FFOBS - Hear Me, por Calis

Última atualização: 15/02/2019

Prólogo

“E como se não bastasse, ele beijou minha mão. E minha sensação foi como a de uma criança que desce pela primeira vez numa montanha russa. Senti medo, mas adorei o fato de ter conseguido sem gritar, sem fazer escândalos. Sem falar “olha, eu acabei de passar mal com o último acompanhante e não quero ter de vomitar na sua cara, então pega leve comigo”. Tudo bem, talvez não seja para tanto, mas não precisava alertá-lo do que passei, e também não queria passar por aquilo novamente. E repassando todos os gestos e todas as falas dele, o medo subia. Eu estava caminhando para suas mãos, porque por algum motivo eu ouvia a chance de ser feliz me gritando. E ela gritava alto.”
— Chicago, 1992.

New York - Hell's Kitchen.

Era um bairro sujo e úmido.
As casas, as ruas, os muros, tudo era de aspecto grotesco e cinzento. A lua estava cheia e alta no céu, cercada de nuvens escuras. As pessoas tinham medo já que era um local comandado por assassinos, estupradores e drogados. As ruas eram imundas e todo aquele lugar cheirava a sexo e podridão. Definitivamente era um bom local para se esconder de qualquer coisa que as quisesse. Quem em sã consciência iria pensar em procurar ali?
“Um louco talvez, ou...”, ela cortou o pensamento, “não, ele está morto” pensou a mulher franzido o cenho para a rua escura que cercava o prédio de aspecto perigoso, e jogou-se na cama, e sentiu-se estranha com aquele novo quarto.
A luz do luar invadiu o quarto, enquanto ela remexeu-se incomodada na cama recém-comprada para aquela casa. Casa, aquela palavra não parecia adequada para o que aquele lugar era. Um suspiro de desagrado saiu dos seus lábios com aquele pensamento estúpido, e as dores em seu corpo se faziam presentes assim como o brilho azulado em seu peito que estava coberto por uma regata preta, porém o núcleo era a única coisa que ainda lembrava de quem ela era de verdade – as roupas estavam jogadas por todas as partes, sujas de lama de algum lugar ao qual ela esqueceu no momento que viu a reportagem em cima da sua cama: “Tony Stark, o Homem de Ferro, comparece a um evento beneficente.”, e trincou os dentes com isso, e sua mente trabalhava sem parar com certos questionamentos existentes em sua vida patética.
Ela apenas jogou a revista – Tony Stark, o nome lhe dava náuseas – sob a mesa com brutalidade, e suspirou irritada com aquela matéria sobre o playboy e filantropo da família Stark.
– Você está bem, ? Aliás, eu acho que ele é idiota.
A mulher de 21 anos chamada de apenas levantou os olhos das revistas de física nuclear, quântica, Tony Stark e de todas as outras revistas ao qual ela colhia informações que poderiam ajudá-la a entender tudo ao redor, e que sua colega havia furtado na noite de ontem com ajudar de outra pessoa que estava naquele momento dormindo no quarto ao lado, em seu quadragésimo sono se assim possível com tranquilidade – e quem se interessaria por física quântica? E por Tony Stark?
Apenas ela, e mesmo que vivia lendo essas coisas por mera curiosidade, e viu os olhos azuis ansiosos por uma manifestação mesmo que seja rude de sua parte, mas ela considerou em ignorar a mulher loira que ainda estava parado no batente da porta de seu pequeno e minúsculo quarto que dividia com a mesma, a loira a olhava ainda com esperanças desmedidas. “Confiar demais em mim, , aquele pensamento lhe parecia certo e melancólico, mas era a verdade. Quem em sã consciência confiaria nela? Um louco, talvez, ou alguém que ela tivesse esfaqueado pelas costas.
, quem é idiota? – perguntou educadamente, sem humor – Você anda ansiosa.
. Quase dois meses aqui, e ficamos ansiosas – resmungar mal-humorada – Quando poderemos sair desse cubículo que chamamos de casa? Você é Stark, deveria saber fazer alguma coisa, já que o gênio do século XXI, segundo a Banner.
Fez uma careta com o sobrenome que compartilhava com o playboy e idiota de Tony Stark, e bufou com a palavra gênio que a outra lhe dizia com tal veemência pela mulher, diabos, ela odiava essa nomenclatura, mas ignorou o tom irônico da outra.
Casa.
Seus pensamentos lhe traiam sobre as lembranças do local que chamava de casa – dois meses e meio. 75 dias. E 1800 horas desde que acordara num beco imundo ao lado da colega de quarto e dos restantes das pessoas que residiam no minúsculo apartamento que pagava quase 200 dólares graças ao homem que dormia na sala, e parecia alerta para tudo, e ela lembrava dos ferimentos a bala, e dos gritos de dor de quando retiraram a injeção que quase a fez destruir ao redor, mas conteve-se e praguejou mentalmente para si mesma que deveria ter controle de suas emoções mais primitivas.
, eu não sei de nada. Branco se quer saber, e odeio isso. Nosso mundo foi destruído, destruído por alguma coisa que desconheço – murmurou desconcertada desde que abrira o maldito vídeo que Nicole Fury colocara em seu pen drive assim como J.A.V.I.S. que estava em seu recém-comprador telefone (ou furtado, por Barton que naquele momento deveria estar tentando reunir informações em alguma parte do apartamento mofado em que estavam vivendo) que naquele momento fazia uma busca completa ao redor do prédio por algum meliante – Eu não sei o que a Fury queria com isso, mas nós fomos mandados para cá. Para longe de casa. Para um lugar onde nós nunca existimos.
Rogers, a Miss América, fez uma careta. Ela estava certa. O mundo delas não existia mais. Apenas cinzas e lembranças haviam restado do mundo onde viviam, e das pessoas que amavam, mas observou a Stark mais atentamente, e percebeu o suor escorrer por sua testa e a expressão inquieta dela.
Inquietação.
Era uma boa definição para a Stark que franziu o cenho – um arrepio. E a imagem dele surgiu em sua mente como um lembrete... Sua imagem imponente que causava medo apenas com a sombra, ela estava inquieta, Rogers a deixou sozinha, e nem podia ajudar ela com seu dilema, pois ela nunca lhe dizia nada.
Lembrava-se claramente daquele dia... É uma tarde cinzenta. Uma tarde sem vida cinzenta. Não há pássaros cantando ou o som de risos. É como se o mundo houvesse realmente parado. Não há Sol. Sem chuva. Sem névoa. Sem sinais de uma tempestade. Logo, sem trovões. Apenas as nuvens. Densas. Escuras. Encobrindo o céu.
A chuva começou a cair naquele lugar mórbido e cinzento, lavando o sangue dele e lavando as mãos dela. Morto, morto, morto... Aquela frase soava alto em seus ouvidos, e Stark sentia-se nauseada ao lembrar que era uma assassina.
Nunca mais seria a mesma. Ninguém que passasse pelo que ela passou seria. Ela nunca mais seria a mesma Stark depois de ter matado ele.
Depois de ter assassinado Peter Potts.


I

“A minha mente é um lugar assustador.”
— Caligrafadas
Em algum lugar do Hell's Kitchen, New York.


"Meu nome é Nicole Josephine Fury, eu sou a diretora da organização SHIELD, e se vocês estiverem vendo esse vídeo, eu falhei em salvar o nosso planeta de sua destruição, e eu falhei com vocês, e na promessa que eu fiz que impediríamos o Thanos", a mulher de pele escura tinha os cabelos curtos, e tapa-olho para cobrir o olho perdido em combate há alguns anos, enquanto os presentes encaravam a tela do computador com uma expressão de confusão e incompreensão pelas palavras ditas pela mulher que um dia os transformou nos Vingadores, e que causaram os mais variados problemas para ele, e naquele momento, nenhum deles compreendia a complexidade das palavras ditas por Nicole Fury "O regresso é programa experimental, criado pelo governo com intuito de um transporte mais eficaz e rápido, porém durante as pesquisas foram descobertas estranhas anomalias que chamamos de Terra-01, após anos de pesquisas foi criado uma forma de atravessamos o véu como foi chamado pelo Dr. Isaac River, a então iniciamos o envio de material inaminado, e depois de alguns anos, seres vivos foram mandados para esse mundo experimental, porém o programa foi desativado por causar dos custos, entretanto jamais conseguimos trazer os seres humanos de volta, e não sabíamos se estavam vivos, e era um risco que eu corri para salvar vocês”.
O som da respiração deles era a única coisa que ouvia, além da voz da Nicole Fury, os olhos da Deusa Thor se desviaram, enquanto todos estavam em choque, e ela percebeu o aperto que Banner fazia em suas mãos ao pensar nas palavras ditas pela Fury –, o que demônios Nicole Fury tinha na cabeça? As dores de cabeça estavam aumentando, enquanto Banner encarou as próprias unhas, e sentiu que todos ali estavam entrando em colapso pelas novas informações.
Afinal, quem os salvaria?
"Mas era isso, ou os maiores heróis da Terra morrerem juntamente conosco, e se estiverem vendo este vídeo, significa que vocês sobreviveram, assim como os outros seres vivos que mandamos durante os testes, por favor, fiquem vivos", a voz dela soava enquanto assimilação chegavam as mentes dos Vingadores, "Neste arquivo, existem vários nomes de pessoas que poderão ajudar vocês nesse novo mundo, porém, existe uma missão para vocês que está em anexo em outra pasta assim como respectivos vídeos para cada um de vocês".
Estavam sujos quando chegaram naquele beco imundo na Hell's Kitchen, e a confusão tomou conta de cada um deles enquanto processavam de formas diferentes as imagens em suas cabeças –, as roupas rasgadas, e alguns cobertos de arranhões e sangue, e principalmente, os eventos estavam em sua mente como se fosse um lembrete do seu fracasso para salvar o mundo –, torcia os dedos em nervosismo e sentiu a conhecida dor na boca do estômago, como passou a ser chamado pelos colegas sentia que eles não estavam bem, enquanto a Deusa do Trovão encarou o semblante lívido de Stark.
"Apenas sobrevivam, vingadores".
O silêncio era aterrorizante após a imagem fica em preto – todos encaravam a tela do computador.
- Então, nós sobrevivemos ao fim do mundo, e fomos mandados para cá por que somos os maiores heróis da Terra – a voz de Stark não soava feliz, e os olhos escuros fixos na tela enquanto eles assimilavam cada palavra dita pela Diretora da SHIELD – Estamos na Terra-1, eu acho, e não sabemos se existimos aqui, ou se existimos aqui. E como existimos? Maravilhoso, e nem mesmo se essas pessoas estão vivas ainda.
- , se acalme – a voz de Rogers soou manhosa, entretanto havia algo que indicava o seu nervosismo – Temos que manter a calma, acima de tudo.
- Calma? – a voz de ecoou meio baixa, porém suficientemente alto para todos, enquanto a Stark encarou os próprios pensamentos sobre aquela história toda – O que quer dizer com calma?
Suas mãos tremiam –, enquanto afagou os ombros dela para manter a Dra. Banner sobre controle, coçou a cabeça, enquanto todos observaram os olhos atentos de e fixos em algum ponto na parede. A Queridinha da América encarou os dois agentes que até aquele momento não haviam se pronunciado sobre o que estava acontecendo –, Romanoff estava sério, olhando o nada, enquanto olhava a imagem distorcida de Nicole Fury.
O que diabos a Diretora Fury tinha na cabeça?

X


Dois dias depois, Hell's Kitchen -, New York.


As dores de cabeça estavam incomodando ela, e pensou que a única preocupação dela até aquele momento era a morte de Peter Potts e de como suas mãos estavam manchadas de sangue, porém com aquela reviravolta, ela não se imaginou chorando por aquele psicopata –, porém, ela apenas tentou se concentra naquilo que ela tinha que fazer –, era um dever que fora dado a ela, e qual ela não tinha escolha nenhuma senão aceitar.
Afinal, milhares de pessoas morreram para ela sobreviver – e aquele pensamento assustando tomou conta de seus pensamentos.
"Salva a si mesma", a Torre Stark parecia longínquo para ela -, lembrava do projeto que iniciara para ocupar sua mente, e como aquilo tomou proporções inimagináveis após anos de pesquisa, e desenvolvimento que levaram a um projeto que passou a ser chamado de Revolução Stark em seu mundo.
Stark apenas observou o céu noturno de Hell's Kitchen -, havia algo a incomodando, sua perna esquerda estava enfaixada por baixo das calças moletons, e ela sentia a dor mental da perna e a lembrança veio como um chicote em sua mente -, o brilho em sua camisa preta a lembravam de quem ela era naquele mundo. Ou de quem ela precisava ser: "o mundo precisa de vilões, ", as palavras de Nicole Fury ecoavam em sua mente como um lembrete do deveria fazer para manter a paz daquelas milhares de pessoas, e salvar a si mesma do abismo que estava entrando.
Será que ela seria capaz disso?
Cada vingador teve seu vídeo –, uma mensagem para si, e para manter em mente o que deveria ser feito, e não importava o preço que fosse pago por aquela causa –, sentiu vontade de chorar, e reviveu em sua mente os momentos de desespero.
"Ele está aí, o mandei seis meses antes, então você deve salva-lo".
- Precisamos conversa – a voz de Barton não era amistosa, e os olhos castanhos se ergueram para ela, enquanto os olhos acinzentados quase verdes a observavam com atenção – O que seria isso aqui?
mirou nos papéis, e deu um sorrisinho para ela ao imaginar quando percebeu os papeis no quarto dela –, as certidões falsificadas, havia passaportes, RG's e vários outros documentos que falsificou nas últimas duas noites durante sua insônia depois do vídeo de Nicole Fury para eles saberem de seus deveres –, e se ajeitou no parapeito para ela, enquanto encarou o rosto franzido da mulher mais velha.
- Temos que começar por algo, .
- Você fez eles?
- Talvez tenha hackeado o sistema da cidade, e criado novas identidades para esse novo mundo, e falsifiquei várias outras coisas – confessou amistosa, enquanto ouviu o som ao longe das sirenes de polícia, e ouviu atentamente o som ao longe, e imaginou se algum dia iria prestar atenção como estava naquele dia, a Stark sabia de todos crimes cometidos até o momento graças a Jarvis – Criando registros falsos.
- E quem é Walter McQueen? – arqueou as sobrancelhas para ela, a garota – Você apenas mudou os sobrenomes, porém tem uma empresa no nome de Walter McQueen.
- Walter era o nome do meu pai, que dizer, terceiro nome dele – respirou pela boca enquanto falava, e coçou a cabeça ao pensar que podia ter escolhido outro nome para colocar, porém Howard seria muito obvio então optou por Walter, enquanto a Barton a encarou seriamente – Arrumar dinheiro, , não podemos ficar parados esperando que a Fury dê mais ordens do que aquele vídeo estúpido de "merecia viver", havia mais de 7 bilhões que podiam viver além de nos, e ela escolheu os fodidos para essa missão, e também não podemos ficar furtando carteiras das pessoas por alguns míseros trocados para pelo menos comemos algo decente.
- – a Barton encarou a carteira de motorista enquanto a repreendeu –Sei que não somos os mais merecedores disso, mas quem ela mandaria para cá? Hein? Para salvar ele das garras da SHIELD, ou melhor do governo, e além disso, tem mais pessoas por aqui. E também, nossa missão é impedir que ele consiga novamente destruir o nosso mundo.
observou o nada por tempo indeterminado –, então suspirou, sua voz soou um tanto irritada, Barton apenas encarou a Stark.
- Então, qual o plano?

X


"".
A voz dela estava ao longe –, Romanoff despertou ao ouvir o som da voz dela.
Ele se remexeu na cama inquieto enquanto, ouviu o som da chuva do lado de fora do prédio em Hell's Kitchen –, o suor escorria por sua face, e levantou. Sentiu como se um caminhão atravessasse o seu caminho, enquanto encarou a própria face refletida no espelho.
Seus cabelos ruivos estavam caindo por sua face, os olhos verdes fixos enquanto tentava regular sua respiração ao pensar novamente nela –, e se xingou mentalmente –, enquanto percebeu a barba por fazer, e verificou o quarto.
Era o único no quarto –, havia uma cômoda do antigo morador, além da cama com colchão duro –, ouviu passos de lado para o outro do lado de fora do quarto, enquanto percebeu Rogers olhando atentamente os raios que estavam caindo na cidade pela janela na sala de estar.
Ela parecia incomodada com algo.
- Está tudo bem, capitã?
Ela parou no lugar, e os olhos azuis se fixaram nos de que apenas percebeu a tensão nos ombros dela –, desde quando os pesadelos afetavam tão eles? Ele coçou a barba por fazer, e se incomodou, e anotou mentalmente retirar aqueles pelos irritantes de sua face.
- Eu não consegui dormir – sua expressão se tornou azeda, enquanto encarou os olhos verdes do homem que apenas assistiu –O barulho me incomoda.
- São apenas raios, , não vai acontecer de novo.
Comentou para ela, enquanto Clarisse riu -, a risada nervosa, entretanto a mesma morreu em segundos, enquanto as lembranças preenchiam sua mente -, fora numa noite daquelas que eles haviam aparecido naquele mundo, e as lembranças dos gritos de ainda ecoava em sua mente, e o sangue espalhado pelo chão de concreto.
- E você?
- Coisas aleatórias em minha mente – respondeu dando de ombros, enquanto seguiu para a cozinha, e observou o rosto pálido da Queridinha da América –A questão é, isso vai me afetar durante uma missão?
apenas respirou fundo -, a mulher se sentou na bancada da cozinha minúscula e percebeu os ingredientes que ele colocava na mesa -, e arqueou as sobrancelhas para aquele ato.
- Desde quando você cozinha?
Ele piscou para confuso -, revirou os olhos com aquele ato insolente dela.
- Desde sempre, agora, se cale para eu me concentrar.

X


Banner pensou que alguém havia invadido o apartamento assim que entrou no quarto.
Porém, o motivo de um caos naquele minúsculo espaço estava dormindo sobre alguns livros.
Havia papéis, anotações e revistas espalhadas pelo quarto, além de peças antigas jogadas de qualquer maneira no quarto –, Banner arqueou as sobrancelhas ao perceber o estado do quarto que pertencia a Stark, e a mesma dormia sobre a escrivaninha repleta de artigos, folhas e havia um papel grudado na testa dela, e em suas mãos, uma caneta sobre uma folha rabiscada em uma letra quase ilegível havia o que pensou que fosse o caos –, ela encarou as pesquisas, além do site de imóveis que estava aberto em um prédio de renome no centro de New York.
Havia peças jogadas, e papéis amassados, pegou um deles, e leu rapidamente as especificações de cada estrutura criada. Um suspiro escapou dos lábios da outra -, e ela observou melhor as fotos espalhadas pelo quarto, assim como as reportagens do acidente de Howard Stark também, enquanto a foto recém-imprimida estava num porta-retratos em um lugar de destaque, e a única coisa que estava organizada, e percebeu outras fotos espalhadas pela cabeceira.
Howard e de 16 anos – no aniversário da mesma, e segurando um prêmio de algum concurso de mecânica – encarou o rosto sorridente, e sujo de óleo de ao lado do igualmente pomposo, e com marcas de óleo, Howard, que mantinha um sorriso orgulhoso no rosto, apenas colocou no lugar a foto do pai da Stark, enquanto se aproximou de corpo cansado de .
- , acorda!
- Não fui eu, pai!

A mulher pulou, e quase caiu no chão e xingou todas as entidades do planeta –, e também da galáxia, riu ao perceber a mulher de ferro naquele estado lastimável –, ela mudou de posição, e tentou levantar, porém, percebeu que o pescoço, braços e pernas da mulher de ferro estavam cheios de cãibras pela posição desconfortável que ela acabou dormindo.
- Você está bem?
- Defina bem? – a desafiou, e levantou mancando até a cama, onde retirou o papel grudado em sua testa, e o colocou no caos que estava se formando o plano – Que horas são?
- Quase 10 da manhã – visualizou os vários bilhetes escritos em letras ilegíveis, uma ou duas palavras que a Banner pode identificar –Você está criando algo?
- Não, eu quero dizer, sim – coçou a cabeça confusa, e observou o caos em seu quarto, e suspirou ao pensar no quanto aquilo demoraria para arrumar – Estou pensando em recriar a Sue, entretanto, não sei se quero me estressar com aquela lata velha, e também Iky, mas ainda não sei também se devo. Afinal, eles eram os piores assistentes do mundo.
Sue –, um braço mecânico criado quando a mesma tinha 10 anos, suspirou, e começou arrumar o caos que se instalou naquele quarto, e Iky era o segundo braço mecânico que a garota havia criado juntamente ao pai antes do falecimento do mesmo, porém ambos tinham características desagradáveis da jovem Stark, ambos eram desastrados e desatentos –, lembrava do dia em que conheceu ambos.
- Você está bem?
- Vou sobreviver, Jarvis baixou a programação dos braços mecânicos – a Stark diz, organizando os papéis por ordem de importância em uma pasta – Porém, aqueles dois só me causaram estresse, mas eu gostava da companhia deles.
Havia um sentimento implícito nas palavras da Mulher de Ferro –, ela organizou os papéis, os livros e ajeitou o painel com as informações roubadas dos Vingadores –, então jogou-se no cama, agora limpa, e apagou.
apenas pegou Jarvis – o computador estava se adaptando a nova realidade em uma velocidade surpreendente.
- Temos todas as peças para recriar eles, Jarvis?
-Sim, Dra. Banner, porém existe novas especificações que a Srta. Stark pediu para acrescentar em cada um deles.
decidiu que os idiotas 1 e 2 tinham direito de estar ao lado da criadora.

X


Barton apenas jogou-se no colchão.
O cansaço em poucos minutos iria domina-la por completo. Observou o teto -, os olhos azuis claros se desviaram para o ronco alto de -, ela balançou a cabeça enquanto o cansaço a dominava lentamente por seus poros.
Havia ficado 36 horas acordada -, velando o sono de todos, e protegendo a casa em que estavam -, havia algo a incomodando, e naquele segundo, ela repassou as coisas que viu, ouviu e sentiu nas últimas semanas.
1° – Eles estavam em algum lugar do universo paralelo, ao qual, eles jamais existiram como eles são, mas sim como outras pessoas com vidas diferentes.
2° – Existe uma pré-guerra preste acontecer naquele mundo, ao qual destruiu a Terra-05 –, e pelos acontecimentos, seu mundo era diferente daquele em muitos aspectos, mesmo que tivessem uma vibração diferente segundo a Stark e Banner, afinal acontecera coisas em seu mundo que não havia ocorrido naquele mundo –, porém, as duas cientistas concordavam que a Terra 1 e a Terra-05 estavam na mesma vibração até o nascimento da Deusa do Trovão e da primeira Vingadora, e a morte do primeiro Capitão América, e fato esse que modificou a história.
A Barton suspirou, ao pensar em todas as coisas que ocorreram em sua vida durante os últimos 27 anos, e de como eram similares a Clint Barton, entretanto a mulher apenas encarou aquele fato como mera coincidência na primeira vez, entretanto após Banner ter dito que não eram coincidência, e sim que ela e Clint tinham uma vibração similar mesmo que a Barton desejasse não ter aquele tipo de comparação ao Gavião Arqueiro –, estava cansada, enquanto continuou a pensar nas perguntas pertinentes para continuar aquela missão.
3° – O que eles estão fazendo ali? Como eles poderiam ajudar aquela realidade sem interferir? Afinal, eles eram fatores novos, e isso já modificou toda aquela realidade com a primeira respiração deles naquele mundo, e assim modificou o futuro que já era totalmente incerto.
4° – Porque Nicole Fury os mandaria para aquele local? Logo eles?
enumerou os mil motivos que Nicole Fury teria para seda-los, e joga-los num canto qualquer dessa realidade –, e um deles, era apenas por experimentação, entretanto, Barton conhecia a Diretora com a palma de sua mão, e aquilo não fazia nenhum sentido.
O mundo deles já estava condenado, e porque manda-los para aquele lugar? Após elas terem passado por todos aqueles sacrifícios no seu mundo, acreditava que estavam cansados das charadas, das brigas e principalmente das mortes que ocorreram por causar deles.
Havia cicatrizes demais –, marcas ocultas, e que ainda doíam.
Então, ela lembrou do vídeo embaralhado de Nicole Fury -, "vocês precisam sobreviver", "é um novo recomeço", "não esqueçam de quem vocês são", "resgatem John Foster", "existem outros como vocês", e então, o click em sua mente.
"O mundo precisa de vilões", que saiu misturado a outras frases -, ela apenas se questionou aquilo enquanto o sono estava consumindo os restantes segundos de sua consciência.
Eles eram os mocinhos, ou os vilões?

X


“Ei, , você estar linda”.
A voz dele soou em sua mente –, a Capitã América apenas encarou o teto –, o zunido em seu ouvido era ignorado, enquanto apenas sentiu o aroma de café de seu quarto -, a cama era desconfortável, porém lembrou o tempo antes de ser a capitã América, quando entrou para o programa experimental Super Soldado, ao qual, ela perdeu um irmão naquele mesmo ano, e o primeiro Capitão América –, a mulher balançou a cabeça ao pensar naquela época distante.
Rogers lembrou da primeira vez que acordara – era uma época diferente, e todos ao qual ela conhecia já haviam partido, menos Alfred Carter, porém ela balançou a cabeça para o seu antigo amor. Ela pulou da cama –, pegou o robe azul.
A mulher saiu do quarto, e visualizou Stark fazendo o café –, havia algo nas mãos da herdeira dos Stark enquanto a mulher xingou quando queimou a língua, e largou a folha de papel no chão, e amaldiçoou todas as entidades existentes no mundo.
- Olha o linguajar, Stark.
- Que se dane, – disse irritada, e revirou os olhos para a Queridinha da América que encarou os atos insolentes da Mulher de Ferro com um costumeiro sorriso cansado – Café?
Ofereceu –, e aquele ato para Stark seria um pedido de desculpas.
- Aceito – apenas pegou a jarra, e encheu um copo para si – O que houve para estar tão irritada?
resmungou em alguma língua que Clarisse não entendia -, havia algo de diferente nela, e parecia ansiosa -, entretanto, a mulher de ferro solveu mais um gole de café.
- Estou com dificuldades sobre isso, porém eu consegui adequar o plano do ao nosso cronograma, e logo, mudaremos de casa e de vida, e provavelmente de humor – a Stark murmurou desconcertada – Existem muitas variáveis para considerar, não acha?
não discordava da lógica da mulher de ferro, afinal como elas iriam sobreviver aquele novo mundo? Eles não podia ser eles mesmo, e onde eles estavam poderia ser destruído a qualquer minuto? - pensou em Steve Rogers, o homem que era como ela, o homem que ela representava em seu mundo –, a mulher de outro tempo apenas solveu o gole de café, e se sentou na mesa da sala de jantar improvisada.
-O que faremos? – a mulher indagou para outra que apenas parou no meio do ato de colocar mais café em sua caneca, e pegou alguns biscoitos – Você já deve saber o que vai fazer.
- Fazer dinheiro primeiro, e depois, me preocupo com outros detalhes miseráveis que não estavam nos meus planos – os olhos escuros se fecharam por um segundo, e piscou aturdida ao ver a pessoa atrás de – Imagino que seja uma boa mudança, Thor.
- - replicou a mulher de mau humor, os cabelos longos e loiros deram lugar um corte mediano que valorizou o rosto da mulher do trovão e que naquele segundo estavam presos em um rabo de cavalo – Você fez aquela identidade, então, deve me chamar de Griffin, e o que me lembra, nós temos cereal ainda?
Ela pergunta vasculhou até achar o cereal. apenas deu de ombros para ela, e encarou o jornal em suas mãos –, enquanto observou o lado de fora -, era uma paz irritante depois da guerra que passaram. apenas ficou em silêncio -, havia algo de errado com naquele segundo.
Ela percebeu uma lágrima deslizar por sua face, e limpa rapidamente como se nunca tivesse existindo.

X

"Em memória de Howard Stark".


