Última atualização: 01/06/2018
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Capítulo 12

O bloco de anotações na mão do policial e a caneta batendo na ponta do bloco era o barulho que deixava Min-Ki incomodado e ao mesmo tempo apreensivo por não saber todos os detalhes e provas concretas que a polícia tinha em mãos do ocorrido na noite anterior. Ele podia muito bem manter a história que ensaiou com Suho ou então inventar um nome qualquer de um agressor e tudo levaria a filmagens, testemunhas e alguma coisa que fosse possível ser usado para prender a pessoa por trás desse ocorrido. O momento era de tensão e cuidado para que não perdesse o foco e nem a linha de raciocínio. Toda a história e a sequências dos acontecimentos tinham que bater em todas as versões e perguntas que o policial fosse fazer. E Min-ki não estava tão à vontade sabendo que tinha sido aberta uma acusação contra ele por agressão e abuso.
— Como é possível não existir nenhuma câmera nessa região? O senhor tem certeza que ninguém viu o agressor? E como essa garota pode falar que eu sou o culpado? — Min-Ki revoltado gesticulava em cima da cama enquanto o policial fazia um extenso interrogatório sobre a noite da agressão. Por incrível, ele era um ótimo ator e não demonstrou em nenhum momento o nervosismo enquanto se colocava no lugar de vítima da situação. Ele acreditava fielmente que não era preciso toda a preocupação pelo fato de que não existiam provas concretas para incriminá-lo. Muito menos filmagens sobre o suposto abuso que teria sofrido naquela noite. A polícia não tinha nenhuma testemunha e então o que somente existia era apenas uma acusação de uma garota sem fundamentos contra um álibi perfeito dele.
— Fique calmo e me conte novamente o que aconteceu. — O policial pediu calma e também que Min-Ki falasse pela terceira vez todos os acontecimentos da noite. O tremor nas palavras dele e a maneira desenvolta que ele falava sobre o assunto deixou o Policial um pouco na dúvida se realmente ele estava falando a verdade ou apenas assustado por não saber de fato o que realmente levou ele a ser agredido daquela maneira.
— Como eu disse. Combinei com o meu amigo, Suho de ir jantar naquele restaurante que é bastante conhecido na região e eu fiquei parado com o carro na rua de trás do restaurante. — Ele iniciou novamente a história e a todo momento a sua voz estava muito calma sem demonstrar a mentira. — O restaurante ficou muito cheio e não achei nenhum lugar para estacionar e quando eu fiquei dentro do carro esperando o Suho aparecer, notei alguma coisa estranha acontecendo na rua que é bastante escura. Ouvi alguns gritos e desci do carro rapidamente e foi onde eu não consigo me lembrar de nada. — Agora ele fez uma pausa, deixando que sua voz ficasse carregada de emoção para a próxima cena da mentira. — Eu só senti a pessoa me empurrando e depois sendo violenta. Recebi vários socos e chutes no rosto, tentei me defender e quando cai no chão eu achei que fosse morrer. Em nenhum momento a pessoa parou de me agredir e foi quando eu perdi a consciência e acordei no hospital. — Ele terminou, finalizando o álibi sem deixar nenhuma dúvida que ele estava envolvido ou que seria o motivo dos gritos da garota. Min-Ki já tinha combinado com Suho toda a história e também pediu para que o amigo forjasse algumas ligações e mensagens em seu celular na mesma noite, forçando a ideia de que eles estavam em contato marcando um lugar para se encontrarem. Tudo tinha que estar em perfeita harmonia, Min-Ki contou a mesma versão três vezes e não tinha mais o que ser feito ou ser falado. Tudo parecia se encaixar perfeitamente, nenhuma ponta solta e nenhuma dúvida no ar. Apenas a dúvida de quem o teria agredido e um nome não conseguia sair da sua cabeça. O grito e o nome eram as suas únicas lembranças. Além de toda a dor e seu rosto todo cheio de hematomas.
Ele sabia que em algum momento dos próximos dias estaria recebendo alta e o primeiro lugar que iria seria na casa de e também no restaurante, na esperança que pudesse encontrar o que tanto deixava o seu coração aflito. O gravador que estava em seu bolso na noite do ocorrido. A única prova que o colocaria em uma grande confusão se caísse em mãos erradas. Toda a conversa com a garota e também todas as ameaças foram gravadas e ele chegou a temer que a polícia tivesse encontrado e que usasse isso como prova.
Min-Ki sabia que tinha um ótimo álibi e que era apenas questão de tempo para encontrar e terminar a conversa íntima e quente que tinham sido interrompidos. Ela não ficaria livre e muito menos teria paz enquanto ele estivesse buscando por uma matéria exclusiva e também por um contato mais próximo com o corpo da garota.

O lance de escadas parecia nunca terminar e o Kook passou cerca de cinco minutos tentando se arrastar por eles, sem vontade nenhuma de arrumar as coisas em seu quarto. Ele sabia que dentro de poucas horas a casa ficaria movimentada com várias pessoas entrando e saindo, seguranças, assessores e toda a equipe que ficaria encarregada de levá-los em segurança para a casa em Gangneung. O combinado foi do grupo sair logo pela madrugada longe de todos os olhares curiosos e suspeitas, a van estaria esperando pelo lado de dentro e para que não levantasse nenhuma suspeita uma segunda e uma terceira van também seria usada para dispersar os paparazzi persistentes que provavelmente esperavam do lado de fora na esperança de conseguir alguma foto exclusiva do dia a dia do grupo. Tudo estava sendo feito com a máxima descrição e a essa altura nada podia acontecer de maneira errada ou suspeita. O sol já estava se pondo e Kook sabia que provavelmente era o último a arrumar suas coisas, a dor de cabeça ainda persistia e ele jurou nunca mais beber nada alcoólico.
— Eu não deixei a porta do meu quarto trancada? — Kook coçou a cabeça, parado na porta do quarto e vendo que ela estava entreaberta. — Não gosto quando essas coisas acontecem, fantasmas ou espíritos não são bem vindos dessa maneira. — Ele rolou os olhos pelo corredor de um lado e depois do outro. — Ok, nada de errado no corredor. — Verificando a possibilidade da janela estar aberta e um vento forte ter entrado e aberto a porta era a melhor solução para que ele pudesse dormir a noite em paz. — Adora se fazer de machão e quando algo assim acontece parece uma menina. Que feio, JungKook. — Ele resmungou, começando a rir e a entrar no quarto. O local estava escuro e rapidamente tateou a parede procurando pelo interruptor.
— APAGA ESSA LUZ! — Jimin gritou e Kook deu um grito assustado ao olhar para a sua cama e encontrar Jimin e enrolados em um lençol. Os seus olhos ficaram tão arregalados que ele tentou não ficar impressionado, assustado ou muito menos reparar no par de coxas maravilhosas que tinha e que rapidamente Jimin cobriu com parte do lençol. — Kook? Você não sabe bater?
— QUE...QUE… O QUÊ? — Ele boquiaberto deu um pulo para trás com as mãos na frente do rosto. — MINHA CAMA! JIMIN, MINHA CAMA!
— KOOK, RESPEITA A MINHA PRIVACIDADE! — Jimin berrou, pegando alguns travesseiros em cima da cama e atirando em direção ao amigo. Ele não era bobo e nenhum pouco lerdo ao ver que os olhos dele passearam por um momento pelas coxas de antes mesmo de ficar espantado de verdade. — Tira o olho da minha namorada. Esquece que não vamos virar um triângulo!
— MALDITO! ESSE QUARTO É MEU. — Kook, aos gritos, devolveu os travesseiros, jogando em direção a cama e tentando imediatamente fechar os olhos para não enxergar mais nada. — JIMIN, POR QUE MEU QUARTO? MEU SANTUÁRIO, MINHA CAMA, MEU OÁSIS SAGRADO!
— Pelo menos estreamos essa cama com um pouco de fogo. E que fogo. — Ele riu, buscando os lábios da garota e dando um pequeno beijo. ficou em silêncio, não conseguindo falar nada a não ser sentir vergonha por estar nua na cama de Kook. — Você agora pode dormir com o meu cheiro por toda essa cama e nunca mais vai sentir saudades.
— Jimin eu não acredito nisso. — Kook balançava a cabeça andando de um lado para o outro. Como era possível Jimin ser tão desnecessário ao ponto de transar com em sua cama? — Jimin, eu não acredito que você teve a audácia de transar na minha cama e ainda usando o meu lençol mais caro. O que você tem na cabeça? Cadê o seu quarto?
— Não consegui esperar. Sabe, o fogo me deixou transtornado e o primeiro quarto que eu vi…
— Kook, amorzinho. — fez uma voz fofa, levantando um pouco o corpo e Jimin segurou o lençol na parte de cima do corpo dela deixando um pouco as pernas da garota descobertas. Kook tentou não notar esse detalhe e continuou seguindo firme de olhos fechados para não cair na tentação de olhar para a namorada do amigo. — Desculpa por isso, eu avisei o Jimin que não era um bom lugar e que você ficaria muito bravo e chateado.
— CHATEADO? BRAVO? EU? — Outro grito repercutiu pelo quarto e J-Hope assustado surgiu pela porta, procurando o que estava acontecendo no quarto do amigo.
— O QUE FOI? ASSALTANTE? O QUÊ? ONDE? — Ele afobado entrou procurando em todos os cantos e ao olhar para a cama viu novamente a cena que seu cérebro tentou apagar a todo custo. — DE NOVO? NÃO ACREDITO NISSO! — J-Hope tampou os olhos não sendo capaz de encarar as pernas da garota na cama. — Só pode ser tentação do capiroto isso na minha vida. O que eu fiz de tão ruim? Pra que ficar esfregando essas coisas assim na minha cara? É pra eu pecar? — Ele resmungou tanto que ninguém mais conseguia entender a não ser ele próprio todas aquelas lamúrias. — Eu tenho certeza que eu vou para o inferno por causa dessa garota.
— Você não acha que está olhando demais para o corpo da ? Fiquei um pouco detalhista nos últimos minutos e tenho certeza que eu vi você reparando. — Jimin tentou parecer direto que não tinha gostado da maneira que o amigo prendeu a atenção em . — Controle suas emoções ou vamos ter problemas nessa casa.
— Emoções? Eu preciso da minha garrafa. Você não tem idéia de como a emoção quer ficar em pé. — J-Hope falou atentamente olhando para o rosto do amigo e depois novamente para a garota. — Isso não é coisa de Deus. Não é mesmo.
— Vamos embora desse quarto. — Kook puxou J-Hope pela blusa para fora do quarto antes que ele começasse a rezar em todas as línguas existentes no mundo. O escândalo já estava armado e nada mais podia ser feito a não ser ele colocar fogo no lençol, na cama e também em Jimin por não controlar os hormônios e se atracar com a namorada em qualquer lugar. — J-Hope, você precisa controlar um pouco a maneira que olha para a namorada do seu amigo. Pensa que eu não notei? Até começou a enrolar a língua.
— AQUELA GURIA É UMA TENTAÇÃO… — Ele alterado gritou e Kook partiu para cima dele tampando a boca do amigo com uma das mãos. Jimin provavelmente tinha escutado e não somente ele como também a casa toda. Concordava que era linda e que qualquer homem em sã consciência acharia ela atraente e muito encantadora. O que não podia acontecer era Jimin saber que os amigos achavam tudo isso em segredo.
— Cara, controla o que você fala! — Kook o alertou.
— Kook, eu não consigo me livrar dessa garota. — Nervoso e desesperado J-Hope colocou a mão na cabeça e depois no coração. — Ela vai me infartar, essa garota é o capiroto e quer transformar a minha vida em um inferno. Por que ela fica esfregando aquelas pernas na minha cara? Eu não tenho coração pra isso. — A voz dele saiu misturada com tremor e ao mesmo tempo eufórica. — Kook, você entende a minha situação?
— Depois de ver tudo aquilo eu realmente consigo te entender. — Kook companheiro passou a mão pelo ombro dele levando o amigo para longe da porta. — Essa garota tem uma par de coxas que me deixou impressionado e curioso para saber o que mais podia me surpreender.
— Bate na boca, isso é pecado. — J-Hope virou-se para ele dando três tapinhas de leve na boca do amigo. Jimin ficaria maluco caso descobrisse que os amigos tinham curiosidades idênticas de conhecer um pouco mais do corpo da namorada. Além de ser uma coisa totalmente errada, ele com certeza perderia a paz no coração e partiria para a agressão física. — Deus disse para não cobiçar a mulher do próximo. Por isso eu preciso voltar a me entender com ele e pedir para que não fique mandando essas aprovações na minha vida. — Agora ele abriu os braços olhando para cima. — Oh, pai. Isso é um jogo comigo? Porque justo comigo?
— A carne é fraca. — Kook suspirou encostando na parede do corredor e olhando para J-Hope de olhos fechados e com as mãos para o alto. — Jimin é um homem feliz e eu nessa frustração com falta de mulher. O que adianta eu ter essa pele, essa voz e esse sorriso maravilhoso se não consigo ninguém? — A frustração foi tão grande que ele nem ao menos se deu conta que J-Hope agora estava parado de braços cruzados olhando atento para ele. — E todas as minhas habilidades? Eu sou ótimo com a boca, com o corpo e tenho todo um gingado que mulher nenhuma consegue resistir.
— Deus não gosta de mentirosos também, você sabia? — Ele encarou o amigo e Kook deu de ombros ignorando a provocação. — Mulher nenhuma ia conseguir ficar do seu lado. Grudento, sem vergonha e ainda achando que é o último biscoito do pacote.
— Eu sei do que elas gosta, J-Hope e eu só não tenho uma namorada pelos motivos que são os mesmos que os seus. — Ele cortou o amigo e recebeu outra olhada atravessada.
J-Hope sabia que a falta de uma namorada na vida do amigo não era por causa da sua carreira ou por medo de algo, Kook levava a vida na certeza que não gostaria de viver um relacionamento à distância e que o momento não era para se envolver emocionalmente com ninguém e o único envolvimento que atualmente prezava era com a sua carreira. Agenda, shows, turnês, programas e viagens. Tudo isso era o compromisso que ele queria ter por muito tempo e com esse foco ele sabia que Namjoon também compartilhava da mesma opinião.
Talvez em um futuro não muito distante um relacionamento estável e um sentimento duradouro transformasse a sua vida de outra maneira, mas no momento o foco era manter o BTS em turnê mundial e não deixar o coração falar mais alto do que o próprio sonho de ver o grupo sendo o número um em todos os países.

Faltando poucos mais de meia hora para o carro chegar e levá-los para Gangneung, Suga surpreendeu a namorada na cozinha e em cima da mesa deixou uma enorme caixa preta com um enorme laço vermelho. Ele sabia que ela não estava esperando por esse presente e que muito menos sabia o que tinha dentro daquela enorme caixa. A surpresa fez a garota levantar rapidamente e Suga começou a rir sabendo que esse era o momento em que tanto estava esperando nos últimos meses.
— Min Yoongi, o que você acha que vai fazer? — o encarou surpresa enquanto ele apontava para a caixa esperando que ela fosse rápida para abri-la. — O que é isso? Por acaso é uma bomba? Algemas?
começou a rir imediatamente, não conseguindo acreditar que Suga só podia ser o amor da sua vida inteira por ser tão perfeito e maravilhoso. As vezes ela conseguia duvidar que ele existia ou que merecia um homem desses em sua vida. Talvez Deus tivesse sido muito atento a todos os seus pedidos, orações, súplicas e mantras feitos ao longo dos anos pedindo que colocasse um amor em sua vida. Suga não era somente o seu presente, a sua súplica ou seu mantra, ele era o seu amor, sua paixão e o homem que enchia o seu coração de luz e felicidade apenas existindo no mundo ao seu lado.
— Curto a ideia de te algemar na cama. Na realidade poderíamos tentar isso da próxima vez, ou então você pode me amarrar e começar a abusar do meu corpo com essa boca maravilhosa. — Ele sorriu sacana pelo canto da boca, esperando ver a reação dela ao falar sobre ser ser amarrado daquela maneira na cama.
— Min Yoongi, você não pode me atentar desse jeito.
— Eu sempre fui uma tentação mesmo.
— Bebê, você não pode ser maravilhoso desse jeito. — Ela sorriu, passando carinhosamente a ponta dos dedos pelo rosto dele.
— Sou assim sempre que eu preciso demonstrar o quanto eu sou apaixonado por você. — Ainda sorrindo ele tirou as mãos da caixa e puxou a garota, envolvendo-a com seus braços. — Posso me apaixonar por você todos os dias? Porque não consigo fazer outra coisa a não ser me apaixonar e amar tudo o que existe em você.
— Suga, como você consegue ser apaixonante dessa maneira? — O sorriso era a única resposta que ela conseguia no momento ao ficar embaralhada com aquela declaração. O ar pareceu ficar mais intenso e o corpo estremeceu com aquele contato e os lábios lentamente foram se aproximando. — Eu te amo tanto que eu não consigo mais declarar meu amor por você de outra maneira a não ser sorrir.
— O meu amor por você não tem outro significado e tudo o que eu consigo fazer todos os dias é pensar que eu sou o cara com mais sorte desse mundo. — Novamente outra declaração e dessa vez o perfume dele ficou mais forte quando levemente roçou os lábios contra a pele da bochecha da garota. — Tenho a mulher dos meus sonhos bem assim, nos meus braços e ainda consigo me apaixonar por ela todos os dias. Meu coração reconhece o seu e tudo o que existe nele. , a sua voz é capaz de mudar o meu dia. O seu sorriso é algo que eu procuro todas as manhãs, tudo fica completo e maravilhoso quando eu tenho a certeza que tenho você assim, por completa. Do que eu preciso nesse mundo? Nada. Você é o meu tudo que eu tanto preciso.
— Suga…
— Sh! — Ele tampou a boca dela com um dos dedos e direcionou a boca para o pescoço dela. — Não consigo fazer outra coisa a não ser querer sentir esse perfume, essa pele macia e esse gosto que eu sei que só você tem. Meu corpo não consegue controlar o desejo, a loucura e todo o formigamento que tenho toda vez que você chega perto. — Agora ele gargalhou bem baixo mordiscando a região. — Como você consegue me deixar louco dessa maneira? Se eu te contasse todas as loucuras que penso fazer com você. — A língua dele deslizou agora por toda a extensão deixando um rastro de beijo misturado com pequenas mordiscadas. A outra mão subiu para a nuca da garota e pressionando o rosto dela com mais força ele intensificou a carícia e soltou um pequeno suspiro. — Garota, você consegue me deixar maluco até quando suspira. O que eu faço com você? Que tipo de magia é essa? Você tem noção de tudo o que eu sinto por você? Do que eu seria capaz de enfrentar só pra ficar ao seu lado?
— Suga… — Ela novamente tentou falar dessa vez sendo interrompida com os lábios dele pressionando os seus. A língua quente e úmida de Suga invadiu a boca da garota buscando a dela e foi nesse momento que sentiu suas pernas ficarem fracas. O choque daquele contato causou uma eletricidade por todo o seu corpo e Suga apenas segurou o corpo dela mais perto, forçando ainda mais a mão em sua nuca. O contorno dos lábios eram tão perfeitos que pareciam apenas um e a maneira delicada, saborosa e ao mesmo tempo intenso e profundo com os movimentos dele causaram uma certa euforia e ela não conseguia controlar o ritmo que seu coração começou a bater. Ela não conseguia expressar, explicar ou até mesmo dizer com todas as palavras o que esse homem conseguia causar em sua vida e em seu corpo. O amor, a paixão e a necessidade que ela tinha de viver ao seu lado pelo tempo que fosse permitido. Nada mais tinha outro sentido a não ser acordar todas as manhãs sentindo o seu perfume pela cama, a sua voz doce, suave e ao mesmo tempo grave ao dizer um simples “bom dia” e todo o carinho, atenção, compreensão e dedicação que ele ao acordar e fazer com que ela se sentisse realizada, completa e feliz. Suga conseguia ser delicado nas palavras, intenso na maneira de agir e simplesmente maravilhoso ao lidar com todos os sentimentos e demonstrações de carinhos. Só ele, somente ele conseguia atingir o ápice de ser o homem mais perfeito do mundo e com os melhores lábios e carícias da Coréia.
— Eu te amo, amo e amo tanto que às vezes até parece que eu não consigo controlar esse sentimento… — Ele disse, tão suave e sereno ao descolar os lábios que ela ainda manteve os olhos fechados esperando não acordar se aquilo tudo fosse um sonho. — Quero viver ao seu lado, quero estar com você em todos os momentos e ser não somente o seu namorado, quero ser o seu amor, seu amigo, seu companheiro e dono do seu coração. Quero ser livre para te amar e gritar para o mundo que eu não quero estar em outro coração a não ser o seu, amor.
— Você é meu príncipe.
— E você a princesa de todo o meu reino. — Ele lentamente soltou as mãos de sua cintura e como se estivesse esperando por esse momento a vida toda o sorriso demonstrou que estava escondendo algo muito importante e ela inclinou a cabeça para o lado desconfiado que alguma coisa estava para acontecer. — Amor, eu sei o quanto tudo isso é complicado. Nossa relação, os últimos acontecimentos e tudo o que vamos ser obrigados a suportar durante esses meses em alguma lugar afastado do mundo. E tudo o que eu quero é exatamente ficar ao seu lado todos os dias da minha vida, por isso…
sentiu suas mãos começarem a suar frio ao notar que Suga estava ficando de joelhos e tudo o que estava em sua volta pareceu andar em câmera lenta.
— Amor? O que você perdeu no chão? — Ela perguntou, sentindo agora as pernas trêmulas e o coração quase saltando pela sua boca. — Suga, amor? O que é isso? — Novamente a pergunta e o descontrole quando finalmente ele estava de joelhos em sua frente.
— Que preocupação é essa? Eu preciso amarrar o cadarço do meu tênis. — Ele encarou a namorada, estranhando a reação desesperada sem motivos.
— Ah. Claro. Amarrar o cadarço. — sem graça desconversou, não querendo demonstrar o tanto que a vergonha queimou em seu rosto pensando que Suga iria pedir a sua mão em casamento. Talvez fosse o seu maior desejo e sonho, mas sabia que para esse grande passo acontecer ele teria que enfrentar muitas situações complicadas e que esse momento ninguém buscava se envolver em mais problemas. A viagem estava programada e tudo o que aconteceria da maneira que Dah-Ko disse. Férias, paz, tranquilidade e um lugar para que ficassem a vontade.


