Five Months After

Última atualização: 13/10/2018

Capítulo um - Um novo começo

Encarava aqueles diversos panfletos dispostos num mural colorido e me perguntava o quão estúpidos e eu havíamos sido. Claro que eu não saberia dizer exatamente quando, mas só de estar ali, pensava em algumas oportunidades que aquilo poderia ter acontecido.
— Sra. O'Callahan, dirija-se ao consultório 2. Sra. O'Callahan, dirija-se ao consultório 2. — Todas as chamadas eram feitas duas vezes, até que alguém se levantava e seguia para onde estava sendo chamada.
A cada nome anunciado e a cada mulher que se levantava, meu coração parecia pular dentro do peito. A qualquer momento, o meu nome romperia pelos alto-falantes, e eu me tornaria uma nova pessoa.

Algumas semanas antes…

Sabia que algo estava errado desde o dia em que pisei de volta ao Canadá, mas achava que era apenas saudade e um pouco de álcool a mais, que consumi na festa de despedida. Porém, depois de uma semana apreensiva, trabalho novo e o estresse de encontrar uma casa, não era normal que eu ainda me sentisse de ressaca todos os dias.
Num lampejo de consciência, no meio da madrugada, levantei-me, correndo, da cama até o banheiro, e vomitei todo o jantar delicioso que minha mãe havia preparado. Lavei meu rosto e vomitei mais uma vez, agora, de nervosismo. Quando já me sentia um pouco melhor, peguei o celular e abri o aplicativo do calendário menstrual.
Lá estava mais de um mês sem nenhuma notificação. Achei que fosse vomitar mais uma vez, mas me deitei na cama e respirei incontáveis vezes, até ouvir o despertador tocando, lembrando-me de que aquele era mais um dia de correria e trabalho a ser feito.
Aquele foi o período mais longo que eu consegui ser capaz de esperar por uma resposta, mas quando, felizmente, saí do escritório, caçando alguma loja que estivesse aberta, me encontrava parada, olhando todos os tipos diferentes de teste de gravidez.
Na outra vez em que suspeitei, estava comigo no meio da farmácia em Nova York. Eu estava atrasada para o trabalho e chorando de medo. Agora, eu estava suando frio, me tremendo toda e sozinha. Aquilo não poderia estar acontecendo!
Vi um rapaz se aproximar — ele estava vestido com um uniforme azul da loja e se ofereceu para ajudar, perguntando se era a primeira vez que eu comprava algo assim. Quando não respondi, ele sacou uma máquina para verificar o preço dos produtos.
— Hoje, é seu dia de sorte! Este aqui está em promoção. — Ele sorriu, um tanto nervoso.
Desviava o olhar dele para os produtos. Joguei cinco pacotes dentro da cesta em que carregava uma garrafa com água e amendoim.
— A senhora precisa de mais alguma coisa? — Ele foi simpático o suficiente para me oferecer companhia até o caixa quando eu apenas assenti com a cabeça, me deixou passar na frente de mais dois clientes e pediu à funcionária para me atender rapidamente.
Eu não conseguia pronunciar nada, talvez, com medo de abrir a boca e começar a chorar no meio da loja e na frente de um monte de estranhos.
Agradeci com um breve sorriso e andei bem rápido de volta ao carro do meu pai. Respirei fundo diversas vezes, antes de abrir o pacote de amendoim e devorá-los bem rapidamente, derrubando alguns no banco do passageiro. Quando me senti enjoada o suficiente, apoiei a cabeça no volante e comecei a chorar bem baixinho.
Enquanto tentava cessar o choro, peguei meu celular e abri o contato de . Queria que ele estivesse ali, mas não queria dizer nada pelo telefone. E, do jeito que eu o conhecia, se ele desconfiasse que eu estava chorando, seria capaz de entrar no primeiro voo para Vancouver. Ao menos, era isso que eu imaginava, antes do nosso término. Agora, olhando o contato do no telefone, eu não tinha mais tanta certeza.
