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Prólogo


Londres, Inglaterra.
Palácio de Westminster, 2015.
Terça-feira, 21h45min p.m


- Ele está fora dos limites!
- Olhe para isso! O povo está se questionando sobre a liderança do Reino Unido!
- O futuro da Grã-Bretanha está na mão de um irresponsável!
- O príncipe está desrespeitando não só a nós como também ao povo!
- Chega! – A voz gutural do Rei Trammor foi escutada na imensa sala do parlamento. O homem de cabelos grisalhos e olhos azuis, Trammor , passou as mãos por seus cabelos em uma tentativa quase falha de se acalmar.
- Entendo que as atitudes de foram erradas, mas, isso não justifica o motivo dos senhores estarem sobressaltando-se dessa maneira!
- Vossa Majestade, o príncipe passou dos limites! Jornais especulam que caso vosso filho assuma o trono, o povo irá pedir por plebiscito com finalidade de abdicá-lo ao trono, ou pior, abdicar a monarquia inglesa! – O vereador Filipe Hamsen exclamou.
- Acalma-se, Filipe, a mídia costuma exagerar bastante. – Lorde Koah disse, fazendo com que a Corte dos Lordes assentissem.
- Nós sabemos como a mídia costuma ser exagerada em relação a tudo, contudo, devemos estar sempre em alerta, não é segredo algum que o príncipe não seja favorito pelo o povo do Reino Unido, em destaque especial para a Inglaterra. – Edgar Dumbar disse, olhando para Trammor, que por sua vez, permanecia quieto, esperando que todos na sala se calassem.
E assim que seu pensamento foi se escutado, quando todas as cortes ficaram quietas, o rei finalmente pôde falar.
- O primeiro ministro está certo, não é novidade para ninguém que meu filho não seja o ente mais querido do Reino Unido, mas, também não iremos exagerar; pode até não ser muito querido, porém, também não é odiado. Entendo claramente a indignação dos senhores perante nossa situação, contudo eu sou o Rei, e sou o pai de , e não admitirei que os senhores falem do meu filho desta forma. – O rei Trammor disse e todos naquela sala assentiram. – Quanto ao comportamento de , irei resolver este problema, meu filho passará a agir como um príncipe, e será treinado para herdar o trono, não se preocupem quanto isso.
- Vossa Majestade, sei que disse que a vossa senhoria iria resolver seu problema com o príncipe , mas, nós da Corte Comum, nos juntamos com a Corte dos Lordes, e pensamos em uma maneira eficaz de resolver nossos contratempos. – Filipe disse e o rei Trammor assentiu.
- Pois diga vereador Filipe.
- Vossa Alteza tem tido problemas por conta de sua irresponsabilidade, precisamos que príncipe demonstre ao povo que é responsável e maduro suficiente para liderar esta nação, e nada pode ser um símbolo de responsabilidade e maturidade do que um relacionamento fixo. – Filipe disse e o Rei franziu o cenho, confuso pelas palavras acanhadas do vereador de Gales.
- Por favor, senhor Filipe, seja claro – A majestade pediu, e Filipe coçou a testa franzida, tentando achar uma maneira mais conducente de explicar sua fala.
- O que o vereador Filipe quis dizer, Vossa Majestade, é que vosso filho tem que se casar. – Koah disse e Trammor franziu a testa.
- Os senhores estão sugerindo que A Seleção volte? – O rei perguntou, vendo Koah e Filipe assentirem.
- Seria uma boa ideia vossa Majestade; precisa ser visto como um homem responsável, capaz de liderar quatro países. Um casamento mostraria isso a ele, sem contar que seria a solução para o fim das festas em que vosso filho vem frequentando. – O primeiro ministro disse, e Trammor assentiu.
- Sim, senhor Dumar, mas, nossa última seleção foi a do casamento de meu falecido pai. – Trammor disse e Edgar assentiu.
- Pense, Vossa Majestade, A Seleção tornará mais responsável, e o deixará mais próximo ao povo. Vossa Majestade me perdoe pelo que irei dizer, mas Vossa Senhoria irá deixar o trono logo mais, e por mais que não tenha o príncipe como único filho, pela constituição do Reino Unido, o seu primogênito herdará o trono, isso faz o futuro Rei. – Lorde Francis disse e o Rei assentiu.
- Irei pensar sobre o assunto, senhores. Agradeço por sua sugestão. – o Rei disse e os membros do parlamento inglês assentiram.
- Dou como encerrada esta reunião. – Trammor disse, logo saindo da sala. O lado de fora do Palácio de Westminster havia uma legião de paparazzys e repórteres, todos na expectativa de ter uma palavra com o rei, a fim de falar sobre seu filho.
Mas Trammor não queria falar com nenhum deles sobre isso, na verdade, ele queria conversar com . Seu filho havia passado do limite mais uma vez, e apesar de não temer pelo o que Koah disse, Trammor temia pelo o que a população pensava sobre seu filho.
- Vossa Majestade, para onde quer ir? – Josh Kerman perguntou para o rei.
- Para o palácio, Josh. Preciso falar com . – O rei disse e seu guarda assentiu, pegando seu walkie-talkie para falar com os outros seguranças.
- Vossa Majestade sairá pela saída leste, mande Turman preparar o carro para o palácio. – Josh disse, e voltou sua atenção para o rei.
- Vamos, Vossa Majestade?
- Vamos. – Trammor disse, caminhando ao lado de seu guarda real, com a ideia sobre a seleção ser boa para seu filho.




Capítulo 1


“You're a real-life fantasy
But you're moving so carefully
Let's start living dangerously”
- Cake By The Ocean, DNCE



A seleção está de volta! – Confirma o jornal britânico Daily Mail UK.


Nesta manhã, o jornal diário Daily Mail UK anunciou que a seleção está de volta. Segundo o jornal, o assessor de imprensa da realeza acabou de notificá-los sobre essa notícia maravilhosa! E tem mais, a assessora, Ginger Bymmer, ainda confirmou que todas as nossas mulheres entre 19 à 23 anos poderão e deverão participar da competição. Elas entregarão suas fichas até este sábado, e as deixaram em uma caixa de correio que se encontraram no parque de Buckingham. A assessora ainda diz que o Rei irá falar abertamente sobre isso no horário nobre no jornal das oito horas, sexta-feira.
Bom, quem será das nossas plebeias que irá se casar com o príncipe ? Ou pensando melhor, o que será que o nosso príncipe está achando dessa notícia?


- Pai! Eu realmente espero que seja um rumor isso que acabei de ler nessa porcaria de jornal! – o príncipe disse, adentrando o escritório real. Trammor se assustou com a entrada repentina de seu filho, mas logo se acalmou; havia lido o jornal.
- Ei, fale mais baixo, sua mãe e sua irmã estão dormindo. Além do mais, nossos criados não são obrigados a escutar seus berros logo de manhã. – Trammor disse e riu sem humor, apertando o jornal em seus dedos longínquos.
- Que porra é essa, pai? – perguntou, ignorando a fala de seu pai. Trammor passou as mãos por seus cabelos grisalhos, antes de olhar para seu filho.
- Você irá se casar. – o rei respondeu calmo, e rápido. o olhou com as sobrancelhas arqueadas, logo rindo.
- Pai, por favor, casar? Isso é meio ridículo, não acha?! – perguntou para o rei, que continuava a encará-lo com as feições endurecidas.
- , eu não estou brincando, você vai se casar sim. – Trammor disse e o olhou sério, vendo que a fala de seu pai era verdadeira.
- Que merda você tá fazendo?
- Estou te obrigando a agir como o homem que você deve ser. – As palavras do rei foram suficientes para soltar um riso incrédulo.
- E resolveu me casar com qualquer uma dessas garotas para me obrigar a fazer isso? Por favor, pai. Pensei que estávamos no século XXI. – disse e Trammor assentiu brevemente, não deixando-se afetar pelo o tom sarcástico de seu filho.
- Você ultrapassou os limites, . Você está sendo a primeira capa de todos os jornais da Grã-Bretanha sendo autor de coisas inadmissíveis! Apostas de rachas, sexo em lugares públicos, brigas com paparazzy, ida constantes em festas. Isso não é adequado para um príncipe, isso não é adequado para o futuro rei do Reino Unido, ! Você é um príncipe não um maldito rock star, meu filho! – o rei disse nervoso, a sua veia da testa estava dilatada, pulsando devido seu nervosismo.
- Vai me casar só porque estou agindo como um cara da minha idade?! Eu quero que se foda tudo isso, pai. Não pedi para ser príncipe, não pedi para ser da realeza! Não sou obrigado a ser educado com todos, não sou obrigado a ter que viver pensando nos outros! Eu tenho o direito de me divertir, tenho o direito de ser quem eu sou! – exclamou, vendo seu pai estreitar seus olhos azuis.
- Você é um príncipe, , querendo ou não! Portanto você deve começar a agir como um príncipe! Você não tá mais na idade de agir como um adolescente rebelde, agora você é um homem, e é meu sucessor ao trono, então sim, você é obrigado a ser educado com todo mundo, e é obrigado a pensar nos outros, porque esse é seu povo. Você viverá por eles, e sinto muito por ter tido que tomar medidas drásticas, mas foram suas atitudes que me levaram a tomar essa decisão! – O rei disse, vendo seu filho o olhar com os olhos frios, quase cortantes.
- Quem está falando comigo, meu pai ou o rei da Inglaterra? – perguntou com as palavras cheias de deboche.
- O seu pai e o rei da Inglaterra. Agora, , vá para seu quarto e se prepare para o longo dia que teremos. Você tem muitos compromissos, e seu treinamento começará hoje. – O rei disse, olhando para seu filho que apesar de ter muita vontade de argumentar contra seu pai, saiu do escritório do mesmo com um único pensamento rondando sua mente: ele não iria se casar.

*****


Londres, Inglaterra.
08h23min, 2015.
Universidade de Londres, Campus.


- Uau! Então quer dizer que o engomadinho vai casar? – Bucchampel perguntou assim que encontrou suas amigas no campus da faculdade; e Jane.
- Pare de falar assim dele, ! Ele é o seu príncipe! – Jane falou, fazendo e rirem.
- Meu príncipe nada, ele é um engomadinho metido a rebelde. – a morena disse, torcendo o nariz.
- De qualquer maneira, acho que ele está bem puto com isso, não faz o tipo que namora, quem dirá de casar! – disse e suas amigas assentiram.
- Boatos dizem que ele se casará com a princesa da Bulgária. – Jane disse e riu.
- Acho que não, Jane. Pelo que eu acho certo, ele deve se casar com alguém do Reino Unido. – a mais baixa disse, vendo as duas garotas a sua frente se entreolharem.
- Ei! Não é como se eu tivesse me oferecendo, apenas digo isso, porque seria o correto, imagina o quão estranho seria se a nova rainha fosse da Bulgária. Não tem lógica! – disse defendendo, sua fala. riu.
- Okay, Dan, já entendemos. De qualquer maneira, ele vai se casar com uma britânica mesmo, pelo o que li no The Sun, acontecerá A Seleção, e o príncipe pode se casar com qualquer uma de nós, quer dizer, de vocês, já que eu sou americana. – disse e abriu sua boca em surpresa.
- Você está brincando? Que bosta! – Bucchampel exclamou, rindo. Jane, por sua vez estava estática com a notícia.
- , isso é verdade? – Jane perguntou e assentiu. – Puta merda! , é a nossa chance!
- Como? Jane, isso é patético! – disse rindo incrédula de sua amiga loira – Não vou participar disso!
- ! Você está se ouvindo?! Uma de nós duas poderá ser rainha e de quebra ganhar como marido! O que disso soa patético para você? – Jane perguntou e fez um estralo com a boca.
- Tudo! Jane, qual é, a seleção é uma competição machista, inteiramente machista! Trinta e cinco garotas irão competir para se casar com o príncipe! O que disso não soa patético para você? – repetiu a pergunta da amiga, que a encarou atônita. – pode até ser bonito, Jane, mas, não será o meu marido, jamais.
A loira encarava com certa incredulidade, como ela não entendia que aquela era a chance da qual elas sempre sonharam? Elas poderiam subir na vida só por participar da Seleção! Além do mais, o príncipe era lindo, o sonho de toda mulher! Como não queria se casar com ele? Como ela não queria competir por ele? As perguntas de Jane foram interrompidas pela a voz de .
- Bom, gente, não sei vocês, mas tenho aula agora de estatística e probabilidade, vou indo! – disse e assentiu, pegando seu celular do bolso.
- Tenho aula de debate hoje, iremos discutir sobre Orgulho e Preconceito, nem preciso falar que fiquei bastante ansiosa, né meninas? – perguntou sorrindo, vendo suas duas amigas rirem.
- Beijos, e nos encontramos na hora do almoço. – a morena disse, e rumou-se para a sala de aula. Seria um longo dia, ela pensou, enquanto adentrava o prédio da universidade.

*****


Londres, Inglaterra.
Castelo Buckingham.
08h43min, 2015.


- Universidade de Londres? Pai, pelo que eu saiba, eu já me formei e foi em Cambridge. – falou debochado, ajeitando o terno em seu corpo.
- Meu filho, me diz quando você se tornou tão engraçado? – Trammor disse, levantando-se da cadeira de seu escritório. – Vamos lá para dar o anúncio, vai ser no horário do almoço e além do mais, a maioria das suas futuras noivas vão estar lá. – O rei disse, caminhando até seu filho.
- Eu ainda não aceitei essa ideia, Rei Trammor. – o príncipe disse e seu pai assentiu.
- Eu sei, meu filho, mas para sua infelicidade, você não tem muito o que aceitar, não é mesmo? – Trammor perguntou e bufou, resolvendo ignorar a fala de seu pai.
- Que horas nós vamos? Essa gravata já esta começando a me sufocar. – disse afrouxando sua gravata, fazendo seu pai rir.
- Oras, , você já foi mais homem!
- Ser homem é bem diferente de ser obrigado a gostar de usar gravatas, pai. – disse, encostando-se na prateleira de livros de conteúdo legislativos.
- Pois saiba que quando você passar a ser Rei, usará terno e gravata para tudo, meu filho, sem contar que você um dia vestirá o uniforme real. – Trammor disse e rolou os olhos, demonstrando sua falta de interesse.
- Pai, seria muita hipocrisia se eu abdicasse o trono? Felicity seria uma ótima rainha. – falou e seu pai negou.
- Felicity tem dezenove anos, ainda é uma menina. Você foi treinado sua vida toda para isso, , não há chance de você abdicar o trono e o legado de ser rei. Você nasceu para isso, meu filho. – Trammor falou e riu com escárnio.
- Você já se perguntou se é isso o que eu quero? Pai, eu não me vejo sentado nessa poltrona, comandando quatro países. – disse e seu pai o encarou com as sobrancelhas arqueadas.
- E no que você se vê, ? Vivendo em festas? Beijando e comendo milhares de mulheres? Meu filho, você tem responsabilidades, sempre as terá. – O rei disse, apertando o ombro de seu primogênito. riu sem humor, guardando suas palavras cheias de sarcasmo para si, seu pai não entenderia que ele não queria aquele trono.
- Vamos para Universidade de Londres agora, para você anunciar A Seleção. Pode parecer que não, filho, mas, eu estou fazendo isso por você. – Trammor disse, e seu filho deu de ombros, caminhando ao lado de seu pai para a principal faculdade de Londres.

*****


Universidade de Londres – 12h32min PM.

- Céus, que caos é esse aqui? – perguntou, caminhando ao lado de Jane para o campus da faculdade.
- Não sei, começaram a montar esse palco às dez horas e olha só isso! Deve ser alguma bandinha do curso de música querendo atormentar nosso almoço. – a loira disse, fazendo rir.
- Sua insensível! – a morena disse, caminhando com sua amiga até o outro lado do campus, tentando encontrar naquela multidão, a menina foi achar sua melhor amiga conversando com um homem ao lado do palco, alto e de vestes pretas. Com toda certeza não era um aluno, muito menos um funcionário da universidade. Não tardou para que avistasse sua melhor amiga, a chamando com um gesto.
- está nos chamando, vamos Jane. – disse, puxando a loira que provavelmente olhava para algum estudante de engenharia que circulava pelo o campus. As duas amigas caminharam uma curta distância até onde estava, finalmente chegando próximo a morena de cabelos longos.
- Gente, esse daqui é o Jonah, um antigo amigo meu lá de Nova York. Ele é um dos soldados do palácio, acreditam? – falou, apresentando o homem de íris azuis claras e cabelos louros.
- Sou a , e essa daqui é a Jane. – disse, apresentando ela e sua amiga, Jane exibiu seu sorriso carregado com teor malicioso, fazendo rir baixo daquilo.
- Bom, Jonah, não é por nada, mas o que faz um soldado do palácio em pleno ao campus da Universidade de Londres, no horário de almoço? – Jane perguntou, vendo o soldado real, molhar os lábios.
- Não posso ser muito explícito sobre esse assunto, mas digamos que vocês receberão um anúncio. – Jonah falou, vendo a feição das garotas se tornarem curiosas.
- Bom, se formos pensar pela a lógica; se Jonah trabalha para o rei, e está aqui para anunciar algo, o anúncio deve ser relacionado à realeza. – disse e Jonah balançou sua cabeça para os dois lados.
- Quase isso. – o moreno falou e riu, fazendo um hi-five com .
- Bom, meninas, vocês me deem licença, mas tenho coisas a fazer. , foi muito bom te encontrar. e Jane, foi um prazer conhecer vocês. – Jonah disse e as meninas sorriram, vendo o moreno fazer o mesmo, logo se afastando das três garotas, rumando-se para a entrada.
- O que vocês acham que é o anúncio? – Jane perguntou, virando-se para as meninas.
- O rei provavelmente vai dar uma mini palestra sobre o quão importantes são os jovens para o futuro da Grã-Bretanha, ou algo parecido, vocês sabem ele fez isso algumas vezes ano passado. – falou, caminhando com suas amigas para frente do palco.
- De qualquer maneira, tenho que pegar meus livros na biblioteca. Vocês acreditam que o professor Ramphis pediu resenhas de três livros diferentes? Um de romance, outro de drama, e o outro de suspense, ou seja, vou passar o fim de semana lendo, e escrevendo.
- Caralho, esse professor não sabe que você tem uma vida social, não? – perguntou indignada e riu negando.
- Minha vida social ultimamente está quase sendo morta. – disse e Jane assentiu.
- Pura verdade, nem me lembro mais quando você saiu para uma balada com a gente, sério, , faz meses! – A loira exclamou e riu.
- Vocês sabem que a culpa não é minha, meus professores estão enfiando a faca na minha jugular, amo ler e escrever, gente, mas daqui há pouco nem vou mais achar a minha cama de tanto livro que tem no meu quarto. – disse e suas amigas riram.
- Você escolheu esse curso, amada, agora lide com as consequências. – Jane disse e ergueu o dedo médio para sua amiga.
- Vai se foder, Jane! Agora eu tenho que ir rápido pegar os livros, porque daqui há pouco a Senhora Martin vai fechar a biblioteca para o horário de almoço. – disse e a olhou arregalando os olhos.
- Você vai perder o anúncio! – disse e negou.
- Não irei, prometo voltar a tempo de escutar a nossa Majestade. – disse rindo, vendo suas amigas rolarem os olhos devido o seu deboche.
- Então vá logo, seria uma falta de ética ficar sem ver o anúncio do rei Trammor. – Jane disse e assentiu, caminhando para fora do fluxo de pessoas.

*****


- O rei já sabe o que irá falar? – Ginger falou, a mulher era a assessora de imprensa da família real, e trabalhava para a monarquia desde seus vinte e sete anos.
- Sim, Ginger, decorei seu texto inteiro no caminho do palácio até aqui. Já não posso dizer o mesmo de . – Trammor disse, e olhou ligeiramente para seu filho que flertava com uma das maquiadoras.
- irá saber o que falar, Majestade, ele sempre sabe. – Ginger falou, e o rei passou a mão pelos seus fios grisalhos.
- Ele não está nenhum um pouco a vontade com a ideia da Seleção, não sei se fiz uma boa escolha. – o rei falou, e a mulher de cabelos louros sorriu amena.
- Nem sempre você faz as melhores escolhas, Trames, mas, você sempre obtém os melhores resultados com elas. ficará bem. – a assessora disse, e o rei sorriu, tocando na mão de Ginger.
- Obrigado, Ginger. Por tudo – ele falou e a mulher sorriu, afastando-se do rei da Inglaterra.
- , já está pronto? – A assessora perguntou, vendo o príncipe sorrir de forma galanteadora para a maquiadora, que saiu de perto dele vagarosamente com um meio sorriso nos lábios.
- Sim, Bymmer. – falou, levantando-se da cadeira em que se sentava, alongando suas costas.
- Ótimo, pois você e seu pai têm dez minutos para ensaiarem o que irão falar para todos desta faculdade, lembrando que a impressa está lá fora também, ou seja, não quero nada amador. – a loura disse e assentiu; o moreno molhou seus lábios e sorriu para a assessora.
- Ginger, antes disso tudo, eu queria sair um pouco para arejar, sabe, ainda não estou cem por cento com essa ideia maluca da Seleção. – disse em um tom de falsa condolência. A loura o olhou desconfiada.
- , não pense que irá fugir disto. Saiba que por precaução, coloquei dois dos melhores soldados para monitorar você. – Ginger falou e riu, se aproximando da mulher.
- Não irei fugir, Madame Bymmer, eu irei apenas tomar um ar. – ele falou e a assessora suspirou derrotada.
- Okay, pode ir. Mas volte a tempo de poder ensaiar suas falas com seu pai, tudo bem?
- Tudo, dona Ginger, agora se a senhorita me der licença, tenho que aproveitar meu tempo livre. – O príncipe disse, e saiu da sala, deixando a assessora rindo de seu comportamento. Ginger sabia o que iria fazer, ele estava flertando o tempo todo com a nova maquiadora, e apesar de correr o risco de uma catástrofe acontecer, não seria a assessora que não permitiria que o jovem príncipe aproveitasse suas últimas conquistas alheias.

*****


- Senhora Martin, muito obrigado! Sei que tem muita coisa para fazer, e que queria estar almoçando agora, mas a senhora está aqui me deixan...
- Senhorita Bucchampel, se você me agradecer mais uma vez, irei pegar esses livros e mandarei a senhorita voltar amanhã para pegá-los. – a senhora de cabelos pretos tingidos falou, fazendo calar-se imediatamente.
- Certo. – a menina murmurou, vendo a senhora sorrir enquanto digitava o empréstimo no registro.
- Pronto, pode levá-los. – Wanda falou, e sorriu.
- Obri... Tchau, senhora Martin. – falou e a senhora riu, maneando a cabeça. saiu da biblioteca, equilibrando seus três livros, enquanto com a outra mão pegava o celular para mandar uma mensagem para sua amiga, avisando-a que estava indo para o campus.
- Ei, garota! Você estuda aqui? – uma mulher alta e de cabelos ruivos perguntou à . A morena limitou-se em balançar a cabeça e voltar a escrever sua mensagem. – Poderia me informar onde fica o auditório daqui?
- Para que você quer saber? – perguntou por fim, guardando seu celular no bolso de sua calça jeans. A mulher rolou os olhos.
- Porque eu combinei de encontrar uma pessoa importante lá. – a ruiva disse, e a olhou desconfiada.
- Último andar, virando a direita. – Bucchampel falou e a ruiva sorriu largo.
- Obrigado, docinho de coco! Prometo lembrar de você quando estiver famosa. – a mulher disse e riu, negando e voltando a caminhar para a saída da faculdade.

*****


“Auditório.
xx Fran.”


leu a mensagem e riu baixo. “Aquela maquiadora era esperta”, ele pensou enquanto virava um corredor da universidade. O príncipe mal pôde acreditar quando Ginger o deixou sair para “arejar”, é claro que ele sabia que a assessora tinha noção de seus planos, ela conhecia desde quando ele era um bebê, sabia que o único ar que iria sentir seria da respiração da maquiadora de baixo de si.
também sabia que a assessora o deixou ir, pois aquelas seriam suas últimas trepadas com uma desconhecida. Em poucos minutos A Seleção iria ser anunciada e ele presenciaria trinta e cinco garotas disputando para se casar com ele, ganhando a coroa. Aquela maldita coroa. sabia que havia feito muitas coisas erradas no decorrer dos anos, e que seu pai um dia tomaria uma atitude, o que ele nunca imaginou é que essa atitude seria tão radical; casar nunca lhe pareceu uma opção para mantê-lo quieto, mas, quando deitou sua cabeça no travesseiro na noite em que seu pai o falou, ele viu quão séria aquela opção era.
Se casar iria implicar em muitos deveres e responsabilidades, ele ficaria preso a uma pessoa que não gostava, e mesmo que tivesse casos escondidos, nunca poderia se apaixonar por alguém de verdade, pois estaria casado, e a opção do divórcio era inválida. estava distraído demais em seus pensamentos sobre seu futuro para ver que uma garota estava caminhando em uma direção oposta a ele, fazendo com que seus corpos se chocassem.

- Mas que merda! – exclamou ao sentir seu corpo ser arremessado contra o chão da faculdade. – Você não vê por onde anda não? – A garota perguntou nervosa, enquanto se ajoelhava no chão, para pegar seus livros que haviam caído no chão liso da universidade.
- Cacete! Eu quem digo isso! Foi você quem me empurrou. – disse, se recompondo do atrito e finalmente olhando para a menina ajoelhada no chão, pegando seus livros. riu irônica, pronta para responder algo ácido ao rapaz ao erguer seu olhar para ele, contudo, sua fala ficou presa na garganta quando tomou conta de quem se referia.
- Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. – a menina falou baixo, ainda encarando . O príncipe sorriu debochado olhando para a bela garota de olhos e seios fartos.
- Acho que alguém precisa dar as reverências para o príncipe, hun? – perguntou e molhou os lábios.
- Darei minhas reverências para Vossa Alteza, quando você me pedir desculpas. – disse rápida, ao menos se dando conta do que estava falando. abriu a boca surpreso, logo deixando seus lábios se repuxarem em um sorriso; ele havia achado aquela garota interessante.
- Sou seu príncipe, senhorita, você me deve respeito. – disse, e rolou os olhos, empilhando seus livros e os pegando do chão enquanto se levantava.
- Você não é meu príncipe, . Você é o príncipe, mas não o meu. – Bucchampel disse e virou suas costas, voltando a caminhar para a saída da faculdade. olhou para a menina e sorriu sacana, observando a garota se afastar de seu campo de visão.
Foi só quando estava completamente sozinho, que se lembrou de Franscienca, a maquiadora. estava pronto para voltar a caminhar quando escutou a voz de seu guarda.
- Príncipe , seu pai lhe aguarda, vamos. – Paul disse e bufou baixo, virando-se para o mais velho.
- Vamos. – o príncipe falou e seguiu seu guarda, rumando-se para a sala do diretor, onde seu pai se encontrava.

*****


- Céus, ! Pensei que não chegaria a tempo! – Jane exclamou assim que encontrou sua amiga, no meio da multidão de alunos em frente ao palco.
- Desculpe, aconteceram alguns imprevistos. Cadê a ? – perguntou e Jane apontou para frente do palco.
- O rei já está subindo no palco, reservou um lugar bom para gente ver ele. – A loira disse, enquanto caminhava com para onde se encontrava.
- Por que diabos a van da Daily Telegraph está aqui? – perguntou, vendo a quantidade de repórteres em frente a universidade. Jane arrumou seu cabelo, olhando para uma das câmeras filmadoras.
- Porque o rei irá fazer um anúncio. – ela disse simples, e piscou algumas vezes, até perceber do que se tratava: A Seleção.
- Céus, eles vão levar mesmo essa ideia adiante? – a morena perguntou, e Janette assentiu.
- Sim, você não está animada?! Uma de nós pode se tornar a futura rainha! – Jane falou e riu, incrédula.
- Já te disse o que eu acho disso, não irei mudar a minha opinião. – disse e agradeceu aos céus por terem finalmente chegado onde estava.
- Finalmente! Pensei que as duas tinham ido pastar! – disse e riu do exagero da amiga, se colocando ao lado da mesma.
- Eu tive uns imprevistos, o lado bom é que cheguei a tempo de ouvir as baboseiras do rei. – disse e arregalou os olhos, em sinal de repreensão.
- Sabe, , às vezes você nem parece ser inglesa, seu anti patriotismo é de insultar. – Jane falou e riu da fala da amiga.
- Não sou antipatriota, Jane, pelo contrário, viveria e morreria pela Grã-Bretanha, só não sou a favor da monarquia. Meus pensamentos são diferentes dos de todo mundo, apenas. – disse e sorriu para a amiga, que apenas deu de ombros e murmurou um “que seja”. Em meio a esse curto silêncio, foram se escutado o instrumental do hino da Inglaterra, era o aviso de que o rei estava subindo ao palco, fazendo com que todos parassem de conversar e olhassem atentos para o palco.

****


- Dois minutos para vocês subirem ao palco. Por favor, me digam que decoraram o texto. – Ginger falou exasperada, enquanto caminhava com o príncipe e o rei rumo ao Campus da faculdade.
- Madame Bymmer, você já nos perguntou isso três vezes, e nas três nós respondemos que sim. – falou calmamente, enquanto sentia as maquiadoras dando os últimos retoques em seu rosto com um pincel.
- , mesmo que você tenha me dito isso três vezes, sei que está mentindo, então, por favor, deixe seu pai falar sozinho e apenas sorria, concordando com ele no final do anúncio. – Ginger disse e riu incrédulo.
- Não posso mentir para meus súditos, meu pai me deu essa educação. – falou e sentiu o olhar pesado de seu pai em si.
- , por favor, não complique mais as coisas do que elas já estão. Apenas faça o que a Ginger mandou. – O rei disse em um tom que não iria questionar. assentiu contrariado, e voltou a caminhar com seu pai.

