CAPÍTULOS: [PRÓLOGO][1][2][3]









Última atualização: 05/06/2017

"... felicidade não tem nada a ver com a aprovação das outras pessoas. O que é realmente importante é estar feliz com você mesmo, encontrar alguém que é importante para você e seguir adiante sem ligar para que os outros falam. – Kurt Cobain"


Prólogo


Wo keine Liebe ist, ist auch keine Wahrheit.
- Ludwig Feuerbach

— Eu aprecio o fato de você ser a melhor amiga de todos os tempos, .
— Sério, mesmo? — perguntei sarcástica, porque sabia que Mateo dizia aquilo só para me convencer, e era o que ele estava fazendo agora.
— Sério, linda.
?
— Sim, — exclamou pulando animado fazendo-me desconfiar de sua sexualidade. — Você vai entrevistá-lo na quinta-feira da semana que vem. Um dos maiores astros do rock da atualidade, — Mateo tinha muita certeza do que dizia, enquanto eu apenas franzi a testa incerta. — e é muito importante para minha carreira que você compareça, pois como já mencionei eu não posso deixar de ir ao casamento de minha sobrinha.
— Já considerou não ir ao casamento?
— De jeito nenhum! Não é uma opção.
— Mateo. Apenas. Remarque. — disse pausadamente dando de ombros e voltando-me a encostar ao sofá chique de sua casa.
— Enlouqueceu? E desde quando eu tenho esse poder? Conseguir uma entrevista com não é para qualquer um. — ele fez um barulho triste com a boca, fechou os olhos e balançou a cabeça que estava abaixada, oh não.
— Mateo...
— Você é minha única esperança, , por favor! — ele se ajoelhou em minha frente com as mãos juntas, eu duvidei de tamanha importância que era uma entrevista com um astro do rock. Bufei suspirando relutante. Quando ele fez seu famoso olhar de cachorrinho, eu quase dei risada, mas no fim apenas sorri enquanto assentia confirmando a sua insistência. Mateo me pegou de surpresa quando me levantou e me abraçou me rodando no ar, ele me deu um beijo na bochecha e sorriu como um idiota. Aquele sorriso que eu adorava.
— Isso, , não sei o que seria de mim sem você!

Kapitel Eins || - Encontro Inesperado.


— Então, que tipo de bebida você gostaria de beber, ? — O galã de novela respeitado por muitos atores famosos que ali estavam presentes, me perguntou com gentileza. Enquanto isso eu encarava os tentadores elevadores do outro lado do saguão, pensando que já era a hora de me alimentar, tomar um banho quente e ir dormir.
?
— Me desculpe. — tratei de me recompor voltando totalmente minha postura e atenção a David Oliver, famoso por suas habilidades em fazer qualquer adolescente se apaixonar por sua atuação incrível, sempre pegando papéis de filmes com casais românticos, ele era bom no que fazia.
— Não tem problema se estiver cansada e quiser ir embora, posso levá-la inclusive, seria um prazer.
— Vamos tomar um café como saideira juntos, e depois você me acompanha até o elevador, que tal?
— Ótimo. — ele sorriu sem mostrar os dentes parecendo não gostar muito da ideia, em seguida ergueu a mão fazendo o garçom parar para atendê-lo, educadamente pediu dois cafés, não antes de me perguntar como eu gostaria.
— Com leite e quatro gotas de adoçante, por favor. — o garçom assentiu, David pediu a conta, agradecido e dizendo que ele poderia sair.
— Esperei a noite inteira para conversar com você. — seu polegar acariciou carinhosamente a minha maçã do rosto. — Você é uma mulher bastante ocupada...
— Infelizmente, mas o bom é que tudo deu certo. — disse com explícito alívio em minha voz.
A festa de comemoração de estreia da nova série da rede de televisão ABC, ficou como responsabilidade minha e da minha equipe, tudo terminou como o esperado.
— Sexta-feira feira estarei hospedado no Hotel Avalon, CA. — ele começou dizendo uma palavra de cada vez, sua dicção absolutamente exemplar. — Terá uma comemoração na cobertura do Hotel, um dia antes. São apenas para quarenta convidados, colocarei seu nome, por favor, compareça.
— Oh, então agora serão quarenta e um convidados. — sorri, entendendo o porquê da frase, o ator sorriu realmente contente com minha resposta.


*


Dirigindo tranquilamente pelas ruas de Beverly Hills, orando para que nenhum policial me parasse, pois tinha bebido algumas taças de champanhe no evento antes de tomar café com David Oliver. Depois de uma noite de segunda-feira produtiva no trabalho, finalmente eu poderia descansar. Trabalhar de noite até madrugada, às vezes de tarde, mas poucas às vezes, não é algo que tenha muito do que reclamar, eu amo meu emprego. Trabalho com organização atualmente com meus 25 anos e quatro dias, sou uma das organizadoras de eventos mais novas da atualidade, mas não pense que tudo isso caiu do céu, talvez com uma pitada de ajuda da minha mãe uma médica renomada de sucesso, mas de resto foi tudo eu, euzinha e eu mesma. Se eu tenho o melhor emprego do mundo? Talvez! O mais estressante? Com certeza! O bom mesmo era o de conhecer várias celebridades como David Oliver, pessoas interessantes e receber convites de todo e quaisquer tipos de coquetéis e festas que possa imaginar. Precisava urgentemente comprar algo para comer de café da manhã, sabe aquela fome depois de uma grande noite de festa? Então, eu estava incluída nesta situação agora! Na verdade eu precisava fazer a compra do mês, fazia tempo que não sabia o que era um almoço familiar e digno. Eu chegava em casa cinco horas da manhã, às vezes mais tarde que isso, tomava meu café, depois acordava as seis horas da tarde, nada muito chocante ou interessante e essa era minha vida...

*


Às cinco horas e vinte minutos da manhã entrei no estacionamento da padaria mais gostosa de Beverly Hills, minha barriga roncou só de imaginar que estaria sozinha naquela padaria imensa, com pães que acabaram de sair do forno e cafés fresquinhos. Entrei pela entrada de trás, bufando para van preta que estava no estacionamento também, pelo jeito meu plano de estar sozinha na padaria foi por água abaixo. Sorri para a Senhora de idade mais incrível desse planeta, enquanto ela retribuiu sorrindo simpática.
— Bom dia, , chegou cedo hoje. — disse Beatrice, me aproximei para receber um beijo carinhoso na testa, olhei para a bancada cheia de salgados fazendo meu estômago roncar novamente.
— Antes de tudo me vê dois salgados, os mais deliciosos que a senhora tiver. Agora, bom dia, Senhora Beatrice, como vai? — Beatrice deu uma boa gargalhada fazendo seus olhinhos claros se apertarem.
— Devo responder ou pegar os seus salgados, meu bem?
— Olha a primeira opção me parece bem mais tentadora, mas não leve para o lado pessoal, sabe que eu te amo, né?— ela sorriu e eu quase apertei suas bochechas gordas, assim que ela saiu, fui me sentar no lugar de sempre, sentindo-me observada no caminho. Olhei em volta, mas não tinha ninguém, dei de ombros e me sentei. Algo no meu bolso começou a vibrar, peguei meu celular vendo o nome de Mateo na tela, dei um sorriso grande ainda me sentindo observada.

