Por Dentro Dos Bastidores

Última atualização: 27/07/2018

Prólogo

Wo keine Liebe ist, ist auch keine Wahrheit.
- Ludwig Feuerbach

— Eu aprecio o fato de você ser a melhor amiga de todos os tempos, .
— Sério, mesmo? — perguntei sarcástica, porque sabia que dizia aquilo só para me convencer, e era o que ele estava fazendo agora.
— Sério, linda.
?
— Sim, — exclamou pulando animado fazendo-me desconfiar de sua sexualidade. — Você vai entrevistá-lo na quinta-feira da semana que vem. Um dos maiores astros do rock da atualidade, — tinha muita certeza do que dizia, enquanto eu apenas franzi a testa incerta. — e é muito importante para minha carreira que você compareça, pois como já mencionei eu não posso deixar de ir ao casamento de minha sobrinha.
— Já considerou não ir ao casamento?
— De jeito nenhum! Não é uma opção.
. Apenas. Remarque. — disse pausadamente dando de ombros e voltando-me a encostar ao sofá chique de sua casa.
— Enlouqueceu? E desde quando eu tenho esse poder? Conseguir uma entrevista com não é para qualquer um. — ele fez um barulho triste com a boca, fechou os olhos e balançou a cabeça que estava abaixada, oh não.
...
— Você é minha única esperança, , por favor! — ele se ajoelhou em minha frente com as mãos juntas, eu duvidei de tamanha importância que era uma entrevista com um astro do rock. Bufei suspirando relutante. Quando ele fez seu famoso olhar de cachorrinho, eu quase dei risada, mas no fim apenas sorri enquanto assentia confirmando a sua insistência. me pegou de surpresa quando me levantou e me abraçou me rodando no ar, ele me deu um beijo na bochecha e sorriu como um idiota. Aquele sorriso que eu adorava.
— Isso, , não sei o que seria de mim sem você!





Kapitel Eins || - Encontro Inesperado.

— Então, que tipo de bebida você gostaria de beber, ? — O galã de novela respeitado por muitos atores famosos que ali estavam presentes, me perguntou com gentileza. Enquanto isso eu encarava os tentadores elevadores do outro lado do saguão, pensando que já era a hora de me alimentar, tomar um banho quente e ir dormir.
?
— Me desculpe. — tratei de me recompor voltando totalmente minha postura e atenção a David Oliver, famoso por suas habilidades em fazer qualquer adolescente se apaixonar por sua atuação incrível, sempre pegando papéis de filmes com casais românticos, ele era bom no que fazia.
— Não tem problema se estiver cansada e quiser ir embora, posso levá-la inclusive, seria um prazer.
— Vamos tomar um café como saideira juntos, e depois você me acompanha até o elevador, que tal?
— Ótimo. — ele sorriu sem mostrar os dentes parecendo não gostar muito da ideia, em seguida ergueu a mão fazendo o garçom parar para atendê-lo, educadamente pediu dois cafés, não antes de me perguntar como eu gostaria.
— Com leite e quatro gotas de adoçante, por favor. — o garçom assentiu, David pediu a conta, agradecido e dizendo que ele poderia sair.
— Esperei a noite inteira para conversar com você. — seu polegar acariciou carinhosamente a minha maçã do rosto. — Você é uma mulher bastante ocupada...
— Infelizmente, mas o bom é que tudo deu certo. — disse com explícito alívio em minha voz.
A festa de comemoração de estreia da nova série da rede de televisão ABC, ficou como responsabilidade minha e da minha equipe, tudo terminou como o esperado.
— Sexta-feira feira estarei hospedado no Hotel Avalon, CA. — ele começou dizendo uma palavra de cada vez, sua dicção absolutamente exemplar. — Terá uma comemoração na cobertura do Hotel, um dia antes. São apenas para quarenta convidados, colocarei seu nome, por favor, compareça.
— Oh, então agora serão quarenta e um convidados. — sorri, entendendo o porquê da frase, o ator sorriu realmente contente com minha resposta.


*


Dirigindo tranquilamente pelas ruas de Beverly Hills, orando para que nenhum policial me parasse, pois tinha bebido algumas taças de champanhe no evento antes de tomar café com David Oliver. Depois de uma noite de segunda-feira produtiva no trabalho, finalmente eu poderia descansar. Trabalhar de noite até madrugada, às vezes de tarde, mas poucas às vezes, não é algo que tenha muito do que reclamar, eu amo meu emprego. Trabalho com organização atualmente com meus 25 anos e quatro dias, sou uma das organizadoras de eventos mais novas da atualidade, mas não pense que tudo isso caiu do céu, talvez com uma pitada de ajuda da minha mãe uma médica renomada de sucesso, mas de resto foi tudo eu, euzinha e eu mesma. Se eu tenho o melhor emprego do mundo? Talvez! O mais estressante? Com certeza! O bom mesmo era o de conhecer várias celebridades como David Oliver, pessoas interessantes e receber convites de todo e quaisquer tipos de coquetéis e festas que possa imaginar. Precisava urgentemente comprar algo para comer de café da manhã, sabe aquela fome depois de uma grande noite de festa? Então, eu estava incluída nesta situação agora! Na verdade eu precisava fazer a compra do mês, fazia tempo que não sabia o que era um almoço familiar e digno. Eu chegava em casa cinco horas da manhã, às vezes mais tarde que isso, tomava meu café, depois acordava as seis horas da tarde, nada muito chocante ou interessante e essa era minha vida...

*


Às cinco horas e vinte minutos da manhã entrei no estacionamento da padaria mais gostosa de Beverly Hills, minha barriga roncou só de imaginar que estaria sozinha naquela padaria imensa, com pães que acabaram de sair do forno e cafés fresquinhos. Entrei pela entrada de trás, bufando para van preta que estava no estacionamento também, pelo jeito meu plano de estar sozinha na padaria foi por água abaixo. Sorri para a Senhora de idade mais incrível desse planeta, enquanto ela retribuiu sorrindo simpática.
— Bom dia, , chegou cedo hoje. — disse Beatrice, me aproximei para receber um beijo carinhoso na testa, olhei para a bancada cheia de salgados fazendo meu estômago roncar novamente.
— Antes de tudo me vê dois salgados, os mais deliciosos que a senhora tiver. Agora, bom dia, Senhora Beatrice, como vai? — Beatrice deu uma boa gargalhada fazendo seus olhinhos claros se apertarem.
— Devo responder ou pegar os seus salgados, meu bem?
— Olha a primeira opção me parece bem mais tentadora, mas não leve para o lado pessoal, sabe que eu te amo, né?— ela sorriu e eu quase apertei suas bochechas gordas, assim que ela saiu, fui me sentar no lugar de sempre, sentindo-me observada no caminho. Olhei em volta, mas não tinha ninguém, dei de ombros e me sentei. Algo no meu bolso começou a vibrar, peguei meu celular vendo o nome de na tela, dei um sorriso grande ainda me sentindo observada.

— Oi, amor da minha vida!
— Não grite!
— Por que não?
— A Taylor está dormindo.
— quando ele disse o nome dela meus olhos reviraram.
— Desculpe, você como a pessoa mais próxima de mim deveria saber que eu gosto de gritar.
— Eu sei.
— Então aceite as consequências, e...
— De repente um homem de aparentemente vinte e sete anos surgiu aos meus olhos. Ele estava sentado perto da bancada a poucos metros de mim, não sei como não tinha o reparado ali antes. Seus olhos eram penetrantes e dominadores, e estavam pregados em mim. Ele me encarava com uma intensidade absurda, e eu não fazia diferente. Céus! Eu acho que eu nunca tinha visto um ser humano tão bonito quanto esse. Para a minha tristeza ou não, desviou rapidamente o olhar para longe. Ele pegou uma água e se levantou, meu coração começou a acelerar, meus lábios se abriram com a aceleração da respiração. Nessa hora não sei o que me deu, mas não conseguia desviar meus olhos dele de jeito nenhum. Ele caminhou confiante, tranquilamente e despojadamente, suas roupas eram inteiras da cor preta, tanto sua camisa, como sua calça, largas e confortáveis. Ele inclinou a cabeça para trás despejando a água de sua garrafa em sua boca, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem com a cena. Ele pegou um boné de beisebol que estava pendurado em sua calça e o colocou escondendo seus cabelos macios fazendo com que apenas uma parte de sua franja ficasse aparecendo, depois sorriu, pois sabia que eu estava observando cada movimento dele. Do outro lado da linha ouvia meu nome sendo chamado e que sem intenção nenhuma, eu ignorava. Nunca tinha me sentindo tão atraída por uma pessoa, finalmente quando ele se aproximou consegui sentir o seu cheiro de colônia incrivelmente masculina. Seus olhos voltaram para mim, o olhar de sensação de posse que ele me deu não me abandonou. Eu jurava que ele viria falar comigo, mas ele apenas me deu um último olhar cheio de significados que não entendi, depois seus lábios se ergueram mais uma vez em uma espécie de sorriso, como se estivesse apreciado esse momento que tivemos, antes de sair pelas portas do fundo, foi só ai que eu percebi que não estava respirando. Que merda foi aquela?
? — ouvi a voz de dizer novamente fazendo-me voltar para a realidade.
— Hã... Desculpe. Oi?
— O que foi?
— Nada.
— Ok, né! Pode gritar agora, louca
— ele riu, um garçom veio me trazer meus salgados frescos e um cappuccino de cortesia da casa, tentei sorrir como agradecimento ainda trêmula e ele saiu. — , estou no banheiro. — respirei fundo forçando-me a esquecer do estranho momento de segundos atrás antes de responder:
E por que me ligaria enquanto sua noiva esta dormindo, está querendo algo, ? — ele deu uma risada nervosa forçada antes de mudar de assunto. Eu gostava de provocá-lo porque sabia que o atingia, mas ele nunca foi homem o suficiente para admitir isso. Ele estava noivo de Taylor há quatro anos, desde quando nos conhecemos na faculdade de administração.
— Acabei de receber uma notícia ótima, !
— Ah, é? Estou pronta para te dar outra, estou nua na minha cama.
— Sério? Você...
— ouvia sua respiração do outro lado da linha, depois ele fez um "tsc" com a boca parecendo se conformar que eu não estava falando sério. — Para com essas brincadeiras, , sei que você está na padaria ou está indo para lá agora. — disse bravo fazendo-me dar risada.
— Você me conhece muito bem, parabéns! Qual a boa notícia?
— Lembra-se da entrevista super importante daqui três dias, não é?
— Não?
!
— dei risada novamente.
Brincadeira, eu lembro sim, o que tem?
— Você só não vai entrevistar , mas vai entrevistar a banda inteira, porra! A assessoria me ligou dizendo que a entrevista será na mansão deles em Los Angeles.
— a empolgação dele pareceu contagiante, apenas dei mais uma mordida em meu salgado.
— Era pra eu estar feliz?
— Você não tem ideia do quanto é chata.
— Desculpe.
— E pare de falar de boca cheia.
— Me deixa, não tem ninguém aqui para me ver mantendo a classe.
— Ouvi bufar, e eu quis rir. — Olha, me mande tudo o que você deseja que eu pergunte para eles por e-mail, para eu estudar.
— Ok, você é demais! Procure saber um pouco mais sobre eles também.
— 'Ta abusando.
— disse ainda com minha boca cheia, céus, aquele salgado estava muito bom.
— Por favor...
— Está bem! Tchau.


*


Acordei em um pulo, tinha sonhado com o homem sexy da padaria, totalmente arrependida de não ter falado com ele, perguntei-me o que ele estava fazendo naquela hora. Eram quatro e meia da tarde, até que acordei cedo desta vez. Enquanto tirava minhas roupas pelo caminho fui para o banheiro, me olhei no espelho não me conformando com meu estado, minhas olheiras estavam profundas, precisava fazer minhas sobrancelhas e ir para um cabeleireiro urgente, talvez fazer uma hidratação e retocar a cor no cabelo, mandei uma mensagem para Luccas, o gay mais engraçado que você respeita, e acabei marcando com ele para quinta-feira de manhã, logo depois iria para entrevista da banda que adorava, ia dar tudo certo.
Como estava de folga, aproveitei o resto do dia para virar dona de casa, arrumei meu apartamento, lavei e passei roupas, sai para fazer as compras do mês e depois de terminar tudo, tomei outro banho, pedi pizzas e me arrumei esperando , meu convidado de quase todas as noites chegar.

*


— Por que está tão bonita? Vai sair com mais alguém hoje? — perguntou assim que eu abri a porta para ele entrar, dei um beijo em sua bochecha antes de sorrir.
— Eu estou um pesadelo, não precisa ser gentil.
— Não vou retrucar essa bobagem, trouxe vinho. — ele levantou uma sacola de papel. — ,e torta de limão.
— Eba, você é o melhor amigo do mundo.
— Eu sei. — ele sorriu, avancei na torta de limão, mas ele recuou. — Opa! Nada disso, sobremesa depois.

Assistimos Netflix juntinhos de baixo do cobertor, depois de comermos as pizzas, de vez em quando sentia os olhares de em mim, aquilo era o tipo de coisa que nunca iria entender, uma hora peguei seu olhar, então ele sorriu. Eu me aproximei devagar e ele deve ter pensado alguma besteira, pois seus olhos se arregalaram, mas eu apenas deitei minha cabeça em seu peito ouvindo sua respiração.
— Achou que eu ia fazer algo, ? — perguntei não resistindo à vontade de provocar.
— Não. — ele disse imediatamente.
— Quer trocar de filme? — levantei minha cabeça para olhar seu rosto de perto, ele olhou para o filme depois voltou a olhar para mim.
— Não, tudo bem com esse.
— Tem certeza de que não quer trocar? — deu para perceber o sentido duplo das palavras.
— Trocar o quê? — confuso, ele franziu a testa.
— De filme, . — sussurrei sorrindo, ele ficou me encarando por um tempo, depois balançou a cabeça, se levantou em um pulo, acendeu as luzes e disse:
— Chega de filme por hoje, quero te mostrar algo. — ele foi em direção a sua bolsa, pegou um CD com a capa transparente, escrito com caneta azul hidrográfica, The Vincent's Irradiation, a banda que eu entrevistaria na quinta-feira. Meu melhor amigo então colocou para tocar no meu rádio e deu o play. Na quarta música tive que confessar, a voz do principal era incrivelmente gostosa de ouvir.
— Uou, eles realmente são bons. — disse dançando pelo apartamento com uma colherada de torta de limão na boca.
— Sim, mas esse CD deles é antigo, espera para ouvir o álbum novo.

*


Na quinta-feira de manhã quando cheguei ao salão, me sentei esperando minha vez, uma das meninas me ofereceu uma xícara de café e eu aceitei sorrindo em agradecimento. As roupas que eu iria usar na entrevista já estavam no carro, se caso eu me atrasasse me trocaria no salão mesmo, se bem que de Beverly Hills até Los Angeles eram vinte e cinco minutos de carro as chances seriam mínimas.
— Olha ela ai, a festeira mais maravilhosa da Califórnia. — Luccas apareceu com toda sua euforia me fazendo rir. — Meu amor, que evento bafônico foi aquele no seu aniversário, eu já quero outra! — ele puxou-me pela mão sentando-me na cadeira de frente ao espelho. — Encontrei o amor da minha vida na sua festa.
— Quem? — perguntei, sorrindo e curiosa.
— O bofe de 1,90, olhos verdes, barba rala, meu amor, até fiquei com calor! — disse alto e balançou a camisa. Daqui para frente eu sabia que não pararia de dar risada.
— Eu te mando o número dele depois.
— Amiga boa é amiga assim, que lê mentes.
— Sim.
— E então o que quer fazer nesse cabelo deslumbrante, seu cabelo está comprido e saudável, nem sei o que está fazendo aqui, boba.
— Pare de puxar meu saco, Luccas!
— Quero muito o número do bofe, você entendeu, não é? — ele sussurrou, arregalei meus olhos fingindo indignação, fazendo o rir. — Vamos só fazer uma hidratação, cortar as pontas e retocar as luzes. Alice irá fazer suas unhas e sobrancelha depois.
— Perfeito, Luccas. — sorri.

*


"The Vincent's Irradiation House"

— Nome?
. — Seus olhos firmes correram para a lista de convidados parecendo se incomodar em achar meu nome lá.
— RG?
— Sério mesmo?
— RG? — o segurança repetiu a pergunta ignorando minha indignação, passei o número contra a gosto.
— Nada de fotos ou qualquer tipo de tecnologia que possa exibi-los de alguma forma pela mídia.
— Oh, claro, e como... — olhei para cara dele de que iria me matar se eu o contrariasse, me encolhi. — Esquece.
— Pode entrar, se eu ver algo de errado, você será mandada embora em menos de dois segundos.
— Hã... Ta bom.

Caminhei tranquilamente pelo imenso gramado, admirada. A primeira coisa que eu notei quando abri a porta foi que era uma das mansões mais lindas que eu já tinha visto em toda a minha vida, o piso e as paredes eram todos brancos feito de mármore, os móveis eram de cores aleatórias, sofás enormes de camurças e com instrumentos musicais largados neles. Tinha várias portas de vidro que estavam abertas deixando que a luz solar entrasse. A segunda impressão foi o som alto de um rap famoso e seguranças gigantes de óculos escuros pelos cantos. A terceira foi de algumas garotas de biquíni estarem passeando pela casa como se fossem delas e que a propósito me lançavam olhares de desprezo. Ok! Acho que fui confundida por uma daquelas garotas por aquele segurança maldito.

Arrumei o meu terninho colado e óculos de armação antes de quase desmaiar quando um loiro de olhos azuis, que estava descalço de calça e regata colada preta, com seus braços fortes amostra e completamente cheios de tatuagens me notou ali, parada sozinha na porta, ele sorriu vindo em minha direção. Estava sendo uma tarde diferente...
— Está fazendo o que parada ai?
— Eu...
— Você é a nova massagista? Sua roupa está muito apropriada para quem vai fazer uma massagem só de lingerie. — o loiro sussurrou a última parte. — Mas eu gostei, bem discreta. — franzi a testa para ele, mas sua atenção foi dirigida para outra pessoa. Será que eu deveria xingá-lo? Talvez não, vai que eles me expulsam, me mataria.
— Hey, Ian! — gritou outro deus grego, ele tinha cabelos pretos e olhos castanhos, céus! E ele estava sem camisa, mostrando seu físico forte. Logo atrás chegaram mais dois, eles davam risada de algo, a cada novo integrante que aparecia era um novo tiro psicológico, eu simplesmente não conseguia acreditar no quanto eles eram bonitos, não é atoa que eles eram famosos daquele jeito, a música era boa e eles então, nem se fala.
— Nossa, quem é essa?
— Meu nome é , vim para entrevistar vocês hoje. — ofereci minha mão para o de olhos castanhos e ele sorriu pegando-a e levando-a até os seus lábios, achei muito fofo, minhas bochechas coraram.
— Seja muito bem vinda, , me chamo Jamie. — disse galanteador.
— Achei que seria um homem que iria nos entrevistar. — o loiro sorriu amigavelmente, acredito que como um leve pedido de desculpas pela confusão.
infelizmente não pode vir. — expliquei.
— Entendo.
— Prazer, gatinha, meu nome é Lorenzo, mas não se acostume, você não quer ser minha amiga, sou muito quente e você pode se queimar. — Lorenzo piscou, antes de abrir uma fileira perfeita de dentes brancos. O considerei o mais bonito por enquanto, realmente tudo nele parecia ser quente, senti uma vontade louca de tirar a roupa, esse deve ser o efeito dele.
— Esse é o Logan, ele não se pronunciou ainda, deve estar apreciando sua beleza para depois escrever sobre, mas relaxa ele é assim mesmo. — as bochechas do Logan de cabelos azuis, ficaram rosadas.
— Cala a boca, Jamie! — ele sorriu pra mim, enquanto oferecia sua mão para que eu apertasse. — Você é muito linda.
— Ah, que isso, tenho certeza que vocês conhecem garotas bonitas todos os dias.
— Mas você é uma mulher. — Logan disse sorrindo, com as mãos no bolso.
— Logan tem um fetiche por mulheres mais velhas, ele tem apenas dezenove.
— Saiba que sou seis anos mais velha, então!
— Massa! — disse como se estivesse contemplando uma experiência acontecendo em sua cabeça. Eu e os intrigantes da The Vincent's Iradiation demos risadas.

Um baque vindo da escada indicou passos de pessoas que desciam pela mesma se aproximarem. Duas mulheres de roupão de cetim apareceram com um homem que estava com os dois braços ao redor delas. Esse deveria ser o último, mas não menos importante integrante da banda. Minha respiração falhou assim que eu percebi quem era, acabei engasgando com meu próprio ar, tossindo igual uma condenada. Jamie tentou me ajudar, enquanto Ian correu para me buscar uma água, assim que ele chegou com o copo de água gelada bebi tudo em uma só vez. Quando vi estava sentada me recompondo no sofá, ouvia vozes ao fundo, mas estava muito ocupada tentando controlar minha respiração. Como um fantasma, o homem com que sonhei pelos restos dos dias, puxou uma cadeira se materializando em minha frente. Seus olhos firmes se encontraram com os meus, enquanto eu limpava as lágrimas que caíram por conta do engasgo, respirei fundo e o encarei firme de volta. Ficamos naquilo por um minuto antes de lentamente seus lábios se puxarem para o lado em um sorriso, eu achei que não era possível, mas aquilo apenas o deixou mais bonito. Eu não soube descrever a atração momentânea que senti novamente, será que aquilo aconteceria toda vez que eu o encontrasse?
Você me achou. — sua voz era grave com aquele leve toque de rouquidão, que era delicioso de ouvir. De perto consegui observá-lo melhor, seu maxilar quadrado, nariz fino com o tamanho simétrico perfeito, seus olhos dominantes e cheios de confiança. Seu corpo forte e na medida certa parecia que transbordava sexualidade, tive vontade de pular nele e o deixar fazer o que bem entendesse comigo, céus!
— O... o quê?
— Sabia que iria me encontrar.
— Desculpe, mas eu não estou o entendendo...
— Fiz uma postagem no Instagram com uma foto sua, procurando por você... — Oh! — Acredito que claramente você deve ter visto, agora que está aqui. — apontou com o queixo, parecia muito orgulho do seu esforço. Ele sorriu novamente, dessa vez com um sorriso mais assustador. — Não imaginei que seria tão fácil, só faltou o lacinho de presente em cima de sua cabeça...



Kepitel dreis || - "The Interview"

“Vor allen anderen sollte jeder Mensch zunächst sich selbst lieben.”

Escutei o seu insulto sem me incomodar. Com os meus braços cruzados, levei cinco segundos para manter a calma, preparando-me para dar uma melhor resposta.
— Eu estou completamente sem tempo para isso, mas eu realmente espero que tenha sido um mal entendido de sua parte. — deixei transparecer ameaça e deboche, mas meus olhos acabaram pesando em sinal de tédio, então apenas esperei ele continuar.
— Não, não foi... — cruzou os braços tatuados, meus olhos correram para eles por um momento depois voltei a encará-lo com firmeza. Ele sorriu. — Você se lembra quando sentimos uma atração gostosa naquela padaria? Você estava linda, fiz um retrato seu conversando com uma senhora e publiquei. Aliás, espero que não se importe com isso.
— Ela é aquela da foto? — interrompeu Jamie, com a expressão surpresa, ele olhou para que assentiu sem tirar o olhar sereno e convencido de mim. — Que mundo pequeno, cara!
— Certo, e você acha que eu estou aqui por sua causa?
— E por qual outro motivo seria? Não precisa fingir que não chegou a ver porque é impossível, eu tenho mais de trinta milhões de seguidores na minha conta, alguém deve ter te avisado...
— Meus parabéns por essa popularidade, mas ninguém me avisou e eu gostaria de ver essa foto, pode me mostrar? — voltou a sorrir, parece que tem certeza de que eu não estou falando a verdade, o ego dele não deve caber nessa mansão de mil metros quadrados. Ele tirou seu celular do bolso da calça, apertou os dedos algumas vezes na tela virando-a para mim. Peguei o seu celular em minha mão e observei com calma.
A imagem era minha com os mesmos trajes da noite da estreia da série ABC , conversando com a senhora Beatrice, eu e ela sorriamos. Na legenda estava escrito "DAMN IT, WHO IS SHE?". Minha autoestima aumentou um pouco. A foto tinha muitas curtidas e comentários com a conta do meu Instagram. Meu celular quebrou recentemente e o novo estava para chegar daqui três dias, acredito que foi por isso que eu não tinha chegado a ver. Toquei no meu nome entrando em minha conta, que agora possuía mais do triplo de seguidores que eu já tinha. As primeiras fotos estavam com coração vermelho indicando que ele tinha curtido, e por um momento não me conformei na situação em que me encontrava. Devolvi o celular a ele com as mãos trêmulas. Naquele dia me procurou, sendo que ele poderia simplesmente ter perguntado o meu nome e quem eu era, mas ele apenas sorriu como se eu já fosse dele.
— Vim para uma entrevista com a banda, apenas. — levantei-me do sofá, precisava pensar direito e de preferência longe do famoso . — , meu amigo que iria entrevistar vocês, mas ele não pode vir! Não tem nada haver com isso.
— Claro que não. — ele levantou-se e novamente foi explicitamente sarcástico. Bufei, desistindo de tentar convencê-lo.
— Podemos começar, meninos? — fiz questão de frisar os "meninos" por que era isso que eles aparentavam ser, nem um pouco compromissados.
— Deixe-me só falar para o pessoal ir embora, nós merecemos privacidade, não é mesmo? — Jamie apontou com a cabeça para a piscina onde garotas nadavam já sem a parte de cima do biquíni. Quando perceberam atenção, elas gritaram chamando por eles.
— Ah, não! — Ian se pronunciou.
— Cale a boca, Ian, à noite nós vamos para boate com o tema do seu grande dia... E você não tem nada do que reclamar do seu café da manhã de aniversário. — disse Lorenzo agitado no sofá, Ian sorriu aos poucos se recordando de algo.
— Tem razão.
— Feliz aniversário! — sorri para Ian.
— Valeu, shawty!
— Não precisa dessa merda, Jamie, se a "entrevistadora" não tivesse insistido em chegar mais cedo, ela não precisaria ver isso. — a cada vez que abria a boca meus encantos por ele iam se diminuindo, talvez não tanto.
— Cheguei no horário marcado.
— Pare de encher o saco dela, , você não quer fazer isso. — disse Lorenzo que antes prestava atenção em nós dois.
— Eu meio que gosto... — respondeu sorrindo engraçado, sem tirar aqueles olhos incríveis de mim. Eu bufei revirando meus olhos pela terceira vez. Ele continuou:
— Eu meio que gosto quando ela revira os olhos também.
— Certo. — o ignorei, enquanto abria minha bolsa em busca da pequena câmera profissional de , o gravador, o tripé e o bloco de notas das perguntas, por precaução.
Enfim quando as garotas modelos tinham ido embora, uma delas tendo de ir quase à força. Os integrantes da banda estavam finalmente reunidos, sentados quietos e olhando-me atentamente em silêncio do sofá enquanto eu me organizava. Os equipamentos já estavam instalados, o tripé em um improviso em cima do móvel da televisão deles. Coloquei o play na câmara e no gravador antes de ir me sentar com eles novamente.
— Tudo bem, farei algumas perguntas sobre assuntos diversos e outros complexos, depois vamos fazer uma pequena brincadeira.
— Como em uma sala de aula eles assentiram com a cabeça em sintonia.
— Vou começar então. — Olhei para câmera sorrindo. — Olá, eu sou e você está assistindo o canal de notícias de ou Ame-o, — dei risada. — é brincadeira pessoal... Meu nome é e sou eu quem vou dar a grande surpresa que tanto esperavam nesse programa no lugar de meu amigo. Bom, vocês não vão acreditar com quem eu estou hoje: The Vincent's Irradiation!!!— apontei sorrindo animada para os meninos, eles sorriram me cumprimentando informalmente, mas ao mesmo tempo educados. — Primeiramente quero agradecer por concordarem em deixarem eu visitar a casa maravilhosa de vocês. É muito bom estar aqui! — pisquei maliciosa para a câmera. E eles continuavam a assentir. Foquei em me lembrar das perguntas que queria que eu fizesse. Li a primeira pergunta no bloco de notas em minha mão, aquilo seria cortado depois. — Agora deixe-me perguntar uma coisa, a última música foi sobre uma garota que se foi, podemos saber em quem essa música foi inspirada?
— Eu posso responder essa. — Logan levantou a mão. — Já que sou eu que escrevo a maior parte das músicas românticas, por ser o mais sentimental de todos os irmãos. — fui tomada pela surpresa.
— Oh, vocês são irmãos?
— Sim, por isso a diferença de idade. No começo o nome da banda era The Vincent's Brothers, mas quando fomos contratados percebemos o quanto era clichê.
— ...Mas nossas fãs já sabem disso. — interrompeu , tentei não cerrar meus olhos em direção à ele. Logan fitou , limpou a garganta e continuou:
— Essa garota realmente existe, isso é tudo o que eu vou revelar.
— Legal! — sorri, infelizmente tive que ler o bloquinho novamente, parecia ter me dado um branco depois de toda aquela situação. — Vocês acabaram de sair de uma turnê mundial, como foi à experiência?
— Posso dizer que foi incrível, passamos a conhecer pontos turísticos de cada cidade do país que estávamos com show marcado. Conhecemos muitas pessoas legais, foi interessante. — disse Jamie.
— Algum país em especial?
— Brasil. Foi bastante intenso, ficamos impressionados com tamanha euforia e carisma dos fãs. — respondeu Jamie novamente, Ian murmurou algo concordando.
— Sério? Sou descendente de brasileiro, eu acho que vocês gostariam da comida de lá também, é muito gostosa.
— É mesmo? Espero um dia voltar, sabe? Para experimentar a comida brasileira. — disse sorrindo debochado com o duplo sentido da frase, Lorenzo fechou os olhos bateu uma palma e gargalhou. Parece que ele percebeu a piada. Balançou a cabeça negativamente, voltando a se comportar. Os dois eram os piores por enquanto no quesito educação, e pareciam ter a mesma idade.
— Que bom, , aposto que vai adorar. — respondi com a mesma intensidade pegando-o de surpresa, seu sorriso se alargou. Voltei a ler as perguntas, ignorando-o. — Uma pergunta que todos queremos saber: Quem é o mais popular com as mulheres? — os sorrisos animados começaram a surgir, a troca de olhares entre eles foi como uma intensa piada interna, quando todos apontaram para o Lorenzo, dei risada.
— É claro! — disse sorrindo.
— Não era para ser o guitarrista o mais pegador, mas sim o vocalista que é o , concordam comigo?! — Lorenzo perguntou, querendo fugir do alvo da situação.
— Não me coloque nessa, cara.
— Não adianta nem tentar, Enzo, todos sabemos que o é um cara reservado. — disse Ian. Todos concordaram inclusive Lorenzo a contra gosto. Fiquei curiosa a respeito, tive que perguntar.
— Você se considera uma pessoa reservada, ? — ele que antes parecia estar ameno no seu próprio mundo, levantou os olhos sérios para mim quando ouviu seu nome.
— Bastante.
— Bastante, quanto?
— O bastante para preferir manter minha vida pessoal longe da mídia. — ele se arrumou no sofá, enquanto sem perceber eu prendia minha respiração. — Não acho necessário divulgar um lance para que os outros julguem, eu sei o que eu sinto em cada um dos meus relacionamentos.
— Entendi. — tentei sorrir. — E você está solteiro, ? — ele sorriu lentamente rindo logo depois, fazendo meu estômago gelar.
— Sim.
— Quais de vocês estão disponíveis no momento, aliás? — Todos levantaram a mão menos Jamie e , franzi a testa em estranhamento.
— Eu namoro há dois anos. — disse Jamie.
— Que lindo, parabéns! — sorri sinceramente para Jamie que assentiu, antes de olhar para . — Você não disse que era solteiro?
— Disse que estou solteiro, não disponível, baby! — ele disse tão tranquilo e espontaneamente, que fez os outros integrantes da banda rirem. Franzi a testa em desentendimento, ele continuou: — Digamos que sou acessível. Disponibilidade é uma palavra muito forte.
— Ok... — mordi os lábios antes de ler a próxima pergunta. — Vocês são considerados a banda mais famosa no momento. — confirmei lendo o bloco. — quarenta milhões de discos vendidos, bilhões de visualizações no YouTube, e acabaram de ganhar mais um prêmio para coleção na premiação American Music Awards. — quando terminei de ler fiquei um tanto quanto impressionada. Não imaginava que eles eram tão famosos assim. — E são todos menores de vinte e cinco anos. — eles assentiram com sorrisos orgulhosos. — Como vocês se sentem sobre isso?
— Loucura. Madness!— sussurrou Logan.
— É como se estivéssemos sonhando acordados... — disse os outros integrantes apontaram para ele identificando-se.
Yeah! — eles disseram, então continuou:
— Nunca imaginaria que isso um dia poderia acontecer conosco. Eu e meus irmãos ficávamos em casa assistindo bandas de rocks antigas quando éramos crianças, e nós sempre dizíamos que era aquilo que queríamos para as nossas vidas... Até hoje não acredito que está realmente acontecendo.
— Exatamente. — confirmou Jamie. —É difícil de dar uma explicação lógica para como nos sentimos e conseguimos realizar esse sonho, nós simplesmente nunca deixamos de acreditar. — assenti sorrindo encantada, antes de continuar a entrevista:
— Vocês pretendem lançar outro álbum esse ano?
— Sim, estamos produzindo lentamente, sairá lá para o final do ano, antes de começarmos uma nova turnê mundial. — respondeu Jamie, ele era o que mais se pronunciava.
— Algum single aleatório?
— Tem o clipe da nova música de vindo por aí. Ele fez parceria com a Janen Bree.
— Sim, está incrível. — disse sincero.
— Conte um pouco para a gente sobre isso? — ele me encarou antes de olhar para o horizonte parecendo pensar em uma resposta.
— Está bem diferente de tudo o que já produzi, é mais lenta e por incrível que pareça romântica.
— E como foi trabalhar com Janen Bree? — perguntei mesmo sabendo que essa pergunta não estava de acordo com o que me pediu.
— Incrível. Ela é incrível.

*


— Posso saber por que tem uma foto sua no Instagram de ? — a voz de Nikki exaltou-se assim que atendi o número que por enquanto era desconhecido. Depois da entrevista, eu passei na loja de Smartphones onde o meu estava reservado para chegar, coloquei linha nele e vim para casa, sei que se encaminharia em poucos dias, mas depois do que aconteceu hoje eu não pude esperar para retirá-lo e ver as notícias.
— Eu sei, certo?
— Você tem que ir vê-lo! Eu sei onde ele mora, amiga!
— Parece que todo mundo espera que eu faça isso...
— Mas é óbvio, . Eu pirei quando vi aquilo! Não é todo dia que um astro do rock se interessa por uma mulher normal.
— Muito obrigada!
— Quer dizer, não tão normal você é gata para caralho, qualquer um que coloca os olhos em você se apaixona com essa sua carinha de inocência. E por causa do seu pai e tal! Onde conseguiu aquela foto, afinal?
— Ele estava na BEV Cafe and Bakery.
— Naquela padaria que você vive depois do trabalho?
— Isso.
— AH, MEU DEUS! Eu tô surtando, é sério! eu vou procurar agora para onde ele vai hoje à noite! Hoje é aniversário do Ian, certeza que vão sair para comemorar.
— Não dá, amiga... Tenho um encontro com David Oliver hoje à noite.
— O quê? Eu realmente preciso andar mais com você!
— Você está namorando.
— Isso não é um problema. Espere um pouco...
— Ok...
— Achei! Um salve de palmas para a melhor stalker da Califórnia!
— Como assim?
— Qual é o nome do lugar que vai hoje com o ator?
— Hotel Avalon, é uma comemoração na cobertura.
— Um minuto...
— Ok.
— Ótimo, fica em Los Angeles, vou com você, depois vamos encontrar o astro do rock na boate aonde vai com os amigos dele. É bem provável que ele vai estar na área vip, mas já estou cuidando disso.
— Não tenho como te levar no Hotel Avalon, tem um limite de pessoas.
— Tudo bem, por mais que me doa em falar isso, não vá embora com o ator, eu te busco e vamos para a boate. Eu levo uma roupa para você.
— Nikki... Eu não sei se... Preciso te contar que...
— Brian chegou, te mando mensagem, beijos!

Joguei-me no sofá suspirando exausta, não valeria a pena discutir com Nikki, ela é totalmente imperativa e descolada. Desde a época do colégio, ela sempre foi do tipo comunicativa ousada e isso que eu mais gostava em minha melhor amiga. Agora ela namora o Brian, um cara totalmente diferente dela, ele não suporta festas, pessoas que falam, e seres humanos. Ele é muito estranho. Uma vez, convidei Nikki para um dos eventos que organizei, um coquetel apenas. Fui para casa dela esperar para que ficasse pronta, quando sentei-me no sofá Brian não parou de olhar-me, nem por um segundo. Ele me encarava ferozmente como se fosse me mastigar e cuspir em gatos fofos a qualquer momento. Alimentei meus peixinhos no grande aquário do meu apartamento, e fui descansar um pouco.

*


Às nove horas e cinco minutos da noite, confirmei ao espelho que estava pronta. Infelizmente David Oliver não iria buscar-me em casa, ele era um príncipe encantado e insistiu para que deixasse que ele o fizesse, mas como iria sair mais tarde com Nikki, achei melhor não, pois eu iria embora sozinha com ela. Sai de casa uma hora depois que a festa começou.

Nos elevadores do Hotel Avalon, eu encontrava-me mordendo os lábios de nervoso. Assim que as portas abriram-se, suspirei com a elegância do lugar e ainda mais com a decoração, eu amava apreciar decorações diferentes de cada evento, era como um aprendizado. Novas áreas, novos ares.
Encontrei David sorrindo quando me viu, mais três homens de terno o acompanhavam.
— Você está linda.
— Obrigada.
— Essa é a Srta. . — David saudou-me aos seus amigos, cumprimentei-os sorrindo educadamente. Quando eles saíram fui beber uma bebida com David, ele me contava sobre seus novos papéis enquanto eu o ouvia com atenção, ele era muito inteligente e centrado. Quando deu onze horas, ele disse relutantemente que precisava ir, teria uma gravação às seis horas da manhã, suspirei triste, pois realmente gostava de sua presença ou talvez porque não estava nem um pouco preparada para encontrar os integrantes da The Vincent's Irradiation novamente, ou melhor, .
— Me acompanhe? Amanhã eu posso te levar, ou se preferir pago um táxi para levar você até sua casa. — ele queria que eu dormisse em sua casa ou, ai está à primeira tentativa? Não, não posso fazer isso.
— Acho que vou ficar mais um pouco, amanhã tenho que acordar cedo também. — sussurrei com sua aproximação, era mentira, mas ele não precisava saber disso.
— Tudo bem então, me mande mensagem quando chegar.
— Ok! — ele me deu um beijo delicado na bochecha e saiu.

