Última atualização: 03/05/2019

Capítulo 1 - O Recomeço


1998.

Sala escura tinha apenas uma luz vermelha e fraca que deixava aquele pequeno ambiente iluminado, ela não sabia bem o que estava acontecendo... Ela nem se quer se lembrava de nada; Era como se tudo fosse novo para Ela.
“Olhei ao meu redor calmamente procurando algo que eu poderia reconhecer ou lembrar de algo, minha cabeça doía, meus olhos também, como se tivesse passado por vários exercícios físicos e lido mais que o suficiente, e forçando mais meus olhos do que devia”. Suas palavras saíram como se estivesse no pensamento, como se a mesma estivesse ali, presente naquele momento. Novamente.
A garotinha começou a sentir a respiração falhar ao perceber que a porta estava sendo aberta, automaticamente, não reconheceu o rosto das duas pessoas que entraram daquela sala gelada.
– Vemos que você acordou. – Um homem, com um sobretudo preto, parou ao lado da cama onde a garota estava deitada. – Está bem acomodada?
– Acho que sim, quem são vocês? – A garota falou quase em um sussurro.
– Você está na base da Hydra, você sofreu um acidente onde seu irmão e seus pais morrem. – O Homem falou calmamente. – Então, trouxemos você para cá, já que queremos cuidar de você.
– E quem os matou? O que mataram eles? – A garota falou com a voz tremula.
O homem parou para pensar, sabia como argumentar aquela linda mentira, mas aqueles pequenos olhos castanhos da garota o deixou intrigado. Mesmo tendo apenas sete anos, já tinha passado por grandes experimentos, e por um único motivo: ser aliada da H.Y.D.R.A. O homem respirou calmamente e esperou que a lavagem cerebral não tivesse afetado a memória falsa que implantaram na garota.
– Um acidente que teve atrás da sua casa, uma explosão, para ser mais preciso. – O homem falou calmamente.
– E, por que apenas eu estou viva?
– Tentamos salvar seu irmão, mas infelizmente não conseguimos, você consegue se lembrar dele?
– Sim, vagamente, dos meus pais também.
– Spencer, seu irmão se chamava Spencer. – O homem encheu o peito, já que a única lembrança que ela tinha era de seus pais. – Você estava no carro, brincado com suas bonecas e foi lá que achamos você.
– Eu... Eu me lembro, quanto tempo isso aconteceu? Doí minha cabeça quando tento fazer pequenos esforços para me lembrar.
– Consequência do gás e da fumaça do incêndio. – Uma cientista loira, com as pontas rosas, falou sem tirar o olhar da prancheta.
– Conseguimos salvar apenas uma foto, onde está você, seus pais e seu irmão.
Suspirou por se sentir sozinha. Pensou em perguntar se estavam com a foto ou então, quando ela poderia ter o cobertorzinho consigo e sua boneca de pelúcia da Sakura Cards e claro, os wafers que se sempre fazia quando mamãe estava trabalhando. Claro que toda criança agia por impulso, e não foi diferente quando ela disparou a pergunta.
– Quando é que vou poder comer wafer junto com a Sakura?
– Como? – O homem fez uma cara que tentou compreender a pergunta de .
– Eu me lembro muito pouco que estava com a Sakura, uma boneca de pelúcia e tinha o wafer que meu pai fez escondido de minha mãe.
– Sakura Cards? – A cientista perguntou.
– Sim. – falou alegre.
– Nós trouxemos para cá, guardei em uma caixa, trago logo em seguida com seu café.
– Está bem. – Sorriu.
A cientista se retirou daquela sala gelada e o homem de sobretudo preto saiu logo atrás dela, em passos largos e calmos como se estivesse pensativo; Ele parou na porta e falou alguma coisa para cientista que logo fez um gesto com a cabeça simbolizando com “Sim Senhor”, ele olhou para trás e fez uma pergunta, na qual não entendeu muito bem o porquê.
– Você se lembra de mais alguma coisa?
– Não. – A garotinha falou confusa.
– Ok. – Ele se retirou.
••


Cogitando que Johann Schmidt e a cientista, Reven Kiyoko, estavam mais que contentes pelo o Projeto ter dado certo, eles teriam que mantê-la dormindo por mais tempo ou procurar uma alternativa para continuar mantendo todas as mentiras que foram implantadas na mente da garota. Agora, o que mais restava e dava mais ansiedade era colocar os outros por cento em pratica, coisa que não foi impossível de se fazer naquele momento, mesmo ela tendo apenas sete anos de idade.
Depois daquela noite, a cientista Kiyoko levou uma janta leve para que o corpo da garota recebesse toda proteína, vitamina e carboidrato para começar a receber os protótipos do Projeto GF 96, e torcer para que dessa vez desse certo e não falhasse. Junto com a janta, Kiyoko levou a boneca Sakura para a garotinha; bateu na porta sutilmente e apenas escutou um leve e abafado “Entre”, e foi isso que ela fez, colocou a bandeja e a boneca em uma poltrona preta de couro e ajudou a sentar na cama, e logo entregou a bandeja. Ficou o tempo todo lá, conversando, até que terminasse toda a janta, fora que serviria como avaliação para saber se a lavagem deu cem por cento.
– Aqui sua Sakura. – A cientista falou entregando para .
– Obrigada. – falou com um sorriso gigante nos lábios.
– Amanhã cedo volto aqui para podermos fazer mais alguns exames, ok?
– Sim, boa noite.
– Boa noite e descanse.
••


Na semana seguinte, senhor Johann Schmidt, ao lado da cientista Reven Kiyoko, se reuniram na sala de reuniões junto com outros homens que carregavam o mesmo símbolo de uma caveira com seis tentáculos em seus ternos pretos. Todos se ajeitaram em suas cadeiras em volta de uma mesa grande, oval, e esperaram que o Johann Schmidt se pronunciasse, onde o mesmo estava lendo algumas papeladas sobre o Projeto GF 96.
– Reuni todos vocês aqui por um único motivo, o Projeto GF 96, e sem delongas, dessa vez, vamos testar com uma garota, e hoje, vamos dar mais um passo para acabar com a S.H.I.E.L.D. e o Capitão América!
– HEIL H.Y.D.R.A.! – Todos gritaram.
Um homem levantou a mão esperando autorização do Schmidt.
– Sim? – Schmidt falou seco.
– Mas o protótipo não tinha sido cancelado depois que aquele garoto não resistiu ao mesmo? Ficamos de reaver o que tinha de errado com ambos, mas o senhor não nos deu autorização.
– Bem observado, senhor Adam, mas a cientista Kiyoko refez todo o protótipo e concertou todas as falhas, e dessa vez, nossa cobaia tem um índice de vida mais saudável que nossa antiga cobaia.
– Quantos anos mais nova? – Uma mulher ruiva perguntou.
– Atualmente, sete anos. – Kiyoko respondeu lendo a ficha de .
– Muito nova, não acha? Ela pode não suportar, ela nem hormônios direito têm formalizado.
– Eu tenho a certeza que o protótipo irá funcionar nela! – Schmidt falou fitando os olhos verdes da ruiva.
– Não contem comigo para esse Projeto, a garota é muito nova para isso. – A ruiva falou cuspindo as palavras e se levantando bruscamente de sua cadeira. Saiu da sala de reuniões batendo firmemente o salto de sua bota contra aquele chão de porcelanato preto.
– O senhor quer que eu tente convencer ela em fazer parte do Projeto? – Kiyoko falou baixo.
– Sim, por favor, deixe a ficha dela aqui, vou passar as informações da senhorita Müller para os demais.
Kiyoko entregou a pasta de do Projeto GF 96 para Schmidt e saiu em direção ao quarto onde, com toda a certeza, a ruiva estava depois de ter discordado com Schmidt.
– Com licença.
– Entre. Eu não sei como você está apoiando ele, Kiyoko! ELA É APENAS UMA CRIANÇA! – A ruiva gritou.
– Você sabe o principal motivo para isso ter acontecido!
– Eu sei, do mesmo jeito que você sabe que você não passa de uma cientista qualquer para ele.
– Romanoff, se contenha! Você vai ajudar ou as consequências serão severas.
– Eu já estou com missão dada mesmo, só mais dois anos e eu saio para executá-la. – Romanoff falou, verificando o pente da arma. – Vai querer sair da minha frente para eu ir treinar ou quer que eu treine em você?
Kiyoko deu um passo para o lado e deixou que Romanoff passasse, na qual a mesma passou furiosamente; Treinou tirando toda sua raiva do Projeto com a nova “cobaia”, inadmissível o que queriam fazer com uma garota de sete anos, mas ela não podia fazer nada, só se afastar do Projeto, coisa que Schmidt não ia permitir, já que quem dava a última palavra, literalmente, era ele.
Romanoff, depois de ter sido capturada pela H.Y.D.R.A., teve suas memórias apagadas com base de uma sequência – números –, claro que todos da S.H.I.E.L.D. ainda estavam na busca por ela, algo que não tinha muito sucesso, já que os sequestradores não deixaram nenhum rastro para poder segui-los, mas mesmo assim, eles não deixaram de procura-la, até em outros países eles já foram em busca dela, mas a H.Y.D.R.A. conseguia sumir até com algo fútil ao olhar dos outros.
Um mês se passou e por conta de uma leve ameaça, Romanoff resolveu ajudar no Projeto GF 96, mas com coisas completamente básicas e leves, como treinamento com armas, e em troca, ela poderia fazer a missão dela daqui há um ano e claro que depois de conseguir concluir, ela seria “entregue” para a S.H.I.E.L.D.
••


Depois de fortalecer o corpo de com tudo que precisava para começar com o Projeto, e que teria que começar com uma linda sequência de bateria de exames completamente puxados, – desde o exame de sangue até teste de resistência fizeram em . Mas não ache que foi algo completamente tranquilo para uma criança de sete anos, foi com certeza um dos piores dias que ela já passou em sua vida.
E ela nem se quer sabia o que estava acontecendo para eles estarem fazendo aquilo com ela.
No auge da madrugada, foi liberada para voltar ao seu quarto, que a mesma voltou se escorando nas paredes cinza e frias da base secreta. Liberada depois de um mês sem descanso, quase que não suportando tudo o que estava se passando naquele lugar frio, e claro, se rendendo para toda a sequência de tortura – denominado assim por ela – que estava passando. Ao entrar em seu quarto, viu uma mulher sentada em uma das poltronas brancas, ascendeu à luz e assim pôde ver melhor o rosto da mulher. Romanoff.
– Quem é você? – perguntou.
– Romanoff, uma “agente da Hydra”. – Romanoff fez aspas com os dedos disfarçadamente, já que ela não podia relatar que se lembrava da S.H.I.E.L.D., pois claramente colocaram escuta na mesma.
– Você tam... também faz part... – Respirou fundo, odiava quando sua voz falhava. – Parte do treinamento? – falou com a voz completamente falhada.
– Também, mas não vou treinar, nem fazer o mesmo que eles estão fazendo com você.
– E o qu... que você vai me ajudar a treinar?
– Com armas.
– Agora?! – falou mais desapontada e assustada.
– Não, uma hora da tarde te encontro na sala de tiro três, esteja lá pontualmente! – Romanoff disse indo em direção de .
– Ok.
– Relaxe, e respire fundo e calmamente assim. – Romanoff mostrou como controlar. – Desse jeito você consegue ter mais controle para poder ganhar dos grandões e fazer com que você possa ir melhor aos treinamentos da Hydra.
, que continuava apoiada na parede, relaxou e começou a respirar fundo igual à Romanoff, automaticamente ela sentiu uma recarga de leve de energia para poder manter seus músculos firmes e poder desencostar da parede. Claro que ia precisar de uma boa noite de sono para poder ter mais energia que aquele controle de respiração estava lhe dando. Claro que tinha percebido que tinha algo de “estranho”, já que ninguém daquele lugar tinha sido tão amigável com ela.
– Isso, agora descanse e quero você amanhã com mais energia que o normal. – Romanoff falou.
– Só para um treinamento de armas? Eu tenho apenas sete anos!
– Com sua idade eu já sabia fazer coisas piores. – Romanoff falou saindo do quarto. – Boa noite.
– Boa noite.
Ainda mais cansada do que outra coisa, apenas tirou a roupa de treino e colocou uma qualquer, deitou-se em sua cama e caiu no sono em questão de segundos, – segundos que se passou rápido – acordou assustada e ainda cansada, puxou sua boneca de pelúcia para seus braços, virou-se na cama encostando suas costas na parede e ficou observando aquele quarto cinza, claro que só tinha a iluminação da lua. Ela ficou tentando se lembrar de alguma canção de ninar que sua mãe cantava para ela, mas foi apenas uma tentativa em vão. O que fizeram com ela tinha até apagado a memória mais simples de todas.
se perguntava o porquê que eles estavam fazendo isso com ela, todos aqueles exames de resistências, todos aqueles treinamentos e o porquê de aprender utilizar uma arma; Sem saber que com tudo isso, ia ser colocado uma pequena coisa dentro dela chamada Vingança, sem saber que era apenas um teste para torná-la em uma das maiores armas que a H.Y.D.R.A. já conseguiu fazer.
••


Na manhã seguinte, acordou mais disposta e já treinando a respiração que Romanoff havia lhe ensinado. Passou no refeitório, pegou apenas uma maçã e foi comendo a caminho da sala de tiro três. Durante o trajeto, ela passava olhando para dentro de cada sala, cada lugar tinha uma cena estranha e completamente complicada de decifrar, algumas salas havia soldados que lutavam sem nenhum descanso e isso era nítido pelo modo que cada um mantinha seu corpo fora de postura para um combate corpo a corpo. Em outras salas, outras pessoas se sentiam angustiada por conta de sequência de falas e outra sala, que na qual, foi a que mais chamou atenção de . Escura com algumas luzes brancas, dentro dela estava um soldado com um braço de aço, que claro, era o que aparentava ser aos olhos de . Ele com certeza lutava melhor que qualquer que estava dentro daquela sala, e até mesmo melhor que qualquer outro que ela viu lutando.
Ela ficou analisando o soldado e seus movimentos, e pensou que até pudesse passar com ele para poder aprender a lutar, já que era isso que ela vinha fazendo desde que fizeram os exames de rotina. em um estalo lembrou-se do treinamento e foi correndo direto para a sala. Romanoff treinava com algumas armas de fogo e alternava para algumas armas brancas, não demorou muito para a ruiva perceber a presença de ali.
– Chegou cedo. – Romanoff falou normalmente.
– Você falou para não me atrasar, e eu não me atrasei, acho que só fiz o que você pediu. – disse e logo deu uma mordida em sua maçã.
– Você tem mais meia hora antes que o treino comece, pode ficar aí, enquanto eu descanso. – Romanoff falou saindo do local.
– Ok. Tudo bem se eu der mais uma volta pelos corredores? – falou em seu encalço.
– Sim, desde que esteja aqui a uma em ponto.
– Estarei!
saiu às pressas e foi novamente para aquela mesma sala onde viu o tal soldado de braço de aço. Ao chegar ao local, ela viu que a sala já estava vazia. Tinha algo naquela local e naquele soldado que despertou a vontade de aprender a lutar. Decepcionada em não ter mais ninguém lá, especificadamente o Soldado, voltou para a sala de tiro. Ao se virar, levou um grande susto que até deixou o resto da sua maçã cair. Só pela expressão de , poderia decifrar que ela estava congelada em se deparar com aquele Soldado atrás dela.
– Está tudo bem? – Ele falou calmo.
– Sim, só estava esperando dar a hora do meu treinamento.
– Comigo? – O Soldado falou confuso e arqueou a sobrancelha.
– Não, com uma mulher ruiva, se eu não me engano, o nome dela é... Romanoff.
– Ah, sim, eu sei quem é. Qual é seu nome, soldada? – Ele perguntou fazendo sinal para eles poderem andar.
Müller, mas pode chamar de , e não sou nenhuma soldada.
– Bucky Barnes, então por que você vai ser treinada?
– Bom, até onde eu sei, não sei. – deu os ombros.
– A Hydra não lhe passou o relatório?
– Não, nem mesmo o porquê de uma garota com sete anos precisa saber como manusear uma arma.
– Quantos anos? – Barnes disse pasmo e parado algum passo atrás de .
– Sete. – Ela falou normalmente.
– Você é aquela garotinha que eles acharam? – Barnes voltou a andar.
– Você se refere à explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meus pais morreram?
– Isso.
– Então sou eu, a sala é aquela ali. – apontou para a última sala do corredor.
Ele poderia estar completamente errado, mas ela era o Projeto GF 96 que Schmidt tanto falava naqueles últimos meses para o Soldado que o mesmo sabia que o próprio Projeto poderia mudar de nome. Ao chegar à sala, depois de uma conversa bem aleatória com , que a mesma estava cinco minutos adiantada, Barnes chamou Romanoff para uma conversa rápida para não atrapalhar o treinamento de .
– Ela é o Projeto GF 96? – Barnes falou em um tom de voz baixo.
– Sim, Schmidt que quer o Projeto saía completamente perfeito, por isso está treinando ela desde cedo.
– Você quer dizer aos sete anos.
– Correto, você leu a ficha dela?
– Não, ela que me contou, na verdade, só me contou o que eu já sabia também.
– Mais nada?
– E você acha que depois que fizeram com ela, ela poderia lembrar-se de algo que eles apagaram? – Barnes perguntou desconfiado.
– Não, impossível.
– Vou deixar você treiná-la.
durante a conversa, ficou olhando algumas armas que estava em cima de uma mesa metálica. Nenhuma ali chamou atenção tanto quanto o modo de luta. Fazer o que? Isso já estava em seu sangue, já que seu pai lutava boxe. O som do salto de Romanoff fez com que virasse e arrumasse a sua postura para poder começar o treinamento.
Romanoff pegou algumas armas e pentes, e colocou em seu coldre, depois pegou outro coldre e entregou para . Separou as mesmas armas que pegou para si mesma, e deixou tudo em fileira para que pudesse analisa-las.
– Aqui, pegue. – Romanoff entregou o coldre. – Você coloca o coldre em sua cintura, igual está em mim, e esse na sua coxa, entendeu?
– Sim.
observou por um tempo o coldre que Romanoff tinha em seu corpo e logo depois tentou copiar o da ruiva. Nada como complicado colocar um coldre em sua cintura e outro em sua coxa, tudo muito simples, só não poderia ser menos complicado se tivesse um coldre feito para corpo de uma garota de sete anos e mais nada. Mesmo tendo prendido do modo correto, eles caíram. levantou a cabeça e olhou para Romanoff, a primeira coisa que passou em seu pensamento era que Romanoff iria brigar com ela ou algo do tipo como os outros instrutores fizeram com ela; só não esperava a reação que Romanoff esboçou.
– Está tudo bem. – Romanoff riu. – Você prendeu do jeito certo, o único problema é que você não tem corpo de uma agente ou de uma soldada.
– Ufa, achei que você ia acabar gritando comigo. – falou mais calma.
– Não, me deixa arrumar aqui para você. – Romanoff justou os coldres de . – Pronto.
– Obrigada.
– Agora, essas são as pistolas que você vai aprender a utilizar, uma .38, Glock 17L e uma 9MM, pegue-as. – Romanoff falou apontando para cada uma.
pegou as três armas que Romanoff apresentou para a garota junto com o pente de cada arma. Elas andaram até uma outra salinha que ficava dentro daquele mesmo ambiente. Romanoff apertou uma sequência de alvo para iniciantes e voltou para uma das cabines onde tinha deixado .
– Ok, esses são os cartucho,s certo? Basta você travar eles aqui. – Romanoff mostrou colocando no cabo. – E apertar o gatilho, a arma trava no momento que não tiver mais nenhuma para poder ser disparada, ok?
– Ok! Isso em todas?
– Sim, coloque esses fones no seu pescoço. – Romanoff falou entregando.
– Pronto.
– Vamos começar, recarregue a 9MM e estique os braços, mantem firme os braços e tente mirar no centro do alvo.
– Assim?
– Isso, apenas levante um pouco mais assim. – Romanoff mostrou a altura correta.
– Posso atirar? – falou animada.
– Pode, tente ter uma mira certeira.
– Tentarei.
colocou o fone e respirou fundo. Mirou bem no centro do alvo e atirou, um lindo tiro certeiro para uma iniciante, Romanoff e Müller ficaram surpresas apesar de que o tiro certeiro foi apenas uma mera coincidência de acerto, nunca tinha manuseado uma arma nem se quer uma 9MM.
Romanoff sabia que era nada mais que pura sorte, já que tinha tremido mais que qualquer outra coisa antes de apertar o gatilho; E foi assim por três horas consecutivas, e a cada trinta minutos do treinamento Romanoff aumentava os objetivos e o limite de tempo. não estava tão exausta, já que sua única tarefa era carregar e atirar, e algumas vezes se movimentar entre as cabines. O que mais ajudava a manter energia e carga de ar em seus pulmões, era a técnica que a ruiva havia lhe ensinado. Mesmo em um treinamento para uma iniciante e com apenas sete anos. Ela tinha uma boa movimentação e uma mira precisa coisa que poucos só adquirem com o passar do tempo.
Saindo do treinamento com Romanoff, foi direto para seu quarto, tomou um banho rápido e colocou outra roupa de treinamento, ou melhor, de resistência. E mais uma vez ia começar as piores horas do dia para aquela pequena garota de sete anos.
Seu desenvolvimento durante as baterias de resistência, conseguiu superar muito mais que as outras vezes, estavam sendo melhores que do dia anterior já que aplicava a técnica de respiração ao que ela já começava a fazer sozinha sem precisar muito de se esforçar para lembrar-se de manter aquele controle de respiração. foi terminar as baterias quase cinco horas da manhã, isso se já não passava das cinco da manhã. Ao término, ela recebeu uma folha com o relatório do fim daquele mês de Junho, onde mostrava todo seu desempenho em todos os treinamentos e baterias de resistências.
Nele continha um gráfico onde mostrava muito bem que o potencial de em ambas as provas, estava saindo mais do que o esperado, e que em questão de um mês e meio ela já poderia avançar em alguns treinamentos e entrar em outros, mais suas baterias de resistências iria continuar até que os cientistas, disfarçados de médicos, achassem que ela já estava pronta para poder dar o passo avançado. O que não sabia eraque esse passo avançado seria o teste do Projeto GF 96.
••


Seis meses depois, já estava familiarizada com todos, principalmente com Romanoff, que fora as aulas com as armas, também ensinava coisas aleatórias para a menina, fora as conversas delas. Era desse modo que Romanoff e tiveram um elo forte. Romanoff por si só cuidava da garotinha como sua irmã, e o amor que sentia pela pequena não era diferente, e Müller? Bom, não era diferente, amava escutar tudo o que Romanoff tinha a dizer, coisas de mulheres e da vida, principalmente da vida.
– Quando você vai para a tal missão? – perguntou recolhendo as armas brancas.
– Daqui menos de um ano talvez, por quê?
– Para saber, até onde eu sei, você está me treinando e eu preciso saber até onde vai o treinamento com minha amiga.
– Pode ter certeza que até lá, vou ensinar tudo que eu sei e até mesmo um pouco mais, confie em mim. – Romanoff falou completamente sincera.
– E eu confio, e eu sei que você vai ensinar tudo, eu só não estou preparada para receber a notícia que perdi mais uma pessoa que eu amo.
Ao escutar aquelas palavras acompanhada pelos olhos castanhos de marejados, Natasha sentiu um aperto no coração. Abraçou a garota, um abraço apertado de irmã para irmã. Por alguns minutos, Romanoff cogitou seu plano de voltar para a sede dos Vingadores e deixar dentro daquele lugar frio, mas ela sabia que se fizesse isso eles poderiam matá-la logo depois de conseguir o Tesseract. Mesmo com essa dor apertando friamente seu coração, Romanoff já tinha feito sua escolha e naquele abraço, prometeu para si mesma que voltaria com ou sem os Vingadores para conseguir salvar da H.Y.D.R.A.
– Eu vou voltar, você vai ver. – Romanoff se soltou do abraço.
– É bom mesmo, Nat, não quero ter que ir salvar você. – brincou.
– Seria uma boa oportunidade de ver se o treinamento que te passei serviu para alguma coisa. – Romanoff riu.
– Você sabe que eu sei tudo e que aprendi rapidinho e decorei tudo.
– Convencida. Vai, o Barnes deve estar esperando você, não se atrase, já que é o primeiro treino dele com você.
– Ok, eu estou indo Nat, até. – deu um abraço rápido em Romanoff.
– Até, .
foi correndo para a sala onde treinaria com Barnes, já que faltava cinco minutos para começar seu treino. Por dois minutos ela chegaria atrasada.
– Quer descansar um pouco? – O Soldado falou ironicamente.
– Não, eu tenho fôlego.
– Desde quando uma garotinha de sete anos tem tanto fôlego?
– Desde o dia que eu entrei para a H.Y.D.R.A. – deu um sorriso.
Ela tinha entrado para a H.Y.D.R.A., já que ela percebeu que aquele era seu mais novo lugar para chamar de lar.
– Vamos começar isso logo, fique ali. – Barnes apontou para uma linha branca no chão.
– Está bem. Pronto, e agora?
– O que você sabe de luta?
– Ah muita coisa como... Nada, é sério que você me fez essa pergunta? Nem parece que leu a minha grade de treinamento.
– Ok, vou te ensinar o básico de defesa.
– Está bem. – Ela repetiu.
– Vamos começar com o Krav Maga, O Krav Maga incorpora o boxe ocidental, chutes e joelhadas do karatê, golpes da luta greco-Romana, luta no solo do Jiu-jitsu brasileiro, arremessos e agarramentos do Jiujitsu, e o mais importante, golpes explosivos adaptados do Wing Chun. Ele é ao mesmo tempo defesa e ataque, em vez de bloquear um ataque e então, responder com outro, você bloqueia e ataca ao mesmo tempo. Por exemplo. – Barnes falou chegando mais perto de . – Não vou te machucar, calma, com o braço esquerdo é feito o bloqueio e o avanço, enquanto o defensor ataca com o punho direito na garganta do oponente, entendeu? – Barnes demostrou em .
– Sim, sim, entendi.
– Poderia repetir?
– Claro, mas você é alto, não vai ajudar muito.
estava certa, mesmo o Soldado não sendo muito alto, não ia conseguir repetir a defesa nele, já que ela era menor por conta de sua idade.
– Bom... – Barnes deu um sorriso de leve. – Temos um problema então.
– Sim, o que posso fazer é repetir no ar, e se tiver errado você pode falar e me corrigir.
– Inteligente você, faça isso e eu vou analisar.
– Ok, primeiro com o meu braço esquerdo eu faço o bloqueio e o avanço, depois eu coloco meu punho direito na garganta, está certo? – falou depois de fazer os movimentos no ar.
– Até que você não foi nada mal, vamos fazer assim, vou lhe ensinar como manter a mão bem fechada e depois você dá um soco em um desses sacos de areia.
Barnes estava se irritando de ter que ir moderadamente com o treinamento, não sabia por que ele tinha que ser o instrutor de luta de .
– Ok.
– Dobre os dedos na altura da segunda articulação, onde a falange proximal encontra a falange média. – Barnes falou demostrando em sua mão. – Dobre novamente os dedos, de forma que a ponta de cada um fique protegida no meio da palma da mão, posicione e mantenha os polegares sobre os dedos indicador e médio de cada lado.
foi repetindo atentamente o que o Soldado falava e demostrava.
– Não, não deixe o polegar debaixo dos outros dedos, ele tem que ficar em cima desse jeito!
– Ok, calma, senhor braço de metal! – riu e Barnes revirou os olhos.
– Desse jeito você consegue quebra-lo quando for lutar.
– Eu entendi, você pode prosseguir?
– Por último, você deve manter os punhos retos, sempre retos!
concordou com a cabeça.
O Soldado fez um sinal de espere com a mão e voltou com um boneco colocou no centro do tatame, chamou a para mais perto e falou que ele seria o local para poder treinar até ela tiver uma altura razoável para poder lutar com ele, mesmo ele achando aquilo algo bem fora do padrão de treino que ele sempre aplicava para os outros soldados. Barnes ensinou em vários outros golpes de autodefesa, como escapar por um agarramento por trás, interromper um ataque lateral, de escapar de estrangulamento por trás, entre outras formas de defesa.
Durante o tempo de treinamento e os meses ao lado de , fez com que Barnes deixasse seu lado mais amoroso surgir bem sutilmente, tão sutilmente que nem mesmo o próprio Barnes não percebeu. E mais uma vez conseguiu alguém dentro da H.Y.D.R.A. que pudesse cuidar e amparar nas piores horas, algo que ela mal sabia que estava mais perto que ela pudesse imaginar.
Com o tempo, conseguiu aperfeiçoar alguns golpes de defesa e de ataque, nada muito elaborado, já que ele quis começar com coisas mais suaves por conta da idade e do porte físico de , e claro, com isso, só fazia com que Schmidt percebesse que ela era a pessoa certa para fazer parte do Projeto GF 96.
••


1999.

Fazia quase um ano que – ela estava com oito anos – estava lucida e fazendo os treinamentos e os testes pela H.Y.D.R.A. Romanoff já tinha dado o relatório final dos treinamentos com Müller para Schmidt. Depois disso, o mesmo chamou todos os tutores e cientistas que acompanhavam Müller de perto para uma reunião, fazendo assim com que só tivesse meio período de treinamento, e a partir do momento, ela recebesse relatórios de como algumas missões da H.Y.D.R.A. foi concluída. Ao término da reunião, Romanoff recebeu a ordem para ir conversar e chamar a cobaia para uma pequena e curta reunião entre eles.
Romanoff deu duas batidas na porta e escutou um “Pode entrar” abafado.
– Oi! – falou alegre.
– Oi, estou atrapalhando?
– Não, estava apenas descansando e ouvindo um pouco de música, por quê?
– Schmidt quer falar com você junto com a Kiyoko.
– Algo aconteceu?
– Não, mas independente do que acontecer, você sabe, tem que se manter forte. – Natasha disse com ar de tristeza em seu tom de voz.
– Você está me deixando assustada.
– É apenas uma forma de dizer que eu fico preocupada com você e que vou ficar preocupada com você durante a missão. Você sabe, eu não... – interrompeu Romanoff.
– Você não é bom em demostrar amor, tudo bem. – riu. – Vamos?
Romanoff e saíram do quarto e foram para o laboratório; ao chegarem ao local, Schmidt e Kiyoko pararam de conversar e foram até em direção das garotas que estavam poucos centímetros da porta.
Schmidt caminhava com um largo sorriso maligno e de satisfação nos lábios, o que ele mais desejava desde que conseguiu capturar ia acontecer naquele fim de tarde. Kiyoko começou a falar a desculpa, que teria que fazer novos exames só para apenas poder fazer o Projeto GF 96 nela. Durante toda a explicação que Kiyoko passou para e como já esperado, a garota bufou e soltou um “Sério que vocês não podem deixar isso para mais tarde?”, Kiyoko e Schmidt ignoraram e levaram mais a fundo do laboratório.
Os quatros desceram uma escadinha de ferro onde dava para uma sala branca, estranhou a sala nova, pois ela nunca havia entrado naquele ambiente, afinal, toda vez que precisava fazer os exames de rotina a cada três meses, era em uma sala que literalmente tinha aparência de ambulatório. Mas aquela era diferente, tinha um quarto revestido de vidro Policarbonato Compacto, lá dentro uma maca com cintos de couro branco, na qual ficava acoplado o caminho do soro até uma agulha mecânica, aos lados estavam o monitor de batimento cardíaco e respiratório, e do outro o ganchinho onde pendurava os soros.
Na frente ficava os computadores que ajudava os cientistas no monitoramento do paciente – no caso a – e mais para a direita, uma pequena escada com mármore dava acesso a uma cabine onde as pessoas assistiam todo o processo dos cobaias.
Quando terminaram de descer as escadas, Romanoff viu quer tudo estava pronto para o Projeto ser colocado em pratica.
, eu já volto, ok? Tenho que fazer algumas coisas antes de ir. – Romanoff falou do lado de e deu um leve aperto de mãos, já que ela não queria mostrar o afeto de ambas.
– Ok, volte logo, viu.
– Pode deixar.
Romanoff deixou sob os cuidados de Kiyoko e foi à procura do Soldado Invernal. Seria mais lógico ir direto ao centro de treinamento dele, já que era o maior passatempo do homem dentro daquele lugar, mas Romanoff optou por ir até o dormitório do Soldado Invernal. Durante o trajeto pelos corredores, era fácil de perceber a desconfiança dos outros agentes e soldados da H.Y.D.R.A. só pela visão periférica. Romanoff percebia que ninguém ali confiava nela, mesmo o Schmidt ter dado a total certeza que Natasha Romanoff não estava mais “conectada” com a S.H.I.E.L.D.
Ao chegar ao dormitório de Barnes, Romanoff viu a porta entre aberta, com todo cuidado e com desconfiança que algo tinha dado errado, Natasha abriu a porta e se deparou com o Soldado olhando para o teto deitado em sua cama.
– Atrapalho? – Romanoff perguntou.
– Não. – Ele sentou. – Schmidt está me chamando?
– Na verdade, não. Só vim avisar que a Müller está em processo do Projeto. – Romanoff falou desanimada.
– Já? Mas não era para ser amanhã no fim do dia? – Barnes se levantou bruscamente de sua cama e foi em direção do laboratório.
– Você conhece o Schmidt, ele está obcecado por esse Projeto. – Romanoff falou no encalço do Soldado Invernal.
– Ele nem a preparou?
– Não, e você acha que ele faria isso com a cobaia dele?
– Sim, já que ela vem sendo o único foco dele nesses últimos anos.
– Acho que você pode evitar que isso seja hoje.
– Eu espero, precisa pelo menos saber o que vão fazer com ela.
– Então corra, Soldado, ou pode ser tarde demais.
Romanoff mal tinha terminado sua frase e o Soldado Invernal já tinha se distanciado o suficiente da ruiva para que ela possa dar mais um aviso para ele. O que ele pensava e desejava era proteger Müller do Projeto antes que fosse tarde demais, mesmo sabendo que ela estava sendo preparada para o Projeto. Por ele e por todos.
Não que ele queria parar o projeto, e cuidar dela como se fosse apenas uma garotinha que encontrou, ele sabia, de alguma forma, que tinha a conhecido, que no fundo, tinha um sentimento sutil por ela nesse momento – claro, depois de tudo, ele poderia estar com um percentual de suas lembranças voltando, ou era apenas momentânea essa sensação.
Barnes correu o máximo que pôde, mas não foi o suficiente para poder impedir que o Projeto seja injetado em Müller. Ele desceu as escadas o mais rápido e mesmo antes de falar algo para Schmidt, ele já teve um sinal para não fazer nenhum barulho que pudesse fazer se distrair e desconfiar. Ele apenas viu deitada e amarrada na maca com cintos de couro, com roupas brancas e o braço direito esticado de uma forma que nenhum dos cintos pudesse atrapalhar a agulha.
Kiyoko pegou um saquinho com um líquido azul pendurou em um dos ferrinhos que ficava ao lado, depois em uma das mesinhas de ferro – móvel – pegou uma seringa onde continha um líquido roxo, deu três batidinhas na seringa e furou o topo do saquinho do líquido azul sem deixar que ambos os líquidos vazassem. Antes de aplicar o Projeto GF 96 em , ela deu uma anestesia fraca para que ela não sentisse nenhuma dor do líquido entrando em sua veia.
Schmidt subiu para uma salinha de vidro onde tinha uma visão panorâmica da sala abaixo. Depois de um sinal positivo de Kiyoko, Schmidt apertou o botão para abrir o áudio do microfone em um som razoável, para todos que estavam presentes na sala pudesse escutar. Ele anunciou o Projeto com tanto orgulho que parecia que era seu filho que estava nascendo.
Hoje, dia dezoito de junho de mil novecentos e noventa e nove, estamos dando início ao Projeto GF 96, com a nossa mais jovem soldada Müller. – Schmidt falou com o peito completamente estufado de satisfação e orgulho.
se assustou ao escutar o anúncio do Projeto, ela procurou em sua volta Romanoff ou Barnes para pedir ajuda a eles ou uma explicação do porquê eles fizeram aquilo com ela, e mesmo só passando os olhos em sua volta, ela não os encontrou. gritava desesperada para que eles parassem, se debatia na maca com tentativas de se soltar, mas mesmo usando todas suas forças, não teve nenhum sucesso. Kiyoko abriu a válvula para o soro Projeto GF 96 começasse a entrar em sua veia, aquele líquido gelado entrava rasgando em sua veia lentamente, a dor era insuportável. Ela gritava a ponto de suas cordas vocais não terem mais capacidade de omitir nenhum som. fechava suas mãos em formato de punho com uma estrema força que as deixava branca de tanto apertá-las, seus músculos começaram a se contrair e ficarem rígidos ao mesmo tempo.
não entendia mais nada, sua mente estava uma confusão a cada gota do Projeto que entrava em sua corrente sanguínea era um efeito completamente diferente, em alguns momentos, ela sentia que seu corpo ia se desmaterializar de tanta dor que ela sentia, em outro momento, ela sentia que poderia congelar ali em questão de segundos – por conta do gelado que estava dominado cada canto de seu corpo e em outros momentos, ela sentia que o primeiro que ela olhasse nos olhos, era aquele que ela iria matar só pra descontar toda raiva, na qual ela não sabia o porquê estava sentindo.
Ao término do líquido azul meia noite, os batimentos de caíram, o desespero de todos na sala se transformou em silêncio total, só se escutava a respiração ofegante da cientista Kiyoko, por medo do Projeto ter falhado mais uma vez. Schmidt desceu da sala e foi logo em direção da cientista, cochichou um “O que aconteceu? Você falou que ia funcionar nessa garotinha!” .
E foi mais que um disparo de medo, algo naquela sala tinha acontecido, que aparentava ter saído do esperado.


Capítulo 2 - Projeto 96

tinha apenas desmaiado de tanta dor, a anestesia que Kiyoko deu em Müller não foi o suficiente para ela não desmaiar. Ao receber o som do monitor dos batimentos cardíacos de , Soldado Invernal e Viúva Negra respiraram profundamente aliviados, Barnes se escorou na parede e agradeceu em silencio que estava viva ainda, e que ainda não tinha acontecido nada de errado.
Romanoff foi a primeira que se aproximou de Müller depois de receber o Projeto GF 96; se aproximou com cautela e calma, e pronta para ter que barrar a garota caso alguma coisa acontecesse ou algo tenha acontecido com ela durante a transição do projeto. Romanoff, depois de uns dois minutos ao lado de Müller, soltou os cintos de couro onde segurava a cabeça, abdômen, cintura, braços, pernas, mãos e pés; Tudo com muita calma, sem nenhuma rapidez. Kiyoko se aproximou de Müller e começou a fazer um checape rápido na garota, durante o checape, Müller acordou sem precisar de ajuda de algum remédio ou algum estimulante para desperta–la.
Aquela luz branca em cima de seus olhos não a incomodava tanto quanto aquela primeira luz vermelha quando acordou há quase um ano atrás. Ela olhou calmamente pela sala, passando seus olhos em todos os cantos, logo de começo, da direita para a esquerda, pôde ver a ruiva que nunca se esqueceria, um pouco mais ao fundo pôde ver Schmidt junto com outros cientistas e alguns homens com um, sobretudo preto com o símbolo da H.Y.D.R.A., antes de seus olhos chegasse ao rosto da cientista ela pode encontrar Bucky, em uma distância razoavelmente longe, e com um olhar completamente distante e decepcionado pelo fato ocorrido, Müller pode entender tudo o que se passava com ele naquele momento, sem medir esforços de pergunta–lo, só não sabia desde quando ela poderia fazer aquilo, e por fim pode ver a cientista ao seu lado com um estetoscópio em sua mão, que a mesma estava mais branca que o jaleco que usava.
respirava calmamente e era a mesma respiração que Romanoff tinha a ensinado. Schmidt, por sua vez, queria saber como sua jovem e linda cobaia tinha mudado com o projeto, e foi ele que quebrou o gelo daquela sala fazendo uma pergunta de alto e bom som.
– Kiyoko, quais os índices dela? – Schmidt perguntou entusiasmado e com os olhos repletos de vontade de para colocá-la em prática.
– Temos que fazer alguns exames, mas antes podemos fazer o básico do básico. – Kiyoko respondeu olhando para Schmidt. – Qual o seu nome? – A cientista perguntou, virando-se para Müller.
Müller. – Müller disse com toda certeza.
– Quantos anos você tem? Que ano você nasceu?
– Tenho oito anos, nasci em mil novecentos e noventa e um, porque a pergunta Kiyoko? – Müller falou sentando na maca com a ajuda de Romanoff.
– Quem é ela? – Kiyoko apontou para Romanoff.
– Natasha Romanoff. Kiyoko você está bem?
– Schmidt, nada foi alterado nas lembranças do passado e do presente.
– Podemos dizer então que o projeto está dez por cento concluídos? – Ele disse andando de um lado para o outro dentro da sala.
– De uma escala de cem por cento, dez por cento está bem concluído, Romanoff e Barnes vocês poderiam levá-la para o laboratório superior? – Kiyoko pediu indo em direção à escada.
– Sim. – Os dois falaram ao mesmo tempo.
A pedido de Kiyoko, Romanoff e Barnes ajudaram subir para o laboratório superior; não conseguia andar ela sentia seu corpo completamente fraco e ainda sentia algumas dores terríveis em cada parte de seu corpo. Como não conseguia aguentar o peso de seu corpo dificultava para que ambos pudessem leva-la para cima. Barnes pediu para que Romanoff soltasse o lado esquerdo de Müller que a mesma fez sem hesitar o pedido, Barnes em um movimento rápido, para evitar que caísse, passou seu braço por trás das costas e com o braço direito segurou as pernas dela.
O Soldado subiu as escadas com ela no colo e passou direto pelo laboratório superior, mesmo escutando uma advertência de Kiyoko, ele continuou levando-a para o dormitório, Romanoff apenas acompanhava sem esboçar nenhuma reação, mas por dentro comemorava o ato. Ao chegar ao dormitório de , Barnes a deixou na cama na companhia de Romanoff e foi falar com Kiyoko sobre o local que ela ia ficar e sobre os cuidados dele e de Romanoff.
Mesmo Kiyoko tendo acesso a todas as informações do Projeto GF 96, ela não fazia a menor ideia que antes de ter deitado naquela maca, Schmidt já tinha passado uma tarefa – ou uma missão, como queria – manter Müller dentro de seu dormitório no período que Romanoff executa sua missão.
– Você sabe que se eu falar para Schmidt, ele pode muito bem... – Barnes cortou a cientista.
– Eu sei. – O Soldado puxou a cientista para fora. – Não precisa recitar as regras, eu as conheço muito bem, Schmidt não vai se importar, já que a partir de agora eu e Romanoff vamos ficar aqui vigiando a garota.
– E por que você? Eu que estou no comando desse projeto, foi eu que renovei as fórmulas e achei a solução! – Kiyoko alterou o tom de sua voz.
– Você não precisa se preocupar, Schmidt pediu para que eu a mantivesse aqui, isso quer dizer que você terá que fazer todos os exames e o que for necessário aqui dentro deste dormitório. – Barnes apontou para a porta do dormitório. – Caso contrário, os cuidados dela podem ser pass...
– Eu entendi, me deixe entrar então. – Kiyoko esbarrou bruscamente no Soldado que o mesmo relevou, já que ele não queria perder a cabeça naquele exato momento.
A cientista fez todos os exames e pelo seu comunicador pediu para que um de seus assistentes trouxesse o restante do equipamento para poder instalar no quarto de . Não demorou muito para que tudo já estivessem montados e conectados em . Romanoff ajudou Kiyoko a ligar tudo e monitorar os exames enquanto o Soldado Invernal ia de encontro com Schmidt, já que ele tinha chamado pelo seu comunicado que se encontrava em sua sala no solo.
Barnes se despediu das garotas e foi até o elevador, apertou o botão “SS” e esperou o elevador sair do quinto andar, que ia lentamente e parando para embarcar mais pessoas, até chegar ao SS, SubSolo; Durante o tempo de espera para o próximo andar, Barnes teve leves flashes de seu passado, algo relacionado com um soldado magro e baixo, Barnes não conseguia identificar quem era só por essa mera lembrança rápida. Uma cientista que estava no elevador com Bucky, o ajudou restabelecer depois da tontura que ele sentiu, claro que Bucky não comentou com a cientista que ele mal saiba o nome, só sabia que era gostosa, e guardou aquela lembrança consigo mesmo. Ambas lembranças.
Ele saiu do elevador e agradeceu a cientista olhando de cima abaixo, sem ser discreto, e foi direto para a sala do Schmidt. O subsolo parecia ser mais frio e mais aterrorizador, sendo assim mais escuro que os outros andares já que era debaixo da terra não tinha uma ótima iluminação e a cor das paredes, preto acinzentado, não ajudava muito a clarear o ambiente.
Sabe como é, Caveira Vermelha sempre se empenhando e utilizando para poder se vingar de um de seus maiores inimigos e para isso, ele faria de tudo até fingir a própria morte e sequestrar uma criança para torna-la em uma arma letal. Johann Schmidt estava analisando os relatórios e os desempenhos de , ele queria por que queria que o projeto evoluísse logo no corpo da garota, claro que ele faria Kiyoko achar uma solução logo, já que ela era mesmo apaixonada por ele ia achar um jeito só para agrada-lo e vê-lo satisfeito, como sempre.
– Com licença. – Barnes falou antes de entrar.
– Entre, Soldado Invernal, sente-se. – Schmidt apontou para a cadeira em frente da sua mesa. – Como Müller está?
– Bem, está se recuperando muito bem, a cientista Kiyoko ficou lá junto de Romanoff fazendo todos os exames pós o projeto.
– Você acha que ela seria capaz de ter uma evolução avançada durante seis meses?
Barnes ficou espantado ao escutar a pergunta de Johann.
– Não, quer dizer, tem que ver, pois ela ainda está com o corpo de uma garota de oito anos.
– Veja isso com Kiyoko e me dê o retorno, eu tenho muito que fazer aqui, e antes que eu me esqueça, você vai continuar como tutor dela tanto na luta quando na área de armas, e o principal, não saía do lado dela durante o tempo que Romanoff tiver na missão dela... É bem capaz que aqueles... Tentem procurar a ruiva na nossa base e a última coisa que eles devem achar é a Müller. Entendeu? – Caveira Vermelha reforçou a “missão” do Soldado Invernal.
– Sim senhor, e o senhor? Vai ser escoltado por quem?
– Eu vejo isso depois, o importante é a Müller.
– Ok, o senhor precisa de mais alguma coisa?
– Não, pode se retirar. – Johann falou voltando a ler alguns relatórios.
Barnes saiu da sala de Schmidt, mais pensativo que antes apensar que, o que mais dominava seu pensamento era aquela maldita lembrança. Durante o trajeto para o dormitório de , Barnes se cruzou com Romanoff, ambos precisavam conversar sobre o tempo que Romanoff ia passar fora, algo que ia acontecer daqui a cinco meses. Viúva Negra e o Soldado Invernal mudaram o caminho e foram para o dormitório de Romanoff, o local não fugia do padrão dos outros dormitórios a única coisa que diferenciava é a posição dos moveis e alguns objetos pessoais.
– Fale. – Barnes encarou a ruiva encostando-se à porta.
Natasha tirou o ponto e deixou debaixo do seu travesseiro.
– Você sabe que... Podem me manter lá com eles... Eu queria lhe fazer um pedido, cuide muito bem da na minha ausência, depois do projeto ter sido injetado nela é bem capaz que muita coisa nela altere de modo bem evoluído, por favor, não dei...
– Ninguém vai tocar nela Romanoff, eu não vou sair do lado dela de jeito nenhum, não ache que vou deixa-la sozinha acho que você já sabe muito bem disso. – O Soldado falou sério e dando ênfase na palavra. – Você vai voltar? Schmidt precisa que você termine algumas coisas com e ensine algumas coisas para ela.
– Eu não terminei. – Romanoff falou irritada.
Ela chegou perto do soldado tirou o ponto que estava no ouvido dele e jogou no chão de tanta raiva.
– O que você está fazendo? – O Soldado perguntou confuso.
– Acho que você já sabe que se der certo, Schmidt vai querer algo dela... Não deixe fazer isso, estou deixando isso em suas mãos não sei quanto tempo vou ficar nessa missão e o que ele vai fazer comigo. – Romanoff falou chegando mais perto do Soldado, faltando milímetros para que eles se encostassem. – Mas independentemente do que aconteça, se eu souber que algo aconteceu com a minha , eu mato você com minhas próprias mãos!
– Eu não vou deixar isso acontecer, nem nos sonhos de Schmidt. – Barnes falou segurando com força o braço de Romanoff.
– Não sei se devo confiar em você.
– A confia, e isso é o bastante!
Está certo que nessas horas uma leve troca de clima seria algo, desnecessário, mas aquela aproximação dos dois daquela forma só fez com que juntasse a necessidade de ambos e a vontade de ambos. Barnes não pensou duas vezes em sua atitude, e logo passou seu braço esquerdo com cuidado em volta de sua cintura puxando mais ainda para perto de seu corpo. Eles se beijaram simultaneamente sem hesitação de ambas as partes, já que eles já haviam trocado olhares antes de acordasse definitivamente, não quebraram nenhuma regra muito menos fizeram algo que não queriam, só juntaram o útil ao agradável; Apenas da preocupação que eles tinham com eles esqueceram por um longo tempo que ela precisava do amparo deles e passaram aquele final da noite até a madrugada do dia seguinte juntos. Longo tempo que garantiu algumas marcas na região do pescoço do Soldado.

