Última atualização: 04/02/2019

Prólogo

- Filha, acorda..., acorda agora - Resmunguei algumas palavras, abrindo meus olhos dando de cara com minha mãe. Bufei pegando o celular, após apertar o botão para ligar, notei que eram 08h30min da manhã, quem em sã consciência acorda a filha às oito e meia da manhã? Isso mesmo, minha mãe... - Que bom que acordou, bela adormecida, preciso conversar com você.
- Poderia conversar comigo às dez horas? - Dei um sorriso de lado, observando minha mãe fechar a cara. Me rendo sentando-me na cama, a encarando, esperando que a mesma continuasse.
- Filha, sem mais delongas, você vai morar com a Camille em New Orleans - A encarei por uns segundos, e dei um sorriso falso, não acreditando muito nisso. Olhei novamente a minha mãe.
- COMO ASSIM? VOCÊ ENLOQUECEU? – Grito, logo encarando mamãe com um chinelo na mão - Ok... Desculpa mais a Camille? Camille O’Connell?
- Sim, filha, ela mesma, ela virá hoje, então, começa a arrumar as malas - Fico a encarando com a boca aberta, logo mamãe se aproxima beijando minha testa - Quero seu bem, querida, Beacon Hills é muito perigoso para você.
Observo mamãe sair do quarto me deixando sozinha. Não acredito que ela fez isso comigo, ela me odeia tanto assim? Depois que papai foi embora deixando eu, mamãe e para trás, o comportamento dela mudou... Como assim Beacon Hills é perigoso? Levantei-me olhando-me no espelho, suspirei indo ao banheiro, tomei um banho demorado sentido cada gota de água cair sobre meu corpo nu, não queria ir embora daqui, era meu lar, como iria dizer aos meus amigos? Saio do banho colocando o meu roupão, volto em seguida para o meu quarto, no qual, eu visto um shorts preto, uma regata e minha bota de cano alto. Vejo minha mala já pronta ao lado da minha porta, viro a cabeça cruzando os braços.
- Sério isso, mamãe? – Grito. Logo me jogando na cama e vejo uma mensagem de Lyd.

“Ei...que horas vamos sair? - Lyd”

Não queria mentir para minha melhor amiga, porém não queria que ela ficasse mal. Lydia Martin foi a primeira pessoa que fiz amizade quando me mudei, depois fiz amizade com Scott McCall, Stiles Stilinski e Malia Tate. Era difícil pensar em um adeus agora, suspirei rapidamente molhando meus lábios secos, relaxei mandando uma mensagem.

“Desculpa, Lydia, não queria que fosse assim... mamãe ligou para minha prima que mora em New Orleans e...ela está vindo me buscar – Cat

Não que eu odiasse a Cami ela era uma prima ótima mais o meu problema era mudar de cidade. Rapidamente observo uma mensagem da minha melhor amiga chegar.

“Todos nós sabemos, , na verdade, iríamos ir aí te apoiar mais sua mãe não deixou, nós te amamos muito, eu irei te visitar sempre...é minha melhor amiga e jamais vai deixar de ser, somos como Lua e Sol, não vivo sem você - Lyd”
Era muito clichê Lydia Martin dizendo isso, era, na verdade, muito para ela, dei uma risada sabendo quem tinha mandado a mensagem, Lydia nunca mandaria isso, ela odeia despedidas.
“Boa, Stiles... também vou sentir a falta de vocês e não deixe sua namorada ver a mensagem que mandou – Cat
- ! - Mais que saco, nem era a hora de ir embora, posso nem me afogar na tristeza que meu coração está sentindo no momento? Levantei-me abrindo a porta, desci as escadas dando de cara com um buquê e um ursão gigante, olhei para o lado, vendo mamãe e a dando um enorme sorriso. Abri a porta dando de cara com o carro de Parrish, e ele encostado no mesmo, sorri indo até ele que me encarou por uns segundos, passando a mão pelo meu rosto.
- Parr...- Mal falei, e ele selou nossos lábios. Esse era um beijo cheio de sensações indescritíveis, segurei o pescoço dele, sentindo suas mãos segurarem minha cintura, isso me fazia sentir mais protegida. Afastei-me, o encarando.
- Sua mãe me avisou que iria embora, queria fazer uma surpresa - Olhei para baixo, Parrish me fazia sentir como em contos de fadas. Estávamos tendo um caso há oito meses, e deixar ele aqui cortava meu coração, eu gostava muito dele. Senti a mão de Parrish levantar meu rosto e depositar um selinho em meus lábios - Eu nunca...amei alguém como eu te amo, , sei que não foi decisão sua, só quero que saiba que sempre serei seu, não importa se estivermos separados, ou se ficarmos com outras pessoas, meu sentimento é o mais puro possível perto de você.
Sorrio, o abraçando. Fechei os olhos, sentindo-o me acolher em seus braços fortes, eu não queria deixa-lo, não queria que ele me esquecesse e não queria perdê-lo. Muitas vezes me pegava pensando em ter uma família com ele, ter filhos... Dou um sorriso, me separando dele.
- Eu...Te amo, Parrish. Esses oito meses foram muito para eu realmente perceber que estava feliz. Você me deixa tão à vontade, tão acolhida, eu nunca pensei em amar alguém e você foi o único a me fazer sentir menina e ao mesmo tempo mulher. Adoro tudo em você e não sei como vou superar isso... - Seguro a mão dele, deitando em seu peitoral. Eu não costumava chorar ou muito menos expor meus sentimentos. Mordo os lábios, e suspiro levemente. Após finalmente conseguirmos nos separar, vou para dentro de casa, subo para meu quarto olhando-o, pego minha mala, e desço novamente olhando mamãe, e Parrish, engulo a seco e me sento na sala esperando Cami.
Eram exatamente 16h30min quando ouvi a campainha tocar. Levantei limpando meus shorts, fui até a porta e a abri, dando de cara com uma mulher loira. Sorrio levemente para ela, abraçando-a em seguida.
- Cami... - Me separo a encarando melhor, ela tinha crescido muito, e tinha mais peito e bunda. Quando ela tinha 10 anos era sem sal, agora estava uma mulherona! Dei espaço para ela entrar.
- Bom, vamos, ? Vai adorar New Orleans - Sorrio a olhando. Cami me deixava a par de tudo o que acontecia em New Orleans, sobre o namorado dela... Klaus Mikaelson, sobre a família dele e assuntos do dia-a-dia deles. Peguei minhas malas, saindo de casa. Parrish tinha colocado as malas no porta malas, quando ele fechou, o abracei tão firme que não queria ir embora.
- Ei, vou te visitar - Parrish disse da forma mais gentil possível, mas sabia que era o nosso último adeus. Suspirei e o beijei novamente, separei-me abraçando mamãe, e logo olhei para ,me ajoelhei perto dela, beijando sua testa.
- Seja boa com mamãe, ela pode ser dura, mas ela nos ama, ela quer o nosso bem, e eu quero o seu. Eu te amo mais que tudo, ... e se acontecer de não poder me visitar em New Orleans, eu mesmo venho para cá...Eu te amo mais que tudo, não esqueça - A abracei por alguns minutos, nos separamos, sorrindo. Não queria ninguém me vendo chorar. Tirei meu colar de lobo e coloquei nela. Levantei indo até o Parrish e o beijando. Fui até o carro, abri a porta, me sentei no banco, fechei a porta do carro, coloquei meu cinto e olhei Cami.
- Está pronta? - Ela deu partida, olhei o retrovisor, deixando as pessoas que amo para trás, olho novamente os cabelos loiros de Cami e sorrio encostado minha cabeça na janela do carro.
- Estou – Murmurei, sentindo meu celular vibrar. Olhei-o, desbloqueando-o em seguida. Vejo uma mensagem dos meus amigos e sorrio, voltando a encostar minha cabeça na janela.
“Nós te amamos, , nunca se esqueça - Lyd, Scott, Stiles, Malia, Parrish”






