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Última atualização: 03/07/2017

Prólogo


New York, 08 de Outubro de 2011

Era o auge do outono na cidade que não dorme, as cores que o outono trazia eram mágicas, "Não me canso de andar pelo central park e ver o contraste das cores verde, amarelo, laranja e vermelho - ’s POV". tinha algo especial e de certa forma inexplicável quando o assunto era New York. E o auge do outono não apenas trazia mudanças de clima e cores, ela recebeu uma notícia que mudaria sua vida - uma promoção de seu trabalho. era designer e fotógrafa por paixão, ela atualmente era sub-chefe de departamento na sede de New York e namorava John, o qual conhecera na escola.
se mudaria para Londres, no começo de Outubro, se tornando Designer chefe da filial Londres. Ela estava muito animada com a mudança porque logo estaria mais perto de sua melhor amiga , que morava em Londres há dois anos.
se graduou em Culinária pelo Institute of Culinary Education e se mudou para Londres para sua pós graduação na Le Cordon Bleu, acompanhada do namorado Nico, que ela conheceu no último ano da faculdade, onde se deram super bem, pois ambos nasceram no Brasil. Nico era músico e foi descoberto por um produtor britânico que sugeriu a mudança para Londres, a fim de lançar seu trabalho no mercado Europeu.
pouco podia conter sua empolgação no Skype ao contar para sobre sua mudança para Londres.
- … Tenho notícias... - dizia, entusiasmada.
- , quando você vem pra Londres? - Dizia , cortando a amiga.
- Como você sabe? Quem te contou? - dizia, desencorajada.
- Contou o que? - dizia, perdida.
- Do que você está falando? - gesticulava sem entender. - Londres, como você sabe que eu vou pra Londres? - recomeçou.
- Eu não sei, você vem? É sério? Quando? - disparava um pergunta seguida da outra.
- Ai você estragou a surpresa, sua coisa, eu recebi uma promoção no trabalho, me mudo em alguns dias. - completava animada.
- Ai, amiga, que tudo... Finalmente vamos morar na terra da Rainha juntas... - gesticulava em meio a gritinhos.
- Amiga, preciso ir, nos falamos depois, meu break do almoço vai acabar em vinte minutos e eu nem almocei ainda. - se despedia.
- Tá bom, vai lá. - Disse , soprando um beijo.

se mudaria para Londres em alguns dias. A empresa já estava providenciando um apartamento para sua chegada até que ela pudesse encontrar algo por conta própria.

caminhava pelo Central Park em uma tarde de domingo quando fora surpreendida por John que corria na mesma direção.
- Baby, aconteceu algo? Estou tentando te ligar a semana toda, a secretária diz que você está sempre em reunião. - Disparava John, preocupado.
- Não, nada eu só preciso de um tempo pra mim. - Dizia de forma fria.
- Baby, é sobre o que aconteceu na festa? - Era a pergunta que não tinha resposta.

Capítulo 1


Flashback on - Festa Surpresa para o aniversário de .
New York, 7 de Outubro de 2011


Trimm... Trimm - John batia um dos talheres ao copo de champanhe a fim de chamar a atenção dos convidados.
- E hoje é o dia dessa pessoa maravilhosa que vem fazendo parte da minha vida há algum tempo. - John começava o que tinha tudo para ser um lindo discurso.
- Obrigada, baby... - dizia, levemente tímida.
- E hoje eu estou aqui porque tenho algo a mais pra pedir a essa garota que só tem mudado a minha vida pra melhor... , meu anjo, meu amor, você quer se casar comigo? - John dizia, logo de ajoelhando e abrindo a caixinha com anel de brilhantes.
- baby, eu... Não sei o que responder... - Dizia ela, totalmente surpresa.
- Eu sei que somos jovens e você não precisa responder agora... - Completava John, sorridente.

Flashback off

- Eu não sei o que responder... Eu amo você... Mas eu acabei de receber a promoção... Estou me mudando para Londres em alguns dias... - tentava justificar.
- baby, eu amo você, claro que não quero que a distância seja um problema, mas eu vou estar fazendo a filial Londres e a Matriz New York a partir do ano que vem... - Dizia John, esperançoso.
- Vamos ver como tudo vai funcionar, eu digo que podemos tentar, mas não quero aceitar e prometer algo que eu não sei do futuro ainda. - Disse direta.
- Eu te entendo, baby, e concordo com você. - Disse John, beijando a testa de .
Eles seguiram caminhando até a parte favorita de , a Bethesda Fountain.

Cada lugar que passava era como uma despedida, cada vez que passou pela ponte do Brooklyn dizendo que seria a última e em algumas semanas lá estava ela novamente, Central Park fora cenário de alguns do melhores momentos que ela passou naquela cidade, Grand Central – cada trem que vinha do subúrbio, onde a escola era localizada, a vista do Rio Hudson... Eram pequenas lembranças que fizeram cada dia que ela passou longe da família, valer a pena. amava New York de forma inexplicável, mas sabia que tinha muito mais para explorar, talvez Londres entraria no coração dela assim como New York uma vez fez.

New York, 9 de Outubro de 2011

Apesar de ser uma data muito especial - aniversário de – Ela tinha muito trabalho pela frente, era empacotar quase uma vida dentro de 2 malas... Uma missão quase impossível, pois não escondia de ninguém que era compradora compulsiva. Ela pegou na mão um porta retrato dela com suas duas melhores amigas, e . Era engraçado lembrar da foto original onde Veronica também estava - depois de algumas mentiras, todas cortaram relações com ela. Elas estavam encostadas na janela da sala que estudavam, era engraçado rever essas fotos, ver como elas mudaram, se mudou para a Holanda logo depois do High School - assim perdendo parte do contato, eram eventuais ligações, chamadas via Skype que as unia, e aplicaram para as mesmas faculdades, embora decidiram seguir caminhos diferentes. Apesar das brigas entre elas, ficaram sabendo que Veronica tinha se mudado para a Europa, mas não sabiam pra onde e torciam pra nunca mais vê-la. As quatro se conheceram através de um programa de intercâmbio e rapidamente ficaram amigas ao descobrirem que eram da mesma cidade - Curitiba, que era um ovo, assim falavam. Jogar vôlei era uma paixão que elas compartilhavam, é ponteira, saída, Veronica era meio/central e levantadora. Fora das quadras de vôlei a amizade continuava. chegou em New York em 2005 e lá fez seu grupo de amizade, embora ela fosse do time de vôlei, seus melhores amigos era um grupo de roqueiros, "Ainda penso como fui parar ali – ’s POV". não era roqueira, escutava um pouco de tudo, logo não entendia ao certo como foi parar naquele grupo... No segundo ano, , e Veronica se juntaram a turma de vôlei e logo ficaram amigas. Era engraçado tentando me fazer virar roqueira/emo enquanto tentava introduzir o pagode, apesar de tudo consegui me manter eclética - ’s POV. apresentou as novas amigas ao grupo e logo foram bem aceitas. Veronica era um pouco invejosa, fazia de tudo para que as três brigassem entre si, mas as três eram bem unidas e logo descobriram a falsidade de Veronica e colocaram ela pra fora do grupo.

New York / Londres 11 de Outubro , 2011

Era dia da tão esperada mudança. John acompanhou até Aeroporto JFK, o voo sairia dentro de algumas horas e chegaria cedo pela manhã, onde o motorista da empresa a estaria esperando...

- baby, você não precisava comprar um ticket só pra me acompanhar até a aqui. - mencionou.
- Eu queria poder passar pela segurança, ficar com você até o último minuto possível. Eu vou sentir tanto a sua falta. - Dizia John, a abraçando.
- Eu também, baby, mas logo é ano novo e você virá passar a virada de ano comigo em Londres. - dizia enquanto retribuía o abraço.
- Última chamada para o voo 176 com destino a Londres. - Informava a companhia aérea.
- Eu preciso ir, baby, não posso perder o voo. - Disse , se despedindo com um beijo apaixonado.
- Me avisa quando chegar. - Dizia ele entre os beijos. - Eu amo você, nunca se esqueça. - Dizia John antes de cruzar a porta de embarque.
- Eu também, baby. - Finalizou , acenando para John.

