FFOBS - Hear Me, por Calis

Última atualização: 29/06/2018

Prólogo

“E como se não bastasse, ele beijou minha mão. E minha sensação foi como a de uma criança que desce pela primeira vez numa montanha russa. Senti medo, mas adorei o fato de ter conseguido sem gritar, sem fazer escândalos. Sem falar “olha, eu acabei de passar mal com o último acompanhante e não quero ter de vomitar na sua cara, então pega leve comigo”. Tudo bem, talvez não seja para tanto, mas não precisava alertá-lo do que passei, e também não queria passar por aquilo novamente. E repassando todos os gestos e todas as falas dele, o medo subia. Eu estava caminhando para suas mãos, porque por algum motivo eu ouvia a chance de ser feliz me gritando. E ela gritava alto.”
— Chicago, 1992.

New York - Hell's Kitchen.

Era um bairro sujo e úmido.
As casas, as ruas, os muros, tudo era de aspecto grotesco e cinzento. A lua estava cheia e alta no céu, cercada de nuvens escuras. As pessoas tinham medo já que era um local comandado por assassinos, estupradores e drogados. As ruas eram imundas e todo aquele lugar cheirava a sexo e podridão. Definitivamente era um bom local para se esconder de qualquer coisa que as quisesse. Quem em sã consciência iria pensar em procurar ali?
“Um louco talvez, ou...”, ela cortou o pensamento, “não, ele está morto” pensou a mulher franzido o cenho para a rua escura que cercava o prédio de aspecto perigoso, e jogou-se na cama, e sentiu-se estranha com aquele novo quarto.
A luz do luar invadiu o quarto, enquanto ela remexeu-se incomodada na cama recém-comprada para aquela casa. Casa, aquela palavra não parecia adequada para o que aquele lugar era. Um suspiro de desagrado saiu dos seus lábios com aquele pensamento estúpido, e as dores em seu corpo se faziam presentes assim como o brilho azulado em seu peito que estava coberto por uma regata preta, porém o núcleo era a única coisa que ainda lembrava de quem ela era de verdade – as roupas estavam jogadas por todas as partes, sujas de lama de algum lugar ao qual ela esqueceu no momento que viu a reportagem em cima da sua cama: “Tony Stark, o Homem de Ferro, comparece a um evento beneficente.”, e trincou os dentes com isso, e sua mente trabalhava sem parar com certos questionamentos existentes em sua vida patética.
Ela apenas jogou a revista – Tony Stark, o nome lhe dava náuseas – sob a mesa com brutalidade, e suspirou irritada com aquela matéria sobre o playboy e filantropo da família Stark.
– Você está bem, ? Aliás, eu acho que ele é idiota.
A mulher de 21 anos chamada de apenas levantou os olhos das revistas de física nuclear, quântica, Tony Stark e de todas as outras revistas ao qual ela colhia informações que poderiam ajudá-la a entender tudo ao redor, e que sua colega havia furtado na noite de ontem com ajudar de outra pessoa que estava naquele momento dormindo no quarto ao lado, em seu quadragésimo sono se assim possível com tranquilidade – e quem se interessaria por física quântica? E por Tony Stark?
Apenas ela, e mesmo que vivia lendo essas coisas por mera curiosidade, e viu os olhos azuis ansiosos por uma manifestação mesmo que seja rude de sua parte, mas ela considerou em ignorar a mulher loira que ainda estava parado no batente da porta de seu pequeno e minúsculo quarto que dividia com a mesma, a loira a olhava ainda com esperanças desmedidas. “Confiar demais em mim, , aquele pensamento lhe parecia certo e melancólico, mas era a verdade. Quem em sã consciência confiaria nela? Um louco, talvez, ou alguém que ela tivesse esfaqueado pelas costas.
