Ligeiramente Grávidos

Última atualização:29/07/2019

Prólogo

Muitas pessoas dizem que existe louco para tudo, mas pelo que eu saiba, nenhum deles fez um filho inconscientemente. Não, eu não quis dizer no sentido de prostituição ou algo assim, mas sim, me referi à parte em que isso acontece por mísera culpa do álcool e que, bom, ambos tinham acabado de se conhecer.

Introdução.

Ried, uma jovem ambiciosa de 20 anos, violinista em progresso, esperando por uma chamada que pode mudar sua vida: Ela só quer ser profissional, viajar países afora acompanhada de sua orquestra. Era o que ela queria, o que sempre quis. Vivia com a melhor amiga, Elizabeth Kennedy, numa casa de classe média alta, num bairro nobre de Londres. As duas praticamente não se desgrudavam, estavam juntas desde a quarta série e não seria agora que isso acabaria.

🎻💘🎸

Do outro lado da cidade, , buscando fama e sucesso com sua banda, só precisava mesmo de um empresário. Ao lado do melhor amigo, , sempre deu duro no , ensaiando com o amigo e os outros caras da banda. e viviam juntos, são amigos desde que se conhecem por gente. Ah, antes que me esqueça, tem a mesma idade de , ele só não sabe disso.
, vive seus 21 anos tocando guitarra.



Capítulo 1 - I am.

saiu às pressas de casa, estava atrasada para mais um ensaio da orquestra. Pegou carona com Elizabeth e logo estavam lá.

- Gata, tenho reunião com o pessoal da revista até às três, você fica bem? - A amiga perguntou segurando seu óculos da Dolce & Gabbana por cima dos longos cabelos. Elizabeth conseguiu o que sempre quis: Trabalhar com moda. E por fim, montou sua própria revista, publicando seus modelos e dicas para tal.
- Tudo bem. - sorriu alegremente, com as bochechas levemente rosadas devido ao frio. Com razão, aliás. Usava uma meia calça, saia preta, casaco jogado por cima de uma blusa simples. A orquestra é sempre rígida, qualquer descuido é uma má impressão para os maestros. A menina entrou pela porta do grande salão, pegando uma estante e sentando-se ao lado de Carlla.

🎻💘🎸

Enquanto a , estava na hora de acordar, já era meio dia.

- Bom dia, flor do dia. - entrou em seu quarto, usando uma calça surrada, all stars, blusão e um avental de cozinheira, segurando um prato que cheirava à torradas. coçou os olhos e riu, ao ver o estado do amigo.
- Bom dia, Passione. Que roupa é essa?
- Pietra me obrigou a pôr. - riu de bom humor. Mencionei que Pietra é a filha de cinco anos de ? Se não, agora está sabendo.
- Ela tem bom gosto. - riu, saboreando as torradas do amigo. - Falando nela... - O garoto sorriu vendo a garotinha loira, que lembrava muito o pai, entrar pela porta, segurando uma boneca.
- Papai, quero mais. - Sorriu exibindo os dentinhos de leite, não resistiria.

Pietra era uma garotinha fofa, cabelos loiros e olhos clarinhos, em algumas vezes se enrolava nas palavras pelo fato de ter somente cinco anos. pegou a filha no colo e saiu, indo até a cozinha fazer mais torradas. se levantou, coçou os olhos e bocejou, levantado em seguida para se trocar. Colocou uma calça jeans de lavagem escura, adidas, blusa da atticus cinza e bagunçou o cabelo. Olhou para o espelho, gostando do que via, claro. Sorriu, beliscou mais uma torrada e desceu as escadas.

- , encontro com o Fletch hoje. - Sorriu.
A propósito, Fletch era o empresário que estava de olho nos meninos, porém, o processo é lento. Paciência.
- De novo? - torceu o nariz e riu.
- É, ué. - deu de ombros e logo, os dois e Pietra estavam a caminho do "estúdio" do tal empresário.


Capítulo 2 - Work, Work!

Canon era tocado naquele auditório, todos os graves e agudos soavam bem, num tom suave, quase que perfeito. O maestro deu três batidas e no mesmo instante, todos pararam de tocar.

- , antes que eu me esqueça: O Diretor quer falar com você. - Sorriu de forma diferente e a menina se retirou em seguida. Pediu licença ao grupo e andou até a "diretoria". Fechou a porta atrás de si, sentando-se e ficando de frente com o diretor.
- Bom dia. - O velho de cabelos brancos com um bigode muito charmoso, sorriu.
- Bom dia. - Ela devolveu a gentileza.
- , Paul Hochmüller te quer na orquestra. - Sorriu por fim, pousando as mãos sobre a mesa.
- SÉRIO? - Alterou-se e riu, feliz. Mas cessou assim que recebeu um pigarreio de reprovação.
- Sim, é sério. Aqui está o telefone e endereço. - Entregou-lhe um cartão. - Ele quer que você o veja daqui... - Olhou no relógio - Uma hora. - Sorriu, deixando a menina decidir seus passos em seguida.

Ela não deu outra, voou até a porta guardando o instrumento e derrubando partituras pelo caminho. Pegou o primeiro ônibus que viu, que por incrível que pareça: Parou no lugar certo. Desceu apressada e entrou no local, bem bonito e organizado por sinal. Falou com a "secretária" ou quase isso e ela mandou-a seguir. Andou até chegar em uma porta, batendo e sendo mandada a entrar. Entrou, encostou a porta e sentou-se.

- ? - Uma voz masculina surgiu e imediatamente a menina virou para trás.
- Sim, senhor. - Sorriu.
- Gostaria que pudesse me dizer qual peça pretende me apresentar. –Pediu, observando a menina atentamente.
- É um concerto de Bach, Sr. Bourrè. – Em seguida, o maestro pediu para que a mesma tocasse e ela o fez.

Depois de ter terminado a peça e pousado o arco em cima da mesa ao lado, o Maestro colocou Moonlight, de Mozart, em sua estante. De resto, saberia o que fazer, então não perdeu tempo, tocando as notas que via para a sua leitura à primeira vista. Mal conseguia respirar, a concentração era muita, mas o nervosismo tomava conta também. Assim que acabou, Paul sorriu orgulhoso, esticando a mão.

- Bem vinda à orquestra de Londres.

Nem preciso dizer que ela surtou e quase agarrou o homem, certo? Acho que não.


🎻💘🎸

Do outro lado da cidade, os meninos aguardavam ansiosamente a resposta da gravadora sobre a audição já feita.

- Cara, pare de mexer essa perna. - repreendeu o amigo que não parava quieto um minuto sequer.
- Desculpe. - Riu nervoso.
- Vamos nos sair bem, tá legal? - riu, dando um soquinho leve no ombro de .
- É cara, relaxa. - , outro membro da banda, sorriu do outro lado. Eles tinham se saído bem, tocaram bem e estavam ansiosos pela resposta.

, um gordinho careca, saiu de uma sala e sorriu.

- Bem vindos à gravadora, rapazes. - Assim que o ouviu, correu até o senhor e o levantou no ar, arrancando risos de todos.


Capítulo 3 - Party!

Quem não gosta de uma comemoração, não é? toda empolgada por ter conseguido, chama sua melhor amiga, Elizabeth, para festejar num pub de Londres. , por mera coincidência, foi comemorar com - seu melhor amigo - no mesmo pub que .
Ela usava um vestido preto curto, tomara-que-caia, com um salto alto e maquiagem leve. Elizabeth vestia uma saia de cintura alta preta, que cobria parte de uma blusinha branca. Seu braço estava cheio de pulseiras, usava um scarpin e os cabelos estavam presos.
e quase que pareciam o mesmo, calça jeans, nike e camisetas. Não, de forma algum eles pareciam mal arrumados, estavam lindos. Qualquer garota que os visse agora, pediria telefone ou se entregaria direto.

Uns drinks cá e lá, com muita dança e agito das pessoas já alteradas, fez com que os dois se encontrassem, logo no bar, pedindo a mesma bebida. Bom, tudo indica que ambos sorriram um pro outro no mesmo instante em que seus olhos se encontraram. Ficaram meio sem jeito, mas essa timidez toda acabou num hotel, no quarto 207 para ser mais direta. Aquilo era cedo demais? Talvez. Mas o que uma boa quantidade de álcool e animação não fazem? Pois é.
Nenhum dos dois lembrou de muita coisa. Qual é? Beijar e ver a quantidade de roupas espalhadas pelo chão estava muito mais interessante. É, realmente estava. Os dois riam enquanto se atrapalhavam nas peças que faltavam, mas por sorte, estavam alcançando a cama. sentiu seus joelhos dobrarem, assim que bateu no colchão e caiu sobre o mesmo, levando junto. Ambos sempre rindo, definitivamente, era muito álcool.

- Por que estamos mesmo rindo? - , ainda rindo obviamente, perguntou.
- Quem se importa? - respondeu, puxando-a de volta. Ah, sim, o que se passava nessas mentes? 'Pra que perguntar se a diversão está reinando?' - deu de ombros e logo as últimas peças estavam no chão, de ambas as partes, claro.

sorria sem motivo algum, deveria estar no mesmo estado, sorrindo com os beijos. Beijos? Não só nos lábios como de costume, desciam pela região do pescoço da menina e logo se encontravam na barriga, quase que trilhando um caminho. Mãos passeavam pelos dois corpos, de repente, 13 graus de Londres estavam mais para 31 de um país tropical, pelo menos entre os dois. que já não ria mais, agora passava as unhas vermelhas e grandes nas costas do garoto de leve, fazendo-o soltar um leve suspiro. Sorriram.
Os corpos estavam cada vez mais pressionados, o sangue corria nas veias, fervendo. segurou a cintura da menina e a mesma entrelaçou as pernas na cintura dele, descendo delicadamente. Logo os dois eram apenas um. O suor ali se misturava, mas eles realmente não se importavam, estavam gostando, os gemidos mostravam isso. Era puro desejo, pura luxúria. Tempo depois, os dois atingiram o orgasmo juntos e dormiram, abraçados.


