Ligeiramente Grávidos

Última atualização:28/09/2019

Prólogo

Muitas pessoas dizem que existe louco para tudo, mas pelo que eu saiba, nenhum deles fez um filho inconscientemente. Não, eu não quis dizer no sentido de prostituição ou algo assim, mas sim, me referi à parte em que isso acontece por mísera culpa do álcool e que, bom, ambos tinham acabado de se conhecer.

Introdução.

Ried, uma jovem ambiciosa de 20 anos, violinista em progresso, esperando por uma chamada que pode mudar sua vida: Ela só quer ser profissional, viajar países afora acompanhada de sua orquestra. Era o que ela queria, o que sempre quis. Vivia com a melhor amiga, Elizabeth Kennedy, numa casa de classe média alta, num bairro nobre de Londres. As duas praticamente não se desgrudavam, estavam juntas desde a quarta série e não seria agora que isso acabaria.

🎻💘🎸

Do outro lado da cidade, , buscando fama e sucesso com sua banda, só precisava mesmo de um empresário. Ao lado do melhor amigo, , sempre deu duro no , ensaiando com o amigo e os outros caras da banda. e viviam juntos, são amigos desde que se conhecem por gente. Ah, antes que me esqueça, tem a mesma idade de , ele só não sabe disso.
, vive seus 21 anos tocando guitarra.



Capítulo 1 - I am.

saiu às pressas de casa, estava atrasada para mais um ensaio da orquestra. Pegou carona com Elizabeth e logo estavam lá.

- Gata, tenho reunião com o pessoal da revista até às três, você fica bem? - A amiga perguntou segurando seu óculos da Dolce & Gabbana por cima dos longos cabelos. Elizabeth conseguiu o que sempre quis: Trabalhar com moda. E por fim, montou sua própria revista, publicando seus modelos e dicas para tal.
- Tudo bem. - sorriu alegremente, com as bochechas levemente rosadas devido ao frio. Com razão, aliás. Usava uma meia calça, saia preta, casaco jogado por cima de uma blusa simples. A orquestra é sempre rígida, qualquer descuido é uma má impressão para os maestros. A menina entrou pela porta do grande salão, pegando uma estante e sentando-se ao lado de Carlla.

🎻💘🎸

Enquanto a , estava na hora de acordar, já era meio dia.

- Bom dia, flor do dia. - entrou em seu quarto, usando uma calça surrada, all stars, blusão e um avental de cozinheira, segurando um prato que cheirava à torradas. coçou os olhos e riu, ao ver o estado do amigo.
- Bom dia, Passione. Que roupa é essa?
- Pietra me obrigou a pôr. - riu de bom humor. Mencionei que Pietra é a filha de cinco anos de ? Se não, agora está sabendo.
- Ela tem bom gosto. - riu, saboreando as torradas do amigo. - Falando nela... - O garoto sorriu vendo a garotinha loira, que lembrava muito o pai, entrar pela porta, segurando uma boneca.
- Papai, quero mais. - Sorriu exibindo os dentinhos de leite, não resistiria.

Pietra era uma garotinha fofa, cabelos loiros e olhos clarinhos, em algumas vezes se enrolava nas palavras pelo fato de ter somente cinco anos. pegou a filha no colo e saiu, indo até a cozinha fazer mais torradas. se levantou, coçou os olhos e bocejou, levantado em seguida para se trocar. Colocou uma calça jeans de lavagem escura, adidas, blusa da atticus cinza e bagunçou o cabelo. Olhou para o espelho, gostando do que via, claro. Sorriu, beliscou mais uma torrada e desceu as escadas.

- , encontro com o Fletch hoje. - Sorriu.
A propósito, Fletch era o empresário que estava de olho nos meninos, porém, o processo é lento. Paciência.
- De novo? - torceu o nariz e riu.
- É, ué. - deu de ombros e logo, os dois e Pietra estavam a caminho do "estúdio" do tal empresário.


Capítulo 2 - Work, Work!

Canon era tocado naquele auditório, todos os graves e agudos soavam bem, num tom suave, quase que perfeito. O maestro deu três batidas e no mesmo instante, todos pararam de tocar.

- , antes que eu me esqueça: O Diretor quer falar com você. - Sorriu de forma diferente e a menina se retirou em seguida. Pediu licença ao grupo e andou até a "diretoria". Fechou a porta atrás de si, sentando-se e ficando de frente com o diretor.
- Bom dia. - O velho de cabelos brancos com um bigode muito charmoso, sorriu.
- Bom dia. - Ela devolveu a gentileza.
- , Paul Hochmüller te quer na orquestra. - Sorriu por fim, pousando as mãos sobre a mesa.
- SÉRIO? - Alterou-se e riu, feliz. Mas cessou assim que recebeu um pigarreio de reprovação.
- Sim, é sério. Aqui está o telefone e endereço. - Entregou-lhe um cartão. - Ele quer que você o veja daqui... - Olhou no relógio - Uma hora. - Sorriu, deixando a menina decidir seus passos em seguida.

Ela não deu outra, voou até a porta guardando o instrumento e derrubando partituras pelo caminho. Pegou o primeiro ônibus que viu, que por incrível que pareça: Parou no lugar certo. Desceu apressada e entrou no local, bem bonito e organizado por sinal. Falou com a "secretária" ou quase isso e ela mandou-a seguir. Andou até chegar em uma porta, batendo e sendo mandada a entrar. Entrou, encostou a porta e sentou-se.

- ? - Uma voz masculina surgiu e imediatamente a menina virou para trás.
- Sim, senhor. - Sorriu.
- Gostaria que pudesse me dizer qual peça pretende me apresentar. –Pediu, observando a menina atentamente.
- É um concerto de Bach, Sr. Bourrè. – Em seguida, o maestro pediu para que a mesma tocasse e ela o fez.

Depois de ter terminado a peça e pousado o arco em cima da mesa ao lado, o Maestro colocou Moonlight, de Mozart, em sua estante. De resto, saberia o que fazer, então não perdeu tempo, tocando as notas que via para a sua leitura à primeira vista. Mal conseguia respirar, a concentração era muita, mas o nervosismo tomava conta também. Assim que acabou, Paul sorriu orgulhoso, esticando a mão.

- Bem vinda à orquestra de Londres.

Nem preciso dizer que ela surtou e quase agarrou o homem, certo? Acho que não.


🎻💘🎸

Do outro lado da cidade, os meninos aguardavam ansiosamente a resposta da gravadora sobre a audição já feita.

- Cara, pare de mexer essa perna. - repreendeu o amigo que não parava quieto um minuto sequer.
- Desculpe. - Riu nervoso.
- Vamos nos sair bem, tá legal? - riu, dando um soquinho leve no ombro de .
- É cara, relaxa. - , outro membro da banda, sorriu do outro lado. Eles tinham se saído bem, tocaram bem e estavam ansiosos pela resposta.

, um gordinho careca, saiu de uma sala e sorriu.

- Bem vindos à gravadora, rapazes. - Assim que o ouviu, correu até o senhor e o levantou no ar, arrancando risos de todos.


Capítulo 3 - Party!

Quem não gosta de uma comemoração, não é? toda empolgada por ter conseguido, chama sua melhor amiga, Elizabeth, para festejar num pub de Londres. , por mera coincidência, foi comemorar com - seu melhor amigo - no mesmo pub que .
Ela usava um vestido preto curto, tomara-que-caia, com um salto alto e maquiagem leve. Elizabeth vestia uma saia de cintura alta preta, que cobria parte de uma blusinha branca. Seu braço estava cheio de pulseiras, usava um scarpin e os cabelos estavam presos.
e quase que pareciam o mesmo, calça jeans, nike e camisetas. Não, de forma algum eles pareciam mal arrumados, estavam lindos. Qualquer garota que os visse agora, pediria telefone ou se entregaria direto.

Uns drinks cá e lá, com muita dança e agito das pessoas já alteradas, fez com que os dois se encontrassem, logo no bar, pedindo a mesma bebida. Bom, tudo indica que ambos sorriram um pro outro no mesmo instante em que seus olhos se encontraram. Ficaram meio sem jeito, mas essa timidez toda acabou num hotel, no quarto 207 para ser mais direta. Aquilo era cedo demais? Talvez. Mas o que uma boa quantidade de álcool e animação não fazem? Pois é.
Nenhum dos dois lembrou de muita coisa. Qual é? Beijar e ver a quantidade de roupas espalhadas pelo chão estava muito mais interessante. É, realmente estava. Os dois riam enquanto se atrapalhavam nas peças que faltavam, mas por sorte, estavam alcançando a cama. sentiu seus joelhos dobrarem, assim que bateu no colchão e caiu sobre o mesmo, levando junto. Ambos sempre rindo, definitivamente, era muito álcool.

- Por que estamos mesmo rindo? - , ainda rindo obviamente, perguntou.
- Quem se importa? - respondeu, puxando-a de volta. Ah, sim, o que se passava nessas mentes? 'Pra que perguntar se a diversão está reinando?' - deu de ombros e logo as últimas peças estavam no chão, de ambas as partes, claro.

sorria sem motivo algum, deveria estar no mesmo estado, sorrindo com os beijos. Beijos? Não só nos lábios como de costume, desciam pela região do pescoço da menina e logo se encontravam na barriga, quase que trilhando um caminho. Mãos passeavam pelos dois corpos, de repente, 13 graus de Londres estavam mais para 31 de um país tropical, pelo menos entre os dois. que já não ria mais, agora passava as unhas vermelhas e grandes nas costas do garoto de leve, fazendo-o soltar um leve suspiro. Sorriram.
Os corpos estavam cada vez mais pressionados, o sangue corria nas veias, fervendo. segurou a cintura da menina e a mesma entrelaçou as pernas na cintura dele, descendo delicadamente. Logo os dois eram apenas um. O suor ali se misturava, mas eles realmente não se importavam, estavam gostando, os gemidos mostravam isso. Era puro desejo, pura luxúria. Tempo depois, os dois atingiram o orgasmo juntos e dormiram, abraçados.


Capítulo 4 - After Party!

acordou com um maldito filete de luz que atrapalhava seu sono. Coçou os olhos e os abriu lentamente, esticando o braço e sentindo... Seios? É, acho que sim. Imediatamente virou-se para a sua esquerda e se deparou com uma mulher. Arregalou os olhos, mas alguns pensamentos poluídos vagaram quando viu que ela cobria certas partes do corpo com o lençol, já que estava nua.

- Foco, foco. - Balançou a cabeça e a observou por mais alguns instantes.

Sorriu. Olhou mais para baixo e viu que seu estado não era tão diferente do dela. Surpresas, surpresas! Procurou sua boxer e a colocou, no mesmo instante.

- Será que está morta? - Perguntou a si mesmo, checando a respiração da garota logo em seguida. Não, ela não estava morta.

Cutucou-a com um dedo, até ela abrir os olhos e sorrir. Seus olhos apertaram e seu sorriso foi desmanchando aos poucos, assim gritou em seguida.

– Quem é Você!? - Cobriu-se e ele se assustou.

Quando os escândalos - finalmente - acabaram, os dois chegaram à conclusão de que é, houve sexo.

- Se acalma, ok? - acalmava uma descabelada.
- Me acalmar? Eu transei com um cara que nunca vi na vida! - Ela colocou as mãos sobre o rosto, obviamente envergonhada.
- Tá, mas de que adianta isso agora? Tá feito. - disse, coçando a nuca.

É, não tinha jeito, não tinha como voltar atrás. Estava tudo feito.
Conversaram mais um pouco, para ver se lembrariam de algo, mas a única coisa que pregou em ambas as mentes foi: Eu transei com o primeiro estranho que vi. checou seu celular e viu que um novo contato foi adicionado: . “Ótimo”, pensou, “pelo menos eu peguei o número dele”, ironizou.

- Você se lembra como viemos parar aqui? - perguntou ao garoto. Olhou-o por um instante e se acalmou, ao notar o quão sexy ele era. Sorriu, mas balançou a cabeça negativamente.
- Só me lembro de ter bebido, demais. - Ele riu. Parecia despreocupado, ou queria que a garota pensasse isso.
- Nós podemos fingir que, sei lá, isso não aconteceu. - arriscou e ele pareceu concordar.
- É, nunca fizemos isso. - Ele sorriu, tranquilo. - A propósito, sou . - Ele riu, esticando a mão. olhou para ele e riu.
- Oi? Você conheceu cada centímetro do meu corpo ontem, acho que não preciso da sua mão, né? - Ele riu e ajudou-a a se levantar da cama, já que a ressaca era muita.
- Bom, acho que podemos ir, certo? - Ele disse sem jeito, em tom convidativo. Ela concordou. Logo estavam vestidos e ainda cheirando álcool, mas mesmo assim, saíram do hotel e cada um seguiu seu rumo.

Não preciso dizer que, quando cada um chegou ao seu destino, contaram aos melhores amigos.

- Foi bom, safadinho? - ria, tomando seu whisky num canto.
- É, eu acho que foi. - fez uma cara confusa e fez outra maior ainda.
- Como assim, "acho"? - Deixou a garra num canto e passou a prestar mais atenção no que o amigo falava.
- Eu estava inconsciente, . - Respondeu , olhando pra cima. - A única coisa que me lembro, é que a garota é gostosa. - Ele riu, se lembrando de quando acordou.
- Então deve ter sido bom. - concluiu, dando mais goles no whisky.
- É, sim. - Riu sozinho.

🎻💘🎸

- Ok, me explica direitinho. - Elizabeth sacaneava a amiga envergonhada no sofá de casa. - Ele é gostoso? Foi bom?
- Menos, tá? - se encolhia no sofá toda corada.
- Não adianta você ficar assim, meu anjo, o trenzinho dele passou pelo seu tunelzinho ontem e não tem como voltar atrás. - Dito isso, Elizabeth recebeu uma almofada no meio da cara, mas apenas riu.
- Você tem razão. - deu-se por vencida. - E foi muito bom. – Respondeu tapando os olhos.
- Conte mais. - Elizabeth esboçou um sorriso malicioso.
- Quer dizer, não me lembro de muita coisa, mas... - pausou - lembro-me da pegada e nossa, que pegada! - Riu ainda mais envergonhada.
- Ainda não respondeu minha pergunta: Ele é gostoso? - Elizabeth desafiou e mordeu o lábio.
- Demais. - Sorriu e foi apenas isso que disse. Depois entraram num papo sobre lingeries e a nova coleção.


Capítulo 5 - Surprise!

Tempo passou - eu diria umas oito semanas -, mas nenhum dos dois se falou, mesmo que tivessem trocado telefones. andava estranha.

- Que houve? - Elizabeth que até então, lia um livro sentada no sofá, perguntou.
- Menstruação. - Respondeu.
- Quer um absorvente?
- Se eu estivesse menstruada, adoraria. - Ela riu nervosa. Elizabeth arqueou uma sobrancelha.
- , naquela noite, vocês ao menos... Se protegeram, né?
- Eu não sei. - Ela abaixou a cabeça.
- Como não sabe? - Indignou-se a amiga.
- Eu não sei, Elizabeth. Eu estava bêbada. - Defendeu-se. Elizabeth levantou sem dizer uma palavra, foi até a mesa de centro da sala e pegou o celular da amiga. - Você disse que tinha gravado o número. - Entregou à amiga. - Ligue pra ele quando eu voltar. - Foi em direção à porta.
- Onde vai? - perguntou.
- Farmácia. - Fechou a porta. deitou-se no sofá, encolhendo-se. Estava com medo.

Elizabeth apareceu algum tempo depois com o teste e o entregou à amiga.

- Sabe o que fazer. - Sorriu. foi até o quarto e fez o que a 'bula' indicava. Esperaram um tempo, andando de um lado para o outro, e logo:
- Azul. - Elizabeth mordeu o lábio.
- Tem certeza? - abaixou a cabeça.
- Tenho. - Liz riu fraco.
- Por que está rindo? - Olhou indignada para Liz, quer dizer, era para se desesperar, certo?
- Porque eu vou ser tia - Riu mais ainda - E cuidarei de um pentelho ou pentelha. - As duas riram. Liz pegou o celular da amiga. - Marquem de sair, vai ser melhor. – Sorriu em forma de consolo à amiga. - E ah, já marque uma consulta no médico para amanhã, sério. - Por fim, subiu as escadas.

🎻💘🎸

- Mas, cara. Vocês pretendem sair algum dia? - ria, comentando sobre a “transa dos desconhecidos”.
- Não sei, cara. - soltou uma risada baixa. - Se ela ligar, quem sabe.
- Já faz um bom tempo que saíram, é. - Retrucou, sorrindo com a razão.

🎻💘🎸

seguiu a amiga com os olhos e depois olhou pro aparelho por alguns minutos, respirou fundo, indo na lista, buscando pelo nome.

- Alô? - Uma voz surgiu pelo outro lado da linha.
- ? - Arriscou, mordendo o lábio em seguida.
- Eu? - Ele riu.
- É a ... Lembra?
- Lembro, lembro sim. - Mais um sorriso, mas dessa vez carregado de malícia.
- Hm, quer sair hoje à noite? - Ele poderia não saber, mas ela estava torcendo pra que aceitasse o convite.
- Claro... Onde? - Definitivamente ele não esperava por isso. Sorriu de novo e marcaram de se encontrar num restaurante, às nove horas da noite.

pensou em centenas de vezes, cada palavra para dizer "Eu estou grávida". Do jeito mano: "Tô carregando cria, chapa". Do jeito que enrola: "Adorei sua camisa, olha esse tecido! Meu Deus do céu, é algodão? Eu estou grávida. Mas enfim, onde você comprou?" Balançou a cabeça... Depois ela pensaria nisso.
As horas passaram rápido e isso fez com que ficasse com mais medo, afinal, ela nunca disse "estou grávida" antes. Pensou no assunto durante e após um longo banho bem calmo e quente. Vestiu uma saia de cintura alta - Ainda dava, né, nem ao menos sabia de quanto tempo estava grávida. -, uma blusa bege qualquer, scarpins pretos de plataforma, meia calça um pouco mais escura que seu tom de pele e por fim, um sobre tudo preto jogado nas costas, devido ao clima típico de Londres. Se olhou no espelho pela última vez e desceu as escadas, indo de encontro com Elizabeth, no carro.

- Tem certeza que está pronta? Ainda dá tempo de adiar. - Elizabeth disse a amiga, mas sem tirar a visão do volante e das ruas, né.
- Se eu adiar, não vou conseguir contar depois, Liz. - Abaixou a cabeça.
- Olha, existe aborto... - Elizabeth sugeriu com uma dor enorme no coração, mas antes que ela concluísse a frase, a cortou.
- Sabe, eu sou a favor de aborto, mas eu jamais abortaria. - Disse orgulhosa de si mesma e Elizabeth fez o mesmo.

passou a mão na barriga sorrindo. Logo, avistaram o tal restaurante e desceu, despedindo-se de Elizabeth.

Capítulo 6 - You'll be a father.

chegou no restaurante marcado e caminhou em direção a . Quando o viu, sorriu meio nervosa e o cutucou.

- Olá. - Sorriu tentando parecer normal.
- Olá. - Ele retribuiu um belo sorriso. Estava lindo. Usava uma calça jeans skinny, uma lavagem escura, camiseta e all star. O cabelo um pouco bagunçado, mas ele não deixava de ser lindo. Puxou a cadeira para a garota se sentar e ela se acomodou.
- Hm, o que vamos pedir? - Ele perguntou com o cardápio em mãos.
- Que tal um capeletti ao molho branco? - sugeriu e ele aceitou.

Jogaram uns papos cá e lá, umas taças de bebidas aleatórias e respirou fundo:

- Eu te chamei aqui porque bom, eu tenho uma coisa pra contar. - Mordeu o lábio.
- Então conte - Ele sorriu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Não me odeie. - Ela riu nervosa.
- Mas por que eu odiaria? Não tem motivos, você não me fez nada, além de que...
- Eu estou grávida. - Soltou e ele imediatamente se calou.
- ... De quem? - soltou um sorriso amarelo.

Coitado, nem imaginava o que viria a seguir. "Essa garota tem problemas, me chama pra contar que está grávida. Lindo!" ironizou seu próprio pensamento.

- De você, oras. De quem mais eu estaria? - Ela ironizou. - Você vai ser pai.
- Mas como? - Isso indica que não queria acreditar.
- Não usamos preservativos. - Ela disse meio culpada.
- Como não? Eu sempre carrego. - Ele disse tentando raciocinar.
- Se eu estou grávida... - Ela tentou ajudar.
- Como sabe que é meu? - olhou-a duvidando.
- Acha que eu saio transando com o primeiro que me aparece? - colocou a mão no peito, ofendida.
- Pensando bem, foi o que você fez naquela noite. - Ele desafiou.
- Me chamou de vadia? - Olhou-o séria, com os punhos cerrados.
- Não, eu não... Argh. - Ele abaixou a cabeça, se "rendendo".
- Eu fiz no teste de farmácia... - Ela respirou fundo e disse.
- Então pode estar errado, né? - assentiu, olhando para baixo com cara de poucos amigos.

- Eu entendo. - arrumou a postura na cadeira e pousou os cotovelos sobre a mesa. Ela sorriu.

- Obrigada. - Sorriu mais uma vez, em forma de agradecimento. Passaram alguns minutos em silêncio, pediram a conta e ele a levou para casa.

abriu a porta e fechou-a atrás de si, sem dizer sequer uma palavra. Não passaram muito tempo por lá. Deduziu isso ao olhar para o relógio que marcava 23:00 hr. Se jogou no sofá e por ali ficou, com a mesma roupa. Liz estava dormindo, não tinha porque ficar acordada.

🎻💘🎸

- ? – A menina abriu os olhos lentamente, dando de cara com uma Elizabeth de roupão segurando uma xícara de café.
- Hm? - Coçou os olhos, rindo fraco. - Eu dormi por aqui? - Observou o resto da sala como se estivesse em outro planeta.
- É. - Elizabeth riu, lhe dando a xícara e sentando ao seu lado. - Você bebeu?
- Não, não dessa vez. - Sorriu. - Fui mais consciente. - Ela riu junto da amiga.
- É, quando essa barriga crescer, não vai poder sair bebendo que nem louca.
- Entendeu? - Riu.
- Com certeza, mamãe. - abraçou a amiga.
- Legal, vamos tomar um banho e bolar nossa manhã supimpa! - Liz sorriu. - Ah, você tem que ligar pra ele, falar sobre a consulta hoje à tarde.
- Quase me esqueço da consulta. - envergonhou-se. Desde quando ela era tão esquecida assim? Ah, desde sempre, pois é.
- O que seria de você sem mim, né? - Gabou-se Elizabeth, levando uma almofadada em seguida.
- Nada, nada mesmo. - As duas se levantaram e foram tomar banho.

Os minutos passavam até que depressa e isso deixava mais nervosa ainda.
Sentou-se na cama e sorriu para Elizabeth.

