Distance Between Us

Última atualização: 17/08/2025

Capítulo 1


! — Os dois se viraram em direção à voz feminina e doce que chamava por ele.

Instintivamente, soltou a mão de , seu olhar buscando a dona daquela voz familiar. Seus olhos vagaram pelo ambiente, atentos, até finalmente pousarem em uma jovem de cabelos longos e sorriso amigável que se aproximava.
, ao perceber o gesto, sentiu uma pontada de irritação e constrangimento. Com um movimento discreto e calculado, cruzou os braços abaixo dos seios, como se quisesse proteger a si mesma e, ao mesmo tempo, marcar sua presença. Seu olhar fixou-se em , penetrante, quase desafiador.
— Quem é ela? — perguntou, a voz baixa, mas carregada de um tom ácido que ele conhecia bem.
desviou os olhos da figura que se aproximava e voltou a encarar . Ele abriu a boca para responder, mas hesitou por um segundo que pareceu uma eternidade.
— É... uma ex colega do trabalho. — Ele finalmente disse, sua voz soando mais casual do que gostaria.
A jovem parou diante deles, seus olhos brilhando ao olhar para . não pôde deixar de reparar como a expressão dele suavizou ao vê-la mais de perto.
— Olá, ! Faz tanto tempo! — A garota exclamou, ignorando completamente a presença de .
respirou fundo, tentando conter o incômodo crescente. Ela sabia que não era o tipo de mulher que ficava em segundo plano, mas naquele momento, sentia-se exatamente assim.
— Sim, faz um bom tempo. — respondeu, agora claramente desconfortável, talvez percebendo o clima que se formava entre as duas mulheres.
deu um passo à frente, descruzando os braços e estendendo a mão para a desconhecida. Seu sorriso era tão educado quanto forçado.
, esposa do . E você é...?
A garota pareceu hesitar por um instante antes de aceitar o cumprimento.
— Ah, claro! Prazer, sou Minah. Trabalhamos juntos no projeto do campus universitário no ano passado.
— Minah. — repetiu o nome, como se quisesse memorizá-lo. — Que bom que vocês se reencontraram, mas estamos no meio de algo importante.
Sua voz era cortês, mas a mensagem era clara. percebeu o olhar de e soube que a noite não terminaria bem para ele.
— Claro, claro! — Minah respondeu com um sorriso que parecia inofensivo, mas que interpretou como algo mais. — Me liga depois, ! Temos tanto para colocar em dia.
Antes de sair, Minah deu um passo à frente e, sem qualquer cerimônia, tocou de leve no ombro de , como se quisesse mostrar que havia notado sua presença apenas naquele momento.
— Foi um prazer conhecê-la, . — Ela disse, com uma entonação educada, mas ligeiramente condescendente, antes de lançar um último olhar para . — Cuide-se, ok?
Com isso, Minah virou-se e saiu, deixando para trás um perfume floral que parecia ter o único objetivo de irritar ainda mais.
permaneceu imóvel por um momento, tentando digerir o que havia acabado de acontecer. Quando Minah finalmente desapareceu de vista, ela voltou seu olhar para , que desviava o olhar como se procurasse um buraco para se esconder.
— Vai me dizer que isso foi normal? — perguntou, cruzando os braços novamente, desta vez com mais firmeza.
passou a mão pelos cabelos, claramente desconfortável.
— Ela é só uma conhecida, . Nada demais.
— Nada demais? — Ela riu sem humor. — Certo. Então me explica por que você largou minha mão como se ela fosse de vidro no segundo em que ouviu a voz dela?
— Não foi nada disso... — Ele começou, mas o olhar incisivo de o fez parar.
— Ah, então foi o quê, ? Estou ouvindo. — Ela se inclinou levemente, como se quisesse provocá-lo ainda mais.
Ele suspirou, derrotado, sem saber exatamente o que dizer. O clima entre eles, que já estava frágil, parecia desmoronar ainda mais, tijolo por tijolo.
— Foi apenas um reflexo. — começou, a voz mais firme, tentando manter a calma diante da tensão crescente. — Soltei sua mão porque me virei bruscamente justamente por não reconhecer de imediato a voz.
arqueou uma sobrancelha, claramente não convencida.
— Um reflexo? Certo. E agora eu sou obrigada a acreditar que você simplesmente larga a mão da sua esposa por reflexo ao ouvir a voz de qualquer mulher?
... — Ele passou a mão pelo rosto, frustrado. — Não transforme isso em algo maior do que realmente é. Minah é só uma conhecida, uma colega de profissão. Foi um encontro inesperado, só isso.
— Só isso? — Ela repetiu, dando um passo em direção a ele, os olhos estreitados. — Porque, para mim, parecia mais do que isso. Parecia intimidade, . E o pior, parecia que você queria me apagar daquela conversa.
— Isso não é verdade! — Ele rebateu, sua voz subindo um pouco. Mas ao ver a expressão magoada de , ele respirou fundo, tentando se controlar. — Eu jamais faria isso com você.
— Não é o que pareceu. — Ela respondeu, cruzando os braços novamente. Sua postura firme não escondia o tremor na voz, que revelava mais do que raiva: havia mágoa ali, misturada com a insegurança que ela odiava sentir.
deu um passo à frente, mas hesitou antes de tentar tocar no braço dela.
... eu sei que as coisas entre nós não estão fáceis, mas você precisa confiar em mim.
Ela desviou o olhar, como se não quisesse que ele visse as emoções que dançavam em seus olhos.
— Confiar? — Ela murmurou, quase para si mesma. — , você quer que eu confie, mas nem mesmo faz questão de me incluir quando essas situações acontecem. Você me deixou ali como se eu fosse uma estranha.
Ele ficou em silêncio, incapaz de encontrar uma resposta imediata. ergueu o olhar para ele, sua expressão desafiadora agora suavizada por uma tristeza evidente.
— Se é assim que será nosso casamento, talvez a Minah esteja certa. — Ela disse, sua voz baixa, mas cortante. — Vocês realmente têm muito o que colocar em dia.
Sem esperar por uma resposta, deu meia-volta e começou a caminhar, deixando sozinho com seus pensamentos e um peso no peito que ele não sabia como aliviar.
não conseguiu ficar parado enquanto se afastava. O peso das palavras dela ainda ressoava em sua mente, e ele sabia que deixá-la ir naquele estado só pioraria as coisas.
, espera! — Ele chamou, apressando os passos para alcançá-la.
Ela parou, mas não se virou. Permaneceu imóvel, os braços ainda cruzados, como se aquilo pudesse proteger seu coração das palavras que ele talvez fosse dizer.
— O que foi, ? — Ela perguntou, sua voz baixa, mas carregada de cansaço.
Ele hesitou por um instante, escolhendo cuidadosamente suas palavras enquanto se aproximava.
— Não quero que terminemos essa conversa assim. Você sabe que eu não fiz nada com intenção de te magoar.
finalmente se virou para encará-lo, os olhos brilhando com um misto de lágrimas contidas e indignação.
— Eu sei que você não faz de propósito, . — Ela respondeu, sua voz mais firme. — Mas isso não significa que não magoa.
Ele deu mais um passo à frente, mas ela ergueu uma das mãos, como se pedisse distância.
— Por favor, me deixa ficar sozinha.
... — começou, mas parou ao ver a expressão dela.
Havia algo no olhar de que o fez perceber que insistir só a afastaria ainda mais. Ele suspirou, enfiando as mãos nos bolsos, sentindo-se impotente.
— Tudo bem. — Ele disse, sua voz agora mais baixa. — Se é o que você precisa.
apenas assentiu, sem dizer mais nada, antes de se virar e continuar andando. ficou parado, observando-a se afastar. Cada passo que ela dava parecia ecoar em seu peito, como um lembrete de que a distância entre eles, tanto física quanto emocional, crescia a cada dia.
Ele queria ir atrás dela de novo, insistir, mas algo dentro dele dizia que, desta vez, ela realmente precisava daquele espaço. O problema era que ele não tinha certeza se aquele espaço não acabaria se transformando em um abismo impossível de cruzar.
💐💐💐

