CAPÍTULOS: [prólogo][1][2][3]





Elemental War






Última atualização: 05/01/2017

Prólogo


— ORDEM! — Ray gritou, fazendo os membros do Conselho focarem sua atenção na presidente, acabando com todas as discussões e trocas de ideias que estava ocorrendo na sala de reuniões de Nethon.
— Não quero mais discussões nesta sala. — Ray exclamou de novo. O silêncio reinava. — Não temos tempo a perder. Estamos a receber novos ataques a cada dia. Uma maior quantidade de inocentes morre a cada dia. Precisamos a uma solução agora. — A mulher, de cabelo platinado e olhos azuis, respondeu severa.
— Senhora — um dos membros da Luz, Hachar, pediu permissão para falar —, eu concordo com a sua opinião. É realmente perigoso deixar o destino da nossa dimensão nas mãos de adolescentes, mas eles não são apenas adolescentes. Eles são os guerreiros mais fortes que temos. Eu acredito nas suas capacidades e, no momento, é a melhor opção. Aliás, é a única que temos.
Ray suspirou, concentrando-se no mapa que estava à sua frente. Ela não queria, de forma alguma, colocar a vida daqueles adolescentes em perigo. Mas não tinha escola.
— Garan, quero que entre em contato com os presidentes das respetivas estações. Preciso dos oito adolescentes aqui em Nethon, dentro de três dias, para começar os treinos. Reunião encerrada.
O homem assentiu, saindo apressadamente da sala.
Ray se retirou, saindo da sala de reuniões e caminhando pelos grandes corredores do palácio. Parou perto de uma das grandes janelas, observando as quatro estações ao longe, caindo no desespero: Tempo, Espírito, Eletricidade e Convexidade. A mulher se encontrou refletindo sobre a sua própria decisão. Ela havia colocado todas as esperanças daquela dimensão na mão de oito adolescentes.
Eram eles, então, a última esperança para acabar com a Guerra dos Elementos.

Capítulo 1


Convexidade: Estação 1

Convexity (Também conhecido como respiração dimensional):

Esse elemento descende dos dragões roxos. Como consequência, quem controla esse elemento tem os olhos violeta, sempre que o usa. A convexidade vem da energia dos cosmos e de outras dimensões, podendo controlá-la e torná-la naquilo que desejarem. A aplicação da energia, a força devastadora, o foco concentrado da energia espacial e a distância da explosão são determinados pelo utilizador. Um feixe que pode criar portais para outras dimensões ou para uso de transporte. No entanto, os controladores desse elemento podem atacar sem intenção, uma vez que os seus sentidos são bastante apurados.

