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Última atualização: 15/11/2020

Capítulo 1

O dia mal tinha amanhecido quando os membros do Santuário de Dragões da Romênia levantaram das camas de seus dormitórios e se deslocaram para um breve café da manhã no refeitório, não demorando a partirem para a ala dos dragões, criaturas que, aos olhos da maior parte da sociedade bruxa, eram extremamente temíveis, o que não deixava de ser verdade, porém, todos os membros os viam como incríveis animais que mereciam mais estudo e atenção, eram criados e cuidados como filhos daqueles que lá viviam.
A atual diretora do Santuário, Clary Ridgebit, descendente direta do criador do local, Harvey Ridgebit, decidiu acompanhar os estudantes e seus mentores para uma checagem matinal na situação dos dragões, tinha entrado em uma conversa animada com alguns deles, tendo sido interrompida por audíveis choramingos vindos daqueles responsáveis por vigiar a ala na noite passada.
-Realmente não sabemos o que houve! - disse um deles, apertando as luvas que acabara de retirar firmemente nas mãos, os nós de seus dedos já ficavam brancos- Não nos descuidamos, temos praticamente certeza disso.
-O que aconteceu que os deixou tão nervosos assim? - questionou a mulher, franzindo o cenho, sua mente repleta de confusão, eram pouquíssimas as vezes que tiveram problemas durante a vigília da ala e em nenhuma delas um desespero como aquele era justificável.
-Chimney, o Meteoro-Chinês que foi transferido ontem à tarde do berçário para cá, desapareceu - revelou, finalmente, o outro, tinha a voz trêmula, todos os presentes soltaram murmúrios de choque e descrença.
-Levem-me até a área que ele foi deixado- pediu a diretora, seu rosto agora estava repleto das expressões firmes e decididas que deveriam tomar conta da mulher nos momentos de crise, afinal, era a líder e referência de todos ali, não poderia demonstrar as mesmas indignações, algo que somente assustaria mais seus colegas.
Ao chegarem no ponto indicado pelos vigilantes da noite, as vozes se exaltaram ainda mais, somente havia dois dos três dragões transferidos no dia anterior, aqueles que permaneceram lá estavam visivelmente amuados, comportamento completamente divergente do que costumavam apresentar. Um dos estudantes, conhecido por todos como Carlinhos Weasley, estava particularmente mais abalado, afinal, era ele quem tinha cuidado de Chimney desde o momento que seu ovo foi chocado, bem como o transferido após ter atingido a maioridade. O ruivo observava atentamente a diretora, curioso sobre os passos que ela tomaria a seguir, nunca algo desse tipo havia acontecido no Santuário.
-Timothy, preciso que envie uma coruja a ela imediatamente, sua vinda deve ser adiantada- disse Clary ao vice diretor do local, sem tirar os olhos do espaço vazio deixado pelo Meteoro-Chinês. Sem hesitar, Timothy correu para as dependências da equipe, apressando-se para enviar uma coruja à garota, informando que precisaria chegar o mais rápido possível.
Nesse meio tempo, Clary pediu que todos voltassem para suas atividades diárias e direcionou alguns mentores para investigar a situação na segunda entrada da ala, observando quaisquer pistas que pudessem encontrar. Não disse uma só palavra sobre quem era ela quando questionada, deixando Carlinhos Weasley pensativo durante os dias que se seguiram.

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Poucos dias depois, já que tinha de fazer todo o percurso da Inglaterra para a Romênia, ela chegou.
Zhang estava parada na entrada bem escondida do Santuário, que ficava no topo de montanhas para dificultar o acesso de trouxas ao local. A garota tinha feições repletas de mistério e preocupação, bastante diferentes da mulher que a acompanhava. Flora Zhang, mãe de , tinha os olhos escondidos por grandes óculos escuros e carregava metade das malas da filha, tendo apenas duas suas, era a primeira vez que visitava o lugar após a estadia de dois anos para estudar as criaturas, a sua temporada havia sido há tempos atrás, estava bastante animada para rever tudo, toda a sua excitação era visível para qualquer um que visse a cena.
Após alguns minutos, a entrada foi liberada para as mulheres, que foram recebidas por um dos mentores do Santuário, sendo levadas até a parte ocupada pela equipe por um corredor formado por altas sebes verdes, o fim dele era em um campo aberto com diversos edifícios espalhados em meio a vegetação. As duas foram direcionadas para um com dois andares, sendo recebidas pela diretora Clary Ridgebit assim que o adentraram.
-É um prazer conhecê-la, , sou Clary! - disse a mulher, cumprimentando a jovem e, em seguida, dando um caloroso abraço em sua mãe- É tão bom vê-la novamente, Flora, sinto muitas saudades dos nossos tempos de estudantes!
-Ah, por Merlin! Nem me fale, cada pedacinho desse lugar tem uma memória diferente, foram dois anos incríveis! - respondeu Flora, sorrindo largamente para a ex-colega.
-Sem sombra de dúvidas, vai ser um privilégio ter sua filha conosco, sinto muito por tê-la convocado antes, o combinado era somente depois das férias, mas foi de máxima urgência e creio que pode ajudar- Clary continuou, deixando a animação de lado e partindo para o ponto principal.
