Finalizada em: 16/09/2017




Capítulo Único



“Love is crazy and openly allowed” – Kim Shin Hyuk, She Was Pretty”


- Eu gosto mesmo de você! Até você agindo assim é adorável! ! !
A menina conseguia ouvir os gritos de Kim Shin Kyuk ao que andava apressada para longe do garoto, que se não bastava ter lhe comparado com um cachorrinho todo esse tempo, acabara de dizer que gostava dela e por isso se sentia incomodado com toda a situação entre ela e Sung Joon.
estava irritada com Shin Kyuh, que aparentemente nunca sabia a hora de parar com suas brincadeiras, por isso ela se virou irritada quando ouviu a voz dele soar mais perto de si.
- Estou avisando novamente, você tem que parar de agir assim! – Pediu para ele, que respirou fundo antes de respondê-la:
- Eu sei, eu sei.
Os dois continuaram se encarando e pôde ver algum tipo de arrependimento nos olhos de Shin Kyuh, que apesar de exagerado nas piadas, era uma das melhores pessoas que ela tivera a chance de conhecer em sua vida.
- Como pedido de desculpas, eu... - O repórter Kim parou de falar ao olhar para o lado e teve sua atenção presa em alguma coisa. Sua feição mudou drasticamente, seu semblante era de preocupação, surpresa e até um pouco de decepção.
- Oh... – Ele suspirou, voltando sua atenção para que o encarava curiosa sobre sua mudança repentina de humor e silêncio, que durou tempo demais para alguém tão agitado como ele.
- O que foi? Essa é sua forma de pedir desculpas? – o questionou e viu o amigo voltar a olhar para o lado. – O que você está olhando? – Ela se virou para olhar o que quer que fosse que ele estivesse olhando, mas não conseguiu enxergar nada porque Shin Kyuh puxou seu braço de um jeito brusco demais. – Ei! Por que você está assim? Eu quero ver também! – Tentou se virar mais uma vez, mas acabou sendo colocada na frente do corpo de Shin Kyuh que a abraçou por trás. Era estranho ter esse tipo de proximidade com ele. Contatos tão físicos não eram algo tão comum entre os dois ainda mais quando conseguia ouvir perfeitamente a respiração do garoto com rosto ao lado do seu enquanto um de seus braços passava pela parte da frente de seu corpo e sua mão segurava seu ombro, segurando-a firme na frente dele. – Me solta! - pediu, já se mexendo para longe do corpo de Shin Kyuh que a soltou.
E ele tentou ser rápido em segurá-la novamente, mas, falhou.
Kim Shin Kyuh não conseguiu ser ágil o suficiente para impedir que se virasse e visse a cena que fez com que o parque, os sons das pessoas ao redor e até o barulho do vento tivessem sumido.
Tudo estava em mute. Nenhum som, nenhum movimento extra... Nada. Tudo estava em total silêncio enquanto a menina assistia um casal se beijar. O mundo parecia girar em câmera lenta enquanto assistia Min Ha Ri beijar Sung Joon nos lábios.
Ela não precisava perguntar a alguém se aquelas duas pessoas eram a sua melhor amiga e seu amor de infância, ela sabia que eram eles. os reconheceria mesmo há quilômetros de distância.
Afinal, estávamos falando de duas pessoas que ela mais amava em sua vida.
Um buraco surgiu tão rápido em seu peito que chegava ser sufocante. E apesar de saber que Há Ri deveria ter um motivo e que tudo aquilo de certa forma era culpa sua já que partiu de si a ideia de fazer com que sua melhor amiga se passasse por si, ainda doía... Machucava ver eles dois daquele jeito.
Porque afinal de contas, amava Sung Joon e Ha Ri sabia disso.
Mas, aparentemente, não sabia que Min Ha Ri também amava Sung Joon e era correspondida.
- ... – Shin Kyuh a chamou em um sussurro quando colocou sua mão no ombro da menina, que não deixava de observar a cena. – E-Eu...
- Não, está tudo bem. – Ela logo se recompôs ao saber o que ele falaria. não precisava ouvir Kim Shin Kyuh lhe dizer que sentia muito, porque ela também sentia, mas, sabia que existia uma explicação para tudo aquilo. E mesmo que a explicação não fosse tão boa, ela mais do que ninguém sabia que não somos capazes de mandar em nossos sentimentos. Assim como, provavelmente, Ha Ri e Sung Joon não foram capazes de mandar nos seus.
Quando olhou para o lado e fitou o rosto de Kim Shin Kyuh, ela pediu em silêncio que o amigo entendesse o que ela queria dizer com aquilo. E ele entendeu.
Kim Shin Kyuh, naquela noite, levou até sua casa sem falar nada. O silêncio durou desde o momento em que concordaram mutuamente em silêncio que era o momento de saírem dali e irem embora até o instante em que ela desceu do carro e acenou para ele que partiu com o carro após assistir a menina entrar em casa.
Naquela noite, demorou a dormir. Mas, quando conseguiu foi porque seu coração, apesar de dolorido pelo amor de infância perdido, tinha a certeza de que tudo iria ficar bem no final.

