Ruin Of Hogwarts

Última atualização: 19/03/2018

Capítulo 1

Novo Mundo

1000 anos atrás.

A primeira coisa que eu escutei assim que saí da nossa casa foram os gritos de Niklaus que trazia nos braços o corpo inerte de nosso irmão Henrik. As vestes rasgadas no abdômen indicavam que aquilo havia sido feito por algum animal. Eu encarava o que acontecia a minha frente sem ter nenhuma reação específica. Todos nós estávamos em choque, mas estava aparente que a nossa dor não se comparava a de Niklaus. Ele gritava junto do corpo, agora mais pálido, de Henrik. Uns minutos depois, nosso pai saiu da floresta e veio correndo em nossa direção e em seguida ele pegou a minha mãe pelo braço e entrou com ela na tenda.

Depois de Elijah e Kol conseguirem tirar Nik de cima de Henrik, Rebekah e eu o levamos para a beira de um rio que havia ali e começamos a limpar as mãos dele, que ainda tremiam. Era de partir o coração ver o modo como Niklaus encarava o nada com o olhar completamente vazio e sussurrando coisas desconexas. Ao tocar no rosto dele para limpar os resquícios de sangue que já haviam secado, Nik segurou meu pulso com um pouco de força e me empurrou para trás, o que fez com que eu caísse sentada aos pés de uma grande árvore.

— Nik! — Rebekah, minha irmã, gritou e rapidamente veio até mim.

— Eu estou bem. — disse assim que ela se ajoelhou à minha frente, pelo canto do olho pude ver Niklaus entrar correndo na floresta atrás de nós.


Quando voltamos para a aldeia depois de passar algumas horas procurando por Nik, já era noite e meu pai estava junto de minha mãe, Kol, Elijah e Finn próximos a uma fogueira. E um pouco afastada estava Tatia Petrova, uma das garotas que vivia a umas três tendas de distância de nós. Ela tinha lágrimas que hora ou outra escorriam de seus olhos, enquanto meu pai gritava para que minha mãe andasse rápido. Assim que a mulher que me criara parou novamente ao seu lado, ela começou a desenhar símbolos e dizer palavras que soavam completamente insanas. Ela nos juntou e começou a dizer coisas que soavam como algum tipo de encantamento. Sol, Carvalho Branco, Imortalidade. O que é que eles estavam fazendo?

No instante seguinte, meu pai foi para perto de Tatia e cortou o pulso dela e em seguida começou a gritar para nós bebermos o sangue que agora caia livremente. Rebekah como estava mais próxima dos dois foi a primeira, e em seguida eu fui puxada até lá e tive o pulso da garota em contato com o meu rosto fazendo com que o sangue dela entrasse na minha boca. O gosto metálico fez com que eu quisesse vomitar, mas o medo que eu sentia de meu pai era maior.

Ao prestar maior atenção em minha mãe eu percebi o que estava acontecendo, ela estava usando sua magia para fazer algo conosco. Provavelmente para nos proteger do que quer que tenha matado Henrik. Depois que todos nós tínhamos tomado o sangue da garota, ela foi brutalmente jogada no chão por meu pai, e segundos depois de ver Kol se levantar, eu senti minha cabeça bater no chão macio coberto de flores. Minha cabeça explodia e eu podia sentir meu estômago se retorcer de fome. Deus eu mataria para comer algo agora. E foi com esse pensamento que eu escutei, não muito distante dali, batimentos cardíacos. Céus, como eles soavam atraentes. Sem que ninguém pudesse perceber eu me levantei e caminhei devagar até a fonte do som que torturava meus ouvidos. Um caçador, sentado e tirando a pele de sua presa estava de costas para mim. Conforme eu impulsionei meu corpo para a frente, o homem que se encontra ao menos à três metros de distância, estava bem na minha frente e ele não pareceu ter notado a minha presença. Então, ao sentir o cheiro do sangue dele e escutá-lo bombeando por todo o corpo, eu agarrei ombros dele e direcionei meus lábios até seu pescoço e no segundo seguinte, duas presas furavam a pele dele e finalmente eu pude começar a sentir aquela fome ser saciada.

Segundos depois eu larguei o corpo dele que caiu com um baque surdo no chão e em seguida passei as costas da mão sobre minha boca para que eu pudesse limpar o que escorrera enquanto eu me alimentava. Céus. Eu acho que nunca me senti tão viva antes, tão poderosa. Novamente ao tentar lidar com as mudanças do meu corpo e mente, eu impulsionei meu corpo para frente e comecei a correr em uma velocidade incrível. Eu mal sentia meus pés tocarem o chão. Meus cabelos eram brutalmente jogados para trás pelo vento que batia no meu rosto.

Instantes depois eu cheguei à aldeia novamente e pude ver meu pai gritando com Niklaus e o chamando de aberração, o mesmo estava de joelhos no chão e a cada momento podíamos ouvir seus ossos se quebrarem enquanto ele implorava pela ajuda de meu pai. Quando percebi que nem papai nem Elijah, que estava ao seu lado, o ajudariam eu me aproximei e fui em direção ao rapaz no chão, mas ao chegar perto demais dele Mikael puxou-me pelo braço e fez com que eu me afastasse.

