Capítulo Único
O elevador abriu, revelando null dentro dele e então null sorriu, instantaneamente enquanto ajeitava o cabelo loiro atrás da orelha. O novo vizinho voltava outra vez, suado… será que ele malhava? Não parecia muito, já que o corpo dele era esguio e magro - muito bonito na visão de null - mas ele não tinha o tipo físico igual ao do namorado, que sim, malhava - mesmo que magro.
O novo vizinho sorriu de volta para ela, sem mostrar os dentes e então saiu do elevador esbarrando sem querer o ombro no dela e então pedindo desculpas logo em seguida.
- Ah! A propósito, qual o seu nome mesmo? Nós somos vizinhos…
null olhou na direção dela, que tinha uma das mãos impedindo que o elevador se fechasse. Passeou os olhos por null com a camisa larga no corpo e parecendo não vestir nada mais. Umedeceu os lábios, e tratou de afastar os pensamentos da cabeça, pois sabia que ela tinha um namorado.
- null! null null!
Os dois voltaram a se encarar em silêncio.
- null! null null! Você não perguntou, eu sei! Mas caso precise de alguma coisa…
null engoliu seco enquanto voltava a passear os olhos pelo corpo dela. Ele queria dizer que podia vir a precisar, mas o namorado dela apareceu no corredor e então null apenas assentiu para ela.
null caminhou alguns passos até se encontrar com a namorada e o vizinho. null reparou no físico do rapaz, que parecia ser o dobro maior que ele, além de muito alto. Os dois faziam um belo casal.
- A comida vai esfriar meu bem! - null sorriu na direção da namorada que sorriu de volta -
- Tem razão, querido! Eu já volto. - ela retirou a mão que impedia a porta de fechar -
null, com um aceno de cabeça, se virou de costas para null indo rumo ao seu apartamento. null pigarreeou.
- Você se mudou a pouco para cá não foi?
null se virou outra vez enquanto tirava as chaves do apartamento do bolso. Encarou os olhos escuros do vizinho.
- Uns quinze dias eu acho!
- Já ajeitou tudo por aí? - null caminhou de volta parando no apartamento de frente ao de null -
- Sim! Tudo certo por aqui, obrigada!
Foi a vez de null assentir para ele.
- Eu nunca vi você na academia do prédio… - apontou para a camiseta suada de null -
- Ah! Não, eu não malho! Eu danço, sou professor de dança! Eu tenho um estúdio na verdade, com alguns amigos.
null sorriu, achando a profissão do vizinho interessante.
- null vai gostar de saber disso! Ela ama dançar!
null sentiu as bochechas queimarem. Ele definitivamente não gostaria de dar aulas para a vizinha bonita e comprometida.
- Ah! Claro!
- Tem um cartão?
Sim, ele tinha um cartão na carteira, mas não queria dar ao namorado da vizinha bonita. Não queria ter a vizinha
- Na verdade não precisa! Ela bate ai qualquer coisa!
null engoliu seco, e tentou sorrir para o vizinho.
- Até mais! - ele acenou para null e destrancou o apartamento -
null fez o mesmo, se jogando no sofá creme recém comprado. Fechou os olhos e voltou a se lembrar da vizinha na camiseta cinza larga. Camiseta que deveria ser do namorado dela… Precisava de um banho!
- Meu bem, eu acho que ele não vai topar! - null coçou a cabeça -
- Vir á festa? - null entrelaçou os braços em volta do pescoço do namorado -
- Não só isso! Eu acho que ele não vai topar a nossa proposta! Ele me parece puritano demais, pelo que você contou das aulas que tem tido com ele.
null estava dando aulas de dança para null há uma semana e meia. A garota havia aproveitado esse meio tempo para descobrir algumas coisas sobre o vizinho e agora professor de dança, como por exemplo que ele era solteiro, que assim como o namorado era sul coreano, que ele morava a mais tempo que os dois na cidade, que ele amava sair com os amigos, que tinha alergia a insetos e outras coisas.
null e null estavam juntos há três anos e alguns meses, o relacionamento sempre fora fechado, mas monogâmico? Nem sempre. Uma coisa em comum entre os dois, e que os mantinha unidos era a total descrença que tinham de levar uma vida monótona, de rotina já bastava a profissional já que cada um tinha seu emprego. Outra coisa que os dois compartilhavam: a luxúria. Ambos amavam sexo, e isso não era segredo para ninguém próximo ao casal. Há cerca de dois anos os dois concordaram em adicionar outras pessoas na vida sexual sempre que estivessem enjoados do sexo a dois.
