FFOBS - Trocando as Sapatilhas, por Mariana Aguiar


Trocando as Sapatilhas

Última atualização: 28/01/2018

Capítulo 1


Quando pequenos, começamos a sonhar com nossas carreiras e escolhas futuras, imaginamos nossas vidas detalhadamente, sem nenhum erro, sem nenhum problema. Sonhamos com fama, dinheiro, facilidade, beleza, dentre outras coisas. Mas aí a gente cresce e percebe que absolutamente nada é conforme você planeja, talvez uma coisa aqui ou lá, todavia as dificuldades que enfrentamos nos assombram cada dia que passa.
Não, ela não era aquela garota que saiu da casa dos pais aos 17 para poder cursar uma faculdade de dança porque eles queriam que fizesse medicina; nem aquela garota que tem uma mãe neurótica que precisa da filha 100% perfeita no ballet.
mora em Londres, na Inglaterra, e estuda na Royal Academy of Dance, em vez de 17, tem 21 anos e, por incrível que pareça, os pais são as pessoas que mais a apoiam nessa área. Desde pequena sonhava em ser uma grande bailarina, fazia ballet desde os 3 anos de idade e, por mais que tivessem passado outras ideias pela cabeça, o balé sempre foi a predileta. E talvez não possa reclamar da dificuldade de ser uma bailarina, já se apresentou em 4 grandes peças e o pai conhece pessoas, que conhecem pessoas, que conseguem bons espetáculos para ela. Ele tem um escritório de advocacia, mas a quantidade de clientes que fazem de tudo o que se pode imaginar é incrível.

O dia tinha começado cedo hoje, as aulas de treinamento consumi-la-iam até as duas da tarde em plena sexta-feira.
- Bom dia, – a professora falou alto ao chegar no estúdio. – Como estamos hoje?
- Bom dia, senhorita Heidi. – saudou terminando de amarrar os laços da sapatilha. – Estamos bem, com um pouco de dor nos pés, mas bem. – sorriu, ajudando-a a ligar o som.
- Tem usado o creme que te dei? Ele alivia bastante as dores e os calos.
- É, eu usei sim, mas está tudo bem. Final de semana eu ponho eles para descansar. – garantiu, colocando-se no meio da sala e posicionando-se em frente ao espelho com Heidi ao seu lado.
A música começou suave, assim como os passos precisos. O ritmo dos pés seguiam as notas altas da melodia. Conforme a senhora Heidi se desfazia em passos, ela seguia prestando atenção em cada detalhe. Mostrou-se confiante quando precisou rodopiar algumas vezes enquanto a professora a observava. Os pés precisamente bem colocados frente ao joelho enquanto vez ou outra dava impulsos em volta do corpo, as mãos em arco em volta da cintura sorrindo alegre por conseguir calçar os pés no chão após cinco voltas e continuar com a dança.
Seguiram assim até o horário determinado. Ensaiando até o pés se cansarem e a respiração exigir uma pausa.
- Muito bem, . Você estará pronta rapidinho para O Lago dos Cisnes. – a professora elogiou enquanto desligava a música.
- A senhora não imagina como fico feliz com isso. – agradeceu enquanto retirava a sapatilha e colocava tênis brancos no lugar.
- Bom, nos vemos na segunda-feira?
- Sim, segunda-feira. – concordou e levantou vendo a professora sair da sala. Recolheu de dentro da bolsa um short mais soltinho para vestir em cima do collant e uma blusa mais despojada junto com um casaco par do short.
Jogou a bolsa pelos ombros e recolheu a garrafinha d’água seguindo para fora da sala. Passou pelos corredores em direção a saída observando o ensaio de outras garotas. Adorava admirar as garotas mais novas dançando, os passos ritmados e tão pequeninas. Enquanto descia as escadas do colégio, o celular começou a vibrar loucamente no bolso do casaco. Prontamente ergueu o aparelho frente ao rosto, vendo o rosto da melhor amiga sorrir numa foto que havia tirado há muito tempo e colocado como fundo toda vez que ela ligava.
- Diga-me o que queres. – saudou já retirando as chaves do carro de dentro da bolsa e ouvindo vozes pelo telefone.
- Olá, melhor amiga que acidentalmente me esqueceu durante uma semana. – falou do outro lado e foi obrigada a gargalhar em seguida, imaginando o tamanho do bico que ela fazia.