— Fique longe dele, criança. Ele é uma abominação. — declarou.

— Ele é seu filho! Você tem de ajudá-lo — respondi-o.



Ele apenas me ignorou e junto de Elijah começou a arrastar Nik de volta onde minha mãe havia feito o feitiço. Ao chegar lá ele começou a gritar com Esther para que ela arrumasse um jeito de bloquear aquela parte de Niklaus que ali eu percebi ser um lobisomem. E então tudo se encaixou, Henrik havia sido assassinado por um deles. Um monstro. E foi por isso que nossos pais nos transformaram nisso. Para que não pudéssemos ter o mesmo fim. Só que apesar de Niklaus ser também um lobisomem, ele ainda era um de nós. Ele ainda era meu irmão. E era injusta a forma com que Mikael estava o tratando.


Ao sair dos meus pensamentos eu pude ver que Elijah agora o ajudava a prender Nik em algum tipo de símbolo confeccionado em madeira e o rapaz o implorava por ajuda, mas Elijah o ignorou e continuou a amarrar seu pulso. Aquilo foi o suficiente. Eles passaram dos limites.
Eu olhei para Rebekah e ela encarava tudo perplexa ao lado de Finn e Kol.
— Pai! Pai, solte-o. Vocês o estão machucando. — disse enquanto me aproximava e puxava o braço de Elijah que agora amarrara um dos tornozelos de Niklaus.
— Afaste-se, . — disse Elijah, ao soltar-se do meu aperto e continuar o que fazia.
— Vocês não podem fazer isso. Está errado. -disse, alterando o meu tom de voz. E comecei a desamarrar a corda que prendia o pulso esquerdo dele, já que Mikael agora voltara para perto de Esther, que começara a recitar palavras que eu não estava interessada em ouvir.

— Garota insolente! Deixe o bastardo aí. Kol, Finn, tirem-na dali. — ordenou ele.


Alguns momentos depois eu senti um par de braços envolver minha cintura e começar a me afastar de meu irmão. Eu jogava meu corpo para frente com a intenção de ficar mais próxima do rapaz de cabelos loiros a minha frente, mas Kol claramente era mais forte que eu e o encantamento que minha mãe havia feito fez com que isso aumentasse. O problema é que a mesma força que ele ganhara do Sol e do Carvalho Branco, eu também ganhara. O que fez com que eu conseguisse me soltar dele rapidamente e o empurrar usando essa força, e ao fazer isso ele foi lançado ao menos uns três metros de distância de nós. Novamente eu voltei minha atenção às amarras em Niklaus e quando estava prestes a desfazer a do tornozelo direto senti algo se chocar com a minha cabeça e tudo ficou escuro e a única coisa que pude sentir antes de ficar inconsciente foi meu corpo sendo levantado por um par de braços. E então a escuridão me abraçou.