— Oi, amor da minha vida!
— Não grite!
— Por que não?
— A Taylor está dormindo.
— quando ele disse o nome dela meus olhos reviraram.
— Desculpe, você como a pessoa mais próxima de mim deveria saber que eu gosto de gritar.
— Eu sei.
— Então aceite as consequências, Mateo e...
— De repente um homem de aparentemente vinte e sete anos surgiu aos meus olhos. Ele estava sentado perto da bancada a poucos metros de mim, não sei como não tinha o reparado ali antes. Seus olhos eram penetrantes e dominadores, e estavam pregados em mim. Ele me encarava com uma intensidade absurda, e eu não fazia diferente. Céus! Eu acho que eu nunca tinha visto um ser humano tão bonito quanto esse. Para a minha tristeza ou não, desviou rapidamente o olhar para longe. Ele pegou uma água e se levantou, meu coração começou a acelerar, meus lábios se abriram com a aceleração da respiração. Nessa hora não sei o que me deu, mas não conseguia desviar meus olhos dele de jeito nenhum. Ele caminhou confiante, tranquilamente e despojadamente, suas roupas eram inteiras da cor preta, tanto sua camisa, como sua calça, largas e confortáveis. Ele inclinou a cabeça para trás despejando a água de sua garrafa em sua boca, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem com a cena. Ele pegou um boné de beisebol que estava pendurado em sua calça e o colocou escondendo seus cabelos macios fazendo com que apenas uma parte de sua franja ficasse aparecendo, depois sorriu, pois sabia que eu estava observando cada movimento dele. Do outro lado da linha ouvia meu nome sendo chamado e que sem intenção nenhuma, eu ignorava. Nunca tinha me sentindo tão atraída por uma pessoa, finalmente quando ele se aproximou consegui sentir o seu cheiro de colônia incrivelmente masculina. Seus olhos voltaram para mim, o olhar de sensação de posse que ele me deu não me abandonou. Eu jurava que ele viria falar comigo, mas ele apenas me deu um último olhar cheio de significados que não entendi, depois seus lábios se ergueram mais uma vez em uma espécie de sorriso, como se estivesse apreciado esse momento que tivemos, antes de sair pelas portas do fundo, foi só ai que eu percebi que não estava respirando. Que merda foi aquela?
? — ouvi a voz de Mateo dizer novamente fazendo-me voltar para a realidade.
— Hã... Desculpe. Oi?
— O que foi?
— Nada.
— Ok, né! Pode gritar agora, louca
— ele riu, um garçom veio me trazer meus salgados frescos e um cappuccino de cortesia da casa, tentei sorrir como agradecimento ainda trêmula e ele saiu. — , estou no banheiro. — respirei fundo forçando-me a esquecer do estranho momento de segundos atrás antes de responder:
E por que me ligaria enquanto sua noiva esta dormindo, está querendo algo, Mateo? — ele deu uma risada nervosa forçada antes de mudar de assunto. Eu gostava de provocá-lo porque sabia que o atingia, mas ele nunca foi homem o suficiente para admitir isso. Ele estava noivo de Taylor há quatro anos, desde quando nos conhecemos na faculdade de administração.
— Acabei de receber uma notícia ótima, !
— Ah, é? Estou pronta para te dar outra, estou nua na minha cama.
— Sério? Você...
— ouvia sua respiração do outro lado da linha, depois ele fez um "tsc" com a boca parecendo se conformar que eu não estava falando sério. — Para com essas brincadeiras, , sei que você está na padaria ou está indo para lá agora. — disse bravo fazendo-me dar risada.
— Você me conhece muito bem, parabéns! Qual a boa notícia?
— Lembra-se da entrevista super importante daqui três dias, não é?
— Não?
!
— dei risada novamente.
Brincadeira, eu lembro sim, o que tem?
— Você só não vai entrevistar , mas vai entrevistar a banda inteira, porra! A assessoria me ligou dizendo que a entrevista será na mansão deles em Los Angeles.
— a empolgação dele pareceu contagiante, apenas dei mais uma mordida em meu salgado.
— Era pra eu estar feliz?
— Você não tem ideia do quanto é chata.
— Desculpe.
— E pare de falar de boca cheia.
— Me deixa, não tem ninguém aqui para me ver mantendo a classe.
— Ouvi Mateo bufar, e eu quis rir. — Olha, me mande tudo o que você deseja que eu pergunte para eles por e-mail, para eu estudar.
— Ok, você é demais! Procure saber um pouco mais sobre eles também.
— 'Ta abusando.
— disse ainda com minha boca cheia, céus, aquele salgado estava muito bom.
— Por favor...
— Está bem! Tchau.


*


Acordei em um pulo, tinha sonhado com o homem sexy da padaria, totalmente arrependida de não ter falado com ele, perguntei-me o que ele estava fazendo naquela hora. Eram quatro e meia da tarde, até que acordei cedo desta vez. Enquanto tirava minhas roupas pelo caminho fui para o banheiro, me olhei no espelho não me conformando com meu estado, minhas olheiras estavam profundas, precisava fazer minhas sobrancelhas e ir para um cabeleireiro urgente, talvez fazer uma hidratação e retocar a cor no cabelo, mandei uma mensagem para Luccas, o gay mais engraçado que você respeita, e acabei marcando com ele para quinta-feira de manhã, logo depois iria para entrevista da banda que Mateo adorava, ia dar tudo certo.
Como estava de folga, aproveitei o resto do dia para virar dona de casa, arrumei meu apartamento, lavei e passei roupas, sai para fazer as compras do mês e depois de terminar tudo, tomei outro banho, pedi pizzas e me arrumei esperando Mateo, meu convidado de quase todas as noites chegar.

*


— Por que está tão bonita? Vai sair com mais alguém hoje? — Mateo perguntou assim que eu abri a porta para ele entrar, dei um beijo em sua bochecha antes de sorrir.
— Eu estou um pesadelo, não precisa ser gentil.
— Não vou retrucar essa bobagem, trouxe vinho. — ele levantou uma sacola de papel. — ,e torta de limão.
— Eba, você é o melhor amigo do mundo.
— Eu sei. — ele sorriu, avancei na torta de limão, mas ele recuou. — Opa! Nada disso, sobremesa depois.

Assistimos Netflix juntinhos de baixo do cobertor, depois de comermos as pizzas, de vez em quando sentia os olhares de Mateo em mim, aquilo era o tipo de coisa que nunca iria entender, uma hora peguei seu olhar, então ele sorriu. Eu me aproximei devagar e ele deve ter pensado alguma besteira, pois seus olhos se arregalaram, mas eu apenas deitei minha cabeça em seu peito ouvindo sua respiração.
— Achou que eu ia fazer algo, Mateo? — perguntei não resistindo à vontade de provocar.
— Não. — ele disse imediatamente.
— Quer trocar de filme? — levantei minha cabeça para olhar seu rosto de perto, ele olhou para o filme depois voltou a olhar para mim.
— Não, tudo bem com esse.
— Tem certeza de que não quer trocar? — deu para perceber o sentido duplo das palavras.
— Trocar o quê? — confuso, ele franziu a testa.
— De filme, Mateo. — sussurrei sorrindo, ele ficou me encarando por um tempo, depois balançou a cabeça, se levantou em um pulo, acendeu as luzes e disse:
— Chega de filme por hoje, quero te mostrar algo. — ele foi em direção a sua bolsa, pegou um CD com a capa transparente, escrito com caneta azul hidrográfica, The Vincent's Irradiation, a banda que eu entrevistaria na quinta-feira. Meu melhor amigo então colocou para tocar no meu rádio e deu o play. Na quarta música tive que confessar, a voz do principal era incrivelmente gostosa de ouvir.
— Uou, eles realmente são bons. — disse dançando pelo apartamento com uma colherada de torta de limão na boca.
— Sim, mas esse CD deles é antigo, espera para ouvir o álbum novo.

*


Na quinta-feira de manhã quando cheguei ao salão, me sentei esperando minha vez, uma das meninas me ofereceu uma xícara de café e eu aceitei sorrindo em agradecimento. As roupas que eu iria usar na entrevista já estavam no carro, se caso eu me atrasasse me trocaria no salão mesmo, se bem que de Beverly Hills até Los Angeles eram vinte e cinco minutos de carro as chances seriam mínimas.
— Olha ela ai, a festeira mais maravilhosa da Califórnia. — Luccas apareceu com toda sua euforia me fazendo rir. — Meu amor, que evento bafônico foi aquele no seu aniversário, eu já quero outra! — ele puxou-me pela mão sentando-me na cadeira de frente ao espelho. — Encontrei o amor da minha vida na sua festa.
— Quem? — perguntei, sorrindo e curiosa.
— O bofe de 1,90, olhos verdes, barba rala, meu amor, até fiquei com calor! — disse alto e balançou a camisa. Daqui para frente eu sabia que não pararia de dar risada.
— Eu te mando o número dele depois.
— Amiga boa é amiga assim, que lê mentes.
— Sim.
— E então o que quer fazer nesse cabelo deslumbrante, seu cabelo está comprido e saudável, nem sei o que está fazendo aqui, boba.
— Pare de puxar meu saco, Luccas!
— Quero muito o número do bofe, você entendeu, não é? — ele sussurrou, arregalei meus olhos fingindo indignação, fazendo o rir. — Vamos só fazer uma hidratação, cortar as pontas e retocar as luzes. Alice irá fazer suas unhas e sobrancelha depois.
— Perfeito, Luccas. — sorri.

