The Angels - The Beginning

Última atualização: 12/09/2020

1 - Start All Over

NYC Casa de Poker – 03h27.

- Acredito que você não tenha mais uma jogada tão boa quanto à última, . - Um dos rapazes sentados ao jogo se pronuncia, pousando as mãos sobre a mesa, observando por cima dos óculos escuros. Era um jogo de poker, óculos escuros auxiliam nos blefes, uma vez que essa é a sistemática de jogo.
- O jogo ainda não acabou. - respondeu pintando um largo sorriso em seus lábios. - Full House. - Apresentou as cartas sobre a grande mesa de jogo combinando dois Ás de Ouro com os três valetes apresentados. Viu os homens à sua frente bufarem e jogarem as cartas no chão, se levantando e dando um break de cinco minutos.
- Sorte de principiante. - Um deles comenta divertido enquanto se levanta.
- Acho que sou principiante até mesmo na décima vez que jogo com os senhores… - retrucou piscando, com o tom de voz carregado de sarcasmo. Observou todos os homens levantando e aproveitou para ir ao banheiro.
- Thompson, na escuta? - A moça rapidamente levou sua mão à gola da blusa, retocando o batom vermelho nos lábios logo em seguida.
- Thompson para Ried, câmbio. - Confirmou para a pessoa do outro lado da “linha” e retoma sua atenção ao espelho, se dirigindo imediatamente à mesa de jogo.
- Gostaria de saber quando vamos falar de negócios. - Um dos senhores pergunta, ajustando o óculos sobre o nariz.
- Assim que tiver meu copo de Whisky, Paul. - responde, pedindo para que uma das moças paradas por trás do balcão siga até sua mesa, com um copo da bebida desejada. - Agora, sim. - Sorri satisfeita após dar um gole. - O que você tem para mim hoje, Paul? - Volta sua atenção para o mesmo enquanto o dealer do jogo continua fazendo o preparo das cartas para a próxima rodada.
- Você vai gostar dessa. - O homem sorri convencido, ajustando um charuto nos lábios ao mesmo tempo em que confere as cartas em mãos. Dá um suspiro longo e coloca sobre a mesa uma mala que antes estava perto de seus pés, no chão. se debruça na mesa, curiosa, realizando a aposta mínima de $10.000,00 dólares.
- Passo. - Outro homem sentado entre e Paul responde, abandonando o jogo.
- E então? Não vai me mostrar? - A moça pergunta curiosa e atenta com o que viria depois. Paul sorriu galanteador e abre a mala, mostrando o recheio em cocaína. - Quanto temos por aqui? - Pergunta como se tentasse estimar quanto poderia ter naquele recheio.
- Aproximadamente 10kg. - Paul disse indiferente e sorriu, era exatamente o que ela precisava.
- Maravilha. - Sorriu. Paul entregou a mala para a moça enquanto a mesma devolvia-lhe um pacote com dinheiro. - Continuemos nosso jogo. Não se esqueça de que, se perder, eu levo tudo para casa, incluindo seu precioso pagamento. - Todos mantinham a concentração no jogo agora.

Alguns minutos se passaram, os jogadores foram quebrando e saindo da jogada, deixando apenas Paul e na mesa. Alguns minutos de tensão a mais, Paul já mostrava que não tinha mais jogadas, até que:

- Royal Flush. - Paul sorri vitorioso exibindo sua sequência de cartas sobre a mesa. Sabendo que não teria como confrontá-lo numa jogada espetacular como esta, levantou-se recolhendo as fichas que foram apostadas durante a rodada do jogo. Paul se divertia com a situação e permanecia sentada em seu lugar, sem nem ao menos se mover.
- Hey, Paul. - A moça se pronunciou pela primeira vez depois de ver a suposta vitória do adversário. – Acho que nessa você, infelizmente, perdeu. - O homem se vira para a moça e sorri.
- Jura? Como posso ter perdido, ? - Pergunta curioso. sorri e, rapidamente chuta a cadeira em que estava sentada na direção do homem, fazendo com que o mesmo urrasse de dor. - Você está louca?! - Ele perguntou, indignado. retira do cós da calça uma Calibre 22 e aponta na direção do mesmo, que imediatamente levanta as mãos. -
- FBI. - Gritou. - Paul Lore, você está preso por tráfico de drogas, roubo e homicídio. - retirou a credencial do bolso interno da jaqueta e todos ficaram sem reação. Ao mesmo tempo em que um dos capangas de Paul tentou confrontar , uma das moças que estavam no bar do clube apontou uma tx22 na direção do mesmo, fazendo com que ele parasse no local, imediatamente. - Você ia esperar virar o ano para agir? - A moça perguntou sarcástica e riu. - Williams, o alvo foi surpreendido com sucesso, preciso de uma equipe de busca para retirarmos as evidências do local. - Disse na escuta para um outro membro do FBI.
- Entendido. - Obteve a resposta no mesmo minuto, enquanto algemava os rapazes ali presentes.
- Sério, eu achei que você fosse esperar 2021 chegar. - , a outra moça que estava disfarçada esse tempo todo, anunciou dramaticamente, fazendo com que risse. Em alguns minutos, uma equipe do FBI entrou na sala em que as moças estavam, fazendo o devido procedimento. Junto à equipe, mais duas moças se juntaram as que ali estavam presentes.
- Alguma notícia do nosso chefão? - Uma delas pergunta.
- Não… Infelizmente o Paul não foi burro o suficiente para dar com a língua nos dentes. - disse, rolando os olhos.
- Bom, isso prorroga um pouco o nosso trabalho, assim como nossas férias… - A outra que havia acabado de chegar, completou.
- , , e . - Um homem interrompeu a conversação e as quatro moças que ali haviam se juntado, imediatamente olharam para ele.
- Senhor. - Bateram continência e o mesmo pediu para que descansem, em posição.
- Nenhum sinal do indivíduo? - Perguntou o tal senhor e as meninas negaram com a cabeça, desanimadas.
- Sentimos muito… - lamentou.
- Sentir muito não faz com que a missão seja efetiva, Williams. - Ao responder com tamanha rispidez, as meninas trataram logo de sair do campo de crime e decidiram ir para casa.

Talvez vocês estejam se perguntando o que diabos aconteceu aqui, não é mesmo? Pois muito que bem, eu estou disposta a explicar detalhe por detalhe, para não deixar passar nada. Quatro amigas e uma organização Federal dos Estados Unidos. É triste que, mesmo que eu acabe dando todos os benefícios dessas quatro mulheres, elas tenham falhado na missão.
Vou deixar esse falatório de lado e começar as apresentações, então. Prontos?
Williams – ou simplesmente , para os mais íntimos -, 29 anos, Perita Criminal, e investigadora, sonho de criança fazer parte do FBI e que bom que esse sonho se realizou, certo? Trabalha no sistema operacional da base de New York City cuidando dos casos mais transtornados de Narcóticos e também de Homicídios.
Thompson, 27 anos, Detetive e Mestre dos disfarces, se formou em artes cênicas na faculdade de Yale, Connecticut e decidiu seguir carreira militar quando foi assaltada voltando para casa do Teatro Municipal local, após uma peça.
Scott – Ou , porque digamos que o nome seja um pouco complicado na pronúncia -, 28 anos e podemos dizer que é considerada a “Hacker” da base UAC – Unidade de Análise Comportamental. Decidiu seguir carreira em tecnologia e sistema de informação na adolescência, quando invadiu o banco de dados do colégio para fazer alteração de notas.
Por último, mas não menos importante: Ried, 28 anos, Capitã da Aeronáutica e Agente do FBI, filha de pais militares mortos em um atentado em Toronto, no Canadá. – que também tem um apelido, assim como as amigas -, pilota aviões e é especializada em armas.
, e , assim como , fazem parte da base de Narcóticos e de Homicídios na Federal Bureau of Investigation, ou como vocês já ouviram falar: o famoso FBI. Vale lembrar que as quatro são amigas desde as fraldas e sempre acompanharam a vida uma da outra, com suas respectivas famílias.

- Eu tô tão cansada dessa merda. - resmungou jogando a chave da casa em cima da mesa do hall de entrada.
- Relaxa, nada que a gente já não tenha escutado antes. - seguiu dando de ombros se jogando no sofá.
- Tá, é nosso terceiro ano como agentes do FBI e mesmo assim não ganhamos o reconhecimento devido. - sentou ao lado da amiga, rolando os olhos e cruzando os braços.
- Se acostuma, meu bem: vida militar é assim mesmo. - respondeu rindo e pendurando sua jaqueta no cabideiro perto da porta.
- Falou a sargentona. - soltou arrancando uns risinhos baixos das amigas.
- Capitã. - As três se entreolharam sem entender. - Eu sou capitã. Pode me zoar, mas respeita minha patente, pelo menos. - Deu risada sendo acompanhada pelas outras no mesmo instante.

Bom, de fato tinha razão em reclamar: bolar um disfarce, se envolver no meio de uma máfia e mesmo assim não ser reconhecida é, no mínimo, um pé no saco, com todo o perdão da palavra.
As meninas estavam atrás de uma organização de Milícia que, além de programar atos terroristas, também estavam envolvidos ao meio do tráfico de drogas. O senhor preso em flagrante naquela madrugada, Paul Lore, era apenas um dos chefes dessa bandidagem toda. O real problema da situação, é que as meninas trabalham neste caso há meses e ainda não conseguiram identificar o paradeiro do chefe supremo, James Wesker. O cara é, nada mais, nada menos, que o maior traficante miliciano da história da América e pegá-lo tem sido um verdadeiro desafio.
Após banhos tomados e um café quente, as meninas resolveram conversar no quarto de . Nada ali era muito extravagante: paredes brancas, algumas medalhas da aeronáutica e alguns acessórios da NASA – que, por sabe-se lá por qual razão, era fissurada.

- Alguma coisa aqui fede. - comentou, tapando o nariz com uma mão enquanto abanava o suposto cheiro no ar com a outra mão.
- Eu já falei que é um incenso, mas que cacete. - respondeu rolando os olhos, mas acabou rindo vendo a reação da amiga. As quatro estavam juntas já tinha uma vida, estudaram no mesmo colégio por alguns anos e voltaram a se encontrar quando os pais de faleceram em meados de 2011. Por algum motivo, todas elas já tinham passado por algum barranco na vida que as encorajaram a entrar para esse mundo louco que é o FBI. Destino, talvez? Pode ser.
- Acha que a gente consegue pegar aquele maldito do Wesker? - pergunta um pouco aflita e acaba ficando um pouco chateada.
- Eu espero que sim, - Pausou, pensando. - Já faz um tempo que estamos atrás dele, além de que, se prendê-lo, teremos um upgrade na grade curricular do FBI. - Completou comentando sobre uma possível promoção. O sonho dessas meninas era de aparecer no quadro central da Bureau.
- Já pensou que louco? - perguntou com os olhos brilhando, como se pensasse em um romance adolescente qualquer. - Williams, Ried, Thompson e Scott. - Olhou para o nada esticando as mãos, como se apresentasse uma tela de cinema, fazendo as amigas rirem.
- Sonha menos, cabeção. - disse rindo dando o famigerado “pedala” na amiga. - Nem tudo no FBI gira em torno da gente, você sabe como a galera é machista. - Lembrou, revivendo diversos episódios que havia sofrido quando estava na Academia Militar. sempre quis seguir essa carreira por causa de seu pai e, embora tenha entrado muito cedo nisso por mérito próprio, também sofreu muito preconceito pelo recrutamento interno da base na época. Acreditaram que ela só conseguiu a farda por conta do histórico familiar, mas aquilo não era verdade e se as pessoas quiseram acreditar nisso, ela realmente não se importava.
- É sério. Pensa no puta reconhecimento: “The Angels capturam Mafioso internacional”. - riu imitando , que havia feito o mesmo há minutos atrás.
- The Angels? - cruzou os braços arqueando uma sobrancelha. - Mas que porra é essa? - Perguntou arrancando alguns risos das meninas ali no quarto.
- Ué!? Nós precisamos ter um codinome de equipe, vocês não acham? - defendeu sua tese sobre o suposto nome da equipe.
- Tá, mas imitar um filme cabe bem pra nós? - Foi a vez de perguntar, divertida com a situação.
- Credo, vocês são muito chatas. - respondeu dando língua para todas, recebendo uma chuva de almofadas das amigas.

