Última atualização: 26/08/2018

Knowing the Truth

Olá! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Deixem eu me apresentar. Meu nome é Riddle, tenho 11 anos e moro em Neath, uma pequena cidade no distrito de Swansea, um dos principais estados do País de Gales, com minha mãe. Não conheci meu pai, pois ele nos deixou antes mesmo de eu nascer. Sempre tive raiva dele por isso, mas mamãe sempre o defendeu dizendo que a culpa dele ter desaparecido não havia sido dele e que ela sabia que ele retornaria, nunca entendi porque ela o defendia. Mal eu sabia que minha vida estaria prestes mudar, e tudo graças ao meu querido pai.
Tudo começou quando recebi uma carta endereçada a mim.
Riddle
Segundo maior quarto da casa
Llandarcy 42
Neath, Swansea

Nunca tinha recebido uma carta antes. A única amiga que eu tinha era minha prima e esta morava na casa ao lado da minha. Achei estranho ter o quarto onde eu dormia como referência, mas isso não era motivo para eu desistir e não ler a carta.
Diretor: Alvo Dumbledore
(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos)

Prezada Srtª Riddle,
Temos o prazer de informar que V.S.a. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall
Diretora Substituta

Fiquei chocada ao terminar de ler. Só podia ser brincadeira de alguém, da talvez. Apesar de achar que ela não faria isso comigo, fui correndo até a casa ao lado perguntar a ela se ela sabia algo sobre isso, mesmo porque também explicava como tinha meu quarto endereçado no envelope.
– comecei a apertar a campainha sem parar – , vem logo.
– Nossa – Tia Eme atendeu a porta sorrindo – posso saber onde é o incêndio? – ela perguntou rindo.
– Tenho que falar com a , ela tá né, tia? – meu tom de voz suplicante a fez rir mais
– Pode subir, ela está no quarto.
Sorri pra ela e subi correndo, fui entrando no quarto da minha priminha linda sem bater nem nada.
– ela fingiu surpresa – você por aqui? – depois sorriu – posso saber que desespero é esse, garota?
– Isso – e mostrei a carta pra ela, ela pegou a carta e arregalou os olhos e então sorriu radiante.
– Você já mostrou isso pra tia Márcia? – balancei a cabeça negando, porque exatamente eu mostraria uma brincadeira pra ela? – Então venha, você tem que contar pra todos agora – ela começou a me puxar pra fora do quarto dela.
– O QUE? – Parei de repente. – NÃO, tá louca, é? É só uma brincadeira não tem porque ninguém ver isso, eu ainda não entendi o que você quis fazer com isso, mas...
, ESCUTA. – Ela me cortou. – Isso não é uma brincadeira, não fui eu que te mandei essa carta. – Ela já tava quase pulando e sorria tanto que parecia que seus lábios iriam rasgar. – Nós vamos estudar juntas ou quase isso.
Estudar juntas ou quase isso. Fiquei sem reação ao ouvir isso, se o que a carta diz é verdade, então eu sou uma bruxa. E se eu vou estudar com a , quer dizer que ela também é? E, diabos, ela não me contou esse detalhe importante sobre ela? Quando me dei por mim estava com meus tios, os pais da , e com minha mãe nos encarando.
– Aconteceu algo? – minha mãe perguntou estranhando a alegria da e minha expressão de descrença.
– Aconteceu algo maravilhoso. – disse antes que eu pudesse abrir a boca pra falar. – Olhem, chegou agora pouco pra . – Então ela estendeu a carta para que os outros três pudessem ler.
Os três me olharam orgulhosos, me abraçaram e disseram que tinham certeza de que eu receberia a carta, então a expressão no rosto de minha mãe passou de orgulho para receio, pegou a carta e disse que tinha algo pra resolver. Entrou em casa acompanhada dos meus tios e antes que eu pudesse pensar mais no assunto, me puxou de volta para sua casa e começou a me contar tudo sobre Hogwarts. Também do quanto fora difícil não me contar tudo o que aprendera nesses dois anos lá e foi aí que eu entendi o que seria o estudar quase juntas, afinal ela estava indo para o seu terceiro ano e eu para o primeiro. E também era um pouco chocante descobrir que sua mãe também é uma bruxa, mesmo sem nunca tê-la visto usar magia.