Ela não devia estar ali –, sabia disso, enquanto depositou as flores sobre o túmulo de seu pai, e sentiu um nó se forma em sua garganta, porém ela não devia chorar –, apenas segurou as lágrimas enquanto observava os túmulos da família Stark, e encarou o tumulo de sua mãe também.
Porém, o sentimento que Tony tinha por sua mão não era reciproco pela outra Stark.
Ela odiava a mãe, e aquele sentimento jamais mudou nos últimos 16 anos de sua vida, pois ela tinha seu pai e melhor amigo por perto, porém, se permitiu pensar nela naquele mundo sendo uma mãe amorosa que amava seu filho, enquanto sua própria mãe não agiu da mesma maneira em seu mundo e a deixou para trás quando era apenas uma criança, e deixando ela e seu pai sem entender as motivações pelo abandono –, juntou suas mãos em uma prece silenciosa.
- Achei que fosse ateia, e não acreditasse nessas bobagens como mesmo me disse – a voz soou atrás de si, enquanto a mulher revirou os olhos –Devia tomar cuidado para onde vai, sorte a sua que os túmulos da família McQueen ficam aqui também, e por mera curiosidade, como conseguiu?
Ele citou os túmulos recém colocados para dar veracidade ao passado que estavam criando –, então depositou as flores nos túmulos de seu pai, e do simbólico que fez para Walter McQueen, enquanto encarou as fotos de Howard e Maria Stark, a mesma colocou as mãos no bolso ao pensar em seus pais biológicos.
- Eu não acredito... Mas, Sra. Hudson me criou como judia ou algo do gênero, e também, subornei a direção para pode ficar perto deles – riu em escárnio ao pensar nas várias vezes que teve que fazer uma prece antes da comida, e aos olhares atentos de sua babá – Eu queria tivesse um túmulo para ela, sei lá, nesse mundo, mas não sei quem seria a senhora Hudson nesse mundo, porém pelo menos meu pai ainda é meu pai, posso colocar um túmulo simbólico?
- Claro.
observou a mulher em questão, mesmo após os anos de convivência, ele entendia que Stark sentia falta do pai –, ela usava um vestido caro, e um chapéu elegante que cobria uma parte do rosto, enquanto ele apenas um simples terno, porém elegante como disse a Barton antes dele sair da bendita casa –, e pediu ajudar a ele que apenas a segurou, enquanto ajeitou o vestido elegante, e observou os saltos altos escolhidos por e .
-Decidimos contratar Daredevil, Srta. McQueen, e você me ajudará numa pequena investigação sobre algumas pessoas – encarou a mulher que apenas revirou os olhos com o ato insolente dele ao citar o nome do jovem defensor ou vigilante de New York – Você é uma jovem órfã que descobriu herdeira de uma fortuna, faz jus ao seu novo eu, e também que nós somos sócios como as identidades falsas indicam.
revirou os olhos -, os novos guardas observavam os dois com atenção de longe, era parte do conselho da nova empresa assim como restante dos Vingadores, entretanto, era a nova dona, herdeira e deveria agir como tal nesse mundo, porém não era muito diferente do que ela fazia antes como a Stark –, ela ajustou o vestido escuro, e ajeitou o chapéu enquanto andou até o carro.
Assim que entrou –, desabotoou o terno, e afrouxou a gravata –, a paisagem do cemitério sumiu.
- Você tem certeza que quer o Murdock? E que diabos você está aprontando?
Inquiriu a mulher para ele, enquanto apenas encarou os olhares da mais nova dos Vingadores para ele –, a ficha de Matthew Murdock estava a sua frente, além das atividades noturnas que o Daredevil praticava, e todos os passos dele –, ela releu algumas partes enquanto se pronunciou.
- Ele é limpo, e é um bom advogado – retrucou o outro sério, enquanto a mesma o encarou com uma sobrancelha arqueada – E provavelmente, será melhor temos alguém conhecido, ou ao menos, alguém que sabemos que não irá nos atrapalhar, Liz.
- Quem o abordará? – indagou, enquanto sorriu para ela, e a mesma o encarou com um olhar acusador – .
- Você seria uma boa opção, além do que cuidará da Jéssica Jones, e digamos que a Srta. Hoklyns tem muito a fazer quanto aquela pessoa – ele apertou os olhos com isso – Eu, bem, devo começar a mudança para o novo local, afinal não podemos dizer que somos moradores do apartamento como aquele, certo? E também, cuidarei das Empresas Rand, senão se importa, eu adoraria ver como seria nossa Danny nesse mundo.
A Stark o encarou rispidamente ao vê-lo citar as empresas de Daniel Rand com tamanha naturalidade, porém a mesma não queria estar no mesmo recinto que o Punho de Ferro, ela odiava a outra Rand, porém era boas conhecidas de negócios, estritamente –, fazia apenas duas semanas que sua empresa estava lucrando, afinal todos os projetos do outro mundo que estava desenvolvendo vieram juntamente com a interface do JARVIS, e ela começou com pioneira nesse mundo, e analisava todas as suas opções –, e ela fechou o relatório, e soltou um suspiro longo e demorado ao pensar nisso.
- E quando eu devo ir?
- O mais breve possível, temos um prazo a cumprir, Stark – a voz dele soou lenta –Soube que está de olho no menino Parker? Ou apenas, curiosidade?
encarou por meio segundo ao ouvir o nome Parker –, os arquivos de seu mundo revelavam uma criança com os mesmos poderes de Melissa Parker –, e as lembranças da filha de um dos seus cientistas, e por aquele motivo, Peter Parker estava sendo observado desde que ela descobrirá as atividades extracurriculares dele, e cuidadosamente analisado pela mulher de ferro, enquanto a mesma deu de ombros com o assunto citado.
Ela impediria que Peter Parker tivesse o mesmo destino que a menina Parker.
- Enfim, eu sei que se sente responsável por aquela menina, porém, não irei me intrometer na sua pequena pesquisa, você está livre amanhã?
- Provavelmente, já olhou na minha agenda, Sr. Yale.
sorriu travesso para ela, sentiu um arrepio com o olhar dele sobre si -, e com toda a certeza se arrependeria daquele favor, enquanto o mesmo jogou para ela a pasta.
- Tenho um serviço para você.


¹Os sobrenomes dos nossos Vingadores nesse mundo são: McQueen para Srta. Stark, Yale para Agente Romanoff, Hoklyns para Agente Barton, Griffin para a Deusa do Trovão, VonDebruk para Dra. Banner, Jenkins para Capitã América.
²Eventos transcorrem antes de Guerra Civil, e seguem a linha do tempo do UMC.


II

“Eu quero que que a ideia de felicidade é com você”
– Dean Winchester.

McQueen Corporation, New York.



“É o seu turno”.
A voz sonolenta de Rogers soou em seus ouvidos – e alguns baques e xingamentos da queridinha da América até o quarto foram escutados pela Arqueira – Barton riu, mas o riso morreu enquanto estava só de novo, ela e seus pesadelos.
Suspirou –, enquanto encarou a parede de vidro, e uma New York segura. Segura? Aquele pensamento a assustou, desde quando ela achava New York segura? Barton encarou o próprio reflexo, e percebeu.
Após todas aquelas semanas – em planos mirabolantes, espionagens e checagem de dados –, aquele mundo era totalmente diferente do seu mundo, e ela relembrou de seus pecados.
Acabar com a vida de uma pessoa é fácil, tão fácil quanto respirar. Escapar das memórias é mais difícil, elas te rondam de modo constante e não há como se esconder. Nem mesmo em seu sono. Um momento de distração e lá vem todas as lembranças que te aterrorizam todo maldito dia. Nem sequer um dia de folga, era como trabalho escravo antigamente: desagradável, desgastante e em um deslize você é castigado.
Para Barton, A Arqueira, só há dois modos de escapar: dormindo ou indo a missões. Só um modo é realmente eficaz já que pesadelos existem e eles sempre a deixam com olheiras profundas debaixo dos olhos. Então a melhor opção era trabalhar até não aguentar de tanto cansaço — um fator irritante que facilitava a entrada dos seus fantasmas interior sobre os quais sempre precisava lutar.
Após a queda da SHIELD, existiam milhares de arquivos codificados e decodificados – e graças a isso, os atos da Viúva Negra facilitaram para eles conseguirem informações que apenas a SHIELD detinha em seu poder –, porém, o que eles haviam desejado estava com uma codificação de ponta, afinal Nicholas Fury não iria revelar todos os segredos para o mundo.
Lembrou o que disse: “Uma questão de tempo, Barton”, Barton ergueu-se da cadeira enquanto pegava a xicara de café que estava em cima da pequena e improvisada bancada da nova casa. O apartamento sujo e imundo em algum lugar em Nova York fora abandonado quando perceberam policiais e agentes da FBI disfarçados andando nas redondezas desde que Stark estava tentando entrar nos computadores da CIA com sucessos e resgastes de arquivo sobre seus alvos, o que é no mínimo curioso vindo da Stark que sempre fora a mais adversa a ajudar seus colegas de equipe, e agora estavam numa propriedade privada que Stark comprou com o dinheiro de uma empresa, ilegalmente criada sob o nome Walter McQueen, além da invasão de vários sites do governo ao qual e ela tinham acesso a certos privilégios em seu outro mundo, mas lembrou-se do que o Romanoff dissera alguns dias atrás quando se mudará permanentemente para aquele local: “Teremos que agir, ”.
Tinha medo de este agir com imprudência – suspirou enquanto lembrou-se da discursão acalorada com Rogers e Banner, mas ambas entendiam o ponto de vista atípico de Natanael e de Stark como também os planos quase incomuns de envolvimento com as redes mundiais, a agente sentou-se enquanto observou as plantas conseguidas de uma das bases da agencia de inteligência, conhecia aqueles corredores – a Barton considerava estranho isso, mas era necessário. Natanael cuidaria de Laura Barton, e ela de Nick Fury.

Arquivo decodificado.
Nicholas Fury.


Aquilo alertou Barton enquanto os arquivos, relatórios e qualquer coisa que ligasse os Vingadores e suas respectivas vidas estavam aparecendo na tela do computador recém-adquirido num roubo de suprimentos e mantimentos para o grupo, além de necessidades básicas das mulheres do grupo – McQueen Corporation era uma nova febre no mercado com ideias sustentáveis, e trazendo novos investidores para elas enquanto as ações estavam em alta na bolsa. Maldita Stark tem talento para ganhar dinheiro ainda não acreditava na capacidade de de gerar bilhões por ano em seu mundo e ser uma das mais jovens empresárias desde os seus meros 16 anos, apenas bebericou o café e analisou os arquivos de Clint Barton, o Gavião Arqueiro, e seu eu deste mundo.
Laura Barton – mulher de Clint Barton – suspirou com aquilo... Sra. Barton, enquanto passou os olhos no arquivo rapidamente, analisou a fazenda e local em questão.
Incialmente, eles iriam sequestra a Laura Barton e os filhos de Clint, entretanto, após duas semanas de discursão havia decidindo deixar aquele plano de lado, por hora, como mesmo disse sobre aquele assunto, porém eles ainda tinham que estudar todas as especificações para caso precisasse sequestrar a família de Clint – era um plano C, como falou sobre os tais arranjos para a orquestra final.
- Onde você está?
Sussurrou para si mesma, enquanto encarou as fotos das pessoas – Jonathan Foster era prioridade para eles. Não seria fácil assim como a conversa com os seus colegas de equipe sobre abandonar os planos sobre a família de Clint Barton, entretanto, aquele assunto não dizia respeito a – a arqueira apenas passou os olhos pela foto dela e de Nick Fury, uma ruga surgiu de preocupação com isso.
Afinal, ele era um espião como ela, e provavelmente tão letal quanto a sua versão em seu mundo.

x

New York, Brooklyn.



Ar quente subiu lentamente por suas narinas.
A cafeína tinha um efeito resoluto em seu corpo assim como a tequila e vodka que tanto amava, mas apenas apreciou o seu café puro com gosto e sem contestar o seu sabor resoluto que proporcionaria prazer. O agente Romanoff observou a jovem mulher distraída com um dos milhares de guardanapos que escreveu na ultima meia hora.
Pagou a quantia pelo seu café puro –, e deu um sorriso charmoso para atendente enquanto se posicionou estrategicamente longe dos olhares desconfiados das pessoas –, considerava Stark, uma mulher interessante, genial e arrogante, mas seus olhos azuis desceram pelo rosto delicado, suave, quase juvenil senão soubesse dos seus 21 anos e com preocupação aparente para os lados enquanto checava mais uma vez ao seu redor como uma corsa assustada, os cabelos agora presos num longo rabo de cavalo e roupa usualmente discreta e sem grandes extravagancias o que combinava perfeitamente com ela e sua personalidade difícil de lidar na opinião de Romanoff, o mesmo encarou a mulher.
Se perguntou, como alguém não se apaixonaria por ela? Talvez o fato de Stark se capaz de falar fluentemente ao menos cinco línguas, ser uma engenheira mecânica e bilionária excêntrica afastasse os admiradores, porém, a Stark chamava atenção por sua beleza incomum herdada da família, e vindo de sua avó – pouco lembrava a mãe, como dizia –, e assim como por suas observações desconcertantes nos últimos dois anos que a conhecera.
Ele se lembrava da jovem franzina de 18 anos lhe apontando uma arma. Surpresa, essa seria a palavra correta para o jeito nada inocente e pouco juvenil da mulher.
“Isso é uma péssima ideia” – sibilou para ele assim que se separaram na pequena cafeteria, franziu o cenho para ele após explicar todo o plano traçado em sua mente – “A Barton vai matá-lo”.
Ele ignorou aquele comentário sarcástico e com humor dela que estava a mil – e viu seu alvo andando pela rua e em direção à cafeteria, e ansiou por aquele momento.
Seguia fazia pouco mais de duas semanas o capitão América, Steve Rogers, que a cada dois dias vinham aquele café quando estava na cidade, e que sobrevivera a época da 2° Guerra Mundial, e trazia muitas lembranças para o Capitão Rogers – o Agente Romanoff analisou de canto de olho a versão de Rogers daquele mundo, poderiam ser irmãos, pensou enquanto sentiu a tensão emanar de Stark de longe enquanto a mesma torcia os dedos discretamente sobre seu colo, e bebia o café puro com um pouco de tensão – a mesma estava sentada no balcão se servido de um expresso duplo com cafeína extra, um vicio ao invés do álcool segundo ela, mas viu o expresso cair diretamente em Steve Rogers com segundos de surpresa. Gênio, Stark, como sempre, pensou o agente Romanoff observando a cena.
–Mil perdões, senhor, sinto muito mesmo – sua voz soou alta, e desesperada, enquanto discretamente o rastreador caiu para dentro dos bolsos do Capitão, e a escuta colocada sobre os ombros do casaco, e a expressão corada fez a encenação ser perfeita – Sinto muito mesmo.
–Não se preocupe senhorita, foi apenas um acidente – enquanto a “desastrada” Stark apenas limpava a sujeira com alguns guardanapos, se Romanoff não a conhecesse diria que Stark estava realmente envergonhada – Não se preocupe, foi apenas um acidente.
–Sinto muito mesmo.
Ela diz se retirando e se desculpando, enquanto apenas ficou observando o interesse de Steve Rogers em Stark – a mesma sumiu pela esquerda – enquanto ele perguntou se era uma frequentadora frequente para a garçonete que negou: “É a primeira vez que ela vem”, enquanto retirou-se também e espero Rogers sair e tentar seguir sua colega, mas ele a perdeu de vista enquanto apenas adentrou de novo para a cafeteria e ouviu um gracejo da garçonete de quase 50 anos chamada de Kathy.
Interessante, concluiu enquanto apenas foi para a livraria há duas quadras dali, a morena estava parada enquanto observava livros de física quântica e de mecânica que ela tanto adorava – os olhos cabelos agora presos num coque, e usando óculos de grau, e o casaco estava invertido para um bege escuro – a mudança era mínima, mas o suficiente para deixa-la quase irreconhecível para quem só a viu uma vez.
–Então, feliz, ? – sua voz soou quase entediada, mas os olhos escuros fixos nos seus como se tentasse ler os pensamentos do agente – Sinceramente, porque diabos ir atrás dele?
Romanoff apenas escolheu ao acaso um livro para ele sem nem olhar o título – e entregou a mulher que franziu o cenho para ele, enquanto ele pagava pelos livros, estava impaciente enquanto o sorriso de deixava bambas as pernas da atendente, e causava uma repulsa na mulher ao seu lado, e ele sabia disso.
–Parece que Steve Rogers é interessante, , e interessou-se por você – a voz soou quase provocativa para ela que franziu o cenho, e revirou os olhos com as insinuações dele – Quem sabe não sair um romance?
A Stark o encarou atônica – enquanto resmungou como era um idiota, porém, o Romanoff percebeu as bochechas avermelhadas da mulher que apenas pegou meio dúzias de bombons e pediu para caixa pegar ele.
Fase 1 em andamento, concluiu o agente para si mesmo enquanto mais uma vez observou as duas íris escuras fixas em si. ”Talvez Steve Rogers seja muito mais interessante”, pensou enquanto pegou o taxi e observou a mulher ao seu lado, “E você me deu ótimas ideias, Stark”, sorriu de canto enquanto planejava os próximos passos.

X


Uma semana depois, McQueen Corporation.



O céu estava escuro quando ela acordou.
Banner mordiscou o lábio em nervosismo -, ela observou as conhecidas ruas, enquanto observou o restante da equipe está de pé e andando de um lado para o outro -, nos últimos 3 meses, a McQueen Corporation passou de uma empresa desconhecida para uma empresa de nível internacional que estava se estabelecendo na cidade, e com seus donos excêntricos, como foram chamados por uma revista internacional [Jarvis plantará histórias em todos os canais de notícias, e criara registros falsos da empresa de origem britânica]
.
"Invasão concluída"


A voz robótica chamou atenção de todos –, fazia o café, após uma série de exercícios juntamente com que tomava uma xícara pura de café e estavam em uma conversa trivial de lutas, e forma de combates e principalmente armas –, ainda estava de pijama e vinha do quarto com uma cara amassada, e que acabava de correr numa esteira numa academia particular para evitar chamar atenção na rua, e encarou a Mulher de Ferro que mantinha uma expressão de poucos amigos para todos ali.
- Você disse que ia acordar cedo, .
A voz sarcástica de soou atrás de , enquanto a Banner apenas mandou um olhar silenciado para Romanoff que revirou os olhos com isso – a mesma cobriu-se, enquanto a Mulher de Ferro revirou os olhos para ele, e mostrou a língua –, as olheiras estavam profundas, enquanto o computador apitava.
- Desculpe se tiver que fazer hora extra ontem – resmunga mal humorada, e se recostar no sofá ao centro – Itinerários de vocês estão atualizados, e com todos as possíveis possibilidades de atraso, e cada um de vocês tem um encontro, e com Jéssica Jones, e com Rand Enterprise, e eu com Murdock, e a irá receber os equipamentos do novo laboratório, além da matéria prima para a minha armadura e para os novos equipamentos de todos o restante, e reabastecimento da geladeira, já que alguém acabou comendo todo suprimento da semana, em menos de dois dias, e só isso.
se encolheu com a última parte, e olhava o recém feito sanduíche com o que sobrara da noite anterior –, soltou uma risadinha, a Deusa do Trovão estava numa fase depressiva por causar da irmã, e da família em Asgard que provavelmente foram aniquilados pelas Joias do Infinito –, a mulher de ferro soltou um suspiro com isso, enquanto apenas encarou todos eles com uma sobrancelha arqueada.
- Não chore, Thor deu um tapinha nas costas dela –Porque diabos devo me vestir com isso?
E arqueou as sobrancelhas para a Stark, enquanto fingiu saborear o café da manhã –, apenas revirou os olhos com o ato da outra, enquanto apenas se esticou, e mostrou a cicatriz longa e fina nas costas, porém ajeitou o robe e encarou a todos que observavam as marcas da guerra espalhadas pelo corpo da jovem.
- São negócios, , e foi que pediu.
A Stark acusou o Romanoff que soltou uma lufada de ar, e mirou os olhos azuis nos negros que pareciam ansiosos pela briga entre ele e a Barton.
- São nossos disfarces – ele retrucou, enquanto apenas visualizou a roupa separada para si, e encarou a roupa discreta de – O que mais temos aqui? Uma reunião as 15hrs com quem?
- "Conselho" fez aspas – Nossos empregados esperam a festa de boas-vindas e de abertura do prédio ao público, e eu espero que vocês apareçam para ao menos fingimos que somos normais, senão, pelo amor de Deus, ao menos sorriem para as câmeras.
suspirou, enquanto Barton e Rogers comentavam sobre suas respectivas missões.
- Eficiente, Stark – brincou para ela, os olhos azuis fixaram nos castanhos com sarcasmo, e a mesma apenas deu de ombros –Onde estava essa mulher responsável esse tempo todo?
- Cuidando de uma empresa de um bilhão de dólares, e salvando a sua bunda algumas vezes, e claro sendo uma bilionária excêntrica e filantropa – ela enrolou uma mecha de seus cabelos, e estalou as costas e bocejou em seguida – , está tudo bem com o seu trabalho?
- Nem irei botar os pés fora do prédio, então, tudo ótimo – comentou surpresa pela delicadeza de de deixa-la a cargo do laboratório – Não me sinto segura lá fora, então, qual agência você invadiu agora?
Os apitos do computador estavam irritando a Banner, porém logo arquivos era passados na triagem da – a mesma apenas descartou alguns, enquanto apenas suspirou entediada.
-FBI, e mais algumas pequenas, Jarvis, consegui algo dos arquivos da SHIELD? – indagou para Jarvis, enquanto encarou a tela de computador – E os localização dos vingadores?
- Sim, senhorita Stark, acabo de receber os relatórios que solicitou, além da instalação do vírus que criou que demorará mais algumas horas para concluímos por conta do sistema de segurança do Pentágono, senhorita – a voz de Jarvis transmitiu todos os dados para os relógios adaptados que desenvolveu – Esses são os dados que a agência de inteligência detém sobre seus altergos atualmente, e trouxe também, análise de perfil de cada um deles pela agência para o programa Inciativa Vingadores, e Sr. Stark foi reprovado, além do monitoramento do Dr. Banner e sobre suas atividades durante todo o tempo em que estamos aqui.
- Nem desejo saber o porquê dele ter sido reprovado – a voz de soou sarcástica, e ela lembrava de Nicole Fury dizer que ela era imprestável em lidar com pessoas – Tudo bem, temos um longo dia hoje, e precisamos parecer normais, quanto mais rápido fizermos isso, mas normais parecemos.
- Até parece que parecemos normais – comentou esticando-se, e recebendo gargalhadas de –Porque diabos vou para a Rand?
- Porque você tem um rostinho bonito, e também, você entende dos relatórios, afinal estudamos eles a semana toda para parecemos eficientes nos negócios – disse olhando a parceira – E a irá cuidar do Murdock, e o nosso é fácil comparado ao dela.
- Nem quero ver o que é difícil.

X


Alias Investigations -, New York.


Alias Investigations Office estava igual.
Barton observou os passos de Malcom que lembrava Miranda -, a ex-viciada que vigiava Jessie Jones para Kilgrave, e a psicopata que quase destruirá a vida de seu melhor amigo por causa de uma estúpida obsessão, porém a mulher suspirou -, a Barton seguiu pelo corredor, até a porta do escritório, e também lar de Jéssica Jones.
Bateu na porta -, e a mulher de cabelos escuros e expressão azeda abriu, e revelou o moreno alto e careca que supôs ser Luke Cage que saiu sem olhar para trás, enquanto Jéssica Jones o observava atentamente pelas costas do homem.
- Pode entrar, moça.
Barton riu internamente -, lembrava algo parecido entre Jessie e Luna Cage -, enquanto apenas fechou a porta atrás de si.
A mulher observou a sala em questão, enquanto Jéssica Jones a observava atentamente -, vestia um jeans surrado, além de uma camisa preta e um casaco grosso, e a touca escondia os cabelos castanhos claros curtos.
Ou apartamento -, e o cheiro de bebida também lhe trouxe lembranças sobre Jessie Jones, e alguma das vezes que passou a noite com ele -, deixou a lembrança de lado.
- O que deseja?
- Gostaria de contratar seus serviços, Srta. Jones - ela pigarreou, enquanto fingiu olhar a janela - Gostaria que investigasse algumas pessoas para mim.
- Nem vai pergunta o meu preço.
- Sei bem os valores que você cobra, Srta. Jones - deu um sorriso simpático, enquanto a carrasca dominava a expressão da outra mulher - Não se preocupe com o dinheiro.
Lembrava claramente de Jessie Jones -, um homem com muitas habilidades que interessaram ela em seu mundo, entretanto se Jessica Jones fosse igual ao seu altergos, ela teria alguns problemas de confiança -, Barton apenas soltou um longo suspiro ao observar a mulher de cabelos longos e escuros que a observava como se fosse de outro mundo.
- Então, você deseja contratar os meus serviços para investigação de alguém, e esse alguém tem nome?
Barton sorriu -, os olhos claros avaliaram a mulher esguia e magra, enquanto jogou o pacote com 5 mil dólares em cima da mesa.
- Metade agora, e outra metade quando o serviço tiver sido terminado - pegou a ficha que Stark havia feito para que a investigadora particular pudesse fazer seu trabalho - Eu entro em contato, Srta. Jones, meu número está anotado em papel dentro da bolsa, e gostaria que fosse o mais rápido possível sobre a investigação.
Jessica apenas abriu o pacote -, arqueou as sobrancelhas para ela, enquanto saiu do escritório de investigação -, seguiu pelas escadas, do outro lado da rua, a mulher de cabelos loiros tinha dois copos na mão, parecia já acostumada com as roupas humanas, além dos trejeitos das pessoas enquanto entregou o café quente a outra.
- Ela aceitou o trabalho?
- Ainda me pergunto se algum dia, alguém como o Jones iria negar dinheiro - soltou em rispidez, e riu - Você viu Luke Cage?
- Enorme, e iria ser difícil derrubar ele - comentou por alto, e seguiram pela rua até o carro preto - Ela está seguindo a gente.
-Claro que está, porém, Srta. Jones terá trabalho a fazer.
bebeu o café -, apenas recebeu uma mensagem, "aceito o trabalho", e salvou o número de Jéssica Jones.
E deram partida no carro.

X


Rand Enterprise, New York.



Romanoff sorriu para Joy e Ward Meachum, e este último estava com uma carrasca irritada em sua face -, assim como Daniel Rand que parecia deslocado naquele segundo, ele apenas ajeitou-se e tentou evitar os olhares ansiosos de Ward com a empresa McQueen -, o portfólio estava sendo apresentado por .
A sócia, como foram referidas várias, estava devidamente treinada -, lembrava do relatório sobre ela, e suas qualidades como secretária antes de virar um supersoldado, e naquele segundo, a Miss América não poderia ter sido menos que impecável.
- Essa é proposta que temos para Rand Enterprise.
finalizou a apresentação -, havia uma pequena escuta na orelha da Capitã América, e ao qual, Jarvis transmitia os dados que estavam nos relatórios estudados com o texto que havia criado para aquele momento.
- É uma proposta tentadora, porém existem várias variáveis nos seus produtos, não é?
- Na realidade, a Chefe da Divisão de Ciências já corrigiu as falhas, e disse que está perfeitamente funcional - a voz de soou persuasiva - Além disso, já estamos em fase de teste, e vocês são a primeira empresa a receber esse produto, senhores.
- E quem seria o cientista?
A voz de Ward Meachum soou curiosa -, as engrenagens na cabeça de se formaram ao pensar que ele desejava saber a veracidade do produto.
- Na verdade, a cientista - corrigiu, e um sorriso surgiu em seus lábios - McQueen, juntamente com VonDebruk, e os gênios por trás disso, e reduziríamos em 50% o índice de poluição de sua empresa, mas, porém, precisamos que vocês acertem o acordo para iniciamos.
Ward Meachum o encarou -, apenas sustentou o olhar do homem, enquanto Daniel e Joy estavam cogitando a ideia, e mirou os olhos nas mãos de Ward que estavam impacientes sobre a mesa.
- Deixemos que debatam - a voz da Capitã era suave - Sr. Yale e eu temos uma reunião agora em nossa empresa, e esperamos que nos deem uma resposta positiva, senhores.
- Nos damos uma resposta amanhã, Sr. Yale e Srta. Jenkins.
apenas concordou -, enquanto recolheu os equipamentos -, apenas o aguardava do lado de fora, em uma conversa trivial com Joy Meachum que estava interessada no produto -, assim que pegaram o elevador, pode se livrar da gravata que parecia que ia enfoca-lo.
- Você foi perfeita.
- Com ajuda do Jarvis, foi fácil - ela murmura baixo, enquanto algumas pessoas entram - Alguma novidade?
apenas olhou as mensagens com interesse.
- Conseguimos fechar negócio com o exército com êxito - ele diz guardando o telefone - Jéssica Jones já aceitou o trabalho.
- Tudo indo como esperado.

