Última atualização: 22/02/2018
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Capítulo 12

O bloco de anotações na mão do policial e a caneta batendo na ponta do bloco era o barulho que deixava Min-Ki incomodado e ao mesmo tempo apreensivo por não saber todos os detalhes e provas concretas que a polícia tinha em mãos do ocorrido na noite anterior. Ele podia muito bem manter a história que ensaiou com Suho ou então inventar um nome qualquer de um agressor e tudo levaria a filmagens, testemunhas e alguma coisa que fosse possível ser usado para prender a pessoa por trás desse ocorrido. O momento era de tensão e cuidado para que não perdesse o foco e nem a linha de raciocínio. Toda a história e a sequências dos acontecimentos tinham que bater em todas as versões e perguntas que o policial fosse fazer. E Min-ki não estava tão a vontade sabendo que tinha sido aberta uma acusação contra ele por agressão e abuso.
— Como é possível não existir nenhuma câmera nessa região? O senhor tem certeza que ninguém viu o agressor? E como essa garota pode falar que eu sou o culpado? — Min-Ki revoltado gesticulava em cima da cama enquanto o policial fazia um extenso interrogatório sobre a noite da agressão. Por incrível, ele era um ótimo ator e não demonstrou em nenhum momento o nervosismo enquanto se colocava no lugar de vítima da situação. Ele acreditava fielmente que não era preciso toda a preocupação pelo fato de que não existiam provas concretas para incriminá-lo. Muito menos filmagens sobre o suposto abuso que teria sofrido naquela noite. A polícia não tinha nenhuma testemunha e então o que somente existia era apenas uma acusação de uma garota sem fundamentos contra um álibi perfeito dele.
— Fique calmo e me conte novamente o que aconteceu. — O policial pediu calma e também que Min-Ki falasse pela terceira vez todos os acontecimentos da noite. O tremor nas palavras dele e a maneira desenvolta que ele falava sobre o assunto deixou o Policial um pouco na dúvida se realmente ele estava falando a verdade ou apenas assustado por não saber de fato o que realmente levou ele a ser agredido daquela maneira.
— Como eu disse. Combinei com o meu amigo, Suho de ir jantar naquele restaurante que é bastante conhecido na região e eu fiquei parado com o carro na rua de trás do restaurante. — Ele iniciou novamente a história e a todo momento a sua voz estava muito calma sem demonstrar a mentira. — O restaurante ficou muito cheio e não achei nenhum lugar para estacionar e quando eu fiquei dentro do carro esperando o Suho aparecer, notei alguma coisa estranha acontecendo na rua que é bastante escura. Ouvi alguns gritos e desci do carro rapidamente e foi onde eu não consigo me lembrar de nada. — Agora ele fez uma pausa, deixando que sua voz ficasse carregada de emoção para a próxima cena da mentira. — Eu só senti a pessoa me empurrando e depois sendo violenta. Recebi vários socos e chutes no rosto, tentei me defender e quando cai no chão eu achei que fosse morrer. Em nenhum momento a pessoa parou de me agredir e foi quando eu perdi a consciência e acordei no hospital. — Ele terminou, finalizando o álibi sem deixar nenhuma dúvida que ele estava envolvido ou que seria o motivo dos gritos da garota. Min-Ki já tinha combinado com Suho toda a história e também pediu para que o amigo forjasse algumas ligações e mensagens em seu celular na mesma noite, forçando a ideia de que eles estavam em contato marcando um lugar para se encontrarem. Tudo tinha que estar em perfeita harmonia, Min-Ki contou a mesma versão três vezes e não tinha mais o que ser feito ou ser falado. Tudo parecia se encaixar perfeitamente, nenhuma ponta solta e nenhuma dúvida no ar. Apenas a dúvida de quem o teria agredido e um nome não conseguia sair da sua cabeça. O grito e o nome eram as suas únicas lembranças. Além de toda a dor e seu rosto todo cheio de hematomas.
Ele sabia que em algum momento dos próximos dias estaria recebendo alta e o primeiro lugar que iria seria na casa de e também no restaurante, na esperança que pudesse encontrar o que tanto deixava o seu coração aflito. O gravador que estava em seu bolso na noite do ocorrido. A única prova que o colocaria em uma grande confusão se caísse em mãos erradas. Toda a conversa com a garota e também todas as ameaças foram gravadas e ele chegou a temer que a policia tivesse encontrado e que usasse isso como prova.
Min-Ki sabia que tinha um ótimo álibi e que era apenas questão de tempo para encontrar e terminar a conversa íntima e quente que tinham sido interrompidos. Ela não ficaria livre e muito menos teria paz enquanto ele estivesse buscando por uma matéria exclusiva e também por um contato mais próximo com o corpo da garota.

O lance de escadas parecia nunca terminar e o Kook passou cerca de cinco minutos tentando se arrastar por eles, sem vontade nenhuma de arrumar as coisas em seu quarto. Ele sabia que dentro de poucas horas a casa ficaria movimentada com várias pessoas entrando e saindo, seguranças, assessores e toda a equipe que ficaria encarregada de levá-los em segurança para a casa em Gangneung. O combinado foi do grupo sair logo pela madrugada longe de todos os olhares curiosos e suspeitas, a van estaria esperando pelo lado de dentro e para que não levantasse nenhuma suspeita uma segunda e uma terceira van também seria usada para dispersar os paparazzi persistentes que provavelmente esperavam do lado de fora na esperança de conseguir alguma foto exclusiva do dia a dia do grupo. Tudo estava sendo feito com a máxima descrição e a essa altura nada podia acontecer de maneira errada ou suspeita. O sol já estava se pondo e Kook sabia que provavelmente era o último a arrumar suas coisas, a dor de cabeça ainda persistia e ele jurou nunca mais beber nada alcoolico.
— Eu não deixei a porta do meu quarto trancada? — Kook coçou a cabeça, parado na porta do quarto e vendo que ela estava entreaberta. — Não gosto quando essas coisas acontecem, fantasmas ou espíritos não são bem vindos dessa maneira. — Ele rolou os olhos pelo corredor de um lado e depois do outro. — Ok, nada de errado no corredor. — Verificando a possibilidade da janela estar aberta e um vento forte ter entrado e aberto a porta era a melhor solução para que ele pudesse dormir a noite em paz. — Adora se fazer de machão e quando algo assim acontece parece uma menina. Que feio, JungKook. — Ele resmungou, começando a rir e a entrar no quarto. O local estava escuro e rapidamente tateou a parede procurando pelo interruptor.
— APAGA ESSA LUZ! — Jimin gritou e Kook deu um grito assustado ao olhar para a sua cama e encontrar Jimin e enrolados em um lençol. Os seus olhos ficaram tão arregalados que ele tentou não ficar impressionado, assustado ou muito menos reparar no par de coxas maravilhosas que tinha e que rapidamente Jimin cobriu com parte do lençol. — Kook? Você não sabe bater?
— QUE...QUE… O QUÊ? — Ele boquiaberto deu um pulo para trás com as mãos na frente do rosto. — MINHA CAMA! JIMIN, MINHA CAMA!
— KOOK, RESPEITA A MINHA PRIVACIDADE! — Jimin berrou, pegando alguns travesseiros em cima da cama e atirando em direção ao amigo. Ele não era bobo e nenhum pouco lerdo ao ver que os olhos dele passearam por um momento pelas coxas de antes mesmo de ficar espantado de verdade. — Tira o olho da minha namorada. Esquece que não vamos virar um triângulo!
— MALDITO! ESSE QUARTO É MEU. — Kook, aos gritos, devolveu os travesseiros, jogando em direção a cama e tentando imediatamente fechar os olhos para não enxergar mais nada. — JIMIN, POR QUE MEU QUARTO? MEU SANTUÁRIO, MINHA CAMA, MEU OASIS SAGRADO!
— Pelo menos estreamos essa cama com um pouco de fogo. E que fogo. — Ele riu, buscando os lábios da garota e dando um pequeno beijo. ficou em silêncio, não conseguindo falar nada a não ser sentir vergonha por estar nua na cama de Kook. — Você agora pode dormir com o meu cheiro por toda essa cama e nunca mais vai sentir saudades.
— Jimin eu não acredito nisso. — Kook balançava a cabeça andando de um lado para o outro. Como era possível Jimin ser tão desnecessário ao ponto de transar com em sua cama? — Jimin, eu não acredito que você teve a audácia de transar na minha cama e ainda usando o meu lençol mais caro. O que você tem na cabeça? Cadê o seu quarto?
— Não consegui esperar. Sabe, o fogo me deixou transtornado e o primeiro quarto que eu vi…
— Kook, amorzinho. — fez uma voz fofa, levantando um pouco o corpo e Jimin segurou o lençol na parte de cima do corpo dela deixando um pouco as pernas da garota descobertas. Kook tentou não notar esse detalhe e continuou seguindo firme de olhos fechados para não cair na tentação de olhar para a namorada do amigo. — Desculpa por isso, eu avisei o Jimin que não era um bom lugar e que você ficaria muito bravo e chateado.
— CHATEADO? BRAVO? EU? — Outro grito repercutiu pelo quarto e J-Hope assustado surgiu pela porta, procurando o que estava acontecendo no quarto do amigo.
— O QUE FOI? ASSALTANTE? O QUÊ? ONDE? — Ele afobado entrou procurando em todos os cantos e ao olhar para a cama viu novamente a cena que seu cérebro tentou apagar a todo custo. — DE NOVO? NÃO ACREDITO NISSO! — J-Hope tampou os olhos não sendo capaz de encarar as pernas da garota na cama. — Só pode ser tentação do capiroto isso na minha vida. O que eu fiz de tão ruim? Pra que ficar esfregando essas coisas assim na minha cara? É pra eu pecar? — Ele resmungou tanto que ninguém mais conseguia entender a não ser ele próprio todas aquelas lamurias. — Eu tenho certeza que eu vou para o inferno por causa dessa garota.
— Você não acha que está olhando demais para o corpo da ? Fiquei um pouco detalhista nos últimos minutos e tenho certeza que eu vi você reparando. — Jimin tentou parecer direto que não tinha gostado da maneira que o amigo prendeu a atenção em . — Controle suas emoções ou vamos ter problemas nessa casa.
— Emoções? Eu preciso da minha garrafa. Você não tem idéia de como a emoção quer ficar em pé. — J-Hope falou atentamente olhando para o rosto do amigo e depois novamente para a garota. — Isso não é coisa de Deus. Não é mesmo.
— Vamos embora desse quarto. — Kook puxou J-Hope pela blusa para fora do quarto antes que ele começasse a rezar em todas as línguas existentes no mundo. O escândalo já estava armado e nada mais podia ser feito a não ser ele colocar fogo no lençol, na cama e também em Jimin por não controlar os hormônios e se atracar com a namorada em qualquer lugar. — J-Hope, você precisa controlar um pouco a maneira que olha para a namorada do seu amigo. Pensa que eu não notei? Até começou a enrolar a língua.
— AQUELA GURIA É UMA TENTAÇÃO… — Ele alterado gritou e Kook partiu para cima dele tampando a boca do amigo com uma das mãos. Jimin provavelmente tinha escutado e não somente ele como também a casa toda. Concordava que era linda e que qualquer homem em sã consciência acharia ela atraente e muito encantadora. O que não podia acontecer era Jimin saber que os amigos achavam tudo isso em segredo.
— Cara, controla o que você fala! — Kook o alertou.
— Kook, eu não consigo me livrar dessa garota. — Nervoso e desesperado J-Hope colocou a mão na cabeça e depois no coração. — Ela vai me infartar, essa garota é o capiroto e quer transformar a minha vida em um inferno. Por que ela fica esfregando aquelas pernas na minha cara? Eu não tenho coração pra isso. — A voz dele saiu misturada com tremor e ao mesmo tempo eufórica. — Kook, você entende a minha situação?
— Depois de ver tudo aquilo eu realmente consigo te entender. — Kook companheiro passou a mão pelo ombro dele levando o amigo para longe da porta. — Essa garota tem uma par de coxas que me deixou impressionado e curioso para saber o que mais podia me surpreender.
— Bate na boca, isso é pecado. — J-Hope virou-se para ele dando três tapinhas de leve na boca do amigo. Jimin ficaria maluco caso descobrisse que os amigos tinham curiosidades idênticas de conhecer um pouco mais do corpo da namorada. Além de ser uma coisa totalmente errada, ele com certeza perderia a paz no coração e partiria para a agressão física. — Deus disse para não cobiçar a mulher do próximo. Por isso eu preciso voltar a me entender com ele e pedir para que não fique mandando essas aprovações na minha vida. — Agora ele abriu os braços olhando para cima. — Oh, pai. Isso é um jogo comigo? Porque justo comigo?
— A carne é fraca. — Kook suspirou encostando na parede do corredor e olhando para J-Hope de olhos fechados e com as mãos para o alto. — Jimin é um homem feliz e eu nessa frustração com falta de mulher. O que adianta eu ter essa pele, essa voz e esse sorriso maravilhoso se não consigo ninguém? — A frustração foi tão grande que ele nem ao menos se deu conta que J-Hope agora estava parado de braços cruzados olhando atento para ele. — E todas as minhas habilidades? Eu sou ótimo com a boca, com o corpo e tenho todo um gingado que mulher nenhuma consegue resistir.
— Deus não gosta de mentirosos também, você sabia? — Ele encarou o amigo e Kook deu de ombros ignorando a provocação. — Mulher nenhuma ia conseguir ficar do seu lado. Grudento, sem vergonha e ainda achando que é o último biscoito do pacote.
— Eu sei do que elas gosta, J-Hope e eu só não tenho uma namorada pelos motivos que são os mesmos que os seus. — Ele cortou o amigo e recebeu outra olhada atravessada.
J-Hope sabia que a falta de uma namorada na vida do amigo não era por causa da sua carreira ou por medo de algo, Kook levava a vida na certeza que não gostaria de viver um relacionamento à distância e que o momento não era para se envolver emocionalmente com ninguém e o único envolvimento que atualmente prezava era com a sua carreira. Agenda, shows, turnês, programas e viagens. Tudo isso era o compromisso que ele queria ter por muito tempo e com esse foco ele sabia que Namjoon também compartilhava da mesma opinião.
Talvez em um futuro não muito distante um relacionamento estável e um sentimento duradouro transformasse a sua vida de outra maneira, mas no momento o foco era manter o BTS em turnê mundial e não deixar o coração falar mais alto do que o próprio sonho de ver o grupo sendo o número um em todos os países.