Capítulo 1 – Bem vinda à New Orleans

Não conseguia fechar meus olhos, não conseguia dormir, não conseguia parar de olhar meu celular, não sabia qual era meu problema acho que deixar para trás as pessoas que me acolheram era difícil, mas não impossível. Claro que isso é egoísmo da minha parte, eu me importo com cada um que deixei para trás, mas se minha mãe desistiu de mim, entregando-me para Camille, quer dizer que não se importava comigo. Suspirei levemente segurando as pontas do meu cabelo, mordi levemente os lábios olhando para frente, agora seria um novo começo, mas não seria louca de esquecer meus amigos. Bom, talvez New Orleans precisava de uma ajudinha. Sorrio, olhando para a janela ao meu lado, vamos pensar que aqui são apenas férias, nada demais.
- Não contou para sua mãe... Hum sobre mim? - Cami me olhou por um breve momento, ela não poderia prestar muita atenção em mim, talvez porque ela estava dirigindo. Sorrio mostrando minhas covinhas, logo franzo o cenho. Cami quando virou vampira, me ligou para dizer, eu amava Cami e jamais iria falar seu segredo a alguém, mesmo sendo minha família.
- Claro que não, Cami, tive cuidado e sim fechei minha boca - Olhei diretamente para Cami, ela estava nervosa, soltei uma risada descontraída sendo seguida por ela. Balancei a cabeça pegando meus fones de dentro da minha bolsa, conectei ao meu celular - Pode contar comigo, Cami.
- Eu sei, , mas, depois que se vive em New Orleans, você tem que pensar em quem pode confiar e em quem não pode - Mordi a bochecha, colocando os fones. Essa cidade poderia ser até interessante dependendo de quem ficaria no meu caminho, talvez, só talvez poderia morar ali... Não sabia o que estava dizendo, acho que essa viagem estava me afetando. Encostei minha cabeça na janela ao som de Fall Out Boy, fechei meus olhos rapidamente, daqui uns dez minutinhos eu acordava novamente.
Meu pescoço doía, sabia que tinha dormido de mau jeito, senti alguns tapas em meu ombro, resmunguei algo xingando a pessoa mentalmente, quem atrapalharia meu sono? Eu precisava ficar mais linda, e para isso deveria dormir bem, dou um longo suspiro abrindo meus olhos observando uma garota de cabelos loiros, reviro os olhos tirando os fones.
- Chegamos... - Bufei tirando meu cinto, eu tratei de pegar minha bolsa, deveria ter dormido dez minutinhos. Abro a porta do carro, tratando de sair do mesmo, o vento soprou meus cabelos, me fazendo observar a cidade, já estavam em clima de festa, acho que essa recepção melhorou meus objetivos, soltei uma risada ouvindo a porta do carro bater - Uma ajudinha.
- Eu acabei de chegar... ou seja, não posso trabalhar - Pisquei meus pequenos olhos, só pude ver Cami me estender a mala, revirei os olhos a pegando – Ah, maravilha
- O que disse? - Olhei para Cami dando de ombros, caminhei até a calçada observando onde seria meu ‘lar’ temporário. Olhei ao redor, tentando ter uma desculpa para sair, mas nada surgiu, segurei minha mala o mais forte possível, coloquei meu pé esquerdo na entrada da casa - Bem Vinda ao seu novo lar!
Sorri falsamente entrando na casa, olhei para a entrada jogando “delicadamente” minha mala no chão, observei o lugar dando um sorriso, era grande como naqueles filmes ou séries que eu assistia, não deixo de abrir um enorme sorriso, mas isso foi questão de segundos, eu estava na frente das escadas observando o local maravilhoso, cruzo meus braços olhando para Cami.
- Camille - Uma voz grossa saiu de trás das minhas costas, Cami caminhou até o dono da voz, continuei parada olhando para a entrada, fechei meus olhos abrindo-as em seguida - Essa deve ser a garota.
Virei-me finalmente observando o dono da voz, o dono do coração de Cami que por mim não era tudo isso. O fitei de baixo para cima, arqueando minha sobrancelha direita, soltei um sorriso sarcástico, quem era ele para me chamar de garota?
- Essa garota tem nome - Mordi a bochecha com um semblante sério, virei-me para a Cami - Onde fica meu quarto?
- E qual seria seu nome? - Somente ignorei a pergunta do homem, me agachei segurando minha mala, caminhei em direção a Cami, porém o dono da voz sexy tinha segurado meu braço. Quem ele pensava que eu era? - Você chega à minha casa, e me ignora dentro dela. Você sabe que posso te matar em um minuto, mas como Cami é minha namorada não farei isso... por enquanto.
- Me solta - Olhei nos olhos do arrogante do Klaus, dei uma risada tirando meu braço da mão dele - Só tenta... Vamos ver quem mata quem.
Estava brincando com fogo e sabia disso, esbarrei no ombro de Klaus indo até Cami, a observei por uns instantes, Klaus oficialmente estava nunca encrenca não sou garota de levar patada, se Klaus me ameaçaria deveria me cuidar, pois quem brinca com Mikaelson ou vira inimigo ou... é inimigo
- Cami... Onde fica meu quarto? - Jogo meu cabelo para trás, dando um pequeno sorriso.
- Ah... - Ela parecia em choque pelo o que tinha ocorrido, mas todos deveriam aprender ninguém me manda, e isso com certeza me divertia, Cami piscou algumas vezes até me encarar novamente - Sobe as escadas, vira a direta, caminha até o final do corredor seu quarto é na porta esquerda.
- Acho que deveríamos mostrar quem manda aqui - Ouço a voz de Klaus, dou outra risada, volto a caminhar indo em direção as escadas começo a subir cada degrau, me viro no último encarando Klaus.
- A propósito, eu não tenho medo de ninguém... principalmente de você - Me viro para a direita, rebolando, um sorriso brota em meus lábios, mal sabia que eu seria o maior problema dele. Viro-me para a esquerda no qual deixo minha mala ao meu lado, passo minha mão sobre a porta, dou um pequeno sorriso, parecia com a porta do meu quarto quando criança, meu pai tinha feito, dizia que quando olhasse para a porta lá estaria ele, me observando e me protegendo. Balanço a cabeça, dando um longo suspiro, pego minha mala, abrindo a porta. Olhei para meu quarto, caminhando em direção a cama, segurei o lençol de seda, coloco minha mala sobre a cama, abro ela tirando minhas roupas, caminho até o guarda-roupa, ajeitando-as, não era muitas roupas, então não demorou tanto quanto o imaginado.
- ? - Ouço uma voz conhecida, dou um sorriso indo até a porta, abro-a dando de cara com Cami, coloco uma das minhas mãos sobre minha cintura.
- Já com saudades? - Brinquei franzindo meu nariz, era um costume que minha irmã sempre fazia, quando queria algo.
- Nada disso, estava pensando já que não conhece aqui... posso mostrar a você - Dou um sorriso balançando a cabeça. Fecho a porta do quarto caminhando com Cami até as escadas, desço alguns degraus olhando para baixo, no qual eu noto uma garota de cabelos loiros, um homem com o rosto sério, e uma garota que tinha cabelos castanhos.
- Nik, as bruxas estão tramando... em vez de estarmos aqui como se nada estivesse acontecendo deveríamos matar as pu... - A garota loira falava enquanto encarava Klaus. Olhei rapidamente para Cami desejando sair dali o mais rápido possível, não por medo, mas porque reunião familiar era um saco, vai por mim.
- Rebekah, - Olhei para o homem que me encarava, rapidamente engoli a seco terminando de descer as escadas acompanhada de Cami - Parece que temos visita.
- Essa garota... - Klaus apontou para mim, dando um sorriso que poderia derreter qualquer garota, mas comigo era diferente. Achava que um simples sorriso iria me conquistar? Obviamente não, estava formulando uma resposta, porém Klaus foi mais rápido - É a prima da Camille, devemos tratá-la de forma confortável.
- - Olhei para todos, inclusive para Klaus, dando um sorriso. Passei uma mecha de cabelo para trás da orelha - Me chamo ... prazer em conhecê-los.
- Me chamo Elijah - O rapaz estendeu a mão, me fazendo sorrir, a segurei com prazer, afastei-me encarando as duas mulheres que me fitavam em silêncio - Essa é Rebekah e essa é a...
- Não precisa me apresentar, Elijah... me chamo Hayley - dou um sorriso de lado cumprimentando-as. Hayley olhou para Klaus gesticulando com a mão - Se aquelas bruxas tocarem na Hope eu mesma rasgarei o pescoço delas
- Cami... eu vou indo...não queria interromper - Sorrio saindo da casa dos Mikaelson, virei a esquerda, segurando meus braços. Não esperava ser recebida bem, na verdade, o Elijah foi uma gracinha. Quem tinha me tratado mal era Klaus, mal cheguei à cidade e já sinto falta das palhaçadas de Stiles, das mensagens da Lyd, dos encontros com o Pack... Balanço a cabeça olhando para a placa escrita em letra maiúscula ‘Rousseau’, adentrei o local olhando para cada pessoa ali presente. Tiro meu casaco, colocando em volta de uma cadeira, puxo-a, me sentando, olhando brevemente o local. Aceno para o garçom, arrumo meus cabelos desajeitadamente, observando o pequeno papel no chão, me levantei indo até o papel, o peguei indo até o lixo, no qual deixei ele escorregar da minha mão, voltei para minha mesa, no qual um homem se encontrava, sorrindo sarcasticamente.
- Aqui já tem dona - Olhei de baixo para cima o moço em minha frente dando uma risada aguda. Sentei-me na cadeira deixando meus cabelos caírem de uma forma sensual pelos meus ombros - Sugiro que procure outro local
- Desculpa por sentar aqui, pensei que não tinha ninguém - Ele falava gentilmente me fazendo encará-lo com curiosidade, ele era forte e parecia bom de briga - A propósito, me chamo Marcel Gerard
- Me chamo - Mordi levemente os lábios, esse nome me era conhecido, Cami falou algo com esse nome. Encarei os olhos de Marcel deixando um sorriso pequeno surgir - Bom... pode ficar aqui, se quiser, claro.
- Com certeza quero - Arqueei as sobrancelhas franzindo minha testa em seguida, o garçom interrompera meu contato visual com o Marcel – Whisky, por favor...e para a garota uma águ...
- Vodca...ele quis dizer vodca - Cruzei meus braços, vendo o garçom partir, dei um sorriso, cruzando minhas pernas em baixo da mesa.
- Você não é muito nova para beber? - Marcel mordeu os lábios sutilmente me deixando mais intrigada em relação a ele.
- Posso parecer nova, mas sei me divertir, Gerard - Apoiei minhas mãos sobre a mesa dando um sorriso de lado.
- O que uma garota como você veio fazer em New Orleans? - Finalmente ele perguntará o que tanto queria saber, mordi a bochecha pensando no que dizer - Sabe em uma cidade cheia de presenças desagradáveis
- Já se insultando, Gerard? - Dei uma risada, mordendo levemente meus lábios, observando a face dele - Respondendo sua pergunta... minha mãe falou para vir para cá, junto com minha prima...porque minha antiga cidade era perigosa demais para uma garota como eu.
- Uma garota durona? - O garçom aparece novamente com as garrafas e os copos, abri a vodca deixando o líquido cair sobre o copo, tive o prazer de ver Gerard sorrir olhando para baixo de um jeito fofo.
- Uma garota problema - Levantei o copo dando um sorriso, levei o copo até minha boca fazendo todo o líquido dele descer em minha garganta, coloco-o em cima da mesa, me aproximo - Brincadeira... minha prima queria realmente que eu morasse com ela.
- E quem seria sua prima? - Não poderia dizer que era a Cami, ou muito menos que estava aqui por causa dela.
- Vanessa Honnely - Nunca fui boa para mentir, mas para inventar nomes eu era demais era o que minha mãe dizia sobre meus amigos imaginários, e como Stiles dizia “gênia dos nomes loucos” - Ela mora em um lugar afastado, não gosta de pessoas.
- Gostei dela... o French Quartel é perigoso demais, mas parece que não tem medo disso - Dei de ombros, bebendo mais um copo de vodca, duas era meu máximo - Mas pedirei para ficar longe de Klaus Mikaelson...ele é um problema.
- Felizmente não tive o prazer de conhecê-lo ainda - Menti na cara dura mesmo, não queria que ninguém soubesse que tinha algo com Klaus, não algo porque não estamos juntos e também nem quero isso, aliás, ele namora Cami - E do jeito que você falou dele não quero conhecer mesmo.
- Ótimo, porque os inimigos dos meus inimigos são meus amigos - Pego minha jaqueta pegando uma nota dentro do bolso e deixando-a em cima da mesa, balancei meus cabelos colocando a jaqueta sobre meus ombros - Aonde vai?
- Já me cansei daqui - Virei-me saindo do bar, caminhei nas ruas. A noite tinha chegado, o vento gelado também marcou presença bagunçando meus cabelos. Tinha que ficar andando até achar seguro entrar na casa dos Mikaelson, olho para o beco onde me encontrava, estava preparada para sair, quando ouço um barulho, qualquer pessoa normal sairia correndo, porém eu era trouxa então não seria dessa vez, olhei para o fundo do beco caminhando até o mesmo - Olá?
- Olha... quem temos aqui? - Um homem saiu mostrando seus lábios com um conteúdo desconhecido, provavelmente era sangue, olhei para trás caminhando rapidamente - Um aperitivo.
- Fique longe de mim - Parei observando o vampiro se aproximar, fechei os punhos dando um soco na cara dele, sai correndo, porém o vampiro tinha me alcançado segurando meus braços, estava pronta para morrer, o engraçado era que nem cheguei direito e já vou morrer.
- Solta elam Harrold - Olhei para frente observando Marcel, o garoto havia me soltado, e isso era um alívio, encarei Marcel por um tempo eu sabia o que eles eram, e agora sabia quem era o Gerard, Cami tinha me contado que teve uma época que eles ficavam juntos e que Klaus o considera como um filho - O que vocês são?
-Vampiros - Encarei Gerard por um minuto inteiro tentando parecer chocada, afinal, eu parecia uma atriz assim, caminhei para perto de Marcel.
- Pensei que vampiros eram apenas histórias para crianças malvadas tremerem de medo - Olhei para baixo, se isso fosse um fardo ele me hipnotizaria aqui e agora - Tenho que ir.
- Espere... - Ele me olhou nos olhos, passando as mãos pelo meu rosto - Você esquecerá o que viu aqui, e o que te contei... é melhor assim.
- Esquecerei o que vi e o que você me contou - Balancei a cabeça, saindo do beco, mal ele sabia que a pulseira de verbena que ganhei de Cami não deixava eu ser compelida, olhei para trás vendo Marcel – Gerard, não deveria andar na rua... coisas estranhas podem estar acontecendo.
- Podem sim - Ouço a risada dele, sorrio voltando a andar, tinha que ir para a casa dos Mikaelson estava com sono e uma boa noite de sono seria bom. Olhei para os lados entrando no local onde minha prima morava atualmente, olho ao redor vendo ninguém por incrível que pareça, caminho até uma porta ouvindo alguns gritos.
- Klaus... Você já tem o French Quartel, e sabe que seus inimigos vão querer esse lugar - Ouço a voz de Rebekah, observo ao redor encostando meus ouvidos na porta - Não vamos deixar eles se aproximarem da Hope... eles vão querer chegar nela para conseguir o que querem e você sabe disso!
- Você acha que estou fazendo o quê, Rebekah? - Reviro os olhos ouvindo a ironia na voz de Mikaelson - Ficar fingindo brincar de boneca não é.
- Se me permitem intrometer... Rebekah tem razão. Niklaus, o único jeito é tirar Hope daqui - Ouço a voz de Elijah sair com toda nobreza em cada palavra dita - Acho que Marcel está tramando
- Então precisam de uma aliada - Abro a porta dando um sorriso de lado, observo Niklaus ficar com raiva, cruzo meus braços.
- E essa aliada por acaso é você, Little Love? - Olho para Niklaus sorrindo de lado, abro os braços sendo iluminada pela luz da lareira.
- Eu tenho nome, Niklaus - Arqueio a sobrancelha dando uma encarada em todos ali presentes - E sim, sou eu... até porque encontrei Marcel hoje, e parece que ele gosta de mim.
- E como confiarei em você? - Olho para Elijah e para Rebekah, dando um sorriso amigável.
- Por que não confiaria? - Cruzei meus braços novamente, ele nem me conhecia e me julgava assim? O que ele achava que eu era?
- Porque você acabou de chegar, Love - Olho para Rebekah. É, eles eram irmãos mesmo, solto um sorriso.
- Se vocês querem saber dos próximos passos de Marcel, sugiro que me tenham como aliada, afinal, não quer perder sua casa né, Niklaus? - Sorrio me virando em direção à porta - A decisão está em suas mãos, Niklaus... espero sua resposta e pense bem - Solto uma risada saindo da sala indo para as escadas.
- Você realmente está me desafiando? - Ouvi sua voz grossa e sexy se espalhar pelo local, me viro observando Klaus.
- Como dizem “Os inimigos dos meus amigos são meus inimigos” agora pense em qual lado está querido, Klaus... espero que eu esteja escolhendo o meu lado direito - Me viro indo em direção as escadas, viro-me novamente para Niklaus, levantando meu dedo para o mesmo – Ah, antes que eu me esqueça...Não tenho medo de você e de ninguém, então não me ameaça...porque posso ser pior do que qualquer inimigo que já enfrentou....não me subestime, Klaus, pode acabar morto, ou melhor enterrado - Caminho sem ouvir a próxima fala de Klaus, sabia que ele iria pensar na proposta, eu não gostava dele, porém é melhor ficar ao lado do inimigo e Klaus, bom... poderia me surpreender se quisesse.

“Então conheceu alguém novo - Lyd”

Deito-me na cama vendo a mensagem de Lyd, dou uma risada gostosa, olho para frente tentando pensar sobre isso.

“Bom... Conheci Klaus o namorado da Cami - Cat

“Ele é gostoso?-Lyd”


Bom, não sabia o que responder. Mesmo sendo um babaca, Klaus era charmoso, não podia negar. Solto uma risada baixa, suspiro mordendo meus lábios.

“Não posso negar que é... mais Parrish é melhor - Cat

“Sendo difícil... adoro - Lyd”.

“Sendo realista, ele namora Cami e é um babaca - Cat

“Não vai se apaixonar em - Lyd”

“Você não me conhece? Não me apaixono fácil... agora vou dormir, beijos-Cat

Levantei da cama, indo em direção a porta abri-a, caminhando em direção ao corredor, desci as escadas lentamente andando até a cozinha, abro a geladeira, pegando um copo de água, ouço um barulho olho para trás.
- Klaus? - Deixei o copo em cima do balcão, saindo da cozinha caminho até a sala, acendo a luz colocando a mão no coração enquanto vejo Niklaus.
- Precisamos conversar, Little Love - Mordo a bochecha indo me sentar no sofá na frente do Niklaus - Eu aceito a proposta, afinal, melhor ter alguém do meu lado e que vigie o inimigo.
Estava sem palavras, ver Niklaus aceitando me deixar vigiar Marcel foi algo meio estranho, acho que ele iria me matar. Dou um sorriso, olhando para baixo.
- Mas se algo der errado... eu mesmo lhe matarei - Olho para Klaus, me inclinando para frente, coloco as mãos sobre minhas coxas.
- Se isso acontecer, eu mesma me certificarei que vai fazer o trabalho direito.
Observo Klaus sorrir, parece que nessa cidade mesmo as pessoas querendo vingança contra ele, quando ele precisava da ajuda deles, todos abaixavam a cabeça e o ajudavam, porque é assim que é uma família, mesmo tendo brigas, eles se amam ao mesmo tempo, eles só querem sua casa em paz, eles só querem paz e felicidade ou um pouco disso, mas nunca haverá felicidade.
- Bem-vinda à New Orleans, Little Love - Balanço a cabeça, olhando para baixo. Eu e Niklaus éramos parecidos, na verdade, me comparar a ele era constrangedor, mas Klaus só queria proteger a família, isso era fato, e eu o ajudaria mesmo eu não ter conseguindo ajudar a minha.



Capítulo 2 – Distração

- Bom adoro conversar, mas tenho que ir... Preciso descansar - Encaro Niklaus dando uma leve risada, dou de ombros, vendo-o se levantar - O que foi?
- Estava pensando, eu não a conheço muito bem - Observo Niklaus colocar o copo sobre a mesinha que lá se encontrava, mordo meus lábios enquanto cruzava meus braços.
- Não precisa saber de nada, Niklaus, não sou a inimiga aqui - Então observo ele se aproximar, minha pernas tremem por um segundo, tento me controlar enquanto ele chega mais perto - Boa Noite, Niklaus.
O que foi que aconteceu? Nunca me senti tão atraída por alguém... ou eu estava com sono. Subo as escadas rapidamente, enquanto caminho pelo corredor lembro de Niklaus se aproximando, uma onda de calor subiu pelo meu corpo, deveria ser algo normal, certo? Dou uma risada, parando em frente à porta do meu quarto, até me virar, observando uma pequena garota de no máximo sete anos.
- Papai? - Dou um sorriso gentil, ela parecia ter tido um pesadelo. Arrumo meus cabelos agachando-me em frente à garota.
- Está tudo bem... O que houve, Little Princess? - A olhei, tentando parecer alguém simpática e amigável.
- Não estou conseguindo dormir... Quem é você? - Me levanto, olhando ao redor, encarando a pequena garota.
- Sou prima da Camille... - Ela abriu um grande sorriso quando revelei meu nome - E você?
- Me chamo Hope...
- Hope, que tal eu contar uma história? - Observei a garota fechar seus olhinhos e logo os abri-los, assim balançando sua cabecinha como se confirmasse o que eu havia sugerido - Tudo bem... Vamos.
Entro no quarto da garota, dou um enorme sorriso me sentando ao seu lado. Observo o abajur ligado, e o quarto decorado, me arrumo, a olhando.
- Era uma vez, em um reino distante, uma princesa em meio das trevas, era a esperança da nação e da família, que a amava mais que tudo. Para proteger essa linda menina tiveram que abrir mão do reino, porém não era tão fácil, inimigos caminhavam nesse reino a procura da doce princesa, essa era a única alternativa para destruir o rei. Não muito feliz, o rei disse aos seus irmãos que o melhor a se fazer era escondê-la, e sem retrucar os irmãos o ajudaram a esconder o único tesouro que ele possuía: a doce e gentil princesa...
Hope já estava dormindo, sorri brevemente e me levanto enquanto ajeito a coberta em seu corpo. Caminho para fora de seu quarto, após fechar a porta e vou para o meu, entro indo para a cama, deito-me observando os detalhes do teto, suspiro tentando pensar na merda que estava fazendo e assim acabo fechando meus olhos.

Tudo parecia escuro, estava com um vestido branco enquanto corria pela floresta, estava chovendo e o céu estava escuro, olhava ao redor esperando ver alguém, porém, eu era a única ali correndo, então tropecei em algo, me sentei observando os corpos caídos, então um grito saiu pela minha boca.