-Não há problema algum, Clary, estou apta para ajudar sempre, principalmente com os animais- a tranquilizou, dando um leve sorriso para a diretora- Aproveito e já deixo alguns pertences instalados no dormitório.
-Bom, por favor, deixem suas malas aqui na minha sala e vamos direto à ala dos dragões, podemos retornar depois- pediu a diretora, as duas outras concordaram veemente, seguindo a primeira para fora do prédio, em direção ao campo dos animais.
-Certo, Clary, o que exatamente houve aqui? - questionou Flora enquanto as três passavam ao lado do enorme prédio circular da biblioteca.
-Há algumas noites um de nossos dragões foi raptado de sua área, mesmo com duas pessoas fazendo a ronda na data, simplesmente não fazemos ideia do que poderia ter acontecido - explicou Clary, certo desespero podia ser percebido em sua voz, algo que reparou ativamente- Como eu possuía conhecimento da capacidade, pensei que poderia nos ajudar com a comunicação, nossos vigilantes não sabem de nada concretamente.
-Tenho certeza de que conseguirá, Clary, é uma capacidade extremamente incrível- reforçou Flora, sorrindo orgulhosamente para a filha- Preferimos manter segredo porque sabemos como existem pessoas mal intencionadas nesse mundo.
-Fizeram o certo, está mais segura assim- Clary finalizou, as mulheres haviam acabado de chegar no portão que separava as duas áreas do Santuário, ele foi aberto por um dos dois “guardas” que ficavam parados ali.
Clary as direcionou diretamente para o local onde Chimney iria ficar, observaram rapidamente o campo, que estava repleto de estudantes e mentores trabalhando com dragões de tamanhos e espécies variadas. Assim que obteve a visão completa dos dois companheiros do dragão desaparecido, o semblante de foi completamente alterado, a garota assumiu uma aura pesada e melancólica, abriu a portinhola e entrou no espaço sem receber ordens, com foco total nas criaturas a sua frente.
aproximou-se dos animais amuados no chão, que levantaram as cabeças assim que a garota chegou perto o suficiente, ela esticou o braço para tocá-los quando ouviu a voz preocupada a diretora dizer que seria melhor pegar luvas protetoras antes e se afastar mais, antes que pudesse responder, a mãe fez primeiro:
-Ela não precisa, Clary, trabalhamos com diversas criaturas, incluindo dragões, eles nunca a machucam, é só olhar para meus braços arranhados e perfurados e olhar para ela, não há nem uma única mordida ou queimadura.
Clary estava absolutamente impressionada com os dons de , ela achava que sabia tudo sobre, mas a capacidade ia muito além. estava agora passando calmamente os dedos pelas escamas de Farkle, como o mesmo apresentou-se, sussurrando as palavras confortáveis que normalmente os acalmavam.
-Vai ficar tudo bem, querido, você só precisa me dizer o que viu, podemos resgatar seu amigo e prometo não deixar isso acontecer com você- a voz suave de foi ouvida pelo animal.
Após alguns instantes, ela fez um último carinho na pele escarlate e se dirigiu ao segundo dragão, que foi automaticamente receptivo após observar a conversa da bruxa com o amigo.
Agora, diversos membros do Santuário rodeavam o espaço em que a garota estava, incluindo Carlinhos Weasley, para ele, era inconfundível, mesmo após os três anos que ficaram sem se ver.
Ele se lembrava bem da aura mágica que ela parecia exalar quando estava perto dos animais durante as aulas de Trato das Criaturas Mágicas, ele nunca soube como, mas ela sempre parecia saber exatamente o que os animais sentiam e queriam. Carlinhos e ficaram bastante próximos depois que elegeram a matéria de Trato como uma das opcionais escolhidas, tornaram-se bons amigos e Carlinhos não imaginava que poderia sentir tanta falta dela, mas vendo agora, só conseguia recordar os momentos incríveis que tiveram juntos, principalmente quando era em matéria de animais.
terminou de conversar com os dragões, que estavam bem melhores do que antes da chegada da garota, ela se dirigiu a diretora e perguntou:
-Os dois vigilantes daquela noite estão aqui?
-Somos nós- responderam de imediato dois homens vestidos com trajes revestidos de proteções, eles tinham olhares agitados para a garota.
-Tenho que perguntar a vocês: têm absoluta certeza de que não viram nada ou na verdade não se lembram de nada?
-Sendo sincero, nós não nos recordamos de um pedaço da noite em que tudo ocorreu, senhorita- respondeu um deles, suspirando audivelmente, com profunda tristeza.
-Imaginei- iniciou , deu uma olhada para o animais atrás dela e continuou- Os dois viram vocês sendo atingidos por uma luz azul, provavelmente proveniente de um estupefaça, em seguida, viram um bruxo completamente encapuzado capturar o Chimney, ele foi bastante rude e agressivo, por isso ficaram tão assustados- explicou , imediatamente chocando a todos, não conseguiam imaginar como ela havia tirado aquela informação de dois animais que definitivamente não falavam a mesma língua- Creio que os vigilantes tenham recebido o feitiço pelas costas e tenham tido a memória apagada, por isso não se recordam de nada.