••


No dia seguinte, Barnes saiu do dormitório de Romanoff e foi à caminho do dormitório de para ver como sua amiga estava. Ele bateu na porta esperando ouvir a autorização para poder entrar, com ele não ouviu, Barnes abriu a porta devagar e viu dormindo abraçando sua boneca de pelúcia. Mais tranquilo por encontra-la dormindo, sim, Barnes tinha medo de entrar no quarto de e perceber que a perdeu por um projeto fútil, ele sentou na poltrona e esperou ela acordar para poder ajuda-la caso ela estivesse ainda fraca.
– Parece que você teve uma noite boa, Soldado Invernal. – falou sem se mexer na cama.
– Já acordou? – Barnes desencostou do encosto e deu um sorriso de lado.
– Sim, não vou conseguir dormir por mais tempo, essa sua aparência de quem dormiu muito bem e obrigado se refere a algo que devo saber ou não? – perguntou curiosa.
– Você estar viva, o que mais seria? – Disse o que era verdade.
– Não sei, algo tipo, ruiva, magra, linda e com um corpo perfeito.
– Você está insinuando que eu e Romanoff passamos a noite juntos, criança? – Arqueou a sobrancelha.
– Não, só dei descrição dela, você que se entregou ainda mais com essas bochechas coradas. – sentou em sua cama.
– Eu... Depois falamos sobre isso. Vai precisar de ajuda? – Bucky mudou de assunto completamente envergonhado.
– Não sei, vamos ver.
tentou se levantar sem ajuda de Bucky para poder fazer suas higienes matinais, com muito medo de cair, ela levantou devagar e com todo cuidado, aquela sensação de fraqueza e todas as outras coisas sumiram depois que ela acordou; era como se não tivesse feito nenhum esforço muito menos participado do projeto, ela conseguiu ficar de pé mantendo sua estabilidade normal sem muitos esforços; Mesmo conseguindo, Bucky ficava perto dela para qualquer eventualidade.
Enquanto fazia sua rotina matinal, Barnes ficou esperando encostado em uma das paredes; Romanoff entrou no quarto de Müller sem bater por conta da intimidade que elas tinham. Ao entrar, ela levou um leve susto por ver Bucky encostado.
– Oi. – Romanoff falou um pouco tímida.
– Oi, bom dia. – Barnes, disse normalmente.
está melhor?
– Sim.
– É Bucky...
– Tudo bem, eu sei, ninguém vai saber. – Bucky chegou mais perto de Romanoff. – Nem de ontem nem de hoje.
Bucky deu um beijo calmo e suave em Romanoff, que a mesma respondeu do mesmo modo, um beijo calmo, suave e com pegada, nada mais que isso sem demostrar amor ou outro tipo de sentimento, afinal, o único motivo para eles passarem uma noite juntos era apenas satisfazer a vontade de ambos. Bom, talvez.
O beijo não durou muito, foi mais um beijo de despedida daquele momento, aquele momento que deixou várias marcas em ambos os sentidos, e em cada um. Não podiam negar que aquele momento iria deixar lembranças.
– Desculpe. – falou saindo do toalhete. – Estou atrapalhando algo?
– Não, só estamos esperando você para poder ir tomar café juntos. – Romanoff se pronunciou e deu graças a Deus que eles tinham parado o beijo uns segundos antes.
– Vamos? – Bucky perguntou.
– Ah, claro, eu vou de pijama enquanto vocês estão com a mesma roupa de ontem. – deu uma indireta. – Me deixe me trocar primeiro, a Nat fica aqui comigo caso algo aconteça. – Müller falou indo em direção ao guarda roupa.
– Está bem, estou esperando vocês lá fora.
– Ok. – As amigas falaram juntas. – Para uma garota da sua idade, você é muito inteligente.
– É, eu sei. – deu um sorriso e riu.
••


– Bucky? – Schmidt falou no comunicador.
– Senhor, estou na escuta.
– Você poderia fazer as honras e dar a introdução sobre o Projeto GF 96 para a senhorita Müller?
– Claro, o senhor quer que eu faça isso na presença da senhorita Romanoff?
– Tanto faz, só fale para ela do projeto.
– Ok.

••


colocou a mesma sequência de roupa de treinamento, sem nenhuma recaída, isso seria bom, pois o Projeto GF 96 poderia ter dado certo ou o projeto poderia não ter dado em nada no DNA de Müller.
Ao sair do quarto, os três foram em direção do refeitório; Bucky fez pegar um café da manhã bem farto já que ela precisava de mais força, mesmo não querendo comer tanta coisa, pois estava realmente sem fome, ela foi obrigada a comer um café da manhã. Durante o café, Romanoff e Barnes explicaram sobre o Projeto GF 96, e o porquê dele estar sendo executado nela, claro que quem tomou a frente da explicação foi Romanoff, já que ela sabia utilizar palavras mais suteis com a Müller.
, eu preciso lhe contar uma coisa importante.
– Pode dizer.
– Você consegue se lembrar do que aconteceu ontem?
– Se você diz sobre eu estar em uma maca, amarrada por cintos de couro e sentir dores inexplicáveis, sim.
falou do mesmo modo que ela tinha se “apresentado” para Bucky, e ele lembrou na hora a fala dela; “Você se refere à explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meu pai morreram?” .
– Então, Schmidt designou você para o projeto pelo fato que... – Romanoff o interrompeu.
, você é uma garota incrível, e Schmidt sabia que você ia ser maravilhosa, mas quando ele descobriu que a explosão poderia ter afetado algo em você... – Romanoff mentiu com o coração apertado. – Então ele desenvolveu o Projeto GF 96, ele e a Kiyoko.
– E o que esse projeto favorece para mim? – falou séria.
– Ele irá fornecer inúmeros benefícios, não posso dizer quais, pois quem sabe mais é a cientista Kiyoko, e saindo daqui vamos lá vê-la. – Barnes justificou a falta de saber o que o projeto provocava.
– Ok, mas isso está muito confuso. – falou afundando sua cabeça em suas mãos.
– Calma, daqui a pouco Schmidt ira explicar tudo. – Romanoff colocou sua mão no ombro de .
– Estou calma, só não entendo por que vocês não podem explicar em forma de desenho. – Müller riu.
Os três terminaram o café e foram para a sala do Caveira Vermelha. Durante o trajeto, Viúva Negra passou em seu dormitório e pegou suas armas e seus coldres, tomou um banho rápido e foi em encontro ao Soldado Invernal e a Projeto GF 96. Entraram no elevador e ficaram esperando o mesmo chegar ao subsolo, e como sempre o elevador parava em alguns andares para poder pegar outras pessoas, uma delas a cientista Reven.
Os quatros chegaram à sala do Schmidt, sentaram em umas poltronas e em cadeiras. Esperaram que Schmidt pronunciasse e dissesse que o projeto tinha de efeito em contato ao DNA de Müller. Reven arrumou alguns papéis e entregou para Müller ler, lá continha toda informação, falsa, sobre o estado de saúde dela quando a encontraram. , mais uma vez, acreditou nas mentiras.
– Müller, não sabemos o que o projeto pode causar em você, só sabemos que sua imunidade está mais alta do que qualquer outro, suas forças estão mais elevadas, seus sentidos mais aguçados e claro, que você pode ter outras alterações.
– Isso não vai alterar em nada no meu desenvolvimento?
– Não. – Reven respondeu sincera. – Você vai continuar normalmente, só que com grandes partes do sentido e saúde.
– Só? – Romanoff perguntou incrédula.
– Sim, o que você esperava, senhoria Romanoff? – Schmidt a encarou.
– Nada. – Ela se encostou à poltrona.
– Achou que poderia ser outra coisa, Romanoff? – perguntou.
– Na verdade, achei que você iria ficar menos chata.
sorriu.
– Ela só queria fazer uma piada comigo, Senhor. – logo disparou ao ver o olhar do Caveira Vermelha para Romanoff.
– Tudo bem. – Schmidt falou e saiu da sala. Ele não ia culpar das duas terem criado um elo.
– Se tiver alguma dúvida ou sentir algo sem ser nos horários que você faz o checape, me chame. – Kiyoko entregou um ponto a . – Ou chame alguém como a Romanoff e o Barnes.
– Pode deixar. – Müller colocou o ponto. – Treinamento e teste de resistência tranquilamente? – se levantou.
– Sim, sem restrições.
– Obrigada.
saiu da sala de Schmidt com Romanoff e Barnes em seu encalço; saíram do elevador e foram para sala de treinamento apenas Romanoff e Müller. Treinaram tiro com armas de precisão, tiro e corrida e até mesmo treinamento com arma branca; sim, todas executadas com um nível de perfeito elevado, Kiyoko estava certa quando falou que até os sentidos de estariam aguçados, a garota conseguiu certar todos os alvos, mas mesmo assim Romanoff continuou com os treinamentos de Müller.
Passaram-se três meses, a cada dia que se passava provava que o projeto tinha dado completamente certo, que suas habilidades de luta só se perfeiçoaram por conta da sua força estrema e de seu tutor o Soldado Invernal, suas provas de arma branca e de fogo também tiveram ótimos resultados além das provas de resistências que foram tiradas do seu roteiro e outras atividades foram inclusas com outros tutores, como uma delas treinamento diário para manter a forma com um personal trainer.
••


20 de Setembro de 1999.

Romanoff se aprontava para sua missão, eram duas da madrugada, ela tinha certeza em deixar para trás e mais para frente, junto com os Vingadores, voltar para busca-la; Viúva Negra escutou duas batidas na porta ela caminhou calmamente até a porta e abriu. Uma garota pequena a abraçou, só pelo abraço, Romanoff sabia que era Müller, a ruiva deixou entrar, as amigas sentaram na cama e começaram a conversar.
A Ruiva tinha tentado passar mais algum tempo fingindo que o treinamento ainda não tinha terminado, mas nem tudo era do jeito que ela desejava. Mesmo sendo uma despedida para sempre, Natasha não queria esboçar nenhuma reação que denunciasse sua escolha pessoal. Mesmo não sabendo o porquê, Müller sentia uma diferencia no comportamento da ruiva.
– Está calma para poder ir até lá e executar sua missão? – perguntou com os olhos marejados.
– Sim. – Romanoff falou colocando seu uniforme da H.Y.D.R.A. – Vai ser rápido, você vai ver, volto em questão de semanas.
– Quantas semanas?
– Quadro ou cinco semanas, mas eu volto para podemos continuar juntas.
– Você é a Viúva Negra, certeza que vai se dar bem na missão.
– Não muito, acredite. – Ela riu pelo nariz.
Romanoff abraçou , que a mesma desabou em lágrimas, eram apenas muitos anos de diferença, apenas sessenta e três anos, mas Romanoff não tinha revelado sua idade para garota não se assustar. Foi um longo abraço de despedida, Romanoff soltou-se do abraço e enxugou as lagrimas de ; segurou na mão dela e disse que tudo iria ficar bem para poder tranquilizar a garota. Ela não queria voltar atrás ou falar que se lembrava de tudo.
Projeto GF 96 e Viúva Negra saíram de dentro do dormitório e foram para o local de embarque da Viúva Negra, Bucky estava lá pelo qual motivo não saiba, mas ela sabia que ele estava em um comportamento diferente, como se tivesse controlado. parou ao lado de Bucky e se despediu de Romanoff, esperou o avião fechar a porta e receber a ordem do Soldado Invernal para ela entrar na base da H.Y.D.R.A.; O Soldado continuava com aquele comportamento estanho, tentava puxar algum sorriso de Barnes, mas era em vão, as mesmas gracinhas que ela fazia nos intervalos dos treinamentos não o fizeram rir. Ela não sabia que ele estava sobre o controle de Schmidt e que ia sair para poder fazer uma missão que nem mesmo o Bucky que ela conheceu tinha esse conhecimento.
– Barnes?! – o chamou.
– Fale. – O Soldado falou arrogante e frio.
– Nada.
A garota saiu aos passos rápidos nunca e nenhuma vez Barnes havia falado daquela maneira com ela, muito menos olhado com aqueles olhos onde podia decifrar claramente que ele estava domado por algo maior. Müller chegou ao seu quarto trancou a porta e deitou em sua cama, esperando dar seis horas como sempre para poder fazer o que fazia todas as manhãs e esperava que Bucky só tivesse passado por algo difícil com Schmidt e que sem querer, descontou nela.
Na manhã seguinte, fez sua higiene matinal, colocou uma roupa qualquer e foi para o refeitório. Ela estranhou que Bucky não a esperava no corredor como ele sempre fazia e ela sentiu falta do “Bom dia, de Natasha pelo seu ponto; Ao chegar ao refeitório, ela pegou quatro potinhos de frutas vermelhas, café com leite e um misto quente, que a essas alturas já estava frio, procurou por uma mesa livre com os olhos e sem precisar de muitos esforços, achou Barnes em uma mesa vazia com sua bandeja intocável e cabisbaixo, ele apoiava sua cabeça e sua mão biônica e seus cabelos cobriam seus olhos negros.
– Bucky? – disse chamando atenção dele e com um pouco de medo por conta daquela madrugada.
.
Barnes levantou a cabeça, seu rosto estava um pouco avermelhado como se tivesse apanhado de alguém com a mesma força que ele, seu olho esquerdo estava um pouco inchado e sua voz demostrava cansaço e muito sono.
– Posso? – apontou para o lugar vazio.
– Sim, por favor.
– Está tudo bem? – Müller deu um gole em seu café.
– Um pouco, acho que você pode até imaginar o porquê.
– Sim, é fácil de saber, já passou na enfermaria?
– Ainda não, mas nem vai precisar.
– Certeza?
– Sim.
– Então come para o senhor melhorar logo, senhor Soldado Invernal.
e Bucky sorriram e continuaram a tomar seu café da manhã, o clima estava pesado demais frases curtas e pouco assunto, não era uma típica conversa que eles tinham; não tocou sobre o assunto daquela madrugada com Bucky nem se quer quis fazer Bucky falar o porquê ele estava daquele jeito. A garota fez questão de acompanha-lo até a enfermaria e perdeu alguns minutos do seu treinamento com Adam.
Saíram da enfermaria com um clima de tensão entre os dois, Barnes lembrava–se de como ele havia falado e olhado para Müller, só não sabia como explicar para ela o que tinha acontecido e de um modo que nem os outros membros da H.Y.D.R.A. percebesse o assunto, principalmente o ponto dos dois estarem em off. Bucky seguiu em direção do elevador e se despediu de Müller, que a mesma continuou no andar do refeitório.
Novamente o Soldado Invernal estava ao lado de Schmidt no subsolo.
– Você fez do jeito que eu mandei?
– Sim, Romanoff não vai se lembrar de nada, fiz do jeito que você mandou. Coloquei a Müller para dentro da base a despistei a garota e voltei para o avião...

••


Ele começou a relatar.
– Bucky, o que você está fazendo aqui? – Romanoff perguntou vendo o Soldado Invernal entrando no avião.
– Sente-se. – Bucky falou completamente sério e frio e apontando para uma das cadeiras.
– Bucky? – Romanoff colocou a mão em sua arma mais os outros soldados a seguraram mais rápido.
– Por favor, sente-se. – Bucky falou mais uma vez.
Os soldados tiraram todas as armas da Viúva Negra e a colocaram sentada, amarrando seus braços e pernas. Romanoff já sabia que eles iam falar a sequência para poder monitorar ela, o que eles não sabiam era que durante todo o preparo que eles faziam com ela, Viúva Negra já tinha achado um jeito de barrar e fingir completamente bem o que eles conseguiam causar nela. Angustia e dor.
Bucky terminou de ler a sequência e pediu para que a soltassem.
– Viúva Negra?
– Sim, senhor. – Romanoff mentiu em estar completamente sobre o comando deles.
– Qual a sua missão? – Bucky perguntou para se certificar que ela estava lembrando apenas dela.
– Capturar o tesseract e trazer inteiro.
– Correto, faça isso e voltei em menos de um mês, caso contrário, terei que ir até você e a matá-la.
– Sim, senhor.
Bucky, ao sair da cabine onde estava ele e Romanoff, chamou um soldado de canto e pediu para que batesse nele, assim iria enganar com seus hematomas no rosto.

••


Quando Bucky terminou de relatar, Caveira Vermelha colocava um sorriso nos lábios, tudo por saber que seu plano estava dando certo.
– Muito bem, Soldado Invernal, a próxima missão você já sabe.
– Sim, senhor.
– Pode se retirar.
As semanas iam passando e ia lidando com as saudades que sentia de Romanoff; como seus treinamentos estavam muito bem elevados, ela saía em missão local com alguns soldados e às vezes com o Bucky, que mantinha sempre aquela mesma postura, frio, arrogante e sério. Para uma garota de oito anos, conseguia fazer todas as missões bem feitas, e utilizar seus novos poderes que aos poucos ela e os outros iam descobrindo.
Em uma das missões de campo, Müller ao lado do soldado Adam, descobriu que conseguia voar, claro que isso foi em um momento meio atormentado para descobrir isso, já que todas suas balas tinham acabado, não tinha como outro soldado ou até mesmo o Soldado Invernal lhe entregar alguma munição, e como ela precisava sair de um fogo cruzado ela apenas pensou e foi como vontade ela conseguiu voar, algo meio que até a não conseguia explicar, mas que deixou Caveira Vermelha com mais vontade de descobrir o que mais ela podia fazer.
Em uma das conversas com Kiyoko, ela havia alertado que ela – – poderia acabar descobrindo algo que fizeram com a mesma e alertou que deveria colocar congelada novamente mais de uma forma que ela iria crescendo sem afetar seu desenvolvimento, Schmidt negou e queria saber mais muito mais do que um simples voar.
– Olá. – falou parando ao lado do Soldado.
– Oi. – Ele falou calmo e tranquilo, bem diferente de começar uma missão.
– Pronto para ir?
– Eu não vou, Schmidt quer que eu faça algumas coisas aqui.
– Eu vou sozinha? – falou assustada.
– Sim, e se precisar de alguma coisa, só me chamar no ponto eu ajudo.
– É sério isso? Eu tenho oito anos, Bucky!
– Sim. Você vai se sair bem, como nas outras.
– Nas outras eu tinha você.
– Nas outras, você foi treinada por mim, e nunca precisou de uma mãozinha.
– Mas eu sabia que você estava lá.
– Fazemos assim, se você precisar de mim eu estarei lá.
– Está bem. – Müller estendeu a mão para um “acordo” e Bucky estendeu a mão, para fazer um aperto de mão.
– Vai lá, o helicóptero já está saindo.
– Até, Soldado.
– Até, Soldada.
Sabe quando você está indo para um local e sente que algo de ruim pode acontecer porque você não consegue controlar algo dentro de você? Então era isso que ela sentia quando entrou dentro daquele helicóptero.

••


saiu do helicóptero sacou sua arma do coldre – feito especialmente para si – de sua coxa e carregou o gatilho andou calmamente pelas ruas da Rússia em busca do que Caveira Vermelha falava que era algo como, um dos metais mais forte que ele tinha descoberto que umas das gangues locais tinham achado e guardado em seu galpão.
– Acho que seria melhor você colocar o sobretudo para não dar nenhuma suspeita.
– Eu não pareço suspeita nem nada, só porque estou com meu uniforme, ele não vai da bandeira.
Ok, ela poderia não estar levantando suspeitas, mas seu uniforme completamente preto poderia chamar atenção já que nele tinham várias armas “penduradas”, não que seu uniforme fosse colado, mas era um tanto pouco justo. Müller deu um aviso em seu ponto que tinha achado o galpão e deu as coordenadas de como chegar ao local. entrou calmamente com sua arma em punho, olhou sobe uma coluna e analisou o ambiente e os elementos que tinham lá dentro. Havia um que estava analisando o tal metal com uma arma em cima da mesa, outro estava dormindo em uma espécie de colchão improvisado, havia outros dois em uma cozinha miúda preparando algo instantâneo para comerem e mais outros capangas que ficavam de tocaia na área superior do galpão, todos aparentavam um comportamento calmo e sempre em alerta.
– Estamos apostos. – Um dos soldados falou no comunicador.
– Ok, se escutarem o primeiro tiro podem entrar, todos estão armados e o armamento é pesado. Tem quatros capangas na área superior do galpão. falou baixo pelo comunicador.
– Ok, estamos na espera.
tinha duas opções, ou fazia uma invasão furtivamente ou poderia entrar e apontar as duas armas e sair atirando em todos, mas como ela já tinha aprendido, Müller entrou furtivamente, mas continuou com sua arma em punho, passo rapidamente pela luz e foi em direção da escada que dava acesso a área superior. Logo no primeiro, ela deu uma coronhada e deitou ele no chão, ela fez esse mesmo processo nos outros quatros e desceu do andar superior.
Ela pensou rapidamente, e viu que seria mais fácil ir direto ao que estava com o metal e depois deixar os outros três para trás. E foi isso que ela fez, no período que ela andava silenciosamente, ela deixou uma de suas facas caírem no chão, que por sinal, fez um barulho que alertou todos que estavam ali, Müller deslizou para trás de um barril de ferro, manteve sua respiração em intervalos grande para um momento de adrenalina, ela poderia precisar de todas as suas facas e principalmente ela não podia deixar nada para trás, ficou fitando sua faca e aprestando atenção nos capangas.
Müller estendeu a mão e sentiu uma energia dentro de si tomando conta de seu corpo, passando por toda a extensão e indo até a ponta de seus dedos, e como se fosse algo fantasiado de sua mente, um poder ainda transparente saiu de sua mão foi tranquilamente até a faca e pegou o objeto com seu poder. Ela se assustou e ficou surpresa e dava graças a Deus de não ter que utilizar suas armas, mesmo sendo boa em tiro ela preferia sempre fazer as missões na furtividade. O que mais a deixou intrigada foi como ela adquiriu aqueles poderes.
– Será que, eu nasci com eles? – olhava para suas mãos. – Será que meus pais também tinham?
pegou a faca que permanecia em sua mão, e acertou a nuca de um dos homens, ela sacou mais duas armas e mirou nos outros, que acertou com sucesso. andou até eles e chutou a arma para longe; agachou para verificar a pulsação deles, que estavam imperceptíveis de sentir, ela recolheu as facas, a limpou e colocou em seu cinto.
– Objeto capturado. Não precisam ficar mais apostos para entrar, só observem o movimento externo.
– Ok.
– Todos falaram em um coro
Nada comum uma garota de oito anos comando uma equipe de missão, mas quando ela tinha alguns poderes avançados, isso acabava sendo algo relevante para colocar como Capitã da missão. empunhou sua arma novamente e saiu calmamente, junto com os demais soldados da H.Y.D.R.A. ela entrou no helicóptero e seguiu voo para a base. colocou o metal grudado em seu corpo e manteve–se acordada durante a viajem toda.
Soldado Invernal a recebeu com um café quente e um casaco de couro, pegou o metal e segurou pela , ambos foram para a sala de Armamentos e Cia, e deixaram lá como o Caveira Vermelha havia pedido; escutou pelo ponto que ela poderia descansar por quatro horas e depois seguir com sua rotina dentro da base. E claro que foi o que ela fez, o que ela mais queria era tirar aquela roupa e tomar um banho super relaxante e dormir por horas seguidas, apesar dela não se cansava fácil, mas dormir também era algo que nunca ia mudar nela, dormir é seu maior amor e se ela não fazer isso ela acabaria ficando mais arrogante do que era normalmente.
– Faz um favor? – parou na porta de seu dormitório.
– Sim.
– Poderia descarregar para mim? Não posso guardá-la engatilhada.
– Claro. – Bucky pegou a arma.
– Te vejo mais tarde no treinamento?
– Sim, espere por mim.
– Bom descanso.
– Obrigada.
E foi assim a semana de fazendo missões ao lado de Bucky e outras não; mesmo estando em alguns treinamentos, ela já estava em um nível avançado para saber de algumas coisas. também recebeu a informação de que o nome do projeto que ela fez parte tinha apenas alterado o nome para Projeto 96 por motivos estéticos.
Os únicos treinamentos que ela e Schmidt optavam por mais tempo era de artes marciais e da analise comportamental algo que priorizava muito; Bucky achava besteira continuar tendo treinamento com ela já que ela estava cem por cento incríveis nos golpes e nas defesas. Já Adam, insistia em ter por perto, coisa que Bucky já estava com um pé atrás.
Desde o dia que deitou naquela maca e teve o Projeto 96 injetado nela, seu corpo teve o metabolismo avançado, que era perceptível ao tempo, não foi uma mudança de perceber imediatamente, mas era mais fácil perceber já que fazia quase três semanas. Além da mudança física a cor de seus cabelos que eram castanhos claros passou serem pretos literalmente pretos e também seus olhos escureceram para castanho escuro que quem olhasse acharia que a cor era exatamente pretos.
Todos estavam percebendo essa mudança, alguns falavam que ela não tinha mais o corpo de uma criança de oito anos já outros não reparavam essa mudança e apenas via como uma garota treinada pela H.Y.D.R.A.

••


Em uma manhã fria, Projeto 96 acordou com fortes batidas em sua porta, a mesma que ainda estava de pijama gritou um “Já vai!” , ela se enrolou em seu cobertor preto, e com uma cara de poucos amigos abriu a porta.
– Bucky, é sério, a essa hora? É treinamento de invasão?
– Não... – Bucky falou sério. – Posso entrar?
– Claro.
– Preciso que você mantenha calma e, por favor, se controle ok? – Bucky sentou, e puxou para sentar ao seu lado.
– Você está me assustando.
– Você promete, ?
– Sim é claro, fala logo, o que aconteceu?
– Acabamos de receber o relatório do tesseract, e você tem duas opções em ler ou ouvir o relatório.
– A Nat chegou? – falou completamente alegre, sua expressão de sono e vontade de socar a cara de Bucky por tê-la acordada tinha sumido.
– Na verdade...
– Bucky, não trava, fale onde está e para de fingir que ela não está aqui, não tem mais graça eu descobri tudo. – Müller levantou da cama.
poderia usar seus poderes e aprendizagem para saber que Barnes não estava mentindo, mas a felicidade tinha domado o coração de que ela tinha esquecido-se disso tudo.
... – Bucky estava realmente com os olhos marejados. – Aqui está o relatório. – Bucky entregou uma pasta nas mãos de Müller.


Capítulo 3 - Amor e Dor.

abriu a pasta cor de creme com o nome “Viúva Negra: Tesseract” em negrito. O relatório da missão estava escrito em partes, primeiro o relatório em áudio de Romanoff e segundo por um dos soldados, que caso algo acontecesse, ele assumiria com líder da equipe, que era digitado e relatado diretamente do avião. O relatório da Romanoff foi transcrito pelo mecanismo artificial sem colocar mais nenhuma vírgula. Romanoff relatou seu relatório por áudio; No começo do áudio, a respiração de Romanoff estava estável e passando cada passo corretamente de acordo com o que acontecia.

••


Inicio do relatório, vinte e dois de setembro de mil e novecentos e noventa e nove, quatro horas e quinze da manhã, indo em busca do Tesseract. Separação da equipe para não levantar suspeita, indo direto para o lugar de encontro, alguns agentes e soldados da S.H.I.E.L.D., espere...

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O som do áudio começou a chiar e a falhar, era como se o ponto de Viúva Negra tivesse fora de seu corpo e caído de uma maneira que acabou fazendo que algumas partes falhassem. Alguns sons de luta foram capazes de se escutar ao fundo, e também, podia escutar som de tiros. Romanoff colocou suas armas em seus coldres e levantou as mãos em forma de que estava se rendendo, e logo depois fez um sinal para não a questionassem. Gavião Arqueiro e Capitão América não entenderam nada, desde o motivo dela estar lutando com os agentes e com eles, principalmente dela ter se rendido daquela forma sem mais sem menos, até porque, ela usava o uniforme da H.Y.D.R.A.
Capitão América levantou a mão em sinal para os agentes cessar fogo contra Viúva Negra; Gavião Arqueiro chegou perto dela, falou algumas palavras baixa em seu ouvido e a única resposta que Clint teve foi:
- Espere, não faça nenhum som, só ao meu sinal.
Romanoff voltou correndo até o seu ponto enquanto Clint repetia as palavras da ruiva para o Capitão.
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Estou sendo atacada, pe... Sons de tiros. Capitão... Man... Sons de tiros. Mandem reforços...

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Natasha Romanoff deu o sinal para Clint e Rogers a seguiram correndo, claramente e novamente sem entender o porquê.
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Não, tarde demais. Relatório da missão: Capitão América e outros, eles estão me perseguindo e me atacando, não sei como me descobriam, mas eles estão... Sons de tiros e explosões. O Tesseract... Missão fracassada.
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Viúva Negra parou de correr e virou-se para os heróis. Gesticulou com a boca algo como “Me acerte, não verdade” Clint e Rogers não entenderam, mesmo ela falando calmamente, ela entregou uma das suas armas para Clint. Aqueles segundos de silêncio entre eles foram tão agoniantes para os planos de Natasha, que ela mesma pegou sua arma e atirou.
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Atingida, região do tórax... Me desculpe. Missão falhada.
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Viúva Negra - Natasha Romanoff, faleceu na missão “Tesseract”, após receber um tiro no tórax (Relatório Concluído).

leu todo o relatório em lágrimas. Barnes tentou acalmá-la, mas não conseguiu.
Sua dor de perda era tão grande que caiu de joelhos no chão, deixando toda a pasta cair no chão de modo que espalhou todas as folhas. Os poderes de começaram a fazer com que tudo que continha naquele quarto flutuasse e ligasse, ela não conseguia tomar conta de seus sentimentos. Barnes se retirou do local imediatamente com medo de que algo o acertasse, independentemente do que fosse, ele não sabia o que Müller tinha guardado dentro daquele quarto. Soldado Invernal ficou do lado de fora esperando escutar se tudo tinha se acalmado e se ela já tinha parado de chorar. Claro que ele não ficou perto da porta, mas ficou encostado na parede que ficava de frente para o dormitório sem deixar que nenhum outro soldado da H.Y.D.R.A. se aproximar daquela porta que ele tanto fitava.
Depois de um bom tempo chorando pela morte de Romanoff, respirou fundo e com a mesma respiração de antes; deitou no chão ao lado dos papeis, seu rosto estava molhado e seus olhos estavam inchados, pois fazia quase trinta minutos que ela chorava. Ela sentia tanta tristeza que parecia que seu coração ia explodir. Seu coração e seu devaneio estavam repletos de raiva e vingança, sua maior vontade era sair daquele lugar, ir atrás desse tal Capitão América e matá-lo. Não importava onde ele estava, ela o acharia e faria sentir a mesma dor que ela – Natasha – sentiu ao receber o tiro.
Bucky percebeu o silêncio no quarto de Müller e resolveu entrar. Ao entrar, encontrou todo o quarto bagunçado com objetos, roupas e calçados tudo espalhados pelo chão. Alguns móveis pesados e leves também estavam fora do lugar, como a cama e o pequeno criado mudo, fora todo o resto do quarto que aparentava estar mais fora de lugar que a Primeira Guerra Mundial. Bucky se aproximou de e a chamou. Seus olhos estavam vermelhos pelo fato que ela estava chorando, mas fora isso, seus olhos estavam completamente pretos por conta de que toda raiva tinha feito com que seus poderes saíssem do normal.
- ? , você está bem?
Müller não respondeu na primeira vez, muito menos na segunda vez.
- É sério, pare com isso! Você está bem?
fechou os olhos e ainda deitada, apenas virou a cabeça para poder olhar nos olhos do Soldado.
- Bucky, você acha mesmo que eu estou bem?
- Eu sei... Mas, além disso, quero saber se você está... Seus olhos! – Bucky falou preocupado e assustado ao mesmo tempo.
- O que tem meus olhos? – levantou rapidamente e puxou um dos espelhos para poder ver como seus olhos estavam. – Mas que coisa é essa? – falou assustada, jogando o espelho e se encolhendo toda.
- Acho que é por conta que você não consegue controlar seus sentimentos e poderes juntos na mesma situação.
- Isso não justifica a cor deles.
- , tente se lembrar de coisas boas, memórias e sentimentos alegres.
Bucky se levantou e foi até o guarda roupa de Müller, pegou um chocolate, entregou para ela, que a mesma comeu em questão segundos, afinal, chocolate fazia bem em qualquer momento, principalmente em momentos difíceis. Ele esperou ela se acalmar mais e a envolveu em seu abraço. Ela poderia chorar quantas vezes mais ela quisesse, tudo pela notícia de Romanoff, mas não iria sair mais daquele dormitório, foi o que ele fez. Barnes passou todo o tempo sentado naquele chão gelado fazendo se distrair e melhorar. E durante toda a conversa, puxando as melhores lembranças de ambos, e assim os olhos pretos, sim seus olhos estavam completamente pretos desde a córnea até a pupila, de foram sumindo e voltando aqueles lindos olhos castanhos escuros de Müller.
- Está mais calma?
- Acho que sim.
- Não queira se vingar, ele vai ficar com o peso na consciência, Schmidt vai fazer isso acontecer.
- Assim espero, pois o que eu mais quero é me vingar desse filho de uma boa mãe.
- Se ele não cuidar disso, nós dois cuidamos, pode ser? – Bucky sugeriu para garota se sentir melhor.
- Pode ser. Você me ajuda arrumar esse lugar?
- É claro, vamos levantar.
Barnes se levantou e estendeu a mão para ajudar Müller. Os dois arrumaram o quarto conversando entre poucas risadas, ao terminar de arrumar o quarto, pegou as folhas da missão, desde o acordo até as folhas do relatório da missão, e colocou dentro da pasta creme com um grande símbolo da H.Y.D.R.A., Müller fechou a pasta e entregou para Barnes.
Como tinha perdido o controle de seus poderes, seu ponto havia sido levemente estourando, já que estava em cima do criado mudo, então pelo ponto de Barnes, Müller, acompanhada de Barnes, foi para a sala de Schmidt no SS. Ambos chagaram na sala de Schmidt, ele se lamentou por ter perdido uma de suas melhores “agentes”, na verdade, ele se lamentava mais por não ter conseguido o que ele queria. Ele não estava nem ai para Romanoff, a única coisa que ele queria era o Tesseract para apenas poder concluir um de seus pequenos planos que passou a ser sua obsessão depois que ele entrou no seu caminho.
Johann fez uma pequena cena para ver o tão quão foi atingida pela morte de Viúva Negra, e claro, logo de cara ela já disse que por ela, “Eu me vingaria com minhas próprias mãos!”, coisa que ele amou, já que pelo relatório da missão, era obvio e compressivo que foi Capitão América que matou Romanoff; E estava mais que perceptível que ele gostou que ela estava obcecada para se vingar, afinal, foi para isso que Müller foi criada para poder matar Capitão América sem que alguém duvidasse que fosse o Caveira Vermelha que estava por trás disso.
Daquela madrugada em diante, teve que se acostumar e compreender que nunca mais iria ver Natasha Romanoff e que tinha que controlar sua raiva, e a melhor coisa para controlar eram as missões em campo e treinamentos, em outras palavras, Boxe. Demorou muito tempo para ela tomar a postura de uma garota simpática, alegre e entre outras qualidades, o que ela era e sempre foi, mas claro que não era impossível de ver como ela tinha amadurecido depois da perda de sua amiga; Müller estava mais fria e mais formal, suas formas de comportamento estavam mais para uma mulher adulta do que uma agente de oito anos que sempre falava algumas piadas durante a missão ou quando a missão era dada. Os treinamentos por si haviam acabado, mas ela sempre treinava com Soldado Invernal e tiro por conta própria, já que era assim que ela mantinha sua forma.
servia fielmente a H.Y.D.R.A. ao lado de Soldado Invernal, os dois serviam mais que um exemplo para todos dentro daquela base e para toda H.Y.D.R.A. ao mundo a fora.
••


23 de Setembro 1999.

- Você é louca ou o que? – Gavião Arqueiro disse incrédulo. – O que deu em você para me induzir e atirar em sua direção?
- Despistando. Vamos, vocês precisam sair daqui e eu também, e o tiro só passou de raspão.
- Você está com alguma escuta? – Capitão América perguntou.
- A única. – Romanoff apontou para o chão onde tinha um pequeno ponto todo esmagado.
- Vamos, sentimos sua falta. – Clint disse estendo a mão para Romanoff.
- Eu também. – Sorriu de canto.
- A equipe toda achou que não íamos mais achar você. – Rogers falou dando uma verificada no local para saírem do beco. – Seu desaparecimento prolongou por muito tempo.
- Até cogitamos em dar como... – Clint não conseguiu completar a frase.
- Tudo bem, eu não poderia colocar vocês em risco, nem...
Romanoff se lembrou de Müller e o quando aquela jogada dela tinha uma grande importância para poder salvá-la. Se tocasse no nome dela, Capitão e todos os outros poderiam querer ir até o local da base e capturar a menina, e fazer vários testes, novamente ela passaria pelos testes, e por fim, poderiam declarar ela como uma ameaça para a humanidade ou algo desse tipo.
- Nem? – Rogers olhou desconfiado.
- Nem mesmo o Cubo, eu explico melhor, só vamos chegar a solo seguro, por favor.
Capitão América e Gavião Arqueiro concordaram com Viúva Negra e foram até o local onde estava um carro estacionado; com eles, foram até ponto estratégico para ir até a base da S.H.I.E.L.D. Durante o percurso, Romanoff contou o que viu dentro da H.Y.D.R.A. A forma de como eles conseguiram manipular ela e também como ela conseguiu se manter em plena consciência durante todo o momento das missões para a H.Y.D.R.A., até porque, de fato, para uma agente do nível da Romanoff, conseguir achar uma forma para poder desviar de efeitos de controle como a eles tinham feito, era incrível e ao mesmo tempo, fácil.
Os dois únicos fatos que Romanoff não comentou foi Müller e Barnes. Müller, para apenas proteger, já Barnes, por motivos a parte, só quando Nick Fury pedisse um relatório de todo o tempo que ela esteve desaparecida, algo que fazia sentido. Romanoff sentou em um dos bancos que tinha dentro da aeronave e ali descansou calmamente, algo que ela não fazia há muito tempo; A ruiva se despertou ao chegar à base, quando Clint a acordou. Fury estava à espera dela quando a aeronave pousou. O reencontro de Viúva Negra com Fury, digamos que não foi muito amigável, mesmo ela tendo voltado para a S.H.I.E.L.D., ele estava desconfiado de Romanoff.
- Romanoff, que bom revê-la. – Fury falou parando na frente da ruiva.
- Fury, digo o mesmo. Bom rever todos vocês.
- Vamos? Temos que conversar e pegar seu relatório. – Fury disse em direção de um grande portão com os heróis em seu encalço.
- E matar a saudade. – Clint disse em um sussurro perto de Romanoff.
- Essa é a parte que eu quero que chegue logo. – Natasha deu um sorriso doce.
Durante o caminho para a sala de Fury, Natasha ia cumprimentando alguns agentes que estavam pelo corredor, alguns se espantavam ao ver Viúva Negra, como se tivessem vendo um fantasma. Já outros, esbanjavam sorriso e davam boas-vindas a agente da S.H.I.E.L.D. A ruiva retribuía com sorrisos discretos e um movimento sutil com a cabeça.
Ao entrar na sala de Fury, Viúva Negra pode ver uma mulher com um uniforme azul marinho com o brasão da S.H.I.E.L.D. no braço, cabelos completamente soltos e loiro, Natasha não reconhecia aquele rosto mais sabia que era uma das agentes que tratava dos assuntos mais diretamente com Fury.
- Romanoff, se incomoda em fazer seu relatório aqui? – Fury sentava-se ao lado da loira.
- Não.
- Todos podem se retirar. – Fury ordenou.
- Não! Eu quero que eles fiquem. – Natasha falou mais sincera que em qualquer outro momento.
Fury não insistiu muito para o relatório ser apenas entre os dois, Nick fez um sinal com a mão para que todos sentassem nas cadeiras; Romanoff começou a explicar, ela falava calmamente e sempre olhando nos olhos de Fury. Ela contava tudo nos mínimos detalhes sem hesitação, sem nenhuma pausa.
••


1996. Três anos atrás.

- Eu e Barton tínhamos acabado de chegar a Marrocos. A missão era mais que clara e objetiva: tínhamos que verificar se não tinha índices de um início da nova Hydra, não faria diferencia se eu continuasse com o disfarce e deixasse Barton a sós ali, afinal, esse já tinha sido o combinado e nós íamos se comunicando com o tempo e principalmente, se tivéssemos alguma informação valiosa... Não era para ter sido tão diferente, mas acabei entrando em um dos becos para poder dar a continuação no trajeto que eu já tinha visto no mapa... Mas tinha algo ali que fez com que meu comunicador parasse e eu só fui perceber quando eu vi um homem, um tanto quanto suspeito. Tentei avisar Barton, mas eu não tinha retorno e não escutava nem mesmo a movimentação do ambiente que ele estava, foi quando eu senti uma forte corrente elétrica passando em meu corpo. A única coisa que eu pude ver, é que era um homem e tinha o brasão da Hydra no sobretudo que ele usava.
Parando para pensar, Romanoff não tinha um porquê de estar mentindo para Fury, já que eles sabiam que em Marrocos, era uma das principais áreas que a H.Y.D.R.A. tinha em foco para manter uma base fixa. Tudo bagunçado e fora de ordem, às pessoas não desconfiariam de nada, principalmente de um homem com um brasão meio povo meio caveira.
- Eu acordei em uma sala, sentada em uma cadeira com punhos e tornozelos amarrados. Meu equipamento estava em uma mesinha ao lado, eu consigo me lembrar de tudo. – Romanoff respirou fundo.
- Eles falaram nas exatas palavras, “Você tem duas opções, ajude a gente por bem, ou ajude por mal”. Eu me debati, fiz o que pude para poder me soltar, mas as trancas, que eu deduzo que eram de ferro, estavam bem fechadas. Eu fiquei dias e dias sentada lá, ainda mais pelo fato de que eu neguei, então conforme a minha negação, eles começaram a manipular a minha mente com sequências de palavras e números... Eles fizeram isso durante dois anos e meio até eles terem certeza que eu estava sob controle deles. Por um tempo eu ficava mesmo no controle deles, só que quando eu estava sozinha dentro daquela sala grande, cinza e fria, eu ficava pensando em várias maneiras e modo de como tentar reverter, e fingir que o que eles faziam comigo estava dando certo. Eu sei que parece impossível, mas eu estudei muito para poder sair daquela sala e mostrar para eles que eu estava, sem dúvidas, do lado deles e iria ajudá-los. Até eu conseguir uma pequena falha e saber qual seria meu destino, eu teria que ir até a S.H.I.E.L.D. sob o controle deles, pegar algo que Schmidt estava interessado...
- Schmidt? Johann Schmidt? – Capitão Rogers perguntou intrigado.
- Sim. – Romanoff mudou seu contado visual. – Eu também achei que você tinha o matado naquele dia.
- Continue, por favor, senhorita Romanoff. – Fury pediu.
Natasha voltou a olhar novamente para Fury e começou a contar.
- Até eu pegar a pasta, eu não sabia mesmo o que era, nem poderia imaginar o que era. A primeira análise que eu tinha feito, ao saber que teria que ir até a S.H.I.E.L.D. era matar o Capitão América, pois eu sabia desse acerto de contas deles, mas quando eu abri a pasta, estava escrito em negrito e em um tamanho bem razoável para ter a certeza que não era mentira, “Viúva Negra: Tesseract”. Depois disso, eu voltaria e eles me matariam... Caveira Vermelha desejava o Tesseract para poder colocar em uma das armas dele que na qual, eu não sei qual era... Eu não queria, mas aceitei com o objetivo de sair da H.Y.D.R.A. e poder voltar para a S.H.I.E.L.D., então fingi que a sequência deles tinha dado certo e que eles estavam no controle da situação, até o momento em que chegamos ao estacionamento onde a S.H.I.E.L.D. deixa seus agentes. Fingi o combate e despistei a escuta e a localização que eles tinham de mim.
Viúva Negra conseguiu omitir tão bem sobre Müller, que nem o próprio Fury suspeitou que faltava algo na história, nem mesmo qualquer outro a não ser Barton, que conhecia a amiga há um bom tempo; Fury agradeceu pelo depoimento e que qualquer coisa, ela teria que comparecer para falar com o governo caso suspeitassem de algo, fora isso, eles, principalmente Romanoff, estavam dispensados.
A caminho de seu cômodo, Romanoff sentiu uma mão puxando sutilmente seu braço, ao virar, ela se deparou com os olhos azuis que ela nunca se esqueceria de quem era. Barton. Gavião Arqueiro estava com ar de preocupação e tentando ler o que se passava nos pensamentos de Viúva Negra, apenas pelo o olhar da ruiva; Ele abraçou e deu um beijo em sua bochecha, depois desse gesto, os dois seguiram rumo ao dormitório de Natasha.
- Nat, está tudo bem mesmo? – Clint perguntou encostando-se na porta.
- Sim, só estou cansada, ainda mais de manter meu foco para não ser manipulada.
- Certeza? Eu conheço você, Nat. – Ele sentou ao lado dela.
- Sim, não tem com o que se preocupar. – Natasha segurou a mão de Barton e deu um beijo rápido na bochecha dele.
- Então vou deixar você descansar, qualquer coisa, me chame.
- Pode deixar, até, Clint.
- Até, Nat.
Mesmo confiando em Barton, Romanoff não queria arriscar e falar da Müller para ele, muito menos na base da S.H.I.E.L.D., mas sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria descobrir que ela estava escondendo alguma coisa. O que restava era descansar e rezar para que conseguisse se manter forte depois da notícia de sua morte, ela era a última que não queria machucar.
••


Doze horas depois. Dormitório da Romanoff.

Ela se levantou com um o rosto completamente inchado, andou até ao toalete e lavou seu rosto com aquela água gelada. Ao levantar o rosto, ela viu atrás dela. Romanoff virou bruscamente, mas a garota já tinha sumido.
Romanoff acordou assustada, o sonho foi tão real que ela teve a sensação que Müller estava ao seu lado. Com cautela, ela saiu de sua cama e foi para o toalhete, checou o local e logo em seguida fez sua higiene matinal. No caminho para a sala de reuniões, Romanoff passou por algumas salas que a fazia lembrar-se do Projeto 96 e sua consciência, culpava-se mais uma vez. Ao chegar ao corredor de reuniões, ela viu a porta aberta e com alguns dos membros dos Vingadores sentados na mesa quadrada, ao entrar na sala, ela deu um bom dia baixo e sentou do lado de Clint.
- Bom dia. – A loira falou ao entrar na sala. – Fury estará aqui em cinco minutos, enquanto isso, ele pediu para que vocês lessem esses relatórios. – A mulher falou, colocando os papeis na frente de cada herói.
- Qualquer dúvida... – Rogers começou a perguntar quando Fury o interrompeu.
- Eu irei tirá-las. – Fury falou entrando na sala. – Vingadores, reuni vocês aqui para podermos achar uma segurança maior para o Tesseract, vemos que Schmidt junto da Hydra, está completamente interessado nele. Pedi para que Jareau entregasse os relatórios de todo o conhecimento que temos sobre o cubo e com isso, nós vamos panejar e colocar em pratica a segurança do Tesseract, e com base disso, vocês teriam alguma ideia ou forma para podemos mantê-lo mais seguro?
- Podemos manter na cela feita para o Hulk. – Rogers sugeriu.
- Ah claro, colocar o cubo em uma jaula feita para um monstro enorme, até porque o cubo vai querer sair de lá. – Stark comentou. – Ou fazer um sistema avançado de segurança, um que ninguém conseguiu fazer até agora, sabe, tirando eu, é claro, e só teria acesso àquele que tivesse uma identidade única. – Stark se encostou à cadeira.
- Mandar para o lugar de origem seria mais sugestivo. – Romanoff falou o obvio.
- Não podemos fazer isso ainda, Romanoff, a Shield precisa dele ainda na terra.
- E espera que eles invadem o sistema e pegue no Tesseract?
- Não se o sistema for projetado por mim. – Stark se gabou.
- Considerando isso senhor, Stark, você já poderia começar a projetá-lo? – Fury pediu.
- Sim, lhe entrego em dois dias. – Stark levantou da cadeira, ajeitando seu paletó. –Fury. – Ele fez um gesto de despedida com a cabeça.
- E nós? – Romanoff perguntou.
- Acompanhe o senhor Stark e o ajude com as informações que vocês sabem da Hydra. Toda informação é valiosa para esse projeto... Ele já tentou uma vez, e quer tentar pela segunda vez. – Fury falou sério.
Rogers e Romanoff saíram da sala e foram logo atrás de Stark, que o mesmo não estava muito longe. Os três foram diretos para a Torre dos Vingadores, onde Tony começou a desenvolver, com a ajuda dos outros heróis, o mais novo sistema de proteção ao Tesseract, ou em outras palavras, P.S.T.T.T. Englobava de tudo desde senhas numéricas até registro ocular, fora o acesso particular de J.A.R.V.I.S. no sistema que poderia dificultar qualquer acesso fora dos registrados.
••


Quatro dias depois.

