – Ela mostrou a credencial.
- Pode entrar.
- Achei que você estava dormindo, Sam disse que você ia descansar.
- Eu tentei, mas acho que já dormir demais. – Rogers sorriu.
- Como você está se sentindo?
- Até que bem, fora a leve dor em meu rosto.
- Está melhor do que no dia que te achamos. – Sharon passava a mão no rosto de Steven.
- Sabe quando eu vou ter alta?
- Pelo que Sam falou, pode ser hoje ou amanhã.
- Quando eu sair, você quer ir a um restaurante?
- Pode ser. – Sharon deu um sorriso tímido.

Tribunal. Coletiva de empresa.

Romanoff explicava para o juiz e logo depois para alguns jornais locais o que tinha acontecido com o sistema de proteção, uma das inteligências mais avançadas criada pelo Estados Unidos e pela queda da H.I.D.R.A.
- E o que toda a população quer saber, é o que vai acontecer com nossa segurança, já que você e o Capitão América destruíram uma das principais fontes de proteção. – Um dos reportes comentou.
- Nós não destruímos, foi a Hidra que acabou com todo o sistema de dentro para fora, o Capitão América apenas evitou que algumas coisas piores poderiam acontecer.
- Certeza? Não são essas informações que recebemos, além que todas as informações e os relatórios das missões que vazaram.
- Todas as informações estão sendo recolhidas, obrigada.
Natasha recolheu os papeis e se levantou. Deixou que o governador assumisse as perguntas; Ela saiu pela porta de trás para ir de encontro com Clint; Eles foram até a casa de Romanoff pegar o arquivo que ela ia entregar para Steven, as informações de todo os lugares que Barnes foi visto depois do atentado dele.
- Você tem certeza que está tudo ai? Fury não retirou nada? – Clint perguntou para Romanoff.
- Sim, eu pedi todas as informações que ele sabia e também, eu coletei todas as informações que consegui, fora as informações que vasaram da Hidra.
- Sam mandou uma mensagem avisando que Sharon estava com ele.
- Eu ia levar hoje, eu ligo para o Cap e vejo quando posso entregar.
- Bom, está com fome?
- Sim, desde quando você sabe cozinhar? – Natasha sentou na bancada.
- Desde sempre, o que a senhorita deseja?
- Vejamos, qual o cardápio de hoje?
- Temos varias opções. – Clint falou abrindo a geladeira e a despensa.
- Se essas opções for algo que sustenta, eu aceito.
- Estrogonofe? – Ele tirou um saquinho de Champion.
- Pode ser, eu faço o molho branco.
- Não mesmo, fique ai sentada e... – Clint fez força para poder abrir a garrafa de vinho. – Tomando esse vinho.
- Está bem. – Ela deu um gole no vinho. – Esse vinho lembra a nossa missão em Budapeste.
- Foi uma missão e tanto.
- Nem parecia que nunca tínhamos ido em uma missão de campo juntos.
- É Nat, aquele dia foi incrível. – Clint olhou para Romanoff.
- E como foi. – Romanoff suspirou.
Clint parou de lembrar de Budapeste e voltou a cozinhar. Pode até ser nada romântico lembrar de uma missão que acorreu há anos atrás, mas foi nessa mesma missão que Barton teve a certeza que ele sentia algo por Natasha. Só ficava a duvida no ar, será que ela também sentia o mesmo que ele? Será que aquela pequena flertada em Budapeste não aconteceu nada? Já fazia anos que ele tinha essa duvida em seus pensamentos.

Naquele mesmo dia, Capitão Rogers teve alta do hospital e foi para casa. Ele colocou um de seus melhores ternos e ligou para um restaurante italiano para fazer a reserva, logo depois ele ligou para Carter que a mesma disse que estaria pronta em quinze minutos.
Ele estava lindo e maravilhoso, seu olhos azuis brilhavam novamente, não como antes mais brilhava. Rogers se sentia outra vez quase completo, mesmo depois de receber a noticia do falecimento de sua doce Peggy, ele não teve mais nenhum outro momento tão agradável e maravilhoso como aquele. Steven estacionou o carro em frente ao apartamento de Sharon. Ele pegou seu celular para avisar que já estava a espera dela quando ele olhou para a porta do apartamento e ela já estava saindo com o porteiro que o mesmo segurava um guarda chuva preto.
- Boa noite. – Sharon falou ao entrar.
- Boa noite, você está muito bonita Sharon.
- Obrigada.
Steven ligou o carro todo sem jeito e foi para o restaurante para não perder a reserva. O jantar foi lindo, bonito, tudo que Sharon poderia esperar daquela noite, mas para Steven, faltava algo a mais, algo que ele sentia falta, não sabia se era, porque aquele jantar não era com a Peggy ou por ele estar fora da sua zona de conforto. Rogers fez de tudo para que Sharon não percebesse esse desconforto.
Steven deixou Sharon na porta de seu apartamento, eles conversaram entre cinco a dez minutos, Carter o convidou para entrar, mas aquele mesmo desconforto bateu em seu peito, que o mesmo recusou no exato momento; Rogers se despediu com um beijo na bochecha, mas ela acabou segurando na nuca de Rogers fazendo com que selasse seus lábios nos lábios macios do Rogers. O ato foi tão surpreso que o Capitão não soube agir depois que eles separaram os lábios.
No dia seguinte, Rogers foi de encontro com Natasha e Sam; Ambos já estavam esperando o Capitão que o mesmo não demorou muito. Ele parou a moto e foi de encontro a Viúva Negra e do Falcão. Romanoff entregou o arquivo e se despediu de Rogers e avisou que teria que achar uma nova identidade para poder ter dias mais tranquilos, fora que avisou que estaria junto de Clint.
- E agora, o que faremos? Vamos atrás dele agora ou esperar alguns dias? – Sam perguntou.
- Eu preciso fazer isso sozinho, ele é meu amigo.
- Mas uma ajuda sempre é bom, amanhã aqui, às três, não esqueça, Capitão. – Sam se retirou do local.

2016. Sete anos depois.

Kiyoko acendeu todas as luzes de dentro da sala que Müller foi congelada, as luzes acenderam uma por uma até chegar em Müller. Kiyoko andou em passou calmos sem pressa. Durante todo esse tempo que Müller estava presente, Schmidt só sabia dar atenção a ela, por todo esse tempo ela esteve ao lado dele de todas as maneiras possíveis, mas só foi Müller se aperfeiçoar em todos os sentidos que Kiyoko passou sentir muita mais raiva do que ela já sentia.
- Sabe, depois que você apareceu. – Kiyoko falou chegando perto da capsula. – Você conseguiu acabar com meus planos, agora Joh só tem pensamentos e olhos para você, e você nunca o tratou com respeito, como ele deveria, apenas tratou muito bem e obrigada aquele Barnes... – Kiyoko deu a volta na capsula. – Era para ser eu no seu lugar do projeto, mas Joh sempre dizia que era necessário eu estar ao lado dele, pois eu era única, mas agora, vejo que não sou mais a única. Depois de tantos anos que esse projeto deu certo, ele começou te olhar com outros olhos e te dar mais atenção, me deixou como segunda e última opção, você só acabou com a minha felicidade.
Kiyoko estava completamente domada pela raiva, era culpa de , mas a maior culpa vinha de Johann. Ao passar dos anos, quando todas as reações que o Projeto 96 fez se juntou com o DNA de , Schmidt começou a olhar com outros olhos. estava mais forte e poderosa, tudo o que ele desejou, fora que a beleza de Müller, sempre foi algo de chamar atenção, principalmente quando completou dezoito anos, tanto que Hanks era um dos soldados que desejava Müller.
Schmidt gostava sim de Kiyoko, era a mulher da vida dele, ainda mais depois que ela se dedicou a ele desde o primeiro dia que Reven se apaixonou por ele.
- Eu poderia terminar com você e modificar o seu álibi e dizer pro Schmidt que você não resistiu a fase dois, mas não quero ver meu amor decepcionado comigo, nem com o projeto, então se comporte direito e agradeça a mim por você estar viva.
Kiyoko apertou o botão da cápsula para que o ar gelado parasse, fazendo com que o corpo de Müller se adaptasse com a temperatura ambiente igual fizeram com ela quando ela era criança; Não demorou muito para que Müller voltasse, durou apenas duas horas. Ela estava tranquila e calma, logo de começo, e claramente perdida. Kiyoko abriu a cápsula dando espaço para que pudesse sentar.
- Kiyoko. – Müller falou com a voz fraca novamente.
- . – Kiyoko sorriu forçadamente para a garota. – Você está se sentindo bem?
- Sim, apenas estou sentindo um desconforto aqui. – Müller levou sua mão direita para sua cintura.
- É a cicatriz, , logo ela não irar mais incomodar.
- Hm... O que eu faço aqui?
- Demos mais um passo no Projeto 96, a fase dois, não sei se você se lembra dela, estava em um dos papeis que lhe entreguei.
- Vagamente.
- Pois bem, ordens do Joh. Vem, sente-se aqui, é mais confortável.
Kiyoko ajudou a sair da cápsula e ela se sentou na maca que estava a poucos centímetros de distância. A cientista a examinou e constatou que ela estava bem, seu corpo estava um pouco fraco, mas era por conta dos anos dormindo, além dos exames, Reven fez teste de memórias e todas estavam intactas e principalmente as memórias implantadas em sua mente estavam intactas. Reven pegou um traje preto para e entregou, depois de Müller se vestir, elas foram de encontro a Johann.
- É, antes de tudo, que dia é hoje? – falou olhando para uma ficha dela em cima da maca.
- Primeiro de janeiro... De dois mil e dissésseis...
- Ah, sim, como? – Müller falou confusa.
-Venha, eu te explico quando nos encontramos com o Joh.
Müller só seguiu Kiyoko que a mesma estava sendo muito amigável por sinal, qualquer pessoa que saísse de alguma sala da H.I.D.R.A teria que pegar um casaco do lado de fora, já que fazia menos cinco graus em Munique; Ao chegarem a sala de Schmidt, Reven falou do processo explicando cada parte do procedimento da Fase 2 para , já que Schmidt já sabia de todo o procedimento. A única coisa que ele não sabia, era de como Reven havia conseguido fazer com que todo o metabolizando de desenvolvimento de continuasse em ativo.
Depois de Reven explicar tudo, Johann passou a copia dos acontecimentos durante o período em que ela estava congelada; Müller levou todos os papeis e principalmente o relatório do Tesseract e as novidades que teve logo depois da volta dela para a base.
Müller leu e releu, tantas coisas tinha mudado, algumas pessoas que trabalhava para a H.I.D.R.A tinham falecidos nada muito abalador, só o fato dela estar prestes a completar vinte e seis anos daqui um mês e que Reven já estava com trinta e três anos, fora isso, nada a surpreendeu, apenas o fato que Sakura não teria mais nenhuma continuação; Depois de ver todas as mudanças durante esses sete anos, ela criou coragem para ler os novos relatos da missão de Barnes. Ela encarou as pasta por cinco minutos, abriu a pasta e foi direto as novidades de Barnes, nada que estava escrito lá durante seis meses de buscas poderia fazer acreditar que ele havia falecido. Ao chegar na folha de ”Termino de Relatório / Conclusão” pôde ver o nome ”Setven Rogers - Capitão América” bem destacado, acusando ele de ser o pivô de sumir ou matar Bucky Barnes, o Soldado Invernal.
Foi o estopim para que desejasse sair dali e ir atrás desse tal de Capitão América, ela se controlou, respirou fundo e foi para a sala de treinamento de Barnes. Aquele lugar estava mais frio sem a presença dele, tudo parado e em seu devido lugar, os objetos de treinamento até mesmo as próprias coisas dele estavam paradas e intactas; colocou um saco de areia pendurado e enfaixou suas mãos, colocou as luvas dela e socou o saco com tanta raiva que só faltava fazê-lo voar.

Passado algum tempo, já estava com vinte e seis anos. Ela ainda não tinha recebido nenhuma missão de campo, mas só pelos seus treinamentos, podia perceber que um dos desejos do Caveira Vermelha tinha acontecido, ela estava imune a dor e seu corpo regenerava com uma certa rapidez. E uma das suas idas até a sala de Schmidt para poder conseguir uma missão de campo, ela escutou uma conversa dele e com Kiyoko.
- Você acha que ela vai acreditar em você, Schmidt?
- É claro, nós conseguimos manipular a mente dela, implantamos falsas informações na memória dela e você acha que ela não vai acreditar nesse vídeo?
- Joh. – Kiyoko chegou perto de Schmidt e acariciou o ombro dele. – Ela está com uma inteligência avançada.
- Que vídeo? Mentiras? FALEM A VERDADE LOGO!
entrou furiosa, ela trancou a porta estendeu a mão em direção de Schmidt. Fitou os olhos dele e fez ele confessar sobre o vídeo que Reven logo falou onde estava para proteger. Johann falou a “verdade”, disse que quem matou os pais de não foi bem uma explosão, que as memórias que ela tinha dentro do carro eram falsas e o vídeo revelava a verdade e que ela só foi levada para a H.I.D.R.A para poderem testar o Projeto 96, que ela não era mais nada além de cobaia para eles. Müller estava revoltada, acabou atacando com extrema força Caveira Vermelha na estante. Kiyoko foi até Schmidt para verificar se ele estava bem, mas foi impedida por um puxão. tinha segurado no braço de Reven com extrema força que a cientista tinha a certeza de que ela iria quebrar a qualquer momento.
- Me leve até o meu arquivo, quero todas as folhas e se você deixar uma fora do arquivo. – sacou a arma e encostou o cano na barriga da mulher. – Eu atiro.
- Ok, me siga. – Reven falou tremendo de medo.
acompanhava a cientistas em passos rápidos e enquanto isso, Caveira Vermelha alertava os outros agentes e soldados que Müller havia traído a confiança da H.I.D.R.A e que era para atacar ela e detê-la antes que ela saísse de dentro da base. Müller era rápida, seus poderes tudo fazia torná-la intocável e mais poderosa que os outros.
- Anda, agora pegue e me dê tudo. – Müller empurrou Reven para dentro da sala, enquanto fechava a porta.
- Nunca. – Reven apontou sua arma para Müller.
- É sério mesmo? – Ela ainda falava de costas para a cientista. – Você não aprende? Foi você que me criou, me deu o projeto e não aprendeu que eu sou melhor que você. – Müller disse cheia de ódio e vontade de matar Kiyoko.
Müller, em um giro rápido, deu um chute na mão de Reven que deixou a arma cair para longe. esticou a mão e a arma foi parar na mesma, ela apontou a arma para Reven e engatilhou que na mesma hora. Reven pegou todo o arquivo do projeto de e entregou para Müller.
- Espero que não esteja faltando nada.
- Na-não está. – Reven estava com medo dos olhos pretos de .
- Assim espero, agora eu quero todos os arquivos da agente Romanoff e do Soldado Barnes.
Müller deu uma coronhada na cabeça de Reven e saiu correndo da sala de arquivos; Ela pegou o relatório desde o primeiro momento que a H.I.D.R.A descobriu sobre ela e o arquivo de Barnes e Romanoff. Ela foi até seu quarto e colocou sua roupa de campo pegou todas as suas armas e o colar que Barnes deu de presente, colocou os arquivos em uma mochila junto com a Sakura; Na saída de seu quarto, ela atirou em alguns soldados que vinham em sua direção. Ela foi até o lado leste da base e atirou em uns tanques tóxicos, onde mataria todos dentro daquela base, principalmente Kiyoko, Logan e principalmente, a pessoa que ela queria matar ali por ter mentido para ela, Caveira Vermelha.
Müller já estava quilômetros de distancia da H.I.D.R.A, pilotando a moto de Barnes com Hanks atrás dela, mesmo atirando e jogando varias coisas no caminho dele, ela não conseguia despistá-lo, foi quando ela aproveitou que um caminhão estava cruzando a rua que ela saiu da moto passando por de baixo do caminhão com a moto ficando para trás, com a invisibilidade que o caminhão dava, voou para cima dos prédio e saiu correndo e de vez enquando voava. Müller achou um teatro abandonado onde ela iria passar um tempo escondida até conseguir achar uma forma de despistar os agentes da H.I.D.R.A e conseguir ir até o aeroporto pegar uma avião direto para New York.

Uma semana depois.

What If all you understand
Could fit into the center of a hand?
Then you found that wasn't you... – Soundgarden: Live To Rise.


tinha pegado tudo do acervo do teatro. Ela pintou seu cabelo de loiro, já que tinha tinta de cabelo lá de sobra, cortou seu cabelo na altura do ombro, que o mesmo estava em sua cintura, e umas roupas que tinha lá, ela colocou por cima do seu uniforme, pegou uma mochila velha e colocou suas armas e munições dentro. Não se preocupou se alguém barrasse seus pertences, afinal, ela controlaria seus pensamentos e ações que estaria tudo certo. Müller leu toda sua ficha desde o começo até o fim, ela não acreditava que todo esse tempo Schmidt e Kiyoko mentiram para ela e ainda mais, uma das maiores duvidas dela era se Barnes e Romanoff também sabiam do seu passado e não quiseram falar para ela. Uma coisa ela sabia, que tudo que ela passou do lado da H.I.D.R.A foi tudo mentira, mas até que ponto tudo era mentira? Até onde as pessoas sabiam da verdadeira historia de Müller?
Tantas perguntas, tantas duvidas, e tantas desconfianças. Mas Müller ainda acreditava em Barnes e Romanoff, mesmo ela tendo falecido há um bom tempo, Müller jurou vingança e era isso que ela iria fazer, se vingar de todos que a machucaram profundamente!
Ao chegar ao aeroporto, ela fez o check-in, passou sua mochila usando seu poder de persuasão e depois foi para dentro do avião tranquilamente. Seus planos eram simples e fáceis, matar Rogers para poder se vingar literalmente do que ele fez com ela, depois procurar Barnes e conseguir uma casa para ambos morarem.

Enquanto Müller não chaga no aeroporto de New York, Hanks recebia comando de uma mulher pelo ponto.
- Hanks na escuta? – Uma voz feminina falou em seu ponto.
- Sim.
- Quando vocês desembarcarem e ela sair de dentro do avião e estiver indo a caminho de qualquer lugar, pegue-a e traga para a base novamente!
- Entendido.

- É, Müller, você vai sofrer amargamente por ter destruído a Hidra e me deixado para ficar com aquele filho da puta do Barnes. – Hanks falou cuspindo todo ódio que sentia de Müller.
saiu do aeroporto, pediu um taxi e o fez levá-la até a torre dos Vingadores. Durante o caminho, Hanks que estava de moto ficou lado a lado com o taxi. não acreditava que ele teve a idiotice de segui-la até New York, ela subiu a barra da calça e pegou sua arma deu dois tiros contra Hanks, ele desviou dos tiros e acelerou parando mais à frente do veículo onde Müller estava. Ela pegou a mochila e colocou nas costas saiu de dento do carro e virou à primeira esquina, que ela teve em sua visão periférica. Ela olhou para trás e ele já estava a alguns alcançasses dela com a moto. Atrás dele e em cima deles, tinha os helicópteros da H.I.D.R.A com varias armas apontadas para ela.
Com movimentos rápidos, Müller pegava os carros estacionados na rua e jogava em cima dos agentes e de Hanks. Algo que acertava alguns, mas não Hanks. Ele era bem habilidoso e um perfeito soldado da H.I.D.R.A; olhou para frente, já em desespero, querendo parar de fugir e despistar Hanks. Ela não voltava nem por nada para aquela base, foi quando ela avistou a torre dos Vingadores. Não parecia, mas ela tinha corrido uns bons quilômetros e não tinha se cansado nem um pouco.
Ela tirou a bolsa de suas costas e pegou uma das armas automáticas e alguns cartuchos, colocou sua bolsa novamente para trás e atirou contra Hanks. Durante os disparos, Hanks jogou uma bomba na mochila de Müller. Ela pegou, arrancou a bomba e jogou para cima, nada de mais, é claro, até por certo que era uma pequena bomba que causava um grande estrago. Sem medo, ela fez isso e se jogou para dentro de um dos prédios, que por mera coincidência, era a torre. Rogers estava na porta e não esperava uma garota sair voando para “cima” dele. Os dois foram parados ao chegar em contato com a parede.
Capitão América levantou colocou seu escudo em seu braço direito em forma de proteção, ajeitou , levantando a cabeça dela; abriu os olhos. A visão de Müller estava toda embasada, ela não reconheceu o homem que a ajudava, muito menos a torre, ela se esforçou para poder pronuncias apensas uma única palavra.
- Hi-hidra. – Müller pronunciou e desamanhou logo em seguida soltando a arma no chão.
- Natasha, leva para uma sala segura. – Rogers pediu para a ruiva que estava logo trás.
- Pode deixar.
- Stark, é a Hidra.
- Pode deixar, Capitão.
- Rumlow pode estar com eles. – Gavião alertou todos pelo ponto.
- Se tiver, acerte-o. – Romanoff avisou.
Romanoff tinha acabado de colocar no sofá. Ela tirou a mochila dela e abriu e viu os arquivos ela folheou rapidamente e fechou a mochila. Pegou os arquivos e guardou em um lugar seguro que ela sabia que ninguém ia achar. Ela voltou para perto da garota e ficou ao lado de . A garota estava irreconhecível, ela tinha crescido tanto e estava tão linda, suas expressões de menininha marrenta tinha tomado lugar de um agente da H.I.D.R.A e uma mulher vingativa. Banner entrou na sala onde Romanoff estava com Müller, para poder prestar socorro.
- Como ela está? – Banner perguntou.
- Ela desamanhou enquanto Rogers estava falando com ela, até agora ela não acordou.
- Quanto tempo isso?
- Um dois a três minutos.
- Isso é muito, vamos levá-la para o laboratório. – Banner falou pegando-a no colo.
- E o que você vai fazer? – Natasha falou não demostrando sua preocupação.
- Apenas reanimá-la e cuidar dos ferimentos dela.
O obvio, mas isso era algo que Romanoff não conseguia processar e pelo contrário, ela apenas se preocupava em que eles descobrissem que ela era uma garota superdotada. Natasha foi logo atrás de Banner,com a mochila de Müller nas costas. Ao chegarem ao laboratório, Bruce pegou um líquido com cheiro razoavelmente forte para poder despertá-la, o que funcionou, mas a garota continuava dormindo.
- Acho que deveria levar a garota para um quarto. – Pepper falou ao entrar no laboratório.
- Isso não seria contra as regras? – Banner perguntou.
- Ela é uma adolescente ainda, Bruce. Vamos, leve-a para um dos quartos.
Capitão Rogers, Stark e Clint entraram no laboratório acompanhados de Falcão, Gavião Arqueiro e a Agente 13 depois da pequena missão que tiveram com a H.I.D.R.A. Stark começou a argumentar sobre levar Müller para um dos dormitórios da torre, algo que foi interrompido quando Potts já estava na vitória de poder deixar mais confortável enquanto dormia. Rogers verificava a mochila da garota, ele achou as armas e os cartuchos, bem organizados por sinal, que estavam identificados como arma de autoria da H.I.D.R.A.
- Esperem. – Steven disse pegando um dos cartuchos. – Ela é uma agente da Hidra. –Steven mostrou as inicias em um dos cartuchos.
Romanoff tentou se manter em um postura tranquila e que não reconhecia aquela garota deitada na maca.
- Isso não quer dizer nada, Steve, eles podem muito bem estar atrás dela. – Potts defendeu Müller.
- Ou as armas podem ter sido implantadas na mochila dela. – Romanoff falou com um medo estampado em seus olhos que teve fortalecer seu tom de voz.
- As duas vão defender ela agora? – Tony perguntou inconformado.
- Não, Tony, mas pense bem. Será mesmo que ela queria estar com essas armas? Até onde sabemos, ela estava fugindo da Hidra e não atacando a gente. – Potts disse o obvio.
- Mesmo assim, não devemos confiar nela, ela utilizava uma arma.
-Eu concordo com Stark. – Rogers falou desconfiado ainda.
- Temos uma raridade aqui, né picolé.
Potts balançou a cabeça em negação e suspirou pesadamente.
- Isso ainda não quer dizer nada, Stark. Bruce, pegue-a e leve para uma das salas de interrogatório, assim o senhor Stark e o senhor Rogers podem ficar vigiando a garota e ela vai ter um bom descanso. – Potts se retirou da sala revirando os olhos.
Stark foi atrás de Potts para poder tentar entender o porquê que ela estava defendendo tanto a garota.
- É sério, Pepper? Você vai defender essa garota da Hidra?
- Não sabemos se ela é da Hidra, Tony.
- Steve achou armas da Hidra dentro da bolsa dela e você ainda tenta protegê-la. Pepper você sabe de alguma coisa?
- Sei, Tony, sei sim, sei que você está sendo um completo idiota em não tentar saber o que ela quer ou da onde ela veio, pare de ficar jugando ela, Stark.
Potts seguiu a caminho da sala que Müller ia ficar, deixando Stark falando sozinho.

já estava na sala de interrogatório deitada em uma cama, enquanto isso, Romanoff, Potts, Stark, e Carter falavam sobre o fato dela ser da H.I.D.R.A, já que Romanoff e Potts insistiam em defendê-la, já Rogers não parava de encarar Müller em uma tentativa em decifrar o que passava com ela e o porquê dela estar na ali na torre dos Vingadores.
Müller abriu os olhos ainda deitada, ela olhou em volta tentando reconhecer o ambiente; Não era um lugar frio e escuro igual o da H.I.D.R.A, era um lugar mais aconchegante, um lugar onde só pelas cores fazia Müller se sentir em casa e segura por mais estranho que possa parecer. Ela sentou na cama e olhou para frente onde tinha um grande espelho escuro, sua cabeça a incomodava pelo impacto da bomba e por ela ter completamente voando para dentro da torre.
- Ela acordou. – Rogers disse olhando para os olhos de . – É ela.
- Ela quem, Steve? – Carter disse bem próxima de Rogers acariciando o braço dele.
- A garota que estava ajudando Bucky no prédio.
- Não pode ser, ela era morena e mais baixinha e mais... – Stark procurou palavras para definir .
- Criança. – Romanoff falou.
- Você tem certeza? – Carter olhou para Müller.
- Sim, na verdade, eu acho que é ela... Eu vou entrar lá e conversar com ela.
- E se for ela, Steve. Com certeza ela vai querer atacar você, e além disso, se for uma de nós, é bem capaz que ela se sinta mais a vontade. – Natasha se referia a ela, Carter e Potts.
- Por que vocês?
- Somos mulheres, ela é uma garota, tudo indica que ela irá se soltar mais.
- Tudo bem, quem vai?
- Eu. – Carter falou já se retirando. – E se for ela mesmo e quiser saber do Bucky?
- Diga a ela que não sabemos dele. – Rogers falou sem tirar os olhos de .
Carter saiu da sala e colocou sua arma presa em sua calça na parte de trás, abriu a porta e encontrou com massageando suas têmporas e com o cobertor em cima de suas costas.
- Oi.
- Oi, onde eu estou?
- Na torre dos Vingadores, como você está?
- Bem, só com um pouco de dor de cabeça. – Müller mentiu. – Mas tirando isso, estou bem.
- Ficamos preocupados com você, qual o seu nome?
- , Müller e o seu?
- Sharon Carter, Agente 13.
- Prazer em conhecê-la. – Müller estendeu a mão.
- Eu preciso fazer algumas perguntas para você, tudo bem? – Sharon retribuiu o gesto.
- Sim, cadê minha mochila? – falou um pouco desesperada pelos arquivos, o pen-drive com a gravação e as armas dela.
- Estão em um lugar seguro. Primeiro você trabalha para a Hidra?
- Sim, quer dizer, não. Eu sai de lá. O que isso tem haver com minha mochila?
- Eu preciso saber.
- Saber se eu sou da Hidra interfere de eu estar com a minha mochila? – se levantou fechando o punho.
- Achamos suas armas dentro dela e estava com as inicias da Hidra, algo estranho, não acha?
-Não, se eu acabei de falar que trabalhei para a Hidra, só peguei o que me pertencia ou você queria que eu falasse que eu roubei as armas da Hidra? Agora me dê licença, eu vou sair desse quarto.
- Não mesmo.
Sharon pegou a arma e apontou para que a mesma revirou os olhos; respirou fundo e desarmou Sharon com as mãos, e a jogo no sentido contrario da arma. Com sua mente fez a arma de Sharon travar sem poder disparar ou tirar o cartucho, ela saiu pelo corredor procurando seus pertencesses e a saída.
Rogers não acreditava na petulância da garota, o como ela tinha tanta frieza para falar daquele jeito com uma agente, ainda mais na torre dos Vingadores. Ela era sim ainda uma agente da H.I.D.R.A, disso ele tinha certeza e ele teve mais certeza ainda pela petulância da garota ao falar com sua ”namorada”.
- Vamos, ela está saindo. – Rogers disse com todos em seu encalço menos Romanoff.
Eles saíram da sala e procuraram Müller pelos corredores, eles a encontraram na sala principal onde ela estava antigamente com Natasha.
- Está tudo bem? – Potts perguntou.
- Ai não, mais gente. Eu estou bem sim, eu trabalhei para a Hidra e meu nome é Müller. Agora, eu só quero minha mochila e sair daqui, eu posso?
- Não. – Capitão América disse sério. – Onde está Bucky?
- Eu faço a mesma pergunta, você foi o ultimo vê-lo, você estava com ele naquela droga de coisa da Shield até onde eu sei, você matou Bucky.
- Eu não matei o Bucky. – Rogers foi para cima dela. – Me diga, onde ele está!
- EU NÃO SEI! Eu não estaria aqui atoa, eu vim atrás dele.
O modo, o linguajar de Müller fez com que Rogers estourasse com ela, ; Já que Steven ainda segurava o braço dela, segurou o braço de Steven fazendo com que ele passasse por cima dela e soltando seu braço, Rogers se levantou em um pulo ágio e a atacou do mesmo modo que fez com ela há sete anos. Os golpes para eram nada, ambos já sabiam como eles lutavam, apesar de que estava mais rápida e mais ágil em um dos chutes que ia dar em direção do peitoral de Steven. Ele segurou a perna dela que a mesma foi obrigada a dar impulso com a outra chutando fortemente o rosto de Steven e fazendo com que ele caísse no chão. Ela “sentou” na região de sua barriga e perdendo um de seus braços em baixo de sua perna e segurando o outro imobilizando.
- Me fale onde está o Barnes! – falou em um sussurro e bem perto do rosto dele.
- Steve, solta ela. – Potts pediu.
Steven e Müller se separam ao ouvir Potts pedindo para eles se soltarem ou algo assim, já que ambos não entenderam muito bem, vários fatores principalmente a raiva fez com que eles não se tocassem que os outros estavam pedindo para eles pararem. Havia uma coisa em Müller que fazia com que Rogers perdesse a cabeça facilmente.
- Vamos conversar calmamente com ela, picolé.
Stark parou na frente de Müller com medo que a raiva que Rogers estava sentindo tomasse conta do seu cociente novamente e fizesse com que eles entrassem em uma luta corporal novamente; Steven não queria, mas foi "obrigado" por Potts em aceitar a proposta já que ele e Müller estavam procurando o Soldado Invernal; Eles discutiam e a maior parte que estava na sala, Agente 13, Stark, e Wilson, estavam acreditando que Müller sabia onde ele estava mais não queria dizer ao Rogers, já Potts continuava na defesa de .
- É sério que vocês vão continuar me acusando? Eu não sei onde o Bucky está, acredite em mim, a única coisa que eu queria saber é onde ele está, pois desde o primeiro momento que me falaram que ele podia estar desaparecido ou que você tinha matado ele, eu não acreditei. Optei pela primeira opção, apesar de que deveria acreditar na segunda. – se referia ao ataque que aconteceu a pouco segundos.
- Ela está mentindo, Steve. – Sharon se levantou indignada que Rogers ainda escutava tudo que ela falava.
- Mentindo, eu?
- Sim, ou a Hidra é um grupo de pessoas que ajuda os velhinhos e as crianças carentes? – Stark falou ironicamente.
revirou os olhos.
- Ok, eu vou embora.
- Não vai não. – Potts disse. – Você está abatida e precisa comer algo, venha vamos para a cozinha.
- Pepper.
-Stark, calma.
Potts preparou um lanche bem farto para acompanhado de um café forte. Potts puxou assuntos calmos fazendo a garota se distrair até chegar em assuntos mais sérios que Müller respondeu calmante tudo que ela perguntava, e algo que não sabia era que J.A.R.V.I.S estava monitorando tudo que Müller falava para avaliar se era tudo verdade depois que a conversa delas terminasse.
-É verdade, eu voltei para a base e deixei ele para trás. Não sei o que aconteceu com ele, eu não faço mais parte da Hidra, existia coisas lá dentro que eu não sabia e acabei me revoltando contra eles, mas não me arrependo de ter sido treinada por eles. Querendo ou não, tinha algumas pessoas que me tratava como se fosse irmã, eu entendo se você não acreditar.
- Não vou fazer igual eles, calma. Da para perceber que você está falando a verdade, mas por que tanta raiva do Steve?
- Não sei. – mentiu. – Acho que deve ser o famoso ditado, nossos santos não se entenderam.
- Ou porque ele já tentou matar o Caveira Vermelha.
- Como? – perguntou confusa e com um pouco mais de raiva.
- Você não sabia?
- Não, ele também? O Schmidt...
saiu furiosa da cadeira e andou de um lado para o outro, Pepper tentava acalmá-la novamente a partir daí Potts percebeu que ele já tinha feito algo para ela que a deixou com tanta raiva que a única coisa que só conseguia sentir raiva atrás de vingança e até mesmo dar uns bons socos em Rogers.
Romanoff apareceu na porta da cozinha, fez um sinal para Potts ir até ela e voltou para um ponto cego.
- Aqui está à mochila dela, eu verifiquei tudo. O que é dela está ai, não podemos ficar com ela, já que...
- Ela é uma ex-agente da Hidra, obrigada Nat.
- ? – Potts falou entrando na cozinha.
- Oi.
- Aqui está tudo que é seu.
- Obrigada, eu vou embora, sei que você vem sendo muito legal comigo e eu agradeço isso, pelo menos Johann estava errado em uma coisa.
- Errado em quê?
- Que nem todos dos Vingadores são idiotas e chatos.
Potts riu.
- Tem um que tem uma palavrinha única, mais ele tem um bom coração.
- Quem?
- Stark.
- Certeza? Não parece.
As duas riram indo em direção ao elevador.
- Você tem para onde ir?
- Não, mas eu acho algum lugar eu consegui trocar o dinheiro que eu tinha antes de ser perseguida pelo Hanks.
- Se quiser posso tentar te ajudar.
- Obrigada Pepper, mas não precisa. – entrou no elevador. – Por que acredita tanto em mim? segurou o elevador.
- Deve ser porque se você quisesse atacar os Vingadores, já teria feito isso.
sorriu.
- Até, Pepper.
- Até.
Potts levou a gravação para a sala de Stark e pediu para que J.A.R.V.I.S analise o tom de voz de , pelo menos era assim que ela teria mais certeza ainda que Müller não estava mentindo; Ao termino, J.A.R.V.I.S entregou o relatório da analise que constava que ela estava falando a verdade, Potts respirou aliviada, seu sexto sentido de mulher não tinha falhado novamente. Potts guardou a gravação caso fosse preciso mostrar para Tony.

Romanoff estava no topo da torre pensando em todos esses anos e agradecendo que não tinha falado o nome dela em nenhum momento da discussão dela com Rogers; Clint foi atrás de Romanoff, àquelas suspeitas dele que ela sabia algo mais e não queria falar tinham se concretizado ao ver que ela evitava contato ou que Müller a visse na torre. Romanoff aparentava tão perdida com ela mesma do quem em New York, que só quem conhecia realmente ela sabia que ela estava com medo.
- Nat.
- Clint. – Romanoff enxugou as lágrimas antes de se virar para Clint.
- Está tudo bem? – Ele deixou a ruiva dar o primeiro passo para o assunto.
- Sim.
- Eu te conheço, me fale o que aquela garota sabe que você não quer que ninguém saiba, Nat, você pode confiar em mim.
- Clint, não é tão fácil, ela acha que... Que eu morri quando vim buscar o Cubo.
- Como?
- Quando eu fiz vocês me seguirem e eu usei minha própria arma para atirar e fiz toda aquela cena, era para despistar a Hidra. Apenas eu sabia que ia descobrir e que alguém ia avisar que eu tinha falecido, só não sei o que eles falaram para ela. Se ela souber que eu “trai”. – Ela fez aspas com as mãos. – A Hidra, eu tenho certeza que ela vai ficar brava comigo. – Romanoff estava completamente emocionada.
- Você se apegou a ela no período que estava lá. – Clint respirou aliviado.
- Sim, eu a treinei, armas brancas e de fogo ela é ótima Clint e inteligente demais fora que ela foi cobaia do Projeto GF 96.
- Projeto GF 96?
- Sim, os cientistas deles desenvolveram um soro para fazer mutação no DNA dela, eu só não sei se desenvolveu nela ou não, sai muito antes de saber algo dela.
Romanoff explicou tudo o que sabia sobre o Projeto 96, que para ela continuava como Projeto GF 96 só que a mesma não sabia da alteração do nome, além de falar que foi treinada pro Bucky e por outros integrantes da H.I.D.R.A. Clint entendeu tudo ainda mais o medo de Romanoff.
- Você não acha melhor esperar tudo se acalmar aqui e depois você ir de encontro dela para conversar? Eu tenho certeza que ela vai entender.
- Você acha que ela vai entender? Eu acho que ela vai querer é me xingar de todos os nomes.
- Bom, se ela te ama do modo que você falou, então ela vai sim, ela parece ser legal.
- Ela é um doce, só não entendo o porquê dela estar fugindo da Hidra.
- Revolta.
- Impossível, o Caveira Vermelha cuidava dela como o objeto mais precioso, preciso achá-la logo.
-Você vai achar e falar com ela.
Clint puxou Natasha para um abraço apertado e caloroso fazendo um carinho suave em seus cabelos ruivos, fazendo-a se acalmar e tentar que seu medo passasse por alguns minutos ou até mesmo algumas horas.

Enquanto isso na sala, Rogers ficava repassando todas as informações de Müller, principalmente a raiva que ela passar ao olhar para ele, em sua mente, ele sabia que tinha algo a mais algo diferente naquela historia toda; Por mais que ele tentasse, não conseguia confiar em Müller, ainda mais pelo fato dela estar sempre acusando ele de ter dado um sumiço em Bucky, mas no fundo, com todas aquelas dúvidas, com todas aquelas incertezas, aqueles olhares, ele sentiu algo como se ele já tinha conhecido de algum lugar, um leve sentimento de que eu seu coração batia um pouco a mais por ela do que pela própria Sharon; Ele esfregou os olhos e balançou a cabeça para espantar os pensamentos e aquela suposta hipótese de estar sentido algo por aquela garota, Steven foi para a sacada com uma garrafinha de água, ele olhava o sol ser pondo com os mesmos pensamentos de antes.
- Steve? – Sharon chamou fazendo despertar de seus pensamentos.
- Sharon, aconteceu alguma coisa?
- Não, mas eu sei que você não aprovou que Pepper ficasse do lado dela, muito menos de ter a deixado sair sobre nossos cuidados.
- Não entendo o porquê. Ela confia tanto nessa garota, ela é uma agente da Hidra. – Rogers disse inconformado.
- Podemos tentar procurá-la e ir atrás dela e ver o que ela esconde e o que ela sabe da Hidra.
- Não sei, Sharon, Pepper deve estar amparando ela de longe.
- Steve, ela pode estar tramando algo contra nós, ela é uma agente da Hidra, você vai mesmo deixar ela solta por ai enquanto você pode conseguir informações dela? – Agente 13 falava colocando pressão em Rogers.
Claro que Carter estava interessada nas informações que Müller tinha, mas ela estava mais interessada ainda em capturar e seria muito fácil fazer isso manipulando Steven, já que ambos estavam em um relacionamento, não oficializado ainda, e ele não iria desconfiar nada. Ela era uma agente, qualquer informação da Hidra era lucro, e qualquer informação sobre Müller, Bucky e ainda poder matar o Caveira Vermelha e destruir toda a H.I.D.R.A, seria uma vantagem e tanto, mas aquele leve sentimento fazia com que ele pensasse em deixar dar o primeiro passo e se entregasse ou mudasse de lado.
- Quer tentar achá-la? Eu procuro sem levantar suspeitas.
- Por favor, e me avise quando tiver alguma notícia.
- Pode deixar, Steve.
- Obrigado, Sharon. – Steven selou seus lábios em um beijo rápido e calmo.
- Eu tenho que ir. – Sharon separou seus lábios, mas manteve Rogers perto dela. – Te vejo à noite?
- Sim, cuidado.
- Pode deixar, Setve.
Carter se despediu de Rogers com um beijo rápido e deixou o herói no local que eles estavam, não demorou muito para que Wilson aparecesse a procura do Capitão América. Eles conversaram um pouco sobre Rogers e Carter, também sobre e a vontade de Rogers conseguir tirar todas as informações que ela tinha e a sensação que ele teve ao olhar nos olhos dela, claro que Sam disse que era apenas imaginação dele por conta dela ser da H.I.D.R.A.

Algumas semanas se passaram e tinha se instalado na sua antiga casa em New York, claro que como a casa era linda e espaçosa e como seu pai servia o exército americano, ele tinha uma sala secreta. , em uma das faxinas que ela fazia, ela abriu o armário de baixo da escada e estranhou ter apenas algumas vassouras, capas de chuvas e baldes. estranhou o posicionamento de alguns ganchos. Ela ajustou um dos parafusos que abriu uma porta que mostrava uma escada para descer; desceu as escadas e viu um laboratório que para aquela época, que seus pais ainda estavam vivos, era de última geração, apesar de que continha algumas tecnologias Stark nítido, pois era a marca nos aparelhos, tudo que era para estar ali tinha sido retirado e limpado, não tinha mais nenhuma informação, nenhuma folha de arquivo estava ali, estranho, já que era um laboratório secreto ninguém tinha acesso ao laboratório.
Müller abriu uma das gavetas que estava emperrada e viu uma folha pequena do tamanho de um guardanapo onde estava escrito “Todos os arquivos foram entregues para a S.H.I.E.L.D”, ela estranhou. Por que para a S.H.I.E.L.D? Até onde ela sabia, não por conta da lavagem cerebral que fizeram nela, mas sim, o que ela sabia pelo próprio pai. O senhor Müller servia fielmente ao exército. pensou e pensou, mas não achava nenhuma lógica, então resolveu terminar a faxina e depois pedir ajuda para Potts.
Ela e Pepper mantinham contato, e Potts a ajudava no necessário. As duas criaram um elo tão grande que Müller compartilhou as informações que continham dentro dos arquivos que ela pegou da H.I.D.R.A. Antes de Potts chegar, Müller já tinha deixado o vídeo preparado para reproduzir no laboratório de seu pai.
- Oi, , como você está? – Pepper falou ao ver na porta.
- Bem, entre, preparei um lanche para gente.
- Não precisava. – Potts colocou sua bolsa em cima do sofá. – A casa está bonita, bem arrumada.
- Obrigada. Pepper, eu te chamei aqui para te mostrar algumas coisas e para ver se você pode me ajudar.
- Dependendo, eu posso até te ajudar.
- Me siga, por favor.
As duas desceram as escadas, colocou o arquivo com seu nome em cima da mesa, ela explicou para Pepper e mostrou o arquivo falando que não se lembrava de nada do que estava escrito ali, só a parte que falava do começo do Projeto 96 e que depois de saber a verdade, ela saiu da H.I.D.R.A, mas uma coisa que Müller não perdoava, era o que o vídeo retratava.
- Eu não acredito. – Pepper falou indignada ao terminar de ver o vídeo.
- Eu não acreditei também quando vi.
- Mas não pode ser verdade, alguém deve ter feito isso, tudo bem se eu pedi para o Tony ajudar a saber se é verdadeiro ou não o vídeo?
- Pepper, eu analisei esse vídeo desde o tempo que eu sai da Hidra até hoje, não tem como ser mentira.
- Por favor?
- Tudo bem, mas não deixe falar para ninguém.
Pepper ligou para Tony que chegou rápido na casa de com seus equipamentos em seu Acura NSX; Ele montou tudo rapidamente no laboratório e colocou o vídeo para reproduzir, quando ele viu o vídeo começar, nem ele mesmo acreditou no que viu.

Capítulo 04 - Parte II - Vinganças e Verdadades.

