For Mature Only

Última atualização: 08/09/2018

Capítulo 1 - Onde o pesadelo disfarçado de sonho se inicia

Sempre em busca de mais. Sempre buscando preencher aquele vazio. A vida de era perfeita ao olhar das pessoas a sua volta. Estava noiva de Daniel, um homem lindo, educado, que a amava e respeitava muito, formada em engenharia de produção civil e terminando a segunda faculdade, relações internacionais, além de seu bom emprego em uma empresa conceituada brasileira em São Paulo, além de tudo, tinha o amor de sua vida, sua cadela Nala, uma Pastora Belga branca. Mas ela sempre queria ir além, dar uma vida melhor à sua família que sempre a apoiou e casar lindamente na igreja e fazer uma festa linda. Tudo na sua vida tinha se transformado em coisas simples demais, seus grandes sonhos tinham se esvaído e dado espaço para as responsabilidades da vida adulta. Ela percebeu que na vida adulta os sonhos de criança ou de adolescência não se realizam tão fácil, e que certas coisas são simplesmente impossível. Ela vivia na sua correria e tentava se convencer que ela tinha tudo que queria e precisava, e tentando espantar todos seus medos e inseguranças, até que uma oportunidade de promoção e experiência no seu emprego a surpreendeu e virou seu mundo de cabeça para baixo.
- Você está considerando ir? - Perguntou Dan batendo os dedos nervosamente sobre a mesa de jantar. - Para o outro lado do mundo, para a Coréia?
- Você sabe que é uma boa oportunidade. - Ela correu os dedos pela mão dele - Você poderia ir tentar a sorte… Sabe, eu só vou ficar dois anos, como suporte.
- Você nem explicou direito o que é essa oportunidade! Só sei que tem a ver com aqueles japoneses que dançam. - revirou os olhos e deu um sorrisinho implicante. - E a Nala? - Ao ouvir seu nome ela logo se aproximou.
- Você sabe que são coreanos, Dan - lançou-lhe um olhar de reprovação - eu estou terminando minha faculdade de relações internacionais na melhor faculdade do país e a IBL* quer ganhar com isso, depois das Olimpíadas de Inverno e ainda com a ascensão do k-pop da Coréia do Sul para o mundo, todos estão de olho lá, então está tendo muitas oportunidades. - Ela respirou fundo e por um momento pôde-se ver muita tristeza no olhar. - A Nala, vou levá-la assim que der, se for mais viável, mas como são apenas dois anos... Não sei...
Dan olhou para a mulher que ele amava, que estava tão empolgada pela oportunidade. Sabendo o quanto ela queria visitar a Ásia desde que começaram o namoro, na primeira faculdade dela, e lembrando o quanto ela sonhava com isso, respirou fundo.
- Tudo bem, eu te apoio nisso. - fez uma careta - Mas não posso abandonar tudo aqui agora... Vou cuidar da Nala, afinal também a considero minha filha. - Ele sorriu. - Então, espere por nós lá. Não vá me trocar por um kpop.
Os olhos de brilharam como o sol. Ela abraçou ele fortemente dando risadas altas sobre a piadinha dele.
- Sabe que só tenho olhos pra você!
- E pro Jimin, né - Disse ele chateando-a e fazendo cócegas.
- Você já me roubou dele há muito tempo, sabe disso. - sorriu maliciosa. - Agora estou imune ao charme dos coreanos porque estou viciada em você. - ela parou e fez uma cara estranha – Nossa, péssimo e clichê, né? Bem que dizem que o amor nos deixa brega.
Eles riram muito e se abraçaram. E depois tiveram uma noite maravilhosa com ar de despedida.

Um mês depois, ela estava chegando na Coréia do Sul. Ela estava vestida com um jeans surrado e uma blusa preta básica, além de ter o cabelo preso num rabo de cavalo bem simples, para uma viagem mais confortável.
Ao chegar lá, foi notificada que deveria ir direto para a empresa. Como ela chegou à tarde, dava tempo de ir visitar a empresa, para já começar a trabalhar no outro dia. Os representantes da empresa que ela trabalhava, chamada IBL, já estavam a esperando para poder levá-la.
De repente o carro parou e na fachada da empresa estava escrito algo conhecido, foi então que ela deu por si e percebeu que a empresa, trabalhava para a Big Hit.
Ao entrar na empresa ela tentava esconder a sua empolgação, pois foram anos sonhando em conhecer esse lugar e agora depois de ter superado esse sonho finalmente estava acontecendo. Ela se lembrou o quanto estava desarrumado e ficou bem triste, principalmente quando percebeu 7 indivíduos se aproximando com o manager.
- Olá, somos o BTS! - Os garotos se apresentaram em coreano.
estava simplesmente em choque. De todas as empresas da coréia, simplesmente era a BIG HIT e o BTS. Ela já tinha sido muito fã desse grupo e muito apaixonada por Jimin, a quem ela achou que nunca ia ver tão perto na vida. Mas havia passado muito tempo desde aquilo, então ela apenas respirou fundo, sorriu e fez uma leve reverência a eles, como nos padrões coreanos.
- Olá, sou e a partir de agora vou representar os interesses do BTS.
- Muito obrigada! - Eles responderam em coro.
Conversaram um pouco, o manager apresentou a empresa e tudo que ela precisava saber, todos muito simpáticos e acolhedores, não estranharam - pelo menos não aparentemente - ela ser totalmente fora dos padrões coreanos, de pele mais escura e não ser tão magra e ter um quadril avantajado. Até falaram que ela lembrava uma cantora famosa de funk do Brasil. Obviamente eles não tinham muita experiência com Brasileiras, só sabiam que o fandom de lá era maravilhoso, caloroso e muito empenhado, para não dizer o melhor (Isso é por conta da autora), concordou e quase soltou que já foi dele. Era surreal e ao mesmo tempo engraçado pra ela, porque por anos, o sonho dela era esse, estar vendo de bem perto esses 7 homens posicionados na frente dela, e agora, era simplesmente seu trabalho, e ela não sentia a euforia de antes. Apesar disso, ela reconhecia todo o talento nato e dedicação dos meninos, então não conseguia disfarçar a admiração por eles.

