FFOBS - Hear Me, por Calis

Última atualização: 29/10/2018

Prólogo

“E como se não bastasse, ele beijou minha mão. E minha sensação foi como a de uma criança que desce pela primeira vez numa montanha russa. Senti medo, mas adorei o fato de ter conseguido sem gritar, sem fazer escândalos. Sem falar “olha, eu acabei de passar mal com o último acompanhante e não quero ter de vomitar na sua cara, então pega leve comigo”. Tudo bem, talvez não seja para tanto, mas não precisava alertá-lo do que passei, e também não queria passar por aquilo novamente. E repassando todos os gestos e todas as falas dele, o medo subia. Eu estava caminhando para suas mãos, porque por algum motivo eu ouvia a chance de ser feliz me gritando. E ela gritava alto.”
— Chicago, 1992.

New York - Hell's Kitchen.

Era um bairro sujo e úmido.
As casas, as ruas, os muros, tudo era de aspecto grotesco e cinzento. A lua estava cheia e alta no céu, cercada de nuvens escuras. As pessoas tinham medo já que era um local comandado por assassinos, estupradores e drogados. As ruas eram imundas e todo aquele lugar cheirava a sexo e podridão. Definitivamente era um bom local para se esconder de qualquer coisa que as quisesse. Quem em sã consciência iria pensar em procurar ali?
“Um louco talvez, ou...”, ela cortou o pensamento, “não, ele está morto” pensou a mulher franzido o cenho para a rua escura que cercava o prédio de aspecto perigoso, e jogou-se na cama, e sentiu-se estranha com aquele novo quarto.
A luz do luar invadiu o quarto, enquanto ela remexeu-se incomodada na cama recém-comprada para aquela casa. Casa, aquela palavra não parecia adequada para o que aquele lugar era. Um suspiro de desagrado saiu dos seus lábios com aquele pensamento estúpido, e as dores em seu corpo se faziam presentes assim como o brilho azulado em seu peito que estava coberto por uma regata preta, porém o núcleo era a única coisa que ainda lembrava de quem ela era de verdade – as roupas estavam jogadas por todas as partes, sujas de lama de algum lugar ao qual ela esqueceu no momento que viu a reportagem em cima da sua cama: “Tony Stark, o Homem de Ferro, comparece a um evento beneficente.”, e trincou os dentes com isso, e sua mente trabalhava sem parar com certos questionamentos existentes em sua vida patética.
Ela apenas jogou a revista – Tony Stark, o nome lhe dava náuseas – sob a mesa com brutalidade, e suspirou irritada com aquela matéria sobre o playboy e filantropo da família Stark.
– Você está bem, ? Aliás, eu acho que ele é idiota.
A mulher de 21 anos chamada de apenas levantou os olhos das revistas de física nuclear, quântica, Tony Stark e de todas as outras revistas ao qual ela colhia informações que poderiam ajudá-la a entender tudo ao redor, e que sua colega havia furtado na noite de ontem com ajudar de outra pessoa que estava naquele momento dormindo no quarto ao lado, em seu quadragésimo sono se assim possível com tranquilidade – e quem se interessaria por física quântica? E por Tony Stark?
Apenas ela, e mesmo que vivia lendo essas coisas por mera curiosidade, e viu os olhos azuis ansiosos por uma manifestação mesmo que seja rude de sua parte, mas ela considerou em ignorar a mulher loira que ainda estava parado no batente da porta de seu pequeno e minúsculo quarto que dividia com a mesma, a loira a olhava ainda com esperanças desmedidas. “Confiar demais em mim, , aquele pensamento lhe parecia certo e melancólico, mas era a verdade. Quem em sã consciência confiaria nela? Um louco, talvez, ou alguém que ela tivesse esfaqueado pelas costas.
, quem é idiota? – perguntou educadamente, sem humor – Você anda ansiosa.
. Quase dois meses aqui, e ficamos ansiosas – resmungar mal-humorada – Quando poderemos sair desse cubículo que chamamos de casa? Você é Stark, deveria saber fazer alguma coisa, já que o gênio do século XXI, segundo a Banner.
Fez uma careta com o sobrenome que compartilhava com o playboy e idiota de Tony Stark, e bufou com a palavra gênio que a outra lhe dizia com tal veemência pela mulher, diabos, ela odiava essa nomenclatura, mas ignorou o tom irônico da outra.
Casa.
Seus pensamentos lhe traiam sobre as lembranças do local que chamava de casa – dois meses e meio. 75 dias. E 1800 horas desde que acordara num beco imundo ao lado da colega de quarto e dos restantes das pessoas que residiam no minúsculo apartamento que pagava quase 200 dólares graças ao homem que dormia na sala, e parecia alerta para tudo, e ela lembrava dos ferimentos a bala, e dos gritos de dor de quando retiraram a injeção que quase a fez destruir ao redor, mas conteve-se e praguejou mentalmente para si mesma que deveria ter controle de suas emoções mais primitivas.
, eu não sei de nada. Branco se quer saber, e odeio isso. Nosso mundo foi destruído, destruído por alguma coisa que desconheço – murmurou desconcertada desde que abrira o maldito vídeo que Nicole Fury colocara em seu pen drive assim como J.A.V.I.S. que estava em seu recém-comprador telefone (ou furtado, por Barton que naquele momento deveria estar tentando reunir informações em alguma parte do apartamento mofado em que estavam vivendo) que naquele momento fazia uma busca completa ao redor do prédio por algum meliante – Eu não sei o que a Fury queria com isso, mas nós fomos mandados para cá. Para longe de casa. Para um lugar onde nós nunca existimos.
Rogers, a Miss América, fez uma careta. Ela estava certa. O mundo delas não existia mais. Apenas cinzas e lembranças haviam restado do mundo onde viviam, e das pessoas que amavam, mas observou a Stark mais atentamente, e percebeu o suor escorrer por sua testa e a expressão inquieta dela.
Inquietação.
Era uma boa definição para a Stark que franziu o cenho – um arrepio. E a imagem dele surgiu em sua mente como um lembrete... Sua imagem imponente que causava medo apenas com a sombra, ela estava inquieta, Rogers a deixou sozinha, e nem podia ajudar ela com seu dilema, pois ela nunca lhe dizia nada.
Lembrava-se claramente daquele dia... É uma tarde cinzenta. Uma tarde sem vida cinzenta. Não há pássaros cantando ou o som de risos. É como se o mundo houvesse realmente parado. Não há Sol. Sem chuva. Sem névoa. Sem sinais de uma tempestade. Logo, sem trovões. Apenas as nuvens. Densas. Escuras. Encobrindo o céu.
A chuva começou a cair naquele lugar mórbido e cinzento, lavando o sangue dele e lavando as mãos dela. Morto, morto, morto... Aquela frase soava alto em seus ouvidos, e Stark sentia-se nauseada ao lembrar que era uma assassina.
Nunca mais seria a mesma. Ninguém que passasse pelo que ela passou seria. Ela nunca mais seria a mesma Stark depois de ter matado ele.
Depois de ter assassinado Peter Potts.


I

“A minha mente é um lugar assustador.”
— Caligrafadas
Em algum lugar do Hell's Kitchen, New York.


"Meu nome é Nicole Josephine Fury, eu sou a diretora da organização SHIELD, e se vocês estiverem vendo esse vídeo, eu falhei em salvar o nosso planeta de sua destruição, e eu falhei com vocês, e na promessa que eu fiz que impediríamos o Thanos", a mulher de pele escura tinha os cabelos curtos, e tapa-olho para cobrir o olho perdido em combate há alguns anos, enquanto os presentes encaravam a tela do computador com uma expressão de confusão e incompreensão pelas palavras ditas pela mulher que um dia os transformou nos Vingadores, e que causaram os mais variados problemas para ele, e naquele momento, nenhum deles compreendia a complexidade das palavras ditas por Nicole Fury "O regresso é programa experimental, criado pelo governo com intuito de um transporte mais eficaz e rápido, porém durante as pesquisas foram descobertas estranhas anomalias que chamamos de Terra-01, após anos de pesquisas foi criado uma forma de atravessamos o véu como foi chamado pelo Dr. Isaac River, a então iniciamos o envio de material inaminado, e depois de alguns anos, seres vivos foram mandados para esse mundo experimental, porém o programa foi desativado por causar dos custos, entretanto jamais conseguimos trazer os seres humanos de volta, e não sabíamos se estavam vivos, e era um risco que eu corri para salvar vocês”.
O som da respiração deles era a única coisa que ouvia, além da voz da Nicole Fury, os olhos da Deusa Thor se desviaram, enquanto todos estavam em choque, e ela percebeu o aperto que Banner fazia em suas mãos ao pensar nas palavras ditas pela Fury –, o que demônios Nicole Fury tinha na cabeça? As dores de cabeça estavam aumentando, enquanto Banner encarou as próprias unhas, e sentiu que todos ali estavam entrando em colapso pelas novas informações.
Afinal, quem os salvaria?
"Mas era isso, ou os maiores heróis da Terra morrerem juntamente conosco, e se estiverem vendo este vídeo, significa que vocês sobreviveram, assim como os outros seres vivos que mandamos durante os testes, por favor, fiquem vivos", a voz dela soava enquanto assimilação chegavam as mentes dos Vingadores, "Neste arquivo, existem vários nomes de pessoas que poderão ajudar vocês nesse novo mundo, porém, existe uma missão para vocês que está em anexo em outra pasta assim como respectivos vídeos para cada um de vocês".
Estavam sujos quando chegaram naquele beco imundo na Hell's Kitchen, e a confusão tomou conta de cada um deles enquanto processavam de formas diferentes as imagens em suas cabeças –, as roupas rasgadas, e alguns cobertos de arranhões e sangue, e principalmente, os eventos estavam em sua mente como se fosse um lembrete do seu fracasso para salvar o mundo –, torcia os dedos em nervosismo e sentiu a conhecida dor na boca do estômago, como passou a ser chamado pelos colegas sentia que eles não estavam bem, enquanto a Deusa do Trovão encarou o semblante lívido de Stark.
"Apenas sobrevivam, vingadores".
O silêncio era aterrorizante após a imagem fica em preto – todos encaravam a tela do computador.
- Então, nós sobrevivemos ao fim do mundo, e fomos mandados para cá por que somos os maiores heróis da Terra – a voz de Stark não soava feliz, e os olhos escuros fixos na tela enquanto eles assimilavam cada palavra dita pela Diretora da SHIELD – Estamos na Terra-1, eu acho, e não sabemos se existimos aqui, ou se existimos aqui. E como existimos? Maravilhoso, e nem mesmo se essas pessoas estão vivas ainda.
- , se acalme – a voz de Rogers soou manhosa, entretanto havia algo que indicava o seu nervosismo – Temos que manter a calma, acima de tudo.
- Calma? – a voz de ecoou meio baixa, porém suficientemente alto para todos, enquanto a Stark encarou os próprios pensamentos sobre aquela história toda – O que quer dizer com calma?
Suas mãos tremiam –, enquanto afagou os ombros dela para manter a Dra. Banner sobre controle, coçou a cabeça, enquanto todos observaram os olhos atentos de e fixos em algum ponto na parede. A Queridinha da América encarou os dois agentes que até aquele momento não haviam se pronunciado sobre o que estava acontecendo –, Romanoff estava sério, olhando o nada, enquanto olhava a imagem distorcida de Nicole Fury.
O que diabos a Diretora Fury tinha na cabeça?

X


Dois dias depois, Hell's Kitchen -, New York.


As dores de cabeça estavam incomodando ela, e pensou que a única preocupação dela até aquele momento era a morte de Peter Potts e de como suas mãos estavam manchadas de sangue, porém com aquela reviravolta, ela não se imaginou chorando por aquele psicopata –, porém, ela apenas tentou se concentra naquilo que ela tinha que fazer –, era um dever que fora dado a ela, e qual ela não tinha escolha nenhuma senão aceitar.
Afinal, milhares de pessoas morreram para ela sobreviver – e aquele pensamento assustando tomou conta de seus pensamentos.
"Salva a si mesma", a Torre Stark parecia longínquo para ela -, lembrava do projeto que iniciara para ocupar sua mente, e como aquilo tomou proporções inimagináveis após anos de pesquisa, e desenvolvimento que levaram a um projeto que passou a ser chamado de Revolução Stark em seu mundo.
Stark apenas observou o céu noturno de Hell's Kitchen -, havia algo a incomodando, sua perna esquerda estava enfaixada por baixo das calças moletons, e ela sentia a dor mental da perna e a lembrança veio como um chicote em sua mente -, o brilho em sua camisa preta a lembravam de quem ela era naquele mundo. Ou de quem ela precisava ser: "o mundo precisa de vilões, ", as palavras de Nicole Fury ecoavam em sua mente como um lembrete do deveria fazer para manter a paz daquelas milhares de pessoas, e salvar a si mesma do abismo que estava entrando.
Será que ela seria capaz disso?
Cada vingador teve seu vídeo –, uma mensagem para si, e para manter em mente o que deveria ser feito, e não importava o preço que fosse pago por aquela causa –, sentiu vontade de chorar, e reviveu em sua mente os momentos de desespero.
"Ele está aí, o mandei seis meses antes, então você deve salva-lo".
- Precisamos conversa – a voz de Barton não era amistosa, e os olhos castanhos se ergueram para ela, enquanto os olhos acinzentados quase verdes a observavam com atenção – O que seria isso aqui?
mirou nos papéis, e deu um sorrisinho para ela ao imaginar quando percebeu os papeis no quarto dela –, as certidões falsificadas, havia passaportes, RG's e vários outros documentos que falsificou nas últimas duas noites durante sua insônia depois do vídeo de Nicole Fury para eles saberem de seus deveres –, e se ajeitou no parapeito para ela, enquanto encarou o rosto franzido da mulher mais velha.
- Temos que começar por algo, .
- Você fez eles?
- Talvez tenha hackeado o sistema da cidade, e criado novas identidades para esse novo mundo, e falsifiquei várias outras coisas – confessou amistosa, enquanto ouviu o som ao longe das sirenes de polícia, e ouviu atentamente o som ao longe, e imaginou se algum dia iria prestar atenção como estava naquele dia, a Stark sabia de todos crimes cometidos até o momento graças a Jarvis – Criando registros falsos.
- E quem é Walter McQueen? – arqueou as sobrancelhas para ela, a garota – Você apenas mudou os sobrenomes, porém tem uma empresa no nome de Walter McQueen.
- Walter era o nome do meu pai, que dizer, terceiro nome dele – respirou pela boca enquanto falava, e coçou a cabeça ao pensar que podia ter escolhido outro nome para colocar, porém Howard seria muito obvio então optou por Walter, enquanto a Barton a encarou seriamente – Arrumar dinheiro, , não podemos ficar parados esperando que a Fury dê mais ordens do que aquele vídeo estúpido de "merecia viver", havia mais de 7 bilhões que podiam viver além de nos, e ela escolheu os fodidos para essa missão, e também não podemos ficar furtando carteiras das pessoas por alguns míseros trocados para pelo menos comemos algo decente.
- – a Barton encarou a carteira de motorista enquanto a repreendeu –Sei que não somos os mais merecedores disso, mas quem ela mandaria para cá? Hein? Para salvar ele das garras da SHIELD, ou melhor do governo, e além disso, tem mais pessoas por aqui. E também, nossa missão é impedir que ele consiga novamente destruir o nosso mundo.
observou o nada por tempo indeterminado –, então suspirou, sua voz soou um tanto irritada, Barton apenas encarou a Stark.
- Então, qual o plano?