- Liga. - Ela piscou e sentou-se ao lado da amiga. respirou fundo e discou o número, levando o telefone até o ouvido direito, escutando chamar.
- ? - Ele já sabia quem era, isso deixou a garota mais confortável.
- Sweety? - Espera, o que foi isso? Um apelido? - . - Corrigiu sem delongas.
- Eu realmente não me importo com apelidos, sério. - Ele riu do outro lado da linha. A risada dele era tão contagiante, tão gostosa de se ouvir e ela acabou rindo junto.
- A que devo a honra dessa ligação?
- Bom, lembra que eu disse sobre a consulta no médico?
- Lembro sim. - O tom de voz saiu já mais sério.
- Então... É... Eu gostaria que fosse comigo hoje. - Envergonhou-se, deitando sobre o colo da amiga que estava ao lado.
- Ahn, Claro! - Ele riu. - Que horas?
- Três horas. - Ela olhou no relógio, que já marcava 12:00. - Você passa aqui? - Mordeu o lábio inferior.
- Passo sim, me espere.
- Ahn, tá bem. Eu tenho que ir, até logo.
- Até. - Por fim, ouviu-se apenas o "tu tu tu" do fim de ligação. olhou para a amiga que fez uma cara engraçada.
- Fofo. - Soltou e riu. - Vamos almoçar? - Liz convidou e ela concordou.
- Estou com fome. - Riu.
- Deixa eu adivinhar: Pizza? - Arqueou uma sobrancelha.
- Você me conhece mesmo, que isso. - Riu a menina sozinha, descendo as escadas ao lado da amiga.

Bom, Elizabeth pediu uma pizza e logo o entregador chegou. Não demoraram muito para comer, num piscar de olhos estavam lavando a louça e secando-a.

- Quero ver quando meus desejos começarem a aparecer. - riu.
- O garoto que colocou essa criança aí dentro quem vai realizá-los, tsc. - Liz se fez de brava.
- Tem razão. - Desataram-se a rir. Logo estavam se trocando... Pela milésima vez. Vamos concordar que quem tem uma grife e uma revista de modas, não quer parar de se vestir, certo? Certo.

Tudo se resumiu com usando um vestidinho básico, esperando na porta de casa, sempre ao lado de Elizabeth. Falando nele... Logo apareceu com um Camaro preto, buzinando e abrindo a porta para ela entrar. Bom, foram a caminho do consultório, era o que restava.

Capítulo 7 - The Doctor.

O silêncio reinava no carro. resolveu puxar assunto:

- Hm, bonito vestido. - Qualquer bobeira viria a ser útil no momento. Até mesmo comentar sobre o vestido rosa de alças que usava.
- Obrigada. - Virou o rosto para a janela.
- Sabe, hm - realmente não sabia o que dizer. - E se não tiver nada aí dentro?
- Olha, eu sei que nenhum dos dois quer isso, tá legal? - Virou-se para ele com o rosto vermelho prestes a chorar. - Mas mesmo sendo indesejado, eu vou ter esse filho.
- Tá, mas e se não tiver um filho? - Insistiu.
- Se não tiver, considere-se com sorte. - Sorriu. - Sei que tem planos.
- Eu sei que tem planos também. - Ele olhou para frente, fitando as ruas.
- Então algo temos em comum. - Não demorou muito a chegarem, logo estava estacionando o carro em frente ao consultório. Ele ajudou-a descer, com cuidado. Tudo bem que nem ao menos sabia se teriam um filho ou não, mas e se fosse verdade? Todo cuidado é pouco com a futura mamãe.

Andaram até a porta e entraram, avistando muitas crianças. Umas chorando, outras rindo e poucas brincando com alguns brinquedos coloridos pelo chão do consultório. Ah sim, faltavam os pais, certo? Pois é, eles estavam tomando café num canto, observando os filhos. O consultório era grande e espaçoso, com as paredes em tons de azul, rosa e amarelo, cheio de bichinhos e coisas divertidas. Um lugar para crianças, definitivamente.

- Que tipo de pai deixa o filho largado num canto? - indignou-se e teve que rir.
- Mas o nosso não vai ficar largado. - Tá legal, o que foi isso? Ele estava fantasiando uma família?
- Pensei que não quisesse um. - Arqueou uma sobrancelha e ele pareceu visivelmente envergonhado, fingiu não ter dito isso e foi até a secretária.
- Ried. - Disse o nome da "mamãe" e ela pediu para aguardar. Os dois foram se sentar e enquanto isso, observavam as crianças brincando. Algumas estavam mais brigando por brinquedos do que brincando, na verdade.
- Ai meu Deus. - apoiou-se no ombro do garoto que, no mesmo instante sorriu, passando um braço sobre os ombros dela.
- Virei fã daquele molequinho, sério. - riu, observando um garotinho ruivo que tinha acabado de dar um soco no amiguinho - Que por acaso estava no chão, chorando.
- Mereço? - Ela ergueu as mãos para cima e de novo, riu.
- Você seria uma mamãe mandona. - Rolou os olhos e levou um tapa em seguida.
- E você um pai irresponsável. - Fez um bico e ele riu, abraçando-a.

Definitivamente, esse lance de abraçar e fazer brincadeirinhas que casais fazem, estava tornando-os um casal de verdade. Eles perceberam isso? Claro que não, afinal, estavam agindo como se amigos fizessem isso, risos.

- Ried! - A secretária chamou e os dois entraram em outra salinha, só que branca e com alguns quadros infantis. Viram um homem até que jovem, com um sorriso bonito e... Ok, era o doutor.
- Eu sou o doutor Brian. - Sorriu simpático cumprimentando os dois. - Pode ir ali na cabine, colocar a 'camisola' e deitar-se na maca. - Sorriu de novo. se dirigiu até a cabine, tirando a roupa e colocando uma espécie de camisola azul.

Minutos depois dentro da cabine, ainda no consultório, saiu sem jeito, deitando-se sobre a maca em seguida. acompanhava cada passo dela com os olhos. Muitas coisas passaram na cabeça dos dois naquele momento. Quer dizer: Dancei, bebi, transei e agora vou ter um filho? Imaginou isso? Lindo, não? Não, não é. Isso tá muito errado!

- Muito bem... - A voz do doutor soou pela sala. - Sabe o que fazer, certo? - Sorriu e ela relaxou, respirando fundo. - Vai sentir um geladinho. - Riu sozinho preparando o que precisava para o ultrassom.

Passou aquela "geleia" na barriga da garota que contraiu imediatamente, sentindo cócegas. Passou-o pela barriga da menina, olhando para a tela.

- Hm... - Sorriu e logo já estava limpando a barriga dela, para poder se trocar. se trocou e sentou-se ao lado de numa cadeira.
- E então, doutor? - Mordeu o lábio. - Eu vou ter um filho?
- É, vamos ter um filho? - corrigiu, mostrando-se ansioso pela resposta.
- Não, . Vocês dois não vão ter um filho. - Ele sorriu e os dois pareceram felizes por segundos, até o médico completar. - Vão ter dois filhos!

Preciso dizer que os dois pararam na hora a comemoração idiota e encararam o médico:

- Que papo é esse, doutor? - Acho que não.
- Ué, simples. - Ele deu de ombros. - Dois, um mais um, uma laranja cortada ao meio, quatro olhos, quatro ouvidos. Dois filhos. - Sorriu dando o máximo de explicações, mesmo que fossem idiotas. - Parabéns! - Levantou-se, indicando a porta para o "casal", que obviamente, saiu passado do consultório.

Os dois andaram até o carro, onde abriu a porta para a mamãe, que entrou. Respiraram fundo, passaram o cinto e logo a partida do veículo foi ouvida, arrancando em seguida pelas ruas de Londres. A bela Londres.

- Ahn, você está bem? - perguntou, olhando de canto para , que mantinha as mãos no rosto.
- Não. - Admitiu.
- Confesso que fiquei surpreso. - Ele riu fraco.
- E como acha que eu fiquei? - Perguntou meio rude.
- Eu não tenho culpa que são dois, tá legal? O que quer que eu faça? - Perdeu a paciência dando um murro no volante e jogando a cabeça pra trás. se encolheu no banco. - Me desculpe. - Murmurou. - É que, argh. Não estamos preparados. - Respirou fundo. a olhou e repetiu a ação dela, encostando o carro. Tirou o cinto de segurança e virou para ela.
- Eu entendo. - Sorriu mais calmo com o que ela disse. - Só temos que lidar com isso, mesmo que seja difícil. - Passou uma mão pelo gosto dela, que imediatamente fechou os olhos, sentindo o toque macio da pele dele.
- Podemos não estar preparados, mas - Pausou ela. - não quero abortar...
- Sorriu fraco e ele retribuiu.

Legal, todos esperavam pela gravidez, certo? Mas o que não sabem é que, bom, os pais de têm irmãos gêmeos, eis que uma surpresa acontece. Ou devo dizer duas? Vocês entenderam. O resto do caminho foi silencioso, só se ouvia as respirações. Estavam no caminho de volta para a casa. "despertou" do nada.

- Para onde estamos indo? - Perguntou a , que mantinha a máxima concentração no caminho.
- Para casa, oras. - Sorriu de canto.
- Tá, mas... - Ela parou para pensar. - Estamos nos afastando do London Eye. - Concluiu.
- E...? - Soltou em deboche.
- Oras, pare de debochar! - Disse sem paciência para brincadeiras, o que fez ele rir muito alto. emburrou, fazendo um bico do tamanho do mundo.
- Own, Meu Deus. - Riu ele. - Pare com esse bico. - Apertou a bochecha dela.
- Me diga onde estamos indo. - Ela disse sem tirar a expressão "criança birrenta" do rosto.
- Para a minha casa. - disse normalmente, mas rindo internamente da cara dela.
- E posso saber por quê? - Ela arqueou uma sobrancelha.
- Porque sim. - Ele riu. Como gostava de provocá-la, Céus!
- Tá bem. - Deu-se por vencida. - Espero que tenha algo para comer. - Desta vez os dois riram.

O caminho foi tranquilo. Uns tapas cá e lá, discussões cá e lá, mas chegaram vivos. estacionou o carro na garagem de uma casa até que grande: Branca, com janelas de vidro extensas. Lá se via um jardim bem cuidado, ao ponto de vista de , que dava para a porta marrom de entrada. Os dois desceram e caminharam até a tal porta.

- !? - gritou em busca do amigo, que imediatamente desceu as escadas segurando uma garotinha loira. Colocou-a no chão e foi em direção ao amigo.
- Eu estava me preparando para o banho da Pietra. - Riu ele com o amigo, quase nem reparando em . pigarreou e segurou a menina pelos ombros.
- , lembra... Daquela noite? - Sorriu amarelo, torcendo para o amigo não soltar nenhum besteira.
- Awn, lembro sim. - Bingo! Ele não falou nada demais. - A da transa desconhecida. - Até agora.
- É, é. - tratou de cortar o assunto. Vai que fica brava. Ela arqueou a sobrancelha e sorriu.
- Ried. - Estendeu a mão para o garoto branquelo à sua frente. Pensando bem, ele e se parecem tanto, até na parte das expressões faciais.
- . - Ele repetiu o ato. - Enfim, o que fazem aqui?
- Lembra quando eu disse sobre consultório e filho? - riu e o amigo concordou.
- Pois é.
- A questão é: Não é um filho e sim dois. Eu terei gêmeos e seu amigo é o pai.
- facilitou as coisas e tratou de cair na risada, mas também, de dar os parabéns aos dois.
- Alguém para brincar com a Pietra. - Sorriu. Deu um tapa na testa e pegou a filha no colo. - Essa é a Pietra, minha filha. - sorriu para a menina, que sorriu de volta.
- Olá, lindinha. - sorriu de novo para a garota. - Eu estou com fome. - Olhou para os dois feito criança.
- Bom, tem macarrão no forno. - disse apontando pra cozinha.

Não demoraram muito e logo estavam comendo que nem loucos. Na verdade, estava comendo feito louca de tanta fome.
Acabaram por ali, com a louça lavada. Sentaram no sofá e logo puxou assunto.

- Hm, como serão os nomes? - Cruzou as pernas.
- Ainda não sabemos. - pensou. A pergunta de o fez lembrar que eles realmente tinham que pensar, não só em um nome, mas sim em dois.
- Como ainda é cedo para saber os sexos, certo? - sorriu, passando a mão pela barriga. Os dois garotos a olharam e riram. - Me deixem! Eu vou carregá-los por nove meses, tá bom? - Riu.
- Ok Ok. Se prepara, , estresse de grávida chegando. - riu abertamente.
- Não serei rabugenta, fique tranquilo. - Olhou para .
- Você já é rabugenta. - Ele riu e ela teve que concordar.
- Ok, dessa vez eu concordo. - Rolou os olhos. - Mas e se forem dois meninos?
- Chamaríamos um de que nome? - Sorriu ele, aproximando-se da menina.
- Joseph é bonito. - Pensou. - O outro poderia ser... Não sei como poderia se chamar.

Sorriu e o garoto concordou, rindo. Minutos se passaram, brincava com a filha e os outros dois pareciam crianças que, ao comprar um cãozinho, jogavam horas fora escolhendo um nome.


Capítulo 8 - She is my friend.

Depois de muito tempo na casa dos garotos, levou para casa. Já era noite e Londres costumava ser perigosa nessas horas, apesar de bonita e muito turística.

- Seu amigo é muito legal. - Ela sorriu.
- Ele não costuma ser assim com todos. - Riu. - Na verdade, ele é do tipo que costuma ser irritante com as pessoas em dez minutos.
- Não notei isso. - Colocou o dedo na boca, pensando.
- Talvez ele tenha gostado de você, sei lá. - chutou, prestando atenção na pista. - Aqui estamos. - Virou-se para indicando sua casa.
- Ahn, obrigada por ir comigo. - Sorriu sem graça. - Você não quer entrar? - sorriu e balançou a cabeça em modo de afirmação, um pouco surpreso com a gentileza da garota, já que ambos não se suportam por mais de dez minutos. Ajudou a menina a sair do carro e foram caminhando em direção à casa: Branca, com um portão preto, jardim organizado, janelas antigas. Tudo num estilo antigo, era a cara das duas.
- Droga, eu esqueci minha bolsa no carro! - se odiou neste momento. - Pegue a chave e pode ir entrando. - Entregou as chaves para o garoto e, depois de se oferecer oitocentas vezes para ir buscar a maldita bolsa e a garota ter recusado, abriu a porta.
Estava tudo escuro por ali e ele não achava o interruptor. Deu de ombros e caminhou lentamente, notando que nada havia no caminho... - PORRA! - Até agora. Soltou um resmungo baixo e lembrou que não estava em sua própria casa para soltar um palavrão. Ainda mais nesse volume.

Caminhou mais um pouco depois de massagear a canela. Por que raios essas garotas têm um monte de mesinhas mesmo? Era o que ele queria saber no momento. Olhou para frente franzindo o cenho e avistou uma luz. Caminhou até lá, mas dessa vez levando a ponta dos pés devagar na frente, para não trombar em nada de novo. Caminhou, caminhou e caminhou. Cerrou os olhos, estava chegando perto. Quando finalmente colocou um dos pés onde tinha luz, sentiu seu braço direito ser atingido por alguma coisa.

- CARALHO! - Mais um palavrão. Tá, nem era hora para se preocupar se estava ou não em sua casa. Ele estava sendo atacado! Procurava daqui e de lá, nunca achava a pessoa, aí lembrou-se de que: Ainda estava no escuro.
- LADRÃO! - Uma voz - feminina - gritou desesperada e com coragem, ainda batendo em .
- LADRÃO É O CARAMBA! - Retrucou o "ladrão". A corajosa pulou nas costas do pseudo ladrão, puxando-lhe os cabelos. - AAAAAAAAAAAAH! - Ele gritou desesperado, correndo pela casa e trombando nos móveis - incluindo todas as mesinhas, na qual em uma, bateu a canela.
- O QUE TÁ HAVENDO AQUI? - acendeu a luz e se deparou com Elizabeth nas costas de . Ambos em "estátua".
- Esse ladrão! - Elizabeth deu um "pedala" na cabeça de que a tirou de cima de si.
- Eu não sou ladrão, tá legal? - Bufou sem paciência, massageando os lugares atingidos, ou melhor, o corpo todo.
- Liz, - ria sem fôlego da porta. - Esse é o . - Riu mais, segurando a barriga. - , essa é a Liz, minha amiga.
- Amiga? - Ele olhou indignado. - Como você entra em casa no escuro e essa doida te ataca?
- DOIDA O ESCAMBAU! - Liz revoltou-se e riu, balançando a cabeça negativamente.
- Liz. - chamou-lhe a atenção e ela rolou os olhos.
- Me desculpe. - Deu-se por vencida.
- Tudo bem. - abanou a mão no ar. - Me desculpe por ter te chamado de doida. - Riu. - E por ter falado palavrões na sua casa. - Sorriu amarelo. - E por ter te chamado de doida varrida. - Elizabeth levantou as orelhas, como um cachorro.
- Você não disse isso. - Cerrou os olhos desconfiada.
- É, mas eu pensei. - Deu de ombros, ainda massageando o corpo.

Depois de terem resolvido essa questão, deu a notícia.

- Liz, você vai cuidar de dois pentelhos. - Riu, mencionando o "apelido carinhoso" que a amiga havia dado de tarde, no mesmo dia.
- Sério? - Seus olhos brilharam e ela abraçou a amiga. - Parabéns! - Abraçou também, que já parava de reclamar de dores. Minutos ali, Elizabeth subiu as escadas e foi dormir. olhou para o relógio.
- Meia noite.
- Está na hora de ir embora. - espreguiçou-se e virou, andando para a porta.
- Ahn... - interrompeu e ele parou no mesmo instante.
- Sim?
- Está tarde. - Coçou a nuca sem jeito.
- É, por isso estou indo embora. - Ele riu rolando os olhos divertido.
- É, mas... Está tarde pra você ir embora. - Enrolou-se nas palavras - Quer dizer, você poderia ficar... Se quiser. - Sorriu e corou quase que ao mesmo tempo.
- Não vejo porque não. - Ele sorriu. Deu de ombros e acompanhou a garota até seu quarto.
- Seu quarto é muito longe? - fez uma cara sofredora e riu.
- Não, já estamos chegando. - acompanhou o garoto com os risos. Ele arqueou uma sobrancelha e ela parou dois degraus na frente dele. - Alguma problema? - Virou-se para ele.
- Você riu. - Ele sorriu.
- Sim e daí? - Ela riu não entendendo.
- Você riu de algo que eu disse e fiz. - Ele pareceu chocado e ela colocou as mãos na boca, soltando um riso abafado. Ele tinha razão, se comportava de uma forma totalmente rabugenta perto dele e por que isso agora?
- Não, eu não ri. - Ela disfarçou, olhando pra frente e subindo as escadas correndo, a seguiu.
- Riu sim, eu ouvi! - Protestou erguendo o indicador.
- Então está surdo. - Ela bufou impaciente e ele riu do fato dela sempre discordar. Chegaram no quarto e bom, era bem humilde. Três paredes brancas e uma laranja, onde ficava a cama em formato de círculo. Dois criados mudos ao lado da cama, uma penteadeira, o "closet", cômoda, mesa do computador com um notebook sobre a mesma. Mais para o fundo, uma porta para o banheiro.
- Gostei. - Observou alguns enfeites cá e lá, sentando-se na cama e ligando a TV. - Claro, fique à vontade. - A ironia dela deu o ar da graça e ele riu. - Tá rindo de que agora? - Ela se sentou ao lado dele.
- Você definitivamente vai ser uma mãe rabugenta. Que dó desses dois... - Ele riu mais, olhando para a barriga dela. - Ou duas. - Concluiu, colocando uma mão sobre a mesma, fazendo a menina se assustar um pouco com tal ação.
- O que está fazendo? - Colocou os braços para trás.
- Conhecendo-os. - Sorriu olhando para a barriga da menina.
- Sabe que não dá pra senti-los ainda, certo?
- Claro que sei, mula. Só queria ver a sensação. - Ele riu e ela rolou os olhos. Ambas as ações perfeitas de cada um. estourou algumas pipocas e trouxe um whisky para ele.
- Não vai beber? - Perguntou ele, dando uma golada direto no gargalo.
- Não posso. - Rolou os olhos tomando um chocolate quente. - Não quero nem ver quando meus pés começarem a inchar e eu começar a te pedir, por exemplo: Chocolate suíço ou pizza com morangos e vinagrete. - Ele tossiu.
- Pizza com morangos e vinagrete? - Arqueou uma sobrancelha.
- Desejos de grávidas são loucos, o que quer que eu faça? - Deu de ombros e ele o mesmo fez. Ficaram por ali, zapeando qualquer canal. espreguiçou-se e virou-se para ela.
- O que planejou? - Ela olhou-o como se pedisse para ser mais específico. - Antes disso acontecer, o que planejou? - Ele corrigiu.
- Eu passei no teste para a Orquestra de Londres. - Sorriu fraco, não queria lembrar disso e ficar chateada.
- Parabéns! - Ele sorriu. - O que você toca?
- Violino. - Ela sorriu. Nunca haviam perguntado ou sequer ter se preocupado em saber o que ela tocava, se era legal, difícil, etc. - E você, o que planejou?
- Passei num teste com minha banda. - Disse orgulhoso.
- Parabéns! - Ela bateu palmas, mas dessa vez... Não estava sendo irônica e nem sarcástica, muito menos rabugenta como poderia ter sido. Os dois riram juntos pelo menos por mais de uma hora e isso era raro. Pelo menos desde que se conheceram.
- Você não presta, ai. - Ela riu limpando uma lágrima.
- Não tenho culpa se ele não soube cozinhar. - Fez-se de bravo, mas voltou-se a rir. apoiou-se no ombro dele e continuou rindo. havia recordado um episódio relatando sobre " o cozinheiro". Pararam de rir na mesma posição e se encararam, desmanchando os sorrisos aos poucos, olhando-se nos olhos.

soltou um sorriso sem graça e abaixou a cabeça, sentindo as bochechas arderem. riu e puxou-a de volta pelo queixo, devagar. Sorriu docemente, aproximando os lábios do dela. Ela sorriu devagar e ainda sem jeito, sem a bebida tudo fica assim e ok, pararei por aqui para não apanhar de leitores. Ele tocou os lábios macios nos lábios macios dela, fechando os olhos quase que no mesmo segundo, assim como ela fez também.
Ela mordeu de leve o lábio inferior dele, fazendo-o sorrir e, quando estavam preparados para aprofundar o beijo, empurrou-o pelo peito, olhando para baixo com a respiração falha.

- Acho melhor irmos dormir. - Sentiu as bochechas ardendo de novo e ele, bom, respeitou a decisão dela concordando. Os dois dormiram na mesma cama, sem hesitações ou discussões. Aliás, ela não o deixaria dormir no chão frio depois de tê-lo convidado a ficar. Mas depois disso, soube que essa era a verdadeira : Criando barreiras para se afastar de coisas que possam machucá-la. Viu como ela ficou com as bochechas vermelhas? Ele sentiu-se por ter esse efeito sobre ela.

abriu os olhos lentamente, piscou para se acostumar com a luz e por fim, conseguiu enxergar perfeitamente tudo à sua volta. Olhou para frente e se assustou um pouco, o modo como estava deitada fez com que ela arregalasse os olhos:
estava de frente para ela, quase que encostando seu nariz ao dela, com uma mão em sua cintura e a outra bom, entrelaçada à dela. Ela sorriu e beijou a testa dele, até pensou em tocar os lábios, mas depois de ter "recusado" um beijo dele noite passada não seria bem assim que ela reagiria. Não agora, pelo menos.
Viu ele espremer os olhos e abri-los lentamente, estava tão fofo. Assim que ele os abriu por completo, repetiu o que ela havia feito minutos antes.