*


"The Vincent's Irradiation House"

— Nome?
. — Seus olhos firmes correram para a lista de convidados parecendo se incomodar em achar meu nome lá.
— RG?
— Sério mesmo?
— RG? — o segurança repetiu a pergunta ignorando minha indignação, passei o número contra a gosto.
— Nada de fotos ou qualquer tipo de tecnologia que possa exibi-los de alguma forma pela mídia.
— Oh, claro, e como... — olhei para cara dele de que iria me matar se eu o contrariasse, me encolhi. — Esquece.
— Pode entrar, se eu ver algo de errado, você será mandada embora em menos de dois segundos.
— Hã... Ta bom.

Caminhei tranquilamente pelo imenso gramado, admirada. A primeira coisa que eu notei quando abri a porta foi que era uma das mansões mais lindas que eu já tinha visto em toda a minha vida, o piso e as paredes eram todos brancos feito de mármore, os móveis eram de cores aleatórias, sofás enormes de camurças e com instrumentos musicais largados neles. Tinha várias portas de vidro que estavam abertas deixando que a luz solar entrasse. A segunda impressão foi o som alto de um rap famoso e seguranças gigantes de óculos escuros pelos cantos. A terceira foi de algumas garotas de biquíni estarem passeando pela casa como se fossem delas e que a propósito me lançavam olhares de desprezo. Ok! Acho que fui confundida por uma daquelas garotas por aquele segurança maldito.

Arrumei o meu terninho colado e óculos de armação antes de quase desmaiar quando um loiro de olhos azuis, que estava descalço de calça e regata colada preta, com seus braços fortes amostra e completamente cheios de tatuagens me notou ali, parada sozinha na porta, ele sorriu vindo em minha direção. Estava sendo uma tarde diferente...
— Está fazendo o que parada ai?
— Eu...
— Você é a nova massagista? Sua roupa está muito apropriada para quem vai fazer uma massagem só de lingerie. — o loiro sussurrou a última parte. — Mas eu gostei, bem discreta. — franzi a testa para ele, mas sua atenção foi dirigida para outra pessoa. Será que eu deveria xingá-lo? Talvez não, vai que eles me expulsam, Mateo me mataria.
— Hey, Ian! — gritou outro deus grego, ele tinha cabelos pretos e olhos castanhos, céus! E ele estava sem camisa, mostrando seu físico forte. Logo atrás chegaram mais dois, eles davam risada de algo, a cada novo integrante que aparecia era um novo tiro psicológico, eu simplesmente não conseguia acreditar no quanto eles eram bonitos, não é atoa que eles eram famosos daquele jeito, a música era boa e eles então, nem se fala.
— Nossa, quem é essa?
— Meu nome é , vim para entrevistar vocês hoje. — ofereci minha mão para o de olhos castanhos e ele sorriu pegando-a e levando-a até os seus lábios, achei muito fofo, minhas bochechas coraram.
— Seja muito bem vinda, , me chamo Jamie. — disse galanteador.
— Achei que seria um homem que iria nos entrevistar. — o loiro sorriu amigavelmente, acredito que como um leve pedido de desculpas pela confusão.
— Mateo infelizmente não pode vir. — expliquei.
— Entendo.
— Prazer, gatinha, meu nome é Lorenzo, mas não se acostume, você não quer ser minha amiga, sou muito quente e você pode se queimar. — Lorenzo piscou, antes de abrir uma fileira perfeita de dentes brancos. O considerei o mais bonito por enquanto, realmente tudo nele parecia ser quente, senti uma vontade louca de tirar a roupa, esse deve ser o efeito dele.
— Esse é o Logan, ele não se pronunciou ainda, deve estar apreciando sua beleza para depois escrever sobre, mas relaxa ele é assim mesmo. — as bochechas do Logan de cabelos azuis, ficaram rosadas.
— Cala a boca, Jamie! — ele sorriu pra mim, enquanto oferecia sua mão para que eu apertasse. — Você é muito linda.
— Ah, que isso, tenho certeza que vocês conhecem garotas bonitas todos os dias.
— Mas você é uma mulher. — Logan disse sorrindo, com as mãos no bolso.
— Logan tem um fetiche por mulheres mais velhas, ele tem apenas dezenove.
— Saiba que sou seis anos mais velha, então!
— Massa! — disse como se estivesse contemplando uma experiência acontecendo em sua cabeça. Eu e os intrigantes da The Vincent's Iradiation demos risadas.

Um baque vindo da escada indicou passos de pessoas que desciam pela mesma se aproximarem. Duas mulheres de roupão de cetim apareceram com um homem que estava com os dois braços ao redor delas. Esse deveria ser o último, mas não menos importante integrante da banda. Minha respiração falhou assim que eu percebi quem era, acabei engasgando com meu próprio ar, tossindo igual uma condenada. Jamie tentou me ajudar, enquanto Ian correu para me buscar uma água, assim que ele chegou com o copo de água gelada bebi tudo em uma só vez. Quando vi estava sentada me recompondo no sofá, ouvia vozes ao fundo, mas estava muito ocupada tentando controlar minha respiração. Como um fantasma, o homem com que sonhei pelos restos dos dias, puxou uma cadeira se materializando em minha frente. Seus olhos firmes se encontraram com os meus, enquanto eu limpava as lágrimas que caíram por conta do engasgo, respirei fundo e o encarei firme de volta. Ficamos naquilo por um minuto antes de lentamente seus lábios se puxarem para o lado em um sorriso, eu achei que não era possível, mas aquilo apenas o deixou mais bonito. Eu não soube descrever a atração momentânea que senti novamente, será que aquilo aconteceria toda vez que eu o encontrasse?
Você me achou. — sua voz era grave com aquele leve toque de rouquidão, que era delicioso de ouvir. De perto consegui observá-lo melhor, seu maxilar quadrado, nariz fino com o tamanho simétrico perfeito, seus olhos dominantes e cheios de confiança. Seu corpo forte e na medida certa parecia que transbordava sexualidade, tive vontade de pular nele e o deixar fazer o que bem entendesse comigo, céus!
— O... o quê?
— Sabia que iria me encontrar.
— Desculpe, mas eu não estou o entendendo...
— Fiz uma postagem no Instagram com uma foto sua, procurando por você... — Oh! — Acredito que claramente você deve ter visto, agora que está aqui. — apontou com o queixo, parecia muito orgulho do seu esforço. Ele sorriu novamente, dessa vez com um sorriso mais assustador. — Não imaginei que seria tão fácil, só faltou o lacinho de presente em cima de sua cabeça...



Kepitel dreis || - "The Interview"


“Vor allen anderen sollte jeder Mensch zunächst sich selbst lieben.”