Em poucos minutos eles estavam subindo no palco. Ginger deu as últimas coordenadas e um “boa sorte”, antes que eles finalmente estivessem sob o olhar de todos os alunos e professores da Universidade de Londres.
Os aplausos surgiram assim que tiveram sua primeira aparição no palco mediano e eles aumentavam conforme o rei e o príncipe se aproximavam do centro, o que não tardou a acontecer. Assim que os dois se posicionaram de frente ao público, o rei levantou a mão, pedindo por silêncio, e assim todos fizeram.
- Boa tarde, peço desculpas por estar atrapalhando o almoço dos estudantes e professores dessa universidade, mas meu filho e eu temos um anúncio muito importante para fazer a todos. – O rei Trammor disse, logo dando uma pausa para continuar. – Como todos leram, ou escutaram, A Seleção está de volta. Após uma reunião com o parlamento, nós decidimos trazer essa competição de volta, com fim de aproximarmos mais uma vez a monarquia de seu povo. Como todos sabem, a seleção admite trinta e cinco garotas nascidas no Reino Unido, ou seja, pode ter a naturalidade britânica, irlandesa, ou escocesa. As primeiras e mais importantes informações que iremos dar hoje, além da naturalidade, é a faixa etária; as participantes devem ter de dezenove a vinte e três anos, e devem frequentar universidade. Amanhã às 20h irei anunciar as outras informações, a partir de amanhã estaremos deixando caixas de correios azuladas com o brasão da realeza em praças e entradas de universidades de todo o Reino Unido para que vocês possam deixar os formulários de vocês, estes que serão entregues em aula para vocês. Lembrem-se que só iremos receber as cartas até o sábado às 21h00min, pois no domingo iremos anunciar as trinta e cinco garotas escolhidas.
- Bom, era apenas isso, mas, uma vez peço desculpas, e conto com a colaboração de cada aluna desta universidade, dos pais e de cada cidadã do Reino Unido. O príncipe irá se casar, e tem a chance de ser com você. – O rei disse por fim, recebendo muitos aplausos e assobios. Trammor olhou para seu filho, que sorria para o público, piscando para algumas garotas. Agindo da forma que sempre agia quando estava em frente ao público, transmitindo falsas emoções, o rei suspirou e foi até seu filho. Ambos acenaram e por fim saíram do palco, sendo recebidos por vários fotógrafos, repórteres e alunos.
- Bom, vamos ver até onde isso vai ir. – murmurou ao seu pai, enquanto caminhava com ele até o grande carro blindado.

*****


- Você ouviu? Ele disse: “O príncipe vai casar, e pode ser com uma de nós”. , você não vê a gravidade do assunto! Podemos ser a rainha! – Jane falou e rolou os olhos para a amiga.
- Por favor, Jane! Quantas vezes eu vou ter que te falar que eu não dou a mínima para isso? Não irei entrar nessa competição idiota! – disse, colocando seus livros na mesa do refeitório e vendo Janette sentar-se frente à ela.
- qual é o seu problema?! Pela primeira vez na vida, você vai ter a chance de ser reconhecida mundialmente, e de se casar com o cara dos seus sonhos, mas você diz não?! Amiga, essa oportunidade não vai bater na sua porta duas vezes!
- Jane, eu não me importo! não é o cara dos meus sonhos, eu não dou a mínima para a realeza e seus atributos. Eu nem ao menos, sou a favor da monarquia! Céus! Você quer participar, participe! Apenas não me arraste para essa maluquice. – A morena disse estressada com a amiga. Janette ficou encarando por longos segundos, e finalmente se pronunciou.
- Eu sei por que você está assim, é por causa do Keith. Você só não quer participar porque acha que ele vai voltar, mas eu vou te dizer uma única coisa, , ele não vai. Pare de agir como se ele fosse e foca no seu futuro! – Jane disse, e saiu da mesa, deixando uma boquiaberta e sem chão.
- Não é verdade. – disse assim que sentou-se ao seu lado com a bandeja. – Não estou esperando por ele, não é verdade. – disse mais uma vez, e sorriu compreensiva, a dando um abraço.
- Sabe, Jane não fez isso por mal, ela só quer que você siga em frente, todas nós queremos. – disse e assentiu.
- Eu estou tentando. – a menina murmurou, sentindo seus olhos começarem a lacrimejar. – Eu juro que estou.
- Eu sei, amiga, eu sei... – continuou abraçando , a dando total apoio para não deixar sua amiga desmoronar ali.
Falar de Keith não era uma coisa boa para Bucchampel. O garoto foi seu namorado por dois longos anos, foi o primeiro amor de , e também foi o primeiro cara que quebrou seu coração. Já fazia cinco meses que eles haviam terminado, na verdade, fazia cinco meses que ele havia a deixado. Ele simplesmente sumiu de Londres sem deixar nenhuma pista de onde iria, apenas uma mensagem na caixa eletrônica e algumas peças de roupas.
tomou uma lufada de ar antes de sair do abraço de . Não choraria mais por Keith, ela tinha que seguir em frente.
- Bom, vamos mudar de assunto. – disse e assentiu, roubando a maçã que estava no prato de sua melhor amiga. – Nem sabe quem acabou de me dar três entradas VIP para a Libertine hoje: Joah, o calouro em administração. – disse e riu.
- Por que diabos, ele te deu essas entradas?
- Porque ele disse que eu sou linda e que tenho amigas lindas. – disse e riu.
- Ele quer ficar com você lá, só não deu apenas uma entrada para você para não parecer antiético. – disse e soltou um gritinho ofendido.
- Claro que não! – ela disse e a olhou erguendo sobrancelha. – Okay, ele quer ficar comigo, mas não vai rolar. Joah é até bonitinho, mas não!
- Oras, por que não? Você disse que ele te deu entradas, e você ainda o acha bonitinho. Qual é o problema?
- minha amiga, ele é calouro. Vamos frisar o termo “calouro”, não fico com calouros – disse e ergueu seu ombro, colocando um pedaço da torta de limão em sua boca.
- Você já foi caloura um dia. – cantarolou e a ergueu o dedo médio.
- Sim, mas isso não vem ao caso, isso não vai acontecer. – disse e continuou a olhando. – Não mesmo! Agora, por favor, vamos mudar de assunto. O que aconteceu que você demorou tanto?
- Você nem vai acreditar, eu trombei com o príncipe e a gente teve uma discussão. – disse e engasgou com o ar. A mais baixa fez menção de ajudar a amiga, contudo ergueu a mão, indicando que estava bem.
- Como?
- Bom, eu estava voltando da livraria, confesso que estava um pouco distraída, mas isso não vem ao caso, pois o príncipe esbarrou em mim, a trombada que ele me deu foi tão forte que eu perdi meu equilíbrio, e acabei com a bunda no chão. – disse e assistiu sua melhor amiga cair no riso.
- , para! – falou e a morena assentiu, calando-se. Quando Bucchampel iria falar, riu novamente.
- Desculpe, mas a imagem é engraçada. – falou e riu novamente, respirando forte para poder parar. – Certo continue.
- Ótimo. Continuando, eu caí de bunda no chão e todos meus livros caíram no chão também, o que me deixou emputecida. Então comecei a proferir palavras grossas e ele falou que fui eu quem o empurrou, sendo que quem estava no chão de nós dois, era eu. Eu ia responder ele mais uma vez, só que quando eu olhei para cima, dei conta de que estava falando com o príncipe. – disse, e bebeu um pouco do suco de laranja de sua amiga.
- E aí?
- Ele pediu as reverências e eu o disse que só daria se ele pedisse desculpas, aí ele falou que eu devia ter mais respeito pelo o meu abre aspas, “príncipe”, fecha aspas, e eu disse que ele era o príncipe, e não o meu. – disse orgulhosa, e a olhou com os olhos estreitos.
- Amiga, te aconselho a não participar dessa seleção, irá fazer o inferno na sua vida se você participar. – disse e riu, assentindo.
- Oh sim, ele fará. Mas não se preocupe, , esse formulário que vou receber na próxima aula não será assinado, e muito menos enviado. – disse e riu.
- Bucchampel, você, minha amiga, não presta. – a mais velha disse e riu. – Qual é a sua próxima aula?
- História do arcadismo. – disse e fez uma careta.
- E a sua?
- Matemática avançada III. – disse e fez uma careta.
- Boa sorte com seus números.
- Sempre tenho, e você boa sorte com a sua história do arcadismo. – falou e riu, pegando seus livros.
- Sempre tenho. Vou indo. Não me espere para ir embora, vou almoçar com meu pai. – disse e riu.
- O delegado vai buscar a filhinha, que tudo!
- Vai se foder, ! – falou, e andou para fora do refeitório, rindo sozinha de sua melhor amiga.

*****


Palácio de Buckingham – 13h34min.

- Como foi lá? – A rainha Amberly perguntou quando viu seu filho adentrar o escritório de seu pai.
- Uma droga. – disse e sua mãe abriu a boca indignada.
- Trammor, você ouviu o que seu filho acabou de falar?
- Sim, Amby, mas vamos dar um desconto ao moleque, hoje está sendo um dia difícil. – Trammor falou e a rainha olhou para os dois homens a sua frente.
- Se não fosse um completo irresponsável que só serve para manchar o nome desta família, ele não estaria tendo um dia longo. Muito menos você, Trammor, mas isso só está acontecendo porque você passa a mão na cabeça dos nossos filhos, principalmente daquela ingrata da Felicity. – Amberly disse, servindo-se de champanhe.
- O que Fizz fez dessa vez, mãe? – perguntou entediado, enquanto bebia um gole de seu Burbon.
- O que ela não fez, não é mesmo?! Ela anda falando com uma menina coberta de tatuagens, Grenda é o nome daquele ser podre. Me pergunto o que eu fiz para ter dois filhos tão ingratos como você e Felicity. – a rainha disse, bebendo todo o conteúdo da taça de vidro.
- Amby, deixe nossa filha, ela apenas está se descobrindo, você sabe como são os jovens de hoje em dia...
- Trammor, faça-me favor! Felicity é uma princesa, ela não tem o que se descobrir! Já não bastam os estragos que seu filho fez, vou ter que lidar com mais outra manchete no jornal manchando o nome da nossa família? Aja como pai e vá falar com a sua filha, porque ela já me encheu a paciência, hoje. – Amberly falou e se retirou do escritório, ergueu o copo para sua mãe, e riu logo após.
- Às vezes, minha mãe se esquece que não é só rainha da Inglaterra, como também é mãe. – disse e bebeu o whisky em seu copo. – Irei falar com Felicity, pai. Guarde suas energias apenas para os meus problemas. – disse e viu seu pai rir, o príncipe deixou o copo em cima da mesa, e saiu do escritório do rei, indo falar com sua irmã.
- Será que eu posso entrar no quarto da princesa da Inglaterra? – perguntou, abrindo a porta do quarto de sua irmã, vendo a mesma rir, deitada na cama.
- Claro que pode, seu idiota. – a mesma disse, e viu seu irmão entrar em seu quarto, fechando a porta.
- O que houve, hein Fizz? – perguntou, aproximando-se de sua irmã.
- Mamãe surtou como sempre, mas acho que dessa vez com razão. – a loira disse, sentando-se em sua cama e dando espaço para se sentar.
- Bom, nada do que fizer vai se comparar aos meus estragos durante esse ano, então pode falar. – disse e Fizz riu, negando.
- , mamãe descobriu que eu estou ficando com uma garota. – Felicity disse e viu seu irmão abrir a boca em surpresa.
- Wow! Okay, acho que isso para nossa mãe é maior do que qualquer outro estrago que eu tenha feito. – disse e Fizz riu.
- Foi horrível, , ela falou um monte de merda para mim. Nem parecia que era a minha mãe, – Fizz disse e , sorriu ameno para sua irmã.
- Nossa mãe não tem agido como uma ultimamente. Me conte, como isso aconteceu? Você e essa garota aí? – perguntou, vendo sua irmã ficar mais relaxada.
- Grenda é o nome dela, nos conhecemos em uma boate no mês passado, e nos falamos desde então. – Fizz disse e assentiu, ainda surpreso com a recém descoberta da irmã.
- Então, você é lésbica? – perguntou e sua irmã riu, negando.
- Não sei, apesar de me sentir atraída por Grenda, meu coração é totalmente hetéro. Acho que estou me descobrindo ainda. – Fizz disse e seu irmão sorriu, a dando um abraço.
- Bom, independente do resultado da sua descoberta, saiba que estarei sempre do seu lado, sua pirralha. – disse e Fizz fez uma careta.
- Bobão. Me diz, como foi lá?
- Uma merda. – disse, fazendo uma careta e sua irmã riu.
- Pare de ser ranzinza, ! Sei que você sempre arranja um jeito de se livrar dessas “merdas”. – Fizz disse e riu, assentindo.
- Hoje não consegui fugir. Na verdade eu até tentei, mas imprevistos ocorreram. – disse, lembrando-se da cena mais cedo.
- Conheço essa cara, ! Desembuche!
- Digamos que eu conheci uma garota, não sei o nome dela, apenas sei que ela estuda na Universidade de Londres, e que provavelmente cursa literatura devido a quantidade de livros que ela carregava, mas isso não vem ao caso. O negócio é que essa garota me confrontou e eu a achei interessante. – disse e sua irmã ergueu as sobrancelhas para ele. – Okay, devo admitir que ela era gostosa também.
- EU SABIA! – a loira exclamou, vendo seu irmão rir altamente. – E quando vocês vão se ver novamente?
- Se ela participar da Seleção e for convocada, irei vê-la aqui. Caso, ao contrário, nunca mais irei vê-la. – disse e Fizz o encarou por um tempo, e riu.
- , se eu não te conhecesse tão bem, diria que você se interessou muito nessa garota. – Felicity disse e riu, negando.
- Talvez ela tenha me deixado curioso, apenas. – O príncipe disse e riu junto a sua irmã.
- Você não presta! Céus, , o que será de você quando estiver na Seleção?
- Serei eu mesmo, não será uma competição que irá me mudar, Felicity. – falou e sua irmã riu, negando.
- Não, não será. Vai ser uma mulher que irá te mudar, , escreva o que eu estou te dizendo. – Fizz falou e riu, negando.
- Jamais, Fizz – o príncipe disse, e olhou para sua irmã. – Não sou homem de me prender a uma mulher só, que dirá mudar por uma. – disse e Felicity riu, ligando a TV.
- Vamos ver a sua cara de patético na televisão, . Deve estar hilariante. – Fizz disse e riu junto ao seu irmão.

*****


Cochiee’s Restaurant – Londres, Inglaterra.

- A seleção, hun? Que algo mais inusitado! – Jared Bucchampel falou, enquanto sentava-se na cadeira do restaurante, vendo sua filha fazer o mesmo.
- Eu sei. Uma merda. – disse e viu seu pai rir.
- Você vai participar?
- Não. – disse simples, pegando o cardápio na mesa. O delegado encarou sua filha por alguns instantes.
- Por que não? – Jared perguntou e ergueu os olhos do cardápio, para olhar seu pai.
- Porque é uma competição machista, com um objetivo machista e ridículo. Além do mais, casar com não é meu objetivo na vida. – disse e seu pai riu, assentindo.
- Oh sim, você tem metas a cumprir antes de se casar. Continue assim e será uma mulher realizada. – Jared disse e não pôde entender o tom de seu pai: se era sarcasmo ou orgulho.
- Não vou me casar muito cedo pai, o senhor sabe, ainda tenho muitos anos de vida pela frente, e além do mais, não gosto de a ponto de participar de algo tão decisivo. – disse, vendo o delegado de Londres assentir. – Vou querer só um frapuccino de morango, to sem fome.
- Você sempre está sem fome, . Vamos, coma alguma coisa. – Jared falou, e iria negar, contudo o olhar de seu pai a fez bufar, e assentir.
- Certo, delegado, mas eu realmente estou sem fome. – a menina disse e olhou novamente para o cardápio.
- Vou querer Salada Caéser, acompanhando uma coca-cola. – falou e seu pai sorriu.
- Vou querer um estrogonofe mesmo, só vou esperar a garçonete terminar de anotar os pedidos daquela mesa, e depois eu chamo ela. – Jared falou e assentiu.
- Como ‘ta as coisas na delegacia? – perguntou e seu pai se sentou de forma relaxada na cadeira.
- Você sabe, cansativas. Estou pensando em me aposentar, mas meu trabalho é uma coisa que nunca me deixa desapontado. – Jared falou e riu assentindo. Jared Bucchampel era delegado da grande capital britânica há onze anos, sempre amou trabalhar como policial, e nos últimos anos andou recebendo propostas de bases de homicídios de outros países como os Estados Unidos, para ir trabalhar, contudo, ele amava servir seu país, e nunca aceitou uma dessas propostas.
- E como está as coisas na faculdade? Devem estar bastante puxada, já que é raro te ver saindo para festas com ou Jane. Na verdade já faz um bom tempo que não te vejo saindo com elas. – Jared falou e riu.
- Oh, sim, as coisas estão um caos, tenho três resenhas para entregar segunda-feira que vem, ou seja, mais um final de semana em casa. Na verdade, eu até prefiro ficar em casa, melhor do que ser arrastada por Jane para arranjar um novo namorado. – disse e seu pai riu da forma que sua filha falou de Janette.
- Bom, você deveria sair pelo menos para se divertir, ficar enfurnada em casa não te faz bem, querida. – Jared disse e o olhou com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso divertido.
- Você está me expulsando da nossa casa nos finais de semanas senhor, Bucchampel? Parece que alguém está saindo com uma mulher nova! Quem é? – perguntou, mudando de assunto proposicionalmente, a mais nova sabia onde aquele assunto iria terminar, e ela não queria que aquele assunto voltasse.
- Não estou saindo com ninguém, ! – Jared falou e sua filha ergueu as sobrancelhas para ele, o fazendo rir. – Bom, eu conheci uma mulher, ela é chefe do laboratório de análises da delegacia, nós nunca havíamos nos visto porque ela tinha sido transferida para a base de homicídios em Nova York, e voltou apenas agora.
- Uau! Uma colega de trabalho, hun? Gostei! – disse e riu logo ao ver a careta de seu pai.
- , às vezes eu acho que te criei faltando um parafuso a menos! Quando Tedd contou para Magnólia que estava saindo com mulheres novas, a menina faltou bater nele! E Maggie, é um ano mais velha que você. – Jared disse e riu, vendo a garçonete chegar.
- Delegado Bucchampel! O que vai querer? – a loira perguntou e o delegado olhou para a mesma, exibindo um sorriso cordial.
- Uma salada caéser para a minha filha, e um estrogonofe acompanhado por uma coca-cola. – o delegado disse e a garçonete sorriu com segunda intenções, saindo de perto do delegado e sua filha.
- Pai, o senhor é um dos coroas mais cobiçados da Inglaterra, arranje logo uma namorada, caso o contrário eu mesma irei arrumar uma para você, estou cansada de ver a Sylvia flertando com o senhor, é sério. – disse e seu pai riu, negando.
- , só você para me fazer rir com uma coisa dessas! Eu tenho idade para ser o pai da Sylvia, literalmente. – Jared disse e riu, assentindo.
- Eu sei, ma, ela não. – disse e Jared riu, sendo acompanhado por sua filha.
- Você vai ir para a casa agora? – Jared perguntou e assentiu.
- Tenho que estudar para as duas provas que tenho amanhã, e iniciar a minha leitura.
- Bom, talvez eu chegue atrasado hoje, estamos com um caso de homicídio pendente, então...
- Okay, delegado Bucchampel, irei te esperar do mesmo jeito. – disse e seu pai riu.
- Você é a única, sabia? – o delegado falou e sua filha sorriu.
- Você também, pai, agora vamos comer. – a menina disse, vendo Sylvia servir os dois. Seu pai sorriu, e assentiu.

*****


Palácio Buckingham, 17h32min

- GOOOOOOOOOOOOL! Jonah, ninguém me vence no FIFA! – disse, virando-se para o guarda que bufou, colocando o joystick ao lado de seu corpo.
- Você trapaceia, isso sim. – o homem de cabelos louros falou, e o príncipe riu, abrindo sua garrafa de Heineken e bebendo um gole.
- Eu sempre ganho, apenas. Quer uma? – ofereceu ao guarda real, que negou.
- Não, Vossa Alteza. Eu aprecio demais o meu emprego. – Jonah falou e riu, negando.
- Minha mãe ainda pega muito no seu pé desde o dia da boate?
- De uns tempos para cá, ela deu uma diminuída então nada de fazer a patroa ficar com raiva de novo. – Jonah falou e assentiu.
- Bom, você não sabe o que está perdendo. – o moreno disse, dando um longo gole em sua cerveja.
- O tempo passa, e o sempre está tentando levar as pessoas para o mau caminho, hein?
- Olha só, quem é vivo sempre aparece! Se não é a bixa mais cobiçada da Irlanda! – disse, indo até seu melhor amigo, o dando um abraço. riu e bateu na cabeça do príncipe.
- E aí, seu filho da puta! Soube que você vai se casar. Tive que ver isso pessoalmente! – disse e riu, erguendo o dedo médio para o lorde.
- Não vou casar não, , isso daí é uma ideia ridícula do meu pai de me prender nas obrigações de príncipe, mas você sabe: não é cara de se prender a nada. – o príncipe disse e riu, assentindo e pegando a cerveja de . Deu um gole. – Falando em se prender a algo, como anda você e Elena?
- Terminamos. – falou com simplicidade e arregalou os olhos com a súbita resposta do irlandês.
- Você tá falando sério? Cara, que cú. – falou e o olhou com as sobrancelhas arqueadas.
- Pode parar de fingir que está triste, , todos nós sabíamos que você detestava a Elena. – o lorde falou, e negou, olhando para Jonah.
- Não era apenas eu que não gostava de Elena, Clark também detestava ela, só fingia para você não ficar chateado. – o príncipe disse e o guarda olhou para ele com uma feição indignada.
- Claro que não! Elena era chata para caralho, claro que era, só que era suportável quando não estava com a boca aberta. – Jonah falou e ambos os garotos riram.
- Céus, como eu tenho péssimos amigos! – o loiro disse em falso tom de decepção.
- Por que vocês terminaram? Eu jurava que você ia subir no altar com ela. – disse e o lorde fez uma careta, negando.
- Também não exagere, . Terminamos porque eu percebi que não dávamos certo, na verdade fazia um tempo já que eu queria terminar com ela, só não terminei porque além de ter a minha família, eu estava acomodado. – falou e Clark assentiu.
- Então quer dizer que temos um recém solteiro no bando de novo? – perguntou e viu seu melhor amigo assentir. – Sabe o que isso significa? Noite da putaria!
- Oh não, , da última vez que fizemos a “Noite da putaria”, quase fui demitido e deu P.T. – Jonah falou e viu o lorde abrir a boca indignado.
- Eu não dei P.T! Apenas não sabia que naquela porra de bebida tinha droga. – disse e o guarda riu.
- Claro que não! – ele disse irônico, e olhou para . – , nada de noite da putaria.
- Sabe aquele velho ditado; “O príncipe da Inglaterra não recebe não”? Então, acho que vai rolar sim a noite da putaria. – disse e seus amigos riram negando.
- Você acabou de inventar esse ditado, ! – disse e riu, assentindo.
- Sim, meu caro , mas, esse não é ponto principal da história. Vou dar dois dias para vocês rapazes, se prepararem para a noite da putaria. Enquanto isso, vou ligar para a Libertine e pedir três entradas VIP para mim e meus companheiros. – disse e pegou a garrafa de Heineken, bebendo o resto de cerveja que havia na mesma. – Até mais ver, lads, encontro vocês mais tarde para mais uma partida no FIFA. – O príncipe disse e saiu do quarto de jogos que havia no castelo. olhou para Jonah e riu.
- Ele nunca vai mudar, ou vai? – O guarda perguntou e negou.
- Acho que não. – Ambos riram, e pegaram os joystick, iniciando uma partida de FIFA no Xbox.

*****


Casa dos Bucchampel – 18h12min

- Não, , eu tenho três resenhas para fazer em três dias, e isso inclui a noite. Nada de festa para mim. – disse pelo Skype, vendo sua melhor amiga bufar.
- Qual é, ! É só uma noite, não vai te matar! – exclamou, vendo Bucchampel erguer seus olhos do livro do Sidney Sheldon.
- , eu estou lendo o meu primeiro livro de três, que o senhor Ramphis me mandou ler. Pretendo terminar esse livro entre hoje e amanhã, e olha só, vou passar a noite toda lendo! Ou seja, sábado a noite, não irá rolar. – falou, vendo sua amiga piscar três vezes para ela.
- Oh, sim, ! Na sexta faremos nossas compras! Também estou animada para sair com você depois tantos meses! Não se preocupe, Jane irá ficar sóbria dessa vez para nos levar, e não, seu pai não vai barrar a nossa entrada! – disse, logo vendo sua melhor amiga bufar.
- Não posso ao menos pensar na ideia? – perguntou esperançosa.
- Sim , vai ser no sábado, sem falta na Libertine. – disse e sua amiga jogou seu corpo no colchão.
- Eu te odeio, . – falou derrotada, escutando o gritinho animado de sua amiga do outro lado da tela do notebook.
- Noite das garotas: confirmada! Vou ligar para Jane avisar que você está de volta! – gritou e , riu negando.
- Não, você não irá falar isso!
- Sim, eu irei! Agora, pequena Bucchampel, termine de ler esse livro hoje, porque sua noite de sábado já está ocupada! – disse e riu.
- Boa noite, . – disse e desligou a chamada, não esperando a resposta de sua melhor amiga. fechou seu notebook, e voltou a ler, com um único pensamento em sua mente; a noite de sábado seria inesquecível.




Capítulo 2


“One love, one life
And that's enough to get you through the night
Tomorrow's coming a big and brighter day
Hey hey hey!”

- Friday Night, McFly



Universidade de Londres, University College London – 08h43min, 2015.



- Bucchampel, eu ainda estou achando difícil de acreditar que você vai sair amanhã para uma balada com a gente! – Jane disse histérica enquanto cruzava o campus até a pequena garota, que riu negando. Por algum milagre havia sol em Londres, e Bucchampel o estava aproveitando ao máximo.
- não dorme em serviço mesmo,hein! Sim, depois de ser quase obrigada por nossa amiga , eu aceitei – a menina tirou seus óculos de sol do rosto.
- Saiba que eu estou muitíssima feliz com essa notícia, e que quero me desculpar por ontem, não devia ter falado aquilo para você, sei que ainda é difícil falar sobre Keith. – sorriu amena para a amiga, esticando os braços em um convite de abraço.
- Me desculpe também por ter falado aquele bolão para você ontem, sei que você tem um puta abismo pelo príncipe, o que eu fiz foi meio que pisar nos seus sonhos, então me desculpe. Se você quiser participar, pode ir, e não se importe com os meus comentários. Você sabe, eu não sou fã da monarquia britânica – fez uma breve careta, fazendo Jane rir assentindo, enquanto abraçava sua amiga.
- Você também tinha uma queda pelo príncipe! – riu, balançando sua cabeça negativamente, vendo a amiga rir junto com ela.
- Quando eu tinha quinze anos, e queria morar em Bluebell – se explicou e Jane fez uma careta.
- Qual é,! Hart Of Dixie?!
- Só não é a melhor série porque Friends domina meu coração – Jane riu da fala de sua amiga.
- AWN QUE LINDO! AS DUAS SE DESCULPARAM! O que eu perdi? – exclamou,equilibrando uma bandeja com três copos de café.
- , eu já disse o quanto eu te amo hoje? – perguntou à melhor amiga, que fez uma careta.
- Interesseira! – bradou, entregando o copo de café para Jane e depois entregou para .
- Você não perdeu nada, estávamos falando sobre a estar voltando para as baladas depois de dois anos e dois meses – Jane falou e Bucchampel abriu a boca indignada.
- Não faz tanto tempo assim!
- Sim, faz! A última vez que você frequentou uma balada foi quando a Highlessestreou, e eu acho que ela já foi fechada por vender bebida para menores, e drogas – torceu o nariz.
- Tudo bem, já faz um tempinho que eu não sei o que é uma balada – fez careta, vendo e Jane rirem assentindo.
- A Libertine é a melhor balada de Londres, e tenho para mim que é a melhor de toda UK. Vários famosos frequentam lá; Chris Brown, Rita Ora, etc., etc. – ergueu as sobrancelhas em surpresa.
- Uau, então ela é boa.
- Minha querida, só o “boa” vai para o bartenders deles! Cada homem que só por Deus, um dia eu saí com um deles para o banheiro, lembra Jane?!
- Como lembro! Vocês ficaram a pausa toda do cara lá, e depois nós ficamos bebendo a noite toda por conta da casa. Melhor sábado – riu. então percebeu o quanto tinha perdido quando estava com Keith, ou estava superando ele; suas amigas tinham várias histórias para contar, várias lembranças para rir, enquanto ela tinha apenas a história de ter se apaixonado pelo o cara errado.
- Não precisa se culpar por ter perdido isso,, a culpa não foi sua e sim daquele merda do Keith – confortou Bucchampel, fazendo a mesma sorrir; a conhecia como ninguém, e isso era um fato inegável. – É bom, ele não voltar para Londres, caso ao contrário não restará pedaço do pinto de Keith Kottson para contar história.
- Isso mesmo,! Iremos acabar com aquele filho da puta tatuado! – Jane exclamou, fazendo rir.
- Acho que tenho as melhores amigas do mundo – falou e suas amigas riram.
- Acha não, querida, você tem – piscou para Bucchampel que riu. O sinal do primeiro período de aula havia tocado, e as amigas fizeram uma careta.
- Agora tenho releitura do testamento real de 1662* – expressou entediada.
- Pensei que você estudasse literatura, não História – Jane murmurou e riu, enquanto se levantava do chão.
- É para fazermos uma análise e discutirmos. Homenagem ao nosso soberano Rei – a debochou, vendo a loura fazer uma careta – Sorry, not sorry.
- Bom, eu tenho que planejar um projeto com a turma de arquitetura, então já imaginem meu sofrimento – rolou os olhos, pegando seu copo vazio de chá do chão.
- Nem me fale, tenho que fazer um trabalho sobre a moda na década de 50 com a Jessica. Só vocês sabem o quanto eu odeio aquela platinada dos infernos – Janette reclamou, sorriu para a amiga.
- Boa sorte as duas com suas duplas, sabe uma coisa que eu gosto no meu curso; a maioria dos meus trabalhos são individuais, ou seja, nada de pessoas não queridas perto de mim! – gabou-se, vendo suas melhores amigas erguerem o dedo médio.- Também amo vocês, nos vemos no almoço – despediu-se caminhando, pronta para mais um longo dia de aula.


*****



Palácio de Westminster – Londres, Inglaterra – 10h00min, 2015.



