The Marshal's Daughter

Última atualização: 11/08/2018
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Capítulo 1

Hampton, VA. USA. 22:40 PM.

O natal dos Culbert’s foi sempre uma tradição. Marcava o fim de um longo ano de aflições e a reunião dos membros da família em um momento de paz. amava o natal e odiava atrasos. Por esses motivos, apertava os passos pelos corredores vazios do hospital Hampton, em direção ao estacionamento. Checou o relógio pela segunda vez em menos de dez minutos. Conseguiria chegar a tempo. Viu os arbustos próximos ao carro se mexerem e pensou ter visto um vulto. Se esforçou para reparar em tudo à sua volta. Alguns médicos fumando no pequeno jardim, carros estacionados e uma ambulância que acabara de chegar. Nada anormal. Estava com pressa para chegar em casa. Fazia seis meses desde que havia saído em uma missão e, desde então, não tivera notícias do irmão mais velho. Acenou para um dos colegas de voluntariado, que também estava indo embora, e entrou em seu carro.
Ao longo do caminho, ouvia qualquer música que tocava no rádio e batucava o volante. Avançou alguns faróis vermelhos e havia se dado o luxo, também, de seguir um pouco acima da velocidade permitida. Estacionou o carro de qualquer maneira ao lado dos outros três que já estavam na parte da frente da luxuosa mansão. Do carro, levou apenas o celular, antes que subisse as escadas e corresse em direção à parte dos fundos da casa.
Na parte lateral, coberta e próxima ao jardim, dois homens vestidos em ternos muito bem alinhados conversavam enquanto saboreavam algum whisky caro. correu entre os empregados, que cuidavam dos detalhes da ceia, em direção ao homem mais novo.
! ㅡ Gritou pouco antes de se jogar nos braços do rapaz em um abraço apertado. Os irmãos Culbert tinham uma forte ligação desde a infância. Quando contou a , anos atrás, que seguiria os mesmos passos que o pai na carreira militar, a garota tentou de todas as formas convencê-lo do contrário.
ㅡ Ei, você cresceu! ㅡ Disse, afagando os cabelos compridos da garota.
ㅡ Para de loucura, . ㅡ Revirou os olhos. era alta, e o irmão zombava sempre que tinha a oportunidade, pois lembrava que, na adolescência, ela fizera promessas para que não passasse de seus um metro e setenta. ㅡ Oi, pai. Boa noite. ㅡ Se desvencilhou dos braços do mais novo para que pudesse beijar o rosto do pai.
ㅡ Boa noite, querida! Como foi no trabalho hoje?
ㅡ Tudo nos conformes. ㅡ Sorriu sem mostrar os dentes e se permitiu olhar a decoração daquela parte da casa. A piscina tinha velas boiando ao longo de toda sua extensão, renas de led estavam espalhadas pelo jardim, um pinheiro com bolas vermelhas e presentes em sua base, e uma grande mesa estava posta na parte coberta da área. ㅡ Teremos convidados hoje? ㅡ Aquela data, em específico, tinha reuniões somente com os quatro. mal se lembrava qual fora a última vez em que tiveram convidados para a ceia de natal.
ㅡ Cameron, e alguns Rangers. ㅡ A mulher franziu as sobrancelhas. Os Rangers eram a elite do exército dos Estados Unidos. fazia parte daquele grupo.
ㅡ A não comentou nada sobre ela e o Cam virem. Algum motivo especial para termos mais Rangers aqui?
e o marechal trocaram olhares e o mais novo a respondeu:
ㅡ Nós vamos formar um grupo de agentes especiais agora. Os convidei para comemoramos. Você já conhece alguns. Se lembra do Niall, do James e do Harry? ㅡ Os dois tinham a postura totalmente rígida. sabia que o irmão não mentiria, mas aquela não era toda a verdade.
ㅡ Uhum… Parabéns. ㅡ Encarava os dois homens à sua frente, analisando qualquer detalhe que pudesse entregá-los de uma suposta mentira. conseguia ser tão fria quanto os militares da família quando sentia que estava sendo enganada. Não suportava mentiras. ㅡ Vou ver se a mamãe precisa de ajuda com alguma coisa e me arrumar.