***


A sala do palácio da estação se encontrava cheia. Cheia de crianças, que, mesmo em tempo de guerra, conseguiam espalhar a alegria. Esperavam bastante ansiosas assim como os seus pais. Era o Dia da Eleição. O dia em que o dom do elemento era dado às crianças merecedoras do mesmo.
Todas as crianças, com os seus frescos 6 anos, esperavam ansiosamente. Nem todas, na verdade. A maior parte estava nervosa para saber o resultado. Ser merecedor de um dom desse tamanho era algo bastante valorizado. E outros estavam tristes com a possibilidade de serem escolhidos. Não queriam deixar a família e serem treinados para se tornarem guerreiros. Não mesmo.
As pessoas mais preocupadas e com o coração nas mãos eram os pais. Estavam passando mal com a possibilidade dos seus filhos serem levados e serem obrigados a crescerem fora do tempo.
A sala era enorme, decorada com bastante prata e alguns pormenores roxos, por essa ser a cor do elemento. Pelas janelas, embora se visse uma parte da estação destruída, ninguém se importaria. Não num dia tão importante, em que estavam nascendo novos guerreiros com um grande dom.
Este ano, a sala não estava tão cheia como nos anos passados. Em tempo de guerra, cada vez há menos crianças, o que realmente procupava Aether.
Como Presidente da Estação, ela sentia-se na obrigação de proteger o seu povo, a sua família, o que se estava tornando cada vez mais difícil.
A mesma estava sentada em seus aposentos do edifício, preparando o seu discurso para as crianças que a esperavam. Na verdade, não tinha muito o que preparar ou ensaiar, pois o Dia da Eleição era algo anual. Olhou-se no espelho, ajeitando o vestido violeta que tinha sobre o corpo, e saiu do quarto, caminhando pelos corredores daquele enorme palácio do qual chamava de casa.
Dirigiu-se à sala da eleição, subindo até o palco improvisado.
— Boa tarde a todos! Sejam muito bem-vindos ao dia da eleição deste ano — sorriu cordealmente, recebendo toda a atenção da sala. — Hoje, é um dia bastante importante para aqueles que forem escolhidos assim como é importante para a nossa estação. Em tempo de guerra, precisamos de toda a ajuda possível. Vamos, agora, prosseguir, então, a eleição.
O clima na sala ficou tenso. Todos estavam super focados na mulher que se encontrava perto da Esfera Elementar. Essa esfera era a fonte do elemento, protegida de tudo e de todos. Também era esta que decidia quem era merecedor do dom ou não.
Perto da esfera, apareceu , a filha tão protegida por Aether. A garota sorriu, concentrando-se e dando início à cerimônia. Um tipo de luz roxa saiu da esfera, causando um ótimo espetáculo visual e, logo a seguir, os tão esperados escolhidos ficaram rodeados por violeta, fazendo os seus olhos virarem violeta pela primeira vez.
20. Apenas 20. Era esse o número de escolhidos. abriu os olhos — não mais azuis como o céu, mas, sim, violetas vivos. Espantou-se com o resultado, assim como a sua mãe.
Todo mundo estava ciente de que o número de escolhidos seria bem menor que o normal, pois não havia tantas crianças. Eram muito pouco. Não era, definitivamente, normal. Era até preocupante.
E esfera elementar deixou de reluzir a luz roxa, voltando ao normal e dando assim por terminada a eleição.
Aether voltou ao seu posto, dando uma longa palestra aos escolhidos sobre o que iria acontecer e sobre quais as obrigações que teriam, a partir daquele dia, falando também com os pais, em lágrimas.
Enquanto isso, saiu da sala intrigada. 20? Ela nunca tinha visto um número tão pequeno em todas as suas 16 primaveras. Como um hábito que tinha, utilizou o seu elemento para se teletransportar até o quarto do seu irmão. Teria que contar as novidades e começar a criar possíveis teorias para o acontecimento.
— Buh! — exclamou assim que apareceu no quarto do mesmo.
— Caralho, ! Já falei para usar a porra da porta umas mil vezes!
— Ah, Luke, deixa de frescura! Não tem nada que eu não tenha visto aí — falou de novo, se jogando na cama do garoto. — Você nem sabe das novidades…
— Vai me falar da eleição, é? Porque, caso não se lembre, este ano era o meu ano de acender a esfera, não o seu. — Luke bufou. Ele e sempre dividiam; um ano ele, um ano ela.
— Tô indo mal na Matemática… — A garota riu. — Mas, poxa, quer saber ou não?
— Quero, sim, escrota.
— Este ano só houve 20 escolhidos, Luke. — falou, e Luke trancou a cara em seguida.
— 20? Como assim? Isso não é possível. Para de me trollar. — Revirou os olhos.
— Estou falando a verdade, caralho. Se você tivesse assistido, ao invés de ficar de birra, eu não precisaria estar te contando. — A garota revirou os olhos, seguindo o irmão.
, não tô acreditando.
— Mas que porra, Luke! Eu tô falando que é verdade! — exclamou, sentindo a raiva fluir. Um dos defeitos da menina era ser demasiadamente explosiva, e o seu elemento não ajudava. Luke, ao ver os olhos da menina se transformarem em violeta e a mágica do elemento flutuando em suas mãos, acreditou em suas palavras.
— Ôpa! Calma aí, bombinha! — Brincou. — Eu acredito em você, mas, poxa, isso é muito pouco!
— Eu sei! — exclamou. — A gente temos que investigar…
— Claro que…
Luke foi interrompido por alguém batendo na porta e, com preguiça, levantou-se para abrir a mesma.
— Está na hora do treino, Luke. — Ron, um dos professores de e Luke, exclamou.
— Eu sei, eu sei… Já tô indo.
— Por acaso, não viu sua irmã?
— Buh! — apareceu coberta de luz roxa atrás do homem, assustando-o da mesma forma que tinha assustado Luke.
— Você precisa parar com isso. — Luke riu da expressão irritada de Ron.
— Talvez, um dia…

Espírito, estação 2

Spirit:

Spirit é o quinto elemento e um dos mais poderosos, e com mais variedade. Quem controla esse elemento tem a capacidade de ver a emocional das pessoas, criar ilusões e usar a telecinese. No entanto, o maior dom de quem controla o Spirit é o beijo das sombras. Quando o portador desse dom pretende, consegue fazer com que o seu espírito entre na cabeça do alvo e veja tudo, desde as memórias até os pensamentos.
Mas, cuidado, um uso descontrolado do elemento pode levar à morte.

