CAPÍTULOS: [P][01][02][03][04][05][06]








Última atualização: 10/07/2017


A fanfic está sendo reescrita.



Prólogo



Nova York

"E o El Clássico de ontem ficou para a história. Real Madrid perdeu por 4x0 do Barcelona em casa, parecia que o Barnabéu tinha virado Camp Nou! Os torcedores do Real saíram quase em desespero enquanto os do Barça permaneceram e cantaram, assim como os jogadores dentro de campo. A situação do Real Madrid é lamentável; o grande espanhol está caindo e ninguém pode evitar isso”.
estava com raiva. E tinha razão para estar, seu time do coração tinha perdido para o maior rival em casa, e como se a derrota vergonhosa não fosse suficiente, os meios de comunicação do mundo inteiro faziam o favor de estampar a derrota branca.

- Desliga o rádio, por favor? - A morena pediu ao motorista, que mesmo contrariado, obedeceu sem reclamar.

Bufou no banco de trás. Que merda de jogo tinha sido o de ontem? Foi simplesmente ridículo, praguejou inaudivelmente. Aquele não era o Real Madrid que estava acostumada a torcer; aqueles jogadores eram gazelas perdidas em campo. Eles estavam sendo pagos para jogar e não para passar vergonha em pleno Santiago.
Quanta saudade tinha do Ancelotti, o atual técnico nada mais é que um lixo para um time da grandeza do meu Real, pensou enquanto alguma ídolo teen tocava no rádio.
Seu celular tocou e quis jogá-lo pela janela assim que viu o nome que brilhava na tela, a morena não queria falar com ninguém, piadinhas não seriam bem-vindas naquela situação. Mas o nome continuava a brilhar, como se a chamasse para atender.
não tinha desistido de falar com a namorada.

- ? - Perguntou assim que escutou a respiração dela.
- Oi, .
- Onde você está?
- Estou indo para um ensaio fotográfico com Dave.
- Ah, certo. Hoje tenho dia livre, você volta hoje, não é?
- Sim, se não tiver atrasos, chego às onze da noite.
- Vou buscar você no aeroporto, certo?
- Não precisa, . Eu posso pegar um táxi.
- , não tente dizer não. - Riu sozinho. - Eu sinto sua falta.
- Foram longos meses. - A garota suspirou e escutou a risada baixa do namorado, como se ele estivesse concordando.
- Três meses. Passei todos eles contando os dias para você voltar.
- Só foram três meses, já passamos mais meses separados. - lembrou o namorado e ele riu novamente. estava muito risonho e ela sabia o motivo, mas não ia dar o gostinho para ele saber que estava com raiva. - Vou desligar, certo? Nós nos falamos depois.
- Estarei no aeroporto às onze. Eu amo você, .
- Eu também.
- Você também o quê?
- Eu também amo você, .

desligou a ligação e respirou fundo, ela sabia que o namorado não tinha feito nenhuma gracinha ao telefone porque iria fazer o dobro quando eles estivessem a sós.
Para , era o melhor namorado que poderia pedir, eles estavam em uma relação que iria fazer dois anos. Segundo ela, tinham poucas brigas e apesar do vai e vem das carreiras, sempre tinha espaço para os dois.
A morena só achava um único defeito no namorado. Ele jogava e torcia pelo time que ela mais detestava no mundo: Barcelona.
O tal Barcelona que tinha dado de quatro a zero no time que ela torcia desde que se entendia por gente. era atacante, artilheiro e capitão do time catalão, super respeitado, tanto pelos jogadores do clube, quanto pela mídia futebolística. era um ídolo para o Barcelona.
E morria de raiva daquilo.

- Chegamos, senhorita . - O motorista avisou e prestou atenção onde estava. Era um grande estúdio de fotos que ficava no centro de Nova York, a cidade que tinha sido sua casa por três meses.

era atriz.
Ela era uma mistura no DNA, descendente de polinésios - graças a família do pai, e britânicos; nascida no interior da Inglaterra, que ficava a 120 quilômetros da grande Londres. Aos 12 anos, depois do pior acidente de sua vida, a família composta pelo pai e irmão mais velho se mudou para Los Angeles. fez curso de teatro assim que o irmão ingressou no colégio de música da cidade. Ela conseguiu alguns papéis para séries infantis e teve o talento reconhecido quando fez participação na série adolescente The Vampire Diaries. Foi convidada para filmes e estava em Nova York apenas para cumprir as últimas coisas do trabalho, fotos de divulgação para o novo filme que ia estrelar como personagem principal.
O irmão, que tinha entrado no colégio de música, não ficou para trás. Foi descoberto por um agente em uma das apresentações no teatro e foi contratado por uma produtora pequena. foi a sorte grande da produtora, ele explodiu e agora era um ídolo teen. Ganhava milhões e mal tinha tempo para respirar, mas ele adorava.
Os dois só tinham conseguido tudo aquilo graças a Kalani. O pai que os criou sozinho quando a mulher os deixou, tinha apenas um ano de vida. E era por aquele motivo que a menor era muito grata ao pai, tudo o que tinha era por causa dele. Kalani nunca tinha deixado de acreditar nos sonhos da menina, principalmente quando ela quis se mudar, aos 19 anos, para Madrid.
E lá morava desde então.




Lavenham


fechou a última mala que tinha e saiu do quarto a passos lentos, depois de tantos erros, ele finalmente tinha encontrado paz em casa. E estava deixando o lar novamente.
Deixou a mala próximo ao sofá e correu para abraçar a mãe, que derramava lágrimas ao ver todas as malas ali. Sue amava o filho mais do que qualquer coisa e não importava o que fizesse, ele sempre ia ser o seu pequeno protegido. Mesmo já tendo experiência com a mudança do filho para Manchester, ainda era dolorido ver o filho sair de casa.
Ainda mais para Madrid.
A Espanha parecia tão longe.

- Vai ficar tudo bem, mãe.
- Eu não quero ver você metido em confusão, viu? Você trate de se comportar, Sunshine.
- Sunshine, mãe? - Perguntou em tom de brincadeira. Sunshine era o apelido que Sue tinha dado para o filho desde que soube que estava grávida. Ele era o pequeno raio de sol e de esperança dela, e foi por conta dele que não desistiu de tudo em Lavenham. Ela já não se sentia sozinha, fazia com que tudo valesse a pena.
- O Sunshine da mamãe. - Sue brincou e ele riu. sentia falta de rir verdadeiramente. Tinham sido tempos difíceis em Manchester, mas ele voltou para casa e superou. Sue estava orgulhosa.

A campainha tocou e levantou do sofá num pulo, abriu a porta de casa e nem deixou o senhor falar. Tomou Kalani nos braços e perdeu o tempo que ficou abraçado no homem que considerava seu pai.

- Vamos, pequeno Gafanhoto?
- Sim! Mamãe não está se aguentando e tá chorando igual a uma criança.
- Deixe sua mãe, viu? Eu sei que você vai chorar assim que entrar no avião.

riu e Kalani deu tapinhas em suas costas, os dois colocaram as malas dentro do carro e se despediu mais uma vez da mãe.

- Eu venho assim que tiver uma folga prolongada, certo?
- Você não apronte em Madrid, entendeu? Eu vou buscar você na mesma hora que souber de algo.
- Me ligue antes para eu poder limpar a casa.
- Sem empregadas, como você está mudado, Gafanhoto. - Kalani elogiou e passou as mãos pelos cabelos grandes e loiros do menino.
- Obrigado por isso, Kay. - E os dois se abraçaram forte.

Kalani deixou no aeroporto e esperou as duas horas até o voo ser chamado. Como previsto, chorou quando o abraçou pela última vez. Tinha sido dois meses de aprendizado para o loiro e Kay tinha sido essencial naquele processo.
acenou para Kalani e entrou na sala de embarque, em menos de meia hora já estaria no avião que ia levá-lo rumo a sua nova vida.
Rumo à Madrid.

Capítulo 01



Nova York


adorava os dias de sessões de fotos, mesmo odiando ficar horas sentada com um homem mexendo em seu cabelo. A pior parte de ser atriz, para ela, era viver mudando o cabelo. amava suas madeixas cacheadas e num tom que nunca sabia o certo qual era, ora castanho claro, ora meio loiro, ora castanho escuro. Seu cabelo natural era uma mistura igual a ela.
Aquele era seu último dia em Nova York depois de três meses morando na cidade. estava ali por conta das gravações do novo filme que ia participar, o primeiro sendo protagonista principal, e ia estrelar com ninguém menos que Dave Franco. amava Dave, ele era um dos seus melhores amigos e aquele seria o terceiro filme que faziam juntos.
A morena levantou da cadeira onde estava sentada e passou a mão pelos cabelos que estavam lisos e totalmente castanho escuro com pequenas ondulações. sorriu e gostou do que viu, mesmo amando o seu natural.

- Dave já chegou? - Perguntou ao virar para o cabeleireiro que estava a acompanhando durante aqueles meses.
- Está na prova de roupa, a sua eu já escolhi. - Lyn respondeu antes que Julian pudesse dizer uma palavra. Lyn era a personal style de e a morena gostava de denominá-la como raivosa, pois parecia que ela vivia em um estresse constante, mas a amava.

Lyn deu duas cruzetas de madeira para a menor, das duas opções de vestido, escolheu o vermelho de alça larga com decote tanto na frente quanto atrás. Ela calçou o sapato alto preto com detalhes prateados e a guiaram até onde o ensaio aconteceria.

- Maria chuteira! - Dave gritou assim que viu a morena passar pela porta. Saiu de onde estava e a envolveu em seus braços.
- Credo, sai. Não gosto de você.
- Realmente, você me ama. - Dave retrucou e o empurrou, o abraçando em seguida.
- Você está muito cheio de gracinha.
- Vou ter que te aturar o dia todo, . Eu mereço, né?
- Você é um ser humano horrível.
- Um ser humano horrível que você ama. Não negue, você chorou quando eu quase morri.
- Isso foi no filme, pura encenação. Se fosse a vida real, eu ia brigar com Jesus por ele não ter te levado de vez. - disse, Dave rolou os olhos e mostrou língua para a menor. Essa que lhe deu alguns tapinhas no ombro esquerdo, o abraçando em seguida.
- Ei, quinta série. O ensaio vai começar. - Lyn avisou e os dois foram em direção ao pequeno cenário que estava montado, era uma pequena sala de estar que contava com decoração antiga, os dois pareciam um antigo casal rico. Depois de duas horas de flashes, podes, inúmeras chamadas de atenção pela brincadeira dos dois - eles tinham que ter um ar de seriedade nas fotos, e alguns sorrisos, o ensaio acabou.

e Dave tiveram apenas uma hora de almoço, os dois voltaram para o pequeno salão de beleza que foi montado especialmente para eles e quando a produção terminou, foram conduzidos ao carro que já estava os esperando. Era o mesmo motorista que estava fazendo questão de escutar sobre a vitória do time catalão.

- Onde você acha que vai ser? - Dave perguntou quando eles começaram a trafegar pelas ruas de Nova York.
- Eu não faço a mínima ideia, Franco. - deu uma risada baixa e ele a acompanhou.
- Mas eu sei de uma coisa que provavelmente você sabe, sabia que seu namoradinho fez dois gols no jogo de ontem?
- Cala sua boca, Dave John Franco. - Reclamou e bateu no ombro do amigo.
- Você sabe que mesmo não sendo o maior fã de futebol, eu prefiro o Real ao invés do Barcelona, não sabe? - Perguntou e a morena fez que sim com a cabeça.
- Foi horrível, Dave. Nem parecia o Real Madrid, sabe? Parecia um time de segunda divisão.
- Que merda, só vi os noticiários. Seu namorado é manchete principal, vi uma que dizia "o Rei de Barcelona conquista Madrid". - Dave disse com uma voz engraçada e rolou os olhos antes de rir. A morena achava todas aquelas manchetes desnecessária, mesmo sendo seu namorado. A verdade é que ela estava chateada demais com seu time do coração para ficar contente pelo sucesso de .
- Onde você estava, hein? - Perguntou a fim de mudar o assunto.
- Dormindo. - Respondeu e sorriu torto, entendeu o seu sorriso e riu extremamente alto. Dave Franco tinha passado à noite com companhia.
- Chegamos, senhor Franco e senhorita . - Avisou e eles puderam ler a placa que estava em frente ao local.
- Esse lugar é maravilhoso - sussurrou e Dave balançou a cabeça em modo afirmativo.

Os dois fizeram o ensaio externo num lugar chamado Coney Island, que se localizava no Brooklyn. Ali era um lugar maravilhoso, tinha uma pequena praia e um belo calçadão de madeira que percebeu lembrar muito os das cidades californianas. E o que e Dave acharam a melhor parte do local, era o antigo parque de diversões que ainda estava ali.
A sessão externa foi a mais demorada, porque além das fotos, Dave e aproveitaram o local iguais a duas crianças de dez anos. Eles estavam, como Lyn dizia, uma quinta série.

- Acabou! – Dave disse ao roubar um grande pedaço do algodão doce rosa da menina.
- Compre um para você! – Reclamou quando ele enfiou o pedaço na boca.
- Além de Maria Chuteira, é egoísta, não sei como te aguenta. – riu alto do jeito que só ela sabia fazer.

Os dois comeram inúmeras besteiras pelo local, conversaram e tiraram fotos sem compromisso, até que deu a hora deles irem. Passaram rapidamente no hotel, somente para fazer o check-out e buscar as últimas bagagens.

- Você vai para onde? - Dave perguntou assim que chegaram à sala de espera.
- Para casa e você?
- Canadá. – Respondeu na mesma hora em que seu voo foi chamado, Dave fez beicinho e a morena o abraçou forte.
- São só quatro meses, Dave. - Fez referência ao tempo que faltava para o filme ser lançado. - Não morra sentindo a minha falta. – Dave riu e apertou a morena ainda mais ao seu corpo. Ele adorava , a menina tinha conquistado sua amizade sem fazer nenhum esforço.
- Vou sentir só um pouquinho a sua falta. Qualquer problema é só ligar, já sabe, né?
- Pode deixar, Franco. E não se esqueça de mandar um beijo para seu irmão. - Brincou, Dave riu e deu um tapinha na testa da garota.
- Vou contar para o . - Sussurrou.
- Nem se atreva, David John Franco! - Ralhou fazendo o menino rir. Dave bagunçou seus cabelos, se despediu com um pequeno beijo em sua testa e foi para a sala de embarque.

