For Mature Only

Última atualização: 23/03/2018

• Capítulo 1 - Onde o pesadelo disfarçado de sonho se inicia

Sempre em busca de mais. Sempre buscando preencher aquele vazio. A vida de era perfeita ao olhar das pessoas a sua volta. Estava noiva de Daniel, um homem lindo, educado, que a amava e respeitava muito, formada em engenharia de produção civil e terminando a segunda faculdade, relações internacionais, além de seu bom emprego em uma empresa conceituada brasileira em São Paulo, além de tudo, tinha o amor de sua vida, sua cadela Nala, uma Pastora Belga branca. Mas ela sempre queria ir além, dar uma vida melhor à sua família que sempre a apoiou e casar lindamente na igreja e fazer uma festa linda. Tudo na sua vida tinha se transformado em coisas simples demais, seus grandes sonhos tinham se esvaído e dado espaço para as responsabilidades da vida adulta. Ela percebeu que na vida adulta os sonhos de criança ou de adolescência não se realizam tão fácil, e que certas coisas são simplesmente impossível. Ela vivia na sua correria e tentava se convencer que ela tinha tudo que queria e precisava, e tentando espantar todos seus medos e inseguranças, até que uma oportunidade de promoção e experiência no seu emprego a surpreendeu e virou seu mundo de cabeça para baixo.
- Você está considerando ir? - Perguntou Dan batendo os dedos nervosamente sobre a mesa de jantar. - Para o outro lado do mundo, para a Coréia?
- Você sabe que é uma boa oportunidade. - Ela correu os dedos pela mão dele - Você poderia ir tentar a sorte… Sabe, eu só vou ficar dois anos, como suporte.
- Você nem explicou direito o que é essa oportunidade! Só sei que tem a ver com aqueles japoneses que dançam. - revirou os olhos e deu um sorrisinho implicante. - E a Nala? - Ao ouvir seu nome ela logo se aproximou.
- Você sabe que são coreanos, Dan - lançou-lhe um olhar de reprovação - eu estou terminando minha faculdade de relações internacionais na melhor faculdade do país e a IBL* quer ganhar com isso, depois das Olimpíadas de Inverno e ainda com a ascensão do k-pop da Coréia do Sul para o mundo, todos estão de olho lá, então está tendo muitas oportunidades. - Ela respirou fundo e por um momento pôde-se ver muita tristeza no olhar. - A Nala, vou levá-la assim que der, se for mais viável, mas como são apenas dois anos... Não sei...
Dan olhou para a mulher que ele amava, que estava tão empolgada pela oportunidade. Sabendo o quanto ela queria visitar a Ásia desde que começaram o namoro, na primeira faculdade dela, e lembrando o quanto ela sonhava com isso, respirou fundo.
- Tudo bem, eu te apoio nisso. - fez uma careta - Mas não posso abandonar tudo aqui agora... Vou cuidar da Nala, afinal também a considero minha filha. - Ele sorriu. - Então, espere por nós lá. Não vá me trocar por um kpop.
Os olhos de brilharam como o sol. Ela abraçou ele fortemente dando risadas altas sobre a piadinha dele.
- Sabe que só tenho olhos pra você!
- E pro Jimin, né - Disse ele chateando-a e fazendo cócegas.
- Você já me roubou dele há muito tempo, sabe disso. - sorriu maliciosa. - Agora estou imune ao charme dos coreanos porque estou viciada em você. - ela parou e fez uma cara estranha – Nossa, péssimo e clichê, né? Bem que dizem que o amor nos deixa brega.
Eles riram muito e se abraçaram. E depois tiveram uma noite maravilhosa com ar de despedida.