- Bom dia, Senhores, quero agradecer mais uma vez pela presença dos senhores nessa reunião de última hora – O rei anunciou enquanto se sentava na poltrona resignada para ele; tanto a corte de lordes, assim como a corte comum assentiram, fazendo o mesmo que o rei.
- Vossa Majestade, gostaríamos de saber o por quê desta reunião de última hora – Edgar Dumar perguntou, vendo o resto do parlamento concordar. Trammor levantou sua mão pedindo por silêncio, que logo foi acatado.
- Como os senhores sabem, aprovei a solicitação que A Seleção voltasse, contudo, passei estes dois dias pensando em como iremos desenvolvê-la. Todos nós sabemos que há regras que regem esta competição, e é por isso que eu convoquei os senhores. Peço para que o lorde Koah releia o testamento da primeira Seleção – o Rei pediu. O lorde levantou-se prontamente de sua poltrona e caminhou até o palco, fez sua reverência ao rei, logo parando em frente ao pedestal, segurando a folha de papel antigo.
- Leitura do Testamento do Rei Franklin, no ano de 1662 – Koah iniciou a leitura tendo toda a atenção dos presentes na sala em si:


“No dia 16 de Novembro, de 1662 o parlamento se reuniu no antigo palácio de Buckingham, com o objetivo de oficializar uma nova forma de casamento; esta era denominada como A Seleção; garotas de todas as castas enviariam suas cartas para o palácio real, com a finalidade de participarem da competição que decidiria quem seria a próxima rainha e futura esposa do príncipe. As garotas têm que ter de idade mínima dezenove anos, á idade máxima cuja é dado pela idade de Vossa Alteza. Haverão três dias para a apuração de cartas, e na noite do terceiro dia, a apuração será encerrada, o parlamento entrará em reunião assim que todas as cartas tiverem chegado ao palácio e farão uma seletiva para encontrar as trinta e cinco garotas.
A seletiva irá basear-se em dezessete garotas escolhidas pela a corte Comum, dezessete escolhidas pela a corte dos Lordes e uma garota escolhida pelo o Rei; resultando trinta e cinco selecionadas.
A escolha deve começar pela a corte Comum, sucedendo á corte de Lordes, finalizando pela a escolha do Rei. No dia seguinte, as garotas serão anunciadas e a Seleção deverá começar um dia após o anúncio.

Regras que constituirão A Seleção; na apuração e na competição.
1. Todas as cortes poderão escolher dezessete garotas distintas. Será desclassificada da escolha aquela que não for nascida no Reino Unido, ou não ter residência fixa na Grã-Bretanha.

As selecionadas deverão representar a nação; em cada dezessete garotas, duas terão que ser da casta inferior.
2. A Seleção terá no máximo um ano de duração, será constituída por regras, e o príncipe terá que desclassificar aquela que não lhe agradar;
2.1. Todas as selecionadas deverão ter comprometimento com a realeza; participarão de aulas de etiqueta, e aprenderão sobre a monarquia britânica.
2.2. O rei poderá influenciar na escolha do príncipe, desde que não interfira nas decisões tomadas pelo o mesmo, caso já tenha escolhido sua selecionada.

Em cada duas semanas o parlamento deverá se reunir para decidir qual é a mais indicada ao trono; o jornal diário fará pesquisa mostrando quem é a favorita da Seleção, parte pelo o parlamento e parte pela população.


As selecionadas serão desclassificadas caso rompam as seguintes regras; - Insultar ou agredir outra selecionada;
- Sabotar ou interferir na prova de outra selecionada;
- Desrespeitar as regras dadas por sua condutora na Seleção;
- Apresentar má conduta para o Rei, a Rainha e o príncipe.
- Demonstrar interesse em outra pessoa sem ser o príncipe.
- Manter algum tipo de contato com familiares ou pessoas, sem estar no dia resignado para isso.
- Vazar informações sobre a seleçãoou de qualquer pessoa do palácio.
E, por último, a selecionada poderá ter a chance de pedir para sair, caso, apresente um motivo nobre, e racional para isso.


- Esse é um trecho do testamento dado pelo o Rei Franklin – Koah finalizou sua leitura, vendo Trammor fazer um gesto em agradecimento.
- Muito obrigado, Lorde Koah, pode voltar a se sentar – o Rei levantou-se de sua poltrona. – Como todos sabem, a última seleção foi a do meu falecido pai, estamos há vinte e sete anos sem ter uma seleção e algumas coisas terão que ser acrescentadas nas regras. Por isso eu convoquei os senhores aqui; para decidirmos as novas regras da Seleção do Príncipe .
- O que Vossa Majestade sugere? – Filipe indagou.
- Devemos acrescentar a regra de que as garotas apuradas deverão estar cursando uma universidade, afinal, meu filho merece uma mulher que tenha ensino superior – o Rei Trammor acrescentou, e o escrivão anotou suas palavras, todos na imensa sala sugeriram novas regras e como em todas às vezes o escrivão anotou cada palavra dita por cada membro do parlamento.


*O Testamento foi uma criação da autora, nada lido anteriormente é verdadeiro e sim fictício.



*****



Universidade de Londres – 13h21min P.M



- Céus, eu juro, é perseguição com a minha pessoa, só isso pode explicar. – falou, sentando-se na cadeira em frente à.
- O que foi, maluca?
- Sabe do que se tratava o testamento que eu analisei? Sobre a seleção! Eles estão tirando uma com a minha cara, só pode! – exclamou. – Não ria,!
- Okay, Okay. Falando em seleção, você recebeu o formulário de inscrição? – a mais velha perguntou e assentiu, pegando a maçã que estava na bandeja de sua melhor amiga.
- Sim, só não sei onde eu coloquei, deve estar nomeio dos meus livros – Bucchampel fez uma careta. soltou uma risada da feição da melhor amiga.
- Eu também ganhei, pedi até para devolver, mas, aquela vaca da Quellin não quis receber. – rolou os olhos. – Jennifer e Sarah estão animadas com a ideia de poderem se casar com o príncipe, sério, até parecem você e eu no dia que fomos na Comic–Con para vermos o elenco das nossas séries favoritas, lembra?
- Como esquecer o melhor dia da minha vida? De quebra ainda tirei foto com o gato de Wilson Bethel, ele tava dando uma entrevista para a Fabulous riu com a mera lembrança que era ter encontrando seu personagem favorito de Hart Of Dixie.
- Você surtou, foi ridículo – disse e concordou enquanto deixava uma risada se desprender de seus lábios.
- Ei sweeties! – Jane exclamou sorrindo, enquanto se sentava à mesa junto de suas amigas.
- O que aconteceu? – indagou desconfiada para a amiga loura que apenas olhou para as duas morenas.
- Adivinha quem acabou de enviar o formulário para ser a futura rainha? Eu mesma! – as palavras de Jane eram histéricas, o que fez rolar os olhos, rindo.
- Enviou quando? – questionou, dando uma mordida em sua maçã.
- Agora! Enviei com a Lindsay e a Hillary – Jane apontou para as duas garotas paradas em frente ao refeitório. franziu o cenho.
- Que Hillary?
- A da turma de artes cênicas. Ruiva tingida, grandes peitos, lembra? – Jane perguntou.
- Oh sim, a Pamella ruiva – lembrou e riu, fazendo um hi-five sua melhor amiga.
- Sim, ela mesma! Estou tão feliz que lá vai ter pessoas que eu conheço, vou fazer até um grupo no Whatsapp. – A loura disse. e se entreolharam.
- Jane, você sabe que tem uma seletiva antes de anunciarem as trinta e cinco garotas,não sabe? – perguntou, Jane assentiu.
- Claro que sei! Mas, me falem; quem não iria me escolher? Eu tenho trinta e quatro chances, alguém daquele sorteio tem que tirar o meu nome! – Jane falou óbvia. balançou a cabeça negando.
- Amiga não é sorteio, o parlamento escolhe; dezessete garotas a corte dos Lordes escolhem, dezessete a corte Comum escolhem, e o Rei escolhe uma garota – rolou os olhos, logovendo suas amigas a olhar com os olhos surpresos. – Leitura do testamento, lembra?
- Anyway, quem não me escolheria? Meu pai é um empresário popular aqui em Londres, minha mãe uma grande modelo, nasci com o pé na fama! – Jane exclamou e riu da fala de sua amiga.
- Bom, eu te escolheria apenas para torcer para você – sorriu.
- Mas, amiga você vai estar conco- Esquece, você não vai participar – Jane murmurou vendo a mais nova fazer um joia com se polegar.
- Isso mesmo, agora, vamos falar de coisas boas, porque esse assunto de realeza é um porre – falou, finalizando sua maçã e vendo as amigas baterem palmas.
- Hoje vamos passar a tarde em The West End, ou seja, almoço naquele bistrô italiano maravilhoso! Já ligou para seu pai? – perguntou à , que negou.
- Não tive tempo para falar com ele, ontem ele chegou tarde, quando certifiquei-me que ele chegou, eu fui dormir –Jane fez uma expressão surpresa.
- Sabe,, sempre vou achar essa preocupação com seu pai nobre – Janette confessou, fazendo sorrir.
- Ele é a minha única família sabe? Tenho que cuidar dele – falou e apertou as bochechas da amiga.
- Sua fofa! Mas, agora, voltando; avise para seu pai, pois não quero nenhuma viatura da polícia atrás do meu carro. Acredite, ainda estou traumatizada do verão de 2012 – exagerou.
- Não importa quantas vezes você ou a me contem essa história, eu sempre vou rir. – a loura disse,soltando uma risada. Bucchampel rolou os olhos.
- Meu pai apenas ficou preocupado.
- Sim, essa parte eu entendi, mas ele poderia ter te ligado, ou sei lá, me ligado, não precisava ter nos rastreado na casa do Lago do Jason – riu, jogando sua cabeça para trás.
- Certo, foca no assunto! Vamos sair daqui direto, ou vamos passar em algum lugar antes?
- Direto para The West End, vamos demorar bastante lá; fazer compras, dar um trato no cabelo, fazer as unhas. Aquecimento para a noite das garotas – Jane falou, concordou.
- Okay, vou levar O Morro dos Ventos Uivantes para ler enquanto fazemos tudo isso. Além do mais, preciso chegar cedo em casa para fazer a resenha – fez uma careta.
- Pensei que seríamos apenas nós três sem o seu livrinho brega no meio – reclamou e ergueu o dedo médio para ela.
- Você me obrigou á ir para a balada amanhã, então aguente isso – a contrapôs e suas duas amigas riram. O sinal soou avisando que o almoço havia terminado.
- Bom, vamos logo porque assim as aulas passam rápidas – Jane levantou-se da cadeira. negou, rindo.
- Tá, ansiosa para a festa amanhã? – perguntou debochada para Janette, que negou.
- Estou ansiosa para o domingo; será o dia em que eu serei anunciada para a melhor passagem da minha vida! – a loura exclamou e balançou a cabeça negativamente.
- Por favor, Jane, vamos parar um pouquinho – Jane ergueu o dedo médio ao escutar a fala da .
- lembre-se de ligar para o tio Jare, nada de viaturas dessa vez okay? – questionou e assentiu.
- Irei ligar para ele, beijos e boa aula! – se despediu, enquanto caminhava para a sua sala, rindo sozinha.


*****



Palácio de Buckingham.



- Não irei falar isso, sem chances, mãe – disse, jogando os papéis na mesa central de seu quarto, levantando-se do sofá para poder fumar.
- , volte aqui e sente-se agora – Amberly ordenou em um tom frio, vendo seu filho parar de caminhar e virar-se para si. – Sente-se.
- Não vou falar isso, mãe, é patético! “Me sentirei imensamente honrado e gratificado, em poder casar com uma destas garotas maravilhosas do Reino Unido!”Isso é ridículo até para você! – exclamou e sua mãe se aproximou dele.
- Sente-se naquele maldito sofá, e me escute antes de abrir sua boca – A rainha mandou e viu sentou-se no sofá. Com um sorriso, a loura aproximou-se de seu primogênito.
- Você acha que está em posição para negar alguma coisa? , se você ainda não percebeu você irá se casar porque seu comportamento está começando a trazer dúvida para o povo da Grã-Bretanha, nossa imagem está sendo distorcida por suas atitudes infantis. Então meu filho, a única coisa que você pode fazer para tentar melhorar a sua situação como herdeiro do trono é ler esse maldito roteiro, decorá-lo, e falar com um sorriso nos lábios hoje no jornal nacional do Reino Unido – Amberly falou calma, colocando os papéis no colo de seu filho. – Agora recomponha-se, Ginger mandará Jules aqui tirar suas medidas para o terno que você irá usar hoje à noite.
- Sem chances disso acontecer, eu detesto essa porcaria de gravata – discordou de Amberly, apontando para o acessório jogando em sua cama.
- Como eu disse; você não está em posição para negar alguma coisa – Amberly disse e levantou-se do sofá. – Jules entrará aqui em vinte minutos, espero que você arrume essa bagunça, não quero que meus funcionários pensem que meu filho além de ser um irresponsável é também um porco desorganizado.
- FML¹ – murmurou vendo sua mãe caminhar para fora de seu quarto. Quando a rainha saiu do cômodo, jogou seu corpo contra o sofá e pegou seu celular enquanto colocava seu cigarro na boca.
Os números do grande clube noturno britânico já estavam gravados em seu celular, ele só precisou apertar o nome e esperar a ligação ser atendida. Enquanto fazia isto, acendeu seu cigarro, o jovem príncipe puxou a fumaça, sentindo a nicotina acalmar seus nervos.
- Vossa Alteza, a que devo à honra?
- Oras, velho Charles! Pensei que sua assistente havia te avisado sobre minha ligação ontem à noite.
- Yarah não costuma ser muito útil quando o príncipe está flertando com ela.
- Bom, sugiro que você fale com ela, afinal, uma coisa tão sórdida não pode a tornar inútil.
- Vossa Alteza, o que posso fazer por você?
- Quero três ingressos na área VIP. E quem sabe, o número de sua nova assistente; Yarah me parece ser um nome asiático...
- Colocarei seu nome na lista, e Vossa Alteza; Yarah é casada.
- Bom, em alguns meses eu também serei...
- Foi um prazer fazer negócios com o senhor, Príncipe , até mais.
A ligação foi finalizada e riu; ele teria uma grande noite com seus amigos no sábado.

¹: FML: gíria derivada do inglês, significado: fuck my life; tradução livre: merda de vida.



*****



The West End – Londres, Inglaterra – 16h43min.


- Eu não gostei desse, muda – mandou, vendorolar os olhos.
- É o décimo vestido que eu estou provando, literalmente. – A reclamou e olhou-se no imenso espelho que havia no provador da loja. - Acho que vou ficar com o primeiro.
- , provador, agora. – Jane falou, sentando-se ao lado de . bufou e entrou no provador.
- Ela não está nenhum pouco animada – A loira comentou e riu, negando enquanto bebia um gole do champanhe que havia sido servido para si.
- Ela aceitou vir, sabe o quanto somos exigentes – disse, Jane riu, assentindo.
- Você acha que ela está pronta para voltar às noitadas?
- Sim, precisa disso; ela está á um passo de esquecer aquele maldito do Keith para sempre. – disse, vendo Janette concordar.
- Amanhã completaria dois anos que eles estariam juntos. Você escolheu a data de propósito,? – Janette perguntou, a olhou com um sorriso esperto nos lábios.
- Prefiro ter uma amiga bêbada e feliz do que uma depressiva por um cara que não a merece, então sim garota loira, a data foi proposicional, poderíamos não ir para a Libertine amanhã, mas, em casa ela não ficaria, e não lembraria do idiota do Kottson – pontou eJane bateu palmas para a amiga.
- Garota, você é um gênio!
- Eu sei, eu sei...
- EI VOCÊS DUAS, SERÁ QUE UMA DAS BONITAS PODE ME AJUDAR AQUI?! – exclamou, fazendo suas amigas rirem.
- Vá lá Janette, estou terminando de beber meu champanhe – falou e a loira fez uma careta.
- Tente não ficar bêbada com o rosê,!
- Jamais, querida – riu, a menina estava finalizando sua taça de champanhe quando escutou o celular de tocar. procurou o mesmo em meio às bagunças de sua melhor amiga.
- , vou atender seu celular! Espero que seu pai não esteja preparando a patrulha! – brincou e escutou um xingamento vindo da melhor amiga, pegou o celular, estranhando o número estranho e o atendeu.
- Alô?
“Hey amor, é o Keith.”
- Keith?! – perguntou surpresa. A menina levantou-se do sofá e finalizou seu champanhe.
?! Cadê a ?”
- O que diabos você pensa que está fazendo?
, eu sei que você deve estar irritada comigo, mas eu preciso falar com a
- Cala a porra da sua boca, seu merda! Você não vai falar com a minha amiga! Como você consegue ser tão baixo, hein Keith?
, eu preciso falar com ela, eu estou de volta aqui em Londres, ela precisa saber que eu...”
- Que você a abandonou há cinco meses atrás, que a deixou apenas com um recado de voz, saindo de fininho no meio da madrugada sendo o covarde que você é? Não se preocupe, Keith, isso ela já sabe. não precisa das suas desculpas, das suas falsas promessas ou qualquer outra coisa que venha de você! Keith, você já arruinou minha amiga demais.
“Eu preciso que ela me desculpe,, você sabe como eu a amo!”
- Ligue para ela novamente, seu bosta, que eu juro perante á imagem do Rei da Inglaterra que tem aqui, que não será só Jared que te dará uma surra. Agora, Keith Kottson, saía da vida da minha melhor amiga para sempre – disse e desligou a chamada, suas mãos tremiam devido á raiva, seu coração parecia que ia saltar pela boca tamanha era seu nervosismo. jamais poderia saber que aquela ligação aconteceu, Keith a deixaria mal novamente, foi com esse pensamento que apagou o número do registro de chamadas, e o colocou na lista de números bloqueados.
- Quem era? – questionou, saindo do provador com Jane. ajeitou seu cabelo e olhou para sua melhor amiga, sorrindo.
- Tio Jare, ele já estava com a patrulha preparada, acredita? – zombou rindo,vendoa mostrar o dedo médio.
- Vá se foder,. E aí, o que achou desse daqui? – perguntou, dando uma leve rodada.
- Eu achei que caiu como uma luva. E você,? – Jane indagou, que observava sua melhor amiga rolar os olhos com um sorriso animado nos lábios. Faziam cinco meses que não a via feliz daquele jeito, tudo isso por culpa de Keith. Ela não queria ter que passar pelas as mesmas coisas, sua amiga não merecia passar por aquilo de novo. – Terra chamando Anne-Mary !
- O quê? – perguntou, retomando sua atenção para suas amigas.
- O vestido, o que achou? – Jane refez sua pergunta e sorriu olhando para sua amiga.
- Esse é perfeito! Onde essa belezinha estava? – perguntou, riu da amiga.
- Sinceramente , eu acho que o champanhe está fazendo efeito.
- Vai se foder, Bucchampel! Vamos levar esse – anunciou e Bucchampel bateu palmas.
- Finalmente, senhor! Pensei que ficaríamos aqui até amanhã! – a ironizou e a mostrou o dedo médio.
- Sua sorte é que eu estou morrendo de fome,, caso ao contrário eu faria você provar todos os outros vestidos para ver se esse realmente é o único.
- , você é uma vadia – xingou sua melhor amiga, fazendo Jane rir em concordância.
- E vocês me amam. Vamos logo comer, e depois embora, se não seu pai vai realmente colocar os MIs atrás de você– disse divertida, recebendo um vai se foder da amiga, que entrou no provador junto com a loira. suspirou aliviada; ela fez o certo.



*****



- Tio Jare! está em casa sã e salva! – anunciou, adentrando a grande casa de sua melhor amiga, que riu negando enquanto fechava a porta da mesma.
- Salva eu sei que ela está, agora sã, depois de ter saído com você e a Jane, acho que não, hein – Jared Bucchampel falou, aparecendo na sala de estar e vendo as duas garotas rirem.
- Nossa, tio, da próxima vez não falo mais nada! – exclamou,fingindo estar ofendida.
- Não ligue para ela, pai, estava zombando de você o dia inteiro – disse e seu pai a deu um beijo em sua testa.
- Anne-Mary , quando seus pais deixaram você ficar comigo, eu sempre esperei respeito de você menininha – Jared brincou enquanto abraçava a amiga de sua filha.
- Sua filha é uma mentirosa, isso sim!
- Mentirosa ou não, só sei que estou cansada! Fez comida pai? – perguntou, deixando suas sacolas de compras em cima do sofá, logo sentando-se ao lado delas.
- Falta só temperar a salada, levo dois minutos para fazer isso. Por que você não vai se trocar? Sem ofensas querida, mas, você tá com uma cara de acabada – Jared disse e riu da careta que sua melhor amiga fez.
- Obrigada, pai, sério! – ironizou, levantando-se do sofá.
- De nada minha, filha, você sabe, estarei sempre aqui para te dar aquele alerta – Jared piscou para que rolou os olhos, pegando suas sacolas.
- Bom, vou tomar um banho rápido e já volto. Tentem não sentir a minha falta, okay? – pediu,recebendo um dedo médio de sua melhor amiga. – Me ame menos, ! Já venho, beijos! – despediu-se e subiu as escadas que dariam para seu quarto.
- Tio, preciso te falar uma coisa – falou, colocando sua bolsa em cima do sofá e olhando para o andar de cima para ver se estava vindo.
- Por Deus, me diga que você não esta envolvida de novo com um garoto drogado ou algo do tipo.
- Credo, Jare! Jamais! Já passei dessa fase... – exclamou, fazendo Jared rir. – É sobre . Na verdade, sobre Keith.
- Venha, vamos para a cozinha – Jared chamou sua sobrinha por consideração, assentiu e acompanhou o delegado para a vasta cozinha. – O que diabos aquele delinquente fez?
- Ele ligou para , mas fui eu quem atendeu – falou e Jared assentiu.
- O que ele queria?
- Pedir desculpas, falar para que a ama e provavelmente a pedir para voltar – explicou, e escutou Jared xingar baixo.
- Ele simplesmente não poderia sumir de uma vez por todas? – Jared perguntou nervoso, e assentiu.
- Eu sei, também fiquei puta com ele. De qualquer forma ele está em Londres, e por mais que eu tenha praticamente o ameaçado eu sei que ele vai tentar falar com a – Jared passou a mão por seus cabelos negros, em sinal de nervosismo.
- Esse infeliz tem sorte de eu não tê-lo caçado como prometi; você acha que ele vai ligar para ela novamente? – Jared inquiriu, vendo assentir lentamente, indo pegar uma cerveja na geladeira do delegado.
- Sim, com certeza vai, mas, graças ao aplicativo de segurança do celular dela, o número está bloqueado, ou seja, nada de ligação para a pequena Bucchampel.
- , você é a única, sabe disso, não sabe? – Jared perguntou e a garota riu abrindo a garrafa de cerveja.
- Eu tento ser, Tio Jare – ela disse e piscou para o delegado que riu.
- Me ajude com a salada, vou colocar a comida para gente. – Jared pediu e aceitou o pedido de seu tio. O pai de parou em frente á bancada de mármore; ele realmente esperava que Keith não tentasse mais falar com , caso ao contrário, ele teria que tomar suas devidas providências.



*****



Set de filmagem do jornal BBC Parliament – 19h50min, 2015.


- 10 minutos para Vossa Majestade Trammor e Vossa Alteza estarem ao vivo falando sobre a Seleção, os dois já sabem o que vão falar? – Madame Bymmer perguntou aos dois homens sentados nas poltronas da sala privada, reservada para eles. bebeu o resto de whisky que estava em seu copo e assentiu.
- Sim, decorei aquele roteiro estúpido – o filho de Trammor falou desgostoso, o Rei ignorou a frase rude de seu filho e olhou para a mulher de longos cabelos louros.
- Sim, Ginger, nós sabemos o que vamos falar. Onde está a rainha? – Trammor indagou, levantou-se da poltrona, espreguiçando-se.
- Deve estar subornando Cliffer para não citar o novo romance de Fizz – sugeriu, recebendo um olhar frígido de seu pai.
- Ela está falando com Cliffer, Vossa Majestade – Ginger respondeu á pergunta do Rei, ergueu as sobrancelhas para seu pai, servindo-se de Macallan.
- Você já bebeu demais,, não queremos que você dê a entrevista bêbado – Trammor repreendeu , pegando o copo de vidro da mão do filho.
- Ginger, por favor, suma com esse whisky daqui – O rei pediu e a assistente assentiu, pegando não só o copo cheio de whisky como também a garrafa do The Macallan.
- Com licença, Vossa Majestade e Vossa Alteza – a loira deu suas reverências e saiu da sala, deixando o rei e o príncipe sozinhos.
- Filho, eu sei que você pensa que A Seleção é algo terrível, mas ela não é; você conhecerá várias garotas e no final de tudo isso, irá achar o amor da sua vida aqui – Trammor disse e riu irônico.
- Há outros meios de eu conhecer o “amor da minha vida”, pai – discordou da fala de seu pai, vendo o Rei soltar uma risada anasalada.
- Meu filho, você não irá conhecer o amor da sua vida em uma boate. A Seleção será boa para você,, acredite nas palavras de seu pai, ele nunca erra; tanto como pai quanto como Rei da Inglaterra – Trammor afirmou, sorriu sarcástico.
- Existe uma primeira vez para tudo pai – disse. O rei iria contradizer, contudo, Madame Ginger adentrou a sala.
- Está na hora; a rainha espera pelos senhores na entrada para o set – Ginger anunciou e tanto Trammor quanto assentiram – Vocês estão prontos?
- Mais do que nunca – ironizou e Ginger riu baixo.
- Você se saíra bem, Vossa Alteza, fique tranquilo – a loira tentou tranquilizar o príncipe com suas palavras contudo ele apenas soltou um suspiro, passando pela porta.
- Assim espero Ginger, assim espero – murmurou, caminhando para o set de filmagem do jornal.
- Vossa Majestade – Ginger fez sua reverência ao rei; Trammor segurou o pulso de Bymmer antes da mulher lhe virar as costas.
- Não te disse hoje, Ginger, mas você está imensuravelmente linda. – Trammor sussurrou, vendo a loura sorrir singela.
- Boa sorte com . Trames, ele precisa de você – a assistente falou e Trammor assentiu.
- Eu sei, mas, não posso ajudá-lo, ao menos sei se realmente A Seleção será uma boa coisa á se fazer Gi – Trammor libertou sua angustia, a loira o olhou nos olhos.
- Você está fazendo a coisa certa Trames, você seguiu seu coração acima das decisões do parlamento; acredite as coisas vão dar certo para .
- Quero que ele se case com alguém que ele ame, Gi. Não quero que ele sofra como eu – O rei confessou e Ginger acariciou a mão de Trammor.
- E ele vai Trames, irá encontrar o amor em meio há trinta e cinco garotas, você o ajudará. Agora acalme-se e ajude seu filho, seja o pai dele, e seja o Rei da Inglaterra – a assistente recitou as palavras que o rei queria escutar, o homem sorriu, tocando no rosto de Ginger.
- Obrigado, Gi, por tudo. – o rei murmurou e a loira deixou seus lábios serem desenhados por um sorriso singelo.
- Vá logo, o rei precisa ser o primeiro á entrar – Ginger falou e Trammor sorriu, assentindo.
- Eu te amo – ele sussurrou tirando a mão do rosto de Bymmer.
- Eu também te amo, agora vá – ela pediu.Trammor a deu um breve beijo, logo saindo da sala e caminhando para o grande set de filmagem do jornal da BBC, onde ele iria falar sobre o futuro de seu filho.


*****



Casa dos Bucchampel – 20h01min


- O anúncio mais esperado da noite será dito agora, pelo o Rei da Inglaterra; Trammor Harris , por favor Vossa Majestade, sente-se.

- Muito obrigado por receber à mim e a minha família, Cliffer.

- GENTE, O REI TA NA TEVÊ – berrou, sentando-se no sofá. riu da amiga enquanto saia da cozinha.
- Olha só pai! Quem vê até pensa que é britânica! – exclamou e seu pai riu, acompanhando sua filha para a sala.
- Pare de implicar com , . Sua amiga é só uma boa imigrante – o delegado falou e riu.
- Ei, calem a boca os dois! Eu quero escutar o anúncio! – mandou e riu, sentando-se ao lado da melhor amiga. O pai de sentou-se no sofá também, logo aumentando o volume da televisão.
- “Bom, como todos viram esta manhã, eu confirmei que A Seleção estava de volta; dei uma breve entrada no assunto explicando de maneira simples do que se tratava e de como funcionava A Seleção. Hoje estarei explicando abertamente sobre essa competição.”
- Viram? Competição! Gente por Deus quem é a retardada mental que se propõe á participar de algo assim?!
- , xiu!
- “A seleção irá conter trinta e cinco garotas; de diversas partes do Reino Unido, como consta no Testamento do Rei Franklin I. Cada corte escolherá dezessete garotas e eu escolherei apenas uma. Todas as escolhidas terão a idade mínima 19 anos e a máxima 23, todas deverão estar cursando uma universidade e ter residência fixa e naturalidade britânica para poderem participar da competição. Revisamos as regras dadas pelo o testamento de 1662 e adicionamos outras, todas elas irão constar no termo de responsabilidade que nossas trinta e cinco selecionadas irão assinar. Como vocês viram, há várias caixas de correio azuladas com o símbolo da realeza dispostas em entradas de Universidades do Reino Unido, assim como também estão dispostas por pontos turísticos da Inglaterra. Os formulários que as jovens da Grã-Bretanha receberam em aula, deverão ser preenchidos com uma foto de identificação, respondidos e entregues em uma destas caixas. Na noite de amanhã, às 21h serão fechadas as inscrições e no domingo às 20h, serão anunciadas ás trinta e cinco garotas”
- “Vossa Majestade, eu gostaria de perguntar, como o senhor disse, as selecionadas serão escolhidas por cada parte do parlamento; os senhores irão mostrar quem foi escolhida por quem?”
- “Sim, nós iremos mostrar as escolhidas pela corte comum, pela corte dos Lordes, e por mim. O senhor gostaria de perguntar mais alguma coisa, Cliffer?”
- “Claro, Vossa Majestade. Mas a minha pergunta vai para Vossa Alteza, príncipe . Como você está reagindo á tudo isso? Deve estar sendo um baque para o senhor, já que sua vida noturna era muito ativa.”
- “Oh sim, isso realmente é um baque, mas estou bem com isso. As mudanças são necessárias”
-“Se o senhor diz...Também gostaríamos em saber se a Vossa Alteza gosta da ideia de se casar aos 23 anos”
- “Quem gostaria Cliffer? Estou na flor da idade, casamento não estava em meus planos.”
- “Então, a Vossa Alteza não está totalmente agradado com a ideia?”

- “Ainda estou me familiarizando com ela, senhor Cliffer. Por favor, vamos mudar de assunto.”

- “Okay, bom depois do intervalo iremos escutar a opinião da Rainha, e falare...