Enquanto isso, na base da H.Y.D.R.A., Müller ficou um pouco mais fria do que já era, desde a morte de Romanoff, ela mudou muito. Barnes estranhava o comportamento dela durante algumas missões e treinamento.
Ao decorrer da semana, Schmidt a convocou para comparecer em seu escritório para poder debater o que fazer com a missão designada para Romanoff e principalmente se Müller queria fazer a missão daqui alguns anos. Lógico que ele achou que iria falar sim, logo ao termino de sua proposta, ele não esperava escutar aquela resposta simples e calma de .
- Você aceita a dar continuidade à missão de Romanoff?
não pensou, nem fez menção que prorrogaria aquela conversa.
- Não, na verdade, eu preciso pensar, não sei se é exatamente isso que eu quero para fazer agora.
Caveira Vermelha bufou, levantou de sua poltrona reclinável, e foi para trás de . Parou centímetros dela, que fechou o punho com toda sua força caso ele tentasse ameaçá-la com algo ou outra coisa, certeza ela já estava desconfiada com todos daquele ambiente, menos do Soldado Invernal.
- Tenho certeza que seria uma ótima oportunidade para poder matar Capitão América e se vingar da morte da sua amiga Viúva Negra.
O ponto certo para poder fazer querer a missão.
- Mesmo assim, prefiro pensar um pouco. – Ela falou com a sede de vingança nos olhos. – O senhor terá minha resposta daqui a vinte e quatro horas, contando a partir de agora. – olhou para o relógio da parede que marcava exatamente vinte e duas horas e dezessete minutos.
- Ok, senhorita Müller. – Caveira Vermelha deu um sorriso vitorioso.
saiu da sala pensativa, não sabia se aceitava ou não, mesmo ela sabendo que isso era algo que Natasha nunca faria por ela, já que colocaria sua vida em risco. passou pela sala de treinamento de Bucky, olhou para dentro e o viu ensinando para outros soldados da H.Y.D.R.A. combate corpo a corpo. Ela andou a base completamente toda foi até a área externa da base. Pensou se aceitava dar continuidade a missão e pra quanto tempo deixasse isso acontecer. Um ótimo momento para poder fazer com que sua sede de vingança acabasse, e um ótimo momento de se manter ali quieta no seu lugar, apenas fazendo missões externas e em países próximos. voltou para seu quarto e ali ficou, deitada em sua cama, esperando que uma resposta caísse do céu, coisa que seria impossível de acontecer.
- Entre. – falou logo quando as batidas em sua porta pararam.
- Você não foi lá no treinamento. – Bucky falou ao sentar na cama.
- Eu não estou muito a fim.
- Romanoff?
- Também, tem a ver com tantos índices.
- Quais?
- Romanoff, Missão incompleta, Capitão América, Vingança, incerteza... – sentou-se na cama.
- Ele passou a missão dela para você?
- Sim, e eu não sei se pego ou não.
- Você tem prazo para falar a resposta?
- Menos de vinte e quatro horas.
- Você não é obrigada a fazer isso, .
- Eu sei, mas é complicado, pelo mesmo se eu aceitar, eu posso escolher quando vou executá-la.
- Dá mais tempo de você pensar se termina o que ela começou ou se vinga.
- Eu pensei nisso quando estava lá fora, acho que farei isso.
- Isso o que, ?
- Aceitar e até lá, escolher a forma de executar a missão.
- Uma escolha lógica.
- Assim espero. – suspirou. – É muita pressão sabe? Eu só tenho oito anos de idade, e olha o que eu faço!
- Eu entendo, mas infelizmente as coisas aqui não tem medida, nem aqui e nem nesse mundo afora. Quer ir treinar um pouco ou sair pelas ruas de Munique?
- É sério? É madrugada, quase duas.
- Sério, vamos, você sabe que é apenas meia noite e alguns segundos. Para onde você quer ir?
- Não sei, que tal um sono bem relaxante? – Ela deitou na cama.
- Nada disso, anda escolhe.
- Treinamento é mais amigável.
- Ok, então. – Bucky deu um sorriso de lado. – Vamos, criança.
- Hei, sou mais forte que você.
- Sei. – Bucky balançou a cabeça de como concordava ironicamente.
Durante o treinamento, conseguiu colocar todas suas ideias em ordem e claro, contou tudo ao Barnes que o mesmo, revelou uma das suas missões que iria acontecer daqui a dez anos e que talvez, ela poderia juntar as missões e executá-las juntas, algo que não seria tão ruim, já que ambos teriam um único “alvo” traçado desde aquele dia. Também, já estaria com seus dezoitos anos e seria mais fácil colocá-la em uma missão junto a dele. Seria mais fácil e prático para convencer Schmidt. Eles terminaram o treino e voltaram para seus dormitórios, Müller ficou esperando dar as vinte quatro horas, acordada sem pregar o olho.
••


Ela saiu do quarto. Depois de fazer sua higiene matinal, comeu alguma coisa que nem ela mesma prestou atenção ao pegar e tomou seu café extremamente forte e quente. Fez seus treinamentos e passou seu tempo livre na aérea externa da base. Como ela estava acostumada a fazer, ficou esperando dar o horário para poder ir ao escritório de Schmidt.
Ao termino do prazo de vinte e quatro horas de , ela encaminhou até a sala do Caveira Vermelha, esperou que a reunião dele terminasse para poder conversar com ele.
- Com licença. – falou batendo na porta.
- Entre, senhorita Müller. – Schmidt estava com a cadeira virada de costas para .
- A resposta é sim, aceito a dar continuidade à missão da Romanoff. – falou firme e decidida.
- E para quando? – Schmidt virou a cadeira.
- Daqui há... Dez anos.
- Junto comigo. – Barnes entrou na sala. – Ela vai junto comigo.
- É muito tempo! Vocês estão achando que podem fazer a hora que quer? – Schmidt alterou o tom de sua voz.
- Ela vai estar com dezoito anos. Pense bem, Senhor, seria mais útil para aquilo que você quer e ninguém desconfiaria. – Bucky falou se aproximando de Schmidt.
- Isso não quer dizer nada, o prazo tem que ser curto.
- Ou as missões se juntam ou eu não dou continuidade, o senhor escolhe!
Schmidt ficou tomado de raiva com a petulância de em fazê-lo escolher. Ele parou na frente de Müller e olhou nos olhos dela, quase a matando com o olhar, que a mesma nem se intimidou da forma que ele a olhava.
- Tudo bem, mas quero esse Tesseract em minhas mãos no primeiro momento que você tocar nele, deixe qualquer um para trás e trague-o para mim.
- Sim, senhor. – respondeu vitoriosa.
- Podem se retirar. – Ele respondeu ainda muito nervoso.
Barnes e Müller saíram da sala e foram direto para e elevador. No caminho, ambos comemoraram a vitória deles terem juntado as missões e que iria poder ajudar um ao outro, estava se sentindo mais segura com a presença de Barnes na missão. Ao sair do elevador, eles foram fazer o que precisavam e também as missões designadas a eles.
••


2009. 15 de Janeiro.

acordou às cinco da manhã, como todas as manhãs. Levantou, colocou uma roupa de sair, fez suas higienes matinais e pegou a jaqueta de couro que era de Natasha e a colocou saindo de seu quarto; enquanto ela ia em direção ao refeitório, um dos soldados, que também treinava com Barnes, chegou ao lado de e passou seu braço em volta do pescoço da garota.
- Parabéns. – Ele cochichou no ouvido de .
- Engraçadinho você em, Hanks, hoje não é meu aniversário. – tirou o braço de Hanks de seus ombros.
- Claro que é, vi na sua ficha, Baby. – Hanks colocou o braço nela novamente.
- Você anda mexendo na minha ficha? É sério isso? E você acha que eu ia deixar minha data de nascimento ali exposto para qualquer um ver. - parou de andar e tirou novamente o braço de seus ombros, ela torceu o mesmo, deixando Hanks gritando de dor. – Pergunte ao Bucky. – Ela apontou para o Soldado que vinha em direção dela e de Hanks. – E soltou o braço.
- , está tudo bem aqui? – Bucky falou sério.
- Está tudo ótimo, não é, Hanks?
- Sim, Barnes. – Hanks fez um sinal de comprimento com a cabeça e logo se retirou massageando seu braço.
- Hanks. Ele fez alguma coisa?
- Não, está tudo bem, só quis bancar de “pegador”. – Müller fez aspas com os dedos.
- Idiota. – Barnes suspirou pesado. – Vamos, temos quer fazer algumas coisas para o Schmidt.
- É sério? Hoje é meu dia de folga.
- Sim, vamos tomar o café e ao meio dia você me espera no portão um de saída.
- Com o uniforme?
- Não, pode ser roupa normal.
- Está bem. – revirou os olhos. – Não está se esquecendo de nada? – Ela perguntou referindo-se ao seu aniversário.
- Não. Ah! – Barnes falou e abriu um sorriso. – Esqueci de engraxar minha bota.
fechou o sorriso. Ela ficou esperando e esperando e esperando, trocou de roupa milhares de vezes, mas mantinha a jaqueta de couro; Ela foi para o Portão Um para ficar esperando – mas ainda – o Soldado Invernal. O que ela não esperava era que eles não iam comemorar o aniversário dela da forma mais discreta possível.
viu um homem alto e moreno se aproximando, os cabelos levemente molhados com uma jaqueta jeans e blusa branca, luvas de couros em suas mãos, assim ele escondia sua mão biônica. Por alguns instantes era impossível não olhar para ele e não achá-lo completamente sexy, ainda mais com aquele cabelo molhado e aquela jaqueta jeans. Ele chegou mais perto e depositou um beijo na bochecha de , pegou o braço dela e colocou suavemente em seu braço.
- Para onde vamos? – perguntou.
- Você vai ver.
- E estamos disfarçados?
- Sim. – Barnes mentiu com um sorrisinho safado.
- Eu só não sei por que isso tinha que ser justo hoje.
- Você vai gostar.
- E desde quando se... Por que você está subindo em cima dessa moto?
- A cada ano, essa sua mania aumenta de ficar perguntado.
- Engraçadinho. – mostrou a língua.
- Quer ajuda para subir, ?
- Eu estou bem, só não vai muito rápido, ok?
- Ok, a senhorita manda.
riu e subiu na moto. Agarrou na cintura de Bucky – literalmente agarrou na cintura por medo da moto, afinal, era a primeira vez que ela andava em uma moto, ainda mais com Bucky, que tinha seu “histórico” de andar voando com a moto muito destacado na H.Y.D.R.A., mesmo ela confiando nele, não poderia confiar no lado aventureiro dele.
••


Barnes parou em frente a uma lanchonete com um clima retrô; sentaram perto da janela e no último banco de coro azul turquesa. No local, tocava Jailhouse Rock, tirava a jaqueta em quando Barnes ia até o balcão, ele fez um pedido no balcão e logo voltou com uma porção de batata frita com cheddar e duas Coca-Cola e colocou na mesa.
- Nós viemos investigar as batatas com cheddar? Ou foi só um pretexto para sair comigo?
- Segunda opção. – Barnes deu um gole em seu refrigerante, entre sorrisos.
- Não precisava inventar uma missão para podermos sair juntos, você sabe, quando o assunto sair e envolve comida, eu aceito. – riu.
- Eu sei, mas não foi por isso, é outro motivo. – Barnes fez um sinal com a mão.
Uma garçonete de patins parou ao lado da mesa deles e colocou um bolo de morango em cima da mesa com duas velas acesas. Dezoito anos. Pendurado no braço da garçonete, havia uma pequena sacola branca com a escrita preta da Pandora; A garçonete colocou a sacola nas mãos de Barnes e saiu ao desejar um “Nós do Jukebox Burger desejamos um Feliz Aniversário a você, ”.
- Achou que eu tinha esquecido o seu aniversário, ? – Bucky tinha um sorriso bobo nos lábios.
- Sim. – falou sem jeito. – Achei que você só lembrava porque não tinha nenhuma missão perto do dia.
- Eu lembro três meses antes, assim eu penso no presente que te dar... Parabéns, minha pequena. – Bucky segurou a mão de .
- Obrigada.
- Agora assopre as velas e faça um pedido, e pode deixar, nada de parabéns para você.
riu e assoprou as velas e fez um único pedido, que pelo resto de sua vida, nada acontecesse com Bucky, só alguns vermelhões ou hematomas, mas nada de ruim. Ela não queria perder mais alguém especial para ela e que amava tanto neste mundo. A garçonete voltou com dois pratos, garfos e uma espátula de cortar bolo, colocou os pedaços nos pratos e deixou que eles se servissem.
- Morango. – falou de olhos fechados ao sentir o sabor do bolo.
- É, um passarinho azul me contou que você gosta de morango, feliz aniversário. – Bucky falou, entregando a sacolinha da Pandora.
- Não precisava, Bucky. – soltava o laço branco que fechava a sacolinha.
- São dezoito anos, eu não ia deixar passar sem dar nenhum presente.
- Você diz isso todos os anos.
tirou uma pequena caixinha de dentro da sacola, ao abrir a caixinha, ela pegou o colar prata onde estava escrito “DarkStrow”. Os olhos castanhos dela brilhavam por dois motivos, primeiro, ela amou o presente e segundo, porque ele não tinha esquecido a conversa deles há quase cinco anos atrás.
- Você coloca em mim? – pediu.
- É claro.
Bucky foi para o lado de para colocar o colar, enquanto ele colocava o colar, prestava atenção no movimento da rua, os detalhes do bolo, do restaurante, tudo o que estava acontecendo a sua volta e principalmente, aquele momento com Bucky, já que alguns meses eles teriam uma missão que de todas que ela já fez, aquela era a mais importante.
agradeceu. O colar, era sem duvidas o presente mais lindo que ela já tinha ganhado em sua nova vida, apesar de que ela só ganhava presente de duas pessoas, Barnes e Kiyoko, isso antes dela perder Romanoff. Eles terminaram de comer o bolo, e o restante pediram para guardar para viagem, claro que não ficaria naquela comemoração com um bolo, fritas e o presente. Bucky a levou para o parque Tiergarten, andaram um pouco, tomaram um sorvete e por fim, no cair da noite, eles voltaram para a base da H.Y.D.R.A.
- Enfim chegamos, e eu não corri com a moto. – Bucky falava tirando o capacete.
- Ainda bem, porque eu não ia aguentar, teria que esmagar você. – sorriu.
- Não ia sair pilotando rápido, você pediu que eu não fosse rápido.
- E eu agradeço. Vamos, o jantar aqui só vai sair às nove horas e eu quero ainda comer um pedacinho do bolo.
- Passo lá daqui a quinze minutos. Tenho que tomar um banho e falar com Schmidt.
- A missão? – Müller falou séria.
- Sim, a missão.
- Ok então. Te espero daqui a quinze minutos.
- Guarda um pedaço para mim, hein! – Barnes falou indo para outro caminho.
- Pode deixar.
virou o corredor para poder ir ao seu dormitório, ela estava com a cabeça baixa mexendo na sacola, e esbarrou em uma das pessoas que trabalham na H.Y.D.R.A. Ela olhou para trás para se desculpar e viu que era o mesmo homem. Ela fechou os olhos e respirou profundamente para manter a paciência com o soldado.
- , você me disse que hoje não era seu aniversário, mas vejo que você me enganou. – Hanks alterava o olhar dos olhos de Müller para a sacola onde estava o bolo e as velas.
- E?
- E, só isso que você vai falar?
- É, não vejo o porquê de falar mais coisa.
- Você faz aniversário e não me fala nada? Como vamos poder comemorar juntos? – Hanks disse colocou as suas mãos na cintura de .
- Podemos começar com você tirando essas mãos de mim, depois, eu já disse que não é meu aniversário. – tirou as mãos de Hanks.
- E por que eu vi a cientista Kiyoko colocar um presente no seu quarto?
- Por que você estava vigiando o quarto de ?
Bucky estava sério e já com seu uniforme da H.Y.D.R.A. Seus braços estavam cruzados na altura do tórax, seus olhos fitavam com raiva Hanks que o mesmo não sabia o que responder para Barnes.
- Responde! – Barnes levantou o tom de voz.
- Eu quero passar o aniversário com ela, eu tenho planos incríveis com ela. – Hanks falou disparado e desafiador.
- Espero que esses planos incríveis não estejam inclusos algo como...
- Estava, e como estava, e pode ter certeza que já está tudo planejado. – Hanks falou desafiador e com um sorriso malicioso nos lábios.
- Querendo ou não Hanks. – foi para o lado de Bucky, evitando que uma briga começasse entre os dois. – Eu e Bucky, sabe, já estamos juntos há um bom tempinho, né, amor? – deu um beijo rápido nos lábios de Bucky.
- É verdade? – Hanks perguntou inconformado.
- É claro, por que eu mentiria? Né, Bucky?
- Sim. – Barnes disse confuso.
Hanks saiu revoltado e esbarrando em Barnes, inconformado com a ideia de Müller e Barnes estarem juntos há algum tempo, já que ele seguia praticamente todos os passos de dentro daquela base.
- Me desculpa. – Müller pediu pelo beijo.
- Tudo bem, isso não vai sair daqui. – Bucky deu um sorriso encantador.
- Ainda bem, por que até porque foi a melhor parte de hoje. – Ela sorriu e saiu andando.
Foi uma indireta? Ela assumiu que o beijo foi melhor até que o presente? Bucky riu da situação e se não fosse por alguns motivos, ele investiria nesse relacionamento. Bucky foi logo atrás dela, que ainda mantinha aquele sorriso ao sair do lado do Soldado.
foi para seu dormitório acompanhada de Bucky, eles comeram alguns pedaços de bolo e conversaram e o assunto principal, a missão; como dali a dois meses era a missão, ele estava repassando as ordens do Caveira Vermelha. Müller escutou atentamente e assentiu todas as ordens menos, a parte que mesmo pegando o cubo ela teria que voltar para Munique sem Barnes, e mesmo insistindo que não faria isso, Barnes foi obrigado a fazer com que aceitasse as ordens e que ele voltaria sã e salvo.

••


Bucky não tinha conseguido fechar seus olhos e descansar, ele estava pensando nas palavras da morena, será que eram reais aquelas palavras ou ela apenas brincou com o rapaz? O beijo foi bem rápido naquela situação, mas foi bom e até demais. Os lábios dela era macios e doces que ironicamente lembrava o gosto de morango, os olhos delas tinham um brilho único que combinava certinho com a cor rosada dos lábios, era linda até com o cabelo bagunçado quando saía do treino. Ele sem duvidas estava fazendo uma analise completa da garota em quanto não sentia vontade de dormir, na verdade, a única vontade que ela sentia era ir até e tirar satisfações.
Mas não tinha o porquê, eles só eram amigos. Ele não precisava ficar preocupado com o que ela sentia ou deixava de sentir por ele. Bucky dormiu pensando na hipótese de sentir algo por ele, na verdade, era mais ele está sentindo algo por ela e nunca ter percebido por conhece-la desde pequena.
No dia seguinte, Bucky estava de “folga” então não ia treinar , apenas vê-la treinando e talvez sair pelas ruas de Munique; tomou um banho rápido para se despertar, colocou uma jaqueta e uma blusa azul marinho e deixou o cabelo molhado como sempre fazia. Andou até o quarto de sem pressa, pois sabia que daqui dois minutos ela só estaria andando pelo corredor. E ele a viu, saindo do quarto com uma blusa xadrez vinho amarrada na cintura e amarrando o cabelo em um coque firme.
- Olá, Bucky, bom dia. – Ela o abraçou e depositou um beijo na bochecha.
- Bom dia . – Disse formal demais, nunca usava o nome dela.
- Está tudo bem? – Começou a andar. – Você nunca me chama pelo meu nome.
- Eu estou sim.
- Sei. – Olhou o soldado rapidamente. – Seu dia de folga é hoje? Vai levar alguém para sair hoje?
- E quem eu levaria? – Eles viraram o corredor.
- Não sei, alguém como aquela cientista.
- Não mesmo.
- Bucky. – Ela parou. – Você está bem mesmo? Você está me respondendo com frases curtas, não vai levar a Luise para sair e nem se quer está dando trabalho de esconder o que quer que seja, de mim.
- Eu estou bem. – Barnes se aproximou de . – Não se preocupe. – Deu um beijo no topo da testa da garota.
- Espero que não seja a missão.
- Confie, não é a missão.
- Eu confio em você.
Bucky começou a andar deixando uma distancia entre ele e , que permanecia parada e olhando ele se distanciar.
- Mas você está me deixando preocupada.
Ela disse e um tom baixo, ainda parada o observando a se distanciar; A agente se despertou de seus devaneios e caminhou ate o refeitório, pegou seu café da manhã e sentou em uma mesa distante de Barnes, na verdade, ela sentou-se na mesma mesa de sempre. Barnes ficou em uma mesa com o soldado Canto e os outros soldados, nem sempre ele conversava com eles porem sempre alternava seu olhar para a garota.
mal tinha tocado em sua torrada com geleia, só tomado seu café. Que falta fazia Natasha nessas horas, Müller já se sentia sozinha e era pior quando ele se fechava do nada e nunca queria contar para ela, desse modo o que a ajudava era os treinamentos e as missões. Se levantou, jogou fora o que restou e colocou a bandeja do lado da lixeira. Foi para seu quarto fez sua higiene e pegou a pasta das suas missões.
- Você não tem missão hoje. – Bucky disse encostado no batente da porta.
- Percebi.
- Quer fazer alguma coisa hoje?
Era ela que ia sair com ele hoje, agora tinha entendido, dele não querer levar a cientista.
- Não sei. – Se virou e encostou-se à escrivaninha. – Tenho que vê se os soldados não vão precisar de mim.
- Eles não vão precisar. – Ele esticou a mão. – Vamos.
- Não sei.
- .
- Bucky, é sério, eu não posso sair assim, eu peguei o lugar da... – Engoliu a seco o nome. – Nat.
Ainda era difícil dizer o nome ou o apelido de sua melhor amiga, podia se passar anos e anos ela nunca ia conseguir superar. era agora a mais nova professora de armas e luta básica. Para uma adolescente de dezoito anos, ela era uma excelente professora.
- Eles não vão precisar, eles estão lá com você por um motivo que você já sabe. – Ele se referia as curvas de .
- Então vamos. – segurou no braço de seu amigo.
Era de manhã ainda, então eles tinham muito tempo para passarem juntos. Bucky parou sua moto no estacionamento do Sea Life, desceu a moto e ajudou a a descer, eles prenderam os capacetes na moto e foram comprar o ingresso do Sea Life. Era lindo, um ambiente um pouco escuro por conta dos animais marinhos, em algumas partes do Sea Life eram com tuneis onde podia se ver os tubarões, raias e outros animais aquáticos, era maravilhoso de se ver, estava maravilhada com o lugar que James tinha escolhido para eles irem viajar.
- É lindo! – disse olhando atentamente o túnel com agua viva.
- Realmente, muito lindo. – Ele disse a fitando intensamente.
Só tinha eles naquele lugar, era como se fosse proposital estarem só no meio da tantas duvidas, de tantos sentimentos.
Seus olhos a acompanhava, nada ao seu redor chamava tanta atenção quanto , apenas nela. A garota se aproximou da parede de vidro, puxou seu cabelo para o lado deixando seu pescoço a mostra e sexy. O Soldado se aproximou dela sutilmente tirou a luva de sua mão e acariciou o braço dela, fazendo a arrepiar com seu toque.
- O que mais quer fazer? – A voz de Bucky saiu fraca e um pouco rouca – sexy.
- Não sei, que tal ficar aqui até fechar e entrar e um aquário vazio? – Ela riu sabia que Barnes não ia aceitar.
- É o que você quer?
- Eu disse você está estranho. – Ela se virou. – Você não ia aceitar essa ideia, e agora aceita.
James não falou nada, apenas sorriu de lado e se afastou de . Colocou sua luva e segurou a mão dela para eles poderem andarem. Eles andaram por mais um tempo e depois sentaram em um dos bancos que tinha na praça de alimentação – dentro do Sea Life. Quando estava perto do horário de fechar, eles foram procurar uma das piscinas ou tanques sem está em uso em quanto Barnes ficou a procura, Müller com um celular que ela só usava para Hackear alguns aparelhos eletrônicos, ficou perto da cabine central de monitoramento das câmeras. Ela desativou as câmeras que eram do trajeto deles saírem e foi até o local que eles tinham combinado de se “esconderem”.
- Oi. – Ela sentou ao lado dele.
- Tudo certo?
- Você quer mesmo fazer isso? Não é necessário. – Ela o alertou.
- Sim, eu quero. – Ele olhou nos olhos dela.
- Ok então. Agora é só esperar.
se encostou na parede e fechou os olhos, respirou fundo. Não era para nada daquilo estar acontecendo, não era para estarem juntos ali e muito menos ele ter aceitado a ideia dela, ele nunca aceitava as indiretas de Müller para ficarem juntos – sozinhos – e agora, do nada, ele havia aceitado. Isso realmente não era para estar acontecendo. Os minutos demoraram para passar, era uma eternidade para eles. olhou seu relógio de puls,o já que tinha desligado seu celular, eram quatro horas e cinquenta oito minutos, faltava tão pouco para fecharem e por sorte, aquela área não era tão monitorada pelos seguranças.
- Cinco horas. – Bucky avisou levantando. – Vai ficar ai?
estava paralisada, não podia ser verdade, ele realmente estava colocando em pratica. Lá estava Barnes tirando as luvas e a jaqueta, logo em seguida ela pôde ver a cicatriz, mas seus olhos focaram em outra parte, focaram especialmente no tórax e abdômen do soldado. Completamente definido.
tirou sua jaqueta xadrez, sua calça e seu tênis, pensou inúmeras vezes se tirava ou não sua regata depois de receber uma encarada – que por si só dizia para ir logo – de seu amigo, ela riu envergonhada e foi até ele que já estava na beira da piscina.
- Não vai tirar?
- Não, eu coloco a xadrez depois.
- La fora vai estar frio quando sairmos.
- Não vamos voltar tarde. – Sentou-se na beira da piscina.
- Eu tinha planos de voltar depois das dez horas.
- Bucky!
- Deveria tirar.
Aquele olhar, aquele maldito olhar a deixava sem jeito, ele sabia muito bem como fazer isso. Era bem mais que “apenas olhando”, era como se ele já estivesse tirando a regata que ela usava. Com as bochechas coradas, ela tirou sua regata e jogou na direção que tinha deixado sua muda de roupa, enquanto Barnes já mergulhava. Estava extremante sexy, seu cabelo comprido a deixava mais caliente, mas isso não fazia diferença, ele a seduzia do mesmo modo. Ele a deixava com a respiração falha, ele a deixava sem rumo. Involuntariamente, seus sentimentos nasceram por ele, e faziam apenas dois anos que ela tinha tomado conhecimento de tal amor que muitos livros e filmes falavam.
Barnes nadou até ela, e apoiou seus braços na piscina, ele mantinha seu olhar fixo na parede a sua frente, onde alguns minutos atrás eles estavam encostados.
- A água está fria, se eu fosse você não entrava. – Provocou.
- Não tenho cisma com água fria.
- Estou percebendo, está sentada até agora. – Ele riu.
- Isso não quer dizer nada. – Ela entrou na água. – Meu Deus, que gelo!
- Eu falei. – Ele gargalhou e mergulhou. Foi até o meio da piscina. – Vem até aqui.
mergulhou até ele, os dois ficaram se encarando por longos segundos e depois mergulharam, a piscina que eles acharam tinha uma parede de vidro o que levaram a imaginar que algum momento aquele lugar foi um abrigo para algum animal marinho. Ao voltarem para a superfície para apenas receber mais oxigênio, Barnes a puxou para baixo mantendo seu corpo colado ao da garota, sua mão passou pelas costas delas delicadamente fazendo o contorno das curvas delas até chegar ao rosto dela e acariciou o mesmo. Por sorte, ele agradecia de poder sentir a pele macia dela ainda em seus dedos e segurando o rosto dela, Barnes a aproximou mais ainda e selou seus lábios. Por quanto tempo ela esperou esse beijo, e só agora pôde sentir de verdade. Eles voltaram para a superfície da água.
- Quanto tempo? – Ele indagou.
- O quê?
- Que você gosta de mim.
- Como assim? – Se fez de desentendida.
- , por favor, não se faz de desentendida.
- Não tem um tempo certo. – Mentiu. – Só aconteceu ontem, e mais nada.
- Não parece.
- Eu imagino. Mas vai fazer diferença? Digo, você não vai sair e me deixar aqui, sozinha?
- Não faz diferença. – Se aproximou dos lábios dela. – Pois eu ainda vou continuar a beija-la. – E selou seus lábios com os de .
O beijo aumentava com muita intensidade, ele a puxava para mais perto a cada segundo, a cada milésimo de segundos que aquele beijo durava. Nadaram até a borda da piscina – ele mais a empurrou do que nadaram – parou o beijo para retomar o ar e sair da piscina depois de afasta-lo de si com cuidado, James sem entender nada foi atrás dela até o armário com toalhas.
- , está tudo bem?
- Sim, só que não estou acostumada a beijar dentro da água. – Ela o olhou. – É só estranho, é algo que não era para acontecer nem passar pelo pensamento de nenhum dos dois, e olha o que aconteceu.
- Isso não vai interferir em nada. – Bucky disse calmo. – E vai falar que em nenhum momento não veio à vontade de hesitar o beijo. – Colocou um fio de cabelo atrás da orelha de .
- Eu não quis hesitar, chega, vamos embora. – A jovem estava vermelha.
- Vou me vestir. – Ele sorriu e a beijou.
Müller foi o caminho todo quieta sem falar nada, mesmo voltando de moto para a base, ela estava quieta demais, nem mesmo reclamou da velocidade da que Barnes ia. Seus pensamentos estavam em um único objetivo, em um único por que, ela não sentia que estava fazendo o certo nem mesmo o errado. Ele quis beija-la e ela também, mas por que sentia toda aquela raiva dentro de si por ter o beijado?
No percurso todo, ela foi pensando naquele beijo tinha um significado para ela. sabia, ele era mais velho que ela, experiente em todos os sentidos e ela uma garota que nem sabia o que era realmente o amor; Podia ser momentâneo o que ela sentia ou só por ele ser homem, eram tantas hipóteses que nem queria mais pensar sobre elas e ele. Os dois chegaram à base da H.Y.D.R.A. já era meia noite e alguma coisa, pouco se importava com os minutos naquela altura do campeonato.
Desceu da moto sem se incomodar se o capacete ia cair do banco – onde ela colocou – andou em passos firmes e rápidos, ela entrou na base indo em direção do seu quarto, ela agradeceu por não estar com sua bota que mesmo com um saltinho pequeno fazia mais barulho. Bucky foi logo atrás dela sem mesmo em preocupar se alguém pegaria a moto, já que o mesmo havia deixado a chave no contato. fechou a porta e a trancou se afastou – devagar – dela sentindo seus olhos transbordarem, Bucky batia freneticamente na porta e chamava por ela, com o tom de voz alterado – não muito. Depois de um tempo ele parou de bater deixando se vencer pelo cansaço, ele mantinha sua mão espalmada no lugar e sua testa encostada na madeira, ele sabia que, de fato, algo aconteceu, e foi ai que toda sua ficha caiu, ela não gostava dele como o mesmo pensou naquela manhã. Foi um grande erro beija-la.
Ele tinha interpretado errado, e não tinha como voltar atrás e explicar que só queria beija-la. Afastou-se da porta e a encarou cerrado pulsos, respirou fundo e foi para seu dormitório, precisava pensar no que fez e no que sentiu por ela. Mas era inevitável assumir para si mesmo que precisava mais dos lábios dela, aquele sabor único que eles tinham comprovou que foi o melhor beijo que ele já deu – pelo menos era o que ele se lembrava. Fechou a porta com um empurrão, nem se deu o trabalho de trancar, tirou apenas sua blusa preta e as luvas e jogou elas em qualquer lugar. Aquela garota tinha o deixado louco, brincado com sua imaginação, como será que era ela em um relacionamento? Como ela agiria em um lugar mais privado ainda? Ele a amava e muito. Só nunca quis assumir para si mesmo que todo esse tempo, ele a desejou de corpo e alma tocar cada centímetro daquela pele macia, o perfume dela enquanto se abraçavam, e aquele dia, naquela maldita piscina, ele teve a certeza que era isso que ele queira. Não teria ninguém que atrapalhasse ele, ele faria de tudo para os dois ficarem até o último momento que ele imaginava.

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estava sentada na banheira enquanto ela enchia. Encolhida e abraçando suas pernas ela repetia para se mesmo que se envolver com Barnes não era a melhor hipótese que ela já tinha em mente, ela queria distância desse amor ou atração seja lá o que era. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar, ela fechou a torneira e deu graças ao bom Deus por ela ser a melhor agente da H.Y.D.R.A. por ter a banheira em seu dormitório.
Saiu enrolada em sua toalha e colocou seu pijama, e o inesperado ela fez, colocou o criado mudo encostado na porta mesmo com ela ainda trancada, colocou seu colchão no chão junto de seus cobertores e dormiu com seus devaneios mais embaralhados que cartas de baralhos. Virava-se tantas vezes no colchão que já poderia considerar que seu cabelo estava com mais nós do que antes.
- Mas que merda, o que estou fazendo? – Socou o colchão. – Eu não posso, além de passar por cima das regras da Hydra, Bucky é mais velho que eu, eu não posso mesmo o amando. Eu nem sei o que é amar, pode ser só, eu desisto de tentar entender. Só queria alguém que pudesse realmente me ajudar, alguém que me amasse.
Müller se ajeitou novamente, e tentou dormir sem se preocupar com que poderia acontecer amanhã. Um beijo ou talvez um nada aconteceu.
Ela acordou com o travesseiro em sua cara e com o corpo descoberto, sua cabeça estava pesada e seus olhos estavam difíceis de abrirem. se levantou, escolheu uma roupa qualquer e foi fazer sua higiene matinal. Saiu de seu quarto colocando o colar que tinha ganhado de Barnes e escondeu o mesmo debaixo da blusa preta e mexendo no elástico de cabelo que estava em seu punho, era um sinal de nervosismo, ela queria conversar com ele, mas ao mesmo tempo ela não queria. Ficou tão concentrada em seus pensamentos que nem percebeu que automaticamente já estava na frente da porta do refeitório, parada e encarando.
O corredor vazio, o som das conversas vindo lá de dentro, e aquele corredor só dava para escutar os batimentos do coração da morena e os passos do soldado atrás dela. Sua respiração acelerou. Seu coração disparou. Suas mãos suavam frias e sentiu sua voz falhar quando sentiu os lábios húmidos encostarem-se a seu pescoço, os lábios dele fez ela se arrepiar toda. A jovem se virou para ele que o mesmo a encarava com desejo e amor.
- Você está me evitando ou estou enganado? – Ele perguntou disparadamente.
- Você está enganado, por que eu evitaria meu amigo?
- Por causa de ontem.
- Está tudo bem, não tem problemas. – Ela deu os ombros.
- Tem muitos problemas.
- E quais são? – Encostou-se na parede.
- Nós dois, . – Bucky falou sério. – Você é o meu problema, depois que eu te beijei, você se tornou o meu problema. Não me interessa quantos anos sou mais velho, ou as regras de convivência da Hydra, ou se Adam gosta de você ou o que você está sentindo agora. – A puxou pela cintura. – Eu te amo! Eu não vou deixar isso passar assim por um simples beijo.
- Bucky, você não sabe o que está dizendo, foi só momento, tudo, desde o que você sentiu até os nossos atos. – tentava manter o controle.
- Não, ! Não foi momento, foi real, mais real que eu já senti em toda minha vida. – Bucky não se lembrava daquela garota que há anos atrás balançou seu coração. A H.Y.D.R.A. o fez esquecer. – Eu passei muito tempo tentando entender por que você, por que eu te amo tanto e não acho explicação nenhuma.
- Bucky, chega! – Ela o empurrou. – Isso está errado, muito errado.
- Vai me dizer que não sentiu nada quando eu te beijei?!
Müller ficou em silêncio.
- Me responde!
- Sim, eu senti, claro que senti!
- Então por que você está lutando contra isso? – O homem acariciou o rosto dela.
- Porque é necessário. Está errado, você não vê? Primeiro, olha a diferença de idade, mais de cinco anos, você sabe o que é isso? – Ela começou a se alterar. – Não podemos quebrar uma regra da Hydra, você sabe quais são as punições. Eu nem sei o que é amor nem os derivados dele! E não é com você que eu pretendo descobrir. Eu te amo ‘tá legal! Eu te amo, mas não vai acontecer na...
Pela a altura dela, Barnes teve que se curvar um pouco para beija-la, ele puxou para mais perto de seu corpo enquanto ela “lutava” para não continuar o beijo, mas ela o amava – era o que ela achava – e não conseguia resistir aquele beijo, muito menos de ficar envolvida nos braços dele. Pararam o beijo devagar apenas para recuperar o ar, por sorte o corredor ainda estava vazio.
- Nós podemos arriscar. Você me encontra depois do treino lá no meu quarto? – Barnes a convidou.
- Sim, vou depois que eu terminar tudo. – concordou.
- Então. – Ele falou perto dos lábios dela. – Vamos entrar? – Sua voz saía extremante sexy.
Ela sorriu e saiu indo em direção do refeitório, Barnes sorriu de lado pela “vitória” e colocou a mão no bolso. Os dois entraram lado a lado como sempre faziam, pegaram seus respectivos cafés da manhã, e conversaram até o último segundo que eles tinham, já que ia passar um treinamento de campo para algumas agentes novas e Barnes tinha os afazeres designado pelo Johann.
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Em seu ponto, escutou Barnes avisando para encontra-lo no dormitório dele depois das dez horas da noite. Era o horário que todos já estariam nos dormitórios e os únicos acordados seriam o que faziam a segurança da base, todos do lado de fora. Não era tão simples, ainda tinha as câmeras e teria que usar seus poderes, o que ela não gostava muito já que não tinha o total controle sobre eles.
De pijama, ela saiu de seu quarto e analisou o corredor, a cada câmera que ela se aproximava, ela a virava para cima, apontando cada uma para o teto até chegar no quarto dele. Bateu na porta na mesma forma que fazia o velho código morse; Como ele já conhecia o apelido dela, ele destrancou a porta e deixou. O homem estava sem blusa, apenas com uma calça de moletom cinza escuro, os cabelos apresentavam que ele tinha saído do banho há alguns minutos atrás. Ele deu passagem para que ela pudesse entrar no dormitório.
- Por onde vamos começar? – Ela foi direta.
Ele se aproximou dela, segurou o rosto da garota com as duas mãos e selou rapidamente seus lábios, em um beijo rápido e calmo.
- Bucky, é sério. – Se soltou das mãos dele, e se aproximou do guarda roupa. – Por onde quer começar?
- Você vai continuar lutando contra o que sente?
- Sim, até você me da um bom argumento para eu mudar de ideia.
- Você não abaixa a guarda nunca. – Passou a mão no cabelo. – , olha a sua volta, não vamos conseguir ficarmos juntos se não tentarmos, e isso começa aqui dentro. Se você quer recuar, recue. Se você não quer tentar, não tente. Se não quer sentir o verdadeiro amor, não sinta, mas não venha aqui me olhando desse jeito enquanto eu poderia estar te beijando.
- Fala baixo. – Se aproximou. – Você acha que é fácil para mim? Enquanto eu queria estar lá fora vivendo uma vida normal, sem ter que treinar, matar, espionar e passar por testes de poderes... – Respirou fundo. – Mas que porra, Bucky, não é fácil quando eu sei que um único se quer toque pode fazer com que nós dois. – Apontou para si e o soldado. – Sair daqui sem se quer nos vermos mais, eu nem consigo mais falar, estou errando tudo.
Era típico dela, quando ficava nervosa as falas embaralhavam e não conseguia – às vezes – terminar a frase formulada em seu pensamento. Os dois ficaram se olhando por um tempo, não tão longo, mas ficaram. Ela tentava manter a calma e não seguir o certo, o certo do papel que ela assinou ao lado de Schmidt, e ele para não beijar novamente aqueles lábios.
- Vamos tentar, se não der certo, se você sentir medo ou algo parecido, eu vou fingir que nunca tentamos nada, ok? – Se aproximou mais dela.
Ela bufou porem de derrota. Escutar o coração podia ser a melhor escolha.
- Ok. – Ela sorriu. – Com uma condição.
- Pode falar. – A abraçou pela cintura.
- Não esqueça que nada de demonstração de amor aqui dentro. – Ela disse e sorriu ao ver que ele concordou com a cabeça.
Bucky a beijou, com amor e ternura sem soltar elas dos seus braços. E imaginar que aquele lugar ia proporcionar o melhor momento para ele, depois de momentos de dores, tanto físicas quanto mentais, servir e fazer trabalhos que no fundo ele não desejava agora, justo agora perto de sua missão, achou quem ele – talvez, esteve procurando por “toda sua vida”. Entre os beijos e sorrisos ele a guiou até sua cama, a deitou delicadamente e ali a fez feliz, lhe deu os melhores beijos e toques que ela pudesse sentir, afinal, ele era o primeiro dela e queria ser o primeiro em tudo, sem exceções.
Os beijos ficaram mais intensos, as mãos de Barnes procuravam por mais partes descobertas da pele dela. Não, não era que ela não queria, ela só não se sentia pronta, mas a duvida de se entregar a ele era grande demais. Ela recuou, sentiu-se envergonhada por ter medo de se entregar assim, ela precisava um pouco de água para se acalmar ou então, algo mais solto. Ela se levantou pediu para que esperasse um pouco. Voltou para seu quarto pegou a garrafa e o pequeno copo que ela guardava no guarda roupa virou quase que um copo cheio de uma vez só e voltou para o quarto do moço.
••


O sol não refletia em nenhum canto daquele quarto, a janela estava fechada. Apoiou seu braço na cama deixando seu corpo levemente virado, pegou seu relógio e viu que já era tarde tinha treinamento ainda e ver se precisava fazer algo a mais, mas não queria sair dali, do lado dela. Ficou admirando dormir igual um anjo e esperou que ela acordasse, o que não demorou muito.
O posicionamento dos móveis estava diferentes, ela não reconhecia o local, a cama ficava quase que no meio do quarto então tinha a certeza que não estava em seu quarto, sua cabeça doía podia ser o efeito da bebida, foi um copo, mas era muito forte a mesma. se virou para lado sem esperar que ele estaria lá com ela. Seus olhos arregalaram ao ver que ele se encontrava sem camisa e com uma expressão mais amável que já viu no rosto dele.
“Mas que merda eu fiz?!” – A agente pensou sem ao menos se certificar.
- Bom dia. – Disse com um sorriso nos lábios.
- Bom dia, Bucky, a gente? – Se referiu a noite passada.
- Certifique-se você mesma. – O sorriso brincava em seus lábios.


Capítulo 4 – Goodbye, Ninna.

levantou o cobertor e olhou para baixo, ela estava com o pijama e olhou para o lado e viu que Barnes estava apenas sem camisa. A bebida foi forte sim para ela, mas ele não tinha feito algo que ela não queria ou não tinha se entregado para ele. Ela estava se sentindo bem pelo menos, não era como ela imaginou que era, mas pelo menos nada ia sair da forma que ela se arrependesse depois.
- Certificou-se? – Ele ainda mantinha o sorriso bobo nos lábios.
- Sim. – Ela gargalhou. – Anda ‘to morrendo de fome, vou passar no meu quarto e ai nos encontramos lá no refeitório. – Selou os lábios.
- Até, meu amor.
sorriu envergonhada ao escutar o adjetivo, era estranho ser chamada de meu amor, ainda mais vindo dele. entrou em seu dormitório, trocou de roupa rapidamente sem ter tempo para um banho – coisa que ela odiava, acordar e não tomar um bom banho. Fez sua higiene e foi para o refeitório, e se encontrou com Barnes. O dia foi normal como os outros, a única diferença era os dois davam algum jeito para poderem ficarem juntos durante o intervalo dos treinamentos.
Tudo estava dando certo, ninguém percebia que os dois estavam namorando, eles conseguiam disfarçar muito bem. Quando precisavam ficar algum tempo juntos, eles saiam no dia de folga ou se encontravam as escondidas no dormitório.

Alguns dias – dois meses – depois.

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- Bom dia, . – Disse chegando por trás dela.
- Bom dia, Bucky, dormiu bem? – Enfaixava a mão para colocar a luva.
- Melhor do que nunca.
- Percebi, não foi tomar café, não foi na reunião da missão. – Ela segurava o riso.
- E o que ele falou? – Encostou-se a parede.
- Nada demais, só que você tem que fazer com que eu volte sã e salva aqui de novo.
- Precisamos sair outra vez, não estou aguentando ficar poucos minutos com você.
- Mas não tenho culpa se você está cansado. – Riu. – Tenha calma, soldado, logo teremos nossa folga, a missão já está chegando e o Schmidt vai deixar um tempinho de folga. Bucky, você realmente devia ir conversar com ele, ele está estranho. – Entregou a outra luva para ele, como um pedido de ajuda.
- Estranho como? – Colocou a luva.
- Estranho no sentido que se você não for lá, alguém vai morrer, e esse alguém não é eu, vai por mim.
- Vou vê-lo, mas antes, eu fiquei sabendo que mexeram no seu armário.
- Mas o que?! – Disse arrancando as luvas que mal tinha colocado.
- Foi o Hanks, acho que ele estava procurando algo como o seu diário. – Andava logo atrás da garota.
- Ele quer morrer, é? – Andava rapidamente.
Quando chegou ao corredor do armário – o corredor era grande com duas portas que uma dava acesso ao vestuário feminino e outra ao vestuário masculino, verificou o cadeado e colocou o código do mesmo, desde momento percebeu algo estranho o mesmo estava do jeito que ela deixou, intocável. Olhou para Barnes, ele estava encostado no armário vizinho rindo da garota.
- Você me trouxe aqui para que? Não tem vergonha na cara não? – Apoiou as mãos na cintura.
- Não preciso dizer o que eu quero.
Se aproximou de , colocou uma mão na cintura dela e se aproximou e a beijou nada subitamente, ela tinha entendido o que ele queria depois do armário. O homem sempre dava um jeito de ficar a sós com a agente. o empurrou e riu um pouco desconfortável com a situação se afastando dele.
- Eu já disse para você parar com essa mania de me beijar nos lugares assim. – saia do abraço dele.
- Não tem nada de mais, ninguém viu. – Tentou abraçar ela outra vez. – Espera, você está preocupada com a sua reputação?
- Não com a minha reputação, Bucky, nem com o que eu sou aqui dentro.
- Você é uma agente da Hydra, mais nada.
- Realmente, perder a porra da liberdade que conquistei não é mais nada, eu falei que era sem esses joguinhos e olha você aqui fazendo isso. – Começou a andar, não queria discutir com ele.
- Então sua reputação é bem mais valiosa do que o amor que sente por mim? – Ia atrás dela.
- Claro que não!
- Tem certeza? Porque se não fosse, por ela. – Se referiu à reputação. – Você não estaria fazendo tudo isso.
- Barnes, é sério? Você agora vai se fazer de amorzinho e fingir que eu não te amo?! O que está acontecendo com você? Eu estou evitando que algo acontece com nós dois, enquanto você fica ai com essa infantilidade de “não quer ficar comigo por conta da reputação”.
- Você não sabe viver, , fica ai nas regras, seguindo uma por uma, desde que Romanoff morreu, você está ai, fria e estranha, como se não tivesse nada no mundo que te fizesse feliz, não vai ser assim que você vai ter seus pais de volta e muito menos a Natasha.
Os olhos dela estavam vermelhos, não conseguia mais conter as lagrimas. Como ele pode falar aquilo? Será que ele não entendia que só estava protegendo o que mais estava fazendo feliz ali dentro, o único que a enchia de felicidade. Era difícil ele entender isso ou estava se fazendo de completo idiota? Ela cerrou os punhos e com todas suas forças não deixou que seus poderes se manifestassem na sala de boxe. A garota jogou no chão as luvas e saiu a passos fortes de dentro daquela grande sala, que ecoava o soluço que tanto conteve em deixar de sair.
- , espera!
- Bucky, se você me seguir, pode ter certeza que não vou responder pelos meus atos.
Não esperou o soldado responder, só saiu e foi para qualquer lugar que ninguém atrapalhasse ela a escrever no seu diário.
Os dias passaram, e ela não tinha e nem tentava ter uma conversa civilizada com ele. Todas as vezes que Bucky tentava se aproximar dela, tanto para pedir desculpas do que ele falou – um ato desnecessário, já que sabia que a dor maior que ela sentia era da perda, e sobre algumas missões, ou ela não respondia ou era grossa extremamente grossa.
••


Duas semanas depois. 26 de Abril.

estava pronta com seu uniforme, estava esperando Bucky – que ainda estavam sem conversar com longas frases – perto do avião que ia levá-los até New York. Ela tinha acabado de conferir se tinha todas as facas e os cartuchos para recargas, mesmo sabendo de seus poderes, ela ainda optava pelas armas e pela luta, só em alguns casos que ela recorria aos seus poderes; Barnes chegou até que rápido no avião, ele estava normal e calmo, seu olhar estava sereno, não estava igual à antes nas outras missões e principalmente, quando Romanoff foi executar a missão. podia perceber isso só pelo pequeno sorriso que ele esboçou e pelo o olhar. Os dois entram no avião e terminaram de arrumar tudo o que eles tinham, passando os comandos para os demais soldados e agentes que iam dar cobertura a Müller e Barnes.
Quinze horas depois de voo, o piloto da H.Y.D.R.A. pairou em cima de um terreno baldio, todos desceram menos Barnes que avisou que iria logo depois de entrar em contato com Schmidt. Ela não questionou e desceu pela corda e foi para o local combinado, com Barnes, de encontro junto com algum dos outros soldados.
Barnes ficou à espera de uma conexão com Schmidt sentado em uma das cadeiras que ficava de frente para o telão; Um soldado que sempre passava a sequência fez um sinal para que os outros dois soldados, que estavam com eles, o prendessem os punhos e os calcanhares de Barnes, eles viraram a cadeira para Adam; Ele abriu o caderno e começou a falar a sequência.