Até hoje os dois nunca haviam tentado apimentar a relação com outro homem, isso porque o combinado era que os dois deveriam se sentir atraídos pela terceira pessoa, para que no momento, nenhuma das três pessoas fosse deixada de lado, pois ambos não achavam justo. E até o momento os dois tinham gostado igualmente apenas de mulheres.
Mas com null havia sido diferente, null pensou que com ele poderia funcionar… Eles não gostavam de rotular sua sexualidade, então null mesmo nunca tendo experimentado nada com alguém do mesmo sexo, nunca se opôs. null era um homem bonito, e o fato de ele dançar e ser um tanto quanto tímido fez os dois ficarem ainda mais atraídos.
- Eu espero que ele apareça! Se ele não aparecer nós dois vamos lá!
null gargalhou enquanto a namorada depositava alguns beijos por seu pescoço.
- Acho que isso pode assustá-lo ainda mais! O ideal seria que só você fosse, caso seja preciso!
Os dois assentiram quando a campainha tocou anunciando os primeiros convidados da festa do casal.
O apartamento já estava cheio de convidados e nada de null aparecer. null conversava com alguns amigos enquanto null, da sacada, tirava algumas fotos com as amigas. Foi quando o olhar do casal se cruzou, ambos sem expectativas de que o vizinho aparecesse.
Quando os dois se encontraram no meio da sala, deram as mãos.
- Você acha que eu vou? - mordeu o lábio receosa -
A música ecoava pela sala mas não estava alta o suficiente para impedi-los de ouvir a campainha tocar.
- Acho que você não vai precisar, deve ser ele.
null caminhou entre os amigos e então abriu a porta do apartamento dando de cara com o vizinho. null deu um sorriso de canto e não pôde deixar de observar o homem trajado de social. A camisa branca com alguns botões abertos por dentro da calça social preta…
- Achei que nós íamos ter que buscar você no seu apartamento.
null riu, abaixando a cabeça, parecendo sem graça.
- Todo mundo fala das festas de vocês aqui no prédio, eu fiquei curioso!
- Entra! Eu e a null estávamos ansiosos para você chegar.
null deu espaço para que null entrasse no apartamento, que estava cheio por sinal. Bem mais cheio do que ele imaginou estar. Os olhos dele procuraram por null, mas não a encontrou.
- Onde eu posso colocar isso? - ele ergueu o vinho -
- Na cozinha! Pode me acompanhar, a null tá lá! Sei que você procurou por ela quando entrou.
null engoliu seco e então encarou null.
- Vem! - entrelaçou uma das mãos na de null -
O mais velho se assustou com o contato, mas não recuou. Seguiu de mãos dadas com null até a cozinha e encontrou null na geladeira, procurando por algo.
- O convidado mais importante da noite chegou, meu bem!
null se virou bruscamente fazendo com que a geladeira se fechasse. Os olhos dela se encontraram com os de null, e então null sorriu.
- Achei que nós íamos ter que te forçar a vir!
- Eu sei! Foi a primeira coisa que seu namorado me disse quando me viu!
- Seus amigos não vêm?
- Acho que não! - ele coçou a nuca agora com uma das mãos livres - Só eu! Inclusive o apartamento de vocês é lindo!
null e null se olharam, e depois olharam para null.
- Guarda para ele o vinho e aproveita e serve uma taça do que já está aberto para ele!
null assim o fez, não deixando de reparar o quanto o rosto dele ficava ainda mais bonito com o cabelo daquele jeito. Bem diferente do dia a dia, quando os dois estavam no estúdio dele.
Os três voltaram juntos para a sala, não sem antes null arregalar levemente os olhos com o casal que se agarrava pelo corredor que ligava o banheiro aos quartos. Na verdade, ele reparou que agora quase todos se beijavam na sala, salvando-o, null, null e mais duas pessoas. Se sentou no sofá com null de um lado e null de outro. Quando ele fez menção de se levantar, null colocou uma das mãos sobre sua coxa, o impedindo.
- Não precisa! Pode ficar no meio!
- Não quero atrapalhar, vocês dois que são o casal aqui!
- Nós não temos todos esses protocolos null!
Ele olhou para null, enquanto se ajeitava outra vez no sofá. Agora eram só três, já que os dois homens restantes também se beijavam. null levou a taça até os lábios dando um longo gole.