- , por que diabos você trocou de canal? – perguntou à amiga, que deu de ombros.
- Porque já escutamos o suficiente, e agora está passando Hell’s Kitchen respondeu e sua amiga rolou os olhos.
- Bom, pelo menos escutamos o grande anúncio, sinto que amanhã a manchete será sobre não querer se casar – disse, levantando-se do sofá, riu assentindo.
- é um babaca,, será um péssimo Rei – a menina proferiu, a olhou erguendo as sobrancelhas.
- Pensei que você era contra monarquia, e que não se importava.
- Não tenho nada contra a monarquia em si, apenas não me importo, mas, se tem uma coisa que eu não posso negar é que o Rei Trammor contribuiu bastante com a Inglaterra e seus arredores; ele é um bom rei, agora se continuar deste jeito ele não será como o pai dele – se explicou, estralou a língua na boca.
- Bom, de qualquer maneira, vamos poder usar o argumento de já ouvimos isso para Jane amanhã quando ela vir falar sobre o anúncio – disse e balançou sua cabeça em concordância.
- Oh sim, pelo menos isso!
- Jane está animada com a ideia de fazer parte da seleção, então? – Jared indagou, assentiu.
- Ela está agindo como se fosse a única oportunidade da vida dela para ser feliz, acredita? – expressou sua indignação, seu pai riu.
- Jane sempre foi muito sonhadora, e você não quer mesmo participar? – o delegado perguntou e sua filha negou rindo.
- Não, não pai! Estou ótima aqui. Como eu disse, não quero me casar com respondeu um tanto quanto exasperada, escutando a risada de seu pai e de preencherem o cômodo.
- Bom, já que você não quer participar, me dá o seu formulário um dos meus policiais têm duas filhas, e apenas uma delas ganhou o formulário, a outra não foi para faculdade hoje e acabou não recebendo.
- Perdi o meu, devia estar no meio dos meus livros, mas, quando eu tava organizando eles, eu não achei ele. – falou e seu pai assentiu.
- Tio, eu tenho o meu, minha professora me entregou, mas, como eu sou americana não posso participar e nem quero. – fez uma careta e riu, levantando sua mão para sua amiga, para fazer um hi-fivecom a amiga. – Você quer?
- Claro, mas, amanhã você me entrega porque se não eu perco – Jared disse vendo sua filha sorrir.
- Tão parecido comigo, tá na cara que eu sou sua filha,hein delegado Bucchampel! – exclamou.
- Então tá tio Jare, amanhã eu te entrego. Agora,gente, estou indo para meu apartamento porque além de ter que trabalhar, tenho que estar preparada para a noitada com a minha amiga aqui – disse abraçando que ria enquanto se soltava do aperto da amiga.
- Tio Jare, obrigado pelo jantar estava divino!
- Por nada,, sempre que quiser vir aqui para comer venha – Jared propôs vendo a sobrinha de consideração sorrir abertamente.
- Opa! Não fale duas vezes!
- Pai, isso foi uma péssima ideia – murmurou divertida, enquanto via a mostrar a língua.
- Pare de ser chata! E gata, prepare-se. Amanhã é o dia!
- Depois a chata sou eu! Me ligue amanhã para marcamos o horário em que você vai me buscar – falou e fez uma careta para a amiga.
- Você tem dois carros, pode escolher um e dirigir! – mostrou sua indignação e a olhou erguendo as sobrancelhas – Vai se foder sua preguiçosa, amanhã mando a Jane te ligar.
- Te amo muito, viu?
- Ah, claro que ama! Vou indo, beijos, e é amanhã! – pegou sua bolsa junto com suas sacolas de compras, vendo erguer o dedo médio para si.
- Vá logo! Beijos e me liga amanhã.
- Boa noite tio Jare, boa noite anã – se despediu e saiu da casa de sua melhor amiga, deixando rindo.
- Amanhã é a noite das garotas, hun? – Jared perguntou e o olhou com as sobrancelhas arqueadas. – Aprovo isso sabia? Depois de anos, acho que você merece.
- Pai, a vovó te criou faltando um parafuso né? – falou abraçando seu pai, o delegado sorriu.
- É de família isso – Jared murmurou dando um beijo na cabeça de sua filha. – Eu te amo garotinha.
- Eu sei, também te amo pai, por isso quero que você me apresente á sua namorada – sugeriu e seu pai balançou a cabeça negativamente.
- Não é minha namorada, nós saímos algumas vezes, apenas isso – Jared explicou e riu.
- A chame para sair amanhã, aproveite que eu vou sair de casa, e a faça um jantar. Vamos ver se ela é só uma amiga, delegado Bucchampel – disse e piscou para o pai que soltou uma risada ao escutar a fala da filha. – Agora eu vou terminar de ler meu livro e começar á fazer minha resenha. Boa noite pai.
- Boa noite filha, e não durma tarde. Amanhã será um longo dia – Jared avisou e sorriu dando um beijo na bochecha de seu pai e levantando-se do sofá.
- Sim, vai ser. Beijos, e a chame para sair pai! – mandou em brincadeira, Jare assentiu, vendo sua filha sair da sala. Amanhã seria um dia longo e certamente cheio de surpresas, pensou o delegado ao aumentar o volume da televisão e colocar em um canal de futebol.


*****



Elizabeth Street, Londres – Inglaterra. 21h53min.



- Que fiasco foi essa entrevista! Sabe por que nós mandamos fazer um roteiro? Para ele ser seguido,! Mas você com sua incompetência ao menos sabe fazer isso! – A voz de Amberly soou nervosa enquanto a rainha adentrava o carro, olhou para sua mãe entediado, logo rindo irônico.
- Quando fui criado, me ensinaram que nunca deveria mentir para a população britânica, apenas fiz o que a senhora me ensinou, mamãe – soltou uma fala sarcástica, vendo a rainha da Inglaterra inflar de raiva.
- Oras, seu...
- Por favor, Amberly, fique quieta – Trammor pediu impaciente, enquanto o carro dava a partida rumo ao palácio Buckingham. – o que você falou foi inadmissível! Havia um roteiro com a mesma pergunta que Cliffer te perguntou, você deveria ter respondido conforme a resposta do roteiro!
- Me desculpe por ser sincero pai! – ironizou, recebendo um olhar gélido de seu pai.
- Não seja sarcástico comigo William ! Tudo que está acontecendo é por sua culpa; foram suas atitudes que te trouxeram aqui! O mínimo que você poderia fazer era tentar consertar as coisas, mas não, você só sabe piorar a situação! – Trammor exclamou nervoso, vendo seu filho engolir a seco á cada palavra dita pelo pai – Você deveria agir como o futuro rei da Inglaterra, deveria ter respeito pelo seu povo, deveria ser humilde, não esse moleque que você vem mostrando ser; um mimado, mesquinho com atitudes infantis e objetivos fúteis, não foi para isso que eu te criei,! Não foi!
- O senhor me criou para ser o Rei da Inglaterra, pai, mas, olha a novidade; eu não quero ser rei, eu não quero seguir seus passos, eu quero seguir os meus, eu quero ser quem eu sou. Não o que o senhor, ou qualquer um deles queiram, talvez eu possa ter que liderar esse país, mas, se for para fazer isso eu farei do jeito que eu sou, sem ninguém para me moldar; incluindo você pai – proferiu irritado, o grande carro parou em frente ao palácio de Buckingham e não tardou para que o jovem príncipe saísse do mesmo, deixando seus pais dentro do carro, enquanto adentrava o imenso palácio.
- Vossa Alteza, para onde o senhor vai? – Jonah perguntou caminhando ao lado de assim que ele adentrou o castelo.
- Vou beber, Jonah, meu dia foi uma merda, realmente espero que a noite de amanhã compense essa droga que está sendo minha semana – falou, adentrando o seu escritório; pegou o litro de whisky e o serviu, colocando uma boa dose para acalmar seus nervos. – Essa seleção vai acabar comigo, Jonah, a ideia de me casar está me causando problemas maiores do que eu esperava, nós vamos ter que pensar em um jeito de acabar com ela. – murmurou, logo bebendo seu whisky.
- Me perdoe, mas, o senhor disse “nós”? – o guarda-costas questionou e o príncipe assentiu.
- Sim, Jonah, você é a única pessoa que eu confio aqui dentro; fora e Fizz. E como meu guarda-costas você irá me ajudar a acabar com essa maldita competição, antes que ela acabe comigo – confessou e encheu novamente seu copo, logo enchendo outro copo para Clark.
- E como nós vamos fazer isso, Vossa Alteza? – Jonah indagou, bebendo seu whisky. bebeu sua bebida, e olhou para a grande janela de vidro em seu escritório.
- Eu não sei, Jonah, mas nós encontraremos uma maneira de parar com ela. – disse, vendo a brilhante Londres por sua janela. Ele teria que achar uma maneira de parar com a competição, ou então ele seria o pior rei que o Reino Unido já teve.




Capítulo 3


“I'm not asking for too much, put your fingertips on me
Don't wait 'til the sun's up, we can keep this in between
Us, only nobody has to know what's going down right now baby”

- Body One Me, Rita Ora (feat. Chris Brown)


Casa dos Bucchampel, Sábado - 08h32min, 2015.


- Pai, o senhor pode me servir o café? Estou terminando de escrever minha resenha de O Morro dos Ventos Uivantes pediu ao ver seu pai sair da cozinha, carregando uma xícara preta com líquido fervente. O delegado ergueu seu braço e entregou a xícara para sua filha.
- Você está acordada desde que horas? – Jared perguntou e sorriu para o pai, pegando a xícara quente de sua mão e tomando um breve gole do café.
- Desde ontem. – falou e seu pai riu baixo, sentando-se ao lado de sua única filha. – Se eu não tivesse gastado dinheiro comprando novas roupas, e nem enchido minhas melhores amigas de esperança; não iria para essa festa hoje, pai.
- Eu sei, , e apesar de apreciar muito essa sua sede por estudo, acho que deveria tirar uma folga, todos nós precisamos, ok? – Jared aconselhou sua filha. assentiu, bebendo seu café em pequenos goles devido á sua temperatura quente. – Deixe-me ler essa resenha, aposto que você a encheu de singularidades e argumentos construtivos. – Jare falou e riu balançando sua cabeça para os dois lados, entregando o notebook para o pai.
- A história contém mais de um gênero do que o romance, tal ele como; drama e até mesmo terror. Quando li ele pela primeira vez não vi o romance, mas, agora o relendo entendo o romantismo desta obra de Emily Brontë. – recitou suas primeiras linhas da resenha mediana. O pai da menina a olhou, deixando o notebook pender em seu colo.
- Você me lembra ela sabia? Sua paixão por literatura, e a sua aversão por chá; isso de alguma forma você herdou de Kate. – As palavras de Jared saíram nostálgicas. sorriu, colocando sua xícara com o café pela metade em cima da mesa.
- Você sente muito a falta dela pai?
- Atualmente não, parei de sentir a falta da sua mãe quando percebi que ela não iria voltar. – Jared falou e balançou a cabeça calada, pegando novamente a xícara repousada em cima da mesa central da sala. – Você se lembra quando chegou da escola cabisbaixa com seu caderno de desenhos na mão, e me perguntou por que todos na sua sala tinham uma mãe e você não?
- Sim, me lembro. Você me contou uma história de princesa, falando que minha mãe tinha fugido dos dragões e das bruxas do campo porque ela tinha medo, e que você teve que cuidar da pequena princesa sozinho, se tornando um herói e príncipe valente. – riu com a lembrança, bebendo um gole de seu café. – Sabe, pai, eu não sinto a falta dela, sempre preferi ter um herói e príncipe valente do que a princesa medrosa. – falou e seu pai riu, beijando os cabelos da filha.
- Eu te amo, sabia? A única quem sai perdendo é Katherine por não ter te visto crescer e ver a linda mulher que você se tornou. – Jared disse e riu, beijando a bochecha de seu pai.
- E também por ter perdido um partidão como o senhor, delegado Bucchampel; um dos coroas mais cobiçado do Reino Unido. – brincou. O delegado riu, negando com a cabeça.
- Beba seu café e termine de ler seus livros, , voltarei para casa no horário de almoço. – Jared avisou, dando um beijo na testa da filha. A menina sorriu.
- Como o senhor quiser, delegado! Agora eu vou dormir um pouco, porque caso ao contrário não haverá noitada que me mantenha em pé. – falou e o delegado riu, levantando-se do sofá.
- Hoje é folga da Senhora Mirtes, então lave a louça e arrume aqui. Mas, como eu sou um bom pai, vou deixar você descansar um pouco. – Jared piscou; rolou os olhos, rindo. – Agora eu vou indo, beijos, qualquer coisa me liga.
- Pode deixar, e pai; traga a sua namorada para almoçar conosco hoje. – pediu. Jare negou deixando seus lábios se repuxarem em um sorriso divertido.
- Só se você fizer o almoço. – o delegado brincou enquanto vestia o blusão da polícia de Londres.
- Bom, ainda bem que a minha lista de delivery é grande; pergunte se ela gosta de comida tailandesa ou italiana. – A menina disse logo, bebendo o resto de café que tinha em sua xícara. Jared riu.
- Volto cedo, portanto nada de bagunça. Me liga quando acordar, okay?
- Como o senhor mandar delegado Bucchampel! Não se esqueça de perguntar a comida preferida dela! – exclamou alto, vendo seu pai abrir a porta de casa, rindo. – Pai! Eu te amo, cuidado e me manda uma mensagem assim que chegar na delegacia. – pediu e viu o homem sorrir assentindo, enquanto saía de casa.
Quando Jared saiu de casa, colocou seu notebook no colo e a xícara vazia em cima da mesa central da sala; pronta para finalizar sua resenha e tirar um cochilo após isto.

*****



Palácio de Buckingham.


- , por favor, nós precisamos tirar essas fotos para a sua capa na Forbes. Sua entrevista começará daqui há uma hora; e como eu já disse, precisamos das fotos! – Ginger demandou, bufou tomando o resto de whisky que tinha em seu copo, e levantando-se da poltrona em que se encontrava.
- Primeiro vocês me acordam às sete horas da manhã para combinar a minha agenda durante a semana, logo depois me privam do meu café da manhã porque eu tenho que tirar fotos para a revista Forbes, e agora eu sou obrigado a esperar uma hora por alguma pessoa idiota que irá me fazer perguntas idiotas sobre a porcaria da seleção, e como eu me sinto com ela. Madame Bymmer, ligue á essa pessoa e adie essa entrevista para daqui um mês, sou humano e preciso de espaço para respirar. – resmungou nervoso, moderando o tom de voz com a mulher loura que apenas assentiu.
- Vossa Alteza, primeiro sugiro que fale com vossa Majestade sobre esse assunto. – Ginger aconselhou o príncipe que bufou.
- Ligue agora para lá, Ginger, e diga que o príncipe cancelou a entrevista. Irei me resolver com a rainha depois. – falou e saiu da sala, ignorando á todos que faziam suas reverências para ele. Quando atravessou o grande corredor e entrou em seu quarto, finalmente pôde relaxar. Seu sábado havia começado da pior forma possível. Quando sua mãe exigiu sua presença no escritório de seu pai ele soube que não iria escutar boas coisas, e isso só foi comprovado quando a rainha lhe exibiu um calendário de sua primeira semana com a seleção; a mãe do príncipe havia programado exatamente toda a sua semana desde o começo da Seleção, nela incluía entrevistas para revistas, fotos exclusivas para o site da Seleção, passeios com cada selecionada, provas, bailes, e outras coisas que não fez questão de prestar atenção; parte por estar meio sonolento e parte por não ligar para aquilo. Sua mãe logo percebeu seu desinteresse no assunto e começou á ralhar com , fazendo com que deixasse a sala do escritório extremamente nervoso.
- Vossa Alteza .– a voz de Jonah soou cautelosa, interrompendo a linha de pensamentos do jovem príncipe. bufou ao saber que seu guarda-costas deveria anunciar a entrada da rainha, em seu quarto.
- O que diabos minha mãe quer, Jonah? – indagou, massageando suas têmporas.
- Não é a Vossa Majestade Amberly que o deseja ver, , e sim o Rei. – Jonah explicou. ergueu seus olhos para ver seu pai, o rei ao menos esperou a resposta de seu filho, adentrou o quarto.
- Obrigado, Jonah, por favor, feche a porta. – Trammor pediu e o guarda-costas assentiu, fechando a grande porta do quarto. – Que linda maneira de começar o dia, hun? Bebendo!
- Pai, fique em meu lugar pelo menos uma hora e o senhor irá perceber que um copo de Bourbon ainda é pouco para aguentar essas coisas! – exclamou e Trammor riu da fala do filho, sentando-se em frente ao príncipe.
- Amberly me mandou ver meu filho rebelde. – o rei falou, riu abrindo a garrafa de whisky, e enchendo um copo para seu pai.
- O que ela quer? – perguntou, e Trammor bebeu o líquido em seu copo.
- Ela quer que você dê a entrevista para a Forbes e para o The Sun, também quer que você seja um ótimo filho, que não fume mais maconha e nem cigarro, ela quer que você pare de beber, de ir frequentemente a pubs, entre outras coisas... – Trammor murmurou e riu, negando.
- Ela quer muitas coisas então?
- Sim, mas você só pode fazer algumas destas coisas, então meu filho; escolha. – Trammor apontou as opções para seu filho. pegou o copo repousado na mesa e bebeu o resto do líquido do whisky havia nele.
- Pai, mamãe está um porre hoje. Sabe o que significa? Que eu quero estar o mais longe possível dela, até ela se acalmar. Além do mais mandei Ginger cancelar todas as entrevistas que eu tinha para hoje, e remarcá-las para outro dia. – explicou e Trammor se ajeitou no sofá assentindo.
- Ginger me contou isso. Você sabe como sua mãe é quando estamos organizando algum evento, e quando se trata de você; então a desculpe por qualquer coisa. – Trammor disse. riu.
- Como o senhor consegue? São quantos anos de casado com mamãe? Vinte e seis? É muito tempo amando a mesma mulher, pai! Impossível! – bradou fazendo seu pai rir, um riso falso, forçado; há anos deixou de amar Amberly, na verdade o rei nunca chegou á amar a mulher que se casou.
- Alguns têm sorte outros não, você será sortudo, meu filho; a sua garota vai estar no meio das trinta e cinco selecionadas. – Trammor falou e riu sem humor.
- E se ela não estiver? E se eu não me apaixonar por nenhuma dessas garotas? Terei que me casar sem amar minha mulher?! – indagou e seu pai negou prontamente.
- Jamais, meu filho. Você irá apenas se casar com a mulher que ama. – Trammor afirmou ao seu filho. sorriu; seu sorriso não era de alívio tão pouco de felicidade, era um sorriso esperto, de quem havia acabado de ter uma ideia excelente.
- Então se eu não me apaixonar por nenhuma dessas garotas, a seleção será suspendida? – perguntou e seu pai riu ao perceber o interesse de seu filho.
- Sim, mas primeiro você vai conhecer todas essas garotas; quero que crie ligações com cada uma. Seu prazo é de um ano meu filho, se até o final do prazo você não ter encontrado o amor da sua vida, eu irei suspender a seleção. – Trammor explicou. O príncipe bufou, logo deixando uma risada escapar por seus finos lábios.
- Já é um bom começo. – riu. – O que veio fazer aqui, Rei da Inglaterra?
- Vim te avisar que essa noite você irá comigo ao palácio de Westminster. – O rei anunciou e viu seu filho franzir o cenho.
- Por que diabos você quer que eu vá em uma reunião do Parlamento?
- Porque hoje iremos escolher as trinta e cinco selecionadas. – Ele afirmou simples. negou, soltando um riso curto.
- Sinto muito, pai, mas eu não vou. Mande seus lacaios escolherem garotas gostosas para eu poder me manter entretido durante a seleção. – sugeriu e recebeu um olhar frio de seu pai, logo cessando seu riso.
- Me dê um motivo muito bom para não te obrigar a ir, .
- Bom, acho que o senhor deve ter visto, ou não, de qualquer maneira; voltou para cá, ele e Elena graças ao meu bom Deus terminaram, o que significa que precisa espairecer então como bom amigo que sou, comprei três entradas para a Libertine hoje á noite. – explicou e seu pai abriu a boca em surpresa.
- e Elena terminaram? Mas por quê?
- Porque Elena era um pé no saco e finalmente percebeu. – disse e riu, sendo acompanhado por seu pai.
- Você é terrível, moleque! – ergueu as sobrancelhas para seu pai, rindo. – Bom, meus pêsames para Elena, provavelmente perdeu o único cara que aguentava ela, e boa sorte para , passar a noite com você e Jonah não vai ser fácil.
- Isso quer dizer que eu estou livre da reunião com o parlamento? – perguntou e seu pai assentiu, enquanto se levantava do sofá.
- Sim, mas só porque provavelmente essa vai ser sua última festa solteiro. Então aproveite, meu filho. – o rei falou e fez uma careta para a fala de seu pai, entretanto, logo riu, vendo o homem abrir a porta de seu quarto.
Quando seu pai saiu de seu quarto, pegou um baseado de seu bolso e acendeu o mesmo, o príncipe puxou a fumaça para dentro de seu organismo e soltou a mesma, sentindo seus nervos se acalmarem. fechou os olhos brevemente, aproveitando da calmaria que se instalou em seu corpo, para logo os abrir devido o susto que foi escutar sua porta sendo aberta em um baque.
- Oras, Jonah! Sou a rainha da Inglaterra e infelizmente, a mãe desse ser, não precisa pedir a autorização de para me deixar entrar. – Amberly proclamou nervosa, enquanto adentrava o quarto de seu filho. – ! Por que você cancelou todas as entrevistas que eu tinha marcado hoje?
- E lá vamos nós... – sussurrou enquanto virava-se para encarar sua mãe e mais uma vez naquele dia, explicar que quem era dono de sua própria vida era ele mesmo.
*****


Casa dos Bucchampel – 13h32min.



- Fala pai! atendeu o telefone de sua casa, enquanto tentava abaixar o volume do home theater.
- Filha, apenas estou ligando para avisar que levarei Sarah para almoçar com a gente.
- Sarah seria a chefe do laboratório de análises?
- Sim, é ela, então, por favor ligue para algum delivery ou implore para Mirtes vir fazer nosso almoço – Jared pediu. riu.
- Okay, pai, eu irei ligar para o melhor delivery da cidade, apenas me fale, ela gosta de massa?
- Sim, gosta. Peça lasanha para nós, e abra um vinho, chego em casa em meia hora. Beijos minha querida, qualquer coisa, me liga que eu faço uma reserva rápida no Cochiee’s.
- Okay, delegado. Não se preocupe vamos ter o almoço aqui. Beijos, e me liga quando estiverem saindo, tudo bem? – perguntou e seu pai assentiu, após se despedirem, colocou o telefone de volta na base e praticamente correu até a sala para poder achar nas gavetas algum panfleto de delivery de comida italiana.
Após minutos de procura em vão, lembrou-se de que seu pai havia anotado os números de vários delivery na agenda telefônica que ficava na gaveta de seu escritório. A subiu rapidamente os degraus da escada, estava feliz pelo seu pai ter convidado a tal Sarah para almoçar com eles, a menina sabia que aquele era um grande passo vindo de Jared; o delegado nunca havia a apresentado alguma namorada, tão pouco teria trazido alguma mulher para almoçar com eles, isso de certa forma deixava a pequena Bucchampel feliz.
abriu a porta do escritório, e caminhou até a escrivaninha, agradeceu aos céus por não encontrar a gaveta trancada como de costume, porque assim não teria que perturbar seu pai o perguntando onde ele colocou a chave. Desde pequena, encontrava aquela gaveta trancada, no começo ela questionava o delegado sobre a gaveta, mas, conforme os anos foram se passando compreendeu que alguns documentos considerados importantes pelo seu pai encontravam-se ali; a vasculhou a gaveta, encontrado nada além de documentos de Jared, e dela, estava há um minuto de pegar seu celular para enviar uma mensagem para o delegado quando notou em meio há bagunça dos papéis e grampos soltos, um papel creme dobrado, a menina estranhou ver o papel de folha áspera, e o pegou da gaveta.
O papel estava dobrado quatro vezes, sua folha estava suja, denunciando que o documento era antigo. ponderou não mexer naquilo, pois não era de seu interesse, e era de seu pai, contudo, ao ver a caligrafia redonda e marcada de caneta azul, a garota esqueceu-se de sua ideia, logo abrindo o papel. Era uma carta, foi escrita às pressas pelo que notou, a caligrafia parecia ser feminina, porém, não foi isso que chamou a atenção completa de , e sim, o fato da carta ter no final a assinatura do nome de sua mãe.
engoliu a seco, abrindo a carta por completo, e com o coração batendo tão rápido quanto ao de um beija flor, ela leu a primeira linha:

“Querido Jare, sei que quando ler esta carta, você já terá percebido que fui embora. Sinto muito por estar fazendo isso pelas suas costas, mas eu não iria ter coragem caso fosse para me despedir pessoalmente. Fui embora assim que você saiu para comprar o leite de , leite este que se perceber nunca faltou. Sei que sua cabeça deve estar uma completa bagunça agora, assim como sei que você deve estar achando que tudo isso é uma brincadeira, ou até mesmo um sonho ruim, porém, não é.
Jared, sinto muito, mas eu fui embora; há meses estou me sentindo presa nesta casa, estou sentindo medo, e há cada hora que passa me arrependo das coisas que escolhi; coisas essas que envolvem você e . Quando nos conhecemos pensei que nosso amor poderia superar cada obstáculo da vida, pensei que seríamos para sempre, e que quando eu criasse uma família com você, seria a pessoa mais feliz do mundo, contudo, me enganei. Sinto em ter que te dizer isso, sei o quanto você me ama, e sei o quanto você lutou por mim, entretanto, terei que dizer, na verdade escrever; Jare, quando aconteceu aquele sequestro em Maio desse ano, nunca fiquei tão apavorada, estava grávida e sozinha naquele galpão abandonado esperando que aquele tormento acabasse, como você sabe nada fizeram á mim, me alimentaram, me deram água, e até mesmo lugar para dormir, contudo, não me libertaram, não até você declarar que soltasse o pai daquela quadrilha, foi aterrorizante, e foi sua culpa; culpa de seu trabalho, culpa das suas escolhas. Talvez eu não esteja sendo justa, talvez esteja errada, e me arrependa depois, mas isso não importa porque sei que estou certa agora.
Quero viver sem ter medo das pessoas, quero poder falar com todos sem me preocupar que cada palavra dita possa se tornar uma dica para invadirem minha casa e matar a minha família, acima de tudo isso Jared, quero um marido que possa sair de casa sem que eu fique preocupada e rezando para ele voltar com vida.
Jare, sinto muitíssimo por estar fazendo isso, porém fiz minha escolha; estou em busca de uma nova vida, sem você e sem ; não a levei comigo, porque sei que não poderei ser a mãe dela, não a culpo por ter nascido, apenas a culpo por ter me privado de ter feito isso há tempos atrás...
Sei que deve estar me odiando agora, e que está magoado, mas, tive que fazer o melhor para mim, tive que escolher meus caminhos, e eu os escolhi. Por favor, não me procure, não me ligue, apenas me esqueça, assim como eu irei fazer com você.
A partir de hoje, Jared você será o homem que eu desejo amar, no entanto, que não posso, você será a pessoa que eu desejo ter uma família, contudo, que não terei, pois você será minha ilusão, assim como . Não sou mais sua Kate, e nem mãe daquela pequena menina dormindo no berço, agora sou Katherine, a mulher que você amou, e que se foi, para sempre.
Mais uma vez me desculpe, sempre irei te amar Jared, mas, infelizmente não posso continuar com a vida que levo, e nem com você.
Adeus.
Katherine Jensen.”


terminou de ler a carta com os olhos cheios de lágrimas, e a boca aberta em surpresa. Aquela carta havia sido a despedida de sua mãe, ela apenas deixou para seu pai um papel com palavras escritas em tinta azul, e desculpas egoístas. A menina respirou fundo, e limpou os rastros de suas lágrimas, logo após dobrou o papel, colocando o de volta na gaveta. Não choraria pela mulher que a abandonou por puro egoísmo.
voltou para a sala com a agenda telefônica em mãos, após tomar uma lufada de ar, a garota sorriu para si mesma; Katherine só havia sido a mulher que tinha a colocado no mundo, fora isso mais nada.

*****



Palácio de Buckingham.


- e Elena terminaram? – A voz indignada de Amberly soou e bufou assentindo, enquanto sentia os flashes das câmeras sendo disparados em sua direção.
- Vossa Alteza, por favor, olhe para mim. – Wesley, um dos fotógrafos contratados para fazer as fotos do jovem príncipe para o novo site da Seleção, pediu. O olhou para o ruivo, e manteve a mesma postura, com um mínimo sorriso nos lábios.
- Céus! Mas por quê? Eles eram tão lindos juntos... – Amberly falou novamente, e riu da fala da mãe.
- Mãe, por favor, Elena era um pé no saco, não sabe a festa que fiz quando me contou que tinha terminado com ela! – exclamou, sua mãe abriu a boca indignada.
- Oh, por favor, ! Elena era ótima para ! Por que ele terminou com ela?
- Porque ele percebeu que ela só servia para uma foda e nada mais, bom, acho que nem para foda ela servia, então...
- ! Tenha modos, menino! – A rainha exigiu e mais uma vez o príncipe riu da feição da mãe.
- Prontinho, Vossa Alteza, terminamos o photoshoot para o site da Seleção. – Wesley disse, analisando as fotos tiradas em sua câmera. – Vossa Majestade, enviarei o material editado na manhã deste domingo.
- Ótimo, Wesley! Muito obrigado pelo seu serviço, mandarei um dos meus assessores entrar em contato com você. – A rainha falou, vendo o ruivo à sua frente fazer sua reverência e sorrir.
- Até a próxima, Vossa Alteza. – o fotógrafo despediu-se. limitou-se em um manear de cabeça para o homem, vendo o mesmo sair da sala, sendo acompanhado por um dos seguranças do palácio.
- De qualquer forma, mãe, não está mais com Elena, o que significa que ele está pronto novamente para a caçada, ou seja, vamos sair hoje á noite. – disse e a rainha negou.
- Nada disso, você está proibido de sair á partir de agora, ! – Amberly exclamou e seu filho balançou a cabeça em discordância, servindo um copo de água para si.
- Mãe, hoje é sábado, está solteiro depois de dois longos anos amarrado, preciso mostrar para o meu amigo como o mundo está. Sem contar que o rei deixou, e eu já comprei as entradas. – numerou, logo bebendo a água que estava em seu copo, em um único gole. – Além do mais, a partir de segunda serei preso em minha própria casa com garotas que podem se tornar minha esposa. Preciso espairecer.
- , a sua imagem precisa estar intacta para o começo dessa Seleção, caso ao contra...
- Não se preocupe rainha, seu filho sabe como manter as coisas em silêncio. – piscou, vendo sua mãe arregalar os olhos, nervosa. A rainha iria argumentar, contudo, a porta da imensa sala foi aberta.
- Vossa Majestade Amberly, Vossa Alteza ; Kyle está aqui trazendo algumas roupas para a manhã de segunda. – Ginger anunciou, e a rainha assentiu, vendo bufar.
- Quando teremos tempo para almoçar? – o príncipe perguntou, Amberly sorriu, enquanto mandava Ginger deixar o assessor de moda adentrar a sala.
- Oh querido, sinto muito, mas, acho que vamos pular essa refeição. Ainda bem que você tomou café da manhã. – a loura disse e arqueou as sobrancelhas negando.
- Mas eu não tomei café!
- Bom, neste caso, ainda bem que você comeu alguns desses canapés! Kyle meu querido, quanto tempo! – A rainha cumprimentou Kyle. bufou impaciente, e se serviu de mais um copo de água. O príncipe esperava ansiosamente para a noite chegar rápida, caso ao contrário, ele enlouqueceria com esse dia.