Todos voltaram para suas funções e ela foi pra sala de reuniões ver o contrato e o que estaria encarregada.
- Boa tarde - Disse Hyun Soo, o manager e ao receber a resposta de continuou - Então, temos muitas propostas de turnês e shows, em países que ainda não visitamos ou que já visitamos, mas gostaríamos de estar melhor representados. Além de que, está na hora do Bangtan dominar pelo menos o inglês básico, e saber algo na língua dos países que visitamos, como o Brasil, por exemplo.
- Entendo, posso ajudar com tudo isso, no entanto, não sou professora de línguas.
- Bem, eu sei… - ele passou a mão pela testa - Mas é que o assédio pelos meninos tem aumentado muito, e está difícil contratar alguém exclusivamente pra isso, sabe, muitas pessoas querem aproveitar para gerar escândalos e se autopromover. - Falou como se tivesse citando uma pessoa específica.
- Por mim tudo bem, não tenho problema de ensiná-los então.
- Bom, tem mais uma coisa… - Ele olhou em volta e fechou as cortinas. - Isso é um assunto confidencial e tem que ser mantido em segredo total, mesmo se a senhorita não concordar.
- Não vou dormir com o senhor! - ela falou desesperada, pensando estar pensando alto - Sou noiva e quase casada! Exijo respeito!
Hyun Soo olhou para perplexo e por um segundo questionou seu profissionalismo. , por um momento, abaixou a cabeça e se desculpou.
- Não é nada disso, senhorita! Se acalme - Olhando a sua volta novamente, prosseguiu - Os meninos estão passando por muita coisa, estresse, cansaço físico e mental, pessoas tentando denegri-los o tempo todo, ou se aproveitar. - Ele balançou a cabeça como se lembrasse de algo terrível. - E nós queremos protegê-los… Para isso, - respirou fundo - precisamos de alguém que se aproxime deles e os proteja. Os vigie.
não sabia se ficou mais chocada quando achou que ele queria dormir com ela ou com esse último pedido. Passou anos da sua vida querendo ver os meninos, agora homens, do Bangtan de perto e agora ele estava pedindo para se infiltrar e vigiá-los? Absurdo. Ela nunca conseguiu nem um intercâmbio para cá, e quando foi no show ficou tão longe que mal podia vê-los, e então depois de anos, quando ela não era mais stan, isso aconteceu. A vida era mesmo uma cruel ironia.
- Senhorita ?
- Bom… - ela olhou para o manager - O senhor sabe que minha formação e cargo não tem nada a ver com isso. Não acho justo com nenhum dos lados.
Ele encarou-a e abaixou a cabeça por um instante.
- Sua personalidade é exatamente como me disseram. - Ele sorriu satisfeito - Sincera e justa. - ele se aproximou - Veja bem, é para o bem deles que estou pedindo, eles ainda são inocentes em muitas coisas e não podemos interferir em certas coisas pessoais, a não ser como amigos. - Ele piscou pra mim - E o bônus é ótimo. - fez sinal de dinheiro.
Tocou na ferida. Como queria dar uma vida melhor à sua família e ajudar pessoas, tudo se encaixou milimetricamente bem, novamente a vida brincando com ela.
- Sobre essa última parte, eu vou pensar. Acabei de chegar e estou muito cansada, então por hoje vou descansar e pensar no assunto. - ela fez uma reverência básica - Amanhã estarei aqui pontualmente. E lerei os relatórios e propostas dos shows e turnês. Obrigada.
- Certo, então aqui está o contrato e a cláusula extra vai ficar aqui, caso você queira assinar. - entregou o documento.
O manager também fez reverência e acompanhou-a até a porta da sala, ele ia acompanhá-la até a saída quando o telefone dele tocou.
- Acho que preciso atender, a senhorita…-
- Tudo bem, pode ser importante, eu sei onde é a saída, senhor. - novamente se curvou - Muito obrigada.
Ele agradeceu e se desculpou, e se virou e saiu andando pela Big Hit. “Sempre quis fazer isso, estar aqui, é surreal.” - ela pensava enquanto passava pelos setores. Estava tarde, e não tinha ninguém trabalhando por ali, a não ser alguns que não podiam parar. Até que ela passou por uma porta que tinha uma “janela” de vidro e lá dentro era a sala de ensaios. Mas BTS não estava lá. A porta estava entreaberta com uma luz lá no fundo, onde parecia ser outra porta e ela escutou barulhos. A escolha certa seria ter saído e não inspecionado - mas sabemos que a mocinha nunca faz isso -, então ela entrou devagar e foi caminhando na direção do barulho, que foi se transformando em gemidos. Por um segundo passou na cabeça de “Melhor sair agora”, um pensamento sensato que ela ignorou completamente, é claro. Quando ela percebeu, estava parada naquela outra porta observando de boca aberta ninguém mais ninguém menos que Park Jimin com uma garota loira e magrinha no seu colo, subindo e descendo, enquanto ele beijava o pescoço da garota - preciso falar que estavam nus? - com os cabelos loiros suados e pequenos gemidos.
- A - foi o que ela exclamou quando a viu.
Jimin imediatamente parou o que estava fazendo e desceu a garota do seu colo, tampando-a com sua jaqueta que estava próxima da cena. Isso fez com que ele ficasse totalmente exposto - mais exposto, no caso.
- What a fuck - se virou imediatamente saindo do seu estupor depois da cena presenciada - Me desculpe, eu… - sem saber como reagir, saiu correndo pelos corredores.
- Senhorita ... - Jimin tentou segui-la, mas lembrou que estava totalmente nu - Oh shit! - falou voltando para falar com a moça.

XXX

estava correndo pelos corredores ainda em estado de choque quando trombou em alguém e caiu de bunda no chão.
AUTCH.
Jeon JungKook estava se levantando e logo após oferecendo a mão para ela levantar, o que ela estranhou, pois ele - pelo que ela conhecia dele - era bem tímido.
- Me desculpe, eu...
- Você está bem, noona? - Ele perguntou rindo (diga-se de passagem com uma risada muito gostosa).
Intimidade automática, tinha um problema sério com isso, todos automaticamente criavam intimidade com ela. Mas a risada dele a amoleceu.
- Eu estou, eu só… - Lembrou da cena que acabara de ver e corou.
- O que está fazendo aqui nesse corredor escuro a essa hora? - Ele olhou pra ela com um olhar de falsa preocupação - Por acaso a senhorita está perdida?
- Eu estava… - ela apontou para um lado e para o outro confusa sobre o que diria a seguir - Bom, me perdi. - Abaixou a cabeça. JungKook balançou a mão dele e riu novamente.
- Meio atrapalhada no primeiro dia… Eu te ajudo com a saída.
agradeceu e eles foram seguindo até a saída.
- JungKook-sshi, obrigada.
- Se precisar de algo, me avise. - Ele sorriu - Deve ser tudo muito novo e diferente para a Noona.
- Preciso de álcool - ela falou pela força do hábito, mas logo depois percebeu o que havia acabado de dizer e corou – Desculpe, eu...
- Vamos tomar uma bebida! - Ele exclamou feliz - Boas-vindas à Noona!
- JungKook-sshi, eu não acho isso muito apropriado...
Nesse momento um carro parou na frente da empresa. Era simplesmente o carro dos meninos do Bangtan.
- JungKook, vamos ou não? - Suga perguntou ao abrir o vidro um pouco.
- Hyung, a noona vai com a gente também! - Ele disse apontando pra mim.
Todos ficaram meio espantados e sem reação, assim como claro, que já ia dizendo, totalmente sem graça que não poderia, quando Hoseok saiu do carro, deu de ombros e a puxou pra dentro do carro.
- Vamos então, dar boas-vindas à Noona!
E eles gritaram um “WOW!” e riram. O motorista parecia aprovar a ideia. “Aposto que tem dedo daquele manager” , pensou . Ela estava perdida, corada e totalmente sem graça e, enquanto ela ia se ajeitando, Suga falou um nome que fez ela congelar.
- Onde está o Jimin? Ele disse que estaria aqui. - Perguntou olhando para o JungKook.
- Achei a Noona quando fui procurá-lo e esqueci… Vou ligar pra ele. – ele pegou o celular - Jimin-hyung não me responde no Kakao.
Eles ligaram pra Jimin e uns minutos depois ele estava passando pela porta, quando viu JungKook abraçou-o de lado e eles já vinham andando para o carro. Quando a viu, parou na hora. JungKook notando seu espanto falou:
- A noona vai com a gente, vamos dar boas-vindas!
- Ah sim - Jimin sorriu ainda meio sem jeito. - Seja bem-vinda, Noona.
- Eu não sou sua Noona - respondeu instintivamente, na defensiva - Sou mais nova que você, Jimin-shi, sou de 96.
- Mas é nossa superiora e professora, o manager já conversou com a gente sobre você, e disse que tínhamos que te recepcionar bem! Pra se sentir como nossa amiga! - Jin com sua sinceridade afiada soltou. E todos mandaram um olhar reprovador.
- Ah, então foi o manager… - ela pensou alto e acabou falando.
- Mas isso não significa que não queremos você lá - Disse Hoseok rapidamente. - Vamos, Namjoon-Hyung está nos esperando lá.
Ela ainda estava pensando no manager pilantra quando o carro arrancou. Durante o tempo que estavam no carro todos estavam conversando.
- Onde você estava, Jimin? - Perguntou Suga. - Tava treinando até tarde? Está um pouco suado...
soltou um riso irônico sem querer e todos olharam para ela, que logo tentou disfarçar.
- Se me dissessem que eu ia chegar na Coréia com um emprego bom e sair pra beber com BTS, um grupo de kpop, eu diria que era impossível. - ela riu.
- Somos tão malvistos assim? - V perguntou sentimental, com toda sua beleza.
- Não, é apenas surreal pra quem mora tão longe. Vocês parecem inalcançáveis e mesmo assim milhões de fãs adolescentes sonham em casar com vocês.
- Só os adolescentes?
- Ok, de muitas idades - ela riu ao ver a carinha de V.
- Até você? - Jin ficou curioso.
- Eu já tenho o homem dos meus sonhos - Ela sorriu ao lembrar.
Todos ficaram empolgados e soltaram um "Ohhh" e acabaram rindo.