Quando voltei pra casa, minha mãe, meus tios e um homem estranho - alto, cabelos longos loiros quase brancos, rosto fino, bastante charmoso em minha opinião - me encarava como se pudesse ver através de mim, o que me fez me sentir um tanto quanto desconfortável.
– Então essa é a Srtª. . – O estranho falou se dirigindo a mim. – É um prazer conhecê-la finalmente. – Finalmente? O que ele quis dizer com isso?
– Filha, – ouvi minha mãe dizer – esse é Lúcio Malfoy, ele veio para conversar com você meu amor, estaremos na cozinha esperando okay? – Falando isso os três, tia Eme, tio Bill e minha mãe nos deixaram, o estranho Malfoy e eu a sós.
– Bom, então vamos começar – ele disse me olhando da mesma forma penetrante de antes. Depois disso, fique sabendo coisas que eu nem em sonhos seria capaz de imaginar. Meu pai era um bruxo famoso e que por causa de um pivetinho, UM BEBÊ, ele foi quase morto e que se não fosse por isso ele não teria fugido para que nem eu nem minha mãe víssemos o quão deplorável ele estaria; que todos ainda consideravam esse garoto um herói, só porque sobreviveu com uma porra de uma cicatriz na testa. Tudo por causa de um garoto. Eu sempre odiei meu pai por ter nos abandonado, sendo que na verdade ele havia sido tirado de nós. Eu tive que crescer longe de meu próprio mundo porque eu era filha dele, porque não o aceitavam por ele ser um bruxo genial, por ele ser o mais poderoso. Até mamãe teve de sofrer por causa desse pirralho, ela abdicou da magia para me proteger, mesmo isso sendo contra os princípios dela. Isso não ia ficar assim, esse tal de Potter ia se arrepender disso.
Depois da visita do Sr. Malfoy, passei a noite toda pensando no que ele me contou, mal consegui dormir por causa disso, meu ódio por Harry Potter aumentava cada vez que eu pensava no assunto, a única coisa que me fez sorrir era que na manhã seguinte nós iríamos comprar nosso material no Beco Diagonal. Dormi tendo isso em mente.


Diagon Alley

Acordei na manhã seguinte extremamente animada, afinal não é todo dia que se descobre que se é uma bruxa, não é? Decidi não pensar em coisas desagradáveis.
– MAMIS! – Cheguei até a cozinha pulando em seu pescoço lhe dando um abraço, ela sorriu pra mim e me serviu panquecas.
– Vejo que está animada. – Balancei a cabeça freneticamente pra confirmar. – Que bom, assim que terminar de comer vamos partir – ela sorriu e deixou a cozinha para terminar os preparativos.
Terminei de comer e fui correndo para meu quarto pra terminar de me arrumar. Não demorou muito e havia se juntado a mim em meu quarto, agora contando tudo sobre o Beco Diagonal. A cada palavra eu ficava cada vez mais ansiosa para conhecer o lugar e também seria a primeira vez que eu iria a Londres.
? ? – Ouvi tio Bill batendo na porta do meu quarto – Já estamos de partida garotas, vamos logo. – Sua voz era grave e calma.
Era estranho ouvi-lo falar, tio William, ou como eu o chamava, tio Bill sempre fora extremamente calado, raras foram às ocasiões que eu pude ouvir sua voz, mas em compensação sempre fazia o que e eu, principalmente ela, queríamos.
– Já estamos descendo – eu disse já indo em direção a porta com a – então, como vamos? – perguntei ao chegarmos à sala e encontrar todos reunidos.
– Pó de Flu – disse tia Eme – é rápido e seguro para uma bruxinha como você. – Ela sorriu docemente. – Márcia, já está tudo pronto? – Perguntou agora se dirigindo a minha mãe.
– Tudo pronto. – Respondeu minha mãe. – Venha, , venha mostrar como é simples.
Vi ir até a frente da lareira, pegar um punhado de um pó estranho e jogar na mesma e no mesmo instante um fogo verde queimava, meu coração acelerou no momento em que ele entrou na lareira no meio do fogo.
– Beco Diagonal – foi o que ela disse antes de ser consumida pelo fogo.