Um mês depois, ela estava chegando na Coréia do Sul. Ela estava vestida com um jeans surrado e uma blusa preta básica, além de ter o cabelo preso num rabo de cavalo bem simples, para uma viagem mais confortável.
Ao chegar lá, foi notificada que deveria ir direto para a empresa. Como ela chegou à tarde, dava tempo de ir visitar a empresa, para já começar a trabalhar no outro dia. Os representantes da empresa que ela trabalhava, chamada IBL, já estavam a esperando para poder levá-la.
De repente o carro parou e na fachada da empresa estava escrito algo conhecido, foi então que ela deu por si e percebeu que a empresa, trabalhava para a Big Hit.
Ao entrar na empresa ela tentava esconder a sua empolgação, pois foram anos sonhando em conhecer esse lugar e agora depois de ter superado esse sonho finalmente estava acontecendo. Ela se lembrou o quanto estava desarrumado e ficou bem triste, principalmente quando percebeu 7 indivíduos se aproximando com o manager.
- Olá, somos o BTS! - Os garotos se apresentaram em coreano.
estava simplesmente em choque. De todas as empresas da coréia, simplesmente era a BIG HIT e o BTS. Ela já tinha sido muito fã desse grupo e muito apaixonada por Jimin, a quem ela achou que nunca ia ver tão perto na vida. Mas havia passado muito tempo desde aquilo, então ela apenas respirou fundo, sorriu e fez uma leve reverência a eles, como nos padrões coreanos.
- Olá, sou e a partir de agora vou representar os interesses do BTS.
- Muito obrigada! - Eles responderam em coro.
Conversaram um pouco, o manager apresentou a empresa e tudo que ela precisava saber, todos muito simpáticos e acolhedores, não estranharam - pelo menos não aparentemente - ela ser totalmente fora dos padrões coreanos, de pele mais escura e não ser tão magra e ter um quadril avantajado. Até falaram que ela lembrava uma cantora famosa de funk do Brasil. Obviamente eles não tinham muita experiência com Brasileiras, só sabiam que o fandom de lá era maravilhoso, caloroso e muito empenhado, para não dizer o melhor (Isso é por conta da autora), concordou e quase soltou que já foi dele. Era surreal e ao mesmo tempo engraçado pra ela, porque por anos, o sonho dela era esse, estar vendo de bem perto esses 7 homens posicionados na frente dela, e agora, era simplesmente seu trabalho, e ela não sentia a euforia de antes. Apesar disso, ela reconhecia todo o talento nato e dedicação dos meninos, então não conseguia disfarçar a admiração por eles.