Capítulo 4 - After Party!

acordou com um maldito filete de luz que atrapalhava seu sono. Coçou os olhos e os abriu lentamente, esticando o braço e sentindo... Seios? É, acho que sim. Imediatamente virou-se para a sua esquerda e se deparou com uma mulher. Arregalou os olhos, mas alguns pensamentos poluídos vagaram quando viu que ela cobria certas partes do corpo com o lençol, já que estava nua.

- Foco, foco. - Balançou a cabeça e a observou por mais alguns instantes.

Sorriu. Olhou mais para baixo e viu que seu estado não era tão diferente do dela. Surpresas, surpresas! Procurou sua boxer e a colocou, no mesmo instante.

- Será que está morta? - Perguntou a si mesmo, checando a respiração da garota logo em seguida. Não, ela não estava morta.

Cutucou-a com um dedo, até ela abrir os olhos e sorrir. Seus olhos apertaram e seu sorriso foi desmanchando aos poucos, assim gritou em seguida.

– Quem é Você!? - Cobriu-se e ele se assustou.

Quando os escândalos - finalmente - acabaram, os dois chegaram à conclusão de que é, houve sexo.

- Se acalma, ok? - acalmava uma descabelada.
- Me acalmar? Eu transei com um cara que nunca vi na vida! - Ela colocou as mãos sobre o rosto, obviamente envergonhada.
- Tá, mas de que adianta isso agora? Tá feito. - disse, coçando a nuca.

É, não tinha jeito, não tinha como voltar atrás. Estava tudo feito.
Conversaram mais um pouco, para ver se lembrariam de algo, mas a única coisa que pregou em ambas as mentes foi: Eu transei com o primeiro estranho que vi. checou seu celular e viu que um novo contato foi adicionado: . “Ótimo”, pensou, “pelo menos eu peguei o número dele”, ironizou.

- Você se lembra como viemos parar aqui? - perguntou ao garoto. Olhou-o por um instante e se acalmou, ao notar o quão sexy ele era. Sorriu, mas balançou a cabeça negativamente.
- Só me lembro de ter bebido, demais. - Ele riu. Parecia despreocupado, ou queria que a garota pensasse isso.
- Nós podemos fingir que, sei lá, isso não aconteceu. - arriscou e ele pareceu concordar.
- É, nunca fizemos isso. - Ele sorriu, tranquilo. - A propósito, sou . - Ele riu, esticando a mão. olhou para ele e riu.
- Oi? Você conheceu cada centímetro do meu corpo ontem, acho que não preciso da sua mão, né? - Ele riu e ajudou-a a se levantar da cama, já que a ressaca era muita.
- Bom, acho que podemos ir, certo? - Ele disse sem jeito, em tom convidativo. Ela concordou. Logo estavam vestidos e ainda cheirando álcool, mas mesmo assim, saíram do hotel e cada um seguiu seu rumo.

Não preciso dizer que, quando cada um chegou ao seu destino, contaram aos melhores amigos.

- Foi bom, safadinho? - ria, tomando seu whisky num canto.
- É, eu acho que foi. - fez uma cara confusa e fez outra maior ainda.
- Como assim, "acho"? - Deixou a garra num canto e passou a prestar mais atenção no que o amigo falava.
- Eu estava inconsciente, . - Respondeu , olhando pra cima. - A única coisa que me lembro, é que a garota é gostosa. - Ele riu, se lembrando de quando acordou.
- Então deve ter sido bom. - concluiu, dando mais goles no whisky.
- É, sim. - Riu sozinho.

🎻💘🎸

- Ok, me explica direitinho. - Elizabeth sacaneava a amiga envergonhada no sofá de casa. - Ele é gostoso? Foi bom?
- Menos, tá? - se encolhia no sofá toda corada.
- Não adianta você ficar assim, meu anjo, o trenzinho dele passou pelo seu tunelzinho ontem e não tem como voltar atrás. - Dito isso, Elizabeth recebeu uma almofada no meio da cara, mas apenas riu.
- Você tem razão. - deu-se por vencida. - E foi muito bom. – Respondeu tapando os olhos.
- Conte mais. - Elizabeth esboçou um sorriso malicioso.
- Quer dizer, não me lembro de muita coisa, mas... - pausou - lembro-me da pegada e nossa, que pegada! - Riu ainda mais envergonhada.
- Ainda não respondeu minha pergunta: Ele é gostoso? - Elizabeth desafiou e mordeu o lábio.
- Demais. - Sorriu e foi apenas isso que disse. Depois entraram num papo sobre lingeries e a nova coleção.


Capítulo 5 - Surprise!

Tempo passou - eu diria umas oito semanas -, mas nenhum dos dois se falou, mesmo que tivessem trocado telefones. andava estranha.

- Que houve? - Elizabeth que até então, lia um livro sentada no sofá, perguntou.
- Menstruação. - Respondeu.
- Quer um absorvente?
- Se eu estivesse menstruada, adoraria. - Ela riu nervosa. Elizabeth arqueou uma sobrancelha.
- , naquela noite, vocês ao menos... Se protegeram, né?
- Eu não sei. - Ela abaixou a cabeça.
- Como não sabe? - Indignou-se a amiga.
- Eu não sei, Elizabeth. Eu estava bêbada. - Defendeu-se. Elizabeth levantou sem dizer uma palavra, foi até a mesa de centro da sala e pegou o celular da amiga. - Você disse que tinha gravado o número. - Entregou à amiga. - Ligue pra ele quando eu voltar. - Foi em direção à porta.
- Onde vai? - perguntou.
- Farmácia. - Fechou a porta. deitou-se no sofá, encolhendo-se. Estava com medo.

Elizabeth apareceu algum tempo depois com o teste e o entregou à amiga.

- Sabe o que fazer. - Sorriu. foi até o quarto e fez o que a 'bula' indicava. Esperaram um tempo, andando de um lado para o outro, e logo:
- Azul. - Elizabeth mordeu o lábio.
- Tem certeza? - abaixou a cabeça.
- Tenho. - Liz riu fraco.
- Por que está rindo? - Olhou indignada para Liz, quer dizer, era para se desesperar, certo?
- Porque eu vou ser tia - Riu mais ainda - E cuidarei de um pentelho ou pentelha. - As duas riram. Liz pegou o celular da amiga. - Marquem de sair, vai ser melhor. – Sorriu em forma de consolo à amiga. - E ah, já marque uma consulta no médico para amanhã, sério. - Por fim, subiu as escadas.

🎻💘🎸

- Mas, cara. Vocês pretendem sair algum dia? - ria, comentando sobre a “transa dos desconhecidos”.
- Não sei, cara. - soltou uma risada baixa. - Se ela ligar, quem sabe.
- Já faz um bom tempo que saíram, é. - Retrucou, sorrindo com a razão.

🎻💘🎸

seguiu a amiga com os olhos e depois olhou pro aparelho por alguns minutos, respirou fundo, indo na lista, buscando pelo nome.

- Alô? - Uma voz surgiu pelo outro lado da linha.
- ? - Arriscou, mordendo o lábio em seguida.
- Eu? - Ele riu.
- É a ... Lembra?
- Lembro, lembro sim. - Mais um sorriso, mas dessa vez carregado de malícia.
- Hm, quer sair hoje à noite? - Ele poderia não saber, mas ela estava torcendo pra que aceitasse o convite.
- Claro... Onde? - Definitivamente ele não esperava por isso. Sorriu de novo e marcaram de se encontrar num restaurante, às nove horas da noite.

pensou em centenas de vezes, cada palavra para dizer "Eu estou grávida". Do jeito mano: "Tô carregando cria, chapa". Do jeito que enrola: "Adorei sua camisa, olha esse tecido! Meu Deus do céu, é algodão? Eu estou grávida. Mas enfim, onde você comprou?" Balançou a cabeça... Depois ela pensaria nisso.
As horas passaram rápido e isso fez com que ficasse com mais medo, afinal, ela nunca disse "estou grávida" antes. Pensou no assunto durante e após um longo banho bem calmo e quente. Vestiu uma saia de cintura alta - Ainda dava, né, nem ao menos sabia de quanto tempo estava grávida. -, uma blusa bege qualquer, scarpins pretos de plataforma, meia calça um pouco mais escura que seu tom de pele e por fim, um sobre tudo preto jogado nas costas, devido ao clima típico de Londres. Se olhou no espelho pela última vez e desceu as escadas, indo de encontro com Elizabeth, no carro.

- Tem certeza que está pronta? Ainda dá tempo de adiar. - Elizabeth disse a amiga, mas sem tirar a visão do volante e das ruas, né.
- Se eu adiar, não vou conseguir contar depois, Liz. - Abaixou a cabeça.
- Olha, existe aborto... - Elizabeth sugeriu com uma dor enorme no coração, mas antes que ela concluísse a frase, a cortou.
- Sabe, eu sou a favor de aborto, mas eu jamais abortaria. - Disse orgulhosa de si mesma e Elizabeth fez o mesmo.

passou a mão na barriga sorrindo. Logo, avistaram o tal restaurante e desceu, despedindo-se de Elizabeth.