X


"".
A voz dela estava ao longe –, Romanoff despertou ao ouvir o som da voz dela.
Ele se remexeu na cama inquieto enquanto, ouviu o som da chuva do lado de fora do prédio em Hell's Kitchen –, o suor escorria por sua face, e levantou. Sentiu como se um caminhão atravessasse o seu caminho, enquanto encarou a própria face refletida no espelho.
Seus cabelos ruivos estavam caindo por sua face, os olhos verdes fixos enquanto tentava regular sua respiração ao pensar novamente nela –, e se xingou mentalmente –, enquanto percebeu a barba por fazer, e verificou o quarto.
Era o único no quarto –, havia uma cômoda do antigo morador, além da cama com colchão duro –, ouviu passos de lado para o outro do lado de fora do quarto, enquanto percebeu Rogers olhando atentamente os raios que estavam caindo na cidade pela janela na sala de estar.
Ela parecia incomodada com algo.
- Está tudo bem, capitã?
Ela parou no lugar, e os olhos azuis se fixaram nos de que apenas percebeu a tensão nos ombros dela –, desde quando os pesadelos afetavam tão eles? Ele coçou a barba por fazer, e se incomodou, e anotou mentalmente retirar aqueles pelos irritantes de sua face.
- Eu não consegui dormir – sua expressão se tornou azeda, enquanto encarou os olhos verdes do homem que apenas assistiu –O barulho me incomoda.
- São apenas raios, , não vai acontecer de novo.
Comentou para ela, enquanto Clarisse riu -, a risada nervosa, entretanto a mesma morreu em segundos, enquanto as lembranças preenchiam sua mente -, fora numa noite daquelas que eles haviam aparecido naquele mundo, e as lembranças dos gritos de ainda ecoava em sua mente, e o sangue espalhado pelo chão de concreto.
- E você?
- Coisas aleatórias em minha mente – respondeu dando de ombros, enquanto seguiu para a cozinha, e observou o rosto pálido da Queridinha da América –A questão é, isso vai me afetar durante uma missão?
apenas respirou fundo -, a mulher se sentou na bancada da cozinha minúscula e percebeu os ingredientes que ele colocava na mesa -, e arqueou as sobrancelhas para aquele ato.
- Desde quando você cozinha?
Ele piscou para confuso -, revirou os olhos com aquele ato insolente dela.
- Desde sempre, agora, se cale para eu me concentrar.

X


Banner pensou que alguém havia invadido o apartamento assim que entrou no quarto.
Porém, o motivo de um caos naquele minúsculo espaço estava dormindo sobre alguns livros.
Havia papéis, anotações e revistas espalhadas pelo quarto, além de peças antigas jogadas de qualquer maneira no quarto –, Banner arqueou as sobrancelhas ao perceber o estado do quarto que pertencia a Stark, e a mesma dormia sobre a escrivaninha repleta de artigos, folhas e havia um papel grudado na testa dela, e em suas mãos, uma caneta sobre uma folha rabiscada em uma letra quase ilegível havia o que pensou que fosse o caos –, ela encarou as pesquisas, além do site de imóveis que estava aberto em um prédio de renome no centro de New York.
Havia peças jogadas, e papéis amassados, pegou um deles, e leu rapidamente as especificações de cada estrutura criada. Um suspiro escapou dos lábios da outra -, e ela observou melhor as fotos espalhadas pelo quarto, assim como as reportagens do acidente de Howard Stark também, enquanto a foto recém-imprimida estava num porta-retratos em um lugar de destaque, e a única coisa que estava organizada, e percebeu outras fotos espalhadas pela cabeceira.
Howard e de 16 anos – no aniversário da mesma, e segurando um prêmio de algum concurso de mecânica – encarou o rosto sorridente, e sujo de óleo de ao lado do igualmente pomposo, e com marcas de óleo, Howard, que mantinha um sorriso orgulhoso no rosto, apenas colocou no lugar a foto do pai da Stark, enquanto se aproximou de corpo cansado de .
- , acorda!
- Não fui eu, pai!

A mulher pulou, e quase caiu no chão e xingou todas as entidades do planeta –, e também da galáxia, riu ao perceber a mulher de ferro naquele estado lastimável –, ela mudou de posição, e tentou levantar, porém, percebeu que o pescoço, braços e pernas da mulher de ferro estavam cheios de cãibras pela posição desconfortável que ela acabou dormindo.
- Você está bem?
- Defina bem? – a desafiou, e levantou mancando até a cama, onde retirou o papel grudado em sua testa, e o colocou no caos que estava se formando o plano – Que horas são?
- Quase 10 da manhã – visualizou os vários bilhetes escritos em letras ilegíveis, uma ou duas palavras que a Banner pode identificar –Você está criando algo?
- Não, eu quero dizer, sim – coçou a cabeça confusa, e observou o caos em seu quarto, e suspirou ao pensar no quanto aquilo demoraria para arrumar – Estou pensando em recriar a Sue, entretanto, não sei se quero me estressar com aquela lata velha, e também Iky, mas ainda não sei também se devo. Afinal, eles eram os piores assistentes do mundo.
Sue –, um braço mecânico criado quando a mesma tinha 10 anos, suspirou, e começou arrumar o caos que se instalou naquele quarto, e Iky era o segundo braço mecânico que a garota havia criado juntamente ao pai antes do falecimento do mesmo, porém ambos tinham características desagradáveis da jovem Stark, ambos eram desastrados e desatentos –, lembrava do dia em que conheceu ambos.
- Você está bem?
- Vou sobreviver, Jarvis baixou a programação dos braços mecânicos – a Stark diz, organizando os papéis por ordem de importância em uma pasta – Porém, aqueles dois só me causaram estresse, mas eu gostava da companhia deles.
Havia um sentimento implícito nas palavras da Mulher de Ferro –, ela organizou os papéis, os livros e ajeitou o painel com as informações roubadas dos Vingadores –, então jogou-se no cama, agora limpa, e apagou.
apenas pegou Jarvis – o computador estava se adaptando a nova realidade em uma velocidade surpreendente.
- Temos todas as peças para recriar eles, Jarvis?
-Sim, Dra. Banner, porém existe novas especificações que a Srta. Stark pediu para acrescentar em cada um deles.
decidiu que os idiotas 1 e 2 tinham direito de estar ao lado da criadora.

X


Barton apenas jogou-se no colchão.
O cansaço em poucos minutos iria domina-la por completo. Observou o teto -, os olhos azuis claros se desviaram para o ronco alto de -, ela balançou a cabeça enquanto o cansaço a dominava lentamente por seus poros.
Havia ficado 36 horas acordada -, velando o sono de todos, e protegendo a casa em que estavam -, havia algo a incomodando, e naquele segundo, ela repassou as coisas que viu, ouviu e sentiu nas últimas semanas.
1° – Eles estavam em algum lugar do universo paralelo, ao qual, eles jamais existiram como eles são, mas sim como outras pessoas com vidas diferentes.
2° – Existe uma pré-guerra preste acontecer naquele mundo, ao qual destruiu a Terra-05 –, e pelos acontecimentos, seu mundo era diferente daquele em muitos aspectos, mesmo que tivessem uma vibração diferente segundo a Stark e Banner, afinal acontecera coisas em seu mundo que não havia ocorrido naquele mundo –, porém, as duas cientistas concordavam que a Terra 1 e a Terra-05 estavam na mesma vibração até o nascimento da Deusa do Trovão e da primeira Vingadora, e a morte do primeiro Capitão América, e fato esse que modificou a história.
A Barton suspirou, ao pensar em todas as coisas que ocorreram em sua vida durante os últimos 27 anos, e de como eram similares a Clint Barton, entretanto a mulher apenas encarou aquele fato como mera coincidência na primeira vez, entretanto após Banner ter dito que não eram coincidência, e sim que ela e Clint tinham uma vibração similar mesmo que a Barton desejasse não ter aquele tipo de comparação ao Gavião Arqueiro –, estava cansada, enquanto continuou a pensar nas perguntas pertinentes para continuar aquela missão.
3° – O que eles estão fazendo ali? Como eles poderiam ajudar aquela realidade sem interferir? Afinal, eles eram fatores novos, e isso já modificou toda aquela realidade com a primeira respiração deles naquele mundo, e assim modificou o futuro que já era totalmente incerto.
4° – Porque Nicole Fury os mandaria para aquele local? Logo eles?
enumerou os mil motivos que Nicole Fury teria para seda-los, e joga-los num canto qualquer dessa realidade –, e um deles, era apenas por experimentação, entretanto, Barton conhecia a Diretora com a palma de sua mão, e aquilo não fazia nenhum sentido.
O mundo deles já estava condenado, e porque manda-los para aquele lugar? Após elas terem passado por todos aqueles sacrifícios no seu mundo, acreditava que estavam cansados das charadas, das brigas e principalmente das mortes que ocorreram por causar deles.
Havia cicatrizes demais –, marcas ocultas, e que ainda doíam.
Então, ela lembrou do vídeo embaralhado de Nicole Fury -, "vocês precisam sobreviver", "é um novo recomeço", "não esqueçam de quem vocês são", "resgatem John Foster", "existem outros como vocês", e então, o click em sua mente.
"O mundo precisa de vilões", que saiu misturado a outras frases -, ela apenas se questionou aquilo enquanto o sono estava consumindo os restantes segundos de sua consciência.
Eles eram os mocinhos, ou os vilões?

X


“Ei, , você estar linda”.
A voz dele soou em sua mente –, a Capitã América apenas encarou o teto –, o zunido em seu ouvido era ignorado, enquanto apenas sentiu o aroma de café de seu quarto -, a cama era desconfortável, porém lembrou o tempo antes de ser a capitã América, quando entrou para o programa experimental Super Soldado, ao qual, ela perdeu um irmão naquele mesmo ano, e o primeiro Capitão América –, a mulher balançou a cabeça ao pensar naquela época distante.
Rogers lembrou da primeira vez que acordara – era uma época diferente, e todos ao qual ela conhecia já haviam partido, menos Alfred Carter, porém ela balançou a cabeça para o seu antigo amor. Ela pulou da cama –, pegou o robe azul.
A mulher saiu do quarto, e visualizou Stark fazendo o café –, havia algo nas mãos da herdeira dos Stark enquanto a mulher xingou quando queimou a língua, e largou a folha de papel no chão, e amaldiçoou todas as entidades existentes no mundo.
- Olha o linguajar, Stark.
- Que se dane, – disse irritada, e revirou os olhos para a Queridinha da América que encarou os atos insolentes da Mulher de Ferro com um costumeiro sorriso cansado – Café?
Ofereceu –, e aquele ato para Stark seria um pedido de desculpas.
- Aceito – apenas pegou a jarra, e encheu um copo para si – O que houve para estar tão irritada?
resmungou em alguma língua que Clarisse não entendia -, havia algo de diferente nela, e parecia ansiosa -, entretanto, a mulher de ferro solveu mais um gole de café.
- Estou com dificuldades sobre isso, porém eu consegui adequar o plano do ao nosso cronograma, e logo, mudaremos de casa e de vida, e provavelmente de humor – a Stark murmurou desconcertada – Existem muitas variáveis para considerar, não acha?
não discordava da lógica da mulher de ferro, afinal como elas iriam sobreviver aquele novo mundo? Eles não podia ser eles mesmo, e onde eles estavam poderia ser destruído a qualquer minuto? - pensou em Steve Rogers, o homem que era como ela, o homem que ela representava em seu mundo –, a mulher de outro tempo apenas solveu o gole de café, e se sentou na mesa da sala de jantar improvisada.
-O que faremos? – a mulher indagou para outra que apenas parou no meio do ato de colocar mais café em sua caneca, e pegou alguns biscoitos – Você já deve saber o que vai fazer.
- Fazer dinheiro primeiro, e depois, me preocupo com outros detalhes miseráveis que não estavam nos meus planos – os olhos escuros se fecharam por um segundo, e piscou aturdida ao ver a pessoa atrás de – Imagino que seja uma boa mudança, Thor.
- - replicou a mulher de mau humor, os cabelos longos e loiros deram lugar um corte mediano que valorizou o rosto da mulher do trovão e que naquele segundo estavam presos em um rabo de cavalo – Você fez aquela identidade, então, deve me chamar de Griffin, e o que me lembra, nós temos cereal ainda?
Ela pergunta vasculhou até achar o cereal. apenas deu de ombros para ela, e encarou o jornal em suas mãos –, enquanto observou o lado de fora -, era uma paz irritante depois da guerra que passaram. apenas ficou em silêncio -, havia algo de errado com naquele segundo.
Ela percebeu uma lágrima deslizar por sua face, e limpa rapidamente como se nunca tivesse existindo.

X

"Em memória de Howard Stark".