, quem é idiota? – perguntou educadamente, sem humor – Você anda ansiosa.
. Quase dois meses aqui, e ficamos ansiosas – resmungar mal-humorada – Quando poderemos sair desse cubículo que chamamos de casa? Você é Stark, deveria saber fazer alguma coisa, já que o gênio do século XXI, segundo a Banner.
Fez uma careta com o sobrenome que compartilhava com o playboy e idiota de Tony Stark, e bufou com a palavra gênio que a outra lhe dizia com tal veemência pela mulher, diabos, ela odiava essa nomenclatura, mas ignorou o tom irônico da outra.
Casa.
Seus pensamentos lhe traiam sobre as lembranças do local que chamava de casa – dois meses e meio. 75 dias. E 1800 horas desde que acordara num beco imundo ao lado da colega de quarto e dos restantes das pessoas que residiam no minúsculo apartamento que pagava quase 200 dólares graças ao homem que dormia na sala, e parecia alerta para tudo, e ela lembrava dos ferimentos a bala, e dos gritos de dor de quando retiraram a injeção que quase a fez destruir ao redor, mas conteve-se e praguejou mentalmente para si mesma que deveria ter controle de suas emoções mais primitivas.
, eu não sei de nada. Branco se quer saber, e odeio isso. Nosso mundo foi destruído, destruído por alguma coisa que desconheço – murmurou desconcertada desde que abrira o maldito vídeo que Nicole Fury colocara em seu pen drive assim como J.A.V.I.S. que estava em seu recém-comprador telefone (ou furtado, por Barton que naquele momento deveria estar tentando reunir informações em alguma parte do apartamento mofado em que estavam vivendo) que naquele momento fazia uma busca completa ao redor do prédio por algum meliante – Eu não sei o que a Fury queria com isso, mas nós fomos mandados para cá. Para longe de casa. Para um lugar onde nós nunca existimos.
Rogers, a Miss América, fez uma careta. Ela estava certa. O mundo delas não existia mais. Apenas cinzas e lembranças haviam restado do mundo onde viviam, e das pessoas que amavam, mas observou a Stark mais atentamente, e percebeu o suor escorrer por sua testa e a expressão inquieta dela.
Inquietação.
Era uma boa definição para a Stark que franziu o cenho – um arrepio. E a imagem dele surgiu em sua mente como um lembrete... Sua imagem imponente que causava medo apenas com a sombra, ela estava inquieta, Rogers a deixou sozinha, e nem podia ajudar ela com seu dilema, pois ela nunca lhe dizia nada.
Lembrava-se claramente daquele dia... É uma tarde cinzenta. Uma tarde sem vida cinzenta. Não há pássaros cantando ou o som de risos. É como se o mundo houvesse realmente parado. Não há Sol. Sem chuva. Sem névoa. Sem sinais de uma tempestade. Logo, sem trovões. Apenas as nuvens. Densas. Escuras. Encobrindo o céu.
A chuva começou a cair naquele lugar mórbido e cinzento, lavando o sangue dele e lavando as mãos dela. Morto, morto, morto... Aquela frase soava alto em seus ouvidos, e Stark sentia-se nauseada ao lembrar que era uma assassina.
Nunca mais seria a mesma. Ninguém que passasse pelo que ela passou seria. Ela nunca mais seria a mesma Stark depois de ter matado ele.
Depois de ter assassinado Peter Potts.