Resolvi não ligar.
Ainda não tinha uma resposta de nenhum médico ou teste, mas eu sabia que daria positivo. Algo dentro de mim brilhava com letras maiúsculas: VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA!
Quando percebi, estava ligando para Ashley e chorando copiosamente durante a nossa conversa. Ela não conseguia entender nada do que eu estava falando, por isso, tive que respirar fundo algumas vezes, antes de voltar a falar:
— Eu preciso falar com você, e é algo muito sério e importante! — Minha amiga concordou, do outro lado da linha. — Mas não pode ser por telefone e muito menos por mensagem de texto.
— Eu não posso estar em Vancouver, até sábado. Estou gravando a semana toda... — ela lamentou, e eu funguei. — , você está me assustando.
— Desculpa! Eu não queria parecer uma idiota chorona e nem te preocupar. Eu estou bem! — Tentei me controlar. — Eu sei que estou chorando igual a uma criancinha, mas eu estou bem. Só preciso conversar pessoalmente com um amigo e desabafar, enquanto me desfaço em lágrimas.
— Por mais que eu esteja louca para saber o que aconteceu, vou ter que dizer isso... — Ela respirou fundo. — Já conversou com o Matthew?
— Não conversei com ninguém. Eu estou dentro do carro na frente de um mercado, enquanto todo mundo passa, olhando para mim.
— Você está brincando? — Ashley começou a gargalhar. — Queria ver toda descomposta, após o término com ! Imagine as matérias…
— Quem precisa de inimigos quando se tem amigos como você? — Ela continuava rindo, até que me contagiasse e eu também estivesse. — Tudo bem. Seria bem engraçado! Mas não queria aparecer toda horrorosa em um monte de fotos, chorando por causa disso!
— Eu sei. Desculpe-me!
Logo tivemos que nos despedir. Ashley estava atarefada com as gravações, e eu não queria deixá-la ainda mais preocupada. Disse, mais uma vez, que estava bem, e ela pareceu ficar mais aliviada.
Fui para casa com a cabeça pesada e o rosto inchado do choro, mas decidi que, antes de tudo, precisaria ter uma confirmação e, então, conversaria com Matthew e esperaria pela vinda da Ashley a Vancouver.
Ao estacionar o carro na garagem, enrolei para organizar as minhas coisas e entrar em casa. Meus pais estariam jantando e, com certeza, gostariam da minha presença na mesa, mas eu não estava com fome e muito menos com cabeça para engatar uma conversa.
Minha mãe me cumprimentou. Ela colocava uma panela na mesa e sorria, enquanto ouvia o que meu pai contava sobre o seu dia.
— Você vem jantar agora? — meu pai quis saber assim que pisei no primeiro degrau. — Sua mãe fez mac&cheese.
Voltei aonde estava.
— Estão tramando alguma coisa? — Não era comum que minha mãe fizesse tal receita. Ela era sagrada quando Loren ou eu estávamos doentes, ou quando ela queria nos convencer a fazer algo que não gostaríamos (como as aulas de sapateado durante as férias de verão!).
— Claro que não, querida! — Minha mãe estava sorrindo como há muito eu não via. — Vá deixar suas coisas no quarto, lave as mãos e desça para comer.
— Eu também não sei o que está acontecendo... — meu pai comentou baixinho.
Depois de toda a água que bebi, aproveitei para fazer alguns testes de gravidez que havia comprado. Não esperaria, como fiz da outra vez. A situação havia mudado e, se estivesse errada e desse negativo, seria melhor assim.
Fiz o que tinha que ser feito e deixei os testes dentro da pia do banheiro. Esperar aqueles minutos seriam uma tortura, mas era obrigada. No entanto, não pude mais esperar, já que meus pais me chamaram para jantar. Ainda tentei dizer que precisaria de mais algum tempo, mas minha mãe foi tão insistente que só revirei os olhos e desci.