Algumas horas depois de deixar New York...

- Bom dia a todos, o tempo local é 8 graus célsius, 43F Fahrenheit, chegada aproximada as 7 horas e 10 minutos como previsto, o céu está aberto. Volto alguns instantes antes do pouso, obrigada por voar com a British Airways. - Dizia o piloto.

Capítulo 2


desceu do avião e andou na direção das esteiras a fim de pegar suas malas. Enquanto suas malas não apareciam, ela começou desesperadamente procurar seu celular que insistia em sumir dentro de sua bolsa
- Ótimo, minha chegada em Londres já começou bem. – ironizava, pensando alto enquanto tentava encontrar seu celular em sua bolsa, não tirando os olhos da esteira das malas. - Por favor, Deus, me ajude nessa nova jornada. ACHEI – ela gritou sem se importar com as pessoas ao redor assim que suas malas apareceram.
- Quer ajuda, moça? - Perguntou o rapaz de olhos azuis.
- Obrigada, Deus, por mandar um deus grego – falou em português e olhando pra cima. - Desculpe, consegue me ajudar a colocar as minhas malas no carrinho? - Ela disse em inglês, após perceber a cara de interrogação do rapaz.
- Claro. - Ele disse, colocando as malas de no carrinho, quando ele vê um grupo de umas dez adolescentes correndo para onde ele estava.
- DANNY, CORRE. - Um amigo corria ao mesmo tempo que gritava, logo o puxando para ir com ele.
Os amigos saíram correndo como se estivessem fugindo de algo ou parecia que estavam correndo uma maratona.
- Que loucos esses dois, lindos, mas loucos. - pensou alto enquanto ela ia ligando seu celular, que tinha acabado de achar em sua bolsa. - A ia gostar do amigo do deus grego, bem o estilo que ela gosta. - Ela continuava a falar sozinha e nisso recebeu uma mensagem da amiga:
"ME PERDOE POR NÃO CONSEGUIR IR TE BUSCAR, ESTOU FAZENDO UM BOLO PARA ENTREGAR DAQUI A POUCO, ASSIM QUE EU TERMINAR VOU ATE O SEU AP... BEIJOS DA "
- Que ótimo, minha nova vida está começando bem, só que não. - resmungava.
continuava a resmungar após passar pela imigração e andando da direção da saída, agora procurando apenas pelo cartaz com seu nome que o motorista da empresa deveria estar segurando em algum lugar, quando viu vários balões e uma pessoa os segurando enquanto escondia o rosto num cartaz gigante escrito . Ela achou estranho, pois a pessoa estava se escondendo como se não tivesse interesse em esperar pela sua chegada. Foi chegando perto e viu que a pessoa estava impaciente, pois não parava de bater os saltos no chão.
- Oi? - falou para a pessoa que estava segurando o cartaz.
- . - ela disse, tirando o cartaz do seu rosto e pulando em cima da amiga. - QUE SAUDADES DE VOCÊ, SUA COISA.
- , NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME ENGANOU. - dizia, retribuindo o abraço.
As duas ficaram um bom tempo se abraçando e saíram distribuindo os vários balões pelo aeroporto para as crianças.
- Agora que estamos no carro, me conta tudo. - disse toda empolgada.
- Antes que eu esqueça, um maratonista grego me ajudou nas esteiras, estava perdida com as malas e meu celular que eu não achava. - falou com um sorriso safado.
- Maratonista grego? Mas ele sabia falar em inglês? Ou você sabe falar grego? - perguntou curiosa.
- Maratonista, porque ele saiu correndo, sei lá o que aconteceu, o amigo dele pediu pra ele correr, até achei que estavam com bombas no corpo. - disse um pouco assustada. - E grego porque ele era um deus grego. E com um amigo bem seu tipo, até covinha ele tinha... - Disse , sabendo que a palavra "covinha" mexia com a amiga de uma forma diferente.
- E você nem pra me apresentar pro amigo grego. - dizia safada.

Logo chegaram ao apartamento, mas eram tantas fofocas que pareciam não ter fim.
- Uou, ainda bem que o apartamento já é mobiliado e já está pronto. - disse, entrando em seu apartamento.
- Hoje vai ser o dia de brigadeiro e maratona de séries, qual vai ser a primeira? - disse já se jogando no sofá. - Até que é confortável esse sofá.
- Levanta essa bunda dai e vamos me ajudar a guardar as minhas coisas lá no quarto. - disse, batendo na perna da amiga.
- Calma, amiga, vamos olhar essa vista maravilhosa. - disse, indo até a janela. - Corre aqui, ..
- Mas nem se acostuma que antes do natal eu tenho que me mudar... Que vai vir um rapaz da Austrália. - Disse pouco se animando sobre a mais nova vista da sua janela.
- Ai pare de ser assim, , você tem algumas semanas aqui, aproveite ele... E mais, vocês está na terra da RAINHA caramba... - Disse animada.
- Você tem razão, estamos na terra da rainha... Minha bestie está aqui... O que mais eu estou querendo. - Disse , agora mais animada, se juntando a e admirando a vista da janela, que era nada menos que o Thamis River.
Enquanto arrumava algumas coisas, se ofereceu para ir ao mercado comprar os ingredientes para o brigadeiro, aquele que embora ela tenha aprendido não se compara ao da melhor amiga.

No final daquela noite entrou no elevador a fim de buscar o jantar que estava sendo entregue na portaria, quando achou que o rapaz que se agarrava com a moça no elevador fosse Nico, mas logo tirou na cabeça, afinal ela não via Nico em dois anos. O rapaz deu um último beijo na garota e foi na direção da porta.

- ? - Perguntava o entregador.
- Sim, eu mesma, quanto fica tudo?
- 18,50 pounds. - Respondeu o entregador.
- Obrigada, pode ficar com o troco. - Disse , lhe entregando uma nota de 20 Libras.
- Obrigado você também, tenha uma boa noite. - Disse o entregador, já voltando para o carro.

caminhava na direção do elevador quando alguém bateu na porta, era cheia de sacolas. abriu a porta e praticamente ao mesmo tempo o elevador também abria as portas.
- , o que são todas essas coisas? Achei que brigadeiro era só leite condensado, manteiga e chocolate... Você trouxe meio mercado para casa. - Perguntava curiosa.
- Eu trouxe algumas coisas pra você, afinal o que você acha que vai ter de café da manhã amanhã? A senhorita não vai viver de Starbucks por um mês por preguiça de ir ao mercado. - Disse em tom de mãe.
- Que amor você, , obrigada, Bestie... - Disse , jogando um beijo no ar, afinal as mãos estavam ocupadas por sacolas e mais sacolas.

Depois de jantar e experimentar o melhor brigadeiro da vida...

deixou o apartamento tarde naquela noite e parecia não estar cansada com toda a mudança e continuava a tirar coisas das malas. se mudou pouquíssimas vezes logo não tinha noção de quanta coisa juntava.