- Você não quer sentar mais perto?
null se ajeitou no sofá encostando as coxas descobertas pela fenda do vestido preto, os olhos de null passearam pelo local rapidamente, mas ele se deteve, afinal de contas o namorado dela estava ali, bem a seu lado.
- Mas e ai? Qual seu tipo de mulher? - os dedos dela passaram pelo pedaço de pele exposto pela camisa branca de null -
Ele voltou a arregalar os olhos levemente enquanto ficava vermelho. Os olhos dele pousaram em null que observava os dois. Os dedos de null continuavam a acariciar a pele exposta dele, e o lugar parecia queimar.
- Relaxa! - null respondeu para null - Não precisa ficar sem graça.
null arfou quando as unhas de null desceram para dentro de sua camisa.
- null! - ele retirou a mão dela de lá - O null!
null gargalhou enquanto null se levantava.
- Relaxa null! Como eu disse, eu e a null não temos esses protocolos de casais monogâmicos.
null não entendeu, então o relacionamento dos dois era aberto? null sumiu da vista dos dois.
- Ela ficou brava? - null ergueu a sobrancelha -
- Não! Ela só foi se servir de mais uma taça.
- O relacionamento entre vocês dois é aberto?
- Não! - foi a vez de null encostar a coxa na dele -
null hiperventilou e a cabeça deu um nó. Então porque null pediu que ele relaxasse?
- Você prefere que nós dois sejamos direto null? Ou gosta de joguinhos de adivinhação?
Um longo gole do vinho: foi isso que null conseguiu fazer, quando null voltou com uma garrafa de champanhe nas mãos. Ele definiditivamente não estava entendo que porra era aquela.
null, já prevendo os próximos passos da namorada, retirou o pequeno vaso de flores de cima da mesa de centro e então null subiu sobre a mesma chamando a atenção de todos enquanto dançava ao som da música “Te amo” da Rihanna. Os quadris dela seguiam o ritmo da música com perfeição, exatamente como null havia ensinado. Com aquela música inclusive…
Ela parecia querer provocá-lo, enquanto null, ao invés de olhar a namorada, observava as reações de null, que confuso, tentava tirar os olhos do corpo da mulher, mas simplesmente não conseguia. O champanhe fora aberto e os amigos gritavam incentivando-a a dançar mais. Os olhos dela, pulavam de null para null e vice-versa enquanto ela cantava.
- Você sabe que a deseja, e eu sei também! - null sussurrou nos ouvidos de null -
A voz grave de null fez com que null se arrepiasse, involuntariamente. Os olhos dele passearam por ela outra vez. Sim, ele a desejava! Era tão óbvio assim? null fechou os olhos enquanto sentia o corpo começar a reagir com a visão de null dançando sensualmente sobre a mesa de centro do apartamento. Já estava sendo difícil dar aulas de dança para ela, agora vê-la dançar o que ele ensinou, era torutura!
null deu algumas batidinhas no ombro de null enquanto se levantava do sofá dando um último gole de sua taça. Antes de sumir das vistas de null, ele selou demoradamente os lábios da namorada enquanto passeava as mãos pelas coxas desnudas dela. null acompanhou o movimento com os olhos, desejando poder fazer o mesmo, mas logo afastou os pensamentos da cabeça enquanto tentava esconder o membro já quase duro com o paletó que usava.
Quando null sumiu das vistas de ambos, null se virou de frente para null outra vez enquanto os amigos dançavam e se beijavam pelo apartamento. Agora outra música tocava na sala, e null mantinha os olhos presos em null. O corpo dela seguia o ritmo da música enquanto seus lábios cantavam com a canção.
null sabia que era errado, mas voltou a passear os olhos pelo corpo dela dentro do vestido preto deslumbrante. Foi quando ela desceu da mesinha de centro, e se posicionou em frente à null, ainda dançando, mas agora ela bebia do champanhe. Entregou a garrafa para null que a segurou com as duas mãos. Ele não conseguia desviar o olhar do de null, por mais que se esforçasse. Tomou um gole da bebida gelada, no gargalo mesmo.
null resolveu que estava na hora de agir, então se posicionou no meio das pernas de null, que praguejou mentalmente, enquanto ela dançava para ele. Logo as mãos dela estavam em seu peito, voltando a acariciar a pele exposta por lá e as mãos dele voaram para os quadris de null.