I

“A minha mente é um lugar assustador.”
— Caligrafadas
Em algum lugar do Hell's Kitchen, New York.


"Meu nome é Nicole Josephine Fury, eu sou a diretora da organização SHIELD, e se vocês estiverem vendo esse vídeo, eu falhei em salvar o nosso planeta de sua destruição, e eu falhei com vocês, e na promessa que eu fiz que impediríamos o Thanos", a mulher de pele escura tinha os cabelos curtos, e tapa-olho para cobrir o olho perdido em combate há alguns anos, enquanto os presentes encaravam a tela do computador com uma expressão de confusão e incompreensão pelas palavras ditas pela mulher que um dia os transformou nos Vingadores, e que causaram os mais variados problemas para ele, e naquele momento, nenhum deles compreendia a complexidade das palavras ditas por Nicole Fury "O regresso é programa experimental, criado pelo governo com intuito de um transporte mais eficaz e rápido, porém durante as pesquisas foram descobertas estranhas anomalias que chamamos de Terra-01, após anos de pesquisas foi criado uma forma de atravessamos o véu como foi chamado pelo Dr. Isaac River, a então iniciamos o envio de material inaminado, e depois de alguns anos, seres vivos foram mandados para esse mundo experimental, porém o programa foi desativado por causar dos custos, entretanto jamais conseguimos trazer os seres humanos de volta, e não sabíamos se estavam vivos, e era um risco que eu corri para salvar vocês”.
O som da respiração deles era a única coisa que ouvia, além da voz da Nicole Fury, os olhos da Deusa Thor se desviaram, enquanto todos estavam em choque, e ela percebeu o aperto que Banner fazia em suas mãos ao pensar nas palavras ditas pela Fury –, o que demônios Nicole Fury tinha na cabeça? As dores de cabeça estavam aumentando, enquanto Banner encarou as próprias unhas, e sentiu que todos ali estavam entrando em colapso pelas novas informações.
Afinal, quem os salvaria?
"Mas era isso, ou os maiores heróis da Terra morrerem juntamente conosco, e se estiverem vendo este vídeo, significa que vocês sobreviveram, assim como os outros seres vivos que mandamos durante os testes, por favor, fiquem vivos", a voz dela soava enquanto assimilação chegavam as mentes dos Vingadores, "Neste arquivo, existem vários nomes de pessoas que poderão ajudar vocês nesse novo mundo, porém, existe uma missão para vocês que está em anexo em outra pasta assim como respectivos vídeos para cada um de vocês".
Estavam sujos quando chegaram naquele beco imundo na Hell's Kitchen, e a confusão tomou conta de cada um deles enquanto processavam de formas diferentes as imagens em suas cabeças –, as roupas rasgadas, e alguns cobertos de arranhões e sangue, e principalmente, os eventos estavam em sua mente como se fosse um lembrete do seu fracasso para salvar o mundo –, torcia os dedos em nervosismo e sentiu a conhecida dor na boca do estômago, como passou a ser chamado pelos colegas sentia que eles não estavam bem, enquanto a Deusa do Trovão encarou o semblante lívido de Stark.
"Apenas sobrevivam, vingadores".
O silêncio era aterrorizante após a imagem fica em preto – todos encaravam a tela do computador.
- Então, nós sobrevivemos ao fim do mundo, e fomos mandados para cá por que somos os maiores heróis da Terra – a voz de Stark não soava feliz, e os olhos escuros fixos na tela enquanto eles assimilavam cada palavra dita pela Diretora da SHIELD – Estamos na Terra-1, eu acho, e não sabemos se existimos aqui, ou se existimos aqui. E como existimos? Maravilhoso, e nem mesmo se essas pessoas estão vivas ainda.
- , se acalme – a voz de Rogers soou manhosa, entretanto havia algo que indicava o seu nervosismo – Temos que manter a calma, acima de tudo.
- Calma? – a voz de ecoou meio baixa, porém suficientemente alto para todos, enquanto a Stark encarou os próprios pensamentos sobre aquela história toda – O que quer dizer com calma?
Suas mãos tremiam –, enquanto afagou os ombros dela para manter a Dra. Banner sobre controle, coçou a cabeça, enquanto todos observaram os olhos atentos de e fixos em algum ponto na parede. A Queridinha da América encarou os dois agentes que até aquele momento não haviam se pronunciado sobre o que estava acontecendo –, Romanoff estava sério, olhando o nada, enquanto olhava a imagem distorcida de Nicole Fury.
O que diabos a Diretora Fury tinha na cabeça?

X


Dois dias depois, Hell's Kitchen -, New York.