Escutei o seu insulto sem me incomodar. Com os meus braços cruzados, levei cinco segundos para manter a calma, preparando-me para dar uma melhor resposta.
— Eu estou completamente sem tempo para isso, mas eu realmente espero que tenha sido um mal entendido de sua parte. — deixei transparecer ameaça e deboche, mas meus olhos acabaram pesando em sinal de tédio, então apenas esperei ele continuar.
— Não, não foi... — cruzou os braços tatuados, meus olhos correram para eles por um momento depois voltei a encará-lo com firmeza. Ele sorriu. — Você se lembra quando sentimos uma atração gostosa naquela padaria? Você estava linda, fiz um retrato seu conversando com uma senhora e publiquei. Aliás, espero que não se importe com isso.
— Ela é aquela da foto? — interrompeu Jamie, com a expressão surpresa, ele olhou para que assentiu sem tirar o olhar sereno e convencido de mim. — Que mundo pequeno, cara!
— Certo, e você acha que eu estou aqui por sua causa?
— E por qual outro motivo seria? Não precisa fingir que não chegou a ver porque é impossível, eu tenho mais de trinta milhões de seguidores na minha conta, alguém deve ter te avisado...
— Meus parabéns por essa popularidade, mas ninguém me avisou e eu gostaria de ver essa foto, pode me mostrar? — voltou a sorrir, parece que tem certeza de que eu não estou falando a verdade, o ego dele não deve caber nessa mansão de mil metros quadrados. Ele tirou seu celular do bolso da calça, apertou os dedos algumas vezes na tela virando-a para mim. Peguei o seu celular em minha mão e observei com calma.
A imagem era minha com os mesmos trajes da noite da estreia da série ABC , conversando com a senhora Beatrice, eu e ela sorriamos. Na legenda estava escrito "DAMN IT, WHO IS SHE?". Minha autoestima aumentou um pouco. A foto tinha muitas curtidas e comentários com a conta do meu Instagram. Meu celular quebrou recentemente e o novo estava para chegar daqui três dias, acredito que foi por isso que eu não tinha chegado a ver. Toquei no meu nome entrando em minha conta, que agora possuía mais do triplo de seguidores que eu já tinha. As primeiras fotos estavam com coração vermelho indicando que ele tinha curtido, e por um momento não me conformei na situação em que me encontrava. Devolvi o celular a ele com as mãos trêmulas. Naquele dia me procurou, sendo que ele poderia simplesmente ter perguntado o meu nome e quem eu era, mas ele apenas sorriu como se eu já fosse dele.
— Vim para uma entrevista com a banda, apenas. — levantei-me do sofá, precisava pensar direito e de preferência longe do famoso . — Mateo, meu amigo que iria entrevistar vocês, mas ele não pode vir! Não tem nada haver com isso.
— Claro que não. — ele levantou-se e novamente foi explicitamente sarcástico. Bufei, desistindo de tentar convencê-lo.
— Podemos começar, meninos? — fiz questão de frisar os "meninos" por que era isso que eles aparentavam ser, nem um pouco compromissados.
— Deixe-me só falar para o pessoal ir embora, nós merecemos privacidade, não é mesmo? — Jamie apontou com a cabeça para a piscina onde garotas nadavam já sem a parte de cima do biquíni. Quando perceberam atenção, elas gritaram chamando por eles.
— Ah, não! — Ian se pronunciou.
— Cale a boca, Ian, à noite nós vamos para boate com o tema do seu grande dia... E você não tem nada do que reclamar do seu café da manhã de aniversário. — disse Lorenzo agitado no sofá, Ian sorriu aos poucos se recordando de algo.
— Tem razão.
— Feliz aniversário! — sorri para Ian.
— Valeu, shawty!
— Não precisa dessa merda, Jamie, se a "entrevistadora" não tivesse insistido em chegar mais cedo, ela não precisaria ver isso. — a cada vez que abria a boca meus encantos por ele iam se diminuindo, talvez não tanto.
— Cheguei no horário marcado.
— Pare de encher o saco dela, , você não quer fazer isso. — disse Lorenzo que antes prestava atenção em nós dois.
— Eu meio que gosto... — respondeu sorrindo engraçado, sem tirar aqueles olhos incríveis de mim. Eu bufei revirando meus olhos pela terceira vez. Ele continuou:
— Eu meio que gosto quando ela revira os olhos também.
— Certo. — o ignorei, enquanto abria minha bolsa em busca da pequena câmera profissional de Mateo, o gravador, o tripé e o bloco de notas das perguntas, por precaução.
Enfim quando as garotas modelos tinham ido embora, uma delas tendo de ir quase à força. Os integrantes da banda estavam finalmente reunidos, sentados quietos e olhando-me atentamente em silêncio do sofá enquanto eu me organizava. Os equipamentos já estavam instalados, o tripé em um improviso em cima do móvel da televisão deles. Coloquei o play na câmara e no gravador antes de ir me sentar com eles novamente.
— Tudo bem, farei algumas perguntas sobre assuntos diversos e outros complexos, depois vamos fazer uma pequena brincadeira.
— Como em uma sala de aula eles assentiram com a cabeça em sintonia.
— Vou começar então. — Olhei para câmera sorrindo. — Olá, eu sou Mateo Finlay e você está assistindo o canal de notícias de Mateo ou Ame-o, — dei risada. — é brincadeira pessoal... Meu nome é e sou eu quem vou dar a grande surpresa que tanto esperavam nesse programa no lugar de meu amigo. Bom, vocês não vão acreditar com quem eu estou hoje: The Vincent's Irradiation!!!— apontei sorrindo animada para os meninos, eles sorriram me cumprimentando informalmente, mas ao mesmo tempo educados. — Primeiramente quero agradecer por concordarem em deixarem eu visitar a casa maravilhosa de vocês. É muito bom estar aqui! — pisquei maliciosa para a câmera. E eles continuavam a assentir. Foquei em me lembrar das perguntas que Mateo queria que eu fizesse. Li a primeira pergunta no bloco de notas em minha mão, aquilo seria cortado depois. — Agora deixe-me perguntar uma coisa, a última música foi sobre uma garota que se foi, podemos saber em quem essa música foi inspirada?
— Eu posso responder essa. — Logan levantou a mão. — Já que sou eu que escrevo a maior parte das músicas românticas, por ser o mais sentimental de todos os irmãos. — fui tomada pela surpresa.
— Oh, vocês são irmãos?
— Sim, por isso a diferença de idade. No começo o nome da banda era The Vincent's Brothers, mas quando fomos contratados percebemos o quanto era clichê.
— ...Mas nossas fãs já sabem disso. — interrompeu , tentei não cerrar meus olhos em direção à ele. Logan fitou , limpou a garganta e continuou:
— Essa garota realmente existe, isso é tudo o que eu vou revelar.
— Legal! — sorri, infelizmente tive que ler o bloquinho novamente, parecia ter me dado um branco depois de toda aquela situação. — Vocês acabaram de sair de uma turnê mundial, como foi à experiência?
— Posso dizer que foi incrível, passamos a conhecer pontos turísticos de cada cidade do país que estávamos com show marcado. Conhecemos muitas pessoas legais, foi interessante. — disse Jamie.
— Algum país em especial?
— Brasil. Foi bastante intenso, ficamos impressionados com tamanha euforia e carisma dos fãs. — respondeu Jamie novamente, Ian murmurou algo concordando.
— Sério? Sou descendente de brasileiro, eu acho que vocês gostariam da comida de lá também, é muito gostosa.
— É mesmo? Espero um dia voltar, sabe? Para experimentar a comida brasileira. — disse sorrindo debochado com o duplo sentido da frase, Lorenzo fechou os olhos bateu uma palma e gargalhou. Parece que ele percebeu a piada. Balançou a cabeça negativamente, voltando a se comportar. Os dois eram os piores por enquanto no quesito educação, e pareciam ter a mesma idade.
— Que bom, , aposto que vai adorar. — respondi com a mesma intensidade pegando-o de surpresa, seu sorriso se alargou. Voltei a ler as perguntas, ignorando-o. — Uma pergunta que todos queremos saber: Quem é o mais popular com as mulheres? — os sorrisos animados começaram a surgir, a troca de olhares entre eles foi como uma intensa piada interna, quando todos apontaram para o Lorenzo, dei risada.
— É claro! — disse sorrindo.
— Não era para ser o guitarrista o mais pegador, mas sim o vocalista que é o , concordam comigo?! — Lorenzo perguntou, querendo fugir do alvo da situação.
— Não me coloque nessa, cara.
— Não adianta nem tentar, Enzo, todos sabemos que o é um cara reservado. — disse Ian. Todos concordaram inclusive Lorenzo a contra gosto. Fiquei curiosa a respeito, tive que perguntar.
— Você se considera uma pessoa reservada, ? — ele que antes parecia estar ameno no seu próprio mundo, levantou os olhos sérios para mim quando ouviu seu nome.
— Bastante.
— Bastante, quanto?
— O bastante para preferir manter minha vida pessoal longe da mídia. — ele se arrumou no sofá, enquanto sem perceber eu prendia minha respiração. — Não acho necessário divulgar um lance para que os outros julguem, eu sei o que eu sinto em cada um dos meus relacionamentos.
— Entendi. — tentei sorrir. — E você está solteiro, ? — ele sorriu lentamente rindo logo depois, fazendo meu estômago gelar.
— Sim.
— Quais de vocês estão disponíveis no momento, aliás? — Todos levantaram a mão menos Jamie e , franzi a testa em estranhamento.
— Eu namoro há dois anos. — disse Jamie.
— Que lindo, parabéns! — sorri sinceramente para Jamie que assentiu, antes de olhar para . — Você não disse que era solteiro?
— Disse que estou solteiro, não disponível, baby! — ele disse tão tranquilo e espontaneamente, que fez os outros integrantes da banda rirem. Franzi a testa em desentendimento, ele continuou: — Digamos que sou acessível. Disponibilidade é uma palavra muito forte.
— Ok... — mordi os lábios antes de ler a próxima pergunta. — Vocês são considerados a banda mais famosa no momento. — confirmei lendo o bloco. — quarenta milhões de discos vendidos, bilhões de visualizações no YouTube, e acabaram de ganhar mais um prêmio para coleção na premiação American Music Awards. — quando terminei de ler fiquei um tanto quanto impressionada. Não imaginava que eles eram tão famosos assim. — E são todos menores de vinte e cinco anos. — eles assentiram com sorrisos orgulhosos. — Como vocês se sentem sobre isso?
— Loucura. Madness!— sussurrou Logan.
— É como se estivéssemos sonhando acordados... — disse os outros integrantes apontaram para ele identificando-se.
Yeah! — eles disseram, então continuou:
— Nunca imaginaria que isso um dia poderia acontecer conosco. Eu e meus irmãos ficávamos em casa assistindo bandas de rocks antigas quando éramos crianças, e nós sempre dizíamos que era aquilo que queríamos para as nossas vidas... Até hoje não acredito que está realmente acontecendo.
— Exatamente. — confirmou Jamie. —É difícil de dar uma explicação lógica para como nos sentimos e conseguimos realizar esse sonho, nós simplesmente nunca deixamos de acreditar. — assenti sorrindo encantada, antes de continuar a entrevista:
— Vocês pretendem lançar outro álbum esse ano?
— Sim, estamos produzindo lentamente, sairá lá para o final do ano, antes de começarmos uma nova turnê mundial. — respondeu Jamie, ele era o que mais se pronunciava.
— Algum single aleatório?
— Tem o clipe da nova música de vindo por aí. Ele fez parceria com a Janen Bree.
— Sim, está incrível. — disse sincero.
— Conte um pouco para a gente sobre isso? — ele me encarou antes de olhar para o horizonte parecendo pensar em uma resposta.
— Está bem diferente de tudo o que já produzi, é mais lenta e por incrível que pareça romântica.
— E como foi trabalhar com Janen Bree? — perguntei mesmo sabendo que essa pergunta não estava de acordo com o que Mateo me pediu.
— Incrível. Ela é incrível.