Quando chegaram no restaurante, entraram por um lugar escondido e ficaram num lugar particular e percebeu o quanto eles estavam tendo que se privar pelo próprio bem.
- Se eles nos verem com uma mulher… - Falou Jin.
- Ela é nossa Noona, como se fosse um segundo manager. - Disse Jungkook. - Staff.
- Você sabe como é, JungKook - Jimin disse sem olhar para .
Estavam naqueles lugares que costuma-se ver no VAPP quando os idols vão comer ou beber, aquela mesa de madeira retangular, porém essa era mais escura, alguns quadros em volta da sala e uma luz nem fraca nem forte, meio amarelada. Algumas plantas em volta. Todos se acomodaram e cumprimentaram RM que já estava lá. Ficaram na seguinte posição: de um lado, V na ponta, JungKook, e Jimin no canto (a mesa era encostada numa parede que era na verdade uma janela de vidro) e do outro Hoseok, Suga, Nanjoom e Jin. Começaram a beber e todos tentaram entrosar na conversa, “bem como o manager pediu” - pensou ela - e Jimin encarava-a o tempo todo, parecendo incomodado. Quando todos foram ficando alegres, inclusive que bebia rápido pra tentar digerir esse dia louco, Jimin a cutucou fazendo-a dar um pulo na cadeira.
- Noona, sobre antes...
Ela virou e o encarou nos olhos. Park Jimin, com seus cabelos loiros meio bagunçados, camisa gola V branca meio transparente, calça preta colada e uma jaqueta preta com brilhos. Aquele rosto que parecia um anjo. A coragem dela se desfez. Ela abaixou a cabeça. - Jimin-sshi, não tenho nada a ver com sua vida pessoal. Desculpe entrar daquele jeito. - Falou sem encará-lo.
Jimin estava todo sem jeito. Levantou o rosto dela devagar com a ponta dos dedos em seu queixo, até que eles estavam cara a cara com os rostos bem próximos.
- Desculpa ter feito uma moça ver aquela cena, ainda mais comprometida. Foi muita falta de cuidado e respeito a minha. Com as duas. - Ele piscou forte - Mas eu realmente gosto dela, então não pense que sou um galanteador por aí.
- Isso vai soar grosso, mas não querendo ser grossa, eu não tenho nada a ver com isso, Jimin, se você é galanteador ou não, não muda nada pra mim, sério, eu que entrei lá, nem deveria estar lá, estava perdida e...
- Não conta pra ninguém, por favor. - ele passou a mão pelos cabelos, daquele jeitinho dele. - as fãs ficariam loucas, o manager-hyung… Mun-Hee também não quer que ninguém saiba e é a primeira vez que gosto de alguém assim…
- Ok, isso não é da minha conta mesmo…
- Obrigada, noona. - Ele sorriu e por um instante teve a sensação de estar encarando um anjo.
Eles estavam bem próximos, de forma que ela conseguia sentir a respiração dele, quando eles perceberam, estavam todos parados olhando na direção deles. Quando eles olharam, todos disfarçaram e ficaram calados.
- Erm… Jungkook-shi - Falou meio bêbada - Quando nos esbarramos e eu caí no corredor, você estendeu a mão pra mim tranquilamente e estava me tratando como alguém próxima. Não parecia ser o seu jeito…
- E não é mesmo, Kookie tem horror à mulheres - V disse e logo levou um tapa de JungKook.
- Bom… Não costumo me sentir confortável com mulheres assim tão perto, a não ser as armys, a verdade é que sou meio tímido. - Ele sorriu - Mas a noona é diferente - se encheu toda - Tão fora dos padrões coreanos, então não sinto muita atração, parece uma army e vai ser como nossa manager, nos ajudando, então não fico desconfortável com você.
estava chocada com a sinceridade do Maknae.
- Posso não ser dentro dos padrões coreanos, mas prometo que fico mais bonita quando tô arrumadinha.
Os meninos riram e acabou rindo também, a noite estava agradável e ela se sentiu bem mesmo com esses “estranhos”. Ela precisava ir ao banheiro, então pediu licença e saiu procurando. Um homem atraente, provavelmente um garçom, indicou o lado, mas o lugar era enorme, e tinha vários Idols e celebridades ali, então ela ficou meio perdida - estar bêbada ajudou - E acabou entrando na sala errada. Aquele não era um dia de sorte nem para ela e nem para os casais apaixonados. Dentro da sala estava ninguém mais ninguém menos que JB de GOT7 com uma mulher de cabelo escuros que estava de costas e ela não conseguiu ver. A única coisa que viu da garota antes de dar meia volta foi uma pulseira de ouro cheia de corações que fizeram barulho quando ela virou-se. saiu e voltou para mesa e virou seu copo instantaneamente e pediu logo outro. O dia de hoje tinha sido tão surreal que ela só pensava em como ia acordar amanhã e tudo isso não ter passado de um sonho muito estranho.
- Noona? Já está com saudades de casa? - perguntou Jimin.
- Noona, uma garota tão bonita não deveria mostrar essas expressões tristes - disse V, sempre charmoso.
- Vamos jogar algo pra nos divertir - disse Hoseok gritando.
balançou a cabeça negativamente, apenas sonhando com o fim dessa noite. Então disse que precisava ir pra casa e agradeceu a todos pela “maravilhosa” recepção. Os membros ficaram um pouco tristes e disseram que também tinham que ir, pois no outro dia tinham que treinar e ela trabalhar como sempre, então eles foram levar ela em casa, na qual seria fornecida pela empresa. Qual a surpresa dela quando descobriu que o apartamento dela era no mesmo condomínio que o do BTS. E bem perto. “Esse manager está indo longe demais. A IBL vai falir para pagar esse apartamento.” - pensou. Ela agradeceu, se despediu dos meninos e foi finalmente tentar dormir e esquecer esse dia, só pensava em como queria poder abraçar sua Nala.