Depois de alguns minutos ela já estava na primeira classe do avião, sentou na poltrona e assim que a aeronave decolou, encostou a sua cabeça na janela e fechou seus olhos
Era bom voltar para a casa, pensou antes de adormecer.




Madrid

Assim que entrou na sua nova casa, teve uma surpresa que o fez rir, mesmo a situação sendo mais trágica que cômica.
A nova casa era gigantesca e ela não tinha mobília alguma. Para falar a verdade, tinha um televisor de 60 polegadas, um sofá branco grande, uma poltrona da mesma cor, e uma pequena mesa. Andou pela casa e percebeu todos os quartos vazios, exceto por um que ficava no mesmo andar que a sala, era um quarto não tão grande quanto os outros e contava com um banheiro, uma cama e um pequeno armário. Era o quarto destinado para a empregada da casa. riu e se jogou na cama, que por sinal era bem confortável. perdeu a noção de tempo e só levantou da cama de solteiro quando o seu telefone começou a tocar, era sua mãe.

- Sunshine!
- Oi, querida mãe.
- Você está bem? Já conheceu a casa nova?
- A senhora iria adorar, ela é gigantesca.
- Você já viu a piscina?
- Ela tem piscina? - perguntou espantado e pode escutar a risada de sua mãe junto da de Kalani.
- Tem, sunshine. Ela é enorme também, foi Kai, Valy e eu que escolhemos a casa para você.
- Sem nenhuma mobília? - Deu uma risada fraca e escutou novamente as risadas do outro lado.
- Você vai adorar ter o trabalho de escolher sua própria mobília. - Kalani disse.
- Obrigado, Kai. Vou precisar ir em busca de lojas de decoração.
- Acontece. - deu uma risada nasalada. - Você já ligou para Valy?
- Ainda não. Só sei que amanhã vou assinar oficialmente com o time.
- Ligue para ela, Valy tem novidades.
- Irei ligar. Obrigado pela casa, aliás. Eu adorei.
- O dinheiro dos seus carros ajudaram bastante. - Kai disse e deu uma risada triste. O inglês sentia falta dos seus seis carros. - Vou passar para sua mãe, certo? Se cuide em Madrid, .
- Obrigado, Kai. Eu irei.
- Sunshine? - escutou a mãe novamente.
- Oi, mãe.
- Se cuide, certo? Quando eu for em Madrid quero ver essa casa toda mobiliada e um brinco.
- Pode deixar, irei fazer tudo certo dessa vez.
- Se cuide, meu filho. Eu amo muito você e quero seu bem.
- Vai ficar tudo bem, mãe. Eu prometo e também te amo.
- Eu te ligo amanhã, certo?
- Até amanhã, então. Se cuide, mãe.

encerrou a ligação e começou a procurar o nome de Valentina na lista de contatos. Ele ia fazer de tudo para que em Madrid tudo ocorresse certo, não queria repetir os mesmos erros que quase o afundaram na lama em Manchester. Enquanto o telefone chamava, ele agradeceu por não terem desistido dele. Se não fosse assim, ele estaria perdido.

- !
- Oi, Valy. Tudo bom?
- Tudo ótimo por aqui, e com você? Já está na casa nova?
- Já e obrigado.
- Não por isso, qualquer coisa, tenho nomes de lojas de decoração. - Disse e soltou uma risada.
- Irei precisar. Mas minha mãe disse que você tinha novidades.
- Ainda não é nada certo, mas estou atrás de campanhas publicitárias para você. Irá ser bom, sabe? Tentar destruir a imagem do "príncipe problemático da Inglaterra que veio para Madrid".
- É assim que eles estão se referindo a minha pessoa?
- Alguns tabloides, a imprensa futebolística tá mais preocupada em saber se é mesmo com o Real Madrid que você vai assinar. Ainda é um mistério para eles. - soltou uma risada.
- Nem se recebesse o maior salário do mundo eu jogaria no pequeno da Catalunha. Jamais, Valy.
- Eles não o conhecem como nós o conhecemos, .
- Eu espero que eles passem a conhecer, não quero mais problemas, Valy.
- Nós sabemos disso, . Fica tranquilo, certo? Até amanhã.
- Até amanhã.
- Não se atrase.
- Prometo. - Disse e desligou o telefone.

bufou e jogou o celular na cama, era ruim ser considerado o garoto problema da Inglaterra, mas ele sabia que tinha feito por merecer. Sabia que tinha errado ao deixar a fama e o sucesso subir a cabeça, tratar todos como se ele fosse o rei do mundo e não precisasse de ninguém. E sabia mais ainda que o United só suportou todos os problemas porque ele era bom no que fazia, mas ninguém o queria ali, nem os torcedores e muito menos a equipe. tinha estragado sua imagem na Inglaterra e esperava que isso não o afetasse tanto em Madrid.
Jogar no Real Madrid era seu sonho de infância. Seu e de Kalani. perdeu as contas de quantas vezes ia para a casa de Kai assistir ao jogo do Real, junto dele e da sua filha mais nova e de quantas vezes afirmou para os dois que um dia ainda jogaria no time espanhol. estava cumprindo a sua promessa e mesmo não tendo mais ligação alguma com a menor, estava feliz por estar fazendo o que prometeu.


Madrid

acordou com o piloto do avião avisando aos passageiros que iriam pousar dentro de cinco minutos. Esfregou os olhos e agradeceu por não estar usando nenhum tipo de rímel, não queria parecer um panda quando chegasse em sua querida Madrid.
As quatro da manhã o avião pousou, pegou sua bagagem de mão e saiu junto da primeira classe, passou tranquilamente pela vistoria e ainda a ajudaram a colocar suas duas malas no carrinho do aeroporto.
Ela empurrou o carrinho pela sala de desembarque e quando a porta de vidro abriu, encontrou . sorriu assim que seus olhos pousaram na menor e correu em direção à , a envolveu em seus braços e finalmente, os lábios dos dois se encontraram.

- Eu senti sua falta. – Sussurrou ao abraçar novamente a morena.
- Eu também senti. – respondeu e lhe deu um beijo rápido. – Vamos para casa?
- Não precisa nem pedir duas vezes.

guiava o carrinho com apenas uma mão, enquanto a outra segurava a de . Na saída do aeroporto até o estacionamento foram incomodados por alguns fotógrafos, mas não deram atenção, eles não tinham que aturar aquela perturbação naquele momento. colocou as malas no carro e em poucos minutos eles já estavam na avenida principal.

- Não vai me parabenizar pelo jogo? - Perguntou e riu debochado. bufou e jogou a cabeça para trás, ela já esperava a provocação por parte do namorado.
- Não começa. - Pediu e ele colocou a mão esquerda sobre sua coxa. - E parabéns.
- Você ficou feliz com o meu gol?
- Na verdade, eu xinguei o Isco por ter deixado.
- Aquele bastardinho foi expulso. Você viu o que ele fez com o Neymar?
- Vi e fiquei horrorizada. Eu esperava aquilo do Carvajal, mas do Isco não, ele parece...
- Você nem os conhece, todos são ruins. - a interrompeu e calou. - São péssimas pessoas, . - assentiu e ele tirou a mão de sua coxa para trocar a marcha. A morena encostou a cabeça na janela e minutos depois os dois estavam entrando pela garagem do prédio onde ela morava.

retirou as malas do carro e as colocou no elevador, enquanto subiam, roubou um beijo da menina e ela riu. Os dois chegaram ao andar onde morava e ela destrancou a porta, jogou a bolsa no sofá, colocou as malas no chão da sala e antes que pudesse correr para o banheiro, ele a puxou para si, dando-lhe um beijo demorado.

- Eu preciso de um banho - ele revirou os olhos e riu. - Cinco minutos.
- Vão ser contados no relógio - disse e ela concordou enquanto ia em direção ao banheiro. tomou um banho rápido, vestiu suas roupas íntimas e foi para o quarto. - Finalmente! - se levantou da cama quando a viu.
- Você aguentou três meses. Não vai aguentar cinco minutinhos?
- É que você me deixa louco. - Murmurou e prendeu o corpo da morena na porta. Puxou seu lábio inferior e os dois começaram um beijo intenso. colocou suas pernas ao redor da sua cintura do namorado e ele a guiou para a cama enquanto ela distribuía beijos em seu pescoço e puxava seus cabelos.

Em poucos minutos os dois éramos um só.



estava animado, nervoso e ansioso.
Hoje era o dia em que ele oficialmente iria assinar com o Real Madrid. Hoje era o dia que ele poderia bater no peito e dizer que era o cara mais feliz de todo o mundo. Hoje era o dia de realizar seu sonho de criança.
Ele ajeitou a gravata preta assim que escutou a buzina em frente a sua nova casa, era o carro que Valentina havia deixado à sua disposição até ele se acertar por Madrid. prendeu os cabelos loiros no que ele achou que seria um coque e saiu.

- Bom dia. - Disse assim que entrou no luxuoso Veloster preto, o motorista sorriu e deu partida.

estava indo rumo ao seu futuro e algo o dizia que ele iria ser maravilhoso.

- Chegamos. - O motorista disse ao estacionar. agradeceu e saiu do carro. Assim que pisou no chão do estacionamento do estádio, percebeu que Valentina já o esperava com um sorriso no rosto.

- Está pronto? - Perguntou e ele a abraçou.
- Mais do que nunca. - Respondeu e ela ajeitou seu terno.
- Então entra nessa sala e mostra para o que veio, entendeu? Boa sorte.
- Obrigado, querida. - Respondeu e os dois entraram no elevador. Quando as portas do elevador se abriram, Valentina o guiou pelo enorme corredor e parou bem em frente a uma porta branca.
- Madrid vai mudar sua vida, .
- Eu estou preparado. - Respondeu e deu um último abraço na sua empresária, que ele considerava da sua família.

Assim que abriu a porta, inúmeros flashes vieram em direção e ele desejou ter levado óculos escuros. tinha esquecido o quanto aquilo era irritante. Mas mesmo assim, o inglês caminhou até a grande bancada branca de cabeça erguida, mesmo com os flashes quase o cegando.

- Senhoras e senhores, tenho a honra de comunicar a nossa nova contratação: . - Florentino Pérez, presidente do time, anunciou e o burburinho começou junto dos flashes. cumprimentou o presidente e sorriu para as fotos, recebeu sua camisa que contava com seu sobrenome atrás e seu novo número, 16, e ainda tinha bordado a data que terminaria seu contrato: 20 de Abril de 2022. Para , aquele seria o dia que assinaria sua renovação. O loiro não iria querer sair do Real Madrid tão cedo.

Nenhum jornalista tinha plena certeza que ele realmente era o novo contratado do Real Madrid e ainda parecia não acreditar. Como o príncipe problemático da Inglaterra estava fazendo do branco sua nova cor? Como estava indo para aquele time com claras e altíssimas investidas do Barcelona?

- , , , você não iria para o Barcelona? - O jornalista gordo, que usava óculos estranhos, perguntou assim que ele sentou.
- Eu disse que iria para o grande da Espanha e aqui estou.

Capítulo 02



se remexeu pela enorme cama, abriu os olhos e não viu o namorado ao seu lado.
Imaginou que estse ido para Barcelona treinar, já que o namorado passava quase a semana toda na cidade e voltava nos fins de semana. perdeu as contas de quantas vezes pediu que ela se mudasse para Barcelona, mas a menina batia o pé e dizia que não. não deixaria Madrid por nada naquele mundo, era seu sonho de menina e ela finalmente estava realizando.
levantou da cama, vestiu uma camiseta que estava jogada pelo chão e foi em direção à cozinha. Sorriu ao ver a imagem do namorado somente de bermuda, cozinhando, mas o sorriso desapareceu quando ela lembrou que só cozinhava quando estava estressado.

- Bom dia. - virou rapidamente para olhá-la, mas voltou a atenção para o que estava fazendo. - Pensava que estava treinando.
- Não, hoje o treino é só pela parte da tarde, vou para Barcelona depois do almoço. - colocou os ovos no prato da namorada e colocou o bacon logo em seguida, depois jogou a frigideira na pia e se jogou em um dos bancos que estavam na cozinha.
- O que aconteceu, ? Você está estranho hoje.
- Coisa do trabalho, desculpe-me. – Passou as mãos nos cabelos parecendo frustrado. levantou do banco e lhe deu um beijo, sentando em seu colo em seguida.
- Não precisa ficar assim, ok? Vai se resolver. – Passou a mão direita por seu rosto, fazendo carinho em sua bochecha.
- Eu queria que se resolvesse, mas não vai, .
- O que aconteceu, afinal?
- A mais nova contratação do Real Madrid. – Murmurou e saiu de seu colo. – Não me olha com esse brilho no olhar, não.
- Não fica bravo comigo, você sabe que eu torço para o Real desde pequena.
- Não vou discutir sobre o seu péssimo gosto para futebol. – revirou os olhos e o namorado soltou uma risada fraca. - Voltando ao assunto, o cara que eles contrataram é .
- ? Esse cara não é jogador do Manchester United?
- Era. Real contratou ele na surdina. – Respondeu e a morena fez um bico do tamanho do mundo, ela não queria um ex-Manchester jogando no seu amado Real Madrid. – Por que essa cara de brava?
- é ex jogador do Manchester, não é motivo suficiente para eu detestar ele? Eu sou Chelsea, nasci na Inglaterra, é meu time do coração.
- Mas eu sou do Barcelona e você não me detesta.
- Mas você é um caso especial, certo? Mas voltando ao seu assunto, por que você ficou assim por causa da contratação dele?
- Você não acompanhou a Premier League, . Esse cara destruiu tudo, ele era um monstro em campo. Eu avisei para a equipe dar um jeito de trazer ele pro Barcelona. Ele séria uma ótima dupla de ataque comigo, você sabe que precisamos de outro cara para decidir jogo quando eu não estiver em campo, mas eles bateram o pé e disseram que não queriam um jogador problema dentro do Barcelona. Eu insisti mais uma vez, só que o seu time teve a mesma ideia que eu. Eles já estavam de olho no e agora ele faz parte do time. Você sabe o que isso significa, ? Significa que ele vai decidir quando Ronaldo não estiver em campo. O time do Real tá desfocado e com um técnico ruim, só que com esse cara vai ser diferente, ele só não joga como goleiro porque não dá. Eles vão dar trabalho demais para a gente, . Nós vamos ter que dar tudo de nós na BBVA, UEFA, em todas as competições. Esse cara fodeu todo nosso esquema.

analisava as palavras de e tomava cuidado com o que iria falar, talvez ter um ex-Manchester jogando no Real Madrid não fosse tão ruim. Mesmo ela não entendendo o porquê do Barcelona dizer que ele era um jogador problema, como podia ser problema se levava o Manchester à vitória?

