FFOBS - The War, por Débora Albino

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Finalizada em: 19/10/2018

Capítulo Único

Tonight I walked into the bedroom
You were visibly upset
Tellin' me I made a bad move
But I didn't do nothin'
You start screamin' wake the neighbors
Now everybody's out for blood
I didn't want no confrontation
Because of you, that's what I've got


Abri a porta respirando aliviado por finalmente estar em casa. Ter um novo projeto era maravilhoso, toda aquela agitação, correria do dia-a-dia e até os estresses valiam à pena quando via tudo ganhar forma, ganhar vida.
Meu maior problema estava bem longe de ser o trabalho e nem sei se poderia chamar de problema. Ela era tudo o que passei anos à procura, nos encaixávamos de todas as formas e mesmo depois de tanto tempo, toda vez que pensava nela, sentia calafrios.
era o tipo de namorada que está sempre comigo, me apoia em todas as loucuras e a única coisa que ela sempre dizia era: “Nunca vou te proibir de nada, mas quando pedir pra você ficar, fique.”
Era simples, mesmo que na maioria das vezes não conseguisse atender seu pedido e acabássemos em uma briga, não conseguiria dormir sem me perder em seu corpo.
Coloquei as chaves na mesa de centro da sala, caminhei calmamente, pensando em como diria que havia sim, perdido o dia do nosso aniversário de namoro, mas que preparei algo maravilhoso no final de semana.
Engoli seco ao chegar à sala de jantar, ela estava linda, aquele vestido vermelho de cetim, aqueles olhos marcantes concentrados em desenhar qualquer coisa na mesa usando o garfo, apoiando a cabeça na outra mão. Não pude deixar de sorrir, eu amava aquela mulher.

- Oi… - não me aproximei ao dizer, sabia que uma guerra iria começar.
- Você já perdeu tanta coisa, mas nunca nosso aniversário de namoro. - sua voz era fria, o que sempre me deixava com medo.
- Amor… - suspirei - Eu te disse no telefone que não conseguiria chegar a tempo.
- Por um segundo tive a esperança que fosse mais uma de suas brincadeiras. - balançou a cabeça negativamente.
- Você sabia que eu estava finalizando o CD, estava uma pilha de nervos e desde manhã te disse que chegaria tarde hoje. - dei alguns passos, chegando próximo à mesa.
- Eu apoio sua carreira, sabe disso. - ela me olhou - Mas na maioria das vezes você a coloca na frente do nosso relacionamento
- Nunca. - franzi o cenho - Acabo metendo os pés pelas mãos, confesso, mas minha carreira não vem antes de nós.
- Jura? Você tem a cara de pau de me dizer isso? - ela riu debochando - , estamos juntos há seis anos, não são seis horas, seis meses, são anos... ANOS! - esbravejou e fechei os olhos.
- Exatamente por estarmos juntos há tanto tempo achei que você saberia disso. - respirei fundo e abri os olhos. - Eu preparei algo pra nós.
- Você sempre prepara. - riu mais uma vez e pegou a taça de vinho que estava sob a mesa - Mas sabe... Eu não vou mais ligar pra nada disso.
- , você sabe que não é assim. - apoiei a mão em uma das cadeiras - Eu preciso de você.
- , eu me importo com a gente, faço de tudo pra ser uma boa namorada, preparo surpresas, te acompanho, - ela passou uma das mãos pelos longos cabelos, deu um gole no vinho e me olhou - Mas eu simplesmente vou deixar pra lá, tratar você da mesma forma que você me trata.
- E como eu te trato? - engoli seco - Você pode estar brava com muita coisa, mas nunca diga que não te dou atenção, eu perdi um jantar, mas preparei um final de semana incrível pra nós por saber o quanto essa data é importante.
- Fazer um jantar também é importante pra mim, - Ela se levantou - Mas você se importa com as coisas que eu faço?
- Claro! - bufei - Caramba! Quantas vezes vamos precisar ter essa conversa?
- QUANTAS VEZES VAMOS FAZER SÓ DO SEU JEITO? - ela esbravejou, fechei os olhos mais uma vez.
- Não precisa gritar - me arrependi ao dizer.
- PRECISA SIM! - rangeu os dentes e respirou fundo - Queria que apenas uma vez, só uma vez, você esquecesse que é Nick e fosse só o que conheci cantando desafinado na garagem de uma casinha em New Jersey.
- Eu sou esse . - abri os olhos e pude vê-la segurar o choro - Você só deixou de entender que certas coisas…
- Vem com o sucesso. - ela completou minha frase revirando os olhos em seguida.

