Última atualização: 23/05/2018
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Capítulo 1 - O Recomeço


1998.

Sala escura tinha apenas uma luz vermelha e fraca que deixava aquele pequeno ambiente iluminado, ela não sabia bem o que estava acontecendo... Ela nem se quer se lembrava de nada; Era como se tudo fosse novo para Ela.
“Olhei ao meu redor calmamente procurando algo que eu poderia reconhecer ou lembrar de algo, minha cabeça doía, meus olhos também, como se tivesse passado por vários exercícios físicos e lido mais que o suficiente, e forçando mais meus olhos do que devia”. Suas palavras saíram como se estivesse no pensamento, como se a mesma estivesse ali, presente naquele momento. Novamente.
A garotinha começou a sentir a respiração falhar ao perceber que a porta estava sendo aberta, automaticamente, não reconheceu o rosto das duas pessoas que entraram daquela sala gelada.
– Vemos que você acordou. – Um homem, com um sobretudo preto, parou ao lado da cama onde a garota estava deitada. – Está bem acomodada?
– Acho que sim, quem são vocês? – A garota falou quase em um sussurro.
– Você está na base da Hydra, você sofreu um acidente onde seu irmão e seus pais morrem. – O Homem falou calmamente. – Então, trouxemos você para cá, já que queremos cuidar de você.
– E quem os matou? O que mataram eles? – A garota falou com a voz tremula.
O homem parou para pensar, sabia como argumentar aquela linda mentira, mas aqueles pequenos olhos castanhos da garota o deixou intrigado. Mesmo tendo apenas sete anos, já tinha passado por grandes experimentos, e por um único motivo: ser aliada da H.Y.D.R.A. O homem respirou calmamente e esperou que a lavagem cerebral não tivesse afetado a memória falsa que implantaram na garota.
– Um acidente que teve atrás da sua casa, uma explosão, para ser mais preciso. – O homem falou calmamente.
– E, por que apenas eu estou viva?
– Tentamos salvar seu irmão, mas infelizmente não conseguimos, você consegue se lembrar dele?
– Sim, vagamente, dos meus pais também.
– Spencer, seu irmão se chamava Spencer. – O homem encheu o peito, já que a única lembrança que ela tinha era de seus pais. – Você estava no carro, brincado com suas bonecas e foi lá que achamos você.
– Eu... Eu me lembro, quanto tempo isso aconteceu? Doí minha cabeça quando tento fazer pequenos esforços para me lembrar.
– Consequência do gás e da fumaça do incêndio. – Uma cientista loira, com as pontas rosas, falou sem tirar o olhar da prancheta.
– Conseguimos salvar apenas uma foto, onde está você, seus pais e seu irmão.
Suspirou por se sentir sozinha. Pensou em perguntar se estavam com a foto ou então, quando ela poderia ter o cobertorzinho consigo e sua boneca de pelúcia da Sakura Cards e claro, os wafers que se sempre fazia quando mamãe estava trabalhando. Claro que toda criança agia por impulso, e não foi diferente quando ela disparou a pergunta.
– Quando é que vou poder comer wafer junto com a Sakura?
– Como? – O homem fez uma cara que tentou compreender a pergunta de .
– Eu me lembro muito pouco que estava com a Sakura, uma boneca de pelúcia e tinha o wafer que meu pai fez escondido de minha mãe.
– Sakura Cards? – A cientista perguntou.
– Sim. – falou alegre.
– Nós trouxemos para cá, guardei em uma caixa, trago logo em seguida com seu café.
– Está bem. – Sorriu.
A cientista se retirou daquela sala gelada e o homem de sobretudo preto saiu logo atrás dela, em passos largos e calmos como se estivesse pensativo; Ele parou na porta e falou alguma coisa para cientista que logo fez um gesto com a cabeça simbolizando com “Sim Senhor”, ele olhou para trás e fez uma pergunta, na qual não entendeu muito bem o porquê.
– Você se lembra de mais alguma coisa?
– Não. – A garotinha falou confusa.
– Ok. – Ele se retirou.
••


Cogitando que Johann Schmidt e a cientista, Reven Kiyoko, estavam mais que contentes pelo o Projeto ter dado certo, eles teriam que mantê-la dormindo por mais tempo ou procurar uma alternativa para continuar mantendo todas as mentiras que foram implantadas na mente da garota. Agora, o que mais restava e dava mais ansiedade era colocar os outros por cento em pratica, coisa que não foi impossível de se fazer naquele momento, mesmo ela tendo apenas sete anos de idade.
Depois daquela noite, a cientista Kiyoko levou uma janta leve para que o corpo da garota recebesse toda proteína, vitamina e carboidrato para começar a receber os protótipos do Projeto GF 96, e torcer para que dessa vez desse certo e não falhasse. Junto com a janta, Kiyoko levou a boneca Sakura para a garotinha; bateu na porta sutilmente e apenas escutou um leve e abafado “Entre”, e foi isso que ela fez, colocou a bandeja e a boneca em uma poltrona preta de couro e ajudou a sentar na cama, e logo entregou a bandeja. Ficou o tempo todo lá, conversando, até que terminasse toda a janta, fora que serviria como avaliação para saber se a lavagem deu cem por cento.
– Aqui sua Sakura. – A cientista falou entregando para .
– Obrigada. – falou com um sorriso gigante nos lábios.
– Amanhã cedo volto aqui para podermos fazer mais alguns exames, ok?
– Sim, boa noite.
– Boa noite e descanse.
••


Na semana seguinte, senhor Johann Schmidt, ao lado da cientista Reven Kiyoko, se reuniram na sala de reuniões junto com outros homens que carregavam o mesmo símbolo de uma caveira com seis tentáculos em seus ternos pretos. Todos se ajeitaram em suas cadeiras em volta de uma mesa grande, oval, e esperaram que o Johann Schmidt se pronunciasse, onde o mesmo estava lendo algumas papeladas sobre o Projeto GF 96.
– Reuni todos vocês aqui por um único motivo, o Projeto GF 96, e sem delongas, dessa vez, vamos testar com uma garota, e hoje, vamos dar mais um passo para acabar com a S.H.I.E.L.D. e o Capitão América!
– HEIL H.Y.D.R.A.! – Todos gritaram.
Um homem levantou a mão esperando autorização do Schmidt.
– Sim? – Schmidt falou seco.
– Mas o protótipo não tinha sido cancelado depois que aquele garoto não resistiu ao mesmo? Ficamos de reaver o que tinha de errado com ambos, mas o senhor não nos deu autorização.
– Bem observado, senhor Adam, mas a cientista Kiyoko refez todo o protótipo e concertou todas as falhas, e dessa vez, nossa cobaia tem um índice de vida mais saudável que nossa antiga cobaia.
– Quantos anos mais nova? – Uma mulher ruiva perguntou.
– Atualmente, sete anos. – Kiyoko respondeu lendo a ficha de .
– Muito nova, não acha? Ela pode não suportar, ela nem hormônios direito têm formalizado.
– Eu tenho a certeza que o protótipo irá funcionar nela! – Schmidt falou fitando os olhos verdes da ruiva.
– Não contem comigo para esse Projeto, a garota é muito nova para isso. – A ruiva falou cuspindo as palavras e se levantando bruscamente de sua cadeira. Saiu da sala de reuniões batendo firmemente o salto de sua bota contra aquele chão de porcelanato preto.
– O senhor quer que eu tente convencer ela em fazer parte do Projeto? – Kiyoko falou baixo.
– Sim, por favor, deixe a ficha dela aqui, vou passar as informações da senhorita Müller para os demais.
Kiyoko entregou a pasta de do Projeto GF 96 para Schmidt e saiu em direção ao quarto onde, com toda a certeza, a ruiva estava depois de ter discordado com Schmidt.
– Com licença.
– Entre. Eu não sei como você está apoiando ele, Kiyoko! ELA É APENAS UMA CRIANÇA! – A ruiva gritou.
– Você sabe o principal motivo para isso ter acontecido!
– Eu sei, do mesmo jeito que você sabe que você não passa de uma cientista qualquer para ele.
– Romanoff, se contenha! Você vai ajudar ou as consequências serão severas.
– Eu já estou com missão dada mesmo, só mais dois anos e eu saio para executá-la. – Romanoff falou, verificando o pente da arma. – Vai querer sair da minha frente para eu ir treinar ou quer que eu treine em você?
Kiyoko deu um passo para o lado e deixou que Romanoff passasse, na qual a mesma passou furiosamente; Treinou tirando toda sua raiva do Projeto com a nova “cobaia”, inadmissível o que queriam fazer com uma garota de sete anos, mas ela não podia fazer nada, só se afastar do Projeto, coisa que Schmidt não ia permitir, já que quem dava a última palavra, literalmente, era ele.
Romanoff, depois de ter sido capturada pela H.Y.D.R.A., teve suas memórias apagadas com base de uma sequência – números –, claro que todos da S.H.I.E.L.D. ainda estavam na busca por ela, algo que não tinha muito sucesso, já que os sequestradores não deixaram nenhum rastro para poder segui-los, mas mesmo assim, eles não deixaram de procura-la, até em outros países eles já foram em busca dela, mas a H.Y.D.R.A. conseguia sumir até com algo fútil ao olhar dos outros.
Um mês se passou e por conta de uma leve ameaça, Romanoff resolveu ajudar no Projeto GF 96, mas com coisas completamente básicas e leves, como treinamento com armas, e em troca, ela poderia fazer a missão dela daqui há um ano e claro que depois de conseguir concluir, ela seria “entregue” para a S.H.I.E.L.D.
••


Depois de fortalecer o corpo de com tudo que precisava para começar com o Projeto, e que teria que começar com uma linda sequência de bateria de exames completamente puxados, – desde o exame de sangue até teste de resistência fizeram em . Mas não ache que foi algo completamente tranquilo para uma criança de sete anos, foi com certeza um dos piores dias que ela já passou em sua vida.
E ela nem se quer sabia o que estava acontecendo para eles estarem fazendo aquilo com ela.
No auge da madrugada, foi liberada para voltar ao seu quarto, que a mesma voltou se escorando nas paredes cinza e frias da base secreta. Liberada depois de um mês sem descanso, quase que não suportando tudo o que estava se passando naquele lugar frio, e claro, se rendendo para toda a sequência de tortura – denominado assim por ela – que estava passando. Ao entrar em seu quarto, viu uma mulher sentada em uma das poltronas brancas, ascendeu à luz e assim pôde ver melhor o rosto da mulher. Romanoff.
– Quem é você? – perguntou.
– Romanoff, uma “agente da Hydra”. – Romanoff fez aspas com os dedos disfarçadamente, já que ela não podia relatar que se lembrava da S.H.I.E.L.D., pois claramente colocaram escuta na mesma.
– Você tam... também faz part... – Respirou fundo, odiava quando sua voz falhava. – Parte do treinamento? – falou com a voz completamente falhada.
– Também, mas não vou treinar, nem fazer o mesmo que eles estão fazendo com você.
– E o qu... que você vai me ajudar a treinar?
– Com armas.
– Agora?! – falou mais desapontada e assustada.
– Não, uma hora da tarde te encontro na sala de tiro três, esteja lá pontualmente! – Romanoff disse indo em direção de .
– Ok.
– Relaxe, e respire fundo e calmamente assim. – Romanoff mostrou como controlar. – Desse jeito você consegue ter mais controle para poder ganhar dos grandões e fazer com que você possa ir melhor aos treinamentos da Hydra.
, que continuava apoiada na parede, relaxou e começou a respirar fundo igual à Romanoff, automaticamente ela sentiu uma recarga de leve de energia para poder manter seus músculos firmes e poder desencostar da parede. Claro que ia precisar de uma boa noite de sono para poder ter mais energia que aquele controle de respiração estava lhe dando. Claro que tinha percebido que tinha algo de “estranho”, já que ninguém daquele lugar tinha sido tão amigável com ela.
– Isso, agora descanse e quero você amanhã com mais energia que o normal. – Romanoff falou.
– Só para um treinamento de armas? Eu tenho apenas sete anos!
– Com sua idade eu já sabia fazer coisas piores. – Romanoff falou saindo do quarto. – Boa noite.
– Boa noite.
Ainda mais cansada do que outra coisa, apenas tirou a roupa de treino e colocou uma qualquer, deitou-se em sua cama e caiu no sono em questão de segundos, – segundos que se passou rápido – acordou assustada e ainda cansada, puxou sua boneca de pelúcia para seus braços, virou-se na cama encostando suas costas na parede e ficou observando aquele quarto cinza, claro que só tinha a iluminação da lua. Ela ficou tentando se lembrar de alguma canção de ninar que sua mãe cantava para ela, mas foi apenas uma tentativa em vão. O que fizeram com ela tinha até apagado a memória mais simples de todas.
se perguntava o porquê que eles estavam fazendo isso com ela, todos aqueles exames de resistências, todos aqueles treinamentos e o porquê de aprender utilizar uma arma; Sem saber que com tudo isso, ia ser colocado uma pequena coisa dentro dela chamada Vingança, sem saber que era apenas um teste para torná-la em uma das maiores armas que a H.Y.D.R.A. já conseguiu fazer.
••


Na manhã seguinte, acordou mais disposta e já treinando a respiração que Romanoff havia lhe ensinado. Passou no refeitório, pegou apenas uma maçã e foi comendo a caminho da sala de tiro três. Durante o trajeto, ela passava olhando para dentro de cada sala, cada lugar tinha uma cena estranha e completamente complicada de decifrar, algumas salas havia soldados que lutavam sem nenhum descanso e isso era nítido pelo modo que cada um mantinha seu corpo fora de postura para um combate corpo a corpo. Em outras salas, outras pessoas se sentiam angustiada por conta de sequência de falas e outra sala, que na qual, foi a que mais chamou atenção de . Escura com algumas luzes brancas, dentro dela estava um soldado com um braço de aço, que claro, era o que aparentava ser aos olhos de . Ele com certeza lutava melhor que qualquer que estava dentro daquela sala, e até mesmo melhor que qualquer outro que ela viu lutando.
Ela ficou analisando o soldado e seus movimentos, e pensou que até pudesse passar com ele para poder aprender a lutar, já que era isso que ela vinha fazendo desde que fizeram os exames de rotina. em um estalo lembrou-se do treinamento e foi correndo direto para a sala. Romanoff treinava com algumas armas de fogo e alternava para algumas armas brancas, não demorou muito para a ruiva perceber a presença de ali.
– Chegou cedo. – Romanoff falou normalmente.
– Você falou para não me atrasar, e eu não me atrasei, acho que só fiz o que você pediu. – disse e logo deu uma mordida em sua maçã.
– Você tem mais meia hora antes que o treino comece, pode ficar aí, enquanto eu descanso. – Romanoff falou saindo do local.
– Ok. Tudo bem se eu der mais uma volta pelos corredores? – falou em seu encalço.
– Sim, desde que esteja aqui a uma em ponto.
– Estarei!
saiu às pressas e foi novamente para aquela mesma sala onde viu o tal soldado de braço de aço. Ao chegar ao local, ela viu que a sala já estava vazia. Tinha algo naquela local e naquele soldado que despertou a vontade de aprender a lutar. Decepcionada em não ter mais ninguém lá, especificadamente o Soldado, voltou para a sala de tiro. Ao se virar, levou um grande susto que até deixou o resto da sua maçã cair. Só pela expressão de , poderia decifrar que ela estava congelada em se deparar com aquele Soldado atrás dela.
– Está tudo bem? – Ele falou calmo.
– Sim, só estava esperando dar a hora do meu treinamento.
– Comigo? – O Soldado falou confuso e arqueou a sobrancelha.
– Não, com uma mulher ruiva, se eu não me engano, o nome dela é... Romanoff.
– Ah, sim, eu sei quem é. Qual é seu nome, soldada? – Ele perguntou fazendo sinal para eles poderem andar.
Müller, mas pode chamar de , e não sou nenhuma soldada.
– Bucky Barnes, então por que você vai ser treinada?
– Bom, até onde eu sei, não sei. – deu os ombros.
– A Hydra não lhe passou o relatório?
– Não, nem mesmo o porquê de uma garota com sete anos precisa saber como manusear uma arma.
– Quantos anos? – Barnes disse pasmo e parado algum passo atrás de .
– Sete. – Ela falou normalmente.
– Você é aquela garotinha que eles acharam? – Barnes voltou a andar.
– Você se refere à explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meus pais morreram?
– Isso.
– Então sou eu, a sala é aquela ali. – apontou para a última sala do corredor.
Ele poderia estar completamente errado, mas ela era o Projeto GF 96 que Schmidt tanto falava naqueles últimos meses para o Soldado que o mesmo sabia que o próprio Projeto poderia mudar de nome. Ao chegar à sala, depois de uma conversa bem aleatória com , que a mesma estava cinco minutos adiantada, Barnes chamou Romanoff para uma conversa rápida para não atrapalhar o treinamento de .
– Ela é o Projeto GF 96? – Barnes falou em um tom de voz baixo.
– Sim, Schmidt que quer o Projeto saía completamente perfeito, por isso está treinando ela desde cedo.
– Você quer dizer aos sete anos.
– Correto, você leu a ficha dela?
– Não, ela que me contou, na verdade, só me contou o que eu já sabia também.
– Mais nada?
– E você acha que depois que fizeram com ela, ela poderia lembrar-se de algo que eles apagaram? – Barnes perguntou desconfiado.
– Não, impossível.
– Vou deixar você treiná-la.
durante a conversa, ficou olhando algumas armas que estava em cima de uma mesa metálica. Nenhuma ali chamou atenção tanto quanto o modo de luta. Fazer o que? Isso já estava em seu sangue, já que seu pai lutava boxe. O som do salto de Romanoff fez com que virasse e arrumasse a sua postura para poder começar o treinamento.
Romanoff pegou algumas armas e pentes, e colocou em seu coldre, depois pegou outro coldre e entregou para . Separou as mesmas armas que pegou para si mesma, e deixou tudo em fileira para que pudesse analisa-las.
– Aqui, pegue. – Romanoff entregou o coldre. – Você coloca o coldre em sua cintura, igual está em mim, e esse na sua coxa, entendeu?
– Sim.
observou por um tempo o coldre que Romanoff tinha em seu corpo e logo depois tentou copiar o da ruiva. Nada como complicado colocar um coldre em sua cintura e outro em sua coxa, tudo muito simples, só não poderia ser menos complicado se tivesse um coldre feito para corpo de uma garota de sete anos e mais nada. Mesmo tendo prendido do modo correto, eles caíram. levantou a cabeça e olhou para Romanoff, a primeira coisa que passou em seu pensamento era que Romanoff iria brigar com ela ou algo do tipo como os outros instrutores fizeram com ela; só não esperava a reação que Romanoff esboçou.
– Está tudo bem. – Romanoff riu. – Você prendeu do jeito certo, o único problema é que você não tem corpo de uma agente ou de uma soldada.
– Ufa, achei que você ia acabar gritando comigo. – falou mais calma.
– Não, me deixa arrumar aqui para você. – Romanoff justou os coldres de . – Pronto.
– Obrigada.
– Agora, essas são as pistolas que você vai aprender a utilizar, uma .38, Glock 17L e uma 9MM, pegue-as. – Romanoff falou apontando para cada uma.
pegou as três armas que Romanoff apresentou para a garota junto com o pente de cada arma. Elas andaram até uma outra salinha que ficava dentro daquele mesmo ambiente. Romanoff apertou uma sequência de alvo para iniciantes e voltou para uma das cabines onde tinha deixado .
– Ok, esses são os cartucho,s certo? Basta você travar eles aqui. – Romanoff mostrou colocando no cabo. – E apertar o gatilho, a arma trava no momento que não tiver mais nenhuma para poder ser disparada, ok?
– Ok! Isso em todas?
– Sim, coloque esses fones no seu pescoço. – Romanoff falou entregando.
– Pronto.
– Vamos começar, recarregue a 9MM e estique os braços, mantem firme os braços e tente mirar no centro do alvo.
– Assim?
– Isso, apenas levante um pouco mais assim. – Romanoff mostrou a altura correta.
– Posso atirar? – falou animada.
– Pode, tente ter uma mira certeira.
– Tentarei.
colocou o fone e respirou fundo. Mirou bem no centro do alvo e atirou, um lindo tiro certeiro para uma iniciante, Romanoff e Müller ficaram surpresas apesar de que o tiro certeiro foi apenas uma mera coincidência de acerto, nunca tinha manuseado uma arma nem se quer uma 9MM.
Romanoff sabia que era nada mais que pura sorte, já que tinha tremido mais que qualquer outra coisa antes de apertar o gatilho; E foi assim por três horas consecutivas, e a cada trinta minutos do treinamento Romanoff aumentava os objetivos e o limite de tempo. não estava tão exausta, já que sua única tarefa era carregar e atirar, e algumas vezes se movimentar entre as cabines. O que mais ajudava a manter energia e carga de ar em seus pulmões, era a técnica que a ruiva havia lhe ensinado. Mesmo em um treinamento para uma iniciante e com apenas sete anos. Ela tinha uma boa movimentação e uma mira precisa coisa que poucos só adquirem com o passar do tempo.
Saindo do treinamento com Romanoff, foi direto para seu quarto, tomou um banho rápido e colocou outra roupa de treinamento, ou melhor, de resistência. E mais uma vez ia começar as piores horas do dia para aquela pequena garota de sete anos.
Seu desenvolvimento durante as baterias de resistência, conseguiu superar muito mais que as outras vezes, estavam sendo melhores que do dia anterior já que aplicava a técnica de respiração ao que ela já começava a fazer sozinha sem precisar muito de se esforçar para lembrar-se de manter aquele controle de respiração. foi terminar as baterias quase cinco horas da manhã, isso se já não passava das cinco da manhã. Ao término, ela recebeu uma folha com o relatório do fim daquele mês de Junho, onde mostrava todo seu desempenho em todos os treinamentos e baterias de resistências.
Nele continha um gráfico onde mostrava muito bem que o potencial de em ambas as provas, estava saindo mais do que o esperado, e que em questão de um mês e meio ela já poderia avançar em alguns treinamentos e entrar em outros, mais suas baterias de resistências iria continuar até que os cientistas, disfarçados de médicos, achassem que ela já estava pronta para poder dar o passo avançado. O que não sabia eraque esse passo avançado seria o teste do Projeto GF 96.
••


Seis meses depois, já estava familiarizada com todos, principalmente com Romanoff, que fora as aulas com as armas, também ensinava coisas aleatórias para a menina, fora as conversas delas. Era desse modo que Romanoff e tiveram um elo forte. Romanoff por si só cuidava da garotinha como sua irmã, e o amor que sentia pela pequena não era diferente, e Müller? Bom, não era diferente, amava escutar tudo o que Romanoff tinha a dizer, coisas de mulheres e da vida, principalmente da vida.
– Quando você vai para a tal missão? – perguntou recolhendo as armas brancas.
– Daqui menos de um ano talvez, por quê?
– Para saber, até onde eu sei, você está me treinando e eu preciso saber até onde vai o treinamento com minha amiga.
– Pode ter certeza que até lá, vou ensinar tudo que eu sei e até mesmo um pouco mais, confie em mim. – Romanoff falou completamente sincera.
– E eu confio, e eu sei que você vai ensinar tudo, eu só não estou preparada para receber a notícia que perdi mais uma pessoa que eu amo.
Ao escutar aquelas palavras acompanhada pelos olhos castanhos de marejados, Natasha sentiu um aperto no coração. Abraçou a garota, um abraço apertado de irmã para irmã. Por alguns minutos, Romanoff cogitou seu plano de voltar para a sede dos Vingadores e deixar dentro daquele lugar frio, mas ela sabia que se fizesse isso eles poderiam matá-la logo depois de conseguir o Tesseract. Mesmo com essa dor apertando friamente seu coração, Romanoff já tinha feito sua escolha e naquele abraço, prometeu para si mesma que voltaria com ou sem os Vingadores para conseguir salvar da H.Y.D.R.A.
– Eu vou voltar, você vai ver. – Romanoff se soltou do abraço.
– É bom mesmo, Nat, não quero ter que ir salvar você. – brincou.
– Seria uma boa oportunidade de ver se o treinamento que te passei serviu para alguma coisa. – Romanoff riu.
– Você sabe que eu sei tudo e que aprendi rapidinho e decorei tudo.
– Convencida. Vai, o Barnes deve estar esperando você, não se atrase, já que é o primeiro treino dele com você.
– Ok, eu estou indo Nat, até. – deu um abraço rápido em Romanoff.
– Até, .
foi correndo para a sala onde treinaria com Barnes, já que faltava cinco minutos para começar seu treino. Por dois minutos ela chegaria atrasada.
– Quer descansar um pouco? – O Soldado falou ironicamente.
– Não, eu tenho fôlego.
– Desde quando uma garotinha de sete anos tem tanto fôlego?
– Desde o dia que eu entrei para a H.Y.D.R.A. – deu um sorriso.
Ela tinha entrado para a H.Y.D.R.A., já que ela percebeu que aquele era seu mais novo lugar para chamar de lar.
– Vamos começar isso logo, fique ali. – Barnes apontou para uma linha branca no chão.
– Está bem. Pronto, e agora?
– O que você sabe de luta?
– Ah muita coisa como... Nada, é sério que você me fez essa pergunta? Nem parece que leu a minha grade de treinamento.
– Ok, vou te ensinar o básico de defesa.
– Está bem. – Ela repetiu.
– Vamos começar com o Krav Maga, O Krav Maga incorpora o boxe ocidental, chutes e joelhadas do karatê, golpes da luta greco-Romana, luta no solo do Jiu-jitsu brasileiro, arremessos e agarramentos do Jiujitsu, e o mais importante, golpes explosivos adaptados do Wing Chun. Ele é ao mesmo tempo defesa e ataque, em vez de bloquear um ataque e então, responder com outro, você bloqueia e ataca ao mesmo tempo. Por exemplo. – Barnes falou chegando mais perto de . – Não vou te machucar, calma, com o braço esquerdo é feito o bloqueio e o avanço, enquanto o defensor ataca com o punho direito na garganta do oponente, entendeu? – Barnes demostrou em .
– Sim, sim, entendi.
– Poderia repetir?
– Claro, mas você é alto, não vai ajudar muito.
estava certa, mesmo o Soldado não sendo muito alto, não ia conseguir repetir a defesa nele, já que ela era menor por conta de sua idade.
– Bom... – Barnes deu um sorriso de leve. – Temos um problema então.
– Sim, o que posso fazer é repetir no ar, e se tiver errado você pode falar e me corrigir.
– Inteligente você, faça isso e eu vou analisar.
– Ok, primeiro com o meu braço esquerdo eu faço o bloqueio e o avanço, depois eu coloco meu punho direito na garganta, está certo? – falou depois de fazer os movimentos no ar.
– Até que você não foi nada mal, vamos fazer assim, vou lhe ensinar como manter a mão bem fechada e depois você dá um soco em um desses sacos de areia.
Barnes estava se irritando de ter que ir moderadamente com o treinamento, não sabia por que ele tinha que ser o instrutor de luta de .
– Ok.
– Dobre os dedos na altura da segunda articulação, onde a falange proximal encontra a falange média. – Barnes falou demostrando em sua mão. – Dobre novamente os dedos, de forma que a ponta de cada um fique protegida no meio da palma da mão, posicione e mantenha os polegares sobre os dedos indicador e médio de cada lado.
foi repetindo atentamente o que o Soldado falava e demostrava.
– Não, não deixe o polegar debaixo dos outros dedos, ele tem que ficar em cima desse jeito!
– Ok, calma, senhor braço de metal! – riu e Barnes revirou os olhos.
– Desse jeito você consegue quebra-lo quando for lutar.
– Eu entendi, você pode prosseguir?
– Por último, você deve manter os punhos retos, sempre retos!
concordou com a cabeça.
O Soldado fez um sinal de espere com a mão e voltou com um boneco colocou no centro do tatame, chamou a para mais perto e falou que ele seria o local para poder treinar até ela tiver uma altura razoável para poder lutar com ele, mesmo ele achando aquilo algo bem fora do padrão de treino que ele sempre aplicava para os outros soldados. Barnes ensinou em vários outros golpes de autodefesa, como escapar por um agarramento por trás, interromper um ataque lateral, de escapar de estrangulamento por trás, entre outras formas de defesa.
Durante o tempo de treinamento e os meses ao lado de , fez com que Barnes deixasse seu lado mais amoroso surgir bem sutilmente, tão sutilmente que nem mesmo o próprio Barnes não percebeu. E mais uma vez conseguiu alguém dentro da H.Y.D.R.A. que pudesse cuidar e amparar nas piores horas, algo que ela mal sabia que estava mais perto que ela pudesse imaginar.
Com o tempo, conseguiu aperfeiçoar alguns golpes de defesa e de ataque, nada muito elaborado, já que ele quis começar com coisas mais suaves por conta da idade e do porte físico de , e claro, com isso, só fazia com que Schmidt percebesse que ela era a pessoa certa para fazer parte do Projeto GF 96.
••


1999.