Os dois me esperavam pacientemente. Seu Leon com a maior expressão de desconfiado do mundo todo. Já minha mãe revirava os olhos para algum comentário anteriormente feito.
No meio do jantar, Emma começou a puxar assunto — primeiro, quis saber como havia sido meu dia, como estavam as coisas na empresa, se eu precisaria viajar muito pelos próximos meses…
— Por que você não diz logo o porquê de estarmos aqui, Emma? — meu pai, muito sutil, perguntou.
— Eu não posso querer uma refeição em família? — Minha mãe deu de ombros.
— Mãe, mas você fez mac&cheese... — comentei, e meu pai concordou com a cabeça, já que estava com a boca cheia.
— E a não está doente, nem nada! — completou quando terminou de mastigar. — Isso quer dizer que você está prestes a dizer algo que nós temos que fazer, mesmo que nós não gostemos nada da ideia!
AH! — Minha mãe bateu com as mãos na mesa e levantou-se. — Vocês são dois estraga prazeres! — Ela começou a andar de um lado ao outro na sala de jantar. — Hoje, me chamaram na escola da Loren… Me ofereceram uma vaga de professora substituta de Inglês!
— Isso é excelente, mãe! — Uau! Aquilo, sim, era novidade!
— E o que mais? — Nós duas olhamos para o meu pai, estranhando a pergunta dele. — Eu sei que tem um “mas” aí…
— E eles vão fazer alguns eventos para arrecadar dinheiro para a reforma da quadra de basquete, e a reinauguração seria no dia do aniversário da Loren, por isso, pensaram em dar o nome dela ao lugar.
Meu pai levantou-se da mesa bruscamente e se trancou em seu escritório. Eu e minha mãe ficamos sem reação, e eu muito menos sabia o que fazer ou dizer. Óbvio que eu havia ficado feliz pela oportunidade, mas sabia que envolveria um assunto triste para todos nós, principalmente com minha mãe tendo que frequentar a escola todos os dias.
Emma também deixou a sala de jantar e subiu a escada. Ouvi a porta do quarto batendo fortemente e sabia que aquela conversa resultaria em uma briga pelos próximos dias.
Já que nenhum dos dois voltariam para finalizar o jantar, retirei as panelas e os pratos. Ao menos, quando tentasse chamá-los para uma conversa, a mesa estaria limpa. Logo terminei com a louça e pude, finalmente, sair correndo para o banheiro. Precisava daqueles resultados!
Teste 1: positivo.
Teste 2: positivo.
E, finalmente, o teste 4: positivo.
Achei que ficaria mais chocada, ou em pânico, ou até choraria de felicidade. Mas não. Minha primeira ação ao ver um resultado positivo foi parar de frente para o espelho e levantar a minha camisa.
Virei-me para um lado, para o outro, e não tinha nada de diferente no meu corpo. Ao menos, não visualmente. Fiquei por incontáveis minutos apenas olhando para minha barriga e imaginando como eu ficaria quando a gravidez avançasse. Talvez fosse bom, mas ainda estava apreensiva em como reagiria com a novidade.
Sabia que o certo era ligar imediatamente para ele, mas já estava tarde, e eu precisava de um tempo para digerir a notícia.
Puxa! Eu seria mãe…
Era diferente pensar sobre o assunto. Gravidez não estava nos meus planos, muito menos antes dos trinta! Queria ter uma carreira sólida quando tivesse um filho e pudesse proporcionar uma boa vida a ele, assim como meus pais me ofereceram.
Ao me lembrar dos meus pais, comecei a rir. Eles se derreteriam por um netinho ou uma netinha. Já podia ver meu pai levando o/a neto/neta aos jogos de hockey, e minha mãe ensinando as receitas da família.
Talvez não fosse uma coisa tão ruim assim. Talvez tudo desse certo, e e eu pudéssemos ser pais bacanas, mas retorci a boca ao lembrar que a minha criança teria que conviver com a Penny e, possivelmente, chamá-la de madrasta... Ew!