Meu corpo estava sendo chacoalhado, por incrível que pareça eu comecei a ouvir a voz de Cami, abri meus olhos a encarando, observo tudo ao redor não estava em casa, não foi um pesadelo.
- Que bom... - Então ela me abraçou, retribui o abraço esperando que ela me contasse o que havia acontecido - Nunca mais faz isso.
- O que eu fiz? - Deixo sair à pergunta sem querer, mesmo sabendo a verdade. Levanto-me, logo observando a Hope ali segurando seu ursinho e Cami.
- Você gritou, , quis me matar? - Ela estava realmente nervosa. Se eu gritei quer dizer... Saio do quarto correndo, desço as escadas enquanto ia em direção à porta para sair da mansão dos Mikaelson’s. Olho ao redor e então começo a correr sem rumo pelas ruas, não sabia onde estava indo até que finalmente observo os corpos, ali em minha frente sem vida, levo a mão até minha boca jogando-me de joelhos sobre o chão.
- Não... Não, por favor - Senti uma mão pousar sobre meus ombros, olhei para cima observando Klaus ali parado.
- O que houve? - Me levanto enquanto arrumava minhas roupas e ouvia a voz rouca de Klaus sair - Você vai me dizer o que fez ou não?
Não conseguia falar, então sinto meu braço ser arrastado pelas ruas até Klaus me soltar fazendo-me cair sobre o chão da mansão, levanto meu rosto olhando Hayley, Rebekah, Elijah e Cami.
- Quem gritou a essa hora da noite? - Olho para a garota loira. Olhei para baixo por alguns segundos, suspirei e fiquei em pé.
- Sinto muito se acordei vocês... Viro meu rosto à procura de Cami, porém Klaus tomou minha frente - Kl...
Então ele olhou fundo em meus olhos, segurou meus ombros e naquele momento eu sabia o que ele iria fazer, uma onda de raiva tomou todo meu corpo, ele iria me fazer contar tudo o que aconteceu, o bom disso era a pulseira que Cami havia me dado.
- O que aconteceu? - Seus olhos mudaram e eu sabia o que deveria falar assim ele iria me deixar em paz.
- Tive um pesadelo, minha irmã precisava de mim e eu não estava ao seu lado - Tento ser o mais convincente possível - Algo horrível tinha acontecido com ela.
- E os corpos lá fora? - Fico nervosa por alguns instantes, mas logo sou salva por Rebekah.
- Isso fui eu... - Todos se viraram para ela, a mesma apenas levanta as mãos em rendição - O quê? Estava faminta e eles estavam ali sem ninguém...
- Ótimo - Klaus apenas bufou, voltando seu olhar para mim - Você vai se esquecer dessa noite... Vai dormir.
- Vou me esquecer dessa noite - Caminho em direção as escadas, começo a subir os degraus, e assim que avisto meu quarto saio correndo em direção ao mesmo, entro em seguida e deixo meu corpo cair pela porta - Não acredito... Até aqui.

A luz radiava o quarto, me fazendo reclamar baixo, suspiro até ter a coragem de me levantar, tropeço em alguns itens presentes no chão, xingo eles mentalmente. Chego na porta do banheiro, solto um sorriso ,tinha que esquecer da noite passada e eu faria isso, era apenas um engano. Olho para as minhas roupas já encontradas no chão, as coloco no lado e me obrigo a entrar embaixo do chuveiro.
Um banho relaxante era tudo o que mais eu precisava, me enrolo sobre a toalha e saio do quarto dando de cara com uma morena. Apenas levei minha mão sobre meu peito.
- Desculpa te assustar - Sorri meio sem jeito, enquanto Hayley se levantava - Preciso de um favor.
- Ah, claro... Depende de qual - Caminho até o armário, pego um short e uma regata, nada muito elaborado.
- Preciso que fique hoje na cola do Marcel... Tenho que ir para um lugar e ele está no meu caminho - Me viro enquanto arqueio um sobrancelha a fim de questionar a morena - Eu sei... preciso desse favor, Klaus vai ficar com Hope, Elijah e Rebekah tem alguns assuntos e Cami vai trabalhar e...
- Eu vou estar aqui sem fazer nada - Balanço a cabeça positivamente - Pode deixar comigo eu o distraio.
- Obrigada, ... - Sorrio amarelo, enquanto termino de fazer minhas coisas.
Desço as escadas, viro indo em direção à copa, porém paro ao observar Klaus conversando com a Hope.
- Papai, a moça de ontem... Hum a - Ela brincava com a boneca, enquanto seu Pai a encarava finalmente.
- O que tem ela? - Escondo-me um pouco, eu não sou de ferro quero ouvir também.
- Ela é prima da tia Cami? - Klaus balança a cabeça - Então podemos confiar nela?
- Eu não...
Escondo-me quando ouço alguém chegando, solto um leve suspiro de alivio, quando Elijah aparece, mordo os lábios e já saio dali. Acho que foi uma péssima idéia, estou morrendo de fome, faço bico enquanto olhava para trás, vai que alguém estava me seguindo, e quando volto a olhar para frente tropeço em uma garota.
- Ah, me desculpa - Arregalo os olhos, meio assustada, logo de manhã isso acontecendo? É palhaçada? - Se machucou?
- Não... Está tudo bem - A garota me parecia familiar, mas nada falei. O que iria ganhar com isso? - Eu sou Margarethy.
- Prazer, me chamo - Estendo a mão e logo sorrio de lado, porém ao ver Marcel me lembro do que falei para Hayley - Preciso ir, nos vemos logo.
Saio correndo, aproveito e atravesso a rua logo parando atrás de Marcel, seguro o braço dele, porém ele quase me acerta com um soco, se não fosse por meu reflexo nem estaria mais aqui
- Opa... Se seu humor não estava dos melhores, só falasse - Me finjo de ofendida, faço um bico e balanço a cabeça negativamente - Que feio, Marcel.
- Desculpa, gatinha - Solto uma pequena risada observando a expressão em seu rosto - Estava pensando.
- Se quiser uma ajuda pra hoje, só falar - Arrumo meus cabelos e dou uma risadinha - Estou disponível.
- Não sei - Fecho meus olhos, assim consigo que a visão de Marcel caia sobre mim - Ok... Venha.
Começo a andar atrás dele. Depois de um bom tempo andando, paramos na frente de um armazém fechado, e isso me assustou, porém tinha que fingir ser firme. Entramos em seguida, o cheiro era horrível, mas tudo bem, isso era o de menos.
- Têm algumas pessoas na cidade - Ele disse enquanto ia em direção as janelas, segurei meus braços e continuei o observando - Eles não querem a gente....mais querem algumas pessoas especiais, não sei se entenderia, na verdade, nem sei porque te trouxe aqui - Em um em pulso fui para trás dele, segurei seus braços, enquanto deixava meus dedos percorrem sua barriga.
- Pode confiar em mim - Sussurrei e logo me afastei ao perceber o que eu estava fazendo - Não deveria ter feito isso
- Por quê? - Marcel em uma grande velocidade me prende na parede. Solto um suspiro, ao sentir seus lábios percorrerem meu pescoço desnudo, fecho meus olhos e sinto por sim sua fala - Seu corpo diz algo, mas sua cabeça diz outra... O que foi, ? Com medo?
- Nunca... - O encarei e soltei uma risada. Aproximei meus lábios em direção ao seu ouvido - Só que tem alguém querendo você... Não quero ser a outra.
- Não tem outra pessoa.
- Marcel... Mesmo sendo sexy, você não pensa muito? - Levantei meu pé, em um movimento chutei seu amigo, e o mesmo caiu, me ajoelhei ficando na frente dele - Uma certa loira.
- Golpe baixo - Ele se levantou e tentou me acertar um chute, porém dei uma estrelinha pra trás - Onde aprendeu isso?
- Não vou revelar meus segredos - Pisco e arrumo meu cabelo, só observo Marcel se afastar com cautela, e logo estava atrás de mim, segurando minha cintura, meu cotovelo foi em direção da sua barriga e assim como imaginei ele segurou meu braço, solto uma risada, me livrando do seu outro braço, viro para suas costas a chutando - Até porque não me pagam muito pra isso.
- Me rendo. Quero te levar a um lugar, gatinha.
- Já apaixonado, Marcel? - Brinco voltando a segui-lo, ele solta uma risada, e mesmo assim algo havia acontecido e ele não queria me falar, apenas ignorei até chegar em um “Campo de Luta”.
- Aqui é o lugar onde meus homens lutam...
Coloco minha cabeça pra dentro e a primeira coisa que observo foi à arena ali no meio do local, apenas sorri de lado e segurei minhas mãos, me aproximando de Marcel.
- Por que me trouxe aqui? - Estava um pouco tensa, mas queria saber o motivo.
- Quero que treine com a gente, você é nova aqui e não conhece quase ninguém, e bom quase me venceu lá no depósito - Ele cruzou os braços como se fosse isso o que havia acontecido.
- Desculpe mais você quase... Espera ai, quase nada? Você perdeu - Solto uma risada, mal percebo que mais pessoas estavam ali, já ao nosso redor.
- Perdeu para uma garota, Marcel? - Disse um cara, mal consegui o identificar, mas não liguei muito pra isso, meu foco era Marcel.
- Não foi bem assim...
- Não? - Arqueei as sobrancelhas, ele parecia constrangido e isso era uma graça.
- Ok... Eu perdi - Soltei um sorriso como se estivesse ganho algo - Mas... Quero revanche.
- Aceito - Estendo minha mão e logo ele faz o mesmo.
- Amanhã, nesse mesmo local às 15h00.
- Feito... Amanhã ganharei novamente - Todos olham para trás e quando olho, vejo ali um moço, caminho até o mesmo, era um cartão - Marcel?
- Não toque - Ele foi até o moço, e quando abriu a caixa, era um coração, coloco a mão rapidamente na boca, eu iria gritar novamente e isso não permitiria – Ei.
Vi tudo se tornar escuridão, e um braço me segurar, mas era tempo perdido, sabia que não iria acordar cedo, meu corpo estava pronto para gritar, e eu para recusar isso.
Estava em casa, mamãe havia saído com minha irmã, estava tudo bem, até eu ouvir algumas coisas, então um grito saiu dos meus lábios, alguém tinha morrido, mas a questão era, quem?
Abro meus olhos, Marcel estava me segurando ainda e sua expressão estava assustada, e isso me preocupou, o que tinha acontecido?
- Parece que viu um fantasma - Brinco enquanto volto a me sentar. Suspiro o olhando.
- Você está bem? - Balanço a cabeça e por um momento algo me faz tremer dos pés à cabeça - Você gritou e sussurrou algumas coisas.
- Isso sempre acontece quando vejo um cara bonito - Brinco e logo vejo sua expressão, seguro a mão dele e solto um sorriso - Está tudo bem, Marcel, eu juro. Agora preciso ir pra casa.
- Eu te levo - Olho no relógio que marcava exatamente 17h50min - Eu te trouxe um sanduíche.
- Não precisa, eu sei me cuidar - Pego o sanduíche dando uma mordida rapidamente. Ah... que homem era esse? Eu não havia comido nada o dia todo e ele trouxe pra mim. Apenas como em silêncio, enquanto ouço-o dizer que era perigoso - Eu estou bem.
- Não confio muito nisso - Arqueio minha sobrancelha rapidamente. Ele levanta as mãos pra cima em forma de rendição - Não está aqui quem falou.
- Acho bom mesmo - Me levanto e o observo, termino meu sanduíche e sem me despedir saio pela porta a fora. As ruas de New Orleans estavam silenciosas, não era exatamente normal isso acontecer, apenas deixei minha imaginação fluir até entrar na MM, e quando entrei uma voz veio ao pé do meu ouvido.
- O que foi, Little Love?
- Niklaus... - Fechei meus olhos tentando inalar seu perfume, mas logo voltei a ser a de sempre - Que droga está acontecendo aqui?
- Vamos dizer... Que é uma festa - Suas mãos seguram os meus braços por uns instantes, porém senti ele se esquivar antes que algo pudesse acontecer. Claro que nunca iria rolar, mas se acontecesse... - Marcel vai vir, e não se preocupe a festa é com máscaras.
- Como estou sendo avisada agora, acho que não vou poder comparecer...
- Não se preocupe sua roupa está no quarto, Love.
E sua voz estava cada vez mais perto, e apenas o chutei indo em direção ao meu quarto, iria ser uma longa noite.



Capítulo 3 – Nothing's gonna hurt you baby

Quem pensava que ele era? Fazer-me ir nessa festa idiota. Bufo enquanto passo as mãos sobre o meu vestido azul, ele era justo até minha cintura e logo ficava longo e aberto, havia uma abertura ao lado das minhas pernas que deixava um tanto charmosa e ao mesmo tempo, sexy. Mordo os meus lábios enquanto olho para o meu reflexo no espelho, meus lábios continham um batom vermelho, minha máscara dava destaque aos meus olhos cor de mel, o que me fazia parecer uma garotinha inocente, apesar de inocente não ter nem a cara.
Solto um breve sorriso com esses meus pensamentos, me viro andando pelo o quarto até chegar a minha cama. Pego minha bolsa e retiro minha pulseira, coloco-a, dando um leve sorriso
- Que os jogos comecem...
Abro a porta do meu quarto e saio em seguida, dando uma última olhada no local. Solto uma risada enquanto andava pelo corredor silencioso que agora era interrompido pela música de fundo.

Don't look around 'cause love is blind
(Não olhe ao redor porque o amor é cego)
And darling right now I can't see you
(E querida agora eu não posso te ver)
I'm feeling proud so without a doubt
(Estou me sentindo orgulhoso por isso, sem dúvida)
I can feel you
(Eu posso sentir você)

Meus braços se arrepiam quando sinto alguém segurar minha cintura, minha respiração para ao encarar aquele par de olhos.
- Little Love... está linda! Não esperava menos de você - Franzo o cenho, dando um breve sorriso que mal aparecia. Segurei suas mãos e logo tratei de tirá-las de mim.
- Klaus...estou aqui pela festa e sabe muito bem disso.

'Cause we are who we are, when no one's watching
(Porque nós somos o que somos, quando não há ninguém olhando)
And right from the start, you know I got you
(E desde o início, você sabe que eu tenho você)
Yeah, you know I got you
(Sim, você sabe que eu tenho você)

- E por que está me dizendo isso? - Seu corpo estava quase colado com o meu. Minha respiração agora estava ofegante, imediatamente seguro seus ombros e o encaro em seguida.

I won't mind,
(Eu não me importaria,)
Even though I know you'll never be mine
(Mesmo que eu saiba que você nunca vai ser minha)
I won't mind,
(Eu não me importaria,)
Even though I know you'll never be mine
(Mesmo que eu saiba que você nunca vai ser minha)

- Klaus... - Me afasto brutalmente. Seu sorriso logo aumenta, rolo meus olhos - Por favor, Niklaus, essa festa que eu saiba é para festejar e não dar em cima....
- E quem disse que estou dando em cima de você, Love?
Suspiro me sentindo uma idiota. Dou um sorriso e me viro segurando meu vestido, desço as escadas correndo para o meio da multidão.
- Está bem, ? - Me viro encarando Elijah. Seu terno o deixava mais elegante que nunca, ele estava sem máscara, mas dava para vê-la dentro do bolso de seu terno.
- Estou sim, Elijah... Obrigada por perguntar.
- Quer uma bebida? – Sorrio, dando um aceno com a cabeça. Mordo meus lábios virando meu corpo dando praticamente de cara com Klaus.

How do we fall in love
(Como podemos nos apaixonar)
Harder than a bullet could hit ya?
(Mais forte do que uma bala poderia te atingir?)
How do we fall apart
(Como é que desmoronamos)
Faster than a hair pin trigger?
(Mais rápido do que um gatilho de uma presilha de cabelo?)


Mordo meus lábios enquanto observava todo mundo dançando, Klaus se aproxima ao ponto de pegar minha mão e começar a me puxar para dançar com ele.
- O que está fazendo?
- Dançando com você, Little Love - Sua boca sussurrou perto do meu ouvido. Dei um sorriso enquanto segurava seu ombro.

Don't you say, don't you say it
(Não diga, você não vai dizer)
Don't say, don't you say it
(Não diga,você não vai dizer)
One breath, it'll just break it
(Uma respiração, ele vai se quebrar)
So shut your mouth and run me like a river
(Então cale a boca e me corra como um rio)

- Cadê a Cami?
Klaus me gira e depois me para, segura minha cintura em um forte abraço, o que acaba fazendo-me arrepiar
- Preciso ir... - Sinto seu beijo em minha bochecha antes dele sair. Suspiro olhando Elijah vindo com as bebidas.

Choke this love till the veins start to shiver
(Sufoque esse amor até que as veias começam a tremer)
One last breath till the tears start to withe
(Uma última respiração até que as lágrimas comecem a murchar)
Like a river, like a river
(Como um rio, como um rio)
Shut your mouth and run me like a river
(Cale a boca e me corra como um rio)

- Obrigada, Elijah - Pego o copo e logo viro em uma rodada. Solto um sorriso leve ao ver a expressão surpresa dele. – Surpreso?
- Acho que já estou - Abro uma risada. Uma garota de cabelos loiros se aproxima – Rebekah!
- Olá, irmão. Se divertindo?- Ela passa os dedos sobre seus lábios. Abro um sorriso vendo o olhar de Rebekah se virar para mim - , está deslumbrante.
-Digo o mesmo, Rebekah - Encaro Elijah ao olhar para porta. Me viro observando um bando de pessoas chegarem e logo a ficha cai....Marcel - Acho...
- Deixa comigo - Antes do Elijah intervir, Rebekah sai ao encontro de Marcel. Dou uma risada e logo seguro a mão de Elijah.
- Vamos dançar.
- Acho que ele prefere dançar comigo - Me viro dando uma olhada para Hayley. Ela estava linda com seu vestido vermelho. Solto uma risada e aceno com a cabeça, seria uma noite longa...