+++

O dia foi bastante agitado na The Most e graças a isso, não teve tempo para pensar no dia ou na noite anterior. Sua mente e todo o seu sistema precisavam e ficaram completamente concentrados em sua função e responsabilidade dentro da empresa. Ela sabia que não podia, e nem queria, cometer um erro profissional por problemas pessoais.
Quando chegou em casa, tomou banho e vestiu uma roupa folgada e extremamente confortável.
Ha Ri ainda não tinha chegado em casa e isso foi o suficiente para abrigar milhões de pensamentos e suposições na mente de , que buscou um copo de água gelada na geladeira e tinha se sentado no estofado macio do sofá da sala.
Ela tinha a certeza de que iria ficar sabendo de tudo quando sua melhor amiga julgasse ser a hora certa e necessária, mas não podia ignorar o fato de que tudo aquilo machucava seu coração e seus sentimentos. sabia desde o começo que talvez sentimentos do passado não pudessem e jamais dariam certos quando trazidos de volta à vida em um presente tão diferente do tempo já vivido. Porém, mesmo sabendo disso, uma parte de si achou de verdade que ela e Sung Joon iriam ter a relação que não tiveram no passado. E talvez pudessem, se ela não tivesse colocado Ha Ri no meio de toda a sua insegurança que a fez inventar uma mentira que agora entendia que fora desnecessária. Afinal, se o que ela e Sung Joon sentiam um pelo outro fosse tão forte e verdadeiro como ela achava que era, eles iriam ficar juntos mesmo quando ele visse que ela estava com uma aparência diferente com a que tinha no passado. E conhecendo Sung Joon como conhecia, ela deveria ter entendido desde o primeiro momento que ele jamais a discriminaria por estar com o visual diferente ao que tinha no passado. Sung Joon é do tipo que gosta pelo o que a pessoa é por dentro e sempre soube disso, apenas deixou que sua vergonha por não ter sido reconhecida de primeira a fizesse esquecer desse detalhe.
Ela respirou fundo, querendo bater em si mesma no exato momento em que seu celular começou a tocar e vibrar. pegou o aparelho com tanta pressa para calar o barulho do toque que não olhou na tela do aparelho para saber quem ligava.
Ou, quem sabe, ela tenha atendido a ligação com tanta rapidez porque um pequeno pedaço de si achou que fosse Ha Ri dizendo que precisavam conversar quando ela chegasse em casa.
- Alô?
- Jackson? Cadê você, Jackson? – A voz do repórter Kim soou, e mesmo sentindo um pouco de frustração por não ser sua melhor amiga, ela sorriu com o apelido que seu amigo lhe deu desde que se conheceram.
- Estou em casa, já sai da emp...
- Então porque estou em frente a sua casa e não estou te vendo? – Ele a interrompeu.
- O quê? – O perguntou confusa com a ida do garoto até ali.
- Estou te esperando.
Dito isso, Kim Shin Kyuh encerrou a chamada, deixando ainda mais confusa com a aparição repentina do menino que a viu durante todo o dia na empresa em que trabalham juntos.
“Talvez tenha acontecido alguma coisa e ele precise conversar com uma amiga” foi com esse pensamento em mente que ela se levantou do sofá, olhou para seu conjunto de roupa e saiu de casa sem nem pensar duas vezes.
Porém, o sorriso e o semblante de felicidade que Shiu Kyuh tinha nos lábios não combinavam em nada com o de uma pessoa que estaria triste com alguma coisa.
- Você está bem? – O perguntou andando na direção dele, que estava sentado em uma das cadeiras, que ficam do lado de fora da pequena varanda da loja embaixo de sua casa. segurava o tecido grosso de seu casaco de moletom quando se sentou na cadeira em frente à Shiu Kyuh, que continuava sorrindo e lhe olhando com toda sua atenção.
- Sim.
- Shiu Kyuh... – Ela suspirou ao chamá-lo e o viu rir baixo ainda a encarando. – Pensei que tivesse acontecido alguma coisa. Fiquei preocupada.
- Aconteceu. – Kim Shin Kyuh falou e viu o corpo da menina automaticamente se inclinar para frente, chegando mais perto dele. Ele também viu os olhos de Jackson arregalar e as mãos dela tocarem a parte de cima da sua que estava repousada em seu joelho. Shiu Kyuh sentiu seu coração acelerar e se aquecer com a preocupação tão visível da menina. – Senti saudades da minha amiga e resolvi vir passar um tempo com ela.
- Você me viu o dia todo. - ela o respondeu, começando a se sentir envergonhada com o olhar fixo que ele tinha sobre si. Mas ela não conseguiria brigar com Shiu Kyuh por aquela atitude ou aquela confissão. Em meio à dor de descobrir que sua melhor amiga estava tendo alguma coisa com seu amor de infância e não a tinha contado nada, era bom saber que existia alguém como Kim Shin Kyuh. Alguém do tipo que aparece para te distrair da dor, mesmo sem saber disso.
- Eu sei. E agora, verei por algumas horas da noite.
Shiu Kyuh sorriu ao se levantar e a encarou enquanto o fitava de volta por alguns segundos, antes de também se levantar.
Eles caminharam lado a lado até o mercado ali próximo, às vezes seus ombros batiam um no outro quando o garoto contava uma piada ruim ou falava sobre o andar meio torto da garota, e ela tentava empurrá-lo sem querer empurrá-lo de fato para longe de si. Porque ela bom ter Kim Shin Kyuh por perto. Mesmo que ele a deixasse com um pouco de raiva com suas piadas e sustos.
Quando chegaram ao estabelecimento, Kim Shin Kyuh pediu que o esperasse em uma das cadeiras que tinham em frente ao lugar. Ela se acomodou em uma cadeira, apoiou seus antebraços na mesa a sua frente e observou o seu amigo pelo vidro transparente que cercava o mercado. E ela riu quando viu Shiu Kyuh quase derrubar toda uma prateleira de enlatados.
- Tcharã! – Kim Shin Kyuh exclamou e fez uma pose exagerada, como se fosse um mágico que tira um coelho de dentro da cartola. Quando na verdade, ele só estava mostrando a os copos de lámen e alguns bolos pequenos que tinha comprado.
- Senta aí! – Ela o puxou pelo braço para baixo o fazendo cair sentado na cadeira que tinha reservado para ele.
- Jackson! – Ele choramingou e ela continuou o encarando até que Shiu Kyuh sorriu e abriu o copo de lamen que comprou para si. – Come, você está muito pálida.
não estava pálida e sabia disso, assim como sabia que não adiantaria dizer que estava sem fome para o garoto a sua frente. Porém, mesmo assim, ela tentou. Não conseguiu e teve que comer junto com ele os lámens, os bolinhos e mais o sorvete que ele foi comprar assim que acabou o macarrão e os bolos de chocolate.
não sabia como Kim Shin Kyuh tinha conhecimento que morango era o seu sabor preferido de sorvete. E ela se esqueceu de perguntar a ele sobre isso no exato momento em que iria fazer a pergunta e o olhou, vendo que ele tinha boa parte de sua boca suja com o sorvete de baunilha que ele tinha comprado para si.
Ela riu mais uma vez por causa dele.
- Como você se sente? – Ele a perguntou depois de passar o dorso da mão pela boca, limpando o local de qualquer jeito.
- Eu? Estou bem. – O respondeu, estranhando a pergunta repentina.
- De verdade?
O sorriso tinha desaparecido dos lábios de Kim Shiu Kyuh, seu semblante estava mais sério e seu olhar parecido mais intenso, o que fez com que percebesse ao o que ele se referia.
Ele queria saber como ela se sentia em relação a Min Ha Ri e Sung Joon.
- Ela vai me contar, Shiu Kyuh. No momento certo, ela vai. – O respondeu com toda certeza que tinha dentro de si.
- E se ela não contar? – A perguntou de volta, apoiando seus braços na mesinha e juntando suas mãos.
- Ela vai. É da Ha Ri que estamos falando. – Suspirou, querendo que o dia da confissão de Ha Ri chegasse logo. – Ela deve estar pensando em mim. Pensando que vou ficar brava e que vou julgá-la. Também deve estar confusa consigo mesma porque nunca sentiu isso antes, e agora que sente, não sabe muito bem o que fazer. Mas, eu espero que ela me conte logo para que eu possa lhe pedir para que se permita sentir e ser feliz. Ha Ri merece ser feliz. Sempre esperei que ela encontrasse alguém que a fizesse... Nunca gostei do jeito que ela lidava com os caras, deixando que eles a usassem enquanto ela os usava de volta. Ela merece muito mais que isso.
- Você não sente raiva dela. – Kim Shin Kyuh falou e ela o olhou de volta, percebendo que em algum momento acabara olhando em um canto qualquer da rua.
- Claro que não. Eu sei que não somos capazes de mandar em nossos sentimentos. – Explicou, olhando para ele. – Eu que a coloquei nessa situação, não ela. Ha Ri não me pediu para se passar por mim, eu a pedi.
- Você acha que ele está com ela só porque acha que ela é você? Então, na verdade, ele não gosta dela, ele gosta de você.
Kim Shin Kyuh apontou algo que estava, desde o dia anterior, pedindo ao seu coração que não fosse verdade.
- Espero que não. Ha Ri é uma pessoa maravilhosa que merece ser correspondida e amada. - ela falou e os dois ficaram se olhando por um longo tempo.
Não tinha muito que falar.
Era aquilo:
esperava o dia em que Ha Ri falaria sobre sentimentos consigo. Esperava o dia em que precisaria contar a verdade para Sung Joon sobre sua verdadeira identidade. E o dia em que seu coração entendesse que entre ela e seu amor de infância não iria acontecer nada no presente ou no futuro. Ela esperava o dia em que tudo ficaria bem, o dia em que todos seriam felizes.
Kim Shin Kyuh esperava o dia em que fosse capaz de tirar qualquer sentimento ruim de e pegar para si. Porque ele sabia que ela não merecia qualquer tipo de sofrimento.
E sem saber, os dois que dividiam aquela mesa em frente ao mercado do bairro que morava, esperavam o dia em que tudo acabaria bem.
O dia em que todos fossem verdadeiramente felizes.
E teriam seus sentimentos correspondidos.

