FFOBS - My Hero, por Kallana Fraga

Última atualização: 02/08/2018

Prólogo

- Como você quer que eu acredite em nós e me pede para confiar em você, enquanto ao mesmo tempo tenta me matar? – Steve a olhou incrédulo.
- Por que eu sei que existe algo maior entre nós – murmurou olhando para o chão.
- Como você pode ter certeza disso? – finalmente olhou em seus olhos auis e teve a certeza do mundo.
- Porque eu amo você!


Capítulo 1

>“Se as pessoas soubessem a razão dos meus medos, então elas entenderiam a minha dor.”

‘Apenas faça isso valer à pena... ’
Abriu os olhos e respirou fundo, já passara cerca de um ano, mas quase toda noite ela tinha o mesmo pesadelo. Sentiu um calor fraco em suas costas desnudas e virou-se cobrindo com o edredom até o pescoço e tateou a mão até o lado da sua cama. Ele não estava ali. jogou as pernas para fora da cama, jogou o edredom para o lado e foi até o banheiro fazer sua higiene matinal, seus cabelos loiros estavam presos num coque no alto de sua cabeça, coçou o olho e saiu do quarto indo atrás de Steve. Apesar de já se passar um ano sobre o incidente de Nova Iorque, eles ainda estavam juntos, ela podia dizer, não houve um pedido formal, mas ele a fazia bem e esperava fazer o mesmo para ele.
Steve andava pouco estranho há uns dias. Talvez o fato de ainda não estiver acostumado com o tempo de hoje. Balançou a cabeça e um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao ver ele escorado na janela da sala olhando para a rua abaixo de si. Caminhou nas pontas dos dedos chegando perto dele, abraçando sua cintura e beijando sua espinha lombar, sentindo ele se arrepiar e colocar suas grandes mãos juntas às suas e as levando até seus lábios depositando um singelo beijo. Apesar dos tempos de hoje, Steve era um romântico incurável, talvez fosse o fato dele ainda pensar na época da Segunda Guerra, onde ele era de fato acostumado.
- Bom dia – murmurou encostando sua bochecha nas costas de Steve sorrindo de leve, ele girou os calcanhares e depositou um beijo na testa dela.
- Bom Dia, querida – ele sorriu.
Ela o largou e caminhou para a cozinha para preparar o café da manhã. cantarolava alguma coisa e Steve estava escorado no vão da porta a observando e sorrindo de lado. parecia ser tudo que ele queria menos o fato dela secretamente fazer algumas missões para a S.H.I.E.L.D. Ele sentia um pânico ao pensar sobre ela machucada ou algo do tipo. Sim, ele sentia um pouco de ciúmes do Stark, isso deveria ser de família então. Seus pensamentos voltaram á sua época onde conheceu Howard e Peggy, a sua falta de jeito com as mulheres e...
Seu raciocínio foi interrompido com o barulho do celular da tocando na sala e a mesma quase correr até lá. olhou na tela e viu o nome de piscando e atendeu franzindo o cenho.
- Oi – ela voltou para a cozinha equilibrando o celular no ombro e na orelha ao mesmo tempo em que fazia o café e colocava as coisas na mesa, Steve estava a ajudando.
- ... - a voz de era um choramingando e logo largou tudo que estava fazendo e ficou tensa.
- O que aconteceu? Está tudo bem? – perguntou rapidamente e virou para Steve que a encarava.
O Tony... Ele... A mansão foi atacada. Eu estava na empresa. Ele sumiu, . Eu não sei o que fazer. A casa está um caos, toda demolida. ... choramingava ao telefone, fazendo sentir um aperto ao coração. Em passos rápidos ela foi para o quarto pegando uma calça jeans e blusa enquanto se vestia equilibrava o celular no ombro.
– Eu estou indo para aí. J.A.R.V.I.S. não sabe de nada? – terminou de passar a blusa pela cabeça e pegou seus saltos que estava ao lado da cama. Depois passaria em casa para colocar outra roupa.
Eu não sei mexer nesse programa . Eu sei que você sabe, venha para cá, por favor concordou e desligou o celular indo até o banheiro pegando suas coisas e tocando em sua bolsa.
Steve apareceu na porta e olhou para ela esperando que ela falasse o que queria, mas tudo que viu foi ela com os olhos fechados respirando fundo e quando abriu os olhos, viu os belos olhos castanhos vermelhos e logo algumas lágrimas desceram por sua face, fazendo Steve dar passadas largas até ela e abraçar a fazendo enterrar seu rosto no peito do mesmo e chorar.
– O que aconteceu? – Steve sussurrou.
– Tony sumiu. A Mansão Stark está toda demolida... Steve – ela choramingava.
– Calma, vai ficar tudo bem. É o Stark! – ele se afastou secando as lágrimas da garota e ela assentiu se afastando, pegando sua bolsa e Steve ergueu as sobrancelhas.
– Você não vai atrás do Stark, vai? – ele perguntou cruzando os braços.
– Vou - ela murmurou.
, ele é grande o suficiente para se cuida, além do mais ele deve estar bem – Steve caminhou até ela, mas parou na metade do caminho quando ela lhe lançou um olhar incrédula.
– É assim que você pensa, Rogers? Ele é próximo de uma família que eu tenho. Apesar do jeito um pouco escroto, ele é o Stark. Ele me ensinou um pouco – falou duramente para Steve que deu um passo para trás com o choque que as palavras de lhe causaram.
, não estou dizendo que você não deve ficar preocupada. Estou dizendo que logo ele está de volta, são e salvo – se defendeu Steve.
bufou, não queria outra briga com Steve em relação ao seu ciúme por Tony. Balançou a cabeça e saiu do apartamento ouvindo Steve gritar por seu nome. Pegou o celular e ligou para Fury.
– saudou Nick Fury.
– Eu sei que você já sabe que o Stark sumiu, quero um jato à minha disposição, obrigado – ela respondeu já desligando o celular e indo até as Indústrias Stark falar com .
- ! – exclamou abraçando assim que a mesma atravessou a porta do escritório.
– Shh. Calma. Eu te prometo que vou achar ele – murmurava para que já chorava novamente. Se afastou da amiga e viu que seus olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar.
sentiu o bolso de trás vibrar e pegou seu celular vendo o nome de Fury piscando avisando que era uma mensagem. ”Seu jato está pronto e à sua espera. Última vez que desliga o celular a na minha cara. Espero você logo aqui na sede.”
se afastou guardando o celular no bolso traseiro da sua jeans e se virou para .
, eu vou até a sede da S.H.I.E.L.D. Vou tentar algo dos computadores de lá. Fica tranquila – sorriu tentando tranquilizar e ela acenou com cabeça e franziu o cenho.
– O que Steve acha sobre isso? – ela perguntou vendo suspirar fundo e olhar para o lado.
– Steve vai ficar bem – Sorriu de lado e saiu da sala de .
Viu o elevador ainda aberto e deu uma corridinha até ele apertando o botão do térreo junto com mais três pessoas engravatadas. Ficou no canto do elevador quando um barulho de campainha tocou anunciando que tinham chegado ao térreo. Saiu do prédio tampando um pouco os olhos por causa do sol da linda manhã de Nova Iorque quando um homem moreno engravatado veio em sua direção.
– Agente , eu sou Agente Bennett. Vim em nome do Diretor Fury – ela olhou para os olhos castanhos dele e espiou os lados concordando e caminhando junto a ele, logo em seguida entrando num carro preto.
podia sentir o homem ao seu lado um pouco nervoso e ficava mordendo os lábios finos a quase todo momento. Revirou os olhos e olhou para fora da janela, olhou para o relógio do carro e eram 10 horas da manhã. Steve ainda não tinha dado sinal de vida.
- Agente , eu posso lhe fazer uma pergunta? – o homem olhou rapidamente para ela vendo a mesma acenar com a cabeça ainda olhando para fora da janela com a testa franzida – Eu trabalhei com o Agente Coulson. Ele era brilhante.
olhou para o homem ao seu lado e viu o moreno com um sorriso orgulhoso em seus lábios e sorriu de leve, sabendo que alguém era fã de seu falecido pai. Papai. Balançou a cabeça esperando ele continuar sua pergunta.
– Como a senhorita está sobre tudo isso? Desculpe a indelicadeza, eu admirava muito o trabalho de seu pai – Bennet olhou de relance para a garota ao seu lado, a viu suspirar baixo e abaixar a cabeça.
– Qual é seu nome Agente Bennet? – perguntou brincando com seus dedos.
– Dan, Dan Bennet – ele respondeu e olhou para fora da janela novamente.
– É difícil você deitar sua cabeça no travesseiro toda noite e quando fechar os olhos, ver os olhos de seu pai morrendo em sua frente. Phil era... Brilhante. Mas às vezes a gente tem que lidar com a dor do lado de dentro de uma forma diferente. Não tenho família, Agente Bennet. Tudo que eu tinha de família era meu pai adotivo e ele morreu honrando a S.H.I.E.L.D. e o Capitão Rogers, caso conheça – parou de falar e olhou para o rapaz vendo assentir e olhar para ela ao parar no sinal vermelho, suspirou fundo.
– Está indo atrás de Tony Stark. Por que? O que tem de tão especial? - Dan perguntou olhando para os olhos castanhos da garota.
– Eu acho que... Que se as pessoas soubessem a razão do meu medo, elas entenderão minha dor – finalizou a conversa olhando o caminho toda para fora da janela.
Chegaram ao aeroporto onde tinha um jato a espera de . A mesma entrou nele e se isolou num canto não querendo falar com ninguém. Ela tinha desabafado com um mero Agente que não conhecia. Ela queria ter conversado com Steve.
Steve.
O que ele estaria fazendo nesse momento? Estaria na academia treinando, rasgando diversos sacos, pensando o quão o mundo de hoje está mudado. ficava pensando em tudo que pudesse entender Steve. ficou presa em seus pensamentos que quando sentiu um solavanco olhou em volta e viu que já estava na sede da SHIELD. Desatou o cinto e saiu do jato vendo Fury olhando seriamente para ela. Ela revirou os olhos e sorriu de lado. Fury era um grande homem, fato. Às vezes um pouco durão, mas ele acreditava na verdade.
– Fury a cumprimentou.
– Nick, quanto tempo – ela sorriu amarelo e saiu caminhando junto com ele até entrarem dentro da sede, e seguir pelos corredores. Antes de entrarem até a central principal, Fury segurou o cotovelo de a fazendo olhar para ele.
– Você realmente tem certeza disso? Da última vez... – Fury olhou seriamente para ela, vendo a mesma arquear as sobrancelhas.
– A gente nunca tem certeza de nada. Apenas temos que arriscar. Obrigado pela preocupação Fury, mas ambos sabemos que isso não é seu gênero – riu divertida.
- Boa Sorte com Steve então – Fury murmurou.
atravessou a porta e paralisou ao notar aqueles ombros largos, a postura ereta com os braços cruzados sobre o peito, os cabelos despenteados e olhando para fora sobre as grandes janelas da central principal. olhou para Fury que apenas deu de ombros.
– Agente Hill preciso que faça o possível para rastrear a armadura do Stark. Vamos ver o que achamos – falou alto e bom som para avisar que já tinha chegando, fazendo Hill concordar com a cabeça e ir até um computador. girou os calcanhares e deu de cara com Steve a encarando seriamente. Mordeu o lábio inferior e se aproximou dele – O que está fazendo aqui? – ela perguntou baixo olhando para trás e voltando sua atenção a Steve.
– Olha, eu entendo que Stark é como uma família para você. Não gosto quando brigamos –Steve murmurou suspirando.
– Você não precisa... – Steve não deixou terminar colocando os dedos sobre os lábios de .
– Isso é importante para você. Desculpe por hoje mais cedo – Steve sorriu de lado fazendo beijar os dedos do mesmo.
– Me desculpe também. – sorriu.
- A localização está um pouco difícil, mas achamos algo – Hill trouxe atenção de e Steve para ela.
caminhou até um computador próximo e viu um mapa onde no centro do mesmo, tinha um ponto vermelho. Sorriu para o rapaz que tinha ali e o mesmo deu licença para ela sentar-se em frente ao computador e digitar algumas coisas rapidamente. Steve parou atrás dela a vendo digitar furiosamente alguns códigos e depois de alguns segundos uma voz surgiu na sala.
- Bom dia Senhorita – a voz era de um homem, todos olharam para com a testa franzida.
– Olá querido, quanto tempo – respondeu com um sorriso em seus lábios e se virou para as pessoas que estavam a olhando. Fez uma careta.
– O que eu posso ajudar? – ele perguntou.
– Quero a localização exata do Senhor Stark, creio que você sabe me dizer – caminhou até o computador central e logo algumas imagens em 4D apareceram sobre a tela fazendo sorrir abertamente. O estudo com Anthony Stark valeu à pena.
– Ele está a 57 km Illinois. Problemas com a armadura – respondeu a voz.
se virou para Fury.
– Prepare um jato, farei uma ligação – vendo Nick revirar os olhos e assentir – J.A.R.V.I.S., por favor ligue para Clint. Obrigado.
digitou mais algumas coisas e desligou a voz. Ela se virou para Steve que a encarava com a boca aberta.
– Se estiver muito ocupado, queria que me acompanhasse Capitão Rogers – pegou o celular e ouviu a voz de Clint Barton.
– Me diz que não é uma missão suicida? – ele perguntou.
– Sim, eu estou bem. Tony sumiu, pediu a minha ajuda – murmurou caminhando pelo longo corredor, entrando em um quarto e trancando a porta atrás de si.
– E daí que você quer a minha. E o Capitão? Pensei que vocês estavam juntos – Clint reclamou fazendo rir.
– Clint, por favor. Você é o melhor arqueiro e piloto que eu conheço. Steve também vai junto – sorriu de lado.
– Isso, alimente meu ego. Até daqui a pouco – Barton desligou o celular.
respirou fundo e tirou a blusa arremessando ela em algum lugar do quarto. Aquele já foi seu quarto quando era adolescente. Abriu a pequena cômoda ali e sorriu a ver três uniformes. Ouviu uma batida de leve na porta, franziu o cenho e caminhou até a mesma destrancando e abrindo uma fresta para espiar e abriu a porta toda ao ver Steve. Ele entrou pela porta e a notou de cima a baixo, ao perceber que estava apenas de sutiã e jeans. sorriu de lado revirando os olhos, tirando o uniforme todo preto da gaveta e jogando na cama. Girou os calcanhares e encarou Steve.
– Não gosto muito quando vejo você com esse uniforme colado ao seu corpo – Steve murmurou atordoado, fazendo erguer uma sobrancelha.
– Eu fico muito gostosa, eu sei – piscou para Steve se aproximando do mesmo mordendo o lábio inferior.
– Esses agentes ficam olhando você desfilar por aí, com essa roupa colada. Não é reconfortante – Steve murmurou.
sorriu, colocando seus braços em volta do pescoço de Steve e arranhar o local de leve, o fazendo fechar os olhos e suspirar colando suas grandes mãos na cintura dela a trazendo para mais para perto. colocou seus lábios aos de Steve fazendo assim ambos abrirem a boca ao mesmo tempo e suas línguas dançarem em um ritmo lento. O beijo era a coisa mais especial para , pois sentia ondas por seus estomago e Steve não sabia o que definia aquelas sensações, mas sabia que não queria parar. desceu suas mãos até a barra da camiseta escura de Steve, puxando ela para cima, mas um baque na porta os fizeram se separar rapidamente.
– Agente estaremos prontos em cerca de uma hora – a voz de um homem foi ouvida de forma abafada.
– Obrigado Agente – agradeceu um pouco confusa.
– Acho melhor você se preparar – murmurou próximo a Steve o vendo suspirar e concordar.
– Te vejo dentro de uma hora, querida – ele selou os lábios rapidamente e a largou, abrindo a porta e fechando assim que saiu.
ficou encarando a porta com um pequeno sorriso aos lábios. Stevie nunca mudaria seu
modo de se comportar em volta das mulheres. Balançando a cabeça e sorrindo, voltou a se preparar.
Steve estava na sala central principal já com seu uniforme, que agora era em tons azuis escuros, com os braços cruzados sobre o peito olhando alguma coisa nos computadores que realmente não lhe interessavam. Não entendia o porquê de querer ir atrás de Stark. O, entendia em parte, mas queria saber por que os Starks sempre o incomodavam. Talvez fosse o fato da época em que conheceu Howard e o fato dele e a Agente Carter serem amigos um pouco mais íntimos do que gostaria.
Peggy Carter.
Queria saber mais o que aconteceu com ela. lhe fazia lembrar algumas coisas de Peggy. Nunca falou dela para , mas com o pai que tivera, era possível que sabia algumas coisas, mas o assunto o deixava o desconfortável. Ele gostava de sentir isso que sentia na presença de . Mas será mesmo que dizem que quando é amor, só acontece uma vez na vida? Peggy foi seu primeiro amor? Ele poderia amar Peggy e não ? Balançou a cabeça e olhou por cima do seu ombro ao ouvir passos atrás de si. Um fato tinha que admitir, era uma mulher muito bonita, seu corpo era uma obra-prima de Deus, segundo Steve. Apenas não gostava de ela usar aquele macacão colado ao seu corpo. Olhou em volta e viu alguns homens a guiarem quando ela seguia em sua direção.
O macacão preto colado, marcando sua cintura, tinha uma espécie de cinto que tinha algumas coisas que não sabia identificar, podia ser munição. Usando um coldre em cada perna junto com duas pistolas, botas sem salto nas mãos, luvas de couro sem dedos, e os cabelos presos em um rabo-de-cavalo. caminhou sorriu de leve para Steve parando em sua frente.
– O que aconteceu com o velho uniforme? – perguntou, passando a mão sobre o peito de Steve.
– Foi para o museu junto ao resto das coisas que fizeram, lembra? – perguntou ele, revirando os olhos. Ouviram um barulho de garganta querendo chamar a atenção deles, girou os tornozelos e sorriu abertamente indo ao encontro de Clint Barton que manuseava um arco em suas mãos.
– Foi aqui que me chamaram? – ele perguntou fazendo pose, fazendo e Steve rirem.
O Agente Bennet apareceu onde eles estavam e olhou para o corpo de abrindo um pouco a boca, mas fechando rapidamente ao notar o olhar de Steve em si.
- Agente , estamos prontos – Dan Bennet avisou para os três que viraram olhares para ele. Sentiu um pouco desconfortável ao ver sorrindo.
– Ótimo – sorriu agradecida e se virou para Rogers e Barton.
- Rapazes, hora do show.