Londres, 12 de Outubro de 2011

seguiu o conselho da amiga e foi comprar algumas coisas, afinal viver de Starbucks não iria funcionar. Ela andava pelos corredores do mercado que tinha perto da sua casa quando avistou uma moça que aparentava ser alguém conhecida, até lembrava a Veronica, - Deus me livre ser ela - disse fazendo o sinal da cruz. Ela estava abraçada a um rapaz que lhe lembrava Nico – namorado de ... pouco o mencionou na noite anterior, mas elas tinham muito mais fofocas para colocar em dia, logo não ligou e voltou a fazer as compras.
pegava a chave quando o porteiro gentilmente abriu a porta para ela. Ela agradeceu instantaneamente, seguindo com um sorriso. Ao chegar no andar de seu apartamento reconheceu o casal do supermercado, agora ele beijava ela como que estivesse se despedindo, logo andando na direção de não a reconhecendo. Ela tinha praticamente certeza que aquele rapaz era Nico, namorado da melhor amiga, mas estava confusa demais para entender e precisar falar com a amiga.

pegou o telefone e ligou para , que atendeu pelo fone de ouvido pois estava trabalhando em um encomenda.
- , tudo bem? Feliz dia das crianças - Atendeu animada.
- Sim e ai? Feliz dia das crianças pra você também - respondeu animada - Mas fiquei confusa com algo que aconteceu e precisava falar contigo, está ocupada? - disse .
- Estou fazendo um bolo, mas estou no fone de ouvido, pode falar. - Respondeu .
- Ontem foi muito corrido que acabei nem perguntando de você e o Nico... - Mencionou .
- Sim, foi muito corrido, mas aconteceu algo? Porque você nunca me ligaria pra perguntar algo do Nico... - perguntou, parecendo confusa com a conversa de .
- Eu sei parece estranho, mas é que eu acho que eu vi ele hoje... Ai lembrei que você nem falou nada... - parecia tão confusa quanto .
- Como assim viu ele? Onde? - parecia um pouco mais nervosa no segundo que mencionou "ter visto" ele.
- Então, primeiro o vi no mercado e depois no corredor do meu prédio... - disse.
- Ele nem está em Londres, ele foi gravar com uma banda de Manchester... Vai passar a semana toda fora... Saiu daqui levando meio mundo de instrumentos. - dizia.
- Então, eu o reconheci porque ele estava usando aquela camisa verde com preto xadrez que eu dei de presente de aniversário, que tinha um bordado de guitarra nas costas... Mas devo ter confundido...
- Agora estou confusa... Essa camisa sumiu tem uns meses... - agora dizia em tom confuso.
- E ele estava acompanhando de uma moça morena, mais alta que ele, e bate na madeira, mas a garota me lembrou a Veronica... Eu posso até dizer que eles eram um casal. - comentava.
- , já te ligo, uma cliente veio buscar o pedido. - disse, desligando em seguida.

finalizava de organizar suas coisas nos armários, quando a campainha tocou.
- ... Eu sabia que esse nome não podia ser coincidência... - Dizia a moça logo que abriu a porta.
- Que bom te ver... - Disse Veronica, pulando em cima de como se nada tivesse acontecido no passado - Sou a vizinha da frente... Entregaram aqui, mas tem o seu número de apartamento. - Disparou Veronica sem ao menos ter tempo de cumprimenta-la inicialmente - não que isso fosse da vontade de , ter que falar com ela novamente em sua vida.
- Obrigada... - respondeu sem jeito.
- Me mudei pra Londres depois do colégio, meu apartamento é o 612, meu namorado mora aqui também, você deve ter visto ele ontem no corredor. – Dizia Veronica como se ainda fosse amiga de .
- Acho que eu vi você e um rapaz hoje pela manhã se despedindo no corredor. - decidiu mencionar, afinal não tinha nada a perder.
- Sim, é o Nico, meu namorado. - Ela respondeu animada.
- Que bacana, vocês fazem um casal lindo, quanto tempo estão juntos? - viu a chance de descobrir mais sobre o rapaz e ter certeza que era Nico, namorado da melhor amiga estava traindo ela.
- Tem uns quatro meses... Mas me conta de você, chegou quando em Londres? E aquele gato do John... Ainda está com ele? - Veronica disparou.
- Essa semana, e o John está bem... Estamos junto sim - se limitou, tentando arrumar uma desculpa para finalizar aquele papo constrangedor.
- New York, que saudades de lá, saudades da galera. Você ainda tem contato com alguém da escola? - Perguntava Veronica, mas, para a sorte de , seu celular tocou, as interrompendo.
- Veronica, é o John, não falei direito com ele desde que cheguei. Bom te ver de novo. - disse, fechando a porta na cara de Veronica antes que ela inventasse qualquer convite.

NO TELEFONE

- Oi meu amor. - escutou assim que atendeu a ligação.
- Oi John, tudo bem? Como estão as coisas ai?
- Saudades já, você não ligou ontem quando chegou. - John disse preocupado.
- Me empolguei com a aqui no apartamento e acabei esquecendo. - falou, sentando no sofá.
- Tudo bem, anjo, eu entendo. A corretora me ligou perguntando se você já estava em Londres, ela quer te mostrar uns dois apartamentos. - John disse, mudando de assunto.
- Mas já? - se assustou com o assunto.
- Sim, anjo, como te falaram esse é temporário, e temos que arrumar um lugar nosso pra quando eu for ai né. - John disse com uma voz safada.
- John, já conversamos sobre isso, não quero que você pague o apartamento, posso muito bem pagar. - disse bufando.
- , eu não estou entendo. - John disse, alterando a voz.
- Londres me fez pensar diferente, o problema é que hoje você está em NY, amanhã Londres, depois Alemanha, depois sabe Deus onde. - disse nervosa. - Eu quero alguém comigo todos os dias. - ela completou com um tom mais baixo.
- Você sabe que eu não posso ficar com você o tempo inteiro. Eu sou CEO da companhia, esse emprego é muito importante. - John disse bravo.
- Eu sei que é, assim como o meu também é. - disse firme.
- Amor... - John disse tentando se acalmar.
- Preciso desligar, tenho que fazer mercado e arrumar as minhas coisas. - disse, mudando de assunto.
- Ok, meu anjo, depois me liga. - John disse como se não tivessem brigado.
- Até - disse, desligando o telefone sem esperar resposta dele.

Londres, 13 de Outubro de 2011

No dia seguinte, passou na confeitaria, pois, para contar o que ela havia descoberto no dia anterior, o telefone parecia não fazer jus.
- Amiga, você não disse que vinha... - cumprimentou a amiga com tom de surpresa.
- Você sabe o quão desligada eu sou... E o que eu tenho pra te falar não podia ser por telefone.
- É possível estar curiosa e preocupada ao mesmo tempo? - Disse inquieta.
- Amiga, falei com a vizinha ontem, ela veio me entregar uma correspondência que veio errado no apartamento dela – iniciou e parecia apenas acompanhar enquanto fazia claras em neve. - A vizinha é ninguém menos do que a vadia da Veronica... - finalizou e derrubou a vasilha, respingando claras por boa parte do chão.
- Você disse Veronica, tipo a Veronica que estudou com a gente na Masters? - sentou no chão.
- Exatamente ela... E agindo como se nada tivesse acontecido, como se as mentiras que ela contou significasse nada... - contava.
- Amiga, você está me dizendo que existe a possibilidade do Nico estar me traindo com a vadia da Veronica? - limpava desajeitadamente.
- Exatamente. - Disse direta.
- Ela dava em cima do John sabendo que você estava com ele, ela tentou roubar o Rob de mim, e agora está atrás do meu macho novamente? - perguntava de forma afirmativa. - Eu vou dar uma surra naquela vadia... - dizia, tirando o avental quando a impediu.
- Amiga, eu sei que você vai dar uma surra nela, e desculpa o jeito que eu vou falar... Mas eles não valem nada, se merecem... Esquece, termina com o Nico!!!. - Dizia , abraçando .
- Você tem razão, eles não valem o stress e eu vou arrumar um inglês lindo, maravilhoso e rico... - Disse , agora mais calma.