+++


- Ah! - gritou, atraindo atenção de todos da sua equipe de trabalho quando Kim Shin Kyuh a assustou com uma aranha de borracha que ele colocou próxima à caneca de café que ela tinha pegado há pouco mais de cinco minutos.
Enquanto o coração da menina estava acelerado pelo susto, a risada de Shiu Kyuh ecoava por todo o ambiente. Ele ria alto, sentado na sua cadeira de costas para sua mesa que ficava atrás da de .
- Você é a melhor, Jackson! – Shin Kyuh falou ainda rindo e colocando as mãos em frente a sua barriga. – Olha você! Olha!
Kim Shin Kyuh fez uma careta e deu um grito, imitando a reação de que tinha quase certeza de que não fora tão exagerada do jeito que ele demonstrou.
A garota pegou uma das folhas brancas que ficavam em cima de sua mesa, amassou e arremessou em Shiu Kyuh que fez um bico nos lábios ao ser acertado no meio da testa. Gesticulou para que ele parasse com aquilo e voltasse o trabalho.
E riu baixo quando o viu girar com a cadeira para ficar de frente ao seu computador com a cabeça baixa como uma criança que acaba de levar uma bronca da mãe.
balançou a cabeça negativamente ao se lembrar do susto que levou, e até riu baixo ao se lembrar da sua reação que foi realmente engraçada pensando bem depois do ocorrido.
Kim Shin Kyuh era alguém muito especial que, aparentemente, tinha aparecido em sua vida para torná-la mais leve e animada.

+++


olhava o rosto de Min Ha Ri, que estava deitada em sua cama ao seu lado. Observou os traços da menina e quase passou a mão em seus cabelos para lhe dar um carinho que pudesse tirar de si a crise de gastrite devido ao estresse. E sabia o motivo de todo o estresse, e essa era a pior parte. ficou observando Min Ha Ri, que dormia com ela aquela noite, assim como sempre acontecia quando uma delas duas ficava doente; elas compartilhavam a cama durante a noite.
- Você merece ser feliz, Ha Ri. – sussurrou tão baixinho que seria praticamente impossível que a garota a escutasse mesmo que estivesse acordada. – E eu quero que você seja. Não importa com quem seja, só... Deixe-me saber. Me deixe saber da sua felicidade Min Ha Ri... Deixe-me fazer parte dela.
Pediu à menina que não se moveu, não a ouviu e que estava em um sono profundo devido aos remédios e a boa comida que tinha lhe dado.
deixou um beijo na testa de sua melhor amiga, respirou fundo e suspirou uma vez, se forçando em segurar as lágrimas que deixaram sua visão turva. E abraçou Min Ha Ri.
A abraçou como há alguns dias não abraçava. E sentiu a menina se mover até que ficava bem aninhada dentro de seu abraço.
sentia saudades de sua melhor amiga mesmo morando na mesma casa que ela. Se fora doloroso ver o beijo de Ha Ri e Sung Joon há pouco mais de uma semana, doía muito mais ter sua melhor amiga distante de si porque, certamente, se sentia culpada por algo que ninguém tem controle. Desde a noite que viu sua melhor amiga com seu amor de infância juntos, pedia em silêncio para que Min Ha Ri compartilhasse logo consigo toda a situação, lhe contasse tudo e parasse de fugir dela como um devedor corre daquele que deve.
Porque doía muito mais ter sua melhor amiga afastada de si do que ter um amor perdido.

+++


acordou no meio da noite ouvindo uns suspiros e sons abafados e se sentou rapidamente no colchão quando seus olhos focaram Min Ha Ri sentada ao seu lado.
Ha Ri estava encolhida, com as pernas dobradas e a cabeça apoiada em seus joelhos. Seus braços abraçavam suas pernas, e seu choro era dolorido. Sofrido. Triste. Seu corpo se balançava por causa do choro, e alguns sons de soluços poderiam ser ouvidos.
- Min Ha Ri. – a chamou, tocando em seu ombro devagar para não assustá-la. – O que aconteceu? A dor aumentou? Quer outro remédio?
Os poucos minutos que levaram para que Min Ha Ri sequer erguesse sua cabeça e olhasse para passaram tão devagar que o mundo pareceu girar devagar naquele momento, pelo menos para .
- Não, nada aconteceu. – O contato visual das duas durou bem pouco. Min Ha Ri esticou suas pernas e abraçou tão rápido que ela quase não registrou o momento. – Estou totalmente bem. – Falou, suspirando e mentindo. – Estou realmente bem.
não a respondeu, pelo contrário, ficou em silêncio, a ouvindo e abraçando de volta. Ela apertou a garota contra si e a deixou que chorasse o quanto julgasse necessário. Porque mesmo querendo protestar e pedir para Min Ha Ri falar a verdade, sabia que chorar era uma forma de colocar a tristeza para fora e por mais que não fosse tão bom quanto falar o que e como se sente, era um jeito de começar a se expressar.
não dormiu mais aquela noite. Ela observou Min Ha Ri adormecer depois de vários minutos chorando e ficou olhando a garota até que o despertador tocasse a avisando que ela precisava ir trabalhar.
The Most a esperava.
E ela esperava que Min Ha Ri resolvesse lhe contar a verdade.