As dores de cabeça estavam incomodando ela, e pensou que a única preocupação dela até aquele momento era a morte de Peter Potts e de como suas mãos estavam manchadas de sangue, porém com aquela reviravolta, ela não se imaginou chorando por aquele psicopata –, porém, ela apenas tentou se concentra naquilo que ela tinha que fazer –, era um dever que fora dado a ela, e qual ela não tinha escolha nenhuma senão aceitar.
Afinal, milhares de pessoas morreram para ela sobreviver – e aquele pensamento assustando tomou conta de seus pensamentos.
"Salva a si mesma", a Torre Stark parecia longínquo para ela -, lembrava do projeto que iniciara para ocupar sua mente, e como aquilo tomou proporções inimagináveis após anos de pesquisa, e desenvolvimento que levaram a um projeto que passou a ser chamado de Revolução Stark em seu mundo.
Stark apenas observou o céu noturno de Hell's Kitchen -, havia algo a incomodando, sua perna esquerda estava enfaixada por baixo das calças moletons, e ela sentia a dor mental da perna e a lembrança veio como um chicote em sua mente -, o brilho em sua camisa preta a lembravam de quem ela era naquele mundo. Ou de quem ela precisava ser: "o mundo precisa de vilões, ", as palavras de Nicole Fury ecoavam em sua mente como um lembrete do deveria fazer para manter a paz daquelas milhares de pessoas, e salvar a si mesma do abismo que estava entrando.
Será que ela seria capaz disso?
Cada vingador teve seu vídeo –, uma mensagem para si, e para manter em mente o que deveria ser feito, e não importava o preço que fosse pago por aquela causa –, sentiu vontade de chorar, e reviveu em sua mente os momentos de desespero.
"Ele está aí, o mandei seis meses antes, então você deve salva-lo".
- Precisamos conversa – a voz de Barton não era amistosa, e os olhos castanhos se ergueram para ela, enquanto os olhos acinzentados quase verdes a observavam com atenção – O que seria isso aqui?
mirou nos papéis, e deu um sorrisinho para ela ao imaginar quando percebeu os papeis no quarto dela –, as certidões falsificadas, havia passaportes, RG's e vários outros documentos que falsificou nas últimas duas noites durante sua insônia depois do vídeo de Nicole Fury para eles saberem de seus deveres –, e se ajeitou no parapeito para ela, enquanto encarou o rosto franzido da mulher mais velha.
- Temos que começar por algo, .
- Você fez eles?
- Talvez tenha hackeado o sistema da cidade, e criado novas identidades para esse novo mundo, e falsifiquei várias outras coisas – confessou amistosa, enquanto ouviu o som ao longe das sirenes de polícia, e ouviu atentamente o som ao longe, e imaginou se algum dia iria prestar atenção como estava naquele dia, a Stark sabia de todos crimes cometidos até o momento graças a Jarvis – Criando registros falsos.
- E quem é Walter McQueen? – arqueou as sobrancelhas para ela, a garota – Você apenas mudou os sobrenomes, porém tem uma empresa no nome de Walter McQueen.
- Walter era o nome do meu pai, que dizer, terceiro nome dele – respirou pela boca enquanto falava, e coçou a cabeça ao pensar que podia ter escolhido outro nome para colocar, porém Howard seria muito obvio então optou por Walter, enquanto a Barton a encarou seriamente – Arrumar dinheiro, , não podemos ficar parados esperando que a Fury dê mais ordens do que aquele vídeo estúpido de "merecia viver", havia mais de 7 bilhões que podiam viver além de nos, e ela escolheu os fodidos para essa missão, e também não podemos ficar furtando carteiras das pessoas por alguns míseros trocados para pelo menos comemos algo decente.
- – a Barton encarou a carteira de motorista enquanto a repreendeu –Sei que não somos os mais merecedores disso, mas quem ela mandaria para cá? Hein? Para salvar ele das garras da SHIELD, ou melhor do governo, e além disso, tem mais pessoas por aqui. E também, nossa missão é impedir que ele consiga novamente destruir o nosso mundo.
observou o nada por tempo indeterminado –, então suspirou, sua voz soou um tanto irritada, Barton apenas encarou a Stark.
- Então, qual o plano?

X


"".
A voz dela estava ao longe –, Romanoff despertou ao ouvir o som da voz dela.
Ele se remexeu na cama inquieto enquanto, ouviu o som da chuva do lado de fora do prédio em Hell's Kitchen –, o suor escorria por sua face, e levantou. Sentiu como se um caminhão atravessasse o seu caminho, enquanto encarou a própria face refletida no espelho.
Seus cabelos ruivos estavam caindo por sua face, os olhos verdes fixos enquanto tentava regular sua respiração ao pensar novamente nela –, e se xingou mentalmente –, enquanto percebeu a barba por fazer, e verificou o quarto.
Era o único no quarto –, havia uma cômoda do antigo morador, além da cama com colchão duro –, ouviu passos de lado para o outro do lado de fora do quarto, enquanto percebeu Rogers olhando atentamente os raios que estavam caindo na cidade pela janela na sala de estar.
Ela parecia incomodada com algo.
- Está tudo bem, capitã?
Ela parou no lugar, e os olhos azuis se fixaram nos de que apenas percebeu a tensão nos ombros dela –, desde quando os pesadelos afetavam tão eles? Ele coçou a barba por fazer, e se incomodou, e anotou mentalmente retirar aqueles pelos irritantes de sua face.
- Eu não consegui dormir – sua expressão se tornou azeda, enquanto encarou os olhos verdes do homem que apenas assistiu –O barulho me incomoda.
- São apenas raios, , não vai acontecer de novo.
Comentou para ela, enquanto Clarisse riu -, a risada nervosa, entretanto a mesma morreu em segundos, enquanto as lembranças preenchiam sua mente -, fora numa noite daquelas que eles haviam aparecido naquele mundo, e as lembranças dos gritos de ainda ecoava em sua mente, e o sangue espalhado pelo chão de concreto.
- E você?
- Coisas aleatórias em minha mente – respondeu dando de ombros, enquanto seguiu para a cozinha, e observou o rosto pálido da Queridinha da América –A questão é, isso vai me afetar durante uma missão?
apenas respirou fundo -, a mulher se sentou na bancada da cozinha minúscula e percebeu os ingredientes que ele colocava na mesa -, e arqueou as sobrancelhas para aquele ato.
- Desde quando você cozinha?
Ele piscou para confuso -, revirou os olhos com aquele ato insolente dela.
- Desde sempre, agora, se cale para eu me concentrar.