Ela não devia estar ali –, sabia disso, enquanto depositou as flores sobre o túmulo de seu pai, e sentiu um nó se forma em sua garganta, porém ela não devia chorar –, apenas segurou as lágrimas enquanto observava os túmulos da família Stark, e encarou o tumulo de sua mãe também.
Porém, o sentimento que Tony tinha por sua mão não era reciproco pela outra Stark.
Ela odiava a mãe, e aquele sentimento jamais mudou nos últimos 16 anos de sua vida, pois ela tinha seu pai e melhor amigo por perto, porém, se permitiu pensar nela naquele mundo sendo uma mãe amorosa que amava seu filho, enquanto sua própria mãe não agiu da mesma maneira em seu mundo e a deixou para trás quando era apenas uma criança, e deixando ela e seu pai sem entender as motivações pelo abandono –, juntou suas mãos em uma prece silenciosa.
- Achei que fosse ateia, e não acreditasse nessas bobagens como mesmo me disse – a voz soou atrás de si, enquanto a mulher revirou os olhos –Devia tomar cuidado para onde vai, sorte a sua que os túmulos da família McQueen ficam aqui também, e por mera curiosidade, como conseguiu?
Ele citou os túmulos recém colocados para dar veracidade ao passado que estavam criando –, então depositou as flores nos túmulos de seu pai, e do simbólico que fez para Walter McQueen, enquanto encarou as fotos de Howard e Maria Stark, a mesma colocou as mãos no bolso ao pensar em seus pais biológicos.
- Eu não acredito... Mas, Sra. Hudson me criou como judia ou algo do gênero, e também, subornei a direção para pode ficar perto deles – riu em escárnio ao pensar nas várias vezes que teve que fazer uma prece antes da comida, e aos olhares atentos de sua babá – Eu queria tivesse um túmulo para ela, sei lá, nesse mundo, mas não sei quem seria a senhora Hudson nesse mundo, porém pelo menos meu pai ainda é meu pai, posso colocar um túmulo simbólico?
- Claro.
observou a mulher em questão, mesmo após os anos de convivência, ele entendia que Stark sentia falta do pai –, ela usava um vestido caro, e um chapéu elegante que cobria uma parte do rosto, enquanto ele apenas um simples terno, porém elegante como disse a Barton antes dele sair da bendita casa –, e pediu ajudar a ele que apenas a segurou, enquanto ajeitou o vestido elegante, e observou os saltos altos escolhidos por e .
-Decidimos contratar Daredevil, Srta. McQueen, e você me ajudará numa pequena investigação sobre algumas pessoas – encarou a mulher que apenas revirou os olhos com o ato insolente dele ao citar o nome do jovem defensor ou vigilante de New York – Você é uma jovem órfã que descobriu herdeira de uma fortuna, faz jus ao seu novo eu, e também que nós somos sócios como as identidades falsas indicam.
revirou os olhos -, os novos guardas observavam os dois com atenção de longe, era parte do conselho da nova empresa assim como restante dos Vingadores, entretanto, era a nova dona, herdeira e deveria agir como tal nesse mundo, porém não era muito diferente do que ela fazia antes como a Stark –, ela ajustou o vestido escuro, e ajeitou o chapéu enquanto andou até o carro.
Assim que entrou –, desabotoou o terno, e afrouxou a gravata –, a paisagem do cemitério sumiu.
- Você tem certeza que quer o Murdock? E que diabos você está aprontando?
Inquiriu a mulher para ele, enquanto apenas encarou os olhares da mais nova dos Vingadores para ele –, a ficha de Matthew Murdock estava a sua frente, além das atividades noturnas que o Daredevil praticava, e todos os passos dele –, ela releu algumas partes enquanto se pronunciou.
- Ele é limpo, e é um bom advogado – retrucou o outro sério, enquanto a mesma o encarou com uma sobrancelha arqueada – E provavelmente, será melhor temos alguém conhecido, ou ao menos, alguém que sabemos que não irá nos atrapalhar, Liz.
- Quem o abordará? – indagou, enquanto sorriu para ela, e a mesma o encarou com um olhar acusador – .
- Você seria uma boa opção, além do que cuidará da Jéssica Jones, e digamos que a Srta. Hoklyns tem muito a fazer quanto aquela pessoa – ele apertou os olhos com isso – Eu, bem, devo começar a mudança para o novo local, afinal não podemos dizer que somos moradores do apartamento como aquele, certo? E também, cuidarei das Empresas Rand, senão se importa, eu adoraria ver como seria nossa Danny nesse mundo.
A Stark o encarou rispidamente ao vê-lo citar as empresas de Daniel Rand com tamanha naturalidade, porém a mesma não queria estar no mesmo recinto que o Punho de Ferro, ela odiava a outra Rand, porém era boas conhecidas de negócios, estritamente –, fazia apenas duas semanas que sua empresa estava lucrando, afinal todos os projetos do outro mundo que estava desenvolvendo vieram juntamente com a interface do JARVIS, e ela começou com pioneira nesse mundo, e analisava todas as suas opções –, e ela fechou o relatório, e soltou um suspiro longo e demorado ao pensar nisso.
- E quando eu devo ir?
- O mais breve possível, temos um prazo a cumprir, Stark – a voz dele soou lenta –Soube que está de olho no menino Parker? Ou apenas, curiosidade?
encarou por meio segundo ao ouvir o nome Parker –, os arquivos de seu mundo revelavam uma criança com os mesmos poderes de Melissa Parker –, e as lembranças da filha de um dos seus cientistas, e por aquele motivo, Peter Parker estava sendo observado desde que ela descobrirá as atividades extracurriculares dele, e cuidadosamente analisado pela mulher de ferro, enquanto a mesma deu de ombros com o assunto citado.
Ela impediria que Peter Parker tivesse o mesmo destino que a menina Parker.
- Enfim, eu sei que se sente responsável por aquela menina, porém, não irei me intrometer na sua pequena pesquisa, você está livre amanhã?
- Provavelmente, já olhou na minha agenda, Sr. Yale.
sorriu travesso para ela, sentiu um arrepio com o olhar dele sobre si -, e com toda a certeza se arrependeria daquele favor, enquanto o mesmo jogou para ela a pasta.
- Tenho um serviço para você.


¹Os sobrenomes dos nossos Vingadores nesse mundo são: McQueen para Srta. Stark, Yale para Agente Romanoff, Hoklyns para Agente Barton, Griffin para a Deusa do Trovão, VonDebruk para Dra. Banner, Jenkins para Capitã América.
²Eventos transcorrem antes de Guerra Civil, e seguem a linha do tempo do UMC.


II

“Eu quero que que a ideia de felicidade é com você”
– Dean Winchester.

McQueen Corporation, New York.



“É o seu turno”.
A voz sonolenta de Rogers soou em seus ouvidos – e alguns baques e xingamentos da queridinha da América até o quarto foram escutados pela Arqueira – Barton riu, mas o riso morreu enquanto estava só de novo, ela e seus pesadelos.
Suspirou –, enquanto encarou a parede de vidro, e uma New York segura. Segura? Aquele pensamento a assustou, desde quando ela achava New York segura? Barton encarou o próprio reflexo, e percebeu.
Após todas aquelas semanas – em planos mirabolantes, espionagens e checagem de dados –, aquele mundo era totalmente diferente do seu mundo, e ela relembrou de seus pecados.
Acabar com a vida de uma pessoa é fácil, tão fácil quanto respirar. Escapar das memórias é mais difícil, elas te rondam de modo constante e não há como se esconder. Nem mesmo em seu sono. Um momento de distração e lá vem todas as lembranças que te aterrorizam todo maldito dia. Nem sequer um dia de folga, era como trabalho escravo antigamente: desagradável, desgastante e em um deslize você é castigado.
Para Barton, A Arqueira, só há dois modos de escapar: dormindo ou indo a missões. Só um modo é realmente eficaz já que pesadelos existem e eles sempre a deixam com olheiras profundas debaixo dos olhos. Então a melhor opção era trabalhar até não aguentar de tanto cansaço — um fator irritante que facilitava a entrada dos seus fantasmas interior sobre os quais sempre precisava lutar.
Após a queda da SHIELD, existiam milhares de arquivos codificados e decodificados – e graças a isso, os atos da Viúva Negra facilitaram para eles conseguirem informações que apenas a SHIELD detinha em seu poder –, porém, o que eles haviam desejado estava com uma codificação de ponta, afinal Nicholas Fury não iria revelar todos os segredos para o mundo.
Lembrou o que disse: “Uma questão de tempo, Barton”, Barton ergueu-se da cadeira enquanto pegava a xicara de café que estava em cima da pequena e improvisada bancada da nova casa. O apartamento sujo e imundo em algum lugar em Nova York fora abandonado quando perceberam policiais e agentes da FBI disfarçados andando nas redondezas desde que Stark estava tentando entrar nos computadores da CIA com sucessos e resgastes de arquivo sobre seus alvos, o que é no mínimo curioso vindo da Stark que sempre fora a mais adversa a ajudar seus colegas de equipe, e agora estavam numa propriedade privada que Stark comprou com o dinheiro de uma empresa, ilegalmente criada sob o nome Walter McQueen, além da invasão de vários sites do governo ao qual e ela tinham acesso a certos privilégios em seu outro mundo, mas lembrou-se do que o Romanoff dissera alguns dias atrás quando se mudará permanentemente para aquele local: “Teremos que agir, ”.
Tinha medo de este agir com imprudência – suspirou enquanto lembrou-se da discursão acalorada com Rogers e Banner, mas ambas entendiam o ponto de vista atípico de Natanael e de Stark como também os planos quase incomuns de envolvimento com as redes mundiais, a agente sentou-se enquanto observou as plantas conseguidas de uma das bases da agencia de inteligência, conhecia aqueles corredores – a Barton considerava estranho isso, mas era necessário. Natanael cuidaria de Laura Barton, e ela de Nick Fury.

Arquivo decodificado.
Nicholas Fury.


Aquilo alertou Barton enquanto os arquivos, relatórios e qualquer coisa que ligasse os Vingadores e suas respectivas vidas estavam aparecendo na tela do computador recém-adquirido num roubo de suprimentos e mantimentos para o grupo, além de necessidades básicas das mulheres do grupo – McQueen Corporation era uma nova febre no mercado com ideias sustentáveis, e trazendo novos investidores para elas enquanto as ações estavam em alta na bolsa. Maldita Stark tem talento para ganhar dinheiro ainda não acreditava na capacidade de de gerar bilhões por ano em seu mundo e ser uma das mais jovens empresárias desde os seus meros 16 anos, apenas bebericou o café e analisou os arquivos de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, e seu eu deste mundo.
Laura Barton – mulher de Clint Barton – suspirou com aquilo... Sra. Barton, enquanto passou os olhos no arquivo rapidamente, analisou a fazenda e local em questão.
Incialmente, eles iriam sequestra a Laura Barton e os filhos de Clint, entretanto, após duas semanas de discursão havia decidindo deixar aquele plano de lado, por hora, como mesmo disse sobre aquele assunto, porém eles ainda tinham que estudar todas as especificações para caso precisasse sequestrar a família de Clint – era um plano C, como falou sobre os tais arranjos para a orquestra final.
- Onde você está?
Sussurrou para si mesma, enquanto encarou as fotos das pessoas – Jonathan Foster era prioridade para eles. Não seria fácil assim como a conversa com os seus colegas de equipe sobre abandonar os planos sobre a família de Clint Barton, entretanto, aquele assunto não dizia respeito a – a arqueira apenas passou os olhos pela foto dela e de Nick Fury, uma ruga surgiu de preocupação com isso.
Afinal, ele era um espião como ela, e provavelmente tão letal quanto a sua versão em seu mundo.

x

New York, Brooklyn.



Ar quente subiu lentamente por suas narinas.
A cafeína tinha um efeito resoluto em seu corpo assim como a tequila e vodka que tanto amava, mas apenas apreciou o seu café puro com gosto e sem contestar o seu sabor resoluto que proporcionaria prazer. O agente Romanoff observou a jovem mulher distraída com um dos milhares de guardanapos que escreveu na ultima meia hora.
Pagou a quantia pelo seu café puro –, e deu um sorriso charmoso para atendente enquanto se posicionou estrategicamente longe dos olhares desconfiados das pessoas –, considerava Stark, uma mulher interessante, genial e arrogante, mas seus olhos azuis desceram pelo rosto delicado, suave, quase juvenil senão soubesse dos seus 21 anos e com preocupação aparente para os lados enquanto checava mais uma vez ao seu redor como uma corsa assustada, os cabelos agora presos num longo rabo de cavalo e roupa usualmente discreta e sem grandes extravagancias o que combinava perfeitamente com ela e sua personalidade difícil de lidar na opinião de Romanoff, o mesmo encarou a mulher.
Se perguntou, como alguém não se apaixonaria por ela? Talvez o fato de Stark se capaz de falar fluentemente ao menos cinco línguas, ser uma engenheira mecânica e bilionária excêntrica afastasse os admiradores, porém, a Stark chamava atenção por sua beleza incomum herdada da família, e vindo de sua avó – pouco lembrava a mãe, como dizia –, e assim como por suas observações desconcertantes nos últimos dois anos que a conhecera.
Ele se lembrava da jovem franzina de 18 anos lhe apontando uma arma. Surpresa, essa seria a palavra correta para o jeito nada inocente e pouco juvenil da mulher.
“Isso é uma péssima ideia” – sibilou para ele assim que se separaram na pequena cafeteria, franziu o cenho para ele após explicar todo o plano traçado em sua mente – “A Barton vai matá-lo”.
Ele ignorou aquele comentário sarcástico e com humor dela que estava a mil – e viu seu alvo andando pela rua e em direção à cafeteria, e ansiou por aquele momento.
Seguia fazia pouco mais de duas semanas o capitão América, Steve Rogers, que a cada dois dias vinham aquele café quando estava na cidade, e que sobrevivera a época da 2° Guerra Mundial, e trazia muitas lembranças para o Capitão Rogers – o Agente Romanoff analisou de canto de olho a versão de Rogers daquele mundo, poderiam ser irmãos, pensou enquanto sentiu a tensão emanar de Stark de longe enquanto a mesma torcia os dedos discretamente sobre seu colo, e bebia o café puro com um pouco de tensão – a mesma estava sentada no balcão se servido de um expresso duplo com cafeína extra, um vicio ao invés do álcool segundo ela, mas viu o expresso cair diretamente em Steve Rogers com segundos de surpresa. Gênio, Stark, como sempre, pensou o agente Romanoff observando a cena.
–Mil perdões, senhor, sinto muito mesmo – sua voz soou alta, e desesperada, enquanto discretamente o rastreador caiu para dentro dos bolsos do Capitão, e a escuta colocada sobre os ombros do casaco, e a expressão corada fez a encenação ser perfeita – Sinto muito mesmo.
–Não se preocupe senhorita, foi apenas um acidente – enquanto a “desastrada” Stark apenas limpava a sujeira com alguns guardanapos, se Romanoff não a conhecesse diria que Stark estava realmente envergonhada – Não se preocupe, foi apenas um acidente.
–Sinto muito mesmo.
Ela diz se retirando e se desculpando, enquanto apenas ficou observando o interesse de Steve Rogers em Stark – a mesma sumiu pela esquerda – enquanto ele perguntou se era uma frequentadora frequente para a garçonete que negou: “É a primeira vez que ela vem”, enquanto retirou-se também e espero Rogers sair e tentar seguir sua colega, mas ele a perdeu de vista enquanto apenas adentrou de novo para a cafeteria e ouviu um gracejo da garçonete de quase 50 anos chamada de Kathy.
Interessante, concluiu enquanto apenas foi para a livraria há duas quadras dali, a morena estava parada enquanto observava livros de física quântica e de mecânica que ela tanto adorava – os olhos cabelos agora presos num coque, e usando óculos de grau, e o casaco estava invertido para um bege escuro – a mudança era mínima, mas o suficiente para deixa-la quase irreconhecível para quem só a viu uma vez.
–Então, feliz, ? – sua voz soou quase entediada, mas os olhos escuros fixos nos seus como se tentasse ler os pensamentos do agente – Sinceramente, porque diabos ir atrás dele?
Romanoff apenas escolheu ao acaso um livro para ele sem nem olhar o título – e entregou a mulher que franziu o cenho para ele, enquanto ele pagava pelos livros, estava impaciente enquanto o sorriso de deixava bambas as pernas da atendente, e causava uma repulsa na mulher ao seu lado, e ele sabia disso.
–Parece que Steve Rogers é interessante, , e interessou-se por você – a voz soou quase provocativa para ela que franziu o cenho, e revirou os olhos com as insinuações dele – Quem sabe não sair um romance?
A Stark o encarou atônica – enquanto resmungou como era um idiota, porém, o Romanoff percebeu as bochechas avermelhadas da mulher que apenas pegou meio dúzias de bombons e pediu para caixa pegar ele.
Fase 1 em andamento, concluiu o agente para si mesmo enquanto mais uma vez observou as duas íris escuras fixas em si. ”Talvez Steve Rogers seja muito mais interessante”, pensou enquanto pegou o taxi e observou a mulher ao seu lado, “E você me deu ótimas ideias, Stark”, sorriu de canto enquanto planejava os próximos passos.

X


Uma semana depois, McQueen Corporation.



