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Última atualização: 18/01/2020

Prólogo

Estavam escuros os corredores do castelo, mesmo com aqueles pilares que ajudavam a iluminar o local. A garota andou tranquilamente com suas pantufas silenciosas até chegar ao pátio do relógio. Não imaginaria que iria encontrar seu melhor parceiro da sua aula favorita, sentado perto da fonte que era para ter água; Era seu último ano em Hogwarts e aquela volta pelos corredores lhe faria muita falta aquele lugar encantador.
Sentou-se ao lado dele, ainda surpresa já que ela era a única a ficar ali durante a noite. Esperou que ele se pronunciasse, mas o mesmo permaneceu em silêncio, apreciando o som dos animais aos arredores, as corujas do corujal, até que:
— Você vai fazer o que? Quando sair daqui é claro. – Espontânea nas perguntas.
— Eu não sei, professor DCAT, e você?
— Eu acho que vou ser uma auror, admiro até hoje o trabalho dos meus pais. – Ficaram em silêncio por alguns minutos. – Posso fazer um pedido?
— Sim.
— Sei que, não somos grandes amigos, aquele que compartilha grandes momentos ou dias difíceis, mas se um dia, algo acontecer comigo, você promete que, se até lá é claro. – Se ajeitou e virou para ele. – Eu tiver um filho ou uma filha, você promete dizer que eu era uma grande bruxa, a segunda melhor que você conheceu, e se for possível, ser legal com ela.
Ele se virou para ela, deixando seus cabelos longos ficam na frente de seus olhos, que saía razoavelmente com a brisa do vento.
— Eu prometo. – Deu um leve sorriso. – Você não pretende abandoná-la certo?
— Não, a verdade é que eu, tenho medo de algo acontecer, vivemos em tempos sombrios e eu duvido que até o momento onde eu sei, não sei se algo pode acontecer a ele ou ela. – Mantinha seus olhos fixos na água da fonte.
— Tenho certeza que nada irá acontecer, de todos aqui desse castelo, você foi a única que manteve uma amizade comigo e se algo fosse acontecer com você ou com seus filhos eu protegeria. Acho que você será minha única amiga aqui.
— Você, é um amor. – Disse sincera. – Impossível não amar você, é como eu tivesse encontrado meu irmão aqui dentro.
— Eu digo o mesmo. – Eles sorriram. – E eu agradeço sua ajuda com ela. – Se referiu a garota que ele ama.
— Por nada, desculpa se não deu tão certo, eu tentei de verdade.
— Tudo bem, eu agradeço.
Aqueles minutos em silêncio foi o suficiente para ser marcante para os amigos, não tinha como não dizer que ela estava ali por dó ou pena dele. Eram realmente amigos e não ia deixar de existir aquele elo entre eles.
O tempo passou para os amigos. A garota estava em um casamento dos seus sonhos, e enquanto ele, seu eterno melhor amigo, andava nas sombras juntamente das trevas; Tomar essa decisão nunca foi fácil para si, mas depois de tudo que sentiu e passou ele não deixou de ter a certeza que aquele era o momento certo.
Uma carta e um remetente lhe fez pensar inúmeras vezes, se iria até aquele local do endereço. Os dias andavam sombrios do modo que ela mesmo havia destemido, e não sabia que aquele momento ia ser algo fora de incomum, até porque não estava escrito o motivo que ela queria sua visita. Depois de pensar e manter a carta junto a si, o homem foi em direção da casa – aparatando – e no horário que ela tinha pedido, seis horas da noite.
O marido dela não estava em casa, se encontrava em uma reunião dos bruxos. Parou em frente à porta dos fundos e bateu quatro vezes, a mulher andou rapidamente e ao abrir a porta pulou no pescoço do melhor amigo. Era nítido a mudança dele, tanto de expressão quanto de suas vestes, mas não quis comentar nada, não desejava comentar naquele momento, afinal era tempo de boas notícias e era isso que ela ia dar a ele.
— Sente-se, eu estava preparando um chá. Já volto, você quer uma xícara?
— Sim eu aceito.
— Aqui está. – Entregou. – Precisamos ser rápidos, logo meu marido estará aqui.
— O que é de imensa importância?
— Lembra quando eu te fiz aquele pedido? – Ela o indagou.
— Lembro.
— Por favor, sei que você, bom. – Parou para pensar se pronunciava. – Está seguindo o Lorde das Trevas, mas eu preciso te contar e pedir sua ajuda. – Ele concordou com a cabeça. – Serei mãe, não sei se é uma menina ou menino, mas tenho medo que ele tente algo ou até mesmo outra pessoa.
— Eu estou tão feliz por você! – Foi sincero em todas as palavras. Segurou a mão dela. – Conte comigo, lance aquela magia que eu estarei presente o quanto rápido que precisar.
— Eu agradeço. Não está muito grande, mas acho que já dá para perceber. – Ajustava a blusa em sua barriga.
— Desde que ela nasce com sua sabedoria, está ótimo. – Zombou o marido da amiga.
— Eu não acredito nisso. – Riram suavemente. – Eu agradeço de verdade.
— Preciso ir. – Se levantou logo após colocar a xícara na mesa de centro. – Se cuidem.
— Pode deixar. – O abraçou. – Você também, por favor, não quero receber a notícia que meu melhor amigo se foi.
— Me cuidarei.
No fundo, ela sabia que era uma despedida para sempre, sabia que no fundo nunca mais iria vê-lo e que aquele momento em que apresentou seu pequeno presente ia ser marcante, uma memória feliz para os dois. Mesmo sendo das trevas, ela confiava de olhos fechados nele, bem mais do que deixar um bilhete para o diretor de Hogwarts.
Os dias passaram, a morte dos Potter abalou estruturalmente todos, deixando marcas que nunca mais iriam sumir. Alguns meses depois, a notícia que terminou com todos que estavam ansiosos da pequena, algo aconteceu, algo que nem mesmo os melhores amigos da família previam.


Capítulo 01 - Verão de 1983

Verão de mil e novecentos e oitenta e três. Molly, Arthur e seus filhos se despediam dos Clarke – Mãe e Filha, ambos comemoravam o aniversário das suas meninas, Gina e . As duas mães tinham combinado de fazer a festa para as duas juntas e tiraram fotos apenas das meninas juntas, era pura alegria daquela tarde ensolarada, nem parecia ser uma sexta-feira. Mal sabiam que o caos estava por vim.
Quatro dias depois da festa.
não imaginava o quanto sua vida já mudava repentinamente. Por puro amor ao seu sangue puro ou pela traição; Quando seus pais foram mortos – quando a pequena garotinha tinha completado dois anos de idade, ou melhor, quando sua mãe foi morta enquanto fugia com a pobre garota em seus braços na tentativa de salvar seu pequeno presente.
Seu marido estava preso acusado de um assassinato que o mesmo havia cometido e depois de alguns dias recebeu a notícia que o mesmo havia se matado, e para finalizar o desespero da mulher, ela não tinha alguém que poderia a ajudar, apenas uma pessoa que sabia que poderia confiar os cuidados de sua filha, a doce Molly Weasley; Porém estava muito longe de sua amiga.
Mas antes de chegar à humilde casa dos ruivos, Clarke foi cercada por Comensal da Morte, sem saída e sem ideias imediatas a mulher aparatou para o outro lado da rua, exatamente para trás das casas. Clarke colocou a criança no chão e lançou um feitiço para a mesma permanecer quieta por um tempo, e foi defender sua filha. Em um determinado momento da batalha entre os bruxos o Comensal da Morte lançou uma das três maldições imperdoáveis; imperius. A mãe lutou esbravajadamente para não contar sobre o local da filha, deixando assim o rival mais irritado do que antes. Sem aviso ou demonstração de mudança o Comensal lançou a terceira e a última maldição; Avada Kedavra, matando então a mãe da pequena.
Aquele Comensal se aproximou da mulher e a tirou da posição de bruços e procurou alguma pista daquela criança nojentinha que sentia tanta vontade de matá-la. Já que a mesma sujou o nome de sua família. Ao perceber que não encontrava nada aparatou para a casa dos Potter – destruída depois da luta com o Voldemort há dois anos – como os Clarke o os Potter moravam quase que um perto do outro já que Lauren e Lily eram muito amigas desde a época de escola.
Depois de um tempo andando sozinha no meio da rua sem saber muito bem para onde ir, até porque era uma garotinha de dois anos, ela foi levada por uma mulher de idade que cuidou e colocou roupas secas que era de seu netinho. Ficou com a menina apenas aquela noite e já no dia seguinte levou para o orfanato da cidade vizinha; Relatou tudo e manteve a menina ali sentadinha na poltrona da sala junto da pequena trouxinha que estava junto a ela quando fugiu ao lado de sua falecida mãe.
— Muito bem , vamos para seu quarto. – A pegou no colo junto dos pertences da garotinha.
— Mary essa é a , ela tem dois anos. – Entregou para a mulher. Uma jovem moça que ajudava no orfanato. Seus fios platinados destacavam juntamente de sua pele negra, extremamente esbelta. Amava o que fazia e amou a quem acabou de pegar em seu colo.
— Veio junto da certidão? – Perguntou pelo colar que estava no pescoço da menina.
— Não, já estava nela, a senhora que a trouxe que me falou, e também mostrou a carta onde à mãe deixa o nome dela, idade e o ano de nascimento, a carta estava incompleta acho que não quis colocar mais nada ou fugiu do pai.
— E a única solução foi deixar a garotinha, torcendo que alguém a encontrasse. Vamos , eu vou cuidar de você.
— Vou organizar o cantinho dela.
Alguns dias depois os Weasley ficaram sabendo que Lauren tinha falecido, eles juntamente de seus dois filhos mais velhos foram em busca da pequena Clarke, porém não foi muito simples assim, andar e ir a lugares próximos onde tinham achado que a bebê poderia ter ficado, foram até mesmo a casa dos Potter – entre os destroços da casa, com esperança de escutar um chorinho de criança. Molly sentiu seu coração apertado, não podia fazer muito pela a amiga, mas pelo menos queria cuidar de como se fosse sua filha. Mais tarde naquele dia da busca pela filha dos Clarke, Professor Dumbledore dirigiu-se até a casa dos Weasley; Como ele sabia da busca incansável do casal avisou que supostamente ela também tinha sido assassinada pelo o seguidor de Voldemort.
Não foi fácil receber essa notícia, a garota tinha feito dois aninhos oito dias depois da sua pequena Gina. Lembrou de quando Lauren avisou que estava grávida e que nasceria também em agosto, e a surpresa quando as duas descobriram que elas esperavam suas lindas filhas.


Sua infância não foi complicada, muito menos difícil, apenas solitária. Sabia que quando tivesse dezesseis anos teria que sair dali e procurar um emprego e um lugar para morar, ou até menos que essas hipóteses. tinha suas divergências com algumas garotas do orfanato, porém sempre mantinha a calma e tentava de alguma forma focar em seus pais.
Naquele mesmo ano, em mil novecentos e noventa, terminava de descer as escadas para ir para a cozinha quando uma das crianças, Hanna, a empurrou do terceiro degrau; torceu seu tornozelo e toda aquela calma e tranquilidade que controlava dentro de si não foi o bastante para perceber que fez a menina de fios claros cair também da escada sem que ela desse um passo se quer, ou sua amiga a empurrasse sem querer ou então sem que ela se desequilibrasse.
Mary, a mulher que cuidava de desde seus dois anos de idade, viu tudo e sabia quem era a culpada, porém também sabia quando aprontava com a garota, entretanto não era tão absurdamente igual às artes que Hanna fazia.
— Hany, vocês estão bem? – Mary se aproximou. Estava branca, ela viu tudo acontecer e viu que a menina nem tinha passado perto dela, afinal estava deitada no chão.
— Sim eu só estou sentindo meu tornozelo doer de mais. – Foi sincera e ainda não compreendia o que tinha acontecido com a menina.
— Eu não sei, eu, eu não sei. – Hanna não sabia o que tinha acontecido com ela naquela escada.
— Vamos para a enfermaria, a senhora James irá cuidar melhor de vocês. – Segurou na mão das duas meninas.
ficou ali olhando para a enfermeira que cuidava da menina enquanto esperava o tempo da bolsa de compressa finalizar. Será que era tão normal do nada cair assim? Ou era toda sua bronca que sentia da Hanna, a ponto de fazê-la cair? Não foi a primeira vez que algo muito estranho aconteceu com ela, primeiro foi ver sua única joia ir até ela quando a mesma estava com preguiça de sair da cama, e depois – algo que até ela acha que foi a pressão – a água da mangueira onde Hanna e suas amigas mexiam acabou se dispersando. Aquele dia rendeu muitas risadas.
Depois de ser bem cuidada pela enfermeira, ela voltou para a cozinha pegou seu almoço e sentou no seu lugar de sempre, ao lado da porta. Ela nunca ia para a mesa do orfanato, além de se sentir sozinha ela ficava sozinha. Então ela preferia ficar com a cozinheira e às vezes aprendia a fazer algumas comidas.

Primavera de mil novecentos e noventa e dois.
Para muitos, apenas uma estação bonita, cheia de flores e perfumes maravilhosos. Mas para era a sua favorita, onde tinha suas semanas extremamente cheias. Ela acordava sempre cedo, colocava sua roupa de jardinagem tomava rapidamente seu café na cozinha e ia cuidar das flores, plantas e até mesmo de alguns animaizinhos que apareciam pelo jardim do orfanato. Era essa estação que animava mais seus dias – tirando a parte que também precisava ir para a escola.
E mais uma vez o verão retornou na vida de Clarke, mas no fim da estação, uma senhora alta e magra de fios escuros, com vestes pretas entrou no orfanato não conversou com o instrutor para saber onde era a sala da diretora do local. Bateu na porta sutilmente e adentrou ao ouvir a permissão.
— Madame Jackson. – A mulher disse ao entrar. – Bom dia.
— Bom dia, o que a senhora deseja? – Questionou com interesse.
— Sou Minerva McGonagall, eu era, amiga da mãe de uma das meninas que estão aqui, a Clarke. Fiquei sabendo recentemente depois que voltei de uma longa viagem, que eles haviam falecidos e que a estava aqui.
é uma menina adorável, esperta e muito solitária. Nós tentamos comunicar todos que tentávamos achar e que fosse próximo da família dela.
— Muita coisa aconteceu Madame Jackson, e infelizmente não tem como controlar tudo.
— Compreendo. – Houve uma breve pausa. – A senhora quer ir vê-la?
— Sim, por favor, se não for atrapalhar.
— Não vai. – As duas se levantaram. – Ela há essa hora deve está na cozinha, aprendendo ou ajudando as nossas cozinheiras. Por favor, siga-me.
O lugar estava bem arrumado, não era um orfanato qualquer, ele tinha suas empregadas, mas os meninos e meninas aprendiam que precisavam manter o lugar limpo – nada puxado, mas algo simples que também os mantinha ocupado por algumas horas. Aquele momento, metade das crianças estavam divididas, as que iam para o colégio de tarde e as que tinham chegado do colégio, algumas ajudavam a colocar a mesa, outras conversavam na sala de lazer
Madame Jackson e McGonagall, cumprimentaram algumas crianças que estavam pelo local até que a mulher de fios acinzentados indicou que ali, logo à frente, era a cozinha. A senhora entrou no local, e pode ver uma menina de estatura mediana, com cabelos encaracolados e no tom castanho escuro estava ao lado de uma senhora robusta, que a ensinava como preparar um molho para polenta.
— Senhorita Clarke? – McGonagall a chamou, sua voz saiu um pouco falha pela emoção.
A verdade, é que não sabiam como acha-la. Eles tiveram supostos rumores que ela estava viva e em Londres, mas nunca acharam um rastro dela. Só depois que a carta de ficou pronta, eles souberam onde a garota estava, até porque não foi à própria Minerva que selecionou a bruxa.
— Sim.
— Poderia vim com a gente, por favor.
A menina balançou a cabeça, pálida, entregou o seu “pequeno” avental para a senhora cozinheira e seguiu as duas mulheres. Foram para a sala de conversa entre criança e pais adotivos, e foi à primeira coisa que passou em seus pensamentos. E assim um pequeno sorriso apareceu em seus lábios.
— Podem ficar o momento que precisarem, eu estarei em minha sala. – Jackson disse antes de fechar, com um sorriso largo nos lábios demonstrando a felicidade que sentia pela a garota.
— Desculpa não estar com uma roupa bonita, todas as minhas. – Parou para pensar rapidamente. – Estão lavando, é que eu nunca recebo visita.
— Sem problemas. – A senhora sorriu. – E como você está?
— Bem, um pouco cansada, foi aula de educação física. – Estava desconfortada, não tinha feito isso antes.
— Isso é bom. Eu não vim aqui para falar sobre a sua adoção, querida. – Passou as mãos nos fios dela. Aquilo tinha sido uma facada no peito da menina. – Eu preciso te contar algumas coisas, mas antes, preciso te fazer uma única pergunta.
Clarke balançou a cabeça em positivo. Não conseguiu esconder sua tristeza.
— Você. – Pausou rápido. – Já aconteceu algo que você nunca conseguiu achar uma resposta?
— Sim. Isso já aconteceu com a senhora?
— Já. – Um súbito sorriso apareceu. – Eu acho que essa carta pode te ajudar.
A menina pegou a carta e a analisou, o envelope em tom amarelado e a letra desenhada e um pouco torta, a tinta era em tom verde, era linda de se admirar.
“Mrs. R. Clarke
Strawberry Field.
16 Beaconsfield Rd, Liverpool L25 6EJ
United Kingdom.”

Ao virar, o brasão de Hogwarts com os quatro animais representando as quatro casas o selo de cera púrpura lacrando o pedaço de papel deixava ainda mais interessante, ela nunca tinha visto algo tão lindo quão. Abriu cautelosamente a carta e leu cada frase, sem entender muito olhou para a mulher ao seu lado que permanecia a mesma expressão. Serena.
— Desculpa, eu não entendi.
— Você irá estudar em Hogwarts escola de magia e bruxaria, . – Sussurrou. – Assim como seus pais.
— Meus pais eram bruxos? Existe magia?
A mulher riu discretamente.
— Sim , e você irá aprender muitas coisas lá, mas eu preciso que isso fique entre a gente.
— Está bem, e quando eu começo?
— Em setembro, primeiro de setembro.
— Isso é nessa semana. – Comentou.
— Isso mesmo, a senhorita irá comigo a partir de hoje, ficará em um pequeno lugar durante esse tempo.
— Eu vou subir e arrumar minhas coisas então.
— Não precisa, elas já estão arrumadas e esperando por você no último degrau. – Se levantou. – Eu irei conversar com a Senhora Jackson enquanto você se despede de suas amigas.
— Está bem.
levantou e pediu licença, como havia aprendido com Mary, e foi em direção da cozinha. Procurou por ela brevemente e foi até Mary que estava a cuidar das crianças que tinham chego da escola, e isso incluía Hanna. Chamou a moça para uma breve conversa.
— Mas isso é incrível, você vai ter um lar. – A mais velha comemorava.
— Sim, e eu vou ainda hoje, mal posso esperar para conhecer. – Não disse a verdade, mas a ansiedade era verdadeira.
— Me mande noticias viu, e não esqueça de mim. – Abraçou a garota fortemente.
— Não esquecerei Mary.
pegou sua mochila e foi se encontrar com Minerva, que terminava de agradecer a breve hospitalidade. feliz, agradeceu Lucy Jackson, antes de sair de dentro do terreno do orfanato lembrou-se de suas malas, era apenas uma bem mediana, ao questionar sobre se o objeto já estava depois do portão, Minerva a avisou que não precisava se preocupar, que já estava no local onde ela iria ficar. E com isso seguiu rumo a sua nova casa. Hogwarts.


Capítulo 02 - Grifinória ou Corvinal?

A senhora e a menina andaram até uma rua menos movimentada. se questionava o porquê andar tanto de vez pegar um automóvel, mas depois de um tempo ela percebeu que não iam de carro. Minerva, educadamente, pediu para que ela segurasse em sua mão e segurasse fortemente sua mochila; Uma sensação de enjoo a atingiu rapidamente e em um piscar de olhos ela já estava em um vilarejo, onde a neve começava a deixar os telhados – em forma de triângulo – e o chão branquinho. Os olhos da menina passaram por cada canto, estava mais do que admirada, as vestes das pessoas, às lojas, até mesmo algumas crianças que passavam por ali era de se encantar.
— Venha senhorita Clarke, você irá ficar temporariamente com a ela. – A guiou até um estabelecimento. Na frente, três vassouras estavam penduradas, o que denunciava também o nome do local. – Essa é a Madame Rosmerta, uma amiga minha. – Apresentou.
— Oi, eu sou . – O sorriso tímido apareceu.
— Oi lindinha, vamos entrar, você deve está morrendo de fome. – Sorriu amigável.
— Sim e como estou.
— Eu preciso ir , mas nos vemos logo. – A professora se despediu.
— Até. – Permanecia o sorriso tímido no rosto.
— Eu preparei alguns doces, gosta de torta de abóbora?
— Eu amo torta de abóbora, e também de doce de feijão. – Entraram no quarto temporário da menina. Referiu-se a um doce asiático que ela comeu quando estava na excursão da escola. – Estou esperando você lá embaixo, pode se trocar, tomar um banho fique a vontade. Ah o banheiro é ali. – Apontou para a porta.
— Obrigada madame Rosmerta.
— E outra coisa, dentro daquela bolsa tem algumas roupas novas, não são de primeira mão mas são quentinhas e bem fresquinhas, espero que goste.
sorriu em agradecimento, nunca tinha recebido tanto tratamento assim. Rosmerta tinha comprado as roupas novas para ela. Realmente tudo era incrível ali, ainda mais como algumas coisas funcionavam.
Depois de seu banho e de ficar brevemente descansada naquela cama macia – não tão macia igual de alguns lugares dali, mas supera a do orfanato – desceu e foi ao encontro da madame; Comeu os doces e esperou o almoço, bom pelo menos a torta de abóbora estava maravilhosa.
Como não gostava de ficar parada em algum lugar e não tinha muita coisa para estudar até porque suas aulas eram diferentes do mundo mágico, ela começou a ajudar a dona do estabelecimento, do balcão para dentro, aquilo era divertido! Pegava todas as canecas de cerveja amanteigada colocava em cima de uma mesinha e iam magicamente para a pia, as mesas eram limpas por um simples movimento com a varinha, aquilo enchia os olhos de Clarke. Naquele dia, Rosmerta fechou o estabelecimento mais cedo e levou para comprar toda a lista do primeiro ano que vinha acoplada na carta. Fazia tempo que a mulher não via aquela carta em suas mãos. Normalmente, a menina se segurou para a aparatar e segurou a respiração e rapidamente já estavam em um lugar familiar, era igual às ruas de Londres só que um pouco mais mágico.


Quando chegaram ao Beco Diagonal, a aluna pegou a carta colocando a de aceitação atrás da lista de matérias. Leu em um tom ameno onde a madame escutou atenta. Elas passaram por quase todas as lojas, compraram os livros, o caldeirão de estanho tamanho padrão dois, a balança que foi pedido junto do kit para poções – segundo a Rosmerta, e até mesmo o animalzinho para levar; se encantou com uma coruja cinza alaranjado de olhos azuis que a nomeou de Carmeul.
Naquele momento só faltava as duas últimas coisas mais importantes, as vestes e a varinha.
— Agora vamos passar para comprar suas roupas, deixarei você à vontade e opine bem no tamanho, e não se preocupe com ela para servir no ano que vem. — Explicou.
— Ok, te encontro onde? — Abriu a porta levemente.
— Na frente do Olivaras, só seguir seu lado direito ao sair da loja.
— Está bem. Até!
A menina disse alegre entrando na alfaiataria que foi recebida com uma frase meio que automática “Uniforme de Hogwarts, certo?”. Suas vestes eram de primeira, tecido macio, quente e outro refrescante, o chapéu pontiagudo também era do mesmo tecido que a capa. Já com a roupa em sua mão, saiu olhando devagar para cada loja.
Ao andar pelo grande beco, a menina viu uma família de ruivos logo a frente, onde nitidamente dava para ver a mãe de uma menininha baixinha de cabelos também ruivos que estava a escolher seus livros da vitrine, junto a ela vinha, mais quatro garotos altos todos ruivos – a nitidez de serem uma família transparecia pelo sorriso, junto deles, Clarke viu um garoto de cabelos pretos esvoaçados e ao lado uma garota com cabelo bem armado e aparentava ser enrolado, afinal ela estava longe não tinha como identificar. Se perguntou se teria amigos na escola e se no segundo ano iria sair com eles para comprar seus materiais.
E por um tempo se imaginou como seria ela com sua mãe e seu pai comprando coisas para sua futura escola. Enquanto estava distraída, um homem se aproximou de a fazendo dar um leve pulinho de susto.
— A senhorita está perdida? – Ele questionou.
— Onde fica o Olivaras? – Não se lembrava que era direita, mas se confundiu, não tinha mais certeza.
— É ali, onde a escrita é em ouro. – O homem alto, um pouco rotundo, e ruivo, indicou onde era a loja. – Seus pais estão aqui? – Disse um pouco preocupado.
— Ah, sim estão, eu só sai da sorveteria e eles pediram para encontrar no Olivaras. – Sorriu.
— Bom, agora já sabe onde é. Tchau. – Se despediu com um sorriso.
— Tchau.
Daquela breve conversa, chegou até a loja onde Rosmerta a esperava com os braços cruzados tentando encontrar a menina com os olhos.
— E como foi? – A loira perguntou enquanto viu a bruxa se aproximar.
— Foi incrível, eu gostei ainda mais porque lá estava quentinho.
Elas riram e entraram na loja de varinhas.
— Esse é o senhor Ollivanders, ele é o dono dessa humilde loja.
— Senhorita Clarke, como é bom conhecê-la. – Tinha colocado a varinha no balcão.
— O prazer é todo meu. – Retribuiu.
— E em que posso ajudar à senhorita?
— Eu, preciso de uma varinha.
— A claro. – Riu brevemente. – Preciso tirar algumas medidas, estique o braço, por favor. Eu preciso que saiba, que. – Procurava uma varinha enquanto sua fita a média. – Não é o bruxo que escolhe a varinha, mas sim a varinha que escolhe o bruxo. Aqui tente com essa.
— É, como faço isso? Só mexer?
— Isso minha jovem. – Riu.
A menina balançou bem de leve e logo sem hesitação a varinha se manifestou logo de primeira! Era uma varinha com o núcleo de pena de Phoenix, feita com uma madeira de Amieiro e com uma surpreendente flexibilidade.
— Seu tamanho é exatamente doze por meio! – O senhor exclamou. – E não tem nenhuma outra varinha igual essa, , então cuide bem dela, como se fosse seu bem mais precioso. – A alertou.
— Pode deixar, terei o maior cuidado. – Admirava a mesma.
— Vamos , você tem que descansar.
— Boa aula senhorita. – Ollivanders desejou.
— Muito obrigada.
As duas saíram da loja de varinhas e passaram para comprar um sorvete, na única loja de sorvete do local, e logo voltaram para o Três Vassouras.
chegou ansiosa jantou conversando sobre a escola, como era as coisas, as aulas, tudo! Ros respondia algumas coisas outras deixava sobre o mistério o que mais aguçava a curiosidade da menina.
Naquela noite, a garotinha foi dormir imaginando como era o lugar, como será os professores e o diretor, e se teria aula com a professora Minerva.


Setembro.
Os dias passaram rápidos, mas para ela demoraram mais que qualquer outra coisa.
Dia primeiro havia chego, e já estava de pé terminando de pentear seus fios cacheados e embaraçados, Ros elevou um pouco mais alto sua voz a chamando, no começo do pequeno corredor, para tomar o café. A menina segurou a escova em seus cabelos e deixou a porta abrir um pouquinho para também deixar sua voz ecoar um "Estou indo". Saiu brevemente do seu quarto temporário, depois de guardar a escova, e comeu um farto café da manhã.
— Eu vou te deixar na plataforma. – Comentou cortando um pedaço de bolo.
— A professora disse que. – Foi interrompida educadamente.
— Sim, mas quero que você tenha sua experiência única.
— Sobre? – Erguesse na mesa demonstrando curiosidade.
— Ah, você verá é único esse momento.
— Eu agradeço, não saberei aguentar essa vontade. – As duas riram. se retirou da mesa. – Vou escovar meus dentes, e muito obrigada pelo café da manhã e já volto. Sempre gentil.
— Não há de que. – se afastava. – Lauren ia amar saber que você tem uma educação maravilhosa, igual à dela.
Saiu correndo em direção do banheiro, escovou rapidamente e deu uma última olhada em seu cabelo, ele sempre teimava em ficar todo bagunçado mesmo tendo penteado por mais ou menos meia hora. Colocou sua escova de dente em um saquinho junto de seu creme dental e guardou na pequena bolsinha que Ros tinha feito para ela – antes da mesma chegar, já que Minerva tinha conversado com a moça.
Antes de saírem, a madame entregou um saquinho de dinheiro, explicando as moedas do mundo bruxo, os galeões, sicles e os nuques. Era uma quantia pouca, mas daria para algo se precisasse.
— Pegou tudo?
— Sim.
— Suas vestes?
— Estão aqui. – Apontou para a mala com suas iniciais.
— Livros?
— Na mala.
— Seu caldeirão?
— Também.
— Itens pessoais?
— Na bolsinha que você fez.
— Então está preparada, você vai se trocar no trem ok? – A menina balançou a cabeça concordando. – Vamos.
Pegou as malas da e saiu rumo a plataforma 9¾. Essa escolha foi de si, não seria seu primeiro ano se não passasse pela passagem “secreta” e sentisse o frio na barriga com medo de que desse errado. Chegaram à plataforma de Londres, e passou as instruções para ela, mas deixaria a ato final por último momento, ela ia com toda a certeza falar e ver a cara dela quando estiver na frente da coluna.
— E onde fica essa plataforma 9¾?
— Ali. – Apontou para a coluna.
— Tem certeza? – Arqueou a sobrancelha com expressão totalmente confusa.
“Como pode? Aquelas cervejas estão afetando os neurônios dela, aquilo é só uma coluna de tijolinhos a vista!” – Pensou.
— Com toda a certeza. Você só tem que ir andando ou correr sutilmente e sem medo, e logo estará na plataforma do trem.
— Mas eles não vão ver? Você vem?
— Não vão não, acredite, e eu vou sim estarei bem atrás de você.
A garota respirou fundo, apertou suas mãos no carrinho onde estavam suas malas, olhou fixamente para a parede de tijolinhos e correu fechando os olhos rapidamente e quando abriu, não tinha palavras para descrever, todos os alunos estavam ali, até mesmo seus irmãos que só acompanhava. Olhou para trás e viu Ros acenando para algum conhecido e logo foi para o seu lado. A guiou para perto de um espaço onde o trem parava com a porta aberta e os alunos embarcavam, Ros deixou a mala dela de lado e ficou conversando com ela, assim o tempo passava mais rápido e ela se mantinha mais calma até a chegada do Expresso.
O som do trem se expandindo pela estação, a fumaça branca tomava conta do caminho por qual ele percorria, o brasão da escola em cima do nome do trem, em letras amarelas, Hogwarts Express, a deixou sem palavras.
— É aquele? – Seus olhos brilhavam ao ver o Expresso.
— Sim, ele mesmo, tudo vai estar no bagageiro, não se preocupe, boa aulas e espero te ver em breve.
— Eu agradeço. – A abraçou. – Pode ter certeza que eu voltarei no Três Vassouras. – Fez a mulher sorrir.
subiu no trem e procurou uma cabine vazia, que não demorou muito, por sorte era do lado onde poderia acenar para Rosmerta. Ficou ali sentada olhando um livro que tinha pego emprestado da mulher; Enquanto estava na sua leitura tranquila uma menina bateu na porta e esperou que respondesse. A mesma sorriu em permissão e a garota entrou. Momentos depois uma menina de fios loiros em tons caramelo, seus olhos eram azuis o que destacava mais em sua pele clara, sentou-se na sua frente, junto a si, mantinha sua pequena bolsa rosa.
— Oi meu nome é Penny.
— Sou .
— Está ansiosa para chegar em Hogwarts?
— Estou! Fico imaginando como será lá.
— Deu uma olhada nos livros? – Mudou de lugar, sentando em cima de uma de suas pernas virada para .
— Sim, estou ansiosa para a aula de transfiguração. – Assumiu.
— Eu não vejo a hora de ir para a aula de poções, minha mãe disse que é a melhor coisa, que só não se tornou professora de poções pois já ama o ministério da magia.
— Ah sim. – "Ministério da magia? Oi? O que é o ministério da magia?" Comentou consigo mesma mentalmente. – Será que já temos que nos vestir?
— Acho melhor, minha mãe falou que é rápida a viagem daqui até lá, então acho que já está na hora.
As meninas se trocaram e foram cada uma para o banheiro que tinha no vagão e voltaram para a cabine. Ali mesmo conversavam de muitas coisas, e comiam seus lanches que tinham trazido de casa, era muito então resolveram dividir entre si, logo a mulher com o carrinho de guloseimas passou e elas não podiam deixar de comprar algumas para elas.
Foi uma amizade instantânea, mesmo sem saber das verdades uma da outra, Penny e sabiam que poderiam contar com cada uma. Ao perceberem que o trem estava parando, elas pegaram suas capas colocaram e saíram lado a lado sem se desgrudar uma da outra, até mesmo quando foram entrar no barco, as novas amigas foram juntas e no fundo torcendo para que caíssem na mesma casa.