-Realmente, faz sentido agora, em uma busca na segunda entrada, onde fazemos as transferências dos dragões, encontraram algumas pegadas e um pedaço de capuz preto que ficou preso em um galho de árvore, o sequestrador se atrapalhou na volta - Clary acrescentou, pensativa, algo a dizia que esta história estava longe de terminar.
-Acho importante começarmos a manter a ronda com mais bruxos, Clary, talvez manter alguns na outra saída- sugeriu Timothy, Clary concordou brevemente com cabeça- Podemos refazer o sistema das rondas agora mesmo, quanto mais rápido agirmos, mais eficientes seremos.
-Sim, você tem razão, vamos voltar ao escritório- concordou a diretora, em seguida, virou-se para a equipe que trabalhava na ala naquele dia- Por favor, voltem aos trabalhos e estejam atentos para qualquer sinal estranho, acho improvável que ataquem novamente durante o dia, mas não nos custará nada.
No mesmo instante, voltaram-se novamente para os animais, colocando luvas, pegando baldes com os alimentos que os dragões mais gostavam e checando aqueles que atingiram a maioridade recentemente. Carlinhos já voltava-se para o Verde-Galês que cuidava naquele dia quando foi interrompido por um grito audível provindo de Flora Zhang.
-Ah, Carlinhos! Quanto tempo! - disse a mulher, abraçando o ruivo assim que ele a reconheceu, a família Zhang era íntima dos Weasley, já tendo passado alguns feriados na Toca, Carlinhos tinha um enorme apreço por ela, o sorriso que deu quando foi abraçado era genuíno- Como você está bonito, querido, sua mãe bem disse que a Romênia havia lhe feito muito bem!
estava acostumada com o jeito de sua mãe, ela não hesitava em dizer o que estava pensando em nenhum momento, quem não conhecia a interpretaria mal, porém, era justamente sua personalidade que atraía tantos amigos e a fazia ser tão querida por todos.
Assim que se separou de Flora, Carlinhos se aproximou da antiga amiga, que já sorria por saber que estariam juntos novamente, os dois se abraçaram calorosamente, não havia nada melhor do que encontrar algum amigo de Hogwarts, onde viveram alguns dos melhores anos de suas vidas.
-Senti sua falta, - o ruivo sussurrou em meio ao abraço, alargando o sorriso da garota ao se separarem.
Antes que pudesse responder que sentia o mesmo, a diretora Clary questionou:
-Vocês se conhecem?
-Estudamos juntos em Hogwarts, ficamos muito amigos quando começamos a ter Trato das Criaturas Mágicas juntos- afirmou , relembrando o terceiro ano, quando os alunos escolhiam algumas matérias optativas.
-Ah, que sensação boa encontrar os velhos colegas de escola, fico feliz que trabalhem juntos!
-Carlinhos, você poderia mostrar o Santuário para a , não poderia? - questionou Flora, dando uma piscadela significativa para a filha- Enquanto isso, Clary e Timothy vão montar a nova ronda e vou levar nossas malas para o dormitório.
-Mãe, o Carlinhos não é desocupado, ele tem coisas a fazer agora - disse, lançando outro olhar bastante significativo para Flora.
-Ah , não vejo nenhum problema, você se importaria, Carlinhos? - exclamou a diretora, entendendo o que a mãe de estava tentando fazer.
-Claro que não, eu já estava terminando por aqui!
Após a resposta positiva, Flora seguiu Clary e Timothy para o escritório com um sorriso satisfeito, Molly e ela sempre consideraram os dois perfeitos juntos, mas eles se preocupavam muito mais com as criaturas do que com qualquer possível relacionamento que poderiam ter, fosse com quem fosse. Porém, as duas mães ainda não tinham perdido as esperanças.
Carlinhos começou mostrando todos os dragões que o Santuário ainda mantinha ali, grande parte era liberada na natureza novamente, alguns não se adaptaram e voltavam para o local, sendo sempre bem cuidados. O ruivo mostrou que havia se acostumado a levar um jato de fogo aqui e outro ali quando os maiores se assustavam, podia ver suas queimaduras espalhadas pelos braços, reparando que ele tinha ficado ainda mais forte do que era na época de escola, achou o pensamento inadequado e voltou a focalizar nas diversas espécies de dragões que lá existiam, todos poderiam ter contato direto e estudar amplamente a espécie.
Em seguida, se dirigiram para a outra ala, apenas um prédio pertencia aos animais, era o berçário. Estava repleto de pequenos dragões ainda bebês, com um espaço dedicado a ovos que ainda chocariam, Carlinhos explicou que eles ficavam lá até atingir a maioridade.
-E pensar que todos juravam que você seguiria a carreira de jogador de quadribol- disse enquanto os dois observavam os ovos de dragões sendo superaquecidos.
-Recebi uma proposta para jogar para Inglaterra, mas eu queria mesmo era estudar os dragões, já tinha me encantado por eles- respondeu o ruivo, olhando de esguelha para a garota, que tinha os olhos brilhando- Você achava que eu seria jogador também?