Senhor e senhora Müller voltava do evento que teve relacionado ao exército onde podia levar a família. Era fim de ano, o natal estava próximo, a família Müller cantava alegremente algumas cantigas natalinas. Senhor Müller via pelo retrovisor dois carros seguindo eles desde que eles saíram, o homem falou algumas palavras em alemão para sua esposa que a mesma entendeu o recado.
- Filha, coloque esse casaco do seu pai, está muito frio, meu anjo. – A mulher passou o casco do exército, encostando-se ao assoalho do carro.
- Ok, mamãe. – disse sem delongas.
- E agora, o que fazemos? – A mulher perguntou em alemão.
- Ao chegar em casa, leve para o quarto, coloque ela debaixo da cama, vou tentar detê-los.
A mulher concordou com que seu marido disse e fez isso. A senhora Müller, Alina, pegou a garota as presas e a colocou no quarto da menina, pediu para que ficasse debaixo da cama e só saísse quando ela mandasse. Enquanto isso, o senhor Müller pegou sua arma, ativou a gravação das câmeras do quarto de e ficou na espera dos agentes da H.I.D.R.A. A ação foi tão rápida que o homem com uma roupa azul de listras branca e vermelha com uma grande estrela no peito, entrou atirando, que o senhor Jethro não pôde nem se quer ter uma ação de atirar contra o homem.
O mesmo homem, que pelas vestis podia se deduzir muito bem que era o Capitão América, subiu as escadas em direção ao quarto da pequena , a senhora Müller escutou os passos, se agachou no chão para poder olhar nos fundo dos olhos de sua filha e falou:
- Lembre-se, aconteça o que acontecer, mamãe sempre vai te amar, você foi o presente mais lindo que eu já tive em minha vida, eu te amo minha pequena...
A mulher se levantou rápido e se pôs aposta para defender sua filha. Capitão América entrou bruscamente no quarto e descarregou a arma nela, cobriu a cabeça com o casaco de seu pai ao ouvir os disparos da arma em sua mãe. fechou os olhos e cantou uma música que sua mãe sempre cantava para ela.
- Catch a falling star, and put it in your pocket, never let it fade away...
Capitão procurou dentro do guarda-roupa e até mesmo no quarto dos pais da menina, mas não a encontrou. Ele se retirou da casa dos Müller sem saber que toda aquela ação tinha sido filmada.
Depois de três horas do assassinato do senhor e senhora Müller, saiu debaixo da cama e foi para o lado do corpo de sua mãe. Alguns segundos depois, um homem que usava um uniforme todo preto e com o símbolo da H.I.D.R.A apareceu e quando ele chegava mais perto de , a qualidade da gravação piorava até que a gravação foi cortada
.
Stark congelou ao termino do vídeo, era Rogers ali matando dois inocentes e o pior, era que ele estava do lado da H.I.D.R.A. Ele também congelou pelo motivo de ter mostrado as filmagens para ele e para Pepper, isso fez com que ele percebesse que ela não estava ali pela H.I.D.R.A, mas sim, por uma fato único. Vingança.
Depois de Stark assistir e sair do estado de transe, contou toda a mesma história, que tinha contado para Pepper, para o Tony e ainda mais, ele entendeu e compreendeu a garota.
- Mas ainda estou inconformado, não pode ser o picolé.
- Tudo que indica que é o Steve, Tony.
- Picolé? – perguntou.
- É pelos anos dele ter ficado congelado. – Tony explicou.
- Ah, sim.
- Tem como você saber se o vídeo é falso? – Pepper perguntou.
- É claro que eu consigo, vou começar agora com o J.A.R.V.I.S, daqui algumas horas terei a resposta, Pepper. Mas me diga uma coisa, , você não quer vingança do que ele fez, certo? – Tony perguntou sério.
- O que você acha? – falou com um tão de voz demostrando que queria vingança.
- Ela não vai fazer isso até termos a certeza. – Pepper protestou.
- Desculpa, sei que você vem me ajudando, mas ele vem conseguindo afastar todas as pessoas que eu amo.
- Seus pais apenas, , sei o quanto isso irrita você, mas... – interrompeu Potts.
- Não foram só eles, olhem. – abriu uma gaveta e retirou outra pasta de arquivo. – Eles não foram os únicos, ele fez isso com a Natasha.
Pepper abriu a pasta e foi direto para a parte do relatório de missões e no final constava que Romanoff foi assassinada pelo Capitão América, algo absurdo, até porque, Romanoff estava viva e com eles o tempo todo na Torre e desde o dia que ela saiu da H.I.D.R.A. Potts olhou para Stark que o mesmo tinha a expressão da loira. Como Romanoff conseguiu esconder tão bem deles sobre a ?
- Desde quando você tem esse arquivo? – Stark indagou sério.
- Desde o dia que eu descobri que eles implantaram memórias falsas em mim, na verdade, desde o dia que eu fiquei sabendo de toda a mentira que eles construíram.
- Então você está com eles desse o momento que você contou que saiu da Hidra?
- Sim, fiz a Kiyoko pegar todos os arquivos, o meu, da Nat e... – pensou antes de falar o nome do Bucky. – E o vídeo.
- Tudo bem se eu ler o arquivo? – Potts perguntou sobre o arquivo da Romanoff.
- Não, só não leve embora.
- Não levarei, vamos subir e deixar o Tony trabalhar.
Enquanto Potts lia todas as folhas do arquivo, adormecia no sofá da sala assistindo um desenho qualquer que passava na televisão. Pepper aproveitou que estava dormindo e fez uma ligação para Romanoff. Tinha duas coisas que ela queria entender: Primeiro, porque quando ela voltou, ela não falou nada sobre e segundo, porque ela se escondia de .
Pepper ligou e pediu para que Romanoff fosse até a casa de para ambas as três conversassem, mas por medo, Natasha negou falando que ainda não era a hora e que Clint iria ajudá-la a conversar com . Pepper nunca tinha percebido tanto medo na voz de Romanoff. O medo era tão explícito que Pepper aceito deixar esse "reencontro" para outro dia.

Potts voltou para a o laboratório para ver o processo do vídeo, por mais que Stark tentasse achar uma forma para saber se era falso, ainda mais com o amparo das suas tecnologias dele estava complicado de achar uma pequena falha não vídeo.
- Acho que devemos ver com Steve se ele sabe de alguma coisa. – Potts sugeriu.
- Não é uma boa ideia, Pepper, com a raiva que ela sente, pode acabar fazendo com que ela o ataque-o.
- Então ligamos para ele. Tony, não podemos deixar de ouvir o lado dele, já vimos que o vídeo está impossível de saber se é falso.
- Ligue para ele, mas não o deixei vim até aqui, Pepper.
Tony voltou a olhar para a tela para analisar o vídeo e tentava outros recursos; Potts ligava para Rogers que o mesmo não acreditava na acusação que Potts fazia, ele se ofereceu inúmeras vezes para poder ir até a casa de Müller e ver o vídeo, tanto que Potts acabou cedendo e falou para ele chegar logo antes que ela acordasse.
Steven chegou em menos de cinco minutos, entrou observando o ambiente que era familiar, seguiu Potts até o laboratório e assistiu o vídeo ao lado de Stark que o encarava friamente.
- Não sou eu. – Steven falou com toda certeza.
- Não é o que o vídeo está mostrando, Rogers. – Stark falava e olhava friamente.
- Não sou eu, Stark, eu não teria coragem de fazer o isso, quem são eles?
- Meus pais, Capitão América. – falou do topo da escada. – Não é um pouco familiar para você? Você esqueceu de uma única coisa. Naquela noite, eu estava de baixo da cama, eu vi tudo, eu sei mais do que ninguém que era você.
olhava para Steven sem piscar, seus olhos iam escurecendo a cada segundo que passava igual quando ela recebeu a notícia de Romanoff. Ela desceu as escadas apertando seus punhos.
- Não fui eu que matei seus pais, , eu não teria coragem de fazer isso.
- Então me explica quem é aquele imbecil com uniforme do Capitão América? Eu vi, aquele dia era o mais feliz da minha vida e você acabou com ele! – esticou sua mão direita.
-Eu não faria isso, acredite em mim! – Rogers olhava no fundo dos olhos pretos de Müller.
- Como acreditar em um homem que matou minha melhor amiga, E MATOU OS MEUS PAIS!
empurrou Rogers contra parede sem mover um músculo, subiu sua mão fazendo o mesmo tirar os pés do chão e começou a apertar o pescoço de Rogers, ele estava sendo sufocado pela .
- E-eu não ma-matei seus pais. – Steven falou em busca de fôlego.
- Não, você não vai me enganar.
Uma espécie de luz roxa dominava e iluminava o ambiente. A cada movimento de fechar que fazia com sua mão, Steven ficava sem ar, ele pedia para ela acreditar nele, repetia que ele não havia matado os pais de ; Stark e Potts já estavam entrando em desespero, eles não sabiam o que fazer para salvar ou ajudar Rogers.
Mas como Stark tinha deixado J.A.R.V.I.S trabalhar no processo do vídeo, ele apenas escutou um "Senhor, o vídeo foi gravado ano passado". Stark virou bruscamente para a tela e viu o vídeo sendo reproduzido em alta qualidade, sem o filtro por cima da gravação.
- Pepper, olha. – Stark disse apontando para a tela.
- , por favor, para, olha o vídeo novamente. – Pepper pediu.
- Eu já assistir mais de doses vezes, eu esperei isso há tanto tempo desde o momento que descobrir que ele matou meus pais.
- J.A.R.V.I.S relate a situação do vídeo. – Tony pediu.
-O vídeo foi gravado recentemente, há três meses, a qualidade do vídeo foi omitido por várias camadas do filtro usado, posso afirmar também que ao aumentar a imagem congelada, não consigo identificar a semelhança do rosto do atirador com o do Steven Rogers, senhor.
Agora Steven entendia a completamente raiva que tinha ao olhar para ele, não era atoa aquela raiva que a garota demostrava. Ele não poderia jugar a raiva e a vontade de acabar com ele, afinal, se fosse ao contrário, ele também estaria assim, mas não podia concordar que ela deveria analisar mais os fatos que se passava naquela gravação. Fora isso, Rogers não negava que no fundo, aquele maldito sentimento estava atormentando ele e o deixando mais calmo.
-Hã? Como assim? Mas que merda é essa de gravado há três meses? – disse soltando Steven.
Ele caiu sem ar e quase desmaiado, ele colocava sua mão em seu pescoço massageando pela dor que sentiu do poder de .
- J.A.R.V.I.S, comece outra vez o vídeo. – Stark pediu e logo foi ajudar Steven se levantar. Stark ainda estava friamente com o Capitão.
- Como assim? Não pode ser verdade, meus pais morreram há tanto tempo.
- O vídeo foi realmente gravado há três meses e no ambiente de origem.
- Aqui em casa? Como assim? Não, espera, tem algo errado nisso.
- Pode ter algo que comprove que o vídeo é falso. – Stark se dirigia a escada.
- Não tem como, eu limpei quando eu me mudei para cá, e confesso não tinha nada quando eu abri a casa.
- Então o que pode ter sido? É impossível eles terem feito isso há três meses. – Pepper falava inconformada.
- J.A.R.V.I.S, por favor, analise cada canto da casa e vê se bate com os parâmetros do vídeo.
-Pelas analises, o metro quadrado do quarto e da casa é compatível com o cômodo que mostra no vídeo.
saiu furiosa do laboratório, seguiu em passos firmes para o quintal de sua casa. O ódio era tão grande que ela precisou conter seus poderes; Ela encostou-se na árvore que tinha um balanço pendurado, ela respirava fundo para poder retomar toda calma que foi perdida ao saber que Steven estava ali e ela não podia nem se quer encher o rosto dele de soco.
Steven retomou o fôlego e seguiu até o quintal, ele encostou-se ao batente da porta e cruzou os braços, observou por alguns instantes ... Rogers pensou, pensou nas palavras para poder utilizar ao falar com ela, já que naquele momento, estava um grande dilema entre os dois, mas mesmo assim, isso não ia deixar que ele ainda desconfiasse de Müller.
-, eu juro para você eu não teria coragem de fazer isso com seus pais, posso não ser de confiança para você, mas isso eu não faria com qualquer um. – Steven falou sincero e mostrando sua sinceridade em seu olhar.
- Steven Rogers. – deu alguns passos em direção a ele, que ambos ficaram muito perto um do outro. – Até que Stark prove ao contrário, eu não vou acreditar em nenhuma palavra que você fale, espero mesmo que você tenha entendido ou se não, o que aconteceu naquele laboratório com você vai ser bem pior.
Müller saiu esbarrando em Rogers. Como ele se atrevia em tentar se quer mentir para ela? Nem entendia, mas uma coisa ela tinha certeza e entendia, ela não iria deixar com que ele conseguisse dominá-la com aquelas palavras até que comprovasse ao contrário.
Ela foi em direção do seu quarto, para poder não ter que olhar novamente no rosto dele; Müller fechou a porta e sentou-se em sua cama, ela só sairia dali quando achasse algo ou então se Potts a chamasse.
Steven voltou para o laboratório e avisou que estava indo embora e que qualquer notícia sobre a gravação era para avisá-lo que ele voltava para a casa da Müller.

Antes de ligar a moto, Rogers enviou uma mensagem para Wilson para que ambos se encontrassem no mesmo lugar que eles sempre corriam todas as manhãs.
Ao chegar no local, Wilson já estava à espera de Steven com dois cachorros quentes na mão.
- Diga o que é de tão importante. – Sam entregou o cachorro quente.
- Lembra que eu falei que me olhava de uma maneira diferente?
- Sim.
- Não era apensas o fato dela ser da Hidra e eu estar desconfiando dela desde o primeiro momento... Ela tem um vídeo que mostra, supostamente, eu matando os pais dela.
Sam se engasgou com o pedaço que estava mastigando.
- É o que amigo? – Sam falou depois de engolir. – Você tem certeza disso?
- Eu vi o vídeo, as roupas que eu usava na gravação, o modo de agir, andar e manter uma arma em punho, tudo que tinha naquele Capitão América é a mesma forma que eu faço. – Steven deu ênfase ao falar eu.
- Alguém pode ter copiado todos seus movimentos e reproduzido para aquela gravação.
- Não, aquele sou eu, mas um eu diferente.
- Os pais dela morreram recentemente? – Sam perguntou.
- Não faz tempo, pelas gravações faz tempo, mas pelo o Stark o vídeo foi gravado há três meses.
- Isso mostra que você não matou os pais dela.
- Mas isso mostra que ela pode muito bem ter feito isso ou alguém ter mandado ela fazer.
- Alguém em mente Capitão?
- Schmidt... Eu vou indo, preciso falar com a Sharon.
- Vai comentar sobre a gravação?
- Não sei, mas qualquer coisa, eu aviso você.
- Ok.
Rogers foi até o local de trabalho de Carter e a esperou em uma sala de visita. E até lá ele ficava lembrando das imagens daquele vídeo infernal.
- Steve, oi.
- Oi. – Rogers deu um abraço apertado.
- Veio saber sobre a Müller, certo?
- Sim, já sabe de algo dela?
- Eu achei alguns arquivos, estão na minha sala, venha comigo. – Sharon deu um sorriso de lado.
Rogers seguiu Carter até a sala da loira que não era muito longe por sinal. Sharon entregou os arquivos, enquanto Steven folheava, ela explicava o que havia descoberto sobre .
- Bom, ela era filha de um dos soldados que participou de várias missões contra a Hidra, além de ter feito parte da Shield, o Tenente Müller, vocês até trabalharam em uma missão juntas em tentativa de derrubar uma das bases da Hidra, ele se casou com uma brasileira, eles tiveram dois filhos Spencer e .
- E pelo que eu li, enquanto eu folheava os arquivos, eles foram assassinados, e Spencer sumiram depois disso.
- Sim, naquela época o caso nem teve uma investigação profunda, segundo relatos, Spencer estava com a vó materna no Brasil.
Depois de receber as informações, Steven entendeu o porquê que ele havia se sentido em um ambiente familiar ao entrar na casa de , ele se lembrou de Jethro e Alina, era tempo demais para poder se lembrar de uma das visitas na casa dos Müller. Rogers e Müller só mantiveram o contanto bem antes que a Guerra Fria terminasse.
-Steve? Steve, está tudo bem? – Sharon chamou Steven com leves empurrões.
- Sim, estou sim, só estava lembrando de algumas coisas.
Antes que Sharon pudesse responder, um dos agentes que trabalhava com ela bateu na porta avisando que tinha mais informação sobre o caso que eles estavam trabalhando.
- Eu tenho que ir, Steve, eu vou coletar mais informações e depois podemos fazer um interrogatório e ver o que ela sabe.
- Está bem, eu posso ficar com os arquivos?
- Sim, vou indo tchau.
- Tchau.
Steven colocou a pasta em cima da mesa e segurou na cintura de Carter para um beijo até que demorado. Steven pegou os arquivos e saiu acompanhado de Sharon, ele seguiu em direção ao elevador e ela foi para a sala que estava cuidado do caso.
Steven ao chegar em casa, leu todos os arquivos com mais calma com uma caneca de café em sua mão. Eram tantas fichas e informações que aquela leitura e analise demoraria umas boas semanas. Ao termino das semanas, lendo os arquivos, ele lembrou que tinha apenas conhecido Spencer por foto e que Jethro tinha comentado alguma coisa como ”O governo americano está barrando estrangeiro de vim para dentro do nosso país, Alina está arrasada por não poder estar com Spencer”.
Agora Rogers só teria que ter coragem e falar para que ele já tinha trabalhado com Jethro, mas isso teria que esperar alguns dias, Rogers tinha algumas missões para ser executadas ao lado dos Vingadores.

16 de Abril.

Stark levou uma cópia para a Torre para analisar enquanto cuidava de outras coisas. Ele analisava desde o dia que Potts tinha o chamado para a casa de Müller. Stark projetava o novo design da torre, quando J.A.R.V.I.S o chamou.
- Senhor, a sua ideia foi brilhante, o resultado já está pronto para ser visualizado.
- Eu sabia. – Tony falou alimentando mais o seu ego. – E qual é o resultado? É o Rogers ou não?
Tony pegou todas as informações e levou até Potts que ambos foram até a casa de , eles entram e já foram direto ao assunto. Tony explicou que com sua inteligência teve uma das ideias mais brilhantes de analisar a gravação e com a ajuda da melhor inteligência artificial incrível que ele mesmo criou, conseguiu desvendar se era ou não o Rogers naquela gravação. Ele teve seu ego cortado pelas duas que pediram para ele ir logo ao assunto, foi então que ele explicou e soltou o vídeo original e depois o vídeo com a análise, mostrando a verdadeira face do vídeo.

Capítulo 5 - Avengers.

- Eu... Não acredito. – disse espantada e sem acreditar no que via.
- Eu também não acreditei.
- Se não é o Rogers, quem é então? – Potts questionou.
- J.A.R.V.I.S, identifique o rosto com o que temos no banco de dados.
- Senhor, analisei durante o processo de identificar o rosto com o do Capitão Rogers e deu negativo para o nosso banco de dados.
- Tony, tem como você aumentar mais a imagem?
- Sim, pronto.
- Você reconhece? – Potts perguntou.
- Os olhos são familiares.
- Alguém que você se relacionou?
-Não Pepper, eu não sei o que é isso direito. – corou. – Mas eu me lembro de muitas coisas e pessoas, foi um dos treinamentos da Hidra, ter memória fotográfica para poder lembrar-se de tudo e repassar para Schmidt.
- Então esforça sua mente um pouquinho e tente lembrar- se dele ou dela.
- Me vem na memória, Pepper, mas é como se tivesse algo atrapalhando de enxergar o rosto dessa pessoa.
- Pepper, vamos deixar ela um pouco sozinha, depois voltamos. – Tony falou puxando Pepper para fora do laboratório.
- Pepper?! – chamou.
- Sim.
- Poderia ligar para o Rogers e pedir para ele vir aqui, avise que é urgente, por favor.
- Claro, sem problemas.
- Obrigada.
ficou encarando a tela e tentando puxar em sua memória quem era a pessoa naquela imagem. Ela sentou em um dos banquinhos e olhou mais de perto, os olhos eram familiares, os olhos escuros; Indecifrável, reconhecia ele ou ela podia ter certeza que já viu que já tinha passado algum tempo com ele.
O homem estava muito bem caracterizado, máscara e roupa idêntica do Capitão América, Schmidt só tinha esquecido de uma coisa, alterar com uma lente a cor dos olhos, já que a máscara estava perfeitamente impecável e o escudo que ele carregava em suas costas. Já a questão do vídeo ter sido gravado há três meses atrás, indagou esse fato a ela mesmo, então seus pais estavam vivos desde o sequestro de ?
- Não pode ser verdade, eles morreram há vinte e um anos atrás, é completamente impossível, a aparência deles não seria... Droga. – socou a mesa e se levantou.
Ela tinha deixado alguma coisa passar naquele vídeo e dentro daquela casa, ela não sabia como, uma garota treinada pela H.I.D.R.A, pelos melhores agentes, soldados e especialistas, e ainda tinha deixado algo passar naquele vídeo. Ela voltou para frente da tela apoiou suas mãos na mesa pensou por alguns segundos, logo em seguida mexeu em algumas alterações do vídeo e olhou mais a fundo para o rosto de sua mãe.

Brooklyn. Casa do Rogers.

No outro lado de New York, Steven e Sharon acordaram com o celular de Rogers tocando. Ele puxou o lençol para se cobrir, sua visão ainda estava embasada e podida escutar Sharon reclamando do som do celular, Rogers olhou para a tela e pôde ver o nome de Tony no visor.
- Filha da mãe, tanta hora para me ligar e você me liga agora. – Rogers reclamou.
- Atende em outro lugar, Steve, eu estou tentado dormir aqui. – Sharon falou irritada.
- Pode falar, Tony. – Rogers falou sonolento e saindo do quarto acompanhado do lençol.
- Oi, Steve, é a Pepper, eu estou com Tony, acordei você, me desculpa.
- Sem problemas, Pepper, aconteceu algo?
- Na verdade sim, mas não é com o Tony, eu preciso que você venha até a casa da .
- Que horas?
– Rogers falou preocupado.
- Daqui quarenta e cinco minutos, você consegue chegar aqui?
- Sim, saio de casa daqui...
– Ele olhou no relógio. – Quatro minutos.
- Ok, estamos a sua espera, até mais, Steve.
- Até, Pepper.

Rogers se trocou rapidamente, deu um beijo na testa de Carter que a mesma se despediu com um som negativo para poder deixá-la dormir. Era quase meio dia e Steven ainda estava em alta velocidade a caminho da casa de , que era um tanto quanto longe, já que era em Bronx e Steven estava saindo de Brooklyn.
Como Pepper pediu, Rogers tinha chegado até a casa de em menos de quarenta e cinco minutos, mesmo sendo em horário de pico. Steven desceu da moto irritado achando que Müller havia feito algo para Potts ou Stark ou até mesmo algo pior. Potts, ao ver a ira nos olhos de Rogers, resolveu acalmá-lo e avisar que quem chamou ele para lá foi à própria Müller, e ao saber disso, ele se acalmou na hora e sentiu um peso sair sob seus ombros.
- Ela está no laboratório. – Pepper avisou.
Rogers fez um sinal de “obrigado” já entrando na casa, que agora remetia mais ainda lembranças depois de ter lido os arquivos. Ele respirou fundo e já preparado para qualquer coisa que acontecesse, apesar de que, ele sabia que Müller era uma garota superdotada; Ao termino das escadas, ele viu apoiada sob a mesa e encarando a tela do computador.
- ? – Rogers disse terminando de descer as escadas. – A porta estava aberta, Pepper disse que você queria me ver urgentemente.
- Capitão. – falou se virando. – Eu preciso conversar com você.
- Pode dizer. – Rogers cruzou os braços.
buscou palavras para se desculpar com Steven, ela não era boa nisso, já que ela nunca teve que se redimir por um erro, só por coisas banais, mas nada por uma tentativa de assassinato.
- É. – ela começou sem jeito, tirando o colar que Barnes deu. – Eu preciso te pedir desculpas, não foi você que matou meus pais. – olhava para o colar. – Me desculpa. – Müller falou olhando nos olhos azuis de Steven.
- Agora acredita em mim?
- Eu falei que só ia acreditar caso o Stark provasse o contrário da gravação.
- Não teria sido mais fácil se você tivesse confiando em mim? – Steven se aproximou mais de .
- Seria, claro que seria... Seria se não tivesse tanta certeza que foi você que matou minha amiga e convenhamos, você também não confia em mim, Capitão.
- Mais uma acusação. – Steven colocou as mãos na cintura. – Qual amiga?
- Não é acusação, esse eu tenho mais do que certeza e ainda mais, eu tenho relatório de missão dela.
saiu de perto de Steven e foi pegar o arquivo e a ficha de Romanoff e entregou para Rogers.
- Antes de eu entregar para você, essa é a coisa que eu mais tenho certeza, tem o seu nome aqui e eu nunca iria desconfiar dela e além do mais, tinha soldados por perto e confirmaram a sua presença e que o corpo dela tinha desaparecido. – entregou o arquivo para Steve.
- Natasha Romanoff?
- Sim. – Os olhos de marejaram.
- Você tem certeza disso?
- Absoluta.
- Temos muita coisa para conversar. – Steven falou olhando nos olhos de . – Uma delas é você me contando o que sabe da Hidra.
- A tá, só porque você quer. – enxugou os olhos.
- Posso? – Rogers se referia a um dos banquinhos do ambiente.
- Sim.
Steven leu o relatório da missão de Romanoff e viu que toda informação ali batia com o dia do acontecimento e com o que ela relatou para Fury, fora o relatório ele leu outras papeladas que envolvia Romanoff desde o sequestro dela. Já analisava Rogers e as expressões e até mesmo os movimentos que ele às vezes fazia ao ler alguma parte, era uma forma que ela tinha de saber se ele não ia cogitar nenhuma ideia ou alguma forma de agir com ela, pelo menos as aulas de análise comportamental estava dando resultado em alguma coisa. Mas ela também não podia negar que às vezes prestava mais atenção apenas em Steven do que fazer a análise.
- Você tem certeza disso? – Steven perguntou.
- Sim, quando isso aconteceu, Barnes estava comigo, ele me acordou e entregou o relatório, foi a segunda pior notícia que eu já tinha recebido.
- Eu peço desculpas. – Steven disse apenas para confortar a garota.
- Não está cem por cento desculpado, apenas cinco por cento e olha lá.
- Depois eu preciso mostrar algo para você, é sobre a Romanoff, mas agora eu preciso saber se o Stark descobriu quem é a pessoa do vídeo.
- Ok, ele sabe que não é você, mas algo me chamou atenção. – e Steven viraram para a tela. – Olha, o J.A.R.V.I.S falou que o vídeo foi gravado a três meses atrás, certo? – olhava para Steven.
- Certo.
- Se tudo indica que meus pais faleceram há vinte e um anos atrás, por que então minha mãe estaria com a mesma aparência em uma gravação de três meses?
- Porque... Alguém pode ter se passado por ela. – Steven se levantou.
- Exato, mas eu não tenho nenhuma foto dela, e aqui em casa não tinha nenhuma, então não tem como eu comparar com o rosto da mulher, mas acho que isso o Stark pode resolver. – falou saindo de frente da tela. – Ah, antes que eu me esqueça, o homem que se passou por você, eu o conheço, só estou tentando lembrar quem é, não se preocupe. – sorriu amigável.
foi até a área superior de sua casa a procura de Stark e Potts, e encontrou os dois na cozinha. Potts preparava alguns lanches e passava café para os quatros tomarem, Müller explicou sua teoria para Stark que o mesmo ficou admirado com a tamanha inteligência da garota; Enquanto Potts terminava as coisas na cozinha, os dois desceram para colocar a ideia de chegar no banco de dados se o rosto da mulher do vídeo batia com o físico de Alina Müller. E enquanto eles esperavam J.A.R.V.I.S dar o resultado, Potts, Stark, Müller e Rogers conversarem sobre inúmeras hipóteses do vídeo ser completamente falso e que se soubessem onde e quem fez a gravação, poderiam capturar todos e prendê-los.
- Senhor, a mulher do vídeo não é Alina Müller, o senhor deseja que faça mais uma análise para saber quem é a mulher?
- Não, Tony, não precisa. – respondeu imediatamente.
- Mas precisamos saber quem é. – Steven falou.
- Eu sei, mas se eu lembrar dele. – apontou para o Capitão América falso. – Eu vou saber quem é essa mulher, eu só preciso de algumas horas e tudo vai se encaixar.
- Tony, vamos até a Torre pegar alguns papeis para ajudar na identificação.
- Para quê? Temos o... – Potts não deixou Stark terminar.
- Vamos logo, Tony. – Potts puxou Tony para fora do laboratório.
Eles saíram do laboratório e seguiram até o carro do Tony, eles entram e Potts explicou o motivo de ter tirado eles de dentro do laboratório e deixado os dois lá e sozinhos. Pepper sugeriu que eles fossem mesmo para a Torre para poder trabalhar lá com mais auxílio tecnológico e depois voltasse para a casa de .
- Você tem certeza que quer deixar eles sozinhos? Você viu o que aconteceu quando eles se encontraram.
- Tony, temos que deixar eles se entenderem, e eu sei que ela não vai fazer o mesmo outra vez.
- Como você tem certeza, Pepper? Você mal a conhece.
- Mas não quer dizer que não devemos confiar nela.
- Vamos então. – Tony ligou o carro. – Não quero demorar.
- Não falo mais nada, Tony.

ficou analisando a gravação enquanto Steven olhava e lia todas as folhas de Romanoff e claro, que às vezes, olhava para o vídeo e para a .
- Está difícil? – Steven falou olhando as folhas de anotação de Müller.
- Eu estou tentando ainda, eu só não consigo lembrar, mas que merda. – saiu revoltada do laboratório.
- . – Steven falou seguindo ela. – Tenha calma, assim você não vai conseguir nada.
- Me manter calma sabendo que esse idiota está querendo confundir minhas memórias.
- Não é o Schmidt?
- Não. Ele, eu tenho certeza que não, até porque ele iria querer sair inocente da história e como herói.
- Bem pensado.
- Obrigada, espera.
teve umas lembranças de um rosto familiar, olhos castanhos, ele estava bem perto dela e era logico que era a pessoa que ela mais sentia raiva quando estava por perto ou quando tentava alguma coisa.
- Você está bem? – Steven falou um pouco preocupado e desconfiado.
- Sim. – falou encostando-se à bancada da pia. – Não é nada, eu não comi desde que acordei, isso se chama fome, mas eu lembrei de quem é naquela maldita foto.
primeiramente negou pelo fato de ter passado mal pela comida, na verdade, nem ela tinha entendido o porquê que ela passou mal repentinamente. Eles desceram para o laboratório, estava tomando uma caneca bem farta de café que Potts tinha feito mais cedo.
votou na imagem do falso Capitão América e focou no rosto dele, depois ligou seu notebook e procurou nas fotos que ela tinha das festas ou dos treinamentos, coisa que era proibido. Uma foto onde Hanks aparecia. Ao passar em uma das fotos, ela viu Hanks. Ampliou a foto e olhou para as duas fotos, a do vídeo e a do seu notebook, para não falar nada errado.
- Eu sabia que o conhecia. – sorriu vitoriosa. – Steve Rogers, esse é o homem que se passou por você na gravação, Ethan Hanks, ele é novo na Hidra, ele entrou pouco tempo, quase oito anos. – falou virando a tela de seu notebook.
- Ethan Hanks?
- Sim, treinado para matar sem deixar nenhum rastro, igual fazem com agentes ou até mesmo policiais de outros estados, além disso, ele foi treinado também pelo Bucky.
- Então foi fácil ele fazer isso.
- Com toda certeza.
- Como você descobriu que é ele? – Steven indagou.
- Ele gostava de mim, tentava de mil maneiras tentar algo comigo, mas eu nunca gostei dele, lembra aquele homem que estava me seguindo? O da moto que não sei se quando você viu ele, ainda estava na moto.
- Lembro.
- É ele, eu não sei como eu deixei passar isso, ai que ódio!
- Calma, . – Steven tocou no ombro de Müller em forma dela se acalmá-la. – E a mulher, conseguiu identificar?
- Não. – tirou a mão de Steven. – Mas ela deve ser amiga de Schmidt que nunca me apresentou, Kiyoko não é, conheceria ela de longe. Convivia com ela desde os meus sete anos.... Vamos tentar descobrir quem é.
- Stark pode fazer o mesmo procedimento que fez com Hanks.
- Qual deles?
- Os dois.
- Caro Steve Rogers, de analise facial, ele já fez e a outra forma, que não me recordo o nome porque estava um pouco ocupada, ele também já fez.
- Obrigado por me informar.
- Por nada. – deu um meio sorriso e logo fechou a cara.
e Steven ficaram em silêncio e depois ela foi arrumar as papeladas do arquivo de Romanoff e guardou onde estava os outros dois. Steven apenas observava arrumando tudo e criando coragem para entrar em um assunto um tanto quanto delicado.
- Müller, podemos conversar?
- Já estamos fazendo isso, Capitão. – deu um sorriso.
Steven sorriu de canto ao escutar o que a loira tinha falado e também pelo sorriso dela.
- Seu pai, eu trabalhei com ele, Jethro Müller.
- Meu pai? – perguntou em choque.
- Sim, ele falava muito da sua mãe e de seu irmão.
- O que ele falava? Ele trabalhava para exército ainda? – largou a gaveta aberta e foi para mais perto de Rogers.
- Coisas de um homem completamente apaixonado pela família, e falava muito de como queria trazer seu irmão para o Estados Unidos.
- Spencer, eu me lembro dele, quando meu pai pegou férias, fomos até o Brasil. Foi à única vez que nós quatros ficamos juntos... Você se lembra de mais alguma coisa Steve?
Foi a primeira vez que tinha lembrado de uma das memórias apagadas pela lavagem cerebral.
- Eu lembro que ele saiu do exército e foi trabalhar para a Shield, mas não tinha deixado o cargo de tenente, ele ainda estava em ativa quando eu tive que lu... – Steven parou ao perceber que já tinha falado demais.
Pelo menos entendeu o fato daquele bilhete falando dos arquivos que foi para S.H.I.E.L.D, pelo menos Capitão América serviu para alguma coisa desde que eles se conheceram.
- Termina. – falou em um tom autoritário.
- Lutei contra o Schmidt, mas isso foi bem antes de tudo, ele subiu na patente muito rápido.
- Ah, é isso, Potts me contou, não vou ficar com raiva ou outra coisa, relaxa, você sabe de algo a mais?
- A verdade é que eu não sei.
- Tudo bem. – falou desanimada. – Eu vou continuar trabalhando para saber quem é a mulher, se você quiser embora, feche a porta, por favor, caso ao contrário, pesquise e use o que quiser, ok? – voltou que mexer no computador.
- Ok. – Steven falou se retirando do local. – Se descobrir algumas coisa. – Rogers falou parando na escada.
- Eu falo com a Pepper e ela avisa você, Rogers. – falou sem tirar os olhos do notebook.
esperou ouvir o som da porta fechar para poder relaxar os músculos e respirar fundo, ela tinha sentido uma carga elétrica passar por toda extensão de seu corpo como se ela tivesse tocado em um condutor elétrico de baixa voltagem. Essa sensação foi passando aos poucos depois que Rogers tinha se retirado de dentro da casa; Ou era uma coincidência ou não, mas podia ter a certeza que foi ele que fez sentir todas aquelas cargas elétricas passar por seu corpo; Foi uma sensação estranha, mas ela tinha gostado, já que ela nunca tinha sentido a mesma sensação.
Müller não conseguia se concentrar, só de lembrar que foi Steven o provocador daquela sensação esquisita, mas gostosa. Ela voltava a lembrar dele, do sorriso encantado dele e dos olhos azuis. Ela mesmo pegava sorrindo bobamente sozinha. Cansada disso e de ter que analisar, ela resolveu subir tomar um banho e procurar um restaurante que entrega comida rapidamente; Com a toalha na cabeça, procurou pelo aplicativo algum restaurante que ela já conhecesse o sabor da comida, Müller ligou para Pearl of China e pediu o de sempre que ela comia. adormeceu logo depois de conseguir organizar seus pensamentos e parar de se lembrar daquela sensação incrível.

Steven voltou pra casa com os pensamentos completamente embaralhados, ele colocou a chave da moto em cima de qualquer lugar que ele viu e se jogou no sofá, além de cansado de ter treinado junto dos outros Vingadores, além de ter conversado com Romanoff sobre o assunto de achar que ele tinha matado a mesma e sim, Rogers tinha conseguido convencer Natasha de falar com Müller, Rogers estava preocupado com , ele tinha a deixado no laboratório abatida e ainda achando que ele foi culpado pelo que aconteceu com Romanoff. Só que uma parte de seus pensamentos, Rogers acreditava que ela queria algo dele e ele conseguia desconfiar dela até mesmo depois dela ter pedido desculpa pela acusação.
Sharon chegou falando algumas coisas que fez com que Rogers parasse de decifrar o que Müller desejava com ele e com os Vingadores. E se Schmidt estava atrás disso tudo?
Ela entregou um prato com uma sopa para ele se aquecer do frio de New York. Com desculpas de estar cansado demais, ele foi mais cedo para cama sem Sharon, que a mesma falou algumas coisas que Rogers nem se importou muito. As únicas coisas que agora ocupava seus pensamentos, antes de dormir, era “Schmidt pretende atacar mais cedo” e “Müller tem e esconde algo a mais, ela está trabalhando com Schmidt para poder acabar com os Vingadores!”.

Algumas semanas depois.

estava correndo pelo quarteirão ao som de Pearl Jam em seu celular, que tinha comprado tão recentemente quando seu notebook, ela percebeu que a música parou depois do segundo toque de ligação, Müller só diminuiu a velocidade para poder mexer em seu celular, ela olhou para o visor e viu que era número desconhecido, mas mesmo assim atendeu e continuou correndo.
- Alô?
- Müller, um segundo, por favor.
- Sim, sou eu, quem fala?
- Tony, desculpa, eu coloquei o J.A.R.V.I.S para atender, eu estava um pouco tanto ocupado.
- Oi, Tony, tudo bem, aconteceu alguma coisa? Você descobriu quem é a mulher do vídeo?
- Não aconteceu nada, está tudo bem. Não, ainda não, mas eu e Pepper gostaríamos que você viesse até a Torre, se não for atrapalhar.
– Stark disse ao perceber a respiração falhada de .
- Que horas?
- Quando der, mas se der para vim ainda hoje, vou ficar feliz.
– Potts falou ao fundo.
- Ok, vou para almoçar então, tudo bem, Pepper? riu.
- Sem problemas, estamos esperando você, até logo, .
- Até, Stark e Potts.

Stark desligou o celular, jogou em um criado mudo e voltou se deitar na cama ao lado de sua namorada.

guardou seu celular e deu mais duas voltas das cinco que ela já tinha dado. Foi para sua casa, tomou uma ducha rápida, colocou uma roupa qualquer e pegou uma de suas armas. Ela podia fazer de tudo, ela saia da agente, mas a agente não saia dela. Ela chamou um taxi depois de verificar se o laboratório estava devidamente fechado como deveria. O taxi não demorou muito para chegar na casa dela, ela colocou sua bolsa em seu colo e procurou o endereço da Torre dos Vingadores em um dos papeis que ela tinha jogado dentro da mesma.
- Para onde, senhorita?
- Eu gostaria de ter o endereço certinho aqui, mas você sabe chegar até a Torre dos Vingadores?
- Sim senhorita, é um lugar bem famoso por aqui. – O motorista riu da expressão de Müller.
- É logico, como não saber disso. – riu.
- Vai ficar caro, mas você pode pagar com dois tapas de mãos gostosinhas.
- Sem problemas, pode ir. – falou estranhando o modo de pagamento.
- Ok, então, chegaremos daqui trinta e quatro minutos.
avisou Pepper por mensagem o tempo que ela demoraria para chegar até a Torre, colocou seus fones em um volume razoável e aproveitou a viajem para poder relaxar e descansar.

Na casa de Barton, Pepper e Natasha conversavam sobre e claro que Clint também dava sugestões e incentivava Romanoff falar logo com antes que ela pudesse fazer algo a mais com Rogers ou com qualquer outro, como o próprio Clint, que estava no dia que ela omitiu sua fuga.
- Vamos, Nat, assim você pode se sentir melhor sem esse sentimento de culpa. – Clint falou abraçando a ruiva.
- É, Nat, você já aproveita que o Tony quer a com os Vingadores e você conversa com ela. – Potts comentou.
- Ela não vai entender. – Natasha retrucou. – Eu prometi para ela que eu nunca sairia do lado dela, e eu sai.
- Mas você fez isso para o seu bem e o bem dela, não foi? – Barton perguntou.
- Sim.
- Então ela vai entender, ela já entendeu algumas coisas do Steve, então vai entender o que você fez. – Potts falou verificando seu celular.
- Como assim ela entendeu algumas coisas do Steve? – Natasha falou meio confusa.
- Bom, isso só ela ou o Steve para te explicar, ela me mandou uma mensagem que já está a caminho da Torre.Eu preciso ir preparar o almoço, espero vocês lá.
- Vamos estar. – Barton confirmou. – Tchau Pepper.
- Tchau Clint, tchau Nat.
- Tchau.
Clint acompanhou Pepper até a porta e depois voltou para o lado de Romanoff, ele tentou mais uma vez convencer a Natasha, mas não conseguiu, então a deixou lá e voltou para o que estava fazendo. Um pouco mais tarde, Natasha recebeu a ligação de Steven Rogers, perguntando se aquela conversa iria ser colocado em prática no almoço que Pepper estava preparando para Müller e os outros Vingadores.
- Está pronto? – Romanoff falou na entrada da cozinha.
- Aham, só estou terminado com as flechas.
- Vamos, Clint, não podemos atrasar.
- Não vamos nos atrasar, tenha calma. Nat.
- Se eu não conseguir falar com a , a culpa vai ser sua. – Romanoff disse indo em direção da garagem.
- Você vai falar com ela, ok? Só tenha um pouco de calma. – Clint elevou o tom de sua voz para que Natasha escutasse do lado de fora. – Isso porque ela estava com medo de falar com a , imagina se não tivesse. – Ele falou sozinho.
Clint terminou de guardar e limpar suas flechas e foi se arrumar para o almoço na Torre, nada casual, todos iam bem esportivos, desceu e foi direto para o carro onde tinha uma Romanoff quase ligando o carro e saindo sozinha. O caminho todo Natasha foi quieta e séria, ela não sabia como abordar o assunto e qual seria a reação de , ela só esperava poder falar tudo sem gaguejar.
Ao chegarem na Torre, Potts recebeu todos muito bem e amigavelmente do jeitinho Potts, ela serviu bebidas para eles e alguns aperitivos, depois de manter tudo em ordem na cozinha, Potts mostrou onde ia deixar e Natasha conversarem. Natasha ficou pelo quarto a espera de e pensando em tudo que aconteceu durante esse anos.
- Onde está a Nat? – Clint perguntou.
- Esperando chegar, pode ficar ai, Tony daqui a pouco aparece, ele está com aquelas armaduras dele.
- A sim, que horas ela chega?
- Daqui cinco minutos, mas um pouco, achei que ela ia chegar primeiro que vocês.
- A culpa foi minha, eu perdi a hora cuidando das flechas.
- Entendo, Tony faz isso sempre.
- Eu faço sempre o quê? – Tony apareceu na cozinha com seu copo de whisky.
- Apreciar as armaduras. – Clint falou.
- Elas além de serem feitas para salvar o mundo com minha alta tecnologia e inteligência, foram feitas para ser apreciadas pelo criador. – Tony deu um gole em seu whisky.
- Te entendo, Stark, nada mais incrível que admirar nossos maiores bens. – Clint riu.
- Ok, chega de falar sobre equipamentos de trabalho, estamos com tempo livre e vamos aproveitar como pessoas normais. – Pepper falou experimentando o molho branco.
Pepper parou de mexer a panela ao sentir seu celular vibrar em um de seus bolsos, ela pegou o mesmo e leu à mensagem de no visor “Pepper, estou aqui embaixo, poderia me deixar subir? Essa tecnologia Stark me deixa confusa”. Ela avisou Clint que já estava na entrada da Torre e que era para ele avisar Romanoff da chegada de Müller, Potts pediu para que Stark liberasse a subida dela.

entrou no elevador e se encostou à parede, ela desligou a música de seu celular o guardando em sua bolsa, tirou a jaqueta que era de Romanoff e pendurou em seu braço, alguns segundos depois, a porta abriu e Tony estava a espera dela para recebê-la.
- Oi, Tony. – deu um beijo na bochecha.
- Oi ,, foi tranquilo o percurso?
- Sim, foi tranquilo, só não entendi porque o motorista falou que aceitava como pagamento, dois tapinhas de mão gostosinhas.
- É complicado explicar.
- Vejo que nem você entendeu.
- É, não mesmo.
- . – Pepper falou saindo da cozinha.
- Oi, Pepper.
- Como você está? Vem, quero te mostrar uma coisa.
- Hei, Pepper eu ia falar sobre a iniciativ... – Potts interrompeu Stark.
- Depois Tony, isso é mais importante.
Potts levou Müller para o lugar onde Romanoff estava esperando ela, nem teve a oportunidade de falar com Clint que por um lado, era excelente, assim ela não ligaria ele com o relatório de missão de Romanoff. Sim, Rogers tinha contado apenas para Potts que Müller tinha mostrado o arquivo de Romanoff, mas fez isso para bem de ambas as amigas, Romanoff e Müller.
Potts abriu a porta e deu passagem para Müller entrar, depois que ela já estava dentro do quarto, Potts fechou a porta deixando e Natasha sozinhas. ascendeu à luz do quarto e olhou para cama, o choque foi tanto que ela teve que apoiar na porta e tentar não deixar seus sentimentos se misturar com seus poderes.
- Nat? – perguntou ainda em choque.
- Oi. – Romanoff falou mantendo a calma.
- É você mesmo?
- Sim, eu preciso conversar com você, . – Romanoff se levantou.
- Não chega perto de mim, você morreu, eu não posso estar tendo alucinações. – abriu a mão de forma que pudesse “chamar” sua arma para a mesma e apontar para Romanoff.
- Calma, sou eu mesmo, eu posso explicar tudo só, por favor, me deixa explicar. – Natasha falou um pouco assustada pelo o que viu. Natasha manteve as mãos para cima.
- É sério isso?
- Sim, pode confiar.
abaixou a arma e continuou na porta sem mover um musculo, escutando tudo que Romanoff falava para ela, com o passar do tempo e entre perguntas e respostas, percebia que tudo que ela falava batia com o acontecimento do relatório que Barnes tinha levado para ela naquela madrugada, há anos atrás. Müller guardou a arma em seu coldre e sentou do lado de Romanoff.
- Você se lembra daquele me desculpa no final? – Romanoff perguntou.
- Sim, como não se lembrar de nenhuma vírgula que está naquele relatório.
- Era direcionado a você, eu precisava fazer isso, eu sempre fui agente da Shield e se eu voltasse, Caveira Vermelha me mataria, mas eu jurei que voltaria para buscar você e tirar de lá, você nunca estaria segura com eles e principalmente com o Schmidt.
- Mas por que me deixar lá, sendo que você não confiava neles?
- Porque o Bucky estava lá com você, e ele é bem confiável... Ele cuidou bem de você?
- Melhor do que nunca, só faltava colocar um chip para me monitorar a dois passos atrás de mim. – riu. – Mas agora que ele sumiu, eu fiquei muito perdida, isso eu confesso.
- Você não tem notícias dele? – Romanoff indagou.
- Não, eu achei que aquele senhor Capitão América saberia onde está o Bucky, mas nem para isso ele presta. – Müller revirou os olhos.
- Ele está à procura dele também.
- Ah, eu sei, ele fez mil perguntas achando que eu sabia do paradeiro do Bucky.
- Ele não voltou para a Hidra?
- Não, eu cheguei lá primeiro que ele, e não tinha sinal nenhum do Bucky, ninguém sabia o direito que aconteceu com ele.
Natasha ficou alguns segundos em silêncio pensando e analisando o que a podia ter acontecido, pelo fato dela conhecer a mais tempo, era fácil saber se ela estava ou não mentindo para ela, coisa que Müller não estava e também não teria um porquê de mentir para Natasha.
- Tudo bem como você? – perguntou ao ver que a amiga estava um bom tempo quieta.
- Sim, é só que é meio inacreditável estarmos juntas novamente, eu achei que você não ia me entender.
- Nat, independente do que tivesse acontecido, eu não ia deixar de entender, compreender, desculpar o que for, você é minha amiga e digamos que é impossível ficar brava com você.
- Obrigada.
As duas se abraçaram.
- Nat, antes de irmos, eu preciso falar uma coisa.
- Diga.
- A explosão que teve na base da Hidra em Munique, eu causei aquilo na fuga, Schmidt e Kiyoko estavam lá dentro, o único que eu sei que saiu foi Hanks e outros agentes da Hidra.
- Foi você?
- Sim.
- , tudo bem se conversamos isso depois? Na casa do Clint de preferência.
- Sim claro sem problemas.
Elas foram para a sala de estar onde Barton estava. Natasha apresentou Clint para que a mesma o recebeu com sorriso grande nos lábios, eles conversaram sobre as missões que Clint e Natasha fizeram juntos e também o quanto aprendeu com Natasha. Stark estava na cozinha com Potts conversando e tentando ajuda-la com os preparativos do almoço.
- Tony, não é melhor você ir conversar com a sobre a Iniciativa Vingadores? Acho que você vai se sair melhor. – Potts segurou a risada.
- É, também acho, minha especialidade são minhas lindas Mark’s, qualquer coisa você pode me chamar, Pepper. – Tony abraçou a ruiva por trás e deu um beijo na bochecha.
- Pode deixar, Tony, chamarei você para apenas colocar as panelas na mesa.
Tony pegou algumas papeladas sobre a Iniciativa Vingadores e voltou para a sala de estar colocou mais um pouco de whisky em seu copo.
- , podemos conversar? – Tony indagou.
- Sim, eu já volto gente. – Müller deixou a bolsa no sofá onde eles estavam.
Eles foram para a sacada da Torre, Tony entregou os papeis e explicou tudo para o principal motivo, os integrantes, e o modo que eles agem. Müller escutou atentamente e perguntava algumas coisas.
- Mas vocês querem uma ex-agente da Hidra trabalhando com vocês?
- Depois daquele fato ocorrido em sua casa, e os resultados mostrados que Steve não era culpado pela morte de seus pais, eu, Pepper e o Picolé, pensamos em convidar você para participar dos Vingadores, bom, Steve não tanto, mas eu e Pepper sim.
- Mesmo sabendo que eu era da Hidra?
- Sim, eu percebi que você não é tão perigosa, ainda mais quando você resolveu entregar a gravação e mostrou seu arquivo para Pepper, vi que você poderia ser uma boa aliada para todos nós, não vou te forçar aceitar, pelo ao contrario, você terá o livre arbitro de decidi quando você vai querer entrar ou não.
- Eu posso ficar com os papeis?
- Sim, na última folha, não sei se você viu, está a linha para você assinar.
- Obrigada Tony, você e a Pepper estão sendo incríveis comigo.
- Por nada. Vamos, daqui a pouco a Pepper vai precisar de mim na cozinha.
- Vamos.
Stark ajudou Potts a colocar a mesa e chamou todos, pegou os papeis acertou em seu colo e já quando todos estavam indo para mesa, ela assinou a última folha e levou para Tony. Tony esbanjou felicidade ao ter Müller junto dos Vingadores, ele avisou todos que estavam na mesa e depois almoçaram e conversaram sobre assuntos banais, menos Stark que ficava falando sobre o uniforme que ele criaria para com alta tecnologia e mais outros utensílios.
- Uma tecnologia que você mesmo pode controlar com seus poderes, algo que só você possa ter controle.
- É uma ótima ideia, mas precisa ter os coldres e os suportes para outros utensílios.
- Vai utilizar arma mesmo tendo poderes?
- É claro, tem que ser uma caixinha de supressa.
- Senhor, o capitão Rogers e a agente 13 estão subindo.
- Obrigado, J.A.R.V.I.S.
- Desculpa o atraso, Sharon se atrasou. – Steven disse cumprimentando Stark.
- Tudo bem, só estávamos indo para a sobremesa, picolé.
- É, o que ela está fazendo aqui? – Sharon disse apontando para .
- Ela é a mais nova membro dos Vingadores. – Stark respondeu.
- Ela é agente da Hidra.
- Eu era agente da Hidra. – deu ênfase no era. - Não sou mais, e tenho meus motivos para isso.
- Ela está mentindo. Steve, você não vai alertar seus amigos?
- Alertar em que Carter? – Romanoff indagou desconfiada.
- Vocês não enxergam? Claramente o Caveira Vermelha mandou ela para cá espionar e calcular todos os nossos movimentos para poder atacar nossos pontos fracos.
- Caveira Vermelha está morto. – afirmou. – A explosão que teve na Hidra foi causada por mim quando eu fugi, não tem como eu estar aqui a mandato dele, afinal, eu fiquei sabendo de tudo sobre mim, Sharon, e com isso, eu sai de lá de dentro, pode ficar calma, sei muito bem que você não gosta de mim. – confirmou pela a analise comportamental que ela fez em Sharon. – Mas pode ficar calma, eu não pretendo fazer nada.
- Foi você? – Steven perguntou.
- Sim, eu acabei deixando ele meio desacordado e a Kiyoko na sala de arquivos, então ambos morreram lá, o único que eu sei que está vivo é o Hanks.
- O cara da moto. – Steven falou.
- Isso.
- Como você sabe que é... – Sharon foi interrompida.
- Senhor, a senhorita Hill está subindo.
- Apenas ela? – Tony perguntou.
- Sim.
- Ok, J.A.R.V.I.S.
- Stark, Potts, que bom que todos estão aqui é... Quem é ela? – Hill perguntou.
- Müller, prazer. – fez um movimento com a cabeça.
- Prazer, agente Maria Hill, bom. Fury pediu para que eu entregasse esse arquivo para vocês, é de uma suspeita de uma base da Hidra em Sokovia, e não é liderado pelo Caveira Vermelha.
Hill entregou os arquivos para os Vingadores, se juntou a Romanoff para ler os relatos que estavam escritos. Enquanto a agente Hill passava toda a informação, se lembrou da imagem congelada do vídeo, poderia ser estranho, mas ela já tinha desconfiado de Carter, ainda mais pela ação que Sharon teve ao ver junto com os Vingadores. Poderia ser ela, só teria que analisar mais de perto, mas depois que ela olhou para a agente Hill, algo nela era familiar, mas Müller não sabia distinguir se era o nome dela ou se era a voz dela, mas Müller tinha certeza que era familiar.
Müller saiu do transe ao escutar a agente Hill passar uma informação que ela já tinha escutado, isso antes na base de Munique, ela só estranhou como isso tinha chegado nas mãos da S.H.I.E.L.D tão rápido, sendo que foi ela mesmo que descobriu esse fato junto com Schmidt.