Capítulo 6 - You'll be a father.

chegou no restaurante marcado e caminhou em direção a . Quando o viu, sorriu meio nervosa e o cutucou.

- Olá. - Sorriu tentando parecer normal.
- Olá. - Ele retribuiu um belo sorriso. Estava lindo. Usava uma calça jeans skinny, uma lavagem escura, camiseta e all star. O cabelo um pouco bagunçado, mas ele não deixava de ser lindo. Puxou a cadeira para a garota se sentar e ela se acomodou.
- Hm, o que vamos pedir? - Ele perguntou com o cardápio em mãos.
- Que tal um capeletti ao molho branco? - sugeriu e ele aceitou.

Jogaram uns papos cá e lá, umas taças de bebidas aleatórias e respirou fundo:

- Eu te chamei aqui porque bom, eu tenho uma coisa pra contar. - Mordeu o lábio.
- Então conte - Ele sorriu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Não me odeie. - Ela riu nervosa.
- Mas por que eu odiaria? Não tem motivos, você não me fez nada, além de que...
- Eu estou grávida. - Soltou e ele imediatamente se calou.
- ... De quem? - soltou um sorriso amarelo.

Coitado, nem imaginava o que viria a seguir. "Essa garota tem problemas, me chama pra contar que está grávida. Lindo!" ironizou seu próprio pensamento.

- De você, oras. De quem mais eu estaria? - Ela ironizou. - Você vai ser pai.
- Mas como? - Isso indica que não queria acreditar.
- Não usamos preservativos. - Ela disse meio culpada.
- Como não? Eu sempre carrego. - Ele disse tentando raciocinar.
- Se eu estou grávida... - Ela tentou ajudar.
- Como sabe que é meu? - olhou-a duvidando.
- Acha que eu saio transando com o primeiro que me aparece? - colocou a mão no peito, ofendida.
- Pensando bem, foi o que você fez naquela noite. - Ele desafiou.
- Me chamou de vadia? - Olhou-o séria, com os punhos cerrados.
- Não, eu não... Argh. - Ele abaixou a cabeça, se "rendendo".
- Eu fiz no teste de farmácia... - Ela respirou fundo e disse.
- Então pode estar errado, né? - assentiu, olhando para baixo com cara de poucos amigos.

- Eu entendo. - arrumou a postura na cadeira e pousou os cotovelos sobre a mesa. Ela sorriu.

- Obrigada. - Sorriu mais uma vez, em forma de agradecimento. Passaram alguns minutos em silêncio, pediram a conta e ele a levou para casa.

abriu a porta e fechou-a atrás de si, sem dizer sequer uma palavra. Não passaram muito tempo por lá. Deduziu isso ao olhar para o relógio que marcava 23:00 hr. Se jogou no sofá e por ali ficou, com a mesma roupa. Liz estava dormindo, não tinha porque ficar acordada.

🎻💘🎸

- ? – A menina abriu os olhos lentamente, dando de cara com uma Elizabeth de roupão segurando uma xícara de café.
- Hm? - Coçou os olhos, rindo fraco. - Eu dormi por aqui? - Observou o resto da sala como se estivesse em outro planeta.
- É. - Elizabeth riu, lhe dando a xícara e sentando ao seu lado. - Você bebeu?
- Não, não dessa vez. - Sorriu. - Fui mais consciente. - Ela riu junto da amiga.
- É, quando essa barriga crescer, não vai poder sair bebendo que nem louca.
- Entendeu? - Riu.
- Com certeza, mamãe. - abraçou a amiga.
- Legal, vamos tomar um banho e bolar nossa manhã supimpa! - Liz sorriu. - Ah, você tem que ligar pra ele, falar sobre a consulta hoje à tarde.
- Quase me esqueço da consulta. - envergonhou-se. Desde quando ela era tão esquecida assim? Ah, desde sempre, pois é.
- O que seria de você sem mim, né? - Gabou-se Elizabeth, levando uma almofadada em seguida.
- Nada, nada mesmo. - As duas se levantaram e foram tomar banho.

Os minutos passavam até que depressa e isso deixava mais nervosa ainda.
Sentou-se na cama e sorriu para Elizabeth.

- Liga. - Ela piscou e sentou-se ao lado da amiga. respirou fundo e discou o número, levando o telefone até o ouvido direito, escutando chamar.
- ? - Ele já sabia quem era, isso deixou a garota mais confortável.
- Sweety? - Espera, o que foi isso? Um apelido? - . - Corrigiu sem delongas.
- Eu realmente não me importo com apelidos, sério. - Ele riu do outro lado da linha. A risada dele era tão contagiante, tão gostosa de se ouvir e ela acabou rindo junto.
- A que devo a honra dessa ligação?
- Bom, lembra que eu disse sobre a consulta no médico?
- Lembro sim. - O tom de voz saiu já mais sério.
- Então... É... Eu gostaria que fosse comigo hoje. - Envergonhou-se, deitando sobre o colo da amiga que estava ao lado.
- Ahn, Claro! - Ele riu. - Que horas?
- Três horas. - Ela olhou no relógio, que já marcava 12:00. - Você passa aqui? - Mordeu o lábio inferior.
- Passo sim, me espere.
- Ahn, tá bem. Eu tenho que ir, até logo.
- Até. - Por fim, ouviu-se apenas o "tu tu tu" do fim de ligação. olhou para a amiga que fez uma cara engraçada.
- Fofo. - Soltou e riu. - Vamos almoçar? - Liz convidou e ela concordou.
- Estou com fome. - Riu.
- Deixa eu adivinhar: Pizza? - Arqueou uma sobrancelha.
- Você me conhece mesmo, que isso. - Riu a menina sozinha, descendo as escadas ao lado da amiga.

Bom, Elizabeth pediu uma pizza e logo o entregador chegou. Não demoraram muito para comer, num piscar de olhos estavam lavando a louça e secando-a.

- Quero ver quando meus desejos começarem a aparecer. - riu.
- O garoto que colocou essa criança aí dentro quem vai realizá-los, tsc. - Liz se fez de brava.
- Tem razão. - Desataram-se a rir. Logo estavam se trocando... Pela milésima vez. Vamos concordar que quem tem uma grife e uma revista de modas, não quer parar de se vestir, certo? Certo.

Tudo se resumiu com usando um vestidinho básico, esperando na porta de casa, sempre ao lado de Elizabeth. Falando nele... Logo apareceu com um Camaro preto, buzinando e abrindo a porta para ela entrar. Bom, foram a caminho do consultório, era o que restava.

Capítulo 7 - The Doctor.

O silêncio reinava no carro. resolveu puxar assunto:

- Hm, bonito vestido. - Qualquer bobeira viria a ser útil no momento. Até mesmo comentar sobre o vestido rosa de alças que usava.
- Obrigada. - Virou o rosto para a janela.
- Sabe, hm - realmente não sabia o que dizer. - E se não tiver nada aí dentro?
- Olha, eu sei que nenhum dos dois quer isso, tá legal? - Virou-se para ele com o rosto vermelho prestes a chorar. - Mas mesmo sendo indesejado, eu vou ter esse filho.
- Tá, mas e se não tiver um filho? - Insistiu.
- Se não tiver, considere-se com sorte. - Sorriu. - Sei que tem planos.
- Eu sei que tem planos também. - Ele olhou para frente, fitando as ruas.
- Então algo temos em comum. - Não demorou muito a chegarem, logo estava estacionando o carro em frente ao consultório. Ele ajudou-a descer, com cuidado. Tudo bem que nem ao menos sabia se teriam um filho ou não, mas e se fosse verdade? Todo cuidado é pouco com a futura mamãe.

Andaram até a porta e entraram, avistando muitas crianças. Umas chorando, outras rindo e poucas brincando com alguns brinquedos coloridos pelo chão do consultório. Ah sim, faltavam os pais, certo? Pois é, eles estavam tomando café num canto, observando os filhos. O consultório era grande e espaçoso, com as paredes em tons de azul, rosa e amarelo, cheio de bichinhos e coisas divertidas. Um lugar para crianças, definitivamente.

- Que tipo de pai deixa o filho largado num canto? - indignou-se e teve que rir.
- Mas o nosso não vai ficar largado. - Tá legal, o que foi isso? Ele estava fantasiando uma família?
- Pensei que não quisesse um. - Arqueou uma sobrancelha e ele pareceu visivelmente envergonhado, fingiu não ter dito isso e foi até a secretária.
- Ried. - Disse o nome da "mamãe" e ela pediu para aguardar. Os dois foram se sentar e enquanto isso, observavam as crianças brincando. Algumas estavam mais brigando por brinquedos do que brincando, na verdade.
- Ai meu Deus. - apoiou-se no ombro do garoto que, no mesmo instante sorriu, passando um braço sobre os ombros dela.
- Virei fã daquele molequinho, sério. - riu, observando um garotinho ruivo que tinha acabado de dar um soco no amiguinho - Que por acaso estava no chão, chorando.
- Mereço? - Ela ergueu as mãos para cima e de novo, riu.
- Você seria uma mamãe mandona. - Rolou os olhos e levou um tapa em seguida.
- E você um pai irresponsável. - Fez um bico e ele riu, abraçando-a.

Definitivamente, esse lance de abraçar e fazer brincadeirinhas que casais fazem, estava tornando-os um casal de verdade. Eles perceberam isso? Claro que não, afinal, estavam agindo como se amigos fizessem isso, risos.