Chegaram ao castelo rapidamente, as duas foram uma das primeiras a descer do pequeno barco. Andaram tão devagar de tanto admirar o local que por alguns minutos se perderam dos alunos novos; Pararam no fim do corredor e esperaram a porta abrir, todos entraram no salão principal guiados pela Professora Minerva, onde as mesas estavam fartas de comidas extremamente deliciosas – isso que ela só estava olhando e imaginando o gosto de cada comida. A pedido do diretor, todos fizeram silêncio, parando de bater palmas para os mais novos alunos.
— Sejam todos bem vindos, em especial os novos alunos. A professora Minerva junto do Chapéu Seletor, irá selecionar vocês para as suas respectivas casas. – Disse sentado em sua grande cadeira.
— Bom eu irei chamar cada um por nome e vocês sentarão nesse banco, onde eu colocarei o chapéu na cabeça de vocês. – Minerva deu as instruções.
Era uma lista infinita, selecionando para as quatro casas admiráveis. se perguntava qual deles era a mais importante para sua vida, em qual delas ela poderia saber mais sobre seus pais. De todas, duas te chamou mais atenção, Grifinória e Corvinal. Os primeiros alunos que foram selecionados para essas duas casas, a morena acompanhou com os olhos, onde pode ver as vestes de cada casa, o azul e vermelho realmente era de se desejar, e naquele instante sentiu seu coração um tanto quanto dividido – pendendo mais para Corvinal, mesmo seu racional gritando e piscando o nome da Corvinal.
Enquanto alguns alunos comemoravam mais um aluno na Sonserina, Penny e conversavam alguma coisa aleatória, quando escutou mais uma vez a voz de Minerva ecoar pelo salão.
— Colin Creevey.
O menino sentou no banquinho e logo foi selecionado para Grifinória.
Dessa vez, uma menina foi até a mulher e o chapéu – depois de três sequência de apenas garotos – uma menina de pele branca, olhos claros e cabelos ruivos, rapidamente, Clarke se lembrou da mesma menina no Beco.
— Hm... Uma Weasley. – O Chapéu falou em um tom onde só as duas ouvissem. – Grifinória! – Gritou.
— Não seria novidade, todos os Weasley são da Grifinória. – Penny comentou com , fazendo assim aprestar atenção na mesma.
— Penny Haywood.
— Ai meu Merlin! – Exclamou a loira ajeitando suas vestes.
A menina subiu as pequenas escadas e sentou-se no banquinho depois de ajeitar a grande capa. Escutou a voz do chapéu seletor dizendo sobre si, coisas que só ela tinha a certeza e foi aí que se lembrou do que sua mãe havia lhe dito sobre a mesma, e espontaneamente o chapéu elevou sua voz:
— Lufa-Lufa!
E aquela mesa toda amarela se levantou comemorando a mais nova aluna. E então, Penny desceu alegre do banquinho sorrindo para sua amiga que mentalmente torcia que ficasse na mesma casa. Depois de um tempo:
Clarke.
E o salão voltou a ficar no maior silêncio. A garota sentiu um frio na barriga, suas mãos suaram de um medo que nem ela sabia o porquê; Foi sua vez de sentar naquele banquinho de madeira e relaxar os músculos torcendo para que a casa que caísse fosse sua mais nova moradia. Sendo assim tudo menos Sonserina.
Clarke. – Disse o chapéu. – Uma mente brilhante igual de sua mãe, e um coração bondoso igual de seu pai, você tem muito talento indispensável, mas não a duvidas. – E rapidamente sua voz ecoou pelo salão principal. – Corvinal!
Ah sim, o alívio passou pelo seu corpo, e lá estava ela, andando até aquela grande mesa com um sorriso no rosto, olhando para Penny que a aplaudia também – ela conhecia a história da Corvinal – e deixava sua felicidade transparecer em seu rosto. Quando todos os novatos estavam em suas respectivas casas, Dumbledore terminou de dar as boas vindas e celebrar os novos amigos e o novo ano com aquele banquete.
Não fazia muitos minutos que ela estava ali sentada, quando uma menina loira virou para ela depois de colocar um pedaço de pudim grande no prato de sobremesa. Seu cabelo bagunçado, seu colar e o sorriso mais doce entregava ser uma menina meio estouvada.
— Oi, sou Luna Lovegood.
Clarke. – Colocou o guardanapo em seu colo.
— Você já sabe onde fica a sala comunal?
— Não, na verdade nem sei onde acho algo que diz sobre a aula de amanhã.
— Ah, isso é fácil, a aula é de feitiços. – Deu os ombros. – Quer pudim?
— Eu aceito. – Colocou o prato mais perto.
— Você vai querer dormir do meu lado? Nossas camas não foram definidas ainda. Bom foram, mas acho que podemos trocar.
— Sem problemas, é até melhor, nós vamos conversando e podemos ajudar uma a outra. – concluiu.
riu da espontaneidade dela, concluiu sozinha que já tinha boas amigas, e essas boas amigas iam ser indispensáveis para aqueles sete anos letivos. Mais tarde, depois da cantoria do Hino de Hogwarts, os monitores levaram os alunos de primeiro ano para as salas comunais.
Luna e escolheram as camas perto da janela, sendo assim, ficaria mais tranquila já que se acostumou desde pequena dormir na janela. Depois de arrumarem suas coisas e verem quais aulas teriam juntas, as garotas foram dormir ansiosas para a aula.
Menos , a morena se revirava na cama mais confortável que já tinha deitado; Nem olhar pela janela a confortava, o fato não era que ela estava em um castelo enorme com escadas que se mexem, mas é se sentir ainda assim sozinha. Ter ido a um lugar que seus pais estudaram e mesmo assim não saber nada, e ninguém nem se quer saber desse detalhe e perguntar deles com a maior naturalidade – porém a culpa nunca será deles.
A verdade é que ela não ia dormir sem ter algo para mantê-la confortada, se sentia incompleta, se sentia... Pelas barbas de Merlin! estava sem seu colar, sem o seu pingente a viagem toda! Era isso que a fazia falta, o único contato com sua mãe estava por aí perdido em algum lugar magico. Fechou os olhos tão apertados para evitar que uma lágrima caísse de tanto se sentir culpada por ter perdido.


Dias se passaram aprendendo o básico e tendo a certeza que tudo estava dando certo professor Flitwick resolverá ensinar o primeiro feitiço para os alunos naquela manhã.
Ao amanhecer colocou a saia e o cardigan da Corvinal, deixou sua gravata um pouco frouxa e saiu ao lado de Luna para tomar café da manhã e após ir para a aula de feitiços. Uma aula tranquila, aprendendo o básico para uma criança de primeiro ano, e o que praticamente todos aprenderam na sua primeira aula de feitiços, Wingardium Leviosa. Luna conseguiu fazer a magia na sua segunda tentativa, já hesitou muitas vezes para executar o feitiço.
— Tenho certeza que sua mãe conseguiu logo, seja corajosa . – Luna disse para a amiga, que nem percebeu que a mesma disse sobre sua mãe.
— Ah! Eu consegui! – Exclamou alegre. – Luna, você estava certa. – As duas riam.
— Muito bem senhoritas Lovegood e Clarke! Cinco pontos para cada uma. – Flitwick disse com um sorriso grande, afinal elas eram da Corvinal.
— Nossos primeiros cinco pontos. — sorria.
— Isso é muito incrível.
— Muito bem. Os alunos que não tiverem dúvidas ou querem tentar aperfeiçoar seus feitiços podem ficar, mas saibam que cada um tem sua tolerância, ou podem fazer isso nos finais de semana. O próximo professor de vocês estará esperando não se atrasem e não demorem aqui.
— Qual aula é agora? – Clarke perguntou guardando o livro em sua mochila.
— Poções, mas vou passar na cozinha antes.
— A Penny deve estar lá. – Referiu-se a aula. – Podemos sentar ao lado dela. Vai pegar mais pudim? – riu.
— Sim. – Sorriu. – Pode ir indo, eu encontro você lá.
— Me dê sua bolsa, eu levo. – se prontificou.
— Agradeço.
pegou a bolsa de Lovegood e foi até a sala de poções nas masmorras; No caminho, ela passava devagar pelos corredores e caminhou até a sala, enquanto andava ela viu de relance dois garotos, ruivos, correndo e parando em um canto como se estivessem esperando alguém passar por lá, logo, ela viu o zelador passar e os garotos pregarem uma peça nele. Eles riam tanto que até saíram correndo tão rápido que um dos meninos esbarrou em , e com toda educação ele voltou:
— Desculpa, você se machucou? – Perguntou meio ofegante.
— N-não, eu estou bem. – Gaguejou brevemente.
– Certeza? Qualquer coisa você me procura, sou Fred Weasley, ou procure pelo meu irmão, George.
— Absoluta, mas pode deixar. – Retribuiu com um sorriso.
Por mais que ele não tivesse feito nada cair no chão, nem dela e nem de Luna, ele ainda foi gentil com ela, se desculpou e ainda passou seu nome. Quando é que um dia no orfanato isso iria acontecer? Magias de bons tratos ao próximo, porque nunca viu ninguém ser tão amável assim; Primeiro Penny, depois Luna e agora o garoto de cabelo ruivo que se denominava como Fred Weasley.
— Porque não descobri esse lugar antes. – Falou em voz alta. Referiu-se ao Castelo.
E depois desse momento tão, legal e ao mesmo tempo estranho, Clarke saiu de seus devaneios e foi para sua próxima aula. Desceu a escada que levava para o corredor da sala, um lugar frio e um pouco escuro, se perguntou se fez certo em não colocar a meia calça junto das suas vestes; Parou quase que na porta e procurou por Penny, assim sentaria ao lado de sua amiga, o que não foi tão difícil de encontrar uma menina loira com duas tranças, que logo acenou deixando sua capa balançar toda, sorriu e acenou discretamente para ela indo em direção da mesa.
— Oi !
— Oi, Luna vai ficar com a gente, algum problema?
— Não, está tudo tranquilo, não me incomodo. – Arrumava a bancada. – Eu não acredito que já vamos fazer nossa primeira poção hoje.
— Mas já? – Indagou surpresa.
— Sim, eu também fiquei boquiaberta.
— Senhorita Clarke? – Snape parou ao lado dela. Sua voz chamou a atenção de todos da sala, e olharam extremamente curiosos para Clarke.
— Sim professor. – Estava um pouco assustada.
— A professora McGonagall deseja vê-la na sala dela, imediatamente.
— Ok, com licença. – Se levantou.
não demora ok? – Penny a alertou.
— Pode deixar.
Em passos largos, procurou onde era a sala da professora já que não sabia de cor onde era todas as salas de aula. Estava começando a ficar desesperada, não encontrava de maneira alguma a sala e precisava voltar logo para a aula do Snape, e então foi quando parou e encostou-se à parede e procurou com os olhos alguém da Corvinal que ela já tinha conversado, ou até mesmo a monitora, mas foi nesse momento que prestava atenção em sua volta que Fred e George apareceram do lado dela.
— Está perdida? – Fred indagou.
— Ah, oi, não. Bom na verdade sim, onde é a sala da professora McGonagall? – Alternava o olhar para os dois.
— Fim do corredor, vire duas vezes à direita, e é a primeira sala. – Os dois falaram juntos. Muitos gentis.
— Obrigada. – Sorriu, e começou a seguir o caminho que foi explicado.
— Foi nela que você esbarrou hoje mais cedo? – George perguntou.
— Sim, deve ser do primeiro ano já que eu nunca a vi. – Deduziu.
— Espero que ela não ache que você quis ser mal educado com ela. – George riu. – Afinal você quase a levou enquanto fugia do Filch. – Gargalharam.
— Gina deve está em alguma aula com ela, depois pergunto para ela. – Deu os ombros.
— Você acha que a machucou?
— Acho que sim, fez um estrondo muito alto, e não foram as bolsas delas.
— Ou alguém deixou cair alguma coisa. – Seu irmão concluiu.
— Não sei, ainda me preocupo com ela.
Fred não estava mentindo, a verdade é que – que o mesmo não sabia o nome dela – tinha a mesma idade que sua irmã, e não podia negar que ela era nova na escola, e ele estava sim muito preocupado com a garota.
Ao andar todo o trajeto para a sala da professora, Clarke entrou no ambiente olhando todo canto; Primeiro, pois os itens eram de extrema beleza, segundo porque só tinha um gato deitado no degrau do pequeno palanco, a menina que ficou ali perto das primeiras cadeiras – perto da porta – chamou a professora duas vezes na segunda ela elevou sua voz:
— Professora Minerva?!
Clarke. – Ela se transfigurou. – A senhorita foi até que rápido.
— A senhora é um gato?! – Estava espantada.
— Sim senhorita. – Um pequeno sorriso apareceu. – Eu te chamei, pois a Madame Rosmerta, lhe enviou isso com urgência. – Entregou o pacotinho.
Ela abriu pacotinho rapidamente, e logo sentiu seu coração bater mais aliviado. Seu colar estava no Três Vassouras. Colocou o pacotinho no bolso e pôs o colar em seu pescoço.
— Muito obrigada Professora.
— Por nada, agora volte para a sua aula de poções.
correu de volta para a aula de poções. Penny ajudava Luna e mais uma menina que estava na bancada com elas, Clarke entrou silenciosamente fazendo um movimento com a cabeça para o Professor Snape, um que podia ser entendido como “Com licença” e sentou ao lado delas; Penny apresentou Gina para a menina e que elas iriam ser o grupo de todas as aulas de Poções. Penny como amava poções, ela repassou todos os passos para a Clarke – sem se importar em refazer tudo, da poção de Cura Furúnculos para a corvinal e deixou que ela terminasse a poção.
Não demorou muito para elas finalizarem e chamaram o Professor para averiguar como ficou o líquido. Todas por uma bela execução da poção receberam um ponto para suas respectivas casas. Quando saíram, da sala de aula, Penny com sua pequena amostra da poção, Gina foi parada por seus irmãos na escada; e as meninas não perceberam e continuaram subindo tranquilamente, só deram conta quando Gina aumentou a sua voz pedindo para que elas esperassem por si.
— Gina, aconteceu alguma coisa? – Penny indagou.
— Não, meus irmãos queriam conversar comigo. – Explicou.
— E agora, vocês terão aula do que? – Luna questionou.
— Transfiguração. – Gina e responderam.
— Herbologia. – Penny disse.
— Legal, vamos ficar juntas acho que nós quatros só vamos ter aula juntas outra vez com a madame Hooch. – Gina concluiu.
— Bom, nos encontramos no pátio do relógio. – Penny pediu.
— Sem problemas, estaremos lá depois da aula. Até. – se despediu.
— Até!
As meninas se separaram rumo a suas aulas. Gina e conversavam para se conhecerem mais. Mal sabiam que suas vidas já estavam marcadas para serem melhores amigas; Sentaram juntas e dividiram o pequeno espaço para colocar suas respectivas mochilas, prestaram atenção na aula da professora e fizeram a lição na sala. Como foram uma das primeiras a terminar, elas ficaram conversando e um tom razoável para não atrapalhar os outros alunos.
— Vai passar o natal com sua família? – Gina perguntou inocentemente.
— Eu ainda não sei. – Não disse a verdade.
— Quando decidir me avisa, assim vejo se tenho que se despedir de você aqui ou na estação. – Sorriu docemente.
— Pode deixar, eu aviso.
Era estranho todos ali não fazer a mínima ideia de que ela não tinha seus pais presentes, que ela não era uma aluna nova naquele grande castelo apenas tentando achar um rumo para seguir no mundo bruxo. Depois da aula, as mais novas amigas, foram comer no pátio do relógio, não era bem lá que queria ficar para pensar em tudo que estava acontecendo e principalmente na pergunta que Gina fez.
não tinha muito assunto, sempre foi de conversar com pessoas mais velhas, de assuntos diferentes. Tudo era novo para ela principalmente a amizade que fazia.
— E você ? – Penny a chamou, balançando sutil a amiga.
— Oi?
— Tem irmãos?
— Não. – Disse sem ter certeza.
— Ah igual eu. – Luna concluiu.
— Eu tenho seis irmãos. Vocês já deve conhecer eles. – A ruiva disse naturalmente.
— Fred e George, Percy e o Rony. – Penny falou. – E os outros não estudam mais aqui.
— Nossa, quem dera eu ter tanto irmão assim. – brincou fazendo as meninas rirem. – Que horas é nossa aula de voo?
— Daqui meia hora, recomendo irmos guardar uma parte do nosso material. – Gina se levantou. – Nos encontramos na ponte.


Na aula de voo, ficou olhando mais o fundo da cabeça da Madame Hooch, prestava mais atenção naquelas pessoas voando do que as instruções que a mulher passava. Aqueles três aros redondos a chamou atenção, igual às pessoas que voavam de vassoura – pela distância não distinguia muita coisa, um arremessava uma bola enquanto outro fugia de outra, e para ela que era bem leiga achou com todas as certezas que um cara queria bater no outro por não parar de segui-lo.
Luna foi para o salão comunal depois da aula de voo, já as outras meninas quiseram aproveitar esse meio tempo que tinham livres.
— Gina, posso fazer uma pergunta?
— Claro, .
— Aquele lugar ali. – Olhou para o campo de quadribol. – Nós vamos lá depois? – Se referia da aula.
— Não. – Deu um sorriso. – Lá é o campo de quadribol, eu já ia lá ver o treino da Grifinória com a Penny, se você quiser ir junto, sinta-se a vontade.
— Eu vou. – Estava realmente interessada de saber sobre o esporte. – Você sabe tudo sobre quadribol?
— Não muito, sei o que meus irmãos me contavam e me contam, mas acho que o capitão do time pode te ajudar.
— É o Oliver Wood. – Penny disse. – Ele é legal, eu esbarrei com ele no expresso. Além de ser um pouco atraente. – Riram. entendeu o que ela quis dizer, não só por ser bonito mas pelo corpo dele também.
— Hm. – Entraram na arquibancada. – Aquele ali é o Fred ou é o George, não sei diferenciar com eles voando. – Gina falou e todas riram. – E aquele é o capitão do time o Oliver, e o restante do time você conhece depois.
— Mas pode ter certeza todos são legais. – Penny comentou.
Elas iam conversando e às vezes prestavam atenção no treino, até que acabou e Gina gentilmente foi apresentar , que não precisava de Revelio para ver que a garota estava perdida, para o Wood. Gina conhecia o rapaz por conta de seus irmãos, isso ajudou mais ainda a vida de .
— Bom conhecer você . – Wood foi sincero.
— Pode chamar de .
— Certo, . Você é da Corvinal certo?
— Sim. – Sentaram na arquibancada. – E ainda ninguém comentou do quadribol com você?
— A Penny não deixou eu voltar ainda para a sala comunal, ela quer me mostrar todos os cantos do castelo. – Sorriu.
— Eu explico para você. – Se ajeitou. – O quadribol é bem fácil de entender, tem sete jogadores, os artilheiros, apanhador, goleiros e batedor. Também a três tipos de bolas, a goles que é responsável pelos artilheiros tentando colocar em uma daqueles três aros, e o goleiro, que sou eu, defende os aros. Os balaços que são dos batedores, e o pomo de ouro, que é a única preocupação do apanhador. Claro tem outras regras a mais para compreender, mas para você que chegou agora.
— Isso é o suficiente e até de mais. – Riu. – Eu agradeço Wood.
— Por nada , e não querendo desmerecer a Corvinal, mas meu time é o melhor time que Hogwarts já teve, se quiser saber mais alguma coisa só perguntar e fique a vontade para ver o treino.
— Eu agradeço.
, você vai com a gente ou vai ficar discutindo mais sobre o jogo? – Gina indagou. Perceberá que a amiga gostou do assunto.
— Não, eu já vou. Obrigada mais uma vez.
— Por nada, e qualquer coisa pode vir conversar comigo. – Sorriu.
O almoço ia ser logo em seguida daquele momento que saíram do treinamento, elas foram direto para o salão onde encontraram Luna em frente à porta. Sentaram em suas respectivas mesas e depois foram para as aulas depois da sineta, a primeira aula depois da refeição era de Herbologia, e logo após Defesa Contra as Artes das Trevas.
Em particular foi à segunda matéria que chamou a atenção da menina, menos o professor, a sala inteira soltava suspiros e também bajulava o professor aumentando ainda mais o ego dele. Mas sabe, quando alguém não te dá à mesma atenção parece que não vale nada, no fim da aula sendo uma das últimas a sair ao lado de Luna, foi chamada por nada menos do que Lockhart.
— Senhorita Clarke. – Lockhart a chamou.
— Sim professor.
— A aula foi complicada para você? Os livros são difíceis para se compreender? Sabe você ficou meio desanimada, meus livros são incríveis...
Ela ignorou tantas palavras depois que compreendeu onde ele queria chegar. E ia começar a série de desculpas para o professor.
“Igual meu professor de geografia da outra escola, a única diferença é a magia e que o asiático não tinha seus próprios livros.” – Pensava enquanto esperava ele terminar de tagarelar.
— Não, suas aulas são boas iguais ao livro, mas sabe estou um pouco cansada muita matéria para se preocupar, notas boas, e também a dor de cabeça que estou sentindo, Luna ia me levar para a ala hospitalar. – Já deixou de prontidão que não precisava da ajuda magnifica dele.
— Entendo, bom, espero ver você mais animada.
— Ah claro. – Sorriu.
Luna a esperava na porta com um meio sorriso, se preocupou com a dor de cabeça da amiga até porque ela não ia levá-la ao hospital. No caminho explicou o motivo.
— Mas é isso, acho que sou das poucas que acham Lockhart tudo isso, particularmente, Professor Snape é mais educador que ele.
— Obrigado pelo elogio senhorita Clarke.
Severo acabava de virar o corredor passando pelas meninas, e não pode negar o elogio. Já Clarke e Lovegood não puderam negar o susto estampado em seus olhos.
— Por nada. – Sorriu bem assustada. E viu o homem andando mais a frente. – Eu jurava que isso nunca aconteceria.
— Snape sendo educado?
— Aham. – Riu baixinho.

Suas idas a outras aulas, conhecendo novas pessoas e professores a fez esquecer temporariamente sua grande dúvida quem era seus pais. Até mesmo as conversas com Oliver a ajudava se distrair, bom não só isso, os dias que ela ia passando com ele, e as meninas juntos, ela ia conhecendo ele de uma maneira mais especial.


Capítulo 03 - Inimigos do herdeiro, Cuidado!

Aulas e mais aulas, alguns pergaminhos feitos por conta própria e outros com ajuda, de suas amigas e de uma nova conhecida, Hermione Granger a aluna da Grifinória que Gina a apresentou, admirou a tamanha inteligência da menina.
Sexta feira, por alguma razão a aula de poções foi um pouco mais rápida, as amigas saíram e foram andar, Gina e conversavam – como quase sempre sobre o Potter, as meninas iam para o corujal colocar algumas cartas, porém à ruiva e a morena não tinham essa intenção então desceram até a cabana de Hagrid, conversava com ele e quem sabe a Weasley não encontrava o amigo de seu irmão.
Foi uma ideia parcialmente ruim, ele não se encontrava lá, e Hagrid cultivava suas abóboras e deixou bem claro:
— Espero que até o Dia das Bruxas elas estejam bem grandes e reluzentes, as quero bem espetaculares! O que acham meninas?
— Você está fazendo um ótimo trabalho. – Gina foi sincera.
— São as abóboras mais lindas que eu já vi, Rúbeo. – Sorriu.
Gina se afastou um pouco, estava olhando mais de perto a horta e aproveitou para fazer carinho no Canino.
— Tenho que desvendar o porquê dos meus galos estarem aparecendo mortos.
— É um animal espoleta, logo ele para. – Clarke disse. Era normal isso acontecer no orfanato às vezes as galinhas apareciam mortas, mas quando foram ver era só uma ratazana matando elas.
Depois desse momento, elas se despediram e foram se encontrar com a metade do grupo.


Outubro.
Aquele frio que entrava pela torre da Corvinal se tornava formidável para Clarke. Antes de sair da sala comunal ela ficou sentada no sofá confortável azul enquanto ouvia a lareira queimar. Não só por conta do frio, mas por conta da gripe que se negava que havia pegado, até mesmo para Luna. A loira foi conversar com Oliver, não sabia o que ele fazia, mas alguns momentos ele era o único que conseguia convencer a garota.
Com o seu cardigan, calças compridas e o casaco mais quente que Oli havia emprestado, e ele foram até a ala hospitalar.
— Agora só esperar ela trazer. – Sentava na cadeira vazia ao lado da cama.
— Não sei por que vocês acham que estou gripada. – Expirou.
— E isso é o que? – Olhava sério para ela, mas no fundo queria rir da teimosia da moça.
— Nada. – Ela riu baixinho. Havia pacientes dormindo.
— Assume logo que está gripada, eu ainda estou incrédulo que Luna teve que vim conversar comigo.
— Wood. – Percey entrou ao lado de Gina. – Está com gripe também?
— Não, mas vim trazer uma corvinal teimosa. – Apontou com a cabeça para . Percy fez um sinal que entendia.
— A Gina que está mal. – Deixou a irmãzinha ficar ao lado da amiga. – A trouxe para uma dose da poção da madame Pomfrey. – Parou ao lado do goleiro.
— Oh mais uma. – Ela disse se aproximando de Clarke. – Vou da o remédio para sua amiga e logo examino você. – Viu a ruiva concordar. – E vocês? – Olhou para os garotos.
— Estamos esperando elas.
— Não sabia que elas tinham guarda costas, esperem elas lá fora. – Empurrou os dois “delicadamente”. – Esperar aqui dentro, onde já se viu. – Balançava a cabeça negativamente.
Entregou a poção para , o gosto era de nada, ainda bem, mas os efeitos... ficou fumegando pelas orelhas, e Gina riu da amiga. Por um lado quando foi a vez da Weasley, também ria dela. A fumaça saindo por baixo dos seus cabelos muito vivos dava a impressão de que a cabeça inteira estava em chamas.
— Vocês já estão bem, o efeito é instantâneo, e ao sentirem alguma coisa relacionado a gripe, por favor, venha diretamente a mim. – Foi uma direta para Clarke.
Saíram da ala, lado a lado e seguiram para o salão junto de seus “guarda costas”.

Em uma noite estrelada e chuvosa, os alunos terminavam seus jantares de Dia das Bruxas e iam para seus dormitórios. Antes de se separarem as meninas apenas seguiram a multidão. E em um dos corredores, foram se aproximando calmamente porém muito metediças. Logo à frente, as meninas viram Argus e ao lado dele Harry Potter um pouco perto deles, estava Snape e também Hermione e Rony. lia o que estava escrito, era de se dá arrepios, o medo tomou conta dela “A câmera secreta foi aberta. Inimigos do Herdeiro Cuidado”; Como estava tão concentrada não percebeu que alguém a puxava para mais perto só foi perceber quando realmente a pessoa deu um leve aperto em seu braço para não deixá-la ir mais a frente e esbarrou em um aluno da Sonserina.
— Meu coração. – Colocou a mão sob seu peito. – Oliver você me assustou.
Dumbledore a essa altura já estava começando a resolver o caso, e acalmará Argus.
— Eu falei com você, mas você não me ouviu, nem mesmo as meninas.
— Era como se você estivesse em transe . – Luna disse com preocupação.
— Você está bem? – Ele questionou.
— Sim estou, só achei intrigante de mais.
— Entendo, vão para seus dormitórios e tomem cuidado, por favor. – Olhou para todas, mas frisou em .
— Certo, até mais.
Elas se distanciaram, e foram junto de seus monitores para suas casas. Clarke ficou pensando no que havia acontecido, e no que estava escrito, se Hogwarts era tão segura, o porquê teria uma Câmara Secreta naquele castelo? Queria saber mais sobre o assunto, mas teria que deixar para amanhã enquanto estivesse em um momento só dela na biblioteca, ou então teria que acabar perguntando para um de seus amigos. Mas sua preocupação estava em outro ponto, onde será que Gina estava durante a festa? Essa era sua maior pergunta e dúvida.
Na manhã de sábado, ela acordou tomou seu café da manhã rapidamente e foi para a biblioteca, procurou inúmeros livros que pudesse dizer algo e esclarecer sua dúvida, mas não obteve sucesso.
Até mesmo seus amigos não tinham resposta, principalmente Penny que tinha muitas informações sobre todos e tudo ali de dentro. Nesse dia Gina e se encontraram, a desculpa para a morena não foi a melhor mas fingiu acreditar.
— Sem problemas mesmo?
— Claro, se você estava cansada e também não queria atrapalhar, eu teria feito o mesmo. – Sorriu para a amiga ruiva.
Mesmo com Ginerva um pouco, ou melhor, muito perturbada; As amigas se encontravam para estudar na biblioteca e fazer as lições. Luna e preferiam a sala comunal, mas em hipótese nenhuma abandonaria as duas outras amigas.
O jogo da Grifinória contra Sonserina foi maravilhoso. As meninas se reuniram fazendo um bonito cartaz para Gina levar e manter pendurado na arquibancada, a única coisa que não foi tão maravilhoso assim foi Harry ter se machucado enquanto muitos comemoravam a vitória da casa vermelha.

Os dias foram passando e os ataques de petrificação ficavam mais intensos, e com isso os quatros diretores pediram para que eles tomassem cuidado.
A semana de natal havia chegado mesmo com os acontecimentos em Hogwarts, Filius pegou o nome dos alunos que iriam permanecer no natal, seria uma das poucas de Corvinal que ficaria; não sabia o que ela fazia, afinal ela não tinha nenhum lugar para ir e não voltaria tão cedo para o orfanato. Ela estava sentada em frente da Luna que conversava com ela entre uma colher e outra de pudim, Penny e Gina chegaram juntas e cada uma sentou em cada lado.
— Oi . – Gina sentou do lado dela. Parecia um pouco melhor.
— Oi, bom dia.
— Bom dia, você já se decidiu?
— Eu vou ficar, vou conhecer o castelo um pouco mais. – Deu um gole em seu suco.
— Mesmo com todas essas coisas acontecendo aqui? – Luna a questionou.
— Sim.
— Também irei ficar. – Gina falou pegando todas de surpresa.
— Bom se é assim, cuidado vocês, sei que não acreditamos que é o Harry mas tomem cuidado. Ok então, até. – Penne se despediu da amiga.
— Até.
Ela olhou para seu café da manhã e olhou em direção das garotas, Gina acompanhava elas, o que era mais importante agora era fortalecer sua amizade com as garotas, de alguma forma precisava pelo menos ter amigas, esse era o único pensamento que ela tinha.
— Espera! – Foi correndo, quase tropeçando em sua capa. – Eu vou acompanhar vocês até a saída.
— Legal! – Cruzou o braço com o da morena.
— Olha quem vai acompanhar a gente até a saída.
! – Luna a abraçou. – Ficou feliz de você está aqui com a gente. Pensei que ia comer o pudim.
— Não. – Ela riu. – Eu vou com vocês, afinal, somos amigas não somos?
— Com certeza. – Penny afirmou.
Depois de ter acompanhado as garotas até a saída de Hogwarts, onde também se despediu de Angelina, Alicia e da adorável Cho e os três irmãos de Gina, voltou sozinha para o hall, Gina foi passar no corujal para enviar uma carta a sua mãe, mas no meio do caminho não esperava ser surpreendida por uma pessoa.
— Oi. – Ele disse atrás dela. levou um susto o que fez da um leve pulinho.
— Oliver, você não foi para casa, achei que iria.
— Não, eu vou aproveitar meus dias aqui, pode ser que eu demore para voltar. – Se referiu ao seu penúltimo ano.
— Entendo. Algum amigo seu ficou aqui?
— Sim, mas não amigos igual Fred e George, acho que desse jeito, é apenas você.
Ela sentiu um frio na barriga, se considerava uma grande amiga em menos de seis meses era muito importante. É depois que ele a levará a ala hospitalar, se tornou uma grande prova de amizade.
— E eu sei que você quis ficar aqui.
— Sim, não tem muito que eu fazer em casa.
— E aqui é mais legal, você pode usar magia.
— Também. – Eles riram. – Vai fazer o que agora?
— Adivinha.
— Treinar é claro.
— Vem comigo, você vai ficar sozinha na arquibancada, mas pode ficar lá comigo a longa distância.
— Ok.
Foi naquele momento que estranhou sua total admiração pelo rapaz. Só havia se passado três meses, e ela estava gostando dele; Não foi a primeira vez que ela se pegou lembrando-se dele ou até mesmo o admirando nos treinos da Grifinória. De alguma forma ela ia tentar de todas as maneiras para evitar transparecer tanto o que ela estava sentindo.
Quando Oliver terminou sentou-se ao lado dela oferecendo um pedaço de chocolate. Ficaram alguns minutos sem conversar até que ele quebrou aquele silêncio calmo.
— Seus pais não acharam ruim?
— Meus pais?
— Sim.
— É... Não. – Hesitou. – Eles só não acharam que eu ia passar um natal longe deles.
“Como eu passo todos os anos mesmo”. Pensou.
— E os seus?
— Também não, acho que até gostaram. – Ele riu.
— Credo, claro que não, tenho certeza que eles estão tristes por você está aqui. – Virou para ele. – Com certeza há essa hora os dois devem está juntos pensando o quão bom ter você por perto nessa data.
— Sim, comemorando do jeito deles por está sem o filho em casa. – Eles riram.
— Oliver, você não tem limites. Posso te fazer uma pergunta?
— Claro.
— Não acha estranho ser amigo de uma garota de onze anos?
— Claro que não, porque a pergunta?
— Você tem dezesseis e eu só onze, sabe tem uma grande diferença nisso de cinco anos.
— Acho que você nunca teve amigos mais velhos. – Ela negou com a cabeça. – Eu não acho estranho, e você gosta de quadribol logo que entrou, me escuta falar do todos os jogos, os momentos que nos vemos, onde vou achar alguém assim? Você é legal , mesmo com um nome difícil.
— Não é tão difícil, e não, eu nunca tive um amigo mais velho.
— Eu vou ser o amigo mais velho mais legal que você já teve. – Abraçou a garota.
— Você já é Wood, você já é.
Sabe, um fato que a fazia ficar bem, mesmo sentido algo por ele é saber que no fundo ela podia contar com Wood, no fundo, tudo que ela queria de verdade é ter alguém, que ela pudesse chamar de amigo ou amiga, já que não tinha mais sua família.
Com isso, o natal foi se aproximando e para deixar a mente dela mais desocupada com tudo que estava acontecendo, Wood pegou um pouco do seu dinheiro e foi até o vilarejo, Hogsmeade, e procurou por algo que pudesse agradar a moça, era algo difícil, mais difícil que criar as estratégias para o jogo. Em uma das lojas ele viu um pequeno globo de neve com três aros de quadribol, teria algo melhor para presentear a garota com algo que remetesse ao início da amizade deles.
Ele voltou para o castelo escondendo o presente e se escondendo dela, não queria deixar a garota curiosa. Ia esperar o natal chegar e assim entregaria o presente para a bruxa.
Já na manhã de natal, fria e branca, ele a esperou no salão principal, sentando-se à mesa da Corvinal; Havia poucos alunos ali Hogwarts não estava repletamente cheia como de costume. Um tempo depois de esperar a garota, a mesma surgiu com o cachecol e o rosto ainda sonolento.
— Bom dia!
— Bom dia Oli. – Sentou ao lado dele. – Feliz natal.
— Para você também, é para você. – Entregou.
— Mas, eu não comprei nada.
— Não tem problema. – A observava abrir. – E então gostou?
— É lindo, e é de quadribol. – Sorriu. – É para lembrar que você joga quadribol ou para eu entrar no time da Corvinal?
— Na verdade eu comprei com o intuito de lembrar do dia que nos conhecemos.
— Que foi no quadribol, faz sentido, eu amei Oli, obrigada. Já tomou seu café da manhã? – Colocou o globo de neve ao lado dela.
— Não estava esperando você.
Desejar feliz natal para Harry, Rony e Hermione foi muito bom, se sentia muito feliz ao lado deles mesmo não tendo aquele grande elo igual das meninas. Gina passou um tempo com ela e depois com seus irmãos Fred e George.
Wood e Clarke passaram o natal juntos, até o fim da semana, ele com muito cuidado ensinou algumas coisas do quadribol para ela, evitando qualquer probleminha no jogo.
Quando suas amigas chegaram juntamente dos outros estudantes, a menina a esperava de frente para a entrada principal onde ao seu lado o goleiro fazia companhia e no outro Gina segurava o braço dela.