*****


Casa dos Bucchampel, 19h12min.


O dia havia se passado rápido para . Depois de almoçar com seu pai e Sarah – a mulher que trabalhava para o laboratório criminalista da delegacia–, a dedicou-se aos seus livros e resenhas pendentes. Graças ao tempo livre, junto com a mania de pular refeições, conseguiu terminar as três resenhas, antes do prazo estipulado, e antes mesmo do celular berrar indicando que estava a ligando.
- Fala minha, querida. – falou, enquanto esperava as unhas de seus pés secarem, riu do outro lado da linha.
-“Você terminou os livros, né sua puta?”
- Claro né mon amour, para você ter ideia, já terminei de pintar minhas unhas; pé e mão, tá?
- “É assim que eu gosto! ativa! Bom, amiga, só liguei para te avisar que 20h40min estou na sua casa para te buscar, sua folgada!” - falou, fazendo rir de sua fala.
- Okay, vou combinar com o delegado que horas tenho que chegar em casa, você sabe, amanhã é domingo de folga e ele adora me levar para a casa do campo – A disse e escutou rir escandalosamente.
- “Não acredito que escutei isso! você tem quase vinte anos nesse rabo gordo, e ainda precisa ver com seu pai o horário de chegar?!” perguntou zombateira, riu.
- Fazer o que né, respeito meu velho, e cumpro com o combinado! – A mais nova exclamou, escutando a risada de . – De qualquer forma, amanhã vou passar o dia relaxando naquela casa maravilhosa, sentindo aquele sol maravilhoso, enquanto dou boas risadas de você estudando para sua prova de cálculos geométricos.
- “Touché”. - riu. - “Bom, pelo menos eu vou aproveitar minha noitada que vai até às seis da manhã, enquanto você Cinderella vai ficar só até meia-noite”
- Para quem não ia é o suficiente, tá bom? – A garota contra atacou a fala da melhor amiga, rindo em seguida.
- “Okay, garota de respostas rápidas! Vou desligar porque preciso terminar de pintar as minhas unhas, faltando vinte minutos para às oito to aí na sua casa, tudo bem?”
- Entendido, senhorita! Não esquece de trazer o formulário da seleção para meu pai, tentei achar o meu, mas acho que acabei o jogando no lixo junto com as tranqueiras que habitavam minha bolsa. – disse rindo junto a .
- “Pode deixar, e olha, não se esquece; vinte e quarenta to na sua casa” - avisou e murmurou em concordância, depois de ambas se despedirem, e repetir seus avisos, as meninas desligaram a ligação.
levantou-se do sofá de sua casa, pegando seu celular para checar o horário, ela precisava começar a se arrumar, caso ao contrário chegaria, e ela ao menos teria feito sua maquiagem. Após enviar uma mensagem para seu pai perguntando onde ele estava, subiu a escada e adentrou seu quarto, a abriu a porta de seu closet mediano, pegou as sacolas da Armani, junto com as dos Louboutin, e as colocou na cama; Bucchampel tirou o vestido preto que havia comprado da sacola, e o analisou, e Janette tinham razão o vestido Abyss by Abby era perfeito, colado ao corpo, com um decote mediano na parte do colo, e da cor metálica; um preto iluminado por prata, um grande vestido, para uma grande noite. pensou enquanto organizava o vestido em cima da cama, junto com o par de saltos meia-pata preto da Louboutin.

*****


- Filha, acabou de chegar. – Jared anunciou adentrando o quarto de , se deparando com um cômodo cheio de sacolas jogadas, uma caixa de sapatos aberta e uma em pé calçando um de seus saltos altos.
- Eu sei, escutei ela buzinando quando estava virando a esquina daqui. – Bucchampel falou um tanto desesperada, seu pai riu.
- Está atrasada, não é mesmo?
- Não muito, mas falou que estaria aqui faltando vinte minutos para às oito e bom, ela chegou faltando sete. – terminou de calçar seus louboutin, e caminhou até seu closet para passar seu perfume.
- Irei atrasar alguns minutos, seja rápida. E filha, esse vestido não tá muito curto, não? – Jare perguntou e riu da fala de seu pai, parando pela primeira vez desde que começou á se arrumar, para poder olhá-lo.
- Pai, eu te amo. – A menina disse e o delegado riu rolando os olhos.
- Seja rápida e coloque uma jeans e camiseta. – O pai de brincou e a menina riu assentindo, vendo o homem sair de seu quarto. Não faltava muito para ela ficar pronta, na verdade as coisas mais difíceis tinham sido feitas, o que na cabeça de Bucchampel era uma ótima coisa; após passar seu perfume colocou o colar de fino cordão banhado á ouro branco com pingentes de um lápis e um livro pequeno, após colocá-lo , pegou sua bolsa de mão prata e saiu do quarto praticamente correndo para encontrar .
- Estou aqui, já cheguei! – exclamou descendo o último degrau da escadaria de sua casa, ergueu os braços para o céu e levantou-se do sofá.
- Já estava na hora né Cinderella. – zombou fazendo com que Bucchampel erguer-se o dedo médio para a melhor amiga.
- Por que Cinderella? – Jared perguntou curioso enquanto observava as duas amigas na sala.
- Porque é uma pessoa que adora inventar apelidos. – falou rolando os olhos, riu e se aproximou da melhor amiga.
- Gata, você me conheceu assim, não pode mudar de opinião agora. – defendeu-se fazendo rir em concordância. – Agora, amiga como você está linda! Os homens da Libertine que se cuidem porque você está de matar!
- Não exagere, ! Você também está um arraso! – elogiou a melhor amiga que sorriu assentindo.
- Disso eu sei. – A disse fazendo rir de sua presunção. - Vamos? Jane foi inventar de ir primeiro e agora tá dentro da boate sozinha. – fez uma breve careta, riu.
- Jane tem que entender que não é porque ela chega primeiro que chegaremos logo em seguida dela! – bradou e riu.
- Melhor dizendo; Jane tem que entender que quando saímos com você, todas devem sair juntas. – refez a fala da melhor amiga, recebendo mais uma vez naquela noite o dedo médio de estirado em sua direção.
- Deixa eu me despedir do meu pai, com licença. – falou passando do lado de que riu. – Pai, estou indo.
- Bom, vamos aos avisos; nada de beber demais, nada de se drogar, tome cuidado, e não acredito que vou dizer isso, mas, não faça sexo sem camisinha – Jared precaveu sua filha, e riu abraçando seu pai, Jare abraçou a menina e lhe depositou um beijo na cabeça.
- Sei me cuidar pai, não precisa se preocupar. – afirmou e o delegado sorriu.
- Eu sei que sabe, mas, filha, eu sempre vou me preocupar. – o homem disse e riu, se afastando do pai. – E , você está dirigindo não consuma álcool, não arranje confusão no trânsito, nem na boate, e não se drogue ou fique com alguém que faça isso – Jared pediu e a garota de cabelos acastanhados assentiu, batendo continência para o delegado.
- Não se preocupe tio, sou uma pessoa totalmente responsável no trânsito e não saio com badboys. – riu da fala da melhor amiga.
- Não mesmo? Porque eu acho que Scott prova ao contrário – falou se referindo ao colega de curso de . abriu a boca indignada, mas, logo riu.
- Scott é uma exceção.
- Todos são afinal. – completou a fala de que soltou um gritinho indignado.
- Lewis Bucchampel se você não calar a boca, vou deixar a Jane com você a tarde toda no domingo amanhã – ameaçou e negou prontamente.
- De jeito nenhum! Amanhã eu vou para CotsWolds e bom, Jane iria atrapalhar minha viagem para relaxar e a transformaria em uma viagem para falar sobre A Seleção – falou fazendo uma careta, Jared e riram.
- Ah, falando em Seleção; tio eu trouxe o formulário, toma – abriu a pequena bolsa e pegou o papel dobrado.
- Obrigado ! Você salvou a pátria – O delegado disse em exagero, fazendo as meninas á sua frente rirem.
- Bom, agora vamos porque estamos mais do que atrasadas! Jane vai nos matar – anunciou e riu assentindo.
- Beijo, pai. Meia-noite estou em casa, sem falta – falou e rolou os olhos.
- Tchau tio, meia-noite trago a de volta – avisou e a deu um beijo na bochecha.
- Você é a melhor amiga da face da terra – a menina exclamou e riu rolando os olhos.
- Eu sei, eu sei. Agora vamos; você pode ser britânica, mas, meu amor, sua relação com horários com toda certeza é americana – brincou e riu, junto da amiga.
- Tchau meninas, tomem cuidado, e qualquer coisa me ligue – Jared pediu e sorriu assentindo enquanto virava-se para fechar a porta.
- Pode deixar delegado, e não me espere acordado. Amanhã iremos sair cedo – lembrou e Jare riu, a menina fechou a porta, escutando buzinar para si. rolou os olhos para a melhor amiga rindo, de certa aquela seria uma longa noite para ela e suas amigas.

*****


Libertine Club – 20h24min, 2015.


- Caralho, isso daqui tá cheio! – exclamou olhando para a grande boate, riu da fala do melhor amigo, caminhando atrás de Jonah até a área reservada.
- Sabe Clark, você não precisa empurrar as pessoas e andar na minha frente como se fosse meu guarda-costas, lembre-se você está de folga. – advertiu sentindo diversos flashes de câmeras dos celulares sendo disparados em sua direção. Uma das coisas que não gostava na parte da pista do Libertine era a quantidade de fiéis que encontrava ali, todos sedentos para ter uma foto do futuro rei da Inglaterra em seu celular para depois vender para algum jornal local, nunca se deu bem com a plebe, partes pela a arrogância que herdou de sua mãe.
- Eu sei disso , assim como sei que você não saberia sair de uma situação dessas sem ao menos xingar alguém que tentasse te puxar. – Jonah disse e riu da frase do guarda-costas de .
- Ah calem a boca! Sei me controlar okay?
- Lembra de quando ele socou o paparazzy por ter chamado ele de putinha mimada? – riu ao recordar a cena que foi ter nocauteando um fotógrafo ambulante.
- Isso que ele sabe se controlar ein – Jonah debochou finalmente parando em frente á divisória do clube noturno, havia um homem negro, alto parado em frente á porta de vidro fosco.
- As entradas, por favor – o homem pediu, Jonah entregou o dele, e adentrou o local, sendo acompanhado por e em seguida por .
- Vossa Alteza – o segurança reverenciou , que maneou a cabeça adentrando a parte VIP da boate; A Libertine tinha um andar inteiro reservado apenas para as pessoas que pagavam pela a área exclusiva, havia um grande bar com dois bartenders, uma imensa pista de dança e algumas mesas espalhadas para aqueles que queriam conversar. Geralmente as pessoas que ficavam na área VIP do clube noturno eram celebridades britânicas, modelos, e os estudantes de faculdades como Oxford e Cambridge.
- Olha só, mal chegamos e já estamos sendo alvo de olhares – Jonah comentou para os rapazes ao seu lado que riram.
- Vocês estão com o príncipe da Inglaterra meus caros, já deveriam estar acostumado com isso – As palavras de saíram presunçosas, fazendo rir.
- Pare de ser presunçoso , e vamos beber alguma coisa. Se fomos começar á noite da putaria que seja logo então – rolou os olhos, e riu abraçando seu amigo pelos ombros.
- É assim que se fala, meu irlandês favorito. – disse recebendo risadas do jovem lorde.
- O que a realeza deseja? – Yahel o bartender gay perguntou para e seus amigos, jogando olhares significativos para os homens á sua frente.
- Três copos de whisky puro – pediu e o jovem de cabelos assentiu, lançando um sorrisinho para o príncipe da Inglaterra.
- Olha lá, já começou a caçada dele. Yahel é bom partido, ! – zombou o amigo que lhe mostrou o dedo médio.
- Vai se foder e vê se arranja uma menina para tirar os restos do gozo de Elena que deve ter em seu pau – riu negando.
- Calma lá ! Ainda estou estudando o campo para caçar – O avisou e riu da fala de seu melhor amigo.
- A caça é boa aqui , as presas são fáceis – contou fazendo seu amigo rir.
- Vocês dois, parem de falar como se estivessem caçando, além disso ser puta estranho, é um pouco machista se referir às mulheres como presas – Jonah falou e tanto quanto riram da frase de seu amigo.
- Não estamos sendo machistas, algumas mulheres usam o termo “caçada” quando vão para a boate, e se você acha estranho isso, imagine caçar com . O cara é um porre – reclamou e negou.
- Você que não sabe atirar meu caro defendeu-se fazendo seus amigos rirem, em poucos minutos Yahel chegou com os whiskys dos homens, e após dar uma cantada em foi atender outras pessoas.
- Não acredito que ele falou isso! “Não se preocupe sugar lips, todos nós um dia provamos do arco-íris” – repetiu a frase do bartender fazendo rir altamente.
- O cara é legal, mas, você sabe , meu negócio é com mulher – falou e riu tomando um gole de whisky.
- Você poderia dar uma chance ! O cara te cantou! O que você acha Jonah? – perguntou ao em pé ao seu lado, que olhava para frente fixamente. - Clark?
- Esse daí já começou á averiguar as presas, bebeu todo o líquido de seu copo. – Ei, viado quem é a da vez? – perguntou ao seu soldado que virou-se para ele, rindo.
- Ah cala a boca, não tem a da vez. Tem a da noite é diferente – Jonah falou e viu o rolar os olhos – Está vendo aquela loirinha ali? Conheci antes de ontem quando seu pai foi anunciar a seleção na Universidade de Londres. – Os três homens olharam para a loura vestida em um tubinho vermelho, sentada em uma das mesas espalhadas tomando seu Cosmopolitan.
- Ela é gostosinha Clark – comentou observando a loura de expressão impaciente – Mas, é bem –inha mesmo.
- tem razão, ela é bonita, mas, nada de interessante – falou terminado de beber seu whisky.
- , sem querer ofender, mas você não tem moral para falar porra nenhuma da loirinha, a Elena era mais seca que isso – apontou e ergueu seu dedo médio para o príncipe.
- Bom, garotos aquela ali é a escolhida da noite – Jonah anunciou e riu da fala do amigo.
- Escolha boa Clark, apesar dela ser somente gostosinha, ela tá sozinha o que facilita sua caçada – falou e Jonah rolou os olhos, deixando seu copo quase vazio em cima do balcão.
- Ou, não – fez um gesto com a cabeça para os amigos olharem para onde ele estava olhando.
- Ela está acompanhada – murmurou vendo duas garotas adentrarem a área exclusiva rindo altamente, enquanto caminhava até a loura que já havia se levantado da cadeira, indo até as amigas.
- A loirinha trouxe companhia – respondeu olhando para a jovem moça de vestido ébano com um decote V realçando seus seios.
- Acho que nós estamos preparados para caçar, garotos – proclamou, direcionando seu olhar para de cabelos longos que havia o desafiado no dia em que A Seleção foi anunciada.

*****


- Jane, minha loura favorita! Você sabe que eu te amo, não é mesmo? – perguntou ao encontrar a loura vestida de vermelho.
- eu vou te matar, sabe quanto tempo eu fiquei esperando vocês chegarem? Uma eternidade! – Janette falou e riu do exagero da amiga, pegando a bebida em sua mão e dando um gole.
- Culpa da Cinderella, cheguei na casa dela uns minutinhos mais tarde para dar mais tempo para ela se arrumar, mas, quem disse que tava pronta? – disse retórica e rolou os olhos para a melhor amiga.
- Isso! Joguem a culpa na pobre garota que não tem noção de horário – reclamou e riu a mandando um beijo no ar.
- Espera como assim Cinderella? Não me diga que você...
- É... amanhã vou passar o dia na casa de campo, ou seja, vou ter que acordar cedo.
- ! Não acredito que você só vai ficar até meia-noite! – Jane exclamou alto, riu da indignação da amiga.
- Ei fala baixo, ninguém precisa saber que eu vou embora meia-noite. E bom isso é um grande avanço, para quem não ia vir – A gesticulou e Janette desfez o bico de birra que havia feito.
- Relaxa gata, vai dar tempo suficiente para a gente aproveitar a noitada. O que me dizem; shot de tequila ou dançar Lean On? – perguntou e passou o braço pelos ombros de suas melhores amigas.
- Antes, disso meus amores, nós vamos encontrar o Scott, Luke e o resto do povo da minha sala para começarmos á noite bem – disse e riu de sua fala, caminhando junto á e Pryce até a parte mais movimentada da área exclusiva da libertine.

*

- Oh não, você realmente está falando sério? – Luke perguntou alto ao lado de , faziam vinte minutos que as garotas haviam chegado no clube noturno, Ellie Goulding berrava nos tímpanos das pessoas que estavam na Libertine, e o álcool corria solto pela noite.
- Sim! Faço Literatura Inglesa, sou totalmente humanas! – exclamou bebendo o resto de seu Sex on the beach, o ao seu lado riu balançando a cabeça para o lado.
- Garota, como você consegue? Só leio porque preciso, caso ao contrário nem isso faria! – Luke protestou fazendo rir.
- Qual é loiro! Ler é melhor do que quebrar a cabeça fazendo cálculos, analisando estruturas, e outras coisas que envolvam números, desenhos geométricos e matemática – falou e o mais alto negou, colocando seu copo em cima da mesa em que ele e a turma de dividiam.
- Pois eu prefiro o contrário disto, acredite , o último livro que eu li foi no ensino médio, para fazer uma prova de literatura inglesa. Vale contar que quase reprovei nessa matéria. – Collins piscou fazendo a rir, colocando seu copo ao lado do de Luke. – Mas, vamos parar falar de faculdade e falar sobre nós.
- Sobre nós? – perguntou surpresa erguendo uma de suas sobrancelhas. Luke assentiu, se aproximando mais da garota baixa.
- Sim sobre nós, você é uma garota muito linda – Luke elogiou a moça colocando sua mão no pescoço de Bucchampel, a mais baixa se afastou do loiro minimamente.
- Ah obrigada, Luke, você também é muito legal – falou, vendo Collins rir baixo, colocando suas mãos na cintura da . arregalou os olhos ao ver que a boca do loiro se aproximava da sua, o desespero de ser beijada após meses sem beijar alguém lhe consumiu, o álcool que estava em seu sangue não era suficiente para esquecer que Luke seria a primeira pessoa que beijaria após Keith, e apesar de achar o loiro um cara bastante atraente, não estava preparada para dar esse passo, não estando sóbria o suficiente para se deixar ultrapassar essa etapa pós término.
- Vou pegar mais bebida – interrompeu as ações do garoto, virando o rosto enquanto se afastava de Luke.
- Como?
- Bebida, estou com sede, aqui está muito quente e... É isso, já venho Luke! – exclamou rápido demais, nervosa demais, mas, ela não se importou com aquilo. Deu um sorriso forçado para o loiro, e saiu rumo ao bar, o deixando com a sobrancelha vincada em confusão. Enquanto caminhava esbarrando em algumas pessoas sentiu seu braço sendo puxado, a garota estava pronta para berrar com a pessoa que o puxava quando viu uma descabelada e uma expressão de poucos amigos no rosto.
- O que diabos foi aquilo? – indagou enquanto soltava o braço de .
- Aquilo o quê? – questionou e rolou os olhos, as pessoas esbarravam nela enquanto caminhavam para a pista de dança, bêbadas suficientes para não se importarem com as duas garotas baixas que estavam paradas conversando.
- Por que você não beijou o Luke? – perguntou óbvia e direta, abriu a boca e balbuciou duas vezes antes de responder sua melhor amiga com outra pergunta:
- Você estava me olhando?
- Responda minha pergunta primeiro Bucchampel! Por que você não beijou o Luke? – questionou e deu de ombros.
- Porque eu estou com sede – deu a mesma desculpa que usou com Collins para que rolou os olhos.
- o cara tava na sua, por que diabos você fugiu? – indagou novamente, bateu o pé no chão em sinal de birra.
- eu já te respondi! Por que você estava me olhando?
- Porque eu sabia que você ia fazer alguma merda! Agora diga a verdade! - exigiu e Bucchampel bufou voltando á caminhar com sua amiga até o bar.
- Porque eu não me senti preparada para beijar ele – riu da resposta de sua amiga, parou de andar em frente ao bar para encarar incrédula.
- Isso é sério? – A melhor amiga de Bucchampel perguntou e assentiu cruzando os braços abaixo de seus peitos. – minha querida, você não precisa se preparar para beijar um cara, você só beija! Beijar é como andar de bicicleta não importa quanto tempo você não pratica, você nunca esquece!
- Argh ! Que coisa estúpida! – exclamou e riu da melhor amiga.
- Não posso fazer nada, docinho, é a verdade. Agora vamos encher teu rabo de cachaça porque o que te falta é coragem – falou e riu assentindo, as meninas deram curtos passos até o bar da grande boate, parando em frente á bancada e encostando seus corpos ali.
- Agora é sério , não precisa ficar me observando, além de ser estranho para mim, você perde a oportunidade de ficar com o Scott, de novo – fez uma careta, e riu negando.

- Não perdi oportunidade nenhuma, não quis ficar com ele de novo, qual é amiga! Figurinha repetida não completa o álbum – pontuou e riu altamente da resposta que lhe foi dada.
- Gostei, na próxima vida quero nascer falou e sua amiga riu, estendendo a mão para chamar um dos bartenders.
- ! Já estava me perguntando quando você voltaria! Frank está morto de saudades – Yahel apareceu e riu, negando.
- Pare de ser uma bixa má Hel! O que aconteceu com Frank e eu foi coisa de um dia, ou melhor de uma noite – falou e o homem de cabelos riu. – Deixei-me te apresentar; Hel está é minha melhor vadia.
- Ui! Sua melhor vadia! é um prazer te conhecer! – Yahel se aproximou de e beijou sua bochecha. – Você é carne nova, nunca te vi por aqui!
- Sim, ela é! Passou dois longos anos em uma jaula, faz pouco tempo que ela saiu – falou e o bartender assentiu, virando seu rosto e esboçando um sorriso para a ao lado de .
- Oh sim, já sei do que você precisa, meu docinho, de um BDSM.
- BDSM? – perguntou surpresa, e o bartender assentiu.
- Sim, ele é forte e gostoso, como uma foda sádica. Depois de um desse meu amor, você já vai se sentir mais solta – Yahel anunciou e riu, olhando para surpresa.
- Bom, se for assim eu aceito! – exclamou e viu o recém amigo rir alto.
- É assim que eu gosto! Só vou atender aquela loirinha e já faço o seu – o rapaz falou apontando para a loira bebendo um Martini enquanto olhava fixamente para o lado.
- Espera, aquela ali é a Jane? – perguntou para , indicando a loura para sua melhor amiga.
- Pensei que ela estava com o Kurt – murmurou e assentiu.
- Eu também. Será que aconteceu alguma coisa?
- Não sei, mas, vamos descobrir. Hel, meu amor, leve o drink de para onde está aquela loura, okay? – perguntou e o amigo assentiu, enquanto anotava o pedido de alguns caras ao lado de Jane. Não demorou muito para que as duas melhores amigas chegassem onde Janette estava sentada, e ocupasse os lugares vazios ao lado dela.
- O que você está fazendo aqui Janette Pryce? – indagou em um tom divertido, sentando-se ao lado esquerdo da loira.

- Refazendo sua pergunta ; o que você está fazendo aqui, enquanto poderia estar com Kurt? – perguntou lançando uma piscadela para a melhor amiga que riu assentindo. Jane ergueu seu tronco tentando enxergar algo atrás de .
- Que Kurt? – A loira questionou olhando para , um pouco alheia do assunto que foi lhe referido.
- Kurt Campbell, o ruivo gato que além de estudar com a , joga rugby nos dias livres – falou óbvia e Jane rolou os olhos.
- Ah o Kurt, bom, não sei, mandei ele ir pastar – As palavras da loira deixaram tanto quanto surpresas.
- Como assim você mandou Kurt ir pastar? Você saiu pendurada no pescoço dele Janette! – exclamou e Jane bufou, desistindo de esticar seu pescoço e focar nas duas amigas ao seu lado.
- Eu sei , contudo eu mudei de ideia, assim que vi quem estava aqui. – Jane falou e esboçou um sorriso para as meninas.
- Quem está aqui, Jane? – perguntou vendo a loira se entusiasmar.
- . – riu da fala da amiga, balançando a cabeça para os dois lados.
- Sério Jane? Amiga, pelo amor! Você bebeu quantos Martinis?
- Ai , para de ser chata! Estou falando sério, ele está aqui – Janette falou nervosa pela a fala de sua melhor amiga, antes de abrir a boca, a interrompeu:
- E onde o herdeiro do trono se encontra para você ter largado Kurt Campbell e ficado aqui sozinha? – perguntou para Jane que apontou para trás de .
- Atrás da filha do delegado – virou-se no momento em que Jane falou que encontrava-se atrás de si. A loira tinha razão realmente estava na boate, ainda por cima atrás de si; não escondeu sua surpresa ao ver parado há alguns metros de si conversando com seus dois amigos ambos louros.
- Caralho o príncipe tá mesmo aqui – exclamou parada ao lado de que assentiu lentamente enquanto via beber de seu whisky.
- E ele está com Jonah. – completou a fala, assentiu, pegando a bebida de Jane e a finalizando. Não demorou muito para que notasse que estava sendo alvo de olhares curiosos, sua surpresa, no entanto foi ver os olhos da garota da University College London o encarando, o príncipe deixou que seus lábios se curvassem em um sorriso libidinoso e ergueu seu copo em direção á . A piscou algumas vezes e virou-se rapidamente.
- Okay, o que diabos foi isso? – perguntou baixo ao lado de , vendo a mais nova balançar a cabeça.
- Ele lembrou de mim. – sussurrou e riu baixo da expressão de sua melhor amiga. Não podendo comentar nada, pois Jane se aproximou das melhores amigas.
- Viram, hoje é a minha noite de sorte!– A loira empolgou-se, parando ao lado de – E de vocês também, aquele não é seu amigo de Nova York, ?
- Sim, é o Jonah – respondeu e Janette abriu o maior sorriso.
- Ótimo! Vamos cumprimentar ele! – Jane falou e negou rapidamente.
- De jeito nenhum Jane! Ficou louca?
- Vocês são amigos, você tem que cumprimentar ele assim, como eu tenho que ficar com está noite – Jane argumentou e riu da fala de sua amiga.
- Jane eu não acredito que você deixou de ficar com o Kurt porque preferiu flertar com o príncipe – expressou em um misto de indignação e divertimento, Jane rolou os olhos.
- Amiga, está na Libertine no mesmo dia que eu, amanhã vai ser anunciada a Seleção e eu vou participar, isso não soa, como destino para você?
- Isso soa como coincidência, e até mesmo um pouco de obsessão vindo da sua parte Jane – contrapôs e a melhor amiga rolou os olhos.
- Isso é sério , é muita coincidência para um dia só! Isso é Deus avisando que é destinado á mim! – Jane exclamou e soltou um risinho, a loira ignorou o gesto da amiga e virou-se para – Você vem ou não?
- Gata, eu te amo muito, mas, vim aqui para o bar dar uma ajudinha para nossa Bucchampel parar de frescura, então não – falou e Jane arregalou os olhos, fazendo um bico.
- Qual é ! A é bem grandinha, sabe fazer as coisas sozinhas!
- Jane, meu amor, desculpa, mas, esta noite á fica comigo, você sabe, preciso de alguém para encher a cara comigo – livrou sua melhor amiga, que riu assentindo, jogando os ombros por cima dos de .
- Grandes amigas, vocês são ein! Vou lá não me desejem sorte, porque isso eu estou tendo de sobra – Jane pegou a bebida da mão de Yahel, e saiu sem ao menos aguardar a fala de suas melhores amiga.
- A loirinha é amiga de vocês? – Yahel perguntou e assentiu rindo, enquanto pegava a bebida avermelhada da mão do bartender. – Ela não parava de olhar para o príncipe.
- Eu sei – falou e riu da fala meio esganiçada da após beber um gole de seu drink. – Isso é forte para porra.
- E gostoso, não é mesmo querida? – Yahel perguntou e assentiu rindo. Enquanto bebia a bebida.
- Acho que vou querer mais um desse – anunciou e escutou rir.
- É assim que se fala minha britânica favorita – disse e riu, abrindo sua bolsa, e pegando o celular que vibrava.
- Mas, antes, eu vou ligar para meu pai, quatro mensagens, ele deve estar preocupado – bebeu o resto de sua bebida. riu.
- Vá lá, não queremos que ele invada a boate em sua busca, querida – zombou e riu erguendo o dedo médio.
- Vai se foder ! Já venho, e bom só queria te falar que depois desse drink, nós vamos fazer uma rodada inteira de shot quem beber mais, paga a conta – levantou da cadeira e saiu de perto de sua amiga. riu negando, junto de Yahel.
- Acho que sua amiga vai ficar extremamente bêbada esta noite – o bartender comentou vendo caminhar para a parte onde ficavam os banheiros.
- Acredite Hel, isso é uma boa coisa – falou e o bartender riu pegando o copo vazio da bancada e erguendo para a menina.
- Aos bons ventos.

*****


Casa dos Bucchampel, 20h45min.