O relógio marcava 7h43 da manhã, nenhuma delas havia dormido após a missão e, graças ao bom Deus que estavam de folga. se deu por vencida muito cedo e acabou dormindo, deixando as amigas falando sozinhas em seu próprio quarto. Não demorou muito para que resolvesse aprontar e pintar as unhas da amiga de corretivo, arrancando sorrisos marotos de todas que ali estavam ainda. Em menos de dez minutos, todas já estavam em seus devidos quartos, dormindo, como manda a natureza. Foi uma noite bem agitada para as meninas, no fim das contas.
Cada uma morava em um ponto da cidade há um tempo atrás e, por conta disso, decidiram alugar uma casa grande e simplesmente se mudaram, juntas. Mesma equipe, mesmo emprego, mesma vida. Dificilmente uma delas se relacionava, uma vez que a demanda do FBI consumia toda energia e vida social que ousasse aparecer ali na vida de cada uma. Sem tempo para garotos, sem tempo para dramas, sem tempo para festinhas. Mas, calma! Isso não quer dizer que elas não tinham uma vida, só quer dizer que elas não perdiam tempo. O emprego importava mais que tudo, os objetivos supriam as necessidades e as aulas de tiro e artes marciais, não vou negar, deram um incentivo a mais na descarga de estresse dessas quatro belas mulheres.

- “Mas por que infernos eu esqueço minha janela aberta todo santo dia?” - pensou, ao mesmo tempo em que resmungava e reclamava dos malditos filetes de luz que entravam pela sua janela aberta. Morar em New York tinha lá seus benefícios e malefícios, não é mesmo? Quando não era o lance da “cidade que nunca dorme”, era o Sol estonteante invadindo todos os espaços possíveis de seu quarto. Desistiu de tapar o rosto com o travesseiro e, espremendo os olhos, buscou pelo relógio em cima do criado mudo. 15h47. - Tá, já levantei. Puta saco. - Resmungou mais um pouco, sentando sobre a cama e se espreguiçando, porque por mais que estivesse cansada, não gostaria de perder um domingo inteiro de folga. Foi para o banheiro fazer sua higiene – que já não era tão matinal assim – e aproveitou para tomar um banho. Vestiu um short de moletom e uma camiseta de manga curta com estampa de cerveja. amava cerveja. Artesanais, de lata, long neck, litrão. Amava, independente da cerveja, era sempre uma boa bebida para qualquer ocasião.

Passou pelo corredor principal do pavimento superior, observando todas as portas fechadas: as meninas ainda estavam dormindo. A casa das “The Angels” – e não é que o codinome pegou, ? - era bem grande e eu poderia até dizer que combinava perfeitamente com a personalidade de cada uma: Teatral com os ideais de , com algumas esculturas e cortinas bem escolhidas; Hacker o suficiente de acordo com , levando em conta a alta tecnologia, desde energia solar até uma internet sensacional; Para combinar com , é óbvio que jamais poderia faltar uma certa preferência com produtos químicos feitos por ela mesma, que poderiam utilizar para uso próprio; Cada cômodo da casa tinha um compartimento secreto e em cada compartimento, uma arma… Nunca se sabe quando alguém vai invadir, certo, ?
desceu as escadas indo até a cozinha, pois seu estômago já estava gritando por algo comestível – e talvez até um pouco saudável. Lembrou que fazia um certo tempo que não comia nada, então resolveu fazer ovos mexidos para recuperar suas energias.
Não demorou muito para que uma esfomeada aparecesse na cozinha logo em seguida, colocando a cabeça para dentro da porta do cômodo, dando um sorrisinho amarelo.

- Eu já sei que você é um buraco negro, então eu fiz o bastante para nós quatro. - riu vendo a situação da amiga. - Agora vem logo comer, senão vai esfriar. - Convidou e esboçou o maior sorriso agradecido do universo, se é que fosse possível.
- Alguém aí fez ovos mexidos? - Foi a vez de adentrar a cozinha com uma skin care de argila.
- Ovos mexidos? - gritou correndo pela casa. - Puta que pariu! - Xingou alto, com a mão no peito, ao ver a cara de . - Eu já disse pra você fazer essas coisas no seu quarto, assim pelo menos evita o infarto nas suas amigas. - Todas riram, menos , que deu logo um dedo do meio para a amiga, sentando-se à mesa para comer.

Depois do estômago cheio e da louça estar lavada, cada uma das meninas resolveu seguir sua rotina individual daquele dia: foi jogar uma partida de Call of Duty no PlayStation 4, foi trabalhar em alguns produtos que estava pesquisando e foi ler um bom livro. acabou ficando em seu quarto, mexendo em seu computador. Ligou uma música de fundo, era radiohead e escutou uma notificação.

- Meninas, venham aqui! - Chamou as amigas que logo correram para o quarto da mesma.
- Eu espero que seja importante, porque eu acabei de upar no jogo. - resmungou.
- Lembram que eu havia desenvolvido um sistema de localização junto com o pessoal do TI? - Perguntou, ignorando totalmente o que havia dito. Todas concordaram com o programa desenvolvido. - Pois é: ele funciona. - esticou os braços com um sorriso largo, comemorando.
- Ok, gênio. - fez uma cara de débil mental, sem entender muito bem o motivo de todo o alarde. - E daí? - Finalmente perguntou, tirando a dúvida das outras duas que estavam no recinto.
- Bom, e daí que eu consegui a localização do nosso amado Wesker. - Sorriu triunfante, fazendo com que as amigas se interessassem mais pelo assunto. - Precisamos falar com o Leon. - Decidiu por todas.

Leon Cooper, diretor geral da base do FBI da cidade de New York, mas também podemos identificá-lo como “chefe”. Senhor de meia idade, não se sabe ao certo, mas parecia que o homem já tinha passado dos 50. Obviamente ninguém perguntaria sobre isso.

- Onde vocês estão indo? - Derek Morgan, um dos agentes questiona quatro moças correndo com um laptop na mão, desesperadamente.
- Agora não é um bom momento. - avisou, visivelmente afobada. O moço correu atrás delas ao notar que estavam indo diretamente até à sala de Leon. “Vai dar merda”, pensou. Sabia que o temperamento do chefe já não era um dos melhores, sendo incomodado ainda, só piorava.
- Meninas! Vocês conhecem o Leon… - Morgan começou a falar.
- Derek, não é um bom momento mesmo. - olhou nos olhos do homem e o mesmo ergueu as mãos, como se estivesse tentando se livrar da culpa.
- Não tá mais aqui quem falou. - Deu um sorrisinho, mas mesmo assim quis acompanhar as meninas.
- Cooper! - gritou assim que abriu a porta do escritório do Diretor do FBI. Leon, que estava digitando em seu MacBook ergueu os olhos para a moça, sem muita emoção.
- Para vocês virem até meu escritório em um dia de folga coletiva… - Respirou fundo, juntando as mãos em cima da mesa. - Eu espero que seja importante. - Sorriu cínico. Acho que nenhum chefe nesse emprego é um pouquinho simpático ou incentivador, como vocês devem ter reparado.
- Temos informações, senhor. - cortou todo aquele papinho furado, assim que viu o quanto a cara de estava debochada. Leon pediu para que as quatro entrassem e assim o fizeram, fechando a porta atrás de si. não demorou para conectar os cabos necessários em seu laptop, abrindo a tela e exibindo sua margem de pesquisa.
- Impressionante… - Cooper acabou admitindo, fazendo com que as meninas se olhassem, vitoriosas. - Já tem as coordenadas? - Perguntou olhando para .
- Senhor, não consigo te informar com propriedade ainda. - Pôde reparar na expressão decepcionada do chefe. - Mas posso dizer que a localização está no Reino Unido, senhor. - Confirmou, meio nervosa.
- Penélope, preciso de um direcionamento. - Leon disse ao telefone para uma das funcionárias das coordenadas – normalmente é o pessoal que controla o GPS do mundo inteiro, apenas.
- Pois não, senhor? - A moça do outro lado da linha já estava atenta.
- Preciso que me diga sobre o próximo evento grande no Reino Unido. Consegue essa informação em quanto tem…
- Daqui um mês, senhor. Festival de Glastonbury. - Penélope respondeu antes que Leon pudesse terminar seu pedido - Este ano me parece que será em Londres.
- Penélope, o que acontece nesse festival? - perguntou curiosa, afinal, precisavam saber qual seria a missão.
- É o Segundo maior festival de música a céu aberto. Conhecido por suas apresentações musicais, mas também possui atrações de dança, humor, teatro, circo e algumas outras formas de arte. - Penélope disparava informações sobre o tal festival, deixando as meninas ainda mais curiosas.
- O que isso tem a ver? - Leon questionou, sem entender muito a relação.
- Bom, se pensarmos a fundo… - começou a explicação.
- Diversas pessoas, segundo maior evento do mundo… - completou.
- Ponto de droga oficial para um miliciano traficante, você não acha? - perguntou tirando sua atenção do computador e voltando seu olhar para , que concordou imediatamente.
- Mas ele não agiria assim, com um monte de bandas aleatórias, não? - perguntou pensativa. Não faria muito sentido um chefe da máfia usar um evento assim, sem mais nem menos, sem nenhuma atração maior para disfarçar seus planos de tráfico.
- McFly. - Penélope interrompe todos os pensamentos naquela sala dizendo um nome, ou melhor, um sobrenome.
- Marty? - arriscou, arqueando uma sobrancelha sem entender muito qual era a relação ali.
- Não. A banda McFly.
- Isso existe? - Foi a vez de se pronunciar. Como assim existia uma banda com um sobrenome de um dos personagens mais legais do universo e ela nem sabia? - Nunca vi mais gordo. - Desistiu de tentar lembrar uma música sequer dessa tal banda, isso se eles fossem bons mesmo.
- Bom, me parece que já temos uma convocação para Londres. - Leon logo cortou todo o assunto, interrompendo qualquer conversação paralela que poderia surgir ali naquela sala. - Scott, Williams, Thompson e Ried. - As quatro olharam para o chefe. - Preparem suas malas, vocês estão indo para a Europa amanhã pela manhã.
- Mas… - Antes que pudesse contestar, Leon pediu para que as quatro se retirassem.
- Eu estou dando o benefício da dúvida a vocês. - Leon disse encostado na porta da sala. - Vocês podem ir e fazer uma boa missão ou ficar e perder a chance de mudar a situação do que ocorreu nesta madrugada. - As meninas se entreolharam. - Pensem bem. Se toparem, o endereço é este. - Esticou a mão entregando um cartão para , fechando a porta em seguida.

2 - Rockstar

As meninas não sabiam muito bem o que pensar depois de terem saído daquela sala, apenas sabiam que aquela era a oportunidade que faltava.

- Vocês não acham estranho isso tudo? - perguntou dobrando uma calça jeans e colocando em sua mala.
- Muito. - comentou, visivelmente confusa. - Digo, nós não fazemos esse tipo de missão.
E era verdade. As meninas foram treinadas para resolver a situação de New York City, então se qualquer missão fora do Estado já estava fora de cogitação, imaginem uma fora do país, e mais: em um outro Continente. Suicídio.
- Achei pesado. - , que até então estava quieta, resolveu comentar pela primeira vez. - Nós nem conseguimos concluir a missão passada. - Lembrou desgostosa.
- Talvez a gente deva se dar um voto de confiança, vocês não acham? - perguntou se sentando em cima da mala, já pronta.
- Talvez você tenha razão… - concordou. Se a sorte bateu na porta, por que não abrir? Além de que, era uma excelente oportunidade de deixar as coisas mais claras e ganhar um mérito positivo.
- Sim. Talvez a gente acabe mudando o quadro da missão passada também. Vai que a gente consegue um mérito positivo, não é mesmo? - disse. Essa conexão de autora com as meninas é demais, não vou mentir.
- Está decidido. Vamos botar pra foder! - disse levantando as mãos pro alto.
- Olha a boca. - repreendeu a amiga, dando-lhe um “pedala”. - Caralho de menina. - Disse baixinho, rindo da situação e arrancando um riso de todas.
- Eu nem tenho roupa pra esse evento. - comentou com as mãos na cintura, olhando para um ponto fixo no chão.
- Roupa preta e calça confortável? - sugeriu. - Alô? É uma missão, . - Rolou os olhos e mostrou a língua para amiga.
- Eu sei. Mas eu nem sei que tipo de temperatura está em Londres agora. - lembrou e as outras ficaram pensativas. Realmente, nunca sabiam exatamente sobre o fuso horário e sobre temperatura local, já que não saíam nunca de NYC.
- Na dúvida, leve um casaco. - aconselhou e a menina deu de ombros.

Não demorou muito para que as coisas estivessem prontas. Todas tinham uma mala com suas roupas e apetrechos especiais. não se separava de suas armas – fossem elas de fogo, ou armas brancas -, não deixava seu mix de disfarces para trás em nenhum momento, assim como carregava consigo seu pendrive com alguns programas essenciais e levava sempre seu estojo de Perita, afinal, nunca se sabe quando vamos averiguar um homicídio.
Em poucos minutos as quatro estavam prontas, pegaram um uber e se dirigiram até o local estipulado por Cooper, o mesmo havia pedido para que elas o encontrassem no Empire State Building. Não demorou muito para que chegassem ao local combinado, que arranha-céu maravilhoso e muito bem arquitetado, não havia local mais admirável.