XXX

Longe dali, em meio a grande cidade, em um apartamento de luxo, pôde-se ouvir uma bela moça ao telefone.
- Eu acho que sim. - Ela suspirou fundo - Isso pode acabar com nossos planos.
- Observe sem chamar atenção e veja se isso poderá se tornar um problema. - Uma voz sedutoramente grossa falou do outro lado da linha.
- E se for?
- Teremos que resolver, como fizemos antes.
- Não vão suspeitar de nós?
- O manager talvez, ele sabe de algo, mas não pode provar. Não há nada que ele possa fazer contra a gente.
Ela desligou o telefone e segurou firme seu revólver.


Capítulo 2 - No More Dream

acordou com uma leve ressaca e uma dor de cabeça tremenda devido a noite mal dormida. Sua cabeça além de álcool estava cheia de pensamentos, como por exemplo de como chegara até ali. Tudo na vida dela foi extremamente normal, até o ensino médio. Ela percebeu a facilidade que ela tinha de aprender as coisas se tratava de algo maior, sua memória era extremamente boa, ela descobriu que possuía um tipo de memória fotográfica e o pior: não só ela descobriu. Logo se destacou na escola, foi convidada por faculdades e chamou atenção de muitas empresas, inclusive a grande IBM, que a ofereceu uma proposta irrecusável: pagar seus estudos no exterior e a contratar com um salário maravilhoso ao fim da faculdade. Muito bom para ser verdade. E tudo o que ela deveria fazer é assinar o contrato de exclusividade com a empresa e manter seu dom em segredo, o que parecia muito fácil com tudo o que havia sido oferecido. Tinha um porém, se o contrato fosse quebrado, teria que pagar uma multa equivalente a todo dinheiro investido nela, que não fora pouco, já que além dos estudos no exterior, fez cursos e aprendeu fluentemente sete línguas. Desde que as coisas entre ela Daniel ficaram sérias, ela estava tentando juntar esse dinheiro, mas sempre aparecia uma coisa e agora finalmente com essa oportunidade aqui, ela acreditava que conseguiria finalmente o dinheiro para pagar - apesar de a IBM ter feito questão de colocar ela num condomínio de luxo onde o BTS estava. Precisava voltar a focar nisso. Despertou de seus pensamentos, olhou o celular e percebeu que estava atrasada para o seu primeiro dia de trabalho. Levantou depressa, tomou um banho, prendeu o cabelo de qualquer jeito e colocou uma saia Midi jeans escuro, uma blusa de manga curta rosa clara, meia-calça preta e um sapato alto preto, parecido com uma bota com cadarço. Saiu correndo e apenas deu tempo de tomar um remédio pra ressaca.

Chegando na empresa ela foi recepcionada pelo manager - o qual ela estava com vontade de matar após a noite de ontem, por ele tentar manipular ambos os lados para conseguir o que queria - e se descobriu curiosa pra saber o motivo do manager se esforçar tanto para protegê-los.
- Olá, bom dia, senhorita , espero que esteja bem para seu primeiro dia de trabalho. - ele sorriu.
respirou fundo para não enfiar a mão na cara dele. “Cínico”- pensou.
- Melhor impossível. - esboçou o sorriso mais falso que conseguiu.
- Ótimo! Vamos começar pela papelada, os meninos estão de folga hoje.
assentiu e o seguiu. Ela começou a analisar as propostas e a fazer o seu trabalho em geral. Passado algumas horas, o manager havia a deixado sozinha e ela foi surpreendida por uma ligação do Dan.
- Oi, meu amor - Ela disse meio sem jeito. - Acordado essa hora? - Já que no Brasil era noite e já estava dando 0h.
- Oi, amor, como você está? - Dan falou parecendo tenso. - Estou resolvendo umas coisas aqui, mas estava ficando preocupado, então resolvi ligar.
- Eu estou bem, desculpe não ter ligado antes, ontem foi um pouco agitado, tive que vir direto para o trabalho para conhecer as pessoas, o local e ver o contrato.
- Eles não perdem tempo, né? - ele sorriu - E qual é a empresa que você está trabalhando aí?
gelou, afinal ela estava a milhões de quilômetros de distância com o grupo que ela sempre sonhou estar perto e convivendo com eles. Tentou disfarçar a tensão.
- Você não vai acreditar! Trabalho na Big Hit, aquela empresa do grupo BTS, santa coincidência, né?!
Houve um instante de silêncio do outro lado da linha.
- Como está se sentindo? Aposto que quando os viu ficou chocada! - riu - Já são amigos?
esboçou um sorriso. Daniel era mesmo um cara perfeito, ela o amava muito.
- Bom, nossa relação é estritamente profissional, mas fui apresentada a eles, e eles tentam me tratar bem para me sentir em casa, afinal eles precisam de mim também, nada demais. Nem fiquei tão animada como imaginava, já disse que estou muito madura agora. - ela riu. - E ninguém sabe que eu era ARMY.
- Então você está triste?
- Claro que não, eu vim para cá com intuito de ganhar experiência e conseguir juntar aquele dinheiro, para poder ser livre com você e até casar! Já estou esperando ansiosamente por você aqui, junto com a Nala, é claro!
- Ela está um pouco triste desde que você foi, mas estamos tentando de todas as formas entreter ela e está se aproveitando bem da nossa boa vontade - Ele riu e acabou rindo também. - Mas amor, acho que vai ser difícil pra ir… As coisas na empresa não vão nada bem. - ele respirou fundo - Eu não queria te preocupar, mas eles estão pensando em fechar, já começaram as demissões… - ele parou - Desculpe, eu só... estou cansado.
segurou o telefone com força. Ouvir aquilo a deixou preocupada. Ela estava prestes a juntar o dinheiro para pagar sua dívida e se libertar da empresa, novamente o destino brincando com ela. E também era difícil pra ela ficar tanto tempo sem Dan, com quem ela convivera todo dia. Ela se lembrou da proposta que recebeu, como ela poderia trazer Dan e se livrar de sua dívida. Ela ouviu um barulho atrás dela.
- Meu amor, tenho que desligar, estou no trabalho e você deveria tentar descansar, tenha uma boa noite, estou com muita saudades e te amo, à noite que é de manhã aí, eu te ligo por vídeo pra tentar matar um pouco a saudade!
- Bom trabalho, meu amor! Obrigado e te amo!
Quando ela desligou o telefone teve que respirar fundo para não ficar com água nos olhos. Ao levantar seu rosto deu de cara com Jimin a encarando. Aquele rostinho irritantemente bonito estava próximo ao seu, sem maquiagem, com o cabelo bagunçado e roupas confortáveis para ensaio. O coração dela parecia acelerar e ela sentiu algo estranho.
- Posso ajudar? - falou, levemente irritada.
- Desculpe, não pude deixar de ouvir você falando com seu noivo no telefone. - Ele fez uma cara fofa.
“Ah, pronto” - Pensou ela - “Agora ele sabe que eu omiti coisas para o Dan e que eu era fã deles”.
- Não pôde deixar de ouvir? - Ela olhou para os lados - Estou em uma sala particular, então no caso você poderia ter deixado de ouvir sim. - Ela o encarou - Saiba que é muita falta de educação ouvir a conversa alheia. - Tentou parecer mais calma e “respeitosa” possível.
- Desculpa noona, mas precisava falar com você. - Ele fez um biquinho com os lábios. - E eu não entendo português - ele riu.
Por um momento ela riu por esquecer de um detalhe tão bobo, ela estava realmente com a cabeça cheia.
- Bem melhor sorrindo assim, noona - Ele sorriu e entortou um pouco a cabeça para o lado, como se estivesse a admirando.
corou por um instante e rapidamente tentou se recompor e disfarçar... “Você está fazendo um jogo comigo, garoto?”- pensou.
- Erm… O que você tinha para falar comigo, Jimin-sshi? - Falou séria. - Achei que estivessem de folga hoje.
- Desculpe Noona, parece que está tendo um dia ruim - Jimin pareceu preocupado - Eu sei que o manager quer que você fique de olho na gente. Por isso vim aqui, precisava dizer o quanto é importante pra mim você manter esse segredo. - Ele sorriu docemente. - Espero não ser um fardo grande demais.
- Já disse que não vou falar, isso não me diz respeito. - uma ideia surgiu em sua mente - Porém, o manager parece muito preocupado com vocês, para não se apaixonarem e confiarem nas pessoas por aí. - ela o encarou - A ponto de trazer uma estrangeira para cá. Por que será?
Jimin ficou em silêncio. Seu semblante mudou de radiante para sério.
- Noona, não deveria se meter nisso.
estremeceu levemente com a maneira que ele falou, porém, ficou ainda mais curiosa. Então era mais sério do que ela imaginava.
- Ah, tudo bem, me desculpe. - Ela sorriu de lado - Mas sem saber do que eu devo proteger vocês, não tem como eu proteger. Além de que eu deveria considerar a sua namorada, já que ela também pode ser ameaça.
- Mun-hee jamais faria mal pra mim! - Ele se exaltou - Desculpe. - Respirou fundo. - Ele olhou para os lados. - Quanto mais você sabe, mais risco de vida você corre.
O sorriso dela sumiu. Então alguma coisa muito séria realmente havia acontecido.
Então, eu estou em risco de qualquer jeito pelo meu trabalho, não? - Ela ficou nervosa - Eu preciso saber.
- Desculpa, eu não posso contar, se algo acontecer de novo e for minha culpa, eu não vou suportar. - Ele tinha um olhar triste. - Tudo bem se não quiser guardar meu segredo.
Jimin saiu pela porta abruptamente e logo após o manager entrou.
- Tudo bem, senhorita? - Perguntou o manager. - Não é ideal você conversar com eles assim separadamente e sozinhos.
- Desculpe, senhor, ele tinha uma dúvida importante sobre inglês - Falou sem pestanejar.
- Bom, apesar de que, caso aceite a proposta terá que se aproximar deles, de qualquer forma.
Ela parou. Nessa hora veio em sua mente a conversa que havia tido com Daniel, e seus joelhos fraquejaram. Ela lembrou do contrato e da enorme quantia de dinheiro que lhe ofereciam.
- Senhor Hyun Soo, não posso entrar de cabeça em algo que desconheço. - ela o encarou - preciso saber mais sobre o que eu faria.
- Desculpe-me, mas só temos permissão de passar algumas informações para quem assina o contrato. - Ele ficou sério - Você tem uma semana para decidir.
Após isso, apenas acenou com a cabeça e foi organizar suas aulas e as coisas que tinha pra fazer na empresa. Pensou na proposta o dia todo, mas ainda não conseguiu se decidir, algo nessa história toda cheirava muito mal.