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ficou com seu sobretudo esperando Barnes em frente a uma das cafeterias combinadas, já se tinha passado algumas horas e nada de Barnes chegar, Müller resolveu começar sozinha, já que ela não podia demorar para levar o Tesseract para Caveira Vermelha. Ao virar a esquina, sentiu uma mão puxando seu corpo para trás com força chocando seus corpos, ela colocou a mão na coronha mais foi impedida por aqueles olhos.
- Barnes. – falou assustada.
- Aonde você ia? – Bucky disse sério e frio.
- Pegar o Tesseract, Soldado Invernal, aonde mais eu iria? – Ela se soltou.
- Vamos!
- Estou bem atrás de você.
- Hanks, podem invadir o prédio. – Soldado Invernal deu a ordem.
andou em direção ao carro de um dos agentes da S.H.I.E.L.D., parou no lado do motorista e aproveitou que a janela estava aberta e o agente estava ocupado demais com seu cachorro quente, ela entrou no carro sufocou o homem com uma corda de aço fino e deitou o corpo dele – com dificuldade, no banco de trás, foi em direção à base fixa da S.H.I.E.L.D. onde poderia entrar disfarçadamente pegar outro meio de transporte e ir até a porta-avião.
No período que ela estava em um dos helicópteros, ela escutou seu ponto chiar e a voz do Soldado Invernal em seu ouvido.
- Müller, onde você está? Müller, preciso de você no prédio leste metalizado.
não sabia como sair dali com três agentes inimigos e ir salvar Barnes, e claro que ela não ia deixá-lo. Mesmo sendo O Soldado Invernal, ela iria ajudá-lo. aproveitou um leve deslize dos agentes e se jogou para fora do helicóptero, ela voou sentido contra o helicóptero e foi direto para o prédio que Barnes estava. Ao posar quase perfeitamente, ela viu Capitão América empurrando Soldado Invernal e dando sequências de socos; Vê-lo só aumentou a vontade de se vingar, e poder acabar com ele foi tão grande, que ela não conseguiu perceber que seu corpo já estava com impulso para poder tirar ele de cima de Barnes, com um mata leão e puxando para trás, Rogers a segurou pelo braço e a puxou para frente fazendo com que ela caísse de costas no chão. Ela se levantou rápido. Sentindo dores pelas costas todas, ela foi para cima dele com uma sequência de socos, direita, esquerda e jab, que o mesmo conseguiu se auto defender. Os chutes altos no tórax de Rogers fez com que ele perdesse o equilíbrio, aproveitando, deu uma rasteira no Capitão América e ajudou Barnes a se levantar.
- Está bem? – olhava para Barnes.
Perguntou com medo de perder seu amor. Ou em outras palavras, namorado.
- Sim. – Ele disse baixo.
Capitão se levantou, pegou seu escudo, enquanto Müller e Barnes corriam até a borda do prédio. Müller sacou sua arma e virou para trás; diminuiu os passos para poder atirar contra Rogers, mas o herói se protegeu com o escudo. As balas de havia acabado e enquanto ela pegava a outra arma, Capitão deu um chute em sua mão fazendo com que o objeto caísse, ela pegou a outra arma e atirou novamente. Capitão se defendeu e ao mesmo tempo se aproximava da inimiga; Já ela jogou a sua arma no chão e foi para cima de Capitão também. Ela escorregou no chão levantou em questão de segundo e deu um chute por trás e Rogers que se virou por conta do seu reflexo, ele ia acertar o escudo em , mas a mesma barrou o escudo com seu braço direito – fazendo muita força – e deu três socos na barriga do Capitão América. tirou o escudo dele jogou no chão levou sua mão para trás de seus cós e sacou sua faca preta e foi para cima dele, com tentativas de esfaqueá-lo claro, ela tentou nas laterais do corpo, cabeça, pescoço tudo em golpes rápidos e ágeis, Capitão nunca tinha visto alguém lutar tão bem com uma arma branca daquela forma tirando, Bucky.
Ele se defendia rapidamente acompanhado todos os movimentos colados com os movimentos de . Como os golpes estavam sendo repetitivos, Rogers achou um ponto fraco da inimiga e a empurrou contra a parede, pegou seu escudo e arremessou contra ela. O escudo passou pela sua cintura no lado direito que fez um corte no local; O escudo bateu na parede e voltou para a mão do Capitão América. estava caída no chão retomando folego e olhando o corte em sua cintura que o mesmo doía, mas relevante para aquele momento, ela aguentava afinal ela é o Projeto 96.
Rogers aproveitou e jogou o escudo contra Barnes que o mesmo parou o escudo com sua mão biônica e revidou jogando novamente no Capitão América. O escudo fez um impacto grande, arrastando o herói para trás. Ele segurou o escudo e ao olhar para frente, Barnes tinha sumido. Sua respiração estava ofegante, ele olhou para trás para ver se Müller estava lá e ela também tinha sumido.
- Romanoff, procure por uma garota da mesma estatura que você, morena, com o uniforme da Hydra, ela está feriada na cintura do lado direito.
- Entendido, Capitão.
- Sam, qual a sua posição?
- De pé senhor, quer dizer indo de encontro da Romanoff.
Fez expressão de poucos amigos.
- Ajude a Natasha encontrar essa garota.
- Ok.
já estava ao alcance do porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D., ela colocou a máscara quase igual ao do Soldado Invernal, a única diferença era o símbolo da H.Y.D.R.A. Ela tinha entrado por uma das janelas que ela tinha quebrado, mesmo o vidro sendo resistente, ela era forte demais para conseguir arrebentar o vidro. Ela pôde sentir o poder do Tesseract presente na sala. Ela chegou perto do compartimento onde estava o Tesseract, analisou bem toda a segurança e o compartimento. Ela poderia burlar tudo e pegar sem disparar o alarme.
Ela conseguiu pegar o Tesseract com seu poder de telecinese, algo que ela conseguiu executar perfeitamente.
- Barnes, estou com o Tesseract.
- Leve-o logo para o helicóptero.
- E você?
- Estarei na aproxima leva, agora vá!
– Barnes falou ofegante de tanto correr.
Müller prendeu em um de seus bolsos, que estava em seu coldre feito para o Tesseract. Ela saiu lentamente sem que nenhum dos agentes percebesse, tirando o fato de que as câmeras iriam gravar ela e a ação dela; Ela foi voando até o helicóptero onde já estava na espera dela. só torcia que Barnes voltasse logo e com sua missão completa.
- Capitão, eu não a achei, mas você precisa ver umas imagens urgentemente. – Jareau disse no ponto dele.
- Estou a caminho.
Rogers já estava a caminho da porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D.; Ele entrou na sala colocando seu escudo nas costas. Romanoff, Stark, Fury e Jareau já estavam revendo o vídeo onde Müller pegava o Tesseract. Rogers só via pequenas partes do vídeo, ele não tinha certeza se era a mesma garota que ele lutou há poucos minutos atrás. Ele procurou pelo corte que seu escudo provocou na garota, mas não encontrou nada, a claridade não ajudava.
- É ela? – Romanoff questionou.
- Não consigo identificá-la, a claridade não ajuda, consegue focar no rosto dela, Stark? – Rogers perguntou se aproximando da tela.
- Vish, está ficando idoso, precisa de um óculos de grau? Assim está bom, picolé?
- Não pode ser ela, ela não estava usando uma mascara. Tony, vê se você consegue achar um ferimento no lado direito.
- Eu sou do CIS?
Tony moveu a imagem congelada da outra câmera e focou parte por parte do corpo de , ele passou pela cintura dela mais eles não viram o ferimento; O uniforme preto, a iluminação baixa, isso nunca ajudaria em nada.
- Vou tentar vários recursos aqui e vê o que posso conseguir. – Tony disse mexendo rapidamente no teclado virtual.
- Tente achar onde ela está escondida. – Fury falou saindo da sala.
Rogers saiu da sala do Fury e foi para uma mais privada. Romanoff estava em seu encalço que a mesma estava preocupada com seu amigo. Ela não tinha visto Rogers mais confuso com dois soldados da H.Y.D.R.A. daquele jeito há muito tempo. Ela sabia e tinha certeza quem era os soldados, Barnes, mas a garota que ele descrevia nem passava em seus pensamentos que era Müller.
- Você tem certeza que ela está feriada? – Romanoff perguntou entrando logo atrás.
- Tenho, ela foi acertada, mas em questão de segundos, ela desviou do escudo quando voltou.
- Você pode estar confuso, Steve.
- Eu tenho certeza.
- Steve...
- Romanoff. – Steven chegou mais perto de Natasha. – Eu não estou confuso, eu tenho certeza do que eu vi e com quem eu lutei, eram dois soldados da Hydra, eu não estou confuso e não tive alucinações.
- Capitão Picolé, acho que você vai querer ver isto. – Tony falou no ponto.
Rogers voltou para a sala às pressas.
- É ela? – Stark perguntou sério.
- Sim, é ela. A marca do escudo em sua cintura.
- Vou ver se alguma câmera da cidade capitou alguma imagem dela.
- E como você vai fazer para saber que é ela?
- Pelos olhos. – Stark falou em um tom obvio.
Quando tudo estava voltando à calmaria, a porta avião aéreo soou o alarme de alerta de invasão. Stark recebeu ordens do Fury de terminar a pesquisa na torre dele, enquanto Romanoff ajudava todos os cientistas a sair, Rogers foi atrás do invasor; ao chegar na área onde Barnes estava, eles travaram outra luta. Rogers usava seu escudo para atacar e se defender do braço biônico do Soldado Invernal.
Barnes segurou o escudo e um movimento rápido girou Capitão no ar e tirou o escudo dele, o Soldado golpeou Capitão América com o escudo empurrando ele para trás, Rogers deu uma cambalhota no chão, encarou por poucos milésimos Barnes e correu até ele; Bucky o atacou com sequências de socos e chutes. Steve desviou de alguns e foi pegar seu escudo jogado no chão.
Rogers atacou Barnes com o escudo imobilizando temporariamente o braço biônico do Soldado, girando seu corpo e segurando ele pela máscara que ele usava, jogando por cima de seu ombro. A força usada foi tão grande que Capitão América conseguiu tirar a máscara que Barnes usava. Ele se levantou rapidamente e ficou de costas, os dois param por um tempo, quando o Soldado Invernal olhou para trás, Capitão América entrou em choque.
Ele – Steve – não acreditava que aquele homem que tentava matá-lo era seu amigo, Bucky.
- Bucky?! – Capitão perguntou espantado, confuso e em choque.
- Quem é Bucky? – Soldado Invernal sacou arma para atirar, e Rogers se defendeu dos tiros da bomba.
Alguns ferros caíram sobre Barnes e Rogers; Rogers prendeu seu escudo nas costas e levantou o ferro que estava sobre o Soldado e pegou rapidamente seu escudo novamente. Bucky não deixou Steven terminar a frase e foi para cima de Rogers com o punho fechado para soca-lo, ele bateu em seu escudo.
- Seu nome é James...
- CALA A BOCA!
Rogers soltou o escudo deixando cair sobre a água.
- Você é meu amigo.
Soldado Invernal empurrou Capitão América e o jogou no chão.
- Você é a minha missão.
Barnes deu seis socos com seu braço biônico em Rogers que o mesmo não reagiu, nem para se defender, nem para atacar.
- Então finalize. – Rogers falou se referindo a missão.
O Soldado desistiu de dar o ultimo soco para acabar com o Capitão. Uma peça caiu no vidro onde eles estavam e os dois caíram na água. Depois de um tempo afundando, Soldado Invernal pegou Capitão América pelo uniforme e colocou na margem do rio o deixando desacordado. Barnes foi embora mais confuso do que o próprio Capitão.

••

26 de Abril, vinte e três horas e quarenta e nove minutos.

- Aqui está, Schmidt. – entregou Tesseract para Schmidt.
- Você é mesmo incrível. – Caveira Vermelha falou, apreciando o cubo.
- E o Soldado Invernal? – perguntou angustiada.
- Perdemos o contato do ponto dele, ele estava passando o relatório da missão, estava indo terminar a parte da missão dele, mas o ponto dele está perto de uma correnteza de água, eu suponho que ele perdeu enquanto matava Capitão América. – Adam passou as informações para Müller.
- Soldado Adam? – Uma mulher entrou na sala.
- Sim.
- Acabamos de ter status do ponto do Soldado Invernal.
- E qual é? – Müller perguntou mais angustiada ainda.
- Ele está morto. – A mulher respondeu séria e cabisbaixa.
- O-o quê? – gaguejou.
Seu mundo desabou pela terceira vez. Não era possível isso está acontecendo com ela novamente. Sua visão ficou turva, ela se apoiou na mesa e para tirar aproveito Adam a segurou. não queria acreditar na noticia, ele não podia ter morrido Bucky prometeu não deixa-la!
Estava tudo errado, eles não tinham se falado, eles não tinham se despedido muito menos falado um último eu te amo. E tudo por medo de não ser feliz.


Capítulo 5 - Parte I – Verdades e Vinganças.


- Não tivemos mais contato com ele, senhorita Müller, então só há duas opções: ou ele está morto, ou ele está desaparecido.
- Registra na ficha dele que ele desapareceu! ESTÁ ACHANDO QUE ELE VAI MORRER ASSIM DO NADA?! – gritou.
se alterou tanto com a mulher, que sentiu uma tontura passageira e fortes dores na sua cintura.
- , você está sangrando. – O soldado Adam falou desesperado. – Rápido, chamem a Kiyoko!
desmaiou antes de Adam segurá-la; Müller foi levada às pressas para a sala de emergência. Kiyoko e mais outros cientistas e médicos fizeram todo o processo de reanimação e da cirurgia, não parecia, mas o nível do corte que o escudo deixou em não foi considerado tão grave, o problema era que ela tinha perdido muito sangue e acabou não percebendo por conta da adrenalina que estava muito alta.
Kiyoko deixou que os médicos terminassem de dar os pontos e foi falar com Schmidt, para ver se ela já podia dar continuação no Projeto 96: Fase 02.
- Schmidt.
- Entre, Kiyoko.
- Senhor, eu vim ver se você deseja da continuidade ao Projeto 96.
- Por favor, Reven e eu vamos juntos.
- Vamos, ela está na mesa de cirurgia, os cirurgiões estão terminando de dar os pontos e estado dela é estável.
- E o processo da fase dois?
- Está concluído e pronto para poder colocar em Müller. Com o amparo dos outros cientistas, consegui desenvolver antes do prazo de quinze anos, e já pode ser aplicado nela.
- E as mudanças que eu quis, você colocou?
- Eu espero que ao chegar em contato com o DNA de Müller, os poderes que ela desenvolveu não altere, e o que queremos desenvolva logo ao período que ela for congelada.
- Congelada? – Indagou Schmidt.
- A fase dois só vai conseguir evoluir com o DNA de Müller se estivem em contato com temperatura muito baixa, teremos que congelar ela.
- Por quanto tempo?
- Tempo indeterminado.
- Espero que eu não perca minha melhor agente dentro dessa base.
- Você não vai perder, Johann, confie em mim.
Reven colocou o jaleco com o brasão da H.Y.D.R.A. e as luvas cirúrgicas, pegou o soro do Projeto 96 que estava em um frasco de vidro e pediu para que os outros médicos a colocassem na maca da cápsula. Ela conectou a agulha na veia de , depois disso ela colocou o frasco de vidro no compartimento próprio, apertou o botão para poder fechar a cápsula e o soro juntamente do ar gelado poder entrar e agirem.
Reven pegou a ficha de e fez algumas anotações como os batimentos cardíacos e entre outras coisas, ela também marcou a data e a hora que a Fase 02 foi injetada e que ela foi congelada. Reven assinou a última folha onde estava o formulário que dizia que ela era responsável por qualquer falha que acontecer, e que ela teria que assinar se ela colocasse o projeto em prática. Mas será que ela deixaria mesmo esse projeto ir a frente com todo seu desejo de ser o Projeto 96 do seu grande e único amor?
- E agora? Esperamos? – Caveira Vermelha perguntou olhando para Müller deitada.
- Agora esperamos.

••


Três dias depois da invasão da H.Y.D.R.A.

Rogers acordou em um quarto de hospital. Um policial escoltava a porta para evitar qualquer coisa; Sam estava sentado em uma poltrona esperando que Rogers acordasse.
- À esquerda. – Rogers falou ao perceber que era Sam que estava ao seu lado.
Sam riu e balançou a cabeça.
- Vocês sabem onde ele está? – Rogers perguntou.
- Não, Nat está vendo o que da para ser feito em te ajudar na busca dele.
- Por que a Hydra?
- Pelo mesmo motivo que a Hydra quer o Tesseract.
- Você acha que ele voltou para a base?
- Não, todos os veículos da Hydra saíram logo depois que aquela garota misteriosa sumiu.
- Isso ai não faz sentido. – Rogers falou entre gemidos de dores ao tentar sentar na cama. – Ela praticamente deu a vida por ele. Por que ela deixaria ele para trás?
- Enquanto ele tinha você como missão ela tinha o Tesseract como missão, mas ela não esperava que ele não fosse entrar na aeronave. – Wilson falou a tese dele. Tese que tinha toda a ração.
- Pode ser, eu preciso descansar. – Capitão relaxou o corpo.
- Isso, logo Sharon estará aqui. – Sam sorriu e foi a caminho da porta. – Capitão.
- Sam.
No corredor do hospital, Wilson se encontrou com Carter no corredor. Eles conversaram sobre o estado de Rogers e de como ele estava; Sharon estava ansiosa para vê-lo e poder passar um tempo ao lado dele.
- Seu nome? – O policial perguntou impedindo a passagem dela.
- Sharon Carter. – Ela mostrou a credencial.
- Pode entrar.
- Achei que você estava dormindo, Sam disse que você ia descansar.
- Eu tentei, mas acho que já dormir demais. – Rogers sorriu.
- Como você está se sentindo?
- Até que bem, fora a leve dor em meu rosto.
- Está melhor do que no dia que te achamos. – Sharon passava a mão no rosto de Steven delicadamente.
- Sabe quando eu vou ter alta?
- Pelo que Sam falou, pode ser hoje ou amanhã.
- Quando eu sair, você quer ir a um restaurante?
- Pode ser. – Sharon deu um sorriso tímido.

••


Tribunal. Coletiva de empresa.

Romanoff explicava para o juiz e logo depois para alguns jornais locais o que tinha acontecido com o sistema de proteção – uma das inteligências mais avançadas que os Estados Unidos da América já havia criado – tinha sido derrubado pela a H.Y.D.R.A.
- E o que toda a população quer saber, é o que vai acontecer com nossa segurança, já que você e o Capitão América destruíram uma das principais fontes de proteção. – Um dos reportes comentou.
- Nós não destruímos, foi a Hydra que acabou com todo o sistema de dentro para fora, o Capitão América apenas evitou que algumas coisas piores poderiam acontecer.
- Certeza? Não são essas informações que recebemos, já que todas as informações e os relatórios das missões que vazaram.
- Todas as informações estão sendo recolhidas, obrigada.
Natasha recolheu os papeis e se levantou. Deixou que o governador assumisse as perguntas; Ela saiu pela porta de trás para ir de encontro com Clint; Eles foram até a casa de Romanoff pegar o arquivo que a mesma ia entregar para Steven, as informações de todo os lugares que Barnes foi visto depois do atentado dele.
- Você tem certeza que está tudo aí? Fury não retirou nada? – Clint perguntou para Romanoff.
- Sim, eu pedi todas as informações que ele sabia e também, eu coletei todas as informações que consegui, fora as informações que vazaram da Hydra.
- Sam mandou uma mensagem avisando que Sharon estava com ele.
- Eu ia levar hoje, eu ligo para o Cap e vejo quando posso entregar.
- Bom, está com fome?
- Sim, desde quando você sabe cozinhar? – Natasha sentou na bancada.
- Desde sempre, o que a senhorita deseja?
- Vejamos, qual o cardápio de hoje?
- Temos várias opções. – Clint falou abrindo a geladeira e a despensa. Sabia muito bem os lugares naquela casa.
- Se essas opções for algo que sustenta, eu aceito.
- Estrogonofe? – Ele tirou um saquinho de Champion.
- Pode ser, eu faço o molho branco.
- Não mesmo, fique aí sentada e... – Clint fez força para poder abrir a garrafa de vinho. – Tomando esse vinho. – Serviu.
- Está bem. – Ela deu um gole no vinho. – Esse vinho lembra a nossa missão em Budapeste.
- Foi uma missão e tanto.
- Nem parecia que nunca tínhamos ido a uma missão de campo juntos.
- É Nat, aquele dia foi incrível. – Clint olhou para Romanoff.
- E como foi. – Romanoff suspirou.
Clint parou, lembrar-se de Budapeste e voltou a cozinhar. Pode até ser nada romântico lembrar-se de uma missão que acorreu há anos atrás, mas foi nessa mesma missão que Barton teve a certeza que ele sentia algo por Natasha. Só ficava a duvida no ar, será que ela também sentia o mesmo que ele? Será que aquela pequena flertada em Budapeste não aconteceu nada? Já fazia anos que ele tinha essa duvida em seus pensamentos.

••


Naquele mesmo dia, Capitão Rogers teve alta do hospital e foi para casa. Ele colocou um de seus melhores ternos e ligou para um restaurante italiano para fazer a reserva, logo depois ele ligou para Carter que a mesma disse que estaria pronta em quinze minutos.
Ele estava lindo e maravilhoso – como sempre –, seus olhos azuis brilhavam novamente, não como antes mais brilhava. Rogers se “sentia” outra vez quase completo, mesmo depois de receber a noticia do falecimento de sua doce e amada Peggy, ele não teve mais nenhum outro momento tão agradável e maravilhoso como aquele. Steven estacionou o carro em frente ao apartamento de Sharon. Ele pegou seu celular para avisar que já estava a espera dela quando ele olhou para a porta do apartamento, ela já estava saindo com o porteiro que o mesmo segurava um guarda chuva preto.
- Boa noite. – Sharon falou ao entrar.
- Boa noite, você está muito bonita Sharon.
- Obrigada. – Sorriu acanhada.
Steven ligou o carro todo sem jeito por conta da ocasião – fazia muito tempo que não saia com uma dama, e foi para o restaurante. O jantar foi lindo, tudo que Sharon poderia esperar daquela noite aconteceu, porem para Steven faltava algo a mais, algo que ele sentia falta, não sabia se era, porque aquele jantar não era com a Peggy ou por ele estar fora da sua zona de conforto. Rogers fez de tudo para que Sharon não percebesse esse desconforto.
Steven deixou Sharon na porta de seu apartamento, eles conversaram entre cinco a dez minutos, Carter o convidou para entrar, mas aquele mesmo desconforto bateu em seu peito, que o mesmo recusou no exato momento; Rogers se despediu com um beijo na bochecha, mas ela acabou segurando na nuca de Rogers fazendo com que selassem seus lábios. O ato foi tão inesperado que o Capitão não soube agir depois que eles separaram os lábios.
No dia seguinte, Rogers foi de encontro com Natasha e Sam; ambos já estavam esperando o Capitão que o mesmo não demorou muito. Ele parou a moto e foi de encontro a Viúva Negra e do Falcão. Romanoff entregou o arquivo e se despediu de Rogers e avisou que teria que achar uma nova identidade para poder ter dias mais tranquilos, fora que avisou que estaria junto de Clint.
- E agora, o que faremos? Vamos atrás dele agora ou esperar alguns dias? – Sam perguntou.
- Eu preciso fazer isso sozinho, ele é meu amigo.
- Mas uma ajuda sempre é bom, amanhã, aqui, às três, não esqueça, Capitão. – Sam se retirou do local.

••


2016. Sete anos depois.

Kiyoko acendeu todas as luzes de dentro da sala que Müller foi congelada, as luzes acenderam uma por uma até chegar onde a garota estava. Andou em passos calmos sem pressa. Durante todo esse tempo que Müller estava presente, Schmidt só sabia dar atenção a ela, por todo esse tempo ela esteve ao lado dele de todas as maneiras possíveis, mas só foi Müller se aperfeiçoar em todos os sentidos, só foi ela aparecer na vida de Johann que a asiática passou sentir muita mais raiva do que ela já sentia.
- Sabe, depois que você apareceu. – Kiyoko falou chegando perto da capsula. – Você conseguiu acabar com meus planos, agora Joh só tem pensamentos e olhos para você, e você nunca o tratou com respeito, como ele deveria, apenas tratou muito bem e obrigada aquele Barnes, ah não ache que eu não percebi o romancezinho de vocês... – Kiyoko deu a volta na capsula. – Era para ser eu no seu lugar do projeto, mas Joh sempre dizia que era necessário eu estar ao lado dele, pois eu era única, mas agora, vejo que não sou mais a única. Depois de tantos anos que esse projeto deu certo, ele começou te olhar com outros olhos e te dar mais atenção, me deixou como segunda e última opção, você só acabou com a minha felicidade. Sua vagabunda!
Kiyoko estava completamente domada pela raiva, era culpa de , mas a maior culpa vinha de Johann. Ao passar dos anos, quando todas as reações que o Projeto 96 se ajuntou com o DNA de , Schmidt começou a olhar com outros olhos. estava mais forte e poderosa, tudo o que ele desejou, fora que a beleza de Müller, sempre foi algo de chamar atenção, principalmente quando completou dezoito anos, tanto que Hanks era um dos soldados que desejava Müller. Schmidt gostava sim de Kiyoko, era a mulher da vida dele, ainda mais depois que ela se dedicou a ele desde o primeiro dia que Reven se apaixonou por ele, mas suas intenções com a cobaia do projeto sempre foi a ganancia e uma delas era a ganancia pelo Tesseract e a morte do Capitão América, não foi atoa que ele pensou em tudo.
- Eu poderia terminar com você e modificar o seu álibi e dizer pro Schmidt que você não resistiu à fase dois, mas não quero ver meu amor decepcionado comigo, nem com o projeto, então se comporte direito e agradeça a mim por você estar viva.
Kiyoko apertou o botão da cápsula para que o ar gelado parasse, fazendo com que o corpo de Müller se adaptasse com a temperatura ambiente igual fizeram com ela quando era criança; Não demorou muito para que a cobaia voltasse, durou apenas duas horas. Ela estava tranquila e calma, logo de começo, e claramente perdida. Kiyoko abriu a cápsula dando espaço para que pudesse sentar.
- Kiyoko. – Müller falou com a voz fraca novamente.
- . – Kiyoko sorriu forçadamente para a garota. – Você está se sentindo bem?
- Sim, apenas estou sentindo um desconforto aqui. – Müller levou sua mão direita para sua cintura.
- É a cicatriz , logo ela não irar mais incomodar.
- Hm... O que eu faço aqui?
- Demos mais um passo no Projeto 96, a fase dois, não sei se você se lembra dela, estava em um dos papeis que lhe entreguei.
- Vagamente.
- Pois bem, ordens do Joh. Vem, sente-se aqui, é mais confortável.
Kiyoko ajudou a sair da cápsula e ela se sentou na maca que estava a poucos centímetros de distância. A cientista a examinou e constatou que os sinais vitais estavam normais – normal até de mais para alguém que estava “congelada”, seu corpo estava um pouco fraco, mas era por conta dos anos dormindo, Reven também fez teste de memórias e todas estavam intactas e principalmente as memórias implantadas em sua mente estavam intactas. Reven pegou um traje preto para e entregou, depois de Müller se vestir, elas foram de encontro a Johann.
- É, antes de tudo, que dia é hoje? – falou olhando para uma ficha dela em cima da maca.
- Primeiro de janeiro... De dois mil e dissésseis...
- Ah, sim, como? – Müller falou confusa.
-Venha, eu te explico quando nos encontramos com o Joh.
Müller só seguiu Kiyoko que a mesma estava sendo muito amigável por sinal. Qualquer pessoa que saísse de alguma sala da H.Y.D.R.A. teria que pegar um casaco do lado de fora, já que fazia menos cinco graus em Munique; Ao chegarem a sala de Schmidt, Reven falou do processo explicando cada parte do procedimento da Fase 02 para , já que Schmidt já sabia de todo o procedimento. A única coisa que ele não sabia, era de como Reven havia conseguido fazer com que todo o metabolismo de desenvolvimento de continuasse em ativo.
Depois de Reven explicar tudo, Johann passou a copia dos acontecimentos durante o período em que ela estava congelada; Müller levou todos os papeis e principalmente o relatório do Tesseract e as novidades que teve logo depois da volta dela para a base.
Müller leu e releu, tantas coisas tinha mudado, algumas pessoas que trabalhava para a H.Y.D.R.A. tinham falecido, nada muito abalador para ela, só o fato dela estar prestes a completar vinte e seis anos daqui um mês e que Reven já estava com trinta e três anos, fora isso, nada a surpreendeu, apenas o fato que Sakura não teria mais nenhuma continuação; Depois de ver todas as mudanças durante esses sete anos, ela criou coragem para ler os novos relatos da missão de Barnes. Ela encarou as pastas por cinco minutos, abriu a pasta e foi direto as novidades de Barnes, nada que estava escrito lá durante seis meses de buscas poderia fazer acreditar que ele havia falecido. Ao chegar na folha de “Término de Relatório / Conclusão” pôde ver o nome “Steven Rogers - Capitão América” bem destacado, acusando ele de ser o pivô de sumir ou matar Bucky Barnes, o Soldado Invernal.
Foi o estopim para que desejasse sair dali e ir atrás desse tal de Capitão América, ela se controlou, respirou fundo e foi para a sala de treinamento de Barnes. Aquele lugar estava mais frio sem a presença dele, tudo parado e em seu devido lugar, os objetos de treinamento até mesmo as próprias coisas dele estavam paradas e intactas; colocou um saco de areia pendurado e enfaixou suas mãos, colocou as luvas dela e socou o saco com tanta raiva que só faltava fazê-lo voar.

••


Passado algum tempo, já estava com vinte e seis anos. Ela ainda não tinha recebido nenhuma missão de campo, mas só pelos seus treinamentos, podia perceber que um dos desejos do Caveira Vermelha tinha acontecido, ela estava imune a dor e seu corpo regenerava com uma certa rapidez. E uma das suas idas até a sala de Schmidt para poder conseguir uma missão de campo, ela escutou uma conversa dele com Kiyoko.
- Você acha que ela vai acreditar em você, Schmidt?
- É claro, nós conseguimos manipular a mente dela, implantamos falsas informações na memória dela e você acha que ela não vai acreditar nesse vídeo?
- Joh. – Kiyoko chegou perto de Schmidt e acariciou o ombro dele. – Ela está com uma inteligência avançada, não tenho e nem temos controle de até onde ela vai conseguir chegar, tem uma coisa que preciso contar, sobre ela sobre a mutação dela. – Se olhar era de extrema preocupação.
- Como assim? – Arqueou a sobrancelha.
- Como assim? Eu devia falar isso, vocês passaram a minha vida toda mentindo para mim!
entrou furiosa. Trancou a porta e estendeu a mão em direção de Schmidt. Fitou nos olhos dele com todo ódio que estava sentindo, ela confiou em todas as palavras que ele falou confiou em todas as ações e as “ajudas” dele para ela. E abriu sua mão deixando mais ainda seu poder roxo dominar aquela grande sala se manifestando até chegar em Reven, fazendo com que Caveira ficasse com medo por perder seu amor. Johann falou a “verdade”, disse que quem matou os pais de não foi bem uma explosão atrás da casa, que as memórias que ela tinha dentro do carro eram falsas e o vídeo revelava a verdade e que ela só foi levada para a H.Y.D.R.A. para poderem testar o Projeto 96 e o principal que ela não era mais nada além de cobaia para eles, porem foi realmente o Capitão América que matou os Müller e que quis usar o ódio e vingança dela para conseguir a morte do Sentinela. Müller estava com o sangue nos olhos com todas as informações que arremessou com extrema força Caveira Vermelha na estante. Kiyoko foi até Schmidt para verificar se ele estava bem, mas foi impedida por um puxão. tinha puxado com seu poder a cientista.
- Me leve até o meu arquivo, quero todas as folhas e se você deixar uma fora do arquivo. – sacou a arma e encostou o cano na barriga da mulher. – Eu atiro, e ainda uso essa coisinha roxa. – Fez o mesmo sair pela sua mão.
- Ok, me siga. – Reven falou com a voz tremula.
acompanhava a cientistas em passos rápidos e enquanto isso, Caveira Vermelha alertava os outros agentes e soldados que Müller havia traído a confiança da H.Y.D.R.A. e que era para atacar ela e detê-la antes que ela saísse de dentro da base. Müller era rápida, com seus poderes tudo fazia torná-la intocável e mais poderosa que os outros.
- Anda, agora pegue e me dê tudo. – Müller empurrou Reven para dentro da sala, enquanto fechava a porta.
- Nunca. – Reven apontou sua arma para Müller. – Você não vai fugir!
- É sério mesmo? – Ela ainda falava de costas para a cientista. – Você não aprende? Foi você que me criou, me deu o projeto e não aprendeu que eu sou melhor que você?! – Müller disse gritando cheia de ódio e vontade de mata-la.
Müller, em um giro rápido, deu um chute na mão de Reven que deixou a arma cair para longe. esticou a mão e a arma foi parar na mesma, ela apontou a arma para Reven e engatilhou na mesma hora. Reven pegou todo o arquivo do projeto de e entregou para Müller.
- Espero que não esteja faltando nada.
- Na-não está. – Reven estava com medo dos olhos pretos de .
- Assim espero, agora eu quero todos os arquivos da agente Romanoff e do Soldado Barnes.
Müller deu uma coronhada na cabeça de Reven e saiu correndo da sala de arquivos; Ela pegou o relatório desde o primeiro momento que a H.Y.D.R.A. descobriu sobre ela e o arquivo de Barnes e Romanoff. Ela foi até seu quarto e colocou sua roupa de campo pegou todas as suas armas e o colar que Barnes deu de presente, colocou os arquivos dentro do diário e colocou na mochila junto com a Sakura; Na saída de seu quarto, ela atirou em alguns soldados que vinham em sua direção. Ela foi até o lado leste da base e atirou em uns tanques tóxicos, onde mataria todos dentro daquela base, principalmente Kiyoko, Adam e principalmente, a pessoa que ela queria matar ali por ter mentido para ela, Caveira Vermelha.
Müller já estava quilômetros de distancia da H.Y.D.R.A., pilotando a moto de Barnes com Hanks atrás dela, mesmo atirando e jogando varias coisas no caminho dele, ela não conseguia despistá-lo, foi quando ela aproveitou que um caminhão estava cruzando a rua que ela saiu da moto passando por de baixo do caminhão com a moto ficando para trás, com a invisibilidade que o caminhão dava, voou para cima dos prédio e saiu correndo e de vez em quando voava. Müller achou um teatro abandonado onde ela iria passar um tempo escondida até conseguir achar uma forma de despistar os agentes da H.Y.D.R.A. e conseguir ir até o aeroporto pegar um avião direto para New York.

••


Uma semana depois.

“What If all you understand
Could fit into the center of a hand?
Then you found that wasn't you...” – Soundgarden: Live To Rise.


tinha pego tudo do acervo do teatro. Ela pintou seu cabelo de loiro, já que tinha tinta de cabelo lá de sobra, cortou seu cabelo estilo channel, e fez uma franja rente a sobrancelha – que o mesmo estava em sua cintura, e umas roupas que tinha lá, ela colocou por cima do seu uniforme, pegou uma mochila velha e colocou suas armas e munições dentro. Não se preocupou se alguém barrasse seus pertences, afinal, ela controlaria seus pensamentos e ações que estaria tudo certo. Müller leu toda sua ficha desde o começo até o fim, ela não acreditava que todo esse tempo Schmidt e Kiyoko mentiram para ela e ainda mais, uma das maiores duvidas nasceu naquele momentos dela era se Barnes e Romanoff também sabiam do seu passado e não quiseram falar para ela e estavam do lado do Schmidt, e todo aquele amor que falavam ter por ela era apenas um disfarce. Uma coisa ela sabia, que tudo que ela passou do lado da H.Y.D.R.A. foi tudo mentira, mas até que ponto tudo era mentira? Até onde as pessoas sabiam da verdadeira historia de Müller?
Tantas perguntas, tantas dúvidas, e tantas desconfianças. Mas Müller ainda acreditava em Barnes e Romanoff, mesmo ela tendo falecido há um bom tempo, Müller jurou vingança e era isso que ela iria fazer, se vingar de todos que a machucaram profundamente!
Ao chegar ao aeroporto, ela fez o check-in, passou sua mochila usando seu poder de persuasão e depois foi para dentro do avião tranquilamente. Seus planos eram simples e fáceis, matar Rogers para poder se vingar literalmente do que ele fez com ela, depois procurar Barnes e conseguir uma casa para ambos morarem. Porque não?

••


Enquanto Müller não chegou no aeroporto de New York, Hanks recebia comando pelo ponto.
- Hanks na escuta? – Uma voz feminina falou em seu ponto.
- Sim.
- Quando vocês desembarcarem e ela sair de dentro do avião e estiver indo a caminho de qualquer lugar, pegue-a e traga para a base novamente! Não podemos perde-la!
- Entendido.

- É, Müller, você vai sofrer amargamente por ter destruído a Hydra e me deixado para ficar com aquele filho da puta do Barnes. – Hanks falou cuspindo todo ódio que sentia de Müller.
saiu do aeroporto, pediu um taxi e o fez levá-la até a torre dos Vingadores – depois de uma breve pesquisa soube que as chances de Rogers estar lá era altíssima. Durante o caminho, Hanks que estava de moto, ficou lado a lado com o taxi. não acreditava que ele teve a idiotice de segui-la até New York, ela subiu a barra da calça e pegou sua arma e deu dois tiros contra Hanks, ele desviou dos tiros e acelerou parando mais à frente do veículo onde Müller estava. Ela pegou a mochila e colocou nas costas saiu de dento do carro e virou à primeira esquina, que ela teve em sua visão periférica. Ela olhou para trás e ele já estava a alguns alcançasses dela com a moto. Atrás dele e em cima deles, tinha os helicópteros da H.Y.D.R.A. e os agentes com varias armas apontadas para ela.
Com movimentos rápidos, Müller pegava os carros estacionados na rua e jogava em cima dos agentes e de Hanks. Algo que acertava alguns, mas não Hanks. Ele era bem habilidoso e um perfeito soldado da H.Y.D.R.A.; olhou para frente, já em desespero, querendo parar de fugir e despistar Hanks. Ela não voltava nem por nada para aquela base, foi quando ela avistou a torre dos Vingadores. Não parecia, mas ela tinha corrido uns bons quilômetros e não tinha se cansado nem um pouco.
Ela tirou a bolsa de suas costas e pegou uma das armas automáticas e alguns cartuchos, colocou sua bolsa novamente para trás e atirou contra Hanks. Durante os disparos, Hanks jogou uma bomba na mochila de Müller. Ela pegou, arrancou a bomba e jogou para cima, nada de mais, é claro, até por certo que era uma pequena bomba que causava um grande estrago. Sem medo, ela fez isso e se jogou para dentro de um dos prédios, que por mera coincidência, era a torre. Rogers estava na porta e não esperava uma garota sair voando para “cima” dele. Os dois pararam ao chegar em contato com a parede.
Capitão América levantou colocou seu escudo em seu braço direito em forma de proteção, ajeitou levantando a cabeça dela; abriu os olhos. A visão de Müller estava toda embaçada, ela não reconheceu o homem que a ajudava, muito menos a torre, ela se esforçou para poder pronunciar apenas uma única palavra.
- Hi-Hydra. – Müller pronunciou e desmaiou logo em seguida soltando a arma no chão.
- Natasha, leve-a para uma sala segura. – Rogers pediu para a ruiva que estava logo atrás.
- Pode deixar.
- Stark, é a Hydra.
- Eu já percebi picolé.
- Rumlow pode estar com eles.
– Gavião alertou todos pelo ponto.
- Se tiver, acerte-o. – Romanoff avisou.
Romanoff tinha acabado de colocar no sofá. Ela tirou a mochila dela e abriu e viu os arquivos, ela folheou rapidamente e fechou a mochila. Pegou os arquivos e guardou em um lugar seguro que ela sabia que ninguém ia achar. Ela voltou para perto da garota e ficou ao lado dela. A garota estava irreconhecível, ela tinha crescido tanto e estava tão linda, suas expressões de menininha marrenta tinha tomado lugar de um agente da H.Y.D.R.A. e uma mulher vingativa. Banner entrou na sala onde Romanoff estava com Müller, para poder prestar socorro.
- Como ela está? – Banner perguntou.
- Ela desmaiou enquanto Rogers estava falando com ela, até agora ela não acordou.
- Quanto tempo isso?
- De um a três minutos.
- Isso é muito, vamos levá-la para o laboratório. – Banner falou pegando-a no colo.
- E o que você vai fazer? – Natasha falou não demostrando sua preocupação.
- Apenas reanimá-la e cuidar dos ferimentos dela.
O obvio, mas isso era algo que Romanoff não conseguia processar e pelo contrário, ela apenas se preocupava em que eles descobrissem que ela era uma garota superdotada. Natasha foi logo atrás de Banner, com a mochila de Müller nas costas. Ao chegarem ao laboratório, Bruce pegou um líquido com cheiro razoavelmente forte para poder despertá-la, o que não funcionou, pois a garota continuava dormindo.
- Acho que deveria levar a garota para um quarto. – Pepper falou ao entrar no laboratório.
- Isso não seria contra as regras? – Banner perguntou.
- Ela é uma adolescente ainda, Bruce. Vamos, leve-a para um dos quartos.
Capitão Rogers, Stark e Clint entraram no laboratório acompanhados de Falcão, Gavião Arqueiro e a Agente 13 depois da pequena missão que tiveram com a H.Y.D.R.A.. Stark começou a argumentar sobre levar Müller para um dos dormitórios da torre, algo que foi interrompido quando Potts já estava na vitória de poder deixar mais confortável enquanto dormia. Rogers verificava a mochila da garota, ele achou as armas e os cartuchos, bem organizados por sinal, que estavam identificados como arma de autoria da H.Y.D.R.A. e principalmente a identificação da garota.
- Esperem. – Steven disse pegando um dos cartuchos. – Ela é uma agente da Hydra. – Steven mostrou as inicias em um dos cartuchos.
Romanoff tentou se manter em uma postura tranquila e que não reconhecia aquela garota deitada na maca.
- Isso não quer dizer nada, Steve, eles podem muito bem estar atrás dela. – Potts defendeu Müller.
- Ou as armas podem ter sido implantadas na mochila dela. – Romanoff falou com um medo estampado em seus olhos que teve que fortalecer seu tom de voz.
- As duas vão defender ela agora? – Tony perguntou inconformado.
- Não, Tony, mas pense bem. Será mesmo que ela queria estar com essas armas? Até onde sabemos, ela estava fugindo da Hydra e não atacando a gente. – Potts disse o obvio.
- Mesmo assim, não devemos confiar nela, ela utilizava uma arma.
-Eu concordo com Stark. – Rogers falou desconfiado ainda.
- Temos uma raridade aqui, né picolé.
Potts balançou a cabeça em negação e suspirou pesadamente.
- Isso ainda não quer dizer nada, Stark. Bruce, pegue-a e leve para uma das salas de interrogatório, assim o senhor Stark e o senhor Rogers podem ficar vigiando a garota e ela vai ter um bom descanso. – Potts se retirou da sala revirando os olhos.
Stark foi atrás de Potts para poder tentar entender o porquê que ela estava defendendo tanto a garota.
- É sério, Pepper? Você vai defender essa garota da Hydra?
- Não sabemos se ela é da Hydra, Tony.
- Steve achou armas da Hydra dentro da bolsa dela e você ainda tenta protegê-la. Pepper você sabe de alguma coisa?
- Sei, Tony, sei sim, sei que você está sendo um completo idiota em não tentar saber o que ela quer ou de onde ela veio, pare de ficar jugando ela, Stark.
Potts seguiu a caminho da sala que Müller ia ficar, deixando Stark falando sozinho.

