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Última atualização: 17/10/2017

Capítulo 1


POV On

Abri os olhos assim que ouvi o barulho insuportável do despertador. Fechei os olhos novamente e levantei um pouco sonolenta, fui para o banheiro, tomei um banho de corpo e dei uma ajeitada no meu cabelo. Fui para o meu closet e peguei uma regatinha branca, calça preta jeans, cardigã cinza e meu Louboutin bege Mary Jane, nem me dei o trabalho de colocar sutiã, tenho seios pequenos e gosto que marque meu piercing nas minhas blusas.
Uma curiosidade minha: sou viciada em piercing, tenho três na minha orelha esquerda, mais um no lado esquerdo do meu nariz – uma argolinha prata discreta – e um no meu peito direito.
Hoje é o primeiro dia de aula e eu já quero me matar, passei parte das minhas férias em Dubai com , meu namorado e a outra parte em Hamptons com minha família e amigos. Minha Família tem muito dinheiro, ou seja, minha mãe sempre dá milhares de festas com convidados apenas da alta sociedade, e é obvio que as férias de verão não escapam das festas.
não pode ir para Hamptons comigo, ele fez 22 anos há alguns meses e seu pai já está preparando-o para trabalhar na empresa da família, isso acabou com as férias dele. Minha mãe não gosta muito do meu relacionamento com ele, ela acha que minha alma gêmea é – não que ela já tenha maltratado , mas sempre me diz que eu não deveria levar esse relacionamento muito a sério -, ele é o melhor amigo do meu irmão gêmeo , e o pior é que não é só ela que “apoia” essa “união”, ambas as famílias, tanto como acham que devemos casar, sim, você leu certo, casar! Gente, por favor, eu só tenho 18 anos e ele também!
Não que seja de se jogar fora, ele é um gato, o problema é que ele sempre me induz a fazer coisas erradas, como trair. Eu amo o , já tentei milhares de vezes falar com ele, mas não consigo, outra coisa que não consigo é resistir ao charme de , quando me situo da realidade já estou toda suada e sem roupas com ao meu lado com aquele sorriso irritante pra caralho que me tira do sério.
Agora que vocês conhecem um pouco da minha vida, vou deixar vocês descobrirem o resto conforme os acontecimentos.
Desci as escadas e fui direto para a copa, como sempre tinha de tudo em cima da grande mesa, parecia mais um buffet self-service. Encontrei cada um em seu lugar da mesa, meu pai na ponta, minha mãe na outra, Rebeca minha irmã mais nova no lado esquerdo da nossa mãe, do lado direito do nosso pai e eu sem ninguém na minha frente ou lados.
- Bom dia . – Disse minha mãe.
- Bom dia filha. – Disse meu pai sendo mais maternal que minha própria mãe.
- Oi mãe, oi pai. – Disse e dei um beijo em sua cabeça – , Rebeca. – Ouvi um resmungo de sono vindo de .
- Oi . – Disse Rebeca sorrindo pra mim.
- Quem vai nos levar hoje? O motorista ou posso ir no meu carro? – Perguntei enquanto me servia da omelete de american cheese preparada pelo nosso chef.
- Podem ir como vocês quiserem. – Disse ela sorrindo, levando sua xicara de café até a boca e assoprando.
- Vou com o meu carro então, depois da aula pretendo passar no shopping. – Óbvio que não vou dizer a ela que vou ver .
- Claro, só esteja aqui, arrumada as oito horas para a festa de dia dos trabalhadores.
- Mãe. – Resmungou Rebeca – Nós acabamos de voltar de férias.
- Não importa, isso é uma tradição da família , somos a família mais respeitada de Nova York...
- Começou. – Bufei.
- Viu o que você fez? – Disse Jason para Rebeca.
- Victoria. – Disse meu pai tentando fazer com que ela parasse de fazer o seu discurso já decorado pela família inteira.
- Essa família está desmoronando, a culpa é sua. – Disse sendo dramática.
- Mãe, para com isso, nós só estamos cansados. – Digo levantando da cadeira porque se não iriamos nos atrasar.
- E ainda por cima me deixam falando sozinha. Essa não foi a educação que eu dei para vocês! Isso é coisa da família do seu pai!
- Victoria eles estão atrasados... – Ouvi a voz de meu pai ficando mais baixo enquanto ia para a garagem.
- O que deu nela hein? – Perguntou .
- Tpm. – Dissemos eu e Rebeca ao mesmo tempo – Vai no seu carro que eu vou no meu, busca a Rebeca na volta e deixa que eu levo.
- Beleza – Disse ele já entrando no carro.
- Isso não é justo! Eu me sinto um bebê sendo dependente de vocês! – Rebeca reclamou.
- Você só tem 14 anos. – Disse colocando meus óculos de sol. Liguei o som do carro e acelerei.
- Quando vai ser a festa de lançamento do novo single da Miley? – Perguntou me olhando.
- Dia 28 de agosto, por que?
- Queria saber se não tem como você me levar? – Perguntou esperançosa.
- Não. – Respondo um pouquinho grossa - Você não conhece ninguém, não vai ter ninguém da sua idade lá, não vou ser sua babá.
- Não é justo, você sempre vai nessas festas legais. – Diz emburrada.
- Não é culpa minha se meus amigos fazem festas fodas. – Disse, dei uma piscadinha pra ela e comecei a rir.
- Vai , por favor! – Continuou insistindo.
- Não. – Disse decidida – Chegamos, desce do carro. – Disse enquanto ia diminuindo a velocidade e entrava na fila de carros.
- Se você não deixar eu conto pro que você traiu ele as férias inteiras com o , também conto pra ele que desde antes de vocês namorarem você já tava com o . - Me assustei com o que ela disse e freei o carro com tudo fazendo o carro de trás buzinar.
- Desce do carro. – Disse brava me agarrando ao último fio de paciência que ainda tinha – Agora! – Gritei quando vi que ela ainda não tinha saído do carro.
Mal deu tempo de ela sair do carro e já sai correndo com o carro em direção a Constance.
O nosso colégio é dividido em três unidades: A primeira é a Trinity, a Trinity funciona apenas para o Middle School, a partir dos 10 anos de idade, até os 14 anos. A segunda unidade é a St. Jude’s, a St. Jude’s é uma unidade só para meninos cursando o High School e a terceira unidade é a Constance Billard, a Constance é uma unidade só para meninas cursando o High School.
Antes odiava ter que me separar dos meninos durante as aulas, mas agora já me acostumei, sem falar que quanto mais eu conseguir evitar o , melhor.
Estava tão perdida em meus pensamentos que mal percebi que já tinha chegado na Constance. A St. Jude’s e a Constance só separam os alunos durante as aulas, mas os demais horários vagos ambas as unidades se misturam.
Estava andando depressa até a sala de trigonometria quando esbarrei em uma menina e sem querer derrubei todo o café que a menina segurava na roupa da mesma.
- Ai meu deus! Me desculpa! – Disse enquanto pegava os livros que caíram dos braços dela – Eu sujei toda a sua roupa! Vem comigo. – E sem esperar resposta sai puxando a menina segurando os livros dela até o vestiário onde eu sempre guardo uma roupa reserva – Nossa, eu nem perguntei o seu nome.
- É . – Disse tímida e vermelha.
- Eu sou a . – Disse sorrindo.
- É, eu sei, quer dizer, todo mundo sabe, ai merda, eu não queria ter sido grossa, é que você é popular e por isso eu sei quem você é. – Disse me fazendo rir.
- Que fofinha, vem trocar de roupa, essa aí tá péssima. – Disse puxando ela até meu armário.
- Eu não tenho outra roupa. – Disse sem graça enquanto eu abria meu armário.
- Agora tem. – Peguei a muda de roupa de dentro do meu armário e entreguei a ela.
- , eu não quero parecer grosseira ou ingrata, mas eu não posso aceitar, essa roupa é provavelmente mais cara do que todas as roupas do meu armário. – Disse olhando pra baixo.
- Bom, esse é mais um motivo para você aceitar, eu te dei um banho de café, por favor aceita. Se for te dar um incentivo o que você acha de passar lá em casa amanhã e pegar algumas roupas que não gosto mais, ou que não uso?
- Você tá falando sério? – Vi seus olhos esbugalharem e brilharem.
- Claro, estou cheia de roupas sobrando, vai lá em casa e a gente se conhece um pouco melhor, ao invés de ouvir os boatos que dizem por aí. O que você acha?
- Eu vou amar. – Disse sorrindo.
- Perfeito. Agora vai tomar um banho e trocar de roupa, vou te esperar aqui.
- Mas você não tem aula?
- Tenho, mas a diretora me ama, então se eu explicar o que aconteceu ela deixa passar.
***

Assim que se arrumou seguimos para a aula de física (descobrimos por acaso que tem algumas aulas que fazemos juntas esse ano), passamos grande parte da manhã juntas.
Na hora do almoço encontrei com em um restaurante relativamente perto da escola. Ele estava meio cabisbaixo por ter que trabalhar com o pai. O sonho dele é ser músico, mas por ser filho único, desde que nasceu já tinha a empresa nas costas.
Durante o almoço ele me contou que o pai está montando uma filial da empresa em Manhattan para que no futuro possa ocupar o cargo de CEO.
- Pelo menos vai estar por perto. – Digo pegando em sua mão por cima da mesa – Não vamos precisar ficar viajando o tempo todo para nos vermos.
- É, ainda bem que eu tenho você para me segurar, se não fosse por você não acho que aguentaria. – Senti meu estômago afundar quando ele disse isso. Ele confia tanto em mim e eu venho traindo ele por todo esse tempo. É agora, vou contar tudo para ele, mesmo que eu quebre a cara.
- É , sobre isso, eu preciso te dizer uma coisa. – Fui dizendo meio sem graça.
- Espera, antes eu quero te dizer uma coisa, faz muito tempo que estou tentando te dizer isso. , eu te amo. – Pronto agora meu estômago afundou de vez e quer me levar junto – Agora, o que você queria me dizer mesmo?
- Você tirou as palavras da minha boca, eu também te amo. – Disse e dei um beijo de leve em seus lábios, olho meu celular e dou graças ao ver que meu horário de almoço estava acabando – Mas agora eu preciso ir se não vou me atrasar.
- Que horas acaba sua aula? – Diz enquanto paga a conta.
- 16:30 todo dia.
- Passa lá no meu apartamento, você ainda não conheceu, só conhece o de Londres. – Piscou para mim, está mais que obvio que ele quer estrear o apartamento e tirar o atraso – Obrigado. – Agradece o garçom e dá a gorjeta.
- Tudo bem, antes só preciso passar no shopping e comprar um vestido novo, para variar minha mãe vai dar a festa do dia do trabalhador, você deveria ir.
- Claro, e quanto ao vestido, deixa por minha conta. – Diz e me puxa para um beijo rápido de despedida – Boa aula. – Diz entrando em seu carro que tinha acabado de chegar e eu faço o mesmo.
Voltei para a escola e encontrei minhas amigas na nossa mesa de sempre.
- E aí cachorras. – Disse me sentando na mesa.
- Onde você estava? – Perguntou , também conhecida como minha melhor amiga – Não te vi o dia todo.
Conheci quando ainda era um feto, nossas mães eram melhores amigas quando tinham nossa idade, o pai dela é sócio do meu, eles eram amigos desde antes também, minha mãe que apresentou tia Kate e tio Mike. Nós duas fomos criadas como irmãs e no momento considero mais ela como irmã do que aquela víbora da Rebeca.
- Hoje quando cheguei sem querer dei um banho de café em uma menina, por isso perdi a primeira aula e agora no almoço fui me encontrar com o no Butter. Vocês vão na festa hoje? – Disse mudando de assunto.
- Você sabe que sim. – Disse , minha melhor amiga também. Eu e conhecemos ela aqui na Constance quando ainda pequenas, desde lá nossa amizade só fortaleceu, ela é ruiva natural de olho verde, já dá pra imaginar o quão maravilhosa ela é, ela tem um rolo mais enrolado que o meu triangulo (não) amoroso, mas isso vocês descobrem ao longo da história – Nossos pais nos arrastam pra todas as festas.
- Não precisa ser estupida , se você tá com algum problema não vem descontar nas suas amigas que não tem nada a ver.
- Tanto faz. – Disse e se levantou da mesa.
- O que deu nela? – Perguntei para e escutei o sinal bater.
- Adivinha. – Me respondeu enquanto levantávamos da mesa e íamos para nossos armários.
- ? – Perguntei.
- Yep. Quer dizer, quando não é? Isso me deixa tão irritada. Ela não enxerga que mesmo ele sendo um puta de um amigo ele é um péssimo namorado, ou seja lá o que eles sejam.
- Amiga a gente já tentou, infelizmente ela vai ter que quebrar a cara mais ainda para ver isso.
- É... Que aula é agora? – Perguntou abrindo seu armário.
- Ahhh, educação física. – Disse fazendo corpo mole – Eu me mato agora ou espero quando eu estiver de shortinhos na quadra?
- Será que é com os meninos da St. Jude’s?
- Reza pra que não seja, não tô afim de ver o nem pintado.
- O que ele fez dessa vez? – Disse fechando seu armário e seguindo pelo corredor em direção ao vestiário.
- Dessa vez? O que ele sempre faz! Me faz ir contra todos os meus princípios e mesmo sabendo que estou com o me seduz e me leva pra cama.
- Você já parou pra pensar que se é tão difícil dizer não e resistir a ele signifique que talvez você goste dele? – Disse me analisando como uma psicóloga.
- Não inventa , já tô cheia de problema e você me vem com mais essa. Eu amo o , o que eu sinto pelo Dylan é uma atração física muito forte, só isso. – Disse mais para mim do que para ela.
- . – Disse parando já na porta do vestiário – Quem ama não trai.