Klaus On

estava adorável com aquele vestido, não pude resistir, tinha que senti-la mais. Quando ela perguntou de Cami, me senti estranho... tive que sair, era novos sentimentos que me deixavam confuso. Mas ao ver Marcel entrando naquela porta me fez esquecer da Little Love.
- Marcel!
Minha voz chamou sua atenção, soltei um sorriso grande enquanto o encarava.
- Klaus Mikaelson- Solto uma risada, enquanto olhava para seus convidados - Espero não ficar incomodado pela presença dos meus amigos.
- Claro que não, sejam bem vindos - Abro espaço os deixando entrarem na MM. Solto um breve sorriso até ouvir a voz de Marcel.
- ? - Olho para trás vendo os olhos da Little Love. Ela parecia assustada ou planejando algo. Suas pernas começaram a se mover em direção ao Marcel.
- Marcel...foi convidado também? - Ela se aproximou, dando um beijo na bochecha do meu amigo.
- Sim, e vejo que conheceu o Mikaelson.
- Quem? - Arqueio a sobrancelha ao ouvir a pergunta da Love. Minha face estava neutra.
- Sou eu... - Seguro sua cintura e dou um beijo em sua bochecha. Ela se afasta com cuidado.
- Ah sim, o anfitrião... Prazer, me chamo , sou nova em New Orleans - Solto um sorriso debochado. Ela estende a mão, a seguro depositando um beijo em seguida.
- O prazer é todo meu - Sorrio enquanto observava o Marcel, parecia que ele estava bravo.
- Quer dançar? - Encaro Marcel que agora dava um sorriso enquanto sua mão estava estendida para a garota.
- Claro... Por que não?
Uma raiva estava se formando dentro de mim, eu não sabia o porquê. Talvez a presença dele com Love me deixava incomodado, afinal, ela estava tão bonita e seu sorriso enquanto estava com ele me deixava desconfortável, eu queria estar no lugar dele. Meus olhos não paravam de encará-la.
- Klaus? - Meus olhos finalmente desgrudam da garota e percorre a voz que me chamou.
- Cami – Sorrio, me aproximando. Giro-a até que minhas mãos param em sua cintura - Quer dançar?
- Quero... - Seguro sua mão e vou até o meio da sala, começo a movimentar meu corpo junto ao dela.

This house is a hotel,I won't stay long
(Esta casa é um hotel,eu não vou ficar muito tempo)
I'd rather be at church
(Eu preferia estar na igreja)
Unless the hole water works,i won't come around anymore
(A menos que as obras de água benta,não vira mais por ai)

- Klaus, você está bem?
Abro um sorriso enquanto encarava Cami. Apenas balanço a cabeça.
- A festa está melhor que o planejado.
- Você fez um ótimo trabalho - Solto um sorriso, giro-a pela sala e logo a seguro - Ela vai se acostumar.
- Espero.

Set fire to your worries
(Incendiaram as suas preocupações)
Let fear burn to the ground
(Deixe o medo queimar até o chão)
When the storms are rolling in and
(Quando as tempestades estão rolando e)
you're filed up to the brim,they won't come around anymore
(e você está cheio até a borda,não virá mais por aí)

Meus olhos se encontram com os de Little Love, ela dá um sorriso grande, meus lábios queriam devolver, porém, estava perdido em seus olhos.
- Klaus?
- Eu preciso ir...
Solto a cintura da loira. Saio levemente para a sacada da MM e pego um copo que obtinha whisky.
- Isso vai te matar um dia.
Solto uma risada, isso era uma grande piada. Morto? Eu já estava morto.
- Se surpreenderia.
- Me conte, Klaus - Sinto uma mão envolver meu ombro. Me viro olhando para a .
- Melhor não... - Sorrio ao vê-la observar as ruas de New Orleans.
- Não vou insistir.
- Bom, as coisas que não devemos mencionar, sabe? Às vezes as coisas ruins não devem ser mencionadas.
- Não precisa contar, Klaus - A garota se vira. Solto uma risada enquanto a observava - Sei que não confia em mim, mas estou aqui, se quiser conversar, mesmo que tenha a Cami para isso.
- Você não deveria estar com o Marcel? - Arqueio a sobrancelha, enquanto dava um sorriso sarcástico.
- Mais estou aqui com você.
Aproximo-me mais um pouco dela, ela se afasta e sorri voltando para a festa.
- Irmão... - Olho para Elijah e logo suspiro.
- Já me dando sermão?
- Não, mas vim trazer uma notícia.
- E qual seria? - Olho para as ruas de New Orleans e viro meu rosto - O que aconteceu?
- Hope sumiu.



Capítulo 4 – Lose It

Uma fúria havia dominado meu corpo, o copo em que estava em minha mão havia sido jogado para longe. Encaro Elijah, ele poderia estar inventando, porém, conhecia meu irmão, ele nunca brincaria com isso.
- Como ela sumiu?
O eco da minha voz pelas ruas deixava explícita minha raiva. Antes de o meu irmão responder, lembro de uma pessoa que faria de tudo para ser o Rei de New Orleans e para isso usaria armas perigosas.
- MARCEL!
Dou um salto de onde estava até chegar à frente da porta, abri-a com tanta violência que todos que estavam na sala me encararam, isso seria um banho de sangue e eu queria isso.
- Cadê ela?
Meus olhos se transformaram em um dourado brilhante, meu rosto encarou Marcel, o mesmo parecia não entender, outro truque do canalha.
- Klaus, se acalme...não sei o que está dizendo.
Todos estavam dando espaço. Dou outro salto, mas agora até a metade do salão, um sorriso debochado sai da minha boca.
- Cadê minha filha?
Seus amigos estavam prontos para me atacar, mas Marcel simplesmente ficou ali.
- Eu não sei onde ela está - Marcel sabia do que eu era capaz, e bom, teria que mostrar algo para ele voltar a lembrar.
Em VDV vou até um de seus amigos, o mais chegado, e mordo o seu pescoço. O doce sangue que escorreu pela minha boca pareceu frustrar todos ao meu redor.
- Klaus, juro que não sei onde está a Hope.
Tiro meus dentes de dentro do seu amigo,j ogo o corpo no chão e aponto para Marcel.
- Sugiro que comece a procurar, se não o próximo será você, Marcel
Viro para trás, olho ao redor e uma ideia logo surge em minha cabeça.
- Quem achar minha filha, deixo decidirem o futuro de Marcel
Saio da sala com o sangue em minha blusa e em minhas mãos, nunca me senti tão vivo como naquele momento.
- Niklaus...
Olho sobre meus ombros e lá estava a loira pela qual me apaixonei, seus olhos estavam assustados, eu precisava ficar sozinho, então apenas voltei a andar em direção à varanda sem olhar para trás.
Minha cabeça estava baixa enquanto minhas mãos seguravam a madeira que tinha ao redor das grades, eram feitas para minha pequena não se machucar.
- Há quanto tempo está ai, Hayley?
A morena se aproximou, logo estava ali ao meu lado e parecia que queria a mesma coisa que eu, encontrar a Hope.
- Não há muito tempo... Não a encontraram ainda. Tanto tempo a protegendo e isso acontece! Quem a pegou vai pagar, Klaus. Mas não acho que foi o...
Apenas a encarei, não queria que ela falasse aquele nome, não agora.
- Precisamos encontrar a Hope e bom isso vai fazer com que todos nos ajudem, ou seja, ganhamos de qualquer maneira - lhe encaro bem ao dizer isso, era frio e sombrio... era eu.
Um sorriso saiu pelos meus lábios. Isso faria com que todos ficassem ocupados e não interferissem em meus planos.
- Acho que ele está mais preocupado em ficar com a do que capturar nossa filha, agora vou tentar achar ela porque se depender de você ela nunca vai aparecer.
Olho para frente novamente e franzo minhas sobrancelhas, ele queria a , isso não me surpreendia. Meus dedos soltaram a madeira levemente, suspiro e acabo notando que ainda é noite.
Termino de descer os degraus da escada e saio rapidamente da MM. Hope poderia estar com qualquer pessoa e em qualquer lugar.
- Precisa de ajuda? - Ouço sua voz, e logo estremeço. Não poderia ignorá-la, ou poderia?
Viro-me e encaro o par de olhos cor de mel que me deixava com raiva e feliz ao mesmo tempo, abro um leve sorriso. Ela não estava mais de vestido, agora usava uma calça preta e uma blusa branca, seus cabelos estavam soltos e seus lábios ainda continham o batom vermelho.
- Não. Melhor você ficar por aqui.
Começo a andar, enquanto ouço seus passos atrás de mim.
- Klaus... vou te ajudar sim, porque a Hope é importante para mim - Me viro para encará-la, seus olhos pareciam vacilar.
- Tudo bem, mas se falar alguma coisa, eu arranco seu coração.
Volto a andar, passo pelas ruas da cidade, na qual, os artistas mostravam sua arte. Passo por alguns becos, até ouvir uma voz.
- Hope?
Corro até um beco não muito longe, escuro e não havia ninguém. Fecho minha mão e simplesmente soco a parede.
- Me deixa te ajudar - se aproximou e segurou minha mão. Seus olhos me encaram, seus lábios depositaram um beijo sobre meu machucado.
- Acho que ela pode estar na floresta.
Deixo-a para trás, até ouvir seus passos novamente atrás de mim. Meus passos estavam mais apressados ,mas a morena já havia me alcançado e não precisava andar devagar.
- Klaus...você é um idiota - Me viro e encaro a morena. Ela estava a uma certa distância, me aproximo e seguro seu braço.
- Você não me conhece e bom, não finja que entende. Se sou um idiota, me deixa em paz, não preciso de você na minha vida.
Largo seus braços e vou em VDV para a floresta. Paro e acabo dando um soco em uma árvore qualquer.
- HOPE!
Grito o mais alto que podia, tinha que achar minha menina. Giro meu corpo e grito novamente agora, com meus olhos transformados.
- HOPE
Ouço alguns passos vindo de outra direção, meu corpo fica em posição de atenção.
- Papai? - Olho de longe para Hope. Ela parecia cansada e que iria desmaiar a qualquer momento. Em VDV vou até ela, seguro seu corpo - Sabia que iria me encontrar, papai.
Sorrio e observo-a fechar os olhos. Em VDV (velocidade de vampiro), vou para a MM (Mansão Mikaelson), subo as escadas para levá-la em seu quarto. Coloco Hope em sua cama e logo me viro.
- Achei-a na floresta - Observo Hayley se aproximar da cama de nossa filha. Me afasto devagar, suspiro e olho para Hayley - Ela está bem.
Caminho pelo corredor, eu desço as escadas e vou até o meu escritório, pego um copo e jogo na parede, porém, na mesma hora, aparece abrindo as portas.
- O QUE FAZ AQUI?
A garota abaixa a cabeça. Suspiro tentando me acalmar, estava com raiva e a presença dela só piorava.
- Posso voltar depois, Klaus.
- Não... Fique. Desculpa por gritar com você - Me sento e a vejo me encarar com um olhar indiferente.
- Você é um vampiro.
Franzo o cenho ao ouvir com toda certeza as suas palavras, balanço a cabeça para ela prosseguir.
- Klaus, eu vi você em uma velocidade fora do normal, questionei minha prima e ela disse que também é. Seguinte, não preciso de você, eu sei me virar - Observo ela apoiar as duas mãos em minha mesa - Eu não vou ficar quieta, se acostume em perder. Não vou abaixar as orelhas para você e também você não me conhece o bastante.
- Primeiramente, sou um híbrido ,não um simples vampiro. Eu sou poderoso o bastante para te destruir e claro sua geração futura.
- Que seja! Você não me intimida, Mikaelson - Sorrio para a garota que se aproxima - Já que achou a Hope, você tem uma coisa a fazer.
Fico quieto e logo me levanto tentando encarar mais de perto
- Você deve pedir desculpas ao Marcel!



Capítulo 5 – Tentação

Um sorriso sarcástico sai dos meus lábios, porém logo percebo que a morena em minha frente falava com um tom sério. Me aproximo segurando em seus braços, impossibilitando-a de sair. - Você só pode estar brincando comigo, sabe que não farei isso.
Seus olhos me fitavam, parecia que me analisava, tentando descobrir algo.
- Ah, mais você vai Klaus ou quer que uma guerra comece? Se não quiser, fale com o Marcel, e tira essas mãos de mim.
Olhei para os lados e sorri, soltei-a indo em direção a janela. Ouvi sua risada desengonçada em seguida a porta da sala se fechar.

P.O.V

Quem ele achava que era? As vezes Klaus me deixava com raiva e eu odiava isso, parecia que ele tinha um certo poder sobre mim.
Respiro fundo e saio daquele lugar, eu precisava sair de lá o mais rápido possível, não me sentia bem ali por alguma razão estranha.
Ando pela calçada, parecia que todos estavam dando uma festa ou algo assim, será que Klaus tem algo com isso? Não posso pensar nisso e nem nele.
- Hey, girl.
Olho para trás e encaro uma garota loira, solto uma risada e aceno para a mesma.
- Parece que vamos nos esbarrar sempre.
Sorrio de lado e aperto sua mão, a garota parecia meio tímida. O por quê? Não fazia ideia.
- Sou Margarethy.
- Eu sei disso, não me esqueci. - A encaro com uma expressão divertida.
- Eu pensei que tinha esquecido... Você foi naquela festa dos Mikaelson's?
- Na verdade eu tive que ficar com minha tia, por quê? - Balanço minha cabeça como se falasse para ela me seguir.
- Parece que Klaus Mikaelson perdeu sua filha e culpou Marcel na frente de todo mundo. - A encaro de lado e logo olho para frente.
- Perder é uma palavra muito forte, não é mesmo? - Dou de ombros enquanto observava as pessoas sorrindo como se não soubessem de nada. - Provavelmente foi um mal entendido.
- Provavelmente, mas ainda acho que o Marcel não vai deixar barato, afinal, ele e Klaus estão nessa batalha para saber quem é o rei do quartel faz tempo.
- Como assim? - Nunca soube o porque dessa rivalidade um com o outro, talvez fosse pela Cami.
- Você acredita no sobrenatural? - Solto uma risada alta enquanto me virava para a garota, porém logo fico quieta ao ver a mesma sem expressão.
- Acredito sim. - Balanço a cabeça enquanto colocava a mão na nuca.
- Digamos que a muito tempo acreditavam que bruxas, lobisomens, vampiros e até mesmo híbridos existiam. Naquela época um jovem havia encontrado um garoto, esse jovem acolheu esse garoto como se fosse seu próprio filho, o treinou, alimentou... Mas esse jovem era perseguido pelo seu próprio pai. Sem escolha teve que deixar sua cidade e seu "filho". - Apesar de não revelar os nomes,certeza que era Klaus e Marcel. - Esse filho cresceu e acabou governando essa cidade, agora o jovem está de volta para retomar o que é seu por direito.
-Uau... - A olho e solto uma risada. - Parece uma lenda boba.
- É o que dizem. - A loira parecia estar com vergonha, abraço-a de lado. - Bom, acho que seriamos ótimas amigas.
- Nisso eu concordo.
- Por que Mar?
- É mais simples e fácil. - Solto um sorriso,olho para frente e vejo Marcel me encarando. - Preciso ir, depois conversamos.
- Tudo bem, tchau .
- Gostei. - Grito e atravesso a rua, até que alguém me puxa. - Marcel...
- Não gosta de uma boa pegada?
- Você está mexendo com fogo, não brinque comigo.
- E se eu quiser? - Sorrio enquanto encarava seus olhos,por um vacilo desço meu olhar cair sobre seus lábios. - Você estava tão sexy ontem.
- Estava? - Solto uma mão de seus braços, subo até seu rosto, me aproximo do seu ouvido. - Me mostra o quanto você me achou sexy.
- Assim. - E logo sinto seus lábios sobre os meus, seguro seu pescoço e logo entrelaço minhas pernas em sua cintura. Nossas línguas exploravam a boca um do outro, era um beijo ardente cheio de luxúria. Eu precisava disso, estava na seca há muito tempo.
Sinto minhas costas bater em algo fofo e quando abro os olhos percebo que estávamos em sua casa. Sorrio rasgando sua blusa, Marcel volta a me beijar enquanto eu arranhava suas costas em movimento de vai e vem, mordo levemente seus enquanto suas mãos tiravam rapidamente minha blusa e jogava para algum canto. Mudo de posição, desço meus lábios por sua barriga.
- Marcel?
Ouço uma voz comum, paro na hora e encaro Marcel.
- Quem é? - Sussurro saindo de cima do moreno.
- Se vista logo. - Franzo o cenho. - Vai logo...
-Você está ai? - Olho para porta e vejo Rebekah, cubro meu corpo rapidamente. - Parece que está se divertindo, melhor eu ir.
Pego minha blusa e olho para Marcel
- Melhor eu ir. - Coloco a mão em minha testa e termino de me vestir. Eu realmente estava ferrada.
Suspiro caminhando devagar precisava ouvir alguém, então pego meu celular que estava na minha calça e ligo para minha ruivinha.

