Capítulo Único
null gemeu ao sentir as mãos de null em suas costas. Nada erótico, claro - mesmo que esse fosse o desejo não tão secreto de null -, a mulher era apenas sua massagista.
- Droga, null, eu amo suas mãos. – Ele disse com um sorriso ladino enquanto se levantava, já que a sessão já tinha acabado. null riu da indecência do rapaz.
- É, eu sei. Você diz isso sempre. – Ela caminhou até o canto da sala, onde tinha uma pequena pia, para tirar o óleo das mãos. – A gente se vê na próxima semana? – Perguntou ainda lavando as mãos.
- Bom, eu sei que você conta os dias, mas infelizmente terei que desmarcar. – Fingiu uma tristeza e a mulher gargalhou.
- Vai jogar? – Se virou para ele secando as mãos e ele assentiu. – Contra quem?
- Você deveria saber a escala do seu jogador preferido.
- Você não é meu jogador preferido. Sinto muito. – null abriu a boca em um falso choque e levou as mãos ao peito desnudo.
- Como assim, null? – Ela riu de novo. – Eu achei que nós tínhamos um acordo. Você passa a mão pelo meu corpo seminu e eu viro seu jogador preferido.
- Coloca sua camisa e sai da minha sala, null. – Apontou a porta gargalhando alto e sendo imitada por ele.
- Você não valoriza esse homem que te quer, null.
- Um homem casado devo ressaltar. – Colocou o dedo em riste.
- Detalhe. – Fez uma careta de desdém e a massagista semicerrou os olhos para ele.
- Sai daqui logo, null. – Disse enquanto ele colocava a camisa, depois que já tinha posto a calça.
- Quando você vai aceitar sair comigo, null? – Ele passou um dos braços pelo ombro dela enquanto caminhavam para fora da sala e ela revirou os olhos.
- Contra quem vai ser o jogo, null?
- Manchester.
- Bom, boa sorte! – Acenou para ele que sorriu se despedindo.
null era massagista do jogador do Arsenal há um ano. E há um ano ela recebia constantes cantadas e ele constantes foras. Ela não se importava, no entanto, ele nunca tinha feito nada além de enchê-la de elogios e convites para sair e inclusive tinha perguntado se isso a incomodava, ela tinha dito que não, mas que não aceitaria, já que ele era casado e ele falou que não desistia fácil. O único encontro que ele tinha conseguido, porém, eram os de quarta-feira à tarde na sala 02 da BodyRelax.
(...)
- Fala, minha princesa. – null deu um sorriso e um abraço na massagista assim que entrou na sala e ela riu.
- Tira a roupa e deita, null. – Deu um empurrão de leve nele.
- Assim? Sem nem um cinema antes? – Arregalou os olhos, fingindo ultraje, e null riu.
- Ninguém te merece. – Ela suspirou enquanto separava o material com um sorriso no rosto.
- Você me adora, null.
- Claro, continue se iludindo.
Não era mentira, null realmente adorava o jogador.
- Você viu o jogo? – Ele perguntou já deitado na maca de barriga para baixo.
- Vi. Vocês levaram um belo de um sacode.
- Amo seu apoio. – Ele murmurou, fazendo-a gargalhar. – Bem que você podia me dar um consolo e aceitar meu convite para sair.
- Aposto que a Chloe iria adorar isso. – null revirou os olhos, mesmo que ela não pudesse ver.
null começou a massagem em seus ombros e o homem soltou um suspiro.
- Você consegue estragar toda nossa brincadeira. – Reclamou feito uma criança e ela deu um leve sorriso.
- Eu só gosto de te lembrar que você tem uma esposa.
- Até ela esquece disso, por que eu não poderia? – Mexeu os ombros. – Chumbo trocado não dói.
- Então se separa.
- Quantas vezes nós vamos ter essa conversa?
- Quantas vezes você vai dar em cima de mim?
- Droga, nós vamos ter essa conversa para sempre. – Ela gargalhou, descendo as mãos para as omoplatas dele, e ele sorriu com o som. – Comodidade, null, comodidade. Ela tem um esposo rico que a banca e eu tenho uma foda fixa.
- Isso é triste.
- Eu nunca disse que era legal, só que eu já vi o suficiente para entender que é difícil conseguir alguém que não queira estar comigo apenas porque eu sou null null, o jogador do Arsenal. – Suspirou cansado e a massagista o acompanhou. – A maioria nem se importa se eu fodo bem, só querem o status de ter ficado com um jogador famoso. – null gargalhou. – É sério. Pelo menos a Chloe não tenta tirar tudo que eu tenho.
Para quem estava de fora poderia parecer grosseria do jogador dizer aquele tipo de coisa, mas eles já eram amigos e íntimos o suficiente para esse tipo de conversa - que não era a primeira vez que acontecia. null gostava de desabafar com a mulher, ela era uma boa ouvinte e não era fofoqueira, e null gostava de poder ser útil ao homem, não deveria ser fácil estar cercado de falsidade o tempo todo.
- A gente vai jogar contra o Chelsea daqui a duas rodadas. – Ele mudou de assunto e ela soltou um risinho.
- Está preparado para descer mais na tabela? – Cutucou a cintura dele e ele se encolheu com a cosquinha.
- Eu vou fazer você mudar de time ainda, você vai ver! – Falou convicto e ela gargalhou.
- Nem se o inferno congelar, null. – Debochou.
- Veremos.
No fim da sessão, null voltou a chamar null para sair e ela, como sempre, voltou a negar, o fazendo rir. Ele se despediu deixando um beijo na bochecha da mulher e ela ajeitou a sala para o próximo cliente.
(...)
Özil viu o sorriso do amigo, null, se virar em um quase diabólico, enquanto ele olhava as cadeiras do bar. Cutucou ele e espremeu as sobrancelhas como se perguntasse o que tinha acontecido, mas ele apenas elevou o sorriso e disse: "destino", caminhando até o bar de olho na morena incrível com o vestido preto colado ao corpo e ombro a ombro.
- Oi. – null chegou perto do grupo de mulheres que estava observando desde que tinha chegado e todas sorriram maravilhadas. Menos ela.
- O que você está fazendo aqui? – null perguntou desacreditada e ele riu.
- Pelo que parece, o destino resolveu unir a gente. – A massagista revirou os olhos.
- Você colocou algum detetive atrás de mim, null? – Semicerrou os olhos e ele gargalhou.
- Eu não sou um stalker maluco, null.
- Nunca se sabe. – Deu de ombros. – Volta para sua turma. – Virou o rosto para as amigas e ele riu enquanto enlaçava a cintura dela com o braço esquerdo. - Você não vai nem me conceder uma dança? – Ela voltou o olhar para ele. Um olhar totalmente entediado, o que o fez rir de novo.
- Não.
- Droga, null, eu te adoro.
- Acho que isso já ficou claro. – Falou como se não desse muita importância e ele sorriu para ela.
- Não vou mais te importunar. – Levantou a mão da cintura até o cabelo dela, colocando uma mecha para trás. – Qualquer coisa, você sabe onde me achar. – Depositou um beijo no ombro dela e se retirou.
- Boa noitada para você, null. – Ela riu se virando para olhá-lo enquanto ele voltava a sua mesa e ele levantou o polegar com um joinha sem olhar para trás.
- Desde quanto você conhece null null? – Talia foi a primeira a perguntar, completamente chocada com o flerte que tinha se desenrolado a sua frente.
- Ele é meu cliente. – null respondeu como se não fosse grande coisa e as amigas praguejaram por ela nunca ter contado isso.
- Como você não cede a um homem desses, null? Pelo amor de Deus! – Foi a vez de Lindsay reclamar e a mulher revirou os olhos.
- Pelo amor de Deus digo eu! Eu não vim aqui para ficar falando do null. Que é casado devo ressaltar. – As amigas bufaram, mas mudaram de assunto.
null passou a noite inteira observando a mulher, ele ainda tinha esperança de que ela iria cortar aquela de você é casado e ir embora com ele, mas o máximo que aconteceu foi ela lhe olhar de vez em quando, sentada com as amigas ou dançando. Deus! Ele teve vontade de agarrá-la no meio da pista, aquela mulher não era um pedaço de mau caminho, ela era o mau caminho todo.
No momento em que a observou se despedir das amigas, ele se despediu de seus companheiros também e se pôs para fora da boate, saindo antes dela. Segundos depois ela passou pela porta.
- null? – Perguntou numa falsa surpresa. – Você também está indo embora agora? Olha, se isso não é destino, eu não sei o que é. – Ela gargalhou tremenda cara de pau do jogador.
- Isso é você me olhando a cada instante, null. – Pegou o celular para chamar o Uber.
- Se você sabia que eu estava te olhando, é porque você estava me olhando também. – Passou o braço direito pelos ombros dela observando o celular dela. – Um Uber? Não precisa disso, eu posso te dar uma carona. – Ela riu.
- Não, obrigada.
- Tudo bem então. – Soltou dos ombros dela. – Mas vou esperar aqui com você para você não ficar sozinha. – Se apoiou no poste tomando conta dela.
- Obrigada. – Ela pediu com um sorriso genuíno.
Porém, depois de alguns bons minutos, o Uber ainda não tinha chego e null começou a ficar impaciente, principalmente vendo que a única saída seria aceitar a carona de null.
- E então? – Ele arqueou uma das sobrancelhas com um sorriso debochado vendo que ela tinha cancelado o pedido de corrida.
- Vamos, null. – Cruzou os braços caminhando com ele até o estacionamento.
null entrou no banco do carona e suspirou, não acreditando que estava sendo obrigada a fazer aquilo, passou o endereço para null e mexeu no celular para se distrair, jogando um joguinho que tinha baixado recentemente. Pouco tempo depois, sentiu a mão do jogador repousar sobre sua coxa, olhou para ele que fez a cara mais cínica que poderia e tirou sua mão dali, com uma falsa expressão de nojo, fazendo-o rir. Quinze minutos depois estavam na portaria de seu belo prédio.
- Obrigada de verdade, null. – Deu um beijo em sua bochecha e se virou pronta para abrir a porta do carro.
- Não acredito que você não vai me convidar para subir. – Ele falou chocado e ela riu.
- Eu nunca disse que iria. – Deu de ombros e abriu a porta.
- Mas eu quero água, null. Você vai me negar um copo d’água? – Falou como se realmente precisasse daquilo.
- Fico chocada com a sua cara de pau.
- Você vai me dar água? – Fez cara de cachorro que caiu da mudança.
- Um copo, null e depois você vaza. – Informou com o dedo em riste e ele assentiu com a cara mais inocente que podia fazer.
Desligou o carro e saiu atrás dela, que já estava segurando o elevador. As portas se abriram no oitavo andar e null andou, seguindo a mulher pelo corredor, até o apartamento 803.
- Oi, Henry. – Ela disse assim que entrou e o jogador reparou no garoto sentado no sofá.
- Ah! Oi, null. – Se levantou. – Ela já está dormindo. – Falou e null assentiu enquanto tirava algumas notas da carteira e entregava ao menino.
- Desculpa a demora. Eu tive um problema com o Uber e... – Parou de falar ao ver o menino olhar fascinado para a pessoa atrás dela.
- null? – Ele perguntou confuso e o jogador riu e estendeu a mão.
- Tudo bem? – null perguntou e o garoto assentiu com a boca escancarada.
- Obrigada, Henry. – null falou querendo cortar o momento.
- Tudo bem. – O menino voltou a si e saiu porta a fora.
- Quem era? – null apontou com o polegar para a porta atrás de si.
- Minha babá. – Sorriu inocentemente e o homem arregalou os olhos.
- Você tem filho?
- Uma linda menina.
- Por que você nunca me contou isso?
- Você nunca perguntou. – Deu de ombros e se virou caminhando até a cozinha. Segundos depois, voltou com um copo de água e o entregou. – Sua água. – null bebeu rapidamente.
- Eu posso ver?
- O que?
- Sua filha. – null enrugou as sobrancelhas.
- Por que?
- Eu gosto de crianças. – Ele sorriu. – Sou o tio preferido dos filhos dos meus amigos. – Falou como se fosse um prêmio.
- Tudo bem. Vem. – Chamou com a mão.
Andaram pelo corredor até um quarto com a porta pintada de rosa bebê e uma Lua em branco. null abriu a porta devagar e o jogador praticamente correu até o berço e se debruçou em seguida, olhando a neném dentro do berço.
- Ela ainda é uma nenenzinha. – Falou baixinho olhando para a bebê do mesmo jeito que Henry tinha lhe olhado minutos atrás.
- Sim, ela é. Só tem um ano e dois meses. – Ele sorriu completamente encantado.
- Ela é linda.
- Puxou a mãe. – Falou convencida e colocou as mãos na cintura fazendo-o olhá-la.
- É verdade. – Voltou sua atenção para o berço rapidamente.
null deitou com o rosto nas grandes do berço e fez um leve carinho nos dedinhos da menina.
- Eu queria ser pai, mas a Chloe não quer estragar o corpo dela. – null mordeu o lábio inferior vendo a confissão do homem.
Ela esperava tudo de null quando soubesse que ela era mãe, menos aquela reação. Na verdade, ela tinha certeza que ele iria desistir de cantá-la no segundo que descobrisse aquilo, mas não foi bem isso que rolou.
- Ela sugeriu que contratássemos uma barriga de aluguel, mas não vai ser a mesma coisa, né? – Olhou para a mulher de pé ao seu lado. – Tipo... Eu quero ficar babando no barrigão, sabe? Conversar com ela, essas coisas. – Suspirou e se levantou. – Vamos. Não quero acordá-la. – Caminhou para fora do quarto e null assentiu, mas se abaixou primeiro para dar um beijo na filha.
- Às vezes, – null começou, enquanto fechava a porta do quarto da filha e se apoiava na mesma. – Eu acho que você é precioso demais para esse mundinho. – Riu levemente e ele lhe acompanhou. – Bom, já viu minha preciosidade, já bebeu sua água... – Deixou no ar e ele semicerrou os olhos para ela.
- Você não vai nem me dar um beijo? – Apoiou as mãos no lado da cabeça dela e aproximou seus rostos consideravelmente.
null mordeu o lábio inferior afetada pela aproximação. Fala sério, null era um homem e tanto, ela não podia negar.
- Não, null. – Respondeu com a voz carregada e ele sorriu. Um sorriso quase diabólico.
O jogador se aproximou mais ainda, passando o nariz pela bochecha dela e levou a boca até o ponto embaixo de sua orelha, onde depositou um beijo.
- Um só. – Sussurrou e null sentiu seu estômago revirar.
- null, por favor. – Pediu sofrendo.
- Por favor o quê? – Ele continuou com a boca próxima ao seu ouvido e depositou outro beijo ali.
- Não faz isso. – A voz dela estava completamente fraca e ela levou suas mãos até os ombros dele.
null pensou que ela lhe empurraria, mas as mãos migraram de seus ombros para sua nuca e ela lhe puxou acabando com aquela tortura e iniciando um longo beijo. Ela gemeu contra sua boca, quando ele desceu uma das mãos e a abraçou puxando para perto e apertando sua bunda. Se afastaram quando o pulmão clamou por ar, mas null desceu com a boca para o pescoço do homem, distribuindo algumas mordidas e fazendo-lhe lhe apertar ainda mais contra ele.
- Droga, null. – Ela choramingou e empurrou ele.
O homem se encostou na parede de frente para ela, tentando estabilizar a respiração. Ele abriu a boca, prestes a falar, mas ela fez que não com a cabeça e levantou o dedo para ele.
- Não.
- null. – Ele tentou se aproximar dela novamente, mas ela esticou uma das mãos o parando no meio do caminho.
- Não. – Com a outra mão, pôs o dedo em riste novamente.
- null. – Tirou a mão dela de seu peito e se aproximou dando alguns selinhos em sua boca.