Assim que as portas do elevador fecharam-se liguei para Nikki e perguntei se tinha chegado, então ela disse que sim, cinco minutos depois desci até o térreo para encontrá-la.
— E ai? Beijou?
— Hã, não tivemos tempo para isso ainda... — ela deu risada enquanto abria a porta do carro, mas Nikki impediu-me fechando-a novamente.
— Hum-hum... Você não vai com esse vestido.
— O que há de errado com esse? — alisei meu vestido branco rodado.
— Nada, mas trouxe outro de arrasar e muito ousado para seu rostinho de bebê. — Nikki entregou-me um vestido guardado em uma capa de TNT pela janela do carro. — Agora arranje um lugar para se trocar! Rápido!
— Ok! — Mesmo não gostando da ideia fui até o banheiro do hotel, troquei de vestido e coloquei o branco na capa para que não o amassasse. Qual eu usava agora não tinha muito a ver comigo, não era vulgar e sim clássico e elegante, um tomara que caia com mangas compridas, com uma textura fina que colava no corpo acentuando minhas curvas, muito atraente.
— É disso que eu estou falando! — disse Nikki avaliando-me enquanto arrumava-me no banco do passageiro, dei risada. — Hoje você não escapa das garras de .



Kapitel drei || Greetings

“Große Liebe verzeiht kleine Fehler! - Marie Pullard”

Havia uma multidão de pessoas na frente da boate, paparazzis, imprensas televisivas, e fãs. Muitos motoristas paravam deixando respectivos convidados, todos vestidos muito bem, fiquei incerta sobre a minha roupa. Nós não fazíamos parte dos convidados e ainda não acredito que estava ali por causa do . A situação virou, não é mesmo? Se ele descobrisse que vim aqui por sua causa, seu ego aumentaria e agora com razão.
— Quero ir embora!
— O quê? Não mesmo, agora não é hora de desistir. — quando ela me puxou meu coração que já estava disparado quase saiu pela boca, eu realmente não queria fazer aquilo, sussurros foram lançados em minha direção, uma garota de 1,60, cabelos loiros nos parou e perguntou:
— Ei, você não é a mulher da última foto que postou no Insta?
— Eu...
— Sim, é ela! — disse Nikki, a garota surtou, atraindo mais olhares.
— Ai, meu Deus! Você está pegando ele? Se estiver pode dizer lá dentro que eu o amo muito? Me chamo Hayle!
— Hã... Posso tentar. — ela gritou animada.
— Muito obrigada! Você é tão linda, vamos tirar uma foto?
— Ok... — senti a temperatura de meu corpo subir e minhas bochechas esquentarem. A foto foi tirada e saímos evitando os olhares e tentativas de aproximações.
— Céus! Eles são tão famosos assim?
— Você nem imagina... — disse Nikki. — E agora todas aquelas garotas vão achar que você está pegando ele. — ela riu, apontando para as meninas que cochichavam ainda nos encarando. — Se bem que por mim, isso acontecerá em breve.
— Sem chance! — exaltei, minha amiga rolou os olhos. De longe percebi que para entrar tinha que ter um card que era sinalizado em um aparelho semelhante ao que tem nos super mercados, aquele que capta o código de barras. Senti a negação vir átona, íamos ser barradas.
— Amiga, tem certeza que vai dar certo?
— Você devia ser mais confiante, sabia? Você tem mais chances de entrar nessa boate do que eu. — ela puxou-me entre as pessoas na fila, bufou quando não encontrou ninguém conhecido, fez uma ligação, suspirou aliviada então puxou-me para a parte de trás do lugar, uma área escrito saída de emergência, estranhei.
— Nikki?
— Dave, eu estou aqui! — um homem bonito de barba rala surgiu, ele estava todo de preto e sua blusa continha o logotipo da banda. Uau.
— Eu disse para chegarem cedo!
— Eles já chegaram?
— Sim.
— Ai, desculpe, pegamos um pouco de trânsito, está bem movimentado lá na frente. Acabamos atrasando meia hora.
— Entrem rápido não quero problemas para o meu lado. — ele deu duas pulseiras douradas e bem detalhadas escrito VIP, o card estava embutido na pulseira.
— Obrigada, você é o melhor! — antes de entrarmos, sem que eu percebesse Nikki deu um beijo de novela nele, mordeu seus lábios e se afastou. Imediatamente meus olhos arregalaram-se e a minha expressão ficou contida em surpresa.
— Como... — Ela agradeceu ao amigo sorrindo e então virou-se para falar comigo.
— Não fale nada. — ela me cortou.

No momento em que Dave abriu a porta para nós entramos, ouvíamos a música alta e boa da boate, alguns dos convidados dançavam na pista, outros apenas caminhavam pelo local. Segui Nikki enquanto olhava ao redor, aquilo sim era uma festa, quase babei de apreciação. Havia comidas de vários tipos, japonesa, tailandesa, mexicana, entre outras e todas eram gratuitas. Refil de bebidas caras estavam enfileirados na parede, era uma garrafa, só que simplesmente virada de cabeça para baixo, havia várias delas uma do lado da outra. Eu adorei aquilo, com certeza usaria essa ideia nos próximos eventos, eu amava uma boa festa!
— Quer comer? — disse Nikki alto em meu ouvido.
— Estou bem.
— Está pronta para subir a área VIP então? Eles vão estar lá! — meu estômago gelou enquanto ela sorria animada.
— Vamos ficar aqui um pouco...
— Ok.
Nikki saiu e perguntou se eu queria uma bebida, eu disse que sim, e decidi ir ao banheiro. Observei-me no espelho e impressionei-me com minhas bochechas que estavam extremamente rosadas por causa da tensão, joguei água em meu rosto para tentar aliviar, e me sequei com a toalha macia.

— Aqui está sua bebida. — ela me entregou um copo longo com conteúdo colorido. Observei melhor... Aquela bebida parecia ser de alto valor, o cheiro era de bala de goma.
— Obrigada.
— Vamos subir então, e haja o que houver trate-os como pessoas normais.
— Ok!
Depois de impedir que um cara agarrasse meu braço subimos para área VIP. Não tinha muitas pessoas, e por incrível que pareça, mais homens do que mulheres, a área estava bem reservada. Sem conseguir evitar meus olhos direcionaram-se diretamente a ele, e para toda sua beleza irresistível. estava sentado com um copo de whiskey na mão, calças jeans e moletom com um artista famoso estampado nele. Uma morena bonita bem estilo americana estava em pé ao seu lado dançando descontraída com uma amiga ruiva de olhos verdes, mas conversava e ria intensamente com um cara que estava na mesma mesa que a sua, sem dar muita atenção à elas. Respirei fundo antes de dar os próximos passos e virar-me para Nikki.
— E então?
— Ah! Ian está bem ali, vamos dar os parabéns a ele? — ela perguntou sem dar-me a chance de responder, então correu forçando-me a segui-la, os olhares masculinos no caminho foram notáveis, aquele vestido realmente era muito apertado. Quando Ian percebeu nossa presença, ele sorriu.
— E ai, gatinhas.
— Parabéns, Ian! Me chamo Nikki, e essa é minha amiga . — Ian abraçou forte minha amiga, assim que ele se afastou, reparou mais em mim seus olhos se iluminaram e seu sorriso alargou quando me reconheceu.
— Ei, eu conheço você! Pensei que não fosse chegar nunca! — ele brincou, pois eu não tinha sido convidada. Ele abraçou-me carinhosamente, quando recuou seus olhos pegaram-me por inteiro. — Os caras devem estar caindo em cima com você vestida desse jeito. Eu estou tão nervoso agora! — sua expressão fechou em desaprovação e de um falso ciúme.
— Vocês se conhecem?
— Sim, ela é a garota do ...
— Ah, é claro! — Nikki lembrou-se do famoso post sorrindo.
— Não, eu não sou. — sorri sem graça para eles.
— Estou muito feliz que você veio, shawty! O também ficará quando descobrir...
— Ele está aqui? — fiz-me de desentendida enquanto o encarava, ele estava muito bonito inclusive, cabelos loiros bagunçados, camiseta branca e calça de moletom larga. Ian assentiu sorrindo malicioso, depois observou atentamente em volta, à procura de algo, quando pareceu encontrá-lo deu um grito.
! — Meu Deus! De longe procurava por quem o chamava. Ele ainda conversava quando avistou onde nós estávamos, então seu olhar finalmente encontrou-se com o meu, momentaneamente sua expressão foi de surpresa. Meu coração disparava em uma velocidade absurda, ele havia parado de conversar para encarar-me curioso. Ele me mediu de cima a baixo, antes de seu olhar voltar para o irmão com a sobrancelha ironicamente erguida. — Vem cá!— gritou Ian, pensei que ele obteria uma resposta, mas apenas desviou o olhar ignorando-o totalmente e voltou a conversar com seu amigo.
— Ah, daqui a pouco ele vem falar com você, faz tempo que não vê aquele cara que esta com ele, eram amigos de infância.
— Entendi. — tentei transparecer naturalidade, então Nikki piscou para mim. Continuamos a conversar por bastante tempo, algumas pessoas apareciam para cumprimentá-lo de vez em quando. No meio da conversa Ian nos perguntou se queríamos beber alguma coisa e rapidamente Nikki respondeu que sim, os dois foram até o bar enquanto eu fiquei sozinha esperando eles voltarem, bufei entediada então virei todo o meu copo de cosmopolitan de uma só vez, deixei ele vazio em cima de uma mesa qualquer quando fui até a barra da área VIP, queria olhar as pessoas dançando, a área não era tão alta, era mais ou menos uns quatro degraus até a pista normal, podíamos ver e tocar tranquilamente as pessoas que estavam nela. Sem resistir arrisquei uma olhada para trás, onde encontrei o olhar curioso de voltado em minha direção, instantaneamente senti meu rosto ficar vermelho. Ele agora estava sentado despojado com os colegas de banda, nós estávamos nessa há um tempo, trocando olhares sem sentido nenhum. olhava para mim com seus olhos intimidantes e as sobrancelhas franzidas como se não estivesse entendendo o que eu estava fazendo ali. Percebi ele cochichar algo no ouvido do amigo e levantar-se, rapidamente eu desviei meu olhar para frente. Senti uma sombra atrás de mim com cheiro maravilhoso de colônia masculina e cigarros, ao meu lado estava .
— Veio nos entrevistar por aqui também? — ele perguntou arrastado, fazendo os pelos da minha nuca arrepiarem-se. Deu para ouvir totalmente o tom irônico em sua voz.
— Talvez. — respondi sem olhar para ele, não sei o que aconteceria se o fizesse. — Tem algo a mais para me contar? — sua risada rouca veio logo em seguida, minha cabeça rodou com o som agradável.
— Depende.
— Então diga-me. — virei-me para encara-lo arrependendo-me imediatamente. Ele estava... Ainda mais bonito do que eu me lembrava. Permaneci imóvel, enquanto observava os seus perfeitos detalhes, cabelos de quem tinha acabado de acordar, cílios grandes, bochechas saltadas e boca vermelha.
— Está tudo bem? — Sua voz suave e preocupada alertou-me, antes de responder passei a língua por meus lábios, atraindo o seu olhar para a região.
— Sim, você ia me dizendo...
— Vamos pegar algo para você beber primeiro. — ele sorriu. — O que você acha?
— Hm, deixe-me pensar...— coloquei um dedo na bochecha enquanto olhava para cima fingindo o fazer, percebi estreitar os olhos com o meu atrevimento, seu sorriso de lado apareceu.
— E ai?
— Pode ser...
— Pode ser? — ele debochou ainda sorrindo, pois estava escrito em minha testa que eu queria muito estar com ele. Dei de ombros e caminhei até o bar, veio logo depois.
— O que você sugere? — perguntei enquanto deixava o cardápio que eu havia acabado de passar os olhos de volta para o balcão.
— Eu não sei... Cervejas?
— Eu comecei bebendo destilado, acho melhor não misturar.
— Certo. — ele virou-se para o barman. — Me dê um cosmopolitan e uma cerveja, por favor. — o barman assentiu e saiu depois de agradecê-lo.
— Você gosta? — ele referia-se à bebida.
— É meu drink favorito, estou um tanto quanto surpresa. — eu sorri admirada.
— Sou bom em adivinhar as bebidas favoritas das pessoas. — desviei o olhar para baixo. Isso me fez pensar que ele sempre fazia isso com as mulheres, ele estendeu a mão levantando minha cabeça pelo queixo achando graça de minha reação.
— Eu apenas vi você bebendo mais cedo. — Oh!

Quando as bebidas chegaram, com a influência dele nós fomos nos sentar em um lugar mais afastado, onde poderíamos ficar sozinhos, ele escolheu uma mesa cercada por um sofá de veludo. Este foi o meu primeiro sinal verde, se fosse em um dia normal com qualquer outro homem eu estaria conversando com ele onde qualquer um pudesse ver, e ele não teria como tentar qualquer coisa comigo, mas ainda sim estávamos em um lugar público, no máximo o que poderia acontecer era um beijo.
Ele sentou-se muito perto, dando-me náuseas com seu cheiro espetacular, ele passou os braços em volta de mim e deu um gole em sua cerveja, fiz o mesmo com minha bebida só que eu dava goles grandes enquanto olhava para frente.
— Eu sei que você mora em Beverly Hills, agora explique-me o que veio fazer em Los Angeles? — a hora que eu tão esperava chegou, várias respostas vieram em minha cabeça, pensei em contar a verdade, mas eu apenas perguntei:
— Como você soube?
— Tive acesso a sua conta lembra? A localização era em Beverly Hills. Suas fotos são interessantes, aliás. — ele deu um sorriso sincero, fiquei apenas observando enquanto ele dava outro gole em sua cerveja, a bebida passeava pela sua boca tranquilamente e depois engolia. O movimento de seus lábios passando pela borda da garrafa deixou-me com tesão, mas nada comparável com a intensidade do seu olhar.
— Obrigada, eu gosto de tirar minhas fotos com máquinas profissionais e captar imagens do meu dia-dia, as espontâneas são minhas preferidas. Nós dois conversando agora, por exemplo, iria ficar ótimo tirando o fato que nós iríamos parecer um casal. — sua careta foi impagável, o fato de eu ter mencionado a palavra "casal" não o agradou.
— Ficaria feliz de ter uma foto com uma mulher tão bonita como você, mas como casal, de jeito nenhum.
— Da maneira que você fala, essa palavra parece o incomodar muito.
— Ela não tem nada haver comigo.
— Mas você disse hoje sobre seus relacionamentos.
— Relacionamentos duradouros, mas nunca namoros.
— Você nunca namorou? — ele sorriu.
— Uma vez, depois nunca mais tive vontade com nenhuma.
— Você fica com várias garotas então, isso não é ter relacionamentos. — lembrei que hoje ele descia do seu quarto com duas garotas satisfeitas, ele pareceu se lembrar disso também.
— Hoje de manhã eu abri uma exceção, mas eu prefiro transar com uma garota apenas. — ele deu de ombros.
— Uou, como isso funciona?
— Está querendo se eleger? — estreitei os olhos, abrindo a boca para me defender, mas ele impediu-me rindo. — Estou brincando. — ele continuou: — Não é nada mais do que a parte mais importante de um relacionamento normal entre um homem e uma mulher, o que realmente importa "o sexo". Eu escolho uma mulher, essa que estará sempre disponível para me satisfazer, principalmente quando estou em turnê. Mantemos essa relação em sigilo até que os sentimentos de alguém da relação se exalte ou até eu enjoar, mas é muito difícil, eu sempre escolho as melhores.
— Mas... Se você se interessa por uma mulher em uma festa ou em qualquer evento, você não tenta conhecer só para ter um sexo casual?
— Você realmente está tentando se eleger. — ele sorriu.
— Talvez. — sua cabeça voltou-se para mim tão rápido que eu achei que seu pescoço fosse deslocar.
— É sério? — perguntou afoito, dei de ombros. — Não faz isso comigo.
— Se você estiver disposto a abrir mais uma exceção.
— Sim. — ele disse imediatamente. — Espere um momento. — levantou-se um pouco atrapalhado e deixou-me com os meus pensamentos. Eu não sei por que tinha dito isso, por alguma razão eu queria apenas ficar sozinha com ele e conhecê-lo melhor. Tinha consciência de que estava sendo egoísta, pois hoje era o aniversário do seu irmão, e eu o queria só para mim. Levantei-me encarando-me no espelho da parede, minhas bochechas estavam naturalmente rosadas, minha boca estava mais vermelha do que o meu vestido em si. Passei as mãos ao lado do meu corpo, até a costela onde meus cabelos caíam em cascatas, reparei melhor em meu decote que era quase revelador, depois no vestido apertado, mas que ia até as metades das coxas, sendo assim sexy e não vulgar. Satisfeita com a minha imagem, peguei meu celular na bolsa pequena e tirei uma foto. chegou bem na hora.
— Está pronta?
— Sim. — respondi então ele assentiu, caminhei e sua mão apoiou-se nas minhas costas guiando-me até a mesa onde ele estava antes. Nela estavam dois homens, Logan e Jamie com uma mulher ao lado. Sorri para eles.
! Não acredito que está aqui! — Jamie levantou-se para me cumprimentar. Ele era tão simpático. — Essa é minha namorada Louise. — ela sorriu acenando. Louise era pequena, cabelos pretos até o ombro e seus braços eram cobertos de tatuagens, eles pareciam ser iguais na aparência, um casal perfeito. — E esses são, Chris um dos nossos amigos de anos... — estendi minha mão enquanto sorria para ele que devolvia o toque com gentileza. — E esse é o Nate, melhor amigo do Ian, mas muito amigo nosso também. Nate essa é a .— fiz o mesmo só que a diferença foi que ele pegou minha mão e depositou um beijo delicado nela. – Prazer em conhecê-la, .
— Certo. — nos cortou. — Estamos indo embora.
— Ah é? — perguntou Logan sorrindo.
— Sim. — ele apertou a mão do amigo que lhe deu um olhar de segundas intenções, ignorou. Nós nos despedimos de todos, antes de pegar-me e puxar-me gentilmente pela minha mão.
— Podemos ir? — ele olhou para mim enquanto ouvia-me com muita atenção esperando por alguma mudança de ideia. Esse estava sendo muito carinhoso e educado. Nem parece o homem irônico e estressante de horas mais cedo.
— Eu preciso avisar para minha amiga que estou indo para casa sem ela.
— Ok.
— Eu já volto. — disse enquanto ele comprimiu os lábios e assentiu rapidamente deixando-o mais maravilhosamente fofo.

— Nikki. — Quando a encontrei, ela estava sentada com vários copos que já estavam vazios em cima da mesa, insinuando-se para o baterista mais conhecido como Ian. Céus! Aproximei-me cutucando-a, sua expressão foi de extrema felicidade.
— Oi, amiga, você apareceu!
— O que está fazendo? — sussurrei.
— Conversando com o Ian. — apontou para o mais novo amigo, ele sorriu confirmando.
— Ian hoje é o seu aniversário, você poderia estar perdendo o seu tempo com coisas mais importantes.
— Ei! — gritou Nikki emburrada.
— Ela é incrível! — ele indignou-se abrindo os braços.
— Você vai rir muito com ela ainda.
— Como assim, aonde você vai?
— Vou embora. — disse baixo.
— Com quem? — perguntaram juntos e desconfiados.
. — os sorrisos significativos que eles trocaram, deixaram-me envergonhada. Em seguida eles murmuraram maliciosos:
Hmmmmm...
— Quantos anos vocês têm?!
— Vão brincar de papai e mamãe não é, dirty girl? — Nikki piscou fazendo Ian dar risada.
— Cale a boca, Nikole! — minhas bochechas coraram e ela riu mais ainda.
— Eu disse que ele iria falar com você. — afirmou Ian, orgulhoso.
— Pois é! — sorri sem graça. — Bom, estou indo.
— Se comportem, viu? — a expressão de Nikki dizia para eu fazer tudo menos me comportar.
— E vocês, cuidem-se. — dei um beijo em cada um quando sai.

Estava indo ao encontro de , mas percebi que ele discutia com alguém ao celular, então apenas esperei ele terminar, aproveitando para dar uma olhada no meu, encontrei cinco chamadas perdidas de , inclusive ele me ligava agora mesmo, rapidamente atendi.
— Alô?
, finalmente consegui falar com você, por que não atende esse celular?
— ele parecia nervoso do outro lado da linha.
!
— Sim, estou desde as quatro horas da tarde te mandando mensagens perguntando como foi à entrevista.
— Me desculpe, eu não vi!
— disse alto por conta da música.
— Onde... Onde você está?
— Em uma festa com minha amiga Nikole...
!
— É sério...
— Onde?
— Em Los Angeles.
— O quê?!
— Pois é...
— Estou indo te buscar.
— Mas e a Taylor?
— Ela viajou, você pode dormir aqui.
— Tudo bem...
— Me mande o endereço.
— Hã... Mais tarde eu vou para sua casa, deixe a porta destrancada.
, não...
— Tenho que desligar, tchau!
— apressei-me em dizer quando apareceu em minha frente bufando. Ele tateou o bolso da calça tirando de lá suas chaves, passou por mim antes de dizer completamente diferente:
— Vamos, .

*


O clima no carro estava tenso. Nós seguimos viagem em silêncio enquanto ele ainda bufava de raiva. O carro parecia carregado de uma energia negativa, pelo jeito a ligação que ele teve não foi nada boa.
— Está tudo bem? — ajeitei-me no banco de couro frio.
— Sim.
— Tem certeza?
— Sim.
— Mas...
— Que merda, já falei que estou bem! — assustei-me, então minhas mãos se apertaram uma na outra de nervoso.
— Você não tem que falar assim comigo, eu não fiz nada de errado para você.
— É claro que não, porque não fica quietinha aí e espera até o momento que eu estiver dentro de você, então felizmente terá mais tempo para contar a suas amigas que transou com um astro do rock famoso. — olhou para mim nervoso e com um leve toque de ironia. Meu peito encheu-se de ira e sem que eu percebesse dei um tapa em sua cara, fazendo com que o carro brecasse imediatamente, o cinto que estava em minha volta provocou uma dor em meu pescoço instantânea, provavelmente o deixando vermelho. rugiu com raiva e apertou fortemente as mãos no volante.
— Desce!
— Como?
— Você está surda? Desce! — ele debruçou-se sobre mim para abrir a porta ao meu lado do carro, enquanto eu o encarava sem acreditar que ele me deixaria ali no meio da rua e àquela hora da noite.
— Tudo bem! — quando tirei o cinto e comecei a organizar minhas coisas, suas sobrancelhas voltaram-se para baixo, como se não acreditasse que eu realmente iria descer do carro.
— Você é um grande idiota... — sussurrei antes de pegar minhas coisas e sair para a rua.



Kapitel Vier || – M.E.E.T.I.N.G.S

“Mit großem Herren ist nicht gut Kirschen essen...”

O que tinha de errado comigo? Nunca me senti tão desrespeitada. Acreditar que um cara que é desejado por milhares de mulheres bonitas, fique só com uma por vez? Tá bom! Todas as noites ele deve conhecer garotas novas e convencê-las de ir para cama com ele com o mesmo papinho furado e medíocre! E com certeza se o idiota não tivesse me mostrado o monstro que é, eu teria ido para sua casa e deixaria de ir a fundo com isso, não faria nada além de provocá-lo. Eu não tenho nada haver com os problemas dele, nunca deveria ter entrado no carro de um homem que desde o começo mostrou-me ser uma pessoa egocêntrica e que pensa que o mundo gira em torno do próprio umbigo.
Apressadamente tirei meu celular do bolso, começando a pensar nas possibilidades que eu teria para sair daquele lugar. Poderia voltar para a festa e esperar por Nikki, chamar um táxi e ir para casa ou ligar para e levar uma de suas broncas por semanas. Enquanto isso o Audi do andava lentamente acompanhando-me caminhar.
! — o ouvi gritar da janela, o ignorei totalmente apertando os meus passos. — Ei, pare um momento e me escute! — Continuei caminhando sem querer ouvir o que ele dizia. — Vamos, por favor, ?
— É claro que não! Idiota! — grito sem olhar para o lado. É mais do que provável que ele tinha algum distúrbio mental de bipolaridade.
bufou, provavelmente conformando-se de que eu não iria falar com ele. Arregalei os olhos assim que percebi quando ele saiu do carro deixando-o no meio da rua, ligado e com a porta aberta atrapalhando a passagem de outros automóveis. Ele correu em minha direção enquanto colocava desajeitadamente um gorro amarelo em sua cabeça.
... — o senti quando tocou meu braço de leve, em seguida segurou meu pulso fazendo-me parar com a respiração ofegante. A raiva subiu por minhas veias antes de dizer:
— Não me toque, por favor.
— Ok, tudo bem... — recuou com as mãos erguidas respeitando minha decisão. Revirei os olhos voltando a seguir meu caminho.
— Espere, por favor. Merda! — seguia-me com insistência.
— Esperar o quê? Esperar até o momento em que estiver dentro de mim? — fiz uma falsa empolgação completa com o sorriso falso. — Aliás, se você o ver por aí diz que sou uma enorme fã, e não esqueça de dizer que quero um autógrafo! — Ele respirou fundo, fechou os olhos com força passando a mão por eles, como se estivesse de acordo com sua culpa.
— Me desculpe, não queria dizer aquilo muito menos te assustar... Eu só... — ele limpou a garganta e continuou antes de balançar a cabeça. — Esquece, apenas vamos embora, eu juro que não vou fazer nada além de te levar para casa, por favor, entre no carro. — Nem um pouco convencida, cruzei os braços esperando ele continuar em silêncio. Ele bufou novamente quando viu que eu esperava por mais. — Você poderia se colocar no meu lugar por um momento e entender que sou uma celebridade, eu tenho sempre que fazer o que eles me mandam e quando contrariados, quem sofre as consequências sou eu! Não suporto quando isso acontece e eu acabo saindo do controle, acredito que só preciso fugir um pouco dessa loucura de merda. Tenho direito de ficar estressado com tudo o que está acontecendo na minha vida sim, mas não tenho direito algum em descontar em terceiros, me desculpe. — Não tive palavras para descrever o que senti, meu coração gritava malditamente que ele dizia a verdade e para perdoá-lo depois de sua confissão. Por dentro eu ja sabia que tinha o perdoado totalmente, mas sem jeito e sem saber o que dizer, continuei atacando-o.
— Você me mandou descer para me deixar no meio da rua... — sussurrei.
— Nunca deixaria uma mulher sozinha no meio da rua, ainda mais você! Eu não sou o completo idiota que está pensando e não imaginava que realmente iria descer.
— Oh, é mesmo?
— Sim, eu sou um artista e só queria fazer um drama. — disse como se estivesse explicando porque o céu é azul e apertou os lábios.
— Você é louco?
— Sou, — ele teve de sorrir. — agora vamos, por favor?
— Certo. — sua expressão voltou para a satisfação até eu dizer: — Mas com uma condição. — levantei um dedo em sua frente e ele concordou rapidamente.
— Qualquer coisa...
— Eu quero dirigir. — apontei para o Audi de primeira linha.
— De jeito nenhum!
— Eu sou uma ótima motorista.
— Não, não, você não é! — levantei uma sobrancelha sentindo o desafio em meu sangue.
— Não me subestime...
— Que coisa, !
— Me dê à chave.
— Não... — ele teimou fazendo bico, com os braços cruzados igualando-se a uma criança de três anos. Dei de ombros.
— Ótimo, foi bom te conhecer. — antes de virar-me ele voltou os olhos para cima, segurou meu pulso e escorregou a chave em minha mão em derrota.
— Se eu ver um arranhão a conta irá aparecer na porta de sua casa, amanhã de manhã em Beverly Hills.
— As ordens.

Dava para perceber que ele estava com certo desconforto por não estar no controle da situação, como havia me dito, odiava não estar no controle, por isso deixou-me dirigir apenas duas quadras, antes de insistir pelas chaves, deixando-me insatisfeita.
— Para onde vamos agora? — perguntei a ele ainda com resto de insatisfação na voz. — Não quero mais ir para casa... — rapidamente ele me olhou, seus olhos em chamas com a informação e quando seus lábios repuxaram-se para um sorriso o cortei:
— E nem para sua! — corrigi, fez uma careta, depois voltou a ficar sério e relaxado no banco, dirigindo perfeitamente com uma mão como um profissional.
— Você não quer mais transar comigo, já entendi.
— Hoje, não. — disse decidida, olhando para frente ele voltou a sorrir aos poucos como se tivesse adorado a minha resposta.
— Tudo bem. Posso te fazer uma agradável surpresa então.
— Não gosto muito de surpresas. — Ele deu de ombros.
— Todo mundo adora surpresas.
— Eu não sei lidar com elas.
— Mas você vai gostar dessa.
— Eu vou?
— Eu suponho que sim, não costumo errar.

*

Estranhei assim que entramos em uma estrada de concreto estreita, saindo assim em um belo sistema rodoviário abandonado, estacionou perto de algumas árvores, e abriu a porta para mim. Ele sorriu, parou em cima de um trilho de trem enferrujado e ofereceu-me sua mão, eu a seguro sentindo sua mão grande e firme cobrir a minha.
— Confia em mim? — franzi a testa.
— Não? — ele riu gostosamente deixando-me mais confusa do que estava.
— Ótimo, vamos!

Sem que eu entendesse, caminhamos mais alguns minutos entre árvores até saírmos em um terreno plano que era praticamente parecido com um enorme deserto. Tomando respirações profundas eu observo cada pessoa no local. Todos homens com aparência de motoqueiros, muitas motos circulando em volta de uma enorme fogueira, empinando-se, manobras que eu nunca sequer tinha visto. Mulheres com vestidos ousados, top e saia, típico look de "Oi, eu sou prostituta." Algumas sentadas na garupa dos motocicletas, outras dançavam atrás de picapes. Um som muito alto saia de enormes caixas do porta-malas de três carros maravilhosos. Eu nunca imaginei que fosse um dia estar em um lugar como aquele.
— Oh. Meu. Deus. — sussurrei, assim que um homem com características latinas veio em nossa direção sorrindo.
— O alemão está na casa, pessoal! — ele berrou e pelo canto de olho percebi ficar desconfortável com a quantidade de olhos voltados para nós ou pelo o apelido repentino.
— Fala, Júan Rodrigues! — tinha certa dificuldade para pronunciar o nome estrangeiro, mas o amigo parecia não se importar. soltou minha mão quando eles deram um abraço de urso entre risos. — Que bom que está aqui, cinco números na corrida de hoje, compadre.
— Não correrei hoje, estou acompanhando. — ele sorriu, só assim Juan notou-se de que eu estava ao seu lado.
— Oh, desculpe, comadre! — Juan cumprimentou-me. — Tu és muy guapa!
— Gracias! — disse com reconhecimento na voz, ele sorriu.
— Já esteve na Espanha?
— Ainda não, mas pretendo ir algum dia, dizem que é muito bonito.
— É. — ele voltou-se para , que mantinha a postura firme e ao mesmo tempo relaxada. — Gostei dessa chica! Venha, vamos nos sentar até que convença você a correr.

No caminho algumas garotas pediram para tirar foto com , e ele era muito simpático com as fãs. Simpático até demais com aquelas que literalmente se jogavam nele e com as que pediam autógrafos em lugares inapropriados. Não me senti estranha ou incomodada quando ele me olhou de canto de olho e assinou os seios de uma garota enquanto segurava minha mão, aquilo deveria acontecer com ele o tempo inteiro.
— O que achou da surpresa? — perguntou-me em meu ouvido enquanto andávamos.
— Você não poderia ter sido mais romântico. — ironizei, vendo-o franzir a testa.
— Você disse que gostava de dirigir, imaginei...
— Você presta muita atenção no que eu digo. — o interrompi.
— E isso é bom ou ruim?
— Muito bom, por sinal. — sorri sincera, não vou dizer que adorei estar aqui, mas com certeza me surpreendeu. Eu costumava assistir corridas clandestinas com meu pai quando era mais jovem, e eu sempre falava que na próxima vez que eu fosse eu iria participar, mas nunca aconteceu. corria, não era uma corrida de carro e sim de motos mas só pelo fato de ter essa paixão em comum comigo deixou-me feliz.
— Oi, ! — uma morena bonita de saia jeans top verde e jaqueta de couro fez-nos parar. Pelos olhares dava para perceber que eram íntimos, tentei tirar minha mão da sua, mas impediu-me a apertando com força.
— Erika. — ele pareceu sem paciência em falar com ela. Erika e seus olhos escuros correram para minhas mãos grudadas com a de , sem se importar muito ela continuou a me ignorar.
— Mais uma de suas bonecas vivas? — deixou seus olhos caírem em tédio, comprimiu os lábios e voltou a caminhar trazendo-me com ele.
— Bem abusada. — brinquei.
— Desculpe. — sua voz estava com certo receio.
— Tudo bem. — eu sorri sincera, ele parou para observar se eu estava falando sério, quando viu que sim, sorriu com admiração. Parece que estava esperando que eu ficasse brava ou com ciúmes de uma das garotas, assim como esperava que eu retrucasse e implorasse para ficar no seu carro, mas acontece que já tenho certa experiência, e tenho consciência de que não é meu.

Sentamos em uma grande mesa redonda, antes de , com todo seu cavalheirismo arrastar uma cadeira esperando que eu me sentasse.
— Sente-se. — agradecida, sentei-me e cumprimentei as pessoas que já estavam na mesa.
— Não tem outra cadeira? — ouvi perguntar ao fundo.
— Acho que só no carro, vou mandar o Tico ir buscar. — O homem encolheu-se quando balançou a cabeça negativamente e colocou a mão em seu ombro apertando-o.
— Não será preciso, obrigado.
— Não vai ser incomodo algum, sr. . — o homem saiu e o seguiu com os olhos até me chamar.
?
— Sim?
— Levante-se um minuto. — ele ofereceu sua mão enquanto me levantava. — Está vendo aquele food truck?
— Sim.
— Vamos até lá comprar algo para você comer. — sem que me deixasse responder apoiou a mão em minha cintura guiando-me até o carro personalizado.
, que surpresa! — disse um alegre senhor de bigode dentro do food truck. Você arrebentou no show de ontem à noite.
— Obrigado. — ele sorriu. — Essa é a , minha futura namorada. — meu coração vibrou assim que minha sobrancelha ergueu-se em descrença enquanto ele parecia nem ter se dado conta do que tinha dito. Ele é totalmente louco. Sem que eu quisesse, sorri encantada. — Ainda prepara aquelas mini pizzas enroladas maravilhosas?
— Sim, sim. Qual o senhor deseja? — se voltou para mim.
— Qual você prefere doce ou salgada?
— Salgada.
— Tem certeza?
— Sim, por quê?
— As pizzas doces do Castello são bastante conhecidas e famosas pelo seu gosto único.
— Uau. Agora você me deixou na dúvida. — hesitei, ele sorriu dando de ombros, Júan Rodrigues o gritou ao fundo e sorriu pedindo para que esperasse.
— Pode ir, eu já vou... — ele assentiu.— Você não vai pedir nada?
— Eu já comi.
— Ah...
— Estou te esperando na mesa, ok?
— Tudo bem. — quando ele se foi, voltei meus olhos para o cardápio.
— Pode ser essa com variações de queijos, Castello. — porque uma coisa que eu não negava era comida.

Assim que terminei, volto para mesa onde conversava animadamente como de costume. Percebo que ele tirou o moletom e agora usava uma blusa branca de textura fina, exibindo seus músculos. Aproximei-me notando que ele estava sentado em meu lugar. Toquei seu ombro duas vezes.
? — ele deu-me um olhar tão galanteador que eu quase fiquei sem ar, então ele piscou irresistivelmente, antes de capturar-me de cima a baixo e morder o lábio.
— Fala, linda. — Céus! Só Deus sabe de onde tirei forças para ficar em pé.
— Não tem mais cadeiras ou sabe onde posso arranjar outra para eu me sentar? — Com a expressão de falsa confusão, ele procurou uma cadeira por todos os lugares, até puxou a toalha para teatralmente olhar debaixo da mesa.
— Desculpe, não tem mais cadeiras. — ele fez um barulho estranho com a boca e deu de ombros.
— Deixe-me sentar aí então! — cruzei meus braços.
— Claro. — ele sorriu, esperei ele se levantar, mas ele não se atreve a nenhum movimento. As pessoas ao redor conversavam sem se preocuparem se eu discutia com ou não.
— Então levante-se, por favor. — ele fez uma careta e se espreguiçou fazendo seus gominhos marcarem em baixo da blusa.
— Bleh. Não quero.
— O quê? Eu quero me sentar também.
— Está vendo outra cadeira por aqui?
— Não.
— Então... pode se sentar no meu colo por enquanto, a não ser que queira ficar em pé. — deu batidinhas em sua perna, sorrindo.
— Não vou sentar em seu colo!
— Você que sabe...
! — fui ignorada e ele voltou à conversa com os amigos enquanto eu fiquei em pé por um minuto.
— Ok, você venceu... — rendi-me quando disse baixo.
— Desculpe, não ouvi? — ele fingiu não ouvir e eu sei disso.
— Eu vou sentar em seu colo, abre mais as pernas. — ele solta um sorriso mais parecido como um rugido.
— Com todo prazer... — revirei os olhos enquanto ele continuava sorrindo de lado.
Sentei na ponta de seu joelho, tomando cuidado para não ultrapassar mais do que isso. Ouvi o suspiro dele nas minhas costas, provavelmente estava revirando os olhos. Então puxou-me para trás com força, mas ao mesmo tempo com delicadeza fazendo minha bunda bater em seu quadril. Puxei o ar com o susto repentino.
! — movimentei minha bunda para frente, sem querer encaixando perfeitamente meu corpo ao dele, soltei um suspiro quando senti o seu membro por cima da calça.
— Assim está melhor. — voltou a encostar na cadeira, virei minha cabeça de lado para encontrá-lo sorrindo, ele era incrivelmente bonito. Então apoiou a palma da mão em minha barriga roçando os dedos nela, fazendo com que eu me arrepiasse até o último fio de cabelo. voltou a conversar normalmente, enquanto eu estava em chamas, queria que ele me acariciasse além daquilo, me encostar em seu peito e deixar ele fazer o que quisesse, com o pensamento impuro eu me inclinei para frente apoiei meus cotovelos na mesa fingindo que não estava sentada no colo e sentindo o membro de .

Pedimos cervejas enquanto a conversa foi fluindo, e nem um minuto deixou eu sair de seu colo, mesmo quando eu tentava, parecia que estava aproveitando cada segundo da nossa aproximação. Vez ou outra ele apertava levemente minha cintura, ou acariciava minha barriga. Eu infelizmente tinha misturado as bebidas, então eu já sentia falta da sobriedade. Meu celular começou a tocar, e na tela indicava que era a pessoa que eu menos esperava. Olhei para que contava para os amigos mais uma de suas aventuras, então resolvi confirmar a chamada.
?
— Sim? — ele atendeu-me imediatamente, ignorando todos a sua volta.
— Eu já volto.
— Aonde você vai?
— Preciso atender. — seus olhos correram para o nome "David Oliver" na tela.
— Seu namorado? — senti minhas bochechas esquentarem.
— Hã... — o que David era meu?
— Alemão! Meu melhor corredor! Tenho uma proposta para você... pode vir aqui? — encarei o grande e estiloso homem atrás de nós, que havia me interrompido e voltei os olhos para que continuava observando-me esperando eu respondê-lo.
— Eu volto em um minuto. — sussurrei. debochou com uma das sobrancelhas erguidas antes de assentir, e literalmente tirar-me do seu colo e voltar a concentração para o homem que o chamava.