••


já estava na sala de interrogatório deitada em uma cama, enquanto isso, Romanoff, Potts, Stark, e Carter falavam sobre o fato dela ser da H.Y.D.R.A., já que Romanoff e Potts insistiam em defendê-la, já Rogers não parava de encarar Müller em uma tentativa em decifrar o que passava com ela e o porquê dela estar ali na torre dos Vingadores.
Müller abriu os olhos ainda deitada, ela olhou em volta tentando reconhecer o ambiente; Não era um lugar frio e escuro igual o da H.Y.D.R.A., era um lugar mais aconchegante, um lugar onde só pelas cores fazia Müller se sentir em casa e segura por mais estranho que possa parecer. Ela sentou e olhou para frente onde tinha um grande espelho escuro, sua cabeça a incomodava pelo impacto da bomba e por ela ter completamente voado para dentro da torre.
- Ela acordou. – Rogers disse olhando para os olhos de . – É ela!
- Ela quem, Steve? – Carter disse bem próxima de Rogers acariciando o braço dele.
- A garota que estava ajudando Bucky no prédio.
- Não pode ser, ela era morena e mais baixinha e mais... – Stark procurou palavras para definir .
- Criança. – Romanoff falou.
- Você tem certeza? – Carter olhou para Müller.
- Sim, na verdade, eu acho que é ela... Eu vou entrar lá e conversar com ela.
- E se for ela, Steve. Com certeza ela vai querer atacar você, e além disso, se for uma de nós, é bem capaz que ela se sinta mais à vontade. – Natasha se referia a ela, Carter e Potts.
- Por que vocês?
- Somos mulheres, ela é uma garota, tudo indica que ela irá se soltar mais.
- Tudo bem, quem vai?
- Eu. – Carter falou já se retirando. – E se for ela mesmo e quiser saber do Bucky?
- Diga a ela que não sabemos dele. – Rogers falou sem tirar os olhos de .
Carter saiu da sala e colocou sua arma presa em sua calça na parte de trás, abriu a porta e encontrou com massageando suas têmporas e com o cobertor em cima de suas costas.
- Oi.
- Oi, onde eu estou?
- Na torre dos Vingadores, como você está?
- Bem, só com um pouco de dor de cabeça. – Müller mentiu. – Mas tirando isso, estou bem.
- Ficamos preocupados com você, qual o seu nome?
- , Müller e o seu?
- Sharon Carter, Agente 13.
- Prazer em conhecê-la. – Müller estendeu a mão.
- Eu preciso fazer algumas perguntas para você, tudo bem? – Sharon retribuiu o gesto.
- Sim, cadê minha mochila? – falou um pouco desesperada pelos arquivos, o pen-drive com a gravação e as armas dela.
- Estão em um lugar seguro. Primeiro, você trabalha para a Hydra?
- Sim, quer dizer, não. Eu sai de lá. O que isso tem haver com minha mochila?
- Eu preciso saber.
- Saber se eu sou da Hydra interfere de eu estar com a minha mochila? – se levantou fechando o punho.
- Achamos suas armas dentro dela e estava com as inicias da Hydra, algo estranho, não acha?
- Não, se eu acabei de falar que trabalhei para a Hydra, só peguei o que me pertencia ou você queria que eu falasse que eu roubei as armas da Hydra? Agora me dê licença, eu vou sair desse quarto.
- Não mesmo.
Sharon pegou a arma e apontou para que a mesma revirou os olhos; respirou fundo e desarmou Sharon com as mãos, e a jogou no sentido contrario da arma. Com sua mente, fez a arma de Sharon travar sem poder disparar ou tirar o cartucho, ela saiu pelo corredor procurando seus pertencesses e a saída.
Rogers não acreditava na petulância da garota, o como ela tinha tanta frieza para falar daquele jeito com uma agente, ainda mais na torre dos Vingadores. Ela era sim ainda uma agente da H.Y.D.R.A., disso ele tinha certeza e ele teve mais certeza ainda pela petulância da garota ao falar com sua ”namorada”.
- Vamos, ela está saindo. – Rogers disse com todos em seu encalço menos Romanoff.
Eles saíram da sala e procuraram Müller pelos corredores, eles a encontraram na sala principal onde ela estava antigamente com Natasha.
- Está tudo bem? – Potts perguntou.
- Ai não, mais gente. Eu estou bem sim, eu trabalhei para a Hydra e meu nome é Müller. Agora, eu só quero minha mochila e sair daqui, eu posso?
- Não. – Capitão América disse sério. – Onde está Bucky?
- Eu faço a mesma pergunta, você foi o ultimo vê-lo, você estava com ele naquela droga de coisa da Shield e até onde eu sei, você matou Bucky.
- Eu não matei o Bucky! – Rogers foi para cima dela. – Me diga, onde ele está!
- EU NÃO SEI! Eu não estaria aqui atoa, eu vim atrás dele.
O modo, o linguajar de Müller fez com que Rogers estourasse com ela mis ainda. Já que Steven ainda segurava o braço dela, segurou o braço de Steven fazendo com que ele passasse por cima dela e soltando seu braço, Rogers se levantou em um pulo ágio e a atacou do mesmo modo que fez com ela há sete anos. Os golpes para eram nada, ambos já sabiam como eles lutavam, apesar de que estava mais rápida e mais ágil. Em um dos chutes que ia dar em direção do peitoral de Steven segurou a perna dela que a mesma foi obrigada a dar impulso com a outra chutando fortemente o rosto de Steven e fazendo com que ele caísse no chão. Ela “sentou” na região de sua barriga e prendendo um dos braços – dele – embaixo de sua perna e segurando o outro imobilizando.
- Me fale onde está o Barnes! – falou em um sussurro e bem perto do rosto dele.
- Steve, solta ela! – Potts pediu.
Steven e Müller se separam ao ouvir Potts pedindo para eles se soltarem pela milésima vez, ou algo assim, já que ambos não entenderam muito bem, vários fatores principalmente a raiva fez com que eles não se tocassem que os outros estavam pedindo para eles pararem. Havia uma coisa em Müller que fazia com que Rogers perdesse a cabeça facilmente.
- Vamos conversar calmamente com ela, picolé.
Stark parou na frente de Müller com medo que a raiva que Rogers estava sentindo tomasse conta do seu consciente novamente e fizesse com que eles entrassem em uma luta corporal novamente; Steven não queria, mas foi "obrigado" por Potts em aceitar a proposta já que ele e Müller estavam procurando o Soldado Invernal; Eles discutiam e a maior parte que estava na sala, Agente 13, Stark, e Wilson, estavam acreditando que Müller sabia onde ele estava mais não queria dizer ao Rogers, já Potts continuava na defesa de .
- É sério que vocês vão continuar me acusando? Eu não sei onde o Bucky está, a única coisa que eu queria saber é onde ele está, pois desde o primeiro momento que me falaram que ele podia estar desaparecido ou que você tinha matado ele. – Apontou para Rogers. – Eu não acreditei. Optei pela primeira opção, apesar de que deveria acreditar na segunda. – se referia ao ataque que aconteceu a poucos segundos.
- Ela está mentindo, Steve. – Sharon se levantou indignada que Rogers ainda escutava tudo que ela falava.
- Mentindo, eu? – Riu de deboche.
- Sim, ou a Hydra é um grupo de pessoas que ajuda os velhinhos e as crianças carentes? – Stark falou ironicamente.
revirou os olhos.
- Ok, eu vou embora.
- Não vai não. – Potts disse. – Você está abatida e precisa comer algo, venha vamos para a cozinha.
- Pepper.
-Stark, calma.
Potts preparou um lanche bem farto para acompanhado de um café forte. Potts puxou assuntos calmos fazendo a garota se distrair até chegar em assuntos mais sérios que Müller respondeu calmante tudo que ela perguntava, e algo que não sabia era que J.A.R.V.I.S. estava monitorando tudo que Müller falava para avaliar se era tudo verdade depois que a conversa delas terminasse.
- É verdade, eu voltei para a base e deixei ele para trás. Não sei o que aconteceu com ele, eu não faço mais parte da Hydra, existia coisas lá dentro que eu não sabia e acabei me revoltando contra eles, mas não me arrependo de ter sido treinada por eles. Querendo ou não, tinha algumas pessoas que me tratava como se fosse irmã, eu entendo se você não acreditar.
- Não vou fazer igual eles, calma. Sinto que você fala a verdade e também preciso conhecer o lado da sua historia, mas por que tanta raiva do Steve?
- Não sei. – mentiu. – Acho que deve ser o famoso ditado, nossos santos não se entenderam.
- Ou por que ele já tentou matar o Caveira Vermelha.
- Como? – questionou inconformada.
- Você não sabia?
- Não, ele também? O Schmidt...
saiu furiosa da cadeira e andou de um lado para o outro, Pepper tentava acalmá-la novamente a partir daí Potts percebeu que ele já tinha feito algo para ela que a deixou com tanta raiva e ódio que a única coisa que só conseguia sentir era ir atrás de vingança e até mesmo dar uns bons socos em Rogers, em outros termos matar o Capitão.
Romanoff apareceu na porta da cozinha, fez um sinal para Potts ir até ela e voltou para um ponto cego.
- Aqui está à mochila dela, eu verifiquei tudo. O que é dela está ai, não podemos ficar com ela, já que...
- Ela é uma ex-agente da Hydra, obrigada Nat. – Pepper completou.
- ? – Potts falou entrando na cozinha.
- Oi.
- Aqui está tudo que é seu.
- Obrigada, eu vou embora, sei que você vem sendo muito legal comigo e eu agradeço isso, pelo menos Johann estava errado em uma coisa.
- Errado em quê?
- Que nem todos dos Vingadores são idiotas e chatos.
Potts riu.
- Tem um que tem uma palavrinha única, mas ele tem um bom coração.
- Quem?
- Stark.
- Certeza? Não parece.
As duas riram indo em direção ao elevador.
- Você tem para onde ir?
- Não, mas eu acho algum lugar eu consegui trocar o dinheiro que eu tinha antes de ser perseguida pelo Hanks.
- Se quiser posso tentar te ajudar.
- Obrigada Pepper, mas não precisa. – entrou no elevador. – Por que acredita tanto em mim? – segurou o elevador.
- Deve ser porque se você quisesse atacar os Vingadores, já teria feito isso.
sorriu. Era a logica, mas só tinha um Vingador ali que ela queria atacar.
- Até, Pepper.
- Até.
Potts levou a gravação para a sala de Stark e pediu para que J.A.R.V.I.S. analise o tom de voz de , pelo menos era assim que ela teria mais certeza ainda que Müller não estava mentindo; Ao termino, J.A.R.V.I.S. entregou o relatório da analise que constava que ela estava falando a verdade, Potts respirou aliviada, seu sexto sentido de mulher não tinha falhado novamente. Potts guardou a gravação caso fosse preciso mostrar para Tony.

••


Romanoff estava no topo da torre pensando em todos esses anos e agradecendo que não tinha falado o nome dela em nenhum momento da discussão dela com Rogers; Clint foi atrás de Romanoff, àquelas suspeitas dele que ela sabia algo mais e não queria falar tinham se concretizado ao ver que ela evitava contato ou que Müller a visse na torre. Romanoff aparentava tão perdida com ela mesma do que em New York, que só quem conhecia realmente ela sabia que ela estava com medo.
- Nat.
- Clint. – Romanoff enxugou as lágrimas antes de se virar.
- Está tudo bem? – Ele deixou a ruiva dar o primeiro passo para o assunto.
- Sim.
- Eu te conheço, me fale o que aquela garota sabe que você não quer que ninguém saiba, Nat, você pode confiar em mim.
- Clint, não é tão fácil, ela acha que... Eu morri quando vim buscar o Cubo.
- Como?
- Quando eu fiz vocês me seguirem e eu usei minha própria arma para atirar e fiz toda aquela cena, era para despistar a Hydra. Apenas eu sabia que ia descobrir e que alguém ia avisar que eu tinha falecido, só não sei o que eles falaram para ela. Se ela souber que eu trai”. – Ela fez aspas com os dedos. – A Hydra, eu tenho certeza que ela vai ficar brava comigo. – Romanoff estava completamente emocionada.
- Você se apegou a ela no período que estava lá. – Clint respirou aliviado.
- Sim, eu a treinei, armas brancas e de fogo, ela é ótima Clint e inteligente demais fora que ela foi cobaia do Projeto GF 96.
- Projeto GF 96? – Colocou a mão na boca, demostrando está pensativo.
- Sim, os cientistas deles desenvolveram um soro para fazer mutação no DNA dela, eu só não sei se desenvolveu nela ou não, saí muito antes de saber algo dela.
Romanoff explicou tudo o que sabia sobre o Projeto 96, que para ela continuava como Projeto GF 96 só que a mesma não sabia da alteração do nome, além de falar que foi treinada por Bucky e por outros integrantes da H.Y.D.R.A.. Clint entendeu tudo ainda mais o medo de Romanoff.
- Você não acha melhor esperar tudo se acalmar aqui e depois você ir de encontro dela para conversar? Eu tenho certeza que ela vai entender.
- Você acha que ela vai entender? Eu acho que ela vai querer é me xingar de todos os nomes.
- Bom, se ela te ama do modo que você falou, então ela vai sim, ela parece ser legal.
- Ela é um doce, só não entendo o porquê dela estar fugindo da Hydra.
- Revolta.
- Impossível, o Caveira Vermelha cuidava dela como o objeto mais precioso, preciso achá-la logo.
-Você vai achar e falar com ela.
Clint puxou Natasha para um abraço apertado e caloroso fazendo um carinho suave em seus cabelos ruivos, fazendo-a se acalmar e tentar que seu medo passasse por alguns minutos ou até mesmo algumas horas.

••


Enquanto isso na sala, Rogers ficava repassando todas as informações de Müller, principalmente a raiva que ela passou ao olhar para ele, em sua mente, ele sabia que tinha algo diferente naquela historia toda; Por mais que ele tentasse, não conseguia confiar em Müller, ainda mais pelo fato dela estar sempre acusando ele de ter dado um sumiço em Bucky, mas no fundo, com todas aquelas dúvidas, com todas aquelas incertezas, aqueles olhares, ele sentiu algo como se ele já tinha conhecido de algum lugar, um leve sentimento de que seu coração batia um pouco a mais por ela do que pela própria Sharon; Ele esfregou os olhos e balançou a cabeça para espantar os pensamentos e aquela suposta hipótese de estar sentido algo por aquela garota, Steven foi para a sacada com uma garrafinha de água, ele olhava o sol se pondo com os mesmos pensamentos de antes.
- Steve? – Sharon chamou fazendo despertar de seus pensamentos.
- Sharon, aconteceu alguma coisa?
- Não, mas eu sei que você não aprovou que Pepper ficasse do lado dela, muito menos de ter a deixado sair sobre nossos cuidados.
- Não entendo o por quê. Ela confia tanto nessa garota, ela é uma agente da Hydra. – Rogers disse inconformado.
- Podemos tentar procurá-la e ir atrás dela e ver o que ela esconde e o que ela sabe da Hydra.
- Não sei, Sharon, Pepper deve estar amparando ela de longe.
- Steve, ela pode estar tramando algo contra nós, ela é uma agente da Hydra, você vai mesmo deixar ela solta por aí, enquanto você pode conseguir informações dela? – Agente 13 falava colocando pressão em Rogers.
Claro que Carter estava interessada nas informações que Müller tinha, mas ela estava mais interessada ainda em capturar e seria muito fácil fazer isso manipulando Steven, já que ambos estavam em um relacionamento – não oficializado ainda, e ele não iria desconfiar nada. Ela era uma agente, qualquer informação da Hydra era lucro, e qualquer informação sobre Müller, Bucky e ainda poder matar o Caveira Vermelha e destruir toda a H.Y.D.R.A., seria uma vantagem e tanto, mas aquele leve sentimento fazia com que ele pensasse em deixar dar o primeiro passo e se entregasse ou mudasse de lado.
- Quer tentar achá-la? Eu procuro sem levantar suspeitas.
- Por favor, e me avise quando tiver alguma notícia.
- Pode deixar, Steve.
- Obrigado, Sharon. – Steven selou seus lábios em um beijo rápido e calmo.
- Eu tenho que ir. – Sharon separou seus lábios, mas manteve Rogers perto dela. – Te vejo à noite?
- Sim, cuidado.
- Pode deixar, Steve.
Carter se despediu de Rogers com um beijo rápido e deixou o herói no local que eles estavam, não demorou muito para que Wilson aparecesse a procura do Capitão América. Eles conversaram um pouco sobre Rogers e Carter, também sobre e a vontade de Rogers conseguir tirar todas as informações que ela tinha e a sensação que ele teve ao olhar nos olhos dela, claro que Sam disse que era apenas imaginação dele por conta dela ser da H.Y.D.R.A.

••


Algumas semanas se passaram e tinha se instalado na sua antiga casa em New York, a casa era linda e espaçosa e como seu pai servia o exército americano, ele tinha uma sala secreta. , em uma das faxinas que ela fazia, ela abriu o armário de baixo da escada e tinha apenas algumas vassouras, capas de chuvas e baldes. estranhou o posicionamento de alguns ganchos. Ela ajustou um dos parafusos que abriu uma porta que mostrava uma escada para descer; desceu e viu um laboratório que para aquela época, que seus pais ainda estavam vivos, era de última geração, apesar de que continha algumas tecnologias Stark nítido, pois era a marca nos aparelhos, tudo que era para estar ali tinha sido retirado e limpado, não tinha mais nenhuma informação, nenhuma folha de arquivo estava ali, era estranho pois ninguém tinha acesso ao laboratório, e não tinha como seu pai fazer a limpeza antes de falecer.
Müller abriu uma das gavetas que estava emperrada e viu uma folha pequena do tamanho de um guardanapo onde estava escrito “Todos os arquivos foram entregues para a S.H.I.E.L.D”, ela estranhou. Por que para a S.H.I.E.L.D? Até onde ela sabia, não por conta da lavagem cerebral que fizeram nela, mas sim o que ela sabia pelo próprio pai. O senhor Müller servia fielmente ao exército deixando de ser soldado de campo para ser até mesmo coronel de base. pensou e pensou, mas não achava nenhuma lógica, então resolveu terminar a faxina e depois pedir ajuda para Potts.
Ela e Pepper mantinham contato, e Potts a ajudava no necessário. As duas criaram um elo tão grande que Müller compartilhou as informações que continham dentro dos arquivos que ela pegou da H.Y.D.R.A.. Antes de Potts chegar, Müller já tinha deixado o vídeo preparado para reproduzir no laboratório de seu pai.
- Oi, , como você está? – Pepper falou ao ver na porta.
- Bem, entre, preparei um lanche para a gente.
- Não precisava. – Potts colocou sua bolsa em cima do sofá. – A casa está bonita, bem arrumada.
- Obrigada. Pepper, eu te chamei aqui para te mostrar algumas coisas e para ver se você poderia me ajudar.
- Dependendo, eu posso até te ajudar.
- Me siga, por favor.
As duas desceram as escadas, colocou o arquivo com seu nome em cima da mesa, ela explicou para Pepper e mostrou o arquivo falando que não se lembrava de nada do que estava escrito ali, só a parte que falava do começo do Projeto 96 e que depois de saber a verdade, ela saiu da H.Y.D.R.A., mas uma coisa que Müller não perdoava, era o que o vídeo retratava.
- Eu não acredito. – Pepper falou indignada ao terminar de ver o vídeo.
- Eu não acreditei também quando vi.
- Mas não pode ser verdade, alguém deve ter feito isso, tudo bem se eu pedi para o Tony ajudar, para saber se é verdadeiro ou não o vídeo?
- Pepper, eu analisei esse vídeo desde o tempo que eu saí da Hydra até hoje, não tem como ser mentira.
- Por favor?
- Tudo bem, mas não deixe ele falar para ninguém.
- Não deixarei, então esse é o motivo de tanto rancor por ele? – Pepper indagou.
- Não vou mentir, esse é o principal motivo.
Pepper ligou para Tony que chegou rápido na casa de com seus equipamentos em seu Acura NSX; Ele montou tudo rapidamente no laboratório e colocou o vídeo para reproduzir, quando ele viu o vídeo começar, nem ele mesmo acreditou no que estava na frente de seus olhos.


Capítulo 5 - Parte II – Verdades e Vinganças.

Senhor e senhora Müller voltava do evento que teve relacionado ao exército onde podia-se levar a família. Era fim de ano, o natal estava próximo, a família Müller cantava alegremente algumas cantigas natalinas. Senhor Müller viu pelo retrovisor, dois carros seguindo eles desde que eles saíram, o homem falou algumas palavras em alemão para sua esposa que a mesma entendeu o recado.
- Filha, coloque esse casaco do seu pai, está muito frio, meu anjo. – A mulher passou o casaco do exército, encostando-se ao assoalho do carro. Discretamente.
- Ok, mamãe. – disse sem delongas.
- E agora, o que fazemos? – A mulher perguntou em alemão.
- Ao chegar em casa, leve para o quarto, coloque ela debaixo da cama, vou tentar detê-los.
A mulher concordou com que seu marido disse e fez isso. A senhora Müller, Alina, pegou a garota às pressas e a colocou no quarto da menina, pediu para que ficasse debaixo da cama e só saísse quando ela mandasse. Enquanto isso, o senhor Müller pegou sua arma, ativou a gravação das câmeras do quarto de e ficou na espera dos agentes da H.Y.D.R.A. A ação foi tão rápida que o homem com uma roupa azul de listras brancas e vermelhas com uma grande estrela no peito, entrou atirando, que o senhor Jethro não pôde nem se quer ter uma ação de atirar contra o homem.
O mesmo homem, que pelas vestis podia se deduzir muito bem que era o Capitão América, subiu as escadas em direção ao quarto da pequena , a senhora Müller escutou os passos, se agachou no chão para poder olhar no fundo dos olhos de sua filha e falou:
- Lembre-se, aconteça o que acontecer, mamãe sempre vai te amar, você foi o presente mais lindo que eu já tive em minha vida, eu te amo minha pequena princesa...
A mulher se levantou rápido e se pôs aposta para defender sua filha. Capitão América entrou bruscamente no quarto e descarregou a arma nela, cobriu a cabeça com o casaco de seu pai ao ouvir os disparos da arma em sua mãe. Fechou os olhos e cantou uma música que sua mãe sempre cantava para ela.
- Catch a falling star, and put it in your pocket, never let it fade away...
Capitão procurou dentro do guarda-roupa e até mesmo no quarto dos pais da menina, mas não a encontrou. Ele se retirou da casa dos Müller sem saber que toda aquela ação tinha sido filmada.
Depois de três horas do assassinato dos Müller, saiu debaixo da cama e foi para o lado do corpo de sua mãe. Alguns segundos depois, um homem que usava um uniforme todo preto e com o símbolo da H.Y.D.R.A. apareceu e enquanto ele chegava mais perto de , a qualidade da gravação piorava até que a gravação foi cortada.

Stark congelou ao termino do vídeo, era Rogers ali matando dois inocentes e o pior, ele estava do lado da H.Y.D.R.A.. Ele também congelou pelo motivo de ter mostrado as filmagens para ele e para Pepper, isso fez com que ele percebesse que ela não estava ali pela H.Y.D.R.A., mas sim, por um fato único. Vingança. Depois de Stark assistir e sair do estado de transe, contou toda a mesma história, que tinha contado para a amiga, contou para o Tony e ele entendeu e compreendeu a garota.
- Mas ainda estou inconformado, não pode ser o picolé.
- Tudo indica que é o Steve, Tony.
- Picolé? – perguntou.
- É pelos anos dele ter ficado congelado. – Tony explicou.
- Ah, sim. – Continuou sem entender.
- Tem como você saber se o vídeo é falso? – Pepper perguntou.
- É claro que eu consigo, vou começar agora com o J.A.R.V.I.S., daqui algumas horas terei a resposta, Pepper. Mas me diga uma coisa, , você não quer vingança do que ele fez, certo? – Tony perguntou sério.
- O que você acha? – falou com um tom de voz demostrando que queria vingança.
- Ela não vai fazer isso até temos a certeza. – Pepper protestou.
- Desculpa, sei que você vem me ajudando, mas ele vem conseguindo afastar todas as pessoas que eu amo.
- Seus pais apenas, , sei o quanto isso irrita você, mas... – interrompeu Potts.
- Não foram só eles, olhem. – abriu uma gaveta e retirou outra pasta de arquivo. – Eles não foram os únicos, ele fez isso com a Natasha.
Pepper abriu a pasta e foi direto para a parte do relatório de missões e no final constava que Romanoff foi assassinada pelo Capitão América, algo absurdo, até porque, Romanoff estava viva e com eles o tempo todo na Torre e desde o dia que ela saiu da H.Y.D.R.A.. Potts olhou para Stark que o mesmo tinha a expressão da loira. Como Romanoff conseguiu esconder tão bem deles sobre a ?
- Desde quando você tem esse arquivo? – Stark questionou ainda mais sério.
- Desde o dia que eu descobri que eles implantaram memórias falsas em mim, na verdade, desde o dia que eu fiquei sabendo de toda a mentira que eles construíram.
- Então você está com eles desde o momento que você contou que saiu da Hydra?
- Sim, fiz a Kiyoko pegar todos os arquivos, o meu, da Nat e... – pensou antes de falar o nome do Bucky. – E o vídeo.
- Tudo bem se eu ler o arquivo? – Potts perguntou sobre o arquivo da Romanoff.
- Sim, só não leve embora.
- Não levarei, vamos subir e deixar o Tony trabalhar.
Enquanto Potts lia todas as folhas do arquivo, adormeceu no sofá da sala assistindo um desenho qualquer que passava na televisão. Pepper aproveitou que estava dormindo e fez uma ligação para Romanoff. Tinha duas coisas que ela queria entender: Primeiro, porque quando ela voltou, ela não falou nada sobre e segundo, porque ela se escondia de .
Pepper ligou e pediu para que Romanoff fosse até a casa de para ambas as três conversassem, mas por medo, Natasha negou falando que ainda não era a hora e que Clint iria ajudá-la a conversar com . Pepper nunca tinha percebido tanto medo na voz de Romanoff. O medo era tão explícito que Pepper aceito deixar esse "reencontro" para outro dia.

••

Potts voltou para a o laboratório para ver o processo do vídeo, por mais que Stark tentasse achar uma forma para saber se era falso, ainda mais com o amparo das tecnologias dele estava complicado de achar uma pequena falha no vídeo.
- Acho que devemos ver com Steve se ele sabe de alguma coisa. – Potts sugeriu.
- Não é uma boa ideia, Pepper, com a raiva que ela sente, pode acabar fazendo com que ela o ataque.
- Então ligamos para ele. Tony, não podemos deixar de ouvir o lado dele, já vimos que o vídeo está impossível de saber se é falso.
- Ligue para ele, mas não o deixei vim até aqui, Pepper.
Tony voltou a olhar para a tela para analisar o vídeo e tentava outros recursos, aqueles rostos era familiar, era como seu ele tinha passado um bom tempo ao lado daquele casal mas mesmo assim não lembrar deles, Tony sentiu o vazio de sua família, algo que ele não vinha sentido com tanta frequência; Potts ligava para Rogers que o mesmo não acreditava na acusação que Potts fazia, ele se ofereceu inúmeras vezes para poder ir até a casa de Müller e ver o vídeo, tanto que Potts acabou cedendo e falou para ele chegar logo antes que ela acordasse.
Steven chegou em menos de cinco minutos, entrou observando o ambiente que era familiar, – tudo para Rogers e para Stark era familiar quando o assunto principal se tornou – seguiu Potts até o laboratório e assistiu o vídeo ao lado de Stark que o encarava friamente.
- Não sou eu. – Steven falou com toda certeza.
- Não é o que o vídeo está mostrando, Rogers. – Stark falava e olhava friamente.
- Não sou eu, Stark, eu não teria coragem de fazer o isso, quem são eles?
- Meus pais, Capitão América. – falou do topo da escada. – Não é um pouco familiar para você? Você esqueceu de uma única coisa. Naquela noite, eu estava debaixo da cama, eu vi tudo, eu sei mais do que ninguém que era você.
olhava para Steven sem piscar, seus olhos iam escurecendo a cada segundo que passava, igual quando ela recebeu a notícia de Romanoff. Ela desceu as escadas apertando seus punhos.
- Não fui eu que matei seus pais, , eu não teria coragem de fazer isso.
- Então me explica quem é aquele imbecil com o seu uniforme? Eu vi, aquele dia era o mais feliz da minha vida e você acabou com ele! – esticou sua mão direita e deixou seus poderes se manifestar.
-Eu não faria isso, acredite em mim! – Rogers olhava no fundo dos olhos pretos de Müller.
- Como acreditar em um homem que matou minha melhor amiga, o... – Não sabia definir Bucky em uma palavra. – Bucky, que me ensinou tudo, E MATOU OS MEUS PAIS!
empurrou Rogers contra parede sem mover um músculo, subiu sua mão fazendo o mesmo tirar os pés do chão e começou a apertar o pescoço de Rogers, ele estava sendo sufocado pela .
- E-eu não ma-matei seus pais. – Steven falou em busca de fôlego.
- Não, você não vai me enganar.
Uma espécie de luz roxa dominava e iluminava o ambiente. A cada movimento de fechar que fazia com sua mão, Steven ficava sem ar, ele pedia para ela acreditar nele, repetia que ele não havia matado os pais de ; Stark e Potts já estavam entrando em desespero, eles não sabiam o que fazer para salvar ou ajudar Rogers.
Mas como Stark tinha deixado J.A.R.V.I.S. trabalhar no processo do vídeo, ele apenas escutou um "Senhor, o vídeo foi gravado ano passado". Stark virou bruscamente para a tela e viu o vídeo sendo reproduzido em alta qualidade, sem o filtro por cima da gravação.
- Pepper, olha. – Stark disse apontando para a tela.
- , por favor, para, olha o vídeo novamente. – Pepper pediu.
- Eu já assisti mais de dozes vezes, eu esperei isso há tanto tempo desde o momento que descobrir que ele matou meus pais.
- J.A.R.V.I.S. relate a situação do vídeo. – Tony pediu.
- O vídeo foi gravado recentemente, há três meses, a qualidade do vídeo foi omitido por várias camadas do filtro usado, posso afirmar também que ao aumentar a imagem congelada, não consigo identificar a semelhança do rosto do atirador com o do Steven Rogers, senhor.
Agora Steven entendia a completamente raiva que tinha ao olhar para ele, não era atoa aquela raiva que a garota demostrava. Ele não poderia julgar a raiva e a vontade de acabar com ele, afinal, se fosse ao contrário, ele também estaria assim, mas não podia concordar que ela deveria analisar mais os fatos que se passava naquela gravação. Fora isso, Rogers não negava que no fundo, aquele maldito sentimento estava atormentando ele e o deixando mais calmo.
-Hã? Como assim? Mas que merda é essa de gravado há três meses? – disse soltando Steven.
Ele caiu sem ar e quase desmaiado, ele colocava sua mão em seu pescoço massageando pela dor que sentiu do poder de .
- J.A.R.V.I.S., comece outra vez o vídeo. – Stark pediu e logo foi ajudar Steven se levantar. Stark ainda estava friamente com o Capitão.
- Como assim? Não pode ser verdade, meus pais morreram há tanto tempo.
- O vídeo foi realmente gravado há três meses e no ambiente de origem. – Stark explicou.
- Aqui em casa? Mais que porra está acontecendo? Tem algo errado nisso.
- Pode ter algo que comprove que o vídeo é falso. – Stark se dirigia a escada.
- Não tem como, eu limpei quando eu me mudei para cá, e confesso não tinha nada quando eu abri a casa.
- Então o que pode ter sido? É impossível eles terem feito isso há três meses. – Pepper falava inconformada.
- J.A.R.V.I.S., por favor, analise cada canto da casa e vê se bate com os parâmetros do vídeo.
- Pelas analises, o metro quadrado do quarto e da casa é compatível com o cômodo que mostra no vídeo.
saiu furiosa do laboratório, seguiu em passos firmes para o quintal de sua casa. O ódio era tão grande que ela precisou conter seus poderes; Ela encostou-se na árvore que tinha um balanço pendurado, ela respirava fundo para poder retomar toda calma que foi perdida ao saber que Steven estava ali e ela não podia nem se quer encher o rosto dele de soco.
Steven retomou o fôlego e seguiu até o quintal, ele encostou-se ao batente da porta e cruzou os braços, observou por alguns instantes ... Rogers pensou, pensou nas palavras para poder utilizar ao falar com ela, já que naquele momento, estava um grande dilema entre os dois, mas mesmo assim, isso não ia deixar que ele ainda desconfiasse de Müller.
- , eu juro para você eu não teria coragem de fazer isso com seus pais, posso não ser de confiança para você, mas isso eu não faria com qualquer um. – Steven falou sincero e mostrando sua sinceridade em seu olhar.
- Steven Rogers. – deu alguns passos em direção a ele, que ambos ficaram muito perto um do outro. – Até que Stark prove ao contrário, eu não vou acreditar em nenhuma palavra que você fale, espero mesmo que você tenha entendido ou se não, o que aconteceu naquele laboratório com você vai ser bem pior.
Müller saiu esbarrando em Rogers. Como ele se atrevia em tentar se quer mentir para ela? Nem entendia, mas uma coisa ela tinha certeza e entendia, ela não iria deixar com que ele conseguisse dominá-la com aquelas palavras até que comprovasse ao contrário.
Ela foi em direção do seu quarto, para poder não ter que olhar novamente no rosto dele; Müller fechou a porta e sentou-se em sua cama, ela só sairia dali quando achasse algo ou então se Potts a chamasse. Steven voltou para o laboratório e avisou que estava indo embora e que qualquer notícia sobre a gravação era para avisá-lo que ele voltava para a casa da Müller.
Pepper foi até a garota, tentar acalma-la sem falar uma palavra, apenas com um chá e biscoitos que a própria garota tinha assado. Bateu na porta suave e com todo cuidado para não deixar a bandeja cair, e mesmo sem ter obtido nenhuma resposta dela Potts adentrou no quarto.
- , eu trouxe chá e alguns biscoitos.
- Obrigada Pepper. – Sentou-se na cama e enxugando as lágrimas. – Eu não te machuquei lá né? Não tenho um bom controle dele.
- Não. – Riu nasal.
- Ainda bem. – Relaxou o corpo.
- Como você os conseguiu? – Indagou curiosa.
- Foi com a Hydra, eu fui um projeto deles. – Não entrou em detalhes. – Não sei como consegui evoluir tanto até chegar ao roxo. – Brincava com seu poder entre os seus dedos. – Mas eu gosto, não muito, mas eu gosto. – Um sorriso doce estava em seus lábios.
- Como assim?
- Era incolor, mas com o tempo eu deduzo que toda a raiva que sentia foi mudando, mas não é uma teoria plausível.

••

Antes de ligar a moto, Rogers enviou uma mensagem para Wilson para que ambos se encontrassem no mesmo lugar que eles sempre corriam todas as manhãs.
Ao chegar no local, Wilson já estava à espera de Steven com dois cachorros quentes na mão.
- Diga o que é de tão importante. – Sam entregou o cachorro quente.
- Lembra que eu falei que me olhava de uma maneira diferente?
- Sim.
- Não era apensas o fato dela ser da Hydra e eu estar desconfiando dela desde o primeiro momento... Ela tem um vídeo que mostra, supostamente, eu matando os pais dela.
Sam se engasgou com o pedaço que estava mastigando.
- É o que amigo? – Sam falou depois de engolir. – Você tem certeza disso?
- Eu vi o vídeo, as roupas que usava na gravação, o modo de agir, andar e manter uma arma em punho, tudo que tinha naquele Capitão América é a mesma forma que eu faço. – Steven deu ênfase ao falar eu.
- Alguém pode ter copiado todos seus movimentos e reproduzido para aquela gravação.
- Não, aquele sou eu, mas um eu diferente.
- Os pais dela morreram recentemente? – Sam perguntou.
- Não, faz tempo, pelas gravações faz tempo, mas pelo o Stark o vídeo foi gravado há três meses.
- Isso mostra que você não matou os pais dela.
- Mas isso mostra que ela pode muito bem ter feito isso ou alguém ter mandado ela fazer.
- Alguém em mente, Capitão?
- Schmidt... Eu vou indo, preciso falar com a Sharon.
- Vai comentar sobre a gravação?
- Não sei, mas qualquer coisa, eu aviso você.
- Ok.
Rogers foi até o local de trabalho de Carter e a esperou em uma sala de visita. E até lá ele ficava lembrando das imagens daquele vídeo infernal.
- Steve, oi.
- Oi. – Rogers deu um abraço apertado.
- Veio saber sobre a Müller, certo?
- Sim, já sabe de algo dela?
- Eu achei alguns arquivos, estão na minha sala, venha comigo. – Sharon deu um sorriso de lado.
Rogers seguiu Carter até a sala da loira que não era muito longe por sinal. Sharon entregou os arquivos, enquanto Steven folheava, ela explicava o que havia descoberto sobre .
- Bom, ela era filha de um dos soldados que participou de várias missões contra a Hydra, além de ter feito parte da Shield, o Tenente Müller, vocês até trabalharam em uma missão juntos em tentativa de derrubar uma das bases da Hydra, ele se casou com uma brasileira, eles tiveram dois filhos Spencer e .
- E pelo que eu li, enquanto eu folheava os arquivos, eles foram assassinados, e Spencer sumiram depois disso.
- Sim, naquela época o caso nem teve uma investigação profunda, segundo relatos, Spencer estava com a vó materna no Brasil.
Depois de receber as informações, Steven entendeu o porquê que ele havia se sentido em um ambiente familiar ao entrar na casa de , ele se lembrou de Jethro e Alina, era tempo demais para poder se lembrar de uma das visitas na casa dos Müller. Rogers e Müller só mantiveram o contanto bem antes que a Guerra Fria terminasse.
-Steve? Steve, está tudo bem? – Sharon chamou Steven com leves empurrões.
- Sim, estou sim, só estava lembrando de algumas coisas.
Antes que Sharon pudesse responder, um dos agentes que trabalhava com ela bateu na porta avisando que tinha mais informação sobre o caso que eles estavam trabalhando.
- Eu tenho que ir, Steve, eu vou coletar mais informações e depois podemos fazer um interrogatório e ver o que ela sabe.
- Está bem, eu posso ficar com os arquivos?
- Sim, vou indo tchau.
- Tchau.
Steven colocou a pasta em cima da mesa e segurou na cintura de Carter para um beijo até que demorado. Steven pegou os arquivos e saiu acompanhado de Sharon, ele seguiu em direção ao elevador e ela foi para a sala que estava cuidado do caso.
Steven ao chegar em casa, leu todos os arquivos com mais calma com uma caneca de café em sua mão. Eram tantas fichas e informações que aquela leitura e analise demoraria umas boas semanas. Ao termino das semanas, lendo os arquivos, ele lembrou que tinha apenas conhecido Spencer por foto e que Jethro tinha comentado alguma coisa como “O governo americano está barrando estrangeiros de vim para dentro do nosso país, Alina está arrasada por não poder estar com Spencer”.
Agora Rogers só teria que ter coragem e falar para que ele já tinha trabalhado com Jethro, mas isso teria que esperar alguns dias, Rogers tinha algumas missões para ser executadas ao lado dos Vingadores.

16 de Abril.

Stark levou uma cópia para a Torre para analisar enquanto cuidava de outras coisas, como já tinha avisado por mensagem, ele teria que ficar com todo o conteúdo por uma semana. Era o tempo necessário para poder tem uma analise mais profunda de todo o conteúdo.
- Senhor, a sua ideia foi brilhante, o resultado já está pronto para ser visualizado.
- Eu sabia. – Tony falou alimentando mais o seu ego. – E qual é o resultado? É o Rogers ou não?
Tony pegou todas as informações e levou até Potts que ambos foram até a casa de , eles entram e já foram direto ao assunto. Tony explicou que com sua inteligência teve uma das ideias mais brilhantes de analisar a gravação e com a ajuda da melhor inteligência artificial incrível que ele mesmo criou, conseguiu desvendar se era ou não o Rogers naquela gravação. Ele teve seu ego cortado pelas duas que pediram para ele ir logo ao assunto, foi então que ele explicou e soltou o vídeo original e depois o vídeo com a análise, mostrando a verdadeira face do vídeo.


Capítulo 6 - Lembranças do Passado.


Durante o momento que ele analisava tudo sobre o caso, o playboy percebeu algo mais familiar naquela ficha, um sobrenome tanto pouco incomum para o Estados Unidos da América, entretanto, bem comum para ele.
Se levantou da poltrona de sua sala andou até a sua estante e pegou uma foto guardada em um de seus livros de física, era a última foto dos amigos da família Stark. Aquela foto trazia boas lembranças para o herói, nela estavam seus pais, Alina e Jhetro. Olhou bem para a criança no colo e sentiu uma pontada grande em seu peito, como esquecer o nome dela!
Rapidamente pegou as folhas e a foto e colocou lado a lado, ele pode ter a certeza que seu coração parou, sentou-se novamente apoiando seus cotovelos na mesa e consecutivamente sua cabeça e suas mãos. Segurou o choro para evitar que a ruiva escutasse ele a chorar. Precisava contar tudo para ela, mas não tinha certeza de que teria toda a coragem do mundo, guardou os arquivos e as fotos onde ninguém acharia e ficou ali com aquelas duas imagens na cabeça e a garota.
Sempre a teve como sua irmã mais nova, cuidava dela como se não houvesse o amanhã. E por muito tempo se questionou o por que mataram ela. Foi para a varanda da Torre, olhar para aquela grande cidade e tentar entender o porquê do universo estava fazendo tudo isso, com eles todos. Principalmente com a garotinha, que agora era uma mulher.
– Tony, está sem sono? – Pepper se aproximou dele.
– Eu vim tomar um ar, estava pensando em tudo que veio acontecendo, a aparição dessa garota.
– Fique calmo, pode ser só o momento, sabemos agora o porquê que ela está aqui. – Acariciou o rosto dele. – Logo ela vai ficar calma, sabemos da verdade e ela vai ficar por lá em Bronx.
– Eu não sei, Pepper.
– Está preocupado com ela?
– Não é bem preocupação. – Omitiu. – É só mostrar que consigo organizar tudo. – Tentou fugir da sua expressão.
– Tony, você não consegue me enganar. – Se aproximou. – O que foi? Você está com receio dela fazer algo contra nós?
– Eu ajudei a fundar os Vingadores, mantive tudo nos conformes, e não quero que desande. – Mentiu mais ainda.
– Está bem, mas vamos dormir você está muito cansado.
Não concordou apenas seguiu o caminho que a mulher o guiava, não era nada relacionado aos Vingadores muito menos ao Rogers, afinal, ele era grandinho e sabia se virar. O problema agora era se ele acreditasse na sua mente ou tentasse provar para si mesmo que os fatos estavam errados.
Era para a semana passar rápido depois daquela descoberta, depois de ter a certeza que era e a pequenina, suas lembranças voltavam e atrapalhava tudo que estava fazendo – bom, vamos deixar bem claro que era quase tudo, aquilo não entra no tudo, afinal, estamos falando do Stark – muitas vezes Pepper e até mesmo Happy, o chamava o despertando de sua imaginação e pensamentos. E a principal de todas foi a última lembrança com ela, e a do último natal com eles.
••


Véspera de Natal de 1996.
Tony estava irritado e bravo, não queria fazer a ceia com a família, ele queria sair com os amigos passar o natal bem longe daquela casa e de todos, mas naquele natal sua mãe pediu, ou melhor, obrigou que ele ficasse. Ele se arrumou para ficar e depois que desejassem feliz natal ele iria sair dali o mais rápido possível.
Estava tão irritado com tudo naquele natal que o considerava o pior de todos, até mesmo o som da campainha tirava ele do sério. Lá de baixo, já que estava em seu quarto, pôde escutar sua mãe elevar a voz avisando que os Muller tinham chegado e junto da voz dela os pequenos passos subindo as escadas e correndo até a porta de seu quarto, como a porta estava aberta a menininha foi correndo até ele e pulou na cama para poder abraça-lo.
- Oi, Tony. – O abraçava com toda sua força. – Feliz Natal! – Desejou.
- Não é hora de desejar natal ainda, . – Ele nunca a chamava pelo o nome. – Desce da minha cama!
- Tá tudo bem, Tony? – Ela descia da cama e arrumou seu vestidinho vermelho que tinha amarrotado.
- Sim, e vai ficar melhor se você sair do meu quarto e sumir de perto de mim.
segurou suas lagrimas e desceu as escadas quietas, mesmo com apenas cinco aninhos ela sabia se comportar em uma festa e não queria chorar no natal era a data que ela tanto amava no ano, tirando seu aniversário. E ali no sofá, ficou o tempo todo – sem fazer um som ou brincar com sua boneca, até ser chamada para a ceia.
Todos sentados envolta da mesa, senhor e senhora Stark um do lado do outro e acompanhando sua amiga Alina, na frente dela seu marido e por fim as “crianças”, principalmente Tony não tinha nada de criança. Agradeceram e ceiaram; permanecia quieta e pela primeira vez desde que começou a comer sozinha, não pediu ajuda ao Tony para cortar um pedação de Chester o que fez as mulheres estranharem a atitude da pequena.
Um tempo depois, Howard se retirou do ambiente discretamente, onde não estava a arvore de natal, colocou os presentes de todos de baixo dela e tocou o sino que tinha comprado para fingir ser o Papai Noel. Quando a garota escutou o sininho, ela se assustou correu para os braços de sua mãe, mas ao mesmo tempo, ela ficou feliz, o que fez todos e até Howard rir da expressão da garota.
- Vamos abrir os presentes. – Maria falou animada.
- Vamos! – foi correndo para a arvore. – . – Leu a etiqueta. – Ele sabe meu apelido.
Abriu rasgando todo o embrulho e tirou sua boneca favorita de dentro da embalagem, ela brincava com a boneca quando escutou a voz de Tony bem perto de seu ouvido; Ele podia ter brigado com ela, mas a menina o amava, afinal, ele era uma de suas maiores inspirações na vida! Ele era inteligente, explicava tantas coisas incríveis de engenharia – quase todas na época, física, e até mesmo as famosas exatas. Não tinha como não admira-lo, todas as vezes que ele falava algo novo para ela, a menina finalizada seu agradecimento com eu irei ser melhor do que você quando crescer, e não que isso o fazia de gabar na verdade ele até gostava e era isso que Tony desejava para a pequena , que a garota fosse melhor que ele.
Os dois subiram juntos de mãos dadas e foram até o quarto do rapaz, a colocou sentada na cama pegou um pacotinho mal embrulhado e entregou para ela.
- Antes de abrir, eu queria pedir desculpas, eu não devia e não queria falar aquilo com você, eu estava bravo e acabei descontado em você... Eu te amo muito, . – A abraçou, dando um beijo no topo da cabeça dela.
- Eu também te amo, Tony. – O abraçava.
- Agora abre o presente, você sabe não sei comprar presente para garotas então acho que isso serve.
- É para mim?
- Sim, eu sei que você fica admirando minha coleção, e então resolvi dar um para você.
Era o carro da sua coleção, um mini carro, vermelho e preto e o favorito deles, um mini Audi a4.
- Obrigada, Tony, você é incrível, um dia eu vou ter um Audi a4, e vamos passear.
- É mais fácil eu conseguir um e nós passeamos. – Riu.
- Pode ser. – Admirava o carrinho colecionável.
- , vamos. Está tarde. – Alina disse parando na porta do quarto dele.
- Estou indo, mamãe. – Sorriu. – Tchau Tony, até e, boa noite.
- Boa noite, princesinha.
Ele a olhou ir em direção da mãe, segurava seu colecionável fortemente na sua mão. Mas enquanto ela se afastava de seu quarto e principalmente dele, Stark sentia seu peito ficar apertado os sentimentos de angustia e medo como se ele soubesse que algo de ruim estava prestes a acontecer. Saiu de seu quarto e agachou, deixando um joelho encostado no chão e o outro levantado.
- Hei, pirralha. – A chamou abrindo os braços.
A menina sabia o que aquilo dizia, então entregou a miniatura para sua mãe e saiu correndo. Aqueles cachinhos claros balançavam enquanto ela corrida, o pequeno sorriso apenas crescia a cada momento que ela se aproximava e ela tentava abrir os braços bem mais para poder abraça-lo com todo amor que sentia por ele. Envolveu em seus braços apertando, seu medo cresceu, de alguma forma algo o dizia que iria ficar sem ver aquela princesinha pirralha que ele tanto amava.
- Se alguma coisa acontecer, qualquer coisa. – Falou bem baixinho. – Você deve me chamar. – Deu ênfase na palavra.
- Pode deixar, Tony.
A soltou deixando ir embora, e queria também que aquela sensação fosse embora. Por um lado, ele ter ficado naquele natal compensou muito passar ao lado de sua família e dos Muller o fez se sentir completo e pelo menos pode ver a pirralha.
No alto da noite, do dia vinte e cinco, o telefone tocava sem intervalos o jovem levantou rapidamente depois de ser acordado pelo toque. Quando chegou na sala, viu sua mãe chorando e seu pai recebendo os detalhes da ligação ele não falava apenas escutava atentamente o que era dito no outro lado da ligação. Preocupado com sua mãe, ele chegou mais perto de sua mãe e a abraçou tentando confortá-la.
- Falaram como foi? – Ela indagou.
- Acidente de carro aparentemente, mas pode ser também assalto. – Explicou o que foi relatado.
- O que aconteceu?
- Os Muller, eles morreram.
Seu mundo desabou, sentiu como se metade de seu corpo tinha sido arrancado de si sem dó e sem piedade. Seus pais se consolavam e tentavam conversar calmamente com o rapaz, entretendo ele mantinha a mesma expressão e não derramou uma lagrima; Preferiu se retirar e voltar a dormir, aquilo tudo só podia ser um sonho, não podia ser real, não mesmo.
Dormiu feito uma pedra, se negava que naquela noite tinha que terminar daquele jeito e tentava de todas as formas dizer para si mesmo que aquilo tinha acontecido. As seis horas ele acordou, levantou-se e olhou sua coleção na estante, seus olhos passearam pela a estante. Lembrou-se de quando passava a tarde com ele e na maioria das vezes o ajudava a limpar aqueles colecionáveis e do nada, receber aquela noticia pelo seus pais, foi bem maior que uma facada no peito.
Torcia para que fosse mentira e que sem querer, imaginaram ser o mesmo carro deles dos Muller. Naquela manhã tomou seu café da manhã em seu quarto, não queria sentar na mesa, na verdade nenhum dos Stark sentaram na mesa para o café, depois do mesmo ficou em sua cama olhando para o teto, o clima todo estava estranho, o natal estava estranho.
No fundo do corredor daquela grande casa, pôde escutar seu pai se despedindo de sua mãe; Ele ia ver o caso, na verdade, ele ia ver o carro e reconhecer os corpos – Estranho se referir aos Muller com essa palavra corpos.
- Pai, eu vou com você. – Disse em pé na sua porta.
- Você não está pronto, Anthony.
- Eu estou sim, estou até com os meus documentos em mãos. – Levantou a mesma.
Ele estava realmente pronto, mas no fundo ele não estava, não imaginou que aquela garotinha que as vezes o insistia de chama-lo de irmão e até mesmo pai tinha ido embora antes de ver um mundo incrível que ele ia proporcionar a ela. Era assim, os dois tinham um grande elo, era a coisa mais linda que ele tinha pego no colo e tinha prometido a ela ainda bebezinha que daria o mundo e todos os sonhos que ela tivesse, nunca pretendeu casar e ter filhos, e não ia mais querer quando podia ter aquela garotinha com ele pro resto de sua vida, cuidando dela como sua irmã, ou como ela insistia em alguns momentos, como sua filha. E perde-la daquele jeito não tinha explicação.
- Então vamos. – Estava espantado, ele nunca estava pronto nem mesmo para receber as visitas na própria casa.
••


No caminho os dois permaneceram quietos, Tony mantinha em suas mãos uma foto tirada com ela naquelas cabines, das quatro fotos que saiu, ele ficou apenas com uma onde os dois se olhavam e sorriam ao mesmo tempo. Como era doloroso.
Chegaram à estrada onde encontram o carro e a família. Howard desceu e logo em seguida seu filho desceu atrás. Seus olhos fixaram no carro tombado e todo queimado, ao fundo onde seus olhos não queriam manter olhando por mais de um minuto, estava os três corpos. Enquanto seu pai conversava com o policial, Tony se aproximou do carro depois de pular a faixa amarela, como ele era filho do Stark ninguém o impediu; Andou envolta do automóvel olhando aquela cena, seu coração se apertava a cada batimento. Como ele tinha tombado, o lado do passageiro estava oposto do padrão, e era o lado que ia sentada sempre, Anthony se agachou na frente da porta traseira, no teto do carro estava o carrinho que ele havia dado de presente para a garotinha; Seus olhos transbordaram não conseguiu segurar mais o choro, não conseguiu mais se manter firme por ela.
- Filho? – Ele se aproximou do jovem. – Vem, levanta. – O abraçou. Sabia que ele tinha ido apenas para confirmar a informação, ele conhecia o “pequeno Stark”.
- Ela só tinha cinco anos. – Sua voz saiu abafada por conta do abraço.
- Eu vou pegar quem fez isso com eles, é uma promessa, filho. – O confortava.
- Foi perto da casa deles. – Ele se soltou do abraço. – Já foram lá ver se tentaram algo na casa?
- Não, eu ia passar lá, quer ir comigo?
- Vamos, a mãe, ela vai cuidar do... – Se recusou a falar.
- Sim, ela vai cuidar de todo o funeral, já estava fazendo isso quando saímos. – Caminhavam até o carro.
- Ela era brasileira, não podemos deixar de colocar a bandeira do Brasil.
- Não vou esquecer, vou providenciar, mas filho? – O chamou.
- Sim, pai.
- Ela não ia querer ver você assim. – Se referiu à garotinha. – Mantenha-se do jeito que você era, e seja o que você prometeu para ela.