Faltando poucos mais de meia hora para o carro chegar e levá-los para Gangneung, Suga surpreendeu a namorada na cozinha e em cima da mesa deixou uma enorme caixa preta com um enorme laço vermelho. Ele sabia que ela não estava esperando por esse presente e que muito menos sabia o que tinha dentro daquela enorme caixa. A surpresa fez a garota levantar rapidamente e Suga começou a rir sabendo que esse era o momento em que tanto estava esperando nos últimos meses.
— Min Yoongi, o que você acha que vai fazer? — o encarou surpresa enquanto ele apontava para a caixa esperando que ela fosse rápida para abri-la. — O que é isso? Por acaso é uma bomba? Algemas?
começou a rir imediatamente, não conseguindo acreditar que Suga só podia ser o amor da sua vida inteira por ser tão perfeito e maravilhoso. As vezes ela conseguia duvidar que ele existia ou que merecia um homem desses em sua vida. Talvez Deus tivesse sido muito atento a todos os seus pedidos, orações, súplicas e mantras feitos ao longo dos anos pedindo que colocasse um amor em sua vida. Suga não era somente o seu presente, a sua súplica ou seu mantra, ele era o seu amor, sua paixão e o homem que enchia o seu coração de luz e felicidade apenas existindo no mundo ao seu lado.
— Curto a ideia de te algemar na cama. Na realidade poderíamos tentar isso da próxima vez, ou então você pode me amarrar e começar a abusar do meu corpo com essa boca maravilhosa. — Ele sorriu sacana pelo canto da boca, esperando ver a reação dela ao falar sobre ser ser amarrado daquela maneira na cama.
— Min Yoongi, você não pode me atentar desse jeito.
— Eu sempre fui uma tentação mesmo.
— Bebê, você não pode ser maravilhoso desse jeito. — Ela sorriu, passando carinhosamente a ponta dos dedos pelo rosto dele.
— Sou assim sempre que eu preciso demonstrar o quanto eu sou apaixonado por você. — Ainda sorrindo ele tirou as mãos da caixa e puxou a garota, envolvendo-a com seus braços. — Posso me apaixonar por você todos os dias? Porque não consigo fazer outra coisa a não ser me apaixonar e amar tudo o que existe em você.
— Suga, como você consegue ser apaixonante dessa maneira? — O sorriso em seus lábios era a única resposta que ela conseguia no momento ao ficar embaralhada com aquela declaração. O ar pareceu ficar mais intenso e o corpo estremeceu com aquele contato e os lábios lentamente foram se aproximando. — Eu te amo tanto que eu não consigo mais declarar meu amor por você de outra maneira a não ser sorrir.
— O meu amor por você não tem outro significado e tudo o que eu consigo fazer todos os dias é pensar que eu sou o cara com mais sorte desse mundo. — Novamente outra declaração e dessa vez o perfume dele ficou mais forte quando levemente roçou os lábios contra a pele da bochecha da garota. — Tenho a mulher dos meus sonhos bem assim, nos meus braços e ainda consigo me apaixonar por ela todos os dias. Meu coração reconhece o seu e tudo o que existe nele. , a sua voz é capaz de mudar o meu dia. O seu sorriso é algo que eu procuro todas as manhãs, tudo fica completo e maravilhoso quando eu tenho a certeza que tenho você assim, por completa. Do que eu preciso nesse mundo? Nada. Você é o meu tudo que eu tanto preciso.
— Suga…
— Sh! — Ele tampou a boca dela com um dos dedos e direcionou a boca para o pescoço dela. — Não consigo fazer outra coisa a não ser querer sentir esse perfume, essa pele macia e esse gosto que eu sei que só você tem. Meu corpo não consegue controlar o desejo, a loucura e todo o formigamento que tenho toda vez que você chega perto. — Agora ele gargalhou bem baixo mordiscando a região. — Como você consegue me deixar louco dessa maneira? Se eu te contasse todas as loucuras que penso fazer com você. — A língua dele deslizou agora por toda a extensão deixando um rastro de beijo misturado com pequenas mordiscadas. A outra mão subiu para a nuca da garota e pressionando o rosto dela com mais força ele intensificou a carícia e soltou um pequeno suspiro. — Garota, você consegue me deixar maluco até quando suspira. O que eu faço com você? Que tipo de magia é essa? Você tem noção de tudo o que eu sinto por você? Do que eu seria capaz de enfrentar só pra ficar ao seu lado?
— Suga… — Ela novamente tentou falar dessa vez sendo interrompida com os lábios dele pressionando os seus. A língua quente e úmida de Suga invadiu a boca da garota buscando a dela e foi nesse momento que sentiu suas pernas ficarem fracas. O choque daquele contato causou uma eletricidade por todo o seu corpo e Suga apenas segurou o corpo dela mais perto, forçando ainda mais a mão em sua nuca. O contorno dos lábios eram tão perfeitos que pareciam apenas um e a maneira delicada, saborosa e ao mesmo tempo intenso e profundo com os movimentos dele causaram uma certa euforia e ela não conseguia controlar o ritmo que seu coração começou a bater. Ela não conseguia expressar, explicar ou até mesmo dizer com todas as palavras o que esse homem conseguia causar em sua vida e em seu corpo. O amor, a paixão e a necessidade que ela tinha de viver ao seu lado pelo tempo que fosse permitido. Nada mais tinha outro sentido a não ser acordar todas as manhãs sentindo o seu perfume pela cama, a sua voz doce, suave e ao mesmo tempo grave ao dizer um simples “bom dia” e todo o carinho, atenção, compreensão e dedicação que ele ao acordar e fazer com que ela se sentisse realizada, completa e feliz. Suga conseguia ser delicado nas palavras, intenso na maneira de agir e simplesmente maravilhoso ao lidar com todos os sentimentos e demonstrações de carinhos. Só ele, somente ele conseguia atingir o ápice de ser o homem mais perfeito do mundo e com os melhores lábios e caricias da Coréia.
— Eu te amo, amo e amo tanto que às vezes até parece que eu não consigo controlar esse sentimento… — Ele disse, tão suave e sereno ao descolar os lábios que ela ainda manteve os olhos fechados esperando não acordar se aquilo tudo fosse um sonho. — Quero viver ao seu lado, quero estar com você em todos os momentos e ser não somente o seu namorado, quero ser o seu amor, seu amigo, seu companheiro e dono do seu coração. Quero ser livre para te amar e gritar para o mundo que eu não quero estar em outro coração a não ser o seu, amor.
— Você é meu príncipe.
— E você a princesa de todo o meu reino. — Ele lentamente soltou as mãos de sua cintura e como se estivesse esperando por esse momento a vida toda o sorriso em seus lábios demonstrou que estava escondendo algo muito importante e ela inclinou a cabeça para o lado desconfiando que alguma coisa estava para acontecer. — Amor, eu sei o quanto tudo isso é complicado. Nossa relação, os últimos acontecimentos e tudo o que vamos ser obrigados a suportar durante esses meses em alguma lugar afastado do mundo. E tudo o que eu quero é exatamente ficar ao seu lado todos os dias da minha vida, por isso…
sentiu suas mãos começarem a suar frio ao notar que Suga estava ficando de joelhos e tudo o que estava em sua volta pareceu andar em câmera lenta.
— Amor? O que você perdeu no chão? — Ela perguntou, sentindo agora as pernas tremulas e o coração quase saltando pela sua boca. — Suga, amor? O que é isso? — Novamente a pergunta e o descontrole quando finalmente ele estava de joelhos em sua frente.
— Que preocupação é essa? Eu preciso amarrar o cadarço do meu tênis. — Ele encarou a namorada, estranhando a reação desesperada sem motivos.
— Ah. Claro. Amarrar o cadarço. — sem graça desconversou, não querendo demonstrar o tanto que a vergonha queimou em seu rosto pensando que Suga iria pedir a sua mão em casamento. Talvez fosse o seu maior desejo e sonho, mas sabia que para esse grande passo acontecer ele teria que enfrentar muitas situações complicadas e que esse momento ninguém buscava se envolver em mais problemas. A viagem estava programada e tudo o que aconteceria da maneira que Dah-Ko disse. Férias, paz, tranquilidade e um lugar para que ficassem a vontade.