- Hey.
- Hm, bom dia. - Ele desejou, bocejando e tampando a boca.
- Bom dia. - Ela retribuiu, mantendo uma expressão neutra. Quem a visse agora, nunca diria que estava sorrindo tempo atrás. Se olharam por um tempo como se nunca tivessem se visto. - Dormiu bem? - Ela puxou assunto, o silêncio incomodava.
- Sim. - Ele sorriu. - E você?
- Uhum. - Mais um murmuro que resposta. Piscaram algumas vezes, ou não sabiam o que dizer ao certo. soltou um suspiro, a respiração estava pesada.

Mencionei que eles não saíram daquela posição? Nenhum dos dois se importou, não mesmo. Ela arregalou os olhos de repente, assustando-o.

- Que foi? - Perguntou erguendo a cabeça, seu rosto estava amassado.

Ela não disse nada, apenas levantou correndo até o banheiro. sentou-se na cama e olhou a porta, até ouvir um som bem tenso. Fez uma careta e sorriu, balançando a cabeça negativamente. Caminhou lentamente até o banheiro, erguendo a calça que caía um pouco. Deu dois toques na porta e entrou, vendo a menina apoiada no vaso sanitário.

- Isso é horrível! - Ela disse sem olhar para ele. Ele riu. - Não ria. - Fez um bico.
- Desculpe. - Sorriu e foi até ela, levando uma toalha e puxando o cabelo dela para trás. Ela pegou a toalha e bom, se limpou né. Folgou o corpo sobre os joelhos, olhando-o. Sorriu meio sem jeito.
- Desculpe.
- Por que está pedindo desculpas? - Ele perguntou confuso, arrumando o cabelo dela.
- Não sei. - Ela riu fraquinho, se abraçando. Ele ajudou ela a se levantar a foram até a cozinha. - Vomitar me dá fome. - Ele riu, alto. Definitivamente alto.
- Você é muito estranha, . - Ela o olhou com uma sobrancelha arqueada. - O que? - Ele perguntou repetindo a ação dela.
- Me chamou pelo nome. - Isso não foi uma pergunta. - Me chamou pelo nome e não foi pelo telefone. - Ela riu, levando o dedo indicador em frente à face dele rindo. Ele nunca havia chamando-a pelo nome a não ser para atender aos telefonemas, sendo assim, ela nunca viu como ele reagiria.
- Não. - Ele "respondeu", sentindo as bochechas ardendo.
- Isso não foi uma pergunta. - Eu disse, há!
- E? - Ele riu. - Está viajando. - Fez um círculo com o indicador em volta do ouvido e acabou levando um tapa.
- Vamos fazer o café, vai. - Ela rolou os olhos, mas não tirou da cabeça a voz dele dizendo seu nome. - Eu quero cereais. - Ela sorriu.
- E eu... Ovos com bacon. - Ele riu.
- Colesterol, tsc. - Brincou ela, sentando-se com a caixa de cereal e colocando no potinho.
- Ai. - resmungou quando se queimou perto do fogão, balançando o dedo indicador no ar. rolou os olhos, pegando um pouco de gelo enrolando num pano e colocando sobre o dedo dele.
- Melhor? - Perguntou mantendo-se atenta ao "ferimento". Ele olhou-a e concordou. Sorriram.
- Bom dia, casal. - Liz apareceu de calça jeans, camisa social branca e scarpin, pegando um suco na geladeira. e se entreolharam.
- Casal? - Perguntaram quase que no mesmo instante.
- É. Casal tipo, dormem juntos, discutem a relação, cuidam um do outro como vocês estão fazendo. - Elizabeth riu, explicando todas as formas que encontrava na mente.
e olharam para ela indo embora e se olharam por um instante.
- Ela só pode estar louca. - rolou os olhos.
- Né. - concordou com o dedo enrolado no pano. Olhou de canto para e esboçou um sorriso sapeca. E se Elizabeth estiver certa?

O lance de "Casal" ficou na cabeça dos dois por muito tempo. sentou-se com no sofá, logo depois de lavar a louça e secar tudo, Liz não gostaria de ver sujeira pela casa.

- O que vamos fazer? - perguntou à .
- Não sei. - Ela deu de ombros e bocejou.
- Sono? - Ele arqueou uma sobrancelha e ela confirmou. - Meu, você dormiu que nem um bebê. - Ele fez "coxinha" com uma mão e ela riu, alto. - Que?
- Então admitiu que sou um bebê lindo e que presta atenção em mim? - Ela fez uma cara pseudo sedutora.
- Não. - Ele pigarreou. - Eu quis dizer um bebê babão, gordinho e fedido. - Começou a rir e como de costume: Levou um tapa.
- Claro. - Ela rolou os olhos e ele apertou as bochechas dela, rindo. - Eu queria pensar em alguns nomes. - Olhou para o teto.
- Então vamos pensar. - Ele se acomodou no sofá e ela, sem hesitar ou ao menos pedir, deitou-se sobre as pernas dele. - Tá, o que está fazendo?
- Deitando, dã. - Fez uma cara de demente e ele riu.
- Eu sei, mas por que no meu colo? - Apontou para as pernas.
- É macio até. - Esboçou um sorriso sacana.
- Eu sou gostoso por inteiro, ainda não percebeu? - Ele disse convencido.
- Muito. - Mordeu-lhe a perna e ele reprovou.
- Canibal. - Riu. Se olharam e nem notou que confirmou quando ele disse que era gostoso. Passaram o tempo ali, deitados no sofá, enquanto ele acariciava os cabelos dela e ela brincava com os dedos da outra mão dele. - O que acha de Sophie?
- É muito simples. - Ele fez uma careta. - Além de que em Londres deve ter umas oitocentas.
- É... - Ela concordou pensando. - Mas enfim, se forem meninos, podemos chamar um de Joseph. O que acha? - Ela sorriu.
- Hm, um nome que você gosta e outro que eu gosto. - Pensou. - Justo. Joseph e Joshua.
- Se forem duas meninas, poderíamos chamá-las de... - espremeu os olhos.
- Uma tem que ser Samantha. - Ele riu.
- Por quê? - Ela arqueou uma sobrancelha.
- Eu adoro esse nome. - Ele sorriu e ela o mesmo fez.
- Hm. - Ela murmurou olhando as unhas dele. - Suas unhas têm muita cutícula. Vou tirá-las.
- Ah, tá bom. - Ironizou.
- Vou mesmo. - Ela se fez de superior e ele balançou a cabeça negativamente.
- Enfim. - Ele riu e descontraiu. - Samantha e...?
- Samantha e ah, não sei. - Ela riu. - Eu gosto de Nicolle, Lucy, Zoey... - Ela enumerou.
- Lucy é bonito. - Ele sorriu. - Gostei.
- Então se forem meninas, Samantha e Lucy. Meninos, Joseph e Joshua e menino e uma menina, bom. - Pensou. - Joseph e Samantha?
- Isso! - Ele sorriu e ela o mesmo fez. Ficaram por ali, conversando mais sobre nomes.
- E se eles puxarem seus olhos? - Ela perguntou.
- O que tem?
- Eles serão lindos. - Ela riu.
- De qualquer forma seriam, tsc. - Ele disse como se fosse óbvio. - Mas se puxarem seu gênio, estamos ferrados. - Riu.
- HA-HA - Ironia. - Mas sério, eles vão ser lindos, mesmo. - Sorriu fechando os olhos.

Mencionei que não parou um minuto de mexer no cabelo dela? E que ela estava gostando? Agora mencionei. respirou fundo, soltando-o lentamente em seguida arrancando sorrisos de , mas ela não estava vendo. Em poucos minutos, ela 'apagou' no colo dele. Ele riu baixo e balançou a cabeça negativamente. Passou um braço pela nuca dela e outro por baixo dos joelhos, levantando-a em seguida e subindo às escadas até o quarto. Entrou no cômodo fechando a porta atrás de si, colocando-a na cama. Sorriu olhando para o rosto dela. Definitivamente ela ficava mais bonita enquanto não falava ou dizia coisas carregadas de ironia, muito menos quando dava tapas nele. Passou os dedos de leve na bochecha dela e tocou-lhe os lábios com os seus, sorrindo em seguida.

Capítulo 9 - Secret and fight.

olhou para na cama e observou o quarto: Ele era grande e nunca se cansava de dizer isso. Sorriu consigo mesmo, olhando diretamente para a penteadeira. Caminhou até ela e checou o que tinha ali: Batom, gloss, pó, corretivo, blush, rímel, delineador, lápis de olho e mais umas mil coisas que ele não sabia o nome. Balançou a cabeça meio tonto, contar quantas coisas a garota tinha era definitivamente tenso. Olhou por cima dos móveis ali e avistou uma porta da cômoda entreaberta, foi até ela. Sorriu e pegou uma pasta azul que tinha ali.

- Fotos? - Arqueou uma sobrancelha observando o que tirava da pasta. Sentou-se no chão e começou a ver todas as fotos da garota. Umas com dedicatória, outras com rabiscos e corações. Viu uma especial: Dois violinistas, juntos, em frente ao London eye. - Quem é esse? - Seu olhar era misterioso, não saberia definir o que estava sentindo. Olhou para a parte de trás que dizia em caneta preta: Chegamos em Londres! xx Michael. - É um amigo, . Um amigo. - Balançou a cabeça e decidiu buscar por mais coisas, encontrando mais fotos só que desta vez ao lado de Liz e de uma outra amiga, na qual eram bem pequenininhas. Cansou-se das fotos e foi fuçar nos papéis antigos, os da escola.
- "My good old times". - Leu para si, tentando não fazer muito barulho. Folheou e bom, encontrou informações das escolas que ela passou, desde o jardim de infância até o colegial. Fotos de apresentações de violino, mas ela aparentava ter apenas uns 11 anos de idade. Achou uma folha, onde o título dizia "Oitava série B" e embaixo "". Arqueou uma sobrancelha para o tal nome e sorriu, vendo tudo que os amigos diziam sobre ela.

"Peter: Eu te amo demais, conte sempre comigo para tudo!" - Leu para si mesmo, em mente. "Betty: Confiança, segurança e conforto! Não tem como te descrever só em três linhas". - Corações marcavam o nome da garota. "Michael: Apesar de termos nos distanciado, eu te levo no coração para sempre!" - Michael? Será que era o garoto da foto? - Leu todos, mas um em especial chamou sua atenção:

"Liz: Por tudo que passamos juntas, eu sei que te magoei e lamento por isso. Em todo o caso, eu ri demais contigo, como quero continuar rindo sempre. Você é minha irmã e sem você eu não sou nada. Conta comigo para tudo, desde um sorriso até um ombro amigo. Eu te amo, neném!"

Definitivamente era uma amizade forte. Leu mais umas dez vezes o nome "". - De onde surgiu isso? - Ele riu. Observou uma foto em especial: Ela e dois garotos, os três segurando um skate. Um garoto aparentava ter uns 15 anos na foto assim como o outro e ela, bom, ele daria ao menos nove. Os joelhos dela estavam ralados, ela usava um tênis todo surrado, assim como o do garoto ao lado - que se parecia muito com ela na foto. O do lado direito estava mais diferente, não sorria, mas seus olhos mostravam o contrário. Virou a foto e mais uma coisa escrita:

"Amizade... Não a encontramos em cada esquina que passamos, a cada calçada que andamos ou a cada música que ouvimos. Amizade é eterna, verdadeira e pura, carregada para sempre. Nunca vou me esquecer de você, de quando caía, ria, chorava. Vou te guardar no coração e me lembrar sempre dos bons momentos. We love you, Bruno. 22 de setembro, 2002."

Guardou as pastas dentro da cômoda de novo, se levantando e observando a menina. Desceu as escadas, sentando-se no sofá. O tempo passou e desceu as escadas - com cara de sono -, sentando-se ao lado dele.

- Hey you. - Sorriu.
- Olá. - Disse num tom um pouco fechado. Ela arqueou a sobrancelha, mas resolveu não se pronunciar.
- Como vai?
- Bem. - Disfarçou ele, fitando o teto.
- Tá, o que foi? - Ela cruzou os braços.
- Nada. - Fingiu que nada havia acontecido, estava escrito em sua cara que estava bravo, mas o que ele diria? "Quem é aquele Bruno?" Ela perguntaria de onde ele tirou isso, hun? Melhor não arriscar.
- Ok, vou fingir que acredito. - Ela rolou os olhos e se levantou indo até a cozinha e deixando-o por ali, sozinho. permaneceu na sala por alguns instantes, estava irritado. Rolou os olhos e foi até a cozinha. estava fazendo algo para comer.
- Desse jeito vai engordar. - Sacaneou.
- Ninguém te perguntou nada. - Ela disse seca, mais rabugenta que o normal.
- Ouch. - Ele fez uma careta, seguindo-a com os olhos e encostando no batente da porta. rolou os olhos, como de costume.
- Mas me conte, ... - sorriu assim que viu a menina largar os talheres na mesa. - Como você está?
- Onde ouviu isso? - Ela virou imediatamente, com uma expressão desafiadora.
- O que? - Ele se fez de desentendido.
- . - Ela repetiu, cerrando os punhos.
- Ah. - Ele fingiu se lembrar. - Um passarinho me contou. - Riu da forma que estava deixando-a irritada. correu até ele segurando-o pela gola da camisa.
- Diga! - Ordenou, olhando-o com raiva.
- Por que você não me diz das pessoas que fazem você se sentir segura? - Desafiou. - Ou das que tocam com você. - Sorriu mais. - Pode começar por um certo Bruno...
- CALADO! - Virou um tapa no rosto dele que, imediatamente virou sem reação. Ele olhou para o rosto dela: Se enchia de lágrimas. É, ele fez uma besteira. Ela foi soltando-o aos poucos e cobrindo o rosto com as mãos, não queria deixar as lágrimas escaparem. - Você... - Deixou a palavra no ar.
- Hmhm. - Murmurou ele, colocando uma mão sobre um ombro dela. Ela imediatamente virou para ele, olhando-o friamente.
- Nunca mais faça isso. - Aproximou-se dele. - Jamais mexa nas minhas coisas. - Apontou o indicador no rosto dele. - Não brinque comigo, . - Ok, ele nunca ouviu seu sobrenome sair da boca dela com esse tom de frieza. Ele concordou, mas não deixou de continuar a arrancar informações.
- Quem é Bruno, ? - Seu tom de voz saiu quase que igual o dela.
- Como se atreve? - Partiu pra cima dele, estapeando seu peito.
- Pare! - Ordenou ele, mas ela não ouvia. Parecia um animal descontrolado. - ! - Ele gritou, segurando-lhe os pulsos, jogando-a contra a parede e ficando face-a-face com ela, sentindo sua respiração pesada. - Se controle. - Ele disse, vendo lágrimas rolarem pelo rosto dela e as bochechas ficarem cada vez mais vermelhas, só que de ódio. Ela engoliu em seco quando viu a aproximação, mas relaxou. Ele folgou um pouco, soltando os pulsos dela.
- Me solta. - Foi tudo o que ela disse, mas ele não parecia obedecer. Pelo contrário! Começou a chegar mais perto, até sentir seu nariz ao dela. - ... - Mal continuou e logo sentiu lábios macios nos seus, fechando os olhos imediatamente.

Ele soltou os pulsos dela por completo, mas concentrou-se na cintura, onde agora segurava forte. As respirações continuavam pesadas, mas quem se importa, não é mesmo? Ter lábios macios nos seus é ótimo, não? Quando ele colocou seus dedos sob a blusa dela, tendo o mínimo contato de pele, ela levantou o joelho e...

- CARALHO! - Ouviu o gemido de dor vindo dele: Sim, ela tinha acertado bem... Lá. Ela viu cair no chão e respirou fundo.
- Nunca mais mexa nas minhas coisas. - Abaixou-se para perto dele e olhou-o nos olhos. - Entendeu? - Limpou as lágrimas que ainda caíam de seus olhos e sorriu. Ele concordou e continuou gemendo de dor. subiu as escadas e deitou-se, pensando no beijo. Não negou que, de fato, adorou tudo aquilo, mas ainda estava com raiva do que ele havia feito. Levantou-se, ligou uma música, fechou os olhos e respirou fundo, acabando de secar as lágrimas.
- Ouch. - ainda rolava no chão, urrando de dor. Respirou fundo e aos poucos, foi se levantando conforme a dor passava. Levantou-se por completo, tudo normal. - Ela vai me pagar. - Caminhou em direção às escadas, ouvindo algumas palavras. Olhou para uma parte aberta da porta e viu a garota sentada na cama, estava olhando algumas fotos. Ela chorava, limpava as lágrimas e chorava de novo. Ela 'fungou' algumas vezes, definitivamente não estava bem. O mais interessante, é que ela e uma música que estava tocando, se encaixavam perfeitamente: Open your eyes, do Snow Patrol. "Que diabos de música é essa?" Pensou ele. Entrou lentamente e caminhou até ela, sem fazer barulho.

- ... - Chamou-a pelo apelido, mas sem segundas intenções.
- Shiu. - Ela pediu, o mais estranho foi ela atender pelo tal nome. - Olha. - Apontou para a cama, onde haviam milhares de fotos daquele mesmo garoto. Ele respirou fundo, o que estava sentindo? Raiva? Fome? Ciúme? Não! Não podia ser ciúme!
- O que quer que eu olhe?
- Essas fotos... - Ela sorriu com os olhos inchados e ele sentou-se do lado dela. - Olhe como ele estava feliz. - olhou para as fotos onde os meninos sorriam. - Eu sinto falta dele. - Ela se encolheu num canto, abraçando os joelhos.
- Onde ele está agora? - Perguntou ele, meio sem paciência.
- No céu. - Ela sorriu. Ele olhou-a confuso.
- No céu?
- É.
- Ele...?
- Sim. - Ela confirmou, sorrindo fraco.
- Como? - O garoto parecia não acreditar.
- Aneurisma Cerebral. - Fungou. - Horas antes da morte, ele tinha ligado para meu irmão. - apontou pro outro garoto, o que se parecia muito com ela na foto - Combinando de andar de skate. - Ela riu, derramando mais algumas lágrimas. - Ele foi um ótimo amigo.
- , eu... – balbuciou alguma coisa indefinida, procurando palavras. - Não sei o que dizer. - Ele concluiu.
- Me desculpe. - Ela pediu, brincando com os dedos das mãos. - Me desculpe por ter te chutado. - Sorriu fraco. olhou-a nos olhos, eles estavam vermelhos. Ele beijou a testa dela, com delicadeza.
- Me desculpe por trazer isso de volta. - Ela sorriu. E involuntariamente, abraçou-o. Ele arregalou os olhos, mas sorriu, passando os braços sobre os ombros dela. Beijou o topo de sua cabeça e deitaram, abraçados. Ele cantarolou algumas músicas para ela dormir, seus olhos mostravam cansaço e tristeza, devido ao choro... Ele não queria isso para .

Não sei se perceberam, mas esses dois só dormem, é o que fazem de melhor. Mas vamos concordar que esse dia foi pesado, para ambos. recordou sobre Bruno e , bom, quase perdeu o reprodutor masculino. Estavam abraçados ainda, não tinham saído dessa posição. se espreguiçou, sentindo a respiração da garota no seu pescoço, sorriu. Colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e ela sorriu, abrindo os olhos. Ele ficou sem reação e, antes que pudesse dizer qualquer coisa:

- Me leve para longe hoje.
- Onde? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Não sei. - Ela soltou uma risada gostosa. - Para qualquer lugar longe daqui. - Sorriu.
- Ok. - Ele se levantou, colocando os sapatos. - London Eye? - Sugeriu e ela concordou.
- Vai ser lindo! Mas eu quero ir a pé. - rolou os olhos e foi se trocar: Colocou um vestido - desde que soube da notícia, sua roupa perfeita passou a ser essa - e um par de rasteiras, não andaria com salto por aí e bom, all stars não combinavam. Pegou a bolsa e prendeu o cabelo, seguindo até a porta de entrada.

Entraram no carro e rumaram até a casa do garoto, que ficava um pouco mais longe do London Eye.

- Vai ser lindo! - Ela sorria. olhou-a e automaticamente fez o mesmo. Como era bom vê-la sorrir.
- Vai é? - Ele riu.
- Vai. - Ela concordou. manteve o olhar nas ruas, mas na verdade, ele queria admirar um pouco mais o sorriso e os olhos brilhantes daquela que ele nunca havia visto antes. - Eu estou levando a câmera. - Ela comentou do nada.
- Sério? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Sim, né.
- Pra que?
- Para tirarmos fotos...? - Ela debochou e ele rolou os olhos. Não demoraram muito a chegar, logo estavam descendo, abrindo a porta e indo de encontro com um todo suado.
- Hey. - Ele disse rindo. Logo, Pietra apareceu no nada atrás dele. - Estávamos brincando de pega-pega. - Ele riu e pegou a filha no colo. - Onde passou a noite, sr. ?
- Na casa da . - Ele sorriu.
- Quem diabos é ? - arqueou uma sobrancelha.
- . - riu. virou-se para ela.
- Meu, seu apelido é ? - Ele riu.
- É. - fez uma cara tensa e riu. - Mas ninguém me chama assim há séculos.
- Então tá, né. - riu mais. - Vou dar banho na Pietra e bom, - Se cheirou. - Acho que preciso de um também. - Todos riram. subiu as escadas com a filha, enquanto e faziam o mesmo, só que seguindo para outra direção. Entraram num quarto de paredes brancas, com alguns pôsteres de bandas aleatórias.

Havia uma porta para o banheiro e outra para o closet, seguindo a direção das duas, uma estante de livros, cômodas, um e uma mesa de computador, ao lado da estante sob uma TV. já foi tirando a camisa e abrindo a calça.