Chegando em casa, se jogou em seu sofá e começou a pensar na proposta e em como ela poderia ter sua sonhada liberdade, mas ao mesmo tempo mais uma armadilha. Decidiu ligar para Dan, pois já era noite e ela havia prometido.
- Alô… Meu amor? - Ela ligou por vídeo e ainda não havia aparecido Dan.
- Oi, meu amor…
Dan finalmente apareceu, porém o que viu fez se assustar. Seu rosto estava manchado de vermelho, como se ele tivesse chorado, embaixo dos seus olhos estavam olheiras enormes e ele estava com uma cara de cansaço estampada.
- Dan, o que houve? - Ela perguntou exasperada.
- - Ele piscou duas vezes como se fosse chorar - Desculpe, mas eu fui despedido.
quase soltou seu telefone. Não conseguiu disfarçar seu choque.
- Desculpa, eu sei que você estava juntando… - Ele estava com a voz meio embargada - Vai ser difícil manter as coisas aqui sem meu emprego.
- Dan, olha, não se preocupe com isso. - Ela respirou fundo para não chorar. - Eu sei que é difícil pra você, você ama seu emprego, mas eu estou ganhando bem aqui, dá pra nos manter por enquanto… Vou trazer vocês dois pra cá…
- Não quero ser esse tipo de homem dependente…
- Você não é! Aconteceu, isso pode acontecer com qualquer um.
- E o seu dinheiro? Que estava guardando para, de acordo com você, ser livre?
Lembrar disso era extremamente dolorido pra ela. Parecia que ele acabara de enfiar uma faca em seu coração, mas se esforçou para manter-se firme.
- Não tem graça ser livre sem você… Sem vocês… Estiveram ao meu lado esse tempo todo, certo? É minha vez, meu amor. - seus olhos lacrimejaram.
Ele fez uma expressão surpresa e triste. resolveu mudar de assunto para não fraquejar na frente dele. Conversaram mais um pouco sobre as coisas cotidianas e depois se despediram cheios de saudade. Naquela noite chorou até dormir, ali no sofá mesmo.