••


Dois dias depois. Dia do funeral.
Tinha vestido seu melhor black tie, colocou a gravata que ela havia comprado para ele, era no tom azul da bandeira do Brasil. Era a primeira e a última vez que ele iria usa-la. Ele tinha pego de volta o carrinho, mas não tinha colocado na estante Tony havia guardado na gaveta e naquele dia levado com ele para a cerimônia de despedida.
Se recusou a dizer algo, queria ficar ali sentado lembrando-se dela correndo para seus braços, quando precisava de ajuda para entender uma palavra e até mesmo quando ele simplesmente ensinava algumas coisas para ela. Depois do discurso de seu pai e de todos que jogaram rosas vermelhas para a família Tony permaneceu lá olhando os funcionários terminarem de fazer o serviço deles.
Quando finalizaram, ele se aproximou, colocou o buque de tulipas, sabia que ela amava tulipas afinal a ajudou a plantar algumas no jardim Stark, se ajoelhou na frente da lapide e deixou suas lagrimas escorrerem, quem sabe assim poderia se sentir um pouco melhor.
- Naquela noite de natal. – Começou a “conversar” com . – Eu pedi a Deus que ele protegesse você, nunca pedi tanto para ele te deixar segura, eu senti medo e uma sensação horrível como se eu nunca mais fosse ver você, e olha onde chegamos... – Respirou fundo. – E eu achando que Deus poderia fazer alguma coisa e te proteger, e agora eu vejo que ele não me atendeu. Para que acreditar nele então? – Enxugou as lagrimas com brutalidade. – Eu prometo pirralha, eu vou atrás de quem fez isso com vocês, eu prometo.
Levantou-se determinado, só voltaria ali no aniversário dela, e no dia vinte e cinco de dezembro. Depois de perceber que fazia mais sentido ser ateu, ele procurava por respostas, por mínimos detalhes sobre o acidente, mas tudo ficou pior depois – por incrível que parece – que seus pais morreram também em um acidente de carro.
Stark não era mais o mesmo.

••


Stark não tinha conseguido dormir naquela quinta-feira. Passou a noite em claro se virando na cama, o que deixou a ruiva ao seu lado, preocupada. No meio da madrugada ele saiu de seu quarto e foi para seu escritório, abriu o quadro falso e destrancou o cofre digital – depois de ter mudado com a atualização de segurança, foi inventando com o tempo – pegou uma caixa preta, colocou em cima de sua mesa e a abriu. Ali dentro estava tudo que ele evitou por um bom tempo, não era sobre seus pais ele sabia muito bem o que aconteceu com eles, mas ali estava sobre a garota que considerou seu maior presente que o mundo tinha lhe dado e que não tinha cuidado tão bem como havia se prometido.
Aquele carrinho, as fotos, a gravata, desenhos e o dossiê que ele mesmo tinha montado e um outro que avia recebido depois de tantas ajudas de todos os lados. Aquele mesmo dossiê que havia se recusado a ler até aquele momento, algo estava errado e ele era a maior prova de que viu o carro todo carbonizado e os corpos cobertos, e a casa que estava impecável. Tudo já estava em cima da mesa, e aquela pasta em suas mãos.
- Chegou a hora de encarar esse dossiê. – Pegou e começou a ler.
Entretanto, não fazia sentido, todas as provas coletadas e analisadas com os tempo não batia com o vídeo que a garota levou, na verdade, não batia com a versão que a H.Y.D.R.A. tinha contado para ela e mostrado na fita, e J.A.R.V.I.S. tinha confirmado que a versão era real, e lembrava-se do momento no quarto. Afinal, o que era real na vida de ?
- Tony. – Pepper disse adentrando. Ela sentiu falta do companheiro depois de alguns minutos que ele se levantou, e logo foi atrás dele; A ruiva tinha assistido todo o procedimento dele que o mesmo nem percebeu. – Porque você está abrindo esse cofre, você disse que não tinha nada ai dentro, que era para uma emergência. – Se aproximou.
- Pepper, o que está fazendo aqui? – Não podia negar que estava um pouco irritado. Escondeu as fotos de baixo da caixa delicadamente.
- Eu vim ver se você estava bem, você passou a semana toda estranho. De quem é esse carrinho? – Tentou pegar porem ele não deixou.
- É meu.
- E desde quando você ia deixar guardado ai?
- Tenho meus motivos.
- Esse arquivo não é dos seus pais. – Leu por cima. – Anthony Stark, o que está acontecendo?
Se não contasse a ela, ele se sentira pior, e seu coração permaneceria se corroendo.
- Você teve um.
- Não, claro que não! – Cortou ela imediatamente. – Não diretamente. – Um meio sorriso desenhou em seus lábios. Pegou tudo, puxou a mulher pela a mão e sentaram no sofá que tinha ali. – Era uma menininha, tinha cabelos compridos bem clarinhos que combinava muito bem com os olhos cor de mel. – Olhava a mesma foto quando foi até o local do acidente. – Ela foi meu porto seguro desde que ela nasceu, eu me senti o homem mais jovem e feliz naquele dia, acredita que a ajudei a aprender a andar? Era tão inteligente, tinha respostas para tudo, e isso com cinco anos tá certo que eu lia alguns livros de física para ela, mas isso não vem ao caso. – Pegou o carrinho que estava dentro da caixa aos seus pés. – No dia vinte cinco de dezembro de mil e novecentos e noventa e seis, eu briguei com ela pois estava nervoso, passei até a ceia brigado com ela e ela nem se quer falou algo para as pessoas naquela mesa, e nem mesmo pediu para eu cortar em pedaços a mistura dela, ela simplesmente fingiu que não estava ali, devia ter ficado com medo, até porque ela nunca me viu bravo ou irritado com “ela”. Porém, mais tarde, eu fiz as pazes com ela e como eu sabia que de toda a coleção dessas miniaturas, o favorito era esse Audi e dei de presente para ela, mas naquela maldita noite eu a perdi em um acidente de carro. – Suas lágrimas caíram sob o colecionável restaurado.
- Tony, eu. Me desculpa. – Nunca imaginou que no seu passado teria uma filha não diretamente e fosse seu maior ponto fraco.
- Você quer saber quem ela é, não é? Além de ver essas fotos. – Apontou com a cabeça para as fotos nas mãos de Potts.
- Senão for piorar mais.
- Pelo ao contrário, eu não sei mais o que piora ou não.
- Eu não sei mais onde você quer chegar.
- Olhe. – Se levantou e pegou as fotos que o fez entender toda a ligação. – Olhe bem para as fotos. – Entregou.
- Meu Deus, Tony! Eu não consigo acreditar.
- Também não acreditei quando tive o arquivo que ela me entregou, eu passei todo esse tempo acreditando que ela tinha morrido juntamente de Alina e Jhetro no acidente de carro, mas ai surgiu o vídeo e ela e não sei mais nada sobre a mesma.
- Você vai contar quando para ela?
- Eu quero fazer isso hoje, eu ia inventar uma desculpa para você fazer um almoço e chama-la, mas agora como você já sabe fica mais fácil planejar, mas eu mesmo quero contar a ela.
- Claro, mas agora você precisa voltar para a cama e descansar, tenho certeza que não vai ser assim que você vai querer recebe-la. – Guardou tudo na caixa e colocou a caixa em cima da mesa.
- Vamos, Pepper.
Potts acordou primeiro que Stark, preparou tudo para ele no café da manhã e começou a ver o que tinha na dispensa para preparar o almoço.
- Bom dia. – Apareceu na cozinha sem camisa. – Café, obrigado, Pepper.
- Bom dia, Tony. – Deu um beijo rápido nele. – Eu estava olhando a dispensa para ver o que fazer no almoço e eu já enviei uma mensagem para a , e ela aceitou.
- Hm. – Quase se engasgou com o líquido. – Então tenho que me arrumar, vou sair para comprar algumas tulipas.
- Tony, tinha algo em especial que ela goste?
- Ela gostava muito de... – Parou para pensar. – Tanta coisa, mas em especial ela gostava de um macarrão que nos dois preparávamos juntos, era com queijo, mas não com quatro queijos, ela gostava de colocar cubinhos também quando finalizava, segundo ela deixava mais gostoso.
-Com molho? Queijo em especial?
- Molho branco, não, mas não pode ser cheddar.
- Ok, eu vou comprar isso e mais algumas coisas, esteja aqui ao meio dia e meia. – Disse indo em direção da porta.
- Estarei.
Se arrumou para sair e ir atrás das tulipas e alguma outra para aquele almoço. A verdade é que ele queria distrair a mente e pela primeira vez não foi correndo para suas armaduras. Era diferente, ir atrás das coisas que ela gostava, até porque muita coisa tinha mudado. Ao meio dia voltou para a torre, tomou um banho e escolheu a melhor roupa para vestir e receber a garota.
- Tony. – Pepper apareceu na porta. – A chegou.
- Eu já estou indo. – Se olhava no espelho. Logo já estava na sala junto da morena. – Oi , como você está? – Abraçou.
- Oi, estou bem, tentando controlar meus poderes, e você? Pepper disse que esse almoço era meio que uma comemoração.
- Bem, como sempre. – Deu uma piscadela a fazendo rir. – Sim, eu descobri algumas coisas e queria compartilhar com você.
- Legal! Vamos fazer isso depois do almoço? Assim conversarmos de barriga cheia. – Ela não tinha mudado nada.
- Sim, acho que Pepper já terminou.
- Já está tudo pronto. – Disse a ruiva da cozinha.
- Eu não disse?
Foi um almoço daqueles, os dois tinham tantos assuntos que pareciam melhores amigos, o que não deixava de ser verdade. Pepper ficou encantada com a cena ela nunca tinha o visto tão feliz assim na vida toda dele, depois do almoço e da sobremesa de sorvete de Passas ao Rum, que Stark lembrou de comprar quando estava voltando para casa, eles foram para o escritório do homem onde apenas ele iria conversar a novidade para ela.
- Depois do arquivo que você me emprestou, eu fui fazer algumas pesquisas e com isso percebi uma coisa, na verdade, seu sobrenome já era familiar para mim, e então eu percebi que, bom, você era familiar para mim. – Sentou-se ao lado dela no sofá. – Eu sei que vai ficar tudo muito longo o que irei contar, mas preciso que você não me interrompa, está bem? – Ela concordou com a cabeça comendo um pouquinho de sorvete. – Quando eu era mais novo, meus pais tinham dois amigos, eram um casal também, era aqueles melhores amigos da família e então depois de um tempo eles tiveram uma menininha, era incrível como nós ficamos muito próximos um do outro, e então como eu não tive nenhum irmão eu cuidava dela como minha irmã até que muitas vezes ela me chamava de irmão e algumas vezes não posso dizer que eram raras, ela me chamava de pai. – Mexia no livro que tinha a foto lá dentro, abriu a mesma e retirou a foto. – Quando foi um natal, eu descontei minha raiva nela, e ela tão linda e amável como sempre, não contou para ninguém, ficou ali como se nada tivesse acontecido, mas ela estava triste era percebível. – Os olhos de Stark estavam marejados, e de também estavam, era como se tudo estivesse fazendo sentido no fundo do coração dela. – Mas depois de um tempo, eu me aproximei dela. – Abriu a caixa e pegou o carrinho. – Eu dei de presente para ela, esse carrinho.
Meu Deus, aquele carrinho fez um distúrbio tão bom nas memorias da garota que a mesma não conseguiu mais controlar suas lagrimas.
- Ela amava esse carrinho, mas naquela noite, eu a perdi em um acidente de carro e eu nunca achei que eu ia acha-la, prometi por longas noites que faria de tudo para ir atrás daqueles que a tiraram de mim, não só elas, mas seus pais também. – Respirou fundo e se levantou. – Mas então, no começo dessa semana eu.
não deixou ele terminar de contar, correu para os braços daquele que sempre esteve com ela quando era pequena. Ela se lembrou de tudo, e deu graças a Deus até, pois não lembra muita coisa de seu passado.
- Tony.
- , me perdoe eu não consegui evitar, eu não consegui te proteger.
- Está tudo bem agora, eu estou tão feliz que você está aqui e bem.
- Eu também , estou feliz que você está aqui.
Ela se soltou do abraço, e olhou para o homem.
- Mas se meus pais morreram no carro, então por que minha lembrança sobre o quarto é tão marcante?
- Também estou tentando achar uma resposta para isso, mas pode ter certeza que logo vamos conseguir.
- Precisamos também saber quem era o homem vestido de capitão e os outros dois se passando pelos meus pais.
- Você tá levando em consideração que eles não morreram na sua casa.
- Sim, pois eu sempre confiei em você, Tony.
- Então vamos começar a trabalhar nisso já, precisamos de resposta eu não vou deixar isso passar. Eu estava com saudades de você pirralha. – Voltou a abraçar.
- Eu também.
- Aqui, são para você. – Entregou o buquê de tulipas. – Espero que ainda goste.
- Eu ainda amo! – Ela sorria. – Obrigadinha.
Ocorreu tão bem o reencontro que saiu mais do que ele esperava; Os dois começaram a conversar bastante desde aquela quinta feira. Depois daquele dia, Tony trabalhou e deu tudo de si para achar uma resposta para o vídeo, o acidente e a memória de Muller.


Capítulo 7 - Iniciativa Vingadores.


Depois daquele almoço e daquela conversa, e Anthony conversaram por semanas, e nenhum momento o assunto caía no vídeo, era como se ela estivesse tirando todo o atraso de informação de sua família. Por outro lado, Stark começou ter suas dúvidas sobre picolé, não pelo fato dele ter realmente matado os pais de , mas sim por ele saber algo a mais – já que ele tem um pouco a mais de noventa anos. A verdade é, e se Rogers sabia mais do que devia e de vez salvar dos Müller, ele deixou aquilo tudo acontecer? Tony sabia que ele poderia fazer quase tudo para poder encontrar seu velho amigo, e naquela época ele já estava desaparecido, e Tony sabia que os Müller tinham informações guardadas em mais de sete chaves. Se antes estava um pouco difícil de acreditar que ele, o Steve, agora com todas as ideias surgindo, só fazia crê-lo que picolé não era tão confiável assim.

••


Stark projetava o novo design da torre, quando J.A.R.V.I.S. o chamou.
– Senhor, a sua ideia foi brilhante, o resultado já está pronto para ser visualizado.
– Eu sabia. – Tony falou alimentando mais o seu ego. – E qual é o resultado? É o Rogers ou não?
Tony pegou todas as informações e levou até Potts que ambos foram até a casa de , eles entram e já foram direto ao assunto. Tony explicou que com sua inteligência teve uma das ideias mais brilhantes de analisar a gravação e com a ajuda da melhor inteligência artificial incrível que ele mesmo criou, conseguiu desvendar se era ou não o Rogers naquela gravação. Ele teve seu ego cortado pelas duas que pediram para ele ir logo ao assunto, foi então que ele explicou e soltou o vídeo original e depois o vídeo com a análise, mostrando a verdadeira face do vídeo.
– Eu... Não acredito. – disse espantada e sem acreditar no que via.
– Eu também não acreditei.
– Se não é o Rogers, quem é então? – Potts questionou.
– J.A.R.V.I.S, identifique o rosto com o que temos no banco de dados.
– Senhor, analisei durante o processo de identificar o rosto com o do Capitão Rogers e deu negativo para o nosso banco de dados.
– Tony, tem como você aumentar mais a imagem?
– Sim, pronto.
– Você reconhece? – Potts perguntou.
– Os olhos são familiares.
– Alguém que você se relacionou?
– Não, Pepper, eu não sei o que é isso direito. – corou. – Mas eu me lembro de muitas coisas e pessoas, foi um dos treinamentos da Hydra, ter memória fotográfica para poder lembrar-se de tudo e repassar para Schmidt.
– Então esforça sua mente um pouquinho e tente lembrar– se dele ou dela.
– Me vem na memória, Pepper, mas é como se tivesse algo atrapalhando de enxergar o rosto dessa pessoa.
– Pepper, vamos deixar ela um pouco sozinha, depois voltamos. – Tony falou puxando Pepper para fora do laboratório.
– Pepper?! – chamou.
– Sim.
– Poderia ligar para o Rogers e pedir para ele vir aqui, avise que é urgente, por favor.
– Claro, sem problemas.
– Obrigada.
ficou encarando a tela e tentando puxar em sua memória quem era a pessoa naquela imagem. Ela sentou em um dos banquinhos e olhou mais de perto, os olhos eram familiares, os olhos escuros; Indecifrável, reconhecia ele ou ela podia ter certeza que já viu que já tinha passado algum tempo com ele.
O homem estava muito bem caracterizado, máscara e roupa idêntica do Capitão América, Schmidt só tinha esquecido de uma coisa, alterar com uma lente a cor dos olhos, já que a máscara estava perfeitamente impecável e o escudo que ele carregava em suas costas. Já a questão do vídeo ter sido gravado há três meses atrás, indagou esse fato a ela mesmo, então seus pais estavam vivos desde o sequestro de ?
– Não pode ser verdade, eles morreram há vinte e um anos atrás, é completamente impossível, a aparência deles não seria... Droga. – socou a mesa e se levantou.
. – Pepper a chamou.
– Deixa ela, ela precisa se acalmar. – Tony segurou a mulher sutilmente.
Ela tinha deixado alguma coisa passar naquele vídeo e dentro daquela casa, ela não sabia como, uma garota treinada pela H.Y.D.R.A., pelos melhores agentes, soldados e especialistas, e ainda tinha deixado algo passar naquele vídeo. Ela voltou para frente da tela apoiou suas mãos na mesa pensou por alguns segundos, logo em seguida mexeu em algumas alterações do vídeo e olhou mais a fundo para o rosto de sua mãe.

••


Brooklyn. Casa do Rogers.
No outro lado de New York, Steven e Sharon acordaram com o celular de Rogers tocando. Ele puxou o lençol para se cobrir, sua visão ainda estava embasada e podida escutar Sharon reclamando do som do celular, Rogers olhou para a tela e pôde ver o nome de Tony no visor.
– Filha da mãe, tanta hora para me ligar e você me liga agora. – Rogers reclamou.
– Atende em outro lugar, Steve, eu estou tentado dormir aqui. – Sharon falou irritada.
– Pode falar, Tony. – Rogers falou sonolento e saindo do quarto acompanhado do lençol.
– Oi, Steve, é a Pepper, eu estou com Tony, acordei você? Me desculpa.
– Sem problemas, Pepper, aconteceu algo?
– Na verdade sim, mas não é com o Tony, eu preciso que você venha até a casa da .
– Que horas?
– Rogers falou preocupado.
– Daqui quarenta e cinco minutos, você consegue chegar aqui?
– Sim, saio de casa daqui...
– Ele olhou no relógio. – Quatro minutos.
– Ok, estamos a sua espera, até mais, Steve.
– Até, Pepper.

Rogers se trocou rapidamente, deu um beijo na testa de Carter que a mesma se despediu com um som negativo para poder deixá-la dormir. Era quase meio dia e Steven ainda estava em alta velocidade a caminho da casa de , que era um tanto quanto longe, já que era em Bronx e Steven estava saindo de Brooklyn.
Como Pepper pediu, Rogers tinha chegado até a casa de em menos de quarenta e cinco minutos, mesmo sendo em horário de pico. Steven desceu da moto irritado achando que Müller havia feito algo para Potts ou Stark ou até mesmo algo pior. Potts, ao ver a ira nos olhos de Rogers, resolveu acalmá-lo e avisar que quem chamou ele para lá foi à própria Müller, e ao saber disso, ele se acalmou na hora e sentiu um peso sair sob seus ombros.
– Ela está no laboratório. – Pepper avisou.
Rogers fez um sinal de “obrigado” já entrando na casa, que agora remetia mais ainda lembranças depois de ter lido os arquivos. Ele respirou fundo e já preparado para qualquer coisa que acontecesse, apesar de que, ele sabia que Müller era uma garota superdotada; Ao termino das escadas, ele viu apoiada sob a mesa e encarando a tela do computador.
? – Rogers disse terminando de descer as escadas. – A porta estava aberta, Pepper disse que você queria me ver urgentemente.
– Capitão. – falou se virando. – Eu preciso conversar com você.
– Pode dizer. – Rogers cruzou os braços.
buscou palavras para se desculpar com Steven, ela não era boa nisso, já que ela nunca teve que se redimir por um erro, só por coisas banais, mas nada por uma tentativa de assassinato. Ela simplesmente odiava aquilo, odiava ter que se dar por vencida e dizer que ela estava errada em correlação dos seus pais.
– É. – Ela começou sem jeito, tirando o colar que Barnes deu. – Eu preciso te pedir desculpas, não foi você que matou meus pais. – olhava para o colar. – Me desculpa. – Müller falou olhando nos olhos azuis de Steven.
– Agora acredita em mim? – Disse meio vitorioso.
– Eu falei que só ia acreditar caso o Stark provasse o contrário da gravação. – Não deu o braço a torcer.
– Não teria sido mais fácil se você tivesse confiando em mim? – Steven se aproximou mais de .
– Seria, claro que seria... Seria se não tivesse tanta certeza que foi você que matou minha amiga e convenhamos, você também não confia em mim, Capitão.
– Mais uma acusação. – Steven colocou as mãos na cintura. – Qual amiga?
– Não é acusação, esse eu tenho mais do que certeza e ainda mais, eu tenho relatório de missão dela, onde ela relatou praticamente até a cor da rua. – Terminou ironicamente.
saiu de perto de Steven, ainda de cara fechada e com total confiança que nisso ela estava certa, e foi pegar o arquivo e a ficha de Romanoff e entregou para Rogers.
– Antes de eu entregar para você. – Colocou o arquivo perto de seu peito. – Essa é a coisa que eu mais tenho certeza, tem o seu nome aqui e eu nunca iria desconfiar dela e além do mais, tinha soldados por perto e confirmaram a sua presença e que o corpo dela tinha desaparecido. – entregou, desconfiando, o arquivo para Steve.
– Natasha Romanoff?!
– Sim. – Os olhos de marejaram. Não era fácil falar de Romanoff.
– Você tem certeza disso?
– Absoluta.
– Temos muita coisa para conversar. – Steven falou olhando nos olhos de . – Uma delas é você me contando o que sabe da Hydra.
– A tá, só porque você quer. – enxugou os olhos disfarçadamente.
– Posso? – Rogers se referia a um dos banquinhos do ambiente.
– Sim.
Steven leu o relatório da missão de Romanoff e viu que toda informação ali batia com o dia do acontecimento e com o que ela relatou para Fury, fora o relatório que estava ali, ele leu outras papeladas que envolvia Romanoff desde o sequestro dela. Já analisava Rogers e suas expressões e até mesmo os movimentos que ele às vezes fazia ao ler alguma parte, era uma forma que ela tinha de saber se ele não ia cogitar nenhuma ideia ou alguma forma de agir com ela, pelo menos as aulas de análise comportamental estava dando resultado em alguma coisa. Mas ela também não podia negar que às vezes prestava mais atenção apenas em no Steven do que fazer a análise.
– Você tem certeza disso? – Steven perguntou entregando o arquivo.
– Sim, quando isso aconteceu, Barnes estava comigo, ele me acordou e entregou o relatório, foi a segunda pior notícia que eu já tinha recebido.
– Eu peço desculpas. – Steven disse apenas para confortar a garota.
– Não está cem por cento desculpado, apenas cinco por cento e olha lá.
– Depois eu preciso mostrar algo para você, é sobre a Romanoff, mas nesse momento eu preciso saber se o Stark descobriu quem é o Capitão América da gravação.
– Espero que não seja uma mentira. – Se referiu a Nat. – Ele sabe que não é você, mas algo me chamou atenção. – mexeu no teclado e Steven virou para a tela. – Olha, o J.A.R.V.I.S. falou que o vídeo foi gravado a três meses atrás, certo? – olhava para Steven.
– Certo.
– Se as informações que tenho, tanto da Hydra quando do Stark estão certo, meus pais faleceram há vinte e um anos atrás, por que então minha mãe estaria com a mesma aparência em uma gravação de três meses?
– Por que... Alguém pode ter se passado por ela. – Steven se levantou, estava mais interessado na teoria da garota.
– Exato, mas eu não tenho nenhuma foto dela, e aqui em casa não tinha nenhuma, então não tem como eu comparar com o rosto da mulher, mas acho que isso o Stark pode resolver. – falou saindo de frente da tela. – Ah, antes que eu me esqueça, o homem que se passou por você, eu o conheço, só estou tentando lembrar quem é, não se preocupe. – tentou ser amigável.
foi até a área superior de sua casa a procura de Stark e Potts, e encontrou os dois na cozinha. Potts preparava alguns lanches e passava o café para os quatros tomarem, Müller explicou sua teoria para Stark que o mesmo ficou admirado com a tamanha inteligência da garota, não podia negar que ele tinha a certeza que ela era muito inteligente, era só lembrar-se de quando a garota era pequena e dava ótimas soluções para alguns momentos; Enquanto Potts terminava as coisas na cozinha, os dois desceram, Anthony – da casa da Müller – conseguiu pegar a foto que estava na Torre, e com esse retrato teve mais certeza ainda que, era sim sua mãe. Mas sabemos que nada passa por batido por um Stark, e não ia ser diferente nesse momento. Rapidamente Tony fez as analises mais profundas onde obteve o resultado que no rosto da mulher que se passava por Alina, foi feito uma mudança tecnológica temporária.
– Senhor, a mulher do vídeo não é Alina Müller, o senhor deseja que faça mais uma análise para saber quem é a mulher?
– Não, Tony, não precisa. – respondeu imediatamente.
– Mas precisamos saber quem é. – Steven falou.
– Eu sei, mas se eu lembrar dele. – apontou para o Capitão América falso. – Eu vou saber quem é essa mulher, eu só preciso de algumas horas e tudo vai se encaixar.
– Pense, mas não se esforce muito. – Tony a consolava.
De canto, Rogers observava a aproximação dos dois, e se questionava o porquê dessa tal aproximação. Afinal eles só tinham se conhecido agora.
– Tony, vamos até a Torre pegar alguns papeis para ajudar na identificação.
– Para quê? Temos o... – Potts não deixou Stark terminar.
– Vamos logo, Tony. – Potts puxou Tony para fora do laboratório.
Eles saíram do laboratório e seguiram até o carro do Tony, eles entraram e Potts explicou o motivo de ter tirado eles de dentro do laboratório e deixado os dois lá e sozinhos. Pepper sugeriu que eles fossem mesmo para a Torre para poder trabalhar lá com mais auxílio tecnológico, e privacidade mesmo sendo inseparável de Stark, um conto apenas para ela depois de tudo que ela viveu e descobriu era a melhor resposta para uma calmaria interna, e depois voltasse para a casa de .
– Você tem certeza que quer deixar eles sozinhos? Você viu o que aconteceu quando eles se encontraram.
– Tony, temos que deixar eles se entenderem, e eu sei que ela não vai fazer o mesmo outra vez.
– Como você tem certeza, Pepper? Você mal a conhece. Eu sei que ela era centralizada e tinha um temperamento calmo, mas depois desse projeto, eu não sei ais como ela é. – Assumiu seu pequeno ceceio.
– Mas não quer dizer que não devemos confiar nela.
– Vamos então. – Tony ligou o carro.
– Sabe, eu acho que você devia sair com ela, temos os Vingadores, e a Torre e até mesmo a Shield, mas acho que você poderia de alguma forma sair com ela.
– Como se fosse uma pequena viagem?
– Isso, acho que cai bem para vocês, assim você conta mais sobre os pais dela, se conhecem mais, e no fim das contas você pode perguntar para ela, como vem controlando os poderes. Acho uma forma mais bonita para cuidar dela, já que esse é seu grande medo. – Ela sugeria de um modo amigável.
– Você tem razão. Eu vou conversar com ela e enquanto nos passeamos você poderia cuidar de tudo?
– Claro Tony! Eu deixo tudo certo, leve ela em lugares simples viu, não faça nada de elegante, acho que vocês dois iam à praia, certo? – Disse ao lembrar-se da foto.
– Sim, eu ia leva-la ao pier, queria só que ela tivesse uma idade onde pudesse sair comigo. – O homem se lembrava daquela época. – Obrigado Pepper.
Em um agradecimento grande com seu olhar, Tony começou a pensar em lugares para poder levar a pequena – não mais pequena – para sair, ia ser realmente algo bom para eles. E ele estava ansioso por aquele momento.

••


ficou analisando a gravação enquanto Steven olhava e lia todas as folhas de Romanoff é claro, que às vezes, olhava para o vídeo e para a .
– Está difícil? – Steven falou olhando as folhas de anotação de Müller.
– Eu estou tentando ainda, eu só não consigo lembrar, mas que merda. – saiu revoltada do laboratório.
. – Steven falou seguindo ela. – Tenha calma, assim você não vai conseguir nada.
– Me manter calma sabendo que esse idiota está querendo confundir minhas memórias.
– Não é o Schmidt?
– Não. Ele, eu tenho certeza que não, até porque ele iria querer sair inocente da história e como herói.
– Bem pensado.
– Obrigada, espera.
teve umas lembranças de um rosto familiar, olhos castanhos, ele estava bem perto dela e era logico que era a pessoa que ela mais sentia raiva quando estava por perto ou quando tentava alguma coisa.
– Você está bem? – Steven falou um pouco preocupado e desconfiado.
– Sim. – falou encostando-se à bancada da pia. – Não é nada, eu não comi desde que acordei, isso se chama fome, mas eu lembrei de quem é naquela maldita foto.
primeiramente negou pelo fato de ter passado mal pela comida, na verdade, nem ela tinha entendido o porquê que ela passou mal repentinamente – até porque ela não passa mal. Eles desceram para o laboratório, estava tomando uma caneca bem farta de café que Potts tinha feito mais cedo.
voltou na imagem do falso Capitão América e focou no rosto dele, depois ligou seu notebook e procurou nas fotos que ela tinha das festas ou dos treinamentos, coisa que era proibido. Uma foto onde Hanks aparecia. Ao passar em uma das fotos, ela viu Hanks. Ampliou a foto e olhou para as duas fotos, a do vídeo e a do seu notebook, para não falar nada errado.
– Eu sabia que o conhecia. – sorriu vitoriosa. – Steve Rogers, esse é o homem que se passou por você na gravação, Ethan Hanks, ele é novo na Hydra, ele entrou pouco tempo, quase oito anos. – falou virando a tela de seu notebook.
– Ethan Hanks?
– Sim, treinado para matar sem deixar nenhum rastro, igual fazem com agentes ou até mesmo policiais de outros estados, além disso, ele foi treinado também pelo Bucky.
– Então foi fácil ele fazer isso.
– Com toda certeza.
– Como você descobriu que é ele? – Steven indagou.
– Ele gostava de mim, tentava de mil maneiras algo comigo, mas eu nunca gostei dele, lembra aquele homem que estava me seguindo? O da moto que não sei se quando você viu ele, ainda estava na moto.
– Lembro.
– É ele, eu não sei como eu deixei passar isso, ai que ódio!
– Calma, . – Steven tocou no ombro de Müller tentando acalmá-la. – E a mulher, conseguiu identificar?
– Não. – tirou a mão de Steven. – Mas ela deve ser amiga de Schmidt que nunca me apresentou, Kiyoko não é, conheceria ela de longe. Convivia com ela desde os meus sete anos... Vamos tentar descobrir quem é.
– Stark pode fazer o mesmo procedimento que fez com Hanks.
– Qual deles?
– Os dois.
– Caro Steve Rogers, de analise facial, ele já fez e a outra forma, que não me recordo o nome porque estava um pouco ocupada, ele também já fez.
– Obrigado por me informar.
– Por nada. – deu um meio sorriso e logo fechou a cara.
e Steven ficaram em silêncio e depois ela foi arrumar as papeladas do arquivo de Romanoff e guardou onde estava os outros dois. Steven apenas observava arrumando tudo e criando coragem para entrar em um assunto um tanto quanto delicado.
– Müller, podemos conversar?
– Já estamos fazendo isso, Capitão. – deu um sorriso.
Steven sorriu de canto ao escutar o que a loira tinha falado e também pelo sorriso dela.
– Seu pai, eu trabalhei com ele, Jethro Müller.
– Meu pai? – perguntou em choque.
– Sim, ele falava muito da sua mãe e de seu irmão.
– O que ele falava? Ele trabalhava para exército ainda? – largou a gaveta aberta e foi para mais perto de Rogers.
– Coisas de um homem completamente apaixonado pela família, e falava muito de como queria trazer seu irmão para o Estados Unidos. – Deu um meio sorriso, sincero
é claro.
– Spencer, eu me lembro dele, quando meu pai pegou férias, fomos até o Brasil. Foi à única vez que nós quatros ficamos juntos... Você se lembra de mais alguma coisa Steve?
Foi a primeira vez que tinha lembrado de uma das memórias apagadas pela lavagem cerebral.
– Eu lembro que ele saiu do exército e foi trabalhar para a Shield, mas não tinha deixado o cargo de tenente, ele ainda estava em ativa quando eu tive que lu... – Steven parou ao perceber que já tinha falado demais.
Pelo menos entendeu o fato daquele bilhete falando dos arquivos que foi para S.H.I.E.L.D, pelo menos Capitão América serviu para alguma coisa desde que eles se conheceram.
– Continua. – falou em um tom autoritário.
– Lutei contra o Schmidt, mas isso foi bem antes de tudo, ele subiu na patente muito rápido.
– Ah, é isso, Potts me contou, não vou ficar com raiva ou outra coisa, relaxa, você sabe de algo a mais?
– A verdade é que eu não sei.
– Tudo bem. – falou desanimada. – Eu vou continuar trabalhando para saber quem é a mulher, se você quiser embora, feche a porta, por favor, caso ao contrário, pesquise e use o que quiser, ok? – voltou a mexer no computador.
– Ok. – Steven falou se retirando do local. – Se descobrir algumas coisas. – Rogers falou parando na escada.
– Eu falo com a Pepper e ela avisa você, Rogers. – falou sem tirar os olhos do notebook.
esperou ouvir o som da porta fechar para poder relaxar os músculos e respirar fundo, ela tinha sentido uma carga elétrica passar por toda extensão de seu corpo como se ela tivesse tocado em um condutor elétrico de baixa voltagem. Essa sensação foi passando aos poucos depois que Rogers tinha se retirado de dentro da casa; Ou era uma coincidência ou não, mas podia ter a certeza que foi ele que fez sentir todas aquelas cargas elétricas passar por seu corpo; Foi uma sensação estranha, mas ela tinha gostado, já que ela nunca tinha sentido a mesma sensação.
Müller não conseguia se concentrar, só de lembrar que foi Steven o provocador daquela sensação esquisita, mas gostosa. Ela voltava a lembrar dele, do sorriso encantador dele e dos olhos azuis. Ela mesmo pegava sorrindo bobamente sozinha. Cansada disso e de ter que analisar, ela resolveu subir tomar um banho e procurar um restaurante que entrega comida rapidamente; Com a toalha na cabeça, procurou pelo aplicativo algum restaurante que ela já conhecesse o sabor da comida, Müller ligou para Pearl of China e pediu o de sempre que ela comia. adormeceu logo depois de conseguir organizar seus pensamentos e parar de se lembrar daquela sensação incrível.

••


Steven voltou pra casa com os pensamentos completamente embaralhados, ele colocou a chave da moto em cima de qualquer lugar que ele viu e se jogou no sofá, além de cansado de ter treinado junto dos outros Vingadores, além de ter conversado com Romanoff sobre o assunto de achar que ele tinha matado a mesma e sim, Rogers tinha conseguido convencer Natasha de falar com Müller, Rogers estava preocupado com , ele tinha a deixado no laboratório abatida e ainda achando que ele foi culpado pelo que aconteceu com Romanoff. Só que uma parte de seus pensamentos, Rogers acreditava que ela queria algo dele e ele conseguia desconfiar dela até mesmo depois dela ter pedido desculpa pela acusação.
Sharon chegou falando algumas coisas que fez com que Rogers parasse de decifrar o que Müller desejava com ele e com os Vingadores. E se Schmidt estava atrás disso tudo?
Ela entregou um prato com uma sopa para ele se aquecer do frio de New York. Com desculpas de estar cansado demais, ele foi mais cedo para cama sem Sharon, que a mesma falou algumas coisas que Rogers nem se importou muito. As únicas coisas que agora ocupava seus pensamentos, antes de dormir, era “Schmidt pretende atacar mais cedo” e “Müller tem e esconde algo a mais, ela está trabalhando com Schmidt para poder acabar com os Vingadores!”.

••


Era um fato bem explicito, estava consumindo uma parte de seu celebro. Não podia deixar que Sharon percebesse que havia saído para tratar sobre um único assunto que ela mais desconfiava que qualquer outra agente da S.H.I.E.L.D. ele já estava estranhando o comportamento da loira, mas não podia imaginar que ela tinha algo contra a presença dela em New York.
Estacionou sua moto na frente da casa de Romanoff. Steve tocou a campainha da casa de Romanoff e esperou a mulher atender. Enrolada em seu hobbie, por cima de seu pijama, ela abriu a porta e não esperava encontrar o ex-Soldado ali, a encarando friamente esperando que ela se pronunciasse sem comentar o assunto.
– Steve está tudo bem?
– Natasha, eu preciso saber de algumas coisas.
– Mas tem que ser agora? Eu estava me arrumando para. – Interrompeu a mulher.
– Sim. – Estava um pouco nervoso. – Porque você não contou sobre eles?
– Eles? – Ela sabia o principal motivo daquela conversa.
– Müller e Barnes.
– É uma longa história, Steve.
– Eu tenho tempo para ouvir.
– Está bem. – Se rendeu. – Mas antes, como você ficou sabendo?
me mostrou o arquivo da sua missão, disse que Barnes a amparou quando você supostamente morreu.
– Sente-se. É a verdade, eu a conheci quando era pequena ainda quando não estava acordada. Schmidt tinha preparado o projeto 96 já e ela ia ser a cobaia dela, eu recebi a proposta de treinar a garota em troca eu estaria livre claro, depois que eu conseguisse o Tesseract para ele, mas eu sabia que despois das duas missões eles iram me matar. Mas antes disso tudo antes deles poderem saber que eu estava no comando de mim mesma e que todos os tratamentos não tinham apagado minhas memorias eu havia prometido a mim mesma fugir dali, porém não contava ter me apegado a uma garotinha, onde eu fiz questão de prolongar os anos de treinamento dela só para poder ficar mais perto. – Suspirou. – Sobre o Barnes, não houve muito contato entre nós, a única vez que se ajuntamos para fazer algo lá dentro foi para treinar e salvar a .
– Salvar? – Arqueou a sobrancelha.
– Quando ela foi para a mesa o projeto 96 ela sofreu algumas alterações as maquinas começaram a registrar números imaginários, até mesmo o batimento dela sumiu, foi então que eu e Barnes a levamos para seu quarto, são detalhes que eu fiz questão de tirar da ficha dela, que suponho que ela deve ter retirado da Hydra também.
– Você não sabe mais anda sobre ele?
– Não, eu sai de lá pedindo que ele cuidasse bem dela, e vejo que isso foi feito, mas fora isso, de verdade Steve, eu não tenho mais nada a contar.
– Eu acredito, mas você vai ter que conversar com a , ela acredita que você morreu e que fui eu que matei você.
– Não posso, ainda é muito cedo ela não entenderia.
– Se ela te ama de verdade como ela mesmo deixou explicito, então ela vai entender.
Natasha alternou o olhar entre ele e a foto da garota sobre a mesa de centro. Steve está certo, ela precisava contar, mas no fundo Romanoff tinha a certeza que ela não ia aceitar a verdade, ainda mais que a Vingadora havia prometido que voltaria para a base da H.Y.D.R.A. apenas pela .
– Se você não falar, eu conto, e sei que se ela perguntar a Pepper ela ira confirmar que você está viva.
– Não precisa, eu vou conversar com a , uma morte a menos em seu nome.
– Obrigado. Vou me retirar, boa noite, Nat.
– Boa noite, Steve.
Era muita noticia, muita informação para ele entender, agora tinha novas pistas sobre seu amigo, mesmo sabendo que Natasha tinha omitido tudo, no fundo ele não ficou irritado compreendeu o lado da amiga, se fosse ao contrario teria feito o mesmo, se fosse com a Peggy – algo parecido é claro – teria protegido ela da mesma forma que Romanoff protegeu Müller.
Natasha colocou o copo de agua sob o balcão, depois de conversar com Steve sentiu um alivio grande em seus ombros, certo, não tudo ele não precisava saber que por motivos de uma aproximação os dois tiveram momentos extremantes íntimos.
Agora era só esperar o momento certo e conversar com .

••


Algumas semanas depois.
estava correndo pelo quarteirão ao som de Pearl Jam em seu celular, que tinha comprado tão recentemente com seu notebook, ela percebeu que a música parou depois do segundo toque de ligação, Müller só diminuiu a velocidade para poder mexer em seu celular, ela olhou para o visor e viu que era número desconhecido, mas mesmo assim atendeu e continuou correndo.
– Alô?
Müller, um segundo, por favor.
– Sim, sou eu, quem fala?
– Tony, desculpa, eu coloquei o J.A.R.V.I.S para atender, eu estava um pouco tanto ocupado.
– Oi, Tony, tudo bem, aconteceu alguma coisa? Você descobriu quem é a mulher do vídeo?
– Não aconteceu nada, está tudo bem. Não, ainda não, mas eu e Pepper gostaríamos que você viesse até a Torre, se não for atrapalhar.
– Stark disse ao perceber a respiração falhada de .
– Que horas?
– Quando der, mas se der para vim ainda hoje, vou ficar feliz.
– Potts falou ao fundo.
– Ok, vou para almoçar então, tudo bem, Pepper? riu.
– Sem problemas, estamos esperando você, até logo, .
– Até, Stark e Potts.

Stark desligou o celular, jogou em um criado mudo e voltou se deitar na cama ao lado de sua namorada.

••


guardou seu celular e deu mais duas voltas das cinco que ela já tinha dado. Foi para sua casa, tomou uma ducha rápida, colocou uma roupa qualquer e pegou uma de suas armas. Ela podia fazer de tudo, ela saía da agente, mas a agente não saía dela. Ela chamou um taxi depois de verificar se o laboratório estava devidamente fechado como deveria. O taxi não demorou muito para chegar na casa dela, ela colocou sua bolsa em seu colo e procurou o endereço da Torre dos Vingadores em um dos papeis que ela tinha jogado dentro da mesma.
– Para onde, senhorita?
– Eu gostaria de ter o endereço certinho aqui, mas você sabe chegar até a Torre dos Vingadores?
– Sim senhorita, é um lugar bem famoso por aqui. – O motorista riu da expressão de Müller.
– É logico, como não saber disso. – riu.
– Vai ficar caro.
– Sem problemas, pode ir. – falou sem se importar muito.
– Ok, então, chegaremos daqui trinta e quatro minutos.
– Nossa o senhor é bem pontual.
– Não, só foi um chute.
avisou Pepper por mensagem o tempo que ela demoraria para chegar até a Torre, colocou seus fones em um volume razoável e aproveitou a viajem para poder relaxar e descansar.

••


Na casa de Barton, onde foi o único lugar que Pepper pode encontrar Natasha, conversaram sobre e claro que Clint também dava sugestões e incentivava Romanoff falar logo com antes que ela pudesse fazer algo a mais com Rogers ou com qualquer outro, como o próprio Clint, que estava no dia que ela omitiu sua fuga. Era realmente um ultimato, ela não tinha se Steve tinha conversado com Potts ou se era o destino a fazendo ir logo conversar. Romanoff era forte, destemida isso todos sabem, mas a verdade é que quando o assunto envolve pessoas que você ama, tudo isso some.
– Vamos, Nat, assim você pode se sentir melhor sem esse sentimento de culpa. – Clint falou abraçando a ruiva.
– É, Nat, você já aproveita que o Tony quer a com os Vingadores e você conversa com ela. – Potts comentou.
– Ela não vai entender. – Natasha retrucou. – Eu prometi para ela que eu nunca sairia do lado dela, e eu saí.
– Mas você fez isso para o seu bem e o bem dela, não foi? – Barton perguntou.
– Sim.
– Então ela vai entender, ela já entendeu algumas coisas do Steve, então vai entender o que você fez. – Potts falou verificando seu celular.
– Como assim ela entendeu algumas coisas do Steve? – Natasha falou meio confusa.
– Bom, isso só ela ou o Steve para te explicar, ela me mandou uma mensagem que já está a caminho da Torre. Eu preciso ir preparar o almoço, espero vocês lá.
– Vamos estar. – Barton confirmou. – Tchau, Pepper.
– Tchau Clint, tchau Nat.
– Tchau.
Clint acompanhou Pepper até a porta e depois voltou para o lado de Romanoff, ele tentou mais uma vez convencer a Natasha, mas não conseguiu, então a deixou lá e voltou para o que estava fazendo. Um pouco mais tarde, Natasha recebeu a ligação de Steven Rogers, perguntando se aquela conversa iria ser colocada em prática no almoço que Pepper estava preparando para Müller e os outros Vingadores.
– Está pronto? – Romanoff falou na entrada da cozinha.
– Aham, só estou terminando com as flechas.
– Vamos, Clint, não podemos atrasar.
– Não vamos nos atrasar, tenha calma. Nat.
– Se eu não conseguir falar com a , a culpa vai ser sua. – Romanoff disse indo em direção da garagem.
– Você vai falar com ela, ok? Só tenha um pouco de calma. – Clint elevou o tom de sua voz para que Natasha escutasse do lado de fora. – Isso porque ela estava com medo de falar com a , imagina se não tivesse. – Ele falou sozinho.
Clint terminou de guardar e limpar suas flechas e foi se arrumar para o almoço na Torre, nada casual, todos iam bem esportivos, desceu e foi direto para o carro onde estava Romanoff quase ligando o carro e saindo sozinha. O caminho todo Natasha foi quieta e séria, ela não sabia como abordar o assunto e qual seria a reação de , ela só esperava poder falar tudo sem gaguejar.
Ao chegarem na Torre, Potts recebeu todos muito bem e amigavelmente do jeitinho Potts, ela serviu bebidas para eles e alguns aperitivos, depois de manter tudo em ordem na cozinha, Potts mostrou onde ia deixar e Natasha conversarem. Natasha ficou pelo quarto a espera de e pensando em tudo que aconteceu durante esses anos.
– Onde está a Nat? – Clint perguntou.
– Esperando chegar, pode ficar ai, Tony daqui a pouco aparece, ele está com aquelas armaduras dele.
– A sim, que horas ela chega?
– Daqui cinco minutos, mas um pouco, achei que ela ia chegar primeiro que vocês.
– A culpa foi minha, eu perdi a hora cuidando das flechas.
– Entendo, Tony faz isso sempre.
– Eu faço sempre o quê? – Tony apareceu na cozinha com seu copo de whisky.
– Apreciar as armaduras. – Clint falou.
– Elas além de serem feitas para salvar o mundo com minha alta tecnologia e inteligência, foram feitas para ser apreciadas pelo criador. – Tony deu um gole em seu whisky. – Não são umas flechas, cara, não confunda as coisas.
– Pelo menos consigo atirar sem olhar para trás.
– Ohh, e consegue voar.
– Chega, Chega! – Pepper disse.
– Te entendo, Stark, nada mais incrível que admirar nossos maiores bens. – Clint riu.
– Ok, chega de falar sobre equipamentos de trabalho, estamos com tempo livre e vamos aproveitar como pessoas normais. – Pepper falou experimentando o molho branco.
– Hei, só por que eu tinha um reator no peito, não quer dizer que eu sou um alienígena.
Pepper parou de mexer na panela ao sentir seu celular vibrar em um de seus bolsos, ela pegou o mesmo e leu à mensagem de no visor “Pepper, estou aqui embaixo, poderia me deixar subir? Essa tecnologia Stark me deixa confusa”. Ela avisou Clint que já estava na entrada da Torre e que era para ele avisar Romanoff da chegada de Müller, Potts pediu para que Stark liberasse a subida dela.