Capítulo 3


Londres – 11 de Novembro de 2011

- Oi amiga, acabei de fechar o contrato com a Holly, o apartamento é meu. - disse, gritando de alegria no telefone.
- Uhuuulll, vamos aproveitar que estamos sem nossos homens e vamos comemorar. - disse alegre.
- Nem sinal do Nico? - perguntou preocupada e, depois do fantasma Veronica aparecer na sua porta dizendo que era sua vizinha, ela queria mudar mais rápido possível, nunca mais ver os dois.
- Ele me ligou hoje, volta segunda e já vai direto pra gravadora, mesmo eu sabendo a verdade, me fiz de tonta. - disse, dando um suspiro. - Mas e ai vamos para alguma balada?
- Não conheço nada aqui em Londres, o que você sugere, minha guia? - perguntou rindo.
- Que tal irmos no Maddox?
- Não conheço nada, mas super topo. - disse animada.
- Beleza, vou dar um gás aqui na confeitaria, pra deixar algumas coisas pra amanhã e vou tirar sábado e domingo de folga. - disse animada. - Quer que eu leve algo pra você?
- Que tal um pedaço do seu bolo divino de dois amores?
- Grande ou pequeno?
- Grande. - respondeu a amiga. - Como eu amo ter que escolher qualquer coisa de uma confeitaria, porque simplesmente minha melhor amiga é dona dela.
- Me arrumo no seu apartamento, pode ser? - perguntou para amiga.
- Deixa que eu vou no seu, assim você já vai se arrumando enquanto eu como meu bolo, até daqui a pouco.
- Até, amiga.

olhou no relógio e viu que ainda tinha tempo de passar no shopping e lembrou que no outro dia seria aniversário da sua melhor amiga. Ela rodou o shopping inteiro, pois não sabia o que dar para a amiga, fazia tanto tempo que não comprava presente pra ela que tinha esquecido do que a amiga gostava, quando parou em frente a uma vitrine e viu dois vestidos nos manequins, um preto perfeito que ia amar, ia um palmo acima do joelho, com decote quadrado e alças mais grossas e pensou no sapato colorido que a amiga tinha; e o outro era um vestido acima do joelho, também lilás, frente única com decote médio, cinta franzida na cintura e soltinho até o final.
- Olá, meu nome é Vicky, em que posso ajuda-la? - Perguntou a vendedora.
- Olá Vicky, meu nome é . - ela sorriu para a vendedora e continuou: - Preciso dos dois vestidos da vitrine. O preto preciso para presente e o lilás quero provar ele.
- Fica à vontade, , que já vou pegar o vestido para você provar.
Enquanto Vicky se afastou para buscar os vestidos, separou mais algumas roupas para provar.
- , aqui está seu vestido para provar. - disse Vicky levando até ela.
- Obrigada, Vicky, vou provar mais essas roupas.
- DANNY JONES ESTÁ PELO SHOPPING VAMOS ATRÁS. - escutou alguém gritar do lado de fora da loja, enquanto ela entrava no provador.
já tinha provado todas as roupas, faltava só fechar o zíper do vestido lilás quando escutou alguém sussurrando:
- O que você está fazendo aqui seu idiota? - Vick perguntou para alguém.
- Me esconda, Vicky, por favor. - A pessoa disse num tom desesperado, achou que conhecia aquela voz.
- Se esconda logo, ainda bem que essa loja é minha, senão eu já estava no olho da rua. - Vicky respondeu.
Quando tinha acabado de colocar o vestido, sentiu alguém entrando no provador, quase a derrubando.
- VOCÊ ESTÁ MALUCO? SEU TARADO, SOCORRO. - gritava desesperadamente.
- Desculpa, não sabia que tinha gente. - Ele disse, saindo do provador, levantou rápido e abriu uma fresta da cortina para ver se o rapaz ainda estava ali.
- Hey... Me desculpa de verdade. - Ele dizia, ainda se escondendo e espiando na direção da porta da loja.
- Eu posso fechar o seu vestido... - Ele mencionou.
- Ham? - Ela perguntou confusa.
- O vestido que está provando... Aposto que vai gostar bem mais se usar ele com o zíper fechado. - Ele respondeu com humor.
- Okay... Mas eu vou ai. - Ela disse na defensiva.
- Bem melhor... Ficou lindo a propósito. - Disse ele após fechar o zíper.
- Obrigada. - Disse ela tímida, voltando para o mesmo provador de antes.

- Você está maluco? Se a cliente me processar, você vai me sustentar. - Vicky dizia, brigando com o rapaz. - Pergunte antes se tem gente.
- Não sabia, desculpa, Vicky, me deixa sozinho nesse provador antes que me descubram. - Vicky fechou o provador e foi em direção ao balcão.
- Vicky, vou levar somente os vestidos. - dizia, saindo do provador.
- Desculpa, , não sabia que ia acontecer isso. - Vicky disse, pegando o vestido que tinha provado e indo até o caixa.
- Então você ajuda o tarado se esconder? - perguntou, tirando a carteira da bolsa.
- Na verdade, ajudo o meu irmão a se esconder de adolescentes taradas. - Vicky respondeu, dando um sorriso forçado. - Desculpa mesmo, , pelo ocorrido, faço questão QUE LEVE OS VESTIDOS POR CONTA DO MEU IRMÃO. - ela disse, gritando para ele escutar já que estava no provador.
- Imagina, eu pago, quanto deu? - perguntou.
- QUER LEVAR SAPATOS TAMBÉM? - Vicky perguntou, provocando o irmão.
- Sapatos nós temos de monte. - respondeu assustada.
- , aceite a oferta, esses vestidos não fazem nem cócegas na conta bancaria do meu irmão. - Vicky disse, entregando as sacolas para .
- Vicky, não quero te deixar no prejuízo. - insistia.
- Prejuízo nenhum, falo pro lerdo que foi mais caro, fica tranquila, sou a dona dessa loja e meu irmão é podre de rico. - ela disse baixinho, só para a escutar
- Já que insiste tanto, muito obrigada. Irei voltar com uns doces para você, são uma delícia, prometo. - disse e abraçou Vicky.
- Volte sempre, prometo que na próxima vou manter meu irmão longe dos provadores. - Vicky falou sussurrando, vai que alguém descobre sobre o irmão dela.
- Até a próxima.
Assim que saiu da loja, Vicky disparou até o provador e brigou com o irmão:
- Sorte sua que a cliente era legal, imagine se ela quisesse me processar.
- Relaxa, ninguém resiste aos meus encantos. - disse ele, arrumando o cabelo.
- Sorte sua que ela não te reconheceu isso sim. - disse Vicky aliviada.
- Já é a segunda vez que eu trombo com ela, acho que ela nem sabe quem sou eu. - Comentou Danny animado.
- Opa, isso pra mim é novo maninho. - Vicky parecia surpresa ao falar.
- Pra mim também, agora me ajuda a sair, hoje vou tocar numa balada como DJ, só eu, sem os guys. - Disse ele, arrumando a roupa que vestia.