Fazia quase um ano que – ela estava com oito anos – estava lucida e fazendo os treinamentos e os testes pela H.Y.D.R.A. Romanoff já tinha dado o relatório final dos treinamentos com Müller para Schmidt. Depois disso, o mesmo chamou todos os tutores e cientistas que acompanhavam Müller de perto para uma reunião, fazendo assim com que só tivesse meio período de treinamento, e a partir do momento, ela recebesse relatórios de como algumas missões da H.Y.D.R.A. foi concluída. Ao término da reunião, Romanoff recebeu a ordem para ir conversar e chamar a cobaia para uma pequena e curta reunião entre eles.
Romanoff deu duas batidas na porta e escutou um “Pode entrar” abafado.
– Oi! – falou alegre.
– Oi, estou atrapalhando?
– Não, estava apenas descansando e ouvindo um pouco de música, por quê?
– Schmidt quer falar com você junto com a Kiyoko.
– Algo aconteceu?
– Não, mas independente do que acontecer, você sabe, tem que se manter forte. – Natasha disse com ar de tristeza em seu tom de voz.
– Você está me deixando assustada.
– É apenas uma forma de dizer que eu fico preocupada com você e que vou ficar preocupada com você durante a missão. Você sabe, eu não... – interrompeu Romanoff.
– Você não é bom em demostrar amor, tudo bem. – riu. – Vamos?
Romanoff e saíram do quarto e foram para o laboratório; ao chegarem ao local, Schmidt e Kiyoko pararam de conversar e foram até em direção das garotas que estavam poucos centímetros da porta.
Schmidt caminhava com um largo sorriso maligno e de satisfação nos lábios, o que ele mais desejava desde que conseguiu capturar ia acontecer naquele fim de tarde. Kiyoko começou a falar a desculpa, que teria que fazer novos exames só para apenas poder fazer o Projeto GF 96 nela. Durante toda a explicação que Kiyoko passou para e como já esperado, a garota bufou e soltou um “Sério que vocês não podem deixar isso para mais tarde?”, Kiyoko e Schmidt ignoraram e levaram mais a fundo do laboratório.
Os quatros desceram uma escadinha de ferro onde dava para uma sala branca, estranhou a sala nova, pois ela nunca havia entrado naquele ambiente, afinal, toda vez que precisava fazer os exames de rotina a cada três meses, era em uma sala que literalmente tinha aparência de ambulatório. Mas aquela era diferente, tinha um quarto revestido de vidro Policarbonato Compacto, lá dentro uma maca com cintos de couro branco, na qual ficava acoplado o caminho do soro até uma agulha mecânica, aos lados estavam o monitor de batimento cardíaco e respiratório, e do outro o ganchinho onde pendurava os soros.
Na frente ficava os computadores que ajudava os cientistas no monitoramento do paciente – no caso a – e mais para a direita, uma pequena escada com mármore dava acesso a uma cabine onde as pessoas assistiam todo o processo dos cobaias.
Quando terminaram de descer as escadas, Romanoff viu quer tudo estava pronto para o Projeto ser colocado em pratica.
, eu já volto, ok? Tenho que fazer algumas coisas antes de ir. – Romanoff falou do lado de e deu um leve aperto de mãos, já que ela não queria mostrar o afeto de ambas.
– Ok, volte logo, viu.
– Pode deixar.
Romanoff deixou sob os cuidados de Kiyoko e foi à procura do Soldado Invernal. Seria mais lógico ir direto ao centro de treinamento dele, já que era o maior passatempo do homem dentro daquele lugar, mas Romanoff optou por ir até o dormitório do Soldado Invernal. Durante o trajeto pelos corredores, era fácil de perceber a desconfiança dos outros agentes e soldados da H.Y.D.R.A. só pela visão periférica. Romanoff percebia que ninguém ali confiava nela, mesmo o Schmidt ter dado a total certeza que Natasha Romanoff não estava mais “conectada” com a S.H.I.E.L.D.
Ao chegar ao dormitório de Barnes, Romanoff viu a porta entre aberta, com todo cuidado e com desconfiança que algo tinha dado errado, Natasha abriu a porta e se deparou com o Soldado olhando para o teto deitado em sua cama.
– Atrapalho? – Romanoff perguntou.
– Não. – Ele sentou. – Schmidt está me chamando?
– Na verdade, não. Só vim avisar que a Müller está em processo do Projeto. – Romanoff falou desanimada.
– Já? Mas não era para ser amanhã no fim do dia? – Barnes se levantou bruscamente de sua cama e foi em direção do laboratório.
– Você conhece o Schmidt, ele está obcecado por esse Projeto. – Romanoff falou no encalço do Soldado Invernal.
– Ele nem a preparou?
– Não, e você acha que ele faria isso com a cobaia dele?
– Sim, já que ela vem sendo o único foco dele nesses últimos anos.
– Acho que você pode evitar que isso seja hoje.
– Eu espero, precisa pelo menos saber o que vão fazer com ela.
– Então corra, Soldado, ou pode ser tarde demais.
Romanoff mal tinha terminado sua frase e o Soldado Invernal já tinha se distanciado o suficiente da ruiva para que ela possa dar mais um aviso para ele. O que ele pensava e desejava era proteger Müller do Projeto antes que fosse tarde demais, mesmo sabendo que ela estava sendo preparada para o Projeto. Por ele e por todos.
Não que ele queria parar o projeto, e cuidar dela como se fosse apenas uma garotinha que encontrou, ele sabia, de alguma forma, que tinha a conhecido, que no fundo, tinha um sentimento sutil por ela nesse momento – claro, depois de tudo, ele poderia estar com um percentual de suas lembranças voltando, ou era apenas momentânea essa sensação.
Barnes correu o máximo que pôde, mas não foi o suficiente para poder impedir que o Projeto seja injetado em Müller. Ele desceu as escadas o mais rápido e mesmo antes de falar algo para Schmidt, ele já teve um sinal para não fazer nenhum barulho que pudesse fazer se distrair e desconfiar. Ele apenas viu deitada e amarrada na maca com cintos de couro, com roupas brancas e o braço direito esticado de uma forma que nenhum dos cintos pudesse atrapalhar a agulha.
Kiyoko pegou um saquinho com um líquido azul pendurou em um dos ferrinhos que ficava ao lado, depois em uma das mesinhas de ferro – móvel – pegou uma seringa onde continha um líquido roxo, deu três batidinhas na seringa e furou o topo do saquinho do líquido azul sem deixar que ambos os líquidos vazassem. Antes de aplicar o Projeto GF 96 em , ela deu uma anestesia fraca para que ela não sentisse nenhuma dor do líquido entrando em sua veia.
Schmidt subiu para uma salinha de vidro onde tinha uma visão panorâmica da sala abaixo. Depois de um sinal positivo de Kiyoko, Schmidt apertou o botão para abrir o áudio do microfone em um som razoável, para todos que estavam presentes na sala pudesse escutar. Ele anunciou o Projeto com tanto orgulho que parecia que era seu filho que estava nascendo.
Hoje, dia dezoito de junho de mil novecentos e noventa e nove, estamos dando início ao Projeto GF 96, com a nossa mais jovem soldada Müller. – Schmidt falou com o peito completamente estufado de satisfação e orgulho.
se assustou ao escutar o anúncio do Projeto, ela procurou em sua volta Romanoff ou Barnes para pedir ajuda a eles ou uma explicação do porquê eles fizeram aquilo com ela, e mesmo só passando os olhos em sua volta, ela não os encontrou. gritava desesperada para que eles parassem, se debatia na maca com tentativas de se soltar, mas mesmo usando todas suas forças, não teve nenhum sucesso. Kiyoko abriu a válvula para o soro Projeto GF 96 começasse a entrar em sua veia, aquele líquido gelado entrava rasgando em sua veia lentamente, a dor era insuportável. Ela gritava a ponto de suas cordas vocais não terem mais capacidade de omitir nenhum som. fechava suas mãos em formato de punho com uma estrema força que as deixava branca de tanto apertá-las, seus músculos começaram a se contrair e ficarem rígidos ao mesmo tempo.
não entendia mais nada, sua mente estava uma confusão a cada gota do Projeto que entrava em sua corrente sanguínea era um efeito completamente diferente, em alguns momentos, ela sentia que seu corpo ia se desmaterializar de tanta dor que ela sentia, em outro momento, ela sentia que poderia congelar ali em questão de segundos – por conta do gelado que estava dominado cada canto de seu corpo e em outros momentos, ela sentia que o primeiro que ela olhasse nos olhos, era aquele que ela iria matar só pra descontar toda raiva, na qual ela não sabia o porquê estava sentindo.
Ao término do líquido azul meia noite, os batimentos de caíram, o desespero de todos na sala se transformou em silêncio total, só se escutava a respiração ofegante da cientista Kiyoko, por medo do Projeto ter falhado mais uma vez. Schmidt desceu da sala e foi logo em direção da cientista, cochichou um “O que aconteceu? Você falou que ia funcionar nessa garotinha!” .
E foi mais que um disparo de medo, algo naquela sala tinha acontecido, que aparentava ter saído do esperado.


Capítulo 2 - Projeto 96

tinha apenas desmaiado de tanta dor, a anestesia que Kiyoko deu em Müller não foi o suficiente para ela não desmaiar. Ao receber o som do monitor dos batimentos cardíacos de , Soldado Invernal e Viúva Negra respiraram profundamente aliviados, Barnes se escorou na parede e agradeceu em silencio que estava viva ainda, e que ainda não tinha acontecido nada de errado.
Romanoff foi a primeira que se aproximou de Müller depois de receber o Projeto GF 96; se aproximou com cautela e calma, e pronta para ter que barrar a garota caso alguma coisa acontecesse ou algo tenha acontecido com ela durante a transição do projeto. Romanoff, depois de uns dois minutos ao lado de Müller, soltou os cintos de couro onde segurava a cabeça, abdômen, cintura, braços, pernas, mãos e pés; Tudo com muita calma, sem nenhuma rapidez. Kiyoko se aproximou de Müller e começou a fazer um checape rápido na garota, durante o checape, Müller acordou sem precisar de ajuda de algum remédio ou algum estimulante para desperta–la.
Aquela luz branca em cima de seus olhos não a incomodava tanto quanto aquela primeira luz vermelha quando acordou há quase um ano atrás. Ela olhou calmamente pela sala, passando seus olhos em todos os cantos, logo de começo, da direita para a esquerda, pôde ver a ruiva que nunca se esqueceria, um pouco mais ao fundo pôde ver Schmidt junto com outros cientistas e alguns homens com um, sobretudo preto com o símbolo da H.Y.D.R.A., antes de seus olhos chegasse ao rosto da cientista ela pode encontrar Bucky, em uma distância razoavelmente longe, e com um olhar completamente distante e decepcionado pelo fato ocorrido, Müller pode entender tudo o que se passava com ele naquele momento, sem medir esforços de pergunta–lo, só não sabia desde quando ela poderia fazer aquilo, e por fim pode ver a cientista ao seu lado com um estetoscópio em sua mão, que a mesma estava mais branca que o jaleco que usava.
respirava calmamente e era a mesma respiração que Romanoff tinha a ensinado. Schmidt, por sua vez, queria saber como sua jovem e linda cobaia tinha mudado com o projeto, e foi ele que quebrou o gelo daquela sala fazendo uma pergunta de alto e bom som.
– Kiyoko, quais os índices dela? – Schmidt perguntou entusiasmado e com os olhos repletos de vontade de para colocá-la em prática.
– Temos que fazer alguns exames, mas antes podemos fazer o básico do básico. – Kiyoko respondeu olhando para Schmidt. – Qual o seu nome? – A cientista perguntou, virando-se para Müller.
Müller. – Müller disse com toda certeza.
– Quantos anos você tem? Que ano você nasceu?
– Tenho oito anos, nasci em mil novecentos e noventa e um, porque a pergunta Kiyoko? – Müller falou sentando na maca com a ajuda de Romanoff.
– Quem é ela? – Kiyoko apontou para Romanoff.
– Natasha Romanoff. Kiyoko você está bem?
– Schmidt, nada foi alterado nas lembranças do passado e do presente.
– Podemos dizer então que o projeto está dez por cento concluídos? – Ele disse andando de um lado para o outro dentro da sala.
– De uma escala de cem por cento, dez por cento está bem concluído, Romanoff e Barnes vocês poderiam levá-la para o laboratório superior? – Kiyoko pediu indo em direção à escada.
– Sim. – Os dois falaram ao mesmo tempo.
A pedido de Kiyoko, Romanoff e Barnes ajudaram subir para o laboratório superior; não conseguia andar ela sentia seu corpo completamente fraco e ainda sentia algumas dores terríveis em cada parte de seu corpo. Como não conseguia aguentar o peso de seu corpo dificultava para que ambos pudessem leva-la para cima. Barnes pediu para que Romanoff soltasse o lado esquerdo de Müller que a mesma fez sem hesitar o pedido, Barnes em um movimento rápido, para evitar que caísse, passou seu braço por trás das costas e com o braço direito segurou as pernas dela.
O Soldado subiu as escadas com ela no colo e passou direto pelo laboratório superior, mesmo escutando uma advertência de Kiyoko, ele continuou levando-a para o dormitório, Romanoff apenas acompanhava sem esboçar nenhuma reação, mas por dentro comemorava o ato. Ao chegar ao dormitório de , Barnes a deixou na cama na companhia de Romanoff e foi falar com Kiyoko sobre o local que ela ia ficar e sobre os cuidados dele e de Romanoff.
Mesmo Kiyoko tendo acesso a todas as informações do Projeto GF 96, ela não fazia a menor ideia que antes de ter deitado naquela maca, Schmidt já tinha passado uma tarefa – ou uma missão, como queria – manter Müller dentro de seu dormitório no período que Romanoff executa sua missão.
– Você sabe que se eu falar para Schmidt, ele pode muito bem... – Barnes cortou a cientista.
– Eu sei. – O Soldado puxou a cientista para fora. – Não precisa recitar as regras, eu as conheço muito bem, Schmidt não vai se importar, já que a partir de agora eu e Romanoff vamos ficar aqui vigiando a garota.
– E por que você? Eu que estou no comando desse projeto, foi eu que renovei as fórmulas e achei a solução! – Kiyoko alterou o tom de sua voz.
– Você não precisa se preocupar, Schmidt pediu para que eu a mantivesse aqui, isso quer dizer que você terá que fazer todos os exames e o que for necessário aqui dentro deste dormitório. – Barnes apontou para a porta do dormitório. – Caso contrário, os cuidados dela podem ser pass...
– Eu entendi, me deixe entrar então. – Kiyoko esbarrou bruscamente no Soldado que o mesmo relevou, já que ele não queria perder a cabeça naquele exato momento.
A cientista fez todos os exames e pelo seu comunicador pediu para que um de seus assistentes trouxesse o restante do equipamento para poder instalar no quarto de . Não demorou muito para que tudo já estivessem montados e conectados em . Romanoff ajudou Kiyoko a ligar tudo e monitorar os exames enquanto o Soldado Invernal ia de encontro com Schmidt, já que ele tinha chamado pelo seu comunicado que se encontrava em sua sala no solo.
Barnes se despediu das garotas e foi até o elevador, apertou o botão “SS” e esperou o elevador sair do quinto andar, que ia lentamente e parando para embarcar mais pessoas, até chegar ao SS, SubSolo; Durante o tempo de espera para o próximo andar, Barnes teve leves flashes de seu passado, algo relacionado com um soldado magro e baixo, Barnes não conseguia identificar quem era só por essa mera lembrança rápida. Uma cientista que estava no elevador com Bucky, o ajudou restabelecer depois da tontura que ele sentiu, claro que Bucky não comentou com a cientista que ele mal saiba o nome, só sabia que era gostosa, e guardou aquela lembrança consigo mesmo. Ambas lembranças.
Ele saiu do elevador e agradeceu a cientista olhando de cima abaixo, sem ser discreto, e foi direto para a sala do Schmidt. O subsolo parecia ser mais frio e mais aterrorizador, sendo assim mais escuro que os outros andares já que era debaixo da terra não tinha uma ótima iluminação e a cor das paredes, preto acinzentado, não ajudava muito a clarear o ambiente.
Sabe como é, Caveira Vermelha sempre se empenhando e utilizando para poder se vingar de um de seus maiores inimigos e para isso, ele faria de tudo até fingir a própria morte e sequestrar uma criança para torna-la em uma arma letal. Johann Schmidt estava analisando os relatórios e os desempenhos de , ele queria por que queria que o projeto evoluísse logo no corpo da garota, claro que ele faria Kiyoko achar uma solução logo, já que ela era mesmo apaixonada por ele ia achar um jeito só para agrada-lo e vê-lo satisfeito, como sempre.
– Com licença. – Barnes falou antes de entrar.
– Entre, Soldado Invernal, sente-se. – Schmidt apontou para a cadeira em frente da sua mesa. – Como Müller está?
– Bem, está se recuperando muito bem, a cientista Kiyoko ficou lá junto de Romanoff fazendo todos os exames pós o projeto.
– Você acha que ela seria capaz de ter uma evolução avançada durante seis meses?
Barnes ficou espantado ao escutar a pergunta de Johann.
– Não, quer dizer, tem que ver, pois ela ainda está com o corpo de uma garota de oito anos.
– Veja isso com Kiyoko e me dê o retorno, eu tenho muito que fazer aqui, e antes que eu me esqueça, você vai continuar como tutor dela tanto na luta quando na área de armas, e o principal, não saía do lado dela durante o tempo que Romanoff tiver na missão dela... É bem capaz que aqueles... Tentem procurar a ruiva na nossa base e a última coisa que eles devem achar é a Müller. Entendeu? – Caveira Vermelha reforçou a “missão” do Soldado Invernal.
– Sim senhor, e o senhor? Vai ser escoltado por quem?
– Eu vejo isso depois, o importante é a Müller.
– Ok, o senhor precisa de mais alguma coisa?
– Não, pode se retirar. – Johann falou voltando a ler alguns relatórios.
Barnes saiu da sala de Schmidt, mais pensativo que antes apensar que, o que mais dominava seu pensamento era aquela maldita lembrança. Durante o trajeto para o dormitório de , Barnes se cruzou com Romanoff, ambos precisavam conversar sobre o tempo que Romanoff ia passar fora, algo que ia acontecer daqui a cinco meses. Viúva Negra e o Soldado Invernal mudaram o caminho e foram para o dormitório de Romanoff, o local não fugia do padrão dos outros dormitórios a única coisa que diferenciava é a posição dos moveis e alguns objetos pessoais.
– Fale. – Barnes encarou a ruiva encostando-se à porta.
Natasha tirou o ponto e deixou debaixo do seu travesseiro.
– Você sabe que... Podem me manter lá com eles... Eu queria lhe fazer um pedido, cuide muito bem da na minha ausência, depois do projeto ter sido injetado nela é bem capaz que muita coisa nela altere de modo bem evoluído, por favor, não dei...
– Ninguém vai tocar nela Romanoff, eu não vou sair do lado dela de jeito nenhum, não ache que vou deixa-la sozinha acho que você já sabe muito bem disso. – O Soldado falou sério e dando ênfase na palavra. – Você vai voltar? Schmidt precisa que você termine algumas coisas com e ensine algumas coisas para ela.
– Eu não terminei. – Romanoff falou irritada.
Ela chegou perto do soldado tirou o ponto que estava no ouvido dele e jogou no chão de tanta raiva.
– O que você está fazendo? – O Soldado perguntou confuso.
– Acho que você já sabe que se der certo, Schmidt vai querer algo dela... Não deixe fazer isso, estou deixando isso em suas mãos não sei quanto tempo vou ficar nessa missão e o que ele vai fazer comigo. – Romanoff falou chegando mais perto do Soldado, faltando milímetros para que eles se encostassem. – Mas independentemente do que aconteça, se eu souber que algo aconteceu com a minha , eu mato você com minhas próprias mãos!
– Eu não vou deixar isso acontecer, nem nos sonhos de Schmidt. – Barnes falou segurando com força o braço de Romanoff.
– Não sei se devo confiar em você.
– A confia, e isso é o bastante!
Está certo que nessas horas uma leve troca de clima seria algo, desnecessário, mas aquela aproximação dos dois daquela forma só fez com que juntasse a necessidade de ambos e a vontade de ambos. Barnes não pensou duas vezes em sua atitude, e logo passou seu braço esquerdo com cuidado em volta de sua cintura puxando mais ainda para perto de seu corpo. Eles se beijaram simultaneamente sem hesitação de ambas as partes, já que eles já haviam trocado olhares antes de acordasse definitivamente, não quebraram nenhuma regra muito menos fizeram algo que não queriam, só juntaram o útil ao agradável; Apenas da preocupação que eles tinham com eles esqueceram por um longo tempo que ela precisava do amparo deles e passaram aquele final da noite até a madrugada do dia seguinte juntos. Longo tempo que garantiu algumas marcas na região do pescoço do Soldado.

••


No dia seguinte, Barnes saiu do dormitório de Romanoff e foi à caminho do dormitório de para ver como sua amiga estava. Ele bateu na porta esperando ouvir a autorização para poder entrar, com ele não ouviu, Barnes abriu a porta devagar e viu dormindo abraçando sua boneca de pelúcia. Mais tranquilo por encontra-la dormindo, sim, Barnes tinha medo de entrar no quarto de e perceber que a perdeu por um projeto fútil, ele sentou na poltrona e esperou ela acordar para poder ajuda-la caso ela estivesse ainda fraca.
– Parece que você teve uma noite boa, Soldado Invernal. – falou sem se mexer na cama.
– Já acordou? – Barnes desencostou do encosto e deu um sorriso de lado.
– Sim, não vou conseguir dormir por mais tempo, essa sua aparência de quem dormiu muito bem e obrigado se refere a algo que devo saber ou não? – perguntou curiosa.
– Você estar viva, o que mais seria? – Disse o que era verdade.
– Não sei, algo tipo, ruiva, magra, linda e com um corpo perfeito.
– Você está insinuando que eu e Romanoff passamos a noite juntos, criança? – Arqueou a sobrancelha.
– Não, só dei descrição dela, você que se entregou ainda mais com essas bochechas coradas. – sentou em sua cama.
– Eu... Depois falamos sobre isso. Vai precisar de ajuda? – Bucky mudou de assunto completamente envergonhado.
– Não sei, vamos ver.
tentou se levantar sem ajuda de Bucky para poder fazer suas higienes matinais, com muito medo de cair, ela levantou devagar e com todo cuidado, aquela sensação de fraqueza e todas as outras coisas sumiram depois que ela acordou; era como se não tivesse feito nenhum esforço muito menos participado do projeto, ela conseguiu ficar de pé mantendo sua estabilidade normal sem muitos esforços; Mesmo conseguindo, Bucky ficava perto dela para qualquer eventualidade.
Enquanto fazia sua rotina matinal, Barnes ficou esperando encostado em uma das paredes; Romanoff entrou no quarto de Müller sem bater por conta da intimidade que elas tinham. Ao entrar, ela levou um leve susto por ver Bucky encostado.
– Oi. – Romanoff falou um pouco tímida.
– Oi, bom dia. – Barnes, disse normalmente.
está melhor?
– Sim.
– É Bucky...
– Tudo bem, eu sei, ninguém vai saber. – Bucky chegou mais perto de Romanoff. – Nem de ontem nem de hoje.
Bucky deu um beijo calmo e suave em Romanoff, que a mesma respondeu do mesmo modo, um beijo calmo, suave e com pegada, nada mais que isso sem demostrar amor ou outro tipo de sentimento, afinal, o único motivo para eles passarem uma noite juntos era apenas satisfazer a vontade de ambos. Bom, talvez.
O beijo não durou muito, foi mais um beijo de despedida daquele momento, aquele momento que deixou várias marcas em ambos os sentidos, e em cada um. Não podiam negar que aquele momento iria deixar lembranças.
– Desculpe. – falou saindo do toalhete. – Estou atrapalhando algo?
– Não, só estamos esperando você para poder ir tomar café juntos. – Romanoff se pronunciou e deu graças a Deus que eles tinham parado o beijo uns segundos antes.
– Vamos? – Bucky perguntou.
– Ah, claro, eu vou de pijama enquanto vocês estão com a mesma roupa de ontem. – deu uma indireta. – Me deixe me trocar primeiro, a Nat fica aqui comigo caso algo aconteça. – Müller falou indo em direção ao guarda roupa.
– Está bem, estou esperando vocês lá fora.
– Ok. – As amigas falaram juntas. – Para uma garota da sua idade, você é muito inteligente.
– É, eu sei. – deu um sorriso e riu.
••


– Bucky? – Schmidt falou no comunicador.
– Senhor, estou na escuta.
– Você poderia fazer as honras e dar a introdução sobre o Projeto GF 96 para a senhorita Müller?
– Claro, o senhor quer que eu faça isso na presença da senhorita Romanoff?
– Tanto faz, só fale para ela do projeto.
– Ok.