Well you gotta chill out
'Cause baby I don't
Wanna fight with you
And every battle we fought
Just made us look like fools


- Você diz isso como se fosse muito ruim ter um namorado famoso. - balancei a cabeça rindo.
- Não entendi direito, - ela franziu o cenho - O que você quis dizer com isso?
- Só quis dizer que não deve ser ruim namorar um famoso. - dei de ombros, não havia maldade no que havia dito.
- Faz um favor? - ela fez uma pausa - VAI SE FODER! VOCÊ TÁ ACHANDO QUE EU SOU O QUÊ, ?
- NESSE MOMENTO? UMA MALUCA QUE SÓ SABE RESOLVER AS COISAS GRITANDO! - havia chegado ao meu limite.
- DEVE SER POR QUE MEU NAMORADO É UM BABACA! - levou as mãos para o alto e ficou de costas pra mim, caminhando até a cozinha.
- BABACA QUE FAZ DE TUDO PRA TE FAZER FELIZ! EU SOU UM LIXO MESMO, NÃO SOU?
- FRANCAMENTE? É! POR QUE TUDO TEM QUE SER DO JEITO DO NICK JONAS, SE NÃO FOR NÃO TÁ BOM! - iria jorrar sangue pra todos os lados, a torneira de sentimentos havia sido aberta.
- ÓTIMO! ENTÃO O QUE AINDA ESTAMOS FAZENDO JUNTOS? - dei um soco na mesa, ouvindo um leve trincar do vidro.
- É UMA BOA PERGUNTA.
- ENGRAÇADO, VOCÊ NÃO PARECE TER DÚVIDAS QUANDO ESTAMOS NA CAMA. - claro que usaria um golpe baixo.
- DEVE SER POR QUE É O ÚNICO MOMENTO QUE EU ESTOU EM PRIMEIRO LUGAR NA SUA VIDA. - touché.

Caminhei até meu quarto, descontando toda a raiva ao fechar a porta. PORRA! Essa mulher me tirava do sério. Sabia que essas datas eram importantes pra ela, mas às vezes não dá! Poxa vida, era tão difícil entender? Talvez porque vida de escritora não seja tão corrida a minha também tem que ser?
Se tem uma coisa que eu odeio, são esses “arranca rabos” que temos, pois no auge da briga, acabamos falando coisas totalmente sem nexo. Fui sim irônico ao dizer que ter um namorado famoso não era ruim, dando a entender que as mordomias que ganhamos com isso eram o bastante pra ela. , você é um tremendo babaca. Tirei o blazer e me sentei na cama, levando as mãos à cabeça e respirando fundo, bem fundo. Precisava relaxar. Precisava colocar as coisas em ordem.
Pude ouvi-la batendo em tudo pela cozinha, se era de propósito, só saberia depois.