X


Nelson & Murdock, New York.



O prédio era como ela lembrava.
Stark lembrava claramente das duas vezes que encontrou Samantha Murdock -, e nenhuma delas terminou tanto bem quanto a mulher de ferro gostaria, e a lembrança amarga surgiu em sua mente.
Ela ajeitou o vestido escuro que usava -, um perfume que descobriu que existia nesse mundo, e que era o seu preferido -, ela usava um casaco preto enquanto subiu as escadarias nos saltos de 5 cm que fora obrigada a usar por causar de .
A mulher ouviu os passos atrás de si -, havia dois guardas costas consigo -, então, os olhos desceram pelo escritório simples e bem organizado da firma de advogados.
- Olá, sou Foggy Nelson - a voz dele soou amistosa, os olhos gentis enquanto avaliavam a mulher de óculos escuros, e avaliava o vestido caro escolhido a dedo por suas colegas de quarto, pois ela não podia aparecer de jeans sujo de óleo e camisa rasgada, como disse para ela minutos antes de começarem a prepara-la - Como podemos ajudar? Senhorita?
- McQueen.
- McQueen? - arriscou incerto, enquanto sorriu - Você ligou essa manhã.
- Minha assistente marcou, na realidade.
"A Adorável Srta. Rogers", relembrou o tom amável de com o advogado -, arranhou um sorriso forçado enquanto se sentou numa mesa, e ouviu os passos de Matthew Murdock pela sala.
- Bom dia, Srta. McQueen.
- Bom dia, Sr. Murdock.
Saudou -, enquanto os dois brutamontes que fora forçada a trazer estavam do lado de fora da sala -, a mulher apenas analisou eles cuidadosamente.
se sentiu desconfortável na frente dos dois advogados -, um dos motivos, era Matthew Murdock e outro, e não menos importante era que o Daredevil era um homem que não era fácil de enganar mesmo que você fosse um mentiroso extraordinário, e sempre se perguntou como os Murdock conseguiam perceber a mentira através dos sons do coração
- Srta. McQueen - inquiriu Foggy Nelson sorridente, e observou a bela mulher a sua frente - O que deseja da Nelson & Murdock?
- Gostaria que Nelson & Murdock representasse a minha empresa - respondeu diretamente - Eu, recentemente, perdi meu pai, e sou herdeiro das McQueen Corporation, entretanto, eu não confio na atual firma de advocacia que representa a empresa, e o conselho me disse a mesma coisa, então, recebi algumas indicações e escolhi vocês para esse trabalho.
Foggy tinha um sorriso entusiasmado enquanto observou o portfólio que a mesma colocou sobre a mesa -, Murdock tinha algo parecido feito em braile -, os olhos dela se desviaram pela decoração simplista, porém organizada.
- Você soube que sou cego, Srta. McQueen, e mesmo assim deseja que eu seja seu representante legal?
suspirou -, reconheceu o mesmo tom de voz de Samantha, porém menos irritante da Daredevil de seu mundo, porém ela reconheceu a armadilha que estava prestes a cair caso não tivesse tido a experiência antes com a outra Murdock -, ela repuxou os lábios nos cantos.
- Acredito que esse mero detalhe não seja empecilho, Sr. Murdock -, e observou o rosto inexpressivo do homem a sua frente que usava óculos com lentes vermelhas, e voltou-se para Foggy Nelson - Foram bem recomendados, e não vejo problema nisso.
- E você quer uma firma pequena como a nossa?
- Eu desejo que seja uma firma de minha confiança, e vocês parecem de confiança - ela apenas comentou a verdade, enquanto sentiu a audição aguda de Matthew Murdock captava qualquer indício vindo dela - Temos um pré-contrato feito por mim e pelo conselho, vocês receberam 10% do meu lucro atual, um de meus colaboradores virá amanhã, ou caso não agrade, façam um contrato para fechamos negócio ao seu agrado.
- Srta. McQueen gostaria de ajudar a sua empresa, entretanto, estaríamos entrando num campo minado de outra que não era de sua confiança -, a voz de Matthew soou confiante - Existe alguma razão para cremos que sua outra empresa de advocacia não irá interferir?
- Não, Sr. Murdock - sorriu para o homem, enquanto Foggy olhava o contrato com atenção - A empresa em questão teve seus direitos respeitados, e todos os lucros que adquiriram conosco assim como a taxa por quebra de contrato.
- Eu e Matthew iremos analisar o contrato, Srta. McQueen -, Nelson parecia animado, e os olhos erguidos para ela - Agradecemos a escolha, Srta. McQueen, e esperamos ter uma resposta amanhã.
sorriu, e apertou as mãos de Matthew e Foggy -, ela colocou de novo os óculos, enquanto seguiu pelas escadas seguidas pelos dois seguranças, e já estava na rua quando entrou no carro, e então Matthew Murdock estava juntamente com ela no carro.
- Srta. McQueen, esqueceu isso - o homem indicou a pasta do portfólio vazio - E sentir um cheiro característico de óleo.
A mesma arqueou as sobrancelhas assim que percebeu ele se sentando -, e riu, a mulher retirou os óculos.
- Por causa disso, você desceu?
A voz dela soou surpresa -, porém, percebeu que ele faria isso quando sentir o perfume que usava.
- Quem é você?
- Uma engenheira mecânica que trabalha com motores a combustão, e tentando criar energia renovável de um jeito sustentável, Sr. Murdock, e senhor tem sentidos bastante aguçados - ela retirou os óculos, e postou a bolsa do lado enquanto observou atentamente ele - Você deseja uma carona, Sr. Murdock?
- A senhorita não parece uma mulher de negócios.
Ele retrucou.
- Eu fui criada por cientistas, então sou mais cientista do que mulher de negócios como diriam os meus pais - respondeu distante, enquanto os olhos desceram para a rua movimentada - Então, nunca fui boa com pessoas no geral, entretanto, meu pai me ensinou os negócios da família do jeito dele, e aparentemente, eu tenho talento para isso, mas alguma coisa? Ou deseja fazer mais perguntas sobre a minha pessoa?
Matthew Murdock apenas ficou em silêncio -, suspirou, enquanto o telefone tocou -, os olhos escuros fixaram no rosto dele.
- McQueen - quase por um triz diria Stark, é um resmungo audível a fez perceber quem era - Já estou voltando, .
- Temos reunião em meia hora.
- Jamais me atrasei para uma reunião - ditou, um tanto irritada - Nos vemos em breve, e prepare algo para o almoço, por favor.
Desligou o telefone -, Matthew Murdock sorriu.
- Nós vemos em breve, Srta. McQueen - ele respondeu descendo do carro - Srta., deveria seguir seu coração.
- Meu coração é do dinheiro, Sr. Murdock.
Sorriu falsamente -, assim que saiu do raio de detecção do Murdock -, ela digitou o número na linha de discagem.
- Ele te seguiu?
- Como planejado, - ela disse encarando as unhas perfeitamente feitas, e soltou um suspiro, enquanto observou as ruas do Hell’s Kitchen - Coloquei dois sensores indetectáveis a olho nu, ou a audição precisa dele iria detectar os que tínhamos a mão, e você me deve uma, pois foi difícil coloca na mesa dele. E a casa?
- Já estou cuidando disso.
revirou os olhos -, e mordiscou o lábio inferior -, o que diabos Romanoff tinha na cabeça?


III

“Dói não saber o que está acontecendo, entende? Estou confusa o tempo todo. Penso em tudo o tempo todo. Isso está me deixando louca”.
— Amantes da meia noite(G)


A reunião era tediosa.
Deusa do Trovão soltou um bocejo e não conseguiu evitar, sendo repreendida por com um olhar, enquanto tentou manter um sorriso frio e profissional no rosto, porém achava que enfrentar os Gigantes de Gelo dava menos medo do que aquelas formulas e palavras difíceis do mundo dos negócios que fora obrigada a decorar para ao menos fingir que entendia daquele dialeto –, desde que voltara da contratação de Jessica Jones, a Barton pediu delicadamente que fingisse genuíno interesse pelos negócios, ao menos para manter as benditas aparências da empresa.
Ouviu atentamente palavras que não entendia, e uma repetição da palavra lucro umas duas ou três vezes na mesma frase –, a Deusa do Trovão pensava que Stark era suficiente para assistir, e criticar como bem sabia que iria criticar cada proposta feita pelos funcionários assim que tivesse a chance –, após a última apresentação, e que achou que fosse morrer de tédio, e que tentaria achar alguma adaga afiada para enfiar no coração.
-Pelo amor de Odin, como você aguentou isso na nossa terra?
A Mulher de Ferro deu de ombros.
-Dinheiro, , literalmente muito dinheiro – Stark apenas sorriu, enquanto esticou e estalou as costas, e encarou a Deusa do Trovão com um sorrisinho irônico nos lábios – Bem, pelo menos, fizemos a nossa parte, e agora, aqueles idiotas iram espalhar pelos quatro cantos de New York que somos uma empresa de renome.
Arquivo decodificado.
Soldado Invernal.

Vários pares de olhos desceram para o rosto nada surpreso de Stark –, lembrava claramente que o tópico Soldado Invernal estava longe da alçada deles, ou menos, foi o que ela pensou desde a última vez que o grupo conversou sobre isso –, enquanto observava a mulher de ferro a espera de respostas que não fossem “apenas pela ciência”.
-Ele tem informações da Hydra, e ele foi responsável pela morte do meu pai nessa terra, e acho justo ajuda o Soldado Invernal como tentamos ajudar a Beatrice – se atropelou nas palavras, e revirou os olhos para olhares acusadores de que não era só isso, enquanto a mesma torceu os lábios para os colegas – Se seguimos a logica, Rogers 2, ele irá atrás do Bucky, ou melhor, ele está caçando o melhor amigo, e também temos acesso há vários, digamos, arquivos dos remanescestes da Hydra, achei que seria boa ideia caçar alguns nazistas.
-Você realmente precisa de limites, sabia? – a voz de Rogers soou séria – Bem, eu também estou curiosa sobre o Bucky dessa realidade.
-Não se apaixone, viu? – brincou com a Capitã América que o encarou levantando umas das sobrancelhas para ele, enquanto o mesmo apenas levantou as mãos em rendição aos olhares não muito amistosos da Queridinha da América – Sabemos de sua quedinha por soldados amargurados, como o Pietro.
-Cala a boca, Romanoff.
O tópico Pietro estava vetado –, ao menos, era essa postura que passava sobre seu antigo amor –, ignorou as informações sobre a vida amorosa da Capitã América, afinal a inexistência de sua própria vida amorosa naquele mundo fosse o motivo para não tirar sarro da mais velha do grupo.
-Quais são as informações, Jarvis?
- Soldado Invernal, também conhecido como James “Bucky” Buchanan Barnes, nasceu em Brooklyn, New York – Jarvis relatou o arquivos decodificados – Foi geneticamente modificado pelo Dr. Arnim Zola antes de entrar no Howling Commandos, e sobreviveu a queda do trem, após isso, os soldados remanescente da Hydra o encontraram e colocara no programa “Soldado Invernal”, o status até agora é desaparecido, porem a indícios que ele esteja na Romênia, Srta. Stark, acho que consigo triangular a localização dele, e verificar as câmeras do planeta atrás dele.
-Jarvis, conseguiu decodificar o que o Zola fez na cabeça dele? – perguntou ansiosa – Você pretende fazer o que com essas informações, ?
-São dados ainda inacessíveis, senhorita, mas acredito que até o final do dia tenho todos os dados dos experimentos, e talvez um tratamento para os possíveis danos que o Sr. Barnes tenha sofrido nas mãos da Hydra – a voz do robô, enquanto a Stark ignorou a pergunta da Rogers – Srta. Stark, conseguiu os dados de Peter Parker, e já estou monitorado cada passo que o rapaz dar pela cidade, e saberemos quando o Tony Stark entra em contato com ele, e também, triangule a base dos Vingadores.
-Perfeito.
apenas observou os colegas –, não se surpreendia com o fato de ter conseguido acesso aos dados da Hydra, e muito menos, que o Soldado Invernal fosse uma de suas prioridades –, apenas observou eles.
-Qual o próximo passo agora?
-Iremos rastrear o soldado, já que se deu o trabalho de decodificar os arquivos dele – retrucou – E também, temo que alguns dos nossos planos deverão se adiantados, , você está pronta para um retiro espiritual no Himalaia?
-Eu já disse que não vou me envolver com o Stranger – a voz dela soou perigosa – Da última, a versão dele tentou me jogar no deserto do Saara, sabia?
-Por favor, , pare de ser dramática, só porque a Stefani tentou te matar, não significar que o Dr. Stephen Stranger tente agora – pronunciou para ela, enquanto sorriu animado, e suspirou – Ou, pelo menos, tentamos pôr os olhos no futuro detento da Joia do Tempo, o que acha? São nossas tarefas.
-Você enlouqueceu? – a voz de Barton saiu irritada – As artes místicas são difíceis, e porque você não vai lá e aprende a magia?
-Porque ele é burro, já tem um monstro, e eu sou uma paranoica e a não tem o menor jeito de meditar ou fazer magia, além de que, ela é uma semideusa – retrucou sem olha-la – E você, já sabe magia, não precisa iniciar a jornada de novo, lembra? Mas, caso não queira, nós damos um jeito. Sempre damos, tudo bem? Mas pense com carinho.
Charlote revirou os olhos – enquanto deixou a sala de reunião, sabia que Barton iria ponderar suas opções sobre o tópico.
-Dê um tempo para ela, Romanoff – resmungou para ele, enquanto o mesmo a encarou – Ela só aprendeu por necessidade maior, e por isso, não devemos força-la a tentar contatar a anciã ou o tal de Stranger, ela não se sente preparada, então paciência.
-Desde quando você tem paciência? – A voz de soou irônica -, e continuou – Deve ser breve, Thanos não irá esperar que nós estejamos preparados.
sabia disso, enquanto tocou no ombro dela e lhe passou confiança que os preparativos para o Titã estaria de acordo até a guerra – Thanos não esperaria por aquilo.
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Os planos estava se concretizando.
Ao menos, foi o que Romanoff ousou dizer para ela alguns minutos atrás ao sair da sala de reunião – desde que cairá naquele mundo, Stark teve que criar vários rastreadores, hacker as câmeras de segurança de várias cidades onde os Vingadores atuam, e outros países também, além de seguir monges, e também assassinos pelo mundo.
Principalmente, vigiar cada passo dado pelos vingadores.
Até mesmo T’Challa estava na lista – mesmo que a lembrança da rainha de Wakanda fosse remota em sua cabeça, ou que elas tivessem se cruzado em outra vida, e então observou as linhas do seu tempo com aquela realidade, como ela iria sobreviver ao estresse quando tudo isso terminasse? Aquele pensamento arrepiou ela, e ela ignorou a dor na perna esquerda e tentou concentrar em sua atual tarefa –, soltou um suspiro, enquanto tentava localizar e sem muito sucesso a Capitã Marvel.
“Onde diabos você se escondeu?”, ao invadir a agência de segurança – e ter acesso a milhares de arquivos decodificados, descobriu sobre a Capitã Marvel, ao qual, pelo que consegui decifrar dos arquivos, era alguém poderoso, e que poderia até mesmo deter Thanos se a teoria se provasse correta na tese que criou para poder destruir o Titã de uma vez por todas, porém as informações vagas sobre a tal “Capitã Marvel” não haviam se mostrado úteis.
Até mesmo Nicholas Fury – que todos acham estar morto –, ela tinha na mira, além dos Agentes Coulson [Outra infeliz coincidência, que ele não estivesse morto naquela realidade, entretanto Coulson não lhe interessava] e Hill.
Ela acharia Carol Denvers, afinal o mundo precisava dela, ou melhor, Stark precisava dela para poder destruir Thanos e devolver a paz para aquele universo – visualizou as fotos espalhadas, enquanto os vídeos em tempo real mostrava por onde estavam os alvos –, e um em especial chamou a sua atenção.
Peter Parker não sabia se discreto –, apenas um dia, foi o tempo em que Jarvis descobriu a identidade do garoto de ouro do Homem de Ferro –, e conseguiu triangular todas as atividades, e monitora até mesmo os desempenhos nas aulas, seu círculo social que não era tão grande, e até mesmo os interesses musicais, culturais e outras coisas que Jarvis relatou na noite anterior.
As fotos de Peter Parker estava espalhadas pela sala desde que ele se tornara interesse de Tony Stark –, o relatório mostrava as atividades do menino de 16 anos, girava a caneta constantemente nas mãos, enquanto ela tentava descobrir onde diabos Carol Denvers iria se esconder? E ouviu o som do ronco do Homem-Formiga ao lado da filhinha, enquanto as atividades das formigas e do Dr. Hank Pym estava sendo monitoradas também, e ela visualizou o homem mais velho que era igualzinho a sua lembrança mais antiga, porém a última vez que viu um Pym em sua vida fora no enterro de seu pai, mas era mais agradável do que qualquer outra pessoa que conhecesse seu pai, ao menos não fingiu uma amizade com Howard no enterro –, enquanto as fotos de Steve Rogers, Tony Stark e o restante dos Vingadores estavam em seus respectivos quadros, e as câmeras sendo direcionadas a cada um deles.
A Mulher de Ferro pensava no que iria fazer nas próximas semanas com aquelas informações para o plano “Romanoff” como passou a ser chamada as instruções de Nicole Fury – estava irritando ela a cada dia que passava desde que ela decidira abandonar as ações contra os contatos de Nick Fury, após a queda da agencia de segurança, e descoberta do Soldado Invernal, e também dos arquivos de XX 089 –, este último, era de seu interesse.
As informações da Hydra –, o seu principal objetivo.
-Você não pode passar a noite ai, sabia?
A voz de Rogers surgiu –, a Torre McQueen estava total e absoluto silêncio enquanto a queridinha da América sentava em alguma poltrona, e observava as pessoas correndo riscos, enquanto eram monitoradas para a guerra que estava por vir –, apenas observou as linhas demarcadas no quadro, assim como papeis rabiscados.
-Ainda não achou o Hulk?
-Provavelmente após Ultron, Dr. Banner não tenha recobrado a consciência, afinal ele colocou em risco a todos, e o que é de ser espera pelas análises do futuro que iriamos enfrentar em nosso mundo, e conseguir recriar as peças do Ultron para tentamos desvendar as loucuras da dupla Banner-Stark – comentou amena, e observou a mulher atentamente cada uma das coisas escritas, até mesmo horários – Então, o que devo a honra da visita?
-Você disse que precisaríamos viajar, viajar para onde especificamente? Pois, o relatório foi vago para mim – ela foi direta, era algo que Stark esperava da queridinha da América, enquanto os olhos azuis a avaliavam com uma certa ansiedade a resposta, parou de girar a caneta em sua mão – E de onde diabos você está tirando esses dados malucos?
lembrava da sugestão, enquanto o computador estava trabalhando a uma velocidade absurda desde que a Stark decidira por ventura averiguar alguns dados de Carol Danvers –, após avalia e reavalia atual situação deles –, a mulher de Ferro não fazia ideia de quais passos tomar, ou quais medidas seriam necessárias para a sobrevivência daquela realidade, até mesmo quem iria sofrer com esse processo, porém era algo para o futuro, porém não importava quais as ações fossem.
Sendo elas, boas ou más – desde que o mundo sobrevivesse a Thanos, ela aceitaria aquele preço.
-Nós brigamos feio, não é? – a lembrança da briga veio para relembrar os efeitos que a separação de Stark e Rogers iria causar naquela realidade, e ruptura abrupta dos Vingadores, mas aquele pensamento veio e foi-se rápido demais, enquanto observou o rosto impassível da Stark para as fotos – Eu estou baseado no nosso espaço tempo, e limitando os passos de acordo com os dados, e já localizou Loki e Thor, e provavelmente irá monitora-los em breve, porém ela disse que não quer ir para Sakaar atrás do Hulk, e que não faria bem para sanidade de ninguém.
-E como diabos vocês conseguiram isso?
piscou duas vezes.
-Segredo da , pergunte para ela – ela respondeu genuinamente surpresa – E a viagem é até Xandar, eu irei ficar na Terra, então decida no cara ou coroa.
revirou os olhos.
X

A primeira coisa que se lembrou de como começou os experimentos.
A confusão de como tudo começou, e do meio de toda a história e o fim quase trágico dela para ela, pensou em rir em como era hilário ela pensar a tragédia que começou com um experimento de seu pai em seu corpo. Uma simples vacina causou tudo aquilo, mas então ficou séria de novo, enquanto lembrou-se das mãos lhe dando carinho tão suavemente que fazia seu corpo se arrepia com os lábios que eram uma mera lembrança de sua antiga vida. Talvez seja a falta de ser... humana de novo estivesse afetado seu humor, ou simplesmente estivesse perdendo o controle de novo, mas a Banner pensou em tudo aquilo como um teste a sua paciência e seu controle, mas como uma mulher de quase 30 anos sofria com todos aqueles sentimentos condizente com sua situação?
Banner não tinha total controle sobre, era considerada louca por muitos desde que se tornou... um Hulk, em seu mundo uma nova espécie a ser estudada por corporações militares que daria os braços, as pernas e até mesmo a família para ter aquele poder sobre seu controle, mas é quando o Hulk não tivesse controle sobre nada, e nem sobre ele mesmo? Era uma necessidade de quebrar as coisas, uma necessidade destruir tudo o que havia ao seu lado com apenas um soco que provavelmente machucaria até os mais resistente dos homens – Banner fugia de todos, de todas as pessoas, ou até mesmo de quem mais amava, até de seu pai que parecia um louco.
Lembrava-se da primeira agulha, da primeira transformação, da primeira pessoa que machucou – sua mãe fora vítima da loucura de seu pai, que pai em sã consciência transformaria sua filha num monstro? Sentiu sua cabeça latejar com isso, enquanto o monstro se manifestava em sua mente. Ela como denominou algumas vezes, era histérica e descontrolada ao ponto de matar, esmagar e arranca membros de pessoas para se proteger mesmo que custasse a sanidade. Ela fazia ter pesadelos quase todos os dias. ”Beca, somos capazes de amar?”, e a voz dele soava alta, um tanto incomodada enquanto jogava aviões de papel sobre o lago. Ele sorria, mostrando as covinhas nas bochechas. E então, aparecia morto a sua frente.
sacudiu a cabeça. Respire, apenas sentou-se em silêncio, enquanto uma pequena batida alertava de pessoas, a porta revelou a mulher do arco e flecha entrava, enquanto viu algum tipo de desordem no local. Havia livros, anotações e até mesmo formulas que distraíssem a mulher que se transformava num monstro.
—Oi, Agente Barton, você está melhor?
Fez um gesto para pedir a entrada da mulher que apenas adentrou calmamente no local.
—Você precisa comer... – diz ela num tom paciente e fraternal – Não precisa carregar tudo sozinha, , e desculpe pelo meu ataque.
—Não se preocupe, não vou me transformar se pensar isso – a outra retrucou num tom seco, fingiu não se abalar, mas como o segredo diz: “Eu sinto raiva o tempo inteiro”, aquilo fazia a adrenalina surgir por entre as suas veias, a raiva era um combustível que poderia ser tão ruim quanto álcool, mas aquilo não era hora para destruir a propriedade em que estavam escondidas – Eu estou sob controle, e vocês me estão indo bem em manter, e você precisava desabafar.
riu, um riso de escarnio, enquanto os olhos nublados se desviaram para alguma coisa relativa a rastreamento de gama. lembrou-se do porquê começa o estudo, para seu próprio bem, para conseguir se controlar sem machucar alguém, e obtive êxito com ajuda de Stark que parecia querer mima-la a cada segundo mesmo que Banner pensasse que a Mulher de Ferro quisesse seu poder –, mero engano de sua parte, ela nunca exigiu nada da parte do Hulk, tinha curiosidade, mas não ao ponto de prender e fazê-la seu experimento, deixava a doutora trabalhar em paz, e algumas vezes, ou raras vezes, a arrastava para comer sanduiches escondidas das câmeras de J.A.V.I.S ou para alguma praia perto da Torre Stark, parecia entender seu lado sobre o poder dos Hulk —, então pensou em rir, mas teria que dar explicações para Barton, e aquilo estava fora de questão.
—Talvez seja mesmo, eu preciso perder um pouco o controle, porém minha preocupação é com a , ela não comentou nada sobre os dados do Foster – diz para si mesma do que para a Banner que deu de ombros, enquanto – Você sabe o que aconteceu antes de caímos nesse mundo? Ela não iria me fala mesmo, e vocês são consideradas melhores amigas.
deu um sorriso de escarnio – amigas, melhores amigas, pensou no título que alguns davam –, claro que eu sei, ela matou o homem que amava talvez? estava lá quando aconteceu, na verdade quase mataram ela também, mas conteve ela em seu íntimo para ver o choro e angustia de enquanto o sangue estava em sua roupa – mas Peter merecia tal morte? Ele tentara matá-la, tentara tirar a vida que dispunha... E talvez merecesse, Banner deu de ombros de novo, enquanto soltou um suspiro longo.
—Não sei, ela não é muito aberta às pessoas, , dê um tempo a ela.
Ela tem seus demônios ainda, não tinha direito de dizer as coisas – a mulher apenas suspirou, e despediu-se silenciosamente da outra, Banner observou a porta se fechar enquanto a mesma sentiu a cabeça latejar, mas suspirou. Quantos demônios será que temos em nós?
Aquele pensamento sumiu, enquanto apenas voltou a fazer anotações sobre “Hulk”, era a única coisa que restava para ajudar eles, além de matar pessoas como Ela. Se Robert Banner era ela, então ela conhecia cada fraqueza dele, e usaria contra ele sem pensar duas vezes.
Era uma questão de sobrevivência.
Um estrondo vindo andar inferior alertou as duas Vingadoras que correram até lá.
X

-Pai de Todos.
A frase dita com comoção chamou atenção do senhor mais velho, enquanto encarou a mulher em questão com uma curiosidade, enquanto observava a mulher de cabelos loiros e olhos tão azuis quanto o mar – Odin sentiu uma presença diferente em Midgard –, um perfume por assim dizer de uma Deusa com o mesmo odor e presença de Thor, e ele observou a jovem de cabelos loiros que estava em pé.
Ela mantinha uma postura ereta –, e a tensão subiu.
-Quem eis tu, pequena? Porque tu rogas para mim?
Os passos alertaram que fez um movimento com a mão – estava com arma em punho, assim como que vinha do andar superior com os cabelos ainda molhados, e uma expressão de preocupação – parou no meio do caminho, com uma luva que a lembrava da armadura da Mulher de Ferro.
-Eu sou Thor, Deusa do Trovão, filha de Odin, o pai de todos, e Frigga, a Mãe de Todos e herdeira do trono de Asgard – se pronunciou confiante, sem falha lhe dizer sua origem enquanto o trovão se movia em suas mãos – E roga-te, pois, eu estava sendo afligida pelas dúvidas de minha missão em salvar este mundo, meu pai, e não pertenço a esta realidade onde o Thor é um homem.
-Tu eis então de outra realidade? Outro Odin? Frigga existe? – a voz soava em saudade, percebeu – Tua mãe ainda vive?
-Minha mãe faleceu assim como meu pai, e tive o desprazer de lutar com o Hel, Deus da Morte, e que por ventura, meu meio-irmão – suspirou, enquanto Odin tocou na face dela, havia uma ruga de preocupação nos olhos da jovem mulher – Eu...
-Eu sei, pequena – ele puxou os cabelos – Tu tens a mesma rugas de Frigga, e agora, porque tu estas nesse mundo?
-Precisamos salva-lo, pai de todos – a voz soou dolorosa – Em nosso mundo, um gigante Thanos usa as joias do infinito, e destrói metade da vida de todo o universo com um estalo, porém a realidade ruiu, e toda a vida naquele mundo morreu, e para evitamos isso, estamos aqui.
Ela apontou para o restante do grupo que reconheceu os desenhos feitos por de seu mundo – Odin apenas visualizou as crianças, e percebeu a expressão desconfiada deles para ele – o homem não baixou em nenhum minuto a arma, encarou as outras.
-Isso salvaria Asgard?
-Não sei, Pai de Todos – ela respondeu sincera – Estamos tentando agilizar, e impedir que o mundo se destrua ou algo do gênero, porém, existe lugares inacessíveis para salvamos.
Odin então percebeu o frasco de cor avermelhado nas mãos dela.
-Todos os habitantes de Asgard devem toma-lo – ela diz, entregando para o homem mais velho, enquanto ele tocou seu rosto – Senhor, não pretende tomar.
-Minha Frigga não está mais entre nós, pequena – ele diz sério – Farei o possível, porém seu irmão ainda tem que enfrenta Hela, a Deusa da Morte.
-Ele irá sobreviver, Pai de Todos – ela diz confiante – E como vai fazer para todos tomarem?
-Tenho os meus truques, e não ore para ninguém de Asgard.
E ele sumiu – arqueou as sobrancelhas.
-Porque diabos você rogou ou sei lá o que para Odin?
-Isso facilita o nosso trabalho, ora – ela resmunga – Se Asgard já esteve protegida, agora, temos que cuidar do restante do universo, aliás, você já encontrou um jeito de irmos a Sakaar sem precisamos ir realmente lá?
-Dobras de espaço, talvez, mas claro que não posso simplesmente quebra o espaço-tempo assim, – ela coçou o queixo, enquanto a mesma ajustou o relógio novamente no pulso e reprogramou – Tu, donzela em perigo, toma cuidado com quem tu vais chamar na próxima oração.
revirou os olhos – não entendia que graças a aparição de Odin, ela estava se sentindo mais confiante com aquele plano –, se jogou no sofá, enquanto seguiu para a cozinha e , apenas se jogou ao lado de que zapeava. seguiu para lado – e chamando Jarvis pela decima quinta vez, enquanto suspirou com o comentário dela.
-Ei, , você precisa dormir – a voz de soou da cozinha – Cuidamos daqui.
suspirou, enquanto um alerta chegou ao seu comunicador.
Arquivos Recuperados.
Prisioneiro XX 089.
Prisioneiro XX 100.
Prisioneiro XX 090.
Prisioneiro XX 008.
Prisioneiro XX 909.