*


— Posso saber por que tem uma foto sua no Instagram de ? — a voz de Nikki exaltou-se assim que atendi o número que por enquanto era desconhecido. Depois da entrevista, eu passei na loja de Smartphones onde o meu estava reservado para chegar, coloquei linha nele e vim para casa, sei que se encaminharia em poucos dias, mas depois do que aconteceu hoje eu não pude esperar para retirá-lo e ver as notícias.
— Eu sei, certo?
— Você tem que ir vê-lo! Eu sei onde ele mora, amiga!
— Parece que todo mundo espera que eu faça isso...
— Mas é óbvio, . Eu pirei quando vi aquilo! Não é todo dia que um astro do rock se interessa por uma mulher normal.
— Muito obrigada!
— Quer dizer, não tão normal você é gata para caralho, qualquer um que coloca os olhos em você se apaixona com essa sua carinha de inocência. E por causa do seu pai e tal! Onde conseguiu aquela foto, afinal?
— Ele estava na BEV Cafe and Bakery.
— Naquela padaria que você vive depois do trabalho?
— Isso.
— AH, MEU DEUS! Eu tô surtando, é sério! eu vou procurar agora para onde ele vai hoje à noite! Hoje é aniversário do Ian, certeza que vão sair para comemorar.
— Não dá, amiga... Tenho um encontro com David Oliver hoje à noite.
— O quê? Eu realmente preciso andar mais com você!
— Você está namorando.
— Isso não é um problema. Espere um pouco...
— Ok...
— Achei! Um salve de palmas para a melhor stalker da Califórnia!
— Como assim?
— Qual é o nome do lugar que vai hoje com o ator?
— Hotel Avalon, é uma comemoração na cobertura.
— Um minuto...
— Ok.
— Ótimo, fica em Los Angeles, vou com você, depois vamos encontrar o astro do rock na boate aonde vai com os amigos dele. É bem provável que ele vai estar na área vip, mas já estou cuidando disso.
— Não tenho como te levar no Hotel Avalon, tem um limite de pessoas.
— Tudo bem, por mais que me doa em falar isso, não vá embora com o ator, eu te busco e vamos para a boate. Eu levo uma roupa para você.
— Nikki... Eu não sei se... Preciso te contar que...
— Brian chegou, te mando mensagem, beijos!

Joguei-me no sofá suspirando exausta, não valeria a pena discutir com Nikki, ela é totalmente imperativa e descolada. Desde a época do colégio, ela sempre foi do tipo comunicativa ousada e isso que eu mais gostava em minha melhor amiga. Agora ela namora o Brian, um cara totalmente diferente dela, ele não suporta festas, pessoas que falam, e seres humanos. Ele é muito estranho. Uma vez, convidei Nikki para um dos eventos que organizei, um coquetel apenas. Fui para casa dela esperar para que ficasse pronta, quando sentei-me no sofá Brian não parou de olhar-me, nem por um segundo. Ele me encarava ferozmente como se fosse me mastigar e cuspir em gatos fofos a qualquer momento. Alimentei meus peixinhos no grande aquário do meu apartamento, e fui descansar um pouco.

*


Às nove horas e cinco minutos da noite, confirmei ao espelho que estava pronta. Infelizmente David Oliver não iria buscar-me em casa, ele era um príncipe encantado e insistiu para que deixasse que ele o fizesse, mas como iria sair mais tarde com Nikki, achei melhor não, pois eu iria embora sozinha com ela. Sai de casa uma hora depois que a festa começou.

Nos elevadores do Hotel Avalon, eu encontrava-me mordendo os lábios de nervoso. Assim que as portas abriram-se, suspirei com a elegância do lugar e ainda mais com a decoração, eu amava apreciar decorações diferentes de cada evento, era como um aprendizado. Novas áreas, novos ares.
Encontrei David sorrindo quando me viu, mais três homens de terno o acompanhavam.
— Você está linda.
— Obrigada.
— Essa é a Srta. . — David saudou-me aos seus amigos, cumprimentei-os sorrindo educadamente. Quando eles saíram fui beber uma bebida com David, ele me contava sobre seus novos papéis enquanto eu o ouvia com atenção, ele era muito inteligente e centrado. Quando deu onze horas, ele disse relutantemente que precisava ir, teria uma gravação às seis horas da manhã, suspirei triste, pois realmente gostava de sua presença ou talvez porque não estava nem um pouco preparada para encontrar os integrantes da The Vincent's Irradiation novamente, ou melhor, .
— Me acompanhe? Amanhã eu posso te levar, ou se preferir pago um táxi para levar você até sua casa. — ele queria que eu dormisse em sua casa ou, ai está à primeira tentativa? Não, não posso fazer isso.
— Acho que vou ficar mais um pouco, amanhã tenho que acordar cedo também. — sussurrei com sua aproximação, era mentira, mas ele não precisava saber disso.
— Tudo bem então, me mande mensagem quando chegar.
— Ok! — ele me deu um beijo delicado na bochecha e saiu.