- Ei, Ei, que isso? - gritou, sentando-se na cama e fechando os olhos.
- Nada que você não tenha visto. - Ele riu. Ela virou para o outro lado e ele, bom, continuou se despindo sem se importar. Logo ele estava pronto, calça jeans rasgada, camiseta branca sob uma camisa xadrez vermelha, all star preto nos pés. Sorriu para ela, pigarreando.
- Estou pronto.
- Então vamos! - Ela riu, puxando-o pela camisa até as escadas. Chegaram até à porta de entrada e logo rumaram - a pé - até o Lodon Eye.
- Tem certeza que não vai cansar? - Ele perguntou, caminhando com ela pela calçada.
- Está com medo? - Ela riu.
- Não. - Ele rolou os olhos. prendeu o riso. - Você está sorridente hoje, hm? - Questionou, colocando as mãos nos bolsos da calça.
- É... - Ela confirmou, sentindo-se sem graça. Continuaram a caminhar em silêncio dessa vez, tudo o que se ouvia eram os pássaros, algumas buzinas de carros e até mesmo as respirações, nas ruas calmas, claro.
- Tá bem, eu não deveria ter dito isso. - Ele riu sem graça.
- Por que não?
- Porque agora ficamos desconfortáveis. - Ele parou de andar.
- Relaxe. - Ela sorriu. - Olha, estou vendo o London Eye. - Ela apontou pra "roda-gigante" ou "roda do milênio", rindo como criança. Os dois correram até lá, pareciam duas crianças, brincando de apostar corrida. Chegaram e entraram no primeiro "Bondinho" para subir.
- Aaaah, finalmente! - sorriu animada.
- Nunca veio no London Eye? - Ele riu.
- Já, mas... Não era a mesma coisa.
- Claro, eu estou aqui dessa vez. - Ela balançou a cabeça negativamente, mas sorriu, o que fez ele olhá-la estranho. Ela grudou no vidro, observando tudo. - Olha o Big Ben. - Riu. Ela sorria ao lado dele, estavam bem felizes. por um minuto, colocou as mãos na barriga e desmanchou o sorriso.
- Hey. - chamou-a. - O que foi?
- Eu queria que fosse diferente. - Ela sorriu sem mostrar os dentes. - Não precisava ser assim... Agora você está preso aqui. - Ela virou para ele, mas sem sorrisos. Apenas mantinha uma expressão neutra.
- , nenhum de nós dois queria isso, mas... - Ele respirou fundo. - Se não fosse pelos dois - Ele sorriu olhando para a barriga dela. - Eu não estaria aqui agora. - Voltou sua atenção para o vidro, observando o Big Ben sumindo: Eles já estavam descendo. pensou muito no assunto.
- Obrigada. - Sorriu.
- Nós vamos nos sair bem, tá? - Ele passou um braço pelos ombros dela. - Só me dê tempo para pensar, eu nunca fui pai. - Eles riram, juntos. Ela concordou e foram comer alguma coisa. Não é que estavam se acertando? Tá, brigam, brigam, mas se acertam, vamos colocar assim, okay? O resto do dia foi bem tranquilo, os dois se divertiram bastante.
- , - Ela riu. - Uma foto! - Exclamou, apertando o botão para bater a foto e logo um flash imenso aparece na cara do garoto. Depois de tanto caminharem, pararam para comer alguma coisa, em um desses "traillers" que ficam nas calçadas alheias vendendo porcarias deliciosas.
- ! - Ele repreendeu. - Eu estava comendo. - Reclamou.
- Ficou lindo! - Ela debochou da foto, mostrando-a para o garoto na câmera: Cabelo bagunçado, dedos sujos de ketchup e bom, a boca não estava muito diferente. Ele riu olhando a foto.
- Não tem nenhuma foto sua zoada aí. - Ele protestou. - Não é justo, ok?
- Fazer o que? Beleza tá no sangue, paciência. - Ela riu e negou a própria piada segundos depois. Ele sorriu e se limpou.
- Vamos tirar fotos de nós dois agora. - Pegou o celular das mãos dela e colocou-a sobre a mesa, programando-a para bater em dez segundos. Juntou-se à ela, afastando-se um pouco da câmera enquanto a luz vermelha piscava, indicando quanto faltava para bater a foto. Assim que faltava um segundo, beijou a bochecha da garota, que no mesmo instante fez uma cara bizarra. Ele riu ao ouvir o "click", indo em direção ao aparelho e pegando-o para ver a foto. Mostrou à ela a cara idiota que havia feito.
- Ei! - Ela resmungou, mas acabou rindo de si mesma.
- Vamos tirar uma certa agora, ok? - Ele riu, programando a câmera para bater outra foto. Sentaram-se e ficaram um do lado do outro, porém, quando virou para assustar o garoto, ele tinha a mesma intenção. Resultado? A foto bateu dos dois se beijando.
- Então... - disse meio sem jeito, olhando para o outro lado.
- Vamos embora? - sorriu, também sem graça. Ajudou a se levantar e rumaram para a casa da menina. O silêncio da noite, bom, na verdade seis horas, mas já estava escuro, reinou. Só as luzes de cada quadra iluminavam e a dos carros também, os barulhos de carros e pessoas conversando também era muito.
- Por que ? - Ele puxou assunto.
- Bom, eu tinha um nickname e apelidaram-me de por causa dele. - Ela sorriu.
- Hm. - Continuaram andando, estavam quase chegando na verdade. parou no portão da casa da garota e respirou fundo.
- Chegamos.
- Quer entrar? - Ela convidou.
- Não. - Ele sorriu. - Obrigado. - Virou as costas depois de dar um beijo na bochecha da garota e foi andando pela calçada, no resto da noite. observou ele virar a esquina e, finalmente, entrou em casa.
- Onde esteve? - Se deparou com Liz no sofá, deitada. riu.
- Fui ao London Eye, mamãe.
- Posso saber com quem? - Elizabeth perguntou. - Ah, começa com e acaba com , hun? - Ela riu e fez o mesmo, rolando os olhos. - Vocês vão acabar casando tsc. - Liz disse, balançando a cabeça em forma negativa.
- PUF! - exclamou, subindo as escadas e indo tomar banho.

Despiu-se e deixou que a água caísse por seus ombros, dando tranquilidade. Lavou a cabeça e, assim que acabou, enrolou-se na toalha indo para o quarto, deixando algumas gotas de água no caminho. Secou-se e pegou um vestido branco, que na verdade parecia mais uma camisola. Penteou os cabelos e sorriu, lembrando-se do dia.

Por dois minutos, parecia que uma lâmpada havia surgido sobre a cabeça da menina, como se tivesse uma ideia brilhantíssima! Buscou a câmera na bolsa e logo trouxe o cabo da mesma, passando todas as fotos do dia para o notebook.

Capítulo 10 - We need a new doctor.

Quando chegou em casa, nem foi verificar o que estava fazendo, apenas dirigiu-se ao quarto, caindo na cama do jeito que estava vestido. Só tirou os sapatos antes. Fechou os olhos imediatamente, sua respiração estava tão pesada com o cansaço, que ele nem sabia se conseguiria ver TV ou se entreter com qualquer coisa por ali.
O sol raiou, deixando os raios claros entrarem pela janela dele, fazendo-o espremer os olhos no mesmo instante.

- Saco. - Resmungou, sentando-se na cama coçando os olhos.

Respirou fundo e arrumou a roupa toda amassada. Levantou-se e foi direto para o banheiro, ele cheirava à fumaça de carros. Entrou debaixo do chuveiro, tomando uma boa ducha. Saiu e se secou, colocou uma bermuda - já que o sol estava bem forte lá fora, apesar de ser Londres - uma camiseta branca comum e um par de vans nos pés. Deu uma bagunçada no cabelo e desceu as escadas. Comeu cereal com leite e escovou os dentes. Quando se preparou para ver TV, seu celular tocou.

- Alô? - Disse um pouco rude. Ninguém atrapalhava a hora de ver TV. Não mesmo.
- Que tom é esse, hein? - A voz feminina disse do outro lado da linha, visivelmente brava.
- Ah, é você. - Ele rolou os olhos.
- Sim, eu mesma. - Ela riu irônica.
- O que quer, ? - ele riu imaginando como a garota estaria agora: Com as mãos na cintura, parecendo uma dona de casa velha e rabugenta.
- Nós precisamos de um novo doutor.
- O que? Por quê? - Ele se sentou.
- Porque o Doutor Brian não vai poder me atender durante toda a gestação.
- Por que não?
- Porque ele tem outros pacientes, oras. - Ela disse simplesmente. - Precisamos achar alguém novo.
- Tá, quem? - Ele perguntou.
- Eu vou lá saber? Liguei justamente pra você resolver, ué. - Ela riu e ele a xingou mentalmente.
- Vou passar aí e vemos o que dá pra conseguir, tudo bem?
- Ok. - Ela nem ao menos se despediu e desligou o telefone.
- Tchau pra você também. - Ele disse ironizando, olhando pro aparelho e fazendo caretas. Pegou as chaves do carro e rumou para a casa da garota. Em menos de 20 minutos estava lá, tocando a campainha. Elizabeth atendeu.
- Olá, . - Ela sorriu e mandou-o entrar, fechando a porta e sentando-se no sofá. Ele estranhou a intimidade.
- Oi... Liz. - Riu e sentou-se ao lado dela.
- já vai descer. - Ela sorriu, sem tirar a atenção do filme que via. Ele nem se deu ao trabalho de perguntar, desceu depois de um minuto de "conversa".
- Olá. - Ela disse, indo até a cozinha. Estava de pijamas ainda. Quer dizer, um vestido curto que mais parecia um convite de "Veja tudo o que eu uso por baixo desse pano". Ele balançou a cabeça negativamente e foi até ela.
- Ok, o que temos que fazer? - Encostou-se na pia.
- Ligar para o Doutor Brian. - Ela sorriu. Ele pegou o telefone e discou o nome do tal médico.
- Dr. Brian? Sim, é o . É, os gêmeos... Eu sei que são dois, já havia entendido da primeira vez. - Ele fez uma cara de tédio e deu para ouvir os risos do médico no outro lado da linha. - Enfim, me avisou sobre o senhor não poder permanecer com ela durante a gestação... - Pausou - Como o senhor sabe? - Arregalou os olhos. arqueou uma sobrancelha e sinalizou, como se perguntasse o que ele estava dizendo. mandou-a ficar quieta e ela fez cara de tédio, também. - Ok, então. - Ele anotou três números num caderninho em cima da mesa, junto de três endereços. - Obrigado. - Desligou.
- Então...?
- Temos consultas com três médicos hoje, você vai escolher um dos três. - Ele riu.
- Do que está rindo? - Ela perguntou impaciente.
- Porque ele já tinha procurado outro médico, só estava esperando a gente ligar. - Sorriu e ela o mesmo fez.

foi se trocar, colocou uma saia até os joelhos preta, uma blusa branca e sapatilhas. Despediu-se de Liz e foi até o carro, junto de . Logo ele arrancou com o carro indo ao primeiro endereço. Tá, os dois nem se falaram muito, mas logo chegaram no tal consultório. Desceram do carro e andaram até a porta, avistando uma secretária loira.

- Olá, eu gostaria de falar com o Dr... - leu o papel - ...Charles? - Perguntou e viu a moça confirmar.
- Só um minuto, vou avisá-lo. - A loira pegou o telefone e de uma forma bem estranha, ela já sabia o nome dos dois. Eles se entreolharam.
- Como sabe nossos nomes? - arqueou uma sobrancelha.
- Doutor Brian avisou o Doutor Charles que vocês viriam. - Ela sorriu. Os dois deram de ombros e sentaram-se, observando o consultório: Dessa vez era todo branco, um clima bem tenso de hospital, algumas flores, mas nada que tirasse o clima. Esperaram por alguns minutos e logo foram chamados.

A moça loira os mandou seguir para uma porta verde - outra cor que lembrava hospital - e eles entraram, deparando-se com um homem que aparentava ter pelo menos 50 anos. sentou-se um pouco tensa, a cara do médico dava medo.

- . - Ele sorriu. - . - Sorriu de novo. - Eu sou o doutor Charles. - Estendeu a mão para eles apertarem, um de cada vez.
- Ok. - sorriu amarelo, esperando ele continuar. - O que pode nos dizer?
- Sou ginecologista e faço partos há mais 15 anos. - Ele disse.
- ... - deixou vago e olhou para ele e para o médico.
- Ok...? - Ela pediu para que ele continuasse.
- É isso. - Ele sorriu, bem paciente pelo visto. olhou para com a cara mais tensa que ele já havia visto.
- Er, ok Doutor. - O garoto levantou-se. - Obrigado pela sua atenção. - Sorriu sem graça, levando até a porta, entrando no carro em seguida.
- Eu não gostei. - Ela riu. - Ele só sabe falar quanto tempo trabalhou? Mesmo? - Reclamou.

pareceu ignorar as reclamações e seguiu para o segundo nome na lista. Chegou no consultório e entrou com a garota. Mesmo esquema do primeiro médico, a secretária - de 40 anos dessa vez - já sabia quem eram e mandou-os esperar. Logo foram chamados e se depararam com um doutor de origem asiática, bem sério.

- Sou o doutor Louis Suzuki. - Ele estendeu a mão para os dois. fez uma cara tipo "que porra é essa?" e sentou-se. - Eu trabalho sério, não estou aqui para brincadeiras. - No mesmo instante que ouviu isso, sacou o celular discretamente e mandou uma mensagem para .

"Até que horas ele vai dar uma de sargento? -_-" prendeu o riso com a mensagem.

- E esse é o meu trabalho. - Ele finalizou, mantendo a expressão superior. O "casal" sorriu amarelo e se levantaram.
- Er, obrigada doutor Suzuki. - fez uma cara sem graça e ele... Bateu continência. Os dois saíram do consultório e teve um ataque de risos.
- Aquele cara... Me deu medo. - riu. Balançaram a cabeça e dirigiram-se ao carro, direto para o último consultório. Chegaram e a cor era diferente: Verde. Mas não aquele tom de hospital, era bem vivo, mas nada tão ofuscante também.
Entraram e o lance das secretárias se repetiu. Logo eles se dirigiram até a sala e lá haviam coisas como: Fotos de bebês, coisas sobre o órgão feminino, vocês sabem.

- ... . - O médico - que aparentava ter ao menos 40 anos - sorriu.
- Doutor... - Deixaram que ele completasse.
- ... Claus. - Riu. - Claus Romanov. - Estendeu a mão e os dois a apertaram.
- Dr. Brian me contou sobre vocês. - Ele sorriu. Pareceu bem simpático. - E eu estou aqui para oferecer o melhor possível.
- Fico feliz. - abriu um sorriso aliviado.
- Conte-nos sobre seu trabalho. - pediu.
- Bom, eu sou ginecologista há 12 anos e faço partos há dez. - Ele sorriu. - Eu trabalho com uma equipe inteira, sendo anestesistas e enfermeiros totalmente preparados.
- Hm. - pediu para ele continuar.
- Trabalho no particular e todo cuidado é pouco com o paciente. - Pensou. - Ah sim, faço cesariana e parto normal. - Concluiu. deu um olhar significativo para , que entendeu no mesmo instante. olhou para o médico e:
- Próxima consulta? - Ele sorriu.
- Dia 23... Pode ser? - Ela confirmou. Despediram-se e voltaram para o carro.
- Eu gostei. - dizia enquanto mantinha sua atenção nas ruas, concordou.

Acho que depois de avisar o Dr. Brian sobre o novo médico, o assunto encerrou aqui, certo? Errado. Ainda se tem um problema a resolver: Como lidar com tudo isso? Pois é.

Por incrível que pareça, dois para três meses de gestação já estavam completos. continuava com o estresse e com as brincadeiras sobre ela, o que a deixava extremamente irritada. havia dado a notícia ao novo empresário que devolveu um e-mail de felicidades e claro, meio irritado por ele ter avisado quase um mês e meio depois de contrato assinado, mas por fim, tudo ficou bem.

o mesmo fez, avisou o maestro e diretores gerais da filarmônica de Londres e a atitude deles foi semelhante ao novo empresário de , felicidades e bronca. Carlla ficaria no lugar dela como voluntária quando ficasse incapacitada totalmente de tocar, ou seja, lá pelo quinto mês onde a barriga dela - provavelmente - estaria parecendo uma abóbora.

sentou-se no sofá, colocando as pernas pra cima. Estavam na casa dela.

- Que cansativo... - Ela comentou.
- Nem diga. - concordou, jogando-se ao lado dela.
- Não quero nem ver o tamanho dessa barriga com nove meses.
- Você ainda está de dois, . - Ele riu.
- Eu sei, mas - Ela riu. - Sei lá. - Riu mais. - Estou com fome.
- De novo? - arqueou uma sobrancelha.
- É. - Ela fez um beicinho e ele sorriu balançando a cabeça negativamente.
- O que quer comer?
- Sanduíche! - A resposta veio de imediato, assustando-o um pouco.

Ele se levantou e dirigiu-se até a cozinha. Abriu a geladeira, tirando de lá: Queijo, manteiga, alface, presunto e umas coisas a mais. Não esqueceu do pão, claro. Colocou tudo certinho, tendo a manteiga como base. Fechou o pão e levou-o até a garota num pratinho branco, com algumas coisinhas coloridas. "Coisa de boiola" - Pensou ele e riu.

- Obrigada. - Agradeceu ela, assim que mordeu o sanduíche. - Quer?
- Quero. - Ele riu, mas ela afastou o lanche dos lábios dele.
- Eu estava sendo gentil, não era pra aceitar. - Ela riu. - Brincadeira. - Deu um pedaço para ele.
- Pensei que fosse mesmo recusar. - Ele riu.
- Eu não faria isso.
- Há um tempo atrás faria, hein.
- É, tem razão.
- Ok, você concordando comigo está me dando medo. Pare. - cobriu o rosto com uma almofada. só rolou os olhos e riu.
- Acabei. - Ela sorriu, deixando o pratinho na mesa de centro. - Ah. - Suspirou, jogando a cabeça para trás.
- O que foi?
- Não sei. Estou feliz. – Sorriu com os olhos espremidos.
- Isso explica porque AINDA não me bateu. - levou o indicador ao lábio inferior e apenas balançou a cabeça.
- Pode ser. - Deu de ombros e deitou a cabeça nas pernas dele. Ele automaticamente, passou os dedos pelos fios de cabelo dela, fazendo-a ficar com sono. Sorriram.

sorria para e sorria para . Estavam tão bobos, que nem notaram quando Elizabeth apareceu.

- Devo perguntar o que o casal está fazendo? - Ela riu. imediatamente ergueu a cabeça.
- Ahn, estávamos conversando. - disse sem graça. - E não somos um casal. - Ele completou.
- Claro. - Liz sorriu cúmplice para que consequentemente, ficou vermelha. Elizabeth subiu as escadas e gritou: - Eu vou tirar um cochilo, me chamem se precisar. - Logo não se ouvia mais passo algum, apenas o silêncio. O casal se olhou.
- Vamos simplesmente ignorá-la, né? - riu nervosa.
- Claro. - concordou.
- Nós deveríamos conversar, brigamos na maior parte do tempo.
- É e um de nós apanha, né? - se fez de inocente nisso tudo e só para não perder o costume, levou um tapa. - Ouch.
- O que eu quero dizer, é que bom, eu estou com medo. - Ela mordeu o lábio.
- De que? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Do parto.
- Mas não há o que temer e... - foi cortado.
- Oras! Duas crianças não vão passar pela sua vagina e você não vai gritar de dor! - Ela disse toda autoritária e ele riu.
- Tem razão, eu não vou. - Ele se deu por vencido. - Vai querer parto normal mesmo?
- Sei lá, prefiro algo natural. - Ela disse brincando com os dedos dele.
- Entendo. - Ele concordou.
- Sabe, eu tenho medo de não conseguir. - Ela confessou.
- Relaxa. Eu posso não saber como é isso, mas ah, eu vou estar contigo. - Ele beijou a testa dela.
- Promete? - Ela fez um beicinho.
- Prometo. - Ele sorriu e se abraçaram. Ficaram vendo alguns canais aleatórios na TV.
- Depois eu quero falar com . - disse.
- Por quê? - olhou-a imediatamente.
- Quero saber como ele reagiu no nascimento da Pietra. - Ela sorriu.
- Hm, uma boa ideia. - concordou. Pararam num canal, warner, onde passava a maratona de two and a half men.

Assim que acabou a maratona, olharam no relógio que marcava seis horas da tarde, olharam para a TV e passava algum filme que falava sobre assassinos e etc.
Desligaram-na.

- Ficamos só na frente da TV hoje. - bocejou.
- É. - ele concordou. - Dia tedioso.
- É. - Ela balançou a cabeça.
- Está com fome? - perguntou.
- Não e você?
- Não. - silêncio. - Ok, me falta assunto.
- Haha - ele soltou uma risada fraca e olhou para ele.
- O que foi?
- Nada. - Ele disse simplesmente e ela o encarou. - Ok, eu também estou com medo.
- De quê?
- Ser pai. - Ele disse. - Você sabia disso e concordava comigo, mas eu não faço a mínima de como trocar fraldas, dar leite ou sei lá, fazer dormir.
- Não tem irmãos? - riu.
- Tenho, mas minha mãe quem cuidava dos mais novos, né. - Ele riu.
- Nós vamos conseguir, ok? - Ela sorriu. - Falando nisso... Creio que nem os meus e muito menos os seus pais sabem disso.
- É, você está certa. - Ele riu. - Eu vou marcar um jantar com meus pais.
- Que tal se fosse tudo junto? - deu a ideia. - Eu, você, Liz, seus pais, meus pais, e Pietra?
- Gostei. Que dia?
- Neste sábado? - perguntou. - Quer dizer, hoje é terça e dá tempo de providenciar passagens já que eles estão no Brasil e tal.
- Feito. De lá pra cá são umas 11 horas pros seus pais, acho. - Ele sorriu. - Não sei o que vou ouvir nesse jantar.
- Nem eu. - Ela riu alto. - Mas deixa. - Puxou-o para se levantar e colocou um casaco, levando-o até a porta.
- Onde está me levando? - colocou o casaco e foi atrás dela, na porta.
- Na livraria.
- Fazer o que? - Ele olhou confuso.
- Comprar livros? - Ela disse como se fosse óbvio.

Ele deu de ombros e a seguiu. A livraria não era longe da casa dela, algumas quadras e lá estavam, em frente à uma grande loja com vitrines cheia de livros. Entraram e um senhor que aparentava ter 67 anos, vestindo uma calça social e colete de lá por cima da camisa, atendeu-os.

- Em que posso ajudar? - Ele ajeitou os óculos sobre o nariz.
- Livros sobre gestação, onde tem? - se apressou.
- Corredor Dois. - Ele sorriu. A menina puxava pela blusa e ele apenas ria, se divertindo com a situação.
- "Gestantes: O que fazer" - leu em voz alta o título do livro. pegou-o das mãos dela.
- Você não pode: Comer peixe, fumar, beber, se drogar, se esforçar, levantar peso e mais umas 1000 coisas que não pode fazer. - Ele riu.
- Vou sentir falta dos drinks. - Ela fez um beicinho e ele apertou as bochechas dela.
- Não vou dizer que você supera, porque eu não consigo ficar sem whisky e etc. - Ele riu e foi repreendido pelo velho da livraria.
- Acho que é o bastante. - riu e olhou para ele, indicando o caixa. Foram até lá, pagaram e voltaram para casa.