- Ah, ...
- Nem vem com "ah, ". Eu sei que você quer que seu time vença. - Disse cruzando os braços. Antes que ela pudesse ir até ele novamente, o celular da menina tocou a fazendo ir até a sala.

- A que devo a honra? - perguntou assim que escutou a respiração de Richard do outro lado da linha.
- Bom dia, Sunshine! Como você está?
- Bem, obrigada! Quatro meses de férias, preciso de mais alguma coisa?
- Na realidade, arrumei trabalhos para você.
- Teste para outro filme?
- Não, é algo bem mais simples. Uma campanha publicitária.
- Para qual marca?
- Calvin Klein.
- Você jura? - Perguntou animada e escutou a risada de Richard do outro lado. - Eu topo, mas com quem é?
- É um jogador, do seu time preferido.
- Chelsea ou Real Madrid?
- Real, .
- Isco, Sergio Ramos, Kross, Bale, Modrić...
- Pare, não. Antes que você fale a escalação toda do Real, é o . Ele é a nova contratação do Real, a antiga campanha dele na Inglaterra rendeu muito para a Calvin e como você é de lá e faz sucesso não só aqui e sim em várias cidades do mundo, eles pensaram em você.
- Meu Deus.
- Meu Deus mesmo! Sua carreira só está subindo, Sunshine. Seu primeiro ensaio para a Calvin vai ser logo um estouro, sabia? Enfim, te espero amanhã para assinar o contrato. Como você já aceitou, ótimo.
- Richa... – e desligou sem dar a menor chance da menina falar algo. Ela sabia que iria pirar e não era de uma maneira boa, era da pior possível. estalou seus dedos, saiu da sala e entrou na cozinha a passos lentos.

- Quem era? - perguntou assim que percebeu a namorada entrar na cozinha, ele bloqueou o telefone e o deixou na bancada.
- Richard.
- Mais contratos? – fez que sim com a cabeça. – Com qual empresa?
- Calvin Klein.
- Jesus, ! Que notícia boa, Calvin tem uma repercussão enorme!
- Tem mesmo. – Respondeu e sentou no banco que ficava de frente para ele.
- Algum problema?
- Não sei para você.
- Por quê? – Perguntou desconfiado.
- Vai ser uma campanha acompanhada.
- Ah, meu amor, eu já vejo seus filmes, você beija os caras. Não vou me importar muito em sair na rua e ver um outdoor seu com um modelo qualquer. - Respondeu e deu uma risada fraca. sabia que estava mentindo, mas não deixou transparecer, ele era ciumento e não ia ser uma sensação agradável de passear por Barcelona ou Madrid e dar de cara com um homem segurando sua namorada semi nua.
- É com o . - sussurrou e a encarou com as sobrancelhas arqueadas. Se ele não ia ficar contente com um modelo qualquer, imagina com posando ao lado da namorada.
- É com quem, ? - Chamou a namorada pelo sobrenome e respirou fundo, estava com raiva.
- , a mais nova contratação do Real. – Respondeu e bufou, bateu na bancada com a mão fechada com uma força desnecessário e fez com que os copos caíssem.
- Você só pode estar brincando.
- É sério.
- Que porra! - Gritou e pareceu gelar.
- . - Sussurrou o nome do namorado, mas ele já estava em pé.
- Não vem com "", não! Porra, você e o ? Eu não estou acreditando nisso.
- Eu não tenho culpa se acharam que ele combina comigo...
- Ele combina com você?
- Para a campanha. Ele é inglês e eu também, agora ele joga no Real.
- Com que cara eu vou sair na rua quando eu ver minha mulher num outdoor com o rival?
- É o meu trabalho, .
- Seu trabalho é fazer filmes, não posar ao lado do .
- , vai ser bom para a minha carreira. Você já fez campanhas publicitárias somente de cueca e ao lado de várias mulheres. Eu fiquei desse jeito?
- É diferente...
- É diferente por que, ? Por que você é homem e eu sou mulher?
- Nenhuma delas ameaçava sua carreira. Nenhuma delas fazia filme para concorrer com o seu.
- Você está sendo imaturo e infantil. – Gritou pela primeira vez e se arrependeu quando ficou a sua frente e apontou o dedo indicador em seu rosto.
- Quer saber, ? Foda-se essa merda. Faça o que você quiser. Obrigado por arruinar mais ainda a porcaria do meu dia.
- ...
- Eu vou treinar em Barcelona. Amanhã a gente conversa, espero que você repense nessa sua ideia de posar ao lado desse merda. - Disse num tom ameaçador e saiu da cozinha.

ficou estática no banco, não ousou nem olhar para trás. Pelo que ela lembrava o namorado nunca tinha reagido daquele jeito. fechou os olhos assim que escutou o baque da porta e lágrimas começaram a cair.




A entrevista de tinha repercutido em escala mundial e a única coisa que ele sabia era que os torcedores do time da Catalunha não estavam felizes com sua última declaração.
Bem que Valentina havia avisado que a partir do momento que ele fez do Real Madrid sua casa, tudo iria ser diferente. Jogos, entrevistas, treinos, saídas nos dias livres, até um simples jantar com a mãe, tudo iria ter grande repercussão. Era um preço a ser pago por estar no melhor time da Espanha - e do mundo.
A campainha da casa soou e ele não imaginava quem poderia ser, só tinha a companhia de Valentina em Madrid, e ela sempre ligava antes de qualquer coisa, nunca aparecia de surpresa.
pausou o jogo, abriu a porta e se deparou com Isco Alarcón e Gareth Bale. "O que aqueles dois estavam fazendo ali?" Foi o primeiro pensamento de quando viu os dois sorrirem para ele.

- Se não chamar para entrar, eu entro do mesmo jeito.
- Sua mãe deve ter vergonha da criatura em que você se tornou. - Isco respondeu, Bale deu de ombros e revirou os olhos. - Oi, ! Podemos entrar?
- Entrem… Aliás, oi. Só não reparem na…
- Caralho! Você não tem mobília.
- Na falta de mobília. - Completou enquanto Isco dava um soco no braço do galês. - Eu cheguei aqui tem três dias, cara.
- Três dias e já tá causando polêmica. - Isco falou e os três riram.
- Eu disse que iria para o grande da Espanha e aqui estou. - Bale imitou o inglês usando uma voz extremamente grossa e um sotaque espanhol carregado. dominava a língua espanhola, mas seu sotaque britânico ainda era forte. - Os caras já gostam de ti só por conta disso.
- Aliás, pegamos seu número e já estás no nosso grupo. Dê uma olhada em seu celular depois.
- Certo, certo. Mas o que vocês vieram fazer aqui?
- Te deixar por dentro das novi…
- Bale quis vir fofocar logo, antes que você chegasse no CT e ficasse perdido. E para a sua tristeza, ele mora a três quadras de você.
- Exato. - O galês respondeu. riu e os mandou sentar no que parecia ser a mobília de sua casa. - É o seguinte, temos jogo contra o pequeno da Catalunha daqui a mais ou menos quatro semanas. O nosso técnico é um merda retranqueiro e provavelmente vai ser demitido, espero que Florentino não demore.
- Ele é realmente um merda, eu estava acompanhando os jogos. Puta merda, ele coloca o time todo na retranca; ele pensa que o Real é um daqueles times pequenos que ele treinava, é a única explicação.
- Sabemos. - Isco concordou parecendo triste. - Tempos ruins, , tempos ruins.
- Pois é, e pra completar a merda toda, nós temos outro problema.
- Mais um?
- .
- O que se diz melhor do mundo?
- Esse mesmo.
- Qual é o problema?
- Ele é louco, . E aposto que não ficou contente com a sua entrevista. sabe que és bom e que com você em campo algumas coisas vão ser diferentes.
- Esse merda pensa que pode mandar em tudo, cria confusão em campo, faz falta desnecessária, briga no vestiário. Aquele típico jogador estrela, sabe?
- Só que na mídia ele paga pau de bom samaritano e todo mundo crucifica quem vai de contra com ele.
- Esse mundo da mídia futebolística é uma desgraça, cara. E agora que você é um dos nossos, eles não vão te deixar em paz.
- Valentina me avisou sobre isso. Mas, … ele vai me gerar problemas?
- Não tenha dúvidas.
- Eu sou um tanto quanto explosivo. - Coçou a cabeça, envergonhado. não gostava de ser daquele jeito, não depois de tudo que passou em dois meses em Laveham.
- Sabemos. Por isso viemos aqui também, ele vai querer te estressar ao máximo para que percas o controle, não podes deixar isso acontecer.
- Ele escolheu brincar com a pessoa errada, Bale. é… - não pôde terminar, foi interrompido pelo toque de seu celular. Tateou seus bolsos, mas não o encontrou.
- Está aqui. - Bale falou jogando o aparelho em sua direção. - A gente pode jogar? - Perguntou apontando para o play4, fez que sim com a cabeça e atendeu o telefone. Era Valentina.

- ?
- Bom dia, querida!
- Tenho notícias.
- Mande.
- Você foi convidado para estrelar uma campanha da Calvin Klein, com .
- quem? - Perguntou mesmo já sabendo a resposta. Se ele pudesse se ver, iria ver o quão grande foi o sorriso que abriu. Não existiam muitas em Madrid, aquele nome só ela tinha e sabia muito bem daquilo.
- . Ela é uma atriz, .
- Por mim, tudo bem. - Respondeu rápido antes que Valentina cogitasse em mudar de ideia.
- Esteja amanhã em meu escritório, às dez em ponto. Se você atrasar, o cachê é meu. - Foi a última coisa que escutou antes que Valy desligasse o telefone.

- Eu escutei você falar ? - Bale perguntou sem tirar os olhos da televisão.
- Sim, . - Respondeu e os olhos de Isco e Bale pareciam brilhar e não era por conta do jogo. Eles pausaram o jogo e pegaram o celular, começando a digitar quase simultaneamente, ignorando totalmente a presença de ali.
- Por que te ligaram para falar dela?
- Vamos fazer uma campanha para a Calvin Klein.
- Puta que pariu. - Bale gritou e Isco riu. - Eu não acredito.
- Vocês a conhecem? - perguntou com a sobrancelha arqueada.
- Porra, . Ela é noiva do e por sinal, é gostosa pra caralho. - Bale respondeu e Isco soltou uma risada. O espanhol concordava com o galês, mas ele também achava que deveria ser uma pessoa maravilhosa.
- tem noiva?
- Tem. E ele faz questão de exibir isso, principalmente no vestiário.
- Escroto. - Grunhiu. , sabia que não merecia um bosta daquele ao seu lado.
- E ela é linda, tenho pena dela. - Isco disse parecendo triste, mas ao mesmo tempo com raiva de .
- vai querer matar você, cara. - Bale disse e soltou uma risada.




juntou os copos que estavam caídos no chão, limpou o líquido que estava na mesa, jogou a comida que estava em seu prato no lixo e em meio às lágrimas, lavou louça por louça.
Para , não era daquele jeito. Aquela tinha sido a primeira vez que ele havia quase agredido a menina, a primeira vez em que ficou com medo de seu companheiro e aquela situação a assustava.
foi para a sala e deixou a televisão ligada em um canal qualquer, grande a merda que fez. Passava a notícia de que o marido tinha assassinado a esposa, que ela escondia a verdade de todo mundo e parecia pedir ajuda em silêncio. Ninguém a escutou, ninguém fez nada. "Estrume de gente aquele cara, que ele apodrecesse na cadeia" pensou ao desligar a televisão, foi para o quarto, pelo menos ali teria um pouco de paz.
Não teve.
Só foi deitar na mesma cama em que esteve com noite passada que tudo o que ele tinha gritado na cozinha voltou como uma enxurrada. Parecia que estava ali, parado na porta gritando com ela. encolheu-se na cama, colocou o edredom dos pés a cabeça e começou a chorar baixinho. O dia mal tinha começado e já estava sendo péssimo.
se assustou com o toque do celular, saiu do quarto, foi até a sala e quando o pegou para atender, a ligação já tinha caído. Era seu pai. Retornou para o quarto e assim que deitou, o nome dele voltou a brilhar na tela.

- Pai? - Perguntou quase num sussurro para ele não perceber a sua voz de choro.
- Por que você está chorando?
- Eu não estou... - e ela não aguentou, chorou ainda mais.
- O que aconteceu, meu amor?
- e eu brigamos. Sei que isso parece besteira, é só que a gente nunca brigou.
- Tudo tem uma primeira vez, querida.
- Mas, pai... eu não quero que tenha uma segunda.
- O amor é paciente, lembra?
- Ele não foi nada paciente agora. - Respondeu e seu pai deu uma risada baixa.
- Desde quando é paciente?
- Comigo ele é.
- Tem certeza? - Perguntou e calou.

Lembrou das vezes em que o namorado tinha perdido a calma quando saíam e ela não vestia uma roupa do agrado dele ou quando saía para jantar com seus amigos. Ou quando estava naqueles dias e não queria transar com ele. Mas, para , ele só deveria estar estressado com as cobranças do trabalho e todo o resto. era assim, e ela o amava, os dois se amavam.
- Ainda está na linha?
- Sim, pai. Eu só estou me sentindo estranha.
- Estou sentindo falta da minha garotinha, quando você vai vir para casa?
- Pai, minha casa é em Madrid.
- Sua casa verdadeira.
- Eu tô com quatro meses de férias, acho que quando o chegar, podemos passar uns dias aí, juntos. Por que o senhor não vem para Madrid?
- Porque coisas maravilhosas vão acontecer com você nesse tempo e você terá que enfrentar sozinha.
- Como você pode saber?
- Porque você merece, .
- Eu sinto sua falta.
- Eu também sinto a sua. Agora, que tal você dormir um pouco?
- Eu não vou conseguir dormir desse jeito.
- Vá até a cozinha. - Ordenou e ela riu ainda deitada na cama. - Vá, .
- Tá bom. - Saiu do quarto indo em direção à cozinha.
- Pegue a caixa de remédios em cima da geladeira. - deixou o celular na bancada da cozinha e se esticou para pegar a pequena caixa branca em cima da geladeira. - Abra e pegue o calmante, sim, aquela pílula que ajudava você a dormir.
- Papai...
- Ande, . - Disse e ela fez, abriu a geladeira e tirou a jarra d'água, pegou um copo do escorredor e despejou o líquido lá dentro. - Agora tome o remédio. Vá para o quarto e deite.
- Pronto, papai.
- Se embrulhe. - Pediu e a menina obedeceu. - Deixe o celular no viva-voz.
- Pronto. - Respondeu assim que deixou o celular ao lado do travesseiro.
- Feche os olhos e deixe sua mente livre. - Seu pai disse e assim ela fez. Como se ele soubesse que a menina tinha cumprido suas ordens, começou a cantar para a menor. - A vida é boa filha, só precisamos agarrar a felicidade e não deixá-la fugir.