- Tamanho drama que você faz. – revirou os olhos seguindo para o estacionamento atrás do carro. – Essa semana, infelizmente - ou talvez felizmente -, estava lotada de ensaio e você sabe disso.
- É lógico que eu sei, bobinha, mas como hoje é sexta-feira, queria te fazer um convite. – solicitou e já pôde imaginar o que seria. – Você está me ouvindo?
- Estou, pode falar. – proferiu enquanto entrava no carro e jogava a bolsa para o banco do carona, colocando o celular no viva-voz apoiado no painel.
- Que tal sairmos hoje à noite? Sabe, meus amigos da faculdade estão combinando de ir no Cirque le Soir e achei que seria legal se você fosse conosco. – revirou os olhos já sabendo que seria isso. Ligou o carro enquanto isso e se dirigiu até as ruas.
- Seus amigos da faculdade? – perguntou e pôde se ouvir um murmúrio do outro lado confirmando. – Ah, não sei... Eu estou tão cansada.
- Por favorzinho, . Vai ser legal, eu prometo.
- Eu não confio muito nas suas promessas. – falou rindo sabendo que ela revirava os olhos do outro lado. – Tudo bem, podemos ir, mas se for chato você vai me pagar um McDonald’s.
- Como você pode manter esse corpinho de bailarina comendo besteira? – ela reclamou rude arrancando uma gargalhada da amiga.
- Genética, meu bem. Você vai lá pra casa?
- Yep, só vou arrumar minhas coisas e já estou indo.
- Tudo bem, tchau.

Chegou em casa e os pais provavelmente estavam no trabalho, afinal a casa estava um silêncio só. Subiu para o quarto a fim de tomar um banho antes de chegar.
Após se despir, seguiu para o banheiro da suíte e tomou um banho quentinho, acolhedor e muito relaxante. Enrolou os cabelos numa toalha e o corpo apenas com um roupão, já ouvindo a buzina do lado de fora, avisando que Lauren havia chego.
Desceu as escadas daquele jeito mesmo e abriu a porta para uma toda desajeitada segurando suas coisas.
- Deixa que eu te ajudo. – riu enquanto pegava uma mala e fechava a porta. – Você vai passar o final de semana inteiro aqui ou é só impressão minha? – perguntou enquanto retornava ao quarto com ela em seu encalço.
- É só impressão sua, bobinha. Vim preparada para qualquer mudança de planos.
- Então se eu quiser ficar em casa, assistindo filmes e comendo besteiras, tudo bem? – sorriu mostrando os dentes pra ela, que revirou os olhos.
- Óbvio que não. Você não tem chance. – ela se jogou na cama depois de ter largado as coisas no chão do closet. – Não sei porque implica tanto em sair comigo, você vai gostar do pessoal da faculdade, sabe...
O restante da frase ela não pôde ouvir, pois naquele momento ligou o secador para deixar os cabelos secos e poder descansar muito antes de qualquer festa.
- Escuta aqui, você não me ignora não. – a melhor amiga apareceu no banheiro, gritando por cima do barulho do secador.
As duas ficaram a maior parte do tempo rindo, conversando e planejando a roupa que iriam usar até chegar o momento em que teriam que se arrumar.

Estavam na Cirque le Soir já fazia mais ou menos uma hora e os amigos de Lauren só sabiam conversar sobre o curso de Direito e mais umas baboseiras que realmente não estava interessada. Um deles até tentou puxar papo com a garota, mas não obteve muito sucesso.
- Amiga, eu vou ao banheiro, ok? – se ergueu do sofá indo falar ligeiramente com .
- Você quer que eu te acompanhe? – ela perguntou prontamente.
- Não, capaz. Pode ficar. Não demoro. – piscou e saiu de lá ajeitando o vestido cinza colado ao corpo.
Enquanto andava tranquilamente pelo meio daquelas pessoas que estavam ali para se divertir, se pegou sorrindo, imaginando como seria tudo isso com os amigos do colegial que estavam se tornando famosos nos EUA. Eles tinham formado uma banda e, por incrível que pareça, ela tinha dado super certo. Não se viam tinha uns bons anos.
Caminhou até o bar apoiando as costas no balcão. Ela realmente não queria ir ao banheiro, só queria achar algo que agradasse mais do que os amigos de . Não que eles fossem chatos, só não faziam o seu tipo.