Uma semana se passou e o prazo para decidir-se sobre a proposta acabava no dia seguinte, o sonho dela estava em jogo. Ela estava desesperada pra aceitar, ainda mais depois de Dan ser despedido, mas sabia como propostas aparentemente lucrativas e “milagrosas” poderiam acarretar coisas muito ruins, depois do que aconteceu na vida dela por ter assinado um contrato com a IBM, ela aprendeu do jeito mais difícil que não podia confiar nas pessoas.
O manager havia ido para alguma entrevista ou algo do tipo com o BTS e ela estava sozinha na sala onde trabalhava com ele. Essa semana teria que lidar com o BTS mais vezes, pois eles estavam preparando um comeback que iriam fazer no exterior, então precisavam de um intensivo em inglês. Ela vinha evitado eles durante a semana passada e por algum motivo ela achava que eles faziam o mesmo.
Quando estava buscando informações de horário do grupo para saber quando daria suas aulas ou fariam viagens, encontrou algo estranho. Há seis meses Jimin havia ficado parado de alguma forma e durante esses meses o grupo teve um hiatus - provavelmente deve ter tido alguma lesão séria, foi o que ela pensou. Ela estranhou e ficou tentada a continuar a pesquisa, pois sentiu que o trabalho misterioso dela teria a ver com isso, mas ao fazê-la viu que estava tudo encriptado. O que as pessoas da empresa não sabiam era que ela era ótima programadora e entendia bem de investigação, já que nada passava despercebido pela sua memória afiada. A primeira coisa que fez, sabendo das câmeras, foi travar a imagem da câmera com a sala vazia, para não levantar suspeitas, ela saiu do prédio e voltou pra poder mostrar nas filmagens que ela já havia saído, tudo friamente calculado. Assim que voltou, ela começou a tentar desencriptar para ter acesso ao que eles tanto escondiam. Uma voz em sua cabeça dizia “Não olhe, isso é errado” e também lembravam das palavras do Jimin “Quanto mais você sabe, mais risco de vida você corre”, mas como de costume ignorou todos os pensamentos e estava focada em apenas um: Salvar Dan e a si mesma, realizar seu sonho desde que ficara presa na IBM. Estava muito difícil se infiltrar e quando ela finalmente conseguiu, quase deu um grito de satisfação, porém essa felicidade não durou muito tempo. O que ela estava vendo ali era terrível, era sobre um assassinato e uma tentativa do mesmo. Ficou pasma com o nome do paciente que havia levado um tiro de raspão na cabeça: Park Jimin. E o nome da pessoa assassinada: Chiang Hei, uma mulher. Havia também várias pastas com informações das pessoas que trabalhavam ali e das vítimas. Por um instante seu coração quase parou: ela viu uma pasta com seu nome. Com medo e desconfiada ela pegou um pen drive e instintivamente tentou pegar algumas coisas. Ela começou a suar frio, estava quase terminando de passar tudo para o pen drive, quando de repente ela ouviu um barulho atrás dela. O sangue parecia ter fugido de seu corpo e ela ficou mole.
- O que você está fazendo? - Um furioso Jimin veio abruptamente retirá-la do computador - C-como você…? Como conseguiu acesso? Eu venho tentado... - Ele sacudiu a cabeça - Não importa! Eu mandei ficar fora disso! - Ele a segurou pelos braços e viu o pen drive - O que foi que você fez?
ficou assustada. Nunca havia visto o Jimin assim, ele estava nervoso e com raiva. Ele estava segurando o braço dela com muita força e ela quis gritar, mas não conseguiu. Jimin percebeu que havia lágrimas nos cantos dos olhos de e a soltou depressa.
- Me desculpe, eu só… - estava fora de si - Você não podia ter feito isso. - Ele olhou em volta, tentando acalmar-se - Temos que sair daqui rápido. Você precisa sair do computador.
- T-tudo bem.
estava praticamente no automático após os últimos momentos traumáticos, mas conseguiu sair do computador depressa e seguir Jimin pelos corredores.
- Vá para a saída, eu vou pedir um carro.
Ela acenou com a cabeça e foi andando pelos corredores em direção a saída. Notou que já estava no começo da noite, pois enquanto passava pelos corredores, viu que estava tudo escuro, e com exceção dos seguranças, ela estava sozinha. Estranhou, porque esse horário ainda sempre tinha alguém, mas no fundo se sentiu aliviada por não ter que lidar com certos olhares e continuou andando pelos corredores. Foi quando ela passou a ouvir um barulho de salto no fim do corredor, o que por algum motivo a deixou alarmada. Continuou caminhando para a saída e o barulho de salto parecia segui-la, mas ao olhar para trás não tinha ninguém. Ela começou a suar frio. O barulho de salto foi se aproximando, ela acelerou o passo, porém ouviu os passos acelerarem também, então ela começou a correr e deu de cara com o Jimin. O barulho de salto cessou na hora.
- Você está bem? - Ele a encarou - Está pálida.
- Eu… - Ela não sabia o que falar. - É só um mal-estar, eu..
- Tudo bem, depois a gente conversa, temos que ir.
Ele chamou um táxi e a acompanhou. Quando chegaram no condomínio, ele a levou até em casa. Quando virou-se e abriu a porta ela deu de cara com o squad todo do BTS encarando-a seriamente.
- O que está acontecendo aqui? - Perguntou séria, porém nervosa.
- Ah, noona, eu te avisei. - Jimin falou atrás dela, estava novamente muito irritado - Eu disse para não se meter nisso!
- , você está encrencada. - Taehyung disse seriamente.
- Você realmente não tem noção de onde se meteu, certo? - Namjoon falou massageando as têmporas.
- Eu… Eu não sei do que estão falando. - Ela olhou pro Jimin com cara feia.
- Que tal um acesso a uma área restrita às 19h20? - Taehyung arqueou uma sobrancelha.
- C-como você... - ela abriu a boca pra falar, mas não emitiu som. - Merda. - ela praguejou em sua própria língua.
- O maior problema é que se até nós sabemos significa que outras pessoas já sabem. - Namjoon a encarou - O perigo está mais próximo do que você imagina.
Próximo… - Ela lembrou-se do barulho de salto seguindo-a - Você quer dizer… Na empresa?
- Suspeitamos que sim. - Jimin disse - Por isso estamos tomando muito cuidado. E é por isso que eu disse pra você não se meter - Ele passou a mão na testa, nervoso.
- E-eu não imaginava… - Ela se sentou com as pernas bambas - Eles me ofereceram muito dinheiro pra vigiar vocês de perto e eu meio que precisava desse dinheiro. Mas eles não quiseram me dizer do que se tratava antes, então resolvi pesquisar…
- Péssima ideia. - Jimin ainda estava irritado
- Péssima ideia é aceitar propostas sem saber exatamente do que se trata - ela se exaltou. - Eu sei, acreditem.
- Se eles verem as câmeras, sabe-se lá o que vai acontecer com você.
- Nada. Eu mudei as imagens das câmeras. A sala estará vazia.
Eles olharam para ela assustados. Hoseok e Jin soltaram um estrondoso “oooh”.
- Quem é você, garota? - Yoongi ergueu uma sobrancelha.
- Apenas uma mulher que aprendeu a se proteger.
- Você é uma criminosa. - Jimin olhou desconfiado.
- Você está no meio de um assassinato e a criminosa sou eu?
Novamente sete pares de olhos a encararam.
- O quanto você sabe?
- Não o bastante para solucionar o mistério, mas o suficiente para ser presa ou silenciada.
- Não está com medo?
- Sim, estou morrendo de medo. Mas entrar em pânico agora não vai resolver, certo?
Eles olharam desconfiados entre si.
- Todas as mulheres do Brasil são assim?
- Só as que assinam contratos com grandes empresas cedo demais e não leem as entrelinhas.
- Isso não é muito inteligente mesmo… - Eles se entreolharam novamente.
- Obrigada. - deu um sorriso cínico.
Jungkook desceu as escadas que dava para o quarto dela. abriu a boca surpresa.
- Posso saber o que fazia no quarto de uma lady? - Arqueou uma sobrancelha.
Jungkook corou e riu.
- Belas lingeries - Todos olharam para ele surpresos - Estou brincando, alguém esteve aqui. Entraram no seu quarto e vasculharam tudo. Deixaram um presente. - Kookie mostrou uma boneca que parecia com e estava com os olhos furados e a boca vedada, banhada em sangue. - Maneiro.
- Posso entrar em pânico agora? - ela arregalou os olhos que já eram grandes.
Todos concordaram silenciosamente, chocados. Jimin passou a mão em seu cabelo e depois colocou as duas mãos no rosto, angustiado. Namjoon por fim falou:
- O ideal seria você aceitar a proposta da empresa agora. E fingir que nada aconteceu e que você não sabe de nada. - ao ver o olhar reprovador dela continuou: - Se você não aceitar, sabendo o que sabe, também terá consequências. Foi por isso que… Enfim, que as coisas foram como foram.
- Eu estou mesmo correndo risco de vida? - as imagens das coisas que ela viu começaram a passar na sua cabeça e ela se desesperou - Tem algo que eu possa fazer? Eu não posso voltar para o Brasil? - ela implorou a eles - Não quero que minha vida se resuma a isso, logo quando eu estava prestes a ser livre…
- Eu entendo, eu sei que é difícil assimilar - Taehyung falou devagar e se aproximando - Mas se você voltar agora, sabendo o que sabe, você pode colocar as pessoas que você ama em risco.
- Então o que eu posso fazer agora? Existe alguma possibilidade?
- A única coisa que você pode fazer agora é não ser pega. - Namjoon falou preocupado - Ainda temos que pensar no que fazer a seguir.
- Vamos te proteger, noona - Jimin falou calorosamente. - Vamos proteger uns aos outros.
- Espero que sim… - Taehyung sussurrou.
- A garota vai ficar com a gente? - Suga perguntou abruptamente. - Não podemos deixar ela ser vista conosco. Além disso nem conhecemos ela e nem sabemos se podemos confiar nela.
Os meninos se entreolharam e Jimin falou.
- Temos que ficar com ela. - ele apertou os punhos - Não podemos cometer os mesmos erros quando há vidas em jogo.
- Namjoon-ah? - Yoongi não parecia satisfeito. - Ela se meteu nisso por conta própria. Tentamos manter distância. Uma estrangeira em nossa casa, uma mulher… Não vai dar certo, você sabe bem. Além disso nem a conhecemos direito e não sabemos se podemos confiar nela.
- Eu preciso pensar sobre, somos um grupo então iremos decidir isso em grupo. - Ele massageou suas têmporas - Mas hoje… Acho melhor ela ficar com a gente. - Apontou pra ela que estava sentada encolhida com os braços sobre o joelho.
- Por mim tudo bem. - Jimin falou abruptamente.
- Por mim também - Taehyung concordou, parecendo preocupado com ela.
- Tanto faz - JungKook deu de ombros.
Min Yoongi não parecia satisfeito, bufou, mas no fim deu de ombros também e sussurrou “isso vai dar merda” para os meninos.
- Noona… - Jimin falou devagar - Vem com a gente hoje… Não é seguro aqui.
estava deplorável. Como sua memória era boa demais, às vezes era um dom, mas em casos como esse era uma maldição. As imagens e informações estavam girando em sua cabeça sem parar, tudo que havia acontecido desde quando fora descoberta pela IBM e até esse incidente infeliz. Sua cabeça doía e seu corpo estava sem forças. Foi surpreendida por Jimin estendendo sua mão e ajudando-a a levantar-se, os meninos ficaram encarando a cena com uma cara indecifrável.
- Obrigada, Jimin-sshi, mas não posso ir com vocês. - Ela os encarou - Tem câmeras no seu dormitório. Muitas.
- Oh, eu sabia! - Hoseok por fim falou - por isso nunca conseguimos avançar!
- Mas noona, não é seguro você ficar aqui sozinha - Jimin soltou-a abruptamente.
- Eu sei… Pensei em algo, mas é arriscado.
Todos passaram a prestar atenção nela. Namjoon deu permissão pra ela continuar.
- Eu peguei um pen drive com as informações. - Eles se agitaram e começaram a ficarem desesperados - Calma, como eu disse ninguém sabe ou vai perceber. Apesar de saberem de algo, porque tem alguém me seguindo. Mas eles não tem certeza. - Ela respirou fundo - Eu não tenho certeza ainda do porquê não ter câmeras no meu ap, mas vou descobrir. - Ela corou um pouco - Então como não tem câmeras… E eu tenho as informações aqui, podemos fazer uma rotação com um membro pra me ajudar a ver as informações e me fazer companhia - essa última parte fez ela corar mais ainda. - Assim todos ficam por dentro do assunto.
Jimin, Taehyung, Jin, Hoseok e Namjoon pareciam concordar e balançaram as cabeças positivamente, entretanto Jungkook e Yoongi não pareceram muito satisfeitos.
- Parece uma boa ideia pra mim - Namjoon falou primeiro - Mas e quanto a esse membro que está faltando, que vai estar com você? O que vamos fazer com as filmagens da casa?
- Bom, ainda estou pensando sobre isso. Alterar as câmeras daria muito trabalho e eles poderiam desconfiar. Mas eu sei onde estão todas as câmeras, por enquanto vocês podem evitá-las ou simplesmente tampa-las “por acidente”. De qualquer forma é muito arriscado para ambos.
- E se não quisermos participar disso? - Yoongi perguntou.
- Bom, aí eu serei mais uma possível vítima, todas as informações importantes que eu tenho serão perdidas, porque óbvio não vou dá-las a troco de nada e vocês vão ficar nesse loop para sempre, sendo vigiados.
- Esclarecedor - Jin falou - Ou seja, temos que aceitar.
- Parece que sim.
- Isso arriscaria muito nossa carreira. - Jungkook se pronunciou.
- Isso arrisca muito minha vida. - Ela rebateu. - Eu nem tenho nada a ver com isso.
- Vão pra casa e pensem, Hyungs. - Jimin falou, se pondo à frente - Hoje eu fico aqui com ela, temos muito o que conversar. O que vocês decidirem pra mim está bom.
- Jiminnie… - Namjoon parecia preocupado.
- Avise nossos seguranças de confiança e mande um pra cá.
- Eu posso fazer uma lista dos confiáveis e os delatores - se prontificou, já escrevendo. – Obrigada, Jimin-sshi. - ela sussurrou e ele lhe devolveu um pequeno sorriso.
- Isso é uma loucura - Jin falou - Mas eu acho que devemos considerar, não temos pistas, não tenho nem piadas mais pra melhorar o ambiente. - falou gritando do jeito dele.
Por um momento todos riram de desespero. Então fizeram daquela maneira, todos os membros, com exceção de Jimin, foram pra casa. e ele estavam à sós.
- Finalmente à sós. - Ela disse. - Preciso falar sério com você.
- Olha noona, não quero que pense que coisas assim possam rolar, só porque te apoiei… Eu sei que foi abrupto, mas estamos em risco demais já.
- Jimin-sshi, estou noiva de outro cara!
- Então…
- Mun-hee está nos arquivos.
Os olhos estreitos dele se arregalaram.
- Eles sabem dela?
- Não sei exatamente o que sabem dela. Mas tem uma pasta sobre ela.
- Você não viu? Por quê? - Ele pareceu meio desesperado.
- Não, estava muito ocupada vendo sobre o assassinato, seu tiro de raspão na cabeça e a pasta que eles tinham sobre mim, para ver sobre sua namoradinha. - ela o encarou - Não vai me agarrar pelo braço de novo, vai?
- Me desculpe por isso. - Ele fez uma reverência - Estava muito nervoso e me assustei. Não vai acontecer mais. - Ele respirou fundo. - Mun-hee não é minha namorada. E agora mais do que nunca não pode ser.
- Uh, não sabia que aqui na Coréia tinha esse tipo de relacionamento - falou, tentando tirar de sua mente a imagem deles transando.
- E não costuma ter, pelo menos pra mim, é só que…
- Está tudo bem, Jimin-sshi, todos nós temos necessidades…
- Noona, não quero que pense isso de mim, eu… E não me chame de Jimin-sshi mais, estou ficando irritado.
- Não me chame de noona, não sou mais velha que você. - Ela se aproximou dele - Olha, eu sou adulta, não sou suas fãs. Acho importante vocês se relacionarem e transarem, isso é saudável, vocês são humanos!
- Me chame de oppa então, . - Ele franziu a sobrancelha - E não fale assim das minhas armys, muitas também acham isso, as que não acham querem se casar comigo, eu não as culpo - Ele sorriu.
- Jimin-sshi, me conte o que aconteceu.
Ele parou de sorrir no mesmo instante. Ela pôde ver uma sombra em seu olhar.
- É muito doloroso pra mim… Ter que falar sobre. - ele piscou duas vezes - Principalmente sóbrio.
levantou-se e trouxe duas garrafas de soju com dois copos e logo após encheu-os.
- Acho que merecemos uma bebida hoje.
- A senhorita está tentando me embebedar? - ele sorriu de um jeito abusado.
- Talvez.
- Ótimo - ele sorriu - Um brinde, para que consigamos sair dessa inteiros.
- Assim espero, um brinde - Brindou com ele e beberam.
Depois de alguns shots, Jimin se interessou em saber sobre essa garota que o acompanhava tão bem no soju.
- Bom, sou uma figura pública e agora você sabe mais de mim do que deveria, então acho que mereço saber: quem é ?
- Bom, não tem nada de tão glamuroso na minha vida, sou PhD na área de exatas, engenharia e terminei recentemente um curso de relações internacionais pra aproveitar que sou fluente em sete línguas, vida amorosa: estou noiva, amigos quase não tenho, pois sou escrava da minha empresa, mas os que tenho são muito bons.
- Você tem um PhD? Sete línguas? E eu apanhando pro inglês! - Ele estava incrédulo.
- Ainda assim, não sou Park Jimin - ela sorriu. - Famoso, popular, lindo, dança como ninguém e com uma voz que deixa qualquer um arrepiado.
Jimin corou instantaneamente. Ficou tão sem jeito que não sabia o que dizer.
- Eu não estou dando em cima de você, só pra deixar claro. Você pode ser lindo, mas meu noivo é mais. - Ela riu ao ver a reação de Jimin - A verdade é que sou uma grande fã sua e do BTS. Mas escondi isso porque queria o emprego e queria me sentir mais adulta. - ela fez uma carinha arrependida - Espera, o que estou dizendo? Acho melhor cortar o soju. Por favor não conte aos outros.
Após um momento de choque, Jimin se recompôs e sorriu.
- Ser army te faz menos adulta? - Ele tentou parecer bravo - Não vou contar seu segredo, jamais iria expor uma army.
Ela deu um leve tapa no braço dele e gargalhou, em seguida ele encheu os copos para mais um shot.