Todos voltaram para suas funções e ela foi pra sala de reuniões ver o contrato e o que estaria encarregada.
- Boa tarde - Disse Hyun Soo, o manager e ao receber a resposta de continuou - Então, temos muitas propostas de turnês e shows, em países que ainda não visitamos ou que já visitamos, mas gostaríamos de estar melhor representados. Além de que, está na hora do Bangtan dominar pelo menos o inglês básico, e saber algo na língua dos países que visitamos, como o Brasil, por exemplo.
- Entendo, posso ajudar com tudo isso, no entanto, não sou professora de línguas.
- Bem, eu sei… - ele passou a mão pela testa - Mas é que o assédio pelos meninos tem aumentado muito, e está difícil contratar alguém exclusivamente pra isso, sabe, muitas pessoas querem aproveitar para gerar escândalos e se autopromover. - Falou como se tivesse citando uma pessoa específica.
- Por mim tudo bem, não tenho problema de ensiná-los então.
- Bom, tem mais uma coisa… - Ele olhou em volta e fechou as cortinas. - Isso é um assunto confidencial e tem que ser mantido em segredo total, mesmo se a senhorita não concordar.
- Não vou dormir com o senhor! - ela falou desesperada, pensando estar pensando alto - Sou noiva e quase casada! Exijo respeito!
Hyun Soo olhou para perplexo e por um segundo questionou seu profissionalismo. , por um momento, abaixou a cabeça e se desculpou.
- Não é nada disso, senhorita! Se acalme - Olhando a sua volta novamente, prosseguiu - Os meninos estão passando por muita coisa, estresse, cansaço físico e mental, pessoas tentando denegri-los o tempo todo, ou se aproveitar. - Ele balançou a cabeça como se lembrasse de algo terrível. - E nós queremos protegê-los… Para isso, - respirou fundo - precisamos de alguém que se aproxime deles e os proteja. Os vigie.
não sabia se ficou mais chocada quando achou que ele queria dormir com ela ou com esse último pedido. Passou anos da sua vida querendo ver os meninos, agora homens, do Bangtan de perto e agora ele estava pedindo para se infiltrar e vigiá-los? Absurdo. Ela nunca conseguiu nem um intercâmbio para cá, e quando foi no show ficou tão longe que mal podia vê-los, e então depois de anos, quando ela não era mais stan, isso aconteceu. A vida era mesmo uma cruel ironia.
- Senhorita ?
- Bom… - ela olhou para o manager - O senhor sabe que minha formação e cargo não tem nada a ver com isso. Não acho justo com nenhum dos lados.
Ele encarou-a e abaixou a cabeça por um instante.
- Sua personalidade é exatamente como me disseram. - Ele sorriu satisfeito - Sincera e justa. - ele se aproximou - Veja bem, é para o bem deles que estou pedindo, eles ainda são inocentes em muitas coisas e não podemos interferir em certas coisas pessoais, a não ser como amigos. - Ele piscou pra mim - E o bônus é ótimo. - fez sinal de dinheiro.
Tocou na ferida. Como queria dar uma vida melhor à sua família e ajudar pessoas, tudo se encaixou milimetricamente bem, novamente a vida brincando com ela.
- Sobre essa última parte, eu vou pensar. Acabei de chegar e estou muito cansada, então por hoje vou descansar e pensar no assunto. - ela fez uma reverência básica - Amanhã estarei aqui pontualmente. E lerei os relatórios e propostas dos shows e turnês. Obrigada.
- Certo, então aqui está o contrato e a cláusula extra vai ficar aqui, caso você queira assinar. - entregou o documento.
O manager também fez reverência e acompanhou-a até a porta da sala, ele ia acompanhá-la até a saída quando o telefone dele tocou.
- Acho que preciso atender, a senhorita…-
- Tudo bem, pode ser importante, eu sei onde é a saída, senhor. - novamente se curvou - Muito obrigada.
Ele agradeceu e se desculpou, e se virou e saiu andando pela Big Hit. “Sempre quis fazer isso, estar aqui, é surreal.” - ela pensava enquanto passava pelos setores. Estava tarde, e não tinha ninguém trabalhando por ali, a não ser alguns que não podiam parar. Até que ela passou por uma porta que tinha uma “janela” de vidro e lá dentro era a sala de ensaios. Mas BTS não estava lá. A porta estava entreaberta com uma luz lá no fundo, onde parecia ser outra porta e ela escutou barulhos. A escolha certa seria ter saído e não inspecionado - mas sabemos que a mocinha nunca faz isso -, então ela entrou devagar e foi caminhando na direção do barulho, que foi se transformando em gemidos. Por um segundo passou na cabeça de “Melhor sair agora”, um pensamento sensato que ela ignorou completamente, é claro. Quando ela percebeu, estava parada naquela outra porta observando de boca aberta ninguém mais ninguém menos que Park Jimin com uma garota loira e magrinha no seu colo, subindo e descendo, enquanto ele beijava o pescoço da garota - preciso falar que estavam nus? - com os cabelos loiros suados e pequenos gemidos.
- A - foi o que ela exclamou quando a viu.
Jimin imediatamente parou o que estava fazendo e desceu a garota do seu colo, tampando-a com sua jaqueta que estava próxima da cena. Isso fez com que ele ficasse totalmente exposto - mais exposto, no caso.
- What a fuck - se virou imediatamente saindo do seu estupor depois da cena presenciada - Me desculpe, eu… - sem saber como reagir, saiu correndo pelos corredores.
- Senhorita ... - Jimin tentou segui-la, mas lembrou que estava totalmente nu - Oh shit! - falou voltando para falar com a moça.