-Ah, não, você é muito bom no quadribol, mas gosta mesmo disso aqui- respondeu ela, esticando a mão esquerda para indicar os ovos- Isso tudo é bem mais a sua cara, eu sempre soube.
Os dois saíram do berçário e Carlinhos indicou a enfermaria, disponível sempre que alguém sofresse uma queimadura ou algum outro machucado durante o cuidado com os dragões, o refeitório, um prédio totalmente de vidro no formato de uma pirâmide, na mesma reta havia o escritório da direção, um centro de apoio ao imigrante, com tradutores e outros serviços para atender aqueles que falavam idiomas diferentes por virem de outros países e um armazém repleto de artigos para cuidados com os dragões. Em frente ao armazém, havia somente dois prédios de cinco andares correspondentes aos dormitórios, um para os estudantes, onde Carlinhos e ficariam, e outro para os mentores e visitantes do Santuário, como Flora.
No centro do pátio havia o enorme prédio circular onde ficava a biblioteca e o corujal no último andar. As prateleiras estavam repletas de livros e pergaminhos em diversas línguas sobre dragões, contendo todo tipo de informação possível sobre os mesmos.
-O que fez durante esses três anos, ? - questionou Carlinhos enquanto os dois passeavam pela biblioteca.
-Viajei com meus pais pelo mundo, minha mãe estava reunindo o máximo de material possível para escrever um livro sobre as principais criaturas de diferente países- explicou com um sorriso saudoso- Meu pai foi inicialmente para acompanhar Flora, eles não conseguem se desgrudar, você sabe, não é? No fim, ele conseguiu adquirir muito conhecimento sobre algumas plantas que não costumamos ter por aqui.
-Visitaram seus avós na China?
-Sim! Eles estão ótimos, é uma parte realmente incrível do mundo bruxo, foi bom ter contato direto com uma das minhas origens, sabe?
-Imagino, sempre ouvi dizer que é uma cultura muito rica e antiga. Qual foi o último país que visitou antes de voltar para a Inglaterra?
-Foi o Brasil! É simplesmente incrível, com certeza um dos meus favoritos, os animais são bastantes diferentes daqueles que estamos acostumados a ver aqui, eles possuem até uma lenda sobre uma espécie perdida de dragão, outra cultura bastante rica.
-O Brasil é outro que só ouvi coisas boas, gostaria de visitar algum dia- comentou o ruivo quando a dupla já saía da biblioteca em direção aos dormitórios para que pudesse descansar um pouco da viagem e se instalar- Quem sabe não acho o dragão perdido?
-Vai precisar passar muito tempo lá, viu? As informações são extremamente escassas e os documentos da bruxa brasileira que aparentemente conseguiu achar um animal dessa espécie e fazer uma catalogação também foram perdidos, ninguém sabe onde está.
-Bom, é uma aventura extremamente atrativa…
-Eu quase não voltava de lá porque estive pesquisando mais para quem sabe tentar encontrar esse tal documento, não obtive muito sucesso- explicou , seguida por uma risada de Carlinhos com relação à tentativa falha, achando que seria um ótimo mistério para os dois resolverem já que envolvia uma coisa que gostavam muito- Você vai para a final da Copa, não vai?
-Não tem como perder, essa final vai ser icônica, minha família vai alugar uma barraca por lá, vocês também?
-Eles não perdem um jogo de final, mesmo que não tenham assistido os outros, mas nesse ano meu pai fez uma grande doação de algumas plantas curativas que ele cultiva na estufa de casa para o St. Mungus, então Fugde nos convidou para uns lugares especiais de convidados- comentou, sorrindo, seus pais tinham esse tipo de mania esquisita.
-Wesley e Zhang reunidos novamente!
-Molly vai ficar extremamente feliz, tenho certeza.
Os dois mal pisaram na entrada do dormitório e Flora apareceu com um sorriso enorme no rosto, tinha a varinha em uma mão e na outra uma chave.
-Eles te deixaram o mesmo quarto que fiquei quando estudei aqui, , já subi suas malas para o quarto e me acomodei no dormitório ao lado em um quarto de visitantes- disse Flora, entregando a chave para a filha.
-Em qual andar vou ficar?
-No terceiro andar, quarto 37.
-Estamos próximos, o meu é o 38- informou Carlinhos, despertando a alegria em Flora, que torcia pela reaproximação da filha e do “genro perfeito”- Desculpem, agora tenho que voltar para os dragões, encontro vocês no jantar?
-Com certeza, querido, bom trabalho e cuidado com as labaredas- disse Flora, acenando brevemente para o ruivo, que já tinha virado as costas e seguido caminho de volta à ala dos dragões
-Ele está realmente lindo, não acha, ? - questionou a mãe enquanto as duas subiam as escadas de madeira em direção ao quarto de durante sua estadia como estudante no Santuário.
-Mãe…
-Ah, ele sempre foi bonito, mas agora…Pelas barbas de Merlin!
-Mãe!
