Sweet Destiny

Última atualização: 23/08/2022

Capítulo Único

O acidente do passado tinha me reservado um doce destino. Depois de um ano de namoro, null me pedira em casamento. Do dia do noivado até a cerimônia só se passaram quatro meses. Ele estava de fato apressado. A RM Records se tornara um sucesso e agora null null era o nome do momento. Todos queriam trabalhar com ele. Todos queriam uma fatia de sucesso. Meu escritório ia de vento em popa e agora eu me permitia trabalhar em casa.
Mas não hoje. Não nesse dia. null e eu estávamos completando cinco anos de casamento. Bodas de madeira.
Eu estava em casa, no cômodo que ele reservou para ser nossa academia. Ele dizia que preferia malhar em casa, mas eu sei bem o porquê de ele preferir isso. Ali, eu poderia me vestir livremente, como eu estava naquele momento: apenas de short e top e ataduras nas mãos, esmurrando o saco de areia (meu marido nunca deixou de ser um pervertido, afinal). Eu tinha projetado uma academia nova e o dono me garantiu desconto exclusivo para o resto da minha vida. Me matriculei em todas as aulas de luta, contrariando null, que não tinha ido muito com a cara do treinador. Então ele tinha equipado a nossa academia para que eu pudesse treinar ali.
— Omma. — uma vozinha interrompeu meu próximo soco.
Ali estava o motivo de eu trabalhar em casa sempre que possível. O motivo de eu treinar em casa. Meu potinho de amor. null, meu filho. Nosso filho. Agora com seus dois anos e meio.
— Oi, meu amor. — me virei para ele e ele me estendeu os bracinhos. — Mamãe está suada, filho. Onde está o appa? — peguei uma toalha e comecei a enxugar parte do suor. Me aproximei de null e ele cheirava a... Morango?
— Ali. — ele apontou com o dedinho em riste em direção à cozinha, ou à sala, depende do ponto de vista.
null! — berrei da porta. Apenas silêncio. — null! — gritei mais alto. null apenas me observava. null saiu de detrás de uma coluna e me olhou sorrindo sem mostrar os dentes, tal qual null fazia. Um sorriso culpado que me dizia que ele estava aprontando.
null era uma mistura nossa: a pele de um marrom claro, parecida com a minha, os olhos grandes demais (null achava que eles diminuiriam com o tempo), o nariz arrebitado na ponta, as bochechas saltadas com uma covinha funda em cada uma delas e a boquinha rosada como a de null, que agora me olhava da porta do cômodo.
— Por que null cheira a morango? — perguntei ao culpado mais velho. null me mostrou os dentes em um sorriso amarelo de culpa.
Sovete, omma. — meu filho respondeu pelo pai.
— Ele ao menos almoçou, null? — perguntei com as mãos na cintura. null raramente almoçava em casa, então quando estava presente, eu o deixava alimentar null, num momento pai e filho. — null, eu fiz uma pergunta.
null apenas coçou a parte de trás da cabeça. Era resposta o suficiente para mim. Não, null não tinha comido o almoço que eu tinha preparado.
— Por que comeu o sorvete antes do almoço, filho? — me abaixei perto do pequeno.
— Appa disse que podia. — ele respondeu simplesmente.
— Mas você comeu o almoço depois? — quis saber.
— Não. — null balançou a cabecinha em negação. Me levantei e encarei meu marido.
— Você só tinha uma tarefa, null. — ralhei entredentes.
— Qual é, null? Uma vez só. — null respondeu.
— Daqui a pouco a null chega com o null e você sabe que ela vai encher essa criança de porcaria. — rebati. null trabalhava na RM Records e era noiva de null, um dos produtores e amigos de null. Ela tinha se tornado uma das minhas melhores amigas, senão a melhor, desde o casamento e null a adorava. Ela seria nossa babá naquela noite.
null não vai deixar. — null respondeu e se aproximou. — Deixa o null aproveitar a vida um pouquinho. — ele me abraçou pela cintura e seus olhos caíram sobre meus seios apertados no top.
— Me larga. — bati as mãos fechadas em punho em seu peito. null riu, como se não tivesse doído, e me soltou. — Eu devia te quebrar de porrada. — murmurei. null aproximou o rosto do meu.
— Pode vir. — desafiou. — Não saia daqui. — ordenei. Vesti a blusa seca que eu tinha tirado antes de começar a treinar e me aproximei de null. — Vem, filho. Vamos ver se a tia null chegou.