O céu estava escuro quando ela acordou.
Banner mordiscou o lábio em nervosismo -, ela observou as conhecidas ruas, enquanto observou o restante da equipe está de pé e andando de um lado para o outro -, nos últimos 3 meses, a McQueen Corporation passou de uma empresa desconhecida para uma empresa de nível internacional que estava se estabelecendo na cidade, e com seus donos excêntricos, como foram chamados por uma revista internacional [Jarvis plantará histórias em todos os canais de notícias, e criara registros falsos da empresa de origem britânica]
.
"Invasão concluída"


A voz robótica chamou atenção de todos –, fazia o café, após uma série de exercícios juntamente com que tomava uma xícara pura de café e estavam em uma conversa trivial de lutas, e forma de combates e principalmente armas –, ainda estava de pijama e vinha do quarto com uma cara amassada, e que acabava de correr numa esteira numa academia particular para evitar chamar atenção na rua, e encarou a Mulher de Ferro que mantinha uma expressão de poucos amigos para todos ali.
- Você disse que ia acordar cedo, .
A voz sarcástica de soou atrás de , enquanto a Banner apenas mandou um olhar silenciado para Romanoff que revirou os olhos com isso – a mesma cobriu-se, enquanto a Mulher de Ferro revirou os olhos para ele, e mostrou a língua –, as olheiras estavam profundas, enquanto o computador apitava.
- Desculpe se tiver que fazer hora extra ontem – resmunga mal humorada, e se recostar no sofá ao centro – Itinerários de vocês estão atualizados, e com todos as possíveis possibilidades de atraso, e cada um de vocês tem um encontro, e com Jéssica Jones, e com Rand Enterprise, e eu com Murdock, e a irá receber os equipamentos do novo laboratório, além da matéria prima para a minha armadura e para os novos equipamentos de todos o restante, e reabastecimento da geladeira, já que alguém acabou comendo todo suprimento da semana, em menos de dois dias, e só isso.
se encolheu com a última parte, e olhava o recém feito sanduíche com o que sobrara da noite anterior –, soltou uma risadinha, a Deusa do Trovão estava numa fase depressiva por causar da irmã, e da família em Asgard que provavelmente foram aniquilados pelas Joias do Infinito –, a mulher de ferro soltou um suspiro com isso, enquanto apenas encarou todos eles com uma sobrancelha arqueada.
- Não chore, Thor deu um tapinha nas costas dela –Porque diabos devo me vestir com isso?
E arqueou as sobrancelhas para a Stark, enquanto fingiu saborear o café da manhã –, apenas revirou os olhos com o ato da outra, enquanto apenas se esticou, e mostrou a cicatriz longa e fina nas costas, porém ajeitou o robe e encarou a todos que observavam as marcas da guerra espalhadas pelo corpo da jovem.
- São negócios, , e foi que pediu.
A Stark acusou o Romanoff que soltou uma lufada de ar, e mirou os olhos azuis nos negros que pareciam ansiosos pela briga entre ele e a Barton.
- São nossos disfarces – ele retrucou, enquanto apenas visualizou a roupa separada para si, e encarou a roupa discreta de – O que mais temos aqui? Uma reunião as 15hrs com quem?
- "Conselho" fez aspas – Nossos empregados esperam a festa de boas-vindas e de abertura do prédio ao público, e eu espero que vocês apareçam para ao menos fingimos que somos normais, senão, pelo amor de Deus, ao menos sorriem para as câmeras.
suspirou, enquanto Barton e Rogers comentavam sobre suas respectivas missões.
- Eficiente, Stark – brincou para ela, os olhos azuis fixaram nos castanhos com sarcasmo, e a mesma apenas deu de ombros –Onde estava essa mulher responsável esse tempo todo?
- Cuidando de uma empresa de um bilhão de dólares, e salvando a sua bunda algumas vezes, e claro sendo uma bilionária excêntrica e filantropa – ela enrolou uma mecha de seus cabelos, e estalou as costas e bocejou em seguida – , está tudo bem com o seu trabalho?
- Nem irei botar os pés fora do prédio, então, tudo ótimo – comentou surpresa pela delicadeza de de deixa-la a cargo do laboratório – Não me sinto segura lá fora, então, qual agência você invadiu agora?
Os apitos do computador estavam irritando a Banner, porém logo arquivos era passados na triagem da – a mesma apenas descartou alguns, enquanto apenas suspirou entediada.
-FBI, e mais algumas pequenas, Jarvis, consegui algo dos arquivos da SHIELD? – indagou para Jarvis, enquanto encarou a tela de computador – E os localização dos vingadores?
- Sim, senhorita Stark, acabo de receber os relatórios que solicitou, além da instalação do vírus que criou que demorará mais algumas horas para concluímos por conta do sistema de segurança do Pentágono, senhorita – a voz de Jarvis transmitiu todos os dados para os relógios adaptados que desenvolveu – Esses são os dados que a agência de inteligência detém sobre seus altergos atualmente, e trouxe também, análise de perfil de cada um deles pela agência para o programa Inciativa Vingadores, e Sr. Stark foi reprovado, além do monitoramento do Dr. Banner e sobre suas atividades durante todo o tempo em que estamos aqui.
- Nem desejo saber o porquê dele ter sido reprovado – a voz de soou sarcástica, e ela lembrava de Nicole Fury dizer que ela era imprestável em lidar com pessoas – Tudo bem, temos um longo dia hoje, e precisamos parecer normais, quanto mais rápido fizermos isso, mas normais parecemos.
- Até parece que parecemos normais – comentou esticando-se, e recebendo gargalhadas de –Porque diabos vou para a Rand?
- Porque você tem um rostinho bonito, e também, você entende dos relatórios, afinal estudamos eles a semana toda para parecemos eficientes nos negócios – disse olhando a parceira – E a irá cuidar do Murdock, e o nosso é fácil comparado ao dela.
- Nem quero ver o que é difícil.

X


Alias Investigations -, New York.


Alias Investigations Office estava igual.
Barton observou os passos de Malcom que lembrava Miranda -, a ex-viciada que vigiava Jessie Jones para Kilgrave, e a psicopata que quase destruirá a vida de seu melhor amigo por causa de uma estúpida obsessão, porém a mulher suspirou -, a Barton seguiu pelo corredor, até a porta do escritório, e também lar de Jéssica Jones.
Bateu na porta -, e a mulher de cabelos escuros e expressão azeda abriu, e revelou o moreno alto e careca que supôs ser Luke Cage que saiu sem olhar para trás, enquanto Jéssica Jones o observava atentamente pelas costas do homem.
- Pode entrar, moça.
Barton riu internamente -, lembrava algo parecido entre Jessie e Luna Cage -, enquanto apenas fechou a porta atrás de si.
A mulher observou a sala em questão, enquanto Jéssica Jones a observava atentamente -, vestia um jeans surrado, além de uma camisa preta e um casaco grosso, e a touca escondia os cabelos castanhos claros curtos.
Ou apartamento -, e o cheiro de bebida também lhe trouxe lembranças sobre Jessie Jones, e alguma das vezes que passou a noite com ele -, deixou a lembrança de lado.
- O que deseja?
- Gostaria de contratar seus serviços, Srta. Jones - ela pigarreou, enquanto fingiu olhar a janela - Gostaria que investigasse algumas pessoas para mim.
- Nem vai pergunta o meu preço.
- Sei bem os valores que você cobra, Srta. Jones - deu um sorriso simpático, enquanto a carrasca dominava a expressão da outra mulher - Não se preocupe com o dinheiro.
Lembrava claramente de Jessie Jones -, um homem com muitas habilidades que interessaram ela em seu mundo, entretanto se Jessica Jones fosse igual ao seu altergos, ela teria alguns problemas de confiança -, Barton apenas soltou um longo suspiro ao observar a mulher de cabelos longos e escuros que a observava como se fosse de outro mundo.
- Então, você deseja contratar os meus serviços para investigação de alguém, e esse alguém tem nome?
Barton sorriu -, os olhos claros avaliaram a mulher esguia e magra, enquanto jogou o pacote com 5 mil dólares em cima da mesa.
- Metade agora, e outra metade quando o serviço tiver sido terminado - pegou a ficha que Stark havia feito para que a investigadora particular pudesse fazer seu trabalho - Eu entro em contato, Srta. Jones, meu número está anotado em papel dentro da bolsa, e gostaria que fosse o mais rápido possível sobre a investigação.
Jessica apenas abriu o pacote -, arqueou as sobrancelhas para ela, enquanto saiu do escritório de investigação -, seguiu pelas escadas, do outro lado da rua, a mulher de cabelos loiros tinha dois copos na mão, parecia já acostumada com as roupas humanas, além dos trejeitos das pessoas enquanto entregou o café quente a outra.
- Ela aceitou o trabalho?
- Ainda me pergunto se algum dia, alguém como o Jones iria negar dinheiro - soltou em rispidez, e riu - Você viu Luke Cage?
- Enorme, e iria ser difícil derrubar ele - comentou por alto, e seguiram pela rua até o carro preto - Ela está seguindo a gente.
-Claro que está, porém, Srta. Jones terá trabalho a fazer.
bebeu o café -, apenas recebeu uma mensagem, "aceito o trabalho", e salvou o número de Jéssica Jones.
E deram partida no carro.

X


Rand Enterprise, New York.



Romanoff sorriu para Joy e Ward Meachum, e este último estava com uma carrasca irritada em sua face -, assim como Daniel Rand que parecia deslocado naquele segundo, ele apenas ajeitou-se e tentou evitar os olhares ansiosos de Ward com a empresa McQueen -, o portfólio estava sendo apresentado por .
A sócia, como foram referidas várias, estava devidamente treinada -, lembrava do relatório sobre ela, e suas qualidades como secretária antes de virar um supersoldado, e naquele segundo, a Miss América não poderia ter sido menos que impecável.
- Essa é proposta que temos para Rand Enterprise.
finalizou a apresentação -, havia uma pequena escuta na orelha da Capitã América, e ao qual, Jarvis transmitia os dados que estavam nos relatórios estudados com o texto que havia criado para aquele momento.
- É uma proposta tentadora, porém existem várias variáveis nos seus produtos, não é?
- Na realidade, a Chefe da Divisão de Ciências já corrigiu as falhas, e disse que está perfeitamente funcional - a voz de soou persuasiva - Além disso, já estamos em fase de teste, e vocês são a primeira empresa a receber esse produto, senhores.
- E quem seria o cientista?
A voz de Ward Meachum soou curiosa -, as engrenagens na cabeça de se formaram ao pensar que ele desejava saber a veracidade do produto.
- Na verdade, a cientista - corrigiu, e um sorriso surgiu em seus lábios - McQueen, juntamente com VonDebruk, e os gênios por trás disso, e reduziríamos em 50% o índice de poluição de sua empresa, mas, porém, precisamos que vocês acertem o acordo para iniciamos.
Ward Meachum o encarou -, apenas sustentou o olhar do homem, enquanto Daniel e Joy estavam cogitando a ideia, e mirou os olhos nas mãos de Ward que estavam impacientes sobre a mesa.
- Deixemos que debatam - a voz da Capitã era suave - Sr. Yale e eu temos uma reunião agora em nossa empresa, e esperamos que nos deem uma resposta positiva, senhores.
- Nos damos uma resposta amanhã, Sr. Yale e Srta. Jenkins.
apenas concordou -, enquanto recolheu os equipamentos -, apenas o aguardava do lado de fora, em uma conversa trivial com Joy Meachum que estava interessada no produto -, assim que pegaram o elevador, pode se livrar da gravata que parecia que ia enfoca-lo.
- Você foi perfeita.
- Com ajuda do Jarvis, foi fácil - ela murmura baixo, enquanto algumas pessoas entram - Alguma novidade?
apenas olhou as mensagens com interesse.
- Conseguimos fechar negócio com o exército com êxito - ele diz guardando o telefone - Jéssica Jones já aceitou o trabalho.
- Tudo indo como esperado.

X


Nelson & Murdock, New York.



O prédio era como ela lembrava.
Stark lembrava claramente das duas vezes que encontrou Samantha Murdock -, e nenhuma delas terminou tanto bem quanto a mulher de ferro gostaria, e a lembrança amarga surgiu em sua mente.
Ela ajeitou o vestido escuro que usava -, um perfume que descobriu que existia nesse mundo, e que era o seu preferido -, ela usava um casaco preto enquanto subiu as escadarias nos saltos de 5 cm que fora obrigada a usar por causar de .
A mulher ouviu os passos atrás de si -, havia dois guardas costas consigo -, então, os olhos desceram pelo escritório simples e bem organizado da firma de advogados.
- Olá, sou Foggy Nelson - a voz dele soou amistosa, os olhos gentis enquanto avaliavam a mulher de óculos escuros, e avaliava o vestido caro escolhido a dedo por suas colegas de quarto, pois ela não podia aparecer de jeans sujo de óleo e camisa rasgada, como disse para ela minutos antes de começarem a prepara-la - Como podemos ajudar? Senhorita?
- McQueen.
- McQueen? - arriscou incerto, enquanto sorriu - Você ligou essa manhã.
- Minha assistente marcou, na realidade.
"A Adorável Srta. Rogers", relembrou o tom amável de com o advogado -, arranhou um sorriso forçado enquanto se sentou numa mesa, e ouviu os passos de Matthew Murdock pela sala.
- Bom dia, Srta. McQueen.
- Bom dia, Sr. Murdock.
Saudou -, enquanto os dois brutamontes que fora forçada a trazer estavam do lado de fora da sala -, a mulher apenas analisou eles cuidadosamente.
se sentiu desconfortável na frente dos dois advogados -, um dos motivos, era Matthew Murdock e outro, e não menos importante era que o Daredevil era um homem que não era fácil de enganar mesmo que você fosse um mentiroso extraordinário, e sempre se perguntou como os Murdock conseguiam perceber a mentira através dos sons do coração
- Srta. McQueen - inquiriu Foggy Nelson sorridente, e observou a bela mulher a sua frente - O que deseja da Nelson & Murdock?
- Gostaria que Nelson & Murdock representasse a minha empresa - respondeu diretamente - Eu, recentemente, perdi meu pai, e sou herdeiro das McQueen Corporation, entretanto, eu não confio na atual firma de advocacia que representa a empresa, e o conselho me disse a mesma coisa, então, recebi algumas indicações e escolhi vocês para esse trabalho.
Foggy tinha um sorriso entusiasmado enquanto observou o portfólio que a mesma colocou sobre a mesa -, Murdock tinha algo parecido feito em braile -, os olhos dela se desviaram pela decoração simplista, porém organizada.
- Você soube que sou cego, Srta. McQueen, e mesmo assim deseja que eu seja seu representante legal?
suspirou -, reconheceu o mesmo tom de voz de Samantha, porém menos irritante da Daredevil de seu mundo, porém ela reconheceu a armadilha que estava prestes a cair caso não tivesse tido a experiência antes com a outra Murdock -, ela repuxou os lábios nos cantos.
- Acredito que esse mero detalhe não seja empecilho, Sr. Murdock -, e observou o rosto inexpressivo do homem a sua frente que usava óculos com lentes vermelhas, e voltou-se para Foggy Nelson - Foram bem recomendados, e não vejo problema nisso.
- E você quer uma firma pequena como a nossa?
- Eu desejo que seja uma firma de minha confiança, e vocês parecem de confiança - ela apenas comentou a verdade, enquanto sentiu a audição aguda de Matthew Murdock captava qualquer indício vindo dela - Temos um pré-contrato feito por mim e pelo conselho, vocês receberam 10% do meu lucro atual, um de meus colaboradores virá amanhã, ou caso não agrade, façam um contrato para fechamos negócio ao seu agrado.
- Srta. McQueen gostaria de ajudar a sua empresa, entretanto, estaríamos entrando num campo minado de outra que não era de sua confiança -, a voz de Matthew soou confiante - Existe alguma razão para cremos que sua outra empresa de advocacia não irá interferir?
- Não, Sr. Murdock - sorriu para o homem, enquanto Foggy olhava o contrato com atenção - A empresa em questão teve seus direitos respeitados, e todos os lucros que adquiriram conosco assim como a taxa por quebra de contrato.
- Eu e Matthew iremos analisar o contrato, Srta. McQueen -, Nelson parecia animado, e os olhos erguidos para ela - Agradecemos a escolha, Srta. McQueen, e esperamos ter uma resposta amanhã.
sorriu, e apertou as mãos de Matthew e Foggy -, ela colocou de novo os óculos, enquanto seguiu pelas escadas seguidas pelos dois seguranças, e já estava na rua quando entrou no carro, e então Matthew Murdock estava juntamente com ela no carro.
- Srta. McQueen, esqueceu isso - o homem indicou a pasta do portfólio vazio - E sentir um cheiro característico de óleo.
A mesma arqueou as sobrancelhas assim que percebeu ele se sentando -, e riu, a mulher retirou os óculos.
- Por causa disso, você desceu?
A voz dela soou surpresa -, porém, percebeu que ele faria isso quando sentir o perfume que usava.
- Quem é você?
- Uma engenheira mecânica que trabalha com motores a combustão, e tentando criar energia renovável de um jeito sustentável, Sr. Murdock, e senhor tem sentidos bastante aguçados - ela retirou os óculos, e postou a bolsa do lado enquanto observou atentamente ele - Você deseja uma carona, Sr. Murdock?
- A senhorita não parece uma mulher de negócios.
Ele retrucou.
- Eu fui criada por cientistas, então sou mais cientista do que mulher de negócios como diriam os meus pais - respondeu distante, enquanto os olhos desceram para a rua movimentada - Então, nunca fui boa com pessoas no geral, entretanto, meu pai me ensinou os negócios da família do jeito dele, e aparentemente, eu tenho talento para isso, mas alguma coisa? Ou deseja fazer mais perguntas sobre a minha pessoa?
Matthew Murdock apenas ficou em silêncio -, suspirou, enquanto o telefone tocou -, os olhos escuros fixaram no rosto dele.
- McQueen - quase por um triz diria Stark, é um resmungo audível a fez perceber quem era - Já estou voltando, .
- Temos reunião em meia hora.
- Jamais me atrasei para uma reunião - ditou, um tanto irritada - Nos vemos em breve, e prepare algo para o almoço, por favor.
Desligou o telefone -, Matthew Murdock sorriu.
- Nós vemos em breve, Srta. McQueen - ele respondeu descendo do carro - Srta., deveria seguir seu coração.
- Meu coração é do dinheiro, Sr. Murdock.
Sorriu falsamente -, assim que saiu do raio de detecção do Murdock -, ela digitou o número na linha de discagem.
- Ele te seguiu?
- Como planejado, - ela disse encarando as unhas perfeitamente feitas, e soltou um suspiro, enquanto observou as ruas do Hell’s Kitchen - Coloquei dois sensores indetectáveis a olho nu, ou a audição precisa dele iria detectar os que tínhamos a mão, e você me deve uma, pois foi difícil coloca na mesa dele. E a casa?
- Já estou cuidando disso.
revirou os olhos -, e mordiscou o lábio inferior -, o que diabos Romanoff tinha na cabeça?