- Sabe de uma coisa que pensei? - perguntou, enquanto retirava sua mala do carro.
- Nossa, você pensando? - zombou da menina, tomando um dedo no meio, rindo.
- Ordinária. - rolou os olhos. - Eu quis dizer que nós não conhecemos esse tal de… Como se chama mesmo? - Espremeu os olhos, tentando se lembrar do nome. - McFlurry? - Arriscou, mordendo o lábio pensativa.
- É McFly. - corrigiu. - Maior babaquice os caras colocarem o nome de um sorvete na banda. - Rolou os olhos. Aquilo não fazia sentido algum.
- Espero que eles sejam bonitos, pelo menos. - surgiu das cinzas na conversa e as meninas sorriram maliciosas, concordando. - Ninguém merece fazer uma missão assim e ainda não ter uma beleza masculina para admirar. - Colocou a mão na testa fazendo uma expressão de drama, rindo divertida.
- Ainda nem sabemos qual vai ser o nosso disfarce. - lembrou. costumava ser a mãe da situação, pois se lembrava de coisas que as outras três jamais se lembrariam.
- Provavelmente vamos fazer parte da equipe deles ou algo assim. - deu de ombros sentando-se em cima de sua própria mala, amarrando o coturno.

Por mais que fosse uma pessoa cabeça dura e explosiva, que fosse um pouco dramática, um pouco direta – muitas vezes dizendo coisas sem pensar – e se comportasse de uma forma ríspida, ninguém podia dizer que elas não eram competentes e extremamente bonitas. Afinal, todos nós temos nossos defeitos, certo? Isso é o que somos e o que nos torna especiais.
usava uma calça de moletom com seu bom e velho par de All Star preto nos pés, uma camiseta da NASA branca – sua paixão – e tinha os cabelos caídos por cima dos ombros, em um tom castanho escuro. já estava um pouco mais descolada com um coturno preto, short jeans – honrando o nome de Senhor Jesus Cristo por não estar frio em New York -, uma camiseta rosa e um casaco fino preto, que destacavam a cor de seus fios loiros que acabam até a linha de sua cintura. era a doutora mais sexy daquela cidade, usava uma calça justa marrom e uma blusa de alça em tom escuro, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto, o que realçava muito seu rosto e destacava seus olhos por trás dos óculos. não ficava longe da linha sensual do grupo, por mais “nerd” que fosse por conta de sua fixação por computadores, sabia muito bem combinar os modelitos: usava uma camiseta vinho com uma calça jeans de lavagem escura, enquanto nos pés tinha seu All Star branco e, por mais que o cabelo não fosse longo, sabia como arrumá-lo perfeitamente bem.

- Bom, são 23h. - anunciou olhando em seu Smart Watch. - Cooper disse que estaria aqui neste horário. - Não deu muito tempo das meninas conversarem mais sobre este assunto, pois um carro estava parado em frente ao Empire State. Espremeram os olhos e viram um senhor careca sair de uma das portas: Leon Cooper.
- Eu fico contente que vocês tenham optado pelo melhor. - O senhor abriu um largo sorriso sincero. Talvez essa fosse a grande chance das meninas mostrarem quem manda nessa base de NYC. O pressentimento ali era muito bom. Leon pediu para que as meninas entrassem no carro.
- Para onde estamos indo, Leon? - perguntou, olhando pela janela, não reconhecendo o local.
- Para a base secreta do FBI. - Disse e fez com que as meninas fizessem expressões muito engraçadas. Elas trabalhavam no FBI, que base era essa?
- Base secreta? - agradeceu imensamente quando perguntou, pois ela mesma não estava entendendo nada. Cooper riu.
- Sim. Existe uma base para agentes internacionais e vocês não sabiam disso, porque bem, ela é secreta, né? - Sorriu divertido, explicando o óbvio da palavra “secreta”. As meninas sorriram, estavam animadas. Dá para acreditar que elas teriam a chance de uma promoção internacional? Incrível.

Mais uns 20 minutos – pois NYC não é uma cidade pequena, vale lembrar – e o carro das agentes estava estacionado na tal base secreta. As meninas desceram sem delongas e avistaram ali alguns outros agentes, incluindo Morgan, que sorriu abertamente enquanto acenava para elas.

- Fala sério. - rolou os olhos assim que viu o colega de trabalho. Não havia comentado, mas teve um caso com Morgan há um tempo atrás e as coisas acabaram não dando muito certo, já que o mesmo resolveu voltar com sua ex-namorada. A menina não se importava muito com ele, mas digamos que achou uma atitude meio babaca, levando em conta que Derek não havia sido sincero com ela sobre o que estava acontecendo. - Bem, não é isso que vai estragar o meu momento. - Disse baixinho à si mesma.
- Nosso. - virou e piscou para a amiga há uns metros em sua frente. - E relaxa, ele não vai atrapalhar isso. - Sorriu cúmplice, passando segurança para .
- Que prazer vê-las! - Derek abraçou cada uma delas, tentando não fazer com que a situação com ficasse esquisita.
- Não posso dizer o mesmo, mas te aceito. - Comentou a rancorosa, arrancando uns sorrisos maliciosos das amigas e alguns olhares confusos dos outros agentes. Morgan revirou os olhos, colocando as malas das meninas no bagageiro do jato. Isso mesmo: jato. estava impressionada, não tirava os olhos da nave por um minuto.
- Parece criança na brinquedoteca. - sacaneou, fazendo com que as outras dessem risada.
- Bem, qual o plano? - perguntou um pouco sem paciência. Odiava não ter um plano, odiava não saber o que ia acontecer e odiava não ter uma programação, já que sua vida era baseada em programar sistemas, achava que a vida poderia ser da mesma forma.
- Fico contente que tenha perguntado. - Penélope surge por trás dos outros agentes, adentrando à nave. - Venham comigo. - Convidou as meninas para segui-la e imediatamente, as mesmas o fizeram. - Nós sabemos que Wesker está no Reino Unido, mas não sabemos exatamente qual o seu plano. - Disse pausadamente, justamente para que não precisasse repetir o plano. - E, sabendo que temos uma banda famosa na jogada, não podemos admitir nenhum civil ferido. Entendido? - Perguntou às meninas, atentas. - Ótimo. - Sorriu.
- Eu ainda não entendi qual vai ser o nosso disfarce. - levantou a mão, ainda perdida na situação. - Vamos ser da produção, segurança…? - Foi enumerando as opções nos dedos.
- Banda. - Respondeu e as meninas se assustaram, arqueando uma sobrancelha, de uma forma confusa. - Vocês vão se infiltrar como uma banda do festival.
- Maravilha. - começou a se desesperar. - E o nosso dom pra música tá enfiado por onde? No meu c…
- Cérebro. - cortou a amiga, antes que falasse bobagem, tal atitude que fez com que e prendessem o riso. - Nós não temos contato com a música há tempos, Penélope. - Disse por fim para a moça loira parada em sua frente, quase em um tom de súplica. A verdade é que, fato desconhecido, mas muito valioso: todos os recrutas do FBI, no momento de contratação, possuem algumas “matérias extracurriculares” em suas grades de requerimento e música é uma delas, assim como esportes e línguas. Mas o que a música tem a ver com isso? Bem, é cientificamente comprovado que música é uma das poucas atividades capaz de trabalhar os dois lados do cérebro, tanto o cognitivo quanto o criativo, realizando assim um método antidepressivo natural, prevenindo a ansiedade e até mesmo o mal de Alzheimer.

Não que elas fossem o exemplo de referência musical com Amy Winehouse, Celine Dion ou até mesmo Beyonce, mas o básico e essencial sabiam, só precisavam aplicar. e se davam bem nas guitarras, enquanto gostava mais do baixo, deixando assim a bateria para , por pura escolha, a menina amava.

- Cara, faz uns bons anos que meus instintos musicais foram deixados de lado. - lembrou. - Na verdade, acho que não pego no baixo desde a primeira fase do FBI. - Sorriu amarelo e Penélope sorriu de uma forma sincera.
- É para isso que estamos aqui. Vamos ajudá-las com isso também. - Incentivou as meninas que estavam bem nervosas. - Achamos justo deixarmos os nomes de vocês mesmo, já que não são conhecidas internacionalmente como outros agentes.
- Vocês gostam de lembrar disso, né? - comentou. - Dói, sabia? - Fez uma cara de drama que só quem fez artes cênicas mesmo poderia fazer e arrancou uns risos parceiros na nave.
- Fiquem tranquilas, todo o suporte será dado. - Leon comentou do fundo da nave e as meninas até se assustaram, pois esqueceram completamente de que ele estava ali. - Bom, podemos levantar vôo? - Perguntou simpático e as quatro assentiram. - Derek vai encaminhar vocês para o hotel do evento.
- Ele vai junto? - perguntou visivelmente desgostosa com a situação.
- Claro. Primeira missão internacional. - Leon lembrou, de novo. - E alguém precisa ser o empresário de vocês. - Lembrou um fator muito importante. - Meninas, só espero que se lembrem de que não estão sozinhas. Não deixarei com que nada aconteça com vocês. - Leon repassou um certo conforto dizendo isso e para quem é sempre ranzinza, ele até que estava sendo bem legal.

Passou mais algumas instruções para as meninas e não demorou muito para que o jato levantasse vôo, seria uma longa viagem, 7h de viagem, para ser mais exata.
estava inquieta em sua poltrona, não conseguia dormir de jeito nenhum. O jato não tinha levantado vôo não fazia nem uma hora e ela não parava de se mexer.

- Ô, gracinha. - se debruçou no banco olhando para a amiga, que estava no banco de trás. - Quer parar com esse fogo no cu e sossegar? - Perguntou ríspida, olhando a menina com ódio mortal.
- Eu não consigo dormir. - Resmungou fazendo um biquinho.
- Fecha os olhos e dorme. É bem simples, você deveria tentar. - A voz de surge mais a frente, fazendo com que desse risada, desfazendo a cara de mau humor.
- Gente, eu tô nervosa. - prolongou o choramingo.
- Você tem medo de altura? - renasceu das cinzas em pé, ao lado da poltrona da amiga.
- Credo, . Você parece assombração, puta merda! - resmunga colocando a mão no peito assustada.
- Você não respondeu a minha pergunta. - insistiu, vendo a amiga se encolher no banco.
- Sim… - Admitiu e arrancou uns risos debochados das amigas.
- Como diabos você passou no exame de altitude? - questionou incrédula. Realmente, como? Essa nem eu sei responder e olha que eu sei de tudo que vai acontecer nessa história.
- Eu menti. - disse baixinho. - Eu burlei, na verdade. O instrutor do bloco não estava me vendo no exame e, quando ele se afastou, eu preenchi a papelada que já estava assinada.
- Puta que me pariu, estamos em uma missão internacional e ela tem medo de altura. - passa as mãos pelos cabelos, nervosa.
- Quem tem medo de altura? - Derek, que até então estava cochilando, perguntou. As meninas torceram o nariz, pois haviam esquecido completamente de que ele estava dentro da nave.
- Minha avó. - respondeu rápido. - Minha avó tem medo de altura. - Deu um sorriso amarelo não muito convincente, na opinião das amigas, mas foi o suficiente para convencer o rapaz à sua frente, que logo voltou a dormir.
- Essa foi por pouco, bocão. - deu o bom e velho “pedala” na amiga, que reclamou logo em seguida. - Depois a gente conversa sobre isso, . Se alguém descobrir, você tá fodida. - Virou para a menina que estava no banco, falando em tom sério.
- Vocês pararam pra pensar que a gente não tem nem ideia do que esse tal McFlurry canta? - quebrou o gelo da última conversa depois de uma meia hora em que o jato todo estava silencioso.
- Tô vendo que hoje eu não vou dormir mesmo. - resmungou um pouco impaciente. - Mas você tem razão. Não conhecemos. - Observou.
- Vale à pena? - deu de ombros.
- Bom, não custa tentar, né? - sugeriu pegando o controle do acesso remoto do jato, lembrando-se de que não é permitido o uso de telefones móveis durante o vôo, por mera segurança dos passageiros.
- “That Girl”? - levantou uma sobrancelha observando o clipe que passava na tela logo a frente. - É normal um bando de caras adultos cantarem sobre uma adolescente de 17 anos? - Virou para as meninas. Não é possível que só ela achava aquilo absurdo.
- Eu acho que essa música foi gravada quando eles eram adolescentes. - desvendou o mistério, não se importando muito com o drama que estava tentando passar ali.
- Até que eles eram bonitinhos… - comentou rindo. - Tem algum vídeo mais recente? Esse me parece que é de 2005. - Lembrou.
- Ah, tem um show de dez anos de banda. - mudou a direção do vídeo para o show, onde “room on the 3rd floor” tocava. - Me parece bom, até e é… Eles estão mais bonitos agora. - Sorriu maliciosa, mantendo os olhos em um dos rapazes da guitarra. Nem sabia o nome dele, mas gostou daquele.
- Será que até o fim desse vôo vamos ter virado fãs desses caras aí? - riu observando o rapaz que estava na bateria. - O baterista é meu. - Riu um pouco alto jogando as mãos pra cima. - Ele parece ser… - buscou as palavras para definir o rapaz, mas foi interrompida:
- Porra, ele era minha opção! - sacaneou a amiga que mostrou a língua, rindo divertida. - O baixista me parece uma boa ideia. - Observou o rapaz tocando no vídeo. - Se não parecesse que ele tem sete pilhas de Duracell enfiadas no rabo, pelo menos. - Riu de sua própria piada, arrancando risos das amigas. A performance era realmente um pouco estranha, mas a garota poderia até considerar aquilo como um charme, talvez? É, podemos dizer que sim.
- Fofo. - sorriu vendo um outro guitarrista loiro. - Ele tem um buraco na bochecha. - Espremeu os olhos para enxergar o close da câmera que focava no rosto de um dos rapazes da banda. - Será que eles estão assim ainda? Digo, fisicamente falando…
- Bom, vamos descobrir daqui quatro horas, se a gente conseguir dormir. - disse dando de ombros e se posicionando de uma forma mais confortável em sua poltrona.