Depois do natal, as meninas se reencontraram no salão principal, Ginerva ficou conversando com suas amigas da própria casa, Penny fazia o mesmo, já e Luna conversavam de coisas um pouco aleatória.
O ano estava marcado pela câmera secreta, onde depois do primeiro ataque petrificando a madame Nor-r-ra, muitos outros alunos e até mesmo Nick-Quase-Sem-Cabeça. Mesmo assim, as meninas davam um jeito de ficar um pouco a sós em um pátio ou até mesmo na ponte suspensa. E começou a estudar na sala comunal como as outras amigas. Houve uma suspensão nos ataques, muitos esqueceram e esqueceram mais ainda no dia quatorze de fevereiro com a ideia do dia dos namorados. não receberá nada, diferente de Oliver que mostrou os quatros bilhetinhos que ele ganhou.
Antes de enviar, Gina pediu uma leve conselho sobre um pequeno poema, e com insistência para saber o destinatário, e logo obteve a resposta e um sussurro “Harry Potter” e ainda a fez prometer a não contar a ninguém e a ruiva recebeu “Nunca contarei”. Pena que Harry não gostou tanto assim.
“Com certeza foi por ser cantarolado.” pensou contigo enquanto estava no topo da escada junto de Penny. Depois disso foi consolar a amiga.

Em uma bela manhã, tudo estava normal às garotas tinham se encontrado, mas sentiram a falta de Gina, ela estava passando ao extremo da sua perturbação, tudo bem, ela podia ter perdido a hora para a aula do Snape, mal sabiam elas o que realmente havia acontecido.
Com isso, ela pensou em perguntar para Wood, já que tinha uma grande amizade com ele e sabia que não teria nenhum problema em perguntar a ele, e também era da mesma casa que sua amiga. Era dia de quadribol, sabia que há essa hora ele podia estar comendo algo antes do jogo contra a Lufa-Lufa. Entrou no salão e viu os jogadores vestidos com a linda roupa de quadribol, e não pode deixar de perceber o quão bonito ele ficava com as vestes.
? – Disse em um tom ameno, estranhado a garota sentar ao lado dele na mesa da Grifinória. – o que faz aqui?
— Oli! Eu vim te fazer um pergunta. Podemos? – Apontou para um lugar mais vazio. Concordou com a cabeça
— Está tudo bem? – Eles começaram a andar.
— Sim está, mas eu queria saber se você viu a Gina hoje.
— Ela estava lendo na sala comunal, esperando dá à hora para ir tomar café da manhã.
— Até ai sim, nós tomamos café da manhã juntas, mas depois disso.
— Ela desapareceu?
— Aham. – Ela sentou no banco meio isolado. – A não ser que ela teve que trocar uma aula hoje.
— Pode ser , quem sabe vocês a encontram em algum canto do castelo. – Sentou junto. – Mas , não tem como, hoje é o jogo de quadribol.
— Puts! – Bateu a mão na testa. – Eu acho que sei o que ela está fazendo. – Lembrou-se do que ela sentia pelo Harry. – Mas obrigada mesmo assim bom jogo. – Deu um beijo na bochecha dele.
— Obrigado. – A viu ir para fora do Salão.
As meninas ficaram sem ver a amiga, e só aumentou mais ainda o medo delas relacionado a Câmara. Ignoraram isso indo para o campo, podia ser que ela já estava lá ou em um lugar arrumando tudo. não queria pensar no pior.
Enquanto esperavam o jogo começar e ela via Oliver se aquecer, os alunos repararam a professora Minerva se aproximar e com o megafone anunciou que o jogo foi cancelado. percebeu ao longe a fúria de Oli.
Como a professora pediu todos foram para suas salas comunais.
Filius dava o recado em cima de uma mesinha.
— Mesmo sabendo da tamanha inteligência de vocês, peço que não saiam do caminho que estão habituados a fazerem, principalmente à noite. Vocês devem está em aqui às seis horas, não podem ir ao banheiro sem ser escoltado por um professor e não haverá mais atividades noturnas, isso inclui que treinos e jogos estarão suspensos. – Professor Flitwick pediu. – Também mais uma coisa. – Suspirou. – Pode ser que a escola seja fechada se nenhum responsável por esses ataques seja pego. Estão avisados, tenham um bom dia.
— Bom dia professor Flitwick. – Todos desejaram.
— Isso está ficando muito insano. – comentou enquanto iam para o quarto.
— Sim, eu espero que Gina esteja bem. – Sentaram na cama.
— Está sim Luna, há essa hora deve está no quarto. – Ela negou. – Enquanto isso, vamos dormir um pouco. – Foi para sua cama. – Bom descanso Luna.
— Igualmente . Porém não vou dormir. – Riu baixinho.


tentava manter tudo tranquilo e vê se distraia sua amiga, mas em um certo dia caloroso, Gina havia desaparecido em uma troca de aula com outra, mesmo com todo aquele regulamento de professores acompanhando os alunos. Esperou a encontrar afinal a sineta não tinha tocado ainda, então foi quando ouviu Minerva falando pelos os corredores:
“Todos os alunos voltem imediatamente aos dormitórios de suas casas. Todos os professores voltem à sala de professores. Imediatamente, por favor.”
Teimosa como seu pai e sem se preocupar com as outras meninas se iam estranham, ela foi se esgueirando pelas sombras – queria conversar com McGonagall antes dela entrar na sala dos professores, até que chegou a um lado do corredor e pode ler novamente a escrita de sangue, agora ela compreendeu o sumiço de Gina Weasley.
E aquele frio na barriga surgiu.
“Será que eu sempre irei perder as pessoas que eu gosto?” – Supôs consigo.
Voltou correndo para o dormitório, e deitou-se em sua casa, não tinha mais nada que pudesse ser feito para que a moça se sentisse melhor com o que aconteceu. Só pedi para que os professores, chegassem rápido até a amiga.
Um tempo depois a bruxa morena descobriu que Rony e Harry foram até a câmera secreta onde Gina foi levada, e lá os dois – Rony depois de ficar com o professor Lockhart, foi resgatada pelo irmão e amigo. As amigas esperaram Gina sair da ala hospitalar, para poder vê-la, Senhor e Senhora Weasley também estavam. As meninas pensarem entrar mas receberam a notícia que estava havendo uma grande festa no salão principal; Só mais tarde, onde os pais da menina Weasley haviam ido ver o filho, o trio de amigas ficaram ali sentadas nas cadeiras enfileiradas – do lado de fora é claro, a espera da garota.
— Gina! – correu para abraçá-la.
!
— Eu fiquei com medo de perder você.
— Está tudo bem, estamos juntas novamente.
— Ficamos tão preocupadas. – Penny se juntou ao abraço.
— Eu também, mas estamos juntas. – Luna foi a última se aproximar.
— Estou bem, Harry e Ron me ajudou, vamos agora para o refeitório, fiquei sabendo que tem uma festa.
Soltaram e andaram uma do lado da outra, estava mais calma em saber que não havia perdido sua amiga. No salão, todos ouviram atentamente o Diretor; Após anunciar a casa vencedora, e dizer que teriam aquela semana livre antes de voltarem para casa, aproveitaram os dias para poder andarem e visitar Hagrid antes de irem embora.


estava reunida perto da cabana de Hagrid sentada na grama, discretamente saiu da conversa e foi até a sala da professora McGonagall, no final, ela precisava saber para onde iria ao fim de suas aulas. Se ficava com a Madame Rosmerta ou voltava para o orfanato.
Ginerva foi à única que percebeu a menina sair de perto, mas não comentou nada, percebeu que ela estava distante há alguns dias. E entendeu que ela podia estar querendo um espaço para ela, mal sabia o que deixava sua amiga tão angustiada.
— Com licença professora. – Colocou a cabeça para dentro da sala, esperava ver uma felina.
— Entre senhorita Clarke.
— Eu poderia conversar com a senhora ou está muito ocupada?
— Pode dizer. – Tirou os óculos.
— É sobre o término das aulas, eu vou para onde? Não tenho casa, e sinceramente não queria voltar para o orfanato.
— A senhorita queria ficar onde?
— Qualquer lugar menos lá no orfanato.
— Não se preocupe , pode ir até a estação juntamente dos outros alunos e da sua amiga Gina. – Dumbledore adentrou no local. – A não ser que queira ir e ficar com a madame Rosmerta.
— Não precisa, eu confio no senhor, irei até a estação. – Sorriu mais confiante.
— Tenha uma boas férias. – Minerva desejou com um pequeno sorriso.
— Obrigada para vocês também.
A Garota saiu esperançosa nas palavras de Dumbledore, afinal ele era o diretor daquela grande escola, e pelos corredores estudou grandes histórias sobre o grande bruxo.
— Albus, e se eles fizerem a ligação da senhorita Clarke com a Bellatrix, isso será muito perigoso para a garota. – A mulher demostrava sua angústia.
— Não farão, ela saberá de tudo antes que algo aconteça, e ela está em Hogwarts, estará bem protegida.
A professora entendeu o ponto vista do homem, mas não quis dizer a ele que sentia uma amargura em seu peito; Mas confiar nele era sem dúvidas a melhor coisa a se fazer, mesmo não sentido total segurança nos dias atuais.

Quando saiu da sala da diretora da Grifinória, não se importou com quem estava no corredor apensar foi até suas amigas com um sorriso nos lábios, até mesmo a ruiva havia percebido que ela estava mais alegre. Depois de um tempo elas foram para seus dormitórios arrumar suas malas, no caminho Ginerva parou diminuindo os passos, e por leve interesse e preocupação questionou a amiga se tudo estava tudo bem.
— Claro que sim, é que, tudo bem se eu contar melhor em outro momento.
— Sim! Não precisa ser agora, eu sou sua amiga , pode me contar tudo que quiser, no momento que você se sentir melhor. – A abraçou.
— Obrigada Gina, e a Professora McGonagall já está me ajudando com tudo.
— Mas mesmo assim, pode sim contar comigo!
As amigas se soltaram e apertaram os passos para chegar até as outras e assim depois se separarem para cada uma ir até a sala comunal de suas casas.
Já em seu quarto ela olhou para aquele lugar que se se sentiu tão acolhida naqueles meses. Deixou tudo como estava quando entrou no quarto pela primeira vez era um sentimento diferente. Pela primeira vez pode dizer que achou finalmente seu lar.


Enquanto esperavam pelo expresso já que por algum motivo inexplicável o mesmo se atrasou – o que nunca aconteceu em toda a história de Hogwarts, sua amiga avistou os gêmeos se aproximarem, aproveitou que só estavam os dois e com isso apresentou, melhor, para .
— Fred! George!
— Gina! – Saiu em coro.
— Eu queria apresentar melhor minha amiga . Agora com formalidade. – Eles riram.
— Olá , eu sou o George e ele é o Fred. Prazer em conhecer você. – Abraçou a menina, e logo em seguida seu irmão fez o mesmo.
— Eu vi você conversando com o Oliver, já são grandes amigos.
— Ah sim, ele me ensinou algumas coisas sobre quadribol. – Sorriu envergonhada.
— Hey, você não é aquela garota que eu esbarrei no corredor. – Lembrou Fred.
— Sim sou eu mesma.
— Ah então era dela que você perguntou. – Gina entendeu tudo.
— Mas me referi a ela.
— Com a descrição que você deu.
— Você disse que ela era loira, onde ela é loira? – George zombou do irmão.
— Não tem problema, porém estou bem sim.
— Então tá bom. – Os gêmeos falaram. – Querem ajuda com a bagagem?
— Não precisa. – pegou sua mala.
— Aceito.
O expresso havia chego todos, entraram e as meninas acharam uma cabine para ficar; Aquela viagem para a plataforma foi longa demais, o quarteto comprou algumas guloseimas. Foi a viagem mais alegre de já que dessa vez estava com seus amigos.
Quando o trem parou na plataforma, Oliver a procurou com os olhos e se distanciando um pouco da onde sua família estava, apenas para fazer uma única pergunta para sua amiga que precisava tirar essa dúvida antes de ter suas conclusões, mas ela havia desaparecido em meio a multidão de alunos. É que tinha ido o mais rápido possível para fora do vagão e em direção da passagem, falou tanto de seus pais que sabia que se um de seus amigos a visse sozinha, iriam estranhar tudo. E essa era uma parte que ela não estava preparada para poder contar a eles.
Gina quis apresentar para sua mãe, já que tinha apresentados Penny e a Luna; Um tempinho depois ela a encontrou verificando um pequeno pedaço de papel que tinha em suas mãos. Pediu calma a senhora Weasley e que logo voltava acompanhada.
! – Chamou em uma entonação que pudesse ouvir. Sua mãe a acompanhava com os olhos.
— Gina, eu achei que você já tinha ido embora. – Ficou nervosa ao ver a ruiva.
— Não, a verdade é que eu pedi um tempo, quero apresentar você para minha mãe e meu pai. Os seus pais podem esperar certo?
— Certo. – Forçou o sorriso.
Segurando na mão da amiga a puxou, em direção de Molly. A mulher viu sua filha se aproximar e consigo a amiga dela, sua expressão mudou, achou que realmente nunca mais a veria e não poderia mais dizer que pode cuidar dela; Mesmo assim deixou que sua filha a apresentasse, poderia ser que ela estava enganada e era uma semelhança ou a vontade que ela tinha de ver as garotas juntas.
— Mãe, essa é a Clarke, minha amiga da Corvinal também.
, fico feliz em conhecê-la. – Abraçou.
— Eu também, Gina disse tanto de você e do senhor Arthur.
Clarke! – O homem se aproximou estendo a mão.
— Senhor Arthur.
— Oh que isso, pode apenas chamar de Arthur.
— Está bem, Arthur, bom eu preciso ir. – Sorriu.
— Mas, , onde estão seus pais?
— Éh, bom eu recebi uma carta eles tiveram que ir para Paris, resolver algumas coisas, então terei que ir até minha casa sozinha.
Arthur e Molly se entreolharam, estranhando a atitude.
— Vem com a gente, eu acho que eles não vão se incomodar.
— Não, Gina não quero atrapalhar.
— Você não irá atrapalhar. – Molly disse. – Vamos com a gente, seus pais não vão se incomodar, tenho certeza.
A bruxa pensou em negar, mas logo lembrou-se das palavras do professor, se era isso que ele se referia então não ia dizer não. Aceitou de bom grado, e por outro lado, não ficaria sozinha dentro do orfanato. E lá estavam eles, dentro do Ford Anglia, mas todos felizes. Os meninos também se surpreenderam com a ida de Clarke para a Toca, a final era a primeira amiga de Gina que ia para lá.


Capítulo 04 - A Toca

Ao chegarem, seguiu Ginerva até o quarto, onde deixaram suas malas em um canto para não atrapalhar, Molly foi logo atrás que ajudou as garotas a arrumar a cama temporária da garota, e depois foi preparar algo para todos comerem. Ginerva olhou para a amiga que lia a pequena carta em suas mãos, a mesma demonstrava está longe que até mesmo não percebeu a ruiva se aproximar dela.
tudo bem? Aconteceu algo com seus pais?
— Não, é que eles vão ficar um ano longe, eu terei que ficar sozinha em casa.
— Eu acho que você pode ficar aqui, com a gente, tenho certeza que minha mãe e meu pai não vai se importar. – Ofereceu sem se lembrar da viagem para o Egito.
— Eu já disse Gina, eu não quero atrapalhar vocês nem nada.
— Não vai atrapalhar, acredite, já voltou vou conversar com eles.
A grifinória correu até seus pais, e enquanto isso Clarke olhava a carta que Minerva a enviou. Na mesma, a soberana explicava os cuidados que deveria ter com a magia fora de Hogwarts, e que tentaria providenciar um pouco mais rápido um lar para ela ficar sem ser o orfanato. Ela escondeu a carta no meio de suas coisas assim se sentiria mais segura do seu segredo.
desceu procurando a amiga, que logo a encontrou no primeiro degrau, o sorriso de orelha a orelha denunciava o sim de seus pais, e não pode negar que também estava alegre com a notícia.
A noite chegou e todos já estavam em seus respectivos quartos. Molly e Arthur conversavam sobre . Era uma história conhecida da menina, não igual de Harry Potter, mas aqueles que souberam eram os mais próximos, principalmente Molly.
— Sabe Arthur. – Seu som era baixo. – E se ela realmente não souber, não ter a certeza do que aconteceu.
— Ela não falaria tão convicta dos pais.
— Será que eles se esconderam tão bem assim?
— Depois dos Potter, acho que até ela faria isso. Nós também. – Disse em um tom que mostrava que uma decisão para proteger os filhos era sempre mais importante, mesmo sendo tão absurda.
— Deixarei ela se aproximar e contar, caso eu perceba que ela permanece assim, eu irei questioná-la.
— Contudo, pergunte o diretor de Hogwarts, quem sabe ele pode te ajudar em algum momento, ou até mesmo explicar o que aconteceu.
— Está certo, eu farei isso. – O silêncio pairou no quarto, e então ouviram as meninas rirem. – Pelo menos, ela está feliz. – Seus olhos marejaram.
— Vai da tudo certo Molly. – Abraçou a esposa depositando um beijo em seus fios ruivos.

No quarto da mais nova, as meninas riam dos fatos que aconteceu com elas. Era pura alegria para elas poderem ter uma companheira que pudesse contar todas as coisas. Até mesmo algumas coisas do mundo Muggle.
Eram dois meses de férias, Gina e se conheciam a cada dia; Rony conversava tranquilamente com a menina, e até descobriu que ela tinha medo de aranha o que foi motivo de piada, suave, de Fred e George que até mesmo ela riu.
Senhor Weasley, em uma bela tarde ensolarada, ele chegou com uma notícia que alegrou todos da casa até mesmo , ele havia ganhado um grande prêmio na loteria do Profeta Diário, e com esse dinheiro sua esposa logo pensou em ir visitar um de seus filhos, Bill.
Com os dias passando, senhora Weasley recebeu um correio coruja da Professora McGonagall falando sobre Clarke explicando todo o processo que a fez encontrar a menina no orfanato, e que ela não tinha ainda o conhecimento sobre quem eram seus pais, deixaria isso para ela, já que as mulheres eram amigas na época. Sentiu uma responsabilidade e tanto, pensou inúmeras formas de dizer sem afetar o psicológico já que a notícia seria de grande impacto.
Entretanto, ela não se deu conta que precisava ser logo. A família iria viajar para o Egito e ficar um mês lá e precisava achar um lugar para a pequena Clarke passar esse tempo todo, já que eles voltariam “bem” no dia de volta às aulas. Porém havia tempo, certo? Ela podia pensar em uma forma para poder contar isso à garota.

Segunda semana das férias.
Minerva, já havia enviado as cartas das matérias para os alunos, até mesmo para que estava na casa dos Weasley; A menina achou incrível como ela sabia onde ela estava, e principalmente o endereço que vinha no verso do envelope. As duas leram suas matérias, e nas novas aulas que elas teriam.
Ginerva arrumava a sala, com a ajuda de , quando a bruxa achou o álbum de retratos da família Weasley, ao entregar para a ruiva as duas sentaram no tapete e passavam fotos por fotos, deste modo conheceu Bill e Charlie.
— Aqui. – Colocou mais para o lado. – Esse somos nós, e esses dois aqui. – Apontou. – É o Bill e o Charles.
— Bill lembra seu pai. – Comentou.
— Eu sabia que não era a única achar isso. – Elas riram.
— Essa na foto é você?
— Sim, com uma amiga, eu já perguntei para minha mãe, ela disse que era filha de uma amiga de Hogwarts, mas eles se mudaram de país e elas nunca mais conversaram. Aqui comemoramos nosso aniversário de um ano.
— Ai que bonitinho, vocês duas faziam aniversário juntas.
— Me pergunto se seríamos amigas até hoje.
— Acho que sim, na foto não parece que nenhuma tem algo contra ou está brava. – concluiu. Gina virou a página.
— Esse é o Bill depois de se formar em Hogwarts. – Gina mostrou a foto. – Ele trabalha pro Ministério da Magia como desfazedor de feitiços, mamãe disse que vamos visitá-lo no Egito, e como ela está ocupada pediu para vê se você não quer ir com a gente.
— Gina, vocês não precisam se preocupar comigo, eu não quero atrapalhar, mas me prometa que vai me contar tudo quando você voltar.
— Eu conto, porem onde você vai ficar?
— Acho que posso ficar com uma amiga da Minerva.
.
— Tudo bem de verdade, essas semanas que eu passei aqui, foram incríveis e os melhores. – Sorriu sincera.
— Ok, vamos falar com minha mãe. – Levantou do colchão. – Mas você ainda tem um tempo aqui, não vai embora antes disso.
— Não irei.
— Acho que vamos fazer as compras dos livros, assim não fica muito em cima da hora. – Desciam as escadas.
— Sim, acho melhor também.
— Mãe? Ela deve está lá fora no jardim. – Seguiram para o lado externo da casa. – Não disse. – Sorriram. – Mãe, disse que não vai com a gente e que fica com a amiga da professora Minerva.
— O minha querida, você tem certeza? – Segurou o rosto dela depois de limpar suas mãos.
— Sim, não tem problema, eu encontro vocês depois.
— Está bem, me ajudem com o almoço que depois vamos fazer as compras dos livros e de algo a mais se vocês precisarem. – Entregou a sexta para a filha.
— Ansiosa para seu segundo ano, ?
— Ah sim, muito! Não vejo a hora dos novos feitiços que vou aprender.
— Isso é bom. Lave os legumes que vou preparar outra coisa.
— Sim senhora. – Elas riram.
— Gina.
— Pode dizer.
— Obrigada por ter pedido para eu passar aqui com você as férias, com certeza teria sido chato lá.
— Não precisa agradecer, eu também gostei da sua companhia, foi bom ter você aqui.
O almoço pronto todos desceram e se reuniram na mesa, como gostava de saber mais sobre quadribol, Fred e George ficaram conversando sobre tudo, até mesmo de jogos e jogadas incríveis que eles fizeram como batedores, Rony e Gina não ficavam de fora, eles também comentavam principalmente que faltava um ano apenas para a Copa de Quadribol. Fred ficou impressionado como o interesse da garota era grande, as questões dela sobre algumas regras, e até mesmo como é para entrar no quadribol.
Por um lado compreendeu o porquê de Oliver ficará tão admirado de e gostava de conversar com ela.
— Mas se você entrar no time de quadribol já sabe né? – Disse George.
— Não vamos perdoar. – Fred falou.
— Levaremos a vitória para Grifinória. – Falaram juntos. Ela apenas ria.
— Não pretendo entrar para o time da Corvinal. – Comeu uma cenoura. – Eu realmente só estou muito interessada de como é as coisas.
— Isso não esconde seu interesse pelo jogo. – Disse Ginerva. – Do modo que você conversa com eles, tenho certeza que no terceiro ano você vai participar do time da Corvinal, ou no segundo.
— Não, acho que não. Quer ajuda senhora Weasley?
— Não precisa querida, se arrumem, logo sairemos. – Disse apenas para as meninas.
— Onde vamos, você sabe? – George perguntou a .
— Vou comprar os livros, como vocês vão visitar o seu irmão, e eu não vou, ela quer fazer essas compras antes. – Parou em frente ao quarto da Weasley.
— Então você vai com a rede de flu, coloca uma capa por cima da roupa, assim não suja. – Fred alertou.
— Obrigada.
— Você tem uma não é? Sem ser a da sua casa.
— Não. – Parou para pensar. – Tenho sim, lembrei. – Riu.
— Está andando muito com a Gina. – Fred subiu as escadas.
— Até que seus irmãos são legais. – Disse fechando a porta.
— Até o momento que eles não pegarem para zoar você. – Disse natural.
— Eu já percebi isso. – Procurava a capa. – Achei.
— O que?
— Minha capa, seu irmão disse que era bom usar.
— Por causa da rede de Flu, eu ia comentar com você, mas ele foi mais rápido.
— Eu só vou escovar os dentes e aí eu fico pronta.
Gina concordou com a cabeça, e iria fazer o mesmo quando a amiga voltasse. Logo a menina Weasley estava em frente da lareira. Os gêmeos que estavam a observar, lembrando-se da primeira vez que Harry usou a lareira, e claro que George a alertou sobre o cuidado com as palavras. Eis que chegou a vez de , ela olhava para Molly com o semblante de medo de errar, então foi quando a mais velha pediu para a filha ir junto de Clarke.
Logo em seguida senhora Molly apareceu, às três mulheres pra Floreios e Borrões antecipados, puderam conseguir um desconto em todo material. Percy apareceu logo atrás, tinha gostado da ideia de já comprar o material escolar. Em uma das pilhas havia um jornal aberto em uma página qualquer, pegou o mesmo para ler, e ao fechar o jornal ela viu a foto de Sirius, e o título em negrito.
— Dizem que ele foi o primeiro a fugir de Azkaban. – Gina estava ao seu lado.
— Ele era amigo de alguém?
— Do Você-sabe-quem.
— Gina eu realmente não sei quem é. – Ela deu uma risadinha achou que a amiga estava brincando, mas ao olhar para o rosto da ruiva viu que ela falava sério.
— Vamos para uma parte da loja mais vazia.
No andar de cima, havia uma mesa com duas cadeiras, estava vazio o local, e pelo menos era melhor falar ali do que em outro local mais movimentado.
— Eu vou contar resumidamente, não gosto muito de falar isso em público.
— Sem problemas Gina.
— Há alguns anos atrás um bruxo das trevas, o Você-sabe-quem, quis dominar todo o universo bruxo. Com o passar do tempo, ele descobriu que teria um inimigo e esse inimigo seria Harry Potter.
“Eu não acredito que foi tão assim” Pensou consigo. Sabia do fato mais nunca imaginou que era daquele modo.
— Então para tirá-lo do caminho, Sirius entregou para ele, os pais do Harry, e no fim Voldemort tentou matá-lo, mas ele sobreviveu. , seus pais não contaram essa história para você? Não a alertaram? – Questionou metediça, como uma bruxa não conhecia essa história toda.
— Não, acho que estavam tentando me proteger, por medo também, afinal eu nasci um ano depois que Harry.
— Pode ser, proteção de pais às vezes inclui evitar contar algumas coisas. Se ele fugiu de Azkaban pode está atrás do Harry.
— Professor Dumbledore não vai deixar. – Encarava o jornal em sua mão. – Tenho certeza que não vai deixar.
— Gina, , a mãe está procurando por vocês. – Percy as chamou.
— Estamos indo. – respondeu. – Vou deixar o jornal aqui. – Colocou na mesa.
Elas desceram rapidamente e se encontraram com a senhora, cada um levou seus livros e logo voltaram para a Toca. ficou pensando naquele jornal, aquela foto de Sirius Black foi muito estranho; Houve um sentimento que a deixou com mais medo de encontrar com ele por aí, como se ela soubesse o que ele fez a ela.
Tentou se distrair lendo alguma coisa que achou na estante da sala, depois de pedi emprestado; Porém Gina chegou com um pouco de sobremesa que ela tinha preparado.
, posso fazer uma pergunta?
— Sim.
— Você gosta do Oliver?
Ela se engasgou com o doce.
– O que?
— Se você gosta do Oliver? – Ela ria.
— Não, sim, não sei. – Gina ria da amiga. – Na verdade, eu não sei. Está muito explícito?
— No penúltimo dia você ficou o olhando, meio sabe.
— Meio normal ué. – Rio. – Mas acho que só vou ter a certeza quando as aulas começarem.
— No último ano dele.
— Sim, eu estava pensando e pode ser só admiração sabe. – Foi sincera.
— E se não for, irá contar?
— Não, eu sei lidar com isso. – Sorriu. – Apesar de que eu vou fazer doze anos em agosto.
— Você vai fazer aniversário e não contou?
— Quem fez aniversário? – Fred e George perguntaram ao entrar.
, mas ela não fez ainda.
— Podemos comemorar no dia do seu aniversário. – George sugeriu.
— Mas não vamos estar aqui.
— Para que? – Molly entregou pedaço de bolo para todos.
— Comemorar o aniversário da , que vai ser em agosto.
— Que dia querida?
— Dezenove.
Molly sentiu um frio na barriga ao escutar a data, então era ela mesma, Clarke, sua afilhada.
— Que tal no dia que voltarmos? Podemos comemorar o aniversário das duas.
pensou, o que é comemorar aniversário com algumas pessoas que só a conheceram há pouco tempo? Concordou torcendo que logo depois senhora Weasley esquecesse.
Já Ginerva, começou a estranhar os argumentos da amiga, seus pais iriam passar o ano todo fora, lembrou que no dia do aniversário dela – ano passado, não falou de que ganhou nenhum presente ou carta de seus pais, eles não explicaram sobre o Lorde das Trevas e toda vez que ela falava deles, nunca nem sequer tocava no nome de cada um.
A amiga mudou de assunto sobre seu aniversário, e ofereceu ajuda a Gina para arrumar as malas. Claro que a ruiva pensou em perguntar, mas e se ela não quisesse contar sobre o assunto, até porque ela já teria contato.

Antes de ir viajar, senhora Weasley junto de, Fred, George e Gina, levaram a Hogsmeade, onde lá ela passaria um mês com Rosmerta. A morena se despediu de todos deixando Fred por último – diga-se de passagem que foi um abraço bem apertado de ambas as partes.
Quando já deixou tudo ajeitado no seu quarto temporário, ela desceu para ajudar a dona do estabelecimento; Era meio estranho, parecia que as horas não passava, que todos os dias estavam sendo a mesma coisa, até mesmo quando ela ia no Dedos de Mel era sem graça, se é que se podia dizer assim.
Torceu para que tudo passasse rápido que ela fosse para o caldeirão furado, se encontrar com os Weasley.

Domingo.
Trinta e um de Agosto.

já estava hospedada no Caldeirão Furado terminando de se arrumar a trança em seu cabelo, ela desceu já escutando a voz de todos e também de Hermione e Harry. No momento em que terminou de descer a escada sentiu os braços da menina em seu pescoço.
— Parabéns um pouco atrasado. – desejou.
— Obrigada!
— Me conta, como foi à viagem?
— Foi incrível.
— Saímos até no jornal. – Elas sentaram de frente para os gêmeos. – Fred, George empresta o jornal?
— Aqui. – Falaram juntos.
— Olha que linda foto.
— Vocês estão tão lindos.
— Oi . – Hermione a cumprimentou.
— Oi.
— E como foram suas férias?
— Metade com a Gina e a outra lendo alguns livros. – Sorriu. – E as suas.
— Bem também li livros, troquei cartas com meus amigos, porque você não me passa o seu endereço assim podemos ir conversando, eu envio uma coruja.
— Sim, claro, depois eu passo. Que lindo seu gatinho. – Desviou de assunto mais uma vez.
— É o Bichento.
— Ele não é tão lindo assim, ele quis comer meu rato. – Rony rebateu.
— Mas é o instinto dele, é a coisa mais normal.
— Mais uma que defende essa bola de pelo.
— O suco de vocês. – O garçom entregou.
A família e os amigos comiam o jantar.
— Papai, como iremos para a estação amanhã? – Fred questionou enquanto comia o pudim de chocolate.
— O ministério vai mandar dois carros. – Falou com tranquilidade.
— Mas por quê? – Questionou Percy.
— Por sua causa. – Jorge começou a falar, estava sério. – E pode ter certeza que nos capôs está duas bandeirinhas com TC...
— Significando Tremendo Chefão. – Fred completou. riu e colocou um pedaço de sobremesa para disfarçar.
Houve uma rápida troca de olhares — saudável, entre ela e Fred, ele percebeu que algumas piadas até que não era bem piadas a fez rir. Não só ela mas todos na mesa riram.