***


— Ashton Irwin, dirija-se à sala destacada.
O garoto loiro levantou lentamente, sentindo todos os olhares em cima de si. Odiava ser o centro das atenções! Preferia ficar no seu canto, fazendo suas coisas.
Sua vida, antes de ser um dos escolhidos, era uma vida feliz aos olhos do garoto. Ele era proveniente de uma família pobre, que sofria bastante, devido à guerra. Ele vivia com a sua mãe e a sua irmã mais nova. Devido à guerra, ele não ia à escola, então ficava em casa, pois, desde pequeno, sempre amou a sua família, apesar de terem pouco. Depois, o Dia da Eleição chegou, e tudo mudou. Foi transferido para a Academia da Estação, que ficava bem perto do palácio. Foi difícil se acustumar. Os treinos eram bastante difíceis, o que fazia o pequeno garoto se sentir sobre demasiada pressão.
Hoje, com os seus frescos 18 anos, estava terminando o exame final. Assim que ele passasse, iria ser tratado como um guerreiro da segunda estação e lutar como todos os outros, que, normalmente, acabavam aniquilados.
Voltando ao presente, o rapaz humilde levantou, dirigindo-se à sala onde seriam examinadas suas habilidades.
— Ashton Irwin, estou certo? — um dos homens presentes perguntou, e o garoto afirmou com a cabeça, nervoso. Por, além de ter bastante gente olhando, estava diante do Presidente da Estação, Arcanis. Um homem com um pouco de idade, com um ar bastante sério e imponente.
— Quero que execute o beijo das sombras na garota. Contaremos quanto tempo você demora e a forma com que você domina o elemento. Boa sorte! — O mesmo homem sorriu amarelo, prevendo o que iria acontecer. Todos erravam. O beijo das sombras era bastante difícil de controlar, podendo levar a ferimentos mentais, tanto da pessoa que está executando o poder como do alvo.
Ashton engoliu em seco, avançando até a garota. Focou nela, reparando em seus detalhes e, logo em seguida, fechando os olhos, concentrando-se. Sentiu seu corpo exalando o poder. “Você é capaz”, pensou e, depois de algum tempo, abriu os olhos. Já não estava mais no seu corpo, mas, sim, no da garota, conseguindo acessar todas as suas emoções, pensamentos e até as memórias mais escondidas. Observou que o seu corpo não estava mais ali, era como se tivesse evaporado e, em seguida, sorriu vitorioso em direção ao homem que o havia desafiado minutos — ou horas atrás. Ele não fazia a mínima ideia do tempo que havia demorado a executar o poder. Reparou também nas expressões admiradas dos presentes e se sentiu extremamente feliz ao ouvir todas as palmas glorificando o seu feito. Arcanis manteve-se sério, observando o garoto (agora, na forma de garota) à sua frente. Ashton logo voltou ao seu corpo original, perdendo conexão com a mente da garota. Arcanis tomava notas mentais sobre o rapaz. E já sabia o que fazer com ele no futuro.

Capítulo 2


— Finalmente, Ashton! Tô esperando faz mais de uma hora, caralho!
O garoto ruivo gritou para o amigo. Estava esperando Ashton sair do seu teste faz muito tempo. Parece que Ashton havia demorado mais que o previsto...
— Foi mal, moleque. — Ashton falou. Sempre foi um garoto solitário, sem muitos amigos. Quando arranjava uns, sempre acabava magoado. Até que conheceu Joe, um ano mais novo que ele. Considerava-o como um irmão e se ajudavam mutuamente. Não poderia estar mais grato, por tem alguém que se importasse realmente com ele.
— Mas, e aí, como foi? — Joe perguntou, enquanto os dois caminhavam para o refeitório da academia.
Joe também era um dos escolhidos, mas, visto que era um ano mais novo que Ashton, sairia da academia este ano.
— Eu acho que fui bem... — O garoto loiro coçou a nuca. — Eu consegui executar o Beijo das Sombras.
— Nossa! Eu tô chocado... Como que foi a sensação? — Joe perguntou curioso.
— Foi... Sei lá! Eu, basicamente, me senti a garota, sabe? É bem estranho... — Ash respondeu meio confuso.
— Quando que você vai... Você sabe... Sair da academia? — falou, sentando numa das mesas do grande refeitório.
Ashton fez o mesmo, sentando-se ao seu lado.
— É... Eu ainda não sei. — Ashton respondeu meio triste.
Um silêncio constrangedor se instalou entre os dois.
— Ashton, me segura.
— Oi?
— Ela tá ali... Nossa! Que linda! — Joe apoiou o cotovelo na mesa, babando em cima da garota que passava ao fundo do refeitório.
Ashton, confuso, virou-se, olhando para trás e vendo de quem se tratava. Hanley, a garota mais popular na academia. Ela estava sentada, junto com as amigas, animada. Ela era linda, de fato. O cabelo quase branco junto com os olhos azuis claros eram uma combinação maravilhosa, que fazia os garotos babarem nela.
Ashton deu de ombros.
— Bonita só por fora mesmo... — Ashton falou de boca cheia.
— Cala a boca. — Joe continuou babando na menina e sorrindo que nem um idiota.
— É tempo de guerra, e ela apenas se preocupa com ela mesma e com a popularidade, demasiadamente ridículo. — Ashton disse.
— Ela é boa no que faz. Uma das melhores, até.
— Não se iluda, Joe.
Joe deu de ombros, não se importando com a opinião do amigo.
Do outro lado do refeitório, falava alegremente com suas amigas. Ela era popular, isso era. Mas ser popular não é sinónimo de não se importar com as pessoas. Ela era amiga. Era mesmo. Apenas criava uma espécie de máscara para se proteger do mundo exterior. O seu passado não tinha sido fácil, e ela, normalmente, não confiava nas pessoas. Não poderia nem contar o número de vezes que fora apunhalada pelas costas. Mas as suas fraquezas a tornavam mais forte.