- null! – Resmungou, mesmo que retribuísse os castos beijos que ele lhe dava e enrolasse os dedos no cabelo dele, fechando os olhos e aproveitando os beijos que tinham descido para o seu busto.
Usando muito de seu autocontrole, ela o empurrou de novo. Não totalmente, para isso ela ainda não tinha forças, ele ainda continuava parado a sua frente a meio palmo de distância, porque, na verdade, ela estava em dúvida.
Droga, ela deveria ter esperado o Uber.
- Você quer que eu vá embora? – Perguntou completamente sério dessa vez, sem insinuações. Ele não era um babaca, respeitaria o desejo dela se ela realmente não quisesse aquilo.
- Não. – Ela falou, mas depois passou a mão pelo rosto. – Sim. Eu não sei. Merda! – null sorriu.
- Me deixa, pelo menos, te dar prazer. – Levou uma das mãos até a nuca dela e a enfiou por dentre os cabelos. – Eu sei que você quer. – Puxou os cabelos ali, fazendo-a deitar a cabeça para o lado e expor o pescoço, onde ele deixou um chupão que a fez resfolegar. – Deixa eu sentir seu gosto. – Sussurrou ao pé do ouvido dela e levou uma das mãos até a intimidade da mulher, ainda por cima do vestido. null gemeu.
- null.
- Pode ser assim? – Perguntou com a boca sobre a boca dela.
- Pode. – A massagista respondeu com a voz fraca.
Ele sugou o lábio inferior da mulher e gemeu contra a boca dela quando sentiu a mão dela acariciar seu membro, mas tirou a mão dela dali logo depois a repreendendo com o olhar.
- Não comece o que você não vai terminar. – Beijou-a. – Onde é seu quarto? – Perguntou e ela não respondeu, apenas desgrudou da porta atrás de si e se virou andando para o fim do corredor com o jogador em seu encalço.
null levantou o vestido dela, o tirando completamente, assim que adentraram o quarto e fechou a porta atrás de si com o pé. Os dedos dele encontraram o caminho para dentro da calcinha dela instantaneamente, se deliciando com quão molhada ela estava. Esfregou um dedo no clitóris dela e ela apoiou as mãos em seus ombros, levando a boca para gemer no ouvido do homem e deixar alguns beijos ali.
null foi empurrando-a para trás, até ela sentir a cama atrás de seus joelhos e se sentar, tirou sua calcinha e abriu suas pernas, se ajoelhando no chão e se pondo no meio delas. O jogador passou a língua pelos lábios observando a carne inchada a sua frente e, sem demora, sua língua entrou em contato com o clitóris da mocinha, fazendo-a gritar e agarrar os cabelos dele.
Ele mordeu levemente o ponto dela e depois retesou a língua, descendo com ela até a entrada da mulher. null arqueou o corpo, sentindo-o se arrepiar por inteiro e chamou pelo nome do homem algumas vezes, enquanto o apertava contra si. null sugou o clitóris dela de novo e enfiou um dedo em sua entrada, começando um movimento de vai-e-vem.
Pouco depois, introduziu mais um dedo, ainda a chupando. Não demorou muito para ele sentir o interior apertar seu dedo ao mesmo tempo que ela ficava mais ofegante e, então, ela se desmanchou em sua boca.
null sorriu, tirou os dedos de dentro dela e se levantou, levou os dedos até a boca em seguida, tendo o olhar da mulher sobre si a cada segundo. Se debruçou por cima dela e sussurrou:
- Você é deliciosa. – Iniciou o que ele pensou que seria um rápido beijo, mas a mulher o segurou o puxando contra ele. – Não foi isso o que você me pediu. – Deu um selinho nela. – E eu vou respeitar o que você me pediu na hora que não estava tão... Tão. – Deu de ombros.
- null. – Ela chamou manhosa, sentando-se na cama, ao ver que ele realmente estava indo embora.
null riu e se aproximou dela, lhe dando mais um beijo.
- Até quarta. – Sorriu. – Descansa. – Deu mais um selinho e partiu.
(...)
- Merda. – Foi a primeira coisa que null disse ao acordar no dia seguinte.
Deus! Ela tinha dormido a noite toda como um bebê, inclusive esquecendo-se que ela tinha uma bebê!
- Ai, o que eu fiz, Jesus?
Se levantou, reparando que ainda estava como na noite anterior - o vestido levantado e sem calcinha -, a diferença é que não estava na beirada da cama e estava coberta. Caminhou até o quarto da filha apenas para constatar que, felizmente, ela ainda estava dormindo, depois voltou ao seu quarto, separando uma roupa para tomar banho. Teve que terminar o banho rapidamente, pois, no meio do processo, escutou aquele leve chorinho de sua pequena.
(...)
- Fala, minha princesa. – null repetiu a fala de sempre, mas dessa vez com um sorriso ladino complemente malicioso. null respirou fundo, preparando-se para a tortura que seria aquilo.
- Só deita, null. – Murmurou já cansada e o homem riu.
O jogador tirou a roupa, dobrando-a no canto da sala como sempre fazia e se deitou na maca.
- Como foi seu fim de semana? – Perguntou assim que sentiu as mãos dela em seus ombros. – O meu foi ótimo. – Virou um pouco a cabeça para mostrar-lhe seu sorriso, mas null resolveu não responder. – O gato comeu sua língua, null?
- Você não vai calar a boca? – null tirou as mãos dele e cruzou os braços o olhando, sua intenção era fazê-lo parar, mas ele apenas riu novamente.
- Eu só perguntei como foi o seu fim de semana. – Mexeu os ombros e a massagista desistiu de tentar ignorá-lo.
- Foi ótimo, null. – Respondeu por fim.
- Imaginei. – Falou afetado e ela lhe deu um leve soco nas costas, o que o fez gargalhar. – Poderia ter sido melhor, você sabe... – Ela acabou rindo.
- Você parece uma criança.
- Uma criança muito feliz por ter ganhado o presente que pediu de Natal. – Ele ressaltou, fazendo-a revirar os olhos.
- Meu ego agradece, estou me sentindo a Megan Fox. – A mulher correu com os dedos pelas costas dele.
- Você é melhor que ela, princesa.
- Devo ser. – Riu.
Depois disso, null parou de perturbar null e passou apenas a curtir a boa massagem que ela sabia fazer, conversando sobre bobeiras como sempre faziam.
- null. – Chamou e a mulher respondeu com um: "hm". – Você não me falou o nome da sua filha.
- É Luna.
- Hm... É um nome bonito.
- Obrigada.
- Posso perguntar uma coisa? – Pediu.
- Desde quando você pede permissão? – Ela zombou.
- É que é algo meio particular. – O jogador respondeu cauteloso.
- Pergunta e vira. – Deu um tapinha em seu pé e ele virou.
- A Luna tem pai? – Observou a reação da mulher, que agora tinha as mãos em suas coxas, enquanto perguntava. Ela suspirou.
- Não.
- Por quê?
- Porque ele resolveu que não queria ser pai.
- Sinto muito.
- Está tudo bem. Graças a Deus, sempre tive uma condição de vida boa e tive minha família para ajudar.
- É, mas ela vai sentir falta um dia. – Ele comentou e viu a massagista balançar a cabeça concordando.
- É só isso que corta o meu coração.
- Você nunca pensou em o levar até a justiça? – null suspirou de novo.
- Eu pensei, null, por muito tempo. Durante toda minha gravidez, na verdade, mas decidi que não valia a pena. Ele é um jogador, assim como você, eu anunciei que estava grávida e ele falou que não era dele, porque nós sempre nos protegíamos, e que eu só queria me aproveitar do dinheiro que ele tinha. – null enrugou a testa e abriu a boca chocado.
- Mas você... Há quanto tempo você estava com ele?
- Um ano. Só com ele. Ele sabia que era dele, ele só não quis e inventou uma desculpa qualquer para fugir da responsabilidade e eu decidi que não queria na vida da minha filha uma pessoa como ele. – Deu de ombros. – Então... quando ela um dia perguntar sobre, eu vou ser sincera e falar que ele não merecia uma maravilha como ela. – Sorriu e null a imitou.
- Ele é um babaca. – Cuspiu irritado.
- Sim, ele é.
Mais alguns minutos e a sessão tinha acabado. null se levantou, colocou sua roupa e voltou à maca novamente, sentando-se sobre ela enquanto observava null lavar as mãos.
- E então... – Ele começou e a massagista olhou por cima do ombro. – Quando nós vamos ter aquele encontro? – Ela revirou os olhos, desacreditada.
- Desiste, null.
- Você vem me pedir para desistir agora? – Mordeu o lábio inferior parando com os olhos na bunda dela que ficava perfeita naquela calça branca.
- null, pelo amor de Deus! – Ele desceu da maca e, com passos largos, caminhou até ela.
Jogou seus cabelos para um lado só e a abraçou pela barriga, trazendo-a para si e fazendo-a parar de lavar as mãos. O jogador de um beijo no lado do pescoço que deixou livre e sussurrou:
- Aceita logo, null. – Ela soltou um leve suspiro. – Nós dois sabemos que você quer isso tanto quanto eu. – Deu mais um beijo em seu pescoço.
Ela riu, se virando e empurrando ele, sem acreditar no que iria dizer.
- Okay. – null abriu o maior sorriso que ela já tinha visto. – Você tem meu telefone, certo? – Ele assentiu.
Sim, ele tinha - desde sempre -, mas nunca a importunou através dele. Primeiro porque a mulher tinha ameaçado lhe bloquear caso fizesse, segundo porque ele realmente não ficaria a importunando, não era do feitio dele... Ele gostava de fazer aquilo pessoalmente.
null enfiou uma das mãos por entre os cabelos dela e a puxou para um beijo, mordeu o lábio inferior dela quando terminou e falou com a voz baixa e rouca:
- Eu te passo as informações. – E, com mais um selinho, virou as costas para a mulher e deixou a sala.
- Pelo jeito você não aprende com os erros do passado, né, null. – A massagista falou consigo mesma.
(...)
- Você vai sair com o null? – Henry perguntou vendo a mulher se olhar no espelho a cada cinco minutos.
Ela se virou para ele e juntou as sobrancelhas.
- Por que você acha que eu vou sair com o null?
- Porque ele estava aqui aquele dia e agora você está toda gatona. – Fez movimentos exagerados com as mãos mostrando ela. null riu. – Como você conhece ele?
- Sou massagista dele.
- Você pode me conseguir um autógrafo? – null semicerrou os olhos para o garoto.
- Achei que você fosse torcedor do Chelsea.
- Eu sou, mas é o null null! Ele joga na seleção e tudo. – Falou impressionado e null riu.
- Vou ver o que consigo fazer por você.
- Então você vai mesmo sair com ele? – Perguntou de novo.
- Vou, Henry.
- Ele é sortudo. – Falou olhando a mulher de cima a baixo e null riu de novo.
A mãe de Henry já tinha lhe dito que ele tinha uma quedinha por ela e apesar de Henry ser um amor de garoto e muito bonito também, só tinha dezoito anos.
O celular da massagista vibrou dentro da bolsa e ela o pegou.
- null chegou. – Disse guardando o celular novamente. – Eu não devo demorar muito. Eu acho.
- Eu demoraria. – O garoto deu de ombros e null prendeu o riso. – Bom jantar.
- Obrigada, Henry. Qualquer coisa, me ligue. – Ele assentiu e a mulher sumiu fechando a porta atrás de si.
Mordeu o lábio inferior nervosa enquanto esperava o elevador, ainda dava tempo de desistir, certo? Ela queria desistir? Não, era óbvio que não, mas ela também não queria ser mais um dos casos do jogador - se bem que ela já tinha sido. Entrou no elevador e em segundos estava no térreo, onde null a esperava na portaria.
- Fala, minha princesa. – Cumprimentou com um sorrisão e ela revirou os olhos com um sorriso no rosto também.
- Oi, null. – Ele fez um bico.
- Uau, que animação. – O jogador apresentou um sorriso sarcástico e ela acabou rindo.
Ele enlaçou a cintura dela, a puxando para perto e lhe deu um rápido beijo.
- Me cumprimenta do jeito que eu mereço, null. – Falou com o nariz grudado no dela e ela o empurrou.
- Não aqui.
- Você está com vergonha de mim? – Colocou a mão no peito em um falso choque e ressentimento.
- Você ainda é casado e eu ainda tenho uma reputação a zelar. – Começou a andar para fora do condomínio e ele lhe alcançou segurando sua mão.
- Mas o oral era bom demais para deixar passar, certo? – Replicou com um sorriso malicioso.
null abriu a boca para responder, mas não saiu nada. Ela não sabia o que responder. Era verdade, o oral tinha sido um forte fator para ela aceitar o jantar com ele.
- Pelo menos, você está comigo porque eu fodo bem e não porque jogo bem. – Ele riu abrindo a porta do carona para ela.
- Eu não sei disso. – Ela respondeu quando ele se sentou ao seu lado e ele enrugou a testa em confusão. – Não sei se você fode bem, nós não fodemos. – Deu de ombros e colocou o cinto. null sorriu.
Quando se virou para ele, ele estava perto demais.
- Essa noite – Começou com a voz baixa bem próximo a ela. – Você vai descobrir que, sim, eu fodo bem. – null passou a língua pelos lábios e ele sorriu para ela enquanto voltava a sua posição para poder dirigir.
- Aonde vamos? – A massagista mudou de assunto sentindo um calor inundá-la de repente.
- Surpresa. – Sorriu sem olhá-la dando a partida no carro.
Eles seguiram a viagem em um silencio confortável. null, obviamente, fez questão de deslizar a mão na coxa da mulher, o que fez ela rir, principalmente ao ver o sorriso de criança feliz que ele ostentava no rosto. Não muito tempo depois, eles chegaram ao restaurante e null revirou os olhos ao perceber onde estavam.
- Você é muito metido, null. – Disse vendo a fachada do restaurante do Jamie Oliver, o Barbecoa.
null riu.
- Tem que ser marcante, né?
E foi. A comida estava deliciosa, o ambiente era super aconchegante e null era um verdadeiro cavalheiro quando queria. O papo também estava excelente.
Quando o jantar acabou, null enlaçou a mão da mulher e os dois saíram porta afora em direção ao carro do jogador. Pela primeira vez naquela noite, null se sentiu nervosa e se perguntou se deveria mesmo continuar com aquilo. Como se lesse seus pensamentos, após abrir a porta do carro para ela, null perguntou: - Você está bem? – Ela piscou algumas vezes o olhando. – Eu posso te levar para casa se você quiser, null. Você não precisa se sentir obrigada a transar comigo por causa do jantar. – null mordeu o lábio inferior, ainda sem tirar os olhos do jogador.
- Eu estou bem. – Sorriu. – Vamos logo. – Empurrou ele e puxou a porta do carro para fechá-la.
- Então você tem certeza? – null perguntou de novo assim que entrou no carro.
- Você quer desistir, null? – Semicerrou os olhos para ele.
- Claro que não, maluca. – Riram juntos. – Só quero que você curta isso de verdade.
Ela se aproximou dele para lhe dar um beijo, sussurrando em seguida:
- Dever seu me fazer curtir. – Piscou e ele riu, finalmente dando a partida com o carro.
A mão dele foi parar em sua coxa de novo, mas, dessa vez, ele foi além... Ainda dirigindo e sem tirar os olhos da estrada, ele subiu pela coxa da mulher até chegar em seu sexo, null mordeu o lábio em antecipação e olhou para ele. Tudo que null fez foi lhe dar uma rápida piscadela enquanto enfiava os dedos por dentro de sua calcinha e instigava seu clitóris. Ela rebolou contra os dedos dele e pressionou a cabeça no banco, enquanto acariciava os próprios seios.
De vez em quando, null desviava os olhos para ver a mulher se contorcer, mordendo o lábio inferior para segurar os gemidos e fechando os olhos com força. Porém, quando ela estava prestes a gozar, ele parou. Olhando a mulher que tinha uma expressão que beirava a indignação, ele falou:
- Chegamos.