- Por Deus, ainda bem que você ligou, já estava ficando preocupado! – Jared exclamou assim que atendeu o seu celular, escutando sua filha rir.
“Desculpa, pai, chegamos atrasadas e Jane surtou, logo após isto eu acabei me empolgando, e acabei esquecendo de avisar que tinha chegado”
- Está tudo bem? Você está se divertindo? – Jare perguntou sentando-se no sofá, observando o porta-retrato de sua filha consigo.
“Sim, está sendo uma ótima companhia para mim, e pai, acho que não voltarei sóbria para casa” Jared riu da fala de .
- Tudo bem querida, andando com duvidaria muito que chegasse. Jane está com você? – o delegado indagou e negou esganiçada.
“Não, ela está tentando conquistar o príncipe, vê se eu posso com isso pai?” ria de sua situação, fazendo seu pai sorrir. “Pai, vou desligar tudo bem? Tenho que voltar para lá, senão vem atrás de mim.”
- Okay filha, tome cuidado e qualquer coisa me liga – Jared pediu, escutando o barulho do som daquela boate em seu ouvido.
“Eu sempre tomo, delegado. Se cuide, vá dormir cedo, e pai, eu te amo” falou e seu pai riu.
- Também te amo, filha. Não chegue tarde em casa.
“Pode deixar, beijos, e nos vemos daqui algumas horas”
Jared se despediu de sua filha, logo desligando a chamada. O delegado de Londres pegou o porta retrato que estava em suas mãos, e riu sozinho; havia se tornado uma bela mulher, não só no físico como internamente, o homem sempre soube que era pai coruja, amava incondicionalmente sua filha e ver que ela havia se tornado uma boa pessoa era motivo de orgulho. Tudo em sua vida estava nos conformes; sua vida profissional, fraternal, e agora só faltava a amorosa, há anos não se apaixonava por alguma mulher, parte por sempre estar focado demais em sua filha e trabalho, e parte por não se sentir pronto para ter um relacionamento.
Katherine havia sido um grande amor para o delegado, sua perda casou inúmeras noites mal dormidas e lágrimas gastadas por Jared, o homem de cabelos negros nunca entendeu o motivo de sua esposa ter o abandonado, e ter abandonado sua filha, era impossível contar quantas vezes ele procurou sua ex-esposa por meio de registro de chamadas, ou número de celular, contudo Kate não queria ser achada, e o delegado entendeu isso após longos meses á sua procura.
Olhando para a foto em que ostentava um belo sorriso, ao seu lado no dia do aniversário de casamento de sua mãe, ele percebeu que a melhor coisa que Katherine fez durante todos os anos em que estiveram juntos foi ter dado para ele; sua filha era seu bem mais precioso com toda certeza, e saber que ela estava apoiando a ideia de Jared namorar Sarah era uma ótima coisa.
O delegado deixou o porta-retrato de volta no lugar e resolveu chamar a chefe do laboratório de analises da delegacia para jantar com ele na noite de domingo, foi quando ele estava desbloqueando o celular que a campainha tocou. Bucchampel estranhou o fato de alguém estar tocando sua campainha naquela hora da noite, contudo levantou-se da poltrona que estava sentado, pegando sua arma e a colocando em suas costas, no cós de sua calça. Era uma atitude paranoica, mas, sendo o delegado da maior delegacia na capital da Inglaterra era um ato compreensível.
Após a campainha tocar pela terceira vez, Jared abriu a porta não escondendo sua surpresa ao ver Keith Kottson em frente á sua porta carregando um buquê de rosas, e um violão em suas costas.
- Boa noite, delegado Bucchampel, a está em casa?

*****


Libertine Club, 21h12min.


- , você deveria parar de observar essa garota e dar bola para a loirinha que está te olhando á noite toda. – Jonah sugeriu referindo-se á loira do vestido vermelho tubinho. riu negando.
- A loira não faz meu tipo Jonah, fique com ela para você. – falou e Clark negou, soltando um riso.
- Perdi o interesse na loira quando ela derrubou a bebida na sua camiseta com a desculpa de estar bêbada. É como dizem; não compre a mercadoria só pela embalagem – Jonah disse e riu batendo nas costas de seu amigo, tirando seus olhos pela primeira vez da de olhos .
- Por que você não gosta das minhas groupies?
- Elas não são groupies, você não é uma estrela de rock , apesar de ser facilmente confundido com uma por causa do seu comportamento – Jonah rolou os olhos, e riu negando.
- Okay, não vamos chamá-las assim; vamos chamá-las de royal groupies piscou e viu seu guarda-costas rir.
- Nada contra esse nome, mas, não. E respondendo sua pergunta não gosto das suas “royal groupies” pelo simples fato delas serem fúteis demais, sem querer generalizar, mas, cara, a maioria só tem como objetivo transar com você na vida. Gosto de garotas com ideologias, entende? – Clark perguntou e assentiu rindo.
- Clark você é um bichinha, cara é só comer, não precisa ter todo esse sentimentalismo. – bebeu um gole de sua cerveja depois que falou, Jonah rolou os olhos.
- Eu gosto de mulheres com ideologias ! Não vou viver de foda para o resto da vida.
- Não adianta discordar , não se esqueça que Jonah Clark é do signo de câncer, costuma ser otário de vez em quando – zombou Jonah, se juntando aos amigos carregando dois copos de whisky consigo.
- Ah vai se foder ! – Clark exclamou vendo o rir. – Onde você estava ein?
- No bar – disse simples entregando as bebidas aos rapazes á sua frente.
- Nós estamos no bar indicou o local com suas mãos, o lorde ergueu as sobrancelhas em sinal de esperteza.
- Não deste lado do bar meu caro príncipe.
- Cacete , você foi até onde estavam as gostosas da UCL? – perguntou e assentiu.
- Sim, as duas estão apostando quem paga a conta fazendo rodadas com shots de tequila, , parece ser a mais sóbria das duas – disse e viu os amigos franzir o cenho – é o nome da minha gostosa, o da sua garota, não consegui escutar.
- Espera, você disse ? – Jonah questionou, balançou a cabeça concordando lentamente enquanto bebia um gole do whisky de Clark – que estuda na Universidade de Londres, precisamente na University College London?
- Sim cara, o que foi?! – perguntou impaciente e Jonah riu baixo, incrédulo com a coincidência.
- e eu nos conhecemos há mais de um ano.
- Você tá falando sério, seu guarda do caralho? – indagou e Clark assentiu rindo.
- Sim, ela me apresentou as duas amigas dela; a loira e a não gravei os nomes delas, mas, a sua garota, , não gosta muito de você não – Jonah avisou e sorriu assentindo.
- Eu sei, soldado Clark, ela deixou explícito isso na última vez em que nos encontramos.
- Espera, você disse que conhece a garota que eu estou maluco para pegar desde a hora em que ela chegou? Porra Jonah! Sabia que você poderia ter facilitado para mim? – perguntou indignado, o ao seu lado riu.
- Desculpa dude, fazia anos que eu não via a , acabei nem percebendo que era ela. – Jonah se explicou e tomou o copo de whisky da mão do soldado.
- Pois bem para você se desculpar direito, você vai me apresentar para ela – exigiu e Jonah negou rindo.
- Não, ela está se divertindo ali com a amiga dela, não vou atrapalhar.
- Mais um motivo para você ir! Também quero me divertir com ela. Vamos lá Jonah, você me deve essa – recorreu ao sentimentalismo, o riu alto, sendo acompanhado pelo príncipe.
- Qual é ! Fala para o lorde que ele tem que aprender á conquistar as mulheres dele sozinho! – Jonah apelou para que riu negando.
- tem razão Jonah, você deu uma fora. Vamos lá para você nos apresentar para sua amiga – disse e o guarda-costas ergueu as sobrancelhas para . – Preciso ter meu primeiro contato com a minha presa, meu caro.
- Vão se foder, os dois – Jonah reclamou e seus amigos riram, finalizando o líquido em seus copos, para serem apresentados pela a amiga americana de Clark.

*****


- 1... 2... 3!
- Eu desisto! – exclamou batendo seu copo em cima da bancada de mármore, riu limpando os restos de vodca que escapavam por seus lábios. – Desde quando você bebe mais do que eu, garota?
- Desde que eu não tenho dinheiro nessa Chanel, e preciso que você pague minhas bebidas – explicou-se e Yahel riu da fala da , enquanto retirava os copos de cima do balcão.
- Não acredito que você saiu sem dinheiro de casa Bucchampel! Que vergonha...
- Que menina esperta isso sim! De agora em diante vamos aderir a causa saía sem dinheiro e faça apostas com os amigos para ver quem paga a conta! – Yahel disse e riu erguendo sua mão.
- Mas, vocês tem que ganhar caso ao contrário, fodeu tudo – exclamou, e riu fazendo um hi-five com ela.
- Vocês vão beber mais o que, meus anjos? – Yahel perguntou, iria responder, contudo, as batidas de Talking Body preencheu o local, a fazendo dar um breve gritinho animado.
- , a gente precisa dançar! – berrou e negou rindo.
- De jeito nenhum! Te chamei para dançar a noite inteira, e você não foi, então minha gata, vá sozinha – falou e assentiu rindo.
- Okay, mas, depois não reclame – levantou-se da cadeira em que sentava, bebendo a bebida recém chegada de . exclamou algo, contudo, não escutou, apenas riu e saiu mexendo seus quadris em direção á pista de dança, deixando sua melhor amiga e o bartender rindo com a cena.
- Sua amiga tá doidinha! Não duvido nada que ela fique com um desses gatos que estão aqui hoje.
- Deus te ouça Hel! – exclamou rindo. – Me traz um Martini? acabou com o meu.
- Okay meu amor, mas, tenho que atender aquela moça ali, posso pedir para Frank te atender? – Yahel ergueu uma de suas sobrancelhas para a estudante de engenharia civil que negou prontamente.
- De jeito nenhum! É capaz dele achar que eu quero alguma coisa com ele – falou fazendo o bartender rir altamente.
- Meu anjo, a culpa não é do coitado que se iludiu com você! – Hel apontou para , riu negando.
- Não posso fazer nada se meu sexo é apaixonante – gabou-se fazendo seu amigo rir.
- Ai, ai ! Você é única, deixe-me ir logo, sua amiga loira tá vindo aqui – Yahel avisou que deu um tapa em sua própria testa.
- Tem certeza de que é Jane? – perguntou e o bartender assentiu olhando para a loira.
- Cabelos loiros no ombro, vestido vermelho tubinho, saltos Jimmy Choo, ah e é claro a maior cara de porre.
- Céus é ela! – exclamou pendendo sua cabeça na bancada de mármore, logo a levantando – Hel, ao invés de me trazer um Martiní me traga, um copo de whisky puro okay?
- Você que manda anjo, to indo, a loura tá chegando – Yahel caminhou para o outro lado do bar, poucos segundos Jane chegou ao lado de .
- ! Estive te procurando a noite inteira! – Janette exclamou e soltou um riso.
- Pare de mentir Janette Houston! Você estava atrás do príncipe que eu sei! Sentiu falta das suas amigas é? – perguntou divertida, Jane bufou colocando sua bolsa em cima da bancada.
- Ai credo ! Falando assim até parece que eu estava correndo atrás dele! – deu um olhar significativo para a loura que rolou os olhos, rindo após isso.
- Okay, talvez eu tenha corrido um pouco atrás dele, mas, não importa! Passei a noite toda de olho em , para no final perder ele de vista, acredita?! – Jane perguntou indignada, riu balançando a cabeça para os lados. – Bom, então resolvi passar um tempo com as minhas melhores amigas da vida, cadê a ?
- Foi dançar, achei que ela ia dançar só Talking Body, mas com certeza ela quis emendar, a outra música também – comentou e Jane olhou para a pista tentando achar em meio aquelas pessoas, sem sucesso.
- Que bom que uma de nós está se divertindo nessa festa, vou te confessar que perdi a vontade de ficar aqui – Jane murmurou e ergueu sua mão.
- Ei, eu estou me divertindo okay? Apesar de não estar atracada com ninguém, estou me divertindo muito bebendo, rindo das palhaçadas que fez, e das coisas que Yahel me conta – se defendeu, Jane riu da melhor amiga.
- Certo , percebi que sou a única de nós três que não está tendo uma noite agradável – Janette sentou-se na cadeira desocupada ao lado de .
- Fazer o que se você preferiu correr atrás do príncipe ao invés de ficar comigo e com a , é isso que acontece quando a pessoa fura a noite com as amigas – falou em falso drama, a loira riu e abraçou a garota.
- Prometo não correr mais atrás de essa noite – Jane prometeu entre risos, fazendo rir.
- Bom, meu amor, péssima ideia para decidir isso; olha só quem está vindo para cá – Yahel falou ao se aproximar das meninas, fazendo ambas olharem para trás, logo dando de cara com , e Jonah. – Aqui está , acho que você vai precisar – o bartender sussurrou entregando o copo de whisky para que riu assentindo, desviando seus olhos de e seus amigos.
- Obrigada Hel – A menina agradeceu vendo o rapaz manear a cabeça sorrindo.
- eles estão vindo para cá – Jane murmurou nervosa, vendo sua amiga beber sua bebida – Céus, eu sabia que mais cedo, ou mais tarde ele viria atrás de mim!
- Céus Jane, se acalme! Vai ver eles só estão aqui para pedir uma bebida, ou...
- Hey ! Não sabia que você estava aqui! – Jonah exclamou interrompendo a fala da estudante de engenharia civil, virou-se para o loiro e sorriu.
- Hey Jonah! Que coincidência, não? – ela perguntou casual e o soldado assentiu rindo.
- Então, o que faz aqui? – Jonah sentiu-se mais confortável, apesar do real motivo de ter ido falado com fosse insistência de , o guarda-costas do príncipe sentiu-se familiarizado com .
- Vim aproveitar o fim de semana com o pessoal da faculdade e resolvi trazer minhas amigas preguiçosas para se divertirem comigo – falou rindo, recebendo um belisco de Jane.
- Ei ! Não me chame de preguiçosa! A propósito sou Jane, prazer – A loira se apresentou para Jonah que apenas sorriu.
- Já nos conhecemos antes, na Universidade de Londres – Jonah falou e a loira assentiu sorrindo.
- Ah sim, lembro de você – Jane sorriu e viu o soldado rir minimamente.
- Deixe-me lhes apresentar meus companheiros; meninas esse é , essas são...
- , prazer em te conhecer – interrompeu a fala do amigo, fazendo arquear suas sobrancelhas em surpresa, enquanto erguia sua mão para o .
- O prazer é meu – ela disse e sorriu, pegando a mão da garota e a dando um beijo, ao invés de apertá-la. piscou algumas vezes surpresa com o ato do homem á sua frente.
- Então ele é nosso – sorriu, a melhor amiga de riu baixo, e tirou sua mão com cuidado da mão de .
- Bom, esse é o meninas, ótimo em interromper minhas apresentações – Jonah falou rindo, junto do loiro e das meninas. - Continuando... E esse daqui é nada mais, nada menos do que Vossa Alteza Príncipe .
- Vossa Alteza – cumprimentou de longe vendo o manear sua cabeça dando um breve sorriso cordial. Jane viu sua deixa, e exibiu seu melhor sorriso.
- Vossa Alteza, é um prazer imensurável te conhecer pessoalmente – Janette ergueu sua mão para na esperança dele a beijar, assim como fez com , contudo, cumprimentou Jane da mesma forma que fez com , calado, exibindo um sorriso cordial e sem contato físico.
- Não se incomode pela falta de palavras do príncipe, Jane não é mesmo? – Jonah perguntou a loira que assentiu – Pois bem, ele teve um dia cheio, é compreensível – Janette assentiu exibindo um sorriso nos lábios, quis questionar a resposta de seu amigo, contudo, além do assunto não se referir á si, não queria bancar a grossa com o príncipe, deixaria isso para sua melhor amiga.
- Bom, já que estamos aqui. Que tal bebermos juntos? – sugeriu direcionando seu olhar para , que sorriu.
- Por mim, tudo bem e para vocês? – questionou e Jonah deu de ombros.
- Vamos lá, a primeira rodada é por minha conta – anunciou e seus amigos riram.
- Boa Clark! Vou chamar o bartender, vocês bebem o que? – perguntou enquanto erguia a mão para Yahel.
- Tudo – respondeu e riu. – Pode mandar a mais forte, que eu aguento.
- Okay , mas, se você não aguentar vai ter que pagar uma bebida para mim – piscou, se aproximou dela, deixando seus lábios se desenharem em um sorriso.
- Eu já iria fazer isso – a menina riu baixo, vendo seu amigo aproximar-se deles. De longe aquela noite seria inesquecível, pensou vendo o sorriso de para si.


*****


- Então, o que o príncipe da Inglaterra faz aqui sozinho? – Jane perguntou assim que viu sentado bebendo seu whisky sozinho, enquanto pensava onde diabos a garota que acompanhava estava.
- Bebendo – ele falou óbvio erguendo seu copo para a loira, que sorriu sentando-se ao lado de .
- Por que não está lá com seus amigos e ? Nós estamos nos divertindo – Janette disse e ergueu uma de suas sobrancelhas para a garota.
- Porque a garota que eu quero não está lá – foi direto, fazendo Jane sorrir abertamente. Era sua deixa, pensou.
- Bom, ela está aqui agora – A loira ofereceu-se, aproximando seu corpo para perto do príncipe, suas mãos foram para seus ombros largos cobertos pela camiseta preta, enquanto seu rosto se aproximava mais do de , antes que as coisas tomassem o rumo que Jane queria, riu da sua fala, levantando-se da cadeira em que sentava.
- Loirinha, você realmente achou que a garota que eu me referi era você? – indagou divertido, vendo a garota assentir. riu baixo mais uma vez – Você se enganou meu amor, sinto muito, mas, presas fáceis não me atraem. Tenha uma boa noite. – Com essas palavras terminou de beber seu whisky e saiu do bar, rindo sozinho. Ele não queria a loira, ele queria a amiga dela; queria a garota que o desafiou aquele dia na faculdade, e ele a teria. Foi com esse pensamento que caminhou para a pista de dança em busca da garota de olhos brilhantes e corpo curvilíneo.


*

sentia o álcool bombear por todos seus poros, a música de alguma cantora berrava aos seus ouvidos fazendo seu corpo remexer-se há cada batida nova, sua pele era coberta por uma fina camada de suor devido seus movimentos, e com toda certeza seu cabelo estava uma perfeita bagunça, mas, ela não se importava com aquilo, na verdade ela estava adorando estar daquele jeito; estava adorando sentir-se livre depois de tanto tempo presa há algo que só existia em sua cabeça. Estar naquela pista dançando ao lado de estranhos, bebendo bebidas de outras pessoas enquanto escutava as batidas de uma música desconhecida em seus ouvidos era a maneira de dizer que estava superando o jovem músico por quem se apaixonou, ela estava se libertando dele ali, dançando sozinha, sentindo o calor aquecer sua pele, e as letras daquela música entrarem em sua mente como uma lição. Nada mais importava além dela mesma e a batida eletrônica berrando em seus ouvidos.

De um lado não tão distante viu sobre a meia luz daquela boate, os longos fios balançando ao ar, a boca desenhada em um sorriso de satisfação e os quadris remexendo-se de maneira sinuosa. sorriu ao finalmente ter encontrado sua garota, caminhou até a e pôde contemplá-la de perto. Certamente ela era bonita, seu corpo havia sido desenhado sob medida; curvilíneo que fariam as mãos de se perderem, o príncipe aproximou-se de meticulosamente por trás, respirou o doce de seu perfume e finalmente disse algo:
- Eu estive te observando a noite toda, garota da Universidade de Londres – as palavras roucas de despertaram do leve transe em que se encontrava, a garota de glóbulos sentiu seu pulmão inebriar-se pelo o cheiro do homem atrás de si, sentindo a familiaridade daquele perfume.
- Acho que eu não te conheço – respondeu escutando agora as batidas finais da música que tocava. riu baixo, aproximando seu corpo do da garota.
- Claro que você me conhece, amor – a respondeu e finalmente virou-se para ele. Os olhos de íris da menina brilhavam em meio aquela parcial escuridão, os lábios avermelhados exibiam um sorriso esperto, assim como a expressão que era mantida em seu rosto.
- Certamente eu não me lembro de você – murmurou encarando as esferas em tons que a olhava, era claro que ela sabia quem era; a voz do príncipe não a enganava, muito menos o seu cheiro amadeirado.
- Deixei-me te pagar uma bebida, com certeza você irá lembrar-se de mim quando estivermos em um lugar mais calmo – sugeriu colocando suas mãos na cintura de , dedilhando o osso da mesma, vendo a rir baixo.
- Por que acha que irei aceitar sua bebida? – indagou vendo o jovem príncipe molhar seus lábios.
- Não acho que você irá aceitar, apenas lhe fiz um convite – falou e mais uma vez riu baixo.
- Não quero sua bebida – ela viu o cenho de franzir.
- Como?
- Não quero beber, obrigada – A resposta negativa da garota era para lhe surgir algum efeito, contudo, ele continuou ali com as mãos em sua cintura, e os olhos fixos aos seus.
- Okay – disse, e viu ele se afastar – Mas, então me deixe dançar com você. – As palavras do príncipe deixaram sem reação por instantes. aproveitou e deixou seu corpo prensado ao dela – Dance comigo, após isto, eu vou embora. – A insistência de fez sorrir, era uma boa proposta, uma dança não faria mal algum, e mesmo que fizesse Bucchampel resolveu não ligar para aquilo e parar de pensar muito.
- Okay – ela concordou e riu baixo, ao obter um sim da garota. Sem delongas apertou a cintura da garota contra seus dedos, ao mesmo tempo que sentiu as mãos de em seus ombros. As batidas de Sugar soou e tanto quanto , sorriu ao saber que aquela música havia caído em boa hora.
puxou o corpo de para perto de si, tirando os longos fios do fino pescoço enquanto colocava sua boca próxima á pele da garota.
- She got cherry lips, angel eyes. She knows exactly how to tantalize. sussurrou o primeiro verso da música de Robin Schulz, a risada baixa que deu, fez com que ele desse um meio sorriso. começou á movimentar-se sobre o corpo do príncipe, o quadril balançando de um lado para o outro, chocando-se vez ou outra no quadril de . aproveitou que estava próximo do pescoço da garota, e lhe sugou a pele; soltou o ar pesadamente pela boca fazendo rir baixo ao notar que tinha efeito sobre o corpo daquela menina. As mãos de subiram do ombro do homem para sua nuca, os finos fios de logo sentiram as longas unhas da garota se apossarem deles, os dedos da menina prenderam os cabelos de , aproximando o rosto dele, para poder passar sua língua pelos lábios do príncipe; o ato deixou desnorteado por alguns minutos, mostrou que sabia jogar, e com toda certeza aquilo deixou mais extasiado com a garota.

apertou a cintura da menina, virando o corpo da mesma com rapidez, sua boca logo foi para seu pescoço começando á distribuir beijos por aquela área, sentindo a pele de arrepiar-se com seu toque, a música dizia tudo que achava sobre a menina á sua frente, e ele fazia questão de repetir cada fala para sua garota.
- She’s something mystical in colored lights, so far from typical, but take my advice.
- Before you play with fire, do think twice, and if you get burned, baby don’t be surprised
. – A garota completou a fala de , pressionando sua bunda contra o pênis já rijo do príncipe da Inglaterra. soltou um baixo e rouco gemido ao ouvido da garota, fazendo com que ela continuasse aquela pressão em seu quadril. O príncipe molhou a carne de com sua língua, mordeu seus ombros e nuca, quando chegou por fim na linha do maxilar de Bucchampel, pegou uma porção de fios de seus cabelos, a fazendo virar o rosto para olhá-lo, não precisou de permissão para colar seus lábios nos de finalmente sentindo a textura da boca cheia da garota; assim que sentiu os lábios do príncipe colados aos seus sugou o lábio inferior de , logo o soltando.
olhou para franzindo o cenho, a garota sorriu esperta, virando seu corpo, colocou as mãos na nuca do rapaz, logo enterrando seus dedos finos entre os cabelos do príncipe, para só assim unir seus lábios novamente; não se importou com os prováveis olhares que eram dirigidos á si e a ; ele desceu uma de suas mãos para a cintura de a apertando contra si, ao mesmo tempo pegou uma porção dos cabelos da menina para colidir sua boca com a dele. O choque entre as duas bocas, fez com que soltasse um gemido baixo, aproveitou a abertura dos lábios da , e enfiou sua língua na boca da mais nova, apertou os cabelos de entre seus dedos, assim que o toque de sua língua se fez presente em sua boca, não demorou para que a menina provasse o gosto do whisky misturado com o hálito fresco do príncipe; as mãos espertas de desceram ao encontro da bunda de , logo se enchendo da carne farta da , um gemido baixo foi depositado em sua garganta o fazendo preencher mais suas mãos com a carne de , a menina sugou a língua de o fazendo arfar entre seus lábios; o beijo passou da fase experimental para desejável, as línguas se chocavam com mais frequência, e as mãos do casal não paravam quietas; passeava suas mãos pelas costas de , prendendo seus cabelos contra seus dedos quando chegava á nuca, e preenchendo suas mãos da carne que continha nas bandas da bunda de Bucchampel; as mãos da garota passeavam sorrateiras pelos ombros de , descendo espertas para o volume notável da calça jeans do príncipe, quando as pequenas mãos de entraram em contato com o pênis de , ele soube que teria a de olhos está noite.
- Vem comigo – murmurou soltando o lábio inferior de de seus dentes. Há esse momento a música que tocava havia sido substituída por Body On Me, mas o casal ao menos ligava para aquilo. assentiu lentamente, tomando uma lufada de ar, tentando recuperar o fôlego recém perdido. sorriu e entrelaçou sua mão com a da , ambos caminharam entre as pessoas bêbadas daquela pista de dança, algumas esbarravam neles por falta de equilíbrio se fosse em outro tempo reclamaria, mas, ele tinha coisas mais importantes para fazer. – Vamos para um hotel?
- Não – respondeu rápida parando entre a entrada para o corredor dos banheiros e a saída da área exclusiva da Libertine, tentando manter suas pernas firmes enquanto andava com , contudo os vestígios do álcool começaram á dar sinal e sua falta de equilíbrio estava se tornando evidente. – Vamos ficar aqui mesmo.
- Mas, amor, aqui as pessoas podem nos ver – falou acariciando a pele da bochecha de , a menina riu baixo, balançando a cabeça negativamente.
- Há lugares escuros e escondidos por toda essa boate, e não me chame de amor. – pediu e ergueu uma de suas sobrancelhas para a garota.
- Então do que eu devo te chamar, linda? – perguntou e deixou um sorriso esperto se desenhar em seus lábios.
- Não sei, mas, não me chame de amor, está noite eu não sou o amor de ninguém – ela sorriu e sorriu.
- Não me dirá seu nome? – ele questionou colando seus lábios no pescoço da menina. negou, erguendo o rosto de .
- Não precisamos de nomes, temos coisas mais importantes para nos preocupar – ela sussurrou selando os lábios do príncipe com o seu, não sabia ao certo o que estava fazendo, mas, naquele momento ela quis ser diferente, não queria dizer seu nome para o príncipe, pois não queria que as coisas fossem sempre iguais, ela queria algo diferente, e nesta noite ela teria. Com o pensamento formado, puxou pela mão o levando para um lugar escuro que ficava entre os banheiros femininos e masculinos, era um pequeno espaço enegrecido e que passava despercebidos por olhares estranhos e dispersos, perfeito para a ocasião em que o príncipe e a filha do delegado se encontravam.
- Como você sabia desse lugar? – indagou e sorriu sentindo seu corpo bater contra a parede gelada da boate.
- Eu não sabia – murmurou, sorriu passando a barba pelo pescoço da garota.
- Não importa, ele é perfeito – Com essas palavras tomou os lábios de para si, sugando-lhe o inferior logo enfiando sua língua na boca da garota, sem frescura, sem carinho apenas do jeito rude, do jeito em que havia se acostumado rápido. A colocou suas mãos na nuca de arranhando a pele clara do homem á sua frente, sentiu uma das pernas de Bucchampel lhe rodear a cintura, o fazendo rir em seus lábios, sua mão logo foi depositada na carne da menina apertando-a, para logo depositar um tapa; gemeu na garganta do príncipe enquanto, chocava seu quadril contra o dele. ergueu o corpo de com suas mãos, a fazendo entrelaçar as duas pernas em seu quadril, enfim, eliminando o curto espaço que separavam seus corpos.
empurrou o corpo de contra a parede afim de lhe proporcionar melhor equilíbrio, tirou sua boca da do príncipe descendo seus lábios pelo o pescoço do homem, inalando seu cheiro amadeirando enquanto sentia o gosto salgado da fina camada de suor em sua língua, sugou a carne do homem prendendo-a entre seus dentes, apenas para sugá-la novamente; aproveitou que a estava se divertindo com sua pele e desceu suas mãos pelo o corpo curvilíneo da menina; seus dedos sentiram a textura da carne macia de seu pescoço, logo descendo para os ombros ossudos, sentindo então o relevo de seus seios cobertos pelo o tecido caro da Armani, colocou sua mão envolta daquela porção de carne e a apertou, escutando o gemido de em sua orelha.
- Shh... Você não quer que alguém atrapalhe nossa noite, não é mesmo? – perguntou á que negou subindo seus lábios para a orelha do príncipe.
- Não. – sussurrou e sorriu safado.
- Não faça barulho, linda. Gema baixinho em meu ouvido – mandou e riu, sugando o lóbulo do rapaz. aproveitou que a garota havia parado de sugar-lhe a carne, para descer seus lábios pelo pescoço dela, afim de deixar marcas de sua passada. A carne de se encheu na boca de , a barba do príncipe ralava em sua pele a fazendo se contorcer nos braços do homem enquanto tentava nulamente conter o movimento que se quadril fazia; o choque da calcinha molhada de Bucchampel contra o jeans de fez com que o homem gemesse contra a pele de , a incentivando á dar continuidade naquele sarro maravilhoso.
largou a pele de , tomando seus lábios para si enquanto grudava suas mãos na cintura da garota e a empurrava mais contra seu pau que inchava mais dentro da boxer ao sentir o atrito da fina renda com a jeans grossa.
- Me diga seu nome – sussurrou sugando os lábios de que gemia baixo em sua boca. – Me diga seu nome para eu poder murmurar enquanto estiver gozando dentro de você – As palavras roucas do príncipe fizeram rebolar mais contra seu pênis, eles não precisavam de preliminares, ela estava molhada o suficiente para isso. estava preparada para lhe murmurar um me fode, contudo, o fino relógio de ouro que se encontrava em seu pulso apitou; era meia-noite. Apesar de estar entorpecida pelo desejo que sentia por , ela lembrou-se de seu pai, por isso ao invés de pedir para que o príncipe a comesse, simplesmente disse:
- Eu preciso ir – as palavras da garota fizeram franzir o cenho, parando para olhá-la.
- Como?
- Desculpe, eu realmente preciso ir – falou mais firme, colocando as pernas no chão enquanto se afastava ligeiramente de .
- Você está brincando, não é mesmo? – O tom de era um misto de irritação com frustração, negou.
- É meia-noite, eu preciso ir – repetiu sua fala, empurrando levemente o príncipe de perto de si. olhava para a pensando se aquilo realmente era de verdade.
- Por que diabos você precisa ir agora? – perguntou nervoso vendo caminhar até a saída daquele espaço.
- Porque sim! – A menina exasperou simplista, um pouco irritada pelo o tom de voz de , e também pela frustração sexual que causou em si própria. Se não fosse pelo o fato de Jared Bucchampel estar preocupado com ela, a garota voltaria para o colo do príncipe.
- Okay Cinderella, me fale seu nome ou me passe seu número, então. – pediu aproximando-se de , pegando em seu pulso para impedir dela ir embora – Pretendo te ver novamente.
- Não irei falar meu nome Vossa Alteza, lembre-se somos desconhecidos um do outro – piscou deixando um sorriso lhe desenhar os lábios, franziu o cenho ao escutar a á sua frente usar o pronome de tratamento que era referido á si – Eu me lembro de você, . – sussurrou colocando sua boca próxima á orelha do príncipe.
- Não é justo, você saber quem eu sou, e não me deixar saber seu nome, garota da UCL.
- Você sabe quem eu sou, a única coisa que não sabe é meu nome – falou sorrindo, colocou sua mão no pescoço de o puxando para si.
- Deixe-me saber o seu para ficarmos iguais – o pedido de era persuasivo, mas, mesmo assim a garota de cabelos bagunçados e lábios inchados negou.
- Me lembrarei dessa noite por flashes, não saberei que é você quando acordar esta manhã, portanto, Vossa Alteza; nós já estamos quites – murmurou logo unindo os lábios nos de , o rapaz puxou o pescoço de para si aprofundando aquele simples selinho em um beijo de verdade; as línguas se tocavam com pressa, com desejo de fazer algo que foram lhes proibido, e antes que pudesse a ter em seus braços novamente, Bucchampel interrompeu o beijo, mordendo o lábio inferior do príncipe.
- Foi um prazer disse sorrindo, logo caminhando para fora do local que se encontrava com o príncipe.
- Ainda vamos nos ver Cinderella, eu vou te encontrar – anunciou e riu virando suas costas caminhando sobre tropeços bêbados. riu sozinho da cena, começando á caminhar para fora do pequeno espaço, quando viu algo dourado brilhar sob a meia luz que iluminava a saída do local; abaixou-se, e pegou o colar dourado com pingentes de livros e um lápis em pedras claras. O príncipe sorriu sozinho, observando aquele acessório. ainda veria a estudante da Universidade de Londres, ele tinha absoluta certeza disso; com esse pensamento o herdeiro do trono colocou o colar da garota em seu bolso, caminhando para fora do corredor dos banheiros, sentindo-se satisfeito pela noite com a garota do colar dourado.