Ela percebeu surgir novamente, enquanto apenas encarou os dados com curiosidade enquanto as pastas dos arquivos surgiam a sua frente. Todos se reuniram na sala, enquanto o quadro de informações surgia com as fotos mais recentes de seus alvos.
-John Foster? Sério mesmo que prenderam o moleque lá?
-Ele tem o que? 14 anos?
-16 anos – corrigiu Stark enquanto limpava as mãos, a mesma encarou as informações de segurança com uma sobrancelha franzida – Ah, eu achando que não ia ser trabalhoso, porém é bastante divertido.
-Sua ideia de diversão é bastante distorcida, minha cara – murmurou encarando a mulher morena com um sorrisinho trocista – Thunderbolt que está no comando certo?
-Infelizmente, ele é um cara duro de se gostar – a voz de soou baixa, enquanto suspirou, porém a campainha soou, e o olhar de recaiu sobre eles – Quem vai atender?
seguiu até porta, enquanto apenas travou a arma de segurança –, enquanto por algum motivo, uma dúzia de pizzas surgiu, todos olharam para que apenas deu de ombros.
-O que? – a expressão de se tornou cômica naquele segundo – Vocês disseram que eu podia comprar o que eu quisesse.
-Me lembre de diminuir o seu limite – murmurou rindo – Depois conversamos sobre isso, e eu estou com fome.
apenas jogou as caixas em cima da mesa –, enquanto eles analisavam os dados da prisão.
X

—Isso é uma total insanidade, Nathan!
estava com uma voz grave, um oitavo mais alto que o normal, e aquilo assustava quem conhecia a personalidade calma e controlada da Capitã Rogers. Um tom feroz, quase felino, ela parecia um tigre defendendo sua cria ou algo assim, nunca vira a loira daquele jeito. Era algo assustador que chegava a estremecer seu outro lado – ignorava os gritos até então, observava como a mulher de ferro não parecia chocada com o que o agente Romanoff propunhas para elas, afinal o que aquele homem estava pensando? A garota Stark apenas rabiscava, parecia desinteressada no plano suicida dele, e Banner dava razão ao desinteresse da mulher assim como Barton que não estava se metendo na discursão.
—Capitã, você deve entender a nossa situação melhor que ninguém, não acha? – ele apenas replicou sem maiores escândalos, arqueou as sobrancelhas para o tom pacifico que ele utilizou com a queridinha da América que o fuzilava com os olhos, talvez o jeito que ele falava parasse um tanto calmo demais, e isso irritava — Afinal, o que há de mal nisso, ? Invadimos. Pegamos o moleque. E saímos fora. Simples. Prático.
—Há certas lacunas, Romanoff — contra atacou a queridinha da América com fúria, ela apenas gesticulou para as falhas daquele bendito plano ao seu arquiteto – Como vamos instalar um vírus no computador desta agência, hein? Isso teria que se remoto? Não, pois é impossível instalar de uma distância segura sem se pego.
—Estou com a , Nathan, isso é totalmente insano – comenta a Deusa Thor num tom rígido para o homem – Não podemos passar por isso, entende como nós colocar em risco? Um risco enorme. Desnecessário também. Penso que podemos pensar em outra coisa.
Natanael respirou fundo, um tanto incomodado com duas das cinco mulheres contra si – mantinha-se em silêncio, enquanto rabiscava um novo projeto para alguma gerigonça que provavelmente custaria alguns milhares de dólares – Banner apenas pegou o café que estava sendo servido ali, e solveu sem se preocupar em passar que estava perdida naquela discursão que durava pouco mais de uma hora desde que Natanael decidiu entrar na agencia de segurança nacional com mais de 100 agentes dentro, ao qual o mínimo erro de cálculo os levaria a quase morte (Ao qual, nem ou querem passar de novo).
—E então, o que faremos? – pergunta Nathan com um tom seco – Este é o nosso melhor plano.
—Invadir, e sermos mortos? Muito obrigada, mas não, ainda nem ao menos sabemos o quanto será perigoso – retrucou Rogers num tom claramente irritado com ele – Pense nos prós e nos contra, e esse plano não faz sentido. Isso coloca muita gente em perigo
—Talvez se alguém estivesse no navio sem qualquer suspeita – apenas expos seu pensamento ao grupo, ela ficou incomodada com os olhares para si de repente, tudo bem que ela era uma das pessoas antissociais do grupo, mas precisava em encara-la daquele modo como se ela estivesse entrado agora? Ela resolveu ignorar aquele pensamento, e pigarreou para continuar sua linha de pensamento – Eu posso ser “presa” ou algo assim, ou qualquer pessoa aqui que sabia lidar com códigos com o J.A.V.I.S serve para estar missão. Invadimos, e quebramos o código e saímos em ilesos, e com John como bônus. E plano simples, mas sem grandes erros.
—Não é um mau, plano, mas o Capitão Steve Rogers já viu sua face, minha querida – comentou Romanoff quebrando o silêncio, deu de ombros com aquela informação desnecessária, todas sentiram um tom diferente ao pronunciar o nome do alter ego de Rogers naquele mundo – E o que faria com esse pequeno problema?
— Digo que nunca vi a cara dele, o que é necessariamente verdade, ou simplesmente, me disfarço com alguma coisa que ninguém percebera, até aceito pintar meu cabelo, mas só em último caso, e que a tinta saia no mesmo dia... Ou, ele nem vai estar lá, sou boa no que faço, Romanoff, se preocupe em tirar John de lá – diz entediada, enquanto observava a todos que parecia nada felizes com isso, ou não levavam a sério o que ela falava, era considerada a infantil do grupo mesmo que pensasse ao contrário – Eu quebro a segurança num segundo, e entramos, pegamos o John e vocês me salvam é claro de levar uma surra.
—Como se fossem surrar seu rostinho bonito, ... – comenta séria, em tom de piada para ela, que recebeu um olha confuso da outra que apenas ignorou o duplo sentido por parte de Banner, a Stark estava observando o rosto contraído em insatisfação – Você quebraria a mão da pessoa antes de conseguirem.
—Como faremos isso? Sem mortes, e claro.
Um sorriso presunçoso surgiu por entre os lábios da Mulher de Ferro.
-Invadir a antiga prisão secreta SHIELD, maravilhoso.


IV

A parte mesmo má disto tudo, talvez até a pior, é saber que eu, como pessoa, não me encaixo com ninguém. Não por falta de tentativa, é por falta de jeito mesmo. Cada pessoa que conheço parece-me sempre tão viva e tão “si mesma”, capaz de suportar ventos e marés e ainda levar alguém pelos ombros, ou tão cansada e acomodada e acompanhada no seu cansaço, feliz. Vejo-me a meio, nem “eu” nem acomodada, mas cansada e tendo noção de que vivo. A parte menos má disto tudo é que uma vez que algo se parte, nunca volta a ser o que era antes. Eu parti. Não me remendo. E não volto. Bom…Talvez haja algo de bom nisto tudo.
— Cristina Lemos, Loucuras da Noite.
Algumas semanas depois – New York.


A ideia de Stark era invadir a Balsa² – antiga prisão de segurança máxima pertencente a SHIELD, e que ainda estava em funcionamento sob nova direção do Thunderbolt Ross, Banner sempre considerou as ideias da Stark são insanas, porém geniais –, Rogers considerou um ato suicida por parte da Stark, entretanto, e onde mantinha os seus companheiros de outro mundo, e ao qual era dever deles salvar essas pessoas.
- A Balsa é medonha, sabia?
Citou Banner pela segunda vez naquela conversa e observou dar um sorrisinho, enquanto quebrava os códigos de segurança e localizava os arquivos dos detentos, dos guardas e toda a estrutura da Balsa analisava os dados roubados da prisão de segurança máxima marítima –, a Miss América³ apenas esticou os dedos, enquanto tentava entender os conceitos de segurança da prisão submarina onde estavam mantendo XX 089.
- Não podemos retirar ele de modo convencional, assim como os outros.
XX 089 não existia para o mundo, e nem mesmo em registros oficiais do governo, porém localizara um arquivo não divulgado quando a SHIELD caiu e todos os arquivos foram divulgados para o mundo, e ao qual Nick Fury fizera o favor de esconder todos a existência do garoto localizado há dois anos atrás –, nem um registro, nem mesmo antecedentes criminais, afinal o que uma criança de 14 anos poderia fazer em tenra idade? Tudo, mas XX 089 não pertencia a uma prisão.
- Como o filho da Patrícia Coulson vieram parar aqui? E o Hill?
A pergunta de pairou no ar, enquanto os cracking codes –, imaginava o que Leonard Coulson estava fazendo ali, ele era confiável, ao menos era o que Patrícia disse para ela ao mostrar a foto do filho desaparecido e dos gibis que ele guardou dela na infância, ao menos, o fanatismo pelo título da Capitã América –, Eric Hill era outra incógnita para a Rogers que apenas digitou, e os arquivos referentes a eles apareciam sobre os nomes de Theodor Ross, e Arthur Lewis, e eram criminosos procurados em todos os países, e status: mortos, porém a Balsa tinha essa fama.
Entretanto, eles eram de seu mundo –, ao menos foi o que o relatório de Nicole Fury sugeriu.
- As plantas estão aqui, mas quando iremos executar isso?
- Segundo a Stark, após alguns dias do Acordo de Sokovia e estamos ainda decidindo o que iremos fazer com o Bucky ainda, porém acho que iremos decidir em breve – pronunciar o nome era difícil para , entretanto a Miss América suspirou ao perceber o olhar de em si – Não se preocupe comigo, apenas pensando se conseguiríamos salvar a Beatrice.
apenas concordou em silêncio – os mesmos pensamentos para aquela situação –, e um alarme soou no andar debaixo.
- Alarme falso!
O grito de soou pelo interfone – se levantou imediatamente assim como Rogers –, e seguiram até a oficina da Mulher de Ferro, a mesma tentou sorrir constrangida pelo estrago causado por Iky, o mesmo tinha um extinto, e a Stark estava coberta de espuma branca, e uma cara de poucos amigos, enquanto havia algum tipo de tecnologia sendo trabalhada.
-Eu vou desmontar essa lata velha! – jurou para robô que não entendeu o tom agressivo da mulher de ferro, enquanto pegava as ferramentas para quebrar o braço robótico que se moveu desesperado pela oficina – Vocês viram o que esse idiota fez?
-Srta. Stark – a voz de Jarvis soou – Houve um curto circuito, o Iky estava tentando apagar o fogo antes que pudesse que causar algum problema.
A Stark parou no ato, e olhou para o teto onde as câmeras de segurança estavam posicionadas, e revirou os olhos em como a defesa que Jarvis estava dando a Iky, e Sue estava atrás trazendo a bendita caixa de primeiros socorros – resmungou em algumas línguas que não conseguiu distinguir – enquanto gargalhava ao mesmo tempo, e recebendo olhares mortais da Stark.
-Saiam daqui! Na próxima vez, eu te transformo em um vaso sanitário!
desviou de um martelo que bateu no vidro – apenas riu, Stark ainda era uma figura.

X


Um mês depois, New York – McQueen Corporation.


A batalha em Lagos, na Nigéria, era alvo de críticas de toda a população.
Barton era responsável por saber tudo dos novos vingadores – o vídeo estava sendo repetido novamente, os olhos azuis acompanhavam cada passo dado por Wanda Maximoff e ações tomada pela jovem feiticeira –, sentiu um aperto ao lembrar do jovem Vingador que recrutou ainda na infância, era diferente da mulher a sua frente.
Wallace Maximoff era impetuoso e imprudente, porém moldável nas mãos certas –, jovem e extraordinário, e principalmente um futuro herói cheio de possibilidades depois que a Barton os resgatou –, juntamente com Petra, irmã gêmea, ambos eram imbatíveis, e pupilos da Barton.
Seus favoritos – segundo .
Porém, ela se concentrou nos movimentos daquela luta.
Não fora como esperado, ao menos foi o que Barton concluiu de toda a confusão que os novos vingadores estavam passando naquele momento – General Thaddeus E. "Thunderbolt" Ross estava crente no registro de super-heróis, e do controle do mesmo que responderiam a ONU –, a Barton relembrou o que aconteceu em seu mundo, entretanto ela não culpava o General Ross por aquele ato.
Afinal, eles eram seres poderosos que não respondiam a ninguém –, os heróis mais poderosos da Terra.
- Ross ainda é um pé no saco – comentou Rogers, se sentando ao lado da agente Barton que riu do termo usado pela mais velha – Pelo amor de Deus, não é assim que se fala?
- Se você quiser agir como uma adolescente, talvez – murmurou para ela em tom de brincadeira, tinha o rosto vermelho ao pensar nisso – Onde estão os outros?
- fazendo melhoramento nos trajes e decidindo se ira pinta-los ou não, ou ira deixar essa tarefa para Jarvis, e fazendo um upgrade, além de ter conseguindo Vibranium de uma carga clandestina para um novo escudo – respondeu, os olhos desceram pela tela da TV – Quando teremos paz de verdade nesse bendito país.
- Quando terroristas, seres de outras dimensões e outras coisas tentarem parar de destruir esse lugar – concluiu a Agente Barton em tom de brincadeira, enquanto os arquivos de Laura Barton eram atualizados em seu relógio, porém um alerta aciona a todos – Mas o que?
corre – enquanto Jarvis dar acesso a oficina, estava caída no chão –, o robô monitora a pressão da Stark, enquanto a mulher de ferro estava gelada.
- O nível de açúcar dela caiu, e eu alertei sobre isso – a voz do robô soou – Entretanto, a Srta. Stark disse que precisava terminar os upgrades nas armaduras, e nos trajes de combate e vem trabalhando noite e dia desde quatro dias atrás.
Charlote se xingou – havia percebido que estava fora de controle, a paranoia da mulher de Ferro sempre fora um dos seus maiores defeitos –, a carregou juntamente com , ambas levando ela para o quarto, enquanto a Arqueira ordenou.
- Jarvis, finalize os projetos.

X


"Você é inútil, Stark".
- Ei, acorda!
Stark abriu os olhos assim que ouviu a voz.
Entretanto, reconheceu as vozes irritadas no seu quarto, e o barulho de passos pelo corredor – ela apenas arqueou as sobrancelhas para eles –, Romanoff verificava o soro, enquanto e a olhavam com ansiedade, e segurava a sua mão dela, e o alivio nos olhos da Banner apenas a alertaram que havia acontecido alguma coisa com ela.
- Estou bem – sua garganta seca arranhou – Quanto tempo eu apaguei?
- Umas duas horas, você não se alimentou hoje, tiver que colocá-la na alimentação parental, pois Jarvis relatou que tem negligenciando sua alimentação – indicou o tubo enfiado na pele dela, fez uma careta – Porque não pediu ajuda?
Ela não respondeu de imediato – talvez o fato de todos contarem com ela, para estabelecerem uma linha de defesa contra Thanos e salvar aquela realidade –, o tempo não estava a favor de nenhum deles naquele mundo, e ela não podia se dar ao luxo de descansar.
- Tudo bem, não precisa falar – ele resmungou, enquanto empurrou o prato para ela – Coma, e descanse, nós cuidamos do restante das coisas até viajamos para Viena, descanse, Stark.
Stark suspirou – ouviu um resmungo de sobre sua teimosia, e ela riu, uma risada nervosa por estar naquele estado –, todos saíram do quarto, enquanto ela devorava os sanduiches feitos por Romanoff.
Havia coisas demais em sua cabeça – ela fechou os olhos, porém o sufocamento voltou.
O teto branco estava a sua frente – suava frio, enquanto tentou se situar onde, o porquê e de como, mas as duas últimas não tinham resposta aparente, e irritava ela de alguma forma, onde estava? Era uma questão a ser respondida para ela, mas que a resposta parecia fugir de seus pensamentos assim que pensava em todas as possibilidades existentes no mundo – apreciou a sensação por meros segundos, enquanto fechou os olhos.
Piscou duas. Três vezes. Quatro. Cinco. Até a dor lhe incomodar realmente. Gemido escapou por seus lábios, e aquela queimação surgia, e a tragava para o mundo obscuro do qual tentava escapar a todo custo, e seus demônios vinham com força total para cima de seu lado frágil e indefeso que tentavam tanto enterrar a sete palmos do chão. Respire, ... Pensou racionalmente como se estivesse lutando contra água. Água densa e escura de seus pensamentos mais infelizes.
Long Island. Long Island. Long Island.
Repetiu o mantra mental, enquanto sentiu as pontadas em sua cabeça como se tivesse alguém martelando em seus pensamentos. Não enlouquece, não enlouquece, não enlouquece, filha— a voz um tanto acabada de seu pai voltava como um aviso – apenas ajeitou-se, enquanto limpou o suor em sua testa. Pai...
E pulou da cama, e olhou agoniada ao redor para ter certeza que estava só. Ela deixou as gotículas de suor escorrer por sua face, e a respiração entrecortada. A dor em sua perna esquerda lhe incomodava um pouco, e Stark levantou com dificuldade e caiu no chão do quarto em que se encontrava alguns papéis e livros. “Um Stark deve ter o controle sobre si, querida”, Howard fora severo com ela naquele aspecto. Gemeu ao sentir o músculo da perna, e moveu-se lentamente até a pequena mala. Se acalme, apenas beba a medicação, assim que alcançou a agulha com um miligrama de seu remédio sentiu o efeito imediato e olhou-se no pequeno espelho que ali havia.
Sua expressão não era das melhores.
Pálida. Doentio. Magra. E cansada, e então sorriu para o reflexo a sua frente que debochava de si, apenas tentou levanta-se de uma vez e coloca o pequeno imobilizador que reduzia a utilização de sua perna esquerda no mínimo, então viu a cicatriz longa e mais clara que sua cor original, e ignorou o sentimento de destruir o espelho a sua frente, e sentou-se na cama e passou as mãos por seus cabelos enquanto tentava controlar a respirar que estava descompensada pelo recente esforço.
Apenas pegou a folha de papel, e passou os olhos pela caligrafia elegante, no entanto nem aquilo lhe distraía.
Então a lembrança surgiu de novo, os olhos claros e extremamente sagazes estavam a sua frente, o cabelo curto e um sorriso acolhedor que fora substituído por um psicótico, ela apenas tentou manter a concentração. Um pesadelo, Stark, reaja, logo ele sumiu assim que ela se livrou daqueles sentimentos que ainda estavam vivos.
Retirou as roupas. Formigamento que sentiu foi diferente, e assustou-se com a sensação, e virou-se para o quarto vazio. Você está alucinando, você está alucinando, repetiu para si mesma, mas sensação em seus ombros. A voz. Tudo que ocorria parecia real demais, então a razão trazia de volta, retirou as peças íntimas e entrou no boxe.
E água aliviou a tensão. Fechou os olhos quando aquelas malditas sensações, emoções e pensamentos desapareciam de sua mente.
O suor. A raiva. E agonia sumiram assim que sentiu a água quente percorrer o seu corpo, e enquanto a dor de cabeça surgiu com imagens que pareciam irreais, Stark apenas olhou o teto por meros segundos antes de vestisse, ela balançou a cabeça.
Ele estava ali. Sem rosto. Aquele sentimento presente que não existia. As mãos. Era real demais. E um beijo surgiu, uma risada tímida seguida de outro beijo, e de uma palavra que não ouviu, e ela apenas fechou e abriu os olhos de novo. E estava só.
Que diabos foi isso? Os dedos passaram pelos lábios, e a sensação ali. Presente. Como se tivesse acontecido ali naquele momento e estivesse ali, Stark estava alucinado, foi o que ela concluiu enquanto enxugou os cabelos com rapidez para esquecer aquela alucinação.
Mal Stark sabia que era uma lembrança de uma outra época.

X


Dois dias depois.


O avião estava sob o oceano pacifico em direção ao velho mundo.
O homem estudava as instalações da Balsa novamente, e anotava as possíveis rotas de fugas, e provavelmente toda a estrutura do local em questão –, e principalmente, lia sobre T’Chaka, e seu filho e herdeiro ao trono de Wakanda, T’Challa, e tentava invadir o sistema de segurança, porém, ele acreditava que Shuri, a irmã mais nova de T’Challa tinha tecnologia de ponta em suas mãos e provavelmente Wakanda era o país mais avançado do mundo naquele momento, e não seria bom tê-lo como inimigo –, o homem franziu o cenho ao ler os nomes contidos em cada uma das páginas da organização.
soltou um suspiro –, enquanto o banco de dados da ONU dizia que a McQueen Corporation estaria numa palestra sobre energia sustentável em Viana, apenas uma desculpa para poderem estar e ver de perto o “acordo de Sokovia” em apoio a seu país de origem no leste europeu, enquanto tentava dormir na poltrona – a bandeja a sua frente estava vazia, após força-la a comer adequadamente depois do incidente da semana passada quando mesma desmaiou –, e resmungava que ir naquela gerigonça não era rápido –, o agente da SHIELD riu do medo irracional da guerreira asgardiana.
Percebeu os olhos de em direção as notícias sobre o encontro, e acompanhava os passos de Steve Rogers no tablet assim como Romanoff – e jogavam xadrez no canto aposto a , e parecia estar vencendo –, ele observou a Barton.
- O que foi?
- Você já falou com ela? – ele citou a Anciã, enquanto meneou em positivo – E então?
- Ela concordou, e talvez, pensa com carinho em me dizer onde estão os outros magos do mundo, porém já mapeei todo o mapa mundo, e sei a localização de todos de cor – murmurou, o tom em sua voz suave e citou o objetivo da anciã – Desde que os Sanctum's estejam em segurança.
- Ela foi menos arisca do que pensei.
Concluiu Romanoff em tom profundo –, entretanto, ele sabia que a última anciã da Terra não era do tipo que concordaria facilmente.
- Não pense que isso não teve um preço – murmurou a mulher em tom cortante, enquanto encarou os olhos verdes do parceiro e amigo – Esperamos que seja um preço que não deixe milhões de pessoas mortas.
- Você está sendo ranzinza, sabia? Onde está a maldita Barton otimista que eu conhecia há alguns anos atrás, hein? – retrucou o Romanoff sereno, e os olhos fixos nos azuis da mulher que encarou irritada – Eu sei que você odeia os Anciões, porém ela é a única que pode responder à pergunta do nosso mundo, e acredito que a resposta tenha sido “destruído”.
Charlote suspirou com o comentário dele, e aquela Barton estava morrendo de medo do que ocorreria caso falhassem de novo em salvar o mundo de uma destruição em massa como estava se desenrolando a história daquela realidade– a Anciã apareceu quando ela estava pronta, num madrugada fria – ela perguntou se tinha como seu mundo volta, “O seu multiverso foi destruído”, fora clara quando a isso, enquanto naquela noite chorou as lagrimas pelas pessoas que não iriam retornar, “Você pode salvar este?”, a Barton sabia que tinha que fazer.
A mulher apenas olhou a janela.
-E se tudo for em vão?
Indagou ao homem – Romanoff arqueou as sobrancelhas com os pensamentos de Barton sobre o futuro deles, e se havia algum futuro para eles –, ele apenas parou de digitar sobre o tablet.
-Eu não acredito que podemos mudar as nossas ações agora, – ele coça a barba por fazer, e então dar um meio sorrisinho para ela – Se falhamos, nós falhamos e então viveremos com os nossos pecados, e se esses pecados nos matarem, ao menos, nós tentamos vencer eles.
-Você falar até que umas coisas sábias...
-Sou um ancião, Srta. Barton – piscou maroto – Tenho muita experiência, se que me entende.
-Mas, aí está, o que te estraga, sua galinha – resmunga em meio ao riso, porém os olhos azuis desceram pelo rosto – Se falhamos, falhamos. Se conseguimos salvar, salvamos.
sorriu com a lógica da parceira –, entretanto, seu sorriso sumiu segundos depois, enquanto o alerta foi silenciado –, ele trocou um olhar com que se levantou discretamente, e leu o relatório recém-chegado ao tablet.
- O que iremos fazer?
- Interferir, o que você acha? – murmurou desgostoso enquanto montava um plano em sua mente para despista a Stark, Banner e a Deusa do Trovão – Não creio que a Stark vá gosta disso.
A Barton revirou os olhos – claro que não iria, afinal eles iriam interferir na linha temporal daquela realidade, e provavelmente os eventos do futuro iriam acontecer ainda, porém, eles não podiam permitir que aquilo continuasse.
Era um dos preços a pagar.