Foi a última coisa que compreendeu antes de adormecer.




As duas horas que Isco e Bale passaram jogados no sofá e poltrona de passaram sem que eles se dessem conta. Os três estavam com suas atenções voltadas para o jogo de Fórmula1 no Playstation, no qual Bale sempre perdia, e no Instagram. adorava a rede social e adorava mais ainda postar fotos não tão boas dos mais novos amigos. E também adorava quando recebia comentários o apoiando a postar tais fotos. Bale e Isco que se preparassem, agia como um adolescente no colégio naquele aspecto. E ele não estava disposto a mudar.
Bateu uma foto de Isco e assim que postou, escutou a reclamação de Gareth. Com toda a certeza o galês já estava perdendo para o espanhol.

- Você trouxe roupa pelo menos? - Bale perguntou quando Isco conseguiu ultrapassá-lo mais uma vez no jogo.
- Claro que trouxe, por quê?
- Tô com fome, vamos almoçar fora.
- Isso tudo é desculpa porque já é a quinta corrida que ele perde. - O espanhol se meteu e o acompanhou na risada.
- Cala a boca, Isco. - Jogou o travesseiro que estava entre suas pernas no menor. - Você quer sair para comer sim ou não?
- Tudo bem. - respondeu e foi para o quarto, tirou a bermuda que vestia e pegou uma calça jeans, colocou uma blusa preta, calçou o tênis, pegou os óculos escuros da bancada e saiu do quarto.
- A florzinha até que se arruma rápido. - Bale comentou e Francisco riu.
- Até que ele não demora pra arrumar o cabelo como você.
- Babaca. - Bale e responderam juntos. Os dois usavam cabelo grande, só que era dono de uma barba grande.
- Toda loira tem sua morena, não é mesmo?
- Você está cada dia mais ridículo. - Bale disse e o empurrou porta afora.
- Vamos de carro? - Perguntou ao ver um belo Mercedes C63 AMG estacionado em frente a sua casa.
- Você queria que fôssemos de quê? De velocípede? - Bale perguntou e Isco riu, entraram no carro e o galês dirigiu por ruas desconhecidas pelo menor.
- Você ainda não tem um carro, né? - Isco perguntou.
- Se ele não tem nem mobília, como vai ter um carro? - Bale respondeu ironicamente e Isco revirou os olhos.
- Aconteceu uns problemas, vendi todos os meus carros. - Explicou sem entrar em muitos detalhes, eles deveriam saber que se metia em problemas quando ainda estava em Manchester.
- Semana que vem vamos escolher um carro para você, ok?
- Você acha que eu vou ter dinheiro assim - estalei os dedos - para comprar um carro novo? - E os dois riram.
- Você recebe papel por algum acaso? - Bale perguntou e balançou a cabeça negativamente. Bale destravou a Mercedes e eles entraram no carro.
- Ei, ! - Isco gritou.
- Meu tímpano, porra! - Bale gritou de volta, freando por conta do susto e, por sorte, do sinal vermelho.
- Seu telefone está tocando. - Avisou ao loiro. - Só quis ser prestativo. - Se explicou e deu um tapa em Bale, esse que diminuiu um pouco o volume do rádio.

A ligação acabou indo parar nas chamadas perdidas, mas retornou imediatamente. A mulher que ele mais amava nessa vida não poderia esperar.

Capítulo 03



acordou com o barulho que parecia ser infinito da campainha, levantou da cama já querendo voltar, seu corpo não doía, mas o coração parecia pesar uma tonelada. A menina amava , mas desejou que não fosse ele ali em sua porta; não iria aguentar mais um round daquela briga que, para ela, parecia sem o menor sentido. E realmente não tinha sentido algum.
olhou pelo olho mágico e finalmente pode respirar aliviada, sua melhor amiga estava ali.

- O que aconteceu com você?
- . - Respondeu e ela a olhou com a sobrancelha levantada. - Brigamos ontem.
- Para de mentir, . Desde quando você briga com ?
- Ele foi idiota, . - Murmurou e ela abraçou-a com força.
- Ele é idiota, . - Respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. E no fundo, sabia que as palavras eram verdade, mas estava apaixonada demais para admitir aquilo. Preferiu chorar sem dizer uma palavra enquanto apertava o corpo da melhor amiga contra o seu. - Não chore, pare; você não pode se culpar por ele ter sido um babaca. O que aconteceu ontem?
- Recebi uma proposta para fazer um ensaio fotográfico.
- Com o ? Está no twitter da Calvin Klein, querida.
- Sim, com esse mesmo. surtou, saiu transtornado, . Nunca tinha o visto desse jeito.
- Ele bateu em você?
- Ele não é doido, . - Respondeu saindo dos braços da amiga. Sentou no sofá e a loira logo sentou ao seu lado.
- Você não merece sofrer por um amor bosta.
- Não diga isso, ok? Nós só brigamos, vai passar. E você e o ? Você não pode falar muito sobre amor. - Retrucou e baixou o olhar. As coisas no relacionamento dela com o irmão de não estavam indo muito bem e o fato dele viver viajando, não ter tempo quase de respirar, não facilitava as coisas. sabia que estava chateada em relação a ele e só teve mais certeza que isso realmente a afetava quando começou a chorar igual a um bebê. O coração da morena apertou na mesma hora e ela se arrependeu de cada palavra dita. - Desculpa.
- Você está certa. Quem sou eu para falar de amor, né, ? Meu relacionamento está caindo aos pedaços e eu aqui, tentando te dar sermão sobre o seu.
- , me desculpe. Você estava tentando me ajudar, eu fui uma grossa, me desculpe.
- Não, . Você está certa, talvez eu só falei para você o que na verdade eu queria escutar de alguém.
-
- prometeu que viria no próximo final de semana ver minha apresentação no teatro, ele ligou ontem cancelando porque irá ter um jantar importante. Brigamos e eu desliguei na cara dele.
- Eu vou matar esse idiota.
- Você não vai matar ninguém, sua engraçadinha. Olhe para nós, certo? Estamos aqui, sentadas num sofá, chorando por dois idiotas que nos chatearam. , nós somos maravilhosas para isso.
- Você é uma boba! - riu entre as lágrimas que insistiam em cair.
- Eu sou uma mulher. E você também é! Levanta essa bunda desse sofá, nós vamos sair. - Ordenou ao mesmo tempo em que estapeava o braço da menor.
- Eu só quero deitar, .
- Não, nós iremos sair! - se levantou do sofá e estendeu a mão para a amiga. - Você não tem que assinar um contrato?
- Hoje.
- Vamos logo! - Gritou e a puxou do sofá. A empurrou até o quarto e não saiu da porta do banheiro enquanto a morena não se despiu e entrou no box. riu da relutância de em enfrentar a água gelada e voltou para o quarto.

sabia que tinha muita sorte de ter em sua vida.




acordou ao som de The Killers. Somebody Told Me era o toque de seu celular e assim que desbloqueou a tela, deparou-se com 15 chamadas de Valentina. Prestou atenção no relógio e percebeu que já eram onze horas da manhã, estava exatamente uma hora atrasado.
Correu para o pequeno banheiro do quarto, tomou um banho rápido, vestiu a primeira roupa que viu pela frente e saiu que nem louco de casa. Valy iria enterrar o loiro vivo. ligou para o motorista que Valentina tinha disponibilizado e por sorte, ele estava bem perto de La Finca. esperou sete minutos e o carro mal parou em frente à sua casa, ele já estava entrando.

- Bom dia e desculpe pela ligação de última hora.
- Não tem problema, senhor... . - Se corrigiu e o loiro sorriu. - Escritório de Valentina?
- A fera me aguarda. - Brincou e o motorista riu. Para Joe, a mídia estava muito enganada a respeito do loiro. não era um homem mal.

Por sorte, as vias de Madrid estavam tranquilas e eles chegaram em menos de meia hora. agradeceu e fez a promessa que avisaria antes quando precisasse.

- Valentina, querida. - Disse e deu seu melhor sorriso no momento em que a empresária o encarou.
- Às vezes me pergunto onde foi parar sua pontualidade britânica. - Resmungou, riu e sentou em uma das cadeiras que estavam na sala.
- Nunca tive.
- Engraçadinho. - Murmurou e estendeu vários papéis para o loiro. - Isso é para você assinar, é o contrato com a marca.
- Me diz que você já leu, por favor.
- Já, . Você só precisa fazer pequenas propagandas da marca, sabe? Usar uma cueca e tirar foto com ela, uma blusa, etc, essas coisas que gente famosa faz; você já está acostumado.
- Depois de meses parado, terei que praticar. Mas a gente aprende a se acostumar novamente.
- Você tem falado com Sue?
- Ela me ligou ontem, a mulher da minha vida não é só minha mais.
- Você está sorrindo que nem bobo.
- Ela merece e no fundo eu já sabia, ela que estava com vergonha ou medo de me contar. Eles nasceram um para o outro.
- Sua mãe é maravilhosa mesmo, sinto falta dela. E de Kalani também.
- Eu sinto todos os dias, queria trazê-los para Madrid, mas ela insiste em dizer não. - Disse ao mesmo tempo em que assinava os papéis; assim que os devolveu para Valentina, seu telefone começou a tocar e o nome de Isco brilhava na tela.

- Você quer sair para almoçar?
- Sim, ainda não comi nada.
- Tá na sua casa?
- Não! Eu to no escritório da Valentina, fica no Paseo de Recoletos.
- Vou passar aí, de lá vamos pro CT, ok?
- Beleza. - Respondeu e desligou a ligação.

- Valy, querida, já irei.
- Não vá aprontar, ok? - bateu continência e saiu da sala com as risadas roucas de Valentina. Já era de praxe as pessoas falarem para ele não aprontar. já estava acostumado, mesmo tentando ser uma pessoa melhor.

O loiro desceu pelo elevador e ficou na porta do que parecia ser uma recepção, até que um Audi vermelho parou bem na porta; quando o vidro baixou, Isco acenou para ele e ele entrou pela porta traseira do carro.

- , esse é Kovačić, Mateo, esse é o . Não que vocês não tenham escutado falar um do outro.
- E aí, cara? - Mateo o cumprimentou no momento em que virou para trás.
- Tudo bem? - Perguntou batendo em sua mão direita.
- Tudo tranquilo. Tá gostando daqui?
- É bem diferente da Inglaterra, mas acho que posso acostumar. - Respondeu e os dois riram.
- Madrid é um lugar louco, . Você vai adorar.




ligou para a cooperativa de táxi e um tempo depois o interfone tocou, era o porteiro avisando que o táxi já estava a espera. Saiu de casa com e em poucos minutos as duas já estavam indo rumo ao escritório de Richard. O taxista dirigiu por ruas já conhecidas de e depois de vinte minutos, chegaram ao destino combinado.
pagou o valor cobrado mais a gorjeta, agradeceram a corrida e entraram no enorme prédio, onde Richard tinha um andar só para o seu escritório. O elevador indicou que já estavam no vigésimo andar e preferiu esperar a amiga numa das inúmeras cadeiras que estavam ali, a morena concordou e entrou na sala do empresário.

- Olá, querido! – cumprimentou, ele saiu de trás de sua mesa e abraçou a menor.
- ! Senti sua falta. - Rich disse assim que lhe deu um abraço apertado.

Além de ele cuidar de todos os contratos da morena, ele cuidava dela. Richard era uma espécie de pai em Madrid para a menina, já que o seu verdadeiro estava na Inglaterra.

- Três meses, mas já estou de volta. Vim assinar o tal contrato.
- Pensava que vinha ontem, pensei que você viria correndo!
- Tive uns probleminhas ontem.
- Isso está me cheirando a . O que o camisa 10 aprontou?
- Ah, Rich. Estava tudo tão bem anteontem, mas ontem quando acordei ele estava bravo e ficou ainda mais por conta da campanha da Calvin.
- Não acredito! Ele ficou com ciúmes por causa de algumas fotos? Você nem conhece o !
- Ele detesta o e nem conhece o garoto.
- Deve ser ciúmes, . O garoto vai jogar no seu time do coração, coisa que ele jamais faria.
- O menino ainda nem começou a jogar no Real Madrid.
- Boatos que ele vai ser um monstro.
- Espero que sim, quero Real Madrid melhor que nunca nessa temporada.
- Mesmo sendo o maior adversário do time do seu namorado?
- Eu amo . Mas conheci o Real primeiro.
- Ok, senhorita Madrid. Aqui está o contrato.
- Eu devo ler, ou você já leu?
- Já li cinco vezes. Você só precisa fazer de vez enquanto uma propaganda da marca. Coisas de sempre.
- Ah, sem problemas. - deu uma rápida olhada no contrato e assinou no final da folha. torcia para que aquela campanha fosse um sucesso. - Quando vai ser?
- Então, esse é o pequeno detalhe que falta. Ainda não temos data certa porque o menino ainda não assinou o contrato, mas falei com a empresária dele tem pouco tempo e ela disse que de hoje não passa, que ele só estava atrasado para a reunião.
- Esses jogadores… - resmungou, ele riu e lembrou de ter falado que ele era um jogador problema no Manchester. Talvez o problema dele fosse com horários, pensou a morena, nada grave. - Enfim, você me liga qualquer coisa? Eu tô com aí, não quero deixá-la sozinha por muito tempo. Ela e andam tendo problemas demais, acho que vão se separar.
- Você vai cuidar dela, né?
- Ela é praticamente minha irmã, nunca a deixaria sozinha.
- Então ok, eu te ligo quando souber detalhes do local e da hora.
- Certo, até mais então.

se despediu de Richard com um abraço e saiu da sala, percorreu um pequeno caminho e percebeu a melhor amiga encostada numa coluna, com a cabeça baixa e parecendo triste. Assim que notou a presença da morena, sorriu fraco e estendeu o telefone.
reconheceu o dono do sotaque britânico imutável no primeiro segundo.