- Ried! - A secretária chamou e os dois entraram em outra salinha, só que branca e com alguns quadros infantis. Viram um homem até que jovem, com um sorriso bonito e... Ok, era o doutor.
- Eu sou o doutor Brian. - Sorriu simpático cumprimentando os dois. - Pode ir ali na cabine, colocar a 'camisola' e deitar-se na maca. - Sorriu de novo. se dirigiu até a cabine, tirando a roupa e colocando uma espécie de camisola azul.

Minutos depois dentro da cabine, ainda no consultório, saiu sem jeito, deitando-se sobre a maca em seguida. acompanhava cada passo dela com os olhos. Muitas coisas passaram na cabeça dos dois naquele momento. Quer dizer: Dancei, bebi, transei e agora vou ter um filho? Imaginou isso? Lindo, não? Não, não é. Isso tá muito errado!

- Muito bem... - A voz do doutor soou pela sala. - Sabe o que fazer, certo? - Sorriu e ela relaxou, respirando fundo. - Vai sentir um geladinho. - Riu sozinho preparando o que precisava para o ultrassom.

Passou aquela "geleia" na barriga da garota que contraiu imediatamente, sentindo cócegas. Passou-o pela barriga da menina, olhando para a tela.

- Hm... - Sorriu e logo já estava limpando a barriga dela, para poder se trocar. se trocou e sentou-se ao lado de numa cadeira.
- E então, doutor? - Mordeu o lábio. - Eu vou ter um filho?
- É, vamos ter um filho? - corrigiu, mostrando-se ansioso pela resposta.
- Não, . Vocês dois não vão ter um filho. - Ele sorriu e os dois pareceram felizes por segundos, até o médico completar. - Vão ter dois filhos!

Preciso dizer que os dois pararam na hora a comemoração idiota e encararam o médico:

- Que papo é esse, doutor? - Acho que não.
- Ué, simples. - Ele deu de ombros. - Dois, um mais um, uma laranja cortada ao meio, quatro olhos, quatro ouvidos. Dois filhos. - Sorriu dando o máximo de explicações, mesmo que fossem idiotas. - Parabéns! - Levantou-se, indicando a porta para o "casal", que obviamente, saiu passado do consultório.

Os dois andaram até o carro, onde abriu a porta para a mamãe, que entrou. Respiraram fundo, passaram o cinto e logo a partida do veículo foi ouvida, arrancando em seguida pelas ruas de Londres. A bela Londres.

- Ahn, você está bem? - perguntou, olhando de canto para , que mantinha as mãos no rosto.
- Não. - Admitiu.
- Confesso que fiquei surpreso. - Ele riu fraco.
- E como acha que eu fiquei? - Perguntou meio rude.
- Eu não tenho culpa que são dois, tá legal? O que quer que eu faça? - Perdeu a paciência dando um murro no volante e jogando a cabeça pra trás. se encolheu no banco. - Me desculpe. - Murmurou. - É que, argh. Não estamos preparados. - Respirou fundo. a olhou e repetiu a ação dela, encostando o carro. Tirou o cinto de segurança e virou para ela.
- Eu entendo. - Sorriu mais calmo com o que ela disse. - Só temos que lidar com isso, mesmo que seja difícil. - Passou uma mão pelo gosto dela, que imediatamente fechou os olhos, sentindo o toque macio da pele dele.
- Podemos não estar preparados, mas - Pausou ela. - não quero abortar...
- Sorriu fraco e ele retribuiu.

Legal, todos esperavam pela gravidez, certo? Mas o que não sabem é que, bom, os pais de têm irmãos gêmeos, eis que uma surpresa acontece. Ou devo dizer duas? Vocês entenderam. O resto do caminho foi silencioso, só se ouvia as respirações. Estavam no caminho de volta para a casa. "despertou" do nada.

- Para onde estamos indo? - Perguntou a , que mantinha a máxima concentração no caminho.
- Para casa, oras. - Sorriu de canto.
- Tá, mas... - Ela parou para pensar. - Estamos nos afastando do London Eye. - Concluiu.
- E...? - Soltou em deboche.
- Oras, pare de debochar! - Disse sem paciência para brincadeiras, o que fez ele rir muito alto. emburrou, fazendo um bico do tamanho do mundo.
- Own, Meu Deus. - Riu ele. - Pare com esse bico. - Apertou a bochecha dela.
- Me diga onde estamos indo. - Ela disse sem tirar a expressão "criança birrenta" do rosto.
- Para a minha casa. - disse normalmente, mas rindo internamente da cara dela.
- E posso saber por quê? - Ela arqueou uma sobrancelha.
- Porque sim. - Ele riu. Como gostava de provocá-la, Céus!
- Tá bem. - Deu-se por vencida. - Espero que tenha algo para comer. - Desta vez os dois riram.

O caminho foi tranquilo. Uns tapas cá e lá, discussões cá e lá, mas chegaram vivos. estacionou o carro na garagem de uma casa até que grande: Branca, com janelas de vidro extensas. Lá se via um jardim bem cuidado, ao ponto de vista de , que dava para a porta marrom de entrada. Os dois desceram e caminharam até a tal porta.

- !? - gritou em busca do amigo, que imediatamente desceu as escadas segurando uma garotinha loira. Colocou-a no chão e foi em direção ao amigo.
- Eu estava me preparando para o banho da Pietra. - Riu ele com o amigo, quase nem reparando em . pigarreou e segurou a menina pelos ombros.
- , lembra... Daquela noite? - Sorriu amarelo, torcendo para o amigo não soltar nenhum besteira.
- Awn, lembro sim. - Bingo! Ele não falou nada demais. - A da transa desconhecida. - Até agora.
- É, é. - tratou de cortar o assunto. Vai que fica brava. Ela arqueou a sobrancelha e sorriu.
- Ried. - Estendeu a mão para o garoto branquelo à sua frente. Pensando bem, ele e se parecem tanto, até na parte das expressões faciais.
- . - Ele repetiu o ato. - Enfim, o que fazem aqui?
- Lembra quando eu disse sobre consultório e filho? - riu e o amigo concordou.
- Pois é.
- A questão é: Não é um filho e sim dois. Eu terei gêmeos e seu amigo é o pai.
- facilitou as coisas e tratou de cair na risada, mas também, de dar os parabéns aos dois.
- Alguém para brincar com a Pietra. - Sorriu. Deu um tapa na testa e pegou a filha no colo. - Essa é a Pietra, minha filha. - sorriu para a menina, que sorriu de volta.
- Olá, lindinha. - sorriu de novo para a garota. - Eu estou com fome. - Olhou para os dois feito criança.
- Bom, tem macarrão no forno. - disse apontando pra cozinha.

Não demoraram muito e logo estavam comendo que nem loucos. Na verdade, estava comendo feito louca de tanta fome.
Acabaram por ali, com a louça lavada. Sentaram no sofá e logo puxou assunto.

- Hm, como serão os nomes? - Cruzou as pernas.
- Ainda não sabemos. - pensou. A pergunta de o fez lembrar que eles realmente tinham que pensar, não só em um nome, mas sim em dois.
- Como ainda é cedo para saber os sexos, certo? - sorriu, passando a mão pela barriga. Os dois garotos a olharam e riram. - Me deixem! Eu vou carregá-los por nove meses, tá bom? - Riu.
- Ok Ok. Se prepara, , estresse de grávida chegando. - riu abertamente.
- Não serei rabugenta, fique tranquilo. - Olhou para .
- Você já é rabugenta. - Ele riu e ela teve que concordar.
- Ok, dessa vez eu concordo. - Rolou os olhos. - Mas e se forem dois meninos?
- Chamaríamos um de que nome? - Sorriu ele, aproximando-se da menina.
- Joseph é bonito. - Pensou. - O outro poderia ser... Não sei como poderia se chamar.

Sorriu e o garoto concordou, rindo. Minutos se passaram, brincava com a filha e os outros dois pareciam crianças que, ao comprar um cãozinho, jogavam horas fora escolhendo um nome.


Capítulo 8 - She is my friend.

Depois de muito tempo na casa dos garotos, levou para casa. Já era noite e Londres costumava ser perigosa nessas horas, apesar de bonita e muito turística.

- Seu amigo é muito legal. - Ela sorriu.
- Ele não costuma ser assim com todos. - Riu. - Na verdade, ele é do tipo que costuma ser irritante com as pessoas em dez minutos.
- Não notei isso. - Colocou o dedo na boca, pensando.
- Talvez ele tenha gostado de você, sei lá. - chutou, prestando atenção na pista. - Aqui estamos. - Virou-se para indicando sua casa.
- Ahn, obrigada por ir comigo. - Sorriu sem graça. - Você não quer entrar? - sorriu e balançou a cabeça em modo de afirmação, um pouco surpreso com a gentileza da garota, já que ambos não se suportam por mais de dez minutos. Ajudou a menina a sair do carro e foram caminhando em direção à casa: Branca, com um portão preto, jardim organizado, janelas antigas. Tudo num estilo antigo, era a cara das duas.
- Droga, eu esqueci minha bolsa no carro! - se odiou neste momento. - Pegue a chave e pode ir entrando. - Entregou as chaves para o garoto e, depois de se oferecer oitocentas vezes para ir buscar a maldita bolsa e a garota ter recusado, abriu a porta.
Estava tudo escuro por ali e ele não achava o interruptor. Deu de ombros e caminhou lentamente, notando que nada havia no caminho... - PORRA! - Até agora. Soltou um resmungo baixo e lembrou que não estava em sua própria casa para soltar um palavrão. Ainda mais nesse volume.