***


— Repito: senhorita , favor dirigir-se ao consultório 3. Senhorita , dirigir-se ao consultório 3.
Levantei-me num pulo da cadeira. Não ouvi meu nome ser chamado nenhuma outra vez, mas, pela urgência na voz saída do alto-falante, imaginei que não era a primeira vez que era chamada.
Ainda demorei a achar o consultório de número 3, mas, assim que entrei pela porta, fiquei ansiosa e comecei a tremer. O nervosismo me consumia, e eu mal podia esperar para encher a médica com perguntas.
Apesar de ter me preparado para a consulta, como geralmente fazia em apresentações, Erika, a ginecologista/obstetra que havia escolhido, esclareceu todas as dúvidas, mitos e lendas, sem que eu precisasse perguntar. Tive que explicar o porquê de ter demorado algumas semanas para aparecer no hospital, e ela brigou por ter me concentrado mais no trabalho que na gravidez. Erika me receitou algumas vitaminas, mas, no geral, estávamos saudáveis. Depois de marcar o retorno e estipular uma data para o nascimento, ela me entregou uma roupa branca de hospital e apontou para uma porta no canto do consultório.
— Quero que você vista esta roupa e deite-se ali na maca. — Mesmo sem entender, concordei com a cabeça. — Você quer uma água ou um suco?
Aceitei a água e entrei no banheiro assim que ela deixou o consultório. Estranhei a roupa, mas vesti, mesmo assim.
— Preparada para ver o bebê? — Estava saindo do banheiro quando Erika me perguntou e quase caí ao me sentar na maca.
Erika me certificou de que aquilo não machucaria ninguém, então fiquei um pouco mais aliviada em fazer o exame.
Não entendia nada do que ela apontava no monitor, mas teve um brilho que chamou a minha atenção. Não era bem um brilho, estava mais para um ponto branco — um pouco maior que as outras coisas —, e eu não conseguia tirar os meus olhos dele.
— Você está me ouvindo? — a médica me chamou, e assenti com a cabeça. — Este aqui é o seu bebê! Parabéns!
Ela apontava justamente para o pontinho o qual meus olhos ficaram tão vidrados. Aquilo era uma coisa de outro mundo! Como um pontinho tão pequenino era o meu bebê?
Senti algumas lágrimas caírem e aceitei quando ela perguntou se queria uma cópia da imagem, e aquilo me deu uma ideia genial para surpreender o .
Não era por que não estávamos mais juntos que eu deixei de me importar com ele. Seria um choque a paternidade, mas queria que fosse um momento especial para ele, assim como estava sendo para mim.
Depois que cheguei em casa e me tranquilizei um pouco mais, sentei-me na cama e fiquei observando a “foto” do pontinho por um tempo longo demais. A verdade é que eu estava curtindo aquele momento e sabia que, depois que fizesse aquela ligação, tudo mudaria drasticamente.
Não sabia bem como anunciar a gravidez, mas tinha uma ideia de como amenizar o impacto, tanto para o quanto para os meus pais. E seria ainda mais difícil, depois que eles soubessem que eu também já havia me interessado por uma casa próxima ao trabalho. Minha mãe surtaria, mas eu sabia que ela estaria ao meu lado.