Capítulo 13

Uma semana depois...
Acordar por diversas noites naquele lugar silencioso e não ter responsabilidade nenhuma com o restaurante era tão maravilhoso que às vezes esquecia que no final do mês tinha algumas contas acumuladas do apartamento, despesas, cartão de crédito e outras coisas importantes como a parcela do carro que tinha insistido que elas comprassem. O único detalhe do carro era a real necessidade dele no momento. Ele ficou em Seul, na garagem, e ela não tinha nem coragem de dirigir-lo durante o dia a dia. E agora com os últimos acontecimentos ele não seria usado para nada. Jimin não iria desgrudar dela um só minuto e tinha a certeza que sua vida em Seul nunca mais ia ser a mesma depois de Min-Ki. Então a pergunta que não conseguia ser respondida novamente era: qual a necessidade de um carro?
— Preciso trocar de amigas com urgência. Não aguento mais aquelas duas. — Ela resmungou para não despertar Taehyung que estava deitado em forma de conchinha com ela. A cama era tão espaçosa que ela não entendia qual a necessidade que ele tinha de dormir tão agarrado dessa maneira, mesmo sabendo que ela as vezes tinha a necessidade de dormir bem à vontade. Por exemplo, sem nenhuma peça de roupa. E ele, por outro lado, não tinha hábito de dormir sem roupa e sempre usava um pijama confortável e um bolo de cobertas que nesse calor parecia algo de outro mundo. — Não sei se eu fico com calor por essa coberta ou se é fogo mesmo com esse homem dormindo tão agarradinho dessa maneira. — Ela soltou uma respiração profunda. — Deus, o senhor vem testando a minha fé? Como posso ter o homem mais lindo do mundo na cama assim? É um sonho?
— Sou a sua visão do paraíso? — Ele perguntou, assustando ela de repente ao acordar daquela maneira. Na realidade ele estava acordado já há um bom tempo e não teve coragem de levantar-se da cama onde estava tão quente e aconchegante, dormindo dessa maneira com a namorada. Não precisava de mais nada para ficar completo a não ser acordar todas as manhãs com a presença dela na cama. Às vezes, Taehyung parecia viver em um sonho e o sorriso dela era a sua dose diária de realidade. Saber que tinha seu amor em seus braços dessa maneira o deixava não feliz, mas finalmente completo. — Amor, eu sou o seu paraíso e você é minha eva?
— Você é a cobra que ficou me tentando…
— Cobra. Hum! — Ele interrompeu, cravando levemente a unha na barriga dela. As mãos dele percorreram por todo o seu corpo e soltou um gemido tão curto que Taehyung contorceu um pouco o corpo, ficando surpreso. — Essa cobra pode te morder em todos os lugares, você sabe, né? Não vejo outra razão a não ser morder você todinha.
— Deus não tem nada a ver com isso! Você é enviado do parceiro lá de baixo. Principalmente com esse lance de morder. — começou a rir, sentindo agora o namorado travar o corpo junto ao dela. O volume começou a ficar perceptível e Taehyung começou a rir alto. Ele não conseguiu controlar os instintos e muito menos ainda sentindo o corpo dela tão quente assim. — Ok. Além dele enviar você, enviou uma coisa que não respeita ninguém e tem vida própria? Porque eu consigo sentir uma terceira presença entre nós. — Ela fez uma pausa. — Literalmente entre nós!
— Você conhece ele muito bem. Sabe o tanto que ele sente a sua falta…
— Taehyung, ele não tem do que reclamar. — Injuriada ela o afastou um pouco, empurrando o corpo dele com a própria bunda. — AI, QUE ISSO! — Ela gritou assustada. — TAEHYUNG!
— O quê? Ele também revida. — Taehyung descontrolado começou a apertar a barriga dela, começando uma crise de riso pelo quarto. — Já faz o quê? Doze horas que ele se sente solitário? Uma alma perdida vagando pelo limbo?
— Coitado, então ele precisa de um carinho, atenção, amor e…
— Muitos beijinhos. — Ele completou.
— Muitos beijos e também muitas…
— Lambidinhas. — Novamente ele completou, sussurrando tão próximo do ouvido dela. — Ele só precisa que você brinque com ele um pouco. — Sua língua percorreu pelo lóbulo da orelha, deixando ali uma leve mordida. — Daquele jeito que só você sabe, amor.
— Não me tenta, Taehyung. Não me tenta! — Ela tentou desvencilhar dos braços dele, lutando contra a vontade de também passou a surgir em seu corpo. — Eu estava toda concentrada pensando em coisas importantes. E você me surge com um assunto de cobra, revidar, limbo…
— Desculpa, amor.
— Tudo bem.
— O que você estava pensando? — Ele perguntou.
— Pensando no restaurante e na fatura do cartão de crédito. — Ela fez uma pausa sabendo que não era somente nisso que estava pensando. sabia que Chung-Ho era o seu anjo da guarda e que a administração do Mugyodong estava em boas mãos. Tudo o que tinha que preocupar-se no momento era exatamente como ficar ao lado de sem mencionar o que tinha descoberto na noite anterior. Sem que Taehyung notasse que estava acordada, ela escutou a ligação de Dah-Ko na madrugada e as notícias não eram boas o suficiente para ser motivo de comemoração. A frustração na voz do namorado ao falar sobre a falta de provas e um álibi para a noite do incidente foi o necessário para que ela soubesse que Min-Ki não tinha sido preso.
No decorrer da conversa a indignação na voz de Taehyung a respeito do advogado de Min-Ki alegando várias possibilidades e mentiras pelo fato de não haver gravações e muito menos testemunhas no local. Era a palavra de contra a de Min-Ki, que pelo jeito tinha conseguido arrumar uma boa desculpa por estar naquele lugar e exatamente naquele momento. Sem contar na preocupação de Taehyung ao saber que a polícia estava bastante interessada em saber sobre o agressor. O aperto em seu coração foi tão grande que naquela madrugada ela apenas fechou os olhos, não querendo escutar mais nada. Jimin salvou a amiga de um abuso, mas também machucou Min-Ki de uma maneira que o deixou no hospital por alguns dias. E ninguém, ninguém no mundo podia saber sobre isso.
O que seria do BTS se algo assim fosse à público? Ela tremeu só de imaginar as manchetes sensacionalistas e a carreira dos amigos indo para o fundo do poço.
— Você não deixou o Chung-Ho encarregado disso? — Taehyung perguntou, cortando os pensamentos dela e soltou um longo suspiro, fechando os olhos. — O que te preocupa, bebê? É somente o fato do restaurante ou outra coisa?
— Não é nada disso. — Ela mentiu, envolvendo ainda mais o seu corpo ao dele e não querendo que ele ficasse preocupado também com a situação. A cama estava tão quente e a maneira que o corpo dele moldava ao seu era exatamente tudo o que ela precisava. — Tae, porque você não consegue dormir sem nada? Eu me sinto tão livre dormindo sem qualquer tipo de roupa. Até o pijama me deixa desconfortável.
— Não é mais fácil você me pedir para dormir pelado de uma vez? — Ele riu divertido.
— Quem disse que eu quero ver você pelado? — Ela rapidamente virou-se para ele, desfazendo a conchinha. — Tae, eu adoro ver você de roupa e principalmente usando esse pijama tão fofo. Claro, não vou ser hipócrita em falar que pelado é algo que me fascina. — Ela parou por um segundo vendo o rosto dele ficar vermelho. — Você sem roupa devia ser tombado como patrimônio da Coréia do Sul.
— Eu deixaria meus amigos constrangidos com isso. Não gosto de mostrar a minha potencialidade toda assim em público, você sabe como o J-Hope é sensível, imagina o que isso causaria para o psicológico dele?
— Hoseok só teria que aceitar tudo isso. Que você além de ser o homem da minha vida, tem um corpo e uma pele de causar inveja a qualquer pessoa. — elogiou, sabendo que J-Hope surtava com qualquer coisa que acontecia. Sendo ela simples ou alguma coisa bem complexa que exigisse parte do seu intelecto. — Bebê, sabe o que eu fiquei pensando esses dias?
— Você teve tempo pra isso? — Ele perguntou carinhoso, alisando a bochecha da garota.
— Quando você estava vestindo aquela gravata…
— Hum…
— Eu pensei que você pode vestir outras coisas. — Ela falou pausadamente, deslizando a mão por debaixo da coberta e indo em direção ao peito dele. Com as unhas começou a arranhar parte da pele ali e Taehyung fez algumas caretas. — Gosto muito de homens fardados. Algemas. Fogo. — O rosto dela lentamente foi aproximando-se do rosto dele e Taehyung sentiu um arrepio surgir por todo o corpo. — Talvez, você fardado me deixe tão excitada que eu penso nas mordidinhas e também nas lambidas.
— Fardado? Lambidas? — Ele ergueu uma sobrancelha.
— Qualquer coisa que você esteja vestindo. — Ela roçou a língua em volta dos lábios dele, deixando ali uma pequena mordida. — Quero só ficar na cama com você pelo resto dos nossos dias.
— É tudo isso que eu quero. — Taehyung a envolveu novamente, puxando a garota pela nuca. — Tudo o que eu quero é viver com você todos os dias e ter o seu corpo assim, moldado ao meu. — Os lábios dele agora buscaram o dela em desejo, iniciando um beijo apaixonado, intenso e verdadeiro. — Demorei anos para ter a mulher da minha vida em meus braços e eu não me importo com mais nada. Tenho exatamente tudo o que eu preciso ao meu alcance. — As línguas voltaram a se encontrar e ela acariciou levemente o abdômen dele, trazendo reações involuntárias. — E também tudo o que meu coração precisa.
— O que ele precisa? — Ela perguntou, agora afastando um pouco o rosto e olhando dentro dos olhos dele.
— Ele precisa saber que o seu bate no mesmo ritmo que ele.
— Ele sempre bateu, meu amor. — Ela dedilhou o rosto dele com a ponta dos dedos, retirando o cabelo dele de lado para apreciar ainda mais os traços tão delineados e perfeitos. — Sempre te amei, Taehyung. Você sempre foi o meu grande amor.
, você sempre foi e sempre vai ser meu amor. — Ele agora fez silêncio, fechando os olhos e sentindo o contato dos dedos dela em seu rosto. Aquela sensação era exatamente o que deixava o seu coração acelerado, saber que ela era real e que tudo aquilo não era apenas algo da sua imaginação. — O amor que eu sinto por você é capaz de ser eterno e nada no mundo me importa a não ser acordar todas as manhãs ao seu lado. — Ele disse, agora abrindo os olhos e encarando a garota com paixão e ternura. — Talvez, o meu mundo só tenha sentido se eu ainda olhar dentro dos seus olhos e me encontrar nele.
— Amo você, Taehyung. — Sorrindo, ela voltou aproximar o rosto dele, deixando que sua boca demonstrasse o quanto precisava dele. — Tudo o que meu coração precisa é o seu, amor.
Em silêncio as bocas se uniram, selando aquele amor que há muito tempo vivia em segredo.

Os olhos de Jimin percorreram a revista que estava jogada em cima da cadeira de descanso e seu corpo gritou em dor por mais uma noite em claro. Já estava completando uma semana que estavam longe de Seul e o único momento que ele conseguiu descansar foi quando estavam dentro da van indo para Gangneung. O carro sempre em movimento trouxe uma segurança por saber que não existia possibilidades de Min-Ki surgir no meio da estrada, atrapalhando ou atacando o grupo que tentava fugir para o mais longe possível dele. As horas que descansou no colo de tinha sido sua tranquilidade ao saber que nada mais agora era importante a não ser a segurança dela, e que também corriam perigo por causa das informações vazadas da viagem deles em NY. A dor em seu corpo insistiu um pouco mais e ele fechou os olhos, sabendo que não iria conseguir descansar o suficiente para que o corpo voltasse ao normal. O pesadelo e o desespero em imaginar que mesmo distante de Seul a presença de Min-Ki surgindo na porta em busca de começou a deixar o seu cérebro em estado de choque. Jimin sabia que isso era impossível, a segurança em volta da casa e toda a preparação que Dah-Ko tinha feito para essas “férias” foi tão elaborada nos mínimos detalhes que ele não conseguia entender porque ainda estava tão incomodado ao ponto de não conseguir relaxar um só segundo. Gangneung era maravilhosa e a casa que eles estavam era tão linda e grande que parecia uma fortaleza de tão bem equipada com tudo o que eles precisavam para o dia a dia. O que ele apenas tinha que fazer era descansar e curtir o momento ao lado dos amigos e da garota, mas a sua cabeça não tirava férias com o pânico surgindo a cada noite quando tudo ficava em completa escuridão do lado de fora da casa.
— Droga! — Ele resmungou, jogando a revista de lado e na sequência passando a mão pelo cabelo e pelo rosto. O suor que escorreu pela sua testa era tão frio que ele sabia que sua pressão estava baixa. — Droga! Droga e droga!
— Jimin, eu posso te perguntar uma coisa? — Kook virou de barriga para baixo no sofá, apoiando o queixo em uma das mãos e lançou um olhar para Jimin que estava aparentemente muito nervoso com algo. Jimin riu disfarçando e fez um gesto com a cabeça, mostrando que Kook poderia perguntar o que quisesse. — Você sente medo que o Min-Ki apareça por aqui? Por isso não consegue dormir?
— Não consigo disfarçar minha preocupação, não é? — Jimin abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos. Ele tentou esconder de esse tempo todo a preocupação, mas sabia que de Kook era quase impossível esconder qualquer coisa que ele estivesse sentindo. — É difícil relaxar sabendo que aquele monstro não foi preso, minha cabeça não consegue deitar no travesseiro e ficar em paz. Parece que eu vejo o rosto dele em todos os lugares e minha vontade é de matar esse desgraçado!
— Jimin. — Kook ajeitou o corpo, agora sentando-se direito e olhando para o rosto do amigo que não conseguia esconder o quanto estava cansado e irritado ao mesmo tempo. — O que eu posso falar? Mentir que eu entendo a sua preocupação e falar que tudo está bem? É claro que eu não vou falar isso e muito menos pedir para que você fique tranquilo. — O olhar de Kook agora prendeu-se ao de Jimin. — É um assunto tão delicado e todo mundo tenta mentir que estamos seguros e longe de perigoso, mas na realidade sabemos que estamos fugindo de uma situação tão difícil e ainda arrastamos para a nossa vida três garotas que nunca fizeram nenhum mal para ninguém. — Sua voz ficou fraca e agora os seus olhos baixaram para o chão. O peso daquelas palavras deixou o ambiente em silêncio e Jimin não controlou o choro que há muito tempo estava preso em sua garganta. — Não é sua culpa e nunca vai ser, Jimin. A culpa é desse maldito que não sabe o que são limites e respeito.
— A culpa é minha, Kook. — Jimin fechou as mãos contra o rosto, balançando a cabeça de um lado para o outro em negação. Ele sabia que no fundo a culpa de tudo o que estava acontecendo era dele e da sua carreira. — Eu sempre soube que não podia me envolver emocionalmente com ninguém, os nossos fãs não aceitam e o mundo não aceita que nós somos seres humanos capazes de amar, sentir e viver. — A voz saiu tão fina e fraca que ele lutou contra a pressão que surgiu em sua cabeça. Assumir em voz alta tudo isso era quase como aceitar que ele estava destruindo a vida da garota que jurou amar. — Ninguém consegue aceitar que temos um coração e que precisamos preenchê-lo em algum momento das nossas vidas e tudo o que eu sempre quis era a encontrar a garota que me tirasse desse mundo e me levasse para outro. E esse mundo que eu tanto busquei só começou a existir quando eu conheci ela. — Falar sobre essa parte era tão fácil e ao mesmo tempo tão complicado. A dor ainda conseguia surgir por cada parte do seu corpo ao lembrar-se do acontecimento em Nova York. A despedida, os meses, o sofrimento e também o que ela tinha sido capaz de suportar com aquele assédio.
— Nós escolhemos viver assim, Jimin. — Kook disse, sabendo que aquilo poderia ser interpretado de uma maneira negativa, mas acreditava que Jimin sabia interpretar aquela resposta da maneira correta. — É tão complicado essa situação e ao mesmo tempo eu sinto um medo tão grande. E sabe? Meu coração fica em frangalhos por não saber o que fazer e tudo o que eu sempre peço todas as noites antes de dormir é que Deus proteja todos nós e que nenhum mal nos atinja ou machuque. — O olhar dele voltou a ficar preso no do amigo e em silêncio Kook levantou-se indo até ele. — Jimin, esse mundo existe e você encontrou ele com a . E o único “Jimin” que precisa existir é o dela e de mais ninguém! — Agora parado em pé ao lado dele Kook passou uma das mãos pelo ombro do amigo e Jimin o abraçou ainda sentado. — Vamos proteger essas garotas de todo o mal e no fim o Min-Ki vai receber o que merece. No momento apenas vamos nos preocupar em sorrir e viver essas férias da maneira certa. Elas precisam de segurança e só vão sentir isso se eu, você, Namjoon e todo o grupo ficarmos unidos. — O sorriso de Kook transformou o clima da sala em outro e mesmo sabendo que Jimin estava cansado, ele começou a gritar chamando todos.
— Você é louco! — Jimin levantou-se, gargalhando e vendo Namjoon, Suga e surgirem no fim da escada.
— O que aconteceu, JungKook? Bebeu todas? — bocejou, sentindo as mãos de Suga envolverem sua cintura. — O seu amigo tem algum tipo de problema? É algo sério?
— Eu faço as bebidas. — Jin surgiu da cozinha, caminhando para a parte onde as bebidas ficavam. — Algo em especial ou podemos fazer uma mistura de tudo?
— Mistura de tudo. — Namjoon levantou o dedo, apontando para algumas garrafas. — Essa, essa, essa e também essa.
— Ok! — Jin comemorou, pegando todas as garrafas das prateleiras. — Cinco minutos, todo mundo na piscina!
— Ah, não. — Suga fez biquinho, buscando os lábios da namorada. — Vamos voltar pra cama?
— AI! CHEGA DE SEXO. — Kook gritou, levantando as mãos para o alto. — PISCINA, VAMOS PARA A PISCINA.
— Sexo é bom. — Jimin riu, rolando os olhos para Kook e depois para Suga. Ele sabia exatamente que essa provocação não iria passar despercebida. — Sexo é muito bom. Bom demais!
— Eu te mato. — Kook tirou os chinelos, apontando o dedo para o amigo. — Jimin, eu te mato.
A gargalhada do grupo foi tão alta que Jimin correu em direção a parte de fora da casa na esperança que Kook não pudesse alcançá-lo. O sol em Gangneung estava tão forte que o clima era exatamente de muita bebida, sol e piscina.

A Big Hit Entertainment comunica à todos que devido ao cancelamento da turnê “Wings”, o grupo BTS irá tirar férias prolongadas antes do lançamento das datas oficiais da sequência da turnê. Pedimos a compreensão de todos e principalmente respeito à imprensa, que deixe os integrantes descansarem nesse período. Qualquer outra informação será repassada por meio da agência. A BH agradece à todos pela compreensão.

Big Hit Entertainment


Dirigindo o carro em alta velocidade pelas ruas de Seul, Min-Ki pressionou as mãos contra o volante, sabendo que era o momento de reagir e não ficar assustado com a polícia. Ele tinha que buscar a única peça fundamental de toda aquela história, o gravador era a prova para que ele fosse preso e também a única confissão que tinha a respeito do caso amoroso de Jimin com a garota do restaurante. E aquele anúncio da BH sobre as “férias” era tão estranho e tudo levava ele a acreditar que não passava de uma jogada de Dah-Ko para afastar os olhares curiosos em cima do grupo.
— Férias? Como eles podem tirar férias? — Suho questionou.
— Como você consegue acreditar nisso? — Min-ki brigou com Suho, que assistia o programa de fofoca atento ao comunicado oficial da empresa sobre o grupo. Ele não acreditava que essas férias era para descanso, Min-Ki sabia que a relação entre Jimin e não tinha se encerrado e que essas “férias” tinha alguma relação com o último acontecimento no restaurante. — Suho, o BTS não tira férias e eles estão em fase de turnê mundial. Como você consegue acreditar nessa baboseira? Estão tentando encobrir alguma coisa.
— Min-Ki, o que você acha que seja? — Suho perguntou, desligando o aparelho do carro e encarando o colega que estava dirigindo pela avenida Gojong e não demoraria muito mais do que dez minutos para chegar ao Mugyodong.
— Simples. Eles estão juntos e se eu estiver certo quando chegarmos ao restaurante não vamos encontrar a garota e muito menos as amigas. — Min-ki disse convicto, sabendo que não encontraria nenhuma das três garotas e que aquela desculpa de cansaço repentino estava sendo meio de afastar os olhares curiosos da imprensa em cima desse romance. — Dah-Ko é um desgraçado que sabe manipular muito bem a mídia e com aquele jeito todo “poderoso chefão” não tem como negar que é só ele falar alguma coisa e todo mundo acreditar e abaixar a cabeça. O que é muito ruim, se ele disse que o BTS está cansado e precisa de um tempo a imprensa vai respeitar e não procurar pelo grupo. — Ele soltou um longo pesar e bateu de leve as mãos no volante. — O que precisamos é ter certeza que essas garotas estão com eles em algum lugar desse mundo e depois dessa certeza começar a procurar em todos os possíveis lugares que esse maldito grupo se enfiou.
— Isso é fácil, tenho alguns contatos na BH e eu consigo essa informação fácil, mas precisamos descobrir sobre essa maldita garota. — Suho tirou o celular da jaqueta iniciando uma busca em sua vasta agenda. — Tudo o que precisamos é uma confirmação que ela não está em Seul, só consigo imaginar que o grupo não iria para fora do país. Eles não são loucos e nem ao menos tiveram tempo para fazer isso, Dah-Ko escondeu eles em algum canto da Coréia e só precisamos dos contatos certos para descobrir onde estão. — Ele parou agora lançando um olhar para Min-Ki. — Min-Ki, nós não podemos deixar a polícia desconfiar que estamos perseguindo essa garota.
— Relaxa. A polícia não vai mais procurar por mim pelas próximas semanas, vamos manter o foco em encontrar essa garota e se tudo ocorrer bem, nós vamos atrás deles ainda essa noite. — Min-ki devolveu o olhar para Suho que balançou a cabeça confirmando. — Muito bem, chegamos ao Mugyodong. Você entra e procura por ela e eu vou buscar por câmeras na região, não acredito na polícia que ninguém tenha visto nada.
— Tudo bem. — Suho acenou com a cabeça, descendo do carro e indo em direção a entrada principal do restaurante. — Nos encontramos em alguns minutos, enquanto isso vou entrar em contato com algumas pessoas e tentar descobrir onde eles estão. — Suho afastou-se rapidamente e Min-ki sabia que esse era o momento para que ele pudesse correr para a parte de trás e buscar finalmente pelo gravador que tinha perdido.
— Eu sei que ele está por aqui. — Ele disse, sabendo que tinha deixado escapar de suas mãos quando recebeu o primeiro soco. — A polícia não o encontrou, então tudo o que eu consigo acreditar é que ele esteja em algum lugar daquele beco. — Suas mãos pressionaram o volante e antes que pudesse pensar em alguma coisa abriu a porta do carro, caminhando em direção ao beco. — Muito bem, Min-Ki. Lembre-se da noite e refaça todos os seus passos! — Ele parou com as mãos na cintura olhando para o beco buscando em suas lembranças o que exatamente tinha acontecido. — Ela estava parada conversando no telefone e eu cheguei por trás… — Ele caminhou, apontando em direção à porta do restaurante. — Ela ficou assustada e correu e eu pressionei ela na parede e o gravador ainda ficou na minha mão o tempo todo. — Flash, lembranças e os olhos dela assustados invadiu sua cabeça e um pequeno sorriso saiu por seus lábios. — Nesse momento eu consegui sentir o cheiro, a suavidade da sua pele e como o contorno de todo o corpo dela era perfeito. — Outro sorriso surgiu dessa vez um pouco mais intenso e ele respirou fundo, agora de olhos fechados. — A voz dela começou a mexer com a minha cabeça e eu vi que meu corpo pedia por mais contato e foi quando… — Ele interrompeu, abrindo os olhos e tentando enxergar algo. — Foi quando alguém me puxou e eu recebi o primeiro soco. O gravador não ficou na minha mão. — Min-Ki sentiu o desespero e olhou em volta no chão buscando por ele. — Ele caiu e foi quando eu recebi o outro e o outro. — Desesperado e aflito os seus olhos começaram a varrer toda a extensão daquele chão buscando pelo único aparelho que era a sua salvação. — E eu escutei o grito dela e ela chamando pelo Jimin…
— Min-Ki? — Suho surgiu atrás dele em surpresa e Min-Ki deu um salto sorrindo sem graça. — Tudo bem?
— Tudo sim. — Ele desconversou, ajeitando o cabelo e o casaco. Sua voz ficou falha de repente e nervosa. Ele sentiu medo que Suho pudesse ter escutado alguma coisa e então lançou um olhar suspeito para o amigo. — Então? O que você descobriu? Alguma novidade?
— Como você disse. — Suho abaixou os olhos para o chão estranhando o comportamento de Min-Ki. A maneira que ele mexia com as mãos e o suor em sua testa demonstrando que estava ansioso e aflito com algo foi um dos motivos que o deixou mais curioso. — e todas as outras duas garotas tiraram “férias” e o gerente do restaurante disse que não tem informações de quando voltam. — Calmamente ele explicou e um sorriso amarelo de lado surgiu no rosto de Min-Ki. — Você descobriu alguma coisa? Alguma câmera?
— Eu sabia! — Min-Ki comemorou dando um soco no ar. — Elas estão com eles, Dah-Ko é um maldito e acha que consegue controlar todo mundo, mas ele não vai conseguir esconder esse grupo. — Min-Ki falou determinado olhando de Suho para o chão na esperança que pudesse ver o aparelho. — Suho, precisamos saber onde eles estão. Essa é a nossa única chance de conseguir uma exclusiva, ainda mais agora que sabemos que todos estão juntos. Fotos, filmagens e tudo o que pudermos captar e mostrar para o mundo que o BTS esconde três romances. — Animado Min-Ki tentou fugir de todas as perguntas dele, demonstrando ainda mais o nervosismo. Os seus olhos ainda estavam presos no chão e vez e outra para Suho. — Suho, nós vamos ficar ricos com essas fotos!
— Claro. — Suho disse sério vendo o incômodo na voz de Min-ki e a maneira que ele buscava por algo no chão. — Vou ligar para os meus contatos, um minuto e volto com novidades e a localização. — Ele buscou o telefone no casaco, tomando certa distância do amigo notando que Min-Ki buscava por algo no chão e Suho sabia que aquele beco tinha sido o mesmo beco onde ele tinha se envolvido com e também recebido a agressão. — O que você anda escondendo, Min-Ki? — Ele perguntou baixo, sabendo que não era capaz dele escutar. Os seus olhos foram para o chão também buscando por algo que talvez seja tão importante ao ponto de Min-Ki ficar estranho daquela maneira. Caminhou em passos tão curtos com o celular no ouvido, disfarçando uma conversa e quando de repente os seus olhos se prenderam à um pequeno objeto preto dentro de uma valeta. — Que droga! Quase que eu caio com o meu tênis desamarrado desse jeito. — Ainda sustentando a mentira ele agachou-se e antes de pegar o pequeno aparelho e colocar dentro do bolso, olhou para Min-Ki que ainda buscava por algo. Ele estava tão distraído que nem olhou quando Suho pegou o gravador. — O que tem dentro desse gravador? E por que você não me disse nada dele, Min-Ki? Será que eu posso confiar em você?
A suspeita de Suho trouxe vários pensamentos e tudo o que ele buscou no momento foram respostas para que o amigo escondesse sobre a existência desse aparelho. Talvez Min-Ki não estivesse sendo totalmente sincero e honesto. E se ele estivesse escondendo algo importante?
Algo mais tinha acontecido naquela noite e ele tinha certeza que esse gravador era a chave para que ele descobrisse de uma vez toda a verdade.