No you can't have a World War Three
If there's only one side fighting
And you know, whoa oh
That there's lessons left to learn
Every time you attack
It doesn't drive me to fight you back
And then I know, whoa oh
That I'll never let it be
World War Three


Longos minutos se passaram, continuei sentado murmurando xingamentos e a querendo em meus braços o mais rápido possível. Não se ouvia mais barulhos na cozinha, provavelmente ela estava na mesma situação que eu. era uma granada, demorava a explodir, mas quando acontecia, tudo saia dos trilhos. Era como ter as quatro estações do ano em apenas um dia, ela ia de feliz à triste em questão de segundos, ficando irritada e super carente na mesma velocidade. Ela era tempestade e talvez eu fosse calmaria, mas aquele furacão todo era o que mantinha minha vida organizada, por mais bizarro que isso possa parecer.
Tirei meus sapatos antes de caminhar até a cozinha, se era pra dormir sem tê-la ao meu lado, que fosse bêbado.

World War Three
Let me tell 'em!


Estava quase tudo escuro, a sala de jantar exalava o odor de velas queimadas, meus olhos insistiam em procurá-la pelos cômodos, pude ouvir o som do liquido enchendo a taça, e não precisei olhar para o lado pra saber que ela estava no sofá, secando a garrafa de vinho, aquela garrafa da Pétrus que estava empoeirada junto com as tantas outras que existiam na adega, vinho qual ela sempre apreciava abrir quando estávamos muito felizes ou muito tristes com alguma coisa. Ri sozinho ao pensar que o segundo motivo era o mais provável neste momento. Peguei uma das taças que ainda estavam sobre a mesa, levei meu olhar a ela, apoiada de qualquer jeito no sofá, ainda usando aquele vestido extremamente sexy, que estava um tanto mais curto agora que ela estava sentada sob sua perna direita, balançando a taça e com o olhar vago para a parede. De repente estava calor como o inferno. Tirei minha camisa e a deixei na cadeira, pegando a taça novamente em mãos e caminhando até o sofá. Eu não sabia se outra guerra iria começar, mas estava pronto pra isso.
Sentei-me ao seu lado, sem levar meu olhar diretamente ao dela, me estiquei um pouco e peguei a garrafa que estava sob a pequena mesa de centro, pude sentir seu olhar sobre mim, talvez sem entender o que eu estava tentando fazer ou apenas querendo me estapear. Enchi minha taça, dei um gole na bebida e apoiei as costas no sofá, deixando a garrafa no chão. Fixei meu olhar na parede, mas ainda podia sentir a inquietação dela ao meu lado, tive vontade de rir, olhar para o lado e dizer que somos dois idiotas completamente apaixonados que brigam apenas pra sair da rotina, mas não era isso, ela ficava realmente chateada com tais acontecimentos e eu sabia que teria que me dedicar um pouco mais para evitar esse tipo de situação. Levei meu olhar para o chão, estava me preparando para tentar finalizar aquela guerra, ela sabia que eu não tinha vontade alguma de lutar contra, mesmo que na maioria das vezes parecesse o contrário. Dei mais um gole no vinho e balancei a taça, sorri fraco, eu iria fazer isso, claro que iria.

Now you're rounding up your army
Turnin' all your troops on me
Tell a lie just to feel happy
But I won't retaliate, no