Não, eles não dormiram na mesma casa de novo, juntos. foi embora para a casa dele e, se tivesse sorte, não faria tantas perguntas. Riu com seus próprios pensamentos e entrou na casa, fechando a porta atrás de si e passando a chave. Subiu as escadas lentamente, porém, quando abriu a porta do quarto:

- Estava com ? - estava deitado com Pietra - brincando de bonecas - na cama do amigo, segurando uma garrafa de whisky. soltou um riso baixo.
- Não. - Tirou a blusa e a pendurou num lugar qualquer.
- Cara, tem marcas de batom no seu pescoço! - disse indignado e arqueou uma sobrancelha.
- Nós nem nos beijamos e... - Arregalou os olhos, dando um tapa na testa quando se deu conta da merda que tinha dito. riu alto.
- Ai cara, como foi? - O amigo perguntou assim que parou de rir.
- Fomos comprar livros.
- Livros? - fez uma careta. - Tantas coisas pra vocês fazerem naquela casa e vocês vão comprar... Livros?
- Ei, ei! - repreendeu. - Primeiro: Elizabeth estava lá. Segundo: Nós conversamos e resolvemos marcar um jantar.
- Um jantar? - se ajeitou na cama.
- É. - concordou, sentando na cadeira próxima ao computador e o baixo.
- Com quem? - perguntou dando um gole no whisky.
- Meus pais, os pais dela, você e Pietra. - Assim que acabou de falar, cuspiu tudo o que havia tomado no chão. - Cara! - repreendeu. começou a rir.
- Você está brincando... Né?
- Não.
- Eu tenho mesmo que ir? - fez uma cara sofredora.
- Não precisa, mas seria um apoio do bem pro seu amigão aqui e bom, quer falar contigo.
- Sobre?
- Vai saber no jantar. - riu, entrando no banheiro antes que lhe tacasse algum objeto. Tomou um bom banho quente e quando saiu, e Pietra não estavam mais lá. Secou-se e trocou de roupa, caindo na cama. Não se importou com o cheiro forte do whisky pelo chão, amanhã ele limparia. Ou não.

🎻💘🎸

Elizabeth levantou cedo, bocejando.

- Droga de pássaro. - Olhou pela janela onde havia um ninho com dois pássaros. - Preciso me mudar para onde não tenha animais barulhentos. - Resmungou, levantando-se. Escovou os dentes e prendeu o cabelo, saindo do quarto para entrar no do lado: O de . Entrou e a amiga ainda estava dormindo. Ela respirava calmamente. Elizabeth sorriu. Desceu as escadas e foi preparar algo para comer. - Cereais! - Exclamou toda feliz assim que viu a caixa. Colocou numa tijelinha e despejou o leite por cima. Mastigou lentamente tudo, mas foi interrompida pelo maldito som do telefone. - Que é? - Perguntou emburrada.
- Elizabeth? - A voz masculina soou do outro lado da linha.
- Não, John Lennon. - Ironizou. - Claro que sou eu, criatura divina! - Elizabeth bufou impaciente.
- Cruzes, que mal humor. - riu. - Mas enfim, está?
- Não, Sr. , ela está dormindo ainda. - Elizabeth disse num tom mais amigável, ainda comendo.
- Bom, então serve você. - Antes que Elizabeth começasse a falar ele completou: - O jantar vai ser na minha casa, às 20h, ok?
- Seja mais específico, . Onde eu entro nessa história?
- Você vai junto, ué.
- Como é? - Elizabeth fechou a cara. - Pelo que eu me lembre os filhos ou filhas são de vocês dois, porque eu tenho que ir segurar vela?
- Os pais dela e os meus vão estar lá. - Ele disse. - também. - Mudou o tom de voz.
- O que está insinuando? - Elizabeth franziu a testa.
- Nada, apenas avise a , tudo bem? Obrigado. - Desligou. Elizabeth xingou o telefone algumas vezes, desligar na cara dela era algo inadmissível. Ela subiu as escadas indo ao quarto de . Cutucou-a:
- Hmhmhm. - Ela murmurou.
- Acorda! - Elizabeth ordenou num rude.
- O que foi, linda? - sorriu, afinal, lidar com o mal humor matinal da amiga era rotina.
- Quero saber por que eu, linda, estou inclusa no pseudo jantar com seu pseudo marido. - se levantou indo até o banheiro e Elizabeth seguiu-a. - Por que eu tenho que ir? - Elizabeth fez beicinho.
- Eu tenho outra melhor amiga, por acaso? - penteava o cabelo se olhando no espelho.
- É, tem razão. Eu sou insubstituível mesmo. - Elizabeth riu e levou um tapinha de .
- E passou bem longe da fila da humildade também. - ria dentro do banheiro, o que fez um eco.
- Humildade é para os fracos, os fortes reconhecem quando realmente são fodas. - Elizabeth riu e rolou os olhos.
- Não sei o que vestir no jantar. - desconversou e Elizabeth fingiu pensar.
- Que tal um vestido? É o que mais têm usado nesses dias. - A garota dos cabelos longos sorriu.
- Mas de novo? - torceu o nariz. - Minha barriga não está tão grande assim...
- Ok, Ok. - Elizabeth rolou os olhos e foi até seu quarto. Voltou segurando uma saia num tom claro, o que fez os olhos de brilharem. - Eu só empresto porque não quero que meus afilhados nasçam com cara de saia, ok? Seria o cúmulo da moda pra mim.
- Cara de saia? Qual é o seu problema? - riu.
- Se questionar muito eles vão nascer mesmo com cara de saia. - Elizabeth ameaçou levar a peça de roupa embora e "passou o zíper" nos lábios, rindo.

As duas acabaram conversando sobre roupas por ali.

- O que acha que seus pais vão dizer? - Elizabeth perguntou com um pote de sorvete em mãos, saboreando-o. Não, você não leu errado, era Elizabeth quem estava comendo mesmo.
- Que eu sou irresponsável e que estragarei minha vida. - deu de ombros, abrindo o notebook do seu lado.
- Credo. - Elizabeth riu.
- Mas é verdade! Eu vim para Londres, porque desde meus 12 anos sonho com isso. Você sabe como as coisas lá em casa eram, né? Meu irmão em primeiro lugar, sempre.
- E você tem raiva dos seus pais ou do seu irmão por isso? - Elizabeth parou de comer, deixando o pote no chão.
- Não, eu os amo. Só não gosto de comparações. Fiquei muito feliz em saber que Greg conseguiu ser advogado. Claire está na escolinha agora, recebi um e-mail dos meus pais ontem e uma foto. - sorriu, mostrando o e-mail dos pais no computador ao lado.
- Você contou a eles do jantar? - Elizabeth perguntou.
- Sim, disse que era importante e que já providenciei as passagens.
- Não vou deixar nada te acontecer, tá? - Elizabeth sorriu e abraçou forte a amiga.
- Ok. - riu e repetiu a ação de Elizabeth segundos antes. Toda essa melação resultou em mais sorvete e fofoca da novela das oito.

Depois de e Elizabeth terem saboreado os galãs da novela das oito inglesa no meio da fofoca e claro, o pote de sorvete que Elizabeth teimou em não dividir - mas que por fim foi dividido -, as duas se trocaram para sair. Uma breve distração. colocou um vestido verde claro e umas rasteiras, Elizabeth não estava muito diferente, mas seu vestido era roxo e estava com sandálias baixas, o dia estava gostoso, nem tão frio e nem tão quente.

- Tá, não sei como contar aos meus pais. - pousou as mãos sobre a barriga enquanto andava.
- Sobre? - Perguntou a amiga colocando um par de brincos.
- Como "sobre"? Sobre a gravidez, oras! - Devolveu a resposta se alterando um pouco.
- Hey, abaixe esse tom. - Elizabeth disse séria e abaixou a cabeça.
- Desculpe. - Pediu fazendo um beicinho e Elizabeth a abraçou, não resistiu.
- Você e esses malditos beicinhos. - Elizabeth riu. - Mas enfim, diga com calma.
- Calma? - fez uma cara sofredora. - Estarei diante de dois generais. - Riu de leve.
- Vai dar tudo certo, tá? Relaxe. - Elizabeth abraçou a amiga pelos ombros. - Agora, vamos esquecer isso e entrar nessa lojinha meiga aqui.

As duas riram e entraram na tal lojinha meiga, que Elizabeth descreveu segundos atrás e lojinha meiga para Elizabeth significa: Loja luxuosa de algum estilista famoso. Andar pela grande loja não era tão satisfatório para Elizabeth, principalmente porque liderava uma grife, ela tinha que comprar. Pegou centenas de vestidos e saias para provar, enquanto ficava ao lado de fora, sentada no sofá, esperando a próxima troca de roupas da amiga. E o resto do tempo foi assim, experimentando roupas e mais roupas.

- Que tal sorvete agora? - Elizabeth perguntou e riu, deixando-a confusa. - O que foi?
- Liz, nós acabamos de tomar sorvete em casa. - Ela sorriu de canto, respondendo e arrumando a saia do vestido que estava amassada.
- E daí? - Liz retrucou com uma cara estranha. - Vamos! Eu peço um lanchinho pra você e eu como mais sorvete, que tal?
- Tá. - rolou os olhos se dando por vencida.

Rumaram até a sorveteria mais próxima, a "Ice cream colours", - que não deixava de ser confortável e "fofa", digamos assim - era toda amarela por dentro, com mesas coloridas. Nas paredes, haviam sorvetinhos e cada um tinha uma cor, respectivamente representando os sabores. Um pouco mais afastado das mesinhas, o balcão e os congeladores, onde dava pra ver as delícias do lugar. As duas se aproximaram do congelador e fizeram seus pedidos.

- Tá, o que sugere: Chocolate ou flocos? - Liz demorava para se decidir.
- Liz...
- , isso é importante, tá bem? - Pediu paciência com as mãos sem tirar os olhos do congelador.
- Sugiro o de flocos, senhora. Especialidade da casa. - A atendente sorriu levemente. Ruiva cheia de sardinhas vestindo o uniforme do lugar todo colorido, simpática até.
- Senhora não. Não sou casada e não tenho mais de 30. - Elizabeth riu achando-se a dondoca e pegou o sorvete. contentou-se com uma garrafinha d'água, afinal, andar com Elizabeth era cansativo, digamos. - Então, como você está? - Elizabeth perguntou assim que sentaram.
- Como assim?
- Oras, com o jantar.
- Ah... - Pausou . - Acho que neutra. Não muito mais nervosa, mas um pouco ansiosa.
- Vai dar tudo certo. - Elizabeth confortava a amiga com o rosto todo sujo de sorvete, o que fez rir e limpar as bochechas da amiga. Quando acabou o sorvete de Elizabeth, as duas se levantaram, pagaram e resolveram ir embora.

PII

pegou o Smartphone preto da bolsa e leu no visor "nova mensagem". Apertou para ler:

"Precisamos conversar, liguei pra sua casa, mas vocês não estavam. Quando chegar, me liga. xx ."

Elizabeth pescoçou no celular da amiga que fechou a mensagem imediatamente. Riram.

- Pensei que eu fosse a "melhor amiga". - Fez aspas no ar.
- E é, mas isso é confidencial.
- Confidencial? Eu nunca escondi nada de você. - Elizabeth se fez de ofendida.
- Nunca me contou o que houve naquela noite com o David... - rebateu e Elizabeth permaneceu calada.
- Eu nem queria mesmo saber, tsc. - Liz disse e riu abraçando a amiga pelos ombros. Ah sim, David é um cara que Elizabeth conheceu numa boate há uns tempos atrás, coisa de uma noite... Sem importância.
- Estamos chegando. - Elizabeth comentou assim que avistou a casa. Por fim, deram de cara com o lar doce lar conhecido há um bom tempo e entraram sem cerimônias. sentou-se no sofá e fez o que havia dito na mensagem um tempo atrás.
- ? - Chamou assim que ouviu uma "respiração" do outro lado da linha.
- Oi, - Ele foi simpático. - Ahn, não vou enrolar, tudo bem? Cheque sua caixa de e-mails que enquanto você vai lendo, eu vou até sua casa, beleza? - Sem mais nada a dizer, apenas murmurou algo relacionado a um "aham" e desligaram.

Elizabeth olhou pra amiga como se esperasse resposta e ela deu de ombros, como quem diz: "Nada" e subiu as escadas. Elizabeth veio atrás e puxou a amiga pelo braço.

- Ele pediu pra eu checar meus e-mails. - Explicou antes que a amiga perguntasse. Entraram no quarto e não demorou para abrir o notebook e ler o tal e-mail.

De: @outlook.co.uk
Para: ried@outlook.co.uk


Ahn, Olá .
Quero avisar que falta pouco tempo pro jantar e, bem, queria dizer que eu vou estar do seu lado independente do que acontecer e que se você quiser, eu posso parar de beber pra te ajudar, pra qualquer coisa. Posso não ser experiente, mas eu prometo, ;

Prometo que vou tentar ser o melhor pai do mundo.

🎻💘🎸

Acho que o sorriso estampado no rosto de nem precisa ser explicado, ainda mais com a gravidez, ela se emocionou e deu uma de avó em formatura do pré, do netinho de seis anos. Elizabeth sorriu e debochou da amiga.

- Que meigo é esse, não? - Ironizou e abraçou a amiga. A forma de demonstrar carinho e afeto de Elizabeth é definitivamente estranha, mas fazer o que? Quem convive, sabe como é.

balançou a cabeça e riu, logo, deu para ouvir a campainha soar pela casa das duas e não demorou muito para Elizabeth correr até lá, abrir a porta e sorrir elegantemente para , que estranhou.

- Devo perguntar o porquê desse sorriso? - Ele riu, meio receoso.
- Entra logo, otário. te espera. - Elizabeth sorriu, dando um sorriso meigo - nada comparado às palavras anteriormente, claro - e observou subir as escadas. Ele caminhou pelo corredor e a viu lendo seu e-mail no notebook. Sorriu e encostou-se no batente da porta.
- Atrapalho? - Chamou a atenção dela, que imediatamente fechou o computador e sorriu.
- Não. - Soltou um riso fraco, meio sem graça.
- Sabe, era pra ter sido romântico. - Ele riu e sentou-se na cama dela. Estava tão lindo: Cabelo despenteado, bermuda, um par de vans verdes e uma camisa branca em gola V. Lindo!
- Mas foi. - riu e sentou ao lado dele, acomodando-se na cama. - Foi fofo.
- Nem foi, hein? - Ele fez careta. - Eu queria falar pessoalmente, mas seria muito mais desastroso. - Ele sorriu sem graça e ela achou bem fofo.
- Pode falar agora.
- Mas você já leu.
- Eu não me importo. - Ela sorriu e esperou alguma ação da parte dele.

Ele rolou os olhos e bufou, rindo depois; Segurou uma das mãos de e olhou nos olhos dela, sentiu-se envergonhado, mas precisava dizer aquilo.

- Sabe, essas últimas semanas, antes de te conhecer, eu estava vazio. - arqueou uma sobrancelha, mas deixou ele continuar. - Minha filosofia de vida era beber, transar e compor. Só que quando nos conhecemos, cara, por mais que eu estivesse bêbado pra caralho, eu vi a menina mais linda daquele pub: Você. - Ela sorriu e ele o mesmo fez. - Não saberia dizer onde chegaríamos com apenas troca de olhares e uma relação mais íntima, você sabe, mas quando me contou sobre a gravidez, eu fiquei pensando em nós dois, correndo pela casa atrás dos nossos filhos, que antes era apenas um, né - ele riu - e depois, você fazendo o jantar enquanto eu brincava com eles. Eu fiquei com medo, fiquei com medo de não conseguir te fazer se sentir segura porque olhe para mim! Eu não tenho capacidade de ser o melhor pai do mundo, mas há uma força dentro de mim que me diz para continuar e essa força, são vocês três. - Ele disse enquanto colocava a outra mão na barriga da garota, que já derramava lágrimas.
- Isso foi lindo. - Ela sorriu e por impulso, o abraçou. Ele apenas retribuiu.

Ficaram por um tempo abraçados, talvez dizer tudo aquilo tenha sido excelente para . Ele precisava dizer o que estava sentindo. Estavam no clima de família quando um pigarreio de Elizabeth ecoou no cômodo.

- Incomodo? - Ela riu e entrou com uma bandeja com dois copos. - Chá para a e um pouco de Café para o . - ela sorriu meiga. - Não tem nada de álcool pra você agora, . Está cedo ainda. - Ela disse como se ele fosse um cachaceiro, mas ele resolveu ficar quieto. Os três começaram a falar sobre o jantar, que estava um pouco confuso.
- Gente, meus pais chegam amanhã! - disse um pouco nervoso.
- Os meus também. - deu de ombros. - Estou me preparando para a maior bronca da minha vida. E eu nem tenho mais 12 anos pra ficar de castigo! - Ela riu nervosa e a abraçou.

Enrolaram mais um pouco e Elizabeth saiu para checar o escritório. Os dois ficaram por ali, abraçados na cama.
Depois de ficarem abraçadinhos e essas coisinhas meiguinhas que os casais fazem no diminutivo, acabaram entediados.
Nem era de se esperar que isso acontecesse. bufou e a olhou, mexendo no cabelo dela.

- Que foi? - Ele riu.
- Eu queria uma coisa agora. - Ela se fez de inocente e ele, com toda sua lerdeza, não entendeu. - Porra, ! - Ela bufou e ele gargalhou.
- Me fala. - Ele se levantou.
- Eu... Quero. - Ela deu um olhar codificado, achando que ele fosse entender.
- Quer o que? - Ainda não havia entendido.
- Sexo, caramba! - Ela perdeu a paciência e ele arregalou os olhos.
- Não podemos fazer! - Ele disse inconformado com o que a menina havia acabado de dizer.
- Não faz mal transar na gravidez, sabia? - Ela disse toda sabichona. - Por favor, minha barriga nem tá tão grande. Estou quase de cinco meses e meio só. - Fitou a barriga e ele riu, rolando os olhos em seguida. Ela fez um beicinho - muito do convincente - e ele se deu por vencido. Segurou a cintura da garota e começou a distribuir beijinhos pelo pescoço dela, fazendo-a suspirar.

Logo, estavam deitados na cama, com por cima - e com medo de machucar a família -, finalmente tocando os lábios dela. Começaram num beijo lento, que depois foi ficando rápido e consequentemente selvagem, já que começava a tirar a camisa dele. As peças iam aumentando no chão e os dois estavam apenas com as roupas íntimas, que em segundos juntaram-se às outras no piso. já mostrava excitação com tal situação, por mais que desse para ver uma certa saliência na barriga da menina, ele ainda a achava extremamente sexy.

Segurou a cintura dela e a colocou sobre si mesmo, fazendo-a "pular". jogou a cabeça para trás, soltando alguns gemidos, mas logo parou.

- , assim não. Meus peitos estão horríveis! - Ela resmungou e ele rolou os olhos.
- Sério mesmo que vai me brochar agora? - Ele fez uma típica expressão de nada.
- Muda. - eles rolaram na cama e ficou por cima agora. - Agora vai, manda a ver. - Ela pediu de um jeito muito mandão, mas que preferiu não desobedecer.
Penetrava devagar. - Puta merda, . Mais rápido! - Ela pediu, irritada.
- Quer que eu fure a cabeça de um dos nossos filhos? - Ele retrucou da mesma forma.
- O que sugere então? – , já sem paciência, perguntou.

a pegou pela cintura e tentou mudar a posição, colocando a garota de lado, segurando-a na barriga. Quando tudo parecia normal, sentiu uma espécie de chute em sua mão, fazendo-o parar imediatamente.

- O que foi agora? - rolou os olhos brava.
- Um dos dois acabou de me chutar. - Ele disse com medo de ser um sinal e ela deitou emburrada. Ele a olhou e ela o mesmo fez.
- , eu vou me deitar, abrir minhas pernas e você vai me fazer subir pelas paredes agora! - Ela ameaçou. Ele olhou pra ela e não pensou duas vezes. Segurou os joelhos da garota e penetrou-a devagar, aumentando a velocidade. Viu a expressão da menina que, gemia alto, então resolveu continuar. - Isso, vai! - Ela pedia segurando os lençóis e ele obedecia. Ambos suando. - Não consigo mais. - Ela disse ofegando e ele continuou.
- Só mais um po-pouco. - Ele pediu e finalmente chegaram ao clímax, juntos. caiu por cima dela e ela o abraçou.
- Viu? Não foi difícil. - Ela riu e ele o mesmo fez, embora tenha ficado com medo de machucá-la, gostou dela ter pedido aquilo.

Eles se olharam por alguns segundos e ele a beijou de novo, mas ficaram abraçados, descansando por minutos. Depois, levantaram e foram tomar banho.
olhou para , que se secava dentro do banheiro e começou a rir, ambos secos e vestidos. Ele a olhou.

- Que foi?
- Nada, foi engraçado. - Ela continuou rindo e ele acabou fazendo o mesmo.
- Você é louca. - Balançou a cabeça em autoridade. - Eu fiquei com medo de te machucar, só isso. - Ele disse e ela parou de rir, sentando-se na pia. - O que? - Ele olhou-a sem entender.
- Nada. - Ela sorriu de uma forma fofa. - Obrigada.
- Pelo que?
- Por se preocupar comigo. - Ele sorriu e foi até ela, ficando entre suas pernas. Colocou uma mecha molhada de cabelo dela atrás da orelha, o que a fez sorrir com todos os dentes, mas a fez ficar sem graça também. - Para de me olhar assim. - Eles riram baixo. Ele segurou o queixo dela com a ponta dos dedos e levantou seu rosto.
- Eu gosto de ti. - Ele sorriu de novo, fazendo-a entrar em transe com todas aquelas três palavras. Três palavras pequenas que fizeram o estômago dela dar uma cambalhota.
- Eu também gosto de ti. - Quando ela recuperou o fôlego, disse o que estava sentindo e o beijou, tirando a distância entre eles.

O beijo começou lento, com uns apertos de cintura, leves arranhões no pescoço e costas. Tudo estava indo bem, até que:

- Atrapalho? - Uma voz soou da porta do banheiro e os dois imediatamente se separaram, como se tivessem tomado um choque. - Acho que sim. - Liz riu, mas ela não estava sozinha.
- Cara, vocês hein? - riu, segurando a mãozinha de Pietra, que não estava prestando atenção em nada ali, mas sim, em umas almofadas coloridas que tinha sobre a cama. e arquearam as sobrancelhas.
- O que estão fazendo aqui? - perguntou e sorriu tipo: "Leia minha mente mesmo, isso aí".
- Bem, eu estava voltando do trabalho e esse simpático rapaz estava parado na porta com essa garotinha. - Elizabeth riu, indicando , que usava um moletom e uma calça qualquer.
- Simpático rapaz? - Desta vez, perguntou, levando o de voz para a malícia, o que fez e Elizabeth ficarem sem graça.
- Cale a boca, ! - Gritaram em coro e entrou na brincadeira.
- Estão até falando as coisas juntos, hmhm. - Sorriu, colocando a mão nas costas de e ele a abraçou por trás.
- Olha quem fala, estavam se comendo até agora. - Elizabeth riu irônica.
- Minha filha não vai dormir de noite. - riu, pegando Pietra no colo.
- Mas nós vamos ter filhos juntos e provavelmente nos casaremos. Algum problema? - perguntou e todo mundo se calou, sem saber o que dizer. Ficou bem constrangedor pra ele, então resolveu quebrar o gelo: - Quem tá com fome?
- Com certeza, boa ideia. - Todo mundo disse ao mesmo tempo se direcionando até a cozinha.

Estranho? De forma alguma! Quer dizer, seus amigos se depararem com melhores amigos se pegando no banheiro, coisa super normal. Decidiram que tudo aquilo, ali permaneceria, então sentaram-se nas cadeiras da cozinha e foi preparar algo com a ajuda de Elizabeth enquanto os garotos se distraíam com bobagens, mas sempre prestava a atenção em Pietra.