A noite foi passando e eles conversaram sobre suas vidas e sobre seus interesses. Jimin ficou surpreso em ver como eles se davam bem, mesmo ela sendo tão diferente, estrangeira e mulher. A história dela era diferente de tudo que já havia ouvido, mas ao mesmo tempo familiar, e ela parecia o entender tão bem, que era como se eles já se conhecessem há muito tempo, como se fosse um tipo de reencontro.
- Nunca pensei que na mesma noite que fui ameaçada de morte eu iria estar me divertindo tanto.
- E eu nunca fiquei tão confortável com uma estranha. - Ele a provocou - Acho que é porque você é uma army!
- Não sou uma estranha, guardo um segredo seu. - Ela sorriu.
- E eu um seu. - Ele a encarou.
- Somos praticamente amigos.
- Que bom, não seria legal eu estar bebendo tanto com uma garota desconhecida. Vai contra meus princípios.
- Um homem de princípios esse Park Jimin-ssi.
- Nem tanto - Abaixou a cabeça e ela pôde ver uma sombra em seu rosto. - A primeira mulher que me apaixonei era casada.
- Então… Aquela mulher? - acenou com a cabeça - Agora entendo o porquê de você achar que estou dando em cima de você e a preocupação dos meninos…
- Ei noona, você é cruel, isso é realmente uma coisa triste.
- Cruel é você continuar me chamando de noona como se fosse mais velha que você. Isso é um insulto.
- Você parecia… - abriu um sorriso - Sempre tão séria. Todos achamos...
- Vamos voltar para o que nos interessa. Conte-me sobre o que aconteceu.
Jimin hesitou. Seu sorriso se desfez. Ainda não podia contar mesmo estando alterado, pois não sabia a decisão dos outros.
- Acho melhor dormimos, amanhã conversamos com todos.
- Quer dizer que fiquei nesse estado atoa? - sorriu - Te embebedei atoa?
- Vai dormir, mocinha. - riu - Não sabia que a noona poderia ser assim.
- Vai te catar, Jimin-sshi. - ela falou em português.
- Aposto que me insultou em outra língua. - Os dois riram - Boa noite noona, espero que eles te aceitem e que você seja confiável.
- Boa noite… - sussurrou - Eu também, Jimin, eu também.
Ela dormiu ali no sofá mesmo, com medo de dormir no quarto invadido sozinha.