A deixa que ela precisava para se ajeitar no colo dele deixando as coxas ainda mais expostas.
-null! - ele sibilou com dificuldade enquanto ela rebolava provocativamente em seu membro enquanto dançava-
null fechou os olhos e então pode ouvi-la cantar em seu ouvido:
-'Cause I may be bad but I'm perfectly good at it!
As mãos dele deslizaram pelas coxas quentes dela, e null sorriu, ainda mais provocativa ao ver null quase entregue… levou os lábios outra vez até o lóbulo do ouvido de null e então o mordeu, bem devagar. O peito de null subiu e desceu rápido com a sensação gostosa da mordida. Logo as testas dos dois estavam grudadas uma na outra e null sentiu que poderia ficar perdido no castanho dos olhos dela. null mexeu o quadril vagarosamente para torturá-lo outra vez, conseguindo arrancar um suspiro sôfrego dos lábios de null. Quando os lábios dela se encostaram nos dele, null não aguentou: colou os lábios nos dela dando início a um beijo urgente.
As mãos de null se embrenharam nos cabelos loiros de null puxando-os com força enquanto as línguas dos dois se chocava uma com a outra. O gosto de menta e álcool dos lábios dela fez o membro de null pulsar dentro da calça social, fato que não passou despercebido por null, que forçou o quadril ainda mais para baixo. Quando os lábios dos dois se soltaram e os rostos se desgrudaram, null começou a voltar a si aos poucos e então olhou ao redor, com null ainda em seu colo.
null observava os dois do outro canto da sala com o copo de vinho na mão e null quis falar a ele que aquilo havia sido um surto, um momento de total delírio e fraqueza e que nunca mais aconteceria, mas null assentiu para os dois enquanto erguia a taça e desapareceu pelo corredor. null voltou a colar os lábios nos de null que a segurou pelos quadris outra vez, voltando a se render ao beijo gostoso dela.
- Espera! Me explica direito! O null, ele tava aqui vendo você me beijar e ele não pareceu abalado, nem com raiva!
null abriu mais um botão da camisa branca e social de null e deslizou os dedos por lá outra vez.
- Nós dois gostamos de inovar de vez em quando! Porque? Algum problema?
Ela encostou os lábios nos dele outra vez, deixou uma lambida por lá e então encarou null.
- Não sei! É diferente!
null gargalhou enquanto entrelaçava os braços em volta do pescoço de null. Colou os lábios nos dele outra vez, e null correspondeu enquanto levava as mãos para as coxas de null outra vez. null deixou uma mordida no lábio inferior de null.
- Vocês dois não tem um relacionamento aberto, mas ficam com outras pessoas mesmo assim? Eu to confuso!
- É! O relacionamento não é aberto! Mas a gente concorda em apimentar a relação com alguém que ambos se sintam atraídos.
- Ambos? - ele ergueu a sobrancelha -
- Sim! Essa é a única condição! Nós dois temos que gostar da pessoa escolhida, e a pessoa escolhida tem que querer os dois também.
null mudou o semblante para total surpresa e confusão.
- Vem! Vem comigo! - ela se levantou e ergueu a mão na direção de null -
Ele segurou a mão de null e eles se espremeram em meio aos amigos do casal até que chegaram á um quarto que null presumiu ser o dos dois. null sentado na beirada da cama ainda bebericava de sua taça de vinho - a garrafa estava na mesa de cabeceira - o olhar dos três se encontrou.
- Você já falou com ele? - null perguntou enquanto se levantava e ia em direção a mesinha -
Depositou a taça lá, ao lado da garrafa. Haviam mais duas taças lá, e ele colocou vinho em ambas.
- Não exatamente!
- Nós dois queremos você, simples! Mas nós dois vamos entender se você disser que não quer tentar nada! Afinal de contas, o meu relacionamento com a null não é aberto. Então, ou é com os dois, ou você vai ter que se contentar com apenas aquele gostinho do que aconteceu no sofá!
null nunca havia ficado com outros homens, mas também nunca havia tentado… E null era um homem bonito, então porque não tentar? O que ele tinha a perder?
- Eu topo! - ele respondeu já se livrando do paletó preto -
null sorriu completamente satisfeita enquanto via null se aproximar dos dois vagarosamente. null voltou a beijar null, com um pouco mais de paixão, dessa vez enquanto aproveitava para desabotoar o botão da calça preta dele.
