O fim da sanidade
A primeira parte da história invadiu os corações dos leitores, levando a curiosidade e ansiedade para saber qual será o final do casal e do assassino. A fanfic foi dividida em duas partes pela extensão que a mesma foi desenvolvida, e me sinto na obrigação de avisar outra vez: Não confie em ninguém. Todos podem ser o assassino e todos podem pôr um fim drástico.
Não espere um final feliz, essa autora não sabe construir boas histórias de romance. Se você chegou até aqui, então se prepare para perder sua sanidade.
Boa leitura.
Dedico essa fanfic para todas as leitoras que acreditam na redenção do amor.
Não espere um final feliz, essa autora não sabe construir boas histórias de romance. Se você chegou até aqui, então se prepare para perder sua sanidade.
Boa leitura.
A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial.
William Shakespeare
Capítulo Um
O cheiro de terra molhada invadiu minhas narinas. Meu moletom estava encharcado. O barulho seco dos pingos de chuva caiam sobre a lona do meu guarda-chuva. As lágrimas se misturaram com o molhado da chuva que caia, mas isso não impediu que eu me ajoelhasse diante do túmulo à minha frente. O nome do meu pai estava escrito na lápide, acompanhado da data em que ele se foi. Fechei meus olhos me lembrando a última vez que eu falei sobre isso, e foi com , céus, não consigo imaginar como será minha vida a partir de agora. Para eles, eu estava morta. E é assim que eu quero ficar para sempre, toda essa história acabou com minha sanidade. Eu criei traumas, medos, segredos e fui traída. jamais descobriria que eu tinha forjado minha morte. Eu fiz Loren prometer, sabia que poderia confiar nele. Vim para capital possuindo os mesmos documentos, porque minha tia havia me acobertado nessa ideia maluca depois que eu contei toda a verdade. Ainda sinto a sensação da bala invadindo minha pele, do desespero da descoberta da verdade. era um cúmplice de vários assassinatos e provavelmente tiraria Hannah da cadeia. Os dois se merecem. Abri meus olhos entendendo que era a hora de ir, minha mãe me esperava na casa da minha tia gritando comigo. Após um mês que tudo aconteceu, eu não sabia como me sentir com minha família, mas sabia que precisaria de um nome novo. E de uma vida nova. Olympia apesar de ser a capital de Seattle, eu não poderia ficar por muito tempo. Eu ainda precisava fugir do terceiro assassino daquele dia infernal. Ao qual eu não tenho a mínima ideia de quem seja e não tenho interesse em descobrir.
一 Você consegue superar qualquer loucura que um ser humano poderia fazer, . - fechei a porta atrás de mim do pequeno apartamento de minha tia no centro. Suspirei colocando as chaves com as demais no recipiente de vidro ao lado da porta. Meu guarda-chuva foi encostado na parede e ainda escorria água. Deslizei o meu casaco para fora do meu corpo, pendurado no cabideiro de minha tia Miranda. Minha mãe e minha tia são gêmeas, o que torna tudo mais interessante quando estamos brigando. Encarei o olhar de reprovação da minha mãe.
一 Tem noção de como foi para nós fingir um enterro com aqueles jornalistas e policiais? Além do mais, havia um específico entre eles que sofreu demais. Eu tive pena dele. - Minha tia complementou o discurso, sentada em seu sofá vermelho com seu gato se aninhando entre suas pernas. - Qual era o nome dele mesmo, Morgana?
一 . O tanto que aquele homem falou na minha cabeça me fez quase enterrá-lo no suposto corpo. - Revirei os olhos. A menção do nome dele ainda provocava sentimentos controversos em meu coração e no meu estômago, mas tinha acabado.
一 Ele é um mentiroso. Não acreditem em nada do que vier dele. - minhas palavras saíram ríspidas. Andei até a pequena cozinha do apartamento enchendo uma caneca de chocolate quente recém preparado. - Hoje é um dia difícil para mim, há algumas horas atrás em cinco anos atrás meu pai estava morrendo na minha frente. - silêncio conjunto das duas. - Eu agradeceria se vocês me poupassem apenas hoje da indignação. Prometo que um dia eu contarei tudo.
Quando adentrei no quarto de hóspedes que minha tia havia separado para mim eu pude cair no choro. Havia vários fatores que me faziam sentir daquela forma. O fato do meu celular ainda estar cadastrado para , ele me mandava mensagens esperando que eu lesse. Chorei, chorei pela morte do meu pai que se envolveu no crime, chorei pela saudade que eu sentia da minha vida feliz em Seattle antes de eu ser lançada no mar de tubarões para ser devorada. Minha profissão que eu amava hoje havia se tornado a minha maior inimiga, e isso me deixava triste. Enquanto as lágrimas caiam, eu abri meu notebook para ler as últimas notícias e tentar ver se eles esqueceram da minha existência, mas para minha surpresa algo estava em alta. Era um podcast e meu coração se acelerou demais quando eu o vi com a barba por fazer, a camiseta preta e a corrente de prata em volta do pescoço. Ele contava nossa história. Ele sabia que eu estava viva e puta que pariu, alguém o ameaçava ao vivo. Uni minhas sobrancelhas percebendo a história que ele contava, joguei o notebook no colchão. não era o culpado, e ele estava se colocando em uma situação de engano. Eu não estava em perigo. Alguém queria levá-lo a uma armadilha em meu nome sabendo que ele nunca recusaria. Puta que pariu. Preciso falar com Loren.