-Desculpa, desculpa, não está mais aqui quem falou! Só que você tem que admitir que eu não disse nenhuma mentira
-Você não desiste mesmo! Esquece, não vai acontecer- exclamou a garota, suspirando baixinho ao passarem pelas escadas que levavam ao segundo andar.
-Se você pensa que eu não sei que já aconteceu, você está enganada- Flora revelou à filha, com um sorriso de canto repleto de satisfação ao ver a cara de espanto que expressou.
-Quem te contou isso?
-A Tonks.
-Essa garota se tornou uma fofoqueira depois que começou a treinar para ser auror, viu? Vou mandar uma carta bastante saudosa para ela.
-Não é fofoca se é para sua mãe.
-Claro que é, mãe, você deixaria a tia Angelina sair contando tudo para a vovó? - questionou a bruxa, utilizando a melhor amiga da mãe como exemplo.
-Óbvio que não.
-Portanto, direitos iguais- decretou ao chegarem à porta do 37, ela passou a chave na fechadura e girou a maçaneta, finalmente visualizando o seu futuro quarto.
Era um espaço ótimo, ao entrar, via-se uma cama de solteiro com uma ampla janela coberta por cortinas, gaveteiros pequenos dos dois lados da cama, uma escrivaninha com prateleiras pregadas na mesma parede para colocar os livros trazidos de casa ou emprestados da biblioteca do Santuário. Em outro ponto, havia um guarda roupa e a porta que direcionava para o banheiro, que era como todos os outros.
-É perfeito, querida, vai parecer mais com a nossa casa quando for guardando as coisas- Flora disse, com os olhos marejando, como a mãe coruja que era, ainda tinha seus momentos de ver a filha como seu bebê mesmo após a maioridade.
-Mãe, você não precisa chorar, isso aqui é igualzinho a Hogwarts.
-Estou tão orgulhosa de você, , sabe disso, não sabe? - choramingou Flora, já com lágrimas caindo pelo rosto, ela puxou a filha para um abraço familiar, fazendo sorrir, ela tinha sorte de ter uma família como a dela.
-Eu sei, mãe.

Capítulo 2

Em seu sonho, tudo que podia ver e ouvir eram imagens nebulosas demais para serem compreendidas e gritos animalescos, a garota se revirava na cama em agonia pela altura dos berros. Quando sentiu que eles ficaram altos demais, ela acordou de supetão, ofegante, com a testa úmida de suor e mãos trêmulas.
Não ficou surpresa ao descobrir que os gritos não haviam parado, pelo contrário, eles estavam ainda mais audíveis e ela sabia o que isso significava.
Havia alguma criatura em perigo nas proximidades, já tinha presenciado algo parecido diversas vezes.
A garota levantou, pegou o kimono azul deixado na cadeira da escrivaninha, vestiu-o no corpo coberto pelo pijama, calçou seus chinelos, pegou a varinha e saiu do quarto. Porém, antes que descesse as escadas em direção ao som, ouviu um clique de chave sendo girada no quarto ao lado.
Carlinhos apareceu com os cabelos ruivos bagunçados, uma cara completamente confusa e a varinha em punho.
-Aconteceu algo? - questionou ele a .
-Escutei gritos, tem algum animal ferido lá fora, estava indo checar- respondeu ela ao bruxo, franzindo a testa em dor quando os berros ficaram ainda mais graves.
-Vou com você- disse ele, mesmo sem conseguir ouvir grito algum. Antes que pudesse sequer protestar, Carlinhos fechou a porta e eles começaram a descer as escadas com pressa.
Guiada pelo som dos gritos, dirigiu-se para a entrada principal do Santuário com Carlinhos em seu encalço.
-Isso já aconteceu antes? - perguntou o garoto à , simplesmente porque não estava ouvindo nada, somente havia levantado por já estar acordado sem conseguir dormir e achou que precisava de alguma coisa.
-Várias vezes, inclusive em Hogwarts, com a Floresta Proibida logo ali do lado.
Ao chegarem à entrada, duas bruxas gêmeas faziam a ronda da noite, achando esquisito dois outros membros que não eram parte do cronograma da madrugada estarem ali, uma delas perguntou em um inglês com leve sotaque francês:
-Algum problema?
-Não sei se vai acreditar muito em mim, mas estou ouvindo gritos e isso indica que há um animal ferido nas redondezas- exclamou, ansiosa pela liberação rápida, cada segundo era importante e ela nem havia encontrado a criatura ainda- Poderíamos sair?
-Vocês viram o que ela fez com os recém-chegados aquele dia, não viram? - Carlinhos disse para as guardas que balançaram a cabeça em confirmação- Acho seguro dizer que aquilo já é uma prova das peculiaridades que ela pode realizar.
-Bem, ele está certo- a segunda guarda disse para a irmã, puxando um molho de chaves do bolso e liberando os dois.
-Obrigada- disse antes de sair rapidamente do local e continuar seguindo os sons que haviam ficado ainda mais agonizantes.
Os dois andaram por um tempo, na metade do caminho, Carlinhos já podia ouvir os uivos de dor que mencionou, apressando-se junto a ela.