Depois daquela comemoração de aniversário e de uma foto das duas juntas e outra com todos reunidos, a menina observava o ambiente, Ginerva e Hermione conversando, Percy e Rony idem, Fred e George planejando alguma coisa que nem ela entendeu o que era, ao fundo viu senhor Weasley conversando com Potter e mais uma vez seus olhos pararam na foto de Sirius Black. Encarar aqueles olhos compreender o motivo de tanta relutância para não ser preso, se tornava um mistério para ela, afinal no fundo ela queria saber mais sobre o bruxo, e conhecer mais a fundo esse tal de “Você-Sabe-Quem”.
, está tudo bem? – Fred questionou sentando ao lado dela.
— Sim está, eu só estava observando o local. – Olhou para ele.
— E isso inclui olhar fixamente para o pôster de procurado?
— Acho que sim, é intrigante a história.
— Você o conhece?
— Só pelo o que a Gina contou, senhor pergunta. – Riu, com o trocadilho. Fred não parava de fazer perguntas e essa era a terceira.
— Desculpa. – Ele riu entendo. – Se quiser eu posso contar o que eu sei.
— Não é algo para ser meu engraçado né?
— Não. – Sorriu. – Vou aproveitar que George foi fazer algumas coisas ai posso te contar.
Ele não disse tanta coisa nova para ela, tudo que ela sabia foi sua amiga que contou, tirando o fato sobre Azkaban e os Dementadores. Entretanto, não foi só isso que a chamou atenção, além de Rony e George ela nunca esteve tão perto de Fred; De modo algum pereceu que havia diferenças entre ele e seu irmão.
O observou pelo tempo que conversava e pode perceber uma única coisa que ajudaria a diferenciar, a falha em uma de suas sobrancelhas. Seus olhos castanhos, as leves sardas que só podia perceber de perto, até mesmo o modo que ele falava sobre o assunto, admirá-lo foi algo que a ajudou esquecer que havia um assassino a solta. Mal sabia que isso não ficaria por aí.

— Vamos crianças? – Molly chamou. – Não podemos chegar atrasados na plataforma.
e Fred seguiram os outros ficando logo atrás deles, logo George alcançou os dois.
— Tem mais alguma dúvida?
— Não, nem dos outros bruxos como a Bellatrix. – Disse em um tom ameno.
— Qualquer coisa você pode perguntar.
— Pode deixar. – Sorriu.
E lá mais uma vez naquela plataforma, pelo segundo ano letivo, se sentia em casa, mas algo no fundo de seu coração sabia que não seria um ano calmo para si.
Depois de terem guardado suas bagagens, todos voltaram para se despedir dos mais dos Weasley. Senhora Molly distribuiu lanches para todos, como aquela mulher era incrivelmente incrível até naquele momento Clarke se sentiu muito protegida e dentro de uma família.
— Ah , os seus tem cenoura. – Avisou a menina que a mesma agradeceu.
Dentro de sua cabine pode escutar Molly gritando algumas coisas para Rony, mas ignorou, mesmo com as presenças das meninas, ela – – se ajeitou e cochilou, e nesse meio tempo quem tomou conta de seus sonhos foi nada menos que eles.


Capítulo 05 - Brisa Gélido

Levando em consideração se inexplicável de que Fred e Sirius foi os únicos protagonista de seu sonho, ela também acordou com o primeiro solavanco do trem a fazendo acordar e da um pulo do acento. As amigas a acalmaram, e pela segunda vez o trem deu mais um solavanco.
Enquanto Penny olhava o corredor do trem, tentava enxergar o que acontecia ao lado de fora, mas desistiu por conta do embasado. As alunas se entreolharam mesmo com as luzes apagadas perceberam que faltava uma menina, Gina, todas estavam assustadas principalmente Clarke já que era um lugar totalmente diferente, a menina lembrou-se de um dos feitiços que havia lido em um dos livros e lançou na porta.
Colloportus.
? – Luna disse assustada.
— Eu sei eu sei, mas só para não falar que não fizemos nada. Onde está Gina?
— Foi tentar achar Rony, acho que queria porque queria que ele ficasse com a gente. – Supôs Luna.
Saber que se fosse algum bruxo, ou até mesmo Sirius Black, um feitiço não faria diferença, mas um lado seu se sentia protegida no meio de tudo aquilo.
Elas viram uma sombra passar pelo corredor, Penie abraçou de medo. No fundo Clarke rezou para que aquele negócio – que até então ela não tinha o conhecimento de ser um Dementador, não entrasse ali, e por sorte aquilo passou direto. As garotas mal imaginavam que foi direto para a cabine de Harry e seus amigos e do professor Lupin e em segundos depois elas viram um clarão vindo do vagão.
Penie, já passou. – Soltou à amiga. – Acho que já foi.
— Ainda bem, eu tive tanto medo, na verdade eu não estou muito bem.
Luna tocou nas mãos da loira e ela estava com as mãos frias e estava mais branca que o de costume, as duas – e Luna – se entreolharam sabiam que ela nunca ficou daquele jeito e pensaram em fazer alguma coisa, a morena olhou para todas e pensou em algo que pudesse fazer, mas então viu um homem passar no corredor e foi atrás dele.
— Eu já volto.
Destrancou a porta e foi atrás do homem que passou, aumentou os passos para poder chegar rapidamente dele.
— Senhor! – chamou. – Senhor, por favor.
— Sim? – O homem com uma capa marrom escuro virou para ela.
— Poderia me ajudar? Perdão atrapalhar o senhor, mas é que minha amiga ficou um pouco sensível depois do que houve.
— Claro. – Se preocupou. – Onde ela está e qual o nome de vocês?
— Eu a levo até ela. Eu sou Clarke, e ela está com Luna Lovegood e a Penny Haywood que é a que não está muito bem.
Os nomes eram familiares, principalmente da menina que foi chama-lo. Lupin não compreendeu, já que ela não foi uma das vítimas do Dementador, mas pensou que ela poderia já está doente e a brisa gélido pode ter causando um maior efeito, para ela, ele também deu um pedaço de chocolate e pediu para que ao chegarem no castelo uma delas era para ir até a enfermaria junto de Penny.
Weasley voltou para a cabine sentando ao lado de , Penny estava deitada no assento onde ela estava, se tornado lógico que as três ficaram juntas para a Lufa-Lufa descansar. junto das meninas dividiram seus lanches entre si, e durante o tempo que lanchavam Gina contou o que aconteceu com Harry. pediu que não entrasse em detalhe afinal Penny Haywood ainda estava abalada.
O resto da viagem, a atenção ficou toda em Penny.


Elas saíram da carroça, com os guarda-chuvas, Luna e Gina foram para o salão e foi levar Penny rapidamente para a ala hospitalar, a menina tomou um remédio reclamando do gosto e por teimosia foi para o salão ao lado da amiga. Por sorte, o coral ainda estava cantando elas se sentaram em seus respectivos lugares, assistindo então a cerimônia do primeiro ano e esperaram o diretor da escola se pronunciar.
— Bem vindos, bem vindos a mais um ano em Hogwarts. – Sua voz calma porém um pouco elevada soou pelo cômodo. – Eu queria dizer algumas palavras antes do nosso excelente banquete. Primeiro quero dar as boas vindas ao mais novo professor R. J. Lupin que teve a bondade de aceitar o cargo de Defesas Contra as Artes das Trevas, boa sorte professor.
As amigas se entreolharam, e foi mais fácil compreender o motivo dele ter ajudado ela mais diretamente. Enquanto Dumbledore falava, escutou o que Malfoy questionou ao Harry mais cedo – até porque sua mesa ficava atrás da Sonserina, então ela logo associou o clarão no vagão, ela revirou os olhos, como alguém podia ser tão sínico igual ele?
— Também dizer que a partir desse ano, Rúbeo Hagrid será o mais novo professor de Trato de criaturas Mágicas, o antigo professor Kettleburn quis se aposentar e desfrutar seus últimos membros que lhe restam.
Aquela notícia fez todos felizes, e gritos acompanhados de aplausos e batidas nas mesas contagiaram todos, ou quase todos, que estavam presentes, gostava de Rúbeo, ele era legal e a ajudou em alguns momentos de se localizar no castelo.
— E por fim, a pedido do Ministério da Magia. – O diretor ficou sério. – Dementadores iram rodear e proteger as redondezas do castelo, até Sirius Black ser capturado. Mas eu venho garantindo que a presença deles não irá atrapalhar nossas atividades diárias.
Harry não foi o único que prestou tanta atenção e ficou um tanto quanto preocupado. sentiu um frio na espinha percorrer, aquele frio na barriga e a mesma sensação que teve no Caldeirão Furado, havia voltado.
— Os dementadores são criaturas más. Não fazem distinção entre dos que estão caçando e os que se impõem no caminho deles.
— Explica o que a Penny sentiu. – Luna comentou.
— Sim. – não quis conversar para perder o foco no que ele proferia.
— Mas, sabem, é possível encontrar a felicidade mesmo nas horas mais sombrias, se a pessoa se lembrar de acender a luz.
Palavras que a deixou pensativa por muito tempo do banquete, até mesmo Luna percebeu que a amiga estava tão distante. A chamou de várias formas, mas ela só foi responder depois de um tempinho, tentou distrair a amiga mas ela mantinha aquele olhar de distância.
— Eu não consigo mais balançar os pés.
— O que? – se despertou total.
— No primeiro ano, quando eu sentei neste banco meus pés não tocavam no chão, e eu balançava os pés.
— Aí Luna. – Riu. – Você percebeu que a Pansy não para de olhar pra cá?
— Agora que você comentou, sim.
— Isso está estranho Luna. – Cutucava a comida de seu prato.
— Você vai ir conversar com ela?
— Acho que sim, mas não agora, amanhã quem sabe.
Depois do banquete, os monitores e os alunos foram para suas casas; As corvinas ajeitaram suas coisas em suas camas e foram para perto da janela dividir alguns doces que havia comprando.
No dia seguinte, depois da aula de Defesa contra as Artes das Trevas, ela caminhou até a estufa dois, onde teria sua próxima aula, no caminho para se encontrar com suas amigas até tinha se esquecido da Pansy. Luna e atravessaram o pátio e puderam ver um grande animal voando com uma pessoa o “guiando”, era lindo, suas penas cinzas que brilhavam com o sol, e a sutileza que ele voava impressionou a garota.
— É um hipogrifo, eles devem está na aula de Criatura Mágicas. – Luna comentou.
— Eu queria está nessa aula também. Vamos, a próxima aula é voo, não devemos nos atrasar.
A bruxa puxou a amiga pela mão e foram correndo até o pátio de voo, ficando do lado de suas amigas. Ela ainda não tinha visto Oliver, mas tinha recebido algumas informações que ele estava focado nos seus últimos jogos já que estava no sétimo ano, não ia atrapalhar ele, não queria desconcertar o capitão e o goleiro do time, como ele fala, o melhor time da Grifinória.
Ela passou os dias na torre da Corvinal fazendo o pergaminho que o professor Lupin tinha pedido para a próxima semana. Com a altura da torre era alta às vezes ela parava e ia olhar o campo de quadribol, era de se admirar a tamanha paixão do garoto pelo esporte.

Em umas das vezes que passou por Draco, seus amigos e principalmente Pansy, olhava seu horário de aula e ia se encontrar com suas amigas no pátio, quando ouviu o mesmo falando sobre as vestes do professor Lupin, ela passou revirando os olhos não ia gastar seu tempo discutindo isso até mesmo com Pansy que participava da brincadeira, até que:
— Vejamos que ela é uma defensora do professorzinho. – A garota foi rápida parando na frente da cornival. – E você, deve está muito atrás não é?
— Pansy com licença eu vou me atrasar. – Sentiu um gelo na barriga, ninguém sabia sobre ela, ou sabia?
— Vamos ver. – A examinou. – Você só está na def.
— Senhorita Pansy. – A voz de severo pairou acima de sua cabeça. – Está tudo bem aqui?
— Clarke que começou, passou provocando a Pansy. – Malfoy falou com um sorriso malicioso nos lábios.
— Certo. – Ele sabia que era mentira. – Passar perto de vocês e não gostar do que ouviu se torna provocação?
E pela primeira vez, Draco viu que Snape protegeu uma aluna de outra casa, uma qualquer que nem mesmo sabia se era sangue puro ou sangue ruim. Não só ao loiro que espantou com a atitude do diretor da casa, mas Pansy ficou bem incrédula de tudo. O mestre fez um movimento para que saísse dali e fosse para a próxima aula, e foi andando para sua sala mesmo escutando Pansy o chama-lo.

Sábado.
Quatro de Agosto.

saiu daquele conforto da sala comunal, deu bom dia para Luna que a esperava em frente a lareira, e comprimento o time de quadribol que estavam se reunindo. No decorrer do caminho elas encontraram o restante do seu grupo, tomaram café e se despediu, estava indo em direção do campo de treinamento vê se encontrava Oliver, os lugares não estavam ainda brancos com a neve, alguns alunos permaneciam mais tranquilos já outros só faltavam se descabelar por conta do N.O.M.s e com o N.I.E.M.s.
— Ainda bem que não estou nessa parte ainda. – Comentou consigo em voz alta, já chegando perto do campo de quadribol. – Com licença, mas aqui tem algum capitão da Grifinória? Ele esqueceu completamente que tem uma amiga na Corvinal.
. – Deixou o quadro e suas anotações de lado e foi abraçar a amiga, tirando do chão e a girando. – Eu não te vi desde que chegamos.
— Deve ser porque você está um pouco obcecado pela suas estratégias.
— Precisamos ganhar.
A menina riu da expressão dele, estava sádico pela vitória.
— Ok, ok senhor Wood, mas sem pausa para você descansar você nunca ganha, vamos comer algumas coisas, eu trouxe sanduíche e um suco. – Levantou o pequeno embrulho.
— Você é incrível sabia?
— É, alguns dizem isso. – Deu lhe os ombros. – Aqui ou na arquibancada?
— Arquibancada. – Foram até o local. – Me diga como foi suas férias?
— Passei com os Weasley, foi legal, Molly foi um amor comigo, passei o tempo todo com a Gina e ainda ajudei em algumas coisas lá na Toca.
— E seus pais.
— Estavam viajando, e os seus?
— Adivinha?
— Com certeza passou um bom tempo sem fazer nada e deixou tudo do quadribol para agora. – Segurou a risada.
!
— Eu ‘to brincando, claro que você ficou pensando e arrumando planos para a Grifinória ganhar. – Ela ria.
— Foi bem isso. – Deu um gole. – Está diferente.
— Diferente como?
— Seu cabelo, não sei você está diferente.
— Melhor pessoa para definir a diferença, mas sim meu cabelo cresceu, mas não tão relevante assim, e. – Pensou antes de falar. – Quem sabe eu te contou depois.
— Você, Weasley? – O olhar entregou a ideia.
— Não! – Se engasgou com o pedaço do sanduíche. – Credo Oli, não mesmo, nem passou pela minha cabeça isso.
— Sua cara. – Ele ria. – Foi a melhor.
— Não teve graça. – Alguns minutos começou a rir. – Tá só um pouquinho.
Ficaram alguns minutos sem conversar ela observava aquele campo, os seis aros, as marcações no chão e até mesmo as torres decoradas com cada casa. Se não fosse pela a aula de voo e a conversa com Gina e principalmente Oliver por fazê-la se apaixonar por quadribol, ela não sabia o quão maravilhoso aquele esporte era.
? – A chamou.
— Pode dizer.
— Vai jogar quadribol?
— Eu acho que sim, alguém. – Olhou para ele. – Me fez se apaixonar por tudo isso. – Olhou novamente para o campo.
— Então, talvez eu terei uma rival à altura?
— Já pensou que essa rival pode levar a taça para a Corvinal? – Desafiou.
— Mas não mesmo, este.
— É a melhor equipe que a Grifinória teve em anos. – Os dois falaram juntos.
— Muito fácil prever você, Oli. De gostar de você também. – Terminou a frase em um som baixo.
— Que você falou? – Estava curioso.
— Nada. – Seus olhos arregalaram, a menina sentiu suas mãos suarem frios.
— Sim, você disse algo com gostar.
— Me referi ao quadribol.
— Eu concordo.
— O que você vai fazer ao terminar os estudos?
— Tentar entrar em um time de quadribol.
— Olha só terei um amigo famoso. – Apoiou no banco de cima.
— É. – Se gabou. – Mas não vou esquecer você. – Segurou a mão dela.


Os dias passaram e o teste para o quadribol da Corvinal havia chegado. Luna, Gina e Penie foram no dia para torcer, com a saída de um dos batedores então ela tentaria a vaga. Nunca na sua vida se sentiu tão nervosa igual aquela hora, podia ser estranho mas queria que até mesmo Harry, Rony e Hermione estivessem ali.
— Eu não sei por que inventei amar esse esporte. – Já disse voando.
Ao comando do capitão, Clarke provou que tinha mérito da posição de batedora e de artilheira. Mas seu leve medo de não conseguir quando tentava demonstrar que também era uma boa artilheira a fez pensar mais um pouco; Ela parou olhou para todos jogando e ficou pensando se continuava, seu desempenho como batedora foi maravilhoso não precisaria tentar um lugar que mais desejou entre todas as conversas. Ah aquele frio na barriga que sentiu ao olhar o horizonte e ver os dementadores.
— Vai !
Escutou gritarem seu nome.
— Oliver, você não disse algo de não atrapalhar a escolha dos novos jogadores? – Ginerva indagou estranhando a presença do amigo.
— Eu vim pela , acredite. Não ia deixá-la sozinha.
Aquela voz era inconfundível, Oliver estava na bancada ali torcendo por ela, quem diria que ele ia torcer pela futura rival dele. Tomou toda coragem, e o que aprendeu observando todos os jogos de quadribol que ela foi, tanto pela Corvinal quanto pela Grifinória, colocou em prática. Quando terminaram o teste sentou-se ao chão e tomou um pouco de água de Gilly. Com os resultados já em pedaço de pergaminho ele – o capitão – disse todos os novos integrantes do time oficial, deixando por último, o nome de .
E lá foi ela correndo em direção dos amigos depois de ter conseguindo sua tão desejada posição de artilheira.
— Eu disse que você era incrível, e que ia conseguir! – Penny a abraçou.
— Obrigada amiga.
— Isso merece uma comemoração. – Ginerva comentou.
— Com pudim e suco de abóbora. – Os olhos de Luna brilharam.
— Não se esquece dos morangos.
— Vamos até a cozinha. – Penny quis deixar os dois jogadores a sós. – Nos encontramos no círculo de pedra ok?
— Ok. – respondeu.
— Então, a Corvinal tem uma nova artilheira.
— É né, fazer o quer. – Sorriu.
— Bom agora veremos quem ganhará a taça.
— Claramente será a Corvinal. – Zoou o amigo.
— Aí, aí . – Riu, sabia que só estava provocando, como amiga. – Vamos, elas já devem está nos esperando.
— Vamos.
Fred e George que ficaram sabendo que a garota estava no time da Corvinal a parabenizaram, e por um momento ela pode jurar que ficou alguns milésimos analisando Fred; Claro que eles não foram o único, seus mais novos amigos, Potter, Granger e Weasley também desejaram boa sorte nos jogos, isso depois da aula de Tratos de Criaturas Mágicas.

Na biblioteca, depois de alguns dias, fazendo o pergaminho de poções, viu uma coisinha amarela saltitando quase que silenciosamente, era Penny com um jornal ela colocou na mesa e passou a sussurrar, Fred e George que estavam lá ignoraram a lição e prestaram atenção na conversa.
— Aqui o jornal onde fala que ele foi visto. – Sussurrava. Deixou na mesa para que todos pudessem ver. – Uma Muggle relatou que Sirius Black foi visto em Dufftown, o ministério foi até o local mas era tarde demais.
Logo as especulações foram cogitadas. Ginerva e Penny prestavam atenção na conversa deles que nem perceberam que havia saído pálida da mesa quase se amparando em todos os alunos que estavam sentados, o único que percebeu seu afastamento foi um dos gêmeos. Ele a seguiu até a ponte suspensa.
— Hey . – Ele a chamou. – Você está bem? Saiu tão rápido da mesa.
— Sim. – Umedeceu os lábios. – Estou bem Fred, não precisa se preocupar. – Segurava o pingente que estava em seu pescoço.
Ele percebeu que era mentira, estava na cara que era, afinal, o olhar perdido e de desespero tomava conta dela por inteira. Além do mais, percebeu o pingente que estava junto a ela, e sua curiosidade aumentou mais em saber de quem ela ganhou e se de alguma maneira, tinha ligação com o Black. Ele podia aprontar sempre com seu irmão, mas não era nada besta.
, você está pálida, como pode está bem? – Considerou se perguntava ou não. – Tem haver com Sirius Black? Ele fez algo a você?
— Não é bem fazer algo. – Olhava a pequena cachoeira ao leste. – É eu me sentir em perigo quando escuto o nome dele, não pelo o que você contou, mas é como se eu sentisse que ele já fez algo contra mim, como se metade da minha felicidade que eu conquistei estivesse indo por água abaixo.
Nitidamente ele não compreendeu nada do que ela falava. Mas suspeitou da atitude dela e do diálogo.
— Então vamos soltar, está começando a esfriar, e você estava ajudando minha irmã e a Penny lembra?
— Sim eu lembro, mas eu já vou, irei ficar aqui um pouco sozinha.
Sem concordar ele a deixou ali sozinha do modo que ela quis.
Não estava enganada da sua intuição, no fundo sentia um grande medo só de ouvir o nome do homem já que a correlações eram grandes, um bruxo que traiu seus próprios amigos e deixou uma criança órfã tudo pelo o Lord das Trevas. Aquilo era demais para ela alguns fatos e seu medo, era como se sentisse o perigo perto de sim e uma grande raiva se aproximando.


Capítulo 06 - Troca de Times

Outubro.
Um sábado normal nascia naquele dia. Estava meio frio, então resolveu manter o suéter da sua casa por baixo de um de seus casacos velhos e um pouco pequeno. Ela tinha combinado de se encontrar no círculo de pedra com Oliver, porém no meio do caminho por coincidência viu Harry, Rony e Mione juntos de outros alunos e da Professora McGonagall e do senhor Filch, que verificava os alunos de acordo com a lista. Eles estavam prestes a ir ao Vilarejo.
A moça esperou um pouco para cumprimentar todos, menos Filch, ele insistia em fechar a cara até para ela que não tinha aprontado nada no castelo – ainda, por enquanto.
— Bom dia, professora. – Cumprimentou.
— Bom dia, senhorita Clarke.
— Oi gente.
— Oi . – Hermione a abraçou. – Como você está?
— Bem se acostumando com o frio, como sempre. – Sorriu.
— Estamos indo a Hogsmeade, sabe se a Gina disse se queria alguma coisa de lá? – Rony perguntou.
— Não, mas tenho certeza que aceitamos alcaçuz. – Os dois riram. Escutaram Argo chamarem todos. – Vão lá, não quero que vocês percam o passeio. Até.
— Até . – Os dois falaram juntos.
— Tudo bem, Harry?
— Sim. – Na verdade ele queria ter ido. – E seu treinamento para o Quadribol? Além disso Oliver comentou que você é uma boa artilheira.
— Vai indo, achei que ia ser mais difícil, mas acho que aprendi muito observando os jogos. – Encostou na parede, quase ao lado dele. Estavam perto na escada de mármore. – Ele contou é? Eu vou fazer uns gols nele só para deixá-lo com um pouco de medo do que a Corvinal é capaz. – Eles riram. Não precisava dizer que era uma gozação, Harry era bem inteligente para isso.
— Sua sorte, quando eu entrei eu nem sabia direito, nem tinha observado bem.
— Mas você se saiu bem, ouvi muito ao seu respeito no Quadribol. Coisas boas.
— Ainda bem, eu sou um bom jogador.
— Não Harry, Oliver tem o melhor time de quadribol. – Zoou o próprio amigo. – Em falar em Oliver, tenho que ir me encontrar com ele.
— Vocês dois es. – Foi interrompido.
— Nem complete. – Ria. – Não estamos juntos, só somos grandes amigos, como você e a Hermione. Mas entendo todos acharem isso. – Se distanciava. – Até mais Harry.
— Até .
Andando em direção do ponto de encontro, a bruxa colocou as mãos no bolso do moletom amarelo e olhou para frente depois de tropeçar em uma pequena pedra e nesse momento suas mãos suaram frios, nunca na sua vida tinha visto um cachorro com expressões tão vivas, o cão não tão grande igual poderia dizer que era quase do tamanho de um urso, ele era todo preto, seus pelos estavam um tanto meio molhados, meio sujos. O cachorro a encarava estranhamente, e aquela sensação veio mais forte do que nunca, pensou em pegar sua varinha sem fazer muitos movimentos bruscos e então quando estava preparada para lançar um feitiço ela viu um feitiço passar por si, e quase acertando o cão que saiu correndo para um caminho qualquer. Clarke olhou para trás e viu Fred com a varinha em sua mão.
— Fred. – Estava pálida e assustada.
— Você está bem? – Se aproximou da garota.
— Aham, acho que estou.
— Menos mal, o que faz aqui sozinha?
— Procurando o Wood, fique de me encontrar com ele.
— Vê se da próxima vez vocês combinam um lugar mais seguro. – Estava nitidamente um pouco irritado com a atitude do goleiro.
— Pode deixar. – Estava olhando para ele admiradamente. – Não era para você está com o George?
— Estávamos voltando da cabana do Rúbeo, ele ficou para trás conversando com ele quando te vi aqui.
— Faz sentido.
— Vamos até a cabana, pelo menos lá você está segura.
concordou e seguiu o ruivo, que não deixou de prestar atenção se o cachorro voltasse. Eles estavam procurando o rato do Rony, e com isso foram avisar o guarda caça, e agora professor, sobre o sumiço do bichinho de estimação. Ela ficou ali conversando com os três até escutar a voz de Oliver, se despediu de todos principalmente de Fred, já que ele havia salvado ela há poucos minutos atrás.
— O que você fazia lá? Não vai ajudar eles nas travessuras, ou vai? – Wood andava ao lado dela.
— Claro que não, mas não é uma má ideia, a verdade é que ele me salvou de um cachorro, sabe-se lá o que o bicho poderia fazer.
— Isso explica você não está no local combinado. – Sentaram na grama.
— É faz um pouco de sentido. Pronta para o jogo contra a Sonserina?
— Nem um pouco, estou muito ansiosa e nervosa também.
— Se acalma, é só primeiro de muitos.
— Nossa como você ajudou hein. – Ela riu. – Tem alguma dica para o nervosismo?
— Tenta não pensar que é um jogo oficial, mesmo com o capitão do time gritando algumas coisas, imagina que é o treinamento e assim vai, logo você vai está ajudando até o capitão com as táticas.
— Até que é uma boa estratégia, espero que dê certo.
— Vai sim. – Segurou a mão dela. – Eu vou está lá torcendo por você. – Eles sorriram.
Aproveitando ainda que tinha ainda as horas em claro ela foi se encontrar com Penny que estava saindo da sala de poções, foi então que as duas resolveram em ir até o pátio, sentar debaixo da árvore que tinha ali; Elas conversavam enquanto dividiam a uva. E claro como uma boa garota “popular” ela sabia de tudo que se passava nos quatro cantos do castelo, bom quase tudo.
— Como você tá? O cão atacou você certo?
— Como você sabe? – Sentou ao lado dela.
— Eu tenho minhas formas de saber tudo que se passa aqui.
— Não atacou não, Fred me salvou se é que pode se dizer em salvar né, já que o cachorro só ficou me olhando.
— Ele não esperava te encontrar, deve ter ficado com receio de avançar o campo.
— Pode ser, mas eu senti um grande medo e perigo vindo dos olhos dele, eu fiquei paralisada Penie.
— Pode ser só medo dele ir para cima de você. – Sugeriu.
— Eu não sei. – Pensou. – Mas lembro muito bem que escutei a voz do Fred, foi com um alívio saber, me senti. – Buscou a palavra.
— Protegida?
— Isso! Depois eu fiquei lá olhando para ele. – Pegou mais uma uva. Nem havia percebido o que tinha comentado.
Haywood lembrou-se do dia onde estava na aula de Herbologia, juntamente de e as duas meninas, como tiveram que se separar em dupla para uma aula dinâmica a corvinal e a lufa-lufa, ficaram conversando até a professora arrumar as instruções da aula de Ramos de Valeriana, e nesse dia havia comentado como ela que sentia admiração por Oliver e uma suposta atração já caminhando no sentido de gostar.
Ligou os pontos rapidamente e logo percebeu de imediato quem era a suposta atração que ela sentia fazia mais sentido depois do acontecimento do que qualquer outro momento.
. – A chamou curiosa.
— Ai meu Deus eu conheço esse tom. – Olhou para a loira.
— Deixa eu fazer uma pergunta. – Se aproximou. – Aquele dia na estufa, onde fizemos a atividade juntas, você disse que estava sentido uma atração por uma pessoa, essa pessoa seria o Fred Weasley?
— O que? – Arregalou os olhos. – Claro que não, é impossível, e ele é irmão da Gina, não mesmo Penny.
— Certeza? Vamos analisar.
— ‘Ta. – Ficou de frente para a amiga. – Pode começar.
— O que você sente pelo Oliver, a verdade não se engane.
— Eu gosto dele, como amigo principalmente, sei que comentei com você que supostamente eu gostava dele mais que amigo, porém eu percebo agora que não é bem assim sabe? Que isso só apareceu pois ele era realmente o primeiro garoto que conversou comigo sem preocupações.
— Já o Fred... – Deixou a amiga completar.
— Eu passei as férias lá, foi conversas maravilhosas, ele é legal, incrível, faz as graças dele como George, ele me explicou mais ainda sobre o Quadribol, ele também me ajudou hoje e me contou tudo que ele sabia sobre Azkaban e sobre o Sirius Black. Além de ser muito bonito não vou negar. – Ela olhava a uva no potinho, estava perdida falando do garoto. Seu timbre mudou sem perceber, e isso a entregou para sua melhor amiga.
Clarke, não queria falar muita coisa não, mas você está apaixonada por ele.
— Claro que não! – Estava corada.
— Você se escutou? Claro que gosta, eu não vou contar para ele muito menos para a Gina, mas você tem que tomar cuidado, seu olhar pode ser que te entregue.
Deixou a loira falar e ficou pensando na teoria dela e realmente ela tinha razão, era isso que ela sentia todos os momentos que prestava atenção em Fred. E Oliver, bem, ele sempre foi aquele que ela admirou de verdade e que cuidou dela com todo carinho e amor, algo que ela nunca nem se quer imaginou que um dia podia acontecer.
— Você entende agora? – A amiga perguntou.
— Sim. – Não sabia o que ela havia falado. – Mas você acha mesmo?
— Que você gosta dele?
— Aham.
— Lógico que sim! Olha é como se fosse com duas frutas que você gosta. – A melhor comparação que Penny fez na vida dela. – Você ama morango, sempre amou e você acha legal a uva por ter um sabor familiar, entendeu?
— Claro. – ria. Se o momento não fosse sério, com certeza o olhar para a comparação seria outro. – Acho que precisamos ir. – O tempo fechava.
— Só um minuto, tenho que guardar minhas coisas.
A Corvinal passou o final de semana pensando no que a loira havia afirmado a ela, se isso fosse a mais verdade que já escutou de si então teria que esperar muito tempo para demonstrar esse amor, ou melhor, para ter a certeza se algum dia ele a olharia de maneira que ela imaginou que um dia podia acontecer.
Mesmo ao lado de Rony e Hermione que falava sobre Hogsmeade ela não perdia nem se quer um momento para lembrar da conversa, principalmente do quadribol. Mas sabia que aquela não seria única preocupação.
estava cansada e não podia demorar nas horas que ficava fora da cama, sua disposição e energia para o quadribol, que seria daqui alguns dias. Já em sua cama com a calça cinza do pijama e uma blusa jeitosa, ela lia um livro que pegou emprestado na biblioteca, quando viu Penélope bater na porta entreaberta de seu dormitório; E lá ela surgiu um pouco pálida e bem séria.
— Vamos, preciso que vocês se reúnem na sala comunal, o diretor da nossa sala está esperando todos e vai da um aviso.
— Temos que levar alguma coisa? – Luna questionou.
— Não, só se quiser levar uma outra blusa, e podem ir de pantufas e pijama. – Se retirou do quarto.
As amigas se entreolharam e junto das outras três garotas, saíram do quarto depois de pegarem uma outra blusa. Não se questionaram em nenhum momento só queriam saber o que ele tinha a dizer.
— Estão todos aqui? – Penélope fez um sinal positivo ao diretor da casa. – Bom queria avisar que todos vão direto para o Salão Principal sem desviar para nenhum corredor, a senhorita Clearwater estara bem atrás de todos, eu irei guiá-los, compreendidos. Lá o professor e diretor irá conversar com todos vocês.
— Sim. – Falaram.
O pequeno professor andava depressa com todos em seu alcance, logo pediu para que eles se juntassem aos outros alunos das casas e não saíssem por nada do salão. Junto de Minerva ele trancou a porta.
— Junto dos professores nós iremos fazer uma busca muito meticulosa no castelo. – A calmaria em sua voz, de Albus, era nítida. Queria transparecer uma segurança para todos. – Receio que vocês terão que passar a noite aqui. Os monitores chefes. – Se referiu a Penélope e Percy. – Que tomem guarda da porta, e caso haja uma perturbação vocês pedem para um dos fantasmas me avisarem. – Olhava diretamente para eles.
O diretor já ia deixando o salão quando falou algo, não a prestava atenção mas foi fácil perceber o que era depois que viu as mesas se afastarem e lindos sacos de dormir fofos e roxos aparecerem.
— Durmam bem. – O homem desejou.
Ginerva foi para perto das amigas e Penny já se aproximava também.
— Mas o que aconteceu, eu não fiquei sabendo de nada. – Penny falava.
— É o Sirius Black, ele tentou entrar na minha sala comunal. – Gina estava abalada. – Professor Dumbledore parecia está muito preocupado e mandou a gente vir para cá, logo vocês apareceram, realmente achei que só a Grifinória ficaria aqui.
— Sirius Black? Em Hogwarts? – Luna parecia não acreditar.
— Não pode ser. – tinha a voz um pouco trêmula. – Tenho certeza que ele vai solucionar isso, não foi isso que aconteceu. – O olhar estava perdido diante a multidão. Seus lábios que eram um pouco rosados por natureza, agora estavam levemente pálidos.
você está bem? – Gina indagou.
— Sim, só que, não dá para acreditar, entende? – Elas concordaram com a cabeça. – Vamos logo pegar algum saco de dormir.
— Querem ficar perto dos meus irmãos? – Se referiu Fred e George.
Elas concordaram e foram para perto dos garotos, Oliver também estava lá e parcialmente Clarke se sentiu um pouco protegida. Ficou olhando o teto enfeitiçado e ao fundo escutava Percy gritar sobre as luzes, se Sirius sempre esteve por perto então... Ela ligou os pontos, fazia muito sentido, o cachorro principalmente.
“Será que ele tem um cachorro que o ajuda a investigar as redondezas? Preciso lembrar-me dos livros de transfigurações que eu li.” – Pensava ao olhar para cima.
Sem delongas criou várias hipóteses e logo ela caiu no sono mesmo querendo achar uma solução.
No dia seguinte todos já estavam em seus dormitórios, esperava Luna sentada em sua cama com um ar de preocupação, a menina tentou animar a garota, mas não conseguia. Clarke esperou todas as garotas saírem para conversar com Luna.
— Pode falar agora. – Fechava a porta.
— Você acha que seria capaz ele estar atrás de outra pessoa?
— Sim, mas seria um pouco complicado, todos iriam perceber até os quadros.
— Indiretamente, se for indiretamente Luna.
. – Conhecia aquele tom.
— Entenda, de uns dias para cá, na verdade já faz meses, é como se Sirius Black. – Falou o nome baixinho. – Se. – A porta se abriu.
— Mas vocês estão aqui ainda. – Penélope entrou. – , Luna vocês estão bem?
disse que sentiu um pouco de tontura quando se levantou, mas já estávamos indo.
— Eu levo você para a madame Ponfrey.
— Não precisa, não agora, eu vou comer primeiro deve ser isso se não for, eu vou até ela, Penélope pode ter certeza. – Sorriu.
— Certo, então vamos indo.
Penélope era bem rígida, principalmente pelo seu cargo de monitora chefe, mas era sempre gentil com os alunos da Corvinal. Raramente ela advertia antes de saber o que foi e isso incluía com qualquer outro aluno.
não comentou mais nada com Luna e muito menos com as outras meninas, ler os livros estava dando problemas para os neurônios dela. Até não precisava, todos já criaram hipóteses mirabolantes sobre o fugitivo.
A semana ia passando e seu jogo foi mudado subitamente e inesperadamente, a garota que jogaria contra a Lufa-Lufa, agora irá para o campo contra a Sonserina, até mesmo Roger estava achando tudo bem estranho, já que eles planejaram todas as jogadas contra a casa amarela.
— Estamos entendidos? Não mudaremos nada, sei que já jogamos contra a Sonserina no ano passado, e treinamos para jogar contra a Lufa-Lufa mas confio nos meus jogadores, e nas minhas artilheiras maravilhosas. – Olhou para as meninas. – E claro uma maravilhosa apanhadora, fora o nosso goleiro e os batedores.
— Ansiosa, ? – Cho questionou.
— Com certeza, tenho certeza que iremos ganhar deles.
— Isso, estão dispensados do treino.
Depois do jogo da Grifinória, ficou um pouco assustada não por conta da chuva, isso era moleza e era um fato, mas por conta do que houve com Harry.