***


Electricity:

O portador deste elemento pode criar, formar e manipular a eletricidade, uma forma de energia resultante do movimento de partículas carregadas, permitindo o controle sobre campos elétricos, todos os portadores de carga eletrônica e as forças electromagnéticas. Quem domina este elemento tem a capacidade de usar a telecinese, uma vez que utiliza os campos magnéticos controlados por eletricidade.

Eletricidade: Estação 3

— Eu falei que era o melhor. — Calum falou com um sorriso de lado, encarando o garoto no chão, derrotado.
As pessoas que assistiam estavam estupefatas. Calum era realmente dotado. Não só era filho do épico Solaris, Presidente da Estação, como também era um dos melhores guerreiros. Ele nem treinava na academia, pois estava severamente à frente dos outros. Era bom demais ao seu ver.
— Mais alguém? — O garoto encarou a plateia, esperando um voluntário. Estava na academia, dando uma demonstração de poderes aos alunos do último ano. Já havia derrotado 3 e não esperava mais nenhuma vítima.
— Eu. — A sua expressão mudou drasticamente para surpresa ao ver uma garota ruivinha levantar a mão. Ela não apresentava expressão, parecia uma tela em branco. A mesma se levantou e caminhou até o palco improvisado, colocando-se de frente para Calum a uma distância aceitável.
— Tem certeza, cenourinha? — Calum riu sarcasticamente. Alguns o amavam e, outros, diziam que ele se achava. O que não era de todo mentira.
— Vou arrancar esse sorriso bosta dessa cara ainda mais bosta. — A garota sorriu amarelo, e Calum se sentiu ameaçado. Não gostava que criticassem ou desafiassem suas capacidades. Travou o maxilar e, com um movimento da sua mão, fez as lâmpadas do local entrarem em curto circuito. Movimentou as mãos mais uma vez, pegando algumas cadeiras que se encontravam por trás da garota, e as jogou sem piedade contra a mesma. A garota sorriu sarcástica, e Calum começou a ferver, ao ver que ela tinha criado um campo magnético para se proteger. Um escudo invisível. A vez da garota havia chegado. Fechou os olhos e se concentrou, movimentando as mãos, e, rapidamente, Calum entrou em “curto circuito”, devido à descarga elétrica que a garota estava dando nele. Calum caiu no chão, contorcendo-se, e a plateia não podia estar mais atenta e espantada. A garota teve, então, piedade e parou com o ataque, aproximando-se.
— Espero que tenha aprendido a lição. Não desvalorize os outros, pois pode ter uma surpresa.
Calum tentou reclamar, mas se sentia demasiadamente fraco. Acabou por ser levado por alguns alunos à enfermaria, onde receberia os devidos cuidados. A garota ruiva caminhou calmamente para fora da sala. As pessoas estavam chocadas! Era uma garota normalmente quieta, simples, solitária e discreta. era o seu nome.
saiu da sala com as mãos nos bolsos e um ar sereno, deixando todos intrigados. Afinal de contas, quem era Fein?

***


— Quantos ataques sofremos hoje?
— 6, Presidente.
— Juntem alguns escolhidos e criem um escudo em volta da...
— PAI! VOCÊ TEM QUE PRENDER AQUELA GAROTA! — Calum entrou na sala de reuniões de Solaris, gritando, andando rápido e bufando.
Solaris o olhou, revirando os olhos. A educação daquele menino era realmente nula.
— Isso são modos de entrar? — Solaris o repreendeu. — Pode ir. Faça o que mandei, por favor — falou ao guarda, que estava falando com ele.
O mesmo saiu, deixando Calum e Solaris sozinho na grande sala de reuniões.
Era uma das maiores salas do Palácio da Estação assim como também era uma das mais importantes. Toda a sala era dourada, com a parte de cima feita de vidro, fazendo o céu aparecer. O céu não era mais azul e calmo, mas, sim, escuro e cheio de cinzas, frutos dos ataques que as Trevas executavam todos os dias.
— Pai, ela me subestimou! — Calum bufou, sentando numa das cadeiras, visivelmente irritado. — Não acredito que fui derrotado por uma garota. Eu?! Como isso é possível? — falou mais uma vez, com a veia no seu pescoço saltando.
Solaris se sentiu interessado. A tal garota poderia, talvez, vir a ser bastante útil no futuro.
— Fale mais sobre essa garota. Aliás, me fala tudo o que souber sobre ela.

Tempo: Estação 4

Tempo:

O usuário deste poderoso elemento pode manipular o tempo, na área geral, ou um alvo específico, de várias maneiras. O básico gira em torno de acelerar, retardar, parar, inverter, ou até o mesmo o looping temporal. A área afetada é proporcional ao nível do domínio do utilizador, que, com níveis superiores, pode afetar todo o espaço e tempo contínuo.

