Última atualização: 10/10/2018

Prólogo

2018

O casal estava aguardando atrás de um cenário serem chamados para entrar. Fariam uma pequena participação em um quadro de um programa de perguntas e respostas referente à intimidade do casal. Não era novidade para ninguém que ficava bem nervoso em frente às câmeras. Já para aquilo era totalmente normal, era atriz desde seus cinco anos. A moça segurou a mão do rapaz a apertando levemente para lhe chamar atenção.
- Preto, se você não se sentir totalmente à vontade, eu posso responder a maioria das perguntas, viu? – ela alisou a bochecha dele.
Ele fechou os olhos com o carinho da namorada. O casal tinha uma amizade maravilhosa com a apresentadora e o marido dela. Se tratava de nada mais, nada menos que Thiaguinho e Fernanda Souza. Ainda tinha a assessoria do casal que achou que seria ótimo promovê-los juntos, então eles toparam participar.
- Tudo bem. – ele abriu um sorriso de lado, dando um selinho rápido na moça.
Um rapaz pediu para que eles se colocassem mais próximos da entrada do cenário.
- E o casal da vez, é um dos mais fofos do mundo, gente! Eu confesso que fiquei bem feliz por eles terem aceitado o convite. Vem pra cá, ! e – o auditório gritava e batia palmas para recepcioná-los.
- Como vocês estão? – o casal a cumprimentou com beijinhos na bochecha e se sentaram no sofá que havia ali.
- Estamos bem! – respondeu por eles. Entrelaçou as mãos com as do namorado. deu um sorriso sem graça.
- Depois de tantas idas e vindas, é bom vê-los juntos. – Fernandinha sorriu – Formam um casal tão lindo, né, gente? – a plateia reagiu com um grito - Vamos começar? – eles assentiram - Como foi o primeiro encontro de vocês?
- Quando o vi pela primeira vez, eu estava bem nervosa... - ela olhava para mão, mexendo nos dedos, tinha um pequeno sorriso no rosto.
- Foi uma sensação completamente diferente... – ele respondeu. levantou a cabeça, fitando-o com os olhos brilhantes.
- A gente saiu pra jantar. Quando eu cheguei na mesa, ele estava com dois amigos... - ela riu, debochando por ele ter levado alguém para o encontro. Ele sentiu as bochechas esquentarem, e acabou dando uma risadinha sem graça. - Acabou como um jantar em família, né? Meus pais acabaram indo pro mesmo restaurante, e eu falei, a minha mãe tá na mesa ali do lado. - ela fez uma minicareta ao contar - Findou que todo mundo se sentou junto.
- Que doideira esse primeiro encontro de vocês! – Fernandinha gargalhou – E então, não deve ter rolado nenhum beijinho, né?
- Rolou sim. – o atacante cutucou a namorada, que gargalhou audivelmente.
- Por que essa cutucada nela, ? – a apresentadora olhava pra ambos interrogando.
- Então, é que durante o jantar a gente não teve oportunidade de ficar sozinho. Daí na hora de ir embora, eu voltei correndo... - gesticulou com as mãos imitando alguém que corre.
- E me roubou um beijo. - deu uma risadinha sem graça ao confidenciar.
- Olha a ! – o público riu junto com a apresentadora – Certíssima, a gente não pode jamais perder nenhuma oportunidade, não é, gente?
- Sim! – foi possível ouvir o grito da plateia. deu um beijo na bochecha de .
- E todo mundo acha que o ousado do relacionamento sou eu – todo mundo riu com a fala dele. o examinou e percebeu que ele estava mais confortável com aquilo.
- E que idade vocês tinham?
- Eu tinha 20. A tinha uns 17, não é? - ele respondeu com um pouco de dúvida. Ela concordou com a cabeça.
- Eram novinhos, principalmente a ... – ela sorriu – Opa, mas já que estamos aqui conversando em plena semana do dia dos namorados, no qual, diga-se de passagem, vocês fizeram uma campanha maravilhosa pra uma marca. – ao fundo era mostrado o vídeo no telão - O que vocês fazem para arrasar?
- Ele adora vermelho, batom vermelho... Lingerie vermelha. – sorriu maliciosa e foi possível ouvir gritos da plateia. O atacante deu sua característica risadinha, completamente sem graça.
- Difícil, mas têm umas coisas que eu consigo deixar ela maluca. – tampou o rosto com a mão que estava livre.
- E na hora H, vocês preferem com ou sem música?
- Com. - ela respondeu com um sorriso maroto.
- Com sempre. – olhou para a namorada e deu uma piscadinha. O público foi ao delírio.
- Parte predileta do corpo?
- Dela? – questionou e a apresentadora assentiu – O queixo. – com a mão livre ele alisou o queixo da namorada.
- Gosto dos olhos dele e da boca. – o analisava.
- Prefere que durma com ou sem roupa? – apresentadora arqueou a sobrancelha.
- Eu gosto que ele durma sem. – a plateia acabou gritando. virou-se em direção a eles e piscou.
- Depende do momento. - gesticulou com as mãos enquanto comentava.
- Qual é a comida predileta do outro? – a apresentadora segurava a colinha para que pudesse lembrar das perguntas.
- Arroz, feijão, batata frita... - foi enumerando com os dedos da mão direita - Farofa e carne.
- Muito fácil, ela ama comida japonesa. - respondeu certeiro. sorriu doce para ele.
- Tipo de música?
- Ela gosta mais de hip hop. – Fernandinha a olhou surpresa.
- Ele gosta de tudo. Nunca vi isso - fez uma minicaretinha ao comentar, rindo.
- O que vocês acham mais sexy um no outro?
- Acho que a atitude que ela tem... - ele colocou a mão na nuca. - Torna ela sexy. – sorriu apaixonado.
- Que ela é de atitude a gente bem sabe – todos riram. – E você, ?
- Ele é um homem muito seguro. É muito atraente. - suspirou fundo, com um sorriso grande no rosto.
- E pra finalizar o nosso bate papo de hoje, quem é o mais ciumento de vocês?
- Os dois são ciumentos, mas ela ganha de mim. – ele gargalhou da caretinha que ela fazia. Sentiu vontade de beijá-la ali na frente de todos, mas se reprimiu.
- Eu demonstro muito mais, é diferente. – ela lhe deu um leve empurrão e eles sorriram um para o outro.
- Vocês ornam tanto. – Fernandinha sorriu para o casal, os amava muito. – Mas vamos ficando por aqui, muito obrigada por terem aceitado participar do nosso quadro: Intimidade do Casal!
- Ah, nós que agradecemos pelo convite. – acenou para a câmera. sorriu. Eles puderam ouvir ao fundo uma voz dizendo que o programa havia acabado.
Confuso não é, caro leitor? Acho melhor contar a história desse casal desde o início...


Capítulo 1

2012

Encerrar um trabalho e sentir que ele foi desempenhado com todo amor, dedicação e carinho não tem preço. Era assim que se sentia depois de atuar em mais um papel importante em sua carreira. Julia ficaria agora como uma recordação muito importante em sua vida. se apaixonou por ela, apesar das duras críticas e de a novela não alcançar os índices previstos de audiência para o horário. No elenco ela fez grandes amigos, como Fiuk e Guilherme Lacan, ela esperava levá-los para a vida toda.
Suspirou fundo, enquanto visualizava a movimentação da festa do último capítulo. A moça olhava para os lados e via que todos estavam com o sentimento de dever cumprido como ela. No telão, passava a última cena do capítulo e foi inevitável que uma lágrima não escorresse por sua face.
Todos bateram palmas quando viram descer as letrinhas que simbolizavam o fim da novela. Ela abraçou a Elisângela, que havia feito sua mãe na trama, com a face banhada em lágrimas. A mulher afagava seus cabelos dizendo algumas palavras para acalmá-la. Depois de um longo tempo desfizeram o abraço, pois foram chamadas para fazer o brinde final. Então, lhes foi entregue taças com champagnes, elas as levantaram e brindaram. Ali se encerrava um ciclo importante na vida de .