- Com licença, a senhorita gostaria de algo para tomar? – um barman perguntou e ela se virou rapidamente para ele, observando seu sorriso galante.
- Eu não costumo beber em bares, mas eu aceito uma dose de tequila e depois quem sabe um Dry Martini.
- Você não costuma beber em bares, mas hoje vai passar dos limites? – uma voz rouca e pesada soou ao seu lado bem próximo ao ouvido. O corpo inteiro de se arrepiou, fazendo com que o calor que sentia antes se dissipasse completamente.
- Desculpe - tentou proferir voltando a atenção ao rapaz ao lado. O sorriso sacana que ele carregava no rosto tirava toda e qualquer concentração. ‘Cacete, da onde ele tinha surgido?’ –, eu te conheço?
- Acredito que não, mas se isso for um problema, prazer, . – ele estendeu a mão em frente ao corpo e prontamente segurou. – Na verdade, é , mas eles só me chamam assim quando estão muito bravos.
- Certo. Eu sou . – sorriu enquanto aqueles olhos penetravam sua alma a deixando completamente sem graça. Sem exageros, o cara era um Deus grego que estava lhe dando vontade de cometer pecados.
- . - ele proferiu o nome dela calmamente e a garota nunca tinha achado esse nome tão lindo quanto agora.
- Seus drinks, senhorita. – o barman falou atrapalhando qualquer coisa que ele falaria a seguir.
- Muito obrigada. – se virou para o balcão e segurou a dose de tequila em mãos pronta para virar de uma vez só, porém mãos fortes pararam seu braço na metade do caminho. Olhou confusa para .
- Seria uma total falta de cavalheirismo eu não te acompanhar nesta dose. – ele falou e depois pediu mais uma dose ao barman.
A garota não falou nada, apenas assentiu aguardando sua dose chegar, para então poderem virar de uma vez só aquele líquido que ardia a garganta. nunca fora muito fã de bebida alcoólica, ainda mais com todas as apresentações e toda a rotina. A bebida só a deixava cansada e fazia com que os treinos fossem um desgaste total.
Se equilibrou melhor nos saltos e virou de frente para enquanto bebericava o Dry Martini e via ele fazer o mesmo com uma garrafinha de cerveja.
- O que você faz, ? Nunca a vi por aqui. – disse dando mais um longo gole na cerveja.
- É minha primeira vez neste lugar para ser sincera. Minha amiga me arrastou até aqui com uns amigos da faculdade. – comentou apontando para e seu grupo de amigos. Com certeza a melhor amiga estava achando estranho toda a demora no banheiro.
- Ah, certo. Você cursa o quê? – parecia bem interessado em saber sobre ela, mas na cabeça de aquilo só poderia significar uma única coisa: um bom papo, um bom beijo, uma carona e então sexo. Depois daquilo ele falaria que ia ligar e sumiria.
- Não faço faculdade com eles. Eles cursam direito aqui próximo. Mas eu... Bom, eu estudo na Royal. – sorriu sem graça, se acomodando numa banqueta ao lado, já que depois de um dia inteiro treinando com uma sapatilha de pontas os pés não aguentavam mais nem um minuto em pé.
- Você dança? Sabia que sua postura só poderia ser de uma dançarina. Balé?
- Isso mesmo. E você, ? – perguntou usando seu nome, lhe arrancando um sorriso charmoso.
- Bom, eu terminei a faculdade faz 2 anos. Agora ajudo meu pai a administrar a empresa.
- Um homem de negócios? – ela riu da careta que ele fez ao ouvir a pergunta. – Você tem pinta de homem importante, usando terno em plena balada de sexta-feira.
- Eu nunca nego uma boa cerveja e uma boa conversa após o trabalho. – ele se aproximou mais da garota, deixando suas pernas quase coladas. – Devo dizer que estava extremamente cansado, mas meu colega ali - apontou para um homem conversando com uma mulher morena mais ao canto – me convenceu a dar uma saidinha e devo dizer que não me arrependi nem um pouco. – nessa hora com certeza o rosto de estaria escarlate.
- Você é um cara galanteador, . – frisou o apelido e levou o copo a boca deliciando-se rapidamente com o líquido.
- Serei mais ainda quando te ver dançar. – ele segurou na mão dela, impulsionando a mesma a levantar do banco. – Me acompanha?
- Seria uma honra. – sorriu, seguindo com o mesmo até a pista de dança.