X


Viena estava agitada com o acordo de Sokovia.
Enquanto, o representante da McQueen Corporation saia dali com todos os dados da apresentação para aquela tarde –, encarou a tela do computador enquanto invadia o banco de dados da ONU, e todas as câmeras de segurança sobre o acordo de Sokovia, e principalmente a rede da Áustria para ter total controle de quem entrava e saia do local, enquanto rastreava qualquer pessoa que não precisasse de paz –, entretanto, sua atenção se voltou a .
- Nós iremos a Bucareste.
Desde quando Romanoff iria para Romênia? Aquilo não estava itinerário daquela viagem, ao menos, não ao qual montou na semana passada –, a lembrança remota da ida do Soldado Invernal para aquele país acendeu uma lâmpada na cabeça da mais nova dos Vingadores que riu –, enquanto o agente arqueava as sobrancelhas para a risada insolente.
- Soldado Invernal, fora de questão, se lembra?
- Porém, temos um bom motivo, Stark – resmungou – Acreditamos que conseguiríamos o DNA dele.
- Não.
- E apenas uma chance única, Stark – a voz de soou seca para ela, enquanto observava o céu limpo de Viena – Não teremos outra chance de pegar o DNA dele, e o que você conseguiu dos arquivos da Hydra não serve, se lembra?
O argumento calou a Stark por meio segundo, enquanto recebia os olhares das outras que a contragosto concordavam com ele – a mulher apenas encarou eles, sentia que ela ia bater em Romanoff por mais uma estupida ideia, e de como o apoiava –, a Rogers encarou eles, enquanto ela digitava sobre o computador e confiava a identidade do Soldado Invernal em Bucareste, e ela apenas apertou os punhos.
Ela pensou que pudesse recriar o DNA de James Barnes no seu computador, porém as amostras estavam danificadas e sintetiza não seria possível sem a combinação exata do DNA do Soldado Invernal –, observou os dois agentes, Romanoff já tinha até feito as malas, e estava até mesmo decidindo ir sem consultar as colegas de time, e era isso que irritava naquele momento, porém o que mais estava dando ódio era que ele estava certo.
Ela precisava do sangue de James Barnes para concluir o soro – e evitar que ele volte a ser um agente assassino da Hydra –, suspirou, e ponderou suas escolhas que não eram muitas até o presente momento.
- Recolha o material, e voltem imediatamente para , entendido? – ela retrucou, enquanto os dois apenas concordaram, enquanto a fazenda que ficava no interior de New York era o último recurso, e onde todos os equipamentos de combate e a Legião de Ferro estava sendo montada secretamente – Monitore as atividades físicas, mentais e psicológicas dele, e apenas isso.
Charlote apenas concordou novamente – a Mulher de Ferro soltou mais um suspiro.
- irá com vocês, e não se discute isso – a mulher encarou a loira que apenas concordou silenciosamente com os pedidos da morena – E andem logo, antes que eu me arrependa disso.
apenas percebeu os três saindo do quarto –, e não acreditava que Stark tinha cedido tão facilmente, porém a expressão no rosto dela era concentrada em alguma coisa.
- acha que me engana.
A voz de soou séria – General Ross estava preparando uma investida para pegar o Soldado Invernal, e obviamente que Stark sabia de todos os passos do homem por trás do Acordo de Sokovia, assim como todos os passos de seus colegas também, e de todos alertas emitidos por Jarvis que eram catalogados por ordem de urgência –, enquanto riu da ingenuidade de Romanoff ao pensar que podia enganar a outra, e ouviu-se o assobio baixo de do canto da sala.
- E pretende impedir que eles façam isso?
Pergunta em curiosidade –, a morena apenas observou a Deusa do Trovão, e negou.
- Já estava nos meus cálculos que eles iriam tentar fazer isso – a Mulher de Ferro recostou-se na cadeira – E também, para o teste se bem-sucedido, seria necessário o sangue do James Barnes para concluir a tarefa, não acham? Quero acha a cura para o que o Zola fez com ele, e nada mais prático do que uma boa dose do DNA dele.
- Você é um demônio, Liz – fazia alguns meses que não chamava a mulher de ferro por aquele apelido, enquanto mesma revirou os olhos – No bom sentido, é claro.
- Desde quando existe bom sentido para demônio?
Inquiriu a Stark para , a Deusa do Trovão apenas deu de ombros.
- Existe algumas raças de demônios que são boas em Asgard – argumentou a Deusa do Trovão para a colega que a encarou atônica para o que ela disse – Seria um insulto chama-la de gigante de gelo.
gargalhou com o comentário inocente de , a Deusa Thor parecia não entender a graça que a Hulk via no que dizia – revirou novamente os olhos, enquanto programava os códigos e invadir o sistema de Viena em segundos, e varia os sistemas e buscava o rosto de T’Chaka nos hotéis da cidade, e também de T’Challa, assim como de todas as pessoas mais importantes que estavam naquele encontro –, entretanto, o rosto da Viúva Negra é detectado pelo sistema de reconhecimento de Jarvis.
- Temos uma aranha na cidade – informou com o cenho franzido, e digitou os dados necessários – Iremos para conferência da ONU.
- Achei que estivesse só para vigiar.
- Mudanças de planos – a Stark levantou-se, e abriu a mala feita apenas para enfeite, enquanto as roupas caiam em cima da cama, ela jogou roupas desnecessárias no chão – Escolha um modelo moderno, porém formal, e nada de roupas decotadas, .
A Deusa do Trovão revirou os olhos – tudo bem, que por engano, vestiu uma minissaia com uma camisa que mostrava o que não devia, mas isso foi antes dela entender que as mulheres poderosas deveriam se porta com elegância, ao menos foi isso que aprendeu com , porém quem em sã consciência colocaria ela numa reunião de segurança da empresa ás sete da manhã?
Era uma guerreira, porém as artes dos negócios ainda eram um mistério para a jovem deusa.
- Porque eu tenho que ir junto?
- Já imaginou a perder o controle? Eu não acho que iriamos querer um showzinho estilo Vingadores – retrucou a Stark tentando achar uma roupa que não fosse colorida, já que as malas foram feitas pela Agente Barton – , precisa urgente pensa em mudar o tom das roupas dela.
rolou os olhos –, era a Hulk, ao menos pensava que podia se controlar –, e tocou o ombro da amiga em solidariedade.
- Ela é um gigante de gelo.
Banner riu – enquanto jogou o travesseiro nelas.

X


- Vocês não planejam apenas pegar DNA?
A voz de Rogers soou séria –, a Queridinha da América apenas observou eles, os dois agentes não contavam com a vinda dela –, a observou pelo retrovisor do carro alugado até o aeroporto onde a aeronave particular estava esperando eles.
- Existe complicações, – a voz de soou – Iremos tentar capturar ele.
apenas suspirou – ela suspeitava que e tivessem tais planos, e provavelmente naquele instante, já sabia dos planos dele –, a Queridinha da América observou as ruas de Viena.
- Como pretendem fazer?
Ela imaginava que já havia ao menos traçado um plano –, a Barton a encarava pelo espelho, seu rosto estava lívido e tenso, então riu.
- Certo, entretanto, esperamos que eles não nos quebrem ao meio.
- Você é uma super soldada, docinho – retrucou Romanoff com uma expressão sorridente, enquanto costurava nas ruas de Viena – Temos sedativos nas armas que apagariam um exército inteiro, se necessário, mas deve apaga-lo pelas próximas horas até o ponto de chegada.
- Onde vocês pretendem prendê-lo?
- já está terminado as modificações na fazenda, pertencia ao governo, e foi leiloada, e temos nosso próprio lugar de segurança – comentou , um tanto ansiosa – A sala do pânico está preparada, e além de estamos nos preparando para os prisioneiros da Balsa.
- E o que me relembra, Coulson? Ele irá relembrar.
- Aparentemente tem uma palavra de segurança para isso – Romanoff estanciou no pátio do aeroporto, enquanto o piloto olhava eles saindo do carro – Assim como Eric, e o Foster, então, está conosco, capitã?
- Acha mesmo que vou deixar vocês com toda a diversão?
Charlote apenas deu de ombros –, enquanto a mala era retirada do carro.
- E por isso, que acho que você é diferente do outro – citou Steve Rogers com um meio sorriso, diferente dele, gostava de luta, mesmo que isso custasse sua honra – Vamos, .
olhou para trás, a frase dita por no início fazia sentido para ela agora.
- O mundo precisa de vilões, .

X


Banner se sentia esquisita.
Observou o elevador – o medo irracional se apossava de si, enquanto por alguma razão elas decidiram ir às compras em Viena –, “alguém vai te reconhecer”, a voz soprava em seu ouvido, porém ambas as mãos foram puxadas quando as portas se abriram, e revelaram turistas italianos falando alto, e meio altos.
- Se acalme, – alertou , os olhos atentos a cada passo da colega – Se você tentar alguma coisa, nós iremos te conter, e levaremos uma surra é claro, mas você não irá machucar ninguém. Eu prometo.
“Eu prometo”, ecoou como um mantra em sua mente –, fazia alguns anos, desde que virara Hulk que as pessoas não a encaravam com medo ou saiam correndo, porém naquele mundo.
Ela não era o monstro verde –, ao menos ninguém sabia quem ela era, ou do o que ela fez, ou do que era capaz de fazer caso perdesse total controle sobre si mesma.
A solidão se tornou sua melhor amiga – aprendera que devia se afastar de multidões, e a maioria das pessoas a julgava antes mesmo de abrir a boca – mudará para algum país da África, entretanto, a buscara e trouxera de volta a New York com a promessa que ninguém, e nem mesmo o exército americano iria tocar em qualquer fio de cabelo da mulher Hulk.
Eram amigas de faculdade antes do acidente –, lembrava a primeira vez que a viu, era jovem demais e concentrada demais em coisas que adolescente de 12 anos, era passara muito rápido pela infância e adolescência, e por isso, Howard a chamava de “pequena mulher” pelas costas para os amigos mais próximos, e tinha seus 16 anos, não era tão nova quanto a jovem Stark, porém tão brilhante quanto –, não esteve ao lado dela quando o pai morreu, estava em algum lugar da América do Sul tentando acabar com a própria vida, e quando viu nos jornais locais brasileiros uma pequena e singela nota sobre a morte de Howard.
Ela não tinha controle algum sobre o monstro que vivia dentro de si – a Hulk assustava a doutora, e por aquele motivo, ela fugiu de todos –, voltara a New York apenas ver completamente devastada, e aquela lembrança fez percebe.
Ela não era a única com seus demônios.
- ?
A voz de soou, enquanto se deu conta que já estavam no carro e andando livremente pelas ruas de Viena –, a mulher estava sentada de qualquer maneira no carro alugado –, a olhava pelo retrovisor enquanto a outra encarou de volta, se deu conta que Stark conduzia o carro, e então afivelou o cinto.
E viu o sorriso irônico surgiu nos lábios da mulher de ferro.
- parece estar voando.
- Se você chamá-la de de novo, nós é que voaremos para fora do carro – comentou Stark com ironia, enquanto rolava os olhos para atitude da colega de time que pousava os olhos e desviava para o transito a frente – Porque a pode te chamar assim, e eu não?
- Porque ela não agir como idiota as vezes – retrucou a mulher para outra que soltou algum resmungo com a resposta malcriada – Achei que tínhamos motorista.
- E perder a chance de dirigir? Nem pensar, além disso, eu adoro dirigir – a Mulher de Ferro soltou um suspiro divertido, enquanto observava a velocidade – E eu não sou tão ruim, e eu que te dei o apelido.
rolou os olhos novamente –, podia ser o ser mais inteligente, porém o espirito livre e competitivo era sua ruina, e ela gostava da adrenalina tanto quanto de física quântica –, suspirou.
- Porque diabos iremos até essa conferência da ONU?
- Porque a Viúva Negra vai estar lá.
¹Eventos ocorrem durante Capitão América: Guerra Civil, com modificações.
²Balsa – prisão marítima.
³Capitã América da Terra-05 também é conhecida como Queridinha da América e Miss América, e por outros apelidos dados durante 2º Guerra Mundial.


V

“Pude observar que sem os nossos meios de fuga não conseguimos sobreviver em um mundo onde exigem que tenhamos personalidade o suficiente para arquitetar um plano e continuar a batalha”.
— 95259 em “vícios’’.
Viena – Conferência da ONU.


A Viúva Negra estava ali – era o que importava –, havia tentando uma ou duas vezes implantar um rastreador na mulher de cabelos ruivos, porém o ato se provou difícil, e por aquele motivo, ela teve que utilizar as câmeras de segurança do mundo todo para saber o paradeiro de Natasha Romanoff desde que ela decidira observar cada um dos Vingadores remanescentes como gostava de chama-los.
Porém, era método que perdia rapidamente os rastros da Viúva Negra.
Stark observou as pessoas –, políticos socializando entre si –, ela lembrava claramente da última vez que estivera em uma conferência da ONU sobre as armaduras da Legião de Ferro, a mulher observou as pessoas olhando umas às outras, enquanto conversavam sobre a política e outros assuntos de interesse mundial –, fingia ser uma guarda-costas, enquanto a Stark ajustava a câmera para o início do discurso, enquanto ajustava os aparelhos.
-Desde quando temos uma empresa de TV?
-Desde agora de manhã – murmurou a morena, enquanto ajustou o zoom – Eu comprei uma pequena, e que estava na lista de quem iria participar da conferencia.
-Poder do dinheiro.
-Ou influência – comentou , enquanto a mesma olhava ao redor – Aquele não é o..
-Futuro rei de Wakanda, T’Challa – confirmou , a Mulher de Ferro ajustou o som para capturar as palavras dele com a Viúva Negra – Esse é dos meus, ele acha o tratado certo, porém a política nem tanto.
-Mesma visão – murmurou , enquanto ajustou o áudio – Como você sabe?
-Jarvis está fazendo leitura labial, .
O Rei T’Chaka iniciou o discurso na ONU, lembrou que em Wakanda de seu mundo algo diferente das tradições daquela Wakanda –, enquanto falava da batalha de Nigéria, e das mortes que ocorreram.
-Ele fala bem.
-E um Rei, – a voz de cochichou – O filho dele será um bom rei.
Houve uma estranha movimentação vindo de T’Challa – franziu o cenho, enquanto o jovem príncipe olhava do lado de fora –, e ele correu até o pai, enquanto gritava.
-Abaixem-se todos!
apenas ouviu o som da explosão, e com o impulso da bomba fora jogada contra a parede que estremeceu com a bomba –, como era possível? Antes mesmo que pudesse pensar, ela viu onde estava T’Challa com o pai no braço, o jovem príncipe tentava reanimar o homem mais velho, enquanto a Stark procurava que estava jogada no chão, e a poeira sobre sua face, e verificou os pulsos dela.
As mãos pálidas estavam ficando verdes – merda! Enquanto, tentava entender o que diabos aconteceu, apenas prendeu uma liga de metal na Banner, e retirou da bolsa os fones de ouvido, e digitou sobre a tela a música que acalmaria os ânimos da Hulk, e verificou a pulsação da outra.
-, me ajude com ela.
O mais rápido que pode – os ouvidos zunido por causar da bomba –, moveu , enquanto a levava para um local seguro, a Mulher de Ferro apenas apertou no comunicador, e encarou pessoas chorando, gritos de desespero e uma visão que ela pensou que jamais veria em sua vida novamente.
-Jarvis, quero saber quem foi – comandou para o computador – Chame as autoridades, e quero saber tudo que essas agencias sabem sobre esse incidente.
Ela percebeu a figura ninando, e chorando sobre o corpo.
-Srta. Stark foi enviado um vídeo do Soldado Invernal – a voz de Jarvis soou no comunicado, enquanto xingou todas as entidades existentes no planeta – Mas receio que não seja ele o responsável, o que devemos fazer?
-Avise ao , e verifique os últimos meses dele.
A mulher apenas suspirou, e percebeu a mudança brusca em seus planos com aquele ato de terrorismo –, o rei T’Chaka estava morto.
X

Bucareste, Romênia.


“Ao menos 70 pessoas feridas, e pelo menos 12 mortos, incluído o Rei T’Chaka de Wakanda”.
-Puta que pariu!

A voz de soou, enquanto ecoava os pensamentos de todos, enquanto as informações de Jarvis eram precisas –, o Romanoff olhava os noticiários enquanto relatava as mesmas informações.
havia destruído um vaso no processo de recebimento de informações enquanto falavam sobre o infame Soldado Invernal –, aquele ato não estava nos planos, e muito menos que alguém como T’Chaka morresse num ato terrorista –, a Capitã América cruzou os braços, enquanto tentava pensar num plano.
Se James Barnes era culpado, eles tinha certeza que não –, verificou as atividades na Romênia do ex-agente da Hydra –, encarou a mulher de cabelos castanhos, enquanto passou as mãos pelos cabelos arruivados, e olhos verdes se fecharam.
-Irão caçar ele até o fim do mundo – ditou encarando os colegas, até aquele momento não expressara nenhum tipo de comentário – Como devemos proceder?
-Proteger ele.
-Dissemos que não iriamos interferir – a voz de soou séria – Como pretende fazer isso?
-Melhor informamos para , afinal ela já deve saber dos nossos planos – sinalizou enquanto Jarvis fazia a conexão – Espero que ela consiga conter as informações, porém duvido muito que conseguimos manter o mundo todo na escuridão.
A imagem mostrava a Stark –, ela tinha algum machucado na cabeça, enquanto encarou os três com as sobrancelhas arqueadas – estava sentada, no canto do quarto, enquanto estava vendo alguma coisa na TV, a Mulher de Ferro apenas suspirou.
-Vocês precisam extrair o Soldado Invernal de Bucareste, tipo para ontem, e usem o poder necessário para leva-lo para os USA em segurança, e vivo, por favor, – o som da voz dela soou irritado, enquanto arqueou as sobrancelhas para o tom dela de advertência – Steve Rogers estará em breve em solo romeno, teremos pelo menos 72 horas para completamos a missão, entendido? Iremos usar as identidades da CIA, caso seja necessário.
-Achei que não gostasse de interferência.
-Eu, por algum motivo, desconhecido, penso que essa bomba foi apenas um gatilho para algo bem maior apenas suspirou, enquanto digitou – Não queria que tivesse que ocorre assim, pois teremos que mantê-lo preso até eu terminar o soro da memória dele, e BAFO não está finalizada, e não tenho informações suficientes para tirar todo o mecanismo da Hydra da mente dele.
-
E se o Steve Rogers se torna um problema? Teremos que contar com a sorte então de que ele possa ser abatido com esses tranquilizantes, e sejamos rápidos na extração – murmurou , em um tom desconfortável – Como iremos tirar ele daqui?
-Quanto a isso, contaremos com a sorte também, eu irei enviar um avião, que não seja vistoriado, vocês precisam ir para Berlim para pegar ele – murmurou ela, enquanto ouviu-se o som de apitos seguidos – Nós encontramos em Berlim, e não sejam pegos.
Ela desligou, suspirou – fora uma mudança drástica dos planos, mesmo que a extração fosse bem sucedida ainda teria que passar pelas fronteiras de outros países para chagarem a Berlim.
-Então, vamos logo finalizar os planos, e cuidamos logo disso.
O restante da noite seria longo.
X


O programa e a interface de Binarização ampliada de Fase Obsoleta (BAFO), lembrava do nome ridículo dado a interface que criaram quando era apenas uma adolescente, e então se lembrou da palestra do MIT que Tony Stark estava apresentando o mesmo mecanismo – a mesma tentava agilizar os dados, enquanto verificava a localização de T’Challa e Natasha Romanoff pelo interface, enquanto xingou a ligação de Steve Rogers com James Barnes naquele momento.
E imaginou, quem diabos fez aquilo desandou meses de planos e itinerários?
Em menos de 4 horas –, Sharon Carter dera as informações sobre James para Steve Rogers, e a Stark não contava com aquele documento –, tentava agilizar o processo, enquanto olhou de canto de olho a arma que estava desmontando na cama, e guardava toda a munição que haviam trazido, havia ensinando aquilo para elas, mesmo que a Stark achasse desnecessário a Banner ter acesso as armas, assim como ela, porém em nenhum momento durante sua estadia naquele mundo poderia deixar suas verdadeiras identidades a vista –, os olhos fixos nas informações sobre o ataque a conferência da ONU em Viena.
-Iremos ficar aqui?
-Não, iremos para Berlim, e depois voltaremos para os Estados Unidos – a voz de soou em resposta para a Deusa do Trovão, enquanto guardava as roupas nas malas de qualquer maneira, e escondia as armas que pertenciam a Romanoff deixadas para trás, e saia com as malas na mão – Já fomos liberadas pela polícia, e então iremos agilizar o processo de extração do Barnes da Europa, e já computei os dados, e estaremos prontas meia hora.
-Você disse que estava fora do planos?
-Alguma variável desconhecida estar atacando nesse momento – murmurou a Stark irritada para , enquanto pegou a 9mm e colocou no cos da calça – Porra, tudo bem. Jarvis, finalize a criptografia. Prontas?
apenas vestiu o casaco de couro –, prendeu os cabelos, e colocou o óculos adaptador que criou para pode continuar a pesquisa, e tentar calcular as chances de uma extração bem sucedida, enquanto pegou a arma que a forçava a carregar para todos os lugares e colocou na parte de trás, e escondida nas costas –, a mulher de Ferro sentia em seu íntimo.
Iria dar tudo errado –, porém ela faria de tudo para que a extração fosse bem sucedida.
-Jarvis, conecte com o Romanoff.
¬-Entendido, Srta. Stark.
ouviu o som da voz de , ele falava em romeno com alguém – enquanto as três mulheres pegavam o carro, e acionava a ignição – ouviu-se a voz de no fundo.
-Steve Rogers já está em Bucareste, e provavelmente sabe onde Bucky estar, você tem que interceptar e extrair ele da cidade, antes das forças especiais o matem, pois estão indo para o local onde o Soldado Invernal estar escondido – ela disse assim que deu partida, e acelerou com tudo – Entendido?
-Você estar dirigindo? Não mate a – resmunga o Romanoff em aviso, enquanto revirou os olhos com o homem – Quero ela viva, Stark.
-Se preocupe com a sua missão – murmurou em irritação para ele, enquanto ouviu-se a risada ao fundo de Barton – Força alemão foi convidada a extrair o Bucky sem vida de Bucareste, como pretende tira-lo da cidade sem chamar atenção dos Vingadores? E de todas as agências de seguranças? E principalmente, do mundo todo?
-Da mesma forma que sempre tiro, na porrada – retrucou Romanoff com uma risada – Não se preocupe, Stark, se concentre na estrada. Nós vemos em Berlim.
-Romanoff –
ela gritou, enquanto bateu no volante, e cortou em ziguezague pela estrada, e xingou o outro em todas as línguas que sabia falar – Envie para o maldito do Romanoff todos os dados referentes a capturar de James Barnes, Jarvis.
-Entendido, Srta. Stark.
-, estar bem?
A voz de soou tensa –, enquanto a mesma encarava pelo retrovisor os olhos escuros de Stark –, e a Stark virou, em um movimento perigoso pelas ruas de Viena, e resmungou.
-Ele não é tão fácil de matar, , agora tente não se agitar – pediu para ela, enquanto encarou , se eles não conseguirem, nós teremos que extrair o Bucky.
-Eu sei, não se preocupe, meu poder não estar 100% – ela diz criando pequenos trovões em sua mão – Mas, conseguiremos derrubar algumas pessoas.
Porém, esperava que não tivesse que fazer isso.
X

“Steve Rogers já está em Bucareste”.
Romanoff encarou o prédio – estava escondido nas sombras, enquanto estava do outro lado –, estava em uma posição, em um prédio abandonado.
A extração seria difícil – ele viu quando Steve Rogers entrou no prédio –, o Escorpião Vermelho vestiu a máscara, e encarou o Falcão que mantinha uma posição em dos prédios ao redor onde Bucky estava se escondendo.
Ele percebeu as forças especiais alemães ali – seria mais difícil ainda, suspirou com aquele processo de extração, e como a Stark iria gritar com ele caso o Romanoff falhassem em salvar aquele homem.
-O que faremos?
-Iremos capturar ele, ora, não disse que seria fácil –
respondeu seco – , consegue visualizar o que estar ocorrendo?
Charlote Barton visualizou a cena –, os óculos se ajustaram a temperatura corporal dos homens que estavam sendo derrubados um a um por Bucky, ao menos foi que ela supôs, enquanto suspirou –, estava certo, aquela não seria uma típica extração sem chamar atenção.
-Iniciaram a invasão, mas que porra, ele acabou de se jogar sendo seguido pelo... – apenas soltou um ar indignada – , T’Challa estar atacando o Soldado Invernal, e o pantera negra, pegue uma moto e o ajude, .
não estava gostando daquilo –, correu para lá, enquanto roubou a moto sendo seguido por que se jogou na moto –, e acelerou. Romanoff sabia que iria dar merda desde o momento que ouviu Rei de Wakanda morto, e cortou entre vários carros.
-Estou bem atrás de vocês – murmurou seguindo eles, enquanto observou eles – Ele estar indo para os elevados, tomem cuidado.
, apenas pulou da moto, parando um motociclista e girando em direção a James Barnes que corria no meio dos carros –, o ruivo parou do lado dele.
-Se você quiser morrer, você fica, mas se quiser viver, sobe na porra da moto, Barnes – ele gritou, esperando um soco vindo dele, e defendeu – Porra, sobe logo, antes que eles alcancem a gente. Sou da Saber.
-, T’Challa no encalce do Barnes – alertou Caia fora logo dessa porra!
se xingou, enquanto apenas acelerou – Barnes, por algum motivo, pulou na garupa da moto após ter ouvido a palavra Saber –, e acelerou.
-Quem é você?
-Estou tentando te ajudar – murmurou , enquanto ouviu os tiros sendo disparados atrás de si, e reconheceu a cabeleira loira – Somos da Saber, enviamos as fotos para você, e falamos sobre o projeto do Zola e enviamos nossos dados para ajuda você. Dissemos que íamos achar a cura, e estamos quase, porém o ataque em Viena.
-Eu não fiz aquilo.
-Nós sabemos – murmurou acelerando, e fazendo ziguezague – Estamos te rastreando desde que retornou nosso contato, desculpe não me apresentar, sou o .
Barnes apenas ouviu o som das sirenes –, estava ao lado dele, enquanto a mesma atirou nos pneus dos carros que passavam, e este perdiam o controle, entretanto apenas para atrasar os carros que os seguiam –, atirou novamente, enquanto tentava acertar os pneus do carro de Steve Rogers.
-, Rogers pegou um carro, acelera essa porra de moto – murmurou a Barton sobre a máscara – Melhor avisamos a sobre as mudanças de planos.
Enquanto vários carros vinham na contramão, apenas desviou para o outra pista –. atirava contra eles, entretanto sentiu algo na parte da garupa, enquanto era quase jogado pelo Pantera Negra no chão –, e colocou o braço no chão, sentindo a pressão sobre o molde mecânico que cobria toda a extensão de seu braço, enquanto Barnes também tentou ajudar ele, e ele viu o Pantera Negra sendo jogado no chão, Rogers desviou dele, enquanto Barnes jogou uma bomba, porém antes da explosão.
Eles caíram, pulou da moto – e girou no chão, apenas pulou e desviou dos escombros –, apontava a arma para o Pantera Negra, enquanto ele tentou acertar Barnes sendo impedido por que desviou dos golpes, iria atirar, enquanto Steve Rogers se colocou na frente deles.
-Jarvis, envie os dados para – a voz estava abafada pela máscara – Corte qualquer comunicação com ela. E diga para ela tentar nos tirar de lá.
-Sim, agente Barton.
Porém, antes mesmo que pudesse dizer mais alguma coisa – a Máquina de Combate estava ali, James Rhodes apontou as armas para eles assim como milhares de agentes –, levantou as mãos, enquanto apenas manteve-se na mesma posição.
-Rendam-se, agora¬ – apenas encarou o homem, enquanto a mesma guardou as armas, e travando o sistema de segurança de sua roupa, e também – Parabéns, capitão. Você é um criminoso.
Os agentes tentaram tocar em , e ele apenas desviou, e colocou suas armas nos respectivos locais – retirando de suas vestes um distintivo assim como e –, porém ele apenas foi algemado com um sorrisinho irônico no rosto, enquanto a Barton encarou o homem de preto retirar a máscara.
A expressão de T’Challa era de alguém sofrido –, ela foi jogada no chão, enquanto tentava retirar a máscara de sua face.
-Eu não tentaria, gracinha – murmurou ao agente, enquanto o choque foi dado e ele apontou uma arma para cabeça dela – Eu avisei.
Foi colocada no carro, de forma abrupta, se ela tivesse permissão para fugir, ela fugiria – juntamente com e , que mantinha as máscaras, os agentes informaram da trava de segurança para os superiores –, e sorriu, enquanto eram transferidos para Berlim.
-Jarvis, silencie o autofalante – sussurrou , enquanto manteve os olhos fixos no rosto do capitão américa – O que faremos agora?
-Srta. Stark mandou informa que ela estar transferindo vocês para Berlim juntamente com o Sr. Rogers, Sr. Wilson e vossa alteza, o príncipe T’Challa, ela está tentando liberta-los nesse meio tempo, porém ela perguntou se vocês enlouqueceram? Ela pediu para serem o mínimo possível discreto já que haverá registros de imagens de segurança que ela pediu para apagar assim que extraímos o Sr. Banner – murmurou Jarvis no ouvido deles, enquanto soltou uma risada, chamando atenção de Sam Wilson, e a mesma o encarou séria por de baixo da máscara negra que cobria toda a extensão de sua face – Podem retirar as travas de segurança, eles não poderão localizar os seus arquivos, porém é claro que existe um risco, agente Romanoff, e Srta. Stark pediu para se passarem por agentes do governo americano até ela liberta-los.
-Obrigada, Jarvis.
Ele encarou que apenas destravou – exibindo o rosto pálido, assim como ele e .
-Era apenas uma extração silenciosa, Bangkok – murmurou para ele, chamando atenção de Steve Rogers e ignorou os olhares do capitão que os encarava com o cenho travado em uma máscara de reprovação – Armaram para ele, e agora, irão querer nossas cabeças.
-Calada, Kyoto, vamos esperar as ordens dos superiores – retrucou o ruivo, enquanto arqueou as sobrancelhas, e eles iriam usar os codinomes de cidades – Não é o único com interesse no soldado invernal, Sr. Rogers.
se manteve em silêncio e revirou os olhos para Romanoff, enquanto encarou de volta com os olhos azuis fixos, e apenas deu de ombros sobre o seu silêncio absoluto – se tudo desse certo, eles iam se safar dessa, porém seu instinto mais primitivo lhe dizia que algo ia acontecer.
Ela só esperava que fosse bom para eles.
X