Capítulo 14

O sol em Gangneung estava tão alto e forte que Jimin passou o protetor solar em todos os cantos do corpo que estava descoberto, recebendo os raios solares. Ao seu lado, cobria o rosto com um chapéu e o corpo totalmente exposto ao sol, buscando curtir um pouco o calor que demorou a surgir naquele outono. O casal conversava animadamente sobre assuntos e situações constrangedoras que sempre ocorria em apresentações do grupo e o que tirava de foco e garantia uma gargalhada alta e gostosa era quando Jimin contava sobre os sustos que J-Hope sempre levava em todos os quartos de hotéis. Do lado oposto da piscina a preocupação de Suga era outra, ele discutia com para que a namorada não ficasse sozinha na água por saber que a garota não sabia nadar e o maior medo era que J-Hope fosse brincar com ela e acabasse exagerando na brincadeira.
— O que nós vamos beber hoje? — Namjoon pegou duas garrafas de vodka e colocou no balde de gelo. — Vodka, Soju e coquetéis?
— Só o Hope acabou de beber o estoque todo de soju. — Taehyung comentou, vendo o amigo na piscina descartar outra garrafa que tinha acabado de beber. — Ele sozinho vai tomar todo o álcool dessa casa.
— E ele já está bêbado. — Namjoon apontou para a piscina onde Hope estava.
— Que droga, como eu posso ser tão pequeno? — Hope berrou desesperado, batendo as mãos com força na água. — Cadê meu pé? Cadê o fundo dessa piscina? Cadê tudo?
— Ah! Cala a boca. — Jin jogou outro jato de água no rosto dele com a mangueira e J-Hope voltou a debater-se de um lado para o outro. — Anda, golfinho, nade para sobreviver.
— Acho que ele já bebeu demais. — alertou, cutucando Jimin para olhar a maneira desesperada que J-Hope batia os braços. Ele estava do lado mais fundo da piscina e mesmo sabendo nadar ele parecia não conseguir ficar em pé sem que a água o cobrisse por completo. — Amor, não é melhor você entrar na água e salvar aquela lontra? — Ela preocupou-se, vendo-o pular de um lado para o outro.
— Lontra? — Jimin cuspiu o soju longe, engasgando com a gargalhada. — LONTRA? — Ele repetiu, tentando respirar depois de mais risadas altas. — Amor o J-Hope é mais uma sereia do que uma lontra. É só você enxergar a delicadeza.
— Amor, é sério. Vai tirar ele daquela água. — voltou a pedir, sem tirar os olhos preocupados de J-Hope. — Eu vou, então.
— Fica quietinha. Não vai pular na água e tirar o J-Hope, qualquer contato carnal entre você e ele... — Ele parou a frase, tirando o boné da cabeça e olhando para o amigo. — Que droga! Ele só me dá trabalho.
— Contato carnal com o J-Hope? — Ela riu nervosa.
— Qual o seu interesse nisso? — Jimin não entendeu a risada.
— Eu? Nenhum. — desconversou.
— Acho bom.
— Eu te amo. — Ela mandou um beijo para o namorado.
— Hum? Jura? — Jimin ignorou os gritos de J-Hope e foi para a espreguiçadeira junto com a garota. — Jura mesmo? Me ama muito?
— SOCORRO! — J-Hope gritou um pouco mais alto.
— AI, CARAMBA! — Jin pulou para dentro da piscina, nadando até onde J-Hope estava. — CALMA, CALMA QUE EU ESTOU TE SEGURANDO. — Ele atrapalhado puxou o amigo pelo cabelo, tirando o rosto dele para fora da água. — FICA QUIETO, HOPE!
— CARAMBA, TÔ MORRENDO. — J-Hope resmungou alto, agarrando no pescoço de Jin imediatamente. — Me leva no colo? Me carrega? Me segura?
— Eu te carregar? — Jin começou a rir com o rosto muito próximo de J-Hope. — Hope, você não acha que todo esse contato entre a gente é demais? Não precisa ficar suspirando dessa maneira e eu nem preciso ficar sentindo o hálito de álcool que vem da sua boca.
— Você sempre foi meu preferido. — J-Hope pegou impulso dentro da água e abraçou o pescoço do amigo com ambas as mãos. — Olha, como você me segura é tão…
— Amor, nem vai socorrer o J-Hope. — desviou a atenção de Jimin para a cena que começou a desenrolar dentro da água. — Não sabia que rolava esse clima entre o Jin e o Hope.
— Na realidade nem eu. — Jimin também olhou para a mesma direção, surpreso. — O engraçado é que o Jin ainda segurou ele no colo. Não sei o que pensar a respeito, pra mim sempre rolava um “SOPE” e não um “JinHope”.
— Olha, Jin. Não abusa muito do meu garoto. — Suga respondeu do outro lado da piscina, um pouco mais perto dos dois. Ele ria bastante e com o celular tirava fotos do casal abraçado na piscina. — Hope é meu garoto e não quero essa intimidade, somos almas gêmeas e você é muito abusado segurando ele assim.
— Vou deixar morrer afogado. — Jin empurrou J-Hope para longe. — Volta para a água, sereia.
— Ai, socorro! — J-Hope levantou a mão, buscando por Jin. — Eu sou mais uma foca do que uma sereia. — Ele riu.
— Com certeza. — Jin também riu, afastando-se dele aos pouco. — Vem, Hope. Vem foquinha…
— Vou… — Hope bateu palmas para o alto e começou a bater os braços em direção ao amigo. — Não gosto de foca, eu sou mais um tubarão enorme e lindo. — Ele comentou, fechando a expressão e voltando a enfiar a cabeça dentro da água.
— Por que nós temos o Hope no grupo? — Jimin balançou a cabeça, decepcionado com aquela situação. — O álcool deixa as pessoas nesse estado deprimente.
— Tubarão? — gargalhou alto, vendo Jin e Hope brincar de um lado para o outro na piscina. — Amor, o Hope é a felicidade desse grupo. Imagina as nossas vidas sem ele.
— Eu não imagino a minha vida sem você. — Ele declarou, buscando o rosto da garota. — Nenhum momento eu me imagino sem você. — Os lábios roçaram aos dela e rapidamente a sua língua explorou a dela. O beijo suave e carinhoso passou a ser mais intenso e as mãos de Jimin passaram a explorar o corpo da garota.
— ALÁ! É COISA DO CAPIROTO ESSES DOIS. — J-Hope gritou na beirada da piscina, jogando água em direção ao casal. — APAGA ESSA TOCHA QUE VOCÊS TEM NO CORPO, ISSO É PECADO.
— Pecado é eu não amar e beijar cada parte dela. — Jimin sem vergonha mordiscou o pescoço da garota e olhou em direção ao amigo. — Não acha? — Ele provocou, passando a mão em uma das coxas da garota.
— Tentação! Tentação e tentação. — Hope fechou os olhos, mergulhando novamente. — Deus, eu preciso que o senhor me deixe cego em relação a essas coxas, o que eu peço é somente isso! — Ele disse, tirando a cabeça de dentro da água e olhando novamente em direção onde as mãos de Jimin estavam acariciando. — Eu vou sair dessa piscina, parar de beber e virar um monge.
— Antes você não quer experimentar algo à três? — Novamente outra provocação de Jimin e Hope arregalou os olhos.
— Para, Jimin. — soltou uma gargalhada, levantando-se.
— É sério? — Hope perguntou animado ao ver a garota caminhar para longe deles.
— Claro que não. — Jimin riu.
— Então? — Hope ficou sem entender.
— Sabia que é pecado você cobiçar a namorada dos amigos?
— Eu não tenho culpa que ela é…
— Hope!
— Desculpa, vou me retirar! — Ele mandou um “ok” com a mão, dando as costas para Jimin. — JIN, ME PEGA NO COLO. EU PRECISO DO MEU PRÍNCIPE.
— Então você é minha branca de neve? — Jin começou a rir junto com Suga e Namjoon na outra ponta da piscina.
— Se eu sou a branca de neve… — Ele parou por um momento, olhando em todas as direções opostas da piscina. — Por que eu quero só um se eu posso ter sete?
A gargalhada ecoou por toda a parte da piscina e Jin não deixou Hope em paz um só minuto. O clima, o sol e também a bebida proporcionou durante toda a tarde várias risadas e também muita descontração. Risos, gargalhadas, piadas e até mesmo mesmo declarações foram surgindo conforme o nível de álcool ia aumentando. Ninguém ao menos mostrou preocupação em saber o que estava acontecendo no mundo fora daqueles portões. A única preocupação era curtir essas férias e esquecer que em algum lugar do mundo existia um perigo tão próximo, apenas esperando o momento certo para aparecer.

O prédio não era o mais luxuoso daquela região, mas ao olhar para cima e saber que a garota morava na cobertura já imaginava que só o aluguel daquele lugar era três vezes mais do que o seu salário o mês todo na revista. Min Ki riu, sabendo que em poucas semanas a sua conta bancária não estaria no negativo e nem a sua vida naquela miséria. Park Jimin e eram a sua segurança de vários milhões em sua conta e se não desse certo a reportagem, ele ainda tinha duas ou três opções para conseguir dinheiro. E uma delas era apenas a chantagem em cima da BH em vazar fotos, vídeos e depoimentos sobre uma suposta agressão que um dos membros do grupo participou na madrugada.
— Que droga! — Ele interrompeu os pensamentos, irritado e frustrado por descobrir que tudo aquilo estava ficando complicado com o passar das horas. — Elas foram rápidas abandonando tudo e sumindo.
— Min Ki, talvez você tenha razão em algum momento. — Suho parou frustrado diante do apartamento das garotas, analisando o prédio moderno e o vizinho gentil ainda estacionado na vaga mais à frente. — Essas garotas sumiram no mundo com esse grupo, elas não estão no apartamento. Não estão no restaurante e ninguém mais soube delas há dias, o que é muito estranho. Acredito e tenho a certeza que elas estão com eles e que o Dah-Ko foi um filho da puta que escondeu muito bem os rastros.
— Dah-Ko é conhecido por sempre ser ágil e esperto, só temos que ser um pouco mais que ele.
— Podemos entrar e falar novamente com o porteiro. — Suho sugeriu ao vê-lo irritado e apreensivo do outro lado do carro. — As vezes precisamos só pagar a mais do que o Dah-Ko já pagou. A quantidade de dinheiro que vamos ganhar com essa matéria vale qualquer esforço.
— Ele já disse que não viu nada e o que ele viu foram somente três vans pretas estacionadas na madrugada. — Min Ki soltou um suspiro frustrado, achando lógica nas três vans esperando por elas. Como ele iria imaginar que Dah-Ko foi tão rápido em sumir assim com o grupo? E ainda mais sumir também com a garota daquela maneira. Ele não podia simplesmente desistir de encontrá-la, muito menos permitir-se a ficar longe dela por tanto tempo assim. — Eu tenho que encontrar essa garota, Suho. De qualquer maneira eu preciso encontrá-la. Minha conversa com ela não acabou! — Nervoso, ele fechou uma das mãos e com a outra bateu de leve no capo do carro. — O Jimin é um maldito que acha que vai ficar com ela dessa maneira, ela nunca foi dele de verdade e se ele a amasse não tinha mentido daquela maneira na coletiva. — Transtornado, ele ainda continuou falando sem nenhuma lógica. — é esperta e vai saber disso tudo.
— Min Ki, por acaso você já conhecia essa garota? — Suho questionou, estranhando todo o comportamento e a maneira estranha que Min Ki ficava sempre ao falar o nome dela. Sem contar a sua curiosidade em saber o que tinha naquele gravador e porque o interesse dele em fingir aquele tempo todo que não estava procurando por nada. Min Ki escondia algo e Suho a cada minuto conseguia ter mais certeza sobre isso.
— Nunca tive nenhum contato com ela a não ser naquela noite. — Ele disse calmo, agora sustentando o olhar de Suho que ainda parecia bastante desconfiado. — É verdade. — Ele afirmou.
— O primeiro contato com ela foi na noite da agressão.
— Por que você fala como se já conhecesse ela há muito tempo?
— Porque eu estive vigiando os passos dela durante semanas. Eu sabia a hora que ela entrava no restaurante, a hora que saia e principalmente os horários que ela ficava trancada dentro do apartamento. — Ele recordou, lembrando de momentos que a seguiu por todos os lados de Seul. Principalmente nos dias de chuva que ela saia de casa pela manhã para ir até a banca de revista. — E eu acompanhei também a saga que ela fazia todos os dias chorando entre uma banca de revista e outra buscando por revistas onde o Jimin aparecia como capa. Eu estive com ela mais vezes do que eu consigo contar. — Min Ki relatou e o seu coração deu uma pequena apertada em saber que estava pelo menos algumas semanas distante da garota. — Eu preciso encontrá-la, Suho. De alguma maneira que eu não consigo explicar, eu e ela temos uma ligação!
— Ok! — Suho, mesmo estranhando toda a conversa, entendeu a lógica e também fez sentido que ele tivesse pesquisado bem a rotina dela antes de uma abordagem. Normalmente era isso que todos os jornalistas faziam antes de dar o bote em uma pessoa de “ouro” para um furo de reportagem. — Pensando bem agora, depois do que ele disse sobre as vans, faz todo sentido. Eles usaram duas para despistar e a última provavelmente estava com o grupo completo. Dah-Ko vai preferir escondê-los em algum lugar afastado. — Ele explicou, agora olhando diretamente para os olhos do amigo. — Min Ki, talvez eu tenha tido uma ideia… — Suho parou nesse exato momento quando seu celular vibrou dentro da sua jaqueta de couro preta. — Oi, Chi Ho. O que você tem pra mim? — Ele perguntou para o colega que do outro lado da linha começou a passar as possíveis coordenadas da cidade onde o grupo estaria passando as férias. — Então, nós temos essas três opções de cidades onde as vans foram vistas? — Mais alguns segundos e novas informações repassadas e Suho olhou para Min Ki já confiante e cheio de energia. — Temos a localização de três cidades. Três vans foram vistas e existem jornais, revistas e uma imprensa em peso buscando esses lugares para ver se descobrem algo.
— Então nós podemos fazer diferente.
— O que podemos fazer? — O amigo perguntou curioso, vendo os olhos de Min Ki se estreitaram e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
— Podemos começar a infernizar a vida do Jimin. — Ele disse claro, aproximando-se dele e envolvendo o ombro do amigo com um dos braços. — Quando o Jimin for atacado pela mídia e várias revistas e blog de fofocas começarem a falar sobre a vida dele, do grupo, do namoro e também de várias outras mentiras que podemos colocar na matéria. Ele vai ficar acabado com as fãs surtando em todos os lugares, em algum momento ele não vai aguentar a pressão e muito menos o Dah-Ko vai escondê-los por muito tempo. Alguma coletiva de imprensa, algum aparecimento ou qualquer live vai ser feita. — Ele fez uma pausa, apertando o braço em volta do ombro dele e soltando uma gargalhada em seguida. Era maravilhoso a ideia de brincar com Jimin e fazer com que ele saiba que essa fofoca partiu exatamente de Min Ki. Isso causaria uma reação e em algum momento o psicológico de Jimin ficaria abalado. — Não vamos citar a garota em nenhum momento. Apenas jogar que Park Jimin está em um relacionamento e inventar alguns outros detalhes. é a nossa cereja do bolo. E eu tenho uma coisa muito importante para fazer, antes de transformar a vida dela em um verdadeiro inferno.
— Se acharmos o Park, encontramos a garota e todos os outros!
— Exatamente. Por que vamos ter só a garota do Park? Ainda temos as outras duas que devem estar envolvidas com algum deles também, porque apenas ter a cereja do bolo se podemos ter o bolo inteiro? — Convicto do seu plano, Min Ki comemorou, dando a volta no carro e olhando para Suho. — Vamos direto para a redação. Preciso escrever no blog e também enviar alguns e-mails.
— Eu preciso resolver algumas questões pessoais. Te encontro em duas horas?
— Tudo bem. — Min Ki apreensivo bagunçou o cabelo um pouco e parou de frente para o seu carro olhando para cima. Sua mente estava cansada e o dia estava sendo muito corrido para ele analisar toda a situação que desenrolava, ele tinha certeza que em algum lugar da Coreia iria encontrar essa garota, mas o que tirou a tranquilidade foi a história de não encontrar o gravador. E também de Suho estar desconfiando de alguma coisa. — Suho, eu preciso resolver também algumas questões pessoais. Então ficamos combinados de em duas horas na redação?
— Tudo bem. — Suho olhou para ele desconfiado. — Não vamos um fazer nada sem o outro, combinado?
— Combinado. — Min Ki sorriu pegando a chave em seu bolso. — Somos um time e time que está ganhando não se mexe, certo?
— E nem escondemos segredos. — Ele provocou.
— Nem segredos, Suho. — Uma última olhada para ele e Min ki dirigiu em alta velocidade afastando-se rapidamente do lugar onde Suho ainda estava parado analisando o gravador que estava em suas mãos. Ele não sabia o motivo, mas algo de muito importante estava naquele aparelho e antes de encontrar-se com Min Ki ele iria descobrir a razão pela qual ele estava agindo daquela maneira estranha. Puxou o fone de ouvido que estava em seu outro bolso da jaqueta e sem ao menos esperar que Min Ki estivesse mais distante, plugou os fones no pequeno aparelho e em menos de cinco minutos ao escutar um suspiro e alguns gritos ele arregalou os olhos em choque sabendo que aquele grito provavelmente era de , a garota que Min Ki parecia ter desenvolvido uma obsessão.