Capítulo 2

Horas depois eu acordei dentro da tenda junto de Niklaus, que estava sentado ao meu lado segurando a minha mão. Ao olhar diretamente para seu rosto eu pude ver claramente leves manchas de sangue ao redor de seus lábios. Esbocei um pequeno sorriso assim que seu olhar encontrou o meu.
— Sinto muito, Nik. Eu não pude te ajudar. — lamentei e senti algumas lágrimas se juntarem nos meus olhos.
— Não se preocupe, eu estou bem. — ele afirmou, mas eu ainda pude sentir algum pesar em sua voz.
— Não, Nik. Não está tudo bem. O que eles fizeram com você é errado, desumano.
— Mas você estava lá, você tentou me ajudar. E isso é mais do que qualquer outro dos nossos irmãos tenha feito. Você enxergou que eu não era o monstro que eles diziam. E eu sou grato por isso.
As palavras dele fizeram meu coração doer, nenhum dos outros moveu um músculo para ajudá-lo, ficaram apenas observando. E Finn... ele incentivava nosso pai a fazer aquilo. Ele queria ver Niklaus sofrer. Eu não conseguia sentir outra coisa se não repulsa em relação aquele homem que eu tenho como irmão. Niklaus apenas sorriu levemente e me ajudou a levantar quando eu apoiei meu peso nos meus braços.
Ao sairmos da tenda eu pude ver imediatamente pequenas poças de sangue, o que reconheci devido ao cheiro forte e olhando adiante, Rebekah encontrava-se ajoelhada próxima ao corpo de Esther.
As lágrimas grossas que caiam dos olhos de minha irmã, fizeram aquele aperto no meu coração voltar, mas ao olhar para Esther eu não senti muito. Quer dizer, eu sei que ela me criou e tudo mais, mas ela não era minha mãe verdadeira. Hydra e Orion Villegas eram meus pais verdadeiros. Mas segundo Nik, eles me entregaram à Esther doze anos atrás porque a aldeia em que vivíamos estava condenada com uma peste que matara mais da metade das pessoas que viviam por perto. E desde então, essa se tornou a minha família, mas Esther sempre mostrara certa aversão à mim, da mesma forma que Mikael fizera com Niklaus.
Ela passou a evitar maior proximidade quando eu fiz treze anos e já não precisava tanto da assistência dela. Porém eu não posso negar que conforme os anos foram passando e ela ficava cada vez mais próxima de Rebekah, o sentimento que ela me dera todos esses anos se tornou recíproco. Então não, eu não derramei uma lágrima ou encarar seu cadáver. Eu era grata pela sua criação, mas eu não criei nenhum tipo de afeto por ela, e o que eu tive na infância ela foi matando aos poucos.
Eu segurei a mão de Niklaus e ele aperto a minha em resposta.
— O que aconteceu? — perguntei e assim que Rebekah ouviu a minha voz ela veio ao meu encontro com passos rápidos e rapidamente o peito dela se chocava com o meu e as lágrimas dela passaram a molhar minhas vestes.
... Ah, , foi tudo culpa dele. Esse monstro. Como ele pôde?
— Calma, ei, Rebekah, calma. Me explica o que aconteceu. — disse e fiz leves movimentos para cima e para baixo o em suas costas.
— Depois que Finn bateu com aquela madeira na sua cabeça, mamãe terminou o encantamento. Mas quando Niklaus se soltou ele a atacou... Ele se alimentou dela. Como se ela fosse só mais uma. Mikael fugiu e Finn e Kol entraram na floresta. Apenas Elijah e eu permanecemos. ESSE MONSTRO? COMO ELE PÔDE? ELA ERA NOSSA MÃE, NIKLAUS! E VOCÊ A MATOU. — ela agora se dirigia ao rapaz que ainda segurava minha mão.
— Você viu o que eles estavam fazendo com ele Rebekah. Você, Finn, Kol e Elijah ainda ajudaram Mikael. Nenhum de vocês moveu um dedo para sequer tentar ajudá-lo enquanto ele implorava pela misericórdia de vocês. Vocês fingiram que ele não era nada além do que Mikael disse a vocês. Então não aja como se ele fosse o único monstro aqui. Todos nós somos agora. Aquela mulher fez isso.
Ela não disse nada, apenas encarou Niklaus e a mim e no segundo seguinte o abraçou. E novamente voltara a chorar. Niklaus que agora soltara minha mão, retribuía seu abraço. Algum tempo depois de termos limpado o corpo de Esther, Elijah, que havia se juntado à nós pouco tempo depois, ajudava Niklaus a cavar uma cova. Finn e Kol apareceram só depois que ela já havia sido enterrada.
Paramos os cinco em volta do que se tornara o descanso eterno de nossa mãe. E ao encarar a desigualdade que se formara ali, eu dei a mão a Rebekah.
— Nós temos que ficar juntos. — eu disse e pude ver os outros ao meu redor concordarem.
— Sempre. — disse Elijah.
— Para todo o Sempre. — disse Niklaus, que em seguida procurou apoio em cada um de nós.
— Para todo o Sempre. — afirmou Rebekah.
— Para todo o Sempre. — Kol, Elijah, Finn e eu dissemos em uníssono.
E minutos depois começamos a juntas as poucas coisas que tínhamos para podermos deixar esta vila para sempre. Uma parte de nós morreu aqui, e eu tenho certeza que não iremos querer voltar aqui tão cedo. Nós nos tornamos seres imortais, e por mais que ainda não saibamos os limites, nada é tão poderoso para nós matar.

85 Anos depois
Em algum lugar da Europa


As risadas vindas de Kol eram contagiantes e faziam com que fosse quase impossível segurar o riso perto dele. Ele contava a história de uma moça que ele havia compilado a se deitar com ele, mas quando eles estavam no ato e ele a mordeu, ela tinha verbena no sangue, e o mais engraçado foi que pouco antes dele se vestir o esposo dela, adentrou a cabana em que eles estavam. E mesmo quando já havia deixado os aposentos dela, ele ainda pode escutar ela gritando e dizendo que ele não a satisfazia na cama.
Rebekah ao meu lado tinha as presas cravadas no pescoço de um pobre infeliz que se deixou levar pela beleza dela. Tolos. Elijah estava sentado mais afastado com uma jovem dama em seu colo, que ria sobre as coisas que ele sussurrava ao seu ouvido. Já Niklaus e Finn eu não fazia ideia de onde poderiam estar. E pra ser sincera, eu não me importava.
Uma das coisas que eu descobri durante esses anos é que nós podemos desligar a nossa parte humana, ou seja, nós desligamos a nossa capacidade de sentir. O que é maravilhoso, por sinal. Você simplesmente não sentir nada, apesar de que de nós seis eu fui a única que já havia desligado a minha.
— Você deveria ser mais sutil, irmão. — disse Elijah, o que me deu a chance de perceber que a moça que o acompanhava agora estava deitada no chão, com o corpo sem vida.
— Todos nós deveríamos. — afirmei, depois de terminar de beber o líquido vermelho em minha taça.
— E eu ainda não sei por que você, minha irmã, ainda usa essa taça estúpida. Não há nada como o sangue vindo direto da jugular. Quente e doce. — Rebekah disse ao notar meu ato.
Eu apenas a encarei e levei o objeto metálico aos meus lábios novamente.
— Quem sabe um dia.