Peguei o pequeno no colo e saí da academia. null imediatamente se agarrou ao meu pescoço.
— Filho, o que eu falei sobre não comer a sobremesa antes do almoço? — perguntei com calma.
— O appa deixou. — ele deitou a cabeça em meu ombro.
— Tá, mas mesmo assim você precisa almoçar. Se você só comer doce, os bichinhos vão morar na sua barriguinha. — alertei enquanto cruzava o corredor até a cozinha.
— Quero comer as árvores pequenas. — ele se agarrou mais forte ao meu pescoço. Estava falando do brócolis que eu tinha colocado em seu prato.
— Estamos indo. — o coloquei sentado no cadeirão e peguei o prato que null tinha largado de lado. — Come tudo e te dou mais sorvete. — beijei seu cabelinho. Sentei para observar enquanto null comia e ouvi a campainha tocar. Nem me levantei para atender, pois, um segundo depois, null irrompeu pela porta como um furacão.
— Onde está meu bebê? — ela perguntou elevando a voz. null sempre tocava a campainha de uma forma específica para avisar que era ela e não precisava que abrissem a porta, pois ela mesma o fazia. Era “de casa”. Eu tinha dado tal liberdade a ela. null entrou logo atrás, murmurando e negando com a cabeça, fechando a porta atrás de si. O oposto de null e o par perfeito para ela.
— Na cozinha. — gritei. null virou na cadeira e sorriu para null.
Imo!null gritou para null. Era um costume que ele tinha adquirido, chamar null de tia.
null! — null o tirou da cadeira e girou com ele no braço, o devolvendo ao lugar inicial. — Oi, amiga. — ela me abraçou de lado. — Estava treinando? — apontou para as ataduras em cima do balcão.
— Sim. null está na academia, null. — avisei. null passou por trás de null e lhe beijou o topo da cabeça antes de se aproximar de mim.
— Treinando ou morto? — ele me estendeu o punho cerrado e trocamos um soquinho.
— Treinando, eu acho. Vou matá-lo daqui a pouco. — sorri.
— Me deixe adivinhar: sorvete antes do almoço? — null perguntou e se virou para null. O pequeno apenas confirmou com a cabeça e seguiu comendo a cenoura do prato. — Não julgo. — null deu de ombros.
— Você faria o mesmo. — null riu. — Vou ver se null está mesmo vivo. Já volto. — ele selou os lábios de null e sumiu corredor adentro.
— Já pegou o vestido na loja? — null me perguntou.
— Está numa caixa no quarto de null. Se null a visse, ia revirar com certeza. — revirei os olhos.
— Acabei! — null gritou ao nosso lado. — Mais sovete!
— Tia null disse que vai te dar sorvete na casa dela. — olhei de null para null.
— De chocolate. — ela complementou.
— Vamos escovar os dentes e dar tchau para o papai. — levantei e tirei null da cadeira, andando com ele no colo até seu quarto. Depois de escovar os dentes e pegar a mochila, nos dirigimos até a academia, com null em nosso encalço. — null está indo. — avisei assim que passei pela porta.
— Vem cá me dar um abraço, filho. — null se abaixou e abriu os braços. null correu até ele e se agarrou em seu pescoço, apertando com força. — Tia null vai cuidar de você hoje. Obedeça a ela e ao tio null, tá bem? — null quase sussurrou para nosso filho.
— Como se ele obedecesse a alguém... — reclamei baixinho.
— Só obedece a você. Igual ao null. — null sussurrou ao meu lado.
— Tal pai... — iniciei o ditado popular.
— Tal filho. — null completou por mim. — Vamos, null? O sorvete de chocolate está esperando. — ela estendeu os braços e null largou o pai e correu até ela.
— Não deixa ela encher ele de porcaria, null. — quase supliquei.
— Até parece que ela me escuta. — null suspirou. — Mas eu vou tentar. Pelo bem do null. Tchau, null. — ele trocou um aperto de mão com null e se virou para mim. — Deixe-o vivo. Precisamos dele na empresa. E parabéns. — dessa vez, null me deu um abraço contido.
— Obrigada, null. — respondi sincera quando ele partiu o abraço. — E obrigada por cuidar do null hoje.
— Ele é meu sobrinho favorito. — null sorriu.