Capítulo 6 - Part I - O Recomeço.

– Segundo as pesquisas da agente JJ, ela suspeita que há crianças com mutação bem avançada dentro da base deles. – Hill disse olhando para todos.
– Apenas isso? – Sharon indagou.
– Que sabemos de imediato, a ponto de não termos meios para colocar no relatório, sim.
– Em falar em JJ, onde ela está? – Natasha perguntou.
– Ela está afastada por motivo de... Forças maiores. – Hill hesitou. – Eu não sei o motivo antes que pergunte. – Hill forçou um sorriso.
apertou a mão de Natasha em para chamar a atenção e moveu os lábios discretamente dizendo: “Pergunte novamente” e Romanoff fez o que ela, Müller, pediu.
– Certeza que você não sabe?
– Sim, Fury não me falou nada. Eu vou indo, até heróis. – Hill se despediu.
– Até, Hill. – Todos falaram em um coro.
esperou que a Hill sumisse de seu campo de visão pelo elevador e que Carter lesse atentamente tudo que estava escrito nas folhas. colocou a sua cadeira um pouco para trás e mais para perto de Natasha, pediu para que ela deixasse ler as folhas que ela já tinha lido ou dado uma olhada. Tudo que estava ali era certinho o que ela já tinha visto com Schmidt em uma das missões que ela saiu particularmente para o próprio Caveira Vermelha.

2008. Sokovia.

tinha saído da base de Munique antes do meio dia, Bucky sabia que ela ia sair para uma missão particular para o Caveira Vermelha. Eles se despediram e seguiu em caminho do avião, a viagem toda duraria três horas e nesse meio tempo, ela foi dormindo.
Ao chegar ao destino, desceu sozinha com suas armas em seus coldres. Ela colocou o sobretudo, sem o símbolo da H.I.D.R.A., de cor vinho, pegou seu celular e enviou duas mensagens: uma para Schmidt e outra para Barnes. andou pelas ruas como se fosse uma turista qualquer apreciando o trabalho local. Logo ao fundo de uma das ruas, mais preciso em um dos becos estreitos de Sokovia, Müller deixou um dos artesanatos em cima da mesinha e foi em direção da rua e parou em mais uma barraca de comercio, onde ela fingia que apreciava os colares, mas na verdade, ela estava analisando e escutando a conversa dos homens.
– Mas não podemos deixar essa informação chegar nas mãos da Shield, eles são as principais armas do senhor Barão.
– Mas o Schmidt não deveria saber dos Maximoff?
– Não, nem ele deve saber disso.
– E se um dos soldados dele perguntar algo para nós? O senhor sabe muito bem como ele gosta de saber de tudo que acontece com a Hidra. – Um dos soldados falou.
– Eu sei, soldado, avise que o senhor Barão está tentando colocar a Hidra de Sokovia em estável, sem a Shield no nosso encalço. – O Superior do soldado falou.
– Ok, senhor.
Os homens se separam e seguiu o Superior dos soldados que foi rumo ao fim do beco. O homem olhava para trás com um pouco de desconfiança ao perceber que o seguia. Ele aumentou os passos e ao mesmo tempo, ele derrubava algumas coisas no caminho para dificultar a passagem de . O homem poderia usar sua arma contra , poderia, se ela estivesse em seu coldre, mas Müller tinha retirado com seu poder.
Müller barrou sua passagem com algumas madeiras que tinha no local, ela o segurou contra a parede mantendo sua mão levantada ao chegar perto dele. Ela colocou a arma dele no coldre e indagou desejando saber o porquê de esconder os Maximoff do Caveira Vermelha.
– Você tem duas escolhas, ou você me fala ou você fala para o próprio Schmidt.
– Quem é você? – O Superior indagou.
– Isso não vem agora ao caso. Mas me fale agora, quem são esses Maximoff? – falou apertando a garganta dele por telepatia.
– Está bem... – A voz dele saiu rouca. – Eu falo... São gêmeos que Barão Van Struker está cuidando, eu juro que não sei muita coisa deles, apenas sei que eles são inumanos, alguma coisa assim. – O homem falou sincero.
– Obrigada, agora vá para a sua base e se você falar para qualquer um dentro ou fora dela que você me viu, eu terei que tomar sérias providencias.
– Não senhorita, eu não falarei para ninguém.
– Bom mesmo, agora vá!
o soltou e o deixou ir, enquanto ela voltava para o hotel que ela estava hospedada. Ao chegar em seu quarto, ela pegou uma muda de roupa e levou para o banheiro junto com o alguns papeis e caneta. Müller encheu a banheira, colocou uma mesa baixa perto da mesma e escreveu tudo o que o Superior tinha lhe falado. Ela relatou tudo desde quando ela chegou, achou os soldados e o Superior da H.I.D.R.A, até o momento que ela voltou para o hotel.
Na manhã seguinte, foi até a base da H.I.D.R.A para conversar e levar uma carta secreta do Schmidt para o Barão Struker. desceu do carro, passou pelos seguranças e foi direto falar com ele. Uma das secretarias do Struker barrou a entrada de Müller.
– Senhorita Müller, me desculpe, você não pode entrar. Ele está em reunião, você pode esperar sentada aqui. – A mulher apontou para as cadeiras.
– Ah, legal. – colocou as mãos no bolso. – Mas sinto informar que Schmidt não quer esperar, apesar... Qual o seu nome mesmo?
– Mar...
– Ah, deixa isso para lá, eu aviso o Schmidt, agora com licença, por favor, e aproveita que eu estou sendo educada.
passou pela secretaria e abriu a porta da sala de reuniões do Struker, chamando a atenção de todos que estavam na sala. Ela passou por todos que estavam sentados em volta da mesa e foi em direção do Struker. Ela o puxou pelo braço “delicadamente” para um canto qualquer da sala fez algumas perguntas que ela anotava sem tirar o olho de Struker, ao final das perguntas, Müller entregou a carta, ainda ambos segurando a carta, Müller deu um aviso final.
– Eu espero mesmo que o senhor esteja seguindo as regras que o Schmidt colocou para todas as bases da Hidra. Espero mesmo não ter que voltar aqui para outra função. – Müller falou séria e um pouco fria.
– Isso é uma ameaça? Espere até Schmidt saber dessa ameaça. – Struker falou desafiador.
– Meu caro amigo. – disse ironicamente. – Eu sou o braço direito dele, você ainda acha que ele iria me advertir?
– Você é a Projeto GF 96?
– Sem o GF, por favor.
– Me desculpe.
– Sem lamentações, agora leia e não saía da linha.
saiu da sala quase chorando de tanto segurar a risada. A cara de medo que Struker fez ao saber que ela era o Projeto 96 foi a melhor. Como o motorista ficou a espera de Müller, ela não demorou muito para ficar ali esperando o carro chegar. Müller novamente pegou o mesmo papel e terminou seu relatório, já que no alto da noite, ela iria voltar para Munique.

, você está bem? – Romanoff perguntou sem alertar qualquer um.
– Sim, eu só estou me lembrando de algumas coisas. – Müller disse se despertando das lembranças. – Nat, a gente pode conversar depois da sobremesa? Tem umas coisas que preciso te contar, mas também não pode ser aqui.
– É claro, aonde você quer ir?
– Um bar ou uma lanchonete, algum lugar que tenha movimento.
– É claro.
– O Clint também, aliás, a Shield não tinha caído com o sistema P.E.M? – indagou.
– Sim, depois que ela caiu por completo, Fury resolveu recomeçar do zero e sem a ajuda do governo, ai aqueles que queriam que a Shield mantivesse de pé de acordo com os ideais de Fury, estão ajudando o Fury a levantar a Shield, mas também, Nick está com a ajuda do Phil que também trabalha no Agents Of Shield, com isso acaba sendo mais fácil para o Fury, segundo ele.
– Não sei se isso é bom, mas saiba que nunca ouvi falar da organização, Agents Of Shield.
– Vamos dizer que é bom. – Natasha riu pelo nariz.
– Bom, já que vocês atrasaram, querem almoçar ou ir direto para a sobremesa. – Potts disse se retirando da mesa.
– Vamos direto para a sobremesa, pode ser, Steve? – Sharon disse toda melosa com Rogers.
– Sim, sem problemas.
Pepper serviu todos a sobremesas com a ajuda de , depois todos foram para a sala conversar sobre a nova descoberta da base da H.I.D.R.A que a agente Carter se candidatou para ir disfarçada até Sokovia. Rogers negou, não queria colocar sua namorada em risco e ninguém queria uma agente em Sokovia com poucas informações que eles tinham.
Mesmo com todos negando, Carter insistiu e falou que iria passar essa sua ideia para o Nick que tinha cinquenta por cento de chance dele aprovar a ideia.
Algum tempo depois da conversa, Tony sentou ao lado de para poder conversar mais sobre o uniforme de Müller, depois de uns acertos e uns rabiscos virtual de Stark, a roupa estava completamente feita, só faltava saber como eram os poderes de Müller e isso apenas o Banner poderia dizer com uma precisão exata.

Naquela mesma noite, beirando dez horas da noite, Müller, Romanoff e Barton foram para um bar local perto da Torre. Eles entram e pediram uma porção de batata fritas com Bacon que foi servido sem delongas. e os dois Vingadores conversaram de assuntos banais e logo depois entraram em um assunto sério que tinha até nome: Sokovia. Independentemente do que todos pudessem pensar de Müller, ao esconder essa informação, ela deixaria de lado, afinal, ela nunca imaginou que Struker poderia chegar tão longe assim.
contou tudo, todos os detalhes e tudo que ela sabia sobre Sokovia.
– Você acha que pode ser os Maximoff? – Clint indagou.
– Não, recebemos um relatório há três meses atrás que Struker perdeu a cabeça com as crianças e acabou matando eles, então não são os Maximoff.
– Você quer passar isso para o Fury? – Romanoff indagou seriamente.
– Sinceramente? Ainda não, não tenho tanta certeza se são os Maximoff, afinal, se fosse mesmo, Schmidt teria matado o Struker. Se chegar mais informações e bater com o que eu sei, eu conto, podem confiar.
– Nós confiamos. – Os dois falaram juntos.
– Obrigada. – agradeceu olhando a hora em seu relógio de pulso. – Deus, já?
– Já o quê? – Clint perguntou em meio a risadas.
– São onze e quarenta e quatro.
– Precisamos acordar cedo para o treinamento de amanhã, Clint. – Romanoff disse recolhendo seus pertencesses.
– Sim, é verdade, você vem com a gente?
– Não precisa, eu vou ficar aqui mais um pouco.
– E como vai voltar para casa? Você mora em Bronx. – Barton disse preocupado com a loira.
– Está tudo bem, Clint, eu chamo um taxi ou eu vou voando mesmo.
– Está b... O quê? Como assim voando?
– Eu sei voar, Clint. – colocou um sorriso em seus lábios. – Têm tantas coisas que vocês não sabem ainda...
– Tudo bem, quem sabe você não mostra no treinamento de amanhã. – Barton sugeriu e lembrando a Müller que ela também era uma Vingadora.
– É mesmo. – Müller afundou sua cabeça em suas mãos. – Eu juro que vou estar lá pontualmente às seis horas e trinta minutos.
– Sem problemas, só não se atrase. – Romanoff falou se levantando com Barton em seu encalço. – Cuidado ao ir para a casa.
– Pode deixar, tchau Nat, tchau Clint. – Ela deu um beijo em cada um.
– Tchau, . – Natasha deu um beijo de despedida em Müller.
– Tchau, . – Clint a abraçou.
Ao despedir de seus amigos, Müller fez um sinal com a mão para que um garçom fosse até ela. pediu uma Coca gelada e mais uma porção de batata frita com Bacon. O homem anotou em seu bloco e disse que em cinco minutos seu pedido ia ser entregue, durante esse meio tempo, um homem com capuz preto a encarava de longe. Ele tomava alguma bebida alcoólica, que podia ser identificado pela cor do líquido. Discretamente, Müller o encarava. Ela não conseguiu decifrar o que ele desejava, para falar a verdade, o pensamento dele era mais confuso que uma música em outro idioma, um idioma que ela não tinha conhecimento.
O garçom chegou com a porção de batatas frita com Bacon e a Coca de Müller e um com uma pequena dose alcoólica. O garçom disse que era o homem de capuz que tinha pedido para entregar a ela, Müller agradeceu e deixou a dose de lado e tomou seu refrigerante. Müller já estava na metade da porção de fritas que ela tinha pedido, quando o homem de capuz se aproximou de , que a mesma puxou sua arma para mais perto dela. O que ela não compreendia, já que poderia muito bem enforcá-lo com movimento de suas mãos, mas velhos hábitos nunca mudam, ele parou ao lado da mesma e se apresentou.
– Boa noite, senhorita.
– Boa noite. – Müller falou normalmente.
– Seria um prazer conhecer você. – Ele jogou a indireta. – Qual o seu nome? – Ele indagou.
Müller e você?
– Wilson, Wade Wilson, ao seu dispor senhorita. – Wade deu um beijo na palma da mão da loira que a mesma riu. – Posso me sentar?
– Sim, por favor.
– Não vai tomar?
– Não, não gosto de bebida alcoólica.
– Tudo bem, eu tomo. – Wilson virou o copo de uma vez só. – Ah, antes de tudo, que antes de tudo não tem nada, não repare em meu rosto, tive sérios problemas com um sabonete.
– Sabonete? E olha, não ache que só por conta do seu rosto vou querer me afastar, vai por mim, até achei fofinho. – Müller sorriu sincera.
– Fofinho? – Ele colocou as duas mãos no rosto. – O Francis, um cara que fez parte da Arma X.
– Desculpa, mas não conheço.
– É, mas e eu, você conhece?
– Também não, caro senhor Wilson.
– Deadpool, eu sei que você já ouviu falar, lindo, sexy, gostoso e agora com um super pênis. – Wade falou demostrando seu amor próprio e fazendo rir novamente.
– Também não e antes que me julgue, eu sou nova nos Estados Unidos.
– Ah, sim, por isso a senhorita não me conhece, seu inglês é muito bom.
– Obrigada, tive algumas aulas que foram o suficiente para mim. – Müller sorriu.
Para alguém que encarava com segundas intenções, a conversa foi bem melhor que as imaginações de Wade. Eles conversaram riam e beberam álcool até a madrugada, ambos embriagados, ou melhor, Wade não tanto quando Müller, já que seu fator não deixava o álcool agir em seu corpo. Pagaram a conta do bar e saíram do local. Do lado de fora, já tinha um taxi esperando Wilson. Dopinder, o mesmo taxista que levou Müller até a Torre, ajudou levando os dois para a casa do Wilson. Como pagamento, Wilson pagou com “Tapinha de mão gostosinha” e deu mais umas dicas para conseguir conquistar a mulher de sua vida.
Müller não falava nada com nada e Wilson também, e ambos gargalhada que eles davam era sem nexo, Wilson deitou Müller na cama e deitou-se junto a ela.

No dia seguinte Müller acordou com seu celular despertando quinze para seis, ela pegou o mesmo que estava de baixo de si, puxou para cima com uma dificuldade imensa de abrir os olhos por conta da claridade e desligou o alarme. deitou sua cabeça no braço de Wilson e olhou para seu lado esquerdo, ao olhar, ela arregalou os olhos. Wade estava sem camisa e com o lençol cobrindo suas pernas, apoiou seu corpo em seus braços e olhou para baixo verificando se ela também estava sem roupa. O alivio foi tão grande que ela deixou seu corpo cair sem se importar de acordar Wade.
– Calma, não transamos, pode ficar calma. – Wade falou entre risos.
– Você está acordado, vê que eu acordei, me deixa assustada e não fala nada? – se ajeitou na cama.
– Me desculpe, mas sua expressão assustada foi hilária.
– Obrigada pela parte que me toca, como eu fui parar aqui?
– Viemos juntos com o Dopinder, nós conversamos mais um pouco, rimos mais um pouco e você dormiu no meu braço, que por sinal está com um pouco de baba.
– Pare de reclamar, agradeça que é de uma mulher e não de um homem, vai por mim... Não aconteceu mais nada?
– Não, confie em mim.
– Confiarei em um cara que conheci a menos de vinte e quatro horas. – falou ironicamente.
– Obrigado, você come o que no café da manhã? Preciso dar uma olhada na geladeira, ver se tem algo comestível senão eu vou ter que comprar algo para você. – Wade disse se levantando da cama apenas de cueca.
– Um café forte e quente está de bom tamanho. – Müller falou mexendo na bolsa.
– Poderia pegar minha camisa?
– E onde ela está?
– Jogada no chão.
pegou a blusa de Wade do chão e entregou para ele. Enquanto ele preparava o café para tomarem, pediu autorização para ela poder utilizar o toalhete que não demorou muito. Eles tomaram o café entre risos e assuntos banais, passou seu número para Wade que o mesmo já tinha anotado e chamado o Dopinder para leva-la até a Torre.

Müller chegou faltando dois minutos para seis, entrou no elevador agradecendo J.A.R.V.I.S por liberar a entrada dela. Durante o período que o elevador subia, sentiu seu celular vibrar no bolso da jaqueta, ela pegou sem pressa e viu que o número era desconhecido. Desconfiada de ser Hanks, Müller desbloqueou mesmo assim seu celular e abriu a mensagem: ”Chimichangas, hoje às vinte e um? Se até lá eu não tiver que fazer uns servicinho, até lá” riu e bloqueou o celular, já que o elevador tinha chegado ao seu destino.
Alguns dos Vingadores estavam se preparando para o treinamento enquanto Rogers e Romanoff conversavam sobre Müller.
– Ainda acho que passar ela por treinamento seria perda de tempo, o melhor mesmo seria passar para ela a nossa forma de agir e as estratégias.
– Romanoff, ela é apenas uma criança, além de você, ela não tem treinamento apropriado.
– Ela... – Romanoff foi interrompida.
– Eu tenho vinte e seis anos, Capitão, oi Nat. – falou colocando sua bolsa no canto.
– Oi, , está com a mesma roupa? – Romanoff estranhou.
– É, alguns probleminhas que eu tive.
Romanoff não falou nada, apenas olhou para a amiga e deu um sorriso de lado para , depois pegou a roupa de treinamento e entregou para que a mesma saiu balançando a cabeça em negação pelo sorriso de Müller. voltou com a roupa que estava usando dobrada e colocou junto de sua bolsa, desligou o celular e foi terminar de conversar com Natasha e Steven.
– Então, por onde começamos? – parou do lado de Romanoff.
– Por luta corpo a corpo. – Steven falou.
– É sério isso? Capitão, com todo respeito, mas por que lutar, já que lutamos aquele dia no teto do prédio?
’ – Para podemos te avaliar.
– Ok, é luta mesmo ou tenho que maneirar na força?
, treinamento como sempre. – Romanoff falou passando por ela.
– Nat e Sam começam, eu dividi em duplas. – Rogers explicou.
– E eu?
– Você vai lutar com Clint e eu vou analisar você. – Rogers falou sem tirar os olhos da dupla que treinava.
– Golpes precisos, punho firme, estabilidade, força, acho que estou bem. Bom, segundo Bucky, eu sempre estive bem para lutar, então.
– Você foi treinada pelo Bucky e pela Nat?
– Isso, estava escrito na minha ficha.
– Eu... Eu não sabia. – Rogers tento se lembrar da ficha.
– Bom, acho que agora você já sabe. – falou desanimada ao lembrar de Bucky.
Müller encostou-se a uma das paredes esperando sua vez chegar, era tão cansativo só de pensar que teria que ser avaliada novamente que ela ficou pensando em outras coisas e no Wade, até chegar sua vez. Rogers ficou prestando atenção nos golpes e postura de que era completamente impecável, sendo alguns golpes, ele mesmo tinha ensinado para Bucky.

Munique. Base da H.I.D.R.A.

Na base da H.I.D.R.A, improvisada pelos únicos membros que viveram, Hanks e uma mulher falavam sobre como eles conseguiram deixar com que a maior arma que eles tinham, escapasse como areia. Com base dos últimos relatórios que Kiyoko tinha deixado em um pen-drive, Hanks teve acesso e analisou todo conteúdo do Projeto 96 junto com a mulher. O foco com esse arquivo era poder achar o ponto fraco em Müller, ir atrás dela em New York e trazê-la novamente para Munique.
– Eu cansei, vou descansar, você continua, Sha, por favor, queremos resposta logo... Eu mando informação do estado dele por mensagem, fique atenta.
– Ok, Hanks. – A mulher respondeu.
Hanks foi até o quarto dos fundos, bateu duas vezes na porta e entrou logo em seguida. Verificou o estado do homem que estava deitado na cama e aplicou o remédio no homem que o mesmo agradeceu em um sinal com o olhar. Ao sair do quarto, Hanks recebeu uma ligação confidencial.
– Mar, como você está?
– Bem Hanks, eles descobriram.
– Sobre tudo?
– Não, mas estou conseguindo despistar algumas coisas e tirarei um deles do caminho.
– Obrigado Mar, você é incrível.
– Você avisa o Struker?
– Sim, pode deixar.
– Obrigada Ethan, até logo.
– Até logo, meu amor.


Torre dos Vingadores. Laboratório. Manhattan.

Era quase quatro da tarde e Müller tinha terminado a bateria de exames com Banner. Ela falou tudo que era anormal nela e fez algumas, pequenas, demonstrações de seus poderes para Banner passar pro Stark, pois os dois juntos iriam criar o uniforme de Müller. Depois disso, e Natasha saíram conversando até a sacada da Torre, ao chegar na sacada, Natasha perguntou sobre o fato dela ter preferido continuar com a roupa de treinamento e não colocar a dela novamente.
– Pode me dizer o motivo de continuar com a roupa de treinamento?
– Ah, digamos que eu não fui para casa ontem.
– New York está te fazendo tão bem assim? – Romanoff sorriu para Müller.
– Acho que sim, ontem, quando vocês foram embora, eu conheci um tal de Wade Wilson em outro nome, Deadpool.
– Deadpool? – Romanoff disse surpresa.
– Sim, mas só conversei com ele, nada mais, e bebemos e eu acabei indo para a casa dele, mas tenha calma, não transamos só capotamos de tanto sono.
– Wade é um mercenário.
– Ele me falou, mas é legal.
– Não fale que achou ele fofo? – Romanoff se segurou para não rir.
– Foi o que eu falei para ele. – gargalhou. – Wade é legal, ok? Ele tem alguns parafusos soltos, é mercenário, mas fora isso, ele é legal.
– Bom, o que posso fazer? Como alguém que deve dar conselhos, se cuide e tenha juízo.
– Pode deixar, terei e me cuidarei, mas pode ter certeza que você será a primeira a saber.
– O quê? – Natasha arregalou os olhos.
– Eu me referia se ele me pedisse em namoro.
Müller riu da expressão de Romanoff. sentiu seu celular vibrar várias vezes depois de ter ligado, ao olhar para o visor, viu mais de cinco mensagens do Wade, leu todas em meio a sorrisos e respondeu com um “Sim!” sem hesitação.
– Posso te fazer uma pergunta?
– Sim.
– Teria como você me levar até em casa? Preciso chegar um pouco rápido.
– Wade?
– Ele mesmo, me chamou para sair e se eu for de metrô, vai demorar muito.
– Claro, vamos.
Romanoff se despediu de Clint junto com Müller, avisou que só ia levá-la para a casa dela e depois voltava. Ao chegar em cas,a colocou a roupa do treino para lavar e colocou uma roupa para recebe-lo em casa, já que ela havia mudado os planos e dessa vez, Wade que iria com as tals Chimichangas para a casa dela.

4 meses depois. Junho.

saia de casa com seu copo térmico e a roupa de treinamento, pegou o metrô e foi direto para a Torre. Pelo trajeto tentava retornar as ligações que Natasha tinha deixado ontem à noite. Müller tinha saído novamente com Wilson e o celular dela tinha descarregado, não teria como ela saber que Natasha tinha ligado para ela.
subiu normalmente com o elevador, quando a porta abriu, ela viu Fury e a Agente Hill conversando com os Vingadores. Como ela não queria interromper a conversa, foi para o bar e ficou ali encostada em um dos balcões esperando a conversa terminar, mas era fácil de saber que a conversa se tratava sobre Sokovia. Müller estava tão entretida com a troca de mensagens que nem percebeu Fury e Hill passando por trás dela, nem mesmo Potts chegando perto dela.
– Oi, .
– Oi, Pepper. – Müller guardou o celular.
– Faz tempo que não nos vemos.
– Sim, apesar de eu estar aqui praticamente o dia todo, menos dois dias atrás.
– Eu estou ajudando Stark com a base de nova dos Vingadores, por isso estou sumida da Torre.
– Compreensivo.
– Veio treinar?
– Sim, cadê a Nat e o Clint? Eu preciso ver o que a Nat quer, ela ficou me ligando várias vezes ontem e eu estava ocupada.
– Nat saiu em missão. – Pepper avisou. – Tony vai te explicar junto com os outros. Vem, eles foram para o laboratório.
Pepper levou até o laboratório. Ao chegarem, colocou suas coisas em cima de uma cadeira e cumprimentou todos dentro do laboratório. Sam estava ao lado de Steven que os mesmos liam sobre Sokovia em uma das telas, Stark e Banner terminavam de analisar os ajustes finais do uniforme de Müller. Já fazia alguns minutos que Müller estava ali conversando com o Stark, Banner e Potts sobre a missão de Sokovia que Romanoff estava executando ao lado de Barton e Carter. Rogers já não aprestava mais atenção sobre as informações de Sokovia, seus olhos estavam voltados para Müller, analisando a mesma.
Depois que ficou sabendo que Natasha foi para Sokovia para apenas analisar o lugar, ela deixou Stark e Potts conversarem sobre a nova base e Banner terminar de ajustar cientificamente seu uniforme e foi conversar com o Capitão, porque afinal, Müller tinha percebido que o mesmo a analisava de longe.
– Desconfiado ainda, Capitão? – disse parando ao lado de Rogers.
– Tem como eu não desconfiar?
– Tem sim. – Müller disse sincera.
– Como? Sendo que você não atendeu os telefonemas da Nat anteontem e é nítido você sabe de alguma coisa.
– Eu não atendi, pois eu saí com uma pessoa, e antes que me pergunte, não, ele não é da Hidra e eu sei que você conhece, eu sei de tanta coisa, mas de Sokovia eu não sei, Schmidt nunca, nem se quer tocou nesse assunto comigo. – omitiu.
– Eu conheço? – Rogers olhou para Müller, interessado de saber quem era o homem com quem ela saiu.
– Aham, Wade Wilson.
– Deadpool? – Rogers disse surpreso.
– Ele mesmo, eu sai com ele e meu celular descarregou, mas pode ficar tranquilo, eu não estou tramando nada, nem estou por trás de Sokovia, pelo ao contrario, eu estou mais interessada que você.
– Pode ter certeza, não consigo acreditar em você.
– Pode ter certeza. – imitou Steven. – Você tem que pelo menos acreditar em mim um por cento, Capitão, eu não sou mais a Müller da Hidra, eu não nasci para matar injustamente. – disse olhando para frente com os olhos marejados.
Ela saiu do laboratório e foi a caminho da cozinha, pegou um copo d’agua e virou de uma vez só e encheu novamente. deu mais um gole e apoiou suas mãos na pia, respirou fundo e procurou uma válvula de escape para não voltar naquele laboratório e dar um sutil tapa no rosto de Rogers, mesmo depois de ter entregado tudo que tinha e falado tudo, ou melhor, quase tudo, ele ainda desconfiava dela. Mas ela não poderia falar nada, ela ainda estava com um pé atrás com Rogers em relação ao Barnes.
Pepper seguiu levando um celular onde Natasha estava entrando em contato. Natasha falou com por conta das informações que ela tinha passado para ela. Natasha disse que escutou falar sobre Maximoff, mas também no Spencer e que a única coisa que bateu com todas as informações que ela passou foi que Schmidt não sabia mesmo do plano e depois dele ter dado como falecido, era verdadeiro.
– Mas como assim mataram os Maximoff esse ano? Eu... olhou o corredor e voltou para dentro da cozinha. – Eu não acho lógica nisso. Segundo, o Superior falou que eles eram as principais armas do Struker, depois disso, eles mataram os Maximoff três meses depois.
– Acho que ele enganou mais uma vez vocês.
– E o que você sabe sobre o Spencer?
– Ele está supostamente junto com o Struker, mas a questão toda é: eu não sei se está como prisioneiro do Struker ou como aliado dele.
– Por toda via das dúvidas, você tenta pegar mais informação sobre ele. Nat, ele é a única família que eu tenho, não vou suportar saber que Spencer foi alvo da Hidra.
– Tudo bem, lhe deixo informada volto daqui a três dias.
– Eu... Se ele tiver como prisioneiro, por favor, traga ele para cá.
falou com a voz tremula.
, eu não posso, vai acabar interferindo na missão.
– Nat, por favor, não deixa ele ai.
– Tudo bem, preciso desligar.
– Ok, tchau, Nat.
– Tchau, .

desligou o celular e enxugou suas lágrimas, no meio do caminho para o laboratório, pensou o que dizer para Potts e conseguir tirar ela de lá, mas a única coisa que ela pensou foi em uma mentira mais idiota do mundo. entrou no laboratório entregou o celular e quando já estava saindo, ela chamou Pepper.
– Pepper?
– Pode dizer.
– Você poderia me ajudar em uma coisa, sabe, é, então, não é agradável dizer aqui, é muito assunto feminino.
– Claro. – Potts se levantou. – Vamos para outro lugar.
– Obrigada, eu agradeço, sabe, é meio estranho. – Elas se afastaram do laboratório. – Eu sei que não deveria ter mentido, mas não posso deixar que mais gente descobrir isso.
Potts e entram em um quarto que ficava ao lado do laboratório.
– Isso o quê?
– Natasha não queria só falar comigo, ela me passou informações e mais outras coisas, para simplificar tudo... Eu passei para ela o que eu sabia de Sokovia, não era muita coisa, mas eu passei. Eu sei que deveria falar isso muito antes, mas eu sinto mais confiança nela do que em outro ou até mesmo em você, mas eu confio em você Pepper e...
, respira. – Potts sorriu amigável. – É normal você confiar mais nela, se fosse eu no seu lugar, faria o mesmo.
– Desculpa, eu estou bastante nervosa.
– Da para perceber.
sorriu.
– Eu falei para ela que em dois mil e oito, eu tinha saído em uma missão particular para o Schmidt, desculpa, Caveira Vermelha, é o habito. Era particular e secreta ele estava duvidando de Struker e pediu para eu descobrir o que estava acontecendo em Sokovia, lá eu descobrir que Struker mantinham os Maximoff, eu nunca soube quem eram ou se eram pessoas, essa informação eu peguei com um Superior e fiz ele calar a boca sobre mim, era a única coisa que eu tinha conseguido tirar dele além de saber que Caveira Vermelha não deveria saber.
– Isso tudo em dois mil e oito? Você tinha quantos anos?
– Sim, dezessete.
– Tão nova.
– Faço missão desde cedo, já estou acostumada. – sorriu tristonha.
– Desde que idade?
– Oito, nove anos, por ai.
– Meu Deus. – Pepper falou espantada. – Poderia continuar?
– Claro, no dia seguinte, eu fui falar pessoalmente com o Struker, ele me jurou de pé junto que não estava nada fora dos padrões que Schmidt colocava para Hidra, então eu voltei sabendo apenas dessas coisas, três meses depois ficamos sabendo que os Maximoff tinham morrido Struker teve um colapso e matou ele, eu contei para a Nat, ela me ligou e disse que os Maximoff estavam mortos mas o que eu tinha contado para ela, que é o mesmo que te contei agora, batia com o que eles tinham descobertos tirando o Spencer. – respirou fundo. – Spencer é meu irmão, Pepper e eu não tinha nenhuma notícia dele até hoje. Nat disse que ele está com ele.s só não sabe se é como prisioneiro ou então como um membro da Hidra. – deixou algumas lagrimas escorrerem pela sua face.
– Você quer ajuda para saber mais sobre seu irmão, certo?
– Sim, eu sei que escondi essas coisas de vocês, mas acho que você percebeu que seu eu tivesse falado na mesa aquele dia, a agente Carter teria pulado no meu pescoço e o Picolé ali. – apontou em direção do laboratório. – Iria desconfiar mais do que já estava e ainda está e poderia me mandar para o governo.
– Está tudo bem, , eu entendo sua preocupação, você quer contar mais alguma coisa que você sabe?
– Fora que vocês já sabem, eu conto sim, eu fiz tanta coisa para Schmidt que eu nem saiba o que estava fazendo...
– Depois que eu conseguir as informações, você conta, agora, eu não tenho total acesso vou precisar do Tony para me ajudar, você vai se incomodar se eu contar para o Tony?... Qualquer coisa, damos um jeito para poder saber mais sobre seu irmão.
– Sem problemas, eu confio no Tony como se ele fosse uma pessoa tão próxima de mim. – Müller corou, ela se referia como um ente próximo, como pai.
– J.A.R.V.I.S, poderia chamar o Tony por favor? De modo discreto.
– Sim senhorita Potts.
– Você acha que o seu irmão possa estar do lado deles?
– Eu acho que eles fizeram o mesmo que fizeram comigo, fizeram como ele... Spencer pode ser mais forte que eu ou pode ser apensas um soldado da Hidra, é tantas hipóteses que eu não sei em qual focar.

No outro lado, os Vingadores discutiam o fato de Müller ainda estar muito calada. Stark, que já tinha compreendido o lado da garota, a defendida das acusações e suspeitas do Capitão Rogers. A discussão continuava sobre Müller até o celular de Stark tocar.
– Senhor, a senhoria Potts deseja que o senhor vá até o quarto ao lado.
– Mais que diabos você está me ligado, J.A.R.V.I.S?
– Senhorita Potts me pediu para ser discreto, senhor.
– Obrigado, J.A.R.V.I.S.
– Tony desligou o celular.
Tony pediu licença pra os heróis e se retirou do laboratório e foi para o quarto onde Potts e Müller estava.
– Pepper, por que você pediu para o J.A.R.V.I.S me chamar discretamente? – Stark indagou confuso.
precisa da nossa ajuda.
Potts, com a ajuda de Müller, explicou todo problema para Stark que ajudou sem pensar duas vezes. Durante a pesquisa, passou todas as informações que ela sabia que por sinal, Stark e Potts já sabiam de tudo só com alguns pequenos detalhes que eles não sabiam. Stark conseguiu violar o protocolo de segurança para conseguir os arquivos de Jethro e Alina Müller e também do Spencer Müller. Stark separou em três telas e fez um resumo de cada um, menos de Spencer, pois o conteúdo era mínimo. O último relato de Spencer era que ele estava matriculado em uma das faculdades brasileiras e morava com seus avós maternos. Depois disso, não se teve mais notícias de Spencer e seus avós.
Müller cogitou a ideia de analisar as câmeras de todas as ruas da Alemanha desde o último registro de Spencer, em 1996. J.A.R.V.I.S selecionou a foto da carteirinha de estudante de Spencer e fez a analise facial com as filmagens da câmera de segurança da Alemanha, em questão de segundos o resultado saiu dando negativo para as buscas de Spencer Müller.
agradeceu e foi para a sala de treinamento, colocou um saco de areia preso no gancho enfaixou suas mãos e começou a socar, Müller só saiu da sala de treinamento quando era onze horas e com Potts implorando para que ela descansasse e esfriasse a cabeça no quarto.

Capítulo 6 - Part II - Sokovia e Novas Informações.

Ao amanhecer, já estava de pé em frente à sacada da Torre. Ela observava o nascer do sol com a doce melodia do cantar dos pássaros, a vista era realmente de se invejar, e era incomparável a qualquer outra que ela já tinha admirado.
Müller estava com sua blusa do pijama ainda e com sua calça de corrida, em suas mãos, um bom, e de costume, café forte e quente. colocou a caneca dela flutuando ao seu lado para poder tirar sua blusa do pijama, ela dobrou e deixou junto com sua jaqueta que estava dobrada e pendurada no encosto do sofá. pegou sua caneca e deu um gole suave no líquido... suspirou fundo e virou em direção do elevador e esticando sua mão para poder pegar sua jaqueta. levou um susto quase deixando sua caneca cair. Steven Rogers estava parado alguns centímetro perto dela, seu olhar para Müller era calmo e tranquilo, não de alguém que analisava e desconfiava dela. tinha visto aquele olhar depois que ele descobriu que Müller era uma agente da H.I.D.R.A. Na verdade, não sabia o que dizer para alguém que sempre suspeitava e tentava adivinhar o próximo passo de uma “Agente da H.I.D.R.A.”, ela queria se aproximar de Steven, igual fez com os outros Vingadores e de Pepper, mas não imaginava que o homem que ela amava tanto poderia entregar para o governo a qualquer momento.
Capitão chegou mais perto de mantendo alguns centímetros de distancia da loira, ele a examinou de cima a baixo o corpo de parando em sua cicatriz causada pelo escudo. Seu corpo estava irresistivelmente não olhar, o sol que nascia batia contra a cor morena da pele de que fazia Steven a deseja-la cada vez mais, a brisa calma que entrava por uma fresta da janela que protegia a sacada, levava os fios loiros de para o rosto dela, Steven chegou mais perto e suavemente tirou os fios do rosto da loira com um leve sorriso em seus lábios, aquele contato breve fez com que o corpo de se arrepiasse todo, o que chamou a atenção de Steven para o colo do seio de .
Müller não sabia o que fazer, muito menos como abordar um assunto com o Capitão, além de sua respiração estava preste a sair do controle. Rogers desceu seu olhar e parou seu olhar na cicatriz, alguns segundos depois, ele subiu o olhar respirando fundo calmamente e analisando mais uma vez todas as curvas da morena, por fim, ele parou seus olhos no olhar de Müller.
- Foi daquele dia? – Rogers se referia a cicatriz.
- Sim.
- Me desculpa.
- Tudo bem. – disse sincera. – Ficou apenas a marca.
- Você não sente nenhuma dor?
- Não sinto nenhuma dor, nem incomodo, ela apenas atrapalha algumas vezes.
- Bom, me desculpa mais uma vez.
- Sem problemas, Steve quer dizer, Steven. – corou.
- Vai correr? – Rogers mudou de assuntou. Ele queria alterar a linha de seus pensamentos, e deixar aquela imagem criada pela sua própria imaginação de lado. Ele a beijando.
- Sim, estou até atrasada. – colocou a caneca em cima da mesa de centro e pegou sua jaqueta.
- Vamos então.
- É, você vai correr também? – não esperava pela aquela resposta.
tentava manter o mais normal possível, aquela mesma sensação que ela sentiu no laboratório de sua casa tinha voltado a tona novamente, e como desconfiava, ele era, sem dúvidas, o motivo da mesma sensação de descargas elétricas em seu corpo todo. O que agora não podia desconfiar ou duvidar, ainda mais vendo os braços definidos de Rogers, bom, era impossível não perceber com aquela blusa de treinamento dos Vingadores. Algo que fez os pensamentos de entrar em conflito com certas cenas.
- Vou, algum problema? Se tiver, eu vou a outro lugar, sem problemas.
- Não, só queria saber mesmo, vai se você ia a outro lugar, nunca se sabe. – deu os ombros, fingindo não se importar com a escolha do loiro.
- Você vai correr mesmo com essa jaqueta? Você pode passar mal.
- Estou acostumada.
- Você tem, é... Vergonha do seu corpo? – Steven perguntou meio acanhado, afinal, era um corpo pra lá de perfeito. Mesmo não sendo nas medidas de um corpo de modelo, foi esse um dos mil fatores que chamou a atenção de Rogers.
- Não é do meu corpo que eu tenho vergonha. – respondeu séria e referindo-se a cicatriz.
Eles saíram do elevador e andaram lado a lado em direção do parque Bryant Park. Ambos se aqueceram ajudando um ao outro, antes da corrida, Müller por costume, colocou o fone e deixou a música em um som razoável para escutar a movimentação do parque e saiu na frente com uma corrida suave para aquecer o corpo e deixá-lo o mesmo se acostumando com a movimentação repentina. Logo depois, Rogers alcançou Müller. mantinha seu foco na pista e naquela sensação que às vezes, fazia viajar a ponto de tropeçar no próprio pé. Ela sorria só de imaginar que tudo estava tranquilo e que alguns quilômetros atrás, ele estava com ela. se sentiu segura e protegida, uma sensação que ela só sentia ao lado de Bucky, mas ela tinha a certeza, não era a mesma sensação de segurança e proteção.
Uma volta completa e Müller aumentou seus passos ao som de I’m Alive. Müller aumentava a corrida a cada toque do guitarrista na corda grave, era bem normal para ela correr rápido Sem perceber, já que ela estava sendo “movida” pela música e passando da velocidade de uma pessoa “normal”. Ao olhar para o lado, ela percebeu que não era a única correndo na sua velocidade, Rogers a acompanhava sem esboçar nenhuma expressão, sem demostrar que estava cansado de acompanhar o ritmo da garota. Tirando Müller, que a mesma não tinha imaginado que Rogers estaria ao seu lado, Müller estava chocada ao ver Rogers ao seu lado.
- Você está bem? – Ele ria por conta expressão de Müller.
- Eu estou ótima. Eu que faço essa pergunta para você.
- Eu estou bem também.
- Não está cansado? – tirou um fone.
- Não, estou indo no meu ritmo normal.
- Bom, então temos algo em comum. – Müller sorriu.
- Queria ter algo a mais de comum com você. – Steven sussurrou.
- Oi? Desculpa, não entendi. – tirou o outro fone e colocou preso na alça de seu top.
- Nada... E o Wade? – Rogers perguntou um pouco mais sério.
- Está bem.
- Vão se encontrar hoje?
- Não, ele foi “trabalhar”. – fez aspas com os dedos.
- Hm.
- Terceira volta, cansado?
- Nem um pouco.
- Bom, então espero que continue assim até a sexta volta. – Müller apertou mais ainda a corrida.
- Hei, como assim sexta volta?
- Meu normal de voltas, ou você achou que eu canso fácil?
- Não.
- Vai comigo até a sexta volta?
- Quem sabe eu termino a sexta volta primeiro que você. – Steven saiu correndo com o sorriso mais lindo nos lábios.
Steven saiu a disparado ultrapassando que a mesma apertou a corrida e ficou lado a lado, outra vez, de Steven. O clima entre eles estavam tão amigáveis que aquela desconfiança que ambos tinham um com o outro parecia nunca ter existido, eles riam e conversavam normalmente até a sexta volta que os dois empataram.
Os dois pararam e sentaram em um dos degraus da escada, tomaram um pouco de água e retomaram a conversa sobre Wade Wilson. A cada pergunta de Rogers fazia, dava para perceber e entender claramente que ele queria saber se e Wade eram mais que amigos, coisa que deixava mais que claro, que a única coisa que se passou pela cabeça dela era em não ter algo com Wade.
Bom, até aquele momento.
Rogers e Müller voltaram juntos a Torre para terminar o treinamento deles juntos com Stark e Wilson. Os dois Vingadores, Stark e Wilson, estranharam e muito o modo que Steven e estavam agindo um com o outro. Qualquer um que visse aquela conversa entre sorriso dos dois, poderia imaginar que cada um, Müller e Rogers, estavam querendo saber de algo.