Um século depois
Há três semanas Klaus havia transformado o primeiro de sua linhagem, Lucien. Que se tornara um simples cachorro atrás de nós. Mas o tempo que permanecemos no castelo a chamou a atenção de Mikael, que agora nos caçava. E jurava que nos mataria um dia. Pobre coitado.
Minutos depois em nossa descontração, homens armados com espadas e lanças entraram no aposento em que nos hospedamos e começaram a dar ordens entre si. Após um breve desentendimento, eles avançaram e começaram a investir contra nós. Kol foi gravemente ferido no peito, enquanto Elijah arrancara o coração de um deles que caíra com o corpo desanimado aos seus pés. Ao olhar meus irmãos, eu não percebi um deles vindo em minha direção e rapidamente enfiar a ponta de sua lança através de meu coração. A dor era lancinante como sempre seria, e essa mesma dor fez com que eu desmaiasse, o que não durou muito tempo e segundos depois eu segurava o mesmo homem que me ferira pelo pescoço, que com um leve movimento de minha mão se quebrou e eu vi a vida deixar seus olhos.
O conflito ao nosso redor continuava, mas era patético ver a tentativa desses mortais indulgentes de nos enfrentar.
Quando apenas um deles restava, ele se jogou de joelhos no chão e começou a rezar. Patético.
— Levante-se, homem. — disse Elijah, que o puxara pelo cotovelo e o forçara a se equilibrar.
— O-o quê são vocês? Filhos do diabo.
— Ele não está totalmente errado, por um lado. — afirmei.
— O poder de Deus é maior que essa maldição.
— Bla, bla, bla... — cantarolou Kol, que agora estava ao lado do homem.
— O que são vocês? — tornou a perguntar.

Risadas voltaram a encher o local e só pararam quando Rebekah, que até então se manteve em silêncio disse.
— Nós somos os Mikaelson. Os Vampiros Originais. Os primeiros de nossa raça, os únicos realmente imortais. Nós somos a ruína deste mundo. Você pode nos chamar de Morte.


Capítulo 3. The Originals

Pouco mais de uma década atrás

Eu acabara de voltar de uma das boates de Nova York, e tinha em minhas mãos uma garrafa de Jack Daniels, a qual metade do líquido âmbar eu já consumira. Ao entrar na sala de meu apartamento pude sentir a presença de uma outra pessoa. Ao poder reconhecer o cheiro, eu sorri para mim mesma e me virei.
— Boa noite, . — disse, com a voz terna e serena de sempre.
— Boa noite, Alvozinho. — disse e pude o ver sair do canto do cômodo.
— Vejo que você anda muito bem ultimamente. — ele disse e sorriu terno ao se aproximar.
— Melhor que nunca. — Afirmei.
— E seus irmãos?
— Bom, pelo que eu fiquei sabendo, Niklaus estava em algum lugar da Eslováquia.
— Lugar interessante a Eslováquia.
— Não duvido que seja.

Caminhei em direção ao pequeno frigobar e peguei uma bolsa de sangue, o qual eu rapidamente despejei na taça brilhante em minhas mãos. Ao sentir o líquido escarlate descer pela minha garganta, uma leve onda de calor passou pelo meu corpo.
— Pelo visto, você ainda tem a mania de usar essa taça. Por mais que eu não aprove a forma com que você obtém o líquido que está aí.
— Com o tempo você se acostuma. É apenas uma questão de tempo. — disse e pude ver os olhos dele por baixo dos oclinhos de meia-lua tentarem me examinar. Mas, além de ser muito mais complexa que a mente humana poderia imaginar, eu sei muito bem esconder meus pensamentos sem usar Oclumência. — Bom, o que o traz aqui? — perguntei e ele pareceu brevemente satisfeito com isso.
— Sobre isso, bom, eu vou precisar da sua ajuda mais uma vez.
— Interessante. Vai ser como da última vez? Aquele tal de Gerald, Grant...
— Gellert Grindewald. — ele me corrigiu. — Eu duvido muito que seja como da última vez, a coisa parece ser bem mais séria desta vez.
— E o que é? — perguntei me sentando e o convidando a fazer o mesmo.
— Um bruxo, poderia dizer, o maior bruxo das Trevas. Ele atacou uma família, matou os pais e deixou apenas o menino. Mas não porque quis, na verdade, a intenção dele era justamente a criança. Há uma profecia sobre os dois, aquele que nascesse no final do sétimo mês, seria o único que poderia matá-lo. Então, ele foi atrás dos Potter. Lilian e Tiago. Lilian ficou com a criança enquanto Tiago o enfrentava, mas não houve tempo para ela fugir, ele rapidamente chegou ao quarto e ela se colocou entre ele e a criança. Ele atacaria o pequeno Harry, mas Lilian se colocou entre os dois, o que impediu que o menino saísse com mais que apenas uma cicatriz na testa, mesmo que tenha lhe custado a própria vida. O feitiço ricocheteou e ele foi atingido, e sua forma corpórea se destruíra.
— Então ele morreu? — perguntei o encarando.
— Creio que não. Ele era esperto, arrumaria uma forma de permanecer vivo se algo do tipo acontecesse.
— Entendi, mas em que você precisa da minha ajuda?
— Como eu disse, Harry sobreviveu e agora mora com os tios maternos. E vai ficar lá até completar 11 anos, quando finalmente puder ingressar em Hogwarts. E eu queria que você o observasse de longe, pelo menos uma vez por ano. Não precisa falar com ele, apenas observar como ele está crescendo e tudo mais, quando os sinais de magia vão começar a se fazer presentes.
— Okay. — disse, apesar de estar achando aquilo um exagero. O cara morreu. Não tem sentido toda essa preocupação. — E onde ele mora?
— Little Whinging, Rua dos Alfeneiros n° 4.
— Londres? — ele apenas confirmou com a cabeça.
— E tem mais uma coisa. Durante o quinto ano do rapaz, eu gostaria que você ingressasse em Hogwarts juntamente.