O silêncio surgiu dentro daquela nave novamente, as meninas não dormiram, mas estavam olhando atentamente para o vidro do jato: muitas luzes e algumas nuvens, voar era realmente emocionante e o que para era um sonho, para era um extremo pesadelo sem fim. Mais algumas fofocas rolaram soltas ali naquele local e nenhuma risada alta foi capaz de acordar Derek, que estava adormecido no fundo da nave. Logo, todas pegaram no sono.

- Eu não aguento minha capacidade de esquecer até a janela desse maldito avião aberta. - abriu os olhos extremamente irritada. - Nem no céu eu tenho um segundo de paz? - Brigou com a vida e sentiu a cabeça doer. - Mas quê? Ai! - Urrou de dor.
- Para de reclamar, cacete! Eu tô tentando dormir! - resmungou assim que jogou uma capinha de óculos de sol na amiga.
- Eu vou abrir uma reclamação sobre você no controle de qualidade do FBI. - deu língua para a amiga.
- Calem a boca! - rolou os olhos. - Olhem! - Apontou pela janela do jato. As meninas grudaram seus rostos em suas respectivas janela e, nossa! Como Londres era bonita. Percorreram os olhos pelo famosíssimo Big Ben e, logo atrás, o London Eye surgiu na imensidão de nuvens brancas.
- Parece que chegamos. - Derek sorriu, enquanto segurava sua xícara de café.
- Jura? Que gênio. Se não fosse por você, eu nem teria percebido. - sacaneou, rolando os olhos. Derek preferiu ignorar. O jato logo pousou, permitindo que as meninas e Derek pudessem pegar suas bagagens. - Isso vai ser épico. - comentou mantendo um sorriso enorme nos lábios, indo em direção ao táxi que ali estava, junto das amigas.

They'll get you anything with that evil smile. Everybody's got a drug dealer on speed dial. Well… Hey, hey, I wanna be a rockstar.
(Eles irão te dar tudo com aquele sorriso maléfico. Todo mundo vai ter um traficante de drogas na discagem rápida. Bem… Ei ei, quero ser um astro do Rock.)
- Nickelback


3 - This is War

- Sai, ! Fecha essas pernas! - reclamou, dentro do táxi, vendo que mantinha as pernas abertas e uma mochila entre elas.
- Não dá! Cacete, viu. - A amiga respondeu.
- O que você está carregando nesta mochila? - perguntou com serenidade na voz, obviamente porque foi mais esperta e tinha se sentado no banco do passageiro.
- Apetrechos. - Sorriu amarelo. - Você sabe. - Não bastou mais que uma palavra para que todas as meninas arregalassem os olhos.
- Você só pode estar brincando… - disse fazendo uma cara de negação. Quando se referia aos “apetrechos”, era porque estava falando de suas armas.
- Relaxem, ninguém vai desconfiar. - sorriu vitoriosa. Vitória essa que durou apenas cinco minutos, já que quando o táxi estacionou em frente ao local de evento, as meninas puderam ver uma corrente de seguranças fazendo fiscalização. - Ok, digamos que eu tenha exagerado… - Admitiu e tomou um “pedala” coletivo.
- O que faremos agora? - perguntou nervosa.
- Oras, o que sabemos fazer de melhor. - deu de ombros, saindo do carro e indo retirar sua bagagem no porta malas, sendo seguida pelas outras três meninas. - ? - Chamou pela amiga e a mesma sorriu, cúmplice, indo na frente.
- Bom dia, oficiais! - Sorriu sedutora para os dois guardas na portaria do evento. - Podem me informar, por gentileza, onde as bandas estão se alojando? - Ao mesmo tempo em que conversava com os oficiais, andava devagar e sutilmente por trás de algumas pessoas, até que conseguisse entrar no evento, mas acabou sendo barrada por um outro oficial logo a frente.
- Posso lhe ajudar?
- Eu estou procurando o alojamento de bandas. - respondeu rápido e convicta do que estava fazendo.
- Preciso da identificação. - O homem branco de olhos castanhos pediu educadamente. entregou sua identificação. - Certo, e qual o nome da banda? - “Nome da banda? Fodeu!”, elas não haviam pensado em absolutamente nada.
- The Angels? Porra, ! - ria desesperadamente, já no alojamento de bandas. - Você foi a primeira a reclamar dessa merda de nome.
- Ei! - empurrou extremamente ofendida com o comentário, pois ela havia inventado aquele nome.
- Ai, não fica assim, bebê. - Apertou as bochechas da menina, rindo em seguida.
- Conta como você conseguiu escapar da fiscalização dessa mochila. - pediu, ignorando completamente o que as amigas estavam falando. riu, se ajeitando na cadeira, como se fosse contar a maior fofoca do universo.

Flashback de 15 minutos atrás:

- Perfeito. Preciso que me dê sua mochila para fiscalização. - O guarda pediu, estendendo a mão para a menina, que imediatamente tirou a alça da mochila preta dos ombros, entregando. O homem revirou a mochila de e apenas encontrou um caderno, fones de ouvido, carregador de celular, o próprio celular e alguns produtos de higiene. - Liberada. - Disse para a menina e lhe devolveu seus pertences. abriu um sorriso largo, agradecendo e indo em direção às amigas que estavam logo a frente.

Flashback Off.

havia aproveitado o movimento e, enquanto andava, conseguiu tirar sua Glock da bolsa e colocar por dentro da calça de moletom, jogando a camiseta por cima. O benefício de usar roupas confortáveis é este: praticidade.

- Ele não podia te revistar por ser homem... Muito bem pensado. - gargalhou, parabenizando a amiga.
- Obrigada, obrigada! - sorriu.
- Finalmente encontrei vocês! - Derek diz adentrando o cômodo onde as meninas estavam. Era tudo muito simples e padronizado: funcionava como se fosse um hotel, mas era em um enorme campo afastado da cidade, onde no centro tinha um palco gigante e mais atrás um lago, gigante na mesma proporção, tudo era muito verde e muito bonito, já que o lago era cercado por diversas árvores cobrindo uma extensão considerável de todo o território de evento. O alojamento das meninas era bem aconchegante, na entrada tinha um pequeno corredor que direcionava para quatro portas e por trás de cada porta tinha uma suíte. A alimentação seria fornecida em um espaço próprio, um pouco mais afastado do palco e das áreas comuns do evento.
- O Derek não consegue ficar um minuto longe da gente. - riu vendo o desespero nos olhos do rapaz.
- Preciso que vocês estejam prontas daqui 15 minutos, no máximo. - O mesmo devolve uma careta para a menina, que sorri. - Estarei esperando do lado de fora. - Fechou a porta e tal ato fez com que as meninas fossem se aprontar. Tomaram um banho e foram se arrumar. Não demorou muito para que quatro mulheres irreconhecíveis saíssem do alojamento, deixando um Derek boquiaberto.

apostou em um cropped preto e uma calça boyfriend jeans de lavagem clara acinturada, mostrando apenas um fio de sua barriga e, nos pés, um par de vans old school. Soltou os cabelos por cima dos ombros e passou um batom vermelho escuro logo após ter delineado os olhos. Já optou por um vestido vermelho estilo jardineira com um par de all star preto nos pés, sua maquiagem não era muito diferente da de . usava um macacão inteiro preto e um par de tênis branco, vestindo uma jaqueta jeans logo em seguida, assim que terminou a maquiagem com um batom vinho. Já , vestiu uma blusa rosa claro ombro a ombro, com um short acinturado e um par de vans nos pés.

- Cuidado, Derek. - disse despertando o rapaz do transe. - Tá babando. - Piscou divertida, arrancando alguns risos das amigas.

Caminharam lentamente até o palco central, o tal McFly ia se apresentar e dar início às atividades do evento. O espaço dedicado ao show era imenso: muitas pessoas diferentes, estilos diferentes, cores diferentes e vibrações diferentes.

- Vocês conseguem acreditar que estamos em uma missão internacional? - perguntou com os olhos brilhando.
- Não! - riu. - Mas eu tô quase começando a acreditar…
Andaram um pouco mais a frente até avistarem o grande palco.
- Eu tô curiosa sobre esse tal de McFlurry. - disse, curiosa. - Sou só eu?
- Não! - respondeu animada, fazendo com que Derek, que estava há uns passos atrás, rolasse os olhos.
- Bom, parece que vamos conhecê-los agora. - sorriu vitoriosa, vendo quatro caras entrarem no palco.

Era curioso que, mesmo sem conhecê-los, parecia que a energia que os quatro ali passavam era bem contagiante. Tom foi o primeiro a entrar no palco, usava uma camiseta da NASA - o que chamou a atenção de absurdamente -, calça jeans e um par de vans preto nos pés. Harry optou por uma regata preta e calça jeans de uma lavagem escura. Já Danny, preferiu usar uma camisa casual, também com jeans. Dougie escolheu uma bermuda de lavagem clara com uma camisa xadrez, sem esquecer da bandana na cabeça.

- E aí, galera! - Tom cumprimentou a plateia do palco, que imediatamente vibrou. - Sejam bem vindos!
- Temos muitas surpresas pra vocês! - Harry anunciou, chamando a atenção para a parte de trás do palco, onde ficava a bateria.
- O nome dessa música é One for the radio, espero que gostem! – Danny gritou ao microfone levando o público ao delírio.

As meninas estavam ali, sem entender nada, a música era muito boa, mas nada de excepcional, digo, nada que elas já não tivessem escutado antes.

- Fala sério. – despertou as amigas do transe. – Tratam esses caras como se eles fossem os Beatles dos anos 2000. – Rolou os olhos.
- Bom, nós não estamos aqui pra gostar de ninguém, né? – deu de ombros. Realmente, ninguém estava ali para fazer uma avaliação musical, estavam ali para uma missão internacional.

A apresentação havia terminado e as meninas se dirigiram a um auditório que tinha perto dali, entrando e sentando em uma das fileiras da frente. Aguardaram por alguns minutos, até que os quatro rapazes entraram no ambiente, sentando-se à mesa posta na frente, como se fossem fazer uma apresentação do Jornal Local de Londres.