- !
- Oi, Fiona. Como você está?
- Mais ou menos, recomendo que brigue com seu melhor amigo.
- Você e brigaram? O que ele fez?
- Ficou transtornado por causa de um cara que eu nem conheço.
- ?
- Como você sabe? - Perguntou e irmão mais velho deu uma risada.
- Todo mundo já sabe que você vai fazer uma campanha com ele, a Calvin postou tem trinta minutos.
- Sério?
- Aham.
- Eu pensava que tinha falado para você.
- Não, nós estávamos conversando sobre outra coisa. - Respondeu e olhou para , essa que parecia pensativa.
- Precisamos conversar depois.
- Ah, … eu vou precisar ensaiar agora, até depois; eu lhe ligo. - E antes que a menor pudesse protestar e dizer que ele só estava fugindo do assunto, desligou o telefone.

- Ele desligou? - perguntou e ela fez que sim com a cabeça. - Eu já imaginava.
- Não fique assim, certo? Ele não vai fugir de mim para sempre. - disse e puxou a melhor amiga para um abraço.
- Vamos almoçar? - Perguntou passando as mãos pela roupa e andou com a melhor amiga até o elevador.
- Onde você está pensando? - perguntou enquanto esperavam o elevador chegar ao térreo.
- No Taberna El Sur.
- Vamos, eu gosto daquele lugar. - respondeu e as duas saíram de mãos dadas do prédio.




Os três chegaram ao restaurante que ficava afastado das ruas do centro da cidade depois de trinta minutos, Isco perdia muito tempo tentando achar a música certa. Acabou que escolheu Justin Bieber, mesmo com os protestos de e Mateo.
O restaurante parecia pequeno, mas ao mesmo tempo aconchegante, sua frente era toda feita por tijolos marrons, dava um aspecto antigo ao local, mas ao mesmo tempo bonito. só esperava que a comida fosse realmente boa, já que estava morrendo de fome. Eles escolheram uma mesa quase ao final do lugar e assim que colocaram a bunda na cadeira, o garçom foi atendê-los.
Isco e Kovačić escolheram o Coq au vin, e acabou escolhendo o mesmo que eles. Mateo disse que era o melhor do restaurante e que era frango cozinhado com bacon, cebola, alho, vinho tinto, cogumelos, salsa, entre outros ingredientes que impressionaram o loiro. adorava cozinhar, ele tinha aprendido desde os dez anos com sua mãe, e aquele prato já tinha o conquistado só por seus ingredientes. realmente esperava que fosse gostoso.

- . - Isco sussurrou ao cutucar o inglês.
- O que foi?
- Aquela é a . - Sussurrou e apontou discretamente em direção as duas mulheres que entravam no restaurante.

reconheceu assim que pousou os olhos nela, apesar dela estar totalmente diferente. Seu coração pareceu acelerar enquanto ele notava as mudanças que tinham ocorrido com o passar do tempo. não estava mais tão baixa, mas não era alta, talvez a saia comprida lhe deixava com uma altura maior. Ela era dona de um corpo belo e sorria enquanto a outra sussurrava coisas em seu ouvido. O sorriso de continuava incrivelmente belo.
A que estava acompanhando a morena, já era uma loira alta, tinha pernas esguias e aquela roupa parecia ter sido feita sob medida, era engraçado que apertava onde tinha que apertar, marcando justamente as partes do corpo que mais chamavam atenção: sua cintura fina e seus seios enormes.

- A morena. - Kovačić sussurrou ao mesmo tempo em que as duas passavam por eles. Isco bateu em sua própria testa e escondeu uma risada.
- Ela é bonita. - preferiu dizer quando percebeu que as duas já estavam bem afastadas. Não quis comunicar aos colegas que já conhecia , a morena parecia nem lembrar dele. Mas era aceitável ela não reconhecê-lo, já não tinha mais 12 anos, um corpo fino, cabelo estilo militar. Ele era dono de um corpo alto e malhado, uma barba gigantesca da mesma cor que o cabelo, que também era comprido. Quem o visse de primeira, poderia jurar que tinha saído da série Viking.
- Você ainda não viu nada. - Kovacic sussurrou e Isco afirmou rindo. - Quem é a loira, Isco?
- Não sei. - Respondeu e olhou na direção da mesa onde as duas se encontravam. - Mas vou descobrir. - Isco fez sinal para o garçom que estava atendendo e o mesmo fez sinal para que ele esperasse. Ele chegou à mesa ao mesmo tempo em que o garçom que tinha atendido os garotos primeiro, chegava com os pedidos. - Amigão, preciso de um favor.
- Pode falar, Senhor. - O garçom que atendeu e a loira respondeu. Kovačić agradeceu ao outro pelos pratos e voltou a prestar atenção no diálogo que Isco estava tendo com o funcionário.
- Me empresta sua caneta? Eu quero que você leve um drink para aquela moça loira que você acabou de atender e entregue esse papelzinho. - Disse enquanto rabiscava alguma coisa no guardanapo.
- Qual drink? - O garçom perguntou enquanto colocava o papel na bandeja.
- O melhor que você tiver. - Respondeu e devolveu a caneta para ele.
- Sim, senhor.
- Obrigado.

, Mateo e Kovačić pararam de comer no momento em que o garçom passou pela mesa com os pedidos das duas. Kovačić não sabia ser discreto e , menos, não pararam de olhar até ele depositar uma pequena taça com o mesmo guardanapo na frente da loira. Ela leu, riu parecendo envergonhada e mostrou o papel para a amiga. As duas olharam na direção da mesa e Isco deu um pequeno aceno, eles sorriram também, mas viraram quando Isco chamou a atenção deles. demorou um pouco mais de tempo porque encarava , mas voltou a encarar Isco quando o espanhol o cutucou mais forte.

- Não pode olhar muito, ela vai se achar demais.
- Você pagou um drink caríssimo para uma mulher que não sabe nem se vai responder, deixa de ser idiota.
- Idiota não, estou pensando no futuro, querido Mateo. Investimento à longo prazo.
- Aham, sabemos. – Kovačić e Mateo falaram juntos. Eles voltaram a comer e o garçom passou pela mesa, mas não disse nada. Era como se ele nem se lembrasse do ocorrido.
- Nós avisamos, querido. - Mateo sussurrou e Isco lhe mostrou o dedo do meio, Kovačić e riram e eles voltaram a comer. Francisco avisou da sobremesa e o espanhol fez sinal para que o garçom pudesse trazê-la. O garçom mal deixou o pedido na mesa e foi quando uma mão branca parou no ombro de Isco, ele retraiu por impulso e duas risadas se fundiram; os três olharam para cima e se deram conta que eram as duas meninas.

O coração de pareceu acelerar mais ainda por estar tão perto de . Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. O loiro apenas abaixou a cabeça e comeu em silêncio, ele estava tentando evitar o contato com ela. Se soubesse quem ele era, ela devia detestá-lo. Ele era uma péssima pessoa no Manchester.

- É . - A loira disse para ele, enquanto a morena tentava não rir da pequena cena. - E obrigada pelo drink. - E as duas saíram do restaurante sem nem olhar para trás.
- . - Isco sussurrou e riu enquanto batia em seus ombros.
- Ainda dá tempo de você correr e pedir o número dela.
- Relaxa, . Quando duas pessoas tem que se encontrar, a cidade torna-se pequenina.
- Ora, ora, temos um novo Shakespeare por aqui.
- Calado, Mateo. - Isco resmungou enquanto Kovačić e riam.

Capítulo 04


estava mais feliz. O dia da loira estava sendo ruim por conta da briga que tivera mais cedo com o namorado, mas depois que entrou no restaurante com a melhor amiga, tudo pareceu melhorar. E para completar, ela tinha recebido um bilhete de Isco Alarcón, que segundo , era jogador do Real Madrid.

- Eu não acredito! - sussurrou e as duas começaram a rir. - Isco Alarcón está interessado em você.
- Só pode ser brincadeira, né, ? Olha a cara dele, ele é lindo. E olha os amigos dele, aquele cara ali parece um Viking. - disse e apontou discretamente para .
- Aquele ali chama Mateo Kovačić, ele é maravilhoso, e o outro eu não sei bem quem é.
- Vou pesquisar no Google.
- Você vai colocar o quê? Jogador que parece um Viking. Ele nem deve ser jogador, sei toda a escalação do Real Madrid e ele não consta em nenhuma. Deve ser algum modelo, .
- Já pensou você namorando um modelo?
- Já pensou você namorando Isco Alarcón? - A morena devolveu a pergunta e as duas riram. - Você ia ser uma WAG.
- Você é uma WAG. Igual àquela sua amiga da Alemanha.
- Libanesca, bem que ela poderia nos visitar. E ela não admite que é uma. Enfim, eu não sou uma WAG do Real Madrid, então eu não conto muito. Agora, imagina, no Real Madrid só tem WAG linda, você ia ser a mais linda de todas.
- Eu não conheço nenhuma.
- Tem uma chamada Caterine Vasquéz, ela tem algo com o Cristiano. Tem outra chamada Noora Modrić, essa, além de namorar o Mateo, é irmã do Luka. E droga, tem também a Rosalie Martinez, ela é a noiva do Ramos. Puta merda, ela vai casar com o meu capitão.
- Você é muito fofoqueira, .
- Eu não sou fofoqueira, . Eu só sou um pouco informada. - Deu de ombros e a loira riu bagunçando o cabelo da amiga.

As duas continuaram a comer e a rir, como há tempo não faziam. tinha passado três meses em Nova York e só tinha contato com pela internet. As duas sentiam falta uma da outra mais do que qualquer coisa; eram como irmãs, mesmo tendo se conhecido por causa de um cartão de crédito achado na rua.
Elas estavam saindo do restaurante, mas antes, disse seu nome ao jogador do Real Madrid enquanto tentava não fazer contato visual com nenhum deles, se eles a reconhecessem, saberiam que ela era namorada de e ela não queria ser reconhecida por aquele fato. Não mesmo.
As duas saíram de mãos dadas do lugar à risadas causadas pela pequena cena. Só se separaram quando comunicou que tinha que pegar algo no apartamento dela, mas que voltaria à noite. concordou e as duas tomaram caminhos diferentes. chegou em casa exausta, o dia tinha saído maravilhoso, mas ela sentia seu corpo pedir por uma ducha e depois cama. E assim ela o fez, com a exceção da parte da cama. Seu telefone começou a tocar e ela teve que ir até a sala atender, era Richard. O empresário avisou que o ensaio aconteceria no dia seguinte, às dez da manhã. nem cogitou em dizer não só porque amanhã teria um jogo do Barcelona pela a La Liga.
A campainha de sua casa começou a soar freneticamente e ela pensou que seria ; sorriu com a ideia da melhor amiga ter chegado mais cedo, assim elas teriam mais tempo juntas e poderia contar a novidade.
Mas olhou pelo olho mágico e se deparou com em sua porta.

- Você?
- Me desculpe. - Disse entrando no apartamento e a empurrando para trás. - Sério, me desculpe. - Pediu novamente ao fechar a porta atrás de si.
- Você não deveria estar no aeroporto?
- Deveria, mas não podia ir sem você. Vamos?
- ...
- O que foi? Eu posso esperar você se arrumar e ajeitar as coisas numa mala pequena, sei que será rápida.
- , eu não irei. Amanhã eu tenho um compromisso que não posso adiar.
- O que você tem de tão importante? - Perguntou elevando a voz.
- Eu tenho o ensaio da Calvin amanhã.
- Desmarca! - Gritou e deu dois passos para trás e apertou ainda mais a toalha em meu corpo.
- Não posso.
- Você o quê? - Perguntou aos gritos e foi em direção à namorada, deu passos mais rápidos para trás, mas ele foi mais rápido. segurou fortemente os braços da menor e a sacudiu para frente e para trás. - Você o quê?
- Eu não vou desmarcar, não tem como. - Sussurrou e ele a empurrou fazendo com que caísse no chão.

A dor em seu braço esquerdo foi instantânea, ela não queria chorar, mas percebeu que já estava chorando quando as lágrimas começaram a molhar a toalha azul que apertava contra seu corpo.

- Pare de chorar! - gritou e ela se encolheu em posição fetal no chão, com medo dele a agredir mais uma vez. - Foi sem querer, não precisa disso, . Vamos, levante.
- Saía daqui! - reuniu as forças que ainda a restavam e gritou. - Se você der mais um passo em minha direção, vou ligar para o .
- Seu irmão está em Paris, .
- vem me buscar nem se ele tivesse no inferno. - Gritou novamente e deu dois passos para trás.

levantou do chão mesmo com o braço implorando para que ela não se mexesse. Pegou meio sem jeito o celular que estava em cima da mesa de centro e andou até a porta.

- Vamos conversar, por favor. Não me culpe por seus atos.
- Vá embora! - Disse fingindo mexer no telefone, saiu do apartamento em segundos. No momento em que ele fechou a porta, se permitiu cair e chorar.

estava transtornado. Para , aquilo nunca tinha acontecido antes, nunca tinha chegado tão longe, mas era de praxe ele perder a paciência com a namorada. Mas para a morena, ele só deveria estar muito estressado com as cobranças no trabalho, deveria ser apenas isso, coisa que passaria logo. Ela levantou do chão com dificuldade por conta do braço dolorido e assim que sentou no sofá, o quadril começou a latejar, ela não iria aguentar ficar ali sozinha.

- Alô, ? - Perguntou assim que o telefone parou de chamar. - Pode vir me ajudar? Eu escorreguei aqui na sala.




Isco começou a dirigir em direção à Cidade del Madrid, local onde os jogadores treinavam diariamente e dormiam antes dos jogos que aconteciam na capital espanhola.
Aquele iria ser o primeiro treino em conjunto de e sua barriga parecia rodopiar, ele não ficava nervoso daquele jeito desde a sua apresentação no Manchester.
O Real Madrid era o time que o inglês mais amava, mesmo tendo jogado no Manchester United. O time blanco foi o time que cresceu acompanhando os jogos com Kalani e sua filha mais nova, já que o mais velho não gostava de futebol, foi também com Kalani que assistiu seu primeiro jogo de futebol no estádio e ainda deu seu primeiro uniforme, todo do Real Madrid, com Kaká e o número 8 nas costas. Foi graças ao Real Madrid que pode saber como, e o que era ter um pai. Pelo menos até os 11 anos, e aos 18, que foi quando Kalani retornou. amava Kai e o agradecia todos os dias por ele não ter desistido até mesmo quando o próprio achava não ter mais jeito.
Isco passou pelo portão principal do Centro de Treinamento e estacionou na vaga reservada para os jogadores. Os meninos foram direto para o vestiário onde, provavelmente, todos estariam.