Capítulo 2

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“Não sinta saudade do passado, ele não volta mais”.

Os planos estavam prontos. Eles entrariam no prédio meio abandonado em Illinois e salvariam Tony que estava sendo mantido em um cativeiro por alguns russos. entraria e tentaria passar pelo corredor principal, enquanto Steve e Clint dariam cobertura e Bennet esperaria na nave para a sua infelicidade. Tudo certo.
Não fracasse.
mantinha os olhos fechados e seu lema era: não fracasse. Respirou fundo e assentiu com a cabeça, ajustando o mosquetão em volta da sua cintura. Eles estavam em cima do prédio e entraria pela janela enquanto Steve e Clint estariam logo atrás, plano que Rogers não gostou.
– Boa sorte – Clint desejou.
Olhou mais uma vez para baixo, o prédio deveria ter uns 25 andares e ela teria que entrar na janela do 15º andar, onde daria o corredor principal. Esticou bem as penas e começou a descer devagar para pegar embalo. Soltou um pouco a corda e foi deslizando pela mesma.
– Eu estou me sentindo naqueles filmes do 007 – pôs a mão no ouvido para falar no comunicador e ouviu uma risada de Clint.
– Vá de uma vez, – Clint riu.
Ela revirou os olhos e quando chegou ao seu destino, deu um impulso fazendo ela se chocar contra a janela de vidro e despedaçar. O chão era liso, então sacou suas armas e deslizou deitada atirando em dois homens que tentaram atirar em sua direção.
– É a vez de vocês – ela falou no comunicador.
Levantou e se escondeu atrás de uma pilastra, ouviu um baque e olhou para janela vendo Steve jogar o escudo em um dos homens que estavam atirando com metralhadoras. atirou contra os homens e não acertou em nenhum.
é sua deixa. Vá – Steve falou e correu até o corredor, onde um tiro lhe passou raspando, fazendo ela se esconder no vão de uma porta. Recarregou a pistola e atirou contra o cara fazendo ele levar um tiro na perna e outro no braço, caindo no chão. Correu até ele chutando sua arma, e se abaixou até ele.
– Onde ele está? – ela perguntou, e o homem apontou para o fim do corredor.
deu um soco na cara do rapaz o fazendo desmaiar no chão. Olhou para os lados e correu até o final do corredor, ao passar pela porta, enxergou Tony amarrado de braços para cima e chegou perto do mesmo que a olhava com os olhos caídos e estava machucado.
- Vou tirar você daqui – sorria de lado e Tony ergueu seus olhos para trás dela, mas não foi tempo suficiente para avisá-la.
foi puxada pelos cabelos, soltou um grito, e foi jogada para uma mesa que quebrou com o baque. gemeu baixo com a dor que suas costas e se levantou, encarando um homem dez vezes maior que ela, e que tinha uma metralhadora na mão.
“Porra.”
Arregalou os olhos e correu para trás de uma mesa de ferro enquanto o homem atirava contra ela. Olhou para o pulso, pegou uma pequena bombinha e jogou atrás de si, ouvindo alguma coisa explodindo. Engatinhou até a uma escada de pedra se escondendo ali atrás. Viu uma arma e a pegou, vendo se tinha munição. Olhou para seu braço e tinha um filete de sangue escorrendo devagar, semicerrou os olhos, olhou para frente e depois para o lado e viu que o grandão estava vindo contra ela.
3,2,1.
Quando ele chegou perto dela, ela chutou suas pernas o fazendo cair no chão e jogar a metralhadora para o lado. Quando se levantou, o grandão agarrou seus tornozelos a fazendo cair de barriga e tentou dar chutes no cara, mas ele era forte. Chutou a mão dele e engatinhou até a pistola, mirando nele, mas quando atirou não saiu nada, a fazendo rosnar e jogar a arma de lado.
O grandão se levantou, a pegou pelo pescoço e a ergueu, fazendo ela se debater e não encostar os pés no chão. estava começando a ver tudo embaçado e a falta de ar era insuportável. Já estava com a boca aberta tentando respirar, quando um escudo atingiu a cabeça do grandão, fazendo ele a soltar e ela cair sobre sua perna gemendo um pouco, se arrastando para longe do mesmo.
Viu Steve indo em sua direção e Clint tirando as algemas de Tony.
– Você está bem? – Steve perguntou olhando para os machucados em seu rosto e braços.
– Eu estava ganhando! – ela exclamou baixo e gemeu um pouco ao tentar se levantar. Ouviu uma pequena risada de deboche.
Dentro da nave, Tony estava ao lado de que estava ouvindo muitos sermões de Stark, como: não precisava de ajuda, eu estava me saindo bem. Não acredito que fui salvo por uma mulher, que mundo está hoje em dia?!
riu e balançou a cabeça.
– De nada, Stark. Não fiz isso por você. Fiz pela .
Um pequeno sorriso brotou nos lábios de Stark ao tocar no nome da sua namorada. Estava com uma saudade absurda dela. Encostou-se sobre o banco e sentiu seu corpo pesar, ele estava dolorido. Seus pensamentos vieram para uma lembrança doce que fez seus lábios um sorriso sincero e doce.