Casa de Müller. Bronx.

Depois do treinamento, Müller passou em sua casa acompanhada de Rogers, com o mesmo clima mais cedo. Eles pegaram o arquivo de que era da H.I.D.R.A e aproveitando que ela já estava lá, Müller arrumou a casa, já que ela ia passar os três dias na Torre até Romanoff voltar.
- Precisa de ajuda? – Rogers disse encostando-se ao batente da cozinha.
- Se quiser ajudar, eu tenho que arrumar a casa toda. Tony está me ajudando a mobiliar ela e a reformar, e acabei nem tendo tempo para poder lavar a louça e arrumar a casa toda. – disse sem jeito.
- Eu lavo a louça. – Steven foi em direção da pia.
- Eu lhe pago com um almoço. – deu um beijo na bochecha de Steven, fazendo o mesmo sorrir. – Tem algo especifico que você gosta de comer?
- Não.
- Bom, se é assim, eu vejo o que preparo para nós, eu vou passar pano no andar de cima, qualquer coisa pode ir lá.
- Ok, eu já subo para te ajudar.
Steven terminou de lavar a louça, que não era muita, enxugou e guardou a mesma depois de abrir todos os armários para saber aonde cada coisa ia. Depois ele colocou seu celular em cima da mesinha de centro e subiu para poder ajudar com os afazeres.
A loira estava em seu quarto arrumando o mesmo, ela terminava de dobrar o cobertor, Rogers apareceu no local sem fazer nenhum som ou algo parecido, ele chegou mais perto da garota para poder pegar a vassoura. Mesmo sendo sem intenção, Steven a assustou. Os dois riram da situação e conversaram limpando a casa toda.
- Stark vai modificar o laboratório também? – Steven indagou varrendo.
- Sim, mas eu falei que podia ser sem pressa, já que ele está fazendo a nova base dos Vingadores.
- Aposto que ele está quase terminando.
- Não duvido muito, é algo que ele gosta de fazer, então, ele deve estar terminando. – riu.
- Precisa de ajuda em mais alguma coisa? – Steven disse parando na frente de .
- Pode ser...
- Eu ajudo com... – Steven olhava para os lábios da morena. – As caixas.
Steven se aproximou mais de , ele entrelaçou sua mão na mão da loira e a puxou para mais perto sutilmente, hesitou para um contato mais próximo não queria aquilo, muito menos sabendo que Steven estava com Sharon e ela não estava presente.
soltou sua mão e andou em direção da porta, ela respirou fundo e colocou sua franja atrás da orelha.
-Tem umas caixas no meu escritório, poderia me ajudar? – A loira indagou fingindo que aquele momento não aconteceu.
- Sim.
Os dois entram no escritório, enquanto terminava de ajeitar os livros na estante com a ajuda de Steven, que o mesmo passava os livros para ela. Depois Steven ajudou a colocar as prateleiras atrás da escrivaninha. Ao termino, preparou o almoço, como prometido, fazendo uma receita bem leve que ela tinha encontrado na Internet, e mais uma vez eles lavaram a louça, mas Müller o ajudou.
Já era no fim da tarde e os dois estavam sentados no sofá tomando o vinho que tinha comprado. estava encostada em Steven segurando sua taça de vinho, eles conversavam sobre Bucky, na verdade, sobre coisas engraçadas que envolvia o soldado. Além disso, eles falavam de coisas aleatórias.
- Vou levar a taça para a cozinha, vai querer mais um pouco? – indagou se levantando.
- Não, obrigado.
levou a taça até a cozinha, a lavou e guardou para evitar que quebrasse, já que a taça era de Cristal e tinha ganhado da Pepper. Um mero presente de boas vindas a New York. Ao voltar para a sala, viu Steven desligando o celular e colocando em cima da mesinha de centro.
- Pode atender se for alguém importante. – Ela sentou ao lado dele.
- Era engano. – Ele omitiu.
- Menos mal, assim eu tenho mais tempo com você. – corou ao perceber que ela tinha falado mais do que devia.
- Eu concordo. – Rogers sorriu sedutor.
O loiro chegou mais perto da garota, ele manteve seus olhos fixados nos olhos de . Com um toque suave ele subiu sua mão passando pelo braço até chegar no pescoço da garota, ele acariciou o rosto dela em quanto sua outra mão a puxava para mais perto pela cintura de Müller.
Müller se aproximou mantendo seus olhos nos lábios e no olhar de Rogers, ela apoiou a mão no peitoral e apertando suavemente a blusa dele. Eles estavam se aproximando mais e mais, sem se importar com algo ou até mesmo se alguém chegasse.
estava já com poucos centímetros de distancia dele, na verdade, ela estava praticamente com a perna em cima da dele. As respirações de ambos estavam descontroladas, e eram elas o único som que se podia ouvir dentro da casa, Müller subiu sua outra mão colocando na nuca de Steven e naquele momento, onde os dois desejavam o beijo e com todo o prazer, nos dois sentidos, o celular de Steven tocou.
No momento o casal hesitou em atender, seus lábios já se tocavam para o começo de um beijo desejado e prazeroso, mas recuou se levantando e indo em direção da cozinha passando suas mãos em seu rosto.
- Pode atender. – disse calma e passando na frente de Steven.
Steven suspirou pesado e um pouco, ou melhor, muito irritado pelo seu celular ter tocado naquele momento. Ele pegou o aparelho, olhou no visor e pela primeira vez em sua vida, Rogers desejou para que Sharon não tivesse a disponibilidade de fazer ligação durante o resguardo da missão. Rogers atendeu o celular tentando demostrar que estava feliz com a ligação de Carter, ele se levantou e foi para o lado de fora da casa de .
- Sharon.
- Steve, espero não ter acordado você.
- Não, não, eu estava acordado.
– Rogers disse.
- Como assim acordado? Steve, já são dez horas da noite, está tudo bem por ai?
- Está tudo bem.
– Ele olhou para dentro da casa. – - Só não consigo dormir.
- Deve ser saudades de mim, eu chego daqui a três dias, meu amor.
– A agente riu acompanhada de Steven, que o mesmo riu forçado.
- Sim...
- Eu vou desligar, preciso ir, beijo, eu te amo.
- Até Sharon.
– Ele disse forçado.
Ao desligar o telefone, Sharon estranhou o comportamento de Steven, principalmente o fato de ele estar acordado até às dez horas da noite, não que aquilo estivesse errado, mas Carter conhecia Rogers, e sabia de cor a rotina dele e que para ele estar acordado até aquele horário, algo que apenas ela sabia o que o deixava acordado até aquele horário.
Rogers voltou para dentro da sala e encontrou encostada no batente da porta do armário debaixo da escada, ela tinha acabado de subir do laboratório e estava no celular com um sorriso nos lábios. Steven suspeitou que fosse Wade no celular e não acreditava que ela tinha a capacidade de fazer aquilo, aquele ato, depois de um quase beijo dos dois.
- Wade? – Rogers indagou seco e com ciúmes.
- Clint, ele me mandou uma mensagem de boa noite, por quê? Com ciúmes, Capitão? – indagou, se aproximando de Steven e segurando o riso.
- Clint, é, eu, eu não tinha o direito de saber quem era. – Rogers falou sem jeito.
- Tudo bem, você me leva para a Torre?
- Sim, vamos?
- Vou pegar minha bolsa, apaga as luzes da casa, por favor?
- Sim, .
subiu, foi até seu quarto e pegou sua mochila com as roupas limpas para poder passar os dias na Torre, além disso, ela pegou sua famosa jaqueta de couro e a vestiu. Steven já estava esperando na porta de casa, Müller só ligou o alarme de segurança que o próprio Stark tinha desenvolvido, digamos que se era para se superar o tempo, era Stark era um caso a parte.
Rogers abriu a porta do carro para a Müller que a mesma agradeceu com um sorriso. O caminho todo nenhum dos dois proferiu uma palavra, nem mesmo trocaram um olhar, não era atoa aquela falta de contato dos dois, ainda mais quando um beijo, ou melhor, um quase beijo era interrompido.
foi para seu quarto depois de se despedir de Steven com um boa noite extremamente rápido. Rogers foi para seu quarto da Torre, secou seu cabelo com uma toalha, já com a roupa de dormir e deitou-se em sua cama, seus pensamentos permaneciam naquele quase beijo, algumas hipóteses apareciam ser tão verdadeiras quanto o dia que os dois passaram juntos. O Vingador adormeceu sem saber em qual das hipóteses acreditarem, apenas relevando uma como a principal de todas, ele estava apaixonado por Müller.

Na manhã seguinte, Steven acordou no mesmo horário, cinco e meia da manhã, foi até a cozinha da Torre e encontrou passando o café, ele fez um som sutil para avisar que estava dentro do cômodo. Müller olhou para trás e deixou um pequeno sorriso esboçar em seus lábios.
pegou mais uma caneca e colocou um pouco de café para Steven e entregou para ele, que o mesmo agradeceu com um sinal com a cabeça.
- Bom dia. – Rogers deu um beijo na bochecha da loira.
- Bom dia. – Ela retribuiu o beijo.
- Vai correr hoje? – Steven indagou antes de dar um gole em seu café. – Está bom.
- Sim, vai comigo outra vez? Obrigada.
- Se você não se importar.
- Não mesmo, eu já volto. – disse lavando sua caneca.
- Ok, vai sair o mesmo horário que ontem?
- Sim, e no mesmo lugar, ou você quer escolher outro lugar? – parou na frente dele.
- Não, pode ser lá mesmo. – Steven se ajeitou no banquinho.
- Está bem, já desço. – Ela sorriu amigável e falou em um sussurro.
No trajeto que ela fez para ir até o elevador, Müller encontrou com Stark que o mesmo estava alguns centímetros da porta do elevador. Ela o cumprimentou e deu um beijo breve na bochecha de Stark e entrou no elevador.
- Picolé, uma raridade ver que a Tempestade não está aqui. – Tony disse pegando um copo com água e com um sorriso nos lábios por conta do trocadilho.
- Apenas a cumprimentei.
- Bom, pelo menos estão se entendendo.
- Bem mais do que eu imaginei, Tony.
- Steve, ela é legal e confiável, acredite em mim... Se aproxime dela, ela te faz bem.
- Do que você está falando? – Rogers indagou confuso.
- Estou falando do modo que você olha para ela, precisa ver se não ficou congelado nenhuma parte do seu celebro, picolé.
Tony encheu o copo de água e levou para Pepper que estava esperando seu namorado no quarto.
voltou para a cozinha com sua jaqueta e uma regata branca, onde seu top cinza florescente aparecia por de baixo da mesma, já que a mesma era meio transparente. Ela parou na frente da geladeira e abriu para pegar suas duas garrafinhas d’água, colocou em um cinto porta garrafa especial que ela mesma projetou.
Rogers precisava parar de ficar a admirando, em outras palavras, a desejando. Os dois saíram da Torre e foram andando até o parque Bryant Park, os dois se aqueceram juntos e ajudando um ao outro, e depois discutiram o tempo do circuito, pois, precisava voltar para a Torre para poder fazer o teste de seu uniforme e ver se precisava fazer alguns ajustes, algo que ela mesmo sabia que seria impossível, já que era Bruce e Tony que estavam fazendo o uniforme.
- Quantas voltas você vai da hoje? – Steven indagou parando ao lado dela.
- Não sei, acho que menos do meu normal.
- E qual o seu normal?
- Seis voltas, então eu vou dar umas quatro voltas, por ai. – disse normalmente.
- Isso que era bem menos do seu normal. – Rogers deu um sorriso de lado.
- Ah, está normal para mim, e qual vai ser o assunto de hoje? Wade? – segurou o riso.
- Não. – Steven disse disparado. – Como você descobriu seus poderes? – O Loiro disse mudando de assunto rapidamente.
- Ah, bem, foi algo meio que estranho, quer que eu conte todas as formas que eu descobrir eles?
- Sim, claro se você não se importar.
- Claro que não, bom, começou assim, em uma das missões que eu estava fazendo para o Schmidt, eu sabia que ia ter algo diferente em mim, mas nada tinha passado de apenas resistência, imune a dor e outros fatores...
estendeu sua mão para poder pegar a faca, apenas usando sua força de vontade, ela conseguiu pensar calmamente e executar com seu poder suavemente, sem muitos esforços. Isso também não mudou para poder ler os pensamentos e as memórias dos seus inimigos, ela apenas olhava para os olhos deles e sem esboçar que ela fazia aquele ato, tudo isso sem os mínimos auxílios de qualquer coisa que envolvesse o laboratório tudo pela vontade própria dela mesma, algo que deixou a cientista Kiyoko intrigada na época e até hoje, porque os poderes dela só apareceram mesmo quando ela precisava utilizá-lo. E em questão dos seus olhos virarem pretos, bom...
- Não é algo de se dizer que descobri dentro do laboratório, foi algo que descobri por conta da necessidade. – completou.
- E você conseguiu saber o porquê seus olhos ficam pretos?
- Segundo o que eu conheço de mim mesma... – deu um gole em sua água. – Ele só muda de acordo com meus sentimentos apenas.
- Faz sentido para aquele dia. – Steven se referia ao dia do laboratório.
- Sim, me desculpe mais uma vez. – disse cabisbaixa. – Aquele dia eu estava mais do que irritada e nervosa com você, então eles ficaram pretos, no dia que eu recebi a noticia que a Nat tinha sido... Enfim, eles ficam pretos pelo fato de eu ter sofrido ao saber que ela tinha falecido.
- Tudo bem, eu entendo, terceira volta, chego primeiro. – Rogers disse mudando de assunto e ao mesmo tempo rindo.
- Duvido, mais uma vez, eu irei ganhar. – saiu disparada.
- Você está enganada, nós chegamos juntos ontem.
- E deveríamos ficar juntos. – Müller disse em um sussurro bem imperceptível.
Eles terminaram a corrida, passaram em uma das lojinhas onde vendia mantimentos, compraram água, já que estava muito quente o clima, era quase meio dia e o sol de meio dia era extremamente quente e andaram calmamente e conversando até a Torre dos Vingadores.
Já na Torre, depois de ter voltado da corrida e da pequena loja, testou seu uniforme sob a orientação de Banner e Stark que junto dos três, fizeram uns ajustes na roupa. Que a própria sugeriu aos dois Vingadores, e além da sugestão, eles falaram de como a I.A poderia estar conectado com o uniforme e a casa de , ia demorar algum tempo mais Stark ia fazer com a maior satisfação para Müller.
- Então, depois que eu conversei com o Steve, lembrei-me de um fator importante que devemos colocar. – disse se virando para os dois, ainda vestindo seu uniforme. – Como eu não sinto nada de dor, um índice de ferimento poderia me ajudar.
- Eu me esqueci disso. – Bruce falou fazendo algumas anotações na folha. – Eu vou colocar, só vou fazer alguns cálculos e depois você experimenta outra vez.
- Sem problemas, e quanto tempo vai durar?
- Ah, umas duas horas, no máximo duas horas e meia, sabe, eu vou ajudar com essa parte, até porque, eu... – o interrompeu.
- Tem a tecnologia mais avançada. – riu. – Ok, vou tirar o uniforme, quando ficar pronto, é só me chamar, vou estar com a Pepper.
- Ok. – Os dois falaram juntos.
ficou conversando e ajudando Pepper com o almoço, que as duas colocaram a mesa com os pratos que ela tinha preparado, tudo no conforme. saiu para poder comprar refrigerante gelado, e bem gelado e claro, voltou com um pote de sorvete, na verdade, três pote de sorvete, até porque apenas um não seria o suficiente para seis pessoas.
No cair da tarde, Stark chamou Müller para fazer o teste final do uniforme, e ficou perfeito, ela testou e tudo estava ótimo nos devidos ajustes e conformes, principalmente as cores, azul meia-noite e roxo meia-noite, a loira agradeceu a ajuda e o uniforme ao Banner e Stark, que os mesmos agradeceram com satisfação, agora era só vir alguma missão para poder utilizar seu mais novo uniforme ao lado dos Vingadores.
ainda estava acordada em plena madrugada, sentada no sofá de frente para uma grande parede de vidro ela olhava o céu estrelado procurando algumas respostas, ela se ajeitou no sofá para colocar os papeis com anotações em uma ampla visão onde ela conseguisse ligar cada anotação. Müller buscava respostas sobre a Identidade de Spencer Müller e sobre o paradeiro de Bucky Barnes.

(Escute)

A garota aumentou um pouco mais o som de seu celular que o mesmo tocava Kiss Me.
Rogers viu a garota concentrada, lendo um papel que estava em sua mão, seu cabelo preso em um coque improvisado e desajeitado. Com a nuca descoberta, a massageou para poder relaxar a tensão, era uma cena convidativa. Steven não sabia por que daquele desejo vir a tona, mas ele desejava beija-la, fazer uma trilha de beijos por cada extensão da pele morena dela, até chegar nos lábios de .
- Não sabia que você gostava do Ed Sheeran. – Steven falou atrás do sofá.
- Puta, que susto, quer me matar do coração, Rogers? Eu sei que você não confia em mim, mas também não precisa me matar. – encostou-se ao encosto do sofá soltando a folha.
- Me desculpe, não imaginei que você estivesse tão concentrada. – Ele olhava a movimentação da respiração acelerada de .
- Tudo bem. – falou mais calma. – Eu só estava aqui na madrugada sozinha e não esperava alguém atrás do sofá. – Müller riu. Steven riu, acompanhando a morena.
- Precisa de ajuda?
- Acho que preciso.
pegou alguns papeis e entregou, Steven sentou-se ao lado de lendo as anotações e falando com o que batia com o que ele sabia sobre Bucky e com todas as informações possíveis. e Steven não chegaram a nenhum resultado, ela estava tão cansada de perguntas sem respostas e até mesmo de Barnes não ter entrado em contato com ela, que Müller jogou as folhas no chão e afundando seu rosto em suas mãos soltando um “Eu desisto de procurá-lo” abafado.
Steven aproximou-se mais de e puxou para um abraço apertado e caloroso, Steven a mantinha em seus braços e puxando cada vez mais para perto de si como se ele quisesse mostrar definitivamente que estava ali apenas por ela e por mais ninguém, ele acariciava com delicadeza os cabelos e a bochecha de tão calmamente que Müller pôde sentir novamente aquelas correntes elétricas em seu corpo, ela se afastou e olhou naqueles olhos azuis de Steven. respirou fundo e calmamente ela o encarava com tranquilidade sem tentar decifrar o que ele ia fazer naquele momento.
Rogers apenas agiu por impulso misturado com vontade que ele sabia e precisava saciar. Ele chegou mais perto de que a mesma já tinha seus olhos fechado, ele encostou seus lábios nos lábios da garota... O beijo foi completamente diferente para ambos principalmente para Steven, as sensações e os sentimentos que eles estavam sentido exatamente naquele momento era único e diferente, diferente de que ele já sentido com a Peggy e com a Sharon. Era tão inexplicável que nem ele e nem ela não desejava parar o beijo.
Ele desceu os beijos, beijando cada extensão do pescoço de , e pelo mesmo caminho, e com a respiração de ambos ofegantes, ele voltou a beijar os lábios de , mas o beijo dessa vez estava mais caloroso, mais intenso. Mas algo em Müller fez com que ela separasse seus lábios dos lábios do Capitão, ela levantou rapidamente do sofá e foi em direção de seu quarto deixando para trás, Steven completamente confuso e os papeis sobre Spencer e Bucky espalhados.

Capítulo 7 - Ah, o Amor...

Depois do almoço, no dia seguinte, esperou que todos se retirassem da sala para poder conversar particularmente com Steven sobre aquela madrugada. Rogers parou do lado dela olhando pela grande parede de vidro pensou em algumas coisas para falar sobre ontem, mas foi mais rápida nas palavras.
– Steve. – continuava olhando para frente. – Sobre ontem, eu acho, ou melhor, na verdade, eu tenho certeza, temos que esquecer o beijo, foi sem dúvidas uma fraqueza de ambos e pelo fato de eu estar desesperada para achar respostas e outros fatores, eu sei que você ama mais que tudo a Sharon, e eu tenho certeza que foi apenas um deslize de ambos principalmente meu.
...
– Espera, eu não terminei. – olhou para Rogers. – Aquele beijo foi mais um leve teste para eu saber se eu estou mesmo amando o Wade. – Ela disse em alto e bom som para ela mesma escutar.
– Como? Desculpa, me deixa ver se eu entendi, você me usou como teste para saber se você gosta mesmo do Wade? – Rogers falou indignado.
– Sim. – disse mentindo para Steven. Ela o amava, mas não podia interferir em um relacionamento, principalmente com a Sharon em campo.
– Típico da Hidra, espero que Wade não se machuque com você.
– Eu pelo menos confio nas pessoas. – Müller falou tentando se manter fria.
– Se você se refere da minha desconfiança, deveria parar e olhar para si mesma. – Rogers olhou em sua volta, ele sabia que ela se referia à desconfiança dele. – Alguém que usa os outros para saber de um sentimento fútil, deveria ficar quieta ao falar dos outros. – Steven falou baixo. – E tomar cuidado com o governo.
Rogers saiu perplexo com Müller e a atitude dela, se depois daquele beijo ele teve a certeza de alguns sentimentos ele também teve a certeza que aqueles sentimentos só apareceu por conta dela ser “nova” na equipe.

28 de Junho. Um dia depois.

Romanoff, Barton e Carter voltaram com informações de Sokovia e de Spencer. Müller tinha passado lá durante os três dias como ela já tinha programado, assim facilitava para ela poder saber mais sobre o Spencer.
Quando Natasha chegou, Pepper pediu para que J.A.R.V.I.S avisasse Müller; saiu de seu quarto e foi direto para a sala abraçou Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e apenas com um sinal com a cabeça para a Agente Carter a cumprimentou; Enquanto perguntava sobre Spencer, Rogers passou por Müller às pressas, indo em direção a Carter ele a abraçou e deu um beijo demorado, mesmo com a presença de no local Rogers ignorava o fato ocorrido no dia anterior.
– Vem, eu escrevi em alguns papeis sobre Spencer. – Natasha falava em um tom baixo. – Quando for para a casa ou um lugar mais calmo, eu lhe entrego, Fury vai vim para cá.
– Eu agradeço Nat.
– Fury já está a caminho, Tony? – Romanoff indagou.
– Sim, eu pedi para J.A.R.V.I.S avisá- lo.
– Ok, vou descansar um pouco e volto quando ele chegar, , vamos ai conversamos sobre ele. – Natasha sorriu.
– Claro, quer saber de qual parte? Da parte que saímos mais de mil vezes ou da parte que tenho uma probabilidade grande dele estar gostando de mim?
Sharon e Steven foram para um canto para poderem conversar e matar saudades um do outro. Rogers a abraçava pela cintura enquanto Carter falava sobre a conversa que ela escutou de Romanoff e Müller pelo telefone, contou que ela tinha escutado claramente que Romanoff sabia de informações a mais sobre Sokovia e que Müller tinha passado para ela antes da viajem e que estava interessada em um tal de Spencer.
– Nat sabia e não contou para a gente? – Steven indagou.
pode ter manipulado a Natasha.
– E o Clint?
– Ele deve saber, os três sempre andam juntos.... Você vai avisar o Tony e Fury? – Sharon indagou.
– Vou conversar primeiro com o Tony, depois ver até aonde essa história vai chegar.
– Ela deve está planejando algo, ou melhor, já deve ter planejado Steve, devemos entrega – la para o governo. – Sharon disse pegando o celular. – Vou escrever uma mensagem pro Ross, avisado sobre o riso que ela é para todos os cidadãos.
– Não! – Steven disse tirando o celular da mão da loira. – Não vai avisá-lo.
– Mas Steve.
– Eu tenho que conversar com ela primeiro, e você não vai ligar ou avisar o Ross, sem antes eu autorizar. – Rogers disse autoritário, enciumado e principalmente, com medo que algo acontecesse a Müller, afinal ele a amava e sabia o que poderá acontecer com ela.
Sharon e Steven voltaram para perto de Stark e os outros, determinado em perguntar se os outros sabiam que Müller continha informações sobre Sokovia. Depois de Potts confirmar que ela sabia sobre as informações de Sokovia e de outros os planos e informações da H.I.D.R.A que eles já tinham conhecimento, e que Stark também sabia Rogers se indagou o porquê ela escondia dele todas as informações que ela passou para os outros e ter excluído ele.
Steven sentou no sofá junto com Sharon, no período que ela descansava, os pensamentos do Capitão estavam em , ajuntando cada ação dela para ele ter chegado a aquele ponto de convencer Stark e os demais em tirar ela, Müller, dos Vingadores, já que ele não se sentia mais seguro e não conseguia nem se quer confiar em Müller. Ou será que no fundo, a única coisa que o Capitão desejava era protege-la de Ross?
Fury chegou depois de três minutos que Gavião Arqueiro, Viúva Negra e Agente 13 chegou. J.A.R.V.I.S avisou e Natasha que o senhor Fury já estava na Torre. As duas foram em direção para a sala de reunião onde estavam todos, quando as duas entraram no local Fury olhou para Müller diferente, a reconhecendo mesmo Müller estando loira e não ter se apresentado.
Senhor Fury, acompanhado da Agente JJ, pediu todas as informações sobre Sokovia principalmente o que eles descobriram lá, depois que os três passaram o relatório para Fury, se pronunciou apresentando-se e relatando resumidamente o que ela era e o que hoje ela tinha se tornado, além da apresentação extremamente formal Müller passou todas as informações para Fury e Agente JJ sem delongas; Ambos indagaram com milhares de perguntas sobre a H.I.D.R.A e Müller continuou a responder. Mesmo com tudo que tinha respondido, Rogers não criou nem um por cento de confiança em Müller. Em outras palavras, Müller não era uma aliada e sim uma inimiga que estava prestes atacar quando todos menos esperassem.
Depois daquela pequena reunião, Müller, que a mesma já estava no treinamento, recebeu uma ligação de Wade pedindo urgentemente que eles se encontrassem, avisou Sam que teria que sair antes de terminar o treinamento e que iria repor no dia seguinte.

Algum Beco de Manhattan. Três horas da tarde.

Müller chegou ao local marcado pelo Wade, ele estava escorado em uma das paredes do beco usando ainda seu uniforme, sua aparência não era uma das melhores, ele estava com uns cortes em seu uniforme, mas seu corpo estava intacto, sua expressão facial era uma das piores. o ajudou a entrar na casa da senhora cega, Al, Müller ajeitou os equipamentos dele em um canto perto do sofá e sentou ao lado dele.
– Me diga o que aconteceu para você ter me chamado tão urgentemente assim?
– Qual era o nome do cara que foi atrás de você?
– Ethan Hanks, por quê?
– Eu acho que ele continua atrás de você.
– Ele está aqui em New York? – disse assustada.
– Não, eu precisei dar um pulinho na França, sabe como é, devia uma ajudinha para o Colossus, e por algum motivo, eu o escutei falando seu nome, a verdade é que você me atrai e então eu fui ver se ele não tinha capturado você de vez, eu fui delicadamente e sai atirando nele.
– Você é louco? Wade você quer morre?
– Eu não morro.
– Foda-se, mas que merda você fez! Ele vai vim aqui, você acha isso incrível, ele deve estar louco pela minha cabeça! – se levantou do sofá.
– Hei, volta aqui. – Wade puxou ela pela mão. – Digamos que ele está morto, então fique calma e se ele não morreu, ele deve estar assustado comigo já que eu me regenero facilmente.
– Assustado? – o indagou.
– Sim, ele saiu correndo.
– Hanks saindo correndo e assustado? Daria tudo para ver a cara dele.
– Foi engraçada, acredite.
– Mas por que você me chamou urgente?
– Para saber se você estava realmente bem, eu me preocupo com você. – Wade abraçou Müller apertado.
– Vocês vão ficar aqui até que horas? – Al perguntou.
– Até eu melhorar agora se manda, estou um pouco ocupado. – Wade falou beijando o pescoço de .
– Tenha modos caro Wade ou eu te deixo aqui com a Al.
– Não precisa, me fale, ele não veio mesmo atrás de você?
– Não, eu passei esse tempo todo com os Vingadores, ele não teria coragem, você foi quando para França?
– Ontem à noite.
– E por que não me avisou?
– É complicado.
– Me lembrarei disso na próxima vez.
Wade ficou olhando para em silêncio sem fazer nenhuma piada, a mesma percebeu o modo estranho de Wade, pois ele não ficava quieto nem um segundo muito menos quando ele estava acompanhando.
– Você está bem? – indagou.
– Eu senti medo pela segunda vez.
– Como assim você sentiu medo pela segunda vez?
– Primero, foi em saber que eu ia perder a Vanessa, o que concretizou pela essa aparência. – Wade falava sério. – Depois, quando eu escutei Hanks cuspindo seu nome, eu juro que achei que você estava com ele.
– Mas eu estou aqui, com você, certo? Ele não é louco de sair assim e me capturar, Wade.
– Mas eu tive medo.
Wade colocou sua mão na nuca de e acariciou a mesma, ele chegou mais perto de encostando sua testa na dela que a mesma nem hesitou em recuara ou parar a ação de Wade; se ajeitou mais perto de Wade sem deixar nenhum espaço entre eles, ela mantinha sua mão apoiada no tórax de Deadpool, sem mais delongas Wade beijou em um beijo rápido e apaixonante; Com o passar o beijo foi ficando cada vez mais quente e mais caloroso, a mão de Wilson já se encontrava na cintura de Müller quase indo para a coxa da garota.
– Eu acho melhor pararmos por aqui. – separou de Wade e se levantando.
– Agora que ia ficar muito bom?
– Sim, agora, temos que ir ou você vai ficar com a Al aqui?
, você não parou o beijo...
– Eu parei porque o clima estava esquentando, não é porque conta da Arma-X acredite em mim, é por outro motivo também, vamos para sua casa que eu conto para você.
– Vamos. TCHAU AL CEGA! – Wade gritou.
– Eu sou cega não surda seu idiota, tchau querida você é um amor, sua mãe lhe educou muito bem.
– Obrigada. – disse escondendo sua tristeza.
Wade e chegaram no apartamento de Wilson, ele ajeitou seu equipamento e trocou de roupa enquanto passava um café forte para eles; serviu Wade e a si mesmo, enquanto tomavam o café. Müller explicou o outro motivo para Wilson. disse sobre seus poderes e sobre o fato dela não conseguir controlar eles quando eles misturam com os sentimentos a flor da pele, e ela não sabia se eles tinham a capacidade de se misturar naquele certo momento.
Até onde ela sabia, infelizmente quando você se torna um ratinho de laboratório, muitos experimentos são feitos com você, e com toda a certeza foi o que aconteceu com a , só quem um detalhe ela não sabia e nunca iria lembrar.
– Então é isso, eu achei que fosse por minha causa.
– Não Wad, eu não sei se vai afetar algo estou tendo essa hipótese já que não consigo ter um controle exato dos meus sentimentos com os meus poderes.
– Isso explica muita coisa.
– O fato de fazer parte dos Vingadores?
– Também, e o fato de você demorar muito para ser derrubada pelo álcool aquele dia.
– É fazer o que, a Hidra que me fez assim então posso dizer que eu sei muito bem como é ser um ratinho de laboratório. – riu pelo nariz.
– Bom. – Wade se levantou. – Vamos testar? Wilson puxou Müller pela cintura. – Você nunca vai saber se não tentar. – Ele conduziu Müller até a cama.
– Eu disse que não é uma boa opção.
– Tudo bem, podemos achar várias formas pela frente, você quer que eu faça um striper para você?
– Não precisa, prefiro eu mesmo tirar.
tirou a blusa de Wade e jogou em um canto qualquer e voltou a beija-lo intensamente, Wilson tirou a blusa de e a deitou na cama retirando todas as outras peças de roupa que Müller usava e que ele também usava; Wilson beijou cada extensão do corpo de Müller de um modo que deixava cada vez mais perdida com o toque de Wilson, no momento em que eles iriam literalmente começar, Wilson a surpreendeu do começo ao fim, até ambos perderem o fôlego algo que poderia durar mais de horas.

Na Torre dos Vingadores, Rogers e Carter conversavam particularmente sobre Müller e ambos estavam decididos em investigar mais a fundo sobre Müller. Quando a conversa terminou, Rogers foi conversar com Wilson sobre o ocorrido da madrugada e as dúvidas que ele ainda tinha, fora conversar sobre o investigação por fora que eles estavam fazendo sobre o Barnes.
Rogers foi até a garagem e pegou sua moto e foi em direção a casa do Sam Wilson. Depois de uma conversa rápida Steven falou sobre o que precisava até chegar ao assunto mais sério que ele queria tratar com o amigo, o beijo que ele deu em Müller; Steven explicou tudo desde a manhã, do dia da corrida, até a madrugada do beijo e só pela explicação Sam ficou em choque com o modo que ambos tinham se tratados já que os dois nunca foram tão amigáveis, nem a ponto de trocar sorrisos muito menos de se beijarem.
– Você tem certeza que ela falou a verdade? – Sam indagou.
– Ela falava a verdade, era nítido nos olhos dela e na firmeza que ela pronunciava as palavras.
– Você sente algo por ela? Desculpa a pergunta Capitão, mas você está muito preocupado com esse beijo e com o que ela te falou.
– Eu não sinto nada por ela. – Rogers falou para si mesmo ouvir. – Eu amo a Sharon.
– Então Capitão, melhor esquecer isso já que você ama a Sharon.
Rogers não respondeu seus pensamentos estavam longe.
– Steve...?
– Desculpa, eu não sei onde estava com a cabeça.
– Eu posso até imaginar. – Sam se referia a Müller.
– Não vai ser fácil esquecer.
– Ela deve estar em outra há essa hora, a Sharon sempre foi à garota que você amou então uma leve indireta. – Sam deu um gole e, sua cerveja. – Peça ela em casamento.

Casa da Senhorita Potts.

Stark tocou a campainha e ajeitou seu terno, verificou os presentes e esperou Potts abrir a porta. Stark entrou e entregou o buquê para Potts e deu um beijo rápido nela, Pepper tinha preparado um jantar já que Tony tinha feito essa proposta para ela mais cedo, em troca dele parar de mexer em novas armaduras; Depois que eles terminaram de jantar, Stark esperou Potts pegar a sobremesa para poder deixar uma caixinha em cima da mesa.
– Tony, o que é isso?
– Abra Pepper, deixa que eu seguro os pratos.
Tony colocou os pratos em cima da mesa, enquanto Pepper abria a pequena caixinha.
– Tony é muito lindo. – Potts tirou o anel de dentro.
– É, eu tenho bom gosto. – Tony pegou o anel. – Quando demos aquele tempo, sem dúvidas eu percebi e senti que não ia nunca mais conseguir ficar longe de você... Senhorita Virginia “Pepper” Potts, você aceita ser a Senhora Stark?
– Sim!
Potts pulou no colo de Stark fazendo com ele perdesse a estabilidade de seu corpo; Tony levou Pepper para sair em comemoração ao noivado deles e para pensarem como seria e aonde seria e também a data, algo que teria ser meio que de imediato por conta das missões que os Vingadores executariam nos decorrer das semanas e nas reuniões da Industrias Stark que Potts não poderia desmarcar.
Potts teve a ajuda de e Natasha para programar todo o casamento, desde os preparativos até o vestido de Pepper. Como que era a que tinha menos “trabalho” dentro dos Vingadores era a que mais ajudava Pepper nos preparativos.

Manhattan. Apartamento do Senhor Wilson.

– Wade. – se ajeitou no tórax dele. – Você disse que o Hanks estava na França?
– Sim, perto em umas das ruas quer dizer becos de lá.
– Mas ele aparentava estar preocupado, calmo? – apoiou o queixo e olhou para Wade.
– Ele estava calmo, falava de você com uma mulher, mas antes de falar seu nome ele falou que já tinha passado em Sokovia e só estava visitando Paris, ele falava a verdade era nítido isso e estava calmo antes de eu aparecer.
– Então ele não estava me procurando, ele queria saber sobre Struker.
– Stru quem?
– Struker, um cara da Hidra.
– Já ouvir falar da Hidra.
– Eu recebi informação que supostamente, meu irmão estaria no mesmo lugar onde os Struker está.
– Se ele estiver mesmo, teria logica de Hanks der ido para Sokovia. – Wade refletiu seriamente.
– Eu vou precisar de ajuda, Wade, sei que os Vingadores podem ajudar, mas eu também preciso da sua ajuda.
– Eu ajudo. – Wilson deu um beijo em Müller virando-a na cama.
Com o decorrer dos meses, conseguiu ganhar a confiança de alguns da S.H.I.E.L.D e também dos Vingadores como o único, que restava e ela tinha certeza que era só questão de tempo, era o Sam claro que eles se aproximaram por conta do treinamento e do tempo que tinham que passar juntos para discutir sobre Sokovia, e a Sharon bom essa era uma que ia demorar de ganhar a confiança mesmo ela sabendo que aqueles leves sentimentos voltava as vezes, indesejavelmente, quando e Steven passava por alguns minutos sozinhos em algumas missões designada para os Vingadores.

01 de Agosto. Budapeste.

Romanoff e Barton tinham que voltar para Budapeste em missão para S.H.I.E.L.D, e Fury exigiu que fosse junto deles, para ele avaliar seu desempenho em campo ao lado dos Vingadores; colocou pela primeira vez seu uniforme que Stark e Banner tinham feito especialmente para ela, Müller colocou suas armas nos coldres e foi em direção da garagem e entrou no carro a caminho da S.H.I.E.L.D onde eles iriam com um dos aviões.
– Fury. – cumprimentou Fury.
– Müller, está pronta para sua primeira missão com os Vingadores e ao lado da Shield? – Fury indagou.
– Claro, estou sempre pronta.
– Eu passei o objetivo para Romanoff ela te explica tudo durante a viagem.
– Ok, senhor.
– Até mais agentes e Müller.
Fury, que o mesmo estava disfarçado, se retirou e foi em direção da área segura, ao lado de Phil, e ficou observando o avião decolar; Romanoff passava o objetivo para Müller que aprestava atenção atentamente nas palavras da ruiva.
– Azul meia noite e roxo meia noite. – Romanoff falou da cor do uniforme.
– É o habito não resistir em deixar essas cores de lado.
– E o Wade? – Clint perguntou sério.
– Estamos bem.
– Esse “estamos bem” se refere a que modo? – Natasha indagou.
– Que estamos bem, juntos sem nenhum compromisso, nos vemos nos tempos livres e ele está me ajudando com a busca do meu irmão, eu disse que ele é legal.
– E aquela beleza dele não atrapalha? – Clint falou ironicamente.
– Olha, ele é mais bonito que o Caveira Vermelha. – Müller riu acompanhada dos outros.

Müller, Gavião Arqueiro e Viúva Negra desceram do avião e foram a caminho do lugar marcado. Eles reviram o plano antes de atacar. Müller ficou apenas de alguns metros esperando eles chagarem no local combinado.
– Entramos, Müller, em qual corredor está marcado?
– Ultimo corredor, depois a segunda porta a direita, depois vocês sobem é tipo um alçapão, tenho permissão para sair?
– Sim, vamos precisar de você.
– Chego ai em dois minutos.

saiu do quiosque e foi em direção do prédio abandonado ela entrou pela porta do fundo e pela primeira vez não sacou a arma. Passou pelos poucos seguranças usando seus poderes, Müller chegou rapidamente onde as armas da fase 2 estavam escondidas Viúva Negra e Gavião Arqueiro já estavam apostos ajuntando e verificando todas as arma, entrou avisando que era ela para não haver problemas.
– Estão todas aqui? – Müller indagou.
– Sim, esses caras acharam que não íamos acha – las. – Clint respondeu.
– São muitas, vai da muitas levas e vai demorar muito.
– Nat, eu posso levar, eu levo tudo só trazer para mais perto a aeronave.
– Você consegue?
– Posso tentar, está tudo aqui?
– Sim.
– Eu vou buscar o avião. – Clint avisou.
– Agradeça por ser um terreno distante e um prédio abandoado, poderia dar um jeito nessas janelas? – pediu.
Müller se concentrou e tirou todas as armas de dentro do alçapão, depois ela foi para o avião junto com Romanoff que ficou mais que admirada pela que ela tinha se tornado. Müller descansou a viagem toda até a base da S.H.I.E.L.D. Assim que eles chegaram, foi direto para o escritório, secreto, do Fury depois da missão ao lado dos agentes ainda da S.H.I.E.L.D, Fury iria convoca-la para também trabalhar ao lado deles.
Fury já esperava que Müller fosse querer respostas sobre seu pai e todo relato que aconteceu na noite do assassinato, JJ entregou a ficha do agente Jethro para Müller e Fury contou tudo o que tinha passado aquela noite; As informações batiam com o vídeo só não batia o assassino já que foi o próprio Schmidt que mandou matar os pais de Müller, a gravação original foi mostrada a Müller com Romanoff ao lado dela para poder amparar e mantê-la calma por conta do seus poderes.
Aquela sede de vingança que ela sentia por Rogers voltou novamente, mas tinha voltado a favor de Schmidt, a favor por conta dele já estar morto e Müller não poder colocar as mãos nele e faze-lo sofrer mais que seus pais sofreram. Sobrava Hanks, mas Müller não desejava descontar sua raiva, ódio e sua vingança nele. Depois do vídeo com , mas calma Fury disse o quando o senhor a senhora Müller ajudaram a S.H.I.E.L.D e que ao saberem da vinda de , ele, Jethro, pediu para sair da companhia, mas infelizmente depois que eles saíram aconteceu o acidente que matou os pais de que a mesma já sabia da história.
Fury a convidou para participar da S.H.I.E.L.D entregando o formulário para ela, leu atentamente todas as linhas, o que levou algumas horas, ela respirou fundo pegou uma caneta, mas antes de assinar Müller lembrou de seu pai e para si mesma disse ”Vamos continuar isso juntos pai, aonde você estiver... Eu te amo”, enxugou uma lagrima que escorreu em seu rosto e assinou o documento.
– Estamos felizes por ter você aqui com a gente, Agente Müller. – Fury disse com um sorriso discreto nos lábios.
Mesmo Fury não estando no encargo de diretor, ele ajudou Phil a escolher, e muito bem, os heróis que iam entrar para a S.H.I.E.L.D, era a forma que Phil tinha para poder controlar as escolhas, já que os dois eram grande a amigos.