Kapitel fünf || Corrida Clandestina

"Kann ich einen Kuss haben?”

David perguntou se eu tinha chegado bem em casa, com seu jeitinho carinhoso, disse que estava pensando em mim e que queria conversar comigo até que ele perdesse a insônia e finalmente pudesse dormir. Fiquei ressentida em mentir para ele, mas infelizmente tive que recusar seu pedido e dizer que estava trabalhando, e ele como o príncipe encantado que era compreendeu e desligou sem querer incomodar-me.
Com um suspiro longo e cansado lembro que tenho que trabalhar amanhã, melhor dizendo hoje, porque já se passavam da uma da madrugada.

Guardei o celular na bolsa e no caminho de volta percebi que nem e nem ninguém, estava na mesa em que antes ocupávamos. O medo de ter sido abandonada por eles surgiu, mas quando um garoto de mais ou menos 18 anos esbarrou em mim correndo e gritando que a corrida iria começar, o segui rapidamente pelas árvores até sair na estrada de terra. Várias tochas estavam acessas, algumas pessoas brincavam com suas motos, outras davam com elas um barulho ensurdecedor. Mais à frente encontrei uma fileira de motos prontas para acelerar, novamente não pude deixar de notar a quantidade de pessoas.

Meus olhos fizeram uma varredura procurando por no meio da multidão, pedindo-lhes licença empurrei alguns corpos suados que a minha frente eram obstáculos, para poder olhar melhor.
— Oi, docinho. Perdida? — um homem de cabelos loiros, e exatamente 1,80, perguntou.
— Estou acompanhada, obrigada!
— É mesmo? Não vejo ninguém ao seu lado.
Mesmo ele sendo bonito, estava sem paciência para responder. Encontrei que estava entre a fileira de motos e com os olhos estreitos e firmes pregados em mim, aquele olhar penetrante, enlouquecedor e suas íris claras em forma de desafio que eram muito para o meu estado de espírito. Ele desviou o olhar para o homem que me incomodava franzindo a testa e com um rápido pedido de insinuação que esperassem um tempo ao que mais pareciam os diretores da corrida, desceu de uma harley davidson preta incrivelmente bonita e charmosa. Minha atenção foi voltada para o homem que agora me tocava.
— Hein, princesinha? Estou falando com você!
— Não toque em mim! — antes mesmo de ele responder e tocar em meu braço novamente, o homem foi fortemente empurrado para trás. — Ei! Está louco, cara!?
— Não, mas parece que você está! Não percebeu que ela não está afim? — a fúria no olhar do loiro foi certa, mas quando percebeu quem era, sua expressão foi voltada para o medo.
! Eu não sabia que ela estava com você... Eu... desculpe.
— Some da minha frente! — o homem saiu às pressas, enquanto eu estava impressionada, por que ele teve medo quando percebeu que era ?
— Não precisava fazer isso, eu sei me defender.
Você não precisa se defender enquanto estiver comigo. — ele olhou no meu olho com séria sinceridade e eu não sei porque gostei tanto de uma frase machista igual aquela. Depois voltou a sorrir como se nada daquilo tivesse acontecido. — E então, a conversa no celular foi boa?
— Eu pensei que tivesse dito que não iria correr. — ignorei sua pergunta apontando para a fileira de motos que agora o esperavam, com os braços cruzados e a sobrancelha erguida.
— Eu mudei de ideia... — ele sorriu melancólico. — Vamos, suba na garupa.
— Como?
— Suba, é preciso de uma mulher para participar. — minha expressão de descrença foi lícita, sua falta de ética estava me matando, parecia que estava acostumado a mandar nos outros em sua volta, mas eu não daria esse gostinho a ele.
— Não mesmo! Eu tenho que trabalhar amanhã, devo ir embora agora mesmo, ! — ele apertou os lábios com as sobrancelhas abaixadas, sua expressão voltou ao normal quando seu braço esticado apontou em direção a algumas pessoas nos observando.
— Tem vários caras olhando para você, como aquele outro, certeza que algum deles teria a honra de te levar em casa agora, porque eu não vou, linda.
— Tem várias mulheres olhando para você também, certeza que alguma delas deseja esperar até que você brinque de moto e faça sempre o que mande, , porque eu não vou fazer isso!
Ouch! Você leva tudo a sério!
— Não vejo o mundo cor de rosa, , nem todo mundo tem tudo o que quer como você.
Ouch?! — como se estivesse indignado com minha grosseria sem fim, ele revela as palmas das mãos com os ombros caídos.
— Você não é louco de me deixar ir sozinha com um deles, né? — apenas questionei, cansada de retrucar, eu fiquei chateada pelo fato de ele não querer me levar e me jogar para os outros caras desconhecidos que talvez o queira... Percebendo meu desconforto os lábios de foram puxados para o lado, então ele piscou, como se tivesse apreciando meu total desembaraço à rendição.
— Tem razão, até parece que eu iria deixar você sair com esses merdas, mas terá que o fazer se não me acompanhar, aliás, por que não liga para o seu namorado...?— e sua provocação continuou... Meus olhos se reviram, e eu percebo que estou decidida.
— Ah, então é esse o seu incômodo? — sorri, quando vi sua carranca. — Pode ficar tranquilo, eu não preciso de você! Espero que esteja feliz, pois vou até a estrada procurar por um táxi, passar bem... — virei-lhe as costas começando a andar em direção à saída que era entre as árvores, enquanto isso eu apertava meus passos completamente enraivecida. Onde já se viu? Mesmo que fosse trabalhar só de tarde, eu precisava passar na casa de para buscar uns projetos que tinha esquecido por lá.

Finalmente já do outro lado do local tento lembrar-me por qual dessas árvores nós viemos.
Dou um berro quando sinto braços fortes envolta do meu quadril, descaradamente ergueu-me no ar apoiando-me em seu ombro.
— Ah! O que é isso?! — gritei pelo susto, enquanto as pessoas cochichavam e riam da situação ao mesmo tempo, tentei me espernear para que ele me soltasse, mas os braços de apertavam-me tão fortemente que pareceu que nem força eu fazia. — Solte-me agora!
Quando senti meus pés no chão coloquei a mão na cabeça pela tontura relevante, levantei meus olhos e o encontrei sorrindo engraçado para mim, senti-me ficar com mais raiva do que já estava, e ele percebeu.
— Calma, antes de ir, vai querer saber que sua amiga está vindo para cá com o meu irmão.
— O quê?! — Nikki estava vindo para esse fim de mundo? Não iria deixá-la sozinha em um lugar como esses e com tais pessoas estranhas de forma alguma, o mínimo que eu poderia fazer era esperá-la até que chegasse e arrancá-la desse lugar antes mesmo que ela percebesse o que era.
— Ian perguntou onde eu estava depois de sair da boate, já que queria fazer algo, então disse para ele vir para cá... — sem se importar ele deu de ombros, eu sabia que aquilo era uma corrida clandestina por causa da hora e da estrada completamente vazia, policiais poderiam aparecer a qualquer momento, acabar com a brincadeira e prender todos que estavam presentes, comecei a desentender a razão do porquê de ele ter me trazido em um lugar tão arriscado e perigoso, na verdade.
— Como você pode? Esse tipo de lugar não é para Nikki! — e nem para mim...
— Aposto que ela aproveitaria muito mais do que você, bonitinha.
— Não interessa quem aproveitaria mais ou não, isso aqui é perigoso, ! Aliás, por que me trouxe aqui? — ele abriu a boca para responder, mas fomos interrompidos.
— Vamos, , só falta você, droga!
— Então, você vem ou não? — ele ignorou a voz de um dos motoqueiros, olhando-me atencioso enquanto colocava uma mexa de cabelo atrás de minha orelha. Dei um tapa em sua mão.
— É claro que não, seu idiota insolente! — então lentamente ele sorriu achando graça de mim, aproximou a boca de meu ouvido fazendo-me arrepiar por inteira.
Medrosa... — sussurrou deliciosamente antes de me dar as costas e, como a estrela que era, caminhar tranquilo e despojadamente de volta à sua moto. Com dois dos dedos na boca, assobiou em uma combinação sonora e de repente Erika apareceu correndo como um cachorrinho em sua direção, o que fez-me cerrar os pulsos com certa irritação. Uma coisa que eu não admitia era que me desafiassem, ainda mais para esse tipo de ocasião que já me era familiar. Com o peito e cabeça erguida, respirei profundamente e andei confiante até eles, antes que entregasse o colete que indicava a cor da equipe para ela, rapidamente eu estiquei meu braço arrancando-o de sua mão, ignorei a expressão de insatisfação de Erika, focando na de admiração de , posicionei-o em meu corpo.
— Não aguentou ficar longe de mim, né? Eu sou irresistível, admita! — revirei os olhos.
— Cala essa boca! — ele riu com os olhos brilhando.
— Ah, você só me surpreende, linda! — sorriu orgulhoso, fazendo com que eu, sem resistir, sorrisse também.

Cuidadosamente ajudou-me a subir na moto, quando ele colocou-me de costas para a direção eu entranhei.
— É assim mesmo que eu devo ficar?
— Sim.
Ele subiu, acomodando-se, ficando agora frente a frente a mim, ele passou os braços de cada lado do meu corpo aquecendo-me. — Agora você precisa colocar suas pernas ao redor de minha cintura. — Fiz o que ele pediu ficando extremamente próxima, com um sorriso malicioso ele aprovou sussurrando um "Isso..." com sua maravilhosa rouquidão que quase fez-me ter um orgasmo ali mesmo. — Haverá algumas manobras no caminho, mas não se preocupe tenho certa habilidade.

Meu coração palpitou com antecipação à adrenalina, encarou desafiador os adversários da direita até os da esquerda, girando o acelerador repetidas vezes para intimidá-los. Uma mulher de saia e top de couro foi até o meio da largada da corrida, e então começou a falar.
— Bem vindos! Essa é a trigésima quinta Corrida Parelha! — a agitação da plateia foi à loucura, alguns batiam palmas, outros pulavam empolgados socando o ar. — e como sempre antes de tudo, nós iremos relembrar das regras: Todos ao participar estão cientes aos riscos. Se uma de suas parceiras caírem ao decorrer das manobras, serão imediatamente eliminados. São três voltas ao redor da rodoviária ao todo e aos novatos, antes de pensarem em cortar caminho nós ficaremos sabendo. Tudo está sendo filmado, ao vivo e as cores. Ao concorrer você concorda com os termos da corrida, você é responsável por si, sua vida, sua parceira e sua moto. Ao decorrer da corrida é obrigatório fazer todas as manobras. E então, preparados?

Com certo nervosismo, eu imediatamente assegurei de agarrar-me em , a moto deu um tranco quando ele soltou a embreagem propositalmente, com o susto apertei-me mais em seu delicioso corpo, o olhei com raiva fazendo com que ele risse abafado em meu ouvido, antes de perguntar sarcasticamente sem nunca abandonar o senso de humor.
— Problemas?
— Você não estará mais vivo depois dessa corrida e... — não consegui terminar, pois sem que eu percebesse a largada estava dada e a moto de se sobrepôs entre as outras sete. O meu grito intenso provavelmente tinha deixado o ouvido direito de impossibilitado de ouvir, com os olhos apertados senti meu estômago dar reviravoltas pela extrema velocidade em que nos encontrávamos. Queria mesmo curtir o momento, mas enfiei minha cabeça em seu pescoço impedindo-me de ver qualquer coisa a mais.

Com o tempo, percebi que nós tínhamos concluído a primeira volta.
— Estamos nos aproximando de uma manobra, linda, melhor segurar mais firme.
— O quê?! — ele respondeu com um sorriso.
A noite deslumbrante, o vento nos meus cabelos eram satisfatórios, assim que ergui a cabeça meus olhos capturaram apenas borrões em minha volta, a sensação de perigo que antes estava me preenchendo desapareceu dando lugar à uma nova sensação de liberdade, empinou a moto deixando-a radicalmente inclinada, dei um berro, mas dessa vez de satisfação me atrevendo agora permanecer de olhos abertos, dei risada quando voltamos a posição normal, senti os olhos de em mim, ele estava observando-me, mas não dei muita atenção. Quando tirei meus braços do seu corpo, ignorando o medo, abri-os no ar ainda gritando e curtindo o momento, olhei para ele e sorri, seus olhos estudavam-me com encantamento. Fechei os olhos novamente e movimentei minha cabeça fazendo meus cabelos esvoaçarem ridiculamente, então eu sorri de verdadeira felicidade, imaginando se meu pai visse aquela cena, eu como uma das protagonistas de uma corrida clandestina, com certeza ele estaria rindo com certo orgulho. A moto foi perdendo a velocidade, até ser desligada e eu sem entender procurei pelos olhos de .
— O que aconteceu? Vamos perder o primeiro lugar. — o olhar de era estranhamente sério e de quem estava pensando em fazer alguma besteira. Apreensiva, passei a língua pelos lábios, atraindo seu olhar, surpreendendo-me quando os encontrei agora em chamas, ele me observava como se fosse um predador.
Foda-se. — então ele me beijou furiosamente, sem se importar em deixar a moto no meio da pista. Seus lábios incrivelmente macios fizeram os pelos de minha nuca se arrepiarem, ele tirou uma das mãos do guidão e enfiou a mão entre meus cabelos puxando-os fortemente, minha cabeça ergueu-se e ele deliciosamente mordeu meu queixo levando-me a loucura. Sem conseguir me controlar, rodeei os braços em seu pescoço e voltei a encostar meus lábios nos seus, chupei a parte inferior de seus lábios, tendo um suspiro estimulante seu como resposta. enfiou sua língua dentro de minha boca e quando nossas línguas se tocaram a explosão foi maravilhosamente incrível e acho que para ele também foi, seu gemido longo e enlouquecedor o entregou. Todo o sangue do meu corpo foi encaminhado para uma parte íntima minha em especial, e assim como ele enfiei as mãos em seus cabelos bagunçando-os, e ele pareceu gostar, pois me apertou mais forte em seus braços. Incrível como nosso beijo encaixou-se perfeitamente, com os olhos fechados começo a ficar ofegante. com sua outra mão, moveu-as em torno de minha bunda, apertando-a e aproximando-me mais dele, inconscientemente eu pressionei mais minhas pernas ao redor de sua cintura, ele gemeu enquanto me acariciava parecendo satisfeito com a estrutura do meu corpo.
— Você é deliciosa... — sussurrou com a voz mais quente que eu já tinha ouvido, ele agora passava a mão por minhas coxas. Ao fundo dava para ouvir as motos passando como vultos ao nosso lado, mas estávamos tão entretidos com o beijo que nem percebemos. Para quem visse de longe, aquela seria uma cena de filme e tanto e talvez nem imaginassem que eu estava recebendo o melhor beijo da minha vida.



Kapitel Sechs || In Der Ablehnung

“Aller Anfang ist schwer.”

Torci para que a porta estivesse destrancada, mas decepcionei quando percebi que não. Dei tímidas batidinhas, sem sucesso. Assim contentei-me em apertar a campainha repetidas vezes, meu melhor amigo não se importaria. A porta foi aberta com um solavanco.
— Mas que porra... — estava de shorts, descalço e sem camisa, ele passava a mão no olho, provavelmente incomodado com as luzes que vinham da rua.
— Oi. — sorri, quando sua expressão passou a confusão e alívio ao mesmo tempo.
, o que houve com você? — Ah, ele com certeza notou o meu estado vergonhoso, maquiagem borrada, vestido amassado, cabelos armados e descalça com saltos na mão.
— Eu sai e curti como nunca, foi isso o que houve, posso entrar? — deu-me passagem, e eu entrei indo direto para cozinha, peguei um copo de água virando-o rapidamente, logo após enchendo outro. encostou na parede observando-me curioso.
— Então, estava em uma festa?
— Pois é!
— Era algo relacionado ao seu trabalho?
— Dessa vez não, foi uma ideia maluca de Nikki. — percebi quando ele esforçou-se para não revirar os olhos.
— Ele era simpático?
— Quem?
— O cara que você ficou. — Como ele fazia isso? Ele conhecia-me tão bem que me irritava. Meu coração deu batidas rápidas, mas relevei tentando fingir que o fato de agir como um parceiro ciumento não me abalou.
— Na verdade não, mas ele sabia o que fazia. — Hoje minha língua estava afiada, assim como quando pedi para abrir uma exceção para dormir comigo, agora tenho um melhor amigo bravo e que deve estar achando que estou desesperada, pois ele sabe que eu não transo com qualquer um. ficou em silêncio por um momento, mas eu sabia que reprovava-me internamente, ele bufou.
— Vou preparar o quarto de hóspedes, enquanto isso, você pode tomar banho no meu banheiro.
— Tudo bem, obrigada. — sorri, tentando amenizar o clima tenso que pousou-se entre nós. — vou fazer um sanduíche, quer um?
— Não, eu estou bem. — assim ele sumiu escada acima.

O banho para mim, era o melhor momento para pensar e colocar a cabeça no lugar. Eu estava realizada com a noite que tivera, além de saber que as chances de ver novamente eram mínimas. Ainda não me arrependi de não ter ido para cama com ele. Não costumava transar na primeira noite com nenhum e não era só por ser uma estrela do rock que eu o faria, apesar de ele ser uma das maiores tentações que já presenciei na minha vida. Depois daquele incrível beijo na moto e chegarmos em último lugar na corrida, tentou várias vezes beijar-me novamente, mas nós não nos beijamos mais depois da primeira vez. Aquilo foi apenas um descontrole de minha parte, deu para perceber o gostinho de quero mais em seu rosto depois que o rejeitei, riu tentando entender como uma mulher em sã consciência o negava depois do inesquecível beijo que dera, mas ele me surpreendeu quando respeitou minha decisão.

trouxe-me para casa, vulgo de , mas que agora ele pensava que era minha. No caminho o clima estava ótimo e empolgante, viemos conversando sobre variáveis assuntos que coincidentemente tínhamos em comum, como por exemplo, o fato de ele estar no mesmo episódio de How I Met Your Mother que eu estava. Demos muita risada, pois ele era um piadista nato, algumas sem graça quando brincava dizendo que eu já estava loucamente apaixonando-me por ele, então eu acabava revirando os olhos, como sempre. No fim nos demos muito bem, parecia até que nos conhecíamos há anos. Quando anunciei que estávamos chegando, ele pareceu ficar frustrado e assim até o resto do caminho, depois que o carro parou em frente à casa de , o silêncio foi mútuo, nenhum dos dois se atreveu a falar. voltou a ficar sério e relaxado no banco, talvez esperando que eu saísse e finalmente o deixasse em paz, apesar de sua expressão facial não estar nada boa. Como ele não disse nada me deixando frustrada, preparei-me para ir embora. Seus olhos se estreitaram parecendo esconder alguma reação quando olhei para baixo e dei um sorriso forçado. Depois de despedir-me, eu abri a porta, mas parei quando ouvi sua voz.
? — disse arrastado, assustando-me em meio ao silêncio que pairou sobre nós.
— Sim?
— Eu... — com certa angústia na voz, pareceu dividido como se estivesse deixando algo muito importante escapar. Ele demorou muito para manifestar-se.
— Diga, ! — indignada, estresso-me com a falta de iniciativa dele. Sem tirar os olhos de mim, franze a testa parecendo estar indeciso, antes de balançar a cabeça.
— Espero que um dia encontre alguém especial, assim como você...

Como ele teve coragem de dizer uma frase daquelas e depois ir embora? Não sabia se nos veríamos novamente, porque ele não pediu meu número, nem mostrou interesse em um próximo encontro. Não vou dizer que não fiquei chateada, pois no fundo fiquei e muito, mas entendo que tem compromissos, seus concertos, eventos, mulheres famosas e mais interessantes do que eu aos seus pés.

Desliguei o chuveiro, vendo que não tinha toalha, revirei os olhos, antes de gritar.
! — ele demorou um pouco para responder, até que sua voz saísse abafada atrás da porta.
— Oi.
— Você esqueceu de me dar uma toalha. — coloquei a cabeça para fora do box para que minha voz ficasse mais nítida. abriu a porta do banheiro e me olhou em confusão.
— Não esqueci não.
— Como assim?
— O propósito é que você ande nua por minha casa. — ele brincou, dei uma risada alta. Esse era o momento em que eu e ficávamos bem depois de um clima estranho. Como se uma luz se ascendesse em minha cabeça, sai do box ficando totalmente exposta para ele. correu o olhar em mim e arregalou os olhos, tampando-os rapidamente com as mãos.
— Porra, !
— O quê? Estou apenas entrando na sua brincadeira.
— Você definitivamente não sabe brincar! — ainda com as mãos nos olhos ele arremessou a toalha branca em mim. Enrolei e a prendi em meu corpo.
— Vamos! Alguém nesse mundo tinha que realizar o seu sonho. — brinquei, pedindo-lhe que abrisse os olhos, ele o fez, não antes de checar se eu estava vestida.
— Você se acha demais. — incomodado saiu do banheiro, e eu o segui ainda rindo.

Tentando dormir, quentinha e embaixo das cobertas do quarto de hóspedes, ouvi fracas batidas na porta, antes de ela ser aberta pela metade.
— Está tudo bem ai? Precisa de mais alguma coisa?
— Não, obrigada, te amo!
— Eu também. — seu sorriso bobo apareceu, e por um momento ele observou-me, depois caiu na risada.
— Do que está rindo?
— Nada.
— Agora fala!
— Não é nada.
— Fala pra mim, vai. — fiz biquinho triste, sabendo do ponto fraco de meu amigo, e ele sorriu, rendendo-se.
— Eu achei que a primeira vez que você dormisse na minha casa você estaria em outra cama, vulgo na minha. — meu sangue correu violentamente para as bochechas, eu e vínhamos trocando farpas há muito tempo, mas nós sabíamos que era apenas uma brincadeira nossa. O problema era que eu odiava quando ele me provocava, eu era a melhor nisso, mas Deus sabe que eu não tinha coragem de fazer nem um terço das coisas que dizia só para provocá-lo.
— Sua e de Taylor, seu babaca! — ele desviou-se de um dos travesseiros que eu joguei nele e fechou a porta gargalhando.

*

Aperto os olhos evitando os raios solares que invadiam o quarto pelas frestas da janela de vidro. Tateei o móvel ao lado da cama a procura de minha bolsa, peguei meu celular querendo saber que horas eram, entrou bem na hora, só com a calça de pijama azul escura.
— Bom dia, café na cama, ou melhor dizendo, quase almoço para a mulher mais insuportável desse mundo.
— Mentira, ! Você é o melhor! — passei a língua pelos lábios quando vi a bandeja cheia de variedades deliciosas.
— Você chegou com cheiro de bebida, tome a aspira antes de comer, .
— Meu melhor amigo nunca me decepciona, viu? — sorri.
— Me conte como foi à entrevista como agradecimento. — suspirei profundamente, antes de começar.
— Na entrevista correu tudo bem... Já na estrutura do vídeo, dei uma olhadinha e ficou incrível, peguei um ângulo que ajudou, e mesmo sem conhecê-los, adicionei perguntas que eu acho que ninguém ainda fez, vai render bastante no seu programa de entrevistas no YouTube. Eu vou te enviar por e-mail assim que chegar em casa. Em relação a quem vai editar, ao todo, deu uns quarenta e cinco minutos, tirando tomadas em que eu estou lendo todas as perguntas. — sorrindo sem jeito em embaraço, dou de ombros.
— Tá brincando comigo? Isso não é nada que não possa ser resolvido, não tenho nem como te agradecer, ... — senti seus braços ao redor de mim, sorri quando ele afastou-se. — Mas como assim quarenta minutos? O combinado era vinte minutos ou menos.
— Digamos que nossa conversa fluiu tanto, que não se igualava a uma entrevista como as outras.
— Eu tenho certeza de que eles gostaram de você, e quem não gosta, não é mesmo? O que achou deles?
— Hã... Eles são legais, muito bonitos e pareceram-me bastante receptivos.
— E o ?
— O que tem ele? Quer dizer, o que você quer saber a respeito?
— Como ele se comportou?
— Com certa arrogância, para ser clara... — fui sincera, e riu.
— Queria ter conhecido esse cara, ele é foda demais!

*

Estacionei meu carro, na exclusiva vaga em frente a Womanityღ – Assessoria e Produção de eventos, minha pequena empresa que era especializada em organização e elaboração de eventos, com quase 1.000 ações realizadas em toda a Califórnia. Hoje fazia um calor de 30 graus em Beverly Hills, tive que afastar minha blusa branca social evitando uma possível transpiração.
— Bom dia, groupie! — Nikki abordou-me assim que passei pela porta de vidro, agradecendo internamente a alguns dos funcionários que deixou o ar-condicionado ligado. — Como foi de noite com o ? Quero saber todos os detalhes! — ela gritou dando pulinhos.
— Nikole, fale baixo. — sussurrei, olhando em volta para ver se alguém prestava atenção em nós.
— Desculpe, mas até agora não acredito que conhecemos e Ian Vincent.
— Agora não é hora para isso, estamos no meio do escritório.
— Eu sei, chefinha, mas conte-me mesmo assim, estou louca para saber o tamanho do...
— Nikole! — arregalei os olhos quando percebi o rumo daquela conversa.
— O que foi? Eu não ia falar isso o que está pensando, sua pervertida! — ela riu. — Era só o tamanho do apartamento dele. — estreitei os olhos, desconfiada.
— Aham, você sabe que ele tem uma casa, almoce comigo e então eu pensarei no seu caso. — sorri, às vezes interrompendo para responder vários dos "Bom dia, Srta. " por onde nós passávamos.
— Chataaaa. — ela cantarolou, logo depois sorriu.— Mexicano?
— Ok. Pode ser. — disse com má vontade.


*

— Você negou ir para casa dele?! Você quer levar uns tapas?
— Você ouviu a parte em que ele me expulsou do carro?
— Ouvi, mas dei mais atenção à parte em que ele se desculpou. — suspirou. — Tão fofo!
— É, ele pareceu sincero. — dei de ombros. — disse que você estava indo para o lugar onde estávamos com o Ian, mas parece que não deu certo, o que aconteceu?
— Oh sim, então... — ela sorriu maliciosa. — Nós mudamos de percurso e...
— Não! — coloquei a mão na testa, já esperando o que ela iria dizer.
— Sim! — ela riu. — e daí eu fiquei com o Ian, no carro dele.
— Meu Deus, Nikole!
— Não foi o melhor beijo de todos, mas eu não poderia desperdiçar uma oportunidade daquelas, né!
— O que eu faço com você?
— E então...
— Espera ai, ainda não acabou?
— Você vai me deixar contar ou não?
— Continue!
— Tá! Aí, nós fomos para o banco de trás e...
— Céus!
— Oh, esqueci de contar que o rádio estava ligado em um rock mega pesado, deixando-nos com o espírito selvagem!— Nikki sorriu com o olhar longe, eu estava quase me escondendo atrás do cardápio com a vergonha que sentia por minha amiga. — nos beijamos como loucos e o clima esquentou, roupas rasgadas e aconteceu!
— Nossa, que coisa, não? — murmurei atordoada e com sarcasmo.
— Foi incrível, amiga, eu não acredito que você não pegou o , ele deve ser um furacão na cama.
— E a parte em que você namora, onde fica? – imediatamente ela fechou a cara.
— Não me arrependi tanto em vista disso.
— Hm... — levantei as sobrancelhas em sarcasmo, e Nikki voltou a sorrir.
Eu durmo arrependida, mas não acordo com vontade. — ela piscou, como se tivesse mandado uma indireta. Estreitei os olhos, mas no final acabei gargalhando com ela.
— Esse é um bom lema! — assim que os nossos tacos chegaram o assunto cessou. Em meio ao nosso segundo taco, Nikki voltou a falar.
— Mas com tudo o que você me disse, em relação ao beijo e a maneira como ele comportou-se quando se despediram principalmente, eu tenho certeza que ele vai te procurar de novo.
é uma celebridade, essas que estão sempre ocupadas, ele não tem tempo para isso.
— Ele deve estar arrependido por ter te deixado ir.
— Você está sonhando... — murmurei, abanando o ar.
— E você foi para onde então, já que não foi para casa dele?
— Para o .
— Você e esse ... — Nikki murmurou fazendo careta, o santo deles não batiam.
— Não entendi esse tom, amiga.
— Vocês são tão cegos que nem percebem. — ela revirou os olhos. — Ele trata você melhor do que a própria noiva.
— Isso não é verdade!
— Parece até um cachorrinho, é só você estralar os dedos que está lá com o rabinho balançando. — ela encenou. — Quando ele deixou de viajar com a Taylor só porque você pegou uma gripe, eu não acreditei.
— Claro que não, ele não estava se sentindo bem para viajar, eu lembro.
— É óbvio, depois de você falar para ele cozinhar sua sopa favorita e ficar contigo até que se sentisse melhor.
— Eu não...
— Todo mundo sabe que não é santa, .
— Mas...
— Já peguei você dando em cima do várias vezes, fale a verdade!
— Ei, não fale besteiras! Isso é apenas uma brincadeira entre amigos.
— Eu conheço você há mais tempo, e lembro até hoje do dia que disse que estava apaixonada por ele.
— Eu tinha 19 anos!
— Não vou mais discutir sobre isso, um dia vai me entender. Vamos voltar a falar sobre o Maravilhoso .

*

Pelo resto da semana foquei-me somente ao trabalho, queria transformar a Womanityღ em uma enorme empresa de sucesso e aprender cada vez mais a ser dona do próprio negócio. Muitas pessoas elogiavam o meu talento de entretenimento, e não era só por esse motivo que estava apta a entrar de cabeça nesse projeto, que eu tinha certeza que daria reconhecimento. Quando enfim cheguei em casa, fui até meu computador e terminei de enviar alguns e-mails de tamanha importância para possíveis sócios para minha empresa. Às cinco e vinte da tarde eu terminei e aproveitei para chamar a Nikki no FaceTime, no terceiro toque ela atendeu. Dei um tchauzinho feliz para câmera, e ela coçou os olhos parecendo sonolenta.
— Diga-me que é algo importante.
— Sim, é. Estou entediada.
— Eu te odeio.
— Desculpe te acordar.
— Ah, não... Quem dera fosse isso, sua empata foda, Brian saiu daqui bufando por eu ter atendido esse celular. — ela não cansava?
— Agora eu passei do nível de apenas não gostar, a detestável para ele.
— Ele gosta de você, não sei de onde tirou essa ideia.
— Vou deixar vocês sozinhos, nós jogamos conversa fora em outra hora.
— Ok, amiga. Se cuida.

Desliguei. Ainda entediada. Eu e Nikki éramos completamente opostas, ela era extrovertida, popular e divertida. Eu já era a inteligente, disciplinada e trabalhadora. Nos conhecemos e somos amigas desde o ensino médio, apesar das coisas sem lógica que ela fazia, é uma ótima conselheira, aquela famosa frase, "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." foi escrita para ela. Nikki apoiou-me desde o começo na empresa, mas nunca se esforçou o bastante para ser minha sócia, por isso hoje ela trabalha para mim, como assistente.

Já se fazia uma semana sem ter nenhuma notícia de , eu preferia não tocar mais no assunto, ignorava todas as mensagens de fãs no Twitter e Instagram, o ainda não tinha apagado minha foto sorrindo na padaria, mas postou várias outras em cima, fazendo-a torná-la cada vez mais esquecível. Depois de assistir o segundo filme, caminho novamente até meu computador, entediada, pensei em jogar uma partida de Poker Online, mas a primeira coisa que vem em minha mente é um astro do rock, sem resistir teclo no Google. E lá estava ele, suas músicas e últimas notícias. Cliquei na seta do Wikipédia para ver mais:

é um cantor, compositor e vocalista da banda de rock- alternativo The Vincent's Irradiation, ele também é dono da companhia de motocicletas Hiwär. Wikipédia
Nascimento: 18 de julho de 1993 (24 anos), Colônia, Alemanha.

Altura: 1, 82
Irmãos: Lorenzo Vincent, Logan Vincent, Jamie Vincent, Ian Vincent
Afiliação(ões): The Vincent's Irradiation, Hiwär, Rocks Beats, Galaxy Wondering.
Grupo musical: The Vincent's Irradiation (Desde 2011)

Minha primeira impressão foi o fato de ser mais novo do que eu, e por algum motivo sorri satisfeita. Peguei-me querendo saber mais e mais sobre sua vida, meu estômago gelou com as últimas notícias, como imaginei seguiu em frente, foi visto saindo de um restaurante com a loira estonteante Diane Bree, na matéria dizia que eles saíram apenas a negócios e futuros projetos, mas por pouco que o conheço, duvido muito. Contudo procurei por suas supostas ex-namoradas, assim que as imagens terminam de carregar, fico atordoada e todas minhas esperanças vão para o ralo, ele não estava brincando quando disse que escolhia as melhores.
Minha atenção volta para uma modelo morena de 1,77 e olhos castanhos, o único defeito que ela tinha eram as bochechas enormes, mas que não deixavam de ser um charme. Quando percebi o que estava fazendo, eu paro no mesmo instante balançando a cabeça. Clico em um vídeo da banda no YouTube, era a música mais conhecida por sinal, assim que ela começou a tocar percebo que dei um belo de um orgasmo para os meus ouvidos. Céus! Como eles eram bons! Sem ressentimentos, aquela música virou minha favorita no momento.



Kapitel Sieben || Flawless Flowers

“Alte Liebe rostet nicht”

Flores. Flores no verão, são as cores vivas do verão. Eu amava flores, todas elas, das mais claras até as mais escuras, tão lindas e coloridas. Minha casa era rodeada delas, uma diferente da outra, diferentes nomes, variáveis cores, eu tinha todas as cores que eu gostava, alegravam o meu dia, nunca deixava de cuidar delas, não sozinha, meu jardineiro vinha todas as semanas. Observava da varanda a vista, em que agradavelmente elas faziam parte. Que jardim belo que eu tinha! Há milhares de espécies delas pelo mundo que ainda não conheço, mas eu acreditava que as mais bonitas estavam nesse jardim.
Minha atenção voltou para o resto de trabalho em meu colo, suspirei cansada, fazia horas que estava ali preenchendo os dias com temas de eventos diferentes, cada vez mais agendamentos, não que não estivesse feliz, mas estava ficando preocupada com minha vida social, o último dia que dei gosto a ela, foi há semanas no aniversário de Ian Vincent. O dia que conheci a banda The Vincent's Irradiation. . Todos os momentos que passei com ele fizeram-me sentir mais viva, foi intenso. Nunca imaginei que ficaria com uma pessoa tão famosa quanto ele. Minha imaginação foi fértil o suficiente por ter passado pela minha cabeça que pudesse ter algum resto de interesse em mim, e surgisse para me chamar para sair, daríamos um beijo de apaixonados e acabaríamos nos casando e tendo filhos gêmeos.
Que bobeira!
Sabia que isso nunca aconteceria, e se possivelmente tivesse chances, é claro que eu evitaria a situação, pois tinha assistido uma situação parecida de perto. Minha mãe e meu pai. Minha mãe queria seguir medicina, o que fez meu pai apaixonar-se por seu carisma e inteligência, ele diretor de peças de teatro, agressivo e delicado, os dois cresceram ridiculamente profissionalmente, e cada um seguiu seu rumo. O verdadeiro motivo? Minha mãe é uma mulher ciumenta, meu pai no caminho do sucesso, acabava indo para muitos eventos, neles com mulheres bonitas e famosas. Enquanto ela vivia no hospital e não dava muito atenção para ele, e o final vocês devem imaginar. Eles já esperavam por uma separação, e foi isso o que aconteceu, o relacionamento estava frio e distante há tempos. Eu tinha cinco anos na época. A única coisa que juntava os dois hoje em dia, era eu. Eles não tinham nada haver um com o outro, por mais que seja melancólico, prefiro que permaneçam como estão.

Atraindo os pensamentos, meu celular começou a vibrar com o nome do meu pai no FaceTime, feliz, logo tratei de atender.
Oi, papai! — sorri assim que conseguimos nos conectar, quer dizer, mais ou menos, meu pai parecia tentar virar a câmera para o lado frontal.
Oi, filha, querida! Consegue me ouvir? — percebi que papai ponderava em filmar ou me observar, ele optou por me observar, mostrando assim o chão. — Comprei esse celular, um novo lançamento, mas acredito que já me arrependi. É tão complicado, está me dando um trabalho! — ele arrumou os óculos de grau, enquanto se filmava. Dei risada.
— Sempre inventando de estar na moda, não é mesmo?
— O papai é hollywoodiano, e precisa estar na moda, minha querida. — fez graça e pelo tom de voz senti que ele sorriu, um fofo.
— Ah sim, claro! Peça para alguém te ajudar com isso, você não disse que estava fazendo um casting?
— Sim, sim. — o ouvi chamar por um nome parecido com Josh, que felizmente o ajudou, agora podíamos assistir um ao outro. — Eu estou esperando por você, minha filha, você se sairia muito bem no teste.
— E então eu seria aprovada... — debochei, sorrindo.
— Provavelmente. — ele sorriu realmente satisfeito.
— É mesmo, meu pai que é o diretor do filme, talvez me desse uma chance por esse motivo, não é?
— Não, você sabe que é boa nas atuações, querida.
— Você não pode confirmar isso, já que não atuo desde 1998, quando tinha quatro anos.
— Sim! Mas uma moça tão bonita quanto você poderia ganhar muito dinheiro com o papai e... — revirei os olhos, sem querer escutar o mesmo discurso toda vez que conversávamos, mostrei a palma da mão pedindo educadamente para que ele parasse de falar.
— Estou feliz com meu salário médio, obrigada.
— Tudo bem. — ele suspirou triste, mudando de assunto. — seu amiguinho, me contou que entrevistou a banda The Vincent's Irradiation.
— Oh, sério? — a temperatura do meu corpo subiu, e senti meu coração acelerar.
— Sim, os meninos são simpáticos.
— Você os conhece? — questionei, surpresa.
— E quem eu não conheço? — ele passou a mão pelos cabelos propositalmente grisalhos que combinavam com sua camiseta leve preta. Verídico, papai era realmente conhecido e muito respeitado no mundo da fama, carregar seu sobrenome séria triunfal para minha carreira, coisa que eu não fazia, crescer em cima de seu nome era a última coisa que eu queria. — O empresário deles já me comunicou uma vez, para direcionar um clipe para eles há anos, mas não botei fé e olha onde eles estão hoje. — ele balançou a cabeça, enquanto eu parecia muito mais antenada na conversa agora. — Eu me arrependi bastante.
— Eu imagino, eles são bem famosos agora.
— Pois é, eu pretendo dirigir um clipe deles futuramente... Caso tenha gostado deles, filhinha, posso organizar uma reunião e...
— Pare com isso! — ele riu, pois sabia que odiava isso, mas o assunto continuou fluindo.