••


colocou a mesma sequência de roupa de treinamento, sem nenhuma recaída, isso seria bom, pois o Projeto GF 96 poderia ter dado certo ou o projeto poderia não ter dado em nada no DNA de Müller.
Ao sair do quarto, os três foram em direção do refeitório; Bucky fez pegar um café da manhã bem farto já que ela precisava de mais força, mesmo não querendo comer tanta coisa, pois estava realmente sem fome, ela foi obrigada a comer um café da manhã. Durante o café, Romanoff e Barnes explicaram sobre o Projeto GF 96, e o porquê dele estar sendo executado nela, claro que quem tomou a frente da explicação foi Romanoff, já que ela sabia utilizar palavras mais suteis com a Müller.
, eu preciso lhe contar uma coisa importante.
– Pode dizer.
– Você consegue se lembrar do que aconteceu ontem?
– Se você diz sobre eu estar em uma maca, amarrada por cintos de couro e sentir dores inexplicáveis, sim.
falou do mesmo modo que ela tinha se “apresentado” para Bucky, e ele lembrou na hora a fala dela; “Você se refere à explosão que teve atrás da minha casa e que meu irmão e meu pai morreram?” .
– Então, Schmidt designou você para o projeto pelo fato que... – Romanoff o interrompeu.
, você é uma garota incrível, e Schmidt sabia que você ia ser maravilhosa, mas quando ele descobriu que a explosão poderia ter afetado algo em você... – Romanoff mentiu com o coração apertado. – Então ele desenvolveu o Projeto GF 96, ele e a Kiyoko.
– E o que esse projeto favorece para mim? – falou séria.
– Ele irá fornecer inúmeros benefícios, não posso dizer quais, pois quem sabe mais é a cientista Kiyoko, e saindo daqui vamos lá vê-la. – Barnes justificou a falta de saber o que o projeto provocava.
– Ok, mas isso está muito confuso. – falou afundando sua cabeça em suas mãos.
– Calma, daqui a pouco Schmidt ira explicar tudo. – Romanoff colocou sua mão no ombro de .
– Estou calma, só não entendo por que vocês não podem explicar em forma de desenho. – Müller riu.
Os três terminaram o café e foram para a sala do Caveira Vermelha. Durante o trajeto, Viúva Negra passou em seu dormitório e pegou suas armas e seus coldres, tomou um banho rápido e foi em encontro ao Soldado Invernal e a Projeto GF 96. Entraram no elevador e ficaram esperando o mesmo chegar ao subsolo, e como sempre o elevador parava em alguns andares para poder pegar outras pessoas, uma delas a cientista Reven.
Os quatros chegaram à sala do Schmidt, sentaram em umas poltronas e em cadeiras. Esperaram que Schmidt pronunciasse e dissesse que o projeto tinha de efeito em contato ao DNA de Müller. Reven arrumou alguns papéis e entregou para Müller ler, lá continha toda informação, falsa, sobre o estado de saúde dela quando a encontraram. , mais uma vez, acreditou nas mentiras.
– Müller, não sabemos o que o projeto pode causar em você, só sabemos que sua imunidade está mais alta do que qualquer outro, suas forças estão mais elevadas, seus sentidos mais aguçados e claro, que você pode ter outras alterações.
– Isso não vai alterar em nada no meu desenvolvimento?
– Não. – Reven respondeu sincera. – Você vai continuar normalmente, só que com grandes partes do sentido e saúde.
– Só? – Romanoff perguntou incrédula.
– Sim, o que você esperava, senhoria Romanoff? – Schmidt a encarou.
– Nada. – Ela se encostou à poltrona.
– Achou que poderia ser outra coisa, Romanoff? – perguntou.
– Na verdade, achei que você iria ficar menos chata.
sorriu.
– Ela só queria fazer uma piada comigo, Senhor. – logo disparou ao ver o olhar do Caveira Vermelha para Romanoff.
– Tudo bem. – Schmidt falou e saiu da sala. Ele não ia culpar das duas terem criado um elo.
– Se tiver alguma dúvida ou sentir algo sem ser nos horários que você faz o checape, me chame. – Kiyoko entregou um ponto a . – Ou chame alguém como a Romanoff e o Barnes.
– Pode deixar. – Müller colocou o ponto. – Treinamento e teste de resistência tranquilamente? – se levantou.
– Sim, sem restrições.
– Obrigada.
saiu da sala de Schmidt com Romanoff e Barnes em seu encalço; saíram do elevador e foram para sala de treinamento apenas Romanoff e Müller. Treinaram tiro com armas de precisão, tiro e corrida e até mesmo treinamento com arma branca; sim, todas executadas com um nível de perfeito elevado, Kiyoko estava certa quando falou que até os sentidos de estariam aguçados, a garota conseguiu certar todos os alvos, mas mesmo assim Romanoff continuou com os treinamentos de Müller.
Passaram-se três meses, a cada dia que se passava provava que o projeto tinha dado completamente certo, que suas habilidades de luta só se perfeiçoaram por conta da sua força estrema e de seu tutor o Soldado Invernal, suas provas de arma branca e de fogo também tiveram ótimos resultados além das provas de resistências que foram tiradas do seu roteiro e outras atividades foram inclusas com outros tutores, como uma delas treinamento diário para manter a forma com um personal trainer.
••


20 de Setembro de 1999.

Romanoff se aprontava para sua missão, eram duas da madrugada, ela tinha certeza em deixar para trás e mais para frente, junto com os Vingadores, voltar para busca-la; Viúva Negra escutou duas batidas na porta ela caminhou calmamente até a porta e abriu. Uma garota pequena a abraçou, só pelo abraço, Romanoff sabia que era Müller, a ruiva deixou entrar, as amigas sentaram na cama e começaram a conversar.
A Ruiva tinha tentado passar mais algum tempo fingindo que o treinamento ainda não tinha terminado, mas nem tudo era do jeito que ela desejava. Mesmo sendo uma despedida para sempre, Natasha não queria esboçar nenhuma reação que denunciasse sua escolha pessoal. Mesmo não sabendo o porquê, Müller sentia uma diferencia no comportamento da ruiva.
– Está calma para poder ir até lá e executar sua missão? – perguntou com os olhos marejados.
– Sim. – Romanoff falou colocando seu uniforme da H.Y.D.R.A. – Vai ser rápido, você vai ver, volto em questão de semanas.
– Quantas semanas?
– Quadro ou cinco semanas, mas eu volto para podemos continuar juntas.
– Você é a Viúva Negra, certeza que vai se dar bem na missão.
– Não muito, acredite. – Ela riu pelo nariz.
Romanoff abraçou , que a mesma desabou em lágrimas, eram apenas muitos anos de diferença, apenas sessenta e três anos, mas Romanoff não tinha revelado sua idade para garota não se assustar. Foi um longo abraço de despedida, Romanoff soltou-se do abraço e enxugou as lagrimas de ; segurou na mão dela e disse que tudo iria ficar bem para poder tranquilizar a garota. Ela não queria voltar atrás ou falar que se lembrava de tudo.
Projeto GF 96 e Viúva Negra saíram de dentro do dormitório e foram para o local de embarque da Viúva Negra, Bucky estava lá pelo qual motivo não saiba, mas ela sabia que ele estava em um comportamento diferente, como se tivesse controlado. parou ao lado de Bucky e se despediu de Romanoff, esperou o avião fechar a porta e receber a ordem do Soldado Invernal para ela entrar na base da H.Y.D.R.A.; O Soldado continuava com aquele comportamento estanho, tentava puxar algum sorriso de Barnes, mas era em vão, as mesmas gracinhas que ela fazia nos intervalos dos treinamentos não o fizeram rir. Ela não sabia que ele estava sobre o controle de Schmidt e que ia sair para poder fazer uma missão que nem mesmo o Bucky que ela conheceu tinha esse conhecimento.
– Barnes?! – o chamou.
– Fale. – O Soldado falou arrogante e frio.
– Nada.
A garota saiu aos passos rápidos nunca e nenhuma vez Barnes havia falado daquela maneira com ela, muito menos olhado com aqueles olhos onde podia decifrar claramente que ele estava domado por algo maior. Müller chegou ao seu quarto trancou a porta e deitou em sua cama, esperando dar seis horas como sempre para poder fazer o que fazia todas as manhãs e esperava que Bucky só tivesse passado por algo difícil com Schmidt e que sem querer, descontou nela.
Na manhã seguinte, fez sua higiene matinal, colocou uma roupa qualquer e foi para o refeitório. Ela estranhou que Bucky não a esperava no corredor como ele sempre fazia e ela sentiu falta do “Bom dia, de Natasha pelo seu ponto; Ao chegar ao refeitório, ela pegou quatro potinhos de frutas vermelhas, café com leite e um misto quente, que a essas alturas já estava frio, procurou por uma mesa livre com os olhos e sem precisar de muitos esforços, achou Barnes em uma mesa vazia com sua bandeja intocável e cabisbaixo, ele apoiava sua cabeça e sua mão biônica e seus cabelos cobriam seus olhos negros.
– Bucky? – disse chamando atenção dele e com um pouco de medo por conta daquela madrugada.
.
Barnes levantou a cabeça, seu rosto estava um pouco avermelhado como se tivesse apanhado de alguém com a mesma força que ele, seu olho esquerdo estava um pouco inchado e sua voz demostrava cansaço e muito sono.
– Posso? – apontou para o lugar vazio.
– Sim, por favor.
– Está tudo bem? – Müller deu um gole em seu café.
– Um pouco, acho que você pode até imaginar o porquê.
– Sim, é fácil de saber, já passou na enfermaria?
– Ainda não, mas nem vai precisar.
– Certeza?
– Sim.
– Então come para o senhor melhorar logo, senhor Soldado Invernal.
e Bucky sorriram e continuaram a tomar seu café da manhã, o clima estava pesado demais frases curtas e pouco assunto, não era uma típica conversa que eles tinham; não tocou sobre o assunto daquela madrugada com Bucky nem se quer quis fazer Bucky falar o porquê ele estava daquele jeito. A garota fez questão de acompanha-lo até a enfermaria e perdeu alguns minutos do seu treinamento com Adam.
Saíram da enfermaria com um clima de tensão entre os dois, Barnes lembrava–se de como ele havia falado e olhado para Müller, só não sabia como explicar para ela o que tinha acontecido e de um modo que nem os outros membros da H.Y.D.R.A. percebesse o assunto, principalmente o ponto dos dois estarem em off. Bucky seguiu em direção do elevador e se despediu de Müller, que a mesma continuou no andar do refeitório.
Novamente o Soldado Invernal estava ao lado de Schmidt no subsolo.
– Você fez do jeito que eu mandei?
– Sim, Romanoff não vai se lembrar de nada, fiz do jeito que você mandou. Coloquei a Müller para dentro da base a despistei a garota e voltei para o avião...

••


Ele começou a relatar.
– Bucky, o que você está fazendo aqui? – Romanoff perguntou vendo o Soldado Invernal entrando no avião.
– Sente-se. – Bucky falou completamente sério e frio e apontando para uma das cadeiras.
– Bucky? – Romanoff colocou a mão em sua arma mais os outros soldados a seguraram mais rápido.
– Por favor, sente-se. – Bucky falou mais uma vez.
Os soldados tiraram todas as armas da Viúva Negra e a colocaram sentada, amarrando seus braços e pernas. Romanoff já sabia que eles iam falar a sequência para poder monitorar ela, o que eles não sabiam era que durante todo o preparo que eles faziam com ela, Viúva Negra já tinha achado um jeito de barrar e fingir completamente bem o que eles conseguiam causar nela. Angustia e dor.
Bucky terminou de ler a sequência e pediu para que a soltassem.
– Viúva Negra?
– Sim, senhor. – Romanoff mentiu em estar completamente sobre o comando deles.
– Qual a sua missão? – Bucky perguntou para se certificar que ela estava lembrando apenas dela.
– Capturar o tesseract e trazer inteiro.
– Correto, faça isso e voltei em menos de um mês, caso contrário, terei que ir até você e a matá-la.
– Sim, senhor.
Bucky, ao sair da cabine onde estava ele e Romanoff, chamou um soldado de canto e pediu para que batesse nele, assim iria enganar com seus hematomas no rosto.

••


Quando Bucky terminou de relatar, Caveira Vermelha colocava um sorriso nos lábios, tudo por saber que seu plano estava dando certo.
– Muito bem, Soldado Invernal, a próxima missão você já sabe.
– Sim, senhor.
– Pode se retirar.
As semanas iam passando e ia lidando com as saudades que sentia de Romanoff; como seus treinamentos estavam muito bem elevados, ela saía em missão local com alguns soldados e às vezes com o Bucky, que mantinha sempre aquela mesma postura, frio, arrogante e sério. Para uma garota de oito anos, conseguia fazer todas as missões bem feitas, e utilizar seus novos poderes que aos poucos ela e os outros iam descobrindo.
Em uma das missões de campo, Müller ao lado do soldado Adam, descobriu que conseguia voar, claro que isso foi em um momento meio atormentado para descobrir isso, já que todas suas balas tinham acabado, não tinha como outro soldado ou até mesmo o Soldado Invernal lhe entregar alguma munição, e como ela precisava sair de um fogo cruzado ela apenas pensou e foi como vontade ela conseguiu voar, algo meio que até a não conseguia explicar, mas que deixou Caveira Vermelha com mais vontade de descobrir o que mais ela podia fazer.
Em uma das conversas com Kiyoko, ela havia alertado que ela – – poderia acabar descobrindo algo que fizeram com a mesma e alertou que deveria colocar congelada novamente mais de uma forma que ela iria crescendo sem afetar seu desenvolvimento, Schmidt negou e queria saber mais muito mais do que um simples voar.
– Olá. – falou parando ao lado do Soldado.
– Oi. – Ele falou calmo e tranquilo, bem diferente de começar uma missão.
– Pronto para ir?
– Eu não vou, Schmidt quer que eu faça algumas coisas aqui.
– Eu vou sozinha? – falou assustada.
– Sim, e se precisar de alguma coisa, só me chamar no ponto eu ajudo.
– É sério isso? Eu tenho oito anos, Bucky!
– Sim. Você vai se sair bem, como nas outras.
– Nas outras eu tinha você.
– Nas outras, você foi treinada por mim, e nunca precisou de uma mãozinha.
– Mas eu sabia que você estava lá.
– Fazemos assim, se você precisar de mim eu estarei lá.
– Está bem. – Müller estendeu a mão para um “acordo” e Bucky estendeu a mão, para fazer um aperto de mão.
– Vai lá, o helicóptero já está saindo.
– Até, Soldado.
– Até, Soldada.
Sabe quando você está indo para um local e sente que algo de ruim pode acontecer porque você não consegue controlar algo dentro de você? Então era isso que ela sentia quando entrou dentro daquele helicóptero.

••


saiu do helicóptero sacou sua arma do coldre – feito especialmente para si – de sua coxa e carregou o gatilho andou calmamente pelas ruas da Rússia em busca do que Caveira Vermelha falava que era algo como, um dos metais mais forte que ele tinha descoberto que umas das gangues locais tinham achado e guardado em seu galpão.
– Acho que seria melhor você colocar o sobretudo para não dar nenhuma suspeita.
– Eu não pareço suspeita nem nada, só porque estou com meu uniforme, ele não vai da bandeira.
Ok, ela poderia não estar levantando suspeitas, mas seu uniforme completamente preto poderia chamar atenção já que nele tinham várias armas “penduradas”, não que seu uniforme fosse colado, mas era um tanto pouco justo. Müller deu um aviso em seu ponto que tinha achado o galpão e deu as coordenadas de como chegar ao local. entrou calmamente com sua arma em punho, olhou sobe uma coluna e analisou o ambiente e os elementos que tinham lá dentro. Havia um que estava analisando o tal metal com uma arma em cima da mesa, outro estava dormindo em uma espécie de colchão improvisado, havia outros dois em uma cozinha miúda preparando algo instantâneo para comerem e mais outros capangas que ficavam de tocaia na área superior do galpão, todos aparentavam um comportamento calmo e sempre em alerta.
– Estamos apostos. – Um dos soldados falou no comunicador.
– Ok, se escutarem o primeiro tiro podem entrar, todos estão armados e o armamento é pesado. Tem quatros capangas na área superior do galpão. falou baixo pelo comunicador.
– Ok, estamos na espera.
tinha duas opções, ou fazia uma invasão furtivamente ou poderia entrar e apontar as duas armas e sair atirando em todos, mas como ela já tinha aprendido, Müller entrou furtivamente, mas continuou com sua arma em punho, passo rapidamente pela luz e foi em direção da escada que dava acesso a área superior. Logo no primeiro, ela deu uma coronhada e deitou ele no chão, ela fez esse mesmo processo nos outros quatros e desceu do andar superior.
Ela pensou rapidamente, e viu que seria mais fácil ir direto ao que estava com o metal e depois deixar os outros três para trás. E foi isso que ela fez, no período que ela andava silenciosamente, ela deixou uma de suas facas caírem no chão, que por sinal, fez um barulho que alertou todos que estavam ali, Müller deslizou para trás de um barril de ferro, manteve sua respiração em intervalos grande para um momento de adrenalina, ela poderia precisar de todas as suas facas e principalmente ela não podia deixar nada para trás, ficou fitando sua faca e aprestando atenção nos capangas.
Müller estendeu a mão e sentiu uma energia dentro de si tomando conta de seu corpo, passando por toda a extensão e indo até a ponta de seus dedos, e como se fosse algo fantasiado de sua mente, um poder ainda transparente saiu de sua mão foi tranquilamente até a faca e pegou o objeto com seu poder. Ela se assustou e ficou surpresa e dava graças a Deus de não ter que utilizar suas armas, mesmo sendo boa em tiro ela preferia sempre fazer as missões na furtividade. O que mais a deixou intrigada foi como ela adquiriu aqueles poderes.
– Será que, eu nasci com eles? – olhava para suas mãos. – Será que meus pais também tinham?
pegou a faca que permanecia em sua mão, e acertou a nuca de um dos homens, ela sacou mais duas armas e mirou nos outros, que acertou com sucesso. andou até eles e chutou a arma para longe; agachou para verificar a pulsação deles, que estavam imperceptíveis de sentir, ela recolheu as facas, a limpou e colocou em seu cinto.
– Objeto capturado. Não precisam ficar mais apostos para entrar, só observem o movimento externo.
– Ok.
– Todos falaram em um coro
Nada comum uma garota de oito anos comando uma equipe de missão, mas quando ela tinha alguns poderes avançados, isso acabava sendo algo relevante para colocar como Capitã da missão. empunhou sua arma novamente e saiu calmamente, junto com os demais soldados da H.Y.D.R.A. ela entrou no helicóptero e seguiu voo para a base. colocou o metal grudado em seu corpo e manteve–se acordada durante a viajem toda.
Soldado Invernal a recebeu com um café quente e um casaco de couro, pegou o metal e segurou pela , ambos foram para a sala de Armamentos e Cia, e deixaram lá como o Caveira Vermelha havia pedido; escutou pelo ponto que ela poderia descansar por quatro horas e depois seguir com sua rotina dentro da base. E claro que foi o que ela fez, o que ela mais queria era tirar aquela roupa e tomar um banho super relaxante e dormir por horas seguidas, apesar dela não se cansava fácil, mas dormir também era algo que nunca ia mudar nela, dormir é seu maior amor e se ela não fazer isso ela acabaria ficando mais arrogante do que era normalmente.
– Faz um favor? – parou na porta de seu dormitório.
– Sim.
– Poderia descarregar para mim? Não posso guardá-la engatilhada.
– Claro. – Bucky pegou a arma.
– Te vejo mais tarde no treinamento?
– Sim, espere por mim.
– Bom descanso.
– Obrigada.
E foi assim a semana de fazendo missões ao lado de Bucky e outras não; mesmo estando em alguns treinamentos, ela já estava em um nível avançado para saber de algumas coisas. também recebeu a informação de que o nome do projeto que ela fez parte tinha apenas alterado o nome para Projeto 96 por motivos estéticos.
Os únicos treinamentos que ela e Schmidt optavam por mais tempo era de artes marciais e da analise comportamental algo que priorizava muito; Bucky achava besteira continuar tendo treinamento com ela já que ela estava cem por cento incríveis nos golpes e nas defesas. Já Adam, insistia em ter por perto, coisa que Bucky já estava com um pé atrás.
Desde o dia que deitou naquela maca e teve o Projeto 96 injetado nela, seu corpo teve o metabolismo avançado, que era perceptível ao tempo, não foi uma mudança de perceber imediatamente, mas era mais fácil perceber já que fazia quase três semanas. Além da mudança física a cor de seus cabelos que eram castanhos claros passou serem pretos literalmente pretos e também seus olhos escureceram para castanho escuro que quem olhasse acharia que a cor era exatamente pretos.
Todos estavam percebendo essa mudança, alguns falavam que ela não tinha mais o corpo de uma criança de oito anos já outros não reparavam essa mudança e apenas via como uma garota treinada pela H.Y.D.R.A.

••


Em uma manhã fria, Projeto 96 acordou com fortes batidas em sua porta, a mesma que ainda estava de pijama gritou um “Já vai!” , ela se enrolou em seu cobertor preto, e com uma cara de poucos amigos abriu a porta.
– Bucky, é sério, a essa hora? É treinamento de invasão?
– Não... – Bucky falou sério. – Posso entrar?
– Claro.
– Preciso que você mantenha calma e, por favor, se controle ok? – Bucky sentou, e puxou para sentar ao seu lado.
– Você está me assustando.
– Você promete, ?
– Sim é claro, fala logo, o que aconteceu?
– Acabamos de receber o relatório do tesseract, e você tem duas opções em ler ou ouvir o relatório.
– A Nat chegou? – falou completamente alegre, sua expressão de sono e vontade de socar a cara de Bucky por tê-la acordada tinha sumido.
– Na verdade...
– Bucky, não trava, fale onde está e para de fingir que ela não está aqui, não tem mais graça eu descobri tudo. – Müller levantou da cama.
poderia usar seus poderes e aprendizagem para saber que Barnes não estava mentindo, mas a felicidade tinha domado o coração de que ela tinha esquecido-se disso tudo.
... – Bucky estava realmente com os olhos marejados. – Aqui está o relatório. – Bucky entregou uma pasta nas mãos de Müller.


Capítulo 3 - Amor e Dor.

abriu a pasta cor de creme com o nome “Viúva Negra: Tesseract” em negrito. O relatório da missão estava escrito em partes, primeiro o relatório em áudio de Romanoff e segundo por um dos soldados, que caso algo acontecesse, ele assumiria com líder da equipe, que era digitado e relatado diretamente do avião. O relatório da Romanoff foi transcrito pelo mecanismo artificial sem colocar mais nenhuma vírgula. Romanoff relatou seu relatório por áudio; No começo do áudio, a respiração de Romanoff estava estável e passando cada passo corretamente de acordo com o que acontecia.

••


Inicio do relatório, vinte e dois de setembro de mil e novecentos e noventa e nove, quatro horas e quinze da manhã, indo em busca do Tesseract. Separação da equipe para não levantar suspeita, indo direto para o lugar de encontro, alguns agentes e soldados da S.H.I.E.L.D., espere...

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O som do áudio começou a chiar e a falhar, era como se o ponto de Viúva Negra tivesse fora de seu corpo e caído de uma maneira que acabou fazendo que algumas partes falhassem. Alguns sons de luta foram capazes de se escutar ao fundo, e também, podia escutar som de tiros. Romanoff colocou suas armas em seus coldres e levantou as mãos em forma de que estava se rendendo, e logo depois fez um sinal para não a questionassem. Gavião Arqueiro e Capitão América não entenderam nada, desde o motivo dela estar lutando com os agentes e com eles, principalmente dela ter se rendido daquela forma sem mais sem menos, até porque, ela usava o uniforme da H.Y.D.R.A.
Capitão América levantou a mão em sinal para os agentes cessar fogo contra Viúva Negra; Gavião Arqueiro chegou perto dela, falou algumas palavras baixa em seu ouvido e a única resposta que Clint teve foi:
- Espere, não faça nenhum som, só ao meu sinal.
Romanoff voltou correndo até o seu ponto enquanto Clint repetia as palavras da ruiva para o Capitão.
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Estou sendo atacada, pe... Sons de tiros. Capitão... Man... Sons de tiros. Mandem reforços...