Manhattan. New York. Torre dos Vingadores

voltou para a Torre com toda a informação processada, ele relaxou e ficou em seu quarto até ter certeza que ela já estava bem, ficou lá por horas e horas lia e relia todas as missões de seu pai que sempre eram executadas com uma excelência em nível máximo.
– Senhor, há um homem lá embaixo se identificando como Deadpool, o senhor permite a entrada dele?
– Mas por que e o que o Deadpool quer aqui? – Stark indagou.
– Vim para o nosso lado. – Sharon sugeriu.
– Não, ele quer ver a , Tony, o deixe subir, eu o levo até o quarto dela. – Natasha falou cabisbaixa.
– Deixei-o subir J.A.R.V.I.S. – Tony pediu. – Tem alguma coisa acontecendo? Romanoff está muito quieta e cabisbaixa, e a que não sai daquele quarto.
– É a , ela conversou com Fury sobre os pais dela então ela está assim desde que saíram do escritório do Fury. – Barton explicou.
– Não deve ter sido fácil. – Sharon comentou.
– O que você sabe? – Rogers perguntou baixo.
– Eu vi os vídeos, Fury a quer como aliada e ia pedir hoje, ele falou que ela ia exigir saber sobre seus pais e ele me mostrou o vídeo posso ser sincera com você? Müller é uma garota que só queria vingança, colocaram você como alvo e por isso ela quis fazer todas aquelas loucuras.
– Vai defende-la, Carter?
– Sim, eu tomei precipitações erradas com ela.
– Não imaginei que ela ia manipular você, Carter. – Rogers se levantou da cadeira e deixou Sharon falando sozinha.
Romanoff levou Wilson até o quarto de Müller, avisou o que tinha acontecido resumidamente e deixou-o batendo na porta e pedindo autorização para poder entrar.
– O que faz aqui? Achei que não fosse fã da Torre.
– Da Torre não, mas de você sim. – Wade a abraçou. – Natasha me contou resumidamente, mas me contou.
– Eu aceito suas piadas, Wade, não precisa ficar com essa cara de desanimo.
– Eu não sei como fazer isso.
– Isso o quê?
– Animar uma garota quando ela está mal.
– Ah, isso. – Wilson sorriu.
– É simples, compra Chimichangas, vinho, morango e duas garrafas de Coca-Cola, depois você volta e comemos tudo isso aqui.
– Coca, vinho o que mais você falou sem ser a Chimichangas? – Wade falou anotando no papel.
– Vinho Wade, vinho. – Müller riu.
– Fora isso a senhorita deseja mais alguma coisa?
– Depois disso não sei, verei depois, mas acho que você é uma boa escolha.
– Ok senhorita. – Wade segurou a mão de . – Ao seu dispor. – Wade depositou um beijo na mão de Müller.
foi até a sala procurar Natasha, que a mesma estava com Barton sentada no sofá, ao encontra-la achou melhor deixar os dois ali e depois conversar com ela; Müller foi para a entrada da Torre esperar Wade chegar assim J.A.R.V.I.S não teria que anuncia-lo novamente para o Stark.
– Está melhor?
– Estou sim. – Müller sorriu.
– Vai ficar aqui até quando? – Wade abraçou .
– Acho que só até amanhã, tenho que ir para minha casa arrumar as coisas lá.
– O Dopinder pode levar você.
– O Wade poderia me levar. – Müller sorriu para ele.
– O Wade pode levar outra coisa? – Ele sorriu maliciosamente.
– Senhor Wade, desde quando é de encache?
– Desde... – Wade cochichou ao pé do ouvido de .
– É compreensivo.
Wade sentou a trás de para ela poder deitar entre suas pernas, enquanto ele fazia carinho nela Wade pensou neles e que estava acontecendo durante aqueles meses.
?
– Eu.
– Eu posso te fazer uma pergunta?
– Sim.
– A gente, eu, como falar... Faz um tempo que estamos desse jeito. – Wilson se referiu ao relacionamento. – Não digo que está ruim, está até que ótimo. – Ele sorriu maliciosamente. – Mas se você quiser se tornar minha namorada.
– Você quer que eu seja uma senhora Wilson?
– Sim, apesar de que gosto desse nosso relacionamento completamente Chimichangas.
– Eu não entendi a comparação.
– Que é gostoso em ambos os sentindo, você fugiu do assunto principal.
– Eu posso pensar? Até o casamento da Pepper. – se virou para Wade.
– Pode, sem pressa.
– Falou a pessoa que tem muita pressa.
– Hei não sou eu é o meu S.P.
– Ah claro, vamos?
– Para onde?
– Minha casa Wade, tenho que trabalhar em algumas coisas.
– Vamos.
Müller arrumou suas coisas e pegou uma das roupas de treinamento que foi fornecida a ela, Wilson a ajudou levando as coisas que ele tinha comprado mais a bolsa dela; e Wade passaram pela sala para ela avisar Natasha que já estava indo para sua casa acompanhada de Wade. Depois que Müller e Wilson foram para casa, os outros que tinham ficado na Torre foram para seus aposentos.

Natasha e Clint foram para a casa, Romanoff ainda esperava a mensagem de Müller avisando que já tinha chegado, sua preocupação era grande já que Wilson não tinha uma grande fama heroica e muito menos de um homem civilizado.
Barton tinha terminado de preparar um chá para ele e para Romanoff e servido a ruiva, ele sentou do lado dela, eles conversaram bem aleatoriamente, um assunto puxando outro, até que Natasha chegou a comentar de e sua preocupação da “Sede de Vingança” dela ainda mais ela estando acompanhada de Wade. Barton também estava preocupado, mas sua preocupação já era outra era mais como preocupação de irmão.
– Wade não é muito confiável além de ser um mercenário. – Barton comentou.
falou que ele está sendo ótimo com ela, eu confio nela, mas mesmo assim, eu estou um pouco desconfiada dele.
– Eles estão namorando? – Clint deu um gole em seu chá.
– Não, ela ainda não falou nada sobre eles estarem namorando, mas eles estão juntos ou ficando ela não sabe como nomear, mas não acho que ela aceite.
– Se ela gostar dele de verdade então ela vai aceitar.
– Acho que ela não gosta dele a ponto de aceitar, se aceitar, é por conta dela sentir apenas atração por ele.
– Você sabe de quem ela gosta?
– Tenho um palpite, sei pelo fato dela olhar para esse palpite. – Natasha se referia ao Steven.
– Eu sou o único que não repara essas coisas.
– Acho que sim. – Romanoff sorriu.
– E nós? – Barton abraçou Romanoff.
– Nós... Eu acho que...
– Nat, você aceita ser minha namorada? – Clint falou disparado.
– Barton.
– Podemos deixar isso ainda em segredo ou apenas a sabendo ou você pensar mais pra frente, ou só tentarmos.
– Clint, você sabe, entrar em um relacionamento assim acaba sendo complicado. – Romanoff se referia ao seu ex-marido.
– Eu entendo Nat, sei que ainda é difícil.
– Mas isso não quer dizer que eu não aceite, a vai ser a única que vai saber depois podemos assumir no casamento da Pepper.
– Como você quiser.
Barton sorriu de felicidade e deu um beijo em Romanoff. Barton terminava seu chá enquanto Romanoff olhava as opções de decoração além de esperar a mensagem de Müller. Clint a ajudou a escolher uma das decorações assim teria como intercalar o gosto de Potts e de Stark.

Nove horas da noite. Casa da Müller

chegou em sua casa avisando Natasha que estava sã e salva, Wade estava mais atrapalhado que Dopinder tirando as bolsas dele, de arma, e da ele “pagou” seu taxista particular e ajudou Müller levar as malas para cima. Müller se jogou no sofá pegou algumas revistas que estava separada com uma missão muito importante, ajudar a escolher o vestido de madrinha que a Pepper já tinha separados e ficado em dúvidas.
Ao termino de sua escolha, Müller foi para a cama com Wilson, que o mesmo apagou em questão de segundos, já ela ficou pensando no pedido de namoro de Wade, pensando também em Steven, ou melhor, no beijo e na escolha dela de não atrapalhar nada do relacionamento de Steven e Sharon, pensado onde seu irmão estava àquela hora e onde estava; caiu no sono com vários pontos de interrogação em seus pensamentos.
As semanas iam passando, e Wade permaneciam no status Ficando. Enquanto Potts se desesperava em tantas papeladas e preocupações que mesmo com a ajuda de Romanoff e Müller ela não conseguia respirar calmamente para acertar ambas as papeladas, da Industrias Stark e Casamento, além ter que fazer o próprio Stark a ajudar a escolher em alguns detalhes e fazer a prova do terno.
Com a sugestão de , Pepper tirou uma semana para poder se dedicar apenas aos preparativos e procurar um juiz de paz para poder fazer um casamento, rápido, em Setembro já que era a única exigência de Stark. Com essa semana em casa, Pepper conseguiu adiantar tudo e escolher seu vestido de noiva; O vestido da madrinha também, apesar de que só seriam duas, Romanoff e Danvers, não que Müller não foi convidada também para ser madrinha, mas a mesma preferiu não aceitar por motivos pessoais e em troca ela ajudaria o máximo em tudo relacionado ao casamento.

Dias depois

Sharon ia até a Torre levar algumas papeladas para os Vingadores e ver Rogers. Ao entrar na Torre ela e se esbarram, enxugava as lágrimas antes de pedir desculpas a Sharon que a mesma recolhia os papeis. Sharon aceitou as desculpas e entrou no elevador, preocupada com a garota, em todo momento que elas cruzavam Müller estava sempre sorrindo ou então com uma expressão tranquila em sua face; Depois de entregar os papeis Sharon foi até a sala onde Rogers estava treinando, ele parou tirou as faixas e colocou em um canto, abraçou Carter pela cintura e deu um beijo rápido nos lábios da loira.
– A brigou com alguém? – Sharon indagou normalmente.
– Até onde eu sei, não, por quê?
– Ela saiu do elevador chorando, acho que ela não reparou que eu tinha percebido.
– Mas ela e a Pepper estavam vendo as coisas para o casamento.
– Elas podem ter brigado.
– Não, Pepper ama aquela garota, ela a defendeu desde o primeiro momento.
– Stark? – Sharon surgiu.
– Impossível.
Rogers parou para pensar um pouco, ele se lembrou de que ela e o Wade estavam juntos e sabia que Wade não era uma boa influência; Ele segurou uma das mãos de Sharon e junto a ela foi procurar Romanoff e avisar sobre o ocorrido que a Carter tinha presenciado.
Romanoff estranhou o comportamento de Müller, já que ela estava muito bem com Wade e com todos, ou quase todos, dos Vingadores e também da S.H.I.E.L.D. Steven permanecia em insistir em ver se Wilson tinha feito algo para Müller, insistia com seu “argumento” que estava preocupado, pois todos da Torre era uma equipe e principalmente uma família. Mas mesmo com esse argumento Sharon percebeu que não era uma preocupação normal ou relacionada aos argumentos dele.
– Oi Nat.
– Oi , está tudo bem?
– Sim.
– Aconteceu alguma coisa? Normalmente você não me liga a esse horário.
– Está sim, minha preocupação é você, está tudo bem mesmo?
– Claro, por que não estaria?
– Porque a Sharon viu você saindo do elevador chorando, você não é de chorar, me conta o que aconteceu.
– Missões, casamento da Pepper, Wade, Barnes, meu irmão... Juntando tudo dá o significado dela ter me visto chorando, mas o verdadeiro motivo está nos dois últimos motivos... Fora o fato que Wad me pediu em namoro.
suspirou pesado do outro lado da linha.
– Você sabe que pode contar comigo, ele o que?
– Sim, Nat, eu não sei o que responder.
– Você está com o Wade?
– Não, ele saiu, está fazendo uma missão particular, eu estou no Sant Ambroeus.
– Eu chego ai em dez minutos, está bem?
– Claro, estou te esperando.

Romanoff desligou o telefone e respirou calmamente, pensou em algumas palavras e o que poderia fazer para ajudar a Müller.
– Ela está bem? – Sharon indagou.
– Ela está sob pressão, às missões, ajudar a Pepper, o irmão dela, Barnes, além disso, ela Wade pediu ela em namoro, e por eu conhece-la muito bem ela está mais perdida do que o dia ela acordou na Hidra.
– Pedido de namoro? – Rogers indagou, confuso, surpreso e com uma ponta de ciúmes completamente gigante.
A surpresa foi tão grande para Rogers que o mesmo apertou a cintura de Sharon e fechou sua outra mão em forma de punho. Sharon percebeu a reação de Steven principalmente o ciúme, era inevitável não perceber; Desde a volta dela, Agente 13, de Sokovia ele estava diferente ele a tratava como se quisesse suprir algo que tinha acontecido na ausência dela, Sharon respirou fundo calmamente e espantou seus pensamentos com uma única teoria e voltou a aprestar atenção na conversa.
– Eu estou indo. – Romanoff pegou sua jaqueta. – Tchau.
– Tchau. – Os dois falaram.
Romanoff pegou um dos carros de Stark emprestados com a Pepper e foi a caminho de Sant Ambroeus; Müller já estava na sua quarta latinha de Coca – Cola e esperando Romanoff chegar, olhava para a movimentação da rua e olhava para dentro completamente impaciente. De baixo da mesa, para poder se distrair um pouco ela controlava seus poderes calmamente tentava fazer algumas formas, o que ela não conseguia. Durante esse meio tempo escutou uns “Clack” um som tanto quanto familiar, ela olhou para frente e viu a ruiva se aproximando, era o som do salto dela, e logo de imediato abriu um sorriso amigável.
– Eu demorei? – Natasha cumprimentou com um beijo na bochecha.
– Não, eu estou impaciente mesmo. – fez um sinal para algum garçom que visse.
– Por onde quer começar?
– Por onde eu conseguir achar uma solução.
– Me conte como Wade pediu você em namoro.
– Foi bem atrapalhado, e não foi direto, ele deu pequenas voltas e falou: “A gente, eu, como falar... Faz um tempo que estamos desse jeito. Não digo que está ruim, está até que ótimo. Mas se você quiser se tornar minha namorada”.
Romanoff riu do pedido de namoro; O garçom se aproximou e anotou os pedidos das agentes e voltou rapidamente com os pedidos colocou na mesa e se retirou, continuou conversando sobre Wade com Natasha. Seu tom de voz era calmo, mas ao mesmo tempo era desanimada.
– O que você sente por ele? – Romanoff deu um gole em seu vinho.
– É algo meio que estranho, não sei explicar, eu já cheguei a flertar com alguns soldados da Hidra, mas eu nunca fiquei com eles, leis da Hidra. – revirou os olhos. – Mas é como se fosse uma atração por ser bom os momentos que ficamos, ficamos me refiro a você entendeu. – deu um sorriso bobo. – Não vou negar que sinto uma atração por ele, eu gosto dele, ele é um cara legal, ou melhor, um cara incrível, mas não sei se essa etapa “namoro” é o que se encaixa para a gente, ele fica com quem quer e fica comigo, eu o mesmo, somos amigos e nada mudou até agora, bom até ele me pedir em namoro.
– Falando assim até parece que você já sabe a resposta e só pediu tempo por medo de um relacionamento, analisando suas palavras um sim é a resposta correta para o pedido de Wade, mas tem um mais ai.
– Sim tem, quando vocês estavam em Sokovia, algo milagroso aconteceu, eu e Steve ficamos dois dias inteiro bem um com o outro, até a madrugada do dia seguinte eu acho não me recordo direito, mas já estava de noite... Eu estudava e analisava os paradeiros do Bucky e do Spencer, ele apareceu na sala sentou do meu lado falamos um pouco do Bucky e depois... – se lembrou do beijo.
– Depois? – Romanoff disse a chamando.
– Depois nós nos beijamos. – falou em um sussurro e com as bochechas mais vermelha que um morango.
– Como? Vocês se beijaram?
– Sim, foi algo calmo e normal, está bem não tão normal, mas foi literalmente diferente e maravilhoso, eu sentia leves correntes elétricas passar pelo meu corpo, não é a primeira vez que sinto isso, a primeira vez foi no laboratório do meu pai e o Steve estava lá. – continuava com o sorriso bobo nos lábios.
– O beijo que você deu em Wade te fez sentir da mesma forma que o beijo do Steve?
– Não, te digo com todas as certezas que o beijo do Steve foi a melhor sensação que eu já senti.
– E o do Wade?
– Do Wad... Nada a declarar é bom eu amo beija-lo sempre, mas não tem comparação com do Cap. – sorriu bobamente. – Isso saiu bem melhor que uma terapia. – riu pelo nariz.
– Já sabe o que dizer a ele? – Romanoff sorria.
– Sim, eu já sei, afinal, não estou afim de magoar as pessoas.
, isso não quer dizer que você vai magoar o Wade.
– Não Nat, não é o Wad, sou eu mesma. – A loira tirou o sorriso do rosto.
– Entendi, e sobre o casamento?
terminou de falar com Romanoff sobre o casamento em meio a garfadas, depois falou de Barnes e Spencer suas dúvidas sumiam ao conversar com Romanoff, era como se ela já soubesse como responder para fazer ficar mais calma e tranquila; Na volta para casa, Romanoff perguntou mais uma vez sobre a escolha do pedido de namoro, e já tinha mudado de escolha e voltando para cima do muro ia ser mais difícil do que a própria Natasha imaginava.
– Agradeço por me trazer até em casa, Nat. – soltava o cinto.
– Por nada, você está melhor?
– Estou sim, conversar com você me ajudou e muito.
– Sei que posso ter ficado ausente por um bom tempo, e não posso te conhecer melhor que o Bucky te conhece, mas eu estou tentando fazer o máximo que posso.
– Nat não precisa se sentir culpada.
– Se você está falando, qualquer coisa você pode me chamar.
– Agradecida, eu vou descansar prometo deixar tudo de lado e só voltar a pesquisar amanhã.
– Amanhã eu passo aqui para acharmos alguma solução.
– Está bem até amanhã.
– Até .

Manhattan. Residência Carter.

Sharon dormia tranquilamente sob o peitoral de Steven, que o mesmo permanecia acordado, Sharon se ajeitou na cama e percebeu que Rogers não tinha dormido ainda.
– Ainda não dormiu? – Sharon falou com a voz sonolenta.
– Não, estou sem sono.
– Está preocupado com alguma coisa, amor?
– Bucky...
– Só?
– Com a também.
– Nat deu a certeza que estava sobre carregada, não tem com o que se preocupar Steve... Só isso mesmo?
– Sim.
– Então vamos dormir, vem.
Sharon sabia que preocupação de Rogers envolvia aquela reação dele naquele dia mais cedo, mesmo assim ela optou por não entrar nesse assunto ainda mais naquela hora.
Steven abraçou Sharon depois de se ajeitar na cama, ele apenas fechou os olhos e continuou com sua preocupação com a Müller. Ele não tinha notícia sobre a loira antes de ir se deitar, ele já tinha conversado com Barton por telefone e ele também não sabia de nada, ele quis evitar ligar para Romanoff assim Müller não saberia da preocupação dele. Independentemente do que seja, ele só iria saber no dia seguinte.

Capítulo 8 - Sr. & Sra. Stark.

Munique. Base improvisada da H.I.D.R.A.

Sha bateu na porta do quarto de Hanks, ao ouvir a permissão do soldado, Sha entrou com as novas conclusões das pesquisas relacionado ao Projeto 96. Sha deixou os papeis em cima de uma mesa e se retirou do quarto. Hanks estava em uma reunião com mais duas pessoas, e claro que o assunto era a Müller. Uma das pessoas que estava na sala, um homem para ser mais preciso, pegou as conclusões das pesquisas de Sha e começou a ler.
– Sha conseguiu. – O homem falou.
– Ela conseguiu? – Hanks indagou.
– Sim, ela conseguiu, achou o ponto franco do Projeto 96 e você estava certo Hanks, o período que ela ficou em contato com o Tesseract fez com que se tornasse o ponto fraco dela, a energia acabou ficando em extremo contato com Müller e com isso o soro mais o DNA acabaram ficando vulnerável com a energia do Tesseract. – O homem relatou.
– Isso quer dizer que é só injetar, de alguma forma, a energia do cubo em Müller que ela fica vulnerável sem poder usar os próprios poderes? – Um outro soldado indagou.
– Sim.
– Senhor? – Hanks o chamou.
– Fale.
– Você deseja que essa forma do soro seja manipulado agora mesmo?
– Sim, leve para França e você vai acompanhar de perto todo o procedimento.
– E o senhor?
– Eu já sobrevivi o Capitão América e a Projeto 96, não vou morrer sem ficar sem sua escolta, Hanks, agora vá! – Schmidt disse encarando os olhos de Hanks.
– O senhor precisa descansar. – A mulher falou entrando no quarto. – Vem, eu te ajudo.
– Reven, obrigado. – Schmidt agradeceu.
Hanks pegou o Tesseract colocou em uma bolsa e foi para França onde um dos laboratórios estava sendo monitorado pelos os outros soldados da H.I.D.R.A. Dez horas de viagem de carro, Hanks chegou a Tours desceu do carro cuidadosamente e levou o Tesseract para um cientista e doutor e passou as ordens de Schmidt para ele; O tal soro ou algo que possa fazer Müller se tornar vulnerável e começar o mesmo processo de anos atrás.
– Só isso? – O cientista perguntou.
– Sim, e eu vou monitorar tudo de perto.
– Eu vou precisar de alguns itens e... – Hanks interrompeu o cientista.
– Nós escolhemos seu laboratório, sua equipe e você, pois são os melhores da Europa, sabemos que seu laboratório é bem equipado e se algo sair dos conformes, eu espero que não tenha que utilizar minha arma, eu espero que o senhor tenha entendido.
– Sim, senhor Hanks.
– Comece a trabalhar! – Hanks gritou.
Não era logica, nem estudos, todos, até Schmidt, sabia que seria impossível fazer a energia do Cubo ficar líquida, mas com a obrigação e a pressão para ficar pronto em questão de dois meses, mas tinha uma pessoa, um homem que no qual poderia ajudar nessa questão de dois meses.
Hanks supervisionava tudo e avisava o progresso para Schmidt, ele não saia nem um momento do lado do Cubo; Durante o progresso, o Doutor Reid avisou que não teria como atacar se fosse por uma “injeção”, algo como raio iria alcançar ela em longa distância, mas não teria a mesma cor do Cubo. Todo esse cuidado era, pelo fato dela já ter super poderes, Hanks tinha levado uma cópia das pesquisas de Sha para poder seguir a quantidade certa para consegui– lo deixar vulnerável o DNA de Müller, o soldado então pensou em colocar em uma arma do modo que a S.H.I.E.L.D estava fazendo na Fase 2 só que em um arma menor e menos chamativa e que não percebesse que estava sendo manuseada.
Hanks projetou a arma para ser única e especificamente para aquela função; Duraram dias para confeccionar a arma, Hanks olhava para ela com tanta ganancia não bastava ele conseguir Müller de volta ele queria e estava obcecado por ter Müller apenas para ele. Quando a arma ficou pronta, Hanks a levou para Munique e mostrou para Schmidt.
– Aqui está, senhor. – Hanks entregou para Schmidt.
– Está pronta? E a recarga?
– Pronta, a recarga fica por conta da própria arma, o senhor quer começar quando a missão?
– Vamos começar com leves avisos, sei que ela vai entender, eu vi em um dos jornais que o Homem de Ferro vai casar seria um bom lugar para poder começar, você e mais dois soldados vão atrás de Müller.
– Ok, senhor.
– Antes de ir, Hanks, Kiyoko falou que ela pode estar tendo alguns sintomas do Cubo já, como a sensação de desmaiar então pode ser mais fácil que parece.
– Os mesmos procedimentos?
– Sim, pode preparar os outros dois soldados agora.
– Senhor. – Hanks se retirou.

28 de Agosto.

Faltava apenas dez dias para o casamento de Pepper e Tony, e tudo já estava pronto; Pepper já respirava mais aliviada por ter conseguido terminar tudo alguns dias a mais do seu casamento. Ela e tinham trabalhado e tanto para ficar dez dias antes tudo preparado e claro que Müller tinha programado, para um dia antes, um dia completamente para Potts descansar e relaxar pro seu casamento.

Pepper estava na Torre sentada no sofá lendo alguns relatórios da Indústrias Stark, quando saía do elevador com sua roupa de treinamento, Müller passou por Potts e a cumprimentou com um gesto e continuou andar. Alguns passos de distância do sofá, Müller se sentiu mal, sua visão escureceu, seu corpo enfraqueceu e ela começou a sentir seus poderes fora do normal dentro dela, Potts se aproximou de Müller e a segurou para que ela não caísse.
– J.A.R.V.I.S, chame imediatamente o Tony e todos os outros, principalmente o Bruce, seja rápido! – Potts ordenou.
– Sim, senhorita Potts.
Na sala de treinamento, todos já estavam prontos e esperando Müller, estavam, se não fosse por um aviso tão quando assustador para os ouvidos de Steven.
– Senhor, a senhorita Potts está precisando da ajuda de você e do senhor Banner, a senhorita Müller não está bem.
– Obrigado, J.A.R.V.I.S.
Todos foram correndo para a sala ajudar e Pepper, a ruiva já não sabia o que fazer, era nítido que tentava controlar o máximo possível para não deixar seus poderes tomarem “vida própria”; Enquanto os Vingadores iam direto para a sala, o senhor Nick Fury subia furioso com um frasco onde continha um elemento azul muito familiar para todos dentro daquela Torre, a cada momento que ele se aproximava, sentia aquele “Mal Estar” aumentar mais rápido.
– O que foi? – Steven saiu correndo em direção a loira, colocando a cabeça dela em seu braço.
– Eu não sei, ela parou e me chamou, falou algumas coisas como luz forte minha cabeça, eu corri para ajudá-la e ela ficou assim e a cada segundo ela só piora. – Pepper falou desesperada e meio em lagrimas.
– Calma. – Stark abraçou sua noiva.
– Ela está fria, sua pulsação está fraca. – Banner examinava Müller. – Rogers, leve-a para o laboratório rápido!
– Aonde vocês vão com essa garota? – Fury indagou ao entrar na sala.
– Ela não está bem. – Banner respondeu.
– TIRA ISSO DAQUI AGORA PELO AMOR DE DEUS! – Müller gritou se afastando de todos daquela sala com as poucas forças que a restava.
? – Romanoff indagou assustada e preocupada, seus olhos estavam marejados.
– Por favor... – disse com a voz fraca.
– Fury, o que você está segurando? – Rogers disse nervoso.
– Supostamente algo que vem do Cubo. – Fury disse mais sério que antes.
– Você quer prejudicar a ? Tira essa merda daqui agora! Anda, Fury, você só está piorando as coisas para ! – Rogers falava alterando sua voz e coberto de raiva.
– Stev... – sussurrou e logo desmaiou.
– Rogers, pegue-a e leve-a logo para o laboratório. – Sharon disse.
Rogers a pegou no colo com todo cuidado do mundo e levou Müller o mais rápido possível para o laboratório enquanto Stark dava um jeito no suposto pedaço do Cubo que Fury segurava. Ninguém naquela Torre entendeu o que se passava com Müller, mas tinham percebido, nitidamente, que tinha ligação o com que Fury estava segurando.
Banner fez o que pode para poder reanima-la o mais rápido possível, mas a manteve dormindo, o trabalho dele não seria suficiente para poder conseguir ter resultado rápido então ele ligou para um velho amigo, Reed Richards.
Ele chegou em questão de segundos Banner agradeceu disparando todas as informações que ele sabia sobre e o que aconteceu, depois de avaliar , ele foi até onde Stark tinha levado o frasco e analisou e como suspeita dos dois grandes cientistas era sim a energia do Cubo, o que deixou uma grade duvidas para os dois. Por que o Cubo teria um efeito tão grande em Müller?
– Você sabe se ela teve contato com ele? – Reed indagou.
– Ela, há alguns anos atrás, pegou o Cubo e colocou no coldre, mas isso antes dela entrar nos Vingadores e na Shield. – Rogers respondeu disparado.
– Ela era de Munique, como estava na ficha, então se ela era responsável pelo Cubo, com certeza o contato foi de longa duração então isso pode ter afetado ela.
– E feito ela vulnerável a energia do Cubo. – Banner completou a linha de raciocino de Reed.
– Isso, ela já teve outra recaída assim? – Reed indagou novamente.
– Já, na casa dela, mas no dia, ela falou que era porque ela não tinha se alimentado direito. – Capitão disse sem delongas.
– Ela blefou com o senhor, Capitão.
com certeza não sabia desse efeito que o Tesseract tinha. – Banner disse olhando para a ficha de Müller. – Mas como a energia é extremamente forte, pode ter permanecido na corrente sanguínea dela.
– Bruce, temos que fazer uns estudos rápidos. – Richards falou se retirando do ambiente.
Bruce e Reed analisava tudo que o Cubo tinha e tudo que o DNA de Müller tinha e tentavam achar uma solução para ela não ter mais tanto essa vulnerabilidade com o Cubo, em outras palavras, eles queriam tirar o cem por centro e tentar deixar apenas cinco por cento de vulnerabilidade do Cubo.

Senhor Fury explicava para os Vingadores, que estavam na sala de reuniões, que achou o frasco com o suposto pedaço do Tesseract em um quarteirão longe da Torre. Rogers indagou qual era o posicionamento do frasco e se a S.H.I.E.L.D sabia quem foi a pessoa que colocou o frasco no local, com uma resposta direta, Steven soube que eles não sabiam quem colocou o frasco no local encontrado, Fury também avisou que as imagens das câmeras de segurança da rua seriam enviadas para Stark analisar junto de Müller e ver se ela identificava quem era o responsável pelo frasco, Fury se retirou sentindo o olhar fuzilante Rogers sob suas costas.

dormia tranquilamente enquanto Steven a olhava, seu coração estava mais calmo agora já que Müller não estava mais sobre o efeito do Cubo e também não se sentia mais mal; Rogers desencostou da parede e chegou mais perto de , segurou em sua mão e acariciou suavemente a mesma, Müller deu um leve suspiro em aprovação pelo carinho de modo que fez Steven sorrir bobamente.
– Eu estou feliz que você está bem, eu achei que... Que eu ia perder você, não ia ser uma sensação boa temos que terminar duas coisas que começamos... – Rogers deu um beijo rápido nos lábios de Müller. – Se recupera logo, você faz falta.
Steven foi para a sala onde a maioria estavam, Reed e Bruce explicavam um tipo de injeção que poderia diminuir para quinze por cento a vulnerabilidade de Müller, todos aprestavam atenção atentamente, eles terminaram a explicação e perguntaram quem poderia se responsabilizar por Müller mesmo ela sendo maior de idade.
– Eu, eu vou me responsabilizar. – Romanoff disse sem hesitar.
– Muito bem va... – Bruce foi interrompido.
– Eu também me responsabilizo. – Steven disse preocupado.
– Muito bem, os dois assinem esse termo, por favor.
– Você tem certeza, Steve? – Romanoff indagou em um tom baixo.
– Sim, eu quero fazer isso.
– Ela vai ficar feliz.
Eles terminaram de assinar e os cientistas foram terminar o processo com Müller. Ainda na sala, Steven encarava o horizonte com seu pensamento ocupado pela e o estado dela, Steven sabia que Schmidt não tinha limite, mas o que ele fez com tinha sido a pior coisa que ele já tinha feito. Ele deu graças a Deus que a essa hora, Schmidt não estava mais vivo, só Deus sabe lá o que Rogers poderia fazer para proteger de Schmidt.
– Vocês avisaram o Wade? – Steven falou quebrando o silêncio.
– Não, eu não tenho o número dele. – Natasha respondeu.
– O celular dela está na bolsa, vou buscar.
– Aproveita e leva o colar dela. – Sam entregou para Steven. – Sharon tirou antes que quebrasse no laboratório, e ela foi embora, Steve. – Sam disse as últimas palavras em um tom baixo.
– Ok.
Steven foi até um banco onde deixava sempre sua bolsa e pegou o celular; Ele estava bloqueado e seria quase que impossível adivinhar a senha mais não custava tentar, Steven tentou todas as palavras obvias até que ele olhou para o colar que estava em sua mão e tentou “DarkStrow”, depois tentou apenas “Dark” e por último tentou “Strow” que liberou acesso para o celular, Steven então ligou para Wade.
– Meu amor, precisa de mim?
– Wade Wilson?
– Eu, quem fala?
– Capitão Rogers, sofreu um suposto atentado, estou ligando para avisar você, se quiser vir até aqui para poder vê-la. Bom, você já está avisado.

Steven Rogers desligou o celular sem escutar uma resposta de Wilson, e guardou o celular de . Steven estava novamente de frente para a cama que estava deitada, Bruce já tinha injetado o líquido nela e ela estava oitenta e cinco por cento fora do controle do Cubo. Steven colocou o colar do lado do travesseiro e deixou em um lugar seguro e onde ela pudesse ver ao acordar. Ele acariciou a mão de , outra vez, e deu um beijo na testa da loira.

Duas horas depois. Torre dos Vingadores.

acordou com uma leve dor de cabeça, ela estranhou logo de primeira, já que ela era imune a dores. Müller olhou para o lado e viu o colar do lado do travesseiro e o colocou. A loira calmamente procurou pelos Vingadores até chegar na sala onde todos estavam, ela olhou e viu que até mesmo Wade estava lá e estava mais sério que outro ali, excluindo Steven.
– Oi. – falou chamando a atenção para ela.
– Oi , como você está? – Romanoff a abraçou.
– Bem, só estou com um pouco de dor de cabeça, o que não é normal.
– Steven me ligou, eu vim rapidamente. – Wade a abraçou fortemente. – Você está melhor mesmo, né?
– Sim, Wad, tirando a dor de cabeça, estou bem, desculpa deixar todos vocês preocupados. – parou seus olhos em Steven que o mesmo nem a olhava. – Vocês sabem me dizer o que aconteceu? – sentou no sofá junto de Wade.
– Quando você veio aqui buscar o Cubo e colocou em sua cintura, ele entrou em contato com seu DNA fazendo com que ele, o seu DNA, ficasse vulnerável ao contato do poder do Cubo. – Banner explicou. – Como você ficou a viagem toda daqui até Munique, sobrou vestígios do Cubo em seu corpo o que fazia você se sentir mal.
– Foi o Fury? – disse olhando para o carpete.
– Não, ele encontrou perto da Torre um quarteirão longe daqui. – Rogers disse.
– Sabem quem fez isso?
– Fury ficou de mandar o vídeo para eu e você analisarmos. – Stark disse com os olhos fixos na tela.
– E já chegou? Deixe-me ver. – se levantou e foi em direção de Stark.
– Olhe, você reconhece?
olhou a gravação e esperou que a pessoa virasse de um ângulo que ela poderia reconhecer, as cenas mudavam de ângulo para ela poder reconhecer melhor e foi quando uma das três pegou o rosto de perfil. Müller adivinhou sem esforços quem era a pessoa dona do frasco.
– Ethan Hanks. – Müller falou de alto e bom som.
– Ethan Hanks? – Rogers indagou indo para o lado da loira. – Você tem certeza que é o Ethan Hanks?
– Sim, absoluta, ele deve saber algo que ele conseguiu salvar.
– Ou Schmidt está vivo. – Sam comentou depois de dar um gole em sua cerveja.
– Não, ele não ficaria vivo com um monte de cimento sobre ele.
– Tem um palpite Nat? – indagou.
– Ele deve estar atrás de você, para poder se vingar o que você fez em Munique e depois se o plano dele der certo, leva-la com vida até o lugar que ele está escondido e fazer o mesmo procedimento de antes.
– Pensei o mesmo. – Müller sorriu discretamente.
, precisamos fazer uns testes em você para ter a certeza que está tudo certo. – Reed avisou.
– Está certo, vamos Wad?
– Vamos.
Müller foi para o laboratório acompanhada de Wilson. Banner passou as instruções para Müller e o porquê ela precisava fazer aqueles testes principalmente para ver se seus poderes, mesmo o antidoto tendo um por cento de dar um efeito colateral, Richards disse as primeiras coisas que ela deveria fazer, começando com sua telepatia até terminar em sua resistência física. Ao termino do teste, pegou seus resultados com o Richards, todos executados com excelência.
– Obrigada, aos dois, eu não sei o que poderia ter acontecido e você, Reed, eu agradeço mesmo.
– Sem problemas, foi uma honra trabalhar e ajudar ao lado do Bruce.
– Eu estou liberada para ir para casa?
– Sim, qualquer coisa você liga para nós, e a sua dor de cabeça? – Bruce indagou.
– Ela já passou, foi temporária com certeza por conta do Cubo.
, eu vou chamar o Dopinder, te espero lá embaixo, tudo bem?
– Tudo bem, Wad. – deu um beijo rápido em Wade.
– Obrigada mais uma vez, e boa noite. – Müller agradeceu os dois.
– Boa noite. – Reed e Banner falaram juntos.
saiu do laboratório pensativa com o ocorrido, ela sabia que se o frasco foi colocado ali pelo Hanks, o próprio estava ainda por perto e com planos, além disso, ele já sabia muito bem da rotina de . Müller ia conversar com Romanoff antes de ir embora com Wilson, mas no caminho, ela acabou se encontrando com Rogers, os dois diminuíram os passos e pararam um na frente do outro.
– Oi.
– Oi.
– Steve, eu queria agradecer você.
– Não precisa, como você está?
– Estou bem. – deu um beijo na bochecha de Steven.
abraçou Steven, ele passou seus braços em volta da cintura de o que fez ficar nas pontas dos pés; sentiu protegida e aquela mesma sensação, ambos ficaram ali naquele abraço por um tempo não tão longo, eles se soltaram lentamente, mas continuaram tão próximos. Müller olhou para baixo e depois olhou para os olhos de Rogers, os dois se encararam amigavelmente.
– Não acredita em mim ainda? Não precisa responder, eu sei que você não acredita em mim, seu olhar já diz isso... Mas antes de você achar que eu já sabia disso, eu estou mais surpresa que você.
– Leu meus pensamentos através do meu olhar?
– Na verdade, eu me acostumei com seu olhar de desconfiança para mim, sabe, você faz isso vinte e cinco horas por dia. – sorriu e falou igual Stark.
Rogers deu um sorriso forçado pelo “vinte e cinco horas por dia” ele sabia que era irônico, mas era verdade, não tinha um momento que eles treinavam, faziam reunião ou até mesmo uma missão, era até pior, pois ele a deixava sempre em resguardo, que ele não a olhava com desconfiança.
– Não... – interrompeu Steven.
– Eu entendo, cadê a Sharon? Eu não a vi na sala.
– Ela foi para casa.
– Bom, avise a ela que eu agradeço a ajuda dela, Capitão.
– Müller.
encontrou com Natasha, conversou com ela e avisou que estava indo para a casa do Wade e que ia continuar a rotina normal e ao sair, deixou um pedido e que repassasse para o Tony, “Se alguma câmera identificar o Hanks nas ruas de New York, me avise imediatamente, por favor”, Romanoff concordou com Müller.
Naquela noite, não conseguiu pregar os olhos, se Hanks estava em New York, ela sabia que coisa boa não estava por vir, e sabia que poderia ser a qualquer minuto.

Manhattan. Casa da Carter.

Rogers entrou na casa de Carter e colocou o molho de chave na mesinha ao lado da porta, foi até o quarto da agente e a encontrou sentada na cama revendo as fotos deles dois e de sua tia Peggy. Ele entrou no quarto e ficou alguns minutos observando Carter e depois começou a conversar com ela começando com assuntos banais que a mesma dava respostas curtas.
– Steve, eu percebi o modo que você cuidou de Müller.
– Eu apenas a ajudei, Sharon.
– Steve, eu percebi que você se preocupou com ela aquele dia que eu a vi chorando, vi como você ficou quando a Nat disse que Wade era um dos principais motivos e hoje, Steve, eu vi como você praticamente fuzilou o Fury para ele sair da sala para manter a segura... Posso estar mais do que enganada, mas sei quando um homem gosta de uma mulher.
– Eu não gosto da .
– Certeza? Steve. – Sharon se levantou. – Eu sei que tivemos ótimos momentos, mas acho melhor darmos um tempo. – Sharon sugeriu.
– Mas Sharon, você tem certeza?
– Sim, acho que você também sabe que é o certo fazer isso agora. – Sharon chegou mais perto de Steven. – Agora, você poderia me deixar sozinha em minha casa? – Sharon disse com os olhos marejados.
Steven se retirou da casa de Sharon, com suas malas e seu escudo, cabisbaixo e preocupado com Sharon. Tudo que ela tinha falado para ele era a verdade e ele não podia negar. tinha encantado o coração dele e mesmo ele negando e desconfiando dela, ele não podia negar isso a si mesmo. Steven foi para sua casa e pensando em o quer fazer, no caminho ele passou em uma lanchonete e pegou para viajem.
Steven passou quase que a metade da madrugada batendo no saco de areia, seus pensamentos estavam completamente bagunçados e sem saber o que fazer; Rogers passou os dias pensando em o que fazer com que ele sentia e com todas as coisas acontecendo. Steven passou os últimos dias pensando em e nos momentos ao lado dela.

O dia amanheceu meio nublado, já tinha terminado de arrumar sua bolsa e ia para a Torre, com seu copo térmico. Na entrada, e Steven se encontraram, a loira deu um sorriso tímido em agradecimento por Rogers ter aberto a porta para ela. Os dois entram no elevador com um clima um tanto calmo, até demais.
– Bom dia.
– Bom dia, Capitão, a Nat avisou que não vou fazer o treinamento?
– Sim, ela avisou.
– Senhor J.A.R.V.I.S, me responda se puder, por favor, a Pepper deixou a lista disponível para mim?
– Sim, senhorita Müller, ela também pediu para avisar a senhorita que você tem total acesso aos arquivos do casamento.
– Ok, então, obrigada.
– Lista?
– A do casamento, estou indo. – O elevador abriu. – Capitão.
.
Steven chegou na sala de treinamento onde Stark e Clint já estavam treinando, Romanoff passou novamente o aviso que Müller não ia treinar e Rogers passou o treinamento para os outros e foi esfriar seus pensamentos no saco de areia, como sempre.

Stark e Rogers foram conversar com o general Thaddeus Ross sobre a Iniciativa Vingadores incluírem uma garota sem a consultoria do governo, e pela primeira vez Stark e Rogers ficaram no mesmo lado e defenderam Müller, mas no fim, Ross disse que deveria conversar particularmente com Müller já que a S.H.I.E.L.D não estava mais no comando do Fury e sim dele, Thaddeus Ross.
Rogers estava na sacada desde o momento que eles voltaram, há trinta minutos a trás, debruçado esperando uma resposta, a expressão em seu rosto era nítido que ele estava mais do que preocupado e pensativo, desde os ocorridos com ele e Müller, ele não tinha contado para ninguém nem mesmo sobre o beijo. Steven sabia que era melhor contar e escutar uma palavra amiga e um conselho, mas isso não ia ajudar principalmente porque o motivo disso tudo era Müller.
Stark foi para a sacada e apoiou suas mãos no parapeito da sacada, admirou a paisagem, esperou que Rogers se pronunciasse primeiramente, já que Rogers não se pronunciou...
– Bonita vista, né Picolé?
– Vou concordar com você.
– Duas vezes no mesmo dia você concordando comigo, já posso considerar isso algo bem estranho... Mas sabe, minha inteligência e a minha tecnologia Stark favoreceu de eu ter uma vista mais linda que a própria Casa Branca tem.
– Você não perde uma. – Steven sorriu balançando a cabeça sutilmente.
– Steve, você andou estranho hoje, está tudo bem?
– Está tudo nos conformes.
– E essa sua expressão? Rogers, faz um tempo que conhecemos seria estranho eu não conhecer um pouco de você, é a Sharon?
– Antes fosse, é a .
– A ? Você ainda está desconfiado dela?
– Ainda estou, mas não é só por conta disso, ontem à noite vi que a Sharon percebeu que eu gosto da , mas ela está com o Wade.
– Perdeu as duas loiras. – Stark segurou a risada. – Já tentou falar com a ? Pepper disse que ela não se decidiu ainda.
– Decidiu o quê? – Rogers perguntou confuso.
– Se aceita namorar o esquisitão lá.
– Ela já deve ter aceitado, vou ver como anda o processo da próxima missão. – Rogers saiu da sacada.
– Capitão?! – Stark o chamou. – Se você gosta mesmo dela, não perca tempo e não deixe-a ir embora, eu quase perdi o maior amor da minha vida, e eu posso dizer que eu não sei o que seria de mim sem a Pepper... Eu errei feio com ela em questão de tudo, mas eu corri atrás antes que fosse tarde demais, eu quase a perdi para sempre Capitão, não faça isso também com ela, não a deixa ir embora e antes que se torne tarde demais. – Stark disse sincero.
– Obrigado Stark. – Rogers o abraçou.

07 de Setembro. Sr. E Sra. Stark.

Era exatamente cinco horas da manhã, acordou assustada com o despertador. Depois de se levantar e fazer sua rotina matinal, pegou o seu vestido colocou dentro da capa, chamou um taxista e foi para a Torre onde seria a festa.
deixou seu vestido em seu quarto, da torre, foi receber os enfeites e todas as outras decorações do casamento. Müller arrumou a sala principal, ajeitou o tapete e o altar que Stark projetou especialmente para a localização com a ajuda dos Legiões de Ferro, não com todos é claro; tinha ao prazo de arrumar tudo até as quatro horas da tarde depois disso ela teria que se arrumar para o casamento.
A loira tirou um horário para seu almoço e pediu uma comida japonesa e comeu sentada no chão da torre, então enquanto ela almoçava, ela pensava no pedido que Wade fez há alguns dias atrás, mesmo com seu prazo acabando ela não sabia o que responder direito nem mesmo o que dizer para ele um simples sim depois de dias para ela não bastaria imagina para o próprio Wade.
– Como você é burra, Müller, sabe escolher sair da Hidra e ir atrás de seu irmão e amigo mais não sabe escolher se namora Wade. – falou pra si mesma.
Müller terminou de almoçar e ligou para Wade, ela precisava acertar algumas coisas com ele antes do casamento.
.
– Wad, você está ocupado?
– Não estou com o Fuinha, precisa de algo barra meu S.P?
– Não Wad.
riu. – ¬– Eu preciso conversar com você, mas você poderia vir aqui?
– Claro, você está na Torre dos Vingadores?
– Isso, estou te esperando, só avisar que é você que o J.A.R.V.I.S deixa você entrar.
– Ok então, eu já estou a caminho, beijo.
– Beijo.

Wade chegou há poucos minutos na Torre, quando eles se encontraram Müller estava um pouco séria mais com um sorriso amigável nos lábios eles se cumprimentaram como amigos, e Müller entrou direto no assunto explicando cada passo que ela resolveu tomar para aquela decisão.
– Deus, bem que Barnes sempre falava que eu fazia um livro para explica uma coisa tão simples. – jogou seu corpo para atrás encostando– se ao encosto da cadeira.
– Pelo menos você está me explicando. – Wilson sorriu meio tristonho.
– Mas deixando as explicações de lado, pois tenho que terminar tudo, eu aceito Wad.
– Você está falando sério? – Os olhos de Wade brilhavam.
– Sim Wade, por favor, não diga que eu demorei demais para dar a resposta.
Wilson não respondeu Müller e apenas selou seus lábios aos lábios da loira; A alegria deles principalmente de Wade era completamente nítida de se perceber isso. Ele estava com uma das mulheres mais lindas que ele já conheceu, sendo a primeira a mãe dele.

Sete horas da noite. Cerimonia de Casamento.

– Tony, está muito lindo. – Steven disse cumprimentando o noivo.
– A conseguiu arrumar tudo, ela foi incrível, e sobre a conversa? – Tony perguntou discretamente.
– Eu vou conversar com ela... Vou pegar algo para beber.
– Tony? – Romanoff o chamou se aproximando. – Está tudo bem com o Steve?
– Está, mas diga o que quer?
– A avisou onde ela deixou as alianças?
– Deixou avisado pelo J.A.R.V.I.S.
– Ok, ela chega daqui a pouco, eu vou terminar de ajudar a Pepper.
– Ok.
terminava de dar seu último retoque em seu batom, Wade já estava com seu terno vermelho e a máscara em suas mãos. saia do toalhete mexendo em sua bolsa. Seu vestido vermelho combinava perfeitamente com o terno de Wade, cobria a cicatriz de sua cintura, mas deixava expostas as costas de Müller acompanhado um decote bem digno, mas não foi só o vestido que chamou a atenção de Wade.
– Morena? – Wade indagou surpreso.
– Eu sempre fui morena, Wade, eu só resolvi assumir de vez, ainda mais agora que meu cabelo está um pouco comprido.
– Está mais bonita do que antes. – Wade a puxou para um beijo rápido.
– Vamos, estamos atrasados.