Capítulo 13

Uma semana depois...
Acordar por diversas noites naquele lugar silencioso e não ter responsabilidade nenhuma com o restaurante era tão maravilhoso que as vezes esquecia que no final do mês tinha algumas contas acumuladas do apartamento, despesas, cartão de crédito e outras coisas importantes como a parcela do carro que tinha insistido que elas comprassem. O único detalhe do carro era a real necessidade dele no momento. Ele ficou em Seul, na garagem, e ela não tinha nem coragem de dirigir-lo durante o dia a dia. E agora com os últimos acontecimentos ele não seria usado para nada. Jimin não iria desgrudar dela um só minuto e tinha a certeza que sua vida em Seul nunca mais ia ser a mesma depois de Min-Ki. Então a pergunta que não conseguia ser respondida novamente era: qual a necessidade de um carro?
— Preciso trocar de amigas com urgência. Não aguento mais aquelas duas. — Ela resmungou para não despertar Taehyung que estava deitado em forma de conchinha com ela. A cama era tão espaçosa que ela não entendia qual a necessidade que ele tinha de dormir tão agarrado dessa maneira, mesmo sabendo que ela as vezes tinha a necessidade de dormir bem à vontade. Por exemplo, sem nenhuma peça de roupa. E ele, por outro lado, não tinha hábito de dormir sem roupa e sempre usava um pijama confortável e um bolo de cobertas que nesse calor parecia algo de outro mundo. — Não sei se eu fico com calor por essa coberta ou se é fogo mesmo com esse homem dormindo tão agarradinho dessa maneira. — Ela soltou uma respiração profunda. — Deus, o senhor vem testando a minha fé? Como posso ter o homem mais lindo do mundo na cama assim? É um sonho?
— Sou a sua visão do paraíso? — Ele perguntou, assustando ela de repente ao acordar daquela maneira. Na realidade ele estava acordado já há um bom tempo e não teve coragem de levantar-se da cama onde estava tão quente e aconchegante, dormindo dessa maneira com a namorada. Não precisava de mais nada para ficar completo a não ser acordar todas as manhãs com a presença dela na cama. As vezes, Taehyung parecia viver em um sonho e o sorriso dela era a sua dose diária de realidade. Saber que tinha seu amor em seus braços dessa maneira o deixava não feliz, mas finalmente completo. — Amor, eu sou o seu paraíso e você é minha eva?
— Você é a cobra que ficou me tentando…
— Cobra. Hum! — Ele interrompeu, cravando levemente a unha na barriga dela. As mãos dele percorreram por todo o seu corpo e soltou um gemido tão curto que Taehyung contorceu um pouco o corpo, ficando surpreso. — Essa cobra pode te morder em todos os lugares, você sabe, né? Não vejo outra razão a não ser morder você todinha.
— Deus não tem nada a ver com isso! Você é enviado do parceiro lá de baixo. Principalmente com esse lance de morder. — começou a rir, sentindo agora o namorado travar o corpo junto ao dela. O volume começou a ficar perceptível e Taehyung começou a rir alto. Ele não conseguiu controlar os instintos e muito menos ainda sentindo o corpo dela tão quente assim. — Ok. Além dele enviar você, enviou uma coisa que não respeita ninguém e tem vida própria? Porque eu consigo sentir uma terceira presença entre nós. — Ela fez uma pausa. — Literalmente entre nós!
— Você conhece ele muito bem. Sabe o tanto que ele sente a sua falta…
— Taehyung, ele não tem do que reclamar. — Injuriada ela o afastou um pouco, empurrando o corpo dele com a própria bunda. — AI, QUE ISSO! — Ela gritou assustada. — TAEHYUNG!
— O quê? Ele também revida. — Taehyung descontrolado começou a apertar a barriga dela, começando uma crise de riso pelo quarto. — Já faz o quê? Doze horas que ele se sente solitário? Uma alma perdida vagando pelo limbo?
— Coitado, então ele precisa de um carinho, atenção, amor e…
— Muitos beijinhos. — Ele completou.
— Muitos beijos e também muitas…
— Lambidinhas. — Novamente ele completou, sussurrando tão próximo do ouvido dela. — Ele só precisa que você brinque com ele um pouco. — Sua língua percorreu pelo lóbulo da orelha, deixando ali uma leve mordida. — Daquele jeito que só você sabe, amor.
— Não me tenta, Taehyung. Não me tenta! — Ela tentou desvencilhar dos braços dele, lutando contra a vontade de também passou a surgir em seu corpo. — Eu estava toda concentrada pensando em coisas importantes. E você me surge com um assunto de cobra, revidar, limbo…
— Desculpa, amor.
— Tudo bem.
— O que você estava pensando? — Ele perguntou.
— Pensando no restaurante e na fatura do cartão de crédito. — Ela fez uma pausa sabendo que não era somente nisso que estava pensando. sabia que Chung-Ho era o seu anjo da guarda e que a administração do Mugyodong estava em boas mãos. Tudo o que tinha que preocupar-se no momento era exatamente como ficar ao lado de sem mencionar o que tinha descoberto na noite anterior. Sem que Taehyung notasse que estava acordada, ela escutou a ligação de Dah-Ko na madrugada e as notícias não eram boas o suficiente para ser motivo de comemoração. A frustração na voz do namorado ao falar sobre a falta de provas e um álibi para a noite do incidente foi o necessário para que ela soubesse que Min-Ki não tinha sido preso.
No decorrer da conversa a indignação na voz de Taehyung a respeito do advogado de Min-Ki alegando várias possibilidades e mentiras pelo fato de não haver gravações e muito menos testemunhas no local. Era a palavra de contra a de Min-Ki, que pelo jeito tinha conseguido arrumar uma boa desculpa por estar naquele lugar e exatamente naquele momento. Sem contar na preocupação de Taehyung ao saber que a polícia estava bastante interessada em saber sobre o agressor. O aperto em seu coração foi tão grande que naquela madrugada ela apenas fechou os olhos, não querendo escutar mais nada. Jimin salvou a amiga de um abuso, mas também machucou Min-Ki de uma maneira que o deixou no hospital por alguns dias. E ninguém, ninguém no mundo podia saber sobre isso.
O que seria do BTS se algo assim fosse à público? Ela tremeu só de imaginar as manchetes sensacionalistas e a carreira dos amigos indo para o fundo do poço.
— Você não deixou o Chung-Ho encarregado disso? — Taehyung perguntou, cortando os pensamentos dela e soltou um longo suspiro, fechando os olhos. — O que te preocupa, bebê? É somente o fato do restaurante ou outra coisa?
— Não é nada disso. — Ela mentiu, envolvendo ainda mais o seu corpo ao dele e não querendo que ele ficasse preocupado também com a situação. A cama estava tão quente e a maneira que o corpo dele moldava ao seu era exatamente tudo o que ela precisava. — Tae, porque você não consegue dormir sem nada? Eu me sinto tão livre dormindo sem qualquer tipo de roupa. Até o pijama me deixa desconfortável.
— Não é mais fácil você me pedir para dormir pelado de uma vez? — Ele riu divertido.
— Quem disse que eu quero ver você pelado? — Ela rapidamente virou-se para ele, desfazendo a conchinha. — Tae, eu adoro ver você de roupa e principalmente usando esse pijama tão fofo. Claro, não vou ser hipócrita em falar que pelado é algo que me fascina. — Ela parou por um segundo vendo o rosto dele ficar vermelho. — Você sem roupa devia ser tombado como patrimônio da Coréia do Sul.
— Eu deixaria meus amigos constrangidos com isso. Não gosto de mostrar a minha potencialidade toda assim em público, você sabe como o J-Hope é sensível, imagina o que isso causaria para o psicológico dele?
— Hoseok só teria que aceitar tudo isso. Que você além de ser o homem da minha vida, tem um corpo e uma pele de causar inveja a qualquer pessoa. — elogiou, sabendo que J-Hope surtava com qualquer coisa que acontecia. Sendo ela simples ou alguma coisa bem complexa que exigisse parte do seu intelecto. — Bebê, sabe o que eu fiquei pensando esses dias?
— Você teve tempo pra isso? — Ele perguntou carinhoso, alisando a bochecha da garota.
— Quando você estava vestindo aquela gravata…
— Hum…
— Eu pensei que você pode vestir outras coisas. — Ela falou pausadamente, deslizando a mão por debaixo da coberta e indo em direção ao peito dele. Com as unhas começou a arranhar parte da pele ali e Taehyung fez algumas caretas. — Gosto muito de homens fardados. Algemas. Fogo. — O rosto dela lentamente foi aproximando-se do rosto dele e Taehyung sentiu um arrepio surgir por todo o corpo. — Talvez, você fardado me deixe tão excitada que eu penso nas mordidinhas e também nas lambidas.
— Fardado? Lambidas? — Ele ergueu uma sobrancelha.
— Qualquer coisa que você esteja vestindo. — Ela roçou a língua em volta dos lábios dele, deixando ali uma pequena mordida. — Quero só ficar na cama com você pelo resto dos nossos dias.
— É tudo isso que eu quero. — Taehyung a envolveu novamente, puxando a garota pela nuca. — Tudo o que eu quero é viver com você todos os dias e ter o seu corpo assim, moldado ao meu. — Os lábios dele agora buscaram o dela em desejo, iniciando um beijo apaixonado, intenso e verdadeiro. — Demorei anos para ter a mulher da minha vida em meus braços e eu não me importo com mais nada. Tenho exatamente tudo o que eu preciso ao meu alcance. — As línguas voltaram a se encontrar e ela acariciou levemente o abdômen dele, trazendo reações involuntárias. — E também tudo o que meu coração precisa.
— O que ele precisa? — Ela perguntou, agora afastando um pouco o rosto e olhando dentro dos olhos dele.
— Ele precisa saber que o seu bate no mesmo ritmo que ele.
— Ele sempre bateu, meu amor. — Ela dedilhou o rosto dele com a ponta dos dedos, retirando o cabelo dele de lado para apreciar ainda mais os traços tão delineados e perfeitos. — Sempre te amei, Taehyung. Você sempre foi o meu grande amor.
, você sempre foi e sempre vai ser meu amor. — Ele agora fez silêncio, fechando os olhos e sentindo o contato dos dedos dela em seu rosto. Aquela sensação era exatamente o que deixava o seu coração acelerado, saber que ela era real e que tudo aquilo não era apenas algo da sua imaginação. — O amor que eu sinto por você é capaz de ser eterno e nada no mundo me importa a não ser acordar todas as manhãs ao seu lado. — Ele disse, agora abrindo os olhos e encarando a garota com paixão e ternura. — Talvez, o meu mundo só tenha sentido se eu ainda olhar dentro dos seus olhos e me encontrar nele.
— Amo você, Taehyung. — Sorrindo, ela voltou aproximar o rosto dele, deixando que sua boca demonstrasse o quanto precisava dele. — Tudo o que meu coração precisa é o seu, amor.
Em silêncio as bocas se uniram, selando aquele amor que há muito tempo vivia em segredo.