***


— Como assim você fugiu, ? Tá maluca de vez? — Sabrina encarou a amiga, sentado na cama e tacando o travesseiro na cara de . — Porra! Não acredito! Ele é tão gostoso...
— Ai! — reclamou, afastando o travesseiro da sua cara, e corou em seguida. — Não fui feita para ter namorados. — Bufou, negando com a cabeça.
— Idiota, ele estava até a fim de você. — Sabrina riu.
— Fala baixo, criatura. Se acordarmos as outras, vamos ficar de detenção. — a repreendeu.
Se tinha uma coisa que não poderia ser quebrada dentro da academia do Tempo eram as regras. Existiam regras demasiadamente rígidas. Chegava até ser estúpido. Como, por exemplo, não fazer barulho depois da dez da noite. Na visão de , era uma bela bosta.
— Ah! Desculpa! — Sabrina levantou e se jogou na sua cama, do lado da cama da amiga, no meio do dormitório que dividia com mais 2 garotas; bem chatas, por sinal.
— Melhor a gente dormir, Sab. Amanhã tem treino pela manhã... — falou, bocejando, e Sabrina assentiu, apagando a luz.
— Boa noite, . — Sabrina abraçou o travesseiro.
— Boa noit...
— Durmam já, porra! Que chatas! — Uma das garotas, que também se encontrava no quarto, girou, bufando alto.
reprimiu o riso e virou-se, pronta para dormir. Estava com um sentimento estranho no peito. Ela estava pressentindo algo. Algo que iria afetar a ela e toda a dimensão. Abanou a cabeça, tentando se convencer de que seria apenas mais um ataque, e fechou os olhos, adormecendo lentamente. Lá no fundo, ela sabia que não se tratava apenas de um ataque. Era algo maior e que traria grandes responsabilidades a Devny.

Capítulo 3



[TREVAS]

Estação 6: Convexidade Negra

Fury balançava a taça de vinho na mão, encarando a bola de cristal brilhando à sua frente. Estava encostado ao seu trono de cristais negros, dentro da sala do castelo da sua Estação. Sorriu de lado ao notar a imagem que aparecera na bola e olhou um pouco hipnotizado. Levantou-se, andando em linha reta até a mesma, de modo a ficar mais perto, e passou os dedos no objeto cautelosamente.
Os guardas o observavam com certa admiração e, talvez, até um pouco de medo.
— Meus queridos filhos… — Passou os dedos de novo pela bola reluzente, em que era pouco visível a imagem de um garoto e de uma garota, ambos convexidianos. — Um dia, se tornarão negros como o vosso pai. Saberão como é ser realmente poderoso. E esse dia, meus queridos, está mais próximo que vocês pensam. — Sorriu pela última vez, de forma maléfica, sentindo os olhos mudarem para um cinza claro, e levou a taça até a boca, sentindo o gosto do vinho; quase que também podia sentir o gosto da vitória. — Quero me reunir com as outras três Estações… Precisamos terminar isso o mais rápido possível. O lado da Luz vai parar de brilhar em breve. Muito em breve.

***


[LUZ]

Estação 4: Tempo

Eram duas da madrugada e a música tocava no volume máximo pelos fones do garoto, enquanto o mesmo estava sentado à escrivaninha do seu pequeno quarto na Academia, analisando um livro antigo que havia achado na biblioteca mais cedo. Soprou um pouco da poeira que estava na capa, observando-a melhor. Os livros e a música eram suas únicas companhias. Não era nenhuma novidade, para Michael. Sempre estivera sozinho, na solidão. Poderia até dizer que já estava acostumado. Nunca tinha sido de muitos amigos... Na verdade, nunca tinha tido um. Mas o garoto não se importava, ele gostava de ficar apenas na companhia dos livros e, claro, da música. Aqueles que, mesmo sem vida, o faziam se sentir vivo. Era através deles que ele se expressava e adorava fazê-lo.
Depois de mais algum tempo admirando o velho livro que havia encontrado — que falava sobre algumas lendas antigas da Dimensão —, fechou o mesmo, deixando-o sobre a escrivaninha. Estava cansado demais e sabia que isso se refletiria nos treinos da manhã seguinte. Levantou-se, então, fazendo um pouco de barulho, e trocou de roupa, deitando-se na cama. Não era como se o barulho fosse incomodar alguém, claro. Michael tinha perdido os seus pais quando ainda era bem pequeno, o que fez com que o Conselho o aloja-se na Academia. Vivia dentro daquelas quatro paredes, desde então. Respirou fundo, depois de apagar a luz. Ele sentia-se bem. Apesar de sozinho, sentia-se acompanhado. Gostava da sua própria companhia, que, aos seus olhos, era mais que o suficiente.