Meu choque era tão grande que nem reparei quando minha mãe surgiu me puxando para o mesmo lugar onde minha prima havia sumido. Quando ia protestar pelo horror que eu estava sentindo, ela disse:
– Tudo o que você tem de fazer é entrar no meio do fogo e falar alto e claro aonde você quer ir, se não pode parar na lareira errada – ele sorriu me incentivando.
Entrei na lareira e senti o fogo em minha pele, mas para minha surpresa não me queimou, senti apenas um leve roçar em minha pele.
– Beco Diagonal – falei o mais alto e claro que eu podia, fechei meus olhos e senti meu corpo sendo puxado, segundos depois meus pés se firmando novamente no chão.
! – Senti os braços de me puxando e me abraçando como se o mundo estivesse acabando. – VOCÊ CONSEGUIU! – ela começou a me virar e olhar por todo meu corpo.
– O que exatamente você ‘tá procurando? – Fiquei encarando-a até ouvir as vozes de minha mãe e minha tia conversando, elas chegaram até nós sorrindo.
– Vamos, garotas – disse tia Eme – temos muitas coisas a fazer. , trouxe sua lista de matérias?
– Aqui. – Tirei de minha bolsa parte da carta que havia recebido na manhã anterior. – Então aonde vamos primeiro? – Estava ansiosa e não sabia o que olhar primeiro.
– Gringotes. – Ela disse sorrindo e caminhando a minha frente.
– Gringotes? – Olhei sem entender. – O que exatamente é isso?
– Um banco, né. – Senti um tapa em minha cabeça e me olhava com uma cara de “dãã”. – O lugar mais seguro do mundo. – Ela continuou enquanto me puxava e éramos seguidas por meus tios e minha mãe rindo de nós.
Seguimos pela ruela apinhada de gente até chegarmos à frente de um prédio grande e magnífico, em minha opinião, uma escadaria branca levava às portas de bronze polidas. As portas são guardadas por um duende em um uniforme escarlate e dourado. Essa é a entrada para o Gringotes, que leva a um pequeno hall de entrada e a outras portas. Nessas novas portas, agora de prata, encontram-se gravadas as seguintes palavras:

“Entrem, estranhos, mas prestem atenção
Ao que espera o pecado da ambição,
Porque os que tiram o que não ganharam
Terão é que pagar muito caro,
Assim, se procuram sob o nosso chão
Um tesouro que nunca enterraram,
Ladrão, você foi avisado, cuidado,
pois vai encontrar mais do que procurou.”


Entramos no banco e demos de cara com as criaturas mais estranhas que eu já havia visto.
– O que são? – perguntei baixinho a minha mãe.
– São duendes. – Ela falou como se não a existência deles não fosse importante, mas ainda durante todo o caminho não desgrudei dela. Ele não pareciam criaturas muito simpáticas.
Chegamos até uma bancada mais alta onde havia um duende atrás de uma mesa alta.
– Vim fazer uma retirada – ouvi a voz de tio Bill.
– Também farei uma retirada – minha mãe se colocou à frente se dirigindo a esse mesmo duende.
– Identificação, por favor. – A voz o duende era estranha e alta, nem dava a impressão de ele ser tão pequeno, e claramente estava pedindo a identificação apenas para minha mãe.
Minha mãe mostrou uma pequena carta - pelo menos foi o que pareceu - ele a leu e falou:
– Sejam bem-vindos a Gringotes, Gramphil – ele chamou e outro duende apareceu – acompanhe os , cofre 750.
Gramphil fez uma pequena reverência e pediu que os acompanhassem, me deu um pequeno tchauzinho e desapareceu por detrás de uma porta com seus pais e o duende.
– Fergun – outro duende chegou até onde estávamos – acompanhe a Srª Marafon e sua filha, cofre 1305. – Ele também fez uma pequena reverência e nos chamou para acompanhá-lo.
Era estranho cada vez que eu ouvia alguém chamar minha mãe pelo sobrenome. Apesar de eu levar o nome do meu pai, minha mãe sempre manteve seu nome de solteira e, até onde eu sei, eles nunca se casaram.