Os olhos de Jimin percorreram a revista que estava jogada em cima da cadeira de descanso e seu corpo gritou em dor por mais uma noite em claro. Já estava completando uma semana que estavam longe de Seul e o único momento que ele conseguiu descansar foi quando estavam dentro da van indo para Gangneung. O carro sempre em movimento trouxe uma segurança por saber que não existia possibilidades de Min-Ki surgir no meio da estrada, atrapalhando ou atacando o grupo que tentava fugir para o mais longe possível dele. As horas que descansou no colo de tinha sido sua tranquilidade ao saber que nada mais agora era importante a não ser a segurança dela, e que também corriam perigo por causa das informações vazadas da viagem deles em NY. A dor em seu corpo insistiu um pouco mais e ele fechou os olhos, sabendo que não iria conseguir descansar o suficiente para que o corpo voltasse ao normal. O pesadelo e o desespero em imaginar que mesmo distante de Seul a presença de Min-Ki surgindo na porta em busca de começou a deixar o seu cérebro em estado de choque. Jimin sabia que isso era impossível, a segurança em volta da casa e toda a preparação que Dah-Ko tinha feito para essas “férias” foi tão elaborada nos mínimos detalhes que ele não conseguia entender porque ainda estava tão incomodado ao ponto de não conseguir relaxar um só segundo. Gangneung era maravilhosa e a casa que eles estavam era tão linda e grande que parecia uma fortaleza de tão bem equipada com tudo o que eles precisavam para o dia a dia. O que ele apenas tinha que fazer era descansar e curtir o momento ao lado dos amigos e da garota, mas a sua cabeça não tirava férias com o pânico surgindo a cada noite quando tudo ficava em completa escuridão do lado de fora da casa.
— Droga! — Ele resmungou, jogando a revista de lado e na sequência passando a mão pelo cabelo e pelo rosto. O suor que escorreu pela sua testa era tão frio que ele sabia que sua pressão estava baixa. — Droga! Droga e droga!
— Jimin, eu posso te perguntar uma coisa? — Kook virou de barriga para baixo no sofá, apoiando o queixo em uma das mãos e lançou um olhar para Jimin que estava aparentemente muito nervoso com algo. Jimin riu disfarçando e fez um gesto com a cabeça, mostrando que Kook poderia perguntar o que quisesse. — Você sente medo que o Min-Ki apareça por aqui? Por isso não consegue dormir?
— Não consigo disfarçar minha preocupação, não é? — Jimin abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos. Ele tentou esconder de esse tempo todo a preocupação, mas sabia que de Kook era quase impossível esconder qualquer coisa que ele estivesse sentindo. — É difícil relaxar sabendo que aquele monstro não foi preso, minha cabeça não consegue deitar no travesseiro e ficar em paz. Parece que eu vejo o rosto dele em todos os lugares e minha vontade é de matar esse desgraçado!
— Jimin. — Kook ajeitou o corpo, agora sentando-se direito e olhando para o rosto do amigo que não conseguia esconder o quanto estava cansado e irritado ao mesmo tempo. — O que eu posso falar? Mentir que eu entendo a sua preocupação e falar que tudo está bem? É claro que eu não vou falar isso e muito menos pedir para que você fique tranquilo. — O olhar de Kook agora prendeu-se ao de Jimin. — É um assunto tão delicado e todo mundo tenta mentir que estamos seguros e longe de perigoso, mas na realidade sabemos que estamos fugindo de uma situação tão difícil e ainda arrastamos para a nossa vida três garotas que nunca fizeram nenhum mal para ninguém. — Sua voz ficou fraca e agora os seus olhos abaixaram para o chão. O peso daquelas palavras deixou o ambiente em silêncio e Jimin não controlou o choro que há muito tempo estava preso em sua garganta. — Não é sua culpa e nunca vai ser, Jimin. A culpa é desse maldito que não sabe o que são limites e respeito.
— A culpa é minha, Kook. — Jimin fechou as mãos contra o rosto, balançando a cabeça de um lado para o outro em negação. Ele sabia que no fundo a culpa de tudo o que estava acontecendo era dele e da sua carreira. — Eu sempre soube que não podia me envolver emocionalmente com ninguém, os nossos fãs não aceitam e o mundo não aceita que nós somos seres humanos capazes de amar, sentir e viver. — A voz saiu tão fina e fraca que ele lutou contra a pressão que surgiu em sua cabeça. Assumir em voz alta tudo isso era quase como aceitar que ele estava destruindo a vida da garota que jurou amar. — Ninguém consegue aceitar que temos um coração e que precisamos preenchê-lo em algum momento das nossas vidas e tudo o que eu sempre quis era a encontrar a garota que me tirasse desse mundo e me levasse para outro. E esse mundo que eu tanto busquei só começou a existir quando eu conheci ela. — Falar sobre essa parte era tão fácil e ao mesmo tempo tão complicado. A dor ainda conseguia surgir por cada parte do seu corpo ao lembrar-se do acontecimento em Nova York. A despedida, os meses, o sofrimento e também o que ela tinha sido capaz de suportar com aquele assédio.
— Nós escolhemos viver assim, Jimin. — Kook disse, sabendo que aquilo poderia ser interpretado de uma maneira negativa, mas acreditava que Jimin sabia interpretar aquela resposta da maneira correta. — É tão complicado essa situação e ao mesmo tempo eu sinto um medo tão grande. E sabe? Meu coração fica em frangalhos por não saber o que fazer e tudo o que eu sempre peço todas as noites antes de dormir é que Deus proteja todos nós e que nenhum mal nos atinja ou machuque. — O olhar dele voltou a ficar preso no do amigo e em silêncio Kook levantou-se indo até ele. — Jimin, esse mundo existe e você encontrou ele com a . E o único “Jimin” que precisa existir é o dela e de mais ninguém! — Agora parado em pé ao lado dele Kook passou uma das mãos pelo ombro do amigo e Jimin o abraçou ainda sentado. — Vamos proteger essas garotas de todo o mal e no fim o Min-Ki vai receber o que merece. No momento apenas vamos nos preocupar em sorrir e viver essas férias da maneira certa. Elas precisam de segurança e só vão sentir isso se eu, você, Namjoon e todo o grupo ficarmos unidos. — O sorriso nos lábios de Kook transformou o clima da sala em outro e mesmo sabendo que Jimin estava cansado, ele começou a gritar chamando todos.
— Você é louco! — Jimin levantou-se, gargalhando e vendo Namjoon, Suga e surgirem no fim da escada.
— O que aconteceu, JungKook? Bebeu todas? — bocejou, sentindo as mãos de Suga envolverem sua cintura. — O seu amigo tem algum tipo de problema? É algo sério?
— Eu faço as bebidas. — Jin surgiu da cozinha, caminhando para a parte onde as bebidas ficavam. — Algo em especial ou podemos fazer uma mistura de tudo?
— Mistura de tudo. — Namjoon levantou o dedo, apontando para algumas garrafas. — Essa, essa, essa e também essa.
— Ok! — Jin comemorou, pegando todas as garrafas das prateleiras. — Cinco minutos, todo mundo na piscina!
— Ah, não. — Suga fez biquinho, buscando os lábios da namorada. — Vamos voltar pra cama?
— AI! CHEGA DE SEXO. — Kook gritou, levantando as mãos para o alto. — PISCINA, VAMOS PARA A PISCINA.
— Sexo é bom. — Jimin riu, rolando os olhos para Kook e depois para Suga. Ele sabia exatamente que essa provocação não iria passar despercebida. — Sexo é muito bom. Bom demais!
— Eu te mato. — Kook tirou os chinelos, apontando o dedo para o amigo. — Jimin, eu te mato.
A gargalhada do grupo foi tão alta que Jimin correu em direção a parte de fora da casa na esperança que Kook não pudesse alcançá-lo. O sol em Gangneung estava tão forte que o clima era exatamente de muita bebida, sol e piscina.

A Big Hit Entertainment comunica à todos que devido ao cancelamento da turnê “Wings”, o grupo BTS irá tirar férias prolongadas antes do lançamento das datas oficiais da sequência da turnê. Pedimos a compreensão de todos e principalmente respeito à imprensa, que deixe os integrantes descansarem nesse período. Qualquer outra informação será repassada por meio da agência. A BH agradece à todos pela compreensão.