***


Estação 1: Convexidade

Era bem cedo, cerca de cinco/seis da madrugada. acordou naturalmente, como fazia todos os dias, esfregou os olhos, sentando-se na cama. O rosto “amassado”, o cabelo totalmente bagunçado, e a voz sairia bastante rouca quando ela abrisse a boca para falar. Tombou a cabeça para trás, encostando à cabeceira, e fechou os olhos novamente, pensativa. Depois de alguns minutos, decidiu, então, se levantar. O seu quarto era enorme, com as paredes num lilás escuro e os móveis pretos. Mesmo com as cores escuras, a garota o achava muito acolhedor, e a decoração era muito a sua cara. Como era filha de Aether, presidente da Estação, nunca tivera que ir à Academia. Era treinada pelos melhores ali, no palácio, junto com Luke.
Depois de abrir as cortinas e ver que ainda estava escuro lá fora, foi rapidamente até o box, tomando um banho rápido. Talvez, se, se pressasse, conseguisse ver o nascer do sol, algo que ela adorava de morte. Secou o longo cabelo negro de qualquer maneira, jogando a toalha no chão do banheiro, e vestiu umas calças confortáveis e uma blusa curtinha. “Se mamãe me visse andando nestes trajes pelo palácio, me daria uma surra”, pensou. Deixou o quarto uma bagunça e saiu, fechando a porta. Passou pelos corredores, cumprimentando algumas pessoas que já estavam de pé.
— Bom dia, ! — Ouviu alguém dizer, enquanto andava até a sacada do palácio, com as mãos nos bolsos.
— E aí, Tyler?! — Sorriu fraco para o garoto loiro, com cerca de 20 anos, que desempenhava a função de guarda.
sabia que o moleque era apaixonado por ela desde pequeno, mas, como o sentimento não era recíproco, ela não deixava que ele se aproximasse muito. Não queria quebrar seu coração.
Continuou andando, sem dar oportunidade ao garoto de começar uma conversa sobre um assunto aleatório, apenas para ter sua companhia. Ela estava com pressa e não queria perder o nascer do sol.
Subiu algumas escadas, até chegar ao grande portão que dava para o cimo do palácio. Deu um chute no mesmo para que ele se abrisse, visto que estava meio enferrujado, e passou, apoiando-se à parede. Era um lugar estreito e com uma cerca que apenas chegava ao seu joelho. Sentiu a brisa matinal bater em seu rosto e seu cabelo meio úmido esvoaçar. Sentia-se muito bem ali. Observou, então, toda a Estação Convexidiana e sorriu triste. Alguns pontos da Estação estavam bastante destruídos, devido aos ataques constantes que estavam sofrendo. Notou, então, os raios de sol penetrarem o horizonte de forma tímida e observou com atenção. Encostou-se à parede, sempre com cuidado para não cair, e ficou apenas encarando a paz que sentia naquele lugar, assistindo ao nascer do sol pela manhã.

***


Estação 2: Espírito

estava, provavelmente, no sétimo sono quando sentiu alguém abaná-la pelos ombros. Emily, Thalia e Chloe (suas companheiras de quarto) ainda dormiam tranquilamente, visto que era bem cedo. franziu o cenho, retirando a venda roxa que usava para dormir, e olhou a pessoa. Estava prestes a xingá-la de todos os nomes possíveis e imaginários, afinal, ninguém tinha o direito de acordá-la do seu sono de beleza, mas mudou de ideia quando viu uma das funcionárias da Academia; uma mulher com cerca de meia idade, gordinha e com um jeito meio agressivo. Não tinha, definitivamente, um ar simpático ou acolhedor.
— Acorde e arrume-se, garota. Tem um trem te esperando! — falou a mulher loira, fria.
— Por quê? — estava bastante confusa, olhando a mulher com um ar meio “o que está fazendo aqui?”.
— Porque está indo ao Palácio da Estação, criatura. E não faça mais perguntas porque não tenho as respostas. Apenas sei que Arcanis te chamou.
E, com isso, saiu do quarto, fechando a porta, sem nenhum cuidado, o que fez com que Chloe acordasse. A morena olhou para , esfregando os olhos.
— O que a gorda estava fazendo aqui?
— Arcanis… Me chamou para ir ao palácio — respondeu meio chocada.
Começou, então, uma chuva de perguntas da parte de Chloe.
O que o presidente da Estação queria com ela, mesmo?