III

“Dói não saber o que está acontecendo, entende? Estou confusa o tempo todo. Penso em tudo o tempo todo. Isso está me deixando louca”.
— Amantes da meia noite(G)


A reunião era tediosa.
Deusa do Trovão soltou um bocejo e não conseguiu evitar, sendo repreendida por com um olhar, enquanto tentou manter um sorriso frio e profissional no rosto, porém achava que enfrentar os Gigantes de Gelo dava menos medo do que aquelas formulas e palavras difíceis do mundo dos negócios que fora obrigada a decorar para ao menos fingir que entendia daquele dialeto –, desde que voltara da contratação de Jessica Jones, a Barton pediu delicadamente que fingisse genuíno interesse pelos negócios, ao menos para manter as benditas aparências da empresa.
Ouviu atentamente palavras que não entendia, e uma repetição da palavra lucro umas duas ou três vezes na mesma frase –, a Deusa do Trovão pensava que Stark era suficiente para assistir, e criticar como bem sabia que iria criticar cada proposta feita pelos funcionários assim que tivesse a chance –, após a última apresentação, e que achou que fosse morrer de tédio, e que tentaria achar alguma adaga afiada para enfiar no coração.
-Pelo amor de Odin, como você aguentou isso na nossa terra?
A Mulher de Ferro deu de ombros.
-Dinheiro, , literalmente muito dinheiro – Stark apenas sorriu, enquanto esticou e estalou as costas, e encarou a Deusa do Trovão com um sorrisinho irônico nos lábios – Bem, pelo menos, fizemos a nossa parte, e agora, aqueles idiotas iram espalhar pelos quatro cantos de New York que somos uma empresa de renome.
Arquivo decodificado.
Soldado Invernal.

Vários pares de olhos desceram para o rosto nada surpreso de Stark –, lembrava claramente que o tópico Soldado Invernal estava longe da alçada deles, ou menos, foi o que ela pensou desde a última vez que o grupo conversou sobre isso –, enquanto observava a mulher de ferro a espera de respostas que não fossem “apenas pela ciência”.
-Ele tem informações da Hydra, e ele foi responsável pela morte do meu pai nessa terra, e acho justo ajuda o Soldado Invernal como tentamos ajudar a Beatrice – se atropelou nas palavras, e revirou os olhos para olhares acusadores de que não era só isso, enquanto a mesma torceu os lábios para os colegas – Se seguimos a logica, Rogers 2, ele irá atrás do Bucky, ou melhor, ele está caçando o melhor amigo, e também temos acesso há vários, digamos, arquivos dos remanescestes da Hydra, achei que seria boa ideia caçar alguns nazistas.
-Você realmente precisa de limites, sabia? – a voz de Rogers soou séria – Bem, eu também estou curiosa sobre o Bucky dessa realidade.
-Não se apaixone, viu? – brincou com a Capitã América que o encarou levantando umas das sobrancelhas para ele, enquanto o mesmo apenas levantou as mãos em rendição aos olhares não muito amistosos da Queridinha da América – Sabemos de sua quedinha por soldados amargurados, como o Pietro.
-Cala a boca, Romanoff.
O tópico Pietro estava vetado –, ao menos, era essa postura que passava sobre seu antigo amor –, ignorou as informações sobre a vida amorosa da Capitã América, afinal a inexistência de sua própria vida amorosa naquele mundo fosse o motivo para não tirar sarro da mais velha do grupo.
-Quais são as informações, Jarvis?
- Soldado Invernal, também conhecido como James “Bucky” Buchanan Barnes, nasceu em Brooklyn, New York – Jarvis relatou o arquivos decodificados – Foi geneticamente modificado pelo Dr. Arnim Zola antes de entrar no Howling Commandos, e sobreviveu a queda do trem, após isso, os soldados remanescente da Hydra o encontraram e colocara no programa “Soldado Invernal”, o status até agora é desaparecido, porem a indícios que ele esteja na Romênia, Srta. Stark, acho que consigo triangular a localização dele, e verificar as câmeras do planeta atrás dele.
-Jarvis, conseguiu decodificar o que o Zola fez na cabeça dele? – perguntou ansiosa – Você pretende fazer o que com essas informações, ?
-São dados ainda inacessíveis, senhorita, mas acredito que até o final do dia tenho todos os dados dos experimentos, e talvez um tratamento para os possíveis danos que o Sr. Barnes tenha sofrido nas mãos da Hydra – a voz do robô, enquanto a Stark ignorou a pergunta da Rogers – Srta. Stark, conseguiu os dados de Peter Parker, e já estou monitorado cada passo que o rapaz dar pela cidade, e saberemos quando o Tony Stark entra em contato com ele, e também, triangule a base dos Vingadores.
-Perfeito.
apenas observou os colegas –, não se surpreendia com o fato de ter conseguido acesso aos dados da Hydra, e muito menos, que o Soldado Invernal fosse uma de suas prioridades –, apenas observou eles.
-Qual o próximo passo agora?
-Iremos rastrear o soldado, já que se deu o trabalho de decodificar os arquivos dele – retrucou – E também, temo que alguns dos nossos planos deverão se adiantados, , você está pronta para um retiro espiritual no Himalaia?
-Eu já disse que não vou me envolver com o Stranger – a voz dela soou perigosa – Da última, a versão dele tentou me jogar no deserto do Saara, sabia?
-Por favor, , pare de ser dramática, só porque a Stefani tentou te matar, não significar que o Dr. Stephen Stranger tente agora – pronunciou para ela, enquanto sorriu animado, e suspirou – Ou, pelo menos, tentamos pôr os olhos no futuro detento da Joia do Tempo, o que acha? São nossas tarefas.
-Você enlouqueceu? – a voz de Barton saiu irritada – As artes místicas são difíceis, e porque você não vai lá e aprende a magia?
-Porque ele é burro, já tem um monstro, e eu sou uma paranoica e a não tem o menor jeito de meditar ou fazer magia, além de que, ela é uma semideusa – retrucou sem olha-la – E você, já sabe magia, não precisa iniciar a jornada de novo, lembra? Mas, caso não queira, nós damos um jeito. Sempre damos, tudo bem? Mas pense com carinho.
Charlote revirou os olhos – enquanto deixou a sala de reunião, sabia que Barton iria ponderar suas opções sobre o tópico.
-Dê um tempo para ela, Romanoff – resmungou para ele, enquanto o mesmo a encarou – Ela só aprendeu por necessidade maior, e por isso, não devemos força-la a tentar contatar a anciã ou o tal de Stranger, ela não se sente preparada, então paciência.
-Desde quando você tem paciência? – A voz de soou irônica -, e continuou – Deve ser breve, Thanos não irá esperar que nós estejamos preparados.
sabia disso, enquanto tocou no ombro dela e lhe passou confiança que os preparativos para o Titã estaria de acordo até a guerra – Thanos não esperaria por aquilo.
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Os planos estava se concretizando.
Ao menos, foi o que Romanoff ousou dizer para ela alguns minutos atrás ao sair da sala de reunião – desde que cairá naquele mundo, Stark teve que criar vários rastreadores, hacker as câmeras de segurança de várias cidades onde os Vingadores atuam, e outros países também, além de seguir monges, e também assassinos pelo mundo.
Principalmente, vigiar cada passo dado pelos vingadores.
Até mesmo T’Challa estava na lista – mesmo que a lembrança da rainha de Wakanda fosse remota em sua cabeça, ou que elas tivessem se cruzado em outra vida, e então observou as linhas do seu tempo com aquela realidade, como ela iria sobreviver ao estresse quando tudo isso terminasse? Aquele pensamento arrepiou ela, e ela ignorou a dor na perna esquerda e tentou concentrar em sua atual tarefa –, soltou um suspiro, enquanto tentava localizar e sem muito sucesso a Capitã Marvel.
“Onde diabos você se escondeu?”, ao invadir a agência de segurança – e ter acesso a milhares de arquivos decodificados, descobriu sobre a Capitã Marvel, ao qual, pelo que consegui decifrar dos arquivos, era alguém poderoso, e que poderia até mesmo deter Thanos se a teoria se provasse correta na tese que criou para poder destruir o Titã de uma vez por todas, porém as informações vagas sobre a tal “Capitã Marvel” não haviam se mostrado úteis.
Até mesmo Nicholas Fury – que todos acham estar morto –, ela tinha na mira, além dos Agentes Coulson [Outra infeliz coincidência, que ele não estivesse morto naquela realidade, entretanto Coulson não lhe interessava] e Hill.
Ela acharia Carol Denvers, afinal o mundo precisava dela, ou melhor, Stark precisava dela para poder destruir Thanos e devolver a paz para aquele universo – visualizou as fotos espalhadas, enquanto os vídeos em tempo real mostrava por onde estavam os alvos –, e um em especial chamou a sua atenção.
Peter Parker não sabia se discreto –, apenas um dia, foi o tempo em que Jarvis descobriu a identidade do garoto de ouro do Homem de Ferro –, e conseguiu triangular todas as atividades, e monitora até mesmo os desempenhos nas aulas, seu círculo social que não era tão grande, e até mesmo os interesses musicais, culturais e outras coisas que Jarvis relatou na noite anterior.
As fotos de Peter Parker estava espalhadas pela sala desde que ele se tornara interesse de Tony Stark –, o relatório mostrava as atividades do menino de 16 anos, girava a caneta constantemente nas mãos, enquanto ela tentava descobrir onde diabos Carol Denvers iria se esconder? E ouviu o som do ronco do Homem-Formiga ao lado da filhinha, enquanto as atividades das formigas e do Dr. Hank Pym estava sendo monitoradas também, e ela visualizou o homem mais velho que era igualzinho a sua lembrança mais antiga, porém a última vez que viu um Pym em sua vida fora no enterro de seu pai, mas era mais agradável do que qualquer outra pessoa que conhecesse seu pai, ao menos não fingiu uma amizade com Howard no enterro –, enquanto as fotos de Steve Rogers, Tony Stark e o restante dos Vingadores estavam em seus respectivos quadros, e as câmeras sendo direcionadas a cada um deles.
A Mulher de Ferro pensava no que iria fazer nas próximas semanas com aquelas informações para o plano “Romanoff” como passou a ser chamada as instruções de Nicole Fury – estava irritando ela a cada dia que passava desde que ela decidira abandonar as ações contra os contatos de Nick Fury, após a queda da agencia de segurança, e descoberta do Soldado Invernal, e também dos arquivos de XX 089 –, este último, era de seu interesse.
As informações da Hydra –, o seu principal objetivo.
-Você não pode passar a noite ai, sabia?
A voz de Rogers surgiu –, a Torre McQueen estava total e absoluto silêncio enquanto a queridinha da América sentava em alguma poltrona, e observava as pessoas correndo riscos, enquanto eram monitoradas para a guerra que estava por vir –, apenas observou as linhas demarcadas no quadro, assim como papeis rabiscados.
-Ainda não achou o Hulk?
-Provavelmente após Ultron, Dr. Banner não tenha recobrado a consciência, afinal ele colocou em risco a todos, e o que é de ser espera pelas análises do futuro que iriamos enfrentar em nosso mundo, e conseguir recriar as peças do Ultron para tentamos desvendar as loucuras da dupla Banner-Stark – comentou amena, e observou a mulher atentamente cada uma das coisas escritas, até mesmo horários – Então, o que devo a honra da visita?
-Você disse que precisaríamos viajar, viajar para onde especificamente? Pois, o relatório foi vago para mim – ela foi direta, era algo que Stark esperava da queridinha da América, enquanto os olhos azuis a avaliavam com uma certa ansiedade a resposta, parou de girar a caneta em sua mão – E de onde diabos você está tirando esses dados malucos?
lembrava da sugestão, enquanto o computador estava trabalhando a uma velocidade absurda desde que a Stark decidira por ventura averiguar alguns dados de Carol Danvers –, após avalia e reavalia atual situação deles –, a mulher de Ferro não fazia ideia de quais passos tomar, ou quais medidas seriam necessárias para a sobrevivência daquela realidade, até mesmo quem iria sofrer com esse processo, porém era algo para o futuro, porém não importava quais as ações fossem.
Sendo elas, boas ou más – desde que o mundo sobrevivesse a Thanos, ela aceitaria aquele preço.
-Nós brigamos feio, não é? – a lembrança da briga veio para relembrar os efeitos que a separação de Stark e Rogers iria causar naquela realidade, e ruptura abrupta dos Vingadores, mas aquele pensamento veio e foi-se rápido demais, enquanto observou o rosto impassível da Stark para as fotos – Eu estou baseado no nosso espaço tempo, e limitando os passos de acordo com os dados, e já localizou Loki e Thor, e provavelmente irá monitora-los em breve, porém ela disse que não quer ir para Sakaar atrás do Hulk, e que não faria bem para sanidade de ninguém.
-E como diabos vocês conseguiram isso?
piscou duas vezes.
-Segredo da , pergunte para ela – ela respondeu genuinamente surpresa – E a viagem é até Xandar, eu irei ficar na Terra, então decida no cara ou coroa.
revirou os olhos.
X