Só então null se deu conta de que eles já estavam dentro do estacionamento do hotel. Ajeitou o vestido e se levantou para sair do carro, ignorando o olhar e o sorrisinho debochado dele.
Já dentro do quarto, null sorriu para a mulher a sua frente, observando-a encarar o quarto. Envolvendo null pela cintura, beijou-lhe o pescoço e suspirou contra seu ouvido:
- Consegui te impressionar, null?
- Já vi melhores. – Riu e beijou o bico emburrado que ele fez.
null logo tratou de aprofundar o beijo e os dedos macios de null envolveram os curtos fios de seus cabelos, puxando-os em resposta positiva aos beijos e chupões que ele depositava, agora, no pescoço da jovem massagista. As mãos do jogador desceram até encontrar a barra do vestido dela, suspendendo-o e o tirando, em seguida. null o ajudou levantando as mãos para que o vestido passasse e, então, levou as mesmas mãos para tirar a camisa dele.
Sentindo os prazeres que os dedos dele, dentro de sua calcinha, causavam ao continuar o que tinha começado no carro, ela gemeu enquanto desabotoava a calça dele e a empurrava para baixo junto da cueca.
null empurrou a mulher até a cama, onde ela caiu de costas, e soltou um leve assobio; ela era simplesmente perfeita.
- Você não sabe o quanto eu sonhei com isso. – Falou antes de cobrir null com seu corpo.
As bocas se encontraram novamente em um beijo completamente luxurioso e, em pouco tempo, null já tinha livrado null da lingerie que os atrapalhava.
null empurrou null, fazendo-o sentar na cama e ajoelhando-se na frente dele, começou a masturba-lo enquanto chupava só a cabecinha. Esfregou uma coxa contra a outra tentando desfazer a tensão de seu sexo, o que não passou despercebido por ele. O jogador a puxou pelos cabelos para um beijo urgente e aproveitou para sentá-la em seu colo.
- Eu me lembro que você falou, em algum ponto da noite, que não podia demorar. – Sussurrou enquanto distribuía alguns beijos no ombro dela e direcionava seu membro, já devidamente protegido, até a entrada dela, fazendo-a deslizar lentamente, dando um longo gemido ao sentir a profundidade que essa posição proporcionava. – Você é simplesmente deliciosa.
Os beijos logo desceram para o busto da mulher, enquanto a sentia rebolar em cima de si, estimulando-o a se movimentar. Mordiscou um dos seios dela e desceu a mão para estimular-lhe o clitóris, deixando que null se movesse e ditasse o ritmo. Ele simplesmente não podia, não queria, fazer de outra forma.
Os gemidos dos dois preencheram o ambiente. O jogador navegava com as mãos por todo corpo da massagista, querendo gravar, apertar e estimular cada centímetro, enquanto ela se atinha em aperta-lhe os ombros e deslizar as unhas por suas costas.
Enfim ter essa mulher em seus braços, sentir seu cheiro, ter sua pele roçando na dele, ouvindo-a soltar um gemido fino enquanto controlava toda a situação, era simplesmente o paraíso. No momento que enfiou mais fundo as unhas em suas costas, mordeu o lábio e sentou mais fundo no colo dele, seguido por uma rebolada, que ele soube que ela tinha chegado ao seu ápice, e não pôde fazer mais nada além de acompanha-la, liberando toda sua tensão.
E foi, também, nesse exato momento que ele soube que tinha acabado de se perder e se encontrar na mulher que, agora, respirava pesadamente abraçada a ele.
Completamente exaustos, descansaram um pouco e tomaram um banho antes que null a levasse de volta para casa.
Quando null chegou em casa seus os olhos pesavam e seu corpo ainda estava quente. Riu, sentindo-se automaticamente mais alerta, ao se deparar com Henry dormindo no sofá. Acordou o garoto, o pagando e pedindo desculpas pela demora, e o mandou para casa. Foi até o quarto de Luna para conferir a menina e depois, finalmente, deitou em sua cama para dormir.
(...)
- Aqui é o castelo da Disney? – null perguntou assim que entrou na sala de massagem. null juntou as sobrancelhas, expressando sua confusão. – É porque estou vendo uma princesa aqui. – Apontou para a massagista que gargalhou.
- Tira a roupa e deita na maca, null. – Revirou os olhos ainda rindo.
- Ai, só tiro se você tirar também. – Colocou as mãos na frente do corpo fingindo se proteger.
- null, eu vou te bater. – A mulher anunciou já lhe dando um tapa no braço.
- Legal é que você avisa, né. – Debochou enquanto tirava a blusa.
Depois de tirar a roupa, null deitou na maca de barriga para baixo e null começou a massagem.
- Minha babá perguntou se tinha como você dar um autógrafo para ele. – null riu.
- Ele é torcedor do Arsenal?
- Não. Mas parece que você é o null null que joga até pela seleção. – O deboche escorreu da boca da mulher e ele gargalhou.
- Adoro a forma como você expressa o seu amor. Semana que vem eu trago uma camisa autografada para ele.
- Ele não é um Gunner, null. – Insistiu.
- Mas é que eu sou o null null.
null estava surpresa. Já tinha meia hora que null havia chegado e ainda não tinha feito uma piadinha sobre a noite que eles compartilharam e ela pensou que, de repente, agora que ele tinha conseguido o que queria, iria parar. Não sabia se estava contente ou triste por isso.
No entanto, na hora que estava indo embora, ela entendeu que o homem só estava pensando na melhor forma de fazer aquilo.
- Avisa a sua babá – Ele começou. – Que eu levo ele para conhecer todos os jogadores do Arsenal se ele te convencer a sair comigo de novo. – null deu um sorriso ladino.
- Marca o dia. – Respondeu, escorada no batente da porta, quando ele saiu da sala. – Do meeting e do encontro.
No entanto, antes que o jogador pudesse falar alguma coisa, ela fechou a porta da sala, deixando-o com um sorriso babaca do outro lado.
(...)
- Tchau, Henry.
null se despediu do garoto entrando no apartamento de null, enquanto Henry entrava no próprio, que era ao lado.
Ele tinha levado o garoto - e null junto da filha - para assistir um treino do Arsenal, conhecer as instalações e falar com os jogadores. O dia tinha sido bem divertido e leve, mas a verdade é que null não aguentava mais esperar pela parte que viria depois daquilo.
Assim que null colocou uma Luna já adormecida no berço, ele puxou a mulher para fora do quarto e, andando em direção ao quarto dela, cobriu a boca dela com a sua. As mãos imediatamente correram até o fecho do short dela e o abriu, fazendo-o escorregar por suas pernas logo em seguida. null enlaçou uma das pernas na cintura do homem, procurando mais contato e ele enfiou a mão dentro de sua blusa para alcançar um de seus seios.
A massagista deu um gemido audível quando a mão gelada dele entrou em contato com o bico de seu seio e arrastou as unhas pela nuca dele. null subiu a blusa dela e desceu com os beijos pelo pescoço, passando pelos seios, e dando atenção a cada um, depois, se ajoelhando no chão, continuou descendo pela barriga até chegar na barra de sua calcinha.
null prendeu a respiração, ansiosa, quando ele tirou-lhe a calcinha e colocou uma de suas pernas acima do ombro. Contudo, quando a melhor parte viria, um choro fino, vindo do quarto ao lado, se fez ouvir. Ela olhou o jogador com um sorriso completamente frustrado e ele apenas deu de ombros enquanto se levantava e lhe entregava sua calcinha.
Enquanto null se vestia, null foi até o quarto da bebê e a pegou do berço.
- Sua empata foda. – Sussurrou para a garotinha, mas esta apenas se aconchegou no peito dele. – Por que você estava chorando, hein? – Fez uma voz de neném e escutou a risada de null atrás de si. – Não ri que eu tô bravo. – Fez voz de criança de novo e completou com um biquinho.
- Discuspa. – null entrou na brincadeira e eles riram juntos.
- Acabei de ter plena consciência de não tenho maturidade para ter uma criança. – Riu de novo.
- Pois eu acho que você se sairia muito bem. – Comentou observando o jogador ninar a filha.
(...)
null estava fazendo todo um trabalho psicológico, se preparando para a hora que null chegaria com as piadinhas, olhadas e sorrisos sedutores. Já eram duas da tarde, então ele já estava prestes a chegar; o jogador era muito pontual, poucas eram as vezes que ele não estava dentro da sala no exato horário marcado.
Menos de cinco minutos depois, null passou pela porta.
- Fala, minha princesa. – null riu.
- Oi, null. Tudo bem?
- Tudo ótimo. Viu o jogo ontem? – Deu um sorrisinho malandro. Chelsea tinha perdido, o que fazia o Arsenal subir na tabela.
- Não vamos conversar sobre isso, null. A não ser que você queira que eu enfie uma faca em você. – Semicerrou os olhos para ele. O jogador apenas riu, já tirando a roupa e se deitando na maca em seguida.
- Você está de mau humor, null? – Perguntou quando sentiu as mãos dela em sua panturrilha.
- Estou, null. – A voz dela soou grossa e ele riu mais uma vez e calou a boca.
A massagem seguiu sem muito alardeio. Quando já estava deitado de barriga para cima, null inquiriu:
- Sabia que eu conheço uma boa técnica para melhor o humor? – O sorriso em seu rosto indicava que a técnica não era algo muito inocente. – Se chama sexo.
null abriu e fechou a boca algumas vezes, sem saber o que responder e null viu aquilo como uma deixa, sentando-se na maca rapidamente e a puxando para si.
- null, estamos no meu trabalho. – Sussurrou.
- Seu trabalho é me fazer relaxar. – Sussurrou de volta, bem perto do ouvido dela. – Sexo me relaxa. – Mordeu o lóbulo da mulher e ela deixou escapar um suspiro.
- Se eu perder meu emprego, eu te mato.
- Eu não conto para ninguém, se você não contar. – Falou enquanto descia da maca e a puxava para um beijo. null suspirou novamente.
- Daqui a pouco você tem que ir embora. – Ela constatou exasperada.
- Tempo o suficiente para uma rapidinha. – Deu um sorriso cheio de malicia ao mesmo tempo que abria a calça da mulher e a empurrava para baixo.
Depois que null chutou a própria calça enquanto null tirava a cueca, foi a vez de sua calcinha sair do caminho e assim que null encostou na parede, esfregando o membro em seu clitóris, ele riu.
- Você já está molhada. – Sussurrou com a boca no pescoço dela, causando leves arrepios. – Vira. – Mandou e a massagista obedeceu prontamente.
null separou as pernas da mulher e se enfiou nela logo em seguida, estocando e sussurrando safadezas ao pé do ouvido até que atingissem o orgasmo.
(...)
null riu quando leu a mensagem que tinha recebido de null, pedindo-a para espera-lo pelada para facilitar o trabalho. Indo contra tudo que ela tinha colocado na sua cabeça, estava saindo com o jogador há, naquele dia, exatos três meses.
Em poucos instantes, ele chegaria da viagem que tinha feito para jogar um amistoso pela seleção e null estava com os nervos a flor da pele. Morrendo de saudades.
Ela sabia que a situação não estava correta, mas não conseguia evitar. Rapidamente, null tinha virado - além de seu parceiro de sexo - seu melhor amigo, alguém que ela podia contar em todas as situações e que a entendia melhor do que ela mesma. Fora o fato de que o homem era um verdadeiro príncipe quando se tratava de Luna, cuidando da garota e a mimando como se fosse sua própria filha.
- O que houve? – null perguntou ao ver a mulher cabisbaixa.
- Nada. – null respondeu rapidamente.
- Eu te conheço, você sabe disso, certo? – Ela assentiu. – E você sabe que pode conversar sobre qualquer coisa comigo? – Ela assentiu mais uma vez. – Então o que foi?
- Briguei com a minha mãe.
- Por que? – Ela suspirou.
- Ela cisma que eu tenho que correr atrás do pai da Luna e ficar com ele. – Revirou os olhos. – Coisa de gente retrógrada. Eu amo minha mãe, mas, às vezes, ela passa dos limites.
null passou a língua pelos lábios sem saber muito bem o que falar, mas antes que ele pudesse pensar, ela continuou:
- Ela entrou em contato com ele, null. Com o pai da Luna. E ele me mandou uma mensagem falando que se ela não parar de importunar ele, ele toma a Luna de mim. – Deixou algumas lagrimas caírem.
- Eu não vou deixar isso acontecer. – O jogador respondeu de prontidão. – Eu sei o quanto você ama a Lu e tudo que faz por ela. Nem que eu pague uma empresa para falsificar o DNA, ele não toma ela de você. – null riu.
- Oh, muito obrigada, Batman.
- Você está debochando de mim, null? – Fingiu estar chocado e ela gargalhou negando.
- Jamais. Você é meu super-herói. – Contou já levantando da cama e correndo, pois sabia que ele iria lhe encher de cosquinha.
Sorriu ao ouvir o barulho da porta da sala se abrindo - ela tinha dado a null a chave do local para facilitar o contato deles -, mas continuou na cama amamentando a filha que estava quase pegando no sono. Em instantes, null se fez presente na porta, mas, não querendo desviar a atenção de Luna, ela manteve seu olhar na bebê.
Até que não aguentou. E levantou o rosto o encarando e pegando a expressão completamente babona dele ao olhar Luna. Esta ao perceber que a mãe tinha se agitado, largou do peito e se virou para olhar também, mostrando um grande sorriso e estendendo os braços para o jogador. null sorriu de volta.
- Quer dizer que eu cheguei e você nem foi me receber... – null comentou com os olhos semicerrados ao mesmo tempo que andava até a menina para pegá-la em seus braços. – Depois diz que estava com saudades. – Fez um bico.
- Eu estava.
null deu um beijo na testa de Luna e se deitou na cama ao lado da massagista, apoiando a neném em cima de si e fazendo um carinho em sua cabeça.
- Como estão as minhas princesas?
- Muito bem, obrigada. – null respondeu e ele riu.
O jogador virou apenas o rosto para ela e esticou o braço num convite para que a mulher se deitasse junto dele. null apoiou a cabeça no braço dele e se esticou para lhe dar um selinho.
- Eu realmente senti sua falta. – O jogador falou baixinho enquanto a olhava.
- Eu também senti a sua. – Sorriu e lhe deu mais um selinho.
- Mas... Eu vou matar a saudade dessa princesa primeiro, porque daqui a pouco ela dorme e eu não vou poder tirar uma casquinha dela. – Disse enquanto colocava a neném na cama e a enchia de beijinhos. null riu.
- Justo. Você está com fome? Eu fiz lasanha. – Perguntou e ele se levantou com um sorrisão.
- Se não é a melhor mulher do mundo, eu não sei quem é. – Ela revirou os olhos e se levantou para ir a cozinha colocar a lasanha no forno.
A gargalhada de Luna invadiu seus ouvidos quando ela estava voltando ao quarto e, quando entrou, encontrou o jogador segurando a filha no alto e fazendo barulhos com a boca como se fosse um avião.
- Ela vai golfar em você e eu vou rir. – Anunciou e ele fez careta para ela.
- Sua mãe está com inveja, porque você só ri assim comigo. – Apoiou a garotinha nos joelhos e a fez dançar.
null voltou a cozinha pouco depois para retirar a lasanha do forno e gritou por null que foi até lá correndo, segurando Luna no alto e gritando: “Super Luna em ação”. Luna riu tanto que acabou babando na cabeça do jogador.
- Eu falei. – null implicou.
- Você falou de golfar, ela babou. – Respondeu sem dar muita importância. – Porque ela é uma babona por mim. – Entregou a garota para a massagista e fez uma dancinha na frente dela, fazendo ela gargalhar mais uma vez.
Como já era consideravelmente tarde quando null chegou, pouco depois dele terminar de comer, Luna dormiu e ele e null puderam finalmente matar a saudade.
null olhou para a bela mulher, completamente nua, deitada em um de seus braços e sorriu.