- Atrasado. - Benitez disse olhando para o relógio. Os três deram de ombros e foram em direção aos armários. O de já tinha uma foto dele gigantesca, com o número e sobrenome em uma plaquinha em cima.

16. .
Benitez era um merda, pensou . Ele era um merda por conta da sua tática ruim, da estratégia furada de colocar o time todo na retranca. O Real Madrid tinha perdido em casa de 4x0 para o Barcelona e agora o time blanco estava em péssima posição no Espanhol e sem chance aparente na Champions League.

- Irei esperá-los em campo. - O técnico avisou e saiu do vestiário.
- Esse cara é um merda. - Carvajal disse e Ramos bateu em suas costas como se concordasse. - Isco, e Mateo se atrasaram cinco minutos e ele já deu showzinho, Ronaldo ainda nem chegou.
- Na moral, esse cara tem que sair logo. Essa porra tá toda errada. - Ramos disse parecendo irritado. - Eu nem tenho mais vontade de treinar e muito menos de entrar em campo, sei que a gente vai perder.
- O campeonato ainda não acabou, Sérgio. - Isco murmurou e foi em direção do inglês. - Você tá legal?
- Tô, só quero ir treinar e mostrar para ele que eu não estou aqui de brincadeira.
- Vai dar tudo certo, cara. Só tenha paciência.
- Olá, queridas. - Bale bateu nas costas dos dois. - Quero correr hoje, vamos apostar?
- Babaca. - Isco e responderam juntos e o galês riu enquanto prendia os cabelos. Saíram do vestiário e foram em direção ao campo, e para a surpresa de todos, Cristiano Ronaldo já estava treinando ali enquanto Benítez o olhava com raiva.
- Ronaldo, o treino começa agora.
- O meu começou há duas horas atrás, só estou fazendo o que sou pago para fazer. E você? - O português perguntou e o técnico nada disse.
- Vamos, gente. Chão, agora. - Javier Mallo, o preparador físico, disse.
- Ele não gosta muito de Benítez. - Bale sussurrou.
- Tem alguém que gosta?
- Sem conversinha, vamos. - Javier ordenou apontando para os três. Bale deu três tapinhas em suas costas, riu e deitou no gramado ao lado de Isco. - Antonio vai assumir aqui, gente. , preciso falar com você. - Mallo disse e os dois foram para os bancos que ficavam a beira do gramado. - Sua estreia é daqui a uma semana, contra Valencia pela BBVA.
- Mas o quê? Não iria ser quarta, no jogo da Champions contra o Paris Saint Germain?
- Ele colocou o Danilo em seu lugar.
- Filho da puta.
- Você ainda vai jogar, .
- Esse cara está tentando me atrasar. Todo mundo aqui sabe que o Danilo deveria ser reserva. Javier, eu não vim da Inglaterra para ficar esquentando banco!
- Mantenha-se calmo, ok? Gritar e reclamar com Benítez não vai resolver muita coisa. Se o Real Madrid perder mais um jogo, Florentino não vai querer arriscar a Champions. Já estamos em posição péssima no Espanhol e agora na fase de grupos da UEFA, estamos em desvantagem. Perdemos de quatro no Espanhol para o Barcelona, . De quatro. Eles foderam a gente sem dó e piedade. Florentino não é tão idiota assim.
- Eu só quero mostrar do que eu sou capaz, Javier. Não quero esquentar banco pro Danilo. Acompanhei os jogos dele e sinceramente, tô me sentindo ofendido.
- Muita gente não quer o Danilo aqui também e muito menos o Benítez. Você sabe quem foi que fez pressão no Florentino para você estar aqui?
- Quem? Benítez que não foi.
- Eu, . Junto de Cristiano Ronaldo. Eu vi seus jogos e Ronaldo ficou louco querendo trazer você para a equipe, ele sabe que as coisas estão ruins por aqui. Benítez acha que passamos por cima dele e vai tentar te afastar ao máximo. Você vai ter que lidar com isso.
- Desgraçado. - O inglês grunhiu sentindo a raiva percorrer em seu corpo. Aquilo não era nenhum pouco justo. era estupidamente melhor que Danilo em campo, Benítez tava fazendo aquilo por birra e só ia prejudicar o time.
- Você é bom, . Todo mundo aqui sabe que és bom tanto na lateral quanto no ataque, mas ainda acho que deveriam explorar mais o seu potencial como volante.
- Eu vou jogar em qualquer posição e mostrar que eu não vim para brincar, Javier. Não saí do United à toa, Benítez vai ter que me engolir.
- Ótimo, vai treinar agora, certo? Não esqueça que a torcida madrilena quer ver você jogar.
- Espero que Florentino demita logo esse cara e ponha um à altura do Real Madrid.
- Já tenho um nome, . Não posso falar. - Javir sussurrou e o inglês riu. - Vamos esperar passar o jogo contra o Paris, Florentino não vai querer outra vergonha.
- Obrigado pela confiança, Javier. De verdade. - agradeceu e deu três tapinhas nas costas do preparados. Javier Mallo riu e o mandou novamente para o campo.

Benítez iria se arrepender de ter me mandado para o banco, pensou .
E o loiro estava muito disposto a fazer aquilo acontecer.



passou a mão pela blusa branca que usava e a encarou de um modo estranho pela vigésima vez. A melhor amiga tinha feito questão de dormir no apartamento de só para garantir que a morena passaria a noite bem.

- Você tem certeza que está bem? - perguntou pela décima vez.
- Tenho, . Já tomei os remédios para dor, fica tranquila.
- Você é muito desastrada!
- Desculpe, ok? Agora eu tenho que ir e você também.
- Você sabe onde fica o estúdio pelo menos? - perguntou olhando esquisito para a morena.
- Sei. - Respondeu e fez sinal para o táxi.
- Se você sentir dor, me liga que saio do ensaio e vou te buscar, ok?
- Tudo bem, querida. Eu estou bem, certo? Bom ensaio!
- Se cuide! - Se despediu assim que abriu a porta do táxi.

sentia-se uma merda por mentir para . E uma merda muito pior por mentir para o pai, ele tinha ligado para ela ontem bem na hora em que estava tomando remédio para dor no hospital, mentiu para ele na cara dura. Os dois confiavam em e ela confiava neles com todo o seu ser, mas não teve coragem alguma de contar que o namorado de anos a tinha agredido. Era vergonhoso e humilhante, chegava a doer nela mais do que a dor que sentiu quando a jogou no chão.
Os pensamentos da menina foram interrompidos pelo toque de seu celular, The Killers nunca pareceu tão inconveniente para ela. Mas sorriu quando o nome "papai" estava na brilhando na tela.

- Bom dia, minha princesa.
- Bom dia, papai!
- Você está melhor?
- Sim, sem dor alguma.
- Ótimo. Mas e esse coraçãozinho?
- Ah, pai. e eu brigamos e ele saiu muito estressado.
- De novo? Foi por isso que ele não estava com você no hospital? Ele te deixou machucada sozinha?
- Foi. Quer dizer, mais ou menos. Ele está indo para Barcelona agora, não teria como ele voltar, sabe? Futebol é importante para ele.
- Você também deveria ser. - Kalani disse e ela não conseguiu responder ao pai. - Quando você vem à Lavenham?
- Quando você vem para Madrid?
- Quando for necessário. Te espero aqui durante as férias do seu irmão, viu? Agora tenho que ir, princesa. Preciso ligar para o ainda, fuso-horário é complicado.
- Tudo bem, pai. Beijos, eu amo você.
- Eu também te amo, querida. Não esqueça que você vale à pena.

Capítulo 05


, como de costume, estava atrasado. E percebeu que estava bem encrencado quando viu as chamadas perdidas de Valentina e uma de Isco. preferiu ignorar as chamadas da empresária e ligou para o novo amigo.

- Acordou, Donzela?
- Eu estou ferrado.
- O que foi? Eu tava te ligando pra convidar pra sair comigo e com os caras. Hoje é day-off, lembra?
- Hoje é o ensaio da Calvin, com a .
- Porra, onde você está?
- Estou em casa, tem como você me buscar? Se eu ligar pro motorista... Merda, eu preciso de um carro.
- Você é muito abusado, Donzela. Sim, você precisa de um carro e sim, eu irei te buscar, esteja pronto em vinte minutos. Mas só porque você vai ver de calcinha e isso vai fazer ter um colapso.

soltou uma risada e encerrou a ligação. O amigo ia morrer de rir se imaginasse que ele conhecia desde a época que a menina andava só de calcinha na rua e ele ainda chupava pipo. E Isco ia ficar louco se soubesse que era a melhor amiga de infância do inglês e que ele ainda era apaixonado por ela. Tão apaixonado que tinha vergonha de se apresentar novamente. Tão apaixonado que resolveu realmente deixar seu passado no United para trás quando Kalani disse que iria contar toda a verdade para , que ia contar que se tornou um cara fraco e causador de problemas. não queria decepcionar . Ela era boa demais para ele. O inglês tomou um banho rápido, vestiu o mesmo jeans do dia anterior, colocou seu sapato, colocou a primeira blusa que viu, botou no bolso da calça sua carteira e foi para a sala esperar Isco. mal sentou no sofá e tomou um susto com Somebody Told Me, soltou o celular da mão e quando o pegou do sofá, viu o nome de Francisco brilhar na tela. Isso significava que já era hora de ir.

- Bom dia, Donzela. - Isco disse assim que entrou no carro. - Qual o endereço?
- Paseo de la Castellana ou algo assim.
- Fica no centro, sei bem onde é. - Isco acelerou com o carro e começou a trafegar por ruas nada conhecidas por . O loiro ligou o rádio do carro e a playlist que já estava conectada começou a sair pelos altos falantes. olhou para Francisco e o mesmo deu de ombros, o inglês não aguentou e soltou uma risada. Era Justin Bieber. Isco tinha uma playlist chamada Jus10. - Mas eu não acredito! Você me pede carona e ainda fica rindo das músicas que eu escuto?
- Isso é realmente sério? Ou você só fez isso para eu ir escutando música ruim como castigo?
- Música ruim? - Isco perguntou indignado e freou o carro ao ver o sinal ficar amarelo. - Justin é muito bom, tá legal? As músicas são boas e ele canta bem.
- Eu acho que a Donzela aqui é você.
- Cale a boca.
- Vou lhe chamar de Margarida, Francisco. Oi Margarida, muito boa essa sua playlist do menino Justin.
- Pare de zombar o Bieber, cara. Ele é bom, até levei Sergio a um show dia desses.
- Ramos foi assistir um show do Justin Bieber? Para de mentir, Alarcón.
- Eu estou falando sério, idiota. Até a noiva dele foi, só que ela odiou e reclamou bastante. Rosie não sabe o que é música. - Isco disse convencido e soltou outra risada, o espanhol revirou os olhos e acelerou quando o sinal ficou verde. Eles seguiram pelas ruas até que Francisco parou em frente a um prédio altíssimo, com sua frente toda vidrada.
- Esse é o local onde a Calvin alugou para fazer seu ensaio.
- Obrigado, cara. Fico de devendo uma.
- Duas, ninguém fala mal de Justin. - riu e saiu do carro.
- Ei, !
- Diga, Margarida.
- Não deixe Ávilla quebrar você, certo? - Ele é grande, mas não é dois. Francisco Alarcón soltou uma risada canalha e acelerou com o carro para fora dali assim que entrou no prédio. A barriga de parecia dar cambalhotas e ele percebeu sua mão começar a suar frio. estava prestes a (re)encontrar e ele estava com medo do que a morena iria achar daquilo tudo.



se remexeu na cadeira, a morena já estava impaciente. Ela sempre fora curiosa, desde criança, e o fato de não conseguir ver nada do que estavam fazendo com seus cabelos e rosto era quase uma tortura. Todos os espelhos estavam cobertos por um pano preto e aquilo estava matando a menina. E o fato da bunda dela estar quase quadrada, não ajudava muito. não gostava de esperar, mas ela sabia que teria que ficar ali por mais um tempo por conta do atraso do jogador.

- Bom dia! – Uma voz diferente das que estavam na sala se fez presente, fazendo a menina querer abrir os olhos. – Desculpem, eu não estou acostumado com o fuso horário, Valentina deve estar superestressada.
- Você tem sorte que é novo por aqui, sente-se que já vou cuidar desse seu cabelo.
- Uou, do meu cabelo? O que vocês vão fazer com o meu cabelo?
- Cortar e uma super-hidratação. Ele está horrível, todo sem brilho, quebrado e está imenso. Você parece um Viking, ainda mais com essa barba horrenda.

não se segurou e soltou uma risada, fazendo com que o jogador rolasse os olhos e sorrisse em seguida. Ela ainda gargalhava como uma criança e isso fez ficar mais suscetível a mudanças. Para , estava incrivelmente linda mesmo com um hobby branco cobrindo seu corpo, olhos fechados por conta da maquiagem e coisas estranhas no cabelo. Ela ainda era a de anos atrás e aquilo o deixou feliz.

- O que é isso que passam no rosto dela? - perguntou quando o homem, chamado Julian, passou o produto no rosto da menor.
- Se chama pó. Vamos passar isso no seu rosto também.
- No meu rosto?
- É, ou você acha que vamos encher o rosto de vocês dois de photoshop? – perguntou e riu baixo.
– Acabei, , Lisandra vai levar você para trocar de roupa. – Julian avisou e a morena finalmente abriu os olhos, e levantou da cadeira. olhou para seu lado direito e finalmente viu o tão falado e percebeu que era o mesmo cara que tinha visto no restaurante e pensou que fosse um modelo.

Aquele era , a joia rebelde do United. sorriu e percebeu que ele era mais bonito pessoalmente do que por foto. Mesmo com ele sentado, ela pôde perceber que o jogador era alto e dono de ombros largos. Seus olhos eram azuis e para , aquele par de íris pareciam ser conhecidas. Muito conhecidas. constatou que as íris azuis combinavam quase que perfeitamente com o tom de pele que já não era tão branco e que a expressão não era suave, tinha uma cara de estar sempre mal humorado; talvez fosse pela barba que realmente o deixava parecido um Viking. Talvez ele ficasse muito melhor sem ela, pensou. A menina olhou para o chão rapidamente, ao constatar que tinha passado muito tempo olhando para o novo madrista. Mas algo a puxava para encará-lo, não era como se ele fosse um completo estranho.