Berlin.
Steve Rogers encarou as ruas de Berlin.
A mulher loira mantinha as mãos sobre o próprio colo, e encarava as ruas de Berlin em reconhecimento de um passado distante –, enquanto o ruivo cantava uma música qualquer, em alemão e encarava as pessoas que passavam por eles –, Sam encarava a mulher ao seu lado, estava prestes a dar um soco nele, enquanto se perguntava quanto tempo demoraria para eles saírem dali, e finalmente, ela pode ficar longe dos olhares inquisidores do Falcão.
Suas roupas foram confiscadas, assim como os Ids falsos que criara, porém a Barton esperava que logo que chegasse lá fosse libertados –, e foram obrigados a vestir roupas normais, o comunicador ainda estava com eles, enquanto Jarvis repassava as informações para ela, a Barton observou a nuca do homem sentado à sua frente, e esperava alguma reação do rei de Wakanda –, T’Challa estava ao lado de Steve Rogers, enquanto estava atrás de si juntamente com .
-Então, quem são vocês?
-Confidencial, docinho – retrucou a Barton com um sorrisinho, enquanto arqueou as sobrancelhas, e pigarreou para ela, e olhando de canto de olho – Porém, obrigada por socializar.
Manteve o silêncio, enquanto Sam mudou de alvo – ele encarou a nuca de T’Challa, o encarou de volta.
-Então, você curte gatos?
-Sam.
Steve Rogers o advertiu.
-O que? – murmurou Sam, enquanto pensou em acertar a perna dele, entretanto ficou em silêncio – O cara aparece de gatinho, assim como esses três que surgiram do nada, e você não quer saber mais?
-Seu traje é Vibranium?
pensou que fosse a pergunta de um milhão de dólares –, enquanto T’Challa encarou eles de canto de olho –, desviou os olhos para as suas unhas, enquanto pensava no traje que fizera com as cargas roubadas de Vibranium.
-O pantera negra protege Wakanda há gerações – ele explicou, seu sotaque evidente, enquanto lembrava da mesma explicação que recebeu da outra pantera negra, entretanto havia orgulho na voz de T’Challa na época, e um orgulho que não trazia nenhum quê de tristeza como na voz daquele homem – Um manto passado de guerreira para o outro. E, agora, porque seu amigo assassinou meu pai... Eu também uso o manto de rei. Então, eu te pergunto como guerreiro e rei, por quanto tempo acha que vai proteger seu amigo de mim?
sentiu a tensão subir com uma ameaça a vida de Bucky – havia pedido a Jarvis que a atualizasse sobre o que estava acontecendo, a Arqueira sabia que T’Challa não iria desistir de sua vingança contra James Barnes.
visualizou o complexo onde iriam se detidos –, James Barnes estava preso numa cela especial, a Capitã América encarou o alter ego de sua melhor amiga tratado como animal, e sentiu a raiva, porém se controlou, enquanto desciam do carro, e eram recepcionados pelos agentes da CIA, e Sharon Carter estava entre eles.
Ela lembrava do Shaun Carter – era um rapaz bom, entretanto a loira não lhe dava a mesma sensação de segurança que Shaun passava para a Capitã América –, a Queridinha da América encarou as câmeras de segurança, enquanto percebia a quantidade de pessoas armadas ao redor deles.
Acham eles perigosos –, até mesmo ela achava perigoso, porém como estavam tratando Bucky era mil vezes pior –, os olhos da loira desceram para os próprios punhos.
-O que vão fazer com ele?
A voz de Steve Rogers soou chamando atenção de todos, e retirando sua atenção de James Barnes por meros segundos –, Sharon Carter encarou o chefe que respondeu.
-O mesmo que com vocês – reconheceu Everett Ross, enquanto o mesmo avaliava eles de cima abaixo com um sorriso, enquanto a avaliação dele chegava em sua mente assim como gostos, hobbies e se era um homem confiava para eles, entretanto fora totalmente contra aquisição de agentes da CIA durante a fase inicial – Avaliação psicológica e extradição.
-Esse é Everett Ross, subcomandante da força-tarefa.
-E o advogado?
-Advogado. Isso é engraçado... – murmurou Everett com um estranho sorriso, enquanto sua voz mostrava um leve sotaque que de antigamente jamais teria percebido, porém após horas de pesquisa para se tornarem outras pessoas, ela conseguia identificar os traços na voz de qualquer pessoa – Confisquem suas armas. Darei um recibo. Porém, sobre vocês três?
Ele encarou que mantinha os mãos dentro casaco, e um parecia extremamente relaxado para alguém prestes a ir para uma prisão de segurança máxima –, e um sorriso estranho –, enquanto encarou a figura que vinha de dentro do complexo. Stark, filha da puta.
-Eles são minha responsabilidade, Agente Ross, e obrigada por recepciona-los – a voz soou tranquila, e vinha andando confiante em um salto alto em estilo bota, Everett Ross arqueou as sobrancelhas para os três indivíduos que vinham em sua direção assim como do grupo, percebeu Steve Rogers se enrijece ao reconhecer a mulher do café de meses atrás enquanto e se mantiveram atrás da Stark – McQueen, capitã da força-tarefa Saber, e você acabou de me fazer perder meio bilhão de dólares em advogados para os meus agentes, porém espero que o Secretário de Estado me reembolse por esse erro, afinal ele nos contratou.
-Seus agentes? – a voz de Ross soou incerta, enquanto encarou a mulher de cabelos impecáveis e o lábios vermelhos parava ao seu lado, e estendia a mão em mera formalidade para ele que retribuiu ainda atordoado pela repentina aparição da mulher que ampliou o sorriso para ele, e ajeitou-se sobre o salto-bota que utilizava – E quem diabos são vocês?
-Fazemos parte do programa de extração e contenção de ameaça, de qualquer tipo, desde um humano modificado até alienígenas superpoderosos, e respondemos a ONU – murmurou , enquanto encarou com uma sobrancelhas arqueada, e ouviu-se um tom irônico em sua voz, e continuou sua explicação brilhante ao agente Ross que a encarava surpreso para os dados recém recebidos no relatório – Fomos contratados pelo governo dos USA, a localizar e extrair o indivíduo de nome James “Bucky” Barnes, e conhecido também como Soldado Invernal, porém no dia na extração em questão, tivemos que mudar nossos planos, já que todo o mundo começou a caça-lo por causa da bomba que ceifou a vida do Rei T’Chaka, e meus pêsames, vossa majestade.
A voz de soou em condolências ao homem que a encarou sem se abalar por seus olhos castanhos –, percebeu a marca de machucados superficiais sobre o supercilio esquerdo da Stark que a encarou de volta, e apenas pediu para ficar em silêncio –, mantinha as mãos ocupada com a bolsa, e usava um salto alto também.
-Não recebi nenhum relatório.
-Ah, caso isso acontecesse, pois o secretário de defesa estava bastante relutante em se envolver nesta questão – murmurou , enquanto repassou a pasta com os documentos falsos – Essa a assinatura do secretário de Estado, e também do presidente dos Estados Unidos da América, podem verificar se quiser, porém iria acompanhar meus agentes, e estou autorizada a isso.
encarou Ross com um sorriso, e o agente vacilou apenas por um segundo com o charme da encantadora Stark – era charmosa, quando queria – pensou em quantos empresários desejaram levar a jovem Stark para a cama, enquanto o ruivo apenas percebeu Ross trocar meia dúzias de palavras com alguém do baixo escalão.
-Vocês estão bem? – a voz de soou baixa, enquanto se aproximou – Machucado feio, .
O machucado ao qual ela se referia era sua face – recebera direto na face o corte da garra do Pantera Negra, apenas fingiu não se importa, enquanto sentiu as pontas dos dedos da outra tocar com leveza –, enquanto Ross encarou a mulher de negócios.
-Até confirmamos, você pode ficar com eles – murmurou descontente com o rumo da conversa, enquanto a o encarou com um semblante de falsa compreensão – Entretanto, os trajes...
-Devem ser devolvidos para mim agora, são minha propriedade e o governo não tem direito algum sobre eles, podem, por favor, repassa para Srta. Griffin? – a Stark encarou Ross, enquanto o mesmo a observou irritado, apenas pegou as três sacolas e abriu a maleta que até então estava sendo ignorada por todos – Eu sei que temos protocolos, porém são trajes frágeis e de alta tecnologia, e eu prefiro que estejam em segurança.
Everett Ross apenas seguiu em frente –, a mulher de Ferro apenas encarou os três –, ela já havia dado sermão para eles enquanto estava criando a Saber, e forjando folhas de papeis que comprovassem a missão dada pelo governo americano, além de a contratação de milhares de funcionários ao redor mundo com apenas um click.
Stark quando lidava com negócios – era implacável.
-Pelo menos, vocês estão vivos – murmurou a Stark e Banner apenas concordou em alivio, enquanto encarou a marca no supercílio esquerdo do homem – Ainda bem que você não é modelo, garoto, agora vamos seguir o agente.
Ross seguiu pelo corredores –, enquanto os guardas armados os acompanhava eles.
-Graças a generosidade da Srta. McQueen, segundo este arquivo aqui, ela estar cuidando de vocês, isso inclui o Sr. Rogers, Wilson e de vossa alteza real – murmurou Ross encarando a mulher que sorriu, e sentiu os olhares de Steve Rogers sobre suas costas, enquanto encarou a Viúva Negra – Todos ficaram em um escritório, e não em uma cela, então façam o favor de ficarem lá dentro, tá?
A viúva negra se juntou a eles –, encarou a mulher enquanto pedia gentilmente a Capitão Rogers que ficasse comportado, apenas franziu o cenho assim que percebeu Tony Stark ali.
-Se mantenha comportados.
A voz de Stark era séria –, apenas deu de ombros.
-Você é quem manda, Boss.
X

McQueen encarou o Homem de Ferro, enquanto o olhar inquisidor de Steve Rogers estava nas suas costas.
Fazia meses desde a última vez que ela usara salto de verdade, ou um vestido para reuniões até mesmo da McQueen Corporation que se tornaram semestrais após o saldo positivo nos negócios, ela cuidava de tudo através de um computador, e ao qual, ela não tinha contato humano com ninguém desde Matt Murdock além de seu grupo – estava com um vestido preto, e usava um casaco para encobrir o brilho azul que residia em seu peito, enquanto tivera que colocar uns dois tops escuros para pode ocultar seu segredo –, enquanto o agente Ross lia o memorando que autorizava a Saber assistir o depoimento de Barnes.
-Desde quando?
Ele a encarou com o olhar reprovador do homem, porém ela sabia tudo sobre ele até mesmo a cor das meias dele –, a mesma deu de ombros, em divertimento.
-Ah, umas 24 horas – ela sorriu, as piores 24 horas da vida dela, ao menos para com os contratos restritos do governo americano que foram bastante difíceis de rastrear e falsificar – Tenho total acesso, agente Ross, mas caso se recuse, então lide com o governo americano e seus burocratas, porém tenho todo o tempo do mundo.
-Você fica na mesma sala que o Sr. Rogers.
-Mas, não poderei ouvir.
-Eu irei deixar você assistir, Srta. McQueen – murmurou o agente – Se lembre que ainda é uma civil, e não entendo como alguém deixou a senhorita ter acesso a isso.
-Tudo bem, tudo bem, Agente Ross, porém as gravações. Eu as quero.
Ross a encarou irritado novamente –, como alguém tão pequeno podia ser tão irritante? – a mulher encarou Steve Rogers, o mesmo tentava entender como a mulher de cabelos escuros fora parar naquele mundo de leões, e a lembrança da mulher desastrada de meses atrás não combinava em nada com ela.
-Vamos então começa
– anunciou a contragosto.
Todos encararam as telas do computador – era a única ali, pedira para e ficarem alerta assim como , enquanto e cuidavam da fuga deles no andar de baixo, e ela tentava bolar uma forma de sair dali com James Barnes a tiracolo, e não seria fácil, enquanto a mesma se sentou na mesa –, e soltou um suspiro.
-Você estava no café naquele dia – murmurou Steve, enquanto a mesma o encarou – Era você. Tenho boa memória.
-Deve estar se confundido, Sr. Rogers – ela retrucou – Uma pena não podemos ouvimos.
Todas as comunicações passavam por Jarvis –, a mulher apertou no pequeno comunicador preso ao agente Ross –, enquanto viu a figura entra na sala onde estava James Barnes. Então ela ouviu a voz com um sotaque leve.
-Olá, Sr. Barnes – era cordial, e cortes, encarou as costas do homem, porém sua atenção foi para o soldado amarrado, enquanto ela ouvia cada silaba dita por eles mesmo que o agente Ross tivesse lhe negado aquela parte – A ONU me enviou para avalia-lo. Posso me sentar? Seu nome é James?
A mulher encarou o rosto de James Barnes, enquanto pensava no quanto aquele homem valia vivo e as informações contidas em sua memória –, enquanto percebeu a entrada de Sharon Carter no local.
-O recibo de seu equipamento.
Ela encarou o rosto dela por meio segundo, enquanto a mesma avaliava a mulher em um vestido caro – e os olhos fixos em James Barnes.
-Fantasia de pássaro? Qual é.
-Não fui em que escrevi isso.
A mulher loira encarou ela com uma sobrancelha arqueada –, enquanto apertou no botão onde deixava o áudio disponível para eles.
-Só quero fazer umas perguntas. Sabe onde estar James? – a voz do psiquiatra soava ainda, enquanto a mulher encarou a loira – Não posso ajuda-lo se não falar comigo, James.
suspirou, enquanto ajeitou-se na cadeira – Jarvis estava passando as últimas vinte quatro horas tentando descobrir quem revelou a localização de James para CIA assim como quem armou a bomba que ceifou a vida do Rei de Wakanda?
sabia que James Barnes não tinha feito aquilo – afinal, o localizou seis meses atrás, e sabia de cada passo dado pelo soldado invernal.
-Meu nome é Bucky.
X

Steve Rogers encarou a foto de James Barnes –, ao lado da van que carregou a bomba.
-Para começar, por que a força-tarefa divulgaria essa foto?
A mesma foto que passou as últimas horas analisando – a mulher de Ferro encarou eles, enquanto Sharon parecia não muito à vontade em falar em frente a uma total desconhecida.
-Eu finjo que nem estou aqui – sua voz soou baixa, enquanto encarava James Barnes, e deu de ombros – Desde que eu possa ouvir o resto da análise desse psiquiatra, tudo bem? Continuem. Porém, eu também tenho essa dúvida, Srta. Carter, porque?
Sam Wilson encarou a morena – a mesma brincava com o anel em seu dedo, enquanto Jarvis repassou as novas informações –, e ela sorriu para, enquanto o Falcão desviou os olhos constrangido por ela.
-Pra tornar público, ter mais gente de olho?
-Isso. É um bom jeito de tirar alguém do esconderijo. – continuou o capitão, e ignorando a presença da morena que mantinha os olhos fixos em James, porém ouvia cada sílaba pronunciada por eles – Detonar uma bomba, deixar tirarem uma foto. 7 bilhões de pessoas atrás do soldado invernal.
-Acha que armaram para ele ser encontrado?
-Steve, a gente passou 2 anos procurando o cara, e nada.
-Não bombardeamos a ONU – retrucou Steve, enquanto respondia a Sam – Chama muita atenção.
-Você disse que estavam rastreado ele também? – a voz de Sam chamou atenção de , e a mesma piscou surpresa por ser incluída na conversa que até aquele momento era ignorada por eles – E até sabia onde ele estava antes mesmo da força-tarefa?
Murmurou Sam para ela, enquanto encarou a Stark que apenas revirou os olhos– a mesma suspirou –, ela encarou as unhas, enquanto levantou os olhos para o Falcão.
-Passei sete meses atrás dele, e gastei meu tempo e dinheiro nisso – ela se pronunciou, enquanto Steve Rogers a encarou surpreso, e a mesma apenas deu de ombros – O que? Ele é um fantasma, porém até fantasmas deixam rastros, principalmente em câmeras ao redor do mundo, Sr. Rogers, e também acho que armaram para ele, ele passou os últimos meses em Bucareste.
, mas não garante que quem armou isso o pegaria – retrucou Sharon, um olhar sério recaindo sobre a Stark que apenas deu de ombros para a loira – Garante que nós pegaríamos.
-É.
A Stark sentia em seu íntimo que havia algo errado –, e aquilo se confirmou quando a eletricidade falhou, e as luzes vermelhas se acenderam.
E o alerta foi dado.
OBS: Eventos ocorrem em Capitão América: Guerra Civil, com modificações.


VI

“Às vezes é difícil demais olhar para si mesmo e perceber que na verdade não somos nada. Nada de importante. Nada de significante. Nada de bom para ninguém, e nem para nós mesmos. É difícil chegar à conclusão de que qualquer um que chegar vai conseguir conquistar coisas boas, amor, carinho e apego, coisas que não conseguimos conquistar, embora sempre tenhamos dado o nosso melhor. A realidade é que talvez o nosso melhor não seja o melhor para ninguém e só precisamos entender isso”.
— Cambaleei.
10 minutos antes.

encarou as próprias unhas.
Estava bem feitas – era uma habilidade desconhecida de Banner, afinal elas tinham que parece impecáveis, enquanto a lembrança de Loki ajeitando seus vastos cabelos dourados para alguma festa a Odin, e reclamando como Thor não era nada feminina –, a mesma estava sentada a frente de T’Challa, ele a observava com curiosidade, enquanto a mesma mantinha-se concentrada em suas próprias unhas.
Ela não queria sentir olhares de T’Challa sobre si.
estava sentada cantarolando alguma música humana que não conhecia – a asgadiana ainda estava se acostumando com nova realidade, e um sentimento de solidão se apossou de si –, ela sentia falta de sua irmã, e de sua mãe e de seu pai.
Mesmo que Odin fosse um pai severo, porém principalmente de Loki.
Mesmo que a Deusa da Trapaça não tivesse as melhores intenções ainda era a sua irmã amada, e Loki estava magoada por nunca ter tido a chance de governar Asgard, afinal era filha adotiva de Odin e Frigga – mordeu a bochecha interna, enquanto ainda percebia o olhar curioso de T’Challa sobre si –, era alta para os padrões da Terra, tinha os intensos olhos azuis, e os cabelos dourados colocados em coque frouxo, porém antes daquela mudança.
Era indomáveis madeixas douradas – ela lembrava mais a Odin que a Frigga, e então, um sorriso triste surgiu em seus lábios ao se lembrar de como a Mãe de Todos ficava escandalizada com suas duas princesas sujas de lama ao voltarem de uma simples caminhada, enquanto Odin tinha um sorriso orgulhoso para a futura Rainha de Asgard –, ela percebeu Barton andar de um lado para o outro enquanto o Agente Romanoff assobiava uma melodia em alemão que não fez nenhuma questão de mostrar interesse algum, e voltou a sua imensidão de pensamentos, entretanto foram interrompidos pela voz grave e com um sotaque acentuado de T’Challa.
- Como vocês acharam o Barnes?
- Porque eu deveria lhe dizer? – Romanoff apoiou a mão na mesa, e encarou o príncipe – Vossa alteza apenas seguiu o rastro das forças especiais, então, não tenho nada a lhe responder.
- Você me derrubou com aquele seu apetrecho, Sr. Yale. – ele murmurou, enquanto encarou Romanoff com uma sobrancelha arqueada – Eu diria, que vocês não são o que aparentam ser, ou dizem.
- Eu devia me sentir ofendido com isso.
Murmurou –, T’Challa encarou a loira que mantinha uma expressão curiosa.
- E porque diz isso, vossa alteza?
Rogers apenas se manifestou – os olhos tão azuis se fixaram no rosto firme de T’Challa.
- Vocês me passaram essa impressão.
riu – uma risada irônica, enquanto encarou que apenas desviou os olhos dos atos infantis de Romanoff. T’Challa sentia, os pelos em seu braço não pararam de ficar arrepiados, enquanto o encarou o quinteto, e de alguma maneira sentia que ele pensava realmente isso deles.
Eram perigosos si –, uma bomba relógio, uma semideusa, dois assassinos e uma supersoldada eram realmente perigosos, além de uma cientista com QI acima da média –, sempre considerou um bando de malucos.
Eles eram os maiores e poderosos heróis da Terra.
Afinal, Romanoff era tão charmoso quanto perigoso, igual ao um escorpião vermelho –, e qualquer deslize, T’Challa seria tragado para aquele perigo ambulante que estava relaxadamente sentado ao lado de que o encarava também como se confirmasse o que T’Challa dizia.
- Desculpe, ele não tomou café dele.
Murmurou – enquanto sorriu, enquanto pensou que... Eles eram perigosos, assim como inofensivos. Apenas dependia do ponto de vista –, como diria Stark naquela situação – a Capitã América apenas se sobressalto, enquanto desfez a expressão simpática.
- Acho que temos um problema.
Enquanto as luzes se apagaram, e revelaram um perigo iminente.
X

- Subnível 5, ala oeste.
Romanoff apenas derrubou alguns guardas do local em que estava e começou a correr até James, por alguma razão, ele acreditava que estava fácil pegarem ele naquele dia, enquanto deixou as companheiras de grupo e T’Challa para trás.
Por alguma razão, T’Challa os achava perigosos, porém o Romanoff não culpava o homem, afinal eles eram realmente perigosos uns paras outros.
Os eventos que ocorreram em seu mundo era prova disso – enquanto acelerou, e verificou a arma escondida no pulso esquerdo, as informações do complexo eram ditas por Jarvis, enquanto Stark estava na frente de Sharon Carter com uma cara de poucos amigos, e provavelmente se xingando –, enquanto tentava compreender a situação em que estavam naquele momento.
Alguém estava brincando com os Vingadores, concluiu isso assim que chegou ali, entretanto o homem não esperava que a pessoa fosse atacar o local onde o Homem de Ferro e o Capitão América estariam ali.
Alguém queria Bucky ali – alguém capaz de armar uma bomba e matar pessoas, e alguém que eles não conseguiram prever os movimentos, e aquilo provavelmente estava deixando a Stark enlouquecida, pois mudava tudo. Tudo –, o Romanoff odiava esse tipo de pessoa, enquanto ouviu os xingamentos de , porém o homem de cabelos ruivos encarou Steve Rogers e Sam Wilson com um olhar arteiro, e um brilho de reconhecimento passou por ambos –, o mesmo encarou a montanha de corpos caindo pelo chão.
- Olá, novamente capitão. – murmurou descontente com a cena, enquanto Steve o ignorou e Sam seguiu o homem de outro tempo, enquanto o outro ativou o comunicador, e observava a sala dos guardas – Boss, acho que temos um grave problema, o pacote não está mais aqui.
Ele percebeu a figura jogada no chão – clamando ajuda, enquanto verificava os pulsos dos guardas que deveria segurar o Soldado Invernal, e agradecendo por estarem vivos, e ajustou a arma em seu pulso –, e ouviu quando Steve Rogers jogou o homem contra a parede com brutalidade, enquanto ele seguiu até a sala onde James Barnes estava sendo mantido.
- Quem é você? O que você quer?
-
Ver um império cair.
Antes mesmo que pudesse raciocinar – Sam Wilson desviou de um soco de James Barnes, apenas desviou de outro, enquanto o Falcão era arremessado para o outro lado da sala, e jogado com toda a brutalidade para o outro lado e quase batendo a cabeça contra a parede –, o Romanoff apenas desviou, e tentou lutar, porém havia uma desigualdade entre eles ao qual foi contida por uma pulseira criada pela Stark, porém ele sabia que se não estivesse com aquilo, a luta entre eles seria mais desigual.
- Barnes, pare!
Ele desviou do soco, e aplicou uma chave de braço, porém foi jogado no chão contra o chão, e sentiu que talvez uma das costelas quebradas –, e sentiu que pelo uma ou duas costelas foram trincadas com aquele movimento, e ouviu o som de socos e chutes entre James e Steve Rogers, enquanto o Capitão América foi jogado no fosso do elevador, e ele apenas levantou-se cambaleante.
- Barton. – ele murmurou para a mulher no interfone em japonês, enquanto apenas levantou-se e encarou Sam Wilson com uma sobrancelha arqueada ao perceber o homem ainda meio desacordado pelo golpe do Soldado Invernal – Bucky está sobre o controle mental, peça para seguirem, ele não estar dentro de si, e eu irei segui-lo até onde eu puder, e preciso que alguém siga os passos do outro homem. Barton, eu preciso de você.
A mulher apenas bufou para o outro.
- Tudo bem, , estou a caminho.
X

Stark odiava imprevistos.
Odiava quando a faziam de boba, odiava mais ainda quando ela tinha que fazer alguma coisa de última hora, enquanto ela quis gritar com alguém, entretanto a Stark apenas suspirou, e concentrou-se na sua própria respiração, e para recuperar o controle total da situação – e acionou os comunicadores, e ouviu as conversas de todos.
- Todos os civis devem ser evacuados.
Ouviu a voz de Everett Ross, e provavelmente incluía ela como parte da sociedade civil.
- e estejam preparada para luta, tente encontrar o maldito do psiquiatra junto com a , e tomem cuidado. – murmurou ela, enquanto a Agente Carter a encarava com surpresa, enquanto a mesma vestiu as calças que estava na bolsa, e retirou o bendito vestido que utilizava, e ignorou os olhares das pessoas para o top esquisito que usava, e apenas se cobria rapidamente com a camisa preta que se ajustava perfeitamente no corpo magro e esguio – vai com e , tudo bem? Mandem relatórios assim que pegarem esse bastado filha da puta.
Stark suspirou, enquanto recolocou os saltos altos em estilo bota e ajustou o colete que usava, odiava vestidos por não serem práticos naqueles momentos, porém a mesma ignorou seus pensamentos enquanto começou a ajeitar os cabelos, e guardou todos os seus objetos rapidamente na bolsa que se transformou em uma mini mochila, e ela agradecia mentalmente por trazido roupa extra e também o dispositivo de sua armadura, e o controle de uma dúzia de armaduras que estavam escondidas –, ela encarou Sharon Carter enquanto pegou a bolsa, onde tinha um cinto com pelo menos meia dúzias de sedativo e amarrou ao redor da cintura –, e acionou o computador em seu pulso, enquanto viu Tony Stark sendo seguido por Natasha Romanoff, Sharon os encarou.
- Fala que você trouxe seu traje.
- Claro que sim. – a voz de Tony Stark estava repleta de ironia, ele a encarou com uma sobrancelha arqueada enquanto a outra – Um Tom Ford de três peças e dois botões. Sou um não combatente na ativa.
- Venham comigo
.
A voz de Sharon soou, enquanto Tony e Natasha encararam a mulher que travou a arma e a prendeu na cintura.
- Ela vem?
-
Especialista em combate, Sr. Stark.
Era estranho falar seu nome ao outro, enquanto o mesmo deu de ombros.
- Ela está por conta própria. – avisou a Romanoff – Entendido?
sorriu e concordou, enquanto ajustou o comunicador – e buscou algo na bolsa em que carregava, e colocou o óculos e Jarvis lhe passou as informações essenciais, e assim que chegaram ao térreo estava repleto de agentes, e um a um eram derrubados por Barnes que apenas desamou um deles.
- Em posição. – murmurou pelo comunicador – O que faremos?
- Detenham-no.