🎬 🎬

Ela estava deitada na cama de seu quarto, finalmente estava em casa, fazendo vários nadas. ficou muitos meses envolvida naquele projeto, estava extremamente cansada. O que ela precisava mesmo era de férias e com esses pensamentos ela decidiu ligar seu notebook e ir em busca de lugares em que pudesse viajar. Claro que teria que convencer seus pais por ser menor de idade, tarefa bem chata por sinal. A porta de seu quarto foi escancarada por Juliane, sua assessora. quis rir de sua afobação ao chegar no cômodo.
- Oi, , já tenho trabalho pra ti, meu amor – ela tinha um lindo sorriso na face – A próxima novela das nove.
- Misericórdia! – ela se assustou – Juliane! Ontem eu estava na festa do encerramento de um longo projeto e você já me vem com essa? – tinha os olhos arregalados.
- Eles querem você, o que eu posso fazer? – Juliane se sentou na cama.
- Você pode dizer que sei lá, eu estou de férias? – respondeu de forma mais óbvia que conseguiu.
- Dá uma lida no portfólio da personagem, tenho certeza que você vai gostar. – a olhou em dúvida, ela tinha a pasta estendida para ela. Por fim ela a pegou, começando a folheá-la.
A jovem atriz começou a ler e logo de cara, visualizou que o nome da personagem era Lurdinha. Começou a rir quando leu algumas informações da personagem.
- Não, não, olha isso, Ju. – chamou a atenção da assessora - Adolescente rebelde do Alemão, adora cair na farra. Seu ideal de homem é alguém que a sustente. Meu Deus, só por essas frases eu já percebi que essa personagem vai ser um desafio. Tão diferente de mim. – encarou Ju.
- Sim, eu achei que você ia adorar, , mas não adiantei nada a eles sobre sua decisão, ok? – ela alisou seu braço.
- Eu sei, meu amor. – ela abriu seu melhor sorriso angelical, voltando a ler – É uma periguete de primeira classe, gente! Vai ser divertido fazê-la, sem sombra de dúvidas. Quando começaria as gravações?
- Então, ... – Ju coçou o queixo. podia sentir que ali vinha coisa.
- Fala logo, Juliane, não enrola pra eu sentir logo o impacto de uma vez – a olhava em expectativa.
- Ela está com previsão de estreia para o dia 22 de outubro desse ano – a atriz se jogou teatralmente na cama. – As gravações vão se iniciar no final de julho, no máximo no começo de agosto.
- Mas estamos quase em maio. – se levantou da cama - Eu teria que fazer o laboratório* da personagem e é provável que tenha que dar uma malhada um pouco mais firme, já que pelo o que eu li há muita exposição do meu corpo. – suspirou fundo - Vou ter que mexer no meu cabelo, porque a personagem tem os cabelos mais claros, ou seja, só tenho esse restinho de mês de férias. Hipoteticamente, se eu aceitar, é claro.
- Hipoteticamente, claro. – a assessora comentou descrente.
- Tenho que ver com a minha mãe, você sabe bem como ela é, Juliane. Querendo ou não, vou ter que me expor demais, mesmo que em breve eu já faça 18 anos.
- Mas é claro! – ela exasperou - Antes de falar com ela, queria escutar sua opinião primeiro. Você é a estrela disso tudo. – ela se levantou, apertando a bochecha direita da moça – E então, você quer?
- Seja o que Deus quiser, mas eu quero a Lurdinha. – Ju lhe olhou com aquela cara que dizia, eu já sabia.
A atriz não pode deixar de sorrir com aquilo, amava a Juliane e o Paulo, marido dela, como se fossem de sua família. Eles lhe assessoravam muito bem. Já fazia três anos que trabalhavam juntos, amava a cumplicidade que tinham. Para ela os dois eram aquele tipo de pessoa que a gente quer guardar em um potinho e nunca mais tirar de lá.
- Coragem, vamos falar com sua mãe. – elas suspiraram fundo juntas e sorriram cúmplices. Saíram do quarto de , e tentaram achá-la na cozinha, mas não estava.
- Mãe! – ela a gritou e pode avistá-la sentada na sala com o notebook em mãos – Ju veio me trazer mais trabalho...
- Eu imaginei que a visita dela fosse isso mesmo, filha. – Alice fitou Juliane com um sorriso pequeno. – Que tipo de trabalho?
- Mais uma novela, mãe. Só que o projeto é tipo pra ontem. É pra começar a gravar no final de julho, começo de agosto. É a próxima novela das nove.
- E você tem pique pra sair de um projeto longo e entrar em um novo? – a senhora olhava para a filha preocupada.
- Eu já concordei, eu aguento. – deu uma piscadela em direção à mãe com um largo sorriso – Preciso que você só me autorize a participar.
- Eu autorizo sim, desde que eu dê uma olhada no portfólio da personagem. – Juliane estendeu a pasta para sua mãe, que prontamente a pegou, folheando.
engoliu em seco, estava bem apreensiva. Ela tentava decifrar as expressões da mãe, mas Alice parecia tão neutra enquanto lia, sem nenhum spoiler para a filha. Depois de incontáveis minutos, terminou de ler e a encarou.
- Por mim ok! Se você se sente à vontade de interpretar uma piriguete, meu amor, não vou me opor. Você já não é mais nenhuma criança, tenho que te dar um voto de confiança. – se assustou com a fala da mais velha.
- Você tá bem mesmo, dona Alice? – se aproximou de sua mãe, colocando a mão sobre sua testa para verificar se ela tinha febre.
- Boba. – ela tirou a mão da filha do local, dando um tapinha ali. – Você já está se tornando uma grande mulher, meu amor. Eu confio em você.
- Ai, mãe. – estava estonteante com a notícia. Se aproximou da mãe e a abraçou apertadamente. Percebeu que os olhos da assessora brilhavam enquanto assistia ao abraço das duas – Vem, Ju, entra no abraço de urso também – a chamou com a mão e rapidamente ela veio e as abraçou ternamente.

*Laboratório: é o trabalho de pesquisa do ator para dar a maior veracidade possível a este personagem.

🎬 🎬

Estavam Lara e voltando de um passeio ao shopping. Embora inúmeras vezes terem sido paradas para tirarem algumas selfies com os fãs, ou alguns paparazzis as clicando, o passeio tinha sido bem agradável. Estavam com saudades uma da outra, apesar de morarem na mesma cidade, o trabalho extensivo de , mais a escola de Lara ficava difícil de se encontrarem. Para a sorte de ela já havia se formado na escola no ano passado, porque as coisas poderiam ficar mais corridas ainda.
Decidiu que passariam o restante do dia na casa de Lara colocando o restante das fofocas em dia. Não demorou muito para que chegassem lá. Desceram do veículo cheias de sacolas, e foram caminhando até a entrada da residência. Adentraram ao local e se surpreendeu ao olhar ali, sempre que entrava se assustava com o tamanho da casa. Era uma mansão e tanto, e moravam apenas Lara e a mãe.
A amiga lhe puxou pela mão e subiram as escadas em direção aos quartos, logo entraram no de Lara. Jogaram as sacolas em qualquer canto dali e se jogou na cama da melhor amiga, sempre fazia isso, devido a maciez do colchão. Lara a copiou se jogando também.
- Estou morta, andamos tanto, . – ela suspirou fundo, com os olhos fechados.
- Sim, precisava fazer umas comprinhas e aproveitar meus últimos dias de férias... – fez uma pequena careta ao falar.
- Você é doida. – ela riu da cara da atriz – Eu te admiro, sair de um trabalho longo e já entrar em outro quase sem férias. – Lara a encarou - Atuar não faz parte de mim, acho incrível, mas não, fora os muitos fãs.
- Você é famosa, mesmo não querendo ser... – deu de ombros.
- Sim, ser filha de quem sou já me custa muito, por Deus! – revirou os olhos – Se eu atuasse, então, seria três vezes pior. – ela concordou com a amiga.
- E por falar nisso, cadê sua mãe? – não via a mulher fazia um bom tempo, estava com saudades dela, era um ser humano incrível.
- Hoje ela está gravando o programa dela. – assentiu, tinha se esquecido daquilo. – E os namoradinhos? – Lara imitou voz de uma idosa.
- Nossa, o movimento tá fraco aqui, viu? – suspirou, fingindo drama.
- Ah, para vai? Ninguém em vista? – instigou. acabou mordendo os lábios, negando com a cabeça.
A verdade era que não se relacionava com alguém tinha uns bons meses, estava extremamente carente, mas o tempo lhe era escasso para tal.
- Nada, estava focada em meu trabalho, Lara. – fez um biquinho chateado – Mas e você?
- Tem um garoto no colégio, a gente tá ficando. – os olhos dela brilharam ao pensar no rapaz.
- Hum... Que coisa mais fofa, amiga. – a cutucou com o pé. Lara abriu um sorriso sem graça.
- A gente está se conhecendo ainda, , nada muito concreto. Não coloca muitas expectativas, por favor. – Ela se levantou, pegou o notebook e o colocou em seu colo, sentando-se na cama novamente.
- Tá bom, tá bom, parei. – comentou, rindo do jeito da amiga – O que vai fazer? – perguntou curiosa ao avistar a amiga mexendo no notebook.
- Eu sigo ele no Twitter e então eu já te mostro a foto dele. – a atriz se aproximou da amiga, sentando-se ao seu lado para que pudesse ver.
Logo na página inicial da rede social, puderam visualizar que nos assuntos do momento no Brasil tinham várias hashtags com nome do jogador . Provavelmente o Santos havia ganhado aquela partida daquele domingo.
sorriu, sentiu um orgulhinho por saber que o Santos havia avançado no campeonato paulista. Apesar de ser torcedora do , gostava de acompanhar aos jogos do Santos devido ao talento nato de , afinal de contas, quem não via o quão promissor ele era? Se era fã de ? Calúnia.
Lara clicou em uma das hashtags e elas conseguiram visualizar algumas imagens do rapaz com a camiseta 11 do time. É, o Santos havia ganhado de 3x1 sobre o São Paulo e os três gols haviam sido do melhor do Brasil, e que tinha tudo pra ser o melhor do mundo um dia.
- Ele joga muita bola mesmo e é até bonitinho, mas por Deus, olha esse corte de cabelo. – Lara fazia uma careta enquanto visualizava a foto.
- Ah, eu o acho bem bonito. – deu ênfase a palavra - Os olhos e a boca me chamam muito a atenção, e o sorriso? Me tira o ar. – ela ainda encarava a tela com atenção, enquanto sentia olhos fixos em si – O que foi?
- , você tá bem? Olha esse cabelo. – Lara encarava a amiga com um olhar estranho.
- Eu tô ótima. Qual é o problema em eu achá-lo bonito? O cabelo é o de menos... Ah, se ele me desse bola eu pegava. - Lara arregalou os olhos, surpresa.
achava lindo, desde sempre admirava o rapaz. Ele era o boy dos seus sonhos. Ela suspirou olhando as outras fotos dele. Se sentia uma boba por ter uma paixão platônica pelo rapaz.
- , por que você não o chama no Twitter agora? Tipo, sei lá, parabenizando-o, só mesmo pra chamar atenção – ela foi despertada de seus pensamentos por Lara.
- Quê? Não, por favor, ele jamais me daria bola. – balançou a cabeça negando.
- Você quer um espelho? Por que tudo o que eu vejo é uma mulher extremamente linda em minha frente. – acabou sorrindo com a frase da amiga e lhe abraçou de lado – Sem contar que você é famosa, se você twitasse algo pra ele, logo teria grande visibilidade.
- Eu não sei... – Lara fechou sua conta e rapidamente entregou o notebook a amiga. ficou encarando a tela sem qualquer esboço de reação por algum tempo.
- Você só vai saber se tentar... – a moça lhe encorajou. Ela suspirou fundo, e colocou seus dados ali para que pudesse entrar na rede social. – Vamos, . Digita logo esse tweet.
Ela acabou localizando o user dele com facilidade já que o seguia. Não sabia bem o que falar, se sentia estranha. Não era como se fosse extremamente tímida - talvez fosse um pouco - é que aquilo era uma abordagem bem direta. Lara ainda lhe encarava, e aquele olhar estava quase a matando. Por fim, resolveu ser o mais breve possível:

@ Oi! Sou sua fã haha. Beijooo.