Assim que as portas do elevador fecharam-se liguei para Nikki e perguntei se tinha chegado, então ela disse que sim, cinco minutos depois desci até o térreo para encontrá-la.
— E ai? Beijou?
— Hã, não tivemos tempo para isso ainda... — ela deu risada enquanto abria a porta do carro, mas Nikki impediu-me fechando-a novamente.
— Hum-hum... Você não vai com esse vestido.
— O que há de errado com esse? — alisei meu vestido branco rodado.
— Nada, mas trouxe outro de arrasar e muito ousado para seu rostinho de bebê. — Nikki entregou-me um vestido guardado em uma capa de TNT pela janela do carro. — Agora arranje um lugar para se trocar! Rápido!
— Ok! — Mesmo não gostando da ideia fui até o banheiro do hotel, troquei de vestido e coloquei o branco na capa para que não o amassasse. Qual eu usava agora não tinha muito a ver comigo, não era vulgar e sim clássico e elegante, um tomara que caia com mangas compridas, com uma textura fina que colava no corpo acentuando minhas curvas, muito atraente.
— É disso que eu estou falando! — disse Nikki avaliando-me enquanto arrumava-me no banco do passageiro, dei risada. — Hoje você não escapa das garras de .



Kapitel drei – Greetings ||


“Große Liebe verzeiht kleine Fehler! - Marie Pullard”

Havia uma multidão de pessoas na frente da boate, paparazzis, imprensas televisivas, e fãs. Muitos motoristas paravam deixando respectivos convidados, todos vestidos muito bem, fiquei incerta sobre a minha roupa. Nós não fazíamos parte dos convidados e ainda não acredito que estava ali por causa do . A situação virou, não é mesmo? Se ele descobrisse que vim aqui por sua causa, seu ego aumentaria e agora com razão.
— Quero ir embora!
— O quê? Não mesmo, agora não é hora de desistir. — quando ela me puxou meu coração que já estava disparado quase saiu pela boca, eu realmente não queria fazer aquilo, sussurros foram lançados em minha direção, uma garota de 1,60, cabelos loiros nos parou e perguntou:
— Ei, você não é a mulher da última foto que postou no Insta?
— Eu...
— Sim, é ela! — disse Nikki, a garota surtou, atraindo mais olhares.
— Ai, meu Deus! Você está pegando ele? Se estiver pode dizer lá dentro que eu o amo muito? Me chamo Hayle!
— Hã... Posso tentar. — ela gritou animada.
— Muito obrigada! Você é tão linda, vamos tirar uma foto?
— Ok... — senti a temperatura de meu corpo subir e minhas bochechas esquentarem. A foto foi tirada e saímos evitando os olhares e tentativas de aproximações.
— Céus! Eles são tão famosos assim?
— Você nem imagina... — disse Nikki. — E agora todas aquelas garotas vão achar que você está pegando ele. — ela riu, apontando para as meninas que cochichavam ainda nos encarando. — Se bem que por mim, isso acontecerá em breve.
— Sem chance! — exaltei, minha amiga rolou os olhos. De longe percebi que para entrar tinha que ter um card que era sinalizado em um aparelho semelhante ao que tem nos super mercados, aquele que capta o código de barras. Senti a negação vir átona, íamos ser barradas.
— Amiga, tem certeza que vai dar certo?
— Você devia ser mais confiante, sabia? Você tem mais chances de entrar nessa boate do que eu. — ela puxou-me entre as pessoas na fila, bufou quando não encontrou ninguém conhecido, fez uma ligação, suspirou aliviada então puxou-me para a parte de trás do lugar, uma área escrito saída de emergência, estranhei.
— Nikki?
— Dave, eu estou aqui! — um homem bonito de barba rala surgiu, ele estava todo de preto e sua blusa continha o logotipo da banda. Uau.
— Eu disse para chegarem cedo!
— Eles já chegaram?
— Sim.
— Ai, desculpe, pegamos um pouco de trânsito, está bem movimentado lá na frente. Acabamos atrasando meia hora.
— Entrem rápido não quero problemas para o meu lado. — ele deu duas pulseiras douradas e bem detalhadas escrito VIP, o card estava embutido na pulseira.
— Obrigada, você é o melhor! — antes de entrarmos, sem que eu percebesse Nikki deu um beijo de novela nele, mordeu seus lábios e se afastou. Imediatamente meus olhos arregalaram-se e a minha expressão ficou contida em surpresa.
— Como... — Ela agradeceu ao amigo sorrindo e então virou-se para falar comigo.
— Não fale nada. — ela me cortou.

No momento em que Dave abriu a porta para nós entramos, ouvíamos a música alta e boa da boate, alguns dos convidados dançavam na pista, outros apenas caminhavam pelo local. Segui Nikki enquanto olhava ao redor, aquilo sim era uma festa, quase babei de apreciação. Havia comidas de vários tipos, japonesa, tailandesa, mexicana, entre outras e todas eram gratuitas. Refil de bebidas caras estavam enfileirados na parede, era uma garrafa, só que simplesmente virada de cabeça para baixo, havia várias delas uma do lado da outra. Eu adorei aquilo, com certeza usaria essa ideia nos próximos eventos, eu amava uma boa festa!
— Quer comer? — disse Nikki alto em meu ouvido.
— Estou bem.
— Está pronta para subir a área VIP então? Eles vão estar lá! — meu estômago gelou enquanto ela sorria animada.
— Vamos ficar aqui um pouco...
— Ok.
Nikki saiu e perguntou se eu queria uma bebida, eu disse que sim, e decidi ir ao banheiro. Observei-me no espelho e impressionei-me com minhas bochechas que estavam extremamente rosadas por causa da tensão, joguei água em meu rosto para tentar aliviar, e me sequei com a toalha macia.