Kook sorriu com o coração pulsando rapidamente ao abrir a conversa no Kakao talk e encontrar a foto da garota mandando um beijo. Várias outras na sequência, com ela fazendo um coração com as mãos e também mostrando um enorme e maravilhoso sorriso o deixavam sem reação toda vez que olhava a mesma foto. Ele perdeu a conta de quantas vezes a deixou aberta em seu celular apenas para ficar olhando a garota com quem estava conversando há uma semana. Não sabia ao certo sobre esse relacionamento. O que sentia com o passar dos dias era a necessidade crescer em sempre falar com ela todos os dias de madrugada. A intimidade e a cumplicidade foi algo tão rápido e envolvente que em menos de duas horas eles já estavam compartilhando problemas sentimentais, carreira, angústias e decepções. E ele não deixava de sentir-se culpado e confuso entre um suspiro e outro em mentir daquela maneira para .
Talvez, se ele tivesse sido sincero desde o começo e revelado a verdade de que ele era JungKook, do BTS, o assunto não teria sido desenvolvido dessa maneira. Alegre, divertido e viciante. Esconder sobre a sua verdadeira identidade e também sobre a sua real carreira profissional tinha sido uma das melhores opções, mas no fundo ele se sentia como um mentiroso por não ser totalmente sincero com a garota. merecia saber depois de todos esses dias a verdade e ele tinha um terrível medo de estragar o clima de carinho e romance que surgia a cada madrugada que passava conversando com ela. Um estalo de realidade o despertou dos pensamentos e ao olhar para o aparelho novamente soltou outro suspiro na sequência de um sorriso aberto de orelha a orelha.
— Kook o que você está fazendo sorrindo dessa maneira? — perguntou tão curiosa ao vê-lo jogado em uma das espreguiçadeiras da piscina. O sorriso no rosto dele ao olhar para o celular era de alguém que estava em um assunto pra lá de interessante e animado. E com toda a certeza do mundo não era com ninguém daquela casa. Kook sorridente e todo animado?
Mulher.
Com certeza.
Mulher.
, você não vai acreditar. — Ele riu, cochichando baixinho e chamando a namorada do amigo para mais perto. — Promete que você não vai falar nada? Ainda mais para o Suga que adora uma fofoca. — Ele lançou um olhar para ela e recebeu um soco na perna em seguida. — Ok, vou acreditar que esse gesto é uma resposta.
— Fala logo! — Ela insistiu, agora levantando da sua espreguiçadeira e indo sentar na dele. Não que soco fosse mentira. Ela conhecia muito bem o namorado para saber que só de sentar naquela espreguiçadeira com Kook renderia pelo menos uma madrugada toda de fofoca. — Não gosto de morrer curiosa e curiosidade deixa a pele ressecada.
— JIMIN! QUEIMA A BUNDA. — Ao longe gritou, passando com dois copos de tequila indo em direção à Taehyung. A pele da garota já estava muito vermelha e ela usava um biquíni roxo e lilás com algumas rendinhas na frente. — JIMIN! A BUNDA É O QUE AS FÃS GOSTAM, AINDA MAIS A SUA. — Ela gritou novamente, agora desviando sua atenção para e Kook de segredinho.
— Na realidade, as fãs gostam que o Jimin mostre o ABS. — Kook balançou a mão no alto, chamando a atenção de . — Todo mundo gosta do ABS do Jimin, quem não gosta do ABS do Jimin? , gosta. , gosta. Suga, gosta.
, gosta. — Ela mesma respondeu rindo.
— Kook também gosta…
— Odeio, Jikook. — fez uma careta, cruzando as pernas ao contrário do que inicialmente estavam. Suga reparou naquela cena e de longe mandou um coração para a garota. O olhar de Kook imediatamente desviou-se para o outro lado, não querendo cair na tentação de novamente olhar para algo do corpo de alguma das namoradas dos amigos. — Intimidade é uma droga. Agora nós temos a liberdade de ficar falando da bunda e do ABS do Jimin, daqui a pouco vamos falar de quem?
— Como é? — questionou, já um pouco alta com as garrafas de soju e agora doses de tequila. — Não posso ter preocupação com a bunda dos meus amigos? E adoro intimidade. Intimidade foi feita para ser usada e eu uso muito bem a minha com os meus amigos. E eu me sinto no direito de ficar preocupada com a coloração da bunda do Jimin.
— Você não tem preocupação com a minha. — Kook fez um bico chateado e começou a rir ainda com os copos na mão. — Será que alguém liga pra mim? Ou sabem que eu existo? Poxa eu quero tanto amor e carinho.
— Awn! — fez barulhinho com a boca e com dificuldade colocou os copos na mesa do lado e juntou-se aos dois. — O meu gatinho quer carinho? Quer uma bolinha de lã pra você ficar brincando também?
— Eu quero outra coisa para ficar brincando…
— Olha que menino safado! — bateu de leve no ombro dele e Kook começou a gargalhar alto. — Você é uma criança, não tem idade para ficar pensando em coisas assim.
— Meninas? Eu tenho mais de 20 anos…
— É UM BEBÊ! — voltou a gritar, agora apertando as bochechas dele. — Não existe outro Maknae no mundo mais lindo, mais fofo, mais meigo e mais puro…
— Eu não sou virgem. — Ele cortou a garota e rapidamente tirou os óculos em choque.
— O QUÊ? — Ela e falaram alto e claro, despertando a curiosidade de todos os outros que estavam em volta da piscina.
— Jesus. Meu Deus. Tudo o que existe na terra e o céu. — começou a orar e a chamar todas as divindades que ela lembrava o nome naquele momento. — JungKook, o que você está falando? Que você não é mais virgem? Como assim? Em que mundo nós estamos?
— Eu to chocada, não me toca. — boquiaberta balançava a cabeça, olhando para ele diretamente nos olhos. — Meu filho, meu lindo, meu bebê… — Ela parou por um segundo e respirou fundo. — Kook, eu praticamente troquei as suas fraldas.
— Por que vocês estão chocadas? — Kook coçou a cabeça, achando aquilo divertido. — Vocês lembram da noite que…
— Não! — colocou a mão na boca dele, impedindo que ele começasse a contar o fato em detalhes. — Não estou afim de escutar como você perdeu a virgindade. Só o fato de saber que você já usou a sua masculinidade por ai me deixa em choque, imagina se eu souber os detalhes.
— Deixa o garoto falar. — brigou, tirando as mãos da amiga da boca dele. Apesar de acreditar que Kook já tinha idade o suficiente para ter feito isso e várias outras coisas, era a mais compreensiva e mais mente aberta em relação à assuntos que envolvia sexualidade. Ela adorava aconselhar as amigas e principalmente escutar histórias durante horas e horas na madrugada. — Você queria me falar isso? Sobre que tinha perdido a virgindade? Awh! Que lindo.
— Por que ele iria falar sobre a virgindade dele com vocês? — Dessa vez quem surgiu no assunto foi e para a surpresa de todos ela sentou na espreguiçadeira do lado, querendo participar também do assunto. — Aliás, o que meus ouvidos escutaram? Kook perdeu a virgindade? Meu Deus!
— Por que eu estou falando sobre virgindade com vocês? — Kook sem graça rolou os olhos para o lado oposto dali e viu Jimin, Taehyung e Suga encarando o grupo que estava formado naquela espreguiçadeira. — Na realidade eu quero falar sobre outra coisa com vocês, agora que estamos com três mulheres lindas e maravilhosas…
— Quando começa com elogios é porque tem outra mulher envolvida. — disparou francamente, imaginando que a Kook estaria envolvido emocionalmente com alguma garota. Será que finalmente ele tinha encontrado alguém depois de tantas lamúrias por estar solteiro, abandonado e desprezado? — JungKook, confie nessa amiga que te ama, abra o coração e conte-me tudo. — abriu os braços e Suga do outro lado coçou a cabeça, fazendo uma careta. — É melhor você começar a falar logo porque o Suga não está com uma das melhores reações vendo eu sentada quase no seu colo.
— Ual! — riu, abaixando a cabeça e olhando de relance para o lado onde os três estavam. — O Jimin com cara de bêbado é sempre a mesma cara, então não tem nada de novo. Só que o Tae já é um pouco demais e , sinais com a mão é bem nítido que ele quer falar alguma coisa.
— Eu sei, vou ignorar ele. — riu, passando uma das mãos na bochecha de Kook. — Amorzinho, continua falando sobre a sua vida e como você virou um “homenzinho”. — Ela quis provocar Tae, que tirou o óculos ao vê-la tão íntima assim do amigo. — Ele ainda está olhando?
— Não quero ser comido com Hashi na janta, por isso não me usem como um pedaço de carne para fazer ciúmes. — Kook empurrou as mãos delas de lado e depois se afastou de . — Sou muito jovem para ficar em pedaços com a situação toda. Ainda não experimentei algumas coisas...
— Você está envolvido com coisas ilegais? — colocou a mão na boca, surpresa. — JungKook, o que você tem na cabeça? Com mulheres, ok. Agora essas substâncias? Você sabe que isso causa...
— Que barulho é esse? — Namjoon deu um pulo da cadeira, assustado ao ver três seguranças correndo em direção ao grupo. O olhar assustado de Suga fez com que o garoto corresse em direção a e envolvesse seu corpo com o da garota. — Isaac? O que é isso? — Ele ainda perguntou, deixando o óculos e o celular em cima da mesa.
O primeiro a apontar foi Isaac, conhecido por sempre manter a segurança do grupo em turnês mundiais, Dah-Ko deu a ordem expressa para que ele protegesse a casa e não deixasse que ninguém entrasse ou saísse daquele lugar sem nenhum tipo de proteção. E para ele estar correndo daquela maneira e a sua expressão carregada de preocupação, alguma coisa muito importante estava acontecendo.
— Corram para dentro. Corram! — Isaac balançou a mão no alto mostrando a direção da porta e olhando para o alto. — RÁPIDO, CORRAM! — Os outros dois seguranças pegaram os pertences deles jogados em volta da piscina e em pânico todos começaram a correr para dentro da casa.
entrou em choque com o susto e ficou paralisada com Kook e a segurando pelo ombro e Jimin ao vê-la daquela maneira correu desesperado, dando a volta na piscina. As pernas da garota começaram a tremer e em momento nenhum ela conseguiu fazer o seu corpo responder para levantar-se daquela espreguiçadeira e correr para bem longe daquela piscina.
— Amor, vem! — Jimin surgiu, puxando a garota pelo braço notando que ela estava cada minuto mais branca e ao empurrá-la para dentro da casa sentiu as mãos de Isaac o puxando para baixo enquanto os outros dois seguranças entraram acompanhados por mais três e todos começaram a fechar as janelas e portas da residência. — O que está acontecendo? O que foi? — Ele ainda perguntou, assustado com os braços em volta de que começou a chorar e a tremer de medo. Jimin sentiu o corpo dela ficar cada minuto mais gelado e jogou em cima dela uma manta para que ela ficasse aquecida. — Isaac! — Jimin chamou o segurança novamente. — O que aconteceu? O que é tudo isso? Que inferno é esse?
— O que é tudo isso? — J-Hope cambaleou de um lado e abraçou Jin, que também não conseguia entender nada do que estava acontecendo. — O quê? Terremoto? O mundo acabando? — Ele se encolheu com medo. — Tudo rodando, JinJin.
— Por que você foi beber desse jeito? — Kook passou um dos braços em volta do pescoço de J-Hope e Jin do outro lado fez a mesma coisa. O clima dentro da casa ficou tão pesado que Kook não pensou em outra coisa a não ser na maneira que Jimin olhava atento e com o corpo protegendo a namorada que ainda estava em choque no chão. — Não me solta!
— Subam! — Isaac ordenou, olhando para Namjoon sabendo que o líder iria ajudá-lo a levá-los para o andar de cima da casa onde não existia muitas janelas e acessos para a parte externa. — Por favor, subam e daqui a pouco eu encontro vocês. — Ele pediu cauteloso ao ver o quanto todos estavam assustados. Isaac sabia da história com as garotas e por isso ficou bastante assustado e aflito ao notar drones e helicópteros sobrevoando a casa a procura de alguma coisa. — Não fiquem tensos, apenas procedimentos de segurança. Ninguém pode saber da presença de vocês nessa casa. Ninguém! E o meu trabalho é garantir a proteção de todos vocês, por isso me obedeçam, por favor.
— Ai meu Deus. — J-Hope segurou forte na mão de Jin e de Kook, buscando apoio. — Nunca mais bebo, sempre que eu fico feliz desse jeito acontece alguma desgraça. Deus não está feliz comigo, o que eu fiz de ruindade nesse mundo? Será que foi o dia que eu olhei o Suga tomando banho?
— Por que você me olhou tomando banho? — Suga levantou os ombros, não entendendo os motivos para J-Hope vê-lo tomando banho.
— Calem a boca! — Jimin pediu, passando os braços em volta do corpo de e impulsionando a garota para que ela levantasse. — Amor, olha pra mim. — Ele buscou chamar a atenção dela. — Não é nada. Não é ninguém. O Isaac não vai deixar que nada de ruim aconteça com a gente, fique tranquila. — Puxando ela para os seus braços, soltou um longo suspiro, afundando o rosto contra o peito dele. Jimin a sentiu fria e o corpo tremendo. De olhos fechados ele forçou ainda mais o abraço, mostrando que estava ali e que não pretendia em momento nenhum soltá-la. — Eu estou aqui, não vou deixar ninguém chegar perto de você. Eu te amo, amor. Fique calma, por favor.
— Nós todos estamos aqui. — passou as mãos nas costas da garota sentindo que a amiga precisava de segurança naquele momento delicado. Depois de vê-la daquela maneira a sua cabeça automaticamente gritou em alerta para que ela ficasse mais perto da amiga. — Vamos subir, o Jimin vai levar você para o quarto e eu vou fazer um chá para relaxar um pouco.
— Subam! — Isaac pediu novamente, fazendo um gesto com a cabeça para que os outros seguranças fossem lacrando todas as outras portas da casa. — Fechem tudo e fiquem dentro do quarto.
— Vamos. — Namjoon chamou o grupo, indo em direção à escada. Suga e subiram na sequência acompanhando Namjoon e todos os outros acompanharam a mesma direção deixando apenas e Jimin ainda parados ao lado do sofá. J-Hope teve dificuldade para subir, mas Jin e Kook o seguraram na ponta da escada para que ele não caísse e por fim, Jimin olhou dentro dos olhos da namorada e mantendo o sorriso segurou a sua mão caminhando com ela para o andar de cima. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Isaac o encarou balançando a cabeça mostrando que tudo estava bem.
— Ok. Eu quero que vocês fiquem em alerta 24 horas por dia. Não quero ver nada sobrevoando essa casa e todos os empregados vão ser mandados embora e sempre que forem arrumar a casa eu quero que o grupo fique em algum lugar onde ninguém tenha contato com eles. — Isaac deu ordens para os outros seguranças e puxou o celular que estava no bolso do terno. O número de Dah-Ko estava na discagem rápida e em dois toques ele atendeu. — Tudo bem por aqui. Eles estão nos quartos e não deu tempo de ninguém vê-los na piscina. Repassei as ordens e amanhã mesmo novos empregados vão fazer a limpeza da casa, não vou deixar eles saírem sem companhia e pedi o reforço de mais três homens para a parte externa da casa. — Ele explicou para Dah-Ko por mais alguns segundos e depois fez silêncio, escutando do outro lado algo importante que Dah-Ko falava muito rápido. — Sim, senhor. Fique tranquilo, não vamos deixar ninguém chegar perto deles. Muito menos das garotas, eles estão seguros! E eu garanto isso, Dah-Ko. — Isaac afirmou, fechando uma das mãos e com a outra desligou o aparelho. — O nosso trabalho é proteger esse grupo e nós temos que fazer isso. Fiquem atentos, eu vou me ausentar e descobrir de quem são aqueles drones.
O grupo de seguranças balançou a cabeça obedecendo as ordens e Isaac ficou apreensivo parado na ponta da escada olhando para cima. Ele soube nesse exato momento que o seu único esforço era manter o controle emocional do grupo e também a tranquilidade. Ao vê-los daquela maneira sentiu-se impotente e com medo que eles não ficassem tranquilos pelos próximos meses. E para garantir essa tranquilidade ele tinha que caçar as pessoas que estavam curiosas com a casa e quando os encontrasse iria garantir que a paz do grupo não fosse prejudicada. Esse era o seu objetivo e também o seu único trabalho.


Capítulo 15


Caminhando pelas ruas de Seul, Suho escutava atentamente a gravação daquela noite em questão. Ele conseguiu escutar claramente toda a ameaça, a briga e também a maneira desigual que a respiração da garota estava perto do gravador. Ela parecia sufocada, em pânico e bastante assustada. Min-Ki, por outro lado parecia muito calmo e bem seguro de tudo o que estava falando. As palavras estavam sendo bem colocadas e o riso frouxo era a vaga ideia de que ele estava ficando acomodado e feliz com o andar da conversa. De repente, um corte e um grito ao longe. O susto de Suho, e a sequência na gravação de várias vozes e também um choro alto e claro.
— Como você foi capaz disso, Min-Ki? Justo com ela que não tem nada a ver e que é uma inocente em toda a história? — Suho caminhou de um lado para o outro da rua procurando entender o conteúdo daquela fita. Escutar toda a conversa de Min-Ki e foi um pouco assustador, e agora ele compreendia qual era a aflição de Min-ki para encontrar esse pequeno objeto. Nele estava guardado toda a conversa, toda a violência e também a loucura que o amigo estava sentindo por aquela garota. O conflito em sua cabeça começou e ele não sabia o que fazer com aquela nova informação. Contar para a polícia ou arriscar, ficar ao lado de Min-ki e conseguir esse furo de reportagem? — Droga! O que vai acontecer se eu entregar esse gravador para a polícia? Eles podem achar que eu sou cúmplice? — Ele parou nesse exato momento, colocando uma das mãos na cabeça e a outra na cintura. Parceiro de agressão e abuso? Com certeza isso iria render muitos anos de cadeia e até à morte. — Min-Ki, o que você foi fazer? Por isso essa alucinação e esse desespero em encontrar essa garota, não é por causa da matéria e sim para algo pessoal. Algo que você andou fantasiando todos esses meses. — Suho sentiu o estômago embrulhar só de imaginar a situação naquela noite. Tudo em sua volta pareceu caminhar lentamente e perdido em pensamentos ele escutou ao longe o seu celular tocar. Rapidamente, a sua atenção voltou-se para o aparelho em sua jaqueta, na tela apareceu o nome do seu amigo na BH e ele não soube se ficava feliz ou triste com aquela ligação.
— Oi? — Ele atendeu áspero, ainda bastante confuso com seus pensamentos. A voz do outro lado da ligação disse animado um “Oi” e Suho, logo imaginou que a notícia era boa. — O que você descobriu? — Ele perguntou e manteve-se em silêncio durante alguns segundos, escutando tudo atentamente. — Gangneung? Nunca iria imaginar que tão perto assim, as vezes Dah-Ko subestima demais a imprensa.
Ao desligar o aparelho, Suho encostou-se na parede de um dos prédios enormes daquela avenida e de olhos fechados buscou alinhar seus pensamentos para não cometer nenhum erro. O que ele iria fazer com aquele gravador? Entregar Min-Ki para a polícia? Ou então fingir que não tinha escutado nada e seguir com o plano? Tudo parecia confuso, estranho e assustador. Qualquer passo em falso traria problemas tanto para ele quanto para Min-Ki, e Suho, não sabia se estava disposto a desistir de tudo por uma simples gravação. Afinal, a garota estava bem e viva e tudo levava a acreditar que ela também provocou Min-Ki para que ele reagisse daquela maneira. Então? No fim tudo ficaria bem. Era isso que sua cabeça gritava, mas o seu coração ainda estava em conflito por saber que em toda essa história essa garota poderia machucar-se e ela, apenas uma inocente em um mundo onde ninguém importava com sentimentos, relacionamentos ou paixão. Tudo, o seu mundo era viver às custas e a procura de histórias interessantes e avassaladoras de celebridades. E ela? Bem, ela era a sua melhor história.

Jimin trouxe o corpo da garota para perto do seu e passou os braços em volta da sua cintura, deixando que ela ficasse confortável na cama. Ele não queria que ela ficasse mais tensa e nervosa, sua respiração já estava desigual e antes de começar a falar algo ele garantiu que todas as janelas estivessem fechadas e que nenhuma fresta desse para ver algo ou alguém do lado de fora. Todo cuidado era essencial para que ninguém descobrisse aquele esconderijo, no momento sua preocupação era apenas na garota que tinha em seus braços. Ele não conseguia mais encontrar forças para lidar com todos aqueles aborrecimentos, sua cabeça latejava e cada parte do seu corpo gritava para que ele fosse colocar um ponto final de uma vez em toda essa história. Min-Ki em algum momento tinha que sumir, ele não podia ser mais essa sombra em suas vidas.
— Fique calma. — Jimin passou os braços em volta do corpo dela, buscando acalmar a namorada que ainda estava tremendo muito com o susto na piscina. Ela não disse nenhuma palavra e tudo o que Jimin tentava era que ela ficasse um pouco tranquila e segura em seus braços. O susto e o desespero de ter todos esses seguranças correndo de um lado para o outro fez com que ela ficasse em choque e com medo de que estivesse acontecendo alguma invasão ou um ataque planejado de Min-Ki, suas pernas ainda estavam bambas e sentada daquela maneira na cama ele conseguia enxergar o desespero em seu corpo e o tanto que ela tremia, cruzando os braços em volta do corpo e fechando os olhos. — Amor, eu estou com você. Eu estou aqui e todo mundo também, não fique assim. Nós estamos seguros e nada aconteceu. — Ele tentava falar de maneira calma e clara, mostrando que tudo estava voltando ao normal, a correria tinha acabado e também todos os gritos do andar debaixo. Ao longe ele conseguia escutar apenas o helicóptero ganhando distância da casa.
— Jimin… — Ela tentou falar, mas sua voz saiu falha e trêmula. Sua respiração ainda estava pesada e lágrimas escorriam por seus olhos. Jimin puxou a garota para o seu peito e delicadamente começou a acariciar o seu cabelo com carinho e ternura. Ele queria ser capaz de fugir com ela daquela casa e escondê-la em algum lugar onde ninguém fosse capaz de encontrá-la. O seu coração ficava em pedaços e também machucado por saber que tudo isso era sua culpa. Min-Ki não teria ido atrás dela se não tivesse tido algum envolvimento com ele. Ela ainda iria trabalhar no restaurante, fazer a sua corrida matinal e andar tranquilamente pelas ruas de Seul sem ficar preocupada se alguém a estivesse seguindo.
— Nunca. Nunca vou deixar que alguém lhe faça algum mal, confie em mim. — Ele pediu, forçando ainda mais o rosto dela contra o seu peito, o choro baixo e a sensação de impotência surgiu por cada extensão do seu corpo e ele queria de qualquer maneira encontrar Min-Ki e terminar esse assunto. Jimin não conseguia pensar claramente quando via o desespero da namorada e a maneira atordoada que ela ficava sempre que surgia o nome de Min-Ki em algumas conversas. O medo em seus olhos e a sensação de que ele a observava deixava a garota noites e noites em claro assustada e receosa em fechar os olhos e ser atacada novamente por ele. — Minha vida, meu amor e minha garota. Tudo o que eu quero é que você fique calma, respire fundo e pare de chorar. Não gosto de ver minha paixão chorando dessa maneira, me sinto tão triste. — Jimin segurou também algumas lágrimas que começaram a rolar por seus olhos e ele pediu aos céus que tudo voltasse a ser como antes. Que ele pudesse se sentir seguro, amado e também que ela pudesse voltar a ter sua vida de volta. Mas, com Min-Ki vivo e andando por Seul, ele sabia que seria quase impossível que isso voltasse a acontecer. E se ele estivesse em uma turnê? E de repente se ele a encontrasse na rua do restaurante?
Jimin travou os punhos com força, buscando controlar suas emoções para não assustá-la, mas em sua cabeça ele só tinha um único pensamento. Queria ser capaz de acabar com ele com suas próprias mãos. Queria mostrar que ninguém podia tocá-la daquela maneira e muito menos a deixar com marcas e crises de pânico toda vez que algo surgia. Ele, queria de uma vez acabar com a vida de Min-Ki, Jimin não confiava mais na polícia e muito menos na segurança daquela casa. Ele, com suas mãos queria salvar a garota dos seus sonhos desse terrível pesadelo, mas tudo era questão de tempo. Em algum momento, em algum lugar ele iria encontrar com Min-Ki, e nesse dia ele estaria pronto para colocar um ponto final em todas as suas preocupações.