- Pessoal, estamos muito contentes que vocês estejam aqui! – Danny saudou.
- Vamos explicar um pouco sobre como vai funcionar esse evento. – Tom deu continuidade. - Bom, será uma semana bem intensa e, como vocês sabem, o intuito deste evento é arrecadar fundos para a caridade. - Continuou.
- Vamos fazer algumas gincanas também. - Dougie tomou a frente da explicação. - Então vamos classificar o evento por pontuação na gincana, quem fizer a pontuação máxima por prova, faz a apresentação no palco central. - Finalizou sorrindo.
- Isso tá parecendo escola… - sussurrou divertida.
- Na verdade, a ideia é essa mesmo. - Harry, que aparentemente ouviu o que a menina havia dito, chamou a atenção, fazendo com que sorrisse amarelo. - De qual grupo vocês são? - Perguntou sério.
- The Angels. - respondeu um pouco sem graça. Harry arqueou uma sobrancelha.
- Já avisaram o Charles de que vocês estão aqui? - Dougie sacaneou, o que fez com que fechasse a cara.
- Ronald McDonalds ligou, ele quer o McFlurry de volta. - se intrometeu fazendo uma piada, mas que na cabeça dela, fazia total sentido. Foi a vez de Dougie fechar a cara, se levantando.
- Você tá louca, garota? - Perguntou visivelmente irritado. A essa altura do campeonato, todos ali na sala observavam os oito, perplexos.
- Louca?! - soltou uma risada sarcástica. - Se enxerga, cara.
- Ei! Parem com isso! - Tom ordenou.
- O cara acha que só porque tem um buraco na cara está no direito de mandar em alguma coisa. - Foi a vez de se pronunciar, deixando Tom enfurecido.
- Seguranças! - Harry chamou, assim que percebeu que ameaçou se levantar para dar um soco em Dougie. Dois seguranças brutamontes imediatamente seguraram as meninas pelos braços levando-as para uma sala, no auditório e ali ficaram, por pelo menos uns 45 minutos, até os rapazes do McFly poderem explicar o funcionamento do evento.
- Que merda! - gritou visivelmente enfurecida. - Pra que sacanear a gente assim?
- Bom, foi você quem começou… - Derek comentou entrando na tal sala, já que estava lá fora tentando acertar a bagunça feita.
- Ah, me erra! Foi só um comentário. - se pronunciou. Sabia que Derek estava certo, mas jamais admitiria aquilo
- Vocês precisam entender que estamos aqui em uma missão. - Derek virou para as quatro, sério. - Não podemos estragar o disfarce. E como se não bastasse precisar manter um bom disfarce, precisamos preparar algo, pois vocês são uma das últimas bandas para a apresentação. - Passou a mão no cabelo, preocupado.
- Morgan! - Um rapaz aparece na porta, chamando a atenção de Derek e das meninas.
- Oh! Olá, Fletch. - O moreno sorri de volta. - Meninas, este é o empresário do McFly, Fletch. - As meninas sorriram, cumprimentando o rapaz. - Estava conversando com elas sobre o mal entendido.
- Ah, está tudo bem! Tenho certeza que os rapazes não se importaram com isso! - Fetch sorriu simpático.
- Aquela garota só pode ser doente! - ouviu a voz de Dougie ecoando no corredor e cruzou os braços.
- Viu? Nada demais. - Sorriu amarelo, andando até à porta da sala. - Rapazes, venham até aqui! - Chamou os quatro que, de uma forma extremamente emburrada, entraram. - Essas são as meninas, The Angels.
- É, a gente já se conheceu. - Danny disse, rolando os olhos.
- Ninguém falou de você e você tá tomando dor? Que gado. - riu, debochada.
- Olha aqui, garota…
- Garota não! Eu tenho um nome. - interrompeu. - Meu nome é . - Impôs, fazendo o rapaz encolher os ombros.
- Rapazes, essas são Ried, Williams, Thompson e Scott. - Fletch apresentou as meninas aos rapazes, que não deram muita bola. - Sejam gentis. - Resmungou de canto.
- Prazer. Somos Harry Judd, Daniel Jones, Dougie Poynter e Thomas Fletcher. - Harry disse, apresentando todo mundo.
- Talvez não seja um prazer tão grande assim. - disse baixinho, o suficiente para que só as meninas ouvissem. - O prazer é nosso. - Sorriu estonteante, como se a briga de algum tempo atrás nem tivesse acontecido. As meninas deram uma risadinha maliciosa, era impressionante como era uma ótima atriz.
- Viemos aqui nos desculpar. - Tom disse sincero. - Sério, desculpem mesmo. - As meninas se olharam, desconfiadas.
- Ah… Ok. - não soube muito o que dizer, então preferiu ser monossilábica.
- Sem problemas! - sorriu simpática de verdade.
- É, por mim tudo bem. - deu de ombros e também sorriu sincera. apenas assentiu com a cabeça.
- Fico feliz que tenham se resolvido. - Fletch sorriu. - Vamos tratar de negócios, Derek? - Convidou o moreno até a porta da sala e sumiram pelo corredor. Os oito ficaram se olhando por alguns minutos, até que Dougie tomou o rumo da conversa:
- Como prova de nosso remorso, - Disse pausadamente, como se estivesse explicando algo para uma criança de cinco anos. - Viemos convidá-las para que sejam a primeira banda a tocar. - Sorriu irônico.
- Quê? - As quatro arregalaram os olhos. - Mas nós estávamos basicamente entre as últimas apresentações na listagem. - disse incrédula.
- Bom, como diretores do comitê do evento, nós decidimos mudar. - Tom, que até então mantinha uma expressão sincera no rosto, sorriu maquiavélico.
- Caralho, esse aí superou a . - sussurrou para , que concordou.
- Ok. - disse simplesmente. - Vamos fazer.
- Ótimo! - Harry sorriu, galanteador, fazendo com que a menina se desconcentrasse por míseros segundos, mas nada perceptível. - Mas precisarão compor, em dois dias, uma música nova. - Desafiou.
- Sério, qual o problema de vocês? - arregalou os olhos.
- Vocês, ué. - Dougie deu de ombros. - Não tá óbvio?
- Ah, entendi… - começou a rir. - Vocês não podem ser motivo de piada no meio das pessoas, ficam ofendidinhos. - Fez um biquinho.
- Escuta aqui, garota… - Dougie foi pra cima de que, no mesmo minuto também foi para cima dele.
- Pra você é Ried, Poynter. - Cerrou os olhos. - Agora sossega esse facho antes que eu te arrebente. - Ameaçou. Por alguns segundos pôde ver nas duas piscinas de Dougie (o que chamaríamos de “olhos”) muito ódio envolvido. Danny segurou o rapaz pelos ombros e as meninas o mesmo fizeram com .
- Nós vamos encerrar por aqui essa conversa. - Danny anunciou sério, ainda segurando um Dougie impaciente pelos ombros. - A palavra chave para a nova composição de vocês é: melhorem.
- Isso se vocês quiserem continuar nesse evento. - Tom disse e essa foi a última pronúncia dos rapazes antes de saírem da sala, deixando as meninas extremamente nervosas e com raiva.

A warning to the people, the good and the evil: This is war. To the soldier, the civilian, the martyr, the victim: This is war.
(Um aviso para o povo, o bem e o mal: Isto é guerra. Para o soldado, o civil, o mártir, a vítima: Isto é guerra.)
- 30 Seconds to mars .


4 - Looking Up

Esses caras do McFly realmente mexeram com as meninas. Uma missão extremamente importante e suas habilidades musicais já foram logo colocadas em jogo. Pena eles não saberem o quão boas realmente eram no que estavam fazendo.
Depois daquele dia super agitado - e quatro garotas com raiva de quatro rapazes -, já estava na hora das meninas irem para seus devidos aposentos, mas, claro, não sem antes dar uma checada no local.

- Eu e vemos o palco. - disse. - Vocês duas podem ficar perto do lago. - Sugeriu para as meninas.

As quatro estavam vestidas basicamente da mesma forma: short de moletom e camiseta, digamos que aquilo poderia ser considerado um “pijama oficial do FBI”. Foram caminhando para a saída do aposento, deixando , que era a última da fila, fechar a porta. fez um sinal de silêncio levando o indicador aos lábios quando espirrou.

- Onde vocês pensam que vão? - A voz de Derek surgiu, fazendo com que as meninas se assustassem.
- Porra, Morgan! - gritou em um sussurro, se é que isso é possível.
- Nós temos uma missão. - respondeu, fazendo uma típica cara de “duh”.
- Eu sei disso. - Derek andou até as quatro de braços cruzados. - Mas e a música que vocês precisam apresentar?
- Isso só pode ser brincadeira. - rolou os olhos.
- Não, . Infelizmente não é brincadeira. - O rapaz disse em um tom sério, deixando as meninas um pouco assustadas. Nunca tinham visto ele daquele jeito. - Se vocês forem eliminadas por causa da merda de uma música, acabou a missão. Entenderam?
- Não acha que tá dramatizando muito, não? - perguntou debochada.
- Para começo de conversa, , se você tivesse ficado quieta, estaríamos agora fazendo uma limpeza de espaço no local. - Sorriu irônico. - Mas como vocês não conseguem controlar o ego, quase estragaram um disfarce.
- O tal de Poynter quase avançou na e você vai mesmo defender? - tomou a frente da conversa, indignada.
- O tal de Poynter apanharia quinze vezes da se ele tivesse encostado um dedo nela, e você sabe muito bem disso. - Derek olhou friamente para o rosto de , que encolheu os ombros. Realmente, se Dougie tivesse encostado em , ele obviamente sairia perdendo.
- É, mas… - tentou rebater, mas sem muito sucesso, pois logo foi interrompida.
- Sem “mas”. Vocês vão entrar nesse quarto, porque daqui dois dias precisam apresentar uma música. Eu vou dormir, vocês têm trabalho a fazer.

Bom, era nítido que Derek Morgan estava enfurecido e mais nítido ainda que as meninas jamais esperariam isso dele, logo ele, que sempre foi muito compreensivo e defendia todo mundo.

- Parece que não temos direito à defesa nessa situação… - admitiu. - Desculpem, meninas. Eu não deveria ter começado uma briga desnecessária.
- Ei, relaxa. Todo mundo riu disso, então todas nós temos um pouquinho de culpa no cartório. - pousou a mão no ombro da amiga em forma de consolo, sorrindo fraco.
- Acho que o que já foi, já foi. Vamos focar no que precisamos fazer. - disse esperançosa, sentando-se na cama de . Todas estavam no quarto de , já que a moça era a que mais havia se afetado, por ter iniciado a briga.
- Relaxem, as coisas vão melhorar. - sorriu consoladora. - Nós sempre vencemos as dificuldades, não vai ser agora que isso vai mudar, certo? - Perguntou e as outras três sorriram, um pouco desmotivadas.

Ficaram um tempo ali, mexendo no celular, o clima estava tenso e pesado, até que uma ideia veio na cabeça de :

- É isso! - Gritou, fazendo com que , que estava ao seu lado, caísse da cama.
- Ordinária. - Resmungou alisando o cotovelo.
- É isso o quê, maluca? - perguntou curiosa.
- Eu tenho a ideia para a nossa letra. - Sorriu triunfante. - Vamos pro mini estúdio! - Convidou as amigas que logo estavam no encalço da menina, indo em direção ao tal estúdio. O mini estúdio do evento era um local onde qualquer banda poderia entrar para fazer passagem de som, um ensaio ou até mesmo convidarem os amigos para uma mini apresentação. Todo o equipamento necessário estava ali: violão, guitarra, baixo, bateria, mesa de som, uma outra infinidade de instrumentos.
- Derek avisou quando nossos instrumentos chegam? - perguntou, ajustando a correia do baixo no corpo.
- Disse que amanhã de manhã, ouvi ele comentando com o tal do Fletch. - deu de ombros, se decidindo se pegaria a guitarra amarela ou a azul.
- Maravilha! - sorriu, se acomodando na bateria.
- Vamos começar! - sorriu confiante, tomando seu posto.

Do outro lado do acampamento, os rapazes do McFly também estavam trabalhando em algumas questões musicais para as próximas apresentações.

- Acham que pegamos pesado? - Harry perguntou, lembrando-se vagamente do rosto de .
- Acho que cada um tem o que merece. - Dougie disse convicto e rancoroso.
- Bom, talvez o prazo que demos para a música tenha sido muito judiado… - Tom se sentiu mal com o feito e Danny concordou.
- E se formos até o alojamento delas? - Perguntou sem devaneios. Eles realmente estavam se sentindo mal com isso, pois por mais que tenha sido uma brincadeira de mau gosto, não foi tão justa a consequência. Saíram do alojamento decididos a ajustarem as coisas com as meninas.
- Talvez a gente até acabe fazendo amizade, né? - Dougie perguntou sorridente. Não admitiria isso jamais na vida, mas toda marrenta daquele jeito, fez com que ele repensasse um pouco as atitudes.
- Vocês estão ouvindo isso? - Danny, que estava andando na frente, parou bruscamente e indicou a orelha, para que os amigos escutassem também.
- Tô ouvindo sim… E me parece bom. - Harry comentou. Os quatro perceberam que o som vinha do mini estúdio e logo trataram de se apressar para ver o que estava acontecendo ali.
- Dougie, você é anão, não vai alcançar. - Danny sacaneou o amigo que respondeu com um dedo do meio bem em seu rosto.
- Parece que são elas. - Harry espremia os olhos tentando enxergar. - É, são elas! - Confirmou olhando para os amigos que se debatiam tentando ver o que elas estavam fazendo.

Observaram por alguns instantes: as meninas tinham uma certa presença fazendo música. estava empolgada segurando um contrabaixo elétrico cor-de-rosa, o que fez com que Dougie lembrasse do seu próprio instrumento com algumas luzes em neon. O interesse de Tom percorreu a sala inteira, até pousar os olhos em e, poxa vida! Como ela trocava os acordes e se encaixava na música era totalmente cativante. Sorriu de canto pensando sobre isso. Danny indignado com o que estava vendo, precisou admitir - para si mesmo, óbvio - que estava mandando bem, já que ela estava no microfone cantando com emoção e paixão, isso o fez lembrar da época que o McFly começou. Harry reparava atentamente nos movimentos que fazia com as baquetas: prato, prato, caixa, bumbo. Não sabia o que sairia dali, mas estava gostando da sequência.
Por alguma razão, assistir a este ensaio - mesmo estando ali clandestinamente - despertou diversos sentimentos nostálgicos nos garotos, sobre como a banda havia começado, sobre o quanto as coisas estavam dando certo pra eles.


Flashback de 2003.

- Nós vamos chamar pra banda um garoto que vomita antes de cada apresentação? - Tom perguntou para Danny, enquanto avaliava a ficha de todos os baixistas ali.
- Prefiro alguém que a gente possa moldar. - Danny deu de ombros. - E porque é sempre bom ter um mascote. - Soltou uma risada escandalosa.
Saíram do salão principal do teatro, onde as audições estavam abertas para a moldagem do McFly.
- Dougie Poynter e Harry Judd. - Os dois olharam imediatamente. - Parabéns! Vocês são os dois integrantes escolhidos. - Sorriu sincero.