Eu o encarei atônita. Ele estava falando sério? Me colocar no meio de centenas de crianças? Para ajudar um menino a derrotar um bruxo que poderia nunca voltar.

— Você sabe o que eu sou, não? — ele apenas ergueu uma das sobrancelhas. — Vai realmente me colocar no meio dos seus alunos?
— Eu não vejo motivos para não fazer isso. — ele continuava com o mesmo olhar sereno.

Rapidamente eu fiz meus olhos ficarem vermelhos e pequenas veias aparecerem em baixo deles.
— Isso deveria ser uma grande razão para me manter afastada da sua escola. — fiz meus olhos voltarem ao normal.
— Na verdade, esse é um dos motivos pelo que eu preciso de você lá. Além do fato de você ser a bruxa mais poderosa que ainda vive.
— É loucura. — afirmei.
— Eu confio em você. — ele constatou.
— Eu sei que sim. Mas, Alvo, eu sou perigosa. E como eu vou me alimentar? Porque eu irei. Você acha que vai dar certo eu ficar igual ao Stefan? Alimentando-me de coelhos? Você não sabe qual é a sensação. A fome que vai se apossar de mim. É incontrolável.
— Eu ainda confio em você. Você não vai machucar nenhum dos meus alunos.
— Ah, e por que eu não faria isso?
— Porque assim que você entrar em Hogwarts a sua parte vampira vai ser reduzida. Você não vai ter sede de sangue e vai se alimentar de comida humana.

Eu o observei por alguns segundos, mas eu já tinha tomado a minha decisão. Dumbledore já me ajudara outras vezes, e eu não poderia deixar de fazer o mesmo. Então, eu simplesmente terminei de beber e decidi falar logo e acabar com aquele suspense.
— Tudo bem. Assim que você quiser que eu vá ver o garoto, você manda uma carta.
— Certo. Você está fazendo a diferença, . — ele se levantou. — Obrigada.

Ele sorriu brevemente e aparatou.
Ótimo, agora eu teria que olhar um garoto o qual eu não fazia ideia de como é.

5 anos depois

Eu estava sentada em uma praça próxima à escola central de Little Whinging e observava crianças correndo até seus pais e conhecidos na hora da saída. Minutos após a maioria das crianças já terem sido levadas embora, apenas seis ficaram e entre elas, ele. Harry Tiago Potter. O menino que sobreviveu. Ainda o observando, fui me aproximando até que parei uns dois metros perto dele e pude notar o semblante triste que ele carregava. Pode reconhecer à dor da rejeição que ele tinha nos olhos, era a mesma que eu tinha séculos atrás.
— Olá. — eu disse, e ele virou a cabeça procurando quem estava ao seu redor. — Oi. — chamei sua atenção novamente e ele pareceu surpreso pelo fato de eu ter dirigido a palavra a ele.
— Oi. — disse ele, tímido.
— Qual seu nome? — perguntei e me sentei ao seu lado.
— Harry. — disse, desta vez ele olhava para mim.
— Eu me chamo .
— Muito prazer. — ele declarou e eu apenas sorri.

E com um timing perfeito, um caminhão de sorvete parava na beira da calçada. E eu pude ver os olhos do menino brilharem ao ver o sorveteiro aparecer e começar a atender as crianças que rapidamente iam para lá.
— Você quer um, Harry?
— Quero. — disse tão baixo que se não fosse pela minha audição sobrenatural eu creio que não teria escutado. — Mas eu não tenho dinheiro. — revelou e eu vi um leve rubor tomar conta de suas bochechas.
— Bom, eu te ofereci, não? E além do mais, está bem calor, acho que vou comprar um para mim até. Vamos.

Ver o sorriso do garoto, fez com que eu também sorrisse. Quando chegamos perto do pequeno caminhão, o sorveteiro que atendia uma criança logo chamou Harry e eu. Harry escolheu um sorvete de chocolate com calda, eu optei por um de baunilha mesmo. Depois de pegarmos nossos sorvetes e eu pagar, nós voltamos para onde estávamos antes.

— Obrigado, moça. — ele disse com a boca um pouco suja.
— De nada, Harry.

Minutos depois de Harry terminar, um carro veio até nós e uma senhora alta e magra veio rapidamente ao nosso encontro. Ela pegou o menino brutalmente pelo braço e o levantou.
— Quem é essa mulher, garoto? — ele disse e eu pude sentir os olhos dela queimarem sob meu corpo.
— É-é minha amiga. — sussurrou.
— Sua amiga? Você não tem amigos.
— Bom, acho que agora ele tem.

Eu sorri para ela, afaguei os cabelos rebeldes de Harry e me afastei dos dois ainda podendo ouvi-la bravejar com ele, e por mais que eu quisesse voltar lá e mostrar à ela que não era assim que se tratava uma criança, eu me segurei e continuei meu caminho até meu apartamento que não ficava muito longe dali. Coincidência? Eu acho que não.