Levei meu dedo indicador à taça, basicamente mergulhei-o e sorri abertamente antes de passar todo o liquido em sua coxa, que estava à minha direita. Pude vê-la franzir o cenho, mas não teve reação alguma, nem uma mexidinha sequer. Torci o lábio e ela continuou com o olhar fixo na região agora com uma mancha de vinho. Abaixei-me devagar, pude ouvi-la engolir seco, estava bem próximo de sua perna, passei a língua lentamente na região onde havia passado vinho, dei uma leve mordida e dessa vez ela grunhiu. Ri e voltei à posição anterior. Dei uma olhada de canto, pude vê-la mordendo o lábio, talvez prendendo o riso, o que me fez rir mais uma vez. se ajeitou no sofá jogando suas pernas para o lado contrário que eu estava, continuei bebendo meu vinho, estávamos em silêncio, mas eu sabia que ela iria aprontar, claro que iria.
Ela ajeitou seu cabelo, delicadamente colocando-o de lado, deu um longo gole no vinho, balançando a taça em seguida.
Quando dei por mim, o vinho estava escorrendo por todo meu tronco, ela havia virado sua taça em mim e não tive reação, fiquei estático, olhando o líquido roxo escorrer até a borda de minha calça jeans, ouvi vidros se quebrando e em seguida, perdi os sentidos completamente, a língua quente de , seguia por meu corpo, percorrendo o caminho que a bebida havia feito. Fechei os olhos e respirei fundo, senti uma onda de calor forte e sabia que a razão não era o vinho, levei minha mão até ela, que ainda estava em meu tronco e foi rápida ao levantar a cabeça e ficar na minha direção, seus lábios estavam um tanto arroxeados por conta da bebida, aqueles olhos, eu sempre mergulharia neles sem pensar duas vezes e não me importaria em me afogar. Senti sua mão subir por minha coxa e só então me dei conta que o barulho que havia escutado, era de sua taça se quebrando. Continuamos nos olhando por algum tempo, minha mão direita estava em seu rosto, enquanto eu tentava não me esquecer de que segurava uma taça com a outra mão, seriam cacos demais pra recolher no dia seguinte. encostou sua testa na minha, sem parar de me olhar, sua mão já havia estacionado em meu membro, por cima do jeans que agora parecia estupidamente apertado.
Mordi seu lábio, vendo-a fechar os olhos, o aperto que senti nas partes baixas era a dica que ela havia gostado.

No you can't have a World War Three
If there's only one side fighting
And you know, whoa oh
That there's lessons left to learn
Everytime you attack
It doesn't drive me to fight you back
And I know, whoa oh
That I'll never let it be
World War Three


O barulho de mais uma taça se quebrando foi praticamente nulo pra mim, esqueci completamente da taça que anteriormente queria não quebrar, mas estava ocupado demais me perdendo naqueles lábios, passeando as mãos por aquele corpo e desejando ter aquela mulher na minha cama por toda minha vida. A prensei na parede bruscamente sentia suas unhas percorrendo minhas costas, o cetim de seu vestido estava grudando em meu peito, ela me prendeu em suas pernas, desci trilhando um caminho de beijos por seu pescoço, ouvindo-a arfar algumas vezes. me empurrou, desceu de meu colo e lentamente começou a tirar seu vestido, que agora tinha uma enorme mancha, ficou apenas de lingerie vermelha e… Porra! Ela queria me matar.
Aproximei-me mais uma vez, vendo-a virar de costas pra mim e caminhar lentamente rumo ao corredor. Segui seus passos, corpo ardendo de desejo, vontade de tocá-la, senti-la por completo, ouvir sua voz chamando meu nome. entrou em nosso quarto, pensei que ela se deitaria na cama e acabaria logo com tudo aquilo, mas ela foi até a suíte e aquilo me excitou ainda mais. Quando entrei no banheiro, ela estava se livrando do sutiã, engoli seco mais uma vez na noite, me livrando do meu jeans e as meias que ainda usava. Ela não me olhou, apenas ligou o chuveiro e se enfiou dentro do box, tirei minha cueca que estava realmente apertada, - bem constrangedor, eu diria - e a acompanhei.
Ela ainda usava a calcinha, que estava transparente no momento, fechei os olhos e pude senti-la colar seu corpo ao meu, minhas mãos foram rápidas ao apertar sua bunda, pressionando ainda mais nossos corpos um contra o outro. Seus lábios colaram-se aos meus e aquele beijo, Ah! Aquele beijo, quantas vezes eu sentiria aquela sensação? Parecia sempre a primeira vez que estávamos nos beijando. Não fui o mais delicado ao encostá-la na parede novamente, pude ouvir um gemido e não soube dizer se era de reprovação, desci os beijos por seu pescoço, sentia suas unhas deixando seu recado por minhas costas, minhas mãos aproveitaram para rasgar a fina calcinha de renda vermelha que ela usava, jogando-a em qualquer canto. Num impulso, levantei o corpo de , que entendeu e me prendeu entre suas pernas, não sabia se a água que caía estava quente ou se aquilo era efeito de nossos corpos juntos.
Um gemido alto, que me fez perder os sentidos, foi o que ouvi quando a penetrei. Era como estar sob efeito de uma droga forte, meu corpo se fundia ao dela e sua voz entrava em minha mente, me fazendo viajar. O banheiro ficou pequeno. Realmente pequeno.

