Postada em: 25/05/2019
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Capítulo Único

Você chegou, assim
Sorrisinho envolvente
Um jeito diferente
E me ganhou, sim
Confundiu minha mente
De repente a gente (ran!)


não podia mentir. Cada vez que ela olhava para o lado e via aquele homem maravilhoso, com pinta de galã e um quê de envergonhado, sua mente dava leves rodopios. Ela podia jurar que nunca se acostumaria ao fato de namorar , não por quem ele era, mas sim pelo que ele representava para ela e para todos que o acompanhavam desde que ele resolvera mudar seu próprio destino com uma bola nos pés. Permaneceu encarando o homem ao seu lado enquanto via um filme passar por sua cabeça, ao mesmo passo em que a premiação a qual ele havia sido indicado, trazendo ainda mais orgulho, acontecia diante de seus olhos. Ela podia rever o primeiro encontro, o primeiro beijo, o quão difícil fora conquistar aquele homem, tão desacostumado as coisas que ela conhecia e, por que não, as coisas que ela fazia. era o oposto mais maluco que aquele egípcio sequer havia imaginado conhecer, mas ele precisava dizer que era ela que dava o balanço gostoso à sua vida. Ainda que suas escolhas soassem erradas, na maior parte do tempo, para divertimento dela e vergonha dele.
— Perdeu alguma coisa aqui, senhorita ? — aquele sotaque carregado, no inglês mais lindo que ela já havia escutado, era o que dominava por completo o seu coração.
— E se eu tiver perdido? — ela gostava de desafiar, e como gostava.
— Vamos ter que dar um jeito de achar… Me diga o que é, para que eu possa tentar ajudar… — ele retrucou na mesma moeda, fazendo com que ela se divertisse.
Quem via o homem ao seu lado, fazendo brincadeiras e respondendo em um tom quase que espevitado, não poderia imaginar que era a mesma pessoa séria, centrada e dura de outrora. Não que isso tenha mudado totalmente, porque ele ainda era assim, principalmente antes de algum jogo importante ou após uma derrota, mas a jovem havia aprendido a domá-lo, e, por que não, quase domesticá-lo, se isso não soasse tão terrível aos ouvidos dela.
— Perdi a minha vergonha na cara e tô imaginando a gente transando no banheiro lá de trás. — se falava sério ou não, ninguém nunca saberia, nem mesmo , que vivia com ela e já a conhecia como a palma de sua mão.
, por favor. — se ela pudesse comparar a cor do rosto do egípcio com algo, diria que ele era puro fogo, de tão vermelho que havia ficado. — Imagina se alguém escuta isso?
, as pessoas transam, sabia? E com mais frequência do que você pode imaginar. E, pasme, elas transam principalmente escondidas em lugares públicos… Ninguém nunca te contou que o proibido é muito mais gostoso?
— O que eu estava fazendo quando eu me apaixonei por você? — se não fosse chamar muita atenção, tinha certeza de que levantaria as mãos aos céus, numa súplica silenciosa, que ele mesmo não queria que fosse atendida.
— Aposto que estava pensando na gente transando no banheiro da entrega do The Best… — ela falou, arteira como sempre, obrigando o homem a balançar a cabeça em negação.
Ele a encarou por algum tempo, tentando dissuadi-la da ideia, que lhe parecia terrivelmente absurda. Como assim transar no banheiro de uma premiação? Ele só não duvidava do conteúdo daquele pedido porque já havia lhe pedido e lhe proporcionado loucuras maiores do que aquela, como a vez em que ocuparam o banheiro do jatinho que os levou de volta do Egito até a Inglaterra.
Mas, ainda naquela situação, eram só os dois, e mais ninguém. Não que ele estivesse acostumado a transar no banheiro de uma aeronave. Aquele feito era obra pura e clara de Lewis , e talvez ele nem se orgulhasse de ter conseguido realizar aquela proeza, porém, ainda assim, havia realizado o desejo da mulher, que parecia ser insaciável quando se tratava dos dois.
— Aposto que você está lembrando do avião. Vamos, , aquela vez foi incrível. Fale a verdade. — ela falou o mais baixo que conseguiu, ao pé do ouvido do jogador, mas, para ele, era como se ela tivesse pegado o microfone que era utilizado no palco para dizer o que lhe dizia.
— As pessoas podem nos ouvir aqui, . Por favor. — ele resistiria até não poder mais resistir. Se não fosse assim, não eram eles.
— E se elas nos ouvirem? Eu não me importo. Contanto que você me coma gostoso, o resto é só o resto.
A naturalidade com que aquelas palavras cruzavam os lábios da britânica, no começo, assustavam e muito o pobre egípcio, que pouco conhecia do mundo. Contudo, naquela altura do campeonato, o jeito dela já mexia com ele de outra forma, uma forma que só ela conhecia, e que, naquele instante, poderia virar manchete mundial. Principalmente se alguém pudesse observar os dois por debaixo da mesa e visse o sutil correr de dedos que deixava na perna do jogador, causando uma tensão involuntária no mesmo. Tensão essa que já era refletida nas mais diversas partes do seu corpo, que tomava vida e gosto por aquela sensação de proibido, por aquele pecado em looping que a mais nova insistia em colocá-lo.
, para com essa mão, por favor. — o jogador lhe suplicou enquanto sentia o rosto se contorcer, tentando controlar o que já lhe era incontrolável.
— Mas eu nem estou fazendo nada de mais, Habibi… Poderia ser pior, caso eu fizesse isso, por exemplo.