ALGUMAS HORAS DEPOIS
NO APARTAMENTO DE


chega no apartamento da amiga e já vai logo entrando com as sacolas na mão.
- Você não acredita no que aconteceu no shopping. – disse, sentando no sofá.
- Oi pra você também, . – debochava da amiga.
- Oi amiga. – falando e abraçando a amiga. – Feliz aniversário. – ela pegou a sacola e entregou para .
- Mas meu aniversário é só amanhã sua lesada, sua loira. – disse, dando um tapa na amiga. – Mas, muito obrigada.
- Então, eu sei que é amanhã, sua tapada. – falou, revirando os olhos. – E é sobre o seu presente que quero te contar.
- Ai que lindo... AMEI O VESTIDO. – gritou assim que abriu o pacote de presente e pulou abraçando a amiga. – Obrigada, sua linda, não precisava gastar comigo.
- Mas eu não gastei. – falou envergonhada.
- Você roubou sua louca? Quer ir presa sendo que mal chegou em Londres? – falava sem parar e não deixava a amiga explicar o que aconteceu. – Então era isso que você queria me contar? Como você pode fazer isso? Agora sou uma cúmplice... Mas eu amei o vestido. - Ela complementou.
- CALA A BOCA gritou e ela ficou parada igual uma estátua.
- Falou o nome completo fudeu. – disse assustada.
- Vai deixar eu explicar? – perguntou e só balançou a cabeça dizendo que sim.
- Fala logo. – dizia já impaciente.
- Então, assim que eu desliguei o telefone, lembrei do seu aniversário. E que amiga sou eu que esquece do presente? – começou a contar.
- Vindo de você, já podia se esperar. – disse interrompendo.
- Vai me deixar falar? – perguntou e recebeu um uhum como resposta. – Dai fui pro shopping. E andei, andei, andei, até que achei os dois vestidos perfeitos para nós. Resumindo, na hora que eu terminei de provar o meu, um tarado lindo dos olhos azuis entrou no provador porque queria se esconder de alguém, pior que eu acho que eu conheço ele de algum lugar.
- Dai você pensou: abusa de mim, seu tarado gostoso. – disse, passando a mão no corpo como se tivesse seduzindo alguém.
- Para, sua idiota, continuando, no fim ele é irmão da dona da loja. Eu dei um chilique no provador e tals, e depois ela simplesmente deu os dois vestidos para nós. – disse, sorrindo mais que a boca dela.
- Como assim? Ela deu assim de boa? – arregalou os olhos e a boca.
- Ela disse que ele pagava pra ela depois e que o valor não fazia cócegas na conta bancária dele.
- Opa temos um cara rico e fugitivo? – perguntou e recebeu um uhum de . – Será que ele é assaltante profissional, ou ele sequestra moças indefesas como nós? - finalizou debochando.
- Sei lá, sua louca, só sei que temos vestidos novos de graça e vou comer o seu bolo divino. – disse, lambendo os lábios.
- O bolo está em cima da mesa. – disse, apontando pra cozinha. – Vou me arrumar e colocar o vestido perfeito que ganhamos do cara rico e você deu chilique ao invés de dar em cima dele. – ela disse e nem esperou a resposta da amiga.
- Amiga, que bolo divino... - Disse de boca cheia, assim que a amiga entrou na sala
- Eu sou a "The best", você sabe... - Disse convencida.
- Mas, então, o que achou? - Disse , agora desfilando no vestido que lhe deu de presente há alguns minutos.
- Arrasou... O Nico que se cuide. - riu.
- Ele que se cuide mesmo, porque ele fica ausente e eu sou carente... - Disse brincando.
- , vai se vestir... Ou você acha que vai pra balada de moletom? - Disse sarcástica.
- Eita, esqueci... - Disse , correndo na direção do quarto. - Fico pronta em dez minutos... - Disse .
- Dez no relógio de significa uma meia hora? Estou certa? - zombou .
- Que exagerada você, eu melhorei muito a minha pontualidade vivendo em New York tá... - disse orgulhosa.
- Quero ver mesmo, vou cronometrar. - Zombou .
- Se você demorar mais de dez minutos vai ter que fazer shots de tequila. - Disse , fazendo uma aposta.
- Okay e se eu ficar pronta em 10 minutos, quem vai fazer shots é você. - retrucou .
- Feito... Vou zerar o relógio, a sua marca... Vai... - Disse disparando o cronômetro no celular.
nunca se vestiu tão rápido e se maquiou em sua vida inteira... Mas ela veio pra ganhar essa aposta.
- Um minuto... - foi interrompida, por que desfilava pronta em frente a amiga...
- Eu te falei... - zombou .
- Droga... - Resmungou .
- Não se preocupe, eu não vou deixar você fazer besteira... Amigas são pra isso!!! - Disse , abraçando a amiga.
- Eu não sou mais criança que fica bêbada com shots de tequila, querida... - disse sarcástica.
- Well, vamos ver... No mínimo alegre você vai ficar... Tenho certeza. - Disse .

Elas saíram na direção da estação de metrô que era praticamente na frente do prédio.
Chegando a Maddox, havia um pouco de fila, as duas aguardavam a vez delas enquanto conversavam animadamente.
- Duas femininas por favor - disse ao atendente, entregando as identidades.
- Opa, olha se não é a dona da melhor confeitaria de toda Londres, e que deixa minhas manhãs mais felizes. - O rapaz disse sorridente.
- Opa, olha se não é o melhor cliente da minha confeitaria? Como vai, Luke? - perguntou.
- Melhor agora, com a sua pessoa, em meu lugar de trabalho. - Luke falou de um jeito sedutor para ela. - E você?
- Ótima, eu e a minha best queremos ver como é esse lugar, e ver se posso voltar a visitar meu melhor cliente em seu lugar de trabalho. - disse, piscando para o rapaz.
- Olá melhor amiga da pessoa com os melhores dotes culinários. - Luke insistia em cantar as meninas.
- Olá, Luke, será que podemos entrar? Está frio aqui fora. - disse, tentando mudar de assunto.
- Claro, já fiz o cadastro de vocês, e como amo os bolos da , vou dar entradas VIP's para as mais lindas daqui. - Ele disse, entregando duas pulseiras para as meninas.
- Obrigada, Luke, segunda cupcakes por minha conta. - disse, entrando na balada.
As duas dançavam como se não houvesse o amanhã. Matavam a saudades uma da outra dançando e bebendo. O ambiente estava ficando cheio e mais cheio a cada minuto... Quando recebeu uma bebida do garçom acompanhando de um bilhete.

"O vestido valeu cada centavo..." D.J - leu confusa, mas logo agradeceu.
- Humm... Arrasando corações já... De quem é? - Disse , brincando.
- Acho foi o DJ... Mas ele falou do vestido... Então sei lá. - Respondeu confusa.
- arrasando o coração do DJ anão então. – tirou sarro da amiga.
- Deus me perdoe, mas não sou louca não. – falou, fazendo o sinal da cruz.
- Sex on the Beach? Acho que ele está querendo hein. – disse, rindo da amiga.
- Vou tomar pra não fazer desfeita, mas assim que trocar o DJ vamos embora. – falou dando um gole em sua bebida.
- Ok, vamos embora logo depois, agora vamos dançar. – disse puxando a amiga pra pista.

Elas iam para o meio da balada, quando esbarrou em alguém e sentiu algo molhado em sua pele.
- Desculpa moça, não te vi. - Dizia o rapaz.
- Meu vestido novinho. - dizia sem acreditar no que havia acontecido.
- Calma é só cerveja, nem vai manchar.
- SÓ CERVEJA? VOCÊ DISSE SÓ CERVEJA? - disse explodindo.
- Calma ai patricinha, é só um vestido, você está bem, e não quebrou nada. - Disse ele, não entendo a razão dela surtar.
- Patricinha nada, eu dou duro, acordo cedo. - tentava se explicar.
- Relaxa, já que você dá duro, só acordar cedo amanhã e comprar outro novo. - o rapaz saiu antes que ela surtasse novamente.
- Cala a boca, Tom. - Dizia um dos amigos dele.
- Vamos embora, . - disse, puxando a amiga.
- EI, GAROTAS. - Um outro rapaz gritou e elas se viraram. - Desculpa meu amigo, ele está bêbado e não sabe o que diz.
- Problema dele se não sabe se controlar na bebida. - disse irritada.
- Toma, não sei quanto você pagou nesse vestido, mas acho que essa grana pode te ajudar a comprar um vestido novo. - ele disse, entregando umas notas para ela.
- Não precisa, é só lavar que já sai, aliás é só cerveja igual seu amigo diz. - disse mais tranquila.
- Então me passe o seu telefone pelo menos, assim posso te pagar um café e um bolo pelo menos? - ele perguntou com esperança.
- Mas nem te conheço, nem sei seu nome, e você é amigo do idiota. - ela dizia nervosa.
- Me dá seu telefone, moço, vou passar o telefone dela, e assim você para de encher o saco. - disse irritada, pegou o celular da mão dele e digitou o número. - Pronto, agora vamos amiga, e a propósito, como vai levar ela pra comer bolo, se ela faz o melhor de Londres? - disse ela saindo de perto.
- Obrigado, meninas, meu nome é Matt. - ele disse confuso e acenou para elas.
- Sua louca, não queria passar o meu número pra ele. - disse desesperada já fora da balada.
- Relaxa, passei o número errado. - disse rindo.
- Agora sim tenho certeza que você é louca. - disse rindo da amiga. - Vamos logo pra casa.