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Natasha Romanoff deu o sinal para Clint e Rogers a seguiram correndo, claramente e novamente sem entender o porquê.
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Não, tarde demais. Relatório da missão: Capitão América e outros, eles estão me perseguindo e me atacando, não sei como me descobriam, mas eles estão... Sons de tiros e explosões. O Tesseract... Missão fracassada.
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Viúva Negra parou de correr e virou-se para os heróis. Gesticulou com a boca algo como “Me acerte, não verdade” Clint e Rogers não entenderam, mesmo ela falando calmamente, ela entregou uma das suas armas para Clint. Aqueles segundos de silêncio entre eles foram tão agoniantes para os planos de Natasha, que ela mesma pegou sua arma e atirou.
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Atingida, região do tórax... Me desculpe. Missão falhada.
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Viúva Negra - Natasha Romanoff, faleceu na missão “Tesseract”, após receber um tiro no tórax (Relatório Concluído).

leu todo o relatório em lágrimas. Barnes tentou acalmá-la, mas não conseguiu.
Sua dor de perda era tão grande que caiu de joelhos no chão, deixando toda a pasta cair no chão de modo que espalhou todas as folhas. Os poderes de começaram a fazer com que tudo que continha naquele quarto flutuasse e ligasse, ela não conseguia tomar conta de seus sentimentos. Barnes se retirou do local imediatamente com medo de que algo o acertasse, independentemente do que fosse, ele não sabia o que Müller tinha guardado dentro daquele quarto. Soldado Invernal ficou do lado de fora esperando escutar se tudo tinha se acalmado e se ela já tinha parado de chorar. Claro que ele não ficou perto da porta, mas ficou encostado na parede que ficava de frente para o dormitório sem deixar que nenhum outro soldado da H.Y.D.R.A. se aproximar daquela porta que ele tanto fitava.
Depois de um bom tempo chorando pela morte de Romanoff, respirou fundo e com a mesma respiração de antes; deitou no chão ao lado dos papeis, seu rosto estava molhado e seus olhos estavam inchados, pois fazia quase trinta minutos que ela chorava. Ela sentia tanta tristeza que parecia que seu coração ia explodir. Seu coração e seu devaneio estavam repletos de raiva e vingança, sua maior vontade era sair daquele lugar, ir atrás desse tal Capitão América e matá-lo. Não importava onde ele estava, ela o acharia e faria sentir a mesma dor que ela – Natasha – sentiu ao receber o tiro.
Bucky percebeu o silêncio no quarto de Müller e resolveu entrar. Ao entrar, encontrou todo o quarto bagunçado com objetos, roupas e calçados tudo espalhados pelo chão. Alguns móveis pesados e leves também estavam fora do lugar, como a cama e o pequeno criado mudo, fora todo o resto do quarto que aparentava estar mais fora de lugar que a Primeira Guerra Mundial. Bucky se aproximou de e a chamou. Seus olhos estavam vermelhos pelo fato que ela estava chorando, mas fora isso, seus olhos estavam completamente pretos por conta de que toda raiva tinha feito com que seus poderes saíssem do normal.
- ? , você está bem?
Müller não respondeu na primeira vez, muito menos na segunda vez.
- É sério, pare com isso! Você está bem?
fechou os olhos e ainda deitada, apenas virou a cabeça para poder olhar nos olhos do Soldado.
- Bucky, você acha mesmo que eu estou bem?
- Eu sei... Mas, além disso, quero saber se você está... Seus olhos! – Bucky falou preocupado e assustado ao mesmo tempo.
- O que tem meus olhos? – levantou rapidamente e puxou um dos espelhos para poder ver como seus olhos estavam. – Mas que coisa é essa? – falou assustada, jogando o espelho e se encolhendo toda.
- Acho que é por conta que você não consegue controlar seus sentimentos e poderes juntos na mesma situação.
- Isso não justifica a cor deles.
- , tente se lembrar de coisas boas, memórias e sentimentos alegres.
Bucky se levantou e foi até o guarda roupa de Müller, pegou um chocolate, entregou para ela, que a mesma comeu em questão segundos, afinal, chocolate fazia bem em qualquer momento, principalmente em momentos difíceis. Ele esperou ela se acalmar mais e a envolveu em seu abraço. Ela poderia chorar quantas vezes mais ela quisesse, tudo pela notícia de Romanoff, mas não iria sair mais daquele dormitório, foi o que ele fez. Barnes passou todo o tempo sentado naquele chão gelado fazendo se distrair e melhorar. E durante toda a conversa, puxando as melhores lembranças de ambos, e assim os olhos pretos, sim seus olhos estavam completamente pretos desde a córnea até a pupila, de foram sumindo e voltando aqueles lindos olhos castanhos escuros de Müller.
- Está mais calma?
- Acho que sim.
- Não queira se vingar, ele vai ficar com o peso na consciência, Schmidt vai fazer isso acontecer.
- Assim espero, pois o que eu mais quero é me vingar desse filho de uma boa mãe.
- Se ele não cuidar disso, nós dois cuidamos, pode ser? – Bucky sugeriu para garota se sentir melhor.
- Pode ser. Você me ajuda arrumar esse lugar?
- É claro, vamos levantar.
Barnes se levantou e estendeu a mão para ajudar Müller. Os dois arrumaram o quarto conversando entre poucas risadas, ao terminar de arrumar o quarto, pegou as folhas da missão, desde o acordo até as folhas do relatório da missão, e colocou dentro da pasta creme com um grande símbolo da H.Y.D.R.A., Müller fechou a pasta e entregou para Barnes.
Como tinha perdido o controle de seus poderes, seu ponto havia sido levemente estourando, já que estava em cima do criado mudo, então pelo ponto de Barnes, Müller, acompanhada de Barnes, foi para a sala de Schmidt no SS. Ambos chagaram na sala de Schmidt, ele se lamentou por ter perdido uma de suas melhores “agentes”, na verdade, ele se lamentava mais por não ter conseguido o que ele queria. Ele não estava nem ai para Romanoff, a única coisa que ele queria era o Tesseract para apenas poder concluir um de seus pequenos planos que passou a ser sua obsessão depois que ele entrou no seu caminho.
Johann fez uma pequena cena para ver o tão quão foi atingida pela morte de Viúva Negra, e claro, logo de cara ela já disse que por ela, “Eu me vingaria com minhas próprias mãos!”, coisa que ele amou, já que pelo relatório da missão, era obvio e compressivo que foi Capitão América que matou Romanoff; E estava mais que perceptível que ele gostou que ela estava obcecada para se vingar, afinal, foi para isso que Müller foi criada para poder matar Capitão América sem que alguém duvidasse que fosse o Caveira Vermelha que estava por trás disso.
Daquela madrugada em diante, teve que se acostumar e compreender que nunca mais iria ver Natasha Romanoff e que tinha que controlar sua raiva, e a melhor coisa para controlar eram as missões em campo e treinamentos, em outras palavras, Boxe. Demorou muito tempo para ela tomar a postura de uma garota simpática, alegre e entre outras qualidades, o que ela era e sempre foi, mas claro que não era impossível de ver como ela tinha amadurecido depois da perda de sua amiga; Müller estava mais fria e mais formal, suas formas de comportamento estavam mais para uma mulher adulta do que uma agente de oito anos que sempre falava algumas piadas durante a missão ou quando a missão era dada. Os treinamentos por si haviam acabado, mas ela sempre treinava com Soldado Invernal e tiro por conta própria, já que era assim que ela mantinha sua forma.
servia fielmente a H.Y.D.R.A. ao lado de Soldado Invernal, os dois serviam mais que um exemplo para todos dentro daquela base e para toda H.Y.D.R.A. ao mundo a fora.
••


23 de Setembro 1999.

- Você é louca ou o que? – Gavião Arqueiro disse incrédulo. – O que deu em você para me induzir e atirar em sua direção?
- Despistando. Vamos, vocês precisam sair daqui e eu também, e o tiro só passou de raspão.
- Você está com alguma escuta? – Capitão América perguntou.
- A única. – Romanoff apontou para o chão onde tinha um pequeno ponto todo esmagado.
- Vamos, sentimos sua falta. – Clint disse estendo a mão para Romanoff.
- Eu também. – Sorriu de canto.
- A equipe toda achou que não íamos mais achar você. – Rogers falou dando uma verificada no local para saírem do beco. – Seu desaparecimento prolongou por muito tempo.
- Até cogitamos em dar como... – Clint não conseguiu completar a frase.
- Tudo bem, eu não poderia colocar vocês em risco, nem...
Romanoff se lembrou de Müller e o quando aquela jogada dela tinha uma grande importância para poder salvá-la. Se tocasse no nome dela, Capitão e todos os outros poderiam querer ir até o local da base e capturar a menina, e fazer vários testes, novamente ela passaria pelos testes, e por fim, poderiam declarar ela como uma ameaça para a humanidade ou algo desse tipo.
- Nem? – Rogers olhou desconfiado.
- Nem mesmo o Cubo, eu explico melhor, só vamos chegar a solo seguro, por favor.
Capitão América e Gavião Arqueiro concordaram com Viúva Negra e foram até o local onde estava um carro estacionado; com eles, foram até ponto estratégico para ir até a base da S.H.I.E.L.D. Durante o percurso, Romanoff contou o que viu dentro da H.Y.D.R.A. A forma de como eles conseguiram manipular ela e também como ela conseguiu se manter em plena consciência durante todo o momento das missões para a H.Y.D.R.A., até porque, de fato, para uma agente do nível da Romanoff, conseguir achar uma forma para poder desviar de efeitos de controle como a eles tinham feito, era incrível e ao mesmo tempo, fácil.
Os dois únicos fatos que Romanoff não comentou foi Müller e Barnes. Müller, para apenas proteger, já Barnes, por motivos a parte, só quando Nick Fury pedisse um relatório de todo o tempo que ela esteve desaparecida, algo que fazia sentido. Romanoff sentou em um dos bancos que tinha dentro da aeronave e ali descansou calmamente, algo que ela não fazia há muito tempo; A ruiva se despertou ao chegar à base, quando Clint a acordou. Fury estava à espera dela quando a aeronave pousou. O reencontro de Viúva Negra com Fury, digamos que não foi muito amigável, mesmo ela tendo voltado para a S.H.I.E.L.D., ele estava desconfiado de Romanoff.
- Romanoff, que bom revê-la. – Fury falou parando na frente da ruiva.
- Fury, digo o mesmo. Bom rever todos vocês.
- Vamos? Temos que conversar e pegar seu relatório. – Fury disse em direção de um grande portão com os heróis em seu encalço.
- E matar a saudade. – Clint disse em um sussurro perto de Romanoff.
- Essa é a parte que eu quero que chegue logo. – Natasha deu um sorriso doce.
Durante o caminho para a sala de Fury, Natasha ia cumprimentando alguns agentes que estavam pelo corredor, alguns se espantavam ao ver Viúva Negra, como se tivessem vendo um fantasma. Já outros, esbanjavam sorriso e davam boas-vindas a agente da S.H.I.E.L.D. A ruiva retribuía com sorrisos discretos e um movimento sutil com a cabeça.
Ao entrar na sala de Fury, Viúva Negra pode ver uma mulher com um uniforme azul marinho com o brasão da S.H.I.E.L.D. no braço, cabelos completamente soltos e loiro, Natasha não reconhecia aquele rosto mais sabia que era uma das agentes que tratava dos assuntos mais diretamente com Fury.
- Romanoff, se incomoda em fazer seu relatório aqui? – Fury sentava-se ao lado da loira.
- Não.
- Todos podem se retirar. – Fury ordenou.
- Não! Eu quero que eles fiquem. – Natasha falou mais sincera que em qualquer outro momento.
Fury não insistiu muito para o relatório ser apenas entre os dois, Nick fez um sinal com a mão para que todos sentassem nas cadeiras; Romanoff começou a explicar, ela falava calmamente e sempre olhando nos olhos de Fury. Ela contava tudo nos mínimos detalhes sem hesitação, sem nenhuma pausa.
••


1996. Três anos atrás.

- Eu e Barton tínhamos acabado de chegar a Marrocos. A missão era mais que clara e objetiva: tínhamos que verificar se não tinha índices de um início da nova Hydra, não faria diferencia se eu continuasse com o disfarce e deixasse Barton a sós ali, afinal, esse já tinha sido o combinado e nós íamos se comunicando com o tempo e principalmente, se tivéssemos alguma informação valiosa... Não era para ter sido tão diferente, mas acabei entrando em um dos becos para poder dar a continuação no trajeto que eu já tinha visto no mapa... Mas tinha algo ali que fez com que meu comunicador parasse e eu só fui perceber quando eu vi um homem, um tanto quanto suspeito. Tentei avisar Barton, mas eu não tinha retorno e não escutava nem mesmo a movimentação do ambiente que ele estava, foi quando eu senti uma forte corrente elétrica passando em meu corpo. A única coisa que eu pude ver, é que era um homem e tinha o brasão da Hydra no sobretudo que ele usava.
Parando para pensar, Romanoff não tinha um porquê de estar mentindo para Fury, já que eles sabiam que em Marrocos, era uma das principais áreas que a H.Y.D.R.A. tinha em foco para manter uma base fixa. Tudo bagunçado e fora de ordem, às pessoas não desconfiariam de nada, principalmente de um homem com um brasão meio povo meio caveira.
- Eu acordei em uma sala, sentada em uma cadeira com punhos e tornozelos amarrados. Meu equipamento estava em uma mesinha ao lado, eu consigo me lembrar de tudo. – Romanoff respirou fundo.
- Eles falaram nas exatas palavras, “Você tem duas opções, ajude a gente por bem, ou ajude por mal”. Eu me debati, fiz o que pude para poder me soltar, mas as trancas, que eu deduzo que eram de ferro, estavam bem fechadas. Eu fiquei dias e dias sentada lá, ainda mais pelo fato de que eu neguei, então conforme a minha negação, eles começaram a manipular a minha mente com sequências de palavras e números... Eles fizeram isso durante dois anos e meio até eles terem certeza que eu estava sob controle deles. Por um tempo eu ficava mesmo no controle deles, só que quando eu estava sozinha dentro daquela sala grande, cinza e fria, eu ficava pensando em várias maneiras e modo de como tentar reverter, e fingir que o que eles faziam comigo estava dando certo. Eu sei que parece impossível, mas eu estudei muito para poder sair daquela sala e mostrar para eles que eu estava, sem dúvidas, do lado deles e iria ajudá-los. Até eu conseguir uma pequena falha e saber qual seria meu destino, eu teria que ir até a S.H.I.E.L.D. sob o controle deles, pegar algo que Schmidt estava interessado...
- Schmidt? Johann Schmidt? – Capitão Rogers perguntou intrigado.
- Sim. – Romanoff mudou seu contado visual. – Eu também achei que você tinha o matado naquele dia.
- Continue, por favor, senhorita Romanoff. – Fury pediu.
Natasha voltou a olhar novamente para Fury e começou a contar.
- Até eu pegar a pasta, eu não sabia mesmo o que era, nem poderia imaginar o que era. A primeira análise que eu tinha feito, ao saber que teria que ir até a S.H.I.E.L.D. era matar o Capitão América, pois eu sabia desse acerto de contas deles, mas quando eu abri a pasta, estava escrito em negrito e em um tamanho bem razoável para ter a certeza que não era mentira, “Viúva Negra: Tesseract”. Depois disso, eu voltaria e eles me matariam... Caveira Vermelha desejava o Tesseract para poder colocar em uma das armas dele que na qual, eu não sei qual era... Eu não queria, mas aceitei com o objetivo de sair da H.Y.D.R.A. e poder voltar para a S.H.I.E.L.D., então fingi que a sequência deles tinha dado certo e que eles estavam no controle da situação, até o momento em que chegamos ao estacionamento onde a S.H.I.E.L.D. deixa seus agentes. Fingi o combate e despistei a escuta e a localização que eles tinham de mim.
Viúva Negra conseguiu omitir tão bem sobre Müller, que nem o próprio Fury suspeitou que faltava algo na história, nem mesmo qualquer outro a não ser Barton, que conhecia a amiga há um bom tempo; Fury agradeceu pelo depoimento e que qualquer coisa, ela teria que comparecer para falar com o governo caso suspeitassem de algo, fora isso, eles, principalmente Romanoff, estavam dispensados.
A caminho de seu cômodo, Romanoff sentiu uma mão puxando sutilmente seu braço, ao virar, ela se deparou com os olhos azuis que ela nunca se esqueceria de quem era. Barton. Gavião Arqueiro estava com ar de preocupação e tentando ler o que se passava nos pensamentos de Viúva Negra, apenas pelo o olhar da ruiva; Ele abraçou e deu um beijo em sua bochecha, depois desse gesto, os dois seguiram rumo ao dormitório de Natasha.
- Nat, está tudo bem mesmo? – Clint perguntou encostando-se na porta.
- Sim, só estou cansada, ainda mais de manter meu foco para não ser manipulada.
- Certeza? Eu conheço você, Nat. – Ele sentou ao lado dela.
- Sim, não tem com o que se preocupar. – Natasha segurou a mão de Barton e deu um beijo rápido na bochecha dele.
- Então vou deixar você descansar, qualquer coisa, me chame.
- Pode deixar, até, Clint.
- Até, Nat.
Mesmo confiando em Barton, Romanoff não queria arriscar e falar da Müller para ele, muito menos na base da S.H.I.E.L.D., mas sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria descobrir que ela estava escondendo alguma coisa. O que restava era descansar e rezar para que conseguisse se manter forte depois da notícia de sua morte, ela era a última que não queria machucar.
••


Doze horas depois. Dormitório da Romanoff.

Ela se levantou com um o rosto completamente inchado, andou até ao toalete e lavou seu rosto com aquela água gelada. Ao levantar o rosto, ela viu atrás dela. Romanoff virou bruscamente, mas a garota já tinha sumido.
Romanoff acordou assustada, o sonho foi tão real que ela teve a sensação que Müller estava ao seu lado. Com cautela, ela saiu de sua cama e foi para o toalhete, checou o local e logo em seguida fez sua higiene matinal. No caminho para a sala de reuniões, Romanoff passou por algumas salas que a fazia lembrar-se do Projeto 96 e sua consciência, culpava-se mais uma vez. Ao chegar ao corredor de reuniões, ela viu a porta aberta e com alguns dos membros dos Vingadores sentados na mesa quadrada, ao entrar na sala, ela deu um bom dia baixo e sentou do lado de Clint.
- Bom dia. – A loira falou ao entrar na sala. – Fury estará aqui em cinco minutos, enquanto isso, ele pediu para que vocês lessem esses relatórios. – A mulher falou, colocando os papeis na frente de cada herói.
- Qualquer dúvida... – Rogers começou a perguntar quando Fury o interrompeu.
- Eu irei tirá-las. – Fury falou entrando na sala. – Vingadores, reuni vocês aqui para podermos achar uma segurança maior para o Tesseract, vemos que Schmidt junto da Hydra, está completamente interessado nele. Pedi para que Jareau entregasse os relatórios de todo o conhecimento que temos sobre o cubo e com isso, nós vamos panejar e colocar em pratica a segurança do Tesseract, e com base disso, vocês teriam alguma ideia ou forma para podemos mantê-lo mais seguro?
- Podemos manter na cela feita para o Hulk. – Rogers sugeriu.
- Ah claro, colocar o cubo em uma jaula feita para um monstro enorme, até porque o cubo vai querer sair de lá. – Stark comentou. – Ou fazer um sistema avançado de segurança, um que ninguém conseguiu fazer até agora, sabe, tirando eu, é claro, e só teria acesso àquele que tivesse uma identidade única. – Stark se encostou à cadeira.
- Mandar para o lugar de origem seria mais sugestivo. – Romanoff falou o obvio.
- Não podemos fazer isso ainda, Romanoff, a Shield precisa dele ainda na terra.
- E espera que eles invadem o sistema e pegue no Tesseract?
- Não se o sistema for projetado por mim. – Stark se gabou.
- Considerando isso senhor, Stark, você já poderia começar a projetá-lo? – Fury pediu.
- Sim, lhe entrego em dois dias. – Stark levantou da cadeira, ajeitando seu paletó. –Fury. – Ele fez um gesto de despedida com a cabeça.
- E nós? – Romanoff perguntou.
- Acompanhe o senhor Stark e o ajude com as informações que vocês sabem da Hydra. Toda informação é valiosa para esse projeto... Ele já tentou uma vez, e quer tentar pela segunda vez. – Fury falou sério.
Rogers e Romanoff saíram da sala e foram logo atrás de Stark, que o mesmo não estava muito longe. Os três foram diretos para a Torre dos Vingadores, onde Tony começou a desenvolver, com a ajuda dos outros heróis, o mais novo sistema de proteção ao Tesseract, ou em outras palavras, P.S.T.T.T. Englobava de tudo desde senhas numéricas até registro ocular, fora o acesso particular de J.A.R.V.I.S. no sistema que poderia dificultar qualquer acesso fora dos registrados.
••


Quatro dias depois.

Enquanto isso, na base da H.Y.D.R.A., Müller ficou um pouco mais fria do que já era, desde a morte de Romanoff, ela mudou muito. Barnes estranhava o comportamento dela durante algumas missões e treinamento.
Ao decorrer da semana, Schmidt a convocou para comparecer em seu escritório para poder debater o que fazer com a missão designada para Romanoff e principalmente se Müller queria fazer a missão daqui alguns anos. Lógico que ele achou que iria falar sim, logo ao termino de sua proposta, ele não esperava escutar aquela resposta simples e calma de .
- Você aceita a dar continuidade à missão de Romanoff?
não pensou, nem fez menção que prorrogaria aquela conversa.
- Não, na verdade, eu preciso pensar, não sei se é exatamente isso que eu quero para fazer agora.
Caveira Vermelha bufou, levantou de sua poltrona reclinável, e foi para trás de . Parou centímetros dela, que fechou o punho com toda sua força caso ele tentasse ameaçá-la com algo ou outra coisa, certeza ela já estava desconfiada com todos daquele ambiente, menos do Soldado Invernal.
- Tenho certeza que seria uma ótima oportunidade para poder matar Capitão América e se vingar da morte da sua amiga Viúva Negra.
O ponto certo para poder fazer querer a missão.
- Mesmo assim, prefiro pensar um pouco. – Ela falou com a sede de vingança nos olhos. – O senhor terá minha resposta daqui a vinte e quatro horas, contando a partir de agora. – olhou para o relógio da parede que marcava exatamente vinte e duas horas e dezessete minutos.
- Ok, senhorita Müller. – Caveira Vermelha deu um sorriso vitorioso.
saiu da sala pensativa, não sabia se aceitava ou não, mesmo ela sabendo que isso era algo que Natasha nunca faria por ela, já que colocaria sua vida em risco. passou pela sala de treinamento de Bucky, olhou para dentro e o viu ensinando para outros soldados da H.Y.D.R.A. combate corpo a corpo. Ela andou a base completamente toda foi até a área externa da base. Pensou se aceitava dar continuidade a missão e pra quanto tempo deixasse isso acontecer. Um ótimo momento para poder fazer com que sua sede de vingança acabasse, e um ótimo momento de se manter ali quieta no seu lugar, apenas fazendo missões externas e em países próximos. voltou para seu quarto e ali ficou, deitada em sua cama, esperando que uma resposta caísse do céu, coisa que seria impossível de acontecer.
- Entre. – falou logo quando as batidas em sua porta pararam.
- Você não foi lá no treinamento. – Bucky falou ao sentar na cama.
- Eu não estou muito a fim.
- Romanoff?
- Também, tem a ver com tantos índices.
- Quais?
- Romanoff, Missão incompleta, Capitão América, Vingança, incerteza... – sentou-se na cama.
- Ele passou a missão dela para você?
- Sim, e eu não sei se pego ou não.
- Você tem prazo para falar a resposta?
- Menos de vinte e quatro horas.
- Você não é obrigada a fazer isso, .
- Eu sei, mas é complicado, pelo mesmo se eu aceitar, eu posso escolher quando vou executá-la.
- Dá mais tempo de você pensar se termina o que ela começou ou se vinga.
- Eu pensei nisso quando estava lá fora, acho que farei isso.
- Isso o que, ?
- Aceitar e até lá, escolher a forma de executar a missão.
- Uma escolha lógica.
- Assim espero. – suspirou. – É muita pressão sabe? Eu só tenho oito anos de idade, e olha o que eu faço!
- Eu entendo, mas infelizmente as coisas aqui não tem medida, nem aqui e nem nesse mundo afora. Quer ir treinar um pouco ou sair pelas ruas de Munique?
- É sério? É madrugada, quase duas.
- Sério, vamos, você sabe que é apenas meia noite e alguns segundos. Para onde você quer ir?
- Não sei, que tal um sono bem relaxante? – Ela deitou na cama.
- Nada disso, anda escolhe.
- Treinamento é mais amigável.
- Ok, então. – Bucky deu um sorriso de lado. – Vamos, criança.
- Hei, sou mais forte que você.
- Sei. – Bucky balançou a cabeça de como concordava ironicamente.
Durante o treinamento, conseguiu colocar todas suas ideias em ordem e claro, contou tudo ao Barnes que o mesmo, revelou uma das suas missões que iria acontecer daqui a dez anos e que talvez, ela poderia juntar as missões e executá-las juntas, algo que não seria tão ruim, já que ambos teriam um único “alvo” traçado desde aquele dia. Também, já estaria com seus dezoitos anos e seria mais fácil colocá-la em uma missão junto a dele. Seria mais fácil e prático para convencer Schmidt. Eles terminaram o treino e voltaram para seus dormitórios, Müller ficou esperando dar as vinte quatro horas, acordada sem pregar o olho.
••


Ela saiu do quarto. Depois de fazer sua higiene matinal, comeu alguma coisa que nem ela mesma prestou atenção ao pegar e tomou seu café extremamente forte e quente. Fez seus treinamentos e passou seu tempo livre na aérea externa da base. Como ela estava acostumada a fazer, ficou esperando dar o horário para poder ir ao escritório de Schmidt.
Ao termino do prazo de vinte e quatro horas de , ela encaminhou até a sala do Caveira Vermelha, esperou que a reunião dele terminasse para poder conversar com ele.
- Com licença. – falou batendo na porta.
- Entre, senhorita Müller. – Schmidt estava com a cadeira virada de costas para .
- A resposta é sim, aceito a dar continuidade à missão da Romanoff. – falou firme e decidida.
- E para quando? – Schmidt virou a cadeira.
- Daqui há... Dez anos.
- Junto comigo. – Barnes entrou na sala. – Ela vai junto comigo.
- É muito tempo! Vocês estão achando que podem fazer a hora que quer? – Schmidt alterou o tom de sua voz.
- Ela vai estar com dezoito anos. Pense bem, Senhor, seria mais útil para aquilo que você quer e ninguém desconfiaria. – Bucky falou se aproximando de Schmidt.
- Isso não quer dizer nada, o prazo tem que ser curto.
- Ou as missões se juntam ou eu não dou continuidade, o senhor escolhe!
Schmidt ficou tomado de raiva com a petulância de em fazê-lo escolher. Ele parou na frente de Müller e olhou nos olhos dela, quase a matando com o olhar, que a mesma nem se intimidou da forma que ele a olhava.
- Tudo bem, mas quero esse Tesseract em minhas mãos no primeiro momento que você tocar nele, deixe qualquer um para trás e trague-o para mim.
- Sim, senhor. – respondeu vitoriosa.
- Podem se retirar. – Ele respondeu ainda muito nervoso.
Barnes e Müller saíram da sala e foram direto para e elevador. No caminho, ambos comemoraram a vitória deles terem juntado as missões e que iria poder ajudar um ao outro, estava se sentindo mais segura com a presença de Barnes na missão. Ao sair do elevador, eles foram fazer o que precisavam e também as missões designadas a eles.
••


2009. 15 de Janeiro.