Caminhou mais um pouco depois de massagear a canela. Por que raios essas garotas têm um monte de mesinhas mesmo? Era o que ele queria saber no momento. Olhou para frente franzindo o cenho e avistou uma luz. Caminhou até lá, mas dessa vez levando a ponta dos pés devagar na frente, para não trombar em nada de novo. Caminhou, caminhou e caminhou. Cerrou os olhos, estava chegando perto. Quando finalmente colocou um dos pés onde tinha luz, sentiu seu braço direito ser atingido por alguma coisa.

- CARALHO! - Mais um palavrão. Tá, nem era hora para se preocupar se estava ou não em sua casa. Ele estava sendo atacado! Procurava daqui e de lá, nunca achava a pessoa, aí lembrou-se de que: Ainda estava no escuro.
- LADRÃO! - Uma voz - feminina - gritou desesperada e com coragem, ainda batendo em .
- LADRÃO É O CARAMBA! - Retrucou o "ladrão". A corajosa pulou nas costas do pseudo ladrão, puxando-lhe os cabelos. - AAAAAAAAAAAAH! - Ele gritou desesperado, correndo pela casa e trombando nos móveis - incluindo todas as mesinhas, na qual em uma, bateu a canela.
- O QUE TÁ HAVENDO AQUI? - acendeu a luz e se deparou com Elizabeth nas costas de . Ambos em "estátua".
- Esse ladrão! - Elizabeth deu um "pedala" na cabeça de que a tirou de cima de si.
- Eu não sou ladrão, tá legal? - Bufou sem paciência, massageando os lugares atingidos, ou melhor, o corpo todo.
- Liz, - ria sem fôlego da porta. - Esse é o . - Riu mais, segurando a barriga. - , essa é a Liz, minha amiga.
- Amiga? - Ele olhou indignado. - Como você entra em casa no escuro e essa doida te ataca?
- DOIDA O ESCAMBAU! - Liz revoltou-se e riu, balançando a cabeça negativamente.
- Liz. - chamou-lhe a atenção e ela rolou os olhos.
- Me desculpe. - Deu-se por vencida.
- Tudo bem. - abanou a mão no ar. - Me desculpe por ter te chamado de doida. - Riu. - E por ter falado palavrões na sua casa. - Sorriu amarelo. - E por ter te chamado de doida varrida. - Elizabeth levantou as orelhas, como um cachorro.
- Você não disse isso. - Cerrou os olhos desconfiada.
- É, mas eu pensei. - Deu de ombros, ainda massageando o corpo.

Depois de terem resolvido essa questão, deu a notícia.

- Liz, você vai cuidar de dois pentelhos. - Riu, mencionando o "apelido carinhoso" que a amiga havia dado de tarde, no mesmo dia.
- Sério? - Seus olhos brilharam e ela abraçou a amiga. - Parabéns! - Abraçou também, que já parava de reclamar de dores. Minutos ali, Elizabeth subiu as escadas e foi dormir. olhou para o relógio.
- Meia noite.
- Está na hora de ir embora. - espreguiçou-se e virou, andando para a porta.
- Ahn... - interrompeu e ele parou no mesmo instante.
- Sim?
- Está tarde. - Coçou a nuca sem jeito.
- É, por isso estou indo embora. - Ele riu rolando os olhos divertido.
- É, mas... Está tarde pra você ir embora. - Enrolou-se nas palavras - Quer dizer, você poderia ficar... Se quiser. - Sorriu e corou quase que ao mesmo tempo.
- Não vejo porque não. - Ele sorriu. Deu de ombros e acompanhou a garota até seu quarto.
- Seu quarto é muito longe? - fez uma cara sofredora e riu.
- Não, já estamos chegando. - acompanhou o garoto com os risos. Ele arqueou uma sobrancelha e ela parou dois degraus na frente dele. - Alguma problema? - Virou-se para ele.
- Você riu. - Ele sorriu.
- Sim e daí? - Ela riu não entendendo.
- Você riu de algo que eu disse e fiz. - Ele pareceu chocado e ela colocou as mãos na boca, soltando um riso abafado. Ele tinha razão, se comportava de uma forma totalmente rabugenta perto dele e por que isso agora?
- Não, eu não ri. - Ela disfarçou, olhando pra frente e subindo as escadas correndo, a seguiu.
- Riu sim, eu ouvi! - Protestou erguendo o indicador.
- Então está surdo. - Ela bufou impaciente e ele riu do fato dela sempre discordar. Chegaram no quarto e bom, era bem humilde. Três paredes brancas e uma laranja, onde ficava a cama em formato de círculo. Dois criados mudos ao lado da cama, uma penteadeira, o "closet", cômoda, mesa do computador com um notebook sobre a mesma. Mais para o fundo, uma porta para o banheiro.
- Gostei. - Observou alguns enfeites cá e lá, sentando-se na cama e ligando a TV. - Claro, fique à vontade. - A ironia dela deu o ar da graça e ele riu. - Tá rindo de que agora? - Ela se sentou ao lado dele.
- Você definitivamente vai ser uma mãe rabugenta. Que dó desses dois... - Ele riu mais, olhando para a barriga dela. - Ou duas. - Concluiu, colocando uma mão sobre a mesma, fazendo a menina se assustar um pouco com tal ação.
- O que está fazendo? - Colocou os braços para trás.
- Conhecendo-os. - Sorriu olhando para a barriga da menina.
- Sabe que não dá pra senti-los ainda, certo?
- Claro que sei, mula. Só queria ver a sensação. - Ele riu e ela rolou os olhos. Ambas as ações perfeitas de cada um. estourou algumas pipocas e trouxe um whisky para ele.
- Não vai beber? - Perguntou ele, dando uma golada direto no gargalo.
- Não posso. - Rolou os olhos tomando um chocolate quente. - Não quero nem ver quando meus pés começarem a inchar e eu começar a te pedir, por exemplo: Chocolate suíço ou pizza com morangos e vinagrete. - Ele tossiu.
- Pizza com morangos e vinagrete? - Arqueou uma sobrancelha.
- Desejos de grávidas são loucos, o que quer que eu faça? - Deu de ombros e ele o mesmo fez. Ficaram por ali, zapeando qualquer canal. espreguiçou-se e virou-se para ela.
- O que planejou? - Ela olhou-o como se pedisse para ser mais específico. - Antes disso acontecer, o que planejou? - Ele corrigiu.
- Eu passei no teste para a Orquestra de Londres. - Sorriu fraco, não queria lembrar disso e ficar chateada.
- Parabéns! - Ele sorriu. - O que você toca?
- Violino. - Ela sorriu. Nunca haviam perguntado ou sequer ter se preocupado em saber o que ela tocava, se era legal, difícil, etc. - E você, o que planejou?
- Passei num teste com minha banda. - Disse orgulhoso.
- Parabéns! - Ela bateu palmas, mas dessa vez... Não estava sendo irônica e nem sarcástica, muito menos rabugenta como poderia ter sido. Os dois riram juntos pelo menos por mais de uma hora e isso era raro. Pelo menos desde que se conheceram.
- Você não presta, ai. - Ela riu limpando uma lágrima.
- Não tenho culpa se ele não soube cozinhar. - Fez-se de bravo, mas voltou-se a rir. apoiou-se no ombro dele e continuou rindo. havia recordado um episódio relatando sobre " o cozinheiro". Pararam de rir na mesma posição e se encararam, desmanchando os sorrisos aos poucos, olhando-se nos olhos.

soltou um sorriso sem graça e abaixou a cabeça, sentindo as bochechas arderem. riu e puxou-a de volta pelo queixo, devagar. Sorriu docemente, aproximando os lábios do dela. Ela sorriu devagar e ainda sem jeito, sem a bebida tudo fica assim e ok, pararei por aqui para não apanhar de leitores. Ele tocou os lábios macios nos lábios macios dela, fechando os olhos quase que no mesmo segundo, assim como ela fez também.
Ela mordeu de leve o lábio inferior dele, fazendo-o sorrir e, quando estavam preparados para aprofundar o beijo, empurrou-o pelo peito, olhando para baixo com a respiração falha.

- Acho melhor irmos dormir. - Sentiu as bochechas ardendo de novo e ele, bom, respeitou a decisão dela concordando. Os dois dormiram na mesma cama, sem hesitações ou discussões. Aliás, ela não o deixaria dormir no chão frio depois de tê-lo convidado a ficar. Mas depois disso, soube que essa era a verdadeira : Criando barreiras para se afastar de coisas que possam machucá-la. Viu como ela ficou com as bochechas vermelhas? Ele sentiu-se por ter esse efeito sobre ela.

abriu os olhos lentamente, piscou para se acostumar com a luz e por fim, conseguiu enxergar perfeitamente tudo à sua volta. Olhou para frente e se assustou um pouco, o modo como estava deitada fez com que ela arregalasse os olhos:
estava de frente para ela, quase que encostando seu nariz ao dela, com uma mão em sua cintura e a outra bom, entrelaçada à dela. Ela sorriu e beijou a testa dele, até pensou em tocar os lábios, mas depois de ter "recusado" um beijo dele noite passada não seria bem assim que ela reagiria. Não agora, pelo menos.
Viu ele espremer os olhos e abri-los lentamente, estava tão fofo. Assim que ele os abriu por completo, repetiu o que ela havia feito minutos antes.

- Hey.
- Hm, bom dia. - Ele desejou, bocejando e tampando a boca.
- Bom dia. - Ela retribuiu, mantendo uma expressão neutra. Quem a visse agora, nunca diria que estava sorrindo tempo atrás. Se olharam por um tempo como se nunca tivessem se visto. - Dormiu bem? - Ela puxou assunto, o silêncio incomodava.
- Sim. - Ele sorriu. - E você?
- Uhum. - Mais um murmuro que resposta. Piscaram algumas vezes, ou não sabiam o que dizer ao certo. soltou um suspiro, a respiração estava pesada.