A primeira coisa que se lembrou de como começou os experimentos.
A confusão de como tudo começou, e do meio de toda a história e o fim quase trágico dela para ela, pensou em rir em como era hilário ela pensar a tragédia que começou com um experimento de seu pai em seu corpo. Uma simples vacina causou tudo aquilo, mas então ficou séria de novo, enquanto lembrou-se das mãos lhe dando carinho tão suavemente que fazia seu corpo se arrepia com os lábios que eram uma mera lembrança de sua antiga vida. Talvez seja a falta de ser... humana de novo estivesse afetado seu humor, ou simplesmente estivesse perdendo o controle de novo, mas a Banner pensou em tudo aquilo como um teste a sua paciência e seu controle, mas como uma mulher de quase 30 anos sofria com todos aqueles sentimentos condizente com sua situação?
Banner não tinha total controle sobre, era considerada louca por muitos desde que se tornou... um Hulk, em seu mundo uma nova espécie a ser estudada por corporações militares que daria os braços, as pernas e até mesmo a família para ter aquele poder sobre seu controle, mas é quando o Hulk não tivesse controle sobre nada, e nem sobre ele mesmo? Era uma necessidade de quebrar as coisas, uma necessidade destruir tudo o que havia ao seu lado com apenas um soco que provavelmente machucaria até os mais resistente dos homens – Banner fugia de todos, de todas as pessoas, ou até mesmo de quem mais amava, até de seu pai que parecia um louco.
Lembrava-se da primeira agulha, da primeira transformação, da primeira pessoa que machucou – sua mãe fora vítima da loucura de seu pai, que pai em sã consciência transformaria sua filha num monstro? Sentiu sua cabeça latejar com isso, enquanto o monstro se manifestava em sua mente. Ela como denominou algumas vezes, era histérica e descontrolada ao ponto de matar, esmagar e arranca membros de pessoas para se proteger mesmo que custasse a sanidade. Ela fazia ter pesadelos quase todos os dias. ”Beca, somos capazes de amar?”, e a voz dele soava alta, um tanto incomodada enquanto jogava aviões de papel sobre o lago. Ele sorria, mostrando as covinhas nas bochechas. E então, aparecia morto a sua frente.
sacudiu a cabeça. Respire, apenas sentou-se em silêncio, enquanto uma pequena batida alertava de pessoas, a porta revelou a mulher do arco e flecha entrava, enquanto viu algum tipo de desordem no local. Havia livros, anotações e até mesmo formulas que distraíssem a mulher que se transformava num monstro.
—Oi, Agente Barton, você está melhor?
Fez um gesto para pedir a entrada da mulher que apenas adentrou calmamente no local.
—Você precisa comer... – diz ela num tom paciente e fraternal – Não precisa carregar tudo sozinha, , e desculpe pelo meu ataque.
—Não se preocupe, não vou me transformar se pensar isso – a outra retrucou num tom seco, fingiu não se abalar, mas como o segredo diz: “Eu sinto raiva o tempo inteiro”, aquilo fazia a adrenalina surgir por entre as suas veias, a raiva era um combustível que poderia ser tão ruim quanto álcool, mas aquilo não era hora para destruir a propriedade em que estavam escondidas – Eu estou sob controle, e vocês me estão indo bem em manter, e você precisava desabafar.
riu, um riso de escarnio, enquanto os olhos nublados se desviaram para alguma coisa relativa a rastreamento de gama. lembrou-se do porquê começa o estudo, para seu próprio bem, para conseguir se controlar sem machucar alguém, e obtive êxito com ajuda de Stark que parecia querer mima-la a cada segundo mesmo que Banner pensasse que a Mulher de Ferro quisesse seu poder –, mero engano de sua parte, ela nunca exigiu nada da parte do Hulk, tinha curiosidade, mas não ao ponto de prender e fazê-la seu experimento, deixava a doutora trabalhar em paz, e algumas vezes, ou raras vezes, a arrastava para comer sanduiches escondidas das câmeras de J.A.V.I.S ou para alguma praia perto da Torre Stark, parecia entender seu lado sobre o poder dos Hulk —, então pensou em rir, mas teria que dar explicações para Barton, e aquilo estava fora de questão.
—Talvez seja mesmo, eu preciso perder um pouco o controle, porém minha preocupação é com a , ela não comentou nada sobre os dados do Foster – diz para si mesma do que para a Banner que deu de ombros, enquanto – Você sabe o que aconteceu antes de caímos nesse mundo? Ela não iria me fala mesmo, e vocês são consideradas melhores amigas.
deu um sorriso de escarnio – amigas, melhores amigas, pensou no título que alguns davam –, claro que eu sei, ela matou o homem que amava talvez? estava lá quando aconteceu, na verdade quase mataram ela também, mas conteve ela em seu íntimo para ver o choro e angustia de enquanto o sangue estava em sua roupa – mas Peter merecia tal morte? Ele tentara matá-la, tentara tirar a vida que dispunha... E talvez merecesse, Banner deu de ombros de novo, enquanto soltou um suspiro longo.
—Não sei, ela não é muito aberta às pessoas, , dê um tempo a ela.
Ela tem seus demônios ainda, não tinha direito de dizer as coisas – a mulher apenas suspirou, e despediu-se silenciosamente da outra, Banner observou a porta se fechar enquanto a mesma sentiu a cabeça latejar, mas suspirou. Quantos demônios será que temos em nós?
Aquele pensamento sumiu, enquanto apenas voltou a fazer anotações sobre “Hulk”, era a única coisa que restava para ajudar eles, além de matar pessoas como Ela. Se Robert Banner era ela, então ela conhecia cada fraqueza dele, e usaria contra ele sem pensar duas vezes.
Era uma questão de sobrevivência.
Um estrondo vindo andar inferior alertou as duas Vingadoras que correram até lá.
X

-Pai de Todos.
A frase dita com comoção chamou atenção do senhor mais velho, enquanto encarou a mulher em questão com uma curiosidade, enquanto observava a mulher de cabelos loiros e olhos tão azuis quanto o mar – Odin sentiu uma presença diferente em Midgard –, um perfume por assim dizer de uma Deusa com o mesmo odor e presença de Thor, e ele observou a jovem de cabelos loiros que estava em pé.
Ela mantinha uma postura ereta –, e a tensão subiu.
-Quem eis tu, pequena? Porque tu rogas para mim?
Os passos alertaram que fez um movimento com a mão – estava com arma em punho, assim como que vinha do andar superior com os cabelos ainda molhados, e uma expressão de preocupação – parou no meio do caminho, com uma luva que a lembrava da armadura da Mulher de Ferro.
-Eu sou Thor, Deusa do Trovão, filha de Odin, o pai de todos, e Frigga, a Mãe de Todos e herdeira do trono de Asgard – se pronunciou confiante, sem falha lhe dizer sua origem enquanto o trovão se movia em suas mãos – E roga-te, pois, eu estava sendo afligida pelas dúvidas de minha missão em salvar este mundo, meu pai, e não pertenço a esta realidade onde o Thor é um homem.
-Tu eis então de outra realidade? Outro Odin? Frigga existe? – a voz soava em saudade, percebeu – Tua mãe ainda vive?
-Minha mãe faleceu assim como meu pai, e tive o desprazer de lutar com o Hel, Deus da Morte, e que por ventura, meu meio-irmão – suspirou, enquanto Odin tocou na face dela, havia uma ruga de preocupação nos olhos da jovem mulher – Eu...
-Eu sei, pequena – ele puxou os cabelos – Tu tens a mesma rugas de Frigga, e agora, porque tu estas nesse mundo?
-Precisamos salva-lo, pai de todos – a voz soou dolorosa – Em nosso mundo, um gigante Thanos usa as joias do infinito, e destrói metade da vida de todo o universo com um estalo, porém a realidade ruiu, e toda a vida naquele mundo morreu, e para evitamos isso, estamos aqui.
Ela apontou para o restante do grupo que reconheceu os desenhos feitos por de seu mundo – Odin apenas visualizou as crianças, e percebeu a expressão desconfiada deles para ele – o homem não baixou em nenhum minuto a arma, encarou as outras.
-Isso salvaria Asgard?
-Não sei, Pai de Todos – ela respondeu sincera – Estamos tentando agilizar, e impedir que o mundo se destrua ou algo do gênero, porém, existe lugares inacessíveis para salvamos.
Odin então percebeu o frasco de cor avermelhado nas mãos dela.
-Todos os habitantes de Asgard devem toma-lo – ela diz, entregando para o homem mais velho, enquanto ele tocou seu rosto – Senhor, não pretende tomar.
-Minha Frigga não está mais entre nós, pequena – ele diz sério – Farei o possível, porém seu irmão ainda tem que enfrenta Hela, a Deusa da Morte.
-Ele irá sobreviver, Pai de Todos – ela diz confiante – E como vai fazer para todos tomarem?
-Tenho os meus truques, e não ore para ninguém de Asgard.
E ele sumiu – arqueou as sobrancelhas.
-Porque diabos você rogou ou sei lá o que para Odin?
-Isso facilita o nosso trabalho, ora – ela resmunga – Se Asgard já esteve protegida, agora, temos que cuidar do restante do universo, aliás, você já encontrou um jeito de irmos a Sakaar sem precisamos ir realmente lá?
-Dobras de espaço, talvez, mas claro que não posso simplesmente quebra o espaço-tempo assim, – ela coçou o queixo, enquanto a mesma ajustou o relógio novamente no pulso e reprogramou – Tu, donzela em perigo, toma cuidado com quem tu vais chamar na próxima oração.
revirou os olhos – não entendia que graças a aparição de Odin, ela estava se sentindo mais confiante com aquele plano –, se jogou no sofá, enquanto seguiu para a cozinha e , apenas se jogou ao lado de que zapeava. seguiu para lado – e chamando Jarvis pela decima quinta vez, enquanto suspirou com o comentário dela.
-Ei, , você precisa dormir – a voz de soou da cozinha – Cuidamos daqui.
suspirou, enquanto um alerta chegou ao seu comunicador.
Arquivos Recuperados.
Prisioneiro XX 089.
Prisioneiro XX 100.
Prisioneiro XX 090.
Prisioneiro XX 008.
Prisioneiro XX 909.

Ela percebeu surgir novamente, enquanto apenas encarou os dados com curiosidade enquanto as pastas dos arquivos surgiam a sua frente. Todos se reuniram na sala, enquanto o quadro de informações surgia com as fotos mais recentes de seus alvos.
-John Foster? Sério mesmo que prenderam o moleque lá?
-Ele tem o que? 14 anos?
-16 anos – corrigiu Stark enquanto limpava as mãos, a mesma encarou as informações de segurança com uma sobrancelha franzida – Ah, eu achando que não ia ser trabalhoso, porém é bastante divertido.
-Sua ideia de diversão é bastante distorcida, minha cara – murmurou encarando a mulher morena com um sorrisinho trocista – Thunderbolt que está no comando certo?
-Infelizmente, ele é um cara duro de se gostar – a voz de soou baixa, enquanto suspirou, porém a campainha soou, e o olhar de recaiu sobre eles – Quem vai atender?
seguiu até porta, enquanto apenas travou a arma de segurança –, enquanto por algum motivo, uma dúzia de pizzas surgiu, todos olharam para que apenas deu de ombros.
-O que? – a expressão de se tornou cômica naquele segundo – Vocês disseram que eu podia comprar o que eu quisesse.
-Me lembre de diminuir o seu limite – murmurou rindo – Depois conversamos sobre isso, e eu estou com fome.
apenas jogou as caixas em cima da mesa –, enquanto eles analisavam os dados da prisão.
X

—Isso é uma total insanidade, Nathan!
estava com uma voz grave, um oitavo mais alto que o normal, e aquilo assustava quem conhecia a personalidade calma e controlada da Capitã Rogers. Um tom feroz, quase felino, ela parecia um tigre defendendo sua cria ou algo assim, nunca vira a loira daquele jeito. Era algo assustador que chegava a estremecer seu outro lado – ignorava os gritos até então, observava como a mulher de ferro não parecia chocada com o que o agente Romanoff propunhas para elas, afinal o que aquele homem estava pensando? A garota Stark apenas rabiscava, parecia desinteressada no plano suicida dele, e Banner dava razão ao desinteresse da mulher assim como Barton que não estava se metendo na discursão.
—Capitã, você deve entender a nossa situação melhor que ninguém, não acha? – ele apenas replicou sem maiores escândalos, arqueou as sobrancelhas para o tom pacifico que ele utilizou com a queridinha da América que o fuzilava com os olhos, talvez o jeito que ele falava parasse um tanto calmo demais, e isso irritava — Afinal, o que há de mal nisso, ? Invadimos. Pegamos o moleque. E saímos fora. Simples. Prático.
—Há certas lacunas, Romanoff — contra atacou a queridinha da América com fúria, ela apenas gesticulou para as falhas daquele bendito plano ao seu arquiteto – Como vamos instalar um vírus no computador desta agência, hein? Isso teria que se remoto? Não, pois é impossível instalar de uma distância segura sem se pego.
—Estou com a , Nathan, isso é totalmente insano – comenta a Deusa Thor num tom rígido para o homem – Não podemos passar por isso, entende como nós colocar em risco? Um risco enorme. Desnecessário também. Penso que podemos pensar em outra coisa.
Natanael respirou fundo, um tanto incomodado com duas das cinco mulheres contra si – mantinha-se em silêncio, enquanto rabiscava um novo projeto para alguma gerigonça que provavelmente custaria alguns milhares de dólares – Banner apenas pegou o café que estava sendo servido ali, e solveu sem se preocupar em passar que estava perdida naquela discursão que durava pouco mais de uma hora desde que Natanael decidiu entrar na agencia de segurança nacional com mais de 100 agentes dentro, ao qual o mínimo erro de cálculo os levaria a quase morte (Ao qual, nem ou querem passar de novo).
—E então, o que faremos? – pergunta Nathan com um tom seco – Este é o nosso melhor plano.
—Invadir, e sermos mortos? Muito obrigada, mas não, ainda nem ao menos sabemos o quanto será perigoso – retrucou Rogers num tom claramente irritado com ele – Pense nos prós e nos contra, e esse plano não faz sentido. Isso coloca muita gente em perigo
—Talvez se alguém estivesse no navio sem qualquer suspeita – apenas expos seu pensamento ao grupo, ela ficou incomodada com os olhares para si de repente, tudo bem que ela era uma das pessoas antissociais do grupo, mas precisava em encara-la daquele modo como se ela estivesse entrado agora? Ela resolveu ignorar aquele pensamento, e pigarreou para continuar sua linha de pensamento – Eu posso ser “presa” ou algo assim, ou qualquer pessoa aqui que sabia lidar com códigos com o J.A.V.I.S serve para estar missão. Invadimos, e quebramos o código e saímos em ilesos, e com John como bônus. E plano simples, mas sem grandes erros.
—Não é um mau, plano, mas o Capitão Steve Rogers já viu sua face, minha querida – comentou Romanoff quebrando o silêncio, deu de ombros com aquela informação desnecessária, todas sentiram um tom diferente ao pronunciar o nome do alter ego de Rogers naquele mundo – E o que faria com esse pequeno problema?
— Digo que nunca vi a cara dele, o que é necessariamente verdade, ou simplesmente, me disfarço com alguma coisa que ninguém percebera, até aceito pintar meu cabelo, mas só em último caso, e que a tinta saia no mesmo dia... Ou, ele nem vai estar lá, sou boa no que faço, Romanoff, se preocupe em tirar John de lá – diz entediada, enquanto observava a todos que parecia nada felizes com isso, ou não levavam a sério o que ela falava, era considerada a infantil do grupo mesmo que pensasse ao contrário – Eu quebro a segurança num segundo, e entramos, pegamos o John e vocês me salvam é claro de levar uma surra.
—Como se fossem surrar seu rostinho bonito, ... – comenta séria, em tom de piada para ela, que recebeu um olha confuso da outra que apenas ignorou o duplo sentido por parte de Banner, a Stark estava observando o rosto contraído em insatisfação – Você quebraria a mão da pessoa antes de conseguirem.
—Como faremos isso? Sem mortes, e claro.
Um sorriso presunçoso surgiu por entre os lábios da Mulher de Ferro.
-Invadir a antiga prisão secreta SHIELD, maravilhoso.