Não esperou a resposta de nenhum dos dois antes que seguisse em direção à cozinha, onde sua mãe provavelmente estaria.
ㅡ Não conte-a agora, . Acabaria com o natal da .
ㅡ Eu sei. Vou tentar, mas ela é melhor em persuasão do que qualquer um de todo seu exército. ㅡ O marechal sorriu, orgulhoso.
ㅡ Ela, de fato, teria uma carreira militar promissora se ouvisse nossos conselhos.
ㅡ Teria, mas como ela diz: escolheu salvar vidas ao invés de tirá-las. ㅡ Acompanhavam com o olhar a médica sorridente que cumprimentava todos os funcionários que encontrava. Ela era o coração da casa. Os demais eram a razão. ㅡ Por qual motivo convidamos os Eymor’s?
ㅡ Cameron é um Navy SEAL, e é a melhor amiga da .
ㅡ Você acha que as ameaças vieram de algum dos SEAL’s? ㅡ Perguntou enquanto reabastecia os copos com a bebida e gelo.
ㅡ Não, mas Cameron é filho do General do Exército. Vou sondá-lo para descobrir se também receberam alguma ameaça. ㅡ O mais novo assentiu.
ㅡ Como, exatamente, as ameaças foram feitas? ㅡ Robert deu um longo gole na bebida antes que o respondesse.
ㅡ A primeira foi por um bilhete. Chegou com as correspondências. Um papel em branco, escrito com letras em sangue. Dizia: “Deixe o poder”.
ㅡ Sangue humano? ㅡ Se atentava a todos os detalhes.
ㅡ Não. Animal. ㅡ O filho assentiu para que o mais velho pudesse continuar: ㅡ O segundo foi uma curta ligação. Usaram algum dispositivo para distorcer a voz. Tudo o que conseguimos rastrear é que a ligação partiu de um telefone celular, em algum lugar da Virgínia. Nesta ligação, disseram: “Se não abandonar o cargo, lhe tiraremos o que há de mais valor”.
ㅡ Houve um terceiro contato?
ㅡ Sim, outra ligação. Desta vez, dizendo: “Eu te avisei”. E, hoje a tarde, sua mãe foi perseguida enquanto voltava do mercado.
ㅡ É pior do que eu imaginei. Quem está fazendo isso, nos conhece muito bem. Sabe exatamente como nos atingir.
ㅡ Eu estive pensando... Se eu abdicar ao cargo, acabo com tudo isso e evito qualquer conflito que possa surgir com essa gente. Não é a primeira vez que recebemos esse tipo de ameaça. Das outras vezes, conseguimos interceptar sem nenhum dano a nós. Mas, dessa vez, estamos no escuro. Não temos ideia de quem está por trás disso e do que é capaz de fazer.
ㅡ Abdicar o cargo não é uma alternativa, pai. Nós vamos descobrir quem está por trás disso antes que algo aconteça.
ㅡ Com licença, senhores. ㅡ Uma das empregadas havia se aproximado. ㅡ Seus convidados chegaram.
ㅡ Obrigado, Lucy, já vou atendê-los. ㅡ a respondeu.
foi a primeira a chegar à sala para receber os convidados. Antes de abrir a porta, checou o visual uma última vez. O batom vermelho estava impecável em seus lábios. Havia escolhido um vestido preto, colado ao corpo, com um corte reto e os ombros de fora. Para completar, sandálias com saltos e tiras finos. Os cabelos estavam soltos, com leves ondas em seu comprimento.
? ㅡ Harry foi o primeiro a se manifestar quando a mulher abriu a porta. ㅡ Uow, você está muito gata!
ㅡ Obrigada, Harry. ㅡ Disse ao se soltar do abraço do rapaz. ㅡ Parece que se tornar um Ranger também lhe fez bem, não é? ㅡ O rapaz de olhos verdes sorriu em resposta.
ㅡ Não bajula, . O ego dele não vai caber nessa casa. ㅡ Disse o rapaz com a maior estatura física.