FLASBACK ON
Coloque a música para tocar.
se olhava pela décima vez no espelho, achava o vestido um pouco demais para o pequeno evento, mas sorriu ao lembrar para o que estava vestida assim. Apenas uma semana após o ataque a Nova Iorque, ela e Steve sairiam para dançar. Ele comentou algo sobre nunca ter dançado com uma garota, ela queria realizar esse pequeno desejo. Então marcou com ele num barzinho próximo ao apartamento dele para se encontrarem, ela já fora lá algumas vezes. Olhou de novo para o espelho, seu vestido era um vermelho escuro na altura dos joelhos, não colado ao corpo com um decote em U sobre o busto os cabelos estavam ondulados e uma mecha atrás da orelha, a maquiagem era rímel e batom vermelho. Estava bonita. Estava bonita para Steve.
Olhou a fachada do bar e respirou fundo caminhando de leve para dentro, correndo seus olhos pelo local até encontrar uma cabeleira loira, as costas largas e másculas virada para o bar tomando alguma coisa. Sorriu e caminho até lá, claro alguns caras a seguiram com seus olhos de falcão, mas ela não estava interessada neles e o barman a encarou com a boca semiaberta fazendo Steve se virar e a olhar de cima a baixo e voltar seus olhos azuis brilhosos para os castanhos misteriosos. nunca tinha sentindo vergonha, mas sentiu suas bochechas corarem ao notar o olhar de Steve em si. Passou a língua sobre os lábios e sorriu para Steve, que se levantou e apontou para o banco ao seu lado. Ele sorriu abertamente. Ela sentou-se de frente para ele.
- Bonita moça... Hm... Moça bonita... Ah... Você está encantadora – Steve gaguejava fazendo sorrir pelo o seu sem jeito de elogiar uma mulher. Ela pediu para o barman um Cosmopolitan e vendo Steve pedir outra cerveja para si. suspirou e sorriu para Steve olhando a decoração em volta de si, o ambiente lembrava os antigos bares da década de 40/50 talvez fosse esse o fato dela sempre gostar dali e ver que Steve se sentia à vontade também no ambiente. A música tocava um jazz suave.
- O ambiente aqui lembra muito a minha época – Steve comentou olhando ao redor – Joe gosta dos bares estilos anos 40/50. Eu adoro vir aqui – sorriu para ele o vendo concordar – Sabe, antes de tudo acontecer, as garotas não faziam fila para dançar com um sujeito baixo como eu era. Hipocrisia, depois que virei um “supersoldado” muitas vieram falar comigo – Steve balançou a cabeça e suspirou lembrando-se de algo, notou e tocou sua mão.
– Stevie, me fale. O que aconteceu? – perguntou franzindo o cenho e tomando um pouco de sua bebida. Steve suspirou fundo e virou para frente e continuou.
– Antes de tudo acontecer, o acidente e tudo mais, eu pensei que tivesse achado a pessoa com quem eu tivesse a minha primeira dança. A mulher que eu... É complicado. Não sei por que eu estou falando isso. Às vezes eu queria poder voltar ao passado. Mas não me arrependo de nada – Steve confessou olhando para sua cerveja, não tinha coragem de encarar . Ele tinha acabado de confessar que sentia alguma coisa ainda por Peggy - Às vezes eu sinto saudade do passado. – Steve murmurou e sentiu mudar de posição no banco ao seu lado. Olhou para ela e a viu encarando algumas pessoas que se levantaram para dançar uma música dos anos 40. Steve conhecia aquela música.
- Isso vai soar cruel, mas não sinta saudade do passado, ele não volta mais – tomou o resto de sua bebida e se levantou fazendo Steve se levantar e ela lhe estender a mão o puxando para a mini pista onde alguns casais dançavam – Talvez eu possa te dar a sua primeira dança. – girou os calcanhares olhando para os orbes azuis brilhantes de Steve.
- Isso seria uma honra, senhorita – Steve fez um movimento com a cabeça sorrindo.
– A honra é toda minha, senhor Rogers – sorriu posicionando a mão esquerda sobre o ombro de Steve e ele posicionou a sua esquerda nas costas dela.
Juntaram suas mãos direitas e se embalaram com o ritmo da dança. Steve sorriu para , ela retribuiu e assim ficaram dançando e sorrindo um para o outro.

FLASBACK OFF

despertou ao sentir algo tocar seu braço e olhou para o lado vendo Steve olhando para ela com o cenho franzido. Ela sorriu e balançou a cabeça tirando o cinto envolto de si e olhou para os lados não vendo ninguém. Ela estava sentindo-se estranha, Steve agarrou sua cintura e a ajudou a sair da nave e caminhando até encontrarem Fury na porta com os lábios franzidos. Ele deu uma olhada em e ela sabia que alguma coisa estava errada.
– Capitão Rogers, tem uma missão ao senhor – ele comunicou Steve que olhou de relance para que deu de ombros e fez careta ao mexer as costas.
– Sobre o que senhor? – eles caminharam juntos.
– Você e a Agente Romanoff resgataram algumas pessoas que estão sendo mantidas presas num navio. São alguns terroristas franceses – Fury falava sobre a missão e e Steve cumprimentaram com a cabeça para Natasha que sorriu fechado para eles.
– E quando partiremos? – perguntou sentando-se num degrau arrumando sua bota.
– Rogers e Romanoff partem hoje à noite – levantou seus olhos para Fury. Iria perguntar o porquê de não participar da missão, mas tinha algo em seus olhos que fez ficar o encarando. Aquele olhar. Tinha alguma coisa acontecendo.
- Steve melhor ir se preparar então. Vou dar um pulo na enfermaria – olhou para Steve pelo ombro e viu ele se aproximar.
- Quer ajuda para chegar até lá? – ele perguntou se abaixando.
– Diretor Fury me ajudará – ela sorriu de lado para Nick que revirou os olhos e concordou.
– Ok. Quando eu voltar, podemos ir ao Joe de novo, o que acha? – Steve perguntou a vendo sorrir e concordar, pôs as mãos na bochecha de Steve sorrindo.
– Boa Sorte. Não se atrase – ela sorriu dando um selinho nele, o vendo ficar sem jeito e concordar dando outro selinho nela. Levantou-se e acenou para Fury que devolveu o aceno e saiu do ambiente. se levantou e encarou Fury.
- O que aconteceu? – perguntou apontando para o corredor onde dava a enfermaria para pegar alguns analgésicos. Vendo que o homem olhava para os lados, abriu a porta e esperou ela entrar para fechar a porta atrás dele.
– Está acontecendo algumas coisas estranhas – Nick murmurou.
- De que tipo? – perguntou vasculhando remédio para as dores. Pegou um, viu que era um analgésico, caminhou até o bebedouro ali próximo, engoliu o remédio e tomou um pouco de água fazendo careta por o remédio ser amargo. Virou-se para Nick que a encarava de um jeito estranho.
– Fury diga de uma vez.
- Me prometa uma coisa? Se você realmente confia em mim, por favor, me prometa – ele perguntou, olhando para a porta vendo a garota franzir o cenho.
– Nick apesar do seu jeito estranho, eu confio em você. Prometo e faço tudo que tiver ao meu alcance – a garota estava achando muito estranho isso tudo que estava acontecendo.
- Alguma coisa está acontecendo aqui dentro e eu não sei o que é. Tenho uma missão suicida Agente . Dessa vez isso será uma missão entre mim e você. Nem o Capitão Rogers pode saber – Fury olhou no fundo dos olhos castanhos e a garota sentiu um frio descer da sua espinha.
- Bem, agentes existem para obedecer aos seus superiores, Diretor Fury.
Então ele contou a missão. Era suicida. Mas para o bem de todos, ela não tinha nada a perder. Ninguém poderia saber. Nem mesmo Steve Rogers.


Capítulo 3

“O inimigo inteligente ataca exatamente onde você acha estar a salvo”