Quinta-feira.
O relógio da torre batia forte, dava para se ouvir do campo de quadribol, a estratégia já tinha sido passada e agora os jogadores esperavam pelo o momento. Já se tinha passado a temporada de treinamentos, e ela tinha se saído muito bem para uma garota que mal conhecia direito o esporte. Focou nas palavras de Wood e assim entrou em campo.
Montou em sua vassoura depois de Madame Hooch pedir e o apito deu o alerta que o jogo começou; apertou bem suas mãos na vassoura e foi em busca dos pontos para sua casa, estava sendo fácil via tudo com um treinamento mais sério. Relatar aquele momento não era fácil, além do frio da barriga, a energia era melhor do que escutar um “Parabéns” pelos pontos que conseguiu para a casa.
A pior parte era se lembrar de Harry, e a outra pior parte era a chuva na sua cara, a garota tinha feito uma trança era uma coisa a menos para se preocupar. Ser consideravelmente uma ótima artilheira, hora valia muito mais do que qualquer outra coisa, ainda mais jogar na cara da Sonserina que eles não eram tão bom assim.
“Carter fez uma ótima defesa para a Corvinal; E lá vemos mais um ponto para a Corvinal Roger marcou dez pontos, fazendo assim um total de vinte pontos a zero”.
Escutar tudo e tentar marcar com chuva era um grande desafio, isso sim que era o primeiro jogo cheio de adrenalina.
“E a goles está com a mais nova artilheira da Corvinal, salva pelo batedor da casa. E ela se aproxima e marca dez pontos, totalizando trinta a zero”.
Sem dúvidas o medo tinha passado ali, naquele primeiro ponto. Ouvir a torcida gritar era insano. Mesmo com os pontos que a Sonserina tinha feito isso era fácil de virar, mesmo um empate de pontos, era muito fácil para a garota quando sabia que era melhor que a casa rival. Então quando estava presente a fazer seu segundo ponto ela ouviu Lino:
está com a gole perto dos aros, conseguiu desviar de um balaço letal e, Clarke marca mais dez pontos para a Corvinal fazendo assim eles ficaram com oitenta pontos. E esperem a artilheira pegou o pomo de ouro, rendendo duzentos e trinta ponto para Corvinal!”
A gritaria era grande em três bancadas, apenas da Sonserina mantinha aquele som de vaia. Mas quem liga quando o melhor aconteceu?
No vestiário, havia ganhado tanto parabéns apenas por vinte pontos, se comparece com seu aniversário, ela realmente ganhou em seu aniversário.
— Hey Clarke. – Roger, o capitão, se aproximou da artilheira. – Você fez um ótimo jogo hoje, me surpreendeu.
— Obrigada.
— Você foi muito boa mesmo, fico feliz em saber que essa garota é boa no quadribol.
— Você também tem todo mérito Cho. – Tirou a luva.
— Mais tarde faremos uma pequena reunião no salão principal, para comemorar a primeira vitória. – Andavam. – Não vai ser nada de mais, pode levar suas amigas se quiser. – Se referiu a Penny e Gina. – Vai ser apenas uns lanches.
— Eu agradeço Cho, irei aparecer. – Sorriu.
A moça saiu da concentração do time e ia em direção aos seus amigos, que a esperavam com alegria. esfregava suas mãos em suas têmporas olhando para o chão, agora estava sentindo o efeito da tensão do jogo, ao olhar para frente o cachorro estava ali de novo, passando correndo para que ninguém o visse. voltou a andar quando o perdeu de vista e torceu para que sua expressão no estivesse tão estampada.
— E lá vem a maior artilheira da Corvinal! – Luna disse em um tom razoável.
— Fez um jogo e tanto. – Penny a abraçou.
— Eu não sei o que eu fiz, estou um pouco tensa ainda. – Todos riram.
— É questão de se acostumar, logo você vai fazer coisas que nem se passa pela sua cabeça. – Harry aconselhou. – Mas você foi uma ótima jogadora, marcou duas vezes no seu primeiro jogo. – Sorriu para ela.
— Obrigada gente.
Foram em direção do castelo, Clarke andava logo atrás dele, e quase perto de Oliver um bom amigo sabia quando precisava interferir nos pensamentos esquisitos.
— Pode me dizer o que se passa aí?
— Como você sabe?
— Acho que te conheço bem já.
— Aquele cachorro quer alguma coisa, eu sinto.
— Não deve ser nada, sabe as vezes, alguns momentos tensos se refletem em coisas que nunca imaginamos.
— Deve ser. – Sorriu.
Aqueles que acompanharam durante o jogo foram para seus afazeres, as quatro amigas foram para a aula de poções, como desde o ano passado elas tinham a aula juntas e isso permaneceu até aquele ano. Snape a olhava de longe, cuidadosa como a mãe, mantendo os fios encaracolados presos para não acontecer nenhum acidente, a distância correta para o caldeirão, parecia que estava fazendo isso depois de algumas dicas da senhora Clarke.
A saudade aumentou, a vida foi tão dura com ele.

Mais tarde ela e suas amigas compareceram ao salão principal. Era realmente alguns lanches e nada de mais, o time havia aproveitado as horas livres antes de ir para a sala comunal e comemorar a vitória, principalmente dos novos membros do time. Com tudo aquilo , sabia que aquele lugar tinha virado sua casa.

Aulas e mais aulas, entre elas a bruxa foi até o banheiro – sim o da Murta que Geme, elas já tinham se conhecido e de tal forma não a amedrontava a morena. Sua bolsa estava aos pés da pia enquanto lavava as mãos e ouviu passos se aproximando; era uma aluna da Sonserina, já tinha a visto andando com o Malfoy. Pansy Parkinson.
— Ocupada, Clarke?
— Não, mas já estava de saída. – Era sempre educada. Nunca achou que seria alvo de uma garota da Sonserina, até porque nunca foi motivo para chamar atenção, não tanto quanto Potter.
— Espere, nem conversamos direito, já se perguntou se você é puro sangue ou uma sangue ruim?
Hermione havia explicado para ela o que significava cada um, e que aquela definição não fazia uma bruxa boa ou má, só o que ela tinha em seu coração a definia. E fora isso, Mione também tinha contado sobre os outros nomes de Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, a deixando mais familiarizada com tudo.
— Uma garota como você, sem saber quem são seus pais, sem saber sua verdade. – Andou em volta de . A moça se perguntou como ela descobriu, ela guardou mais do que em sete chaves. Nem havia um Fofo que guardava esse segredo, ela sabia do cachorro, pois Rony havia contato a ela sobre seu primeiro ano. – Nunca teve curiosidade para saber? – Parou na frente dela.
balançou a cabeça negativamente.
— Porque teria, sendo que sei que você está mentindo. – Retrucou.
Pansy gargalhou, sem ligar se alguém ia se importar se a escutassem.
— Que pena. – Um sorriso sínico apareceu. – Eu irei contar da mesma forma, em uma conversa, dos professores Dumbledore e McGonagall eles falaram nitidamente que você é filha da Bellatrix e, até minha inteligência ajudou a ligar os fatos, do Lord das Trevas. Eles comentaram no seu último dia de aula do primeiro ano.
O frio na barriga passou por seu corpo todo, sua respiração saiu gelada como se não houvesse mais nada que pudesse esquentar seu pequeno coração. Tudo girava, a informação não era uma das melhores, mas saber assim, assim tão friamente foi como levar as três maldições imperdoáveis ao mesmo tempo.
— Não conte a ninguém Pansy, por favor, não conte a ninguém.
— Por quê? Medo de te rejeitarem?
— E porque ninguém deve saber, principalmente meus amigos.
— Tarde demais.
— Não! Isso está errado, o chapéu seletor. – Foi interrompida.
— Ele deve muito ter mentido a você, ou só fez o que você quisesse, minha mãe já me explicou isso, entretanto achei que você sabia, a esqueci.
Pansy se retirou do banheiro, deixando a menina atordoada e perplexa. Era um balde de água fria em cima de sua cabeça caindo sem tempo indeterminado.
— Você não tem mãe. – Passou pela porta rindo.


Capítulo 07 - Em quem acreditar?

Estava ali, encostada na parede a um bom tempo desde que Pansy tinha se retirado do banheiro. Até mesmo Murta que tinha escutado tudo sentiu pena de , e se ela estivesse viva naquele momento teria sentido a dor que sentiu.
Ao poucos retomou o fôlego, suplicou a si mesma que não fosse verdade toda aquela história; Ao olhar seu relógio de pulso viu que estava muito atrasada para a aula de Herbologia, refrescou seu rosto e se olhou no espelho, por sorte seus olhos não estavam mais avermelhados, pegou sua bolsa do chão e se encaminhou para a aula.
Enquanto andava para a estufa os olhares estavam bem mais que indiscretos, todos, de todas as casas, olhavam para ela desconfiados como se ela havia feito algo para a escola toda, até mesmo os alunos do sétimo ano a encarava diferente. Não escondiam os olhares e nem os cochichos quando ela passava pelos alunos. Diferentes dos alunos da Sonserina, eles sustentavam um sorriso malicioso nos lábios, e muitos a aplaudiam, mesmo não sendo da casa deles.
Clarke se aproximou mais da estufa, e desde esse momento pode ver alguns alunos de recuarem, de tal maneira que demonstra esta com medo dela, ou só não queria ter contato próximo; Mediam-a dos pés a cabeça para ter a certeza que ela… Ela era realmente filha dos bruxos das trevas. Ignorando todos ela entrou na estufa colocou suas luvas e esperou Sprout aparecer mas neste meio tempo:
— Verdade eu ouvi. – Uma aluna cochichava. – Ela é filha do Você-sabe-quem.
O sangue ferveu, seus punhos cerraram pela longa capa da aula de Herbologia; A notícia tinha percorrido toda a escola e já tinha chego na sua aula, seus olhos estavam tão marejados que se tornaram duas pequenas piscinas acastanhadas. A raiva que sentia junto da tristeza era irritante só por tê-las em seu pequeno coração.
. – Era Penny, sua voz demonstrava tristeza e indignação. – , então é verdade? Você é mesmo filha deles? Porque você nunca me contou, porque você não me disse? Escondeu isso de todos! Nós somos amigas, pra que esconder isso de mim?!
Clarke olhava para a amiga, se é que podia considerar como amiga, Gina e Luna se aproximavam delas, os olhos vermelhos de Ginerva a entregava, havia chorado.
Se nem sabia da verdade como Pansy foi conseguir ter toda a verdade para si? Não havia respostas para todas as perguntas de Penny e muito menos para aquelas que Gina e Luna faziam, com todos os olhares para ela, e até mesmo de Professora Sprout – o boato já tinha chegado a todos os professores e até o diretor, e sem saber o que responder para as meninas, ela apenas fez a única coisa que passou em seus devaneios: Correr.
E sem olhar para trás e largando todo seu material na estufa ela correu tirando a capa e a luva da aula e jogando no chão. Suas lágrimas atrapalharam de ver o caminho inúmeras vezes, não sabia por onde passava, apenas se guiava pelo borrão verde das copas das árvores; Sem perceber ela entrou na floresta proibida, ia cada vez mais fundo entre aquelas árvores de grandes copas e folhas secas por todo o chão, tropeçava em raízes grandes e se assustava com os sons mais adentro. Até que ela se encostou em uma árvore e deslizou por ela, puxou suas pernas para perto de seu corpo e a abraçou. E ali, chorou deixando todos os sentimentos embaralhados saírem com cada lágrima.


— Gina? Onde ela está? – Wood não chega perto de esta cansado de tanto correr. Ele tinha saído de uma de suas aulas.
— Eu não sei, ela saiu correndo estávamos dentro da estufa.
— Obrigado. – Saiu.
— Espera Oliver, você acha que é verdade? – Penie questionou.
— Se for, ela com certeza teve seus motivos para não contar.
— Mas somos amigos dela porque esconder isso? – A loira estava realmente inconformada.
— Porque se ela é realmente, isso pode afetá-la profundamente e querer mostrar antes para todos a garota que ela é de verdade e não a filha deles. Nós sabemos o que ele fez, e ela também sabe. – Respirou fundo. – E ser comparada aos dois não deve ser a melhor coisa.
Saiu andando procurando por ela. Aquelas palavras de Wood foram fundamentais para Gina, pois lembrou quando ela questionou do Lord das Trevas e realmente mostrava não saber quem ele era.
“E se talvez ela nunca imaginou que podia ser filha da pior pessoa?” – Gina pensou consigo.
Ele, Oliver, também estava irritado, até porque ele precisava conversar com ela a um tempo, e bem nesse ano ele não a procurou, ficou tão focado no quadribol que esqueceu cem por cento do assunto. Desceu o pequeno morrinho e foi até a cabana de Hagrid onde o professor Lupin estava.
— Com licença. – Interrompeu a conversa. – Vocês viram a descer por aqui?
— Também está à procura dela Wood? – Lupin falou sério, seus olhos transmitiam a tamanha preocupação.
— Sim, eu… Eu fiquei sabendo também a essa altura todos já sabem.
— Estávamos indo para a floresta, Hagrid disse que a viu passar correndo.
— Irei junto.
— Não é muito perigoso, é melhor você ficar aqui, se ela voltar você vai até ela. – Rúbeo impediu do menino passar.
— Eu vou. – Disse firme e determinado. – Ela é minha amiga, não deixarei sozinha, principalmente agora. – E não teve como dizer não ao jovem rapaz.
Entrar na floresta não era uma coisa fácil muito menos agradável de se fazer. Com uma luz sob a ponta de sua varinha ele foi se aprofundando mais entre as árvores, andar por toda a extensão com toda cautela era fundamental. Alguns momentos ele via vultos passarem rapidamente, escutava um tanto quanto longe os sons dos centauros e até mesmo duvidou ter ouvido uma Quimera.
Ficava mais medonho quando o céu estava nublado, estava mais escuro mais complicado de se poder enxergar e ver tudo em sua volta, nem a luz do Lumos ajudava muito. Certo momento que andava, escutou um soluço de choro e foi andando em direção do som, quanto mais perto ele chegava mais nítido o som ficava, e finalmente seu coração bateu mais aliviado.
. – Falou aliviado ao encontrar a menina sentada nas raízes da árvore. – , que bom que te encontrei, estava tão preocupado. – Agachou-se ao lado dela.
— Você veio saber não é? – Enxugou as lágrimas.
— Vim primeiro achar você e vê como você está, sobre, sobre aquilo é irrelevante no momento.
— Como pode ser verdade Oliver? Eu passei dez anos dentro de um orfanato em Londres, com poucas pessoas que gostava de mim, como posso ser filha dele?!
Aquele silencio angustiou mais os dois, o som da floresta também não ajudava.
— Como você ficou sabendo, foi o boato? Ou suas amigas que te contaram?
— Pansy, ela que me contou, e acho que a neste momento não tenho mais amigos.
— Você tem eu ainda, sou seu amigo não esqueça isso nunca. – A abraçou, o vento chegava ser mais gelado lá do que no castelo.
— Só você então, mas é impossível, se for verdade porque me abandonou?
. – Pausou. – Não acho que seja verdade, você está na Corvinal, e eles eram da Sonserina. A primeira coisa que você procurou a fazer aqui, é o que te define, suas atitudes é o que vai fazer você e não o que eles estão a dizer.
— Pode ser. Me desculpe por não ter contado antes, eu não me sentia bem em dizer que não sabia quem era meus pais.
— Está tudo bem, cada um sabe sobre sua vida e também as piores dores. Não te culpo.
— O chapéu seletor falou que eu tenho uma mente brilhante igual da minha mãe e um coração bondoso do meu pai, você acha que isso pode ser verdade?
— Com certeza, quando eu sentei naquele banquinho, ele falou que eu era bem corajoso e ia trazer a taça de quadribol para a Grifinória. – Fez ri-la um pouco.
— Duvido que ele falou isso.
— Não, ele disse algumas coisas que não me recordo e falou que eu era da Grifinória. Só não quero ver você assim, não mais, vai ser difícil eu sei, entretanto vou sempre está ao seu lado.
— Sabe Wood, eu sei que você pode achar que estou precipitando, mas no fundo, sinto que realmente tenho um elo com a Bellatrix. – Mexia em seu camafeu. – Mesmo você não achando que é verdade, e o chapéu seletor falando sobre minha mãe.
Ele não quis responder, e dizer que ela ainda estava errada em pensar que poderia ter um elo ou ser a filha de Lestrange. Apenas mudou de assunto educadamente.
— Ele abre?
— Não, já tentei de varias formas, e até com feitiços.
— Posso tentar?
— Sim. – Abriu o feixe e entregou para o amigo.
Wood tento abri-lo com a mão e também com feitiço e nada. Era quase que certeza que tinha a foto dos pais dela ali dentro ou até mesmo uma dica, Oliver acreditava nisso. Com a promessa que daria uma forma para descobrir como abrir, entregou para ela e assim ficaram alguns minutos em silêncio. Professor Lupin viu a claridade da varinha e foi andando silenciosamente até eles e por um momento ficou escondido atrás de uma árvore.
— Poderia iluminar a gente com Lumos? – Wood pediu e ela concordou com a cabeça. Oliver apagou a luz e seguida fez um movimento sutil e murmurando o feitiço – Orchideous – um lindo buquê apareceu na ponta da varinha. – Para você. Eu posso chamar o Professor Lupin? Ele pediu para que eu lançasse Vermillious ao te encontrar, mas preferi ficar conversando com você.
— Pode sim, e muito obrigada.
. – Pensou nas palavras. – Você não pode ser filha dele, ele não deve ter tido tanto tempo já que procurava o Harry, mas da Bellatrix, acho que pode ser uma possibilidade.
Lupin ouviu a pequena teoria do goleiro, e não pode negar a si mesmo que parcialmente ele – Oliver, não estava errado.
— Vou chamá-lo.
— Não precisa Oliver. – Saiu de uma parte mais escura. – Eu escutei vocês conversando e vim até aqui. – Se agachou. – Como você está?
— Acho que bem, não sei.
— Vamos voltar para o castelo e não preste atenção nos outros ok? Eu vou chamar Hagrid e vamos todos. – Lançou o feitiço. – O diretor Dumbledore quer falar com você, e eu acho que senhor Wood pode te acompanhar uma parte. Você espera por ela, por favor, e depois a leve para a madame Pomfrey.
— Claro professor.
— Oh você está bem?
— Sim, Professor Lupin e o Oli me ajudaram.
— Fiquei muito preocupado com você, quando precisar se recuar de tudo pode ir até minha casa, o Canino vai adorar receber sua visita, e eu faço alguns Cookies para nós.
— Agradecida. – O abraçou.
Voltaram para o castelo, sem trocar nenhuma palavra, ela estava abraçada ao amigo. Andava de cabeça erguida mesmo sabendo que não tinha certeza sobre o que Pansy falou. Ninguém comentou algo ou disse uma grosseria já que estava presente de um professor – o Melhor professor diga-se de passagem.
Já em frente a entrada do escritório de Dumbledore, Minerva a esperava com a tristeza em seus olhos, agradeceu Wood e subiu para o escritório com Lupin e em seu encalço.
— Senhorita Clarke. – Ele tinha um pequeno sorriso amigável nos lábios. – Você se sente melhor?
— Um pouco.
— Bom. Senhor Wood foi muito corajoso em entrar na floresta proibida para achar você, um amigo e tanto.
— Sim, mas professor Lupin e o Hagrid também foram incríveis.
— Sim, sim. Acho que você sabe o porque está aqui, fiquei muito surpreso por terem falado que você é filha do Voldemort e da Bellatrix.
— Pansy que me contou, disse que ouviu você e a professora Minerva conversando. – Mordeu os lábios, dizer aquilo foi um tanto constrangedor falar isso para eles que se encontravam ali.
Uma batida na porta e logo Severus entrou na sala, olhando friamente para Lupin e depois cumprimentando com a cabeça, Albus e Minerva. O diretor já tinha pedido para ele ir até a sala dele mesmo se estivesse em aula.
— Senhorita Pansy se precipitou em relação ao diálogo, e tenho certeza que professor Snape poderá falar com ela, mas você precisa acreditar agora apenas em mim e na professora McGonagall. Você não é filha dele, nos conhecemos sua mãe, e ela era uma aluna da Corvinal muito esplêndida, excelente aluna e era uma ótima em poções.
— Em nenhum momento mencionamos que você era filha deles, muito menos de Você-sabe-Quem, apenas uma correlação pois em uma linha de família. – Minerva concluiu
Um sorriso miúdo nasceu nos lábios levemente rosado, e aquele pequeno foguinho da esperança nasceu em seu coração. Mas sem saber, apenas duas pessoas dentro daquela sala conhecia o pai de , sabia o nome e sobrenome; Apenas os quatros eram próximos um do outro.
— Mas caso tenha dúvidas sei que você irá encontrar pessoas que pode dizer sobre o passado. – Dumbledore deu uma piscadela. – Bom agora que tudo está explicado, sei que tudo vai se ajeitar, e preciso terminar algumas coisas. Severus poderia ficar? Temos que tratar daquele assunto, professora Minerva, chame a senhorita Parkinson e peça para ela se encontrar com o professor Snape na sala dele daqui trinta minutos, e Lupin leve a senhorita Clarke até o Wood sei que ele está a espera dela. – Sorriu.
Ela concordou com a cabeça, mesmo ainda com seus pensamentos focados em Belatrix.
, tem algo que você queria perguntar?
— Não professor. Com licença professores. – A moça sorriu de volta.
estava vestida com um casaco que Oliver tinha pego naquele meio tempo que ela conversava com o diretor. O sentimento havia se aquietado um pouco em seu coração, e o caminho todo ficou pensando em algumas probabilidades; Madame Pomfrey pela primeira vez não pediu para que o amigo saísse da ala, apenas fechou temporariamente a cortina que dividia a cama com ele do outro lado.
— Está se sentindo melhor? – A cortina já tinha sido aberta.
— Sim, como você ouviu terei que tomar um xarope, ela acha que estou começando a ficar resfriada.
— Garanto que não tem gosto ruim. – O goleiro segurava o riso.
— Você acha que eu não sei? Penny ficou com começo de resfriado e ela veio tomar. – Cochichava. – Disse que é muito ruim o gosto, nem suco de abóbora tirava o sabor ruim.
— Doce ajuda. – Disse com firmeza.
— Você já tomou?
— Digamos que sim.
— E ainda fala que não tem, eu não acredito. – Empurrou ele de leve.
— Se eu falasse que tem você não ia tomara. – Ele sorria. – Dentro do meu casaco tem uma bola recheada de morango, pode pegar.
— Aqui está. – Pomfrey se aproximava deles. – Tome tudo e não deixe nada, eu vou cuidar dos outros alunos, e você está com alta já.
— Obrigada.
virou o copo todo de uma só vez já fazendo uma careta que desaprovava o sabor de toda aquela bebida denominada como xarope, colocou a mão no bolso e comeu o doce enquanto voltavam para o salão principal, era o horário de almoço e a sineta tinha tocado há dois minutos.


Snape sentou-se em uma poltrona confortável ao lado de Dumbledore; O diretor conhecia aquele olhar de preocupação quando ele foi avisar sobre o boato que estava rondando toda a escola referente a aluna, e fazia tempo que aquele ar não aparecia.
— Severus, você foi mais rápido que Remus para avisar que sobre , e fazia a um bom tempo que não te via tão preocupado assim. – Estava calmo, mas muito curioso.
Um leve tempo de silêncio entre os dois, Severus pensava naquela noite acompanhada da promessa.
— Eu prometi a Lauren, que a protegeria, ela estava com medo de que algo acontecesse com o bebê que ela esperava, houve um dia que ela me enviou uma carta bem sigilosa onde pedia para me encontrar com ela.
— O momento que ela pediu para você proteger a criança caso algo acontecesse.
— Exatamente. Mas nada aconteceu, achamos que tudo estava bem mesmo depois do acontecimento com o marido dela, fui visitar a e a Lauren dias antes dela morrer. Havíamos combinado de se ela. – Se referiu a . – Estivesse em perigo ela lançaria uma magia e eu ia rapidamente até o encontro, porém isso não ocorreu.
— E como nós você também não a encontrou.
— Não.
— Suponho que você imagina quem a matou. – Pegou uma raspadinha de limão. – Raspadinha? – Educadamente Severus negou.
— Tenho minhas suspeitas, e um deles é Sirius Black, mesmo com todo esse marinhado com os Potter, ele poderia ter conseguido matá-la.
— Nessa época ele já estava em Azkaban. – Olhou curioso para a suspeita de Snape.
— Mas não sei se o senhor se recorda houve um boato onde ele recebeu uma visita do Lupin em Azkaban, nós sabemos do que Black é capaz e não duvido que combinou algo com Lupin para poder ir atrás de Lauren e . E Lestrange também queria ela morta.
Albus pensou um pouco comendo ainda sua Raspadinha de Limão, havia uma lógica na suspeita de Severus e não podia negar que podia ser plausível, apenas com um único detalhe. O homem de cabelos prateados ajeitou seus óculos meia lua e se aproximou mais do professor, e com uma carta enterrada a anos contou a única coisa que Severus nunca imaginou que poderia ser, e finalizou com uma escolha tranquila.
— Severus, não é para pressionar você, mas caso você queria contar a ela tudo bem, ou então Molly pode fazer isso, que também não terá problema.
Os olhos negros de Severus ficou perdido por aquela grande sala, da mesma maneira quando soube de Harry e Lillian. Se levantou e retirou-se da sala, com seus pensamentos em conflito.


Ela teve a escolha de poder ficar em seu dormitório ou então ir as aulas daquele mesmo dia, escolheu ir às aulas, assim ocupava seus pensamentos com algo útil e educativo, entretanto permaneceu evitar suas amigas. Naquela mesma semana, ainda na aula de poções ela sentou em uma mesa próxima a Snape e sozinha. No final da aula ela foi uma das últimas a sair, sempre com cuidado para não esbarrar em nada e derrubar algum ingrediente.
— Senhorita Clarke gostaria de falar com você por um minuto.
— Sim professor. – Deixou o material na mesa. As meninas a esperavam lá fora perto da escada enquanto isso Draco ficou escutando atentamente a conversa dos dois pela porta.
— Eu conversei com a senhorita Parkison, ela já foi advertida da forma correta.
— Obrigada.
— Copiou a tarefa de alguém?
— Não, algum problema?
— Não, seu pergaminho está completo e com mais informações importante, igual dela senhorita Clarke. Pode ir.
Agradeceu e pegou suas coisas. Ele enfatizou tanto o sobrenome que deu a impressão de que era uma leva indireta, já saindo da sala ela lembrou-se do que Dumbledore disse, “Ela era boa em poções”, e não houve tempo de concluir teus pensamentos e as garotas se aproximaram dela.
. – Gina desencostou da parede. – Precisamos conversar, nós todas.
— Então vamos, pode ser... Perto do círculo de pedra? Sei que está frio e tudo mais.
— Sem problemas vamos.
Por sorte não estava chovendo, o céu celeste e o sol tímido, deixaram aquele final de tarde mais aconchegante. Elas sentaram perto do círculo de pedra. Respirar fundo e contar sobre sua vida era estranho, nunca precisou contar isso para ninguém.
— ... Fiquei realmente sabendo que eu sou uma bruxa quando Minerva foi até o orfanato, para eles eu fui adotada por ela, mas isso não consta na folha, é como se fosse “falsa”. – Contava os detalhes. As meninas não falavam, apenas concordavam com a cabeça em certos momentos. – Eu não contei antes para vocês, pois nunca foi fácil ter amizades e eu sei me lidar sozinha só que não em meio a magia e vocês foram incríveis comigo, eu tive medo de perder a amizade se eu falasse que não sabia de nada, isso antes de saber do Harry e de tudo. E sobre meus pais, bom, eu não faço a mínima ideia de quem são eles.
— Então não é verdade? – Ginerva a questionou.
— Nada o diretor e a Professora confirmaram isso. Falaram que sou uma linha muito distante da Bellatrix, Pansy que escutou a conversa pode ter achado que eu era filha dela com ele, e sim foi ela que espalhou o boato.
— Mas, , então você de um certo modo é parente dela, você acha que tem chance de descobrir quem são eles só em descobrir as pessoas ligadas a ela? – Penie levantou a hipótese.
— Faz sentido, sei que o sobrenome dela é Lestrange. – Luna falava baixinho.
— Acho que sim meninas, mas por hora eu só quero digerir tudo isso e passar o Natal tranquila. Nós ainda somos amigas?
— Nunca deixamos de ser. – Penny sorriu.
— E nunca vamos deixar de ser.
— Somos amigas para sempre! – Gina quase que gritou.
Mesmo depois de tudo, com as palavras do diretor, da professora Minerva e de seus amigos, aquela incógnita permaneceu em seus pensamentos. Não queria dizer que alguns estavam mentindo, entretanto aquela sensação dentro de si parecia mais verdadeira afinal:
— Em quem acreditar? – Disse baixinho, de baixo de sua coberta e olhando para o camafeu.