Com uma das mãos, null puxou o namorado pelo cós da calça o incentivando a participar do beijo, e ele assim o fez. Os dois esperaram a reação de null ao contato de null, e como ele não recuou o beijo foi aprofundado por null, com null já parecendo estar mais à vontade null separou a boca da dos rapazes e se afastou, para observar o que aconteceria. Como seria ver o namorado beijando outro homem? Seria tão atraente quanto era vê-lo beijando outras mulheres? E será que null corresponderia ao beijo do namorado?
As mãos grandes de null apertaram a cintura fina de null, trazendo o corpo magro dele para ficar colado ao seu. null estranhou a reação do próprio corpo, quando sentiu o membro voltar a endurecer com a língua de null invadir sua boca e automaticamente passou os braços em volta da cintura do homem.
null engoliu seco enquanto sentia a intimidade umedecer ainda mais com a visão dos dois homens ali se beijando na frente dela, e ela se perguntou como era possível ser ainda mais gostoso ver o namorado beijando o vizinho do que qualquer outra mulher das que eles já tinham desejado? Ela resolveu deixar os dois aproveitarem o momento, assim como null fez com ela e null.
Quando null pausou o beijo para deixar uma mordida no lábio de null, ele aproveitou para dar uma olhada no homem. O beijo tinha sido muito melhor do que ele imaginava que seria, e o corpo dele havia reagido de uma forma positiva ao contato com outro homem e null gostou de saber que null havia provocado aquelas reações nele e em null também. Ele conhecia a namorada feito a palma da mão e sabia que ela estava muito atraída por null. Ele só não esperava que ver os dois juntos e beijar o rapaz fosse deixá-lo com tanto tesão.
null um tanto quanto assustado consigo mesmo viu null encostar a testa na dele, parando o beijo de forma abrupta. O corpo dos dois ainda estava colado e null não entendia muito bem, porque havia gostado tanto do beijo dele…
null umedeceu os lábios, sentindo o corpo queimar de desejo pelos dois homens, então ela deixou que o vestido caísse por seus ombros e quando ele atingiu o chão, ela se livrou dele caminhando em direção à cama. Os dois homens a encararam e então null foi o primeiro a se livrar da parte de cima de suas roupas e null não pode deixar de olhar o corpo do namorado com desejo, não importa quantas vezes ela o visse nú, o desejo que sentia pelo namorado nunca diminuía…
Os olhos de null também passaram pelo peito nu de null, e ele se permitiu admirar e desejar o homem. null se juntou à namorada na cama e então os dois se beijaram. As mãos de null seguravam o rosto dela entre as mãos. null se ajoelhou na cama enquanto observava o casal se beijando a sua frente. Ele se livrou das próprias calças, ficando apenas com a cueca boxer, que já começava a incomodar também. null agora beijava o pescoço de null, que encarava null com chamas nos olhos. Ela bateu a mão no lençol, chamando null para perto.
Ele se aproximou do casal vendo null alcançar seu membro com a mão sobre a cueca enquanto null abocanhava um de seus seios e null soltou um gemido baixo, extasiado pela cena e pelo prazer de ter null o acariciando mesmo que sobre o tecido. A mão de null adentrou a cueca de null com certa dificuldade e quando ela encontrou o membro de null, o gemido dos dois se misturaram no quarto.
Jogou a cabeça para trás quando a mão de null começou a se movimentar em seu membro rígido, num vai e vem lento. Mordeu o lábio tentando reprimir os gemidos e quando abriu os olhos, null e null tinham os olhos vidrados nele. A mão de null ainda se movia quando null se aproximou dele e lhe beijou outra vez. Os movimentos de null foram ficando mais intensos e então ela parou de uma vez, fazendo null protestar entre meio o beijo com null.
- Calma! - null riu -
null e null pausaram o beijo e então null pegou uma das mãos de null e a colocou sobre o membro de null que fechou os olhos. null deixou um sorriso malicioso escapar dos lábios e então deixou que a namorada guiasse sua mão nos movimentos enquanto os dois se olhavam nos olhos.
A mão de null deixou a de null trabalhar sozinha enquanto os gemidos de null preenchiam o quarto, mesmo com a música alta na sala. null se sentia extasiada com os gemidos saindo da boca do vizinho e null aproveitou para depositar alguns beijos pelo pescoço exposto dele. null segurou a mão de null com força enquanto sentia que poderia gozar a qualquer momento, um gemido mais alto saiu de sua garganta quando ele sentiu a lingua de null deixar uma lambida lenta na cabeça de seu membro.