- E você e o , hm? - provocou a amiga enquanto cortava algumas coisas para as torradas.
- Só não te bato porque não quero que meus sobrinhos ou sobrinhas nasçam com problemas mentais. - Elizabeth torceu o nariz e segurou um riso. - Mas o que tem eu e ele?
- Nada. Só estou perguntando. - deu de ombros e Elizabeth parou de passar a manteiga nos pãezinhos.
- Você sabe que eu já sofri demais com esse lance de namorados, hm? - Elizabeth olhou-a e se arrependeu por ter brincado com a amiga daquele jeito.
- Me desculpe.
- Não tem problema. - Elizabeth sorriu voltando a fazer o de antes. - Mas... Ele é bonitinho até. - Sorriu sem graça e riu, abraçando a amiga pelos ombros.

Elizabeth já havia se envolvido com caras ruins e quando digo ruins, me refiro à caras que usavam drogas, eram metidos a valentões, metidos a machões que praticavam violência física. Depois de terminar seu último relacionamento por ter sido agredida, Liz decidiu nunca mais se envolver com alguém, pois fazendo isso, só sofreria.

- Está pronto! - anunciou colocando as torradinhas na mesa, ao lado de suco e refrigerante. e foram os primeiros a pegar, enquanto Elizabeth colocava algumas no potinho para dar à Pietra. observava Elizabeth e sorria, mas disfarçou, não queria que ninguém visse.

- Bem, o dia do jantar está chegando. - lembrou.
- E? - perguntou sem entender.
- Queremos saber se você e Elizabeth vão estar lá. - sorriu para os dois.
- Hm, sim. - arqueou uma sobrancelha após olhar para Elizabeth, como se perguntasse "Você vai?" e ela dar um sinal positivo.
- Ótimo! - e disseram juntos. - Vai ser legal... Eu acho. - disse receosa.
- Nós vamos estar lá, relaxa. - Elizabeth abraçou a amiga, o que a fez ficar tranquila.

Voltaram a atenção para a comida e depois, só deu pra ouvir o barulho dos quatro mastigando e a voz fina de Pietra pedindo mais ao pai e a "titia" Liz.

Depois da comilança - e do dia tenso demais de ambos os quatro ou cinco, considerando que Pietra não iria dormir à noite - os cinco se reuniram na sala. Pietra brincava com alguns porta-retratos, depois de ter pedido com os olhos de gato de Shrek para Elizabeth e ela concedera tal pedido. Falando em Elizabeth, essa havia entrado num papo animado com , tão animado que os dois até tinham um mínimo contato físico. Do tipo, alisar o ombro um do outro, não passava disso, mas ainda era contato físico.

e ficaram em silêncio alguns minutos, até ele quebrar o gelo:

- Ansiosa?
- Um pouco. - Ela respondeu, brincando com os dedos e sem olhar para ele. - E você? - Ela se virou para ele, olhando-o nos olhos.
- Também. - Sorriu. - Só que um pouco mais de medo que você. - Os dois riram.
- Por quê? - Ela riu.
- Não é você que vai ter o "brinquedo" retirado... - Ele riu e ela deu gargalhadas.

estava certo. não sabia a reação de seus pais, mas principalmente, de seu pai. Nunca achava que o que fizera estava de bom tamanho para eles. Quer dizer, um filho formado em Direito e com a vida ganha era ótimo, não? Exatamente. não precisava mais deles, de que se orgulhassem dela, então foi seguir seus sonhos e conseguiu o que queria, aliás. Só não contava com filhos no meio do trajeto.
Depois da brincadeira de ambas as partes, os garotos e Pietra foram embora. Tinham que descansar a cabeça. Não só eles, mas elas também. O dia seguinte seria muito longo.

- Preparada, ? - Liz chamou a amiga, sentada no sofá. Ou melhor dizendo, esparramada no sofá.
- Com certeza... - Ela mentiu e Liz arqueou uma sobrancelha. - ... Que não. - Sorriu amarelo e Liz riu.
- Vai dar tudo certo.
- Como sabe? - empurrou os pés da amiga e sentou-se na beirada do sofá.
- Eles não mandam mais em você, - Liz disse, sentando-se. - Você tem 20 anos, cara. Não é mais uma menininha de nove. Está encarando os fatos, os problemas de cabeça erguida. - Liz gesticulava de uma forma engraçada. - Seus pais deveriam se orgulhar disso. Olhe em volta! - Ela exibiu o mundo afora. - Você conseguiu Londres. Conseguiu ser violinista aqui quando seus pais queriam te forçar a ficar no Brasil e ser um projeto de seu irmão, o estepe. - abaixou a cabeça. Tudo que Liz disse era verdade.
- Não me deixa, tá? - A menina sorriu com lágrimas nos olhos, mas emocionada. Então Liz a abraçou.

Depois do momento de fofura, a campainha tocou.

- Eu atendo - disse e dirigiu-se até a porta rindo, mas quando a abriu, seus olhos quase saíram da órbita e voltaram segundos depois.

Capítulo 11 - Mommy, Daddy... The Truth!

Vamos fazer uma retrospectiva: , uma jovem ambiciosa de 20 anos que... Ok, uma retrospectiva do capítulo anterior, eu quis dizer.

Flashback On.
- Eu atendo - disse e dirigiu-se até a porta rindo, mas quando a abriu, seus olhos quase saíram da órbita e voltaram segundos depois.
Flashback Off.

- , por que está demorando tanto? - Elizabeth apareceu atrás da amiga rindo, mas cortou a risada assim que viu quem estava na porta. - Tios!? - Elizabeth disse um tanto surpresa, não sabia se ria ou se caía no desespero. Resolveu ficar neutra e neutra era sorrir amarelo e se nada der certo, fechar a porta na cara dos três.
- Olá, Liz! - Uma senhora, aparentando ter uns 40 e poucos anos devolveu a "gentileza" da amiga da filha.

Sim, quem estava falando era a mãe de . Loira, usava um vestido charmoso até, em tom azul de alças, com sapatilhas. Londres estava calma e um pouco quente naquele dia.

- Oi, meu amor. Andou comendo doces demais? - Finalmente, sorriu para a filha - ainda em estado de choque na porta.

Ela balançou a cabeça e abraçou a mãe, agradecendo por ela ter comentado sobre doces em relação à barriga. O pai sorria para a filha, mas não pronunciara nada até este minuto, cabelos negros com alguns fios brancos, camiseta e jeans, o que costumava usar. O estilo que a filha sempre gostou.

- Oi, querida. - Finalmente a voz grossa do pai ecoou pela entrada da casa das meninas. Ela sorriu e o abraçou forte, estava com saudades.
- Tata! - Uma voz de fundo, de uma criança, acompanhou a voz do pai e neste exato momento, se abaixou e abriu os braços. Claire sua irmãzinha, veio correndo e a abraçou. Estava tão linda! Cabelo curto acima dos ombros e uma franjinha próxima às sobrancelhas. Havia crescido tanto! Usava uma espécie de bermudinha com uma blusa de girafinhas, nos pés, sapatilhas.
- Oi, meu anjo! - apertou a irmã nos braços. - parece que foi ontem que eu dei banho em você e você me molhou inteira. - Ela riu. Fazia tanto tempo que não via a família. Sentiu falta de alguém naquele meio. - Cadê o Greg? - Perguntou aos pais.
- No trabalho. Sabe como é, advogados são muito ocupados. - A mãe respondeu entrando na casa. soltou Claire e pegou o resto dos pertences dos pais.
- Vai começar. - Sussurrou à si mesma rolando os olhos. Preferiu nem ter perguntado.


Era sempre assim, sempre arrumavam um jeito de comparar os dois. Quando Greg tinha tudo para dar certo, tinha tudo para falhar. Deixou as malas no chão da sala e sentou-se ao lado de Liz, que estava apertando Claire nos braços. As duas riam. Os pais dela sentaram-se no sofá, de frente com a filha. - Pensei que fossem vir só daqui um dia e meio. - tocou no assunto. Era para eles estarem na casa dela apenas no sábado e era sexta-feira ainda.


- É, mas estávamos com saudade. - Seu pai sorriu. devolveu o sorriso.
- Não aguentaríamos esperar um pouco mais. - A mãe completou a fala do pai.

A menina amava-os, claro que sim, mas eles nunca percebiam que o que diziam à ela, chegava a machucar e humilhar. Quer dizer, percebiam, só fingiam que não. Esse foi um dos motivos para ter ido embora de casa.

- E confesso que ficamos curiosos com a notícia que você tem pra dar! - A mãe sorriu ansiosa e riu.
- Isso vocês vão saber só amanhã à noite. - Ela sorriu misteriosa e o pai arqueou a sobrancelha.
- Prevejo que tem algum garoto nessa história. - Liz prendeu o riso, discretamente claro. gelou, mas nem sequer demonstrou, apenas riu e não deu muitas pistas.
- Só sábado, pai. - Sorriu, saindo da sala e levando as coisas dos pais até o quarto de hóspedes.

O quarto de hóspedes na verdade, era o antigo escritório de Elizabeth, ela fazia as coleções por lá, mas assim que conseguiu um prédio novo em folha, juntou as tralhas e comprou móveis, deixando como quarto. Assim, quando tivesse que receber visitas, poderia hospedar os indivíduos por ali. Era espaçoso, paredes brancas e semelhante ao quarto das duas em questão de closet e banheiro.

- Onde eu vou dormir, tata? - Claire perguntou à irmã, segurando-lhe a perna. sorriu e a pegou no colo.
- A tata vai arrumar um colchão pra você. Mas se quiser dormir comigo... - Claire fez uma cara sapeca e abraçou a irmã. Isso era um sim.

Conversa vai e conversa vem, reclamações vão e reclamações vêm, estavam todos sentados à mesa comendo alguma coisa pra forrar o estômago. Viajar horas de avião não é fácil. Claire se lambuzava com geleia e a mãe de tentava limpá-la a qualquer custo. O pai tentava arrancar informações sobre o tal jantar e Liz mudava de assunto. O cheiro do queijo que estava sobre a mesa fez o estômago de embrulhar. Ela pediu licença rapidamente e antes que soltasse tudo, respirou fundo e manteve a calma. O som do telefone tocando ecoou por seus ouvidos e ela se assustou. Maldito telefone, não? Sempre nas horas erradas.

- Alô? - A voz surgiu do outro lado da linha. Ela já sabia quem era, então sorriu aliviada. Aliviada e com medo, claro.
- ! - Exclamou como se ele fosse um anjo. - Meus pais chegaram. - Foi objetiva e ele fez um barulho estranho com a boca.
- O que? Mas eles não iam chegar só amanhã, como os meus? - Ele pareceu indignado.
- Então, eles IAM chegar. - Ela deu ênfase. - Eles apareceram do nada aqui. E agora? - Ela definitivamente não sabia o que fazer.
- Calma, respira fundo! – Convenhamos, nem ele sabia o que fazer.
- To tentando. - Ela disse ainda mais nervosa. - , como eu vou enrolar eles até sábado?
- Enrolar por quê? - Uma voz - que fez gelar, de novo - ecoou pelo quarto. A menina imediatamente se despediu do garoto e desligou o telefone.
- Er... - Palavras, cadê vocês? - Nada, mãe. - Mordeu o lábio.
- , eu te conheço. - A mãe arqueou uma sobrancelha. - O que está acontecendo? - Insistiu. mordeu de novo o lábio e sentiu os olhos lacrimejarem.
- Se eu contar você vai me matar, mãe. - Ela confessou, sentando-se na cama abraçando uma almofada.
- Me contar o que? - Sentou-se ao lado da filha. - Que você está grávida? - Riu passando a mão pelo cabelo da filha. parou de respirar por sete segundos e voltou sua atenção à mãe.
- Como você...
- Sabe? - Ela completou. Soltou uma risada longa, fazendo carinho na menina. - Não sei se você sabe, querida. Mas eu sou mãe... ainda por cima, três vezes. Sei muito bem que essa barriguinha não é de doces e esse enjoo... Não me falha a memória, hm? - sorriu um pouco mais aliviada. - Vai me contar como aconteceu? - A filha respirou pesado e contou a história toda para a mãe, que fazia caras e bocas ao ouvir tudo atentamente.
- E foi isso. - Ela mordeu o lábio, visivelmente envergonhada.
- Tá, deixa eu ver se eu entendi. - A mãe fez uma cara séria, como se fizesse uma retrospectiva da história inteira. Mas ela demorou tanto a falar, que além de deixar a garota nervosa, pareceu que ela estava fazendo um resumo da vida inteira dela. - Você passou na orquestra, vai tocar na filarmônica de Londres em participações especiais e vai ganhar por tudo isso. Estou orgulhosa de você. - Ela esboçou um sorriso. Puxa, quantas vezes ouviu isso? Acho que nenhuma, por isso a surpresa estampada em seu rosto. - Saiu para comemorar com a Liz, simplesmente transou por culpa do álcool... E eu nem estava sabendo quando você começou a beber. Contou pro pai que está grávida e ele resolve assumir, isso é menos mal. Mas aí, um choque: Você não vai ser mãe de uma criança, , vai ser mãe de duas! - O tom de voz se alterou por ali, o que deixou a garota assustada, como se ela voltasse aos cinco anos de idade com medo do bicho-papão, que era sua mãe no lugar da personagem.
- Eu sei. - Ela apenas abaixou a cabeça. - Me desculpe. - A mãe então, viu as lágrimas que a filha estava derramando.

Tudo bem que já é adulta, uma moça que agora é bem sucedida. Mas assusta um pouco a ideia de ter netos com uma filha de cinco anos. A história é longa, a mãe de engravidou tarde, quando a menina tinha 15 anos. Foi um “acidente”. Os pais acharam que pelo fato da mãe ser um pouco mais velha, a gravidez teria problemas, mas tudo ocorreu bem, claro.

Depois da tensão entre as duas passar, desceram as escadas até a cozinha, para acabarem de comer. Afinal, saíram no meio do lanche. A mãe de não estava totalmente brava, mas sim surpresa. Saber que vai ser avó/avô não é fácil de entender para algumas pessoas, mas uma hora acontece. Sentaram-se à mesa como se não tivesse chorado minutos atrás, como se nem tiveram a conversa minutos atrás. Agiram como se tudo estivesse normal, assim, se tiverem sorte, o pai da menina nem ao menos desconfiaria que a saliência na barriga da filha é uma gravidez e não a fase " um pouco acima do peso".

O silêncio reinou por um tempo naquela mesa. Quer dizer, só se ouvia as bolachas sendo quebradas nos dentes e o barulho de faca sem corte (as de passar coisas no pão) batendo no vidro do pote de geleia. Liz olhava para , sabia que tinha algo errado. Cutucou-a discretamente e ela olhou.

- Tudo bem? - Liz sussurrou, nem sussurro aquilo foi. Estava mais para uma mímica, ou aqueles jogos de adivinhação sem voz, leitura labial.

O que importa, é que conseguiu compreender. Então ela assentiu com a cabeça e sorriu de canto. Isso significa que ela contaria tudo depois. Tempo passou e logo, estavam todos guardando a louça. Correu rápido esse tempo, tempo que naquela "sala de jantar" nunca passava. Só se deram conta que estava tarde quando olharam o relógio. Logo, os pais de estavam com Claire no quarto de hóspedes vendo algum desenho aleatório no Discovery Kids, já ela foi correndo para o quarto de Elizabeth.

- Liz! - Disse assustada fechando a porta atrás de si.
- Santo Cristo, Ave Maria Mãe de Deus, Crê em Deus Pai. - Liz gritou de volta com a mão no peito. A situação era engraçada, bobs no cabelo, máscara de beleza verde, hobbie cor-de-rosa e pantufas. - PORRA! - Depois de falar o nome de todos os Santos, ou quase isso, Elizabeth volta à realidade, claro. Simpática e educada como sempre. colocou as mãos na cabeça, rindo horrores e gesticulou para a amiga falar mais baixo. - Desculpe. - Pediu ela. - Que houve, criatura? - Perguntou sentando-se na cama.
- Minha mãe já sabe de tudo. - riu feliz. Não FELIZ, eternamente feliz, mas feliz pelo alívio que estava sentindo.
- Sério? - Liz segurou as mãos da amiga e ela concordou. contou tudo para Liz que fazia caras e bocas não acreditando. - Então ela tá... De boa? - Riu.
- Sim, eu acho que sim. - A amiga sorriu.
- Que bom, porque eu já não aguentava mais seu pai fazendo chantagem emocional pra eu contar o que vai ter amanhã! - gargalhou baixo. Quer dizer, não tinha como rir alto naquele momento, estavam todos descansando.
- Só você mesmo.
- Se não fosse eu, quem seria sua melhor amiga? - Liz se fez de convencida e concordou, abraçando-a.

Conversa ia e vinha, quando Elizabeth decidiu ir dormir, afinal, mesmo no sábado, ela trabalharia das oito às duas da tarde. Claro, compareceria ao jantar! saiu do quarto da amiga e foi tomar um copo d'água antes de ir dormir.
Abriu a geladeira e tirou a jarra de vidro, que tinha um aspecto "suado" devido ao tempo que estava no local. Despejou a água dentro de um copo.

- - Tamanho o susto que a menina tomou quando ouviu seu nome soar pelo cômodo. Por sorte não derrubou a jarra, mas colocou a mão no peito morrendo de medo, com a respiração falha.
- Pai, que susto! - Sorriu mais tranquila ao ver quem era.
- Desculpe, eu não quis te assustar. - Ele sorriu e acendeu a luz, acalmando a filha. - Está tudo bem? Parece nervosa.
- Er, não, eu estou apenas cansada. - Ela sorriu.

O bom de não ter parecido tudo mentira, é que 60% da mentira, tinha fundo de verdade. O repertório da orquestra estava cansativo, mesmo que não tenha frequentado muito os ensaios gerais de lá, tinha pego no violino pelo menos algumas vezes.

- Tem certeza que é só isso? - O pai arqueou uma sobrancelha e sorriu maroto para a filha. Ela sentiu falta disso. Sempre que ele fazia essa pergunta, sabia que um ataque de cócegas viria a seguir.
- Tenho, pai! - A menina usou as mãos como escudo para que o pai não a importunasse. O mesmo riu e abraçou a filha.
- Boa noite, meu anjo. - Beijou a testa da garota e foi dormir. - E ah, - Virou-se para ela já na porta. - Eu não quero saber de garoto algum amanhã! - Ele se fez de bravo e riu.

Riu porque na verdade queria chorar. Guardou a jarra d'água e volta na geladeira e subiu as escadas. Entrou no quarto e sentou-se na cama. O relógio marcava 10:50 PM, todos estavam dormindo devido ao cansaço de viagens e cansaço de trabalho - Como Elizabeth, por exemplo. Olhou para o celular ao lado e resolveu ligar, quem sabe se, por sorte, encontraria online. Dito e feito: Assim que ela entrou ele chamou-a desesperado no WhatsApp.

x :
Então, como foi??

x :
Ai foi uó né, ? Meus pais me xingaram, descobriram tudo e eu vou voltar pro Brasil ainda nessa semana. :(

x :
O QUE? ELES NÃO PODEM FAZER ISSO, VELHO! EU VOU AÍ AGORA FALAR COM ELES!

x :
CALMA, CRIATURA! KKKKKKKK

x :
CALMA?

x :
É, eu to só te zoando!

x :
Nunca mais faça isso, meu. Me deixou preocupado!

x :
Awwwwwn, deixei você preocupadinho? Hahahaha.

x :
Qual parte do "eu to contigo e eu gosto de você", você ainda não se ligou?

x :
Er, hahaha

x :
, . Cada dia mais difícil de entender. Bom, estou de saída, beijos.

x :
Ah ?

x :
O que?

x :
Eu também rs.

x :
Também o que?

x :
Também gosto você.

Tá bem, nem ela sabia direito porque fez aquilo. Parecia aquelas crianças que, quando dizem alguma coisa que as deixam envergonhadas, saem correndo ou escondem o rosto. Péssima comparação, mas vocês entenderam onde eu quis chegar com esse papo furado. ficou sem reação por alguns segundos, mas logo, esboçou um pequeno sorriso. Ficou feliz com o que havia lido. Respirou fundo balançando a cabeça, ainda rindo, e digitou:

x :
Você diz tanto que a criança entre nós sou eu, mas acaba fazendo o papel perfeito agindo assim. Hahah, linda.


Tendo escrito isso, fechou a conversação e foi descansar. Deitou-se na cama e fechou os olhos lentamente. Não queria dormir, embora estivesse super cansado.

Nem preciso mencionar como os filetes de luz são chatos em toda essa história, não? Quer dizer, eles estão na maior parte dos capítulos, atrapalhando os sonhos dos personagens. coçou os olhos, por causa do maldito filete de luz. Eu disse, eles estão por toda a parte! E então, finalmente, a garota se levantou e bocejou, se espreguiçando logo em seguida. Era hoje, o dia da verdade! Contaria ao pai e aos pais de que eles terão netos. O dia estava tão calmo e tão bonito, que a menina esbanjou sorrisos para todos os lados. Ouviu um "bip" e correu até seu celular (que marcava 09:05 AM): "Bom dia, mãe dos meus filhos hahaha " Uma mensagem de bom dia do futuro papai. Sorriu mais ainda com isso.

"Espero você hoje à noite! <3 "

Apertou "enviar" com orgulho do que sentia naquele momento. Abriu o armário e colocou alguma roupa confortável, que não fosse vestido de novo. Estava enjoada. Observou sua silhueta no espelho e sorriu, a barriga estava ficando um pouco aparente. Nada demais, qualquer um poderia dizer que ela havia engordado alguns quilos, o que não faria diferença, porque continuava linda. Fez sua higiene e saiu do quarto com o celular no bolso do shorts jeans que usava, junto da blusa básica e das sapatilhas confortáveis. Ninguém havia acordado, então preparou seu próprio café da manhã, comendo com vontade.

Assim que acabou, lavou o pote e guardou-o, pensando um pouco na vida. Logo, sentiu seu celular vibrar e imediatamente viu a mensagem de :

"E verá. Quer sair agora?"
"Por que não? Te encontro em frente de casa!"

Sem demora o respondeu. Esperou alguns minutos, numa faixa de dez ou 15, e chegou. Saíram sem demora, a pé, para aproveitar o passeio e o ar puro, mas principalmente, a bela manhã que Londres dava.

- Ansiosa? - perguntou apertando um pouco a mão da garota.
- Não. - Ela sorriu verdadeiramente. - E você?
- Admito que um pouco. - Ele riu. - Como consegue estar tão tranquila? - Ele admirou.
- Eu sei que se eles não aceitarem... - Ela olhou nos olhos dele. - Eu tenho alguém que vai nos aceitar. - Sorriu passando a mão pela barriga, fazendo-o sorrir.
- Pare de me deixar sem argumentos! - Ambos riram. - Você é linda, sabia? - Ela concordou e ele deu língua. Continuaram o passeio e logo ele levou-a para sua casa.

Já era hora do almoço na casa de e e ambos preparavam a comida, junto de .