Capítulo 2


Fiquei com cara de taxo na frente do vestiário assim que ela disse isso e saiu andando me deixando sozinha.
- volta aqui, nós estamos conversando. – Disse e sai andando rápido atrás dela – Como você joga uma bomba dessas e sai andando?
- Não é uma “bomba”, é a verdade, se você realmente amasse o não ficaria traindo ele com o . – Disse enquanto tirava a blusa.
- Não é bem assim. – Disse enquanto tirava meu cardigã e minha calça.
- É bem assim sim, não entendo porque você não conta logo tudo pro e afasta o de vez.
- Eu tento, eu juro que tento, hoje mesmo eu ia falar... – Disse me lembrando do que aconteceu hoje no almoço.
- E por que não falou? – Perguntou arqueando a sobrancelha como se esperasse uma boa explicação.
- Porque ele disse que me ama. Porra eu estava a um passo de contar para ele e ele me interrompeu dizendo que me ama, porra! Você queria que eu dissesse o que? “Nossa , muito legal, é uma pena que eu te traia desde antes de começarmos a namorar. Ah e adivinha com quem? Isso mesmo, , o cara que você mais odeia e que minha família acha ser o cara ideal para eu casar”. Simplesmente não deu. – Vi com a boca até o chão.
- Ele disse que te ama? – Perguntou ainda surpresa.
- Não , é brincadeira. – Disse sendo irônica - E o pior de tudo, é que ele nunca tinha dito isso. Já sinto isso por ele faz um tempo, mas também nunca tinha falado, não ia estragar o momento soltando essa.
- É, realmente ele te pegou de surpresa, mas e agora? – Disse enquanto nós íamos para a porta que dava acesso a quadra da escola.
- E agora que eu vou para a casa dele depois da aula, me acabar de tanto transar e depois aparecer com ele de braços dados na festa da minha mãe.
- Você que sabe... – Disse como se me julgasse.
- O que você faria no meu lugar? Se eu contar para ele, eu perco ele de vez e mesmo que eu afaste o - o que para deixar claro eu vou fazer - isso não vai apagar os seis meses que eu venho traindo ele! Eu me sinto péssima.
- Sabe o que eu acho? Que você gosta disso, você gosta de ter dois caras aos seus pés, sendo um o cara que você ama e o outro o cara que você pega nas escondidas que te leva a lugares que ninguém consegue.
- Talvez... talvez não seja tão mentira, não vou mentir e dizer que não gosto quando vejo o dando em cima de mim. Quando nós estamos juntos, só nós dois, ele me trata como se eu fosse a única mulher no mundo. – Disse sorrindo, mas logo balançando a cabeça afastando esses pensamentos.
- Viu? – Disse com sorrisinho de sabe-tudo.
- Aah, por que tudo tem que ser tão complicado?
- Amiga, nós temos 18 anos, vai demorar um tempo para descomplicar, a propósito, lembra quando você disse que não queria ver o nem pintado? – Disse com o olhar fixo em algum ponto atrás de mim.
- Por que eu não lembraria? Eu disse isso a menos de 10 minutos.
- Parece que você está com azar hoje. – Disse e apontou para trás. Olhei para trás e vi vindo com os amigos em nossa direção, usando aquele sorrisinho de canto de boca que deixa qualquer uma louca, inclusive eu.
- Ah não! – Exclamei, por sorte vi do outro lado da quadra conversando com umas pessoas desconhecidas e a vi como minha escapatória – ! – Berrei seu nome e fui em sua direção antes mesmo de se aproximar.
- , oi. – Disse ao se afastar do grupo.
- Hey! – Escutei a treinadora falar e todos os alunos viraram para ela – Hoje vamos jogar futebol em duplas. Vocês vão usar essas camisetas. – Esticou uma camiseta enorme com dois buracos para as cabeças – Agora escolham suas duplas, vocês tem cinco minutos.
- Faz comigo? – Perguntei à .
- Claro. – Sue (nossa treinadora) esperou todos formarem suas duplas.
- Quem quer tirar time? – Perguntou e ninguém respondeu – Ninguém? – Perguntou de novo e comecei a me virar de costas – ! Que bom você ter se voluntariado.
- Vai lá , Sue está te chamando. – Disse olhando para o meu irmão me fazendo de desentendida.
- você sabe que é com você. – Disse a treinadora, sorri amarelo para ela e puxei comigo – , já que você tá achando tanta graça vem você também. – Chamou meu irmão que estava rindo de mim.
Escolhemos nosso time e Sue entregou uma camisa vermelha para cada dupla do meu time e preta para o outro.
- . – sussurrou ao meu lado.
- Oi. – Sussurrei de volta.
- A está olhando muito feio para cá. – Virei minha cabeça e vi nos fuzilando com os olhos.
- Ela é um pouco ciumenta em relação as amigas, mas fica tranquila, daqui a pouco ela desencalha. – Disse e pisquei para ela.
***

O jogo foi um desastre. Eu já sou péssima em qualquer esporte que envolva correr, agora você junta essa pessoa com uma pessoa extremamente desastrada e coloca as duas dentro de uma mesma camiseta, te garanto que não vai sair nada bom. Perdi a conta de quantas vezes trombei com porque cada uma saia correndo na direção oposta da outra.
Quando a aula acabou fui correndo para o vestiário tomar banho. ainda ficou de bico comigo, mas não posso reclamar porque faço a mesma coisa quando ela sai com outras amigas além de mim.
As próximas aulas passaram tranquilas, as quatro e meia pedi para o endereço do prédio e segui com o GPS até lá, não era muito longe. Mandei uma mensagem para avisando que tinha chegado e ele me autorizou na portaria, entrei no elevador e subi para a cobertura.
- ? – Chamei seu nome entrando no apartamento, era um daqueles prédios que o elevador já dá direto dentro do apartamento.
- No escritório. – Ouvi responder, a questão era: Aonde fica o escritório? Resolvi dar uma olhada para conhecer o seu apartamento.
O apartamento tinha um visual meio rústico, a maioria dos móveis eram de madeira clara, era simples, mas ao mesmo tempo sofisticado e luxuoso.
A sala era bem espaçosa, janelas largas que iam do teto ao chão, tinham alguns sofás brancos espalhados pela sala e uma grande mesa de centro de madeira escura no centro da sala, alguns quadros na parede e enfeites por aí, uma TV bem grande em frente ao sofá e uma aparelhagem de som de última geração.
A sala tinha ligação com a cozinha, no maior estilo “cozinha americana”, separada por uma ilha de madeira com pedra de mármore clara, alguns bancos em volta do balcão, eletrodomésticos sofisticados, armários altos e assim vai.
Na sala tinha uma parede com um painel de madeiras “soltas” em frente a escada larga, branca e tão limpa que chegava a brilhar, corrimão dos dois lados, a escada subia com uma leve curva até o andar de cima. No andar de cima tinham paredes de vidro que davam visão ao andar de baixo, tinham vários corredores e várias portas, decidi deixar para olhar o resto depois se não perderia muito do meu tempo. Segui o barulho que vinha do digitar do computador e acreditei ser onde estaria.
Finalmente encontrando o escritório vi que usava um terno cor chumbo, seus óculos e sua expressão séria e concentrada no trabalho.
- Hey. – Disse tirando os óculos e desviando os olhos do computador para mim – Se perdeu?
- Mais ou menos. – Digo dando uma risadinha enquanto me escorava na porta e cruzava os braços – Já te disse o quão você fica irresistível quando está focado no trabalho? – Disse mordendo o lábio inferior.
- Na verdade você nunca tinha dito. – Disse levantando da cadeira e se aproximando – Mas você , nossa é incrível como você consegue ficar estonteante com qualquer roupa que coloca, eu particularmente prefiro sem.
- Então porque você não tira a minha roupa? – Disse e me puxou para um beijo intenso, uma mão na minha nuca e a outra apertando forte minha bunda.
Passava minhas mãos por todo o seu corpo, apertando seus braços definidos, subindo para sua nuca, em um beijo cheio de luxúria. Desceu suas mãos pelo meu corpo e me puxou para enroscar minhas pernas ao redor de seu tronco me segurando pela bunda.
Me carregou até a mesa do escritório e me deixou em cima dela se encaixando entre minhas pernas, subiu uma das mãos para minha nuca e com a outra apertou meu seio esquerdo. Levei minhas mãos até cada lado de sua camisa e a puxei com força fazendo os botões voarem. tirou minha blusa e levou sua boca para meu pescoço e suas mãos se alternavam entre apertar meus seios e me puxar pela cintura para mais perto.
Estávamos com pressa, urgência, querendo matar a saudade um do outro. Arrancamos as roupas um do outro em questões de segundos, abaixou na altura da minha boceta e começou a me chupar, chupava cada canto de minha boceta e dava algumas lambidinhas extravagantes nela me fazendo revirar os olhos de prazer e gemer alto seu nome. Já não aguentava mais, se ele continuasse iria ter meu orgasmo ali mesmo, mas não queria gozar com ele me chupando, estava com pressa e muito tesão, queria gozar com ele metendo forte em mim.
- , eu não aguento mais, por favor. – Disse entre suspiros e gemidos, deu mais uma lambida em minha xota e subiu já com o preservativo na mão.
Desci da mesa e me ajoelhei a sua frente, comecei punhetando seu pau e logo enfiei ele na boca, comecei a fazer sucções com a bochecha, tirava o pau da boca, lambia a glande e tornava a chupar, quando senti o liquido do pré-gozo resolvi que já era hora de parar. Abri o pacote e deslizei a camisinha pelo seu pau, me puxou para cima e enroscou minhas pernas em volta de sua cintura, foi caminhando comigo até o seu quarto e lá me escorou na parede e mandou ver.
Penetrava com estocadas precisas, firmes e rápidas me fazendo enlouquecer de tesão, me impulsiona para cima deixando as estocadas mais fortes e mais profundas. Sinto meu orgasmo se formando e aviso .
- . – Disse ofegando – Não aguento mais, vem comigo. – Digo entre gemidos altos e incontrolados.
- Estava só te esperando gata. – Diz me segurando com firmeza, metendo fundo enquanto chupava meus seios, não teve como segurar meu orgasmo. Senti gozar minutos após meu orgasmo.
Ficamos agarrados um ao outro por um tempo, ainda não me sinto saciada.
- Podemos repetir? – Digo com cara um sorriso malicioso brincando nos lábios. ri e dá um beijo casto em meus lábios.
***

Estávamos conversando sobre coisas aleatórias embolados no sofá enquanto fazia um cafune gostoso nos meus cabelos.
- Eu não estou com a menor vontade ir para essa festa. – Eu disse.
- Então não vai. – Disse com a maior naturalidade.
- E faltar na festa da minha mãe? Ela me mata! Vai fazer o discurso sobre a nossa família não existir mais, sem contar que os outros vão pensar que nós não damos apoio aos eventos de nossos pais... – Disse bufando de saco cheio.
- Queria poder fazer alguma coisa a respeito. – Disse beijando minha cabeça.
- Não tem muito o que fazer em relação a isso. Mas você pode ir nesse evento chato comigo para aliviar para o meu lado.
- Você sabe que eu vou aliás, falando na festa, tenho um presente para você, eu já volto. – Disse e se levantou do sofá indo para o segundo andar.
Voltou trazendo uma caixa da NICHOLAS em uma mão e um robe preto de seda na outra. Deixou a caixa em cima do sofá e vestiu o robe em mim, só aí percebi que ele tinha vestido a boxer. Me entregou a caixa e sentou no sofá, sentei ao seu lado e coloquei a caixa em meu colo. Dentro dela tinha um vestido maravilhoso Black Ponti Off Shoulder Strap.
- , não precisava. – Disse tirando os olhos do vestido e focalizando seus olhos azuis.
- É claro que precisava, tudo para a mulher que me apaixonei.


Capítulo 3


- Você está todo romântico hoje, aconteceu alguma coisa? – Disse fechando a caixa e colocando-a em cima da mesinha de centro.
- Só percebi a sorte que tenho de ter uma mulher como você ao meu lado. – Disse e me deu um selinho. Consciência pesada? Confere.
- Vou tomar um banho e me arrumar. – Disse mudando de assunto – Você vem comigo?
***