Min-Ki olhou inúmeras vezes para o relógio, impaciente com aquela demora toda. Suho estava atrasado mais de três horas. O que não era normal, seu coração começou a disparar de ansiedade e preocupação. E se tivesse acontecido algo? Por que ele não havia ligado? Sua cabeça começou a girar em torno daquela sala e ele mentalmente desejou que Suho não tivesse desistido do plano.
— Suho, não faz isso comigo. — Ele disse impaciente, mordendo as unhas da mão direita. — Nós somos amigos, parceiros e vamos ficar famosos no mundo do KPOP, só precisamos acabar com essa palhaçada de Dah-Ko. — Novamente olhou para o relógio e ele vibrou com um pulo da cadeira ao ver o amigo surgir pela porta do vidro. — GRAÇAS A DEUS!
— Min-Ki. — Sério, Suho caminhou em direção ao amigo, aparentando não estar preocupado com nada. O que ele temia era somente de perder a chance da sua entrevista exclusiva. Seu estômago embrulhou um pouco ao pensar no gravador e logo procurou não lembrar das insanidades de Min-Ki, quando tudo acabasse ele entregaria a gravação para a polícia, mas hoje e nesse momento a sua única preocupação era na sua carreira. Não sabia se estava fazendo a coisa certa, mas não podia deixar que Min-Ki agisse pior do que o normal com ela. Talvez, algum dia ela seria capaz de entender que todo aquele esforço foi somente para protegê-la da mente psicótica de Min-Ki. Ele só não iria deixar que sua carreira ficasse em segundo plano, lidar com Min-Ki e também com a entrevista exclusiva eram as duas únicas prioridades no momento. Além de tentar proteger a garota das loucuras do parceiro, isso ele faria de uma maneira que não levantasse suspeita e que Min-Ki não fosse tão transtornado e obcecado ao ponto de machucá-la gravemente.
— Está atrasado. — Min-Ki segurou no ombro dele. O olhar de Suho parecia estranho e perdido e Min-Ki atento a todas essas reações caminhou para o lado dele passando os braços em volta do pescoço de Suho. — Está tudo bem?
— Sim, trago novidades. — Suho disse, interrompendo os pensamentos sobre a garota e encarando o parceiro. — O grupo está em Gangneung. A casa é bem protegida e até o momento ninguém tem essa informação. Tudo o que eu sei é que Isaac está fazendo a segurança particular, o grupo e todas as três garotas estão também na mansão e pelo o que meu informante disse, é quase impossível entrar naquele lugar.
— Vamos logo fazer esse trabalho e acabar de uma vez. — Min-Ki bufou, passando por ele e indo até seu computador. — Jimin que se prepare para o ataque, não vou ter misericórdia de ninguém.
— Nem dela? — Suho perguntou cauteloso e viu quando os olhos do parceiro estreitaram. — Ela não tem culpa por ter sido puxada para esse mundo do namorado.
— Suho, aconteceu alguma coisa? Olha as coisas que você fala. Não estou me arriscando nisso para sair uma coisa mal feita. Tenho muito em jogo e não quero ser preso no fim das contas por ter feito alguma besteira, então. — Ele fez uma pausa, agora olhando em volta para saber se ninguém prestava atenção na conversa deles. — Arriscamos tudo ou nada. Eu não me importo se ela foi arrastada para esse mundo, ela apenas existe nele agora e nós vamos conseguir essa exclusiva, a qualquer custo, Suho.
— Isso é tão repulsivo. — Suho balançou a cabeça, buscando focar seus pensamentos no que Min-Ki falava. Ele tentava não importar nenhum pouco com a garota, mas algo dentro dele ainda estava em conflito com medo do que pudesse acontecer com ela.
— Nosso trabalho. Vamos. — Min-Ki o chamou, puxando uma cadeira ao seu lado. Suho relutou um pouco contra aquilo tudo, mas a avalanche que estava rodando por sua cabeça o fez seguir Min-Ki para o próximo passo do plano. — E agora vamos começar com as fotos de NY. — Min-Ki comemorou, digitando a sua senha no notebook e abrindo a primeira pasta com várias fotos de e Jimin abraçados por algumas ruas de NY. Na sequência da pasta, ele tinha fotos pessoais da garota nas ruas de Seul e Suho também notou que a maioria da pasta era dedicada a somente a fotos dela andando, comendo, trabalhando e até mesmo deitada na sala do que ele acreditava ser do seu apartamento.
— Você realmente trabalhou direito. — Suho incomodado sorriu por entre os dentes e Min-Ki desviou a atenção da tela do notebook e olhou para o parceiro.
— Aconteceu alguma coisa com você? — Ele perguntou novamente, sentindo que Suho estava muito estranho. Min-Ki não sabia se era o fato de estar muito nervoso com a situação, mas, Suho parecia esconder alguma coisa dele. Algo muito importante e todos aqueles comentários eram estranhos, fora de contexto e suspeitos.
— Foi um comentário apenas, Min-Ki. — Suho voltou a sorrir, dando um tapa de leve nas costas dele. — Então? Vamos começar a trabalhar esses dedos!
Relaxando o corpo e mexendo a cabeça de um lado para o outro, Min-Ki focou a sua atenção na tela do notebook e começou digitando a matéria que seria uma bomba em todos os sites de fofocas do mundo.

“Park Jimin, do grupo, BTS foi visto em um encontro romântico pelas ruas de Nova York em sua última turnê. Fontes seguras alegam que essa garota foi o real motivo para que a turnê fosse adiada.”

Estalando os dedos com um sorriso, Min-Ki respirou fundo e voltou a escrever, enquanto Suho, ao seu lado, não esboçava nenhuma expressão. Apenas observava a maneira que Min-Ki estava feliz com aquela situação.

“Lembrando que recentemente o cantor em uma coletiva de imprensa, disse que não estava em nenhum relacionamento e negou a todo momento que existisse alguém em seu coração. Em muitas fotos em nossa galeria, vocês conseguem ver que Park Jimin, além de mentir sobre esse relacionamento, também escondeu de seus fãs esse novo affair.”

A risada de Min-Ki ecoou por todo o escritório e seus colegas de trabalho olharam para ele, não conseguindo entender o que estava acontecendo. Suho abaixou a cabeça e levemente olhou para o notebook onde o parceiro começou a escolher as melhores fotos para a postagem. Ele ainda não conseguia sentir-se seguro daquela decisão, mas já era tarde demais para voltar atrás em sua ambição.

“Até o momento a única informação que temos sobre a garota é sobre ser uma chefe de cozinha em um dos restaurantes mais badalados de Seul. Park Jimin, junto com o grupo, resolveram tirar férias e tudo leva a acreditar que os dois estão juntos em quase uma lua de mel. Os assessores do grupo negaram esses rumores, mas em nossas fotos vocês encontram a intimidade e o contato próximo do casal. Outros veículos de imprensa suspeitam também que a garota esteja grávida e que isso seja um dos motivos para que o cantor tivesse negado qualquer compromisso com ela. Muito ainda está sendo investigado, mas os fãs já estão desesperados buscando respostas através das redes sociais do grupo e também por meio de ligações para a sua agência. Em breve, novas fotos da garota e também esperamos que o cantor fale com a imprensa sobre o assunto.”

— Agora o Jimin vai ser obrigado a sair daquela casa. — Min-Ki disse confiante, terminando de reler o texto e em seguida clicando no botão de publicação. — Você é minha, . Não adianta fugir ou se esconder, ainda não terminamos a nossa conversa! — Determinado ele cruzou os braços na frente do corpo e lançou um olhar intenso e assustador para Suho, nesse instante o parceiro sentiu medo e soube que essa história não teria um final feliz.


Capítulo 16

Ao deixá-la na cama no andar de cima, Jimin com todo cuidado fechou a porta ao sair do quarto e caminhou em passos lentos, perdidos e espaçados para a escada que o levava para a sala principal da casa. Ele sentia o seu corpo pesado e nem soube exatamente onde havia se machucado, um corte no braço começou a latejar e ele parou, o girando para ter uma visão melhor do pequeno corte.
— Que saco. — Ele travou a mandíbula irritado com o corte e a cabeça explodindo de tanta dor. Não devia ser nem 18:00 horas e o seu corpo já gritava por um bom banho e descanso. O dia complicado e intenso só tinha deixado todas as suas energias no limite e ele só queria descer as escadas e procurar pelo frasco de calmante. E antes de chegar no local escutou uma conversa intensa e carregada de preocupações acontecendo entre Namjoon e Suga sobre a segurança da casa e também sobre um possível assédio da imprensa caso o drone fosse de alguma emissora de TV. Essa era a única explicação de Namjoon para o que tinha acontecido mais cedo na piscina, o que também era a ideia principal de Suga e provavelmente de todos os outros amigos. Com todo cuidado para não despertar a atenção deles, Jimin entrou no ambiente em silêncio, escutando a conversa atentamente. Ele só queria ter certeza que nenhum dos amigos escondia algo em relação à segurança da casa.
— Nam, não tem outra explicação. Nenhuma informação foi repassada à parentes ou qualquer outra pessoa, estamos incomunicáveis com o mundo e também com a nossa família. E só quem sabe das nossas “férias” é a equipe que cuida da limpeza e todos os seguranças. — Suga comentou preocupado, entrando no campo de visão de Jimin que estava parado na ponta da escada olhando para o amigo que andava de um lado para o outro impaciente. Suga com certeza devia estar em surto com medo de que algo fosse acontecer com a namorada. Min Ki foi muito ágil e esperto para descobrir informações sigilosas sobre e a turnê de NY. Provavelmente ele tinha medo que o fato de todas as três morarem juntas e estarem envolvidas diretamente com o grupo, também corria muito perigo ficando próxima de Min Ki. — É só você reparar em como as coisas começaram acontecer. — Prestando atenção nas próprias palavras e em como iria construir as frases para explicar ao amigo o que estava pensando, ele parou por alguns segundos lembrando da expressão tensa no rosto do segurança. — Eu vi quando o Isaac ficou nervoso como se soubesse de alguma coisa e não quisesse contar. Ele sempre foi muito sincero com a gente e dessa vez tinha algo diferente, muito diferente.
— Também acho tudo isso, Yoongi. — Namjoon cruzou os braços na frente do corpo e sustentou o peso do queixo com uma das mãos. Ele também estava desconfiado que Isaac não tinha sido totalmente sincero. — Ele sempre foi muito cuidadoso e parece que o drone deixou ele muito surpreso, como se fosse uma falha na segurança. E ele não tolera esse tipo de falha, percebeu como ele ficou irritado com os outros? — Nam perguntou, agora convencido de que alguma coisa muito errada tinha acontecido para o comportamento dele. Isaac sempre foi muito legal a Dah-Ko, vê-lo gritar, ficar nervoso e em pânico não era algo normal.
Jimin ouvindo a conversa entre os amigos lembrou-se imediatamente que antes da correria em levar as garotas para o quarto, havia encontrado Taehyung no corredor falando ao celular com Dah-Ko e o amigo ao vê-lo parado observando a conversa disfarçou algumas palavras e com um simples aceno de cabeça entrou para o quarto sem ao menos falar nada. Ele conhecia Taehyung tempo suficiente para saber quando escondia alguma coisa e naquele olhar, tinha toda uma mentira e uma preocupação que ele não pretendia dividir com mais ninguém. Saber agora sobre a suspeita de que Isaac escondia alguma coisa também deixava tudo mais fácil, ambos conversaram com Dah-Ko, e, logo, algo realmente estava acontecendo em Seul. Isaac e Taehyung sabiam.
— Em anos eu nunca o vi aflito e preocupado daquela maneira. Ele nunca foi desesperado em falar com o Dah-Ko. — Suga comentou sobre a maneira desesperada de Isaac em falar no ponto e da ligação dele para Dah-Ko. Da distância que estava não escutou direito a conversa, mas notou pelo tom da voz que alguma coisa de grave tinha acontecido. — Nam, eu estou com uma sensação muito estranha. Não costumo acreditar nessas instituições, só que algo está acontecendo em Seul. Não gosto de me sentir fragilizado dessa maneira e nem de colocar a vida dessas garotas em perigo por causa de um jornalista maluco.
— Também acho isso, Suga. — Jimin concordou, apoiando o corpo em uma das pilastras de sustentação da casa. Os olhos vagaram pela pequena fresta da porta de vidro que dava para a parte externa da casa. Ele também sentia uma sensação estranha. Um medo percorrer todo o seu corpo é algo muito além, ele não conseguia colocar em palavras o que exatamente sentia. — Isaac sempre foi muito cuidadoso, ele esconde algo para não causar uma preocupação coletiva. — Ele parou e apontou para o lado norte. — Nós estamos presos nessa casa. Essa é a nossa prisão e eu duvido que vamos ver o sol ou sair na parte externa por alguns dias. Não vamos saber o que estão escondendo e muito menos vamos ter chances de ficar aqui por muito mais tempo. Logo vamos precisar sair dessa cidade.
— Ele podia ao menos contar a verdade. Nós sabemos que a situação não anda bem e ficar fingindo que estamos tranquilos, curtindo e em paz é muito errado. — Um suspiro triste surgiu dos lábios de Suga, que olhou para a mesma direção que Jimin. Todas as janelas ainda estavam fechadas com as persianas e a porta enorme de vidro coberta com uma cortina preta. — E no fundo nós sabemos que vamos ter que voltar e encarar o que está acontecendo. Quanto mais vamos ter que fugir desse mundo? Quanto mais o Dah-Ko vai seguir escondendo a gente em qualquer lugar? Eu cansei disso.
— Eu também estou cansado disso. — Namjoon, sentindo o corpo travar, esticou os braços para o alto e moveu a cabeça de um lado para o outro. Ele sentia todo o corpo tenso e dolorido. Supor, pensar e lidar dia a dia com todo aquele absurdo estava sendo desgastante. Ele queria ser capaz de solucionar todos os problemas, queria ter a chance de colocar uma pedra nesse passado e prosseguir com a turnê, com a vida pessoal dos amigos e tudo o que deixava o grupo animado e feliz. — Não gosto de ver essa dor, essa angústia e esse abatimento nos olhos de cada pessoa dessa casa. Nunca foi o que buscamos, sempre buscamos alegria, felicidade e levar a nossa música e o nosso coração para o público. — Ele fez uma pausa, passando a mãos pelo rosto e depois soltando um longo suspiro pelo canto da boca. — O que estamos fazendo é fugindo e sendo impedidos de ter qualquer sentimento e liberdade...
— EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO! EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA PRESSÃO! — Jimin gritou, cortando o amigo e andou alguns passos em direção ao abajur que estava em pé ao lado de uma poltrona. — MINHA CABEÇA DÓI, MEU CORPO DÓI, TODA PARTE DO MEU CORPO... — E sem ao menos pensar em qualquer coisa arremessou o objeto contra a porta de madeira da entrada principal. — NÃO AGUENTO VIVER DESSA MANEIRA! — O desespero tomou conta do seu corpo e ele sentiu o impacto e o peso do mundo nesses instantes gritando alto daquele jeito. — Eu preciso de tempo. Preciso recuperar minhas forças e eu não aguento mais tudo isso. — Ele dobrou os joelhos, tampando o rosto com as mãos tentando abafar o grito que surgiu por sua garganta. — Jimin gritou durante alguns segundos e logo Namjoon e Suga o puxaram pelo braço, caminhando com o amigo para o sofá ao lado. Ele queria fugir daquele lugar e enfrentar tudo o que estava acontecendo, já não aguentava mais viver mentindo, fugindo e se escondendo sempre que surgia imprevisto com a imprensa. A vida que ele sempre sonhou não parecia em nada do que estava vivendo nessas últimas semanas. Os objetivos, os sonhos e a realização em ser um IDOL e o encantando estava desaparecendo em meio a todas as decepções e angústias. Todo esse caos que tirou o sono de todos e a liberdade de ter uma vida pessoal e profissional.
— Fique calmo, Jimin. — Namjoon segurou o corpo dele firme contra o sofá e Suga correu para a cozinha procurando uma garrafa de água. — Jimin, você precisa manter o controle e não desabar dessa maneira. — O amigo tentou pressionar ainda mais o corpo dele e sentiu no exato momento que ele o empurrou com certa força para trás. — JIMIN!
— Nam, ela chorou tanto e depois pegou no sono…
— Jimin, ela vai ficar bem! — Suga pulou a mesa de centro e logo destampou a garrafa de água e entregou para ele. — Beba e tenta relaxar um pouco, gritar, surtar e berrar dessa maneira vai fazer todo mundo entrar em pânico.
— Jimin, tente ficar controlado. — Namjoon chamou a atenção dele para o comportamento agressivo. Jimin já estava com um comportamento estranho há semanas, vê-lo com os nervos à flor da pele daquela maneira era algo que não iria deixar o grupo tranquilo. Principalmente a garota que só dormiu a base de um calmante que ele tinha conseguido em sua bolsa de medicamentos. O amigo não tinha que apenas sentir raiva ou preocupação, ele tinha que ser um ponto de equilíbrio e ajuda entre todos naquela casa. Principalmente para a namorada que estava com o emocional muito frágil.
— Como eu posso ficar controlado? — Jimin alterou a voz, abrindo os braços. — Olha o estado que ela ficou. Como eu não vou ficar alterado ou preocupado? Caramba! — Ele exaltado procurou livrar-se dos braços de Namjoon para respirar melhor. A falta de ar deixou o coração mais acelerado e ele sentia as pernas perderem as forças. — NÃO é simples, não é fácil pra mim vê-la dessa maneira. Parece que eu não consigo esquecer o grito dela naquela noite e o jeito nojento que ele falava e tocava nela. O que teria acontecido se a gente não tivesse chegado? Nam, ele teria feito coisa pior com ela. — As mãos fecharam com força e ele buscou fixar a sua atenção em algum ponto para não lembrar de todos os detalhes daquela noite. Jimin cobrava que seu subconsciente, não fosse tão longe e não trouxesse lembranças daquela momento. Min Ki era detestável, maluco e ele detestou o fato de não ter conseguido acabar com a vida dele ali mesmo naquele chão. — Não ando conseguindo dormir, me concentrar, raciocinar, cantar, dançar, compor e pensar em tudo o que anda acontecendo. O conflito, o desespero e o medo não me deixam descansar um só segundo. Eu durmo preocupado se ele está em algum canto dessa casa, eu sonho e escuto os gritos dela e toda noite eu tenho pesadelos do Min Ki atacando a novamente. — A voz saiu falha e ele soube nesse instante que a sua estabilidade emocional e mental não estava conseguindo manter toda aquela pressão que acontecia dia a dia naquela casa. Viver escondido, na dependência de seguranças e não saber qual o momento que ele voltaria para as suas vidas era o pior dos sentimentos que existia em seu peito. Não saber se era capaz de protegê-la fez o seu coração ficar apertado e algumas lágrimas escorrerem por seus olhos. Jimin buscava um conforto, uma confiança e uma saída para que ela ficasse segura, mas tudo levava a insegurança, medo, trauma e o pânico de vivenciar o “ataque” novamente se ele descuidasse um segundo a namorada. — Eu vou enlouquecer a qualquer minuto. Sinto isso, sinto medo e pânico de acontecer alguma coisa muito grave.
— Jimin. — Namjoon sentiu o seu corpo todo enrijecer com aquele desabafo espontâneo. — Olha pra mim, por favor. — Segurando a adrenalina que invadiu seu corpo, Nam chamou a atenção do amigo para o seu rosto. O abalo emocional de Jimin era tão visível que Namjoon sentiu o coração apertar ao vê-lo tão abatido e triste. — Prometo que nada vai acontecer. Nós não vamos deixar que nada aconteça com ela, com a e nem com a . Elas são parte da nossa família. — Ele estava ali, nada iria acontecer dessa maneira. Nada iria acontecer com o grupo, com as garotas ou com qualquer outra pessoa daquela casa. — Tudo o que aconteceu naquela noite você não pode ficar remoendo dessa maneira, vai enlouquecer, surtar e não ser capaz de proteger a garota. Do que vai adiantar a ter você ao lado dela? Instável, perdido e cansado desse jeito?
— Nam, eu não quero desistir dela…
— Jimin! — Namjoon segurou com força o queixo dele. — O Jimin que eu conheço não fica abalado dessa maneira. Ele não é agressivo, violento e nem pensa em desistir de um amor.
— Conheço esse Jimin e sinto falta dele. — A intensidade na voz de Suga fez Jimin desviar os olhos de Namjoon para o amigo e Suga baixou a cabeça, refletindo o que falar para o amigo. — Não sei o que você pensa disso, Jimin. Não sei o que vai acontecer com as nossas vidas, mas eu com todas as minhas forças e condições não consigo desistir da minha garota. Minha vida ficou completa quando eu encontrei o meu mundo naquele sorriso. — Declarando todo o seu amor pela namorada e firme com as palavras, Suga andou até Jimin e segurou em suas mãos. Ele tinha que tentar de algum jeito mostrar para ele opções e forças para que conseguisse ficar mais tranquilo em relação ao seu namoro. — É minha obrigação amar, respeitar e proteger de todas as coisas ruins do mundo. É isso que eu sinto, é essa dimensão do meu amor pela . Não é uma opção eu deixá-la, porque tudo o que mais quero é estar com ela em meus braços. Independente se no dia eu estiver sendo o Min Yoongi ou simplesmente o Suga do BTS. — Ele fez uma pausa, sentindo as mãos do amigo ficarem frias e trêmulas. — Minha carreira é uma realização na vida, mas não é o meu único sonho. Posso viver da música, dos palcos e da sensação de ser aclamado por um público de milhões de pessoas, do amor sincero de um fã e da intensidade em compor uma sequência de músicas de um álbum, mas nada se compara ao sentimento que eu tenho que é dormir abraçado com ela e toda amanhã acordar com aquele sorriso que transforma o meu pior dia em um dos mais intenso e felizes. — Com o calor das suas mãos e a intensidade de todas as suas palavras, Suga tentou demonstrar para Jimin que não iria hesitar, fugir ou desistir daquele relacionamento. Não seria por sua carreira, pela imprensa ou por um psicótico maluco que resolveu conseguir uma matéria exclusiva que iria abalar um relacionamento que já estava certo de existir. — Não se sinta impotente, cansado ou fraco diante de todas essas situações. Pelo contrário, olhe para a sua namorada e encontre a força necessária para protegê-la e enfrentar o mundo. É assim que eu estou me sentindo. Forte. Determinado e capaz de encarar qualquer pessoa, lutar contra o mundo se for preciso para continuar amando a . E eu sei que você compartilha esse mesmo sentimento quando pensa na . Tudo o que eu quero é que você continue firme, proteja o seu amor e cuide para que ninguém faça nenhum mal à ela. é uma garota fantástica e os seus olhos brilham intensamente quando está com ela . Um amor sincero e intenso desse jeito você não vai encontrar novamente. — Agora ele sorriu ao ver o amigo limpar os olhos com a manga da blusa e puxou ele para um abraço apertado e forte. Namjoon era o líder com sábias palavras, determinado e seguro, mas Suga sentia às vezes que cada um precisava não somente de palavras e determinação. Um ato carinhoso, um abraço ou um simples cafuné transformava a dor e a angústia em um choro livre.
— Entendo. Tudo o que você disse eu sinto por ela, tudo o que eu quero é viver a minha vida inteira olhando, acariciando e a desejando todos os dias. — Jimin travou os braços em volta do amigo e mesmo estando assustado, apreensivo, com raiva e muito preocupado ele sentiu uma esperança surgir nos olhos de Suga. — Eu preciso de um equilíbrio. Uma força e uma determinação. Não vou mais aceitar que esse maldito me deixe nessa situação. Ela precisa de mim, eu preciso dela. O Min Ki não vai conseguir quebrar esse amor. Não posso permitir isso. — Ele não sabia quando, onde e nem como isso iria acontecer, mas em algum momento, Min Ki iria aparecer em Gangneung. De noite, de dia ou quando ninguém estivesse esperando. E ele estaria ali, pronto para enfrentá-lo a todo custo.