Os movimentos de null foram suavizando enquanto null abocanhou o membro de null de uma vez. Ele segurou a mão de null com ainda mais força enquanto embrenhava a outra nos cabelos de null.
null mordeu o lóbulo da orelha de null enquanto ria e ouvia ele gemer mais uma vez:
- Se eu soubesse que poderia ser tão bom, e que você gemia assim tão gostoso, a gente tinha feito a proposta antes!
A mão de null que antes segurava a mão de null, subiu para o rosto dele e então os dois se beijaram mais uma vez. null se juntou a eles no beijo e então null voltou a passear uma das mãos pelas coxas dela e depois foi subindo a mão até alcançar um de seus seios. null gemeu quando ele apertou o lugar com firmeza e então o beijo foi partido.
null encarou os olhos cobertos de luxúria da mulher e então a beijou, embrenhando as mãos outra vez em seus cabelos. Ver o homem beijar a namorada com tanto desejo quase fez null chegar lá, ele se ajeitou melhor pela cama e então passou a mão pela própria extensão, arrancando o membro de dentro do único tecido que ainda o cobria. null e null ainda se beijavam quando ele começou a se tocar assistindo os dois.
Quando os pulmões de null e null pediram por ar, os dois bateram os olhos em null. null, se aproximou do namorado, ficando ao lado do mesmo na cama, segurou o rosto dele entre as mãos.
- Acho que o null precisa de um pouco de atenção null!
E então ela beijou o namorado enquanto ele ainda se tocava. null, embriagado de vontade, se aproximou do casal e então colocou suas mãos sobre a de null movimentando as mesmas junto com ele.
Quando o beijo de null e null se partiu, null e ele se olharam. Depois de um rapido beijo os dois voltaram o olhar para Mirando, e quase como se estivessem se comunicando por telepatia, os dois homens decidiram que ela precisava de alguns cuidados.
null terminou de despir a namorada descendo vagarosamente a calcinha de renda que ela usava por suas pernas, os dois não deixavam de se olhar em nenhum momento. null amava null como nunca havia amado qualquer outra mulher…
null aproveitou enquanto null passeava as mãos pelas pernas da namorada para beijá-la outra vez, era como se o beijo dela tivesse algum tipo de droga: estava viciado.
Um dos dedos de null alcançou o clitóris de null, com movimentos circulares e leves ele começou a masturbá-la, da forma que ele sabia exatamente que a mulher gostava. Ela gemeu na boca de null que sentiu ainda mais tesão com o momento.
O dedo de null aumentou a pressão na medida certa sobre o clitóris de null e o Namorado sorriu satisfeito quando a viu puxar os cabelos de null, demonstrando que estava gostando. Quando null resolveu que estava na hora de penetrar a namorada com um dos dedos ele gargalhou.
- Eu nunca vi você tão molhada meu bem! Obrigada null! - os dois separaram os lábios e então null sorriu na direção de null -
null mordeu o lábio quando dois dedos do namorado invadiram com facilidade sua intimidade e ele soltou um palavrão, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. null quis beijá-lo, então se aproximou dele justamente quando seus dedos começaram a se mover dentro de null, que gemeu manhosa vendo os dois homens se beijando.
Os movimentos de null com os dedos dentro da namorada seguiam o ritmo do beijo entre ele e null. Quando o beijo era mais calmo e lento os movimentos dele também eram, assim como quando o beijo tomava mais intensidade ele reproduzia com os movimentos dentro da namorada.
null agarrava os lençóis da cama enquanto se contorcia nos dedos do namorado, mais um pouco e ela gozaria. null a conhecia tão bem que sabia exatamente a hora de parar, e deixar null aproveitar também.
- É a sua vez, meu bem! - ele sussurrou contra os lábios de null - Só não demora muito, ela tá quase!
null encarou os olhos negros de null dentro dos seus, e então ele se abaixou o suficiente para conseguir encostar a ponta do nariz na intimidade enxarcada dela, que automaticamente fechou as pernas.