Cheguei em casa acompanhada de , os paparazzi queriam noticiar tudo o que acontecia na festa. Quando viram o carro de vieram como urubus em busca de alimento para cima de nós, por estar tomando as rédeas do império e é obvio por estar acompanhado da filha dos anfitriões. Tiramos algumas fotos lá fora e entramos na festa que seria realizada no enorme jardim de casa e no piso térreo da casa.
- ! ! – Chamou minha mãe ao nos avistar – Fico tão feliz de você ter vindo , mas preciso da minha filha por alguns minutinhos. , você pode vir comigo? – Disse e saiu andando sem nem esperar uma resposta.
- Já volto. – Disse para e fui atrás dela. Entrei no escritório e fechei a porta – Então, o que você queria falar comigo? – Perguntei indo direto ao ponto.
- Estou feliz por você ter vindo. – Disse sorrindo.
- Mas...? – Perguntei.
- Mas não por você ter vindo com .
- De novo isso mãe? Que saco! Ele é meu namorado, aceita isso! – Disse irritada.
- Minha filha, eu só quero o melhor para você, me escute quando eu digo que ele não é bom para você.
- E quem é? O ? Aquele cara não consegue ver um par de pernas que já sai correndo atrás.
- Mas isso nunca te impediu de ter um caso com ele. – Disse me deixando de boca aberta.
- Como você...? – Perguntei desacreditada e ela me interrompeu.
- , eu sei de tudo que acontece nessa casa.
- É obvio que sabe. Tenho certeza que foi você que contou pra Rebeca.
- Isso foi um descuido seu. – Não entendi o que ela quis dizer e devo ter explicitado isso na minha cara porque ela logo me explicou – Digamos que vocês não são muito silenciosos, o quarto da Rebeca na casa de Hamptons é na frente do seu... – Não precisou dizer nada para eu fazer a ligação. Rebeca contou para minha mãe.
- E você não deve ter escutado notícia melhor que essa. – Disse sendo irônica.
- Filha, por que você está com o ? – Perguntou se sentando no sofá e indicando para que eu sentasse ao seu lado. Sentei e comecei a falar.
- Eu gosto dele mãe. Eu acho que amo ele. Ele me faz sentir especial. Mas por outro lado tem o . Ele me faz sentir poderosa, como se eu pudesse fazer qualquer coisa e ele estaria ao meu lado.
- E você acha que o não faria isso?
- Não é isso, ele sempre me apoia, mas ele é muito bonzinho sabe? Ele não tem essa malicia que o tem. Eu digo, isso é ótimo sabe? Mas ao mesmo tempo é sem graça, não tem adrenalina. – Termino de dizer meio cabisbaixa.
- Sei como é isso meu amor. Eu sei que sou meio suspeita para falar sobre o porque sou “time ” – disse e nós duas rimos – Mas a minha intuição de mãe fala alto perto dele e você sabe que intuição nunca falha, lembra quando eu te avisei sobre a Mary? Confie em mim quando digo que o faria de tudo por você.
- É, você tem um ponto. – Digo refletindo sobre o que ela disse.
- Eu só quero sua felicidade, mas agora vamos que tem uma festa acontecendo lá fora. – Nos levantamos do sofá e ela ajeitou nossas roupas – Você está cada dia mais linda. Eu te amo tanto. – Disse me abraçando forte – Você é meu maior orgulho. – Disse fazendo meus olhos lacrimejarem e escorrer uma lágrima deles, ela limpou a lágrima e sorriu.
- Eu também te amo. – Disse e voltamos para a festa.
Encontrei com seus amigos e fui até eles.
- Oi. – Disse e cumprimentei a todos. me puxou pela cintura me deixando na frente do seu corpo e apoio o queixo no meu ombro.
- Você está bem? – Sussurrou em meu ouvido.
- Sim, sim, por mais estranho que pareça. – Disse sorrindo e me lembrando do que minha mãe tinha me dito.
Depois de um tempo conversando com e seus amigos resolvi dar uma volta e procurar os meus. Encontrei todos eles sentados em uma mesa conversando, cumprimentei a todos e me sentei no único lugar disponível que era entre e .
Eu sei que pelas coisas que digo dá a entender que odeio , mas para falar a verdade nós somos muito próximos. é uma das únicas pessoas que me entendem, ele pensa como eu, mesmo com toda essa situação estranha entre nós dois, ele sempre me apoia e me ajuda quando preciso. O que mais admiro nele é sua inteligência, ele é simplesmente o cara mais inteligente que conheci na minha vida. Quase ninguém conhece esse lado dele, acham que ele é só mais um playboy mimado filhinho de papai, mas tem a capacidade de causar um blackout em Nova York inteira se quiser.
Conversei com a e pelo o que entendi ela estava dormindo no e ele começou a receber mensagens de uma menina dando em cima dele e ele correspondia.
Depois de um tempo conversando com meus amigos fui procurar e não o encontrei em nenhum lugar, dei a volta em todo o andar de baixo onde acontecia a festa e nada dele aparecer, então resolvi ir procurar no andar de cima.
Estava andando pelos corredores do segundo andar há alguns minutos, já estava quase desistindo, as vezes é um porre morar em uma mansão, qual a necessidade de uma casa tão grande? Estava fazendo o caminho de volta quando ouvi a voz de vindo da sala de jogos do meu pai, me aproximei e colei minha orelha na porta.
- E isso vai dar certo? – Ouço a voz de perguntar receosa.
- Vai por mim, duas gotas na bebida dela e ela nem vai lembrar o próprio nome. – Não reconheci a segunda voz.
- Mas ela só toma água, ela não vai sentir o gosto? – Ouvi a voz de .
- Não, quando ela beber diga que quer dormir com ela e leve-a para sua casa, quando vocês chegarem na sua casa você manda uma mensagem para Brody. Assim que Brody receber a mensagem os caras que contratamos vão simular um sequestro e o resto você deixa com a gente. – Disse uma terceira voz, provavelmente o pai de .
- E ela não vai desconfiar que eu tenho algo a ver com isso e nem se machucar, certo?
- Fica tranquilo , ninguém vai tocar em um fio de cabelo da sua namorada e ela não vai desconfiar de você. Já disse, só queremos dar um susto em Michael. – Fiquei sem fala quando ouvi “sua namorada” e o nome do meu pai. Ouvi uma movimentação na sala e sai correndo em direção ao corredor, mas não fui rápida o suficiente.
- ? – Escutei me chamar, me virei e vi que junto dele estava seu pai Daniel e seu tio Jack.
- ! – Disse indo até ele.
- O que está fazendo aqui?
- Eu moro aqui? – Disse irônica.
- Quer dizer, aqui no andar de cima. – Vi seu pai e tio engolirem seco.
- Vim procurar você. – Disse sorrindo me fazendo de desentendida – Mas e vocês? O que vieram fazer aqui em cima? – Vi começar a suar.
- Nós viemos jogar cartas. – Respondeu Jack tirando um baralho do bolso.
- Vocês ainda jogam isso?
- Alguns hábitos nunca mudam. – Respondeu Daniel.
- Bom, então vamos todos descer. – Disse me virando de costas e começando a seguir em direção a escada sendo seguida pelos três – É por que vocês não descem na minha frente? Preciso ir ao toalete. – Me virei para – Te encontro lá em baixo. – Dei um beijo casto em seus lábios e sai indo em direção ao meu quarto.
Assim que entrei no meu quarto, tranquei a porta e me escorei na porta tentando processar o que tinha acabado de acontecer. queria me drogar? Que tipo de “susto” eles iriam querer dar em meu pai a ponto de precisar me drogar e me sequestrar?
Era muita coisa para entender, então mandei uma mensagem para a única pessoa que poderia me ajudar: .
“Preciso da sua ajuda, me encontre no meu quarto quando for embora. É urgente”
“Aconteceu alguma coisa?”
– Recebi como resposta no mesmo minuto.
“Só não tire os olhos de mim, nem deixe me levar para casa dele”.
Mandei a mensagem e sem esperar resposta voltei para a festa, grudou em mim pelo resto da festa, de longe podia ver de olho em nós. pediu para que eu jantasse com seus amigos e para que não levantasse suspeitas de que sabia de algo jantei com eles.
Mais tarde foi até o bar buscar algo para bebermos e vi isso como uma deixa para ir alertar minha mãe. Encontrei-a conversando com algumas de suas “amigas” e me aproximei, cumprimentei todas e voltei até minha mãe.
- Mãe, você tem um minuto?
- , aconteceu alguma coisa? – Perguntou.
- Nada de mais, só preciso conversar com você rapidinho. – Disse e inclinei a cabeça de leve para o canto indicando que aqui não era lugar.
- Com licença. – Disse para as demais da mesa – , aconteceu alguma coisa?
- Na verdade sim.
- O que aconteceu? – Perguntou preocupada.
- Tenho que ser rápida antes que volte, mais tarde explico melhor, mas estou com medo pela nossa família, por papai mais especificamente, escutei uma conversa estranha entre , Daniel e Jack, disseram alguma coisa sobre dar um susto no papai e um falso sequestro.
- Como assim? explique isso direito. – Disse ficando exaltada.
- Não dá agora, pode desconfiar, só não perca nem Rebeca, nem e muito menos meu pai de vista, não deixe eles saírem daqui.
- E você? – Perguntou nervosa.
- Eu sei me cuidar, sem falar que vai estar de olho em mim. – Disse tentando tranquiliza-la, a vi olhar para algum ponto atrás de mim, me virei para ver o que ela estava vendo e encontrei de olhos em mim.
- Tudo bem, mas me conte tudo depois. Agora preciso ir alertar seu pai, tome cuidado. – Me deu um beijo na testa e saiu andando atrás de meu pai.
Voltei para onde estava, no caminho parei um garçom que tinha várias taças de champanhe, peguei uma e virei de uma vez. parecia preocupado, como se algo de errado pudesse acontecer.
- , onde você estava? – Disse nervoso.
- Calma pai. – Disse brincando – Minha mãe me chamou para me apresentar à umas amigas. Trouxe minha água?
- Trouxe. – Disse e me esticou um copo de água sem gás.
- Sem gás? Você sabe que eu prefiro com gás. – Na hora passou outro garçom, peguei outra taça de champanhe, mas dessa vez bebi com calma.
Meia hora depois estava tudo muito confuso, as pessoas estavam desfocadas, mal conseguia ficar em pé. Eu não bebi nada oferecido por e seria impossível ficar do estado em que estou com apenas duas taças de champanhe. Comecei a pensar no que poderia ter sido e foi aí que lembrei, foi durante o jantar com , fui ao banheiro e deve ter sido essa a hora em que colocou alguma coisa em minha comida.
- . – Escutei falar alguma coisa, mas não consegui prestar muita atenção, só balancei a cabeça assentindo.
Senti meu corpo ser levantado, mal conseguia abrir os olhos, estava tudo embaçado, começou a me guiar até a saída, mas antes que ele me levasse para fora gritou meu nome.
- ! – Me chamou e se aproximou – Você está bem? – Perguntou preocupado segurando meu rosto. Me joguei em seus braços e sussurrei.
- Me tira daqui. – Ou pelo menos acho que sussurrei, o importante é que ele entendeu.
- Vou leva-la para o quarto dela. – Disse passando os braços por minha cintura.
- Ela vai dormir na minha casa , não se mete. – Disse provavelmente nervoso, eu não sei, estava tudo tão confuso e engraçado.
- Ela claramente não está nada bem, vou leva-la para o quarto e amanhã vocês se falam. – Disse começando a me guiar para o andar de cima.
- , você não tem nada a ver com isso, vou levar ela para minha casa e cuidar dela lá.
- Acho que a mãe dela concorda que é melhor ela ficar em casa nesse estado. – Disse começando a ficar irritado com .
- Já chega vocês dois. Eu só quero dormir. – Disse e enfiei meu rosto no pescoço de .
- O que está acontecendo aqui? – Escutei a voz de minha mãe ao fundo.
- deixou a beber muito e agora ela não consegue nem se manter em pé. – Disse para minha mãe.
- Isso é mentira, eu nem vi ela bebendo. – Se defendeu .
- . – Ouvi a voz de minha mãe chamar – Leve-a para cima e não deixe ninguém perceber seu estado. , suma daqui, se eu ver seu rosto mais alguma vez você vai desejar nunca ter me conhecido. – Não consegui entender o resto da discussão, já estava quase capotando em pé mesmo.
- , me escuta. – Disse baixinho ao meu ouvido – Levanta a cabeça e olha para mim. – Fiz um grande esforço, mas consegui fazer o que ele pediu – Vou te levar lá para cima, mas para isso eu preciso da sua ajuda, ninguém pode perceber o seu estado, tudo bem? – Murmurei alguma coisa e usei todas as minhas forças para passar por todos sem chamar atenção.
Quase cai na escada duas vezes, mas me segurou e impediu que isso acontecesse. Chegando ao meu quarto sai correndo meio cambaleando e vomitei tudo na privada. me ajudou segurando o meu cabelo e depois me ajudou a escovar os meus dentes, depois tirou minha roupa me deixando apenas de calcinha e me enfiou debaixo do banho gelado. Estava me sentindo melhor, mas em algum ponto do banho apaguei.
***

Acordei já deitada em minha cama, não usava mais o vestido da festa, mas também não estava sem roupas, usava um baby-doll preto de seda, encontrei deitado ao meu lado na cama me observando.
- Hey, você acordou, como se sente? – Perguntou baixinho.
- Hm. Como se tivesse sido atropelada por um caminhão, mas ainda sim melhor do que antes. Que horas são? – Perguntei não encontrando meu celular por perto.
- 2 Horas e 40 minutos. – Respondeu olhando em seu relógio.
- Ei, eu que te dei esse relógio. – Constatei baixinho.
- Eu sei, eu sempre uso, é o meu favorito. – Disse me fazendo sorrir.
- Por quanto tempo eu apaguei?
- Mais ou menos 1 hora e meia.
- Você ficou esse tempo todo aqui? – Perguntei depois de perceber que desde pouco antes de eu ter apagado estava ao meu lado.
- Sim.
- Por que? Você deve estar cansado. - Perguntei preocupada.
- Porque eu faço qualquer coisa por você, quer dizer, para você. – Se corrigiu.
- Onde está minha mãe? Estou morrendo de fome. – Mudei de assunto.
- Está resolvendo alguns assuntos. Dana trouxe uma canja para ver se você melhora e alguns remédios. – Disse se virando para pegar uma bandeja atrás dele.
- Obrigada. – Tomei os remédios e provei da sopa, estava uma delícia – Liga a TV. – Pedi para ele que atendeu meu pedido no mesmo minuto.
Passava Star Wars em um dos canais e deixei por saber da paixão secreta dele pelo filme. Mais tarde enquanto ele via o filme desci para deixar a bandeja lá em baixo. foi meio relutante em relação a me deixar sair da cama, mas no final acabou cedendo. Voltei para o quarto, escovei os dentes e me aconcheguei nos braços de - que usava uma camisa e uma calça social -, ficou fazendo um cafuné que só ele sabia fazer até me deixar mole de sono.
- . – Chamei baixinho.
- Sim? – Me olhou.
- Obrigada. – Disse e dei um beijo em seus lábios, não demorou a aprofundar o beijo. Foi um beijo diferente de todos que já tínhamos dado, tinha mais afeto que os outros, não era selvagem e bruto, era lento e profundo.
Voltamos a ver o filme e as vezes trocávamos alguns beijos, adormeci em seus braços, mas não antes de convencer a trocar de roupa e dormir comigo.