Assim que desligamos, entrei em casa desistindo de terminar todo o trabalho da semana que vem.
Meu pai atua na área empresarial, ele está envolvido desde o começo até a finalização de variados filmes de cinema. Tudo começou com uma peça de teatro que ele escreveu e dirigiu, essa explodindo mundialmente de uma maneira surpreendente, eu nem ao menos era nascida, mas conheço a história.
Eu amava meu pai, mas só nos víamos quando ele dava a si mesmo um tempo, e raramente isso acontecia. Ele morava em Hollywood, eu e minha mãe em Beverly Hills, o resto da minha família no Brasil. Eu pessoalmente não gostava quando as pessoas descobriam quem meu pai era, um diretor de cinema e produtor de vídeos, já passei por várias situações de interesse em relação a isso.

Postei uma foto, com um biquinho e os olhos revirados com a legenda "Sexta-feira entediante" bloqueei a tela depois da primeira curtida e fui preparar o meu jantar. Hoje eu faria macarronada, como os dois dias anteriores, só que a diferença seria feita pelo molho branco, ao invés de bolonhesa. Prometi novamente a mim mesma que iria ao mercado assim que possível. Aproveitei e dirigi até o correio para pegar os recebidos, sempre recebia convites de alguma festa bombástica, mas que eu nunca ia, pois não tinha companhia, uma péssima desculpa para não ir, eu sei, a verdade era que não parava de trabalhar nem por um minuto, até hoje é assim, mas não tanto quanto antes.

A alegria de chegar em casa, era sempre a mesma, guardei as compras, e fui abrir os recebidos, eram muitos presentinhos que eu adorava receber. Ganhei uma caixa de vinho do Porto importado e lembrei-me do , pensei em ligar para ele e perguntar se tinha chegado bem de viagem, depois daquele dia, foi encontrar-se com Taylor em NY, ficando assim por uma semana, estava morrendo de saudades dele. Ele atendeu na primeira chamada.

Saudades, neném? — revirei os olhos, sorrindo.
É claro, seu idiota! Uma semana sem te ver, não é?
— Que fofa! — ele estava sorrindo. —Você não vai acreditar!
Qual a grande novidade?
Cheguei agora de viagem e adivinhe?
Encontrou um milhão de dólares? — perguntei com felicidade.
Você viaja, . — senti que ele ainda sorria.
Então o que é? — ele puxou o ar, antes de soltar tudo de uma só vez.
O carteiro passou aqui, me entregou um envelope em especial, quando abri, era um convite para uma festa na casa do The Vincent's Irradiation, que aconteceu há três dias! Puta que pariu, por que eu fui me encontrar com Taylor em Nova York?
Como é?
Caralho! — ignorou-me, claramente afobado. — Uma festa desses caras devem ter milhares de contatos.
Nossa!
Pois é.
Que grande oportunidade você perdeu, mas não acha um pouco estranho ter aparecido esse envelope? — perguntei com dúvida de aquele convite ser para mim, por mais que tenha conseguido a entrevista com eles, os intrigantes da banda ainda não conheciam .
Não. — ouvi resmungar, e depois ficar alguns minutos em silêncio. — Quer dizer, eu acho muito estranho. — mais alguns segundos em silêncio. — Bastante. — quando ele soltou um riso debochado, eu sabia que tinha sacado também.— ?
— Sim?
— O que aconteceu na entrevista?

Tive que explicar tudo desde o começo para o , como era fã da banda imaginei que ele aprovaria, mas ele não me pareceu nem um pouco feliz. De qualquer maneira pedi para ele vir me ver, estava a caminho da minha casa.
Quando a campainha tocou, sorri animada, meu sorriso sumiu assim que percebi Nicole parada em minha porta, com a famosa expressão de quem iria aprontar, cheia de roupas na mão. Ela entrou sem falar nada, ouvi-a subir as escadas e ligar a banheira, descer e cair no sofá, deu batidinhas ao seu lado, enquanto eu continuava confusa. Ela pareceu insistir para que eu sentasse quando virou a cabeça para o lado, então assim o fiz, fazendo-a abrir um sorriso.
— Oi! — disse Nikki.
— Oi? O que faz aqui?
— Vim te resgatar do seu velório.
— Como assim velório, amiga, está louca?
— Você já se deu flores e tal, agora está morta em casa, em uma sexta-feira quente como essa.
— Eu tenho muito trabalho.
— Você é tão entediante. — ela olhou para o céu.
— Ainda sou sua chefe.
— Por isso irá me dar um aumento quando ver o que tenho para você hoje.
— Estou esperando um convidado. — a expressão de Nikki virou maliciosa no mesmo instante.
— É? E quem é o... — Sabia quem ela iria dizer, do , ela não parava de falar da banda desde que ela e o Ian ficaram, os dois mantiveram contato, e são grandes amigos hoje em dia, sem que eu percebesse, deu-me certa inveja, pois queria que eu e o déssemos certo assim como eles. Mas eu nunca tive sorte no amor e não seria agora que teria.
— Esquece isso, é .
— Ah, é claro! — seu tom era sarcástico. — Vou tomar banho enquanto isso, quando ele chegar avisa que vamos sair.
— Tudo bem, tem toalha dentro do...
— Eu sei onde tem toalha, eu ein.
— Vou desligar o registro bem na hora do shampoo para ver se aprende a ser mais educada.
— Eu já vim preparada, eu liguei a torneira no gelado.

virou a boca para o lado quando disse que Nikki estava em casa.
— Ela disse para onde vamos?
— Acho que sair para comer.
— Ela não é tão inocente, com certeza vamos parar em um show de homens para mulheres solteiras, igual aquele dia no seu aniversário.
— Ela não vai fazer mais isso, não precisa se preocupar.
— Eu apenas quero te proteger, você poderia ter amigas tão sensacionais quanto você, Nicole só te coloca em roubada e quem te socorre depois sou eu.
— Você só não gosta dela por que acha que é mais importante do que você. E seu ciúme é claramente visível.

Não lembrava mais da sensação de sair para beber em uma sexta-feira à noite. Fomos parar em um bar estilo anos 80, os bancos eram vermelhos com efeito sanfona, o piso todo preto e brilhante. O zumbido da música latina não me deixava ouvir o que Nikki gritava.
— Aqui é o melhor lugar para tomar um porre, as bebidas do bar são gratuitas. — olhei para e sorri, suplicando para que bebêssemos.
— Não, . — disse seco, pois sempre quando eu bebia, ele que tinha que cuidar de mim. Eu ia responder, mas passou por mim sorrindo assim que avistou um amigo. Bufei.
— Vou beber um pouquinho só. — disse a Nikki, e ela respondeu-me com uma cara de "até parece".
— Vem, vamos.

Já era a terceira dose de tequila que bebíamos, no fim acabou cedendo depois de eu insistir muito, era a primeira vez que tomávamos um porre juntos, depois de anos, a última foi na faculdade. O amigo dele ficou na nossa mesa. Ficamos conversando enquanto bebíamos. Depois de mais um copo de algo que não sabia o que era, fui dançar na pista com minha amiga Nicole.

Nicole sumiu com alguém e eu tive pena de Brian. Ignorei as tentativas de aproximações enquanto procurava pela nossa mesa. Avistei e o amigo bonitão, eles estavam rodeados de garotas, franzi as sobrancelhas e caminhei até eles.
— Você voltou, . — o amigo dele se pronunciou, apoiei minhas mãos na mesa evitando uma queda antes de gritar:
?!
— Oi, princesa? — ele sorria, e minha mente balançou com o sorriso incrível dele.
— 'Tô bêbada!
— Eu também estou, vou pegar um pouco de água pra cuidar de você. — as mulheres suspiraram satisfeitas com a bondade dele, e eu inflei de felicidade por elas admirarem a maneira como ele me tratava. Não reclamei quando ele se levantou e saiu da mesa.

Depois de conversar uma hora sobre política com uma advogada lésbica e que não parava de me oferecer whiskey, corri a procura dos meus amigos.

estava encostado na parede lindamente, enquanto ria conversando com duas morenas, muito bonitas ao meu ver, ele cochichou algo no ouvido delas e depois mostrou a aliança na palma da mão, elas fizeram uma careta e saíram, já era a quinta vez que ele fazia isso, não sei como conseguia, ele era um noivo sensacional, lindo, gostoso e que ainda mostrava a aliança para as mulheres na balada, sorte da Taylor. Ele avistou-me e sorriu vindo em minha direção.
— Muito bonitas, bonito! — o que foi isso que eu disse?
— Não precisa ficar com ciúmes, você é a mais bonita desse lugar.
— Você é um mentiroso. — cruzei os braços.
— É só olhar envolta, , todos os malditos homens estão olhando para você. — tive que olhar para confirmar, alguns caras olhavam de canto de olho, mas era só isso. Dei de ombros.
— Não ligo para eles, vem vamos dançar. — agarro sua mão, puxando-a.
— Prefere dançar comigo, mesmo sabendo que pode fazer isso com qualquer um?
— Se não quiser tudo bem. — dou de ombros, ele estreita os olhos.
— É claro que eu quero, assim não vou precisar afastar esse monte de otário.

— O que foi? — perguntou enquanto eu o observava, agora dançávamos uma música lenta, meus braços ao redor de seu pescoço.
— Nada. — ele virou a cabeça para o lado, induzindo-me a dizer logo. Na verdade, eu estava pensando o quanto ele era amável comigo, ele fazia tudo por mim e eu por ele, ensinou-me muitas coisas, eu poderia pular de um penhasco se ele me dissesse que tudo bem. Considero-o como da família, mas parece que nesse momento estou enxergando ele de outro jeito. — Estou sentindo uma vontade estranha.
— Tipo o quê?
— Eu não sei... — Olhei para seus braços e queria tocá-los.
— Como assim?
— Eu acho que eu quero te tocar mais. — eu sussurro, e o abraço, escutei a respiração dele ficar acelerada. Então acho que ele quer que eu me afaste, e foi isso que eu fiz.— Esquece! Acho que não estou me sentindo bem.
— Vamos sentar um pouco, quer uma água?
— Sim, por favor. — me guiou até uma mesa afastada, e eu sentei antes de ele sumir pela escuridão, olhei para os lados e não encontrei ninguém, então tirei meus sapatos e deitei no banco macio. Acordei com alguém me chamando.
?
— Hum...
— Sente-se. — ajudou-me a levantar e percebi que na mesa, agora tinha alguns amendoins na vasilha, água e um refrigerante. Comi satisfatoriamente todos os amendoins junto com a refrigerante, quando arrotei me deu uma vontade enorme de vomitar.
— Preciso ir ao banheiro.
— Fazer o quê? — perguntou preocupado, não sei por que não tive coragem de falar pra ele que iria vomitar, sempre me ajudava, mas dessa vez não me senti à vontade.
— Coisas de menina. — levantei sem esperar ele responder, mas quando cheguei ao banheiro à vontade passou, escovei os dentes, e bebi um pouco de água, agora eu estava zero.

Voltei e ainda me esperava enquanto bebia a água gelada da garrafa, quando me viu se levantou.
— E ai, resolveu?
— Sim. — sorri.
— Quer voltar para lá? Ir para casa? — ele continuou, enquanto eu sentei novamente onde estava antes.
— Ok, voltar a sentar. — encostei a cabeça na parede e fechei os olhos, ficamos contemplando o silêncio, até voltar a falar, algo que subitamente me surpreendeu.
— Você disse que queria me tocar mais, pode fazer isso agora, ninguém está nos olhando. — ergui a cabeça para ver se ele falava sério, olhava para baixo como se não tivesse dito nada demais, não era do tipo que falava essas coisas, e nós estávamos tão bêbados que não sabia se era o certo a fazer. Não dizíamos nada com nada, mas eu queria tanto tocá-lo que me aproximei. se arrumou no banco, mas continuou sem me encarar.

Pousei as mãos em seus cabelos os acariciando carinhosamente, eu amava ele, desci para seu pescoço, apertei o massageando, gostou da minha massagem, pois fechou os olhos, fui para os ombros repetindo o movimento, então fui para seu peitoral, senti sua musculatura forte, desci mais um pouco e seus olhos se abriram em alerta, ele botou as mãos em minha cintura, como se estivesse pronto para me afastar caso passasse dos limites. Impressionada, minha boca se abriu sem perceber, ouvi-o resmungar algum palavrão enquanto observava-me. Aproximei meu rosto e dei um beijo em sua bochecha, depois do outro lado, eu ouvia o tempo inteiro ele arfar, continuei beijando seu rosto, olhei para sua boca, então ele sabia o que eu queria, não tinha a intenção de realmente beijá-lo, só queria dar um selinho familiar.
— Você é como uma irmã para mim, .
— Eu sei, você só precisa encostar sua boca na minha, não conta se não colocar a língua.
— Não... — ele disse baixo recusando relutante, mas ainda não tinha tirado os braços ao meu redor, parecia tentar fazê-lo e acreditar que não queria, mas seu corpo o entregava. De repente lembro que ele tem uma mulher gente boa o esperando em casa e me sinto a pior pessoa do mundo.
— Ai, meu Deus, está certo. Desculpa, você é meu amigo, melhor. Eu vou sair daqui, nunca mais repetirei um absurdo desses, eu bebi... — levantei-me para ir a qualquer lugar que não fosse aquele, onde eu pudesse esconder minha vergonha. Dei três passos antes de sentir uma mão segurar meu braço, e eu virei-me com os olhos estreitos, desconfiada, puxou-me encostando-me na parede lentamente, observando minha expressão, ele se aproximou até que eu ficasse colada em seu corpo, céus, era muito lindo, todas as garotas da faculdade queriam transar com ele, inclusive eu, ele nunca traiu Taylor com nenhuma. Não estava acreditando que isso estava acontecendo depois de tanto tempo. Quando ele encostou sua boca na minha, várias sensações reprimidas pareceram explodir dentro do meu anterior, sua mão pousava em minha cintura, ele dava leves apertadas e puxava-me para apertar-me mais a ele. Eu não sei onde estava com a cabeça, quando abri a boca para logo após enfiar a língua molhada, arrepiei-me quando senti seus lábios gelados fazendo contraste com o calor de sua boca. Ele beijava bem pra caramba, e eu não sei por que raios nós demoramos tanto para fazer isso.
— Merda, , seu gosto... — sussurrou antes de colar sua boca na minha novamente, suas mãos entraram por dentro de minha blusa, arrepiando-me por inteira, enquanto eu bagunçava seu cabelo ridiculamente.
— Estou ficando duro, caralho, você é minha melhor amiga. — parei de beijá-lo para dar risada inclinando a cabeça para cima, aproveitou-se para dar beijos e chupões em meu pescoço. Sem pensar, ergui minha perna em sua cintura, arfou em minha boca.
— Meu Deus, não faz isso. — ele subiu a mão na tentativa de apertar meu seio, mas a afastei para que voltasse ao lugar.
— Por que nós nunca nos beijamos antes?
— Estava pensando a mesma coisa. — ele sorriu.
— Seu beijo é bom. — abriu um sorriso malicioso, e voltou a me beijar, depois parou.
— Estou de pau duro.
— Eu sei, estou sentindo.
— É que você é...
— Não, não precisa explicar!
— Que bom que somos honestos um com o outro.
— Quer que eu faça algo para resolver? — De onde veio isso? A expressão de foi hilária, como se estivesse dito exatamente o que ele mais queria ouvir.
— Nossa, , você é sensacional!Mas não vou abusar de você, estou muito bêbado ainda e você também, e você é a mulher que eu mais respeito nesse mundo. — ergui a sobrancelha, ele tratou de corrigir. — Quer dizer, uma das mulheres.
— Tudo bem, eu entendo, te amo, !
— Onnnnnnw! — seus olhos brilharam, ele apertou minha bochecha, e lascou um beijo na minha boca. Agora ele pareceu meu irmão, o empurrei.
— Sai pra lá! Isso não foi legal!
— Desculpe, é que você é muito fofa, e seu corpo é um espetáculo, isso te torna uma criatura irresistível para o sexo masculino.
— Tá bom! — cruzei os braços e revirei os olhos. Ele riu, fazendo uma cara de "Olha só, viu?"
— Vou admitir que estou com vontade de te beijar mais vezes, e sinto que essa vontade não vai passar tão cedo.



Kapitel Acht ||✿ Black Rose ✿

“Das Ende eines Zyklus kann ein neuer Weg pfad.”

Dor. Eu só sentia dor. Quando abri os olhos tive quase certeza que fui atropelada por uma cambada de bois na noite passada. Noite passada. Bebidas. . Merda! Eu beijei o ! Eu. Beijei. Meu. Melhor. Amigo. Não! Minha cabeça deu sinal de vida, mas eu só queria me jogar da janela do meu quarto. Não sei nem como cheguei em casa. deve estar com a cabeça a mil por hora, do jeito que é centrado e correto, odeia quando faz alguma coisa errada, ele nunca tinha ficado com outra pessoa estando com Taylor. Precisava conversar com , acalmá-lo e resolver as coisas como dois adultos racionais. Eu não podia ter feito isso com ele, comigo e com todos ao nosso redor.
Senti o cheiro de café e imaginei que estivesse em casa, ele é único que faz comida de manhã a não ser que eu tenha... Não, acho que não.

Fui para o banheiro vomitar, assim que levantei, depois tomei uma ducha gelada, foi um desafio ter que levantar os braços que agora pareciam ter o dobro do peso, para lavar o cabelo. Coloquei um blusão e desci, estava com muita fome.

Como imaginava estava pensativo na cozinha, quando me viu, pareceu preparar-se mentalmente para conviver na minha presença, ele desviou os olhos para o meu corpo voltando rapidamente para meus olhos, sorriu falsamente e perguntou:
— Bom dia, princesa, quer café?
— Onde você dormiu? — perguntei confusa, minha mão pousada na cabeça tentando amenizar a dor. apontou para o sofá.
— Bem ali!
— Eu que peguei os travesseiros? — olhei para ele, enquanto enchia uma xícara de café.
— Não me lembro. — deu de ombros, franzi a testa desconfiada, fui até o balcão buscar o açúcar, parecia que estava mentindo. — Na verdade, não me lembro de nada de ontem, que horas nós chegamos? — de costas para ele, parei a colher do açúcar no ar, antes mesmo de colocá-la no café, minha boca lentamente ergueu-se para o lado em deboche, enquanto balançava a cabeça negativamente. Então era sim que ele iria agir sobre o beijo? Como se nada tivesse acontecido? Bom, saiba ele que sou a melhor nisso.
— Que coincidência! Também não me lembro de nada, vai ver a Taylor hoje?
— Sim, estávamos falando sobre nos casarmos na igreja daqui uns meses. — Dessa vez eu realmente travei, o café que antes caminhava para minha boca, parou ao ar, deixei um pouco cair no chão. Meu primeiro pensamento foi de matar ele por falar de seu casamento no momento em que deveríamos estar resolvendo como ficaria depois do beijo. Muito baixo, , fingir que nada aconteceu uma hora ou outra nos teríamos que tocar no assunto.
— Ah, que ótimo! Quero ser dama de honra do meu melhor amigo.
— Não, mas ainda pensando, acho melhor fazer acontecer logo, ela me faz feliz demais e a única que sabe me satisfazer de todas as maneiras. — meus olhos estreitaram, o que ele estava fazendo? Ele acha que um beijinho daquele surtiu-me algum efeito, coitado, vem me dizer que não o satisfiz, que idiota, eu quero que ele saia da minha casa agora.
— Às vezes acho que ela é minha melhor amiga. — Ah não, ele não disse isso, tive que virar para ver sua expressão de quem estava sendo maldoso de propósito, o sarcasmo explícito em sua face. Sei que sou uma das pessoas mais importantes para ele, o conheço há tanto tempo, mas eu nunca tinha visto esse lado dele. Estou magoada, não ia mais jogar o seu jogo.
— Que nojo de você, ! Se não sabe lidar com situações difíceis não é problema meu, só não venha querer me machucar por causa disso! — ele abriu a boca para tentar se explicar, mas eu não deixei.
— Eu levei a sério tudo o que você disse, e você me conhecendo bem, sabe que quando me machucam de propósito eu demoro muito para perdoar, espero que saiba o que está fazendo! A propósito, significou algo para mim, se para você não, pelo menos respeite os meus sentimentos.
— Desculpe, entendo que as mulheres são mais bobinhas nesse quesito. — Onde está meu ? Estou com vontade de chorar, não estou acreditando, me machucar sempre foi à última coisa que ele faria.
— O quê? Olha o que você tá falando, cara! Duas pessoas com a mesma idade, fico feliz em saber que sou a mais madura! Aliás, o beija bem melhor do que você, saia da minha casa! Se quiser, da minha vida, já que sua mulher tem o meu papel que é ser sua melhor amiga!
, eu só... — sua expressão estava vazia, e séria parece quase arrependido. Foda-se! — Espere, você beijou o ?
— É claro que eu beijei! — gritei.
— Você disse que ele só tinha te trazido em casa.
— Era mentira! Vai, sai! — o empurrava em insistidas ao caminho da porta.
— Vocês estão saindo?
— Ainda não, mas agora eu vou fazer questão. — ele ficou bravo. Quis rir debochadamente, ele não tinha o direito.
— Não faça isso, ele não é o bastante para você.
— E quem é? Você? — agora debochei.
— Também não. — ele segurou a porta antes que eu a batesse em sua cara. — eu amo você, isso tudo o que eu falei foi o que achei certo, fiquei a madrugada inteira acordado pensando, e o melhor a se fazer é nós ficarmos um tempo afastados.
— Ah, vai se foder! — a porta quase rachou de tão forte que a bati.

*

Uma semana sem saber de , ele não me ligou pedindo desculpas como imaginei que faria, se eu soubesse não teria chegado perto dele, nunca pensei que ficaria tão comovido, mas foi ele quem me beijou. Sabia que a minha entrevista com a banda The Vincent's Irradiation tinha saído, e ele nem fez questão de me avisar, tive que descobrir sozinha, pelas fãs da banda e pelo Twitter. As contas de fofocas ficaram loucas com a quantidade de informações novas que arranquei deles. vai ficar rico. Nem para me agradecer novamente ou apenas me mandar uma mensagem, nada! Quando ele perceber que se arrependeu e quiser o meu perdão será tarde demais, eu não vou perdoar. Só não sei se estou preparada para admitir isso em voz alta.

Nunca me decepcionava com cheiro de torradas da BEV cafe and Bakery impregnavam de uma maneira impressionante, a ponto de nos fazer querer levar todos os seus feitos para casa. Fiz meu pedido e fiquei esperando meu número na fila do balcão.

Percebi uma movimentação, e logo duas meninas agitadas passaram ao meu lado, resolvi perguntar para elas o que estava acontecendo.
— Com licença, meninas. — elas pararam em seu lugar e sorriram com simpatia. — O que está acontecendo ali? — apontei para o grupo de pessoas emboladas.
— Jamie e estão acontecendo. —
— Oh, você quer dizer da banda The Vincent's Irradiation?
— Sim! — elas pularam animadas. Meu Deus! Fazia mais de um mês que eu não tinha notícias dele, tirando a parte de que fui convidada para uma festa da banda. Ainda não tinha certeza se era para mim mesmo. — Recebemos fotos de paparazzis, deles tomando café aqui.
— Oh, que legal.
— Nós sabemos quem é você, vimos sua entrevista com a banda. Foi uma das melhores!
— Ah, que bom, obrigada! — pisquei agradecida, mas ainda nervosa por saber que estava no mesmo local que eu. O que eu faria se ele me visse? Poderia dar um tchauzinho, ou apenas sorrir?
— É mesmo! O Lorenzo te olhou pra caramba, mas shippei mais com o .
— O Logan a olhou mais!
— Meninas, acredito que me olharam porque estava-os entrevistando. — sorri, inclinando um pouco para ficar no tamanho delas.
— É, pode ser. — disse a ruiva baixinha, fazendo-me rir. — Nossa! Você é muito mais bonita pessoalmente.
— Ahn, obrigada! — disse sem graça. Olhei para cima, apontei para direção deles e perguntei sorrindo: — Vocês não vão falar com seus ídolos?
— Claro! E você? — dei de ombros, incerta, estiquei o pescoço para ver a movimentação, não conseguia enxergar direito.
— Vou esperar a agitação abaixar um pouquinho.

As meninas se afastaram, percebi que eram as últimas que o segurança solicitou para tirar foto com eles. Jamie gravava um vídeo mandando beijo para alguma fã, enquanto conversava com seu segurança, tranquilo com as mãos no bolso, inacreditavelmente lindos! Achei que fosse uma boa hora para me aproximar, andei em direção a ele e toquei levemente as suas costas.
— Hey... — virou-se com a expressão calma, então em minha mente o processo foi lento, seus olhos mudaram de tamanho, como o momento em que você lembra de uma palavra que esquecera, examinou-me de cima abaixo, e estreitou levemente os olhos quando eu passei as mãos nos cabelos sem graça, de repente pensei ter visto um risco de um sorriso em sua face. Rapidamente ele desviou o olhar para o lado, antes de voltar para mim com seu típico olhar sério, mas ao mesmo tempo de "eu sou um cafajeste".
— E ai, como vai? — sua voz, céus, eu tinha esquecido como era uma maravilha a entonação dela! aproximou-se com seu cheiro e olhar matador, passou os braços por minha cintura, apertando-a, fazendo-me ficar nas pontas dos pés, ao mesmo tempo, passou os lábios por minha bochecha, levando-me aos céus, quis ficar em seus braços para sempre, eram tão aconchegantes que eu não queria mais sair de lá. soltou-me, e eu nem ao menos tinha percebido o quão rápido foi aquela troca de toques, rápida e mecânica para ele, mas para mim tinha sido uma experiência incrível de várias sensações. Mas toda aquela sensação foi para o ralo quando ouvi o que ele tinha para mim em seguida: — Deseja tirar uma foto, linda? — meu cérebro deu tiques e taques, enquanto eu analisava aquela pergunta, respirei três vezes antes de ter certeza do que tinha ouvido. Ok, eu acredito que ele possa ter me esquecido tão rápido, mas não acho que sou parecida com uma fã, certo? continuou encarando-me, sorrindo forçado, como aqueles famosos que são obrigados a serem simpáticos com as fãs, minha vontade era de bater naquele seu rosto ridiculamente bonito.
— O quê? Não, eu... Já estava de saída, na próxima a gente tira, então! Até logo! — peguei meu pedido no balcão, antes de virar as costas e sair correndo da padaria. Na próxima a gente tira? Por que diabos eu tinha dito aquilo?

Meus passos fizeram eco no estacionamento de tanta pressa que estava de sair dali. Acionei o alarme e abri a porta, dei uma mordida no meu bolinho de açúcar antes de jogá-lo no banco de trás.

Estranhei quando dei partida na ignição pela terceira vez e nada de o carro ligar. Nunca tinha acontecido isso antes, bufei decididamente a buscar pela ajuda de alguém para empurrá-lo. Eu precisava trocar de carro urgente, não que ele fosse ruim ou de péssima aparência, mas como era antigo e antes de eu comprá-lo já possuía um dono, ele agora se encontrava em péssimas condições. Sai e percebi que o pneu da frente estava murcho.
— Porcaria de carro! — caminhei até o porta malas para procurar pelo step.
— Problemas? — assustei-me, fazendo-me bater com a cabeça na porta do porta-malas. desfilava em minha direção como a estrela que era, como quem não quisesse nada, minhas mãos suaram, o que ele queria? Apenas decidi responder como se ele não me atingisse.
— O pneu furou.
— Mas que droga! — ele botou as mãos na cintura.
— Pois é!
— Boa sorte com isso. — minha expressão foi as das mais confusas do mundo, quando ele fez menção de sair fiquei com raiva. Fui atrás dele.
— Como assim? Não pode me ajudar?
— Eu tenho mais o que fazer. — meus punhos cerraram, vendo-o partir.
— Filho da mãe, arrogante! — eu jurava que tinha dito baixo, mas não tive certeza quando o vi parar.
— Como é? — tinha virado a cabeça na minha direção, fazendo menção em se aproximar, engoli em seco.
— Eu apenas acho que poderia me ajudar, não custa nada! — Esbravejei, e cruzou os braços e puxou a boca para o lado.
— É só olhar para a porcaria que é o seu carro e perceber que não tem conserto. Você precisa comprar um carro novo.
— Não há nada de errado com ele, o pneu furou. — franzi a sobrancelha emburrada. sorriu, fuçou nos bolsos tirando de lá uma caneta, ele caminhou até o carro, ficando perigosamente perto de mim. Mostrou-me a caneta, antes de espetá-la de leve em meu pneu da frente, fazendo o murchar que nem uma bexiga. Fiquei alarmada. — Ai, meu Deus! Eu não sabia...
— Você poderia estar em um acidente a qualquer momento.
— Eu imagino, obrigada. — sorriu sem mostrar os dentes e assentiu. Agora que me ajudou, ele não teria motivos para ficar aqui, sem pensar duas vezes disse:— Vai fazer alguma coisa agora? — ele não respondeu, ficou encarando algo em minha boca, ergueu uma das mãos passando levemente o dedo por ela, depois levou seu dedo até sua boca chupando-o devagar. Minha respiração ficou acelerada e meus olhos arregalados.
— Estava sujo de açúcar... — O bolinho, é claro! Como ele fazia uma coisa dessas com uma mulher sexualmente fraca como eu? Ele voltou a falar:
— Pretendo, estou de folga hoje, por quê? — ele abriu um sorriso de que sabia o que eu estava prestes a fazer.
— Hã... Quer dar uma volta como agradecimento? — sou a favor de um mundo em que as mulheres tomam iniciativa!
, me responde uma coisa... — prendi a respiração quando ele aproximou-se lentamente, uma de minhas mechas foi voltada para trás de minha orelha. — por que as boazinhas sempre querem se meter aonde não devem?
— Você quer dizer eu?
— Sim.
— Você não me conhece, não sou tão boazinha quanto pensa. — não me intimidei, olhando em seus olhos, mordeu o lábio reprimindo um sorriso, então se afastou.
— Pra onde pretende me levar? — Eu não tinha pensado nisso, para onde eu levaria um astro do rock?
— Eu...
— É melhor eu te levar para algum lugar, não acho uma boa ideia eu andar de transportes públicos.
— Não acho uma boa ideia você me levar para algum lugar, da última vez não foi lá essas coisas. — retruquei.
— Não minta para mim, , você adorou.



Kapitel Neun || Kneel Down And Pray...

BÔNUS!

O assunto preferido do meu irmão, Jamie, era falar sobre sua namorada. Assenti enquanto ele tagarelava sobre mais uma de suas brigas, era sempre isso. Eu já estava cansado de desperdiçar meus bons conselhos com ele.
— ...E então ela disse que sairia de casa, como se ela tivesse outro lugar para ir. — seus olhos reviraram.
— É bem provável que ela tenha.
— Essa é a questão! Ela é do Texas! Como é possível que conheça alguém da California? Louise, não tem parentes aqui!
— Estão morando juntos há um ano, provavelmente ela já fez amigos. — perco seu olhar de quem está pensando para o horizonte e percebo meu irmão ficar vermelho.
— Não só amigos, eu suponho. — ele rugiu. — Eu juro, se ela estiver me traindo, eu... — Não! Que desagradável esse tipo de conclusão, Jamie!
— Ela não está! Confie no seu taco e não me repita mais isso!
— Só estou tentando achar uma resposta por ela ter agido dessa maneira.
— Daqui a pouco ela volta, dê a ela um tempo para pensar.
— Tanto faz.

Balanço a cabeça, não admito traição, quero dizer em todos os sentidos, se eu tenho um compromisso com você, devo cumpri-lo até o final, e todas as pessoas deveriam saber disso.
Tranquilizo-me quando Jamie volta a falar sobre trabalho. Nós temos um show semana que vem no Madison Square Garden, estou tão ansioso que não posso suportar.

Sem entender o porquê, levanto meus olhos, sendo surpreendido por quem acaba de entrar na padaria. . Sinto algo em meu corpo reclamar e me remexo em meu assento. Eu me lembro de todos os detalhes dela e isso me surpreende novamente, coloco na minha cabeça que o motivo foi por que ainda não transei com ela.
tem uma beleza tão única que acaba destacando-se de todas as outras. Agora me lembro do por que tive tanta vontade de trepar com ela.

Além disso, tem conteúdo, sempre tem uma resposta esperta para dar, e mesmo que ela não saiba, sua personalidade é forte. E foi por isso que meu interesse cresceu ainda mais por ela.

Nas primeiras semanas, depois da nossa noite juntos, jurava que fosse me procurar, nem que fosse em algum show, um hotel, ou em alguma festa, como na primeira vez no aniversário de Ian. É claro que eu sabia que ela e sua amiga estavam lá por minha causa, o que foi satisfatório para o meu ego... Mas quando me dei conta que ela não faria nenhuma das opções citadas, pensei em ir atrás dela, mas não sabia como, pois não me lembrava da última vez que tive de perseguir uma mulher. Nos tempos de hoje, era muito difícil eu ter que tomar a iniciativa, já não precisava disso há tanto tempo que nem lembro-me mais como podia fazer isso acontecer.

Então mandei um dos meus assistentes convidá-la para um evento na mansão The Vincent's Irradiation, fiquei ansioso para vê-la, mas não apareceu. Foi decepcionante quando percebi que ela não queria mais contato comigo. Não sei o que eu fiz de errado. Ian conversava com sua amiga, Nikki, quase todos os dias. Na maioria das vezes quando ele desligava, eu ficava esperando ele dizer qualquer coisa que tenha dito ou perguntado sobre mim. E não consegui entender porque achei tão estressante me conformar de que ela não o faria.

Eu queria muito vê-la novamente, e a única forma que encontrei foi vindo todos os dias ao lugar onde a vi pela primeira vez. BEV Café and Bakery. O flashback surge entre meus pensamentos. E a sensação de olhar para ela é a mesma. Tão doce, pura e inocente, como um anjo... Completamente contrário e o oposto de mim.

sorri para o balconista e parece comentar sobre algo com a expressão apaixonada, então ela assenti e se afasta, sumindo de minha vista, nesse momento Jamie volta do banheiro, sentando-se na cadeira em minha frente.
, nós precisamos ir embora, tem um tempo que estamos vindo aqui, os paparazzis provavelmente devem ter nos descoberto.
— Estou cagando para eles! — enfio uma batata na boca, essa era a intenção, estava esperando que esse dia chegasse, fomos interrompidos por uma fã.
— Oi, , tire uma foto comigo, por favor? — não daria mais do que 10 anos, meu coração se enche, sou maluco e apaixonado por minhas fãs, se eu pudesse casaria com todas. Eu sorrio enquanto levanto.
— Eu que quero tirar uma contigo!Deus! Como você é fofa! — ela solta uma gargalhada gostosa, tiramos a foto, ela agradece e sai correndo até sua mãe contando o quão orgulhosa estava por ter me conhecido.
— Ela cagou para mim! — Jamie balançou a cabeça sorrindo, dou risada.
— Está usando meu vocabulário? — ergo uma sobrancelha. — Ela apenas reconhece onde está o verdadeiro talento. — Jamie faz sua cara de bunda e joga uma batata em mim.

Quando foi que tantas fãs descobriram onde estávamos? Guy, nosso segurança, teve de sair do cuidado da van para vir nos socorrer. Uma aglomeração de garotas estavam em nossa volta, converso e tiro foto com todas. Quase fui enforcado por um mega abraço que me pegou de surpresa, passo meus braços envolta da cintura da fã, mas ela começa apertar demais e Guy a afasta. Caramba!
— Eu te amo tanto, meu Deus, não acredito que estou te conhecendo, !
— Eu também te amo. — sorri enquanto seus olhos enchiam de lágrimas. Wow.
— Obrigada, será que você e o Jamie poderiam assinar meu CD? — olho para Jamie que tirava foto com as outras fãs.
— É claro! Dê-me ele aqui. — fuço nos meus bolsos e pego minha caneta, ela tira o CD The Vincent's Irradiation e edição limitada da mochila.

Eu fiquei surpreso quando veio falar comigo, tinha percebido os seus olhares incertos de longe, ela decidia se viria ou não. E a primeira coisa que passou por minha cabeça foi: ela continua fantástica, a segunda: , estava muito embaraçada e algo em meu subconsciente desperta querendo explorar mais sobre suas bochechas rosadas, então o que fiz foi fingir que não me lembrava.
— Deseja tirar uma foto, linda? — Linda... Toda vez que olhava para ela e seu rostinho corado, era esse adjetivo que explodia como fogos do ano novo em meus neurônios, então a intenção era chamá-la sempre de linda.
parece travar, e um v perfeito brota no meio de suas sobrancelhas. Ela tropeça um pouco nas palavras.
— O quê? Não, eu... Já estava de saída, na próxima a gente tira, então! Até logo! — Já estava de saída? Não! Ainda não tive a oportunidade de conversar com ela... Percebo que fiz merda quando ela sai praticamente, correndo como uma criança assustada. Imediatamente por meu instinto impulsivo quis ir atrás dela e dizer que foi apenas uma brincadeira de mau gosto.
— Droga.
— Quem era? — ouvi meu segurança perguntar, dava para perceber que nos conhecíamos? Ou minha expressão revela que ela me atingiu? Mesmo assim não era de sua conta.
— Cuide dos seus malditos problemas, Guy.
Jamie deu um último abraço na fã, virando-se para nós, de canto de olho percebo passar pelas portas dos fundos, que levava até o estacionamento, onde nossa van estava.
— Eu já volto. — avisei aos dois, antes de virar-me, mas sinto meu braço ser puxado para trás, fico com raiva. Jamie entrega-me meu celular.
— Seu celular está tocando, melhor atender, você sabe quem é.

Era a filha da puta da minha gravadora. Quero socar alguém. Odeio o fato de ser obrigado a seguir ordens. A conversa não foi muito longa, pois não permiti que fosse. estava sozinha e exposta no estacionamento, e eu não podia desperdiçar essa chance.

Quando peço para que permaneçam no local, recebo os olhares confusos de Jamie e Guy, caminho até a saída ouvindo os suspiros femininos em minhas costas. Irritante demais.