— Aqui está sua bebida. — ela me entregou um copo longo com conteúdo colorido. Observei melhor... Aquela bebida parecia ser de alto valor, o cheiro era de bala de goma.
— Obrigada.
— Vamos subir então, e haja o que houver trate-os como pessoas normais.
— Ok!
Depois de impedir que um cara agarrasse meu braço subimos para área VIP. Não tinha muitas pessoas, e por incrível que pareça, mais homens do que mulheres, a área estava bem reservada. Sem conseguir evitar meus olhos direcionaram-se diretamente a ele, e para toda sua beleza irresistível. estava sentado com um copo de whiskey na mão, calças jeans e moletom com um artista famoso estampado nele. Uma morena bonita bem estilo americana estava em pé ao seu lado dançando descontraída com uma amiga ruiva de olhos verdes, mas conversava e ria intensamente com um cara que estava na mesma mesa que a sua, sem dar muita atenção à elas. Respirei fundo antes de dar os próximos passos e virar-me para Nikki.
— E então?
— Ah! Ian está bem ali, vamos dar os parabéns a ele? — ela perguntou sem dar-me a chance de responder, então correu forçando-me a segui-la, os olhares masculinos no caminho foram notáveis, aquele vestido realmente era muito apertado. Quando Ian percebeu nossa presença, ele sorriu.
— E ai, gatinhas.
— Parabéns, Ian! Me chamo Nikki, e essa é minha amiga . — Ian abraçou forte minha amiga, assim que ele se afastou, reparou mais em mim seus olhos se iluminaram e seu sorriso alargou quando me reconheceu.
— Ei, eu conheço você! Pensei que não fosse chegar nunca! — ele brincou, pois eu não tinha sido convidada. Ele abraçou-me carinhosamente, quando recuou seus olhos pegaram-me por inteiro. — Os caras devem estar caindo em cima com você vestida desse jeito. Eu estou tão nervoso agora! — sua expressão fechou em desaprovação e de um falso ciúme.
— Vocês se conhecem?
— Sim, ela é a garota do ...
— Ah, é claro! — Nikki lembrou-se do famoso post sorrindo.
— Não, eu não sou. — sorri sem graça para eles.
— Estou muito feliz que você veio, shawty! O também ficará quando descobrir...
— Ele está aqui? — fiz-me de desentendida enquanto o encarava, ele estava muito bonito inclusive, cabelos loiros bagunçados, camiseta branca e calça de moletom larga. Ian assentiu sorrindo malicioso, depois observou atentamente em volta, à procura de algo, quando pareceu encontrá-lo deu um grito.
! — Meu Deus! De longe procurava por quem o chamava. Ele ainda conversava quando avistou onde nós estávamos, então seu olhar finalmente encontrou-se com o meu, momentaneamente sua expressão foi de surpresa. Meu coração disparava em uma velocidade absurda, ele havia parado de conversar para encarar-me curioso. Ele me mediu de cima a baixo, antes de seu olhar voltar para o irmão com a sobrancelha ironicamente erguida. — Vem cá!— gritou Ian, pensei que ele obteria uma resposta, mas apenas desviou o olhar ignorando-o totalmente e voltou a conversar com seu amigo.
— Ah, daqui a pouco ele vem falar com você, faz tempo que não vê aquele cara que esta com ele, eram amigos de infância.
— Entendi. — tentei transparecer naturalidade, então Nikki piscou para mim. Continuamos a conversar por bastante tempo, algumas pessoas apareciam para cumprimentá-lo de vez em quando. No meio da conversa Ian nos perguntou se queríamos beber alguma coisa e rapidamente Nikki respondeu que sim, os dois foram até o bar enquanto eu fiquei sozinha esperando eles voltarem, bufei entediada então virei todo o meu copo de cosmopolitan de uma só vez, deixei ele vazio em cima de uma mesa qualquer quando fui até a barra da área VIP, queria olhar as pessoas dançando, a área não era tão alta, era mais ou menos uns quatro degraus até a pista normal, podíamos ver e tocar tranquilamente as pessoas que estavam nela. Sem resistir arrisquei uma olhada para trás, onde encontrei o olhar curioso de voltado em minha direção, instantaneamente senti meu rosto ficar vermelho. Ele agora estava sentado despojado com os colegas de banda, nós estávamos nessa há um tempo, trocando olhares sem sentido nenhum. olhava para mim com seus olhos intimidantes e as sobrancelhas franzidas como se não estivesse entendendo o que eu estava fazendo ali. Percebi ele cochichar algo no ouvido do amigo e levantar-se, rapidamente eu desviei meu olhar para frente. Senti uma sombra atrás de mim com cheiro maravilhoso de colônia masculina e cigarros, ao meu lado estava .
— Veio nos entrevistar por aqui também? — ele perguntou arrastado, fazendo os pelos da minha nuca arrepiarem-se. Deu para ouvir totalmente o tom irônico em sua voz.
— Talvez. — respondi sem olhar para ele, não sei o que aconteceria se o fizesse. — Tem algo a mais para me contar? — sua risada rouca veio logo em seguida, minha cabeça rodou com o som agradável.
— Depende.
— Então diga-me. — virei-me para encara-lo arrependendo-me imediatamente. Ele estava... Ainda mais bonito do que eu me lembrava. Permaneci imóvel, enquanto observava os seus perfeitos detalhes, cabelos de quem tinha acabado de acordar, cílios grandes, bochechas saltadas e boca vermelha.
— Está tudo bem? — Sua voz suave e preocupada alertou-me, antes de responder passei a língua por meus lábios, atraindo o seu olhar para a região.
— Sim, você ia me dizendo...
— Vamos pegar algo para você beber primeiro. — ele sorriu. — O que você acha?
— Hm, deixe-me pensar...— coloquei um dedo na bochecha enquanto olhava para cima fingindo o fazer, percebi estreitar os olhos com o meu atrevimento, seu sorriso de lado apareceu.
— E ai?
— Pode ser...
— Pode ser? — ele debochou ainda sorrindo, pois estava escrito em minha testa que eu queria muito estar com ele. Dei de ombros e caminhei até o bar, veio logo depois.
— O que você sugere? — perguntei enquanto deixava o cardápio que eu havia acabado de passar os olhos de volta para o balcão.
— Eu não sei... Cervejas?
— Eu comecei bebendo destilado, acho melhor não misturar.
— Certo. — ele virou-se para o barman. — Me dê um cosmopolitan e uma cerveja, por favor. — o barman assentiu e saiu depois de agradecê-lo.
— Você gosta? — ele referia-se à bebida.
— É meu drink favorito, estou um tanto quanto surpresa. — eu sorri admirada.
— Sou bom em adivinhar as bebidas favoritas das pessoas. — desviei o olhar para baixo. Isso me fez pensar que ele sempre fazia isso com as mulheres, ele estendeu a mão levantando minha cabeça pelo queixo achando graça de minha reação.
— Eu apenas vi você bebendo mais cedo. — Oh!