acordou às cinco da manhã, como todas as manhãs. Levantou, colocou uma roupa de sair, fez suas higienes matinais e pegou a jaqueta de couro que era de Natasha e a colocou saindo de seu quarto; enquanto ela ia em direção ao refeitório, um dos soldados, que também treinava com Barnes, chegou ao lado de e passou seu braço em volta do pescoço da garota.
- Parabéns. – Ele cochichou no ouvido de .
- Engraçadinho você em, Hanks, hoje não é meu aniversário. – tirou o braço de Hanks de seus ombros.
- Claro que é, vi na sua ficha, Baby. – Hanks colocou o braço nela novamente.
- Você anda mexendo na minha ficha? É sério isso? E você acha que eu ia deixar minha data de nascimento ali exposto para qualquer um ver. - parou de andar e tirou novamente o braço de seus ombros, ela torceu o mesmo, deixando Hanks gritando de dor. – Pergunte ao Bucky. – Ela apontou para o Soldado que vinha em direção dela e de Hanks. – E soltou o braço.
- , está tudo bem aqui? – Bucky falou sério.
- Está tudo ótimo, não é, Hanks?
- Sim, Barnes. – Hanks fez um sinal de comprimento com a cabeça e logo se retirou massageando seu braço.
- Hanks. Ele fez alguma coisa?
- Não, está tudo bem, só quis bancar de “pegador”. – Müller fez aspas com os dedos.
- Idiota. – Barnes suspirou pesado. – Vamos, temos quer fazer algumas coisas para o Schmidt.
- É sério? Hoje é meu dia de folga.
- Sim, vamos tomar o café e ao meio dia você me espera no portão um de saída.
- Com o uniforme?
- Não, pode ser roupa normal.
- Está bem. – revirou os olhos. – Não está se esquecendo de nada? – Ela perguntou referindo-se ao seu aniversário.
- Não. Ah! – Barnes falou e abriu um sorriso. – Esqueci de engraxar minha bota.
fechou o sorriso. Ela ficou esperando e esperando e esperando, trocou de roupa milhares de vezes, mas mantinha a jaqueta de couro; Ela foi para o Portão Um para ficar esperando – mas ainda – o Soldado Invernal. O que ela não esperava era que eles não iam comemorar o aniversário dela da forma mais discreta possível.
viu um homem alto e moreno se aproximando, os cabelos levemente molhados com uma jaqueta jeans e blusa branca, luvas de couros em suas mãos, assim ele escondia sua mão biônica. Por alguns instantes era impossível não olhar para ele e não achá-lo completamente sexy, ainda mais com aquele cabelo molhado e aquela jaqueta jeans. Ele chegou mais perto e depositou um beijo na bochecha de , pegou o braço dela e colocou suavemente em seu braço.
- Para onde vamos? – perguntou.
- Você vai ver.
- E estamos disfarçados?
- Sim. – Barnes mentiu com um sorrisinho safado.
- Eu só não sei por que isso tinha que ser justo hoje.
- Você vai gostar.
- E desde quando se... Por que você está subindo em cima dessa moto?
- A cada ano, essa sua mania aumenta de ficar perguntado.
- Engraçadinho. – mostrou a língua.
- Quer ajuda para subir, ?
- Eu estou bem, só não vai muito rápido, ok?
- Ok, a senhorita manda.
riu e subiu na moto. Agarrou na cintura de Bucky – literalmente agarrou na cintura por medo da moto, afinal, era a primeira vez que ela andava em uma moto, ainda mais com Bucky, que tinha seu “histórico” de andar voando com a moto muito destacado na H.Y.D.R.A., mesmo ela confiando nele, não poderia confiar no lado aventureiro dele.
••


Barnes parou em frente a uma lanchonete com um clima retrô; sentaram perto da janela e no último banco de coro azul turquesa. No local, tocava Jailhouse Rock, tirava a jaqueta em quando Barnes ia até o balcão, ele fez um pedido no balcão e logo voltou com uma porção de batata frita com cheddar e duas Coca-Cola e colocou na mesa.
- Nós viemos investigar as batatas com cheddar? Ou foi só um pretexto para sair comigo?
- Segunda opção. – Barnes deu um gole em seu refrigerante, entre sorrisos.
- Não precisava inventar uma missão para podermos sair juntos, você sabe, quando o assunto sair e envolve comida, eu aceito. – riu.
- Eu sei, mas não foi por isso, é outro motivo. – Barnes fez um sinal com a mão.
Uma garçonete de patins parou ao lado da mesa deles e colocou um bolo de morango em cima da mesa com duas velas acesas. Dezoito anos. Pendurado no braço da garçonete, havia uma pequena sacola branca com a escrita preta da Pandora; A garçonete colocou a sacola nas mãos de Barnes e saiu ao desejar um “Nós do Jukebox Burger desejamos um Feliz Aniversário a você, ”.
- Achou que eu tinha esquecido o seu aniversário, ? – Bucky tinha um sorriso bobo nos lábios.
- Sim. – falou sem jeito. – Achei que você só lembrava porque não tinha nenhuma missão perto do dia.
- Eu lembro três meses antes, assim eu penso no presente que te dar... Parabéns, minha pequena. – Bucky segurou a mão de .
- Obrigada.
- Agora assopre as velas e faça um pedido, e pode deixar, nada de parabéns para você.
riu e assoprou as velas e fez um único pedido, que pelo resto de sua vida, nada acontecesse com Bucky, só alguns vermelhões ou hematomas, mas nada de ruim. Ela não queria perder mais alguém especial para ela e que amava tanto neste mundo. A garçonete voltou com dois pratos, garfos e uma espátula de cortar bolo, colocou os pedaços nos pratos e deixou que eles se servissem.
- Morango. – falou de olhos fechados ao sentir o sabor do bolo.
- É, um passarinho azul me contou que você gosta de morango, feliz aniversário. – Bucky falou, entregando a sacolinha da Pandora.
- Não precisava, Bucky. – soltava o laço branco que fechava a sacolinha.
- São dezoito anos, eu não ia deixar passar sem dar nenhum presente.
- Você diz isso todos os anos.
tirou uma pequena caixinha de dentro da sacola, ao abrir a caixinha, ela pegou o colar prata onde estava escrito “DarkStrow”. Os olhos castanhos dela brilhavam por dois motivos, primeiro, ela amou o presente e segundo, porque ele não tinha esquecido a conversa deles há quase cinco anos atrás.
- Você coloca em mim? – pediu.
- É claro.
Bucky foi para o lado de para colocar o colar, enquanto ele colocava o colar, prestava atenção no movimento da rua, os detalhes do bolo, do restaurante, tudo o que estava acontecendo a sua volta e principalmente, aquele momento com Bucky, já que alguns meses eles teriam uma missão que de todas que ela já fez, aquela era a mais importante.
agradeceu. O colar, era sem duvidas o presente mais lindo que ela já tinha ganhado em sua nova vida, apesar de que ela só ganhava presente de duas pessoas, Barnes e Kiyoko, isso antes dela perder Romanoff. Eles terminaram de comer o bolo, e o restante pediram para guardar para viagem, claro que não ficaria naquela comemoração com um bolo, fritas e o presente. Bucky a levou para o parque Tiergarten, andaram um pouco, tomaram um sorvete e por fim, no cair da noite, eles voltaram para a base da H.Y.D.R.A.
- Enfim chegamos, e eu não corri com a moto. – Bucky falava tirando o capacete.
- Ainda bem, porque eu não ia aguentar, teria que esmagar você. – sorriu.
- Não ia sair pilotando rápido, você pediu que eu não fosse rápido.
- E eu agradeço. Vamos, o jantar aqui só vai sair às nove horas e eu quero ainda comer um pedacinho do bolo.
- Passo lá daqui a quinze minutos. Tenho que tomar um banho e falar com Schmidt.
- A missão? – Müller falou séria.
- Sim, a missão.
- Ok então. Te espero daqui a quinze minutos.
- Guarda um pedaço para mim, hein! – Barnes falou indo para outro caminho.
- Pode deixar.
virou o corredor para poder ir ao seu dormitório, ela estava com a cabeça baixa mexendo na sacola, e esbarrou em uma das pessoas que trabalham na H.Y.D.R.A. Ela olhou para trás para se desculpar e viu que era o mesmo homem. Ela fechou os olhos e respirou profundamente para manter a paciência com o soldado.
- , você me disse que hoje não era seu aniversário, mas vejo que você me enganou. – Hanks alterava o olhar dos olhos de Müller para a sacola onde estava o bolo e as velas.
- E?
- E, só isso que você vai falar?
- É, não vejo o porquê de falar mais coisa.
- Você faz aniversário e não me fala nada? Como vamos poder comemorar juntos? – Hanks disse colocou as suas mãos na cintura de .
- Podemos começar com você tirando essas mãos de mim, depois, eu já disse que não é meu aniversário. – tirou as mãos de Hanks.
- E por que eu vi a cientista Kiyoko colocar um presente no seu quarto?
- Por que você estava vigiando o quarto de ?
Bucky estava sério e já com seu uniforme da H.Y.D.R.A. Seus braços estavam cruzados na altura do tórax, seus olhos fitavam com raiva Hanks que o mesmo não sabia o que responder para Barnes.
- Responde! – Barnes levantou o tom de voz.
- Eu quero passar o aniversário com ela, eu tenho planos incríveis com ela. – Hanks falou disparado e desafiador.
- Espero que esses planos incríveis não estejam inclusos algo como...
- Estava, e como estava, e pode ter certeza que já está tudo planejado. – Hanks falou desafiador e com um sorriso malicioso nos lábios.
- Querendo ou não Hanks. – foi para o lado de Bucky, evitando que uma briga começasse entre os dois. – Eu e Bucky, sabe, já estamos juntos há um bom tempinho, né, amor? – deu um beijo rápido nos lábios de Bucky.
- É verdade? – Hanks perguntou inconformado.
- É claro, por que eu mentiria? Né, Bucky?
- Sim. – Barnes disse confuso.
Hanks saiu revoltado e esbarrando em Barnes, inconformado com a ideia de Müller e Barnes estarem juntos há algum tempo, já que ele seguia praticamente todos os passos de dentro daquela base.
- Me desculpa. – Müller pediu pelo beijo.
- Tudo bem, isso não vai sair daqui. – Bucky deu um sorriso encantador.
- Ainda bem, por que até porque foi a melhor parte de hoje. – Ela sorriu e saiu andando.
Foi uma indireta? Ela assumiu que o beijo foi melhor até que o presente? Bucky riu da situação e se não fosse por alguns motivos, ele investiria nesse relacionamento. Bucky foi logo atrás dela, que ainda mantinha aquele sorriso ao sair do lado do Soldado.
foi para seu dormitório acompanhada de Bucky, eles comeram alguns pedaços de bolo e conversaram e o assunto principal, a missão; como dali a dois meses era a missão, ele estava repassando as ordens do Caveira Vermelha. Müller escutou atentamente e assentiu todas as ordens menos, a parte que mesmo pegando o cubo ela teria que voltar para Munique sem Barnes, e mesmo insistindo que não faria isso, Barnes foi obrigado a fazer com que aceitasse as ordens e que ele voltaria sã e salvo.

••


Bucky não tinha conseguido fechar seus olhos e descansar, ele estava pensando nas palavras da morena, será que eram reais aquelas palavras ou ela apenas brincou com o rapaz? O beijo foi bem rápido naquela situação, mas foi bom e até demais. Os lábios dela era macios e doces que ironicamente lembrava o gosto de morango, os olhos delas tinham um brilho único que combinava certinho com a cor rosada dos lábios, era linda até com o cabelo bagunçado quando saía do treino. Ele sem duvidas estava fazendo uma analise completa da garota em quanto não sentia vontade de dormir, na verdade, a única vontade que ela sentia era ir até e tirar satisfações.
Mas não tinha o porquê, eles só eram amigos. Ele não precisava ficar preocupado com o que ela sentia ou deixava de sentir por ele. Bucky dormiu pensando na hipótese de sentir algo por ele, na verdade, era mais ele está sentindo algo por ela e nunca ter percebido por conhece-la desde pequena.
No dia seguinte, Bucky estava de “folga” então não ia treinar , apenas vê-la treinando e talvez sair pelas ruas de Munique; tomou um banho rápido para se despertar, colocou uma jaqueta e uma blusa azul marinho e deixou o cabelo molhado como sempre fazia. Andou até o quarto de sem pressa, pois sabia que daqui dois minutos ela só estaria andando pelo corredor. E ele a viu, saindo do quarto com uma blusa xadrez vinho amarrada na cintura e amarrando o cabelo em um coque firme.
- Olá, Bucky, bom dia. – Ela o abraçou e depositou um beijo na bochecha.
- Bom dia . – Disse formal demais, nunca usava o nome dela.
- Está tudo bem? – Começou a andar. – Você nunca me chama pelo meu nome.
- Eu estou sim.
- Sei. – Olhou o soldado rapidamente. – Seu dia de folga é hoje? Vai levar alguém para sair hoje?
- E quem eu levaria? – Eles viraram o corredor.
- Não sei, alguém como aquela cientista.
- Não mesmo.
- Bucky. – Ela parou. – Você está bem mesmo? Você está me respondendo com frases curtas, não vai levar a Luise para sair e nem se quer está dando trabalho de esconder o que quer que seja, de mim.
- Eu estou bem. – Barnes se aproximou de . – Não se preocupe. – Deu um beijo no topo da testa da garota.
- Espero que não seja a missão.
- Confie, não é a missão.
- Eu confio em você.
Bucky começou a andar deixando uma distancia entre ele e , que permanecia parada e olhando ele se distanciar.
- Mas você está me deixando preocupada.
Ela disse e um tom baixo, ainda parada o observando a se distanciar; A agente se despertou de seus devaneios e caminhou ate o refeitório, pegou seu café da manhã e sentou em uma mesa distante de Barnes, na verdade, ela sentou-se na mesma mesa de sempre. Barnes ficou em uma mesa com o soldado Canto e os outros soldados, nem sempre ele conversava com eles porem sempre alternava seu olhar para a garota.
mal tinha tocado em sua torrada com geleia, só tomado seu café. Que falta fazia Natasha nessas horas, Müller já se sentia sozinha e era pior quando ele se fechava do nada e nunca queria contar para ela, desse modo o que a ajudava era os treinamentos e as missões. Se levantou, jogou fora o que restou e colocou a bandeja do lado da lixeira. Foi para seu quarto fez sua higiene e pegou a pasta das suas missões.
- Você não tem missão hoje. – Bucky disse encostado no batente da porta.
- Percebi.
- Quer fazer alguma coisa hoje?
Era ela que ia sair com ele hoje, agora tinha entendido, dele não querer levar a cientista.
- Não sei. – Se virou e encostou-se à escrivaninha. – Tenho que vê se os soldados não vão precisar de mim.
- Eles não vão precisar. – Ele esticou a mão. – Vamos.
- Não sei.
- .
- Bucky, é sério, eu não posso sair assim, eu peguei o lugar da... – Engoliu a seco o nome. – Nat.
Ainda era difícil dizer o nome ou o apelido de sua melhor amiga, podia se passar anos e anos ela nunca ia conseguir superar. era agora a mais nova professora de armas e luta básica. Para uma adolescente de dezoito anos, ela era uma excelente professora.
- Eles não vão precisar, eles estão lá com você por um motivo que você já sabe. – Ele se referia as curvas de .
- Então vamos. – segurou no braço de seu amigo.
Era de manhã ainda, então eles tinham muito tempo para passarem juntos. Bucky parou sua moto no estacionamento do Sea Life, desceu a moto e ajudou a a descer, eles prenderam os capacetes na moto e foram comprar o ingresso do Sea Life. Era lindo, um ambiente um pouco escuro por conta dos animais marinhos, em algumas partes do Sea Life eram com tuneis onde podia se ver os tubarões, raias e outros animais aquáticos, era maravilhoso de se ver, estava maravilhada com o lugar que James tinha escolhido para eles irem viajar.
- É lindo! – disse olhando atentamente o túnel com agua viva.
- Realmente, muito lindo. – Ele disse a fitando intensamente.
Só tinha eles naquele lugar, era como se fosse proposital estarem só no meio da tantas duvidas, de tantos sentimentos.
Seus olhos a acompanhava, nada ao seu redor chamava tanta atenção quanto , apenas nela. A garota se aproximou da parede de vidro, puxou seu cabelo para o lado deixando seu pescoço a mostra e sexy. O Soldado se aproximou dela sutilmente tirou a luva de sua mão e acariciou o braço dela, fazendo a arrepiar com seu toque.
- O que mais quer fazer? – A voz de Bucky saiu fraca e um pouco rouca – sexy.
- Não sei, que tal ficar aqui até fechar e entrar e um aquário vazio? – Ela riu sabia que Barnes não ia aceitar.
- É o que você quer?
- Eu disse você está estranho. – Ela se virou. – Você não ia aceitar essa ideia, e agora aceita.
James não falou nada, apenas sorriu de lado e se afastou de . Colocou sua luva e segurou a mão dela para eles poderem andarem. Eles andaram por mais um tempo e depois sentaram em um dos bancos que tinha na praça de alimentação – dentro do Sea Life. Quando estava perto do horário de fechar, eles foram procurar uma das piscinas ou tanques sem está em uso em quanto Barnes ficou a procura, Müller com um celular que ela só usava para Hackear alguns aparelhos eletrônicos, ficou perto da cabine central de monitoramento das câmeras. Ela desativou as câmeras que eram do trajeto deles saírem e foi até o local que eles tinham combinado de se “esconderem”.
- Oi. – Ela sentou ao lado dele.
- Tudo certo?
- Você quer mesmo fazer isso? Não é necessário. – Ela o alertou.
- Sim, eu quero. – Ele olhou nos olhos dela.
- Ok então. Agora é só esperar.
se encostou na parede e fechou os olhos, respirou fundo. Não era para nada daquilo estar acontecendo, não era para estarem juntos ali e muito menos ele ter aceitado a ideia dela, ele nunca aceitava as indiretas de Müller para ficarem juntos – sozinhos – e agora, do nada, ele havia aceitado. Isso realmente não era para estar acontecendo. Os minutos demoraram para passar, era uma eternidade para eles. olhou seu relógio de puls,o já que tinha desligado seu celular, eram quatro horas e cinquenta oito minutos, faltava tão pouco para fecharem e por sorte, aquela área não era tão monitorada pelos seguranças.
- Cinco horas. – Bucky avisou levantando. – Vai ficar ai?
estava paralisada, não podia ser verdade, ele realmente estava colocando em pratica. Lá estava Barnes tirando as luvas e a jaqueta, logo em seguida ela pôde ver a cicatriz, mas seus olhos focaram em outra parte, focaram especialmente no tórax e abdômen do soldado. Completamente definido.
tirou sua jaqueta xadrez, sua calça e seu tênis, pensou inúmeras vezes se tirava ou não sua regata depois de receber uma encarada – que por si só dizia para ir logo – de seu amigo, ela riu envergonhada e foi até ele que já estava na beira da piscina.
- Não vai tirar?
- Não, eu coloco a xadrez depois.
- La fora vai estar frio quando sairmos.
- Não vamos voltar tarde. – Sentou-se na beira da piscina.
- Eu tinha planos de voltar depois das dez horas.
- Bucky!
- Deveria tirar.
Aquele olhar, aquele maldito olhar a deixava sem jeito, ele sabia muito bem como fazer isso. Era bem mais que “apenas olhando”, era como se ele já estivesse tirando a regata que ela usava. Com as bochechas coradas, ela tirou sua regata e jogou na direção que tinha deixado sua muda de roupa, enquanto Barnes já mergulhava. Estava extremante sexy, seu cabelo comprido a deixava mais caliente, mas isso não fazia diferença, ele a seduzia do mesmo modo. Ele a deixava com a respiração falha, ele a deixava sem rumo. Involuntariamente, seus sentimentos nasceram por ele, e faziam apenas dois anos que ela tinha tomado conhecimento de tal amor que muitos livros e filmes falavam.
Barnes nadou até ela, e apoiou seus braços na piscina, ele mantinha seu olhar fixo na parede a sua frente, onde alguns minutos atrás eles estavam encostados.
- A água está fria, se eu fosse você não entrava. – Provocou.
- Não tenho cisma com água fria.
- Estou percebendo, está sentada até agora. – Ele riu.
- Isso não quer dizer nada. – Ela entrou na água. – Meu Deus, que gelo!
- Eu falei. – Ele gargalhou e mergulhou. Foi até o meio da piscina. – Vem até aqui.
mergulhou até ele, os dois ficaram se encarando por longos segundos e depois mergulharam, a piscina que eles acharam tinha uma parede de vidro o que levaram a imaginar que algum momento aquele lugar foi um abrigo para algum animal marinho. Ao voltarem para a superfície para apenas receber mais oxigênio, Barnes a puxou para baixo mantendo seu corpo colado ao da garota, sua mão passou pelas costas delas delicadamente fazendo o contorno das curvas delas até chegar ao rosto dela e acariciou o mesmo. Por sorte, ele agradecia de poder sentir a pele macia dela ainda em seus dedos e segurando o rosto dela, Barnes a aproximou mais ainda e selou seus lábios. Por quanto tempo ela esperou esse beijo, e só agora pôde sentir de verdade. Eles voltaram para a superfície da água.
- Quanto tempo? – Ele indagou.
- O quê?
- Que você gosta de mim.
- Como assim? – Se fez de desentendida.
- , por favor, não se faz de desentendida.
- Não tem um tempo certo. – Mentiu. – Só aconteceu ontem, e mais nada.
- Não parece.
- Eu imagino. Mas vai fazer diferença? Digo, você não vai sair e me deixar aqui, sozinha?
- Não faz diferença. – Se aproximou dos lábios dela. – Pois eu ainda vou continuar a beija-la. – E selou seus lábios com os de .
O beijo aumentava com muita intensidade, ele a puxava para mais perto a cada segundo, a cada milésimo de segundos que aquele beijo durava. Nadaram até a borda da piscina – ele mais a empurrou do que nadaram – parou o beijo para retomar o ar e sair da piscina depois de afasta-lo de si com cuidado, James sem entender nada foi atrás dela até o armário com toalhas.
- , está tudo bem?
- Sim, só que não estou acostumada a beijar dentro da água. – Ela o olhou. – É só estranho, é algo que não era para acontecer nem passar pelo pensamento de nenhum dos dois, e olha o que aconteceu.
- Isso não vai interferir em nada. – Bucky disse calmo. – E vai falar que em nenhum momento não veio à vontade de hesitar o beijo. – Colocou um fio de cabelo atrás da orelha de .
- Eu não quis hesitar, chega, vamos embora. – A jovem estava vermelha.
- Vou me vestir. – Ele sorriu e a beijou.
Müller foi o caminho todo quieta sem falar nada, mesmo voltando de moto para a base, ela estava quieta demais, nem mesmo reclamou da velocidade da que Barnes ia. Seus pensamentos estavam em um único objetivo, em um único por que, ela não sentia que estava fazendo o certo nem mesmo o errado. Ele quis beija-la e ela também, mas por que sentia toda aquela raiva dentro de si por ter o beijado?
No percurso todo, ela foi pensando naquele beijo tinha um significado para ela. sabia, ele era mais velho que ela, experiente em todos os sentidos e ela uma garota que nem sabia o que era realmente o amor; Podia ser momentâneo o que ela sentia ou só por ele ser homem, eram tantas hipóteses que nem queria mais pensar sobre elas e ele. Os dois chegaram à base da H.Y.D.R.A. já era meia noite e alguma coisa, pouco se importava com os minutos naquela altura do campeonato.
Desceu da moto sem se incomodar se o capacete ia cair do banco – onde ela colocou – andou em passos firmes e rápidos, ela entrou na base indo em direção do seu quarto, ela agradeceu por não estar com sua bota que mesmo com um saltinho pequeno fazia mais barulho. Bucky foi logo atrás dela sem mesmo em preocupar se alguém pegaria a moto, já que o mesmo havia deixado a chave no contato. fechou a porta e a trancou se afastou – devagar – dela sentindo seus olhos transbordarem, Bucky batia freneticamente na porta e chamava por ela, com o tom de voz alterado – não muito. Depois de um tempo ele parou de bater deixando se vencer pelo cansaço, ele mantinha sua mão espalmada no lugar e sua testa encostada na madeira, ele sabia que, de fato, algo aconteceu, e foi ai que toda sua ficha caiu, ela não gostava dele como o mesmo pensou naquela manhã. Foi um grande erro beija-la.
Ele tinha interpretado errado, e não tinha como voltar atrás e explicar que só queria beija-la. Afastou-se da porta e a encarou cerrado pulsos, respirou fundo e foi para seu dormitório, precisava pensar no que fez e no que sentiu por ela. Mas era inevitável assumir para si mesmo que precisava mais dos lábios dela, aquele sabor único que eles tinham comprovou que foi o melhor beijo que ele já deu – pelo menos era o que ele se lembrava. Fechou a porta com um empurrão, nem se deu o trabalho de trancar, tirou apenas sua blusa preta e as luvas e jogou elas em qualquer lugar. Aquela garota tinha o deixado louco, brincado com sua imaginação, como será que era ela em um relacionamento? Como ela agiria em um lugar mais privado ainda? Ele a amava e muito. Só nunca quis assumir para si mesmo que todo esse tempo, ele a desejou de corpo e alma tocar cada centímetro daquela pele macia, o perfume dela enquanto se abraçavam, e aquele dia, naquela maldita piscina, ele teve a certeza que era isso que ele queira. Não teria ninguém que atrapalhasse ele, ele faria de tudo para os dois ficarem até o último momento que ele imaginava.