— Ele é seu único sobrinho. — null rebateu, rindo. — Valeu, cara. Tchau, null. Tchau, filho.
null acenou para o pai e estendeu os braços para mim. O peguei no colo e ele colocou as mãozinhas no rosto, como se fosse contar um segredo.
— Omma, na tia null tem pirulito. — não foi uma pergunta, ele estava mesmo delatando null. Imitei seu gesto e coloquei a mão livre no rosto.
— Eu sei. — sussurrei para ele. — Não coma muito. — ele riu com os dentinhos à mostra e meu sorriso se alargou. — A omma te ama muito, muito. — beijei seu rosto várias vezes, o fazendo rir mais.
— Te amo. — ele respondeu e beijou meu rosto várias vezes como eu tinha feito com ele.
— Você não me ama, null? — null se aproximou de nós com os braços cruzados. null o olhou pelo canto dos olhos e levou a mãozinha ao rosto. Outro segredo.
— Ele tá bravo. — ele tentou sussurrar, mas null riu para comprovar que ele tinha falado alto demais.
— Diga que o ama. — sussurrei.
— Te amo, appa! — null o abraçou pelo pescoço, mas sem sair de meu colo, numa posição totalmente desajeitada.
— Mais do que ama a mamãe? — null perguntou com o rosto espremido contra o de null.
— Conheça seus limites, null. — ralhei e afastei null dele. — Obedeça à tia null e ao tio null, e não coma muito doce. — disse ao meu filho e o entreguei para null. Ele imediatamente deitou a cabeça em seu ombro, como fazia comigo. — Bom passeio.
Acenamos um tchau contido e null me abraçou por trás para ver null sair quase pulando seguida por um null que anotava alguma coisa no celular.
— Se aqueceu, null? — perguntei assim que null fechou a porta.
— Para você, eu estou sempre quente. Você sabe. — null sussurrou no meu ouvido.
— Muito papo, pouca ação. — me separei dele, estalei o pescoço e rodei os ombros. null riu, como se eu não fosse uma ameaça, e tirou a camisa, o peito forte ficando bem na altura dos meus olhos.
Sacudi a cabeça para espantar os pensamentos, balancei os braços e, de repente, armei um soco, confiando no elemento surpresa. Mas null, apesar de parecer meio fora do ar às vezes, estava bem preparado e se defendeu. Não que eu fosse de fato acertá-lo com força. Por Deus, era meu marido e nós sairíamos mais tarde. Não o queria com um hematoma bem no nosso dia. null segurou o próximo golpe e levou meus dois braços às minhas costas, me imobilizando.
— Elemento surpresa, amor? — ele riu com o rosto próximo ao meu.
Antes que eu pudesse mover as pernas, null nos levou ao chão, com meu corpo em cima do dele. Balancei as mãos na tentativa de me soltar e ele, ainda sorrindo, passou o nariz no meu em um beijo de esquimó.
— Tá com raiva? Você tá vermelha. — ele tentou conter um sorriso.
Ele soltou minhas mãos e colocou as suas em minha cintura e cabeça, e nos girou no chão, colocando o corpo enorme em cima do meu.
— Essa é uma luta injusta, sabia? Eu sou desse tamainho. — juntei o polegar e o indicador bem próximos um do outro.
— Foi você quem começou. — ele rebateu, a respiração quente se misturando à minha. Levei minhas mãos ao seus ombros nus e suspirei.
— Já fez a reserva para hoje? — mudei de assunto. Não adiantava lutar mesmo.
— Está feita há semanas. — ele selou meus lábios. — Está desistindo? — perguntou com um sorriso. Ergui as mãos ao lado do corpo em rendição.
— Algum pedido especial para hoje? — sorri e passei os dedos em seu maxilar.
— Só o seu amor. — ele respondeu com a voz baixa.
— Mas isso você já tem todo dia. — rebati.
— Agora, null. Quero seu amor agora. Nós dois, lá no quarto. — null piscou para mim.
— Mas não tá cedo? — fingi ver um relógio inexistente em meu braço.
— Hoje o dia é todo nosso. — null se levantou, me deixando largada no chão. — Então toda hora é hora. — ele me estendeu a mão e eu a aceitei de bom grado.
— Mas e o almoço? — perguntei apenas para irritar. Eu tinha fome dele.
null sorriu safado e passou a língua nos dentes, me medindo com o olhar.