+++


- ! !
Ela se virou para trás ao ouvir a voz do repórter Kim a chamando. Viu o garoto correndo em sua direção e parou de andar para esperá-lo.
- O quê? – Lhe perguntou e franziu o cenho ao vê-lo apoiar as mãos nos joelhos e respirar fundo algumas vezes enquanto parecia recuperar o ar.
- Nada. – Ele se recompôs, ficando com uma postura ereta e passando a mão pela barriga.
às vezes esquecia-se do quão estranho Kim Shin Kyuh poderia ser.
- Ok.
- Vem, vamos jantar. Abriu um rodízio aqui perto e-
- Não, não vou. – interrompeu o convite de Shin Kyuh e tirou seu braço da mão do garoto que a segurou. – Eu estou cansada. Preciso ir pra casa dormir.
- Eu também estou cansado. E, com fome. Preciso comer. E, você vai comigo, Jackson! Detesto comer sozinho. Por favor!
Kim Shin Kyuh implorou e fez um bico nos lábios. De um segundo para o outro, o garoto foi capaz de ficar parecido com um cachorro que cai do caminhão de mudança. Ele sabia ser convincente, e odiava isso nele. E ele sabia disso. E por isso usava a sensibilidade da garota ao seu favor.
- Tá, tá bom! Vamos!
Ela o respondeu bufando e andando na frente dele que gritou em comemoração.
- Jackson! ! – Shin Kyuh gritava a chamando e ela continuava a andar em linha reta. – Ei! !
Era possível ouvir os passos da corrida do garoto.
E continuar andando talvez fosse o jeito de retrucar a manha que ele fez para para convencê-la. Talvez.
- Outch!
Seu plano de fazer o garoto correr atrás de si por mais alguns metros foi interrompido quando ele chegou a sua frente e se ajoelhou de costas para ela, quase a fazendo cair por cima dele.
- Sobe, . – Ele pediu batendo no inicio de suas costas, um pouco abaixo de seu ombro direito, e ela o olhou confusa com sua posição e pedido.
- Que? – O perguntei dando um passo para o lado se afastando dele. – Levante, Kim Shin Kyuh!
- Não. Sobe! – Ele chegou para o lado ficando novamente abaixado na frente da garota. – Você está cansada. Eu te levo. Sobe!
- Não! Não mesmo! – O respondeu dando dois passos para trás e negando com gestos que a fazia com as mãos mesmo que ele não pudesse ver.
- Ok, então.
não sabe como aconteceu porque foi tão rápido que Kim Shin Kyuh se movimentou para trás ficando no ângulo perfeito para que quando se levantasse a tivesse em suas costas, que só percebeu que estava sendo carregada quando não sentiu seus pés tocando o chão e usou seus braços para se segurar no pescoço do repórter Kim e agarrou o tecido da camisa dele com suas mãos.
- Eu posso ir andando, sabia? – Ela perguntou a ele que a segurava com tanta firmeza pelas coxas que sabia que era impossível que ele a deixasse cair.
- Você está cansada. E eu te convidei. Então, eu te levo.
Kim Shin Kyuh a respondeu virando a rua e andando de um jeito que até parecia que não tinha ninguém em suas costas.
De onde estava podia sentir o aroma do perfume e do shampoo que Kim Shin Kyuh usava. O perfume que emanava de sua pele era algo amadeirado e suave, o cheiro de seu cabelo era tão suave e fresco, talvez fosse algo de menta. Ou, hortelã. Se é que existe alguma diferença entre os dois aromas. Eram cheiros bons, do tipo que te faz querer perguntar onde vende para comprar e usar para senti-los por mais algumas horas. Dias. Por mais algum tempo.
A combinação de ser carregada e ser poupada de andar enquanto estava verdadeiramente cansada, pelo dia agitado que teve na The Most, e o cheiro maravilhoso que Kim Shin Kyuh tinha, quase fez com que adormecer com o rosto virado para o pescoço do homem que a carregava. Quase. Ela só não dormiu porque logo chegaram ao local onde Shin Kyuh queria jantar e teve que descer de suas costas.
E durante o jantar, quase perguntou a Kim Shin Kyuh onde ele tinha comprado seu perfume e seu shampoo. Porque ela gostara deles. E queria realmente senti-los por mais algum tempo.

+++


olhava para Min Ha Ri do murinho da cozinha. Sua melhor amiga estava sentada no sofá de três lugares da sala, o queixo apoiado em seus joelhos e seu olhar fixo na mesinha de centro que estava logo a sua frente. Ha Ri parecia com o pensamento longe, distante.
andou devagar sem fazer barulho até o sofá ao lado do que Min Ha Ri estava e se sentou no estofado, o tempo todo encarando a menina que não a fitou em nenhum momento.
- Quer uma cerveja? – Perguntei oferecendo a latinha que tinha em mãos. – Ha Ri?
A chamou e teve que esperar alguns segundos até que Min Ha Ri virasse o rosto e a encarasse. viu o sorriso pequeno e sem vontade que surgiu nos lábios da amiga, assim como também viu as lágrimas que deixou seus olhos marejados.
- Não, obrigada. – A resposta veio em um sussurro, e teve que se segurar mais uma vez para não implorar a Ha Ri que lhe contasse tudo de uma vez.
- Porque você não me conta o que está acontecendo?
- Não tem nada acontecendo, . Só... Estou cansada. A semana foi agitada no hotel. – Min Ha Ri a respondeu ao que passou o dorso de sua mão pelo rosto e sorriu de um jeito forçado antes de se levantar do sofá e dar um beijo no topo da cabeça de que ficou em silêncio a olhando e escutando mentir. – Boa noite.
viu Min Ha Ri caminhar até a porta de seu quarto e fechá-la ao que entrou no cômodo.
suspirou e deixou a lata de bebida em cima da mesa de centro ao que fechou seus olhos e buscou alguma força dentro de si que a fizesse não chorar.
A vontade de ir até Min Ha Ri e dizer que sabia de tudo era imensa. Um nó se formava em sua garganta toda vez que via sua melhor amiga agir de forma fria e envergonhada de si mesma.
estava cansada. Ainda se sentia cansada do pequeno incidente que com o carro que pegou emprestado com a diretora Cha e que parou de funcionar no meio do caminho a Yadong-dong lugar onde ela deveria ter ido há dois dias para entrevistar uma autora famosa que interpretou contos de fadas infantis icônicos. Seu corpo estava cansado pela chuva que tomou e sua mente cansada por ter ficado sobrecarregada em impedi-la de falar a verdade para Sung Joon que, apareceu exatamente no lugar onde ela estava após ter descido do carro que parou de funcionar, e a abraçou, dirigiu na chuva para encontrá-la e a levou até em casa, dois dias atrás. estava verdadeiramente cansada de não poder dizer a verdade para todos que a cercava. Estava cansada de viver como se tivesse duas vidas. Cansada de se esconder. Cansada de agir como se não soubesse de nada quando na verdade sabia de tudo.
estava cansada.
Mas, principalmente, estava preocupada.
Preocupada com Min Ha Ri e com o que a menina poderia fazer pensando em não machucá-la mesmo que sua decisão machucasse a si mesma.
Era somente isso que tinha por Ha Ri; preocupação.
Nenhum indicio de raiva, rancor ou mágoa. Afinal, sabia que assim como ela mesma tinha motivo para mentir para Sung Joon, Min Ha Ri também tinha uma razão.

+++


Sábado começou cedo para que acordou com seu celular tocando. E foi extremamente estranho saber a animação que Kim Shin Kyuh tem às nove horas da manhã de um sábado. E principalmente, foram quase ensurdecedores os gritos que ele deu do outro lado da linha quando avisou a que estava indo buscá-la para algum lugar que ele não disse o nome ou localização.