Meus dedos deslizaram pela tela do celular digitando o numero do médico, alguns toques e então escutei uma voz de sono.
一 Você quebrou nosso acordo. - o acusei, mantendo o celular na minha orelha e encarando aqueles recortes dos podcast. - Mas, isso não importa mais. Preciso que você não deixe sair de Seattle.
一 Que tipo de brincadeira é essa, ? Você está bem? Por que não ligou antes?
一 Loren, onde está ?
一 Ele disse que tinha te achado em Washington.
一 Loren, eu estou em Olympia com minha família. Preciso que você ligue para ele e peça que ele volte. Estão enganando o . Eu achei que tínhamos nos livrado de problemas, mas aparentemente Hannah presa não mudou nada.
一 Você ainda não sabe? - a respiração do homem atrás da linha parecia ter sido descontrolada por algo bizarro. - Hannah fugiu da prisão. O que torna tudo isso uma grande merda. está correndo risco de vida.
一 Isso tudo é culpa minha. - sussurrei encarando a janela que caia a chuva deslizando as gotas pelo vidro. Um silêncio permaneceu na ligação, até eu recuperar minha realidade. - Loren, estou indo para Washington. Ligue para ele, e caso ele não atenda, avise o pessoal do departamento. Eu não vou deixar que nada aconteça com ele.
Meus dedos deslizaram sobre o volante do meu carro, recentemente havia adquirido uma BMW 3, o que facilitava minha condução mais rápida para outra cidade. Washington continuava a mesma sujeira de sempre, não me surpreendia que a potência da cidade ainda fosse ofuscada pela corrupção. No entanto, não estou aqui para trabalhar e sim resolver um enigma. O filho da puta tinha sido claro, e eu não queria que morresse por culpa minha. Eu queria ter a chance de explicar para ela que eu nunca estive envolvido nisso. Não esperava que mágicamente ela voltaria comigo, mas, se houvesse alguma possibilidade dela me aceitar, eu faria de tudo para ter seu sim.
Decidi alugar um apartamento temporariamente no centro da cidade, não comuniquei meus pais sobre minha vinda. Meu pai é um homem importante por aqui, bom, na verdade ele é o senador. Minha mãe por outro lado apenas acompanha ele na carreira como assessora. Odeio ser mimado pelo departamento daqui por conta disso, esse foi um dos motivos de ter me transferido para Seattle. Fechei meus olhos ignorando as chamadas telefônicas que não paravam, assim que minhas costas se largaram no sofá. O clima lá fora indicava que de fato já havia passado das dez horas da noite, eu não vi o tempo passar enquanto eu dirigia. O que me irrita é o toque do meu celular não parar, enfiei minha mão no bolso e vendo as milhares de ligações de Loren. Estranho o fato de que ele não tinha mandado mensagem, apenas ligava.
一 Loren, espero que você tenha um bom motivo para estar me ligando. - bocejei, mas sua frase seguinte me fez sentar no sofá.
一 entrou em contato. Disse que eles deixaram ela falar comigo. - levantei do sofá. - Além daquela coordenada que eu te passei sobre Washington, eles disseram que vão a levar para aquele leilão ilegal de mulheres e crianças. Red of death. Aquele que…
一 Aquele que meu pai foi flagrado. Eu entendi. - o cortei imediatamente. Meu maxilar foi cerrado. - Então vão trafica-la?
一 Sim. Isso aparenta ser maior do que imaginamos. Hannah tinha planos mais obscuros com aquelas mortes, provavelmente vendia órgãos ilegais.
一 Vou conseguir o convite. Obrigado por me avisar. - desliguei a ligação sentindo ódio pela situação ter fugido do meu controle. Bufei sentando no sofá enfiando os dedos no meu cabelo, e mais uma vez meu celular tocou. Estava pronto para surtar e mandar ir a merda, mas o nome do visor fez meu coração bater forte.
.
Meu polegar deslizou pelo visor atendendo a ligação, fechei meus olhos escutando a respiração do outro lado da linha. Meu coração palpitou, meus dedos tremeram. Parecia que um fantasma tinha entrado na minha mente e me assombrado de todas maneiras possíveis.