X


Banner pensou que alguém havia invadido o apartamento assim que entrou no quarto.
Porém, o motivo de um caos naquele minúsculo espaço estava dormindo sobre alguns livros.
Havia papéis, anotações e revistas espalhadas pelo quarto, além de peças antigas jogadas de qualquer maneira no quarto –, Banner arqueou as sobrancelhas ao perceber o estado do quarto que pertencia a Stark, e a mesma dormia sobre a escrivaninha repleta de artigos, folhas e havia um papel grudado na testa dela, e em suas mãos, uma caneta sobre uma folha rabiscada em uma letra quase ilegível havia o que pensou que fosse o caos –, ela encarou as pesquisas, além do site de imóveis que estava aberto em um prédio de renome no centro de New York.
Havia peças jogadas, e papéis amassados, pegou um deles, e leu rapidamente as especificações de cada estrutura criada. Um suspiro escapou dos lábios da outra -, e ela observou melhor as fotos espalhadas pelo quarto, assim como as reportagens do acidente de Howard Stark também, enquanto a foto recém-imprimida estava num porta-retratos em um lugar de destaque, e a única coisa que estava organizada, e percebeu outras fotos espalhadas pela cabeceira.
Howard e de 16 anos – no aniversário da mesma, e segurando um prêmio de algum concurso de mecânica – encarou o rosto sorridente, e sujo de óleo de ao lado do igualmente pomposo, e com marcas de óleo, Howard, que mantinha um sorriso orgulhoso no rosto, apenas colocou no lugar a foto do pai da Stark, enquanto se aproximou de corpo cansado de .
- , acorda!
- Não fui eu, pai!

A mulher pulou, e quase caiu no chão e xingou todas as entidades do planeta –, e também da galáxia, riu ao perceber a mulher de ferro naquele estado lastimável –, ela mudou de posição, e tentou levantar, porém, percebeu que o pescoço, braços e pernas da mulher de ferro estavam cheios de cãibras pela posição desconfortável que ela acabou dormindo.
- Você está bem?
- Defina bem? – a desafiou, e levantou mancando até a cama, onde retirou o papel grudado em sua testa, e o colocou no caos que estava se formando o plano – Que horas são?
- Quase 10 da manhã – visualizou os vários bilhetes escritos em letras ilegíveis, uma ou duas palavras que a Banner pode identificar –Você está criando algo?
- Não, eu quero dizer, sim – coçou a cabeça confusa, e observou o caos em seu quarto, e suspirou ao pensar no quanto aquilo demoraria para arrumar – Estou pensando em recriar a Sue, entretanto, não sei se quero me estressar com aquela lata velha, e também Iky, mas ainda não sei também se devo. Afinal, eles eram os piores assistentes do mundo.
Sue –, um braço mecânico criado quando a mesma tinha 10 anos, suspirou, e começou arrumar o caos que se instalou naquele quarto, e Iky era o segundo braço mecânico que a garota havia criado juntamente ao pai antes do falecimento do mesmo, porém ambos tinham características desagradáveis da jovem Stark, ambos eram desastrados e desatentos –, lembrava do dia em que conheceu ambos.
- Você está bem?
- Vou sobreviver, Jarvis baixou a programação dos braços mecânicos – a Stark diz, organizando os papéis por ordem de importância em uma pasta – Porém, aqueles dois só me causaram estresse, mas eu gostava da companhia deles.
Havia um sentimento implícito nas palavras da Mulher de Ferro –, ela organizou os papéis, os livros e ajeitou o painel com as informações roubadas dos Vingadores –, então jogou-se no cama, agora limpa, e apagou.
apenas pegou Jarvis – o computador estava se adaptando a nova realidade em uma velocidade surpreendente.
- Temos todas as peças para recriar eles, Jarvis?
-Sim, Dra. Banner, porém existe novas especificações que a Srta. Stark pediu para acrescentar em cada um deles.
decidiu que os idiotas 1 e 2 tinham direito de estar ao lado da criadora.