Well you gotta chill out
'Cause baby I don't
Wanna fight with you
And every battle we fought
Just made us look like fools


Gemidos, sussurros, palavras de baixo calão e eu havia ido ao céu mais uma vez, graças a ela. Estávamos deitados na cama, ofegantes, sabe-se como chegamos ali. O que preenchia o ambiente era o som de nossas respirações aceleradas, seu corpo ainda estava colado ao meu, podia sentir seu peito subindo e descendo colado à minha pele suada e aquela sensação de “quero mais”.
Virei-me de lado na cama, ajeitando e ficando de frente pra ela que mantinha os olhos fechados. Levei minha mão a seu rosto e acariciei o local, vendo-a sorrir timidamente e abrir os olhos, me fazendo sorrir em seguida.

- Eu te amo. - disse sem pensar em mais nada.
- Eu te amo mais. - ela respondeu - Mas essas guerras acabam com a gente.
- Pretende fugir? - arqueei a sobrancelha
- Nunca. - senti sua mão em meu rosto - Nem que eu morra no campo de batalha.
- Vou estar com você. - dei-lhe um selinho - Me desculpe.
- Me desculpe também. – desceu a mão por meu ombro e acariciou o local

No you can't have a World War Three
If there's only one side fightin'
And you know, whoa oh
That there's lessons left to learn
Everytime you attack
Doesn't drive me to fight you back
And I know, whoa oh
That I'll never let it be
World War Three
Ficamos ali na cama por um longo tempo, apenas nos amando e nos pertencendo. A cada dia que passava eu sabia que era ela, eu só precisava dela e tudo ficaria bem. usava minha camisa e estava apenas de calcinha quando ligou o rádio da sala, em plena madrugada, para limparmos a bagunça que havíamos deixado. Estávamos tão radiantes que o horário não importava, mas talvez para os vizinhos sim, visto que ela abaixou o som poucos segundos depois de ligar. Eu usava uma bermuda quando me juntei a ela e o que era pra se tornar uma organização, já estava tomando outro rumo. Puxei-a pela cintura e embalamos uma dança, ela ria tão feliz e jogou a cabeça pra trás quando comentei o quanto parecíamos àqueles casais que estão juntos há décadas e daqui a pouco ela já poderia me chamar de “meu velho”. Girei-a pela sala e uni nossos corpos novamente, beijando-a com toda intensidade que tinha. Posso soar clichê mais um pouco, só que beijá-la era incrível todas as vezes e eu queria fazer isso a todo momento. Havia acabado de recolher os cacos de vidro e estava na sacada, apenas admirando a vista e talvez aguardasse o sol nascer, já que faltava poucos minutos para isso. Abracei-a por trás e depositei um beijo em seu ombro, ela sorriu brevemente e continuou admirando o céu. Caminhei até o quarto, certo do que iria fazer, tinha planejado outra coisa, mas com não tinha como planejar absolutamente nada.
Not gonna be a World War Three
Oh oh, oh oh