••


entrou no elevador e se encostou à parede, ela desligou a música de seu celular o guardando em sua bolsa, tirou a jaqueta que era de Romanoff e pendurou em seu braço, alguns segundos depois, a porta abriu e Tony estava a espera dela para recebê-la.
– Oi, Tony. – deu um beijo na bochecha.
– Oi, , foi tranquilo o percurso?
– Sim, foi tranquilo, só não entendi porque o motorista falou que aceitava como pagamento, dois tapinhas de mão gostosinhas.
– É complicado explicar.
– Vejo que nem você entendeu.
– É, não mesmo.
. – Pepper falou saindo da cozinha.
– Oi, Pepper.
– Como você está? Vem, quero te mostrar uma coisa.
– Hei, Pepper eu ia falar sobre a iniciativ... – Potts interrompeu Stark.
– Depois Tony, isso é mais importante.
– O que a de mais importante de aliar um grupo mais legal do universo.
Pepper revira os olhos e leva Müller para o lugar onde Romanoff estava esperando ela, nem teve a oportunidade de falar com Clint que por um lado, era excelente, assim ela não ligaria ele com o relatório de missão de Romanoff. Sim, Rogers tinha contado apenas para Potts que Müller tinha mostrado o arquivo de Romanoff, mas fez isso para bem de ambas as amigas, Romanoff e Müller.
Potts abriu a porta e deu passagem para Müller entrar, depois que ela já estava dentro do quarto, Potts fechou a porta deixando e Natasha sozinhas. ascendeu à luz do quarto e olhou para cama, o choque foi tanto que ela teve que apoiar na porta e tentar não deixar seus sentimentos se misturar com seus poderes.
– Nat? – perguntou ainda em choque.
– Oi. – Romanoff falou mantendo a calma. Seu receio era tão grande dela rejeita-la.
– É você mesmo?
– Sim, eu preciso conversar com você, . – Romanoff se levantou. – Tenho tanta coisa para explicar.
– Não chega perto de mim, você morreu, eu não posso estar tendo alucinações. – abriu a mão de forma que pudesse “chamar” sua arma para a mesma e apontar para Romanoff, mas na verdade deixou que seus poderes tomassem forma e assim deixou a ruiva mais assustada.
– Calma, sou eu mesmo, eu posso explicar tudo só, por favor, me deixa explicar. – Natasha falou um pouco assustada pelo o que viu. Natasha manteve as mãos para cima.
– É sério isso?
– Sim, pode confiar.
abaixou a arma e continuou na porta sem mover um musculo, escutando tudo que Romanoff falava para ela, com o passar do tempo e entre perguntas e respostas, percebia que tudo que ela falava batia com o acontecimento do relatório que Barnes tinha levado para ela naquela madrugada, há anos atrás. Müller guardou a arma em seu coldre e sentou do lado de Romanoff, ela aprendeu que sempre era bom escutar os dois lados da história, até mesmo se ela não gostasse de ambos.
– Você se lembra daquele “me desculpa no final”? – Romanoff perguntou.
– Sim, como não se lembrar de nenhuma vírgula que está naquele relatório.
– Era direcionado a você, eu precisava fazer isso, eu sempre fui agente da Shield e se eu voltasse, o Caveira Vermelha me mataria, mas eu jurei que voltaria para buscar você e tirar de lá, você nunca estaria segura com eles e principalmente com o Schmidt.
– Mas por que me deixar lá, sendo que você não confiava neles? Não é impossível, eu não estou acreditando nisso.
Andou pelo quarto. Estava muito irritada, controlava-se ao máximo seus poderes.
– Então foi tudo mentira esse tempo, você estava viva, aqui com os Vingadores. – respirou fundo. – Natasha eu fiquei de luto mais por um ano! MAIS DE UM ANO! Você preferiu ficar aqui em vez de voltar.
– Eu ia voltar, eu ia salvar você.
– Mas não voltou! Ficou aqui, com todos eles! E eu apenas fiquei lá sozinha, com a única pessoa que eu sabia que me amava de verdade e que. – Enxugou uma lagrima. – Não foi embora, me protegeu até o último minuto até mesmo quando ele não tinha nem forças para me defender do Capitão América.
você não está entendeu o que eu fiz.
– Não Natasha, chega. Se você fosse voltar, não teria passado tanto tempo, teria voltado e me salvado e não estaria aqui tentando dar suas explicações. – Foi em direção da porta. – Quando eu estiver mais calma talvez eu converso com você.
Seguras suas lagrimas àquela altura era uma tarefa difícil. Tudo já estava embaçado como se estivesse de baixo da água, procurava desesperadamente uma única pessoa, aquela pessoa que sabia que se a abraçasse tudo ficaria bem, tudo estaria melhor e não se sentira mais perdida. E lá estava ele, saindo de dentro da cozinha, que o mesmo estava na cozinha com Potts conversando e tentando ajuda-la com os preparativos do almoço.
, podemos conversar? – Tony indagou muito antes de sentir os braços dela o apertando. – O que houve? , fala comigo.
– Eu não quero falar aqui.
– Muito bem, vamos para um lugar mais calmo, lá no meu escritório.
Então, lá no escritório depois de respirar fundo mais de cinco vezes, ela contou tudo para Tony. Ouvir atentamente tudo o que ela dizia fez com que ele entendesse o comportamento desconfortável de Romanoff quando ela falava ou lembrava-se de Munique.
– Você poderia se afastar dela um pouco, respirar e depois voltar a falar com ela assim você consegue digerir tudo que aconteceu com vocês duas, principalmente com você.
– E você me ajudaria?
– Claro, sempre o que for preciso. – Enxugou as lagrimas da garota.
– A avise, por favor, e se não for demais, aceito um lugar que não fique muito perto dela.
– Eu sabia que você não ia conseguir ficar longe de mim. – Fez a garota rir. – Colocarei uma cadeira perto de mim e da Pepper.
– Eu aceito. O que você queria falar comigo, a Pepper quase expulsou você da cozinha e disse para você vim conversar comigo.
– Ah sim, sobre você fazer parte da iniciativa Vingadores.
– Mas vocês querem uma ex-agente da Hydra trabalhando com vocês?
– Na verdade não... Não faz muito bem para o marketing, porem você é muito habilidosa. – Riu sarcástico.
– Depois daquele fato ocorrido em sua casa, e os resultados mostrados que Steve não era culpado pela morte de seus pais, eu bom eu pois depois das nossas descobertas e que você é a pequena , Pepper e o Picolé, pensamos em convidar você para participar dos Vingadores, bom, Steve não tanto, mas eu e Pepper sim.
– Você tem certeza, sei que não é só vocês. – Se referiu ao governo.
– Sim, eu percebi que você não é tão perigosa, ainda mais quando você resolveu entregar a gravação e mostrou seu arquivo para Pepper, vi que você poderia ser uma boa aliada para todos nós, não vou te forçar aceitar, pelo contrário, você terá o livre arbítrio de decidi quando você vai querer entrar ou não.
– Eu posso ficar com os papeis?
– Sim, na última folha, não sei se você viu, está a linha para você assinar.
– Obrigada Tony, você e a Pepper estão sendo incríveis comigo.
– Por nada. Vamos, daqui a pouco a Pepper vai precisar de mim na cozinha.
– Vamos.
Stark ajudou Potts a colocar a mesa e chamou a todos, pegou os papeis acertou em seu colo e já quando todos estavam indo para mesa, ela assinou a última folha e levou para Tony. Tony esbanjou felicidade ao ter Müller junto dos Vingadores, ele avisou todos que estavam na mesa e depois almoçaram e conversaram sobre assuntos banais, menos Stark que ficava falando sobre o uniforme que ele criaria para com alta tecnologia e mais outros utensílios.
– Uma tecnologia que você mesmo pode controlar com seus poderes, algo que só você possa ter controle.
– É uma ótima ideia, mas precisa ter os coldres e os suportes para outros utensílios.
– Vai utilizar arma mesmo tendo poderes?
– É claro, a verdade, é que não estou muito preparada para isso.
– Senhor, o capitão Rogers e a agente 13 estão subindo.
– Obrigado, J.A.R.V.I.S.
– Desculpa o atraso, Sharon se atrasou. – Steven disse cumprimentando Stark.
– Tudo bem, só estávamos indo para a sobremesa, picolé.
– É, o que ela está fazendo aqui? – Sharon disse apontando para .
– Ela é a mais nova membro dos Vingadores. – Stark respondeu.
– Ela é agente da Hydra.
– Eu era agente da Hydra. – deu ênfase no era. – Não sou mais, e tenho meus motivos para isso.
– Ela está mentindo. – Falou em um tom baixo para Rogers. – Steve, você não vai alertar seus amigos?
– Alertar em que Carter? – Romanoff indagou desconfiada.
– Vocês não enxergam? Claramente o Caveira Vermelha mandou ela para cá espionar e calcular todos os nossos movimentos para poder atacar nossos pontos fracos.
– Caveira Vermelha está morto. – afirmou. – A explosão que teve na Hydra foi causada por mim quando eu fugi, não tem como eu estar aqui a mandado dele, afinal, eu fiquei sabendo de tudo sobre mim, Sharon, e com isso, eu saí de lá de dentro, pode ficar calma, sei muito bem que você não gosta de mim. – confirmou pela analise comportamental que ela fez em Sharon. – Mas pode ficar calma, eu não pretendo fazer nada.
– Foi você? – Steven perguntou.
– Sim, eu acabei deixando ele meio desacordado e a Kiyoko na sala de arquivos, então ambos morreram lá, o único que eu sei que está vivo é o Hanks.
– O cara da moto. – Steven falou.
– Isso.
– Como você sabe que é... – Sharon foi interrompida.
– Senhor, a senhorita Hill está subindo.
– Apenas ela? – Tony perguntou.
– Sim.
– Ok, J.A.R.V.I.S.
– Stark, Potts, que bom que todos estão aqui é... Quem é essa cidadã? – Hill perguntou.
Müller, prazer. – fez um movimento com a cabeça.
– Prazer, agente Maria Hill, bom. Fury pediu para que eu entregasse esse arquivo para vocês, é de uma suspeita de uma base da Hydra em Sokovia, e não é liderado pelo Caveira Vermelha.
Hill entregou os arquivos para os Vingadores, se juntou a Stark para ler os relatos que estavam escritos. Enquanto a agente Hill passava toda a informação, se lembrou da imagem congelada do vídeo, poderia ser estranho, mas ela já tinha desconfiado de Carter, ainda mais pela ação que Sharon teve ao ver junto com os Vingadores, o que não quer dizer nada, quando não gostamos de uma pessoa ficamos anos e anos a encarando e desejando que ela suma do mapa. Poderia ser ela, só teria que analisar mais de perto, mas depois que ela olhou para a agente Hill, algo nela era familiar, mas Müller não sabia distinguir se era o nome dela ou se era a voz dela, mas Müller tinha certeza que era familiar.
Müller saiu do transe ao escutar a agente Hill passar uma informação que ela já tinha escutado, isso antes na base de Munique, ela só estranhou como isso tinha chegado nas mãos da S.H.I.E.L.D tão rápido, sendo que foi ela mesmo que descobriu esse fato junto com Schmidt.


Capítulo 8 - Sokovia e Novas Informações


– Segundo as pesquisas da agente JJ, ela suspeita que haja crianças com mutação bem avançada dentro da base deles. – Hill disse olhando para todos.
– Apenas isso? – Sharon indagou, como se fosse algo normal.
– Que sabemos de imediato, sim, Fury não conseguiu obter mais informação.
– Em falar em JJ, onde ela está? – Natasha perguntou.
– Ela está afastada por motivo de... – Hill hesitou. – Forças maiores. – Eu não sei o motivo antes que pergunte. – Hill forçou um sorriso.
estranhou a hesitação da agente, já que ela com certeza teve treinamento para não deixar momento assim abalar.
– Eu vou indo, até, heróis. – Hill se despediu.
– Até, Hill. – Todos falaram em um coro.
esperou que a Hill sumisse de seu campo de visão pelo elevador e que Carter lesse atentamente tudo que estava escrito nas folhas para poder conversar mais calmamente com Stark; colocou a sua cadeira um pouco para trás e mais para perto de do playboy, pediu para que ele deixasse ler as folhas que ela já tinha lido ou dado uma olhada. Tudo que estava ali era certinho o que ela já tinha visto com Schmidt em uma das missões que ela saiu particularmente para o próprio Caveira Vermelha.

••


2008. Sokovia.
tinha saído da base de Munique antes do meio dia, Bucky sabia que ela ia sair para uma missão particular para o Caveira Vermelha. Eles se despediram e seguiu a caminho do avião, a viagem toda duraria três horas e nesse meio tempo, ela foi dormindo.
Ao chegar ao destino, desceu sozinha com suas armas em seus coldres. Ela colocou o sobretudo, sem o símbolo da H.Y.D.R.A., de cor vinho, pegou seu celular e enviou duas mensagens: Uma para Schmidt e outra para Barnes. andou pelas ruas como se fosse uma turista qualquer apreciando o trabalho local. Logo ao fundo de uma das ruas, mais preciso em um dos becos estreitos de Sokovia, Müller deixou um dos artesanatos em cima da mesinha e foi em direção da rua e parou em mais uma barraca de comercio, onde ela fingia que apreciava os colares, mas na verdade, ela estava analisando e escutando a conversa dos homens.
– Mas não podemos deixar essa informação chegar nas mãos da Shield, eles são as principais armas do senhor Barão.
– Mas o Schmidt não deveria saber dos Maximoff?
– Não, nem ele deve saber disso.
– E se um dos soldados dele perguntar algo para nós? O senhor sabe muito bem como ele gosta de saber de tudo que acontece com a Hydra. – Um dos soldados falou.
– Eu sei soldado, avise que o senhor Barão está tentando colocar a Hydra de Sokovia em estável, sem a Shield no nosso encalço. – O Superior do soldado falou.
– Sim, senhor.
Os homens se separam e seguiu o Superior dos soldados que foi rumo ao fim do beco. O homem olhava para trás com um pouco de desconfiança ao perceber que o seguia. Ele aumentou os passos e ao mesmo tempo, ele derrubava algumas coisas no caminho para dificultar a passagem da agente. O homem poderia usar sua arma contra , poderia, se ela estivesse em seu coldre, mas Müller tinha retirado com seu poder.
Müller barrou sua passagem com algumas madeiras que tinha no local, ela o segurou contra a parede mantendo sua mão levantada e chegava cada vez mais perto dele. Assim ela colocou a arma dele no coldre e indagou desejando saber o porquê de esconder os Maximoff do Caveira Vermelha.
– Você tem duas escolhas, ou você me fala ou você fala para o próprio Schmidt.
– Quem é você? – O Superior indagou.
– Isso não vem agora ao caso. Mas me fale agora, quem são esses Maximoff? – falou apertando a garganta dele com suas mãos.
– Está bem... – A voz dele saiu rouca. – Eu falo... São os gêmeos que Barão Van Struker está cuidando, eu juro que não sei muita coisa deles, apenas sei que eles são mutantes, alguma coisa assim. – O homem falou sincero.
– Obrigada, agora vá para a sua base e se você falar para qualquer um dentro ou fora dela que você me viu, eu terei que tomar sérias providências.
– Não senhorita, eu não falarei para ninguém.
– Bom mesmo, agora vá!
o soltou e o deixou ir, enquanto ela voltava para o hotel que ela estava hospedada.
Ao chegar em seu quarto, ela pegou uma muda de roupa e levou para o banheiro junto com o alguns papeis e caneta. Müller encheu a banheira, colocou uma mesa baixa perto da mesma e escreveu tudo o que o Superior tinha lhe falado. Ela relatou tudo desde quando ela chegou, achou os soldados e o Superior da H.I.D.R.A.., até o momento que ela voltou para o hotel. Era uma das vantagens em ter memoria fotográfica e quase impossível de se esquecer.
Na manhã seguinte, foi até a base da H.I.D.R.A.. para conversar e levar uma carta secreta do Schmidt para o Barão Struker. desceu do carro, passou pelos seguranças e foi direto falar com ele. Uma das secretarias do Struker barrou a entrada de Müller.
– Senhorita Müller, me desculpe, você não pode entrar. Ele está em reunião, você pode esperar sentada aqui. – A mulher apontou para as cadeiras.
– Ah, legal. – colocou as mãos no bolso. – Mas sinto informar que Schmidt não quer esperar, apesar... Qual o seu nome mesmo?
– Mar...
– Ah, deixa isso para lá, eu aviso o Schmidt, agora com licença, por favor, e aproveita que eu estou sendo educada.
passou pela secretaria e abriu a porta da sala de reuniões do Struker, chamando a atenção de todos que estavam na sala. Ela passou por todos sentados em volta da mesa e foi em direção do Struker. Ela o puxou pelo braço “delicadamente” para um canto qualquer da sala fez algumas perguntas que ela anotava sem tirar o olho de Struker, ao final das perguntas, Müller entregou a carta, ainda ambos segurando a carta, Müller deu um aviso final.
– Eu espero mesmo que o senhor esteja seguindo as regras que o Schmidt colocou para todas as bases da Hydra. Espero mesmo não ter que voltar aqui para outra função. – Müller falou séria e um pouco fria.
– Isso é uma ameaça? Espere até Schmidt saber dessa ameaça. – Struker falou desafiador.
– Meu caro amigo. – disse ironicamente. – Eu sou o braço direito dele, você ainda acha que ele iria me advertir?
– Você é a Projeto GF 96?
– Sem o GF, por favor.
– Me desculpe.
– Sem lamentações, agora leia e não saía da linha.
saiu da sala quase chorando de tanto segurar a risada. A cara de medo que Struker fez ao saber que ela era o Projeto 96 foi a melhor. Como o motorista ficou à espera de Müller, ela não demorou muito para ficar ali esperando o carro chegar. Müller novamente pegou o mesmo papel e terminou seu relatório, já que no alto da noite, ela iria voltar para Munique.

, você está bem? – Tony perguntou sem alertar qualquer um.
– Sim, eu só estou me lembrando de algumas coisas. – Müller disse se despertando das lembranças. – É, Tony, a gente pode conversar depois da sobremesa? Tem umas coisas que preciso te contar, mas também não pode ser aqui.
– É claro, aonde você quer ir?
– Seu escritório está bom, só não pode ter ninguém por perto, realmente ninguém. – Se referiu a Pepper.
– Eu tomo as providencias. – Sorriu para a menina.
– Bom, já que vocês atrasaram, querem almoçar ou ir direto para a sobremesa? – Potts disse se retirando da mesa.
– Vamos direto para a sobremesa, pode ser, Steve? – Sharon disse toda melosa com Rogers.
– Sim, sem problemas.
Pepper serviu todos a sobremesas com a ajuda de , depois todos foram para a sala conversar sobre a nova descoberta da base da H.I.D.R.A. que a agente Carter se candidatou para ir disfarçada até Sokovia. Rogers negou, não queria colocar sua namorada em risco e ninguém queria uma agente em Sokovia com poucas informações que eles tinham.
Mesmo com todos negando, Carter insistiu e falou que iria passar essa sua ideia para o Nick que tinha cinquenta por cento de chance dele aprovar a ideia. Mesmo assim, a nova Vingadora ficou com uma certa dúvida sobre o interesse da mulher, ela não se simpatizou com Sharon, era algo que no fundo dizia isso a ela.
Algum tempo depois da conversa, Tony sentou ao lado de para poder conversar mais sobre o uniforme de Müller, depois de uns acertos e uns rabiscos virtuais de Stark, a roupa estava completamente feita, só faltava saber como eram os poderes de Müller e isso apenas o Banner poderia dizer com uma precisão exata.

••


Naquela mesma noite, beirando dez horas, Müller, e Stark estavam no escritório dele, a menina tinha um copo de suco ao seu lado, enquanto Stark ficava com de Wisky. e o Vingador, conversaram de assuntos banais e logo depois entraram em um assunto sério que tinha até nome: Sokovia. Independentemente do que ele pudesse pensar de Müller, ao esconder essa informação, ela deixaria de lado, afinal, ela nunca imaginou que Struker poderia chegar tão longe assim.
contou tudo, todos os detalhes e tudo que ela sabia sobre Sokovia.
– Você acha que pode ser os Maximoff? – Indagou.
– Não, recebemos um relatório há três meses atrás que Struker perdeu a cabeça com as crianças e acabou matando eles, então não são os Maximoff.
– Você quer passar isso para o Fury? – Questionou mais uma vez.
– Sinceramente? Ainda não, não tenho tanta certeza se são os Maximoff, afinal, se fosse mesmo, Schmidt teria matado o Struker. Se chegar mais informações e bater com o que eu sei, eu conto, podem confiar.
– Eu confio, e nem preciso dizer o porquê, mas não posso deixar que você conte para alguém sobre isso, se essa informação chegar até a Shield.
– Eu sei e entendo você Tony. Deus, já?
– Já o que? – Ele a olhou depois de virar o copo em sua calça.
– São onze e quarenta e quatro. – Ria. – Como você levou um susto?
– Não tem graça . – Segurou o riso, mas logo riu junto da menina.
– Faz muito tempo desde a última vez que eu fingir está bravo com você. – Passava o pano.
– Eu queria poder me lembrar Tony, de tudo, dos dias que passei com você e na sua casa, dos dias que eu ficava com minha mãe e do meu pai. – Encostou na janela. – Eu queria poder lembrar da minha vida.
Aquelas palavras o tocou tanto que não tinha palavras para conforta-la, apenas a abraçou e acariciou os fios loiros dela, tudo em uma tentativa de manter a menina calma. Quer ajudar e não saber como, com uma tamanha inteligência que o homem tinha, era a pior coisa que sentir no momento, fracasso do passo.

••


Sem conseguir dormir na Torre, a moça resolveu dar uma volta pela cidade, conhecer um pouco mais como era aquele local a noite. Não estava tão tarde assim e sabia que ia encontrar algum lugar aberto.
Müller fez um sinal com a mão para que um garçom fosse até ela. pediu uma Coca gelada e uma porção de batata frita com Bacon. O homem anotou em seu bloco e em cinco minutos seu pedido ia ser entregue, durante esse meio tempo, um homem com capuz preto a encarava de longe. Ele tomava alguma bebida alcoólica, que podia ser identificado pela cor do líquido. Discretamente, Müller o encarava. Ela não conseguiu decifrar o que ele desejava, para falar a verdade, o pensamento dele era mais confuso que uma música em outro idioma.
O garçom chegou com a porção de batatas frita com Bacon e a Coca de Müller e com uma pequena dose alcoólica. O garçom disse que era o homem de capuz que tinha pedido para entregar a ela, Müller agradeceu e deixou a dose de lado e tomou seu refrigerante. Müller já estava na metade da porção de fritas que ela tinha pedido, quando o homem de capuz se aproximou de , que a mesma puxou sua arma para mais perto dela. O que ela não compreendia, já que poderia muito bem enforcá-lo com movimento de suas mãos, mas velhos hábitos nunca mudam, ele parou ao lado da mesma e se apresentou.
– Boa noite, senhorita.
– Boa noite. – Müller falou normalmente.
– Seria um prazer conhecer você. – Ele jogou a indireta. – Qual o seu nome? – Ele indagou.
Müller e você é?
– Wilson, Wade Wilson, ao seu dispor senhorita. – Wade deu um beijo na palma da mão da loira, totalmente diferente das cenas que tinha assistido, fazendo assim a moça rir. – Posso me sentar?
– Sim, por favor.
– Não vai tomar?
– Não, não gosto de bebida alcoólica.
– Tudo bem, eu tomo. – Wilson virou o copo de uma vez só. – Ah, antes de tudo, que antes de tudo não tem nada, não repare em meu rosto, tive sérios problemas com um sabonete.
– Sabonete? E olha, não ache que só por conta do seu rosto vou querer me afastar, vai por mim, até achei fofinho. – Müller sorriu sincera.
– Fofinho? – Ele colocou as duas mãos no rosto. – O Francis, um cara que fez parte da Projeto Arma X.
– Desculpa, mas não conheço.
– É, mas e eu, você conhece?
– Também não, caro senhor Wilson.
– Deadpool, eu sei que você já ouviu falar, lindo, sexy, gostoso e agora com um super pênis. – Wade falou demostrando seu amor próprio e fazendo rir novamente.
– Também não e antes que me julgue, eu sou nova nos Estados Unidos.
– Ah, sim, por isso a senhorita não me conhece, seu inglês é muito bom.
– Obrigada, tive algumas aulas que foram o suficiente para mim. – Müller sorriu.
Para alguém que encarava com segundas intenções, a conversa foi bem melhor que as imaginações de Wade. Eles conversaram riam e Wade bebeu álcool até a madrugada. Pagaram a conta do bar e saíram do local. Do lado de fora, já tinha um taxi esperando Wilson. Dopinder, o mesmo taxista que levou Müller até a Torre, ajudou levando os dois para suas respectivas casas. Como pagamento, Wilson pagou com “Tapinha de mão gostosinha” e deu mais umas dicas para conseguir conquistar a mulher de sua vida.
Müller não falava nada com nada e Wilson também, e ambos gargalhada que eles davam era sem nexo, Wilson se despediu e deixou a moça com Dopinder que a levou de volta a sua casa, não tinha se acostumando ainda com a ideia de poder dormir na Torre.

••


No dia seguinte Müller acordou com seu celular despertando quinze para seis, ela pegou o mesmo que estava de baixo de si, puxou para cima com uma dificuldade imensa de abrir os olhos por conta da claridade e desligou o alarme. deitou sua cabeça no travesseiro, estava cansada demais mesmo se lembrando de todos os acontecimentos da noite anterior; Enquanto fazia sua higiene pessoal se lembrou que tinha passado o número dela para Wade, e foi verificar se o mesmo tinha uma ligação ou mensagem e o mais importante, a bateria.

••


Müller chegou faltando dois minutos para seis, entrou no elevador agradecendo J.A.R.V.I.S. por liberar a entrada dela. Durante o período que o elevador subia, sentiu seu celular vibrar no bolso da jaqueta, ela pegou sem pressa e viu que o número era desconhecido. Desconfiada de ser Hanks, Müller desbloqueou mesmo assim seu celular e abriu a mensagem: “Chimichangas, hoje às vinte e um? Se até lá eu não tiver que fazer uns servicinho, até lá!” riu e bloqueou o celular, já que o elevador tinha chegado ao seu destino.
Um pouco longe da mais nova, alguns dos Vingadores estavam se preparando para o treinamento enquanto Rogers e Romanoff conversavam sobre Müller.
– Ainda acho que passar ela por treinamento seria perda de tempo, o melhor mesmo seria passar para ela a nossa forma de agir e as estratégias.
– Romanoff, ela é apenas uma criança, além de você, ela não tem treinamento apropriado.
– Ela... – Romanoff foi interrompida.
– Eu tenho vinte e seis anos, Capitão, oi Natasha. – falou colocando sua bolsa no canto. Seu ressentimento ainda estava em sua voz.
– Oi, .
Romanoff não falou nada, apenas manteve a postura e tentou não deixar aquilo atrapalhar o dia. Depois pegou a roupa de treinamento e entregou para . A garota voltou com a roupa que estava usando dobrada e colocou junto de sua bolsa, desligou o celular e foi terminar de conversar com Natasha e Steven.
– Então, por onde começamos? – Müller parou do lado de Romanoff.
– Por luta corpo a corpo. – Steven falou.
– É sério isso? Capitão, com todo respeito, mas por que lutar, já que lutamos aquele dia no teto do prédio?
– Para podemos te avaliar.
– Ok, é luta mesmo ou tenho que maneirar na força?
, treinamento como sempre. – Romanoff falou passando por ela.
– Nat e Sam começam, eu dividi em duplas. – Rogers explicou.
– E eu?
– Você vai lutar com Clint e eu vou analisar você. – Rogers falou sem tirar os olhos da dupla que treinava.
– Golpes precisos, punho firme, estabilidade, força, acho que estou bem. Bom, segundo Bucky, eu sempre estive bem para lutar, então.
– Você foi treinada pelo Bucky e pela Nat?
– Isso, estava escrito na minha ficha, achei que você tinha lido.
– Eu... Eu não sabia. – Rogers tentou se lembrar da ficha.
– Bom, acho que agora você já sabe. – A loira falou desanimada ao lembrar-se de Bucky.
Müller encostou-se a uma das paredes esperando sua vez chegar, era tão cansativo só de pensar que teria que ser avaliada novamente que ela ficou pensando em outras coisas e no Wade um cara legal que com certeza faria de tudo para serem amigos, até chegar sua vez. Rogers ficou prestando atenção nos golpes e postura de que era completamente impecável, sendo alguns golpes, ele mesmo tinha ensinado para Bucky.

••


Munique. Base da H.Y.D.R.A.

Na base da H.I.D.R.A., improvisada pelos únicos membros que viveram, Hanks e uma mulher falavam sobre como eles conseguiram deixar com que a maior arma que eles tinham, escapasse como areia. Com base dos últimos relatórios que Kiyoko tinha deixado em um pen-drive, Hanks teve acesso e analisou todo conteúdo do Projeto 96 junto com a mulher. O foco com esse arquivo era poder achar o ponto fraco em Müller, ir atrás dela em New York e trazê-la novamente para Munique.
– Eu cansei, vou descansar, você continua, Sha, por favor, queremos resposta logo... E mando informação do estado dele por mensagem, fique atenta.
– Ok, Hanks. – A mulher respondeu.
Hanks foi até o quarto dos fundos, bateu duas vezes na porta e entrou logo em seguida. Verificou o estado do homem que estava deitado na cama e aplicou o remédio nele que o mesmo agradeceu em um sinal com o olhar. Ao sair do quarto, Hanks recebeu uma ligação confidencial.
– Mar, como você está?
– Bem, Hanks, eles descobriram.
– Sobre tudo?
– Não, mas estou conseguindo despistar algumas coisas e tirarei um deles do caminho.
– Obrigado Mar, você é incrível.
– Você avisa o Struker?
– Sim, pode deixar.
– Obrigada Ethan, até logo.
– Até logo, meu amor.

••


Torre dos Vingadores. Laboratório. Manhattan.

Era quase quatro da tarde e Müller tinha terminado a bateria de exames com Banner. Ela falou tudo que era anormal nela e fez algumas, pequenas, demonstrações de seus poderes para Banner passar pro Stark, pois os dois juntos iriam criar o uniforme de Müller. Depois disso, e Natasha saíram conversando até a sacada da Torre, ao chegar na sacada, Natasha perguntou sobre o fato dela ter preferido continuar com a roupa de treinamento e não colocar a dela novamente. A ruiva tentava se aproximar dela, que mesmo assim mantinha sua desconfiança.
– Pode me dizer o motivo de continuar com a roupa de treinamento?
– Eu não estou afim ainda de sair, estou esperando todos terminar o treino para poder ficar apenas com o saco de areia.
– Você sente falta dele, não é?
Rogers que passava pelo local, escutou a voz das mulheres. Sendo assim ele se recuou e ficou a escutar o assunto.
– Mais que qualquer outra pessoa.
– Dizem que ele morreu , também ninguém achou o corpo dele depois daquele dia.
– Eu vou achar pode ter certeza, ele foi o último pilar para eu me manter bem e calma, ele era o único que me protegia, e também, bom.
– O que foi?
– Eu não sei se devo te contar, afinal você mentiu para mim.
, você pode confiar em mim, e você sabe que o mundo que vivemos, o nosso mundo não é mais bonito como antes, o governo americano ia sim levar você para mais analise e o sei lá que eles iam querer fazer com você. Eu juro que foi tudo uma proteção, não teria como eu chegar aqui e falar “Stark, preciso entrar na Hydra e salvar uma menina, amiga minha que ficou lá”, entenda eu tinha planos de salvar você.
Müller apenas a olhava não interrompeu, estava tão cansada de viver sozinha que não tinha cabeça para pensar em argumentos e ficar longe da ruiva, a única coisa que tinha que fazer era aceitar com o tempo e pedir desculpas para ela. A vingadora olhou para frente e contou para Natasha.
– Antes de tudo, antes da missão do Tesseract eu e o Bucky, bom nós tínhamos alguma coisa, namoramos se eu não estiver enganada por dois meses, não sou boa com tempo, esqueço fácil. – Blefou, ela fazia questão de ignorar o tempo que ficou com Bucky.
– Vocês o que?! – Natasha arregalou os olhos.
– Bucky namorava a ? – Rogers comentou consigo em um tom baixo.
– É eu sei é estranho, ou não é estranho, mas olha que fique entre a gente, por favor.
– Claro. Então você quer encontra-lo para poder ficarem juntos?
– Então. – parou ao ouvir sons de passos. – Tem alguém ai?
– Eu vou ver.
Romanoff se afastou dela e foi averiguar, não havia ninguém mas ela também tinha escutado passos.
– Nada, não tem ninguém. – Voltou para perto. – Pode continuar.
contou o proposito para a amiga e ela foi entendendo, logo finalizaram a conversa com um pedido de carona, que Nat não recusou em leva-la.
Romanoff se despediu de Clint junto com Müller, avisou que só ia levá-la para a casa dela e depois voltava. Ao chegar em casa colocou a roupa do treino para lavar e colocou uma roupa para recebe-lo em casa, já que ela havia mudado os planos e dessa vez, Wade que iria com as tals Chimichangas para a casa dela.

••


04 meses depois. Junho.

saia de casa com seu copo térmico e a roupa de treinamento, pegou o metrô e foi direto para a Torre. Pelo trajeto tentava retornar as ligações que Natasha tinha deixado ontem à noite. Müller tinha saído novamente com Wilson e o celular dela tinha descarregado, não teria como ela saber que Natasha tinha ligado para ela.
subiu normalmente com o elevador, quando a porta abriu, ela viu Fury e a Agente Hill conversando com os Vingadores. Como ela não queria interromper a conversa, foi para o bar e ficou ali encostada em um dos balcões esperando a conversa terminar, mas era fácil de saber que a conversa se tratava sobre Sokovia. Müller estava tão entretida com a troca de mensagens que nem percebeu Fury e Hill passando por trás dela, nem mesmo Potts chegando perto dela.
– Oi, .
– Oi, Pepper. – Müller guardou o celular.
– Faz tempo que não nos vemos.
– Sim, apesar de eu estar aqui praticamente o dia todo, menos dois dias atrás.
– Eu estou ajudando Stark com a base de nova dos Vingadores, por isso estou sumida da Torre.
– Compreensivo.
– Veio treinar?
– Sim, cadê a Nat e o Clint? Eu preciso ver o que a Nat quer, ela ficou me ligando várias vezes ontem e eu estava ocupada.
– Nat saiu em missão. – Pepper avisou. – Tony vai te explicar junto com os outros. Vem, eles foram para o laboratório.
Pepper levou até o laboratório. Ao chegarem, colocou suas coisas em cima de uma cadeira e cumprimentou todos dentro do laboratório. Sam estava ao lado de Steven que os mesmos liam sobre Sokovia em uma das telas, Stark e Banner terminavam de analisar os ajustes finais do uniforme de Müller. Já fazia alguns minutos que Müller estava ali conversando com o Stark, Banner e Potts sobre a missão de Sokovia que Romanoff estava executando ao lado de Barton e Carter. Rogers já não aprestava mais atenção sobre as informações de Sokovia, seus olhos estavam voltados para Müller, analisando a mesma.
Depois que ficou sabendo que Natasha foi para Sokovia para apenas analisar o lugar, ela deixou Stark e Potts conversarem sobre a nova base e Banner terminar de ajustar cientificamente seu uniforme e foi conversar com o Capitão, porque afinal, Müller tinha percebido que o mesmo a analisava de longe.
– Desconfiado ainda, Capitão? – disse parando ao lado de Rogers.
– Tem como eu não desconfiar?
– Tem sim. – Müller disse sincera.
– Como? Sendo que você não atendeu os telefonemas da Nat anteontem e é nítido você sabe de alguma coisa.
– Eu não atendi, pois eu saí com uma pessoa, e antes que me pergunte, não, ele não é da Hydra e eu sei que você conhece, eu sei de tanta coisa, mas de Sokovia eu não sei, Schmidt nunca, nem se quer tocou nesse assunto comigo. – omitiu.
– Eu conheço? – Rogers olhou para Müller, interessado de saber quem era o homem com quem ela saiu. Ele estava incomodado, principalmente depois que ficou sabendo do caso dela e do seu amigo.
– Aham, Wade Wilson.
– Deadpool? – Rogers disse surpreso.
– Ele mesmo, eu sai com ele e meu celular descarregou, mas pode ficar tranquilo, eu não estou tramando nada, nem estou por trás de Sokovia, pelo contrário, eu estou mais interessada que você.
– Pode ter certeza, não consigo acreditar em você.
– Pode ter certeza. – imitou Steven. – Você tem que pelo menos acreditar em mim um por cento, Capitão, eu não sou mais a Müller da Hydra, eu não nasci para matar injustamente. – Müller disse olhando para frente com os olhos marejados.
Ela saiu do laboratório e foi a caminho da cozinha, pegou um copo d’agua e virou de uma vez só e encheu novamente. deu mais um gole e apoiou suas mãos na pia, respirou fundo e procurou uma válvula de escape para não voltar naquele laboratório e dar um sutil tapa no rosto de Rogers, mesmo depois de ter entregado tudo que tinha e falado tudo, ou melhor, quase tudo, ele ainda desconfiava dela. Mas ela não poderia falar nada, ela ainda estava com um pé atrás com Rogers em relação ao Barnes.
Pepper seguiu levando um celular onde Natasha estava entrando em contato. Natasha falou com por conta das informações que ela tinha passado para ela no dia que a levou para casa. Natasha disse que escutou falar sobre Maximoff, mas também no Spencer e que a única coisa que bateu com todas as informações que ela passou foi que Schmidt não sabia mesmo do plano e depois dele ter dado como falecido, era verdadeiro.
– Mas como assim mataram os Maximoff esse ano? Eu... – olhou o corredor e voltou para dentro da cozinha. – Eu não acho lógica nisso. Segundo, o Superior ele falou que eles eram as principais armas do Struker, depois disso, eles mataram os Maximoff três meses depois.
– Acho que ele enganou mais uma vez vocês.
– E o que você sabe sobre o Spencer?
– Ele está supostamente junto com o Struker, mas a questão toda é: eu não sei se está como prisioneiro do Struker ou como aliado dele.
– Por toda via das dúvidas, você tenta pegar mais informação sobre ele. Nat, ele é a única família que eu tenho, não vou suportar saber que Spencer foi alvo da Hydra.
– Tudo bem, lhe deixo informada volto daqui a três dias.
– Eu... Se ele tiver como prisioneiro, por favor, traga ele para cá. – falou com a voz tremula.
, eu não posso, vai acabar interferindo na missão.
– Nat, por favor, não deixa ele ai.
– Tudo bem, preciso desligar.
– Ok, tchau, Nat.
– Tchau, .
desligou o celular e enxugou suas lágrimas, no meio do caminho para o laboratório, pensou o que dizer para Potts e conseguir tirar ela de lá, mas a única coisa que ela pensou foi em uma mentira mais idiota do mundo. entrou no laboratório entregou o celular e quando já estava saindo, ela chamou Pepper.
– Pepper?
– Pode dizer.
– Você poderia me ajudar em uma coisa, sabe, é, então, não é agradável dizer aqui, é muito assunto feminino.
– Claro. – Potts se levantou. – Vamos para outro lugar.
– Obrigada, eu agradeço, sabe, é meio estranho. – Elas se afastaram do laboratório. – Eu sei que não deveria ter mentido, mas não posso deixar que mais gente descobrir isso.
Potts e entram em um quarto que ficava ao lado do laboratório.
– Isso o quê?
– Natasha não queria só falar comigo, ela me passou informações e mais outras coisas, para simplificar tudo... Eu passei para ela o que eu sabia de Sokovia, não era muita coisa, mas eu passei. Eu sei que deveria falar isso muito antes, mas eu sinto mais confiança nela do que em outro, mesmo depois do que aconteceu, ou até mesmo em você, mas eu confio em você Pepper e...
, respira. – Potts sorriu amigável. – É normal você confiar mais nela, se fosse eu no seu lugar, faria o mesmo.
– Desculpa, eu estou bastante nervosa.
– Da para perceber.
sorriu.
– Eu falei para ela que em dois mil e oito, eu tinha saído em uma missão particular para o Schmidt, desculpa, Caveira Vermelha, é o habito. Era particular e secreta ele estava duvidando de Struker e pediu para eu descobrir o que estava acontecendo em Sokovia, lá eu descobrir que Struker mantinham os Maximoff, eu nunca soube quem eram ou se eram pessoas, essa informação eu peguei com um Superior e fiz ele calar a boca sobre mim, era a única coisa que eu tinha conseguido tirar dele além de saber que Caveira Vermelha não deveria saber.
– Isso tudo em dois mil e oito? Você tinha quantos anos?
– Sim, dezessete.
– Tão nova.
– Faço missão desde cedo, já estou acostumada. – sorriu tristonha.
– Desde que idade?
– Oito, nove anos, por ai.
– Meu Deus. – Pepper falou espantada. – Poderia continuar?
– Claro, no dia seguinte, eu fui falar pessoalmente com o Struker, ele me jurou de pé junto que não estava nada fora dos padrões que Schmidt colocava para Hydra, então eu voltei sabendo apenas dessas coisas, três meses depois ficamos sabendo que os Maximoff tinham morrido Struker teve um colapso e matou ele, eu contei para a Nat, ela me ligou e disse que os Maximoff estavam mortos mas o que eu tinha contado para ela, que é o mesmo que te contei agora, batia com o que eles tinham descobertos tirando o Spencer. – respirou fundo. – Spencer é meu irmão, Pepper e eu não tinha nenhuma notícia dele até hoje. Nat disse que ele está com eles só não sabe se é como prisioneiro ou então como um membro da Hydra. – deixou algumas lagrimas escorrerem pela sua face.
– Você quer ajuda para saber mais sobre seu irmão, certo?
– Sim, eu sei que escondi essas coisas de vocês, mas acho que você percebeu que seu eu tivesse falado na mesa aquele dia, a agente Carter teria pulado no meu pescoço e o Picolé ali. – apontou em direção do laboratório. – Iria desconfiar mais do que já estava e ainda está e poderia me mandar para o governo.
– Está tudo bem, , eu entendo sua preocupação, você quer contar mais alguma coisa que você sabe?
– Fora que vocês já sabem, eu conto sim, eu fiz tanta coisa para Schmidt que eu nem saiba o que estava fazendo...
– Depois que eu conseguir as informações, você conta, agora, eu não tenho total acesso vou precisar do Tony para me ajudar, você vai se incomodar se eu contar para o Tony?... Qualquer coisa, damos um jeito para poder saber mais sobre seu irmão.
– Sem problemas, eu confio no Tony como se ele fosse uma pessoa tão próxima de mim. – Müller corou, ela se referia como um ente próximo, como pai.
– J.A.R.V.I.S., poderia chamar o Tony, por favor? De modo discreto.
– Sim senhorita Potts.
– Você acha que o seu irmão possa estar do lado deles?
– Eu acho que eles fizeram o mesmo que fizeram comigo, fizeram como ele... Spencer pode ser mais forte que eu ou pode ser apensas um soldado da Hydra, é tantas hipóteses que eu não sei em qual focar.

••


No outro lado da torre, os Vingadores discutiam o fato de Müller ainda estar muito calada. Stark, que já tinha compreendido o lado da garota, a defendida das acusações e suspeitas do Capitão Rogers. A discussão continuava sobre Müller até o celular de Stark tocar.
– Senhor, a senhoria Potts deseja que o senhor vá até o quarto ao lado.
– Mais que diabos você está me ligado, J.A.R.V.I.S.?
– Senhorita Potts me pediu para ser discreto, senhor.
– Obrigado, J.A.R.V.I.S.
. – Tony desligou o celular.
Tony pediu licença pra os heróis e se retirou do laboratório e foi para o quarto onde Potts e Müller estava.
– Pepper, por que você pediu para o J.A.R.V.I.S. me chamar discretamente? – Stark indagou confuso.
precisa da nossa ajuda.
Potts, com a ajuda de Müller, explicou todo problema para Stark que ajudou sem pensar duas vezes – e desde quando Tony negaria algo a sua pequena ?. Durante a pesquisa, passou todas as informações que ela sabia que por sinal, Stark e Potts já sabiam de tudo só com alguns pequenos detalhes que eles não sabiam o que ajudou a encaixar algumas peças. Stark conseguiu violar o protocolo de segurança para conseguir os arquivos de Jethro e Alina Müller e também do Spencer Müller. Stark separou em três telas e fez um resumo de cada um, menos de Spencer, pois o conteúdo era mínimo. O último relato de Spencer era que ele estava matriculado em uma das faculdades brasileiras e morava com seus avós maternos. Depois disso, não se teve mais notícias de Spencer e seus avós.
Müller cogitou a ideia de analisar as câmeras de todas as ruas da Alemanha desde o último registro de Spencer, em 1996. J.A.R.V.I.S. selecionou a foto da carteirinha de estudante de Spencer e fez a analise facial com as filmagens da câmera de segurança da Alemanha, em questão de segundos o resultado saiu dando negativo para as buscas de Spencer Müller.
agradeceu e foi para a sala de treinamento, colocou um saco de areia preso no gancho enfaixou suas mãos e começou a socar, Müller só saiu da sala de treinamento quando era onze horas e com Potts implorando para que ela descansasse e esfriasse a cabeça no quarto depois de um bom banho.