— Depois a gente pede. Entendi o recado. — desconversei. Eu tinha sim entendido o recado, mas definitivamente a mensagem não era aquela. — O que tem em mente, senhor null? — perguntei e enlacei meus braços em seu pescoço.
— Na cama eu te mostro, senhora null.

❣️


null fez tudo o que me prometeu, me alimentou e me deixou descansar durante uma parte da tarde. Quando acordei, ele estava no escritório, provavelmente resolvendo alguma coisa da empresa. Aproveitei para pegar o vestido e a lingerie escondidos no quarto de null e voltei às pressas para nosso quarto, escondendo as peças no closet. Resolvi tomar um banho demorado e comecei a arrumar o cabelo. null não tinha dado as caras, então aproveitei para me vestir sem que ele visse, ou ele sequer me deixaria vestir.
null. — ele chamou do lado de fora.
— Só um minuto. — respondi.
Saí do banheiro do quarto com o vestido preto que tinha escolhido para aquela noite. Era um tubinho de tecido brilhoso com um decote que caía bem nos meus seios que tinham crescido desde null. Quando ouviu a porta sendo aberta, null, que estava sentado na cama, levantou os olhos e eles automaticamente caíram sobre meu decote, o fazendo sorrir de lado.
— Essas são as sandálias? — ele apontou para os saltos no chão ao seu lado. Apenas confirmei com a cabeça. — Vem aqui. — ele chamou com os dedos.
Me aproximei e coloquei o pé entre suas pernas, mordendo o lábio na tentativa de segurar um sorriso. null passou os dedos na minha panturrilha em um toque suave, me fazendo arrepiar. Seu nariz deslizou pela parte interna da minha coxa e ele raspou os dentes ali, deixando um beijo molhado em seguida. Tão molhado quanto eu já estava.
null. — tentei chamar em tom de alerta, mas se pareceu mais com um gemido.
null riu e cuidadosamente colocou uma sandália no meu pé, a abotoou e colocou meu pé no chão em seguida.
— Se eu colocar o outro pé aí, eu vou cair. — alertei.
— Então senta aqui. — ele bateu na própria coxa e eu girei o corpo para sentar ali. Uma de suas mãos automaticamente se colocou em meu quadril, apertando sem força. — O que tem debaixo do vestido?
— Tem alguma coisa debaixo do vestido? — perguntei e apoiei meu pé em sua outra coxa. A mão de null que estava em meu quadril subiu apalpando, checando se realmente não tinha nada ali. Ouvi seu suspiro frustrado quando percebeu o fino elástico da lateral da calcinha.
— É renda? — ele perguntou e passou a língua sobre os lábios, ansiando pela resposta.
— Preta. Assim. — juntei o polegar e o indicador apertados, para indicar algo bem pequeno. null respirou fundo e seus olhos caíram sobre meu decote de novo. Sua mão livre se adiantou para entre minhas pernas, mas eu o parei, ou não sairíamos naquele dia. — Primeiro o jantar, bonitão. — o lembrei. null rapidamente calçou minha sandália faltante e sua mão em meu quadril me deu dois tapinhas.
— Some daqui, null. — ele ordenou. Deixei um raspar de dentes em seu maxilar antes de levantar e ir sentar de frente com o espelho para fazer minha maquiagem. O olhei pelo reflexo e o encontrei me encarando.
— O que foi, amor? — perguntei divertida.
— Você está me provocando desde cedo e ainda me pergunta o que foi? — ele passou a mão no rosto. — Onde eu vou esconder isso aqui, null? — null apontou para o próprio membro sob o short moletom.
— Na calça que eu arrumei e deixei no closet. — apontei inocentemente para trás. — Vá tomar um banho frio.
null caminhou até mim e se colocou às minhas costas. Ele baixou o corpo e sua destra agarrou meu pescoço sem força.
— Só uma coisa resolveria isso aqui e não é um banho frio. — ele sussurrou no meu ouvido. Fechei os olhos e tratei de me concentrar.
— É o que vai ter no momento, amor. — sussurrei e sorri para ele.
— Depois do jantar, você não me escapa. — ele sussurrou e beijou atrás da minha orelha, enviando um forte arrepio pelo meu corpo.
— Vou estar pronta. — respondi em tom de desafio. Ele apenas suspirou profundamente e saiu em direção ao banheiro. Não se demorou muito lá e saiu vestido na calça preta e com a camisa também preta pendendo nos ombros largos.