ㅡ Oh, James! Não fique com ciúmes. Você ainda tem o sorriso mais bonito de todos! ㅡ O abraçou. ㅡ Alguma reclamação ou elogio, Niall? ㅡ Abraçou o último conhecido dos quatro homens.
ㅡ Nope. Não quero que o arranque meus olhos por cantar a irmã dele. ㅡ Insinuou para o primeiro e riu.
ㅡ Você eu não conheço. Culbert. ㅡ Estendeu a mão para o rapaz que continuava sério, com a postura ereta.
Hughes. ㅡ Apertou a mão estendida da garota, que sorriu simpática.
ㅡ Queridos, vocês chegaram em uma ótima hora! ㅡ Jasmine retirava o avental da cintura, se aproximando do grupo de pessoas.
ㅡ Mãe, você os acompanha até o jardim? Vou esperar a . Ela avisou que estava chegando.
ㅡ Claro! ㅡ Seguiu com os homens para o lugar onde o marido e o filho estavam.
Ela permaneceu sentada em um dos sofás na sala, esperando que os amigos de infância, que eram seus vizinhos de condomínio, chegassem. Ainda estava intrigada sobre o motivo de uma equipe de Rangers estar presente naquela reunião. Sabia que havia acontecido algo, mas não conseguia pensar no quê. Tentou fazer com que sua mãe confessasse sobre o que havia levado à criação daquele grupo especial de agentes, mas a mulher desconversou várias vezes sem dar nenhuma pista. era curiosa e sabia que acabaria descobrindo o motivo daquilo. Seu medo era saber o quê de tão grave havia acontecido para recrutarem os melhores agentes possíveis daquele país em uma única equipe. O som da campainha a fez levantar automaticamente para abrir a porta.
ㅡ Meu Deus! Você está incrível!
ㅡ Não adianta elogiar para tentar se desculpar pelo atraso, mocinha. ㅡ Brincou.
ㅡ Não foi culpa minha. Dessa vez foi o Cam que nos atrasou. Demorou uma eternidade para chegar em casa. ㅡ rolou os olhos, dando abertura para que o irmão se defendesse.
ㅡ Oi, . ㅡ Cameron deu um passo à frente, parando ao lado da irmã.
ㅡ Oi, Cam. Você está lindo. ㅡ Sorriu abertamente, pois sabia os efeitos que tinha sobre o rapaz.
ㅡ Obrigado. Em minha defesa, eu precisava buscar o seu presente. ㅡ Retirou a caixa retangular, envolta por veludo, do bolso interno do paletó azul que usava. ㅡ Espero que goste.
ㅡ Cam, é linda! Eu amei, obrigada. ㅡ Disse ao abrir a caixa e admirar o que tinha dentro. Abraçou o rapaz em agradecimento pelo presente. Havia ganhado uma pulseira de diamantes vermelhos.
ㅡ Eu só não vou ficar com inveja porque também ganhei um presente legal. ㅡ estendeu a mão esquerda para que a amiga visse o anel com uma grande pedra de serendibite.
Caminharam até os fundos da casa, onde conversavam tranquilamente e saboreavam a ceia que Jasmine havia preparado. Ao longo do jantar, se sentiu observada. havia olhado para a garota por várias vezes e, em algumas delas, sustentara o olhar. Mas quando ele não desviava, ela o fazia.
e estavam fumando charutos em uma mesa que estava ao lado da piscina quando seu pai chamou Cameron para uma conversa, afastados dos demais. Ele não era um Ranger, mas, provavelmente, saberia o motivo de terem criado aquela equipe especial. se esforçou ao máximo para fazer a leitura labial dos homens, mas, daquela distância, era praticamente impossível. Esperaria até que Cameron voltasse e tentaria fazê-lo contar.
No sofá à frente, bocejava e ria de alguma piada que Niall tinha contado.
ㅡ Quer subir para dormir, ? ㅡ Jasmine questionou.
ㅡ Não, tia. Obrigada. Acho que já vamos. ㅡ Apontou com a cabeça para Cameron, que voltava caminhando ao lado de Robert.