IV

A parte mesmo má disto tudo, talvez até a pior, é saber que eu, como pessoa, não me encaixo com ninguém. Não por falta de tentativa, é por falta de jeito mesmo. Cada pessoa que conheço parece-me sempre tão viva e tão “si mesma”, capaz de suportar ventos e marés e ainda levar alguém pelos ombros, ou tão cansada e acomodada e acompanhada no seu cansaço, feliz. Vejo-me a meio, nem “eu” nem acomodada, mas cansada e tendo noção de que vivo. A parte menos má disto tudo é que uma vez que algo se parte, nunca volta a ser o que era antes. Eu parti. Não me remendo. E não volto. Bom…Talvez haja algo de bom nisto tudo.
— Cristina Lemos, Loucuras da Noite.
Algumas semanas depois – New York.


A ideia de Stark era invadir a Balsa² – antiga prisão de segurança máxima pertencente a SHIELD, e que ainda estava em funcionamento sob nova direção do Thunderbolt Ross, Banner sempre considerou as ideias da Stark são insanas, porém geniais –, Rogers considerou um ato suicida por parte da Stark, entretanto, e onde mantinha os seus companheiros de outro mundo, e ao qual era dever deles salvar essas pessoas.
- A Balsa é medonha, sabia?
Citou Banner pela segunda vez naquela conversa e observou dar um sorrisinho, enquanto quebrava os códigos de segurança e localizava os arquivos dos detentos, dos guardas e toda a estrutura da Balsa analisava os dados roubados da prisão de segurança máxima marítima –, a Miss América³ apenas esticou os dedos, enquanto tentava entender os conceitos de segurança da prisão submarina onde estavam mantendo XX 089.
- Não podemos retirar ele de modo convencional, assim como os outros.
XX 089 não existia para o mundo, e nem mesmo em registros oficiais do governo, porém localizara um arquivo não divulgado quando a SHIELD caiu e todos os arquivos foram divulgados para o mundo, e ao qual Nick Fury fizera o favor de esconder todos a existência do garoto localizado há dois anos atrás –, nem um registro, nem mesmo antecedentes criminais, afinal o que uma criança de 14 anos poderia fazer em tenra idade? Tudo, mas XX 089 não pertencia a uma prisão.
- Como o filho da Patrícia Coulson vieram parar aqui? E o Hill?
A pergunta de pairou no ar, enquanto os cracking codes –, imaginava o que Leonard Coulson estava fazendo ali, ele era confiável, ao menos era o que Patrícia disse para ela ao mostrar a foto do filho desaparecido e dos gibis que ele guardou dela na infância, ao menos, o fanatismo pelo título da Capitã América –, Eric Hill era outra incógnita para a Rogers que apenas digitou, e os arquivos referentes a eles apareciam sobre os nomes de Theodor Ross, e Arthur Lewis, e eram criminosos procurados em todos os países, e status: mortos, porém a Balsa tinha essa fama.
Entretanto, eles eram de seu mundo –, ao menos foi o que o relatório de Nicole Fury sugeriu.
- As plantas estão aqui, mas quando iremos executar isso?
- Segundo a Stark, após alguns dias do Acordo de Sokovia e estamos ainda decidindo o que iremos fazer com o Bucky ainda, porém acho que iremos decidir em breve – pronunciar o nome era difícil para , entretanto a Miss América suspirou ao perceber o olhar de em si – Não se preocupe comigo, apenas pensando se conseguiríamos salvar a Beatrice.
apenas concordou em silêncio – os mesmos pensamentos para aquela situação –, e um alarme soou no andar debaixo.
- Alarme falso!
O grito de soou pelo interfone – se levantou imediatamente assim como Rogers –, e seguiram até a oficina da Mulher de Ferro, a mesma tentou sorrir constrangida pelo estrago causado por Iky, o mesmo tinha um extinto, e a Stark estava coberta de espuma branca, e uma cara de poucos amigos, enquanto havia algum tipo de tecnologia sendo trabalhada.
-Eu vou desmontar essa lata velha! – jurou para robô que não entendeu o tom agressivo da mulher de ferro, enquanto pegava as ferramentas para quebrar o braço robótico que se moveu desesperado pela oficina – Vocês viram o que esse idiota fez?
-Srta. Stark – a voz de Jarvis soou – Houve um curto circuito, o Iky estava tentando apagar o fogo antes que pudesse que causar algum problema.
A Stark parou no ato, e olhou para o teto onde as câmeras de segurança estavam posicionadas, e revirou os olhos em como a defesa que Jarvis estava dando a Iky, e Sue estava atrás trazendo a bendita caixa de primeiros socorros – resmungou em algumas línguas que não conseguiu distinguir – enquanto gargalhava ao mesmo tempo, e recebendo olhares mortais da Stark.
-Saiam daqui! Na próxima vez, eu te transformo em um vaso sanitário!
desviou de um martelo que bateu no vidro – apenas riu, Stark ainda era uma figura.

X


Um mês depois, New York – McQueen Corporation.


A batalha em Lagos, na Nigéria, era alvo de críticas de toda a população.
Barton era responsável por saber tudo dos novos vingadores – o vídeo estava sendo repetido novamente, os olhos azuis acompanhavam cada passo dado por Wanda Maximoff e ações tomada pela jovem feiticeira –, sentiu um aperto ao lembrar do jovem Vingador que recrutou ainda na infância, era diferente da mulher a sua frente.
Wallace Maximoff era impetuoso e imprudente, porém moldável nas mãos certas –, jovem e extraordinário, e principalmente um futuro herói cheio de possibilidades depois que a Barton os resgatou –, juntamente com Petra, irmã gêmea, ambos eram imbatíveis, e pupilos da Barton.
Seus favoritos – segundo .
Porém, ela se concentrou nos movimentos daquela luta.
Não fora como esperado, ao menos foi o que Barton concluiu de toda a confusão que os novos vingadores estavam passando naquele momento – General Thaddeus E. "Thunderbolt" Ross estava crente no registro de super-heróis, e do controle do mesmo que responderiam a ONU –, a Barton relembrou o que aconteceu em seu mundo, entretanto ela não culpava o General Ross por aquele ato.
Afinal, eles eram seres poderosos que não respondiam a ninguém –, os heróis mais poderosos da Terra.
- Ross ainda é um pé no saco – comentou Rogers, se sentando ao lado da agente Barton que riu do termo usado pela mais velha – Pelo amor de Deus, não é assim que se fala?
- Se você quiser agir como uma adolescente, talvez – murmurou para ela em tom de brincadeira, tinha o rosto vermelho ao pensar nisso – Onde estão os outros?
- fazendo melhoramento nos trajes e decidindo se ira pinta-los ou não, ou ira deixar essa tarefa para Jarvis, e fazendo um upgrade, além de ter conseguindo Vibranium de uma carga clandestina para um novo escudo – respondeu, os olhos desceram pela tela da TV – Quando teremos paz de verdade nesse bendito país.
- Quando terroristas, seres de outras dimensões e outras coisas tentarem parar de destruir esse lugar – concluiu a Agente Barton em tom de brincadeira, enquanto os arquivos de Laura Barton eram atualizados em seu relógio, porém um alerta aciona a todos – Mas o que?
corre – enquanto Jarvis dar acesso a oficina, estava caída no chão –, o robô monitora a pressão da Stark, enquanto a mulher de ferro estava gelada.
- O nível de açúcar dela caiu, e eu alertei sobre isso – a voz do robô soou – Entretanto, a Srta. Stark disse que precisava terminar os upgrades nas armaduras, e nos trajes de combate e vem trabalhando noite e dia desde quatro dias atrás.
Charlote se xingou – havia percebido que estava fora de controle, a paranoia da mulher de Ferro sempre fora um dos seus maiores defeitos –, a carregou juntamente com , ambas levando ela para o quarto, enquanto a Arqueira ordenou.
- Jarvis, finalize os projetos.

X


"Você é inútil, Stark".
- Ei, acorda!
Stark abriu os olhos assim que ouviu a voz.
Entretanto, reconheceu as vozes irritadas no seu quarto, e o barulho de passos pelo corredor – ela apenas arqueou as sobrancelhas para eles –, Romanoff verificava o soro, enquanto e a olhavam com ansiedade, e segurava a sua mão dela, e o alivio nos olhos da Banner apenas a alertaram que havia acontecido alguma coisa com ela.
- Estou bem – sua garganta seca arranhou – Quanto tempo eu apaguei?
- Umas duas horas, você não se alimentou hoje, tiver que colocá-la na alimentação parental, pois Jarvis relatou que tem negligenciando sua alimentação – indicou o tubo enfiado na pele dela, fez uma careta – Porque não pediu ajuda?
Ela não respondeu de imediato – talvez o fato de todos contarem com ela, para estabelecerem uma linha de defesa contra Thanos e salvar aquela realidade –, o tempo não estava a favor de nenhum deles naquele mundo, e ela não podia se dar ao luxo de descansar.
- Tudo bem, não precisa falar – ele resmungou, enquanto empurrou o prato para ela – Coma, e descanse, nós cuidamos do restante das coisas até viajamos para Viena, descanse, Stark.
Stark suspirou – ouviu um resmungo de sobre sua teimosia, e ela riu, uma risada nervosa por estar naquele estado –, todos saíram do quarto, enquanto ela devorava os sanduiches feitos por Romanoff.
Havia coisas demais em sua cabeça – ela fechou os olhos, porém o sufocamento voltou.
O teto branco estava a sua frente – suava frio, enquanto tentou se situar onde, o porquê e de como, mas as duas últimas não tinham resposta aparente, e irritava ela de alguma forma, onde estava? Era uma questão a ser respondida para ela, mas que a resposta parecia fugir de seus pensamentos assim que pensava em todas as possibilidades existentes no mundo – apreciou a sensação por meros segundos, enquanto fechou os olhos.
Piscou duas. Três vezes. Quatro. Cinco. Até a dor lhe incomodar realmente. Gemido escapou por seus lábios, e aquela queimação surgia, e a tragava para o mundo obscuro do qual tentava escapar a todo custo, e seus demônios vinham com força total para cima de seu lado frágil e indefeso que tentavam tanto enterrar a sete palmos do chão. Respire, ... Pensou racionalmente como se estivesse lutando contra água. Água densa e escura de seus pensamentos mais infelizes.
Long Island. Long Island. Long Island.
Repetiu o mantra mental, enquanto sentiu as pontadas em sua cabeça como se tivesse alguém martelando em seus pensamentos. Não enlouquece, não enlouquece, não enlouquece, filha— a voz um tanto acabada de seu pai voltava como um aviso – apenas ajeitou-se, enquanto limpou o suor em sua testa. Pai...
E pulou da cama, e olhou agoniada ao redor para ter certeza que estava só. Ela deixou as gotículas de suor escorrer por sua face, e a respiração entrecortada. A dor em sua perna esquerda lhe incomodava um pouco, e Stark levantou com dificuldade e caiu no chão do quarto em que se encontrava alguns papéis e livros. “Um Stark deve ter o controle sobre si, querida”, Howard fora severo com ela naquele aspecto. Gemeu ao sentir o músculo da perna, e moveu-se lentamente até a pequena mala. Se acalme, apenas beba a medicação, assim que alcançou a agulha com um miligrama de seu remédio sentiu o efeito imediato e olhou-se no pequeno espelho que ali havia.
Sua expressão não era das melhores.
Pálida. Doentio. Magra. E cansada, e então sorriu para o reflexo a sua frente que debochava de si, apenas tentou levanta-se de uma vez e coloca o pequeno imobilizador que reduzia a utilização de sua perna esquerda no mínimo, então viu a cicatriz longa e mais clara que sua cor original, e ignorou o sentimento de destruir o espelho a sua frente, e sentou-se na cama e passou as mãos por seus cabelos enquanto tentava controlar a respirar que estava descompensada pelo recente esforço.
Apenas pegou a folha de papel, e passou os olhos pela caligrafia elegante, no entanto nem aquilo lhe distraía.
Então a lembrança surgiu de novo, os olhos claros e extremamente sagazes estavam a sua frente, o cabelo curto e um sorriso acolhedor que fora substituído por um psicótico, ela apenas tentou manter a concentração. Um pesadelo, Stark, reaja, logo ele sumiu assim que ela se livrou daqueles sentimentos que ainda estavam vivos.
Retirou as roupas. Formigamento que sentiu foi diferente, e assustou-se com a sensação, e virou-se para o quarto vazio. Você está alucinando, você está alucinando, repetiu para si mesma, mas sensação em seus ombros. A voz. Tudo que ocorria parecia real demais, então a razão trazia de volta, retirou as peças íntimas e entrou no boxe.
E água aliviou a tensão. Fechou os olhos quando aquelas malditas sensações, emoções e pensamentos desapareciam de sua mente.
O suor. A raiva. E agonia sumiram assim que sentiu a água quente percorrer o seu corpo, e enquanto a dor de cabeça surgiu com imagens que pareciam irreais, Stark apenas olhou o teto por meros segundos antes de vestisse, ela balançou a cabeça.
Ele estava ali. Sem rosto. Aquele sentimento presente que não existia. As mãos. Era real demais. E um beijo surgiu, uma risada tímida seguida de outro beijo, e de uma palavra que não ouviu, e ela apenas fechou e abriu os olhos de novo. E estava só.
Que diabos foi isso? Os dedos passaram pelos lábios, e a sensação ali. Presente. Como se tivesse acontecido ali naquele momento e estivesse ali, Stark estava alucinado, foi o que ela concluiu enquanto enxugou os cabelos com rapidez para esquecer aquela alucinação.
Mal Stark sabia que era uma lembrança de uma outra época.

X


Dois dias depois.