Big Hit Entertainment


Dirigindo o carro em alta velocidade pelas ruas de Seul, Min-Ki pressionou as mãos contra o volante, sabendo que era o momento de reagir e não ficar assustado com a polícia. Ele tinha que buscar a única peça fundamental de toda aquela história, o gravador era a prova para que ele fosse preso e também a única confissão que tinha a respeito do caso amoroso de Jimin com a garota do restaurante. E aquele anúncio da BH sobre as “férias” era tão estranho e tudo levava ele a acreditar que não passava de uma jogada de Dah-Ko para afastar os olhares curiosos em cima do grupo.
— Férias? Como eles podem tirar férias? — Suho questionou.
— Como você consegue acreditar nisso? — Min-ki brigou com Suho, que assistia o programa de fofoca atento ao comunicado oficial da empresa sobre o grupo. Ele não acreditava que essas férias era para descanso, Min-Ki sabia que a relação entre Jimin e não tinha se encerrado e que essas “férias” tinha alguma relação com o último acontecimento no restaurante. — Suho, o BTS não tira férias e eles estão em fase de turnê mundial. Como você consegue acreditar nessa baboseira? Estão tentando encobrir alguma coisa.
— Min-Ki, o que você acha que seja? — Suho perguntou, desligando o aparelho do carro e encarando o colega que estava dirigindo pela avenida Gojong e não demoraria muito mais do que dez minutos para chegar ao Mugyodong.
— Simples. Eles estão juntos e se eu estiver certo quando chegarmos ao restaurante não vamos encontrar a garota e muito menos as amigas. — Min-ki disse convicto, sabendo que não encontraria nenhuma das três garotas e que aquela desculpa de cansaço repentino estava sendo meio de afastar os olhares curiosos da imprensa em cima desse romance. — Dah-Ko é um desgraçado que sabe manipular muito bem a mídia e com aquele jeito todo “poderoso chefão” não tem como negar que é só ele falar alguma coisa e todo mundo acreditar e abaixar a cabeça. O que é muito ruim, se ele disse que o BTS está cansado e precisa de um tempo a imprensa vai respeitar e não procurar pelo grupo. — Ele soltou um longo pesar e bateu de leve as mãos no volante. — O que precisamos é ter certeza que essas garotas estão com eles em algum lugar desse mundo e depois dessa certeza começar a procurar em todos os possíveis lugares que esse maldito grupo se enfiou.
— Isso é fácil, tenho alguns contatos na BH e eu consigo essa informação fácil, mas precisamos descobrir sobre essa maldita garota. — Suho tirou o celular da jaqueta iniciando uma busca em sua vasta agenda. — Tudo o que precisamos é uma confirmação que ela não está em Seul, só consigo imaginar que o grupo não iria para fora do país. Eles não são loucos e nem ao menos tiveram tempo para fazer isso, Dah-Ko escondeu eles em algum canto da Coréia e só precisamos dos contatos certos para descobrir onde estão. — Ele parou agora lançando um olhar para Min-Ki. — Min-Ki, nós não podemos deixar a polícia desconfiar que estamos perseguindo essa garota.
— Relaxa. A polícia não vai mais procurar por mim pelas próximas semanas, vamos manter o foco em encontrar essa garota e se tudo ocorrer bem, nós vamos atrás deles ainda essa noite. — Min-ki devolveu o olhar para Suho que balançou a cabeça confirmando. — Muito bem, chegamos ao Mugyodong. Você entra e procura por ela e eu vou buscar por câmeras na região, não acredito na polícia que ninguém tenha visto nada.
— Tudo bem. — Suho acenou com a cabeça, descendo do carro e indo em direção a entrada principal do restaurante. — Nos encontramos em alguns minutos, enquanto isso vou entrar em contato com algumas pessoas e tentar descobrir onde eles estão. — Suho afastou-se rapidamente e Min-ki sabia que esse era o momento para que ele pudesse correr para a parte de trás e buscar finalmente pelo gravador que tinha perdido.
— Eu sei que ele está por aqui. — Ele disse, sabendo que tinha deixado escapar de suas mãos quando recebeu o primeiro soco. — A polícia não o encontrou, então tudo o que eu consigo acreditar é que ele esteja em algum lugar daquele beco. — Suas mãos pressionaram o volante e antes que pudesse pensar em alguma coisa abriu a porta do carro, caminhando em direção ao beco. — Muito bem, Min-Ki. Lembre-se da noite e refaça todos os seus passos! — Ele parou com as mãos na cintura olhando para o beco buscando em suas lembranças o que exatamente tinha acontecido. — Ela estava parada conversando no telefone e eu cheguei por trás… — Ele caminhou, apontando em direção à porta do restaurante. — Ela ficou assustada e correu e eu pressionei ela na parede e o gravador ainda ficou na minha mão o tempo todo. — Flash, lembranças e os olhos dela assustados invadiu sua cabeça e um pequeno sorriso saiu por seus lábios. — Nesse momento eu consegui sentir o cheiro, a suavidade da sua pele e como o contorno de todo o corpo dela era perfeito. — Outro sorriso surgiu dessa vez um pouco mais intenso e ele respirou fundo, agora de olhos fechados. — A voz dela começou a mexer com a minha cabeça e eu vi que meu corpo pedia por mais contato e foi quando… — Ele interrompeu, abrindo os olhos e tentando enxergar algo. — Foi quando alguém me puxou e eu recebi o primeiro soco. O gravador não ficou na minha mão. — Min-Ki sentiu o desespero e olhou em volta no chão buscando por ele. — Ele caiu e foi quando eu recebi o outro e o outro. — Desesperado e aflito os seus olhos começaram a varrer toda a extensão daquele chão buscando pelo único aparelho que era a sua salvação. — E eu escutei o grito dela e ela chamando pelo Jimin…
— Min-Ki? — Suho surgiu atrás dele em surpresa e Min-Ki deu um salto sorrindo sem graça. — Tudo bem?
— Tudo sim. — Ele desconversou, ajeitando o cabelo e o casaco. Sua voz ficou falha de repente e nervosa. Ele sentiu medo que Suho pudesse ter escutado alguma coisa e então lançou um olhar suspeito para o amigo. — Então? O que você descobriu? Alguma novidade?
— Como você disse. — Suho abaixou os olhos para o chão estranhando o comportamento de Min-Ki. A maneira que ele mexia com as mãos e o suor em sua testa demonstrando que estava ansioso e aflito com algo foi um dos motivos que o deixou mais curioso. — e todas as outras duas garotas tiraram “férias” e o gerente do restaurante disse que não tem informações de quando voltam. — Calmamente ele explicou e um sorriso amarelo de lado surgiu no rosto de Min-Ki. — Você descobriu alguma coisa? Alguma câmera?
— Eu sabia! — Min-Ki comemorou dando um soco no ar. — Elas estão com eles, Dah-Ko é um maldito e acha que consegue controlar todo mundo, mas ele não vai conseguir esconder esse grupo. — Min-Ki falou determinado olhando de Suho para o chão na esperança que pudesse ver o aparelho. — Suho, precisamos saber onde eles estão. Essa é a nossa única chance de conseguir uma exclusiva, ainda mais agora que sabemos que todos estão juntos. Fotos, filmagens e tudo o que pudermos captar e mostrar para o mundo que o BTS esconde três romances. — Animado Min-Ki tentou fugir de todas as perguntas dele, demonstrando ainda mais o nervosismo. Os seus olhos ainda estavam presos no chão e vez e outra para Suho. — Suho, nós vamos ficar ricos com essas fotos!
— Claro. — Suho disse sério vendo o incomodo na voz de Min-ki e a maneira que ele buscava por algo no chão. — Vou ligar para os meus contatos, um minuto e volto com novidades e a localização. — Ele buscou o telefone no casaco, tomando certa distância do amigo notando que Min-Ki buscava por algo no chão e Suho sabia que aquele beco tinha sido o mesmo beco onde ele tinha se envolvido com e também recebido a agressão. — O que você anda escondendo, Min-Ki? — Ele perguntou baixo, sabendo que não era capaz dele escutar. Os seus olhos foram para o chão também buscando por algo que talvez seja tão importante ao ponto de Min-Ki ficar estranho daquela maneira. Caminhou em passos tão curtos com o celular no ouvido, disfarçando uma conversa e quando de repente os seus olhos se prenderam à um pequeno objeto preto dentro de uma valeta. — Que droga! Quase que eu caio com o meu tênis desamarrado desse jeito. — Ainda sustentando a mentira ele agachou-se e antes de pegar o pequeno aparelho e colocar dentro do bolso, olhou para Min-Ki que ainda buscava por algo. Ele estava tão distraído que nem olhou quando Suho pegou o gravador. — O que tem dentro desse gravador? E por que você não me disse nada dele, Min-Ki? Será que eu posso confiar em você?
A suspeita de Suho trouxe vários pensamentos e tudo o que ele buscou no momento foram respostas para que o amigo escondesse sobre a existência desse aparelho. Talvez Min-Ki não estivesse sendo totalmente sincero e honesto. E se ele estivesse escondendo algo importante?
Algo mais tinha acontecido naquela noite e ele tinha certeza que esse gravador era a chave para que ele descobrisse de uma vez toda a verdade.