O vestido de noiva, tinha ficado perfeito em Potts em alguns minutos ela se tornaria a senhora Stark; Pepper estava passando os votos em frente ao espelho enquanto uma cabeleireira terminava o penteado.
– Com licença. – Müller falou entrando. – – Você está maravilhosa Pepper. – A morena deu um beijo na bochecha de Potts.
– Obrigada, você também está linda.
– Que isso. – Müller falou envergonhada.
– Resolveu voltar a ser morena? – Romanoff indagou com um sorriso.
– É, resolvi pintar, já que a raiz estava aparecendo e ele já está grandinho, combina mais comigo do que o loiro de antes.
– Vou concordar, combina mais com seu tom de pele. – Potts disse olhando para o papelzinho em sua mão. – Como está todos e tudo?
– Estão bem acomodados, a decoração está impecável e o Tony está bem ansioso e nervoso. – Müller riu pelo nariz.
– Eu imagino, nem sei se ele escreveu os votos, normalmente eu que escrevo o que ele precisa falar.
– Tenho certeza que ele deu um jeito, deve ter feito com o J.A.R.V.I.S. – Romanoff falou.
– Não tenho dúvidas disso. – Pepper riu.
– E o buquê? – Müller indagou.
– Está aqui. – Romanoff pegou.
– Ainda bem que está certo, não tive mais tempo para poder receber, eu precisava de um banho.
– Tudo bem , eu recebi.
– Agradeço Nat.
– Estou pronta. – Pepper ajeitava seu véu já de pé.
– Quer ir já? – indagou com os olhos brilhando de felicidade.
– Sim, por favor.
– Vou avisar a orquestra, eu já volto.
passou pelos convidados que já estavam sentados e foi em direção à pequena orquestra os avisou em um tom baixo e logo depois avisou ao John Legend que Pepper já iria entrar, e depois foi até Stark o abraçou e cochichou no ouvido dele que a Potts estava mais linda do que nunca e que ela já ia entrar daqui dois minutos, Stark ficou mais ansioso e nervoso do que antes, ele ria de ansiedade fazendo com que todos que estavam perto dele no altar rissem de Stark.
– Rhodes, o acalme, por favor, não queremos que ele fique assim até o momento que ela entrar. – disse recuperando o fôlego.
– Pode deixar , ele vai ficar bem. – Rhodes disse segurando a risada.
– Não sei por que vocês estão rindo. – Stark falou.
– Pelo fato de ver você nervoso por conta de algo tão simples, mas não se preocupe, é muito fofo isso, estou indo buscar a Pepper. – Müller sorriu.
– Ela está morena? – Steven indagou para Sam que estava do seu lado. Os olhos do Capitão a seguia do outro lado do salão.
– Sim, ela está morena, e muito mais bonita.

Sr e Sra Stark

bateu na porta e chamou Potts, a futura senhora Stark respirou fundo antes de andar em direção à porta que ficava de frente para o altar. Müller ajeitou o véu e a bainha do vestido de Potts, elas se abraçaram pela última vez naquele momento e foi para o lado de Wade que o mesmo a esperava loucamente, olhou para todos e só esperou a orquestra começar a tocar a All Of Me enquanto John Legend cantava sua música.
Todos se levantaram no exato momento que a porta abriu, a porta que foi projetada pelo próprio Stark, a porta era branca para poder combinar com as roupas dos noivos, um porta redonda nos lados e com rosas vermelhas e decorando o topo da porta, no centro havia dois grande círculos onde representava as alianças dos noivos escrito “Mr e Mrs Stark” as luzes amarelas e vermelhas contornando as alianças. Tecnologia Stark fazer o que.
Stark se emocionava a cada segundo que Pepper se encaminhava lentamente para o altar com seu vestido simples, a bainha era trabalhado em rendas finas e detalhadas feitas à mão; Tony usava a seu terno branco, acompanhado de sua calça e sapato social também brancos, ele manteve os dois botões aberto já que ele não estava usando gravata. Os dois, estavam lindos, a cidade de Manhattan atrás deles, toda iluminada e acessa só deixava o clima mais ainda romântico.
A felicidade preenchia o coração de Tony ele estava casando com a mulher da vida dele e a única pela qual ele se apaixonou de verdade, os olhos dele estavam marejados de tanto conseguir controlar sua emoção algo que ele não pode mais controlar quando Potts começou a falar os votos.
Foram os votos mais marejados, pois Pepper estava chorando, que Müller já tinha escutado e os mais lindos e sinceros, típico Pepper, já o de Stark surpreendeu todos que o conheciam muito bem o Homem de Ferro, Tony falou palavras lindas para Pepper que fez a mesma chorar mais do que já estava.
Tony projetou os votos em sua frente e começou a ler:
– Ah, Pepper a primeira vez que lhe vi eu pensei: “Como ela pode ter tanta sorte de ter um homem tão bonito como eu, cabelo formoso, rico, herói. – Tony apontou se bajulando”. – Além de bonito, herói, galanteador, bom de cama. – Ele sorriu maliciosamente para Pepper. – Mas falando sério agora, primeira vez que te vi, fiquei horrorizado de felicidade, fiquei tão feliz que meus olhos chegaram a brilhar... A primeira vez que te vi parecia um anjo na minha frente, eu te amei no primeiro momento que te vi, eu não sabia se ia ficar com você ou namorar eu só queria pensar em ter uma família, mas a primeira vez que eu te vi, eu sabia que era verdade, eu sabia que queria tudo isso naquela hora e continuo querendo eu não vou desistir de você por nada, eu vou te amar pela minha vida inteira, você não é só uma mulher você é a mulher que eu mais amo nesse mundo, eu te amo demais.
– Eu também. – Pepper falou em um sussurro.
O juiz de paz terminou de proferir suas palavras e deu a permissão para Pepper e Tony trocarem a alianças o momento mais esperado por Stark, Rhodes entregou a caixinha vermelha com as alianças, e os dois recém-casados trocaram as alianças acompanhando de um beijo apaixonante e cheio de amor. Depois da cerimônia e todos já terem cumprimentado os noivos, Pepper jogou o buquê de flores para o alto e Natasha pegou as flores, rosas vermelhas que estavam em um embrulho branco um uma faixa dourada com um grande laço, Pepper queria mostrar que até naquele momento ela queria homenageá-lo como um grande herói.

Steven estava conversando com Sam e mantinha seu olhar bem distante, além de seu pensamento também estava bem longe.
– Você vai continuar dando bandeira? – Sam indagou dando um gole em sua bebida.
– Ela e o Wade estão brigando. – Rogers disse preocupado.
– Desentendimento, apenas.
Perto do elevador, os dois não se entendiam mesmo, argumentava de todas as formas que ele não precisava ir embora, que ninguém ia falar nada muito mesmo pelo fato dele estar com a máscara.
– Wad, você tem certeza?
– Sim, , eu assisti a cerimônia o casamento foi lindo a decoração também, você está de parabéns, mas eu não estou me sentido bem.
– Ok, então Wad, não vou te segurar, eu vou pra casa com o Dopinder, tudo bem?
– Tudo, me desculpa . – Wilson disse sincero.
– Eu entendo Wade, mas você não vai ficar irritado se eu levantar sua máscara para te dar um beijo né?
– Não mesmo.
o puxou para o corredor ficando na área mais escura do local, soltou a máscara de Wilson e os dois deram um beijo com muita pegada e com direito da mão de Wade parando em uma das nádegas da morena. Os dois pararam para Wade ir embora, pois fôlego era algo que não faltava a nenhum dos dois, eles se arrumaram principalmente Müller que arrumou a parte do vestido que cobria sua cicatriz e o casal foi em direção do elevador, se despediram com um abraço.
voltou a andar pela sala indo em direção à sacada, parava para conversar com alguns convidados principalmente para poder falar com o Reed e conhecer sua esposa Sue, depois de uma conversa breve com eles Müller foi em direção da sacada com uma taça de vinho tinto em suas mãos.
– Wade Wilson, já foi? – Rogers indagou parando ao lado de Müller.
– Sim.
– Foi fazer seu trabalho de mercenário?
– Na verdade, ele foi embora por motivos pessoais, eu o entendo. – A morena respondeu calmamente.
– É sobre o rosto dele? Ele estava com máscara não vejo nada demais para ele ter ido embora, todos já o conhece.
– Eu entendo Steve, entendo seu ponto de vista, mas não é assim tão fácil... Pelo mesmo motivo que eu corro com top e jaqueta ele fica com a toca ou a máscara, não é tão fácil assim. – falou áspera e fria.
Ficou um silêncio incomodo entre os dois, tinha falado a verdade só que suas palavras saíram tão ásperas do que outra coisa e não foi a intenção de ela não sabia como disser delicadamente, ela era uma ex– agente da H.I.D.R.A e aquele modo de falar aspiro e frio com as pessoas não tinha sumido por completo.
– Desculpa, eu não quis falar assim, é uma mania irritante. – disse olhando para sua taça.
– Tudo bem...
– A Sharon não veio? – Müller virou de costas para a sacada.
– Não, nós demos um tempo.
– Sinto muito eu não sabia.
– Sem problemas. – Steven chegou mais perto de .
Ela olhava fixamente para os olhos azuis de Steven, com um sorriso doce em seus lábios. Era uma tentação não beija-los, na cabeça de Rogers as palavras de Stark ecoavam ele estava certo Steven não queria perde-la para sempre; O amor de Steven falava mais alto do que a sua desconfiança ou algo ligado a isso, ele a amava e precisava tomar uma iniciativa o mais rápido o possível.
Capitão olhou de corpo inteiro parando nos olhos da morena, aquele vestido vermelho apenas a deixava mais linda aos olhos de Rogers, Capitão segurou a mão dela discretamente para que os outros não percebessem e chegou perto de Müller.
eu, eu preciso lhe falar uma coisa.
– Fale, mas antes. – o empurrou sutilmente. – Não tente me beijar novamente, eu... Eu estou namorando o, Wade. – Müller sentiu uma certa dificuldade ao pronunciar aquelas palavras.
As palavras ecoaram novamente em seus ouvidos, “Não a deixa ir embora e antes que se torne tarde demais” , era tarde demais já...

Capítulo 9 - De volta a Munique.

Rogers ficou sem reação, as palavras sumiram de sua mente parecia uma tela em branco, ele apertou um pouco a mão de que a mesma nem se quer se importou de soltar. Ela olhou para Steven e sabendo que aquilo não seria uma boa coisa, ela leu os pensamentos.
Ela só não queria saber daquele jeito, Rogers a amava e muito, ele ia se declarar para ela e junto, ia dar um beijo de surpresa que nem o mesmo iria fazer isso. Ela parou ao chegar no nome Sharon, dali em diante ela não queria saber de mais nada. Müller saiu da sacada com os olhos marejados passando por todos e de Natasha, fazendo com que ela a seguisse. As duas entraram em um quarto qualquer e abraçou a ruiva.
, o que ouve?
– Sabe quando você daria tudo para não ter uma coisa, mas você tem? Eu não sei por que eu fui ler os pensamentos do Steve, ele queria me falar uma coisa e foi se aproximando de mim. Eu senti que era algo importante para ela, é claro, mas eu o empurrei sutilmente e falei que estava namorando o Wade, que não é mentira, e ele parou, ficou sem nenhuma reação e eu peguei e li os pensamentos dele. Mas que merda, ele me ama, Natasha! – falou disparada, sem respirar ou colocar nenhuma vírgula em sua fala.
, respira e se acalma. Você está namorando com o Wade? Você leu o pensamento dele e descobriu, eu não estou entendo. – Romanoff disse confusa.
– Eu estava conversando com o Steve, ele me falou que tinha que me dizer algo e com essa coisa do projeto 96, consegui saber que era algo importante.... Conforme com o que ele queria dizer, ele chegava mais perto de mim, então eu empurrei sutilmente ele para trás e falei que estava namorando o Wade... Ele parou, congelou, que ironia falar que ele congelou... E ai eu li os pensamentos dele, consecutivamente eu vi a ação que ele teria ao terminar de falar que me ama... Entendeu? – disse com lágrimas em seu rosto.
. – Romanoff a abraçou. – Você está mesmo namorando o Wade?
– Sim, aceitei hoje.
– E aquela sensação pelo Steve e o beijo que vocês deram?
– Eu achei que era passageiro, deve ser, não sei. Nat, convenhamos. – enxugou o rosto. – Eu nunca me apaixonei.
– E o Wade?
– Aceitei por termos uma pele legal. – sorriu tristonha.
, volta atrás.
– Não quero...
parou de falar ao escutar a música de fundo tocando, e por que não se tornar pior agora do que depois?
– Can’t Help Falling in Love.
, oi, para de viajar.
– Desculpa, não quero fazer isso, se der certo, a gente continua juntos.
– E o que você sentiu pelo Steve?
– Passageiro, eu vou descobrir.
– E se não for?
– Eu termino com o Wade, falo a verdade, melhor do que mentir.
– Posso apenas falar uma coisa? Quem sabe ajuda.
– Claro, Nat.
– Se você sentir a mesma coisa pelo Steve durante esses dias, termine com o Wade e tente saber se é real ou não.
– Obrigada, Nat. – As amigas se abraçaram.
Müller retocou a maquiagem, respirou fundo e voltou para a festa. Falou para Natasha que se a Pepper perguntasse algo, era para falar a verdade e sem delongas. Depois de algumas fotos com todos que ela conhecia, ela pegou outra taça de vinho tinto e mais outra, e mais outra, sua visão já estava um pouco turva; Rogers, que a olhava de longe, se aproximou dela e retirou a taça da mão de Müller.
– Não diga que está passando muito tempo com o Stark.
– Não Steve, eu amo um vinho, mas eu sei parar.
– Certeza?
– Sim, essa é só a quarta taça, a próxima ia ser algo como suco de uva.
– Suco de uva? Sério? – Rogers riu.
– Sério. – sentiu aquela mesma sensação, só que acompanhada de um frio na barriga.
– Se você diz, dois sucos de uva, por favor. – Steven pediu para o garçom que passava.
Eles conversaram pacificamente, Rogers falava quem era quem dos heróis que os Stark tinham convidado. Ddurante a conversa, mandou uma mensagem para Wilson que ia passar noite na torre mesmo e voltou a conversar com Capitão.
Os convidados já estavam indo embora com as lembrancinhas, Tony e Pepper se trocaram para ir a uma curta lua de mel, já que as missões não tinham acabados e nunca iriam acabar. ficou no local acompanhada de Rogers, que o mesmo tinha emprestado seu terno a morena para se proteger do frio; A decoração ia sendo desmontada aos poucos e sumiam pela elevador. A noite tinha acabado para que estava encostada em uma parede, esperando tudo ser retirado da torre enquando Steven servia de um bom cantinho para se proteger do frio e poder fechar os olhos de vez em quando, em outras palavras, poder dormir por segundos.
– Vai para casa? – Steven indagou.
– Não, está muito tarde e eu já avisei ao Wad que vou dormir aqui.
– Bom, então nos vemos amanhã cedo.
– É. – tirou o terno. – Aqui, obrigada, Steve. – deu um abraço em Steven.
– Por nada.
Daquele dia em diante, se dedicava cada vez mais as missões e a trabalhar naquelas sensações que ela sentia na presença de Rogers, até porque, ela e Wade estavam muito felizes juntos. As missões em campo estavam ótimas, executava no extremo do perfeito e o melhor, sem aquelas sensações de corrente elétrica passando pelo seu corpo ao lado de Capitão América.

Outubro. 2016. Um mês depois do casamento.

se preparava para ir até a Torre, ela tinha recebido uma mensagem urgente de que Hanks foi visto pela cidade. Enquanto ela esperava Falcão buscá-la, ela viu um envelope cor de creme igual a cor dos arquivos da H.I.D.R.A. Pegou cuidadosamente e abriu o envelope, dentro estava um pequeno papel dobrado no meio onde estava escrito “Ed Tunder”. estranhou, ela já tinha escutado aquela palavra em algum lugar, mas não se lembrava aonde.
! – Sam a chamou.
– Oi. – cumprimentou Sam e jogou sua bolsa no banco de trás. – Stark pediu para deixar em sigilo?
– Sim, ele quer falar com você pessoalmente, não pediu para adiantar nada.
– Capitão já sabe?
– Não, ainda não.
Sam pisou fundo no acelerador e alguns minutos eles já estavam na Torre dos Vingadores. Eles conversaram durante a viagem toda sobre o que ela sabia de Hanks e na obsessão que ele tem em querer Müller apenas para ele quando ela ainda estava na H.I.D.R.A.

Torre dos Vingadores.

Stark estava terminando de separar as imagens onde Ethan e mais alguns soldados da H.I.D.R.A apareciam, ele parou de mexer ao escutar passos atrás dele.
– Capitão.
– Stark, eu vim o mais rápido que eu pude, o que a Shield mandou?
– Digamos que algo que nem você e nem a Müller vão acreditar.
– É o Ethan?
– Não, só o Ethan é bem mais que Só O Ethan.
– Stark, dá para você falar logo? – Rogers exigiu.
– Tenha calma, Steve, estamos esperando o Sam e a . – Natasha justificou.
– Espero que eles não demorem mais. – Bruce comentou.
– Vou ligar para eles. – Pepper disse pegando seu celular.
– Não precisa, já chegamos. – Sam disse saindo do elevador.
– Estamos aqui, pode dizer, Tony. – pediu.
– J.A.R.V.I.S, por favor, aumente a tela para todos poderem analisar.
Sim, senhor.
– Vejam, a Shield mandou hoje essas gravações da câmera de segurança de N.Y, esse aqui. – Tony mexeu no painel. – É o Ethan, agora vejam o que acontece quando ele se esconde nesse beco.
Todos olhavam para o vídeo sem piscar os olhos, principalmente e Steven, o vídeo ia passando e a mesma expressão que Stark fez ao olhar o vídeo pela primeira vez. Senhora Stark só não caiu para trás, pois seu marido estava abraçado com ela, nem a própria Müller podia acreditar no que via.
– Mas que merda é essa? – Sam disse incrédulo.
– Vejo que eu não fui o único brinquedinho do Caveira Vermelha. – disse séria e fria.
– Você sabe o que ele pode ser? – Stark indagou.
– Para ser sincera, eu nem conhecia esse lado do Hanks, mas por analisar assim e pelas coisas que eu estou forçando minha mente lembrar, ele deve ser um inumano, eu não me recordo de muita coisa. – disse andando para mais perto da tela.
– Ele pode se passar por vários daqui de dentro. – Pepper comentou.
– E da Shield também, todos aqui são os verdadeiros, certo? – indagou.
que pergunta mais idiota. – Clint disse.
– Ela tem razão. – Stark concordou. – Cada um aqui é o próprio?
– Eu sou. – Banner avisou. – Temos que fazer uma pergunta que todos devem sabem a resposta.
– Não precisa disso. – disse.
– Negando, Müller? – Rogers disse desconfiado.
– Engraçadinho, aprendeu com quem? Wade? – disse ironicamente.
se concentrou e mais uma vez ela ia burlar a própria lei, não sair lendo os pensamentos dos outros, ela leu uma de cada vez analisando se cada um era ele mesmo e não o Hanks. Depois, ela parou e olhou bem para o Rogers, os pensamentos dele estavam bloqueados como se ele soubesse o que ela estava fazendo. Müller desconfiou de Rogers, ela queria acreditar que era ele, mas algo no fundo disse para ela não confiar. Ela afundou mais ainda a leitura e procurou um ato dos dois a dias atrás.
– Rogers? – fechou os punhos.
– Fala. – Ele a fitava.
– Por que você está bloqueando os pensamentos? Eu li de todos aqui e procurei uma memória onde eu estava, mas você está me bloqueando.
– Desconfiada de mim, Müller?
– É claro, você está me bloqueando, Steve.
– Vemos que você não confia em mim.
– Pelo ao contrário, eu confio sim.
, é o Steve, não precisa desconfiar dele. – Sam defendeu Rogers.
– Não é ele, Sam!
– Claro que é, olha bem para ele, não conheço outro Capitão América sem ser o Rogers. – Stark falou.
– Eu, juro que não é o Steve.
apertou os punhos de tanta raiva ela sabia que não era o Rogers, ela não sentia seus sentimentos atrapalhando nem mesmo a corrente elétrica passando pelo seu corpo todo; Ela não poderia atacar ele ali, era perigoso o Hulk presente na sala, Stark e os demais também, tirando Thor, e o pior, eles sabiam como conter , pelo mesmo Stark e Romanoff sabia.
Müller teve que pensar rápido como alertar os outros que não era Rogers e sim o Ethan Hanks ali na Torre dos Vingadores, o bom de ter contado para Natasha sobre o que ela sentia toda vez ao ficar perto do Steven ia ajudar e favorecer a desconfiança dela.
– Nat, eu não sinto nenhuma corrente elétrica. – Müller disse fitando Rogers.
Natasha lembrou rapidamente e pegou sua arma que estava em sua cintura apontando para Rogers, fazendo com que todos ficassem espantados com a ação de Romanoff.
– Ethan, coloque suas mãos onde eu possa ver! – Romanoff ordenou.
– Onde está o Rogers? – Müller indagou.
– O que vocês estão fazendo? – Pepper disse assustada.
– Ele não é mesmo o Capitão, Pepper. – Natasha afirmou.
– Como você pode confiar nela, Nat? – Ethan falou.
– Porque eu conheço a , e ela não mentiria.
– Você se esqueceu de um detalhe importante, Ethan, eu já fui da Hidra.
Müller levantou o braço e o empurrou para longe fazendo com que ele batesse as costas na parede e caísse no chão. Ela o segurou com seus poderes e chegou mais perto dele mantendo ainda no chão ela agachou e encarou friamente Hanks, ela queria saber onde Rogers estava e não ia o deixar sair tão rápido dali até ele falar.
– Você não é mesmo um idiota. – Ela se agachou mais, colocando seus lábios perto de Hanks. – Tem uma coisa que você se esqueceu de copiar do Steve, o dia que ele olhou meu corpo e manteve os olhos azuis na minha cicatriz, o dia que eu quase o matei, o dia que ele descobriu que eu era da Hidra e principalmente, o dia que eu fui arremessada em cima dele. – Müller falou em um sussurro. – Além disso, obrigada por me dar o fim da investigação do vídeo que você ajudou o Schmidt a fazer, mas no dia da gravação, você foi muito idiota mesmo, nesse dia, você esqueceu que os olhos de Steve são os azuis mais lindo.
– Você só pode... estar mentindo. – Ethan voltou à forma normal.
– Eu não acredito! – Sam disse com raiva. – Eu defendi esse filho da puta.
– FALA LOGO ONDE O ROGERS ESTÁ! – gritou desesperada.
– O que eu ganho em troca? – Hanks disse com um sorriso nos lábios.
– Você ganha uma queda livre daquela sacada até a rua, sem precisar pagar. – disse se levantando.
– Não, obrigado.
– Ok, vamos ver se você não vai me falar mesmo.
o levantou e o empurrou para a sacada o deixando pairar no ar, ela olhava com mais raiva e ódio que ela já sentiu. Ela o puxou para dentro da torre em direção dela e o acertou com um jab, ainda mantendo no ar. Depois que ela entrou para os Vingadores, ela teve mais experiência para manter seu poder no controle para poder fazer mais uso dele. Ela não era considera como uma feiticeira, não até Banner pensar que ela poderia ser uma.
– Onde... Está... O... Steve? – disse dando vários socos na barriga de Ethan. Hanks apanhou o suficiente para poder deixar sua mente livre, fazendo assim um livre acesso para Müller poder ler e achar o Steven. Ela avisou os outros onde ele estava e disse que ia logo atrás deles, pois ela tinha algo para acertar com Ethan antes de matá-lo. queria respostas e ela ia tirar de Hanks com ele falando ou não.
– Você vai fazer um favor para mim, não se aproxima, nem você, nem outra pessoa dessa torre ou do Estados Unidos, Hanks, você não sabe o que eu sou capaz de fazer para destruir você ou qualquer um da Hidra.... Eu espero profundamente que você tenha entendido.
– Vai me liberar?
– Vou.
– Você é fraca, você é mais fraca do que eu pensava, não consegui nem matar o próprio homem que matou seus pais.
– Eu não sou fraca, Hanks, eu só não sou igual a você, eu não nasci para matar!
o arremessou da sacada como prometido, ela nem deu a importância de ir verificar se ele tinha caído mesmo, ela sabia que os outros, soldados, estavam à espera de Hanks.
Müller correu para colocar seu uniforme e foi até a casa de Rogers onde ele, Hanks, tinha falado onde ele estava, ela chegou percebendo que tinha pouca movimentação dentro da casa. Com receio de ter soldados da H.I.D.R.A lá dentro, ela colocou uma forte e intensidade de poder sobre suas mãos e entrou logo após de chutar a porta. A luz roxa dominou o apartamento, todos a olharam de uma só vez, relaxou seu corpo todo e foi para perto de Rogers que o mesmo estava sentado no sofá segurando uma pequena bolsa térmica.
Sam deu o espaço para ela, que a mesma passou rapidamente.
– Steve, você está bem? – perguntou preocupada e vendo o vermelhão na nuca do Capitão.
– Estou sim, obrigado.
– Por nada, me deixa cuidar disso.
– Não precisa, só está um pouco dolorido.
pegou a bolsa termina e trocou a água e levou para o Steven.
– Aqui.
– Como você sabia que não era eu? – Steven indagou.
olhou perdida para Natasha que a mesma não sabia o que dizer, ela ficou pensando e nada as palavras tinham sumido e Steven e todos esperavam uma resposta de Müller, Rogers viu a demora e se pronunciou novamente.
– Sam disse de algo como corrente elétrica.
– O que? Sam! – o advertiu.
– Desculpa, não sabia que você mesmo queria contar.
– Eu o que? Ai, droga, está bem, é um código bem idiota, eu tinha oito anos quando eu inventei, vi que seu olhar para mim não era de desconfiança e então eu disse isso para ela. – Müller omitiu. – Né, Nat?
– Sim, eu me lembrei disso na hora, ela usava para poder ficar horas conversando comigo no quarto.
– Ótimo, código. – Clint comentou, ele tinha entendido o que se passava ali.
– Fica quieto, Clint. – Müller disse vermelha. – Por quem ele se passou?
– Por você. – Rogers disse normal. – Eu até estranhei você aqui.
– Se eu fosse você, não teria nem aberto à porta.
– Por quê?
– Porque ia ser eu, e pela desconfiança que você tem de mim, eu sendo no seu lugar ainda é claro, não ia abrir a porta, vai que eu fosse te matar.
– E por que ele não matou o Steve? – Stark indagou.
– Boa pergunta, essa nem eu sei responder. – respondeu.
– Vamos ver se está tudo limpo. – Romanoff se referia aos redores do apartamento de Steven.
Romanoff disse quase empurrando todos para fora do apartamento deixando apenas Rogers e Müller lá dentro.
– Você está bem mesmo?
– Sim, não precisa se preocupar.
– Deixa eu ver se está melhor, está vermelho ainda, mas nada que um bom banho com a água quente não resolva. – Ela acariciava o lugar.
– Obrigado por se preocupar comigo e ter feito ele falar, eu já estava acordado quando eles chegaram, mas mesmo assim eu agradeço.
– Sem olhar de desconfiança isso é estranho. – sorriu.
– Por que desconfiar de alguém que quase deixou o Hanks cair da sacada para saber onde eu estava? – Rogers deu o seu sorriso mais lindo.
– Eu estou sem jeito.
– Vejo pelas suas bochechas. – Capitão riu.
– Chega, senão eu pioro, eu preciso.... Eu preciso voltar para Munique.
– Por quê?
– Porque se Hanks apareceu agora, isso quer dizer que vem guerra por ai e eu preciso tirar uma dúvida antes, uma dúvida que eu senti ao olhar nos olhos dele.
– E você vai com quem? – Steven indagou preocupado.
– Sozinha, vou aproveitar que estou na Shield e pegar um dos aviões deles e ir até Munique.
– Você não vai sozinha. – Ele segurou na mão dela.
– Eu preciso ir Steve.
– Não sozinha.
– Não quero colocar a vida de ninguém em risco, entenda isso.
– Eu vou com você.
– Não mesmo, você fica.
– Eu vou e sem mais, não vou deixar você ir sozinha.
– A viagem é longa, você não entende, Steve é tão complicado.
– Mesmo não entendendo, eu não vou deixar você ir sozinha, eu vou com você, nós vamos juntos .
– Está bem, você vai comigo, mas sem avisar para ninguém, preciso deixar isso em segredo.
– E por que me contou?
– Sei lá, saiu espontaneamente. – sorriu tímida. – Você não vai contar para ninguém, né?
– Não mesmo, você tem minha palavra.
– Obrigada, Steve. – o abraçou.
– Vamos, preciso ver o que Stark queria me mostrar. – Rogers se levantou segurando a mão de .
Eles foram para a Torre, agora com todos, sem nenhum idiota presente. Stark tinha terminado de falar o que precisava dizer antes do ocorrido que teve naquele mesmo local e comentou que tinha deixado o Hanks livre, todos falaram, em negação, ao mesmo tempo sobre a atitude de , até ela falar que ele estava servindo o Struker e isso serviu como isca para poder capturar e tirar Sokovia das mãos de Struker, e claro que eles concordaram com .
A agente não tinha falado do seu plano de ir para Munique e que o Capitão América ia com ela.

New York, Manhattan, Hotel Clandestino.

Moisac, o Hanks, e os outros dois soldados estavam escondidos, o hotel ficava longe da torre e na área mais movimentada de Manhattan. Era o esconderijo perfeito para ele ficar, até o Schmidt dar a permissão para ele executar sua missão.
Hanks tinha terminado de passar as coordenadas para os soldados que estavam com ele e foi fazer uma ligação para Schmidt. Desde o casamento de Pepper e Tony, os planos tinham mudado; Caveira Vermelha tinha outra data para atacar, ele sabia que essa data era mais importante para , tirando o aniversário dela, ele sabia como atingir e ele queria estar presente na hora que fosse capturá-la e levá-la para a base improvisada.
– Eu agradeço, Hanks, eu passo para você dois dias antes, mandarei todas as armas e mais soldados.
– Senhor, mas eu...
– Hanks, faça o que eu falo, eu vou junto, além de Müller, eu quero matar o Capitão América.
– Como o senhor desejar.
– Hanks desligou.
– Qual são as ordens, senhor? – Um soldado perguntou.
– Vamos esperar a mensagem de autorização do Schmidt, depois disso, podemos dar continuação e mais uma coisa, ele vai vir para New York.
– Ok, senhor.
Hanks saiu do hotel e foi para um bar lá perto, pediu uma cerveja qualquer, pegou uma foto que ele tinha de Müller e colocou sob a mesa, seu olhar para foto só faltava furar a mesma. Ele nunca tinha visto Müller tão forte daquela maneira e bem evoluída, sua mais nova preocupação era se o que o Doutor Reid tinha desenvolvido ia ser o bastante para poder derrubar ela do jeito que Caveira Vermelha queria.

Munique. Alemanha.

Schmidt saiu do quarto deixando seu celular em cima da cama. Ele procurou Kiyoko por toda a extensão da casa até achá-la no quintal, ele chegou mais perto dela e tirou o cigarro que estava na mão dela.
– Deseja alertar os Vingadores que estamos aqui?
– Não, Joh.
– Então para de fumar ao ar livre.
– Não vou fazer isso lá dentro.
– É para isso que serve aquela cobertura ali.
– Desculpa.
– Como você está? Já recebeu resultados dos seus exames?
– O doutor Reid mandou o resultado por um dos soldados da Hidra.
– E o que diz?
– A fumaça foi bem toxica, além de ter atingido os órgãos, está dominando o pulmão, ele falou que posso morrer a qualquer hora.
– E você fumando.
– Eu vou morrer feliz, pelo menos.
– Eu desenvolvi um projeto que tem a ver com você, venha, vou te mostrar.
Schimdt podia ser frio e ignorante com todos os membros da H.I.D.R.A, mas ele tinha um cuidado e uma atenção pela Kiyoko, ele a amava de verdade, mas por fatos, ele nunca assumiu esse amor, mas isso mudou por completo desde o dia que Müller matou uma boa parte dos soldados da H.I.D.R.A com a explosão que ela provocou.
Kiyoko teve graves problemas de saúde colocando a vida dela na beira da morte, o funcionamento de um dos rins de Kiyoko tinha parado, uma das barras de ferro que fazia parte da construção acabou passando pelo corpo dela atingindo a vesícula e uma parte do estômago dela. Kiyoko tinha passado quatro anos em coma e dois anos internada e durante esses dois anos internada, Schmidt desenvolveu outra ideia, ao ponto de vista dele, magnifica, para poder mantê-la viva.

Vinte e duas horas. New York. Torre dos Vingadores.

tinha terminado de enviar a mensagem para Wade avisando que ia sair em missão pela S.H.I.E.L.D e que não era para ele se preocupar e não sabia o tempo certo que ficaria em campo. Ela colocou seu uniforme, pegou seu iPod e sua caneca térmica cheia de café, deixando para trás seu celular e suas armas; já tinha preparando alguns lanches e comidas para poder comer durante a viajem e o tempo que eles ficariam lá. Steven a esperava na sala com seu traje e seu escudo, ela fez um sinal para que ele a seguisse e entraram no elevador até eles chegarem ao carro.
– Já sabe como pegar o avião, ?
– Não sei, mas eu dou um jeito.
– Você está bem? – Steven olhou para lado rapidamente.
– Estou sim.
– Certeza? Podemos conversar com o Phil, ele deve estar lá e pode nos ajudar.
– Sim, muito arriscado para ambos, não quero colocar a carreira dele em risco.
– Estamos sem saída.
– Não mesmo, a gente entra, eu analiso tudo, pegamos o avião, o menor que tiver e vamos para Munique, vai ser fácil, assim espero.
Capitão e a Agente entraram no pátio onde os aviões ficavam, eles andaram até onde tinha um de porte pequeno, enquanto distraia o mecânico de manutenção do avião ao lado, Rogers entrou no avião e logo em seguida Müller já estava dentro da aeronave. Capitão conduziu a aeronave até Munique; Foi uma viagem de apenas oito horas direto, eles revezavam para poder descansar e esticar um pouco o corpo. Nesse meio tempo, tinha desligado o rastreamento de serie e de radar.
Rogers pousou em um terreno baldio bem dista da base da H.I.D.R.A, os dois descansaram e comeram alguma coisa antes de sair do avião; estava tranquilamente escutando Highway To Hell e um pouco, ironicamente, empolgada. Rogers apenas a olhava com sorriso nos lábios e sentou do lado de .
– Novamente AC/DC?
– Força do habito, isso quando não escuto Slipknot, Pearl Jam, Nirvana isso quando não é algo mais antigo principalmente o Elvis. – se lembrou de seus pais. – Tinha uma música, My Girl, meu pai colocava para tocar, ele dançava metade da música comigo e a outra metade com minha mãe.... Eu sinto falta disso.
– Eu sinto muito.
– Tudo bem, teve algumas coisas que a Hidra não conseguiu apagar, as lembranças mais particulares.
– Eu queria saber por que você?
– Eu me fiz essa pergunta também, nunca soube me responder.
– Por isso você voltou para Munique?
– Não, eu voltei, pois acho que um certo alguém não morreu.
– Schmidt?
– Não, a Kiyoko, para Hanks saber aquilo teve quem vim de uma fonte que trabalhou no projeto por anos e esse alguém é ela.
– Vai descobrir isso como?
– De algum jeito, a Reven Kiyoko conseguiu sair, do mesmo modo que Hanks saiu da base, minhas suspeitas dizem que antes dele vir atrás de mim, ele a ajudou a sair antes que a base caísse por completa.
– Uma teoria plausível, vamos antes que fique escuro. – Rogers saiu do avião.
– Sim.
e Steven andaram até chegar aos destroços da base da H.I.D.R.A, eles tentaram achar a entrada no meio daquele monte de blocos de concreto, ferros e vigas já que o lugar estava irreconhecível. viu alguns ferros que fazia parte do portão, um dos portões. Eles chegaram mais perto e Müller viu toda a extensão do lugar ela não tinha a ideia que tinha ficado daquele jeito nem tinha pensado que a explosão tinha acabado com toda a H.I.D.R.A, ela olhou mais para frente viu que uma parede estava intacta.
– Capitão?
– Sim.
– Olhe aquela parede.
– Deve ter formado bolha de ar ali.
– Kiyoko deve ter saído por lá. – falou, andando rapidamente por cima dos destroços.
– Não vamos conseguir passar por esse vão.
– Eu consigo.
– Você não vai.
– Rogers, calma, eu não vou morrer lá não e eu preciso ir. Capitão, você está meu ouvindo?
Capitão América olhava para a movimentação mais atrás da Agente, ele nem se quer escutou uma palavra que falou. Ele pegou pela mão e a puxou para trás da parede que por sinal, era uma escada bloqueada. Rogers fez um sinal para que ela ficasse em silêncio e não fizesse nenhum som, nem para se mexer. não se lembrava daquela escada ali, muito menos se tinha uma escada naquele lugar onde eles estavam, mais pela altura e largura da parede, e no final, ter uma escada, ela podia deduzir que era a saída de emergência já que estava alguns quilômetros longe da floresta, e alguns corredores de acesso e também o que parecia ser algumas portas de ferro ,o que podia ser compreendido de ter ficado de pé.
Müller viu Rogers mover os lábios calmamente perguntando “Atacamos?” olhou para os olhos de Steven que era nítido ver que ele estava mais preocupado com ela do que consigo mesmo, ela respondendo apenas um “Não podemos” e claro que ele entendeu o motivo; Nem a S.H.I.E.L.D e o Vingadores sabiam que eles estavam em Munique e aquele lugar ainda era alvo da S.H.I.E.L.D.
Os dois escutaram passos, fortes passos se aproximando de onde eles estavam. A respiração dos dois mudaram e a postura também, se fosse preciso, eles teriam que atacar, ambos prestaram atenção na conversa e reconheceram a voz de quem falava. Schmidt. tentou se levantar, mas Steven a segurou, era mais do que arriscado atacá-lo ali e fazer sua vingança naquele momento.
– Vamos temos que reconstruir a base. – Schmidt ordenou.
– Sim, senhor. – Os soldados falaram em um coro.
– Aquela foi a parede que ficou em pé, dava acesso para o laboratório onde um soro usado para produzir o Projeto 96. – Kiyoko disse.
– Derrube-a também, todas aquelas outras paredes ali do fundo, eu quero esse lugar limpo em uma semana.
– Mas senhor, em uma semana não é tempo suficiente. – Um soldado disse.
– Eu perguntei, soldado Wolfe? Eu ordenei, agora faça isso logo, antes que eu te mate.
Capitão e a Agente desceram às escadas onde tinham umas pedras, eles não tinham com sair ou se esconder melhor. Agora, eles sabiam e tinham mais que certeza que Schmidt estava vivo e a base ia voltar à ativa. Acompanhado de um barulho alto, eles só viram as paredes caírem sobre eles, Capitão puxou a Agente para mais perto dele colocando o escudo e o próprio corpo para poder protege-la, eles ficaram ali por alguns minutos; tinha fechado os olhos por reflexo e ao abri-los, viu aqueles olhos azuis olhando para ela acompanhado de uma expressão facial demostrando que não estava sendo fácil segurar todo aquele peso sozinho, sem tirar seus olhos dos olhos azuis se soltou do braço do Steven e o ajudou levitando os blocos e descarregando o peso sob ele.
– Eu vou empurrar para cima e você coloca esse escudo sobre a nossa cabeça, você sabe se tem alguém aqui ainda? – Müller indagou.
– Faz mais de trinta minutos que eles se foram.
– Como?
– Depois explico.
Müller empurrou para cima e jogando para os lados, Rogers colocou o escudo para proteger os dois. Steven se levantou e estendeu a mão para que a mesma se apoiou no tórax dele. Um dos blocos tinha atingido o tornozelo de , ela não sentiu a dor, mas só de ter colocado seu peso nele, ela acabou perdendo o equilíbrio. Steven a ajudou sair dali com todo cuidado, o caminho era longo e estava proibida de colocar seu peso nele e usar seus poderes para não fazê-la ficar mais fraca, a única alternativa para eles poderem chegar mais rápido era Steven carregá-la no colo.
Capitão colocou seu escudo em suas costas e com todo cuidado, ele passou seu braço pelas pernas de a pegando no coloco, digamos que pela situação, queria rir, mas ela não ia fazer ali com o Capitão a ajudando.

Torre dos Vingadores.

Romanoff batia na porta do quarto de , eram sete horas e a morena nunca se atrasava para o treinamento, ela abriu a porta delicadamente e acendeu a luz ao olhar para cama viu que não estava lá e que a cama estava arrumada, as armas dela e o celular estavam em cima da mesma; Romanoff já tinha mudado de postura e estava preocupada com a amiga. Sua atenção foi desviada quando o seu ponto deu sinal de contato.
¬– Nat, você está com a ? – Sam indagou.
– Não, por quê?
– O Steve não estava em casa e em nenhum lugar no setor de treinamento.
não passou a noite aqui no quarto dela.
– Recebi a informação que um avião da Shield está faltando.
– Tony falou.
– Não duvido que devem ser eles quem alertou. – Romanoff indagou.
– Phil está na sala de reuniões, agradeço se todos vierem para cá.
Todos, até Potts, foram para a sala de reunião. Eles estavam inconformados de que e Steven tinham pegado o avião, Romanoff nem se quer sabia o motivo de sair assim do nada da Torre e ir para outro lugar, ainda mais acompanhada de Steven.
– Tem ideia para onde ela foi, Nat? – Clint indagou.
– Tenho uma opção.
– Qual?
– Munique.
– Não tem nada para ela querer lá. – Pepper disse.
– Eu falei isso mesmo para mim.
– Estou indo para a Shield, Ross quer falar comigo, você vem Pepper?
– Vamos, Tony.
Clint chegou mais perto de Natasha e a abraçou já que todos tinham saído de dentro da sala, nesse meio tempo, ele cochichou no ouvido da ruiva.
– Você está bem, Nat?
– Estou.
– É a mesma preocupação de quando ela apareceu aqui.
– Eu acho que ela foi atrás de algo que diz sobre a respeito dela.
– E levar o Steve?
– Ela pode não ter tido escolha, sei que passei anos longe dela, mas é tão fácil saber como ela age, ainda mais por ela ser a a ex-agente da Hidra e normalmente alguns são ensinados a trabalhar sozinho.
– Se ela contou para ele, por que não contou para você?
– Por que será, Clint? – A ruiva saiu do abraço. – Eu não ia deixá-la ir para Munique.
– Stark deixou as informações aqui, quer analisar. – Clint mudou de assunto ao receber a resposta de sua namorada.
– Quero.

Munique. Avião da S.H.I.E.L.D.

– Você está melhor? – Rogers indagou.
– Estou sim, a regeneração é um pouco lenta, mas daqui a pouco estou melhor.
– Você também tem o processo de regeneração?
– Tenho, não é igual ao do Wade, mas eu tenho, adquiri na fase dois.
– Schmidt estava mesmo querendo a melhor... é... – Steven não sabia que palavra para definir.
– Criação. – completou. – Eu não me incomodo com essa palavra, ele estava louco para poder matar você e claro que ele teria que ter uma boa carta na manga, ai ele fez eu aqui. – sorriu.
– Vai querer voltar hoje?
– Eu acho que devemos dormir primeiro, digo, você e eu devemos dormir, ai merda a.... Eu durmo aqui e você aí. – disse vermelha.
– Eu entendi na primeira parte. – Steven ria.
– Não achei nada engraçado, ok. – ainda estava vermelha. – O que temos aqui de comida? – Müller levantou com dificuldade. – Bolacha, café, queijo e presunto, bolo e tem pão também, vai querer o quê? – Ela falava sem olhar para Steven, ela continuava vermelha e sem jeito.
– Qualquer coisa.
– A Pepper não compra isso. – segurou a risada.
– Me deixa ver.
– É sem fundo. – dava uma mordida em seu lanche.
– Hã?
– A bolsa é sem fundo, em questão de comida, eu coloquei muita.
– A sim.
Depois de um tempo comendo os respectivos lanches e se recuperando, eles resolveram ver o que tinha dentro do avião. Tirando a mochila cheia de comida, eles acharam alguns cobertores, eles arrumaram dois lugares para mais tarde dormirem, digamos que a cama improvisada deles tinha uns centímetros de distância.
Eles dividiram para saber quem observava primeiro e claro depois eles iam trocar. Steven deixou descansar primeiro enquanto ele ficava observando a movimentação lá fora, além de observar a dormindo, era tão linda dormindo e abraçando um monte de cobertor era mais linda ainda. Steven colocou o cobertor dele na morena, já que a noite estava fria demais e ela dormia em “contato” com o chão.
começou a se agitar e apertar mais ainda o cobertor e o travesseiro improvisado como se ela estivesse abraçando alguém que ela não havia há anos. Steven a olhava de longe qualquer coisa ele iria interferir e acordá-la.

andava por uma estrada de terra no meio da floresta onde podia ter uma boa visão do céu, ela estava cansada de andar sem rumo por essa estrada, alguns soldados da H.I.D.R.A passava por ela cheios de equipamentos, armas e até mesmo o colar e a placa.
estava fraca e sem fôlego para continuar, era como se o Projeto 96 não existisse daquela dimensão. caiu de joelhos e viu mais soldados passando pelo seu lado e mesmo assim ela continuou, ou melhor, tentou continuar a seguir a estrada de terra sem fim.
Ela olhou para trás e viu um homem com o uniforme de soldado, o mesmo uniforme que ela via nas fotos de seu pai quando ele recebia uma medalha ou voltava para casa. O homem se aproximava cada vez mais perto dela com passos largos. Müller tentava se levantar e correr, mas não conseguia. O homem chegou mais perto dela e a segurou pelos braços com uma certa força.
– Anda, levanta, você consegue. – O homem falou.
– Estou fraca demais.
– Estou aqui para lhe ajudar, vem, se apoia em mim.
olhou para o homem quando já estava de pé e viu que o mesmo era seu pai. A fraqueza dela tinha passado, o uniforme da H.I.D.R.A tinha sido substituído por um lindo vestido amarelo claro. Em instantes eles já não estavam na estrada de terra, mas sim em uma sala branca com várias cadeiras e grandes janelas que mostravam o outro lado, era um aeroporto.
– Pai. – chorou.
– Minha filha, você está tão forte, eu estou mais do que orgulhoso de você. – Jethro enxugava as lágrimas de sua filha.
– Pai, eu sinto tanta a sua falta, a sua e da mamãe.
– Nós também, minha filha.
– Por que estamos aqui? E a estrada? Eu não consigo entender nada, pai, cadê a mamãe? – disparou as perguntas.
– Calma, minha filha, você tem que continuar sendo forte, a sua mãe ficou, ela não pôde vir, está cuidando de algumas coisas.
– E o Spencer?
– Você não pode deixar que os outros te abalem e te deixe fraca, você é bem mais que aquele projeto, sua mãe pediu para avisar que ela estará sempre ao seu lado.
– Pa-pai... Eu qu-quero um abraço. – pediu em meio a lágrimas.
Jethro a abraçou fortemente, os dois choram juntos, fazia tanto tempo que não sentia aquela calma e tranquilidade, a proteção que ela sentia era tão grande que a única coisa que ela desejava agora era poder ficar ali, sem se importar do que poderia acontecer ou se não era permitido ela permanecer ali com o seu pai.
Jethro viu ao fundo um avião pousando, o mesmo avião que levava os soldados do exército para os locais de combate. Ele deu um beijo na cabeça de e se soltou do abraço caloroso de sua filha. Enxugou mais uma vez às lágrimas e segurou fermente o rosto dela e olhou nos olhos dela.
– Eu preciso ir. – Jethro disse segurando suas lágrimas.
– Eu quero ir com você.
– Você não pode ir.
– Mas eu quero ficar com você e com a mamãe.
Jethro sentou junto com em uma das cadeiras. Acariciou a mão de e depositou um beijo na testa de sua filha, depois de ter acalmado ela, senhor Müller se levantou e foi em direção a uma grande porta.
– Você tem que ficar filha, ele está te esperando.

