Not a Bad Thing

Última atualização: 13/02/2018
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Prólogo


“Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu acaso, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia. – Martha Medeiros.”


Bibury, Londres; 05 de janeiro de 2011.
, vamos! – a mulher vociferava do corredor – Todos estão lhe esperando lá embaixo! Coloque as asas de anjo e desça!
— Eu não quero ser um anjo! Você disse que eu poderia ser a Maze!
A mãe adentrou o quarto com a face calma, apesar do estresse e vontade de matar a filha.
— Minha filha, você não pode querer um nome de demônio. – tentava, a todo custo, convencer a criança que simpatizar com demônios não era a melhor coisa a se fazer.
Depois de muita luta, conseguiu que descesse, que por sinal, teve uma festa bastante agradável, principalmente na parte em que tirava aquelas asas chatas que faziam suas costas doerem.
Todos estavam à volta da mesa do bolo. Batendo palmas e sorrindo. Vovó tirava algumas fotos que sabíamos que sairiam tremidas. O tio Ben assobiava insuportavelmente enquanto tia Beth a cutucava pra sorrir pra todos. Amy odiava aniversários.
— Vamos, Amy! Faça seu pedido. – o pai falou em seu ouvido, baixinho.
Fechou os olhos e cruzou os dedos. Conversou consigo mesma e com qualquer outra pessoa que a pudesse ouvir.
— Eu quero ser a Mazikeen. – pediu com os olhos fechados, pondo toda esperança que cabia em seu pequeno corpinho, naquele pedido. – Eu quero ser a Maze.

Bibury, Londres. 05 de janeiro de 2011.
— Mamãe, mamãe, mamãe! – o menino berrava aos prantos.
Carregava consigo uma imensidão de dor. Havia caído do balanço e quebrado o braço. A mãe, para convencê-lo a tomar o remédio da dor, ofereceu todo sorvete da cidade.
, por favor, meu amor... toma esse remedinho! – a mulher o olhava com os olhos pedantes – Vai fazer a dor passar.
— Mamãe, remédio é ruim. – a criança disse, com uma careta estampada no rosto.
De todas as alegrias, pôde ver seu desenho favorito enquanto sua irmã mais velha, Lauren, perdia um episódio novo de sua série favorita.
— Laur! Por favor, desenha um anjo no meu gesso? – o menino pediu.
— Por que um anjo, ? – só Lauren o chamava assim, e toda vez que o fazia.
— Porque eles são bons, e vão me ajudar a sarar rápido.
A mais velha gargalhou da inocência do irmão, que logo trouxe o pacote das canetinhas a ela. Satisfeito, o menino voltava sua atenção ao desenho sem graça que passava na televisão.

Ao mesmo horário, naquela noite, dois pedidos diferentes. Vindo de todos os cantos, aos anjos e demônios.
— Por favor, papai do céu. – ambas iniciaram o pedido.
— Eu quero ser a Mazikeen! – Kings pediu.
— Deixe os anjos me sararem logo, pra eu poder ir ao parquinho brincar com os meus amigos. – Reed, em seu mais puro ato de fé, pediu.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Nota da beta: Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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