Capítulo 4


No dia seguinte acordei sentindo um braço em volta da minha cintura e uma leve pressão em minha bunda, . Lembrei que ele tinha dormido comigo, começou a distribuir beijos pelo meu pescoço, subiu uma das mãos até meu seio esquerdo e o apertou.
- Delícia. – Sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha.
- Hmm. – Grunhi enquanto me virava para ele que me puxou para um beijo intenso enquanto nos virava me deixando por cima.
O beijo começou a ficar mais profundo, desceu suas mãos para minha bunda e a apertou forte, comecei a rebolar em seu colo, ele enfiou uma mão por dentro do short do meu pijama e a outra subiu para minha nuca enrolando meus fios em seus dedos puxando de leve me dando arrepios, começou a brincar com o meu clitóris me deixando cheia de tesão.
- . – Gemi seu nome baixinho, achei que já era hora de igualar o jogo e enfiei minha mão em sua boxer agarrando seu pau grande e grosso, comecei a fazer movimentos de vai e vem com a minha mão em seu pau, que a essa altura já estava bem ereto.
- Porra ! – Exclamou intensificando seus movimentos, enfiou dois dedos em minha boceta e tive que morder seu ombro para impedir o grito de prazer, comecei a distribuir beijos por seu pescoço, até que escutei meu alarme tocar.
- Merda. – Exclamei – Temos que ser rápidos. – Disse tirando a mão de dentro da sua boxer e esticando a mão até a gaveta para pegar a camisinha quando me impediu.
- Eu tive uma ideia. – Arqueei minha sobrancelha.
- O que você tem em mente? – Perguntei curiosa.
- Tire a roupa. – Disse beliscando o meu mamilo dentro da blusa depois me ajudou a tirar minha roupa – Agora vira e senta na minha cara. – Disse com um sorriso malicioso e logo entendi o que ele queria fazer: meia nove.
Sente em seu rosto me deitando de bruços em cima dele e comecei a acaricia-lo, senti sua língua quente passeando pela minha boceta e senti um calor no meu ventre. Ele começou a chupar meu clitóris me deixando louca, comecei a chupar ele com vontade, como se fosse uma criança chupando um picolé no verão, senti sua língua entrando em mim e soltei um gemido fraco.
Continuei a chupar seu pênis sentindo seu o gosto salgado de seu pré-gozo em minha boca, comecei a rebolar em seu rosto conforme as suas chupadas ficavam mais intensas, abafando meus gemidos em seu pau. enfiou três dedos em mim de uma vez ao mesmo tempo que brincava com o meu clitóris, não consegui me segurar, estava tão bom, gozei na sua boca em questão de segundos.
Chupei seu pau com mais avidez, sentindo sua ereção pulsante em minha boca, levei um tapa bem forte na bunda que foi difícil segurar o gemido de prazer, logo sinto o gosto de seu prazer invadir minha boca.
Me levanto e sento em cima de sua barriga de frente para ele e limpo com os dedos a porra que estava escorrendo pelos meus lábios, olho em seus olhos e chupo meus dedos de um jeito bem sexy vendo sorrir safado e satisfeito.
***

Tomei um banho bem rápido, coloquei um cropped amarelo, um short branco cintura alta, uma Ankle Boot preta salto grosso com cadarço e desci para tomar café, pediu uma roupa emprestada para o . e são tipo eu e , melhores amigos desde sempre, nada separa esses dois, foram eles que apresentaram para e depois trouxeram para o grupo.
Encontrei os dois lá embaixo tomando café na mesa, – O puxa saco – sentou ao lado de minha mãe, no lugar entre eu e ela.
- ! – Disse minha mãe se levantando da mesa e vindo me abraçar – Você está bem? – Disse segurando meu rosto entre suas mãos – Fiquei tão preocupada.
- Calma mãe, eu estou bem. – Disse me desvencilhando de seus braços indo para a mesa.
- Deseja alguma coisa senhorita? - Perguntou Dana.
- Waffles com aquele doce de leite argentino por favor. – Disse para ela que me servia com suco de melancia. Logo meu pai apareceu na sala, deu um beijo em minha testa.
- Como você está querida? – Sussurrou em meu ouvido.
- Melhor. – Sussurrei de volta. E ele foi se sentar em seu lugar.
- Por que todo mundo está preocupado com a ? O que ela fez? – Perguntou Rebeca.
- A tomou um porre ontem à noite e saiu vomitando em todo mundo que aparecia na frente dela. – Disse .
- ! – Ralhou minha mãe.
- Calma mãe, é a verdade. – Disse para Rebeca não descobrir o que realmente aconteceu.
- Me conte o que aconteceu ontem filha. – Perguntou meu pai se referindo à e os outros, olhei para Rebeca e meu pai entendeu – Rebeca, o motorista está te esperando. – Rebeca bufou e saiu andando.
Contei o que tinha acontecido e concluímos que deve ter suspeitado que eu soubesse de algo e colocou alguma coisa em minha comida.
- O que aconteceu com ? – Perguntei a minha mãe.
- Expulsei ele da festa e disse que se ele chegasse perto de você eu daria um jeito de sumir com ele. – Disse sorrindo – Também fiz questão de deixar bem claro para a mídia que vocês terminaram e nunca mais irão voltar. – Finalizou tomando de seu café.
- Preciso voltar na casa dele e buscar minhas coisas, e meu carro.
- Não precisa fazer isso filha, posso mandar um de meus seguranças voltarem, e em relação ao carro, compramos outro, eles podem colocar algum rastreador no carro ou algo do tipo.
- Faço questão de ir até lá e dar um fim nisso. E em relação ao carro, trago para casa e depois vemos o que fazer com ele.
- Se você for até lá eu vou com você e quebrou a cara desse merda. – Disse sendo o irmão protetor.
- E eu vou com você cara. – Disse . Na mesma hora vi minha mãe levantar as sobrancelhas e dar um sorrisinho irritante como quem diz “ Não te disse?” Me fazendo revirar os olhos e arrancar uma risada de minha mãe.
- Vamos? – Disse me levantando – Não quero me atrasar.
- Vamos os três em meu carro. – Sugeriu – Na volta passamos no e depois deixo vocês aqui.
- Beleza. – Disse seguindo até a entrada onde estava o carro de , como não vi outra opção, dei de ombros e fui atrás deles.
e foram o caminho inteiro conversando enquanto eu usava meus fones de ouvido e pensava sobre os acontecimentos de ontem à noite. Eu confiava tanto em e ele me traiu desse jeito, acho que isso conseguiu ser pior que todas as vezes em que o trai com . O pai e o tio dele querem o dinheiro da nossa família, isso é mais que obvio, por qual outro motivo eles precisariam me dopar e fingir um sequestro? Agora eu só preciso descobrir o porquê.
***

A manhã passou muito rápida, passei praticamente o tempo todo com e na minha cola, durante a aula de artes consegui falar com e ficou marcado dela ir para casa lá pelas 5 horas.
A diretora passou nas salas avisando que devido as reclamações dos pais as aulas acabariam as 14:30 e apenas de segunda e quarta iriamos sair as 16:30.
Almocei com o pessoal em um restaurante depois da aula, fomos eu, , , Bem, , e , ficamos conversando até as 15:00 mais ou menos e seguimos eu, , e até o apartamento de , chegando lá e acharam melhor esperar no carro e subi com , demos um dinheiro para o porteiro e ele nos deixou entrar com o carro na garagem.
Subi o elevador e pareceu se assustar ao nos encontrar.
- O que estão fazendo aqui? – Perguntou com a voz rouca.
- Vim buscar minhas coisas. – Ele assentiu com a cabeça e fui pegar minhas coisas.
Peguei todas as coisas que já tinha deixado com ele mesmo antes de ter se mudado. Quando terminei de pegar as coisas desci e vi dar um soco em o segurando pelo colarinho.
- ! Qual é o seu problema? – Disse tentando tirar de cima de .
- É verdade isso? É verdade o que ele me disse? – Perguntou nervoso.
- O que ele disse?
- Você me traiu esse tempo todo com ele? – Perguntou e eu gelei, engoli em seco e tentei explicar.
- , e-eu. – Comecei a gaguejar, vi a decepção em seu rosto, seus olhos começaram a marejar – M-me desculpa, eu não. – Tentava explicar quando fui interrompida.
- Você não queria? Conta outra , esse cara tá sempre na sua casa, suas famílias querem vocês juntos desde que nasceram. E sabe o que é pior de tudo? Meu pai e Jack me contaram, eles me disseram que você me traia e eu escolhei acreditar em você! – Disse gritando a última frase – Vai embora. – Disse tentando conter a raiva em sua voz.
- , me desculpa. – Disse com os olhos lacrimejando, apesar de tudo, eu amo ele.
- Só vai embora. – Disse olhando em meus olhos.
Peguei minha bolsa que tinha deixado no chão e saí olhando para baixo sendo seguida por . Assim que o elevador fechou as portas olhei para e vi que ele estava com aquele sorrisinho de quem está se divertindo.
- Você está adorando toda essa situação, não é? – Disse enquanto o fuzilava com os olhos.
- Sendo sincero, eu estou amando, a cara dele ao descobrir foi impagável, ele te endeusava. – Disse sorrindo – E sabe quem está gostando mais ainda? – Disse se aproximando e me encurralando no canto do elevador – Meu pau. – Fui salva pelo elevador que finalmente chegou.
- Aah sai daqui . – Disse o empurrando enquanto escutava sua risadinha insuportável.
Fui até o carro de e bati no vidro do carro, o carro tinha vidros escuros então não dava para enxergar nada lá dentro, mas saiu de lá toda desengonçada e arrumando a roupa.
- Vamos? – Perguntei para .
- Claro. – Disse pegando sua bolsa no carro.
- Você vem ? – Perguntei para meu irmão que estava com os cabelos arrepiados e desengonçado igual .
- Não, vou para casa do . – Dei de ombros e fui em direção ao meu carro sendo seguida por .
Entramos no carro, joguei minha bolsa no banco de trás e dei partida no carro, olhei o horário no painel do carro e vi que já eram 16:30, logo iria chegar em casa.
- Você quer que eu te deixe na sua casa? – Perguntei tirando os olhos da rua por alguns segundos para olhar para ela.
- Eu vim para dormir na sua casa, tem problema? – Perguntou.
- É que eu marquei com a dela vir em casa, como eu sei que você não vai muito com a cara dela... – Dei de ombros.
- Relaxa, não vai acontecer nada, vou ser a mais simpática possível, eu posso fazer esse esforço, quem sabe eu não começo a gostar dela? – Disse não me convencendo.
- Você? Simpática? – Comecei a gargalhar – , você e simpática não combinam na mesma frase, você é a pessoa mais antipática que eu conheço, acho que só perde para minha mãe. – Disse e nós duas rimos.
- Ah disse a miss simpatia, você consegue ser igual a sua mãe se quiser.
***

Chegando em casa subimos para o meu quarto e fui tomar um banho, deixei avisado para Dana que vinha e ficou no quarto lendo alguma revista.
POV Off
’s POV On

Estava lendo a nova edição da Vogue quando escutei duas batidas na porta.
- Pode entrar.
- Senhorita Chamberlain? – Disse Dana ao entrar no quarto.
- Sim? – Disse tirando os olhos da revista.
- A visita da senhorita chegou, peço para ela subir ou aguardar lá embaixo? – Fechei a revista e me levantei da cama.
- Deixa que eu desço para falar com ela. – Disse sorrindo, já tendo em mente como iria me livrar dessa garota.
Desci as escadas e encontrei a menina sentada no sofá, parecia nervosa e curiosa, como se tudo fosse novo e inusitado, obvio que era novo para ela, não precisei muito para descobrir que é bolsista e mora no subúrbio da cidade.
- Camila. – Chamei-a errando seu nome de propósito. Seus olhos me encontraram e vi a mesma ficar mais nervosa do que já estava, se levantou do sofá e começou a passar a mão por sua roupa tentando desamassa-la.
- . – Disse tremendo um pouco – Na verdade é . – Disse sorrindo nervoso.
- Olha, eu não me importo com o seu nome, só vim dar um recado da . – Disse me aproximando – não gosta de você, ela tem pena de você. Ela me contou que sua roupa era tão feia que ela fez o favor de derrubar a bebida dela em você só para não ter que suportar ver as roupas que você compra no brechó.
- Ma-mas. – Ela tentou falar, mas logo a cortei.
- O que esperava? Achou que iria entrar para a elite? – Disse rindo – Se coloca no seu lugar, gente como você o mais perto que chega de pessoas como nós é para servir o café, você é uma bolsista pobretona, faz um favor para si mesma e vai embora. – Vi seus olhos lacrimejarem e uma lagrima sair do mesmo antes que ela saísse correndo.
Voltei para o quarto de e a mesma saia do banheiro.
- Ela já chegou? – Me perguntou enquanto colocava seu robe seguindo para o closet.
- Sim, mas já foi embora. – Disse com inocência e voltei a me deitar na cama.
- Como assim ela já foi? – Perguntou.
- Só passou para dizer que não poderia ficar porque sua irmãzinha está no hospital, como não tinha o seu número e não queria furar com você achou melhor passar aqui para avisar. – A parte sobre a irmãzinha no hospital é verdade, só precisei de uma ligação para descobrir tudo sobre ela.
Agora só tenho que dar um jeito das duas não se encontrarem mais.
`s POV Off.