— Mangas dobradas? — ele perguntou.
— Você sabe que sim. — sorri. null estava vestido daquela forma quando saímos para jantar pela primeira vez.
— Mas esse seu vestido não voa igual ao de cinco anos atrás, não é? — ele sorriu.
— Não. Mas você vai poder ver tudo que tem debaixo dele quando voltarmos. — instiguei.
— Saímos em dez minutos, senhora null. — ele avisou e sumiu no closet. — Você nem dirige. — ralhei e escutei sua risada ao longe. Me apressei para terminar a maquiagem e esperei meu marido que saiu perfumado e arrumado. — Pronto?
— Sempre. — ele piscou, pegou minha bolsa e me estendeu a mão. Saímos em direção à garagem e tomei meu lugar atrás do volante. — Eu devia ter contratado um motorista para hoje, não é?
— Eu ainda sei dirigir. — rebati. Tirei o carro da garagem e tomei a rua.
— Mas como eu vou me aproveitar de você se estiver dirigindo? — null perguntou e espalmou a mão aberta na minha coxa.
— A resposta é simples: não vai. — tirei a mão do volante por um momento apenas para bater no peito do meu marido, que riu.
Quando chegamos ao restaurante, entreguei a chave na mão do manobrista e null se colocou ao meu lado, me estendendo o braço. Enlacei o meu ao dele e nos dirigimos à recepção.
null null. Mesa para dois. — ele anunciou à recepcionista.
— Parabéns ao casal. — a moça nos sorriu. — Me acompanhem, por favor.
Começamos a segui-la entre as mesas até que um homem segurou o braço de null.
null null da RM Records? — o velho perguntou ao meu marido. — Mas que coincidência. Estava mesmo querendo conversar com o senhor. — ele estendeu a mão para null.
— Muito prazer, senhor... — Jung Jaesun. Sou um investidor, senhor null. Deveria sentar conosco. — o velho apontou para o lugar vago na mesa ocupada por mais três velhos. Olhei dele para null, ainda ostentando um sorriso simpático. Aquele velho não estava me vendo ou não estava me levando a sério?
— Obrigado pelo convite, senhor Jung, mas hoje é meu aniversário de casamento e estou com minha esposa. Não é dia para tratar de negócios. Ligue para a minha secretária, será um prazer recebê-lo na empresa. — null sorriu contido.
— Essa é sua senhora, senhor null? — o velho me mediu de cima a baixo, parando na barra do meu vestido que ia até o meio das coxas. Olhei de soslaio para null e o vi travar o maxilar como fazia quando algo o irritava. — É uma bela mulher.
— Sim, senhor Jung. — null concordou, mas tinha uma pitada de irritação na voz. — É uma bela mulher. E minha mulher. — meu marido desfez nossos braços dados e escorregou a mão para o meu quadril, me puxando mais para perto. — Agora se nos dão licença.
— Mandarei um espumante. — o velho sorriu.
null murmurou um “obrigado” e eu apenas maneei a cabeça em um aceno e andei ao lado de null até a mesa reservada.
— Velho abusado. — ele reclamou assim que sentou.
— Destrave esse maxilar. Vai ficar com dor. — sorri enquanto passava os dedos em seu rosto e ganhei um sorriso em resposta.
— Por que não disse nada, null? Você sempre responde esse tipo de gente. — ele quis saber.
— Ele estava falando com você, null. E não que eu precise de defesa, mas eu sabia que você ia me defender. — apertei sua mão sobre a mesa. — Eu te amo.
— Eu também te amo. — ele respondeu e se inclinou sobre a mesa para me selar os lábios. — Não vamos beber o espumante. — ele declarou com uma careta.
E realmente não bebemos. null subornou o garçom para fingir que serviu e sumir com a garrafa. Até levantou a taça e sorriu para o homem na outra mesa.
Terminamos nosso jantar em meio a conversas casuais e beijinhos trocados e ainda acenamos com a cabeça para o velho senhor Jung ao sair do restaurante.
O manobrista entregou a chave do carro a null e ele riu, me entregando.
— Podemos ir para casa ou você preparou mais alguma coisa? — perguntei enquanto assumia meu lugar atrás do volante.
— Todos os meus planos envolvem você nua, então vamos para casa. — null sorriu e deslizou a mão pela minha coxa, subindo levemente o vestido.