Encarou aquilo ainda por um tempo, e com as mãos tremendo decidiu enviar.
- Pronto! Agora sim. – Lara batia palminhas animada.
Rapidamente o seu tweet havia sido retweetado por várias pessoas. É, quando se é famosa tudo tomava proporções gigantes, ela sorria boba com aquilo.
Sentia seu estômago embrulhando de nervoso, porque mesmo com o conteúdo do tweet sendo simples, estaria estampado em vários sites de fofocas em pouco tempo por ele ser o , o jogador e por ela ser a , atriz. Sua vontade era de apagar, chegou a colocar o mouse sobre a opção, mas desistiu. De nada adiantaria, porque uma vez na internet, para sempre na internet. Ela estava sentindo tantas coisas naquele momento, mas o medo da rejeição nacional lhe deixava ainda mais nervosa. E se ele a ignorasse?
- , por Deus, para de fazer essa cara de pânico. – a amiga lhe trouxe a Terra.
- Eu tô nervosa, eu não deveria ter mandado... – Lara revirou os olhos.
- , insegurança não combina com você. – mordeu os lábios, nervosa.
- Me mostra o seu ficante? – falou de repente tentando mudar de assunto para ver se parava de pensar na resposta dele. Lara rapidamente entendeu isso e pegou o notebook.
- Tá bom. – saiu do Twitter da amiga e entrou no seu. Logo de cara apareceu o tweet mencionando o , já tinha mais de 100 retweets, engoliu em seco desviando o olhar daquilo. Lara jogou o user de seu ficante no campo de busca e logo apareceu a foto de perfil dele.
- Lara, ele é um gato! – o rapaz era muito bonito. Lara piscou um dos olhos pra ela.
- Sim, ele é muito lindo, fico babando enquanto olho as fotos dele – ela sorriu fofamente. quis apertar as bochechas da amiga.
Ficaram conversando sobre a relação de Lara e Rodrigo por alguns minutos. O rapaz era todo romântico, direto mandava mensagens de bom dia e afins pra Lara. Ela estava amando tudo isso, pra garota aquilo era como se ele tivesse se lembrando dela a cada momento. Era nítido que ela estava gostando do rapaz e isso encheu o coração de que torcia que desse certo, Lara merecia depois de ter se iludido por um garoto idiota.
Depois de um tempo conversando, decidiram que estavam com fome e pediram a comida preferida de , japonesa. Comeram, e a comida serviu como terapia, pois aquietou um pouco o estômago da atriz. Lara pediu para colocar o filme Meninas Malvadas e gostou da ideia, precisava mesmo se distrair. A vontade dela era pegar o notebook e olhar para ver se o rapaz havia lhe respondido, mas se controlava ou Lara a controlava. De acordo com a amiga o segredo era demorar, mostrar desinteresse para causar curiosidade ao homem.
Depois de um bom tempo Lara permitiu que digitasse os dados para se logar no site, mas em seguida tomou o notebook de suas mãos. A vontade de era xingá-la, sua amiga estava sendo bem invasiva. Rosnou brava enquanto olha a expressão chocada de Lara.
- , você não vai acreditar...


Capítulo 2

Estavam na cobertura de em Santos, Ganso, Alan Kardec, Gil e Jota - esses dois últimos amigos fora do futebol - comemorando mais uma vitória do Santos de 3x1. havia feito o seu centésimo gol com o manto do Santos e ainda por cima em um dos grandes rivais do time: o São Paulo. O Muricy havia os liberado para que pudessem beber depois do jogo, mas de forma bem moderada, ou seja, apenas uma cerveja.
estava com os pés e parte das pernas imersos em gelo, já que havia recebido faltas duras naquele clássico. Tinha que fazer aquela compressa por umas quatro horas, aliviaria muito as dores dele. Os cinco estavam sentados na sala em frente a tevê revezando o videogame, agora quem estava jogando era Gil e Ganso.
- Cara, que golaço aquele primeiro de pênalti, achei que você fosse errar, você tomou uma distância grande. – Kardec comentou, bebendo um gole de sua cerveja. deu uma risadinha.
- Que nada, eu vi que o Denis estava mal posicionado, então aproveitei. - a verdade é que ele estava bem nervoso naquele lance, achou até que aquela bola não entraria, foi seu talento e sorte.
- Você e esses olhos de águia – Gil desviou rapidamente o olhar da tevê. – Você joga muito, moleque. – o parabenizou enquanto seus dedos mexiam freneticamente no controle.
- Eu tento, eu tento. – acabou rindo, ao mesmo tempo em que dava um longo gole em sua cerveja.
- E aquela furada do Denis no terceiro gol? Que merda. – Ganso lembrou do lance e acabaram rindo.
- Hoje não foi o dia do Denis, sorte a nossa, né? – fez um toque de mãos com Alan rindo – Eu que não perderia a oportunidade...
- Mano do céu, você não vai acreditar, parça! – Jota que estava calado desde o início da conversa resolveu se manifestar interrompendo o papo sobre a partida.
- O que foi? – perguntou curioso, enquanto o seu amigo tinha o celular em mãos.
- Olha o seu Twitter agora. – franziu o cenho – Abre logo a porra desse Twitter. – desconfiado, ele resolveu ver logo o que o rapaz queria. Abriu o aplicativo e fez careta, tinha um monte de tweets mencionando-o, nada de novo sob o sol.
- Tá, nada demais aqui, muitas menções me parabenizando ou me xingando sobre o jogo e... – se interrompeu quando viu um tweet em especial, era de . Quase se engasgou, a moça estava muito bela, nem parecia a garotinha que se recordava - Eita porra! – abriu um largo sorriso, estava surpreso com aquilo. – Desde quando essa menina cresceu tanto? – olhava a foto do perfil dela e mais algumas postagens da moça. - Eu me lembro dela ainda criança.
- De quem vocês estão falando? – Ganso perguntou pausando o jogo, completamente curioso, ao passo que olhava de a Jota. Não só ele estava curioso, mas Kardec e Gil também.
- Vocês conhecem a , né? – todos eles assentiram – Ela me mandou um tweet há algumas horas falando que é minha fã. Eu me assustei porque ela cresceu muito. – rapidamente todos eles sacaram seus celulares buscando imagens da moça.
- Ela virou um mulherão da porra, isso sim. – Ganso mostrou uma foto ao qual a moça estava maravilhosa em uma sessão de fotos.
- Pois é. – ele ainda visualizava as postagens no Twitter da mulher - Mas será que esse tweet é só ela me parabenizando pelo jogo ou com segundas intenções? – coçou a nuca - Sei lá, eu tenho um filho de oito meses, não sou exatamente o tipo dela. Ah, eu nem sei se meninas como ela tem tipo... – ele se embaralhava nas palavras. Jota prendeu a risada, era engraçado ver o amigo tão inseguro nesse tipo de coisa. Ele que era todo o fodão.
- Presta atenção, , a menina simplesmente chamou sua atenção no Twitter, alguma coisa ela quer, cara. Cai logo em cima – Jota comentou de forma óbvia. assentiu, concordando com o raciocínio do amigo, não perderia nada tentando algo com ela.
- Então, ‘bora responder logo esse tweet. – menino esfregou as mãos, pronto para digitar a mensagem.

@ obrigado rsrs beijooooo!

- Só vai mandar isso? – Jota espichava o olhar no celular do amigo.
- Só, estamos diante de milhares de pessoas que vão ver isso aí, não posso simplesmente dar em cima dela por aqui. – ele respondeu de forma óbvia e deu um tapa na cabeça do amigo.
Voltou a atenção ao celular e em seguida começou a segui-la e resolveu que passaria seu número para ela via mensagem privada no aplicativo. Então sem mais delongas, ele redigiu o texto:

Oi , tudo bem? Anota meu número e me chama no Whats.