XXX

estava correndo pelos corredores ainda em estado de choque quando trombou em alguém e caiu de bunda no chão.
AUTCH.
Jeon JungKook estava se levantando e logo após oferecendo a mão para ela levantar, o que ela estranhou, pois ele - pelo que ela conhecia dele - era bem tímido.
- Me desculpe, eu...
- Você está bem, noona? - Ele perguntou rindo (diga-se de passagem com uma risada muito gostosa).
Intimidade automática, tinha um problema sério com isso, todos automaticamente criavam intimidade com ela. Mas a risada dele a amoleceu.
- Eu estou, eu só… - Lembrou da cena que acabara de ver e corou.
- O que está fazendo aqui nesse corredor escuro a essa hora? - Ele olhou pra ela com um olhar de falsa preocupação - Por acaso a senhorita está perdida?
- Eu estava… - ela apontou para um lado e para o outro confusa sobre o que diria a seguir - Bom, me perdi. - Abaixou a cabeça. JungKook balançou a mão dele e riu novamente.
- Meio atrapalhada no primeiro dia… Eu te ajudo com a saída.
agradeceu e eles foram seguindo até a saída.
- JungKook-sshi, obrigada.
- Se precisar de algo, me avise. - Ele sorriu - Deve ser tudo muito novo e diferente para a Noona.
- Preciso de álcool - ela falou pela força do hábito, mas logo depois percebeu o que havia acabado de dizer e corou – Desculpe, eu...
- Vamos tomar uma bebida! - Ele exclamou feliz - Boas-vindas à Noona!
- JungKook-sshi, eu não acho isso muito apropriado...
Nesse momento um carro parou na frente da empresa. Era simplesmente o carro dos meninos do Bangtan.
- JungKook, vamos ou não? - Suga perguntou ao abrir o vidro um pouco.
- Hyung, a noona vai com a gente também! - Ele disse apontando pra mim.
Todos ficaram meio espantados e sem reação, assim como claro, que já ia dizendo, totalmente sem graça que não poderia, quando Hoseok saiu do carro, deu de ombros e a puxou pra dentro do carro.
- Vamos então, dar boas-vindas à Noona!
E eles gritaram um “WOW!” e riram. O motorista parecia aprovar a ideia. “Aposto que tem dedo daquele manager” , pensou . Ela estava perdida, corada e totalmente sem graça e, enquanto ela ia se ajeitando, Suga falou um nome que fez ela congelar.
- Onde está o Jimin? Ele disse que estaria aqui. - Perguntou olhando para o JungKook.
- Achei a Noona quando fui procurá-lo e esqueci… Vou ligar pra ele. – ele pegou o celular - Jimin-hyung não me responde no Kakao.
Eles ligaram pra Jimin e uns minutos depois ele estava passando pela porta, quando viu JungKook abraçou-o de lado e eles já vinham andando para o carro. Quando a viu, parou na hora. JungKook notando seu espanto falou:
- A noona vai com a gente, vamos dar boas-vindas!
- Ah sim - Jimin sorriu ainda meio sem jeito. - Seja bem-vinda, Noona.
- Eu não sou sua Noona - respondeu instintivamente, na defensiva - Sou mais nova que você, Jimin-shi, sou de 96.
- Mas é nossa superiora e professora, o manager já conversou com a gente sobre você, e disse que tínhamos que te recepcionar bem! Pra se sentir como nossa amiga! - Jin com sua sinceridade afiada soltou. E todos mandaram um olhar reprovador.
- Ah, então foi o manager… - ela pensou alto e acabou falando.
- Mas isso não significa que não queremos você lá - Disse Hoseok rapidamente. - Vamos, Namjoon-Hyung está nos esperando lá.
Ela ainda estava pensando no manager pilantra quando o carro arrancou. Durante o tempo que estavam no carro todos estavam conversando.
- Onde você estava, Jimin? - Perguntou Suga. - Tava treinando até tarde? Está um pouco suado...
soltou um riso irônico sem querer e todos olharam para ela, que logo tentou disfarçar.
- Se me dissessem que eu ia chegar na Coréia com um emprego bom e sair pra beber com BTS, um grupo de kpop, eu diria que era impossível. - ela riu.
- Somos tão malvistos assim? - V perguntou sentimental, com toda sua beleza.
- Não, é apenas surreal pra quem mora tão longe. Vocês parecem inalcançáveis e mesmo assim milhões de fãs adolescentes sonham em casar com vocês.
- Só os adolescentes?
- Ok, de muitas idades - ela riu ao ver a carinha de V.
- Até você? - Jin ficou curioso.
- Eu já tenho o homem dos meus sonhos - Ela sorriu ao lembrar.
Todos ficaram empolgados e soltaram um "Ohhh" e acabaram rindo.