No quarto o clima parecia ficar pesado a cada segundo entre e Taehyung que começaram a discutir sobre as mentiras que ele estava contando sobre a conversa com Dah-ko no celular. não conseguia compreender a atitude do namorado em relação à tudo o que estava acontecendo. Mentir, esconder e julgar desnecessário a verdade deixava o seu corpo todo em choque com vontade de gritar e acabar com esse teatro que Taehyung estava fazendo há mais de meia hora. Ela sempre detestou mentiras, falsidade e vê-lo ali atuando e encenando que tudo estava bem e que nada acontecia era quase um ultraje com a sua paciência.
— Não está acontecendo nada, meu amor. — Ele repetiu pela décima vez a mesma frase e ela inflou o ar, buscando respirar de maneira correta e não descarregar toda a pressão e palavras desnecessárias para cima dele. Não era o momento para isso. Mas, como ele podia negar dessa maneira? Se minutos antes estava no telefone falando em código, usando meias palavras e fingindo que nada acontecia em Seul. Ele não tinha o direito de esconder nada dessa maneira, principalmente quando a situação envolvia todos ali daquela casa.
— Você acha que é assim que nós vamos resolver nossos problemas? Mentindo? Escondendo? — Ela sem paciência apontou o dedo para todos os lados do quarto, perdendo o controle do que estava acontecendo entre eles. Sua voz estava desesperada e o olhar determinado dele em continuar escondendo tudo a estava deixando cada minuto mais nervosa. — Kim Taehyung, você acha que eu não te conheço tempo suficiente para saber todas as suas expressões e reações quando esconde algo?
— Amor, não quero falar sobre o assunto. — Ele tentou inutilmente manter o tom da voz passiva e isso só despertou ainda mais a vontade de gritar em todos os cantos daquele quarto. — , só preciso de um momento sozinho.
— PARA COM ISSO! — Ela gritou, parando tão próximo à ele que Taehyung conseguia escutar o coração dela bater de maneira descompensada. Ele queria abraçá-la, mas tudo em sua cabeça começou a girar e ele somente foi capaz de colocar a mão no rosto e tomar distância da garota. — É ASSIM? ENTÃO VOCÊ VAI…
— PARA, SÓ PARA! — Ele gritou na mesma altura, desesperado por causa dos gritos da namorada. Distância. Tempo. Ar puro. Ele só precisava ficar longe de todos por alguns segundos. A pressão em sua cabeça, a notícia, toda a confusão e a bomba que estava explodindo em Seul trouxe para cada parte do seu corpo um choque e uma dor diferente. Taehyung não entendia, não compreendia e não aceitava que depois de anos uma “mentira” seria capaz de destruir toda a carreira do grupo. Ele não aceitava que um lunático fosse capaz de transformar a vida de todos nesse verdadeiro inferno. — Fique longe de mim, me deixa respirar um momento. Eu só preciso de um momento para colocar meus pensamentos em ordem. Não posso falar com você nessas condições, por favor. — Ele implorou, juntando uma mão na outra e olhando dentro dos olhos dela. — Não posso te falar nada, não consigo te falar nada e tudo o que eu preciso é ficar longe de você. Preciso de um tempo.
— Só você anda precisando de um tempo? — Ela nervosa recebeu aquelas palavras que deixaram suas pernas fracas. — Todo mundo anda precisando de um tempo. Todo o grupo, todo mundo anda com o coração a mil e tudo o que você faz é esconder as coisas e não contar a verdade…
— O que você quer que eu faça? Você acha que eu gosto disso? — Ele questionou, rodando de um lado para o outro do quarto em desespero. Dah-Ko em poucas palavras disse o necessário para que ele ficasse desestruturado. Escutar Dah-Ko avisar que a única solução para todo o problema era a distância do grupo com as garotas deixou o seu coração em frangalhos. Ficar longe de não era e nunca seria uma opção, mas e tudo o que estava acontecendo? Min Ki. A mídia. Os fãs.
— Taehyung, Taehyung… — Ela chamou o namorado, vendo a expressão dele mudar de repente e os olhos ficarem marejados de lágrimas. Poucas vezes ele tinha chorado e todas as vezes quando o choro surgiu foi por estar se sentindo pressionado, desesperado e em surto sem saber o que fazer diante da alguma situação. O grito, a falta de ar e a maneira que ele falava já estava sendo preocupante, mas o choro ainda foi o maior choque que ela recebeu. — Amor, o que está acontecendo? O que aconteceu de grave?
— Eu só preciso de um tempo sozinho…
— Tudo bem.
— Amor… — Ele deu alguns passos, segurando o rosto da garota por entre as mãos. Os olhos dela cruzaram com os seus e nesse instante ele travou, seus lábios abriram e ele os fechou, não conseguindo falar o que pretendia. Ela manteve o olhar no rosto dele e Taehyung respirou fundo, buscando uma maneira certa para falar tudo o que estava sentindo e como a sua cabeça estava confusa. — Eu te amo tanto, sempre te amei. E eu não suportaria ver a sua vida destruída por causa da minha carreira e nem ver você passar o assédio que passamos todos os dias. — O choro contido em sua garganta começou a surgir de maneira lenta em meio a todas as palavras que saia por sua boca. O coração pedia para que ele fosse cauteloso, mas o seu corpo queria gritar por tudo. Gritar por saber que daquele dia em diante nada seria do mesmo jeito. Gritar por ter sido um idiota e por não ter assumido que o sentimento que existia por ela não era apenas de amizade. Ele a amava. Com todas as forças e de todas as maneiras que existia no mundo.
— Amor, Tae…
— Bebê... — Ele puxou o rosto dela, beijando levemente os lábios e parando com a testa colada à dela. Falar para a namorada sobre a loucura com a imprensa talvez fosse o mais certo. Ele só não sabia por onde começar sem assustá-la. — Acabou a liberdade de vocês. Acabou a ideia de vocês abrirem o restaurante sem serem atacadas por jornalistas, fãs, imprensa ou qualquer mídia que existe nesse país. Acabou andar sozinhas pelas ruas de Seul, acabou a paz e a tranquilidade que um dia existiu. Acabou ser uma pessoa livre e normal como qualquer outra. Isso não existe, isso nunca mais vai existir. — Ele respirou entrecortado, fechando os olhos e não conseguindo olhar para ela. Falar tudo aquilo em voz alta parecia mil vezes pior do que mentir e ficar remoendo tudo dentro da sua cabeça. — O Min Ki, acabou de criar uma… — Taehyung fez uma pausa, abrindo os olhos e sentindo o corpo dela estremecer com aquele nome. — É isso que eu estou falando, o Min Ki não é apenas um jornalista qualquer. Ele sabe bem como agir e onde atacar. Tudo o que ele vai fazer é encontrar um jeito de atingir o nosso ponto mais sensível. — Voltando a segurar o rosto dela por entre as mãos ele garantiu que aquela frase fosse o suficiente para que ela entendesse a gravidade do que estava acontecendo. — Ele quer a qualquer custo conseguir a matéria exclusiva sobre a vida pessoal de qualquer integrante desse grupo. Nós temos uma vida pública que não podemos fingir que não existe, não podemos somente acreditar que do dia para a noite tudo vai se resolver. Nunca foi desse jeito, e em meio a tudo isso existem três garotas inocentes que vão sofrer as consequências dessa vida.
— O que você está falando? — Ela gaguejou, sentindo um arrepio subir pela espinha ao escutar o nome de Min Ki. não negava que sentia medo daquele homem e das intenções dele com a amiga. — Consequências? — Ela balançou a cabeça, inflando o ar para os pulmões. — Acabou tudo? Taehyung o que aconteceu?
— Por enquanto nada.
— Como nada? — Ela perguntou, sentindo o chão sumir debaixo dos seus pés.
— Eu sabia desde o começo que eu não podia ter duas coisas que tanto amo na minha vida. — Ele puxou com força o corpo da garota contra o seu peito e ela não hesitou em afastar ele. — Minha carreira sempre foi um grande sonho que eu vivi todos os dias. E agora eu conheci alguém que me ensinou o que é sonhar de outra maneira. — Taehyung subiu uma das mãos por entre os cabelos dela e o corpo todo da garota sentiu aquele toque suave e único. Ele não estava bem e ela conseguia sentir isso só com o pequeno toque e a maneira que a sua respiração ficava desregular ao falar. — Não consigo achar outra solução, por isso eu preciso de um tempo para respirar um pouco. Nós precisamos de um tempo. Não quero tomar nenhuma decisão repentina...
— Você… — Ela gaguejou, sentindo o medo e o desespero surgir com aquela palavra. — Tempo?
— Tempo. — Ele repetiu.
— Você quer um tempo de mim? — A voz dela saiu fraca.
— Por que eu demorei todo esse tempo para assumir o tanto que eu te amo? — Taehyung sorriu, afastando o corpo dela do seu e com as pontas dos dedos dedilhou o contorno das bochechas da garota. Amar ela sempre foi a parte mais fácil daquele relacionamento. Com ela tudo era prático, simples, direto e intenso. O sexo, o amor, a amizade e a cumplicidade que existia entre eles era motivo de grande admiração em meio aos amigos. Ele se sentia livre, esperançoso e completo em saber que ao seu lado tinha a garota que completava o seu coração e deixava toda parte do seu corpo em choque com um simples beijo. — Eu senti medo de você não me amar e de não me querer mais na sua vida. Senti que nunca iria conseguir ser homem o suficiente para merecer o seu carinho e amor. — Um sorriso bobo surgiu nos lábios dele e travou as mãos contra a blusa dele, sentindo uma sensação ruim invadir seu coração. — Tudo isso eu ainda sinto. Sinto medo de perder você, amor.
— Nunca passou pela minha cabeça viver sem você, amor. — A lágrima inesperada rolou pelos olhos dela e sem que ele esperasse ela o puxou novamente, deitando a cabeça contra o peito dele. — O que eu sinto por você é a única razão que me mantém dessa maneira. Eu não preciso de nenhum outro abraço, nenhum outro toque ou outro amor. Tudo o que me deixa feliz, realizada e apaixonada eu encontro em você, Tae. Você é meu amor. — Com medo que ele pudesse estar pedindo um tempo do relacionamento e também querendo distância dela, buscou forças para colocar em palavras tudo o que sentia por ele em todos esses anos. Todos os seus sentimentos, medo e motivos para que ele não desistisse assim desse amor. Ela não iria conseguir ficar longe dele e tudo o que ela pediu à Deus naquele momento fosse que ele estivesse apenas cansaço e em choque.
— E você é meu amor. — Taehyung, chorando, apertou o corpo da garota ainda mais contra o seu e o cheiro do perfume dela fez com que novas lágrimas começassem a rolar por toda a extensão do seu rosto. Ele não sabia como explicar mais para ela que precisava de um tempo daquele relacionamento. — Por te amar tanto assim, por tudo estar um caos e por precisar colocar meus pensamentos em ordem…
— Não faz isso… — Ela implorou, chorando para que ele não terminasse a frase. — Não, Tae…
— Precisamos de um tempo nesse relacionamento. — Ele terminou, sentindo o impacto e o choro desesperado surgir mais intenso. cravou as unhas na blusa dele e Taehyung perdeu a lucidez ao escutar a maneira que ela chorava e pedia para que ele não fizesse isso. — Antes de qualquer sentimento e de qualquer amor, preciso me certificar que você não corre nenhum perigo. Mesmo que isso quebre o meu coração e me faça ficar em pedaços. Não vou aguentar ver você sofrendo as consequências da minha carreira e nem ser perseguida por um babaca. — Lutando contra toda a adrenalina, a dor e sensação horrível de deixá-la, ele respirou fundo, concentrando todo o restante de suas forças para afastar o corpo dela. — Eu te amo, te desejo e sei que você é a mulher da minha vida. — Lentamente, ele beijou seus lábios e um último contato da língua dela massageando a sua trouxe a certeza que não existia outra pessoa no mundo que deixava todo o seu corpo em choque daquela maneira. — De todas as vidas que existir eu sempre vou te amar. — Ele confessou, sabendo que não tinha somente os seus pensamentos e o seu coração, ela tinha a intensidade, a euforia e ele não queria soltá-la, não queria que esse tempo existisse e nem que tudo isso fosse necessário. Ele só queria ter a chance de protegê-la, amá-la e ser capaz de tudo o que estivesse ao seu alcance para que ela fosse feliz. Livre e segura.


Capítulo 17

O sol já havia escondido há tanto tempo que eles nem perceberam o cair da noite e nem o relógio da cozinha apitar anunciando 22:00 horas. O clima estava tão tenso ainda na parte debaixo da casa que Namjoon estava sentado ao lado de Jimin, conversando sobre possíveis soluções para conseguir driblar Min Ki de chegar perto de enquanto Suga, participava do assunto dando sugestões e dicas de como teria que ser abordado o assunto com a garota sem assustá-la. Ele defendia muito a teoria que uma pessoa que sempre teve a liberdade de andar sozinha, livre e sem nenhum contato com os holofotes, não iria aceitar muito bem a adaptação de seguranças 24 horas por dia em seu encalço, observando tudo e acompanhando toda a sua vida bem de perto.
Jimin e Namjoon não deixaram de concordar, mas no fim depois de tantos debates, frustrações e planos frustrados, todos os três chegaram em consenso de que como saída, nada seria mais certeiro do que um segurança andando com ela para baixo e para cima em todos os lugares públicos. Não seria confortável e com isso a garota perderia muito a sua intimidade e o costume de se sentir segura, mas o que eles podiam fazer para resolver esse problema a não ser tomando uma atitude assim? E se por um descuido de momento, Min Ki fosse lunático e fizesse algo muito terrível com , ou ? Jimin, Suga e Taehyung tinham uma vida corrida de apresentações, turnês mundiais e uma agenda de compromissos a ser cumprida. O contrato com a BH não somente era valioso como também cheio de regras, burocracias e negociações. Eles não tinham nenhuma opção a não ser somente contratar seguranças para que ficassem seguras e protegidas. A ideia de existir uma pessoa responsável por aquela segurança era o que eles precisam para continuar com os compromissos e com a cabeça leve para terminar as responsabilidades com a sua empresa. O BTS tinha entrado de férias, mas em algum momento eles retornariam para os palcos, para os fãs e também para a turnê mundial.
— Podemos deixar para resolver isso com o Isaac e ver o que ele acha sobre esse assunto, às vezes elas nem precisam saber sobre o segurança. — Namjoon comentou, querendo colocar um fim no assunto ao perceber que Jin e Hope surgiram na cozinha desesperados atrás de comida. E nesse momento, Isaac apareceu pela porta principal, carregando cinco caixas enormes e várias sacolas. O segurança imaginou que eles estariam com fome e junto com outro da sua equipe foram até a pizzaria próxima da residência buscar pizza, batata frita, lanches e uma sacola de refrigerantes de todos os sabores.
— É por isso que sou apaixonado por você. — Hope mandou um aegyo mostrando o seu amor por Isaac e mais amor ainda quando ele abriu a caixa mostrando as pizzas. — Casa comigo? — Ele pediu e o segurança tentou não rir, mas foi impossível olhar para Hope e não achar engraçado a maneira que ele estava jogado no balcão da cozinha.
— Que delicia. — Jin, animado, puxou um prato do armário e foi sentar ao lado das caixas de pizza antes que Hope ficasse com muita fome para comer tudo sozinho. — Obrigado, Isaac. — Ele agradeceu, acenando com a cabeça agradecendo por ele ter buscado comida para o grupo.
— Fiquem a vontade. — Isaac, saindo, deu um leve tapinha no ombro de Jin e riu de Hope ao vê-lo devorar dois pedaços de pizza ao mesmo tempo. A preocupação de Isaac era que eles ficassem seguros, bem alimentados e hoje em especial iria reforçar a segurança em volta da casa. Não quis alertar os garotos e nem a Dah-Ko, mas sua suspeita fosse que alguém estava buscando por informações ou até mesmo algum momento onde pudesse render algum deles na hora que estivessem saindo para algum lugar.
— O que é isso? Aumenta o som dessa tv. — Namjoon buscou o controle em cima da mesa, apontando para o aparelho e aumentando o volume o máximo que conseguiu. Jimin jogou a cabeça para trás no sofá, tentando controlar as emoções e ouviu quando a repórter falou o seu nome completo.
— Por que meu nome? — Jimin buscou olhar para a tv, procurando entender o que estava acontecendo. Várias fotos dele usando máscara e boné cobrindo parte do rosto e ao seu lado da sua foto uma silhueta de uma garota. — O que é isso? Namjoon? O que estão falando? — Desesperado ele pulou do sofá indo para mais perto do aparelho. A legenda da foto trouxe um desespero tão grande que Jimin tentou encontrar algo para apoiar.
— Não acredito nisso. — Suga disse surpreso, passando a mão pelo cabelo e depois pelo rosto. Não era possível que já tinham vazado fotos sobre a turnê deles em NY. — Jimin, são as fotos da gente em NY. — Ele apontou para a tela da tv ao ver o amigo com a mesma jaqueta amarela do último show.
— Sim. — Jimin afirmou, aflito com o que estavam noticiando. — Namjoon, eles estão falando sobre uma garota. O que está acontecendo? Por que estão falando dela? Como foram tiradas essas fotos? Não é possível! — Entrando em outra crise ele agachou no chão, cobrindo o rosto com as mãos, Jimin não aceitava que a sua vida cada minuto ficava mais complicada e tudo isso era culpa dele por ter feito a grande burrada de caminhar por NY com a garota sem importar com as consequências daquele passeio. — Tudo naquela noite foi tão especial e eu senti que podia ter uma liberdade de amar outra pessoa sem me sentir sufocado, com receio do mundo todo ir contra esse relacionamento. A fantasia de viver com ela foi tão real que às vezes me pergunto porque somos obrigados a deixar de sentir algo bom com medo dessas consequências. — Ele apontou o dedo na direção da TV ligada, onde ainda passava fotos daquela noite.
— Desde quando temos a liberdade de viver um romance assim? — Taehyung surgiu de repente, segurando no ombro dele e desligando a TV. Não era novidade para ele o que estava passando naquele canal. Dah-Ko mais cedo no telefone já tinha informado sobre os acontecimentos em Seul, e o mais preocupante não era nem a fofoca e a repercussão dela. A maior preocupação de Taehyung foram as ordens dadas pela BH para solucionar esse problema, e Jimin provavelmente não iria ter coragem para seguir nenhuma delas. Não no estado que se encontrava. Abalado psicologicamente e fisicamente, ele não estava em condições de aparecer diante de um público assumindo um relacionamento e ver a garota sendo exposta por toda a mídia de todos os cantos do país. Essa era a sua preocupação, Jimin não concordaria em assumir um relacionamento no atual momento colocando ainda mais a vida da garota nas mãos da imprensa e de um mundo que ainda não estava pronto para aceitar que eles, IDOLS, tinham o direito de amar e serem amados fora do ciclo do amor “fã e ídolo”.
— Nunca tivemos. — Suga respondeu cabisbaixo, encontrando a realidade nas suas palavras. Romance e liberdade. Duas coisas que sempre viram de longe, mas nunca tiveram a chance de incluir em suas carreiras. E agora diante daquela avalanche de problemas, o mundo da música que sempre foi bem aceito por parte deles ficou parecendo um grande filme de terror.
— A culpa não é sua por querer ser feliz com a sua garota em um país distante onde acharam que estavam seguros de câmeras fotográficas e uma imprensa maldita que não tem respeito nenhum com a vida das pessoas. — Jin completou sem paciência, juntando ao grupo na sala. Ele observava de longe a conversa enquanto terminava de comer o último pedaço de pizza. Jin nunca foi de ficar falando sobre relacionamentos, comportamentos e nem como os amigos lidavam com a vida sentimental, mas tudo parecia fora do controle, cada dia uma coisa diferente e uma situação conflitante para o grupo enfrentar. E ele já estava cansado de vê-los dessa maneira e não fazer nada de útil para ajudar.
— Principalmente se essa pessoa for um IDOL em ascensão na indústria musical. — Namjoon, irritado com aquela situação, andou para longe dos amigos, passando a mão por toda a cabeça. — Por que as pessoas não conseguem aceitar isso? Qual é o problema de termos sentimentos por outras pessoas? — Ele buscou compreender o que acontecia com os fãs e com a mídia que transformava a vida desses IDOLS em um verdadeiro inferno. — Sinto vontade de amar, beijar, dormir de conchinha com alguém. E naqueles dias que estamos pra baixo receber um cafuné, um chamego e todo aquele clima que existe entre duas pessoas que não são consideradas amigas e sim um casal.
— Ai nossa! — Hope resmungou, jogando o pedaço de pizza de lado incomodado com toda aquela conversa. — Não gosto de nada disso. Não gosto do rumo desses acontecimentos e tenho… — Ele parou, girando o corpo para a direção do grupo de amigos. — Uma sensação estranha. Um aperto no peito…
— Entendo muito bem vocês, mas eu preciso conversar com todos a respeito de algumas coisas que aconteceram. — Taehyung logo cortou o assunto, buscando um dos bancos na cozinha. Ele sentou, ficando um pouco mais alto e olhou para todos os amigos que agora estavam esperando que ele falasse logo alguma coisa. — Pedi um tempo para a … — Ele começou, contando a pior parte e sentiu quando o coração ficou apertado ao falar aquilo em voz alta. O olhar surpreso no rosto dos amigos foi exatamente o mesmo olhar que a garota tinha ao escutar aquela frase inesperada. — Não me olhem dessa maneira. Preciso passar um recado de Dah-Ko e vocês não tem noção do quanto eu estou quebrado por dentro com esse rompimento. Parte do meu coração parece que ficou no andar de cima. E o que sobraram foram só partes de um Taehyung machucado e desesperado por essa decisão. — Tinha deixado a namorada no andar de cima em prantos depois da conversa mais dolorosa que um dia já teve em toda a sua vida. E exatamente naquele momento ele precisava de forças para passar o recado e explicar ao menos para eles o que Dah-Ko tinha em mente para quebrar o murmúrio da fofoca sobre Park Jimin e a garota misteriosa de NY. E entre linhas explicar para os amigos o que levou ele a tomar essa decisão sobre a sua relação.
— O Dah-Ko sempre autoritário e ele nem sabe o que acontece com a gente às vezes. — Hope resmungou cruzando os braços.
— O que o Dah-ko quer? — Namjoon ficou bastante chateado com a situação sobre o término dele com a garota. Taehyung tinha ficado tanto tempo ensaiando uma declaração e quando tudo pareceu finalmente acontecer entre os dois. Uma catástrofe dessa bem acontecendo para atrapalhar tudo.
— O que o Dah-Ko disse? — Suga ansioso perguntou, imaginando que logo ele estaria batendo na porta da frente e com toda a tranquilidade do mundo iria começar um discurso onde eles não teriam opções e nem tempo para aceitar os argumentos. — O que ele quer dessa vez? O que vai acontecer com a gente? — Sua cabeça só estava ligada a um ponto, ele não queria que sofresse nenhuma consequência da sua carreira, e a todo o custo não permitiria que isso a atingisse. Dah-Ko, BH, fãs, imprensa ou qualquer outra coisa que existisse neste mundo.
— Ele pediu para que o Jimin… — Taehyung fez uma pausa, olhando para o rosto perdido do amigo, o olhar vago e as enormes marcas debaixo dos olhos estavam tão fortes que ele ponderou se aquele realmente era o momento certo para que Jimin recebesse essas ordens. — Jimin, não sei…
— Fale. — Jimin abriu a boca, pedindo para que ele prosseguisse. Nada mais o surpreenderia a essa altura. — Nada mais consegue me abalar. — Ele passou a mão pelo corpo e depois pelo rosto.
— Dah-Ko pediu para que você e a fiquem prontos para uma coletiva de imprensa…
— Coletiva de imprensa? — Namjoon gaguejou, colocando-se em pé imediatamente.
— Por que ele quer uma coletiva de imprensa? — Jin exaltado ficou aflito, imaginando os motivos que levaria Dah-Ko a pensar em algo assim. — Por que agora? Justo agora? Nós estamos de férias para o mundo. — Ele buscou um pouco controle para não assustar o amigo.
— Não é possível. — Hope levou a mão na boca, chocado.
— Desculpa. — Taehyung pediu ao ver o rosto de Jimin fechar e lágrimas surgirem por seus olhos. Ele não falou nada. Nenhuma palavra ou qualquer descontentamento. — Tentei de todos os jeitos argumentar e falar que não era o caminho certo. — Ele começou a falar, sentindo também algumas lágrimas escorrendo por todo o seu rosto. Taehyung segurou a tristeza, mas a vê-lo assim e pensar em chorando no quarto fez com que sua força desaparecesse naquele instante. Não aguentava mais essa situação. Queria que tudo acabasse de uma vez e que a sua vida voltasse aos trilhos.
— Tudo bem. — Ele levantou, caminhando em direção ao amigo. Jimin envolveu Taehyung em um abraço, demonstrando que não estava com raiva e nem jogando a culpa nele. — Sei o quanto foi difícil para você escolher entre terminar com ela ou assumir esse relacionamento. — Jimin falou exatamente, compreendendo o que Dah-Ko queria fazer nessa coletiva de imprensa.
— O QUÊ? — Suga foi o próximo a pular do sofá, abrindo os braços em busca de respostas. — Não acredito que essa coletiva de imprensa é…
— Para que a e o Jimin assumam o relacionamento deles. — Namjoon o interrompeu, explicando agora em todas as palavras o que a BH achou de mais sensato para resolver esse impasse. — Eles não querem que o Jimin esconda mais, então vão preferir que ele assuma de uma vez essa relação do que ter um integrante do BTS sendo alvo de um suposto romance com “X” pessoas do mundo. — Tudo o que Namjoon havia falado era a mesma interpretação que Jimin teve ao escutar sobre a coletiva de imprensa. A intervenção da BH não podia ser interpretada somente pelo lado “ruim” e sim pelo lado “bom” de tentar deixar a imagem do grupo intacta. A empresa nunca foi contra relacionamentos, desde que estivessem bem escondidos ou então muito bem assumidos para o público. Dah-Ko sempre como porta voz manteve a sinceridade ao explicar os pontos positivos e negativos de um relacionamento e ao lembrar dele falando sobre a aceitação dos fãs, o comportamento da imprensa e principalmente da exposição, Jimin soltou um pesaroso suspiro não esperando que nesse momento fosse surgir uma coletiva para assumir um relacionamento no auge do caos total da sua vida. Ele precisava de descanso, coragem e muita cautela para conversar com a garota, Jimin nem ao menos sabia se ela aceitaria essa coletiva e o rumo diferente que sua vida pessoal iria sofrer com esse impacto. Ela não seria apenas mais uma garota de Seul com uma vida “normal”. Tudo ficaria diferente e ele não conseguia imaginar como seria para ela ter a sua liberdade e sua independência quebrada dessa maneira. Mas por outro lado o que ele tinha certeza era que nunca mais ia abandonar essa garota. Nem que isso custasse uma temporada fora do grupo.