A música que tocava não tinha nada a ver com as que ela dançava, mas o ritmo era contagiante e logo o corpo começou a se movimentar quase que sozinho, enquanto o homem atrás segurava a cintura dela e a acompanhava nos movimentos. A corrente elétrica que passava pelo corpo de era surreal, cada vez que ele apertava a cintura com precisão, querendo demonstrar que estava interessado, o corpo reagia.
Ela se virou de frente pra ele, passando os braços pelos ombros largos coberto pelo terno preto enquanto o mesmo deixava suas mãos passearem de cima a baixo ao lado do corpo dela.
- Seria um pecado se eu não fizesse isso agora. – falou enquanto segurava o queixo da garota com uma das mãos, levantando seu rosto suavemente até ficar em frente ao dele. Os dois já sabiam o que estava por vir, só não esperavam que a corrente elétrica que passou pelos corpos fosse tão forte que um simples encostar não fora o suficiente.
A boca de abriu lentamente e sua língua invadiu com precisão a boca de , sem desespero nenhum, como se ele tivesse todo o tempo do mundo para beijar naquele instante. encaixou a mão na nuca do homem, arranhando o local com as unhas enquanto a língua acompanhava a dele. As mãos fortes dele a puxavam para mais perto, como se quisesse unir os corpos.
Oh, ela estava ficando realmente excitada apenas com aquele beijo. Céus, esse homem só podia ser fruto da imaginação. Além de gato, beijava maravilhosamente bem, como se fosse formado em beijo de língua.
Ao colar mais os corpos, pôde sentir sua pélvis encostar na dele e sentiu o quão excitado ele também estava. Os corpos se desejavam cada vez mais que aquele beijo seguia profundamente.
- Céus, eu queria poder te levar pra minha casa agora mesmo. – ele murmurou contra os lábios da garota e ela fechou fortemente os olhos deixando um sorriso escapar. – Seria muito errado, certo?
- Se eu pensasse como o meu corpo, seria mais do que certo, mas como eu, infelizmente, não penso desta forma, seria erradíssimo. – riu, afastando seus corpos antes que eles fizessem os dois acabar numa cama naquele momento.
- , cara, nós estamos indo. – o homem que antes tinha apontado dizendo como seu amigo, surgiu na frente deles segurando a mão da moça morena que antes conversava com ele ao canto da balada. – Tudo bem?
- Vai lá, Jack. – bateu nas costas do amigo e sorriu em seguida querendo sumir dali o mais rápido possível. – Nos falamos amanhã.
- Certo. Tchau, moça. – o tal do Jack falou sorrindo e a moça que o acompanhava deu um tchauzinho para que em seguida retribuiu.
- Se você quiser ir embora também, não tem problema não. – ela falou rapidamente olhando em direção a que olhava para todo o canto do lugar, provavelmente atrás da mesma.
- Você realmente acha que vou perder a oportunidade de te beijar mais algumas vezes? Está muito enganada. – ok, naquele momento a calcinha dela molhou de verdade.
- Então eu só preciso alertar minha amiga que estou com alguém, já faz meia hora que sai para ir ao banheiro e não voltei. – sorriu amarelo apontando para que tinha uma ruga de interrogação na testa.
- Oh, ela parece bem preocupada. – falou sorrindo enquanto segurava na mão da garota e a acompanhava até .
- Céus, ! Onde você se meteu? Quer me matar do coração, mulher? Eu ainda sou muito nova para morrer, por favor. – falou vindo em seu encontro se jogando nos braços da amiga num abraço desajeitado.
- Ok, você está bêbada? – perguntou enquanto tentava equilibrá-la nos próprios pés. – Que pergunta idiota, é claro que você está bêbada! Eu só dei uma sumidinha rápida. – apontou para que observava tudo com uma cara divertida, deveria estar achando graça da situação.
- Ah... Entendi. – ela falou enquanto jogava os cabelos para o lado e soluçava ao mesmo tempo. – Você vai embora com esse cara? Pelo amor do santo Deus, use camisinha. – ela falou baixinho no ouvido de a arrancando uma gargalhada.
- Não! Não vou embora com ele e não vou transar com ele, pare de ser maluca. – revirou os olhos para a amiga enquanto essa entornava mais um copo de bebida. – E você vai embora como nesse estado?
- A noite é uma criança, . Eu não sei como vou embora, talvez eu vá de carona, não se preocupe. Curta sua noite, ok? Estou de olho. – ela fez o movimento dos dedos em direção à amiga e depois nos próprios olhos.