- Ah, moleque. – Jota novamente prestava atenção as ações dele. bufou e deu um soquinho no ombro dele, completamente sem graça com aquilo.
- Eita, Zé Povinho*, privacidade mandou lembranças. – ainda o encarava um pouco constrangido. – Chamei ela através do direct no Twitter – esclareceu aos outros amigos, que assistiam a cena sem muito compreender - Passei meu número, vamos esperar ela responder. - Os amigos assentiram.
- Tomara que você pegue logo, ela é muito bonita. – Gil comentou como quem não queria nada, abrindo mais uma latinha de cerveja. engoliu em seco, tudo o que ele precisava para relaxar naquela situação era tomar mais uma cerveja, porém Muricy havia sido bem taxativo e ele não seria louco de desobedecê-lo, e também poderia prejudicar seu condicionamento físico.
- Que seja. – comentou não querendo transparecer o quão nervoso estava por uma resposta da moça.
- Olha essas curvas. – Gil deu um cutucão em Alan que concordou veemente.
- Muito gostosa, cê louco. – eles riram alto. Aquele jeito como eles se referiam a ela estava incomodando . Parecia que a menina era um pedaço de carne. – Dá pra pegar de jeito e... – ele não se controlou e as palavras pularam de sua boca.
- Hey, hey, parou! – falou mais alto do que Alan tentando impedir que ele terminasse aquela frase. – Mais respeito com ela. Que coisa mais infantil se referir a uma mulher desse jeito, cambada de virgem. – ralhou com eles, que lhe olhavam com os olhos arregalados.
Ele não gostava que se referissem a nenhuma mulher desse jeito, aquilo era desrespeitoso, não fora a educação que tinha recebido dos pais. Silêncio se fez presente.
- O já se apaixonou pela menina antes mesmo de vê-la pessoalmente. – Jota proferiu quebrando o gelo e eles começaram a gargalhar, exceto o camisa 11. Vieram vários tapas em sua cabeça, ele tentava se defender.
– Foi mal, parça. – Kardec se desculpou pela forma como havia falado da moça. não conseguiu respondê-lo verbalmente ainda tentava se esquivar dos tapas dos caras.
Sentiu seu celular vibrar, rapidamente se levantou fazendo sinal de espera a eles, o tirou do bolso achando que pudesse ser , mas se iludiu bonito, era Carol, mãe de seu filho. franziu o cenho, rapidamente a atendeu, podia ser algo com Davi. Fez gestos para que seus amigos diminuíssem o som das risadas.
- Hey, Carol, tudo bem? – a cumprimentou cordialmente.
- Oi, , mais ou menos. Está em Santos? – ela tinha a voz estranha.
- Estou, o que houve? – perguntou aflito.
- Davi está com febre, eu vou levá-lo ao médico, queria saber se você quer ir junto? – ele já se levantou, tirando os pés do gelo, recolhendo carteira e procurando as chaves de seu carro.
- Mas é claro, chego aí no máximo em vinte minutos. – desligou, não esperando resposta. Estava preocupado, Davi era tudo para ele. Rapidamente achou os tênis junto com a meia e os colocou da forma mais rápida que conseguiu.
- Mano, o que houve? – Ganso perguntou enquanto o olhava correr pelo cômodo atrás de seus pertences pessoais. Os demais encaravam a cena sem entender muita coisa.
- Davi está com febre, eu vou levá-lo ao médico. – terminou de pegar tudo o que precisava e saiu dali. Nem se despediu dos amigos direito, estava extremamente preocupado com seu filho.

🎬 🎬

se levantou da cama e tomou o notebook da amiga. Lendo a resposta do sentiu um alivio tomar conta de seu corpo, pelo menos vergonha nacional ela não passaria, parecia tolice, mas sua maior preocupação era essa.
- Foi simples, mas ele respondeu. – ela abriu um sorriso tímido. Lara balançou a cabeça negativamente olhando a cena.
- Dá uma olhada nas suas mensagens, quem sabe, né? – encarou a amiga, concordando. Na hora que ela ia abrir as mensagens, sentiu o celular vibrar, olhou quem lhe ligava e mordeu os lábios. Resolveu colocar no alto-falante para que Lara pudesse ouvir também.
- , o que está acontecendo? – antes que pudesse responder, ela continuou – Simplesmente está tudo bombando aqui, a imprensa quer saber se você está tendo um lance com o .
- Oi, Ju, eu estou ótima e você? – Lara começou a rir baixo, para que a assessora não percebesse que estava no viva voz.
- , é sério isso, detesto ser o corno e saber das coisas por último. – nem aguentou essa e riu.
- Calma, Ju. Eu só twittei que era fã do cara, eu o admiro, tietei mesmo, não me aguentei. – a assessora respirou fundo, assentindo.
- Certo, me desculpa te ligar assim – acabou rindo – Quando se é famoso coisas simples se tornam notícias, enfim... – Ju suavizou o tom de voz - Eu vi que ele te respondeu hum... - Lara que não se aguentou, acabou falando.
- Hum...
- Cala a boca vocês duas – ela sentiu as bochechas esquentarem. Lara e Ju riram.
- Eu vou desligar já, tá bem tarde, amanhã eu respondo esses abutres. Se cuida, meninas.
- Você também, beijos. – foi a primeira a se manifestar.
- Beijos, Ju. – a melhor amiga gritou e desligou a chamada – Agora pelo amor de Deus olha esse direct que eu estou curiosa. – a atriz pegou o notebook de volta olhando as mensagens, muitos fãs, haters e . Rapidamente ela clicou e abriu um enorme sorriso, ele tinha mostrado interesse.
- Ele me passou o número dele, meu Deus! - pegou o celular anotando rapidamente as informações, parecia uma criança quando ganha um brinquedo que tanto queria no Natal. – Já faz mais ou menos uma hora e meia que ele me mandou a mensagem, vou chamá-lo agora no WhatsApp.
- Demorou, isso aí. – Lara se pendurou nos ombros da amiga para que pudesse ver.

: Hey , é a . Tudo bem? 😊

- Pronto, agora é esperar ele responder. – ela jogou o celular na cama.
- Logo mais ele responde, - a atriz deu de ombros – Outro filme? - assentiu e ambas começaram a escolher no catálogo online.

⚽⚽

chegou em dez minutos na casa de seu filho. Carol já lhe esperava do lado de fora, então sem muita demora ela entrou no veículo com Davi chorando muito, o colocou na cadeirinha sob o olhar atento do jogador. Davi instalado, voltou a dirigir o mais rápido possível para o hospital, não se importando de estar excedendo aos limites de velocidade, aquilo era uma emergência.
Chegaram lá em quase meia hora e assim que entraram no recinto, foram rapidamente atendidos. O médico o examinou e constatou que seu filho estava com a garganta inflamada, por isso a febre. O medicou no hospital e lhes deu uma receita para que pudessem comprar os remédios que ele teria que tomar por cinco dias. Graças a Deus o seu filho estava bem, não era nada grave.
Foram dispensados e , durante o caminho, passou em uma farmácia, comprou os medicamentos e foram até a casa de Carol. Ficou um tempinho com o filho, vendo que ele estava mais calmo e que o choro havia parado, provavelmente era efeito dos medicamentos. Esperou até que ele dormisse e decidiu que era hora de ir.
- , obrigada por ter nos levado ao hospital. – Carol abriu um sorriso cansado – Você se deslocou da forma mais rápida que conseguiu.
- Que nada, quando precisar é só falar, me liga ou manda mensagem que rapidamente eu venho ver o pretinho. – sorriu, lhe dando um beijo na bochecha. – A gente se vê. – acenou rapidamente.
- A gente se vê. – ela acenou e ele dirigiu para casa, com o coração mais aliviado.
Não existia um relacionamento amoroso com Carol, apenas amizade. De fato, haviam transado algumas poucas vezes e no meio disso veio o Davi. Nunca houve amor ou esse tipo de coisa entre eles, era algo mais físico, sentiam tesão um pelo outro. Quando ela lhe contou que estava grávida, ele se assustou, porque já fazia por volta de quase dois meses que não tinham mais nada, mas não duvidou que o filho fosse dele, haviam se descuidado muitas vezes. Fizeram um exame de DNA porque o pai era muito desconfiado, achou que Carol estivesse mentindo. Depois do nascimento de Davi, viraram bons amigos e não havia rolado mais nada entre eles.
Imerso em pensamentos, ele nem percebeu que já estava parado em frente sua casa. Estacionou o veículo em sua garagem e desceu rapidamente. Entrou em casa e pôde ver que só havia Gil e Jota espalhados no sofá assistindo algo na tevê, seus amigos do clube haviam ido embora.
- Fala, moleque. – Gil lhe cumprimentou. se sentou de qualquer jeito no sofá – Como o Davi está?
- Tá bem, foi só um susto mesmo. – bocejou audivelmente – Que horas são?
- Agora são quase uma da manhã. – tomou um susto, não imaginava que havia demorado tanto com o filho.
- Caraca, moleque! – levantou do sofá, decidido que estava na hora de dormir. – Fui! – se despediu com um toque de mãos com Gil, já que Jota estava desmaiado no sofá.
Entrou em seu quarto, despiu-se rapidamente para tomar um banho, precisava dar uma relaxada antes de dormir. O dia havia sido corrido, jogou por pouco mais de 90 minutos, apesar de ter um bom condicionamento, suas pernas estavam doloridas ainda, mesmo após a compressa de gelo. O problema de ser rápido e leve era isso, lhe paravam como conseguiam. Para ferrar de vez o jogo foi no Morumbi, então ele havia pegado estrada para voltar para casa, e ainda de quebra fechou a noite no hospital com o filho.
Depois de muito enrolar, saiu do chuveiro, secou-se de qualquer jeito, vestiu uma cueca e se jogou em sua cama. Tudo o que ele precisava nesse momento era dormir e em poucos minutos foi o que ele fez.

* Zé Povinho: Pessoa curiosa, que adora fofoca. Vive cuidando da vida dos outros, qualquer confusão ela(e) já corre pra saber o que está acontecendo.