Capítulo 5


POV On.
Passei o resto da tarde vendo Prision Break com , mais tarde Dana veio nos avisar que o jantar estava servido, como Rebeca foi dormir na casa de uma amiga, na casa de e meu pai ficaria até tarde no trabalho, acabamos por jantar apenas , mamãe e eu.
- Como foi o dia de vocês? – Perguntou minha mãe enquanto Dana nos servia de Spaghetti al'astice.
- Normal. – Respondi dando de ombros.
- Dana me contou que você recebeu uma visita hoje, uma tal de Grey, quem é ela? – Perguntou curiosa.
- Uma garota que eu conheci ontem na escola, uma graça, vou ver dela vir em casa algum dia para você conhece-la.
- E por que ela não ficou para jantar?
- Ela não pode ficar, a irmã está internada no hospital e ela achou melhor ficar com a irmã. – Disse .
- É mesmo?
- Sim, sim, uma pena, até queria me desculpar por ter sido um pouco antipática com ela na escola. – respondeu – Digamos que eu tenha ficado com um pouco de ciúmes da e talvez tenha olhado um pouco torto para ela.
- E como foi no ? Pegou suas coisas? – Perguntou mudando completamente de assunto.
- Foi um pouco tenso. – Disse lembrando do que aconteceu.
- Explique direito, você também não me contou. – Disse .
- Não contei porque você estava ocupada demais com no carro. – Disse levantando duas vezes minhas sobrancelhas para ela que corou e abaixou o olhar para o seu prato.
- O que você disse? – Perguntou minha mãe exaltada.
- Isso mesmo que você escutou. – Disse me divertindo com a situação enquanto se afundava cada vez mais na cadeira.
- Quer dizer que você e estão juntos? – Perguntou minha mãe para .
- Não, está exagerando, não aconteceu nada no carro. – Disse tentando limpar a barra para a mamãe coruja.
- Se sair do carro com a roupa toda amassada e o cabelo desgrenhado não é nada para você... – Disse e dei de ombros.
- Não se preocupe , você é uma das únicas, se não a única com quem aprovo meu namorando. Meu filho e a filha da minha melhor amiga, seria um sonho realizado para mim e sua mãe. – Disse sorrindo e apertando a mão de .
- Mais um casamento na família . – Disse levantando a taça zombando.
- Só depois do seu com o , inclusive a filha de vocês será nossa daminha. – Disse rindo com a minha mãe.
- Que o que, tá louca? – Disse rindo.
- Então eu devo acreditar que não aconteceu nada essa noite? – Perguntou minha mãe.
- Você está de qual lado? – Perguntei para ela.
- Como assim? - Perguntou .
- dormiu aqui na depois da festa, no quarto da e hoje de manhã vi ele saindo do quarto dela com cara de quem tinha aprontado.
- ! – Ralhou – Por que você não me contou?
- Não é como se eu fosse chegar e falar “E ai , tudo bem? Acabei de fazer um meia nove com o .” – Disse e pisquei.
- OTP IS ALIVE*! – gritou me fazendo rir.
- OTP*? – Perguntou minha mãe.
- One True Pairing*. – Expliquei para ela que começou a rir.
- Agora você pode nos contar o que aconteceu na casa do . – Disse minha mãe mudando completamente de assunto.
- Tinha até me esquecido. – Disse me recompondo – Fui até lá e disse que iria pegar minhas coisas, quando terminei de pegar tudo, vi acertando um soco na cara de . Quando afastei os dois e perguntei o que tinha acontecido, me disse que tinha contado sobre as traições. Nunca vou esquecer da decepção que vi em seu rosto quando viu que era verdade. – Disse enquanto meus olhos enchiam de lágrimas. Olhei para cima e comecei a piscar várias vezes para afastar as lágrimas.
- Calma bebê, vai passar. – Disse me abraçando de lado.
- Eu só não processei ainda, mas vou ficar bem. – Disse sorrindo.
- Vai mesmo, você é uma , nós não choramos por homem, não precisamos deles. – Disse segurando minha mão por cima da mesa.
***
Não conseguia dormir, já passavam das três da manhã e anda me revirava na cama, já tinha pegado no sono há tempos e agora roncava baixinho do meu lado.
Saí da cama e vesti meu robe preto de seda comprido, fui silenciosa até o jardim do terraço, me sentei no balanço, pela primeira vez desde toda a confusão me vi sozinha e finalmente me permiti chorar. Todo mundo estava esse tempo todo em cima de mim, querendo saber se eu estava bem, me perguntando sobre o que tinha acontecido, quando tudo o que eu queria era ficar sozinha.
Porra! Mesmo com tudo isso eu ainda amo ele, não consigo acreditar que ele fez isso, mas também, o que eu poderia esperar quando fui uma vadia com ele? Só estou colhendo o que plantei, eu não merecia , eu sei que ele não fez aquilo a troco de nada, ele é uma boa pessoa, eu sei que é.
Eu me sinto tão suja! Como pude trair ele por tanto tempo e não sentir nada?
Chorava de soluçar, já estava com falta de ar - como quando somos crianças e caímos de bunda no chão -, quando senti alguém me abraçar, olhei para o lado e vi que era .
- Hey, calma, vai passar. – Disse me abraçando forte, retribui o abraço e continuei a chorar em seu ombro. Passados alguns minutos, consegui me acalmar e me soltei dele.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei com a voz embargada pelo choro – Pensei que você fosse dormir no . – Disse abraçando os meus joelhos e apoiando minha cabeça de lado neles de modo que eu pudesse olhar para ele.
- Eu ia, mas achei melhor não, tive um pressentimento, aquela coisa de gêmeos sabe? – Disse e nós rimos de leve – Eu te conheço, sei que por mais forte você seja, você é sensível e engana a todos com um sorriso no rosto, mas você não me engana.
- E como sabia que eu estava aqui? – Como todas as paredes tem isolamento acústico, seria impossível ele ter me escutado, a menos que ele estivesse de guarda na minha porta.
- Na verdade eu não sabia, só vim pitar um e te encontrei aqui por acaso. – Disse tirando um beck e um isqueiro de seu bolso da calça do pijama – Quer? – Perguntou enquanto acendia o beck.
- É marrom? – Perguntei.
- Não, ice. – Disse e passou o beck para mim.
Ficamos fumando e conversando por um tempo, mais tarde descemos para a cozinha porque estávamos com fome, por sorte, Dana deixou um Mac n’ Cheese escondido para minha mãe não achar e jogar fora, atacamos a comida – literalmente – e depois subimos cada um para o seu quarto.
- Você vai ficar bem? – Perguntou .
- Vou ficar. – Disse, ele me abraçou, deu um beijo em minha testa e foi para o seu quarto, entrei no meu e desmaiei na cama.

*OTP significa One True Pairing, que é a combinação única de dois personagens em uma história, assim fazendo o casal perfeito.


Capítulo 6


Acordei com me balançando e gritando meu nome.
! Acorda caralho. - Escutei ela me chamando e abri os olhos sonolenta.
- Quanta agressividade. – Me levantei e comecei a me arrumar, não deveria ter ido dormir tão tarde. Durante o café da manhã fiquei em silêncio, mas não deixei de notar os olhares gulosos entre e , precisava me focar em algo para esquecer o que vem acontecendo, e essa coisa seria juntar os dois.
Já comecei meu planinho bobo desde cedo, disse para ir com para a escola e vazei antes que eles pudessem dizer alguma coisa - não que eles fossem reclamar, certeza que vão dar uma rapidinha antes da aula -. Quando cheguei à escola fui procurar para ver como sua irmã estava, mas quando me aproximei a mesma saiu andando me ignorando, fui atrás dela e pude perceber seus olhos vermelhos e inchados, como se tivesse chorado antes de dormir.
- ! - Entrei no banheiro.
- Vai embora! - Disse coma voz chorosa de dentro de uma das cabines.
- Eu não vou sair enquanto você não me disser o que aconteceu. - Não recebi resposta - É a sua irmã?
- Só vai embora , nós não somos do mesmo mundo, não sei o que estava na cabeça quando achei que poderíamos ser amigas. - Que?
- vamos conversar, o que você quis dizer com isso? - Ouvi o barulho da tranca e ela saiu.
- Olha , a já me passou o seu recado, não preciso de ninguém fazendo caridades, você tem seus amigos, suas festas, viagens, roupas de grife, eu não sou assim, sou apenas uma bolsista tentando entrar em uma boa universidade e ter como ajudar minha família, isso não vai dar certo. - Disse com o rosto vermelho.
- Isso não tem nada haver! O que te faz pensar que eu deixaria de ser amiga de alguém por causa de sua situação financeira? - Perguntei um pouco ofendida por ela pensar isso de mim.
- Mas a disse-
- A disse o que? - Perguntei interrompendo-a.
- Disse que você não gostava de mim, que tinha pena de mim, começou a me humilhar porque sou pobre. - Disse segurando o choro.
- Ela disse o que? - Gritei, tinha passado dos limites - Ela me disse que você tinha de visitar sua irmã no hospital.
- Como ela sabe da minha irmã? - Perguntou preocupada.
- Isso não importa, vou falar com ela agora e ela vai te pedir desculpas na frente de todo mundo. - Disse saindo do banheiro quando segurou meu pulso.
- Não precisa, não quero que vocês briguem por minha causa, sem falar que não vai adiantar nada se ela não pedir de coração.
- Você é muito boa, mas o que ela fez com você foi errado e eu vou falar com ela você queira ou não. - Disse e fui em direção ao refeitório onde sabia que estaria.
O único barulho que se ouvia no corredor era o dos meus saltos e tentando me acompanhar. Abri a porta do refeitório com força chamando atenção de várias pessoas, fui em direção a nossa mesa de sempre e fiquei atrás de com os braços cruzados até a mesma me notar.
- Você é uma otária. - Disse quando ela se virou.
- Como é? - Perguntou se levantando e cruzando os braços, estávamos frente a frente nos encarando, todos no refeitório nos olhavam tentando entender o que estava acontecendo.
- Quem você pensa que é para mentir para em meu nome além de humilhar a mesma porque ela não é rica? E ainda por cima mentir na minha cara depois de expulsar ela da minha casa!
- Não vou discutir com você sobre uma mentira que essa daí contou, ela só quer se meter entre a nossa amizade. – Disse contradizendo .
- Ela não veio me falar nada , eu te conheço, não é nenhuma surpresa esse comportamento vir de você. – Joguei em sua cara a olhando de cima a baixo.
- Eu não menti para você, vai mesmo acreditar nessa garota que você nem sabia da existência 3 dias atrás? Eu sou sua melhor amiga desde que nos entendemos por gente! – Rebateu.
- É justamente por eu te conhecer tão bem que eu não acredito em você. O dinheiro dos seus pais não te torna melhor que ninguém. Quando você estiver pronta para admitir seus atos peça desculpas à , até isso acontecer, finja que não me conhece. – Assim que terminei o sinal tocou, virei as costas e puxei comigo até nossa aula de espanhol avançado.
Chegamos à sala e sentamos juntas – aqui na Constantine as aulas são sempre em dupla, porque segundo estudos os alunos aprendem melhor em grupo -.
- Não precisava ter feito aquilo.
- Claro que precisava, o que ela fez foi errado.
- Agora seus amigos devem me odiar. – Exclamou preocupada.
- Não é porque somos amigos que passamos a mão na cabeça um do outro, te garanto que nenhum deles te odeia. – Disse tranquilizando-a - Almoce com a gente hoje, quero te apresentar a eles.
- Melhor não. – Disse e a professora entrou na sala.
(N/A: Considere os diálogos nas aulas de espanhol em espanhol)
- Bom dia alunos, sou a professora Savannah. – Se apresentou – Como sou nova na escola, gostaria de saber um pouco mais sobre vocês. Alguém aqui fala fluente? – Eu, e outro garoto levantamos a mão. – Ótimo, agora damos início as apresentações, começando por você. – Disse apontando para mim. – Diga seu nome, idade e nacionalidade.
- Oi, meu nome é , tenho 18 anos e sou cubana-americana.
- Nasceu em Cuba? – Perguntou a professora.
- Não, nasci aqui, mas minha mãe é de lá e já morei um tempo. – A professora assentiu e passou a palavra para .
- Meu nome é , tenho 17 anos e sou cubana-mexicana-americana.
- Uau. – Exclamou a professora, também fiquei surpresa ao ver que tínhamos isso em comum. – Nascida aonde?
- Eu nasci em Cuba, depois eu e meus pais nos mudamos para o México quando eu ainda tinha 3 anos e com 6 anos vim morar aqui. – A professora continuo com as apresentações e depois nos pediu para conversar com a nossa dupla.
- Como não nos conhecemos antes? – Perguntei. Conversamos até o final da aula, descobri que aprendeu a falar inglês sozinha vendo desenhos animados, ela e a mãe vieram ilegalmente para os Estados Unidos, apenas com uma mala de roupas e alguns dólares, mais tarde o pai dela conseguiu um emprego e passaram a morar legalmente.
(N/A: Os diálogos agora voltam a ser em inglês)
***