dirigia sobre a noite de Nova Iorque a quase 100 km/h na rodovia principal indo até sua casa. Sua cabeça estava lotada de informações, ela não podia acreditar em que Fury tinha lhe contado. Projeto Insight. Era essa a missão de Steve e Nat, quer dizer, era mais missão para Romanoff do que para Rogers, ele fora apenas uma distração. Droga!
dirigia em alta velocidade que nem viu quando um caminhão atravessou a frente. Ela arregalou os olhos e girou o volante para a esquerda tentou frear, mas o freio não pegava. Droga!
Estava sentindo toda a adrenalina em seu corpo que tremia sem parar, respirou fundo e jogou o carro contra uma parede, mas antes que atingisse a parede, um homem apareceu em sua frente com uma espécie de braço metalizado e segurou o carro.
buzinou para ele sair da frente, mas ele não saia. Ele colocou as mãos para frente e conseguiu parar o veículo. Claro que ele acabou sendo atingido e jogado longe. O carro deu uma freada que foi para frente e voltou. desatou o cinto e saiu do carro tremendo até o cara que correu até um beco.
- Ei, você! Espera – ela gritou e viu que o homem parou na metade do caminho e parou também, cerca de três metros atrás dela – Quem é você? Como fez aquilo? – ela disparou a perguntas e viu que o homem sacudiu os cabelos compridos que iam até o colarinho do uniforme todo preto, analisou o braço dele que era metalizado e tinha uma estrela vermelha – Posso saber seu nome? – ela tentou, mas ele girou a cabeça vendo grandes bolas azuis cristalinas que tinha um mistério, a região em seus olhos estava em algum tipo de preto que parecia ser uma mascará e um pano que tampava a região de sua boca e nariz – Obrigada! – agradeceu e viu os olhos azuis cristalinos passar de um ar mistério para um doce e gentil e assim sumiu na escuridão. Sentiu seu celular vibrar no bolso de trás da calça e revirou os olhos. Caminhou de volta para a rua vendo seu carro ali e pegou o celular já atendendo.
- – murmurou de mau-humor caminhando até o carro – Me diga que você não está envolvida no quase acidente de carro que aconteceu agora pouco? – perguntou rindo baixinho ao notar que a amiga bufou.
– Eu estou indo para casa, . Estou sem cabeça para responder perguntas agora – encostou sua cabeça e suspirou.
, está tudo bem? – perguntou estranhando a voz da amiga, ela nem tinha agradecido por salvar Tony.
– Não, mas eu quero que fique logo – murmurou.
– Venha para a Torre ‘Vingadores’, tem champanhe aqui – a convidou e olhou o relógio. Eram onze horas da noite.
– Estou preocupada com Steve. Tínhamos marcados algo para amanhã – murmurou.
– Ah! O museu do Capitão América? Vocês vão? Que gracinha – soltou um gritinho feliz.
– Me pergunto até hoje porque eu te apresentei por Stark – riu.
– Primeiro, sou sua melhor amiga e você sabia que eu tinha uma queda pelo Tony. Segundo, você me quer ver feliz e eu quero o mesmo de você e Stevie – sorriu através do celular e franziu o cenho.
– Stevie? Desde quando você pode chamar ele assim? – perguntou incrédula ouvindo rir e dizendo alguma coisa como ‘aproveite a noite sem o seu namorado que eu vou aproveitar com o meu’ e desligou.
jogou o celular no banco traseiro e ligou o carro tocando ele devagar até sua casa. Estacionou ele na garagem e sorriu de leve ao ver uma miniatura de Steve ali, era coisa do seu pai. Pegou a miniatura e a carregou para dentro junto a si. Não tinha o Steve real, se contentaria a passar com o Steve de mentira. Colocou-o sobre a mesa de centro e tirou a camiseta jogando ela num cesto de roupas sujas que mantinha. Passou pelo corredor longo e parou defronte à uma porta ao lado da sua. Ficou encarando a porta, balançou a cabeça e entrou no seu quarto.
Olhou em volta vendo um pôster enorme do Capitão América que seu pai pôs quando era uma garotinha. Sorriu com a lembrança. Ah como seu pai fazia falta. Entrou no banheiro e se despiu e tomou uma ducha quente e relaxada, assim que saiu do banho enrolada numa toalha e ficou revisando em sua mente tudo que aconteceu no dia de hoje. Suspirou fundo pensando que talvez fosse a coisa certa.
Um barulho muito irritante tocava aos ouvidos de , abriu um olho vendo a claridade invadir as cortinas. Não iria hoje para o quartel-general da S.H.I.E.L.D., tateou a mão até o celular que estava tocando o despertador e o desativou. Jogou a coberta para longe de si e levantou da sua cama que parecia grande sem Steve. Estava pensando demais em Steve. Está parecendo uma adolescente apaixonadinha.
, pare!
Ela mesma se ordenou e foi até o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto. Caminhou de pés descalço até a cozinha para preparar seu cereal. Phil sempre preparava seu cereal até mesmo ela sendo grande, pegou uma caneca de café e foi até a sala colocando o café e o cereal na mesinha ao lado do sofá e ligou a TV em um canal qualquer, tomando seu café da manhã sozinha. Ouviu a campainha tocar e franziu o cenho olhando para o relógio de parede e vendo que não passava das dez horas da manhã.
Colocou o cereal na mesinha de centro e viu o boneco do Capitão América. Sorriu. Caminhou com sua calça moletom até a porta de entrada, revelando um Steve de calça jeans, camiseta, um casaco moletom de capuz aberto e...
- Um boné? – perguntou estranhando ele vestido daquela maneira, abriu um pouco mais a porta e dando passagem para ele entrar – Você está parecendo aqueles nerds bonitos, só faltaram os óculos. Nem parece o glorioso Capitão América! – exclamou assim que Steve lhe deu um beijo rápido na boca. Ela o seguiu até a sala pegando de volta seu cereal e terminando com ele – Tem café na cozinha – falou largando o prato dentro da pia e se virou para um Steve que estava estranho – Está tudo bem? – perguntou se aproximando dele, ele suspirou e sorriu.
– Pronta para ver o novo museu do Capitão América? – ele perguntou trocando de assunto. Não queria falar sobre o que descobriu do arquivo fantasma e sobre o que Nick falou sobre para ele. olhou para suas roupas e ergueu os olhos para Steve.
– Será muito sexy se eu for de pijama? – perguntou analisando sua roupa.
– Está muito bonita! – Steve a elogiou e revirou os olhos caminhando até o corredor que dava ao seu quarto. Abriu o armário de roupas e pegou uma calça jeans, uma blusa larguinha e jaqueta de couro preta. Calçou o All Star e penteou os cabelos deixando-os soltos. Ajoelhou-se ao lado da cama e pegou uma caixa debaixo da mesma e pegou uma arma e colocou no cós da calça atrás e tampou com a blusa e a jaqueta. Pegou a bolsa e saiu do quarto vendo uma porta aberta – Steve! – o chamou e passando em frente à porta e vendo ele dentro do cômodo.
O Quarto América era como ela e Phil chamava o cômodo. Tinha muitas coisas do Capitão América e tudo mais, pôsteres, HQ e tudo que se podia imaginar de um colecionador. Ela sorriu ao ver Steve olhando tudo com muita atenção.
– Achou que exagerávamos quando dizíamos que Phill era fã de carteirinha do Capitão América? – perguntou encostada no vão da porta e Steve olhou para ela com os olhos brilhando.
– Isso é... Fascinante, . Eu sinto muito – ele se aproximou dela vendo encarar o chão.
– Foi há um ano, já passou. Estou superando isso aos poucos – ela sorriu. Steve abraçou sua cintura e ela entrelaçou os braços sobre seu pescoço arranhando de leve e logo suas bocas se encaixaram e línguas brincavam uma com a outra.
Apesar das poucas horas, Steve estava com saudade de . Era estranho o que ele estava sentindo, mas gostava daquelas coisas estranhas que sentia quando estava junto a ela. As coisas começaram a esquentar e tirou o boné jogando ele em algum lugar enquanto Steve subiu suas mãos sobre os ombros de e foi tirando a jaqueta a fazendo cair no chão, desceu a palma da mão sobre a espinha lombar de e sentiu algo frio e duro em sua cintura. Steve parou o beijo e franziu o cenho erguendo a blusa da atrás vendo um revolver. Ela sorriu culpada.
– Por precaução. Sempre é bom – ela lambeu os lábios e viu Steve fechar a cara, revirando os olhos e tirou o revolver atrás de si, guardando na gaveta que tinha por ali, ergueu as mãos – Satisfeito? – perguntou debochando.
– Você tem que parar de andar com Stark. – Steve se agachou pegando o boné e endireitado sobre a cabeça vendo vestir a jaqueta e lhe lançar um olhar.
– Você sabe estragar o clima – ela murmurou e riu saindo do quarto sendo seguida por Steve.
O museu do Capitão América estava lotado de pessoas. sorria e estava fascinada com tudo que via. Estava agarrada ao braço de Steve e o puxava sempre para ver algo e perguntava tudo a ele. Ela se soltou e se aproximou de uma foto e ela passou os dedos de leve sobre a foto sorrindo. Era uma foto antes de ele virar um supersoldado. Steve estava logo atrás dela e viu como ela sorria docemente para o seu antigo eu. olhou para o lado e viu um garotinho olhando abertamente para ela e para Steve, sorriu para o mesmo e colocou o indicar dobre os dedos pedindo silêncio para o garotinho que sorriu e assentiu. sorria abertamente e pararam defronte a algumas fotos sobre Sargento James B. Barnes. Olhou para Steve que olhava as fotos sem expressão alguma, ela sabia que ele sentia falta dos seus amigos. Tocou em seu braço e ele desviou o olhar das fotos para ela.
– Vai ter um vídeo explicando sobre aquela época, você quer olhar? – perguntou pegando em sua mão e vendo-o concordar. Algumas pessoas estavam bem interessadas ao ver o misterioso passado de Steve Rogers.
Ali uma moça de cabelos escuros acima dos ombros, com olhos misteriosos falava sobre Steve. olhou para o lado e viu que ele prestava atenção em tudo que Peggy Carter falava, pelo modo que deu a entendeu ao ponto de vista de , Peggy e Steve iriam se casar se ele sobrevivesse. O pensamento tornou doloroso, é claro que ela sabia que ele iria visitar ela no asilo onde se encontrava, mas não se sentia à vontade para falar como se sentia sobre aquilo. Eles estavam juntos não? Então porque ele nunca disse o “eu te amo”?
Deixe de ser tonta , obvio que ele ama a Peggy Carter não você!
balançou de leve a cabeça e fitou a tela sem se interessar em nada que a mulher falava. Assim que a sessão acabou, e Steve foram para a saída do museu onde pararam em frente a uma lanchonete.
– Eu sei que você precisa ir ao tal lugar misterioso – sabia onde era, mas não se atreveu a falar - Você está bem? – perguntou vendo Steve suspirar e puxar ela delicadamente pelas mãos e sentarem em uma das mesas que tinha do lado de fora da lanchonete.
– Você sabia que Fury está construindo umas naves enormes e eles estão chamando de Projeto Insire alguma coisa. Aquelas coisas são bem grandes e aquilo não me traz confiança – Steve revelou de vez vendo olhar para ele com os um pouco arregalados. – O que foi ? Você sabe sobre essa coisa? – Steve perguntou a vendo trancar a respiração.
– O Projeto Insight foi feito por causa dos novos ataques que nós não podemos evitar. Antes que algum terrorista ou coisa do tipo pensar em fazer algo, as naves detectam e fazem o que é necessário – murmurou hesitante fazendo Steve abrir a boca.
– Você sabia e não me contou! – ele a acusou.
– Não era meu segredo! – ela exclamou.
– Alguma coisa está acontecendo e eu vou descobrir – Steve murmurou para si e viu rir de lado – O que? – perguntou franzindo o cenho a vendo balançar a cabeça de leve.
– Lembrei algo que Phil sempre me falava – ela olhou para o lado e tudo clareou sua mente.
– O que ele falava? – Steve perguntou se levantando junto a ela. Ela girou os tornozelos e girou a cabeça para olhar os olhos azuis de Steve.
– Ele sempre dizia que o inimigo inteligente sempre ataca onde exatamente você acha que está a salvo – caminhou um pouco para frente, mas parou dando a volta e se voltou para Steve dando um beijo em sua bochecha – Até mais tarde, não se atrase! – ela sorriu caminhando pela rua.

* * *

Steve olhava o pequeno quarto ao redor da senhora deitada na cama que dormia num sono leve. Desde que descobriu sobre Peggy fazia o possível para sempre ir lá vê-la, olhar o vídeo de hoje no museu lhe fez pensar coisas. E se... Se tudo que aconteceu foi coisa do destino? E se tudo que o impedira de viver uma vida ao lado de Peggy foi porque entraria em sua vida? São esses todos ‘e se’ que deixava Steve confuso. Ele amava Peggy, certo? Olhou para sua frente ao lado da cama tinha uma cômoda onde tinha algumas fotos.
- Deve ter orgulho de si mesma Peggy – ele comentou para a senhora que o olhava. Pegou de seu bolso uma antiga bússola onde tinha uma foto de Peggy nela. Tirou a pequena foto e pôs dentro do bolso. Mexeu no outro bolso do seu casaco e pegue uma foto de que ele roubou quando ela não estava vendo. Rasgou a foto sobre o rosto de e pôs ali junto a bússola que seu pai tinha lhe dado.
– O mundo mudou e não podemos voltar atrás – ela falou e trouxe a atenção de Steve para si – Só podemos fazer o nosso melhor. E, ás vezes, o melhor que podemos fazer é começar novamente – ela começou a tossir e Steve se levantou da cadeira pegando um copo de água e levando até Peggy. Ela pegou o copo e tomou alguns goles.
- Steve – ela o chamou.
– Sim? – ele perguntou olhando em seus olhos.
– Você está vivo! – Peggy exclamou – Você voltou! – ela sorriu.
– Sim, Peggy – ele sorriu triste, ela já não estava muito bem de sua saúde.
Ela começou a chorar baixinho.
– Faz tanto tempo... Tanto tempo – ela sacudia a cabeça de leve com os olhos vermelhos.
Steve sentiu seu peito se fechar o sufocando.
– Não poderia deixar a minha melhor garota – ele respondeu perto dela – Não enquanto ela me deve uma dança – ele murmurou para ela sorrindo de lado. Então ele a viu sorrir e ela finalmente pode partir em paz.


Capítulo 4

“Às vezes, é preciso ferir para ajudar”