Mencionei que eles não saíram daquela posição? Nenhum dos dois se importou, não mesmo. Ela arregalou os olhos de repente, assustando-o.

- Que foi? - Perguntou erguendo a cabeça, seu rosto estava amassado.

Ela não disse nada, apenas levantou correndo até o banheiro. sentou-se na cama e olhou a porta, até ouvir um som bem tenso. Fez uma careta e sorriu, balançando a cabeça negativamente. Caminhou lentamente até o banheiro, erguendo a calça que caía um pouco. Deu dois toques na porta e entrou, vendo a menina apoiada no vaso sanitário.

- Isso é horrível! - Ela disse sem olhar para ele. Ele riu. - Não ria. - Fez um bico.
- Desculpe. - Sorriu e foi até ela, levando uma toalha e puxando o cabelo dela para trás. Ela pegou a toalha e bom, se limpou né. Folgou o corpo sobre os joelhos, olhando-o. Sorriu meio sem jeito.
- Desculpe.
- Por que está pedindo desculpas? - Ele perguntou confuso, arrumando o cabelo dela.
- Não sei. - Ela riu fraquinho, se abraçando. Ele ajudou ela a se levantar a foram até a cozinha. - Vomitar me dá fome. - Ele riu, alto. Definitivamente alto.
- Você é muito estranha, . - Ela o olhou com uma sobrancelha arqueada. - O que? - Ele perguntou repetindo a ação dela.
- Me chamou pelo nome. - Isso não foi uma pergunta. - Me chamou pelo nome e não foi pelo telefone. - Ela riu, levando o dedo indicador em frente à face dele rindo. Ele nunca havia chamando-a pelo nome a não ser para atender aos telefonemas, sendo assim, ela nunca viu como ele reagiria.
- Não. - Ele "respondeu", sentindo as bochechas ardendo.
- Isso não foi uma pergunta. - Eu disse, há!
- E? - Ele riu. - Está viajando. - Fez um círculo com o indicador em volta do ouvido e acabou levando um tapa.
- Vamos fazer o café, vai. - Ela rolou os olhos, mas não tirou da cabeça a voz dele dizendo seu nome. - Eu quero cereais. - Ela sorriu.
- E eu... Ovos com bacon. - Ele riu.
- Colesterol, tsc. - Brincou ela, sentando-se com a caixa de cereal e colocando no potinho.
- Ai. - resmungou quando se queimou perto do fogão, balançando o dedo indicador no ar. rolou os olhos, pegando um pouco de gelo enrolando num pano e colocando sobre o dedo dele.
- Melhor? - Perguntou mantendo-se atenta ao "ferimento". Ele olhou-a e concordou. Sorriram.
- Bom dia, casal. - Liz apareceu de calça jeans, camisa social branca e scarpin, pegando um suco na geladeira. e se entreolharam.
- Casal? - Perguntaram quase que no mesmo instante.
- É. Casal tipo, dormem juntos, discutem a relação, cuidam um do outro como vocês estão fazendo. - Elizabeth riu, explicando todas as formas que encontrava na mente.
e olharam para ela indo embora e se olharam por um instante.
- Ela só pode estar louca. - rolou os olhos.
- Né. - concordou com o dedo enrolado no pano. Olhou de canto para e esboçou um sorriso sapeca. E se Elizabeth estiver certa?

O lance de "Casal" ficou na cabeça dos dois por muito tempo. sentou-se com no sofá, logo depois de lavar a louça e secar tudo, Liz não gostaria de ver sujeira pela casa.

- O que vamos fazer? - perguntou à .
- Não sei. - Ela deu de ombros e bocejou.
- Sono? - Ele arqueou uma sobrancelha e ela confirmou. - Meu, você dormiu que nem um bebê. - Ele fez "coxinha" com uma mão e ela riu, alto. - Que?
- Então admitiu que sou um bebê lindo e que presta atenção em mim? - Ela fez uma cara pseudo sedutora.
- Não. - Ele pigarreou. - Eu quis dizer um bebê babão, gordinho e fedido. - Começou a rir e como de costume: Levou um tapa.
- Claro. - Ela rolou os olhos e ele apertou as bochechas dela, rindo. - Eu queria pensar em alguns nomes. - Olhou para o teto.
- Então vamos pensar. - Ele se acomodou no sofá e ela, sem hesitar ou ao menos pedir, deitou-se sobre as pernas dele. - Tá, o que está fazendo?
- Deitando, dã. - Fez uma cara de demente e ele riu.
- Eu sei, mas por que no meu colo? - Apontou para as pernas.
- É macio até. - Esboçou um sorriso sacana.
- Eu sou gostoso por inteiro, ainda não percebeu? - Ele disse convencido.
- Muito. - Mordeu-lhe a perna e ele reprovou.
- Canibal. - Riu. Se olharam e nem notou que confirmou quando ele disse que era gostoso. Passaram o tempo ali, deitados no sofá, enquanto ele acariciava os cabelos dela e ela brincava com os dedos da outra mão dele. - O que acha de Sophie?
- É muito simples. - Ele fez uma careta. - Além de que em Londres deve ter umas oitocentas.
- É... - Ela concordou pensando. - Mas enfim, se forem meninos, podemos chamar um de Joseph. O que acha? - Ela sorriu.
- Hm, um nome que você gosta e outro que eu gosto. - Pensou. - Justo. Joseph e Joshua.
- Se forem duas meninas, poderíamos chamá-las de... - espremeu os olhos.
- Uma tem que ser Samantha. - Ele riu.
- Por quê? - Ela arqueou uma sobrancelha.
- Eu adoro esse nome. - Ele sorriu e ela o mesmo fez.
- Hm. - Ela murmurou olhando as unhas dele. - Suas unhas têm muita cutícula. Vou tirá-las.
- Ah, tá bom. - Ironizou.
- Vou mesmo. - Ela se fez de superior e ele balançou a cabeça negativamente.
- Enfim. - Ele riu e descontraiu. - Samantha e...?
- Samantha e ah, não sei. - Ela riu. - Eu gosto de Nicolle, Lucy, Zoey... - Ela enumerou.
- Lucy é bonito. - Ele sorriu. - Gostei.
- Então se forem meninas, Samantha e Lucy. Meninos, Joseph e Joshua e menino e uma menina, bom. - Pensou. - Joseph e Samantha?
- Isso! - Ele sorriu e ela o mesmo fez. Ficaram por ali, conversando mais sobre nomes.
- E se eles puxarem seus olhos? - Ela perguntou.
- O que tem?
- Eles serão lindos. - Ela riu.
- De qualquer forma seriam, tsc. - Ele disse como se fosse óbvio. - Mas se puxarem seu gênio, estamos ferrados. - Riu.
- HA-HA - Ironia. - Mas sério, eles vão ser lindos, mesmo. - Sorriu fechando os olhos.

Mencionei que não parou um minuto de mexer no cabelo dela? E que ela estava gostando? Agora mencionei. respirou fundo, soltando-o lentamente em seguida arrancando sorrisos de , mas ela não estava vendo. Em poucos minutos, ela 'apagou' no colo dele. Ele riu baixo e balançou a cabeça negativamente. Passou um braço pela nuca dela e outro por baixo dos joelhos, levantando-a em seguida e subindo às escadas até o quarto. Entrou no cômodo fechando a porta atrás de si, colocando-a na cama. Sorriu olhando para o rosto dela. Definitivamente ela ficava mais bonita enquanto não falava ou dizia coisas carregadas de ironia, muito menos quando dava tapas nele. Passou os dedos de leve na bochecha dela e tocou-lhe os lábios com os seus, sorrindo em seguida.

Capítulo 9 - Secret and fight.

olhou para na cama e observou o quarto: Ele era grande e nunca se cansava de dizer isso. Sorriu consigo mesmo, olhando diretamente para a penteadeira. Caminhou até ela e checou o que tinha ali: Batom, gloss, pó, corretivo, blush, rímel, delineador, lápis de olho e mais umas mil coisas que ele não sabia o nome. Balançou a cabeça meio tonto, contar quantas coisas a garota tinha era definitivamente tenso. Olhou por cima dos móveis ali e avistou uma porta da cômoda entreaberta, foi até ela. Sorriu e pegou uma pasta azul que tinha ali.

- Fotos? - Arqueou uma sobrancelha observando o que tirava da pasta. Sentou-se no chão e começou a ver todas as fotos da garota. Umas com dedicatória, outras com rabiscos e corações. Viu uma especial: Dois violinistas, juntos, em frente ao London eye. - Quem é esse? - Seu olhar era misterioso, não saberia definir o que estava sentindo. Olhou para a parte de trás que dizia em caneta preta: Chegamos em Londres! xx Michael. - É um amigo, . Um amigo. - Balançou a cabeça e decidiu buscar por mais coisas, encontrando mais fotos só que desta vez ao lado de Liz e de uma outra amiga, na qual eram bem pequenininhas. Cansou-se das fotos e foi fuçar nos papéis antigos, os da escola.
- "My good old times". - Leu para si, tentando não fazer muito barulho. Folheou e bom, encontrou informações das escolas que ela passou, desde o jardim de infância até o colegial. Fotos de apresentações de violino, mas ela aparentava ter apenas uns 11 anos de idade. Achou uma folha, onde o título dizia "Oitava série B" e embaixo "". Arqueou uma sobrancelha para o tal nome e sorriu, vendo tudo que os amigos diziam sobre ela.