Na hora do almoço apresentei ao pessoal, todos se deram muito bem com ela, ficou se engraçando e dizendo o tempo todo que agora não ficaria mais de vela, não parava de dizer o quão ela era fofa a fazendo deixando mais envergonhada do que já estava, pude perceber que era bem tímida, ela e conversaram bastante sobre música e quando o mesmo disse que poderia ensina-la a tocar violão foi o que bastou para fazer se levantar bufando da mesa batendo o pé, foi atrás dela e não pude evitar revirar os olhos.
- Acho melhor eu ir embora. – Disse
- Não esquenta com isso. – Disse – Ela sempre dá esses ataques.
- Vamos jantar no Nobu hoje? – Perguntou – Você também está convidada .
- Claro, vocês podem se arrumar lá em casa. - Disse para as duas.
- Por mim tudo bem. – disse dando de ombros e também confirmou.
Mais tarde tivemos algumas aulas e eu viajei em todas, literalmente, odeio física, nunca vou usar essa merda na minha vida, álgebra não entendo porra nenhuma e geometria vem de mansinho, faz você achar que é fácil e te dá uma rasteira quando você menos espera. O sinal finalmente bateu e fomos para casa.
- Vem. – Disse puxando – Quero que conheça minha mãe. – Subimos até o seu quarto e bati na porta colocando a cabeça para dentro – Mãe?
- Entra.
- Quero te apresentar uma amiga. – Disse abrindo mais a porta – Essa é a , te falei dela ontem.
- Olá , sou Victoria. – Disse estendendo a mão.
- Olá senhora , é um prazer.
- Senhora não, me sinto velha quando sou chamada assim, me chame de Victoria. – Reprendeu.
- Oi tia – Disse entrando no quarto e abraçando minha mãe.
- Ou tia. – Brincou minha mãe.
- Nós vamos para o Nobu com os meninos mais tarde. – Avisei-a
- Só não voltem tarde, vocês têm aula amanhã.
- Tá, tá, eu sei. – Disse e fomos para o meu quarto.
- Vou escolher nossas roupas. – disse indo para o closet.
- Me ajuda a dar um trato nela antes. – Disse apontando para , vi um sorriso formar no rosto de .
- . – Cantarolou – Vem aqui. – Disse seguindo para minha penteadeira – Senta.
- Você faz a maquiagem e eu faço o cabelo e escolho a roupa? – Sugeri.
POV Off
’s POV On
Eu nunca me senti tão bonita em toda minha vida, estava vestindo uma calça preta cintura alta, uma blusa de manga cumprida cinza e uma bota preta cano longo, mas só agora que me dei conta de que não tenho dinheiro para sair com eles, o único dinheiro que tenho é do meu cartão de emergência, e se eu usar irá faltar para Sofi. Saí do banheiro chamando a atenção das duas.
- Uau. Você está uma gata. – disse e voltou a se arrumar.
- Você está linda. – Disse sorrindo.
- Obrigada. – Sorri nervosa – Mas eu não posso ir com vocês.
- Como assim? – e exclamaram ao mesmo tempo.
- Eu acabei de me tocar que não tenho dinheiro para jantar com vocês, esse restaurante deve ser super caro e eu não posso gastar o dinheiro que tenho com isso. – Expliquei.
- Para com isso, nós que te chamamos, podemos pagar para você. – Disse fazendo babyliss em seu cabelo ruivo natural.
- Eu não quero abusar e nem dever nada a vocês. – Disse olhando para baixo sem graça.
- , relaxa, não é nada demais, não precisa ficar nos devendo, é capaz de acabar pagando toda a conta. – Disse .
- Tudo bem. – Me dei por vencida, porque eu realmente queria ir e vi um sorriso em seu rosto. Ouvimos uma batida na porta e logo Victoria entrava no quarto.
- Oi mãe, aconteceu alguma coisa?
- Só vim ver como estavam. Já estão indo?
- Sim. – pegou sua bolsa – Vamos?
***

Fomos para o restaurante, era muito bonito, e caro, nunca tinha experimentado comida japonesa, o que fez todos ficarem surpresos, e não foram, o que me fez ficar um pouco mal e aliviada, mesmo ela tendo me dito aquelas coisas horríveis que me fizeram chorar por horas não quero que pensem que estou tentando roubar seu lugar.
Eu nunca me diverti tanto desde o acidente que colocou minha irmã Sofi em coma. Não tenho certeza, mas acho que deu em cima de mim algumas vezes o que me fez corar várias vezes durante a noite.
- . – Ouvi me chamar quando já saíamos do restaurante – Você vai dormir em casa?
- Eu queria, mas não posso. – Vi sorrir malicioso para – Tenho que ir ver Sofi.
- Quem é Sofi? – perguntou.
- Minha irmã, inclusive já deu meu horário, minha mãe deve estar me esperando.
- Onde você tem que ir? Eu posso te levar. – ofereceu.
- Não precisa, deve ser sentido contrário da sua casa, posso pedir para o meu pai me buscar. - Era mentira, minha mãe não estava me esperando, e meu pai não viria me buscar.
Nas férias estávamos indo para a casa da minha avó quando sofremos um acidente, minha mãe morreu na mesma hora, meu pai durante a cirurgia, eu fiquei algumas semanas desacordada e quando acordei descobri que Sofi estava em coma, desde o acidente venho me virando para pagar o tratamento da minha irmã e tenho estudado muito para conseguir manter minha bolsa integral.
- Onde você tem que ir?
- Hospital St. King.
- Deixa que eu te levo, tenho que passar lá para falar com meu pai mesmo. – Deu de ombros e foi em direção ao seu carro que tinha chegado.
- Seu pai trabalha lá? – Perguntei curiosa.
- Não, ele é o dono. – Piscou e abriu a porta do carro para mim.


Capítulo 7


’s POV On

- O que a sua irmã tem? – Perguntou enquanto dirigia.
- Ela está em coma, já fazem dois meses.
- Sinto muito, já passei por algo parecido, no final deu tudo certo, mas durante, foi horrível. – Disse com pesar – Mas uma coisa que aprendi, é que está por conta dela, quando ela estiver pronta, vai acordar.
- Obrigada. – Disse em um fio de voz.
- Chegamos. – Disse entregando seu carro ao motorista, abrindo a porta e me ajudando a descer. Fomos até o elevador e apertei o quinto andar – Quer que eu te acompanhe?
- Não se incomode. – Disse e dei de ombros como se não me importasse, mas importava. O elevador parou e desceu comigo, fui até o quarto 201 me segurando para não chorar na frente dele, mas foi quase que inevitável não sentir os olhos se enchendo de lágrimas quando entrei no quarto.
- Caralho. – Ouvi suspirar do meu lado – Ela é uma criança, quantos anos ela têm?
- Mês que vem vai fazer seis.
- Sinto muito. – Me abraçou. – Onde estão seus pais? – “No cemitério”.
- Já devem ter ido pra casa. – Mais uma mentira.
- Olha, eu tenho que ir falar com o meu pai, mas é bem rápido, depois eu volto e te levo para casa, tudo bem? – Assenti e ele me deu um beijo na testa antes de sair.

’s POV Off

’s POV On

Quando disse que tinha uma irmã em coma, não imaginei que fosse uma criança, peguei a ficha dela e vi que tinha mentido sobre seus pais, eles morreram. Fui até a sala de meu pai no último andar para saber um pouco mais sobre o acidente. Menti quando disse que tinha de falar com o meu pai, só queria uma desculpa para ficar um pouco mais com . Bati na porta de sua sala.

- Pai? – Disse entrando sem esperá-lo responder.
- ? – Parecia surpreso ao me vê – O que está fazendo aqui? – Disse largando os documentos em cima da mesa.
- Vim trazer uma amiga, a irmã dela está em coma, queria saber se tem alguma chance do senhor me passar mais algumas informações sobre ela. – Disse meio incerto da resposta que viria.
- Você sabe que nós temos uma regra de sigilo aqui no hospital.
- Pai, por favor, ela é muito importante para mim. – Menti, afinal, só conhecia há poucas horas.
- Tudo bem. – Disse depois de pensar um pouco.

Acho que fez isso para tentar se aproximar um pouco mais de mim, não temos a melhor das relações, sempre foi muito ausente, vejo que hoje tenta consertar as coisas, mas sempre me pego pensando se ele quer se aproximar de mim porque se sente arrependido por quase nunca estar presente em nossas vidas ou se ele só quer ter certeza de que irei cursar medicina e continuar com o legado da família.
- Qual o nome dela? – Perguntei e sentei em uma das cadeiras em frente a sua mesa.
- Sofia Estrabão . – Disse e o vi digitar em seu computador.
- Entrou aqui há dois meses junto dos pais e a irmã, estavam todos em estado grave, a mãe morreu no caminho para o hospital e o pai durante a cirurgia, a irmã passou um tempo internada, mas nada tão grave se comparado aos outros.
- E quem está cuidando delas?
- Ninguém. A família mora em Cuba, não tinham condições de vir para cá, então emanciparam a menina.
- Caralho. – Disse passando a mão no cabelo – E as despesas do hospital? – é bolsista, e o hospital é um dos melhores, me pergunto como a mesma deve estar conseguindo pagar.
- Algumas estão atrasadas.
- Quite as dívidas.
- O quê? – Meu pai tirou os olhos do computador e se virou para mim.
- Olha tudo o que ela passando, só tem 17 anos, sem falar que ela é muito importante para mim. – Disse tentando convencê-lo – Por favor.
- Tudo bem, se isso é importante pra você, eu faço.
- Obrigado. – Disse o abraçando por impulso, mas logo me afastando – Tenho que ir, tchau. – Sai rápido e voltei para onde estava. Antes de entrar, escutei “conversando” com sua irmã.
- Hoje à noite saí pela primeira vez com meus amigos, dá pra acreditar? Eu fiz amigos! Eles me levaram para um restaurante superlegal, queria tanto que você pudesse ver a roupa que estou usando. – disse com excitação, dava para sentir a alegria em sua voz – Só não estou completamente feliz porque você continua aqui, mas tenho fé que as coisas vão melhorar. Tive que vender o carro do papai para pagar as contas, tenho me esforçado muito na escola, e você tem que se esforçar também! – Depois de escutar as coisas que disse senti um aperto em meu coração, ela estava passando por tanta coisa! Esperei alguns minutos e entrei no quarto.
- ?
- Oi. – Disse se virando e limpando algumas lágrimas.
- Quer que eu te leve para casa?
- Não precisa, eu pego o metrô e chego em casa rapidinho.
- Está muito tarde, as ruas são muito perigosas. Vamos, eu faço questão.
- Tudo bem. – Deu um beijo na testa de sua irmã e fomos para o carro.

***

- Chegamos. – Disse quando paramos em uma rua escura no Brooklin. Desci do carro rápido, dei a volta no carro e abri sua porta. – Obrigada por me trazer. – Estávamos em frente à sua porta.
- Sempre que você precisar, é só me ligar. – Me aproximei para lhe dar um beijo, mas ela virou o rosto fazendo com que eu beijasse o canto de sua boca, ao invés da mesma.
- É... Eu preciso ir, obrigada. – Disse se virando para abrir a porta – Boa noite.
- Boa noite. – Disse e voltei para o carro com um sorriso bobo em meus lábios.

’s POV Off

POV On

Algumas semanas se passaram e ficava cada vez mais próxima do grupo, como ela não se sentia muito à vontade quando nós – – pagávamos para ela, começamos a diminuir nossas saídas e fazer programas mais caseiros. Estava na casa de com discutindo sobre as investidas de em , que até agora não deram em nada.

- , já parou para pensar que talvez ela só não esteja a fim? – Sugeri como se não fosse óbvio, mas tentando não ser muito indelicada.
- É óbvio que ela quer, só está se fazendo de difícil. – Disse me fazendo revirar os olhos.
- Vou ignorar esse comentário extremamente machista porque se não ficaremos discutindo por horas.
- , admita, você não sabe conquistar uma mulher e precisa da minha ajuda. – disse e soltei um pigarro – Nossa ajuda. – Se corrigiu.
- E você sabe? – Questionou e riu.
- Voltando ao assunto, o que você quer que a gente faça? – Perguntei.
- Você podia chamar ela pra vir aqui em casa, quando ela chegar, vocês dois começam a se pegar, como nós ficaremos sobrando... – Disse e deu de ombros.
- Eu não vou fazer isso. O que posso fazer é falar bem de você para ela, e só. Não vou participar de planinhos escrotos.
- Calma, , era só uma ideia. Mas o que você vai falar pra ela? – Disse ansioso.
- Você mesmo na dela. – Disse .
- Que? Claro que não, ela só é gostosa. – Disse dando de ombros, geralmente eu começaria meus discursos feministas, mas eu conheço o , sei que ele não quer admitir nem para si mesmo, troquei olhares com e percebi que ele achava o mesmo que eu.
- Claro. – Dissemos ao mesmo tempo sorrindo de canto.
- Ah. – exclamou – Eu odeio vocês. Vocês são tão parecidos que dá raiva. – Disse e demos de ombro – Parem! Cara, vocês combinam isso?
- Eu juro que é sem querer. Agora, mudando de assunto, vocês têm falado com ?
- Sim. Ela tá arrependida por ter tratado a daquele jeito, disse que o que fez foi errado e que também está com saudade de você.
- Eu também estou, tenho falado um pouco com ela, mas sei lá, o que ela fez foi errado, tem que entender que não dá para ela tratar as pessoas daquela maneira e tudo vai continuar ok, sabe? Eu peguei a chorando aquele dia no banheiro.
- Eu nunca tinha visto ela tratar ninguém daquele jeito. – Comentou .
- Acho que ela fez isso por medo de perder você. – disse.
- Por que você acha isso?
- Desde sempre foram vocês três unidas, aí de repente aparece uma menina que parece ter várias coisas em comum, não só com você, mas com todos nós, a sempre foi meio insegura sobre isso, deve ter se sentido ameaçada. – Realmente, o que ele tinha dito fazia sentido, mas ela ainda tinha que pedir desculpas para – Seus pais tão em casa? – Perguntou para .
- Não, eles tão de plantão, só voltam amanhã.
- Tranquilo fumar aqui? – Perguntou já pegando seu maço do bolso.
- À vontade. – Respondeu e peguei minhas coisas dentro da bolsa já começando a bolar, desse jeito até parece que sou uma desesperada.
- Coloca alguma música. – Disse entregando meu celular já desbloqueado para ele.
- Vocês querem ouvir o que?
- Tem uma playlist chamada “Dope”, coloca ela no aleatório.

Passamos um tempo conversando, fumando e bebendo um pouco de whisky, desceu para atender a porta e me puxou para mais perto colocando minhas pernas cobre o seu colo.

- Vem cá. – Me chamou e puxou meu rosto para perto do seu, deu um longo trago e soprou tudo em minha boca, começou a distribuir beijos pelo meu pescoço e colo. Puxei seu rosto e mordi seu lábio inferior, logo nossas línguas estavam entrelaçadas em um beijo lento e intensamente delicioso, nunca me canso de sua boca, sentia arrepios por todo o meu corpo, uma de suas mãos apertava minha coxa e a outra estava meu pescoço, teríamos continuado se a porta não tivesse sido aberta, nos interrompendo.