一 Eu sei que é você, . - sussurrei como uma súplica. - Eu conheço sua respiração. Me diga onde você está e eu vou matar todos.
一 . - tudo que ela diz, e alguns segundos em silêncio são o suficiente para que eu queira atravessar aquele celular. - Você precisa me escutar com atenção. Eu não tenho muito tempo, eles me pegaram. De algum jeito eles sabem que eu estava vindo te ajudar em Washington. - uni as sobrancelhas confuso, soltei um ‘a’, mas ela me interrompe. - Estou fugitiva da estrada, logo eles vão me encontrar na floresta. Por favor, me escute com atenção. Eu estou viva e nunca fui raptada, pelo menos não até agora. Eu vi sua declaração, e eu acredito em você. Por favor, , não venha atrás de mim. Eles me querem por algum motivo maior do que lidamos em Seattle. Eu gostaria de ter tido mais tempo com você, mas agora que consegui te avisar, faça isso por nós. - barulho de tiros cortavam a ligação e eu me levantei totalmente atordoado. - Eu amo você, policial.
一 NORA? - a ligação caiu. - ? - chamei outra vez. Afastei o celular da orelha, meus dedos tremiam e minha garganta estava seca. A notificação da mensagem de Loren dizendo o oposto que eu havia acabado de escutar me fez estremecer.
Ele estava envolvido. E ele era um dos culpados.
Não há nada que me impedirá de ir atrás de , apenas minha morte.
一 Você consegue superar qualquer loucura que um ser humano poderia fazer, . - fechei a porta atrás de mim do pequeno apartamento de minha tia no centro. Suspirei colocando as chaves com as demais no recipiente de vidro ao lado da porta. Meu guarda-chuva foi encostado na parede e ainda escorria água. Deslizei o meu casaco para fora do meu corpo, pendurado no cabideiro de minha tia Miranda. Minha mãe e minha tia são gêmeas, o que torna tudo mais interessante quando estamos brigando. Encarei o olhar de reprovação da minha mãe.
一 Tem noção de como foi para nós fingir um enterro com aqueles jornalistas e policiais? Além do mais, havia um específico entre eles que sofreu demais. Eu tive pena dele. - Minha tia complementou o discurso, sentada em seu sofá vermelho com seu gato se aninhando entre suas pernas. - Qual era o nome dele mesmo, Morgana?
一 . O tanto que aquele homem falou na minha cabeça me fez quase enterrá-lo no suposto corpo. - Revirei os olhos. A menção do nome dele ainda provocava sentimentos controversos em meu coração e no meu estômago, mas tinha acabado.
一 Ele é um mentiroso. Não acreditem em nada do que vier dele. - minhas palavras saíram ríspidas. Andei até a pequena cozinha do apartamento enchendo uma caneca de chocolate quente recém preparado. - Hoje é um dia difícil para mim, há algumas horas atrás em cinco anos atrás meu pai estava morrendo na minha frente. - silêncio conjunto das duas. - Eu agradeceria se vocês me poupassem apenas hoje da indignação. Prometo que um dia eu contarei tudo.
Quando adentrei no quarto de hóspedes que minha tia havia separado para mim eu pude cair no choro. Havia vários fatores que me faziam sentir daquela forma. O fato do meu celular ainda estar cadastrado para , ele me mandava mensagens esperando que eu lesse. Chorei, chorei pela morte do meu pai que se envolveu no crime, chorei pela saudade que eu sentia da minha vida feliz em Seattle antes de eu ser lançada no mar de tubarões para ser devorada. Minha profissão que eu amava hoje havia se tornado a minha maior inimiga, e isso me deixava triste. Enquanto as lágrimas caiam, eu abri meu notebook para ler as últimas notícias e tentar ver se eles esqueceram da minha existência, mas para minha surpresa algo estava em alta. Era um podcast e meu coração se acelerou demais quando eu o vi com a barba por fazer, a camiseta preta e a corrente de prata em volta do pescoço. Ele contava nossa história. Ele sabia que eu estava viva e puta que pariu, alguém o ameaçava ao vivo. Uni minhas sobrancelhas percebendo a história que ele contava, joguei o notebook no colchão. não era o culpado, e ele estava se colocando em uma situação de engano. Eu não estava em perigo. Alguém queria levá-lo a uma armadilha em meu nome sabendo que ele nunca recusaria. Puta que pariu. Preciso falar com Loren.
Meus dedos deslizaram pela tela do celular digitando o numero do médico, alguns toques e então escutei uma voz de sono.
一 Você quebrou nosso acordo. - o acusei, mantendo o celular na minha orelha e encarando aqueles recortes dos podcast. - Mas, isso não importa mais. Preciso que você não deixe sair de Seattle.
一 Que tipo de brincadeira é essa, ? Você está bem? Por que não ligou antes?
一 Loren, onde está ?