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estava sentada na banheira enquanto ela enchia. Encolhida e abraçando suas pernas ela repetia para se mesmo que se envolver com Barnes não era a melhor hipótese que ela já tinha em mente, ela queria distância desse amor ou atração seja lá o que era. Seus olhos estavam inchados de tanto chorar, ela fechou a torneira e deu graças ao bom Deus por ela ser a melhor agente da H.Y.D.R.A. por ter a banheira em seu dormitório.
Saiu enrolada em sua toalha e colocou seu pijama, e o inesperado ela fez, colocou o criado mudo encostado na porta mesmo com ela ainda trancada, colocou seu colchão no chão junto de seus cobertores e dormiu com seus devaneios mais embaralhados que cartas de baralhos. Virava-se tantas vezes no colchão que já poderia considerar que seu cabelo estava com mais nós do que antes.
- Mas que merda, o que estou fazendo? – Socou o colchão. – Eu não posso, além de passar por cima das regras da Hydra, Bucky é mais velho que eu, eu não posso mesmo o amando. Eu nem sei o que é amar, pode ser só, eu desisto de tentar entender. Só queria alguém que pudesse realmente me ajudar, alguém que me amasse.
Müller se ajeitou novamente, e tentou dormir sem se preocupar com que poderia acontecer amanhã. Um beijo ou talvez um nada aconteceu.
Ela acordou com o travesseiro em sua cara e com o corpo descoberto, sua cabeça estava pesada e seus olhos estavam difíceis de abrirem. se levantou, escolheu uma roupa qualquer e foi fazer sua higiene matinal. Saiu de seu quarto colocando o colar que tinha ganhado de Barnes e escondeu o mesmo debaixo da blusa preta e mexendo no elástico de cabelo que estava em seu punho, era um sinal de nervosismo, ela queria conversar com ele, mas ao mesmo tempo ela não queria. Ficou tão concentrada em seus pensamentos que nem percebeu que automaticamente já estava na frente da porta do refeitório, parada e encarando.
O corredor vazio, o som das conversas vindo lá de dentro, e aquele corredor só dava para escutar os batimentos do coração da morena e os passos do soldado atrás dela. Sua respiração acelerou. Seu coração disparou. Suas mãos suavam frias e sentiu sua voz falhar quando sentiu os lábios húmidos encostarem-se a seu pescoço, os lábios dele fez ela se arrepiar toda. A jovem se virou para ele que o mesmo a encarava com desejo e amor.
- Você está me evitando ou estou enganado? – Ele perguntou disparadamente.
- Você está enganado, por que eu evitaria meu amigo?
- Por causa de ontem.
- Está tudo bem, não tem problemas. – Ela deu os ombros.
- Tem muitos problemas.
- E quais são? – Encostou-se na parede.
- Nós dois, . – Bucky falou sério. – Você é o meu problema, depois que eu te beijei, você se tornou o meu problema. Não me interessa quantos anos sou mais velho, ou as regras de convivência da Hydra, ou se Adam gosta de você ou o que você está sentindo agora. – A puxou pela cintura. – Eu te amo! Eu não vou deixar isso passar assim por um simples beijo.
- Bucky, você não sabe o que está dizendo, foi só momento, tudo, desde o que você sentiu até os nossos atos. – tentava manter o controle.
- Não, ! Não foi momento, foi real, mais real que eu já senti em toda minha vida. – Bucky não se lembrava daquela garota que há anos atrás balançou seu coração. A H.Y.D.R.A. o fez esquecer. – Eu passei muito tempo tentando entender por que você, por que eu te amo tanto e não acho explicação nenhuma.
- Bucky, chega! – Ela o empurrou. – Isso está errado, muito errado.
- Vai me dizer que não sentiu nada quando eu te beijei?!
Müller ficou em silêncio.
- Me responde!
- Sim, eu senti, claro que senti!
- Então por que você está lutando contra isso? – O homem acariciou o rosto dela.
- Porque é necessário. Está errado, você não vê? Primeiro, olha a diferença de idade, mais de cinco anos, você sabe o que é isso? – Ela começou a se alterar. – Não podemos quebrar uma regra da Hydra, você sabe quais são as punições. Eu nem sei o que é amor nem os derivados dele! E não é com você que eu pretendo descobrir. Eu te amo ‘tá legal! Eu te amo, mas não vai acontecer na...
Pela a altura dela, Barnes teve que se curvar um pouco para beija-la, ele puxou para mais perto de seu corpo enquanto ela “lutava” para não continuar o beijo, mas ela o amava – era o que ela achava – e não conseguia resistir aquele beijo, muito menos de ficar envolvida nos braços dele. Pararam o beijo devagar apenas para recuperar o ar, por sorte o corredor ainda estava vazio.
- Nós podemos arriscar. Você me encontra depois do treino lá no meu quarto? – Barnes a convidou.
- Sim, vou depois que eu terminar tudo. – concordou.
- Então. – Ele falou perto dos lábios dela. – Vamos entrar? – Sua voz saía extremante sexy.
Ela sorriu e saiu indo em direção do refeitório, Barnes sorriu de lado pela “vitória” e colocou a mão no bolso. Os dois entraram lado a lado como sempre faziam, pegaram seus respectivos cafés da manhã, e conversaram até o último segundo que eles tinham, já que ia passar um treinamento de campo para algumas agentes novas e Barnes tinha os afazeres designado pelo Johann.
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Em seu ponto, escutou Barnes avisando para encontra-lo no dormitório dele depois das dez horas da noite. Era o horário que todos já estariam nos dormitórios e os únicos acordados seriam o que faziam a segurança da base, todos do lado de fora. Não era tão simples, ainda tinha as câmeras e teria que usar seus poderes, o que ela não gostava muito já que não tinha o total controle sobre eles.
De pijama, ela saiu de seu quarto e analisou o corredor, a cada câmera que ela se aproximava, ela a virava para cima, apontando cada uma para o teto até chegar no quarto dele. Bateu na porta na mesma forma que fazia o velho código morse; Como ele já conhecia o apelido dela, ele destrancou a porta e deixou. O homem estava sem blusa, apenas com uma calça de moletom cinza escuro, os cabelos apresentavam que ele tinha saído do banho há alguns minutos atrás. Ele deu passagem para que ela pudesse entrar no dormitório.
- Por onde vamos começar? – Ela foi direta.
Ele se aproximou dela, segurou o rosto da garota com as duas mãos e selou rapidamente seus lábios, em um beijo rápido e calmo.
- Bucky, é sério. – Se soltou das mãos dele, e se aproximou do guarda roupa. – Por onde quer começar?
- Você vai continuar lutando contra o que sente?
- Sim, até você me da um bom argumento para eu mudar de ideia.
- Você não abaixa a guarda nunca. – Passou a mão no cabelo. – , olha a sua volta, não vamos conseguir ficarmos juntos se não tentarmos, e isso começa aqui dentro. Se você quer recuar, recue. Se você não quer tentar, não tente. Se não quer sentir o verdadeiro amor, não sinta, mas não venha aqui me olhando desse jeito enquanto eu poderia estar te beijando.
- Fala baixo. – Se aproximou. – Você acha que é fácil para mim? Enquanto eu queria estar lá fora vivendo uma vida normal, sem ter que treinar, matar, espionar e passar por testes de poderes... – Respirou fundo. – Mas que porra, Bucky, não é fácil quando eu sei que um único se quer toque pode fazer com que nós dois. – Apontou para si e o soldado. – Sair daqui sem se quer nos vermos mais, eu nem consigo mais falar, estou errando tudo.
Era típico dela, quando ficava nervosa as falas embaralhavam e não conseguia – às vezes – terminar a frase formulada em seu pensamento. Os dois ficaram se olhando por um tempo, não tão longo, mas ficaram. Ela tentava manter a calma e não seguir o certo, o certo do papel que ela assinou ao lado de Schmidt, e ele para não beijar novamente aqueles lábios.
- Vamos tentar, se não der certo, se você sentir medo ou algo parecido, eu vou fingir que nunca tentamos nada, ok? – Se aproximou mais dela.
Ela bufou porem de derrota. Escutar o coração podia ser a melhor escolha.
- Ok. – Ela sorriu. – Com uma condição.
- Pode falar. – A abraçou pela cintura.
- Não esqueça que nada de demonstração de amor aqui dentro. – Ela disse e sorriu ao ver que ele concordou com a cabeça.
Bucky a beijou, com amor e ternura sem soltar elas dos seus braços. E imaginar que aquele lugar ia proporcionar o melhor momento para ele, depois de momentos de dores, tanto físicas quanto mentais, servir e fazer trabalhos que no fundo ele não desejava agora, justo agora perto de sua missão, achou quem ele – talvez, esteve procurando por “toda sua vida”. Entre os beijos e sorrisos ele a guiou até sua cama, a deitou delicadamente e ali a fez feliz, lhe deu os melhores beijos e toques que ela pudesse sentir, afinal, ele era o primeiro dela e queria ser o primeiro em tudo, sem exceções.
Os beijos ficaram mais intensos, as mãos de Barnes procuravam por mais partes descobertas da pele dela. Não, não era que ela não queria, ela só não se sentia pronta, mas a duvida de se entregar a ele era grande demais. Ela recuou, sentiu-se envergonhada por ter medo de se entregar assim, ela precisava um pouco de água para se acalmar ou então, algo mais solto. Ela se levantou pediu para que esperasse um pouco. Voltou para seu quarto pegou a garrafa e o pequeno copo que ela guardava no guarda roupa virou quase que um copo cheio de uma vez só e voltou para o quarto do moço.
••


O sol não refletia em nenhum canto daquele quarto, a janela estava fechada. Apoiou seu braço na cama deixando seu corpo levemente virado, pegou seu relógio e viu que já era tarde tinha treinamento ainda e ver se precisava fazer algo a mais, mas não queria sair dali, do lado dela. Ficou admirando dormir igual um anjo e esperou que ela acordasse, o que não demorou muito.
O posicionamento dos móveis estava diferentes, ela não reconhecia o local, a cama ficava quase que no meio do quarto então tinha a certeza que não estava em seu quarto, sua cabeça doía podia ser o efeito da bebida, foi um copo, mas era muito forte a mesma. se virou para lado sem esperar que ele estaria lá com ela. Seus olhos arregalaram ao ver que ele se encontrava sem camisa e com uma expressão mais amável que já viu no rosto dele.
“Mas que merda eu fiz?!” – A agente pensou sem ao menos se certificar.
- Bom dia. – Disse com um sorriso nos lábios.
- Bom dia, Bucky, a gente? – Se referiu a noite passada.
- Certifique-se você mesma. – O sorriso brincava em seus lábios.


Capítulo 4 – Goodbye, Ninna.

levantou o cobertor e olhou para baixo, ela estava com o pijama e olhou para o lado e viu que Barnes estava apenas sem camisa. A bebida foi forte sim para ela, mas ele não tinha feito algo que ela não queria ou não tinha se entregado para ele. Ela estava se sentindo bem pelo menos, não era como ela imaginou que era, mas pelo menos nada ia sair da forma que ela se arrependesse depois.
- Certificou-se? – Ele ainda mantinha o sorriso bobo nos lábios.
- Sim. – Ela gargalhou. – Anda ‘to morrendo de fome, vou passar no meu quarto e ai nos encontramos lá no refeitório. – Selou os lábios.
- Até, meu amor.
sorriu envergonhada ao escutar o adjetivo, era estranho ser chamada de meu amor, ainda mais vindo dele. entrou em seu dormitório, trocou de roupa rapidamente sem ter tempo para um banho – coisa que ela odiava, acordar e não tomar um bom banho. Fez sua higiene e foi para o refeitório, e se encontrou com Barnes. O dia foi normal como os outros, a única diferença era os dois davam algum jeito para poderem ficarem juntos durante o intervalo dos treinamentos.
Tudo estava dando certo, ninguém percebia que os dois estavam namorando, eles conseguiam disfarçar muito bem. Quando precisavam ficar algum tempo juntos, eles saiam no dia de folga ou se encontravam as escondidas no dormitório.

Alguns dias – dois meses – depois.

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- Bom dia, . – Disse chegando por trás dela.
- Bom dia, Bucky, dormiu bem? – Enfaixava a mão para colocar a luva.
- Melhor do que nunca.
- Percebi, não foi tomar café, não foi na reunião da missão. – Ela segurava o riso.
- E o que ele falou? – Encostou-se a parede.
- Nada demais, só que você tem que fazer com que eu volte sã e salva aqui de novo.
- Precisamos sair outra vez, não estou aguentando ficar poucos minutos com você.
- Mas não tenho culpa se você está cansado. – Riu. – Tenha calma, soldado, logo teremos nossa folga, a missão já está chegando e o Schmidt vai deixar um tempinho de folga. Bucky, você realmente devia ir conversar com ele, ele está estranho. – Entregou a outra luva para ele, como um pedido de ajuda.
- Estranho como? – Colocou a luva.
- Estranho no sentido que se você não for lá, alguém vai morrer, e esse alguém não é eu, vai por mim.
- Vou vê-lo, mas antes, eu fiquei sabendo que mexeram no seu armário.
- Mas o que?! – Disse arrancando as luvas que mal tinha colocado.
- Foi o Hanks, acho que ele estava procurando algo como o seu diário. – Andava logo atrás da garota.
- Ele quer morrer, é? – Andava rapidamente.
Quando chegou ao corredor do armário – o corredor era grande com duas portas que uma dava acesso ao vestuário feminino e outra ao vestuário masculino, verificou o cadeado e colocou o código do mesmo, desde momento percebeu algo estranho o mesmo estava do jeito que ela deixou, intocável. Olhou para Barnes, ele estava encostado no armário vizinho rindo da garota.
- Você me trouxe aqui para que? Não tem vergonha na cara não? – Apoiou as mãos na cintura.
- Não preciso dizer o que eu quero.
Se aproximou de , colocou uma mão na cintura dela e se aproximou e a beijou nada subitamente, ela tinha entendido o que ele queria depois do armário. O homem sempre dava um jeito de ficar a sós com a agente. o empurrou e riu um pouco desconfortável com a situação se afastando dele.
- Eu já disse para você parar com essa mania de me beijar nos lugares assim. – saia do abraço dele.
- Não tem nada de mais, ninguém viu. – Tentou abraçar ela outra vez. – Espera, você está preocupada com a sua reputação?
- Não com a minha reputação, Bucky, nem com o que eu sou aqui dentro.
- Você é uma agente da Hydra, mais nada.
- Realmente, perder a porra da liberdade que conquistei não é mais nada, eu falei que era sem esses joguinhos e olha você aqui fazendo isso. – Começou a andar, não queria discutir com ele.
- Então sua reputação é bem mais valiosa do que o amor que sente por mim? – Ia atrás dela.
- Claro que não!
- Tem certeza? Porque se não fosse, por ela. – Se referiu à reputação. – Você não estaria fazendo tudo isso.
- Barnes, é sério? Você agora vai se fazer de amorzinho e fingir que eu não te amo?! O que está acontecendo com você? Eu estou evitando que algo acontece com nós dois, enquanto você fica ai com essa infantilidade de “não quer ficar comigo por conta da reputação”.
- Você não sabe viver, , fica ai nas regras, seguindo uma por uma, desde que Romanoff morreu, você está ai, fria e estranha, como se não tivesse nada no mundo que te fizesse feliz, não vai ser assim que você vai ter seus pais de volta e muito menos a Natasha.
Os olhos dela estavam vermelhos, não conseguia mais conter as lagrimas. Como ele pode falar aquilo? Será que ele não entendia que só estava protegendo o que mais estava fazendo feliz ali dentro, o único que a enchia de felicidade. Era difícil ele entender isso ou estava se fazendo de completo idiota? Ela cerrou os punhos e com todas suas forças não deixou que seus poderes se manifestassem na sala de boxe. A garota jogou no chão as luvas e saiu a passos fortes de dentro daquela grande sala, que ecoava o soluço que tanto conteve em deixar de sair.
- , espera!
- Bucky, se você me seguir, pode ter certeza que não vou responder pelos meus atos.
Não esperou o soldado responder, só saiu e foi para qualquer lugar que ninguém atrapalhasse ela a escrever no seu diário.
Os dias passaram, e ela não tinha e nem tentava ter uma conversa civilizada com ele. Todas as vezes que Bucky tentava se aproximar dela, tanto para pedir desculpas do que ele falou – um ato desnecessário, já que sabia que a dor maior que ela sentia era da perda, e sobre algumas missões, ou ela não respondia ou era grossa extremamente grossa.
••


Duas semanas depois. 26 de Abril.

estava pronta com seu uniforme, estava esperando Bucky – que ainda estavam sem conversar com longas frases – perto do avião que ia levá-los até New York. Ela tinha acabado de conferir se tinha todas as facas e os cartuchos para recargas, mesmo sabendo de seus poderes, ela ainda optava pelas armas e pela luta, só em alguns casos que ela recorria aos seus poderes; Barnes chegou até que rápido no avião, ele estava normal e calmo, seu olhar estava sereno, não estava igual à antes nas outras missões e principalmente, quando Romanoff foi executar a missão. podia perceber isso só pelo pequeno sorriso que ele esboçou e pelo o olhar. Os dois entram no avião e terminaram de arrumar tudo o que eles tinham, passando os comandos para os demais soldados e agentes que iam dar cobertura a Müller e Barnes.
Quinze horas depois de voo, o piloto da H.Y.D.R.A. pairou em cima de um terreno baldio, todos desceram menos Barnes que avisou que iria logo depois de entrar em contato com Schmidt. Ela não questionou e desceu pela corda e foi para o local combinado, com Barnes, de encontro junto com algum dos outros soldados.
Barnes ficou à espera de uma conexão com Schmidt sentado em uma das cadeiras que ficava de frente para o telão; Um soldado que sempre passava a sequência fez um sinal para que os outros dois soldados, que estavam com eles, o prendessem os punhos e os calcanhares de Barnes, eles viraram a cadeira para Adam; Ele abriu o caderno e começou a falar a sequência.

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ficou com seu sobretudo esperando Barnes em frente a uma das cafeterias combinadas, já se tinha passado algumas horas e nada de Barnes chegar, Müller resolveu começar sozinha, já que ela não podia demorar para levar o Tesseract para Caveira Vermelha. Ao virar a esquina, sentiu uma mão puxando seu corpo para trás com força chocando seus corpos, ela colocou a mão na coronha mais foi impedida por aqueles olhos.
- Barnes. – falou assustada.
- Aonde você ia? – Bucky disse sério e frio.
- Pegar o Tesseract, Soldado Invernal, aonde mais eu iria? – Ela se soltou.
- Vamos!
- Estou bem atrás de você.
- Hanks, podem invadir o prédio. – Soldado Invernal deu a ordem.
andou em direção ao carro de um dos agentes da S.H.I.E.L.D., parou no lado do motorista e aproveitou que a janela estava aberta e o agente estava ocupado demais com seu cachorro quente, ela entrou no carro sufocou o homem com uma corda de aço fino e deitou o corpo dele – com dificuldade, no banco de trás, foi em direção à base fixa da S.H.I.E.L.D. onde poderia entrar disfarçadamente pegar outro meio de transporte e ir até a porta-avião.
No período que ela estava em um dos helicópteros, ela escutou seu ponto chiar e a voz do Soldado Invernal em seu ouvido.
- Müller, onde você está? Müller, preciso de você no prédio leste metalizado.
não sabia como sair dali com três agentes inimigos e ir salvar Barnes, e claro que ela não ia deixá-lo. Mesmo sendo O Soldado Invernal, ela iria ajudá-lo. aproveitou um leve deslize dos agentes e se jogou para fora do helicóptero, ela voou sentido contra o helicóptero e foi direto para o prédio que Barnes estava. Ao posar quase perfeitamente, ela viu Capitão América empurrando Soldado Invernal e dando sequências de socos; Vê-lo só aumentou a vontade de se vingar, e poder acabar com ele foi tão grande, que ela não conseguiu perceber que seu corpo já estava com impulso para poder tirar ele de cima de Barnes, com um mata leão e puxando para trás, Rogers a segurou pelo braço e a puxou para frente fazendo com que ela caísse de costas no chão. Ela se levantou rápido. Sentindo dores pelas costas todas, ela foi para cima dele com uma sequência de socos, direita, esquerda e jab, que o mesmo conseguiu se auto defender. Os chutes altos no tórax de Rogers fez com que ele perdesse o equilíbrio, aproveitando, deu uma rasteira no Capitão América e ajudou Barnes a se levantar.
- Está bem? – olhava para Barnes.
Perguntou com medo de perder seu amor. Ou em outras palavras, namorado.
- Sim. – Ele disse baixo.
Capitão se levantou, pegou seu escudo, enquanto Müller e Barnes corriam até a borda do prédio. Müller sacou sua arma e virou para trás; diminuiu os passos para poder atirar contra Rogers, mas o herói se protegeu com o escudo. As balas de havia acabado e enquanto ela pegava a outra arma, Capitão deu um chute em sua mão fazendo com que o objeto caísse, ela pegou a outra arma e atirou novamente. Capitão se defendeu e ao mesmo tempo se aproximava da inimiga; Já ela jogou a sua arma no chão e foi para cima de Capitão também. Ela escorregou no chão levantou em questão de segundo e deu um chute por trás e Rogers que se virou por conta do seu reflexo, ele ia acertar o escudo em , mas a mesma barrou o escudo com seu braço direito – fazendo muita força – e deu três socos na barriga do Capitão América. tirou o escudo dele jogou no chão levou sua mão para trás de seus cós e sacou sua faca preta e foi para cima dele, com tentativas de esfaqueá-lo claro, ela tentou nas laterais do corpo, cabeça, pescoço tudo em golpes rápidos e ágeis, Capitão nunca tinha visto alguém lutar tão bem com uma arma branca daquela forma tirando, Bucky.
Ele se defendia rapidamente acompanhado todos os movimentos colados com os movimentos de . Como os golpes estavam sendo repetitivos, Rogers achou um ponto fraco da inimiga e a empurrou contra a parede, pegou seu escudo e arremessou contra ela. O escudo passou pela sua cintura no lado direito que fez um corte no local; O escudo bateu na parede e voltou para a mão do Capitão América. estava caída no chão retomando folego e olhando o corte em sua cintura que o mesmo doía, mas relevante para aquele momento, ela aguentava afinal ela é o Projeto 96.
Rogers aproveitou e jogou o escudo contra Barnes que o mesmo parou o escudo com sua mão biônica e revidou jogando novamente no Capitão América. O escudo fez um impacto grande, arrastando o herói para trás. Ele segurou o escudo e ao olhar para frente, Barnes tinha sumido. Sua respiração estava ofegante, ele olhou para trás para ver se Müller estava lá e ela também tinha sumido.
- Romanoff, procure por uma garota da mesma estatura que você, morena, com o uniforme da Hydra, ela está feriada na cintura do lado direito.
- Entendido, Capitão.
- Sam, qual a sua posição?
- De pé senhor, quer dizer indo de encontro da Romanoff.
Fez expressão de poucos amigos.
- Ajude a Natasha encontrar essa garota.
- Ok.
já estava ao alcance do porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D., ela colocou a máscara quase igual ao do Soldado Invernal, a única diferença era o símbolo da H.Y.D.R.A. Ela tinha entrado por uma das janelas que ela tinha quebrado, mesmo o vidro sendo resistente, ela era forte demais para conseguir arrebentar o vidro. Ela pôde sentir o poder do Tesseract presente na sala. Ela chegou perto do compartimento onde estava o Tesseract, analisou bem toda a segurança e o compartimento. Ela poderia burlar tudo e pegar sem disparar o alarme.
Ela conseguiu pegar o Tesseract com seu poder de telecinese, algo que ela conseguiu executar perfeitamente.
- Barnes, estou com o Tesseract.
- Leve-o logo para o helicóptero.
- E você?
- Estarei na aproxima leva, agora vá!
– Barnes falou ofegante de tanto correr.
Müller prendeu em um de seus bolsos, que estava em seu coldre feito para o Tesseract. Ela saiu lentamente sem que nenhum dos agentes percebesse, tirando o fato de que as câmeras iriam gravar ela e a ação dela; Ela foi voando até o helicóptero onde já estava na espera dela. só torcia que Barnes voltasse logo e com sua missão completa.
- Capitão, eu não a achei, mas você precisa ver umas imagens urgentemente. – Jareau disse no ponto dele.
- Estou a caminho.
Rogers já estava a caminho da porta avião aéreo da S.H.I.E.L.D.; Ele entrou na sala colocando seu escudo nas costas. Romanoff, Stark, Fury e Jareau já estavam revendo o vídeo onde Müller pegava o Tesseract. Rogers só via pequenas partes do vídeo, ele não tinha certeza se era a mesma garota que ele lutou há poucos minutos atrás. Ele procurou pelo corte que seu escudo provocou na garota, mas não encontrou nada, a claridade não ajudava.
- É ela? – Romanoff questionou.
- Não consigo identificá-la, a claridade não ajuda, consegue focar no rosto dela, Stark? – Rogers perguntou se aproximando da tela.
- Vish, está ficando idoso, precisa de um óculos de grau? Assim está bom, picolé?
- Não pode ser ela, ela não estava usando uma mascara. Tony, vê se você consegue achar um ferimento no lado direito.
- Eu sou do CIS?
Tony moveu a imagem congelada da outra câmera e focou parte por parte do corpo de , ele passou pela cintura dela mais eles não viram o ferimento; O uniforme preto, a iluminação baixa, isso nunca ajudaria em nada.
- Vou tentar vários recursos aqui e vê o que posso conseguir. – Tony disse mexendo rapidamente no teclado virtual.
- Tente achar onde ela está escondida. – Fury falou saindo da sala.
Rogers saiu da sala do Fury e foi para uma mais privada. Romanoff estava em seu encalço que a mesma estava preocupada com seu amigo. Ela não tinha visto Rogers mais confuso com dois soldados da H.Y.D.R.A. daquele jeito há muito tempo. Ela sabia e tinha certeza quem era os soldados, Barnes, mas a garota que ele descrevia nem passava em seus pensamentos que era Müller.
- Você tem certeza que ela está feriada? – Romanoff perguntou entrando logo atrás.
- Tenho, ela foi acertada, mas em questão de segundos, ela desviou do escudo quando voltou.
- Você pode estar confuso, Steve.
- Eu tenho certeza.
- Steve...
- Romanoff. – Steven chegou mais perto de Natasha. – Eu não estou confuso, eu tenho certeza do que eu vi e com quem eu lutei, eram dois soldados da Hydra, eu não estou confuso e não tive alucinações.
- Capitão Picolé, acho que você vai querer ver isto. – Tony falou no ponto.
Rogers voltou para a sala às pressas.
- É ela? – Stark perguntou sério.
- Sim, é ela. A marca do escudo em sua cintura.
- Vou ver se alguma câmera da cidade capitou alguma imagem dela.
- E como você vai fazer para saber que é ela?
- Pelos olhos. – Stark falou em um tom obvio.
Quando tudo estava voltando à calmaria, a porta avião aéreo soou o alarme de alerta de invasão. Stark recebeu ordens do Fury de terminar a pesquisa na torre dele, enquanto Romanoff ajudava todos os cientistas a sair, Rogers foi atrás do invasor; ao chegar na área onde Barnes estava, eles travaram outra luta. Rogers usava seu escudo para atacar e se defender do braço biônico do Soldado Invernal.
Barnes segurou o escudo e um movimento rápido girou Capitão no ar e tirou o escudo dele, o Soldado golpeou Capitão América com o escudo empurrando ele para trás, Rogers deu uma cambalhota no chão, encarou por poucos milésimos Barnes e correu até ele; Bucky o atacou com sequências de socos e chutes. Steve desviou de alguns e foi pegar seu escudo jogado no chão.
Rogers atacou Barnes com o escudo imobilizando temporariamente o braço biônico do Soldado, girando seu corpo e segurando ele pela máscara que ele usava, jogando por cima de seu ombro. A força usada foi tão grande que Capitão América conseguiu tirar a máscara que Barnes usava. Ele se levantou rapidamente e ficou de costas, os dois param por um tempo, quando o Soldado Invernal olhou para trás, Capitão América entrou em choque.
Ele – Steve – não acreditava que aquele homem que tentava matá-lo era seu amigo, Bucky.
- Bucky?! – Capitão perguntou espantado, confuso e em choque.
- Quem é Bucky? – Soldado Invernal sacou arma para atirar, e Rogers se defendeu dos tiros da bomba.
Alguns ferros caíram sobre Barnes e Rogers; Rogers prendeu seu escudo nas costas e levantou o ferro que estava sobre o Soldado e pegou rapidamente seu escudo novamente. Bucky não deixou Steven terminar a frase e foi para cima de Rogers com o punho fechado para soca-lo, ele bateu em seu escudo.
- Seu nome é James...
- CALA A BOCA!
Rogers soltou o escudo deixando cair sobre a água.
- Você é meu amigo.
Soldado Invernal empurrou Capitão América e o jogou no chão.
- Você é a minha missão.
Barnes deu seis socos com seu braço biônico em Rogers que o mesmo não reagiu, nem para se defender, nem para atacar.
- Então finalize. – Rogers falou se referindo a missão.
O Soldado desistiu de dar o ultimo soco para acabar com o Capitão. Uma peça caiu no vidro onde eles estavam e os dois caíram na água. Depois de um tempo afundando, Soldado Invernal pegou Capitão América pelo uniforme e colocou na margem do rio o deixando desacordado. Barnes foi embora mais confuso do que o próprio Capitão.

••

26 de Abril, vinte e três horas e quarenta e nove minutos.