Pela manhã bem cedo todos estavam de pé na porta dela, para terem uma séria conversa. acordou com eles chamando. Ela cutucou Jimin e foi lavar o rosto. Estava com olheiras enormes porque dormiu muito mal. Jimin estava meio adormecido ainda, porém a beleza dele ofuscava as olheiras. foi abrir a porta e seis cabeças entraram, todos se sentaram na sala, encarando a bagunça e as garrafas vazias.
- Vocês beberam ontem? - Hobi perguntou assustado.
- Por que você acha isso? - Jin respondeu rindo.
Jimin e se entreolharam, cúmplices.
- O que me surpreende é como tem tanta bebida nessa casa… - Yoongi chegou olhando as garrafas.
- Essas foram só as que comprei aqui, ainda tem as que eu trouxe. - sorriu sarcasticamente - Gostariam de provar cachaça?
Alguns meninos se mostraram interessados, mas Namjoon cortou a ideia e começou falando.
- Olha, nós conversamos um pouco ontem antes de dormir. Nós não confiamos em você e mal conhecemos você. Você é de outro país e outra cultura, e o modo como apareceu aqui é muito suspeito. Tudo sobre você é. Sabe hackear, tem boa memória, sabe muitas línguas…
- Você é uma espiã? Parece que eu posso ver alguém como você em filmes!! - Jin falou com seu jeito alto.
engoliu seco. Da forma que eles falaram até ela ficou na dúvida sobre si mesma. Não tinha certeza do porquê estava ali e estava esperando a IBM fazer contato, pois sabia que não estava ali pra algo tão simples quanto o que estavam oferecendo. Por um momento ela pensou que poderia estar sendo injusta com eles, mas precisava se proteger também. Se a IBM descobrisse sua falha isso não ficaria bem pra ela.
- Eu sei que vocês não têm motivos pra confiar em mim, mas eu estou tão em risco quanto vocês. Se descobrirem o que fiz pra conseguir as informações vou acabar presa ou morta. - olhou pra eles quase implorando - Eu não preciso de nada disso, peguei as informações pra me proteger e saber com o que estava lidando, mas acabei me colocando em mais risco. Nada daquele pen drive me beneficia, só me traz perigo. Vou ajudar porque não tenho escolha, assim como vocês, se quiserem sair do lugar.
- Aishhh não podemos deixar ela assim… - Taehyung se levantou - Que tipo de homens seríamos?
- E ela seria de grande ajuda, nossa própria 007 - Hoseok falou animado e Jin gargalhou.
- Se ela nos trair podemos denunciar ela. - Jungkook sussurrou entre os hyungs. - Vamos ir coletando provas.
- Justo, eu ajudo. - Até yoongi concordou.
Eles tiveram um momento pra conversar entre eles enquanto esperava aflita. Namjoon voltou com a decisão final.
- Acho melhor começar pelo mais importante. - Namjoon começou. - Você já sabe o fim, mas não sabe como começou. Está na hora de você saber o que aconteceu antes e até chegar naquele maldito dia.




Continua...



Nota da autora: Obrigada por estarem acompanhando e pelos comentários, fiquei muito feliz e me incentivaram a continuar, desculpem a demora, beijinhos.



Nota da beta: Meu, eu me matando pra aprender inglês, aí eis que me vem ela, com seus SETE idiomas. Isso, esfrega na cara mesmo 😂. Que enrascada ela se meteu, hein? Espero que todos saiam dese rolo ilesos.


Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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