Capítulo 10 - M.A.R.V.E.L

acordou assustada com Steven ao seu lado. O mesmo a abraçou vendo que ela estava assustada e chorando. o abraçou forte e puxando o cobertor para poder se cobrir. Passou alguns minutos e ainda estava corando só que um pouco mais calma. Steven levou mais para cima fazendo com que as costas de ambos se encostasse na parede do avião.
- , você quer me contar o sonho?
não falou nada, apenas balançou a cabeça em sinal positivo.
- Pode falar, eu estou escutando e não vou sair daqui.
- Eu, eu estava em uma estrada no meio de uma floresta com alguns soldados da Hidra, eu não tinha o mesmo fôlego, na verdade, eu não tinha o Projeto 96 em mim. Ai eu caí no chão, estava morrendo de sede, fraca e com o uniforme da Hidra que estava todo sujo. Eu olhei para trás e vi um homem com o uniforme que os soldados do exercito americano usam quando voltam do campo de batalha, ele andou até a mim e quando eu vi, ele era meu pai. Steve poderia pegar a garrafinha? – pediu.
- Claro, aqui. – Rogers entregou a garrafinha de água.
- Ele me ajudou e logo... – deu um gole em sua água. – Estávamos em um aeroporto todo branco, eu conversei com ele, eu vi meu pai depois de tanto anos. – voltou a chorar.
- Calma, respira, . – Rogers a abraçou mais forte. – Isso é bom, não é?
- Sim, era para ser, eu estava tão perdida Steve, por que matá-los? Seria mais fácil só ter me sequestrado.
- , não fala isso, seus pais deram a vida por você.
- Por isso mesmo, eu poderia estar lá com eles agora, sem querer respostas, ele pediu para eu continuar forte e disse “Ele está te esperando” eu não sei quem é ele.
- Pode ser seu irmão, ou até mesmo o Bucky.
- Ou até mesmo você, Steve. – sugeriu.
- Eu?
- Sim, já que você está aqui comigo, e estava preocupado comigo.
- Pensando assim, eu concordo com você. – Steven acariciou o braço de .
- Sabe o que é mais estranho, eu pedi, cheguei a implorar para ficar lá com ele, isso não tem o menor cabimento, não tem como eu ficar com ele em um sonho.
- Você tem certeza que era um sonho?
- O que você quer dizer?
- Você pode ter entrado em outra dimensão.
- Steve, isso é impossível.
- Eu acho que não, quando voltarmos, eu vou apresentar você a um amigo dos Vingadores.
- Eu agradeço, Steve. – sorriu amigável. – Eu vou ficar vigiando, pode ir dormir. – deu um beijo na bochecha de Steven.
- E deixar você assim?
- Eu estou bem.
- , você acordou assustada, gritando e chorando, eu não vou dormir vendo que você não está bem.
- Ok então, ficamos acordados.
Steven a olhava, seus olhos passeavam por cada canto do rosto de que mantinha seu rosto deitado em seu peitoral. Os olhos dela ainda estavam vermelhos, era tão fácil perceber que ela estava perdida e querendo mais respostas do que antes, mas havia uma coisa em seu olhar que era impossível não perceber, Steven sentiu seu coração disparar mais rápido.
fechou os olhos e deu mais uma vez um abraço forte nele cortando clima entre os dois, e agradecendo em um som baixo que o mesmo respondeu com um sorriso ao se soltarem do abraço.

Sete horas da manhã.

Rogers ficou na sua respectiva cama enquanto olhava a movimentação do terreno e da floresta mais a frente. Ela andava de um lado para o outro esperando o dia cair. Ela olhou para Steven que o mesmo dormia com pouco cobertor e roncava, e o mesmo que ele fez com , a morena fez com o Capitão, o cobriu com mais um cobertor que estava lá.
Müller escutou ao longe algumas vozes, ela pegou o binoculo e por ele, ela viu Schmidt e mais alguns soldados da H.I.D.R.A. como o sol já estava nascendo, era de extrema facilidade dela ver como eles estavam e os armamentos deles. , por um segundo, deixou sua vontade de ir lá e matá-lo falar mais alto, mas as palavras de seu pai apareceram em seus pensamentos “Você não pode deixar que os outros te abalem e te deixem fraca, você é bem mais que aquele projeto”. Müller relaxou seus músculos e respirou fundo, mantendo a calma. escutou uns passos leves atrás dela que a mesma já deduzia ser o Steven.
- Bom dia.
- Bom dia, .
- Dormiu bem?
- Na medida do possível.
- Pelo menos tivemos cobertor, estava esperando você para tomar o café da manhã.
- Obrigado. – Steven sorriu.
- Ah, antes que eu me esqueça, sobre o vídeo, eu descobrir como ele errou a cor dos seus olhos.
- Como? – Rogers indagou dando um gole.
- Ele pegou uma foto preta e branca, nunca poderia deduzir a cor dos seus olhos. – corou.
Eles tomaram o café da manhã e foram para o controle do avião. Voltaram para New York entre conversas, era algo que não acontecia há tempos desde o dia que houve o pequeno incidente entre eles dois. pediu a Steven que ao chegarem na S.H.I.E.L.D, que dali ele a levasse direto para a casa dela, e passou o número do telefone dela. Müller já sabia que tanto a S.H.I.E.L.D quanto os Vingadores iriam fazer centenas de perguntas, ainda mais o porquê pegar um avião de porte pequeno para ir até onde só Deus sabia que eles foram. E mais, Ross iria querer mais que uma simples explicação do próprio capitão.
Eles desceram do avião e desde esse momento, virava as câmeras para o lado oposto que eles passavam, assim ninguém teria imagens deles no aeroporto da S.H.I.E.L.D, algo que a Thaddeus Ross tinha escolhido depois de assumir a companha e reergue-la, fazendo a mesma se tornar mais fútil do que era quando o senhor Fury era o diretor da companhia. Rogers e Müller foram até um estacionamento que ficava alguns quarteirões longe da S.H.I.E.L.D, ele pegou a moto dele e levou Müller para a casa dela.
- Você vai ficar bem aqui?
- Sim, qualquer coisa eu ligo para você, eu chamo um taxi para poder ir para a Torre, não precisa se preocupar.
- Está bem, te vejo lá, , tchau. – Steven deu um beijo na bochecha.
- Tchau, Steve. – Ela retribuiu o gesto.
Müller caminhou até a porta de sua casa estranhando o vão debaixo da sua porta, parecia que tinha algo impedindo do ar e a luz passar pela a mesma. destrancou a porta e viu vários envelopes cor creme espalhados pelo chão da sala. Müller colocou a mochila no chão e pegou algumas cartas, sentou no sofá e abriu uma por uma, todas, sem exceção, estavam com a mesma palavra que a outra, algumas das cartas apenas às letras separadas como se alguém estivesse soletrando.

Torre dos Vingadores.

Rogers respirou fundo antes de entrar na Torre, ele esperou o elevador chegar. Depois que escolheu o andar, ele saiu calmamente tirando seu escudo das costas para poder colocar onde ele guardava junto com o seu traje, depois que trocou de roupa, ele foi para a sala de reuniões onde todos os Vingadores estavam presente.
Rogers entrou na mesma recebendo olhares fuzilantes para ele. Apoiou em uma das cadeiras e fez um leve sinal de cabeça cumprimentado todos de uma única só vez. Estava mais que um clima tenso na sala, ninguém falava, só trocavam olhares.
- Onde você e a foram? – Natasha indagou séria e fuzilando com os olhos.
- Não posso dizer.
- Mas pode pegar um avião da Shield. – Stark comentou. – Steve, o Ross veio falar com a gente sobre, você vai mexer no celular ao invés de aprestar atenção.
- Desculpa, era a Sharon. – Rogers disse. – Pode continuar, o Ross falou sobre o que? – Steven falava calmamente.
- Ross quer saber de tudo, ele vai vir aqui depois do expediente dele, lá pela sete horas, e para todos nós te ajudar, precisamos saber sobre o que você e a foram e o porquê de pegar o avião da Shield. – Stark disse tentando se manter calmo.
- Eu dei minha palavra a ela, não irei quebra-la.
- Steven, ela não está aqui, sabemos que você a deixou na casa dela e você não quer falar.
– Romanoff disse inconformada.
- Eu dei minha palavra a ela, eu não vou quebra-la. – Capitão repetiu.
- E o que você vai dizer ao Ross? Que saiu em uma missão particular com a e que não pode dizer porque ela pediu para manter em sigilo? – Pepper indagou.
- Ele vai fazer de todas as maneiras para saber a verdade, você conhece o Ross. – Sam comentou.
- Vai ser impossível dele descobrir. – Steven disse.
- Então conta pelo menos para nós. – Clint pediu.
desligou o telefone dela e ligou para o Dopinder, pediu para que ele fosse mais rápido o possível para a casa dela e independente dele estar com algum passageiro, ela pagaria os gastos em dobro. passou no armário debaixo da escada, fechou a porta e ascendeu luz depois de destravar a porta do laboratório. Em uma das gavetas estava o relatório dela.
Ela pegou, colocou o casaco que estava pendurado no armário e fechou o laboratório ao sair de sua casa com um monte de cartas junto do relatório. Dopinder estava esperando já na frente da casa dela, ela pediu para que ele fosse o mais rápido possível sem se importar com a velocidade.
A Vingadora chegou à Torre em questão de minutos, quinze minutos para ser mais preciso. Ela pagou em dobro a viajem e subiu furiosa. Ela passou pela porta de reuniões batendo a mesma, ela jogou o arquivo dela mais as cartas em cima da grande mesa e parou em frente da tela, ela mexeu em alguns botões e colocou a foto de Hanks, Schmidt e uma foto da antiga base da H.I.D.R.A.
- Ok, vamos começar...
- Mas... Natasha. – Começou a falar, mas foi interrompida.
- Deixa eu falar, porra! Primeiro eu fui para Munique com o Steven, não contei para você, Natasha, porque eu sabia que você não ia deixar eu ir e ia fazer com que todos fossem lá, não avisei você, Tony, porque você ia falar demais, fazer seus cálculos e eu não tinha e nem tenho tempo a perder. Não avisei você, Pepper, porque você ia me proteger até o último segundo. Não te avisei, Clint, pelo mesmo motivo, ia me proteger e ficar do lado da Nat. Falei pro Steve porque saiu de livre e espontânea vontade, não queria colocar ninguém nessa história, mas o Capitão insistiu e ele foi junto porque ele quis, eu não forcei ele, não obriguei ele, mais que merda! – se dirigiu para a mesa de centro. – Essa coisa de Projeto 96 é o culpado de tudo, peguem, leem tudo, não diz nada que o Cubo é meu ponto fraco, eu precisei ir ao local, ver se alguém... – A voz de ficou tremula.
Steven pegou uma garrafinha de água e a entregou, ela fez um leve carinho no braço dela demostrando que ele estava ali para ajudá-la e que não ia sair do lado de .
- Quer que eu continue? – Steven perguntou em um tom baixo.
- Sim, por favor.
- Nós fomos para a base da Hidra, achamos um local onde podia ter sido onde a cientista que fez o Projeto 96.
- Era uma teoria logica, Hanks nunca sabia disso e nunca ia saber, só se ele fosse direto a fonte, então voltei lá e no período que estávamos em cima dos destroços, Steve viu alguns soldados da Hidra se aproximando, então nós nos escondemos atrás de uma das paredes e escutamos a voz de Schmidt e da Kiyoko. – completou.
- Schmidt está vivo? – Clint indagou incrédulo.
- Ele está vivo. – Steven confirmou.
- , você tem certeza que era ele? – Pepper indagou.
- Mais do que certeza, eu conheço a voz dele, Steve também conhece, então não tem como duvidar.
- Eles querem reconstruir a base da Hidra novamente, e como a passou mais tempo com eles, ela pode saber o porquê querer reconstruir.
- Eu sinceramente não sei, Steve, eles têm Sokovia, não fica tão longe.
- , não é estranho eles quererem fazer isso depois que descobriram sobre o Cubo? – Sam indagou, pegando uma barrinha de cereal do bolso.
- Não sei mais, Sam. Gente, me desculpa, eu acho que estou bem mais carregada do que antes, eu descontei em todos.
- , tudo bem, nem todos tem dias bons. – Stark deu um abraço rápido na morena. – Vai precisar de ajuda?
- Sim, de todos, se vocês quiserem me ajudar.
- Vamos ajudar você, , somos uma família, lembra. – Clint ressaltou.
- Vamos começar por onde? – Stark indagou.
- Schmidt está com planos ativos, ele que a base de pé mais rápido do que nunca, então ele está querendo atacar novamente o Capitão e principalmente eu. Se ele sabe que a Nat está, viva vai ser uma forma de me atingir.
- Ou como eu o conheço, ele vai começar sutilmente com alguns avisos. – Steven disse.
- Como o Hanks. – Natasha falou e afirmou.
- Desculpa chegar atrasado, eu tive que parar em um lugar antes. – Thor falou entrando e se referindo a Jane.
- Estava pegando a cortina de sua mãe outra vez? – Stark disse, segurando a risada.
- Nat. – Müller falou parando ao lado da ruiva. – Quem é ele?
- É o Thor, filho de Odin.
- Obrigada. – A heroína agradeceu à ruiva. – Prazer, sou Müller. – estendeu a mão.
- Prazer, Thor, faz parte dos Vingadores?
- Sim, Tony falou para você?
- Apenas suspeitei.
- Ah sim, bem-vindo, atrasado. – Thor deu um sorriso tímido.
Müller voltou para o lado de Romanoff, elas foram um pouco mais para trás, um pouco longe do Barton. virou para Romanoff e cochichou algo que chamou a atenção de Rogers, fazendo sentir um pouco mais de ciúmes.
- Bonito. – comentou.
- ! – Natasha a advertiu.
- O que foi? Tenho olhos para poder admirar, não nega, ele é bonito.
- Concordo. – Romanoff disse tirando risadas de .
- Stark, você disse que é importante. – Thor cruzou os braços.
- Esses músculos... – comentava com Natasha apenas para brincar com ela.
- , você quer passar as informações?
- Não, Tony, pode passar, eu preciso tirar esse uniforme e relaxar um pouco, volto daqui a uns quinze minutos.
foi para o seu quarto e pegou uma muda de roupa, deixou em cima da cama e foi para um banho rápido. Ela deitou em sua cama e relaxou seu corpo mais ainda, ela olhou para o lado e viu seu celular ali, ela pegou o mesmo e viu que estava descarregado. Müller esperou ele carregar para poder mandar uma mensagem para Wilson “Cheguei, passo aí depois das sete, ok? Beijos xx”. deixou seu celular carregando e pegou sua jaqueta de couro.
voltou para a sala de reuniões, mas durante todo tempo que ela ficou longe daquela sala, seus pensamentos puderam se organizar. Todas as coisas que aconteceram até agora eram mais nítidas para ela do que antes, as “coincidências”, o Deadpool ter encontrado Hanks na França, as noticias de seu irmão em Sokovia, Kiyoko e Schmidt estarem vivos, o Cubo ter “poder” sobre ela, e o Barnes não ter aparecido ainda. A teoria de estava completa, ela só não sabia quando isso ia acontecer.
Ela só não podia contá-la agora. Poderia ser mais arriscado.

Depois da reunião dos Vingadores sobre Schmidt estar vivo e querer matar novamente o Capitão América e também como alvo a Müller, eles iriam e precisavam sentar para ver esse plano mais a fundo e eles teriam que fazer isso sozinhos, sem passar essa informação para o Ross. Todos sabiam o que poderia estar por vim, além de saber que Thaddeus não ia dar permissão para ir a um lugar onde tudo já estava destruído. Thor tinha avisado que ia passar alguns dias na Terra e que só ia voltar depois que conseguissem capturar o Schmidt e o Cubo, principalmente o Cubo.
Eles esperaram Ross chegar, já que ele queria conversar com Capitão e a Agente Müller. Querendo ou não, eles teriam que falar para Ross o acontecimento, e daí seria bem capaz que Ross ia tentar barrar as ações de Müller nos Vingadores e em New York.

Sete horas. Torre dos Vingadores.

- Senhor, o senhor Ross está subindo.
- Ok, obrigado, J.A.R.V.I.S. Está pronta, ?
- Eu nasci pronta, Tony.
Ross saiu do elevador com mais dois agentes particular. Ele tirou seu óculo de sol e colocou em seu bolso. Passou pelo Stark e sua esposa friamente sem cumprimentar, sua postura de o homem e a pessoa mais fria daquela sala caiu ao se deparar com os olhos “gelados” de Müller para ele. Ninguém nunca era de intimidar Thaddeus, mas Müller conseguiu isso sem muitos esforços, e claro, ele ter mudado de postura e balbuciado algumas coisas antes de falar por conta de uma Mulher com um olhar mais frio que o dele, era demais.
E a expressão dele ia levar grandes risadas depois que ele saísse da Torre.
- Senhor Thaddeus Ross, é o prazer conhecer o diretor da Shield. – estendeu mão. – Sei que você me conhece, então vamos direto ao assunto. – Müller assumiu o assunto facilmente. – Pode começar a perguntar. – Ela disse tranquilamente.
- Por que você pegou o avião da Shield? – Ele perguntou, fugindo do olhar de Müller.
- Simples, peguei, pois precisava ir até Munique, depois de eu ter recebido informações de que meu irmão morreu lá, precisei fazer um último gesto para ele, você tem algum problema com religião, senhor Thaddeus Ross?
- Não. – Ele ajustou a gravata. – Por que não avisou? A Shield poderia disponibilizar um avião a você, e por que o Capitão Rogers foi com você?
- Eu fui com ela pelo fato de eu ter conhecido os pais dela e o irmão dela, se ela precisasse de alguém que pudesse reconhecer o irmão dela, essa pessoa seria eu. – Steven falou calmamente.
- Caro senhor, não quero parecer ignorante, mas você acha mesmo que eu ia colocar minha liberdade em risco e fazer o senhor e aqueles homens ali me prender? Não mesmo, minha única missão que eu tinha quando eu saí da Hidra por livre e espontânea vontade era achar o meu irmão, e eu achei. Então não ache que é um certo de contas, afinal, foi eu quem matei o Schmidt.
- Você matou o Schmidt?
A expressão de Ross mudou, como se ele quisesse ir para cima de Müller.
- Sim, algum problema?
- Temos que tomar cuidado em com ele, Tony. – Pepper alertou.
- J.A.R.V.I.S, deixa a hulkbuster preparada, caso precisarmos.
- Pode deixar, senhor.
- Você. – Ele procurou palavras. – Eu vou ser obrigado a levá-la, você matou uma pessoa, tínhamos planos para poder capturá-lo. – Ross se atrapalhou com as palavras. – E vai ser expulsa da Shield. – Ross disse se controlando.
- Nem pensem em tirar ela daqui. – Barton parou na frente dos homens.
- Se você quiser levá-la, Ross, vai ter que se entender comigo antes de levar a nossa . – Senhora Stark disse, parando na frente dele e dando ênfase no nossa.
Todos olhavam Ross esperando que se pronunciasse. Ele apenas se levantou e saiu depois de fazer um sinal, chamando os agentes para que seguissem ele para fora da Torre. Ele parou na frente do elevador e apenas disse:
- Você não faz mais parte da Shield.
respirou mais aliviada e ficou conversando com todos na sala. se retirou da sala um pouco preocupada.
Müller foi para seu quarto, viu que seu celular estava carregado e respondeu as mensagens de Wade. Eles formaram um diálogo entre eles. Müller ficou ali sentada em sua cama pensando nas coisas que estavam acontecendo e o que via para acontecer, ela não conseguia entender os passos de Schmidt.

Stark pegou uma taça de vinho para servir Müller e parabenizar pelo modo que ela falou com Ross. Ele merecia isso fazia um bom tempo, só que ninguém tinha aquela atitude para falar com ele. Ele a procurou com os olhos e não a encontrou, quando ele ia perguntar de Müller para sua esposa, Fury apareceu na Torre, acompanhado da Agente JJ e de Phil. Fury estava com a e expressão neutra.
- Boa tarde,Vingadores, onde está a senhorita Müller?
- Ela está no aposento dela. – Romanoff respondeu. – Vou chama-la.
- Fiquei sabendo que ela foi retirada da Shield.
- O Ross veio aqui e a tirou, pelo fato dela ter matado o Caveira Vermelha. – Sam explicou.
- Fique sabendo também, como fiquei sabendo que o senhor Capitão América e a senhorita Müller pegaram um avião para ir até Munique, o senhor gostaria de dizer alguma coisa, Capitão?
- Fury, Nat disse que você queria falar comigo. – entrou na sala com os olhos vermelhos.
- Sim, com todos vocês, mas antes, o que você e o Capitão Rogers foram fazer em Munique? – O homem fingiu não saber.
- Capitão, faço as honras. – deu permissão.
- Fomos com o objetivo de ter informações da cientista Kiyoko, se ela estava viva, pois Hanks saber sobre o Cubo é algo bem estranho. Então fomos até lá, e ao chegarmos, descobrimos que ela e o Caveira Vermelha estão vivos. – Rogers disse resumidamente.
- O senhor resumiu, achei que nenhum ia contar. – Fury disse surpreso.
- Eu não tenho por que esconder, senhor Fury, eu não posso atacá-lo sozinha e eu sei que você ia descobrir, ou melhor, que você já sabe de tudo. – disse sincera.
- A senhorita está certa, mas não foi só sobre isso, eu vim aqui acompanhado do agente Phil e da Agente JJ, vim para falar da mais nova companhia, podemos ir para a sala de reunião, Stark?
- Claro, vamos.
- Não vai ser muito apertado se for todos? – indagou.
- Cabem todos. – Natasha falou com um sorriso no rosto. Ela sabia o porquê da pergunta da garota que a mesma revirou os olhos.
Todos entraram no elevador, todos, ela ficou do lado de Romanoff que a mesma se segurava para não rir. ficou do lado do Steven, a situação não era nada muito confortável, pelo ao contrário, Müller tinha que se controlar e deixar de lado que ele estava ali. Repetia para si mesma que ela amava o Wade, que gostava do Wade, e que estava muito feliz de estar namorando com o Wade, só que essas palavras não estavam a ajudando.
apertou a mão de Natasha que a mesma a olhou, viu que aquela aproximação dos dois em um único local estava fazendo mal a ela, mas Natasha não entendia o porquê, ela recusava e não aceitava que e amava, e muito, o Steven. O elevador parou e todos saíram, Müller ficou a muitos passos atrás de todos com Romanoff, que não soltava a mão de sua amiga por nada, as duas diminuíram os passos para um rápido dialogo.
- , eu sei que às vezes eu brinco com você, mas por que tanto medo de assumir que você o ama?
- Eu não amo o Steve! Eu amo apenas o Wade, estou feliz com o Wade, Wade me completa e me faz feliz. – saiu andando.
- , você tem certeza que é isso que você quer? Deixar o Steve?
- Pelo menos eu não vou ver a pessoa que realmente amo sendo alvo do Schmidt. – assumiu seu amor por Steven. Seu tom de voz estava tremulo e alterado.
- Ótima atitude, se ele te ama, não acha que iria atrás de você? Ou ia aceitar ir com você até Munique?
- Isso não cabe ao assunto.
- Certeza? Certeza mesmo? Então para que se distanciar dele?
- Não é só dele, é de todos vocês e se eu precisar de alguém, Wade vai estar lá, eu vou pessoalmente matar o Schmidt. Eu sou a arma que pode matá-lo!
Müller deixou Romanoff para trás com a expressão de preocupada e espantada com a escolha de Müller. Se ela não queria deixar o Steven como alvo de Schmidt, então por que ela ia continuar namorando o Wade? Não tinha logica à atitude de .

- Como vocês sabem, depois da minha saída da Shield, eu resolvi fazer a minha própria companhia. Então ao lado de Phil e Jeniffer, fundamos a: Movement American in Reasoning and Versatile and Espionage of Law.
- Estamos começando do zero, sem a ajuda do governo, apenas com a ajuda de quem quer levantar uma nova agência para proteger o nosso país e o mundo, ao lado do Fury. – Jeniffer falou. – Aqui estão todas as nossas normas e objetivos da M.A.R.V.E.L. – Ela entregou uma cópia do acordo para todos. – Não estamos forçando vocês aceitarem, apenas passando o nosso projeto com a abreviação Marvel, que como o próprio nome diz, proteger o mundo.
- Vamos fornecer treinamento e roupa exclusiva. Arma de nossa autoria, além de aeronaves para poder locomover todos os agentes, claro que todos vão passar por analise para ver se são qualificados para fazer parte da Marvel, independente de quem não for qualificado, não entra para a Marvel. – Phil explicou.
- As missões vão ser designadas a vocês conforme ela for, caso seja uma missão simples, um dos nossos agentes irar recebe-la. Se for uma missão bem mais elaborada, vocês iram recebe-la através do nosso sistema. – Jareau terminou a explicação.
- Caso vocês se interessem, assinem a última folha. Nas demais folhas, está toda a explicação em detalhe, claro que os agentes Phil e Jeniffer resumiram todas as folhas, contamos com vocês, Vingadores. Ah, antes que eu me esqueça, a agente Jeniffer buscará amanhã o termo. – Fury disse.
Fury passava informação da nova H.I.D.R.A em Bangkok, não era especificadamente a base igual as outras, essa base era mais calma e tranquila, o objetivo dessa era único, o mesmo que fizeram com Müller, eles escolhiam e analisavam profundamente o histórico de famílias e depois sequestravam as crianças com um alto índice de suportar novos testes e projetos.
Mesmos os heróis não fazendo parte da M.A.R.V.E.L, ele pediu para que os Vingadores fossem até Bangkok com mais cuidado do que antes, para poder resgatar todas as crianças que estavam sendo mantidas congeladas e resgatá-las e destruir a base, sem deixar nem se quer um pedacinho da mesma levantada.
Müller não prestava atenção no que Fury falava, ela lia todas as folhas do termo. Ela já tinha decisão tomada, não que era algo que teria que levar um dia para pensar, na verdade, queria dar continuidade o que seu pai começou ao lado de Nick e ela faria isso até o último segundo de sua vida. Ela pegou uma caneta com Jeniffer e assinou a última folha.
- Eu aceito. – falou entregando o arquivo.
- Você nem leu direito os formulários. – Rogers falou.
- Eu li, não aprestei atenção direito no que o Fury falava, eu li tudo que está escrito, e outra, eu quero continuar o que meu pai começou, sei que ele pediu para sair por motivos pessoais, acredito que ele teria continuado se minha mãe não tivesse que ficar sozinha, comigo em casa.
- Ela é bem decidida. – Clint comentou em baixo tom com Sam.
- É um prazer em ter você do nosso lado. – Fury agradeceu. – Então, prontos para a missão?

Capítulo 11 - Resgate em Bangkok.

foi para o quarto e mandou uma mensagem para Wade, avisando que não poderia estar lá. Ela, junto dos Vingadores, estaria fazendo uma nova missão de última hora para a M.A.R.V.E.L, além de explicar brevemente o que era a M.A.R.VE.L. saiu do seu quarto vestindo já seu uniforme.
Ela deu um abraço rápido em Pepper que a mesma pediu para que a morena tomasse todo cuidado do mundo. Pepper ficou na sacada vendo os heróis voando sobre o céu de Manhattan.

New York. Bangkok. 19 horas de voo.

Durante toda a viajem, ficou conversando com Clint e Natasha, e percebia alguns olhares de Steven para ela, que a mesma ficava um pouco corada e sem jeito. A garota só voltou a aprestar atenção na conversa quando escutou um “Estamos namorando”.
- Mas não contamos para todos ainda. – Clint comentou em um tom baixo.
- Não, tudo bem, eu não acredito nisso, estou tão feliz por vocês. – Os olhos de brilhavam intensamente.
- Obrigada. – Romanoff disse tímida. – Você vai seguir com aquela decisão? – Romanoff falou logo em seguida que Clint se retirou.
- Sim, estou decidida disso. – falou determinada.
- Decisão precipitada, .
- Não quando todos que você ama correm risco. – Ela olhou rapidamente para Steven.
- .
- Nem tente, não vou mudar de ideia.
Müller se levantou e foi conversar com Stark, ver qual era a estratégia para poder destruir a base em Bangkok, mesmo o lugar tendo uma grande tática reforçada e os Vingadores tendo Hulk e a Müller, eles precisavam de um plano de ataque, e não era só “Ataque”.
O risco maior e o principal objetivo eram as crianças que foram brutamente sequestrados de seus pais, alguns já órfãos, outros se tornaram órfãos igual Müller. falou como eles poderiam estar, disse de sua própria experiência, além disso, ela se responsabilizou totalmente pelos cuidados com as crianças e que levaria elas para o avião.
Alguns minutos discutindo, calmamente, sobre a missão com Homem de Ferro, Capitão América olhou o mapa onde estava marcada com precisão a base da H.I.D.R.A. Ele pediu a atenção de todos, até de Sam que pilotava o avião, que o mesmo deixou sobre os comandos da copiloto. JJ. Rogers gesticulava e falava calmamente, passou as coordenadas e ações para o resgate.
- Como eu já tinha falado pro Tony, eu cuido das crianças. – se pronunciou.
- Tudo bem. – Capitão concordou. – Então nos dividimos. Clint, Nat e Sam conseguem dar conta dos seguranças do portão principal?
- Sim. – Eles responderam.
- Eu, Stark e vamos resgatar as crianças, Bruce e Thor vocês... Está tudo bem, ?
- Sim, só estava pensando em algumas coisas.
estava meio desamparada, como assim separar o trio de ouro? , Clint e Natasha formavam um ótimo trio, e o trio! Sem questionar, ela deixou que Capitão terminasse de falar todo o modo de ação.
foi para um canto do avião, depois que ela foi dispensada pelo próprio Steven e verificou se tudo em seu uniforme estava preso e começou o relaxamento para poder ter mais controle de seus poderes. Uma técnica incrível e infalível que ela aprendeu sozinha depois de um tempo convivendo com seu poder.
Capitão América terminou de conversar com Sam, e foi conversar sobre a reação de Müller com a mesma, já que ela hesitou ao escutar que ia ficar longe de Natasha e Clint. Ele chegou sem fazer nenhum som elevado para os ouvidos de Müller capitar, Steven parou ao lado dela e com um “Oi” sutil, fez com que desse um leve pulo de susto, compreensivo, já que ela estava relaxando.
- Me desculpa, não queria assustar você. – Steven falou sem jeito.
- Acho que você gosta de me ver levando susto. – Ela sorriu amigável.
- Está tudo bem? Digo, você hesitou quando eu dividi em equipes.
- Sim, está, é só que, achei que você não ia lutar ao meu lado.
- É por uma boa causa.
- Entendo, mas precisava mesmo separar eu e a Nat? – segurou o riso.
- Se quiser eu mudo, sem problemas.
- Tudo bem, só me avise antes, eu estou mais do que acostumada lutar ao lado da Nat e agora do Clint.
- Ok. – Steven ficou sem palavras por conta do sorriso de . – E seu tornozelo? Melhor?
- Sim, a regeneração já terminou, estou bem e pronta para outra.
- Estarei lá. – Capitão falou indiretamente.
- Assim espero. – sorriu de lado.
Natasha observava ao longe a troca de sorrisos e olhares, ela sabia que aquela decisão de não podia ficar daquele jeito, deixar todos que ela amava, abandonar seu amor e render ao Hanks. Mesmo ela fazendo aquilo para proteger seus amigos, sua nova família, Romanoff sabia o que deveria fazer, e isso não ia demorar muito.

Os Vingadores se posicionaram para poder saltar do avião. Os heróis de separaram nas equipes que Capitão havia falado mais cedo.
Viúva Negra, Gavião Arqueiro e Falcão foram em direção do portão principal, enquanto Capitão América, DarkStrow e Homem de Ferro aproveitavam o ataque de Hulk e Thor para poder resgatar as crianças. DarkStrow sabia como era a base da Bangkok, então foi mais fácil que achar agulha em palheiro.
Viúva Negra e Gavião Arqueiro avançava contra dois homens fortes da H.I.D.R.A enquanto Falcão atacava mais outros atrás, jogando para longe onde Gavião usou uma de suas flechas explosivas e matando o soldado. Viúva avisou pelo seu comunicador que os três estavam entrando no prédio e não tinha a localização de Thor e Hulk até aquele momento.
Homem de Ferro analisou todo o perímetro com a ajuda de J.A.R.V.I.S, que avisou a localização certa. O vingador fez o sinal para os outros dois que tinha mais de cem soldados fazendo a escolta das crianças.
- O que fazemos? – DarkStrow indagou.
- Entramos eu e o Tony, despistamos os soldados enquanto você entra, projeta um escudo para protegê-las. – Capitão América passou o plano.
- Está bem, podem ir.
DarkStrow levantou voo, e ficou rente ao teto evitando que algum soldado da H.I.D.R.A pudesse perceber que ela estava no resguardo.
Homem de Ferro usava seus mini foguetes para poder matar, ou em outras palavras, ferir gravemente os soldados com a sua Mark 45, as armas dos soldados eram partidas no meio quando Vingador de Ouro utilizava seu lazer neles. Os soldados estavam já sem opção, Homem de Ferro era imbatível para as armas de fogos deles, afinal, a Mark 45 era mais resistente os propulsores da mesma, era mais rápida, o que facilitava a ação do Vingador.
Capitão América jogou seu escudo contra uns seis ou setes homens da H.I.D.R.A e ao mesmo tempo batia em outros homens, quando seu escudo voltou, Capitão pegou seu escudo bateu contra o rosto de um dos soldados da H.I.D.R.A que estava indo em direção das celas com uma arma em punho. Capitão colocou se escudo nas costas e acertou o homem com dois socos de direita, outro soldado segurou o Vingador por trás dando imobilidade para ele; Capitão levou socos na barriga que o mesmo empurrou o soldado com um chute e segurou o braço do homem que estava em seu pescoço e jogou ele por cima de seu corpo fazendo com que ele caísse sobre o outro soldado ainda no chão. Capitão América pegou seu escudo enquanto ela ia em direção de Homem de Ferro.
DarkStrow pôde ouvir em seu ponto a autorização de Homem de Ferro. DarkStrow entrou em ação, com todo seu poder iluminando o ambiente. As crianças que estavam um tanto fracas se assustaram com a Vingadora entrando na cela. Ela abriu as celas sem precisar da chave e projetou o escudo para proteger todas as crianças, em um pedido rápido e com a voz concentrada, as crianças entraram atrás de um grande escudo roxo.
Ela avisou Thor e todos os outros Vingadores que mais homens estavam indo em encontro a ela, que já estava com todas as crianças no meio do caminho para fora da base. DarkStrow se desesperou ao ver a quantidade de soldado, ela não sabia por onde atacar ou se não atacava, a vida das crianças estava correndo riscos ali, entre as duas muralhas de soldados da H.I.D.R.A que fechava as duas passagens do corredor.
Capitão América e Homem de Ferro chegaram alguns minutos depois do aviso de DarkStrow, ambos não podiam fazer nada para ajudar, qualquer milímetro de erro poderia ser fatal com aquelas milhares de crianças.
Wolfe, soldado da H.I.D.R.A, deu um passo a frente mostrando ser o homem que comandava aquela base. Ele ria ironicamente, olhava friamente para as crianças, depois seu olhar desviou para DarkStrow, cruzando com os olhos negros dela, causando medo dentro do coração de Wolfe; Ele deu alguns passos para trás e ordenou que todos, sem faltar nenhum soldado, atirassem sem parar contra a heroína.
Sem pensar duas vezes e ter lembrado-se do fato que aconteceu com ela, DarkStrow flutuou em cima das crianças, mantendo dentro do escudo em quando ela empurrava as balas para o lado oposto dos tiros, fazendo com que acertasse todos os soldados. Capitão se protegeu atrás de seu escudo, tendo em mente o quão poderosa DarkStrow era.
As crianças gritaram de aprovação, um grito de alegria, comemoração e misturado com a fraqueza nos timbres deles. DarkStrow encostou seus pés no chão e com um pequeno sorriso em seus lábios, ela se comunicou com as crianças.
- Vocês estão bem?
- Sim, estamos. – Um garotinho respondeu por todos.
- Ok, olhem para mim apenas para mim, e não olhem para os lados ou então. – Ela levitou as crianças. – Para baixo. – Ela sorriu.
DarkStrow estava voando junto com as crianças, fazendo com que elas não olhassem aqueles soldados falecidos no chão com sangue saindo pela boca.
- Olha o Capitão América e o Homem de Ferro! – Uma das crianças falou.
- Vocês estão bem? – Capitão indagou.
- Sim! – Elas gritaram.
- E você?
Homem de Ferro falou parando ao lado de DarkStrow, levantando sua máscara para poder manter um contato visual mais favorável, que a mesma já tinha abaixado seu escudo.
- Estou bem, um pouco cansada, mais posso continuar. – DarkStrow respondeu com um sorriso.
- Vamos você os protege com o escudo eu e Tony vamos à frente. – Capitão ordenou.
- Ok.
Durante a liderança Capitão e Vingador de Ouro, encontraram com os outros Vingadores em um dos corredores. Eles avisaram que não havia mais nenhum soldado da H.I.D.R.A no perímetro que eles foram e que Hulk estava longe, e que eles poderiam ir tranquilamente, mas em alerta por conta do Hulk, já que não sabiam onde ele estava, para a aeronave.
- Agente Jareau, estamos voltando e com as crianças. – DarkStrow avisou pelo ponto.
- Entendido.
Jeniffer preparou os comandos para poder conseguir decolar imediatamente depois que todos embarcarem na aeronave. Ela olhou para frente e viu que Hulk estava a encarando alguns metros de distância, o que era pouca coisa para ele. Jeniffer apertou seu comunicador calmamente e avisou para todos que o Hulk estava bem próximo da aeronave e que era para eles não seguirem a diante do plano, que eles esperassem o sinal dela.
Nenhum dos Vingadores entenderam o que Jeniffer estava planejando fazer, Homem de Ferro e Thor se candidataram para ir até o avião e tirar Jeniffer de lá ou então atrair Hulk para outro local longe do avião; Mas DarkStrow e Viúva Negra impediram eles, mantendo e obrigando que eles ficassem ali e ajudasse caso Hulk fosse para o local que eles estavam.
- Ficar de vez em ajudá-la? – Thor indagou.
- Sim Thor, melhor vocês aqui do que lá, temos crianças aqui, e a Agente Jareau sabe se cuidar. – Viúva Negra falou observando toda à extensão do local.
- Alguém pelo menos poderia ir. – Falcão comentou. – Posso mandar o Red Wing?
- Pode, só não espera que o Hulk não esmague seu brinquedinho. – DarkStrow sorriu.
Falcão enviou Red Wing até Hulk e Jeniffer.

A loira tinha saído de dentro do avião sem suas armas, ela andava calmamente em direção do Hulk que o mesmo a analisava com seus olhos verdes, Jeniffer respirou fundo antes de se aproximar mais do Herói.
- Oi. – Jareau falou em um tom extremamente baixo. – - Está tudo bem, eu só vim conversar com você. – Ela sorriu.
Hulk se aproximou de Jareau olhando nos olhos azuis dela, ele tocou na mão dela. Jeniffer apenas acompanhou o ato com seus olhos, ela esticou sua mão dando mais acessibilidade pra Hulk sentir a pele macia da Agente que sorria ao sentir o toque.
Ele foi relaxando seus músculos, deixando que a suavidade da pele de Jareau e o brilho do olhar o acalmassem sem muitos esforços. Uma sensação que ambos nunca tinham sentido em nenhum momento de sua vida. Hulk se afastou, indo para o lado do avião, fazendo com que Jeniffer se assustasse e achou que ela fez algo de errado além de sorrir e deixá-lo ter contato com ela; Ela olhou para o lado e viu que um pequeno robô estava se afastando, ela não conseguiu identificar mais por precaução resolveu entrar no avião.
Ao entrar, ela se deparou com Bruce, terminado de prender o cinto de sua calça e enrolando um cobertor sobre suas costas. Jareau fez um som sutil para poder demostrar que ela estava ali.
- Me desculpa, não sabia que você estava aqui. – Jeniffer se desculpou.
- Tudo bem, eu só, estava... Hum... Me, arrumando. – Bruce estava envergonhado fechando o cinto.
- Posso chamar os outros? – Ela desviou o olhar.
- Claro. Sobre lá fora, eu agradeço.
- Eu não fiz nada. – Ela disse sincera.
- Fez, teve a coragem de ir lá e ficar um tempo com ele. – Bruce se referiu ao Hulk.
- Eu apenas fui amigável. – Jareau sorriu.
Jareau avisou todos que já podiam ir para o avião com as crianças. entrou no avião depois de colocar a última criança lá dentro. Ela sentou em um dos bancos e ficou olhando as crianças passarem seus nomes para a Agente Jareau que anotava tudo em uma folha presa na prancheta. Era fácil perceber as idades das crianças era muito variado, apenas olhando podia e tinha uma média de cinco a quatorze anos, todos sequestrados desde pequenos, todos de vários cantos do mundo.

tomava água e percebeu que Steven se aproximava dela, ele sentou e colocou o escudo no chão ao seu lado. Steven relaxou as costas encostando-se à parede do avião, com um sorriso nos lábios lembrando- se da vibração das crianças ele conversou com .
- Elas estão salvas graças a você.
- Graças a nós, Capitão. – sorriu.
- Como se sente?
- Me sinto melhor, como se eu tivesse também me salvado.
- O trauma pode ter lhe aprisionado e só agora você conseguiu se sentir melhor.
- E livre... É sempre essa sensação, a felicidade do mundo todo dentro do coração por ter salvado algumas pessoas? – indagou.
- Sim e até demais.
- Isso me faz não querer me vingar à morte dos meus pais.
- A vingança não é uma paixão, é uma doença que devora sua mente e envenena o seu coração.
- Palavras sabias, Capitão... Sabe, que bom que você estava lá.
- Eu falei que estaria lá, com você.
olhou para Steven com um sorriso em seus lábios e voltou a olhar para as crianças.
A viagem demorou mais para voltar do que ir até Bangkok. Clint e Natasha estavam no comando dessa vez, assim Jeniffer e Sam, que comia uma barrinha de cereal, podiam descansar. Tony conversava com Pepper pela armadura. Jeniffer e Bruce conversavam e davam atenção para as crianças. Thor estava olhando um pequeno pedaço de papel que ele mantinha guardado junto a ele, era a foto de Jane.

Sábado. 29 de Outubro. Rikers Island.

Barton pousou a aeronave perfeitamente com a ajuda de Romanoff, Agente Jareau saiu na frente junto com Rogers, os dois fizeram um sinal para que e os demais saíssem juntos das crianças. Fury, Phil e Pepper estavam à espera dos Vingadores e da Agente.
estava com uma garotinha no colo, era uma das mais fracas de todas as quase duzentas crianças resgatadas. Müller fez questão de leva- la até o hospital da M.A.R.V.E.L, onde alguns cientistas e médicos cuidariam dela além de Bruce que já tinha se responsabilizado de cuidar de todos e ver se a H.I.D.R.A teve oportunidade de conseguir fazer algum experimento em uma das crianças.
- Eu estou com medo. – A garotinha comentou em português.
- Com medo do que? – indagou amorosa, sem perceber o idioma.
- Eu não quero ficar aqui sozinha, eu quero ficar com meus pais.
- Nós precisamos achar seus pais primeiro.
- Eles estão em casa, foi a última vez que eu os vi.
- Qual o seu nome, pequena?
- Giulia Callegari, seu nome é DarqueStrom? – A garota falou tentando ler o nome no colar.
A morena congelou, o sobrenome da garotinha era o mesmo que o dela. pensou rapidamente, ela não queria dar seu nome verdadeiro; Então por que não dizer que seu nome era DarkStrow? Afinal era assim que ela queria ser reconhecida. DarkStrow. Mas não, ela não ia falar para todos que esse era seu pseudônimo, não ainda, ela não tinha tanta certeza, era uma heroína agora e tinha que saber o nome certo para poder que o mundo todo, todos os mundos a conhecesse.
- DarkStrow, em inglês.
- Você não vai me deixar aqui sozinha, vai?
Elas entraram no laboratório, onde todas as crianças estavam em suas respectivas camas, colocou Giulia deitada na cama, já que a mesma não tinha forças para ficar sentada.
- Não, mas eu preciso salvar e ajudar outras pessoas.
- Você me leva para casa?
- Depois que você ficar forte, sim, qual a sua idade?
- Quatorze anos.
- Quanto tempo você está com aqueles homens?
- Desde meus cinco anos.
se viu em Giulia, era tão doloroso para si mesma, e ainda ela sabia a que fim os pais dela poderiam ter. Müller respirou fundo e aprofundou mais ainda nas perguntas.
- Você é brasileira acertei?
- Sim, você também é?
- Mais ou menos, eu aprendi falar em português, mas sei falar outros idiomas também.
- Ah, sim.
- Olha, eu vou lá falar com o doutor e já volto, está bem?
- Sim.
se aproximou de Bruce, já que ela sabia que ele ia voltar para cuidar das crianças, semanalmente, esperou que ele terminasse de falar com uma das enfermeiras e o chamou para uma conversa secreta.
- Bruce, sei que é errado, mas poderia dar mais atenção para a Giu?
- Por que? Aconteceu algo?
- Além de ela estar muito debilitada, eu sinto um forte elo com ela, nada muito assim, e também porque acho que ela passou por algum projeto da Hidra.
- Como chegou a essa conclusão? – Bruce tirou os óculos.
- Ela chegou à Hidra aos cinco anos.
- A mesma idade que você. – Ele se referiu ao sequestro.
- Sim, poderia fazer isso, por favor? Eu vou ver se acho os pais dela.
- É claro, qual o nome dela mesmo?
- Giulia Callegari.
Steven observava ao longe tendo todo o cuidado com a pequena garota, ele mantinha um leve sorriso nos lábios enquanto observava Müller, era encantador o modo que ela cuidava de uma criança, até porque ela nunca teve contato com uma. Rogers escutou em seu comunicador que Fury ia começar uma reunião daqui trinta minutos, ele se aproximou de e escutou que ela não falava em inglês com Giulia, mas mesmo assim ele a chamou.
- , o Fury vai fazer uma reunião daqui trinta minutos, sei que você não escutou, pois está sem o seu comunicador.
- Obrigada, Steve, eu vou falar com o Tony antes.
- Por nada.
- Giu, eu já volto, antes de ir embora venho me despedir de você. Steve, você tem algum papel? – disse pegando a caneta em um canto.
- Aqui. – Ele pegou um pedaço de papel na mesa central.
- Olha, esse é meu número, pode me ligar quando precisar.
- Ok, obrigada. – Giulia abriu um sorriso maravilhoso.
- Sabe onde o Tony está? – indagou saindo do laboratório.
- Estava na aeronave que vamos voltar para a casa, quer que eu vá com você?
- Pode ser.
Eles sorriam. tinha tirado uma foto da pequena Giulia, para ter a certeza que aquele sentimento de elo que ela sentia era mentira, que era apenas pelo fato de Giulia ter passado o mesmo que ela passou, no caminho todo ela contou para Steve, mais uma vez usando a desculpa para si mesma que foi apenas impulso, ele não levou muito a sério, mas pelo menos escutou a morena.