Capítulo 14

O sol em Gangneung estava tão alto e forte que Jimin passou o protetor solar em todos os cantos do corpo que estava descoberto, recebendo os raios solares. Ao seu lado, cobria o rosto com um chapéu e o corpo totalmente exposto ao sol, buscando curtir um pouco o calor que demorou a surgir naquele outono. O casal conversava animadamente sobre assuntos e situações constrangedoras que sempre ocorria em apresentações do grupo e o que tirava de foco e garantia uma gargalhada alta e gostosa era quando Jimin contava sobre os sustos que J-Hope sempre levava em todos os quartos de hotéis. Do lado oposto da piscina a preocupação de Suga era outra, ele discutia com para que a namorada não ficasse sozinha na água por saber que a garota não sabia nadar e o maior medo era que J-Hope fosse brincar com ela e acabasse exagerando na brincadeira.
— O que nós vamos beber hoje? — Namjoon pegou duas garrafas de vodka e colocou no balde de gelo. — Vodka, Soju e coquetéis?
— Só o Hope acabou de beber o estoque todo de soju. — Taehyung comentou, vendo o amigo na piscina descartar outra garrafa que tinha acabado de beber. — Ele sozinho vai tomar todo o álcool dessa casa.
— E ele já está bêbado. — Namjoon apontou para a piscina onde Hope estava.
— Que droga, como eu posso ser tão pequeno? — Hope berrou desesperado, batendo as mãos com força na água. — Cadê meu pé? Cadê o fundo dessa piscina? Cadê tudo?
— Ah! Cala a boca. — Jin jogou outro jato de água no rosto dele com a mangueira e J-Hope voltou a debater-se de um lado para o outro. — Anda, golfinho, nade para sobreviver.
— Acho que ele já bebeu demais. — alertou, cutucando Jimin para olhar a maneira desesperada que J-Hope batia os braços. Ele estava do lado mais fundo da piscina e mesmo sabendo nadar ele parecia não conseguir ficar em pé sem que a água o cobrisse por completo. — Amor, não é melhor você entrar na água e salvar aquela lontra? — Ela preocupou-se, vendo-o pular de um lado para o outro.
— Lontra? — Jimin cuspiu o soju longe, engasgando com a gargalhada. — LONTRA? — Ele repetiu, tentando respirar depois de mais risadas altas. — Amor o J-Hope é mais uma sereia do que uma lontra. É só você enxergar a delicadeza.
— Amor, é sério. Vai tirar ele daquela água. — voltou a pedir, sem tirar os olhos preocupados de J-Hope. — Eu vou, então.
— Fica quietinha. Não vai pular na água e tirar o J-Hope, qualquer contato carnal entre você e ele... — Ele parou a frase, tirando o boné da cabeça e olhando para o amigo. — Que droga! Ele só me dá trabalho.
— Contato carnal com o J-Hope? — Ela riu nervosa.
— Qual o seu interesse nisso? — Jimin não entendeu a risada.
— Eu? Nenhum. — desconversou.
— Acho bom.
— Eu te amo. — Ela mandou um beijo para o namorado.
— Hum? Jura? — Jimin ignorou os gritos de J-Hope e foi para a espreguiçadeira junto com a garota. — Jura mesmo? Me ama muito?
— SOCORRO! — J-Hope gritou um pouco mais alto.
— AI, CARAMBA! — Jin pulou para dentro da piscina, nadando até onde J-Hope estava. — CALMA, CALMA QUE EU ESTOU TE SEGURANDO. — Ele atrapalhado puxou o amigo pelo cabelo, tirando o rosto dele para fora da água. — FICA QUIETO, HOPE!
— CARAMBA, TO MORRENDO. — J-Hope resmungou alto, agarrando no pescoço de Jin imediatamente. — Me leva no colo? Me carrega? Me segura?
— Eu te carregar? — Jin começou a rir com o rosto muito próximo de J-Hope. — Hope, você não acha que todo esse contato entre a gente é demais? Não precisa ficar suspirando dessa maneira e eu nem preciso ficar sentindo o hálito de álcool que vem da sua boca.
— Você sempre foi meu preferido. — J-Hope pegou impulso dentro da água e abraçou o pescoço do amigo com ambas as mãos. — Olha, como você me segura é tão…
— Amor, nem vai socorrer o J-Hope. — desviou a atenção de Jimin para a cena que começou a desenrolar dentro da água. — Não sabia que rolava esse clima entre o Jin e o Hope.
— Na realidade nem eu. — Jimin também olhou para a mesma direção, surpreso. — O engraçado é que o Jin ainda segurou ele no colo. Não sei o que pensar a respeito, pra mim sempre rolava um “SOPE” e não um “JinHope”.
— Olha, Jin. Não abusa muito do meu garoto. — Suga respondeu do outro lado da piscina, um pouco mais perto dos dois. Ele ria bastante e com o celular tirava fotos do casal abraçado na piscina. — Hope é meu garoto e não quero essa intimidade, somos almas gêmeas e você é muito abusado segurando ele assim.
— Vou deixar morrer afogado. — Jin empurrou J-Hope para longe. — Volta para a água, sereia.
— Ai, socorro! — J-Hope levantou a mão, buscando por Jin. — Eu sou mais uma foca do que uma sereia. — Ele riu.
— Com certeza. — Jin também riu, afastando-se dele aos pouco. — Vem, Hope. Vem foquinha…
— Vou… — Hope bateu palmas para o alto e começou a bater os braços em direção ao amigo. — Não gosto de foca, eu sou mais um tubarão enorme e lindo. — Ele comentou, fechando a expressão e voltando a enfiar a cabeça dentro da água.
— Por que nós temos o Hope no grupo? — Jimin balançou a cabeça, decepcionado com aquela situação. — O álcool deixa as pessoas nesse estado deprimente.
— Tubarão? — gargalhou alto, vendo Jin e Hope brincar de um lado para o outro na piscina. — Amor, o Hope é a felicidade desse grupo. Imagina as nossas vidas sem ele.
— Eu não imagino a minha vida sem você. — Ele declarou, buscando o rosto da garota. — Nenhum momento eu me imagino sem você. — Os lábios roçaram aos dela e rapidamente a sua língua explorou a dela. O beijo suave e carinhoso passou a ser mais intenso e as mãos de Jimin passaram a explorar o corpo da garota.
— ALÁ! É COISA DO CAPIROTO ESSES DOIS. — J-Hope gritou na beirada da piscina, jogando água em direção ao casal. — APAGA ESSA TOCHA QUE VOCÊS TEM NO CORPO, ISSO É PECADO.
— Pecado é eu não amar e beijar cada parte dela. — Jimin sem vergonha mordiscou o pescoço da garota e olhou em direção ao amigo. — Não acha? — Ele provocou, passando a mão em uma das coxas da garota.
— Tentação! Tentação e tentação. — Hope fechou os olhos, mergulhando novamente. — Deus, eu preciso que o senhor me deixe cego em relação a essas coxas, o que eu peço é somente isso! — Ele disse, tirando a cabeça de dentro da água e olhando novamente em direção onde as mãos de Jimin estavam acariciando. — Eu vou sair dessa piscina, parar de beber e virar um monge.
— Antes você não quer experimentar algo à três? — Novamente outra provocação de Jimin e Hope arregalou os olhos.
— Para, Jimin. — soltou uma gargalhada, levantando-se.
— É sério? — Hope perguntou animado ao ver a garota caminhar para longe deles.
— Claro que não. — Jimin riu.
— Então? — Hope ficou sem entender.
— Sabia que é pecado você cobiçar a namorada dos amigos?
— Eu não tenho culpa que ela é…
— Hope!
— Desculpa, vou me retirar! — Ele mandou um “ok” com a mão, dando as costas para Jimin. — JIN, ME PEGA NO COLO. EU PRECISO DO MEU PRÍNCIPE.
— Então você é minha branca de neve? — Jin começou a rir junto com Suga e Namjoon na outra ponta da piscina.
— Se eu sou a branca de neve… — Ele parou por um momento, olhando em todas as direções opostas da piscina. — Por que eu quero só um se eu posso ter sete?
A gargalhada ecoou por toda a parte da piscina e Jin não deixou Hope em paz um só minuto. O clima, o sol e também a bebida proporcionou durante toda a tarde várias risadas e também muita descontração. Risos, gargalhadas, piadas e até mesmo mesmo declarações foram surgindo conforme o nível de álcool ia aumentando. Ninguém ao menos mostrou preocupação em saber o que estava acontecendo no mundo fora daqueles portões. A única preocupação era curtir essas férias e esquecer que em algum lugar do mundo existia um perigo tão próximo, apenas esperando o momento certo para aparecer.

O prédio não era o mais luxuoso daquela região, mas ao olhar para cima e saber que a garota morava na cobertura já imaginava que só o aluguel daquele lugar era três vezes mais do que o seu salário o mês todo na revista. Min Ki riu, sabendo que em poucas semanas a sua conta bancária não estaria no negativo e nem a sua vida naquela miséria. Park Jimin e eram a sua segurança de vários milhões em sua conta e se não desse certo a reportagem, ele ainda tinha duas ou três opções para conseguir dinheiro. E uma delas era apenas a chantagem em cima da BH em vazar fotos, vídeos e depoimentos sobre uma suposta agressão que um dos membros do grupo participou na madrugada.
— Que droga! — Ele interrompeu os pensamentos, irritado e frustrado por descobrir que tudo aquilo estava ficando complicado com o passar das horas. — Elas foram rápidas abandonando tudo e sumindo.
— Min Ki, talvez você tenha razão em algum momento. — Suho parou frustrado diante do apartamento das garotas, analisando o prédio moderno e o vizinho gentil ainda estacionado na vaga mais à frente. — Essas garotas sumiram no mundo com esse grupo, elas não estão no apartamento. Não estão no restaurante e ninguém mais soube delas há dias, o que é muito estranho. Acredito e tenho a certeza que elas estão com eles e que o Dah-Ko foi um filho da puta que escondeu muito bem os rastros.
— Dah-Ko é conhecido por sempre ser ágil e esperto, só temos que ser um pouco mais que ele.
— Podemos entrar e falar novamente com o porteiro. — Suho sugeriu ao vê-lo irritado e apreensivo do outro lado do carro. — As vezes precisamos só pagar a mais do que o Dah-Ko já pagou. A quantidade de dinheiro que vamos ganhar com essa matéria vale qualquer esforço.
— Ele já disse que não viu nada e o que ele viu foram somente três vans pretas estacionadas na madrugada. — Min Ki soltou um suspiro frustrado, achando lógica nas três vans esperando por elas. Como ele iria imaginar que Dah-Ko foi tão rápido em sumir assim com o grupo? E ainda mais sumir também com a garota daquela maneira. Ele não podia simplesmente desistir de encontrá-la, muito menos permitir-se a ficar longe dela por tanto tempo assim. — Eu tenho que encontrar essa garota, Suho. De qualquer maneira eu preciso encontrá-la. Minha conversa com ela não acabou! — Nervoso, ele fechou uma das mãos e com a outra bateu de leve no capo do carro. — O Jimin é um maldito que acha que vai ficar com ela dessa maneira, ela nunca foi dele de verdade e se ele a amasse não tinha mentido daquela maneira na coletiva. — Transtornado, ele ainda continuou falando sem nenhuma lógica. — é esperta e vai saber disso tudo.
— Min Ki, por acaso você já conhecia essa garota? — Suho questionou, estranhando todo o comportamento e a maneira estranha que Min Ki ficava sempre ao falar o nome dela. Sem contar a sua curiosidade em saber o que tinha naquele gravador e porque o interesse dele em fingir aquele tempo todo que não estava procurando por nada. Min Ki escondia algo e Suho a cada minuto conseguia ter mais certeza sobre isso.
— Nunca tive nenhum contato com ela a não ser naquela noite. — Ele disse calmo, agora sustentando o olhar de Suho que ainda parecia bastante desconfiado. — É verdade. — Ele afirmou.
— O primeiro contato com ela foi na noite da agressão.
— Por que você fala como se já conhecesse ela há muito tempo?
— Porque eu estive vigiando os passos dela durante semanas. Eu sabia a hora que ela entrava no restaurante, a hora que saia e principalmente os horários que ela ficava trancada dentro do apartamento. — Ele recordou, lembrando de momentos que a seguiu por todos os lados de Seul. Principalmente nos dias de chuva que ela saia de casa pela manhã para ir até a banca de revista. — E eu acompanhei também a saga que ela fazia todos os dias chorando entre uma banca de revista e outra buscando por revistas onde o Jimin aparecia como capa. Eu estive com ela mais vezes do que eu consigo contar. — Min Ki relatou e o seu coração deu uma pequena apertada em saber que estava pelo menos algumas semanas distante da garota. — Eu preciso encontrá-la, Suho. De alguma maneira que eu não consigo explicar, eu e ela temos uma ligação!
— Ok! — Suho, mesmo estranhando toda a conversa, entendeu a lógica e também fez sentido que ele tivesse pesquisado bem a rotina dela antes de uma abordagem. Normalmente era isso que todos os jornalistas faziam antes de dar o bote em uma pessoa de “ouro” para um furo de reportagem. — Pensando bem agora, depois do que ele disse sobre as vans, faz todo sentido. Eles usaram duas para despistar e a última provavelmente estava com o grupo completo. Dah-Ko vai preferir escondê-los em algum lugar afastado. — Ele explicou, agora olhando diretamente para os olhos do amigo. — Min Ki, talvez eu tenha tido uma ideia… — Suho parou nesse exato momento quando seu celular vibrou dentro da sua jaqueta de couro preta. — Oi, Chi Ho. O que você tem pra mim? — Ele perguntou para o colega que do outro lado da linha começou a passar as possíveis coordenadas da cidade onde o grupo estaria passando as férias. — Então, nós temos essas três opções de cidades onde as vans foram vistas? — Mais alguns segundos e novas informações repassadas e Suho olhou para Min Ki já confiante e cheio de energia. — Temos a localização de três cidades. Três vans foram vistas e existem jornais, revistas e uma imprensa em peso buscando esses lugares para ver se descobrem algo.
— Então nós podemos fazer diferente.
— O que podemos fazer? — O amigo perguntou curioso, vendo os olhos de Min Ki se estreitaram e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
— Podemos começar a infernizar a vida do Jimin. — Ele disse claro, aproximando-se dele e envolvendo o ombro do amigo com um dos braços. — Quando o Jimin for atacado pela mídia e várias revistas e blog de fofocas começarem a falar sobre a vida dele, do grupo, do namoro e também de várias outras mentiras que podemos colocar na matéria. Ele vai ficar acabado com as fãs surtando em todos os lugares, em algum momento ele não vai aguentar a pressão e muito menos o Dah-Ko vai escondê-los por muito tempo. Alguma coletiva de imprensa, algum aparecimento ou qualquer live vai ser feita. — Ele fez uma pausa, apertando o braço em volta do ombro dele e soltando uma gargalhada em seguida. Era maravilhoso a ideia de brincar com Jimin e fazer com que ele saiba que essa fofoca partiu exatamente de Min Ki. Isso causaria uma reação e em algum momento o psicológico de Jimin ficaria abalado. — Não vamos citar a garota em nenhum momento. Apenas jogar que Park Jimin está em um relacionamento e inventar alguns outros detalhes. é a nossa cereja do bolo. E eu tenho uma coisa muito importante para fazer, antes de transformar a vida dela em um verdadeiro inferno.
— Se acharmos o Park, encontramos a garota e todos os outros!
— Exatamente. Por que vamos ter só a garota do Park? Ainda temos as outras duas que devem estar envolvidas com algum deles também, porque apenas ter a cereja do bolo se podemos ter o bolo inteiro? — Convicto do seu plano, Min Ki comemorou, dando a volta no carro e olhando para Suho. — Vamos direto para a redação. Preciso escrever no blog e também enviar alguns e-mails.
— Eu preciso resolver algumas questões pessoais. Te encontro em duas horas?
— Tudo bem. — Min Ki apreensivo bagunçou o cabelo um pouco e parou de frente para o seu carro olhando para cima. Sua mente estava cansada e o dia estava sendo muito corrido para ele analisar toda a situação que desenrolava, ele tinha certeza que em algum lugar da Coreia iria encontrar essa garota, mas o que tirou a tranquilidade foi a história de não encontrar o gravador. E também de Suho estar desconfiando de alguma coisa. — Suho, eu preciso resolver também algumas questões pessoais. Então ficamos combinados de em duas horas na redação?
— Tudo bem. — Suho olhou para ele desconfiado. — Não vamos um fazer nada sem o outro, combinado?
— Combinado. — Min Ki sorriu pegando a chave em seu bolso. — Somos um time e time que está ganhando não se mexe, certo?
— E nem escondemos segredos. — Ele provocou.
— Nem segredos, Suho. — Uma última olhada para ele e Min ki dirigiu em alta velocidade afastando-se rapidamente do lugar onde Suho ainda estava parado analisando o gravador que estava em suas mãos. Ele não sabia o motivo, mas algo de muito importante estava naquele aparelho e antes de encontrar-se com Min Ki ele iria descobrir a razão pela qual ele estava agindo daquela maneira estranha. Puxou o fone de ouvido que estava em seu outro bolso da jaqueta e sem ao menos esperar que Min Ki estivesse mais distante, plugou os fones no pequeno aparelho e em menos de cinco minutos ao escutar um suspiro e alguns gritos ele arregalou os olhos em choque sabendo que aquele grito provavelmente era de , a garota que Min Ki parecia ter desenvolvido uma obsessão.