Enfim, seguimos o tal duende até a mesma porta onde havia seguido Gramphil, atravessei a porta um tanto receosa com minha mãe logo atrás de mim e o que eu vi foi um túnel escuro com uma espécie de trilho e um carrinho diferente sobre o mesmo, Fergun entrou e aguardou que entrássemos.
– Está tudo bem. – Minha mãe sussurrou e me fez entrar no carrinho com ela, assim que nos acomodamos o carrinho começou a correr a uma velocidade incrível, sentia o vento contra meu rosto, nós estávamos tão rápido que era impossível saber quantas curvas ou em quantos sub-túneis entramos, a única certeza é que estávamos descendo cada vez mais. Depois de alguns segundos começamos a desacelerar até finalmente pararmos em frente a uma porta imensa, seguimos Fergun até a frente da mesma e esperamos.
Ele encostou a mão pequena de dedos longos na porta que reagiu imediatamente ao seu toque, o barulho que fez foi de milhares de portas destrancando, e finalmente se abriu revelando um tesouro imenso. Ouvi o riso de minha mãe, com certeza ria de mim, pois minha expressão era de surpresa, choque.
– Da onde surgiu tudo isso? – Olhava agora para ela sem acreditar que sempre tivemos uma grande fortuna escondida.
– Uma pequena herança de meus pais. – Ela se dirigiu sorrindo para dentro do cofre e me obriguei a andar para segui-la. Fiquei observando enquanto colocava em sua bolsa várias moedas de ouro, prata e bronze. Mais tarde descobri que se trava de galeões, que são as moedas de ouro que equivalem a 17 sicles; os sicles que são as moedas de prata que equivalem a 29 nuques; e os nuques são as moedas de bronze.
Depois de encher a bolsa com o suficiente, saímos do cofre onde, com um simples toque na porta, ela voltou a se trancar, voltamos para o carrinho e ele fez todo o percurso de volta, encontramos , tia Eme e Tio Bill na frente de Gringotes.
Peguei minha lista de materiais e dei uma última olhada antes de entregá-la para minha mãe decidir onde iríamos primeiro:

*Livros*
–Livro Padrão de Feitiços (1ª Série), Autora: Miranda Goshwak
–História da Magia, Autora: Batilda Bagshot
–Introdução a Astronomia, Autor: Adalberto Waffling
–Guia de Transfiguração para Iniciantes, Autor: Emerico Switch
–Mil Ervas e Fungos Mágicos, Autora: Fílida Spore
–Bebidas e Poções Mágicas, Autor: Arsênio Jigger
–As forças das Trevas: Um Guia de Auto-Proteção, Autor: Quintino Trimble
*Roupas*
–1 Chapéu pontudo simples
–2 Suéter (simples ou colorida)
–2 Camisas
–1 Sapato
–2 Gravatas
–3 Vestes Simples
*Materiais*
–50 Pergaminhos
–3 Penas
–1 Telescópio
–1 Balança de Latão
–1 Kit de Frascos
–1 Caldeirão Estanho, tamanho padrão 2
Os alunos do primeiro ano podem trazer uma coruja OU um gato OU um sapo
Os alunos do primeiro ano não podem ter suas próprias vassouras.


– Vamos juntas a Madame Malkin Roupas para todas as ocasiões, para comprar suas veste – mamãe disse.
– ISSO! – apareceu na minha frente e começou a me puxar. – Eu também tenho que comprar vestes novas. – Por que minha prima tinha que ser assim tão sem noção e escandalosa, além de sempre me puxar por qualquer coisa por mais idiota que seja?
– Calma, – tia Eme chegou rindo até nós – nós temos tempo para fazer as compras com calma.
– Estaremos esperando vocês na Floreios e Borrões – disse tia Eme.
não deu ouvidos e voltou a me puxar até estarmos dentro da loja. Minha mãe teve que correr para conseguir me deixar o dinheiro para pagar as vestes.
– Hogwarts, querida? – perguntou uma mulher assim que me viu lá dentro.
– É CLARO – gritou antes que eu tivesse a chance de abrir a boca.
– Sabe, , acho que eu posso responder sozinha. – Como esperado dessa demente, ela simplesmente ignorou completamente o que eu disse e voltou a falar com a tal da Madame Malkin, explicando como deveriam ficar MINHAS vestes.