一 Ele disse que tinha te achado em Washington.
一 Loren, eu estou em Olympia com minha família. Preciso que você ligue para ele e peça que ele volte. Estão enganando o . Eu achei que tínhamos nos livrado de problemas, mas aparentemente Hannah presa não mudou nada.
一 Você ainda não sabe? - a respiração do homem atrás da linha parecia ter sido descontrolada por algo bizarro. - Hannah fugiu da prisão. O que torna tudo isso uma grande merda. está correndo risco de vida.
一 Isso tudo é culpa minha. - sussurrei encarando a janela que caia a chuva deslizando as gotas pelo vidro. Um silêncio permaneceu na ligação, até eu recuperar minha realidade. - Loren, estou indo para Washington. Ligue para ele, e caso ele não atenda, avise o pessoal do departamento. Eu não vou deixar que nada aconteça com ele.
Meus dedos deslizaram sobre o volante do meu carro, recentemente havia adquirido uma BMW 3, o que facilitava minha condução mais rápida para outra cidade. Washington continuava a mesma sujeira de sempre, não me surpreendia que a potência da cidade ainda fosse ofuscada pela corrupção. No entanto, não estou aqui para trabalhar e sim resolver um enigma. O filho da puta tinha sido claro, e eu não queria que morresse por culpa minha. Eu queria ter a chance de explicar para ela que eu nunca estive envolvido nisso. Não esperava que mágicamente ela voltaria comigo, mas, se houvesse alguma possibilidade dela me aceitar, eu faria de tudo para ter seu sim.
Decidi alugar um apartamento temporariamente no centro da cidade, não comuniquei meus pais sobre minha vinda. Meu pai é um homem importante por aqui, bom, na verdade ele é o senador. Minha mãe por outro lado apenas acompanha ele na carreira como assessora. Odeio ser mimado pelo departamento daqui por conta disso, esse foi um dos motivos de ter me transferido para Seattle. Fechei meus olhos ignorando as chamadas telefônicas que não paravam, assim que minhas costas se largaram no sofá. O clima lá fora indicava que de fato já havia passado das dez horas da noite, eu não vi o tempo passar enquanto eu dirigia. O que me irrita é o toque do meu celular não parar, enfiei minha mão no bolso e vendo as milhares de ligações de Loren. Estranho o fato de que ele não tinha mandado mensagem, apenas ligava.
一 Loren, espero que você tenha um bom motivo para estar me ligando. - bocejei, mas sua frase seguinte me fez sentar no sofá.
一 entrou em contato. Disse que eles deixaram ela falar comigo. - levantei do sofá. - Além daquela coordenada que eu te passei sobre Washington, eles disseram que vão a levar para aquele leilão ilegal de mulheres e crianças. Red of death. Aquele que…
一 Aquele que meu pai foi flagrado. Eu entendi. - o cortei imediatamente. Meu maxilar foi cerrado. - Então vão trafica-la?
一 Sim. Isso aparenta ser maior do que imaginamos. Hannah tinha planos mais obscuros com aquelas mortes, provavelmente vendia órgãos ilegais.
一 Vou conseguir o convite. Obrigado por me avisar. - desliguei a ligação sentindo ódio pela situação ter fugido do meu controle. Bufei sentando no sofá enfiando os dedos no meu cabelo, e mais uma vez meu celular tocou. Estava pronto para surtar e mandar ir a merda, mas o nome do visor fez meu coração bater forte.
.
Meu polegar deslizou pelo visor atendendo a ligação, fechei meus olhos escutando a respiração do outro lado da linha. Meu coração palpitou, meus dedos tremeram. Parecia que um fantasma tinha entrado na minha mente e me assombrado de todas maneiras possíveis.
一 Eu sei que é você, . - sussurrei como uma súplica. - Eu conheço sua respiração. Me diga onde você está e eu vou matar todos.
一 . - tudo que ela diz, e alguns segundos em silêncio são o suficiente para que eu queira atravessar aquele celular. - Você precisa me escutar com atenção. Eu não tenho muito tempo, eles me pegaram. De algum jeito eles sabem que eu estava vindo te ajudar em Washington. - uni as sobrancelhas confuso, soltei um ‘a’, mas ela me interrompe. - Estou fugitiva da estrada, logo eles vão me encontrar na floresta. Por favor, me escute com atenção. Eu estou viva e nunca fui raptada, pelo menos não até agora. Eu vi sua declaração, e eu acredito em você. Por favor, , não venha atrás de mim. Eles me querem por algum motivo maior do que lidamos em Seattle. Eu gostaria de ter tido mais tempo com você, mas agora que consegui te avisar, faça isso por nós. - barulho de tiros cortavam a ligação e eu me levantei totalmente atordoado. - Eu amo você, policial.