“E não estou te vendo aqui fora!”


riu da mensagem que recebeu de Kim Shin Kyuh e saiu de casa sem fazer muito barulho para não acordar Min Ha Ri que ainda estava dormindo em seu quarto (claro que foi ver como sua melhor amiga estava antes de sair com o repórter Kim).
Shin Kyuh estava parecendo um verdadeiro moleque com a roupa que usava. A calça jeans, a barra da camisa branca aparecendo por debaixo do suéter preto que tinha umas rosas desenhas nas mangas que estava levantadas até seu cotovelos, o boné para trás, o par de tênis branco e a mochila preta nas costas o deixava com ar de menino que está pronto para explorar o mundo. E sabia que ele poderia conhecer cada canto do mundo se quisesse. Ele tinha coragem. E merecia chegar ao lugar mais alto do mundo porque era uma pessoa boa que fazia com que todos ao seu redor se sentissem bem.
Especialmente .
- Oh, Jackson! – Ele sorriu para ela quando se virou e a viu andando em sua direção.
- Oi, repórter idiota. Porque tão cedo? – o perguntou e escutou a risada dele que claramente não se importava com o horário.
- Estou fazendo uma reportagem sobre as belas estradas de Seul. Estava chato fazer tudo sozinho. Então, pensei, porque não chamar minha amiga Jackson para ir comigo?!
Ele parecia tão animado com a ideia que teve que poderia jurar que quem encontrar a paz mundial não irá anunciá-la com uma fala e expressão tão empolgada.

+++


e Kim Shin Kyuh estavam andando por Seul há pouco mais de duas hora. Ele tinha tirado milhares de fotos e continuava tirando muitas outras com sua câmera fotográfica que ficava pendurada em seu pescoço enquanto ela tirava algumas com seu celular. Os lugares eram realmente bonitos. Bonitos do tipo que te fazem querer se mudar e morar lá no exato momento em que os vê. Em alguns momentos derramava um pouco da água da garrafa na boca de Shin Kyuh que, em sua opinião, estava abusando de sua boa vontade em acompanhá-lo. Mas, ela não negava quando ele pedia por água. Afinal, se não fosse por Kim Shin Kyuh ela provavelmente estaria em casa sendo ignorada por Min Ha Ri ou até mesmo, estaria sozinha porque sua melhor amiga deveria escolher sair do que ficar com ela.
Depois de milhares de fotos, risadas e uma passando vergonha ao descer uma escada pulando de um pé só graças a Kim Shin Kyuh, os dois estavam em cima da moto do garoto que estava dirigindo para fora de Seul.
- Você disse que estava pesquisando sobre as belas estradas de Seul! – gritou para que ele a ouvisse e apertou seu abraço que o segurava pela cintura.
- Gyeongido está muito perto. Por isso, se não for visitá-lo será decepcionante, Jackson! – Ele gritou de volta e acelerou com a moto fazendo gritar.
Ela não gritou somente de medo, mas, de animação também. Era bom ter o vento batendo no rosto e a mente vazia dos problemas que estava tendo ultimamente.
Era bom se sentir leve por algumas horas.

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O primeiro lugar que conheceram em Gyeongido foi o jardim botânico de flores que tinha as mais belas flores que já tinha visto em sua vida. Tudo era tão lindo, colorido e organizado. O ar era tão fresco que era capaz de fazer uma limpeza nos pulmões e na mente de que respirou fundo sentindo a leveza do local.
E é claro que a primeira coisa que Kim Shin Kyuh quis fazer foi tirar fotos. Mas, não do local e das flores ao seu redor, e sim dele e de .
- Jackson tem que ficar bonita, não importa o quê.
Ele avisou girando o visor da câmera para que ambos pudessem ver como estavam aparecendo para a câmera que teve selfies dos dois, armazenadas em sua memória.
Selfies engraçadas que fizeram rir sozinha enquanto as olhava quando o repórter Kim foi comprar bebidas para os dois em uma barraca ali perto. Ela poderia cair do pequeno murinho da ponte que usava como banco, mas era realmente impossível não gargalhar das caretas que Kim Shin Kyuh fizera em cada foto. Ele tinha dito que ela deveria ficar bonita, porém, ele não se preocupou em mostrar sua beleza evidente para a câmera.

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Depois de beberem as bebidas que Shin Kyuh comprou para eles e dele tirar fotos das flores e do jardim, foram andar pelo lugar indo parar em uma ponte não tão alta. E enquanto estavam ali em cima, observou Kim Shin Kyuh tirar mais algumas fotos e percebeu o quão sortuda ela era por ter alguém como ele em sua vida.
Kim Shin Kyuh poderia ser o cara que não sabe a hora de parar com os sustos ou com as piadas. Ou até mesmo, poderia ser do tipo que acha engraçado falar para uma garota que gosta dela apenas para provocá-la (o que ele já tinha feito algumas vezes com ), mas, ele sempre foi uma pessoa boa. Do tipo que te tira de casa para te distrair e te fazer esquecer qualquer problema. Porque foi isso que ele fez com quando a tirou de casa cedo naquele sábado. Ele a distraiu dos problemas. E ela sabia da intenção dele.
E o agradecia por isso.

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- Obrigada. – agradeceu a Kim Shin Kyuh que estava colocando o capacete que ela o entregou dentro do espaço que tinha na parte detrás da moto e que só aparece quando levantamos o banco. – Eu sou realmente abençoada.
Shin Kyuh a olhou por alguns segundos e sorriu de lado ao que andou para o lado da moto, ficando de costas para o veiculo e de frente para que o fitava.
- Eu não sei o que você está dizendo, porque é muito repentino. – Ele a respondeu rindo baixo.
E pela primeira vez desde que o conheceu, viu algo parecido com vergonha no semblante dele.
- Num tempo como esse, eu tenho um amigo como você que eu posso dizer todas as coisas e que me tira de casa para me distrair. Então, eu realmente sou abençoada. – explicou e sorriu quando viu Shin Kyuh sorrindo de volta. Agora ela tinha certeza, ele estava envergonhado. E era adorável.
- Então porque você não me dá dinheiro ou algo assim, em vez de ficar grata só com palavras? – Ele perguntou parecendo extremamente ofendido.
- Olha lá você brincando de novo! – Ela o acusou e ambos riram. – Vai pra casa. E, obrigada por hoje.
Gesticulou para que ele fosse para sua moto e acenou brevemente um tchau antes de se virar e começar a andar para a porta de casa. Mas, foi interrompida com a voz de Kim Shin Kyuh a chamando.
- Ei, Jackson.
- Sim? – O respondeu virando de frente para ele e o encarando.
- Quando Min Ha Ri resolver contar toda a verdade e Sung Joon souber que você é você... Você vai voltar para ele?
Ele a perguntou e ela se sentiu sem palavras para respondê-lo. Era difícil responder aquela pergunta. Envolvia tantas coisas. Tantos sentimentos. E não apenas os seus sentimentos, mas os de Min Ha Ri e até mesmo o de Sung Joon.
- Eu não sei. – o respondeu.– É complicado.
- É... Eu entendo. – Kim Shin Kyuh suspirou e olhou para sua moto por alguns segundos antes de encarar novamente. – Fighting!
Ele ergueu sua mão fechada em punho e ela sabia o que aquilo significava.
deu um soquinho na mão de Kim Shin Kyuh e sorriu para ele antes de ir para casa e ouvir o barulho da moto indicar que ele tinha ido embora.
Quando fechou a porta de entrada atrás de si, se sentia leve.
Leve e pronta.
Pronta para enfrentar mais alguns problemas que pudessem surgir.