— Mantenha suas mãos para você, null. — ralhei. — Quer matar nós dois?
— Prometo ficar quietinho. — ele cruzou os braços até chegarmos em casa.
Assim que entramos em casa, null me prensou na parede ao lado da porta, as mãos grandes automaticamente se ocupando em apertar minha bunda, me dando um impulso para cima. Enlacei minhas pernas ao redor de sua cintura e null me carregou cegamente, sem parar de me beijar, até o encosto do grande sofá da sala. Puxei sua camisa para fora da calça, me afastei minimamente dele para desabotoá-la, e quase caí para trás, mas null agilmente me segurou pela cintura.
— Estamos parecendo dois adolescentes cheios de hormônios. — eu ri e passei a mão em seu peito. — Que tal nossa cama gigante?
— Parece confortável. — ele sorriu, a covinha funda marcando o rosto.
— Me leva. — me agarrei a seu pescoço e ele apoiou as mãos em meus quadris, me carregando até nosso quarto e gentilmente me colocando sentada sobre a cama.
Ele mesmo tratou de se desfazer da camisa, abrindo cada botão de uma forma quase tortuosa, me fazendo suspirar a cada centímetro de pele revelada. Subiu na cama, o corpo pairando acima do meu, e me sorriu. As mãos grandes se colaram às minhas coxas e subiram, levando com elas o tecido do vestido.
— Eu disse que você não me escapava quando chegássemos. — ele murmurou. Enrolei as pernas ao redor da cintura marcada e o puxei em minha direção, colando seu corpo ao meu.
— Primeiro eu, amor. — rebati. — Agora seja um bom marido e deite, senhor null.
null me roubou um selar, gentilmente soltou minhas pernas de sua cintura e deitou contra a cabeceira da cama, o sorriso nunca abandonando os lábios bonitos. Sentei na cama e tirei os saltos, os jogando no chão. Em seguida, tirei o vestido que já estava enrolado no meu quadril, meus seios livres se eriçando automaticamente, e arrumei a calcinha de renda que usava. null levou a mão ao membro coberto pela calça e apertou de leve. Engatinhei até ele e tratei de abrir o botão da calça social, deslizando o tecido para fora do corpo quente, contando com a ajuda dele, que levantou o quadril para que a peça saísse. Aproveitei e puxei a boxer negra que ele vestia. null já estava completamente pronto para mim. Deslizei as mãos pelas coxas fortes e as aproximei do membro rígido. Ele olhou para baixo e então para mim, sorrindo de canto.
O segurei pela base e com a destra deslizei o polegar pela veia saltada. Um gemido se perdeu na garganta do meu marido e vi quando ele revirou os olhos. Repeti o movimento, sorrindo satisfeita, e ele enfim gemeu.
null. — chamou baixo, como um aviso.
Mais uma vez, pressionei o polegar pela veia saltada, chegando à glande e esfregando de leve ali, vendo que pingava pré-gozo. Baixei o corpo o suficiente para colocar a ponta inchada e vermelha entre os lábios e voltei a massagear a veia saltada com o polegar.
null. — null chamou em mais um aviso. Olhei em seus olhos e intensifiquei a sucção, minha mão trabalhando rapidamente no comprimento quente. — null. — ele cobriu o rosto com as mãos, em puro desespero, o que só me fez trabalhar com mais vontade até que eu sentisse que ele estava no limite. Parei a sucção e me afastei, observando enquanto null tremia e gozava em minha mão. — Eu te odeio, null null.
— Eu também te amo, null. — rebati satisfeita e me coloquei de joelhos na frente dele.
— Vem cá. — ele avançou em minha direção e me derrubou na cama, o corpo quente e nu por cima do meu. Gritei de surpresa e ele selou meu rosto várias vezes, terminando com um selar em meus lábios. — Quer que eu te ch... — o interrompi batendo três dedos em seus lábios e senti as bochechas esquentarem. — Cinco anos e a vergonha ainda aí. — ele beijou minhas bochechas coradas. — O que você quer?
— Você. — respondi simplista.
— Eu já sou seu. — ele sorriu. Sorri junto.
Me agarrei a null como um bebê coala, pernas ao redor de sua cintura e os braços ao redor de seu pescoço. Usei de toda a minha força e dos movimentos aprendidos nas aulas de luta e nos girei na cama, o deixando abaixo de mim. Aproximei minha boca de seu ouvido, ouvindo seu riso baixo em resposta.