Capítulo 4


Londres, 14 de novembro de 2011.

- Não precisa deixar a confeitaria sozinha só pra me ajudar na mudança, . - tentava convencer a amiga.
- Tem certeza, amiga? - perguntava no telefone pra .
- Tenho... Fica tranquila, eu já nem tinha muita coisa mesmo e depois venha pro meu apartamento novo, o que acha? - respondia.
- Ok, levo um bolo pra você, pode ser? E te ajudo a arrumar ai. - dizia convencendo a amiga.
- Ok, até depois. - se despedia.

Assim que desligou o telefone, ela pegou as últimas caixas para levar até o carro. Ela não conseguia enxergar nada a sua frente, logo que saiu do apartamento, ela trombou com alguém no corredor, que a fez cair e derrubar quase tudo.
- ? Nico? - Os dois perguntaram ao mesmo tempo.
- Vocês se conhecem? – Veronica, que estava no corredor junto com Nico, perguntou.
- O que você está fazendo aqui nesse apartamento e em Londres? - Nico perguntou tentando disfarçar o quão desesperado estava.
- Eu é que pergunto, achei que você estava em Manchester ou Liverpool, sei lá, nem prestei muita atenção no que a disse. - disse, se levantando.
- Voltei hoje. - Nico disse gaguejando.
- Está maluco, Nico, você nem viajou, ficou o tempo todo comigo no meu apartamento. - Veronica disse, dando um sorriso safado e enrolando o cabelo nos dedos enquanto fazia uma pose vulgar.
- Você está traindo a ? É isso mesmo? E com a Veronica? - irritada.
- Você falou que tinha terminado com aquela sem sal. - Veronica gritou. - Me esqueça. - Veronica entrou, batendo a porta do apartamento.
- Talvez você tenha uma explicação!? - disse, cruzando os braços e batendo o pé no chão.
- não tem explicação, a vida é minha e eu faço dela o que eu bem entender entendeu? Me deixa em paz. - Nico falou irritado.
- Uma explicação seria coerente a partir do momento que você simplesmente fez a minha melhor amiga, que é como se fosse uma irmã, largar tudo e vir para Londres, correr atrás do seu sonho. - erguia o tom de voz.
- A explicação é a seguinte então, já que você quer uma. Ela não está mais atraente como era antes entendeu? Depois que ela abriu aquela confeitaria, ela não se cuida mais, só engordou. - Nico disse bufando. - Como vou ficar o resto da vida com ela. - Ele terminou de dizer fazendo careta.
- Então ela só era boa o suficiente quando tinha o corpo perfeito? Você tem que ficar com a pessoa pelo caráter dela e não por um par de seios de silicone.
- Pra que? Se mulher só serve pro sexo. - Nico disse de forma escrota.
- Idiota. - deu um tapa na cara dele, juntou suas coisas e saiu de lá o mais rápido possível enquanto assistia de longe Nico implorando para Veronica por mais uma chance, logo seu elevador chegou e ela fechou a porta o mais rápido possível.

Ao fim da mesma tarde...

parecia determinada a organizar as poucas coisas que tinha. Ao contrário do apartamento anterior que tinha tudo, esse possuía apenas os móveis básicos.
estava para entrar no elevador quando alguém bateu na porta principal do prédio e, devido à ausência momentânea do porteiro, decidiu fazer sua boa ação do dia e abrir a porta para o jovem moço dos cabelos pretos que parecia bem atraente por sinal.

- Obrigado... Hey você não é a garota que meu amigo derrubou cerveja outro dia na Maddox? - Indagou o jovem rapaz.
- Sim... - parecia não ter certeza da pessoa, definitivamente lembrava da cena... Mas pouca atenção deu ao rapaz que lhe ofereceu pagar o vestido... Logo não se lembrava.
- Matt... Prazer... - Disse ele, estendendo a mão na direção de .
- Prazer em te conhecer, Matt, desculpa se não lembro muito de você, mas aquele dia seu amigo "o inconveniente que derrubou a cerveja" me tirou do sério... Me chamo , a propósito. - Disse ela quase esquecendo de se apresentar.
- Muito prazer, ... Posso te ajudar? Você parece ter muita coisa pra pouca mão. - Disse ele oferecendo ajuda.
- Se você insiste... - Disse lhe passando duas sacolas.
Logo eles entraram no elevador, no qual apertou o número três.
- Eu vou no quarto, mas te ajudo até a porta. - Disse ele simpático.
- Obrigada. - Ela sorriu.
- Alias, sua amiga me passou o número errado naquele dia... - Disse ele, rindo levemente a fim de não causar uma situação desconfortável.
- A essa só me faz passar vergonha... - Dizia ela desconversando, pois sabia que a amiga havia passado o número errado.
Matt parecia levemente confuso se iria lhe passar o telefone correto ou não... Mas pensou que encontrar ela por acaso poderia ser um sinal, logo puxando o celular do bolso.
- Então, ela me passou 44 20 798... - Ele foi dizendo, mas logo fora interrompido pela porta do elevador abrindo no terceiro andar.
- É 6 depois do 7... Esse é o meu... - Disse ela quando a porta do elevador abriu no terceiro andar.
- Obrigada por me ajudar... Mas eu tenho que ir agora... A está me esperando. - disse, pegando as sacolas da mão de Matt.
- Claro, sem problemas... Eu vou subir as escadas já que é só mais um andar... Eu te ligo essa semana pra gente marcar um café ou algo... - Disse ele, caminhando na direção das escadas.
logo foi entrando sem bater, chamando pela amiga...
- , você tem que parar de me fazer passar vergonha... - Disse , rindo.
- Opa, o que foi que eu fiz dessa vez? - Disse na defensiva.
- O moço que você passou o telefone errado na Maddox... Acabei de encontrar ele aqui no prédio... - Concluiu .
- Hey, em defesa própria, você nem queria passar o número, e ele insistiu... Logo eu te salvei. - disse orgulhosa.
- Okay... Você me salvou. - disse, concordando entre risos.
- Mas ele era gato... Olha, isso é destino, hein... - Debochou .
- Eu tenho namorado dona ... - Mencionou .
- Então, sobre o Nico... - começou, logo sendo interrompida por .
- O que tem ele? Você viu ele novamente? - Perguntava de forma curiosa, levemente nervosa.
- Eu não só vi, como falei com ele dessa vez. - disse.
- Como assim... Aquele vadio... Ele falou que estaria em Liverpool essa semana. - Disse nervosa.
- Ele estava com a vadiazinha da Veronica... Minha ex-vizinha, nossa ex-amiga. - falou em tom de raiva.
- E o que ele falou? Pare de enrolar me conta tudo logo... - Disse apressada.
- Desculpa, amiga, mas o que eu vou falar contém cenas fortes, vem senta. - disse batendo a mão no sofá .
- Vamos, , fala logo. - disse desesperada.
- Então, eu estava com as minhas últimas caixas saindo do apartamento né, dai eu não conseguia ver nada e trombei no Nico, acredita nisso? - falou e fez uma cara de espanto. - Dai ele ficou surpreso ao me ver, perguntou o que eu estava fazendo lá, resumindo, ele quis me enganar dizendo que estava mesmo viajando, mas a Veronica disse que ficaram o tempo todo transando e que ela achava que ele já tinha terminado com você.
- NÃO PODE SER VERDADE. - disse, gritando e desacreditada.
- Pior não foi isso, amiga, acredite. - disse, abaixando a cabeça. - Ele disse que estava com você apenas pelo sexo e que nem isso queria mais depois que você abriu a confeitaria.
- OI? Isso é sério? - estava mais atordoada.
- Sério amiga, ele disse que você engordou muito e que nem tinha vontade de estar com você. - explicava.
- Você não está falando sério. - parecia completamente desacreditada no que ouvia.
- Estou e muito amiga. - falou, pegando a mão da amiga. - Termina com ele, venha morar aqui, você tem a confeitaria e depois ele vai querer pedir metade dela depois de um tempo. A confeitaria está decolando, amiga, e ela é tudo pra você. Pense bem, amiga, e só quero o seu bem. - ofereceu.
- Vou pra casa. - disse e saiu correndo do apartamento da amiga.
deixou o apartamento da amiga e entrou em táxi que a levou diretamente a seu apartamento.
Ela abriu a porta e a fechou batendo, logo se jogando no sofá da sala de estar – Como ele pode ser tão cafajeste... "Eu deixei minha vida em New York para apoia-lo em seu sonho... E é isso que recebo em troca..." pegou alguns objetos de Nico e os quebrou sem dó... Mas percebeu que aquilo não mudava a forma como ela se sentia em relação a ele e foi na direção do quarto que dividia com ele jogando todas as coisas que tinha dentro de duas malas grandes quando escutou alguém chamando seu nome na sala de estar... Ela logo reconhecera a voz como a de sua melhor amiga que parecia muito preocupada com ela.
- ... - Gritava da sala de estar.
- Estou aqui no quarto, amiga... - respondia levemente mais calma.
- Você sabe o quanto me deixou preocupada... Saindo apressada daquele jeito!!! - Exclamava ainda preocupada.
- Desculpa, amiga, mas eu não podia pensar em dividir mais nada como aquele traste... Nem por mais um minuto. - Justificava enquanto jogava mais e mais coisas dentro das malas.
- Me deixe te ajudar... - Disse agora colocado as coisas da amiga também em uma das malas.
Em menos de meia hora as duas saiam do apartamento carregando duas malas que quase não fechavam.
Elas saíram na direção do apartamento de , agora de também que decidiu aceitar a proposta da amiga para serem colegas de apartamento.