- Rapaz, eu espero que seus pais não me matem! - disse rindo, mexendo o molho.
- Eles não vão e nem tem por que também. - rolou os olhos rindo.
- Concordo! - riu cortando as cebolas e quase chorando. Ficaram conversando até que a campainha tocou.
- Eu atendo. - secou as mãos no guardanapo e foi atender a porta. Abriu e estranhou. - O que as bichas fazem aqui? - riu ao ver quem era na porta.
- Qual é, dude , viemos comer! - Um garoto gritou entrando na casa sem nem ao menos ser convidado.
- Escandaloso. - Rolou os olhos e olhou para outro garoto junto do outro. - Vai ficar parado aí, ? - O garoto riu e o amigo entrou rindo também, mas sendo menos escandaloso que .
- , sua bicha gostosa, o que está fazendo de b... - se calou assim que viu que não havia apenas na cozinha. - Olá, caro amigo . - riu ao ver o jeito do garoto de mudar seu de voz. - Olá, bela moça que está na cozinha dos meus amigos. - sorriu galanteador e a menina sorriu simpática.
- , sua bicha horrorosa, o que está fazendo de útil? - entrou do mesmo jeito que na cozinha, mas assim que viu a garota calou-se. - Olá? - Arriscou algum cumprimento mais normal e ela riu, acenando para ele.
- Olá para os dois. - Ela sorriu.
- , você deixou Pietra fora disso quando a trouxe para cá, certo? - arqueou a sobrancelha e rolou os olhos.
- Ela não está comigo, seu imbecil. - Respondeu rindo.
- Ah, não brinca! - começou a rir. - O pequeno que está com ela, então? - arqueou uma sobrancelha. Será que não haviam percebido que ela ainda estava ali?
- Dudes, calados. - entrou na cozinha envergonhado. - Essa é a , minha namorada. - Apresentou a garota aos amigos e ela sorriu ao ouvir "namorada". - , estes são e , os caras da banda. - apresentou os amigos à namorada e a namorada aos amigos, todos sorriram.
- Prazer, ! - A garota se apresentou e os dois garotos, demonstrando simpatia, fizeram o mesmo.

Todos foram se sentar pra comer, finalmente! Já não aguentavam mais reclamar de fome. Por um momento, só se ouvia o barulho de talheres batendo nos pratos e a respiração de todos na mesa, até desatar a falar:

- Diga-me, ...
- Pode me chamar de . - Ela interrompeu e ele sorriu, podendo assim, continuar.
- Diga-me, : - Refez a frase colocando o apelido. - O nosso amado amigo ,, tem pegada?

esperava que sairia alguma besteira, então simplesmente riu. Riu mais ainda ao ver a expressão de : Uma pimenta, de fato. colocou as mãos no rosto, um pouco sem graça, mas por fim, ergueu a cabeça e fitou todos na mesa e todos aguardavam sua resposta.

- Sim. - Assim que respondeu, fez uma cara orgulhosa.
- Esse é meu garoto! - Abraçou o amigo aproveitando que ele estava perto.
- Sai, . - empurrava o amigo enquanto todos riam.
- Mas vem cá... - chamou a atenção. - Por que exatamente nosso amigo nos chamou aqui? - Imediatamente, olhou para .
- O que? - perguntou com um pedaço de bife na boca. - Achou mesmo que eu ia enfrentar seus pais sozinho, cara? - pousou os braços sobre a mesa, enquanto e se olhavam sem entender.
- O papo até que tá legal, mas o que tá acontecendo? - se pronunciou, tirando a mesma dúvida de .
- Bom galera, é o seguinte: Os pais do estão vindo pra cá hoje e eu não quero ficar sozinho no jantar. - explicou e todos fizeram poker face.
- Tá, . - disse. - Mas isso não esclarece nada, assim, só pra avisar. - Concluiu e concordou, achando graça da situação.
- Explica pra eles, . - jogou os talheres no prato, um pouco irritado. apenas observava.
- Bem... Eles vão conhecer hoje... - sorriu amarelo e os amigos o parabenizaram por esse "passo" na relação. - ... Porque ela tá grávida, dudes. - Assim que concluiu, os amigos se chocaram e não sabiam o que dizer. Ok, agora estava desconfortável 100%.
- Como assim grávida? - Assim que o ponto de interrogação saiu da boca de , os amigos lhe deram um pedala.
- Bom, tem um processo todo, . Primeiro eles transam, sabe? - explicou detalhadamente arrancando um riso de todos, só pra descontrair.
- Estávamos bêbados, ok? - se manifestou depois de tamanha vergonha que havia passado.
- vai contar aos pais dele e aos meus hoje à noite. - também soltou a voz.
- Cara, como isso foi acontecer? E o preservativo? - perguntou ainda meio chocado.
- Eu tava bêbado, dude. - encolheu os ombros.
- Nós estávamos bêbados. - enfatizou o pronome, pra demonstrar que a "culpa" não foi apenas do garoto.
- Estão com medo? - perguntou e os dois concordaram. - Não esquentem, vamos estar aqui hoje à noite.

Depois do almoço, foi para casa e os quatro caras ficaram na casa de e . Assim que pisou na sala de visitas, a mãe perguntou:

- Estava com o pai dos gêmeos? - se desesperou e a mãe riu. - Seu pai foi dar uma volta. - A garota soltou um "uff" e sorriu.
- Sim, eu estava com ele. Almocei por lá e conheci mais alguns amigos. - A mãe balançou a cabeça concordando.
- Está ansiosa? - Perguntou sentando-se no sofá. A filha o mesmo fez.
- Um pouco. Mais nervosa que ansiosa, eu diria. - A menina brincou com os dedos e a mãe apenas observava.
- Vai dar tudo certo. - Sorriu e o mesmo fez.

Logo, já estava quase na hora do jantar na casa de e estava se arrumando. Olhou-se no espelho e é, a barriguinha estava um pouco pra fora do cós, mas nada de muito exagerado.

- Podemos ir, querida? - O pai da menina apareceu na porta. - Que linda você está. - Sorriu para a filha e ela sorriu de volta, agradecendo.

usava uma blusa de lã na cor creme, uma calça jeans escura e sapatilhas nude. Estava ventando e, bem, quanto mais larga a blusa, mais fácil esconder a barriga que cresce a cada dia. Por mais que sua mãe já soubesse, o pai ainda nem se dava conta, mas saberia, certo? Muito bem. Enfim, estavam todos dentro do carro. estava no banco do passageiro ao lado de Liz e os pais da garota estavam no banco traseiro, junto com Claire, sua irmãzinha.

Liz dirigia calmamente pelas ruas de Londres até a casa de . Digamos que até ela estava um pouco nervosa. Olhou para à sua esquerda (N/A: Londres, dirigindo pelo lado direito rsrsr) vendo a amiga olhar pela janela. Sua expressão era preocupada, o cenho semi franzido e as mãos cobertas pelas longas mangas da blusa. Liz virou a última e esquina e já estavam em frente à casa de , descendo do carro. O pai de foi na frente até a porta e o resto do pessoal, acompanhando logo atrás. deu três batidas na porta e logo, viu um rosto conhecido atendendo:

- Pois não? - disse no maior jeito mordomo possível, o que fez a menina soltar um riso.
- Olá, ! - Ela sorriu pro garoto e ele sorriu de novo.
- Devem estar congelando e...
- Abre essa porta de uma vez, rapaz! - Liz gritou ao fundo, cortando o "amigo" e todos riram, entrando - finalmente - na casa.

Os pais de observaram tudo, tim tim por tim tim, estava organizado. Uma casa de garotos? É, aquilo não parecia pela ordem.

- Não reparem a bagunça, eu ainda não tive muito tempo para arrumar nosso lar. - dizia as palavras de um jeito tão formal que acabava fazendo e Liz caírem em risadas, pois afinal, ele definitivamente não era assim.
- , estes são meus pais: Lauren e Paul - Apresentou seus pais ao amigo - e esta é minha irmãzinha, Claire - a garotinha sorriu para o moço, que retribuiu o gesto.
- Por favor, sentem-se! - Pediu para todos se sentarem em volta da grande mesa - que tinha vários lugares em volta.
- Diga-me... - A mãe de olhou para espremendo os olhos, como se tentasse adivinhar seu nome.
- , senhora. - O garoto sorriu, simpático e isso passou uma excelente impressão para a Sra Reid.
- Diga-me, - refez a frase - Parece que não estaremos sozinhos nisso, não? - ela perguntou divertida.
- Na verdade, Sra Reid, teremos a presença de outros convidados - explicou.
- Outros? - Paul arqueou uma sobrancelha e o garoto concordou.

Esperaram um tempo conversando, e Liz trocavam alguns olhares sem que ninguém percebesse e estava impaciente. Quando abriu a boca para falar alguma coisa, desceu as escadas acompanhado de Pietra, , e um casal, que deduziu ser os pais do garoto (ou seus futuros sogros). Todos levantaram para se cumprimentar.

- Senhor e Senhora Reid, eu sou e estes são meus pais: George e Violet. - o garoto sorriu e, na opinião de estava lindo! Usava uma calça jeans ajustada, camisa social com uns três botões abertos e tênis vans. - Ah! E estes são , e Pietra, a filha do . - Os senhores Reid e sorriram e acomodaram-se à mesa. Pietra e Claire estavam em uma mesinha separada, pois não alcançavam a dos adultos.

- Diga-me, Violet, você saberia me dizer por qual motivo nossos filhos nos trouxeram aqui? - Lauren sorriu amigável, mas claro, já sabia o motivo e bancaria a sabichona quando soltassem a notícia.
- Eu adoraria poder responder, mas acho que tem a ver sobre um determinado relacionamento juvenil, Lauren - Violet respondeu divertida e todos riram à mesa.

Parecia um chá das cinco com todos falando deste modo tão formal. Os garotos já não aguentavam mais a ansiedade e encaravam , como se quisesse que ele tomasse uma atitude logo e dissesse, de uma vez por todas, toda a verdade.

- Caham - pigarreou entendendo o recado a.k.a ameaça dos amigos rodeados - Eu chamei todos vocês aqui porque queria dar uma notícia importante - Todos olharam para o garoto. - Eu e nos conhecemos há um tempinho, eu diria um pouco mais de três meses. - Ele sorriu para a garota, que retribuiu o gesto - Nós temos um contato com a música incrível e pra ser sincero, uma de nossas paixões em comum nos uniu, é o que eu acho - ele riu fraco - Mas bem... Eu queria dizer que estou perdidamente apaixonado por ela e que depois que ela entrou na minha vida, eu nunca fiquei um dia sem hematomas - Todos gargalharam na mesa e rolou os olhos, mas acabou cedendo - Eu e os caras conseguimos um emprego fixo, assinamos contrato com uma gravadora e vai tocar na Orquestra oficial de Londres. Nosso sonho se tornando realidade... - Enquanto dizia isso, os pais de abraçaram a filha, orgulhosos e os pais de fizeram o mesmo com ele.
- Então vocês no chamaram aqui por que querem assumir um relacionamento? - Paul perguntou a , calmamente sorrindo e fazendo um brinde com todos ali na mesa.
- Na verdade, Sr. Reid. - Respirou - Eu chamei vocês aqui, porque além de querer assumir este relacionamento com a ... - Pausou novamente, como se estivesse buscando forças, ou coragem - Eu queria assumir minha responsabilidade como pai.

Ao ouvir a palavra "pai", Paul, George e Violet cuspiram o que estavam tomando.

Capítulo 12 - Let's start a riot!

- , você disse "pai"? - George olhava-o sem entender e o mesmo concordou.
- Sim, Sr. . - As atenções foram voltadas para , que até então, estava calada. - Eu estou grávida e vocês e meus pais serão avôs de gêmeos - Por fim, mordeu o lábio inferior segurando o choro, afinal, estava com medo.
- Meu Deus... - Violet passou as mãos pelo rosto, indignada e ninguém falava nada na mesa. Paul se manteve calado durante toda a explicação de sobre a gravidez e isso apenas assustava mais ainda a filha.
- Eu sei que nos descuidamos, que fomos irresponsáveis, mas eu quero que saibam que nós vamos criar estes dois com muito amor - disse apressado, afinal, estava com medo também. Paul se levantou e se dirigiu para fora da casa. levantou e foi atrás dele.
- Pai... - Chamou e o mesmo parou onde estava. - Por favor, me escuta.
- Estou te ouvindo, . - Ainda manteve-se virado.
- Eu sei que foi burrice...
- Burrice? - Paul virou com o cenho franzido. - Você transa com o primeiro que aparece na sua frente e ainda por cima engravida. - Ironizou - Ainda me diz que isso foi "burrice"? - Olhou a filha com raiva. encolheu os ombros, estava quase chorando.
- Eu sei que fiz errado, mas pai, eu vou cuidar dessas crianças. - Tentava se explicar, gesticulando.
- Você não consegue nem cuidar de si mesma. Agiu como uma vagabunda e ainda quer me dizer que teria a capacidade de cuidar de, não só um, mas de dois filhos? - Gritou as palavras na face da menina. - Onde eu estava com a cabeça quando te permiti vir pra cá? Seu lugar era ao meu lado, quieta e obedecendo ordens. - permanecia quieta. - Devia seguir os passos de Gregory e não ter se envolvido com coisas vagais como música! - fechou as mãos com raiva.
- Eu não sou o Greg, pai. - Disse firme e Paul a encarou. - Eu não sou o Greg, eu não quis cursar ser uma advogada renomada, eu tenho meus sonhos e ambições, tenho minha vida e acredite... - Pausou - você não manda em mais nada. Eu não tenho mais oito anos, eu não sou uma "vagabunda". - Fez aspas no ar, mas agora, com os olhos marejados - Eu não sou um dos seus soldados, Tenente. - Soltou uma lágrima - Eu sou sua filha. Você não está no quartel pra me tratar desse jeito, eu não sou uma qualquer e por incrível que pareça pro senhor, eu tenho sentimentos. - Respondeu fria e o pai ainda a observava. - Eu vou continuar morando aqui, tendo comigo tudo o que conquistei sem a sua ajuda. Eu vou cuidar dos meus filhos e amá-los incondicionalmente. - Chegou perto do pai - Sabe do que mais? Eu vou ensiná-los todas as coisas que eles precisam aprender. Eu vou sentar e conversar, eu vou explicar, eu vou ouvir e acima de tudo, pai, eu vou ser tudo que você não foi: presente. - Tendo dito isso, virou as costas para o pai e voltou para casa. Assim que entrou, sua mãe estava parada na porta e ela simplesmente abraçou a filha, que desabou.
- Vamos embora, por favor. - Pediu manhosa. e os outros foram até ela, consolá-la. - Eu só quero ir pra casa, . - Disse olhando pro garoto, que entendeu e beijou-lhe a testa.
- Tá tudo bem, . - Sorriu fraco. - Você quer que eu vá? - Ela negou, mas agradecendo.
- Só preciso ficar um pouco sozinha. Desculpa, gente. - Todos concordaram e abraçaram a amiga.

Não é novidade que a noite havia acabado ali mesmo, certo? Liz, e sua família voltaram para casa. No caminho, ninguém disse nada, o silêncio reinou de uma forma que incomodou, mas o que poderiam fazer? Não estavam no clima mesmo...

Ao chegarem, foi a primeira a sair do carro; dirigiu-se diretamente ao seu quarto, sem dizer sequer uma palavra. Desligou o celular. Não queria falar com ninguém, nem com , nem com Liz. Só queria dormir, dormir e fingir que era somente um pesadelo que algum dia teria fim. Deitou-se na cama e fechou os olhos, mas não conseguia ter sono, seus pensamentos estavam embaralhados e as palavras que seu pai dissera ainda estavam ecoando em sua mente. Resolveu manter seus olhos abertos e já que não conseguia pegar no sono, resolveu correr até seu amigo conselheiro: seu violino. Tirou o estojo debaixo da cama e pegou o instrumento com delicadeza, apoiou-o no ombro e passou o arco lentamente sobre as cordas.
Precisava tocar alguma coisa, qualquer coisa. Abriu uma parte da pasta e pegou a sinfonia que a orquestra tocaria no repertório atual, Scottish de Felix Mendelssohn. Fez as primeiras notas dos primeiros compassos e deixou a música fluindo naturalmente, aquilo de algum modo, lhe fazia bem. Fazia-lhe lembrar de todos os bons momentos, de todas as boas sensações, como por exemplo, tomar aquele sorvete no calor ou entrar num banho relaxante após um dia estressante de trabalho. Observava as notas nas partituras atentamente, até que foi interrompida:

- Posso? - Seu pai colocou a cabeça para dentro de seu quarto e ela, sem se virar, assentiu. - Estava bonito. - Disse sentando-se na cama.
- Obrigada. - Respondeu meio fria, ainda estava magoada.
- É do repertório atual? - apenas concordava, evitando contato visual ou responder alguma coisa. - Bela escolha a do maestro.
- E importa pra você? - Interrompeu, ríspida. - Até onde eu sei, música é coisa de quem não tem o que fazer, não? - Sorriu cínica para o pai, que abaixou a cabeça.
- Eu sei que não fiz boa coisa te dizendo tudo aquilo. - Pausou e , finalmente, o olhou nos olhos - Mas preciso que entenda que isso me assustou.
- Acha que não me assustou? - Seu tom de voz já voltara ao normal - Acha que eu planejei isso? Foi um descuido, pai. Uma irresponsabilidade, mas do mesmo jeito que eu "preciso" entender que você está assustado, eu "preciso" que você entenda que eu vou arcar com todas as consequências. - Concluiu já sem fôlego. Muitas palavras numa frase só. - Eu não espero que entenda e nem que aceite. - Vagou seu olhar pela janela, ainda segurando o violino - Só preciso que me respeite. Como filha e agora, como mãe. - não sabia o motivo, mas ao dizer a palavra "mãe", Paul riu. - O que foi?
- Nada. - Riu mais um pouco - É que eu fico imaginando todos nós no Natal. - Sorriu. - Me desculpe.
- Eu sei que te assustei e que somos sangue do mesmo sangue - Riu fraco - Sendo assim, dizemos as coisas da boca pra fora, hm? - o pai concordou.
- Eu vou te deixar descansar e amanhã conversaremos melhor. Que tal? - a menina concordou. Paul beijou-lhe a testa e saiu do quarto, deixando-a descansar. já estava mais calma, guardou o violino em seu respectivo lugar e foi deitar. Livre das preocupações, agora sim, estava cansada. Fechou os olhos e em menos de cinco minutos, estava dormindo.

Por mais que os pais de não tenham agido bem, do outro lado do London Eye, os pais de estavam contentes com a notícia.

- Acho que deveríamos até brindar! - George erguia uma taça com champagne e isso fez com que todos, sim, todos olhassem para ele. Quer dizer, os pais de - ou apenas o pai, hm - quase mataram a garota e os pais dele ali... Festejando.
- É, o papo até que tá bom, mas nós vamos dormir - saiu do transe e todos riram. Direcionaram-se aos respectivos aposentos e ali, adormeceram.
- Isso é sério? - finalmente perguntou. - De verdade?
- O quê? - Violet questionou, sem entender.
- Essa comemoração por seu ser pai. - Ele respirou fundo - vocês realmente estão felizes ou foram irônicos? - Se sentou, preocupado.
- Meu filho, nós sinceramente não gostávamos da vida que você vivia antes. – George começou a explicar. – Drogas, sexo... – Enumerou nos dedos o estilo de vida de . – Saber que você vai ser pai nos deixa muito contentes. Assumir a responsabilidade é algo que nos enche de orgulho. sorriu agradecido e todos foram dormir.

Capítulo 13 - Walk in the sun

- Alô? – atendeu o telefone completamente sonolenta. Olhou no relógio em cima de seu criado mudo: 08:07 AM.
- Bom dia, flor campestre! gargalhou do outro lado da linha e isso fez com que risse e nem sequer lembrasse de ficar brava por ele tê-la acordado.
- Nossa, que animação. Posso saber o motivo? – A menina perguntou calçando os chinelos e se direcionando até o banheiro.
- Simples: somos os melhores pais do mundo. sorriu do outro lado da linha e a menina o mesmo fez. – Liguei para saber como você tá... voltou à normalidade da situação.
- Eu estou bem. Meu pai me pediu desculpas e, por enquanto, parece que minha vida não é mais só um drama. – Ela riu, divertida.
- Feliz por isso! Topa dar uma volta? Fiz uma música pra você. sugeriu e obviamente aceitou. Assim que desligaram o telefone combinando o horário da saída, se arrumaram e logo estava na porta da casa de com o violão dentro da capa nas costas.
- Olá! – Sorriu para a menina que retribuiu o sorriso.
- Olá! – Se aproximou dele e beijou-lhe os lábios. se assustou um pouco, mas ficou contente com a saudação da garota. – Já aviso que se a música for sobre o meu temperamento, teremos um problema. – Disse séria e ele caiu na risada.
- Te prometo que não é. – Sorriu com todos os 32 dentes para e lhe estendeu a mão, fazendo com que a menina segurasse e rumaram até o carro.
- Você ainda não me disse para onde está me levando. – alegou, observando as ruas diferentes no caminho.
- Estou te levando para o meu local de trabalho. – O rapaz disse orgulhoso e ela sorriu, fazendo uma cara de surpresa. Assim que chegaram, ajudou a descer do carro e os dois foram em direção à porta de entrada da gravadora.

Assim que adentraram, a levou para o grande estúdio.

- Quantos botões! – ficou impressionada vendo a mesa de som. Por tocar em orquestra e com instrumentos acústicos, não estava acostumada a ver tanta aparelhagem de som assim. riu da surpresa estampada no rosto da menina.
- Faço questão de te ouvir tocar qualquer dia. – Disse para ela e ela sorriu de volta. Logo, os meninos da banda estavam ali, todos reunidos.
- Ei, você não me disse o nome da banda. – lembrou, colocando o dedo sob o queixo.
- McFLY! – soltou atrás de todo mundo e arqueou a sobrancelha.
- Tipo, de Marty McFLY? – Ela arriscou e todos concordaram. – Eu amo esse filme. – Riu e se sentou para poder assistir os meninos ensaiando.
- Essa música eu compus há uns dias atrás, espero que goste. – olhou nos olhos e sorriu sinceramente.

I wonder what it's like to be loved by you
(Eu me pergunto como é ser amado por você)

I wonder what it's like to be home
(Eu me pergunto como é estar em casa)
And I don't walk when there's a stone in my shoe
(E eu nao ando quando tem pedras em meu sapato)
All I know that in time I'll be fine
(Só o que eu sei é que com o tempo eu ficarei bem)

cantou o primeiro trecho de “Walk in the sun” e prendeu seus olhos a ele no mesmo instante.

I wonder what it's like to fly so high
(Eu me pergunto como é voar tão alto)
Or to breathe under the sea
(Ou como respirar embaixo do mar)
I wonder if someday I'll be good with goodbyes
(Eu me pergunto se algum dia eu serei bom com despedidas)
But I'll be ok if you come along with me
(Mas eu ficarei bem se você vier comigo)

continuava olhando nos olhos de enquanto o mesmo cantava para ela e prestava atenção em suas notas, ao mesmo tempo. Sorria entre em um verso e outro, sabendo que tudo aquilo era pra ela.