— Quero você embaixo de mim pedindo por mais. — sussurrei e mordi seu lóbulo. Movimentei o quadril para frente e para trás em seu baixo ventre, causando um pequeno atrito por causa da renda da calcinha que eu ainda vestia.
null, eu queria provar você. — ele choramingou de olhos fechados.
— Agora não, amor. — sorri de lado. Meus planos eram outros. Raspei os dentes em seu maxilar e fui descendo beijos por seu pescoço até chegar em seu peito.
null, não é aí que eu quero estar e você sabe disso. — ele me alertou.
— Eu sei, amor. Confie em mim, sim? — beijei bem acima de seu umbigo.
null encolheu o estômago e seu membro espasmou, ganhando vida novamente. Me afastei apenas para tirar a calcinha sob os olhos atentos do meu marido e sentei em seu membro, o encaixando entre os grandes lábios, sem deixá-lo penetrar. null observou nossos íntimos conectados e sorriu antes de fechar os olhos ao meu primeiro movimento de vai e vem. Inclinei o corpo para trás e segurei em suas pernas para ter apoio para os movimentos. Mantive um ritmo lento e constante que o fez suspirar várias vezes.
— Essa tortura vai acabar? — ele perguntou já ofegante. — Daqui a pouco. E não preciso dizer o que você precisa fazer, não é? — perguntei de uma vez. Quando null negou com a cabeça, eu sorri e me deitei contra a cabeceira da cama. Estávamos na ponta oposta desde que ele tinha me jogado deitada ali.
Mal consegui separar as pernas e null já estava em cima de mim, língua e dedos procurando espaço em minha intimidade, sugando e tocando, me levando a um ápice rápido e certeiro. Sem tempo para recuperação, ele ergueu minha perna direita e penetrou minha intimidade sensível, gemendo comigo quando se viu apertado em meu interior. null manteve um ritmo constante, fazendo a cama quase balançar, até que chegamos ao ápice juntos e ele deixou um som grave escapar pela garganta. Quando conseguiu respirar normalmente, null beijou minha panturrilha que ainda segurava e a colocou delicadamente na cama, selou meus lábios e deitou ao meu lado. Virei de frente para ele e entrelacei minhas pernas nas suas.
— Não usamos proteção. — constatei um fato.
— Eu sou só seu e você é só minha. Não tem problema. — ele sorriu e beijou a ponta do meu nariz. — O máximo que pode acontecer é termos outro bebê. Você tem algum problema com isso? — ele perguntou, os olhinhos atentos focados nos meus.
— Nenhum. Acho até que já está na hora de null ter um irmão. — sorri para ele. — Ou uma irmã. Com os olhos iguais aos seus. E um sorriso bonito assim. — ele selou meu sorriso.
— Você vai ter trabalho em dobro. — apontei.
— Eu vou estar preparado. — null me apertou mais no abraço. — Eu vou te dar uns minutinhos, tá? Nossa comemoração ainda não acabou.
— Um cochilo e eu estarei recuperada, eu prometo. — sorri, já fechando os olhos, confortável nos braços do meu marido.
— Feliz cinco anos, amor. — foi a última coisa que ouvi antes de repousar.

❣️


null, isso não vai dar certo. — afirmei.
— Claro, null. Você abriu muito as pernas. Fecha mais senão você vai se machucar e me machucar. — ele ordenou. — Eu tô te segurando. Senta de novo.
null, se isso me machucar... — deixei a ameaça implícita.
null, confia em mim, eu tô com a mão na sua bunda, te segurando. Não tá sentindo?
— Gente? — a voz de null se fez ouvir. null e eu viramos na direção do som e a encontramos parada, com uma mão sobre os olhos, a pele branca quase reluzindo.
— Pode olhar, null. — eu ri.
— Vocês têm noção de que essa conversa sem contexto parece outra coisa, não é? — null riu.
Olhei da bicicleta para null e ele me olhou de volta. Começamos a rir sem parar. A verdade era que null estava tentando me ensinar para que pudéssemos fazer um passeio no parque com null. Mas sim, a conversa toda parecia estranha demais.
— Amiga, desculpa. — pedi entre risos.
— Eu deixei o null com o null na sala porque fiquei com medo do que estava acontecendo aqui. — ela colocou a mão sobre o peito e expirou com força. — Por um momento, achei que estavam encomendando Yejoon.