Rindo daquela lesada, a mulher pediu para que eu subisse em um pequeno banquinho, onde começou a trabalhar nas vestes.
– Vai para Hogwarts? – perguntou uma garota de cabelos castanhos e muito armados que tinha acabado de entrar na loja.
– É – sorri para ela tentando parecer simpática e continuei a prestar atenção na fita métrica que se movia sozinha.
– Sou Hermione Granger – no momento em que ouvi seu nome meu humor piorou consideravelmente, essa era a sabe tudo de quem Lucio Malfoy havia me falado, a amiguinha do Potter – sou da Grifinória – disse sem deixar o sorriso se afastar de seu rosto – e qual seu nome? Já sabe em que casa vai ficar?
– Pronto, minha querida – Madame Malkin disse e sumiu atrás do balcão para preparar o pacote para que eu pudesse levá-las.
– Primeiro – respondi me virando novamente para a Granger – meu nome não é algo que interesse a você – nesse momento seu sorriso foi desmanchado por minhas palavras frias – e, é claro que Sonserina é a melhor opção. – Virei e me dirigi à Madame Malkin, paguei-a pelo serviço, peguei o pacote e sai de lá puxando , que por sorte também estava de saída.
, o que aconteceu? – Ela perguntou enquanto ainda eu ainda a puxava por aquela ruela.
– Granger. – Foi à única coisa que eu disse antes de parar no meio das várias lojas e perceber que eu não fazia ideia de onde deveria ir para encontrar o resto da família. Respirei fundo e me virei para encarar . – Onde fica a Floreios e Borrões?
Ela sorriu e me guiou até lá, onde os três já estavam saindo com todos os nossos livros em mão.
– Que bom que já estão aqui, – tia Eme falou se aproximando – vamos comprar sua varinha agora, querida. – Dizendo isso fez com que eu quase esquecesse meu encontro com Granger e voltei a sorrir.
Enquanto estávamos a caminho da loja de varinhas, uma coruja chamou minha atenção em uma loja com o nome de Empório das Corujas.
– Mãe? – Falei fazendo-a parar a meu lado – Posso comprar uma coruja?
Ela sorriu e foi comigo até a loja, onde fui direto à corujinha que tinha visto. Era um machinho filhote todo preto com alguns detalhes em branco e marrom. Dei-lhe o nome de Dag, o que foi extremamente criticado por que disse que me faria uma relação com nomes melhores, como se algum dia eu tivesse dado ouvidos a esse ser humano que se diz minha parenta.
Chegamos então a uma loja antiga que recebia o nome de Olivaras, desde 382 a. C. Assim que entramos um sino na porta denunciou nossa presença.
– Bom dia – um senhor estranho saiu por detrás do balcão para nos receber – Senhorita Marafon, esperava ansioso por sua visita.
Era estranho ouvir me chamar assim, mas ele não parecia saber que eu não levava o sobrenome de minha mãe, então apenas continuei quieta.
– Ora, Olivaras, pare com essa ladainha e nos veja logo a varinha – minha mãe se pôs à frente de Olivaras, este fez uma pequena reverência mostrando em seus olhos o que parecia ser medo.
– Como desejar, minha senhora. – Depois olhou para mim. - Venha até aqui, menina. – Olhei desconfiada para minha mãe e ela fez sinal para fizesse o que ele pedia. – Estique o braço que você usa a varinha. – Como sou canhota estiquei meu braço esquerdo, e assim que o fiz uma fita métrica começou a me medir. Qual é, eu estava comprando uma varinha por que diabos estava sendo medida? – Pare. – Disse ele para a fita e ela caiu enrolada no chão e saiu para trás do balcão sumindo no meio das prateleiras.
– O que foi isso? – Perguntei assim que não se via mais o velho.
– Era preciso para saber qual varinha melhor se encaixa a você, meu amor. – Tia Eme falou mexendo nas ponta de meu cabelo. Então vimos o velho voltar com algumas caixas e depositá-las em cima do balcão.