- A gente precisa conversar. – Sussurrou para ela.
- Precisa? – Perguntou franzindo o cenho e ele apenas balançou a cabeça.
- null, eu não posso mais fazer isso. – A massagista se pôs sentada na cama na mesma hora. – Digo... – Suspirou. – Eu não quero ficar com você assim. – Passou as mãos pelo rosto, completamente nervoso. – Ai, que inferno! Estou tão nervoso que nem consigo falar. – Se sentou também.
- null, está tudo bem se você quiser terminar. – Falou cautelosa. O jogador balançou a cabeça de um lado para o outro.
- Não é isso. – Riu. – Eu quero, sim, terminar, mas não com você. Na verdade, eu vou me separar da Chloe. – A mulher deixou o queixo cair. – Você vivia me dizendo que eu precisava achar alguém de verdade e não ficar em um relacionamento por comodidade... – Respirou fundo. – Eu meio que achei. – Segurou a mão dela e lhe fez um leve carinho.
- null...
- Não. Escuta. – Pôs o dedo em riste e ela riu. – Eu gosto muito de você, null, muito mesmo. E depois de ficar esse tempo com você, eu passei a entender seus conselhos. Eu vou terminar tudo com a Chloe, porque eu quero viver com alguém que eu ame de verdade, com alguém que eu goste de verdade. E eu queria muito que você me concedesse a honra de ser essa pessoa, mas se você não quiser, se não confiar em mim para isso, eu vou entender. Mas se você quiser, eu vou ser o cara mais feliz desse mundinho. – A massagista mordeu o lábio inferior enquanto o olhava. – Agora você pode falar. Eu já terminei. – Falou nervoso ao ver que ela não lhe respondia.
- Okay. – Ela falou com um leve sorriso.
- Okay?
- Sim. – Acenou com a cabeça. – A gente pode tentar. – null deu um sorriso maior do que a própria cara ao ouvir aquilo.
- Então a gente vai terminar agora. – Falou se levantando e a menina o olhou confusa. – Pra fazer as coisas direito... – Explicou. – Eu vou para casa, vou conversar com a Chloe e quando eu tiver devidamente separado, nós vamos sair num encontro de verdade. – Contou sorrindo. Parecia uma criança. null riu.
- Você vai aguentar esperar até lá? – Ele assentiu.
- Tudo certo dessa vez. – Voltou a dizer e ela sorriu.
- Tudo bem. – Se levantou e deu um selinho nele. – Estamos terminados.
null riu mais uma vez e null o acompanhou. Sentiam-se na adolescência novamente.
(...)
E aguentaram. Por cerca de oito meses, o único encontro que os dois tinham eram os da sala de massagem - com muito profissionalismo e sem piadinhas, o máximo que rolava era o desabafo de saudade que estavam sentindo - ou quando null ia a sua casa para ver Luna.
Depois de tanta espera, eles finalmente estavam saindo como casal novamente; um primeiro encontro. null sorriu animada como uma criança e o jogador riu da empolgação dela, ele estava a levando para ver o jogo do Chelsea contra o Leicester City. Luna estava junto deles, no canguru preso ao tronco de null, e ria o tempo todo de tudo, principalmente das palhaçadas que ele fazia.
null comprou os assentos na arquibancada, porque sabia que era aonde a mulher gostaria de estar, e podia jurar que nunca a vira tão animada. Ela gritava a todo momento, xingava os jogadores, o juiz, até com os gandulas conseguiu se irritar. E quando David Luiz fez um golaço marcando a virada do time, ele pôde jurar que ela enfartaria de tanto expressar seu amor pelo jogador.
- Melhor primeiro encontro. – null anunciou quando saíram do estádio, caminhando de mãos dadas, em direção ao carro dele.
- Fico feliz que tenha gostado. – Ele riu. – Por um momento achei que você fosse me trocar pelo David Luiz. Ou qualquer outro jogador Blues. – Ela o olhou indignada e deu um tapa em seu braço.
- Me respeita, null. – Riu junto dele. – Aonde vamos agora?
- Comer.
- Comer o que?
- O que você quer comer?
- Um hambúrguer bem gostoso.
- Gostoso que nem eu? – Fez um biquinho e ela fez careta.
null soltou a garotinha do canguru para coloca-la no bebê conforto que ele tinha comprado para deixar no próprio carro. Deu um beijo na bochecha dela e caminhou até o banco do motorista.
Colocaram no GPS onde seria o Burger King mais próximo e dirigiram até lá. Algumas pessoas pediram para tirar foto com o jogador e ele se desculpou com a massagista por isso, mas ela deixou claro que aquilo não a incomodava. Por fim, dirigiram para o apartamento dela.
- Você gostou? – null perguntou fazendo um carinho no rosto dela, já deitados na cama.
- Muito. – Sorriu assentindo.
- De qual parte você gostou mais?
- Do jogo, óbvio. – Riram. – E você?
- Da que fizemos agora. – Apontou para seus corpos nus abaixo da coberta e ela gargalhou.
- Você é ridículo.
- Mas você gosta de mim mesmo assim.
- Gosto. – Sorriu para ele.
(...)
Era definitivo. null tinha certeza que aquele tempo que passaram separados só serviu para fortalecer a relação deles. O casal tinha desenvolvido uma cumplicidade incrível e null podia dizer que confiava nele até de olhos fechados; claro que o sentimento era reciproco.
Para que a mulher melhorasse as coisas com a mãe dela, null fez questão de conhecer a sogra e anunciar que eles estavam namorando, dizendo com toda convicção o quanto ele amava null e Luna e fazendo a massagista surtar, já que nunca tinham falado as três temidas palavras um para o outro. Já em casa, ele lhe garantiu que estava sendo sincero, e que, sim, a amava demais, e ela ficou feliz em lhe contar que a reciproca era verdadeira.
Não muito tempo depois, a mídia descobriu o relacionamento e noticiava sobre o caso do jogador que se apaixonou pela massagista. E é claro que eles especulavam quando tudo tinha começado, o que, mais uma vez, deixava a mulher nervosa; ela não queria ser odiada por ter sido amante dele um dia. Mas null a tranquilizou quando deu uma entrevista contando a história dos dois, apenas a partir do momento que ele decidiu se separar.
Ela conheceu a família dele pouco tempo depois, no aniversário de vinte e oito anos do jogador, e, felizmente, tudo tinha dado certo e ela tinha se enturmado super bem, ganhando o coração de todos - inclusive da irmãs ciumentas de null, Lucy e Steph.
- null. – Iwobi chamou sua atenção. – Tá no mundo da Lua? – Ela riu.
- Estava pensando numas coisas. – Deu de ombros. – O que foi?
- Estávamos nos perguntando como você aguenta o null. – Özil respondeu. – Ele é mais criança que a Luna.
- Muito amor e paciência. De vez em quando eu tenho que colocar ele de castigo. Sem sobremesa hoje, null. – Fez uma voz grossa fingindo que estava brava enquanto observava a filha brincar com Curtys, filho de Pierre.
Os amigos do jogador riram e ele fez um: “ha-ha” mostrando que não estava contente com aquilo. Estavam reunidos no aniversário do camisa 20 do Arsenal, o defensor Mustafi, e null estava muito contente porque alguns jogadores do Chelsea também estavam lá e ela pôde tietá-los bastante.
- O null consegue ser mais criança que o David. – Willian contou.
- Eu não tenho culpa se sou feliz e vocês são amargos. – null reclamou, fazendo os amigos rirem.
- Igualzinho uma criança. – David negou com a cabeça.
- Eu não sei o que eu fiz para merecer isso.
- Ordem cronológica ou alfabética? – Iwobi perguntou e a mesa riu mais uma vez.
Com a madrugada se aproximando, Luna começou a ficar sonolenta e chamar: “papai”, null se levantou no mesmo instante e foi até a menina. Luna deitou a cabeça em seu ombro e assim ficou até a hora deles irem embora.
(...)
- Por que você está tão nervoso assim, meu Deus? – null perguntou enquanto arrumava os brinquedos de Luna.
- Eu tenho jogo daqui a algumas horas. – null respondeu completamente enérgico.
- Mas você tem jogo sempre, null.
- Hoje é diferente.
- Por que?
- Porque você vai estar lá.
- Mas eu já fui ver jogo seu antes.
- Mas é contra o Chelsea. Seu time do coração. – Ela deu de ombros.
- Não vai mudar muita coisa. Eu só não vou estar torcendo pelo seu time. – Ele lhe olhou completamente indignado.
- null, dá para você me deixar surtar em paz? – null gargalhou.
- Tudo bem, senhor nervosinho, fique a vontade. E cuide da sua filha, porque eu tenho que ir no mercado. – Apontou para a garotinha no chão e ele assentiu.
- Vai demorar? – null negou com a cabeça.
Ela tinha acabado de entender o motivo do namorado estar tão nervoso naquele dia.
Durante o intervalo do jogo do Arsenal contra o Chelsea, o telão do estádio filmou null entrando em campo com mais três amigos... David, Iwobi e Özil seguravam as placas escrito: “Casa comigo, null.” e null se ajoelhou no campo mostrando a caixinha com as alianças.
Ela levou as mãos a boca completamente chocada. Quando olhou para o lado, tinham dois guardinhas indicando o caminho que ela teria que fazer. Catou Luna, que estava ao seu lado, no colo e correu pelo caminho indicado, deixando a menina na entrada do campo e se jogando em cima do namorado assim que chegou perto dele.
- Eu te amo. – null falou, ajoelhada de frente para o, agora, noivo, enquanto ele colocava a aliança em seu dedo.
- Eu te amo muito mais. – A puxou em um beijo depois que ela colocou a outra aliança no dedo dele.
Depois disso, null assistiu o jogo de onde os jogadores reservas ficavam. Com a emoção a flor da pele, ela, novamente, xingou todos os jogadores do Chelsea por não estarem concentrados, xingou o noivo por ter feito dois gols e apontado para ela enquanto comemorava e gritou com Unai, técnico do Arsenal, mandando ele tirar null de campo, senão o time dela iria perder. Unai apenas riu e zombou dela, a chamando de chaveirinho do Arsenal, já que, por fim, Chelsea levou uma bela goleada - o que fez null brigar com null dizendo que nunca mais aceitaria um pedido de casamento dele durante os jogos.
(...)
Depois de muito conviver com a mulher e falar que a faria virar a casaca e torcer para o Arsenal, foi null que virou um blues e agora, até, jogava pelo Chelsea. null, da arquibancada, observou o marido brincar com os filhos - Luna que, agora, tinha oito anos e Leon de três - antes do jogo da final começar.
null chutou a bola para Luna que chutou de volta para ele enquanto Leon passava no meio deles tentando pegar a bola. Luna gargalhou quando o pai driblou fazendo Leon cair de bunda no chão, irritado, o mais novo pegou a bola nas mãos e correu pelo campo, sendo seguido por null. Quando null estava perto de alcançar o filho, David se pôs na frente e Leon mostrou a língua para o pai, que mesmo assim o pegou e o jogou pro alto.
Alguém passou por perto avisando que o jogo iria começar e eles caminharam até o túnel para fazer a formação. Sem demora, null apareceu novamente, segurando os filhos pelas mãos, um de cada lado. null logo se encaminhou para buscar suas crianças.
Quando voltou a arquibancada com os filhos, o juiz já tinha dado o apito para o jogo começar. Dali para frente foi só emoção, a massagista se recusava a ficar no camarote, gostava de sentir a torcida ao redor de si e ficava louca ao ver o time em campo. As crianças não passavam longe, sempre empolgados ao ver o pai jogando, Luna ajudava a mãe na gritaria, mandando null meter a bola na rede adversária, e Leon pulava na cadeira com as mãos para o alto.
Aos quinze minutos do primeiro tempo, Chelsea foi goleado pelo Liverpool.
- Si pierde esa mierda yo lo mato. – null gritou. Usava o pouco de espanhol que sabia naquelas horas, para xingar sem que os filhos entendessem. – Lo mato!
Trinta minutos depois, aos quarenta e cinco minutos, Álvaro fez um gol e o juiz decretou dois minutos de acréscimo.
- Dois minutos?! – null perguntou desacreditada. - Pero empujones esa mierda en el culo. Que diferença faz? – Luna riu. Ela não entendia o que a mãe falava, mas sabia que esta estava xingando.
- Calma, mãe. – Enlaçou seus braços. – É só o primeiro tempo. – A mais velha assentiu se acalmando.
- Querem comer alguma coisa? – Perguntou aos filhos.
- Pipoca! – Leon respondeu animado.
- Eu só quero uma coca.
- Tudo bem. Fique aqui e olhe seu irmão, vou comprar e já volto. – Avisou. A mulher andou até uma das barracas do estádio e comprou, depois de enfrentar uma certa fila, o que os filhos queriam mais uma cerveja para ela, precisava se acalmar. No meio do caminho de volta para a arquibancada foi parada por dois torcedores que pediram uma foto, ela riu, achava engraçada aquela parte, e os atendeu. Quando voltou aos filhos, os jogadores já estavam em campo e o juiz deu o apito para a partida continuar.
- Eles estavam só te esperando. – Luna falou rindo depois de tomar um gole de seu refrigerante. null sorriu de volta enquanto passava a mão em seus cabelos.
- É que eu sou importante. – Piscou.
- É verdade. – Comentou, logo deixando de dar atenção a mãe para olhar o jogo.
O terceiro gol do jogo logo veio, aos cinco minutos do segundo tempo, o placar estava dois a um para o Liverpool e seguiu assim até os quarenta minutos finais. Luna deixou algumas lágrimas escaparem de seus olhos enquanto sussurrava: “vamos perder” e a, agora, também, null sentiu seu coração apertar. Entretanto, como num milagre, segundos depois Hazard marcou mais um gol para o Chelsea. A família vibrou na arquibancada e o coração foi a mil.
Nos cinco minutos de acréscimo, a surpresa... null fez mais um gol e logo a partida foi encerrada. Três a dois para o Chelsea; o time tinha acabado de ganhar a Premier League.
null correu com os filhos para o túnel e os três ficaram de pertinho, observando o time do coração levantar a taça. Assim que foi liberado, eles entraram em campo e null pulou no colo do marido o enchendo de beijos.
- Homem da minha vida. – Ela falou sem parar de beijá-lo e ele riu.
- Só porque eu fiz o gol da vitória, senão iria até pedir divórcio. – null fez um bico.
- Me conhece tão bem. – Sorriu quando seus pés tocaram o chão novamente.
null foi parabenizar os outros jogadores enquanto null começava a comemorar com os filhos. Estava conversando com Willian e Giroud quando escutaram a comoção da torcida e se viraram para olhar. O jogo já tinha acabado, pelo que mais a torcida estaria vibrando?
Os três gargalharam quando acharam com o olhar Leon, sozinho, chutando a bola em direção ao gol. No meio do trajeto ele caiu em cima da bola, mas levantou rapidamente e continuou seu trajeto até alcançar o seu objetivo de balançar a rede. Quando o fez, a torcida gritou novamente, fazendo-o se sentir o querido e ele virou para o pai, que o olhava de perto, e levantou os bracinhos comemorando.
- Não acredito que terei mais um jogador de futebol em casa. – null falou quando chegou perto do marido e dos filhos. – Eu sou uma mulher sortuda, não sou? – Perguntou ao esposo.
- Só por me ter. – Fez um cara de convencido e ela gargalhou.
- É verdade. – Deu um selinho nele. – Eu sou muito sortuda por ter você.
- E eu sou muito sortudo por ter vocês. – Sorriu enquanto beijava a testa dela.
- Droga, null, eu amo suas mãos. – Ele disse com um sorriso ladino enquanto se levantava, já que a sessão já tinha acabado. null riu da indecência do rapaz.