🎬 🎬

estava inquieta, se remexia inúmeras vezes pela cama, ou estava estranhando dormir na casa de Lara, ou era a falta de retorno de . Mas ela sabia muito bem qual era a resposta para aquela questão. Ela havia ficado muito surpresa por ele demonstrar interesse por ela, e inclusive passar o seu telefone.
Esperou uma, duas, três horas e nada. tinha recebido a mensagem, mas não havia visualizado. Será que ele havia desistido de conversar com ela? A moça detestava se sentir assim, as vezes sua ansiedade era um problema...
mudou de lado de novo na cama, dando cabeçadas no travesseiro, odiava como conseguia ser tão tola daquele jeito, parecia que ela faria um teste para um papel importante em sua vida.
Respirou fundo, contando mentalmente até 10, e tentou pegar no sono novamente, mas de nada adiantou. Bufou, virando na cama, cruzou os braços, fez bico e ficou olhando o teto por um tempo. Cansada de ficar naquela posição, virou-se de lado, pegou o celular nas mãos e viu que já se passava das três da madrugada, nenhuma mensagem havia chegado.
Virou-se de bruços na cama, começou a zapear na internet e achou um site de livros, acabou tentando ler algo para se distrair. Por fim acabou dormindo com o celular nas mãos.

⚽⚽

Acordou se espreguiçando longamente, hoje ele não precisava se apresentar ao CT, pois era o dia de folga. Mas nem por isso ele não deixaria de se exercitar, não podia deixar seu condicionamento cair por terra. Tateou pela cama em busca de seu celular - mania de sempre olhar as redes sociais assim que acordava -, mas não o encontrou. Levantou e foi em direção ao banheiro.
Após sair do local, encontrou sua calça jogada pelo chão e no bolso dela estava o seu celular. O tirou de lá e viu que se passavam das 11, é, ele havia dormido demais. Acabou abrindo as mensagens e se surpreendeu com a quantidade delas, mas ignorou todas quando viu uma de um número desconhecido.
Quis se nocautear, ela tinha mandado essa mensagem ontem, e ele havia se esquecido por completo de visualizar seu celular e lhe dar um rápido retorno.

: Estou ótimo e você? Me desculpa a demora em responder, aconteceram uns imprevistos por aqui...
Eu posso te ligar?

Parecia precipitado ele já ligar para ela, mas a garota parecia ser tão simpática e ainda era muito bonita, ele tinha que fazer algo, queria tirar a má impressão que poderia ter causado a ela. Durante uma vídeo-chamada seria muito melhor, ela o vendo, e ele se justificando, ela poderia não achar que ele era um moleque.
Ele deixou o celular em cima da cama e foi em direção ao closet para vestir algo que pudesse malhar pela manhã. Se trocou rapidamente e olhou o celular, nenhuma mensagem dela ainda. Seguiu para a cozinha e encontrou Gil ali, nada da mãe, pai ou irmã. Eles estavam em São Paulo e ainda não tinham voltado.
- Fala, parça! – eles fizeram um toque de mãos e se sentou à mesa com o amigo – E o Jota?
- Então, ele deu uma saída, tinha algumas coisas para resolver. – Gil lhe respondeu. – Vai fazer o que agora, ?
- Bom, eu não preciso ir ao CT, mas vou puxar um pouco de peso em casa mesmo. – deu uma mordida em seu lanche.
- Então, acho que vou com você, malhar com alguém dá mais coragem – O atacante concordou.
Ele sentiu o celular vibrar e rapidamente o abriu. Finalmente era uma mensagem de .

: Estou bem também.
Ah, tudo bem, eu entendo. Claro que pode, se quiser ligar agora estou disponível.

abriu um largo sorriso, se levantando e pegando seu lanche e seu suco. Gil não entendeu aquilo e franziu o cenho.
- Ei, , onde você vai? – ele tomou um susto com o questionamento.
- Eu... Eu preciso fazer uma ligação. – foi equilibrando tudo e caminhando até as escadas.
- Ligação para quem? – Gil já avistava a bons passos longe dele.
- Não te interessa. – ele subiu as escadas em direção ao quarto e trancou a porta. Se dissesse ao amigo que faria uma ligação a , ele jamais teria paz.
Sentou-se na cama e fez uma chamada de vídeo pra ela. passava mal do outro lado quando viu que ele estava mesmo ligando pra ela. Ela deu uma rápida ajeitada nos cabelos e aceitou o pedido.
- Oi, – ele abriu um lindo sorriso – Prazer, . – ela acabou rindo com a saudação dele.
- Oi, , prazer . – ela colocou o cabelo atrás da orelha.
- Então, você é minha fã? Confesso que fiquei surpreso com seu tweet. – ela sentiu as bochechas esquentarem.
- Eu te admiro demais, acho que você joga muito, tem tudo para ser o melhor do mundo um dia – ele deu uma risadinha sem graça, desviando seu olhar da tela do celular.
- Muito obrigado, sério. – sorriu tímido. Ela era muito linda mesmo, e parecia ser bem interessante – Então, você torce pro Santos?
- Não mesmo – ele fez uma careta engraçada – Torço pro .
- Eita... Você não tem cara, daria uma linda santista. – ele piscou pra ela.
- Obrigada, mas não. – eles riram levemente – E você tem quantos anos? – ela perguntou mais para puxar assunto do que tudo, ela sabia qual idade ele tinha.
- Eu tenho 20, e você? – ele tomou um gole de seu suco de laranja.
- Tenho 17, em breve 18. – ela fechou os olhos, fazendo uma careta.
- Só? Achei que você fosse maior de idade. – coçou a nuca, sem graça. Sentiu calafrios, poderia estar se metendo em mais uma fria, Carol tinha 17 anos quando ele havia a engravidado.
- As pessoas sempre acham que eu tenho mais idade, não sei se isso é bom ou ruim. – arqueou a sobrancelha, passou a língua entre os lábios, mordendo-os levemente. Ele prestou bastante atenção a aquele ato, era sexy. Será que ela tinha noção daquilo? Era o que ele se perguntava.
- Bom, não tive a intenção de te chamar de velha, me desculpe. – abriu um sorrisinho sem graça. Ele não dava uma dentro.
- Ah não, tudo bem... - eles ficaram se encarando por um tempo. estava nervosa, apesar de tudo, não sabia bem o que falar com ele.
- Então... – ele pigarreou - Ontem eu tive que levar meu filho ao hospital, por isso acabei não conseguindo responder sua mensagem. – ele se justificou.
- Nossa, mas como ele está? – ela o olhou com preocupação. Por dentro quis se enterrar, tinha fantasiado mil e uma coisas do que pudesse ter acontecido pra ele não responder, mas jamais imaginou que fosse isso.
- Ele está bem, foi uma inflamação na garganta, nada grave. – deu uma mordida em seu lanche – Você quer?
- Que bom que ele está bem... Tem foto dele? E sim, eu quero, dê seu jeito de me mandar um pedaço. – eles riram.
- Espera, vou te mandar uma foto agora. – ele selecionou uma das fotos mais recentes de seu filho e lhe mandou. – Acho que vou ter que ir ai então pra levar o pedaço do meu lanche, Rio de Janeiro, certo?
- Certíssimo, estou no Rio, tô esperando, viu? - eles riram. A foto foi baixada e se encantou com ela – Ai, meu Deus, ele é tão fofo, que coisa mais gostosa, ! – riu da reação dela.
- Sim, nem parece que é meu filho... – ele deu uma risadinha sem graça – Mas me chama de , por favor, é muito formal.
- Por que não parece seu filho, ? – ele amou escutar o apelido dele na boca dela - Ele é tão lindo, igualzinho ao pai dele. – agora quem estava envergonhado era ele.
- Obrigado. – ele deu sua típica risadinha tímida – Você é muito mais bonita que eu, sem sombra de dúvidas – respondeu com uma seriedade no olhar, deixando-a sem graça.
- Ai, meu Deus... Obrigada – ela apertou os lábios, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha, mania que ela tinha quando estava tímida.
- , ... Precisamos ir. – ambos escutaram a voz de Lara ao fundo, chamando-a para curtirem uma praia.
- Bom... É minha amiga, estou na casa dela – ela o examinou - Eu vou precisar desligar, mas nos falamos mais tarde?
- Claro que sim, durante o dia, se quiser, vamos conversando também; – ela concordou com a cabeça.
- Combinadíssimo então, vamos nos falando. Beijo! – ela acenou para a câmera.
- Beijo. – ele encostou a mão na boca e mandou um beijo para ela. Ambos desconectaram juntos.
se jogou na cama com um lindo sorriso na face, nem acreditava que tinha acabado de encerrar a chamada de vídeo com ele.
- , eu já te chamei pra gente ir e... – Lara entrou no cômodo e viu com um sorriso, de acordo com ela, completamente mongol. – Hey, Terra chamando .
- Eu estou te escutando, Lara. – ela virou-se na cama visualizando agora a melhor amiga.
- Então, por que está com essa cara de monga? – Lara se sentou ao lado dela.
- Ei! – ela ralhou, e a amiga riu – Então, lembra que o não tinha me respondido até a hora que a gente tinha ido dormir? Eu até achei que ele não queria nada mais comigo, enfim... – Lara assentiu – Era coisa da minha cabeça, acabamos de finalizar uma chamada de vídeo. – ela se sentou na cama, apertando o travesseiro sobre si.
- E eu vi que já rolou até uma intimidade... Hum ! – debochou. - E ai, me conta? – Lara abriu um sorriso gigante na face.
- Ele gosta de ser chamado assim, sua boba. – sorriu - Trocamos algumas palavras, foi bem legal – ela se levantou, recolhendo suas sacolas pronta para irem.
- Eu imagino, e eu te disse que ele jamais deixaria um mulherão como você no vácuo. – concordou rindo.
- A conversa fluiu de uma forma tão gostosa, apesar da minha timidez. – ela sorriu – Parece que a gente se conhecia, há, sei lá, décadas.
- Isso é ótimo! – a amiga sorriu apertando a mão de que estava próxima de si. - Quando vocês vão se encontrar?
- Não conversamos sobre isso, foi algo breve, sabe? Acabou que você me chamou também e eu desliguei. – ela mordeu os lábios – Vamos logo para praia que depois eu preciso ir pra casa e... – sentiu o celular vibrar, o tirou da cintura – Ah, meu Deus! – sua voz subiu uns decibéis a mais, enquanto ria – Ele apelou usando Chorão.
- O quê? – Lara lhe encarava confusa. entregou o celular a ela.