Londres, 15 de Novembro de 2011.

- , posso saber por que não tem mais coisas suas no nosso apartamento? - Nico disse assim que entrou na confeitaria.
- Achei que soubesse que eu sai, do SEU apartamento, por motivo de traição. - dizia com raiva.
- Você me traiu? - Nico perguntava como se ele fosse vítima.
- Como assim se eu te trai, Nico? - disse, dando um tapa na cara dele. - Primeiro: mentiu que ia viajar e não foi...
- Claro que fui e posso te provar. - Nico disse a interrompendo.
- Continuando... - dizia sem se importar o que ele dizia. - Segundo: me traiu com a minha PIOR inimiga.
- Não sabia que você e a Veronica se conheciam. - Nico disse um pouco mais baixo.
- Terceiro: disse para a minha melhor amiga, que estava comigo só pelo sexo. - dizia irritada e nem percebeu quando entrou cliente.
- Desculpa, , eu te amo, por favor, volta para o nosso apartamento. - Nico dizia implorando.
- NUNCA... AGORA SAIA DA MINHA CONFEITARIA, NUNCA MAIS ME PROCURE OU EU CHAMAREI A POLÍCIA. - disse, o puxando para fora da confeitaria, pela gola da camisa. - ESCUTOU? SE EU TE VER NOVAMENTE EU TE CHAMO A POLÍCIA. - disse dando um tapa na cara de Nico e voltando para dentro.

- Não acredito que você fez isso. - disse espantada, assim que contou o ocorrido com o Nico. - Sou sua fã.
- O que mais me deixou indignada, foi o fato dele se fazer de vítima, perguntando se eu que tinha o traído, me poupe, nos poupe. - disse, colocando uma colherada de brigadeiro na boca.
- Pior foi ele perguntando depois de onde você conhecia a Veronica. - mencionava incrédula.
- Graças a Deus me livrei daquele carma. - dizia indiferente.
- Obrigada, de nada. - debochava da amiga.
- Obrigada por estar em minha vida, amiga, não sei o que seria de mim. - disse, abraçando a amiga.
- Amigas são para isso.

Capítulo 5


Londres, 20 de Dezembro de 2011.

- Eu não acredito que você não vai vir para Londres, você prometeu. - Dizia decepcionada
- Baby, eu não tive escolha... - John tentava justificar.
- Eu nem sei porque estamos tentando esse relacionamento a distância... Nunca conseguimos nem nos falar... - Dizia ela mais despontada ainda.
- Baby, não fala assim... Não desiste da gente. - Implorava John. - Eu já te expliquei a importância desse emprego.
- Olha, agora eu já nem sei de mais nada... Eu acho que eu preciso de um tempo. - Considerava ainda nervosa.
- Baby... Por favor... - John já não sabia como convencer do contrário.
- Eu acho que esse tempo vai me fazer bem... Vai me ajudar a colocar as ideias em lugares certos... E você pode focar no trabalho... - Afirmava já em tom de despedida.
- Você mereceu mais do que mereceu essa promoção, você é a melhor funcionária de todas as filiais. - Ele disse na defensiva. - E de quanto tempo estamos falando? - Perguntava ele triste e mudando de assunto.
- Eu não sei, deixa o tempo falar por si só... E vamos estar em contato por causa da empresa... Mas não quero tocar no assunto NÓS enquanto não estiver preparada... Você acha que pode fazer isso por mim? - Questionava .
- Você é a mulher da minha vida, e se é de um tempo que você precisa, eu vou ser paciente... Sempre estarei aqui, você sabe disso... - Concluía John.
- Isso é umas das coisas que eu mais admiro em você, saber respeitar a minha decisão... Mas aqui já é tarde e eu preciso acordar cedo amanhã... Boa Noite. - Finalizava .
- Boa noite, meu amor... Durma bem. - Disse John, logo tendo a ligação encerrada por .
sabia que seria difícil se afastar de John, afinal eles estavam juntos há muito tempo, e essa promoção veio no momento certo.

Ela teria alguns dias livres para as festas de final e ano e então decidiu ajudar na confeitaria, que estava bombando nessa época.
- 's Bakery, como posso lhe ajudar. - atendia o telefone.
- Gostaria de fazer uma encomenda para o Reveillon. - Dizia a senhora no telefone.
- Claro... Em nome de quem seria o pedido? E seria para retirar aqui ou entrega? - perguntava.
- Meu nome é Debbie e eu gostaria que fosse para entrega. - Ela respondeu.
-... Sem problemas, Carrie, faremos a entrega as 18h do dia 31 de dezembro, 's Bakery agradece o seu pedido e lhe deseja um bom dia. - Disse agora finalizando a ligação.
- , acabei de receber um pedido grande para o ano novo, 50 pessoas. - anunciava para , que decorava um bolo.
- Opa, primeira encomenda grande que eu pego. - disse, largando o saco de confeitar. - Deixa eu ver.
- Falei que a confeitaria está ficando cada vez mais famosa? - disse abraçando a amiga.
- Ainda bem que tenho você para me ajudar. - disse, abraçando a amiga.
- Amigas são pra essas coisas, o que acha de passarmos no shopping comprar roupas novas para as festas de final de ano? - perguntou.
- Pra que roupas novas? Se vamos passar só nós duas em casa mesmo? - disse dando os ombros.
- Podemos passar só nós duas, mas podemos fazer uma ceia, sabe da nossa tradição, por favor, amiga. - implorava ajoelhada. - E podemos agradecer a Vicky pelo vestido aquele dia, já faz um mês e nem levei um agradecimento pra ela.
- Ok, deixa eu terminar esse bolo que a cliente está vindo buscar e vamos pro shopping.
- Eu vou fazendo cupcakes para levar para ela, então. - se pronunciou enquanto lavava as mãos