Flashback Off.


- Cara, vocês têm noção de que eu tinha só 15 anos quando isso rolou? - Dougie riu se lembrando de quando entrou pra banda.
- Eu só consigo lembrar que você não parava de vomitar, isso sim. - Harry comentou arrancando um riso divertido de todos, exceto Dougie.
- As madames além de otárias também são pervertidas? - Uma voz feminina distante surgiu e os quatro imediatamente viraram para onde ela vinha.
- , não é isso que você tá pensan…
- . - Corrigiu Danny. - E tem algum outro motivo pra vocês estarem olhando quatro meninas a essa hora? - Perguntou cruzando os braços.
- Ora, não seja louca! - Tom rolou os olhos. - Nós só estávamos passando. - Disse com plena convicção. Depois de ter sido chamado de pervertido e otário, jamais que se desculparia com as meninas pelo o que havia acontecido naquele dia mais cedo.
- Eu vou fingir que você não tem um amor incondicional por nós, Fletcher. - riu divertida.
- O que tá rolando? - apareceu do lado de fora do estúdio, dando de cara com os quatro rostos que ela definitivamente não queria ver naquele dia. - Ah. Já vi tudo. - Olhou para Dougie com desgosto e o mesmo fechou a cara.
- Me erra. - Reclamou da atitude da menina.
- O que vocês vieram fazer aqui? - deu as caras assim que escutou a discussão, sendo seguida por .
- Não interessa. - Harry se impôs. - Nós somos os representantes do evento, não devemos satisfação à vocês. - Disse com o intuito de encerrar aquela discussão, estufando o peito.
- Pega toda essa sua autoridade, Judd, e enfia ela bem no meio do seu… - estressou indo em direção a Harry.
- Chega! - Tom, o mais pacífico ali, pediu. - Vamos embora. - Chamou a atenção dos outros rapazes. - E vocês… Bom, vocês tem só mais algumas horas, porque acabei de mudar de ideia e quero que a apresentação de vocês seja amanhã no horário de almoço. - Sorriu triunfante, vendo a expressão das meninas.

Ok, agora eles pegaram mesmo pesado. A música nem estava pronta e aprontaram essa sacanagem com elas. Depois de - mais uma confusão - tudo, as meninas resolveram voltar aos aposentos e pelo menos tentar descansar.

- Eu não acredito nisso. - disse irritada com a situação. - Nós nem conseguimos repassar tudo. - Fez uma cara de derrotada.
- Calma, vamos conseguir. Nós escrevemos a letra todinha em menos de duas horas. - sorriu vitoriosa. - Amanhã faremos a passagem e vamos esfregar na cara do McFlurry quem manda nessa casa. - Se convenceu de que, além de prender o maior miliciano de NYC, também sairia do evento com muito sucesso como uma banda. Não demoraram muito para dormir, logo as meninas pegaram no sono. O dia seguinte seria muito agitado e, como fazia muito tempo que o contato com a música havia passado, as quatro estavam ainda mais nervosas. dormiu como uma pedra, tentando relaxar o máximo possível, se virava de um lado para o outro, já estava praticamente babando e continuou lendo seu livro até pegar no sono definitivamente.
- Vamos acordar, porque o dia vai ser muito longo. - Derek apareceu batendo nas portas dos quartos, assustando as meninas. - Pode abaixar a Glock, . - Disse com as mãos pra cima, assim que sentiu o cano da arma em suas costas. riu.
- Ninguém mandou ser um bundão inconveniente. - Guardou a Glock debaixo da cama.
- Vejo que você já está pronta, mas e as outras? - Perguntou observando : Saia jeans surrada, all star vermelho de cano alto nos pés e uma camiseta branca lisa, com uns colares aleatórios no pescoço. Os cabelos estavam soltos nos ombros e seus grandes olhos castanhos observavam Derek por trás das lentes do óculos de grau.
- Nós também, docinho. - apareceu, usando um short saia xadrez, camiseta preta com uns desenhos de raio, usando um all star branco. - Só preciso terminar de arrumar meu cabelo. - Sorriu prendendo as madeixas em um rabo de cavalo alto, deixando alguns fios soltos no rosto.
- Nós? - Derek perguntou confuso, sentindo seu joelho dobrar. - Hey! - Sorriu para , que sorriu de volta. A menina usava uma calça boyfriend até metade da canela, com um cropped amarelo de manga curta, acompanhando o look, um par de vans nos pés.
- Bom dia, garotão!
- Fiquei sabendo que vocês aprontaram ontem à noite e que os rapazes do McFly adiantaram a apresentação de vocês… - Derek comentou preocupado.
- Dá um tempo, Morgan. Tudo sob controle. - Quem Derek estava esperando aparecer, apareceu e estava ainda mais linda: short de cintura alta, cropped branco e uma jaqueta de couro preta. estava linda! Cabelos jogados para trás e nos pés, um par de vans amarelo, com meias até os joelhos.

As quatro belas moças - e Derek - andaram até o centro do evento, onde a produção ofereceria coisas para comer. olhou em seu relógio que marcava 11h37, elas se apresentaria dali uma hora, basicamente. Encontraram uma mesa com cinco cadeiras e ali sentaram.

- Talvez seja uma boa vocês irem afinar o instrumento. - Dougie passou por trás de , sussurando em seu ouvido. Não se sabe ao certo o motivo, mas ela sentiu todos os cabelos de sua nuca se arrepiarem com isso.
- Vai se foder, Poynter! - Mandou o dedo do meio pro rapaz, que riu e seguiu seu rumo com os outros três amigos. - Ele me tira do sério. - Resmungou olhando pras amigas.
- Tá coradinha por quê? - perguntou maliciosa e ficou sem graça.
- Cala a boca, ! - Ordenou, fazendo com que todos na mesa rissem.
- Boa tarde, Londres! - Danny chamou a atenção de todos no microfone do palco central. - Vocês devem estar se perguntando porque adiantamos a apresentação das garotas The Angels. - Carregou o nome da banda com ironia, o que fez com que as meninas rolassem os olhos, além de obviamente querer matá-lo.
- Elas se comportaram muito mal, então aplicamos um singelo castigo. - Foi a vez de Dougie puxar a direção do assunto, rindo malicioso. - Subam aqui meninas! Vamos ver se vocês realmente deram conta do recado. - Chamou para o palco as quatro garotas. Qual é? Não deram nem tempo delas fazerem a passagem de som.
- Poynter, vocês estão loucos? - perguntou incrédula, subindo ao palco.
- Relaxa, Scott. - Danny tomou partido da situação. - Vocês dão conta. - Disse de uma forma silenciosa perto do rosto da garota, que sentiu seu corpo dar uma leve estremecida.

As meninas não tinham opção além de simplesmente apresentar a música para o público. A platéia ali estava cheia e elas nunca tinham feito uma apresentação assim, grande e importante. Fora que qualquer coisa que pudessem fazer, corriam o risco de estragar o disfarce, então, sem música, sem disfarce e sem disfarce, sem missão. Nem preciso dizer que sem a missão teria a consequência de ter um Leon Cooper extremamente aborrecido no pé delas pelos próximos anos, certo? Muito que bem.

- Nossos instrumentos nem estão aqui ainda. - lembrou.
- Usem os nossos, ué. - Harry deu de ombros usando o seu maior tom “se vira” do universo, o que deixou com mais raiva.

Como o público já estava pedindo, elas não tinham escolha: ou iam, ou iam. Ponto.
Se ajeitaram em suas devidas posições, menos , que estava brigando com a correia do baixo de Dougie.

- Caralho, você usa isso aqui mais baixo do que usa suas calças. - Reclamou para o menino que a ajudava.
- Então quer dizer que alguém anda olhando minha bunda por aí? - Riu malicioso.
- Cala a boca, garoto. - Rolou os olhos.
- Não seja mal educada, eu estou te ajudando e nem deveria. - Lembrou, irritado. deu de ombros e ficou em sua posição.
- O nome dessa música é Looking Up. Como desafio dos garotos do McFly. - disse no microfone e, em seguida, olhou para as meninas que assentiram, como se dissesse que ela poderia fazer a chamada inicial da música com suas baquetas.
- 1, 2, 3, 4. - Contou batendo uma baqueta na outra com os braços pra cima e logo o primeiro solo de guitarra, vindo de , começou.
(N/A: Sugiro que coloquem a música Looking Up do Paramore pra tocar agora, porque ler com a música tocando fica bem emocionante!)

Things are looking up, oh finally!
(As coisas estão melhorando, oh finalmente!)
I thought I'd never see the day when you smile at me
(Eu nunca pensei que veria você sorrir para mim de novo)
We always pull through
(Nós sempre vencemos as dificuldades)
Oh when we try
(Oh quando tentamos)
I'm always wrong but you're never right
(Eu estou sempre errada mas você nunca está certo)
Oh you're never right!
(Você nunca está certo!)

Flashback On.

- As coisas sempre melhoram, . - sorriu sincera, abraçando a amiga.
- Isso! As coisas estão melhorando, finalmente. - reforçou, participando do abraço.
- Nossa pilota de aviões! - sorriu levantando o copo, fazendo um brinde à pela promoção na base da aeronáutica.
se lembrava de diversos momentos em que tentava se recuperar do assassinato dos pais, de como e quando conheceu suas amigas e sobre como elas a fizeram sentir quando virou Capitã da aeronáutica.

Flashback Off.

fechou os olhos sorrindo, se deixando envolver pela música que ela mesma estava tocando no momento. Conseguiu se lembrar de todas as vezes que superou suas dificuldades dentro de uma base militar e o quanto queria que seus pais estivessem vivos e pudessem vê-la hoje: forte, destemida e bem sucedida.

Honestly, can you believe we crossed the world while it's asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I'll never trade it in, 'cause I've always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It's not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It's not a dream anymore! It's worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

Flashback On.

- Você sabe que não vai conseguir passar na prova de Perita Criminal, né? - A mãe de perguntou, sentando-se ao lado da filha.
- A senhora realmente não acredita em mim, né? - rolou os olhos, impaciente. Fazia dias que tinha prestado a tal prova de Perita Criminal e estava esperando o resultado, mesmo que seus pais fosse contra. Escutou o telefone tocar e leu o nome de no visor.
- Já viu no site quem é a nossa nova Perita? - Soltou um gritinho de comemoração do outro lado da linha.

Flashback Off.

A verdade é que sempre foi muito subestimada por toda a sua família, principalmente por querer seguir carreira em uma área em que ninguém a apoiava ou sequer concordava. Agora, estando em Londres, se sentia atravessando o mundo debaixo do nariz de todos, enquanto fazia o que sempre gostou. O que sempre quis.

Could've given up so easily
(Poderia ter desistido tão facilmente)
I was a few cheap shots away from the end of me
(Fiquei a umas poucas tentativas do meu próprio fim)
Taking for granted most everything that I would've died for
(Desconsiderado, quase tudo pelo que eu morreria)
Just yesterday (Só ontem)
Just yesterday (Só ontem)

Flashback On.

- Me passa a bolsa! - Um homem alto e encapuzado segurou o braço de enquanto ela andava pelas ruas de Manhattan depois de uma apresentação teatral.
- Eu não tenho Dinheiro… - Disse com uma expressão de medo em seu rosto.
- Então me parece que você vai ter que pagar de outra forma… - O assaltante comentou, olhando a menina de cima abaixo, malicioso. instantaneamente começou a chorar ao sentir as mãos do rapaz pelo corpo. O barulho de uma sirene soou pela rua escura, fazendo com que o rapaz se assustasse e fosse embora num disparo. correu até a viatura sendo abrigada e protegida por dois policiais.

Flashback Off.

Um dos motivos que levou a entrar no FBI foi o dia de seu assalto - e quase estupro. A menina pensou diversas vezes em suicídio, pois não aguentou o fardo que precisaria carregar… Até se lembrar do quanto , e ajudaram e incentivaram.

Honestly, can you believe we crossed the world while it's asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I'll never trade it in, 'cause I've always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It's not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It's not a dream anymore! It's worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

As quatro cantavam em coro, em alto e bom som, deixando os rapazes do McFly boquiabertos.

God knows the world doesn't need another band, whoo-oa, whooo-oa!
(Deus sabe que o mundo não precisa de outra banda, whoo-oa, whooo-oa!)
But what a waste it would've been! Whoo-oa, whooo-oa!
(Mas que desperdício teria sido! Whoo-oa, oa-whooo!
I can't believe we almost hung it up whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos whoo-oa, oa-whooo!)
We're just getting started, whoo-oa, whooo-oa!
(Nós estamos apenas começando, whoo-oa, oa-whooo!)

Flashback On.