- Olá, e desculpe pelo atraso. – tomou coragem e tomou iniciativa ao puxar assunto.
- Sem problemas, isso daqui – a menina apontou para a touca que cobria seu cabelo. - compensou seu atraso. E seu cabelo deve demorar um pouco. - disse olhando para a expressão confusa de Julian. - Você não penteia seu cabelo só porque ele é liso? - o cabeleireiro perguntou e riu parecendo sem graça.
- Penteia sem dó, Julian. - disse e a olhou com uma expressão de indignação. - Até depois, novo Madrista.
seguiu pelo corredor acompanhada da tal Lisandra. As duas entraram em uma enorme sala branca onde tinham diversas araras de roupa e sapatos arrumados por cor. passeava animada pelas araras e ficou ainda mais quando Lis mostrou o primeiro look que usaria no ensaio. Lisandra ajudou a se vestir e quando terminou os últimos ajustes no vestido, cuidou de colocar pacientemente todos os acessórios, desde anéis até o colar de ouro.
- Você está pronta! E por sinal, linda. - Lis disse e sorriu, estonteante.
- Eu estou nervosa. Cheguei aqui pensando que ia ter que tirar fotos só de calça jeans e sutiã, mas aí você me colocou nesse vestido maravilhoso! - disse e Lis riu do jeito que a menina estava contente com tudo aquilo.
- Você e o jogador são as novas estrelas do mundo midiático, logo a Calvin pensou numa campanha exclusiva para vocês. No caso, vocês serão os novos rostinhos que vão estampar as lojas, aeroportos, comerciais, tudo que tenha a ver com a marca. A Calvin está apostando em uma coleção de trajes esporte fino, é uma coleção limitada e exclusiva. E vai ter a do jeans e a das roupas íntimas. Vocês irão ter muito trabalho hoje!
- Mal posso esperar!
- Agora, vamos? Você tem que se olhar no espelho e ser olhada! - Lisandra disse e sorriu, a seguindo para fora da sala. - Julian, ela está pronta.
- Ótimo. – Julian ficou na frente da menor, tirou a touca e pacientemente todos os grampos que prendiam o cabelo da mesma. Assim que terminou, colocou algumas mechas para frente e ajeitou os cachos para que os mesmos caíssem perfeitamente em seu rosto. - Você está linda, !
- Eu também acho e olha que Julian não diz isso nem para as modelos oficiais. - Lis sussurrou e sorriu ainda mais.
- Não me entregue, Lisandra! E você, mocinha, já pode olhar para o espelho. Julian puxou o pano preto que cobria os espelhos e percebeu que eles não estavam exagerando, ela realmente estava linda. O vestido que usava ia até ao meio da coxa, ele tinha uma modelagem evasê, onde a linha era marcada abaixo dos seios e iniciava a saia ampla, que ajudava a marcar a cintura. O busto era marcado por um decote que ia até a chamada boca do estômago, e quando a menor virou, pôde ver que no lugar do pano, tinha um tule da cor de sua pele que junto com o decote, dava um ar de ousadia para o vestido. O seu cabelo estava perfeitamente alinhado em cachos e a maquiagem simples fazia par perfeito com o batom vermelho. O peep toe, junto dos brincos e da pulseira completavam o visual da menina . - Agora só falta o . - Julian murmurou e eles escutaram um pigarro. olhou na direção de onde pareceu vir o som e não conseguiu deixar de encarar o homem que estava em sua frente.
- Não falta mais. – a voz suave, mas ao mesmo tempo grossa se fez presente, o reflexo de apareceu e ela não pôde deixar de encarar aqueles olhos azuis que tanto a instigavam, chegava a parecer que os dois não fossem estranhos. estava lindo. O terno grafite moldava perfeitamente em seu corpo, a largura da gravata era similar à largura da lapela, fina. Seu novo corte de cabelo combinava muito melhor com o formato quadrado do rosto do inglês, a lateral estava bem ralinha destacando as linhas do seu rosto, isso acabava dando-lhe um ar de severidade. abaixou a cabeça ao perceber que o olhar de era tão intenso quanto o dela, parecia que as íris azuis do jogador queriam se comunicar com as castanhas dela. - Estou bonito? – ele perguntou e sorriu de canto.
- O nó na gravata está errado. – respondeu, foi até ele, refez o nó e a ajustou na camisa. – Agora sim.
- Obrigado, senhorita .
- À sua disposição. - Respondeu e percebeu que o sobrenome não soava estranho na boca dele. E que ele tinha conseguido pronunciar de primeira.



- Senhorita , senhor , o ensaio irá começar. Vocês podem me acompanhar? – o homem de ombros largos perguntou assim que entrou na sala, e concordaram e o seguiram pelo enorme corredor branco.

O ensaio demorou sem que os dois percebessem. Pelo que tinha entendido, a sessão de fotos tinha sido dividida em três etapas e a primeira era com o traje social. O toque de era firme no corpo da menor e ele nem percebeu que não tirava os olhos da menina. E estava assustada ao perceber o toque e olhar do jogador e brigou consigo mesma, pois, para ela, não deveria ter se arrepiado com o toque do inglês, não deveria ter suspirado quando as mãos dele tocaram em sua nuca para colocar o colar de ouro, ela não deveria ter sentido prazer algum em tocar no corpo do jogador. Parecia errado para , mas ela gostava da sensação que trazia. E gostava de provocar sensações em .
Depois deles baterem inúmeras fotos, a menina foi chamada para uma pequena saleta e lhe deram uma troca de roupa. Era uma jaqueta jeans, uma calcinha da Calvin e uma calça jeans branca justa. Ela trocou de roupa e voltou para onde as câmeras estavam posicionadas. Quando a viu, não conseguiu deixar seus olhos longe dela. E brigou com seu cérebro por conta daquilo, ele tinha que ser profissional. No que pareceu ser a segunda etapa de fotos, o fotógrafo pediu que os dois tirassem as blusas, pois os efeitos da campanha iriam ser preto e branco, e o clima seria mais "quente". não poderia ficar menos constrangida, até mesmo o namorado passou pela mente da menor. Se ele já não queria um ensaio comigo vestida, quem dirá sem blusa? pensou. Ela balançou a cabeça negativamente e tratou de tirar da cabeça quando o fotógrafo chamou a atenção de .
deveria pegar com mais firmeza no corpo da inglesa e ela sentiu todos os pelos do corpo se arrepiarem com a aproximação. A terceira etapa era individual, e as fotos de foram feitas primeiro. Ele estava leve e solto, como se tivesse acostumado com tudo aquilo. O inglês exibia o seu peitoral, ora de jeans mostrando somente uma parte da cueca, como aquelas fotos clássicas da Calvin, ora somente de cueca. teve que desviar o olhar de seu corpo várias vezes. Ela gostava de olhar para . E gostava de ser olhada por ele.
Quando chegou a vez das fotos separadas da menor, todos a olharam. Aquilo não era tão incomum, mas visto que ela estava vestida somente com um sutiã e calcinha, chegava a ser um pouco constrangedor. respirou fundo e seguiu as indicações necessárias. Até que o fotógrafo os encaminhou para o que parecia ser um quarto. A etapa dois do ensaio tinha voltado, era hora dos dois fazerem fotos juntas novamente. estava somente com uma cueca e ela de calcinha. Ele estava em cima da menor e segurava a cintura dela de um jeito que ninguém nunca tinha segurado. Nem mesmo Ávilla.

- Vou tentar não olhar pra você, pode me fazer o mesmo favor? - perguntou e soltou um sorriso.
- Não prometo nada. – respondeu e riu feliz por ele aliviar a tensão.
- Já fiz isso algumas vezes. Finja que não há essas dezenas de câmeras aqui ao seu redor. E ajuda se segurar forte em meu corpo. – ele ria, embora estivessem sussurrando.
- Vamos acabar logo com isso, para de rir. – fingiu ralhar, mas estava rindo também.
- Posição, jogador.
- Não me peça duas vezes. - Disse e ficou em posição.
- , encosta mais seu corpo no dela, como se vocês dois estivessem prontos para começar um longo beijo. - O fotógrafo pediu e seguiu as instruções. segurou seus ombros e ficou tentada em fechar seus olhos, aquelas íris azuis encarando fixamente as dela era perturbador demais.
- Podem levantar. Eles saíram da cama e deram para a menina uma nova roupa, dessa vez era um pequeno short moletom, junto de uma blusa do mesmo tecido, só que curta. Foi até onde as câmeras estavam posicionadas e já estava lá, usando um short de moletom que deixava parte da cueca à mostra.
- Somos um casal fitness. - sussurrou e ela riu. O inglês fazia piadinhas o tempo todo, o que aliviava o nervosismo da menina. E ela se sentiu grata por ele estar deixando o clima mais leve. Até que o fotógrafo avisou que já tinha todo material que precisava e que o ensaio tinha acabado. Ao todo, eles tinham passado seis horas ali, o estômago dos dois só faltava gritar de tanta fome. - ? - chamou a menina, enquanto estalava os próprios dedos. Já era a segunda vez que tomava iniciativa e ele estava com muito medo de ser rejeitado. E o fato dela não recordar dele o deixava triste.
- Oi, . - ela respondeu de modo doce e o coração do jogador pareceu bater mais acelerado.
- Você quer ir comer alguma coisa? - perguntou e deu um sorriso de canto. pensou um pouco. Para a menina, ela não deveria aceitar, deveria ir para a sua casa, esquentar qualquer besteira para comer e passar o resto da noite sozinha na sala de estar ou vendo o VT do jogo do namorado. Mas ela sabia que não merecia e que um jantar seria muito melhor do que passar a noite sozinha pensando no que poderia acontecer se ela tivesse aceitado.
- Quero. - respondeu e retribuiu o sorriso. Naquele momento, não pôde deixar de pensar na frase de Francisco. Quando duas pessoas têm de se encontrar, a cidade torna-se pequenina.

Capítulo 06


estava feliz. Não feliz igual quando assinou oficialmente com o Real Madrid ou quando recebeu seus uniformes. Ele estava feliz por estar com como há anos não estava. Ele estava feliz mesmo que a menina não o ligasse ao garotinho que brincava no quintal de sua casa. Ele estava feliz simplesmente por estar por perto. Só a presença dela, para , era suficiente. Aquela era a menina que ele sempre fora, e provavelmente, sempre ia ser apaixonado. Aquela era , um dos maiores motivos de não ter ficado no fundo do poço.

- Aonde você quer ir? - perguntou assim que os dois chegaram ao ponto de táxi. Daquela vez, ela que tinha quebrado o silêncio que havia entre eles.
- Não sei. - respondeu e ela riu. - Tem alguns dias que mudei para cá, é tudo tão diferente. Só conheço os lugares que os caras me levam.
- Consigo entender, quando eu mudei para Madrid, também senti bastante, mas você acostuma rápido. - disse e deu uma piscadela.

sorriu e ela voltou sua atenção para falar em espanhol com o taxista que estava no ponto. agradeceu por seu espanhol não ser tão ruim, pois assim dava para entender muitas coisas, fazendo com que a nova vida na Espanha fosse menos complicada. Eles entraram no carro e ficou calada o percurso inteiro, vez ou outra olhava o celular, mas logo jogava na bolsa até que desligou o aparelho. sorriu como se aquilo fosse um sinal que ela estava indisponível só porque estava com ele. se sentiu importante e o inglês gostava de se sentir assim. O motorista parou em frente ao que parecia ser um restaurante, lhe deu alguns euros e os dois desceram do carro.

- Essa aqui é a melhor chocolateria de Madrid, vendem os melhores churros e chocolate quente do mundo. Chama San Gines.
- Quero só ver. - o inglês provocou e a menina estreitou as sobrancelhas.
- Quer apostar?
- Quero. - respondeu e a menina soltou uma risada.
- Se eu ganhar, vou querer uma blusa autografada pelo Leo Hale.
- Você está brincando comigo, não é? O cara é do Chelsea e eu era do United.
- Não ligo, eu quero. - respondeu convencida e foi a vez de soltar uma risada.
- Você sobrou, Formiga, não vai ser tão difícil. Hale joga em time ruim, mas é meu amigo, um dos melhores por sinal. Vai ser muito fácil arranjar sua camisa. - respondeu e o encarou de modo diferente.

Ele a tinha chamado de Formiga. Só existiu uma pessoa na terra que a chamava daquele jeito e ela não o via desde quando tinha 12 anos. Não o via e nem tinha notícias além de que ele tinha se tornado um jogador de um time de segunda divisão. A vida deles tinha seguido rumos diferentes e aquilo bastava. Aquele homem na frente de não podia ser o Graveto. Era quase impossível.

- Mas, sim, o que eu vou querer é um autógrafo e um vídeo da Anne Hathaway.
- Da Anne Hathaway? - perguntou retornando sua atenção para ele. - Você sabe o quão difícil é encontrar essa mulher disponível?
- Você conseguirá. - disse e rolou os olhos.
- Vamos entrar, estou louca para receber a minha blusa autografada pelo melhor da Inglaterra.
- O melhor sou eu, tá bom? O Leo é o segundo e olhe lá.
- Só dele torcer e jogar pelo Blues, já torna ele melhor.
- Você não sabe o que diz, Formiga. - resmungou e deu uma gargalhada.

A morena socou seu ombro e os dois entraram na chocolateria. escolheu uma mesa para duas pessoas que ficava um pouco afastada das janelas vidradas. Assim que eles se acomodaram, uma garçonete foi atendê-los quase que imediatamente. nem olhou o cardápio que estava na mesa, parecia que ela sabia de cor. E em menos de 20 minutos o pedido estava na frente deles.

- Você primeiro. - disse com um ar vitorioso.

mordeu o churros e ao mesmo tempo em que pareceu crocante, o mesmo pareceu derreter de acordo com as mastigadas que o inglês dava. Depois que bebeu o chocolate quente, sorriu e jogou a cabeça para trás, fazia tempo que ele não tomava algo tão bom quanto aquilo. O jogador limpou a boca com o lencinho cor de rosa, pegou o celular e quando levou o aparelho em direção ao ouvido, sabia que tinha ganhado a aposta.