+++


Ele não poderia ter feito aquilo. Não podia.
só foi entregar o terno que Kim Ra Ra a pediu para levar até onde Sung Joon morava. Era a roupa que ele usaria na reunião importante do dia seguinte. Ela só foi fazer isso. Apenas isso. Entregar o terno que ele esqueceu na empresa e fim. Nada além disso.
Sung Joon não tinha o direito de intimar até seu apartamento e lhe servir um chá quente. E muito menos, tinha o direito de falar todas aquelas coisas. Afinal, só foi lhe entregar o terno, ela não precisava e não queria saber como ele se sentia em relação a ela.
Ouvir Sung Joon dizer que agia de forma ríspida com ela às vezes porque não queria admitir para si mesmo que gostava dela, foi estranho. Ouvi-lo dizer que o lembrava de alguém importante de sua vida, foi doloroso porque ela era essa alguém. Escutar Sung Joon falar todas aquelas coisas que ela esperava há um tempo... Foi diferente. E estar vestindo um casaco de moletom que ele a emprestou após ela ter entornado chá em sua camisa, era ainda mais estranho.
Ouvir Sung Joon dizer tudo que sempre quis ouvir foi tão diferente para que a deixou extremamente confusa e atordoada. E era por isso que ela estava sentada no chão, encostada ao sofá e abraçando suas pernas enquanto seu queixo estava apoiado em seus joelhos.
As palavras de Sung Joon ainda ecoavam e se repetiam por diversas vezes sem pausa em sua mente. E ela ainda não sabia direito o que fazer com toda aquela informação sobre os sentimentos do seu amor de infância.
- O que você está fazendo?
A voz de Min Ha Ri soou depois da porta da frente ter feito barulho de ter sido aberta e fechada.
- Só... Você comeu? – perguntou a sua melhor amiga sem nem levantar o olhar para a menina que estava no mesmo cômodo que ela.
-Sim, já está tarde, Kim Hye Jien.
- Hm.
queria falar com sua melhor amiga sobre acontecido com Sung Joon, mas, ela sentia que não podia. Porque sua melhor amiga gostava de Sung Joon, e ela iria sofrer se soubesse de tudo que ele falou a .
E isso doía no fundo do coração de .
- . – Ha Ri a chamou e a menina a respondeu com um simples “hm?”, não tinha muito que ser dito. Na verdade, não tinha muito que pudesse ser dito. – Amanhã... Eu vou voltar para o meu lugar. Basta esperar até amanhã. Só mais um dia. – Ela pediu e entendeu imediatamente sobre o que ela se referia. só queria poder pedir a Min Ha Ri que não contasse nada, que continuasse agindo como estava agindo e vivendo como se fosse , mas, ela sabia que não podia. A verdade precisava ser exposta mesmo que doesse. – Eu realmente vou voltar para o meu lugar. – ergueu sua cabeça e olhou para sua melhor amiga que tinha a ponta do nariz avermelhada assim como seus olhos que continham lágrimas. – , obrigada... Por esperar por mim. Por deixar-me dizer. Obrigada.
não respondeu a Min Ha Ri. Ela ficou encarando a amiga enquanto pedia internamente que Sung Joon em algum momento tivesse começado a gostar de Ha Ri. Que ele tivesse criado um sentimento pela garota e que fosse capaz de entender tudo que ela fosse lhe contar no dia seguinte. Que ele a escutasse e percebesse, quem sabe, que gostava de Min Ha Ri que, que apesar de ter se passado por esteve com ele todo esse tempo.

+++


Antes de dormir, tirou o casaco de Sung Joon e tomou banho. O perfume que tinha na peça era forte e estava começando a lhe causar dor de cabeça.

+++


estava andando por Haein-ri após ter entrevistado a autora de historias infantil, Lee Eun Ee. Até ganhou um livro da mulher que elogiou as perguntas leves e a entrevista que foi tão bem feita. se sentia aliviada por ter ido bem em sua entrevista e porque sabia que daria para escrever um bom artigo.
viu um anuncio da exposição de artes de Renoir e não pensou duas vezes em entrar no local onde ocorria a exposição.
E mesmo com tantos quadros nas paredes brancas do local, parou diante do quadro Dança. A pintura que Renoir tinha feito de seu casal de amigos era a sua preferida desde sempre. E principalmente, era o que a ligava ainda mais a Sung Joon. Afinal, eles partilhavam da mesma teoria sobre aquela pintura. Em especial, sobre a mulher no canto da tela escondida observando o casal.
Mas, depois de tantos anos olhando para a imagem, e se lembrando do dia em que ela e Sung Joon falaram sobre o desenho quando ainda eram crianças e de ter a peça do quebra-cabeça do garoto que tinha a imagem da mulher do canto, começou a se questionar se a moça que espionava o casal estava olhando somente para o homem ou para o carinho que eles demonstravam ter enquanto dançavam juntos.
se perguntou se a moça no canto, não estava apenas observando o que ela queria para si. Não, não o homem. E sim o amor que ele e sua esposa visivelmente sentiam um pelo outro.

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iria entregar seu artigo em dois dias e por isso estava chegando na The Most em um sábado a noite. E também porque precisava sair de casa. Min Ha Ri que, a ignorava desde que disse que iria revelar tudo para Sung Joon, ainda não tinha chegado do hotel.
se assustou quando entrou na sala que trabalhava com a equipe e viu Sunbae Poong Ho se espreguiçando na cadeira dele. Ele tinha voltado da viagem, então.
Porém, o que mais assustou foi a história que ouviu de Sunbae. Tudo que ele lhe disse fez com que diversas peças se encaixassem em sua cabeça. Diversas situações começaram a fazer sentido. Os machucados em Kim Shin Kyuh tinham uma causa.
era a causa deles.
Ela saiu correndo para procurar pelo repórter Kim onde quer que ele estivesse.
pegou seu celular e ligou para Shin Kyuh. E cancelou a ligação no instante em que o viu andando de forma despreocupada pelo pátio da The Most.
- Repórter Kim!
Ela o gritou e ele se virou para trás a procura de quem o chamava.
É claro que ele sabia que era Jackson. Sua voz era inconfundível.
- Jackson, o que você está fazendo? Você veio trabalhar em um final de semana? – Shin Kyuh a perguntou estranhando a menina na empresa em um sábado à noite.
- Você foi naquela noite? – o perguntou ofegante, correr tinha lhe cansado. Descobrir a história do dia em que quase sofreu um acidente com o carro tinha a deixado com o coração acelerado.
- Eu não tenho certeza do que você está falando. – Ele a respondeu com o cenho franzido e um ar de confusão.
teria rido se a confusão de Kim Shin Kyuh tivesse surgido em outro momento. Como naqueles momentos em que ele se atrapalha para abrir um pacote de biscoito e pede ajuda a sua amiga Jackson.
- Yadong-dong. Ouvi dizer que você foi aquele dia. É que, talvez, onde você teve o seu acidente de moto? – Ela suspirou recuperando o ar ao que falou tão depressa que ele ficou escasso. – Você se machucou tentando me buscar?
Kim Shin Kyuh não a respondeu com palavras, mas, sua expressão facial a disse tudo. Acontece que, precisava ouvir dele. Precisava que ele a confessasse que tinha se machucado ido buscá-la. não entendia muito bem o porquê, mas, ela precisava que ele lhe contasse.
- Eu estou certa? Você se machucou por causa de mim? – o perguntou novamente. E dessa vez, ela obteve uma resposta:
- Sim, está certo. – Shin Kyuh afirmou depois de suspirar e ficar tantos segundos em silêncio. – Eu me machuquei indo até a Jackson. Por quê? Se sente culpada? – Ele a pergunta ao que a garota suspirou parecendo aliviada por ter a resposta, mas, preocupada com alguma coisa. – Sinta culpa. Sinta algo em relação a mim. E também... Espero que Jackson esteja preocupada comigo.
olhava para Kim Shin Kyuh sem saber o que falar.
Ela teve a confissão dele.
Kim Shin Kyuh tinha mesmo ido atrás dela e se machucou no meio do caminho. Sung Joon também tinha ido atrás dela naquele dia e tinha dirigido na chuva. Os dois tinham ido até ela. E isso a deixava com um turbilhão de sentimentos dentro de si que não a deixava pensar ou raciocinar direito.
E a falta de reação de fez com que Shin Kyuh respirasse fundo antes de colocar em seu celular a gravação que tinha dela lhe prometendo três desejos. ouviu sua promessa e logo sentiu os braços de Kim Shin Kyuh a puxando contra o corpo dele.
Ela se encaixou tão bem dentro do abraço dele, no perfume dele e no quentinho do corpo dele que foi assustador.
Foi aterrorizante.
Foi surpreendente.
Foi capaz de fazer seu estomago tremer.
- Eu não penso em você como amiga. Nunca podemos ser apenas amigos. – Ela ainda estava guardada dentro do abraço de Kim Shin Kyuh quando ele disse essas duas frases que de certo não sairiam da mente da garota por um longo tempo. – Me dê uma chance, hm?
Ele a pediu quando a soltou, e ela o fitou sentindo um nó imenso em sua garganta.
Estava tudo tão confuso dentro de si.
Tão diferente.
O celular de começou a tocar enquanto ela se enrolava nas palavras para responder a Kim Shin Kyuh.
E então, após encerrar a ligação ela o pediu desculpas e foi deixando Kim Shin Kyuh sozinho.
Ela teve que ir.
Sung Joon quem ligou. Ele sabia de tudo. Min Ha Ri, aparentemente, já tinha contado toda a verdade.
Sung Joon sabia que era .
E ela foi encontrá-lo porque esperou por isso por tanto tempo. Tantos anos. Meses. Dias. E mentiras.
Ele finalmente sabia que ela era ela.