: Se eu for no Rio de Janeiro um dia... Você me encontra? Ou deixa eu te encontrar? Me encontra? Ou deixa eu te encontrar? Haha



Capítulo 3

não conseguiu ir ao Rio de Janeiro como pretendia, seu pai achou que essa viagem o desgastaria muito e ele precisava estar inteiro para os jogos finais contra o Guarani nas próximas duas semanas. poderia ir a São Paulo, certo? Errado, ela nem cogitou contar aos pais sobre conversar com , não queria criar expectativas para ninguém, ela nem sabia se aquilo daria certo. Por ser menor de idade para que pudesse viajar teria que ter a autorização dos pais.
Então, as conversas no Whastapp, mais vídeo chamadas aconteceram com muita frequência naquelas duas semanas. Eles foram ficando cada vez mais íntimos um do outro, conhecia de nome todos da família dele e alguns dos amigos, e ele os dela. Conversavam sobre a previsão do tempo e até futebol. sempre a zoava por torcer para o .
O Santos havia ganhado de 3x0 na primeira partida e na segunda de 4x2. Ambas partidas com gols de . Finalmente antes do campeonato brasileiro, ele tiraria ao menos uns três dias de folga, e ele já tinha endereço para onde ir...

visitaria pela primeira vez o Morro do Alemão, depois de inúmeras leituras de texto com o elenco e diretores da novela, já era hora de ela começar o laboratório de forma efetiva. Estava acompanhada de Maria, sua colega de elenco, que faria a rival dela na novela. A van a qual ela estava estacionou em frente à entrada da comunidade e e Maria desceram do veículo acompanhadas de mais algumas pessoas da produção da novela e os seguranças.
Elas tiraram fotos com alguns moradores, autografaram alguns objetos por ali e adentraram o local. A produção da trama já tinha conversado com os moradores dali, e havia escolhido uma família que auxiliaria as atrizes. Por fim, depois de subirem uma boa parte das ruas chegaram ao local que começariam o laboratório.
- e Maria, esses são o Pedro, um dos moradores mais antigos daqui, e as filhas dele, Julia e Luisa, são elas que as ajudarão por aqui. – Um dos rapazes da produção as apresentou. e Maria, respectivamente, os cumprimentaram com beijinhos no rosto.
- Muito prazer. – tinha um sorriso doce no rosto. O senhor sorriu, estendendo a mão para elas.
- Fico feliz em ajudar, minhas filhas também – ele sorriu terno.
- Como funciona isso? – Luisa encarava as atrizes com o cenho franzido.
- A gente vai passar uns dias por aqui para observar como funciona a comunidade para compor nossas personagens com a ajuda de vocês. Jeitos de falar, gírias, postura e etc. Já de antemão eu agradeço muito por se disponibilizarem a nos ajudar por aqui. – Luisa assentiu. suspirou com o cenho franzido, o sol estava escaldante, deveria ter pegado o seu boné e passado protetor solar.
- Certo! – ela sorriu animada – Legal – Luisa jogou os cabelos para o lado.
- Cara, eu não acredito que tô respirando o mesmo ar que vocês. – dirigiu o olhar a Julia que estava quieta até o momento, a garota parecia petrificada.
- Somos gente como a gente, menina! – Maria brincou – Vem aqui me abraçar. – sem pensar duas vezes a garota se jogou nos braços da colega de elenco de . Desfez o contato com um sorriso imenso.
- Vem cá. – a abraçou apertado. – Viu? Sou de carne e osso igualzinha a você. – desfez o abraço. Luisa aproveitou a deixa da irmã mais nova e abraçou as atrizes também.
- O que “vocês quer” conhecer primeiro? – as atrizes se entreolharam e Maria se pronunciou.
- O que vocês fazem pra se divertir por aqui? – Julia as puxou pela mão as levando em direção a uma pracinha ali.
- Bom, de dia mesmo a gente gosta de se reunir e ficar conversando na casa “das amiga” ou sei lá, na praça da escola, mas tem várias coisas legais aqui, tem o teleférico, a escola de samba... – Julia explicava enquanto começava a andar.
- “Vocês precisa” vir de noite aqui, tem um monte de baile funk. – Luisa interrompeu a fala da irmã.
- Mas pode apostar que a gente vem sim – Maria afirmou convicta enquanto seguia as meninas.
- Calma, espera ai, temos que tirar uma selfie. – puxou o celular do bolso. Todo mundo se juntou na câmera e a moça bateu a foto e em seguida postou com a seguinte legenda no Instagram: Tá começando #laboratorio!
Começaram a explorar o local com as meninas que comentavam sobre a comunidade muito contentes, gostavam de onde moravam. estava amando a experiência toda, não tinha nem uma dúvida de ter feito a escolha certa aceitando aquele papel.

🎬 🎬

chegou em casa exausta, isso porque era apenas o primeiro dia de laboratório. Encontrou a família sentada no sofá assistindo algo na tevê.
- Oi, gente. - Se jogou no sofá assustando a mãe que não esperava que ela fizesse aquilo. Colocou a cabeça no colo de Alice, pedindo um cafuné na cabeça. A senhora prontamente lhe atendeu.
- Oi, . – Nina, sua irmã, se levantou do sofá no qual estava sentada e lhe deu um beijo estalado na bochecha. Se sentou no chão ao lado do sofá onde estava deitada.
- Filha, você se queimou um pouquinho, hein? Como foi o dia? – a mãe perguntou enquanto continuava fazendo carinho na cabeça da filha que fechou os olhos para sentir a sensação de forma mais plena.
- Foi bom, conheci um senhor e duas meninas da comunidade do Alemão, estou estudando seus jeitos, modos de falar, postura corporal, tudo para ficar o mais perfeito possível. – ela abriu os olhos e encarou a mãe.
- Eu imagino, e vai ficar porque você é ótima no que faz. – a senhora deu um beijo modesto na testa da filha.
- Meu pai? – perguntou, já que o homem não estava na sala com elas.
- Seu pai chegou bem cansado, com dor de cabeça e já se deitou, provavelmente está dormindo agora. – ela assentiu.
- Coitado, eu imagino... – comentou compreensiva, sabia das crises de enxaqueca que o pai sofria - E a escola, Nina? Como anda a menina mais inteligente da casa? – a irmã mais nova abriu um sorriso grande com falhas, já que ainda lhe faltava alguns dentinhos.
- Foi bem, a professora de matemática me elogiou, fui a mais rápida a resolver um problema com centenas. – sorriu, sua irmã de oito anos era mesmo muito inteligente.
- Ai, que orgulho, né, mãe? – ela alisou o rosto da irmã da melhor forma que conseguiu naquele posição que estava. Alice concordou, não tinha do que reclamar de suas filhas.
- Ah, obrigada. – ela deu mais um beijo na bochecha da irmã mais velha. – , esses dias vi você conversando no celular...
- Ué e o que tem? – perguntou confusa, não estava entendendo onde Nina queria chegar.
- Você tá namorando? – Nina perguntou de repente, deixando completamente sem graça. Criança era mesmo sem papas na língua de um assunto eles mudavam para outro completamente diferente.
- Quê? – ela sentiu as bochechas esquentarem – Não, claro que não.
- Filha, você ficou tão nervosa com a pergunta de Nina, está nos escondendo algo? – Alice arqueou a sobrancelha direita enquanto encarava a filha mais velha.
- Não, que isso. – ela se levantou bruscamente do sofá – Eu vou tomar um banho e depois venho comer algo.
- Tudo bem, seu prato tá no forno, é só você pegar – ela mordeu os lábios, concordando.
- Se eu não ver mais vocês hoje, que eu acho que não verei já que são quase 23h00min, tenham uma boa noite, e sonhem com os anjinhos.
- Você também, meu amor. – a mãe deu um beijo na bochecha da filha, Nina fez o mesmo. acenou e caminhou até seu quarto rapidamente.
- Mamãe, a tá namorando sim. – Nina sussurrou para que somente a mãe escutasse.
- Eu também acho, bebê, agora resta saber quem é o rapaz...

⚽🎬

enrolou a toalha no cabelo, e saiu do banheiro. Nada como um banho para relaxar e dar aquela disposição, ela estava morta. Colocou a camisola e foi em direção à cozinha, dispensou o prato que estava no forno, havia passado no McDonald’s com Maria e a produção estava sem fome. O guardou na geladeira, e decidiu pegar uma maçã na fruteira. Olhou rapidamente na sala e viu que não estava mais nem a irmã e muito menos a mãe ali, deveriam ter ido dormir como ela previra.
Voltou para o quarto com a maçã em mãos e se jogou na cama. Puxou o celular e viu que tinha uma mensagem dele, recebida há uns 15 minutos. Ela abriu um lindo sorriso na face.

💜: Tá acordada? Queria conversar contigo...
💜: Posso te ligar? 🙈

Ela mordeu os lábios, não passava um dia sequer depois que se falaram pela primeira vez sem pelo menos conversarem pelo aplicativo de mensagens. Estava ficando dependente dele, ela só não sabia se aquilo era bom ou ruim.