- Como deteremos ele, docinho? – a voz de Tony estava atrás de si, a mesma o ignorou, enquanto ela travou a arma – Todos em posição, e você, gracinha o que pode fazer?
Ela apenas travou a arma de sedação, enquanto encarou o homem com a sobrancelhas arqueada. Tony se adiantou, e acionou uma luva idêntica à que estava na mão da outra Stark – a mesma se xingou, enquanto ouviu o estalo sonoro sendo seguido de um clarão, enquanto ele tentou desamar o Soldado Invernal, e o ex-agente da Hydra atirou nele – a mesma apenas suspirou, enquanto pegou o bastão elétrico em sua mão.
- Ele ainda fica chocado. – murmurou mais para si mesma do que para alguém do comunicador – Ajude a porra do Stark.
atacou ele, enquanto Tony estava jogado no chão – a Stark apenas percebeu quando o agente Romanoff segurou o chute, e os socos do Soldado Invernal, porém a diferença entre ficou evidente quando não conseguiu aguentar um soco na boca do estomago – atacou juntamente com Sharon Carter e Natasha Romanoff, a loira era ágil, entretanto a voz de soou irritada, enquanto foi jogada com brutalidade contra o vidro, e o quebrando assim que ouviu o estalo.
- !
A viúva negra ainda lutava, e ficou encurralada sendo estrangulada por Barnes –, enquanto ela posicionou o raio na mão, odiava atirar, entretanto ela precisava deter ele, enquanto mirou no mesmo momento que T’Challa atacou.
Perfeito, pensou a Stark em irritação enquanto seguiu o homem com os olhos, e calculou quais eram as chances dela conseguir chegar perto de James Barnes novamente? – suspirou, enquanto T’Challa ainda lutava contra James Barnes, o mesmo tinha uma expressão de raiva por estar sendo detido de seu destino – a Stark encarou suas opções, e provavelmente, Romanoff a mataria quando soubesse.
Porém, ela não tinha muita escolha – acionou o programa SS, em Jarvis –, e seguiu o caminho do Soldado Invernal aonde quer que ele fosse, enquanto espreitou atrás de James Barnes pelos corredores do prédio em Berlim.
O que ela estava fazendo? Conseguiu, de alguma maneira mante-se distante do homem, enquanto encarou o helicóptero – verificou se havia como pegar sua armadura, e segui-lo, enquanto o olhar vazio de James Barnes a assustava, e ela preparou para tentar seguir o homem.
Entretanto, Steve Rogers aparece – o mesmo tentar impedir o helicóptero de subir, e achou um absurdo o homem conseguiu impedir um helicóptero de decolar com as mãos? Encarou o loiro, enquanto ele fazia uma força extrema para impedir que James Barnes fuja – a mesma mordeu o lábio inferior com força, enquanto o helicóptero foi jogado contra a pista de pouso.
apenas andou cautelosamente até o que restava do helicóptero, e ouviu o estilhaçar do vidro, enquanto James Barnes enforcava Steve Rogers, e o desiquilíbrio da aeronave fez com que ela caísse no rio que cortava a agência, Stark sempre se considerou a azarada do grupo, enquanto a analisou suas opções.
E por algum motivo, ela também se jogou no rio.
X

Barton mataria Stark.
Esgoelaria a Mulher de Ferro assim que soubesse que ela estava viva e bem, e no mínimo em segurança –, depois jogaria os restos mortais para os cães e queimaria a maldita –, a mulher recebeu o aviso SS em seu relógio pouco depois do Soldado Invernal desaparecer também.
Ela tentou localizar a Stark no meio de toda aquela confusão – até mesmo xingou até a última geração da família – ela havia feito novamente, sempre considerou a Stark suicida, porém a Mulher de Ferro ultrapassou os limites racionais.
Porém, ela sabia que era uma questão de tempo –, contudo, a Barton acreditou que impediria a Stark de seus impulsos.
Ela estava totalmente enganada –, lembrava claramente na hora que o Soldado Invernal sumiu, e com Stark a tiracolo –, ela imaginou as piores situações, e uma delas, era Stark morta por James Barnes, porém, a Mulher de Ferro sabia se cuida melhor do que ninguém, enquanto a Barton a xingou mentalmente por toda aquela confusão.
A mulher encarou o relógio –, e o programa SS ativo, e nenhum sinal de vida dela –, a Arqueira apenas travou o celular, enquanto tentava triangular a posição da maldita mulher. Como era possível que Stark tivesse desaparecido do mapa? Do mapa? Das vistas dela? E, nem mesmo Jarvis sabia onde ela estava? Talvez ela realmente matasse a Stark –, a Barton encarou o transito.
Um suspiro resignado escapou dos seus lábios –, e estavam resolvendo a burocracia com a CIA, e depois de duas horas após o desaparecimento da Stark, e após Jarvis lhe repassa todo o material que Stark reservou para casos emergências como aqueles, eles estavam sendo liberados com um ultimato de nunca mais darem as caras por aquelas bandas, mesmo que a pensasse que não precisava de tanta assim, porém o subcomandante ainda estava prendendo os dois na sede os interrogando para saber o paradeiro de James Barnes –, a Barton suspirou, enquanto digitava furiosamente sobre o teclado, e vinha do outro lado da rua com um pacote de pães e uma bandeja de café, e apenas entrou no carro evitando irritar Barton.
- Consegui!
-Você finalmente conseguiu?
- Ele foi retirado do pulso dela, e por causa disso, ele não podia transmitir nenhum sinal para Jarvis. – murmurou – Porém, ao ouvir a palavra de segurança, o programa mandou a localização exata dela, ela deu um jeito de estar próxima ao relógio.
A voz vitoriosa de Banner era de uma criança feliz –, o endereço não era longe – talvez, um tanto desabitado –, encarou as colegas, enquanto travou o cinto de segurança, enquanto ouviu-se o som baixo vindo do computador.
- Não é melhor esperamos o ?
- Ele vai tentar me impedir de quebrar os ossos dessa maldita. – ela retrucou, enquanto deu a volta no carro, e acelerou com tudo – Além disso, ele ainda estar com Everett Ross, e isso vai demorar.
apenas travou o cinto de segurança – se Stark era louca no volante, ela não queria saber como seria Barton irritada dirigindo –, apenas seguiu a rota até o galpão.
Quando chegasse lá, teria uma conversa muito séria com .
X


30 minutos antes.

- Ela não é McQueen?
Inquiriu Sam Wilson ao olhar melhor o rosto da mulher desacordada, e Steve retirou as madeixas do cabelo castanho escuro sobre a face pálida –, Steve encarou as sacolas jogadas no chão.
- Por isso pediu roupas de mulher, não é? – a voz de Sam soou atrás de si – Pretende trocar as roupas delas?
Steve concordou em silêncio – a mulher estava amarrada no chão, enquanto James Barnes preso em outra parte do galpão –, após a queda do helicóptero, Steve tentou salvar James, entretanto o Soldado Invernal havia sido movido e arrastado para o córrego por outra pessoa.
Ao seu lado, estava aquela mulher desacordada e parecia respirar com dificuldade – ele reconheceu , a mulher da lanchonete que ele passou alguns dias procurando, a mesma negou, porém ele tinha certeza que era ela, e a mesma que o recepcionou e cuidou para que ele não ficasse numa cela de prisão como James, porém, a mulher tinha algo que atraía Steve, e só não sabia o porquê, todavia ele deixou os pensamentos de lado e se concentrou na atual situação com ela e Bucky desacordado num galpão velho –, ele ouviu um resmungo, entretanto a mulher apenas se moveu.
- Acho melhor dar alguma coberta para ela. – o local onde estavam não havia panos, enquanto Sam Wilson retirou as roupas grossas das sacolas, e encarou o Capitão América com uma dúvida pairando no ar – Porque você trouxe ela?
Steve apenas se surpreendeu com a pergunta que seu subconsciente estava tentando responder – porque? Com toda aquela crise ao redor de Bucky, ele não conseguiu colocar seu interesse nela de lado, e principalmente, mesmo que por meio segundo perceber outra faceta dela ao encara-la quando estavam sobre a custodia da CIA.
Afinal, a mulher desacordada era atraente sim –, e provavelmente perigosa, porém o Capitão América ignorou o segundo pensamento.
- É a mesma mulher da cafeteria.
- A que jogou um expresso em você?
- Foi acidental.
- Você acha mesmo depois de tudo? Ela joga café em você, e depois de meses, você a reencontra como uma mercenária do governo. – inquiriu Sam com um sorrisinho de lado – Você está atraído sexualmente por ela, dar para sentir de longe.
Steve Rogers encarou Sam, diferente de Rogers, Wilson colocava os pensamentos do Capitão América para fora – Rogers encarou secamente, e negou.
Ele negaria até o fim.
- Sam. – repreendeu, enquanto apenas se aproximou dela e sentiu-se constrangido por retirar as peças de roupa dela, porém a frieza ao tocar a pele da mulher fez ele continuar, enquanto percebeu os pulsos pálidos e gelados – Me ajude.
Sam ajudou a retirar a camisa seguida do colete –, percebeu o top que cobria boa parte do busto, enquanto a vestiu com uma camisa grossa –, ele encarou o moletom que Sam trouxe, e suspirou, enquanto retirou os jeans.
E percebeu –, uma linha mais clara contra a pele pálida na coxa esquerda –, era uma cicatriz de combate. Ele apenas teve curiosidade em tocar, e percebeu que a extensão iria até a base das costas, e sentiu o remexer inquieto da moça.
- Isso é abuso sexual, sabia?
A voz soou assustada –, Steve segurou o chute rapidamente, e um grunhido escapou dos lábios ao mesmo tempo que a prendeu no chão –, e Sam a outra perna, era uma situação potencialmente constrangedora.
- Tudo bem, termine de colocar as calças, por favor. – ela resmungou, enquanto encarou os olhares de Sam Wilson para a cicatriz – E sério, eu vou acusar vocês de violência sexual!
Ela havia acordado, os olhos castanhos vasculharam o local após o moletom folgado estar no lugar dos jeans molhada, e ela encarou os dois com uma expressão indecifrável –, enquanto grunhiu ao sentir as cordas ao redor de suas mãos. estava sentada, enquanto encarou os olhos azuis inquisidores do Capitão América, e desviou no mesmo segundo enquanto encarou o Wilson que parecia analisa-la de cima a baixo.
- Podem me soltar? – sua voz soou seca, enquanto seu tom rouco – E assim que trata a pessoa que impediu que Barnes se afogasse.
- Você o tirou de lá. – Steve apenas se inclinou para a parede – Você desmaiou.
- Sem muita escolha, capitão, e por conta que não tomei meu remédio, e aliás, e o que vai acontecer se eu não tomá-lo novamente. – ela retrucou, um sorriso maldoso nos lábios, entretanto sua expressão se tornou azeda, e se remexeu inquieta – Olha, eu sei que não sou confiável, porém poderia por favor pega meu remédio na bolsa? Bolsinha preta, com símbolo em S que parece o símbolo do infinito.
-Remédio? Conta outra. – murmurou Sam Wilson para ela, enquanto agachou-se – Porque acreditaríamos em você?
- Ira negar a uma dama o direito as suas pílulas? – ela resmungou, enquanto Steve revirou a bolsa, até a acha a bolsa e retirar uma seringa de tom transparente que a mulher apenas acenou em positivo – Sério, aplica. E isso não vai me transformar em um monstro verde.
O humor dela era irônico.
Steve se aproximou –, ele percebeu a mulher prender a respiração, e por um segundo, ele pensou em não dar o remédio, entretanto a expressão dela dizia que estava sentindo dor enquanto apenas levantou a blusa preta –, aplicou rápido.
- Porra, você não é nada delicado. – ela xingou Steve que a encarou, enquanto se remexeu inquieta, e encarou os olhos azuis inquisidores, e face pálida desviou dele enquanto observava o local – Porém, obrigada, agora, podem me soltar? Essas cordas machucam, e vocês são dois, e eu sou frágil, e mesmo que tiver na minha melhor forma, eu não estou afim de lutar.
- Não, pode ser que isso amplie a sua força? – sugeriu Steve, e então lembrou do chute dado com uma certa força – E, pelo que eu percebi, você é bastante forte para arrastar ele do helicóptero, e seu chute é forte.
A mulher o encarou com divertimento, e percebeu a figura desacordada do outro lado do galpão.
- Uma garota tem que se defender, capitão.
Sua voz soou lenta –, e percebeu o pulso sem o relógio, e o pânico tomou conta de sua expressão até então sarcástica, e olhou ambos.
- Onde está o relógio?
- Para ver as horas? Não se preocupe, ele ainda funciona, apenas retiramos de seu pulso enquanto estava desacordada. – murmurou Sam enquanto balançou a peça nas mãos, apenas parecia um simples relógio digital – Você não irá precisar disso.
- Era presente do meu pai, então... – murmurou ela para ele, enquanto encarou o relógio que estava nas mãos de Sam – Devolve.
Sam ouviu o tom sentimental da mulher – enquanto o encarou secamente, os olhos fixos no relógio.
- Nós já verificamos, ele não contém rastreador nenhum.
sentiu alivio ao sentir a peça em suas mãos –, ela acariciou a parte de trás –, Steve havia verificado o relógio, havia uma inscrição nele.
“Para minha amada filha.
Com amor, papai”.
- Pai.
– ela murmurou para o relógio digital, enquanto apenas acariciou a parte de trás e encarou os dois aliviada, enquanto apertou o objeto em suas mãos – Obrigada por não terem destruído ele, e a única lembrança dele.
Ela falava demais quando estava nervosa –, e então, se recostou na parede, e esticou as pernas.
- Então, o que pretende fazer comigo?
Então, ouviu-se o som do outro lado do galpão, e a mulher suspirou, enquanto remexeu no relógio em sua mão – James Barnes havia acordado.
- Peça para elas não me resgatarem, isso acabou de ficar interessante.
Era um sussurro baixo em japonês –, e observou a expressão sofrida dele para Steve.
X

Romanoff encarou a liberdade de sair do prédio, finalmente.
Everett Ross estava implacável com suas perguntas perspicazes –, o agente apenas pensou em fumar, entretanto, o vício fora deixada pelo das balas de menta que ocupava a sua boca –, o homem apenas recebeu o aviso vindo de Stark.
E se reconectou a Jarvis.
O sussurro em japonês era transmitido para todos, e ele conseguiu claramente ouvir os xingamentos de ao volante, enquanto Jarvis codificava o sinal e dizendo as ordens vinda da Stark, e por aquele motivo, ela nunca ficava no comando –, ela estava presa no mesmo local que Barnes pelo Capitão América, encarou que apenas jogou as chaves do carro deixado por para eles, entretanto, a ruiva estava ali.
A loira encarou o homem –, apenas sentiu a tensão subir, enquanto o Romanoff apenas meteu as mãos dentro dos bolsos, e segurava a faca dada por Barton em seu aniversário de 25 anos.
Se Natasha Romanoff não fosse seu alter ego, e não fosse extremamente perigosa, ele talvez se interessasse por ela – ele a teria cantado, e dando um sorriso cafajeste para a sua versão naquele mundo –, porém, Natasha não fazia seu tipo, enquanto apenas arqueou as sobrancelhas percebendo a aproximação dela.
- Então, há que devo honrar de sua presença, Srta. Romanoff?
- Eu preciso de seu auxilio.
- Não foi a senhorita que condenou nossas ações com o Soldado Invernal. – ele mantinha uma expressão simpática a mulher, enquanto apenas riu pelo rosto mordaz ao ataque dele – Porque eu ajudaria você?
- Pelo bem maior, talvez.
- Minha chefe ainda está desaparecida. – ele murmurou para Natasha, uma expressão de falso aborrecimento passou por sua face, enquanto a Romanoff encarou seu igual com uma expressão de compreensão – E, como segundo no comando, eu preciso achá-la antes que alguém descubra quanto ela vale.
- Vale?
- Estamos falando de 40 bilhões de dólares só pelo dedinho dela, Srta. Romanoff, e também porque ela é a minha melhor amiga que me tirou do buraco. – sabia que valia muito mais que isso, afinal a mulher criara uma dúzia de empresas para subsidiar alguns dos seus planos e não levantar a suspeita do FBI, e nos últimos meses, a conta passara dos 100 bilhões – Então, se eu quiser, ao menos, ter meu salário no fim do mês. Eu preciso encontrá-la. E a senhorita, está no meu caminho.
Natasha o olhou, enquanto o mesmo abriu a porta – então, uma decisão tinha que ser tomada.
- Ela está com o Steve – ela murmurou a contragosto, a mulher encarou as mesmas orbes verdes com seriedade, e o mesmo arqueou as sobrancelhas, enquanto apenas suspirou, ele sabia que ela estava com Capitão América – Steve por estar fazendo essa confusão, entretanto, ele jamais deixaria uma civil morrer, ou se machucar, então provavelmente ele está com Srta. McQueen.
- – a voz de soou, um tom sério, enquanto apenas balançou a cabeça com a provável ideia que o Romanoff estava tendo naquele segundo – Nós precisamos ir.
- Um segundo, , docinho – ele sussurrou, enquanto encarou a mulher que o observava seriamente – Então, o que você deseja da Saber?
-
Preciso de uma extração, e esta é a sua especialidade não é?
encarou – a mesma apenas apertou no comunicador, enquanto suspirou com ideias suicidas da Stark, e as de Romanoff. Resgatar e capturar o Capitão América, era tentador, enquanto o alerta chegou nos dois comunicadores.
Peter Parker a caminho da Alemanha.

encarou o homem, enquanto suspirou.
- Será um prazer ajuda-la, desde que a minha empregadora esteja sã e salva, e como podemos ajuda-la?
X

“- O que faremos com ela?”
Stark esperava ser jogada em qualquer lugar da cidade.
Entretanto, os planos de Steve Rogers eram diferentes para a jovem – o loiro a encarou, enquanto a carregou para o carro, e colocou delicadamente no banco da frente, e prendeu na porta a corda dela enquanto a mesma protestava sobre a ideia de levá-la em sua guerra contra quem estivesse caçando James Barnes –, James estava solto, e ela? Bem, como tentara chutar Sam Wilson, e o próprio capitão, ainda estava amarrada por precação vinda deles com ela.
Ela ainda podia arrancar uns dentes de alguém.
- Para onde estão me levando?
- Não se preocupe, ninguém irá machuca-la. – murmurou ele, solenemente e deu um sorriso para ela, mesmo que isso não acalmasse em nada a mulher– Irá ficar em segurança com a Sharon.
- Com Srta. Carter? Não, eu não gostei da ideia, sabia? Eu prefiro ir a pé. – ela discordava, e se remexeu inquieta, enquanto retrucou para ele raivosamente, e por algum motivo, ela não gostava de Sharon Carter, senão fosse por ela, talvez James Barnes estivesse preso em algum lugar dos USA – Me solte em uma rua qualquer, e eu me viro para encontrar o meu pessoal. Além disso, porque diabos eu devo ir com vocês? Isso é altamente perigoso para ela, pois o pessoal dela vai saber que ela te ajudou, capitão.
Seu tom era duro, enquanto ouviu-se um suspiro pesado atrás de si.
- Porque você trouxe ela, Steve?
Era uma pergunta que pairava na mente da Stark –, e ela agradecia por James Barnes se pronuncia –, entretanto, Steve Rogers não tinha resposta certa para aquela pergunta, e ele observou McQueen com curiosidade, afinal, quem ela era? Ele tinha certeza que era a mesma moça do café, porém, ele sentia que a conhecia de algum lugar além do esbarrão proposital no café, e no encontro na base da CIA.
- Porque ela te salvou, e devemos uma para ela por causa desse detalhe. – respondeu incerto, enquanto a mulher encarou incrédula – E não é certo deixar uma dama naquele local.
Então, ela percebeu a figura loira saindo do carro –, Steve parou o carro, e fez o mesmo que Sharon Carter –, e saiu do carro.
- Se comporte.
Ela o ignorou – enquanto a mulher apenas encarou surpresa por McQueen estar com Steve Rogers.
- Ei, Wilson, me solta, por favor? Tá incomodado. – ela murmurou descontente, os olhos castanhos fixos nos punhos marcados, enquanto estava começando a incomodar realmente, a Stark não era idiota o suficiente em tentar uma fuga com o Soldado Invernal do lado do Capitão América e do Falcão, talvez conseguissem derrubar o Wilson, entretanto duvidava que pudesse fazer o mesmo com James Barnes – Qual é, cara?
Sam Wilson apenas bufou –, ele retirou as cordas.
- Tente qualquer gracinha, e eu te apago.
- Sim, senhor. – murmurou irônica, enquanto apenas observou os dois conversando – Eles... namoram?
Ela encarou o casal, enquanto tentava entender do porque aquele incomodo ao pergunta aquilo.
- Bem que ele merecia uma namorada igual a Sharon. – comentou Sam, enquanto a morena encarou Sharon Carter atentamente, era mulher bonita e com um futuro promissor na CIA senão fosse por aquele pequeno e misero detalhe de ajuda o capitão América revoltado – Porém, ele é do século passado.
- Poderia mover o banco para frente, moça?
Pediu Barnes delicadamente e sério, enquanto a Stark se virou para o soldado –, ela pensou em negar, entretanto, apenas moveu o banco como pode.
- , meu camarada. – ela murmurou, enquanto tentou entender aquele carro, e soltou uma perola irritada – Carro do século passado assim como o dono.
- Obrigado.
James riu, enquanto Wilson revirou os olhos –, porém riu do comentário da mulher.
- Ele disse que é discreto.
- Superdiscreto. Um picolé ambulante assim como você, amigão, porém quem liga para um carro do século passado em pleno século 21? – citou a Stark, e a lembrança remota de apelidar Rogers surgiu em sua mente, enquanto James Barnes encarou os cabelos escuros presos num rabo de cavalo – O que ele pretende comigo?
Entretanto, o trio ficou em silêncio assim que percebera o que ocorreria a seguir com Rogers e Carter – a Stark sentiu vontade de vomitar com a cena, e revirou os olhos, enquanto de canto de olho percebeu a expressão de satisfação no rosto de Sam e James, afinal Steve Rogers estava beijando Sharon Carter e ao menos alguém tinha que desencalhar como diria naquele momento para ela com um sorriso traiçoeiro seguido de um tapa que provavelmente o daria –, os 30 segundos mais longo de sua vida, enquanto a mulher se afastou e Steve Rogers com um sorriso idiota no rosto.
Troca de palavras – e ele observou o trio, as bochechas coradas.
Ele recolheu os equipamentos, e fechou o porta-malas com Sharon Carter partindo – a Mulher de Ferro encarou o teto do carro, e por outro motivo, o beijo a incomodara – talvez o fato de Steve Rogers ter sido gentil com ela tivesse afetando seu julgamento naquele momento.
- Belo beijo, capitão. – ela parabenizou com um sorriso, enquanto bateu as mãos uma na outra, e fazendo o capitão encara as mãos livres – Ah, culpa do Samuel, ele disse que não merecia um tratamento tão bárbaro.
- Sam.
- Os pulsos dela estavam vermelhos, capitão. – justificou, enquanto a mulher riu da expressão dele, porém ela apenas passou as mãos pelos cabelos – E ela pediu.
Steve Rogers puxou as mãos dela com delicadeza – e por algum motivo, um choque passou por ele. A Stark ignorou totalmente aquele sentimento, enquanto sentiu os dedos largos sobre seu pulso –, não fantasie essas besteiras, disse para si mesma enquanto se recostou no banco.
O que estava acontecendo com ela?
- Eu não ia ficar segura com ela?
- Mudança de planos, ela disse que seu grupo se uniu ao Tony. – murmurou ele para ela, enquanto a encarou de volta e a mesma tinha expressão perplexa no rosto – Está tudo bem? McQueen?
- Me deixe em algum lugar, e eu me viro.
A Stark apenas encarou a frente enquanto pensava no que ele estava pensando, a irritação tinha nome e sobrenome, além um sorrisinho que fazia a Stark querer a arrancar os dentes do indivíduo – sua mão estava vermelha –, apenas uma coisa significava para pôr em risco toda a missão.
E ela não estava gostando disso.
- Não...Você vem conosco.
E o carro se movimentou – ela sentiu, aquilo ainda daria muito errado.

¹Eventos transcorrem em Guerra Civil.