- Tony!
- ! – Ele a imitou, fazendo a mesma ri.
- Preciso de uma ajuda sua e do gentil do J.A.R.V I.S.
- Pode dizer.
- Poderia ver o registro no Brasil de uma garotinha chamada Giulia Callegari?
- É lógico, J.AR.V.I.S, passe todo o registro para a , quando você terminar de fazer as buscas.
Alguns minutos depois, J.A.R.V.I.S passou todas as informações sobre Giulia, ela leu tudo e Tony explicava os termos para ela, e ao chegar os nomes dos parentes, desabou em lágrimas, era algo que ela esperava e não esperava ao mesmo tempo. Müller abraçou fortemente Stark que o mesmo a acalmava em seus braços, se era um baque e tanto para Müller ao saber daquilo, imagina para Stark que pensava em mantê-la na Torre como “filha adotiva” dele, já que não teria para quem ele deixar toda sua herança depois de Pepper, que já estava nomeada como dona de tudo que Stark possuía caso algo acontecesse com ele.
- Eu não acredito Tony, ela é minha prima. – falou em meio a lágrimas.
- Você tem uma família agora, .
- Além dela, Tony, eu sempre tive uma família, você e a Pepper serão sempre minha família, todos vocês.
Müller sabia da ideia dele, eles já tinham conversado sobre isso, há um bom tempo e tinha aceitado em deixá-lo colocar seu nome no testamento de Stark.

02 meses atrás. Casa da senhorita Pepper.

havia chegado há poucos minutos para o almoço, só estavam esperado o Tony chegar de uma reunião que ele teve com alguns fornecedores. Pepper tinha preparado um almoço light, nada muito pesado para o clima calorento de Manhattan. Stark chegou com um buquê de flores e uma caixa de morango, deu um beijo em Pepper e cumprimentou .
- Aqui, são para você. – Tony disse distraído, tentando lembrar-se do que havia escrito em um papel, e entregando a caixa de morango para Pepper.
- Tony, eu sou alérgica a morango, esqueceu? – Pepper o lembrou.
- Desculpe, as flores são para você, e os morangos para a .
- Obrigada, Tony.
Pepper serviu o almoço, e durante o almoço, Pepper entrou no assunto do testamento de Tony, que o mesmo acrescentava algumas coisas ou observações sempre deixando tudo claro que não era obrigada a aceitar que Stark a colocasse como uma das herdeiras dele, já que Pepper já estava no testamento.
- Não quero dizer que vou morrer agora, é só por precaução, e não achei ninguém melhor do que você, .
- Tony, eu ficaria lisonjeada. Eu aceito e pode ter certeza que administrarei muito bem.
- Já que você aceita, falta falarmos como pensamos em colocar você. – Pepper falou chamando atenção para ela.
- Como?
- Nós pensamos. – Tony deu um gole em sua bebida. – Pensamos em colocá-la como minha filha. – Ele falou em quase em um sussurro.
- Tony, ela nunca vai entender assim, ele quer dizer que pensamos em colocar você como filha dele.
ria dos dois que “brigavam” para explicar a ideia dos dois.
- Assim, como filha mesmo? Vocês vão me adotar e tudo mais?
- Não preciso adotar você, , me informei com meu advogado, eu só preciso declarar que você tem total liberdade de poder receber tudo como minha filha. – Tony explicava com brilho no olhar.
- Eu aceito! – Ela disse toda alegre. – Diga-me uma coisa, e se você tiver filho?
- Não irei tirar você. – Tony estendeu a mão para . – Você faz parte da família agora, .
- Bem vinda a família, filha. – Pepper desejou com um sorriso nos lábios.
Era algo que ninguém sabia, apenas Pepper que foi quem deu a ideia para Stark, mesmo sendo uma ideia meio estranha em procurar alguém a mais para colocar no testamento de Stark.
- Vai contar a ela? – Stark indagou e afastando suas lembranças.
- Não, ainda não. – Müller enxugou as lágrimas. – Deixa tudo na minha vida se acertar que ai eu aviso ela.
- Não queria atrapalhar, mas temos uma reunião com o Fury. – Steven disse avisando, com um olhar desconfiado dos dois juntos.

Fury chamou todos na sala de reunião que ele precisava falar algumas coisas para ao Agents Of Marvel.
Fury estava na espera do Tony, e de Steven para poder começar a breve reunião; Ao entrarem, Fury fez um sinal para que eles pudessem sentar nas cadeiras vazias. O homem parabenizou os Vingadores pela missão bem executada deles, e principalmente por nenhuma das crianças terem vidas perdidas durante o percurso todo da missão.
- A agente Jareau passará as outras missões para você, caso desejam aceitar, é só se comunicarem com ela, que ela irá destiná-las para vocês. Estão dispensados, tem um avião à espera de vocês.
- Senhor, podemos conversar? – indagou com todos saindo.
- Sim.
- Sobre a garotinha que eu trouxe em meus braços. – se aproximou de Fury. – Eu poderia receber o relatório dela, principalmente da melhora dela.
- Sim, eu peço para a Hill passar a ficha dela assim que estiver pronta.
- Obrigada, mas poderia ser a Jareau?
- A senhorita tem algum problema com a agente Hill? – Fury disse andando até o grande vidro, virando e encarando .
- Não senhor, só não confio muito nela.
- Maria Hill é meu braço direito, Müller, ela em hipótese nenhuma traíra nossa confiança.
- Que bom senhor, assim espero, espero que ela não traia nossa confiança em nenhum momento das nossas vidas, com licença.
se retirou deixando uma grande duvida nos pensamentos do Fury. O porquê de estar tão desconfiada de Hill? Não têm lógica nem cabimento, ele a conhecia desde o dia que ela foi escalada para S.H.I.E.L.D, sendo ele mesmo o que a escolheu.
Ele ia tentar descobrir com a ajuda de alguém? Não, isso era algo que ele precisava fazer sozinho, sem a ajuda de seus agentes ou dos Vingadores.

New York. Nove horas da noite.

Müller dormia no colo de Romanoff, enquanto todos os outros dormiam ou apenas descansavam. O voo não demorou muito, algo breve para achar que a viagem tinha durado dois minutos, na verdade, apenas cinquenta e cinco minutos, pouco tempo já que as ilhas eram bem próximas uma da outra.
- Quer que eu leve você para casa? – Barton indagou ao lado de Romanoff.
- Eu aceito, mas me deixaria na casa do Wade?
- Sim, vem, eu levo sua mochila. – Clint disse pegando.
- Obrigada.
Romanoff já esperava o que a amiga ia fazer na casa de Wilson, só não queria que ela tomasse aquela decisão por um motivo tão fútil, mas a ruiva não podia fazer nada, era que queria aquilo, mesmo sendo algo que todos poderiam ajudar contra Hanks ou quem mais for que estivesse envolvido.
- Está entregue. – Clint parou o carro.
- Nos vemos amanhã, obrigada, meus Vingadores. – brincou.
- Até, .
- Qualquer coisa liga, . – Natasha falou deixando a verdade transparecer em seu olhar.
- Pode deixar.
sorriu e respirou mais aliviada pelas palavras da amiga, mesmo ela tomando a decisão errada, ela sabia que Natasha não ia deixa-la sozinha naquele momento mais complicado.

Manhattan. Casa da Carter.

Terem se passado depois de dois meses, Steven e Sharon marcaram de se encontrar, tudo para saber e entender como estava o relacionamento deles. Steven tinha mais do que certeza que iria tentar conquistar , ou pelo menos passar mais tempo ao lado dela, já que ela e Wade estavam namorando.
Rogers bateu na porta apenas uma vez, esperando que Sharon ainda estivesse acordada para a conversa marcada. Ele não era de se atrasar, mas pelo fato de ter que ir para a base da M.A.R.V.E.L, isso fez com que atrasasse o encontro dos dois.
- Oi, Steve.
Sharon falou usando um vestido preto, sensual, que deixava bem amostra o colo do seio da loira.
- Oi. – Steven falou normalmente, sem tirar os olhos do olhar de Sharon.
- Entre, eu comprei vinho para nós. – Sharon disse soltando seus fios loiros de uma maneira sedutora.
Ela estava determinada em reconquistar Rogers, ele era o homem que ela mais amava, e não podia deixar que algo ou alguém, , atrapalhasse seus planos de poder retomar da onde eles pararam. O que levava ela tomar essa decisão era o fato de Steven negar, aquele dia, que não amava de jeito nenhum a .
- Sabe, nós poderíamos voltar, começar tudo ou apenas continuar de onde paramos. – Sharon disse sentando mais perto de Steven.
- Sharon, eu amo a , e eu pretendo seguir minha vida ao lado dela, ou então sozinho.
- Ela está com o Deadpool. – Sharon disse inconformada.
- Eu sei, mas... – Sharon o interrompeu.
- Eu te amo. – Sharon passou a mão no peitoral de Rogers, abrindo os botões da camisa social.
- Para! – Ele pediu sem fazer um movimento brusco que pudesse machuca-la.
- Parar com o que? Eu não estou fazendo nada. – Ela beijou o pescoço do loiro.
- Chega! – Ele se levantou. – Eu estou com a , entendeu? – Rogers disse nervoso.
- Como você pode ficar com ela?
- Eu estou seguindo o conselho de alguém, eu a amo, você tinha razão, eu tive certeza disso sempre, só não quis assumir porque ela era da Hidra. Tchau Sharon.
- Mas Rogers...
Sharon disse chorando, vendo a porta bater e ele ir embora sem olhar para trás.

Manhattan. Apartamento; Senhor Wilson.

Era quase dez horas da noite, estava cansada demais para ir até sua casa, além disso, ela estava com muita saudade do Wade. Ela se despediu de Natasha e avisou que ia ficar por lá, e não iria para a casa dela em Bronx, que iria dormir na casa de Wade.
Durante o percurso que fez até a casa de Wade, ela pensou na , ela pensou na escolha que ela tinha tomado durante a volta para os Estados Unidos, não era a opção que ela queria tomar naquela altura do campeonato mais ela precisava, mesmo depois de tudo que ela descobriu em Munique. Era mais entranho para ela, ainda mais depois que ela mesma percebeu não podia manter pessoas que ela gostava principalmente o único que ela amava.
chegou à casa de Wade, respirando fundo e antes de pegar a chave em seu bolso, pensou mais uma vez. O único medo era que Wade podia ter se apaixonado por ela durante todo esse tempo juntos, e ela não queria machucar os sentimentos de Wade.
- Wade?! – falou olhando para o Wade, pasma, surpresa e que não acreditava no que via.

Capítulo 12 - Eu te Amo.

– Oi, me desculpa, cai no sono, depois de um bom longo tempo. – Wade se cobria.
– E precisava usar um pônei, lenços e... – gargalhava. – Ai meu Deus, não consigo parar de ri, Wad, você dormiu assim?
– É, não resisti.
– Idiota. – colocou sua bolsa em uma cadeira. – Eu só passei dois dias fora.
– Muito tempo, como foi a missão?
se ajeitou, ficando apenas com uma camisa, ao lado de Wade. Ela contou da missão que fez pela S.H.I.E.L.D, bom, a missão que não era bem uma missão, até que pegou emprestado por algumas horas o avião da S.H.I.E.L.D. Wilson ficou um pouco assustado ao saber que Schmidt estava vivo ainda, além de Kiyoko; Ele perguntou quais era os planos dela para evitar a construção da base e como ela ia prender o Caveira Vermelha, e como ela estava sendo mais do que sincera com Wade desde o primeiro momento que eles se conheceram. Ela falou a verdade, ela não sabia como nem por onde começar, e que aquele momento ela tinha outros planos em seus pensamentos.
Esses planos incluíam sim, ela se afastar de todos que ela amava, a teoria dela era muito compreensiva, se ele foi capaz de matar seus pais para poder usá-la como cobaia para um projeto, o que ele seria capaz de fazer com todos que ela amasse? Ela conseguiu uma família ao conhecer todos da Torre, todos sem exceção, bem, tirando o Steven que acabou se tornando seu grande amor depois de alguns tempos convivendo ao lado dele, e até mesmo o Wade.
Eles ficaram por um tempo sem conversar, apenas deitados. Müller aproveitou aqueles segundos, sendo a namorada de Wade Wilson. Depois que ela contou sobre o sonho que teve com seu pai e escutar o que ele fez durante esse tempo que ela ficou fora, resolveu ir direto ao assunto, sem mais delongas já que, mais tarde ou mais cedo ela teria que revelar para ele, mas ela ia fazer isso depois de uma boa tarde ao lado de Wade para poder matar a saudade.
– Wad?
– Eu.
– Eu contei tudo para você, e durante o tempo que voltei para New York, eu pensei muito sobre isso, não sei se é o certo, mas não quero perder mais ninguém. – Müller encarava a poltrona do outro lado da cama. – Eu estava pensando em terminamos, eu não quero que ache que é por... – foi interrompida pelo Wade.
, eu entendi, acho que passamos bons tempos juntos para eu saber que não é por conta de mim, você vai se afastar de todos também?
– Não, quer dizer, sim.
– Não acha que desse jeito vai ser mais fácil dele atacar você?
– Wad, eu perdi meus pais e supostamente meu irmão, não sei onde o Bucky está, eu não quero perder mais ninguém, ninguém que eu amo, Wade. Você, a Nat, até mesmo o Sam, todos, Wad. – Os olhos de Müller ficaram marejados. – Eu não vou deixar isso acontecer, não outra vez.
– Isso é bem impossível de acontecer comigo, você sabe.
– Mas mesmo assim.
– Você pode contar comigo, e sobre terminamos, a gente termina, se você se sente mais segura assim.
– Sim, eu me sinto. – deu um leve sorriso.
– Mas quero algo em troca. – Ele deu um sorriso maliciosamente.
– Você não perde uma né, Wade? – o beijou.
– Sexo de despedida... – Wade disse tirando a blusa de .

Rikers Island. Sede M.A.R.V.E.L.

Bruce entrou em um dos depósitos onde continha tecidos e madeiras para produção de móveis, uma forma fácil de fazer com que despistasse qualquer agencia. Chamou o elevador, entrou no mesmo e digitou o código para poder descer até a Sede da M.A.R.V.E.L.
Ao sair, um Agente pediu para que ele fosse a uma sala, onde o mesmo seria revistado para poder ter acesso ao resto da sede. Depois do atentado que Fury e sua equipe tiveram quando faziam parte da S.H.I.E.L.D, ele reforçou e colocou mais do que em dobro a segurança na base e com um grande sistema de inteligência, desenvolvido por ninguém mais do que Tony Stark.
Banner foi em direção da sala de Fury, passou por mais agentes que o mesmo cumprimentou, mostrou seu documento com foto para um dos Agentes que ficava guardando a porta da sala do senhor Fury. Agente JJ estava terminando de mostrar os novos logos para Fury da M.A.R.V.E.L. junto com os outros registros de missões concluídas e que estavam sendo designadas para os Agentes, Banner entrou na sala fazendo um som para poder chamar a atenção para ele.
Banner entregou o termo, onde ele estava de acordo com as regras e os objetivos da M.A.R.V.E.L., assinado por ele. Já era tarde da noite e Banner tinha pensado muito bem sobre participar do MA.R.V.E.L. claro que com todo conceito dele e do Hulk. Fury agradeceu por ele participar e que a Agente Jareau ia leva-lo para a sala de credenciais, assim facilitava mais ainda o acesso do Doutor dentro da base.
E eles entraram no elevador, um clima meio, ambos, tímido, a ponto de trocar uma palavra fora do padrão, compreensivo pela parte de Banner já que a Agente Jeniffer era uma das mais lindas da M.A.R.V.E.L. e a mulher mais linda que ele conheceu depois de um certo acaso, Hulk.

Jeniffer abriu a porta e foi em direção a um armário, pegou a ficha de Banner e entregou para um dos homens que monitorava as credenciais.
– Agente Collins, poderia fazer a credencial do doutor Banner? – Jeniffer pediu sutilmente.
– Sim, daqui uma hora e meia está pronto, isso se a Agente não estiver com pressa.
– Não, tudo bem. Para o senhor doutor, está tudo bem?
– Claro. – Banner concordou.
– Ok, me avise assim que estiver pronto. Ah, antes que eu me esqueça, a credencial da Agente Müller está pronto?
– Sim.
– Ok, eu pego junto com a credencial do doutor. Por aqui doutor.
– A senhorita primeiro.
– Obrigada. – Jeniffer corou. – Aqui é a sala de espera, o doutor deseja beber ou comer alguma coisa?
– Não, obrigado, pode me chamar de você.
– Obrigada por participar do Marvel, precisamos de toda a ajuda.
– Por nada, você também vai para as missões junto com a gente?
– Não, vou ficar monitorando daqui da base mesmo.
– Compreensivo.
A conversa estava muito formal e até mesmo tímida de ambas as partes. Banner puxou assunto mais aleatórios que a Agente acompanhou o assunto, alguns segundos eles já estavam sentados um do lado do outro tomando alguma bebida não alcoólica, e falando de assuntos e fatos pessoais. Jeniffer já tinha contado dos seus casamentos que não tinham dado certo e a única coisa boa que restou do seu primeiro casamento foi sua filha. Bruce relatava que antes de se tornar o Hulk, ele tinha se apaixonado pela filha do Thaddeus Ross, Betty Ross, mas depois de alguns problemas e mesmo a amando, eles terminaram, ele deixou esse amor de lado e passou a viver a vida completamente sozinho.
– Olha, essa é a foto da minha filha. – Jeniffer disse mostrando o papel de parede de seu celular.
– Ela é bem parecida com você. – Bruce disse olhando nos olhos azuis de Jeniffer.
– Falam isso sempre, ela pede tanto para eu apresentar o super-herói favorito dela. – Jeniffer sorriu.
– E quem seria?
– Você.
– Eu? – Banner disse surpreso.
– É, ela gosta muito de você, desde que você protegeu Manhattan contra o Loki, ela acabou se tornando sua fã.
– Acho que um dia desses nós poderíamos nos conhecer.
– Eu ficaria muito grata, eu poderia fazer um jantar ou um almoço lá na minha casa, se você quiser, é claro, marcamos um dia bom para você ir lá.
– Onde vocês moram?
– Em Manhattan, Upper East Side, é um pouco longe daqui, mas preferi permanecer lá com minha filha.
– Eu passo lá no seu dia de folga, posso levar alguma coisa para ajudar você.
– Não precisa, Bruce, eu faço tudo.
– Não, eu posso levar algo pronto, eu insisto.
– Bom, se você insiste, domingo eu estou de folga, se quiser ir lá, faço um jantar.
– Passo lá às sete e meia, pode ser? – Banner sugeriu.
– Claro, olha esse é meu número e meu endereço, desculpa anotar aqui no cartão da Marvel. – Jareau entregou. – Qualquer coisa você me liga.
– Obrigado. – O herói deu um sorriso galanteador.

Jareau voltou para a sala e pegou as duas credencias a de Banner e de Müller, no caminho, Jeniffer passou em seu escritório, pegou algumas pastas e sua bolsa e seguiu o caminho com Banner em seu encalço. Eles ainda conversavam sobre o que tipo de sobremesa ele poderia levar e outros assuntos sobre eles.
Jeniffer e Bruce foram para o aeroporto da M.A.R.V.E.L, entraram no jatinho particular, que ia levar eles até Manhattan. Poderia ser um pouco longe, mas era melhor do que pegar um carro para fazer essa viagem de quase uma hora.

Os dias se passaram, enquanto dava Banner e Jareau conversavam e tomavam café juntos, claro que durante essa semana, a Agente Jareau estava em missão de campo ao lado dos Agentes: Müller, Romanoff e Clint. O trio quase que inseparável. Enquanto os outros Vingadores davam a continuação da mesma de New York. E durante toda essa semana, desde segunda até o tão esperado domingo, Banner teve que se conter mais do que se continha, principalmente a ansiedade dele.
Era sábado, estava arrumando suas coisas para poder voltar para casa quando ela escutou uma batida suave em sua porta. foi até a mesma e abriu. Ao ver que era Jeniffer, a morena colocou um sorriso maroto e deixou a Agente entrar. Enquanto arrumava suas coisas, Jeniffer começou a perguntar algumas coisas sobre o Bruce.
– Você sabe se ele não vai se estressar com a Sophie?
– JJ, calma, ele sabe se controlar, e se ele aceitou, ele sabe das consequências, mas se quiser, posso tentar, sabe.
– Você faria isso? Eu não sei como preparar o jantar, eu estou tão confusa , eu, sinceramente, vou cancelar.
– O quê?! Não mesmo, vai para casa, eu te ligo, vou resolver tudo, pode deixar, ok?
– Mesmo?
– É claro, vai lá curtir a Sophie.
Jeniffer se despediu de . Müller pegou suas coisas e passou no laboratório para ver se Banner ainda estava na Torre. Ela entrou e parou do lado do doutor que estava lendo um livro. Eles conversaram com a desculpa de que Müller estava pensando nos pratos que ela podia fazer para o natal, até que não era uma má ideia, já que faltava apenas um mês para o mesmo. Ela anotou tudo em seu celular e agradeceu.
saiu do laboratório e mandou uma mensagem para Jeniffer falando sobre os tipos que ela poderia preparar, e também para não fazer todos, pois podia alertar a desconfiança. No elevador, encontrou com Natasha, e pelo semblante de , que aparentava muito preocupada e triste, Natasha a indagou para saber o que estava acontecendo com a morena. Müller disse que tinha terminado com Wade, e que não ia se aproximar de mais ninguém, dando uma grande indireta para a ruiva que nem de Steven ela ia se aproximar. Contou até mesmo o motivo dessa atitude dela em tomar essa decisão, e que Schmidt era bem capaz de prejudicar todos que ela amasse e que fosse bem próxima a ela.
Romanoff não acreditava, era mais que uma atitude inacreditável, mas mesmo com Natasha pedindo para ela que não ficasse no recuo e que ninguém ali, principalmente ela, não ia deixar Schmidt fazer algo, mas como Müller era insistente e teimosa, ela permaneceu batendo na mesmo tecla e que ia continuar seguindo o plano dela.

Brooklyn. Apartamento do Steven.

Steven abriu a porta e se deparou com Romanoff um pouco inquieta, ela entrou pedindo desculpas pelo horário, era quase onze horas da noite. Ela sentou no sofá ao lado de Steven, que o mesmo estava preocupado com Romanoff. Ela estava mais inquieta do que preocupada, as palavras de Romanoff saiam quase que um sussurro, como se ela não quisesse que mais alguém soubesse do assunto.
Romanoff disse que não era o certo contar o que ela ia contar, muito menos algo que era um segredo. Natasha contou sobre , falou que ela tinha terminado com Wilson e que estava se afastando de todos, depois que ela descobriu que Schmidt estava vivo e principalmente que ele ia atrás dela e poderia, com todas as certezas, fazer o mesmo que ele fez com os pais dela e esse era o maior medo da ruiva.
Além disso, Natasha contou que o amava e muito, e não ia se aproximar dele até colocar o Caveira Vermelha no lugar que ele merece.
Rogers levantou-se e foi até a janela, ele processou as informações e não podia negar que era muito compreensivo a atitude e a decisão de Müller. Os dois terminaram de conversar sobre o assunto com um dialogo um tanto quanto tenso.
– Você vai conversar com ela? – Steven indagou.
– Vou falar sim que contei, não vou esconder dela, não quero mais fazer isso.
– Nat, por que você veio me contar? Por que não o Wade?
– O jeito que você olha para ela e como a protegeu naquele dia. – Natasha se referia ao caso ocorrido na Torre. – Eu sei que fiz o certo contando a você, Steve. – Romanoff deu uma indireta. – Eu preciso ir, Clint está me esperando, tchau, Steve.
– Tchau, Nat.

Quinta-feira. 27 de Outubro. Brooklyn.

A cidade de New York estava sendo iluminada pelo sol, não tinha pregado os olhos desde a mensagem que ela tinha recebido de Natasha. Ela não culpava Natasha, por outro lado ela até agradecia, pois ela nunca iria falar nada para o Steven.
pensou e em plena cinco horas ela saiu de casa e foi de metrô até a casa de Rogers. Ela parou na frente do apartamento e pensou mais um pouco se ela ia entrar na casa dele. Müller subiu depois de se anunciar pelo interfone, Müller subiu e se deparou com a porta entre aberta e o cheiro de café saindo da mesma, o que fez a lembrar de que ela não tinha tomado seu café da manhã.
Rogers abriu a porta, fazendo com que desse um pequeno pulo para trás pelo susto que ela levou. Steven fez um gesto para que ela pudesse entrar, a morena agradeceu com um sorriso. e Steven tomaram café juntos com poucas palavras apenas com uns elogios ao café e uns comentários sobre o dia. se levantou e colocou a louça dentro da pia, e lavou a mesma ajudando Steven, depois ela resolveu entrar no assunto sutilmente.
– Natasha me contou que veio aqui ontem conversar com você.
– Ela me contou tudo.
– É... Tudo mesmo?
– Sim, até onde eu sei. Ela falou que você terminou com Wade, que você fez sua decisão em se afastar de todos e que você gosta de mim.
– Amo. – Suas bochechas coraram. – Então você sabe já o motivo de eu não querer começar algo. – puxava as mangas de seu moletom.
– Sim, mas você não acha que é muito precipitado?
– Não, Steve, eu não quero perder mais ninguém. – Müller se levantou.
– E deixar algo que poderia acontecer agora?
– Sim, até tudo terminar, quando todos estiverem bem e quando Schmidt tiver o que merece.
– E se não terminar do jeito que você quer? – Steven se levantou. – E se não for com você, aqui comigo? ... – Rogers a virou segurando na cintura. – Eu não quero saber que não vou poder ter você ao meu lado.
– Steve, melhor não. – Ela olhava nos olhos de Steven.
. – Steven acariciou o rosto de . – Eu entendo, mas nem sempre deve ser como queremos. Eu te amo, você sabe muito bem disso, vamos aproveitar pelo menos hoje, só eu e você. – Steven selou os lábios em um beijo rápido.
– Steve, não... Assim, mas que droga não consigo formular uma frase, eu te amo e não seria capaz de colocar você em perigo, entenda, por favor, não podemos. – o empurrou. – Isso... Lembra quando o Sam disse sobre a tal corrente elétrica?
– Lembro.
– Era a forma que eu descrevia quando eu ficava muito tempo perto de você, mas só a Nat e a Pepper sabiam. Naquele dia que você chegou, eu não senti nada, eu até tinha achado que tinha conseguido dominar o que eu sentia. – Müller se referia ao Hanks fingindo ser o Steven.
– Então você sabia que não era eu.
– Sim, eu procurei a lembrança do beijo, mas não achei, optei pela nossa discussão no laboratório do meu pai e também não achei.
Steven sorriu ao lembrar-se do beijo, encostou-se à parte de trás do sofá e a puxou para mais perto dele, ainda abraçando a cintura de .
– Vemos que aquele beijo...
– Nem completa, me arrependo amargamente de ter falado aquilo.
– Só ia dizer que não fui o único a esquecer dele.
sorriu com as bochechas coradas.
deslizou suas mãos pelo peitoral de Steven calmamente até chegar a nuca do Capitão, e acariciou o mesmo mantendo a outra mão no peitoral dele. Ela o beijou, aproximando mais ainda seus corpos, Steven tirou a jaqueta de moletom que usava deixando cair no chão. Enquanto Rogers distribuía beijos sob o pescoço da morena, ele desceu suas mãos até a barra da blusa e puxou lentamente a mesma para cima deixando a cicatriz de amostra.
Müller segurou as mãos de Rogers e empurrando seu próprio corpo um pouco para trás, olhava fixamente para os olhos azuis de Steven, não era algo que ela se orgulhava de ter e sempre evitava que qualquer um tocasse, na cicatriz, ela respirou fundo antes de deixar que Steven continuasse.
– É ela, não é? – Steven indagou.
– É...
Steven segurou a mão de a conduziu até o quarto dele, fechou a porta e voltou a beija-la. Steven sentou na cama e colocou Müller em seu colo, ele desceu novamente os beijos para o pescoço da morena e enrolou a barra da blusa de , subindo calmamente fazendo com que as pontas de seus dedos trilhassem o caminho todo da blusa, fazendo com que Müller sentisse leves arrepios ao toque dele.
Sem hesitação, deixou Steven tirar sua blusa e logo em seguida tirou a blusa de Steven. Eles deitaram na cama, Rogers a virou ficando por cima da morena, ele trilhava um caminho de beijos até o cós do jeans de , ele soltava o botão em quanto tirava o próprio sutiã. Steven voltou para os lábios de , que a mesma tinha sua respiração um tanto quanto ofegante, ao mesmo tempo em que se sentia leves arranhões em suas costas por contas dos movimentos que ele fazia.
Steven a deixou mais a vontade colocando ela por cima de seu corpo, ele a admirava deitado e sentindo toda aquela sensação em seu corpo, a luz contra o corpo moreno de o excitava ainda mais, escuta-la e olha-la era prazeroso. Rogers se levantou e segurou na cintura de Müller, ele a beijava intensamente até poder sentir seus prazeres se ajuntarem acompanhado pelo beijo.
Descrever aquela sensação que sentia era impossível, Steven a completava, em todos os sentidos, e só de poder sentir aquele prazer era incontrolável, tão incontrolável que nem seus poderes ficaram fora dessa sensação.
adormeceu sobre o peitoral de Steven enrolada no lençol branco, enquanto ele acariciava o corpo de .
Steven acordou com seu celular tocando, ele ajeitou no travesseiro, sentou na cama procurou o telefone que o mesmo estava jogado no chão e atendeu o telefonema, se vestindo.
– Steve, você está atrasado outra vez, não fale que você e a saíram outra vez? – Wilson falou mordendo sua maçã.
– Sam, me desculpa, me esqueci de avisar que não ia hoje.
– Acho que você já fez seu treino por hoje. – Sam percebia a respiração um pouco falha de Rogers. – Se precisarmos de você, posso lhe chamar?
– Sim.
– Ok então, avise a que também vamos precisar dela.
– Sam riu.
– Avis... Eu a chamo.
– Até, Capitão.
– Até, Sam.

Steven deu um beijo nos lábios de , e foi tomar uma ducha. Nesse meio tempo, acordou e olhou em sua volta, algumas coisas estavam fora do lugar. Ela já tinha imaginado o que tinha causado aquilo, mas ela só sabia manter aquele sorriso bobo em seus lábios. Müller se levantou pegou uma peça intima e a blusa que Rogers usava, vestiu-se, voltou para a cama e esperou Steven sair do banho.
Rogers saiu do toalhete com algumas partes do corpo ainda úmidas e com um sorriso nos lábios, Rogers deitou-se ao lado de , fazendo com que a morena deitasse novamente sobre seu peitoral.
– Como você está? – Steven indagou.
– Melhor do que nunca. – sorriu.
– Foi a primeira vez que me senti muito cansado.
– Você não foi o único, e sobre o quarto, desculpa, eu ajudo você arrumar.
– Não precisa se preocupar.
– Se você diz, que horas são? – se ajeitava.
– Deve ser quase nove horas, por ai.
– Você sabe que está atrasado, né?
– Eu não vou, ou você quer ir?
– Não, está ótimo aqui, eu já não ia mesmo, tinha avisado o Clint.
– O Clint? – Rogers indagou meio confuso.
– Sim, a Nat estava ocupada, então eu pedi para ele avisar a Nat ou você, caso você fosse hoje.
– Eles devem ter avisado o Sam. – Steven se referiu à ligação.
– Um café cairia tão bem agora. – comentou.
– Quer que eu traga para você?
– Não precisa, eu vou lá pegar, e, além disso, preciso ir para casa, não dormi e tenho que ver algumas coisas sobre Sokovia.
– Eu trago para você, ai depois vamos para sua casa, eu levo você.
– Acho que você não vai aceitar um não como resposta.
– Não mesmo, eu já volto.
Steven se levantou depois de dar um breve beijo em . Ele preparou um café da manhã para os dois com tudo que tinha direito, já que os dois estavam cansados e nitidamente com muita fome. Steven levou a bandeja com frutas, pães de forma integral, geleias, sucos e café, só faltava uma flor o que era meio impossível de conseguir, já que ele não estava em um lugar acessível. Steven pegou a bandeja e com todo cuidado abriu a porta sem deixar que nada caísse. se ajeitou na cama e arrumou o lençol e os travesseiros para eles poderem se encostar na cabeceira. Rogers sentou ao lado de Müller e tomou o café da manhã.
A melhor expressão de todas foi de virar um bom gole de café eu seus lábios como se fosse o melhor café de todos, bom, para aquele momento era ainda mais para alguém que era viciado em café. terminou seu café da manhã e se vestiu para poder voltar. Steven pegou os molhos de chave junto de sua jaqueta.
– É, vamos de moto? – indagou.
– Sim, por quê?
– Nada não, só acho que carro é melhor, sabe, não faz tanto frio e tudo mais. – Müller disfarçou.
– Normalmente o carro que eu uso é emprestado do Tony.
– Chamamos um taxi.
– Você está com medo da moto?
– Assim, na verdade, da moto eu não estou não, tipo, se eu parar do lado da moto e falar para ela me atacar suponho que não acontecerá nada, porém se estivermos em alta velocidade e cairmos e algo a temer. Não é medo, é desconfiança.
Steven sorriu ao perceber o medo da garota.
– Eu não sou de correr.
– Aham, sei, Bucky falava a mesma coisa para mim, até eu saber que ele corria com a moto, só houve um dia que ele não correu, e foi no meu aniversário de dezoito anos.
– Confia em mim, não vou correr.
– Ai Deus. – subiu na moto. – Se você correr, eu tiro ela de você, vendo e compro um carro.
– Ok. – Steven ria.
Rogers pilotava tranquilamente sua moto a dois quilômetros por hora, e mesmo sem correr, sentia uns leves apertos em seu corpo, e o mesmo ria sem que percebesse. Steven desligou a moto e no mesmo momento, já estava de pé do lado dele piscando varias vezes e agradecendo por nada ter acontecido, em outras palavras de ter decido da moto e já estar em solo firme.
Müller entrou em sua casa e pediu para que Steven esperasse um pouco no laboratório, já que ela ia tomar um banho rápido, e ela tinha deixado algumas folhas sobre Sokovia em cima de uma das mesas do laboratório, que já tinha deixado aberto para ele disfrutar do local e saber de toda informação coletada.

New York. Torre dos Vingadores.

Banner estava conversado com Thor na Torre, ao receber uma mensagem de Jeniffer, confirmando o jantar que ia acontecer aquela noite Banner respondeu com um "Sim, junto com a torta de limão" e voltou a conversar com Thor.
– Você vai voltar com a Jane?
– Eu sinto falta dela, mas não posso faze-la se tornar alvo dos meus inimigos.
– Principalmente de Loki. – Bruce lembrou.
– Ele principalmente, mas e você e a Agente Jareau?
– Não quero me envolver em nada, nunca sei quando posso perder o controle. – Banner não queria se apaixonar novamente e perder seu amor pro Hulk.
– Eu consigo entender sua preocupação.
– Essa é a maior questão, ainda mais porque a Jeniffer tem uma filha.
– Bruce, você vai se sair bem.
Bruce apenas sorriu e trocou de assunto, algo que foi muito breve. Ele foi para seu dormitório descansar e relaxar já que ele estava com a ansiedade lá em cima; As horas passavam lentamente, na verdade, nem parecia que elas não passavam.

Upper East Side. Sete horas.

Bruce terminou de se arrumar, passou em uma confeitaria e comprou a torta de limão. Depois de alguns quilômetros, Bruce já estava estacionando o carro em frente à casa de Jeniffer, ele se olhou no retrovisor, ajeitou seu cabelo e depois pegou a torta de limão. Bruce parou no meio do caminho, entre o carro e a entrada da casa de Jareau, ele observou a casa e viu uma garotinha loira brincando no sofá com algumas bonecas Barbie e com alguns bonecos dos Vingadores, sendo um deles o Hulk.
Banner pensou em voltar para o carro e mandar uma mensagem para Jeniffer e mentir que aconteceu um imprevisto na Torre e ele precisou ficar por lá. Mas durante o tempo que ele pensou em fazer esse ato, Bruce já tinha se deparado na porta tocando a campainha e esperando que Jeniffer abrisse a mesma.
Sophie deixou seus bonecos no sofá e saiu correndo, abriu a porta a pedido de sua mãe. Ela abriu com um grande e encantador sorriso nos lábios, ela olhou para cima e ao ver que quem estava na porta sua reação foi a mais linda de todas, era nada menos que seu Vingador favorito, o Hulk.
Os olhos de Sophie brilharam ao ver que era ele mesmo, Sophie segurou a mão de Bruce e puxou para dentro de sua casa, deixando a porta entre aberta e guiando o herói para a cozinha, a garotinha foi em direção de sua mãe e falou de alto e bom som:
– Mamãe, o Hulk está aqui em casa, ele veio me ver. – Sophie pulava de alegria.
– Eu disse filha, um dia ele ia vim conhecer você, oi Bruce.
– Oi Jeniffer, eu trouxe a sobremesa. – Bruce colocou em cima da mesa. – Qual o seu nome? – O herói perguntou olhando para a garotinha.
– Sophie Jareau. – Ela puxou o vestido e curvou sutilmente para cumprimenta-lo.
– Bonito nome, sua mãe disse que eu sou seu super-herói favorito, é verdade?
– Sim, eu lembro quando você protegeu minha cidade dos amigos do Loki, vem ver, eu tenho uns desenhos seus que eu mesmo fiz.
A noite saiu mais do que o esperado, Bruce estava relaxado como se não tivesse que controlar sua raiva.Eele brincou com Sophie pintou e desenhou com ela até a hora do jantar. Os três conversaram durante o jantar e a sobremesa, depois disso eles foram dar uma volta pelo quarteirão até chegarem a um parquinho que ficava perto da casa de JJ.
Bruce voltou para a casa com Sophie em seu colo e com sua jaqueta que protegia a Sophie do frio, ele a colocou na cama, pois a mesma já dormia, e deixou que Jeniffer terminasse de cobrir e cuidar de Sophie. Bruce olhava as fotos nas prateleiras e nos outros moveis da casa, todas mostravam apenas as duas juntas.
– As fotos com o pai, a Sophie quis que eu não deixasse mais pela casa. – JJ falou no ultimo degrau da escada. – Depois que ele, chegou alterado em casa e pegou minha arma e atirou contra mim, além de Sophie ter visto toda a ação, ela ficou com receio e brava com ele. – Os olhos de JJ estavam marejados.
– Ele nunca mais apareceu? – Bruce indagou preocupado.
– Não, ele foi preso e está proibido de chegar perto de mim e da Sophie, foi um trauma para ela e para mim também, naquela época eu apenas trabalhava na rua, eu não era uma Agente da Shield.
– Pelo menos vocês estão bem. – Bruce se aproximou de Jeniffer.
– Sim, Sophie está melhor e não passa mais no psicólogo, eu também. – Jeniffer deu um leve sorriso.
– É o importante agora, se você precisar de ajuda, você pode me chamar a qualquer momento. – Bruce acariciava o rosto de Jeniffer.

Bronx. Casa da Müller.

Steven e estavam no quarto que era de , fazia tempo que eles já tinham saído do laboratório e jantado. Müller tinha mudado de quarto por conta do ocorrido, e arrumou o quarto de seus pais com o toque dela, igual com o restante da casa que ela estava modificando, deixando assim seu antigo quarto como um escritório no segundo andar de sua casa.
Um lugar de cores neutras e bem aconchegante, com uma mesa bem grande onde seu notebook, alguns papeis, luminária e uma caneca lilás era o destaque, mais a frente quase do lado da janela, um sofá grande e confortável, que o mesmo tinha o sistema de virar uma cama. Na frente da mesa e do sofá havia uma grande estante cinza claro, com alguns livros de seus pais e alguns que ela comprou desde que ela chegou em New York e claro um tapete convidativo para poder passar horas e horas analisando um arquivo ou então apenas lendo.
O casal já tinha parado de ler alguns arquivos e falar sobre Sokovia, eles apenas estavam apreciando os segundos ao lado de cada um. O assunto da conversa era bem interessante, eles contavam o que cada um lembrava o que sobrava mais para o Capitão, já que as memórias dele era mais fácil de recordar; Steven contava como seu pai era e principalmente sua mãe, contou como conheceu Bucky e como ele era algo completamente diferente de quando o conheceu, em um momento Steven indagou com duas questões.
, você não ficou sabendo nada sobre minha mãe, a Sarah? – Rogers indagou.
– Não, se Schmidt sabia de algo, ele deve ter passado essa informação para outro, como a Kiyoko ou outra pessoa que sabia sobre ela, mais não sei de nada sobre Sarah Rogers. – disse se sentando.
– Tudo bem. – Steven disse desanimado. – No período em que fiquei no laboratório sozinho, eu vi duas coisas que não sei se você sabe, na verdade, a outra eu tenho certeza.
– Me desculpa. – Müller se referia à senhora Rogers. – O quê?
– Aquela pilha de carta são as mesmas que você levou na Torre? Você reparou na caixa metálica que tem de baixo da mesa de centro?
– Sim, fala sempre a mesma coisa, Ed Tunder, apenas Ed ou Tunder ou então quando não é soletrando, que caixa metálica?
– Vem, eu mostro para você. – Steven se levantou e segurou na mão de . – Sabe o que significa ou então quem manda? – Capitão indagou descendo as escadas.
– Não, eu estou deixando isso de lado um pouco, focando mais em Sokovia e no Bucky, quando sobra tempo. – entrou no armário, com Rogers em seu encalço. – Eu tento descobrir o que é. – Müller abriu o laboratório.
– É aqui, deixa que eu pego para você. – Steven falou se dirigindo até a caixa metálica.
Steven, puxou a caixa metálica e colocou em cima da mesa e deu espaço para que pudesse abrir a caixa metálica. se aproximou da caixa e analisou antes de abrir a mesma, quando ela abriu pode ver várias coisas onde incluía, a certidão de nascimento dela, algumas, ou melhor, todas as fotos da família até mesmo a certidão de casamento dos seus pais estavam dentro daquela caixa. Era como se sua mãe soubesse que ia acontecer algo e tinha guardado tudo dentro da caixa, como se ela pudesse ver o algo que ia acontecer mais tarde e ela resolveu guardar tudo para não deixar nada faltando para seus filhos.
pegou a primeira foto que seus olhos conseguiram achar, era a foto do casamento de seus pais, os olhos de Müller marejaram na hora fazia tanto tempo que ela não se lembrava do rosto de sua mãe, apenas de seu pai por conta do sonho. pediu ajuda para Rogers levar para o quarto dela.
Eles chegaram e tirou todas fotos de dentro da caixa, ela ria com cada foto dela e de seu irmão, bebes, que seu pai tinha tirado, e a cada foto que ela pegava tinha uma pequena legenda atrás e a data que a foto foi tirada, mais uma vez, era como se sua mãe soubesse o que estava preste a acontecer e anotou as lembranças em pequenas frases, deixando assim todas as memórias para seus filhos. Steven apenas admirava a que estava ali sentada na cabeceira da cama com as fotos em volta dela, em algumas fotos que ele pegava para poder ver, em uma delas Rogers viu ao fundo um pôster dele, como se fosse um evento onde ele estava presente ou algo parecido.
, você se lembra dessa foto?
– Não muito, pois eu tive as memorias apagadas, mas atrás está escrito o que aconteceu e quando. Eu devo ter pedido muito para meu pai me levar em uma das exposições que estava acontecendo no Central Park... Eu queria me lembrar de todas essas fotos. – Müller falou cabisbaixa e deixando algumas lagrimas descerem pelo seu rosto.
, calma, eu sei que um dia você vai conseguir lembrar de tudo, aquele amigo que eu disse o Stephen Strange, ele pode ajudar você, ele já vem ajudando você mesmo com seus poderes, ele pode ajudar a tentar lembrar.
– Eu duvido muito que ele consiga me ajudar a lembrar, Steve, eu preciso ir dormir, acho que ver todas essas fotos me deu um cansaço. – arrumava as fotos.
– Tudo bem, mas ficamos de conversar sobre a gente antes de o dia cair.
– É verdade, eu me esqueci por conta das fotos. – se deitou. – Eu acho que isso pode ficar apenas por hoje e quando tudo se acalmar nós voltamos.
Rogers se deitou ao lado de Müller, e apoiou sua cabeça em sua mão. Ele acariciou o rosto de e deu um beijo rápido nos lábios macios da garota.
– Nós podemos continuar juntos, e fazer tudo isso juntos, se algo acontecer a nós dois, pelo menos estaremos juntos.
– Eu ainda considero a minha escolha. – se ajeitou mais perto de Steven.
– Tudo bem então.
Steven colocou a caixa em um canto e voltou para a cama, deitou-se ao lado de . Eles conversaram um pouco antes de caírem no sono.
dormia abraçada em Steven, com a respiração um pouco acelerada ela se virou e puxou um dos seus travesseiros para mais perto.
Algumas horas depois.


Continua...



Nota da autora: Olá agentes, mais uma atualização quentinha para vocês;
Finalmente! Ninna está com o Steve kkk, sei que vai ter muita gente que está amando essa parte. Depois de muita enrolação e um empurrãozinho da Nat, os dois estão juntos. Agora, não é um pouquinho estranho Müller está agitada? Eles não estão em perigo ou estão? A partir de agora, não me responsabilizo pelos atos, muito menos pelos momentos que Ninna vai passar... Jogando no ar, algo ruim está para acontecer...
Até amores s2.






Outras Fanfics:

Ficstape – 05. Perfect. – Ed Sheeran.
It's Our Paradise and it's Our War Zone.


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