Capítulo 08 - Primeiro Natal em Família

O Natal chegou tão cintilante com seus flocos brancos que tudo mudou para Clarke. Os alunos não comentavam com tanta frequência e também Pansy e Draco a olhavam de soslaio, sentia as faíscas em si, mas não se importava tanto.
Uma semana antes das férias de natal, Ginerva enviou uma carta para sua e a pedido de perguntou se ela podia passar o natal junto a eles, mesmo assim havia receio de que eles não a aceitassem na Toca. Foi uma resposta e tanto, a menina que estava na mesa da Corvinal comendo o mingau, de café da manhã foi surpreendida por uma ruivinha saltitante a chamando a ponto de todos escutarem a garota.
— Só arrumar suas malas e avisar o diretor da sua casa, você vai comigo. – A abraçou pelo pescoço.
— Acho que não mais eu vou morrer sufocada com seu abraço e com o mingau.
— A perdão. – Elas riram. – Bom estão está combinadíssimo, não se esquece de avisar ok?
— Ok. – Ela sorria. ia fazer uma pergunta mas escutou o nome de Ginerva ecoar pelo corredor da sua mesa.
— Gina! – Era Percy. – Gina venha aqui.
— Eu já volto. – suspirou pesado e revirou os olhos. – Diga Percy. – Parou logo a frente dele.
— Você lembra o que eu te disse? – Baixou o tom. – Não quero que você fique andando perto da Clarke nem que fale com ela, nem nada que passe em seus pensamentos.
— Ela não é um Dementador muito menos filha de Você-sabe-quem, não vou abandonar minha amiga, Percy.
- Amiga?! – Puxou a irmã mais para longe das mesas. – Que amiga mente por ser filha dele?
— Uma amiga que não sabe quem são seus pais e que Dumbledore afirmou para ela que, Clarke não é filha nem da Bellatrix nem do Você-sabe-quem, agora se me der licença eu preciso tomar café da manhã junto a ela. – O semi-giro que deu para seguir o caminho até foi tão intenso que pode sentir seus cabelos baterem em seu irmão.
Ginerva não tinha contado ainda dessa tolerância e controle de Percy com ela sobre sua amiga para , ele insistia em dizer que sim ela era uma dos seguidores. Já que não tinha muitos alunos na mesa da Corvinal ela voltou para lá e sentou ao lado de e a esperou terminar e foram para a aula.
As duas estiveram juntas durante a aula e quando sineta tocou foram ao encontro da outras. No meio do caminho viu Harry e seus amigos entrando em um corredor, era sua chance de conversar com ele, sentiu uma ponta de culpa até com o garoto, principalmente por uma pessoa fazer ligação com os dois.
— Gina poderia levar meu livro. Eu quero conversar com o Harry.
— Claro, te esperamos em frente da sala de aula.
A bruxa apressou os passos e foi em direção do trio, o chamou em um tom não tão elevado fazendo eles se virarem. Hermione a olha com estranheza e Rony a acompanhava, já Harry mantinha um olhar de desconfiado para ela.
— É, Harry? Poderíamos conversar?
Era muitos problemas para Potter pensar, Sirius, a sua nova vassoura e também incluía a verdade omitida sobre Black. Mas percebeu que a menina estava desesperada para poder conversar com ele e mesmo com os boatos que ele e seus amigos escutaram, resolveu dar uma chance.
— Sim. Podem ir indo, eu encontro vocês.
— Não demora Harry. – Mione pediu aflita.
A mesma história que contou para suas amigas ela contou para Potter, que ficaram encostados em uma parte do corredor que não atrapalhasse. Torceu para que naquele momento nem Percy e muito menos Draco e Pansy.
— É isto, o professor Dumbledore que falou nitidamente que não sou filha deles. – suspirou mais aliviada. – E eu acho que não sou a única que acredita nele, Dumbledore tem um bom coração.
— Não é mesmo. – Sorriu. – Ele é um grande bruxo, entretanto você vai atrás para saber o grau de parentesco?
— Sim, vou sim, mas não agora quero aproveitar o natal e o ano novo, se você souber de algo ou descobrir. – Sua cara era um grande pedido de ajuda.
— Claro, claro, eu te informo.
— Obrigada, Harry. – O abraçou. – Temos que ir senão chegaremos atrasados.
— Até , e não fique pensando nisso, só piora, acredite.
A menina sorriu e eles se separaram cada um indo para seu caminho de suas respectivas aulas. Naquele dia ela conversou com Hermione e Ronald sobre o boato, o que Harry já tinha comentado, estava tudo perfeito entre todos os amigos que ela conquistou, na verdade, quase todos os amigos apenas uma pessoa não tinha aceitado a reviravolta.


Tudo estava certo para o natal, as malas com as poucas roupas que tinha estava pronta aos pés da cama fofinha do dormitório, colocou o cachecol da Corvinal junto do seu casaco mais quentinho e foi para o portão. No trajeto, se encontrou com Oliver, aliviado e tenso ao mesmo tempo por causa do quadribol.
— Oi! – Parou ao lado dele.
— Oi, vai passar com quem?
— Os Weasley. – Sorriu.
— Isso é bom, eu vou enviar seu presente para lá ok?
— Ok, e poderia passar o seu né? Assim envio o meu presente a você.
— Certo te passo no expresso, mas me responde uma coisa, qual sua cor favorita?
— Ironicamente é vermelho.
— Certo. – Sorriu para ela, já que era a cor da sua casa. – Deixa eu te ajudar.
Wood colocou a mala dela para dentro do trem e depois a dele, os gêmeos Weasley ajudaram sua irmã e as outras meninas. A convite, elas ficaram na cabine ao lado da dele, onde também Fred, George, Angelina, Katie e Alicia estavam. Aquela viagem parecia mais rápido que a ida para Hogwarts, era sem dúvida as férias que passaria mais rápida que qualquer outra.
Um tempo depois Oli bateu na porta da cabine das meninas, e junto de algumas cervejas amanteigadas engarrafadas, ele entregou o endereço de sua casa um pouco discretamente. Era uma cerveja meio contrabandeada, não era uma garrafa muito grande, mas era boa muito boa. Oliver saiu da cabine fingindo que nunca viu uma cerveja amanteigada sendo repassada pelas suas mãos, para as garotas.

— Gina! ! Meninos! Aqui! – Molly elevou sua voz e ia em direção deles. – Ai como é bom ver vocês. – Beijava cada um. – Como estão bem? Estão todos quentinhos?
— Sim mamãe. – Gina respondeu.
— Obrigada por me aceitar nessa semana de férias.
— Imagina querida.
? – Oli se aproximou. – Podemos da uma palavrinha breve? – Mal terminou de questionar e ela concordava com a cabeça. Eles foi um pouquinho longe dos Weasley. – Eu sei que Percy não está gostando nem um pouco da ideia de você ir passar o natal com eles, se você estranhar alguma coisa pode me avisar, o Errol não é um grande entregador de cartas, mas sei que ela chega até eu.
— Você acha? – Foi irônica. Olhou rapidamente para Percy.
— Tenho certeza, se precisar de alguma coisa pode me mandar uma carta. – Deu um beijo de despedida. – Tchau , bom natal.
— Tchau, obrigada e para você também.
— Tudo pronto? – Escutou Molly perguntar enquanto se aproximava. – Certo então vamos, tomem cuidado para sair.
Senhor Weasley esperou o carro que o ministério enviou e eles entraram no carro. Foi uma viagem longa não pode negar, , Gina foram juntos de Molly, enquanto Arthur e os meninos foram no outro carro, e o ministério continuava com aquela proteção deles.

Molly preparava algo para comer enquanto as meninas ajeitavam suas peças no armário, os pais de Ginerva colocou um pequeno armário para que ficaria ali a um tempo com eles. como sempre não queria atrapalhar mas só de saber que teria um quarto onde dividiria com sua melhor amiga era a melhor sensação do mundo todo.
Logo seguido do jantar todos ficaram na sala, todos menos Percy, jogaram Snap Explosivo e depois foram se deitar.
— Gina. – Penteava seu cabelo. – Você acha que sua mãe deixaria eu ir até o Beco Diagonal comprar o presente do Oli?
— Acho que só se ela for junto, teria problema?
— Não mesmo, só poderia ser antes do natal? Quero escolher logo, estou ansiosa.
— Converso com ela e também dessa forma vejo se ela não precisa comprar algumas coisa também. – Sentou ao seu lado
— Obrigada. – Abraçou a amiga.
Sua ansiedade era tão grande, não ia só comprar um presente, mas sim quatro! Gina já dormia e pelo sorriso no rosto, teve a certeza que a garota sonhava com Harry, a amiga sorriu enquanto se levantava da cama cautelosamente. Desceu as escadas devagar para não ranger nenhum degrau, ao chegarem à cozinha levou um susto, não imaginava encontrar um dos gêmeos parados em frente à mesa tomando um copo farto de água.
— Planejando alguma coisa? – O gêmeo questionou.
— Acho que sim. – Andou até a geladeira. – Espero que não se incomode.
— Você acha que eu não sei? – Parou na frente dela.
— Não sabe o que? – Agora o reconheceu, era o Fred, e seu olhar não era alguém que estava tranquilo, que a pergunta não foi de brincadeira. Mesmo assim permaneceu fingir que estava calma.
— Eu sei que você é a filha de Você-sabe-quem, que o que contou para Gina e suas amigas, também para Rony, Harry e Hermione não é verdade.
— Você acha mesmo que Dumbledore está mentindo? Ele mesmo disse para mim.
— Não, eu acho que você está mentindo. – Colocou o copo na mesa. – E que até mesmo o capitão do time foi enganado por você.
— Fred, se até Harry acreditou, por que você está duvidando tanto?
— Acreditou no que você disse na sua menção ao Dumbledore. você acha mesmo que não sei que é verdade? Você desviou do assunto de seus pais quando seu primeiro ano acabou, não quis comemorar seu aniversário com a Gina, e ainda não foi para sua casa, e olha que coincidência está passando o natal aqui.
— Deve ser porque sou órfã! – Disse o óbvio, não acreditou que ele chegaria a duvidar dela. Seus olhos brilhavam tanto com as lágrimas.
— Vou fingir que acredito. – Se afastou indo para a escada. – Mas não tente nada com a Gina, se você tentar usar ela para matar o Harry... Eu não terei dó nem piedade.
Sua vontade de tomar o leite morno como fazia no orfanato, havia sumido. Um revertério em seu estômago, sentia tudo girar foi a pior sensação depois que entrou nesse mundo mágico, e era pior do que aparatar com alguém; Aquilo foi horrível escutar do, do... Merda era tão difícil assumir para si mesmo a teoria de Penie.
Ficar sentada no sofá por alguns longos minutos foi a melhor escolha depois de ouvir aquelas palavras. Pensou se todos não visse a versão dela desta forma, por um lado pensou se fez certo ir para a toca, não queria atrapalhar nada e muito menos deixar aquele péssimo ar entre a família toda, agora além de Percy, tinha Fred que não acreditava nela.
Mesmo com a cabeça cheia ela foi para cama, precisava dormir de alguma forma. Afinal não tinha mais como voltar para Hogwarts.

, acorda! – Ginerva estava ao seu lado balançando a garota. – vamos, mamãe disse que podemos ir, mas ela vai junto.
— E você acordou muito animada assim para ir ao beco comigo?
— Na verdade porque eu quero ver algumas coisas.
— Para quem? – Já estava sentada na cama. – Para mim, para você ou para o Harry?
A garota corou, parecia um morango maduro, se duvidasse estava igual a cor de seus fios.
— Não.
— Ah sei. – Olhou desconfiada. – Se você não se incomoda vou mudar apenas a blusa e logo vamos tomar café.
— Não me incomodo. O dia até que esta com sol, mas não se deixe enganar. – Avisou a amiga que estava atrás da cortina se trocando. Já sabe o que comprar para o Oliver?
— Alguma coisa de quadribol que ele não tenha, e que seja útil quando ele sair de Hogwarts. – Guardou a blusa do pijama. – Gina?
— Eu. – Parou de mexer no livro, e a olhou através do espelho, estava triste. – O que foi? – Andou até ela.
— Você acha que todos não acreditaram em mim quando contei a verdade?
— Que história é essa? Claro que acreditaram! por favor, não se leve pela Pansy ela queria que isso acontecesse, e outra ela é da Sonserina fazer essas coisas é bem o tipo dela.
— Eu não sei.
— Como assim?
— Ontem ou na madrugada de hoje, não lembro, eu levantei para tomar um leite morno, igual eu faço quando estou sem sono, bom fazia né, aí seu irmão Fred estava lá.
Gina não esperava aquela atitude do irmão, ela foi ouvindo com paciência deixando a menina desabafar, não era uma conversa das melhores, mas também não era uma das mais tristes isso ela tinha certeza. Era estranho ver a amiga se segurar para não chorar, parecia que estava habita em fazer isso.
— Não liga para ele, ele deve tá com alguns problemas com a Angelina, e aí está assim. Mamãe acredita em você, eu contei para ela quando perguntei se você podia passar o natal e ano novo com a gente.
— Gina, , vocês nã. – Entrava no quarto quando viu as duas juntas e se segurando para não chorar. – está tudo bem querida? – Ela apenas balançou a cabeça afirmando. E a amiga ruiva compreendeu.
— Ela não está acreditando que vai passar o natal com a gente, é uma manteiga derretida.
— A querida, não precisa ficar assim, nós todos gostamos de ter sua companhia.
— Eu não disse .
— Vamos tomar o café da manhã, é a primeira refeição do dia e vocês tem que comer um café bem reforçado.
Molly levou as meninas para a mesa, todos ficaram sentados conversavam e riam, senhor Weasley ia ainda para o Ministério estava um pouco mais rápido que todos; Foi quando um comentário da mãe das crianças pairou entre todos e o silêncio reinou.
— Eu vou com as meninas no Beco Diagonal, Arthur, temos que comprar algumas coisas, e também quer fazer o mesmo.
— Vai as duas sozinhas? – Percy questionou antes do pai.
— Sim.
— Sem problemas tomem cuidado. – Arthur disse com um sorriso.
— Como assim sem problemas, ela é filha do, do, vocês sabem!
respirou fundo e ignorou, Oliver já tinha a alertado.
— Isso foi um mal entendido Percy. – Molly fechou o pequeno sorriso.
— Mal entendido ela escondeu sobre a vida dela, não sei como vocês aceitaram que ela.
— Percy Weasley, olha como você fala com a . – Arthur o advertiu.
— Eu? Ela mentiu para todos aqui até para a mamãe com se fosse uma boa moça! Francamente mãe, como você acredita nela? Clarke é sim filha da Bellatrix e de Você-sabe-quem, ela não é de confiança, sabe que Gina é am.
— Chega! – Gina gritou na mesa. – Eu não quero saber se você acredita ou não nela! Ela é minha amiga e ela é bem vinda sim!
— Gina, por favor. – pediu.
— Eu conheci a mãe dela Percy! Aquela garotinha que está comemorando o aniversário junto com Gina é a ! – Molly tinha seus olhos marejados, sua voz trêmula ao lembrar do passado e estava vermelha de tanta raiva. – Nós éramos grandes amigas. – Respirou. – No dia em que tudo aconteceu, eu, seu pai, Bill e o Charles saímos para ir atrás de porque ficamos sabendo o que tinha acontecido.
— Quem garante que é a mesma menina? – Dessa vez foi Fred que falou. Ele não elevou a voz, não quis mostrar que compreendia mais o assunto, mas queria tirar a sua dúvida, e isso ficou nítido em seu timbre.
— Eu a reconheceria em qualquer lugar, ela é igual a Lauren. – Então era esse o nome da mãe de . Por doze anos e nunca soube o nome de sua mãe.
— Não faz sentido ainda, ela esconde alguma coisa. – Percy assumiu, quase que em um sussurro.
— Gina, eu vou subir depois conversamos.
saiu em silêncio, a mesa toda estava em silêncio, e não podia negar que sentiu os olhos de Percy a seguindo. A garota sentou na cadeira pegou um pedaço de pergaminho e escreveu para Oliver; Não era um fato que deveria se esconder de todos, ainda mais de Gina sua melhor amiga, mas precisava escrever. Tinha pego essa mania quando foi estudando literatura na escola de muggles e viu que na maioria de alguns autores que estudou eles usavam a escrita para se expressar e aliviar as as dores.
, você está bem?
— Sim, sim.
— Eu não achei que Fred realmente desconfiava de você até George achou estranho, e sobre o Percy. – Buscou palavras.
— Tudo bem, Oli já havia me alertado, ele realmente falou que ele poderia está contra mim e não acreditava muito que o próprio Dumbledore me contou a verdade.
— Nossa até o Oliver percebeu.
Uma batida calma na porta fez as meninas olharem para trás, uns fios meio encaracolados ruivos saltaram pela fresta da porta junto de um sorriso radiante. Em suas mãos, Molly carregava o álbum de família e amigos o mesmo que elas tinham visto antes da viagem para o Egito.
— Sentem-se aqui. – Bateu no espaço vazio da cama. – Eu preciso contar algumas coisas para , mas acho que serei injusta se você não estivesse presente Gina.
Já sentadas elas apresentavam atentamente na mulher, era tão lindo e ao mesmo tempo doloroso ver os olhos dela marejados.
— Quando eu era mais nova, e recebi minha carta tive a certeza que acharia novas amigas, mas não esperava uma amizade tão forte que eu tive com Lauren. – Molly parou, percebeu que a garota nem sequer sabia o nome da mãe. – Ah sim, como pude me esquecer, você não conhece o nome de sua mãe, era Lauren, uma garota muito quieta veio sentada ao meu lado no trem, ficamos observando o lado de fora por um bom tempo, até que começamos a conversar confesso que achei que não íamos ser amigas pelo o castelo todo, mas pelo ao contrario, até o sétimo ano não nos desgrudamos, nem mesmo de Lily ela se afastou.
— Lily é a mãe do Harry. – Gina contou e logo a expressão de dúvida de Clarke sumiu.
— Mas ela era incrível, mesmo sendo da Corvinal um lado aventureiro falava mais alto, então em alguns momentos ela andava com Sirius, James, Remus e também o Peter nada relacionado a outras pessoas só brincadeirinhas como Fred e George.
— Você conheceu meu pai?
— Não. Eu soube que ela namorou por três anos com um aluno da Grifinória, mas se separaram, na verdade eles casaram secretamente pois Você-sabe-quem, estava atrás de Harry, tudo foi mantido em segredo até mesmo você, poucas pessoas sabiam e eu e Arthur éramos um deles, logo depois fiquei sabendo que também estava grávida e as duas combinaram horas e horas sobre como cada aniversário de vocês iam ser, se iam ficar na mesma casa ou cada uma ia fica nas casas que éramos e vejo que foi a segunda opção. – Sorriu. – Conseguimos fazer a primeira festa de vocês, mas o restante vocês duas já imaginam.
— Sim. – O sorriso de sumiu. – Vocês ficaram sabendo quem matou minha mãe e meu pai?
— Não infelizmente não, e seu pai, ninguém o conhece tanto que você está apenas registrada com o sobrenome de Lauren, até Dumbledore e Minerva ajudaram na busca, mas ninguém teve sucesso.
— Acho que era para ser assim, olha mamãe está aqui e tenho certeza que ela não vai se incomodar de ter mais uma menina nesta casa, eu não vou me incomodar posso até dividir meu quarto. – Tentou animar a amiga.
— Não mesmo, vou ter muito prazer em tê-la você aqui. Ah uma coisa que esqueci de dizer, antes de você nascer ela me escolheu para ser sua madrinha, não sei porque ela não escolheu a Lily, acho que tinha planos de ter mais um filho e então Lily seria a madrinha.
— Não podia ter melhor escolha do que você para ser minha madrinha. – A abraçou. – Sabe acho que era para eu e Gina ter se conhecido.
— Mas sem os mimos. – Gina riu. – Acho que a essa hora nós estaríamos torcendo para não ter uma festa igual pela décima segunda vez. – Elas riram.
— Entretanto, com tudo que aconteceu não culpo nada. – Em partes ela não mentiu. – Molly, você sabe como abre? – Tirou o camafeu de dentro da blusa.
— Infelizmente não queria, raramente os camafeus não precisam de chavezinha mas o seu. – Dizia analisando. – Não veio com a chavezinha?
— Não, procurei por todo lado, por todas as coisas que eu tive e até com a carta que minha mãe deixou comigo.
— É uma pena. – Sorriu tristonha. – Mas você vai conseguir abrir seu camafeu, às vezes a chave estão tão perto quanto você pensa. Eu preciso preparar algumas coisas pro almoço, assim facilita para a horas que sairmos, depois que vocês terminarem de olhar o álbum poderiam tirar os gnomos do jardim? – Estava na porta.
— Claro. – Falaram juntas.
— Ah senhora Weasley? – chamou.
— Sim querida.
— Eu só conversei isso com o Oliver. – Mentiu. Era uma mentira mais para Gina não se sentir menos especial, e ela sabia que e Oliver eram inseparáveis. – Sobre Sirius Black. – A garota quase sussurrou o nome. Molly engoliu a seco, ela sabia o que ele fez, principalmente para Lauren.
— O que tem ele querida? Você viu ele em algum lugar?
— Não, na verdade é como se eu sentisse o perigo, quando algo sobre ele é divulgado, teve o dia que saiu no Profeta Diário que ele foi visto por perto, e eu senti a maior angústia, medo e perigo ao mesmo.
— O dia da biblioteca? – Gina questionou e confirmou apenas com a cabeça.
— Não é nada. – Seu olhar estava transbordando preocupação. – Essas notícias só fazem tudo piorar, Oliver não disse o mesmo?
— Sim, ele falou, era normal ficar assim em saber que alguém fugiu de Azkaban.
— Viu, eu vou lá apressar as coisas.

Já com os gnomos fora do jardim, e com o dinheiro que tinha em sua bolsa e a capa da Corvinal em seu corpo as meninas esperam por Molly na frente da lareira. Mas a explicação sobre sua família não tinha a convencido ainda, não tinha parado de pensar na conversa em nenhum segundo, era como se tudo fazia sentido agora, como se a vida de sua mãe tivesse acabado com....
— Vamos meninas? – Molly parou atrás dela. A voz da mais velha fez Clarke se despertar de seus pensamentos.
Usou a rede de flu e foi atrás do presente de Oliver e de todos os outros; Como madame Rosmerta entregou a chave de seu banco de Gringotes ela pegou um pouco mais de dinheiro dos Clarke. Se acostumou tanto com pouco dinheiro que o que sempre tinha durava por um bom tempo.
Escolher os presentes para suas amigas foi mais fácil do que imaginava, agora para Oliver estava muito indecisa, ou comprava o último kit de segurança ou se comprava apenas às linda luva que tinha saído em menos de duas semanas.
— Qual eu escolho? – Perguntou para a Gina.
— Ele disse para que ramo vai tentar?
— Não.
— O kit, tem de tudo, mesmo ele recebendo essas coisas do time, e fora que ele vai usar ainda nos jogos de Hogwarts, só que o único problema é que é muito caro.
— Tá tudo bem, eu vejo com o vendedor se ele dá uma diminuída no valor.
— Espero você na porta, mamãe logo se encontra com a gente.
— Está certo.
Não demorou muito e ela já estava com o pequeno embrulho em suas mãos, a ruiva a esperava no lado de fora da loja onde procurava sua mãe. E como elas não a encontraram resolveram ir até a sorveteria e lá ficaram por um curto tempo.
— Compram tudo? – Molly se aproximou delas.
— Sim.
— E paramos para tomar um sorvete, quer um mãe?
— Pode ser.
Gina entrou na sorveteria e pegou para a moça o sabor que ela gostava. Voltaram para a casa e elas ficaram organizando e terminando de fazer a decoração de natal, nunca tinha ficado tão natalino igual estava.

Tudo estava certinho para o dia, acordou cedo embrulhou os presentes na sala e depois voltou para o quarto escondendo todos os outros embrulhos menos o de Oliver. Uma coisa que ela não tinha contado antes, nem para Gina muito menos para Oliver, era que parcialmente ela podia se considerar meio rica, ela tinha dinheiro para todo seus anos letivos e algumas coisinhas a mais como os presentes. Deixou isso em segredo e única pessoa que ela imaginava saber, era Rosmerta.
! Acorda, vamos ajudar minha mãe.
— Como você acorda tão animada assim. – Fingiu muito bem que tinha acordado naquele momento.
— Essa é a melhor época do ano, vai dizer que. – Parou antes de completar a frase.
— Eu não sei o que é isso, normalmente eu só esperava a noite chegar, a gente comer e depois ir para cama, como um dia normal.
— Não era minha intenção te fazer lembrar. – Já estavam sentadas na cama.
— Sem problemas, eu só não sei o que fazer, tirando a decoração que fizemos, preciso saber o que mais tenho que fazer.
— Pode deixar, mamãe pede para eu ajudar nos biscoitos, mas como somos em duas hoje, acho que ela vai ter que ver mais coisa para fazermos.
— Ok. – Estava um pouco paralisada com a tamanha alegria da amiga. Era tão bom assim comemorar aquela data?
— Embrulhou quando? – Olhava pro presente.
— De madrugada, fiz isso no corredor, sabe como é né.
— Claro, claro. Vamos descer.
Aquele perfume maravilhoso do café da manhã que senhora Molly fazia era indescritível, mas só foi chegar à cozinha que pode sentir os olhares julgadores e desconfiados de Percy e Fred. Ela sentia tanta falta de conversar com Fred sobre quadribol, algumas vezes que enganaram Rony junto de George, e as milhares de vezes que fez Argus passar raiva nos corredores de Hogwarts, não conseguia entender o porque dele acreditar tanto em Pansy, já Percy, bom… Ele foi sempre meio estranho e não era de conversar muito com ele.
Entretanto no fundo ela sabia que eles podiam está certo, ela nunca tinha visto uma foto de sua mãe grávida e naquele álbum não tinha nada disso. Se questionou uma única coisa que nunca imaginou que um dia se questionaria: E se ela tivesse sido salva por Lauren, e ela ia criá-la como sua filha, tirando da loucura de Bellatrix?
— Bom dia, crianças. Moliuóli, terei que dar uma saída, será rápido. – Beijou a bochecha da mulher.
— Vai para o ministério? – O homem concordou com a cabeça.
— Mas hoje é rápido eu prometo. – Dava uma mordida na fatia de pão.
— Não demore, quero todos aqui para poder comemorar o natal.

ajudou no preparo de um bolo de abóbora com alguns ingredientes que nunca tinha testado. Arrumou a mesa juntamente de Gina que colocava os pratos manualmente, já que não podia fazer magia fora escola, George e Fred ajudava senhora Weasley em algumas mais elaboradas – tudo para não deixar eles criando mais pegadinhas, e já Percy, ele ficou trocando cartas com sua namorada, era mais importante do que ficar na cozinha ou na sala com sua família.

A hora da ceia se aproximava, Arthur realmente não tinha demorado tanto, os presentes iam aparecendo conforme o tempo, e com o tempo já tinha enviado todos os presentes para seus amigos. A menina colocou sua melhor roupa e fez uma trança lateral. Quase todos já estavam na mesa, só faltava Percy que o mesmo chegou correndo. Foi o melhor natal que ela teve, e essa data nem chegava perto do dia que passou castelo. Depois da ceia eles foram para a sala, esperando as horas passar.
— Hora de abrir os presentes! – Molly disse com um sorriso no rosto. – Esse é do Percy. – Entregou. – Fred e George. – Deixou que um deles pegasse a caixa e pegasse o certo. – Esses dois aqui é da Gina e da .
— E esse? – A filha perguntou.
— É seu também.
De canto de olho, enquanto abria o presente que ganhou dos Weasley ela viu sua amiga dar pequenos pulinhos pelo presente, um novo diário dessa vez nada de amigo “invisível” e junto vinha uma pequena carta de . Depois que tirou o suéter que Molly fez com muito carinho ela teve o abraço da amiga.
As duas estavam no quarto com a janela um pouco aberta, nisso Carmeul chegou com dois pacotes e mais duas corujas, uma de Penny e outra de Oliver, o pacote que Carmeul trazia era de Luna. Gina também ganhou presente das outras meninas, menos de Oli, mas isso foi o de menos naquele momento. Podia ser estranho, entretanto o presente que Oli havia lhe dado tinha caído na hora certa, ele a presenteou com pequeno álbum de retratos junto de um cachecol novo, onde – segundo ele na carta, ela poderia bordar o nome dele quando o mesmo estivesse em um time novo de quadribol. E as duas amigas não puderam de deixar de rir da situação.
Em agradecimento, às duas outras corujas ficaram na Toca assim podiam dormir mais tranquilas. Deitada já em sua casa, ela lembrou do dia, e do momento que voltou para a Toca, de uma forma, nunca tinha se sentido tão bem no natal, mesmo com os olhares julgadores aquele foi o melhor natal em família de Clarke.


Assim passou a semana tranquila de natal e ano novo, e logo voltaram para o castelo. Com a neve ainda sobre os telhados e as lareiras acesas, encontrou seus outros amigos da Grifinória da mesma forma que encontrou com Parkinson. A verdade é que ela não tinha tempo para pensar isso, tinha o jogo contra a Grifinória.


Capítulo 09 - O medo retorna

Minutos depois dentro do castelo pode sentir o quão pesada estava a atmosfera, a bruxa tinha se esquecido completamente de que Sirius Black estava a solta, e ele voltou perturbar suas ideias. Não tinha recebido nenhuma notícia que ele tinha aparecido de novo, ou se ele foi preso, os dementadores estavam ainda vagando por Hogwarts e a deixava com mais calafrios. Sabia que não era só isso, muitos ainda a olhavam torto, até mesmo os membros do time de quadribol, ela durante alguns treinos ela supôs que eles a cogitaram em tirar ela do time, e com medo disso ela tentou ser o mais gentil e fazer movimentos bem tranquilos para ninguém achar que ela estava tentando matar um outro jogador.
Eles tinham um dia antes do treinamento da Grifinória, estava disposta a marcar bons gols em Oliver só para ter o que comentar com ele, mas no fundo ficou um pouco preocupada com a pontuação o capitão do time, Davies, informou que o time adversário tinha uma novidade que até o momento não sabiam o que era; Só que naquele momento, sentiu uma pequena raiva por ser amiga de Wood.
— Clarke, você é amiga de Oliver não é? – Um dos jogadores questionou.
— Sim. – Sabia onde a conversa ia parar.
— Ele contou algo a você? – O prazer de uma resposta positiva era nítida nos olhos de Davies.
— Infelizmente não. – Fingiu a tristeza. – Ele não contou nada.
— Pode tentar tirar algo dele.
— Não tem mais tempo, Roger. – Cho avisou. — É depois de amanhã.
— Droga!
— Nós vamos ganhar, temos um time maravilhoso, Cho acabou de se recuperar, vai da tudo certo. – confortava.
— É isto, vamos dormir, descansem bem, quero esse time bem revigorado no dia do jogo!

Dez e cinquenta e sete e ela já estava prestes a entrar no campo. Ela olhava pro céu com medo de aparecer mais dementadores naquele jogo, a brisa fria e calma tocavam nos fios soltos da trança que Penny fez para ela, assim evitava que o mesmo a atrapalhasse.
Antigamente Cho era a única garota da time, mas agora, com isso mudava. Mesmo com a atenção voltada para Madame, Oliver desviou brevemente seu olhar e cumprimentou Clarke que retribuiu com um meio sorriso bem desafiador.
— Montem nas vassouras, quando eu apitar. Três. – colocou o fio atrás da orelha. – Dois. – Passou os olhos por cada jogador da Grifinória analisando, cada um. – Um.
Apertou suas mãos no cabo de sua vassoura e voou com toda força para cima, brevemente fechou os olhos só para sentir a energia do jogo passando por todo seu corpo junto do grito da sua casa.
“Clarke consegue recuperar a goles para Corvinal, uma garota muito ágil e habilidosa. Ela se prepara e então, dez pontos para a Corvinal! Esse foi o gol mais bonito que já vi da Corvinal”.
Ela não pode evitar de lançar um sorrisinho maroto para a Wood.
“Grifinória continua na liderança contra oitenta a dez. E vejamos o desempenho daquela bela Firebolt...” E mais uma vez como em todos os outros jogos, a voz da Minerva foi ouvida pelo campo todo. “Esse jogo está mais intenso que qualquer outro que eu tenha visto, Clarke marcou mais dez pontos, fazendo então que Grifinória está com oitenta e Corvinal com trinta.” Os gritos aumentariam colocando mais ainda pressão em todos os jogadores, sem exceção.
“Harry e Cho então na disputa do pombo...”
Os dementadores voltaram e teve a certeza disso quando viu um raio de luz branca sair da varinha de Potter. Muitos continuaram a partida, voando tranquilamente ela foi uma delas, só que voava para o lado oposto dos grandes vultos pretos. Logo em seguida ela pode ouvir a voz de Lino anunciando a vitória da Grifinória e em seguida o apito de Hooch.
Pisando o gramado verde reluzente, ela andava não tão cabisbaixa, mesmo perdendo, a equipe estava feliz com o resultado do jogo, e dos jogadores da Corvinal. Ao fundo escutou seu nome ecoar pelo gramado.
Clarke. – Wood segurava sua vassoura.
— Veja se não é o capitão do time da casa campeã. – Sorriu. – Parabéns!
— Obrigado, mas na verdade vim dizer que você foi incrível, aqueles gols passaram por mim com uma pressão de arremesso, força e ângulo que eu nunca vi.
— É que mesmo você tendo o melhor time da Grifinória. – Zoou o amigo. – Você não tem a melhor artilheira. – Deu uma piscadinha. – Agora eu vou indo estou cansada e com frio, boa festa campeão. – Deu um beijo no rosto do rapaz
Ela saiu do campo carregando sua vassoura no ombro, como se ela tivesse ganhado a taça de quadribol. Mesmo com o resultado negativo no jogo, com alguns jogadores tristes, ou melhor, todos, ela foi a única a sair feliz. Jogar pela sua casa e defender o brasão era muito importante, mas importante ainda era poder ver que tinha amigos e uma nova família, nunca se sentiu tão vitoriosa assim.
Isso, aquela atitude e sorriso era o que deixava Oliver mais admirado por ela, e sentia mais orgulho. Ainda mais dos boatos que corriam pelos corredores da escola.

