FFOBS - The Fake Friend, por Fernanda Gonçalves


The Fake Friend

Última atualização: 08/06/2019
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Prólogo

O brilho do sol nascente iluminava toda a praia, a luz alaranjada espalhando calor por tudo o que tocava, as ondas lavando a areia, enterrando conchas e trazendo à superfície pequenos pedaços de algas e madeira, devolvendo à terra o que durante a chuva da noite anterior tinha sido levado.
Do píer, sentada em um banco no alto, apenas observando tudo o que acontecia ao seu redor, encarava o mar já calmo, a espuma branca contrastando com o tom de azul, as aves que vez ou outra mergulhavam e voltavam com um peixe pequeno preso no bico, as nuvens negras se dissipando no horizonte.
Toda aquela calmaria se contrastava, e muito, com toda a agitação dentro dela, todo o conflito, toda decisão que a levara para o ponto onde se encontrava naquele momento. Era engraçado imaginar que, em apenas três meses, sua vida tinha tomado um rumo completamente inusitado, algo que ela jamais teria imaginado antes do começo daquele verão. Era dolorido, era um pouco trágico, mas tinha certeza de que estava apenas colhendo os frutos de tudo o que havia plantado.
Não tinha sido intencional, não havia sido premeditado. Apenas acontecera, mas como ela desejava que nada daquilo tivesse ocorrido; como ela deseja estar apenas acompanhada de seus amigos naquele momento, sem nenhum tipo de culpa, sem nenhum remorso.
Ao seu lado, a tela do celular se iluminou, a vibração do aparelho contra o banco de madeira chamando sua atenção para o barulho, a imagem que a encarava parecia mais um riso de escárnio do que qualquer outra coisa. Lutando contra os próprios instintos, deslizou o dedo sobre a tela e recusou a chamada, seus olhos se fechando e um suspiro saindo por seus lábios. Ela estava cansada. Cansada de ter todos contra ela, cansada de como havia sido taxada. Apenas cansada.
Havia feito muitas coisas erradas, estava certa disso, mas por mais que todas as consequências haviam caído sobre ela, ela não era a única errada naquela história. O mundo parecia se esquecer de que tudo o que ela tinha feito teve a participação de uma segunda pessoa, igualmente responsável pelos atos, assim como ela. Então por que ninguém parecia ligar para aquilo?
O celular vibrou mais uma vez, a imagem do rapaz que há tanto assombrava seus pensamentos sorrindo para ela. Por mais que tentasse, era difícil se manter longe dele, era difícil dizer não e ela só conseguia se lembrar de quando tudo aquilo tinha mudado, de quando ela deixara que ele tivesse tanto controle sobre a vida dela desse jeito.
Jogando a cabeça para trás e deixando com que o calor do sol repousasse sobre ela, balançou a cabeça, esticou os braços e respirou fundo. Ela era apenas uma garota que tinha se apaixonado por um cara. Talvez tenha sido o cara certo no momento errado, mas não havia mais como mudar isso. Ela não iria mais negar a felicidade para si mesma.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.





Ansiosinha para acompanhar essa história, Fer! Manda mais que tá pouco, bem pouco! ♥
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