- Tudo bem, me ligue se precisar de algo. – deu um beijo em sua bochecha e foi até que estava encostado no bar deliciando-se com outra cerveja.
- Sua amiga está legal? Ela parece um pouco bêbada. – o homem em sua frente riu enquanto observava com seus amigos.
- Ela passou um pouco dos limites hoje - ela suspirou enquanto também observava. –, mas ela sabe se cuidar e tem com quem ir embora, então eu acho que já vou indo. – sorriu enquanto pegava o celular dentro da bolsinha pequena que carregava consigo.
- Eu te levo em casa. – se prontificou quando viu que a intenção dela era chamar um táxi.
- Você não precisa ir para casa só porque eu quero ir embora. – respondeu enquanto voltava a atenção ao aplicativo aberto em seu celular.
- Eu faço questão, . Venha. – o homem segurou sua mão e os guiou até o caixa tomando a comanda da mão dela.
- Ah, não. Você já vai me levar pra casa, não vai pagar minha consumação também. – reclamou, tomando a comanda da mão dele novamente e pagando o que devia ao caixa.
- Já vi que você é bem teimosa! – ele exclamou ao pé do ouvido de fazendo com que a mesma risse.
- Não se meta comigo, . – fingiu indignação enquanto ele pagava a comanda dele e depois os guiava até o estacionamento.
Seguiram até o carro do rapaz em silêncio e, quando chegaram, ele fez questão de abrir a porta para e depois se dirigiu até o motorista para poderem sair dali. Se esse homem não era de mentira, ela não sabia que tipo de homem ele era, afinal, quando começaram a conversar, ele disse que nunca tinha a visto no Cirque le Soir, então ele era um grande frequentador daquele lugar. Como ele poderia ser tão cavalheiro? Provavelmente era assim com todas as outras mulheres que o acompanhavam no final da noite, então não havia motivos para ele ser tão diferente assim, certo? Certo. Ele provavelmente só queria uma noite de sexo e nada mais.
- Você precisa me dizer o caminho. – falou tirando a garota de um devaneio rápido e ela concordou prontamente apontando em quais ruas ele deveria entrar.
- A segunda casa ali. – apontou para ele quando chegaram na rua certa.
estacionou o carro bem em frente à casa e desligou o mesmo deixando apenas a música do rádio como barulho ali.
- Muito obrigada pela carona, . – sorriu, já retirando o cinto.
- Eu que agradeço pela companhia, . – ele fez o mesmo com o cinto e se aproximou mais da garota já encaixando sua mão em sua nuca e deixando os lábios quase colados nos dela. Roçou os lábios antes de selar finalmente eles, fechou os olhos aproveitando aquele beijo delicioso mais uma vez, fazendo com que toda corrente elétrica de antes voltasse com força. Ainda mais agora que estavam só os dois, sem ninguém por perto observando.
- Anote seu número. – disse prontamente entregando o celular para a garota, depois do beijo. – Quero poder aproveitar esse beijo não só por essa noite.
mordeu o lábio inferior pensando se deveria mesmo fazer aquilo. Ele era provavelmente 5/6 anos mais velho, tinha um carrão, um puta de um emprego e fazia a calcinha dela encharcar com um beijo. Rapidamente anotou seu número nos contatos e lhe deu um último beijo antes de sair do carro e rumar para dentro de casa.
Ao trancar a porta soltou a respiração que nem sabia que estava prendendo. Ca-ce-te. Que homem! Além de lindo, era cavalheiro e beijava bem pra caramba, era um galanteador de primeira e seu corpo estava formigando só de lembrar dos toques pelo seu corpo, com más intenções, porém com todo cuidado.
Trancou a porta e subiu rapidamente para o quarto seguindo para o banheiro a fim de tomar um banho rápido antes de dormir. Precisava tirar toda a tensão que a percorria por conta daquele homem.
Se jogou na cama após o banho e escutou o celular vibrar na escrivaninha ao lado.
Tenha uma ótima noite de sono, . Saiba que, se eu não tivesse um compromisso importantíssimo amanhã, você sairia comigo. Xx
Sorriu sentindo a prepotência dele emanar por toda a mensagem, porém não ousou responder. Apenas deixou o aparelho de lado e se virou pronta para dormir.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber quando essa fanfic vai atualizar, somente na página de controle


comments powered by Disqus