Capítulo 4


“Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up in your face”

- Ironic, Alanis Morissette


- ! Acorda! – exclamou, sacudindo o corpo de sua melhor amiga pelos ombros. Bucchampel não fez nenhum barulho, apenas virou-se para o lado oposto de , cobrindo seu rosto com o cobertor. bufou, retirando o pano da cabeça de , a sacudindo com força. – Acorda logo sua preguiçosa!
- Caralho, ! O que diabos você quer? – A mais nova perguntou, virando seu rosto para encarar sua melhor amiga com o cenho franzido.
- Nossa senhora, ! Você dormiu de maquiagem? – questionou e rolou os olhos, passando sua mão por seu rosto tentando afastar o sono, logo sentando-se na cama. – E com a roupa também! Vem cá, você tomou um banho?
- Ah vai se foder, ! Você veio me acordar para questionar o porquê de eu estar com a mesma roupa de ontem? – foi irônica, vendo bufar e se sentar na ponta da cama.
- Não, eu vim te perguntar o porquê de você ter ficado com o príncipe da Inglaterra, e ao menos ter me contado algo! – exclamou, fazendo sua melhor amiga franzir o cenho; foi então que lembrou-se da noite anterior, os beijos com , as mãos do príncipe percorrendo seu corpo, o gosto dele em sua língua e todas as emoções que a proporcionou.
- Eu não fiquei com ele.
- Não minta para mim! Além de ser péssima mentirosa, você está na capa do The Sun. – A fala de fez arregalar os olhos em surpresa.
- Me diga que você está brincando. – falou e balançou a cabeça lentamente para os dois lados.
- É sério, mas, antes que você surte, sugiro que você tome um banho tire essa nhaca de Libertine e desça, digamos que seu pai não está nada satisfeito com o lugar onde a mão do futuro rei da Grã-Bretanha está. – aconselhou sua melhor amiga que jogou seu corpo para trás.
- Okay, o meu dia não poderia ter começado melhor. – a ironizou, escutando a risada de .
- Pense pelo o lado bom; você beijou o príncipe da Inglaterra. – disse e Bucchampel riu, levantando-se da cama.
- Vai se foder, . – Com essas palavras caminhou até o banheiro, pronta para começar um longo dia.
Após vinte minutos se preparando mentalmente para enfrentar seu pai, a pequena Bucchampel saiu de seu quarto após verificar se a base misturada com o pó teriam escondidos as marcas que fez em seu pescoço. desceu a escadaria de sua casa lentamente, tentando adiar o inevitável, já que assim que adentrou a sala viu o delegado segurando um exemplar do The Sun em suas mãos, enquanto esperava sua filha.
- Bom dia, pai. – sorriu, tentando amenizar a situação. O homem de cabelos negros e olhos verdes virou-se para .
- Tudo que um pai sonha em ver; as mãos do príncipe da Inglaterra na bunda de sua filha. – Jared ironizou, erguendo o jornal para mostrar para sua filha. – Príncipe se diverte com garota desconhecida no clube noturno Libertine, pessoas que estavam próximas ao casal afirmam que os dois se encontravam em uma situação extremamente sexual.
- Pai, não foi assim, juro. – Foi a primeira coisa que saiu da boca de , em uma tentativa de defesa.
- E foi como, ?
- Eu estava bêbada, estava bêbado, duas pessoas bêbadas, igual á coisas estúpidas, mas, nada que ultrapasse os limites do pudor. – falou em uma tentativa falha de concertar as coisas, fazendo Jared e rirem.
- Não tente arrumar as coisas, ficam piores quando você tenta. – sugeriu, recebendo um olhar fuzilador da melhor amiga. suspirou pesadamente.
- Me desculpe, pai, isso realmente não foi legal. – pediu, vendo seu pai assentir.
- Tudo bem, eu já tive sua idade e infelizmente sei que coisas como essas acontecem. Na próxima vez seja mais cuidadosa, você teve sorte de estar de costas nessa foto. – Jared disse e sorriu, indo abraçar seu pai.
- Delegado, você é o melhor. – exclamou e seu pai riu, beijando sua cabeça.
- Da próxima vez que você encontrar com , diga-o que seu pai é o delegado da maior delegacia de Londres e que se ele colocar a mão na sua bunda de novo, vou fazer questão de quebrá-la. – Jared Bucchampel ameaçou, e riu assentindo.
- Pode deixar, delegado, mas isso não vai mais acontecer, acredite. – gesticulou e seu pai riu. – Deixei-me ver esse jornal, por favor. – A pediu, afastando-se de seu pai. Jared entregou o exemplar na mão de que o analisou a fio; a foto não tinha uma boa resolução, o que denunciava que ela foi tirada de um celular, a única coisa que provava que era ali aos beijos com era a tatuagem em francês do significado; justiça e honra.
- Pelo menos ninguém de importante sabe que sou eu aqui. – murmurou, colocando o jornal em cima da mesa de vidro.
- Acho que não. – se pronunciou e a olhou franzindo o cenho. – A única pessoa que não podia saber, sabe.
- Quem?
- Jane. – a respondeu, olhando para o delegado que franziu o cenho. – Janette vai me matar quando ver o jornal esta manhã. – Bucchampel completou, segurando firmemente o papel entre seus dedos, observando suas costas exposta na primeira página do The Sun enquanto beijava o príncipe da Inglaterra.

*****


- ! O QUE DIABOS ISSO SIGNIFICA? – A rainha adentrou o quarto de seu filho aos berros.
- Por Deus, mãe, a senhora não tem amor por seu filho? Ou melhor, não tem um pingo de humanidade nesse seu coração? – indagou, saindo do banheiro. O rapaz havia levantado há poucos minutos, seu corpo não havia descansado nada, parte por ter chegado em casa às seis horas da manhã, e partes por não ter conseguido tirar a sua Cinderella da cabeça, mesmo após ter transado com alguma garota aleatória.
- Nesse momento a única coisa que eu tenho é vontade de te dar uma bela de uma surra, seu bastardo! – O nervosismo era presente na mulher vestida em um vestido caríssimo da Dior. molhou os lábios, massageando suas têmporas.
- Mãe, por favor, fale baixo. Estou com uma puta de uma dor de cabeça.
- Ah, o filho da puta ainda pede para eu falar baixo?! VOCÊ ESTÁ ME TESTANDO? – contou até dez, lentamente, ele não queria discutir com sua mãe, pelo menos não até comer seu café da manhã.
- O que eu fiz, rainha? – ele perguntou baixo, se arrependendo imediatamente de ter o feito assim que escutou a voz esganiçada de Amberly.
- Você simplesmente é capa da porcaria do The Sun! O que eu te pedi, ? O que diabos você me falou?! – As perguntas feitas pela rainha não obtiveram respostas. – Como iremos começar a seleção com você se atracando com uma qualquer na primeira página do jornal diário? – Amberly jogou o jornal no corpo de seu filho, pegou o papel de folhagem fina, e se deparou com sua imagem beijando a dona do simples colar dourado, suas mãos estavam se afundando nas carnes da menina, as dela estavam enterradas em seus cabelos, e eles se beijavam com tanta volúpia e vulgaridade que era impossível não adivinhar o que eles fariam depois.
- Uau!
- Uau?! TUDO O QUE VOCÊ TEM A ME DIZER É UAU? – A rainha berrou indignada com a postura do filho.
- O que está havendo aqui? – Trammor adentrou o quarto de , um pouco nervoso por causa da gritaria vinda do andar em que seu filho residia.
- Pergunte á esse miserável! - Amberly bradou, apontando seu dedo para . – Resolva isto, Trammor. – com estas palavras a rainha saiu do cômodo, fazendo questão de fechar as portas com força.
- Então, o que aconteceu? – o rei questionou seu filho, vendo o mesmo sentar-se no sofá de seu quarto.
- Não sei, não li a matéria. – falou, erguendo o jornal para seu pai. Trammor pegou o papel com noticias e não escondeu sua surpresa ao ver a imagem que ostentava a capa.
- Isso aqui deve ter deixado sua mãe nervosa. – Trammor indicou, fazendo rir. O rei folheou o jornal em busca da quinta página que contava com mais detalhes sobre a chamada do The Sun. – A capa pode até ter deixado sua mãe nervosa, mas, o que a deixou extremamente puta foi esta matéria.
- O que está dizendo? – perguntou curioso. Trammor aprumou o jornal em sua mão e começou á ler a matéria principal do jornal diário britânico:
A noite foi promissora para o príncipe da Inglaterra. Após a seleção ser anunciada, (23), resolveu sair e aproveitar seus últimos dias de solteiro, depois de chegar na boate noturna Libertine às 22h00min acompanhado por Lorde , que terminou recentemente seu namoro de dois anos com a modelo Elena Guerri Smith, o herdeiro do trono foi visto aos beijos com uma garota desconhecida nas mídias sociais. Fontes que estavam próximas ao casal na noite passada afirmam que os dois dançaram juntos e após a dança, trocaram beijos que poderiam ter acabado em uma noite comprometedora.
Essa foi a última noite de solteiro do nosso príncipe, amanhã começará a seleção e hoje á noite será anunciada as trinta e cinco garotas que disputaram pela coroa e pelo o coração do primogênito do Rei Trammor com a Rainha Amberly . A questão é: será que vai ser finalmente domado ou simplesmente irá usufruir das garotas nesta seleção como se fosse um banquete?

- Okay, isso não foi legal, eu não vou usufruir de ninguém, elas que vão aproveitar a oportunidade de estar comigo nesta seleção. – disse esperto, fazendo Trammor rolar os olhos.
- chega de brincadeira, se essa matéria for levada á sério é capaz das pessoas lotarem a entrada do parlamento pedindo as fichas das garotas de volta. – Trammor viu seu filho levantar uma sobrancelha, deixando claro que se aquilo realmente acontecesse ele seria o único beneficiado da história. – Apronte-se, o dia é corrido, amanhã iremos receber as selecionadas aqui, ou seja, você vai ter que decorar outro roteiro.
- Ah não, pai, são oito e meia da manhã! Dê-me pelo menos uma notícia boa! – resmungou. Trammor soltou um riso curto, apertando o ombro do filho em um gesto fraternal.
- A menina que eu escolhi para você chegará amanhã, e algo dentro de mim diz que você vai adorar tê-la aqui.
- Por Deus, pai! Não! Eu te pedi uma notícia boa, rei Trammor. Boa! – exclamou, vendo seu pai sair do cômodo o deixando sozinho. bufou entediado, jogando-se no sofá de seu quarto, logo pegando o jornal deixado pelo o pai em cima da mesa.
Certamente ele teria muitos afazeres neste domingo, mas, dentre eles havia o seu favorito; descobrir quem era a sua Cinderella.

*****


Casa dos Bucchampel.

- Então você não disse seu nome para ele?
- Não.
- Espera! Por que você não disse seu nome para ele? – perguntou, demonstrando sua confusão. riu enquanto comia uma salada de frutas.
- Porque pensa comigo, se eu dissesse meu nome ia deixar as coisas reais, e não queria que as coisas fossem reais. – explicou, fazendo sua melhor amiga franzir o cenho.
- Cara, você tava muito bêbada ontem, por isso vou deixar essa passar. – avisou, apontando o dedo para . – Agora é sério, amiga, pelo amor; as coisas já estavam sendo reais, foram tão reais, mas tão reais que saiu até na capa do The Sun.
- Ah , cala a boca! – a riu alto, mandando um beijo para Bucchampel. – Como foi com o loirinho lá, o Lorde...
- Lorde , , para os mais íntimos no caso, eu. – se gabou erguendo as mãos em um dança de vitória.
- Ui, intima! Vocês só conversaram ou rolou um clima? – questionou curiosa, vendo beber um gole de seu suco.
- Quando que não rola um clima comigo, ? – A pergunta retórica fez a menor rir. – Infelizmente ficamos só na conversa, porque Jane estava um porre, e eu dei uma de difícil.
- Não creio! Quando você tem a chance de pegar o seu “crush” famoso, você simplesmente banca a de difícil? Qual é, !
- Querida, milorde e eu vamos nos encontrar mais vezes. Ele pediu meu número. – piscou, fazendo rir.
- Milorde, gostei de ver usando os pronomes certos! – A zombou sua melhor amiga que rolou os olhos impacientes.
- Pelo menos eu não quis ser personagem de um conto de fadas. – contrapôs, fazendo Bucchampel gargalhar.
- Não quis ser personagem de um conto de fadas, como já disse, apenas não queria que fosse real demais.
- Mas foi. Lide com isso, querida. – colocou a mão no ombro de , dando dois tapas leves.
- Já estou lidando, acredite, estar na capa do The Sun me fez perceber que eu estava errada sobre o “não ser real demais”. – fez aspas com as mãos, vendo concordar.
- É aquele ditado, mentira tem perna curta.
- está certa, mentira tem perna curta, tão curta quanto as suas. – Jane falou parando no batente da porta. virou-se para a loura, sabendo o que a aguardava. – Como você pôde fazer isso comigo, sua talarica dos infernos?!
- Ei, calma! Eu não sou talarica, até porque, você não estava ficando com ele! De qualquer forma, antes que você comece á jogar suas pedras, me escuta. – pediu, vendo a loura à sua frente rir sem humor.
- Te escutar? , você beijou o meu cara! Traiu a minha confiança, e nem adianta colocar a culpa na bebida, porque nós duas sabemos que você não faz a bêbada inconsequente – Acusou a mais alta.
- Ele não é seu cara! E qual é, Jane! Você sabe muito bem que no meu estado normal, eu jamais pegaria !
- Mentirosa! – exclamou. – Sempre soube que por trás dessa sua imagem de “pouco foda-se para a monarquia”, você sempre quis ter seu momento de fama com o príncipe!
- Pare de falar asneiras, Janette! Você me conhece muito bem para saber que jamais quis ter momento de fama, principalmente em cima de homem algum! – alterou-se, a se levantou da cadeira, parando em frente á loura.
- Oh eu sei?! – ironizou. – A única coisa que eu sabia era que você jamais ficaria com , e olha só, o The Sun me mostrou como estava errada.
- Foi só a merda de um beijo, Jane! Não aja como se eu quisesse casar com ele! – bradou Bucchampel.
- Você me apunhalou pelas costas! Sabia que eu queria ficar com ele, e o beijou mesmo assim!
- EU NÃO SABIA QUE ERA ELE! – berrou, nervosa o suficiente para demonstrar que qualquer acusação vinda de Janette a faria perder o fio da meada. – Nós ficamos, porém, não dissemos nossos nomes!
- Não acredito em você!
- Não estou pedindo para acreditar! Cansei desse teatro, Janette, somos amigas há anos, não vou brigar com você por causa de alguém que nem sabe quem beijou na noite passada! – exaltou-se, erguendo o pescoço. – Ou você acha que ele se lembra? é um canalha, meu amor, lide com isso.
- Você é ridícula. – Jane murmurou, assentiu. - Talvez eu seja, ninguém é perfeito, Janette. – falou, moderando seu tom. – Sabe que jamais ficaria com em perfeito estado, nem mesmo se fosse para estar na capa de um jornal diário. Tenho princípios acima de tudo.
- Deveria ter pensado nisso antes de beijá-lo.
- Jane, você quer brigar? Ótimo, brigue sozinha! Fui errada em ficar com ele, fui, mas, não posso voltar no tempo e desfazer isso. Se era isso que você queria escutar, pronto, falei! Agora posso voltar a comer? – Pediu impaciente, vendo a loura bufar.
- Ele não lembra quem beijou? – Jane perguntou, vendo a melhor amiga rolar os olhos.
- Não, e eu também não lembraria, caso o The Sun não estivesse estampando minhas costas. – mentiu.
- Então está tudo bem, como você disse, é um canalha. O que é bom, pois eu vou mudá-lo. – quis rir da fala de sua amiga, contudo, estava se recuperando da ressaca, e não queria iniciar um briga.
- Okay. Estamos bem?
- Estamos! Agora me conte tudo! Ele beija bem? – Janette questionou curiosa, fazendo a rir.
- Não lembro, estava muito bêbada, sabe? – outra mentira. Não que se importasse me contar sobre o beijo para suas amigas, contudo, a menina estava cansada demais daquele assunto.
- Céus, você está muito enferrujada então! – As garotas riram. Havia algo estranho no clima entre e Jane, a percebeu isso. Mas, ao invés de questionar as atitudes exageradas da loura, Bucchampel permaneceu quieta, evitando assuntos sobre o herdeiro do trono e seu beijo cobrindo a capa do The Sun.

*****


14h32min – Palácio de Buckingham.

- Céus! Não aguento mais esse dia de inferno! – reclamou, jogando seu corpo contra o grande sofá. Jonah riu.
- Deixe de ser mole! Já tivemos dias piores. Lembra quando sua mãe fez aquele baile de gala? Sobrou até para o ! – a fala do soldado fez rir com a mera lembrança, balançando a cabeça em concordância.
- Oh sim, me lembro disso! Mas, naquele caso o foco era o baile, hoje o foco sou eu! – exclamou. – De qualquer forma, cadê aquele Lorde de araque? Não o vi desde o café...
- saiu com Francis para matar a saudade do pai, entretanto já está aqui, se não me engano, ele tá falando com a Elena. – A menção do nome da ex namorada ruiva do jovem , fez com que uma careta se formasse no rosto de .
- O que ela quer com ele?
- Falar sobre a noite passada, eu acho. Bom, você sabe, , sua capa deixou explícito que ontem foi a noite da putaria. – Jonah soltou um breve riso.
- Elena não sabe o significado da palavra término, não é mesmo? – o príncipe rolou os olhos. – Falando na noite passada, você fez o que pedi?
- O quê? Procurar sobre a amiga de ? – fez uma pausa, vendo assentir. – Sim.
- E...
- Nada, a garota é uma completa estranha no mundo da fama, ou qualquer outra coisa que seja foco hoje em dia. – as palavras de Jonah fizeram bufar.
- Você entrou no banco de dados da Interpol?
- Para procurar o que, ? Um cordão dourado com meros pingentes? Preciso do nome completo dela para procurar no banco de dados, além do mais, Paul jamais me deixaria tocar naquele computador. – pontuou o guarda-costas.
- Tem que haver um jeito de achar aquela garota, Clark! – exaltou-se no sofá. – Você falou com aquela sua amiga? A que o deu mole?!
- Não tenho o número dela, o que eu tinha era o de Nova York. Mas pode ter, eles passaram a noite toda conversando, então...
- Fale com ele, peça o número da garota, ligue para ela e a pergunte sobre a de olhos . – A maneira como falava deixou o jovem soldado surpreso. O príncipe estava mesmo disposto á achar a melhor amiga de .
- ‘Tá mesmo empenhado, hein. To achando que isso vai virar uma obsessão. – Jonah comentou, fazendo rir.
- Talvez vire, não sei. A única coisa que eu sei meu caro soldado, é que aquela garota me deixou intrigado, preciso repetir a dose da noite passada sem ter badalada de relógio algum para me atrapalhar. – Jonah não falou mais nada, e mesmo que estivesse falado não teria a atenção do príncipe; a mente de relembrava de cada detalhe da noite anterior, desde o modo como o corpo daquela garota se movia na pista até o beijo de despedida deles. Talvez Clark estivesse certo, talvez a dona dos grandes glóbulos houvesse se tornado sua obsessão, porém, ele nunca saberia a resposta concreta para seus questionamentos, não enquanto não provasse mais uma vez da boca de sua Cinderella.

*****


- Ainda dá tempo de irmos para Cots Woods cantarolou, observando seu pai adentrar a sala.
- Você está de castigo, lembra?
- Se for por causa do The Sun, o senhor disse que entendia! – defendeu-se, vendo o delegado erguer a sobrancelha.
- Entender é diferente de aceitar, além do mais, não gostei de ver aquilo e como seu pai devo te punir quando você faz algo de errado. – Jared sentou ao lado de sua filha no sofá, a menina bufou.
- Você não deveria me colocar de castigo, delegado. Vou fazer vinte anos em alguns meses...
- Meu doce, você pode ter trinta anos, ser casada com dois filhos que mesmo assim irei te colocar de castigo quando fizer alguma coisa errada. – a estudante riu do exagero do pai.
- Okay, senhor “sou-um-pai-exemplar” não está mais aqui quem falou. – fez um x em frente á boca. – Contudo, antes de não falar nada, como foi ontem á noite? Chamou Sarah para jantar?
- Não, acabou que nem a liguei.
- Por que, pai? O senhor estava tão disposto! – Jared não falou nada, as lembranças da noite anterior, e do real motivo para não ter ligado pra Sarah tornaram á sua mente; Keith parado em frente à sua porta foi algo inusitado, escutar que ele queria se desculpar foi ainda mais. Estava fresco em sua memória a frieza que tratou o jovem músico. Nunca fora do feitio de Jare agir com tanta grosseria, sempre foi uma pessoa imparcial, racional, contudo, aquilo não se aplicou com Keith. Na verdade sua racionalidade não estava presente quando o delegado tomou sua decisão. - Pai?
- Sim?! Desculpe-me, querida, estava pensando em outras coisas. – sorriu forçado. – O que estava me perguntando?
- Sobre o senhor não ter chamado Sarah para jantar. Você tá bem?
- To sim, meu amor, por quê?
- Sei lá, seu rosto tá com uma expressão meio aflita... – estava com o cenho franzido, olhando preocupada para o pai. Jared sorriu ameno.
- Relaxe, , estava pensando em algumas coisas da Delegacia, nada em alarde. Agora falando sobre Sarah, esqueci de ligar, estava preocupado com você, menininha. – riu da fala do delegado.
- “Relaxe”? Alguém aqui anda moderninho... Estou gostando de ver, hein! Só não cometa gafes usando aquelas gírias antigas, por favor. – pediu divertida.
- Não sou homem de usar gírias não, brotinho.
- ”Brotinho”? Céus, pai! – ambos riram da frase dita. Jared puxou sua filha para um abraço, logo sendo recebido pela menina; uma das coisas que Bucchampel amava em relação ao seu pai eram os momentos leves e descontraídos que tinha ao lado dele. Algumas pessoas de sua idade não tinham uma relação forte com o pai, o que no caso de era ao contrário, seu pai era sua única família, era seu único apoio, e isso o tornava a pessoa mais importante para ela.
- Filha, posso te perguntar uma coisa? – A fala do delegado saiu apreensiva, fazendo a menina o olhar com o cenho vincado.
- Claro que pode, pai. O que foi?
- Você ainda sente algo pelo Keith? – foi uma pergunta simples, entretanto, a resposta não era tão simples. Se ainda sentia algo por Kottson? Provavelmente sim; foram dois anos de relacionamento, um término por secretária eletrônica, não era algo fácil de lidar, tão pouco de esquecer. - ?
- Não sei, sentir amor? Talvez não. Mágoa ainda sinto, e muita. – sorriu sem humor. – Ainda não superei Keith cem por cento. Por quê?
- Curiosidade. Você sabe, ontem faria dois anos que...
- Eu sei. – cortou a fala do pai. – me levou para Libertine para esquecer isso, contudo, o senhor sabe. Sou boa com datas comemorativas.
- é uma menina de ouro. – elogiou a melhor amiga de Bucchampel.
- Sim, ela é... Acho que se estivesse ficado em casa, acabaria chorando que nem uma condenada. – brincou. Mesmo usando aquele tom, Jared sabia que a filha contava a verdade. – Estou superando ele aos poucos, pai, não é uma coisa fácil, mas já estava na hora. Cinco meses se passaram desde a última vez que nos vimos.
- É verdade, cinco meses. Você acha que ele volta para Londres? – questionou como quem não queria nada, deu de ombros.
- Para ser sincera, não sei. Se Keith não voltou deve ter dado certo o negócio com a banda. De qualquer forma, espero que ele não volte tão cedo, pelo menos não agora. – Jared olhou para a filha com o cenho franzido. – Estou superando o sumiço dele e o término do nosso namoro, pai, se ele aparecer agora, eu volto para a estaca zero.
Ali estava a confirmação que o delegado precisava; não ficaria bem sabendo que Keith estava de volta, ela voltaria a estaca zero. Jared não queria e não podia ver a filha daquele mesmo jeito de cinco meses atrás, por isso fez o que fez, por isso a deixaria longe do músico. Escolheu a alternativa certa na noite passada, ficaria bem, agora era só torcer para que ela fosse selecionada.

*****


18h02min – Palácio de Buckingham.

- nós ainda não acabamos! – Ginger exclamou, observando o filho de Trammor rir.
- Por Deus, Ginger! Não temos mais o que fazer: já decorei o maldito roteiro, provei diversos tipos de ternos, ensaiei para o dia de amanhã, minha agenda acabou! Estou livre e você também! – dizia com um sorriso nos lábios. De longe aquela foi a parte mais engraçada de seu dia; ter Ginger como assessora foi uma das melhores coisas que seus pais poderiam ter feito, a loura era uma das poucas pessoas que sabiam diverti-lo.
- Não, não estamos! Esqueceu de quê você irá fazer a conferência com seu pai na BBC Parliament?
- Oh não, não, não! Diga-me, Ginger, o que fiz para merecer essa vida? – indagou dramático.
- Virou um rebelde sem causa. Sinto falta daquele menino doce, com coração de manteiga que roubava flores para me dar, você lembra disso, ? – gargalhou alto, como há horas não fazia.
- Sim, me lembro! Eu era adorável, não era? – sorriu convencido. – Graças a Deus isso passou.
- ! – a exclamação indignada de Bymmer fez com que jogasse sua cabeça para trás de tanto dar risada. – Você era um verdadeiro príncipe naquela época, não um mini rockstar como está tentando ser agora!
- Oras, por que mini? Saiba, Gi, que com o meu talento na música eu seria o melhor rockstar de todo o mundo! – O príncipe exclamou, vendo a loura rir.
- Deixe isso para a próxima vida e foque na atual: você é o príncipe da Inglaterra, lide com isso. – A loura sentou-se na cadeira em frente a mesa de seu escritório.
- Você é uma destruidora de sonhos, Madame Bymmer. – o rapaz murmurou, sentando no sofá ao canto do cômodo.
- Madame Bymmer? Desenterrou essa. hein, . – sorriu.
- Te chamava assim quando era criança, lembra? Um perfeito britânico! – sua fala era uma mistura de brincadeira com sarcasmo.
- Como disse anteriormente, um menino adorável. – Ginger pegou os papéis espalhados na mesa, os ajeitando em uma única pilha. – Antes que eu me esqueça, por que você pediu para Jonah procurar sobre a garota da capa do The Sun?
- Como você...
- Nada passa despercebido por mim, meu bem. Vi vocês dois de fuxico, e procurei saber o motivo. Agora me responda. – estava surpreso com a rapidez de Bymmer para descobrir algo, a loura estava certa. Nada passava despercebido por ela, principalmente quando se tratava sobre ele; Ginger sempre cuidou de como se fosse um filho, e o príncipe adorava isso na assessora.
- Porque, bom, acredite, ela não me disse o nome. Além do mais, ela é interessante.
- Eu vi o quanto você a achou interessante na capa do jornal. – A assessora ergueu uma das sobrancelhas para . O herdeiro ao trono riu.
- Tive meus motivos para achá-la interessante. Teria passado a noite com ela, caso a mesma não tivesse ido embora meia-noite. – Comentou.
- Como assim, meia-noite? Ela viraria abóbora caso ficasse mais um tempo?
- Ginger, eu já disse o quanto te adoro hoje? – A loura riu, balançando a cabeça para os dois lados, negativamente. – Não sei, ela parecia ter um compromisso... De qualquer maneira, isso não importa. Quero encontrá-la para terminar o que comecei.
- , você não é nenhum pouco cavalheiro. – deu de ombros, deixando com que um sorriso enviesado desenhasse seus lábios. – Quer um conselho? Esqueça isso, sua vida sofrerá uma mudança tão grande que sua menor preocupação será essa garota.
- Gi, você sabe que aprecio muito sua pessoa, e até mesmo seu trabalho, por isso não fique chateada, mas não posso simplesmente esquecer a garota da UCL. – falou, vendo a loura assentir lentamente.
- Okay. Se não for para esquecê-la, que a encontre logo então, tudo que não precisamos neste momento é você obcecado por uma Cinderella.
- Não estou obcecado! – exclamou o príncipe. – Apenas quero encontrá-la! Há algum mal nisso?
- Á partir do momento que corremos risco disso interferir sua nova reputação, sim, há. Contudo, por enquanto não há riscos, então, me diga: algum avanço na sua busca pela a gata-borralheira?
- Céus, Gi! Você realmente é a melhor. – riu. – Não, a garota não facilitou nada para mim, na verdade ela só me deixou com um colar de pingentes muito humildes.
- Certo, me fale mais sobre essa garota, e verei o que posso fazer para te ajudar. – levantou-se do sofá, e sentou-se na cadeira em frente á assessora real; Ginger era boa em tudo que fazia, talvez ela pudesse o ajudar a achar a bela garota de olhos .