Capítulo 4

Dias Atuais

Como eu havia prometido a Dumbledore, eu fiquei de olho no garoto até que ele completasse dez anos e no nosso último encontro eu compilei ele para ele não se lembrar de mim.
Ano passado com todo o ocorrido do Torneio Tribruxo, eu acabei me arrependendo de ter cogitado várias vezes desligar a minha humanidade e deixar Londres, mas ao ver que Dumbledore realmente tinha razão em pensar que o tal bruxo das Trevas não havia morrido, eu desisti na hora.
Agora eu estava na Plataforma 9¾, prestes a embarcar no trem rumo à famosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Elijah, que estava ao meu lado, ficou sabendo do pedido de Dumbledore meses depois, quando ele foi me procurar em Los Angeles, mas descobriu que eu havia me mudado para Bristol, em Londres. E assim que ficou sabendo dos riscos que aquilo traria não apenas para o mundo bruxo, mas para o mundo sobrenatural também, se dispôs a nos ajudar no que pudesse.
E agora, ele me encarava com um leve sorriso brincalhão nos lábios.

— Conte-nos, irmã, qual é a sensação de estar indo ao seu primeiro dia de aula na ilustre Hogwarts?
— Não começa, Elijah. — disse, mas acabei rindo junto com ele.
— Veja bem, agora você vai realmente aprender como as pessoas da sua idade. — constatou.
— O que você quer dizer com isso, Elijah Mikaelson? — o encarei séria desta vez.
— Bom, você tem 17 anos na sua idade mortal. E sempre vai ser a nossa querida irmãzinha indefesa. — ele disse em um tom mais descontraído.
— Indefesa é a sua rola. — disse e ele soltou uma gargalhada gostosa, que novamente arrancou risos meus.
— Ah, vai. Imagina só, a lendária Mikaelson fazendo provas e lidando com adolescentes com hormônios à flor da pele. Eu daria tudo para ver isso.
— É, mas você não vai.

Depois de uns três minutos na nossa breve discussão, as portas dos compartimentos abriram e os alunos começaram a entrar. E aquela era a minha deixa para um ano completamente imerso em Hogwarts novamente, desta vez como aluna. Apesar de ter mais de mil anos, eu nunca havia frequentado uma escola de magia antes. Não desta forma.
Me despedi de Elijah e ele novamente me disse que eu teria que tomar cuidado com tudo ao meu redor e que qualquer coisa que eu precise, eu deveria entrar em contato com ele imediatamente. O motivo de não termos contado nada na época ao Klaus é que, ultimamente, ele estava fissurado em criar mais híbridos como ele. Mas as tentativas acabaram sendo falhas, e eu e Elijah decidimos manter tudo entre nós mesmo. E, provavelmente, ele iria querer resolver tudo sozinho e, com certeza, evitar que eu me envolvesse.
A viagem até Hogwarts seria longa, e eu realmente esperava encontrar uma cabine não tão cheia, já vazia seria impossível. Fui andando entre os compartimentos das casas e passei direto pelo da Lufa-Lufa, não me levem a mal, mas eu não tenho paciência para alguns Lufanos, toda aquela calma. Simplesmente, não me desce.
O da Corvinal estava relativamente cheio, o único que estava habitável, tinha duas pessoas que estavam bem juntas em meu ponto de vista. Provavelmente eu iria interromper algo que eu não queria presenciar. Andando mais adiante, eu entrei no compartimento da Sonserina, sinceramente eu entendia os Sonserinos em certos pontos. Tem coisas que você precisa fazer e não dá pra evitar.
A cabine que eu achei estava ocupada por uma garota de cabelos curtos na altura do ombro e um rapaz de pele escura e bem bonito por sinal.
Entrei nesta mesma cabine e me sentei próximo à janela no banco vazio. A conversa que eles mantinham era bem banal, se está me perguntando. Até sobre a cor do cabelo da garota que passou eles falaram. Eu só espero que eu não tenha sido tão insuportável assim quando tive a idade deles.
A paisagem que corria pela janela tornara tudo mais agradável. De certa forma fizera com que eu pensasse sobre todas as coisas que poderiam acontecer esse ano. Pela primeira vez, eu estava duvidando de que as coisas correriam normalmente bem. Não seria como normalmente é quando eu tenho que enfrentar alguém, eu não poderia me envolver diretamente, Harry Potter era o escolhido para essa tarefa, e se ele não a cumprisse, ninguém mais o faria. Uma coisa chata sobre profecias é que elas não se concretizam se não forem reproduzidas exatamente como descritas. Ou seja, se outra pessoa decidisse tomar o lugar de Harry nesta batalha, algo daria completamente errado.
E dentre todos os meus pensamentos naquele momento, os quais eram muitos, eles foram parar nele. Silas. O homem o qual eu me casei séculos atrás, mas abandonei quando percebi que Mikael vinha atrás de mim. Eu não poderia ficar, não na situação em que eu me encontrava. Não mesmo. Damon e Stefan Salvatore foram outras pessoas importantes para mim, além de minha família, que eu tive que me afastar. Eles são vampiros, mas Mikael com certeza os machucaria para me atingir. Ele não mediria esforços para acabar conosco.
Já era noite, ou provavelmente o início dela, quando chegamos ao povoado de Hogsmeade e começamos a andar em direção ao castelo, o que demorou um pouco. Ao chegarmos à margem de um rio, eu pude ver as carruagens que eram carregadas pelos Testrálios, um tipo de cavalo, mas completamente diferente, é como se ele fosse algum tipo de réptil também. Nunca soube explicar essas criaturas. Newt Scamander saberia muito bem, e me daria cento e uma razões para adorá-los.
Após um bruxo o qual eu nunca havia visto, vir até nós e dizer para os alunos que não fossem do primeiro ano subirem nas carruagens, as coisas foram mais rápidas. Eu acabei indo em uma com uma garota asiática e outra de cabelos ruivos e poucas sardas no rosto. Elas conversavam sobre um rapaz chamado Cedrico, que eu percebi ser o que morreu no final do Torneio Tribuxo ano passado. Depois da asiática decidir que não queria mais falar sobre isso, a ruiva abaixou a cabeça e só então pareceu notar a minha presença, mas quando ela ia dizer alguma coisa, a carruagem em que estávamos parou e eu rapidamente desci.
Eu andava junto com a massa de alunos que se dirigia aos portões, e ao ver que Argo Filch junto do Professor Flitwick fazia a checagem e conferia quem estava ou não, eu rapidamente tirei meu celular, que eu havia enfeitiçado para que ele funcionasse nos terrenos de Hogwarts, e fiquei com ele em mãos.
Conforme os alunos foram entrando e eu já tendo passado pelo zelador e professor, o que foi um pouco dificuldade pelo Filch ao ver o aparelho em minhas mãos e as duas malas pretas que tinham meu nome, eu estava quase na entrada do castelo quando eu sinto puxarem meu braço e me levarem para a escuridão.