一 NORA? - a ligação caiu. - ? - chamei outra vez. Afastei o celular da orelha, meus dedos tremiam e minha garganta estava seca. A notificação da mensagem de Loren dizendo o oposto que eu havia acabado de escutar me fez estremecer.
Ele estava envolvido. E ele era um dos culpados.
Não há nada que me impedirá de ir atrás de , apenas minha morte.
Capítulo Dois
Edwars
Acredito que exista uma parte de nós que sempre está se contorcendo dentro dos nossos órgãos. Desmembrando e rasgando como uma criatura maligna expelindo um monstro para fora, gritando, com as mãos atravessando nosso tórax, uma cirurgia brutal de ansiedade, aflição e desespero. Eu gostaria de sentir esse momento de outra forma, algo como se me permitisse eu acreditar que ficará tudo bem, mas, quando eu olho para as paredes ao meu redor sinto que todas estão caindo. Gostaria de deitar na minha cama, fechar meus olhos e desaparecer, mas, não posso. A salvação de outras pessoas estão marcadas em minhas mãos como uma sentença, o que me faz questionar se há dignidade na escolha da vida em me colocar em situações como essas, ou apenas sou um soldado melancólico que sobrevive a vida ao invés de vivê-la. A culpa não é minha se existem pessoas más no mundo, pessoas que tornam lágrimas em ações simples de serem sentidas, no entanto eu ainda sinto que estou sofrendo uma dor de uma facada se ignorar um pedido de socorro. Mesmo que eles não estejam pedindo diretamente, algo dentro de mim me rasga e me leva ao meu abismo. Talvez esse seja meu destino, salvar pessoas do abismo, mas nunca sair dele.
Meus olhos se desviaram da parede com muitos quadros na minha frente, meu pai era um colecionador de obras de arte. Antes dele sugar a vida da minha mãe, ela era uma pintora. Tudo que restou nessas paredes foram memórias de algo que nunca teve felicidade. Observei o homem grisalho sentar em sua cadeira de couro marrom, ele me olhou após tirar os óculos.
一 Me desculpe vir sem avisar. É urgente. - mantive meu olhar sobre o dele, mantendo minha postura.
一 Bobagem. Sua mãe já está arrumando seu quarto, ela ama que você vem aqui. - meu pai balançou os ombros. - O que você precisa? Além de toda polêmica que está envolvido.
一 Pai. - adverti. - Você se recorda daquele leilão? Que você praticamente arrematou uma moça jovem?
一 Se você está aqui para desenterrar essa história, vá embora. Sua mãe me perdoou.
一 Preciso de um convite. - seu olhar encontrou o meu surpreso. - Minha companheira foi sequestrada, pai. E eu tenho certeza que ela está lá.
一 E se você perdê-la você morre? - assenti. - Ok. - seus dedos pegaram uma faca dourada entre suas canetas, com a mesma faca ele abriu um papel vermelho no meio das outras papeladas. Me estendeu o convite preto e vermelho. - Eu ainda sou um convidado, então jamais conte a sua mãe. Se você ainda quiser ter sua companheira viva. - respirei fundo balançando a cabeça positivamente, eu precisava ter de volta. - Mandarei alguns policiais te acompanharem, mas não deixem descobrir que será uma operação de resgate. Eles conseguem ser bem agressivos. - Enquanto ele falava, sua caneta deslizava sobre um cheque. Balancei a cabeça negativamente negando aquela quantia. - Você vai precisar sair de lá com ela. Você terá que fugir. Ou então, eles vão matar vocês dois.
一 Você sabe quem é o chefe disso tudo?
一 Não é chefe, filho. O nome dela é Eleanor. Tome cuidado.
O cheiro suave do licor de cereja coçou minhas narinas. Fechei meus olhos saboreando a bebida, em seguida abri outra vez para observar a festa. O leilão não tinha começado, meus companheiros haviam se espalhados, e eu me mantive no bar. Espero que esteja bem, porque será desagradavel o filho do senador quebrar essa porra toda. Apertei meus olhos olhando o palco montado no centro daquele salão longe de toda civilização da cidade. Havia várias cadeiras para sentarmos e desfrutarmos da aberração, meu estômago embrulhou quando a primeira foi anunciada. Era uma adolescente de quinze anos, ela estava encolhida e eles gritavam oferecendo milhões de dólares por suas vestes. Céus, eu quero me matar. Penso comigo se Loren faz parte disso, e como ele se ofuscou tão bem desde a morte de Madelyn. Esse quebra cabeça estava incompleto, mas eu já comecei a fechar as peças. Loren foi afastado do departamento graças a mim e um querido senador, admito que usei do meu sobrenome. Provavelmente ele está vindo atrás de mim, não posso deixá-lo cruzar com .