ficou parado por um longo momento, observando se afastar até que ela desaparecesse entre as ruas movimentadas. Um suspiro pesado escapou de seus lábios enquanto ele voltava para o carro, cada passo sentindo-se mais arrastado, como se o peso daquela discussão o puxasse para baixo.
Ele abriu a porta do motorista e entrou, deixando o silêncio do veículo envolvê-lo. Encostou a cabeça no volante por alguns segundos, os olhos fechados, tentando organizar os pensamentos que pareciam uma bagunça.
— O que estamos fazendo? — Ele murmurou para si mesmo, a voz quase inaudível no vazio do carro.
ongseong sabia que as coisas entre ele e não estavam fáceis havia algum tempo. O casamento, que um dia parecia uma promessa de felicidade e parceria, agora mais se assemelhava a uma corda bamba: frágil e instável, a qualquer momento prestes a se romper.
Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado. As brigas haviam se tornado mais frequentes e, para ele, cada discussão era como mais um tijolo erguido entre eles. E o pior de tudo? Ele não sabia como remover esses tijolos sem causar ainda mais danos.
— Eu a amo... — Ele admitiu em um sussurro, olhando para a aliança em seu dedo. — Mas será que isso é o suficiente?
sabia que era uma mulher intensa, apaixonada, alguém que colocava todo o coração em tudo que fazia. E ele... Ele era o oposto. Era metódico, racional, sempre tentando evitar conflitos. Só que essa abordagem não parecia estar funcionando mais, especialmente com .
As palavras dela ecoaram em sua mente: “Se é assim que será nosso casamento...” Ele fechou os olhos, tentando afastar a sensação sufocante que a frase trouxe. Será que ela realmente estava pensando em desistir? Será que eles haviam chegado a esse ponto?
Antes de dar partida no carro, olhou pela janela, na direção em que havia desaparecido. Parte dele queria ir atrás dela de novo, tentar consertar as coisas ali mesmo, mas a outra parte sabia que ela precisava de espaço. E, talvez, ele também precisasse.
Respirando fundo, ele ligou o carro e começou a dirigir de volta para casa. Mas, a cada quilômetro, a dúvida o acompanhava como um passageiro incômodo: será que havia algo que ele ainda pudesse fazer para salvar o que restava entre eles? Ou será que já era tarde demais?
💐💐💐




Continua...



Nota da autora: Sem nota.
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