Só foram parar quando chegaram em uma clareira onde um filhote de Olho de Opala repousava em uma poça bastante grande de sangue escarlate.
Carlinhos sabia que deveria proceder com cautela com um filhote tão machucado assim, porém, não questionou quando se abaixou até atingir a altura da face do dragão. Iluminando o local com a luz provinda de sua varinha, o ruivo viu os olhos da amiga ficarem dourados ao encararem a criatura, ela sussurrava palavras de conforto ao animal e, quando ganhou sua confiança, ela tocou cautelosamente o filhote até achar a causa do sangramento.
-Suas duas patas traseiras estão quebradas, precisamos a levar imediatamente para o berçário- disse a Carlinhos- Porém, o certo seria carregá-la em uma maca, levitar seu corpo sem uma base poderia piorar seus ferimentos.
-Vou buscar algum bruxo que esteja no berçário nesta noite, você fica aqui com ela?
concordou e Carlinhos refez o caminho de volta ao Santuário, enquanto isso, a garota continuava em uma conversa muda com a dragoa, tentando descobrir onde ela estava e quem a tinha ferido.
Porém, a pequena somente se lembrava de um lugar escuro e malcheiroso. Decidiu não insistir no momento já que os pensamentos dela estavam voltando lentamente para a bruxa, ela sentia sua energia sendo consumida pouco a pouco pela dor, despertando a conhecida sensação angustiante que costumava vir quando um animal aparecia machucado perto dela.
Alguns minutos depois, Carlinhos voltou com outro bruxo, o magizoologista responsável pelo berçário no momento.
Sem muitas perguntas, os três levantaram cuidadosamente a dragoa até a maca trazida pelo bruxo e com um movimento da varinha de , ergueram-na no ar.
-Como conseguiu a encontrar? - perguntou o mentor.
-Ouvi seus gritos do meu quarto.
-Ah, certo…- exclamou ele confuso, não havia conseguido escutar nada nem mesmo na entrada do Santuário- Foi importante, talvez só conseguíssemos encontrá-la pela manhã, já seria tarde.
Ao chegarem, a dragoa foi levada imediatamente para a parte hospitalar do berçário, onde o bruxo garantiu que seria bem cuidada e que os dois poderiam visitá-la pela manhã.
Então, sem muita vontade, retornou ao dormitório na companhia de Carlinhos, ainda aflita com a situação da criatura.
-Conversou com ela, ? - o ruivo questionou, olhando de soslaio para a garota.
-Sim, ela estava muito fraca para revelar mais coisas, somente disse que estava em um local muito escuro e malcheiroso, possivelmente uma caverna.
-Acha que ela tem algum envolvimento com o rapto do Meteoro-Chinês?
-Eu tenho certeza.


Alguns dias haviam se passado e a pequena Olho de Opala estava se recuperando cada dia mais. Após tomar conhecimento do envolvimento de no encontro da criatura, Clary permitiu que a bruxa a nomeasse, já que a mesma tinha dito que não possuía um, indicando que havia nascido em um cativeiro que não se preocupava nem um pouco com os animais.
decidiu por chamá-la de Lysa e quando questionada do porquê por Carlinhos e Clary, respondeu:
-Meu patrono é um Olho de Opala e desde que descobri sua forma, chamei de Lysa, talvez pareça meio bobo nomear o patrono, mas sempre tive uma conexão especial com os animais, não foi diferente com aquele animalzinho de luz.
Carlinhos não conseguiria evitar o sorriso que surgiu em seu rosto com as palavras de , o ruivo, desde que passou a conhecer melhor a bruxa, nunca deixou de admirá-la, havia algo de muito encantador em todos os movimentos e falas de que o deixavam facilmente inebriado, ficou extremamente feliz de poder conviver diariamente com ela novamente.
O fato não passou despercebido aos olhos da diretora, que lançou um discreto sorriso lateral ao observar como Carlinhos a olhava, entendendo completamente o motivo da amiga Flora querer juntar os dois.
-Ah, eu sei que vocês estão há um passo de desistir de assistir a final da Copa para acompanharem a Lysa, mas eu não vou permitir isso de maneira alguma- Clary disse, apontando o indicador para os dois jovens a sua frente.
-Por que? - disseram Carlinhos e em uníssono, um tanto indignados com a exigência da diretora.
-Primeiro, Carlinhos, querido, você mal sai daqui para ver a família, já está na hora, pelo amor de Merlin! - exclamou Clary, fazendo os dois darem risadas- E você, , vai pelo mesmo caminho do bonitinho aqui, então, não vai fazer essa desfeita agora, isso é uma ordem da diretora!
Por fim, só restou aos dois bruxos aceitarem a exigência de Clary, mais seguros por saberem que Lysa estaria sendo bem cuidada.


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-Adivinha quem é? - gritou uma voz estridente e animada ao mesmo tempo que tampava os olhos de com as mãos.
-Merlin, Tonks, que susto! - a garota respondeu de volta, tirando as mãos que cobriam seus olhos e abrindo um sorriso de imediato quando viu a melhor amiga, que não tinha mudado nadinha.