estava sentada no balcão da sua cozinha com um short jeans curto, top branco e uma flanela velha de seu pai. Ao lado dela tinha uma caixa, ela olhava para as fotos em suas mãos. De seus aniversários, formaturas, festas, o dia que entrou para S.H.I.E.L.D. quando tinha 17 anos. Coulson. Ela geralmente não usava o Coulson e ela sabia que vinha da ex-namorada do seu pai que o ajudou a criar até aos seus 10 de idade, depois disso Mellany acabou levando um tiro em um assalto a banco e acabou não resistindo. Isso fez a pequena Família Coulson se desequilibrar.
Aos 15 anos conheceu Anthony Stark em uma balada que entrara com identidade falsa.
Oh não, espere. Não esse tipo de conhecimento.
Quando estava no colegial começou a estagiar nas Indústrias Stark, a grande fornecedora de armamento para a S.H.I.E.L.D. Tony viu que a garota tinha potencial e não hesitou em ensinar algumas coisas a ela. Claro que ele pensou que a garota fosse fazer faculdade de engenharia ou coisa do tipo, mas se decepcionou quando descobriu que ela virou uma agente da S.H.I.E.L.D., mas isso não afetou a amizade entre eles. tinha uma amiga no colegial que era apaixonada por engenharia e tudo desse tipo, quando Tony lhe ofereceu uma vaga efetiva nas Indústrias Stark teve que recusar, mas falou de e depois de três anos, ela e Stark acabaram juntos.
Ouviu a porta da frente bater de leve e ouviu passos. Olhou para o lado e viu uma faca, pegou ela e quando viu um vulto próximo a si, apontou a faca para a pessoa. Steve em seu reflexo, bateu no pulso de fazendo a faca voar longe. Ela colocou a mão no coração.
– Que susto, Stevie! – exclamou.
– Desculpa – ele murmurou juntando a faca do chão e colocando no balcão, se aproximou onde estava, sentando ao lado de algumas caixas, e viu ela descer do balcão e socar tudo dentro dela tampando a mesma e virou-se para Steve.
– Que tal terminarmos o que começamos mais cedo? – ela perguntou puxando a barra da camiseta de Steve para cima, já que ele quando entrou tinha tirado o boné e o casaco.
Ele sorriu balançando sua cabeça e deixou-a tirar sua camiseta. trilhou com os dedos desde o peito de Steve até as entradas e o cós da calça jeans. sentiu Steve por suas grandes mãos sobre seus ombros e sua flanela foi para o chão.
– Você ainda está anotando coisas naquela sua caderneta? – perguntou beijando o pescoço de Steve e sentiu-o concordar – Faça um rodapé e escreva assim: “He was so shy, ‘til I drove him wide, I make them good boys go bad, by ”* - cantarolou ao ouvido de Steve que sentiu seus pelos do pescoço de arrepiarem, olhou para erguendo uma sobrancelha.
– Então você faz bons garotos virarem mal? – ele perguntou erguendo uma sobrancelha.
– A música é no feminino sabe, eu só adaptei para o masculino. Gosto de fazer você ser mau – ela ronronou sobre o pescoço dele. Steve agarrou suas pernas e deu impulso cruzando elas sobre a cintura de Steve.
– Talvez eu devesse ser mau com você – ele murmurou caminhando com em seu colo até o quarto dela.
Para Steve eles fizeram amor. Para foi diferente dessa vez. Pela primeira vez em quase um ano ela podia dizer que eles fizeram amor e que ela amava Steve.
acordou ouvindo o seu celular tocar a todo volume sobre a cabeceira da cama, tateou seu lado direito e não encontrou Steve ali, franziu o cenho e sentou na cama segurando o lençol sobre seu busto, pegou o celular e viu cinco chamadas de Nat e uma mensagem de um número desconhecido.
“Começou!”
Pegou seu lingerie ao lado da cama e vestiu alguma roupa às pressas. Pegou seu celular e rediscou para Natasha.
– Você me ligou. Aconteceu alguma coisa? – perguntou tentando manter a calma saindo da sua casa entrando no carro.
você precisa vir para o Hospital. Agora, Nick está em cirurgia. – Romanoff comunicou a e ela travou sobre o volante.
– Nat... – Natasha não deixou terminar.
– Por favor, venha pelo Steve ele está um pouco nervoso – desligou o carro e dirigiu até o hospital.
Nada processava em sua mente. Nick Fury em cirurgia. Assim que chegou a frente ao hospital entrou pedindo informação sobre o paciente Nick Fury e a recepcionista indicou para o lugar a fazendo correr em disparada. Caminhou pelo longo corredor e viu Natasha escorada no vão da porta e Steve sentado na cadeira com os braços sobre os joelhos e a cabeça sobre os braços. Parou imediatamente e olhou interrogativa para Nat.
– Sinto muito – foi tudo que Natasha Romanoff falou.
– O que aconteceu? – perguntou olhando para Hill que estava saindo da sala e acenou para ela.
Steve ergueu seus olhos azuis tristonhos para os castanhos preocupados.
– Nick levou três tiros. Teve uma parada cardíaca e não resistiu – Steve abaixou os olhos e colocou a mão sobre a boca e olhou para Natasha.
– Como assim? Onde ele foi encontrado? – perguntou.
– No apartamento de Steve – falou Romanoff olhando para Steve e franzindo os lábios. Steve se levantou e avançou em cima dele.
– O que ele fazia em seu apartamento, Steve? – perguntou olhando para os olhos azuis que sabia que escondia algo.
– Eu não posso – Steve tentou, mas gritou.
– Dane-se que você não pode Rogers! Nick está morto! – olhou para baixo e seus olhos começaram a arder de lagrimas grossas rolar por sua face, sentiu grandes braços a abraçarem e ela chorou no peito de Steve. Tudo parecia como um Flashback. Primeiro seu pai e agora Nick. Como o mundo podia ser injusto.
– Eu te prometo que vou cuidar de tudo isso – Steve murmurava e aquilo fazia o coração de inchar e querer sair pela boca.
– Eu te amo Steve – murmurou olhando para ele com os olhos vermelhos e viu que ele ficou imóvel não sabendo o que dizer. Vendo que ele não iria dizer nada, desfez o abraço e virou as costas e caminhando pelo corredor e deixando um Steve confuso e triste para trás.
Que comece o jogo!
caminhava sobre os corredores da SHIELD com o semblante sério. Bateu na porta e ouviu um ‘entre’. Assim que entrou olhou para um homem que aparentava estar na casa dos 50 anos. Alexander Pierce. Ele olhou para ela e se levantou da sua cadeira atrás da mesa e apontou para um dos sofás.
– Sinto muito pela perda de Fury, soube que eram grandes amigos – Pierce começou a falar e só escutava – Ouvi dizer você era uma em que Nick confiava. Então eu te pergunto srta. quer pegar o responsável que assassinou Nick Fury? – ele perguntou se levantando e olhando para fora das grandes janelas – Nick viu você crescer aqui dentro. Eu o via sempre elogiando dizendo o quão fiel você é. Você sabe, eu sou grande amigo de Nick e eu quero pegar o desgraçado que fez isso com ele, que Deus o tenha. – Pierce olhou para e viu ela se levantar.
– Sr. Pierce, acredite quero mais que nunca pegar o filho da mãe que fez isso com ele. O senhor já tem alguém em vista? – perguntou cruzando os braços e caminhando pelo escritório.
– Eu sinto muito em dizer isso, mas Steve Rogers foi o último em encontrar com o Fury. Ele é o grande suspeito, srta. não concorda? Ele é seu namorado e tudo mais, mas daí eu me pergunto como alguém legal como a senhorita possa namorar alguém tão errado? – Pierce colocou as mãos sobre o queixo como se tivesse pensando.
– Senhor, está dizendo que Steve Rogers matou o diretor Fury? – perguntou olhando seriamente para Alexandre que concordou e olhou para o lado.
– Eu te pergunto agora . Qual dos lados você acredita? – Pierce perguntou.
– Estou do lado que vá vingar a morte de Nick Fury, senhor. – tinha um sorriso de escárnio.
– Vai ser um prazer ter você na minha equipe e ao meu lado, agente – Alexandre estendeu a mão e apertou sorrindo.
– A propósito Steve Rogers estará daqui a pouco para conversamos. Que tal participar? – sentiu um frio descer por sua espinha, mas não tinha que vacilar e sim vingar Nick.
– Ótimo – concordou e caminhou até a janela cruzando os braços e olhando o movimento da rua abaixo de si.

- Eu sou Alexander Pierce – ouviu a voz de Steve e sentiu seu corpo tremer.
– Senhor, é uma honra – Steve respondeu.
– A honra é minha, Capitão. Meu pai serviu na unidade 101, vamos – Pierce o convidou para sentar e Steve olhou vendo perto da janela reconhecendo aquela figura que reconhecia muito bem que estava de braços cruzados encarando o movimento abaixo de si.
Pierce e Steve ficaram conversando sem direcionar uma palavra a que não tinha cumprimentado Steve e Pierce estava gostando disso.
– Vamos direto ao assunto. Porque Nick estava em seu apartamento na noite passada? – Pierce perguntou para Steve que olhou rapidamente para e voltou seu olhar para Alexander.
– Eu não sei – Steve murmurou balançando a cabeça.
– Lembra do Batroc, que você enfrentou no navio? Então ele foi contratado por um e-mail e seu pagamento foi por transferência bancaria. O dinheiro passou por 17 contas falsas - Pierce mostrou algumas provas a Steve e ele leu e olhou para Alexander.
– Está dizendo que Nick contratou Batroc? Por quê? – Steve ergueu as sobrancelhas.
Pierce explicou que talvez fosse uma troca ou venda de informações confidenciais e que o disfarce foi descoberto, o que levou a morte a Nick. Quando Pierce tocou no assunto olhou por cima do ombro para eles com o semblante sério.
– Se o conhecesse de verdade, saberia que isso não é verdade – defendeu Steve.
– Porque acha que estamos conversando? – Pierce debochou e se levantou caminhando pela sala.
Explicou o motivo de estar ali porque Nick pediu e que sabia que apesar de toda a diplomacia, apertos de mãos e tudo mais, porque ambos sabiam que para construir um mundo realmente melhor às vezes significa destruir o anterior. girou os calcanhares e encarou-os sem falar absolutamente nada. Não era a hora ainda. Steve estava começando a ficar nervoso de ver o observando sem falar/fazer nada.
- Capitão você foi o último a ver Nick vivo. Não creio que isso seja coincidência e eu acho que você também não acha. Então perguntarei de novo. Por que ele estava contigo? – Pierce perguntou olhando para Steve.
– Disse para eu não confiar em ninguém – Steve respondeu encarando Alexander e depois olhou de relance para – Sinto muito, essas foram as últimas palavras dele. Com licença. – Pegou seu escudo e olhou para e viu a olhar pela primeira vez em seus olhos.
– Capitão, alguém matou meu amigo e eu irei descobrir o motivo – Pierce sentou-se a ponta de sua mesa e caminhou até o centro da sala.
– Entendido – Steve acenou para Pierce.
– Vou atrás dele. – comunicou e Pierce balançou a cabeça revirando os olhos.
Steve caminhava até o final do corredor para pegar o elevador e ouviu passos atrás de si, girou os calcanhares e viu . Bufou, parou de caminhar e se virou para ela.
– Steve – ela murmurou.
– Agora você fala comigo? Engraçado, não foi o que pareceu há poucos minutos – Steve reclamou e caminhou até o elevador.
– É mais complicado que você imagina – murmurou para si. Balançou a cabeça e segurou o braço de Steve e o viu suspirar e se virar para ela – Você tem que entender que às vezes é preciso ferir para ajudar – murmurou baixo apenas para ele ouvir.
– Eu sei que eu não respondi o que você... – beijou sua boca antes mesmo que ele terminasse.
– Pule a janela – ela sussurrou virando as costas e caminhando pelo corredor até a última porta entrando e olhando para baixo.
– Está tudo bem? – Pierce perguntou.
– Não existe nada mais entre eu e Steve – ela olhou para Alexander que sorriu de lado.
– Minha querida, venha quero lhe mostrar algumas coisas. Nick falava muito bem de você, seu pai foi um fiel a S.H.I.E.L.D., não é? – ele perguntou vendo a garota franzir o cenho e assentir.
– Hm... Por acaso ele te falou de quem você realmente é? – ele perguntou passando o braço sobre os ombros de levando ela até o sofá - Agente , você sabe com quem você realmente dividiu a cama? Sabe a quem você realmente chamou de Pai? E nunca te contaram sobre a sua origem? – Pierce estava fazendo o que ele realmente queria, estava atingindo seu objetivo. Uma das melhores agentes da S.H.I.E.L.D. ao seu lado nesse momento – Acho que devo ser sincero com você, para te fazer uma proposta e te mostrar a alguém – ele lhe estendeu uma pasta para a garota que pegou sentando-se no sofá e abrindo. Sua primeira reação foi arregalar os olhos, mas sorriu por dentro.
* Referência a música Good Girls Go Bad.