X


Barton apenas jogou-se no colchão.
O cansaço em poucos minutos iria domina-la por completo. Observou o teto -, os olhos azuis claros se desviaram para o ronco alto de -, ela balançou a cabeça enquanto o cansaço a dominava lentamente por seus poros.
Havia ficado 36 horas acordada -, velando o sono de todos, e protegendo a casa em que estavam -, havia algo a incomodando, e naquele segundo, ela repassou as coisas que viu, ouviu e sentiu nas últimas semanas.
1° – Eles estavam em algum lugar do universo paralelo, ao qual, eles jamais existiram como eles são, mas sim como outras pessoas com vidas diferentes.
2° – Existe uma pré-guerra preste acontecer naquele mundo, ao qual destruiu a Terra-05 –, e pelos acontecimentos, seu mundo era diferente daquele em muitos aspectos, mesmo que tivessem uma vibração diferente segundo a Stark e Banner, afinal acontecera coisas em seu mundo que não havia ocorrido naquele mundo –, porém, as duas cientistas concordavam que a Terra 1 e a Terra-05 estavam na mesma vibração até o nascimento da Deusa do Trovão e da primeira Vingadora, e a morte do primeiro Capitão América, e fato esse que modificou a história.
A Barton suspirou, ao pensar em todas as coisas que ocorreram em sua vida durante os últimos 27 anos, e de como eram similares a Clint Barton, entretanto a mulher apenas encarou aquele fato como mera coincidência na primeira vez, entretanto após Banner ter dito que não eram coincidência, e sim que ela e Clint tinham uma vibração similar mesmo que a Barton desejasse não ter aquele tipo de comparação ao Gavião Arqueiro –, estava cansada, enquanto continuou a pensar nas perguntas pertinentes para continuar aquela missão.
3° – O que eles estão fazendo ali? Como eles poderiam ajudar aquela realidade sem interferir? Afinal, eles eram fatores novos, e isso já modificou toda aquela realidade com a primeira respiração deles naquele mundo, e assim modificou o futuro que já era totalmente incerto.
4° – Porque Nicole Fury os mandaria para aquele local? Logo eles?
enumerou os mil motivos que Nicole Fury teria para seda-los, e joga-los num canto qualquer dessa realidade –, e um deles, era apenas por experimentação, entretanto, Barton conhecia a Diretora com a palma de sua mão, e aquilo não fazia nenhum sentido.
O mundo deles já estava condenado, e porque manda-los para aquele lugar? Após elas terem passado por todos aqueles sacrifícios no seu mundo, acreditava que estavam cansados das charadas, das brigas e principalmente das mortes que ocorreram por causar deles.
Havia cicatrizes demais –, marcas ocultas, e que ainda doíam.
Então, ela lembrou do vídeo embaralhado de Nicole Fury -, "vocês precisam sobreviver", "é um novo recomeço", "não esqueçam de quem vocês são", "resgatem John Foster", "existem outros como vocês", e então, o click em sua mente.
"O mundo precisa de vilões", que saiu misturado a outras frases -, ela apenas se questionou aquilo enquanto o sono estava consumindo os restantes segundos de sua consciência.
Eles eram os mocinhos, ou os vilões?