ㅡ Posso falar com você antes de ir, ? ㅡ A mulher assentiu, deixando sua taça de vinho na mesa de centro e acompanhando Cameron até o jardim, onde estivessem sozinhos.
ㅡ Pode me contar o que está acontecendo? Eu sei que meu pai te contou. ㅡ Cruzou os braços na altura do busto e empinou o queixo.
ㅡ Eu não tenho autorização para falar sobre isso com você. ㅡ Ela negou com a cabeça, mantendo o olhar. Estava começando a ficar incomodada com tanto mistério. Alguém tinha que contá-la.
ㅡ E o que você quer me falar? ㅡ Estava visivelmente impaciente, desejava que fossem todos embora para que pudesse pressionar .
ㅡ Quero te fazer um convite. ㅡ Mantinha a postura ereta e os braços cruzados atrás do corpo. A garota não o respondeu. Permaneceu olhando em seus olhos. ㅡ Meu apartamento em Nova York está vazio. Nessa época do ano, tem bastante neve e a cidade fica linda. Nós poderíamos passar o recesso da sua faculdade e da residência lá. Se você quiser, podemos passar alguns dias no Canadá também. Sei que você ama essa época do ano.
ㅡ Quem está incluso nesse “nós”? ㅡ Descruzou os braços apenas para que pudesse fazer as aspas com as mãos. Se Cameron soubesse o quão fora daquele clima estava, talvez não tivesse feito o convite. Ele respirou fundo antes de responde-la. Já sabia como aquela conversa acabaria.
ㅡ Eu e você. ㅡ Ela olhou para cima, soltou uma risada incrédula e balançou a cabeça negativamente.
ㅡ Eu e você. ㅡ Fez uma pausa e mordeu o lábio inferior antes de continuar: ㅡ Já conversamos sobre isso, Cameron. Algumas vezes, inclusive. ㅡ Ela olhava diretamente em seus olhos. ㅡ Nós, ㅡ gesticulou entre os dois ㅡ nunca vai existir. Não do jeito que você imagina, ou quer. ㅡ Fez outra pausa, tentando achar as palavras certas para que não pegasse tão pesado. ㅡ Eu amo você. Mas amo do mesmo jeito que amo a , ou o . Nunca vai ser nada mais do que isso. Um amor de amigos, ou de irmãos. ㅡ Ele a olhava fixamente, sem dizer uma única palavra. ㅡ Eu peço desculpas por não corresponder ao que você sente, nós já tentamos fazer isso dar certo. ㅡ Se referia ao ano de namoro que tiveram, por pura insistência de Cameron. Ele havia a prometido que, se depois do tempo em que ficassem juntos o sentimento dela não mudasse, seguiriam sendo só amigos e ele aceitaria aquele fato. Não estava cumprindo sua promessa. ㅡ Por favor, não faça isso com você mesmo, você sabe que não temos futuro algum juntos.
ㅡ Ok, . Não venha me dizer depois que se arrependeu. ㅡ Não esperou que a garota respondesse, se despediu das pessoas presentes e caminhou até o carro, onde esperaria a irmã. se despediu de todos, demorando mais ao abraçar a melhor amiga. Já imaginava qual teria sido o assunto da conversa dos dois, e sabia que a amiga não tinha culpa por não nutrir sentimentos por seu irmão.

Jasmine e terminavam de arrumar as louças e de retirar os pratos da mesa do lado de fora. James ajudava colocando as louças na máquina de lavar. Os outros rapazes estavam sentados pela sala, conversando sobre algum esporte.
ㅡ James, pode colocar esta panela no armário de cima, por favor? ㅡ estendeu o objeto ao homem, que alcançou a prateleira no armário com facilidade. Quando o homem virou novamente para frente, encontrou a mulher quase colada a seu corpo, milímetros separavam os dois. Ela era calculista, tinha esperado que a mãe saísse da cozinha e deixasse os dois sozinhos para que pudesse agir.
ㅡ O que você acha que está fazendo, ? ㅡ James tinha as sobrancelhas franzidas; se preparava para esquivar de qualquer movimento que ela fizesse.