Kook sorriu com o coração pulsando rapidamente ao abrir a conversa no Kakao talk e encontrar a foto da garota mandando um beijo. Várias outras na sequência, com ela fazendo um coração com as mãos e também mostrando um enorme e maravilhoso sorriso o deixavam sem reação toda vez que olhava a mesma foto. Ele perdeu a conta de quantas vezes a deixou aberta em seu celular apenas para ficar olhando a garota com quem estava conversando há uma semana. Não sabia ao certo sobre esse relacionamento. O que sentia com o passar dos dias era a necessidade crescer em sempre falar com ela todos os dias de madrugada. A intimidade e a cumplicidade foi algo tão rápido e envolvente que em menos de duas horas eles já estavam compartilhando problemas sentimentais, carreira, angustias e decepções. E ele não deixava de sentir-se culpado e confuso entre um suspiro e outro em mentir daquela maneira para .
Talvez, se ele tivesse sido sincero desde o começo e revelado a verdade de que ele era JungKook, do BTS, o assunto não teria sido desenvolvido dessa maneira. Alegre, divertido e viciante. Esconder sobre a sua verdadeira identidade e também sobre a sua real carreira profissional tinha sido uma das melhores opções, mas no fundo ele se sentia como um mentiroso por não ser totalmente sincero com a garota. merecia saber depois de todos esses dias a verdade e ele tinha um terrível medo de estragar o clima de carinho e romance que surgia a cada madrugada que passava conversando com ela. Um estalo de realidade o despertou dos pensamentos e ao olhar para o aparelho novamente soltou outro suspiro na sequência de um sorriso aberto de orelha a orelha.
— Kook o que você está fazendo sorrindo dessa maneira? — perguntou tão curiosa ao vê-lo jogado em uma das espreguiçadeiras da piscina. O sorriso no rosto dele ao olhar para o celular era de alguém que estava em um assunto pra lá de interessante e animado. E com toda a certeza do mundo não era com ninguém daquela casa. Kook sorridente e todo animado?
Mulher.
Com certeza.
Mulher.
, você não vai acreditar. — Ele riu, cochichando baixinho e chamando a namorada do amigo para mais perto. — Promete que você não vai falar nada? Ainda mais para o Suga que adora uma fofoca. — Ele lançou um olhar para ela e recebeu um soco na perna em seguida. — Ok, vou acreditar que esse gesto é uma resposta.
— Fala logo! — Ela insistiu, agora levantando da sua espreguiçadeira e indo sentar na dele. Não que soco fosse mentira. Ela conhecia muito bem o namorado para saber que só de sentar naquela espreguiçadeira com Kook renderia pelo menos uma madrugada toda de fofoca. — Não gosto de morrer curiosa e curiosidade deixa a pele ressecada.
— JIMIN! QUEIMA A BUNDA. — Ao longe gritou, passando com dois copos de tequila indo em direção à Taehyung. A pele da garota já estava muito vermelha e ela usava um biquíni roxo e lilás com algumas rendinhas na frente. — JIMIN! A BUNDA É O QUE AS FÃS GOSTAM, AINDA MAIS A SUA. — Ela gritou novamente, agora desviando sua atenção para e Kook de segredinho.
— Na realidade, as fãs gostam que o Jimin mostre o ABS. — Kook balançou a mão no alto, chamando a atenção de . — Todo mundo gosta do ABS do Jimin, quem não gosta do ABS do Jimin? , gosta. , gosta. Suga, gosta.
, gosta. — Ela mesma respondeu rindo.
— Kook também gosta…
— Odeio, Jikook. — fez uma careta, cruzando as pernas ao contrário do que inicialmente estavam. Suga reparou naquela cena e de longe mandou um coração para a garota. O olhar de Kook imediatamente desviou-se para o outro lado, não querendo cair na tentação de novamente olhar para algo do corpo de alguma das namoradas dos amigos. — Intimidade é uma droga. Agora nós temos a liberdade de ficar falando da bunda e do ABS do Jimin, daqui a pouco vamos falar de quem?
— Como é? — questionou, já um pouco alta com as garrafas de soju e agora doses de tequila. — Não posso ter preocupação com a bunda dos meus amigos? E adoro intimidade. Intimidade foi feita para ser usada e eu uso muito bem a minha com os meus amigos. E eu me sinto no direito de ficar preocupada com a coloração da bunda do Jimin.
— Você não tem preocupação com a minha. — Kook fez um bico chateado e começou a rir ainda com os copos na mão. — Será que alguém liga pra mim? Ou sabem que eu existo? Poxa eu quero tanto amor e carinho.
— Awn! — fez barulhinho com a boca e com dificuldade colocou os copos na mesa do lado e juntou-se aos dois. — O meu gatinho quer carinho? Quer uma bolinha de lã pra você ficar brincando também?
— Eu quero outra coisa para ficar brincando…
— Olha que menino safado! — bateu de leve no ombro dele e Kook começou a gargalhar alto. — Você é uma criança, não tem idade para ficar pensando em coisas assim.
— Meninas? Eu tenho mais de 20 anos…
— É UM BEBÊ! — voltou a gritar, agora apertando as bochechas dele. — Não existe outro Maknae no mundo mais lindo, mais fofo, mais meigo e mais puro…
— Eu não sou virgem. — Ele cortou a garota e rapidamente tirou os óculos em choque.
— O QUÊ? — Ela e falaram alto e claro, despertando a curiosidade de todos os outros que estavam em volta da piscina.
— Jesus. Meu Deus. Tudo o que existe na terra e o céu. — começou a orar e a chamar todas as divindades que ela lembrava o nome naquele momento. — JungKook, o que você está falando? Que você não é mais virgem? Como assim? Em que mundo nós estamos?
— Eu to chocada, não me toca. — boquiaberta balançava a cabeça, olhando para ele diretamente nos olhos. — Meu filho, meu lindo, meu bebê… — Ela parou por um segundo e respirou fundo. — Kook, eu praticamente troquei as suas fraldas.
— Por que vocês estão chocadas? — Kook coçou a cabeça, achando aquilo divertido. — Vocês lembram da noite que…
— Não! — colocou a mão na boca dele, impedindo que ele começasse a contar o fato em detalhes. — Não estou afim de escutar como você perdeu a virgindade. Só o fato de saber que você já usou a sua masculinidade por ai me deixa em choque, imagina se eu souber os detalhes.
— Deixa o garoto falar. — brigou, tirando as mãos da amiga da boca dele. Apesar de acreditar que Kook já tinha idade o suficiente para ter feito isso e várias outras coisas, era a mais compreensiva e mais mente aberta em relação à assuntos que envolvia sexualidade. Ela adorava aconselhar as amigas e principalmente escutar histórias durante horas e horas na madrugada. — Você queria me falar isso? Sobre que tinha perdido a virgindade? Awh! Que lindo.
— Por que ele iria falar sobre a virgindade dele com vocês? — Dessa vez quem surgiu no assunto foi e para a surpresa de todos ela sentou na espreguiçadeira do lado, querendo participar também do assunto. — Aliás, o que meus ouvidos escutaram? Kook perdeu a virgindade? Meu Deus!
— Por que eu estou falando sobre virgindade com vocês? — Kook sem graça rolou os olhos para o lado oposto dali e viu Jimin, Taehyung e Suga encarando o grupo que estava formado naquela espreguiçadeira. — Na realidade eu quero falar sobre outra coisa com vocês, agora que estamos com três mulheres lindas e maravilhosas…
— Quando começa com elogios é porque tem outra mulher envolvida. — disparou francamente, imaginando que a Kook estaria envolvido emocionalmente com alguma garota. Será que finalmente ele tinha encontrado alguém depois de tantas lamúrias por estar solteiro, abandonado e desprezado? — JungKook, confie nessa amiga que te ama, abra o coração e conte-me tudo. — abriu os braços e Suga do outro lado coçou a cabeça, fazendo uma careta. — É melhor você começar a falar logo porque o Suga não está com uma das melhores reações vendo eu sentada quase no seu colo.
— Ual! — riu, abaixando a cabeça e olhando de relance para o lado onde os três estavam. — O Jimin com cara de bêbado é sempre a mesma cara, então não tem nada de novo. Só que o Tae já é um pouco demais e , sinais com a mão é bem nítido que ele quer falar alguma coisa.
— Eu sei, vou ignorar ele. — riu, passando uma das mãos na bochecha de Kook. — Amorzinho, continua falando sobre a sua vida e como você virou um “homenzinho”. — Ela quis provocar Tae, que tirou o óculos ao vê-la tão íntima assim do amigo. — Ele ainda está olhando?
— Não quero ser comido com Hashi na janta, por isso não me usem como um pedaço de carne para fazer ciúmes. — Kook empurrou as mãos delas de lado e depois se afastou de . — Sou muito jovem para ficar em pedaços com a situação toda. Ainda não experimentei algumas coisas...
— Você está envolvido com coisas ilegais? — colocou a mão na boca, surpresa. — JungKook, o que você tem na cabeça? Com mulheres, ok. Agora essas substâncias? Você sabe que isso causa...
— Que barulho é esse? — Namjoon deu um pulo da cadeira, assustado ao ver três seguranças correndo em direção ao grupo. O olhar assustado de Suga fez com que o garoto corresse em direção a e envolvesse seu corpo com o da garota. — Isaac? O que é isso? — Ele ainda perguntou, deixando o óculos e o celular em cima da mesa.
O primeiro a apontar foi Isaac, conhecido por sempre manter a segurança do grupo em turnês mundiais, Dah-Ko deu a ordem expressa para que ele protegesse a casa e não deixasse que ninguém entrasse ou saísse daquele lugar sem nenhum tipo de proteção. E para ele estar correndo daquela maneira e a sua expressão carregada de preocupação, alguma coisa muito importante estava acontecendo.
— Corram para dentro. Corram! — Isaac balançou a mão no alto mostrando a direção da porta e olhando para o alto. — RÁPIDO, CORRAM! — Os outros dois seguranças pegaram os pertences deles jogados em volta da piscina e em pânico todos começaram a correr para dentro da casa.
entrou em choque com o susto e ficou paralisada com Kook e a segurando pelo ombro e Jimin ao vê-la daquela maneira correu desesperado, dando a volta na piscina. As pernas da garota começaram a tremer e em momento nenhum ela conseguiu fazer o seu corpo responder para levantar-se daquela espreguiçadeira e correr para bem longe daquela piscina.
— Amor, vem! — Jimin surgiu, puxando a garota pelo braço notando que ela estava cada minuto mais branca e ao empurrá-la para dentro da casa sentiu as mãos de Isaac o puxando para baixo enquanto os outros dois seguranças entraram acompanhados por mais três e todos começaram a fechar as janelas e portas da residência. — O que está acontecendo? O que foi? — Ele ainda perguntou, assustado com os braços em volta de que começou a chorar e a tremer de medo. Jimin sentiu o corpo dela ficar cada minuto mais gelado e jogou em cima dela uma manta para que ela ficasse aquecida. — Isaac! — Jimin chamou o segurança novamente. — O que aconteceu? O que é tudo isso? Que inferno é esse?
— O que é tudo isso? — J-Hope cambaleou de um lado e abraçou Jin, que também não conseguia entender nada do que estava acontecendo. — O quê? Terremoto? O mundo acabando? — Ele se encolheu com medo. — Tudo rodando, JinJin.
— Por que você foi beber desse jeito? — Kook passou um dos braços em volta do pescoço de J-Hope e Jin do outro lado fez a mesma coisa. O clima dentro da casa ficou tão pesado que Kook não pensou em outra coisa a não ser na maneira que Jimin olhava atento e com o corpo protegendo a namorada que ainda estava em choque no chão. — Não me solta!
— Subam! — Isaac ordenou, olhando para Namjoon sabendo que o líder iria ajudá-lo a levá-los para o andar de cima da casa onde não existia muitas janelas e acessos para a parte externa. — Por favor, subam e daqui a pouco eu encontro vocês. — Ele pediu cauteloso ao ver o quanto todos estavam assustados. Isaac sabia da história com as garotas e por isso ficou bastante assustado e aflito ao notar drones e helicópteros sobrevoando a casa a procura de alguma coisa. — Não fiquem tensos, apenas procedimentos de segurança. Ninguém pode saber da presença de vocês nessa casa. Ninguém! E o meu trabalho é garantir a proteção de todos vocês, por isso me obedeçam, por favor.
— Ai meu Deus. — J-Hope segurou forte na mão de Jin e de Kook, buscando apoio. — Nunca mais bebo, sempre que eu fico feliz desse jeito acontece alguma desgraça. Deus não está feliz comigo, o que eu fiz de ruindade nesse mundo? Será que foi o dia que eu olhei o Suga tomando banho?
— Por que você me olhou tomando banho? — Suga levantou os ombros, não entendendo os motivos para J-Hope vê-lo tomando banho.
— Calem a boca! — Jimin pediu, passando os braços em volta do corpo de e impulsionando a garota para que ela levantasse. — Amor, olha pra mim. — Ele buscou chamar a atenção dela. — Não é nada. Não é ninguém. O Isaac não vai deixar que nada de ruim aconteça com a gente, fique tranquila. — Puxando ela para os seus braços, soltou um longo suspiro, afundando o rosto contra o peito dele. Jimin a sentiu fria e o corpo tremendo. De olhos fechados ele forçou ainda mais o abraço, mostrando que estava ali e que não pretendia em momento nenhum soltá-la. — Eu estou aqui, não vou deixar ninguém chegar perto de você. Eu te amo, amor. Fique calma, por favor.
— Nós todos estamos aqui. — passou as mãos nas costas da garota sentindo que a amiga precisava de segurança naquele momento delicado. Depois de vê-la daquela maneira a sua cabeça automaticamente gritou em alerta para que ela ficasse mais perto da amiga. — Vamos subir, o Jimin vai levar você para o quarto e eu vou fazer um chá para relaxar um pouco.
— Subam! — Isaac pediu novamente, fazendo um gesto com a cabeça para que os outros seguranças fossem lacrando todas as outras portas da casa. — Fechem tudo e fiquem dentro do quarto.
— Vamos. — Namjoon chamou o grupo, indo em direção à escada. Suga e subiram na sequência acompanhando Namjoon e todos os outros acompanharam a mesma direção deixando apenas e Jimin ainda parados ao lado do sofá. J-Hope teve dificuldade para subir, mas Jin e Kook o seguraram na ponta da escada para que ele não caísse e por fim, Jimin olhou dentro dos olhos da namorada e mantendo o sorriso nos lábios segurou a sua mão caminhando com ela para o andar de cima. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Isaac o encarou balançando a cabeça mostrando que tudo estava bem.
— Ok. Eu quero que vocês fiquem em alerta 24 horas por dia. Não quero ver nada sobrevoando essa casa e todos os empregados vão ser mandados embora e sempre que forem arrumar a casa eu quero que o grupo fique em algum lugar onde ninguém tenha contato com eles. — Isaac deu ordens para os outros seguranças e puxou o celular que estava no bolso do terno. O número de Dah-Ko estava na discagem rápida e em dois toques ele atendeu. — Tudo bem por aqui. Eles estão nos quartos e não deu tempo de ninguém vê-los na piscina. Repassei as ordens e amanhã mesmo novos empregados vão fazer a limpeza da casa, não vou deixar eles saírem sem companhia e pedi o reforço de mais três homens para a parte externa da casa. — Ele explicou para Dah-Ko por mais alguns segundos e depois fez silêncio, escutando do outro lado algo importante que Dah-Ko falava muito rápido. — Sim, senhor. Fique tranquilo, não vamos deixar ninguém chegar perto deles. Muito menos das garotas, eles estão seguros! E eu garanto isso, Dah-Ko. — Isaac afirmou, fechando uma das mãos e com a outra desligou o aparelho. — O nosso trabalho é proteger esse grupo e nós temos que fazer isso. Fiquem atentos, eu vou me ausentar e descobrir de quem são aqueles drones.
O grupo de seguranças balançou a cabeça obedecendo as ordens e Isaac ficou apreensivo parado na ponta da escada olhando para cima. Ele soube nesse exato momento que o seu único esforço era manter o controle emocional do grupo e também a tranquilidade. Ao vê-los daquela maneira sentiu-se impotente e com medo que eles não ficassem tranquilos pelos próximos meses. E para garantir essa tranquilidade ele tinha que caçar as pessoas que estavam curiosas com a casa e quando os encontrasse iria garantir que a paz do grupo não fosse prejudicada. Esse era o seu objetivo e também o seu único trabalho.