–Venha, querida, teste essa, pêlo de unicórnio macho, quarenta centímetros e meio de comprimento, feita de teixo e inflexível. – Mal a segurei e ele tirou-a de minha mão. – Não, não, tente essa, feita de carvalho, trinta e três centímetros de comprimento, meio flexível – e como antes assim que peguei na varinha e tomou-me das mãos. – Também não, essa. Feita de teixo e corda de coração de dragão, bastante rígida e possui trinta centímetros de comprimento. – Assim que a segurei senti um vento morno em meu rosto, vi minha mãe sorrir. – Encontramos sua varinha. – Falou Olivaras sorrindo, recolocou-a na caixa e me entregou, minha mãe o pagou e saímos para terminar de comprar meus materiais.
Depois de todas as compras feitas voltamos para casa, onde passei o resto da tarde admirando meu material novo e esperando ansiosamente para que as férias acabassem logo, para eu poder começar minhas aulas em Hogwarts.

King's Cross Station

Finalmente as férias de verão estavam terminando e faltavam dois dias para podermos embarcar para Hogwarts.
. – Ouvi minha mãe batendo de leve na porta e em seguida entrando em meu quarto. – Já está pronta? – Acenei com a cabeça confirmando. – Então vamos, senão nos atrasaremos. – Ela disse apontando sua varinha para meu malão e o fez flutuar porta a fora. – Venha, a já está reclamando da sua demora.
Ignorei completamente o que ela disse, estava chocada demais ao ver minha mãe usando magia. Vocês podem achar normal, afinal ela também é uma bruxa, mas se você cresce achando que você e toda sua família são “normais”, é um pouco difícil se acostumar com essa “anormalidade”.
! – foi entrando e logo em seguida me puxando para fora.
– Sabe, – falei parando subitamente – eu posso ir sozinha. – Me soltei dela e fui aonde tio Bill nos esperava com o carro.
Depois de todos acomodados no carro seguimos em direção a Londres, por mais incrível que pareça a viagem foi silenciosa. Assim que entramos em Londres fomos para o Caldeirão Furado, outro meio de chegar até o Beco Diagonal, onde ficaríamos até o dia do embarque.
Assim que chegamos percebi que era uma espécie de bar, um tipo de estabelecimento estranho que mais tarde perguntaria a minha mãe se não havia lugar melhor para passarmos a noite. Ouvi dizendo a minha mãe que daríamos uma volta, ela gritou algo de volta, mas não pude ouvir, pois minha linda e lesada priminha já havia me levado até a frente de uma imensa parede nos fundos do lugar.
– O que exatamente estamos fazendo aqui? – Apontei para parede à minha frente.
– Vamos para o Beco Diagonal, é claro. – Ela falou como se fosse óbvio. – Observe. – É claro que já haviam me dito que se podia entrar no Beco por ali, mas eu esperava ver uma porta e não tijolos praticamente vivos depois de ver a tocar um deles.
Depois do choque momentâneo, fomos visitar várias lojas, compramos algumas roupas para a , que por algum motivo vive dizendo que não tem o suficiente, e livros para mim, o que fez reclamar o tempo inteiro dizendo que tinha que pensar em me arrumar mais, não em ficar o dia inteiro com a cara nos livros. Depois de termos comprado até nosso dinheiro se esgotar, reconheceu algumas de suas colegas e pediu para eu ir indo até o Caldeirão Furado que ela já me alcançava.
– Me desculpe. – Ouvi a voz de um garoto ao mesmo tempo em que resolvi expressar meu amor pelo chão. – Você está bem?
– A claro, estou ótima, adoro ser arremessada por desconhecidos no meio da rua – reparei que apesar da minha grosseria, ele havia estendido a mão para me ajudar a levantar.
– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, SEU TRAIDOR DO SANGUE – ouvi a voz de com mais intensidade do que geralmente tinha, levantei rápido pra saber o que essa louca estava fazendo e só aí eu reparei no garoto à minha frente, e para minha surpresa não era apenas um, eram dois. Gêmeos ruivos idênticos.
– Ora, ora, se não é a . – Um dos ruivos a minha frente se dirigiu a ela. – O que faz perdida por aqui? – Ele deu um sorriso lindo, que se não fosse a situação certamente eu teria sorrido com ele.
– Saia de perto da minha prima, Weasley. – falou com raiva me puxando para perto dela e das amigas que, ao que parece, vieram em meu socorro.