Lyd: Alô gatinha?
Cat: Estou ferrada...
Lyd: Por quê?
Cat: Eu fiquei com alguém.
Lyd: OH MEU DEUS.
Cat: Eu sei, a Irmã do Klaus meio que gostava dele. E cheguei a comentar que eles são vampiros?
Lyd: não morra...
Cat: Ah, obrigada por isso linda.
Olho para frente e percebo que estou na frente da M.M., suspiro tentando pensar.
Cat: Se eu não morrer, te mando mensagem.

Desligo e tento tomar coragem, mordo levemente os lábios e entro.Todos estavam ali na sala e depois que entrei todos me encararam.
- Eu vou acabar com você. - Ouço a voz da Rebekah, a mesma estava com os olhos de outra cor.
- Rebekah, controla-se. - Me viro olhando para Elijah, suspiro e olho para Rebekah.
- Eu sinto muito, não fizemos nada só...
- Então não vi você sem blusa em cima do Marcel?
- Bom, tecnicamente você está certa, mas... - Rebekah estava pronta para vir até mim, porém Cami apareceu em minha frente. - Por que está assim? Vocês nem namorados eram. E sabe quem começou? Marcel.
Rebekah deu um passo para trás, parecia ter levado um tapa na cara.
- Rebekah, se liga! Ele começou, mas se está incomodada com isso, fale com ele.
Suspiro e olho para Cami, passo em sua frente.
- E se querem saber ele está tentando recuperar o quartel.
Subo as escadas e vou até a porta do meu quarto, abro o mesmo e caminho até a minha cama.
- Você e o Marcel...
Me sento encarando todos os lados do meu quarto até que olho em direção a porta.
- O que você tem haver com isso, Klaus?
Me levanto e vou até ele, ficando somente a um centímetro de distância.
- Nada. - Sinto sua mão sobre meu rosto, suspiro levemente enquanto o ouvia. - Falei com ele hoje a tarde, me desculpei. - O encaro dando um leve sorriso.
- Não fiz por você. Fiz pela Hope. - Então o mesmo saiu.
Não sei o que aconteceu, mas eu só queria chorar, suas palavras haviam me abalado, porém não iria dar esse gostinho a ele. Se não meu nome não era .





Capítulo 6 – Corre, pequena, corre

Sinceramente acordar com o sol no seu rosto não era uma coisa maravilhosa, mas me lembrava das épocas em Beacon Hills.

FlashBack On

- Acordaaaaa, , está um lindo dia - Suspiro e logo pego uma almofada e taco na minha pequena - Ai....Oh, mãe, a ...
- Xiu - Solto uma risada e logo começamos uma guerra de travesseiros - Chega... Chega... Já desço.
Dou um beijo em sua testa e acabo segurando meu travesseiro.
- Guarda panquecas pra mim - Brinco mostrando a língua.
"This solo, everybody...."
Pego meu celular e sorrio ao ver a mensagem de Lyd....

FlashBack Off

- ...
Levanto minha cabeça um pouco, sorrio vendo outra garotinha pequena.
- Bom dia, Hope - Sento passando as costas das minhas mãos sobre meus olhos - Dormiu bem?
- Fiquei preocupada... Ontem ouvi os gritos da tia Bekah.
Abro a boca pensando no que falar, me aproximo segurando sua mãozinha.
- Não se preocupa é que sua tia tem um sentimento especial pelo Marcel, que nem sua mãe...
- Tem pelo tio Elijah - Ela dá de ombros não aguento e acabo dando um sorriso.
- Você é uma garota muito especial, sabia? - Ela concorda com a cabeça, passo o dedo na ponta do seu nariz e sorrio.
- Você faz parte da família agora, temos que nos proteger e não nos matar.
Levanto meu dedinho e espero ela levantar também.
- Isso... - Entrelaço nossos dedos e a encaro - Prometo que protegerei vocês mesmo não precisando.
- E eu prometo proteger você da minha família, principalmente da tia Bekah - Solto uma risada e bagunço de leve seu cabelo.
- Hope!
- É meu pai, melhor eu ir.
Olho para o lado dando um pequeno sorriso, passo a mão lentamente sobre meus cabelos negros, mordo os lábios e levanto rapidamente indo para o box do banheiro. Fecho meus olhos por alguns segundos.

Sonho On

- Little Love? - Abro meus olhos e encaro Klaus ali na minha frente, me vendo pelada. Pego uma toalha, porém ele é mais rápido - Não a nada que me impressiona.
- O...O quê? - Dou um tapa no seu ombro e vejo o mesmo dar uma risada - Idiota! Você sabe que impressiono, pergunta pro Marcel.
Vejo sua expressão mudar e logo seus braços estavam me prensando na parede.
- Não repete esse nome.
- E por quê? - Mordo meus lábios me aproximando dos dele... lentamente.

Sonho Off

- , não! - Passo a mão no meu rosto e logo saio do box, com a toalha sobre meu corpo. Vou até minha cama pensando no que vestir, hoje teria uma festa na casa do Marcel, eu não iria, mas a Rebekah não sabe disso.
Coloco uma lingerie preta de renda, uma blusa branca, uma calça jeans e minhas botas que vão até o joelho. Mordo meus lábios enquanto me analisava,
- Perfeito!
Dou uma voltinha e logo saio do meu quarto, fecho a porta e quando vejo já havia terminado de descer as escadas da M.M.
Olho ao redor e não vejo ninguém, caminho até a cozinha, no qual aproveito e pego uma maçã.
- Acordou. - Coloco a mão no coração e percebo que era somente o Elijah.
- Elijah, você me assustou!
- Não era minha intenção - Sorrio junto a ele, suspiro levemente e observo sua expressão - , agora você sabe o que somos...
- Elijah, pode parar. Quem não sabe? - Me viro para encará-lo melhor - Eu suspeitava, não fica assim, não contarei a ninguém.
- Você pode sair hoje?
- Olha, eu adoraria, mas acho que a Hayley não irá gostar - Levanto as mãos e ouço sua risada.
- Não é nada disso, você é meio louca.
- Agora que percebeu, caro Elijah? - Arqueio a sobrancelha - Posso ir com você...
Começo a andar ao seu lado, saímos da M.M. indo em direção as ruas agitadas de New Orleans.
- Olha, se quer me matar, faça rápido - Elijah estava indo em direção a floresta, e nesse momento poderia morrer.
- Fica quieta - Reviro meus olhos, parecia o Klaus falando, até nisso essa praga me persegue.
- Tudo bem, ficarei...O QUE É ISSO? - Olho para uma cabana. - E olha que pedi para ficar quieta - Solto um sorriso e observo. - Por que me trouxe aqui?
- Porque algum amigo seu veio ver você e por sorte trouxe ele aqui.
- Quem é?
- - Ouço uma voz vindo atrás de mim, viro lentamente e sorrio ao ver aquele par de olhos.
- Scott! - Sorrio, me jogando em seus braços. Posso até dizer que umas lágrimas cairam, mas não irei dizer - O que faz aqui?
- Lyd disse que estava com problemas...
- Quê? - faço uma careta, ele sabia que era verdade. - Esse é o Elijah.
- Eu sei - Os encaro e observo um olhar indiferente de ambos - Obrigado.
- Bom, é melhor eu voltar. Se cuida, .
- Espera ai você me chamou de...- Antes de terminar de falar ele já havia sumido - Tem tanta coisa pra gente conversar, Scott.
- Eu sei. Que história é essa que você gosta do Kleyson? - Solto uma risada e vou pra dentro da cabana com ele.
- Não gosto dele. E é Klaus.
- Ah, esse cara... Tem certeza? Porque se o Parrish descobrir...
- Não, não tem nada que o Parrish precisa saber, eu estou apenas descobrindo algumas coisas... - Mexo com meus cabelos e logo volto a encarar Scott - Me diz, como está a mamãe e a ?
- Elas estão bem, está quase mostrando sinais...- Arregalo meus olhos.
- Ah não....Scott, você tem que proteger ela.
- E eu vou, não se preocupa.
Balanço a cabeça e sorrio. Conversa vai e conversa vem, mal vi o tempo passar, tive que contar tudo para o Scott, ele era como um irmão pra mim, então quando conversávamos eu me abria, e ele também, nossa amizade era assim.
- Nossa, é melhor eu ir, tenho que voltar para Beacon Hills.
- Ah, vê se volta logo, gosto quando me visitam - Me aproximo e o abraço, coloco minha cabeça em seu peito - Te amo, Scott. Se cuida e não se meta em confusão.
- Não prometo isso - Sorrio sentindo seu beijo em minha testa. Saímos da cabana e percebo que a noite acabará de cair.
- Hoje é Lua Cheia, preciso ir.
- Toma cuida... - O povo gosta de me deixar falando sozinha. Suspiro segurando meus braços ,agora precisava encontrar o caminho de volta.
- Eu sei... - Me escondo atrás de uma árvore após ouvir uma voz - Sabe que Dave odeia isso. Precisamos continuar com o plano.
- Odeio esperar, mas okay, seguirei o plano e...- Ouço um uivo. Ah não, era os lobisomens. Olho para frente, mordo a bochecha e ando devagar para o meio das folhas, logo saio correndo ao perceber que ninguém me perseguia.
- Você...
Viro vendo uma garota alta, com cabelos ruivos, pele branca e bochecha rosada.
- Corre!
E logo saltou se transformando em um lobo com a pele refletida com a luz das estrelas formando um marrom, não um vermelho vinho. Viro-me saindo correndo o mais rápido possível.
- Socorro - Isso não iria me ajudar, mas eu tinha que tentar.
Olho para trás e quando viro vejo a loba com seu bando. Quando estavam prestes a atacar, um grito sai pelos meus lábios, havia me jogado de joelhos e escondido meu rosto, alguém iria morrer, e achava que seria eu.
Levanto com o resto das minhas forças e começo a correr mais rápido, porém, ouvia as patas sobre as folhas...
- ? - Encaro a pessoa que me chama, era Klaus?
- Klaus...
E quando percebo estou caída no chão sangrando, olho para o lado e minha mão cai sobre as folhas que estavam ao meu redor, é quando tudo se apaga.





Capítulo 7 – De volta ao passado

Abro meus olhos ainda meio descoordenada, parecia que algo tinha batido muito, mais muito forte sobre minha cabeça. Meus olhos vacilaram, só ouvi alguém chegando em passos lentos, só queria agradecer quem estava ali, poderia ser meu príncipe encantado.
- É meu príncipe?
Sorrio deixando escapar meu breve pensamento. Ouvi o barulho ardente do sofá ir pra baixo.
- Me chamaram de muita coisa, mas de príncipe? Essa vou anotar, Little Love.
Abro meus olhos rapidamente, meu corpo doía, mas consegui ao menos sentar direito.
- Se você contar pra alguém que eu disse isso, eu falo que está blefando.
Engulo a seco e sinto minhas bochechas queimarem, deve ser a raiva que estava no momento ou a vergonha que deixei nítido em meu rosto. Solto um gemido de dor e como se fosse automático coloco a mão no pescoço.
- Se quer pensar assim - Levantei meus olhos encarando o sorriso em seu rosto. Seu semblante parecia preocupado - Você está melhor?
Klaus apenas se levantou e sentou ao meu lado. Encarou a lareira em nossa frente e suspirou profundamente.
- O que estava fazendo na floresta? - Levanto a cabeça para encará-lo.
- Estava vendo um amigo... Somente isso.
Mesmo com o fogo esquentando a sala inteira, eu ainda estava com frio. Ao notar isso, Klaus apenas passou seu braço sobre minhas costas apoiando na minha cintura. Estava ficando tão quentinho que não consegui me levantar e sair de perto dele.
- Que amigo?
- Klaus, o que você virou? Meu guarda-costas? - Ouço sua risada e ao mesmo tempo solto um sorriso - Ele veio me visitar. Ele é de Beacon Hills.
Senti sua mão me apertar e como resposta solto um gemido rouco. Fecho meus olhos e suspiro sentindo a sensação mais prazerosa de todos os tempos.
- Você quase morreu, tem que prestar mais atenção...
Reviro meus olhos, Klaus tinha estragado completamente o clima. Me levanto ainda com dificuldades e o encaro.
- Me poupe, Klaus, sei muito bem me cuidar sozinha.
Balanço a cabeça e dou meia volta indo até as escadas. Após subi-las vou até meu quarto, entro banheiro, tomo um banho para limpar toda a sujeira do meu corpo, saio e vou até minha cama onde simplesmente capoto.

Sonho On

E lá estava eu na floresta, perdida como de costume. Sei que tentava gritar, mas ninguém me ouvia, era como se tivesse perdido minha voz.
Apesar disso, lá estava ele me encarando com seus olhos negros. Nunca soube quem era, mas sua boca, seu corpo, tudo me encantava.
Ele se aproximou como de costume, tocando meu quadril, minha cintura e logo me virando para encará-lo.
- Klaus...
Apenas senti sua boca encostando na minha, era um beijo selvagem, doce e ao mesmo tempo tentador. Sentia suas mãos sobre minha pele e era tão bom. Logo senti minhas costas em algo, ele tinha me encaixado na árvore.
Suas mãos subiam sobre minhas pernas, enquanto minhas mãos encostavam em seu pescoço arranhando-os em seguida.
Logo suas mãos encontraram a barra da blusa, então a atirou em algum lugar. Onde ele me tocava, sentia fortes arrepios diferentes do que sentia do Parrish. Bom, Parrish sempre foi direito nunca me pediu nada, ele era sexy, muito sexy, mas nunca pensei em perder a virgindade com ele... Bom, eu tinha antes de ter me mudado para New Orleans.
- Como pode ser tão sexy, Little Love?
Mordo os lábios, soltando um sorriso, enquanto beijava meu pescoço.
- Klaus?
Olhei para o lado vendo Cami, seus olhos estavam molhados. Eu não queria magoá-la, mas eu sentia algo pelo Klaus, que não podia esconder.
- Cami...
Solto Klaus e tento ir atrás de Camille. Eu queria explicar tudo, mas quanto mais corria atrás dela mais distante eu ficava.
- CAMI...