- Olá, sunshine do papai. - Hale atendeu ao telefonema sem demorar muito.
- Você continua ridículo. Você me atendeu rápido, não está aguentando a minha ausência? - perguntou e deu uma risada, que foi acompanhada da do amigo.
- Eu preciso de um favor, depois falo contigo melhor.
- O que você quer de mim?
- Eu preciso de uma blusa sua do Chelsea, autografada.
- Já trocou de time, sunshine? Já resolveu aceitar que o Blues é o maior da Inglaterra?
- Cale a boca, fodido. Nunca serão. - retrucou e Hale riu debochado.
- Tudo bem, eu arranjo para você.
- Obrigado. Depois te mando por mensagem o nome dela.
- Dela? Você já está me trocando, ?
- Você é o oficial. - disse e desligou a tempo de escutar a risada da menina.
- Você é amigo do Leo! Como pode?
- Longa história. Eu amo aquele cara. - disse e bebeu mais um pouco do chocolate. - Enfim, ele vai dar sua blusa. - e sorriu ao ver o brilho no olhar da menina. estava se sentindo muito bem por fazê-la feliz, mesmo tendo que lhe dar uma blusa do time rival. Mas era a camisa do Leo, e do Alpha, ele aceitava sem reclamar muito. Leo Hale tinha um espaço gigantesco dentro do coração do inglês.

- Você oficialmente ganhou nossa aposta. - disse quando guardou o telefone no bolso.
- Isso é realmente muito bom.
- Eu sabia! - bateu palminhas, mas logo voltou ao comer seu churros, melando ele no chocolate. - Ei! Eu sabia que já tinha te visto em algum lugar. - deixou cair o pedaço do churros no prato, ansioso. Ela tinha lembrado. tinha lembrado que ele tinha sido seu melhor amigo. - Você estava no restaurante com Isco e Kovačić não era?
- Sim. - murmurou decepcionado. - Isco pagou um drink caríssimo para a sua amiga.
- ! Isco fez muito bem, estava triste naquele dia. Ela melhorou em questão de minutos.
- Triste por quê? Vocês estavam bem risonhas.
- Nós vivemos rindo, rimos por qualquer coisa. Ela tinha brigado com o namorado e bom, eles provavelmente irão terminar. Só questão de tempo.
- Aí Isco vai entrar no jogo e não vai deixar ir para a prorrogação.
- Ah, como futebol se encaixa na vida das pessoas. Chega a ser lindo.
- Lindo sou eu. - retrucou e colocou o último pedaço do churros na boca.
- Você está sujo, criança. – pegou o guardanapo e limpou o canto da boca do inglês que estava sujo de açúcar junto de chocolate.
- Agora estou me sentindo uma criança.
- Uma criança que joga no melhor time do mundo e que recebe milhões?
- Exato. Uma criança que recebe milhões e nem mobília tem em casa.
- Como assim? Você não tem móveis em casa?
- Uma televisão, um sofá, uma poltrona e um quarto pequeno com uma cama, guarda-roupa e banheiro. - disse ao contar nos dedos os móveis que tinha em casa. - Eu almoço sempre no clube ou com os caras. Ou peço delivery.
- Você é louco?
- Eu não conheço ninguém em Madrid. Minha mãe mora na Inglaterra e ela se recusa a morar aqui, os poucos amigos que me restam, estão lá também. Não tenho namorada, nem irmãos, então minha casa enorme está com uma decoração simples. Aliás, como você se acostumou aqui? Sair de Lavenham para Madrid não deve ter sido tão fácil. - o encarava, assustada. Como ele sabia que ela era de Lavenham? Chegava a parecer que ele estava a instigando a lembrar de algo, mas ela não conseguia juntar as peças do quebra-cabeça. - Você não lembra mesmo, Formiga? - a chamou pelo apelido pela terceira vez e ela deixou um pequeno pedaço do churros cair no prato. - Você não se lembra de nada em Lavenham?
- Graveto. - sussurrou e sorriu. Ela tinha lembrado.

~*~Lavenham, 2000

- , desça daí! - o menino de cabelo estilo militar gritou enquanto a menina dos cabelos curtos e negros ria subindo mais um galho. - Formiga!
- Venha me pegar! - gritou para ele rindo. A menina colocou o pé direito em outro galho e subiu.
, com seus movimentos rápidos, se colocou atrás da menina e em segundos ele já estava atrás dela.
- Me dê à mão. - pediu e negou, subindo mais dois galhos. Mas logo ela parou de sorrir e sua expressão havia mudado.
- Formiga! Isso é perigoso, venha, me dê à mão!
- Eu não consigo lhe dar a mão, aqui está muito alto. - disse com a voz embargada.
- Não olhe para baixo, ok? Eu irei pegar você. - tentou acalmá-la e subiu mais um galho, ficando mais próximo da menina. Mas não aguentou esperar o amigo. Seu pé descalço encostou em alguma farpa e pelo susto, soltou a mão e foi em direção ao chão. gritou, se esticou, mas não conseguiu agarrar a mão da menina. desceu da árvore desesperado, a única coisa que ele conseguia ver era o vermelho manchar a pele da menina. Chegou ao chão e ela já estava desacordada, mal sabia que aquela iria ser a penúltima vez que veria sua melhor amiga.
~*~

O dedo indicador de estava em seu lábio e ela esboçava um sorriso sincero. tinha praticamente desaparecido da mente e da vida dela. só se lembrava de pequenos borrões de uma criança loira, cabelo militar e branca. E quando perguntava para o pai, o mesmo dizia que ele estava ganhando a vida jogando num time de segunda divisão. riu ao ligar o desgosto do pai pelo United e Chelsea. Kalani era amante do Liverpool e não colocava nada acima do time. O único time que unia os três era o Real Madrid. E era graças aquele time que eles tinham se reencontrado. não estava triste ou chateada pelo tempo que passou distante, a única coisa que passava pela sua cabeça era que o Graveto havia cumprido a promessa que tinha feito quando ela ainda estava internada no hospital. A de que os dois ainda iriam se reencontrar.

- Eu pensava que você não iria lembrar! - disse aliviado.
- Seus olhos ainda são os mesmos. Como você sabia que era eu?
- Eu nunca esqueci, para falar a verdade. Ainda mantenho contato com seu pai, bastante, aliás.
- Meu pai não me disse nada! Ele dizia que você estava sempre ocupado trabalhando em um time de segunda divisão.
- Segunda divisão? Céus, vou matar Kai. - disse e soltou uma risada. Kalani realmente achava que Manchester United era um time de segunda divisão e que não merecia disputar Champions League, Premier e nem mesmo FA CUP. - Eu que pedi para ele não avisar. Você estava bem melhor sem a minha pessoa por perto, acredite.
- Mas, ... você era meu melhor amigo! Eu esqueci algumas coisas por conta da queda...
- Seu pai avisou para a minha mãe quando ele recebeu o laudo. Ele estava com medo de ser permanente, mas o médico avisou que você se lembraria das coisas aos poucos, se fosse estimulada a lembrar. Só que o recebeu a bolsa e vocês tiveram que ir embora logo. E meses depois eu fui para Londres com minha mãe.
- Mas quando você se estabilizou, meu pai deveria ter dito! Céus, as coisas podiam ser diferentes.
- Elas iam ser totalmente diferentes. Sério, não culpe seu pai. Pelo contrário, agradeça a ele. Eu passei por maus momentos, . Eu fui muito ruim, você teria se decepcionado. E decepcionar você não estava e nem está nos meus planos. Preferi manter você longe de problemas.

concordou e em seu íntimo agradeceu por gostar tanto dela ao ponto de não querer que ela sofresse por algo. fez carinho na mão que deixou sobre a mesa e sem que os dois percebessem, estavam com os dedos entrelaçados. E eles passaram um tempo em silêncio, apenas digerindo o fato que eles estavam juntos novamente e que tudo era novo. Que tudo ia ser diferente.



- O que aconteceu com você na Inglaterra? - a morena perguntou o pegando de surpresa. - Ligando os pontos, segundo o que dizem, você era um garoto problema. Mas toda história tem dois lados e eu aposto que a mídia não estava muito interessada em escutar o seu.
- E eles nunca estarão. Mas eu te conto as coisas do meu passado na Inglaterra uma outra hora, certo? Não quero te encher de coisas logo agora que nós nos reencontramos. E, por favor, prometa-me que não vai jogar meu nome no Google.
- Certo, eu prometo. - ela respondeu e ele sorriu agradecido por ela não insistir. - Quando você estreia pelo Real Madrid? - perguntou para quebrar o silêncio que os envolvia.
- Semana que vem, contra o Valencia.
- Jogo da La Liga, não é? Mas não tem jogo essa semana contra o Paris?
- Sim e sim, só que Benítez me jogou para ser banco. - respondeu e rolou os olhos. Ela detestava aquele técnico. - E você continua gostando de futebol, pelo visto.
- É a minha religião! - disse fazendo sorrir.

Aquela realmente era a sua garota. Eles acabaram pedindo mais uma rodada de chocolate quente com churros e era incrível como levavam um papo bom e descontraído. Chegava a parecer que eles tinham mantido contado durante todos os dias de todos os anos que estavam longe. ainda conseguia fazer rir e, para a felicidade do inglês, ela ria de todas as suas piadinhas bestas. adorava vê-la sorrir, ele a achava muito bonita sorrindo. Até que a comida acabou e quando se deram conta, o relógio avisava que era tarde e que eles tinham que se despedir.

- Nós podemos nos encontrar, amanhã? - perguntou, desejando internamente que ela dissesse que sim.
- Claro! Você quer anotar meu número?
- Meio óbvio. – respondeu e ela riu. Eles trocaram os números e caminharam juntos em direção ao ponto de táxi. se despediu de com um abraço apertado e um beijo na bochecha. Ele esperou ela entrar no carro e entrou no que estava logo atrás, passou seu endereço e em menos de meia hora já conseguia enxergar a entrada de La Finca. tirou seus sapatos, a roupa e se jogou na pequena cama. Era muito bom ter de volta na minha vida, pensou e sorriu. Antes que ele pudesse dormir, resolveu mandar uma mensagem para ela e ele esperava ansiosamente pela resposta.

: Formiga, amanhã às 14h em frente ao Santiago Bernabéu.

E ela veio segundos depois que seu celular notificou que ela tinha recebido.

Formiga: Podemos almoçar antes, o que você acha?

O sorriso de estava de orelha a orelha, se ele pudesse se enxergar, veria o quanto seus olhos azuis estavam brilhando de uma forma diferente. estava feliz e sentiu o coração bater mais forte ao ler a mensagem da menina. Era ela quem tinha tomado à iniciativa daquela vez. Tinha sido ela quem tinha o convidado para almoçar.

: Eu acho ótimo. Me cortaram no treino em Valdebebas.
Formiga: E aquele doido pode fazer isso?
: Não sei, nem ligo, na verdade. Prefiro almoçar com uma pessoa legal a aguentar um otario, dois na verdade.
Formiga: Dois? Quem seria o outro?
: lo, já ouviu falar?
Formiga: Ora se não é o pior brasileiro que já passou pelo Real Madrid, Kaká deve estar triste assim como o fenômeno. Mas ainda bem que existe o Marcelo e o Casemiro.
: Marcelo e Case são espetaculares. Para mim, só esses dois brasileiros deveriam estar no Real.
Formiga: Eu concordo, acho lo um peso morto, chegou a assistir ao jogo que ele fez gol contra?
: Eu fiquei puto. Seu pai e eu xingamos ele até a sua trigésima geração. Ah, eu sou banco dele.
Formiga: VOCÊ O QUÊ?????????
Formiga: COMO VOCÊ É BANCO DAQUELE CARA?
Formiga: Tudo bem que você jogava no pior time da Inglaterra, mas banco? Eu estou com raiva.
: Mas eu não jogava no Chelsea
: Benítez quer me atrasar, ele não me queria no Real Madrid, mas Cristiano e o nosso preparador físico queriam. Aí ele me atrasa
Formiga: Você está muito engraçadinho, Graveto.
Formiga: Olhe como estou rindo de sua piada sobre meu time.
Formiga sent a pic
soltou uma risada quando a imagem carregou, era uma selfie da menina revirando os olhos e ela mostrava o dedo do meio. Até daquele jeito ela continuava bonita, pensou o inglês.
: Você só tem que assumir a verdade.
Formiga: Cale a boca.
Formiga: Ei, eu irei dormir. Mas amanhã nós iremos mesmo?
: Se você não furar, iremos sim HAHA
Formiga: Eu nunca furo, ainda mais quando o assunto é comida
Formiga: Até amanhã, Graveto. Durma bem e sonhe com o Leo Hale levantando a taça da FA CUP.
: Cale a boca.
: Durma bem você também, mas sonhe com a minha imagem ano passado levantando a taça da FA CUP.
sent a pic
Formiga: Eu vou socar você amanhã por me lembrar deste dia.
Formiga: Até amanhã, te mando o endereço quando acordar.
Formiga: Beijo e obrigada por aparecer
Formiga: Ou reaparecer HAHA ❤
: Eu que agradeço por ter lembrado, esperarei o endereço.
: Até amanhã, Formiga ❤

recebeu a confirmação que a menina já tinha lido a mensagem e ele saiu da conversa, ele ainda estava com um sorriso bobo no rosto e o sorriso permaneceu mesmo com as inúmeras mensagens que chegavam no seu Whatsapp. A maioria era do grupo do seu novo time, tinha três de Francisco e uma de seu antigo amigo, Leo Hale. não tirou o sorriso bobo do rosto e bloqueou o celular sem abrir as conversas. Ele só queria dormir com a imagem de no pensamento. Mesmo ela estando toda bagunçada, de olhos revirados e mostrando o dedo do meio. conseguia ser linda até daquele jeito.

Continua...



Nota da autora: (10/07/2017) Oi xuxus!!!!!!! Eu espero que vocês tenham gostado desse capítulo e da pequena participação do nosso amado Leo Hale de BiB, sim, BiB está de volta e o nosso pp é amigo íntimo do Alpha HAHAHA. Sigam os meus xodós no instagram @naiwaialiki e @danivillagers16, beijo grande . E participem do meu grupo no Facebook. E se tiverem duvida de algo, me perguntem no Twitter, @giobandeira.


Nota da Beta: Por mais capítulos assim! Quanto amor. Nossa PP merece tanto.




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