Capítulo 09 - Pier

Rogers percebeu a grande confiança que Stark tinha em Müller, praticamente a fez seu braço direito, e mesmo não tendo muitas visões do mundo iguais, ele resolveu tentar dar uma chance a , quem sabe ela realmente era uma garota legal.
Alguns dias depois.
Ao amanhecer, já estava de pé em frente à sacada da Torre. Ela observava o nascer do sol com a doce melodia do cantar dos pássaros, a vista era realmente de se invejar, e era incomparável a qualquer outra que ela já tinha admirado.
Müller estava com sua blusa do pijama por cima do top e com sua calça de corrida, em suas mãos, um bom, e de costume, café forte e quente. colocou a caneca dela flutuando ao seu lado para poder tirar sua blusa do pijama, ela dobrou e deixou junto com sua jaqueta que estava dobrada e pendurada no encosto do sofá. pegou sua caneca e deu um gole suave no líquido... Suspirou fundo e virou em direção do elevador e esticando sua mão para poder pegar sua jaqueta, a moça levou um susto quase deixando sua caneca cair. Steven Rogers estava parado alguns centímetros perto dela, seu olhar para Müller era calmo e tranquilo, não de alguém que analisava e desconfiava dela. tinha visto aquele olhar antes dele descobrir que Müller era uma agente da H.Y.D.R.A.. Na verdade, não sabia o que dizer para alguém que sempre suspeitava e tentava adivinhar o próximo passo de uma “Agente da H.Y.D.R.A.”, ela queria se aproximar de Steven, igual fez com os outros Vingadores e de Pepper, mas não imaginava que o homem que ela amava tanto poderia entregar para o governo a qualquer momento.
Capitão chegou mais perto de mantendo uma certa distância da loira, ele a examinou de cima a baixo o corpo de parando em sua cicatriz causada pelo escudo. Seu corpo estava irresistivelmente não olhar, o sol que nascia batia contra a cor morena da pele de que fazia Steven a desejá-la cada vez mais, a brisa calma que entrava por uma fresta da janela que protegia a sacada, levava os fios loiros de para seu rosto, Steven chegou mais perto e suavemente tirou os fios do rosto da loira com um leve sorriso em seus lábios, aquele contato breve fez com que o corpo de se arrepiasse todo, o que chamou a atenção de Steven para o colo do seio de mudando rapidamente o olhar.
Müller não sabia o que fazer, muito menos como abordar um assunto com o Capitão, além de sua respiração estava preste a sair do controle, eles nunca tiveram um momento mais calmo e ela tinha a certeza que Sharon não ficou na Torre igual eles. Rogers desceu seu olhar e parou seu olhar na cicatriz, alguns segundos depois, ele subiu o olhar respirando fundo calmamente e analisando mais uma vez todas as curvas da morena, por fim, ele parou seus olhos no olhar de Müller.
– Foi daquele dia? – Rogers se referia à cicatriz.
– Sim.
– Me desculpa.
– Tudo bem. – disse sincera. – Ficou apenas a marca.
– Você não sente nenhuma dor?
– Não sinto nenhuma dor, nem incomodo, ela apenas atrapalha algumas vezes.
– Bom, me desculpa mais uma vez.
– Sem problemas, Steve quer dizer, Steven. – se corrigiu rapidamente.
– Vai correr? – Rogers mudou de assunto. Ele queria alterar a linha de seus pensamentos, e deixar aquela imagem criada pela sua própria imaginação de lado. Ele a beijando.
– Sim, estou até atrasada. – colocou a caneca em cima da mesa de centro e pegou sua jaqueta.
– Vamos então.
– É, você vai correr também? – não esperava pela aquela resposta.
tentava manter o mais normal possível, aquela mesma sensação que ela sentiu no laboratório de sua casa tinha voltado à tona novamente, e como desconfiava, ele era, sem dúvidas, o motivo da mesma sensação de descargas elétricas em seu corpo todo. O que agora não podia desconfiar ou duvidar, ainda mais vendo os braços definidos de Rogers, bom, era impossível não perceber com aquela blusa de treinamento dos Vingadores. Algo que fez os pensamentos de entrar em conflito com certas cenas.
– Vou, algum problema? Se tiver, eu vou a outro lugar, sem problemas.
– Não, só queria saber mesmo, vai se você ia a outro lugar, nunca se sabe. – deu os ombros, fingindo não se importar com a escolha do loiro. – E você nunca foi de ficar amigável assim comigo.
– Você mesmo disse que eu deveria confiar um pouco em você, porque não começar por hoje? Você vai correr mesmo com essa jaqueta? Você pode passar mal.
– Estou acostumada. – Ignorou a questão que ele deixou para ela.
– Você tem, é... Vergonha do seu corpo? – Steven perguntou meio acanhado, afinal, era um corpo muito bonito com suas curvas. Mesmo não sendo nas medidas de um corpo de modelo, foi esse um dos mil fatores que chamou a atenção de Rogers.
– Não é do meu corpo que eu tenho vergonha. – respondeu séria e referindo-se a cicatriz.
Eles saíram do elevador e andaram lado a lado em direção do Bryant Park. Ambos se aqueceram ajudando um ao outro antes da corrida, Müller por costume, colocou o fone e deixou a música em um som razoável para escutar a movimentação do parque e saiu na frente com uma corrida suave para aquecer o corpo e deixá-lo o mesmo se acostumando com a movimentação repentina. Logo depois, Rogers alcançou Müller. mantinha seu foco na pista e naquela sensação que às vezes, fazia viajar a ponto de tropeçar no próprio pé. se sentiu segura e protegida, uma sensação que ela só sentia ao lado de Bucky, mas ela tinha a certeza, não era a mesma sensação de segurança e proteção, podia ser pelo fato dele ser um antigo amigo de Bucky.
Uma volta completa e Müller aumentou seus passos ao som de I’m Alive. Müller aumentava a corrida a cada toque do guitarrista na corda grave, era bem normal para ela correr rápido sem perceber, já que ela estava sendo “movida” pela música e passando da velocidade de uma pessoa “normal”. Ao olhar para o lado, ela percebeu que não era a única correndo na sua velocidade, Rogers a acompanhava sem esboçar nenhuma expressão de cansaço. Tirando Müller, que a mesma não tinha imaginado que Rogers estaria ao seu lado, Müller estava chocada ao ver Rogers ao seu lado.
– Você está bem? – Ele ria por conta expressão de Müller.
– Eu estou ótima. Eu que faço essa pergunta para você.
– Eu estou bem também.
– Não está cansado? – tirou um fone.
– Não, estou indo no meu ritmo normal.
– Bom, então temos algo em comum. – Müller sorriu.
– Queria ter algo a mais em comum com você. – Steven sussurrou.
– Oi? Desculpe, não entendi. – tirou o outro fone e colocou preso na alça de seu top.
– Nada... E o Wade? – Rogers perguntou um pouco mais sério.
– Está bem.
– Vão se encontrar hoje?
– Não, ele foi “trabalhar”. – fez aspas com os dedos.
– Hm.
– Terceira volta, cansado?
– Nem um pouco.
– Bom, então espero que continue assim até a sexta volta. – Müller apertou mais ainda a corrida.
– Hei, como assim sexta volta?
– Meu normal de voltas, ou você achou que eu canso fácil?
– Não.
– Vai comigo até a sexta volta?
– Quem sabe eu termino a sexta volta primeiro que você. – Steven saiu correndo com o sorriso mais lindo nos lábios.
Steven saiu a disparado ultrapassando que a mesma apertou a corrida e ficou lado a lado, outra vez, de Steven. O clima entre eles estavam tão amigáveis que aquela desconfiança que ambos tinham um com o outro parecia nunca ter existido, eles riam e conversavam normalmente até a sexta volta que os dois empataram.
Os dois pararam e sentaram em um dos degraus da escada, tomaram um pouco de água e retomaram a conversa sobre Wade Wilson. A cada pergunta de Rogers fazia, dava para perceber e entender claramente que ele queria saber se e Wade eram mais que amigos, coisa que deixava mais que claro, que a única coisa que se passou pela cabeça dela era em não ter algo com Wade.
Rogers e Müller voltaram juntos a Torre para terminar o treinamento deles juntos com Stark e Wilson. Os dois Vingadores, Stark e Wilson, estranharam e muito o modo que Steven e estavam agindo um com o outro. Qualquer um que visse aquela conversa entre sorrisos, poderia imaginar que cada um, Müller e Rogers, estavam tentando enganar um ao outro.

••


Casa da Müller. Bronx.

Depois do treinamento, Müller passou em sua casa acompanhada de Rogers, com o mesmo clima mais cedo. Eles pegaram o arquivo da garota que era da H.Y.D.R.A. e aproveitando que ela já estava lá, e ajeitou um pouquinho a casa, já que ela ia passar os três dias na Torre até Romanoff voltar.
– Precisa de ajuda? – Rogers disse encostando-se ao batente da cozinha.
– Não, está tudo bem, sente-se no sofá, logo eu volto. – Subia as escadas.
terminou de lavar a louça, que não era muita, enxugou e guardou a mesma. Steven foi para a cozinha apenas para fazer “companhia” minutos depois ele colocou seu celular em cima da mesinha de centro e subiu para poder ajudar com os afazeres, havia esquecido como sempre arrumar a cama.
A loira estava em seu quarto arrumando o mesmo, ela terminava de dobrar o cobertor quando Rogers apareceu no local sem fazer nenhum sonido, ele chegou mais perto do batente da porta e nesse mesmo instante virou para a porta e levou um susto; Rogers foi até ela apenas para conseguir informações sobre essa relação dela com Anthony.
– Stark vai modificar o laboratório também? – Steven indagou.
– Sim, mas eu falei que podia ser sem pressa, já que ele está fazendo a nova base dos Vingadores.
– Aposto que ele está quase terminando.
– Não duvido muito, é algo que ele gosta de fazer, então, ele deve estar terminando. – riu.
– Precisa de ajuda em mais alguma coisa? – Steven disse parando na frente de .
– Pode ser...
– Eu ajudo com... – Steven olhava para os lábios da morena. – As caixas.
Steven se aproximou mais de , ele entrelaçou sua mão na mão da loira e a puxou para mais perto sutilmente, hesitou para um contato mais próximo não queria aquilo, muito menos sabendo que Steven estava com Sharon e ela não estava presente. Esses dias que ele tentava se aproximar mais dela, se transformava em sensações indecifráveis para ele; Steve sabia que ela era a ex-namorada de seu amigo, e também não tinha a total confiança nela, mas algo a atraia tão sutil que nem mesmo percebeu o momento que passou criar sentimentos por ela.
soltou sua mão e andou em direção da porta, ela respirou fundo e colocou sua franja atrás da orelha.
– Tem umas caixas no meu escritório não estava pensando em arrumar isso, mas já que você perguntou, poderia me ajudar? – A loira indagou fingindo que aquele momento não aconteceu.
– Sim.
Os dois entram no escritório, enquanto terminava de ajeitar os livros na estante com a ajuda de Steven, que o mesmo passava os livros para ela. Depois Steven ajudou a colocar as prateleiras atrás da escrivaninha. Ao término, preparou o almoço, como prometido, fazendo uma receita bem leve que ela tinha encontrado na Internet, e mais uma vez eles lavaram a louça, mas Rogers a ajudou.
Já era no fim da tarde e os dois estavam sentados no sofá tomando o vinho que tinha comprado. estava encostada no sofá tomando seu vinho enquanto mexia no celular, eles conversavam sobre Bucky, na verdade, sobre coisas engraçadas que envolvia o soldado, Rogers hesitou várias vezes sobre os relacionamentos dela com Barnes, o que optou em deixá-la comentar. Além disso, eles falavam de coisas aleatórias.
– Vou levar a taça para a cozinha, vai querer mais um pouco? – indagou se levantando.
– Não, obrigado.
levou a taça até a cozinha, a lavou e guardou para evitar que quebrasse, já que a taça era de Cristal e tinha ganhado da Pepper. Um mero presente de boas-vindas a New York. Ao voltar para a sala, viu Steven desligando o celular e colocando em cima da mesinha de centro.
– Pode atender se for alguém importante. – Ela sentou ao lado dele.
– Era engano. – Ele omitiu.
– Menos mal, assim eu tenho mais tempo com você. – corou ao perceber que ela tinha falado mais do que devia. Encostou no sofá e pensava de alguma forma arrumar a frase.
– Eu concordo. – Rogers sorriu sedutor.
Enquanto balbuciava tentando arrumar sua fala ele ria, a moça estava muito vermelha e ele não negava que havia gostado daquele clima romântico. Um bom tempo que ele a analisava, era linda tinha uma atitude forte nunca negava ser uma suposição quando deduzia algo e quando estava errada pedia desculpas mesmo sabendo que contestou até que alguém negasse ao contrário. Müller além de sua beleza o que mais chamava atenção era sua tamanha inteligência, pensava sempre em inúmeras possibilidades sem deixar nada fugir do seu ponto de vista, algo que lembrava muito Stark.
Os dois estavam tão sintonizados automaticamente que se aproximaram muito um do outro, Steven apoiava-se no encosto enquanto fazia um carinho sutil sobre a mão de . Um impulso, um sentimento, uma vontade, o beijo poderia ter acontecido ali, eles poderiam ter provado um ao outro que havia um sentimento entre os dois, mas o telefone de Rogers tocou mais uma vez, deixando um pouco irritada.
Ela se levantando e indo em direção da cozinha passando suas mãos em seu rosto.
– Pode atender. – disse calma e passando na frente de Steven.
Steven suspirou pesado e um pouco, ou melhor, muito irritado pelo seu celular ter tocado naquele momento. Ele pegou o aparelho, olhou no visor e pela primeira vez em sua vida, Rogers desejou para que Sharon não tivesse a disponibilidade de fazer ligação durante o resguardo da missão. Rogers atendeu o celular tentando demonstrar que estava feliz com a ligação de Carter, ele se levantou e foi para o lado de fora da casa de .
– Sharon.
– Steve, espero não ter acordado você.
– Não, não, eu estava acordado.
– Rogers disse.
– Como assim acordado? Steve, já são dez horas da noite, está tudo bem por aí?
– Está tudo bem.
– Ele olhou para dentro da casa. – Só não consigo dormir.
– Deve ser saudades de mim, eu chego daqui a três dias, meu amor.
– A agente riu acompanhada de Steven, que o mesmo riu forçado.
-Sharon, eu preciso ir, beijo, eu te amo, até mais tarde. – Disse sem desdém não queria prolongar a conversa.
– Até Steve.
Ao desligar o telefone, Sharon estranhou o comportamento de Steven, principalmente o fato de ele estar acordado até às dez horas da noite, não que aquilo estivesse errado, mas Carter conhecia Rogers, e sabia de cor a rotina dele e que para ele estar acordado até aquele horário, algo que apenas ela sabia o que o deixava acordado.
Rogers voltou para dentro da sala e encontrou encostada no batente da porta do armário debaixo da escada, ela tinha acabado de subir do laboratório e estava no celular com um sorriso nos lábios. Steven suspeitou que fosse Wade no celular e não acreditava que ela tinha a capacidade de fazer aquilo, aquele ato, depois de um quase beijo dos dois.
– Wade? – Rogers indagou seco e com ciúmes.
– Tony, ele me mandou uma mensagem de boa noite, por quê? Com ciúmes, Capitão? – indagou, se aproximando de Steven e segurando o riso.
– Tony, é, eu, eu não tinha o direito de saber quem era. – Rogers falou sem jeito, porém ficou com um pouco mais alerta, se já era estranho antes, agora que ficou sabendo da mensagem que Tony enviou, só piorou.
– Tudo bem, você me leva para a Torre?
– Sim, vamos?
– Vou pegar minha bolsa, apaga as luzes da casa, por favor?
– Sim, .
subiu, foi até seu quarto e pegou sua mochila com as roupas limpas para poder passar os dias na Torre, além disso, ela pegou sua famosa jaqueta de couro e a vestiu. Steven já estava esperando na porta de casa, Müller só ligou o alarme de segurança que o próprio Stark tinha desenvolvido.
Rogers abriu a porta do carro para a Müller que a mesma agradeceu com um sorriso. O caminho todo nenhum dos dois proferiu uma palavra, nem mesmo trocaram um olhar, não era atoa aquela falta de contato dos dois, ainda mais quando um beijo, ou melhor, um quase beijo era interrompido.
foi para seu quarto depois de se despedir de Steven com um boa noite extremamente rápido. Rogers foi para seu quarto da Torre, secou seu cabelo com uma toalha, já com a roupa de dormir e deitou-se em sua cama, seus pensamentos permaneciam naquele quase beijo, algumas hipóteses apareciam ser tão verdadeiras quanto o dia que os dois passaram juntos. O Vingador adormeceu sem saber em qual das hipóteses acreditar, apenas relevando uma como a principal de todas, ele podia estar apaixonado por Müller.

••


Na manhã seguinte, Steven acordou no mesmo horário, cinco e meia da manhã, foi até a cozinha da Torre e encontrou passando o café, ele fez um som sutil para avisar que estava dentro do cômodo. Müller olhou para trás e deixou um pequeno sorriso esboçar em seus lábios.
pegou mais uma caneca e colocou um pouco de café para Steven e entregou para ele, que o mesmo agradeceu com um sinal com a cabeça.
– Bom dia. – Rogers deu um beijo na bochecha da loira.
– Bom dia. – Ela retribuiu o beijo.
– Vai correr hoje? – Steven indagou antes de dar um gole em seu café. – Está bom.
– Sim, vai comigo outra vez? Obrigada.
– Se você não se importar.
– Não mesmo, eu já volto. – disse lavando sua caneca.
– Ok, vai sair o mesmo horário que ontem?
– Sim, e no mesmo lugar, ou você quer escolher outro lugar? – parou na frente dele.
– Não, pode ser lá mesmo. – Steven se ajeitou no banquinho.
– Está bem, já volto. – Ela sorriu amigável e falou em um sussurro.
No trajeto que ela fez para ir até o elevador, Müller encontrou com Stark que o mesmo estava alguns centímetros da porta do elevador. Ela o cumprimentou e deu um beijo breve na bochecha de Stark e entrou no elevador.
– Picolé, uma raridade ver que a Tempestade não está aqui. – Tony disse pegando um copo com água e com um sorriso nos lábios por conta do trocadilho.
– Apenas a cumprimentei.
– Bom, pelo menos estão se entendendo.
– Bem mais do que eu imaginei, Tony.
– Steve, ela é legal e confiável, acredite em mim.
– É nítido essa sua confiança nela. Potts não estranha?
– Não. Mas a é diferente ela preenche muito a casa, e trouxe mais alegria e vida para mim.
Tony terminou de encher o copo de água e levou para Pepper que estava esperando seu namorado no quarto. Quando o playboy saiu do cômodo, Steve suspirou pesado, nervoso com a fala do Homem de Ferro, sabia que o homem não tinha limite houve tempos que era mulherengo, mas chegar a esse nível nunca imaginou.
voltou para a cozinha com sua jaqueta e uma regata branca, onde seu top cinza fluorescente aparecia por debaixo da mesma, já que a mesma era meio transparente. Ela parou na frente da geladeira e abriu para pegar suas duas garrafinhas d’água, colocou em um cinto porta garrafa especial que ela mesma projetou.
Rogers precisava parar de ficar a admirando. Os dois saíram da Torre e foram andando até o Bryant Park, os dois se aqueceram juntos e ajudando um ao outro, e depois discutiram o tempo do circuito, pois, precisava voltar para a Torre para poder fazer o teste de seu uniforme e ver se precisava fazer alguns ajustes, algo que ela mesmo sabia que seria impossível, já que era Bruce e Tony que estavam fazendo o uniforme.
– Quantas voltas você vai dá hoje? – Steven indagou parando ao lado dela. Ainda estava com a conversa com o Tony em sua memória.
– Não sei, acho que menos do meu normal.
– E qual o seu normal?
– Seis voltas, então eu vou dar umas quatro voltas, por aí. – disse normalmente.
– Isso que era bem menos do seu normal. – Rogers deu um sorriso de lado.
– Ah, está normal para mim, e qual vai ser o assunto de hoje? Wade? – segurou o riso. Porém depois percebeu que o loiro estava mais tenso que o normal.
– Não. – Steven disse disparado. – Como você descobriu seus poderes? – O Loiro disse mudando de assunto rapidamente.
– Ah, bem, foi algo meio que estranho, quer que eu conte todas as formas que eu descobri eles?
– Sim, claro se você não se importar.
– Não, mas me responde uma coisa, está tudo bem? Você parece meio tenso e nervoso.
– Estou sim não precisa se preocupar.
– Tá. – Deu os ombros.
contou sobre seus poderes até o momento da última mudança, como Bucky também a ajudou a controlar ele – o poder, e com isso devia muito a ele. Percebendo que a garota lembrava do amigo e ele também, Steve mudou de assunto, lembrando-a que era a última volta.
– Terceira volta, chego primeiro. – Rogers disse mudando de assunto e ao mesmo tempo rindo.
– Duvido, mais uma vez, eu irei ganhar. – saiu disparada.
– Você está enganada, nós chegamos juntos ontem. – Passou dela.
– E talvez deveríamos ficar juntos. – Müller disse em um sussurro bem imperceptível.
Eles terminaram a corrida, passaram em uma das lojinhas onde vendia mantimentos, compraram água, já que estava muito quente o clima e as duas garrafinhas de Müller havia acabado, eles andavam calmamente e conversando até a Torre dos Vingadores.
Já na Torre, depois de ter voltado da corrida e da pequena loja, testou seu uniforme sob a orientação de Banner e Stark que junto os três, fizeram uns ajustes na roupa. Que a própria sugeriu aos dois Vingadores, e além da sugestão, eles falaram de como a I.A. poderia estar conectado com o uniforme e a casa de , ia demorar algum tempo mas Stark ia fazer com a maior satisfação para Müller.
– Então, depois que eu conversei com o Steve, lembrei-me de um fator importante que devemos colocar. – disse se virando para os dois, ainda vestindo seu uniforme. – Como eu não sinto nada de dor, um índice de ferimento poderia me ajudar.
– Eu me esqueci disso. – Bruce falou fazendo algumas anotações na folha. – Eu vou colocar, só vou fazer alguns cálculos e depois você experimenta outra vez.
– Sem problemas, e quanto tempo vai durar?
– Ah, umas duas horas, no máximo duas horas e meia, sabe, eu vou ajudar com essa parte, até porque, eu... – o interrompeu.
– Tem a tecnologia mais avançada. – riu. – Ok, vou tirar o uniforme, quando ficar pronto, é só me chamar, vou estar com a Pepper.
– Ok. – Os dois falaram juntos.
ficou conversando e ajudando Pepper com o almoço, que as duas colocaram a mesa com os pratos que ela tinha preparado, tudo no conforme. saiu para poder comprar refrigerante gelado, voltou com um pote de sorvete, na verdade, três potes de sorvete, até porque apenas um não seria o suficiente para seis pessoas.
Antes da prova do uniforme e após o almoço, Tony foi fazer a pequena ideia que Pepper deu a ele. Stark andou até a sala da torre onde Rogers, Wilson e Müller estavam.
. – Entrou a chamando.
– Oi. – O sorriso logo apareceu em seu rosto. Rogers a olhava, ou melhor, olhava para os dois, e sempre percebia aquele maldito brilho no olhar de Stark para Müller.
– Estava pensando em sair com você, o que acha?
– A legal eu topo, quando?
– Agora.
– Então vamos, vou pegar minha bolsa e pronto.
– Já peguei. – Ele levantou.
– Tchau meninos. – Foi correndo para o lado de Tony. – Obrigada Tony.
– Por nada.
Foram até o estacionamento, Anthony deixou que a garota escolhesse o carro; Mesmo a alertando que a previsão de chuva era grande, ela entrou no Porshe 911 de teto conversível, ele apenas a acompanhou a garota depois de pegar a chave. Era como se eles estivessem novamente no passado, saindo com ela quando precisava passar um tempo cuidando da garotinha. O percurso não foi tão longo, eles escutavam algumas músicas de rock – vulgo Black Sabbath, até chegarem naquele tal local.
– Eu sei pode ser um pouco complicado, mas você lembra daqui? – Colocou o alarme no carro. Consigo carregava um casaco.
– Eu queria Tony, mas eles apagaram até você. – Andavam lado a lado pelo pier.
– Eu trazia você aqui, e ficava pedindo para eu pegar um bicho de pelúcia naquela máquina. – Apontou. – Eu ficava quase que o tempo todo tentando pegar para você, só tirava essa sua ideia quando levava você para comer Corn Dog*. – Ele riu.
– Olha se você diz, podemos repetir. – Fez cara de criança pidona, mas logo gargalhou.
– Não mesmo. – Ele riu. – Alguns dias depois, que bom você sabe, eu voltei e tentei pegar algum e peguei um tigre para você. – Tirou a pequena pelúcia de baixo do casaco e entregou. – Eu me xinguei tanto por ter conseguido só quando você havia “morrido”.
– Mas agora estou aqui, junto desse tigre e de um Corn Dog?
– Eu deveria imaginar que você nunca mudou.
– A para vai.
você almoçou agora pouco.
– Eu não tenho culpa se tem um buraco sem fundo no meu estômago.
– Desde pequena é claro. – Caminharam até a barraquinha. – Dois Corn Dog um é com mostarda, por favor. O que você tá fazendo?
– O Corn Dog. – O moço de boné falou.
– Você não, ela.
– Tentando lembrar do passado, mas está difícil. – Olhava fixamente para a máquina.
– Obrigado. Aqui , quem sabe se eu contar algumas coisas você consegue lembrar de um momento.
– Podemos tentar, meu Deus eu esqueci como isso é bom.
– E esqueceu a educação que eu te dei, não se pode falar com a comida na boca.
– Perdão ai. – Ela riu. – O que mais fazíamos aqui?
– Além de você me dá um prejuízo no Corn Dog? Você gostava de ir na roda gigante, queria ter uma no quintal da sua casa, mas seu pai nunca deu, não preciso dizer o porquê, né? Quando fomos pela primeira vez no carrinho bate-bate. – Ele olhou logo após de encostar no para peito do pier. – Você não gostou nem um pouco, pediu para parar e agarrou meu braço, foi até engraçado, mas eu parei de rir quando você ameaçou a chorar, hoje em dia não funciona mais.
– Qual é Tony, tá lendo pensamento já?
– Você é muito previsível para mim. – Ele sorriu.
– Eu lembro, vagamente, de um banco vermelho, um copo rosa e muita batata frita, onde é isso? Também lembro de você na minha frente com seu óculos escuro.
– Eu te levo.
– Aonde?
P.J.Clarke’s. Mas antes vamos na roda gigante.
– E a gente pode? – Jogou o palitinho no lixo.
– Sim, não é só para crianças, não tem medo de altura, né?
– Não. Riger, vai ficar bem feliz com a nova aventura. – Cruzou seu braço com o do Tony.
– Quem é Riger?
– Ele. – Mostrou a pelúcia. – Ele faz a paradinha lá em cima? – Perguntou ao ver o homem voltar com o ingresso.
– Sim, assim você admira tudo como sempre. Só por favor, não vai fingir que você está escorregando ok?
– Credo, eu fiz isso? – Segurou o riso.
– Fez.
continuou segurando a risada, estava imaginando a expressão do rapaz – na época, era lindo só de pensar no pequeno pânico que causou no momento. Bem ali na fila, escutando algumas crianças falarem, gritarem e até mesmo gargalharem, ela puxava as memórias sem muito esforço para não se prejudicar, e lembrou sim desse dia.
O parque todo aceso e colorido, a decoração temática para o dia das crianças, e aquela roda gigante com as luzes dando a forma de um grande urso, e naquele mesmo dia eles tinham tirado uma foto com a câmera Polaroid que havia ganhado da senhora Stark.
Quando sentou ao lado dele, percebeu que em suas lembranças a cabine havia mudado muito, a segurança era outra e por mais estranho que parecia ela sentiu um conforto com a evolução do brinquedo. Eram duas voltas completas com a famosa paradinha, não tinha como se lembrar da cidade, mas tinha como lembrar da diferença do dia para a noite, a garota encostou a cabeça no ombro do homem e ficou admirando até que parasse no topo.
– No último dia que viemos aqui, no dia das crianças, nós tiramos uma foto juntos certo? – Ela questionou.
– Certo.
– Você está com o celular? Podíamos tirar uma, como um marco lindo do nosso reencontro.
Após a foto, o brinquedo começou a se mover, para então a segunda e última volta. De lá foram direto para o P.J. Clarke’s. tinha se passado anos, mas o lugar permanecia o mesmo, as cores as decorações até mesmo o banco vermelho e o letreiro do lado de fora. Era como ela lembrava. Como era de costume Tony pediu um milk shake de morango com chantilly e a porção de batatas fritas.
– Mas eu não acredito. – A dona do estabelecimento se aproximava da mesa com o pedido. – Eu sabia que podia ser vocês só pelo o pedido e eu vim ver com meus próprios olhos.
Dona Clarke, uma senhora bem bonita por sinal, negra um pouco rechonchuda e a marca do tempo em seu rosto – para não dizer rugas ela mesma se protestava antes que alguém falasse que ela estava velha, os olhos claros se destacam juntamente de seus fios brancos cacheados.
– Quando tempo eu não vejo vocês dois.
– Aqui estamos. – sorriu. Era fácil lembrar de Penellope, e de seu marido James.
– Como o tempo passou, você já está grande, e bonita, mas ainda lembra muito aquela garotinha que fazia ele tirar o suspiros das garotas quando dançava com você.
– Eu ainda tiro suspiros das mulheres. – Precisou deixar seu ego transparecer.
– Sim, mas é um completo idiota. – Essa era Penne, a mulher sem papas na língua que falava o que precisava na hora que necessitava. E ela não estava tão errada assim.
– Concordo parcialmente, porém agora que eu voltei de viagem. – Achou uma desculpa pelo sumiço, rezando que ela não soubesse do acidente. – Ele vai deixar de ser um completo e vai virar um meio idiota.
– Estou aqui apenas para ver. – Desafiou. – Vocês vão querer dançar hoje?
– Ainda tem a máquina?
– Nunca tiramos a Jukebox, Anthony, apenas para poder restaurar e fazer algumas manutenções.
– Tem o rei do rock? – Os olhos de brilhavam tanto só de comentar sobre o cantor.
– Sim, a sua favorita, ou as suas favoritas. – A mulher riu. Tony também enquanto olhava o restaurante.
Não tinha muita pessoa por conta do horário, ele olhou para a senhora ao seu lado e depois olhou para , empurrou a cadeira bem educadamente para não fazer nenhum som e se levantou e andou até a Jukebox iluminada, colocou a moeda em uma caixinha do lado da máquina e caiu uma ficha, foi a única alteração que foi feito já que as moedas também se atualizaram com o tempo.
– Ai não.
Foi à única coisa que ela falou ao escutar Blue Suede Shoes tocar, se aproximou dela e atirou para dançar. É que às vezes só queremos reproduzir o passado em uma forma de ignorar todos os problemas que existem, ignorar tudo que aconteceu e apenas trazer à tona todos aqueles momentos mais felizes.
Penellope fazia outros pedidos e sorria, aquela alegria em seu restaurante, na pequena pista de dança, fazia falta, fez muita falta, e sabia que não foi uma viagem que tinha feito, só pela expressão que Stark tinha quando ia lá tentar lembrar dos momentos até o último dia que abandonou o local. Seu marido, tinha chegado naquele momento com uma caixa com as long necks retro das bebidas e colocou na geladeira, ele viu sua esposa feliz, e ao perceber o motivo, sentiu aquela alegria contagiando por dentro.

••


Tony se encaminhava para seu escritório onde enviaria a foto deles para revelar, foi até seu quarto tomar um banho e depois ir conversar com Stark e Banner sobre seu traje. Steve percebeu que eles haviam chego já que escutava uma movimentação vindo do quarto de , um som de música bem abafadinho.
– Stark. – Steven bateu na porta.
– Entre, precisa de alguma coisa.
– Não, foi bom o passeio com a ?
– Foi, por que a pergunta? – Tirou a atenção do computador.
– Bom enquanto você se divertia com ela, Pepper ficou aqui trabalhando por você.
– Ela avisou que ficaria.
– Sabe que ela é uma garota nova por aqui.
– Eu não vejo problema.
– Percebe-se, deixou a Pepper, saiu com a ... – Deixou ele terminar a frase sozinho, meia palavra já bastava.
– Deixa vê se eu entendi direito, você realmente acha que eu e a ? – Ele riu e pegou um pouco de whisky. – Acho que você ficou congelado por tanto tempo afetou seu cérebro.
– Você não sai de perto dela, não desvia sua atenção dela. – chegou mais perto. – E saiu quando deixou sua namorada cuidando de tudo.
– Rogers, você não tem o direito de entrar no meu escritório e dizer que eu tenho um caso com a . – Estava furioso, com a atitude e a ousadia do capitão. – Se retire do meu escritório. – Alterou um pouco o tom. Por questão de respeito à decisão de sua amiga, ele não contaria para mais ninguém sobre o fato.
que ia a caminho do escritório de Tony tinha escutado a frase completa dele e entrou aos nervos no escritório. Ela deixou seu celular tocando a música no fone preso a sua blusa.
– Steven! Você realmente está insinuando isso? Por favor, diz que eu entendi errado, que você compreendeu errado.
estava com raiva, mas nada superava sua maior vontade que ele apenas tinha entendido errado e usou palavras erradas.
– E eu estou errado? Eu percebi. – Foi cortado.
– O que percebeu? Que ele me trata bem? Que desde o dia que eu cheguei aqui ele tentou me compreender?
– Percebeu apenas que nos entendemos ou que você sente algo por ela? – Tony colocou seu ponto de vista bem sarcástico.
– O que tá acontecendo aqui, eu escutei lá do fim do corredor. – Potts entrou.
– Vocês não devem explicações para mim, mas sim para ela.
– Ah não, Tony, você não está fazendo uma armadura para a , né?
– Não, mas seria uma boa ideia. – Stark e Müller se olharam com um olhar de aprovação. – Um pouco de lig...
– TONY! – Pepper o advertiu.
– Steven. – Pausou. – Ninguém precisa de explicação. Pepper foi a primeira mulher, a saber, e me apoiar. – Olhava seu copo. – Se você subitamente descobriu que é uma garota incrível que bom, pois eu sei disso desde que ela era uma garotinha.
– Ele me conhece desde pequena Capitão, eu fiquei sabendo a poucos meses, Tony Stark percebeu isso a alguns meses me contou e foi mais importante isso do que qualquer coisa, e não queria que você ou sei lá a Natasha soubesse assim. – Respirou fundo. – Eu só queria restaurar minhas lembranças com o Tony, os pais dele e minha família para poder contar com alguns detalhes a mais para você. Obrigada Rogers.
Rogers olhava no fundo dos olhos dela, e era como se toda a decepção que ela sentisse só pela suposição do ponto de vista dele, estava ali descrito no olhar. Era de partir todos os sentimentos só de ver seu olhar.
– Eu vou para minha casa, não se preocupe Tony, eu mando mensagem quando eu chegar. – Se aproximou dele e deu um beijo na bochecha. – Até Pepper, e desculpa qualquer coisa. – Passou por ela constrangida por tudo.
! – Steve foi atrás dela.
– Rogers n. –Tony começou a falar, mas Potts o impediu. Pepper parou na frente dele, colocando suas mãos sobre o ombro dele.
– Deixa ele ir, você sabe que ela consegue controlar a situação. – Deu um beijo perto dos lábios do herói.
Depois de correr um pouco até alcançá-la.
– Olha, não é uma boa hora está certo? Se você realmente quer dizer algo Capitão comece com o Stark, ele pode ter o ego maior que essa torre, mas o que você falou e colocou dentro daquela sala, é a última coisa que ele faria, eu daria minha vida ao Tony só para protegê-lo. – Umedeceu os lábios. – Quando você falou aquelas palavras, você não só o machucou, mas como me machucou. Passe na minha casa daqui três horas! – Apertou o botão do elevador, ele se abriu e antes de entrar. – Está certo “The stars. That shine for you” . – Levantou o fone demonstrando que era a frase da música.

Corn Dog: É uma salsicha com massa em um palito. Um filme que aparece é no “Diário da Princesa 1”, quando Mia sai para passear com sua vó.


Capítulo 10 - Love me Tender

andou uma parte do percurso, queria esfriar a cabeça. Estava dando tudo certo, eles estavam se entendendo, ia conversar com Natasha, estava decidida de tudo, sabia que não podia viver na sombra do passado repleto de mágoa e dores. Mas nunca achou que Rogers imaginou algo tão grande dela e principalmente do Anthony.
Seus devaneios estavam tão bagunçados que não percebeu que a chuva caia, só quando as gotículas ficaram mais intensas. A Vingadora pediu um táxi e foi a caminho de sua casa; A moça entrou em sua casa e pegou a reserva de dinheiro que tinha ali perto, já que saiu sem seus documentos e dinheiro, pagou o motorista e foi se esquentar.
Só teve a decepção assim uma única vez, e se recusava de lembrar, mas não pode deixar de negar que veio de dois homens que eram amigos. Contudo, com ele foi diferente, mais complicado, mais dolorido, quis que tudo melhorasse para no fim ele imaginar que ela tinha algo assim tão absurdo.

••


A poeira tinha baixado fazia uma hora e alguns segundos, Rogers saiu do seu quarto e procurou primeiro por Potts, se desculpando com ela, e por penúltimo, deixou Stark, que se encontrava junto de suas armaduras.
– Quando eu recebi a notícia, eu passei um bom tempo tentando entender o porquê uma menininha tão nova teria que morrer, ela tinha vários sonhos, gostava de prestar atenção nas minhas lições de casa e ainda falava que ia ser mais inteligente que eu – J.A.R.V.I.S. avisou que o homem estava se aproximando e pelo reflexo viu que ele estava já na porta, mesmo de costas. – E preferia que ela tivesse realmente morrido do que ter passado por todas as coisas que passou na Hydra, não é ser injusto ou então egocêntrico, mas era melhor do que olhar para ela e ver que ela tenta lembrar de alguma coisa, de uma cor ou gosto pessoal – virou para Rogers. – Quando eu soube que era realmente a , com quem eu quase fui mal educado com ela por uma coisa de adolescente no último natal, eu tive a oportunidade de dar tudo que ela pedia, ou mostrar as coisas que eu prometi mostrar, lembrei-me dos momentos que cuidei dela como minha irmã só para poder deixar os pais dela trabalhando tranquilamente na Shield. Eu nunca teria algo com ela assim, é mais fácil eu evitar que alguém se aproxime com más intenções do que fazer as acusações que você, Picolé, fez.
– Me viu descer?
– Jarvis avisou.
– Eu vim pedir desculpas.
– Achei que alguém podia imaginar que estava querendo algo com a , mas não esperava de você, Steve.
– Nem ela esperava – colocou a mão no bolso.
– Se eu a conheço bem, ela deve ter pedido um tempo para pensar. O tempo em número ímpar, pois é um motivo horrível.
Steve não viu lógica na frase, não fazia para ele, até o momento que ele disse o tempo de horas, três horas para poder esperar e ir conversar com ela.
– Mas uma vez, peço desculpas, acho que no fundo só queria proteger a garota legal que ela é – mentiu, estava estampado que ele sentia algo a mais do que amizade.
– Eu avisei, vocês tem que parar e me escutar, afinal, sou playboy, filantropo, gênio e bilionário – ele riu. Rogers revirou os olhos, ele já tinha escutado aquilo antes.

••


Bronx. Dezoito e cinquenta e nove.

Sabe o quão angustiante esperar dar a hora certa dentro de um carro, seu de preferência, só para poder conversar com a pessoa que você realmente sente algo mais forte? Aquela sensação era inacabável para o loiro, se houvesse marcas de desgastes no relógio, pode ter certeza que os números teriam sumido junto da metade dos ponteiros.
Trancou a porta do carro e se aproximou da casa. A iluminação estava baixa, podia só ver a luz da sala acessa, tocou a campainha e esperou a moça aparecer, ao fundo podia ouvir uma música abafada, a melodia e o ritmo era inegável de reconhecer, ela escutava o bom rock do Elvis. Não que seja preguiça, mas ela estava um pouco longe da escada, ela apenas levantou a mão e destrancou a porta e girou a maçaneta, Rogers empurrou a porta branca.
Ao entrar, viu a moça sentada no degrau da escada, ao seu lado estava a caneca de café e o prato de bolo de brigadeiro. Um minuto de troca de olhares até quebrar a quietude:
– Se quiser bolo pode pegar na cozinha, café também, aí depois você senta na escada, se quiser.
– Quero não, obrigado – sentou-se um degrau abaixo dela.
– Tá bom, você deveria experimentar – pegou seu prato. – É umas das receitas da minha mãe, prova – Steven pegou o talher e provou. Mesmo mostrando estar triste com a situação há algumas horas atrás, ela tentava manter a serenidade entre eles.
– Realmente é muito bom.
– Sim. Conversou com o Tony?
– Conversamos, está tudo certo agora. Ele realmente preserva muito o passado de vocês.
– Acho que todo esse tempo ele foi o único que manteve a vontade de que tudo fosse mentira, saber que você perdeu seus pais é horrível, imagina ele que soube que os melhores amigos do Stark haviam falecidos e junto deles a garotinha que saía correndo para ao quarto dele só para ficar perturbando, enquanto ele só queria sossego, e aí depois você descobre que seus pais também morreram, deve ser horrível – rogers concordou com a cabeça.
– Havia um motivo a mais por não ter falado com ninguém?
– Eu estava me acostumando em tê-lo por perto, não é normal você achar alguém assim do dia para a noite. Tá, pode fazer quatro meses que sabemos disso, mas eu não tive nenhuma lembrança do passado, eu nem sequer lembro de um vestido que eu gostava tanto.
– Tony podia te ajudar a tentar lembrar.
– Eu quero tentar sozinha, não deve ser tão difícil, e também ele já fez muitas coisas, olha essas mobílias e a pintura, o laboratório ele deixou por último.
– Olha, me desculpa, eu não devia imaginar aquilo, mesmo eu achando estranho o contato repentino de vocês e o modo que ele trata você, eu não deveria ter pensado. Na verdade, deveria ter perguntado a um de vocês e não achar que Pepper não sabia.
– Realmente não devia ter achado, mas eu também fiz a mesma coisa, nós dois estávamos errados.

Love me tender, love me sweet...


– Isso é você aceitando meu pedido de desculpa? – Steve apoiou o braço no degrau de cima; Pela pequena força que colocava sob seu braço, foi o suficiente para deixar o músculo mais saliente, deixando a jovem um pouco perdida. – ?
– Ah sim, é sim – engoliu a seco. Elvis ainda cantava ao fundo.

Never let me go...


– Às vezes tomamos atitudes que nem mesmos esperávamos tomar, só por sentir um calor no peito por uma pessoa que você nunca imaginou que isso aconteceria. Já sentiu? – Rogers a questionou a olhando nos olhos. Esperou que ela falasse sobre Bucky.
apenas imaginou que ele se referia a Sharon, afinal, estavam juntos.
– Por incrível que pareça, eu venho sentindo isso de uns tempos para cá.
Ele não estava acostumado falar aquelas palavras, até porque nunca sentiu um sentimento tão forte enquanto estava em um relacionamento. E de sentimentos fortes assim, súbitos, só teve um, com nome e sobrenome. Elvis ainda cantava docemente a canção.
– Houve um ciúme ao ver como fluía sutil a conversa sua com ele, eu só precisei juntar tudo, e colocar um basta em não acreditar em uma garota que só recebeu as mentiras e no fim.
Sabe aquelas frases que não precisam ser ditas que a música falava pelo casal? Love me Tender fez isso pelo os dois.
A loira apenas desceu o degrau, sentando ao lado dele.
O loiro chegou mais perto da garota, ele manteve seus olhos fixados nos olhos dela. Com um toque suave ele subiu sua mão passando pelo braço até chegar ao pescoço da garota, ele acariciou o rosto dela enquanto sua outra mão a puxava para mais perto pela cintura de Müller.
Müller se aproximou, mantendo seus olhos nos lábios e no olhar de Rogers, ela apoiou a mão no peitoral, apertando suavemente a blusa dele. Eles estavam se aproximando mais e mais, sem se importar com algo ou até mesmo se alguém chegasse.

Love me tender, love me dear...


estava já com poucos centímetros de distância dele. As respirações de ambos estavam descompensadas. Müller subiu sua outra mão, colocando na nuca de Steven, onde os dois desejavam o beijo. Seus lábios se tocaram ao ritmo de Presley. Não deixou de ter ternura, e doçura principalmente os lábios da garota que estava com sabor de brigadeiro.
Apenas os corações, compreendeu o que cada um sentia:
Permanecer um ao outro sem deixar partir.
Como em pequenos dias – meses – eles tornaram a vida completa.
O amor sendo verdadeiro para sempre.
No coração onde eles em todo o momento levariam um ao outro.
E apenas seriam um do outro, durante todos os tempos.
Müller se afastou, subindo as escadas e colocou a música novamente, enquanto Steven levou a caneca e o prato para a cozinha, trancou bem a casa depois de decidir que passaria a noite ali, sem segundas intenções; Eles foram para o escritório da garota onde tinha um grande sofá amarelo, era o lugar onde a moça havia deixado as músicas tocarem, assim conversaram até cair na quietude da noite um pouco fria.
Sete horas da manhã e acordou com a cortina aberta, o cheiro do café subia o corredor e perfumava todo o ambiente superior, a moça foi para o banho e pensou no beijo que aconteceu entre eles.
O sentimento de culpa caiu sobre seu corpo assim que sentiu a água refrescando seu corpo. Onde estava com a cabeça em beijá-lo? Ela nunca desrespeitou uma pessoa e não seria agora com um homem que estava comprometido; Xingar-se não seria a melhor solução e não faria voltar no tempo, então evitá-lo e então mentir seus sentimentos para ele, seria a melhor forma para a situação, em conclusão, eles não estavam juntos mesmo.
– Bom dia – ele sorriu. – Espero que goste de ovos mexidos com bacon, mas fiz waffles também, mas posso fazer outra coisa.
– Não precisa – estava bem estranha. – Eu gosto de waffles mesmo e tem sucrilhos aqui – pegou.
– Está tudo bem?
– A, claro, sem nenhum problema – fingiu o sorriso. – Eu vou ter que ir para a torre logo, espero que não se incomode.
– Não é – sabia que estava o evitando, seus olhares não se cruzavam mais. Não havia aquela conexão dos dois. – Eu levo você até lá, então.
– Agradeço – vou pegar algumas coisas. – Obrigada pelo café.
Seria assim a partir de então, facilitava muito, não queria ser a outra e se culpava por deixar a atmosfera romântica embalada por Presley acabar no beijo e dormirem “juntos” no sofá do escritório.

••


Já no laboratório da Torre, Müller fazia o teste final do uniforme e ficou perfeito, ela testou e tudo estava ótimo, nos devidos ajustes e conformes, principalmente as cores, azul meia-noite e roxo meia-noite, a loira agradeceu a ajuda e o uniforme ao Banner e Stark, que os mesmos agradeceram com satisfação, agora era só vir alguma missão para poder utilizar seu mais novo uniforme ao lado dos Vingadores.
Na última reunião, ela havia optado por remover os lugares para armas, Tony, com seus bons argumentos, a convenceu de ser uma nova garota, heroína e que só precisava de sua autoconfiança e de seus poderes, até porque, Müller era uma Vingadora.
ainda estava acordada em plena madrugada, sentada no sofá de frente para uma grande parede de vidro, ela olhava o céu estrelado, procurando algumas respostas, ela se ajeitou no sofá para colocar os papéis com anotações em uma ampla visão onde ela conseguisse ligar cada anotação. Müller buscava respostas sobre a Identidade de Spencer Müller e sobre o paradeiro de Bucky Barnes.
A garota aumentou um pouco mais o som de seu celular que o mesmo tocava Kiss Me.
Rogers viu a garota concentrada, lendo um papel que estava em sua mão, seu cabelo preso em um coque improvisado e desajeitado. Com a nuca descoberta, a massageou para poder relaxar a tensão, era uma cena convidativa. Steven não sabia por que daquele desejo vir a tona, mas ele desejava beijá-la, fazer uma trilha de beijos por cada extensão da pele morena dela, até chegar nos lábios de .
– Não sabia que você gostava do Ed Sheeran – Steven falou atrás do sofá.
– Puta, que susto, quer me matar do coração, Rogers? Eu sei que você não confia em mim, mas também não precisa me matar – encostou-se ao encosto do sofá soltando a folha.
– Me desculpe, não imaginei que você estivesse tão concentrada – ele olhava a movimentação da respiração acelerada de .
– Tudo bem – falou mais calma. – Eu só estava aqui na madrugada sozinha e não esperava alguém atrás do sofá – Müller riu. Steven riu, acompanhando a morena.
– Precisa de ajuda?
– Acho que preciso.
pegou alguns papéis e entregou, Steven sentou-se ao lado de , lendo as anotações e falando com o que batia com o que ele sabia sobre Bucky e com todas as informações possíveis. e Steven não chegaram a nenhum resultado, ela estava tão cansada de perguntas sem respostas e até mesmo de Barnes não ter entrado em contato com ela, que Müller jogou as folhas no chão e afundou seu rosto em suas mãos, soltando um “Eu desisto de procurá-lo” abafado.
Steven aproximou-se mais de e puxou para um abraço apertado. A mulher se recuou, sabia onde aquilo podia acabar e não pensou em duas vezes em ir para seu quarto. Ela levantou rapidamente do sofá e foi em direção de seu quarto, deixando para trás Steven completamente confuso e os papéis sobre Spencer e Bucky espalhados.




Continua...



Nota da autora: Hoje dia 25 de Abril, era para ser um dia normal, sem atualização de DarkStrow. Mas depois do filme, eu não sei, devia prestar minha homenagem para todos os atores e heróis. Sem Spoiler, é claro, só digo que chorei tanto que até agora não compreendo muito.
Vamos a fanfic, AAAAH o primeiro beijo dos meus lindos s2, eu acho que esse foi um dos momentos mais esperados por vocês, né?
“Comentem o que acharam, obrigada pelo seu gostei e nos vemos no próximo capítulo” – Alanzoka.

Vou deixar aqui os lugares onde vocês tem acesso a cada informação da Fic e também minha Pagina da Autora, com todas as Minhas Fanfics e informações sobre mim.





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Da fanfic:


Nota de beta: Melhor filme da vida, viu, Nath? Segui o teu conselho e levei os lenços. Esse beijo foi surpreendente, lindo. Pena que ela se esquivou da tentativa de café da manhã dele. Quero muito ver mais cenas assim, louca pra saber o que vem pela frente.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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