-Ah, minha esquisitinha favorita, que saudades de você!- Tonks gritou, puxando para um abraço apertado e cheio de saudade, afinal, as melhores amigas não se viam desde que tinham terminado os estudos em Hogwarts, Tonks tinha uma rotina apertada com o treinamento para Auror e partiu logo em seguida para a longa viagem com os pais.
-Ainda com o cabelo rosa, Tonks?
-Você sabe que esse sempre foi o meu favorito, mas por você eu mudo para qualquer cor, gatinha.
-Ah, não, esse realmente reflete sua personalidade, Tonks, não tem como negar.
-E como foi a volta para a nossa querida Europa?- questionou a bruxa enquanto as duas andavam pelo acampamento repleto de barracas do campo designado para a Copa, passando por várias pessoas divididas entre as cores das bandeiras irlandesa e búlgara- Cada carta que você me mandava era um suspiro imaginando quão incrível a experiência deve ter sido.
-Realmente, é enriquecedor, tanto pelas culturas, quanto pelo conhecimento sobre os animais que obtive, poder falar com algumas criaturas que eu mal conhecia e passar tempo com elas, fui muito feliz nesses anos todos, só faltou você mesmo- comentou, com um largo sorriso- E você, futura Auror, como estamos?
-Está cada dia mais pesado, viu? Mas ano que vem já posso ser considerada oficialmente Auror do Ministério da Magia! Vou entrar em ação de verdade e mal posso esperar!
-Meu orgulho de você só aumenta, não dá!
-E o meu por você, esquisitinha? Oficialmente membro do Santuário de Dragões da Romênia, um dos maiores do mundo!
-Sabe quem está por lá também? - questionou , ao receber um aceno negativo de Tonks, completou- O Carlinhos Weasley.
-Mentira! - gritou Tonks no meio de todo mundo, dando pulinhos de alegria- Finalmente o futuro que mentalizei para vocês vai acontecer.
-Que futuro, sua doida?
-Vocês dois juntinhos criando vários dragões, é claro!
-Realmente, estamos criando dragões, mas não “juntinhos”.
-Porque você é boba.
-Cala a boca, não sou boba.
-Não tem outra palavra para você que não essa, como que deixa um homem desses passar?
-Tonks, para de graça, você viu que não deu certo.
-Não deu certo porque vocês dois não deixaram, não entendi até hoje porque não levaram a coisa para frente.
-Porque não nos gostamos, Tonks, simples.
-A vontade de pegar minha varinha e enfiar no seu nariz está enorme- Tonks disse, dando um tapa leve no braço da amiga com as costas da mão- Pelo amor de Merlin, já viu como ele te olha? Como se você fosse o dragão mais incrível do mundo! E isso é muito bom quando estamos falando do Carlinhos.
-Falando o que de mim? - uma voz masculina disse, de repente, fazendo as duas amigas ficarem em alerta, ao virarem para trás, perceberam que o dito cujo estava logo ali, encostado na entrada da cabana.
-Que você trabalha no Santuário há bastante tempo e já se acostumou a viver mais lá do que em casa, não é, Tonks? - mentiu, respondendo surpreendentemente rápido.
-Sim, sim, é isso mesmo!- Tonks concordou, segurando a omissão da amiga e indo abraçar o velho colega de escola- Quanto tempo, Carlinhos, tudo certo?
-Tudo perfeito, Tonks, e você?
-Maravilhosamente bem.
Subitamente, a conversa foi interrompida por um grito estrondoso vindo da cabana dos Weasley.
-, querida! - disse Molly ao chegar na parte externa, abraçando fortemente a bruxa que desejava com todo o coração que fosse sua nora- Como você está linda, sentimos tanto sua falta!
-Senti muitas saudades da minha segunda família, Molly- falou , abraçando fortemente a bruxa ruiva.
Dali em diante, todos os Weasley passaram a abraçar quando os quatro entraram na cabine, lá dentro, Flora e Clay, os pais de , esperavam as garotas se juntarem para ocuparem seus lugares na arquibancada juntos.
-Guardei todos os suéteres de Natal que tricotei para você nesses últimos anos, com as suas cores favoritas, - Molly disse à bruxa enquanto caminhavam até o estádio onde o jogo ocorreria.
-Não precisava ter tido esse trabalho, Molly.
-Nunca é trabalho demais quando é para você, já faz parte da família!
Carlinhos, que estava logo atrás da duas, não deixou de rir do jeito que a mãe ficava quando estava próxima. Antes mesmo de se tornar amigo próximo da garota, os pais dos dois sempre foram bastante amigos e estavam constantemente em reuniões na Toca e, conforme foram crescendo e ficando mais próximos, Flora e Molly sempre tentavam fazer com que formassem um casal, colocando-os para irem a lugares sozinhos, elogiando um ao outro quando não estavam presentes no mesmo local e muito mais. Sabia que se a mãe pudesse escolher alguém para ele casar, com toda certeza, seria Zhang, porém os dois nunca deram indícios de nada além da amizade, o que só parecia instigar mais as duas mães a obterem sucesso na missão.