+++


Se sempre quis que Sung Joon a reconhecesse, soubesse que ela era ela... Então... Porque ela não se sentia do jeito que imaginou que iria se sentir quando esse momento chegasse? Porque as luzes do píer que eles estavam não pareciam tão iluminadas, o mundo não girava devagar e a noite não tinha a brisa fresca de leveza? Porque Sung Joon não parecia único aos seus olhos? Porque ele não tirava o foco das pessoas que passavam dentro do barco que navegava no mar? Porque o olhar dele não fazia com que ela sentisse vontade de encará-los por horas e horas? Porque o perfume de Sung Joon lhe parecia tão forte e até meio que enjoativo?
Porque ela não se via mais passando o resto da sua vida ao lado dele?

+++


não podia ficar ali por muito mais tempo.
Ela não podia continuar segurando a mão de Sung Joon como se estivesse se sentindo maravilhosamente bem como achou que estaria.
Não tinha nada haver com criar expectativa demais. Ou, com o nervosismo de finalmente ter o que sempre quis.
Tinha haver com estar diferente. Se sentir diferente. E querer algo diferente.
- Me desculpa, eu-
- Que foi? – Sung Joon interrompeu .
E ela não conseguiu respondê-lo.
Como dizer a ele que agora ela se sentia diferente? Que o que eles tinham não lhe parecia suficiente? Que ela entendeu que os dois jamais poderiam ter o que poderiam ter tido com o sentimento que tinham dentro de si quando eram crianças agora que não eram mais crianças? Agora que ela o conheceu novamente? Que viu sua melhor amiga se apaixonar por ele? Como dizer que o seu coração não acelerava tanto assim por ele? Que seu estomago tinha parado de tremer na presença dele e que suas piadas nem eram tão engraçadas? Como dizer a Sung Joon que ele tinha sim, sido o amor de infância de ? Mas, apenas isso. O amor de infância?
Como dizer em voz alta que eles não poderiam ser mais que amigos?
E foi por não conseguir colocar tudo isso e tantas outras coisas em palavras, que abraçou Sung Joon apertado. Pediu-lhe desculpas de novo. E de novo.
E foi embora.
Ela precisava ir para outro lugar. Um lugar onde nem ela sabia onde era. Porque ela precisava ligar para uma pessoa e essa pessoa deveria lhe dizer onde estava para que pudessem se encontrar.
parou no meio do parque olhando de um lado para o outro tentando encontrar quem queria. Seu celular estava sendo segurado contra seu ouvido e o som de ligação chamando a deixava ainda mais aflita.
- Alô?
Ouvir a voz da pessoa que estava do outro lado da linha fora o suficiente para fazê-la sorrir e tirar de dentro de si o medo de não estar fazendo a coisa certa.
Somente a voz da pessoa do outro lado da linha foi capaz de fazer com que o estomago de tremesse e seu coração aquecesse.
- Uma chance. Eu te dou uma chance. Somente uma chance. – falou rápido.

+++
Dois anos depois.


- Ben! – chamou o golden retriever de oito meses que não demorou em correr até sua dona e pular no corpo dela que passou suas mãos pelo alto da cabeça do cão lhe dando carinho.
- Ei, e eu?
riu quando viu um bico nos lábios do homem a sua frente. Ele estava suado por ter vindo de sua corrida noturna que tinha mudado do horário do começo do dia para o final dele por causa do cachorro que precisava sair para passear.
- Quer cainho na cabeça também? – O perguntou vendo Ben sair de perto dela e andar até seu pote de água e ração.
- Sim, por favor.
Ele a respondeu manhoso e ela caminhou ate ele para lhe dar um pouco de carinho. Os fios do cabelo dele estavam molhados de suor, mas isso não a deixava com nojo. Porém, os braços suados sim. E ele sabia disso. E a abraçou especialmente por isso.
gritava enquanto sentia a pele dos braços do homem passando pela sua pele. Ele ria dela enquanto a segurava firme na sua frente, e em algum momento ela começou a rir da risada dele e da brincadeira.
Ele tinha esse poder de fazer rir fácil.

+++


Enquanto escutava o barulho da água do chuveiro caindo e ouvia ele cantarolar uma canção que com toda certeza não tinha tantos gritos, estava sentada na cama do quarto principal da casa. Ela segurava um porta retratos que ficava em cima do criado mudo e que tinha uma de suas fotos preferidas.
Na fotografia estavam; ela, seu pai, sua mãe, sua irmã, Min Ha Ri, Sung Joon e Kim Shin Kyuh. Todos estavam rindo de alguma coisa que ela não lembrava, mas, ver todos sorrindo a fazia ter a certeza de que era algo bobo e engraçado.
As coisas estavam tão diferentes de dois anos atrás. Tanta coisa tinha mudado. Tantos sentimentos, acontecidos, brigas, acertos e mudanças. Chegava a ser assustador quando se parava para pensar em tudo que aconteceu.
Depois da noite em que Sung Joon descobriu que era ela mesma, depois dela ter descoberto que não poderia ser mais que amiga de Sung Joon e que precisava dar uma chance para outro alguém, tantas coisas haviam acontecido.
Mas, ainda bem que tudo estava diferente. Ainda bem que Min Ha Ri tinha conseguido ter uma conversa com Sung Joon que demorou mais aceitou ouvir a menina. Ainda bem que Sung Joon ouviu também a explicação que foi lhe dar no dia seguinte após ter saído correndo do encontro de reencontro que estavam bem.
E, ainda bem, que tinha entendido que precisava dar uma chance para o diferente que tinha surgido em sua vida sem qualquer aviso prévio.
Ainda bem que há dois anos, e Kim Shin Kyuh começaram um relacionamento que durava até hoje. E ia muito bem, obrigada.