- , você poderia ter sido presa! - A mãe de lembrou, dando-lhe bronca pela invasão do sistema escolar.
- Eu fui genial, mãe. - Rolou os olhos.
- E estúpida! Você nunca mais vai encostar em nenhum equipamento eletrônico, me ouviu bem? - Ameaçou mais um castigo à menina, saindo pela porta do quarto.

Flashback Off.


riu enquanto tocava, porque se lembrou da encheção de saco em sua adolescência, quando estava prestes a desistir de sua bolsa de estudos em Tecnologia da Informação - preparatória para o FBI -, de tanto que escutou que eles precisariam de uma pessoa mais competente, segundo a mãe da menina.

Honestly, can you believe we crossed the world while it's asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I'll never trade it in, 'cause I've always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It's not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It's not a dream anymore! It's worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

Repetiram o refrão pela última vez.

I can't believe we almost hung it up, whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos, whoo-oa, whoo-oa!)
We're Just Getting Started, whoo-oa, whooo-oa!
(Nós estamos apenas começando, whoo-oa, whoo-oa!)
I can't believe we almost hung it up, whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos, whoo-oa, whoo-oa!)
We're Just Getting Started!
(Nós estamos apenas começando!)
Yeah We're Just Getting Started!
(Nós estamos apenas começando!)

A música acabou com cantando a última frase, deixando os cabelos colados na testa de suor. Virou para onde os rapazes estavam parados - e de bocas abertas, literalmente - e soltou uma piscada marota, fazendo com que eles despertassem do transe. Já era de se esperar, mas as meninas do The Angels foram aplaudidas em pé, por pelo menos uns cinco minutos por toda a plateia do evento.
É… O McFly tinha muita coisa para se preocupar daqui pra frente.

Things are looking up, oh finally!
(As coisas estão melhorando, oh finalmente!)
- Paramore .



5 - We were only kids

O sol daquela tarde estava insuportável, isso porque era Londres e o máximo de calor que fez ali não passou de 25 graus, talvez. Depois da apresentação do almoço as meninas precisavam muito tomar um banho, já que às 15h a primeira gincana do evento começaria e elas precisavam estar prontas pelo menos alguns minutos antes.

- Eu achei o máximo a cara daqueles quatro palhaços. - comentou rindo, se lembrando da cara de “pamonha” que eles haviam feito.
- Nossa, nem fala! Mexeram com as garotas erradas, infelizmente. - fez um beicinho fofo.
- Como será que eles estão agora? - perguntou curiosa e as amigas deram de ombros, rindo em seguida.

Foi, de fato, impagável a cara que os rapazes ficaram naquele show. Quer dizer, eles esperavam ferrar com a vida delas, não iam expulsá-las ou algo do tipo, mas a ideia era deixar um aviso de quem é que manda. O problema é que acabou ficando óbvio quem realmente mandava ali.

- Acho que vocês estão se desesperando à toa. - Tom disse calmamente, sentado no sofá do quarto. Os aposentos do McFly com certeza eram os mais luxuosos, importantes e confortáveis de todo o evento, acho que nem preciso comentar sobre, não é mesmo?
- Cara… - Harry passou as mãos pelo cabelo. - Você não tem ideia do quanto eu invejei aquela na bateria.
- Invejou a ou as baquetas que ela estava segurando, Judd? - Danny olhou malicioso para o amigo, que mandou um dedo do meio bem na cara do rapaz.
- Cala a boca, Danny! - Mandou, rindo em seguida. - Vocês entenderam que nosso plano de dar um “sustinho” se virou contra nós mesmos, né? Ou eu tô louco? - Perguntou virando para os amigos.
- Que tempestade, Harry. - Dougie caçoou do desespero do amigo, sentado na cama de Tom e olhando pra cima. Precisava admitir, pelo menos para si mesmo, que tinha mandado muito bem… Que presença!
- Tempestade? - Tom retrucou. - Só faltou escorrer baba da sua boca olhando a cantar. - Fez um gesto de baba escorrendo com o indicador, do lábio até o queixo, rindo do amigo que fechou a cara imediatamente.
- Como se você não estivesse caidinho pela , né? - Dougie arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto.
- Qual foi, Poynter? Tá de apelidinho agora? - Harry sacaneou fazendo um biquinho e todos deram risada, com exceção de Dougie, claro.
- Tá, esqueçam essa merda e vamos logo que a próxima gincana vai começar. - Dougie mudou de assunto, irritado e os amigos foram atrás dele, rumo à tal gincana.

As garotas foram andando até o local da nova gincana e, até onde haviam entendido, seria uma atividade aquática, então, como mandava a programação, as quatro estavam de short e biquinis, cada uma com uma cor de top: com top azul e um boné virado para trás na cabeça, com o cabelo solto; com top amarelo e de óculos escuros ray-ban aviador; com top verde com uma bandana na cabeça e com top rosa e um smart watch a prova d’água, pois jamais que Scott ficaria longe da tecnologia no meio do mato. Como Londres era imprevisível em sua situação climática, decidiram vestir um camisetão simples por cima, só por precaução. Quase chegando ao local de partida, viram diversas bandas juntas, com estilos muito diferentes. Não só bandas haviam ali, mas intérpretes, artistas plásticos e diversos outros campos artísticos juntos, o diferencial, é que os músicos eram separados das demais atividades.
Não demorou muito para que os oito indivíduos dessa história se encontrassem. Se encararam frente a frente e tudo o que passava na cabeça de Dougie era “o que existe debaixo dessa camiseta larga e ridícula da ?”.

- Pervertido. - A voz da menina surgiu no ambiente, fazendo Dougie balançar a cabeça.
- Ahn? - Dougie perguntou confuso.
- Você tá me olhando de um jeito esquisito, babaca. - resmungou abraçando seu próprio corpo.
- Tô nada. - O rapaz relutou, se fazendo de sonso.
- Cara, tava sim. - Harry deu risada, fazendo com que os outros meninos dessem risada junto.
- Atenção! - O coordenador da atividade gritou, causando um leve susto nos demais. - Eu vou passar as coordenadas dessa missão pra vocês, então estejam atentos porque eu só vou falar uma vez.
- Nós estamos no quartel de novo? - perguntou num sussurro para ao seu lado e as duas riram baixinho.
- Você aí. - O moço apontou para que fez cara de paisagem no mesmo minuto. - Pode se juntar com o baixinho à direita. - Apontou para Dougie e todos deram risada, menos ele, claro.
- Você só pode estar brincando… - rolou os olhos de braços cruzados, indo em direção a Dougie. - Mané, presta atenção porque eu só vou falar uma vez: se eu perder essa gincana, você tá fodido. - Cerrou os olhos pro rapaz que, não admitiu, mas ficou um pouco receoso.
- Relaxa aí, garota. Você nem sabe qual vai ser a gincana. - Dougie ergueu os braços como se tentasse se isentar da culpa.
- Se fodeu. - disse movendo os lábios para a amiga.
- Garota do boné. - era a única que usava um boné virado para trás. - Pode ir ao lado do loiro com o buraco na bochecha. - Apontou para Tom.
- Só me faltava essa… - Tom rolou os olhos.
- Cala a boca, senão eu te dou um soco. - disse seca, ficando ao lado do rapaz, que calou a boca imediatamente.
- Não tá mais aqui quem falou. - Tom fez o famoso sinal de “zíper”, selando os próprios lábios.
- A menina de óculos. - Apontou para . - Você pode ficar com o bombadão ali. - Disse o rapaz olhando para a ficha, indicando com a mão o Sr. Harry Judd.
- Por que a característica dele soa mais como um elogio do que zoação? - Dougie perguntou incrédulo.
- Cala a boca, nanico. - ordenou, rindo divertida, fazendo com que Dougie mostrasse a língua.
- Eu posso continuar? - O coordenador perguntou meio sem paciência e todos fizeram silêncio. - Ótimo. Menina da bandana, pode ir com o garoto todo tatuado ali. - Apontou para Danny. respirou fundo e, em partes, ficou até agradecida por não ter sido dupla de Harry, já que foram os dois que começaram a briga.
- Eu também sou tatuado! - Dougie gritou mais indignado ainda.
- Cala a boca, Poynter. - Tomou um pedala de Tom, que estava ao seu lado, fazendo rir.
- Tá rindo de quê? - Perguntou o rapaz irritado, massageando o local atingido.
- De você, não tá óbvio? - respondeu ironicamente, deixando Dougie furioso.
- Maravilha! Duplas formadas, então prestem atenção. - Antes que qualquer comentário pudesse sair da boca de Dougie, o coordenador da gincana chamou a atenção de todos para si. - Foi entregue à vocês um mapa e isso vai funcionar como uma caça ao tesouro. São 15h agora, então vocês têm até às 21h para tocarem o sino no espaço principal desse evento. A primeira pista está escrita no mapa de vocês, então vocês precisam seguir até encontrarem todas. Entendido? - Perguntou firme e todos responderam que sim. - Boa sorte. - Desejou e assim seguiu seu rumo para os alojamentos, deixando todas as pessoas do evento nas mãos da tal gincana.
- . - segurou no braço da amiga. - Vamos aproveitar pra fazer uma vistoria geral, ok? - assentiu e seguiu seu caminho ao lado de Tom.

As duplas então estavam formadas: Dougie e , Tom e , Harry e , Danny e . Era nítido que isso ia dar merda de alguma forma ou de outra, não é mesmo? Óbvio, mas o meu papel aqui é contar pra você, caro leitor ou leitora, o que aconteceu. Pra fazer isso, vamos separar por duplas, ok? Vamos começar por Harry e , que estavam na frente.

- Uff. - bufou impaciente, coçando o braço, picado por uns mil pernilongos (mentira que só foram dois). Não gostava muito da cara dessa gincana, mas também não podia estragar o disfarce.
- Está tudo bem? - Harry perguntou um pouco preocupado.
- Ahn? - A menina despertou do transe. - Sim. Eu só fui picada, tá tudo bem. - Sorriu sincera agradecendo o rapaz.
- Faz muito tempo que vocês tocam? - Harry perguntou puxando assunto, tirando os galhos das árvores da frente, abrindo espaço para que passasse junto.
- Faz um pouco, sim. - A menina respondeu desviando dos mesmos galhos que Harry jogava para o canto.
- Essa pista foi bem esquisita, não? - O rapaz parou observando o horizonte. O local do evento tinha um grande lago, que todos já haviam notado, só não sabiam que se perder na floresta era muito fácil de acontecer. - Digo… “Paul McCartney, 1942, Sul”, o que diabos isso quer dizer? - Harry coçou a nuca sem entender nada.
- Que Paul McCartney tem 78 anos e precisamos dar 78 passos ao Sul. - respondeu sem demonstrar muita emoção, fazendo com que Harry arqueasse uma sobrancelha.
- Como você tem tanta certeza? - Perguntou parando de andar, na frente da menina.
- Ah. - Por alguns minutos, se esqueceu completamente de que estava sozinho com um civil e não em um dos treinamentos do FBI. - Dedução? - Sugeriu com um sorriso amarelo, mas que foi o bastante para convencer Harry.
- Bom, vamos tentar. - O rapaz deu de ombros começando a contar os tais 78 passos até o Sul.
- Harry? - A garota chamou e ele olhou pra ela. - O sul é para o outro lado. - Apontou para às costas e Harry sorriu sem graça. - Você não teve aulas de geografia, não? - Riu divertida e Harry lhe mostrou a língua. Os dois foram caminhando para o Sul certo agora. Até que a missão não estava tão ruim assim.

Do outro lado da floresta - já que cada dupla seguiu para um caminho diferente -, Tom e andavam cada um por si, numa sintonia muito diferente de e Harry.

- ! - Tom chamou assim que leu a pista no mapa em sua mão.
- Que foi? - perguntou curiosa, chegando perto do rapaz.
- O que você acha que quer dizer isso? - Tom entregou o mapa para a menina com a pista estampada. No papel dizia: “Smoke on the water”.
- Que é uma música do Deep Purple. - riu divertida, fazendo com que Tom risse junto. - Você é legal, Thomas. - Disse para o rapaz que sorriu, agradecido.
- É, Ried. Você também.
- Mas eu acho que tem a ver com o lago. - Ela disse voltando sua atenção para o papel. - On the Lake Geneva shoreline… - cantarolou um trecho da música associando a pista ao fato de ter um lago no local, que não era necessariamente o Geneva, mas existia.
- Boa! - Tom sorriu fazendo um “joinha” com a mão e os dois foram andando em direção ao lago. - Eu preciso dizer: vocês foram ótimas na apresentação. - Elogiou o rapaz depois de um tempo andando em silêncio.
- Ah, obrigada, Fletcher! - sorriu sincera. - Vocês também mandaram bem. - Como era fácil socializar com as meninas, não é mesmo, ? Era difícil manter algum diálogo com Tom ali, mesmo ele sendo uma pessoa agradável. Bom, pelo menos mais agradável que Dougie. Continuaram andando por dentro da tal floresta, mas alguns movimentos fizeram com que parasse de andar, prestando atenção ao seu redor. Fechou os olhos por alguns instantes, até que conseguiu escutar:
- Tudo tranquilo por aqui, chefe. - Uma voz masculina disse, parecia que estava falando em um Walk-Talk. Por alguns minutos imaginou que fosse algum funcionário do evento cuidando da segurança de todos. - Sim, nós estamos mantendo o esconderijo ativo. - Ou não. se esticou na ponta dos pés e observou um rapaz de costas segurando um Walk-Talk, mas não conseguiu identificar quem era, apenas viu que o mesmo usava uma camiseta amarela e uma bermuda. Escalou um barranco que tinha perto dali para que pudesse enxergar melhor de quem vinha a tal voz. - Não acho que seja uma boa ideia. Muito úmido e escuro. - O rapaz continuou o diálogo, ainda de costas, impedindo que o identificasse - Certo, nós conversamos mais tarde. - Guardou o Walk-Talk no bolso e seguiu trilhando o caminho de volta.
- Eu preciso avisar as meninas… - Disse para si mesma, descendo o barranco de volta para onde estava, até que se lembrou que deixou Tom caminhando sozinho. - Puta merda. - Resmungou ao notar que realmente havia se perdido do rapaz.