VII

“Existem alguns sentimentos que se recusam a ir embora. Eles são pequenas distrações, sussurrando em seu ouvido.”
– Grey’s Anatomy

Banner encarou o mapa reluzindo em seu relógio –, aquela parte do aeroporto estava fechada para reformas, e a nave estava sendo aberta automaticamente.
- Eu não acredito que ela fez isso.
A voz de soou, e não estava nem um pouco feliz, Banner sabia disso enquanto apenas tossiu, o plano estava sendo redimensionado duas ou três vezes na pequena plataforma que se ergueram quando entraram no quinjet que estava no aeroporto, como diabos ela previu isso?
lembrava dela, está construindo algo como a Fortaleza Digital –, baseado em Dan Brown e suas teorias de conspiração –, porém percebia o quão complexo era aquele plano.
- Quando foi que ela fez tudo isso?
A voz de soou alto, enquanto encarava , que não tinha ideia de quanto tempo aquele plano estava sendo elaborado –, então era esse o trabalho secreto, Stark, pensou penosa enquanto relembrou de fazendo algum invento top secreto que nem mesmo ela tivera acesso.
- Ela planejou ajuda nisso?!
A voz de soava em gritos, enquanto apenas baixou o tom, e a encarava como se ela fosse o demônio encanado –, enquanto a nave de alta tecnologia mostrava os últimos dados de e todas as instruções –, e uma imagem em vídeo surgiu na tela, enquanto estava distraída.
“- Caso estejam vendo isso, provavelmente estamos na fase de Guerra Civil. – ela pausou, enquanto digitava algo em seu computador e encarava a câmera – Eu analisando os dados que me foram enviados, e todos as variáveis, até mesmo as incertas, acredito que haverá uma ruptura graças a Ultron, após a perda de confiança de muitos países nos Vingadores, e esse é o cenário que previ, porém espero não ter que utilizar esse recurso, para ativar a nave ao seu bel prazer devem dizer seus nomes, e os dados serão enviados aos seus relógios, e assim o plano se sucederá. E ele deve ser um sucesso, pois é o único recurso que eu não pretendia utilizar, mas as circunstâncias mudaram drasticamente, então, eu presumo que é o único plano sem reservas, por favor, deem o seu melhor”.
encarou a tela do computador de bordo, enquanto apenas suspirou –, estalou o pescoço, em qualquer outro momento, ela teria desejado bater em , porém era genial –, seu sangue ferveu, enquanto apenas pronunciou-se.
- Dra. Banner.
- Seja bem-vinda, Dra. Banner, ativação completada. Protocolo Amélia ativado.- Amélia?
-Sistema de segurança criado pelo pai dela quando ela era criança. – murmurou em resposta, enquanto apenas viu o holograma da mulher de cabelos loiros e olhos frios fixos nelas – Amélia, todos os dados foram colocados?
- Sim, Dra. Banner. – apenas mostrou os dados – Adicionamos as condições atuais, e esse o cenário que o computador prevê, devemos prosseguir com o protocolo Guerra Civil?
- Sim.
- Ativação completada com sucesso. – a voz soou, enquanto surgiu os dados – Tempo estimado: 75 horas para término do protocolo.
Ela se sentou no computador, enquanto encarava os encaminhamentos do plano –, uh? , você não pode fazer tudo sozinha.
“Ajuda? Eu nunca ouvir essa palavra antes de ninguém, meu pai sempre disse que eu devo fazer as coisas por mim mesma”, lembrava da primeira vez que ouviu isso da boca dela, a mulher tinha um sorriso frio, porém os olhos castanhos fixos em algum ponto que não conseguia enxergar –, em outro momento, a Banner diria que havia batido a cabeça com força, enquanto apenas encarou aeronave escondida, porque estamos fazendo isso? Apenas digitou os caracteres, enquanto encarava as câmeras de segurança.
- O que faremos?
- Aguardamos. – murmurou , travando a arma de calibre em sua cintura e o arco em suas costas, e se preparando para a batalha – Nos iremos lutar se necessário. Qualquer coisa, iremos interferir caso necessário, entendido?
viu ela se afasta, enquanto se sentou ao lado dela.
- Ela está brava.
- Ela odeia quando faz as coisas pelas nossas costas. – deu de ombros, enquanto abriu as gavetas, e arqueou as sobrancelhas, o traje era feito de uma fibra elástica que não existia naquele mundo, até o momento, ela apenas percebeu o bilhete – “Caso precisamos dela, mas só por precaução – Stark”, obrigada.
apenas encarou o céu limpo daquele dia em Berlim –, ela sabia, logo nuvens negras iriam pairar sobre a cabeça dela.
O que será que podemos fazer? Enquanto, um alerta de segurança chegou.
X

Steve estacionou o carro no segundo nível do estacionamento do aeroporto, o homem de outro tempo percebeu que a mulher parou de tentar convencê-lo a deixa-la em qualquer lugar por Berlim.
O rosto pálido estava concentrado em alguma coisa, porém Steve não conseguia decifrar a expressão séria dela.
“- Você vai voltar em segurança para casa?”, a frase dita com tamanha segurança assustava a mulher, “eu vou te proteger sempre”, quantas vezes fora enganada? Quantas vezes teve aquela sensação de estar sendo deixada de lado? Não podia se enganar mais com as ações precipitadas de Rogers sobre ela, não posso, pensou cautelosamente enquanto sentiu o olhar dele sobre o seu rosto –, estava incomodada de novo com as ações do Capitão América, e a mesma encarou a pista de pouso, sua cabeça estava dolorida, porém ela manteve uma expressão indecifrável, e tentava encontrar uma saída da situação em que ela mesmo se colocou –, agora repensava sobre as faculdades mentais do homem de outro tempo, enquanto a mesma pensava porque ela não se jogou do carro quando teve chance? Talvez o fato de se esborracha no chão não estivesse em seus planos mesmo que aquele carro não fosse chegar a uma grande velocidade, porém, ela estava amarrada à porta, e esse era o pior cenário possível, além de vários arranhões, e uma possível quebra de ossos.
- Você ficou calada o tempo todo até aqui.
Murmurou Samuel para ela, enquanto a mesma resmungou.
- E gastar saliva para me soltarem? – ela retrucou com um sorrisinho irritado – Mesmo que eu dissesse “Pelo amor de Deus, me joguem em qualquer lugar”, ele ainda dizer que é para me manter segura e essas bobagens, afinal, ele tem que ser herói, não é?
Ela murmurou novamente, encarando a van parada ao lado, e encarando Steven Rogers com uma sobrancelha arqueada –, ela estava frustrada por não conseguir o que queria, sim, porém o mais frustrante era ver Steve Rogers determinado a levá-la consigo.
Havia alguma coisa errada com o mais velho.
- Você vem conosco.
Steve Rogers estava irredutível. Por alguma razão, não estava com um bom pressentimento sobre a decisão dele, era apenas para colocar um rastreador nele, porém o plano falhara miseravelmente quando ela decidiu salvar a vida de James Barnes.
Seus atos de altruísmo foram aparecer em péssima hora quando a mesma repensou na vida de James Barnes em sua mão –, mesmo que deixasse para lá, tinha sangue demais em suas mãos para deixar James se afogar.
Voltou seus pensamentos para Steve Rogers. A mulher tentou persuadi-lo a joga-la no caminho até ali –, Steve a encarou de canto de olho, ela não parecia o tipo perigosa, entretanto, as aparências enganavam até mesmo os mais experientes –, apenas saiu do carro, enquanto ouviu a voz dela sair séria.
- Estão de sacanagem comigo? Wilson, dê um bom motivo para eu estar aqui?
Steve apenas encarou a mulher irritada –, McQueen tinha os olhos tão vívidos e irritantes, enquanto Steve pensou que ela fosse chutar novamente.
- Ordens são ordens.
- Inacreditável. Você é o pior tipo de pessoa.
- Não sei porque você me lembra o Stark nessas horas.
A voz de Sam soou irritada –, Stark? Steve observou a mulher atentamente, tinha semelhanças realmente com Tony até mesmo na personalidade distorcida. A mulher ficou em silêncio antes de disparar insultos para o homem.
- Maldito! Eu vou considerar um insulto por sua parte. – se sentia ofendida ao ser comparada ao Tony por inúmeros motivos mesmo sendo quem ela era – Sou bem mais bonita que ele.
Ela foi arrastada por Sam Wilson do carro e apenas se afastou dele e xingou eles em todas as línguas que conhecia, e pensou em como deveria estar irritada com ela, e provavelmente destruiria seus brinquedinhos caso se machucasse, mesmo do jeito distorcido da Barton, a considerava uma das mulheres mais corajosas que conhecera nos últimos anos –, o Falcão apenas a ajeitou, enquanto a voz de Steve soava em tom de repreensão –, a mulher encarou o chão, e evitou um ataque de raiva que estava prestes a explodir dentro de si.
- Chega, vocês dois.
Sinta a raiva, seu autocontrole não era dos melhores –, e aquilo lembrava Banner, a mulher mais velha sempre fora mais controlada que ela, e nessas horas, tinha inveja do autocontrole da Mulher Hulk, talvez fosse um ser humano melhor do ela em muitos outros aspectos, então, ela ouviu a voz dele em saudação ao ex-colega de time, e a lembrança distante de falando asneiras da vida civil.
- Capitão.
- Você sabe, se eu tivesse outra escolha, eu não chamaria.
- Cara, você está me fazendo um favor. – murmurou Clint seguro de si para Steve Rogers com um sorriso animado, e encarou a mulher com incompreensão – Eu também estava te devendo.
- Obrigada pelo suporte.
- Estava na hora... – a voz de Wanda soava baixa, entretanto ela percebeu a hesitação da mulher, enquanto olhava cada um seriamente, e seus olhos pousaram na morena que apenas queria acertar a perna de Sam Wilson – de tomar alguma atitude.
- E nosso outro recruta?
A Mulher de Ferro mordeu o lábio inferior com força, enquanto apenas suspirou e ignorou a apresentação, e ela reconheceu Scott Lang e soltou um palavrão em búlgaro que acabou chamando atenção de todos, Steve Rogers não estava para brincadeira..., principalmente dos aliados dele – mas que inferno!, se fosse qualquer outra pessoa, a teria matado ou pelo menos a jogado em qualquer lugar de Berlim, porém era Steve Rogers, e a quem considerava longe de seu juízo perfeito depois de dito que ele devia alguma coisa para ela, enquanto a mesma apenas sentiu sua cabeça doer, e então, o zunido se tornou mais alto.
Merda. Ela se moveu desconfortável, e pensou em coisas aleatórias para acalmar a si mesma –, respira e se recomponha.
- Ei. Você está bem?
James Barnes a segurou quando percebeu que a mulher perdeu o equilíbrio e total controle sobre suas pernas, e suor fria descia por sua face –, odiava mostrar fraquezas para qualquer pessoa, enquanto as vozes em sua mente se tornavam cada vez mais insuportáveis – merda, merda, merda...
- Ela está ardendo em febre. – a voz de James soou baixa, enquanto alarme soou, porém nenhum deles deu devida atenção para isso, enquanto Steve tocou sua pele pálida – Ela precisa de cuidados, Steve.
- O remédio dela acabou. – constatou Samuel, enquanto revirou a bolsa e abriu a bolsa dos benditos remédios da mulher que religiosamente tomava a cada 12 horas, mas por medo de desmaiar do que qualquer outra coisa, ela teria rido do desespero deles, porém sua mente estava nublada – Ela tomou a última seringa já faz umas 12 horas.
- Ei. Você vai ficar bem, fique acordada. – fala é fácil, pensou a mulher enquanto sua cabeça doía – O que é esse remédio? Ei, se mantenha acordada, McQueen. Diga.
-
Não é algo que se encontra em farmácias, picolé e, além disso, eu acho que peguei um resfriado forte por causa do seu amigo, e por você de ser teimoso demais, agora me deixe dormir. – ela murmurou, enquanto tentou se levantar, porém, ela sentiu a perna esquerda falhar, merda, está pior do que imaginei, a mulher se apoiou na parede, ao mesmo tempo que sentiu os olhos preocupados sobre si, os olhos azuis a incomodavam, respire fundo, respeite fundo – É uma combinação única criada pela minha médica, estou em tratamento ainda, então, tenho que tomar a cada 12 horas.
- Ei.
Ela se desiquilibrou –, é falsa, é uma falsa sensação, se lembrou, não existe dor nenhuma, é apenas falsa, se lembre disso! Ele não a esfaqueou de novo, ele não está vivo, ele não a esfaqueou, ele não está vivo. Se lembre, Stark, ele está morto. Você o matou. Você tem certeza disso, cherie? A maldita voz estava em sua mente, a mulher respirou fundo, cala a boca –, ela apenas sentiu Steve carregando-a até a van, de um jeito ou de outro, ela sabia que estava prestes a desmaiar.
- Capitão, tenho algo para você.
- Ei, respire, McQueen.
- Eu...
Ela ouviu o som alto, porém não conseguiu decifrar o que significava. Sua voz falhou, merda! Apenas encarou o homem de outro tempo, enquanto a respiração se estabilizava–, o que ela estava pensando? Sua situação era mesmo patética, enquanto pegou a bolsa escondida em seu abdômen e achou o líquido em tom transparente, e suspirou derrotada por ter que usar aquele último recurso de sanidade.
- tem um estoque dentro do cinto dele para emergência, e eu disse para me deixar em qualquer lugar, não é? Sabia que algo do gênero iria acontecer...– murmurou ela descontente, enquanto sentiu o gosto amargo descer por sua garganta, e retirou algo da bolsa, e entregou a ele enquanto observou o rosto confuso dele ao ver a foto antiga com ele, e ao lado de vários soldados durante a Segunda Guerra Mundial – Se minha equipe se juntou ao Sr. Stark, ele estará lá para me resgatar, então, me leve desacordada para não causar mais tumulto. Ao menos dessa vez, me escute. Fique com isso, eu realmente estava tentando encontrar um jeito de conseguir entregar para você, e era meu pai. Ele serviu no 107°, senhor, então, ele me pediu quando faleceu para lhe dar isso como agradecimento mesmo que ache que não era necessário, mas não quis desrespeitar as vontades do meu pai, e esse um pen drive com todos os dados da Hydra, eles ainda estão por ai, capitão, e eu achei que deveria saber disso, e minha pesquisa sobre o tratamento ao Sr. Barnes.
- Seu pai? McQueen, ei! Fique acordada – ele segurou o rosto dela, enquanto a mesma tentou sorri, porém o sedativo lhe entorpecia lentamente, a dor ia sumido, e a escuridão a tragava – Tratamento? Que tratamento?
- Meu pai admirava o Sr. Barnes, então, quando ele soube que ele era o Soldado Invernal, ele não mediu esforços para tentar salva-lo, senhor, e eu apenas continuei a minha pesquisa sobre isso, e finalizei. Boa sorte, capitão. – sussurrou sonolenta, enquanto apenas pendeu a cabeça para o lado – O caminho que trilha não é nada agradável.
Ela apenas apertou os dentes, enquanto a medicação em sua corrente sanguínea fazia seu trabalho, uma história falsa, porém, era verdade que Howard gastará boa parte do tempo tentando compensar todos os erros do passado desde quando ela dependia de um Rogers? Seus olhos escuros se fechavam, e sentiu apenas o cheiro característico de ferrugem, enquanto sentiu os dedos delicados sobre sua cabeça.
Então, ela lembrou de como ficara naquele estado².
X

- Você tem certeza disso?
A voz de soava desconfiada, enquanto encarava o ruivo que mantinha uma expressão severa – a localização da Mulher de Ferro era clara, e talvez as intenções de Steve Rogers fossem claras para o Romanoff, porém a mulher percebia que ele não tinha ideia de quais eram os planos para , ou se havia algum plano em mente –, o mesmo observou a mulher, a loira sempre fora comedida na maioria da missões.
- O moleque está aqui, qual é a melhor hora de aborda-lo e instalar o vírus no novo traje? – ele indagou, enquanto suspirou – Sabíamos que ele ia se chamado, mas não quando, então, dois coelhos com uma cajadada só.
- irá nos matar, provavelmente, e estamos sem tempo. – ela murmurou, enquanto encarou o homem de cabelos ruivos pensar em como uma criatura tão frágil podia se meter em tantos problemas em tão pouco tempo naquele mundo? apenas repensou em todas as possibilidades, e aquela era uma das poucas que faziam sentido – Tem certeza disso?
- Você parece nervosa. – ele comentou, observando os olhos baixos – O que foi? Você sempre foi mais confiante numa briga.
- Lembra de como brigamos? Na realidade, acho que foi mais uma discussão do que uma briga mesmo. – encarou com um sorrisinho fraco – Sempre tivemos problemas, mas depois de Thanos, acho que pioramos as coisas entre a dinâmica do time, entende? É complicado, porém, eu não entendo a dinâmica deles.
- E eu entendo a nossa? – ele coçou a barba por fazer ao sair do carro carregando as mochilas, enquanto a loira o encarava – Sinceramente, 90% das vezes eu não faço a menor ideia do que Stark ou Banner estão pensando quando estão enfiadas naquele maldito laboratório, porém eu entendo o lado delas quando dizem que somos muito volúveis e temos que nós adaptar mais rápido que a situação, e cá estamos, vivos e dependentes de pessoas tão imprevisíveis quanto nós.
- Você parece inteligente nessas horas. – riu, enquanto ele revirou os olhos para o tom dela – Mas é claro que você é inteligente, , porém o que estraga é a sua personalidade.
- Vou fingir que é um elogio.
estava mais descontraída –, apenas abriu a porta, enquanto Natasha Romanoff parou de travar suas armas e observou os dois, a ruiva se aproximou, enquanto encarou o rosto pacifico deles.
- Vocês finalmente chegaram.
- Olá, Srta. Romanoff. – ele saudou, ignorando o tom acusativo – Tínhamos que nos preparar.
- Essa é a sua ideia?
Tony Stark encarou os dois mercenários, enquanto cruzou os braços sobre o peito da armadura. Se fosse qualquer outro dia, teria dito que gostava do brilho do reator ARC, a mulher se lembrou das poucas vezes que deixou ela entrar no laboratório e conhecer um pouco do mundo das Armaduras da Legião de Ferro e todos os mecanismos que a Queridinha da América não entendia –, apenas amarrou os cabelos e começou fazendo uma trança longa.
- Ele é tão mal-educado quando ela. – a voz de soou em um sussurro para que riu, se ouvisse isso, ela teria jogado alguma ferramenta neles e os chamados de um algum palavrão – Prazer em revê-lo, senhor Stark.
A voz do Romanoff soou confiante, enquanto esticou as mãos para o mais velho que ignorou ele.
- E eu estava certa sobre ele. – murmurou para ele – Arrogante, ao menos, tem sido a gentileza em pessoa.
O comentário foi deixado de lado e apenas sorriu, enquanto jogou as duas bolsas em cima da mesa no hangar
- Porque não chamar o exército também?
Rude da sua parte, Stark, ele relembrou como agia, e suspirou que talvez a Mulher de Ferro era um pouco menos indireta sobre as suas opiniões – apenas ignorou, enquanto travou a arma em sua mão, e percebeu como Rogers estava desconfortável com toda aquela situação, afinal a loira enfrentaria o seu alter ego, como ela iria reagir? –, o Romanoff esperava que ela não se deixasse levar por suas emoções levianas.
- São nossas melhores opções, Stark. – a voz da espiã Romanoff soou calma – Eles têm interesse, afinal Steve provavelmente está com a Srta. McQueen.
encarou a loira, a mesma o observou com um olhar distante – não estava feliz com o comentário deles, porém ela ficou em silêncio tentando não dar uma resposta engraçadinha como teria tentado com –, a loira vestia o traje feito por , trajava seus bastões de metal e usava as luvas feitas para combates especialmente para ela –, o agente Romanoff lembrou que caçoava da escolha de armas que a colega que fazia, escudo e armas brancas, porém após uma breve discursão e um ou dois ferimentos causados pela Rogers, a considerava perigosa com qualquer arma em mãos.
Até mesmo um garfo –, a remota lembrança sempre o alertava de quem era Rogers.
- Tem certeza disso, Sr. Stark?
Ouviu claramente a voz de Peter, e uma explicação de Tony Stark pela decima vez na última hora enquanto ignorou a espiã –, travou as duas armas nas costas, e encarou James Rhodes que não parecia nenhum pouco feliz em vê-los.
- E o restante de seu time?
- Apenas eu e a somos necessários – ele murmurou ajustando as luvas, e recebeu o olhar meio confuso do homem – Coronel, estamos em missão de regaste, por isso, apenas nós somos necessários.
James Rhodes não gostava dele, enquanto o outro apenas sorriu –, e ficou bastante claro com as atitudes de que apenas ouviu o alarme de evacuação do aeroporto, um suspiro escapou dos seus lábios enquanto encarava pela janela e travou a máscara ao redor do rosto –, a mulher apenas se sentia desconfortável com a situação, enquanto era observada por cada um deles, ao mesmo tempo que recuperou a compostura e respirou fundo.
A situação era imprevisível –, sabia disso quando seguiu o Soldado Invernal, e por isso protocolo foi ativado. entendia a gravidade da situação, porém será que eles iriam conseguir lidar com essas variáveis?
“Tudo dará certo, tudo dará certo”, ele repetiu mentalmente, porém, ele não conseguia absorver tais palavras.
X

Steve Rogers ajeitou os cabelos dela, enquanto apenas percebeu o rosto corado.
- Ela irá ficar bem, cap. – a voz de Clint soou em conforto, enquanto o mesmo encarava a mulher desacordada – Porém, precisamos nos apressar.
A mulher dormia, porém a febre ainda o incomodava enquanto pensou em colocar mais um casaco nela, entretanto, apenas se conteve, e olhou a foto com atenção, e a guardou no uniforme – como não percebeu que ela estava ardendo em febre? Ele apenas suspirou, o que fariam agora? definitivamente tinha respostas que ele buscava sobre a Hydra, mas será que ela os daria facilmente? Duvidava disso, enquanto ajeitou o casaco ao redor dela, e observou o rosto corado por conta da febre, e observou o pen drive dado pela mercenária com cenho franzido.
- O que faremos com ela?
- Você e James ficam com ela, e tentam mantê-la em segurança até o fim disso, e entreguem-na aos seus amigos. – murmurou Steve, enquanto sentiu as mãos sobre seus ombros – Sam, siga o plano.
- Tome cuidado, capitão. – murmurou Sam, enquanto ajustou seu equipamento, observou o loiro mais atentamente, ao mesmo tempo que James erguia a jovem do chão – Estaremos ao seu lado.
Steve agradeceu em silêncio, enquanto colocou o escudo a frente, e se preparava mentalmente para o que estava por vir – e viu James carregar a mulher desacordada para onde ele e Sam deveria ficar, e começou a correr. E por algum motivo, ele quis chegar próximo do helicóptero e levar a McQueen para o hospital, porém antes que pudesse se aproximar o veículo, um dardo eletrizante foi jogado do alto, enquanto Tony Stark vinha voando em sua armadura, ao seu lado, James Rhodes.
- É tão estranho cruzar com tanta gente no aeroporto, é muito estranho? – murmurou Tony, porém sua atenção foi para Steve, e percebeu o olhar de súplica dele – O que você fez a pobre coitada? E onde ela está?
- Definitivamente, muito estranho.
- Preste atenção, Tony... Ela está viva, e precisa de cuidados médicos urgentes, e eu estou apenas querendo deixá-la em segurança. – ele murmurou descontente, enquanto apenas observou os dois agentes da Saber se aproximarem lentamente, enquanto os olhos do Capitão América desceram pelo rosto dos mercenários que não parecia felizes – Aquele psiquiatra, ele está por trás disso, e ela sabe disso. Não foi o Barnes. Por favor, Tony.
O som de alguém pulando atrás de si, alertou Steve, o mesmo encarou o homem vestido de pantera, e percebeu que o Rei de Wakanda estava ali.
- Capitão.
- Vossa alteza.
“O caminho que trilha não é agradável”, a frase meio mórbida soava em sua mente, enquanto Tony suspirou.
- É o seguinte... Ross me deu 36 horas para levá-los, incluído a Srta. McQueen, já que esses aí, estão atrás dela, isso foi 24 horas atrás, então, dá para colaborar?
- Você está atrás do cara errado.
- Seu julgamento é deturpado, seu velho amigo de guerra matou gente inocente ontem, além de quase matar a gracinha da McQueen!
- E há mais cinco supersoldados como ele. Não posso deixar o médico achá-los antes. Não dá.
Antes que qualquer outra palavra fosse dita, o homem de cabelos ruivos estava atrás do Pantera Negra, enquanto a voz de Natasha Romanoff soou.
- Steve... Você sabe o que está prestes a acontecer? – ela murmurou, enquanto encarava o soldado seriamente – Quer mesmo sair dessa brigando?
Steve ponderou por meio segundo, enquanto encarou o Homem de Ferro, o mais velho dos Stark respirou fundo, e murmurou.
- Tá bem, minha paciência acabou. Pirralho!
Steve percebeu a teia jogada em suas mãos, enquanto o escudo era retirado de si, ao mesmo tempo que encarava a nova figura.
- Mandou bem, garoto.
- Obrigada. – tagarelou o rapaz – O pouso podia ter sido melhor, é que... O traje é novo, mas está de boa, Sr. Stark. Tá perfeito, valeu mesmo.
Por algum, queria gargalhar, entretanto, se conteve enquanto percebeu os olhares de Natasha para si, e o analisava criticamente qualquer ato do mercenário naquele momento –, Peter era atrapalhado como qualquer garoto no ensino médio, enquanto percebeu a visão de Parker como qualquer menino, e sentiu aquele impulso de retirá-lo da iminente guerra que estava por vir, porém seus pensamentos foram interrompidos pela voz de Tony.
- Está bem, me poupe do discurso.
- Tá bem. Cap... Capitão. Seu grande fã, Homem-Aranha.
- Tá, conversamos depois.
- E aí, galera.
- Só, bom trabalho.
- Tem estado ocupado.
- E você tem sido um completo idiota. Envolvendo Clint... – a voz soou irritada, enquanto encarava os olhos azuis de Steve com seriedade – Resgatando a Wanda de onde ela não queria sair, um lugar seguro. Estou tentando manter... –, uma pausa, enquanto recuperava a compostura – Estou tentando evitar que acabe com os Vingadores.
- Foi o que fez quando assinou.
Tony o encarou incrédulo, enquanto a voz de Steve soava em sua mente, mas ao mesmo tempo o limite de sua paciência já havia sido estourado.
- Tá legal, já deu. – ele murmurou cansado, as últimas horas pareciam ter envelhecido o mais velho dos Stark – Você vai entregar o Barnes e vir conosco, agora, porque é isso... Ou, os caras de Operações Especiais virão sem nenhum pudor de serem indelicados. Colabora.
observava de longe sua versão daquele mundo –, enquanto percebia o sofrimento de Tony por ter que lutar contra seu amigo, e a Queridinha da América lembrava de naquela mesma posição, ao qual, jamais quis ver novamente, “você vai se arrepender em algum ponto, , por favor, apenas colabora! Nós daremos um jeito, Rogers, sempre damos”, lembrava de brigar com ela, e meses de silêncio gélido.
Apenas respirou fundo, enquanto percebeu a comunicação entre eles, e Jarvis do seu mundo trabalhava para manter o sinal forte a cada palavra trocada por eles, a Rogers apenas apertou o bastão em sua mão, e respirou fundo –, encarou , ao mesmo tempo em que Capitão América ergueu as mãos para outro, e a flecha retirou as teias de aranha de suas mãos.
- Agora, Lang.
Enquanto, observou o Homem-Formiga chutar o jovem Peter, ao mesmo tempo que Tony analisava as opções –, “Unidos ganharemos, divididos cairemos”, enquanto ele devolveu o escudo ao soldado de outro época, ao mesmo tempo que localizavam Barnes e Wilson com a tiracolo.
- , vamos!
Ela moveu-se ao mesmo tempo em que Pantera Negra estava sendo impedido, e o escudo foi jogado para cima de si, enquanto o Pantera e Rogers daquele mundo entrava numa briga ao qual sabia o desfecho após meio segundo de análise –, a mulher desviou, e continuou a correr.
Sua prioridade era sã e salva mesmo que em seu íntimo, ela desejasse lutar contra seu alter ego.
X

Barton observava do alto do prédio.
Ouviu o som da luta, da troca de socos e chutes, e das palavras trocadas entre eles, enquanto monitorava do computador os níveis de estresse, da potencialidade de cada um deles, enquanto o pequeno pássaro-espião era indetectável ao equipamento de Tony Stark assim como se preparava para aquela parte do plano –, a Arqueira sempre teve uma noção do como a ruptura dos Vingadores, em qualquer realidade, era ruim para o Universo, porém, os ideias de Stark sempre iam contra aos da Rogers, e em algum ponto, aquilo ia acontecer.
Sempre haveria uma guerra entre eles –, um contra outro, afinal eles eram polaridades e extremidades apostas um ao outro.
Havia uma linha tênue entre eles, ambos estavam certos –, e ao mesmo tempo, estavam errados, porém, Stark e Rogers daquela realidade tinha que lidar sozinhos com seus próprios problemas assim como elas tiveram em seu mundo.
Era uma briga de família, como diria a Deusa Thor para si –, sempre argumentou que brigas de família se resolvia em lutas, e discussões entre os membros, porém, jamais pensou neles como família até estarem naquela realidade.
- Localizamos a Wanda, o que vai fazer, ?
Ela ficou em silêncio, enquanto apenas sabia que não havia mais escolhas para si.
- Seguiremos com o plano.
Era inevitável, ao menos, a Barton entendia que era impreterível que aquela parte do plano fosse um sucesso, lembrou do que lhe disse meses antes de caírem naquela realidade, “não podemos evitar certas coisas, , afinal estamos lutando contra nós mesmos todos os dias de nossas vidas” –, apenas suspirou, enquanto observava Wanda lutando contra Tony, ao mesmo tempo que observava os movimentos de Clint Barton com atenção, e percebia quais eram as diferenças entre eles, fixou os olhos azuis nos atos e ações da Maximoff –, apenas retirou a luva de sua mão esquerda, e observou o anel com a pedra em tons de dourado, “desculpe”, aquele pensamento surgiu em sua mente.
Por Wanda –, e por Wallace, seu pupilo.
“Em algum momento, você superar a sua aversão a si mesma, sabia? Você vai ser necessária, então, não esqueça da sensação desse poder”, a voz de seu mestre soou em sua mente, enquanto apenas deixou o brilho aumenta, “Quem não luta por alguma coisa, cai por qualquer coisa, e você tem todas as armas de que precisa, , apenas lute, e sobreviva”, o sangue escorreu por seu nariz, enquanto encarava Wanda Maximoff com uma expressão dolorosa, “eu sinto muito, Wanda”, e recuperou a compostura perdida.
“Você deve usar tudo ao seu favor quando for necessário, Barton, apenas esse conselho que eu posso lhe dar”, a voz de Nicole Fury soava em sua mente, enquanto ela se questionava se aquilo era mesmo necessário, mas não havia mais o que fazer.
Ela já havia feito suas escolhas.
apenas virou-se e seguiu até o portão 10, onde o quinjet estava, enquanto ouviu a voz de e em seu comunicador.
- está bem.
- Estado?
-Estamos levando até a , ela não está respondendo a adrenalina.
- Siga com o restante do plano.
O silêncio foi breve, enquanto a voz de saiu seca.
- É para voltar, . Nós vemos em breve.
respirou fundo, enquanto apenas observou a nave escondida enquanto pensou nas ideias insanas de Stark, e como se sentia manipulada pela cientista. apenas prendeu os cabelos, e observou o cronômetro em seu pulso –, estava na hora, enquanto a mesma apenas subiu na nave e se escondeu.
Ela tinha que aguardar até o destino final.

¹Eventos ocorrem durante Capitão América: Guerra Civil com modificações.
²Talvez haja alguma shortfic no meu armário de shortfics que ainda não entreguei.




Continua...



Nota da autora: Olá, queridos.
Essa fanfic já esteve aqui, porém decidi reescrever ela do zero.
Então, aguardem as boas novas :)

Bye, bye.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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