Capítulo 5

“Bucky!”
e Alexander caminhavam pelos corredores da S.H.I.E.L.D. indo até uma sala no subsolo. O alerta geral que Capitão América e Natasha Romanoff são procurados pela S.H.I.E.L.D. e todo mundo já tinha se espalhado. Pierce fez uma proposta a , mas era mais para um teste e ela já sabia disso. Ele queria como chefe da equipe junto com outro membro que iria conhecer, mas não poderia falar sobre ele. Entraram numa sala com armas e tudo mais e tinha uma roupa sobre uma mesa.
– Como chefe da equipe eu queria uma roupa diferenciada do resto da equipe. O que acha sobre esses dois modelos, agente ? – Pierce apontou para as duas pilhas de roupa em frente à que pegou e olhou incrédula para ele.
– Isso é uma piada? – perguntou olhando.
– Achei que iria gostar do seu novo uniforme senhorita – Alexander pegou seu celular que vibrou e sorriu.
– Parece que vai rever seu ex-namorado, agente . Se vista e me procure. Irei preparar sua equipe. Parece que temos um shopping para vasculhar – Pierce a deixou sozinha enquanto ela pegou as roupas e fez uma careta. Porque diabos tinha que usar aquilo. Tirou sua blusa jogando ela no chão e pegou a parte de cima do uniforme e vestiu.
sentia os olhares para cima de si enquanto ela caminhava pelo corredor, queria matar Pierce por essa humilhação que estava passando. Se fosse Nick, ela usaria os macacões. Não tinha nada contra elas, tudo bem que eram colados ao corpo, mas melhor que aquilo. Respirou fundo e entrou na sala onde Pierce falava ao telefone e no sofá uma cabeleira grande virou a cabeça para olhar quem entrou e paralisou. Ela conhecia aqueles olhos azuis, ela até se esquecera da sua roupa e ela sentiu um arrepio descer a espinha ao ver o rosto do rapaz que tinha salvado sua vida do acidente. Franziu o cenho, ele lhe lembrava alguém. Ficaram se encarando e o rapaz desceu os olhos para a bota preta sem salto, subindo pelas pernas numa calça collant junto a dois coldres presos a cada perna, com duas armas, seu quadril tinha um cinto com alguns equipamentos, a regata preta colada em seu tronco onde realçava seus bustos, cabelo preso ao alto da cabeça. Ouviram um barulho chamando a atenção deles, olharam para Pierce.
– Está deslumbrante, agente – Pierce fez um caminho com os olhos pelo belo corpo de e voltou à atenção para o homem sentado sem seu sofá, usava um uniforme todo preto, com os cabelos escuros que iam até o colarinho e caídos um pouco sobre o rosto, olhos azuis claros penetrantes e seu braço de metal – Agente , Soldado, a equipe está à espera de vocês no saguão. Tragam-me, Rogers – Pierce ordenou e o rapaz concordou seriamente.
estava dentro de uma van preta ao lado do homem misterioso que não trocou uma palavra com ela. Junto aos dois tinha mais quatro ou cinco homens todos uniformizados de pretos com armas. Ninguém se atreveu a lhe olhar, mas ela poderia imaginar o que se passava pela suas cabeças.
– Qual seu nome, Soldado? – ela olhou para o rapaz com o braço metalizado que apenas olhou para ela e franziu o cenho negando – Não tem nome? Hmm. Como iremos nos identificar pelo comunicador? – ela tentava puxar assunto, ela nem sabia o porquê de estar fazendo isso.
– Soldado – a voz dele era rouca e grossa.
– Bucky! Você me lembra uma pessoa com esse nome – deu um pequeno sorriso ao lembrar-se de Steve. Ele deve estar me achando uma vadia, nessas horas. pensou ao olhar para Bucky que olhou para ela e em seus olhos ela viu a sombra de um sorriso.
– Agente , eles estão nos computadores do segundo piso do shopping.
– Ok. Vocês dois vasculham a lojas – apontou para dois que estavam em sua frente – Vocês ficam no piso superior. Bennet, me empresta do seu casaco – se virou para o moreno que agora era da sua equipe e o viu franzir o cenho. – Não posso entrar no Shopping desse jeito – apontou para seu corpo e viu o homem revirar os olhos e lhe entregar sua jaqueta – Bucky, você fica no carro. Eu acho melhor – Ela olhou para Bucky ‘Soldado’ e o viu assentir – Qualquer movimento... – olhou para os olhos azuis. – Vamos nessa – abriu a porta da van e saiu, vestiu a jaqueta porem a mesma não cobriu o necessário – Agentes, vão à frente – ordenou.
* * *
Depois de conseguirem escapar por um sufoco, Steve roubou um carro e iria para o local onde o pendrive indicava. Natasha estava ao seu lado e o clima entre eles estavam um pouco estranho depois do suposto beijo que aconteceu na escada rolante.
– Não fique se remoendo por causa do beijo. Não teve sentimentos – ela chamou sua atenção.
– Senti que tivesse fazendo alguma coisa errada com a – Steve murmurou e Natasha o olhou.
– Sinto muito sobre vocês – ela falou sincera para Steve que riu e balançou a cabeça.
– É estranho o rumo que tomou – Steve confessou e suspirou – Ela acha que matei Nick – ele olhou de relance para Natasha e a viu encarar a janela do carro.
é cabeça dura. Dê um tempo para ela pensar. Pierce deve estar enchendo a cabeça dela com baboseiras – Natasha sorriu para Steve o vendo assentir.
O que eles não esperavam era que o homem com o braço de aço, Soldado Invernal como Natasha explicou para Steve, aparecesse em frente deles e atirassem contra ele. Steve girou o volante e Natasha pegou sua arma e atirou, inutilmente, contra o Soldado e vendo-o mirar sua arma contra os pneus do carro e furar os da frente fazendo assim, o carro capotar. Steve pegou o escudo e empurrou a porta do carro, vendo que Natasha já tinha pulado do mesmo, pulou vendo o carro dar umas três voltas e explodir, ele caiu ao lado de outro e se protegeu contra os tiros vindos de mais dois agentes da S.H.I.E.L.D. Deu uma cambalhota e escorou atrás de um carro respirando ofegante e olhou em volta procurando Natasha, mas foi quando algo tocou seu braço e o jogou rua abaixo do viaduto e caindo dentro de um ônibus.
Gritarias e pessoas correndo para tudo que é lado, Steve se sentou debaixo de vários pedaços de vidros e viu muita gente correndo para fora do ônibus, quando se levantou para sair, vários tiros vieram em direção a ele e viu que seu escudo estava debaixo de um banco e o pegou se protegendo e pulou a janela do veículo, vendo Natasha atirando contra alguns agentes da S.H.I.E.L.D. Paralisou quando viu o Soldado Invernal olhar em sua direção e vendo o braço dele que estava danificado, ele tirou a coisa que tampava seu rosto e... Bucky! Steve não sabia o que pensar, seu melhor amigo estava ali vivo e queria lhe matar.
- Bucky? – Steve perguntou incrédulo olhando para o rapaz de olhos azuis a sua frente.
Bucky correu em sua direção e Steve pegou o escudo e quando Bucky lhe daria um soco ele se protegeu com o escudo fazendo assim Bucky dar o braço de metal no escudo e fazendo seu braço tremer um pouco por que o escudo absorveu as vibrações do soco, fazendo Bucky ser arremessado para trás e caindo ao chão.
Steve respirava ofegante e caminhou até Bucky que fazia caretas e segurava seu braço. Nem mais um passo e ela apareceu em sua frente apontando a arma em sua direção. Diferente, era o que Steve estava definindo no momento.
- Um passo para trás e o escudo no chão Rogers. Agora! – exclamou apontando sua pistola para Steve que estava com os olhos arregalados e fez o que ela tinha dito. Caminhou para trás e ajoelhou ao lado de Bucky, ainda mirando em Steve.
– Bucky, você está bem? – ela perguntou a ele, mas não obteve resposta – Fica calmo, a ajuda já vai chegar – ela desviou o olhar de Steve e sorriu para Bucky o vendo assentir. Levantou devagar e caminhou até Steve e viu que tinha um agente atrás dele apontando em sua cabeça.
- Parece que existe um lado de você que eu não conhecia – Steve falou para com os olhos decepcionado – Vamos lá . Atire. Prenda-me. Me leve para Pierce. Será que Nick ficaria feliz em ver você assim? – Steve deu um passo em sua direção a fazendo dar outro para trás. – Você duvida de mim?
olhou em seus olhos e destravou a sua arma fazendo Steve dar um passo para trás ao vê-la mirar em sua cabeça e apertar o gatilho. Steve fechou os olhos e o barulho soou alto em seus ouvidos. Mas não sentiu nada. Abriu os olhos e viu mirar algo atrás dele, girou a cabeça para olhar em cima de seu ombro, um agente da S.H.I.E.L.D. caiu morto no chão.
- Eu nunca duvidei de você, de forma alguma – murmurou e abaixou sua arma.