Assim que a vejo toda minha irritação some, e sou tomado pela diversão, ela sai a passos fortes de algo que ela deve chamar de carro e mexe furiosamente nas coisas de seu porta-malas.
— Problemas?
Seu corpo retesa, então ela levanta a cabeça e bate-a contra a porta. Muito desastrada. Então ela me enxerga, da maneira como enxerga a todos, normal. Eu me aproximo.
— O pneu furou.
— Mas que droga! — boto as mãos na cintura. Realmente, era uma droga, pois logo de cara eu percebi que ela precisaria de uma ajuda mecânica profissional ali. No meu bolso de trás meu celular vibra, sei quem é, e é uma merda saber que eu preciso ir...
— Pois é!
— Boa sorte com isso. — digo começando a me afastar, mas ela me alcança. Quis sorrir.
— Como assim? Não pode me ajudar? — Ajudar? Como vou ajudá-la? A única coisa que vem a minha cabeça é que ela precisa de um novo carro. Meu celular vibra novamente.
— Eu tenho mais o que fazer. — acabo logo com aquilo, e me viro. Pelo menos agora sei que ela está bem, continua perfeitamente bem.
— Filho da mãe, arrogante! — consigo ouvir seu xingamento baixo, então eu paro. Tsc, tsc, ...
— Como é?
— Eu apenas acho que poderia me ajudar, não custa nada! — Ela esperneou como uma criança, cruzei os braços sentindo minha boca retrair.
— É só olhar para a porcaria que é o seu carro e perceber que não tem conserto. Você precisa comprar um carro novo.
— Não há nada de errado com ele, o pneu furou. — Ah, as mulheres, sempre acham que sabem de tudo. Faço questão de mostrar a ela, pego minha caneta de autógrafos do bolso, então me aproximo e escolho a roda que por pouco ainda não está na mesma situação que a outra. Mostro a ela, que observa tudo atentamente.
Não levou nem um segundo para ele murchar. — Ai, meu Deus! Eu não sabia...
— Você poderia estar em um acidente a qualquer momento.
— Eu imagino, obrigada. — sorri, mas a merda do meu celular ainda vibra, tenho que ir. Enquanto isso parece querer dizer algo, observo mais seus traços, o canto esquerdo de sua boca tem açúcar de confeiteiro. Doce.
— Vai fazer alguma coisa agora? — a voz dela pareceu baixa para mim, pois estou observando-a, sua boca é macia, lembro-me muito bem, minhas mãos formigam para sentir a maciez de sua pele, então é isso o que eu faço, uma de minhas mãos passa levemente o dedo por ela, retiro o açúcar depois o levo até a boca chupando-o sentindo seu gosto misturado a ele. Delícia. Sinto vontade de beija-lá até ver sua reação alarmada, bochechas rosadas e respiração acelerada, rapidamente tento explicar para ela que estava sujo.
— Pretendo, estou de folga hoje, por quê? — sorri, vamos ver o que ela tem.
— Hã... Quer dar uma volta como agradecimento? — fui tomado pela surpresa. Será que toda vez que eu estiver com ela vai ser assim? Acabei de colocá-la visualmente no meu futuro. Quando foi que isso aconteceu?
, me responde uma coisa... — seu cabelo brilhante estava solto, uma das mechas em frente ao seu rosto, toquei-a com meus dedos passando-a para trás de sua orelha. — por que as boazinhas sempre querem se meter onde não devem?
— Você quer dizer eu?
— Sim.
— Você não me conhece, não sou tão boazinha quanto pensa. — Hm... O gosto do desafio, fazia tempo que não o apreciava, quero conhecer esse seu lado, . Seu nariz está empinado, quero sorrir de admiração por ela. Caramba. Preciso me afastar antes que a beije aqui mesmo, nesse estacionamento.
— Pra onde pretende me levar?
— Eu... — É claro que ela não sabe. Não quero recusar e dizer que preciso ir. Vou levá-la comigo.
— É melhor eu te levar para algum lugar, não acho uma boa ideia eu andar de transportes públicos.
— Não acho uma boa ideia você me levar para algum lugar, da última vez não foi lá essas coisas.
— Não minta para mim, , você adorou.

Antes de assisti-la sorrir, pego o celular e mando uma mensagem para Jamie, digo para ele ir sem mim e que depois explicava. Logo após mando uma mensagem para o meu grupo de motoristas, todos respondem com suas localizações. Corey é o mais próximo. Então ele está a caminho e pede para esperar entre três a cinco minutos.
— Do que está sorrindo?
— De você! — ela sorri mais.
— A é? Isso não é muito educado. — estreito os olhos e ela morde os lábios retraindo o sorriso.
— Para onde vamos?
— Pegue suas coisas. — ela assentiu, vai até seu carro tirando de lá uma bolsa tiracolo preta. Ela diz que podemos ir. Corey já chegou, e eu a levo para dentro do carro.
— Corey, essa é Senhorita . — sim, eu sei o sobrenome dela, estou mais na merda do que eu pensava.
— É um prazer conhecê-la. — ele diz sorrindo pelo retrovisor.
— Igualmente, Corey, é um belo carro que o senhor tem aqui. — Oh, ela deve estar falando sobre o espaço, as poltronas creme, televisão e frigobar.
— Muito obrigado. — ela assentiu, e acomoda-se em sua poltrona, tinha uma ao lado da outra.
— Obrigado, Corey. — agradeço assim que começamos o percurso.

está em silêncio observando a paisagem, não disse para ela, mas estamos a caminho de Los Angeles.
— Quer beber alguma coisa? — seu corpo sobressalta-se, talvez tenha levado um susto. Já não dizia nada faz um tempo.
— Sim, por favor. — dou uma olhada no frigobar.
— Temos água, suco, chá gelado e cervejas.
— Água.
— Ok, uma água saindo! — tiro a água, rodopio-a no ar, pego de volta e entrego para ela. Sei que quer rir, eu consigo ver.
— Obrigada. — ela sorri. O primeiro gole foi longo, ela só tira a garrafa da boca com essa estando pela metade. Nossa!
— Uau. Você estava com sede.
— Eu fico, quando estou perto de você. — ela diz, mas logo depois arregala os olhos com a mão em frente à boca, parece ter sido um acidente. Ri sem parar. — Desculpa, não quis dizer isso.
— Claro, entendo perfeitamente. — sorri, suas bochechas estavam coradas.

Era sempre bom conversar com , muitas coisas em comum, sem contar que ela é muito interessante, tenho que admitir. me contou sobre o seu trabalho, fiquei impressionado com tanta dedicação. Em outra vida daria uma boa amiga, e por sua personalidade deduzo que talvez tenha mais amigos homens do que mulheres.

Meu celular como sempre não parava um minuto, quando vejo que não é ninguém de minha equipe atendo com o olhar de em mim.
.
— Oi, querido, é a Jasmyn, do clube K, gostaria de saber se vai precisar de mim hoje? — Jasmyn? Essas mulheres deveriam saber que eu não trabalho com nomes.
Me diz um elogio que eu fiz sobre você.
Você disse que eu sei usar muito bem minhas mãos, .
Jura? Não parece o suficiente para mim, não vou precisar de você hoje. — Desligo o celular sem esperar por uma resposta, queria muito saber como conseguiam meu número.
Elas não entendem que não repito nenhum sexozinho casual. Eu fujo de relacionamentos sérios, o que eu menos precisava era de uma namorada para ficar no meu pé. Continuando sobre as mulheres, eu dava a elas um sexo forte, mas sempre uma única vez. E é claro que eu fazia sexo casual enquanto não tinha uma fixa, era assim que eu nomeei as mulheres que aceitavam fazer tudo o que mandava por um tempo indeterminado. Georgia, minha última transa fixa acabou por desenvolver sentimentos a mais por mim. Então eu logo tratei de livrar-me dela, uma pena, pois ela sabia o que sexo selvagem significava. De todas ela foi à única que desenvolveu ou me contou sobre seus sentimentos, talvez eu tenha errado em escolhê-la. Enquanto isso eu abria exceções para outras candidatas. Na verdade, quem está próxima de ser minha nova investida está bem ao meu lado, mas não para uma fixa, claro que não! Não podia arriscar com essa, com certeza ela apostava em romances. Não posso dar isso.

é tão linda que dói e o melhor é que não se dá conta disso, se ela soubesse o poder que tem sobre os homens teria filas e filas na porta de sua casa esperando por qualquer coisa que ela pudesse oferecer, tipo a prévia do beijo sensacional que me proporcionou. Fiquei louco da vida quando ela deixou-me querendo mais, para completar não compareceu na festa que eu esperava que fosse.

Quando a conheci e bem antes de nos beijarmos, percebi que ela era do tipo: flores e chocolates. Tenho certeza que se eu tivesse insistido com ela, a chamado para jantar, coisas que caras como eu não fazem, cederia para mim rapidamente. Então eu a faria gozar de todas as maneiras possíveis e diferentes que eu conheço, dando assim a transa mais forte e gostosa da vida dela. A cena passa deliciosamente em minha mente e percebo o quanto quero fazer isso acontecer.
Tenho pouca idade, mas ao longo da minha vida e profissão que sigo, fez com que obstruísse mais que o necessário de experiência.
Eu já fiquei com todos os tipos de mulheres que posso me lembrar e eu sabia que era do tipo que eu deveria ficar longe.
— Hm, ele está muito pensativo... — sua vozinha densa corta meus pensamentos, desvio a atenção para ela, que sorri parecendo um pouco nervosa, sempre muito fofa e eu sempre encantado.
— Estava pensando em você. — com seus olhos inocentes, ela cai em uma expressão apaixonada, uma careta minha aparece, quando percebi o que fiz, logo trato de ajeitar a situação. — Não dessa maneira, !
— Ah! Tudo bem, entendo. — Ela parece nem ligar e volta a olhar os prédios pela janela do carro. Viu? Era disso que eu estava falando, ela me corresponde, mas nunca demonstra que se importa, ou que está triste ou com ciúmes. Eu sou ciumento até com a mosca que pousa nas minhas coisas...
Se fosse qualquer outra mulher me vendo entreter com as fãs naquele dia na corrida, eu já estaria pronto para uma discussão, mas nenhuma vez ela atreveu a se incomodar, como se ela estivesse feliz por estar comigo, mas assim como estaria com um amigo qualquer... não precisava da minha presença ou atenção só para ela, pois se saciava com sua própria companhia.

não se intimidava pelo fato de eu ser uma figura pública, possuir materiais caros e ser muito rico.
Já sai com mulheres que gaguejavam de nervoso enquanto tentavam manter um diálogo simples comigo, e no final de todas as frases diziam: "eu não acredito que isso está acontecendo." tinha vontade de revirar os olhos de tanto tédio, mas que não fazia por educação... Outras pareciam fazer de tudo para me fisgar, com joguinhos, roupas provocantes, algumas apelavam inventando que ficaram grávidas, e eu tinha que lidar com isso sorrindo, sempre a mesma merda!
É claro que às vezes eu me aproveito, entrando no meio das pernas de algumas. Eu sou um homem que tem necessidades, não vou negar.

— Preciso passar no Grab & Go. — disse antes de Corey estacionar em uma das poucas vagas.
— Algum problema? — pergunta preocupada.
— Vou comprar cigarros, quer vir?
— Não podemos ser fotografados?
... — Eu não ligo para as merdas dos paparazzis, mas ela tem toda a razão, não quero ela nos holofotes por minha causa. — Tudo bem, eu já volto.

Coloco o número do cigarro, e sou surpreendido por que encosta-se na máquina fazendo um barulho alto e impedindo-me de continuar. Ela ri do meu susto.
— Oi, bonitão.
— O que está fazendo? — sorri.
— Pelo visto estou te atrapalhando.
— Achei que ficaria no carro.
— Mudei de ideia, queria esticar as minhas pernas, estamos há muito tempo na estrada. — diz com tom de desconfiança.
— Eu sei. — desvio o olhar.
— Para onde estamos indo, ?
— Los Angeles.
— Wow! — ela desfaz a pose de machão e começa a ficar séria, tenho que contar.
— Está tendo uma reunião na casa da banda, estou te levando para lá.
— Oh, mesmo?
— Espero que não se importe.
— Contanto que me leve de volta para casa tudo bem. — essa mulher é sensacional.
— Claro.
— Agora... — ela passa a mão pelo braço, parecendo incomodada. — Eu não estou apropriadamente vestida. — ela diz, e então tenho a oportunidade de observar as belas curvas do seu corpo, quase salivei quando vi seu peito nu e os seios apertados na regata branca, suas pernas torneadas e felizmente nuas pelo short jeans. Caralho!
— Você está tão linda que eu agradeço todos os minutos a Deus por ter autocontrole. — ela sorri, e eu tenho vontade de beija-lá de novo, não paro de olhar para ela, decido que vou fazer isso. Agora. Aproximo-me, surpreendendo-a com um selinho. Ela me encara com olhos arregalados, a boca aberta, e totalmente ofegante, passa a língua pelos lábios e isso é tudo que eu preciso para continuar. Encosto minha boca na dela, sinto a maciez, passo a língua no seu lábio inferior, chupando-o logo depois, recebo um gemido em resposta. Hm... passa os braços em volta do meu pescoço e acaricia meu cabelo, gosto disso. Nossas línguas se tocam e nosso beijo se encaixa. Puxo o cabelo de sua nuca. Estamos na mesma sincronia. Suspiro de satisfação. Quando morde levemente meu lábio o suspiro aumenta. A sensação de beijá-la é muito boa. Seu cheiro é inebriante.
— Inferno, você me provoca demais. — ela sorri e busca minha boca novamente. Calma aí, linda. — Nós precisamos ir, se eu continuar não vou conseguir parar.
— Me desculpe. — ela sorri, se vira para pegar meus cigarros e volta para o carro. Ok. Limpo a boca com as costas da mão e a sigo. Uau!

Cinco minutos depois, Corey estaciona o carro em minha vaga, que antes já estava quieta, começa a ficar apreensiva ao meu lado, parece indecisa entre descer ou não. Suspiro, e tomo a liberdade de acariciar a maça do seu rosto.
— Relaxa, se está preocupada com quem vai estar presente, são só meus irmãos, empresário e a assessoria.
— Hã...
— Você está linda, . — suas bochechas coraram, então ela assenti, pego em sua mão e a guio para dentro de casa. Assim que abro a porta, todos os olhares estão voltados para nós. Jamie já está aqui, como diabos Guy dirigiu tão rápido?



Kapitel Zehn || Papa...Paparazzis

"Das war ja so was von klar!"

Às vezes pergunto-me como é ser uma fã... Sentir delírios por alguém que não conheço. Chorar de emoção ao vê-la ou apenas ouvir o som de sua voz. Ter um ídolo!
Eu nunca fui uma dessas pessoas e por mais triste que seja, esses sentimentos de adoração nunca couberam a mim, para nenhum artista ou celebridade. No máximo uma paixão platônica pelo cantor Justin Timbarlake, mas quem nunca?
Estou pensando na ironia do destino, caso eu fosse fã da banda de , talvez ele não me quisesse tanto, aliás não sei o que ele quer comigo, com tudo isso ou o que ele vê em mim.
Famoso, bonito, rico e se minha agenda já era lotada, imagine a dele?
Eu não sou aquele tipo de pessoa negativa que tem pensamentos precipitados... Vamos dar um exemplo sobre um relacionamento que mal começou, mas que já se possa imaginar o que poderá e o que não poderá acontecer! Mas vamos ser realistas, eu sou uma mulher com o ciclo de vida corrido, mas que não deixa de ser um ciclo de vida comum, como as outras, no entanto a de é completamente diferente, uma pessoa pública e controlada pela mídia, seus passos são a maioria fotografados, e a cada passo em falso era uma notícia nova, milhares de pessoas o assistiam, sua vida era um filme.
Estávamos longe de ser coincidentes. E nós ainda dávamo-nos o direito de se beijar no meio da rua... Nos beijamos, e minha opinião sobre isso depois de tudo o que eu disse?
Quente! Muito quente...
Afinal, o que foi aquele beijo? Eu já não sei se deveria ter permitido aquilo, não tinha nenhum paparazzo por perto, eu chequei, mas eu simplesmente entrei em contradição comigo mesma! O me deixa tão fora de controle que eu acabo esquecendo-me de como me comportar. Aliás, eu queria muito beijá-lo, ainda quero mais. Estou até pensando que se caso me levar para casa dele hoje, eu iria transar com ele até esquecer meu nome, e que se dane!
É, isso mesmo!
Nós nunca nos víamos, nós não vamos ficar juntos, então por que não fazer acontecer?
... Mantenho o resto do caminho com esse pensamento na cabeça.
Tinha conseguido recuperar-me dos seus lábios quentes e macios sobre os meus. Já agia tranquilamente ao meu lado, sério e perfeitamente parado em seu lugar com as pernas cruzadas de uma forma masculina, fodidamente sexy! Ele devia estar acostumado a surpreender mulheres indefesas com beijos espetaculares e com sua língua que parecia o maestro de uma orquestra de sucesso regida por partituras de Mozart dentro de bocas femininas.
Em um momento de distração ele olhou para mim e sorriu, para não perder o costume, bem cafajeste. Então senti sua mão máscula e quente envolvendo a minha, logo ele a acariciou.
— Bonito anel, linda. — seus dedos longos tocaram o anel de ouro branco que ganhei de uma de minhas clientes, uma artista fantástica de pinturas a dedo, muito simpática. Eu sorri, e assim permanecemos de mãos dadas até chegarmos em sua casa.
Assim que entramos todos os olhares foram voltados para nós. Céus! Seus irmãos estavam lá, cada um sentado em um sofá diferente, meus olhos ligaram pontos pela sala para encontrar cada um. Duas mulheres de terninhos casuais e um homem que parecia querer atacar o apenas com o olhar.
— Não é possível. — ouvi Lorenzo dizer ao olhar para mim, depois sussurrar algo no ouvido de Ian, esse que estava em uma poltrona ao seu lado, ele abre um sorriso aos poucos e quando seu olhar encontra o meu parece claramente surpreso ao me ver ali. O que foi que ele disse?
— Está atrasado, ! — a voz do homem era grossa e autoritária. Este deveria ser seu empresário, ele parecia estar na faixa dos 30 anos. Alto, cabelos cor de areia e arrumados a base de gel. Camisa polo e calça caqui. Elegante.
— Sabe que não foi de propósito. Houve alguns imprevistos, Rolland. — deu de ombros sem se importar, como sempre.
— Eu vejo... — sua expressão foi de sarcasmo. — Nunca é de propósito, não é mesmo? — então eu fui o alvo de atenção dos seus olhos claros. Ele me analisou atentamente. — Imagino que sua amiga tenha algo a ver com seu atraso.
— Amiga? — franziu as sobrancelhas em desentendimento, depois um estalo parece formar em sua cabeça. — Oh, sim, claro! Você pode chamá-la assim, por enquanto. — Eu acabei de notar uma coisa sobre , ele não pensa antes de falar. E isso está me deixando louca! — Bom, ela não teve nada a ver com isso, eu assumo a culpa. Se quiser pode cancelar uma de minhas festas privadas como se fosse meu pai, mas vá em frente, eu já estou pronto. — Virei-me para Rolland, ansiosa para ouvir sua resposta, mas ele apenas ignorou , e agora olha para mim, tentando reconhecer-me.
— Nós nos conhecemos? — seus passos dirigem-se para onde estou, então imediatamente fico atenta.
— Nós podemos ter falado, eu não me recordo, mas compreendo que é difícil de encontrar maneiras de se esquecer de mim. — oh não. Não estou querendo me gabar, mas as pessoas quando me conhecem nunca esquecem, é sério, eu me dedico cem por cento para que isso não aconteça. Eu li um artigo, vários, palestras, enfim, faz parte do meu trabalho.
— Olha, além de abusada e de nos atrapalhar em um momento importante, é convencida.
— Rolland... — ouvi repreender.
— Eu conheço muitas pessoas nas noites, peço desculpas...
— Nas noites? O que você faz? — ele sorriu. Ótimo, ! Agora o empresário do acha que você é uma prostituta.
— Sim, hã... A maioria das vezes trabalho no período da noite, meus clientes preferem. — Droga! Eu sei que eu piorei, porque até olhou-me com a sobrancelha erguida. Então ele notou minhas bochechas quentes e a situação embaraçosa e retraiu um sorriso antes de se virar.
trabalha com organização de eventos, Rolland.
— Entendo. Seus traços lembram-me alguém conhecido, querida.
— Hã, não imagino quem seja.
— Deve ter sido um engano meu então. — disse, mas continuou olhando-me talvez desconfiado, ou apenas para implicar comigo. Ele voltou-se para o homem ao meu lado e disse:
— Vamos para sala de reuniões, , nós estávamos só esperando por você.
— Não posso deixar meus convidados sozinhos, seria mal educado de minha parte. — respondeu surpreendendo-me, talvez não só a mim, pois novamente senti toda atenção dos presentes em nós. — Jamie pode me passar às informações depois. — Rolland massageou as têmporas como se já estivesse acostumado com o temperamento difícil de .
, por favor... — Oh! Realmente, agora eu sou o problema, puxei sua mão com calma, tendo agora a atenção de seus olhos sérios.
— Não quero atrapalhar, . — minha voz era baixa. — Podemos combinar outro dia, não tem problema nenhum.
— Não, você vai ficar. — disse com firmeza.
— Ok, vamos fazer assim, eu posso esperar por você aqui em baixo na sala, pode ser? — ele manteve os olhos firmes em mim por um momento, deduzi que estava pensando, talvez considerando a ideia, depois assentiu agora parecendo decidido.
— Ian, fique com , você não é tão importante para essa reunião. — Ian, que estava quieto, abriu a boca e franziu as sobrancelhas. deu-me um beijo na testa e caminhou escada a cima, fazendo com que todos o seguissem em silêncio, como se ele fosse um líder.
— Eu sou sim! , você ainda acha que dizer uma coisa dessas faça de você uma pessoa normal? Isso mágoa, idiota!
Eu dei risada. fingiu não ouvir, então o meu riso cessou assim que o barulho da porta fechando fez-se presente.
Continuei parada, enquanto olhava em volta, dando pequenas batidinhas em minha perna. Ian estava, a alguns metros de mim, relaxado com as costas encostadas na poltrona.
Ele olhava para mim em silêncio, o encarei também, ficamos nisto por dez segundos até seus lábios se abrirem em um sorriso lento.
— Ok, não consigo ficar sério...
— Eu também não! — dei risada para Ian. Ele piscou, antes de se levantar, com seus passos direcionando-se a mim, deu-me um abraço apertado que foi retribuído.
— Já faz um tempo, não é mesmo?
— Pois é, você cresceu. — a gargalhada de Ian foi nítida.
— Eu gosto de você, shawty. — ele bagunçou o meu cabelo como se eu fosse uma criança. — Vamos ficar em pé? — perguntou antes de indicar o sofá grande e com a mesma aparência confortável que o dia da entrevista. Sentei-me sentindo o outro lado do sofá afundar. Um braço foi passado por trás das minhas costas.
— Então, te trouxe com ele, huh? — olhei para ele sem entender. Assim prosseguiu. — Ele nunca trouxe uma fêmea para as reuniões antes. — Eu quis sorrir, mas depois me lembro de que fui eu que o convidei para sair, meu carro estava impossibilitado de se locomover.
— Não foi de propósito, nos esbarramos por coincidência, agora estamos aqui. — Ian lentamente abriu um sorriso de quem sabia das coisas.
— É claro.

*

Quinze minutos depois eu e Ian riamos das artimanhas que a Nikki aprontava na época do colégio, sim nós estávamos falando sobre ela, não me pergunte como fomos parar nesse assunto.
— Cara, ela é fantástica! Fiquei de ligar para ela.
— Ela com certeza vai te cobrar mais tarde por isso.
— Bom, agora quero saber de você e meu irmãozinho reservado. — meu sorriso desmanchou-se.
— Acho melhor não, Ian... Não tem nada para ser dito.
— O que você fez para manter o interesse dele? Acredite ou não, estou muito curioso.
— Somos amigos.
— Mas vocês já tiveram aquele tipo de relação quando o macho alfa funde nas profundezas da fêmea sensível ou...?
— O quê? Não, nós nunca... — não consegui terminar de falar, pois a expressão de Ian foi de choque.
não te comeu? Cacete, e eu achando que ele estava contigo hoje por que queria um replay, ou algo assim. — eu senti minhas bochechas esquentarem. Céus, que tortura.
— Obrigada.
— Desculpe, não quis dizer a palavra "comer".
— Esquece.
— Mas e aquela noite no meu aniversário? — ele continuou insistindo, enquanto eu apenas nego com a cabeça. Ian não esperou antes de dar uma risada consigo mesmo, olhou para o horizonte parecendo estar preso em pensamentos pelo fato de eu e ainda não termos feito sexo. — Agora eu entendi! Provavelmente foi a primeira vez que uma mulher o rejeitou... O deve ter ficado tão frustrado! Ele sempre consegue o que quer, com quem quer e onde quer, sem nem precisar abrir a boca. Ele é praticamente uma lenda. E você apareceu e não deu a ele o que ele quis. Uau!
— Eu não estou entendendo.
— Lembra do dia da entrevista?
— Sim, o que tem?
— Ele tinha a certeza de que você estava lá só por causa dele, por que queria vê-lo de novo, mas você não estava, certo?
— Claro que não, apenas estava fazendo um favor a um... Colega.
— Exatamente, isso deve ter o deixado constrangido. Depois de muito insistir, ele nos contou quando encontrou você na padaria, disse que quis fazer algo diferente ao invés de apenas conversar com você. Ele postou uma foto sua para milhões de pessoas, e várias amigos marcaram sua conta do Instagram, para que você visse, e mesmo assim você não disse nada... Foi totalmente novo para ele.
— Por que está me contando isso? Meu Deus...
— E ele é super seletivo, ele te escolheu, mas parece que você não escolheu a ele. — disse ao estalar de dedos como se tivesse descoberto uma fórmula de química, logo depois de entrar em transe, Ian encarou-me, preocupado.
— Ele não vai sossegar, ... Ele não vai sossegar até conseguir o que ele quer.

Meia hora depois todos eles desceram com sorrisos nos rostos, típica expressão de quando queremos comemorar, parecem muito felizes com o resultado da reunião. me procurou com os olhos e quando me encontrou, sorriu, agarrou-me com força rodopiando-me no ar.
— Deu tudo certo, linda! Agora sou todo seu e estou ansioso para sair com você. — Oh, Deus! — Parece uma proposta tentadora, mas eu... — ele não me deixou terminar. — Não aceito um não como resposta, , e eu sei que quer estar comigo. — franzi os olhos, se acha mais do que eu.
— Mesmo você não perguntando se eu quero sair ou não e ainda depois de ter-me feito esperar quarenta minutos, eu aceito. — ele deu um sorriso esperto que eu apelidei como, "Quando ele gosta das minhas respostas".
— Mas com uma condição. — eu coloco um dedo à frente ao seu rosto maravilhoso, enquanto ele abre o sorriso inconformado.
— Estava demorando... Diz, linda, eu estou pronto para qualquer coisa que tiver. — Eu também não sei, meninas, não sei como consigo resistir a ele.
— Me leve para comer.
— Essa foi fácil, você decide, nós vamos sair para almoçar.
— Oh, perfeito! Eu estou mesmo morrendo de fome. — sorri, fazendo o sorrir também.
— Nós vamos almoçar, por que vocês não vêm conosco? — disse Lorenzo logo atrás de mim, ele envolveu as duas mãos em meus ombros apertando-os. Os olhos de rapidamente fixam nos movimentos do irmão.
— Não.
— Por mim tudo bem. — sorri a Lorenzo. olhou fixamente para mim com certa insatisfação.
— Ouviu, bro? Quer a moça só para você? — sem olhar para ele, sorri de lado ironicamente.
— Claro que não. Nós vamos, não precisa dizer mais nada.
colocou as mãos nas minhas costas em silêncio, e caminhamos em direção a portaria. Os irmãos, e a equipe da banda já entravam e acomodavam-se dentro dos carros. Por enquanto está sendo maravilhoso. Fico com aquilo que Ian disse na cabeça. Ele parece decidido em construir uma relação harmônica entre nós dois, e estou disposta a isso, vamos ver quanto tempo dura até ele surtar novamente.



Kapitel elf || Anonymous

"Menschen kommen durch Zufall in unser Leben, aber es ist kein Zufall, dass sie bleiben."

Aproveitei para vir ao banheiro no pequeno momento de distração entre os rapazes, eles conversarem empolgadamente sobre revistas de quadrinhos da Marvel. Fechei a porta, peguei o meu celular e mandei uma mensagem para Nikki. Eu peço-lhe para alimentar os meus peixinhos e que a chave do apartamento estava dentro do meu carro, e sim eu deixo o carro aberto, o estacionamento do meu condomínio é super seguro e eu também pago o seguro para alguma coisa.

Franzi minhas sobrancelhas ao ver a quantidade de e-mail repentinos na minha caixa de entrada. Logo após, ele começou a vibrar com um número desconhecido estampado, pensei em ignorar, mas eu atendi na mesma.
Olá?
Olá, senhorita, , estamos muitos felizes que tenha nos atendido! Nós somos da World's News! Gostaríamos de fazer uma pequena entrevista sobre a sua relação com . — O quê? Como eles são rápidos! Meu queixo caiu. Oh, não... — Neste pequeno intervalo seria gasto apenas alguns minutos do seu tempo com breves perguntas. Logo após de concluirmos a entrevista, a enviaríamos para você checar antes de autorizar a publicação da mesma ir ao ar, para o nosso site. Sendo assim, recebendo um cheque no valor de três mil dólares, trazendo benefícios e muitas vantagens para sua carreira, um reconhecimento mais rápido para sua empresa, talvez... — minha boca abriu em um perfeito 'O'... Então era isso, era isso o que acontecia com as pessoas que por acaso, relacionavam-se com os famosos e tinham os seus cinco minutos de fama? Não, não quero fazer parte disso, na minha vida inteira eu sempre preferi manter-me no anonimato, e assim seria.
Como conseguiram o meu número?
Bom, foi muito fácil, encontramos no site da sua empresa, lá tem o seu contato oficial. — Oh, é claro! — E nós recomendamos mudar de número. Continuando, prevejo notícias de você como novo affair de , por enquanto só nós temos as fotos suas e de em momentos íntimos e... — não consegui ouvir mais nada e desliguei, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. Deus! Não posso fazer isso! Só de imaginar todo mundo querendo saber se eu estou com ele ou não, ainda mais eu que sou anônima no mundo da fama. Desliguei o celular e joguei-o ao fundo da minha bolsa. Muitas cenas estavam vindo a minha mente. As fãs da banda quando ficarem sabendo, não posso nem imaginar, a pressão toda que iria cair sobre mim, pois não estou acostumada a isso.
Lavo o rosto, saio do banheiro tentando controlar as batidas do meu coração.

Quando voltei para a garagem, de dentro do carro os rapazes olharam-me rápido e concentrados, acabando com qualquer tipo de assunto, todos deram-me um sorriso inocente, como se antes estivessem falando sobre mim. estava com expressão brava, mas quando seus olhos caíram nos meus, ele ficou preocupado.
— Linda? — perguntou com receio, talvez eu esteja pálida como sinto que estou, apenas balancei a cabeça indicando que não era nada.
— Podemos ir?
— Vamos nessa! O que você acha de vir comigo na minha moto? — ele deu uma piscada canalha, e eu achei graça, tratei de abrir a boca para responder com uma alfinetada.
— Nem pensar, ! Um segundo de distração e pronto, está querendo que ela seja motivo de notícias e crie uma enorme confusão para nós? — interrompeu-me Rolland em minhas costas. Franzi as sobrancelhas. Eu já disse que estou cansada da voz desse cara? Mas ele tem razão. Por mais que eu saiba que descobriria, eu não ia contar a que eu já estava praticamente sendo chantageada para contar sobre a aventura que vivi com ele. Se por acaso eu tivesse mais fotos comprometedoras, mais risco de ser exposta teria. Dei um suspiro longo.
— Está vendo, esta é minha vida: Ter que seguir ordem de otário.
— Eu ouvi isso. — retrucou o empresário.
— Foda-se! — eu ri da carranca de Rolland, e sorriu para mim.

No fim das contas, dessa vez nós fomos em um carro muito mais impressionante do que o anterior. Nele estavam todos os integrantes da banda The Vincent's Irradiation e um segurança na parte da frente. Se eu era sortuda? Eu não me dava conta, porque apesar de serem lindos e muito intimidantes, para mim eles eram apenas pessoas normais. Fico a imaginar como reagiria se eu contasse para ele com quem estou nesse exato momento, ele é um fã da banda. Inclusive do .

No meio do caminho, estreitei os olhos quando Logan com seu isqueiro, acendeu um cigarro suspeito, acionou um botão que absorvia a fumaça e o tragou. Considerando que ele é o mais novo da família, como não esperava, ninguém diz nada sobre o assunto. Lorenzo olhou para o irmão e ergueu a sobrancelha.
— Estou na B.
— Eu estou na boa. — disse Jamie.
— Ah! Meus irmãos são uns mal educados... — e então Ian olhou para mim. — Você não se importa não, é shawty? — agora todos olhavam para mim.
— Não, só estou um pouco surpresa, ele é o mais novo, vocês não deveriam, talvez serem protetores e.... não sei, o repreendê-lo? — Logan sorriu de lado.
— Ele é um adolescente, e é melhor que faça na nossa frente do que com outras pessoas. — disse Jamie dando de ombros.
— Eu estou bem aqui. — disse Logan.
— O que você esperava? Nós temos tatuagem e somos cantores de rock. É praticamente parte da nossa profissão, e você não viu nada ainda...
— Lorenzo sorri de lado e pisca para mim, balancei a cabeça discordando.
— Isso não tem nada haver com o que eu acabei de dizer, o que quis dizer é que vocês são uma família, as famílias costumam cuidar uns dos outros. — respondi, ele ergueu sua sobrancelha fazendo o piercing que há nela mover-se, é um gesto sexy.
— Não ligue para ele. — sussurrou em meu ouvido, mas tenho certeza que Lorenzo ouviu, pois seu sorriso de repente, aumentou.

*


Revirei os olhos mais uma vez quando eles insistiram em saber da minha vida, agora era vez de Logan que continuava a fazer perguntas.
— E você sabe falar a língua brasileira?
— Sei muitas palavras e frases, mas o certo não é brasileiro, mas sim português do Brasil.
— É mesmo, fale algo para nós, por favor?
Vocês são uns babacas! — disse uma gíria que conheci há pouco tempo em português, em um meme da internet. Eles olharam-me encantados mesmo sem se darem conta do que eu falei.
— Uau, isso soou muito bonito na sua voz. — Ian acrescentou.
Obrigado. — disse também em português, e sorri.
Obrigado. — copiou-me Jamie. — Esta palavra por acaso conhecemos! Caras, lembram-se? É agradecimento, certo?
— Exatamente. — sorri.
— Ficou sexy na voz dela, as brasileiras são sexys.
— Verdade, temos que voltar para lá. — respondeu Ian para Lorenzo.
— Agora diz para mim, por favor, em português ou inglês mesmo, se preferir... — disse Lorenzo gesticulando com as mãos.
— Ok.
— Diz comigo em claro e alto som: Eu. Quero. Mamar. Você. — então ele esperou que eu dissesse, disfarçadamente Logan começou a rir.
Revirei os olhos, o ignorando. Não lembro-me o número de vezes em que fiz isso hoje, e só com eles.
— De novo, Enzo? Você não cansa de constranger as pessoas, desculpe por isso, . — disse Ian preocupado. — Mas se você quiser dizer, não há problema...
Virei minha cabeça de lado, e respirei fortemente, dei-lhe um olhar de poucos amigos, então ele levantou as mãos declarando a sua inocência que não existia. Olhei para que estava quieto, olhando pela janela, notei seu belo maxilar travado. Mas aquilo parecia um ato normal dele, estava sempre a fazer isso.
— O sempre quis pegar uma brasileira. — atacou Lorenzo novamente, comecei a suspeitar que ele estava apenas provocando-o. Sem demonstrar nenhuma reação, ele volta a encarar o irmão sério.
— Nunca disse isso.
— Tem certeza? Há uma semana você...
socou o banco do carro, fazendo todos nós reagirmos ao susto.
— Lorenzo, não me deixe impaciente, não acha que já foi longe demais com suas merdas hoje? — a raiva acabou trazendo-me as lembranças da noite em que fui expulsa de seu carro.

Lorenzo olhou para mim dando de ombros, inclinou-se, apoiou a mão em frente à boca, para dizer-me alguma espécie de segredo.
, o é insuportável, se ele já sorriu para você, sinta-se especial.
Ouvi bufar ao fundo, por que não só ele ouviu, mas todos que estavam no carro.
— Ele é o cabeça quente da família. — juntou-se Ian, com um sorriso.
— Isto também não é verdade. — mais calmo, resmungou.
— Você não me deixou terminar... — Ian fez cara de desdém. — Ao mesmo tempo em que ele é cabeça quente, ele é o mais responsável e com o melhor senso de humor da família.
— Nossa, assim ficou muito melhor.

Eles voltaram a conversar sobre outros assuntos, gostava da forma como gesticulava com as mãos. Senti a brisa da janela contra a minha pele descoberta e encolhi-me.
— Está com frio? — perguntou baixinho.
— Um pouco. — sorri, ele afastou-se, puxou o casaco pelas costas e entregou-me.
— Tome.
— Mas e você?
— Coloque, linda, eu estou bem.
— Obrigada. Tem certeza? Está frio.
— Você está ao meu lado, tem coisa mais quente que isso? — sorriu charmoso. Olhei em volta e os irmãos nos olhavam chocados, talvez emocionados. Coloquei o casaco e fui impregnada com o seu cheiro maravilhoso e de colônia masculina.

*

— Mas então, , com quantos anos você perdeu a virgindade? — perguntou Lorenzo, revirei os olhos sorrindo. Cansada do seu interrogatório pelo caminho todo, respondi:
— Aos vinte e um, eu e a sua mãe!
— Porra! — disse ele.
— Ew... — sussurrou Ian.
— Que diabos!— ouvi dizer, logo depois parece tentar espantar a imagem de sua cabeça. Foi então que eu lembrei que todos tinham a mesma mãe. Oh! Pelo canto dos olhos percebi Jamie contrair as bochechas enquanto segurava o riso. Logan já ria.
— Espera, perdeu mesmo aos vinte e um? — perguntou e eu fingi não ouvir.
— Ela é demais! — disse Logan, e balançou a cabeça, batendo palmas.
? — insistiu na pergunta, mas quando percebeu que eu iria ignorá-lo, desistiu revirando os olhos, bufando como uma criança.
— Sempre esqueço que vocês são irmãos. — sorri, e dei de ombros.
— Eu não esperava por essa, estou apaixonado. — disse Lorenzo.
— Ela pode ser pior, irmão, ela pode ser pior... — disse .
— Eu sou a pior! — brinquei, e eles riram.
— Vamos ser mais precisos agora, ter uma abordagem mais correta. — continuou Lorenzo.
— Obrigada.
— Qual seu hobby?
— Meu hobby? Talvez trabalhar. Sei fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
— Ah é? — sorriu de lado malicioso, ele parecia só pensar nisso. Contive a vontade de revirar os olhos de novo.
— Gosto muito de trabalho, ler livros.
— Depois vamos querer saber mais sobre isso. — eu sorri, quase rindo.
— Ok! E o de vocês? O hobby?
— Nós gostamos muito de transar, e todo mundo transa bem aqui, até Logan. — respondeu Lorenzo, senti minhas bochechas esquentarem.
— Como assim até Logan? Idiota! — Logan pronunciou-se.
— Pare de falar essas merdas, Enzo. — pediu censurando-o de novo. — Não tem nada haver.
— Olhe bem a forma como as bochechas ficam rosadas, como é que você aguenta?
— Lorenzo. — o repreendeu novamente.
— O que é?! — esbravejou.
— Outro assunto.