: Tô sim, se quiser pode me ligar! 😍

Não demorou nem um minuto direito e no celular dela surgiu a foto dele. Ela rapidamente atendeu a vídeo chamada, ele gostava de conversar vendo-a sempre que podia.
- E ai, moça linda! – ela abriu um sorriso enorme no rosto.
- Oi, , você tá bem? – ela deu uma mordida na maçã.
- Toda fitness na frutinha. – zombou – Estou infinitamente melhor agora. – fez careta com a fala dele – Eu esqueço que você não cai nas minhas cantadinhas, foi mal. Só não esqueço do vácuo que eu tomei só porque enviei a música do CBJR pra você aquele dia. – ele riu.
- Você é muito bobo, jamais vai esquecer do vácuo acidental que eu te dei, eu jurava que tinha apertado o botão enviar...
- Aham... Sei. – ele piscou – Como foi seu dia?
- Então, fazer essas paradinhas de estudo de personagem me deixa sempre acabada, é cansativo, estava um sol escaldante aqui – bateu os cílios, fazendo um biquinho involuntariamente.
- Quando você faz esse biquinho me dá uma vontade de... – se interrompeu, sem graça, não deveria nem ter começado a falar nada.
- De quê? – nem piscava, ansiosa esperando a resposta dele.
- De te mimar, você é muito fofinha. – decidiu ser brando, não poderia falar de fato o que pensou, queria ir mais devagar. Ela negou, enrugando o nariz de forma adorável. Toda vez era aquilo, ela achava que ele avançaria o sinal de alguma forma nas conversas, mas ele sempre recuava.
- Você é um idiota. – a boca dele se curvou em um lindo sorriso – Mas obrigada, pelo fofinha.– ele gargalhou com a voz afetada que ela fez – E o seu dia, como foi?
- Regrado de muita comemoração com os parças por termos levado o campeonato paulista ontem. – deu de ombros.
- Ah, sim, é verdade, né? Parabéns pelos gols, eu os vi através da internet, já que o campeonato não foi televisionado aqui. – ele deu um meio sorriso.
- Sério? – ela assentiu - Você não cansa mesmo de me surpreender.
- Eu já disse que gosto do seu trabalho, achei que não fosse surpresa pra você, ué? – bateu os cílios, com um sorriso engraçado na face.
- Agora eu tenho uma pequena folga, sabia? – jogou aquilo como quem não quer nada para ver qual seria a reação dela – Não é bem férias, já que o campeonato brasileiro vai começar logo mais, mas já é alguma coisa. Seria mais ou menos dois dias, estourando três.
- Hum... – fingiu estar indiferente – E vai fazer o que na sua pequena folguinha?
- Então, eu queria viajar, talvez Rio de Janeiro... O que você acha? – ele deu uma piscadinha em direção a ela - Quero conhecer pessoalmente uma moça que mora ai. – ela não conseguiu segurar o sorriso bobo.
- Eu acho que a moça vai adorar ter você aqui por uns dias, ela está bem ansiosa pra te conhecer. Ela me disse. – fez uma voz diferente, acabou rindo.
- Então, diga pra ela que eu embarco amanhã de manhã pro Rio. – abriu a boca, meio chocada com a rapidez dele – E que eu quero vê-la amanhã mesmo.
- Certo, pode deixar que ela será avisada, posso te adiantar que ela está extremamente surpresa com sua rapidez. – continuou a brincar.
- Por mim eu iria bem antes conhecê-la, acredito que as coisas boas não devem ser adiadas, a vida é muito curta. – pela primeira vez na noite ficou sem graça.
- Eu também parto desse princípio. – indagou tímida. Quis se matar quando um bocejo longo surgiu denunciando seu sono e cansaço.
- Tá na hora de dormir, hein? – assentiu, estava lutando contra o sono desde o início da conversa.
- Eu não queria ir dormir, mas tá foda ficar com o olho aberto. – abriu um pequeno sorriso.
- Vai descansar, e amanhã conversamos mais. – mandou um beijo a ela, com uma piscadinha.
- Tá bom, eu vou. Beijos. – ela abriu um mini sorriso e acenou para a câmera.
- Beijos. – ele acenou também e desligou.
levantou da cama, foi escovar os dentes pra dormir, pegou o cabinho da maçã e jogou no lixo do banheiro. Voltou a cama, deitou e acabou desmaiando ali, estava mesmo cansada.

⚽ ⚽

já estava em pé e arrumava sua pequena mala para que pudesse viajar ao Rio. Na sua viagem teria a companhia de Gil e de Jota, seus fiéis escudeiros que toparam sem sombra de dúvidas viajar para a cidade maravilhosa.
desceu e encontrou os amigos e os pais tomando café.
- Oi, meu amor, senta aqui – Nadine apontou para a cadeira que estava vazia ao seu lado.
- Bom dia. – todos responderam ao seu cumprimento. Se sentou e começou a se servir do que havia na mesa.
- Rio de Janeiro, querido? Por que essa viagem tão repentina? Confesso que ainda não entendi. – antes que pudesse responder, o pai tomou a frente.
- Mulher, Nadine, mulher. – sentiu as bochechas esquentarem – Conheceu a , você tá desligada dos tabloides, tá em tudo quanto é lugar o tweet que ela mandou pra ele.
- Bom, isso eu até vi, mas achei que o tivesse respondido ali e tivesse acabado. – Nadine abriu um enorme sorriso – Que bonitinho, meu amor, tá apaixonado? – Se pudesse se esconder embaixo da mesa, ele faria aquilo com louvor.
- Eu só quero conhecê-la, mãe, nada demais. – desviou o olhar para qualquer canto daquele cômodo.
- Sei... – a mulher suspirou – Só, pelo amor de Deus, use camisinha, não quero outro netinho tão cedo. – Gil e Jota não se aguentaram e gargalharam da fala da mulher. E mais uma vez quis sumir dali. O pai dele só assistia a cena enquanto comia.
- Ô, , nada de gastos exagerados nessa viagem, hein? Tô bem de olho em você. – assentiu. Ser gerenciado pelo pai era algo extremamente complicado, mas se fazia necessário no fim. – E vocês dois, - apontou para Gil e Jota que se recuperavam da crise de riso – nada de levar o pra noitadas, o campeonato brasileiro começa semana que vem e eu não quero a mídia enchendo o saco com relação a isso, já basta a última vez.
- Claro, seu , deixa com a gente – Gil foi quem o respondeu com um sorrisinho sem graça. pai assentiu, calado.
- Acabou as recomendações? – O pai fez um gesto com as mãos como se dissesse que sim. – Então, coma sossegado, filho. – sua mãe era mesmo bem coruja com ele. se alimentou rapidamente, estava ansioso pra embarcar.
- Hum… - ele engoliu a comida - A Rafa já foi pra escola? – ele perguntou pela irmã mais nova, sabia que estava faltando alguém a mesa. O pai assentiu – Queria me despedir dela, mas tudo bem a viagem nem vai ser tão longa assim, né? Já, já tô de volta. – Ele se levantou da mesa, seguido por seus parças. – Pai, você leva a gente ao aeroporto? - o homem bufou, limpando a boca e se levantando da mesa – Eu até poderia conduzir, mas teria que deixar o carro lá, enfim...
- Eu levo, sem problemas – Nadine se despediu do filho e dos amigos e os assistiu partiram com suas malas.

⚽ ⚽

Desembarcaram na cidade maravilhosa por volta das 12h:00min e lá o pessoal contratado por seu pai já os esperavam. , Gil e Jota entraram no veículo e seguiram até o hotel reservado para eles. Por ser horário de almoço pegaram certo trânsito na região e chegaram por volta da 12:h40min no hotel. Fizeram o check-in, colocaram as coisas em seus quartos e foram comer, estavam famintos, apesar de terem beliscado algo durante o voo.
Embora a viagem tenha sido curta, havia se cansado, então foi para o quarto depois da refeição e se jogou na cama. Iria tirar um cochilo. Lembrou-se que não havia avisado a pessoa mais importante naquele momento que acabara desembarcando no Rio. Tirou uma foto da vista da janela do hotel, que dava na praia e enviou a .

: O Rio de Janeiro continua lindo... Que horas a gente se vê?

Lutando contra o sono, aguardava a reposta da moça. Ele precisava ter uma noção, já que queria também dar uma turistada por ali após o cochilo. Cerca de vinte minutos o celular vibrou e era mesmo quem ele esperava.

: Você já está aqui! 😱😱 Estou trabalhando agora. 😌
: Mas umas 19:30 estarei livre, o que acha de jantarmos juntos?

Ele nem esperou que ela terminasse de digitar direito, e já a respondeu:

: Você não me levou a sério, ? 🤔
: Perfeito! Você escolhe o lugar e depois me manda o endereço, o que acha?
: Levei sim, eu juro, só que. sei lá rsrs.
: Combinado, até mais tarde! 😘 😘
: Aham, sei... Até! 😘 😘

se virou na cama e rapidamente pegou no sono, qualquer tipo de viagem lhe deixava extremamente sonolento.