— O que é que você está fazendo aqui? — a voz fria e monótona perguntou.
— Severo, querido, eu achei que sentiria saudades. — disse com o tom de voz calmo. — Faz tanto tempo.
— Eu não irei repetir a minha pergunta, Mikaelson. Diga logo. — disse ainda segurando meu braço.
— Nossa, é tão difícil acreditar que eu vim ajudar desta vez? — perguntei o encarando.
— E o que você esperava? Você não traz nada de bom junto. Deveria ter "destruição" como sobrenome.
— Bom, se você conhece a minha história, sabe que de uma forma ou de outra é exatamente isso o que ele significa. Afinal, eu ainda sou filha de Mikael.

Soltei meu braço do aperto dele e voltei a me juntar com a massa, agora pequena, de alunos que se preparavam pra entrar no castelo novamente ou pela primeira vez.


Capítulo 5

As portas do castelo se abriram e todos nós começamos a caminhar em direção ao Salão Principal onde acontece a Cerimônia de Seleção. E eu realmente queria ver o que Dumbledore faria em relação à minha seleção, já que obviamente eu não irei para o primeiro ano, eu quero ver a desculpa que ele dará aos alunos e demais professores, exceto Professora McGonagall, Snape, Flitchwick e Binns, e eu tenho sérias dúvidas de que o último se lembraria de algum dia ter me visto.
Conforme os alunos que já haviam passado pela cerimônia entraram, a Professora McGonagall parou a minha frente e pediu que eu esperasse que os alunos do primeiro ano fossem selecionados e que assim que terminasse, eu poderia entrar.
Passados uns vinte minutos, com meu celular ainda em mãos, eu não consegui escutar mais nenhum som vindo do Chapéu Seletor que, além de separar os alunos do primeiro ano por casas, cantara uma nova música falando sobre como uma guerra estava por vir e tudo mais, e nem da própria McGonagall indicando os alunos onde deveriam sentar, então me aproximei das grandes portas e com um uso mínimo de força as empurrei fazendo com que elas se abrissem. E de repente toda a atenção se voltara para mim. Era hora de começar o show. Dumbledore se levantou e parou diante de um pequeno pedestal com uma coruja e esperou até que eu estivesse perto o suficiente.
O barulho que o impacto do meu salto fazia com o chão tornava tudo mais excitante. Eu já disse o quanto eu gosto de ser o centro das atenções? Ao caminhar entre as mesas de cada casa, eu podia ver algumas pessoas cochicharem com quem estivesse mais próximo, mas sem ainda tirar os olhos de mim. Segundos depois, eu me encontrava parada degraus abaixo de Dumbledore e do banco que os alunos normalmente sentavam para serem selecionados.
— Senhorita , creio que ocorreu tudo bem com a transferência de Ilvermorny para cá. —ele disse assim que eu estava próxima o suficiente. Ilvermorny, huh? É errado eu apenas saber que é a Escola de Magia dos Estados Unidos?
— Sim, diretor. Tudo perfeitamente nos trilhos. — sorri docemente, e ele retribuiu.
— Certo, certo. — disse e piscou levemente para mim. — Bom, essa é . Nossa nova aluna e ela estará se juntando a Hogwarts do quinto ano em diante. —disse em alto e claro tom. — Queira se sentar, senhorita .
Assim que ele apontara para o pequeno banco de madeira, eu me dirigira até o mesmo e segundos depois de sentar, pude sentir o Chapéu ser colocado na minha cabeça.
— Oh, curioso. Muito curioso. — disse o Chapéu. — Uma grande vontade de mostrar que é capaz, mas também grande força e determinação. Você se daria muito bem na Grifinória, sabia? — eu dei de ombros quando ele disse isso, eu realmente não me importava onde seria colocada. — Mas além disso a ambição, orgulho e passado se sobrepõe lhe garantindo um ótimo lugar na Sonserina. — constatou o objeto, mas no mesmo momento em que dissera pareceu se questionar e ficou quieto novamente. — Difícil, realmente difícil. Vejo que possui uma mente sábia, muito sábia, e muito complexa também. Além de criativa e prática. Sabe exatamente como lidar com certas situações. Eu já sei onde te colocar. — disse e pareceu satisfeito consigo mesmo. — CORVINAL.
Aplausos irromperam da mesa à minha esquerda, onde eu pude ver o brasão azul e prata com um corvo no centro. Sorri levemente e me direcionei a tal mesa, me sentando na ponta.