X


“Ei, , você estar linda”.
A voz dele soou em sua mente –, a Capitã América apenas encarou o teto –, o zunido em seu ouvido era ignorado, enquanto apenas sentiu o aroma de café de seu quarto -, a cama era desconfortável, porém lembrou o tempo antes de ser a capitã América, quando entrou para o programa experimental Super Soldado, ao qual, ela perdeu um irmão naquele mesmo ano, e o primeiro Capitão América –, a mulher balançou a cabeça ao pensar naquela época distante.
Rogers lembrou da primeira vez que acordara – era uma época diferente, e todos ao qual ela conhecia já haviam partido, menos Alfred Carter, porém ela balançou a cabeça para o seu antigo amor. Ela pulou da cama –, pegou o robe azul.
A mulher saiu do quarto, e visualizou Stark fazendo o café –, havia algo nas mãos da herdeira dos Stark enquanto a mulher xingou quando queimou a língua, e largou a folha de papel no chão, e amaldiçoou todas as entidades existentes no mundo.
- Olha o linguajar, Stark.
- Que se dane, – disse irritada, e revirou os olhos para a Queridinha da América que encarou os atos insolentes da Mulher de Ferro com um costumeiro sorriso cansado – Café?
Ofereceu –, e aquele ato para Stark seria um pedido de desculpas.
- Aceito – apenas pegou a jarra, e encheu um copo para si – O que houve para estar tão irritada?
resmungou em alguma língua que Clarisse não entendia -, havia algo de diferente nela, e parecia ansiosa -, entretanto, a mulher de ferro solveu mais um gole de café.
- Estou com dificuldades sobre isso, porém eu consegui adequar o plano do ao nosso cronograma, e logo, mudaremos de casa e de vida, e provavelmente de humor – a Stark murmurou desconcertada – Existem muitas variáveis para considerar, não acha?
não discordava da lógica da mulher de ferro, afinal como elas iriam sobreviver aquele novo mundo? Eles não podia ser eles mesmo, e onde eles estavam poderia ser destruído a qualquer minuto? - pensou em Steve Rogers, o homem que era como ela, o homem que ela representava em seu mundo –, a mulher de outro tempo apenas solveu o gole de café, e se sentou na mesa da sala de jantar improvisada.
-O que faremos? – a mulher indagou para outra que apenas parou no meio do ato de colocar mais café em sua caneca, e pegou alguns biscoitos – Você já deve saber o que vai fazer.
- Fazer dinheiro primeiro, e depois, me preocupo com outros detalhes miseráveis que não estavam nos meus planos – os olhos escuros se fecharam por um segundo, e piscou aturdida ao ver a pessoa atrás de – Imagino que seja uma boa mudança, Thor.
- - replicou a mulher de mau humor, os cabelos longos e loiros deram lugar um corte mediano que valorizou o rosto da mulher do trovão e que naquele segundo estavam presos em um rabo de cavalo – Você fez aquela identidade, então, deve me chamar de Griffin, e o que me lembra, nós temos cereal ainda?
Ela pergunta vasculhou até achar o cereal. apenas deu de ombros para ela, e encarou o jornal em suas mãos –, enquanto observou o lado de fora -, era uma paz irritante depois da guerra que passaram. apenas ficou em silêncio -, havia algo de errado com naquele segundo.
Ela percebeu uma lágrima deslizar por sua face, e limpa rapidamente como se nunca tivesse existindo.

X

"Em memória de Howard Stark".