ㅡ Qual é, James. Não se faça de desentendido. ㅡ Dava seu melhor e mais cínico sorriso, enquanto deslizava as mãos pelo peitoral do rapaz.
ㅡ Ah… Eu sei onde você quer chegar. E esse seu joguinho pode colar com o Harry, mas eu não caio nele.
ㅡ Joguinho? ㅡ Abriu mais o sorriso. ㅡ Então tem você tem algo que possa me contar? ㅡ Ergueu as sobrancelhas. Subia e descia as mãos pelo corpo do rapaz, que se apoiava no balcão atrás de si. Estava encurralado pela mulher.
ㅡ Não. Não há nada para te contar.
ㅡ Então esse grupo de agentes especiais foi feito para nada? ㅡ Umedeceu os lábios com a língua. James não conseguiu deixar de reparar no gesto. Ela continuou sorrindo por ver que estava avançando com sucesso. ㅡ Os melhores agentes de todo país, reunidos sem objetivo nenhum?
ㅡ É claro que tem um objetivo. ㅡ Ela assentiu e subiu os braços lentamente, cruzando-os atrás do pescoço do rapaz.
ㅡ Hum… ㅡ Mordeu o lóbulo da orelha do homem, que depositava toda sua força no mármore do balcão onde se apoiava. Se algum superior o visse daquela forma, certamente o puniria. Sua justificativa seria, ao certo, que fora treinado para resistir a qualquer tortura que não fosse Culbert. Aquele nível de tortura era elevado, ela deveria ser objeto de estudo militar em sua opinião. ㅡ E qual é esse objetivo? ㅡ Uma risada alta invadiu a cozinha. tinha assistido toda a cena de “tortura” do amigo. Estava do outro lado da cozinha, com os braços cruzados.
ㅡ Sinto em atrapalhar, mas me disseram que você poderia me ajudar com um curativo, . ㅡ Os dois olharam em sua direção.
ㅡ Tá. Pega gaze no banheiro, terceira porta à direita. ㅡ Voltou a encarar James. ㅡ Continuando... O objetivo? ㅡ Estreitou os olhos.
ㅡ Não, não, não. ㅡ Gentilmemte, tirou os braços da mulher de seu pescoço e respirou aliviado. ㅡ Obrigado, Hughes. Te devo duas. ㅡ Se afastou e caminhou em direção à sala. estava furiosa e bufando. Esteve perto de conseguir o que queria.
ㅡ O que ainda está fazendo parado aí? ㅡ Lançou um olhar duro a enquanto passava pelo rapaz e subia as escadas em direção a seu quarto. Sabia que o homem lhe seguia porque ouvia seus passos. A porta do quarto foi aberta bruscamente e seguiu em direção ao closet do grande quarto. observava o local. ㅡ Senta na cama e tira a camisa. ㅡ Gritou de onde estava. Ele caminhou até a beirada da cama e observou as diversas fotos espalhadas pelo criado mudo que havia ao lado. ㅡ Eu falei para sentar na cama e tirar a camisa. ㅡ Retornou ao cômodo com uma caixa de luvas descartáveis em mãos.
ㅡ Suas técnicas de persuasão e sedução não me atingem, Culbert. ㅡ Tinha o maxilar travado e estava sério.
ㅡ O quê? ㅡ Respondeu, confusa. Não havia tentado persuadi-lo. ㅡ Não. Não é isso. Eu pedi porque sua camisa está com sangue e... ㅡ Foi interrompida pela risada do homem. Ela o tinha visto pela segunda vez durante toda a noite. ㅡ Babaca. ㅡ Revirou os olhos e alcançou o material necessário na gaveta do criado mudo. tirou a jaqueta e a deixou ao lado, no colchão. Ainda em pé, começou a desabotoar os botões da camisa social branca que vestia. estava parada em sua frente e vestia as luvas de látex. Enquanto desabotoava a camisa, olhava profundamente para . ㅡ O que foi agora?
ㅡ É uma demonstração de como persuadir alguém, usando o próprio corpo.