– Sua prima é, – agora o outro havia se manifestado – interessante. – Falou dando um sorriso idêntico ao do irmão.
– É melhor vocês ficarem longe dela. – falou pegando meu braço e me puxando de volta para o Caldeirão Furado. – Você está bem? – Ela perguntou com uma cara preocupada.
– Er, sim estou, mas será que você poderia me explicar o que aconteceu lá fora? – Perguntei assim que ela se livrou das amigas e entramos em nosso quarto.
– Ele é um Weasley, , um Traidor do sangue. – Olhei pra ela com cara de “Q”. – Bruxos puro sangue como nós que são fãs de trouxas. – Ela explicou logo em seguida.
– Então eles são o tipo de bruxos que não devemos ter relações. – Falei assim que entendi o motivo o escândalo.
Eu até podia entender esse ódio pelos trouxas, afinal eles sempre me trataram como uma aberração na escola por fazer coisas estranhas e não saber explicar como as fiz. Mas odiar um bruxo porque ele gosta de trouxas eu não entendo.
– E, , – ela falou cautelosa – ele era um Weasley. – Porque ela está repetindo isso, olhei pra ela sem entender onde estava querendo chegar. – Sabe, defensores do Potter.
Logo que ela falou isso o sobrenome veio como uma bala em minha cabeça, Weasley era o amiguinho do Potter junto com a Granger. Se ela estava tentando fazer meu mau humor aparecer, ela conseguiu com êxito. Assim que ela percebeu que eu não iria responder e na mudança de meu semblante, me deixou sozinha.
No dia seguinte, antes de sair, fiz verificar e me trazer a certeza de que não haveria ninguém indesejável andando por aí, e quando ela me veio com as boas notícias de que estava tudo livre, passamos o dia - e quando digo passamos quis dizer que arrastei ela para todo lado - conhecendo as lojas exóticas do Beco Diagonal.
Fomo ao Vassourax porque a queria uma vassoura nova, ainda acho estranho pensar em montar em uma, passamos novamente pela Floreios & Borrões, para o desespero de . A Animais Mágicos me fez ter vontade de comprar montes deles, e por fim terminamos nosso passeio na Sorveteria Florean Fortescue.
Voltamos para o Caldeirão Furado quando o dia já estava indo embora.
E então finalmente o dia do embarque no Expresso de Hogwarts havia chegado, pulei da cama cedo e encontrei no corredor, fomos juntas ao encontro de minha mãe e meus tios.
Quando chegamos à estação de King Cross, definitivamente não existia a plataforma 9 3/4.
– Então, como exatamente vamos? – minha mãe riu.
– Está vendo as plataformas 9 e 10? – Balancei a cabeça afirmando – A plataforma 9 3/4 fica entre as duas.
– Na parede? – Ela riu de novo agora acompanhada da tia Eme e de .
– Vem que eu te mostro. – falou me puxando de encontro para a parede, dei um grito e fiquei esperando pelo choque de olhos fechado, e ele não veio, abri os olhos bem devagar e me deparei com a plataforma 9 3/4 Expresso de Hogwarts bem na minha frente.
– Uau! – Escutei a risada de e tenho certeza que é por causa da cara que eu estava fazendo, mas não podem me culpar por isso, ela realmente se esquece de que até algumas semanas atrás eu nem imaginava que algo assim pudesse existir.
– Isso porque você não viu Hogwarts ainda – ela sorriu – vem, quero te apresentar a todos.
Nos aproximamos de um grupo onde as duas garotas do outro dia estavam também.
! – Um rapaz alto, moreno e com um par de olhos verdes que dava a ele um contraste lindo em relação a sua pele bronzeada, parecia um daqueles surfistas lindos que a gente vê na TV. – Senti sua falta. – Falou e a abraçou por trás, já estava começando a sentir uma pontinha de inveja e aborrecimento por ela nunca ter me falado sobre ele, até que em um segundo o lindo garoto estava no chão, sim ele literalmente havia sido arremessado por aquela retardada da .