Such a long, long way to go
(É um longo, longo caminho para ir)
Where I'm going I don't know
(Para onde eu estou indo, eu não sei)
Yeah I'm just following the road
(Yeah, só estou seguindo a estrada)

Through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)
Through a walk in the sun
(Caminhando sob o sol)

se levantou e decidiu ficar mais perto de e dos meninos.

- Meu Deus, isso foi incrível! – Elogiou, com os olhos brilhando. no mesmo minuto sorriu e lhe segurou a mão.
- Obrigado! – Agradeceu sincero, assim como os outros rapazes da banda. – Mas ainda não finalizamos. – Comentou sem graça coçando a cabeça.
- Mas eu amei. – sorriu parabenizando e todos os meninos da banda.

Após essa pequena apresentação, uma moça adentrou o estúdio. Alta, pele totalmente branca e usava um vestido até o joelho preto, bem justinho.

- Meninos, Fletch não vem essa semana. Preciso que vocês se empenhem em finalizar essa música. – Olhou séria para todos os meninos.
- Tudo bem, Magda. – rolou os olhos e os meninos copiaram a ação. Magda saiu pela porta do estúdio e os meninos bufaram, estressados. – Tá foda. – comentou e se jogou no sofá ao lado de .
- Nem me fale. – fez uma cara de mongol olhando para e a mesma se sentou perto de todos.
- O que tá rolando? – perguntou observando as expressões dos meninos.
- Ah, é complicado... – começou a explicar. – Quando o Fletch não está aqui, a Magda se sente no direito de nos dar ordens. – Terminou cruzando os braços e rolando os olhos, entediado. riu da reação do garoto.
- Se vocês quiserem, posso ajudar a terminar a música. – Sugeriu a menina, se encostando em que, automaticamente, passou um braço pela cintura dela.
- Seria genial, ! – agradeceu. – Mas e na orquestra em que você toca, tem bastante mina gata? – Tendo feito essa pergunta, tomou um tapa na cabeça de todo mundo. – Credo, que falta de humor. – Massageou a testa e todos deram risada.

O resto do dia foi bem tranquilo, , e os meninos se reuniram para trabalhar na nova música, já que ela tinha um prazo para ser terminada. Elizabeth surtou levemente ao ver que sua casa estava cheia de gente, ainda mais que estava ali. Só não sabia se era um surto de loucura ou um pequeno surto de felicidade. Sentimentos são uma coisa bem complicado, não é mesmo?

- E se você colocar “I wonder how they put a man on the moon”? sugeriu para , que estava com um caderno na mão e um lápis na boca, pensativo.
- Por que nos perguntaríamos como colocaram um homem na lua? – perguntou curioso e logo se propôs a retrucar.
- Bem, vocês se perguntam muita coisa durante a música. – Pausou. – Pensei que seria legal envolvermos um pouco de ciência. Afinal, das coisas mais magníficas a gente ainda não aprendeu de tudo, né? – Sorriu sincera e os meninos ficaram encantados com tamanha filosofia. – No fim das contas, a gente não sabe nosso próprio caminho, mas continuamos... “Walking in the sun...” – Cantarolou o trecho principal da música escrita e todos sorriram largamente.
- Caramba, que genial! – se pronunciou, dando um beijo no topo da cabeça da menina.
- Muito bem, filha! – O pai de que estava há pouco tempo no cômodo se pronunciou pela primeira vez, sorrindo orgulhoso. agradeceu com o mesmo sorriso. Depois daquela briga, os dois já estavam acertados e mais unidos do que nunca.
- Coloquem a frase do homem na lua e “I wonder what it's like up there”, porque além de saber como o homem foi até à lua, queremos saber como é lá, certo? – sugeriu mais uma frase e os meninos riram da cara engraçada que ela fez.
- Você é muito boa nisso. – sorriu, pousando sua mão sobre a da garota, soltando um longo sorriso depois.

Passaram o resto da tarde trabalhando na melhor forma de concluir a música. Liz pediu algumas pizzas e estavam todos sentados na sala, comendo, bebendo – menos – e jogando conversa fora. por um momento observou tudo o que estava acontecendo naquela sala de estar: Elizabeth dava alguns tapinhas em , pois ele roubou o último pedaço de pizza da mão dela. – Eles vão acabar casando, eu tenho certeza disso. – Riu perdido em seus próprios pensamentos da situação. Um pouco mais à direita se deparou com e conversando ainda sobre a música e não pôde explicar o tamanho do orgulho que estava sentindo. Não conseguia acreditar que haviam chego até aqui, com toda a questão da banda formada e sendo representada por uma gravadora.

Observou os pais de sentados juntos com a irmã mais nova, Claire. Brincavam com a menina de uma forma muito doce e amorosa, fazendo com que ela risse de qualquer piada e brincadeira feita. Foi tão mágico que essa cena se passou em câmera lenta na visão de .
Por fim, pousou seus olhos naquela coisinha rabugenta e maravilhosa, mais conhecida como Ried; a menina alisava a barriga – agora bem mais evidente do que antes – com o maior sorriso no rosto. Não se conteve e acabou beijando-lhe o topo da cabeça, fazendo com que a menina estampasse um enorme ponto de interrogação no rosto e, segundos depois, sorrindo com a ação.

- Obrigado por me proporcionar tudo isso. – sorriu sincero e o mesmo fez, retribuindo-lhe o beijo, mas desta vez em seus lábios.
- Eu disse: C-a-s-a-l. – Elizabeth levantou o indicador no ar, soletrando a palavra e arrancando risos de todos, mencionando e .
- Podemos levar um papo homem para homem, ? – Paul encostou no ombro de e no mesmo minuto, o olhou apreensiva. – Calma, eu só quero conversar. – Deixou a filha mais confortável. Digamos que aquilo não era muito legal para , mas ao mesmo tempo sabia que era necessário. saiu da sala de estar e foi para a cozinha com o pai de sua amada, quer dizer, pai da mãe de seus filhos, fechando a porta atrás de si.
- , eu pensei muito quando a me contou a respeito da gravidez, daquela forma. – Paul começou a falar e se apoiou no balcão, ouvindo atentamente. – Foi um choque para mim e para minha família. A forma como reagi também não foi uma das melhores... – Lamentou-se lembrando do episódio da descoberta da gravidez da filha. – Eu só quero que você saiba que eu estou tentando, sabe? Tentando ser um bom pai. – assentiu.
- Sr Ried, eu entendo perfeitamente a situação. Mas gostaria que o Sr tentasse ao menos compreender que não somos mais crianças e vamos fazer o melhor para os nossos filhos. – sorriu confiante e Paul o mesmo fez.
- Cuide da minha pequena, por favor. – Pediu. – Ela é um dos bens mais preciosos que eu tenho. – Paul sorriu e lhe estendeu a mão.
- Com certeza, Sr Ried.

O resto da noite se resumiu em várias risadas, pizzas, e algumas conversas jogadas fora. Sempre bom descontrair depois de um dia cheio, não é mesmo? Ao menos a música da tal banda McFLY estava pronta graças à , que deu a grande ideia de ouro para a conclusão.

- Gente, eu não tenho espaço pra tudo isso de gente, não. – Liz se lamentava divertida no meio de todo mundo. Afinal, todos ainda estavam ali e já eram mais de meia noite.
- Qual é, a gente se amontoa aqui e fica tranquilão. – comentou descontraído, visivelmente alterado por conta das garrafas que havia esvaziado, se é que me entendem.
- Se não tiver problema pra vocês, por mim ok. – respondeu com um sorriso no rosto e a olhou agradecido. - Claire pode dormir com a Pietra no quarto de hóspedes, junto com meus pais. – Completou, ganhando a aprovação dos pais.

Todos se ajeitaram com muita agilidade, exceto Liz, que continuou mexendo no celular depois que todos foram dormir. No fim das contas, os pais de ficaram no quarto de hóspedes com as duas meninas, , e ficaram na sala, e claro, e permaneceram no quarto da menina.

- Três otários. – Sorriu negativamente observando os três meninos à sua frente. Continuou respondendo alguns e-mails através do celular, balançando um de seus pés sobre a mesa de centro.
- Dois otários. – corrigiu rindo fazendo com que Liz largasse o celular.
- Porra, ! – Soltou um gritinho, nem tão alto, mas bem histérico, com a mão no peito.
- Desculpa, não quis te assustar. – O menino sorriu sentando-se ao lado dela.
- Tá tranquilo, . – Disse dando língua. – Preciso finalizar uns assuntos do trabalho e logo vou dormir.
- Você trabalha tanto sempre assim? – perguntou curioso.
- Sempre. – Ela riu. E era verdade: Liz montou a grife e sua revista particular de moda com 18 anos, depois de ter feito estágio em uma galeria de moda em Paris e desde então, a franquia só aumentou. – Eu tenho a grife espalhada pela maior parte da Europa. É por isso que nós temos uma casa legal. – Sorriu divertida. – Alguém tem que trabalhar, né? – Deu de ombros e arrancou um sorriso sincero de .
- Caralho, perto de você eu sou bem vagal, então. – riu e tomou um tapa na cabeça. – Que eu fiz?
- Sem palavrão na minha casa. – Liz ergueu o indicador cheia de razão e os dois riram, descontraídos.
- Você acabou de falar palavrão. – retrucou, incrédulo.
- Minha casa, minhas regras. – Elizabeth riu e acabou acompanhando a risada. Que risada gostosa aquela.
- Não vou nem contestar. – levantou os braços. – Você é muito legal, Liz.
- Quer dizer que você achava que eu fosse chata? – Olhou arqueando uma sobrancelha.
- Com certeza. Carrancuda que só Deus na causa. – riu alto e tomou um outro tapa. – Viu? Ainda fica me agredindo, mas que caralho. – massageou a cabeça e quando viu que mais um tapa viria, segurou o pulso da menina, puxando seu rosto para perto e dando-lhe um beijo no rosto. – Por que em vez de você ficar aí me batendo, não me beija? – Sussurrou em seu ouvido e Liz sentiu seu corpo todo arrepiar.
- ... – Fechou os olhos e sem delongas, selou seus lábios aos dele. Beijo calmo, lento, mas muito intenso e cheio de desejo. Aos poucos, puxou Liz pela cintura, para que ficassem mais próximos e o beijo se intensificou cada vez mais.
- Mas que porra é essa? – acendeu a luz e no mesmo minuto os dois se separaram como se tivessem tomado um choque.
- O estava assoprando um cisco do meu olho. – Liz se defendeu e segurou o riso.
- Elizabeth, acho que o olho que você está se referindo é um pouco mais pra cima do nariz, não pra baixo. – riu divertida, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha.
- Isso, foi isso mesmo, eu... – Liz começou a se enrolar nas palavras. – Ah, vá se foder. – Levantou visivelmente irritada e foi para o quarto. e desataram a rir.
- O que tá rolando entre vocês? – Perguntou ao novo amigo.
- Eu gosto da Liz desde o primeiro dia que a vi, . – sorriu sincero. – Mas sou muito pouco pra tudo o que ela é. – Abaixou a cabeça, um pouco magoado.
- Oras, quem disse isso? – colocou as mãos na cintura, indignada.
- Nem precisa dizer, né? Dona de grife, dona de revista, estilosa, bonita... – foi enumerando todos os pontos positivos nos dedos.
- Isso não quer dizer nada, você é tão bom quanto ela, . – repreendeu. – O McFLY está crescendo, as composições estão ótimas e daqui a pouco eu tenho certeza de que vocês vão chegar no auge. - sorriu sincera e agradeceu, abraçando a amiga logo em seguida.

estava certa: O McFLY estava crescendo e isso com certeza mudaria um pouco da vida de todos os envolvidos. Todos.

Capítulo 14 - It's McFly

Não dá pra negar que as coisas entre e estavam caminhando bem e que os dois, mesmo que de uma forma bem indireta, estavam avançando em seu relacionamento. já estava de sete meses, totalmente impaciente e mais rabugenta do que nunca.

- Eu não acredito que você vai viajar de novo. – Disse manhosa vendo arrumando suas malas.
- Meu bem, eu não tenho escolha. – replicou explicando pela milésima vez que não poderia ficar com a menina em mais um final de semana por conta de assuntos e shows da banda.
- Seus filhos já estão órfãos. – fechou a cara, fazendo um beicinho do tamanho do mundo e riu, lhe apertando as bochechas.
- Você sabe que eu faço isso pra melhorar nossa condição de vida, né? – Perguntou, passando a mãos pela barriga – agora enorme – da menina. Ela sorriu e lhe deu um selinho.
- É, eu sei. Mas meus hormônios estão bagunçados e eu não aguento mais chorar porque acabou a geleia. – Riram divertidos.

Já fazia realmente um tempo em que as coisas estavam ótimas, o relacionamento estava ótimo, mesmo que sem título, mesmo que sem nenhum pedido oficial de nada. e Elizabeth no fim das contas estavam juntos, já que depois daquele beijo inesperado as coisas entre os dois apenas se firmaram.

- Nós vamos nos atrasar! – gritou da porta. – Bom dia, ! – Beijou a menina na testa e deu um tapa na cabeça de . – ‘Bora, cuzão. – lhe mostrou o dedo do meio e riram.
- Impressionante como eu me acertei com a minha família e de quebra, ganhei outra. – sorriu sincera e a abraçou. – Vou sentir sua falta. – Disse baixinho no ouvido do menino.
- Também vou sentir a sua, meu bem. Na próxima que for em Londres, eu te levo. – Ele sorriu e se despediu para poder acompanhar o restante da banda até o carro.

estava bem contente com o avanço do McFLY, mas sentia cada vez mais deixada de lado, só não sabia dizer se era por causa da sensibilidade da gravidez ou porque realmente estava se afastando aos poucos - mesmo com as coisas entre os dois estando muito bem. Preferiu acreditar na primeira opção, claro. não faria isso, não é mesmo?

🎻💘🎸

- Que carinha é essa? – Liz perguntou à amiga assim que a viu sentada no sofá, pensativa.
- Ah, eu estou me sentindo um pouco inútil esses dias. – Disse sentida.
- Meu bem, você está carregando duas crianças, não dá pra ser cem por cento o tempo todo, mesmo se não estivesse grávida. – Confortou.
- Eu sinto falta de tocar. – Admitiu. – Talvez eu esteja com um pouquinho de inveja porque está fazendo tudo sem precisar parar nada. Eu estou muito, mas muito feliz por ele, só que não consigo negar que eu gostaria de estar acompanhando a minha carreira também.
- , é só uma fase. Depois que as crianças nascerem, as coisas vão ficar mais fáceis, você vai ter muito mais ajuda. – Liz passou a mão pelos cabelos de e a mesma sorriu.
- Obrigada, amiga. – Agradeceu sincera. As duas decidiram assistir um filme e ficaram ali, conversando e comendo alguns doces.
- Alô? – Liz atendeu o telefone que estava tocando em cima da mesa.
- Oi, amor! – Era do outro lado da linha. – Só te liguei pra dizer que tá tudo bem! Chegamos em Manchester.
- Oi, baby! – Liz abriu o sorriso. – Que bom que ligou! Arrebenta tudo! – Fez o sinal de rock ‘n roll e os dois riram na linha. – Beijo! – Desligou o telefone e viu que a olhava curiosa. – Que foi?
- “Baby”? – arqueou uma sobrancelha e recebeu uma almofada na cara. Riu. – Oh, meu Deus. Você está tão apaixonada.
- Cala a boca, . – Liz emburrou, mas acabou se rendendo às risadas.

Os meninos ficariam uma semana em Manchester e, como Liz mesma disse: a Banda estava crescendo muito, tomando proporções absurdas de fãs. Durante a semana, Liz trocou várias mensagens com e , bem, esperou ansiosamente por qualquer notícia de , mas infelizmente não recebeu nenhuma.
sentou-se sobre sua cama e ficou olhando pela janela. Londres já estava cinzenta e gelada de novo, mal conseguia ver a rua do lado de fora por conta da neblina. O dia estava entediante e bem estressante.

- Por que você não manda algo para ele? – Liz perguntou se apoiando no batente da porta, indicando o celular em cima da mesa da menina.
- Porque se fosse pra gente conversar, estaríamos conversando. – Respondeu friamente, mantendo seu olhar pela janela. – Eu não vou correr atrás.
- Pare de ser criança! – Liz implicou.
- Não é ser criança, Elizabeth. O te mandou mensagens todos os dias... O que custava ele me mandar umazinha? – Perguntou desta vez olhando para a amiga.
- Ele pode estar muito ocupado, sabe que é ele que fica responsável pela banda. – Liz tentou justificar e deu de ombros.
- Eu vou dormir. – Pediu para que a amiga se retirasse gentilmente e deitou a cabeça no travesseiro.

De certa forma, Liz tinha razão: ficava responsável por todos os assuntos importantes da banda, mas por mais que o entendesse nessa responsabilidade, ao mesmo tempo gostaria que ele tivesse ligado. Observou todo o seu quarto e fez uma pequena retrospectiva de tudo o que havia acontecido nos últimos meses: ser aceita em orquestra, ter saído para comemorar e em fração de segundos estava grávida de gêmeos. Uma loucura atrás da outra, não era possível que aquilo tinha acontecido.

Sentiu algumas lágrimas escorrerem por seu rosto e, por pelo menos 15 minutos, sentiu que estava sozinha nessa. Por mais que Liz estivesse ali, continuaria sendo a mãe das crianças. Continuaria responsável por tudo. Continuaria presa a isso. continuaria viajando, continuaria sua vida, continuaria com fama e ela, cuidando dos filhos, cuidando das responsabilidades familiares.
Pegou seu celular e digitou algumas palavras:

“Espero que esteja tudo bem, xx .”

Mandou para e deixou o celular sobre o peito, fechando os olhos. Não poderia estar sendo tão corrido assim que o garoto não poderia ter sequer mandado um “Oi”, certo? Seria só um drama da parte dela ou ela estava certa? Oras, sua sensibilidade estava extrema, não se surpreenderia se isso fosse só coisa de sua cabeça.
sentiu o celular vibrar e logo abriu a mensagem:

“Está sim! Desculpe a correria. Xx .”

Preferiu não responder mais nada, apenas desligou o aparelho e foi abrir a case do violino. Tocou algumas notas da última sinfonia que havia tocado antes de sua vida ter virado de cabeça para baixo e, assim que terminou, soltou um suspiro imenso, pensando em como gostaria de voltar.

Adentrou o banheiro e foi tomar um banho, deixou com que a água quente caísse sobre si mesma, logo em seguida terminou o banho e secou cada gota d’água que via pelo corpo. Colocou uma calça, uma blusa e um casaco por cima, pois aquele dia estava bem frio comparado a todos os dias ensolarados que Londres havia apresentado nas últimas semanas. Até parecia que estavam de acordo com o seu próprio humor.
Saiu pela cidade andando, com a barriga visível para quem quisesse ver. Era nítido que estava chateada e não sabia o que fazer, então teve uma ideia e foi até o lugar onde mais se sentia feliz: ao teatro da cidade, casa oficial da Orquestra de Londres. Em exatos 30 minutos, estava no loca, parou em frente ao enorme prédio, respirou fundo e entrou. Escutou a sinfonia que ali tocava, era Danzón no 2 , de Arthuro Marquéz.

Sentou-se na primeira poltrona e ficou observando os movimentos do maestro. A sintonia era perfeita, os movimentos dos arcos de todos os violinos eram perfeitos e sincronizados. Logo que acabou, com a última nota, levantou e aplaudiu.

- ! – Escutou seu maestro dizer, observando-a. – Que bom que está aqui. – sorriu, indo abraça-lo.
- Também estou muito feliz por estar aqui, Paul. – Sorriu sincera.
- Que beleza você está! – Elogiou a menina vendo o quanto estava radiante pela gravidez. Mesmo que nos últimos dias estivesse um pouco chateada, a gravidez realmente havia deixo a menina radiante.
- Obrigada! – Agradeceu o elogio e não pôde deixar de reparar que alguém assumia seu lugar como Spalla (N/A: Spalla em italiano significa “Ombro” e em orquestra chamamos o Spalla de “ombro do maestro”, por se sentar na primeira cadeira à sua esquerda). – Mas quem é aquele rapaz? – Apontou discretamente para o rapaz de cabelos negros e olhos claros em cima do palco.
- Trevor. Trevor Aycox. – Sorriu de volta para a menina e chamou o rapaz para perto. – Trevor, venha cá!
- Olá! – Sorriu para abertamente. Trevor era um rapaz bem bonito, alto, com cabelos negros e olhos bem claros, esverdeados. Usava uma calça jeans, all star preto e uma camiseta de manga comprida azul marinho. – Meu nome é Trevor. – Estendeu a mão para e a mesma o cumprimentou de volta.
- Prazer! Me chamo . – Sorriu.
- Ouvi falar muito bem de você, . – Trevor a olhou nos olhos e, de uma forma muito estranha, sentiu um arrepio percorrer sua espinha. – Soube que é uma excelente musicista.
- Obrigada pelo elogio, Trevor. – Sorriu simpática. – Acho que deveríamos tocar. – Sugeriu e o menino logo acatou a ideia. Pegaram seus respectivos instrumentos e fizeram um dueto juntos.

não se sentia feliz há uns dias e, com isso, lembrou como era bom sentir a música de novo, por todo o seu corpo, por toda a sua alma. A sonoridade dos dois era impecável e a sintonia... Nem se fala! Limpa, pura e mágica.
Depois de tocar, guardaram seus instrumentos nas cases e Trevor convidou para um café. Andaram juntos pela cidade conversando sobre como o desenvolvimento musical da orquestra estava.

- Não pode ser! Carlla se casou? – ria das histórias que Trevor estava contando. – Eu estou muito feliz! – Sorriu alegremente. Carlla era a companheira de estante de , como ficou alguns meses ausente, não sabia de nada que estava acontecendo no meio tempo.
- Você acredita? – Trevor ria com as mãos nos bolsos. – Achava que isso nunca fosse acontecer. Quer dizer, ela me olhava e eu achava que queria comer meus rins! – Os dois riam. Ah, como fazia tempo que não ria assim. – Mas me conta sobre você! Por que parou de tocar? A gravidez atrapalha tanto assim? – Trevor perguntou curioso.
- Não atrapalha. É que eu acho que deveria me dedicar a isso cem por cento, entende? – Perguntou mordendo o lábio aflita.

No fim das contas, nem sabia porque tinha parado de tocar. Tudo bem que se dedicar à música era uma de suas coisas favoritas no mundo todo, mas a gravidez realmente acabou balançando um pouco seu emocional.

- Entendo. Bom, cada um sabe de suas prioridades, não é mesmo? – Trevor deu de ombros e sorriu para a garota. – Mas ainda acho que você deveria voltar a tocar conosco. – Sorriu amigável para a menina, que no mesmo minuto retribuiu.



Continua...



Nota da autora: Obrigada para quem esta acompanhando essa história maluca e imprevisível. Ainda tem muita coisa para acontecer e espero que vocês sigam comigo até o final.
❤️❤️❤️


Nota da Scripter:

Essa fanfic é de total responsabilidade da autora, apenas faço o script. Qualquer erro, somente no e-mail.


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