Assim que as duas terminaram as encomendas que tinham pro dia, seguiram para shopping a fim procurar roupas novas. segurava uma caixa com cupcakes pois ela tinha que agradecer os vestidos que ela "ganhou" aquele dia e carregava um refrigerante.
- , olha esses sapatos. - dizia, sendo distraída por uma vitrine cheia de sapatos.
- ... Foco, vamos levar os cupcakes pra Vicky e vemos se tem roupas novas lá, depois vemos os sapatos... Depois eu é que sou a consumista. - mencionou.
- Mas são sapatos, e você sabe que eles têm um efeito sobre mim. - explicava.
- ... Você tem uma coleção de sapatos... Não precisa de mais nenhum por agora. - explicava.
- Ok, mamãe. - disse bufando e batendo o pé.
- Se reclamar fica sem sorvete da próxima vez. - disse, apontando o dedo pra amiga.
- Tudo bem, vamos logo. - Resmungava enquanto pegava uma colherada do sorvete.
- , tem falado com o Matt? - perguntou fazendo um sorriso safado.
- Não, , nem vi mais ele lá no prédio também, só vi aquele dia que ele foi pra cobertura. Quem será que mora lá? - fez uma cara de pensativa.
- Deve ser alguém podre de rico. Ali a loja da Vicky, vamos logo. - disse, puxando pelo braço.
As duas entraram na loja, quando alguém esbarra nelas e faz as duas ficarem cheias de sorvete e os cupcakes totalmente destruídos - gritou:
- NÃO ACREDITO NISSO, POR QUE ESTAVAM CORRENDO, SEUS IDIOTAS, NÃO IMAGINARAM QUE PODIAM TROMBAR COM ALGUÉM? - gritava.
- Shiu, cala a boca, patricinha, não queremos chamar a atenção. - Dizia o rapaz loiro e entrando novamente na loja.
- SÓ PODIA SER O IDIOTA, COMO SEMPRE ESTRAGANDO MINHAS ROUPAS. - continuava gritando.
- Entrem, meninas, rápido, vamos arrumar roupas pra vocês. - Disse o outro, ajudando a a levantar.
- Obrigada, hey, você não é o rapaz tarado que invadiu o provador? - Perguntava franzindo a testa.
Danny procurava as palavras já que era a terceira vez que ele trombava com a moça loira.
- Eu vou achar que você está me perseguindo. - Disse brincando.
- Me desculpa, de verdade... - Danny parecia implorar para ela.
- Não se preocupe, eu estou brincando... A propósito, me chamo . - Disse ela estendendo a mão.
- Danny Jones... - Disse ele, logo sendo interrompido por Vicky.
- Meninas... Danny... Roupas... Não acredito que você fez de novo... - Vicky dizia incrédula.
- Vicky, o que elas quiserem por minha conta e do Tom. - Disse Danny todo prestativo.
- Hey, por minha conta coisa nenhuma... - Disse Tom se esquivando.
- Eu nem quero nada desse babaca, posso muito bem pagar. - disse, escolhendo as roupas.
e vão em direção ao caixa com algumas peças de roupas quando Danny as interrompeu.
- Meninas, as roupas são por minha conta... É o mínimo que eu posso fazer depois da bagunça que causamos. - Disse ele prestativo, já estendendo o cartão de crédito.
- Deve ter sorvete até na calcinha delas. - Tom disse, rindo.
- BABACA. - Gritou dando um tapa na cara dele.
- Não liguem para ele... - Disse Danny.
- Obrigada, Danny, pela gentileza... - dizia.
- Meninas, mil desculpas e vocês podem se trocar nos provadores. - Finalizava Vicky, apontando os provadores.
- Danny só não vai invadir o provador... - disse em tom de brincadeira.
- Por que iriamos invadir o provador de vocês, nós somos Tom Fletcher e Danny Jones. - Disse Tom, debochando.
- Tom Fletcher... Quem? Nunca vi alguém com um buraco tão grande na bochecha. - disse, apontando para a bochecha de Tom.
- Oh sua patricinha... As fãs amam minha covinha... - Disse ele irritadinho.
- Fãs, nossa se elas te conhecem em pessoa deixariam de ser rapidinho, e o que você faz que lhe deixou famoso? Deve ser de um daqueles reality shows super tosco... - debochava.
- O cara do buraco na cara... Deixa elas irem se trocar logo. - Disse Danny rindo e tapa em seu ombro. Elas saíram do provador, com um vestido jeans e com vestido azul florido indo na direção do balcão do caixa.
- Adorei os vestidos, meninas. - Vicky disse sorrindo.
- Desculpa pelos cupcakes, eles eram para agradecer por outro dia... Prometo que trago outro dia. - mencionou.
- Não se preocupem, eu sei que não foi culpa de vocês. - Vicky respondeu.
- Nós vamos indo que o dia é longo ainda. - Disse , se despedido e indo na direção da porta.
- Tom Fletcher... Quem é Tom Fletcher??? - dizia já saindo da loja quando elas foram interrompidas por Danny que as chamava.
- Hey... ... - Danny gritava, correndo na direção delas.
- Danny... - parecia surpresa.
- Caso queira tomar outro "Sex on the beach", me liga... - Disse ele, entregando um papel com o telefone escrito e voltou para a loja.
- Hum... Arrasando corações hein... - Disse arrancando o papel das mãos de .
- ... 89635 DJ.
- Você falou DJ? - perguntou desconfiada.
- É DJ daquele dia da Maddox? - perguntou com um sorriso safado.
- Achei que o DJ era o anão e você ainda fica debochando da minha cara. - deu um tapa na cabeça da amiga.
- Mas agora sou eu que não estou entendendo. - disse confusa.
- Espera ai, ele disse que o nome dele é Danny Jones, certo? - perguntou e recebeu um uhum como resposta. - DJ, de Danny Jones, como somos burras. - deu um tapa em sua própria cabeça.
- Hey, eu não sou burra não, você que está tendo um tombo gigante por ele e não se tocou. - fez uma cara de dã.

Chegando no apartamento as duas foram correndo pegar o notebook.
- Vamos computador, carrega logo. - dizia impaciente.
- Calma menina, até parece que vai casar com o rapaz. - debochava mais ainda da amiga.
- Se eu me casar com ele, pode ter certeza que você será madrinha do casamento, junto com o Tom. - ria da amiga.
- Eu e aquele babaca? O que colocaram no seu café hoje? Até parece. - disse bufando e levantando do sofá.
- Nunca diga nunca. - parecia fazer planos mirabolantes.
- Aff cala a boca, vou na cozinha quer algo? - perguntou já andando nessa direção e apenas balançou a cabeça em sinal de negativa.
- ACHEI. - gritou para a amiga.
- VAI FALANDO QUE EU ESTOU FAZENDO UM SANDUICHE. - gritou novamente para a amiga.
- Eles têm uma banda que se chama McFly, vou colocar um vídeo pra gente escutar uma música deles. - disse.

Hey, I'm looking up for my star girl (Hey, eu estou procurando minha garota estrela)
I guess I'm stuck in this mad world (Eu acho que estou preso nesse mundo maluco)
The things that I wanna say (As coisas que eu quero dizer)
But you're a million miles away (Mas você está a milhões de quilômetros de distância)
And I was afraid when you kissed me (E eu estava com medo quando você me beijou)
On your intergalactical frisbee (No seu Frisbee intergaláctico)
I wonder why, I wonder why (Eu me pergunto por que, eu me pergunto por que)
You never asked me to stay (Você nunca me pediu para ficar)
Oooh...


- Oooh... - cantou logo em seguida involuntariamente.
- Gostou mesmo deles hein... - falou em tom de deboche.
- Ham? - perguntou confusa.
- Está até cantando junto... - explicou.
- Ahh, já escutei essa música na rádio, eles têm uma voz bonita... - disse, entrando na sala.
- Voz linda é? - perguntava com cara de safada. - Pois saiba que é o "babaca" cantando.
- Pode ter uma voz linda, mas continua sendo babaca. - disse, dando ombros.
- Então, Danny Jones, Tom Fletcher, Dougie Poynter e Harry Judd, formam a banda McFly. - ia dizendo.
- Até que eles são talentosos. - disse indiferente.

Continua...



Nota da autora: Sem nota.




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