Enquanto o assunto acontecia no andar debaixo da casa, Kook preferiu ficar em seu quarto trancado e descansar um pouco a cabeça dos últimos acontecimentos. Não conseguia olhar para o amigo surtando daquela maneira e tudo o que buscou foi um pouco de distância para no dia seguinte conversar com ele calmamente e juntos arrumar uma solução para tudo.
— Não me parece muito feliz essa noite, Jung. Algo aconteceu? — Ela quis saber, reparando na maneira perdida e sem ânimo dele ao falar sobre o dia que teve. — Desculpe caso pareça intromissão, não quero que pense nada de errado. — Logo arrumou uma maneira de mudar de assunto, pois sabia que Jung não gostava de falar da sua vida pessoal e grande parte da sua curiosidade era exatamente essa, ele nunca dava a chance para que ela o conhecesse direito e nem que fizesse perguntas sobre sua intimidade. As vezes ela duvidava até que o seu nome real fosse Jung, de certo algum apelido ou coisa do gênero. A sua única certeza era a foto falsa que ele usava no perfil e os horários estranhos que sempre ligava para ela. Sem contar que para usar o celular daquela maneira em uma ligação de horas no mínimo tinha muito dinheiro.
— Tudo bem, . — A voz dele ficou mais baixa, começando a ficar triste novamente por não ser sincero com a garota sobre quem de fato era Jung. Talvez, em algum momento ele revelasse a verdade para aquela garota linda, simpática, inteligente que aos poucos ganhava espaço em seus pensamentos e principalmente em seu coração. — Estão acontecendo algumas coisas chatas com os meus amigos e eu não consigo deixar de ficar preocupado com eles. — Ele contou pelo menos a parte verdadeira do assunto, sem revelar nomes, detalhes ou histórias sobre o grupo, carreira e namoradas. — Não gosto de vê-los triste, principalmente o Park que anda perdendo o controle e a cabeça com tudo isso. É muito triste você ver um amigo naquele estado e não conseguir fazer nada para de útil para ajudar. — Pequenas lágrimas começaram a rolar de seus olhos, e ele rapidamente tratou de respirar fundo, controlando a vontade de chorar para não preocupar a garota. Ele precisava distrair um pouco e recuperar forças para ajudar o amigo, não ficar abalado dessa maneira e ainda preocupar uma garota que intencionalmente estava interessado em um romance futuro. sempre tão doce e simpática logo mudou de assunto, sabendo que falar a respeito desse problema não traria ajuda nenhuma, somente mais tristeza para ele. O assunto de repente mudou, e antes que ele pudesse perceber já estavam falando sobre a faculdade de Design e o último ano dela que segundo a própria garota, estava sendo uma loucura. não tinha horário para dormir, trabalhar, viver e muito menos sair de casa para um passeio em algum lugar. Ela morava em um dos bairros nobres de Seul, tinha 23 anos e o seu interesse por música era bem engraçado. Kook ficou surpreso em saber que ela não gostava de BTS, mas ao revelar a sua lista especial de dez grupos junto com a outra lista de “bias” e o seu único “utt”, o deixou incomodado e com ciúmes. Talvez se ele não fosse tão amigo assim desse “utt” teria desenvolvido um grande ranço pelo garoto. Ela sempre mudava a voz ao falar dele e a mudança vinha acompanhada de suspiros, declarações de amor e um sotaque carregado de amor e paixão que Kook não compreendia como ele chamava tanto a atenção dela dessa maneira. Se fosse pelo sorriso? Ele também tinha um sorriso lindo. O cabelo? O dele também era liso e brilhoso. A pele? A dele também era perfeita. E então? O qual era o problema dela em suspirar tanto assim por ele?
? Você ainda consegue me escutar? — Ele perguntou depois de um longo tempo. Kook afastou o aparelho do rosto e depois olhou para a tela do celular. A ligação ainda estava ativa, então a única opção era que a garota tivesse adormecido com o aparelho ainda ligado. — Então eu posso cantar enquanto você dorme... — Ele voltou a falar sozinho, ajeitando o cobertor no corpo e posicionando o aparelho de volta no rosto. Kook respirou fundo algumas vezes, tentando concentrar a sua mente e a sua voz para aquele momento importante. Ela não sabia sobre o grupo, sobre os amigos e nem imaginava com quem estava trocando mensagens todas essas semanas. Então, talvez esse fosse a sua grande chance para contar a verdade. — Desculpe caso eu esteja nervoso… — Sorrindo imaginando a loucura em falar sozinho, ele suspirou fechando os olhos. — Take my hand, let's see where we wake up tomorrow... Best laid plans sometimes are just a one night stand... I'll be damned, cupid's demanding back his arrow… — cantando Lost Stars, ele tomou cuidado para não despertá-la e sua voz passou a ficar mais serena como um sussurro.

Estacionando o carro há alguns quarteirões da residência em Gangneung, Min-Ki observou atento o movimento dos seguranças na parte externa da casa, muito bem iluminada, protegida por câmeras e sem contar na enorme van estacionada bloqueando a entrada principal da residência. Quem realmente estivesse ali dentro era para se sentir protegido de algo, mas Min-Ki sorriu com malícia sabendo que toda aquela segurança seria inútil e que ele não ficaria muito tempo longe de . Ele tinha um objetivo e uma meta e não iria falhar nessa única oportunidade que tinha de conseguir a exclusiva e um contato mais íntimo com a sua garota. E sabe o que deixava a situação mais complicada e atraente para Min-Ki? Eles haviam marcado de encontrar o contato deles exatamente há às 23:00 horas, Suho, o parceiro perfeito para Min-Ki tinha contato com um dos seguranças que trabalhavam com Isaac e tudo muito simples e pouca conversa. Dólares em troca de informações. Transferência em troca de acesso à residência, por isso o sorriso fácil no rosto de Min-Ki e uma confiança que dentro de algumas horas ele estaria novamente em contato com a garota que deixava todo o seu corpo em alerta. A segunda etapa do plano era analisar tudo atentamente, detalhes da mansão, janelas, portas e principalmente o andar de cima onde dava acesso aos quartos. O segurança comprado por eles já havia passado a informação que Jimin e estavam no quarto ao norte, por incrível que pareça a suíte era a única mais distante de todas as outras e o solar dava diretamente para a ponta do corredor onde era o quarto. Min-Ki só precisava de uma ajuda interna para se esconder durante o tempo do grupo ausentar da casa para encontrar Dah-Ko e deixar para trás as garotas. Isaac como de costume não deixava de estar presente na segurança do grupo, então logo elas estariam desprotegidas e com um número reduzido de seguranças pela casa. Momento certo de atacar o local, surpreender e de brinde ainda conseguir algo de e . Porque não matar três coelhos com um único cajado? Ao invés de ganhar destaque com uma matéria eles iriam ganhar dinheiro em cima de três histórias românticas, e talvez se fosse ofertado um valor mais alto ele teria a coragem de dividir com o mundo fotos sensuais e exclusivas do casal principal: Jimin e .
— Então é isso… — Min-Ki soltou um longo suspiro profundo, imaginando a quantidade de dólares que iria faturar por essa história. A imprensa coreana não iria nem chegar perto das suas exclusivas, ele tinha outros planos em mente para aquela matéria, porque conquistar apenas a Coréia de Sul? Ele podia ter o mundo aos seus pés implorando por detalhes do maior grupo da atualidade e sua vida amorosa com garotas normais e com vidas longe do cenário musical.
— Será que Dah-Ko vai realmente tirar o grupo amanhã para conversar? — Suho preocupado olhou para Min-Ki, que estava eufórico atrás do volante do carro. Ele esfregou uma mão na outra e a cada cinco segundo passava as mãos pelo cabelo preto. Min-Ki nunca foi de preocupar com a aparência, ou então a maneira que o cabelo era jogado de um lado ou o outro, mas essa noite ele ajeitou o cabelo, fez a barba, passou perfume e ainda vestiu uma roupa tão estranha. Julgando pela aparência do amigo, Suho logo de cara pensou que ele estivesse indo a um encontro e não a uma campana durante a madrugada na mansão do grupo.
— É isso que recebi informações de dentro da BH. — Ele disse animado, olhando o reflexo no retrovisor. Especial e sem saber o porquê, Min-Ki realmente parecia ir para um encontro e Suho sentiu um pouco incomodado ao saber que compactuando com ele também estaria tirando a liberdade das garotas e deixando elas expostas de maneira que nunca mais teriam suas vidas normais novamente com toda a imprensa no mundo interessada no grande romance do grupo BTS com três garotas donas de um restaurante em Seul. — Suho? Tudo bem? — Min-Ki deixou os olhos fixo ao rosto dele percebendo algo diferente, talvez um arrependimento surgindo em algum lugar ali.
— Tudo. — Ele foi curto e seco.
— Tudo mesmo?
— Tudo pronto, Min-ki. — Suho confirmou, vestindo o capuz da blusa e colocando óculos escuros, mesmo sabendo que estava de noite todo o cuidado era pouco para não serem reconhecidos.
— Tudo ok. — Min-Ki voltou a atenção para frente, sorrindo. — Por que eu estou ansioso assim? — Ele riu desconcertado ao se sentir ridículo e com o coração acelerado.
— Deve ser adrenalina. — Suho deu um pequeno soco no ombro dele, rapidamente notando que Min-Ki estava assim por saber que entraria em contato com a garota em algum momento daquela madrugada.
— Suho, podemos começar. Dentro de uma hora a gente se encontra novamente no carro, ok? — Ele manteve contato visual com o amigo e em seguida colocou o óculos e subiu a touca para a cabeça, escondendo o rosto. — Boa sorte. — Min ki desejou e em segundos ele havia sumido do outro lado da rua em meio a uma pequena mata que rodeava a enorme mansão em Gangneung.
O rosto de Suho coberto com o capuz não pareceu mudar de fisionomia e ele tinha os olhos vidrados para a mansão com a enorme van ainda estacionada no mesmo lugar. Ele queria conseguir entender o que estava sentindo e porque compartilhava essa loucura deprimente de Min Ki, especial por saber a verdade e ter escutado toda a gravação daquela noite na rua atrás do restaurante. Suho sabia que Jimin tinha sido o autor dos golpes, sabia das intenções de Min-Ki com a garota que iam muito além de uma simples matéria exclusiva. Ele estava ficando maluco, obcecado e Suho não queria ser arrastado para toda essa confusão.
— Você só precisa de dinheiro, Suho. — Ele ponderou, girando o celular na mão de um lado para o outro. — O dinheiro é o mais importante, por que você não tenta outra abordagem? — Sozinho perdido em pensamentos, Suho buscava uma maneira de conseguir o dinheiro sem precisar acabar com a vida de outras pessoas. Ele não estava totalmente cego ao ponto de ignorar que aquilo traria uma enorme complicada e caso fossem descobertos a possibilidade de serem presos era enorme, e por causa dessa obsessão de Min-Ki ele acabaria sendo arrastado por alguma besteira que o parceiro faria ao entrar em contato de novo com a garota. Ou então algo muito grave se Jimin, Isaac ou algum outro segurança o encontrasse. — Talvez se… — Suho travou a mandíbula, começando a pensar em uma nova possibilidade para que conseguisse todo o dinheiro sem precisar estar envolvido com Min-Ki e essa loucura, talvez se ele apenas pudesse cobrar pelo seu silêncio. — E se eu tentasse falar com ele? — em voz baixa divagou, perdido em meio a muitos pensamentos e opções. — O meu silêncio em troca de informações? Em troca do gravador? — Ele riu e em seguida agarrou o aparelho nas mãos rapidamente, buscando na sua agenda um número que há muito tempo tinha conseguido e nunca havia tentado contato diretamente com a pessoa. Na realidade ele estava guardando um momento para que pudesse usar sem chamar a atenção e nem obrigá-lo a mudar o número, talvez fosse ele ou talvez fosse outra pessoa. Mas Suho sabia que ao menos tinha que tentar essa possibilidade, ou então ficar preparado para as consequências dos atos malucos de Min-Ki.

Eu sei que foi você que agrediu o repórter naquela noite atrás do Mugyodong.

Ele digitou, ponderando realmente que essa era uma das opções mais seguras e práticas de conseguir dinheiro. O nome no aparelho pareceu piscar algumas vezes e Suho buscou concentração para terminar de digitar o restante da mensagem de texto.

Precisamos conversar a respeito do que eu quero para manter o silêncio. E acredito que seja bom você não me ignorar, Park Jimin.

Suho respirou fundo, lendo e relendo toda a mensagem para não cometer nenhum erro naquela chantagem. Jimin não precisaria ficar preocupado com a aquela gravação cair em mãos erradas se seguisse direito todos os comandos passado, mas caso não cedesse à chantagem e não liberasse o dinheiro logo, Suho não iria medir esforços para ajudar Min-Ki com o plano atual. E estava disposto a usar aquela gravação para que o parceiro entendesse que ele o também tinha em mãos. Min-Ki nunca foi confiável. Ele não confiava em Suho e Suho do mesmo jeito não tinha nenhum pingo de confiança nele e aquela gravação com certeza renderia bons anos de cadeia para Min-Ki e um fim de carreira para Jimin, então tudo dependia de Jimin e dessa negociação que estava apenas começando.

Não quero ser ignorado e muito menos que essa mensagem seja lida por outra pessoa da BH ou do próprio BTS. Fique em silêncio e eu posso compartilhar com você os planos que o lunático do repórter tem em mente para fazer com a sua garota, e você não vai gostar nada em saber o quanto ele está obcecado por ela. Fique bem, aguarde meu contato!


Capítulo 18

Com a mente entrando quase em verdadeiro colapso e todo o seu corpo dolorido, Jimin ficou parado na porta do quarto com a cabeça apoiada na parede, sem coragem de entrar e encontrar com ela. Ele queria deixar de sentir esse desespero com essa última novidade sobre a coletiva de imprensa, mas todos os caminhos levavam para esse e ele nem ao menos tinha condições emocionais para começar explicar todo esse assunto para a namorada. O estresse, a frustração e essa obrigação estavam deixando a sua mente cansada e a sua paciência em risco na beira de um surto completo. Dah-Ko simplesmente não podia surgir de um dia para o outro com a solução em mãos e ainda sabendo dos riscos que ela corria com Min-Ki solto em algum canto do mundo. Talvez ele estivesse em Seul ou então o mais desastroso pensamento, talvez estivesse ali em Gangneung apenas esperando o momento exato para que ela ficasse sozinha.
— Que droga! — Ele travou as mãos com força, deixando que sua cabeça batesse com mais intensidade contra a porta. — Droga! Maldito. Desgraçado. — Jimin xingou, mantendo a voz baixa com medo que ela pudesse ainda estar acordada. A coragem de entrar naquele quarto foi aumentando no momento que o medo surgiu com a possibilidade de Min-Ki aparecer em Gangneung e por alguma obra do destino conseguir furar a barreira dos seguranças e ter acesso a casa. Todo o seu corpo ficou rígido com esse medo e ele girou a maçaneta, encontrando a namorada deitada de olhos abertos como se estivesse esperando que ele entrasse de uma vez.
— Achei que não fosse entrar nunca, amor. — Ela quebrou o silêncio, mostrando o rosto mais nitidamente para que Jimin pudesse olhar diretamente para os olhos dela. — Deite comigo? — Pediu, movendo um pouco o corpo para o lado dando espaço para que ele pudesse deitar ao seu lado.
— Achei que estivesse descansando. — A voz dele saiu fraca de tanto que seu corpo estava cansado por não ter conseguido dormir e nem descansar na madrugada. Passar a noite em claro na porta daquele quarto e perdido em todos os seus pensamentos tinha sido uma das opções mais certas para o momento. Jimin buscou mentalmente equilibrar as emoções e trilhar os passos delicados entre a escolha de expor a namorada ou pedir novamente um tempo até as coisas ficarem calmas, mas tudo levava ao início e a mesma decisão em NY que resultou em toda essa complicação. Decidir por ela não era uma opção, por isso o único caminho seria usar a sinceridade e deixar que dessa vez ela escolhesse o rumo da própria vida.
— Eu escutei toda a conversa de vocês no andar debaixo, Jimin. — Ela virou o corpo na cama, ficando de barriga pra cima e encarando o teto cinza do quarto. Esconder que tinha escutado era algo fora de questão, ainda mais quando com o assunto tão delicado como esse. Os gritos de Jimin tinham deixado a garota assustada e não pelo lance com Min-Ki, mas ao ver que a carreira dele estava em risco por causa das fotos em NY. E ninguém tirava da sua cabeça que o próprio Min-Ki estava envolvido nessa confusão que a imprensa causava em jornais e em toda a parte da internet.
— Desculpe pelo o que foi obrigada ouvir. — Jimin não esboçou nenhuma reação, suspiro ou qualquer outro comportamento esperado para o momento. Ele ficou tranquilo, surpreso, mas diante daquela declaração ele só ficou um pouco mais aliviado. Nada que ele pudesse falar naquele momento traria sofrimento ou tristeza para a sua garota e isso era tudo o que ele preservava. A segurança e o bem estar dela. — Nós precisamos conversar, amor. — Ele respirou fundo, girando o corpo de lado para olhar diretamente para o rosto da garota, que teve o mesmo pensamento e virou o corpo junto. — Precisamos conversar sobre situações delicadas. Min-Ki, a carreira do BTS, a sua segurança e das meninas. — A preocupação em seu rosto deu espaço para um pequeno sorriso simples. Os olhos dele estavam inchados e julgando pelas marcadas, ela soube que Jimin não tinha dormido nada à noite.
— Eu sei, bebê. — Ela roçou as pontas dos dedos pela bochecha do garoto. O toque com aquela pele a deixou mais segura, confiante e forte para falar o que estava guardando durante toda a madrugada. Ponderou as palavras para não deixá-lo mais preocupado, olhou novamente para ele e respirou fundo três vezes com medo de começar a chorar no meio do caminho. não queria que ele ficasse preocupado e nem daquela maneira descontrolada, Jimin estava por um fio e não tinha condições de ficar vivendo mais toda a pressão sobre aquele assunto. — Jimin, preciso que você me escute com muita atenção e que só fale algo depois que terminar de dizer tudo o que tenho que conversar com você. — Ela iniciou, tirando a mão do rosto dele e envolvendo a sua mão com a dele. — Min, essa noite eu não tive nenhum pesadelo. Não sonhei, não pensei em Min-Ki, não pensei no restaurante, não me lembrei da ou da . A única pessoa que tomou conta dos meus pensamentos foi você. — Dessa vez ela não sorriu. Não ficou triste ou ao menos ficou paralisada de medo ao falar o nome de Min-Ki em voz alta, o olhar preso ao dele foi a única paz que ela encontrou. não tentava ser forte para superar o que havia acontecido em Seul, ela buscava ser forte para não deixar que ele cometesse alguma atitude grave no calor do momento e da situação. Jimin parecia descontrolado, despedaçado e isso não podia acontecer. Ele não podia esquecer tudo o que estava em jogo e ela não podia simplesmente ignorar que a escolha de viver um romance com um IDOL também tinha sido dela e não somente dele.
— Continue… — Ele disse, esperando que ela terminasse o assunto como havia pedido no começo. A confusão do momento trouxe um tremor por cada parte do corpo dela e gentilmente Jimin puxou um lençol que estava debaixo dele cobrindo a garota para que ficasse protegida do vento frio que entrava pela janela.
— Tudo o que eu sempre quis foi viver essa paixão com você, bebê. Não existe a possibilidade de me envolver mais do que eu já esteja envolvida. — Completamente calma ao falar aquilo em voz alta, respirou fundo quando o corpo dele chegou mais próximo do seu e os seus pés envolveram os dele que estavam tão gelados com o frio daquela manhã. — Não existem maneiras de me proteger o tanto que eu já me sinto protegida ao seu lado e isso basta para que eu queira enfrentar essa situação toda ao seu lado, Min. — buscou as mãos dele, trazendo para junto do seu peito enquanto o seu corpo gritava querendo aquecê-lo daquele frio. — É isso que eu quero. Quero ser a sua namorada oficial. Real. E quero andar por lugares públicos e gritar para todas essas revistas e jornais sensacionalistas que ainda existe amor entre duas pessoas. — Ela afirmou. Jimin iniciou um choro baixo de olhos fechados, não conseguindo controlar a emoção com tudo que estava sendo falado. — Amor, não chora. — Ela pediu quando a crise voltou a dominar o corpo dele e Jimin desabou em desespero, abraçando a garota bem forte contra o peito.
— Durante toda a madrugada eu fiquei com medo... — Ele tentou falar, mas a voz começou a falhar e cada parte do seu corpo estremecer com aquele calor maravilhoso que vinha dela.
— Medo que eu pudesse ir embora e deixar você para sempre? — Ela sorriu, com as mãos subindo para as costas dele e os lábios pressionados contra o seu pescoço. — Não, amor. Não existe essa possibilidade de ir embora. Nunca foi uma possibilidade ficar sem você, quando fiquei... — A pausa daquela frase trouxe lembranças de como tinham sido as semanas sem ele e de como ficou péssima com tudo. — Quando fiquei sem você foi horrível. Por isso não tenho medo de enfrentar o que vem pela frente. — Determinada, ela continuou fazendo carinho por cada parte possível do corpo do namorado. — Não fique desesperado. Não chore. Não entre em pânico. Não me esconda nada e vamos para essa coletiva de imprensa mostrar o amor, a admiração, o companheirismo e o respeito que temos um pelo outro. Isso tudo é amor verdadeiro e real, Min. — A garota afastou o rosto do pescoço dele, precisando de qualquer contato visual. Olhar dentro dos olhos dele e demonstrar a determinação e a força que estava sentindo por tê-lo ali em seus braços.
— Promete que nunca vai sair do meu lado? — Fungando e sentindo-se um tolo por chorar ele perguntou, sem condições nenhuma de tirar os braços de volta do corpo da garota.
— Prometo que nunca vou sair do seu lado e que Park Jimin sempre será meu eterno bebê e amor de toda a vida. — Apertando as bochechas dele com um sorriso encantador, ela deixou que aquele momento Jimin ficasse em silêncio na esperança que fechasse os olhos por alguns segundos para descansar. — Eu te amo, amo e amo. — declarou com um breve sussurro enquanto os olhos dele lentamente fecharam, entregando-se ao sono profundo que tanto lutou durante toda a madrugada. — Meu bebê. — Ela sorriu feliz, sentindo-se segura em seus braços e daquela distância ficou admirando a maneira serena, meiga e deliciosa que era a sua paixão dormir segura e confortável em seus braços.