Continua...

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Nota da autora: KCT DE MIN KI MALDITO, DESGRAMENTO, BABACA E EMBUSTE! ELE VAI FERRAR COM A PORRA TODA.

O que foi essa cena do Hope com o Jin? E que cena é essa do Kook? E O QUE? Vamos ter mais um casal nessa fanfic? Quem sabe? Talvez?

Espero que vocês tenham curtido esse capítulo porque nos próximos vem bomba por ai. Muita coisa vai acontecer. Principalmente o Suho descobrindo esse gravador!

Muito obrigada por todo o carinho e por todos os comentários. Amo vocês e amo amo amo todo mundo fazendo parte dessa história comigo.




Outras Fanfics:


SHORTFICS:
01. Call Me Baby [Ficstape #062: EXO – Exodus]
03. Best Of Me [Ficstape #070: BTS – Love Yourself: Her]
03. This Is How I Disappear [Ficstape #068: My Chemical Romance – The Black Parade]
04. Permanent Vacation [Ficstape #067: 5SOS -Sounds Good Feels Good]
05. Stigma [Ficstape #080: BTS – You Never Walk Alone]
05. I'm Sorry [Ficstape #084: The Maine – Pioneer]
07. Let’s Dance [FICSTAPE #065: Super Junior – Mamacita]
Hug Me [Doramas – Shortfics]

Music Vídeo:
MV: Don't Forget [Músic Vídeo - KPOP]
MV: One More Chance [Músic Vídeo - KPOP]

EM ANDAMENTO:
Love Is Not Over [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Let Me Know [KPOP – Restritas – Em Andamento]
One More Chance [Restritas - Outros – Em Andamento]


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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