***


— Você está indo embora… Não tô crendo. — Joe encarava um ponto fixo do salão de refeições, triste; afinal, o seu único amigo estava saindo da Academia. Não, ele não estava exagerando. Ashton era seu irmão. Como que conseguiria ficar sem ele? Não dava.
— Eu volto logo, Joe. — Suspirou. Também estava triste por ter que deixar o amigo. — Nem sei o porquê de Arcanis ter me chamado para ir ao palácio…
Ashton tinha sido acordado exatamente da mesma forma que — com um funcionário abanando-o, pedindo para que se arrumasse, pois Arcanis o tinha chamado e tinha um trem para pegar. Estava confuso. Não era muito usual plebeios entrarem no palácio, muito menos quando eram chamados pelo presidente Arcanis.
— É óbvio: você é o melhor. Ele vai reconhecer todo seu talento, e isso é bom. Mas não se esqueça de mim, por favor. Não tenho mais ninguém. Você é o meu irmão de outra mãe… Vou sentir sua falta. — O garoto ruivo sorriu triste. Se não achasse que seria demasiadamente gay, choraria.
Ashton, então, abraçou-o, dando palmadinhas nas suas costas.
— Nunca esqueceria você, moleque.
E, então, depois de se despedir — algo que ele odiava —, Irwin foi até a parte de fora da Academia com um pequeno aperto no peito; além da dor de estar deixando alguém que ele amava, estava com… Medo. Medo de ir enfrentar coisas novas sozinho.
Chegou à parte de fora da Academia meio perdido e não avistou ninguém. Nada. E nada de trens também. Era bem raro os alunos saírem da Academia, então ele estava totalmente perdido. Bufou, passando a mão pelo cabelo, em frustração.
Olhou em volta mais uma vez e viu certa garota loira que parecia tão perdida quanto ele. Aproximou-se um pouco e logo a reconheceu como Hanley, a popular da Academia. Esforçou-se ao máximo para não rolar os olhos quando chegou perto dela. Ashton realmente não gostava de pessoas como a Hanley.
— Hey, garota! — Cutucou de leve seu ombro.
virou-se meio confusa, olhando para o garoto. Analisou-o por alguns segundos e logo o identificou como um dos looseries.
— A garota tem nome. E duvido que não o saiba — retrucou, jogando o cabelo loiro platinado e cacheado nas pontas para os lados.
Ashton sentiu vontade de vomitar com todo aquele ar de superioridade da menina.
— Certo, . — Revirou os olhos. — Você… Também está esperando o tal trem?
Ashton cruzou os braços ao lado da garota, olhando em volta. Ela franziu o cenho. O looser também tinha sido chamado para o palácio? Não, não era possível. Encarou, então, o garoto. Se dissesse que ele era feio, estaria falando a maior mentira da década. Ele era realmente bem bonito, e ela precisava admitir. O cabelo cor de mel bagunçado, os olhos verdes claros e os músculos definidos poderiam levar qualquer uma à loucura. Pena que era apenas um looser.
— Fui, mas não estou vendo trem nenhum — falou, encolhendo-se um pouco e sentindo o vento forte bater em seu corpo.
Ashton assentiu e ficaram naquele silêncio matador durante algum tempo; o suficiente para verem um homem com cerca de vinte e poucos anos caminhando até eles com um sorriso plástico no rosto. Ele parecia o Ken ou algo assim.
Hanley e Ashton Irwin, estou certo? — perguntou quando chegou perto o suficiente deles. Ambos assentiram com a cabeça, analisando o homem. Ele usava um terno azul escuro e o cabelo jogado para o lado. Tinha a pele meio pálida e o cabelo castanho cor de chocolate.
o achou até bonitinho.
— Ora que bom... — o homem falou, ajeitando o terno. Continuava com um sorriso falso no rosto. — Meu nome é Nathan. É um prazer conhecer vocês dois. Eu sou assistente do presidente Arcanis, e ele está super ansioso para conhecer vocês. Por aqui, por favor. — E, então, fez um movimento com a mão, chamando e Ashton, e começou a caminhar, afastando-se da Academia.
Ambos o seguiram em silêncio, apesar das suas cabeças estarem burbulhando de curiosidade.
— Vejo que estão cheios de perguntas. — Riu.
Aqui estava o mal de conviver com pessoas que controlavam o Spirit: os pensamentos e as auras nunca eram privados.
— Poderia não ler meus pensamentos, por favor? — Ashton bufou. Afinal, ele também poderia fazê-lo. Mas o garoto tinha respeito pelas pessoas, por mais que fosse complicado ignorar os pensamentos girando à sua volta.
— É, seria legal. — concordou, bufando, ao lado de Ashton.
— Desculpem-me, mas vocês sabem que é meio inevitável. — Sorriu de novo.
Se o cara fizesse aquilo mais uma vez, Ashton esfregaria sua cara de bonequinho no asfalto. Porque não dava para aguentar.
O silêncio se instalou, enquanto os três continuavam a caminhar. Nathan, na frente, e e Ashton um pouco mais atrás. Ashton decidiu, então, achar as respostas para as suas perguntas ao tentar aceder aos pensamentos de Nathan. Mas nada. Era como se Nathan fosse uma tela em branco, um fantasma ou nem sequer estivesse ali. Ashton franziu o cenho, meio surpreso. Nunca tinha conhecido alguém que tinha pensamentos não acessíveis. Nathan apenas virou-se para Ashton e deu um sorriso. Mas não era um sorriso de boneco, como aqueles que ele tinha dado antes. Era um sorriso que chegava a ser maligno, e Ashton sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Não confiava de todo naquele homem.
Depois de mais alguns minutos caminhando e reclamando que os pés doíam (muito, provavelmente, devido aos saltos que estava usando), chegaram a uma estação de trens, que era meio gigante. Ashton e estavam bastante chocados, visto que era a primeira vez que estavam ali. Nathan parou perto da linha do trem com aquele sorriso falso de novo. Ash realmente se controlou para não saltar para cima dele e partir seus dentes perfeitamente brancos.
e Ashton pararam ao seu lado, observando.
— Ah, chegou.
Nathan exclamou e, então, um enorme trem azul e branco, com detalhes dourados, brotou do além, parando na frente deles.
— É particular, não se procupem. — A porta se abriu, e ele indicou a mesma com as mãos. — Entrem, por favor.
Assim fizeram. Quando entraram, se deparararam com uma decoração literalmente de rico; o interior do trem era azul e branco como o exterior, mas tinha bastante detalhes dourados, o que tinha a certeza que era ouro.
A menina olhou em volta, estupefata, e Ashton estava igual.
— Sentem-se. A viagem é um pouco longa. — Nathan exclamou, novamente sorrindo.
Ashton perguntava-se se ele tinha feito alguma operação no rosto ou algo do gênero, porque não era possível. deu de ombros, sentando-se num dos bancos ali. Ashton sentou-se de frente para ela. Sentiram o trem começar a andar bem rápido e olhou em volta, franzindo o cenho.
— Cadê o Nathan? — Ashton olhou a garota e, em seguida, analisou o trem. Realmente, não havia sinal de Nathan em lugar nenhum. E, além disso, eram os únicos no trem. Ashton estava achando aquilo mais que estranho.
— Ele desapareceu. — Irwin disse o óbvio.
— Nossa! Jura? — revirou os olhos, suspirando. Além de looser, ainda era burro?
Ashton pensou em responder, mas apenas voltou o olhar à janela.
Aquela menina era, definitivamente, insuportável.