*

Assim que chegamos, senti como o espaço do restaurante era gostoso, notava-se a luz do dia por causa das quantidades de janelas e portas, era enorme, tinha algumas árvores dentro que saiam pelo teto, era mesmo lindo e rústico.

O maître esperava-nos com um sorriso maior do que o normal ao rosto, sua pasta de anotações preta em mãos. A expressão corporal demonstrava agitação, provavelmente lisonjeado com a presença de uma banda famosa em seu restaurante. Senti os olhares e sussurros em nossa direção.
— Boa tarde, senhor Rolland. Senhores, muito obrigado por virem. — disse ele claramente feliz.
— Isso não deveria ser dito enquanto estivéssemos de saída? Parece que está nos expulsando. — disse Rolland dando-me náuseas.
— Não, claro que não, senhor Rolland, totalmente o contrário, vocês são muito bem vindos aqui. — eu quase senti pena pela sua afobação. Rolland era um pé no saco.
— Bom, infelizmente viemos de última hora e sem tempo para fazer uma reserva, estamos em dez pessoas, como pode ver. — o maître assentiu, dando uma olhada em suas anotações.
— Temos a mesa de dez lugares na parte de dentro, mas está ocupada por pelo menos vinte minutos e na parte de fora onde tem mais conforto e privacidade, fico feliz em dizer que esta mesa está livre.
— Queríamos estar na parte de dentro. — disse Rolland.
— Hã... As mesas que temos estão ocupadas, senhor Rolland. Eu infelizmente não posso expulsá-las, eu...
— Pode ser na parte de fora. — disse , antes que Rolland pudesse responder. Então, eu sorri.

sentou-se acomodando-se como se estivesse em casa, pernas folgadamente abertas. Senti o braço forte de atrás da minha parte do banco. E então ele disse só para eu ouvir, ignorando a conversa paralela entre as pessoas em nossa mesa.
— Como foi seu dia, linda?
— Trabalhei muito hoje de manhã. Meus funcionários são maravilhosos, mas muitas vezes não dão conta de tudo que eu preciso, e sexta feira é bem mais puxado do que os outros dias da semana, muitas pessoas ligando para talvez fecharem com a equipe. Não que eu esteja reclamando, fico muito contente.
— Isso é muito bom, parabéns! — disse com sinceridade na voz, instantaneamente eu sorri.
— Obrigada.
— Qual o nome da sua empresa?
— Womanity.
— Porra, já ouvi falar!
— É sério? — sorri animada.
— Sim. — ele respondeu e logo depois virou a cabeça.
— Rolland? — o mesmo olhou por cima dos olhos ao fundo da mesa e esperou falar. — é dona daquela empresa nova de eventos. Womanity. — Todos na mesa agora prestavam atenção em nós. Oh, céus!
— Eu sabia que a conhecia, e posso dizer que sei que você está fazendo um estrago no mercado, garota! É claro que conheço, organizou o aniversário de 30 anos de casamento dos atores Valentina Zorra e Kenan Hiegas.
— Caralho! — disse Ian.
— Esse foi um dos nossos maiores trabalhos. Estou muito honrada por conhecerem minha empresa.
— O Kenan é um gato! Como queria trabalhar com ele. — uma das mulheres da assessoria disse. O Kenan é mesmo maravilhoso, como pessoa também.
— Conversei por meses com ele no telefone. — brinquei, pois ele era casado e só tratávamos de assuntos da festa de casamento.
— Que inveja! — eu ri, assentindo. Continuamos a suspirar ao conversar sobre Kenan, e os rapazes reviraram os olhos.

*

Após o almoço, encontrávamo-nos no lounge, a espera das produtoras tomarem seus respectivos cafés. Depois de tirarem fotos com fãs, alguns dos irmãos decidiam o que iriam fazer em uma sexta-feira. Senti mexer na ponta do meu cabelo, para chamar minha atenção, confesso que estava distraída.
— Cachinhos. — ele sorriu sem mostrar os dentes, exibindo suas covinhas. Sorri, enquanto ele enrolava um dos meus fios ondulados nas pontas. — É natural?
— Os cachos? São. — ele assentiu, antes de mudar de assunto.
— Mandei um mecânico para arrumar seu carro.
— Muito obrigada.
— Ele ainda não está pronto... Então acredito que possa ficar mais um pouco comigo.
.
— Vamos... Por favor? Não precisamos mais ficar aqui.
— Para onde quer me levar?
— Vamos dar uma volta por aí. Sem destino certo.
— Isso é serio? — sorri.
— Sim? Eu sempre faço isso, seria bom ter uma companhia dessa vez.



Kapitel zwölf || The Pier

“So jung kommen wir nicht mehr zusammen”


[N/A: Coloque esta música para carregar: Guns N' of Roses - Sweet Child O' Mine]

De longe observei Lorenzo trocar algumas frases empolgadas com , que sorria. Eu não sei o que se passava com aqueles dois, mas parece que se resolviam rápido. Ele se despediu e foi embora com todos os outros irmãos, eu conversava com uma das assessoras da banda, a mesma que disse que Kenan era um gato, seu nome era Joana. Fiz questão de ignorar a sua total desconfiança sobre mim, e manter uma conversa civilizada, eu tive de insistir a ela para pagar minha parte do almoço sem que soubesse, relutante ela cedeu, foi bastante caro e foi exatamente por esse motivo que quis pagar, não quis parecer abusada.
Quinze minutos depois fomos os últimos a permanecer no restaurante, nós queríamos ir para outro lugar sozinhos, por isso, ainda estávamos a espera.
— Deve ser maravilhoso ter todos e qualquer coisa ao seu dispor. — comentei assim que a incrível moto de foi entregue por uns dos seus assistentes.
— Eu sou muito rico, , às vezes eu me aproveito disso. — seu olhar era sério, como se fosse uma realidade que ele não conseguisse escapar, comprimi os lábios em resposta, eu não tinha nada para dizer. Apesar de novo, ele era muito poderoso e intimidante.

Tampei meu rosto para impedir o raio de sol em meu olho esquerdo, entregou-me um segundo capacete. Observei o mesmo em minhas mãos, e com o semblante de vergonha disse que não sabia colocar aquilo.
— Eu te ajudo — debruçou-se por cima de mim, seus braços fortes em direção ao capacete, retirando-o gentilmente de minha mão, então o forçou em minha cabeça fazendo doer um pouco, logo eu estou enxergando através do vidro plastificado. Eu sorri quando avistei o sorriso dele querendo aparecer. — Já está colocado, agora deixe-me ajudá-la a subir. — ele apoiou as mãos em minhas cinturas e as apertou, arrepiando-me por inteira, fez pressão para cima erguendo-me, até minha bunda encostar-se no banco. — Passe a perna para o outro lado. — disse em voz baixa, fiz o que ele disse, e coloquei minhas mãos para trás da moto, inclinei-me fazendo o casaco de moletom subir um pouco, ainda sem tirar as mãos da minha cintura, olhou para minha barriga exposta, erguendo o olhar quente, devagar até meu rosto, por um momento lembrei-me do nosso primeiro beijo em sua moto, ele pareceu lembrar disso também, pois suas mãos apertaram-me com mais força e seus olhos escurecem. Ele retirou as mãos, pegou seu capacete, subiu na moto, e deu partida.

As nuvens no céu estavam cinzentas, o tempo parecia cada vez mais fechado, frio e desagradável. Mas mesmo assim eu estava adorando! Estar com fazia me sentir mais viva! Seu cheiro era maravilhoso e másculo! Encostei a bochecha em suas costas, com minhas mãos enroladas em seu tronco, conseguia sentir o peitoral duro, sorri, descaradamente me aproveitando um pouquinho da situação. Em um sinal vermelho ele se vira e observo que seus lábios vermelhos se movem, ele estava dizendo-me algo.
— Eu até gosto de suas mãos me apalpando, mas já estou ficando sem ar.— envergonhada percebi que meus braços quase o esmagavam, tratei de afrouxá-los rapidamente.
— Desculpe. — senti o sorrir.
O tempo passou rapidamente enquanto apreciava os ventos em meus cabelos, senti o cheiro de água salgada, a moto percorria uma grande passarela sobre a água. Era um Píer.
Estávamos em uma praia! Ele diminuiu a velocidade, estacionando em frente aos quiosques com a aparência de abandonados. Uma pena, pois o lugar era lindo! Olhei novamente, em um deles e estava escrito Pub Hattan em letras grandes.
desligou o motor, tirou o capacete e desceu da moto, olhou em volta em busca de pessoas ou até possíveis paparazzis, enquanto eu me preocupava em retirar o capacete. Afinal, consegui, mas meus cabelos desorganizaram-se totalmente com o ato, tratei de arrumá-los.
— Eu sou uma bagunça. — sorriu ao observar-me e com sua mão direita, ajudou-me a descer. Ao travar a moto, os seus passos foram direto ao fundo do pub. Os matos crescidos deram-me a confirmação do abandono, o caminho para a entrada estava cheio de areia, dava uma vista incrível para o pôr do sol, a praia estava calma e vazia. Olhei para baixo assistindo as ondas quebrando-se a metros dos meus pés. Era lindo!

Ele deu batidas em códigos na porta, mas não obteve qualquer resposta. Então, pressionou o pulso para frente, fazendo com que a porta se abrisse com um solavanco. Não disse nada, franzi as sobrancelhas ao vê-lo entrar e chamar-me para junto dele.
— Rob? — Ele gritou, fazendo um eco tremendo, não tinha ninguém ali, meus olhos correram e observaram atentamente mais o local. Um salão enorme, a pouca luz, com mesas e cadeiras de madeira amontoadas uma em cima da outra. Piso e paredes de madeira. O cheiro de cerveja velha anunciava que aquele lugar já não era cuidado há um bom tempo. Das bebidas e copos de vidro antigos que eu só tinha visto em filmes, encontravam-se dentro ao bar comprido também de madeira. Notava-se um palco com cortinas vermelhas sangue à direita, ainda havia instrumentos espalhados por ele e com aparência de novos. Às três e meia da tarde o salão à moda antiga estava vazio, com exceção de nós dois. Era... esplendido!
— Que lugar lindo, ! — ele assentiu.
— Não é moderno, mas posso acrescentar que foi histórico no mundo da música.
— É tão artístico. — comentei sobre as artes e as fotos na parede.
— Tem razão, linda! Muitos artistas passaram por aqui. — eu sorri animada, será que toda vez em que saísse com ele seria surpreendente? Parece que ele não tem nem noção do quanto esse lugar me agradou, para ser exata, o quanto sua espontaneidade me agradou! Consegui apagar todos os problemas por um momento... Outra qualidade que descobri sobre . Ele é loucamente espontâneo!

caminhou para longe e abriu as janelas, fazendo com que a circulação do ar se expandisse, depois abriu um enorme portão de correr, uma varanda enorme que permitia a luz do sol entrar. Então, eu tive de me levantar! Puta que pariu, que vista maravilhosa!
— Wow! — caminhei em passos rápidos para lá.
— Gostou?
— Olhe só para isso! Ai, meu Deus! — Era um espetáculo, o mar infinito de encontro com o sol que hoje estava tímido, mas mesmo assim era tão incrível quanto poderia ser.
— É uma vista e tanto, não é?! Fico feliz que tenha gostado.
, é claro que eu gostei, não se atreva a fechar este portão de novo.
— Como quiser. — ele riu. — Agora vamos entrar, eu até poderia propor a ficarmos aqui fora, mas não quero que fique doente com o frio.
Ele puxou uma cadeira para uma mesa que estava sozinha ao centro, e sorriu incentivando-me a sentar.
— Obrigada. — sorri, antes de ceder. — , nós estarmos aqui, é legal? — ele empurrou a cadeira para frente assim que o fiz.
— Confia em mim. — piscou com um quesito de sinceridade, ao dar a volta ele acomodou-se em sua cadeira também. — Esta praia é uma das menos movimentadas a luz do dia. — franzi as sobrancelhas. — Hattan Beach. Longa história. — disse pausadamente. — Deseja beber alguma coisa?
— Sim, obrigada. — assentiu e caminhou até o bar, através dele, seus olhos avaliaram todas as garrafas com calmaria, por fim escolheu uma garrafa artesanal de vinho branco escocesa. Adorei a escolha!

Aquele lugar era tão vintage, e combinava tanto comigo que eu não pude me conter quando tirei uma foto dos selos grudados à cadeira e ao fundo o palco com as cortinas vermelhas. Postei em meu Instagram, que por coincidência também tinha um perfil meio vintage, moderno e antigo ao mesmo tempo. Às bandas de rock velhas que eu gostava estavam espalhadas por ele. apanhou duas taças, servindo-me primeiro e logo após a ele.
— Você conduz.
— Claro, como se existisse alguma possibilidade de eu conduzir uma moto. — ironizei.
— Não é tão difícil, para ser sincero, é incrível!
— Um táxi é muito mais seguro, acredite em mim.

Na metade da garrafa, me contava a história daquele pub abandonado, deixando-me cada vez mais encantada.
— Antes da fama, quando eu tinha quinze anos, eu costumava vir aqui com Jamie. — Quando ele começou, eu projetei as cenas na minha cabeça. — Parece que nós dois sempre soubemos... — acompanhei seu olhar para o horizonte.
— E os outros?
— Por enquanto, naquela época ninguém acreditava muito nesta história de banda, Ian e Lorenzo preferiam estar em baladas que não eram para idade deles, enquanto Logan ficava em casa com minha avó. — sorri com apreciação, mas franzi a sobrancelha.
— Sua avó... Ela já?
— Não, não, ainda não. — ele sorriu, mas ainda assim apavorado. Que descuido o meu!
— Ah! — foi só o que saiu da minha boca. — Desculpa, não quis ser invasiva, eu só fiquei curiosa... E a sua mãe?
— Parece que o espírito de entrevistadora ainda te pertence, querida . — sua boca se curvou, e eu passei a língua pelos lábios, sem jeito.
— Não precisa dizer se não quiser, está tudo bem mesmo.
— Eu sei que não, mas você tem uma coisa que nos faz querer contar os nossos segredos, e você sabe disso.
— Não sei... — balancei a cabeça.
— Talvez seja o carisma, ou sua maneira de seduzir enquanto se pronuncia, saiba que é uma má persuasão. — má persuasão? Ele acabou de dizer que sou manipuladora?
— Não, não, tenho essa intenção. — dei de ombros, pelo menos eu acho que não. — Eu só acho que a história da sua vida deve ser altamente emocional e cativante, diferente da minha. — ele ficou em silêncio, por um tempo. — Desculpa, podemos ficar em silêncio, se quiser.
— Não.
— Ok. — sorri.
— Bom, minha vó tinha que cuidar de nós, porque minha mãe era boêmia, gostava de sair bastante. — desviou o olhar procurando mudar de assunto. — Enfim, era mais eu e o Jamie, nós éramos muito próximos!
— Jamie, é seu preferido, então? — perguntei, seus lábios ergueram, e logo eu já sabia a resposta.
— Por sermos tão diferentes, sim.
Ele continuou a contar, sobre aquele lugar, e também algumas histórias cômicas, sobre ele e seu preferido Jamie, enquanto eu ouvia com muita atenção. Ele conta como que um dos donos, dava a oportunidade para quem estava começando no mundo da música de apresentar suas supostas composições, qualquer pessoa podia mostrar seu talento, e então eles escolhiam os melhores para ter como principal por um mês. Assim ele disse uma das coisas que poucas pessoas deveriam saber:
— Este lugar foi onde aconteceu uns dos primeiros concertos da The Vincent's Irradiation. — ele suspirou com a lembrança.
— Uau!

*


— Já está de noite!
— Verdade.
— Acabamos com umas garrafas, e eu não vou dirigir uma moto, mesmo que soubesse dirigir uma, não iria o fazer na mesma, porque eu também bebi.
— Nossa, como é que você consegue falar assim depois que bebe?
— Assim como? — não entendi.
— Como uma advogada feminista com retórica evidente. — ele sorriu, seus olhos um pouco desfocados.
— O quê? O que isso tem haver? — quis soar ofendida, mas não consegui segurar os resíduos de um sorriso em minha boca.
— Você é muito velha para sua idade.
— O quê?! Eu não...
— Fale a verdade.
— Eu...
— Quantos anos é que tem? Vinte e dois, vinte e quatro ou vinte e seis?
— Não importa!
— Diz.
— Cinco.
— Vinte e cinco? Por pouco. — sorriu.
— É.
— Hum, mais velhinha. — ele foi sarcástico, porque era óbvio que ele era mil vezes mais experiente do que eu. — Gosto das mais velhas. — sorriu mais, aproximando-se de mim devagar.
— Sim, eu sou. — empinei o nariz.
— Quanta arrogância que eu consigo ver em sua expressão corporal, . — sorriu mais, aproximando-se devagar até que suas mãos estivessem em volta do meu corpo e apoiando as na mesa atrás de mim. — A diferença é de meses, eu acredito? — assenti, e capturei meu lábio em nervosismo, seus olhos caíram direto para lá. deu-me um abraço, cheirou meu pescoço, arrepiando-me até os dedos dos pés nele saíram as seguintes palavras sussurradas:
— A noite está linda para uma dança! Quer dançar, linda?
— Sim, eu... sim. — gaguejei. acariciou meu cabelo até a bochecha, afastou-se e caminhou para o outro lado do salão, tinha ali uma pilha organizada de discos de vinil antigos, seus dedos percorrem uma grande parte deles, por fim escolheu um, e o encaixou na vitrola. Virou dando-me um sorriso que foi retribuído.

[N/A: Dê play na música!]

Tão logo ouvi o som da música que eu reconheci como, Sweet Chlid O' Mine do Guns Of Roses, que ecoou por todo o salão. Clássico! Os primeiros acordes da guitarra preencheram o local, começou a balançar a cabeça ao ritmo da música, olhou para baixo fazendo um biquinho em movimento. Dei risada quando ele adquiriu o estalar dos dedos, junto a uma dancinha esquisita, então jogou o cabelo para trás. Na hora que notou-se a voz de Axl Rose ele apontou para mim dublando-o, sua mão esquerda fazia o improviso do microfone invisível.

She's got a smile that it seems to me, reminds me of childhood memories, where everything was as fresh as the bright blue sky...
(Ela tem um sorriso que me parece, trazer à tona recordações da infância, onde tudo era fresco como o límpido céu azul)

Seus movimentos estavam certos e sincronizados com o ritmo. Tive de rir e balançar a cabeça negativamente, assim que ele caminhava em minha direção novamente.

Now and then, when I see her face she takes me away to that special place, and if I stare too long, I'd probably break down and cry...
(Às vezes quando olho seu rosto, ela me leva para aquele lugar especial, e se eu fixasse meu olhar por muito tempo provavelmente perderia o controle e começaria a chorar...)

Me senti em uma cena do High School Musical no momento em que ele parou e rodopiou, logo depois de fazer um movimento com os quadris. Seu olhar cristalino fixado nos meus. Eu ri, ao mesmo tempo em que estava hipnotizada. Meu Deus, como ele era lindo!Um artista completo!

Oh, oh, oh, sweet child o' mine!
Oh, oh, oh, oh sweet love of mine....
(Oh, oh, oh, minha doce criança
Oh, oh, oh, oh, meu doce amor)

Ele fingiu jogar uma moeda para cima, seguiu o olhar acompanhado a mesma, até certa altura, depois a sua queda, até cair perfeitamente em sua mão ele agarrou-a e colocou no bolso. Ri, quando ele me deu uma piscadela sexy. Ok, ele poderia ser um perfeito mímico.

She's got eyes of the bluest skies as if they thought of rain, I hate to look into those eyes, and see an ounce of pain
(Ela tem olhos dos céus mais azuis, como se eles pensassem na chuva. Odeio olhar para dentro daqueles olhos e ver um pingo de dor)

Parei de rir assim que ele ofereceu sua mão para que eu a agarrasse, suas pernas estavam em movimento, ele dançava bem. Sorri, encaixando minha mão na sua.
— Dance comigo?
— Sim. — assenti devagar, então ele puxou-me de encontro com o seu corpo deixando-nos perigosamente próximos. Quando percebi o ritmo lento que ele queria seguir, encostei minha cabeça em seu peito.

Her hair reminds me of a warm safe place, where as a child I'd hide and pray for the thunder and the rain to quietly pass me by
(O cabelo dela me lembra um lugar quente e seguro, onde como uma criança eu me esconderia e rezaria para que o trovão e a chuva passassem quietos por mim)

Era como uma valsa quente e calma, dois para lá, dois para cá. Respirei fundo o seu cheiro masculino, e expirei em satisfação. Ele passou as mãos por minha cintura, e fez um carinho reconfortante com os dedos em um abraço.

Oh, oh! Sweet child o' mine
Oh, oh, oh, oh! Sweet love of mine
(Oh, oh! Minha doce criança
Oh, oh, oh, oh! Meu doce amor)

Levantei a cabeça, olhei em seus olhos e sorri. Céus! De perto era ainda mais bonito, todos os pequenos detalhes, a testa retangular com duas pequenas riscas, as sobrancelhas grossas uma delas erguidas com minha observação, seus cílios grandes e olhos brilhantes, seu nariz em perfeito formato, sua boca de aparência tão macia que eu tive vontade de tocá-la com as pontas dos dedos, por fim a barba por fazer! Ele era tão lindo, puta merda, eu odeio admitir, pois a cara de sarcasmo que ele estava fazendo naquele exato momento, deixava-me com raiva!

Where do we go? Where do we go now? Where do we go?
(Para onde vamos? Para onde vamos agora? Para onde vamos?)

— Por que está me olhando assim? — perguntou com a testa franzida, enquanto seus olhos sorriam.
— Porque você é lindo! — disse com raiva, então sua boca ergueu-se lentamente para o lado em forma de dever cumprido. Argh!
— É isso o que você acha?
— Você deve ouvir tanto esse elogio, que eu acho que não é preciso repetir.
— Por que não? Eu gostei de ouvir você dizer. — ele sorriu, rodopiando até trazer-me de volta ao encontro do seu peito. — Obrigado, querida , minha opinião não é muito diferente sobre você.

Where do we go now? Where do we go?
Where do we go now?
( Para onde vamos agora? Para onde vamos? Para onde vamos agora?)

Eu o observava com atenção, meus olhos correndo rapidamente para todos os pontos do seu rosto, criando forças para não ter que encarar onde eu tanto queria estar naquele momento. franziu os olhos e sem resistir eu encarei, eu encarei a sua boca, e ele percebeu. Olhei novamente para ele, e foi ai que eu senti que uma enorme tensão sexual tinha caído com tudo sobre nós.

Now, now, now, now, now, now, now?
Sweet child! Sweet child o' mine
( Agora, Agora, agora, agora, agora, agora, agora? Doce criança! Minha doce criança)

Olhos escurecidos fitavam os meus, e então ele sussurrou:
, eu vou te beijar. — sua voz saiu cheia de desejo.
— Eu sei. — Ah!



Kapitel dreizehn || If I Could Scape

"Was ist deins, kommt in der Zeit. Und was nicht ist, wenn es damit einhergeh"

Com suas mãos grandes agarrou minhas coxas, segurando-me e apoiando-me na mesa. Sua mão direita enrolou nos meus cabelos e foi puxada para trás, dei um suspiro com a sensação dolorida, e ao mesmo tempo satisfatória. Ele inclinou a cabeça, e sua língua foi de encontro com a veia do meu pescoço, deslizando bem devagar até a ponta da minha orelha, ele deu ali uma leve mordida junto com sua respiração pesada, saboreando-me. Ele desceu as mãos para as minhas coxas e deu uma pegada forte, eu quase levantei o quadril da mesa, sem pensar passei as pernas envolta da sua cintura.
— Linda... — seus olhos fitaram minha boca, sensualmente ele agarrou minha bunda, trazendo-me perto da parte mais quente do seu corpo. Sozinhos, e sem ninguém para nos interromper. Nós nunca chegamos tão longe... O sorriso de lado, surgiu! Ah, a sua típica cara de cafajeste! Então, tudo em mim foi aceso, literalmente em todos os pontos. Puta que pariu! Ele era duro! Tive a impressão de que ele não era dos que pegavam leve. Entrei no seu jogo. Sem delicadeza nenhuma, agarrei e puxei seus cabelos, ele gemeu com desejo, antes de eu chocar minha boca com a sua! Ele deu abertura para minha língua que se encaixou perfeitamente com a dele, como das outras vezes, estávamos nos beijando! Seu beijo era diferente de todos os outros, era perfeito! Será que ele sentia isso também? Eu aprofundei o beijo, suspirando. Chupei sua língua com vontade, e logo após, eu circulei-a envolta da dele até entrarmos em uma batalha de línguas deliciosa.
— Hummm.— murmurou, e mordeu meu lábio, antes de puxar mais duro o meu cabelo. Minha boca se desfez da dele. aproveitou para morder meu queixo, e passar sua barba por fazer em minha bochecha, gemi quando ele abaixou a cabeça e chupou a pele do meu pescoço com força, fazendo-me estremecer de prazer. Céus! Ele era o sexo em pessoa! Nikki tinha razão, eu já estava delirando apenas com um beijo!
Entrando ainda mais no momento, arranhei e depois massageie suas costas de cima para baixo, beijando-o com mais intensidade. Um rugido saiu de sua boca, e por falta de controle ele flexionou seu quadril para frente mostrando-me a sua ereção crescente. Mordi os lábios contendo um gemido.
— Você não tem noção do quão sexy você é! — sussurrou em minha boca, e eu sorri, sentindo minha auto-estima subir. Eu devorei a sua boca novamente, chupei levemente seus lábios, então ele colocou as mãos em minha cintura, e invadiu a parte de dentro da minha camiseta, fiquei alerta! agora acariciava a minha pele, dava para ver que ele estava perdendo o controle, por que vez ou outra ele apertava-me e soltava suspiros e ruídos estranhos.
... — suspirei seu nome dentro de sua boca e ele rugiu, erguendo mais um pouco a sua mão junto com a camiseta. Eu sabia o que ele iria fazer, e estava me dando tempo o suficiente para impedi-lo.
— O que você quer fazer agora, querida? — sim, ele estava me perguntando! Eu já estava sentindo a umidade em minha carne. Deus!
— Eu quero você! — Descontrolada, eu retiro minha camiseta rosa. arregalou os olhos, pousando-os imediatamente em meus seios apoiados em um sutiã de renda rosa claro, ele passou a língua pelos lábios e olhou para mim com a respiração desregulada. Ele voltou para meus seios redondos, entrando em estado de rendição. Sim, !
— Porra, sim! — ele ergueu a mão para tocá-los, amassou o seio esquerdo com força e prazer, fazendo com que eu abrisse a boca para respirar. De longe eu ouvia as batidas rápidas do seu coração. Ele me observou. Minhas bochechas coradas. — Esta sua carinha de inocência, está me matando, linda! É muito sensual. — ele não tirou os olhos encantados de mim, quando preparou-se para enfiar um dedo dentro da minha boca, fomos interrompidos pelo barulho de uma terceira e inesperada voz. Pegando-nos totalmente de surpresa. Que merda estou sem camiseta!
— Vejo que está bem á vontade, ! — meu rockstar se afastou deliberadamente de mim, enquanto eu descia da mesa e virava de costas. — Você realmente levou o meu "pode vir à hora que quiser" ao pé da letra.
— Rob! — ouvi o sorriso em sua voz, eu já tinha colocado minha camiseta e aproveitei também, para colocar o casaco moletom de , que estava encostado na cadeira desde que comecei a sentir calor por conta da bebida. — Já faz tempo. — eles deram um aperto de mãos, Rob tinha aparência velha, dava-lhe um pouco mais que sessenta anos. estava tímido, provavelmente por ele ter nos flagrado naquela situação, nunca tinha visto aquela expressão nele antes, achei uma gracinha.
— Rob, está é minha amiga, . — ele deu um sorriso esperto para que ignorou, Rob olhou para mim com simpatia. Eu sabia que minhas bochechas ainda estavam vermelhas por causa da tensão.
, este é Robison Phill, ele é como um segundo pai. — deu de ombros ainda em estado envergonhado, eu apertei sua mão.
— É um prazer. — sorri.
— É uma bela moça a que temos aqui, . — Rob sorriu gentil. — Gostariam de uma xícara de chá? Vejo que beberam uma das minhas preciosidades escocesas. — sorriu galante.
— Eu posso te comprar outras garrafas como essas, se quiser.
— Minha criança, humilde como sempre.

*


— Sinto em lhe dizer, mas tenho ensaio de banda, daqui uma hora. — disse Rob meia hora depois de conversa jogada fora, foi então que eu olhei no relógio, eram sete horas da noite. Dei um olhar intencional para , que pareceu ter entendido no mesmo instante. Ele voltou a Rob.
— Banda, huh?
— Sim, estou a botar fé: Rock Indie. — deu de ombros. ergueu a sobrancelha, impressionado.
— Rock indie é bom. Vá com tudo, Rob, você tem o ouvido do sucesso. — Rob assentiu e sorriu envergonhado.
— Bom, vou fazer uma ligação, e então já vamos. Rob obrigado pelos conselhos. — ele apontou o dedo para ele que fez um gesto de compreensão com a cabeça. — E , eu preciso falar com você.

*



Ele voltou da ligação com uma expressão pálida. Ele segurou o lábio, assim percebi que não vinha coisa boa.
— Linda, eu esqueci que tinha dado uma festa hoje, eu tenho que passar rápido em minha casa.
— Sério?
— Eu não sei como deixei passar. — passou as mãos pelos cabelos.
— O que gostaria de falar comigo?
— Ah, claro! — ele sorriu nervoso. — Eu gostaria de leva-lá para jantar, hoje à noite. — ele teve dificuldade para dizer.
... — suspirei.
— Eu sei que já estou abusando demais da sua presença.
— Sim, você está!
— Me desculpe. — sussurrou, — Você quer? Você quer jantar comigo? — seus olhos ofuscaram e brilharam um pouco, não foi difícil de perceber que ele estava envergonhado.
— Passamos na sua casa, mas só porque eu quero ir embora de carro, está muito frio. E não, eu não vou jantar com você.
— Por que não? — disse em descrença, diria um pouco magoado.
— Pode respeitar minha decisão? Neste momento eu só quero minha cama, por favor! — disse com gentileza.
— Tudo bem! Só quero que saiba que é uma das poucas mulheres que eu chamei para jantar, em toda a minha vida. — Quando ele disse aquilo eu percebi o quanto era difícil para ele, por que ele não podia admitir que gostava de estar comigo? Eu sabia que ele tinha me chamado apenas por que estava desesperado. , sabe que para me ver novamente terá que me chamar para sair e marcar um encontro.
— Só não é o momento certo, ok? Se quiser mesmo jantar, estou livre na quarta à noite. Eu adoraria sair com você. — sorri, e apertei o seu braço, e ele tranquilizou com o toque.
— Como um encontro?
— Basicamente, sim. — ele fez uma carranca.
— Então, não!
— Não quer me ver de novo?
— Quero! — resmungou.
— E não vai o fazer só porque colocou na sua cabeça que não vai a encontros casuais?
— Exatamente, você é mais inteligente do que eu pensava, . — sorriu irônico.
, eu não te entendo...
— Ninguém entende, esquece isso, por favor. — ele esperou eu subir na moto para me ajudar, foi então que eu lembrei que mais cedo tínhamos bebido vinho branco.
— E o álcool?
— Já estou a cerca de duas horas e meia sem ingerir. Estou sóbrio, e eu já conduzi perfeitamente uma moto vendado, se isto a deixar mais tranquila. — ele olhava-me atento, a espera de uma resposta. Como é que falar uma coisa daquelas deixaria-me mais tranquila?

*


Fomos atingidos por alguns fotógrafos na entrada do condomínio de , mas eu estava de capacete, eles não teriam minha identidade. Mas nos dois chegando juntos, com certeza, já seria motivo de notícia para eles. Ele estacionou, e me ajudou a descer.
— Não se assuste, eu vou tentar ser rápido.
— Por que não devo me assustar?
— Porque muitas pessoas vão se aproximar de nós quando passarmos por aquela porta. — ele ergueu o canto da boca, parecia estar cansado. Olhou para meu rosto e acariciou meu cabelo, ele demonstrou querer dizer-me algo, mas como o previsto não disse. Olhei para seus lábios vermelhos e encostei meus lábios nos dele, bem devagar, pegando-o de surpresa. Ele respirou fundo e abriu a boca dando-me passagem, e lentamente escorreguei minha língua por cima da dele. Hum! Era maravilhoso. deu-me um selinho molhado e enfiou a língua novamente em minha boca, tentei aprofundar o beijo, mas ele mordeu meu lábio, e se afastou.
— Temos que ir.
— Ok.
— Seja bem vinda ao meu lar, e acredite, como eu queria que o fato de você estar na minha casa fosse diferente. — ele sorriu malicioso, e eu corei.

Quando chegamos, estávamos de mãos dadas, como um casal, e assim que passamos porta a dentro, ele foi atingido por um aglomerado de pessoas e tirou sua mão da minha para cumprimentá-las, então elas começaram a falar, uma por uma. Deus!
! Por onde estava? Tenho um projeto para discutir contigo.
— Claro, cara! Mais tarde. — ele sorriu, mas dava para ver que era um sorriso forçado
, a festa está incrível, parabéns, a casa é divina.
— Obrigado. — outro sorriso forçado.
, vamos tirar uma foto.
— Mais tarde? — ele tentou, mas o sujeito tirou a selfie na mesma.
Um grupo de mulheres provocantes vieram o cumprimentar, fiquei de lado a sua espera, afinal, não conhecia ninguém.
, você parece mais forte desde a última vez que te vi. — a loira tocou o braço dele.
, até que enfim você chegou, me guarde uma dança?
O champanhe está muito gostoso. — a morena de olhos claros disse, depois sussurrou algo em seu ouvido que o fez engolir a seco. Incomodou-me um pouco, então eu dei alguns passos para trás, não notou. Algumas pessoas ele fingia não ouvir, outras ele apenas dava um sorriso forçado.

Após um tempo, já parecia ter esquecido que eu estava atrás dele, então decidi caminhar até o bar, e sentar-me em um dos bancos.
— O que é que vai querer? — o barman questionou, olhei para onde estava em dúvida, ele ainda não tinha notado que eu tinha saído de lá, há quase cinco minutos. Parece que eu não iria para casa tão cedo. Oh! Merda!
— Dê-me algo forte.
— Algo forte saindo, para senhorita.
Aproveitei para olhar em volta, havia muitas mulheres, todas maravilhosas e bem vestidas. Havia também uma área de massagistas para os convidados, bastante comida, e é claro, garçons para todos os lados.
Minha garganta doeu como nunca em minha vida, nem quando eu ficava rouca na minha infância, poderia ser pior.
— Isso que me deu, é abssinto?
— Culpado. — o barman sorriu, com certeza sorrindo da minha cara, mais parecida como quem acabou de chupar um limão.
— Dê-me qualquer coisa menos isso, céus! Minha garganta está queimando como o inferno!
— Desculpe, era o mais forte que tínhamos. Quer uma cerveja? — fiz uma careta. Não!
— Muito fraco.
— Vinho?
— Não, não quero acordar mal disposta.
— Vodka? — hum, nada mal.
— Pura?
— Não, posso colocar um pouco de limonada, energético ou outra coisa do tipo, algo de sua preferência...
— Energético parece ótimo!
Assim que ele botou o copo de vidro com um canudinho preto no balcão, suspirei aliviada. Joguei o canudinho para longe, prendi a respiração e virei tudo de uma vez. Eu pedi outro igual para o barman que não demorou a colocar outro copo em minha frente.

Conversei com algumas das pessoas que estavam vindo ao bar, fiz amizade com uma professora de ballet.
O ? Eu não sei onde ele foi parar, a última vez que o vi ele estava indo para parte de cima da casa com uma mulher loira. Eu não sei o que senti na hora, talvez humilhada. Enquanto subia, ele olhava para baixo e aos redores, observando todos os convidados, estaria ele a procura de outra loira para subir com ele?
Eu estava à beira de subir lá, para falar o monte que ele merecia ouvir. Depois de hoje ele estava quase ganhando a chave para entrar dentro das minhas calças, mas agora eu não quero vê-lo, nunca mais na minha vida! Isto literalmente não é pra mim.
Eu não acredito que estou bêbada em uma festa privada na mansão de , cheio de pessoas famosas, e bem vestidas, enquanto estou feia e bebendo vodka com energético. Dei outro gole profundo.
— Vá com calma! — Uma mulher, visivelmente requintada disse sorrindo, olhei-a de cima a baixo e instantaneamente me senti um lixo, ela usava um vestido longo e florido, com uma das coxas amostra, saltos transparentes, dava para ver que eram muito caros, um estilo meigo e potencial. Enquanto eu continuava com o casaco de moletom enorme de , e meus all stars personalizados.
— E você seria?
— Sou Janen Bree. — sorriu caridosa como uma princesa sorri para seus criados. Ela estendeu sua mão de unhas grandes, para um aperto de mãos. Naturalmente meu queixo caiu, eu estava falando com uma cantora super famosa, que estreava em Billiboard e o caralho todo! Inclusive sua irmã, Diane Bree, loira estonteante, estava saindo com o , eu vi no Google notícias, estaria ela aqui? Merda!
— Eu não sabia, você é linda! Deus! Sou . — ela riu.
— Eu sei quem você é!
— Janen Bree, sabe quem eu sou. — disse irônica, dei mais um gole no copo que eu já tinha perdido o número. Era o terceiro. Lembrei do , e se eu lembrei dele, eu estou claramente bêbada. Eu precisava que arranjasse uma maneira para que eu fosse embora, ele me prometeu.
— Se está a procura de , ele está com a minha irmã. Eles estão a resolver uma coisa que já deveriam ter resolvido há muito tempo.
— Ah é? — engoli a seco, e então tudo fez sentido... Ela era a loira que estava com ele, lá em cima! Porra! — E por que eu iria querer saber disso? Eu só quero ir para casa, não me apetece nada estar aqui!
— E por que não vai? — Quase ergui uma sobrancelha, mas eu mantive todo o restante da classe que eu tinha.
— Tenho que esperar a estrela aparecer.
— O ? — Ela deu uma risadinha, essa mulher é tão chata quanto achava que era? Ou eu que sou anti social?
— Isso. — revirei os olhos.
— Você já esta começando a gostar dele, ele é tudo de bom, não é? Romântico, mas na mesma agressivo. Sabe usar as palavras certas.
— Olha, Janen, — reforcei bem o seu nome. — Se veio aqui só para falar do , pode ir embora!
— É tão agressiva quanto ele. — ela sorriu. O que ela achava que estava fazendo? E por que ela achava que o conhecia?
— Tudo bem, saio eu! Eu vou procurá-lo!
— Boa sorte!