Mal sabiam as duas que aquilo que tanto almejavam já tinha acontecido, Carlinhos sabia que sua mãe desmaiaria de felicidade.
As coisas começaram mesmo no sexto ano, apesar do ruivo estar caidinho por desde o quarto, foi só naquele ano que os olhares ficaram mais intensos, o clima mais quente e a vontade de beijar a garota quase impossível de segurar, uma coisa levou a outra e os dois passaram a se encontrarem escondidos nos jardins ou em armários de vassouras.
Nunca tiveram nada sério ou oficial e até hoje Carlinhos não conseguia compreender o motivo daquilo ter acabado, somente entraram em um consenso silencioso de que, seja o que fosse, aquilo deveria terminar.
E Carlinhos se arrependia amargamente disso toda vez que sorria.


Aquele jogo fora vencido pela Irlanda, mesmo com o apanhador búlgaro pegando o pomo de ouro, os Zhang voltaram com os Weasley e seus dois convidados, o famoso Harry Potter e a srta. Hermione Granger, para sua cabana para continuarem com a confraternização interrompida pela chegada do horário da partida. Após as despedidas, Flora, Clay e voltaram para sua própria barraca, mas mal tinham entrado nela quando ouviram gritos e uma agitação ali por perto.
De repente, a pequena agitação se tornou clara, vários mascarados passaram a colocar fogo em barracas específicas e os três bruxos resolveram agir.
Clay lançou um feitiço com a varinha e a barraca dos três virou uma simples trouxinha que o bruxo colocou no bolso.
-Vou seguir por ali e avisar os Weasley, vejo uma movimentação por lá- disse, seus pais assentiram e seguiram juntos pelo lado oposto.
-Cuidado, querida, por favor!- Flora alertou à filha antes dela correr em direção a barraca dos Weasley, enquanto lançava aguamenti nas barracas que pegavam fogo em seu caminho.
Quando chegou, os Weasley já estavam fora da barraca, Arthur ordenou que os filhos menores de idade, bem como os dois amigos de seu filho Rony, corressem para a floresta e eles assim fizeram.
-Está tudo bem, ?- Carlinhos perguntou quando os dois, Gui, Percy e os pais dele correram para tentar ajudar a impedir o motim que estava sendo realizado.
somente assentiu ao passo que todos corriam, socorrendo alguns bruxos com queimaduras, apagando as chamas das barracas e tentando encontrar algum dos culpados e impedi-los.
No entanto, quando encontraram, ainda longe do ponto em que estavam, tiveram a visão dos mascarados rindo enquanto o Sr.Roberts, o homem trouxa que estava responsável pelo campo, e sua família eram torturados. ficou extremamente angustiada e sentiu as lágrimas se acumulando em seus olhos.
-Precisamos fazer alguma coisa- a bruxa sussurrou para Carlinhos, que estava ao seu lado.
Antes que ele pudesse responder e que o grupo pudesse armar uma estratégia para dar conta dos torturadores, uma marca muito conhecida, que não era vista há quatorze anos, apareceu vibrante no céu escuro.
A marca de Voldemort.
O susto foi tamanho que os mascarados deixaram os trouxas de lado e aparataram imediatamente sabe Merlin para onde.
-Eu não acredito- Molly disse, com uma das mãos tapando a boca.

Após o ataque, o Ministério recebeu duras críticas por conta da falta de segurança, os trouxas atacados receberam os devidos cuidados e tiveram suas memórias apagadas, agora, todos tinham certeza que os antigos Comensais da Morte se reuniram para causar desconforto e caos no meio bruxo.
Porém, ainda sim, a conjuração da marca de Voldemort continuava sendo uma incógnita, já que até mesmo os Comensais se assustaram com a sua aparição. tinha ouvido alguma coisa sobre terem acusado uma elfo doméstico pelo feito, mas elas duvidava muito de que a pobre elfo tenha feito algo do tipo por livre e espontânea vontade, se é que havia sido ela mesmo.
Quase ao fim do verão, e Carlinhos voltaram para o Santuário, porém, acabaram recebendo notícias nada boas.
-Mais dois dragões, recém transferidos do berçário, sumiram completamente! - Clary disse aos dois no berçário quando foram visitar Lysa, já bastante recuperada dos traumas- Realmente, não faço ideia do que fazer, já troquei o esquema de turnos, coloquei mais dois bruxos na outra saída e mesmo assim, mais dois sumiram!
-Clary, vou conversar novamente com os outros que estavam no mesmo campo que os desaparecidos e tentar conseguir informações novas- exclamou, bastante triste com a situação, isso significava que todos aqueles dragões deveriam estar sofrendo muito em seu cativeiro, de onde ela suspeitava que Lysa tinha saído.
-Vou juntar um grupo para buscarmos nas redondezas por alguma pista, mesmo que pequena- Carlinhos prontificou-se- Não se preocupe, Clary, vamos descobrir quem está maltratando nossos dragões.
A dupla partiu, cada um exercendo a função informada à diretora, obstinados a encontrarem um culpado para aquilo e resgatarem os dragões desaparecidos antes que fosse tarde demais.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.



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