- Caralho, isso aqui tá uma sauna. – Tanto eu, como reviramos os olhos ao ouvir a voz de Derek, não suportávamos ele e seus amiguinhos, sempre me pergunto como consegue ser amigo deles – , , meu casal favorito.
- Derek. – Dei um sorrisinho falso.
- E aí, cara. – Os dois se cumprimentaram e como se já não bastasse aturar Derek, seus amigos também vieram, mereço.
- , você não avisou que tinha chamado mais pessoas. – Não faço questão de disfarçar que não os quero aqui.
- Nós viemos de surpresa. – Disse uma menina que estava mascando chiclete de boca aberta me dando uma agonia intensa. Eu odeio chiclete, bala, pirulito e qualquer coisa do gênero, tenho muito nojo, só gosto se for menta ou hortelã, o resto me incomoda só de sentir o cheiro.
- É claro que vieram. – Inconscientemente fiz uma cara de nojo e ouvi rir do meu lado.
- Vocês estão juntos?
- Sim. – Respondemos ao mesmo tempo, não deixaria brecha para nenhuma dessas garotas pensarem em ficar com , não que elas tenham alguma chance.
- Uma pena terem chegado só agora, já estamos de saída. – disse lendo os meus pensamentos.
- Aonde vocês vão? – se levantou nos acompanhando até o corredor.
- Jantar em família, sabe como nossos pais adoram essas bobagens.
- Foi mal, eu não sabia que eles vinham. – Disse quando fechou a porta.
- A culpa não é sua você não saber escolher seus amigos, mas tudo bem, você tem a gente para esclarecer sua mente e lhe dar uma luz. Uma pena eles serem tão mal-educados, quem invade a casa dos outros sem nem avisar?
- Vocês fazem isso o tempo todo. – disse rindo.
- Mas nós somos da família. - levantou os braços em rendição quando disse isso. Nós chamamos o nosso grupo de “família” porque crescemos e sempre estamos juntos, sempre que um de nós precisa de ajuda, nós fazemos de tudo em nosso alcance. – Agora toma cuidado e fique de olho, eles são estranhos, podem roubar alguma coisa.
- Tudo bem, mamãe. – Disse e eu dei um beijo em sua bochecha me despedindo.


- Aonde você quer jantar? – me perguntou quando entramos no carro.
- Você bem pra dirigir?
- Eu não bebi muito.
- Vamos no P.F Chang?
- Você que manda.
- Você tem colírio? – Disse procurando o meu na bolsa.
- No porta luvas. – Depois de pingar o colírio, peguei minha bolsinha de maquiagem, aproveitei que o carro estava parado e comecei a retocar minha sombra – Você não precisa disso, já é linda naturalmente. – Não consegui impedir o sorriso em meu rosto.
- Obrigada. – Sussurrei em resposta seguido por um silêncio pouco constrangedor até chegarmos ao restaurante.

Já estávamos no restaurante havia um tempo, conversávamos sobre trivialidades, quando tive uma ideia.

- Você vai à festa da Miley?
- Não fui convidado, ela é sua amiga, não minha.
- Agora estou te convidando. – Disse e subi meu salto por sua perna.
- Nesse caso, seria rude da minha parte recusar. Onde será?
- L.A, baby, amanhã.
- O que acha de irmos durante a madrugada? Posso ligar para o meu piloto, passamos em casa, pegamos os documentos e vamos, chamo o motorista e peço para que nos busque de limousine. – Eu e temos história com bancos de limusine.
- Preciso das minhas roupas.
- Eu compro um guarda-roupa inteiro pra você. – Disse com o seu olhar sedutor.
- Tudo bem, você me convenceu. – Trocamos olhares cheios de malícia. Estava rindo quando vi meus pais e os de nos olhando do outro lado do salão – Só pode ser brincadeira.
- O quê? – Se virou para onde eu olhava, deu um aceno para nossos pais e voltou sua atenção em mim.
- Agora eles vão nos infernizar mais do que já fazem, estamos praticamente dando munição para eles. – Soltei o ar pela boca.
- Deixe-os de lado e curta o momento.

Terminamos o jantar e seguimos para sua casa pegar os documentos, depois de muito implorar, fomos para a minha e consegui ao menos mudar de roupa.

- Estou pronta.
- Taylor, já podemos ir. – Informou ao motorista – A que horas chegaremos ao aeroporto?
- Por volta das 23:40, Senhor . – assentiu e subiu a divisória de privacidade.

Senti seu olhar penetrar todo o meu corpo, aquele olhar que eu já conhecia bem, só que dessa vez com algo desconhecido, ele se ajeitou ao meu lado e virou para mim.

- O que foi? - Esse banco traz muitas memórias. – Me puxou pelo quadril bruscamente me colocando em seu colo.
- O que você acha de nós criarmos novas?
- Não tem jeito melhor de começar nossa viagem. – Me ajeita em seu colo, depois me dá um beijo molhado, daqueles sem introdução, que já chega enfiando a língua e domando os lábios com a boca toda.

Suas mãos se fixam uma em minha bunda e a outra na minha nuca, puxa os fios do meu cabelo me deixando louca. Não fico muito para trás e começo a rebolar em seu colo enquanto desabotoou os primeiros botões de sua camisa.

(Música da cena para quem quiser acompanhar)

apertou um botão e Intro do The XX começou a tocar, ele coloca suas mãos em minhas coxas e às sobe para dentro da minha saia, aperta-as fortemente e passa a brincar com o elástico da minha calcinha. Arranco sua camisa e jogo-a em um canto qualquer da limusine, empurro a cabeça dele deixando o pescoço à amostra, e chupo ali onde sei que ele gosta, abaixo do queixo, na parte da frente, especificamente na garganta.

- Gostosa. – geme e dá um tapa forte na minha bunda, me incentivando a rebolar mais intensamente em seu colo sentindo seu pau duro dentro da calça.

Ele arranca minha blusa e imediatamente começa a dar atenção aos meus seios, que já estão livres do sutiã, pinça um dos meus seios com os dedos e eu piro, mordo fortemente meu lábio inferior para impedir que o motorista ouça os meus gemidos. nos vira no banco e fica por cima de mim no banco, segura uma das minhas pernas enroscada em seu quadril e aperta com força, desce seus beijos pelo meu corpo, passa pelos seios, dando atenção a cada um deles, um de cada vez, enquanto torce o mamilo com a mão livre, continua sua trilha de beijos, até chegar na barra da minha saia, ele puxa a saia com desespero e joga em algum lugar, me deixando apenas de calcinha.

- Você fica tão sexy usando apenas calcinha e salto, me deixa louco de tesão, com vontade de comer você por trás até não aguentar mais. – Coloca a calcinha para o lado e inspira o cheiro da minha boceta. - Você tem um cheiro maravilhoso, poderia passar o resto da vida sentido esse cheiro. - Dá uma lambida de cima a baixo – Mas o gosto, ah, o gosto, é ainda melhor. – Termina sua frase e abocanha com vontade minha boceta.

Abre ainda mais minhas pernas me deixando totalmente exposta, dominada e molhada, agarro o assento do banco sabendo o que vai vir, faço de tudo para segurar meus gemidos, ele continua chupando, metendo o dedo, lambendo o clitóris dolorido de prazer e chupando ainda mais, até que não aguento mais e me desmancho em sua boca. Assim que gozo, ele avança, dá um beijo intenso e senta ao meu lado no banco, me coloco de joelhos à sua frente e abro sua calça jeans, puxando-a junto à cueca. Ele agarrou meu cabelo erguendo minha cabeça e passou o dedo em meus lábios, eu chupei seu dedo passando a língua bem devagarzinho, olhei para seu pau e o vi ereto e pulsante na minha frente, não tem satisfação maior do que saber que ele está assim por mim, segurei seu pau com uma mão e passei a língua por ele inteirinho fazendo ele soltar um gemido baixinho e puxar ainda mais meu cabelo, lambi e chupei sua cabecinha e bem devagar o coloquei na boca, subindo e descendo num ritmo delirante, aumentei o ritmo, dei atenção a suas bolas, apertando-as fazendo delirar, levantei meus olhos para ele e chupei suas bolas enquanto fazia movimentos de vai e vem com a mão.

- Chega! Vem aqui. – Me puxou de volta para o seu colo e encaixou seu pau na entrada da minha vagina me puxando para baixo com força.
- Porra. – Gemi alto e depois tapei minha boca lembrando que não estávamos sozinhos.

Esfrega a cabeça do pau de um lado para o outro da minha fenda e mete de novo, suas mãos começam a ditar nosso ritmo, cavalgo mais depressa e com mais força, rebolo em seu pau esfregando meu clitóris nele, me dando um prazer maravilhoso, ele chupa os meus seios que estão indo de encontro ao seu rosto, me leva ao delírio. Das nossas bocas só saem gemidos e palavras desconexas com nossos nomes no meio. Rebolo e aperto seu pau com a minha boceta, mordo seu ombro para evitar que mais gemidos sejam ouvidos, não demorando muito para gozarmos.

***

A festa já rolava há algum tempo, me separei de algumas horas atrás para conversar com alguns amigos, vários copos e baseados depois, eu estava solta descendo até o chão na pista de dança com Charli e Dua, via com seus amigos, bebendo seu whisky e fumando seu cigarro de olhos em mim. Vários caras chegavam em mim, mas eu só tinha olhos para um, era ele quem eu queria, e ele sabia disso. Não demorou muito para que suas mãos me agarrassem pelo quadril e a passeassem por todo o meu corpo, colocou meu cabelo para um lado e começou a distribuir beijos por toda a extensão do meu pescoço, rocei minha bunda em sua ereção e a senti crescer. Hunter me virou de frente para si e atacou meus lábios em um beijo quente e erótico.
Saímos da festa e fomos direto para o apartamento de , entramos aos tropeços, tentando tirar nossas roupas, mas não querendo desgrudar nossos lábios, estávamos tentando subir as escadas quando escutamos o barulho de vidro caindo no chão, nos separamos e percebemos que não éramos os únicos no apartamento, aparentemente acontecia algum jantar de negócios.

- , . – A mãe de se levantou e veio nos cumprimentar, tentei arrumar minhas roupas ao máximo possível, com algum tipo de ilusão de que iria parecer que eu e não estávamos nos comendo até dois segundos atrás.

- Oi, tia Kate. – Disse dando um beijo em seu rosto – Oi, tio Erick. – Acenei de longe. – Olá. – Dei um aceno geral aos demais desconhecidos.
- Mãe, pai, o que estão fazendo aqui? Pensei que estivessem na Europa. – Disse passando a mão pelos cabelos desgrenhados, costumava fazer isso sempre que se encontrava em uma situação estranha.
- Onde estavam? – Perguntou Kate.
- Em uma festa. , vamos? – Perguntou e eu assenti na hora.
- Esperem. – Disse um dos homens à mesa enquanto olhava para mim – Seu rosto me é muito familiar.
- Ela é filha de Michael e Victoria , irmã gêmea de . – Tio Erick me apresentou e dei um sorrisinho tímido.
- Tchau, mãe, tchau, pai. – disse e me puxou para fora do apartamento antes que o clima ficasse mais estranho do que já estava. Assim que as portas do elevador se fecharam, explodimos em risadas.
- Socôro1 – Disse limpando uma lágrima que escorria do meu olho.
- Acho melhor já organizarmos o casamento. – disse e continuamos a rir.
- Vamos lá pra casa. – Disse quando entramos no carro. – Comida japonesa?

Legenda:
Socôro ou socoro1: Sim, eu sei que se escreve “socorro”, é uma “expressão” que minha amiga inventou, usamos pra qualquer situação engraçada, se acostumem.


Capítulo 8


Depois da semaninha de férias que eu e tiramos, voltamos para NY e tudo começou a dar certo de novo, eu e estamos nos falando, ela pediu desculpas para a , continua caidinho por ela e a mesma não dá bola, e terminaram e e estão fingindo que não tem nada acontecendo entre eles, mas todo mundo sabe que eles estão juntos.
Cheguei em casa e me joguei na minha cama, pedi para Dana fazer panquecas com doce de leite e chantilly, não vou negar que deu sim uma dorzinha na consciência quando o alarme da academia tocou, mas eu realmente não estou a fim, vou meter o pé na jaca, é sexta-feira, tenho que colocar minhas séries em dia, sem falar que eu fiz muitos exercícios nessa última semana, devo ter perdido uns 2 quilos com as atividades que fiz, quero ficar sozinha. Eu amo ficar sozinha, e odeio quando me perguntam se estou triste porque estou sozinha, tipo, meu amor, só porque eu não estou bêbada, ou cercada de amigos, ou fazendo sabe-se lá o que, não significa que odeio minha vida ou que quero me matar, as pessoas precisam aprender a ficar sozinhas e gostar disso. A semana com foi boa, mas não gosto de ficar muito tempo com a mesma pessoa, eu acabo enjoando um pouco dela, preciso de um tempo meu, então hoje vou fazer maratona de alguma série, quer dizer, eu ia fazer maratona, se a não tivesse invadido o meu quarto e pulado em cima de mim.

- Sai daqui. – Empurrei ela para o outro lado da cama.
- Também senti saudades, minha gostosa. – Subiu em cima de mim de novo e me abraçou.
- , eu quero ver o gostoso do Doutor Mark Sloan e você está na frente.
- Que animação.
- Só estou cansada da viagem.
- Cansada do quê? Passou uma semana no maravilhoso sol de Los Angeles, fazendo compras, andando de Iate e transando sem parar com o enquanto eu estava aqui, estudando, organizando os preparativos da gincana, falando em gincana, você e o são líderes da equipe preta.
- Eu sei, eu recebi o comunicado por e-mail. E falando desse jeito nem parece que você transa com o meu irmão e vai no SoHo1 pelo menos 3 vezes por semana. – Virei de bruços na cama.
- Não enche. – Disse rindo – Sim, eu também estava fazendo compras e transando, não com o seu irmão.
- Aham. – Interrompi.
- Mas eu fui pra escola, aguentei o frio de NY, enquanto você se banhava no sol de Los Angeles, aliás, cadê a sua marquinha?
- Você sabe que eu não sou a maior fã do sol.
- Você é um desperdício de gente.
- Idiota. – Murmurei com a cabeça enfiada no travesseiro.
- Se arruma que vamos sair.
- Não.
- Vai, ! - Sentou na minha bunda e começou a pular.
- Para com isso. – Ela não parou.
- Só vou parar quando você disser que vai.
- Eu não tô a fim, de verdade, já vi muito a cara do essa semana.
- Não só a cara. – disse como um sussurro só para ela.
- Vai à merda.
- Já sei! Noite das garotas.
- Okay. – Desisti sabendo que ela não aceitaria ‘não’ como resposta, afinal, é como aquele ditado: se não pode vencê-los, junte-se a eles - Liga para as meninas. – Pegou o seu celular e chamou e .