一 Isso foi apenas uma demonstração do que teremos essa noite. - Meus olhos pararam na mulher de vestido vermelho cortado nas coxas, uma fenda dupla. Seus peitos estufados, os cabelos pretos caindo pela lateral do rosto. Um rosto angelical e a boca extremamente chamativa. Puta que pariu. - Agradeço aos meus companheiros que estão presentes hoje. Espero que todos estejam com seus talões de cheques, relembrando que os quartos estão liberados no andar de cima. Aproveitem a noite.
Meu corpo saiu da banqueta do bar indo imediatamente na direção da que saiu do palco, meu coração estava acelerado e eu não acreditava no que eu via. Era uma miragem que eu estivesse tão perto dela. Apesar de seu corpo atravessar a multidão e adentrar ao corredor, eu a segui. No entanto, seus seguranças me impediram.
一 Deixe ele passar. - sua voz cortou a ação dos homens que me deixaram passar. Meus passos aceleram até chegar próximo ao seu corpo. Suas costas se encostam na parede, ela me olha com aquele olhar predador. - . Achei que você não era o tipo de homem que vinha aqui. Mas, seu pai é.
一 Onde está ela? - suas mãos tocaram meu peitoral, suas narinas expiraram meu perfume e ela deslizou os dedos sobre meu smoking. Seus lábios se aproximaram dos meus.
一 Como sabe que eu não sou ela? - Abri um sorriso irônico. Encarando seu olhar.
一 Porque apesar de vocês serem gêmeas, eu sei reconhecer a mulher que eu amo.
Capítulo Três
Meus olhos arderam quando os abri. Um cheiro de mofo com poeira fizeram meu nariz coçar, meu estômago doía pela pancada que levei. Eu saí de Olympia para salvar , mas, a impressão que eu tive foi de uma armação, o que me levava ao fato de que apenas Loren tinha consciência do que estava acontecendo. Ele é um traidor e infelizmente eu não consegui salvar , porque falhei. Minha bunda doía mesmo eu estando em um colchão, barulhos de vozes, risadas, taças brindando e música atravessavam minha cabeça. Eu me lembro de ser seguida na estrada e então bateram em mim. Eu fugi e eles me pegaram na floresta após eu terminar a ligação. Sentei-me no colchão sujo, olhando em volta e tentando entender onde eu estava. Escutei passos e imediatamente voltei a deitar fingindo que estava desmaiada. Apertei meus olhos com força escutando a voz de dois homens.
一 Eleanor disse que queria ela viva. Por que você teve que bater tão forte? - continuei fingindo estar dormindo plena, mesmo meu coração estar totalmente acelerado.
一 Não foi minha culpa. Ela é muito fraca. - idiota. Então barulhos de tiros invadiram nossos ouvidos, abro meus olhos quando escuto a porta ser aberta para que eles saíssem. Era minha chance.
Me levantei do colchão, ótimo dia para ter escolhido viajar de moletom e tenis, acompanhando por uma legging. Ergui meu capuz colocando o rosto para fora da porta, os barulhos de tiros nao paravam. Corredor vazio e dois caminhos, no entanto decidi ir pelo esquerdo. Começo a correr como uma garota, ignorando meus batimentos cardiacos que já nao aguentavam mais. Não parei de correr, minha garganta implora por folego, mas estou quase chegando no fim do corredor. A luz está maior na porta, olhei a dieção e um degrau de escadas estava exposto para mim. Olhei para trás e os dois homens corriam em minha direção, subi os degraus rapidamente entrando em uma espécie de palco. O caos estava acontecendo ali, abaixei para tentar nao deixar tiros pegarem em mim. Desço do palco atravessando a multidão de pessoas, busco pela saída, mas, as portas estão sendo tumultuadas por todos. Decido contornar o bar e adentrar o corredor na saída do mesmo, a luz neon causa uma mudança brusca na minha visão. Consigo continuar correndo intercalando entre a visão de quem está me seguindo e na minha frente, mas, meu corpo se colide com um peitoral forte. Meu corpo cai no chao, eu olho para cima e não tenho tempo de dizer algo, a mão me agarra pelo capuz do moletom e me levanta imediatamente. O cheiro de invade minhas narinas e de repente sinto vontade de parar, eu estava salva.
一 Continue correndo. - manda, disparando tiros contra alguém atrás de nós. Parei no degrau da nossa saída olhando para ele. Eu não iria sem ele. - Porra , anda.
一 Não vou sem você. - tento descer o degrau, mas me impede. Sua mão agarra meu quadril me empurrando para terminar a escada, então eu abro a porta e consigo encontrar uma área extremamente ampla na nossa frente. Aberta e com carros espalhados, carros de luxo. Sinto o corpo de atrás do meu, então eu finalmente coloquei as mãos no joelho descansando.
一 , nós precisamos correr. - diz suplicante. - Vamos.
一 Não consigo, eu estou muito cansada.