- É, eu sei. Você diz isso sempre. – Ela caminhou até o canto da sala, onde tinha uma pequena pia, para tirar o óleo das mãos. – A gente se vê na próxima semana? – Perguntou ainda lavando as mãos.
- Bom, eu sei que você conta os dias, mas infelizmente terei que desmarcar. – Fingiu uma tristeza e a mulher gargalhou.
- Vai jogar? – Se virou para ele secando as mãos e ele assentiu. – Contra quem?
- Você deveria saber a escala do seu jogador preferido.
- Você não é meu jogador preferido. Sinto muito. – null abriu a boca em um falso choque e levou as mãos ao peito desnudo.
- Como assim, null? – Ela riu de novo. – Eu achei que nós tínhamos um acordo. Você passa a mão pelo meu corpo seminu e eu viro seu jogador preferido.
- Coloca sua camisa e sai da minha sala, null. – Apontou a porta gargalhando alto e sendo imitada por ele.
- Você não valoriza esse homem que te quer, null.
- Um homem casado devo ressaltar. – Colocou o dedo em riste.
- Detalhe. – Fez uma careta de desdém e a massagista semicerrou os olhos para ele.
- Sai daqui logo, null. – Disse enquanto ele colocava a camisa, depois que já tinha posto a calça.
- Quando você vai aceitar sair comigo, null? – Ele passou um dos braços pelo ombro dela enquanto caminhavam para fora da sala e ela revirou os olhos.
- Contra quem vai ser o jogo, null?
- Manchester.
- Bom, boa sorte! – Acenou para ele que sorriu se despedindo.
null era massagista do jogador do Arsenal há um ano. E há um ano ela recebia constantes cantadas e ele constantes foras. Ela não se importava, no entanto, ele nunca tinha feito nada além de enchê-la de elogios e convites para sair e inclusive tinha perguntado se isso a incomodava, ela tinha dito que não, mas que não aceitaria, já que ele era casado e ele falou que não desistia fácil. O único encontro que ele tinha conseguido, porém, eram os de quarta-feira à tarde na sala 02 da BodyRelax.
- Fala, minha princesa. – null deu um sorriso e um abraço na massagista assim que entrou na sala e ela riu.
- Tira a roupa e deita, null. – Deu um empurrão de leve nele.
- Assim? Sem nem um cinema antes? – Arregalou os olhos, fingindo ultraje, e null riu.
- Ninguém te merece. – Ela suspirou enquanto separava o material com um sorriso no rosto.
- Você me adora, null.
- Claro, continue se iludindo.
Não era mentira, null realmente adorava o jogador.
- Você viu o jogo? – Ele perguntou já deitado na maca de barriga para baixo.
- Vi. Vocês levaram um belo de um sacode.
- Amo seu apoio. – Ele murmurou, fazendo-a gargalhar. – Bem que você podia me dar um consolo e aceitar meu convite para sair.
- Aposto que a Chloe iria adorar isso. – null revirou os olhos, mesmo que ela não pudesse ver.
null começou a massagem em seus ombros e o homem soltou um suspiro.
- Você consegue estragar toda nossa brincadeira. – Reclamou feito uma criança e ela deu um leve sorriso.
- Eu só gosto de te lembrar que você tem uma esposa.
- Até ela esquece disso, por que eu não poderia? – Mexeu os ombros. – Chumbo trocado não dói.
- Então se separa.
- Quantas vezes nós vamos ter essa conversa?
- Quantas vezes você vai dar em cima de mim?
- Droga, nós vamos ter essa conversa para sempre. – Ela gargalhou, descendo as mãos para as omoplatas dele, e ele sorriu com o som. – Comodidade, null, comodidade. Ela tem um esposo rico que a banca e eu tenho uma foda fixa.
- Isso é triste.
- Eu nunca disse que era legal, só que eu já vi o suficiente para entender que é difícil conseguir alguém que não queira estar comigo apenas porque eu sou null null, o jogador do Arsenal. – Suspirou cansado e a massagista o acompanhou. – A maioria nem se importa se eu fodo bem, só querem o status de ter ficado com um jogador famoso. – null gargalhou. – É sério. Pelo menos a Chloe não tenta tirar tudo que eu tenho.
Para quem estava de fora poderia parecer grosseria do jogador dizer aquele tipo de coisa, mas eles já eram amigos e íntimos o suficiente para esse tipo de conversa - que não era a primeira vez que acontecia. null gostava de desabafar com a mulher, ela era uma boa ouvinte e não era fofoqueira, e null gostava de poder ser útil ao homem, não deveria ser fácil estar cercado de falsidade o tempo todo.
- A gente vai jogar contra o Chelsea daqui a duas rodadas. – Ele mudou de assunto e ela soltou um risinho.
- Está preparado para descer mais na tabela? – Cutucou a cintura dele e ele se encolheu com a cosquinha.
- Eu vou fazer você mudar de time ainda, você vai ver! – Falou convicto e ela gargalhou.
- Nem se o inferno congelar, null. – Debochou.
- Veremos.
No fim da sessão, null voltou a chamar null para sair e ela, como sempre, voltou a negar, o fazendo rir. Ele se despediu deixando um beijo na bochecha da mulher e ela ajeitou a sala para o próximo cliente.
Özil viu o sorriso do amigo, null, se virar em um quase diabólico, enquanto ele olhava as cadeiras do bar. Cutucou ele e espremeu as sobrancelhas como se perguntasse o que tinha acontecido, mas ele apenas elevou o sorriso e disse: "destino", caminhando até o bar de olho na morena incrível com o vestido preto colado ao corpo e ombro a ombro.
- Oi. – null chegou perto do grupo de mulheres que estava observando desde que tinha chegado e todas sorriram maravilhadas. Menos ela.
- O que você está fazendo aqui? – null perguntou desacreditada e ele riu.
- Pelo que parece, o destino resolveu unir a gente. – A massagista revirou os olhos.
- Você colocou algum detetive atrás de mim, null? – Semicerrou os olhos e ele gargalhou.
- Eu não sou um stalker maluco, null.
- Nunca se sabe. – Deu de ombros. – Volta para sua turma. – Virou o rosto para as amigas e ele riu enquanto enlaçava a cintura dela com o braço esquerdo. - Você não vai nem me conceder uma dança? – Ela voltou o olhar para ele. Um olhar totalmente entediado, o que o fez rir de novo.
- Não.
- Droga, null, eu te adoro.
- Acho que isso já ficou claro. – Falou como se não desse muita importância e ele sorriu para ela.
- Não vou mais te importunar. – Levantou a mão da cintura até o cabelo dela, colocando uma mecha para trás. – Qualquer coisa, você sabe onde me achar. – Depositou um beijo no ombro dela e se retirou.
- Boa noitada para você, null. – Ela riu se virando para olhá-lo enquanto ele voltava a sua mesa e ele levantou o polegar com um joinha sem olhar para trás.
- Desde quanto você conhece null null? – Talia foi a primeira a perguntar, completamente chocada com o flerte que tinha se desenrolado a sua frente.
- Ele é meu cliente. – null respondeu como se não fosse grande coisa e as amigas praguejaram por ela nunca ter contado isso.
- Como você não cede a um homem desses, null? Pelo amor de Deus! – Foi a vez de Lindsay reclamar e a mulher revirou os olhos.
- Pelo amor de Deus digo eu! Eu não vim aqui para ficar falando do null. Que é casado devo ressaltar. – As amigas bufaram, mas mudaram de assunto.
null passou a noite inteira observando a mulher, ele ainda tinha esperança de que ela iria cortar aquela de você é casado e ir embora com ele, mas o máximo que aconteceu foi ela lhe olhar de vez em quando, sentada com as amigas ou dançando. Deus! Ele teve vontade de agarrá-la no meio da pista, aquela mulher não era um pedaço de mau caminho, ela era o mau caminho todo.
No momento em que a observou se despedir das amigas, ele se despediu de seus companheiros também e se pôs para fora da boate, saindo antes dela. Segundos depois ela passou pela porta.
- null? – Perguntou numa falsa surpresa. – Você também está indo embora agora? Olha, se isso não é destino, eu não sei o que é. – Ela gargalhou tremenda cara de pau do jogador.
- Isso é você me olhando a cada instante, null. – Pegou o celular para chamar o Uber.
- Se você sabia que eu estava te olhando, é porque você estava me olhando também. – Passou o braço direito pelos ombros dela observando o celular dela. – Um Uber? Não precisa disso, eu posso te dar uma carona. – Ela riu.
- Não, obrigada.
- Tudo bem então. – Soltou dos ombros dela. – Mas vou esperar aqui com você para você não ficar sozinha. – Se apoiou no poste tomando conta dela.
- Obrigada. – Ela pediu com um sorriso genuíno.
Porém, depois de alguns bons minutos, o Uber ainda não tinha chego e null começou a ficar impaciente, principalmente vendo que a única saída seria aceitar a carona de null.
- E então? – Ele arqueou uma das sobrancelhas com um sorriso debochado vendo que ela tinha cancelado o pedido de corrida.
- Vamos, null. – Cruzou os braços caminhando com ele até o estacionamento.
null entrou no banco do carona e suspirou, não acreditando que estava sendo obrigada a fazer aquilo, passou o endereço para null e mexeu no celular para se distrair, jogando um joguinho que tinha baixado recentemente. Pouco tempo depois, sentiu a mão do jogador repousar sobre sua coxa, olhou para ele que fez a cara mais cínica que poderia e tirou sua mão dali, com uma falsa expressão de nojo, fazendo-o rir. Quinze minutos depois estavam na portaria de seu belo prédio.
- Obrigada de verdade, null. – Deu um beijo em sua bochecha e se virou pronta para abrir a porta do carro.
- Não acredito que você não vai me convidar para subir. – Ele falou chocado e ela riu.
- Eu nunca disse que iria. – Deu de ombros e abriu a porta.
- Mas eu quero água, null. Você vai me negar um copo d’água? – Falou como se realmente precisasse daquilo.
- Fico chocada com a sua cara de pau.
- Você vai me dar água? – Fez cara de cachorro que caiu da mudança.
- Um copo, null e depois você vaza. – Informou com o dedo em riste e ele assentiu com a cara mais inocente que podia fazer.
Desligou o carro e saiu atrás dela, que já estava segurando o elevador. As portas se abriram no oitavo andar e null andou, seguindo a mulher pelo corredor, até o apartamento 803.
- Oi, Henry. – Ela disse assim que entrou e o jogador reparou no garoto sentado no sofá.
- Ah! Oi, null. – Se levantou. – Ela já está dormindo. – Falou e null assentiu enquanto tirava algumas notas da carteira e entregava ao menino.
- Desculpa a demora. Eu tive um problema com o Uber e... – Parou de falar ao ver o menino olhar fascinado para a pessoa atrás dela.
- null? – Ele perguntou confuso e o jogador riu e estendeu a mão.
- Tudo bem? – null perguntou e o garoto assentiu com a boca escancarada.
- Obrigada, Henry. – null falou querendo cortar o momento.
- Tudo bem. – O menino voltou a si e saiu porta a fora.
- Quem era? – null apontou com o polegar para a porta atrás de si.
- Minha babá. – Sorriu inocentemente e o homem arregalou os olhos.
- Você tem filho?
- Uma linda menina.
- Por que você nunca me contou isso?
- Você nunca perguntou. – Deu de ombros e se virou caminhando até a cozinha. Segundos depois, voltou com um copo de água e o entregou. – Sua água. – null bebeu rapidamente.
- Eu posso ver?
- O que?
- Sua filha. – null enrugou as sobrancelhas.
- Por que?
- Eu gosto de crianças. – Ele sorriu. – Sou o tio preferido dos filhos dos meus amigos. – Falou como se fosse um prêmio.
- Tudo bem. Vem. – Chamou com a mão.
Andaram pelo corredor até um quarto com a porta pintada de rosa bebê e uma Lua em branco. null abriu a porta devagar e o jogador praticamente correu até o berço e se debruçou em seguida, olhando a neném dentro do berço.
- Ela ainda é uma nenenzinha. – Falou baixinho olhando para a bebê do mesmo jeito que Henry tinha lhe olhado minutos atrás.
- Sim, ela é. Só tem um ano e dois meses. – Ele sorriu completamente encantado.
- Ela é linda.
- Puxou a mãe. – Falou convencida e colocou as mãos na cintura fazendo-o olhá-la.
- É verdade. – Voltou sua atenção para o berço rapidamente.
null deitou com o rosto nas grandes do berço e fez um leve carinho nos dedinhos da menina.
- Eu queria ser pai, mas a Chloe não quer estragar o corpo dela. – null mordeu o lábio inferior vendo a confissão do homem.
Ela esperava tudo de null quando soubesse que ela era mãe, menos aquela reação. Na verdade, ela tinha certeza que ele iria desistir de cantá-la no segundo que descobrisse aquilo, mas não foi bem isso que rolou.
- Ela sugeriu que contratássemos uma barriga de aluguel, mas não vai ser a mesma coisa, né? – Olhou para a mulher de pé ao seu lado. – Tipo... Eu quero ficar babando no barrigão, sabe? Conversar com ela, essas coisas. – Suspirou e se levantou. – Vamos. Não quero acordá-la. – Caminhou para fora do quarto e null assentiu, mas se abaixou primeiro para dar um beijo na filha.
- Às vezes, – null começou, enquanto fechava a porta do quarto da filha e se apoiava na mesma. – Eu acho que você é precioso demais para esse mundinho. – Riu levemente e ele lhe acompanhou. – Bom, já viu minha preciosidade, já bebeu sua água... – Deixou no ar e ele semicerrou os olhos para ela.
- Você não vai nem me dar um beijo? – Apoiou as mãos no lado da cabeça dela e aproximou seus rostos consideravelmente.
null mordeu o lábio inferior afetada pela aproximação. Fala sério, null era um homem e tanto, ela não podia negar.
- Não, null. – Respondeu com a voz carregada e ele sorriu. Um sorriso quase diabólico.
O jogador se aproximou mais ainda, passando o nariz pela bochecha dela e levou a boca até o ponto embaixo de sua orelha, onde depositou um beijo.
- Um só. – Sussurrou e null sentiu seu estômago revirar.
- null, por favor. – Pediu sofrendo.
- Por favor o quê? – Ele continuou com a boca próxima ao seu ouvido e depositou outro beijo ali.
- Não faz isso. – A voz dela estava completamente fraca e ela levou suas mãos até os ombros dele.
null pensou que ela lhe empurraria, mas as mãos migraram de seus ombros para sua nuca e ela lhe puxou acabando com aquela tortura e iniciando um longo beijo. Ela gemeu contra sua boca, quando ele desceu uma das mãos e a abraçou puxando para perto e apertando sua bunda. Se afastaram quando o pulmão clamou por ar, mas null desceu com a boca para o pescoço do homem, distribuindo algumas mordidas e fazendo-lhe lhe apertar ainda mais contra ele.
- Droga, null. – Ela choramingou e empurrou ele.
O homem se encostou na parede de frente para ela, tentando estabilizar a respiração. Ele abriu a boca, prestes a falar, mas ela fez que não com a cabeça e levantou o dedo para ele.
- Não.
- null. – Ele tentou se aproximar dela novamente, mas ela esticou uma das mãos o parando no meio do caminho.
- Não. – Com a outra mão, pôs o dedo em riste novamente.
- null. – Tirou a mão dela de seu peito e se aproximou dando alguns selinhos em sua boca.
- null! – Resmungou, mesmo que retribuísse os castos beijos que ele lhe dava e enrolasse os dedos no cabelo dele, fechando os olhos e aproveitando os beijos que tinham descido para o seu busto.
Usando muito de seu autocontrole, ela o empurrou de novo. Não totalmente, para isso ela ainda não tinha forças, ele ainda continuava parado a sua frente a meio palmo de distância, porque, na verdade, ela estava em dúvida.
Droga, ela deveria ter esperado o Uber.