Quando as bebidas chegaram, com a influência dele nós fomos nos sentar em um lugar mais afastado, onde poderíamos ficar sozinhos, ele escolheu uma mesa cercada por um sofá de veludo. Este foi o meu primeiro sinal verde, se fosse em um dia normal com qualquer outro homem eu estaria conversando com ele onde qualquer um pudesse ver, e ele não teria como tentar qualquer coisa comigo, mas ainda sim estávamos em um lugar público, no máximo o que poderia acontecer era um beijo.
Ele sentou-se muito perto, dando-me náuseas com seu cheiro espetacular, ele passou os braços em volta de mim e deu um gole em sua cerveja, fiz o mesmo com minha bebida só que eu dava goles grandes enquanto olhava para frente.
— Eu sei que você mora em Beverly Hills, agora explique-me o que veio fazer em Los Angeles? — a hora que eu tão esperava chegou, várias respostas vieram em minha cabeça, pensei em contar a verdade, mas eu apenas perguntei:
— Como você soube?
— Tive acesso a sua conta lembra? A localização era em Beverly Hills. Suas fotos são interessantes, aliás. — ele deu um sorriso sincero, fiquei apenas observando enquanto ele dava outro gole em sua cerveja, a bebida passeava pela sua boca tranquilamente e depois engolia. O movimento de seus lábios passando pela borda da garrafa deixou-me com tesão, mas nada comparável com a intensidade do seu olhar.
— Obrigada, eu gosto de tirar minhas fotos com máquinas profissionais e captar imagens do meu dia-dia, as espontâneas são minhas preferidas. Nós dois conversando agora, por exemplo, iria ficar ótimo tirando o fato que nós iríamos parecer um casal. — sua careta foi impagável, o fato de eu ter mencionado a palavra "casal" não o agradou.
— Ficaria feliz de ter uma foto com uma mulher tão bonita como você, mas como casal, de jeito nenhum.
— Da maneira que você fala, essa palavra parece o incomodar muito.
— Ela não tem nada haver comigo.
— Mas você disse hoje sobre seus relacionamentos.
— Relacionamentos duradouros, mas nunca namoros.
— Você nunca namorou? — ele sorriu.
— Uma vez, depois nunca mais tive vontade com nenhuma.
— Você fica com várias garotas então, isso não é ter relacionamentos. — lembrei que hoje ele descia do seu quarto com duas garotas satisfeitas, ele pareceu se lembrar disso também.
— Hoje de manhã eu abri uma exceção, mas eu prefiro transar com uma garota apenas. — ele deu de ombros.
— Uou, como isso funciona?
— Está querendo se eleger? — estreitei os olhos, abrindo a boca para me defender, mas ele impediu-me rindo. — Estou brincando. — ele continuou: — Não é nada mais do que a parte mais importante de um relacionamento normal entre um homem e uma mulher, o que realmente importa "o sexo". Eu escolho uma mulher, essa que estará sempre disponível para me satisfazer, principalmente quando estou em turnê. Mantemos essa relação em sigilo até que os sentimentos de alguém da relação se exalte ou até eu enjoar, mas é muito difícil, eu sempre escolho as melhores.
— Mas... Se você se interessa por uma mulher em uma festa ou em qualquer evento, você não tenta conhecer só para ter um sexo casual?
— Você realmente está tentando se eleger. — ele sorriu.
— Talvez. — sua cabeça voltou-se para mim tão rápido que eu achei que seu pescoço fosse deslocar.
— É sério? — perguntou afoito, dei de ombros. — Não faz isso comigo.
— Se você estiver disposto a abrir mais uma exceção.
— Sim. — ele disse imediatamente. — Espere um momento. — levantou-se um pouco atrapalhado e deixou-me com os meus pensamentos. Eu não sei por que tinha dito isso, por alguma razão eu queria apenas ficar sozinha com ele e conhecê-lo melhor. Tinha consciência de que estava sendo egoísta, pois hoje era o aniversário do seu irmão, e eu o queria só para mim. Levantei-me encarando-me no espelho da parede, minhas bochechas estavam naturalmente rosadas, minha boca estava mais vermelha do que o meu vestido em si. Passei as mãos ao lado do meu corpo, até a costela onde meus cabelos caíam em cascatas, reparei melhor em meu decote que era quase revelador, depois no vestido apertado, mas que ia até as metades das coxas, sendo assim sexy e não vulgar. Satisfeita com a minha imagem, peguei meu celular na bolsa pequena e tirei uma foto. chegou bem na hora.
— Está pronta?
— Sim. — respondi então ele assentiu, caminhei e sua mão apoiou-se nas minhas costas guiando-me até a mesa onde ele estava antes. Nela estavam dois homens, Logan e Jamie com uma mulher ao lado. Sorri para eles.
! Não acredito que está aqui! — Jamie levantou-se para me cumprimentar. Ele era tão simpático. — Essa é minha namorada Louise. — ela sorriu acenando. Louise era pequena, cabelos pretos até o ombro e seus braços eram cobertos de tatuagens, eles pareciam ser iguais na aparência, um casal perfeito. — E esses são, Chris um dos nossos amigos de anos... — estendi minha mão enquanto sorria para ele que devolvia o toque com gentileza. — E esse é o Nate, melhor amigo do Ian, mas muito amigo nosso também. Nate essa é a .— fiz o mesmo só que a diferença foi que ele pegou minha mão e depositou um beijo delicado nela. – Prazer em conhecê-la, .
— Certo. — nos cortou. — Estamos indo embora.
— Ah é? — perguntou Logan sorrindo.
— Sim. — ele apertou a mão do amigo que lhe deu um olhar de segundas intenções, ignorou. Nós nos despedimos de todos, antes de pegar-me e puxar-me gentilmente pela minha mão.
— Podemos ir? — ele olhou para mim enquanto ouvia-me com muita atenção esperando por alguma mudança de ideia. Esse estava sendo muito carinhoso e educado. Nem parece o homem irônico e estressante de horas mais cedo.
— Eu preciso avisar para minha amiga que estou indo para casa sem ela.
— Ok.
— Eu já volto. — disse enquanto ele comprimiu os lábios e assentiu rapidamente deixando-o mais maravilhosamente fofo.

— Nikki. — Quando a encontrei, ela estava sentada com vários copos que já estavam vazios em cima da mesa, insinuando-se para o baterista mais conhecido como Ian. Céus! Aproximei-me cutucando-a, sua expressão foi de extrema felicidade.
— Oi, amiga, você apareceu!
— O que está fazendo? — sussurrei.
— Conversando com o Ian. — apontou para o mais novo amigo, ele sorriu confirmando.
— Ian hoje é o seu aniversário, você poderia estar perdendo o seu tempo com coisas mais importantes.
— Ei! — gritou Nikki emburrada.
— Ela é incrível! — ele indignou-se abrindo os braços.
— Você vai rir muito com ela ainda.
— Como assim, aonde você vai?
— Vou embora. — disse baixo.
— Com quem? — perguntaram juntos e desconfiados.
. — os sorrisos significativos que eles trocaram, deixaram-me envergonhada. Em seguida eles murmuraram maliciosos:
Hmmmmm...
— Quantos anos vocês têm?!
— Vão brincar de papai e mamãe não é, dirty girl? — Nikki piscou fazendo Ian dar risada.
— Cale a boca, Nikole! — minhas bochechas coraram e ela riu mais ainda.
— Eu disse que ele iria falar com você. — afirmou Ian, orgulhoso.
— Pois é! — sorri sem graça. — Bom, estou indo.
— Se comportem, viu? — a expressão de Nikki dizia para eu fazer tudo menos me comportar.
— E vocês, cuidem-se. — dei um beijo em cada um quando sai.

Estava indo ao encontro de , mas percebi que ele discutia com alguém ao celular, então apenas esperei ele terminar, aproveitando para dar uma olhada no meu, encontrei cinco chamadas perdidas de Mateo, inclusive ele me ligava agora mesmo, rapidamente atendi.
— Alô?
, finalmente consegui falar com você, por que não atende esse celular?
— ele parecia nervoso do outro lado da linha.
— Mateo!
— Sim, estou desde as quatro horas da tarde te mandando mensagens perguntando como foi à entrevista.
— Me desculpe, eu não vi!
— disse alto por conta da música.
— Onde... Onde você está?
— Em uma festa com minha amiga Nikole...
!
— É sério...
— Onde?
— Em Los Angeles.
— O quê?!
— Pois é...
— Estou indo te buscar.
— Mas e a Taylor?
— Ela viajou, você pode dormir aqui.
— Tudo bem...
— Me mande o endereço.
— Hã... Mais tarde eu vou para sua casa, deixe a porta destrancada.
, não...
— Tenho que desligar, tchau!
— apressei-me em dizer quando apareceu em minha frente bufando. Ele tateou o bolso da calça tirando de lá suas chaves, passou por mim antes de dizer completamente diferente:
— Vamos, .

*


O clima no carro estava tenso. Nós seguimos viagem em silêncio enquanto ele ainda bufava de raiva. O carro parecia carregado de uma energia negativa, pelo jeito a ligação que ele teve não foi nada boa.
— Está tudo bem? — ajeitei-me no banco de couro frio.
— Sim.
— Tem certeza?
— Sim.
— Mas...
— Que merda, já falei que estou bem! — assustei-me, então minhas mãos se apertaram uma na outra de nervoso.
— Você não tem que falar assim comigo, eu não fiz nada de errado para você.
— É claro que não, porque não fica quietinha aí e espera até o momento que eu estiver dentro de você, então felizmente terá mais tempo para contar a suas amigas que transou com um astro do rock famoso. — olhou para mim nervoso e com um leve toque de ironia. Meu peito encheu-se de ira e sem que eu percebesse dei um tapa em sua cara, fazendo com que o carro brecasse imediatamente, o cinto que estava em minha volta provocou uma dor em meu pescoço instantânea, provavelmente o deixando vermelho. rugiu com raiva e apertou fortemente as mãos no volante.
— Desce!
— Como?
— Você está surda? Desce! — ele debruçou-se sobre mim para abrir a porta ao meu lado do carro, enquanto eu o encarava sem acreditar que ele me deixaria ali no meio da rua e àquela hora da noite.
— Tudo bem! — quando tirei o cinto e comecei a organizar minhas coisas, suas sobrancelhas voltaram-se para baixo, como se não acreditasse que eu realmente iria descer do carro.
— Você é um grande idiota... — sussurrei antes de pegar minhas coisas e sair para a rua.



Continua...



Nota da autora: (25.05.2017) Sejam bem vindas, manasss!!! Essa é minha nova obra de arte ahahahah!
Essa é minha outra fanfic



Nota da Beta:Ba-ba-caaa, a única coisa que eu tenho a dizer sobre o hahaha, se acha a última traquinas do pacote, sem comentários! Só de raiva, vai pra casa do Mateo e das uns pegas nele, kkkkk! Continue Lu!




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Qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fanfic maravilhosa vai atualizar, acompanhe aqui.



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