Capítulo 6

“Preciso que confie em mim”
18 anos atrás...
Era uma noite muito iluminada em Nova Iorque. Pessoas rindo. Pessoas chorando. Pessoas felizes. Pessoas tristes. Tinha de tudo na noite nova iorquina. Até mesmo uma pequena garotinha abandonada em uma rua deserta exposta aos perigos da rua, ela não sabia se defender nem nada e não sabia como foi parar ali e tinha fome. Ela tinha muita fome, pegou o pequeno cobertor para se proteger do frio da noite nova iorquina. Dando passinhos pequenos enrolada no cobertor de ursinhos que estava sujo e passando em frentes as vitrines, o cheiro de comida fazia seu estomago doer, seus olhinhos castanhos estavam marejados e vermelhos de chorar. Não entendia porque seus paizinhos tinham a deixado naquele lugar imundo, ela não era uma boa filha? Eles que sempre a juravam amar para sempre a deixaram ali, no beco escuro cheio de lixo, bichos e monstros.... Esbarrou na perna de um homem alto e se encolheu em seu cobertor e deu um passo para trás com medo de que ele poderia machucá-la? O homem franziu o cenho e olhou para os lados e encarou o pequeno ser em sua frente, onde estaria os pais da menininha linda de olhos castanhos, ele via neles o medo. Se abaixou até a altura da menina.
– Acalme-se não irei lhe machucar. – Phil sorriu de lado e a garotinha de aproximou perto dele. – Qual seu nome? – ele perguntou e viu a pequena franziu o cenho.
- . – a pequena murmurou e olhou para a vitrine ao seu lado que era um pequeno restaurante bistrô.
– Está com fome? – Phil perguntou apontando para o pequeno restaurante e viu a pequena assentir rápido, ele levantou e entrou no pequeno restaurante pedindo algo para a viagem.
– Para três, por favor.
A pequena estava do lado de fora olhando faminta para todas aquelas pessoas comendo em suas mesas e lançando olhares desaprovadores em direção a menina, suspirou baixinho e sentou-se na calçada colocando as mãos sobre seu rosto apoiando os cotovelos nos joelhos. Sentiu uma mão sobre seu ombro e virou o rosto para olhar o homem equilibrando alguns sacos de papeis pardos em suas mãos.
– Cadê seus pais? – Phil perguntou vendo a menina dando de ombro. – Eu sei que não se deve falar com estranhos, mas preciso que confie em mim, tudo bem?
Phil viu a garotinha travar, mas assentiu logo em seguida, ele apontou para o carro preto ao lado de um poste de luz. Phil Coulson não sabia o que estava fazendo, mas não iria deixar a pequena garotinha na rua com fome e sabe se lá onde estavam seus pais. Enquanto dirigia até a sua casa, a pequena estava sentada no banco da frente devorando um cachorro-quente que Phil comprou até chegarem a sua casa e poder jantar. gostava dele e não sabia por quê. Phil perguntava para sobre seus pais e porque ela estava sozinha àquela hora da noite na rua, ela acabou falando que fazia uns dois dias que estava dormindo no beco escuro onde seus pais tinham largado. ergueu seus pequenos olhos para a grande casa a sua frente, era tão bonita, dois andares, grande, o pequeno jardim em frente à casa, Phil estacionou o carro na garagem onde tinha algumas caixas de papelão, abriu a porta para a garotinha sair do carro, ela caminhou até a porta e parou na frente de uma mesa onde tinha um boneco azul, vermelho e branco com uma estrela no peito. Phil trancou a respiração, o que um de seus bonecos estava na garagem? Deveria ser coisa de Mellany. Mellany. O que ele falaria para ela? Phil caminhou até a garotinha e chamou sua atenção.
– Você gosta? – perguntou apontando para o pequeno boneco nas mãos da garota.
– Eu gostei dele... – murmurou sorrindo para Phil.
Phil caminhou com a pequena colada em suas pernas, a garotinha não sabia, mas sentia-se protegida ao lado dele. Uma mulher com uma face angelical apareceu na sala e Phil paralisou e se escondeu atrás das pernas do mesmo. A mulher tinha os cabelos ruivos quase castanhos, com pequenas sardas na região do nariz e bochechas, eram bem clarinhas e seus olhos claros que pousaram na pequena criança escondida atrás de seu namorado, olhou sem entender e esperou uma explicação. Phil se abaixou e pegou na mãozinha da pequena e pôs ela na sua frente.
– Mell, essa é ... – Apontou para a mesma e Mellany viu o sorriso que ele deu para garotinha. Phil sempre queria ter filhos, mas foi um abalo para a relação deles quando descobriram que Mellany não podia ter filhos. Ela viu que ali podia ser uma oportunidade para eles terem uma família.
– Querida, que tal antes de jantar tomarmos um banho e colocar uma roupinha limpa? – Mell sorriu carinhosamente para a pequena criança a sua frente. Seus grandes olhos castanhos arregalados assentiram para a mulher ruiva bonita a sua frente.
– Phillip, arrume o quarto de hóspedes para a ... muito tarde para essa mocinha estar acordada.
Mell falava como uma mãe protetora. Phil não podia acreditar na cena que estava acontecendo bem a sua frente, sabia que Mell era louca por crianças, talvez... Talvez pudesse trazer essa alegria para ambos, amanhã iria mexer alguns pauzinhos no trabalho e descobriria mais sobre a garota. Ele largou os sacos com as comidas em cima da mesa e rumou ao quarto de ara arrumar o quarto para a pequena como Mellany tinha pedido, passando em frente a porta do banheiro ouviu as risadas delas.
– Vocês serão meus papais? – a pergunta da garotinha fez Phil parar ao meio do corredor.
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8 Anos Atrás...
estava empolga finalmente iria conhecer a agência secreta onde seu pai trabalhava. Sua tarde com Tony fora divertida, apesar de ele reclamar que estava sendo trocado por uma coisa secreta de e não trabalharem junto o deixou triste, houve o lamento drástico dele e ela lhe prometeu uma pessoa para ocupar o lugar dela e a quão boa era. ficaria excitada ao trabalhar ao lado do ‘homem da sua vida’. Desde que Mellany morreu no assalto a casa nunca foi à mesma.
Ela tentava levar o pai para sair e lhe arrumar encontro á cegas, mas nunca dava certo, apesar da falta que sua mãe fazia em casa, Phil nunca deixou nada faltar á e ela agradecia aquele homem por salvar sua vida. Era grata toda sua vida e estava muito feliz de ele ter lhe pegado da rua. Sorriu abertamente ao chegar à frente da sua casa e ver Lola estacionada para uso. Lola era a paixão de Phil Coulson, ele cuidava dela como cuidava de , como um bebê. A regra do seu pai era ‘ Não toque na Lola’, claro que essa regra sempre valeu para as outras pessoas e nunca a ela. Entrou correndo dentro de casa e sentiu o cheiro de batatas fritas.
– Cheguei pai!
largou sua mochila na porta de entrada e tirou sua jaqueta deixando ela em algum lugar do hall.
– Na cozinha! – ouviu a voz de seu pai e sorriu assim que o viu com avental e um chapéu na cabeça, ela sentou na bancada roubando uma batata frita.
– Devo me preocupar? – ela riu quando ele olhou feio para a mesma.
– Eu estou fazendo o assado e pare de comer nossas batatas. – Phil a advertiu. – Enquanto eu termino aqui vá lavar as mãos e se arrume que logo em seguida sairemos.
Phil pegou um pano e abriu o forno tirando o assado do forno e colocando em cima da mesa. desceu da bancada caminhando até seu quarto. O dia era perfeito e nem estava acreditando que finalmente iria ver o homem da sua parede, apesar dele estar em coma. Trocou de roupa e lavou as mãos e correu até a cozinha, para uma garota de dezesseis anos estava muito hiperativa. Ela e Phil almoçaram conversando sobre como foi a escola de e sabendo quando seria sua formatura.
Lola era um antigo conversível vermelho. Ela era a coisa mais brilhante que virá em toda sua vida, Phil estacionou Lola em frente do grande prédio a frente deles, era enorme. soltou do carro alegre enquanto Phil falava para ninguém tocar em Lola. Eles caminhavam lado a lado e olhava tudo sorrindo e admirada. Aquelas pessoas todas sérias, salvando vidas, protegendo pessoas. Sentiu Phil segurar seu braço de leve e a levou até o elevador de vidro, junto a eles entrou um rapaz jovem com cabelos curtos e o rosto redondo.
– Senhor Coulson. – ele cumprimentou e Phil devolveu o cumprimento e o rapaz olhou para a garota loira que olhava para ele sorrindo de lado.
– Agente Barton, essa é minha filha, . – Phil apontou para . – , esse é nosso Agente Clint Barton.
apertou a mão do rapaz sorrindo.
– Estou mostrando a como é por aqui.
Clint sorriu de lado e olhou para a garota.
– Pretende se tornar uma Agente? – franziu o cenho, nunca tinha pensado na possibilidade de trabalhar para a agência onde seu pai trabalhava.
é ótima em tiro ao alvo. – Phil comentou e as portas do elevador se abriram, revelando um longo caminho.
– Vão o ver? – Clint perguntou vendo sorrir para ele e sair do elevador junto a Phil que assentiu.
olhava através dó vidro fascinada. Ele era perfeito. Era como tinha imaginado, sentiu a presença de seu pai atrás de si, ele olhava igualmente como ela para aquele homem dormindo em um sonho profundo.
– Sabe quando ele irá acordar? – a garota pergunta olhando tudo em volta.
–Ninguém sabe o tempo exato. Ele está há quase 70 anos dormindo, talvez um pouco mais de tempo. – Phil comentou sorrindo para a filha. – Será um grande choque quando ele acordar. -
Ela viu Phil assentir para ela abrindo a porta e apontando para a mesma.
– Tem cinco minutos.
A garota arregalou os olhos sorrindo e caminhou desajeitada para dentro do pequeno cubículo. Era como se fosse natal, estava realizando o seu sonho de finalmente poder conhecer o rapaz de quem sonhará desde sempre. Era coisa típica de adolescente, mas ela não importava, ela era uma adolescente. Caminhou em passos curtos até a beira da cama onde ele repousava, olhou de perto cada pedacinho de seu rosto, cada detalhe, queria poder ver se seus olhos eram azuis iguais o oceano ou verde igual a uma grama bem cuidada. Ali ela decidiu que queria ser uma agente, queria honrar seu país, queria honrar o homem que salvou a pátria
América. Ela se tornaria uma agente da SHIELD, por causa de Steve Rogers. Ela queria proteger sua querida EUA.


Capítulo 7

‘’Eu procurei pelo universo, e me encontrei dentro dos olhos dele’’
Sabe quando você fica imaginando, se você fosse seguir um caminho diferente, tomar uma decisão diferente, talvez tudo pudesse tomar outro rumo? Era assim que se sentia sentada em uma das cadeiras da sala central olhando para um ponto fixo pensando em tudo que acontecera mais cedo. Seu confronto com Steve fora um pouco assustador, saber que ele estava decepcionado pela maneira que ela tem agido. Ela nunca pensou que fosse sentir o que sentiu. Parecia que seu coração estava pesado e que ele queria sair pela sua garganta. Mas ela sabia que a vida era cheia de mudanças. Às vezes elas são dolorosas, outras vezes são lindas e, na maioria das vezes, as duas. Sorriu amargamente ao pensar no rumo que as coisas estavam se tornando. Balançou a cabeça tirando os pensamentos e todas as palavras que Steve lhe disse mais cedo.
Flashback On
- Eu nunca duvidei de você, de forma alguma. – murmura e abaixa sua arma. – Preciso que confie em mim e acreditar.
- Como você quer que eu acredite em nós e me pede para confiar em você, enquanto ao mesmo tempo tenta me matar? – Steve a olhou incrédulo.
- Por que eu sei que existe algo maior para nós. – murmurou olhando para o chão.
– Como você pode ter certeza disso? – finalmente olhou em seus olhos azuis e teve a certeza do mundo. – Porque eu amo você!
– Não é o que está parecendo. – Steve olhou para baixo e suspirou. – Você não é mais a mesma. Está diferente. – riu debochadamente e ergueu uma sobrancelha e crispando os lábios. Não acreditava que teria essa conversa aqui e agora com Steve. – Você quer falar sobre isso? Então vamos falar. Que tal a gente começar falando sobre você sempre querer me comparar com a Peggy?! – se irritou balançando os braços exageradamente.
– Eu nunca comparei você á Peggy! – Steve se defendeu.
– Mas você procura indícios dela em mim! – no susto aperta o gatilho fazendo a arma disparar em Steve e o mesmo colocar o escudo á tempo antes de a bala lhe atingir. abriu a boca e arregalou os olhos e olhou para a arma. – Talvez você esteja certa. Eu sempre procuro uma pessoa e nunca acho. Talvez eu procure por alguém parecido com ela, mas aí eu paro e reflito. – Steve despejou tudo para cima de . – Talvez... talvez a gente não fosse feito para ficar juntos. Talvez, isso que tem acontecido tem mostrado que devêssemos ficar separado. Talvez, a sua indecisão seja o fato de que você nunca sentiu nada por mim. – Steve finalmente olhou nos olhos de e viu o horror estampados em seus olhos.
– Antes de ferir um coração, certifique-se que você não está dentro dele. – girou os calcanhares caminhou até Bucky se ajoelhando ao seu lado. Steve não acreditará no que tinha escutado vindo de .