"Peter: Eu te amo demais, conte sempre comigo para tudo!" - Leu para si mesmo, em mente. "Betty: Confiança, segurança e conforto! Não tem como te descrever só em três linhas". - Corações marcavam o nome da garota. "Michael: Apesar de termos nos distanciado, eu te levo no coração para sempre!" - Michael? Será que era o garoto da foto? - Leu todos, mas um em especial chamou sua atenção:

"Liz: Por tudo que passamos juntas, eu sei que te magoei e lamento por isso. Em todo o caso, eu ri demais contigo, como quero continuar rindo sempre. Você é minha irmã e sem você eu não sou nada. Conta comigo para tudo, desde um sorriso até um ombro amigo. Eu te amo, neném!"

Definitivamente era uma amizade forte. Leu mais umas dez vezes o nome "". - De onde surgiu isso? - Ele riu. Observou uma foto em especial: Ela e dois garotos, os três segurando um skate. Um garoto aparentava ter uns 15 anos na foto assim como o outro e ela, bom, ele daria ao menos nove. Os joelhos dela estavam ralados, ela usava um tênis todo surrado, assim como o do garoto ao lado - que se parecia muito com ela na foto. O do lado direito estava mais diferente, não sorria, mas seus olhos mostravam o contrário. Virou a foto e mais uma coisa escrita:

"Amizade... Não a encontramos em cada esquina que passamos, a cada calçada que andamos ou a cada música que ouvimos. Amizade é eterna, verdadeira e pura, carregada para sempre. Nunca vou me esquecer de você, de quando caía, ria, chorava. Vou te guardar no coração e me lembrar sempre dos bons momentos. We love you, Bruno. 22 de setembro, 2002."

Guardou as pastas dentro da cômoda de novo, se levantando e observando a menina. Desceu as escadas, sentando-se no sofá. O tempo passou e desceu as escadas - com cara de sono -, sentando-se ao lado dele.

- Hey you. - Sorriu.
- Olá. - Disse num tom um pouco fechado. Ela arqueou a sobrancelha, mas resolveu não se pronunciar.
- Como vai?
- Bem. - Disfarçou ele, fitando o teto.
- Tá, o que foi? - Ela cruzou os braços.
- Nada. - Fingiu que nada havia acontecido, estava escrito em sua cara que estava bravo, mas o que ele diria? "Quem é aquele Bruno?" Ela perguntaria de onde ele tirou isso, hun? Melhor não arriscar.
- Ok, vou fingir que acredito. - Ela rolou os olhos e se levantou indo até a cozinha e deixando-o por ali, sozinho. permaneceu na sala por alguns instantes, estava irritado. Rolou os olhos e foi até a cozinha. estava fazendo algo para comer.
- Desse jeito vai engordar. - Sacaneou.
- Ninguém te perguntou nada. - Ela disse seca, mais rabugenta que o normal.
- Ouch. - Ele fez uma careta, seguindo-a com os olhos e encostando no batente da porta. rolou os olhos, como de costume.
- Mas me conte, ... - sorriu assim que viu a menina largar os talheres na mesa. - Como você está?
- Onde ouviu isso? - Ela virou imediatamente, com uma expressão desafiadora.
- O que? - Ele se fez de desentendido.
- . - Ela repetiu, cerrando os punhos.
- Ah. - Ele fingiu se lembrar. - Um passarinho me contou. - Riu da forma que estava deixando-a irritada. correu até ele segurando-o pela gola da camisa.
- Diga! - Ordenou, olhando-o com raiva.
- Por que você não me diz das pessoas que fazem você se sentir segura? - Desafiou. - Ou das que tocam com você. - Sorriu mais. - Pode começar por um certo Bruno...
- CALADO! - Virou um tapa no rosto dele que, imediatamente virou sem reação. Ele olhou para o rosto dela: Se enchia de lágrimas. É, ele fez uma besteira. Ela foi soltando-o aos poucos e cobrindo o rosto com as mãos, não queria deixar as lágrimas escaparem. - Você... - Deixou a palavra no ar.
- Hmhm. - Murmurou ele, colocando uma mão sobre um ombro dela. Ela imediatamente virou para ele, olhando-o friamente.
- Nunca mais faça isso. - Aproximou-se dele. - Jamais mexa nas minhas coisas. - Apontou o indicador no rosto dele. - Não brinque comigo, . - Ok, ele nunca ouviu seu sobrenome sair da boca dela com esse tom de frieza. Ele concordou, mas não deixou de continuar a arrancar informações.
- Quem é Bruno, ? - Seu tom de voz saiu quase que igual o dela.
- Como se atreve? - Partiu pra cima dele, estapeando seu peito.
- Pare! - Ordenou ele, mas ela não ouvia. Parecia um animal descontrolado. - ! - Ele gritou, segurando-lhe os pulsos, jogando-a contra a parede e ficando face-a-face com ela, sentindo sua respiração pesada. - Se controle. - Ele disse, vendo lágrimas rolarem pelo rosto dela e as bochechas ficarem cada vez mais vermelhas, só que de ódio. Ela engoliu em seco quando viu a aproximação, mas relaxou. Ele folgou um pouco, soltando os pulsos dela.
- Me solta. - Foi tudo o que ela disse, mas ele não parecia obedecer. Pelo contrário! Começou a chegar mais perto, até sentir seu nariz ao dela. - ... - Mal continuou e logo sentiu lábios macios nos seus, fechando os olhos imediatamente.

Ele soltou os pulsos dela por completo, mas concentrou-se na cintura, onde agora segurava forte. As respirações continuavam pesadas, mas quem se importa, não é mesmo? Ter lábios macios nos seus é ótimo, não? Quando ele colocou seus dedos sob a blusa dela, tendo o mínimo contato de pele, ela levantou o joelho e...

- CARALHO! - Ouviu o gemido de dor vindo dele: Sim, ela tinha acertado bem... Lá. Ela viu cair no chão e respirou fundo.
- Nunca mais mexa nas minhas coisas. - Abaixou-se para perto dele e olhou-o nos olhos. - Entendeu? - Limpou as lágrimas que ainda caíam de seus olhos e sorriu. Ele concordou e continuou gemendo de dor. subiu as escadas e deitou-se, pensando no beijo. Não negou que, de fato, adorou tudo aquilo, mas ainda estava com raiva do que ele havia feito. Levantou-se, ligou uma música, fechou os olhos e respirou fundo, acabando de secar as lágrimas.
- Ouch. - ainda rolava no chão, urrando de dor. Respirou fundo e aos poucos, foi se levantando conforme a dor passava. Levantou-se por completo, tudo normal. - Ela vai me pagar. - Caminhou em direção às escadas, ouvindo algumas palavras. Olhou para uma parte aberta da porta e viu a garota sentada na cama, estava olhando algumas fotos. Ela chorava, limpava as lágrimas e chorava de novo. Ela 'fungou' algumas vezes, definitivamente não estava bem. O mais interessante, é que ela e uma música que estava tocando, se encaixavam perfeitamente: Open your eyes, do Snow Patrol. "Que diabos de música é essa?" Pensou ele. Entrou lentamente e caminhou até ela, sem fazer barulho.

- ... - Chamou-a pelo apelido, mas sem segundas intenções.
- Shiu. - Ela pediu, o mais estranho foi ela atender pelo tal nome. - Olha. - Apontou para a cama, onde haviam milhares de fotos daquele mesmo garoto. Ele respirou fundo, o que estava sentindo? Raiva? Fome? Ciúme? Não! Não podia ser ciúme!
- O que quer que eu olhe?
- Essas fotos... - Ela sorriu com os olhos inchados e ele sentou-se do lado dela. - Olhe como ele estava feliz. - olhou para as fotos onde os meninos sorriam. - Eu sinto falta dele. - Ela se encolheu num canto, abraçando os joelhos.
- Onde ele está agora? - Perguntou ele, meio sem paciência.
- No céu. - Ela sorriu. Ele olhou-a confuso.
- No céu?
- É.
- Ele...?
- Sim. - Ela confirmou, sorrindo fraco.
- Como? - O garoto parecia não acreditar.
- Aneurisma Cerebral. - Fungou. - Horas antes da morte, ele tinha ligado para meu irmão. - apontou pro outro garoto, o que se parecia muito com ela na foto - Combinando de andar de skate. - Ela riu, derramando mais algumas lágrimas. - Ele foi um ótimo amigo.
- , eu... – balbuciou alguma coisa indefinida, procurando palavras. - Não sei o que dizer. - Ele concluiu.
- Me desculpe. - Ela pediu, brincando com os dedos das mãos. - Me desculpe por ter te chutado. - Sorriu fraco. olhou-a nos olhos, eles estavam vermelhos. Ele beijou a testa dela, com delicadeza.
- Me desculpe por trazer isso de volta. - Ela sorriu. E involuntariamente, abraçou-o. Ele arregalou os olhos, mas sorriu, passando os braços sobre os ombros dela. Beijou o topo de sua cabeça e deitaram, abraçados. Ele cantarolou algumas músicas para ela dormir, seus olhos mostravam cansaço e tristeza, devido ao choro... Ele não queria isso para .

Não sei se perceberam, mas esses dois só dormem, é o que fazem de melhor. Mas vamos concordar que esse dia foi pesado, para ambos. recordou sobre Bruno e , bom, quase perdeu o reprodutor masculino. Estavam abraçados ainda, não tinham saído dessa posição. se espreguiçou, sentindo a respiração da garota no seu pescoço, sorriu. Colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha e ela sorriu, abrindo os olhos. Ele ficou sem reação e, antes que pudesse dizer qualquer coisa:

- Me leve para longe hoje.
- Onde? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Não sei. - Ela soltou uma risada gostosa. - Para qualquer lugar longe daqui. - Sorriu.
- Ok. - Ele se levantou, colocando os sapatos. - London Eye? - Sugeriu e ela concordou.
- Vai ser lindo! Mas eu quero ir a pé. - rolou os olhos e foi se trocar: Colocou um vestido - desde que soube da notícia, sua roupa perfeita passou a ser essa - e um par de rasteiras, não andaria com salto por aí e bom, all stars não combinavam. Pegou a bolsa e prendeu o cabelo, seguindo até a porta de entrada.