+++


Kim Shin Kyuh tinha se mostrado um cozinheiro e tanto nos últimos doze meses (nos outros meses ele estava em fase de aprendizagem e por isso queimava alguns lámens e arroz). E por cozinhar tão bem e ter orgulho de seu novo dom, ele fazia todas as refeições quando estava em casa. Enquanto ele cozinhava ficava sentada em um dos bancos do balcão da cozinha o observando, ou escrevendo alguns de seus livros no notebook. Não importa o que ela fizesse enquanto ele cozinhada desde que estivesse por perto e não o deixasse sozinho estava tudo bem.
Depois de ter a janta pronta e a mesa arrumada, ambos se sentaram e ficaram frente a frente.
A comida estava tão boa quanto à do dia anterior, o que rendeu alguns elogios e um pouco de ego inflado para Kim Shin Kyuh que agradeceu a todos os elogios que ouviu de e a pediu para escrever em um caderno para que ele pudesse mostrar para sua mãe que ainda não acreditava que seu filho era quase um chefe de cozinha.
- Você tem que parar de dar comida pra ele. – reclamou mais uma vez pelo mesmo motivo, e Shin Kyuh a olhou. – Ele não pode comer a nossa comida, Shin Kyuh.
- Os olhos dele! São demais pra mim!
Ele a respondeu como das outras vezes, e ela ergueu uma sobrancelha. Shin Kyuh entendeu o que ela quis dizer somente com esse gesto, por isso, prometeu que não daria mais comida humana para Ben mesmo que ele lhe olhasse como um cão que caiu do caminhão de mudanças.
Porém, Kim Hey Jin sabia que aquela promessa só duraria até a próxima refeição.
- Toma. – Ele a entregou o pratinho com um pedaço da torta de chocolate que fez para a sobremesa, e ela o agradeceu. – Esse é meu. – Falou se referindo a um pedaço que colocou em seu prato.
- Ei, é maior que o meu! – reclamou apontando a diferença dos tamanhos dos pedaços e o ouviu rir dela.
- Eu que fiz. – A respondeu lhe mostrando a língua e comendo um pedaço da torta de um jeito exagerado apenas para provocar.
fingiu estar verdadeiramente emburrada e ignorou Kim Shin Kyuh e todas as tentativas dele de conversa. A torta estava realmente muito gostosa, mas, não iria elogia-lo novamente.Kim Shin Kiuh não estava merecendo elogios.
- Hm! Oh! – Ela expressou assustada quando mordeu algo duro e sentiu um objeto estranho sobrar dentro de sua boca ao que todo o pedaço da torta foi engolido. Tirou o objeto com seus dedos e seus olhos se arregalaram quando percebeu ser um anel.
fitou Kim Shin Kyuh que a olhava e tinha um sorriso nos lábios.
Ela olhou para o anel e para o homem e ficou nesses dois focos por longos segundos.
- Me dá mais uma chance? – Ele a perguntou por fim e ela soube que tinha entendido certo.
Ele estava a pedindo em casamento.
Em casamento!
Há dois anos naquele mesmo dia no mês de setembro, e Kim Shin Kyuh estavam se encontrando após ela perceber que o diferente que tinha dentro de si era culpa do repórter idiota.
Ele a deixou diferente. E ela o agradecia por isso.
Há dois anos eles andaram por alguns lugares de Seul sem um destino em mente. Andaram enquanto compartilharam sentimentos, histórias e a sensação boa de estarem juntos. Foi naquela noite que soube do segredo de Shin Kyuh: Ele era o Ten o grande autor que todos deveriam conhecer. Foi surpreendente saber que Shin Kyuh era o Ten, assim como também foi surpreendente e emocionante ouvi-lo contar toda sua história de vida.
Há dois anos descobriu estar apaixonada por Kim Shin Kyuh. Descobriu que seu amor de infância era somente seu amor de infância. E que assim como a mulher no canto do quadro de Renoir, ela também queria um amor para si.
E durante esses dois anos tem vivido um relacionamento com Kim Shin Kyuh cheio de descobertas sobre a vida ou sobre assuntos bobos tipo a reprodução de formigas que ele insistiu que deveriam assistir em um dias desses em um canal de animais da televisão. Dois anos que ela conhecia os pais adotivos de Shin Kyuh e se dava tão bem com seus sogros que poderia chamá-lo de seus pais 2.0. Dois anos que eles se conheciam mais a cada dia que se passava. Dois anos sem brigas sérias, mas muitas brigas por besteiras e sustos que ele dava na garota. Dois anos que ele entendia quando ela precisava ficar concentrada em um novo livro ou precisava ir até algum lugar para trabalhar. Dois anos de cuidado, carinho, tremedeira no estomago, quentinho no coração, sorriso nos lábios, risadas altas, amizade, cumplicidade e confiança.
E agora, dois anos depois do dia em que o deu uma chance de serem mais que amigos, ele a pedia mais uma chance. Dessa vez, para serem marido e mulher.
E ela não precisava sair dali para pensar se ele merecia mais uma chance.
tinha descoberto que Kim Shin Kyuh merecia todas as chances que ele a pedisse.
- Uma chance. Eu te dou uma chance. Somente uma chance. – Ela o respondeu repetindo exatamente o que lhe disse anos atrás e sorriu para ele que sorriu de voltar e se levantou indo até ela.
Kim Shin Kyuh colocou o anel no dedo de e lhe deu um beijo na testa; um dos maiores gestos de carinho que eles tinham entre si, e tirou do bolso, da calça de moletom que usava, outro anel idêntico ao que ela tinha agora nos dedos. colocou o objeto no dedo de Shin Kiuh e o abraçou apertado.
sabia que casamento era algo extremamente sério e até complicado.
Porém, ela teria Kim Shin Kyuh ao seu lado. Ele que fazia seu coração acelerar e aquecer, que fazia seu estomago tremer a cada vez que aparecia em seu campo de visão. Ele que tinha o perfume mais relaxante do mundo. Não, não o perfume que compramos em um frasco. se referia ao perfume natural que emanava da pele de Kim Shin Kyuh. Esse sim era o seu perfume preferido de todo o mundo.
E ela poderia muito bem senti-lo pelos próximos anos de sua vida.
Na verdade, ela iria senti-lo pelos próximos anos de sua vida.



Fim.



Nota da autora: Espero que vocês tenham gostado desse final alternativo que criei para esse dorama que me fez chorar até soluçar. Acho que nunca sofri tanto em minha vida assistindo a alguma coisa... Só com Marley e Eu, e Rei Leão



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