- Você quer que eu vá embora? – Perguntou completamente sério dessa vez, sem insinuações. Ele não era um babaca, respeitaria o desejo dela se ela realmente não quisesse aquilo.
- Não. – Ela falou, mas depois passou a mão pelo rosto. – Sim. Eu não sei. Merda! – null sorriu.
- Me deixa, pelo menos, te dar prazer. – Levou uma das mãos até a nuca dela e a enfiou por dentre os cabelos. – Eu sei que você quer. – Puxou os cabelos ali, fazendo-a deitar a cabeça para o lado e expor o pescoço, onde ele deixou um chupão que a fez resfolegar. – Deixa eu sentir seu gosto. – Sussurrou ao pé do ouvido dela e levou uma das mãos até a intimidade da mulher, ainda por cima do vestido. null gemeu.
- null.
- Pode ser assim? – Perguntou com a boca sobre a boca dela.
- Pode. – A massagista respondeu com a voz fraca.
Ele sugou o lábio inferior da mulher e gemeu contra a boca dela quando sentiu a mão dela acariciar seu membro, mas tirou a mão dela dali logo depois a repreendendo com o olhar.
- Não comece o que você não vai terminar. – Beijou-a. – Onde é seu quarto? – Perguntou e ela não respondeu, apenas desgrudou da porta atrás de si e se virou andando para o fim do corredor com o jogador em seu encalço.
null levantou o vestido dela, o tirando completamente, assim que adentraram o quarto e fechou a porta atrás de si com o pé. Os dedos dele encontraram o caminho para dentro da calcinha dela instantaneamente, se deliciando com quão molhada ela estava. Esfregou um dedo no clitóris dela e ela apoiou as mãos em seus ombros, levando a boca para gemer no ouvido do homem e deixar alguns beijos ali.
null foi empurrando-a para trás, até ela sentir a cama atrás de seus joelhos e se sentar, tirou sua calcinha e abriu suas pernas, se ajoelhando no chão e se pondo no meio delas. O jogador passou a língua pelos lábios observando a carne inchada a sua frente e, sem demora, sua língua entrou em contato com o clitóris da mocinha, fazendo-a gritar e agarrar os cabelos dele.
Ele mordeu levemente o ponto dela e depois retesou a língua, descendo com ela até a entrada da mulher. null arqueou o corpo, sentindo-o se arrepiar por inteiro e chamou pelo nome do homem algumas vezes, enquanto o apertava contra si. null sugou o clitóris dela de novo e enfiou um dedo em sua entrada, começando um movimento de vai-e-vem.
Pouco depois, introduziu mais um dedo, ainda a chupando. Não demorou muito para ele sentir o interior apertar seu dedo ao mesmo tempo que ela ficava mais ofegante e, então, ela se desmanchou em sua boca.
null sorriu, tirou os dedos de dentro dela e se levantou, levou os dedos até a boca em seguida, tendo o olhar da mulher sobre si a cada segundo. Se debruçou por cima dela e sussurrou:
- Você é deliciosa. – Iniciou o que ele pensou que seria um rápido beijo, mas a mulher o segurou o puxando contra ele. – Não foi isso o que você me pediu. – Deu um selinho nela. – E eu vou respeitar o que você me pediu na hora que não estava tão... Tão. – Deu de ombros.
- null. – Ela chamou manhosa, sentando-se na cama, ao ver que ele realmente estava indo embora.
null riu e se aproximou dela, lhe dando mais um beijo.
- Até quarta. – Sorriu. – Descansa. – Deu mais um selinho e partiu.
- Merda. – Foi a primeira coisa que null disse ao acordar no dia seguinte.
Deus! Ela tinha dormido a noite toda como um bebê, inclusive esquecendo-se que ela tinha uma bebê!
- Ai, o que eu fiz, Jesus?
Se levantou, reparando que ainda estava como na noite anterior - o vestido levantado e sem calcinha -, a diferença é que não estava na beirada da cama e estava coberta. Caminhou até o quarto da filha apenas para constatar que, felizmente, ela ainda estava dormindo, depois voltou ao seu quarto, separando uma roupa para tomar banho. Teve que terminar o banho rapidamente, pois, no meio do processo, escutou aquele leve chorinho de sua pequena.
(...)
- Fala, minha princesa. – null repetiu a fala de sempre, mas dessa vez com um sorriso ladino complemente malicioso. null respirou fundo, preparando-se para a tortura que seria aquilo.
- Só deita, null. – Murmurou já cansada e o homem riu.
O jogador tirou a roupa, dobrando-a no canto da sala como sempre fazia e se deitou na maca.
- Como foi seu fim de semana? – Perguntou assim que sentiu as mãos dela em seus ombros. – O meu foi ótimo. – Virou um pouco a cabeça para mostrar-lhe seu sorriso, mas null resolveu não responder. – O gato comeu sua língua, null?
- Você não vai calar a boca? – null tirou as mãos dele e cruzou os braços o olhando, sua intenção era fazê-lo parar, mas ele apenas riu novamente.
- Eu só perguntei como foi o seu fim de semana. – Mexeu os ombros e a massagista desistiu de tentar ignorá-lo.
- Foi ótimo, null. – Respondeu por fim.
- Imaginei. – Falou afetado e ela lhe deu um leve soco nas costas, o que o fez gargalhar. – Poderia ter sido melhor, você sabe... – Ela acabou rindo.
- Você parece uma criança.
- Uma criança muito feliz por ter ganhado o presente que pediu de Natal. – Ele ressaltou, fazendo-a revirar os olhos.
- Meu ego agradece, estou me sentindo a Megan Fox. – A mulher correu com os dedos pelas costas dele.
- Você é melhor que ela, princesa.
- Devo ser. – Riu.
Depois disso, null parou de perturbar null e passou apenas a curtir a boa massagem que ela sabia fazer, conversando sobre bobeiras como sempre faziam.
- null. – Chamou e a mulher respondeu com um: "hm". – Você não me falou o nome da sua filha.
- É Luna.
- Hm... É um nome bonito.
- Obrigada.
- Posso perguntar uma coisa? – Pediu.
- Desde quando você pede permissão? – Ela zombou.
- É que é algo meio particular. – O jogador respondeu cauteloso.
- Pergunta e vira. – Deu um tapinha em seu pé e ele virou.
- A Luna tem pai? – Observou a reação da mulher, que agora tinha as mãos em suas coxas, enquanto perguntava. Ela suspirou.
- Não.
- Por quê?
- Porque ele resolveu que não queria ser pai.
- Sinto muito.
- Está tudo bem. Graças a Deus, sempre tive uma condição de vida boa e tive minha família para ajudar.
- É, mas ela vai sentir falta um dia. – Ele comentou e viu a massagista balançar a cabeça concordando.
- É só isso que corta o meu coração.
- Você nunca pensou em o levar até a justiça? – null suspirou de novo.
- Eu pensei, null, por muito tempo. Durante toda minha gravidez, na verdade, mas decidi que não valia a pena. Ele é um jogador, assim como você, eu anunciei que estava grávida e ele falou que não era dele, porque nós sempre nos protegíamos, e que eu só queria me aproveitar do dinheiro que ele tinha. – null enrugou a testa e abriu a boca chocado.
- Mas você... Há quanto tempo você estava com ele?
- Um ano. Só com ele. Ele sabia que era dele, ele só não quis e inventou uma desculpa qualquer para fugir da responsabilidade e eu decidi que não queria na vida da minha filha uma pessoa como ele. – Deu de ombros. – Então... quando ela um dia perguntar sobre, eu vou ser sincera e falar que ele não merecia uma maravilha como ela. – Sorriu e null a imitou.
- Ele é um babaca. – Cuspiu irritado.
- Sim, ele é.
Mais alguns minutos e a sessão tinha acabado. null se levantou, colocou sua roupa e voltou à maca novamente, sentando-se sobre ela enquanto observava null lavar as mãos.
- E então... – Ele começou e a massagista olhou por cima do ombro. – Quando nós vamos ter aquele encontro? – Ela revirou os olhos, desacreditada.
- Desiste, null.
- Você vem me pedir para desistir agora? – Mordeu o lábio inferior parando com os olhos na bunda dela que ficava perfeita naquela calça branca.
- null, pelo amor de Deus! – Ele desceu da maca e, com passos largos, caminhou até ela.
Jogou seus cabelos para um lado só e a abraçou pela barriga, trazendo-a para si e fazendo-a parar de lavar as mãos. O jogador de um beijo no lado do pescoço que deixou livre e sussurrou:
- Aceita logo, null. – Ela soltou um leve suspiro. – Nós dois sabemos que você quer isso tanto quanto eu. – Deu mais um beijo em seu pescoço.
Ela riu, se virando e empurrando ele, sem acreditar no que iria dizer.
- Okay. – null abriu o maior sorriso que ela já tinha visto. – Você tem meu telefone, certo? – Ele assentiu.
Sim, ele tinha - desde sempre -, mas nunca a importunou através dele. Primeiro porque a mulher tinha ameaçado lhe bloquear caso fizesse, segundo porque ele realmente não ficaria a importunando, não era do feitio dele... Ele gostava de fazer aquilo pessoalmente.
null enfiou uma das mãos por entre os cabelos dela e a puxou para um beijo, mordeu o lábio inferior dela quando terminou e falou com a voz baixa e rouca:
- Eu te passo as informações. – E, com mais um selinho, virou as costas para a mulher e deixou a sala.
- Pelo jeito você não aprende com os erros do passado, né, null. – A massagista falou consigo mesma.
- Você vai sair com o null? – Henry perguntou vendo a mulher se olhar no espelho a cada cinco minutos.
Ela se virou para ele e juntou as sobrancelhas.
- Por que você acha que eu vou sair com o null?
- Porque ele estava aqui aquele dia e agora você está toda gatona. – Fez movimentos exagerados com as mãos mostrando ela. null riu. – Como você conhece ele?
- Sou massagista dele.
- Você pode me conseguir um autógrafo? – null semicerrou os olhos para o garoto.
- Achei que você fosse torcedor do Chelsea.
- Eu sou, mas é o null null! Ele joga na seleção e tudo. – Falou impressionado e null riu.
- Vou ver o que consigo fazer por você.
- Então você vai mesmo sair com ele? – Perguntou de novo.
- Vou, Henry.
- Ele é sortudo. – Falou olhando a mulher de cima a baixo e null riu de novo.
A mãe de Henry já tinha lhe dito que ele tinha uma quedinha por ela e apesar de Henry ser um amor de garoto e muito bonito também, só tinha dezoito anos.
O celular da massagista vibrou dentro da bolsa e ela o pegou.
- null chegou. – Disse guardando o celular novamente. – Eu não devo demorar muito. Eu acho.
- Eu demoraria. – O garoto deu de ombros e null prendeu o riso. – Bom jantar.
- Obrigada, Henry. Qualquer coisa, me ligue. – Ele assentiu e a mulher sumiu fechando a porta atrás de si.
Mordeu o lábio inferior nervosa enquanto esperava o elevador, ainda dava tempo de desistir, certo? Ela queria desistir? Não, era óbvio que não, mas ela também não queria ser mais um dos casos do jogador - se bem que ela já tinha sido. Entrou no elevador e em segundos estava no térreo, onde null a esperava na portaria.
- Fala, minha princesa. – Cumprimentou com um sorrisão e ela revirou os olhos com um sorriso no rosto também.
- Oi, null. – Ele fez um bico.
- Uau, que animação. – O jogador apresentou um sorriso sarcástico e ela acabou rindo.
Ele enlaçou a cintura dela, a puxando para perto e lhe deu um rápido beijo.
- Me cumprimenta do jeito que eu mereço, null. – Falou com o nariz grudado no dela e ela o empurrou.
- Não aqui.
- Você está com vergonha de mim? – Colocou a mão no peito em um falso choque e ressentimento.
- Você ainda é casado e eu ainda tenho uma reputação a zelar. – Começou a andar para fora do condomínio e ele lhe alcançou segurando sua mão.
- Mas o oral era bom demais para deixar passar, certo? – Replicou com um sorriso malicioso.
null abriu a boca para responder, mas não saiu nada. Ela não sabia o que responder. Era verdade, o oral tinha sido um forte fator para ela aceitar o jantar com ele.
- Pelo menos, você está comigo porque eu fodo bem e não porque jogo bem. – Ele riu abrindo a porta do carona para ela.
- Eu não sei disso. – Ela respondeu quando ele se sentou ao seu lado e ele enrugou a testa em confusão. – Não sei se você fode bem, nós não fodemos. – Deu de ombros e colocou o cinto. null sorriu.
Quando se virou para ele, ele estava perto demais.
- Essa noite – Começou com a voz baixa bem próximo a ela. – Você vai descobrir que, sim, eu fodo bem. – null passou a língua pelos lábios e ele sorriu para ela enquanto voltava a sua posição para poder dirigir.
- Aonde vamos? – A massagista mudou de assunto sentindo um calor inundá-la de repente.
- Surpresa. – Sorriu sem olhá-la dando a partida no carro.
Eles seguiram a viagem em um silencio confortável. null, obviamente, fez questão de deslizar a mão na coxa da mulher, o que fez ela rir, principalmente ao ver o sorriso de criança feliz que ele ostentava no rosto. Não muito tempo depois, eles chegaram ao restaurante e null revirou os olhos ao perceber onde estavam.
- Você é muito metido, null. – Disse vendo a fachada do restaurante do Jamie Oliver, o Barbecoa.
null riu.
- Tem que ser marcante, né?
E foi. A comida estava deliciosa, o ambiente era super aconchegante e null era um verdadeiro cavalheiro quando queria. O papo também estava excelente.
Quando o jantar acabou, null enlaçou a mão da mulher e os dois saíram porta afora em direção ao carro do jogador. Pela primeira vez naquela noite, null se sentiu nervosa e se perguntou se deveria mesmo continuar com aquilo. Como se lesse seus pensamentos, após abrir a porta do carro para ela, null perguntou: - Você está bem? – Ela piscou algumas vezes o olhando. – Eu posso te levar para casa se você quiser, null. Você não precisa se sentir obrigada a transar comigo por causa do jantar. – null mordeu o lábio inferior, ainda sem tirar os olhos do jogador.
- Eu estou bem. – Sorriu. – Vamos logo. – Empurrou ele e puxou a porta do carro para fechá-la.
- Então você tem certeza? – null perguntou de novo assim que entrou no carro.
- Você quer desistir, null? – Semicerrou os olhos para ele.
- Claro que não, maluca. – Riram juntos. – Só quero que você curta isso de verdade.
Ela se aproximou dele para lhe dar um beijo, sussurrando em seguida:
- Dever seu me fazer curtir. – Piscou e ele riu, finalmente dando a partida com o carro.
A mão dele foi parar em sua coxa de novo, mas, dessa vez, ele foi além... Ainda dirigindo e sem tirar os olhos da estrada, ele subiu pela coxa da mulher até chegar em seu sexo, null mordeu o lábio em antecipação e olhou para ele. Tudo que null fez foi lhe dar uma rápida piscadela enquanto enfiava os dedos por dentro de sua calcinha e instigava seu clitóris. Ela rebolou contra os dedos dele e pressionou a cabeça no banco, enquanto acariciava os próprios seios.
De vez em quando, null desviava os olhos para ver a mulher se contorcer, mordendo o lábio inferior para segurar os gemidos e fechando os olhos com força. Porém, quando ela estava prestes a gozar, ele parou. Olhando a mulher que tinha uma expressão que beirava a indignação, ele falou:
- Chegamos.
Só então null se deu conta de que eles já estavam dentro do estacionamento do hotel. Ajeitou o vestido e se levantou para sair do carro, ignorando o olhar e o sorrisinho debochado dele.
Já dentro do quarto, null sorriu para a mulher a sua frente, observando-a encarar o quarto. Envolvendo null pela cintura, beijou-lhe o pescoço e suspirou contra seu ouvido:
- Consegui te impressionar, null?