*****


Casa dos Bucchampel.

- E como futura Rainha da Inglaterra, eu queria dizer que...
- Blá, blá, blá. Jane, cala a boca, to tentando vencer a no Dominó! – interrompeu o discurso de Janette, fazendo rir escandalosamente. – A propósito, você pode parar de tentar ver as minhas pedras!
- Céus, eu tenho as duas piores melhores amigas do mundo! – A loura jogou seu corpo no sofá, ficando ao lado de . – Vocês deveriam me ajudar no discurso, não jogarem esse joguinho brasileiro sem graça.
- Ei, não chama meu jogo assim não! – exclamou , pegando sua garrafa de cerveja da mesa. – Além do mais, sem graça é ter que escutar você ensaiando esse discurso sem sentido!
- ! – Jane exaltou-se indignada.
- tem razão, Jane, nós nem sabemos se você vai realmente ser escolhida para participar da Seleção, que dirá ganhar a mesma. Então relaxa, pega uma cerveja e me veja massacrando o novo affair do lorde mais cobiçado do Reino Unido. – A fala de fez Janette arregalar os olhos.
- Como assim... , você está saindo com ?! – olhou para com um olhar fuzilador.
- Vou te matar. – murmurou para mais baixa, que soltou um risinho. virou seu corpo para olhar a loura.
- Jane, você estava lá ontem; viu e eu conversando...
- Sim, mas, não vi vocês dois trocando beijos! – Bradou a loura.
- Não viu porque não aconteceu! – tomou uma lufada de ar, antes de continuar. – Nós só trocamos telefones, nada demais.
- Tudo demais! Amiga, pelo amor de Deus, você não vê?! Já chamou ele no Whatsapp? Pediu o Snapchat dele para vocês trocarem umas nudes? Céus! Sabe quantas pessoas pagariam para ver uma nude de ?
- Céus, eu vou te matar. sibilou para a melhor amiga. – Jane, calma, nós só conversamos, além do mais, ele nem ligou ainda.
- E você vai ficar esperando ele ligar?! Céus, você já foi mais prática!
- Bom, meninas, vou subir rapidinho para pegar meu notebook, já desço. – anunciou, levantando-se do sofá. a olhou implorando implicitamente para que Bucchampel não a abandonasse com uma Jane surtando. – Boa sorte com ela, já venho!
- Já posso imaginar, você e eu saindo com a realeza britânica! Céus, isso só pode ser um sinal de Deus! – A loura pulava animada com suas falas ao lado de .
- , por favor. – murmurou. apenas a lançou um sorriso logo após deixar as pedras do dominó em cima da mesa de vidro.
Aos risos, a filha do delegado subiu as escadas de sua casa, certamente aquele domingo não fora como ela planejara, contudo, até que estava sendo divertido passar o dia com suas melhores amigas. adentrou seu quarto, sentindo a familiaridade do conforto; apesar de amar ficar com suas amigas, não havia nada melhor do que a sensação de estar em sua zona de comodidade. A menina caminhou até a cama, a fim de pegar seu notebook, entretanto, o jornal ao lado dele chamou sua atenção.
tomou em mãos o exemplar, sentindo um sorriso divertido dançar em sua boca. Quem diria que ela beijaria ? Que iria quase chegar aos finalmentes com ele? Um riso se desprendeu de sua garganta; certamente ela não imaginaria. Analisando a foto que ostentava a capa do jornal diário, constatou que não se arrependia de ter feito o que fez, não era algo que ela faria em seu dia-dia novamente, entretanto, ela não se arrependia. Foi bom ter fugido da rotina, mesmo com todos os contras, foi melhor ainda ter fugido dela com .
Após olhar muito a foto, Bucchampel percebeu que algo estava faltando e ao tocar seu colo desnudo, ela finalmente teve a certeza: seu colar havia sumido. Com agilidade, a levantou-se de sua cama, caminhando até seu closet; abriu a porta da parte onde ficava suas jóias, revirou todo o local, porém, não achou nada. Sentindo o desespero tomar seu corpo aos poucos, a filha de Jared retornou ao seu quarto, começando a procurar seu colar; após deixar o cômodo uma completa bagunça, saiu de seu quarto, descendo as escadas rapidamente.
- , pelo amor de Deus, me diga que você guardou meu colar, ou viu ele em algum lugar. – exasperou-se, atravessando o corredor que separava a sala do Hall de entrada. olhou para com o cenho franzido.
- Não, por quê?
- Você tem certeza? Jane, você viu ele em algum lugar? – esperava a resposta das melhores amigas aflita demais, sua expressão era atormentada o que deixou tanto Janette quanto assustadas.
- Não. Céus, ! O que foi? – A loura perguntou, vendo a mais baixa sentar-se no sofá.
- Eu acho que perdi meu colar ontem. – sussurrou passando as mãos pelo cabelo, em demonstração de seu nervosismo.
- Qual colar? Aquele que seu pai te deu mês passado? – perguntou, aproximando-se da .
- Não, o meu colar. – Ao dizer essas palavras, Jane e souberam que o colar que se referia era o simples cordão dourado com dois pingentes.
Jane soltou um riso incrédulo.
- Céus, ! Pensei que era algo valioso, não aquele colarzinho sem graça. – ergueu os olhos para a loura. – Existem milhares iguais, ou não... Qualquer coisa você pede para fazer outro! Agora...
- Não é simples assim, Janette! Aquele colar é valioso para mim! – cortou a fala de sua amiga, vendo a mesma olhar em sua direção.
- , era só um colar com dois pingentes! Não é caro comparado aos outros que você tem!
- Não era um colar! Era o meu colar; o colar que Keith me deu dias antes da partida dele! – A filha do delegado bradou, sentindo um súbito aperto em sua garganta; aquele simples cordão com dois pingentes foi a última lembrança que Kottson a deixou, foi sua esperança por um tempo, e também foi a última coisa que restou do relacionamento dos dois.
- Mais um motivo para você esquecer disso e...
- POR DEUS, JANE! PARE DE AGIR COMO SE FOSSE A COISA MAIS SIMPLES DO MUNDO! – O berro que deu fez com que a amiga loura se calasse. levantou-se ao lado de Bucchampel, ficando atenta aos movimentos da mais nova. Após segundos calada, Janette abriu seu sorriso sarcástico.
- Oras é a coisa mais fácil! Você esqueceu muito bem não só desse colar idiota como de Keith quando estava dando uns amassos com o príncipe da Inglaterra, não é mesmo? – Debochou. arregalou brevemente os olhos, assimilando a frase de Jane. Era claro que Pryce não havia superado o ocorrido da noite anterior, era claro que a loura faria uma piada sem graça. Mas, mesmo aquelas atitudes não sendo inesperadas, sentiu o amargo subir seu paladar, assim como a raiva tomar seu corpo.
- Isso é ridículo! – exclamou com a voz esganiçada.
- Não, não é. Isso é a realidade. – Pryce contrapôs. – Não venha bancar a garota que não superou o fim do namoro, não depois de ontem.
- Janette, cala a boca. – se pronunciou. A mais alta negou veemente com a cabeça, porém antes mesmo dela começar á falar, a olhou com uma expressão fria. – Vocês duas não deveriam estar brigando por causa disso. Anos de amizade jogados fora por causa de um príncipe? Céus, meninas! Nem quando estávamos no colegial era assim! – repreendeu. – O que passou, passou!
As meninas permaneceram quietas por longos minutos, tinha o pescoço erguido, em típica posição de ataque, Jane fugia dos olhos inquisidores de . bufou, sentando-se entre suas duas melhores amigas; elas não iriam falar nada, Jane não daria o braço á torcer, e bom, estava com o ácido na boca preparado para ser solto há qualquer momento. O silêncio, no entanto, foi corrompido pela a porta da casa sendo aberta pelo o Delegado de Londres.
- Hey, que silêncio é esse? – perguntou Jared, enquanto caminhava para a sala de estar.
- Hey, pai! Como foi com Sarah? – perguntou, ignorando os olhos semicerrados de Jane.
- Bom, ela adorou seu convite para o almoço de amanhã. – riu, dando um beijo no topo da cabeça de sua filha. – Por que vocês estão com a tevê desligada? Pensei que iriam acompanhar o anúncio das selecionadas.
- Céus! O anúncio! – Jane exclamou, pegando o controle da imensa televisão. – Jare, está passando em qual canal, mesmo?
- BBC Parliament. Não me lembro do número. – o delegado falou, vendo a loura assentir enquanto zapeava os canais. – Achei!
“... E não saíam daí, porque daqui há pouco o Rei Trammor irá anunciar as trinta e cinco selecionadas! Voltamos em instantes.”
- Ainda bem que cheguei à tempo, estou curioso para saber quem serão as garotas. – Jared comentou, caminhando até sua poltrona.
- Também estou, tio! Mal vejo a hora do meu nome ser anunciado, para eu estar oficialmente na vida de como uma das futuras esposas. – A fala de Jane foi dita, e fez com que soltasse um riso baixo, impercebível para os de mais na sala. Ela não sabia o porquê, muito menos a real razão de seu pensamento, contudo, era um fato inegável: a filha do delegado não queria que Janette fosse selecionada naquela noite.

*****


BBC Parliament, set de filmagem – 19h40min.

- Vinte minutos para estarmos no ar. , você está bem? – Ginger perguntou, parando em frente ao príncipe.
- Ficarei melhor com uma bebida, pode arranjar algo para mim? – indagou a assessora, que por sua vez balançou a cabeça.
- Seu pai me deu instruções para...
- Pelo amor de Deus, Ginger! Meu pai não está na minha pele, está?! – suspirou fundo. – Preciso de álcool para aparecer em rede nacional e escutar o rei anunciar minhas futuras esposas, não estou pedindo muito.
- Céus, ! Se eu perder meu emprego por sua causa, vou exigir mesada! – Ginger expressou contrariada. – Espere um minuto.
Com essas palavras, Ginger deixou sozinho. O príncipe caminhava pela saleta de um lado para o outro, estava nervoso, aquilo era óbvio; um riso contraditório se desprendeu da garganta de , ele passara o dia todo menosprezando a ideia de anunciar as selecionadas para no final estar andando em círculos, uma cena patética.
Seu dia não havia sido o mais promissor, nada estava indo como o planejado, a começar pelo fato de não ter encontrado a estudante da UCL. Mesmo contando com a ajuda de Ginger, nenhuma de suas informações foram úteis na hora de procurar pela bela garota de olhos ; a dona do simples colar era uma completa desconhecida, até mesmo para as pessoas que frequentaram a boate britânica na noite passada; também não havia colaborado como pensou, o passou boa parte do dia com o pai, não atendendo ou respondendo as mensagens insistentes de . Aquele assunto o deixou com dor de cabeça, contudo, como se não lhe bastasse isto, teve que aguentar o ataque histérico de sua mãe sobre suas atitudes na noite passada, e sobre a garota com quem passou a noite no hotel. A seleção entrava como a ponta do grande iceberg que sua vida havia se tornado nos últimos dias; todo seu estresse era concentrado em competição maldita que um de seus ancestrais havia criado; riu sem humor, tudo era culpa da seleção, tudo menos ela; sua Cinderella era a única coisa que não estava ligada àquela competição, e isso de certa forma aumentou mais o interesse de na garota desconhecida.
- Filho, nós já vamos entrar no ar. – a voz de Trammor fez com que o príncipe fosse despertado de seus devaneios, virou para encarar seu pai, e o viu segurando um copo de vidro com whisky dentro. – Encontrei com Ginger á caminho daqui, e vi o que ela trazia.
- Pai, meu dia foi um inferno, acho que...
- Merece um pouco de Bourbon? Pois eu também acho. – O rei entregou o copo para seu filho, vendo o mesmo encará-lo com certa incredulidade. – Sei que sua mãe andou pegando seu pé, , assim como também sei que esteve procurando a garota da capa do The Sun.
- Como o senhor sabe disso? – Lá estava a familiaridade que o filho de Trammor tanto procurou durante o dia. Trammes riu, observando seu primogênito beber o Bourbon que fora lhe servido.
- Sou o Rei da Inglaterra, meu filho. Nada passa despercebido por meus olhos. – riu ao escutar aquela frase pela segunda vez em seu dia, logo constatou que fora Ginger que contou para seu pai sobre a garota da Universidade de Londres.
- Sei que Gi te contou. Pai, o senhor acabou de se entregar usando a mesma frase que ela. – Ambos os homens deixaram o riso se desprender de suas bocas, o momento leve e descontraído cobriu o local, deixando tanto o príncipe quanto rei, confortáveis.
- Filho, tudo o que faço é para seu bem, sei que não escolheu carregar meu legado, entretanto, nem mesmo eu escolhi. Á partir de amanhã terá trinta e cinco garotas que estarão lutando para ganhar seu coração, e dividir o trono com você; serão diversas garotas, de todo o Reino Unido, todas foram escolhidas com cuidado, você já conhece algumas, outras nem tanto, contudo, posso lhe assegurar que todas elas lhe agradarão. No final das contas, a seleção pode te fazer bem, . – As palavras do mais velho fizeram com que erguesse as sobrancelhas, em sinal de descrença.
- Desculpe, pai, sei que tudo que faz é para meu bem, mas não creio que a seleção vai me fazer bem, na verdade, até agora ela só me trouxe dor de cabeça, e isso que nem a iniciamos ainda. – resmungou, fazendo Trammor rir. Antes do rei se pronunciar novamente, a porta da saleta foi aberta por Ginger.
- Ainda bem que vocês estão aí! – expressou agitada, fazendo com que os dois homens a olhassem com o cenho franzido. – Estamos no ar. Chegou a hora de conhecermos as trinta e cinco selecionadas.
As íris azuladas do Rei da Inglaterra encararam o rapaz ao seu lado; estava com seu rosto erguido, o punho cerrado, e o maxilar travado. Seu corpo não havia reagido bem com a notícia dada por Madame Bymmer, porém, ao invés de injuriar algo, molhou lábios, respirando fundo, antes de finalmente se pronunciar:
- Vamos logo acabar com isso. – Com essas palavras o jovem príncipe colocou seu copo já vazio em cima da mesa, deixando por fim a saleta, sua cabeça pensava em mil coisas e uma delas era que á partir daquela noite sua vida iria tomar um rumo totalmente diferente do esperado.

******


- Começou, caralho, começou! – Jane exclamou animada, pulando no grande sofá da sala.
- Acalma-se, Janette, desse jeito você mal vai conseguir assistir o anúncio. – O delegado pediu, vendo a loura assentir.
- Estou tão nervosa!
- Percebemos. – Bucchampel falou lentamente, logo encostando a cabeça no ombro de seu pai.
- Como disse? – a indignação era presente na pergunta da loura. fechou os olhos fortemente, contando silenciosa até dez.
- Nada, eu não disse nada, Jane.
- Ah bom, porque pensei ter escut...
- Começou, Jane, olha. – interrompeu a fala da mais alta, fazendo com que a agradecesse baixo pelo o ato.
- O que houve entre vocês duas? – Jared perguntou baixo, enquanto observava o volume de sua tevê ser aumentado.
- Longa história, delegado, longa história.
- Shhh! – rolou os olhos para Janette, logo tornando sua atenção para a grande televisão.
“Obrigado por nos receber no seu programa, Cliffer.”
“Vossa Majestade, sempre é uma honra receber vossa família! Além do mais, hoje é um dia histórico, não é mesmo?”
“Oh sim, Cliff, hoje é o dia em que as trinta e cinco garotas mais sortudas do Reino Unido, serão escolhidas para participar da Seleção.”
“Isso mesmo, Penny. Hoje Rei Trammor, junto de seu filho, anunciarão as selecionadas. Falando em Vossa Alteza, como está príncipe ?”
“Bem, Cliffer e você?”
“Tirando o cansaço, estou bem. Vossa Alteza como se sente em relação á tudo isso?”
“Estou me acostumando, não é todo dia que vai ter trinta e cinco garotas na sua casa, não é mesmo?”
“Oh com certeza! Falando em garotas, me diga, Vossa Alteza: como foi a noite anterior?”

Como se fosse automático, grudou seus olhos na tevê, no mesmo momento em que focou seus olhos na câmera que o filmava. Era notável o súbito interesse da garota na resposta do príncipe da Inglaterra, todos perceberam, inclusive a loira ao seu lado que encarava a televisão com o cenho vincado em raiva.
“Foi ótima.”
“Devo presumir que essa frase tem haver com a bela desconhecida que lhe acompanhou. Por falar nela, Vossa Alteza, poderia acabar com o mistério da identidade da garota?”
“Quem dera, Cliffer, a garota simplesmente foi embora e não me disse o nome, espero que ela esteja nos assistindo agora, queria a dar um recado.”
“Estamos ao vivo para o Reino Unido inteiro, com a audiência no auge, portanto a probabilidade dela estar nos assistindo é grande, então, dê seu recado Vossa Alteza.”
“Eu ainda vou te encontrar, Cinderella.
“Apenas, isso? Bom! Se o príncipe falou, está falado! Agora, vamos ao que interessa: Nossas selecionadas! Quem serão as trinta e cinco sortudas que vão competir para ganhar não só o coração do Príncipe , como a coroa também? Iremos revelar após o intervalo! Não saía daí.”

Após a fala de Cliffer ser finalizada, o cenário mudou na televisão, e os olhos de Janette Pryce foram direcionados para a filha do delegado.
- Para uma ficada de bêbados, me pareceu lembrar muito bem do que aconteceu. – sua fala foi sarcástica, rancorosa. fechou os olhos brevemente, tornando a abri-los, carregando uma expressão calma no rosto.
- Jane, não fode. – foi simples, tranquila e tinha um sorriso nos lábios. não queria discutir, contudo, não se desculparia por algo que não se arrependia.
- Tanto faz, irei ser anunciada em poucos minutos, logo as coisas ficarão no seu devido lugar. – a loura resmungou, arrancando um riso baixo de sua amiga ; não havia escutado uma só palavra dita por Jane, pois sua mente viaja nas palavras ditas por , ela não sabia o porquê, entretanto, a sensação de que o príncipe estava a procurando foi gratificante e ao mesmo tempo excitante.
Talvez houvesse uma pequena parte dentro de si querendo repetir a dose da noite anterior, talvez ela quisesse que a encontrasse, porém ela nunca teria certeza daquilo, pois á partir desta noite o príncipe da Inglaterra só terá contato com trinta e cinco garotas, e não seria uma delas.
*
A noite se passava longa na Inglaterra, todos estavam com suas televisões no canal da BBC Parliament, certamente o povo queria saber quem seria as trinta e cinco selecionadas; todos tinham alguém para torcer. Até agora, apenas os nomes de duas garotas não conhecidas haviam sido ditos, estava sendo anunciada a escolha da Câmara dos Lordes, faltavam apenas dois nomes para finalmente, ser anunciado as dezessete garotas escolhidas pela Câmara dos Comuns.
Na casa de a espera estava sendo cansativa; tanto quanto a filha do delegado não aguentavam os surtos de Janette a cada nome anunciado; Pryce berrava injurias e muitas vezes, apontava defeitos sobre as garotas já escolhidas. Jared estava tirando um cochilo no ombro de sua filha, quando escutou Jane jogar seu celular no chão.
- Não aguento mais! Até agora só teve duas garotas comuns, e ainda por cima as duas são da escócia! Vocês sabem o que falam sobre os escoceses?
- Jane, meu bem, por favor... Já te falei que é comum eles darem preferências para mulheres famosas, afinal estamos falando de burgueses! A Câmera dos Comuns vai escolher garotas comuns! É a vida! – explicou pela quarta vez naquela noite, vendo a loura bufar.
“E por último temos a senhorita Hayley Guerri Parks, vinte um anos, nascida em Londres, Inglaterra.”
- Ela é modelo! Já vi várias capas dela na Cosmopolitan! Além do mais, a prima dela é ex do Lorde que você está dando uns pegas! Isso é nepotismo! – exclamou Janette indignada.
- Acabou a escolha dos Lordes, agora vamos para mais um capítulo dessa saga interminável sobre as selecionadas! – murmurou cansada, escutando seu pai rir.
- Bom, agora presto atenção. – avisou o delegado, ajeitando seu corpo no sofá.
- Como?
- Sim, agora é a parte em que as garotas do mundo real são chamadas. Vai que eu vejo o nome das filhas de algum policial meu? Preciso ser o primeiro á parabenizá-lo. – ergueu uma de suas sobrancelhas para Jared, vendo o mesmo rir. – Pare de me olhar e vá acalmar sua amiga.
- Eu não, o senhor viu o jeito que ela me olhou? Não quero ser morta, pai. – disse em brincadeira.
- Vi como você ficou quando o príncipe falou que iria te achar...
- Pai, não começa, não fiquei de jeito nenhum! – Bucchampel adiantou-se, vendo o mais velho erguer as duas sobrancelhas, repetindo seu gesto.
- você quer realmente discutir comigo sobre seu comportamento? Filha, eu te criei por dezenove anos, quase vinte, quer mesmo discordar de mim sobre alguma coisa em relação á você?
- Delegado, pode ir parando, não aconteceu nada! Sério. – Jared iria argumentar contudo, o grito que saiu da garganta de Jane fez com que pai e filha olhassem em direção á loura.
- Oh meu Deus! Aquela ali é a Samantha! Ai meu Deus!
“A quinta garota escolhida pela câmara dos comuns, é Samantha Hills, vinte dois anos, estudante da Universidade de Londres, cursa moda e designer no bloco da University College London...”
- Céus, é a Pamella Ruiva! – olhou para que assentiu embasbacada.
- Eu tenho chances! Meu Deus, a próxima sou eu! – Jane pulava no meio da sala animada, em questão de segundos, pegou seu celular do chão. – Vou a chamar no Whatsapp! Ela deve estar tão emocionada...
Enquanto e riam da atitude de sua melhor amiga, Jared olhava para a tevê atentamente, ele também estava ansioso para saber quem seria as selecionadas; ele também queria que um nome conhecido fosse anunciado, o delegado queria saber se sua filha estaria na seleção.

*****


- MAS QUE MERDA! NÃO AGUENTO MAIS ESPERAR MEU NOME SER ANUNCIADO NESTA DROGA! – Janette berrou, jogando seu corpo contra o sofá da sala. – Este grupo do cacete não para de notificar! Ai que merda!
Já se passava das nove, trinta duas garotas haviam sido anunciadas como as selecionadas, como o prometido, todas eram de diversas partes do Reino Unido, de diferentes etnias, e classes sociais; catorze delas eram conhecidas das garotas presentes na sala, sete das novas selecionadas estavam no maldito grupo em que Jane participava.
- Relaxa amiga, você ainda tem pelas minhas contas... três chances. Meu Deus, as coisas estão ficando meio...
- Desesperadoras? Sim eu sei! E essas garotas não param de encher meu saco nessa porra! – Jane bebeu o copo de água de uma vez só, após cortar a fala de . Ela estava desesperada, aquilo era óbvio; as trinta e cinco chances foram reduzidas para três, que logo seria reduzida por duas, a loura ainda tinha esperança de que seria chamada, ainda acreditava que foi escolhida pelo o Rei, contudo, há cada minuto passado e mensagens recebidas seu lado racional se tornava mais presente, mostrando então a provável realidade que ela não seria chamada.
- Jane, acalme-se, você têm três chances! Isso ainda é alguma coisa! Sente-se no sofá, e, bom, torça muito, suas melhores amigas já estão te ajudando com essa parte. – Jared tentou acalmar a garota á sua frente, Jane sorriu para o delegado.
- Tio, o senhor é maravilhoso, mas a última coisa que eu preciso fazer é me acalmar. – suspirou fundo. – Minhas chances estão se reduzindo, daqui há pouco vai ser anunciado a escolha do Rei, e bom, todas nós sabemos que a Majestade vai escolher alguma famosa.
- Jane está certa, o Rei Trammor vai escolher alguém conhecido na mídia. Porém, não perca as esperanças, Pryce, você ainda têm duas chances.
- Reduzidas para uma, já que foi anunciada a trigésima terceira garota, escolhida pela corte dos Comuns. – murmurou observando a bela mulher negra no visor da televisão.
“Leighton Steinfeld, nascida em Birmingham, Inglaterra, vinte dois anos, e estudante de Direito na Universidade de Oxford.”
- Certo, vamos apelar para as forças positivas agora, todos dêem as mãos. – Jane pediu, sentando-se no sofá novamente, a mais alta pegou a mão de , agarrando-a firmemente.
- Ai, Jane! Está doendo!
- Vamos, , pegue a mão da ! Para de frescura! – rolou os olhos, apanhando a pequena mão de .
- Que Deus ouça nossas preces e faça Janette ser escolhida, imagine que ótimo seria ficar sem ela por tempo indeterminado? – perguntou baixo a que riu, enquanto segurava na mão de Jared.
- Seria como viver em um constante Spar. – murmurou rindo, logo em seguida.
- Todos de mãos dadas? Certo! – respirou fundo. – Repitam comigo: “Janette Pryce é a trigésima quarta”
- Ah não, Jane, pelo amor, mantra à essa hora da noite não!
- , você quer ou não me ajudar? – questionou Pryce vincando o cenho, Bucchampel bufou.
- Janette Pryce é a trigésima quarta – falou lentamente, demonstrando seu tédio.
- Mais animação! Jared e , também falem! Janette Pryce é a trigésima quarta.
- Janette Pryce é a trigésima quarta.
- Mais alto!
- Janette Pryce é a trigésima quarta.
- Com vontade. Qual é, gente, o mundo precisa saber!
- Janette Pryce é a trigésima quarta.
- Tio Jare, mais grave! Grite como se estivesse prendendo alguém!
- Jane, por favor...
- Vamos lá, Janette Pryce é a trigésima quarta.
- Janette Pryce é a trigési-
“E a última garota escolhida pela a Câmara dos Comuns é Margarett Smith, vinte dois anos...”
- NÃO ACREDITO! ESSA PLATINADA FEZ A CAMPANHA DE OUTONO DA VOGUE! ISSO TÁ ERRADO! ESSA É A CORTE DOS COMUNS, NÃO DOS LORDES! – Janette exaltou-se, soltando a mão de com força.
- Jane, está tudo bem, ainda falta uma...
- Uma o quê, ?! Todas as minhas chances foram embora! Se na Câmara dos Comuns eles escolheram como última representante uma maldita modelo, imagina só quem o Rei vai escolher! Tudo isso é uma grande e planejada mentira! – Pryce parou em frente á televisão. – Já sabem com quem vai se casar, só estão fazendo isso para lucrar com esse entretenimento, Coroa estúpida!
- Uau, para quem era uma fiel convicta, essa foi a coisa mais, como você diz? Antimonarquia que já escutei – não pôde deixar de zombar de Jane, mas, ao invés de receber uma resposta ácida da loura, Janette apenas bufou e caminhou para a cozinha.
- Você foi má. – comentou baixo, soltando um risinho.
- Ela foi má comigo o dia inteiro. – respondeu a melhor amiga, deixando com que o riso descontraído saísse de seus lábios. – Cadê o controle, quero trocar de...
- Deixe ai, filha. Ainda falta uma. – Jared foi rápido em sua resposta, a encarou seu pai com o cenho franzido, estranhando o interesse do mesmo naquela competição, entretanto, não o questionou sobre aquilo. encostou seu corpo no sofá, assim como sua melhor amiga, e ambas voltaram sua atenção para o anuncio da garota escolhida pelo o Rei que fecharia o grupo das selecionadas.
“Bom, finalmente chegamos a última garota, que por sinal é a minha escolhida. Quero contar à vocês um pouco sobre o processo de apuração das selecionadas; ele não é tão simples quanto parece, escolhemos cada garota minuciosamente, elas têm que coincidir com o perfil do meu filho, por isso o parlamento fica em regime durante um dia inteiro. Ao escolher a minha candidata, a escolhi com cuidado, seguindo o padrão com as qualidades que eu mesmo fiz. Minha candidata, não é conhecida, tão pouco tem uma foto para ser exibida para vocês neste exato momento, ela é uma garota comum, como qualquer outra, tem o sangue de justiça e honra correndo em suas veias, devido ao seu pai. Poucos sabem, de quem estou falando, contudo, vou parar com esse suspense e lhes dizer que minha escolha é Lewis Bucchampel, nascida e criada no seio da Inglaterra, Londres, completará vinte anos em alguns meses. Ela estuda Literatura Inglesa na Universidade de Londres no bloco da UCL, e é a única filha do delegado Jared Bucchampel. Parabéns à todas escolhidas, e até amanhã na recepção de boas vindas da seleção.”
- Pai, eu escutei direito? – perguntou com olhos arregalados olhando para o delegado sentando ao seu lado. – E-eu...
- Você é a trigésima quinta. Minha filha, você é uma selecionada.



Continua...



Nota da autora: (01/10/2017) YAAAAAAAAAAAAAAAAY Danii voltou! Depois de longos meses sem uma atualização decente, meu sumiço inexplicável, cá estou eu enviando esse delicioso capítulo para vocês, meus xuxus AHAHHAHAHA. Peço desculpas por essa longa demora, minha vida deu giro de 360º e eu acabei ficando meio lesada (e perdida) MAAAAS eu voltei!!! Esse capítulo 04 ta meio xoxo, não temos muitas cenas com os personagens principais, porém, garanto que o próximo capitulo (não vai demorar, eu juro) está cheio de cenas MARAVILHOSAS desses pps lindos da mamain.
Btw Quero agradecer do fundo do meu coração esses comentários sensacionais sobre iwlybn, eu sei que to demorando para entregar os capítulos, e estou trabalhando na melhora disso, contudo, o apoio de vocês vem sido incrível! Todo comentário que chega sobre a fic me deixa abobada com vontade de chorar de emoção HDUASHDUASHDUAHD, meninas vocês são incríveis sério! Muito, muito obrigada mesmo! Nunca irei abandonar a fanfic, pelo ao contrário, pretendo finalizar ela ano que vem, então bora arrepiar porque tem muita mas muuuuuuita coisa para rolar!
De qualquer forma, muitíssimo obrigada pelos comentários maravilhosos, desculpa pela demora e logo logo o capitulo 05 ta aqui para vocês se deliciarem com ele!
Beijos, beijos! Não se esqueçam de deixar aquele comentário maroto ein!
Xx
Dani (:

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