ㅡ Só nos seus sonhos, querido. ㅡ Disse antes de analisar o corte profundo, na região das costelas. ㅡ Isso está feio. ㅡ Tocou a pele em volta do machucado e viu contrair os músculos do abdômen diante de seus toques. Estava apoiado em seus cotovelos, enquanto examinava. ㅡ Vai precisar de alguns pontos. Acho que sete serão suficientes. ㅡ Antes que pudesse se virar para pegar o restante dos materiais para dar os pontos, a segurou pelo punho.
ㅡ Sem pontos. Só o curativo. ㅡ olhou de seu braço aos olhos do rapaz, e o puxou.
ㅡ Acho que eu sou a médica aqui. ㅡ O repreendeu.
ㅡ Sem. Pontos. ㅡ Respondeu entredentes e bufou em resposta. Limpou o local do corte e fez o curativo.
ㅡ Isso vai infeccionar e demorar o dobro do tempo para cicatrizar. ㅡ Respondeu enquanto separava o material sujo em uma sacola, para que pudesse descartar. já havia vestido a camisa e vestia a jaqueta. ㅡ Me procure quando inflamar. Eu vou adorar jogar na sua cara que eu avisei. ㅡ Deu um sorriso falso ao rapaz, que agradeceu antes de sair do quarto.
ㅡ Obrigado, doutora. ㅡ Sorriu da mesma forma.

Na sala, aproveitaram o fato de estar a um bom tempo no quarto para discutirem o real assunto da presença dos Rangers na casa dos Culberts.
ㅡ James e Harry irão vasculhar os jardins e áreas externas. Niall, o andar de baixo, fica com os escritórios e salas do andar de cima e , os quartos. Estamos procurando por qualquer tipo de escuta, explosivos ou alguma pista que possa estar escondida. Essa casa tem que se tornar uma fortaleza. ㅡ Robert dava as instruções aos agentes. ㅡ É importante lembrar que não sabemos com quem estamos lidando. Vocês precisam checar absolutamente tudo. ㅡ Todos ouviam atentamente e assentiam. ㅡ Faremos as buscas pela madrugada.
ㅡ O que faremos com a ? ㅡ perguntou abertamente. James já havia contado-os sobre o ocorrido na cozinha.
ㅡ Primeiro, fazemos as buscas, depois contamos de acordo com o que encontrarmos.
ㅡ O que estão procurando? ㅡ surgiu nas escadas, em direção à sala. ㅡ Posso ajudar a procurar também?
, o que conversamos sobre bisbilhotar coisas que não lhe competem? ㅡ Seu pai a repreendeu.
ㅡ Uma hora vocês vão ter que me contar. Vocês sabem disso, não sabem? ㅡ Observava os homens na sala. James, Harry e Niall desviaram o olhar. manteve o olhar, sério e impenetrável.
ㅡ Nós vamos, querida. Precisamos do momento certo para isso. ㅡ Robert tentava ganhar tempo.
ㅡ Na verdade, vamos contar agora. O que você estava indo fazer? ㅡ tomou a frente da situação, não tinha motivos para adiar o assunto à irmã.
ㅡ Vou buscar o presente da mamãe no carro. Eu já volto. ㅡ Seguiu correndo pela sala, com a chave do carro em mãos. Todos na sala estavam apreensivos com a forma em que reagiria ao assunto. Ninguém disse nada na sala, enquanto aguardavam o retorno da mulher.
Da sala, ouviram somente o barulho do dispositivo que destravava o carro. Em menos de três segundos, ouviram uma forte explosão. Todos os carros dispararam seus alarmes, os sons se misturavam e eram estridentes. Os seis na sala correram em direção à porta que dava acesso à garagem. O carro de estava completamente em chamas.




Continua...



Nota da autora:: Oi pessoas, tudo em ordem? Espero que gostem dessa fic. É algo que eu tenho em mente há muito tempo hahahha. Façam suas apostas, quem é o responsável pelas ameaças? Será que restou alguma coisa do carro da pp? Será que restou pp? (carinha pensativa aqui) Xoxo ;*



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