A voz mínima, sussurrada, era o combustível. A mão avançando por lugares antes intocáveis em público era o fósforo. era, com certeza, a pessoa desenhada pelo próprio diabo para unir um ao outro, colocando abaixo uma Londres fria, mas que, aos poucos, começava a esquentar. E quando a mão encontrou seu destino final, apertando o pobre com volúpia e total consciência do que fazia, restou ao atleta apenas aceitar e se obrigar a não transparecer no rosto o que acontecia por baixo dos tecidos alvos que haviam sido colocados sobre a mesa. Santa era a existência daquela mesa, ou estaria perdido. Perdido e duro, terrivelmente duro.
O jogador encarava os lados, sentindo pequenas gotas de suor escorrerem por sua face, tentando reparar se alguém prestava atenção ao que acontecia, mas todos pareciam absortos demais com o que acontecia no palco, coisa que ele sequer conseguia fazer. Eles precisavam de um banheiro, com uma urgência que o próprio egípcio desconhecia.
, por favor, pelo amor do que quer que você acredite, para com isso… Tem pessoas aqui, tem jornalistas aqui. Eu não quero aparecer numa manchete mundial, não por isso. Me ajude. — era possível ouvir e sentir o desespero do jogador a quilômetros de distância.
— Basta você ficar quietinho que ninguém vai saber de nada… É tão simples, meu amor. Você foi um bom menino, e bons meninos merecem recompensas melhores ainda. — a voz mansa e bem baixa arrepiou o jogador em lugares que ele sequer sabia que era possível arrepiar.
Um dos shows previstos para acontecer no meio da premiação tomou o palco, enchendo o lugar com uma música alta e ritmada, prendendo a atenção de todos os presentes à cantora que ocupava o palco com maestria. Todos, menos e . Ela, por estar se dedicando demais a premiar o seu egípcio favorito, e ele, em se permitir sentir e não transparecer o que lhe acontecia. Enquanto escutavam as batidas da música, se aproveitou da distração de seu objeto de desejo e pensamentos obscuros para lhe abrir o botão e arrastar o zíper que lhe separava de seu total deleite. Puxou um pouco a toalha da mesa para cima e precisou conter o riso quando a encarou abismado com o que ela fazia.
— Você não é nem louca de fazer isso, 'amira. — ele tentou usar todo o poder que julgava ter sobre ela, mas falhou miseravelmente quando a voz arranhada o traiu, no exato instante em que sentiu os dedos finos lhe tocando em lugares impensáveis em público.
Quem olhasse a cena de fora veria um casal apaixonado acompanhando a premiação. Ela deitada em seu ombro, ele prestando atenção no palco, a mão dela sobre sua coxa. Uma cena que em muito acontecia com os casais que dividiam as mesas pelo salão.
Mas se alguém olhasse a cena por de baixo da mesa, certamente se assustaria. podia apenas fechar os olhos, buscar um pouco de água na taça que havia à sua frente e aceitar o que lhe acontecia.
Sua noiva, sua inglesa preferida, estava lhe tocando por baixo da mesa. Não no sentido puro e delicado. Quisera ele que fosse assim. O que lhe fazia era pecado e luxúria pura. Sua inglesa, aquela que amava, cuidava, protegia e, até mesmo alguns dias antes, quase santificava estava lhe masturbando por baixo da mesa em plena premiação de futebol. Ali, assim, para quem quisesse ver, se as pessoas sequer cogitassem que algo assim poderia acontecer. Ela lhe tocava por dentro de toda a roupa, com a cara mais deslavada do mundo, acariciando-o como se estivessem protegidos dentro de sua casa, apenas os dois e os sentimentos obscuros que eles sentiam. Tocava-o em todo o comprimento, vez ou outra deixando uns leves apertões por onde passava, obrigando o outro a prender a respiração.
Quando pensou que seu inferno particular poderia chegar ao fim, com o show terminado em cima do palco, o surpreendeu ainda mais. O egípcio até tentou se livrar da mão ágil e terrivelmente experiente no que fazia, mas falhou miseravelmente quando a outra lhe prendeu a cadeira com o cotovelo em seu peito. Ele não teria outra escolha além de sentar e se deixar levar. E curtir, por que não, uma das melhores punhetas que receberia em toda a sua existência.
E assim eles foram, entre masturbação, lábios mordidos e olhares em pura chama. Ela lhe tocando nos lugares certos, arrastando a mão aos poucos, sentindo-o se endurecer mais e mais ao seu toque. A cabeça levemente úmida, que poderia se equiparar ao vale terrivelmente umedecido entre suas pernas.
Eles foram até que ele chegasse ao seu limite. E ele não apenas chegou, como se viu indo além dele…
Controlar a tremedeira instantânea foi a coisa mais complicada que o atleta teve que fazer em toda a sua vida. Seu corpo parecia energizado, em puro curto circuito. A jovem ao seu lado não ajudava em nada, já que mantinha a mão ali, tocando-o levemente para que o orgasmo fosse muito bem aproveitado. E também para que ele não sumisse tão cedo.
E ele não sumiria. Juntamente da lembrança daquele dia da mente do homem.
Sequer se importou com o resto da premiação, porque sabia muito bem o que acontecia com a mulher ao seu lado. O anjo endemoniado de olhos castanhos, corpo curvilíneo e um desejo latente que lhe lamberia a alma mais tarde. E ele não poderia estar mais excitado para que aquilo finalmente acontecesse.