Quando voltei à sala e a vi ainda parada na sacada, me dei conta que ela estava admirando o céu ou a vista privilegiada que tínhamos, mas a visão que eu queria ter e adorava ter todos os dias era aquela, os cabelos bagunçados, o corpo que se encaixava perfeitamente ao meu e aquele olhar que agora parecia um tanto vivo demais ou era apenas eu admirando minha mulher mais uma vez. Aproximei-me e ela ainda me olhava, sorriu quando peguei em sua cintura e virei seu corpo todo pra mim. - Eu não canso de olhar você, não consigo controlar o que sinto quando te vejo mesmo após todos esses anos, - Levei minha mão até seu rosto e acariciei o local - Quando brigamos, parece que o mundo inteiro está invertido, não consigo imaginar como é dormir sem ter você e nem acredito que passei boa parte da vida sem ter isso. Depois que você chegou , minha vida virou de cabeça pra baixo, sempre procurei deixar tudo alinhado, seguir cronogramas e não me arriscar, mas você veio como um temporal e mexeu em absolutamente cada parte da minha vida, cada pedaço de mim e por Deus! Eu sou tão grato por isso. - Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, ela tinha as mãos espalmadas em meu peito e prestava atenção em cada palavra minha, o sorriso estampado em seu rosto me fez continuar - Sou grato por ter você por todos esses anos, por ter seu apoio, por acordar com você pirando por não conseguir escrever a tal cena do seu livro, adoro ficar confuso quando você não sente uma gota de ciúmes se meu diretor diz que vou fazer cenas quentes com alguma garota em um clipe, mas surta quando assiste o trabalho finalizado, - ela riu nesse momento - Eu sei o quanto você se esforçou pra chegarmos onde estamos hoje, tento retribuir da melhor maneira e às vezes não consigo e sei que tenho uma capitã pronta para iniciar a terceira guerra mundial quando chego em casa e eu já fico pensando no que vou fazer pra você me perdoar, mas eu quero que você saiba que eu nunca vou deixar isso ser uma guerra. tinha os olhos marejados, suas mãos estavam em minha nuca agora e podia senti-las um tanto trêmulas, ela sabia o que iria acontecer. Minha garota sempre sabia. - Você é o que eu quero pra minha vida inteira e a única guerra que vai existir entre nós, é em nossa cama, para o resto dos nossos dias. Vou lutar o quanto puder por nós e como te disse mais cedo, eu sempre estarei com você. - Ajoelhei-me na frente dela e busquei a caixinha em meu bolso, abrindo-a em seguida - Casa comigo? - Eu casaria com você todos os dias da minha vida, . - respondeu com a voz embargada, se ajoelhou na minha frente e as lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto. Abraçou-me de tal maneira que pude sentir nossos corações batendo em sintonia. Ela afastou-se um pouco antes de colar seus lábios nos meus e me fazer descobrir novas sensações. Acabei me desequilibrando e caí de costas, puxando-a comigo e agora ela estava deitada em meu colo. Gargalhou mais uma vez e aquela cena ficaria gravada em minha memória, o sol estava nascendo naquele momento em que ela jogou a cabeça para trás rindo, quando seu olhar voltou para mim, eu soube que eu não me importaria com as brigas, com as taças quebradas ou com o sofá manchado de vinho. Eu só precisaria dela no fim de tudo. Éramos isso, sempre seríamos não importava a proporção do estrago.
Everytime you attack
Doesn't drive me to fight you back
And I know, whoa oh
That I'll never let it be
World War Three
World War Three
World War Three


Fim



Nota da autora: Oi, Mores!!! World War III é toda melosa e clichêzona e eu sempre digo que precisamos de uma dose dessas às vezes.
Essa song estava esquecida nos docs e em uma noite de insônia pensei: Vamos terminar isso! Particularmente eu gosto desse casal, acho que se encaixam e se conhecem de uma maneira que poucos são...
Esse PP totalmente apaixonado me fez dar leves suspiros... hahaha
Entrem no grupo, me farão muito feliz!!!
Caso não queiram, visite minha página de autora e leia minhas outras fics! <3





Outras Fanfics:
SE NÃO HOUVER, APAGUE

Da série "coisas que eu amo": um casal bem diabete haha! Adorei!

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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