一 Por favor, anjo. - suas mãos agarram meu rosto, encaro aqueles olhos que eu sou apaixonada. - Eu preciso salvar você. - vendo que eu não consegui reagir, me agarrou pela cintura me levando ao seu colo. Começou a correr comigo em seus braços, como se sua vida dependesse disso. Mas o barulho do tiro e a queda do meu corpo indicou que algo estava errado.
Meus olhos se arregalaram quando a minha queda não doeu tanto quanto ver a perna de sangrando, o homem deitado no chão com a mão no local do tiro. Meus olhos enchem de lágrimas e mesmo machucada, eu me arrastei até seu corpo segurando seu rosto.
一 , por favor, fique comigo. - minhas lágrimas caiam sobre seu rosto. - Me diga o que eu preciso fazer.
一 Corra. Salve-se. - falou baixo colocando a mão ensanguentada sobre a minha. Neguei com a cabeça. - .
Um clique atrás da minha cabeça me fez olhar de canto de olho. Um homem atrás de mim apontava o cano da arma na minha cabeça. Me levantei com as mãos erguidas em rendição. Olhei para o círculo de pessoas que havia sido feito em volta de nós dois. Então a figura feminina surgiu, me arrancando uma surpresa maior do que a minha vida. Éramos idênticas. Ela era minha gêmea, e então tudo rodou e eu quis desmaiar, mas o grito de me despertou. Estavam o machucando.
一 Ele é um espetáculo, irmã. - o tom de voz debochado. Ela joga seus cabelos longos para o lado. - Um heroísmo sem tamanho, admito, mas, não podemos vencer todas. - respirei acelerado, tentando controlar minhas emoções. - Vou te dar uma escolha. - encarou meu olhar. - Ou você vem comigo e ele vai imediatamente para um hospital, ou você fica e eu mato ele na sua frente. Você decide.
一 Não faça isso, . Minha vida não vale mais que a sua. - A voz de invadiu meus ouvidos, o que me fez olhar. Lágrimas escorriam, eu não podia perdê-lo. Me ajoelhei no chão, segurando a face dele. - .
一 Conviver com sua morte é mais doloroso do que sua ausência. Se cuide. Eu vou ficar bem. - avancei sobre seus lábios rapidamente dando um selinho em seus lábios, mas fui puxada. Mãos fortes me agarraram e minha suposta irmã ordenou que o levassem para o hospital junto com os outros. Então ela vem para perto de mim até o momento que sou colocada no carro preto. Seu corpo entra logo após o meu. Consigo ouvir os gritos de chamando meu nome, e não consigo parar de chorar.
一 Finalmente te achei, . - Virei meu rosto para olhar ela. - Temos muito o que conversar.
一 Eleanor disse que queria ela viva. Por que você teve que bater tão forte? - continuei fingindo estar dormindo plena, mesmo meu coração estar totalmente acelerado.
一 Não foi minha culpa. Ela é muito fraca. - idiota. Então barulhos de tiros invadiram nossos ouvidos, abro meus olhos quando escuto a porta ser aberta para que eles saíssem. Era minha chance.
Me levantei do colchão, ótimo dia para ter escolhido viajar de moletom e tenis, acompanhando por uma legging. Ergui meu capuz colocando o rosto para fora da porta, os barulhos de tiros nao paravam. Corredor vazio e dois caminhos, no entanto decidi ir pelo esquerdo. Começo a correr como uma garota, ignorando meus batimentos cardiacos que já nao aguentavam mais. Não parei de correr, minha garganta implora por folego, mas estou quase chegando no fim do corredor. A luz está maior na porta, olhei a dieção e um degrau de escadas estava exposto para mim. Olhei para trás e os dois homens corriam em minha direção, subi os degraus rapidamente entrando em uma espécie de palco. O caos estava acontecendo ali, abaixei para tentar nao deixar tiros pegarem em mim. Desço do palco atravessando a multidão de pessoas, busco pela saída, mas, as portas estão sendo tumultuadas por todos. Decido contornar o bar e adentrar o corredor na saída do mesmo, a luz neon causa uma mudança brusca na minha visão. Consigo continuar correndo intercalando entre a visão de quem está me seguindo e na minha frente, mas, meu corpo se colide com um peitoral forte. Meu corpo cai no chao, eu olho para cima e não tenho tempo de dizer algo, a mão me agarra pelo capuz do moletom e me levanta imediatamente. O cheiro de invade minhas narinas e de repente sinto vontade de parar, eu estava salva.
一 Continue correndo. - manda, disparando tiros contra alguém atrás de nós. Parei no degrau da nossa saída olhando para ele. Eu não iria sem ele. - Porra , anda.
一 Não vou sem você. - tento descer o degrau, mas me impede. Sua mão agarra meu quadril me empurrando para terminar a escada, então eu abro a porta e consigo encontrar uma área extremamente ampla na nossa frente. Aberta e com carros espalhados, carros de luxo. Sinto o corpo de atrás do meu, então eu finalmente coloquei as mãos no joelho descansando.