Entraram no carro e rumaram até a casa do garoto, que ficava um pouco mais longe do London Eye.

- Vai ser lindo! - Ela sorria. olhou-a e automaticamente fez o mesmo. Como era bom vê-la sorrir.
- Vai é? - Ele riu.
- Vai. - Ela concordou. manteve o olhar nas ruas, mas na verdade, ele queria admirar um pouco mais o sorriso e os olhos brilhantes daquela que ele nunca havia visto antes. - Eu estou levando a câmera. - Ela comentou do nada.
- Sério? - Ele arqueou uma sobrancelha.
- Sim, né.
- Pra que?
- Para tirarmos fotos...? - Ela debochou e ele rolou os olhos. Não demoraram muito a chegar, logo estavam descendo, abrindo a porta e indo de encontro com um todo suado.
- Hey. - Ele disse rindo. Logo, Pietra apareceu no nada atrás dele. - Estávamos brincando de pega-pega. - Ele riu e pegou a filha no colo. - Onde passou a noite, sr. ?
- Na casa da . - Ele sorriu.
- Quem diabos é ? - arqueou uma sobrancelha.
- . - riu. virou-se para ela.
- Meu, seu apelido é ? - Ele riu.
- É. - fez uma cara tensa e riu. - Mas ninguém me chama assim há séculos.
- Então tá, né. - riu mais. - Vou dar banho na Pietra e bom, - Se cheirou. - Acho que preciso de um também. - Todos riram. subiu as escadas com a filha, enquanto e faziam o mesmo, só que seguindo para outra direção. Entraram num quarto de paredes brancas, com alguns pôsteres de bandas aleatórias.

Havia uma porta para o banheiro e outra para o closet, seguindo a direção das duas, uma estante de livros, cômodas, um e uma mesa de computador, ao lado da estante sob uma TV. já foi tirando a camisa e abrindo a calça.

- Ei, Ei, que isso? - gritou, sentando-se na cama e fechando os olhos.
- Nada que você não tenha visto. - Ele riu. Ela virou para o outro lado e ele, bom, continuou se despindo sem se importar. Logo ele estava pronto, calça jeans rasgada, camiseta branca sob uma camisa xadrez vermelha, all star preto nos pés. Sorriu para ela, pigarreando.
- Estou pronto.
- Então vamos! - Ela riu, puxando-o pela camisa até as escadas. Chegaram até à porta de entrada e logo rumaram - a pé - até o Lodon Eye.
- Tem certeza que não vai cansar? - Ele perguntou, caminhando com ela pela calçada.
- Está com medo? - Ela riu.
- Não. - Ele rolou os olhos. prendeu o riso. - Você está sorridente hoje, hm? - Questionou, colocando as mãos nos bolsos da calça.
- É... - Ela confirmou, sentindo-se sem graça. Continuaram a caminhar em silêncio dessa vez, tudo o que se ouvia eram os pássaros, algumas buzinas de carros e até mesmo as respirações, nas ruas calmas, claro.
- Tá bem, eu não deveria ter dito isso. - Ele riu sem graça.
- Por que não?
- Porque agora ficamos desconfortáveis. - Ele parou de andar.
- Relaxe. - Ela sorriu. - Olha, estou vendo o London Eye. - Ela apontou pra "roda-gigante" ou "roda do milênio", rindo como criança. Os dois correram até lá, pareciam duas crianças, brincando de apostar corrida. Chegaram e entraram no primeiro "Bondinho" para subir.
- Aaaah, finalmente! - sorriu animada.
- Nunca veio no London Eye? - Ele riu.
- Já, mas... Não era a mesma coisa.
- Claro, eu estou aqui dessa vez. - Ela balançou a cabeça negativamente, mas sorriu, o que fez ele olhá-la estranho. Ela grudou no vidro, observando tudo. - Olha o Big Ben. - Riu. Ela sorria ao lado dele, estavam bem felizes. por um minuto, colocou as mãos na barriga e desmanchou o sorriso.
- Hey. - chamou-a. - O que foi?
- Eu queria que fosse diferente. - Ela sorriu sem mostrar os dentes. - Não precisava ser assim... Agora você está preso aqui. - Ela virou para ele, mas sem sorrisos. Apenas mantinha uma expressão neutra.
- , nenhum de nós dois queria isso, mas... - Ele respirou fundo. - Se não fosse pelos dois - Ele sorriu olhando para a barriga dela. - Eu não estaria aqui agora. - Voltou sua atenção para o vidro, observando o Big Ben sumindo: Eles já estavam descendo. pensou muito no assunto.
- Obrigada. - Sorriu.
- Nós vamos nos sair bem, tá? - Ele passou um braço pelos ombros dela. - Só me dê tempo para pensar, eu nunca fui pai. - Eles riram, juntos. Ela concordou e foram comer alguma coisa. Não é que estavam se acertando? Tá, brigam, brigam, mas se acertam, vamos colocar assim, okay? O resto do dia foi bem tranquilo, os dois se divertiram bastante.
- , - Ela riu. - Uma foto! - Exclamou, apertando o botão para bater a foto e logo um flash imenso aparece na cara do garoto. Depois de tanto caminharem, pararam para comer alguma coisa, em um desses "traillers" que ficam nas calçadas alheias vendendo porcarias deliciosas.
- ! - Ele repreendeu. - Eu estava comendo. - Reclamou.
- Ficou lindo! - Ela debochou da foto, mostrando-a para o garoto na câmera: Cabelo bagunçado, dedos sujos de ketchup e bom, a boca não estava muito diferente. Ele riu olhando a foto.
- Não tem nenhuma foto sua zoada aí. - Ele protestou. - Não é justo, ok?
- Fazer o que? Beleza tá no sangue, paciência. - Ela riu e negou a própria piada segundos depois. Ele sorriu e se limpou.
- Vamos tirar fotos de nós dois agora. - Pegou o celular das mãos dela e colocou-a sobre a mesa, programando-a para bater em dez segundos. Juntou-se à ela, afastando-se um pouco da câmera enquanto a luz vermelha piscava, indicando quanto faltava para bater a foto. Assim que faltava um segundo, beijou a bochecha da garota, que no mesmo instante fez uma cara bizarra. Ele riu ao ouvir o "click", indo em direção ao aparelho e pegando-o para ver a foto. Mostrou à ela a cara idiota que havia feito.
- Ei! - Ela resmungou, mas acabou rindo de si mesma.
- Vamos tirar uma certa agora, ok? - Ele riu, programando a câmera para bater outra foto. Sentaram-se e ficaram um do lado do outro, porém, quando virou para assustar o garoto, ele tinha a mesma intenção. Resultado? A foto bateu dos dois se beijando.
- Então... - disse meio sem jeito, olhando para o outro lado.
- Vamos embora? - sorriu, também sem graça. Ajudou a se levantar e rumaram para a casa da menina. O silêncio da noite, bom, na verdade seis horas, mas já estava escuro, reinou. Só as luzes de cada quadra iluminavam e a dos carros também, os barulhos de carros e pessoas conversando também era muito.
- Por que ? - Ele puxou assunto.
- Bom, eu tinha um nickname e apelidaram-me de por causa dele. - Ela sorriu.
- Hm. - Continuaram andando, estavam quase chegando na verdade. parou no portão da casa da garota e respirou fundo.
- Chegamos.
- Quer entrar? - Ela convidou.
- Não. - Ele sorriu. - Obrigado. - Virou as costas depois de dar um beijo na bochecha da garota e foi andando pela calçada, no resto da noite. observou ele virar a esquina e, finalmente, entrou em casa.
- Onde esteve? - Se deparou com Liz no sofá, deitada. riu.
- Fui ao London Eye, mamãe.
- Posso saber com quem? - Elizabeth perguntou. - Ah, começa com e acaba com , hun? - Ela riu e fez o mesmo, rolando os olhos. - Vocês vão acabar casando tsc. - Liz disse, balançando a cabeça em forma negativa.
- PUF! - exclamou, subindo as escadas e indo tomar banho.

Despiu-se e deixou que a água caísse por seus ombros, dando tranquilidade. Lavou a cabeça e, assim que acabou, enrolou-se na toalha indo para o quarto, deixando algumas gotas de água no caminho. Secou-se e pegou um vestido branco, que na verdade parecia mais uma camisola. Penteou os cabelos e sorriu, lembrando-se do dia.

Por dois minutos, parecia que uma lâmpada havia surgido sobre a cabeça da menina, como se tivesse uma ideia brilhantíssima! Buscou a câmera na bolsa e logo trouxe o cabo da mesma, passando todas as fotos do dia para o notebook.




Continua...



Nota da autora: Obrigada para quem esta acompanhando essa história maluca e imprevisível. Ainda tem muita coisa para acontecer e espero que vocês sigam comigo até o final.
❤️❤️❤️


Nota da Scripter: Quanta reviravolta nesse capítulo, mas pelo visto os dois estão percebendo que não vão ficar só amigos por muito tempo.

Essa fanfic é de total responsabilidade da autora, apenas faço o script. Qualquer erro, somente no e-mail.


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