- Seja boazinha meu bem! - null acariciou o rosto dela que fechou os olhos voltando a abrir as pernas -
null respirou vagarosamente na entrada dela enquanto fechava os olhos. Assim que sua lingua entrou em contato com a intimidade de null ela lhe agarrou os cabelos negros pressionando a lingua dele ainda mais em si mesma. null arfava pesadamente sentindo o gosto dela lhe invadir a língua e o membro pulsou de vontade de estar dentro dela.
null gemeu ainda mais manhosa quando a língua dele entrou dela e as mãos grandes dele lhe seguraram as coxas, fazendo com que a língua dele fosse ainda mais fundo. O gosto dela era diferente de todos que ele já havia provado. null assistia a namorada gemer o nome de null enquanto sorria e acariciava as costas do homem, o incentivando.
null resolveu que era melhor parar, já que null havia avisado que null estava quase lá. Os dois homens se beijaram, compartilhando o gosto da mulher nos lábios um do outro, enquanto ela tentava se recompor do quase orgamos causado pelos dois homens.
- Vou deixar você aproveitar mais um pouquinho, quero ficar assistindo vocês dois!
- Tem certeza? - null segurou o rosto dele -
- Tenho! - deixou mais um beijo nos lábios de null e então fez o mesmo com null, demorando um pouco mais na namorada -
null mesmo entregou o preservativo para null, que vestiu o membro sob o olhar atento do casal.
- Você é tão bonito! E acho que não sabe disso null!
Ele sorriu para null enquanto se ajeitava sobre ela, selou os lábios dela rapidamente antes de ajustar o membro em sua entrada. null cravou levemente as unhas nas costas de null quando o membro dele pressionou sua intimidade pedindo para entrar. Ela enlaçou as pernas em volta dos quadris de null e então os dois se beijaram quando o membro dele finalmente entrou dentro dela. null soltou um gemido de satisfação entre o beijo, o que fez null aumentar o ritmo de sua masturbação. Ele não achava que sentiria tanto prazer em ver a mulher com outro homem, especialmente com null…
null intercalava os olhares com null e null enquanto entrava e saia da mulher. null sentia null a atingir fundo, assim como era com null. Mas null era um pouco mais delicado e fazia um pouco mais de contato visual com ela, e ele era mais calado, null gostava de falar algumas sujeiras ao pé do ouvido. null era mais vocal no sentido dos gemidos, ele não os prendia…
null estava quente e prendia o membro de null a cada estocada, fazendo-o quase enlouquecer. Encostou a testa na dela, com os olhos fechados. Os movimentos dele foram ficando mais lentos, porém mais precisos e null arranhou as costas dele com força enquanto gozava e chamava o nome dele baixinho.
null gozou junto a namorada enquanto null chegou lá alguns minutinhos depois. O orgasmo mais intenso que ele já havia tido na vida. Fechou os olhos pensando se não se arrependeria daquilo no dia seguinte.
Assim que ele trancou o apartamento atrás de si, deu de cara com o casal. null sorriu para ele enquanto null se aproximou dele ficando na ponta dos pés. A noite em que transaram havia sido incrível, a mais incrível da vida de null. Mas ele estava fugindo do casal como o diabo foge da cruz. Mas não conseguia não pensar nos dois, especialmente no banho. Ela havia passado as aulas de dança de null para um de seus amigos, e evitava sair nos mesmos horários que o casal. Uma semana havia se passado, ele só pensava nos dois.
- Você sabe que não precisa fugir da gente, não é vizinho?
- Mas eu não estou fugindo de vocês!
- Como não? Se até as nossas aulas você terceiriza! - null depositou um beijo roubado na bochecha dele -
- Foi só uma noite de sexo! Justamente para não correr o risco de ninguém se envolver demais!
Então havia sido só mais uma noite de sexo para os dois? null havia sido só mais uma terceira pessoa que apimentou o sexo deles? Ele balançou a cabeça repetidamente enquanto olhava pro chão.
- Mas deixa eu te falar uma coisa vizinho? - null chamou a atenção de null -
Os dois se olharam e null abaixou os olhos para a boca rosada dele. Quis beijá-lo.
- Amores de uma noite ainda são amores! - ele girou a chave abrindo a porta do apartamento deles -
null foi a primeira a entrar no apartamento.
- Se você quiser repetir, é só bater aqui na porta vizinho.
null piscou para ele e sumiu para dentro do apartamento.
- Você sabe nossos horários null, é só bater aqui!
null encarou os olhos de null, que agora quase pegavam fogo e então fechou a porta do apartamento.
Fim.
Nota da autora: Oi bebês! Espero que tenham gostado, foi um MEGA desafio para mim escrever essa short.
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.