Quando chegaram no restaurante, entraram por um lugar escondido e ficaram num lugar particular e percebeu o quanto eles estavam tendo que se privar pelo próprio bem.
- Se eles nos verem com uma mulher… - Falou Jin.
- Ela é nossa Noona, como se fosse um segundo manager. - Disse Jungkook. - Staff.
- Você sabe como é, JungKook - Jimin disse sem olhar para .
Estavam naqueles lugares que costuma-se ver no VAPP quando os idols vão comer ou beber, aquela mesa de madeira retangular, porém essa era mais escura, alguns quadros em volta da sala e uma luz nem fraca nem forte, meio amarelada. Algumas plantas em volta. Todos se acomodaram e cumprimentaram RM que já estava lá. Ficaram na seguinte posição: de um lado, V na ponta, JungKook, e Jimin no canto (a mesa era encostada numa parede que era na verdade uma janela de vidro) e do outro Hoseok, Suga, Nanjoom e Jin. Começaram a beber e todos tentaram entrosar na conversa, “bem como o manager pediu” - pensou ela - e Jimin encarava-a o tempo todo, parecendo incomodado. Quando todos foram ficando alegres, inclusive que bebia rápido pra tentar digerir esse dia louco, Jimin a cutucou fazendo-a dar um pulo na cadeira.
- Noona, sobre antes...
Ela virou e o encarou nos olhos. Park Jimin, com seus cabelos loiros meio bagunçados, camisa gola V branca meio transparente, calça preta colada e uma jaqueta preta com brilhos. Aquele rosto que parecia um anjo. A coragem dela se desfez. Ela abaixou a cabeça. - Jimin-sshi, não tenho nada a ver com sua vida pessoal. Desculpe entrar daquele jeito. - Falou sem encará-lo.
Jimin estava todo sem jeito. Levantou o rosto dela devagar com a ponta dos dedos em seu queixo, até que eles estavam cara a cara com os rostos bem próximos.
- Desculpa ter feito uma moça ver aquela cena, ainda mais comprometida. Foi muita falta de cuidado e respeito a minha. Com as duas. - Ele piscou forte - Mas eu realmente gosto dela, então não pense que sou um galanteador por aí.
- Isso vai soar grosso, mas não querendo ser grossa, eu não tenho nada a ver com isso, Jimin, se você é galanteador ou não, não muda nada pra mim, sério, eu que entrei lá, nem deveria estar lá, estava perdida e...
- Não conta pra ninguém, por favor. - ele passou a mão pelos cabelos, daquele jeitinho dele. - as fãs ficariam loucas, o manager-hyung… Mun-Hee também não quer que ninguém saiba e é a primeira vez que gosto de alguém assim…
- Ok, isso não é da minha conta mesmo…
- Obrigada, noona. - Ele sorriu e por um instante teve a sensação de estar encarando um anjo.
Eles estavam bem próximos, de forma que ela conseguia sentir a respiração dele, quando eles perceberam, estavam todos parados olhando na direção deles. Quando eles olharam, todos disfarçaram e ficaram calados.
- Erm… Jungkook-shi - Falou meio bêbada - Quando nos esbarramos e eu caí no corredor, você estendeu a mão pra mim tranquilamente e estava me tratando como alguém próxima. Não parecia ser o seu jeito…
- E não é mesmo, Kookie tem horror à mulheres - V disse e logo levou um tapa de JungKook.