一 , nós precisamos correr. - diz suplicante. - Vamos.
一 Não consigo, eu estou muito cansada.
一 Por favor, anjo. - suas mãos agarram meu rosto, encaro aqueles olhos que eu sou apaixonada. - Eu preciso salvar você. - vendo que eu não consegui reagir, me agarrou pela cintura me levando ao seu colo. Começou a correr comigo em seus braços, como se sua vida dependesse disso. Mas o barulho do tiro e a queda do meu corpo indicou que algo estava errado.
Meus olhos se arregalaram quando a minha queda não doeu tanto quanto ver a perna de sangrando, o homem deitado no chão com a mão no local do tiro. Meus olhos enchem de lágrimas e mesmo machucada, eu me arrastei até seu corpo segurando seu rosto.
一 , por favor, fique comigo. - minhas lágrimas caiam sobre seu rosto. - Me diga o que eu preciso fazer.
一 Corra. Salve-se. - falou baixo colocando a mão ensanguentada sobre a minha. Neguei com a cabeça. - .
Um clique atrás da minha cabeça me fez olhar de canto de olho. Um homem atrás de mim apontava o cano da arma na minha cabeça. Me levantei com as mãos erguidas em rendição. Olhei para o círculo de pessoas que havia sido feito em volta de nós dois. Então a figura feminina surgiu, me arrancando uma surpresa maior do que a minha vida. Éramos idênticas. Ela era minha gêmea, e então tudo rodou e eu quis desmaiar, mas o grito de me despertou. Estavam o machucando.
一 Ele é um espetáculo, irmã. - o tom de voz debochado. Ela joga seus cabelos longos para o lado. - Um heroísmo sem tamanho, admito, mas, não podemos vencer todas. - respirei acelerado, tentando controlar minhas emoções. - Vou te dar uma escolha. - encarou meu olhar. - Ou você vem comigo e ele vai imediatamente para um hospital, ou você fica e eu mato ele na sua frente. Você decide.
一 Não faça isso, . Minha vida não vale mais que a sua. - A voz de invadiu meus ouvidos, o que me fez olhar. Lágrimas escorriam, eu não podia perdê-lo. Me ajoelhei no chão, segurando a face dele. - .
一 Conviver com sua morte é mais doloroso do que sua ausência. Se cuide. Eu vou ficar bem. - avancei sobre seus lábios rapidamente dando um selinho em seus lábios, mas fui puxada. Mãos fortes me agarraram e minha suposta irmã ordenou que o levassem para o hospital junto com os outros. Então ela vem para perto de mim até o momento que sou colocada no carro preto. Seu corpo entra logo após o meu. Consigo ouvir os gritos de chamando meu nome, e não consigo parar de chorar.
一 Finalmente te achei, . - Virei meu rosto para olhar ela. - Temos muito o que conversar.
Continua...
PLAYLIST DA FANFIC
Angel By The Wings - Sia
All too Well - Taylor Swift
Why'd You Only Call Me When You're High? - Arctic Monkeys
Ordinary - Alex Warren
Heartburn - Wafia
Bird Set Free - Sia
California King Bed - Rihanna
Daylight - Taylor Swift
Wildest Dreams - Taylor Swift
As Long As You Love - Justin Bieber
Mirrors - Justin Timberlake
I Wanna Be Yours - Arctic Monkeys
Stay With Me - Sam Smith
Crazy In Love - Sofia Karlberg
Love The Way You Lie - Rihanna and Eminem
Helium - Sia
Young and Beautiful - Lana Del Rey
Dark Paradise - Lana Del Rey
Apologize - Timbaland and OneRepublic
Power - Izak Danielson
The Heart Wants What It Wants - Selena Gomez
Impossible - James Arthur
Cars Outside - James Arthur
I Wanna Be Yours - versão violino.
All too Well - Taylor Swift
Why'd You Only Call Me When You're High? - Arctic Monkeys
Ordinary - Alex Warren
Heartburn - Wafia
Bird Set Free - Sia
California King Bed - Rihanna
Daylight - Taylor Swift
Wildest Dreams - Taylor Swift
As Long As You Love - Justin Bieber
Mirrors - Justin Timberlake
I Wanna Be Yours - Arctic Monkeys
Stay With Me - Sam Smith
Crazy In Love - Sofia Karlberg
Love The Way You Lie - Rihanna and Eminem
Helium - Sia
Young and Beautiful - Lana Del Rey
Dark Paradise - Lana Del Rey
Apologize - Timbaland and OneRepublic
Power - Izak Danielson
The Heart Wants What It Wants - Selena Gomez
Impossible - James Arthur
Cars Outside - James Arthur
I Wanna Be Yours - versão violino.