No dia seguinte, Gina chegou meio pálida no grande salão, sentou ao lado de e contou o que aconteceu na madrugada. O frio na barriga voltou para Clarke e com isso Ginerva percebeu o desespero da corvinal, mesmo sem contar e insistir que tudo estava bem, Gina ia da um jeito de saber o que acontecia com ela quando Sirius Black era comentado com a moça.

Depois da vitória da Grifinória contra Corvinal. se focou mais nos estudos mesmo às vezes pegando sua vassoura para da uma volta no campo de quadribol às escondidas.
No belo dia ensolarado, Gina e foram para a biblioteca procurar um livro de transfiguração, e como lugar era silencioso e calmo a ruiva achou melhor questionar a amiga sobre Black, mal ela sabia que já tinha planos para aquele momento.
— Gina, posso te contar uma coisa?
— Claro.
A morena olhou em volta para não vê se tinha um professor, Pince ou até mesmo a Pansy por perto.
— Estou pensando em saber sobre minha mãe, principalmente meu pai.
— Que legal! Eu vou perguntar algumas coisas para minha mãe.
— Não! – Disse desesperada assustando a amiga.
— Porque?
— Eu não sei porque ela morreu ou quem matou, e se for algo tão assim, ela não vai falar. Entende?
— Compreendo.
— Eu vou fazer isso sozinha.
— Ah não mesmo. – Disse um pouco alto.
— Silêncio. – Madame Pince apareceu do nada. – Ou terei que pedir que vocês saiam daqui.
— Não, vamos fazer mais nenhum barulho. Perdão. – Gina falou.
E da mesma forma que ela apareceu ela sumiu.
— Você não vai fazer isso sozinha , somos amigas. – Segurou a mão dela. – Eu vou te ajudar a saber sobre sua família, em saber como foi que tudo aconteceu e quando você terminar de achar tudo eu vou está com você.
— Está bem. Entretanto quero que saiba que eu, eu ainda estou levando a hipótese de ser filha da Bellatrix. – Weasley a olhou espantada. – Eu acredito na sua mãe, mas acho que você vai concordar comigo, se Minerva disse que tenho uma relação com ela, eu fiquei ainda desconfiada.
— Qual sua teoria?
— E se Lauren me tirou de Bellatrix?
— Por medo? Faz um pouco de sentido. – A amiga concordou com a cabeça. – , espero que não fique incomodada com a pergunta, mas porque você fica tão assustada e com medo quando sabe algo sobre Sirius?
— Eu não sei, é uma intuição como se ele fosse o culpado de alguma coisa em minha vida.
— Você não acha que, ele... Não, esquece.
— Se você pensou que ele pode ser o assassino da minha mãe, então sim. – Começou a falar baixo. – Ele podia conhecer Bellatrix, viu o que Lauren fez e foi atrás dela, ou ela pediu para Sirius se vingar por ela, já que Você-sabe-quem havia sido derrotado.
Concluiu com os olhos marejados, o pior de pensar aquilo não era só a teoria, mas sim imaginar que Bellatrix poderia muito ser sua mãe.
Os dias iam passando e a angústia aumentava, mesmo com aulas e o jogo final de quadribol vindo, além da péssima notícia que tiveram do Bicuço, e os cuidados dobraram depois de Sirius aparecer no dormitório da Grifinória, tudo estava bagunçado para ela.

— Então é verdade? A amiga da sua irmã é filha da Bellatrix? – Simas questionou ao Fred.
— Sim. – Estavam sentados nos melhores sofás da sala comunal.
— Não. – George negou.
— Ela é ou não filha dela? Toda a escola falou disso até o momento que Sirius entrou aqui.
— Não é, Fred e Percy que estão fazendo drama. – Ginerva apareceu no meio da rodinha. Pegava seu livro que tinha deixado na sala comunal. – Se ela fosse estaria na Sonserina e não na Corvinal, francamente achei que pelo menos vocês pensassem né? E mesmo se ela fosse, pelo menos é mais legal que vocês e sabe jogar quadribol melhor do que vocês.
Gina saiu da sala comunal flamejando de raiva, deixando os meninos boquiabertos e George rindo da resposta bem dada pela irmã. Fred subiu para o dormitório pegou algumas coisas, logo em seguida viu alguns pés do outro lado da cama, era Simas, Thomas e Jordan. Quando viram o que ele estava a fazer o incentivaram mais ainda e o ajudaram levar os itens.

Enquanto estava indo para a próxima aula, ela sentiu os olhares dos alunos entretanto ela havia começado a ignorar, menos o da sonserina, aqueles eram os piores, os alunos da Sonserina mantinha um sorriso e olhar de veneração à menina toda a vez que ela passava pelo corredor. Ela lia sua redação sobre Diabretes, estava finalizada, linda com a melhor letra que ela pode escrever com sua pena, estava impecável, mas – sempre há um mas – quando ela já fechava o pergaminho e colocar sob os livros que estavam apoiados em seu braço, viu Gina ao final do corredor sua expressividade denunciava o que ela queria dizer uma coisa logo, uma coisa que ela descobriu e com algumas certezas, achou que fosse sobre o segredo que tinha contado.
Então com mais um passo que ela deu, ela pode ver aquela gosma verde fluorescente sobre ela, sobre a redação que estava junto ao livro. Respirou fundo enquanto ouvia todos que passavam e estavam por ali, rirem e ao fundo ouviu Argus reclamando da sujeira e não dela e em seguida a voz de Lupin, estava no mesmo tom mas o timbre demonstra a extrema irritação.
— Eu esperava mais de você Fred, e saiba que mamãe vai ficar sabendo disso, e não vai ser por mim. – Gina já estava perto de sua amiga.
— Weasley, Finnigan, Thomas e Jordan, vão direto a sala da professora Minerva, eu avisarei ela o motivo de vocês estarem lá. Senhor Argus, por favor, poderia ficar na minha sala até eu voltar? – Pediu ao zelador e logo começou a andar com as duas alunas. – Como sei que cada uma de vocês são de casas diferentes, eu levarei vocês até o banheiro feminino. – Disse isso já que os professores não podiam deixar os alunos sem monitoração. – Eu ficarei esperando vocês e depois iremos até a sala da professora Minerva, está bem?
— Sim professor. – Gina concordou pela amiga.
A ruiva ajudou Clarke com algumas magias que viu sua mãe fazer em casa. A menina limpava seu camafeu com a parte mais limpa de um paninho que tinha na bolsa, e alguns minutos depois ela estava limpa e um com coque alto, tudo com a ajuda da sua grande amiga.
Lupin entrou na sala do professor Bins, que era perto do banheiro e usou o pó brilhante que tinha perto da lareira. Avisou sobre os alunos e que logo em seguida estaria com Gina e na sala dela.
— Não esquecemos nenhuma parte? – Weasley indagou.
— Não, limpamos tudo, menos o livro e a redação.
— É, eu não sei como limpar sem estragar, nós vemos com o professor Lupin. – Saíam do toalete.
— Vamos? – O homem questionou saindo da sala.
— Sim, só não conseguimos dar um jeito. – Entregou para o professor. – Eu fiz a redação, mas acho que com essa coisa verde terei que refazer.
— Não se preocupe, logo darei um jeito.

McGonagall estava muito desgostosa com os alunos da sua casa, não esperava aquilo, principalmente dos outros três meninos, bom esperar as gracinhas dos gêmeos Weasley era uma algo comum para ela, agora apenas de um era totalmente:
— Inadmissível, todos estão de detenção até o final da semana e não vão ao vilarejo. E onde está seu irmão, Fred? Ele não participou desse engodo?
— Não, senhora. – Fred respondeu.
— Com licença. – Os três entram.
— Sente-se senhoritas.
— Os garotos falaram que se arrependeram de fazer isso com você senhorita Clarke, porém não falaram o motivo exato, você tem alguma ideia do que pode ser?
Ficou quieta por um tempo, Penny já sabia a essa altura o que aconteceu juntamente de Luna; Só que a única coisa que pensava, e que Penny também pensava, era os sentimentos de por Fred, como ficaria depois daquele momento.
. – Gina deu uma cotovelada na amiga.
— Não senhora.
— E você Senhorita Weasley?
O que era mais sensato e amável? Dedurar seu irmão e os amigos dele ou defender a amiga que a mesma sabia que estava nas piores semanas de todas.
— Eu. – Engoliu o nada, apenas media as palavras. – Estou sem jeito de dizer, é meu irmão, mas suspeito que seja a conversa que eu escutei hoje na sala comunal, dela ser filha de Bellatrix, o que claramente sei que não é verdade. – Mudou a postura.
– Acho que ficaram muitos irritados com minha defesa a minha amiga. – Segurou a mão de Clarke. – E eu falei nitidamente que é mentira isso.
De canto, Gina viu um pequeno sorriso aparecer no rosto de .
Nem mesmo Lupin acreditou que aquela confusão toda era por uma mentira tão descarada de Pasny, e concordou apenas com um sinal que a detenção estava correta, mas quando ouviu a fala de Clarke, percebeu que até nisso lembrava muito o pai dela:
— Não, eu sei que você é a professora e diretora da casa deles, mas não vejo o porque de não irem ao vilarejo, sei que não fizeram por mal, nem eu mesmo aceitei isso quando fiquei sabendo.
Fred era seu amigo, até então para a bruxa ainda eram amigos, e de uma certa forma queria protegê-lo.
— Tem certeza disso? – A mestre perguntou e recebeu um sim apenas com a cabeça. – Bom, o vilarejo está fora da detenção, mas espero que vocês tenham aprendido a lição. Podem se retirar, Argus vai ao encontro de vocês depois. – Os meninos saíram no maior silêncio. – E professor Lupin, pode pegar esses minutos da minha aula, não tem problema.
— Obrigada professora.
Mesmo em aula ela se manteve um pouco quieta, ficou vendo sobre um feitiço no mesmo livro de sua amiga. Ginerva que ria de uma gracinha que aconteceu propositalmente, acompanhada de , lembrou da frase de sua mãe “”Em alguns momentos ela andava com Sirius, James, Remus e também o Peter”; Foi como uma lâmpada acendendo sob sua cabeça.
!
— Meu Deus, Gina você tem que se acalmar um pouco. – Riu. – Diga.
— Lembra que mamãe disse?
— Sinceramente não.
Se aproximou da amiga e falava mais baixo.
— Sua mãe, andava com Sirius, James, Remus e Peter. Remus é o nosso professor. – Olhou para ele. – E se ele souber algo? No final da aula você conversa com ele, Minerva vai está esperando a gente mesmo para ir a aula dela, junto do restante da outra turma, e eu aviso que você está resolvendo sobre a redação que ficou toda suja. – O sorriso permanecia nos lábios.
— Já disse que você é muito inteligente? – Estava mais alegre. – Eu ia falar com Dumbledore primeiro, mas acho que não será uma má ideia falar com o professor Lupin.
Com o material guardado e a bolsa em seu ombro ela se aproximou até a mesa do professor e esperou ele voltar da porta onde acompanhou os alunos. Estava tão ansiosa que a curiosidade estava bem estampada em seu rosto.
— Professor, eu posso falar com você?
— Sim, é sobre a redação e o livro?
— Não. – Sorriu. – Quando eu passei o natal junto dos Weasley, Fred e Percy questionaram o boato, então Molly explicou algumas coisas, Gina lembrou que ela falou que minha mãe, Lauren, era amiga de você e mais outros garotos, e não sei. – Respirou fundo, depois de despachar o assunto. – Passou pela minha cabeça se você não a conhece. – Estava difícil de achar as palavras certas. – Eu nunca falei dela com outra pessoa, é difícil, eu queria ser mais firme e poder ter mais força nas palavras, eu queria ter visto ela de perto e saber como seria ela me levando para a estação.
E pela primeira vez chorou ao dizer de sua mãe, de seus sentimentos e desejos.
— Ela era uma aluna muito inteligente, mas gostava de participar de umas gracinhas ali e outra aqui, aquelas só em grupo. Íamos até os Três Vassouras, bebíamos cervejas amanteigadas e também passávamos horas e horas escolhendo doces que faziam mais baboseiras do que todos nós. – Sentou em sua cadeira. – A inteligência dela é nítido em você, mesmo com o pensamento em outra coisa, você responde sempre certo as perguntas. – Se referiu à aula. – Mas acho que você não quer saber sobre isso certo?
— Certo.
— Não há vi desde o dia que Potter nasceu, ou alguns meses antes, e não, eu não sei se Sirius Black fez o que fez. – Mudou a postura na cadeira. – Mas recebi uma carta dela onde dizia que estava grávida de uma menina e que não podia deixar de decorar o quarto mais de duas vezes por semana. – Riu suave. – Eu não pude ir ver vocês, mesmo com Voldemort ter desaparecido, muitas coisas precisavam ser feitas ainda. – Não citou a Ordem da Fênix.
— E meu pai? – Sua voz saiu em um suplico para que ele tivesse uma pequena informação para ela.
Sua boca ficou seca na hora, se ajeitou mais uma vez na cadeira olhou para o livro dela em cima da mesa e lembrou do passado.
— Molly disse que ela namorou um aluno da Grifinória, você sabe se ele era meu pai?
— Não, eu nem me recordo o nome dele, mas te garanto que não é ele. Seu pai foi um aluno da Grifinória sim, era um ano mais velho que nós, então não sei onde ele trabalhou ou o que aconteceu depois que ele saiu da escola.
— Está bem. – Comprimiu os lábios, estava bem triste por nem o professor saber algo de seu pai. – Obrigada professor Lupin.
Ela se retirava da sala bem desapontada.
Lupin ficou bem estressado com a conversa, ele tinha informações sobre o pai de Clarke, mas não queria que ninguém soubesse, ele prometeu para o pai de Clarke que nunca a deixaria saber sobre a verdade, e agora não tinha só que se preocupar com Potter, agora teria que ter toda cautela para ela não saber a verdade.
não foi para a aula de transfiguração, passou pelos monitores e alguns professores, adivinhou a charada e foi para seu dormitório. Ficou deitada pensando nas poucas informações que tinha que acabou adormecendo ainda com o uniforme da escola.

Ginerva desceu do seu dormitório, tinha guardado sua bolsa para ir ao salão principal almoçar, e encontrou Oliver olhando atentamente a maquete para colocar as táticas de seu último jogo.
— Oliver podemos conversar?
— Agora não estou pensando em várias formas de como marcar muitos gols contra Sonserina. Precisamos ter a maior pontuação antes do Harry pegar o pomo.
A menina encostou-se à mesa.
— É sobre a .
— Ela está bem? Aconteceu algo? Draco não está irritando ela né? – Era incrível como ele tirava toda a atenção do quadribol quando o assunto era .
— Não, eu acho que você ficou sabendo o que Fred e os meninos fizeram né? Então, ela foi conversar com professor Lupin sobre os pais dela, eu acho que ele deve ter contado algo que não gostou, e com isso não foi para a aula da professora Minerva e sumiu.
— Já falou com Luna? Ela pode vê se está no dormitório da Corvinal.
— Falei, Luna não a achou pela sala comunal.
— Vou procurar por ela, encontro vocês no almoço acompanhado de .
— Está bem.
Gina ficou mais aliviada, se nenhumas das meninas a achassem, claro que Oliver iria achar, afinal ele a achou na floresta proibida.
Só havia um lugar que ela estaria e que ninguém foi procurar. Oliver precisou passar despercebido pelos professores e os trasgos do buraco do retrato e foi para o campo. E lá estava ela perto de uma mesa cuidando de sua Nimbus 1700.
— Eu realmente achei que você estaria aqui.
— Oli.
— Perdão eu esqueci do tempo, planejando ataques contra a Sonserina e nem fui mais conversar com você.
— Não tem problema. – Forçou um sorriso. – E é bom vocês ganharem, vocês não derrotaram a gente a toa.
— Fica tranquila. – Aproximou. – Quer ajuda?
— Não precisa já terminei.
— Você não me contou como conseguiu essa Nimbus.
— Professora Minerva enviou uma carta para Rosmerta, e com um pouco do dinheiro que minha mãe deixou comigo ela comprou a vassoura mais em conta, era para ser uma Nimbus 2000, mas essa está maravilhosa.
— Entendi. Vamos voar um pouco e depois você me conta o motivo de sumir.
Clarke concordou e espero Oliver voltar com uma vassoura que tinha guardado no vestiário e quando voltaram eles voaram em volta do campo. Sentados na arquibancada Oliver deixou que a amiga comentasse sobre o assunto que atrapalhava até mesmo ficar em uma aula da mestre McGonagall.
— Realmente me desculpe, eu me afastei de você, não devia ter feito isso.
— Oliver, eu não estou magoada, sei que é por uma boa causa já disse. – Sorriu gentilmente para seu melhor amigo.
— Já que você diz. – Se aproximou mais dela. – Porque não foi para a aula da professora McGonagall?
— Deixa eu adivinhar, foi a Gina que te contou. – Ele concordou. – Gina falou sobre minha conversa com professor Lupin?
— Comentou sim, ele confirmou? – Teve um leve medo em fazer aquela pergunta.
— Graças a Merlin não, só negou mais ainda que pode ser verdade. Ele estudou com minha mãe, disse que ela ficava andando com ele e seus amigos, mas não sabe quem poderia ser meu pai, mesmo ter se ajeitado inúmeras vezes na cadeira quando eu falava a palavra pai.
— Então ele sabe quem é, mas não quer te contar. Deve ser melhor assim.
— Como melhor assim? Oliver é meu pai, independente do que aconteceu eu preciso pelo menos saber quem é? O porquê de só ter o sobrenome da minha mãe. – Se irritou. – Eu vou voltar para o castelo.
. – Permaneceu sentado. – Você sabe muito bem como eu quis dizer. Eu sei muito bem que você está brava, irritada e nervosa com tudo isso, mas não finge que você não entendeu minha colocação. – Andou até ela.
— Você acha que ele era um dos seguidores dele? A verdade Oli. – Já estava virada para ele, seus olhos brilhavam de tanta tristeza que os mesmo segurava.
— Se todos estão escondendo quem é ele, se sua mãe escondeu quem é ele, então sim. Acho que Bellatrix era muito amiga desse homem, e o amava, e quando soube que sua mãe estava grávida de você ela deve ter ficado muito irritada, pois.
Cerrou os punhos com muita força. Aquela teoria ele tinha pensado antes de dormir, quando o quadribol sai temporariamente de seus devaneios.
— Pois?
— Falaram que você tem ligação com a Bellatrix, e se ela era alguma parente sua, na parte de sua mãe, e as duas se apaixonaram pelo o mesmo homem, no caso. – Não contou que escutou a conversa dela com os professores.
— Meu pai. – Caiu sentada nos banquinhos. – Oliver, porque eu nunca cheguei a essa conclusão?
— Você está com a cabeça cheia, pensa tanto em achar a resposta que às vezes esquece de ir atrás do que você já tem. Como se fosse um jogo. – Fez a menina rir. – O Flint está na sua frente, junto de outros balaços, é mais fácil eu falar para você passar por cima em direção do sol do que você pensar nisso.
— Eu senti um leve gosto de vingança. – Ainda ria. – Eu compreendo, Gina está me ajudando.
— Posso ajudar também, depois que a final terminar. – Os olhos dele brilharam só por sentir a vitória bem perto de si.
— Eu vou está lá, só passa seu cachecol da Grifinória, preciso está a caráter. – Mudou de assunto.
— Com um calor desse e você de cachecol.
— Infelizmente não posso usar as vestes da Grifinória então me resta seu cachecol.
— Está bem. – Ele ainda ria. – Eu falo para a Gina te entregar.
— Grata.
— Agora vamos, Gina está muito preocupada com você e tenho certeza que as outras meninas também.
Depois de guardarem as vassouras e Oli voltaram conversando de outro assunto. As meninas se encontram e ninguém tocou no assunto, nem mesmo sobre Sirius Black, agora na verdade o assunto era outro, depois que ficaram sabendo que Malfoy foi atingido pelo Bicuço e que o pai dele tinha entrado em processo contra Hagrid, e os boatos que Draco espalhou foi pior ainda.
— Matar?! – Quem dá ouvidos ao Malfoy?! – se manifestou depois que sua amiga terminou de contar.
— Você sabe que ele tem uma boa influência no Ministério. – Penny disse também irritada com o caso.
— Tadinho do Hagrid. – Luna finalizou a conversa.
— Olha lá, a Pansy. – Gina olhava a sonserina. – Você sabe o que Snape fez com ela? – Questionou .
— Na verdade. – Parou para pensar. – Não, depois que eu saí de perto quando Snape pediu eu nem me dei ao luxo de querer saber, mas agora que você perguntou.
Elas riram. As horas passaram e cada uma foram para suas casas; se ajeitou na cama pensando no que Oliver havia lhe dito, se todos escondem quem ele era então sim. Seu pai era um seguidor daquele que não deve ser nomeado. E isso a decepcionou muito, principalmente pode ser da Grifinória.

O dia amanheceu nublado e com um pouco de névoa cobrindo o campo de quadribol. Esperou Luna na sala comunal, todos ainda a olhavam torto mesmo depois de ficarem sabendo que era uma mentira, tinha aqueles que ainda acreditavam e ela também estava inclusa nesse grupo dos que acreditavam que era verdade; Luna apareceu ao lado dela depois de um curto período de espera, falando que logo ia descer e para o café da manhã mas ela podia ir na frente já que não estava encontrando seu colar, mesmo com Clarke se oferecendo para ajudar ela não quis. Com a medida de segurança no castelo, aproveitou que um dos professores estavam levando uma parte dos alunos da Corvinal.
Com isso ela foi para o salão, porém não esperava encontrar Draco em um dos corredores. Respirou fundo antes de passar por ele, para que ter medo de um garoto que se recorria ao seu pai?
“Se eu sou realmente filha de um dos seguidores do Voldemort, então porque ficar na defensiva?” – Pensou.
— Clarke! – A chamou.
— Malfoy. – Retribuiu no mesmo tom.
— Você foi longe demais com a Pansy, agora ela não pode nem se quer fazer uma gracinha com seu nome que Snape a adverte com mais lições, e não é da aula dele.
— Realmente, eu passei por vocês naquele corredor e eu fui longe demais, até o professor Snape percebeu. Pode falar o quanto quiser, de verdade, posso só ter doze anos, mas eu não tenho medo de você ou até mesmo do seu pai. – Começou a andar em direção do grande salão. – Ah. – Virou para trás. – Tem um negócio verde no seu dente.
Não tinha nada verde no dente dele, mas ela achou engraçado demais ele tentado tirar o que não tinha. Ginerva viu tudo ao longe com Penny em seu encalço. Elas riram também e admiraram que ele também ficou com um pouco de medo de . Ela contou para as amigas, o que aconteceu com Pansy.
No intervalo de uma aula para a outra, Penie e passaram pela a entrada onde vieram, Draco com seus dois amigos e Mione, Harry e Rony. O soco que as meninas viram depois de escutar algumas coisas que o loiro falou veio acompanhado de duas risadas abafadas por elas.
— Ela é brilhante. – ressaltou.
— Duas vezes em um dia só, acho que ele gosta. – Penny disse. – Sorte dele que você também não bateu.
— Coloca sorte nisso. – Recuperava o fôlego. – Vamos, não podemos chegar atrasadas se o Professor souber que saímos do grupo da turma estaremos com pontos a menos.
Elas foram correndo de encontro a sala ainda rindo da linda cena que viram. Os dias foram passando calmamente – menos para Clarke, Gina contou o que ia acontecer com Bicuço e as garotas ficaram tristes pelo professor de Criaturas Mágicas. não teria como ajudá-lo, apenas iam amparar ele e torcer para que tudo desse certo. esperava que tudo desse certo, para ela e para Hagrid.


Capítulo 10 - Criadora de Poções

Aqueles olhares em sua direção não sumiram, Pansy sempre a encarava de longe. Fred não conversava mais com ela e Mione, bom mesmo com o tempo muito ocupado e deixando Harry e Rony preocupados com o sumiço dela, achou uma brechinha nos estudos para conversar com a garota a respeito do boato.
— Eles não vem te perturbando né?
— Não muito, alguns ficam com medo outros só me olhando e analisando. – Falou como se já estivesse acostumada.
— Bom eu não quero saber disso, fiquei sabendo pelos corredores. – Olhou para Gina rapidamente e depois focou na conversa com . – Que você quer saber mais sobre seus pais.
— Gina. – Ela sorriu. – E sim eu quero.
— Já tentou ir na sala de troféus? Normalmente quando um aluno ou aluna tem um grande desempenhou em Hogwarts ele ganha um troféu, pode ser que sua mãe tenha algo lá.
— Não, eu ainda não cheguei ir lá, os pergaminhos ocuparam muito meu tempo e o treinamento de quadribol também. – Se referiu antes da partida que perdeu para Grifinória. – Eu vou lá com a Gina ainda hoje, muito obrigada Hermione.
— Disponha. Preciso ir para aula, até mais .
sorriu e seguiu também da sua aula saindo do pátio do relógio, era o último dia de aula antes férias da páscoa, depois disso ia torcer muito para poder ter um tempo a mais com Oliver antes dele sair de Hogwarts.
No mesmo dia e depois da conversa privada com Gina, as garotas foram para a sala de troféus, elas procuraram por toda a sala, olharam desde pequenos troféus até os mais vastos porém não tinha nada ali; Clarke já saia desanimada daquela sala torcendo para que nenhum dos professores visse ela sem acompanhamento de um mestre, mas der repente:
, olha!
— Gina, fala mais baixo se alguém escuta nós estaremos ferradas.
— Desculpa, mas olha o que eu achei jogado aqui trás. – Aprontou para um grande quadro coberto. – Estava muito empoeirado e cobria o nome do livro Alunos Honorários de Hogwarts, está em ordem alfabética, eu vi nomes dos alunos com que saíram no ano passado ou antes da gente entrar, e foi aí que tive a ideia de ver se tinha o nome da sua mãe, e olha o que eu achei. – Tirou a mão de cima do nome.
Em letras bem desenhadas, ali estava o nome de sua mãe o ano que ela estudou e o motivo de ter seu nome no grande livro. Ela foi uma das grandes alunas de poções do professor Slughorn, e isso era bem nítido já que estava no livro de alunos honorários.
“Lauren Clarke, por mérito da criação da poção da proteção; Testado e aprovado pelo professor Slughorn. Clarke obteve amparo de seu colega de aula, Severus Snape.”
— O professor Snape. – e Gina falaram juntas.
— Se ele não souber nada de sua mãe, então você já deve imaginar.
— Ele vai estar blefando. Obrigada por achar. – Abraçou a amiga bem apertado. – Devemos colocar no lugar que estava, para ninguém desconfiar.
— Concordo.
Saíram da sala discretamente, caminharam até a biblioteca e lá ficaram conversando e fazendo uma parte da lição para as férias, não era tantas igual do terceiro ano, mas elas tinham até que ressoa valente. Entretanto não se concentrava tanto na lição seu assunto era único e só revessava quando Ginerva falava de Harry Potter.
— Eu não acredito. – Penny apareceu subitamente detrás da prateleira. – Você está indo atrás de sua mãe e seu pai e você nem me conta !
— Shi. – Pode se ouvir a Madame Pince pedir.
— Desculpa. porque não me contou, eu te ajudava.
— Mas não quero atrapalhar vocês.
— E a Gina?
— Eu insistir se não ela não ia deixar. – A ruiva comentou.
— Vou ajudar também, mas vejo que não está procurando nada relacionado a eles.
— Não, estamos adiantando os pergaminhos. – A aluna da grifinória falou. – Mas podemos parar e conversar, ela é uma boa aluna de poções.
-- Na Verdade ela era. - disse muxoxa.
— Hm poções. – Um grande sorriso apareceu no rosto da loira. – Que tipo de poção?
— De proteção, já ouviu falar? – perguntou.
— Só isso que estava escrito?
— Sim. – As duas concordaram.
— Não eu posso ver algo com minha mãe, não vai levantar suspeitas pois ela sabe que eu amo fazer poções.
— Agradecida, Penie. Vamos está ficando tarde.
— Vamos.

As férias de páscoa parecia passar muito rápido para todos os alunos; Mesmo ficando no castelo, ela tirava um tempo para ver o treinamento da Grifinória sem que Minerva descobrisse, numa dessas saída do castelo sem a supervisão de um professor. andava tranquilamente sob a ponte suspensa, era o lugar que mais gostava de ficar, a vista o ar fresco tudo a ajudava a colocar os pensamentos em ordem, entretanto enquanto ficava na ponte suspensa, ela escutou alguns passos vindo em sua direção e ao olhar para frente viu o mesmo cachorro que havia visto perto do círculo de pedra. ele estava ali na sua frente como se estivesse prestes a pular em sua direção.
Ele parecia ter fixado seus olhos no camafeu que carregava em seu pescoço, Clarke tentou correr quando viu que ele caminhava em sua direção, mas se sentiu presa no lugar; Era muito medo para um momento só. Ela podia ouvir o cachorro rosnando para ela e seus passos na ponte.
! – A voz de um homem ecoou pelo local. O cachorro levantou mais a orelha como se aquele nome fosse familiar para ele e ficou alguns milésimos a olhando, e depois partiu rumo a floresta proibida. – o que faz aqui fora sozinha? – Professor Lupin se aproximava. – Não sabe que tem um assassino solto?
— Eu sei, eu só estava, eu só quis sair um pouco professor. – Não conseguiu mentir ainda estava em choque por conta do cão.
— O que você está olhando? Você não o viu, ou viu?
— Não, só um cachorro, eu achei que ele ia me atacar. – Olhou para o professor e viu que ele estava mais sério que o normal e aparentemente estava pálido.
Depois daquele momento estranho não contou a ninguém sobre o cachorro, e também não se questiona do porque do professor ter ficado tanto preocupado com a garota. passou o tempo todo pesquisando sobre sua mãe, e trocou cartas com madame Rosmerta, queria agradecer e pedir desculpas por não ir vê-la nas férias de páscoa. Em uma das cartas Rosmerta deixou uma pequena informação sair, uma que levou correndo para Ginerva ler, que as amigas se encontraram na biblioteca.
“Queria ,
Espero que esteja curtindo suas férias de páscoa. Estou enviando esse pequeno presente para você, foi um cachecol que sua mãe me emprestou quando estava muito frio aqui na taverna e esqueceu de pegar de volta.
Está do mesmo jeito que que ela me emprestou e esse era o favorito dela, espero que goste.
Com amor, Madame Rosmerta.”

temos que ir conversar com ela, mas não temos como sair daqui. – Se referiu ao castelo.
— Eu sei e a cada segundo que passa, eu podia saber mais sobre minha mãe.
, acho que sei quem pode ajudar você.
Gina saiu da cadeira sem fazer nenhum barulho e puxou pela a mão. As duas foram até o grande salão onde Penie estava, depois de uns minutos esperando ela terminar de ajudar alguns alunos da Lufa-Lufa, de lá as amigas foram para o pátio..
— Uma forma para ir até o vilarejo.
— Sim, e ninguém pode saber. – Gina falava baixo.
— A poção polissuco, mas não sei se vai funcionar.
— Por quê?
— Precisamos de alguém que não vai levantar suspeitas, e que nenhum professor veja ele andando pelos corredores.
— Além de ser maior de idade. – ressaltou.
— Sim.
— O Wood. – Clarke concluiu. – Gina você precisa certificar que ele não vai sair da torre, até mesmo para poder treinar.
— Certo.
— E Penie, o que precisamos para poder fazer a poção?
— Eu tenho os ingredientes, só tem um problema.
— Qual? – Gina questionou.
Hemeróbios devem ser cozidos por durante vinte e um dias.
— Oi. – Luna apareceu.
— Oi. Luna você sabe uma forma para ir até Hogsmeade? – perguntou, já percebendo que a poção não daria muito certo.
— Não, porque?
— Preciso conversar com a Madame Rosmerta, sobre minha mãe.
— Hm. – Ela pensava. – Não vejo outro meio a não ser esperar.
— É.
encostou-se à parede e ficou pensando olhando para o nada. Realmente não tinha mais nada para se fazer, e ela queria aproveitar as férias para poder ir atrás de alguma pistas de sua mãe, foi quando ela se recordou que Severus Snape também foi um amigo dela.
— Eu já volto.
Clarke saiu disparada do pátio. Foi correndo até a masmorra passando por alguns alunos da Sonserina que ela supôs que estava saindo da sala comunal, ajeitou a blusa de frio e bateu na porta do professor Snape. A voz sóbria autorizou a entrada da corvinal sem tirar os olhos da pequena lista de poção para o retorno das aulas.
— Professor Snape.
— Senhorita Clarke.
— Professor, eu tenho uma dúvida para tirar com você.
— Fale, está tomando meu tempo.
— Você a conheceu não é? Minha mãe.
Os olhos dele pararam em Clarke, sua expressão mudou deixando nítido que não só a conhecia, mas tinha um sentimento por ela. O mestre se levantou e suas longas vestes pretas davam a sensação que ele apenas flutuava pelo o chão.
— Como ela era?
— Igual a você. – Estava olhando seu estoque de poções que ficava em sua sala. – Mas um pouco menos quieta. Muito boa em poções, e era da Corvinal, e esse cachecol onde conseguiu? – Estava de costas para ela.
— Madame Rosmerta me enviou, estava com ela desde o dia que ela ficou na taverna. – Ele ainda ficou em silêncio. – Lauren Clarke ela fez uma poção com você, eu achei em um livro, mas não tem o nome.
Praesidio in temporibus. Você não está aqui apenas para saber dela. – Se virou para Clarke. – Ela não foi uma dos seguidores dele, mas quem tirou a vida dela, era um.
— Você sabe quem? – apertou seu punho com mais força.
Clarke, você sabe a resposta.
— Sirius Black. – As palavras saíram em um sussurro bem inaudível até
— Ela era uma grande bruxa, se tornou uma Auror e quando ficou sabendo ela se afastou do cargo, e não terminou sua ajuda em busca aos seguidores de Voldemort. E ela fez pensando em você, acredite ela faria isso outra vez se precisasse. Antes que pergunte, eu não sei o nome dele.
— Ninguém sabe. Obrigada professor, muito obrigada.