Ela não devia estar ali –, sabia disso, enquanto depositou as flores sobre o túmulo de seu pai, e sentiu um nó se forma em sua garganta, porém ela não devia chorar –, apenas segurou as lágrimas enquanto observava os túmulos da família Stark, e encarou o tumulo de sua mãe também.
Porém, o sentimento que Tony tinha por sua mão não era reciproco pela outra Stark.
Ela odiava a mãe, e aquele sentimento jamais mudou nos últimos 16 anos de sua vida, pois ela tinha seu pai e melhor amigo por perto, porém, se permitiu pensar nela naquele mundo sendo uma mãe amorosa que amava seu filho, enquanto sua própria mãe não agiu da mesma maneira em seu mundo e a deixou para trás quando era apenas uma criança, e deixando ela e seu pai sem entender as motivações pelo abandono –, juntou suas mãos em uma prece silenciosa.
- Achei que fosse ateia, e não acreditasse nessas bobagens como mesmo me disse – a voz soou atrás de si, enquanto a mulher revirou os olhos –Devia tomar cuidado para onde vai, sorte a sua que os túmulos da família McQueen ficam aqui também, e por mera curiosidade, como conseguiu?
Ele citou os túmulos recém colocados para dar veracidade ao passado que estavam criando –, então depositou as flores nos túmulos de seu pai, e do simbólico que fez para Walter McQueen, enquanto encarou as fotos de Howard e Maria Stark, a mesma colocou as mãos no bolso ao pensar em seus pais biológicos.
- Eu não acredito... Mas, Sra. Hudson me criou como judia ou algo do gênero, e também, subornei a direção para pode ficar perto deles – riu em escárnio ao pensar nas várias vezes que teve que fazer uma prece antes da comida, e aos olhares atentos de sua babá – Eu queria tivesse um túmulo para ela, sei lá, nesse mundo, mas não sei quem seria a senhora Hudson nesse mundo, porém pelo menos meu pai ainda é meu pai, posso colocar um túmulo simbólico?
- Claro.
observou a mulher em questão, mesmo após os anos de convivência, ele entendia que Stark sentia falta do pai –, ela usava um vestido caro, e um chapéu elegante que cobria uma parte do rosto, enquanto ele apenas um simples terno, porém elegante como disse a Barton antes dele sair da bendita casa –, e pediu ajudar a ele que apenas a segurou, enquanto ajeitou o vestido elegante, e observou os saltos altos escolhidos por e .
-Decidimos contratar Daredevil, Srta. McQueen, e você me ajudará numa pequena investigação sobre algumas pessoas – encarou a mulher que apenas revirou os olhos com o ato insolente dele ao citar o nome do jovem defensor ou vigilante de New York – Você é uma jovem órfã que descobriu herdeira de uma fortuna, faz jus ao seu novo eu, e também que nós somos sócios como as identidades falsas indicam.
revirou os olhos -, os novos guardas observavam os dois com atenção de longe, era parte do conselho da nova empresa assim como restante dos Vingadores, entretanto, era a nova dona, herdeira e deveria agir como tal nesse mundo, porém não era muito diferente do que ela fazia antes como a Stark –, ela ajustou o vestido escuro, e ajeitou o chapéu enquanto andou até o carro.
Assim que entrou –, desabotoou o terno, e afrouxou a gravata –, a paisagem do cemitério sumiu.
- Você tem certeza que quer o Murdock? E que diabos você está aprontando?
Inquiriu a mulher para ele, enquanto apenas encarou os olhares da mais nova dos Vingadores para ele –, a ficha de Matthew Murdock estava a sua frente, além das atividades noturnas que o Daredevil praticava, e todos os passos dele –, ela releu algumas partes enquanto se pronunciou.
- Ele é limpo, e é um bom advogado – retrucou o outro sério, enquanto a mesma o encarou com uma sobrancelha arqueada – E provavelmente, será melhor temos alguém conhecido, ou ao menos, alguém que sabemos que não irá nos atrapalhar, Liz.
- Quem o abordará? – indagou, enquanto sorriu para ela, e a mesma o encarou com um olhar acusador – .
- Você seria uma boa opção, além do que cuidará da Jéssica Jones, e digamos que a Srta. Hoklyns tem muito a fazer quanto aquela pessoa – ele apertou os olhos com isso – Eu, bem, devo começar a mudança para o novo local, afinal não podemos dizer que somos moradores do apartamento como aquele, certo? E também, cuidarei das Empresas Rand, senão se importa, eu adoraria ver como seria nossa Danny nesse mundo.
A Stark o encarou rispidamente ao vê-lo citar as empresas de Daniel Rand com tamanha naturalidade, porém a mesma não queria estar no mesmo recinto que o Punho de Ferro, ela odiava a outra Rand, porém era boas conhecidas de negócios, estritamente –, fazia apenas duas semanas que sua empresa estava lucrando, afinal todos os projetos do outro mundo que estava desenvolvendo vieram juntamente com a interface do JARVIS, e ela começou com pioneira nesse mundo, e analisava todas as suas opções –, e ela fechou o relatório, e soltou um suspiro longo e demorado ao pensar nisso.
- E quando eu devo ir?
- O mais breve possível, temos um prazo a cumprir, Stark – a voz dele soou lenta –Soube que está de olho no menino Parker? Ou apenas, curiosidade?
encarou por meio segundo ao ouvir o nome Parker –, os arquivos de seu mundo revelavam uma criança com os mesmos poderes de Melissa Parker –, e as lembranças da filha de um dos seus cientistas, e por aquele motivo, Peter Parker estava sendo observado desde que ela descobrirá as atividades extracurriculares dele, e cuidadosamente analisado pela mulher de ferro, enquanto a mesma deu de ombros com o assunto citado.
Ela impediria que Peter Parker tivesse o mesmo destino que a menina Parker.
- Enfim, eu sei que se sente responsável por aquela menina, porém, não irei me intrometer na sua pequena pesquisa, você está livre amanhã?
- Provavelmente, já olhou na minha agenda, Sr. Yale.
sorriu travesso para ela, sentiu um arrepio com o olhar dele sobre si -, e com toda a certeza se arrependeria daquele favor, enquanto o mesmo jogou para ela a pasta.
- Tenho um serviço para você.


¹Os sobrenomes dos nossos Vingadores nesse mundo são: McQueen para Srta. Stark, Yale para Agente Romanoff, Hoklyns para Agente Barton, Griffin para a Deusa do Trovão, VonDebruk para Dra. Banner, Jenkins para Capitã América.
²Eventos transcorrem antes de Guerra Civil, e seguem a linha do tempo do UMC.




Continua...



Nota da autora: Olá, queridos.
Essa fanfic já esteve aqui, porém decidi reescrever ela do zero.
Então, aguardem as boas novas :)

Bye Bye

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber quando essa fanfic vai atualizar, somente na página de controle.


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