- Bom… Não costumo me sentir confortável com mulheres assim tão perto, a não ser as armys, a verdade é que sou meio tímido. - Ele sorriu - Mas a noona é diferente - se encheu toda - Tão fora dos padrões coreanos, então não sinto muita atração, parece uma army e vai ser como nossa manager, nos ajudando, então não fico desconfortável com você.
estava chocada com a sinceridade do Maknae.
- Posso não ser dentro dos padrões coreanos, mas prometo que fico mais bonita quando tô arrumadinha.
Os meninos riram e acabou rindo também, a noite estava agradável e ela se sentiu bem mesmo com esses “estranhos”. Ela precisava ir ao banheiro, então pediu licença e saiu procurando. Um homem atraente, provavelmente um garçom, indicou o lado, mas o lugar era enorme, e tinha vários Idols e celebridades ali, então ela ficou meio perdida - estar bêbada ajudou - E acabou entrando na sala errada. Aquele não era um dia de sorte nem para ela e nem para os casais apaixonados. Dentro da sala estava ninguém mais ninguém menos que JB de GOT7 com uma mulher de cabelo escuros que estava de costas e ela não conseguiu ver. A única coisa que viu da garota antes de dar meia volta foi uma pulseira de ouro cheia de corações que fizeram barulho quando ela virou-se. saiu e voltou para mesa e virou seu copo instantaneamente e pediu logo outro. O dia de hoje tinha sido tão surreal que ela só pensava em como ia acordar amanhã e tudo isso não ter passado de um sonho muito estranho.
- Noona? Já está com saudades de casa? - perguntou Jimin.
- Noona, uma garota tão bonita não deveria mostrar essas expressões tristes - disse V, sempre charmoso.
- Vamos jogar algo pra nos divertir - disse Hoseok gritando.
balançou a cabeça negativamente, apenas sonhando com o fim dessa noite. Então disse que precisava ir pra casa e agradeceu a todos pela “maravilhosa” recepção. Os membros ficaram um pouco tristes e disseram que também tinham que ir, pois no outro dia tinham que treinar e ela trabalhar como sempre, então eles foram levar ela em casa, na qual seria fornecida pela empresa. Qual a surpresa dela quando descobriu que o apartamento dela era no mesmo condomínio que o do BTS. E bem perto. “Esse manager está indo longe demais. A IBL vai falir para pagar esse apartamento.” - pensou. Ela agradeceu, se despediu dos meninos e foi finalmente tentar dormir e esquecer esse dia, só pensava em como queria poder abraçar sua Nala.

XXX

Longe dali, em meio a grande cidade, em um apartamento de luxo, pôde-se ouvir uma bela moça ao telefone.
- Eu acho que sim. - Ela suspirou fundo - Isso pode acabar com nossos planos.
- Observe sem chamar atenção e veja se isso poderá se tornar um problema. - Uma voz sedutoramente grossa falou do outro lado da linha.
- E se for?
- Teremos que resolver, como fizemos antes.
- Não vão suspeitar de nós?
- O manager talvez, ele sabe de algo, mas não pode provar. Não há nada que ele possa fazer contra a gente.
Ela desligou o telefone e segurou firme seu revólver.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Nota da beta: Menina, deu até arrepio esse final do capítulo hahhaha. Ansiosa pelos próximos capítulos.


Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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