***


Estação 3: Eletricidade

Calum não poderia estar mais descontraído. Estava em seu quarto, no Palácio da Estação, ouvindo música e fazendo vários nadas. Mas o que é bom durava pouco, e logo ouviu alguém bater na porta com demasiada força, fazendo um barulho enorme. Baixou o volume da música, indo até a porta, bufando.
— O que foi? — perguntou rudemente ao abri-la.
O guarda, que ajeitava a roupa, vermelho de tanto bater na porta para que Calum ouvisse, disse meio ofegante:
— Menino Calum, o seu pai quer sua presença na sala de reuniões. Agora.
Hood bufou. Mais responsabilidades, maravilhoso. Assentiu, agradecendo ao guarda (afinal, ainda tinha um pouco de educação), e desligou a música, saindo do quarto. Caminhou descontraidamente, mas sem perder o seu ar de superior, até a sala de reuniões. Entrou e o seu queixo quase caiu. Na sala, viu o seu pai, Solaris, sentado na enorme mesa que estava no meio da sala. E, ao seu lado, estava aquela ruiva de novo.
Aquela que o tinha desafiado.
— O que caralhos essa garota está fazendo aqui? — A voz saiu mais aguda que o previsto, e riu baixinho na cadeira. Calum a fuzilou com o olhar. Aquela feição sempre serena que ela tinha o irritava, mesmo só tendo estado com ela uma vez.
— Primeiro, seja educado, pelo amor. Segundo, olhe a linguagem. E, terceiro, está aqui porque eu mandei um trem pegá-la. Agora, sente-se.
.
Então era esse o nome da menina com “fogo na raba”. Calum bufou e, sem muita vontade, sentou-se ao lado do pai, que estava no meio dos dois. apenas observava. Achava Calum uma das pessoas mais ridículas da face da Terra. Manteve-se quieta na cadeira, com um sorrisinho de deboche para Calum, que a encarava com raiva.
Solaris limpou a garganta, antes de começar a falar:
— Ambos estão aqui devido a algo muito sério. — Endireitou-se na cadeira, olhando um ponto fixo na sala. — Como sabem, temos vindo recebido vários ataques do lado das Trevas. Não só a nossa Estação, mas todas as outras que fazem parte da Luz (Convexidade, Tempo e Espírito). O Conselho da Luz se reuniu e tomou uma decisão: um garoto e uma garota de cada Estação, os melhores em combate, os mais habilidosos com seu elemento, serão levados até o Centro da Dimensão, Nethon, e serão treinados pelo Conselho da Luz. Serão treinados para, finalmente, derrotar nossos inimigos. E, bom, acho que já entenderam onde quero chegar. Vocês dois são os escolhidos para representar a Estação número 3: Eletricidade.
sentiu os ossos congelarem por um momento, mas logo voltou ao normal. Ela queria fazer aquilo mais que tudo. Calum não estava diferente. Aliás, estava todo feliz por ser um dos melhores.
— E quando partiremos para Nethon? — Hood perguntou curioso.
— Hoje. Vão arrumar as vossas coisas. — Solaris levantou-se. — E não se esqueçam da responsabilidade que têm em mãos.


Continua...



Nota da autora: (05/01/2017) Hey, gente!
Finalmente teve att, né, me desculpem. A escola realmente me rouba tempo demais. Espero que estejam gostando até agora, pois o melhor ainda está por vir… Caso queiram conversar comigo, me conhecerem um pouco mais ou apenas passar tempo, podem passar no meu twitter: @dark_5sos. Gostaria bastante de falar com todas vocês! Beijo <3




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