Praesidio in temporibus, esse é o nome da poção. – Disse ao sentar ao lado das amigas.
— Minha mãe nunca falou nada dessa poção. – Penny comentou.
— É de proteção, certo? – Luna falou.
— Sim, como você sabe?
— Pelo nome, está em latim. Mamãe tinha anotado em um de seus cadernos apenas o nome, segundo ela, ela ajudou uma amiga a colocar um nome bonito.
— Minha mãe. – sorriu.
De alguma forma todas sempre estavam conectadas, e isso mostrava que de alguma maneira – para ela – sua mãe estava presente em todos os detalhes. As férias foram passando e o tão esperado jogo chegou, claro que Lufa-Lufa e Corvinal estava torcendo para a Grifinória, na verdade quem não estaria? Foi uma vitória e tão, e poder vibrar junto de seu melhor amigo foi melhor ainda. Ela não podia participar da grande comemoração na sala comunal da Grifinória, mas pode pelo menos prestigiar o amigo até meio caminho.


As provas já tinham chegado juntamente do sol aquecedor de Junho, em uma conversa e outra e as meninas tentavam desvendar quem poderia ser o pai dela, e a corvinal não tinha tirado nenhum das hipóteses em descobrir que era o pai dela. Clarke foi bem nas provas, não poderia dizer que era a nota máxima, mas era uma boa nota. Em poções, não precisou dizer nada, ela e foi a segunda a tirar a nota mais alta, ou a primeira já que Penny também estava com a nota mais alta.
Estava tudo dando certo, esperava o resultado das notas enquanto terminava de adivinhar os ingredientes que sua mãe usou na porção. Com o tempo ainda bem aquecido ela e Oliver planejaram passar um tempo a sós.
O alvoroço tomou conta no dia seguinte após o términos dos exames. Muitos boatos sobre Sirius Black ter escapado da torre mais alta, rondava todos os corredores quentes do castelo juntamente da fúria do Ministério. A felicidade não cabia no peito sobre Bicuço ter fugido também, entretanto isso não completava aquele pequeno espaço onde gritava desesperadamente que precisava manter-se em alerta, se Sirius fugiu isso dizia que sua intuição dele ser um perigo para si.
Mesmo com a história e tendo Mione e Rony para comprovar os fatos, a corvinal não acreditava neles. E parcialmente compartilhava da mesma vontade de Severus. Queria que ele tivesse sido beijado por um dos Dementadores.
Mas enquanto tomava seu bom e café da manhã refrescante, ela se lembrou que precisava se encontrar com uma pessoa ainda antes de ir conversar com todos seus amigos reunidos e ver como Rony estava. Saltou do banco de madeira escura, e foi correndo até a ponte suspensa, passando pelos os gêmeos que apenas acenou para George, já Fred a olhava de relance enquanto conversava com seu irmão.
— Cheguei atrasada?
— Não. Bom dia! – Oliver a abraçou.
— Bom dia, ainda bem, eu não quero perder mais nenhum minuto.
— Vamos você tem muito que aprender ainda.
O dia ia ser bem tranquilo, ainda mais agora com as medidas de segurança haviam acabados e Sirius, bom não precisa dizer mais uma vez o que sentia. Professora McGonagall havia dado autorização para Wood e Clarke sobrevoarem em um pequeno – e curto – treinamento de quadribol. Não seria novidade que ele ia tentar ajudar a amiga no esporte favorito de ambos.
— Aceita uma água de gilly? – Oliver colocava a vassoura em cima da mesa.
— Por favor.
— Acha que consegue lembrar disso tudo até o ano que vem?
— Claro, campeão da taça. – Fez o amigo rir. – Eu vou passar o tempo na casa dos Weasley, você tem o endereço ainda né?
— Tenho, está no meu pergaminho. E você como está?
— Eu estou bem.
— Mesmo com Sirius solto? – o olhou espantada. Ela não tinha comentado em nada com ele. – Gina comentou comigo, no dia que fui campeão. Eu queria saber se você estava bem já que passei muito tempo focado no jogo, e ela deixou escapar.
— Eu estou levando, tenho minha... Espera eu não comentei com a Gina que Sirius foi o homem que matou minha mãe.
— Tenho bom conhecimento sobre você, mas acho que a essa altura ele não vai vim atrás de você, o alvo era Harry você sabe, mas depois que ficamos sabendo de Peter, só que ela também comentou que Rosmerta conhecia sua mãe e você queria falar com ela.
— Sim… Mas eu posso falar com ela depois, talvez vejo se a senhora Weasley me leva até ela.
— Para você. – Oli entregou uma carta falando sem contexto.
abriu com cautela para não rasgar, já que era um pouquinho estabanada ainda com aquelas cartas.
“Querida ,
Oliver veio até a mim pedir e conversou sobre suas suspeitas. Ele disse que queria te ajudar e não desconfio desse garoto, ele tem um bom coração.
Eu vou responder a pergunta dele que também é a sua. Lauren Clarke foi uma das minhas amigas mesmo ela sendo mais nova que eu. Ela gostava de vim aqui acompanhada de seus amigos e também da mãe de Harry e dos Weasley. Eu não cheguei a conhecer seu pai, infelizmente ela não me contou já que Você-sabe-quem estava atrás dos Potter.
Desde então nunca mais a vi. No dia em que sua mãe faleceu, eu recebi uma carta, sem remetente com uma letra que eu nunca virá, a mesma que colocarei junto desta carta, e eu só fiz o que pedia. Te garanto que não é da sua mãe já que ela deu a certeza que seria impossível acha-lá.
Espero ter te ajudado, me desculpe não ter muita informação.
Madame Rosmerta.”

terminou de ler e pegou a carta que ela tinha enviado – a que recebeu. Olhou para Oliver que mantinha a mesma expressão antes de entregar a carta: Ansioso.
— Quer fazer as honras? Eu não estou com muita coragem para abrir. – Se referiu a carta enviada para Ros.
— Sim.
Oliver pegou a carta sem desdém e começou a ler:
“Rosmerta, aqui está indo a chave do cofre do Gringotes da . Cuide bem dela caso algo aconteça!
A essa hora acho que ninguém vai achá-la, e peço que você não comentem a ninguém que recebeu essa carta, e muito menos que tem a chave do cofre. Um dia sei que você irá vê-las e eu também.
Desde já, agradeço pela a ajuda futura e que não conte a ninguém sobre essa carta.”

— É letra de homem. – Ele disse depois de alguns segundos em silêncio – Pode ser do seu pai.
— Acho que acreditava que minha mãe ia está viva, mas porque não a Molly?
— Muito óbvio, seria o primeiro lugar que eles iriam procurar, mas no final você foi para o orfanato e tenho certeza que você, ao aparecer como uma aluna até Rosmerta ficou surpresa.
— Eu só tenho doze anos, e mal ingerir tudo desde o dia que Minerva apareceu no orfanato.
— Potter também, porque você não conversa com ele? Pode ser que você se sinta melhor.
— Pode ser, acho que Rony vai convidado para ir a Toca, e lá eu converso. Muito obrigada Oli. – O abraçou bem apertado.
— Por nada, era o que eu devia fazer depois de passar o ano todo pensando no quadribol, e mesmo querendo que a Grifinória ainda ganhe, quero que você leve a vitória para a Corvinal.
— Eu já disse, você tem o melhor time, mas não tem a melhor artilheira. – Já caminhava para dentro do vestiário e onde eles guardavam as vassouras emprestada.
— Mas mesmo assim ganhamos.
— Ainda bem, não ia querer ver você fechar seu último ano sem vitória.
— Eu também.
Era bom ter Oliver ainda naqueles últimos dias, e saber que não tinha mais jogo para atrapalhar os dois de conversarem. No fundo, mesmo não gostando ainda de saber que a suposta pessoa que havia enviado a carta podia ser seu pai ela sentiu uma tranquilidade no coração, como se alguém de sua família realmente se preocupava com ela e sua mãe. Mas para que tanto mistério? Todos que eram amigos dela, que dizia ser amigos dela não chegaram ver a mulher grávida e então, veio a dúvida em seus devaneios enquanto subiam para o castelo.
“Se ninguém a viu grávida, se meu pai não deixou em nenhum lugar quem era ele, será que Lauren, minha mãe, realmente ficou grávida, mas Voldemort matou o bebê e com isso tirou eu de Bellatrix?”
, você está me escutando?
— Perdão, o que foi?
— Professor Lupin está indo embora.
— Isso é terrível, foi um ótimo professor.
— Sim. – Disse desanimado.
— A carta.
— Qual delas?
— A que você leu, rápido Wood. – Ele entregou. – Maravilha, obrigada.
A garota saiu correndo em direção do homem, e chegou um pouco ofegante até o homem.
— Professor Lupin.
, o aconteceu alguma coisa?
— Não, eu só quero fazer uma pergunta, antes do senhor ir.
— Pode fazer. – Disse calmo.
— O senhor reconhece essa letra? Madame Rosmerta me enviou através do Oliver, ele me ajudou já que eu não posso ir até o Vilarejo. – Entregou ao homem depois do mesmo colocar sua mala ao chão.
Ele ficou desconfortável ao ler a carta. Ele reconhecia a letra, e sabia do que se refere o acha-la.
— Hm não. – Disse depois de limpar a garganta.
— Não é da minha mãe?
— Não. – Ele sorriu. – A letra de sua mãe era bem desenhada. Eu preciso ir , se cuide. – Devolveu a carta.
— Tchau, muito obrigada.
voltou para perto da porta do castelo, onde Oliver estava a sua espera. Depois de conversarem mais um pouco, ela foi para o salão onde ela e as garotas iam escolher suas novas matérias, o que era permitido para o terceiro ano.


Plataforma Nove três quartos.
Se despedir de Oliver não foi fácil. Depois que desceu e colocou sua bagagem ao lado da Ginerva ela foi procurar Wood em meio a multidão, já que estavam em vagões diferentes.
— Oli! Espera.
— Eu não ia embora sem me despedir de você . – Abraçou a bruxa.
— Eu vou sentir tanta sua falta Oliver. – Sentiu seus olhos marejaram. – Obrigada, por tudo e por ser meu amigo. Todos os momentos que passamos juntos foi os melhores, mas eu só tenho que te agradecer pela sua amizade.
. – A voz estava trêmula. – Não precisa agradecer, era nessas horas que eu queria saber muito bem como falar, mas sou muito melhor no quadribol. – Os dois riram ao se soltar do abraço. – Não vou deixar de enviar uma carta para você, pode ser que demore, mas eu não vou deixar de enviar. E se precisar de algo, para qualquer coisa você pode e deve vim falar comigo que qualquer coisa eu vou até você. – Enfatizou as palavras.
— Está bem, boa sorte nos times.
— Obrigado e até mais quem sabe.
— Ah Oli, é para você. – Entregou uma pequena carta. – Eu preciso ir Molly está me esperando. Tchau até. – Deu um beijo na bochecha.
— Até . – Retribuiu o gesto.
Ambos se seguraram para não chorar, mesmo não sendo um para sempre. sabia que ele ia fazer o máximo que podia para poder ir vê-la, mas esperava que fosse sempre nas férias ou nos finais de semana, já que em seu terceiro ano ela ia poder ir a Hogsmeade.


Semanas se passaram e ela – – estava lendo um dos livros de poções e elixires que Mione havia emprestados. A garota buscava alguns ingredientes que fizesse sentido para a poção que Lauren havia criado, além de ter mais conhecimento por uma de suas aulas favoritas. Ela tinha acabado de se ajeitar no lado de fora da casa em uma mesa que senhora Weasley arrumou com muito gosto para a sua afilhada, enquanto lia e fazia algumas anotações, Gina estava terminando de arrumar seu quarto, ou melhor, o lado que dormia, já que acordou mais tarde que sua amiga.
Lá em baixo, Clarke terminava de anotar um dos ingredientes que soou tão familiar ao ler o mesmo livro que a Weasley mostrou para ela. Ela podia ouvir as novas invenções de Fred e George e não podia negar que queria usar algumas coisas, mas segundo eles “Não estão prontas ainda, mas quando estiver você pode escolher o que quer usar.”.
— Hey . – Fred apareceu depois de um tempo.
— Aqui esse é para você. – Os gêmeos falaram juntos, e George jogou uma bala para ela.
A moça olhou de relance para eles e viu o sorriso maroto nos lábios deles, e se vinha do George não ia ser uma coisa tão aterrorizante assim. O gosto era muito bom, Tortinha de abóbora, mas depois a explosão que veio em sua boca a assustou. Os gêmeos riram e ela – depois de engolir a bala, riu também.
— Está bem né? Sem machucados.
— Sem machucados, mas acho que o efeito devia vim logo, tipo na primeira mordida sabe.
— Hm. – George fez um som com a boca. – Vamos lembrar disso na próxima vez. Ah vi Gina sair do quarto.
— Valeu.
se levantou e deixou a varinha ali em cima da mesa junto ao livro. Ela tinha esperado a amiga para tomar café da manhã junto a ela, desde que as duas se conheceram elas nunca mais se desgrudaram. Lauren ficaria muito feliz, feliz até de mais!
— Estou pensando em fazer uma poção. – Comentou .
— E do que seria?
— Uma bem simples. Poção de Estimulante ou de alisar o cabelo. – Gina permaneceu a olhar. – Eu sei não parece simples, mas eu tenho alguns ingredientes.
— Você pegou do Snape?
— Sobraram, eu não peguei nada. Só preciso ver se tenho tudo.
— E você vai fazer com base no livro que a Mione te emprestou? Saber que é um estudos mais avançado né?
— Sei, mas eu devo ser boa nisso, se minha mãe criou uma, ou uma Calmante.
— Que tal nenhuma? Guarda os ingredientes, e quando tiver uma boa quantidade você invente uma com a Penny ou também recriar a poção que sua mãe fez.
— É, não é uma péssima ideia.
— Foi eu que dei, vamos lá fora, o que estava fazendo lá? – Colocou sua caneca na pia.
— Estava só lendo o livro, e anotando alguns ingredientes já que nele fala mais do que o nosso do primeiro e segundo ano. – Fez o mesmo que a ruiva.
— E fez uma poção simples. – Estava já fora da casa.
— É, não resistir, está quase terminando só precisava deixar mais dois minutos.
se aproximou do pequeno caldeirão que deixou em cima da mesa – entretanto com uma boa medida de precaução para não incendiar o livro – ela pegou sua varinha para finalizar a mesma e o caldeirão explodiu em sua cara. Suas roupas novas, que tinha ganhado de aniversário do ano passado estavam cinzas, por conta do caldeirão.
— O que foi esse som? – Senhora Weasley apareceu na porta dos fundos. – , querida.
— Eu. – Estava tão pasma que não sabia como foi que aconteceu aquilo. – Eu coloquei tudo certo, deixei o tempo certo.
Molly analisou tudo, e alguns minutos atrás tinha comprovado que ela estava no caminho certo da Poção Simples. Foi então que olhou em direção da mesa e viu Fred se segurando para não rir alto e George surgindo com uma cara de que realmente não fez nada de errado.
— Você fez tudo certo, Fred que trocou sua varinha por uma de varinha falsa, uma invenção deles. – Ela balançou sua varinha e tudo estava em perfeita harmonia. – Agora vai tomar um banho e se trocar, Fred, George! – A mulher chamou. – Vamos conversar, agora.
já se afastava deles juntamente de Gina que carregou o livro pela amiga. Molly esperou elas entrarem para conversar com eles.
— N.O.M.s com notas baixas, essas gracinhas por todo lado da casa, se ao menos tivesse pegado essa tamanha inteligência para aplicar nos exames não teriam passado com as mínimas. E Fred quantas vezes eu terei que pedir para não atormentar mais a .
— Eu só estava testando a varinha falsa. – Deu de ombros. – Eu não imaginei que ela ia mexer na poção. – Molly a olhou severa, sabia muito bem que ele tinha a tamanha inteligência do que ia acontecer.
— A varinha dela. – Ela esticou a mão.
— Aqui. – George pegou no bolso de trás do irmão.
— Obrigada, agora chega dessas coisas pela casa toda.


Os dias iam passando, Clarke já tinha se esquecido que Black ainda era foragido, a verdade o que mais interessava nesse momento era descobrir os ingredientes e saber bem mais da Copa Mundial de Quadribol. Todos os dias depois que Molly servia o jantar aos Weasley e a Clarke se reunião na sala afável para poder comentar dos momentos, mais incríveis das jogadas; Clarke e a Weasley amava opinar também, tinham um grande conhecimento sobre quadribol ainda mais depois que Oliver a ensinou algumas coisas. Ah Oliver... Havia noites que ela se lembrava dos momentos ao lado dele, e dos dias que os dois treinaram juntos. Estava repleta de saudades do grande amigo e as cartas não pareciam dar conta disso.
Nesses dias que passavam e a conversar sobre a copa continuava como um “ritual”, Arthur falou que conseguiu ingresso para a final, e que seus outros dois filhos estavam logo ali, na Toca, para irem com eles. se animou, enfim ia conhecer o restante da família.

Na manhã calorosa, com um sol nada tímido e sem as nuvens brancas para escondê-lo. Gina e desceram depois de ajeitar a cama, e logo ali sentados no sofá estava Bill e Charles Weasley. Bill foi o primeiro a levantar e abraçar a irmã logo após veio Charles.
— Essa é , minha amiga.
Clarke? – Bill questionou muito surpreendido. – Você é a garotinha que minha mãe procurou por um bom tempo.
— É sou eu, prazer em conhecê-lo Bill. – Sabia quem era por conta das fotos.
— Bom revê-la. – A abraçou.
O garoto tinha mudado muito, comparado com a foto que ela viu. Agora seu cabelo estava mais comprido, mas deixava a mostra o brinco de argola, e claro estava mais bonito. Já Charles que logo veio a cumprimentar, não tinha mudado muita coisa desde a foto que ela viu, era forte e baixo com suas sardas bem notoriamente.
— Lembro que mamãe ficou procurando você por um bom período.
— É. – estava meio desconfortável. – Eu fui parar em um orfanato, acho que foi planos da minha mãe.
— Uma boa estratégia.
— O café da manhã está pronto. – Molly disse da cozinha.
— Que hora vocês chegaram? – Gina questionou.
— Não faz muito tempo, acho que uma meia hora. – Bill respondeu. Olhou para Charles que concordou mastigando um pedaço de torta.
— Você vai com a gente né? – Bill perguntou para .
— Sim, só vamos esperar Harry responder e a Hermione chegar.
Molly olhava para o cabelo do filho, estava apertando demais seu coração vendo o mesmo sem corte e muito comprido, entretanto ela não falou nada, não naquele dia. Os meninos desceram e se juntaram à mesa, já tinha terminado e sentou se ao sofá, dando assim seu lugar para Rony, lago após Ginerva se juntou a ela.
Hermione chegou depois do almoço, junto de seus livros, a mala e o Bichento. A garota ia ficar no quarto da Gina. já tinha desistido de achar algo que pudesse dizer a finalidade certa de Praesidio in temporibus. A mais velha insistiu para levar para a Copa, assim quanto eles estiverem na barraca sem fazer muita coisa, ela leria e Hermione a ajudava.
Tinham que esperar a resposta de Harry Potter, principalmente depois da carta cheia de selos que Molly Weasley havia lhe enviado.
Depois da “aprovação” de seu tio Valter, Harry correu para seu quarto arrumar seus pertences e enviar a carta a família Weasley e avisa que podiam ir buscá-lo. E claro que ele não podia deixar de avisar seu padrinho Sirius Black. Entretanto o jovem garoto de quatorze anos mal sabia que estava entregando Clarke para uma das piores pessoas ao citá-la na carta.
Realmente aquilo deixou Sirius com todas as certezas depois que andava pelos terrenos do castelo. Sua vontade foi muito mais alto do que permanecer escondido, precisava saber se Clarke, era mesma garota que ele havia deixado para trás.


Capítulo 11 - Talvez seja verdade

Depois da carta do seu afilhado, ele ia precisar tirar suas próprias conclusões e se fosse preciso ele sairia do seu esconderijo e ia conversar com os Weasley, mesmo sendo muito arriscado.
Harry chegou logo no fim da tarde, e todos foram jantar ao lado de fora da casa; sentou de frente para Hermione e ao lado de Ginerva assim facilitava mais a conversa das três amigas. ajudou senhora Weasley com a mesa e depois foi para o quarto de Gina o dia iria amanhecer cedo para todos.

Andaram um bom caminho até a chave do portal – por sorte comeu dois pratos de mingau com caramelo caso ao contrario estaria escutando sua barriga fazendo barulho –, agora com os Diggory. Foi uma experiência única viajar na bota, a pior parte foi cair no gramado de bumbum no chão e Gina quase em cima dela, pelo menos tirou alguma risada para animar a sensação totalmente estranha.
— O sete e cinco chegando do morro Stoatshead. – Falou um homem ao lado deles.
— Bom dia Basílio. – O pai dos Weasley cumprimentou.
— Olá Arthur, espero que não esteja trabalhando. – Viu o ruivo negar com a cabeça. – Bom o gerente é o senhor Roberts, fica por ali. – Apontou. Logo depois falou com Diggory.
Alguns minutos depois eles já estavam no local da barraca, para não chamar tanta atenção dos muggles ele – e todos que estavam ali, montaram a barraca manualmente. Era tão pequena por fora, Clarke ficou se questionando como todos iam caber naquelas cabanas, porém ao entrar ela realmente ficou impressionada com tudo que estava ali. Seguiu Ginerva para o quarto que seria das garotas e colocou sua pequena mochila na cama alta.
Ginerva e cuidaram da comida, por conta própria já que não tinham mais nada para fazer, a não ser jogar baralho explosivo porém dentro da barraca. Nesse meio tempo que Harry, Ron e Mione foram buscar a água na torneira, o trio encontrou Oliver que fez questão de apresentá-los para os pais.
— E vocês vieram com mais algum? – Se referiu os outros Weasley.
— Todos os meus irmãos.
— E a . – Hermione falou.
veio?
— Sim, se quiser ir vê-la, nós estamos para lá. – Harry apontou.
— Só procurar uma barraca com muitos ruivos. – Rony sorriu.
— Vou passar lá, quero vê-la mesmo. – Apertou a carta que tinha no bolso. – Mas ainda não falem que eu entrei Puddlemere United, por favor.
— ‘Ta bem, até mais Oliver. – Hermione se despediu junto dos meninos.
— Eles são muito próximos não?
— Ah Rony, eles são amigos, Wood deve esta com saudades dela, não acha Harry?
— Sim, ele até treinou com ela depois das provas.
— Viu.
— Vocês demoraram uma eternidade. – Disse George ao vê-los se aproximarem.
— Encontramos alguns amigos pelo caminho. – Rony explicou. – E a fogueira?
— Papai está tentando até agora, ele está se divertindo. – Fred falou. – Gina e estão apenas esperando.
não ajudou? – Mione questionou. Já que sabia que a garota estava acostumada com as “técnicas de Muggles”.
— Ele não quis logo de começo, está se divertindo tentando ligar. – Fred explicou.
Eles riram depois de ver a felicidade do bruxo ao acender o fósforo e depois joga-lo. Hermione, educadamente foi até ele o ajuda-lo junto a si levou a água.
Após alguns minutos se passarem, as garotas conversavam de assuntos banais – já que todas tinham entrado em bom senso sobre o jogo do dia –, enquanto isso, os meninos falavam apenas do quadribol e esperavam a comida ficar pronta. Fred olhou na direção das meninas para se certificar que estava tudo bem, estava ficando muito irritante essa desconfiança Clarke sabia muito bem disso, só que se tentasse algo ou pedisse para ele parar as coisas poderiam piorar. Ao fundo o ruivo viu o amigo se aproximar claro que ele ia falar com eles, já que, para Fred, ele não sabia que não estava lá com eles.
!
Estranhou, não era todos ali que a conheciam e aquela voz, aquela voz era com certeza de:
— Oli! – Se levantou e foi correndo até ele para abraçá-lo. – Não sabia que estava aqui.
— E eu não imaginei que você vinha.
— É, senhor Weasley conseguiu uma entrada para mim.
— Sua primeira copa do mundo, você vai amar. – Falou com o brilho nos olhos. – Mas não era só sobre isso que eu queria falar com você. Eu a li, você não precisa ter medo de quem você é, principalmente depois do que aconteceu.
— Eu sei. – Cruzou os braços. – Mas não vem sendo muito fácil até mesmo na Toca.
— Fred?
— Sim, mas não vamos falar sobre ele, e eu prometo que nada vai me abalar e estou sendo sincera. Independente de quem seja meus pais, sou eu que faço meu próprio caminho.
— É essa que eu quero para sempre. – Oliver abriu um largo sorriso. – Mas tem outra coisa também, o final da carta.
— A não. – Ela ficou vermelha.
— Não achei que poderia ter despertado algo em você. – Os dois riram. – E me admira muito você ter me contado, mesmo sendo por carta. – Segurou a mão dela.
— Não teria o porque de esconder de você, está tudo bem né?
— Claro e porque não estaria? - Sorriu galanteador para ela. – Eu preciso ir , não esquece que pode entrar em contato comigo sempre.
— Nunca esquecerei. Até mais Oliver.
Oliver Wood a abraçou forte e ao se soltar deu um beijo na garota. Hermione e Gina, analisavam de longe e não conseguiram descobrir onde foi o beijo, já que o mesmo foi dado no lado onde elas não tinham uma boa visibilidade, não só elas, mas Fred também que não evitou em ocultar que estava querendo saber o mesmo que as meninas.
Quando voltou para perto as meninas que as olhavam divertidamente, a mesma balançando a cabeça sutilmente em negação para o que elas diziam apenas com os olhos e sentou ao lado delas. Fred se ajeitou no banquinho que estava sentado para poder escutar a conversa das meninas, mesmo não a prestando atenção na conversa de seus irmãos.
— Vocês estavam bem discre. – Parou ao escutar o barulho forte.
— Fred, está tudo bem? – Gina questionou.
— Sim. – Ele e George riram.
— Tome mais cuidado. – Estranhou. – Continua , ele beijou você? – Murmurou.
— Não. – Disse ela, no mesmo tom que a ruiva.
— Mas, o jeito e a forma que ele se despediu de você, Clarke não está escondendo isso de nós né? – Hermione questionou.
— Não, claro que não, eu juro que contaria para vocês.
Um tempo conversando e aproveitando a presença de Bartô e Ludo, e relativamente depois que ele fez um comentário depois de escutarem que um suposto evento seria no território de Hogwarts e também quando os meninos tiraram sarro de Percy, pelo leve apelido Weatherby, o que rendeu muitas risadas abafadas. E pela primeira vez, Fred a olhou de uma forma mais... Diferente.

O momento que ela mais aguardava o tão desejado jogo da copa de quadribol estava para começar. A família Weasley e os convidados – , Mione e Harry, caminharam por vinte minutos até chegar ao grande estádio de quadribol, com suas colossais paredes douradas. Depois de terem seus ingressos avaliados, eles subiram as escadas cobertas por um lindo e macio tapete púrpura berrante, era um lugar e tanto onde eles iam ficar.
Mas pelo caminho, se encontrou com Pansy, que havia se distanciado de sua família ao ver a bruxa. Com um sorriso largo no rosto por está longe dos professores e qualquer outro responsável por elas, a garota se aproximou para provocá-la.
— Ora, ora, não achei que você iria vir até aqui, orfãzinha. Entrou escondida foi?
— Não, vim junto dos Weasley.
— Ah claro, atrapalhando eles também, deve ser difícil.
— Difícil?
— Sim, Bellatrix conseguiu se livrar de você, e agora, eles tem que tomar conta de você, é difícil ter que aturar sua presença e sustentar você.
— Eles não me sustentam Pansy, tenho meu próprio dinheiro, e não acho que eles têm que me aturar, afinal eu ia voltar para o orfanato, entretanto eles queriam a minha presença com eles. – Sorriu.
— É uma pena, mas permaneça com seu otimismo. – Se aproximou de Clarke. – Ouvi dizer que...
Pansy contou para , o que a deixou pálida e com os lábios mais secos. Gina olhou para trás e viu que sua amiga não estava a seguindo, a ruiva então parou e a procurou com os olhos em meio a multidão que subia, e ali no degrau de descanso e que dava acesso ao andar ela a viu conversando com Pansy.
— Hey Gina. – Fred se aproximou. – Vamos, desse jeito perderemos os melhores lugares.
Mas sua irmã não respondeu. Ela tentava compreender o que as duas conversavam, ao notar que Pansy a mantinha paralisada no degrau de descanso; Ele desceu rapidamente sem se incomodar com os bruxos que subiam. Revezava o olhar entre os degraus e , ela ainda olhava para Pansy sem piscar, e por um momento ele sentiu uma grande vontade de apenas tirar ela dali e, protegê-la.
, vamos. – A segurou pela mão e a puxou, não tão delicado, já que queria tirar ela daquele transe.
— Que bonitinho, não sabia que você tem um protetor.
— Mas eu não tenho. – Umedeceu os lábios. – Você está muito enganada Pansy. – Subiu as escadas sentindo suas pernas moles, escutava ao longe a voz de Fred junto com dos outros convidados e torcedores.
, você precisa me responder, está se sentindo bem?
— Por que quer saber? – O deixou sem palavras. – Você nem precisava ter ido até lá, você deixou bem claro que não confia em mim, então não sei porque está todo preocupado.
Subiu as escadas rapidamente mesmo tendo a sensação que ia cair a qualquer momento, cruzou seus braços com o da Gina, e foram para as cadeiras. Fred subiu logo atrás com aquela questão, ele não confiava nela, não tinha como confiar e entretanto, aquela preocupação falou tão significativo, que até mesmo se estranhou. Fred ficou longe de sua irmã e amiga, sentando ao lado do gêmeo.
Alguns minutos depois, Malfoy apareceu com sua família no mesmo local onde eles estavam. Trocaram algumas palavras com ministro e depois foram para seus lugares. De relance pode ver Draco falando dela para seu pai, Lucius.
— Foi ela. – Disse com desdém. – Ela que colocou Pansy de castigo. Não sabe ficar sem correr para a barra de professora Minerva, mesmo sendo filha do Lorde das Trevas. – Disse o nome em um sussurro. Lucius que tinha seus olhos fixos em se despertou ao escutar a tese de seu primogênito.
— Como? – Arqueou a sobrancelha.
— Foi o que a Pansy disse, por isso que Snape a advertiu. E da Bellatrix também.
Lucius concordou com a cabeça e sentou-se ao lado de sua mulher. Entretanto ele não tirava o rosto da garota de seus devaneios, era impossível, seu rosto, o cabelo, o olhar. Ele estava tendo alucinações.
Enquanto isso, nos bancos da frente:
— O que ela queria?
— Me perturbar, acho que não está satisfeita com o final da situação e principalmente pela conversa que Snape teve com ela.
— Só isso?
— Claro, porque a pergunta?
— Você estava pálida. – Gina a olhava.
— P-pálida? Não, deve ser a luz. Charlie, conte-me mais sobre Lynch, por favor. – Mudou de assunto rapidamente.
permaneceu acanhada o tempo todo, quando os mascotes dos times entraram ela se distraiu e aquele fervor todo das duas torcidas a fez esquecer de tudo, até mesmo de seus problemas. Até a vitória mais espetacular que ela já viu; Mesmo com a vitória de seu time, Irlanda, ela não pode negar que Krum chamou sua atenção, não só pela beleza dele mas pela sua postura ao receber o comprimento.
Todos estavam em festa, era vozes desafinadas cantando o hino da Irlanda, os leprechauns festejando juntamente, tudo estava encantando aquela garota. Chegaram a barraca, eles ajeitaram tudo para se deitarem, mesmo eles ainda estarem eufóricos; Com isso, senhor Weasley permitiu que eles tomassem uma xícara de chocolate quente e conversassem.
, entre as pausas das conversas, ela pensava na conversa com Pansy. Ela deveria acreditar nela novamente? Não, ela mentiu uma vez e podia muito bem mentir mais uma vez, entretanto Pansy era da Sonserina e tinha mais conhecimento que qualquer outra pessoa, então parcialmente ela podia esta dizendo a verdade, no fundo acreditou que poderia ser verdade.
Mesmo com toda animação, no fundo de seus pensamentos a pergunta de Clarke ainda estava reluzente, como se aqueles leprechauns estivessem junto da mesma e com suas lanternas brilhantes, porém se distraiu quando riu da amiga ao acordar assustada, e junto seu pai pediu para que todos entrassem e fossem descansar.

O céu estava o azul mais escuro, o som de comemoração havia sido tomada pelo silêncio e algumas horas depois por gritos de desespero. acordou assustada na cama ao lado, tateou o criado mudo que dividia com as outras garotas até achar sua varinha e acendeu o lampião que estava ali.
— Mione, Mione acorda. – Estava ao lado dela.
, o que foi?
— Está ouvindo? – Olhava a cama de Gina. – Gina não está aqui.
As duas arregalaram os olhos, colocaram o casaco rapidamente e uma calça e se aproximaram da porta da barraca.
— Pelas barbas de Merlin! – exclamou.


Continua...



Nota da autora: Dealmente, pelas barbas de Merlin, eu sempre parando nesses momentos não? Bom eu já percebi que sou péssima em nota de autora, então vou deixar por isso mesmo e também os lugares que vocês podem achar os spoilers das fics.
Realmente espero que tenham gostado da fanfic ❤
“Comentem o que acharam, obrigada pelo seu gostei, e nos vemos no próximo capítulo” – Alanzoka.


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