Saio sem olhar para trás, caminhei entre as pessoas, sem querer esbarrando em algumas, avistei Lorenzo, ele franziu a testa quando me viu.
!
— Eu! — gritei, com falsa empolgação.
— Você ainda está com ? — você consegue ver o rock star ao meu lado? Não? Nem eu!
— Passamos a tarde juntos, ele acabou esquecendo que daria uma festa, agora estou à espera dele para me levar para casa.
— Ele nunca esquece suas festas, ainda mais uma importante como essas. — Uma festa importante? É por isso que coincidentemente, eu só vejo pessoas que deveriam estar do outro lado da minha televisão?
— Eu não sei, ele se distraiu.
não se distrai, não se atrasa em uma reunião e não se esquece de festas importantes.— franzi as sobrancelhas. O que ele estava querendo dizer?
— Bom, talvez ele esteja apenas saindo da linha, ser famoso às vezes pode ser muito cansativo. — O que eu sabia sobre isso?
— Ou talvez ele tenha uma bela mulher que o distraia. — ele sorriu olhando-me de cima a baixo. Revirei os olhos. — Você sabia que é a única mulher que revira os olhos para mim sem ser na cama?
— Lorenzo! Eu deveria saber?
— Você é muito estressada! O te comeu direito? — sorriu escárnio, senti o ar entrar forte pelo meu pulmão. Ele aproximou-se do meu ouvido. — Bom, se não, eu posso fazer isso certo. — quando eu vi meus dedos já estavam em seu rosto. Puta merda! O barulho que fez! Os murmúrios assustados, todos olhavam para mim com terror. Por alguns segundos, eu parei no tempo. Oh, não! Olhei para Lorenzo, ele também me olhava assustado, mas ao mesmo tempo com orgulho. O quê? Uma sombra enorme atrás de mim, eu já sabia o que ia acontecer. Mas dois seguranças vinham com o objetivo de me cercar.
— Foi só uma brincadeira, ! — Lorenzo disse baixo, acariciando o rosto. A sombra atrás de mim agarrou-me um dos braços com força. — Não! Está tudo bem, Mike! Eu cuido dela. — Ele me soltou na hora, Lorenzo pegou minha mão, e olhou envolta com raiva pelos murmúrios maldosos, as pessoas desviaram o olhar e fingiram que antes não estavam assistindo todo o espetáculo. — Venha comigo!

— Eu não acredito que você acabou de me bater! — ele disse com uma extrema felicidade, de dentro de um banheiro.
— Desculpe, você me desrespeitou e... — fechei os olhos com força. Fiz mesmo aquilo na frente de dezenas de pessoas?
— Fica tranquila! — ele sorriu. — Se importa de eu querer te beijar agora? Mulheres malvadas, meu ponto fraco. — deu de ombros. Dei-lhe um olhar de reprovação. Entendendo o recado, Lorenzo levantou o dedo polegar e indicador e passou pela boca, insinuando que ficaria de boca fechada, mas logo voltou a falar.
— O não vai poder sair daqui tão cedo. E eu também não posso sair daqui agora, mas posso providenciar um motorista.
— Seria perfeito, obrigada! — sorri e ele piscou.
— Bom! Vou só ligar ao . — disse, e eu comprimi os lábios. Ele esperou alguns segundos, atendeu. — Bro, onde você está? — ele fez uma pausa. — Eu? Estou com sua baby. — ele sorriu. — Ah, que baby? Você no grupo dos cínicos, irmãozinho? — então ele me mandou falar, mas eu fiz que não com a cabeça. — Hm, ela não quer falar com você! — e outra. — Calma lá, irmão, ela está em boas mãos. Bom, ela está furiosa, descontou sua malvadez sobre mim, olha não vou dizer que não gostei. — quis sorrir, mas só porque eu sabia que, Lorenzo, o irritava de propósito. — , ela quer ir embora e sou eu quem vai providenciar um motorista. — fez uma pausa longa. —Ela não pode ir? Por quê? — meus olhos franziram, e fiquei furiosa! Que filho da mãe!
— Onde é que ele está? — sussurrei entre dentes. Lorenzo apontou para cima. Então eu preparei-me para sair do banheiro em disparada! Não antes de dar um beijo na bochecha de Lorenzo, e sussurrar um 'obrigada' em completa gratidão em tentar ajudar. Ele olhou-me surpreso e com admiração.
— Ela está indo ai, e está muito furiosa! — foi a última coisa que ele disse.
, agora iria me ouvir.



Kapitel Vierzehn || Forgiven

"O tempo mostra-nos as respostas e esclarece dúvidas "

Se pensava que me manter presa ali, iria fazer-me gostar mais dele, estava muito enganado! Eu simplesmente não podia acreditar que ele estava fazendo aquilo! Por que ele não podia deixar o seu orgulho de lado e me convidar para sair, para que me visse de novo? O que ele achava que iria conseguir agindo daquela maneira?!
Quando dei por mim estava subindo as escadas da mansão. Ao chegar ao corredor percebi o quanto estava cansada e com grande necessidade de minha cama.
Graças a Deus, eu não tive que me preocupar com nenhum segurança, Lorenzo deve ter dado algum aviso sobre mim, e o agradeci mentalmente.
O corredor era enorme, com inúmeras portas, com todas elas fechadas, um enorme carpete azul do século XX estava estendido ao chão. Coloquei a mão no interruptor, e três lustres de cristal iluminaram o caminho lindamente.
Será que estava em um sonho? Era tudo muito lindo. Eu comecei a rir da conta bancária de , se aquela mansão era mesmo dele, o mesmo não estava brincando quando disse que tinha muito dinheiro. O que será que tinha para dentro de todas aquelas portas?
A primeira em que me permiti abrir, era uma sala de jogos, a segunda era apenas um banheiro luxuoso, na última, onde deduzi ser o seu quarto por ser a maior, enganei-me, era lá onde tinha uma sala com muitos equipamentos musicais, um clássico estúdio próprio de gravação. Fechei a porta em silêncio, sem querer fazer muito barulho, ao virar de costas vi a maravilhosa vista de L.A através de uma parede de vidro, como não tinha notado aquilo antes? Impressionada, segui os olhos para lado onde tinha mais três degraus de escada. Oh, um terceiro andar, então lá onde deveriam ser os quartos...
Dei três batidas na porta trancada, mas nada de obter alguma resposta. Aquele só podia ser o quarto de , pois estava escrito o seu nome dentro de uma estrela de Hollywood. deveria estar fazendo o que ele faz de melhor, estar com famosas ricas, tamanho P e profissionais ao caminhar em cima de uma passarela.
Revirei os olhos, que erro o meu de pensar que confiar em poderia ser bom. O pior era que eu já tinha errado da primeira vez. Eu deveria confiar mais em meus instintos.
Tropecei no tapete ao me afastar da porta e cai no chão.
— Porraaaa... — gemi profundamente.
Massageei minha bunda devagar, antes de me apoiar na parede para me reerguer. Se aquilo não estivesse acontecendo comigo, tudo seria muito lindo e engraçado. Mas como era comigo estava a ponto de chorar, por que eu fui gastar setenta dólares com aquele almoço para depois não ter dinheiro para ir para casa? Eu me senti uma tola quando percebi que eu teria que esperar por para ir para casa. Céus! Eu me considero tão independente, e sei que antes de sair com um homem, tenho sempre que ter um dinheiro extra, caso ele não seja uma boa companhia, mas parece que me tira de todas as minhas regras.
Encontrei um sofá enorme de camurça no fim do corredor e corri como uma criança até ele. Se era para esperar, que fosse de uma maneira mais confortável. Retirei os tênis e me sentei de lado. Mexi em minha bolsa e peguei meu celular. Deslizei o dedo em minha lista de contatos e quase gritei manhosa ao ver o nome de . Eu sentia tanta falta dele. E ao suspirar eu tenho quase a certeza de que preciso ligar para ele. O efeito da bebida estava me encorajando intensamente.
Nem liguei para as horas quando começou a chamar. No quinto toque meu coração quase saiu pela boca.
— Oi... — sussurrou, ainda com resíduos de sono. Sem querer, eu sorri.
... Oi, é a .
— Hm... — Por um momento fiquei sem saber o que dizer, mas então lembrei que ele era quase sempre sonâmbulo, e se estava dormindo antes, provavelmente ainda não acordou totalmente.
— Eu precisava da sua ajuda.
— Hmmkj? — outro resmungo, mas acredito que foi um incentivo para eu continuar.
— Está em casa?
— Hmhm... — ele respirou fundo, então ouvi o barulho de algo cair. — ?
— Sim?
— Espere um pouco. — ouvi ele se levantar, logo após de um suspiro feminino se prolongar, deveria ser de Taylor, e por algum motivo meu coração apertou. O barulho de uma porta fechada o fez continuar. — Pronto, pode falar.
— Como você está? — perguntei de uma forma apaixonada. Como nunca notei a voz linda e fofa que o tem? Ele fica um momento em silêncio.
— Tudo bem, e você? — respondeu confuso. — Algum problema?
— Não. — ficamos em silêncio.
— Então? — Comecei a sentir minhas mãos suarem, por que raios eu tinha ligado para ? O cara me deu o maior fora de amizade do século! Estou mesmo bêbada!
— Nada, me desculpe, eu vou desligar. — suspirei, engolindo em seco.
— Ei! — retrucou, com tom mais agressivo.
— O quê? — disse assustada.
— Por que você sempre faz isso, ?
— Isso o quê?
— Começa a dizer algo, mas depois desisti! Que raiva que me dá. — esbravejou, então eu sorri com um suspiro triste.
— Eu não acho que estou na posição de te pedir algo.
— Você está louca? O que está acontecendo, ? — um rastro de sorriso surgiu em minha boca com sua preocupação. O fato de saber que ele ainda se preocupava comigo, me fez feliz.
— Nada, sério.
, se você não me disser eu juro que eu vou te achar.
— Por que está tão nervoso?
— Por que eu sei que você não me ligaria se não estivesse acontecendo algo de errado.

Contei a o que aconteceu, e não precisava nem dizer que ele estava a caminho. Com um suspiro ansioso, encostei a cabeça no sofá, fechei os olhos e sem notar, adormeci.
Senti uma superfície fofa e macia em minhas costas e gemi de prazer, era mesmo muito macio! Eu estava em casa, e sabia que era tudo um sonho! Abri os olhos lentamente, sentindo uma pancada de tontura me atingir forte, rapidamente os fechei de novo. Eu ainda estou sonhando... Sinto um carinho gostoso feito nos meus cabelos, logo após um beijo é depositado em minha bochecha, testa, nariz e queixo. O carinho gostoso ainda continua em meus cabelos, sinto uma mão apertar de leve a tensão em meu pescoço, meus ombros, dando-me arrepios pela massagem. Estreito meus olhos ao abri-los novamente, e vejo um anjo, ele é tão lindo... Ele tirou as mãos dos meus ombros, encostando-as no meu quadril, deu um beijo carinhoso no meu pescoço muitas vezes, e me abraçou antes de encostar sua boca na minha, selinhos leves foram depositados, um carinho na minha bochecha, então a língua desliza lentamente dentro da minha boca, o gosto de chiclete de menta fez-me acordar, e tive conhecimento do que estava acontecendo. Então ouvi o seu suspiro de satisfação. Aprofundei mais o beijo, passando os braços por volta de seu pescoço, encontrando seus cabelos macios. Suas mãos acariciavam a minha barriga, e percebi que não estava mais usando o casaco, mas estava aquecida por causa do cobertor, ele mordeu meus lábios e diz:
, o que eu vou fazer com você? — Espere um pouco, essa é a voz do , abri os olhos com firmeza. Isso realmente estava acontecendo, olhei em volta do quarto enorme, a sua cama King Size, sem prestar muita atenção, porque a expressão dele de prazer ao me olhar, quase me fez desistir da raiva que sentia. Virei-me com tudo trocando de posição, e ficando por cima dele. Ele sorriu fofo, pego de surpresa, colocou as mãos em minha cintura e fez um leve carinho, o sorriso dele sumiu quando viu-me aproximar, choquei minha boca na dele e dei o melhor beijo em toda a minha vida, a sensação de beijá-lo era sempre tão incrível, chupei a sua língua devagar e lambi os seus lábios. Puxei seus cabelos, bagunçando-os, fazendo-o arrepiar. gemeu, e passou as mãos por meus cabelos, ouvi ele abrir discretamente o botão do meu shorts, com calma voltou a apoiar a mão em minha cintura. Espertinho.
— Você é muito linda. — sussurrou, antes de eu passar os dentes pelo seu queixo, caprichei em seu pescoço. suspirou e apertou minha bunda, rebolei para encaixar-me onde queria, ele enfiou a mão dentro do shorts, e soltou um grunhido. Sorri para a surpresa que ele teria. — Puta que pariu, !
— O que foi? — perguntei, já sabendo da resposta.
— Por que você está sem calcinha?
— Estão todas para lavar. — dei de ombros, e ele riu jogando a cabeça pra trás, tive o privilégio de assisti-lo rir como uma pessoa normal a cinco centímetros de distância, roubou-me um selinho, ainda sorrindo.
— Todo esse tempo comigo... — ele remexeu-se incomodado com a ereção que cresceu ainda mais. Eu conseguia senti-lo, e era enorme. Céus! Eu puxei a sua mão tirando-a da pele de minha bunda, e ele franziu as sobrancelhas com um biquinho emburrado, mas logo a pousou em minhas coxas. tirou uma mecha da frente do meu olho, e colocou atrás de minha orelha.
, eu não sei quando eu vou te ver de novo. — quase gritei: “É só me chamar pra sair, eu tenho um número de celular!” Mas o que eu disse foi:
— Está tudo bem.
— Não, não está.
... — sussurrei na ponta de seu ouvido, ele soltou um ruído enfiando o rosto em meu pescoço desesperadamente.
— Não fala meu nome assim...
— Assim como? — ele sorriu de lado, enquanto me olhava. Parecia que estava novamente com a cabeça confusa. Tenho o pressentimento de que ele não estava conseguindo lidar com aquilo.
Então, ficou por cima, beijou-me com vontade, mordeu minha orelha e sussurrou.
— Deixo você fazer o que quiser comigo se ficar.
— Eu... — engasguei assim que ele segurou minha mão e colocou por cima da sua ereção. Puta que pariu! Aquilo era uma torre, por um momento eu consegui sentir tudo, não era só minha mão que estava indo ali, era minha mão e o ante braço.
— Ah! Que grande! — ele fez uma expressão de tortura ao me ouvir dizer aquilo.
— Você está me deixando fora do controle, linda, preciso saber se você me quer. — Ele pressionou a ereção contra minha mão. Minhas sobrancelhas abaixaram, com sua expressão conflita de prazer. Precisava falar a verdade para ele, eu já sabia que não iria acontecer nada desde o princípio, mas não podia avançar mais que isso. Eu suspirei afastando-o pelo peito.
, não é um bom momento.
— Não? , pelo amor de Deus! — ele fez uma cara de indignação, estávamos ambos excitados, e era sim um bom momento, estávamos em seu quarto que tinha uma vista maravilhosa para L.A, e até agora ele foi super carinhoso comigo, mas ainda não esqueci que antes de estar aqui, ele estava com a loira.
... — eu ainda não tinha saído debaixo dele, e nem ele em cima de mim.
— Você não toma remédio é isso? Eu sempre uso a camisinha.
— Não, , não é isso...
— Então o que é? — olhei para as gotas de suor em sua testa perfeita, ele observava-me como se quisesse desvendar um mistério, querendo encontrar qual era o problema. Ele ofegou e olhou para meu peito e inconscientemente abaixou um pouco o quadril, esfregando em mim. Eu suspirei.
— Vamos fazer só um pouquinho, por favor? — disse sem me encarar, talvez por constrangimento por implorar, mas segurava a minha mão carinhosamente, consegui sentir a transpiração vindo da mesma. Ele estava realmente pedindo-me, "por favor" pra transar comigo?
— Acha que vamos transar hoje, ? — ele estranhou a pergunta, mas mesmo assim respondeu.
— Eu quero muito, , você não tem ideia do quanto eu quero. — mordi os lábios em nervosismo, ele estava falando sério.
— Você pode ter isso com qualquer uma! — arrisquei.
— Não, mas tem que ser com você! — disse rapidamente.
— Por quê?
, eu não sei, está bem? Já tentei... Eu ultimamente não consigo parar de pensar em... — ele parou, depois me olhou.
— Em..?
— Porra! Você não consegue sentir o que acontece quando a gente se beija? — sim, eu consegui sentir algo diferente desde o primeiro beijo. A eletricidade, a combinação perfeita da junção de nossas bocas, os gemidos saindo de forma espontânea, as línguas na sincronia certa, o fogo a subir pelas veias, pulsação acelerada, e é claro, a enorme sensação de prazer.
— É normal. — ele fez uma cara de indignação.
— Você é tão inacreditável. — seus olhos correm pra cima.
— E se eu não estiver preparada?
— Eu vou entender. — ele sorri amarelo, mas eu sei que ele estava explodindo por algum contato por dentro. Desde o Píer.
— Mesmo?
— Sim, não vou mentir, , como eu disse, eu quero muito isso. Quero tanto que tenho paciência para esperar mais um pouco, mesmo que tenha que ficar pensando no que aconteceu agora, pelo resto da noite e com uma ereção fodida, eu vou te respeitar, eu sempre vou te respeitar...
— Bom, ainda não estou preparada.
— Ah... — a cara de decepcionado dele tocou meu coração, mas ainda estou chateada demais para me importar e com razão. Não posso hoje dar a ele o que quer, quando deveria estar em casa.
Suas mãos estão apertando minha cintura, como se estivesse tentando se controlar através daquele gesto, então ele respirou fundo e fechou os olhos. — Saquei...
Empurrando-o levemente, caiu ao meu lado, passando as duas mãos no rosto. Olhei para sua ereção, depois para ele, que agora encarava o teto em silêncio, com um suspiro se levantou, foi em direção ao banheiro, e fechou a porta. Dez minutos depois ele saiu de cabelo molhado.
— Que horas são? — perguntei a ele.
— Uma e quinze. — ele disse, parecendo que ainda estava chateado.
, você...
— Está tudo bem, .
— Eu ia perguntar se você não pode me levar para casa. — ele olhou para mim, sorriu sarcástico e balançou a cabeça negativamente como se eu fosse impossível de existir. Como não me respondeu, bufei caminhando em direção à porta, mas sua mão agarrou meu braço.
— Espera!
— O que foi?
— Dorme aqui hoje. — ele coçou o pescoço, então eu fiquei nervosa.
, diz-me uma coisa: por que é que eu não estou em casa até agora?
— Eu vou te levar.
— Você continua a dizer isso, sendo que eu sei que você não vai me levar a lugar nenhum!— ele balançou a cabeça negativamente, abrindo a boca para dizer, mas não deixei. — Você quer me manter aqui, por que não quer que eu vá embora. — eu me aproximei e apoiei as mãos em suas bochechas. — Escuta, eu estou furiosa com você, me fez uma promessa que não cumpriu. Eu não vou te pressionar a falar o porquê de eu estar aqui até agora. Estou cansada, quero ir para casa e você ainda tem convidados para recepcionar.
— Desculpa, ! Eu não sei o que está acontecendo comigo! E parece que não vou conseguir me afastar de você até... — ele parou subitamente, então eu lembro das palavras de Ian, "Ele não vai desistir, ele não vai desistir até conseguir o que ele quer"
— Até transar comigo?
— Não! — sua voz afinou, entregando claramente a sua mentira. — Não, não é isso.
— Me leve para casa, estou realmente cansada. — disse suspirando chateada.
! Que merda, o que você quer que eu diga?
— A verdade?
— Eu já disse! — esbravejou. Revirei os olhos, peguei minhas coisas e abri a porta, fui impedida novamente por seu braço forte, que empurrou a porta com força fazendo-a se fechar.
— Tudo bem! Você quer a verdade? — assenti com a cabeça. E puxou o ar, colocou os dois braços envolta do meu corpo e disse:
— Eu quero você desde a primeira vez que te vi, e não pense que foi a primeira mulher, porque isso acontece com muitas. Pelo amor de Deus, eu não sou romântico! Sei exatamente que tipo de mulher você é, a apaixonada, acha que tudo acontece como nos livros, e que todo homem que entrar na sua vida tem a possibilidade de virar seu futuro esposo! , presta atenção, eu nunca vou te prometer juras de amor, às vezes eu só sei usar as palavras certas nas horas certas, mas não é nada mais que isso! E você tem razão! Eu quero só transar, e não só com você! Eu não vou ser seu namorado, eu não penso em casar, nem ter filhos! Você quer exatamente tudo o que eu não quero, você é exatamente tudo o que eu não sou. A atração que eu sinto por você é gigante, eu gosto de tudo o que você faz, até quando me desafia. E eu só estou te dizendo à verdade, porque você é muito difícil para mim, e eu não tenho tempo para isso, e só Deus sabe o quanto eu queria meter seu nome na minha lista, o seu cheiro é insuportável de tão incrível, você é insuportável, inteligente, graciosa, sociável, bonita, corpo maravilhoso, você é diferente de muitas e eu nunca encontrei alguém que me faça sentir o que você faz! A minha conclusão? Eu tenho a impressão que você pode me proporcionar um sexo que será muito, muito, muito, bom.

Eu não respirei nem um segundo, só depois que tive a chance de chegar a respirar, quando se afastou, porque durante o seu discurso um pouco bruto, mas sincero, eu não tive a oportunidade. Minhas bochechas amoleceram e eu sorri. Agora eu acreditava mais ainda que nunca ficaríamos juntos, para ele eu sou só mais uma, assim como ele é pra mim, mas eu concordo sobre a atração, e que o sexo seria bom. Eu não vou dizer que fiquei triste com seu desabafo, por que desde o início me mostrou ser uma pessoa que ao me ver nunca foi de levar à sério. é aquele tipo de homem que classifiquei que usamos só para se divertir, porque sabemos que ele tem um histórico péssimo. Eu pretendo me casar com um homem, que me queira por amar quem eu sou, meus defeitos e minhas qualidades. Eu não sei em que mundo o pensou que eu queria ser sua namorada.
— Você é um idiota, sabia? — ri, mesmo sem saber o porquê. — Por que eu sinto que você disse isso mais para si mesmo do que para mim? — acariciei sua bochecha, e sua expressão suavizou-se. — Escuta, você tem razão sobre mim, eu quero um namorado e me casar, ter filhos... E eu lamento por não acreditar no amor, é tão mágico. — ele fez uma careta. — Mas eu não sou burra, , e sei que você e eu não podemos ficar juntos. Eu não deixaria que isso acontecesse. Você nunca vai ser quem eu preciso se continuar agindo assim, o fato de você ser famoso me apavora. Eu concordo sobre a nossa atração, e é claro que eu gostaria de me divertir junto com você, mas hoje você me decepcionou e no momento eu só quero ir para casa. Tudo bem? — encarei-o e várias expressões passaram pelo o seu rosto, no final pareceu-me um pouco ofendido.
— Você não quer namorar comigo?
— Sem chance. — dei risada. — Não consigo nem imaginar.
— Que ótimo. — ele sorriu, mas o sorriso não chegou aos olhos. — Tenho uma proposta para você.
— Manda! — sorri, fazendo o sorrir também, então estávamos bem de novo? Não sei dizer...

Minha bolsa começou a vibrar, o primeiro a notar foi , que ergueu uma sobrancelha do tipo “Quem liga uma hora dessas?”. Arregalei os olhos quando vi quem era. Havia me esquecido totalmente que tinha ligado para vir me buscar. Eu não atendi, e ergui os olhos para .
— Minha carona chegou.
— O quê? Como assim? Logo agora que ia te fazer uma pergunta importante? — ignorei-o, e atendi.
— Oi, , você já chegou?
— Sim, faz uns cinco minutos que estou aqui para te buscar, mas não posso entrar não tenho convite, vou dizer que sou Uber. — dou risada, e franzi a sobrancelhas.
— É uma boa ideia, não vou demorar, já estou descendo.
— Ok.
Cada dia eu me surpreendo mais com , eu não acredito que ele saiu de madrugada para uma viagem de meia hora para me buscar. Até me esqueci de que estava ali, olhando para mim com a expressão emburrada.
— Quem era? — eu revirei os olhos, e abri a porta.
— Tchau, !
— Espere, eu te levo até a porta.
Ao chegarmos à parte de baixo, como previsto, foi atacado por seus convidados, mas eu não parei para esperá-lo. Segui meus passos para a saída e liguei para para saber onde estava.
— Oi, estou na porta, onde você está?
— Ao lado de um chafariz de anjo. — eu procurei com olhos, e encontrei o seu carro preto no pisca alerta.
— Ok, já achei.



Kapitel fünfzehn || Do you remember the time? BÔNUS

Do you remember the time, when we fall in love?
BÔNUS!

Já se passaram duas semanas que eu não falava com .
Todos os amigos do meu trabalho falavam sobre ela e a entrevista que a mesma fez para o meu canal... Diziam o quanto ela era maravilhosa, e eu não fazia nada além de concordar.
Era a terceira vez no dia que eu olhava para tela do celular a espera de uma ligação dela, e nada! Sim, eu deveria ligar, só que tinha certeza que ela me ligaria antes para dizer o quanto me odiava... Esse "antes" nunca aconteceu, fazendo-me angustiar de nervoso, era pior do que eu imaginava. Ao invés disso ela deveria estar mesmo era esquecendo que existo nessas últimas semanas.
Eu sinto muito falta dela, e sei que essa foi uma das semanas mais difíceis de minha vida. Fui um idiota, eu deveria ter conversado, só que o único pensamento rondando em minha cabeça aquele dia era de repetir tudo o que fizemos outra vez, por isso mantive-me na defensiva.
Achei que me afastando, eu iria afundar e esquecer todos os sentimentos que nutri por ela naquela merda de noite. Aliás, tudo o que consegui foi o resultado contrário, e só pensei mais e mais nela. E merda! Isso, não era nada bom!
Nunca trai minha noiva e futura esposa e Deus sabe a quantidade de oportunidades que tive! Por exemplo, aquelas gêmeas da fraternidade, totalmente insistentes. Tive de sorrir, elas foram uma de minhas maiores tentações, mas nada comparado com a filha da mãe da . É muito estranho porque sempre quis cuidar dela como uma irmã, como se fosse alguém da minha família. Bastou algumas bebidas, e estarmos sozinhos para que eu cedesse daquela maneira e tão rapidamente! É óbvio que eu fiquei assustado, por que foi naquele momento que eu soube o que estava perdendo!
é fascinante, como uma aula que eu sempre queria assistir. Ela me fazia rir sem esforço. Todos os momentos que tinha com ela eram únicos. Ela é como uma heroína que sempre vinha para salvar no fim do dia.
E era exatamente isso o que fazia, como um refém, eu sempre me recorria a ela quando tinha algum problema, seja no meu trabalho, com meus pais, e até mesmo com minha mulher. Ela nunca me decepcionou, minha conselheira e minha melhor amiga. Sabia tanto sobre mim, e eu tanto sobre ela...
Nunca passou pela minha cabeça dar em cima dela, eu não tinha motivos para fazer isso, aliás, eu tinha um compromisso. É claro que eu tinha conhecimento da sua beleza, ela é tão linda que dói, linda por dentro e por fora, e é óbvio que não fui o único a notar isso. era cheia dos admiradores. Eu também era um. Ela é muito boa com as outras pessoas, apesar de louca, sempre colocou os outros em primeiro lugar, não importava as circunstâncias.
Tudo o que eu fazia de novo ou diferente, tinha vontade incontrolável de sair correndo e contar pra . Eu preferia dizer a ela do que para minha mulher, que sempre respondia-me minhas conquistas, com algo do gênero: "Que bom, amor! Deus é grande! Amanhã não se esqueça de trazer a carne para o jantar?"
Sim, eu sei que tenho a mania horrível de ficar comparando as duas, e sempre tento enfiar na minha cabeça que é só minha amiga, e que nunca iria rolar nada entre nós! E é uma mentira, porque a vontade que eu senti aquela noite, e quando nos beijamos... Deus! Eu soube! Eu soube que queria ela.
É claro que fiquei em apuros, eu sou quase casado! Eu amo minha noiva, que não merecia nada disso, fiquei muito envergonhado por tê-la traído. Eu sou uma pessoa tradicional, quero me casar e ter filhos com minha futura esposa, e meu pensamento continuava o mesmo, por isso que nunca mais deixaria que alguma coisa entre mim e acontecesse novamente.
Taylor e são amigas! A sabia que eu nunca na vida errei com a Taylor, e também deveria saber a causa do meu afastamento. Não era muito difícil de adivinhar. Mas era tão tola para enxergar, ou ela apenas não queria enxergar! A verdade é que eu sempre fui apaixonado por ela! E que se dane, finalmente admiti isso para mim mesmo, há poucos dias.
Sei que não fiz o que tinha que fazer no momento em que a conheci! Mas já fazia tanto tempo... Quatro anos que eu estava suportando a tortura que era conviver ao lado dela, já estava começando a acreditar nessa história toda em que eu e ela nos colocamos.
Lembro até hoje do dia em que nos conhecemos...

Flashback on:
Quatro anos atrás...

Entrei em uma das cabines pichadas do banheiro. Dei descarga e fui até as torneiras, percebi que o refil de sabonete líquido estava cheio, talvez fosse o único em uma festa de faculdade que lavasse as mãos. Tenho sérios problemas com a higiene.
— Hey, alguém ai? — uma voz doce e feminina ecoou pelo espaço. Franzi as sobrancelhas, primeiro pelo fato de aquele não ser o banheiro feminino, e segundo como ela entrou sem que eu a ouvisse?
— Aqui é o banheiro masculino. — prendi o riso.
— Eu sei, o banheiro feminino estava uma loucura! Olha, você poderia ver se em outras cabines há papel, por favor? — Uma mãozinha pequena com as unhas pintadas em preto e vermelho surgiu por baixo da porta, sorri. Voltei para a cabine que antes usava e enrolei um pouco de papel higiênico em minhas mãos.
— Aqui está. — coloquei o papel em sua mão.
— Obrigada.
Ouvi o barulho da descarga e da tranca abrindo-se. Assim que ela saiu, senti meu coração bater mais forte, talvez pelo nervosismo que me tomou. Era a garota mais linda que eu já tinha visto. Para ser sincero a primeira coisa que veio em minha mente, era que a jovem era muito gostosa. Aquelas que o seu cérebro mesmo sem querer, produz em sua mente e você olha e pensa: "Nossa, que gostosa!" Ela usava um top, shorts preto e uma jaqueta. Eu nunca esqueceria daquele gloss labial de morango em sua boca.
Mas não era só isso... Havia algo diferente e especial sobre ela, seus olhos eram doces e davam um ar gracioso de inocência, mas o estilo dela dizia totalmente o contrário. Olhei para a garota e para o seu sorriso agradável, hipnotizado, soltei o ar e sem perceber um murmúrio.

— Porra...
— O que foi? — Ela soltou uma risadinha como se ela não soubesse que era linda pra caralho.
— É bonita... — sorriu novamente toda receptiva. Ah, isso não se faz, garota... Se eu fosse solteiro... Não! Eu amo minha noiva!

Ela passou uma das mexas do cabelo atrás da orelha, observando-me por cima dos olhos, um pouco desfocados por causa do álcool, fazendo típica cara de safada, universitária implorando por um orgasmo. Respirei fundo. Olha. Pra. Isso. Senhor! A garota preparou-se para responder, e mordeu os lábios, passando a língua logo após, o que fez que um arrepio passasse pelo meu corpo. Só então, eu toquei em sua jaqueta prateada, mudando totalmente o foco, e atrai os seus olhos para mesma. Nem morto que eu entraria naquele jogo de sedução para que depois não conseguisse sair. — A... A jaqueta. — tive de gaguejar.
— Ah! Obrigada. — a garota olhou para baixo e depois encarou-se no espelho, encolhendo-se, agora fazendo a tímida.
— Combina com você. — quis o olhar dela em mim novamente, então ela encarou-me animada. Toda a sua timidez esvaziou, e agora olhava-me com muita felicidade, como se estivesse esperando ouvir aquilo a noite inteira.
— Eu sei, certo? E Adivinha?
— O quê?
— Adivinha!!! — Adivinhar o quê? Maluca! Está toda agitada. Ela já não é aquela jovem "muito gostosa." que disse antes. Eu respirei mais confiante.
— Eu passo.
— Eu comprei em um brechó!
— Ah é? Parece nova.
— Exatamente! — riu, ainda mais animada. — Finalmente alguém que me entende, minha amiga Nikki disse que esse modelo é dos anos 80, eu discordo totalmente!
— Não tem nada haver, mas mesmo se fosse não seria um problema. — enquanto olhava para mim, ela sorriu admirada, antes de voltar a falar.
— Se quiser eu posso te levar lá, as coisas são praticamente novas, há roupas masculinas também, por incrível que pareça e de marca!
— Estão em conta? — Parecia interessante, mas é claro que eu não iria. Taylor não iria gostar, ainda mais com uma garota linda como aquela.
— E como estão! Tem alguma ideia do quanto que eu paguei nesta jaqueta? Você não vai acreditar. — ela agora me tratava totalmente diferente, provavelmente achava que eu era gay.
— Não tenho ideia.
— Eu paguei 7 dólares! — ela soltou um gritinho animado e pulou olhando para mim, talvez esperando que eu pulasse junto com ela, sorri, ela realmente pensava que era gay.
— Isso é ótimo, fez um bom negócio, a jaqueta é bonita. — disse. Ela me olhou pelo espelho enquanto enxugava as mãos com papel e o jogou no lixo, antes de virar-se para mim sorrindo de lado.
— Você deveria usá-la!
— Eu?! — observei a tirar a jaqueta, ficando apenas de regata preta, não me atrevi a olhar para os seios fartos descobertos, eu juro que não olhei, pelo menos acredito que aqueles milésimos segundos não contaram.
— Sim?
— Não! Não faz meu estilo.
— Então não é gay?
— O quê?! — arregalei meus olhos, tive uma imensa vontade de mostrar a ela minha virilidade.
— Não? Ah. Pensei por um minuto, está máquina em seu ombro. — ela indicou com o dedo minha máquina pequena da Nikon.
— Todos os fotógrafos precisam necessariamente ser gays?
— Não. Você elogiou minha jaqueta prateada. — então ela passou a mão no cabelo, parecendo se dar conta que eu era hétero, e voltou a querer ser a sexy, não só querer como conseguiu. Um fantasma de um sorriso formou em minha boca. — Prazer em conhecê-lo, sou .
— Sou o noivo. — o seu rostinho enrugou-se todo, confusa.
— Pessoas que casam cedo, sabem se divertir?— ela sorriu de lado com um olhar cheio de questões, e saiu para curtir o resto da festa.
Sem que eu percebesse, ela simplesmente voltou a ser a" jovem muito gostosa".
Uma semana depois caímos na mesma sala na faculdade, fiquei observando-a de longe. Ela deveria ter sentido o olhar fervente que estava dando para sua nuca, que estava nua por conta do cabelo preso. Ela olhou para trás, em minha direção, franziu as sobrancelhas e fez um biquinho, fofa demais, e então eu acenei. Ela sorriu de volta e pegou a mesma jaqueta que usava no sábado. Enfim deu de ombros como se dissesse "E ai, estou bem ou não?". Fiz um "joinha" e ela retribuiu sorridente. levantou um dedo, insinuando para que esperasse, virou-se e começou a rabiscar furiosamente em uma folha de caderno, tive a impressão de que era para mim. Ela voltou novamente e balançou o papel confirmando meus pensamentos. Só que a professora estava em sua frente.
— Senhorita , acredito que queira compartilhar o que está escrito no seu papel? — a professora interrompeu a aula, deixando a sala mais silenciosa do que já estava antes.
— Não, não... Não. — ela disse em diferenciados tons arrancando sorrisos de algumas pessoas, incluindo o meu.
— Não sei se os alunos perceberam, mas não tolero conversas, ou qualquer tipo de brincadeiras em minha aula. Ao contrário retirem-se. Agora, por favor, seu bilhete. — ela estendeu a mão. — Algumas pessoas simplesmente não conseguem sair do ensino médio. — a professora Blake começou a ler, e eu suspirei ansioso. — "Obrigada pelo papel higiênico, descobri que os noivos são mais gentis do que os caras normais, portanto quero que saiba que aceito o pedido de casamento." — abri a boca, inconformado.
A professora Blake estava sorrindo encantada, como todos da sala. olhou para mim, incentivada pelos murmúrios surpresos, levantou vindo correndo em minha direção! Arregalei os olhos na defensiva. Ela me abraçou, e a sala inteira explodiu em mais gritos e aplausos, até mesmo a senhora Blake, até aquela altura não sabia o que estava acontecendo.
— Vamos sair daqui. — ela sussurrou em meu ouvido.
— Está louca?! Eu nem te conheço.
— E eu nem sei o seu nome, mas se você falar pra sala inteira que não vai se casar comigo, será muito constrangedor, hoje é o meu primeiro dia. — então ela levantou, e agarrou minha mão. Ela sorriu para professora que fez um gesto com a mão indicando que podíamos sair.
— Eu não acredito que isso acabou de acontecer! — colocou as mãos em frente a boca, já fora da sala.
— Foi a coisa mais estranha que já aconteceu! — disse, encaramo-nos em silêncio e sem resistência nenhuma começamos a rir.
— Vamos perder o final da primeira aula, você conhece alguém lá dentro?
— Sim, fica tranquila.
— Ok. — ela deu uma piscada sexy. — Agora, querido estranho com gostos estranhos, você aceita ser meu legítimo esposo? — ela se aproximou com um biquinho para minha boca, afastei-a com minha mão de aliança.
— Noivo. — então ela ri retirando minha mão do seu rosto.
— Já entendi. — sorriu.
Acho que eu gostei dessa maluca...