Depois que o silêncio se sobrepora novamente, Dumbledore se levantou e começou novamente seu discurso sobre como a Floresta era restritamente proibida para qualquer aluno, deu avisos de Argo Filch e no meio de tudo o que ele falara, eu me perdi em uma figura rosa que sentava na outra extremidade da mesa, ela tinha uma expressão arrogante. A mulher tivera a audácia de interromper Dumbledore enquanto ele falava, e com apenas um leve movimento de cabeça fez com que ele a apresentasse. Dolores Jean Umbridge. Sub-secretária sênior do Ministro da Magia e, agora, intitulada professora de Defesa Contra As Artes Das Trevas.
E não fora apenas uma vez que ela fizera um "un-um". Três vezes bastaram para que ela conseguisse arruinar todas as tentativas de Dumbledore para dar os recados da noite.
E as palavras dela soaram bem idiotas em meu ponto de vista, mas resumindo tudo ela disse que o ensino em Hogwarts deveria começar a ser monitorado pelo Ministério da Magia e que a escola agora deveria ter professores indicados pelo Ministro e mais um monte de baboseiras, ou seja, como disse a garota na mesa próxima, o Ministério vai interferir em Hogwarts.
Assim que ela finalmente terminou o discurso ensaiado, Dumbledore disse que o jantar poderia ser servido e imediatamente os recipientes à nossa frente se encheram de vários tipos de comida. Depois da terceira garfada no meu prato, eu poderia admitir que estava até bem apetitosa a comida, no geral. Mas mesmo com os sabores maravilhosos que cada prato em especial, eu ainda sentia falta de alguma coisa. Como Dumbledore deixou claro anos atrás, a minha parte vampira fora sim reduzida assim que eu atravessei os portões de Hogwarts. Mas o que ele não esclareceu foi que apenas parte foi reduzida, quer dizer, eu ainda sentia a minha força vibrar por todo meu corpo, ainda poderia escutar claramente o que acontecia fora do Salão Principal e o sangue pulsando de cada pessoa presente. Ou seja, apenas a minha sede foi minimizada. Repetindo, minimizada, não erradicada. E se esses feitiços não fossem checados regularmente, eu tenho certeza que em breve estaria me alimentando normalmente novamente.
Após o jantar, cada casa teve que seguir seu monitor respectivo e se direcionar para seus dormitórios e se preparar para a aula no dia seguinte. Ao chegar à torre em que ficava o dormitório da Corvinal, o monitor rapidamente respondeu ao enigma que o quadro fizera e assim que ele se abriu, nós entramos.
A mesma menina asiática estava parada alguns passos de distância de mim e eu pude escutar ela cochichando sorrateiramente com a mesma colega sobre Harry. Pelo visto o menino Harry anda arrasando corações.
Ao ir para o dormitório feminino que fora indicado pelos monitores, eu rapidamente entrei no quarto que tinha meu nome manuscrito em uma caligrafia caprichosa na porta, e entrei no mesmo e ao olhar para a cama perto da janela, pude ver minhas malas. Você deve estar se perguntando por que eu não usei um malão, certo? Bom, primeiro, eu acho aquelas coisas antiquadas demais. Dois, não colaria bem eu colocar as bolsas de sangue que eu trouxe por precaução no meio de tudo e três, eu não trouxe tudo o que a lista pedira. Apenas o básico, livros que eu tinha certeza que usaria, penas, tinteiros, e outras coisas que Minerva exigiu estritamente que eu trouxesse.
Depois de me livrar da roupa que vestia e colocar apenas uma blusa que eu peguei de Damon na última vez que nos vimos, eu pude escutar passos vindo em direção ao quarto em que me encontrava e rapidamente fechei as minhas malas e coloquei meu celular embaixo do meu travesseiro com o alarme já acionado para tocar às 06:00 da manhã.
Amanhã será um longo dia.




Continua...



Nota da autora: Então, meninas, eu esqueci de avisar antes e graças a beta ícone que eu tenho eu vim avisar vocês que a fanfic não se passa na linha do tempo original. Ela se passa nos dias de hoje! Obrigada por lerem e até a próxima atualização :)

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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