Sonho Off

- ?
Reclamo baixinho e logo sinto algo coçando minha orelha.
- Acorda.
Levanto o braço para afastar a pessoa, mas nada adiantou. Suspiro soltando uma risada e me sento olhando Hope.
- O que foi, pestinha?
Passo as mãos sobre meus olhos para tentar acordar um pouco.
- Me leva pra conhecer a cidade... Mamãe iria, mas teve que ir arrumar uns assuntos do clã.
- Estava tão bom ficar deitada...
Olho para ela e logo os reviro. Odiava pessoas fofas - Em cinco minutos te encontro lá embaixo – Levanto, indo até o banheiro. Escovo os dentes e o cabelo, faço uma maquiagem leve, sentindo breves dores, ignoro e coloco minha roupa. Saio do quarto e vou pra sala em seguida -Vamos, Hope.
Pego sua mão e antes de sair como uma maçã. Passamos por todas as lojas, praticamente a tarde toda, foi até que divertido. Ela parecia uma criança normal, parecia feliz.
Estávamos ali paradas tomando nosso sorvete, enquanto um senhor muito simpático tocava uma música com seu violoncelo.
- Hope, vamos?
- Mais já?
- Sim, vamos - Sorrio batendo no nariz dela com a ponta do dedo. Seguro sua mão e logo paro olhando pra frente. Não era possível, era? O que ele estava fazendo aqui?
- ? ? - Fecho meus olhos e logo os abro. Sorrio olhando Hope.
- Desculpa, pensei que tivesse visto alguém conhecido - O que meu pai estava fazendo aqui? Ele tinha sumido com os lobos há cinco anos, tinha deixado minha irmã e minha mãe depois que soube que não era um deles, mas sim era um Banshee, puxada da família da minha mãe. – Entra, vou ficar um pouco aqui - Beijo a testa da Hope e vou até um lugar perto da floresta, lá me fazia bem, a tarde tinha sido maravilhosa, mas com esse homem de volta, era demais pra mim.
- Pensando? Não Vai dizer, "Oie papai?" - Me levanto encarando o homem em minha frente com nojo - Qual é, filhota? Nem um abraço - Apenas cuspi perto dele e então seus olhos mudaram de cor, para o azul. - Não brinca comigo, garota - Viro meu rosto para encará-lo e sorrio.
- Por que eu brincaria... Papai? – e o tom sarcástico saiu, era o começo das trevas, só pode. Por que esse homem voltou? O clã dele está aqui? Klaus tem alguma coisa a ver? Por que isso agora? A única coisa agora era encarar o meu pior pesadelo, aquele que eu chamava de Pai.



Capítulo 8 – A Verdade

-Você sempre foi igual a sua mãe, parece que não mudou nada - Reviro meus olhos com minha cara de poucos amigos - Pois é, filhota, voltei porque estava com saudades.
- Corta essa, Brandon, quando você sumiu, nem mandou notícias - Levanto minha sobrancelha. Vamos lá estava pronta para a próxima desculpa.
- Qual é, fiquei decepcionado - E por incrível que pareça não senti nada - Na verdade, estou aqui por causa do clã, mas quando te vi não sabe a surpresa que tive.
- Os Nascentes? O que eles estão fazendo aqui em New Orleans? - Meu pai fugiu com o clã pra muito longe. Lembro quando ele pegou suas coisas e disse que eu era uma decepção, isso porque sendo a lei do clã ao fazer 14 anos começa a transformação, precisa matar alguém para se transformar em lobisomem...mas ai que ta, eu não sou lobisomem.
- E isso é da sua conta? - Cruzo meus braços e solto uma risada - Temos assuntos em New Orleans, estamos de volta a nossa casa.
Franzo o cenho ao encará-lo, como assim a "nossa casa"? Já vi que vai dar problema.
- Olha, Brandon, é melhor você ir embora, aqui não tem nada pra você.
- Ai que se engana, aqui é meu lar quem está sobrando aqui é você, garota - Balanço a cabeça negativamente e o encaro.
- Como assim?
- Em uma cidade que tem lobisomens, vampiros, bruxas e até mesmo híbridos, será que tem lugar para uma Banshee? - Fico quieta, ele poderia ter razão - O quê? Eles não sabem? É, eles não sabem, você realmente não serve pra nada.
Olho ele se aproximar, dou um passo pra trás e ergo a sobrancelha.
- Não encosta em mim... você não tem o direito. Não era um pai bom e com certeza não é um líder bom - Viro minhas costas para ir embora.
- Acha que eu não sei? - Paro e suspiro pensando em não ser o que estava pensando - é uma Nascente, o que acha de dar uma visitinha?
- Não toque nela... Ela não tem culpa do que você fez - Suspiro com raiva, saindo pelos meus olhos - Eu te odeio e não pense em tocar na minha família e nos meus amigos!
- Não me faça rir, garota, você é um calo no meu sapato não presta mesmo. Melhor eu ir, até mais, pirralha.
Suspiro, sentido uma batida sobre meus ombros. Engulo a seco, não acredito que ele estava de volta, isso daria só problemas. Viro minhas costas e começo a andar, nunca percebi que nem aqui em New Orleans se pode ter paz. Fecho meus olhos e deixo meus pés me levarem para um único lugar na qual poderia esquecer meus problemas Rousseau's.
Olho a placa do grill, eu tinha que entrar, precisava me distrair. Caminho até a porta e abro em um único giro, vou até uma cadeira na frente dos baristas.
- Um whisky, por favor - Suspiro abaixando minha cabeça.
- Noite difícil? - Olho para o lado, vendo o único moreno que me irritava.
- Klaus... - Pego meu whisky e tomo o primeiro gole deixando uma careta transparecer - Bom... Foi uma noite complicada, tirando meu corpo que ainda dói.
Olho para seus olhos, eles de um jeito ou de outro me passavam confiança e eu odiava isso.
- Por isso tinha que descansar e não ser teimosa - Reviro meus olhos e engulo o resto do líquido em meu copo - Hope me falou que saíram hoje e...
- Eu sei, foi falta de responsabilidade e blá blá blá já sei o discurso - Peço uma dose dupla.
- Na verdade, queria dizer obrigada. Ver Hope feliz é muito bom - Paro de repente e viro meu corpo em direção a Klaus.
- Você sabe falar desculpas? - Sorrio vendo suas bochechas ficarem vermelhas - Realmente ver Hope feliz foi... Incrível, ela é uma garota e tanto me lembra a ...
- Quem é ela? - Por um momento eu poderia contar a Klaus sobre minha vida e realmente eu queria dizer tudo pra ele.
- Ela é minha irmã - Sorrio lembrando dela - Tem quase a idade pra entrar no clã.
- Ela é uma lobisomem? - Então percebi como a face do Klaus estava confusa, eu podia omitir algumas coisas. Pego o copo e tomo tudo em um gole.
-Sim, meu pai é um lobisomem. Quando ele casou com minha mãe ela não sabia e depois de um tempo ela descobriu que estava grávida, bom ele simplesmente pensou que eu faria parte dos Nascentes, então quando fiz 14 anos vi a decepção em seus olhos.... - Não iria chorar na frente de Klaus, mas ele parecia querer me ouvir.
- E sua irmã é?
Balanço a cabeça positivamente, mordo a bochecha e levanto meu olhar.
- Mas eu sou normal - Abro um sorriso gentil e olho para as outras bebidas - Cadê a Cami?
-Ela está em casa... - aceno com a cabeça.
- Entendi...
- Terminou? - Balanço a cabeça positivamente - Vem, vamos.
- Pra onde? - Levanto minha cabeça, enquanto observava Klaus se levantar.
- Só venha.
Fico meio receosa, mas decido ir, caminho para fora do grill e olho Klaus esperando.
- Venha - Então ele segura meus braços e me leva até seu corpo. Me arrepio brevemente, sentia seu calor sobre a roupa.
- Me segura...
Coloco meus pés sobre os seus e em seguida meus braços em suas costas, coloco minha cabeça em sua barriga. "Se segura firme", apenas ouvi seu sussurro e segurei. Imagina sentir um calor inexplicável tanto que meu coração saltou, seu perfume, ele, isso tudo... Eu apenas esqueci do mundo.
- Pode abrir os olhos.
Viro para frente e abro meus olhos lentamente. O vento batia sobre meu rosto e ia até meus cabelos, a minha frente tinha casas, tinha luz, tinha uma New Orleans só pra mim em minha frente. As luzes dos postes iluminavam as ruas e os becos. Ali de cima dava para ver até o cemitério. E onde estávamos? Estávamos no mundo.
- Uau - Sorrio, sabia que estava com o brilho nos olhos como quando uma criança ganha o que queria de natal.
- Gosto de vir pra pensar - Me viro para Klaus, estava muito perto dele.
- Obrigada... É incrível - Volto a olhar para frente.
- Sabe só agradecer? - Reviro meus olhos e cruzo os braços - E você é incrível.
- Eu não me acho incrível, tenho medo, arrependimentos... Sou humana, Klaus - Era tão fácil me abrir com ele, era natural - Tenho medo de tudo isso... Do agora.
- Não tenha... - Me viro com a cabeça baixa, sinto seus dedos em meu queixo, apenas o encarei quando o mesmo levantava meu queixo.
Subo em seus pés colocando minhas mãos em seus ombros em seguida, olho para seus lábios e me aproximo devagar, enquanto ele também se aproximava. Meu coração estava disparado, era tudo o que eu queria... Mas uma pessoa veio em minha mente: Cami. Levo meus lábios até sua bochecha.
- Obrigada... Pode me levar pra casa?
Apenas o vi assentir, seguro em suas costas e logo estávamos na M.M, Subo correndo pro meu quarto e quando chego tranco a porta e me deito na cama. Por que era difícil? Por que gostar do Klaus doía? Por que minha cabeça estava doendo? Suspiro, sentindo algumas lágrimas caírem e logo sinto meu corpo relaxar.

Sonho On

Estava escuro, parecia um lugar longe de New Orleans ou de qualquer lugar. Estava na água? Sim, estava. Viro meu rosto, olhando uma mulher apontar para a água, então eu pulo e nado o mais fundo que consigo. Meu coração estava disparado e não tinha nada lá. Olho para o lado e quase infarto, tinha uma mulher loira, ela era muito bonita, mas seus olhos estavam fechados. Levanto a mão para tocá-la, porém ela abre os olhos na mesma hora, tento ir pra trás, mas ela segura meus braços e apenas sussurra: Freya