Flashback off //

Eu não conseguia parar de pensar nela, e no que a mesma poderia estar fazendo nesse exato momento da noite. Ela significava muito para mim, porque era uma das pessoas que mais me entendia neste mundo inteiro. Com um suspiro preparei-me para discar o conhecido número, mas ouvi o barulho do portão da garagem acionar, e sei que Taylor chegou do trabalho. Minha noiva, a futura mãe dos meus filhos, era com ela que iria me casar, e eu não sei por que dizer isso não me intriga mais.
Taylor é uma repórter, por isso muitas vezes precisava viajar, no começo eu queria que ela fosse entrevistar a The Vincent's Irradiation, mas a mesma insistiu que não iria me deixar ir sozinho ao casamento da minha sobrinha.
Observando-a agora de longe, sorrindo para mim, sinceramente, ela é maravilhosa, cabelos cacheados cor de chocolate, da mesma cor dos olhos, roupas formais e um cheiro maravilhoso. Ela já era uma mulher, tinha trinta anos, e eu vinte e cinco. Conheci ela na escola com 17 anos, no meu terceiro ano do colegial. Taylor, era uma cliente do local onde trabalhava, um café no centro da cidade.
Foram muitas trocas de olhares, mas nunca imaginava que uma mulher mais velha me daria moral, mas ela me olhava de uma forma que conhecia bem. Depois de um ano eu tomei coragem de falar com ela, por meio de um café que ela me pedia toda sexta-feira, e por incrível que pareça ela sentia a mesma coisa que eu. Até hoje estamos juntos, e eu não tenho dúvidas de que ela é perfeita para mim, quer casar, ter filhos, e ter uma família.
O combinando era fazer filhos depois do casamento, mas por mim poderia ser a qualquer hora...
Taylor nunca demonstrou ter ciúmes de , pelo menos nunca para mim. Eu sabia que elas conversavam como amigas, mas não eram tão próximas como eu e ela. Por algum motivo eu não gostava muito de reunir as duas, a Taylor ficava estranha, porque não compreendia muito bem as nossas piadas internas, mas a sempre dava um jeito de dar mais atenção para ela do que para mim, como se quisesse assegurá-la que estava tudo bem. Mesmo assim, era sempre muito estranho.
Sorri quando ela pousou a bolsa no sofá, e tirou os saltos altos, o seu celular tocou e a mesma perdeu uns cinco minutos nele, enquanto eu continuava sentado no sofá fingindo que assistia um programa que dava na televisão. Depois de um tempo senti o sofá afundar, senti a pressão do olhar preocupado de Taylor em mim.
— O que aconteceu com você nessas últimas semanas? Está tão pensativo, meu amor. — Taylor perguntou, e beijou o meu cabelo carinhosamente.
— Muito trabalho.
— Muito trabalho? — Taylor mostrou-se desconfiada, como sempre. — Você sabe que pode me dizer qualquer coisa, não é?
— Claro, amor!
— É a ? — de repente meu coração começou a disparar como um cavalo de corrida.
— Não.
— Vocês não se falam mais, você acha que eu não percebi? Você agora dorme e não precisa ficar até às duas horas da manhã conversando no celular com ela.
— Isso só acontecia às vezes, quer dizer, raramente.
— Raramente são três dias na semana? — ergueu uma sobrancelha.
— Não exagera, Taylor. — praguejei, um pouco mais alto do que gostaria.
— Ui, Taylor?
— Amor... — corrigi, e ela sorriu esquecendo o meu ato de exaltação.
— O que aconteceu? Vocês brigaram?
— Eu deixei de falar com ela...
— Por quê?
— Por que sim, não quero falar disso. Quero saber se você tem um tempo para mim? —sorri, puxando-a para o meu colo, e roubando-lhe um beijo.
— Você sabe bem mudar de assunto, .
— Eu não sei do que você está falando. — sorri para ela, e trouxe o seu rosto ao meu, beijando-a profundamente.
— Meu lindinho. — Taylor disse entre o beijo e eu fiz uma careta, diminutivo não. Ela apertou meu rosto com as duas mãos, pressionando mais seu corpo em mim. — Quer fazer isso na sala?
— Calma, Taylor, você nem deixou o clima rolar.
— Responde... — ela riu.
— Isso seria o máximo de aventura que teríamos nos últimos meses, não é? — e eu já estava ficando entediado, às vezes Taylor se esquecia que precisava de coisas diferentes, e que eu só podia e iria fazer sexo com ela até o dia em que morrer. Taylor chegava em casa e estava sempre cansada do trabalho, eu até pedia para que ficasse comigo, mas ficar em cima toda hora para fazer sexo, mesmo sabendo que ela estava cansada era chato, até porque sou um cavalheiro. Antes eu ia para casa da e a deixava dormindo, mas agora que não nos falamos, eu ficava na sala assistindo um filme antigo qualquer.
— Ah, para! Você não está falando sério, está? — afastou-se para ver minha reação, eu não ligava muito para o lugar, mas ultimamente estou morrendo por alguma coisa diferente. Tinha uma coisa que eu queria fazer com ela, mas Taylor nunca concordava, então optei por uma coisa mais light, mas que ela não fazia faz tempo.
— Estou, eu quero fazer algo diferente.
— Ok, desculpe, , eu sei que não estou dando muita atenção, mas agora estou aqui, o que você quer? — sorri, e sussurrei em seu ouvido o lugar que eu queria que sua boca estivesse. Afastei-me e ela sorriu, sem qualquer restrição, fiquei muito animado. Até que enfim! Taylor agachou em minha frente, e apertou minha coxa, olhando fixamente para meus olhos. Suspirei ansioso, antes de sua testa franzir parecendo lembrar de alguma coisa. Para minha tristeza, Taylor se levantou, e bateu a mão de encontro com a testa.
, hoje eu fiz branqueamento, não vou poder. — O quê?!
— Acho que não tem problema, Taylor. — me esforcei enorme para não falar alto, por conta da minha frustração.
— Tem sim, uma vez vi uma notícia de uma garota que ficou com o cheiro dos espermas grudados nos dentes, antes mesmo da ejaculação, e...
— Taylor, não quero saber... — revirei os olhos, antes de me levantar, estiquei minha mão. — Anda, vamos para o quarto, vamos fazer isso no banho.

xxx


Eu sonhava com ela quando meu celular tocou, não me lembrava que hoje tinha consulta no médico, eu nem sequer acordava cedo para ir ao médico. Mas gostava de flores do campo, as rosas negras talvez, eram muito raras, só existiam onde existiam tigres. Mas não em campos, talvez esteja enganado quanto ao lugar. — Oi... ! Oi, é a . — sim essa era ela de novo, não cansava de invadir meus sonhos. — Hm... — eu consigo enxergá-la em um balanço preso em uma árvore no campo. — Eu precisava da sua ajuda. — o balanço começou a divagar sozinho, ela estava em perigo. — Hmmm... — Eu precisava ajudá-la, sempre vou fazê-lo. — Está em casa? — não estou no campo, com você. — Hmhm... — eu respirei e meus olhos abriram com um susto, minhas mãos foram até o interruptor do abajur, fazendo-o cair no chão, e eu acordei com meu celular em mãos. Meu. Deus. A está realmente falando comigo. — ? — Sim? — Merda! — Espere um pouco. — levantei-me rápido, e Taylor se remexeu, meu coração acelerou mais ainda, fui até a cozinha e fechei a porta. — Pronto, pode falar. — Como você está? — estranhei a pergunta e afastei o celular só para confirmar se era quem eu pensava mesmo. Sim, era ela. — Estou bem e você? Algum problema? — Não. — sua voz tremeu, ela estava mentindo. — E então?Nada, desculpe, eu vou desligar. — Ei! — fiquei bravo, ela ia desistir de me dizer, como sempre fazia, quando estava insegura. — O quê? — Por que você sempre faz isso? — Isso o quê? Começa a dizer algo, mas depois desisti! Que raiva que me dá.Eu não acho que estou na posição de te pedir algo.Você está louca? O que está acontecendo, ?
Ela pegou-me de surpresa quando disse que estava com , o cara da banda The Vincent's Irradiation, da última vez que a vi, ela contou que tinham se beijado, eu não sabia se era verdade, ou se era só para me provocar. Mas se eles estavam juntos hoje, com certeza era verdade. Eu não gostava nada disso, o cara podia até fazer músicas de qualidade, mas era um grande idiota! Eu fiquei com medo, porque depois que tomávamos conhecimento do beijo de , era quase impossível de se esquecer, e se também a beijou, ele sabia disso também.
Fica a dúvida em minha cabeça, será que eles se encontravam desde daquele dia? O provavelmente já estaria caído por ela, aquele idiota! Eu nem sei por que fico com tanta raiva quando penso nisso...

Dirigi para LA o mais rápido que pude. Enquanto na minha cabeça só conseguia imaginar cenas horríveis, e eu não podia negar que estava mais do que preocupado. O poderia estar sim, fazendo coisas com ela que eu nem sequer queria imaginar, muito menos saber. Eu nunca gostava de saber, ultimamente só andava escolhendo os homens que não a mereciam realmente. Eu nunca conheci um homem que fosse bom o bastante para ela, para ser honesto.
Passei no posto de gasolina para abastecer e aproveitei para comprar pílula cura-ressaca, batatas, um chocolate e uma garrafa de água 1L. Pelo celular percebi que tinha bebido, não seria nada mal um kit sobrevivência, fechei os olhos respirando fundo. Eu não sabia como seria o nosso encontro depois do que aconteceu, mas eu faria de tudo para que voltássemos a ser como antes.
Depois de enfrentar um segurança, arranjei uma vaga em frente ao um chafariz, não podia negar, a mansão de era linda, enorme e com uma arquitetura de dar inveja, mas nunca admitiria isso. Não sei por que, mas se tornou uma pessoa completamente asquerosa aos meus olhos. Dei uma ligação para e ela disse que já estava a caminho, tudo o que restou para mim, foi esperar ansioso.
Pelo retrovisor a vi descendo a escadaria, franzi os olhos quando vi que ela estava diferente do que a grande maioria dos convidados. Usava um moletom, coxas à mostra, e all star. Balancei a cabeça e sorri.
Assim que ela agarrou o puxador da porta, meu coração acelerou, ela entrou jogando-se no banco passageiro, preenchendo o carro com o seu cheiro familiar. Eu não disse nada, enquanto esperava ela pronunciar-se.
— Desculpe a demora. — a encarei o que pareceu ser uma eternidade, observei seu rosto corado, sem qualquer tipo de maquiagem, seus cabelos bagunçados, os olhos quentes, que agora piscavam de forma lenta, como se ela estivesse com muita vontade de dormir, passei a mão na parte do cabelo que estava bagunçado e arrumei, o lado direito de sua boca ergueu-se em um sorriso leve, enquanto eu permanecia a encarando-a. Deus, como senti falta dessa mulher. Sem saber bem o porquê a puxei para um abraço, que foi retribuído de bom grado. Afastei-me e entramos em um silêncio constrangedor.
— É...
— É... — dissemos ao mesmo tempo e eu dei uma risadinha, ela abanou a mão no ar.
— Pode falar primeiro. — sorriu, e eu busquei a sacola no banco de trás.
— Trouxe um kit de sobrevivência. — dei a sacola em suas mãos, e deu um gritinho, ao espiar o que tinha lá dentro.
, eu já disse que você é incrível? — sorri e olhei para baixo, baguncei meus cabelos, e busquei o olhar de , que me observava de um jeito estranho.
— Bom, considerando as "poucas" vezes que já ouvi isso de você, não precisa dizer de novo.
— Obrigada. — ela sorriu, sem tirar os olhos dos meus, dava para sentir o clima tenso no ar, nenhum de nós tínhamos esquecido do que aconteceu, se caso, tivesse esquecido nestes últimos dias, provavelmente se lembrou agora, suas bochechas estavam vermelhas, ela estava envergonhada, ela ficava assim quando eu passava dos limites com alguma brincadeira idiota, mas agora a situação era outra. Eu precisava me desculpar, e fazê-la entender que foi um grande erro, nós nunca deveríamos ter feito aquilo, iria conversar com ela, e dizer que não precisávamos nos tratar como dois estranhos, somos melhores amigos. Olhando agora, eu não estava mais com a vontade insaciável de beijá-la de todas as maneiras, como estava há quase três semanas, então acho que o afastamento de alguma maneira foi o certo a se fazer.
, eu...
— Não quero falar disso agora, podemos falar sobre isso no caminho, por favor? — olhei para baixo e comprimi os lábios, antes de assentir.
— Claro. — girei a ignição e antes que eu pudesse pegar na marcha, nós dois pulamos com susto de socos na janela do carro.



Kapitel sechzehn || Reconciliation

"You lose when you do not know how to negotiate"

! O que está fazendo? — disse entre dentes, assim que abri a janela.
. — soltou aos suspiros, fiz um esforço para não revirar os olhos.
— Já vai tão cedo? Eu disse que te levaria até a porta. — ele sorriu deixando o seu rosto mais bonito. Uma desculpa estampada, nitidamente querendo me fazer sorrir, talvez para aliviar a raiva que eu estava sentindo dele.
— Vamos embora, . — desviei os olhos para frente, espichou o pescoço e observou o meu amigo, e os seus óculos de grau.
— É com esse cara que você está? — sorriu em deboche, e por instinto eu sabia que franziu as sobrancelhas.
, eu juro por Deus...
— Okay, eu sei que você está me odiando no momento, mas só vou dizer uma coisa antes de ir, se você permitir, é claro, gatinha.
— Não. — obviamente que ele ignorou.
— Olha, , eu já saquei que você não me quer, pelo menos não da forma que eu estava te proporcionando, você precisa de mais.
— De novo com o discurso?
— Saiba que eu não vou correr atrás de você, essa será a nossa última vez juntos, você nem sequer quis saber sobre minha proposta. — ele bufou com certa indignação.
— Ok, , faça o que você quiser.
— Viu? Esse tipo de resposta que você acha que me dá uma vontade enorme de correr atrás de você, mas não dá. Poderia dar certo com qualquer um, mas saiba que isso não funciona comigo.
— Certo.
— Está fazendo de novo.
— Eu tenho que ir.
— Você pelo menos sabe o que está fazendo?
— Sim, eu sei! E estou totalmente certa de minha decisão.
— Mas... — então eu explodi.
— Você não consegue enxergar que está sendo injusto comigo? Eu estive o dia inteiro hoje com você, fomos almoçar, e eu adorei, , sinceramente. Eu deixei todo o meu dinheiro naquele almoço e não tive outra maneira de ir para casa, e eu lhe disse, mas você não quis ouvir porque a sua única preocupação era a de me levar pra cama! — soltei sem escrúpulos. Observei os olhos abertos de e sua respiração passar de leve a pesada. Ficou em silêncio por alguns segundos, então seu olhar desviara do meu, parecendo cair na real. É claro que ele teve consciência de que estava sendo um completo idiota, homens das cavernas, só faltava ele me agarrar e guardar dentro de uma caixa no quarto dele. Eu me senti estranha com sua expressão de culpa, e eu não quis olhar para o lado e ver que escutava tudo em silêncio, como se nem estivesse lá.
— Eu me tornei obsessivo por um momento. — seus olhos nítidos encontraram os meus. — Vou vazar. — sorriu irônico. — Eu falo sobre sua vida.
— Boa noite, . — Ele franziu o cenho como se não compreendesse a minha decisão, como se aquilo nunca tivesse acontecido com ele antes... soltou um rugido ao se afastar, mas antes aproximou-se e disse, mais para ele do que para mim:
— Foda-se você! — Afastei-me surpresa, ele saiu de perto do carro e virou-se sem olhar para trás. No caminho chutou uma lata de lixo fazendo-a derrubar todo o seu conteúdo no chão. Segui o com o olhar, até que ele estivesse dentro de sua mansão luxuosa, foi parado por um grupo de mulheres, ele avaliou todas e disse um grupo de palavras, voltou andar só que dessa vez não sozinho, uma delas o seguia vitoriosa deixando as outras invejadas, inclusive eu. Estranhei porque, aquela mulher era ridiculamente parecida comigo.
Tinha me esquecido que ouvira tudo, até perceber o mesmo se pronunciar:
— Você quer que eu faça algo? — suspirei.
— Me levar para casa já está ótimo, você está sendo perfeito, , desculpe por isso.
— Você não precisa se desculpar por um babaca desses. — eu sorri.
— Eu sei, mas...
— Hey! — apoiou uma das mãos em minha bochecha direita, e eu me calei no mesmo instante. — A culpa não foi sua, além do mais, você é demais para um cara como aquele ali. — Seus olhos mergulharam profundamente nos meus.
— Você acha? — sorriu de lado, e balançou a cabeça a resposta era óbvia.
— Você é incrível para qualquer ser humano desse planeta, sabia? E deve ser por isso que está demorando tanto para desencalhar. — puxei o ar com a boca escancarada surpresa, e dei um tapa forte em seu braço, e ele riu alto.
— Você não disse...
— Eu disse! — sorriu, encarei-o com cara de poucos amigos, quando ele engatou a primeira marcha ainda rindo, finalmente saindo dali.

Suspirei assim que paramos em frente à minha casa, sabem aquela conversa que deveria ter acontecido? Não aconteceu, por isso eu fiz essa pergunta.
— Você deveria entrar. — levantou os olhos, aguardando em silêncio, agora sério. — Para nós conversamos sobre...
— Claro. — estacionou perfeitamente, e desligou o carro. Sacudi o bolo de chaves em minhas mãos, ansiosa, enquanto o esperava descer. Ele correu em minha direção, sorriu sem mostrar os dentes e colocou as mãos nos bolsos. Eu olhava para ele sem parar. No elevador do prédio, foi uma tensão só, eu esperava que ele dissesse sobre o que aconteceu com o , ou qualquer coisa, mas ele não dizia nada, só silêncio. Os ponteiros me pareceram bem interessantes.
— Você... Não vai abrir? — indicou a porta com as mãos, e eu senti-me uma idiota.
— Ah sim, claro!
Entramos em casa em silêncio. Acendi a luz, e trancava a porta ainda de costas. Respirei fundo antes de me virar.
, antes de tudo eu quero que saiba que serei direta e clara. Tenho que dormir, você precisa ir para casa e... — parei de falar ao vê-lo observando-me com um sorriso. — Por que você tem um sorriso no rosto?
— Você está nervosa.
— O quê?
— Relaxa, sou só eu, ! — franzi os olhos desconfiada, ele estava assim tão seguro de si? Provavelmente o beijo para ele já era um assunto passado e bem superado à ponto de o mesmo rir da situação. Com a mulher que ele tinha eu também superaria, mas eu não sei porque fiquei tão incomodada.
— Ah é? Então você deveria começar, senhor auto-confiante. — deu de ombros com simplicidade, como se já tivesse feito aquilo um milhão de vezes.
— Eu queria me desculpar por ter saído de sua vida dessa forma, eu nunca fui de fazer isso, e sei que errei, eu me arrependi muito.
— Mas então por que fez? — questionei.
— Achei que fosse preciso, por um lado foi, e pelo outro vejo que não, se estivéssemos próximos nunca deixaria você sair com o babaca tatuado.
— O que você conseguiu com isso?
— Eu descobri que eu não consigo parar de pensar em você. — foi sim um baque, e foi dos grandes.
— Você pensou em mim?
— Todos os dias.
— Eu também pensei em você. — assentiu, mas eu vi que ele pareceu atingido pelo engolir de sua garganta. — Mas eu evitava pensar, eu queria te esquecer, achei que nunca mais fosse falar comigo.
— Mesmo se eu quisesse, eu não conseguiria me afastar de você.
— Por quê? — riu, como se a resposta fosse óbvia.
— Você quer voltar a ser como éramos antes? Para isso, temos que esquecer o que aconteceu.
— O nosso beijo? — disse e engoliu em seco, aha, talvez ele não tivesse superado 100%, então respondeu:
— Sim, isso.
— Isso? Ou o beijo? — ergui uma das sobrancelhas, sendo clara, dando um passo lento em sua direção. Ele deu de ombros. — Ok, já entendi você não vai dizer. — sorri. Passei os braços pelo seu pescoço, e acariciei seus cabelos macios. apertou os braços em minha cintura suspirando, e ao abrir os olhos dei um pulo para trás.
— Que merda!
— Droga! Vocês são tão previsíveis! — a voz indignada de Nikki, com seus olhos esbugalhados, sentada do sofá fez-se presente.
— Nikki? Como... Como?
— Chave extra comigo, lembra? — ela deu de ombros. — Pensei em te fazer uma visita pelas ordens de Ian, e fiquei sabendo mais do que deveria por aqui. — ela olhou de mim para , que encarava tudo menos o seu olhar.
— Desde quando você? — perguntei, sem conseguir finalizar.'
— Ah, tempo o suficiente, baby.
— Nicole, você simplesmente não pode dizer para ninguém. — falei, depois franzi as sobrancelhas confusa. — O Ian disse algo?
— Dizer o quê? Que minha amiga reprimida beijou o melhor amigo apaixonado e prestes a subir no altar? Não, claro que não!
— Nikki, por favor!
— Eu já sabia que isso iria acontecer. — ela balançou a cabeça. Ela observou . — Ele te olhava como se fosse uma musa.
— Nicole, você entendeu errado, eu amo a como amiga.
— Aham! Engraçado, eu também amo o Brian como amigo da mesma forma, e ele não tira a língua da minha garganta.
— Nikki! — gritei.
— Por que vocês não se sentam? — ela apontou o meu sofá de camurça creme. Sem perceber fizemos exatamente o que ela disse.
O silêncio seria tranquilo se no ambiente só desse para ouvir o barulho dos nossos olhos piscando, observava um ponto no chão, enquanto meus braços cruzados demonstravam impaciência.
— Então quer dizer que vocês se beijaram? — um pequeno "v" formou-se na testa de Nikki, olhando de mim para , que fez questão de sentar a metros de distância de mim no sofá.
— Não foi bem assim...
— Não, Nikki...— dissemos ao mesmo tempo.
— Vocês são horríveis na mentira.
— Nós estávamos bêbados.
— A famosa desculpa. — disse Nikki, com a sobrancelha erguida.
— Não que seja do seu interesse, mas nos afastamos para que evitássemos qualquer outra tragédia novamente. — respondeu meu melhor amigo, eu achei ofensivo.
— Tragédia? Uau! Já disseram muitas coisas sobre meu beijo, mas tragédia? — virei-me para , olhando-me depois caindo em consciência.
— Não, não, o seu beijo não é uma tragédia muito pelo contrário, quis dizer pelos efeitos que ele causa.
— Mas então por que se afastou? Ficou arrependido, é?
— É, fiquei, eu não tinha noção nenhuma do quanto ela era importante na minha vida até perdê-la. — então com o silêncio absoluto, viramos a cabeça lentamente em direção ao .
—Uau! — riu Nikki.
! — suspirei.
— Você é bom, cara!
— É natural. — ele deu de ombros, mas sabemos que gostou dos elogios.

*


Na manhã seguinte recebi uma mensagem de Nikki dizendo que Ian, mandou dizer que disse que meu carro estava pronto, mas que era para mesmo assim considerar comprar um carro novo. Então três dias depois eu decidi que iria em uma oficina de carros, só não tinha certeza qual iria escolher, por isso observei alguns catálogos antes de sair de casa.
Meu antigo carro apesar de usado, era quase um carro do ano, por isso levei para um leilão e recebi em troca 1200 dólares à vista.
Na hora do almoço aproveitei e disse a Nikki que não voltava mais hoje, ela não perguntou o porquê, sabia que eu ficaria brava. Às vezes ela não sabia dividir trabalho com a amizade, e acabava passando dos limites, como querer saber todas as vezes com quem eu iria fechar um negócio.
Chamei para ir comigo, nós estávamos tentando fazer com que tudo voltasse a ser como era antes, para ser sincera éramos muito bons nisso, os nossos momentos sempre foram incríveis, e agora não estava sendo diferente.

*


Duas semanas depois, tudo que parecia de novo em minha rotina era o carro. Não tive mais notícias de , o mesmo manteve a promessa em sumir da minha vida. Uns dias atrás recebi mensagens de que eu estava no site da TMZ, havia algumas fotos minhas com , e eles colocaram o meu nome, sobrenome, minha profissão, e algumas outras verdades sobre mim, que eu não fazia ideia de como eles descobriram. Graças a Deus não tinha nada sobre quem meu pai era! Procurei mais coisas, e quando vi já estava nos vídeos mais antigos de andando sozinho pelas ruas de Los Angeles. Alguns paparazzis perguntavam se eu era a sua namorada, e várias outras perguntas pessoais que não respondia, acostumado e de cabeça baixa. Ao fuçar mais ao site, encontrei uma notícia de Ian, , e Lorenzo há cinco dias atrás, chegando em uma boate com nove mulheres em Holywood. Cliquei no vídeo, então vi com seus óculos de sol, e mãos socadas nos bolsos. Uns dos paparazzi perguntou qual era o motivo da comemoração, e ele fingiu não ouvir, Ian apenas olhou para os paparazzi e desviou o olhar rápido como se eles nem estivessem lá. Depois de todas mulheres entrarem pela porta dos fundos, apareceu Lorenzo, ele olhou para os flashs e sorriu, antes de sumir pelas portas da boate com seus seguranças atrás. Essa era a vida deles, mulheres, bebidas e sexo. Apesar de tudo isso, eu sentia falta de , e me perguntava se ele ainda se lembrava de mim.

*


Trocava mensagens com , mas por enquanto estávamos indo devagar, por exemplo, antigamente, como hoje era noite de sábado e soubesse que eu estava em casa sem fazer nada, provavelmente apareceria aqui com um vinho do Porto, e guloseimas, mas infelizmente hoje precisou sair para um cocktail importante do trabalho.

*


Ao decorrer da semana Nikki e Ian se encontravam mais vezes do que a desconfiança do namorado Brian poderia suportar, ele não era idiota. Eles terminaram na quinta-feira dessa semana, Nikki já iria sair nessa noite de sábado com Ian, diz ela que eles eram só amigos, e que viria buscá-la em alguns minutos. De acordo com ela, depois desse final de semana incrível a mesma poderia conversar mais a fundo com Brian.
— Para onde vocês vão? — Observava ela lutar para experimentar os brincos em frente ao espelho enorme da minha sala.
— Ele disse que seria uma surpresa! Não é fofo?
— Sim, muito fofo. — balancei a cabeça sorrindo.
— O também te fazia surpresas? — perguntou Nikki, muito curiosa, lembrei do ocorrido de umas semanas atrás quando ele me levou para o Píer.
— É, ele era bastante imprevisível.
— O Ian disse que o vai estar lá. — senti meu coração acelerar, mas apenas dei de ombros. — Você poderia ir, tenho certeza que ele não iria te negar.
— Nikki, não.
— Você é muito burra, ! Ele deve ser tão bom de cama!
— Ok. — dei de ombros novamente, fingindo desinteresse, mas eu concordava profundamente com ela. Nikki bufou.
— Bom, eu vou subir, tenho que tomar banho.
— Vai fazê-lo esperar? — sorri.
— Claro. — riu e então foi para o andar de cima.

Vinte minutos depois a minha campainha do interfone tocou. Dei um grito para Nikki se apressar, ela preferiu se arrumar aqui em casa, só mesmo para usar minhas maquiagens, e até mesmo uma de minhas roupas, portanto teve de passar o meu endereço para Ian. Eu continuava usando a minha camisola de seda branca, corri para o andar de cima para pegar o meu robe, e o fechei com um laço. Ao descer, observei também em volta para conferir se meu apartamento estava apresentável, eu tinha feito faxina hoje de manhã, depois de chegar satisfeita da minha padaria preferida.
— Senhorita, , tem um homem aqui, e...
— Pode liberar, Philly, obrigada.
— Certo.
Ao pensar direito, Ian estava subindo e eu não tinha nada para lhe oferecer, talvez ele quisesse uma bebida. Ouvi o barulho do elevador, então fui em direção a porta. Destranquei com dificuldade, e ao levantar os olhos tive que sugar todo o meu ar... Na minha frente estavam Ian, e . Tão lindos e cheirosos quanto poderia imaginar. Oh, Merda! O que estava fazendo aqui? Fiz força para engolir. Ele pareceu surpreso também quando me viu. Sorri, quando Ian olhou-me de cima abaixo, ele sorriu com uma sobrancelha erguida.
— Então, shawty! — puxou-me para um abraço, e não consegui abraçá-lo de volta por conta do nervosismo. — Não sabia que estaria aqui.
— Nikki, não disse que essa era minha casa? — sorri, fazendo um esforço enorme para não olhar para lado. Eles estavam ridiculamente bonitos, Ian com sua jaqueta de couro, com seu moletom cinza, e mãos socadas nos bolsos, seu semblante sério mais lindo do que nunca.
— Não, ela não disse. — respondeu , curto. Ouvi-lo se pronunciar parecia fazer mais real. Haviam dois astros do rock considerados muito famosos na porta de minha casa. Ele comprimiu a boca vermelha, e eu quase chorei de saudade de beijá-la. Desviei o olhar rápido.
— Vocês não querem entrar?
— Sim, claro. — Ian sorriu.
Eles passaram pela minha porta e eu soltei todo o ar que segurava há um tempo.
— Fiquem a vontade. — disse, e Ian assentiu.
Fui em direção a cozinha, que também fazia parte da minha sala, assim perguntei por trás do balcão, mas não antes de notar o se sentar no meu sofá folgadamente, e mexer no celular em silêncio.
— O que posso oferecer para vocês? — apontei para a geladeira e Ian seguiu meu olhar, pelo canto de olho ouvi sorrir alto, e eu queimei sua nuca com meu olhar, como se ele soubesse que estava sendo observado, cobriu a cabeça com o capuz.
— Pode ser alguma merda alcoólica, mas duvido que tenha algo.
— Duvida? — abri a geladeira puxando uma garrafa de Whisky Chivas 25 anos. Ian arregalou os olhos e veio em minha direção.
— Estou surpreso.
— Eu ganhei faz um tempo, mas eu não sou muito de Whisky.
— Da para ver... — disse novamente, e eu me perguntava se ele tinha noção do quanto sua voz era atraente. — Você deixou o Whisky na geladeira. — levantou-se, juntando-se a nós. Nesse percurso eu não consegui deixar de notar o quanto ele era lindo e intimidante, o olhar dele estava mais quente do que o normal, seu jeito folgado de andar, o movimento dos seus cabelos que estavam maior o acompanhavam, estavam uma bagunça total gritando para que enfiasse meus dedos neles, o moletom a dois palmo abaixo do seu quadril, e a colônia masculina aproximando-se mais e mais.
— E... Eu... Não... Podia... Deixar? — passei a mão na testa, quando gemi a frase aos suspiros. Meu Deus, eu precisava me controlar, vê-lo no centro da minha cozinha me atingiu mais do que deveria. Passei a língua pelos lábios secos, enquanto meu peito subia e descia, já conseguia sentir o formigamento na minha nuca quando desceu uma gota de suor, subi o olhar para eles que encaravam-me intrigados.
— É por isso que bebemos com gelo. — disse baixo, enquanto seus olhos me analisavam com muita atenção, e minha bochechas queimaram.
— Que... — Ian gesticulou com as mãos. — Charme para se pronunciar, shawty. — Não tive onde enfiar a cara, quando olhei para ainda observando-me com dúvida, e eu tenho quase certeza que ele percebeu, mas estranhei o fato de ele não estar gozando com minha cara por mostrar tanta vulnerabilidade, ele simplesmente ignorou.
— Então eu vou pegar copos, e gelos certo? — sai de perto, tentando me distrair com qualquer outra coisa.
— Claro. — ficamos em um silêncio que incomodava, fazendo-me sentir pior, eu não acredito que tinha acabado de gemer ao falar.
Enquanto organizava três copos com gelo, desejei internamente que Nikki descesse logo para que eles pudessem ir, e acabar com meu constrangimento.
— Aqui está. — empurrei os copos no balcão, e tive dificuldade em abrir a garrafa, senti sua presença, e aroma atrás de mim.
— Deixa que eu faço isso. — fechei os olhos ao ouvir sua voz no meu ouvido, ele raspou os dedos nos meus, e eu suspirei procurando seus olhos. estava olhando cada ponto, e reação do meu rosto com as sobrancelhas franzidas, como se estivesse tentando descobrir algo que ele nunca tinha visto antes. Ele voltou a atenção a garrafa, tirando a tampa com facilidade, preencheu os copos com o líquido madeira, assim fizemos um brinde. Trouxe o copo para os meus lábios desviando o olhar para ele, que também observava-me com intensidade. Coloquei o copo na mesa, e me afastei com pressa.
— Bom, vou ver se Nikki está pronta, vocês já precisam ir, certo? — sorri amarelo, antes de pisar para sair dali. Senti uma mão no meu braço, era Ian.
— Seria falta de educação nos deixar aqui sozinhos, termine de beber conosco, certo?
— Ah, tudo bem, eu fico. — voltei para trás do balcão e virei todo o meu copo, finalizando com os olhos apertados, senti minha garganta e bochecha queimarem. — Outra? — sem esperar respostas, agarrei a garrafa despejando o conteúdo dentro do copo, então fiz o mesmo procedimento, engolindo tudo de uma vez. Assim que olhei para frente encontrei dois pares de olhos me observando com ar engraçado. Ian trocou olhares com , ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado. Então voltou a olhar para mim.
— E você está sozinha? — perguntou como se quisesse saber das horas. Que tipo de pergunta era aquela? Que babaca, idiota, pervertido, mas quem me dera... Engoli em seco, inventando qualquer desculpa.
— Estou, mas eu vou sair com... um... amigo. — olhou para Ian, e o mesmo olhou para baixo segurando um sorriso, eles estavam mesmo conversando apenas com o olhar e rindo de mim? Argh!
— É festa do pijama? Ou dos sexys robes? — Ian perguntou, capturando meu corpo e meu robe de seda com o olhar. Eu franzi a testa irritada.
— Não, eu... — graças a Deus o barulho dos saltos da Nikki tirou toda a atenção de Ian e sua desconfiança de mim, olhou-me.
— Posso usar o seu banheiro?
— Claro, é lá em cima. — ouvi ao fundo Ian dizer que Nikki estava linda, mas eu só consegui ouvir o barulho dos passos de atrás de mim. No andar de cima, abri a porta do banheiro. — É aqui. — ele assentiu e passou por mim, deixando o seu cheiro maravilhosamente insuportável. Fiz menção de sair, mas senti sua mão no meu braço puxando-me para dentro do banheiro.
— O que você está fazendo? — esbravejei, ele se aproximou e todo meu corpo ficou tenso.
— Beijando você. — então inclinou, e encostou sua boca na base abaixo do meu ouvido, traçando uma trilha de beijos até o meu ombro. Suspirei, encolhendo-me contra a porta.
, não...
— Eu juro que quero respeitar a sua decisão, linda, mas você não me dá escolhas. — sua mão afastou uma mecha de cabelo para acariciar minha nuca. — Você não pode gemer olhando no meu olho e achar que eu não vou fazer nada. — seus lábios passaram de raspão em minha bochecha, correndo para meu ouvido. — Aquilo foi muito prazeroso de se ver, aliás, me instigou, e tenho certeza de que a Ian também. — estremeci, soltando uma lufada de ar, minha respiração acelerada, seu olhar acompanhando cada reação minha, encantado. — Porra, desde quando tenho tanto poder assim sobre você? Você está arrepiada!
— Você precisa ir. — disse antes que perdesse a sanidade, e o agarrasse ali mesmo. Ele riu e enrolou suavemente o meu cabelo.
— Você não quer que eu faça isso. — se aproximou, e plantou um beijo delicado sobre meu queixo, subindo para minha boca. Eu sabia que deveria impedi-lo e acabar logo com o possível início de um grande erro, mas assim que ele sugou levemente meu lábio inferior, eu esqueci tudo ao meu redor. Passei os braços envolta dos seus cabelos rebeldes, e me envolveu pela cintura, puxando-me para si. Senti suas mãos agarrarem a parte de trás de minhas coxas e a erguerem para cima, com o reflexo passei as duas pernas em volta de sua cintura, arrancando um suspiro de satisfação dele. Nossas línguas encontraram-se com louvor, reconhecendo assim o famoso choque, fazendo nós dois gemermos de prazer. Senti quando ele me trouxe mais para perto, sem deixar a sincronização perfeita do nosso beijo. Chupei sua língua como se estivesse chupando outra coisa, louca de prazer, e ele estremeceu em meus braços, seu quadril foi para frente, me prensando mais e mais contra a porta. avançou em meu pescoço, caprichando com chupadas e beijos. Gemi, e meu dedos mergulharam com força em sua nuca, fazendo uma massagem sensacional em sua cabeça, os seus pelos arrepiaram e suspirou em meu ouvido. Puxei seu queixo, trazendo-o para minha boca novamente, era loucura dizer o quanto o nosso beijo se encaixava, os tamanhos dos meus lábios e a forma dos dele se multavam em um só experimento.
... — Suas mãos espalharam em minhas nádegas, apertando-as, então ele olhou para mim com um sorriso, enquanto me levava até a pia, espalhando algumas de minhas loções pela mesma ao me apoiar.
— Você tem o beijo mais maravilhoso desse mundo, mulher! — assim plantou outro beijo em minha boca, minhas mãos corriam loucamente pelo seu tronco, cheguei em seus ombros largos e os apertei forte, senti seus dedos habilidosos soltarem o laço do meu robe, e então parei.
, nós não podemos...
— O que houve? — ele falava comigo, mas as suas mãos continuavam a subir pelo meu ombro esquerdo, fazendo o robe deslizar pelo meu braço. Lembrei de quando o mesmo disse que precisava me ter por que poderia ser muito bom.
— Eu não quero ser usada por você.
— Por que não considera que também estará me usando? — suas mãos acariciavam minha cintura, segurei seu queixo tirando sua atenção dos meus seios, para que olhasse nos meus olhos e visse que eu estava falando sério. bufou, endireitando-se. — Olha, sabemos que não temos nada haver um com o outro, mas está claro que a atração é recíproca, e por mais incrível que pareça, você já me conhece mais do que muita gente lá fora. Não estou prometendo nada, mas se continuarmos eu não vou ser capaz de parar, eu já te quero a muito tempo, . Por que você não se permiti, linda, há uma enorme chance de isso dar certo. — Olhei bem pra ele, tentando entender onde aquilo poderia chegar, e pensei comigo, por que não? Nós já tínhamos ficado muitas vezes, e querendo ou não, quando estivemos juntos, foi sim algo parecido com encontros. Nos conhecíamos a cerca de três meses, e ainda me queria, era o ser mais lindo que eu já tinha presenciado pessoalmente, beijava bem, cheirava bem, me tratava bem, apesar de ser um pouco bruto e direto. Talvez estaria na hora de dar a ele o que queria, e ver no que poderia acontecer, provavelmente ele iria sumir, e eu continuaria minha vida medíocre, mas quem diria seria o tempo.
— Está bem, é melhor não fazer com que eu me arrependa. — observei sua expressão passar de séria para maliciosa, satisfeita, seus olhos brilhavam demonstrando sua ansiedade. Ele agarrou seu lábio inferior, contendo um sorriso de felicidade, e eu me senti abusadamente poderosa.
— A única coisa que você precisa se preocupar é com fato de não conseguir andar amanhã. — Deus!





Continua...



Nota da autora: Ok! Desculpe por parar bem nessa parte, mas eu prometo que o próximo vai recompensar bastante, esses dois juntos são muitas páginas para já colocar tudo em um só capitulo, por isso vocês vão ter que esperar mais um pouquinho. Hahaha

Obrigada por lerem, meninas! Deixem muitos comentários pra mim que eu amo e sou viciada! Beijos! <33333











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Nota da beta: Lua, vem aqui, senta que a gente precisa conversar seriamente, viu? COMO VOCÊ TEM CORAGEM DE PARAR AI? Detalhe: A única coisa que você precisa se preocupar é com fato de não conseguir andar amanhã. Puta que pariu, já tô aqui passando mal, isso não se faz. Vai matar sua beta ainda do coração hahahah.
M a r a v i l h o s a como sempre. Eu já disse que amo a Nikki? <3

Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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