— Fizemos isso ontem. — null respondeu e eu dei um tapa em seu braço.
— Quem te disse esse nome, null? — quis saber.
— Seu filho. Não para de dizer que quando tiver um irmão, o nome dele vai ser Yejoon. — ela deu de ombros. — Eu acho que é um bom nome, serve para menino e para menina. — ela disse olhando para cima, como se estivesse pensando. Ela tinha razão. Era um bom nome.
— Ele deu muito trabalho, null? — perguntei preocupada e larguei a bicicleta.
— Comeu bem e dormiu como um anjo depois de assistir toda a sequência de Carros. — ela sorriu satisfeita.
— Vou buscá-lo. — null largou a bicicleta e passou por nós, deixando um tapa em minha bunda.
null! — quis brigar, mas acabei rindo.
— Se divertiram muito? — null perguntou.
— Nem imagina o quanto. — prendi o cabelo que já estava começando a me dar calor.
— Então realmente encomendaram Yejoon? — null riu. — Boa sorte, amiga. Vou estar torcendo pelo irmão ou irmã do null.

💖


Três meses depois...
Encolhi a barriga já sobressalente quando a médica aplicou o gel de temperatura baixíssima sobre ela. Quando o aparelho de ultrassom encostou, null apertou minha mão.
— Doutora, nosso bebê tem dois corações? — null perguntou, tão confuso quanto eu. Eu tinha corrido um risco, mas tinha adiado o ultrassom até que null pudesse finalmente ir comigo.
— Não, senhor null. — a médica riu.
— Nós temos dois bebês. — constatei antes dela. — Eu não acredito que você achou o gene para gêmeos que estava guardado no DNA da minha família desde minha bisavó, null.
— Nós vamos ter gêmeos? — ele arregalou os olhos que estavam marejando. — Já sabemos se são meninos, meninas ou os dois?
— Infelizmente ainda não. — a médica sorriu com a empolgação do meu marido. Pelo menos alguém estava se divertindo. — Mas saberemos no próximo mês.
— Peça a null para cancelar todos os seus compromissos para que você venha comigo ou só te contarei os sexos quando eles estiverem perto de nascer. — ameacei. — Eu deveria ter passado por cima de você no asfalto cinco anos atrás. — suspirei e a médica riu.
— Aí não teríamos uma família grande e feliz. — ele selou meus lábios.
— Está tudo bem com os bebês. Estão liberados. — a médica limpou minha barriga. — Descanso, senhora null. — ela piscou para mim.
— Pode deixar, doutora. — confirmei e arrumei minha roupa. — Para casa, null.
— E o que mais você quer, meu amor? — ele perguntou enquanto me ajudava a descer da cama.
— No momento, distância de você. Isso teria me evitado muita coisa. — resmunguei. Não estava acreditando que teria gêmeos.
— Você disse a mesma coisa quando começamos a namorar. — ele me abraçou e me acompanhou para fora do consultório. null nos esperava com null no colo.
— Menino ou menina? — ela perguntou empolgada.
— Gêmeos.
— Ainda não sabemos.
Eu null dissemos juntos.
— Não sabemos se são gêmeos? — ela perguntou confusa.
— São gêmeos, só não sabemos se são meninos, meninas ou um de cada. — suspirei. — Vou te dar um, null. — brinquei.
— Ah, obrigada, amiga. Mas estamos pensando em encomendar um. — ela deu de ombros.
null! — a abracei, feliz por ela.
— Se tivesse me deixado no asfalto, nunca teríamos vivido isso aqui. — null sussurrou no meu ouvido.
— E teria me evitado muitos problemas. — repeti.
— Supere, null. — ele riu. — Tire o resto do dia de folga, deixe null na creche e venha à gravadora. Tenho uma música para te mostrar.
— Já sei, vou cancelar todos os seus compromissos. — null riu enquanto se dirigia para fora da clínica já com o celular no ouvido.
— Você tem um minuto, não é? — ele perguntou e sorriu de lado.
— Para as suas músicas, todo o tempo do mundo, meu bem.


Fim.



Nota da autora: Hey! Olha eu aqui de novo. Eu nem ia escrever, mas praticamente me imploraram (né, Ilane?), e cá está essa fic. Teve PP pai, teve neném fofinho, teve safadeza e é isto. Espero que tenham gostado. Vejo vocês por aí. Beijinhos!



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