- Aqui está, Schmidt. – entregou Tesseract para Schmidt.
- Você é mesmo incrível. – Caveira Vermelha falou, apreciando o cubo.
- E o Soldado Invernal? – perguntou angustiada.
- Perdemos o contato do ponto dele, ele estava passando o relatório da missão, estava indo terminar a parte da missão dele, mas o ponto dele está perto de uma correnteza de água, eu suponho que ele perdeu enquanto matava Capitão América. – Adam passou as informações para Müller.
- Soldado Adam? – Uma mulher entrou na sala.
- Sim.
- Acabamos de ter status do ponto do Soldado Invernal.
- E qual é? – Müller perguntou mais angustiada ainda.
- Ele está morto. – A mulher respondeu séria e cabisbaixa.
- O-o quê? – gaguejou.
Seu mundo desabou pela terceira vez. Não era possível isso está acontecendo com ela novamente. Sua visão ficou turva, ela se apoiou na mesa e para tirar aproveito Adam a segurou. não queria acreditar na noticia, ele não podia ter morrido Bucky prometeu não deixa-la!
Estava tudo errado, eles não tinham se falado, eles não tinham se despedido muito menos falado um último eu te amo. E tudo por medo de não ser feliz.


Capítulo 5 - Parte I – Verdades e Vinganças.


- Não tivemos mais contato com ele, senhorita Müller, então só há duas opções: ou ele está morto, ou ele está desaparecido.
- Registra na ficha dele que ele desapareceu! ESTÁ ACHANDO QUE ELE VAI MORRER ASSIM DO NADA?! – gritou.
se alterou tanto com a mulher, que sentiu uma tontura passageira e fortes dores na sua cintura.
- , você está sangrando. – O soldado Adam falou desesperado. – Rápido, chamem a Kiyoko!
desmaiou antes de Adam segurá-la; Müller foi levada às pressas para a sala de emergência. Kiyoko e mais outros cientistas e médicos fizeram todo o processo de reanimação e da cirurgia, não parecia, mas o nível do corte que o escudo deixou em não foi considerado tão grave, o problema era que ela tinha perdido muito sangue e acabou não percebendo por conta da adrenalina que estava muito alta.
Kiyoko deixou que os médicos terminassem de dar os pontos e foi falar com Schmidt, para ver se ela já podia dar continuação no Projeto 96: Fase 02.
- Schmidt.
- Entre, Kiyoko.
- Senhor, eu vim ver se você deseja da continuidade ao Projeto 96.
- Por favor, Reven e eu vamos juntos.
- Vamos, ela está na mesa de cirurgia, os cirurgiões estão terminando de dar os pontos e estado dela é estável.
- E o processo da fase dois?
- Está concluído e pronto para poder colocar em Müller. Com o amparo dos outros cientistas, consegui desenvolver antes do prazo de quinze anos, e já pode ser aplicado nela.
- E as mudanças que eu quis, você colocou?
- Eu espero que ao chegar em contato com o DNA de Müller, os poderes que ela desenvolveu não altere, e o que queremos desenvolva logo ao período que ela for congelada.
- Congelada? – Indagou Schmidt.
- A fase dois só vai conseguir evoluir com o DNA de Müller se estivem em contato com temperatura muito baixa, teremos que congelar ela.
- Por quanto tempo?
- Tempo indeterminado.
- Espero que eu não perca minha melhor agente dentro dessa base.
- Você não vai perder, Johann, confie em mim.
Reven colocou o jaleco com o brasão da H.Y.D.R.A. e as luvas cirúrgicas, pegou o soro do Projeto 96 que estava em um frasco de vidro e pediu para que os outros médicos a colocassem na maca da cápsula. Ela conectou a agulha na veia de , depois disso ela colocou o frasco de vidro no compartimento próprio, apertou o botão para poder fechar a cápsula e o soro juntamente do ar gelado poder entrar e agirem.
Reven pegou a ficha de e fez algumas anotações como os batimentos cardíacos e entre outras coisas, ela também marcou a data e a hora que a Fase 02 foi injetada e que ela foi congelada. Reven assinou a última folha onde estava o formulário que dizia que ela era responsável por qualquer falha que acontecer, e que ela teria que assinar se ela colocasse o projeto em prática. Mas será que ela deixaria mesmo esse projeto ir a frente com todo seu desejo de ser o Projeto 96 do seu grande e único amor?
- E agora? Esperamos? – Caveira Vermelha perguntou olhando para Müller deitada.
- Agora esperamos.

••


Três dias depois da invasão da H.Y.D.R.A.

Rogers acordou em um quarto de hospital. Um policial escoltava a porta para evitar qualquer coisa; Sam estava sentado em uma poltrona esperando que Rogers acordasse.
- À esquerda. – Rogers falou ao perceber que era Sam que estava ao seu lado.
Sam riu e balançou a cabeça.
- Vocês sabem onde ele está? – Rogers perguntou.
- Não, Nat está vendo o que da para ser feito em te ajudar na busca dele.
- Por que a Hydra?
- Pelo mesmo motivo que a Hydra quer o Tesseract.
- Você acha que ele voltou para a base?
- Não, todos os veículos da Hydra saíram logo depois que aquela garota misteriosa sumiu.
- Isso ai não faz sentido. – Rogers falou entre gemidos de dores ao tentar sentar na cama. – Ela praticamente deu a vida por ele. Por que ela deixaria ele para trás?
- Enquanto ele tinha você como missão ela tinha o Tesseract como missão, mas ela não esperava que ele não fosse entrar na aeronave. – Wilson falou a tese dele. Tese que tinha toda a ração.
- Pode ser, eu preciso descansar. – Capitão relaxou o corpo.
- Isso, logo Sharon estará aqui. – Sam sorriu e foi a caminho da porta. – Capitão.
- Sam.
No corredor do hospital, Wilson se encontrou com Carter no corredor. Eles conversaram sobre o estado de Rogers e de como ele estava; Sharon estava ansiosa para vê-lo e poder passar um tempo ao lado dele.
- Seu nome? – O policial perguntou impedindo a passagem dela.
- Sharon Carter. – Ela mostrou a credencial.
- Pode entrar.
- Achei que você estava dormindo, Sam disse que você ia descansar.
- Eu tentei, mas acho que já dormir demais. – Rogers sorriu.
- Como você está se sentindo?
- Até que bem, fora a leve dor em meu rosto.
- Está melhor do que no dia que te achamos. – Sharon passava a mão no rosto de Steven delicadamente.
- Sabe quando eu vou ter alta?
- Pelo que Sam falou, pode ser hoje ou amanhã.
- Quando eu sair, você quer ir a um restaurante?
- Pode ser. – Sharon deu um sorriso tímido.

••


Tribunal. Coletiva de empresa.

Romanoff explicava para o juiz e logo depois para alguns jornais locais o que tinha acontecido com o sistema de proteção – uma das inteligências mais avançadas que os Estados Unidos da América já havia criado – tinha sido derrubado pela a H.Y.D.R.A.
- E o que toda a população quer saber, é o que vai acontecer com nossa segurança, já que você e o Capitão América destruíram uma das principais fontes de proteção. – Um dos reportes comentou.
- Nós não destruímos, foi a Hydra que acabou com todo o sistema de dentro para fora, o Capitão América apenas evitou que algumas coisas piores poderiam acontecer.
- Certeza? Não são essas informações que recebemos, já que todas as informações e os relatórios das missões que vazaram.
- Todas as informações estão sendo recolhidas, obrigada.
Natasha recolheu os papeis e se levantou. Deixou que o governador assumisse as perguntas; Ela saiu pela porta de trás para ir de encontro com Clint; Eles foram até a casa de Romanoff pegar o arquivo que a mesma ia entregar para Steven, as informações de todo os lugares que Barnes foi visto depois do atentado dele.
- Você tem certeza que está tudo aí? Fury não retirou nada? – Clint perguntou para Romanoff.
- Sim, eu pedi todas as informações que ele sabia e também, eu coletei todas as informações que consegui, fora as informações que vazaram da Hydra.
- Sam mandou uma mensagem avisando que Sharon estava com ele.
- Eu ia levar hoje, eu ligo para o Cap e vejo quando posso entregar.
- Bom, está com fome?
- Sim, desde quando você sabe cozinhar? – Natasha sentou na bancada.
- Desde sempre, o que a senhorita deseja?
- Vejamos, qual o cardápio de hoje?
- Temos várias opções. – Clint falou abrindo a geladeira e a despensa. Sabia muito bem os lugares naquela casa.
- Se essas opções for algo que sustenta, eu aceito.
- Estrogonofe? – Ele tirou um saquinho de Champion.
- Pode ser, eu faço o molho branco.
- Não mesmo, fique aí sentada e... – Clint fez força para poder abrir a garrafa de vinho. – Tomando esse vinho. – Serviu.
- Está bem. – Ela deu um gole no vinho. – Esse vinho lembra a nossa missão em Budapeste.
- Foi uma missão e tanto.
- Nem parecia que nunca tínhamos ido a uma missão de campo juntos.
- É Nat, aquele dia foi incrível. – Clint olhou para Romanoff.
- E como foi. – Romanoff suspirou.
Clint parou, lembrar-se de Budapeste e voltou a cozinhar. Pode até ser nada romântico lembrar-se de uma missão que acorreu há anos atrás, mas foi nessa mesma missão que Barton teve a certeza que ele sentia algo por Natasha. Só ficava a duvida no ar, será que ela também sentia o mesmo que ele? Será que aquela pequena flertada em Budapeste não aconteceu nada? Já fazia anos que ele tinha essa duvida em seus pensamentos.

••


Naquele mesmo dia, Capitão Rogers teve alta do hospital e foi para casa. Ele colocou um de seus melhores ternos e ligou para um restaurante italiano para fazer a reserva, logo depois ele ligou para Carter que a mesma disse que estaria pronta em quinze minutos.
Ele estava lindo e maravilhoso – como sempre –, seus olhos azuis brilhavam novamente, não como antes mais brilhava. Rogers se “sentia” outra vez quase completo, mesmo depois de receber a noticia do falecimento de sua doce e amada Peggy, ele não teve mais nenhum outro momento tão agradável e maravilhoso como aquele. Steven estacionou o carro em frente ao apartamento de Sharon. Ele pegou seu celular para avisar que já estava a espera dela quando ele olhou para a porta do apartamento, ela já estava saindo com o porteiro que o mesmo segurava um guarda chuva preto.
- Boa noite. – Sharon falou ao entrar.
- Boa noite, você está muito bonita Sharon.
- Obrigada. – Sorriu acanhada.
Steven ligou o carro todo sem jeito por conta da ocasião – fazia muito tempo que não saia com uma dama, e foi para o restaurante. O jantar foi lindo, tudo que Sharon poderia esperar daquela noite aconteceu, porem para Steven faltava algo a mais, algo que ele sentia falta, não sabia se era, porque aquele jantar não era com a Peggy ou por ele estar fora da sua zona de conforto. Rogers fez de tudo para que Sharon não percebesse esse desconforto.
Steven deixou Sharon na porta de seu apartamento, eles conversaram entre cinco a dez minutos, Carter o convidou para entrar, mas aquele mesmo desconforto bateu em seu peito, que o mesmo recusou no exato momento; Rogers se despediu com um beijo na bochecha, mas ela acabou segurando na nuca de Rogers fazendo com que selassem seus lábios. O ato foi tão inesperado que o Capitão não soube agir depois que eles separaram os lábios.
No dia seguinte, Rogers foi de encontro com Natasha e Sam; ambos já estavam esperando o Capitão que o mesmo não demorou muito. Ele parou a moto e foi de encontro a Viúva Negra e do Falcão. Romanoff entregou o arquivo e se despediu de Rogers e avisou que teria que achar uma nova identidade para poder ter dias mais tranquilos, fora que avisou que estaria junto de Clint.
- E agora, o que faremos? Vamos atrás dele agora ou esperar alguns dias? – Sam perguntou.
- Eu preciso fazer isso sozinho, ele é meu amigo.
- Mas uma ajuda sempre é bom, amanhã, aqui, às três, não esqueça, Capitão. – Sam se retirou do local.

••


2016. Sete anos depois.

Kiyoko acendeu todas as luzes de dentro da sala que Müller foi congelada, as luzes acenderam uma por uma até chegar onde a garota estava. Andou em passos calmos sem pressa. Durante todo esse tempo que Müller estava presente, Schmidt só sabia dar atenção a ela, por todo esse tempo ela esteve ao lado dele de todas as maneiras possíveis, mas só foi Müller se aperfeiçoar em todos os sentidos, só foi ela aparecer na vida de Johann que a asiática passou sentir muita mais raiva do que ela já sentia.
- Sabe, depois que você apareceu. – Kiyoko falou chegando perto da capsula. – Você conseguiu acabar com meus planos, agora Joh só tem pensamentos e olhos para você, e você nunca o tratou com respeito, como ele deveria, apenas tratou muito bem e obrigada aquele Barnes, ah não ache que eu não percebi o romancezinho de vocês... – Kiyoko deu a volta na capsula. – Era para ser eu no seu lugar do projeto, mas Joh sempre dizia que era necessário eu estar ao lado dele, pois eu era única, mas agora, vejo que não sou mais a única. Depois de tantos anos que esse projeto deu certo, ele começou te olhar com outros olhos e te dar mais atenção, me deixou como segunda e última opção, você só acabou com a minha felicidade. Sua vagabunda!
Kiyoko estava completamente domada pela raiva, era culpa de , mas a maior culpa vinha de Johann. Ao passar dos anos, quando todas as reações que o Projeto 96 se ajuntou com o DNA de , Schmidt começou a olhar com outros olhos. estava mais forte e poderosa, tudo o que ele desejou, fora que a beleza de Müller, sempre foi algo de chamar atenção, principalmente quando completou dezoito anos, tanto que Hanks era um dos soldados que desejava Müller. Schmidt gostava sim de Kiyoko, era a mulher da vida dele, ainda mais depois que ela se dedicou a ele desde o primeiro dia que Reven se apaixonou por ele, mas suas intenções com a cobaia do projeto sempre foi a ganancia e uma delas era a ganancia pelo Tesseract e a morte do Capitão América, não foi atoa que ele pensou em tudo.
- Eu poderia terminar com você e modificar o seu álibi e dizer pro Schmidt que você não resistiu à fase dois, mas não quero ver meu amor decepcionado comigo, nem com o projeto, então se comporte direito e agradeça a mim por você estar viva.
Kiyoko apertou o botão da cápsula para que o ar gelado parasse, fazendo com que o corpo de Müller se adaptasse com a temperatura ambiente igual fizeram com ela quando era criança; Não demorou muito para que a cobaia voltasse, durou apenas duas horas. Ela estava tranquila e calma, logo de começo, e claramente perdida. Kiyoko abriu a cápsula dando espaço para que pudesse sentar.
- Kiyoko. – Müller falou com a voz fraca novamente.
- . – Kiyoko sorriu forçadamente para a garota. – Você está se sentindo bem?
- Sim, apenas estou sentindo um desconforto aqui. – Müller levou sua mão direita para sua cintura.
- É a cicatriz , logo ela não irar mais incomodar.
- Hm... O que eu faço aqui?
- Demos mais um passo no Projeto 96, a fase dois, não sei se você se lembra dela, estava em um dos papeis que lhe entreguei.
- Vagamente.
- Pois bem, ordens do Joh. Vem, sente-se aqui, é mais confortável.
Kiyoko ajudou a sair da cápsula e ela se sentou na maca que estava a poucos centímetros de distância. A cientista a examinou e constatou que os sinais vitais estavam normais – normal até de mais para alguém que estava “congelada”, seu corpo estava um pouco fraco, mas era por conta dos anos dormindo, Reven também fez teste de memórias e todas estavam intactas e principalmente as memórias implantadas em sua mente estavam intactas. Reven pegou um traje preto para e entregou, depois de Müller se vestir, elas foram de encontro a Johann.
- É, antes de tudo, que dia é hoje? – falou olhando para uma ficha dela em cima da maca.
- Primeiro de janeiro... De dois mil e dissésseis...
- Ah, sim, como? – Müller falou confusa.
-Venha, eu te explico quando nos encontramos com o Joh.
Müller só seguiu Kiyoko que a mesma estava sendo muito amigável por sinal. Qualquer pessoa que saísse de alguma sala da H.Y.D.R.A. teria que pegar um casaco do lado de fora, já que fazia menos cinco graus em Munique; Ao chegarem a sala de Schmidt, Reven falou do processo explicando cada parte do procedimento da Fase 02 para , já que Schmidt já sabia de todo o procedimento. A única coisa que ele não sabia, era de como Reven havia conseguido fazer com que todo o metabolismo de desenvolvimento de continuasse em ativo.
Depois de Reven explicar tudo, Johann passou a copia dos acontecimentos durante o período em que ela estava congelada; Müller levou todos os papeis e principalmente o relatório do Tesseract e as novidades que teve logo depois da volta dela para a base.
Müller leu e releu, tantas coisas tinha mudado, algumas pessoas que trabalhava para a H.Y.D.R.A. tinham falecido, nada muito abalador para ela, só o fato dela estar prestes a completar vinte e seis anos daqui um mês e que Reven já estava com trinta e três anos, fora isso, nada a surpreendeu, apenas o fato que Sakura não teria mais nenhuma continuação; Depois de ver todas as mudanças durante esses sete anos, ela criou coragem para ler os novos relatos da missão de Barnes. Ela encarou as pastas por cinco minutos, abriu a pasta e foi direto as novidades de Barnes, nada que estava escrito lá durante seis meses de buscas poderia fazer acreditar que ele havia falecido. Ao chegar na folha de “Término de Relatório / Conclusão” pôde ver o nome “Steven Rogers - Capitão América” bem destacado, acusando ele de ser o pivô de sumir ou matar Bucky Barnes, o Soldado Invernal.
Foi o estopim para que desejasse sair dali e ir atrás desse tal de Capitão América, ela se controlou, respirou fundo e foi para a sala de treinamento de Barnes. Aquele lugar estava mais frio sem a presença dele, tudo parado e em seu devido lugar, os objetos de treinamento até mesmo as próprias coisas dele estavam paradas e intactas; colocou um saco de areia pendurado e enfaixou suas mãos, colocou as luvas dela e socou o saco com tanta raiva que só faltava fazê-lo voar.

••


Passado algum tempo, já estava com vinte e seis anos. Ela ainda não tinha recebido nenhuma missão de campo, mas só pelos seus treinamentos, podia perceber que um dos desejos do Caveira Vermelha tinha acontecido, ela estava imune a dor e seu corpo regenerava com uma certa rapidez. E uma das suas idas até a sala de Schmidt para poder conseguir uma missão de campo, ela escutou uma conversa dele com Kiyoko.
- Você acha que ela vai acreditar em você, Schmidt?
- É claro, nós conseguimos manipular a mente dela, implantamos falsas informações na memória dela e você acha que ela não vai acreditar nesse vídeo?
- Joh. – Kiyoko chegou perto de Schmidt e acariciou o ombro dele. – Ela está com uma inteligência avançada, não tenho e nem temos controle de até onde ela vai conseguir chegar, tem uma coisa que preciso contar, sobre ela sobre a mutação dela. – Se olhar era de extrema preocupação.
- Como assim? – Arqueou a sobrancelha.
- Como assim? Eu devia falar isso, vocês passaram a minha vida toda mentindo para mim!
entrou furiosa. Trancou a porta e estendeu a mão em direção de Schmidt. Fitou nos olhos dele com todo ódio que estava sentindo, ela confiou em todas as palavras que ele falou confiou em todas as ações e as “ajudas” dele para ela. E abriu sua mão deixando mais ainda seu poder roxo dominar aquela grande sala se manifestando até chegar em Reven, fazendo com que Caveira ficasse com medo por perder seu amor. Johann falou a “verdade”, disse que quem matou os pais de não foi bem uma explosão atrás da casa, que as memórias que ela tinha dentro do carro eram falsas e o vídeo revelava a verdade e que ela só foi levada para a H.Y.D.R.A. para poderem testar o Projeto 96 e o principal que ela não era mais nada além de cobaia para eles, porem foi realmente o Capitão América que matou os Müller e que quis usar o ódio e vingança dela para conseguir a morte do Sentinela. Müller estava com o sangue nos olhos com todas as informações que arremessou com extrema força Caveira Vermelha na estante. Kiyoko foi até Schmidt para verificar se ele estava bem, mas foi impedida por um puxão. tinha puxado com seu poder a cientista.
- Me leve até o meu arquivo, quero todas as folhas e se você deixar uma fora do arquivo. – sacou a arma e encostou o cano na barriga da mulher. – Eu atiro, e ainda uso essa coisinha roxa. – Fez o mesmo sair pela sua mão.
- Ok, me siga. – Reven falou com a voz tremula.
acompanhava a cientistas em passos rápidos e enquanto isso, Caveira Vermelha alertava os outros agentes e soldados que Müller havia traído a confiança da H.Y.D.R.A. e que era para atacar ela e detê-la antes que ela saísse de dentro da base. Müller era rápida, com seus poderes tudo fazia torná-la intocável e mais poderosa que os outros.
- Anda, agora pegue e me dê tudo. – Müller empurrou Reven para dentro da sala, enquanto fechava a porta.
- Nunca. – Reven apontou sua arma para Müller. – Você não vai fugir!
- É sério mesmo? – Ela ainda falava de costas para a cientista. – Você não aprende? Foi você que me criou, me deu o projeto e não aprendeu que eu sou melhor que você?! – Müller disse gritando cheia de ódio e vontade de mata-la.
Müller, em um giro rápido, deu um chute na mão de Reven que deixou a arma cair para longe. esticou a mão e a arma foi parar na mesma, ela apontou a arma para Reven e engatilhou na mesma hora. Reven pegou todo o arquivo do projeto de e entregou para Müller.
- Espero que não esteja faltando nada.
- Na-não está. – Reven estava com medo dos olhos pretos de .
- Assim espero, agora eu quero todos os arquivos da agente Romanoff e do Soldado Barnes.
Müller deu uma coronhada na cabeça de Reven e saiu correndo da sala de arquivos; Ela pegou o relatório desde o primeiro momento que a H.Y.D.R.A. descobriu sobre ela e o arquivo de Barnes e Romanoff. Ela foi até seu quarto e colocou sua roupa de campo pegou todas as suas armas e o colar que Barnes deu de presente, colocou os arquivos dentro do diário e colocou na mochila junto com a Sakura; Na saída de seu quarto, ela atirou em alguns soldados que vinham em sua direção. Ela foi até o lado leste da base e atirou em uns tanques tóxicos, onde mataria todos dentro daquela base, principalmente Kiyoko, Adam e principalmente, a pessoa que ela queria matar ali por ter mentido para ela, Caveira Vermelha.
Müller já estava quilômetros de distancia da H.Y.D.R.A., pilotando a moto de Barnes com Hanks atrás dela, mesmo atirando e jogando varias coisas no caminho dele, ela não conseguia despistá-lo, foi quando ela aproveitou que um caminhão estava cruzando a rua que ela saiu da moto passando por de baixo do caminhão com a moto ficando para trás, com a invisibilidade que o caminhão dava, voou para cima dos prédio e saiu correndo e de vez em quando voava. Müller achou um teatro abandonado onde ela iria passar um tempo escondida até conseguir achar uma forma de despistar os agentes da H.Y.D.R.A. e conseguir ir até o aeroporto pegar um avião direto para New York.

••


Uma semana depois.

“What If all you understand
Could fit into the center of a hand?
Then you found that wasn't you...” – Soundgarden: Live To Rise.


tinha pego tudo do acervo do teatro. Ela pintou seu cabelo de loiro, já que tinha tinta de cabelo lá de sobra, cortou seu cabelo estilo channel, e fez uma franja rente a sobrancelha – que o mesmo estava em sua cintura, e umas roupas que tinha lá, ela colocou por cima do seu uniforme, pegou uma mochila velha e colocou suas armas e munições dentro. Não se preocupou se alguém barrasse seus pertences, afinal, ela controlaria seus pensamentos e ações que estaria tudo certo. Müller leu toda sua ficha desde o começo até o fim, ela não acreditava que todo esse tempo Schmidt e Kiyoko mentiram para ela e ainda mais, uma das maiores duvidas nasceu naquele momentos dela era se Barnes e Romanoff também sabiam do seu passado e não quiseram falar para ela e estavam do lado do Schmidt, e todo aquele amor que falavam ter por ela era apenas um disfarce. Uma coisa ela sabia, que tudo que ela passou do lado da H.Y.D.R.A. foi tudo mentira, mas até que ponto tudo era mentira? Até onde as pessoas sabiam da verdadeira historia de Müller?
Tantas perguntas, tantas dúvidas, e tantas desconfianças. Mas Müller ainda acreditava em Barnes e Romanoff, mesmo ela tendo falecido há um bom tempo, Müller jurou vingança e era isso que ela iria fazer, se vingar de todos que a machucaram profundamente!
Ao chegar ao aeroporto, ela fez o check-in, passou sua mochila usando seu poder de persuasão e depois foi para dentro do avião tranquilamente. Seus planos eram simples e fáceis, matar Rogers para poder se vingar literalmente do que ele fez com ela, depois procurar Barnes e conseguir uma casa para ambos morarem. Porque não?

••


Enquanto Müller não chegou no aeroporto de New York, Hanks recebia comando pelo ponto.
- Hanks na escuta? – Uma voz feminina falou em seu ponto.
- Sim.
- Quando vocês desembarcarem e ela sair de dentro do avião e estiver indo a caminho de qualquer lugar, pegue-a e traga para a base novamente! Não podemos perde-la!
- Entendido.