Capítulo 9 – Lose It

Abro os meus olhos levantando em um pulo, passo as mãos em minha testa sentindo um líquido cair, estava suando, parecia tão real… Quem era Freya? Por que estava sonhando com ela?
Fecho meus olhos e suspiro tentando me acalmar, deixo a cama desarrumada e saio imediatamente do meu quarto.
Antes de bater à porta do quarto da Cami ouço a voz de Klaus, ele estava impaciente...O que estava acontecendo?
- Não sei, Camille… Elas apenas falaram de alguém.
Viro me encostando na parede, não podia falar do meu sonho para eles, não que eu não confiasse em Klaus, mas sentia que não podia. Balanço a cabeça e volto para meu quarto, caminho até o banheiro e tiro minhas roupas.
Abro o chuveiro e entro devagar sentindo minhas costas serem impactadas pela água quente. Fecho meus olhos enquanto passava a mão em meu corpo, engulo a seco o relaxando, então seguro a parede. Estava tão confusa em relação a Klaus e ao meu "Pai", sei que tinha que esquecer o moreno por conta da Cami, mas parecia tão certo, se Lydia estivesse aqui, se todos estivessem aqui... Abro meus olhos enquanto me sento no chão, por fim como se fosse automático, seguro minhas pernas. Nesse momento, nesse pequeno instante me senti fraca, tudo o que estava acontecendo, a presença do meu pai, Klaus, Cami, Klaus, … Precisava deixar Klaus ir, não poderia gostar dele, nem mesmo se eu quisesse.
Levanto com dificuldade e passo a mão sobre meu rosto limpando a água que ainda escorrera.
Mordo os lábios e arfo, viro-me desligando o chuveiro e logo pego a toalha, me enrolo no pano e saio em direção ao meu quarto, coloco minha lingerie vermelha de renda, um short, bota de cano alto e uma blusa.
Desço as escadas após deixar meus aposentos, caminho até a sala de jantar, olho para cada pessoa que ali estava.
- Bom dia.
Sussurro, indo até uma cadeira. Me sento e encaro todo mundo com um ar de desdém.
- Olha quem acordou… A flor do dia - Sinto a ironia na voz de Rebekah. Reviro meus olhos e pego uma uva.
- Bom dia para você também, Rebekah. É tão bom ouvir sua voz logo de manhã.
Sorrio arqueando minha sobrancelha, levo a uva até minha boca e a como. Olho para todos e gesticulo para continuarem a conversa.
- Então, como eu dizia esse cara me fez a proposta de acabar com todos que não fossem parte da linhagem pura dos lobisomens.
Olho para Hayley que passava a mão levemente entre a mesa, seus cabelos tinham ficado mais escuro, provavelmente por causa da luz que estava sobre nó. Era um pouco estranho. Não consegui não prestar atenção na conversa, parecia que alguém meio por fora do ramo das coisas que acontecia em New Orleans, veio se dar de machão, mas sei que Hayley não aceitaria, ela era a Queen deles e com certeza, eles a seguiriam até a morte.
- Por mim, ele pode começar pelas bruxas.
Reviro meus olhos ao ouvir Klaus, na qual tentava evitar fortemente. Ele às vezes sabia irritar, agora que Marcel estava distraído com a Rebekah, eu deveria ficar aqui mofando já que não tenho "utilidade".
- Klaus, uma guerra agora não cairia bem, devemos falar com esse cidadão.
Solto um sorriso ao pegar mais uma uva. Elijah sempre tentando encontrar uma maneira de controlar Klaus, só vi o moreno revirar os olhos. Me levanto chamando toda a atenção.
- Com licença.
Sorrio, saindo da sala, ali estava com um ar muito pesado, precisava sair, mesmo que por alguns simples segundos. Caminho até a porta, a abro e logo em seguida saio. Fecho os olhos, suspirando o ar dessa nova cidade.
Meu corpo ainda doía por causa do meu encontro com alguns "lobos" na floresta, mas era suportável agora, tive alguns cuidados especiais. Ando pela calçada devagar ouvindo a música calma e cativante… Era a palavra correta? Talvez.
- ...
Olho para trás, vendo uma garota loira. Solto um sorriso parando para esperá-la.
- Oie, Mar...
Abro um sorriso e vejo a morena segurar algumas sacolas. Olho para ela e franzo o cenho.
- Vi você aqui e achei melhor dizer um "Oie". Espera ai, você parece acabada...
Solto uma risada e encaro a loira. Seguro seu braço e começo a andar.
- Bom, tive um encontro com alguns lobos, então posso afirmar que sim, estou acabada.
Encaro a garota que me olha meio assustada? Acho que não, ela parecia curiosa… Parecia impressionada?
- Lobos?
Balanço a cabeça virando em uma esquina, encaro as pessoas que param no meio do caminho e ficam nos olhando.
- Sim...foi tudo muito rápido.
Olho para trás, para certificar-me que estavam olhando de fato, balanço a cabeça. Deveria ao notar que não deveria ser coisa da minha cabeça.
Sorrio, ouvindo a loira falar que mal via lobos em New Orleans, ela parecia amar mesmo histórias de lobisomens e vampiros.
- Ah... Aquele é meu irmão Mathew.
A loira então acena para o irmão, o mesmo parecia irritado e estava com algo nas mãos, antes de falar algo apago. Sinto meu corpo doer mais ainda. Era muito azar para uma pessoa só.
- Me desculpa... desculpa mesmo, , Mathew achou que você viu… O viu praticando magia.
Mar me ajuda a levantar do chão, coloco a mão na cabeça e a encaro.
- Como?
Ela segura meu braço e me puxa até chegar em uma casa. A garota me empurra, me fazendo entrar na residência.
- Não queria dizer isso, não assim, mas quando disse dos lobisomens ou dos vampiros, eu estava falando a verdade, eles existem, Marcel é vampiro e Klaus hibrido.
E bom, eu sou uma bruxa, filha de uma ancestral muito poderosa.
Olho a loira da cabeça aos pés, eu sabia que lobisomens e vampiros existiam, mas nunca iria imaginar que ela na verdade é uma bruxa.
- Estou sem palavras.
Me sento no sofá e noto que ela coloca a sacola na mesa de centro, volto a fixar o olhar no chão tentando raciocinar.
- Sei que você mora com os Mikaelson, eu vi você saindo de lá.
Fico muda por um segundo, engulo a seco e encaro a loira.
- Mar... É verdade, eu moro com eles.
Não iria mais mentir se eu quisesse fazer amigos precisava contar a verdade, nem que precisasse omitir algumas coisas.
- Vim pra cá por causa da Cami, ela é minha prima.
Admiti finalmente, parecia que algo tinha saído das minhas costas, a loira senta ao meu lado e segura minha mão.
- Sem mentiras.
Engulo a seco e olho para baixo, levantando meu mindinho.
- Sem mentiras.
Repito o que minha mais nova amiga diz, sorrio, vendo ela entrelaçar nossos dedinhos, depois de segundos solto e olho para o local.
- Você mora aqui?
Levanto passando a mão em alguns quadros. Sorrio, olhando para todos os lados como se fosse uma criança.
- Sim, na verdade minha avó mora aqui.
Balanço a cabeça e caminho pelo local, era bem grande e confortável. As paredes eram brancas e davam um destaque na sala, as rosas que ali tinham dava um toque de delicadeza, era uma típica casa de New Orleans com pinturas de grandes artistas na parede.
- Gostei.. Ah agora que fizemos o pacto de sem mentiras, fala para seu irmão não me apagar de novo.
Ouço sua risada e em seguida um “pode deixar", ajudo-a a guardar as coisas da sacola no devido lugar. Depois de deixar ela terminar sozinha, me encosto na mesa e suspiro pegando um pedaço de maçã.
- Foi um lobisomem que atacou você?
"Sem mentiras" repito em minha cabeça e levanto meu rosto, meus olhos encontram os da loira.
- Sim, estava na floresta com um amigo de Beacon Hills e bom, eles me atacaram… Pareciam ser novos aqui, não sei dizer.
Suspiro, passando as mãos sobre meu cabelo, estava tão claro que quem me atacou foi a matilha de Brandon, como ele poderia fazer isso? Sei que era meu pai e tínhamos o mesmo sangue, mas nunca achei que ele fosse capaz de machucar a própria filha. Não que nunca tenha feito isso.
- O bom é que está bem… Klaus te ajudou?
Mordo os lábios olhando para baixo, solto um sorriso sem graça, não queria falar dele, tinha que esquecê-lo o quanto antes por Cami e por mim.
- Sim, ele me ajudou, mesmo sendo insuportável. Ele tem me ajudado muito.
Digamos que Klaus estava me ajudando de uma forma que jamais alguém me ajudou em toda minha vida, com ele tudo mudava. Viro meu rosto ao ouvir a porta se abrir e um rapaz loiro entrar, era o irmão da Mar.
- Mathew...
Passo a mão sobre a mesa o encarando e sorrio debochado. Ele com certeza não iria gostar de mim.
- Agora vamos nos conhecer ou você vai me apagar?
Digo enquanto o garoto se aproximava, levanto meus olhos e encaro sua feição, seus olhos eram azuis um pouco claros, mas mesmo assim era lindo, lembrava o mar. Agora de perto dava para notar sua beleza nitidamente.
- Desculpa por aquilo, baixinha.
Reviro meus olhos, abrindo a boca em um perfeito "O", me aproximo esbarrando no ombro do garoto enquanto caminhava até a Mar.
- Preciso ir...
Beijo sua bochecha, passo pela a sala e saio da casa. Agora estava mais do que explicado os casos que acontecia em New Orleans, não que eu não soubesse dos vampiros, dos lobisomens e das bruxas, mas saber que Mar era me deixava com medo de envolvê-la ainda mais.
Passo pelas ruas sentindo o vento sobre meus cabelos, até ver um homem parecido com meu pai entrar no Rousseau. Engulo a seco e caminho em passos lentos até a entrada, passo minha mão sobre a maçaneta virando-a. Ao entrar as vozes que ecoavam alto no local logo pararam ao me ver, pareciam estar escondendo algo.
-
Quase salto para trás ao ver Camille, ela estava fantasiada. Me seguro para não rir, mas ao notar minha expressão a loira me da um tapa nos ombros, fazendo-me levar minha mão sobre o local.
- Você deveria estar escolhendo sua fantasia, … Hoje terá uma festa no quartel.
-Tenho mesmo que ir? - Reviro meus olhos.
-Tem! Agora vai.
Solto um sorriso descontente ao sair do local, volto a caminhar pelas ruas, tentando voltar a M.M, pensando no que deveria vestir. Que diabos iria vestir? Poderia ser anjo? Não muito clichê… Na real estavam gozando com a minha cara, me falam sempre as coisas na última hora, por favor.
Suspiro olhando para o lado e se isso não era um sinal não sabia o que era, parecia uma luz no fim do túnel e meio que irônico também.
Volto para a M.M (Mansão Mikaelson), subo rapidamente em direção ao meu quarto e como uma boa menina trato de me arrumar.
Minha bota preta vinha um pouco acima do meu joelho, estava meio desconfortável, essa era a verdade, o short era um tanto curto, apesar de ter gostado, pouco abaixo do tecido havia uma espécie de guardar coisas como facas. A regata branca me deixava um tanto perigosa, até eu teria medo, enfim a fantasia de caçadora tinha combinado comigo. Pego alguns objetos colocando-os no devido lugar, suspiro passando as mãos sobre minha barriga, e sorrio saindo do quarto.
Tinha feito marcas, com maquiagem, que parecia com arranhões me deixando bem peculiar aos olhos dos vampiros e lobisomens.
Desço as escadas ouvindo algumas vozes da sala de Klaus, caminho em direção a porta ouvindo Rebekah e Hayley falando sobre um novo visitante, logo após ouço a voz de Klaus.
- Ele não tem o que fazer aqui e se querer algo terá que resolver com você, a Queen dos lobisomens.
Abro a porta e olho para as três pessoas que logo viram. Poderia contar quatro já que ouvia passos atrás de mim, viro-me encarando meu pai com desdém.
- Parece que estão conversando - Brandon adentrou a sala e não pude deixar de notar duas pessoas que entraram após meu pai, uma mulher alta com cabelos negros e olhos esverdeados e ao seu lado um garoto que parecia ter 1,70 de altura com uma cicatriz na bochecha esquerda - Deixa-me apresentar… Brandon, líder dos Nascentes e...
- Meu pai… O que está fazendo aqui?
- Reunião familiar? Por que não falou, Niklaus? Chamaria o Kol e o Finn - Reviro meus olhos fingindo não ouvir a doce e encantadora Rebekah.
- Não é assunto pra você, garota - Meu olhar muda para a mulher de cabelos negros que me respondeu um tanto grossa? Ainda bem que eu não era sentimental. Hum... mas a voz dela eu conhecia de algum lugar. Eles não estavam aqui para uma visita amigável, não mesmo. Olho para trás e encaro Klaus,logo seguro um dos meus braços, ele parecia me entender tanto que me mandou sair.
- Nos deixe resolver isso, tinha saído há minutos e sim tinha a maltratado, não que eu quisesse, mas ninguém ignora um Mikaelson.
Olho para Hayley que deixava amostra suas garras, sorrio me encostando na batente da janela
- Mas observando minhas opções quero me juntar a vocês. - continuou.
- O quê? Traidor - Ouço a morena que pôs suas garras para fora e foi para cima de Brandon que experiente a matou, pena que foi no meu tapete favorito. Levo uma mão até a boca e olho Hayley que guardou suas garras e depois olho Bekah.
- Bom, acho que isso acaba com a conversa. Terá que jurar lealdade a sua nova Rainha Hayley Andrea Marshall, bom como já estou entediada, vamos indo, cavalheiros?
Balanço a cabeça ao ouvir Bekah, logo a porta é destrancada, pelo menos um assunto havia sido resolvido. Depois tinha que ter uma conversa em especial com uma morena que logo noto pela janela. Ao me virar para encarar a festa nas minhas ruas, ela estava tão bonita como caçadora, no caso poderia ser um insulto, mas não ela estava deslumbrante com os cabelos cacheados.
- Klaus...
Olho para trás vendo a loira sorrir, ela estava vestida de arlequina, o que quase me fez rir, tinha uma admiração enorme por ela, sim sentia algo pela Camille, mas seria outra.
- Vem aqui.
A puxo ao me virar para trás, a encaro e solto um sorriso, mas no mesmo instante para ao notar que eu queria que fosse outra pessoa ali. Puxo seu pescoço e a beijo. Eu a queria, sem saber, mas a queria.

POV

Olho para Rebekah, ela tinha saído da M.M parecia apressada, na verdade queria saber se ela participaria da festa, todos estavam tão animados que pensei que até ela se animaria. Tinha destrancado a porta e tinha saído correndo para fora da casa, acho que precisava dessa festa para esquecer de tudo e de todos.
Enfim, paro de falar com algumas pessoas e saio atrás da Rebekah. De repente ela havia desaparecido, olho para os dois lados do beco.
- Rebekah?
Uma mão pesada segura minha boca, em um impulso com o cotovelo bato em sua barriga, pego sua mão e o jogo no asfalto, a luz clareia quem acabara de me atacar. Solto um sorriso e reviro meus olhos.
- Parece que os Mikaelson's estão treinando você...
- Cala boca, Marcel… Ccomo sabe? - Cruzo os braços e logo ele aponta com a cabeça a loira que se encontrava na festa - Ah Rebekah. Desculpa ter mentido, fui longe demais.
- Eu sei, não quero ver você, não agora.
- Mar.. - Fecho meus olhos ao sentir um vento sobre meus cabelos, era tudo tão complicado. Me esconder, me apaixonar, mentir… O que estava fazendo? Paro na frente de algumas pessoas e suspiro encostando minha cabeça na parede.

POV MARCEL

- Obrigado por me contar.
Digo ao olhar a loira em minha frente, solto um sorriso, era difícil confiar em bruxas ultimamente.
- Colocar a culpa nos Mikaelson's é ótimo, logo eles estarão destruídos.
-E como fará isso? - Olho a garota que se aproxima do meu ouvido.
- Você verá… O French Quarter será seu novamente. Agora faça o que tem que ser feito.
Olho para minha sala, não sabia se poderia confiar em novamente, mas sinto que quem mais sofreria seria ela e não podia deixar isso acontecer, não com ela.

POV

- Freya...
Ouço alguém sussurrar, olho para trás encarando o beco, a voz estava cada vez mais longe. Me viro seguindo o mesmo.
- Freya...
- Quem está aqui?
Uma pontada começa a penetrar minha cabeça, seguro- a enquanto caio sobre o chão, estava longe de todo mundo. Olho para frente ouvindo a voz de uma garota.
- Acho que sabe como me chamo....
- Freya - Olho para a menina e sorrio ao sentir a dor sumir, não sabia quem era, mas parecia confiável.
- Isso mesmo Freya… Freya Mikaelson!



Capítulo 10 – My Sweet Home

Havia se passado semanas e Freya continuava escondida em uma casa perto da saída de New Orleans, claro que não abri minha boca para ninguém, estava agindo normalmente como se nada estivesse acontecendo. Klaus tinha ficado cada vez mais distante, não que isso me incomodasse, na verdade, incomodava sim mesmo negando o tempo todo. Enfim, fiquei mais próxima da Hope o que me fez um bem danado, eu adorava a companhia dela, ela era uma tri-híbrida, ou seja, metade lobisomem, bruxa e vampira, o que a fazia ser única.
A única coisa que me incomodava era saber que meu "pai" ficava entrando e saindo da M.M, queria realmente que ele não tivesse voltado em minha vida, a presença dele me fazia lembrar de casa e dos meus amigos que mal me ligavam. Sentia saudades deles, da mamãe e da minha irmãzinha, Essa semana seria seu aniversário, ela finalmente completaria seus 12 anos. Algo me fazia odiar isso, seria na Lua Cheia, no caso no clã do meu pai, ao completar seus 12 anos na primeira Lua Cheia aconteceria a transformação e bom para o azar da hoje seria Lua Cheia, ou seja, ela se transformaria e eu não estaria ao seu lado para dar apoio.
- , , não fala para mamãe, mas eu aprendi a fazer um feitiço.
Sorrio ao ver Hope tão animada, Hayley tinha dado uma pulseira para que Hope não praticasse magia, mas essa menina era danada o bastante para aprender a usar sem que ninguém soubesse.
- Me mostra logo - Sorrio me ajeitando na minha cama. Ela então levantou uma mão em direção ao ar, quando notei as penas do travesseiro pairavam no ar, levei as mãos na boca e sorri deixando algumas lágrimas caírem - Hope....
- Hope, o que é isso? - olho em direção a porta, Klaus estava ali encostado com os braços cruzados - Hope, my sweet, que tal brincar com tia Bekah?
Olho para Hope e pisco para a mesma ir. Suspiro ao notar que Klaus fechará a porta após sua filha sair, levanto-me e olho para o espelho em minha frente que refletia Klaus.
- Sabe que Hayley não gosta que....
- Eu sei. - Fecho meus olhos, dando um leve sussurro, engulo a seco e sinto sua respiração em minha nuca. - Kl...
- Não fala nada… - Suas mãos deslizam sobre meu braço, instantaneamente me arrepio da cabeça aos pés, sua respiração agora era sentida perto da minha orelha. Mordo a bochecha e logo ao notar o que estamos fazendo me afasto.
- Faz semanas que mal te vejo, não venha com esse jeitinho, Klaus.
Caminho até a porta e a abro para o mesmo sair. Suspiro, olhando para o espelho, aponto para a porta.
- … - Afasto-me dele e logo fecho a porta. Fico com as mãos nela por alguns segundos, estava chorando. Eu o queria e isso me deixava triste, não poderia tê-lo. Nunca.
Deito-me em minha cama, as lágrimas caiam como se necessitassem daquilo, meu corpo dizia algo diferente quando estava com Klaus, ele me fazia bem, mas, Cami… Minha prima, eu não poderia fazer isso e nem sentir atração pelo namorado dela, era melhor assim, me afastar. Olho para a cómoda ao lado da cama, meu celular piscava, certeza que alguém queria acabar com a pouca paciência que estava, mas era Lydia, a ruiva mais inteligente que conhecia e minha melhor amiga.
“ Oie, mocinha, por que não está respondendo minhas mensagens? #chateada, enfim estamos chegando,acha mesmo que deixaríamos você nesse dia?” -Lyd

“O quê? Juraaaa, não, mas e a está sabendo?” -Cat

Sento-me na cama e abro o maior sorriso que há tempos não dava. Rapidamente me levanto, caminho até meu guarda-roupa, coloco uma calça preta colada, uma regata e deixo meus cabelos negros caídos. Apanho algumas mudas de roupas as colocando em minha mochila, volto para a cama pegando novamente o celular.

“Claro que está… Hoje você estará com a , afinal chegamossssssss” -Lyd

Mordo os lábios, caminho até a janela e vejo um carro parar ali na frente, olho para meu quarto e sorrio de lado, mas antes tinha que fazer uma coisa. Tiro o celular no bolso da calça.

“Freya, sairei hoje, por favor, não faça nada enquanto eu estiver fora” -

Coloco o celular novamente no bolso da minha calça, saio do quarto e logo após desço rapidamente as escadas. Por sorte não tinha ninguém ali, passo pela grande porta da M.M e vejo Lydia em frente ao cara me esperando.
- Uau… Está péssima. - Solto uma risada, abraçando a ruiva. Estava sentindo muita falta dela e isso me deixava confortável, saber que em nenhum momento fui esquecida.
- Ah, cala a boca - reviro meus olhos, abraço Stiles que abre a porta para eu entrar. Olho para a M.M e sorrio. Pego meu celular, eram ainda 10:45 então tínhamos uma viagem longa pela frente - Vamos logo, Stiles.