- Já vi melhores. – Riu e beijou o bico emburrado que ele fez.
null logo tratou de aprofundar o beijo e os dedos macios de null envolveram os curtos fios de seus cabelos, puxando-os em resposta positiva aos beijos e chupões que ele depositava, agora, no pescoço da jovem massagista. As mãos do jogador desceram até encontrar a barra do vestido dela, suspendendo-o e o tirando, em seguida. null o ajudou levantando as mãos para que o vestido passasse e, então, levou as mesmas mãos para tirar a camisa dele.
Sentindo os prazeres que os dedos dele, dentro de sua calcinha, causavam ao continuar o que tinha começado no carro, ela gemeu enquanto desabotoava a calça dele e a empurrava para baixo junto da cueca.
null empurrou a mulher até a cama, onde ela caiu de costas, e soltou um leve assobio; ela era simplesmente perfeita.
- Você não sabe o quanto eu sonhei com isso. – Falou antes de cobrir null com seu corpo.
As bocas se encontraram novamente em um beijo completamente luxurioso e, em pouco tempo, null já tinha livrado null da lingerie que os atrapalhava.
null empurrou null, fazendo-o sentar na cama e ajoelhando-se na frente dele, começou a masturba-lo enquanto chupava só a cabecinha. Esfregou uma coxa contra a outra tentando desfazer a tensão de seu sexo, o que não passou despercebido por ele. O jogador a puxou pelos cabelos para um beijo urgente e aproveitou para sentá-la em seu colo.
- Eu me lembro que você falou, em algum ponto da noite, que não podia demorar. – Sussurrou enquanto distribuía alguns beijos no ombro dela e direcionava seu membro, já devidamente protegido, até a entrada dela, fazendo-a deslizar lentamente, dando um longo gemido ao sentir a profundidade que essa posição proporcionava. – Você é simplesmente deliciosa.
Os beijos logo desceram para o busto da mulher, enquanto a sentia rebolar em cima de si, estimulando-o a se movimentar. Mordiscou um dos seios dela e desceu a mão para estimular-lhe o clitóris, deixando que null se movesse e ditasse o ritmo. Ele simplesmente não podia, não queria, fazer de outra forma.
Os gemidos dos dois preencheram o ambiente. O jogador navegava com as mãos por todo corpo da massagista, querendo gravar, apertar e estimular cada centímetro, enquanto ela se atinha em aperta-lhe os ombros e deslizar as unhas por suas costas.
Enfim ter essa mulher em seus braços, sentir seu cheiro, ter sua pele roçando na dele, ouvindo-a soltar um gemido fino enquanto controlava toda a situação, era simplesmente o paraíso. No momento que enfiou mais fundo as unhas em suas costas, mordeu o lábio e sentou mais fundo no colo dele, seguido por uma rebolada, que ele soube que ela tinha chegado ao seu ápice, e não pôde fazer mais nada além de acompanha-la, liberando toda sua tensão.
E foi, também, nesse exato momento que ele soube que tinha acabado de se perder e se encontrar na mulher que, agora, respirava pesadamente abraçada a ele.
Completamente exaustos, descansaram um pouco e tomaram um banho antes que null a levasse de volta para casa.
Quando null chegou em casa seus os olhos pesavam e seu corpo ainda estava quente. Riu, sentindo-se automaticamente mais alerta, ao se deparar com Henry dormindo no sofá. Acordou o garoto, o pagando e pedindo desculpas pela demora, e o mandou para casa. Foi até o quarto de Luna para conferir a menina e depois, finalmente, deitou em sua cama para dormir.
- Aqui é o castelo da Disney? – null perguntou assim que entrou na sala de massagem. null juntou as sobrancelhas, expressando sua confusão. – É porque estou vendo uma princesa aqui. – Apontou para a massagista que gargalhou.
- Tira a roupa e deita na maca, null. – Revirou os olhos ainda rindo.
- Ai, só tiro se você tirar também. – Colocou as mãos na frente do corpo fingindo se proteger.
- null, eu vou te bater. – A mulher anunciou já lhe dando um tapa no braço.
- Legal é que você avisa, né. – Debochou enquanto tirava a blusa.
Depois de tirar a roupa, null deitou na maca de barriga para baixo e null começou a massagem.
- Minha babá perguntou se tinha como você dar um autógrafo para ele. – null riu.
- Ele é torcedor do Arsenal?
- Não. Mas parece que você é o null null que joga até pela seleção. – O deboche escorreu da boca da mulher e ele gargalhou.
- Adoro a forma como você expressa o seu amor. Semana que vem eu trago uma camisa autografada para ele.
- Ele não é um Gunner, null. – Insistiu.
- Mas é que eu sou o null null.
null estava surpresa. Já tinha meia hora que null havia chegado e ainda não tinha feito uma piadinha sobre a noite que eles compartilharam e ela pensou que, de repente, agora que ele tinha conseguido o que queria, iria parar. Não sabia se estava contente ou triste por isso.
No entanto, na hora que estava indo embora, ela entendeu que o homem só estava pensando na melhor forma de fazer aquilo.
- Avisa a sua babá – Ele começou. – Que eu levo ele para conhecer todos os jogadores do Arsenal se ele te convencer a sair comigo de novo. – null deu um sorriso ladino.
- Marca o dia. – Respondeu, escorada no batente da porta, quando ele saiu da sala. – Do meeting e do encontro.
No entanto, antes que o jogador pudesse falar alguma coisa, ela fechou a porta da sala, deixando-o com um sorriso babaca do outro lado.
- Tchau, Henry.
null se despediu do garoto entrando no apartamento de null, enquanto Henry entrava no próprio, que era ao lado.
Ele tinha levado o garoto - e null junto da filha - para assistir um treino do Arsenal, conhecer as instalações e falar com os jogadores. O dia tinha sido bem divertido e leve, mas a verdade é que null não aguentava mais esperar pela parte que viria depois daquilo.
Assim que null colocou uma Luna já adormecida no berço, ele puxou a mulher para fora do quarto e, andando em direção ao quarto dela, cobriu a boca dela com a sua. As mãos imediatamente correram até o fecho do short dela e o abriu, fazendo-o escorregar por suas pernas logo em seguida. null enlaçou uma das pernas na cintura do homem, procurando mais contato e ele enfiou a mão dentro de sua blusa para alcançar um de seus seios.
A massagista deu um gemido audível quando a mão gelada dele entrou em contato com o bico de seu seio e arrastou as unhas pela nuca dele. null subiu a blusa dela e desceu com os beijos pelo pescoço, passando pelos seios, e dando atenção a cada um, depois, se ajoelhando no chão, continuou descendo pela barriga até chegar na barra de sua calcinha.
null prendeu a respiração, ansiosa, quando ele tirou-lhe a calcinha e colocou uma de suas pernas acima do ombro. Contudo, quando a melhor parte viria, um choro fino, vindo do quarto ao lado, se fez ouvir. Ela olhou o jogador com um sorriso completamente frustrado e ele apenas deu de ombros enquanto se levantava e lhe entregava sua calcinha.
Enquanto null se vestia, null foi até o quarto da bebê e a pegou do berço.
- Sua empata foda. – Sussurrou para a garotinha, mas esta apenas se aconchegou no peito dele. – Por que você estava chorando, hein? – Fez uma voz de neném e escutou a risada de null atrás de si. – Não ri que eu tô bravo. – Fez voz de criança de novo e completou com um biquinho.
- Discuspa. – null entrou na brincadeira e eles riram juntos.
- Acabei de ter plena consciência de não tenho maturidade para ter uma criança. – Riu de novo.
- Pois eu acho que você se sairia muito bem. – Comentou observando o jogador ninar a filha.
null estava fazendo todo um trabalho psicológico, se preparando para a hora que null chegaria com as piadinhas, olhadas e sorrisos sedutores. Já eram duas da tarde, então ele já estava prestes a chegar; o jogador era muito pontual, poucas eram as vezes que ele não estava dentro da sala no exato horário marcado.
Menos de cinco minutos depois, null passou pela porta.
- Fala, minha princesa. – null riu.
- Oi, null. Tudo bem?
- Tudo ótimo. Viu o jogo ontem? – Deu um sorrisinho malandro. Chelsea tinha perdido, o que fazia o Arsenal subir na tabela.
- Não vamos conversar sobre isso, null. A não ser que você queira que eu enfie uma faca em você. – Semicerrou os olhos para ele. O jogador apenas riu, já tirando a roupa e se deitando na maca em seguida.
- Você está de mau humor, null? – Perguntou quando sentiu as mãos dela em sua panturrilha.
- Estou, null. – A voz dela soou grossa e ele riu mais uma vez e calou a boca.
A massagem seguiu sem muito alardeio. Quando já estava deitado de barriga para cima, null inquiriu:
- Sabia que eu conheço uma boa técnica para melhor o humor? – O sorriso em seu rosto indicava que a técnica não era algo muito inocente. – Se chama sexo.
null abriu e fechou a boca algumas vezes, sem saber o que responder e null viu aquilo como uma deixa, sentando-se na maca rapidamente e a puxando para si.
- null, estamos no meu trabalho. – Sussurrou.
- Seu trabalho é me fazer relaxar. – Sussurrou de volta, bem perto do ouvido dela. – Sexo me relaxa. – Mordeu o lóbulo da mulher e ela deixou escapar um suspiro.
- Se eu perder meu emprego, eu te mato.
- Eu não conto para ninguém, se você não contar. – Falou enquanto descia da maca e a puxava para um beijo. null suspirou novamente.
- Daqui a pouco você tem que ir embora. – Ela constatou exasperada.
- Tempo o suficiente para uma rapidinha. – Deu um sorriso cheio de malicia ao mesmo tempo que abria a calça da mulher e a empurrava para baixo.
Depois que null chutou a própria calça enquanto null tirava a cueca, foi a vez de sua calcinha sair do caminho e assim que null encostou na parede, esfregando o membro em seu clitóris, ele riu.
- Você já está molhada. – Sussurrou com a boca no pescoço dela, causando leves arrepios. – Vira. – Mandou e a massagista obedeceu prontamente.
null separou as pernas da mulher e se enfiou nela logo em seguida, estocando e sussurrando safadezas ao pé do ouvido até que atingissem o orgasmo.
null riu quando leu a mensagem que tinha recebido de null, pedindo-a para espera-lo pelada para facilitar o trabalho. Indo contra tudo que ela tinha colocado na sua cabeça, estava saindo com o jogador há, naquele dia, exatos três meses.
Em poucos instantes, ele chegaria da viagem que tinha feito para jogar um amistoso pela seleção e null estava com os nervos a flor da pele. Morrendo de saudades.
Ela sabia que a situação não estava correta, mas não conseguia evitar. Rapidamente, null tinha virado - além de seu parceiro de sexo - seu melhor amigo, alguém que ela podia contar em todas as situações e que a entendia melhor do que ela mesma. Fora o fato de que o homem era um verdadeiro príncipe quando se tratava de Luna, cuidando da garota e a mimando como se fosse sua própria filha.
- O que houve? – null perguntou ao ver a mulher cabisbaixa.
- Nada. – null respondeu rapidamente.
- Eu te conheço, você sabe disso, certo? – Ela assentiu. – E você sabe que pode conversar sobre qualquer coisa comigo? – Ela assentiu mais uma vez. – Então o que foi?
- Briguei com a minha mãe.
- Por que? – Ela suspirou.
- Ela cisma que eu tenho que correr atrás do pai da Luna e ficar com ele. – Revirou os olhos. – Coisa de gente retrógrada. Eu amo minha mãe, mas, às vezes, ela passa dos limites.
null passou a língua pelos lábios sem saber muito bem o que falar, mas antes que ele pudesse pensar, ela continuou:
- Ela entrou em contato com ele, null. Com o pai da Luna. E ele me mandou uma mensagem falando que se ela não parar de importunar ele, ele toma a Luna de mim. – Deixou algumas lagrimas caírem.
- Eu não vou deixar isso acontecer. – O jogador respondeu de prontidão. – Eu sei o quanto você ama a Lu e tudo que faz por ela. Nem que eu pague uma empresa para falsificar o DNA, ele não toma ela de você. – null riu.
- Oh, muito obrigada, Batman.
- Você está debochando de mim, null? – Fingiu estar chocado e ela gargalhou negando.
- Jamais. Você é meu super-herói. – Contou já levantando da cama e correndo, pois sabia que ele iria lhe encher de cosquinha.
Sorriu ao ouvir o barulho da porta da sala se abrindo - ela tinha dado a null a chave do local para facilitar o contato deles -, mas continuou na cama amamentando a filha que estava quase pegando no sono. Em instantes, null se fez presente na porta, mas, não querendo desviar a atenção de Luna, ela manteve seu olhar na bebê.
Até que não aguentou. E levantou o rosto o encarando e pegando a expressão completamente babona dele ao olhar Luna. Esta ao perceber que a mãe tinha se agitado, largou do peito e se virou para olhar também, mostrando um grande sorriso e estendendo os braços para o jogador. null sorriu de volta.
- Quer dizer que eu cheguei e você nem foi me receber... – null comentou com os olhos semicerrados ao mesmo tempo que andava até a menina para pegá-la em seus braços. – Depois diz que estava com saudades. – Fez um bico.
- Eu estava.
null deu um beijo na testa de Luna e se deitou na cama ao lado da massagista, apoiando a neném em cima de si e fazendo um carinho em sua cabeça.
- Como estão as minhas princesas?
- Muito bem, obrigada. – null respondeu e ele riu.
O jogador virou apenas o rosto para ela e esticou o braço num convite para que a mulher se deitasse junto dele. null apoiou a cabeça no braço dele e se esticou para lhe dar um selinho.
- Eu realmente senti sua falta. – O jogador falou baixinho enquanto a olhava.
- Eu também senti a sua. – Sorriu e lhe deu mais um selinho.
- Mas... Eu vou matar a saudade dessa princesa primeiro, porque daqui a pouco ela dorme e eu não vou poder tirar uma casquinha dela. – Disse enquanto colocava a neném na cama e a enchia de beijinhos. null riu.
- Justo. Você está com fome? Eu fiz lasanha. – Perguntou e ele se levantou com um sorrisão.
- Se não é a melhor mulher do mundo, eu não sei quem é. – Ela revirou os olhos e se levantou para ir a cozinha colocar a lasanha no forno.
A gargalhada de Luna invadiu seus ouvidos quando ela estava voltando ao quarto e, quando entrou, encontrou o jogador segurando a filha no alto e fazendo barulhos com a boca como se fosse um avião.
- Ela vai golfar em você e eu vou rir. – Anunciou e ele fez careta para ela.
- Sua mãe está com inveja, porque você só ri assim comigo. – Apoiou a garotinha nos joelhos e a fez dançar.
null voltou a cozinha pouco depois para retirar a lasanha do forno e gritou por null que foi até lá correndo, segurando Luna no alto e gritando: “Super Luna em ação”. Luna riu tanto que acabou babando na cabeça do jogador.
- Eu falei. – null implicou.
- Você falou de golfar, ela babou. – Respondeu sem dar muita importância. – Porque ela é uma babona por mim. – Entregou a garota para a massagista e fez uma dancinha na frente dela, fazendo ela gargalhar mais uma vez.
Como já era consideravelmente tarde quando null chegou, pouco depois dele terminar de comer, Luna dormiu e ele e null puderam finalmente matar a saudade.
null olhou para a bela mulher, completamente nua, deitada em um de seus braços e sorriu.
- A gente precisa conversar. – Sussurrou para ela.
- Precisa? – Perguntou franzindo o cenho e ele apenas balançou a cabeça.
- null, eu não posso mais fazer isso. – A massagista se pôs sentada na cama na mesma hora. – Digo... – Suspirou. – Eu não quero ficar com você assim. – Passou as mãos pelo rosto, completamente nervoso. – Ai, que inferno! Estou tão nervoso que nem consigo falar. – Se sentou também.