*

- Sueca2! – Gritei.
- Isso! – concordou.
- Vamos pra sala de jogos, lá têm uma mesa de cartas legal. – sugeriu.
- Enquanto isso, eu e a pegamos as bebidas. – Descemos para a adega e encontramos várias bebidas.
- O que têm aí? – perguntou.
- Bom, nós temos vinho caro, Vodka Absolut3, meu amor, Johnnie Walker Green Label3, e nosso querido amigo do peito, José Cuervo3.
- Eu acho que devemos levar todos. A vencedora é aquela que não der PT4.
- Os velhos não vão sentir falta mesmo. – Dei de ombros, peguei as garrafas e subimos. – , pega pra mim naquela gaveta. – Apontei – Um baralho escrito “Sueca”.
- Amiga, não dá pra entender um “A” do que escrito aqui. – disse olhando o baralho.
- É porque em português.
- Você fala português?
- Sim, tenho família no Brasil, sempre vou pra lá.
- Sério? Eu sempre quis conhecer o Brasil! – ficou super empolgada.
- Um dia você viaja comigo. Agora senta aqui e vamos beber!

*

- Cante a música de forma monossilábica. – Li a carta que tinha tirado – Quem errar, bebe. – Já estamos tão bêbadas que não vai demorar muito. A ordem do jogo era: , , e eu.

(N/A: Vou escrever os nomes de quem falou cada silaba da primeira vez, depois segue a mesma ordem)

- A – disse.
- Ti – continuou.
- Rei – terminou.
- O – Minha vez.
- Pau.
- No.
- Ga.
- To.
- Mas.
- Errou! – Eu, e gritamos para e começamos a rir.
- Óbvio que não. – tentou contestar.
- Você esqueceu o segundo “to”. – disse.
- Vira! Vira! Vira! – Nós três começamos a gritar até virar a dose de tequila.
- Não balançou a cabeça. Outro shot. – gritou pra que teve de virar outra dose e balançar a cabeça. Uma das cartas do jogo deixa o jogador que tirou a carta “criar uma regra” e uma das regras que criamos é balançar a cabeça toda vez que beber.
- Se fodeu! – Gritei e comecei a rir.
- Se fodeu, vai ter que beber. – gritou e começou a rir.
- Você também, otária! – Uma das cartas do jogo é a “Palavra proibida”, quem diz a palavra que foi proibida, tem que beber.
- Vamos pedir pizza? – sugeriu – Tô morrendo de fome.
- Pepperoni? – sugeriu.
- Nossa, sim! Eu mato por uma pizza de pepperoni. – disse – Cansei de jogar.
- O que vocês querem fazer? – Perguntei.
- Você ainda tem o karaokê? – perguntou.
- Acho que sim, mas só têm músicas da Hannah Montana. – No mesmo momento foi como se um estalo tivesse dado em minha cabeça e eu e saímos correndo em uma corrida mortal até o microfone.
- Sai, . – pulou em cima de mim levando nós duas ao chão, se levantou e eu puxei seu pé.
- Eu vou primeiro. – Voltei a correr.
- Elas gostam tanto assim de Hannah Montana? – Escutei perguntar.
- Elas estão bêbadas, mas é Hannah Montana, é a nossa infância, não tem como não gostar. – Coloquei uma cadeira para alcançar o armário. – Só espero que elas não se machuquem, vai ser engraçado quando elas acharem o segundo microfone.
- Segundo microfone? – e eu perguntamos juntas nos virando para .
- Hey! Me devolve. – Disse para que arrancou o controle da minha mão.
- Ah, você quer? Pega aqui, Cotoco. – Levantou o braço, ok, eu não sou uma pessoa muito baixa, tenho 1,63, mas não é nada comparado aos 1,75 da .
- Isso não vale.
- If we were a movie. – Cantamos juntas.
- You'd be the right guy. – Cantei sozinha apontando para .
- And I'd be the best friend. – cantou sozinha.
- You'd fall in love with. – Cantamos juntas de novo.
- In the end.
- We'd be laughin'.
- Watchin' the sunset.
- Fade to black.
- Show the names.
- Play the happy song. – Finalizamos, demos nossas mãos e agradecemos a nossa plateia, também conhecida como e .
- Gostosas! – girtou.
- Donas da porra toda. – gritou e nós começamos a rir, quando estávamos descendo do sofá, tropeçou e caiu de cara no chão, arrancando risadas de todo mundo.
- Eu não consigo parar de rir. Socoroo! Eu vou fazer xixi. – Disse enquanto ria sem parar. Meu celular começou a tocar e fui atender – Alô?
- Alô, galera de caubói. – Escutei cantando no chão.
- Cala a boca. – ralhou com ela.

- ?
- Sim.
- Aqui é dá pizzaria Dirce, seu pedido já saiu.
- Ah, muito obrigada. – Desliguei o telefone – A pizza chegou.

- Eu duvido você beijar o entregador de pizza. – disse para .
- Por que eu?
- Porque você é a única virgem E BV do grupo! – disse apertando as bochechas dela – Nenenzinha linda.
- Eu não sou – Tentou se defender, mas a cortamos enquanto falava.
- É sim. – Dissemos todas juntas.
- , tudo bem, eu sou BV, mas meu primeiro beijo não vai ser com um entregador de pizza, não que o trabalho dele seja o problema.
- Ela não quer perder o BV com o porque tem medo de beijar mal e não quer beijar um desconhecido que nunca mais vai ver na vida, alguém me ajuda a entender. – disse listando nos dedos.
- Eu tenho vergonha.
- Você nunca mais vai ver ele na vida, não tem porque ter vergonha, vai ser uma benção pra ele receber um beijo de uma gatona como você, usa essa bunda que Deus te deu e se joga. – deu um tapa na bunda de enquanto descíamos a escada.
- Alguém grava isso. Nosso bebê vai dar o primeiro passo para se tornar mulher. – disse me fazendo rir.
- Vou gravar no snap5. – Abri o aplicativo no meu celular e comecei a gravar. – Pera aí! – Disse antes dela abrir a porta. – Um golinho de coragem. – Virei um pouco de tequila na boca dela – pronta. – abriu a porta e beijou a primeira pessoa que apareceu na sua frente, mas não era o entregador, e sim, . – Damn it6. – Assim que a menina parou de beijar e abriu os olhos ficou pálida como a parede e subiu correndo as escadas.
- Hm... Acho que não era o entregador. – disse “coçando” a cabeça – Que coisa, né. – Em seguida passou correndo por nós indo atrás de .
- O que foi isso? – perguntou entrando na casa com e em seu encalço.
- ? - Um cara perguntou segurando 3 caixas de pizza.
- Finalmente. – Paguei o cara e fechei a porta.
- Nós desafiamos a a beijar o entregador de pizza, mas ela meio que errou a boca. – disse e começou a rir junto com .
- Gente para de rir, não é engraçado. – Ralhei com elas que me olharam e logo estava rindo junto com elas.
- O que vocês tão fazendo aqui? – perguntou quando se recuperou do seu ataque de risos.
- Viemos jogar vídeo game. – respondeu.
- Jogar vídeo game? – repetiu.
- Sim. – confirmou – Algum problema?
- Vocês podem jogar na casa do , na do ou na sua, mas escolheram a do bem no dia que decidimos ter uma “noite das garotas”. É isso mesmo que eu entendi? – indagou.
- Ei, não pensem que viemos por causa de vocês, longe disso, na verdade, queremos ficar o mais longe possível, só viemos aqui porque o comprou um jogo novo, não pra ficar perto de você, o mundo não gira ao seu redor, , para de achar que você é o sol, eu não vim aqui para ficar perto de você, eu não sinto sua falta, não sinto nem um pouco. – começou a se enrolar e dizer um monte de frases atropeladas, era visível o seu nervosismo perto de .
- Ótimo, porque eu também não sinto nem um pouco sua falta, na verdade, estou bem melhor sem você, nunca estive melhor, me sinto incrível, como se pudesse fazer qualquer coisa, porque eu sou livre. – Os dois discutiam coisas totalmente fora de contexto enquanto nós quatro ficamos observando.
- Não pense que eu estou infeliz, estou muito bem sem você, finalmente saí da coleira, posso comer quantas eu quiser sem ter você no meu encalço. – Uh, essa doeu em mim.
- Não fale como se alguma vez eu tivesse te impedido de comer alguém, na verdade, o que não me faltam são chifres na cabeça para comprovar. – Ok, alguém deveria parar esses dois.
- , a pizza, vamos. – pegou pelo braço e começou a levá-la para cima.
- Aproveite bem as suas vadias. – Ouvimos o grito de .
- Boa, , continua desse jeito e ela vai voltar rastejando pra você. – Disse para ele sendo irônica.
- Eu fiz merda, né?
- Você me perguntando?
- Porra. – Gritou e chutou o sofá – Eu tenho que ir pedir desculpas pra ela.
- Não. Você precisa ir embora, já fez estrago o bastante por hoje. – Disse para ele – Levem os amiguinhos de vocês para longe daqui. – Disse para e e voltei para a sala de jogos, lá encontrei chorando enquanto a abraçava.
- Amiga, você tem que ser forte, vai doer sim, mas o tempo cura tudo. – disse para .
- Dói tanto. Eu amo ele. Por que ele faz essas coisas comigo? – Chorava de soluçar – Nós ficamos juntos por 3 anos, não é possível que ele não sinta nada. Ele tem que sentir alguma coisa, nem que seja carinho ou preocupação, qualquer coisa é melhor que nada, eu não posso ter sido tão insignificante pra ele. – Abraçamos ela mais forte.
- Você não é insignificante pra ele, ele gosta de você. Se não gostasse, não teria se enrolado todo dando explicações. – disse.
- Ele queria vir aqui pedir desculpa. – Eu disse.
- Sério? – Me olhou com esperança.
- Sim, é sério.
- Então, por que ele não veio? – Pareceu confusa.
- Eu não deixei. Isso deveria ser uma noite das garotas, para nos divertimos, ficarmos bêbadas e rir das palhaçadas uma das outras, como sempre fizemos.
- É, agora temos uma perdida por aí, provavelmente se agarrando com o e uma chorando pelo “ex”, ninguém merece. Sortuda é a , ia perder o bv com o entregador e agora deve tá no bem bom com o gostoso do . – disse e nós rimos, nessa hora passou pela porta sorrindo, com o rosto e lábios vermelhos – Não disse?
- Oi, gente. – Disse sorrindo, mas parou quando percebeu o estado que se encontrava – O que aconteceu?
- Ela e o trocaram algumas farpas depois que vocês subiram. – Expliquei brevemente.
- Mas agora tudo bem. – levantou do sofá – Cadê a tequila que eu quero beber. – Disse animada.
- Essa é a minha garota. – disse.
- Eu não sei vocês, mas eu vou comer essa pizza que me deixando louca desde que chegou.

*

- Quando vai ser o baile de outono? – perguntou.
- Então, eu e a Caroline estamos decidindo ainda, mas é mais provável que seja lá pela segunda semana de outubro.
- Vocês já decidiram o tema? – perguntou com a boca cheia de pizza.
- Eu quero “Noite do Cassino” e todo o dinheiro será doado para caridade depois, mas aquela vaca acha que “Anos 70” é uma ideia muito mais interessante. – Disse afinando a voz imitando-a.
- Nossa que garota insuportável. – disse revirando os olhos.
- Por que você não gosta dela? – perguntou.
- O me traiu com ela, que fez questão de esfregar na minha cara, foi assim que eu descobri que eu era corna pra metade da escola.- disse meio cabisbaixa – Eu preciso beber. – Virou a vodka na boca.
- Eu nunca gostei dela. – disse – Ela anda por aí como se fosse dona do mundo. – Tomamos um susto quando a porta foi aberta bruscamente.
- , eu fico fora por dois anos e você começa a beber sem mim.
- Tia Beatrice. – Levantei e fui abraçá-la.

1O SoHo é um bairro de Manhattan, na cidade de Nova York.
2Sueca é um jogo de bebidas envolvendo baralho no qual cada jogador tira uma carta do baralho e cada uma delas têm um significado diferente.
3Marcas de bebida.
4Perda total. Geralmente usado pra quando bate o carro e não dá mais pra recuperar nada. OU pode ser usado, quando você fica muito bêbado(a) de chegar a vomitar.
5Aplicativo Snapchat
6Cacete


Continua...



Nota da autora: Oi catsss, desculpem a demora, tive muita preguiça e depois entrei em semana de prova, preguiça de novo e semana de provas de novo, masss pelo menos trouxe três capítulos novos pra vocês.
Queria aproveitar e apresentar minha nova história, My Sweet Revenge.
Sinopse: PP desde o berço teve a vida perfeita, tinha tudo o que queria, mas isso até os seus 12 anos, quando sua vida toda virou de cabeça para baixo. Sua mãe é encontrada morta e esquartejada em casa, e como se não pudesse ficar pior, seu pai e irmão eram os assassinos. Com a mãe morta, pai e irmão na cadeia e sem parentes, foi mandada para o orfanato, mas não sem antes passar por vários centros psiquiátricos que lhe fizeram diversas lavagens cerebrais, pois a mesma não acreditava que seu pai e irmão seriam capazes de tal crueldade. Anos mais tarde, uma visita inesperada de alguém do seu passado abre seus olhos. Decide ir atrás dos acontecimentos que acabaram com sua vida e descobrir o que realmente aconteceu com sua mãe. Um pen-drive, diários, recortes de jornais, fotos e a chave de um império deixado por seu pai são tudo o que ela precisa para se vingar daqueles que fizeram mal à sua família.

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Aviso:

Eu tenho costume de falar no diminutivo então se acostumem.





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