POV Margarethy

- Já falei, Margarethy…. Não contei a que foi você quem me disse que ela morava com os Mikaelson - Okay que Marcel não sabia da história toda e realmente nem iria contar. Afinal, quem trouxe o pai da pra cá? Quem contou sobre a Hope ao Marcel? Sim foi tudo eu e por quê? está no meu caminho e por isso quero acabar com ela para chegar aos Mikaelson’s.
- Ótimo, Marcel, não quero que estrague meus planos, afinal, sou a única amiga dela aqui em New Orleans.
- Afinal… O que você quer, hein? Parece que na frente da é a pessoa mais doce que existe. - Mordo a bochecha e dou apenas um sorriso inocente, essa história apenas estava começando.
- E quem disse que eu não sou? - Arqueio a sobrancelha e pego meu celular após sentir o mesmo vibrar, era uma mensagem do Mathew.
“Irmãzinha, acabei de ver sair, provavelmente vai sair da cidade” -Mat
- Melhor eu ir… Tchau, Marcel. - Pisco para o mesmo e suspiro ligando para o ridículo do meu irmão, ele sabe que não pode sair da cidade, não é possível que eu tenha que fazer tudo sozinha.
-”Alô, maninha”!
- Mathew, faça algo de útil e vai atrás da , sabe que ela não pode sair da cidade… E cuidado, sabe que os poderes dela são grandes.
-”Eu sei que são maiores que o seu… Enfim, deixa comigo.”
- Não me desaponte.
-”Tchau.”
- Se c… - então ele desligou. Suspiro olhando para a cidade, um sorriso único surgiu em meus lábios, esse era o fim dos Mikaelson’s. Se preparem, queridos, porque o fim de Always and Forever está mais perto do que imaginam.
Caminho pelas pessoas até chegar no cemitério, mordo a bochecha e olho para os bruxos que já estavam ali esperando por mim. Sorrio olhando para cada um, hoje fui dominada regente, pelos ancestrais claro, mas para isso precisava do sangue de uma Banshee, um ser mais poderoso, por isso precisava da tinha que oferecer para eles como um voto que iria acabar com todos os vampiros da cidade.
- Antes da meia noite teremos nosso destino traçado e eu, Margarethy Benyr, prometo matar todos que estiverem em nosso caminho… Todos.

POV Freya

Olho para a mensagem da e suspiro, tinha que ser hoje, desculpa, , mas esse assunto diz respeito a mim e a minha família. Pego uma taça e uma faca, posiciono a faca em minha mão.
- Nunc tantum uno vinculo familia occurret, omnis denique M. M fratres - Digo, enquanto derramo meu sangue na taça, agora a família está reunida novamente.
Sorrio passando pela porta de casa, caminhava calmamente, claro que estava nervosa com tudo que estava acontecendo, queria vê-los novamente, queria passar o tempo que foi tirado de mim. O vento gelado entrava em contato com minha pele, já que estava com uma blusa e uma calça da . Não sabia ao certo o porquê ela me ouviu e não Rebekah, eu sentia uma forte energia vindo dela, mas por sorte foi ela que me encontrou. Paro na porta da M.M e suspiro virando meu rosto para sair, ainda estava de manhã, era por cerca de 11:40 da manhã, ou seja, tinhamos muito tempo pela frente.
Abro a porta devagar, Klaus e Elijah estavam sentados no sofá discutindo e Rebekah andava de um lado para o outro, solto um sorriso vendo Kol comendo e Finn com uma cara de poucos amigos.
- Quem é você? - Uma garota morena para em minha frente. Ela eu ainda não conhecia, talvez era a empregada.
- Desculpa pelos meus modos - Olho ao redor, dando um sorriso. Engulo a seco e encaro cada um. - Me chamo Freya… Freya Mikaelson.
Todos pareciam tomar um choque, me encaravam com desconfiança, mas, ao mesmo tempo, surpresos, não era bem a reação que eu esperava, mas era a única que eu tinha. Klaus então se levantou e veio até mim o mais rápido que conseguia.
- MENTIRA - Seus olhos estavam cheios de ódio? Balanço a cabeça e olho para Elijah - Freya morreu há muito tempo.
- Niklaus... - Sorrio para Elijah que havia segurado o braço de Klaus - Deixa ela falar.
- Tudo bem, fale logo. - Engulo a seco e vejo a morena ir se sentar.
- Eu morri como pensaram, na verdade nossa tia Dahlia me pegou da nossa mãe, me levou para longe e me criou como se ela fosse minha mãe - Olho para baixo e suspiro dando de ombros, não queria que eles me vissem chorando - Lembro-me da última vez que vi vocês, foi em um baile em...
- Mystic Falls - Kol se pronuncia em seguida ele vem em minha direção e me abraça o que me deixa um pouco sem graça - Você é nossa irmã… Freya.
Klaus de certa forma me encarava como se eu tivesse culpa de tudo o que tivera passado. Engulo a seco apenas Kol e Finn vieram me abraçar, parecia que Rebekah e Elijah estavam tentando entender tudo ou talvez estejam do lado de Niklaus.
- Bom...acho melhor eu ir.. - Seguro a mão de Kol e sorrio ao ver Finn beijar minha testa.
- Por que voltou? - Rebekah estava em um canto na sala com os braços cruzados.
- Porque quero minha família novamente... - Suspiro dando um beijo na bochecha de Kol e logo após de Finn- Se quiserem conversar saberão onde ir.
Arqueio a sobrancelha e dou meia volta em direção a porta, levanto as mãos e apenas estralo os dedos, fazendo com que a magia aplicada antes fosse desfeita. Olho pela última vez minha família, talvez eu participasse do Always and Forever.

POV

Meu coração estava acelerado, mal via a hora de ver e minha mãe, sentia tanta falta tanta que a cada cinco minutos eu verificava o relógio. Agora era exatamente 18:30, sim era tarde e a Lua Cheia apareceria às 21:00 em ponto, estava com medo de não chegar a tempo de ver . Suspiro, segurando a mão da ruiva que se encontrava no banco da frente do velho Jeep de Stiles. Depois de muita insistência do meu corpo finalmente durmo, pelo um pouco eu tinha que dormir.

A caminhada mais longa da minha vida eu diria, tinha horas que estava em um campo verde, eu só queria encontrar um lugar com água suficiente. Levanto minha cabeça de longe vendo uma casa gigante, me aproximo calmamente, algo me dizia que eu conhecia o lugar, balanço negativamente deveria ser imaginação. Abro a porta e sorrio vendo um moço, ele parecia charmoso e quando se virou e me viu sorriu, um sorriso que poderia derreter qualquer um a qualquer momento. Ele se aproximou em passos leves.
- Little Love...
Suspiro sentindo meu coração palpitar, sinto sua respiração e aproveito para me aproximar mais, seguro sua nuca com minhas mãos envolvendo-as, ele desce suas mãos em minha cintura e se aproxima.
- Klaus...
Sussurro e me aproximo encostando nossas bocas finalmente, seu hálito tinha gosto de hortelã e sua boca movia perfeitamente contra a minha, suas mãos me pegaram sobre a cintura e me puxaram fazendo-me envolver minhas pernas em sua cintura. Sua língua entrou em minha boca o que fez nossas línguas entrarem em guerra, solto um gemido baixo ao sentir minhas costas baterem em algo.
- K-Klaus....

Abro meus olhos um pouco assustada e suando, pisco meus olhos para ver se estava bem e se estava acordada mesmo. Engulo a seco ao ver que estava bem, Lydia parecia notar que estava sonhando, apenas balançou a cabeça para a placa que dizia "Beacon Hills", solto um sorriso apenas a encarando, será que disse algo?
- Quem é Klaus, ? - abro a boca ao encarar Stiles, busco Lydia com os olhos para me ajudar, porém quando ia dizer o carro estaciona. - São 20:00 demorou um pouco, mas meu bebê fez o que deu.
- Obrigada, Stiles - Sorrio ao descer do Jeep, me aproximo da minha casa, subo as pequenas escadas e bato na porta - Mamãe… ?
Logo a porta se abre dando uma visão desesperada da minha mãe, ela parecia estar se alimentando mal, suas vestes estavam quase todas rasgadas e sabia o que estava acontecendo.
- Cadê a ? - Engulo a seco vendo minha mãe apontar para a floresta, corro o mais rápido que podia,m inha irmã não poderia se transformar tão rápido. Passo por alguns galhos e corro logo caindo sobre umas folhas - ....
Grito passando por alguns galhos, olho para trás por alguns instantes e quando volto a olhar para frente bato em alguém.
- Aí… Desc... - levanto-me e logo ajudo o irmão da Mar levantar. Espera ai, o que ele estava fazendo aqui? - O que faz aqui?
- Tenho parentes em Beacon Hills e bom estava vindo quando uma garota precisava da minha ajuda então ela correu para cá. Você está sangrando.
- Não foi na… - Escorrego, mas Mathew é mais rápido, apoia uma mão em minhas costas. Abro a boca, em seguida uma luz nos ilumina, ele se aproxima devagar o que faz com que minha atenção se volte em direção a sua boca.
- ? - Fecho meus olhos e me afasto.
- Obrigada, Mathew. - Levanto de seu colo, olho para a pessoa que me chamara, era a , me aproximo correndo e a abraço. - Senti tanta a sua falta, me desculpa, me desculpa.
- O que faz aqui? Tem que ir - Me afasto, limpando minhas lágrimas.
- O quê? Por quê?
- É quase Lua Cheia, . Não quero te machucar e Scott está me ajudando, fique longe daqui essa noite. - Olho ao redor, mas Mathew já tinha ido embora, volto a olhar para - Um lobisomem atacou a mamãe, então vim atrás e encontrei Scott.
- Okay, mas eu vim. - Pego e tiro uma corrente de lobinho e coloco nela - Feliz aniversário, faça um pedido.
- Eu queria que me levasse para New Orleans, mas preciso ficar. - Então ela se aproxima e me abraça, começo a chorar novamente. - Por favor, não chore. Eu te amo, , lembre-se disso, estarei aqui e ainda vou te visitar, mas melhor ir, vai.
- Eu voltarei... - Seguro seu dedo mindinho junto ao meu, beijo e sorrio em seguida. - Eu prometo.
Beijo sua testa e a abraço novamente. Corro em direção ao contrário, sem olhar para trás. Ao ver a entrada da floresta, ouço um uivo, viro para trás e sorrio voltando a correr em seguida. Ao voltar para casa vejo Lydia e corro para abraçá-la.
- Ela… Ela está com Scott. - sorrio, tento por fim não chorar mais, vejo minha mãe e vou até ela, ajudo-a a tomar banho e a se trocar. Após a mesma dormir, desço as escadas e me sento no sofá, a transformação duraria a noite toda, mas não poderia esperar, tinha que voltar para New Orleans.
- , antes da gente ir, quem é Klaus? - Então Stiles finalmente me pergunta se sentando do meu lado, me viro para ele e suspiro em seguida.

POV Margarethy

Estava impaciente, fazia horas que Mathew tinha ido para New Orleans e o cretino não voltava. Mordo a bochecha e olho para todos os bruxos que estavam presentes.
- MATHEW - grito cheia de raiva até ver meu irmão se aproximar.
- Oi, irmã, quanto tempo. - Sorrio e estendo a mão, pego uma cápsula com um pouco de sangue da .
- Perfeito - Me aproximo da mesa de pedra. - Hoje estou selando o voto com meu sangue e da minha nação… Nossa cidade estará livre de vampiros, assim eu prometo.
Jogo meu sangue e o da ao mesmo tempo e então um trovão surge destruindo a mesa e não muito longe a garota denominada havia desmaiado em um carro voltando para New Orleans. O voto estava feito e o destino da cidade selado.

POV

- Ele é namorado da minha prima, Stiles. Ah, vamos logo.
Antes de mais alguma pergunta, levanto-me e caminho para dentro do Jeep, tinha deixado uma carta para . Enfim, mas minha cabeça estava doendo o suficiente para me fazer desmaiar de sono.
Após algumas horas sinto o sol entrar em contato com meus olhos, abro-os cuidadosamente e percebo que já era de manhã, estico meus braço e vejo Lydia deitada.
- Está bem? - pergunto enquanto engulo a seco, Stiles estava dirigindo então de boas.
- Estou, desculpa sumir, tem acontecido coisas estranhas em Beacon Hills, seres sobrenaturais novos, me desculpa.
- Ei, ruiva, tudo bem? Sei que tem seus próprios problemas, mas não esqueça de mandar mensagem, promete? - Sorrio e dou de ombros como se fosse uma criança.
- Prometo, . Te amo, amiga.
Antes de responder, Stiles para o Jeep na frente da M.M, estava morta por causa das horas de viagem. Pego minha bolsa e saio do carro.
- Obrigada, amo vocês. - Sorrio, dando um aceno amigável.
- Se cuida. - Lydia acena e Stiles manda beijo, viro para trás e suspiro franzindo os lábios. Relaxo os ombros e abro a porta de repente, todos param para me encarar, Hayley, Hope, Klaus, Rebekah, Elijah, Kol e Cami.
- Onde você estava? - Olho para Cami que me abraça. Abro um sorriso e retribuo.
- Estou bem, Cami, fui ver na transformação dela e...
- Para de bobagem, - Rebekah que estava sentada a pouco havia se levantado e estava preparada para me matar - Como sabia da Freya?
-Como assim? - Okay, como eles sabiam da Freya? Viajo um dia e tudo isso já aconteceu?
- Freya veio aqui, primeiramente havia notado as roupas bregas e sabia que era de alguém… Depois de muito pensar, sabia que era seu. Agora vai contar como encontrou Freya? - Droga de rou… Ela chamou de brega?
- Tudo começou na festa que iria ter, você estava com Marcel se pegando com ele, enfim, eu ouvi um nome Freya, achei que alguém estava em perigo e a encontrei e ajudei. Algum problema? Olho para todos e sorrio. - Ótimo, estamos resolvidos.
- Descanse, hoje irá treinar comigo e com Hayley. - Franzo o cenho, enquanto encarava Elijah, ele estava bem?
- Tudo bem, desço em 15 minutos. - Reviro os olhos para cima e de relance olho para Klaus que me observava e disfarça. Subo as escadas, indo até meu quarto. Ao entrar, jogo minha mochila, vou ao banheiro, tomo banho rápido e troco de roupa. Quando volto para o quarto, encontro Hope - Aconteceu algo ontem?
- Papai estava furioso porque Freya havia chegado do nada, e não sabia como reagir ao saber que Marcel quer a cidade de novo, será que vai melhorar? - suspiro e me aproximo segurando as mãos de Hope.
- Claro que vai, seu pai sabe o que está fazendo. Bom, melhor eu ir, tenho treino.
Dou de ombros e beijo a testa da Hope, saio do quarto e desço as escadas dando de cara com Elijah e Hayley.

" está bem e você?Dormiu?" -Lyd

"Estou bem, ainda bem que não aconteceu nada, depois mando mensagem. Beijos" -Cat

Guardo o celular e sigo Elijah e Hayley para o carro. Suspiro, colocando o cinto e encaro os dois logo após.
- Se for pra me matar, mata logo. - Cruzo os braços e faço bico olhando o retrovisor.
- Ninguém vai te matar, quero testar você. - Hayley abre um sorriso tentando não rir do absurdo que acabara de ouvir saindo da minha boca.
- Pra quê? - indago olhando para Elijah e depois para Hayley e vice-versa.
- Achamos que pode nos ajudar, num futuro… Próximo. - Elijah responde na maior causa e assim o mesmo da a ré começando a dirigir para um lugar reservado.
- Espera ai, próximo? - Arregalo os olhos e durante o caminho todo fico quieta, estava pensando, na verdade, o que estava realmente acontecendo?Aliás, só fiquei um dia fora e tudo isso aconteceu.
- Aqui. - Hayley me joga uma madeira após sair do carro e entrar no meio da floresta. Paramos em um lugar que havia uma casa. Faço bico e pego a madeira, ela sussurra "direita" e "esquerda" sem parar, depois "chute" e "salto".
- Só isso? É moleza. - Elijah surge na minha frente, faço um "ooouuu", afinal quase cai. Seguro a madeira firme e começo a fazer algumas manobras que eram interrompidas por Elijah. Após meia hora com direita e esquerda, Elijah me dá uma rasteira que me faz cair em cima do braço direito. - Estou bem, vamos.
Tento mais alguns golpes, Elijah então fala que o treinamento terminou, por fim leva eu e Hayley para casa, subo as escadas correndo ao chegar na M.M e logo caio na cama após abrir a porta do quarto. Apenas sinto uma respiração atrás de mim, estava tão cansada que nem me importei, os seus braços estavam em volta da minha cintura e logo depois de alguns segundos, apago sentindo alguém mexer em meu cabelo.
- Boa noite, Little Love





Continua...




Nota da autora: Espero que estejam gostando e logo terá trailer da fanfic para vocês verem como é essa primeira temporada.Beijos ❤️



Nota da beta: Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.




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