🎬 🎬

Já eram 18h45min e ainda estava de roupão, não sabia bem o que vestiria para o encontro, para falar a verdade ela olhava o guarda roupa inteiro e não encontrava nada que ficasse bom o suficiente. Suspirou fundo, optando por um vestidinho florido, o jogou em cima da cama. Escutou duas batidinhas na porta e logo sua mãe apareceu com a cabeça no quarto.
- Filha? – se virou pra mãe com um sorriso leve no rosto – Ah, vai sair...
- Vou sim, mãe, por quê?
- Bom, seu pai, sua irmã e eu vamos jantar fora, achei que quisesse nos fazer companhia, mas deixa pra lá. – Alice fez um biquinho triste encarando a filha.
- Ah, mãe, eu sinto muito, é que eu já marquei de encontrar uns amigos. – era óbvio que ela omitiria aquilo pra mãe. – Se vocês estivessem me avisado com antecedência eu iria, eu juro.
- Eu sei, meu amor. – se aproximou e alisou o rosto da filha – Dá próxima vez você não nos escapa. – ela assentiu, rindo – 23 horas no máximo, hein?
- Pode deixar, mãe, prometo não passar do horário. – fez uma cruz nos dedos para confirmar a promessa.
- Bom passeio, meu amor. – a mãe lhe deu um beijo na bochecha – Hum, mas que cheirosa você está, hein? Vai encontrar amigos mesmo? – Alice arqueou as sobrancelhas.
- Ai, mãe. – ela riu – Obrigada, mas são só amigos mesmo. – a mãe fingiu acreditar, se despediu da filha e se foi.
balançou a cabeça negativamente e foi terminar de se vestir e de se maquiar.

🎬⚽

chegou ao local junto com Jota e Gil e adentaram ao restaurante sugerido por . Ele havia pedido para que os amigos lhe acompanhassem, pois estava bem nervoso para conhecê-la pessoalmente. Parecia bobo, mas era totalmente diferente das garotas que ele já havia saído, não sabia nem como agir perto dela.
pediu a mesa mais discreta do restaurante, apesar de estar relativamente cheio, ele havia conseguido. Era óbvio que ele não queria chamar atenção, já que ambos eram figuras públicas.
- Assim que ela chegar vocês levantam e sentam em outra mesa, hein? – ele repetiu aquilo mais uma vez, não queria que nada desse errado naquela noite.
- Pode deixar. – Jota comentou e Gil assentiu. Era claro que eles não iam estragar o encontro do amigo, certo?
- E ela tá atrasada. – Gil mostrou o relógio para o amigo que marcava 19h:43min.
- Mulheres se atrasam mesmo. – Jota deu de ombros – Isso é típico delas, sabe se lá o porquê. - não conseguia prestar muita atenção na conversa dos amigos, a ansiedade tomava conta de si.
- Cara, nem parece o ... – Gil sussurrou a Jota, quando percebeu que o amigo estava com as pernas inquietas e a todo momento olhava para a porta.
- Essa garota mexeu com ele, eu pensei que não fosse viver pra ver isso. – Jota sussurrou de volta, dando uma risadinha de lado.
- Quem diria que esse dia chegaria, ele é todo tão eu sou o fodão e sei lá mais o quê, e agora tá ai de quatro por ela. – eles riram, despertando a atenção dele.
- O que falam tanto, idiotas?
- De nada, ué, de nada... – Jota respondeu e Gil e ele olharam-se cúmplices.
- Hum... Sei. – os olhou desconfiado.
- Acho que a gente vai dar uma circulada por aqui, sua dama acabou de chegar. – direcionou o olhar até a porta do local e sua boca se abriu. A garota conseguia ser mais bonita ainda pessoalmente.
Ela o procurava com o olhar, acabou o vendo em uma mesa mais afastada, percebeu que ele tinha os olhos presos nela. foi andando decidida até ele. se levantou de seu lugar, com um sorriso nervoso na face. Ela chegou bem próximo a ele.
- Oi. – abriu um enorme sorriso para saudá-lo.
- Oi - ele sem muito pensar se aproximou dela, lhe dando um abraço apertado.
o retribuiu com todo fervor, ela nem acreditava que estava nos braços dele, realização de um sonho.
Na finalização do abraço, deram dois beijinhos para se cumprimentar.
puxou a cadeira para que ela se sentasse e, em seguida fez a mesma coisa, sentando-se ao lado da moça.
- Me desculpa pelo atraso, estava um trânsito aqui. – ela sorriu sem graça. Todos sabíamos que o trânsito não tinha nada a ver com isso.
- Ah, não, sem problemas. – acenou com a mão para chamar o garçom – Eu nem percebi, confesso. – deu um riso nervoso.
Sentiu um toque nas costas, se virou e viu que se tratava de Gil. Franziu o cenho, o que ele queria?
- Parça, o restaurante tá lotado, fomos procurar outra mesa e não achamos. – ele fez uma careta. olhava a cena interrogativamente, quem eram eles?
- Ah, nos desculpe. – Jota se aproximou dela, lhe dando dois beijinhos, assim como Gil – Meu nome é Joclécio, mas, por favor, me chama de Jota.
- Eu sou Gil, não vale a pena falar meu nome de batismo. – ela acabou rindo do jeito dele.
- É Gilmar. – Jota falou, fingindo que não havia sido ele que proferiu aquilo. Gil lhe deu um tapa na nuca.
- Meu Deus, eu já conheço vocês, pelo menos por nome. – ela piscou - Sou .
- Nós também te conhecemos bem. – Gil enfatizou. - E agora, o que a gente faz? – trouxe o assunto restaurante lotado à tona. não sabia aonde esconder a cara, seus amigos conseguiam superar a meta das metas em indiscrição.
- Vocês estão sem mesa, é isso? – se intrometeu na conversa, e eles a encararam.
- Pior que sim, chegamos e já estava um pouco cheio, ficamos fazendo companhia aqui pro e quando fomos procurar um lugar pra nos sentar não encontramos nenhum. – Jota esclareceu.
- Querem se sentar com a gente? – ela deu de ombros, fingindo não se importar.
- Se não for atrapalhar. – Gil já foi puxando uma cadeira ao lado e Jota o imitou.
fechou os olhos, era óbvio que os havia convidado por educação, e os idiotas haviam acabado de estragar o primeiro encontro dele.
O garçom apareceu e anotou o pedido de todos ali. viu que havia ficado desconfortável com a situação, afinal, ele não havia aberto a boca depois que os amigos estavam ali. Ela pegou a mão dele e a entrelaçou com a sua. Ela abriu um sorriso e sibilou um tá tudo bem. Ele sorriu e apertou a mão dela e a trouxe para que pudessem apoiar em sua coxa, ficou fazendo carinho na mão da moça.
- Você é incrível. – sorriram. Ficaram se encarando por um tempo, parecia que existia uma bolha e que só existisse eles ali.
- E então, , você está escalada para a próxima novela das nove, né? – Jota chamou a atenção dela.
- Sim, estou. – com a mão livre ela colocou a cabelo atrás da orelha – É um papel bem interessante, estou curtindo muito fazê-la. Começaremos a gravar em pouco tempo.
- Ah, legal isso. – Jota concordou – Deve ser legal ser atriz já que você pode... – adivinhando que poderia vir merda dali empurrou a perna de Jota com força. viu que ele se interrompeu, mas não entendeu nada.
O garçom trouxe os pedidos deles e e desfizeram as mãos entrelaçadas.
ia começar a comer quando sentiu um cutucão nas costas. Se virou e se deparou com Nina em sua frente com um sorriso grande na face. Ela empalideceu, se sua irmã mais nova estava ali era sinal de que...
- Oi, . – ela deu um beijo na bochecha da irmã.
- Oi, Nina. – ela tinha os olhos arregalados – Mamãe e papai estão aqui, certo? – ela concordou veemente.
Ela os procurou pelo olhar e viu que os pais estavam do outro lado do salão. A mãe parecia fulminá-la com os olhos.
- O que foi, ? – ela suspirou fundo com a pergunta de , que vergonha ela estava sentindo. Aquele primeiro encontro estava virando um caos.
- Ela é minha irmã, Melina, mais conhecida como Nina. – a garota abriu um sorriso e se aproximou do rapaz, dando um abraço desajeitado nele. Cumprimentou o restante dos meninos. mordeu os lábios – Meus pais estão na mesa ali do lado. – fez uma careta, no primeiro encontro ele já conheceria os pais da garota. Aquilo seria engraçado, se não fosse completamente desesperador.
- Nina, – a garota prestou atenção nele – por que você não chama os seus pais e todos nós comemos juntos? – o olhou de olhos arregalados. Já que estava ali mesmo, que os conhecesse de vez.
- Vou já chamar. – Nina saiu correndo em direção aos pais.
- , por que você fez isso? Por Deus – sussurrou ao rapaz para que somente ele escutasse.
- Não tem cabimento, seus pais aqui e a gente ficar em mesas separadas – ele deu de ombros, tentando parecer relaxado.
- Mano, o tá muito fodido, já vai conhecer os pais da menina no primeiro encontro. – Gil comentou com Jota.
- Olha a cara dele, tá apavorado. – Jota e Gil gargalharam da cara do amigo.
- Me desculpa por isso, eu... – ela foi interrompida com a chegada dos pais.
- Sua mãe disse que você sairia com seus amigos, então são eles, ? – o pai a abordou com uma feição mais séria.
Ela fez uma careta enquanto encarava os dois, estava mesmo em maus lençóis.





Continua...



Nota da autora: Finalmente o casal mais fofo se conheceu, não é? Só que esse encontro está saindo mais uma reunião de família, né? HHAHAAHH tadinhos rs!
Não esqueçam de deixar um comentário para eu saber o que estão achando.
Beijooos!
PS: Obrigada, Flávia, por aturar meus surtos e bizarrices kkkkk, super paciente.




Nota da beta: AH, MEU DEUS! QUE ENCONTRO FANTÁSTICO! SAHUSAUHSAHUHUSA Tu já tinha me contado desse evento, mas estou gargalhando demais, deu para sentir o desconforto deles!
E que isso, bem! Sempre que precisar!
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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