Pegava fogo em qualquer lugar
Se amava sem ter hora pra acabar
O teu calor é o que me faz suar
Ai, ai, ai
A gente faz o que quiser fazer
Totalmente entregue ao prazer
Você sabe, mas vou te dizer
Ai, ai, ai


Fim



Nota da autora: Oi gente linda, tudo bom? Olha eu aqui com mais uma fic sobre… Adivinha? Claro que é sobre futebol né… Mais a minha cara, impossível… Essa fic nasceu num devaneio MUITO louco, eu admito... Uma amiga (oi Naima, sua linda!) duvidou que eu fosse capaz de escrever uma restrita com alguém, tipo Mohamed Salah (se você não leu com ele, leia, sério... Vai mudar a sua mente o mesmo tanto que mudou a minha!), e foi um grande desafio, não vou mentir... Mas ainda bem que eu tenho a Iza pra me dar essa trilha sonora maravilhosa, e por ter me ajudado a fazer essa história nascer. Se você chegou até aqui por conta do post de atualização, primeiro deixa eu te dar as boas vindas, e depois deixa eu te contar que essa fic é continuação de outras duas, mas se você já chegou ciente e tendo lido Ba e You'll Never Walk Alone, seja bem vinda de volta! De qualquer forma, o link das duas fics que eu falei vai estar aqui embaixo, de fácil acesso pra vocês, e ai vocês já saem daqui pra ler a versão fofa e livre para todos os públicos desse casal que eu amei muito escrever…
Bom, caso queiram conversar, falar sobre a fic, ou, simplesmente, divulgar algo que vocês escrevam, é só me mandar nas redes sociais aí embaixo. Vou ficar muito honrada com o retorno!
Não se esqueçam de deixar um comentário... Incluso, se tiverem algum jogador/personagem, uma música, ou os dois (por que não?!) para uma nova restrita, vou ficar mega feliz em saber... Vai que a próxima história eu dedico pra você?
Vejo vocês na próxima!
Um beijo, um queijo e um cheiro,
Ju ❤

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Todas as minhas outras fics no site se encontram na página de autora.


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