O cheiro maravilhoso do café da manhã de repente surgiu por todo o ambiente da casa e em questão de segundos, Taehyung moveu o corpo do sofá incomodado com aquele cheiro delicioso e a maneira desesperada que seu estômago doeu em fome. O sofá no final acabou sendo a melhor opção naquela madrugada depois que todos os amigos resolveram ir para o andar de cima descansar cada um em seu quarto. A conversa ainda durou horas e ninguém tinha condições mais para falar sobre o assunto. A exaustão dos acontecimentos e o desespero com a data pré-marcada daquela coletiva e todos os acontecimentos extremos não precisava de mais atenção necessária do que já estava sendo feito durante todas essas horas perdidas. A coletiva aconteceria daqui alguns dias e Dah-Ko foi bem direto na decisão sobre a apresentação de Jimin e para o público. E o que restava para o amigo era somente conversar com a garota sobre tudo isso e deixar nas mãos dela a decisão mais importante não somente da sua vida pessoal como também da profissional. O BTS não iria para essa coletiva de imprensa. No final essa coletiva estava marcada para que o único integrante, Park Jimin, fosse a público pedir desculpas e se humilhar por ter escondido um namoro. Era isso no final que todos estavam esperando da parte dele. A humilhação em público por ter ficado apaixonado por uma garota e escondido essa paixão por medo de machucá-la com o impacto que isso causaria na sua vida pessoal. E ali, no sofá, sozinho e sem ninguém ele adormeceu sendo incapaz de subir para o seu quarto e pensar em e em como o seu coração estava destruído com aquela distância entre eles.
— Vem comer. Eu sei que você já acordou tem um tempo. — Jin chamou a atenção dele, tirando Taehyung daqueles pensamentos tristes e confusos sobre a sua separação. — Com fome ninguém consegue ficar. — ele foi até o amigo, cutucando o pé dele debaixo da coberta.
— Estou indo.
— Anda! — Jin ordenou.
— Será que o Jimin dormiu? Não vi quando ele subiu, acabei dormindo no sofá. — Taehyung bagunçou um pouco o cabelo enquanto sentava-se à mesa de café da manhã maravilhosa que Jin tinha feito com a ajuda de Isaac. O celular de Jimin ali jogado chamou a atenção para a tela acesa com várias chamadas perdidas e mensagens não lidas. Julgando pelos últimos acontecimentos ele tinha certeza que Jimin nem tinha notado a existência do aparelho.
— Não vi ninguém descer ainda, Tae. — Jin respondeu, correndo para a mesa com uma enorme vasilha de arroz bem quente. — Suga e foram os únicos que acordaram cedo e estão lá no estúdio conversando, não quis atrapalhar e nem perguntar nada. Pela cara do Suga e o tanto que o cabelo da tava bagunçado logo notei que eles não dormiram nada na madrugada.
— Quem dormiu? — Taehyung suspirou frustrado com aquele péssimo clima pairando na casa e principalmente entre todos do grupo. A sua noite tinha sido péssima, dormir no sofá e sem era uma das situações que ele não queria começar a pensar para não entrar em conflito interno. Já bastava essa dor no peito sufocante e pensar em como a namorada estava no quarto nesse momento era o mais desesperador.
— Dormi sem coberta e não sei por que o Jin não me cobriu. — Hope surgiu na ponta da escada descalço e com o cabelo todo bagunçado no rosto. — Passei frio, Kim Seokjin. — Ele fez bico como uma criança nova quando fica chateado com algo. — Meu corpinho todo descoberto recebendo aquele vento gelado. — Suas mãos foram para frente do corpo cobrindo como se estivesse ainda com frio.
— E por que você não acordou e foi atrás de uma coberta? — Taehyung perguntou o óbvio.
— Ele tava ocupado babando de boca aberta. — Jin riu.
— Você nem pra aquecer o meu corpo com o calor do seu. — Hope debochou, deslizando a mão pelo peito e depois para as pernas. — Toda essa coisa deliciosa aqui na sua cama e você nem para aproveitar. — Ele balançou a cabeça decepcionado. — As Armys não vão ficar feliz por não ter acontecido um “JinHope”. Perdeu a sua chance Kim SeokJin, nunca mais vou ser fácil dessa maneira. — ele balançou o dedo de um lado para o outro negando a olhada de lado do amigo. — Não quero mais saber de você dormindo no mesmo quarto. Agora eu vou dormir junto com o Kook.
— Ninguém vai dormir comigo! — Kook passou por ele, empurrando propositalmente o amigo do último degrau. — O que aconteceu? Eu sei que tem uma fofoca acontecendo e os gritos de vocês ontem à noite. — Ele parou, repreendendo os amigos pela situação chata. — Impossível a não ter escutado tudo. Vocês esquecem que nessa casa nós temos três garotas que não merecem serem arrastadas para o nosso mundo sem antes decidirem que querem isso? — O jeito de JungKook falar sobre a decisão das garotas deixou Taehyung de cabeça baixa recebendo aquela frase com grande impacto sobre a noite com a namorada. — É delicada demais a situação toda, não envolve só o nosso grupo, envolve a vida de outras pessoas, envolve relacionamentos e uma confusão sobre esse Min-Ki.
— Você já foi falar com a ? — Jin tentou evitar a pergunta, mas não deixou de reparar no jeito desconfortável do amigo quando o assunto tomou o rumo sobre as garotas.
— Acabei de sair do quarto com ela. — Kook comentou, sustentando o olhar surpreso de Taehyung. — Você não pode pedir um tempo para ela por medo que aconteça algo. Quando estamos em um relacionamento às coisas não são mais decididas por uma única pessoa, a decisão vem em conjunto, junto com a sua companheira. E você não tem o direito de decidir por ela e pelo relacionamento dos dois. — Sem esperar que ele ficasse ainda mais surpreso, Kook disse por fim o que tinha dito também para Jimin a primeira vez que ele tinha deixado em NY. A mesma história sobre decidir pelo dois em um relacionamento, o mesmo erro, a mesma confusão e a mesma falta de comunicação.
— Você não sabe o que fala, JungKook. — Taehyung sentiu o coração disparar com tudo aquilo sendo falado daquela maneira, tão abertamente que a sua cabeça pareceu explodir com o desespero da verdade começando a ser jogada assim na sua cara. — Não sabe o que fala, não sabe o que está prestes a acontecer e como a minha cabeça não consegue deitar no travesseiro com medo daquele maldito descobrir que eu estou com a e começar a persegui-la em todos os lugares. — O desabafo que saiu pela garganta dele foi o mesmo que queria ter contato para ela naquele momento que estava pedindo um tempo no relacionamento deles. — O pânico, Kook. Eu demorei segundos para amar essa garota e anos para assumir esse amor, ninguém tem ideia de como a minha cabeça ficou ferrada, doida e maluca com só a suposição de que ela não pudesse viver mais em paz por causa de um lunático. Ela... — Lágrimas começaram a escorrer por seus olhos e ele levantou com tudo da mesa começando a andar de um lado para o outro nervoso. — sempre teve uma vida tão maravilhosa, livre e com a liberdade que sempre gostou. Andar por entre as pessoas como um ser humano qualquer. Ir a parques. Shows. Praças. Ser mais uma pessoa em meio à multidão. Livre. Sem limites, barreiras ou restrição. — agora ele gesticulava com as mãos para terminar de explicar tudo o que havia começado com aquele desabafo. Hope, Jin e Kook ficaram paralisados com aquele surto. — E em todas as conversas a sempre gostou de viver em anonimato e tem a sua independência intacta. Quando as coisas começassem a mudar o que iria acontecer com ela? O que iria acontecer com o nosso relacionamento? Ele iria acabar por causa da pressão dessas mudanças? Como seria quando ela descobrisse que não iria existir nenhum tipo mais de liberdade para nós dois? — Perdendo a noção das palavras ele desabou em choro, não escondendo que aquilo estava acabando com o seu coração, mente e corpo. — Eu amo essa garota e cada parte do meu corpo grita por estar longe dela. Mas eu prefiro mil vezes que ela tenha o tempo dela também para pensar do que ser obrigada a viver em mundo diferente de tudo o que ela sempre desejou e quis só porque é meu mundo e meu amor. — Ele abriu os braços de repente, olhando para Kook e depois para Jin e Hope. — É isso que devemos pensar também, nessas decisões, nessas omissões e nesses arrependimentos que podemos ter se formos obrigados a decidir algo tão importante no calor do momento. E meu relacionamento com essa garota é tão importante na minha vida que eu não posso decidir do dia para a noite quando minha cabeça está preocupada com mais um milhão de outras coisas. É nela, eu quero ficar focado nela e na minha vida com ela nesse momento de decisão. — Bateu no peito e em seguida enxugou as lágrimas dos olhos não querendo mais chorar por aquilo. — Dói, eu estou arrasado, mas é isso na minha cabeça faz sentido e em algum momento quando a situação ficar controlada e calma vou esperar que ela me dê a oportunidade de explicar tudo. — Taehyung respirou fundo, passando a mão pelo rosto e depois parando com as duas na cintura com o corpo cansado de ter dormido naquele sofá. Sua cabeça estava latejando e seu coração dolorido por ainda lembrar-se da conversa com ela. A imagem era tão forte que nem em um milhão de anos iria conseguir esquecer o barulho do choro e o desespero dela em pedir para que ele não fosse embora. Fraco, cansado e sem humor. Ele precisava tirar um tempo longe daquela agitação para acalmar o coração e respirar um pouco de ar fresco. O próximo suspiro foi a certeza dos amigos que o silêncio era a melhor opção para o fim daquela conversa e antes de sair da sala olhou para o aparelho de Jimin em cima da mesa e puxou o celular dele para dentro do bolso do casaco.

Min-Ki caminhou por entre os corredores complicados da mansão, tomando todo o cuidado para não ser visto por ninguém. A entrada dele foi rápida, sutil e com a ajuda do segurança que facilitou a passagem pela entrada dos funcionários. Ele não foi barrado, questionado e muito menos desconfiaram de algo. Min-Ki usava um uniforme igual a todos os outros empregados da casa e nenhum outro notou a diferença ou a semelhança dele com o retrato que todos os seguranças tinham em mãos para reforçar a distância dele do grupo e das garotas. Durante toda a madrugada ele ficou trancado dentro de um quarto reservado montando todo o equipamento necessário para que ele conseguisse tirar algumas fotos do grupo durante o dia, a ajuda do segurança foi fundamental para que ele conseguisse passar com aquele enorme estojo com a câmera e outro gravador para deixar em um lugar de fácil acesso para que pudesse também escutar tudo o que estava acontecendo com o grupo. E andando tranquilamente pela parte interna da casa ele passou pela piscina, depois pela cozinha e antes de subir para o terceiro andar escondeu dentro do banheiro quando escutou ao longe som de passos na escada principal. Sua respiração ficou um pouco mais lenta para não ser notado e ele em silêncio trancou a porta para que ninguém pudesse ter acesso ao banheiro. Pela matemática e com a planta da casa desenhada toda na sua cabeça, ele sabia que o próximo andar levava para os quatros principais e que possivelmente ao quarto onde e Jimin estavam dormindo.
— Que droga! — Ele escutou do lado de fora uma voz feminina reclamando parecendo ter esquecido algo ou tropeçado em alguma coisa no meio do caminho. — Como eu posso ser tão burra assim? — Os passos leves deram a sensação que ela estivesse caminhando com pantufas e o som dos passos dela em direção ao banheiro deixou cada parte do corpo dele em desespero não querendo ser descoberto por ninguém antes de colocar o gravador e tirar algumas fotos íntimas do grupo no momento de descanso.
— Não é ela... — Ele resmungou bem baixinho por entre os dentes, reconhecendo aquela voz. Talvez estivesse enganado, mas não era a voz da sua garota e sim de outra que também estava dormindo em um dos quartos daquele corredor.
— Tudo bem. Não me importo com isso. — Min-Ki escutou o exato momento que ela girou a maçaneta da porta do banheiro e ele pulou de susto, não sabendo o que fazer naquela situação. — Quem está aí? — Ela perguntou do outro lado da porta, estranhando muito o fato de estar trancada e saber que quase ninguém usa aquele banheiro a não ser ela e as outras duas amigas. — Nossa que péssima hora de ir ao banheiro. Será que você consegue sair logo? — A garota começou a bater com mais força, fazendo um escândalo desnecessário. Caso alguém aparecesse ali naquele momento ele não teria para onde escapar e tudo estaria arruinado, sem contar que a polícia iria adorar colocar as mãos nele por invasão de residência. — Amiga? É você? — Ela começou a desconfiar achando estranha nenhuma reposta vim do lado de dentro. Não era costume de nenhuma das outras duas ficarem em silêncio ou ao menos não responder nada daquela maneira. — Quem é? Por que não está respondendo? O que aconteceu? — A voz começou a ficar mais intensa e alta e sem ao menos dar chances para que ela chamasse por ajuda ou gritar por socorro, Min-Ki deu um passo para trás, desejando que aquele plano desse certo ou então seria o seu fim ali mesmo naquele banheiro. — Tudo bem! Eu vou gritar bem alto se você não abrir essa porta, garota. — A todo o momento ela não desconfiou de outra pessoa a não ser uma das amigas, mas ainda assim ficou parada escutando o estalo da fechadura sendo destrancada e a porta sendo aberta lentamente. — Isso é um jogo? É sério? — Ela empurrou a porta com força, entrando no banheiro e sendo surpreendida por um homem com o rosto coberto por uma máscara preta.
— Cale a boca! — Min-Ki a puxou com toda força para dentro, não dando chances para que ela gritasse por socorro e nem pedisse por qualquer outro tipo de ajuda. Ele segurou a garota pelo pescoço, forçando o corpo dela contra a parede e com a outra mão rapidamente trancou a porta na esperança que ninguém mais tivesse a brilhante ideia de ir ao banheiro naquele momento crítico. — Eu sei que você é a , garota do Taehyung. — Ele pressionou os pulsos dela puxando a garota para o seu corpo e tampando a boca dela com força. — Não é que esses garotos tem um bom gosto? Você é tão maravilhosa quanto a , será que eu vou ficar apaixonado também por você? — Min-Ki gargalhou, mantendo as mãos na boca dela para que a garota não pudesse gritar. — Linda, cheirosa e muito atraente. Promete que se eu tirar as mãos da sua boca vai me ouvir? Não quero escândalo, eu ficaria quieta para escutar o que eu quero.
— Hunrum… — Suave e quase inaudível ela disse, balançando a cabeça. O pânico em seus olhos e a fraqueza nas pernas começou a passar e ela desejou que em algum momento naquele corredor algum dos meninos pudessem surgir para salvá-la dele.
— Tudo bem. — Desconfiado ele lentamente afastou as mãos da boca dela. — Não quero gritos. Quero sussurros... — Ele ordenou, balançando a cabeça de um lado para o outro. não conseguia sentir mais a sua respiração e cada parte do seu corpo pareceu entrar em choque com aquele contato. — , nós vamos conversar numa boa, ok? — Novamente ele perguntou certificando que ela estivesse ouvindo claramente o que pedia.
— Ok. — balançou a cabeça conseguindo recuperar o fôlego e controlar o seu coração um pouco com aquele contato direto com o rosto tão temido por todos daquela casa. — Ok. — Ela confirmou a resposta, dando alguns passos para longe dele. — O que você quer? Por que tudo isso agora? — Arrumando coragem e determinação não sabendo da onde, ela perguntou, querendo entender porque aquele doente estava ali trancado dentro daquele banheiro.
— Abusada. Audaciosa. — Min-Ki manteve o tom baixo da voz enquanto analisava a postura da garota vestida em um pijama rosa com detalhes em azul. não era tão diferente de e daquela distância ele conseguia muito bem reparar nas suas curvas e também na boca bem contornada combinando perfeitamente com o rosto e com os traços marcantes e determinados. — Gosto de como você me olha. Diferente da sua amiga, muito diferente. E isso me deixa um pouco ansioso, garota. — Ele riu nervoso quando ela não desviou a atenção do seu rosto.
— O que você quer, Min-Ki? — voltou a perguntar, querendo sair logo daquele ambiente com aquele ser humano asqueroso e perturbado. Ela não tinha nenhuma dúvida mais a respeito daquele homem, com toda certeza do mundo era um maluco que precisava urgentemente de um tratamento psicológico e cadeia pela perseguição e obsessão pela amiga. — Como você entrou nessa casa? Não é possível que você tenha entrado de maneira convencional. — Os dentes dela travaram em ódio jogando para longe todo o seu medo e receio de estar ali trancada com ele.
— Eu faço as perguntas...
— Você não faz nenhuma pergunta. — Ela o interrompeu, julgando que rapidamente teria que entrar na mente dele para que conseguisse sair daquele lugar sem nenhum machucado. — O que você quer são fotos? Gravações? Exclusividade?
— Tudo isso. — Min-Ki abriu um sorriso, gostando do rumo daquela conversa. Não podia deixar de ficar admirado com o jeito rápido e prático dela pensar, com certeza era a mais velha entre as garotas e por isso a rapidez para negociar nessas situações que exigiam muita paciência e sangue frio. — Deixo você sair por aquela porta com uma única condição... — Ele fez uma pausa, agora entregando para ela um pedaço de papel. — Na coletiva de imprensa eu quero total acesso a uma entrevista exclusiva com o Jimin e a , e o detalhe importante. Eles não podem saber que essa entrevista vai ser dada à mim. — Desdobrando o pedaço de papel, Min-Ki entregou para a garota que estava com as mãos trêmulas enquanto lia as anotações e um número de telefone bem no canto em vermelho. — Não quero que eles fiquem sabendo de nada. Não quero nenhuma outra pessoa desse grupo fique sabendo, Dah-Ko, Isaac e principalmente o seu namorado. — Ele fez uma pausa ao vê-la respirar fundo três vezes ao falar a palavra “namorado”. — E outra coisa que eu quero nessa coletiva de imprensa é que você e o Taehyung por conta própria assuma esse relacionamento, não quero ganhar uma vez e sim duas! — Min-Ki vibrou em felicidade ao olhar o espanto da garota com aquele pedido.
— Assumir? — Ela perguntou parecendo não entender o que ele queria. — Taehyung? — balançou a cabeça começando a entrar em choque com a vasta possibilidade de ter que contar para ele sobre esse encontro. O relacionamento já não existia e imaginando a reação dele ao saber que ela estava trancada dentro daquele banheiro com Min-Ki, o namorado não iria deixar de surtar e gritar pelos próximos dias.
— Outro detalhe importante, . — Min-Ki deu um passo em direção à ela, voltando a segurando em um dos pulsos. — Você é maravilhosa, mas eu ainda não consegui esquecer a ... — outro sorriso descompensado e maluco soltou por seus lábios e ela sentiu um frio subir pela espinha. — Não vou deixar essa garota em paz e não vou deixar que a vida do Jimin fique no lugar, por isso me deixe feliz e consiga essas entrevistas exclusivas! — Novamente o tom da voz dele ficou agressivo e ela precisou desviar a atenção do seu rosto ao vê-lo transtornado e com a expressão carregada de ódio. — Tenho acesso à vida de vocês, tenho acesso à essa casa a qualquer momento e não adianta você avisar para ninguém sobre a minha entrada aqui. Afinal, em quem a polícia acreditou sobre o possível assédio? — O deboche dele deixou cada parte dela arrepiada e as suas mãos começaram a agir de maneira impulsiva. — Isso te deixa nervosa? Eu não fico nervoso com isso, sabe? — Min-Ki fechou os olhos por um momento puxando o ar do ambiente e depois sustentando o olhar enojado da garota. — Você nunca vai ser e minha mente, corpo, alma e coração anseiam pelo momento que vou tê-la em meus braços novamente. É ela que eu quero a todo custo!
— Você é um doente! — o empurrou para longe, não querendo mais o contato visual com esse lunático depravado. — Não chegue perto dela e de ninguém desse grupo. — Ela o ameaçou, sabendo que não adiantaria muita coisa se nem ao menos a polícia conseguiu prendê-lo. — Saia dessa casa e nunca mais volte, Min-Ki. O nosso trato é esse... — pensando rapidamente na possibilidade de um acordo e de inúmeras situações para se ver livre dele e daquele lugar, ela agiu por impulso e por um instinto de sobrevivência que não sabia que existia dentro do corpo. — Quando eu conseguir essa exclusividade entro em contato com você, mas fique longe da minha amiga se não eu juro... — os olhos dela começaram a ficar cheios de lágrimas não aguentando mais olhar para esse ser humano repugnante. — Eu juro que eu te caço no inferno e não vai ser nem a polícia que vai fazer alguma coisa!
— Ual! — Ainda mantendo o mesmo deboche, Min-Ki segurou com força o queixo dela aproximando mais o rosto. — Adoraria ver como você é brava desse jeito na cama. Kim Taehyung anda bem servido de mulher, confesso. — Abusando da distância entre eles o homem soltou uma longa risada não imaginando que aquela conversa tinha sido um bom plano B. — Entre em contato comigo e eu deixo a sua amiga maravilhosa em paz, mas se eu notar que algo aconteceu, prometo que não vou deixar nem a sua vida e nem a dela em paz. — Ele voltou a ameaçar. — Tudo vai ficar bem se você seguir o plano e não sair da linha. Gosto de tudo dentro do padrão e dentro do plano, por isso não me desaponte, princesa. — Terminando o assunto, Min-Ki voltou a afastar-se dela colocando a máscara de volta no rosto e ajeitando o boné preto na cabeça. O barulho de passos começou a ficar alto do lado de fora e voltou a sentir suas pernas e o seu coração bater mais rápido. — Tchau, princesa. E mande um beijo para o meu amor. — Ele despediu-se, abrindo a porta e saindo com a mesma rapidez que ela deixou-se cair no chão de joelhos. Ela tentou segurar o choro dentro do corpo e não teve controle o suficiente para manter o desespero no lugar quando se viu sozinha ali naquele banheiro. O tremor, a angústia e o desespero gritaram mais altos e tudo o que ela fez foi chorar sabendo que aquele tinha sido apenas o primeiro contato com Min-Ki e que ela provavelmente iria vê-lo outras pessoas se quisesse manter a segurança dos amigos e principalmente da amiga por quem ele estava completamente obcecado.


Continua...

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Nota da autora: Como estamos? Coração bem? Ainda com raiva do Min-Ki? Porque a minha situação ainda permanece do mesmo jeito e a raiva só AUMENTA POR ESSE DESGRAÇADO! Queria deixar uma nota maravilhosa sobre esse capítulo, mas eu só consigo ficar SOFT com esse casal principal. Como podem ser OTP da minha vida inteirinha? E esse Kook? Taehyung? Nem sei! O que vocês acham que vão acontecer?


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Amo vocês. E obrigada por estarem aqui comigo, sempre. Pelos comentários e pelo incentivo maravilhoso que recebo todos os dias. AMO!


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