- null, está tudo bem se você quiser terminar. – Falou cautelosa. O jogador balançou a cabeça de um lado para o outro.
- Não é isso. – Riu. – Eu quero, sim, terminar, mas não com você. Na verdade, eu vou me separar da Chloe. – A mulher deixou o queixo cair. – Você vivia me dizendo que eu precisava achar alguém de verdade e não ficar em um relacionamento por comodidade... – Respirou fundo. – Eu meio que achei. – Segurou a mão dela e lhe fez um leve carinho.
- null...
- Não. Escuta. – Pôs o dedo em riste e ela riu. – Eu gosto muito de você, null, muito mesmo. E depois de ficar esse tempo com você, eu passei a entender seus conselhos. Eu vou terminar tudo com a Chloe, porque eu quero viver com alguém que eu ame de verdade, com alguém que eu goste de verdade. E eu queria muito que você me concedesse a honra de ser essa pessoa, mas se você não quiser, se não confiar em mim para isso, eu vou entender. Mas se você quiser, eu vou ser o cara mais feliz desse mundinho. – A massagista mordeu o lábio inferior enquanto o olhava. – Agora você pode falar. Eu já terminei. – Falou nervoso ao ver que ela não lhe respondia.
- Okay. – Ela falou com um leve sorriso.
- Okay?
- Sim. – Acenou com a cabeça. – A gente pode tentar. – null deu um sorriso maior do que a própria cara ao ouvir aquilo.
- Então a gente vai terminar agora. – Falou se levantando e a menina o olhou confusa. – Pra fazer as coisas direito... – Explicou. – Eu vou para casa, vou conversar com a Chloe e quando eu tiver devidamente separado, nós vamos sair num encontro de verdade. – Contou sorrindo. Parecia uma criança. null riu.
- Você vai aguentar esperar até lá? – Ele assentiu.
- Tudo certo dessa vez. – Voltou a dizer e ela sorriu.
- Tudo bem. – Se levantou e deu um selinho nele. – Estamos terminados.
null riu mais uma vez e null o acompanhou. Sentiam-se na adolescência novamente.
E aguentaram. Por cerca de oito meses, o único encontro que os dois tinham eram os da sala de massagem - com muito profissionalismo e sem piadinhas, o máximo que rolava era o desabafo de saudade que estavam sentindo - ou quando null ia a sua casa para ver Luna.
Depois de tanta espera, eles finalmente estavam saindo como casal novamente; um primeiro encontro. null sorriu animada como uma criança e o jogador riu da empolgação dela, ele estava a levando para ver o jogo do Chelsea contra o Leicester City. Luna estava junto deles, no canguru preso ao tronco de null, e ria o tempo todo de tudo, principalmente das palhaçadas que ele fazia.
null comprou os assentos na arquibancada, porque sabia que era aonde a mulher gostaria de estar, e podia jurar que nunca a vira tão animada. Ela gritava a todo momento, xingava os jogadores, o juiz, até com os gandulas conseguiu se irritar. E quando David Luiz fez um golaço marcando a virada do time, ele pôde jurar que ela enfartaria de tanto expressar seu amor pelo jogador.
- Melhor primeiro encontro. – null anunciou quando saíram do estádio, caminhando de mãos dadas, em direção ao carro dele.
- Fico feliz que tenha gostado. – Ele riu. – Por um momento achei que você fosse me trocar pelo David Luiz. Ou qualquer outro jogador Blues. – Ela o olhou indignada e deu um tapa em seu braço.
- Me respeita, null. – Riu junto dele. – Aonde vamos agora?
- Comer.
- Comer o que?
- O que você quer comer?
- Um hambúrguer bem gostoso.
- Gostoso que nem eu? – Fez um biquinho e ela fez careta.
null soltou a garotinha do canguru para coloca-la no bebê conforto que ele tinha comprado para deixar no próprio carro. Deu um beijo na bochecha dela e caminhou até o banco do motorista.
Colocaram no GPS onde seria o Burger King mais próximo e dirigiram até lá. Algumas pessoas pediram para tirar foto com o jogador e ele se desculpou com a massagista por isso, mas ela deixou claro que aquilo não a incomodava. Por fim, dirigiram para o apartamento dela.
- Você gostou? – null perguntou fazendo um carinho no rosto dela, já deitados na cama.
- Muito. – Sorriu assentindo.
- De qual parte você gostou mais?
- Do jogo, óbvio. – Riram. – E você?
- Da que fizemos agora. – Apontou para seus corpos nus abaixo da coberta e ela gargalhou.
- Você é ridículo.
- Mas você gosta de mim mesmo assim.
- Gosto. – Sorriu para ele.
Era definitivo. null tinha certeza que aquele tempo que passaram separados só serviu para fortalecer a relação deles. O casal tinha desenvolvido uma cumplicidade incrível e null podia dizer que confiava nele até de olhos fechados; claro que o sentimento era reciproco.
Para que a mulher melhorasse as coisas com a mãe dela, null fez questão de conhecer a sogra e anunciar que eles estavam namorando, dizendo com toda convicção o quanto ele amava null e Luna e fazendo a massagista surtar, já que nunca tinham falado as três temidas palavras um para o outro. Já em casa, ele lhe garantiu que estava sendo sincero, e que, sim, a amava demais, e ela ficou feliz em lhe contar que a reciproca era verdadeira.
Não muito tempo depois, a mídia descobriu o relacionamento e noticiava sobre o caso do jogador que se apaixonou pela massagista. E é claro que eles especulavam quando tudo tinha começado, o que, mais uma vez, deixava a mulher nervosa; ela não queria ser odiada por ter sido amante dele um dia. Mas null a tranquilizou quando deu uma entrevista contando a história dos dois, apenas a partir do momento que ele decidiu se separar.
Ela conheceu a família dele pouco tempo depois, no aniversário de vinte e oito anos do jogador, e, felizmente, tudo tinha dado certo e ela tinha se enturmado super bem, ganhando o coração de todos - inclusive da irmãs ciumentas de null, Lucy e Steph.
- null. – Iwobi chamou sua atenção. – Tá no mundo da Lua? – Ela riu.
- Estava pensando numas coisas. – Deu de ombros. – O que foi?
- Estávamos nos perguntando como você aguenta o null. – Özil respondeu. – Ele é mais criança que a Luna.
- Muito amor e paciência. De vez em quando eu tenho que colocar ele de castigo. Sem sobremesa hoje, null. – Fez uma voz grossa fingindo que estava brava enquanto observava a filha brincar com Curtys, filho de Pierre.
Os amigos do jogador riram e ele fez um: “ha-ha” mostrando que não estava contente com aquilo. Estavam reunidos no aniversário do camisa 20 do Arsenal, o defensor Mustafi, e null estava muito contente porque alguns jogadores do Chelsea também estavam lá e ela pôde tietá-los bastante.
- O null consegue ser mais criança que o David. – Willian contou.
- Eu não tenho culpa se sou feliz e vocês são amargos. – null reclamou, fazendo os amigos rirem.
- Igualzinho uma criança. – David negou com a cabeça.
- Eu não sei o que eu fiz para merecer isso.
- Ordem cronológica ou alfabética? – Iwobi perguntou e a mesa riu mais uma vez.
Com a madrugada se aproximando, Luna começou a ficar sonolenta e chamar: “papai”, null se levantou no mesmo instante e foi até a menina. Luna deitou a cabeça em seu ombro e assim ficou até a hora deles irem embora.
- Por que você está tão nervoso assim, meu Deus? – null perguntou enquanto arrumava os brinquedos de Luna.
- Eu tenho jogo daqui a algumas horas. – null respondeu completamente enérgico.
- Mas você tem jogo sempre, null.
- Hoje é diferente.
- Por que?
- Porque você vai estar lá.
- Mas eu já fui ver jogo seu antes.
- Mas é contra o Chelsea. Seu time do coração. – Ela deu de ombros.
- Não vai mudar muita coisa. Eu só não vou estar torcendo pelo seu time. – Ele lhe olhou completamente indignado.
- null, dá para você me deixar surtar em paz? – null gargalhou.
- Tudo bem, senhor nervosinho, fique a vontade. E cuide da sua filha, porque eu tenho que ir no mercado. – Apontou para a garotinha no chão e ele assentiu.
- Vai demorar? – null negou com a cabeça.
Ela tinha acabado de entender o motivo do namorado estar tão nervoso naquele dia.
Durante o intervalo do jogo do Arsenal contra o Chelsea, o telão do estádio filmou null entrando em campo com mais três amigos... David, Iwobi e Özil seguravam as placas escrito: “Casa comigo, null.” e null se ajoelhou no campo mostrando a caixinha com as alianças.
Ela levou as mãos a boca completamente chocada. Quando olhou para o lado, tinham dois guardinhas indicando o caminho que ela teria que fazer. Catou Luna, que estava ao seu lado, no colo e correu pelo caminho indicado, deixando a menina na entrada do campo e se jogando em cima do namorado assim que chegou perto dele.
- Eu te amo. – null falou, ajoelhada de frente para o, agora, noivo, enquanto ele colocava a aliança em seu dedo.
- Eu te amo muito mais. – A puxou em um beijo depois que ela colocou a outra aliança no dedo dele.
Depois disso, null assistiu o jogo de onde os jogadores reservas ficavam. Com a emoção a flor da pele, ela, novamente, xingou todos os jogadores do Chelsea por não estarem concentrados, xingou o noivo por ter feito dois gols e apontado para ela enquanto comemorava e gritou com Unai, técnico do Arsenal, mandando ele tirar null de campo, senão o time dela iria perder. Unai apenas riu e zombou dela, a chamando de chaveirinho do Arsenal, já que, por fim, Chelsea levou uma bela goleada - o que fez null brigar com null dizendo que nunca mais aceitaria um pedido de casamento dele durante os jogos.
Depois de muito conviver com a mulher e falar que a faria virar a casaca e torcer para o Arsenal, foi null que virou um blues e agora, até, jogava pelo Chelsea. null, da arquibancada, observou o marido brincar com os filhos - Luna que, agora, tinha oito anos e Leon de três - antes do jogo da final começar.
null chutou a bola para Luna que chutou de volta para ele enquanto Leon passava no meio deles tentando pegar a bola. Luna gargalhou quando o pai driblou fazendo Leon cair de bunda no chão, irritado, o mais novo pegou a bola nas mãos e correu pelo campo, sendo seguido por null. Quando null estava perto de alcançar o filho, David se pôs na frente e Leon mostrou a língua para o pai, que mesmo assim o pegou e o jogou pro alto.
Alguém passou por perto avisando que o jogo iria começar e eles caminharam até o túnel para fazer a formação. Sem demora, null apareceu novamente, segurando os filhos pelas mãos, um de cada lado. null logo se encaminhou para buscar suas crianças.
Quando voltou a arquibancada com os filhos, o juiz já tinha dado o apito para o jogo começar. Dali para frente foi só emoção, a massagista se recusava a ficar no camarote, gostava de sentir a torcida ao redor de si e ficava louca ao ver o time em campo. As crianças não passavam longe, sempre empolgados ao ver o pai jogando, Luna ajudava a mãe na gritaria, mandando null meter a bola na rede adversária, e Leon pulava na cadeira com as mãos para o alto.
Aos quinze minutos do primeiro tempo, Chelsea foi goleado pelo Liverpool.
- Si pierde esa mierda yo lo mato. – null gritou. Usava o pouco de espanhol que sabia naquelas horas, para xingar sem que os filhos entendessem. – Lo mato!
Trinta minutos depois, aos quarenta e cinco minutos, Álvaro fez um gol e o juiz decretou dois minutos de acréscimo.
- Dois minutos?! – null perguntou desacreditada. - Pero empujones esa mierda en el culo. Que diferença faz? – Luna riu. Ela não entendia o que a mãe falava, mas sabia que esta estava xingando.
- Calma, mãe. – Enlaçou seus braços. – É só o primeiro tempo. – A mais velha assentiu se acalmando.
- Querem comer alguma coisa? – Perguntou aos filhos.
- Pipoca! – Leon respondeu animado.
- Eu só quero uma coca.
- Tudo bem. Fique aqui e olhe seu irmão, vou comprar e já volto. – Avisou. A mulher andou até uma das barracas do estádio e comprou, depois de enfrentar uma certa fila, o que os filhos queriam mais uma cerveja para ela, precisava se acalmar. No meio do caminho de volta para a arquibancada foi parada por dois torcedores que pediram uma foto, ela riu, achava engraçada aquela parte, e os atendeu. Quando voltou aos filhos, os jogadores já estavam em campo e o juiz deu o apito para a partida continuar.
- Eles estavam só te esperando. – Luna falou rindo depois de tomar um gole de seu refrigerante. null sorriu de volta enquanto passava a mão em seus cabelos.
- É que eu sou importante. – Piscou.
- É verdade. – Comentou, logo deixando de dar atenção a mãe para olhar o jogo.
O terceiro gol do jogo logo veio, aos cinco minutos do segundo tempo, o placar estava dois a um para o Liverpool e seguiu assim até os quarenta minutos finais. Luna deixou algumas lágrimas escaparem de seus olhos enquanto sussurrava: “vamos perder” e a, agora, também, null sentiu seu coração apertar. Entretanto, como num milagre, segundos depois Hazard marcou mais um gol para o Chelsea. A família vibrou na arquibancada e o coração foi a mil.
Nos cinco minutos de acréscimo, a surpresa... null fez mais um gol e logo a partida foi encerrada. Três a dois para o Chelsea; o time tinha acabado de ganhar a Premier League.
null correu com os filhos para o túnel e os três ficaram de pertinho, observando o time do coração levantar a taça. Assim que foi liberado, eles entraram em campo e null pulou no colo do marido o enchendo de beijos.
- Homem da minha vida. – Ela falou sem parar de beijá-lo e ele riu.
- Só porque eu fiz o gol da vitória, senão iria até pedir divórcio. – null fez um bico.
- Me conhece tão bem. – Sorriu quando seus pés tocaram o chão novamente.
null foi parabenizar os outros jogadores enquanto null começava a comemorar com os filhos. Estava conversando com Willian e Giroud quando escutaram a comoção da torcida e se viraram para olhar. O jogo já tinha acabado, pelo que mais a torcida estaria vibrando?
Os três gargalharam quando acharam com o olhar Leon, sozinho, chutando a bola em direção ao gol. No meio do trajeto ele caiu em cima da bola, mas levantou rapidamente e continuou seu trajeto até alcançar o seu objetivo de balançar a rede. Quando o fez, a torcida gritou novamente, fazendo-o se sentir o querido e ele virou para o pai, que o olhava de perto, e levantou os bracinhos comemorando.
- Não acredito que terei mais um jogador de futebol em casa. – null falou quando chegou perto do marido e dos filhos. – Eu sou uma mulher sortuda, não sou? – Perguntou ao esposo.
- Só por me ter. – Fez um cara de convencido e ela gargalhou.
- É verdade. – Deu um selinho nele. – Eu sou muito sortuda por ter você.
- E eu sou muito sortudo por ter vocês. – Sorriu enquanto beijava a testa dela.
FIM
Nota da autora: Pensa numa história que foi sofrida para sair... Gun and Blues é essa história. Meu Jesuszinho! Essa história foi idealizada há mil anos luz atrás, mas por causa da faculdade e das outras histórias e ficstapes e... enfim... acabei por largar - mesmo sob o protesto dazamiga que já conheciam. Esse especial foi o que me deu ânimo para continuá-la e graças a essa BETA INCRÍVEL DO MEU CORAÇÃO, que atura todos os meus tocs e chatices - mais a ajuda da Maria e da Vick -, aqui está essa linda (pelo menos eu espero que esteja linda) história.
De coração, eu espero que vocês curtam e, por favor, não esqueçam de deixar o feedback <3
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
De coração, eu espero que vocês curtam e, por favor, não esqueçam de deixar o feedback <3