Perto dos refeitórios Danny estava revirando alguns bancos do grande espaço.

- Mas o que caralhos você está fazendo? - perguntou, sem entender.
- Eu estou atrás da pista.
- Jones… - respirou fundo, tentando manter a calma e a paciência. - A pista está no mapa e o mapa está na minha mão. - Ela sorriu balançando o papel.
- Ah. - Danny sorriu sem graça. - Desculpa.
- Tá tranquilo. - riu divertida. - Bom, aqui diz que: "Uma estrela incandescente que nasce no leste mas não se recolhe no mesmo lugar, ao descobrir qual lado, 40 Passos deve dar".
- O que é incandescente? - Danny perguntou e tomou um tapa na cabeça.
- Caralho, eu vou ter que te explicar tudo? - perguntou rindo e Danny mostrou a língua, massageando o local onde havia tomado um tapa. - É algo ardente, Danny. - Respondeu por fim, tentando ao máximo ser paciente. Já havia notado que Danny era um pouco devagar, só não sabia que era nesse nível.
- E o que nasce no Leste? Digo, Bolton fica ao noroeste da Inglaterra, não faz muito sentido isso. - começou a rir assim que percebeu que Danny estava falando dele mesmo.
- Não é de você que estamos falando, babaca. - não conseguia parar de rir. - Puta merda, Jones. - Secou algumas lágrimas que haviam escorrido pelo rosto após terminar de rir. - Essa estrela incandescente é o Sol.
- Ah, realmente faz mais sentido. - Danny deu de ombros. - Então vamos! - O rapaz puxou a menina pelo braço indo em direção ao norte do local.
- Jones, você está indo para o norte e nós precisamos ir para o oeste. Meu Deus. - fez força contrária, puxando Danny pela mão em uma direção totalmente oposta a que ele estava indo. - Vai ser uma tarefa bem longa…
Os dois foram caminhando, mas uma movimentação esquisita chamou a atenção da garota. Uma dupla estava fora da rota.
- Thompson? - Danny estalou os dedos na frente do rosto da menina.
- Aquela dupla está fora da rota. - espremeu os olhos observando de longe uma dupla que estava na trilha oposta a deles. Quer dizer, era uma “caça ao tesouro” com um monte de pistas, que nem eram tão difíceis assim, mas todas as pistas indicavam para o mesmo local. Então o que eles estavam fazendo ali?
- E daí? - Danny tirou a menina do transe.
- Nada. Pensei alto. - Ela abanou a mão no ar e os dois seguiram para oeste.

As coisas estavam ficando um pouco confusas na cabeça das meninas, digo, pessoas fugindo de rota, lugares úmidos e escuros demais… O que tudo aquilo significava? Vai saber, né? Não muito distante dali, e Dougie estavam tentando desvendar o mistério da pista no mapa.

- "Walk in the sun"? - leu em voz alta sem entender absolutamente nada.
- É uma música nossa. - Dougie resmungou. - Como assim você não conhece nenhuma música do McFly? - Perguntou impaciente, colocando as mãos na cintura.
- Simples. Nunca escutei, nem faço questão. - deu de ombros.
- Caramba, você consegue ser pior que a . - Dougie rolou os olhos.
- Bom, existe uma diferença entre e eu: você não está interessado em mim. - piscou marota e Dougie olhou incrédulo.
- Você não sabe do que tá falando, sua maluca. - Retrucou andando na frente. - Vamos, precisamos ir na direção do sol, como diz a música. - Finalizou o assunto puxando a menina pela mão. se soltou da mão do rapaz assim que percebeu um homem sozinho por trás do palco, o famoso “backstage”.
- É, ele disse que não tem como colocar, porque está úmido. - O rapaz disse em um Walk-Talk, fazendo com que torcesse o nariz. Ficou alguns minutos observando o rapaz mexer nas cortinas da coxia (N/A: Coxia é a parte lateral do palco, pra quem não sabe) e voltou sua atenção para o palco principal.
- Ah, ótimo. - Rolou os olhos. Dougie já não estava mais lá.

Não muito longe dali, andava sozinha em busca do tal lago. Olhou para cima e percebeu que o sol já estava se pondo, deveria ser perto das 18h, mais ou menos.

- Maravilha! Agora eu preciso ir até o maldito lago sozinha. - Resmungou falando com uma de suas sete personalidades. Brincadeira. Ouviu alguns barulhos pela floresta e parou no mesmo minuto. - Só faltava essa merda ter algum bicho. - Disse a si mesma, um pouco receosa do que estava por vir. Mais alguns segundos em silêncio e escutou um grito vindo há uns metros de distância. Não conseguiu identificar o que era, nem de quem era, mas foi até lá, sacando um canivete que guardava por dentro do cós do short e foi tateando algumas árvores para não cair, até que viu um indivíduo no chão, com o pé preso em uma raíz. A menina foi se aproximando por trás do rapaz, silenciosamente, até chegar perto o suficiente para dar um mata-leão e apontar o canivete para o rosto dele.
- Puta que pariu! - O rapaz gritou desesperado levantando as mãos pra cima.
- Só pode ser brincadeira. - bufou assim que percebeu que estava com o pescoço de Dougie em seu antebraço esquerdo.
- Brincadeira digo eu! Você tá louca? - Dougie perguntou irritado - e assustado, digamos -, tentando sair do mata-leão da menina.
- Você gritou igual uma gazela. Eu só vim me certificar de que estava tudo bem, é o que manda o protocolo. - Ela justificou.
- Que protocolo, garota? - Dougie arqueou uma sobrancelha.
- Esquece, Poynter. - Mudou de assunto. - Vamos te tirar daí. - Abaixou para ajudar o rapaz a tirar o pé do meio das raízes.
- Eu não preciso da sua ajuda. - Dougie se fez de orgulhoso.
- Ótimo. - A menina se levantou tirando a sujeira da blusa. - Se fode aí, então. - Avisou e virou as costas para ir embora, andando uns três metros para frente de onde Dougie estava preso.
- Ried. - Ouviu o rapaz chamar e sorriu de canto, irônica. - Me ajuda? - Pediu ele mordendo o lábio inferior, com uma cara de pedinte. deu meia volta e foi ajudar o rapaz, mas se preocupou assim que viu o estado em que Dougie estava: tornozelo inchado e machucado.
- Tá doendo? - Perguntou ela apertando o pé do rapaz, que fazia caras e bocas.
- Um pouco.
- Certo, vamos precisar te levar até à enfermaria. - estendeu a mão para Dougie, ajudando a levantar, ao mesmo tempo em que se desequilibrou um pouco e segurou no ombro da menina para se apoiar. No mesmo minuto, pegou um braço de Dougie e passou pelos seus próprios ombros. - Consegue ir andando assim? - Perguntou olhando para ele. Não tinha percebido o quanto os olhos de Dougie eram azuis, pareciam duas piscinas. Também não conseguiu não reparar que o rosto do rapaz estava muito perto do dela.
- Consigo, sim. - Confirmou e se apoiou um pouco mais em . Os dois seguiram a direção contrária de onde estavam indo, afinal, precisavam voltar para a área comum do evento.

Tom caminhava sozinho - e um pouco receoso - pela floresta, tinha se perdido de e já estava escurecendo, então precisava encontrar logo o restante do pessoal. Andou por mais alguns minutos até avistar Harry e de costas.

- Ei! - Gritou. - Esperem!
- Ah, ótimo. - rolou os olhos.
- Eu também não tô gostando nada de estar aqui, ok? - Tom disse impaciente. - Eu me perdi da e acabei me encontrando com vocês.
- Se perdeu dela? - Harry perguntou preocupado. - Porra, Tom. - Passou a mão pelo cabelo.
- Gente, relaxem, a sabe se cuidar. - tranquilizou. Ah, se eles soubessem o quanto sabia se virar sozinha.
- Certo. Precisamos ir para o lago, pelo visto. - Tom retomou um dos enigmas da gincana. - E pelo tanto de mosca que tem aqui, estamos perto. - Abanou alguns mosquitos no ar.
Caminharam mais alguns minutos até conseguirem escutar o barulho do lago: estava calmo, mas tinha movimentação.
- Eu vou te matar! - A voz de surgiu entre as árvores e os três correram até onde ela vinha.
- ! - chamou pela amiga, desesperada.
- , vai devagar! - Tom pedia tentando acompanhar o ritmo dela e de Harry. Que falta fez ter lido o livro do Harry sobre ser uma pessoa fitness naquele momento. Desistiu de correr e foi andando até onde pôde, acompanhando os outros dois de longe. Caminhou só mais um pouco até parar atrás deles, se apoiando nos joelhos e arfando, visivelmente cansado.
- O que aconteceu com a ? - Perguntou se recuperando e vendo o que estava acontecendo naquele local: dentro do lago, Danny em cima de uma pseudo ponte rindo desesperadamente, tentando ajudar a amiga e Harry sem saber o que fazer. - O que aconteceu aqui? - Arqueou uma sobrancelha.
- Esse jumento do Danny me assustou e eu caí na porcaria do lago. - bufou.
- Eu já te pedi desculpa. - Danny se defendeu, prendendo o riso.
- Danny, por que você não ajuda ela a sair do lago? - perguntou incrédula.
- Porque… - O rapaz coçou a nuca.
- Porque ele não sabe nadar muito bem. - Harry rolou os olhos tirando a camisa e entrando na água, indo em direção à . - Mas pelo visto mais alguém não sabe nadar, não é mesmo? - Segurou a menina pelo braço, fazendo com que ela passasse os dois braços pelo pescoço dele.
- Não puxa, Judd. - Ouviu ela reclamar. - A minha perna tá presa no tronco. - indicou a perna direita presa entre o tronco da ponte e um apanhado de pedras.
- , me ajuda aqui? - Harry pediu para a outra menina que estava fora da água. tirou a camiseta e foi atrás dos dois na água.
- Jones, pega aquele tronco! - Apontou para o tronco na beirada do lago e o rapaz imediatamente foi buscar, dando na mão da menina. - Judd, eu vou mergulhar e forçar as pedras, aí você puxa a , pode ser? - Armou o primeiro plano que veio em sua mente e Harry assentiu, segurando pela cintura, com a intenção de conseguir tirá-la do meio das pedras. puxou o ar pelos pulmões e mergulhou, cutucando o apanhado de pedras dali, fazendo com que as mesmas “desmoronassem” por debaixo d’água, possibilitando que a amiga conseguisse se soltar. No mesmo minuto, Harry se deslocou dentro do lago com em seu encalço, nadando até a beirada. subiu até à superfície e foi ajudada por Tom, que estava na ponte, estendendo a mão para que ela pudesse se segurar e sair da água e assim ela o fez.
- Obrigada. - Agradeceu um pouco seca.
- Bom, pelo menos me agradeceu, né? - Tom rolou os olhos.
- Ainda corria o risco de não ter nenhuma palavra em troca. - respondeu ríspida.
- Credo, garota.
- Ei, gente. Vamos focar aqui? - Danny pediu, amparando os amigos que haviam acabado de sair da água.
- Consegue andar, Thompson? - Harry perguntou sentado ao lado de , que assentiu confirmando. - Ótimo. Está ficando escuro, vamos voltar. - Ajudou a menina a se levantar e os cinco rumaram para a parte principal do evento.
- E a gincana? - perguntou, sabia que estava se esquecendo de alguma coisa.
- Deixa isso pra lá. - Tom consolou a menina e seguiram o caminho de volta.

Oh, baby, we were kidding ourselves alright, we were only kids last night.
(Oh, querida, estávamos brincando, tudo bem, nós éramos apenas crianças ontem à noite.)

- Mcfly .




Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Nota da Scripter: Essa fanfic é de total responsabilidade da autora, apenas faço o script. Qualquer erro, somente no e-mail.


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