Depois das três semanas mais exaustivas que tive em toda a minha vida — e sempre adiando a ligação para o meu ex-namorado sobre o nosso pontinho —, consegui fazer a mudança de quase todos os meus pertences para a casa nova, e Mark havia se mostrado um sério partido ao me ajudar em cada detalhe, levando-me para jantar e até levando flores na noite anterior. Talvez, nós pudéssemos ser o casal fofo que eu achava que éramos.
Além de um possível novo interesse amoroso, Ashley também apareceu numa tarde para que pudéssemos conversar. Falamos de tudo e mais um pouco, indo desde o contrato do meu relacionamento com o , até a situação em que me encontrava. Ela foi a segunda pessoa que soube da minha gravidez, logo depois do Matthew e, como meu amigo, prometeu que estaria comigo em toda aquela nova fase, incluindo algumas brincadeiras dignas de Ashley Kripke! Mas também me repreendeu por ter aceitado toda a chantagem da Amélie e, por um momento, achei que ela tiraria satisfações pessoalmente com os dois. Eu a convenci do contrário, afinal, agora, nós estávamos em panos limpos e seguindo em frente.
Depois de toda a conversa séria, passamos tanto tempo jogando conversa fora que deu tempo de ela e Mark se conhecerem pessoalmente, e ela me lembrou de que, se fôssemos ter um relacionamento, ele precisava saber da gravidez.
Na sexta daquela semana, depois de algumas conversas amigáveis com o , ele havia combinado de me ajudar com a arrumação de algumas coisas, fazendo uma visita e trazendo uma pizza para que pudéssemos conversar.
Fiquei nervosa só de pensar em vê-lo novamente, ainda mais com Mark em casa. Talvez fosse uma bobagem da minha cabeça, mas, para mim, ainda estava tudo muito recente... O término, a briga, a reconciliação.
— Não acredito que você trouxe o vinho! — disse assim que o vi descer do táxi.
— Eu disse que traria… Você sabe que cai bem com a pizza! — Ele deu de ombros. Parecia envergonhado com alguma coisa, enquanto olhava ao redor.
Convidei-o para subir e me arrependi de não ter tirado a bagunça do meio do caminho.
— Você se mudou, hoje?
Mesmo em meio a mil e uma caixas e uma carinha de sono, continuava o homem mais bonito que eu já tinha conhecido, mas deixei aquele pensamento de lado e o respondi.
Afirmei com a cabeça, já que aquele era o primeiro dia que eu dormiria na minha casa nova.
— Eu já estava de olho nessa varanda desde que começamos a trabalhar. Vi a placa de venda e me arrisquei.
— Bem, parece ser um bom apartamento.
— E é! — Sorri ao me lembrar da alegria em ver a placa de venda. — Tem dois quartos, cozinha, banheiro, sala e, claro, a varanda! — Não me ressenti em abrir a caixa da pizza e pegar uma fatia. Estava com fome e aquela era a minha pizza favorita, como ele bem sabia. — Você quer comer lá fora? Tem umas flores lindas e uma mesa bem confortável!
Ele aceitou e fomos à área externa. Uma varanda não tão grande e nem tão pequena. Era o meu lugar favorito no apartamento todo!
Percebi que não tirava os olhos de Mark, que, convenientemente, estava sem camisa, lindo e endireitando a minha janela.
— Ah, , este é o Mark Sloan. Você se lembra dele?
— Não — ele respondeu, seco. Mas como ele não se lembrava? Passamos horas e horas dentro do hospital com ele quando a Loren faleceu. — Muito prazer! — eles se cumprimentaram.
— Igualmente! — Ele sorriu e olhou para mim.
— Você quer? — ofereci o meu vinho ao Mark. Não sabia se estava autorizada a beber, então achei melhor não.
Notei revirando os olhos e recuando alguns passos.
Deixei os dois na varanda e voltei para pegar um copo com suco para mim, mas me seguiu até a cozinha.
— Que diabos esse homem está fazendo aqui? — ele disse de uma vez e, mesmo que falasse baixo, notei que estava furioso.
— Ele veio me ajudar. — Dei de ombros.
— E ele precisava estar sem camisa?
Semicerrei os olhos com a pergunta dele e, depois, soltei o ar.
— Achei que nós tínhamos seguido em frente,
— O que… — Ele parecia prestes a iniciar uma discussão, mas respirou fundo e apenas perguntou se ele era um cara legal.
— Sim. — De um minuto ao outro, parecíamos estranhos. Ele nem olhava na minha direção. — O que você quer conversar?
— Por que você contou a Ashley sobre o acordo que nós fizemos?
— Ela precisava saber de toda a história e, para falar a verdade, eu estava cansada de manter aquilo tudo só para mim. — Sentei-me na bancada da cozinha. — Mas não se preocupe! Ela não vai dizer nada.
— Tudo bem. — De um minuto ao outro, ele se distanciou. Olhou ao redor e negou algumas vezes com a cabeça. — Eu vou indo... A gente se fala outro dia?
— Mas você acabou de chegar, ...
— Eu tenho gravação em algumas horas. Desculpe-me! — Ele me deu um abraço demorado e beijou o topo da minha cabeça, antes de descer a escada.



Continua...



Nota da autora: (13/10/2018)
VOLTAMOS! Agora é oficial. Demorou, mas estamos aqui, acredite se quiser… nossa e estão de volta e dessa vez acompanhados de um pontinho muito especial!

Essa segunda parte da história vai começar logo onde FMOL acabou, com alguns ajustes, mas nada muito longe do que já sabemos.

Mal posso esperar pra que vocês leiam os outros capítulos! Obrigada pelo carinho e por todos “quando a fic volta?” Isso é uma luz na minha vidinha de autora! Sou muito grata a vocês!

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