O avião estava sob o oceano pacifico em direção ao velho mundo.
O homem estudava as instalações da Balsa novamente, e anotava as possíveis rotas de fugas, e provavelmente toda a estrutura do local em questão –, e principalmente, lia sobre T’Chaka, e seu filho e herdeiro ao trono de Wakanda, T’Challa, e tentava invadir o sistema de segurança, porém, ele acreditava que Shuri, a irmã mais nova de T’Challa tinha tecnologia de ponta em suas mãos e provavelmente Wakanda era o país mais avançado do mundo naquele momento, e não seria bom tê-lo como inimigo –, o homem franziu o cenho ao ler os nomes contidos em cada uma das páginas da organização.
soltou um suspiro –, enquanto o banco de dados da ONU dizia que a McQueen Corporation estaria numa palestra sobre energia sustentável em Viana, apenas uma desculpa para poderem estar e ver de perto o “acordo de Sokovia” em apoio a seu país de origem no leste europeu, enquanto tentava dormir na poltrona – a bandeja a sua frente estava vazia, após força-la a comer adequadamente depois do incidente da semana passada quando mesma desmaiou –, e resmungava que ir naquela gerigonça não era rápido –, o agente da SHIELD riu do medo irracional da guerreira asgardiana.
Percebeu os olhos de em direção as notícias sobre o encontro, e acompanhava os passos de Steve Rogers no tablet assim como Romanoff – e jogavam xadrez no canto aposto a , e parecia estar vencendo –, ele observou a Barton.
- O que foi?
- Você já falou com ela? – ele citou a Anciã, enquanto meneou em positivo – E então?
- Ela concordou, e talvez, pensa com carinho em me dizer onde estão os outros magos do mundo, porém já mapeei todo o mapa mundo, e sei a localização de todos de cor – murmurou, o tom em sua voz suave e citou o objetivo da anciã – Desde que os Sanctum's estejam em segurança.
- Ela foi menos arisca do que pensei.
Concluiu Romanoff em tom profundo –, entretanto, ele sabia que a última anciã da Terra não era do tipo que concordaria facilmente.
- Não pense que isso não teve um preço – murmurou a mulher em tom cortante, enquanto encarou os olhos verdes do parceiro e amigo – Esperamos que seja um preço que não deixe milhões de pessoas mortas.
- Você está sendo ranzinza, sabia? Onde está a maldita Barton otimista que eu conhecia há alguns anos atrás, hein? – retrucou o Romanoff sereno, e os olhos fixos nos azuis da mulher que encarou irritada – Eu sei que você odeia os Anciões, porém ela é a única que pode responder à pergunta do nosso mundo, e acredito que a resposta tenha sido “destruído”.
Charlote suspirou com o comentário dele, e aquela Barton estava morrendo de medo do que ocorreria caso falhassem de novo em salvar o mundo de uma destruição em massa como estava se desenrolando a história daquela realidade– a Anciã apareceu quando ela estava pronta, num madrugada fria – ela perguntou se tinha como seu mundo volta, “O seu multiverso foi destruído”, fora clara quando a isso, enquanto naquela noite chorou as lagrimas pelas pessoas que não iriam retornar, “Você pode salvar este?”, a Barton sabia que tinha que fazer.
A mulher apenas olhou a janela.
-E se tudo for em vão?
Indagou ao homem – Romanoff arqueou as sobrancelhas com os pensamentos de Barton sobre o futuro deles, e se havia algum futuro para eles –, ele apenas parou de digitar sobre o tablet.
-Eu não acredito que podemos mudar as nossas ações agora, – ele coça a barba por fazer, e então dar um meio sorrisinho para ela – Se falhamos, nós falhamos e então viveremos com os nossos pecados, e se esses pecados nos matarem, ao menos, nós tentamos vencer eles.
-Você falar até que umas coisas sábias...
-Sou um ancião, Srta. Barton – piscou maroto – Tenho muita experiência, se que me entende.
-Mas, aí está, o que te estraga, sua galinha – resmunga em meio ao riso, porém os olhos azuis desceram pelo rosto – Se falhamos, falhamos. Se conseguimos salvar, salvamos.
sorriu com a lógica da parceira –, entretanto, seu sorriso sumiu segundos depois, enquanto o alerta foi silenciado –, ele trocou um olhar com que se levantou discretamente, e leu o relatório recém-chegado ao tablet.
- O que iremos fazer?
- Interferir, o que você acha? – murmurou desgostoso enquanto montava um plano em sua mente para despista a Stark, Banner e a Deusa do Trovão – Não creio que a Stark vá gosta disso.
A Barton revirou os olhos – claro que não iria, afinal eles iriam interferir na linha temporal daquela realidade, e provavelmente os eventos do futuro iriam acontecer ainda, porém, eles não podiam permitir que aquilo continuasse.
Era um dos preços a pagar.

X


Viena estava agitada com o acordo de Sokovia.
Enquanto, o representante da McQueen Corporation saia dali com todos os dados da apresentação para aquela tarde –, encarou a tela do computador enquanto invadia o banco de dados da ONU, e todas as câmeras de segurança sobre o acordo de Sokovia, e principalmente a rede da Áustria para ter total controle de quem entrava e saia do local, enquanto rastreava qualquer pessoa que não precisasse de paz –, entretanto, sua atenção se voltou a .
- Nós iremos a Bucareste.
Desde quando Romanoff iria para Romênia? Aquilo não estava itinerário daquela viagem, ao menos, não ao qual montou na semana passada –, a lembrança remota da ida do Soldado Invernal para aquele país acendeu uma lâmpada na cabeça da mais nova dos Vingadores que riu –, enquanto o agente arqueava as sobrancelhas para a risada insolente.
- Soldado Invernal, fora de questão, se lembra?
- Porém, temos um bom motivo, Stark – resmungou – Acreditamos que conseguiríamos o DNA dele.
- Não.
- E apenas uma chance única, Stark – a voz de soou seca para ela, enquanto observava o céu limpo de Viena – Não teremos outra chance de pegar o DNA dele, e o que você conseguiu dos arquivos da Hydra não serve, se lembra?
O argumento calou a Stark por meio segundo, enquanto recebia os olhares das outras que a contragosto concordavam com ele – a mulher apenas encarou eles, sentia que ela ia bater em Romanoff por mais uma estupida ideia, e de como o apoiava –, a Rogers encarou eles, enquanto ela digitava sobre o computador e confiava a identidade do Soldado Invernal em Bucareste, e ela apenas apertou os punhos.
Ela pensou que pudesse recriar o DNA de James Barnes no seu computador, porém as amostras estavam danificadas e sintetiza não seria possível sem a combinação exata do DNA do Soldado Invernal –, observou os dois agentes, Romanoff já tinha até feito as malas, e estava até mesmo decidindo ir sem consultar as colegas de time, e era isso que irritava naquele momento, porém o que mais estava dando ódio era que ele estava certo.
Ela precisava do sangue de James Barnes para concluir o soro – e evitar que ele volte a ser um agente assassino da Hydra –, suspirou, e ponderou suas escolhas que não eram muitas até o presente momento.
- Recolha o material, e voltem imediatamente para , entendido? – ela retrucou, enquanto os dois apenas concordaram, enquanto a fazenda que ficava no interior de New York era o último recurso, e onde todos os equipamentos de combate e a Legião de Ferro estava sendo montada secretamente – Monitore as atividades físicas, mentais e psicológicas dele, e apenas isso.
Charlote apenas concordou novamente – a Mulher de Ferro soltou mais um suspiro.
- irá com vocês, e não se discute isso – a mulher encarou a loira que apenas concordou silenciosamente com os pedidos da morena – E andem logo, antes que eu me arrependa disso.
apenas percebeu os três saindo do quarto –, e não acreditava que Stark tinha cedido tão facilmente, porém a expressão no rosto dela era concentrada em alguma coisa.
- acha que me engana.
A voz de soou séria – General Ross estava preparando uma investida para pegar o Soldado Invernal, e obviamente que Stark sabia de todos os passos do homem por trás do Acordo de Sokovia, assim como todos os passos de seus colegas também, e de todos alertas emitidos por Jarvis que eram catalogados por ordem de urgência –, enquanto riu da ingenuidade de Romanoff ao pensar que podia enganar a outra, e ouviu-se o assobio baixo de do canto da sala.
- E pretende impedir que eles façam isso?
Pergunta em curiosidade –, a morena apenas observou a Deusa do Trovão, e negou.
- Já estava nos meus cálculos que eles iriam tentar fazer isso – a Mulher de Ferro recostou-se na cadeira – E também, para o teste se bem-sucedido, seria necessário o sangue do James Barnes para concluir a tarefa, não acham? Quero acha a cura para o que o Zola fez com ele, e nada mais prático do que uma boa dose do DNA dele.
- Você é um demônio, Liz – fazia alguns meses que não chamava a mulher de ferro por aquele apelido, enquanto mesma revirou os olhos – No bom sentido, é claro.
- Desde quando existe bom sentido para demônio?
Inquiriu a Stark para , a Deusa do Trovão apenas deu de ombros.
- Existe algumas raças de demônios que são boas em Asgard – argumentou a Deusa do Trovão para a colega que a encarou atônica para o que ela disse – Seria um insulto chama-la de gigante de gelo.
gargalhou com o comentário inocente de , a Deusa Thor parecia não entender a graça que a Hulk via no que dizia – revirou novamente os olhos, enquanto programava os códigos e invadir o sistema de Viena em segundos, e varia os sistemas e buscava o rosto de T’Chaka nos hotéis da cidade, e também de T’Challa, assim como de todas as pessoas mais importantes que estavam naquele encontro –, entretanto, o rosto da Viúva Negra é detectado pelo sistema de reconhecimento de Jarvis.
- Temos uma aranha na cidade – informou com o cenho franzido, e digitou os dados necessários – Iremos para conferência da ONU.
- Achei que estivesse só para vigiar.
- Mudanças de planos – a Stark levantou-se, e abriu a mala feita apenas para enfeite, enquanto as roupas caiam em cima da cama, ela jogou roupas desnecessárias no chão – Escolha um modelo moderno, porém formal, e nada de roupas decotadas, .
A Deusa do Trovão revirou os olhos – tudo bem, que por engano, vestiu uma minissaia com uma camisa que mostrava o que não devia, mas isso foi antes dela entender que as mulheres poderosas deveriam se porta com elegância, ao menos foi isso que aprendeu com , porém quem em sã consciência colocaria ela numa reunião de segurança da empresa ás sete da manhã?
Era uma guerreira, porém as artes dos negócios ainda eram um mistério para a jovem deusa.
- Porque eu tenho que ir junto?
- Já imaginou a perder o controle? Eu não acho que iriamos querer um showzinho estilo Vingadores – retrucou a Stark tentando achar uma roupa que não fosse colorida, já que as malas foram feitas pela Agente Barton – , precisa urgente pensa em mudar o tom das roupas dela.
rolou os olhos –, era a Hulk, ao menos pensava que podia se controlar –, e tocou o ombro da amiga em solidariedade.
- Ela é um gigante de gelo.
Banner riu – enquanto jogou o travesseiro nelas.

X


- Vocês não planejam apenas pegar DNA?
A voz de Rogers soou séria –, a Queridinha da América apenas observou eles, os dois agentes não contavam com a vinda dela –, a observou pelo retrovisor do carro alugado até o aeroporto onde a aeronave particular estava esperando eles.
- Existe complicações, – a voz de soou – Iremos tentar capturar ele.
apenas suspirou – ela suspeitava que e tivessem tais planos, e provavelmente naquele instante, já sabia dos planos dele –, a Queridinha da América observou as ruas de Viena.
- Como pretendem fazer?
Ela imaginava que já havia ao menos traçado um plano –, a Barton a encarava pelo espelho, seu rosto estava lívido e tenso, então riu.
- Certo, entretanto, esperamos que eles não nos quebrem ao meio.
- Você é uma super soldada, docinho – retrucou Romanoff com uma expressão sorridente, enquanto costurava nas ruas de Viena – Temos sedativos nas armas que apagariam um exército inteiro, se necessário, mas deve apaga-lo pelas próximas horas até o ponto de chegada.
- Onde vocês pretendem prendê-lo?
- já está terminado as modificações na fazenda, pertencia ao governo, e foi leiloada, e temos nosso próprio lugar de segurança – comentou , um tanto ansiosa – A sala do pânico está preparada, e além de estamos nos preparando para os prisioneiros da Balsa.
- E o que me relembra, Coulson? Ele irá relembrar.
- Aparentemente tem uma palavra de segurança para isso – Romanoff estanciou no pátio do aeroporto, enquanto o piloto olhava eles saindo do carro – Assim como Eric, e o Foster, então, está conosco, capitã?
- Acha mesmo que vou deixar vocês com toda a diversão?
Charlote apenas deu de ombros –, enquanto a mala era retirada do carro.
- E por isso, que acho que você é diferente do outro – citou Steve Rogers com um meio sorriso, diferente dele, gostava de luta, mesmo que isso custasse sua honra – Vamos, .
olhou para trás, a frase dita por no início fazia sentido para ela agora.
- O mundo precisa de vilões, .

X


Banner se sentia esquisita.
Observou o elevador – o medo irracional se apossava de si, enquanto por alguma razão elas decidiram ir às compras em Viena –, “alguém vai te reconhecer”, a voz soprava em seu ouvido, porém ambas as mãos foram puxadas quando as portas se abriram, e revelaram turistas italianos falando alto, e meio altos.
- Se acalme, – alertou , os olhos atentos a cada passo da colega – Se você tentar alguma coisa, nós iremos te conter, e levaremos uma surra é claro, mas você não irá machucar ninguém. Eu prometo.
“Eu prometo”, ecoou como um mantra em sua mente –, fazia alguns anos, desde que virara Hulk que as pessoas não a encaravam com medo ou saiam correndo, porém naquele mundo.
Ela não era o monstro verde –, ao menos ninguém sabia quem ela era, ou do o que ela fez, ou do que era capaz de fazer caso perdesse total controle sobre si mesma.
A solidão se tornou sua melhor amiga – aprendera que devia se afastar de multidões, e a maioria das pessoas a julgava antes mesmo de abrir a boca – mudará para algum país da África, entretanto, a buscara e trouxera de volta a New York com a promessa que ninguém, e nem mesmo o exército americano iria tocar em qualquer fio de cabelo da mulher Hulk.
Eram amigas de faculdade antes do acidente –, lembrava a primeira vez que a viu, era jovem demais e concentrada demais em coisas que adolescente de 12 anos, era passara muito rápido pela infância e adolescência, e por isso, Howard a chamava de “pequena mulher” pelas costas para os amigos mais próximos, e tinha seus 16 anos, não era tão nova quanto a jovem Stark, porém tão brilhante quanto –, não esteve ao lado dela quando o pai morreu, estava em algum lugar da América do Sul tentando acabar com a própria vida, e quando viu nos jornais locais brasileiros uma pequena e singela nota sobre a morte de Howard.
Ela não tinha controle algum sobre o monstro que vivia dentro de si – a Hulk assustava a doutora, e por aquele motivo, ela fugiu de todos –, voltara a New York apenas ver completamente devastada, e aquela lembrança fez percebe.
Ela não era a única com seus demônios.
- ?
A voz de soou, enquanto se deu conta que já estavam no carro e andando livremente pelas ruas de Viena –, a mulher estava sentada de qualquer maneira no carro alugado –, a olhava pelo retrovisor enquanto a outra encarou de volta, se deu conta que Stark conduzia o carro, e então afivelou o cinto.
E viu o sorriso irônico surgiu nos lábios da mulher de ferro.
- parece estar voando.
- Se você chamá-la de de novo, nós é que voaremos para fora do carro – comentou Stark com ironia, enquanto rolava os olhos para atitude da colega de time que pousava os olhos e desviava para o transito a frente – Porque a pode te chamar assim, e eu não?
- Porque ela não agir como idiota as vezes – retrucou a mulher para outra que soltou algum resmungo com a resposta malcriada – Achei que tínhamos motorista.
- E perder a chance de dirigir? Nem pensar, além disso, eu adoro dirigir – a Mulher de Ferro soltou um suspiro divertido, enquanto observava a velocidade – E eu não sou tão ruim, e eu que te dei o apelido.
rolou os olhos novamente –, podia ser o ser mais inteligente, porém o espirito livre e competitivo era sua ruina, e ela gostava da adrenalina tanto quanto de física quântica –, suspirou.
- Porque diabos iremos até essa conferência da ONU?
- Porque a Viúva Negra vai estar lá.
¹Eventos ocorrem durante Capitão América: Guerra Civil, com modificações.
²Balsa – prisão marítima.
³Capitã América da Terra-05 também é conhecida como Queridinha da América e Miss América, e por outros apelidos dados durante 2º Guerra Mundial.


Continua...



Nota da autora: Olá, queridos.
Essa fanfic já esteve aqui, porém decidi reescrever ela do zero.
Então, aguardem as boas novas :)

Bye Bye

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber quando essa fanfic vai atualizar, somente na página de controle.


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