- É, Müller, você vai sofrer amargamente por ter destruído a Hydra e me deixado para ficar com aquele filho da puta do Barnes. – Hanks falou cuspindo todo ódio que sentia de Müller.
saiu do aeroporto, pediu um taxi e o fez levá-la até a torre dos Vingadores – depois de uma breve pesquisa soube que as chances de Rogers estar lá era altíssima. Durante o caminho, Hanks que estava de moto, ficou lado a lado com o taxi. não acreditava que ele teve a idiotice de segui-la até New York, ela subiu a barra da calça e pegou sua arma e deu dois tiros contra Hanks, ele desviou dos tiros e acelerou parando mais à frente do veículo onde Müller estava. Ela pegou a mochila e colocou nas costas saiu de dento do carro e virou à primeira esquina, que ela teve em sua visão periférica. Ela olhou para trás e ele já estava a alguns alcançasses dela com a moto. Atrás dele e em cima deles, tinha os helicópteros da H.Y.D.R.A. e os agentes com varias armas apontadas para ela.
Com movimentos rápidos, Müller pegava os carros estacionados na rua e jogava em cima dos agentes e de Hanks. Algo que acertava alguns, mas não Hanks. Ele era bem habilidoso e um perfeito soldado da H.Y.D.R.A.; olhou para frente, já em desespero, querendo parar de fugir e despistar Hanks. Ela não voltava nem por nada para aquela base, foi quando ela avistou a torre dos Vingadores. Não parecia, mas ela tinha corrido uns bons quilômetros e não tinha se cansado nem um pouco.
Ela tirou a bolsa de suas costas e pegou uma das armas automáticas e alguns cartuchos, colocou sua bolsa novamente para trás e atirou contra Hanks. Durante os disparos, Hanks jogou uma bomba na mochila de Müller. Ela pegou, arrancou a bomba e jogou para cima, nada de mais, é claro, até por certo que era uma pequena bomba que causava um grande estrago. Sem medo, ela fez isso e se jogou para dentro de um dos prédios, que por mera coincidência, era a torre. Rogers estava na porta e não esperava uma garota sair voando para “cima” dele. Os dois pararam ao chegar em contato com a parede.
Capitão América levantou colocou seu escudo em seu braço direito em forma de proteção, ajeitou levantando a cabeça dela; abriu os olhos. A visão de Müller estava toda embaçada, ela não reconheceu o homem que a ajudava, muito menos a torre, ela se esforçou para poder pronunciar apenas uma única palavra.
- Hi-Hydra. – Müller pronunciou e desmaiou logo em seguida soltando a arma no chão.
- Natasha, leve-a para uma sala segura. – Rogers pediu para a ruiva que estava logo atrás.
- Pode deixar.
- Stark, é a Hydra.
- Eu já percebi picolé.
- Rumlow pode estar com eles.
– Gavião alertou todos pelo ponto.
- Se tiver, acerte-o. – Romanoff avisou.
Romanoff tinha acabado de colocar no sofá. Ela tirou a mochila dela e abriu e viu os arquivos, ela folheou rapidamente e fechou a mochila. Pegou os arquivos e guardou em um lugar seguro que ela sabia que ninguém ia achar. Ela voltou para perto da garota e ficou ao lado dela. A garota estava irreconhecível, ela tinha crescido tanto e estava tão linda, suas expressões de menininha marrenta tinha tomado lugar de um agente da H.Y.D.R.A. e uma mulher vingativa. Banner entrou na sala onde Romanoff estava com Müller, para poder prestar socorro.
- Como ela está? – Banner perguntou.
- Ela desmaiou enquanto Rogers estava falando com ela, até agora ela não acordou.
- Quanto tempo isso?
- De um a três minutos.
- Isso é muito, vamos levá-la para o laboratório. – Banner falou pegando-a no colo.
- E o que você vai fazer? – Natasha falou não demostrando sua preocupação.
- Apenas reanimá-la e cuidar dos ferimentos dela.
O obvio, mas isso era algo que Romanoff não conseguia processar e pelo contrário, ela apenas se preocupava em que eles descobrissem que ela era uma garota superdotada. Natasha foi logo atrás de Banner, com a mochila de Müller nas costas. Ao chegarem ao laboratório, Bruce pegou um líquido com cheiro razoavelmente forte para poder despertá-la, o que não funcionou, pois a garota continuava dormindo.
- Acho que deveria levar a garota para um quarto. – Pepper falou ao entrar no laboratório.
- Isso não seria contra as regras? – Banner perguntou.
- Ela é uma adolescente ainda, Bruce. Vamos, leve-a para um dos quartos.
Capitão Rogers, Stark e Clint entraram no laboratório acompanhados de Falcão, Gavião Arqueiro e a Agente 13 depois da pequena missão que tiveram com a H.Y.D.R.A.. Stark começou a argumentar sobre levar Müller para um dos dormitórios da torre, algo que foi interrompido quando Potts já estava na vitória de poder deixar mais confortável enquanto dormia. Rogers verificava a mochila da garota, ele achou as armas e os cartuchos, bem organizados por sinal, que estavam identificados como arma de autoria da H.Y.D.R.A. e principalmente a identificação da garota.
- Esperem. – Steven disse pegando um dos cartuchos. – Ela é uma agente da Hydra. – Steven mostrou as inicias em um dos cartuchos.
Romanoff tentou se manter em uma postura tranquila e que não reconhecia aquela garota deitada na maca.
- Isso não quer dizer nada, Steve, eles podem muito bem estar atrás dela. – Potts defendeu Müller.
- Ou as armas podem ter sido implantadas na mochila dela. – Romanoff falou com um medo estampado em seus olhos que teve que fortalecer seu tom de voz.
- As duas vão defender ela agora? – Tony perguntou inconformado.
- Não, Tony, mas pense bem. Será mesmo que ela queria estar com essas armas? Até onde sabemos, ela estava fugindo da Hydra e não atacando a gente. – Potts disse o obvio.
- Mesmo assim, não devemos confiar nela, ela utilizava uma arma.
-Eu concordo com Stark. – Rogers falou desconfiado ainda.
- Temos uma raridade aqui, né picolé.
Potts balançou a cabeça em negação e suspirou pesadamente.
- Isso ainda não quer dizer nada, Stark. Bruce, pegue-a e leve para uma das salas de interrogatório, assim o senhor Stark e o senhor Rogers podem ficar vigiando a garota e ela vai ter um bom descanso. – Potts se retirou da sala revirando os olhos.
Stark foi atrás de Potts para poder tentar entender o porquê que ela estava defendendo tanto a garota.
- É sério, Pepper? Você vai defender essa garota da Hydra?
- Não sabemos se ela é da Hydra, Tony.
- Steve achou armas da Hydra dentro da bolsa dela e você ainda tenta protegê-la. Pepper você sabe de alguma coisa?
- Sei, Tony, sei sim, sei que você está sendo um completo idiota em não tentar saber o que ela quer ou de onde ela veio, pare de ficar jugando ela, Stark.
Potts seguiu a caminho da sala que Müller ia ficar, deixando Stark falando sozinho.

••


já estava na sala de interrogatório deitada em uma cama, enquanto isso, Romanoff, Potts, Stark, e Carter falavam sobre o fato dela ser da H.Y.D.R.A., já que Romanoff e Potts insistiam em defendê-la, já Rogers não parava de encarar Müller em uma tentativa em decifrar o que passava com ela e o porquê dela estar ali na torre dos Vingadores.
Müller abriu os olhos ainda deitada, ela olhou em volta tentando reconhecer o ambiente; Não era um lugar frio e escuro igual o da H.Y.D.R.A., era um lugar mais aconchegante, um lugar onde só pelas cores fazia Müller se sentir em casa e segura por mais estranho que possa parecer. Ela sentou e olhou para frente onde tinha um grande espelho escuro, sua cabeça a incomodava pelo impacto da bomba e por ela ter completamente voado para dentro da torre.
- Ela acordou. – Rogers disse olhando para os olhos de . – É ela!
- Ela quem, Steve? – Carter disse bem próxima de Rogers acariciando o braço dele.
- A garota que estava ajudando Bucky no prédio.
- Não pode ser, ela era morena e mais baixinha e mais... – Stark procurou palavras para definir .
- Criança. – Romanoff falou.
- Você tem certeza? – Carter olhou para Müller.
- Sim, na verdade, eu acho que é ela... Eu vou entrar lá e conversar com ela.
- E se for ela, Steve. Com certeza ela vai querer atacar você, e além disso, se for uma de nós, é bem capaz que ela se sinta mais à vontade. – Natasha se referia a ela, Carter e Potts.
- Por que vocês?
- Somos mulheres, ela é uma garota, tudo indica que ela irá se soltar mais.
- Tudo bem, quem vai?
- Eu. – Carter falou já se retirando. – E se for ela mesmo e quiser saber do Bucky?
- Diga a ela que não sabemos dele. – Rogers falou sem tirar os olhos de .
Carter saiu da sala e colocou sua arma presa em sua calça na parte de trás, abriu a porta e encontrou com massageando suas têmporas e com o cobertor em cima de suas costas.
- Oi.
- Oi, onde eu estou?
- Na torre dos Vingadores, como você está?
- Bem, só com um pouco de dor de cabeça. – Müller mentiu. – Mas tirando isso, estou bem.
- Ficamos preocupados com você, qual o seu nome?
- , Müller e o seu?
- Sharon Carter, Agente 13.
- Prazer em conhecê-la. – Müller estendeu a mão.
- Eu preciso fazer algumas perguntas para você, tudo bem? – Sharon retribuiu o gesto.
- Sim, cadê minha mochila? – falou um pouco desesperada pelos arquivos, o pen-drive com a gravação e as armas dela.
- Estão em um lugar seguro. Primeiro, você trabalha para a Hydra?
- Sim, quer dizer, não. Eu sai de lá. O que isso tem haver com minha mochila?
- Eu preciso saber.
- Saber se eu sou da Hydra interfere de eu estar com a minha mochila? – se levantou fechando o punho.
- Achamos suas armas dentro dela e estava com as inicias da Hydra, algo estranho, não acha?
- Não, se eu acabei de falar que trabalhei para a Hydra, só peguei o que me pertencia ou você queria que eu falasse que eu roubei as armas da Hydra? Agora me dê licença, eu vou sair desse quarto.
- Não mesmo.
Sharon pegou a arma e apontou para que a mesma revirou os olhos; respirou fundo e desarmou Sharon com as mãos, e a jogou no sentido contrario da arma. Com sua mente, fez a arma de Sharon travar sem poder disparar ou tirar o cartucho, ela saiu pelo corredor procurando seus pertencesses e a saída.
Rogers não acreditava na petulância da garota, o como ela tinha tanta frieza para falar daquele jeito com uma agente, ainda mais na torre dos Vingadores. Ela era sim ainda uma agente da H.Y.D.R.A., disso ele tinha certeza e ele teve mais certeza ainda pela petulância da garota ao falar com sua ”namorada”.
- Vamos, ela está saindo. – Rogers disse com todos em seu encalço menos Romanoff.
Eles saíram da sala e procuraram Müller pelos corredores, eles a encontraram na sala principal onde ela estava antigamente com Natasha.
- Está tudo bem? – Potts perguntou.
- Ai não, mais gente. Eu estou bem sim, eu trabalhei para a Hydra e meu nome é Müller. Agora, eu só quero minha mochila e sair daqui, eu posso?
- Não. – Capitão América disse sério. – Onde está Bucky?
- Eu faço a mesma pergunta, você foi o ultimo vê-lo, você estava com ele naquela droga de coisa da Shield e até onde eu sei, você matou Bucky.
- Eu não matei o Bucky! – Rogers foi para cima dela. – Me diga, onde ele está!
- EU NÃO SEI! Eu não estaria aqui atoa, eu vim atrás dele.
O modo, o linguajar de Müller fez com que Rogers estourasse com ela mis ainda. Já que Steven ainda segurava o braço dela, segurou o braço de Steven fazendo com que ele passasse por cima dela e soltando seu braço, Rogers se levantou em um pulo ágio e a atacou do mesmo modo que fez com ela há sete anos. Os golpes para eram nada, ambos já sabiam como eles lutavam, apesar de que estava mais rápida e mais ágil. Em um dos chutes que ia dar em direção do peitoral de Steven segurou a perna dela que a mesma foi obrigada a dar impulso com a outra chutando fortemente o rosto de Steven e fazendo com que ele caísse no chão. Ela “sentou” na região de sua barriga e prendendo um dos braços – dele – embaixo de sua perna e segurando o outro imobilizando.
- Me fale onde está o Barnes! – falou em um sussurro e bem perto do rosto dele.
- Steve, solta ela! – Potts pediu.
Steven e Müller se separam ao ouvir Potts pedindo para eles se soltarem pela milésima vez, ou algo assim, já que ambos não entenderam muito bem, vários fatores principalmente a raiva fez com que eles não se tocassem que os outros estavam pedindo para eles pararem. Havia uma coisa em Müller que fazia com que Rogers perdesse a cabeça facilmente.
- Vamos conversar calmamente com ela, picolé.
Stark parou na frente de Müller com medo que a raiva que Rogers estava sentindo tomasse conta do seu consciente novamente e fizesse com que eles entrassem em uma luta corporal novamente; Steven não queria, mas foi "obrigado" por Potts em aceitar a proposta já que ele e Müller estavam procurando o Soldado Invernal; Eles discutiam e a maior parte que estava na sala, Agente 13, Stark, e Wilson, estavam acreditando que Müller sabia onde ele estava mais não queria dizer ao Rogers, já Potts continuava na defesa de .
- É sério que vocês vão continuar me acusando? Eu não sei onde o Bucky está, a única coisa que eu queria saber é onde ele está, pois desde o primeiro momento que me falaram que ele podia estar desaparecido ou que você tinha matado ele. – Apontou para Rogers. – Eu não acreditei. Optei pela primeira opção, apesar de que deveria acreditar na segunda. – se referia ao ataque que aconteceu a poucos segundos.
- Ela está mentindo, Steve. – Sharon se levantou indignada que Rogers ainda escutava tudo que ela falava.
- Mentindo, eu? – Riu de deboche.
- Sim, ou a Hydra é um grupo de pessoas que ajuda os velhinhos e as crianças carentes? – Stark falou ironicamente.
revirou os olhos.
- Ok, eu vou embora.
- Não vai não. – Potts disse. – Você está abatida e precisa comer algo, venha vamos para a cozinha.
- Pepper.
-Stark, calma.
Potts preparou um lanche bem farto para acompanhado de um café forte. Potts puxou assuntos calmos fazendo a garota se distrair até chegar em assuntos mais sérios que Müller respondeu calmante tudo que ela perguntava, e algo que não sabia era que J.A.R.V.I.S. estava monitorando tudo que Müller falava para avaliar se era tudo verdade depois que a conversa delas terminasse.
- É verdade, eu voltei para a base e deixei ele para trás. Não sei o que aconteceu com ele, eu não faço mais parte da Hydra, existia coisas lá dentro que eu não sabia e acabei me revoltando contra eles, mas não me arrependo de ter sido treinada por eles. Querendo ou não, tinha algumas pessoas que me tratava como se fosse irmã, eu entendo se você não acreditar.
- Não vou fazer igual eles, calma. Sinto que você fala a verdade e também preciso conhecer o lado da sua historia, mas por que tanta raiva do Steve?
- Não sei. – mentiu. – Acho que deve ser o famoso ditado, nossos santos não se entenderam.
- Ou por que ele já tentou matar o Caveira Vermelha.
- Como? – questionou inconformada.
- Você não sabia?
- Não, ele também? O Schmidt...
saiu furiosa da cadeira e andou de um lado para o outro, Pepper tentava acalmá-la novamente a partir daí Potts percebeu que ele já tinha feito algo para ela que a deixou com tanta raiva e ódio que a única coisa que só conseguia sentir era ir atrás de vingança e até mesmo dar uns bons socos em Rogers, em outros termos matar o Capitão.
Romanoff apareceu na porta da cozinha, fez um sinal para Potts ir até ela e voltou para um ponto cego.
- Aqui está à mochila dela, eu verifiquei tudo. O que é dela está ai, não podemos ficar com ela, já que...
- Ela é uma ex-agente da Hydra, obrigada Nat. – Pepper completou.
- ? – Potts falou entrando na cozinha.
- Oi.
- Aqui está tudo que é seu.
- Obrigada, eu vou embora, sei que você vem sendo muito legal comigo e eu agradeço isso, pelo menos Johann estava errado em uma coisa.
- Errado em quê?
- Que nem todos dos Vingadores são idiotas e chatos.
Potts riu.
- Tem um que tem uma palavrinha única, mas ele tem um bom coração.
- Quem?
- Stark.
- Certeza? Não parece.
As duas riram indo em direção ao elevador.
- Você tem para onde ir?
- Não, mas eu acho algum lugar eu consegui trocar o dinheiro que eu tinha antes de ser perseguida pelo Hanks.
- Se quiser posso tentar te ajudar.
- Obrigada Pepper, mas não precisa. – entrou no elevador. – Por que acredita tanto em mim? – segurou o elevador.
- Deve ser porque se você quisesse atacar os Vingadores, já teria feito isso.
sorriu. Era a logica, mas só tinha um Vingador ali que ela queria atacar.
- Até, Pepper.
- Até.
Potts levou a gravação para a sala de Stark e pediu para que J.A.R.V.I.S. analise o tom de voz de , pelo menos era assim que ela teria mais certeza ainda que Müller não estava mentindo; Ao termino, J.A.R.V.I.S. entregou o relatório da analise que constava que ela estava falando a verdade, Potts respirou aliviada, seu sexto sentido de mulher não tinha falhado novamente. Potts guardou a gravação caso fosse preciso mostrar para Tony.

••


Romanoff estava no topo da torre pensando em todos esses anos e agradecendo que não tinha falado o nome dela em nenhum momento da discussão dela com Rogers; Clint foi atrás de Romanoff, àquelas suspeitas dele que ela sabia algo mais e não queria falar tinham se concretizado ao ver que ela evitava contato ou que Müller a visse na torre. Romanoff aparentava tão perdida com ela mesma do que em New York, que só quem conhecia realmente ela sabia que ela estava com medo.
- Nat.
- Clint. – Romanoff enxugou as lágrimas antes de se virar.
- Está tudo bem? – Ele deixou a ruiva dar o primeiro passo para o assunto.
- Sim.
- Eu te conheço, me fale o que aquela garota sabe que você não quer que ninguém saiba, Nat, você pode confiar em mim.
- Clint, não é tão fácil, ela acha que... Eu morri quando vim buscar o Cubo.
- Como?
- Quando eu fiz vocês me seguirem e eu usei minha própria arma para atirar e fiz toda aquela cena, era para despistar a Hydra. Apenas eu sabia que ia descobrir e que alguém ia avisar que eu tinha falecido, só não sei o que eles falaram para ela. Se ela souber que eu trai”. – Ela fez aspas com os dedos. – A Hydra, eu tenho certeza que ela vai ficar brava comigo. – Romanoff estava completamente emocionada.
- Você se apegou a ela no período que estava lá. – Clint respirou aliviado.
- Sim, eu a treinei, armas brancas e de fogo, ela é ótima Clint e inteligente demais fora que ela foi cobaia do Projeto GF 96.
- Projeto GF 96? – Colocou a mão na boca, demostrando está pensativo.
- Sim, os cientistas deles desenvolveram um soro para fazer mutação no DNA dela, eu só não sei se desenvolveu nela ou não, saí muito antes de saber algo dela.
Romanoff explicou tudo o que sabia sobre o Projeto 96, que para ela continuava como Projeto GF 96 só que a mesma não sabia da alteração do nome, além de falar que foi treinada por Bucky e por outros integrantes da H.Y.D.R.A.. Clint entendeu tudo ainda mais o medo de Romanoff.
- Você não acha melhor esperar tudo se acalmar aqui e depois você ir de encontro dela para conversar? Eu tenho certeza que ela vai entender.
- Você acha que ela vai entender? Eu acho que ela vai querer é me xingar de todos os nomes.
- Bom, se ela te ama do modo que você falou, então ela vai sim, ela parece ser legal.
- Ela é um doce, só não entendo o porquê dela estar fugindo da Hydra.
- Revolta.
- Impossível, o Caveira Vermelha cuidava dela como o objeto mais precioso, preciso achá-la logo.
-Você vai achar e falar com ela.
Clint puxou Natasha para um abraço apertado e caloroso fazendo um carinho suave em seus cabelos ruivos, fazendo-a se acalmar e tentar que seu medo passasse por alguns minutos ou até mesmo algumas horas.

••


Enquanto isso na sala, Rogers ficava repassando todas as informações de Müller, principalmente a raiva que ela passou ao olhar para ele, em sua mente, ele sabia que tinha algo diferente naquela historia toda; Por mais que ele tentasse, não conseguia confiar em Müller, ainda mais pelo fato dela estar sempre acusando ele de ter dado um sumiço em Bucky, mas no fundo, com todas aquelas dúvidas, com todas aquelas incertezas, aqueles olhares, ele sentiu algo como se ele já tinha conhecido de algum lugar, um leve sentimento de que seu coração batia um pouco a mais por ela do que pela própria Sharon; Ele esfregou os olhos e balançou a cabeça para espantar os pensamentos e aquela suposta hipótese de estar sentido algo por aquela garota, Steven foi para a sacada com uma garrafinha de água, ele olhava o sol se pondo com os mesmos pensamentos de antes.
- Steve? – Sharon chamou fazendo despertar de seus pensamentos.
- Sharon, aconteceu alguma coisa?
- Não, mas eu sei que você não aprovou que Pepper ficasse do lado dela, muito menos de ter a deixado sair sobre nossos cuidados.
- Não entendo o por quê. Ela confia tanto nessa garota, ela é uma agente da Hydra. – Rogers disse inconformado.
- Podemos tentar procurá-la e ir atrás dela e ver o que ela esconde e o que ela sabe da Hydra.
- Não sei, Sharon, Pepper deve estar amparando ela de longe.
- Steve, ela pode estar tramando algo contra nós, ela é uma agente da Hydra, você vai mesmo deixar ela solta por aí, enquanto você pode conseguir informações dela? – Agente 13 falava colocando pressão em Rogers.
Claro que Carter estava interessada nas informações que Müller tinha, mas ela estava mais interessada ainda em capturar e seria muito fácil fazer isso manipulando Steven, já que ambos estavam em um relacionamento – não oficializado ainda, e ele não iria desconfiar nada. Ela era uma agente, qualquer informação da Hydra era lucro, e qualquer informação sobre Müller, Bucky e ainda poder matar o Caveira Vermelha e destruir toda a H.Y.D.R.A., seria uma vantagem e tanto, mas aquele leve sentimento fazia com que ele pensasse em deixar dar o primeiro passo e se entregasse ou mudasse de lado.
- Quer tentar achá-la? Eu procuro sem levantar suspeitas.
- Por favor, e me avise quando tiver alguma notícia.
- Pode deixar, Steve.
- Obrigado, Sharon. – Steven selou seus lábios em um beijo rápido e calmo.
- Eu tenho que ir. – Sharon separou seus lábios, mas manteve Rogers perto dela. – Te vejo à noite?
- Sim, cuidado.
- Pode deixar, Steve.
Carter se despediu de Rogers com um beijo rápido e deixou o herói no local que eles estavam, não demorou muito para que Wilson aparecesse a procura do Capitão América. Eles conversaram um pouco sobre Rogers e Carter, também sobre e a vontade de Rogers conseguir tirar todas as informações que ela tinha e a sensação que ele teve ao olhar nos olhos dela, claro que Sam disse que era apenas imaginação dele por conta dela ser da H.Y.D.R.A.

••


Algumas semanas se passaram e tinha se instalado na sua antiga casa em New York, a casa era linda e espaçosa e como seu pai servia o exército americano, ele tinha uma sala secreta. , em uma das faxinas que ela fazia, ela abriu o armário de baixo da escada e tinha apenas algumas vassouras, capas de chuvas e baldes. estranhou o posicionamento de alguns ganchos. Ela ajustou um dos parafusos que abriu uma porta que mostrava uma escada para descer; desceu e viu um laboratório que para aquela época, que seus pais ainda estavam vivos, era de última geração, apesar de que continha algumas tecnologias Stark nítido, pois era a marca nos aparelhos, tudo que era para estar ali tinha sido retirado e limpado, não tinha mais nenhuma informação, nenhuma folha de arquivo estava ali, era estranho pois ninguém tinha acesso ao laboratório, e não tinha como seu pai fazer a limpeza antes de falecer.
Müller abriu uma das gavetas que estava emperrada e viu uma folha pequena do tamanho de um guardanapo onde estava escrito “Todos os arquivos foram entregues para a S.H.I.E.L.D”, ela estranhou. Por que para a S.H.I.E.L.D? Até onde ela sabia, não por conta da lavagem cerebral que fizeram nela, mas sim o que ela sabia pelo próprio pai. O senhor Müller servia fielmente ao exército deixando de ser soldado de campo para ser até mesmo coronel de base. pensou e pensou, mas não achava nenhuma lógica, então resolveu terminar a faxina e depois pedir ajuda para Potts.
Ela e Pepper mantinham contato, e Potts a ajudava no necessário. As duas criaram um elo tão grande que Müller compartilhou as informações que continham dentro dos arquivos que ela pegou da H.Y.D.R.A.. Antes de Potts chegar, Müller já tinha deixado o vídeo preparado para reproduzir no laboratório de seu pai.
- Oi, , como você está? – Pepper falou ao ver na porta.
- Bem, entre, preparei um lanche para a gente.
- Não precisava. – Potts colocou sua bolsa em cima do sofá. – A casa está bonita, bem arrumada.
- Obrigada. Pepper, eu te chamei aqui para te mostrar algumas coisas e para ver se você poderia me ajudar.
- Dependendo, eu posso até te ajudar.
- Me siga, por favor.
As duas desceram as escadas, colocou o arquivo com seu nome em cima da mesa, ela explicou para Pepper e mostrou o arquivo falando que não se lembrava de nada do que estava escrito ali, só a parte que falava do começo do Projeto 96 e que depois de saber a verdade, ela saiu da H.Y.D.R.A., mas uma coisa que Müller não perdoava, era o que o vídeo retratava.
- Eu não acredito. – Pepper falou indignada ao terminar de ver o vídeo.
- Eu não acreditei também quando vi.
- Mas não pode ser verdade, alguém deve ter feito isso, tudo bem se eu pedi para o Tony ajudar, para saber se é verdadeiro ou não o vídeo?
- Pepper, eu analisei esse vídeo desde o tempo que eu saí da Hydra até hoje, não tem como ser mentira.
- Por favor?
- Tudo bem, mas não deixe ele falar para ninguém.
- Não deixarei, então esse é o motivo de tanto rancor por ele? – Pepper indagou.
- Não vou mentir, esse é o principal motivo.
Pepper ligou para Tony que chegou rápido na casa de com seus equipamentos em seu Acura NSX; Ele montou tudo rapidamente no laboratório e colocou o vídeo para reproduzir, quando ele viu o vídeo começar, nem ele mesmo acreditou no que estava na frente de seus olhos.




Continua...



Nota da autora: Que fuga meus amigos, Ninna sendo incrível até para despistar a H.Y.D.R.A.
E quem diria não? No primeiro contato Steve e Ninna já brigarem. Eu fique meia hora pensando em uma N.A decente, mas o capítulo não ajuda não é? Com todos duvidando dela e a Pepper tentando entender todo o acontecimento bom... Para quem leu a versão antiga sentiu a diferença? Ninna mais agressiva não?
Nosso principal objetivo agora é “ver” o que Tony não acreditou no vídeo, principalmente o porque da Ninna tem tanto Ranço do Steve.
(Cara beta, não precisa deixar o link da minha pagina de autora ali, pode tirar e colocar só com o icon) “Comentem o que acharam, obrigada pelo seu gostei, e nos vemos no próximo capítulo” – Alanzoka.
Vou deixar aqui os lugares onde vocês tem acesso a cada informação da Fic e também minha Pagina da Autora (http://fanficobsession.com.br/autoras/c/cevans.html/), com todas as Minhas Fanfics e informações sobre mim.






Da fanfic:


Outras Fanfics:

Ficstape – 05. Perfect. – Ed Sheeran.
DarkStrow: Projeto 96.
Before We Go.
It's Our Paradise and it's Our War Zone.
Casamento Arranjado.


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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