Flashback Off
Precisava se desligar da SHIELD, precisava se desligar de Steve, precisava de um tempo só para ela. Stark! Ela precisava conversar com Tony ou , ela precisava se embebedar para esquecer o que acontecia ao seu redor. Geralmente bebida lhe fazia bem, depois dormir um pouco. não estava com o sono em dia, talvez fosse isso o fato de estar um pouco estressada. Caminhou apressadamente até o estacionando passando por Bennet que queria lhe dizer algo, mas sinalizou avisando que estava de saída e não tinha tempo. Entrou em seu carro, ligando ele e saindo o mais rápido que possível. Precisa conversar e beber algo. Entrou na rodovia principal indo até a torre Stark. Ligou o rádio apenas para passar o tempo, parando em um semáforo prestou atenção na letra da música. ‘I see truth somewhere in your eyes I can't ever change without you. Youre flect me, I Love that about you’ (Vejo a verdade em algum lugar nos seus olhos nunca poderei mudar sem você. Você me reflete, amo isso em você). bufou irritada e desligando o rádio parecia que o universo estava contra ela. Avistou a grande torre Stark, que apelidaram de Torre dos Vingadores.
Precisava conversar.
Precisava falar com alguém que não tivesse envolvido com os últimos acontecimentos com a SHIELD. Precisava conversar baboseiras. Queria poder viver um pouco as coisas da sua idade, ela teve que aprender a crescer muito cedo apesar de que ela não tem dever de reclamar, pois a decisão de seguir a carreira de Agente Secreta foi sua e se alguma coisa tivesse dando errado e não tivesse gostando; A culpa era inteiramente sua, bateu o pé para se tornar uma assassina profissional e agora que tinha que arcar com as consequências.
Sentia falta de seu pai, das palavras sempre inteligentes que apesar de enigmáticas sempre a ajudaram na hora certa. estacionou seu carro defronte a torre desligando ele, encostou a cabeça para trás e respirou fundo. Ela via sua vida afundando aos poucos em sua frente. Desfivelou o cinto e abriu a porta do carro saindo da mesma e batendo ela de leve e acionando o alarme e caminhou até a entrada do prédio dando de cara com Happy.
- Senhorita , que surpresa você por aqui. – Happy sempre fora uma pessoa muito legal, segundo .
– Olá, Happy. Stark está? – perguntou apontando com a cabeça para dentro do prédio.
– Ele está. Senhorita Potts não está. – Happy lhe deu um sorriso acolhedor.
- Preciso falar com Stark, hoje. – sorriu acenando para Happy.
Entrou no vasto Hall da torre, cumprimentou o guarda da guarita que iria passar a noite ali e caminhou até os elevadores e acionou o botão. Esperou 30 segundos e a campainha tocou abrindo o mesmo. Entrou e digitou sua senha de reconhecimento no painel e as portas se fecharam e sentiu o pequeno solavanco do elevador, indicando que estava subindo. Dois minutos, as portas se abrem com um Stark com uma leve confusão estampada em sua face ao olhar que estava com uma cara péssima. Ela sorriu de lado e caminhou até ele e o abraçou.
Tony era como muito mais que amigo. Fazia parte da Família.
Tony retribuiu o abraço ainda preocupado. Sabia das coisas que estava passando ultimamente, mas sabia que ela não gostava muito de compartilhar as coisas. Sua visita sem dúvida fora uma surpresa, geralmente ela vinha quando a convidava ou até mesmo em último caso, emergência. desfez o abraço e caminhou sem pedi até o bar onde Tony guardava suas bebidas, pegou o Uísque e serviu duas doses sem gelo e tomou num gole só. Sentiu a bebia de cor âmbar descer queimando sua garganta.
Mas não importava.
- Vai com calma nisso aí, . – Stark tirou a garrafa do Uísque de depois de ela servir mais duas doses no copo e caminhar pelo o espaço vazio onde aconteciam algumas reformas. – Isso não é agua.
- Você já pensou que tudo que você achou que fosse dar certo na sua vida. – começou e tomou um gole da sua bebida. – Ir desmoronando em sua frente?
- Você sabe que sim, mas isso não significa que você precise consertar isso com bebida. – Tony se serviu de Uísque, sabia que precisava de alguém para conversar e ficou um pouco feliz dela lhe procurar. Apesar de que nem sempre lhe conta toda a verdade.
- Você ama ? – a mudança de assunto foi tão depressa que Tony quase se engasgou com a pergunta. – Você faria tudo por ela? Mentiria para ela? Mesmo que dessa mentira você protegeria ela?
-Você ama o Steve?
ficou em silêncio, essa a pergunta a pegou desprevenida, ainda mais vindo de Tony Stark. Olhou para ele, pensando sobre a mesma e sorriu de lado e balançou a cabeça em negação.
- Sou eu quem faz as perguntas aqui. Não mude de assunto.
- , ela é como... não sei explicar, o meu sentimento por ela. É algo maior, algo que eu faria de tudo por ela. Eu sinto que se eu tenho um problema, eu posso chegar nela e souber que tudo vai ficar bem. É como se você tivesse um dia péssimo e quando você chega em casa e souber que ela vai estar me esperando, apesar de tudo, eu sinto que valeu a pena, só para ver o sorriso em seu rosto.
sentiu seus olhos marejarem, nunca imaginaria ouvir uma coisa dessas vindo de Tony. Seu emocional estava tão desequilibrado que até se ela pisasse numa formiga, choraria por causa da coitadinha, ela não tinha lhe feito nada.
- Droga, porque eu não gravei isso? Tony Stark falando coisas bonitas. – riu para deixar o clima mais leve. As coisas com Tony eram sempre assim, falavam coisas impactas e depois falavam alguma besteira para deixar o clima leve. Um silêncio tomou o lugar, não precisavam de muitas palavras e Tony sabia que era um pouco fechada para falar sobre sentimentos.
- Sabe quando você fica por aí procurando algo? É esquisito... essa coisa é como se eu tivesse passado minha vida toda procurando por algo e ele me achar. É como se o destino interferisse em tudo que você planejou e suas coisas irem por agua á baixo. Você sabe, sempre sonhei em encontrar alguém que pudesse compartilhar as coisas comigo e com ele... eu procurei pelo universo, e me encontrei dentro dos olhos dele; é idiotice isso, não é assim que as coisas acontecem nada é um conto de fada. – riu sem humor.
- O que está acontecendo ? – Tony finalmente perguntou a pergunta que estava rondando sua cabeça desde que J.A.R.V.I.S anunciou que estava subindo.
-Eu estou com medo. – finalmente confessou.


Capítulo 8

“Sempre e para sempre”

Steve saiu do seu banho secando a cabeça na toalha e caminhou pelo quarto e observou Natasha arrumando seu tênis. Eles estavam na casa de Sam, um jovem que Steve conheceu quando saia cedo para correr e como todos estavam querendo suas cabeças.
- O que aconteceu? – Steve perguntou ao notar que Nat estava muito pensativa.
- Eu estava me perguntando, teve a chance de entregar você e não fez. Por quê? – ela olhou para cima e encontrando os olhos de Steve, que tiveram certo brilho ao tocar no nome de . Ele estava chateado com a situação. Estava chateado com ela.
-Não é como eu soubesse o que anda passando na cabeça dela. – ele murmurou mal-humorado. Deixou a toalha pendurada sobre a cadeira e caminhou até a sala onde falaria com Sam. Parou na metade do caminho ao o ouvir falando pelo celular na cozinha.
- Está tudo bem, não precisa se preocupar... Ele está bem, fica tranquila.... Eu já ouvi você. Já disse isso umas quinhentas vezes... não estou sendo dramático... quando isso vai acontecer? Está esperando ordens?... Certo... até segunda ordem... até mais, Agente Carter.
Steve sentiu a respiração falhar, ficou se perguntando quem era Agente Carter? Sua curiosidade estava atiçada e queria saber mais coisas. Não, estava errado. Não tinha direitos de saber da vida pessoal dos outros. Sam aparece na porta da cozinha e sorriu para Steve.
- Vocês comem comida de gente humana? – Steve riu da pergunta do homem.
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- Então você era piloto? – Steve perguntou para Sam a sua frente, o vendo acenar com a cabeça e guardar umas coisas dentro do armário.
-Mas, porque vocês precisam se esconder? – Sam perguntou franzindo de leve a testa e olhar em direção a Natasha e Steve que se entreolharam.
- Todos querem nos matar.
- Nem todos. – Sam deu de ombros e saiu da cozinha. Natasha olhou para Steve erguendo uma sobrancelha.
FLASHBACK ON
Sam corria pelo parque, para se aquecer. Estava dando a volta na curva quando viu uma linda mulher começar a correr logo atrás dele. Ela era loira, e usava um short de malha, junto com uma regata colada ao seu corpo, ele sentiu que ela lhe cuidava e acelerou o passo. Sentiu a presença dela ao seu lado, e olhou pelo canto dos olhos e viu a sombra de um sorriso.
- Sinto que você está me seguindo. – ele comentou para ela, que sorriu apenas.
- Talvez eu queira conversar. – ela deu de ombros, e começou a correr devagar e parou ao lado de uma árvore, respirando ofegante. Não era de fazer corrida, ainda mais a essa hora da manhã. – Bem melhor assim.
- Quem é você e o que quer? - Sam cruzou os braços à altura do peito e manteve a postura ereta e séria. – O que você quer comigo?
- Sua ajuda. Eu sei quem você é! Sam Wilson, mais conhecido como Falcão. – Ela passou a mão sobre a testa para tirar o suor que escorria. – É uma missão. Uma super missão.
- Eu não trabalho mais com esse tipo de coisa, deveria saber disso. – ele olhou sério para a mulher que apenas sorriu e assentiu.
- Por isso mesmo. Quando digo que é uma super missão. Eu estou falando muito sério. Não brinco com esse tipo de coisa. Não é o meu feitio. – ela deu de ombros e viu que ele relaxou um pouco.
- Quem é você?
- Você pode me chamar de Carter. Agente Carter. E ninguém pode saber dessa conversa e nem quem eu sou. - ela sorriu.

FLASHBACK OFF
Steve, Natasha e Sam estavam reunidos na sala da casa do último, tentando arrumar um jeito de entrar na SHIELD e acabar com o plano de Alexandre. Steve sentia-se péssimo. Saber que estava trabalhando para HYDRA, sem mesmo saber. Saber que perdeu pessoas importantes contra a guerra era sufocante. Saber que ninguém sabendo, saber que estava pensando que trabalhava para SHIELD. Tremeu só de pensar de Alexandre fazer alguma coisa contra ela. Mas, ele não seria bobo ao ponto de ameaçar ela, sabendo que ela estava ao seu lado. Ele ainda tinha essa vantagem, Romanoff era boa, e era melhor. Sabendo que tinha a melhor assassina e espiã ao seu lado era uma vantagem.
estava trabalhando para HYDRA.
Mas, ela não sabia. HYDRA cresceu dentro da SHIELD, sem ninguém saber.
- Precisamos criar um plano de ataque. – Steve comentou com a testa levemente franzida. Precisava avisar sua garota que estava numa emboscada. Chutou-se mentalmente, odiava se sentir assim.
- Eu tenho um... – Natasha comentou se levantando.
Natasha explicou o plano, eles teriam que atrair a atenção da equipe que estavam atrás deles e precisavam está dentro da SHIELD/HYDRA para acabar com alguma coisa. Mas, primeiro precisava roubar a sua roupa no museu, e daqui a dois dias eles executariam o plano.
Steve estava na varanda da casa de Sam, observando o céu escuro de poucas estrelas. Ultimamente andava meio solitário, apesar da companhia de Nat. Seus pensamentos foram às lembranças que tinham com . Um sorriso brotou em seu rosto ao lembrar a maneira infantil de como ela ria das tentativas dele de cozinhar ou de quando ele fazia alguma coisa estupida e não dava certo.
era uma menina dentro de um corpo de mulher. Ela era inteligente, atenciosa, sempre ali, ela sempre esteve ao lado de Steve, ajudou ele a se adaptar é esse mundo moderno. Ela o levou para fazer coisas simples, como o ensinou a aprender a andar de bicicleta – foi um desastre, apenas para acrescentar – no parque, fazer coisas simples. Ele sabia que no fundo ela estava triste, por causa da morte de Phil.
Ele sentia que existia algum motivo para ela estar desse jeito. Não podia acreditar que... sacudiu a cabeça. Uma nova guerra estava por vir e tudo que queria nesse momento era estar nos braços dela e ouvir as palavras que ela geralmente dizia como tudo isso iria acabar bem. Ele não queria admitir, mas estava com um pouco de medo, com o que iria acontecer. Ele precisava encontrar ela – nem que seja pela última vez – e dizer que a amava. Demorou um pouco para ele descobrir, mas ele a amava. Sabia que era ela que queria para o resto da sua vida, apesar de ser irônico. Queria poder ter conhecido ela de um jeito tradicional, queria poder ter conhecido ela a quase 70 anos atrás, queria poder voltar ao tempo. Ele amava Peggy. Mas o sentimento que sentia por era mais forte.
Sentia seu coração disparar em apenas ouvir o nome dela ser dito. Se tudo isso der certo e conseguir convencer ela, de que é inocente. Pegaria sua garota e a levaria para um lugar tranquilo, onde poderia viver em paz, sem SHIELD, sem HYDRA, sem mortes, sem nada. Apenas tranquilidade e paz. Mas nem tudo que queremos é possível e Steve sabia disso. Ele precisava do seu calor por apenas uma última vez. Olhou para dentro e observou Natasha dormindo na sala de estar, onde Sam arrumou para eles passarem a noite. Ele iria ver ela. Nem que seja pela uma última vez.

Depois que saiu da casa de Stark, Happy a deixou em casa, pois bebeu um pouco além da conta. Entrou em casa, cambaleando um pouco, por causa da bebida e do sono. Trancou a porta atrás de si e começou a tirar a roupa pelo caminho calcado no hall da entrada, jaqueta em cima do sofá, blusa no corredor, calça jeans na porta do seu quarto. Ficando apelas de calcinha e sutiã. Ligou a luz e seu coração disparou ao olhar quem estava à sua frente.
- Como entrou na minha casa? – gritou desesperada ao olhar o homem à sua frente.




Continua...





Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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