– Já disse pra você não encostar em mim, McGarden. – Ela se voltou para mim sorrindo como se nada tivesse acontecido. – Então deixe-me apresentá-los, esse aí jogado – ela apontou para lindo garoto que acabava de se levantar – é Alex McGarden, o baixinho aqui – foi a vez de ela apontar para um garoto bonito, não tanto quanto o primeiro mas bonito, ele tinha os cabelos loiro e enroladinho parecia um anjo e era um pouco mais alto que eu. – É Stuart Rartter e as garotas, acho que você se lembra delas, não é? – Eu afirmei com a cabeça. – Mas devido as circunstâncias não pude apresentá-las direito, essa - ela apontou para a garota que estava ao lado do Angel (sabe né, o garoto loiro de cabelo enroladinho). Tinha quase a altura da , cabelos longos que lhe davam na cintura tão negros quanto seus olhos, ela meio que dava um pouco de medo. – É Emily Gillever e ao lado dela está Sophi Brooks. – Esta tinha uma cara de criança, seus cabelos castanhos estavam presos a uma maria Chiquinha, ela era baixa em comparação com as outras, mas não em relação ao Angel.
Uma coisa é certa, eu sou uma negação para gravar nomes. Assim que ela terminou de falar, eu já não me lembrava do nome de nenhum. Por isso espero que eles não fiquem bravos do modo que encontrei para identificá-los. – E essa é Riddle, minha linda priminha que está ingressando em Hogwarts esse ano. – Eu acenei para todos e senti algo na minha cintura, não foi minha culpa o que aconteceu depois, foi apenas reflexo, antes que eu percebesse eu já havia jogado o podre surfista no chão, todos começaram a rir.
– OH MEU DEUS! Desculpa, desculpa, desculpa, eu juro que foi sem querer, eu... – ele riu e se levantou pegou minha mão fez uma pequena reverência e a beijou, tenho certeza que nessa hora fiquei extremamente vermelha.
– Você realmente é da mesma família que a . – Ele ficou em silêncio olhando em meus olhos, apesar da vergonha não consegui desviar olhar. – Ta aí, gostei de você.
– NÃO! – Só senti meu corpo sendo jogado para o lado, isso já tá virando rotina, ela tem que parar com isso. – Você. – apontou para o surfista. – Fique longe dela, entendeu?
Nessa hora começou uma discussão da qual eu realmente não queria fazer parte, procurei minha mãe e meus tios e fui até onde eles estavam.
– O que houve? – perguntou minha mãe.
– A me apresentou a alguns amigos dela, e depois eles começaram a discutir, achei melhor sair dali antes que sobrasse pra mim.
Os três riram e olharam na direção onde se encontrava e a viram literalmente em cima do lindo surfista tentando espancá-lo.
– Já está quase na hora, vocês deviam entrar e pegar seus lugares. – Tio Bill falou com calma – Por que você não vai chamá-la?
– Não brinca. Voltar lá enquanto a tá descontrolada desse jeito? NUNCA – ele riu e me deu um abraço.
– Então é melhor você ir entrando e eu digo pra ela ir te encontrar, ok? – Eu confirmei com a cabeça e dei um beijo em seu rosto e fui para onde minha mãe estava.
– Oh, meu amor – ela me abraçou já soluçando – fique bem, me escreva toda semana, preste atenção em todas as aulas, coma direito e...
– Hey, mãe, calma – eu falei tentando me afastar dela – eu vou voltar, só estou indo para a escola. Nos veremos no natal e nas férias, não é como se eu estivesse me mudando.
– É isso mesmo, Márcia. – Tia Eme falou me tirando dos braços de minha mãe e me abraçando. – Você vai amar a escola, então enquanto estiver lá aproveite, pois é o único lugar onde você pode usar magia a vontade. Claro, até completar 17 anos.
Dei mais um abraço em minha chorosa mãe, peguei minha mochila e o Dag (minha coruja), entrei no trem e fui procurar uma cabine vazia para me acomodar. Meu malão já havia sido despachado por minha mãe e eu realmente devia ter ido chamar a . Estava me sentido completamente perdida naquele lugar, então para minha sorte encontrei uma completamente vazia, entrei acomodei a gaiola de Dag em um dos bancos e percebi que teria sérios problemas com para acomodar minha bagagem no compartimento acima de minha cabeça. Não que eu não tivesse força para isso, afinal era apenas uma mochila, mas eu estava com tanta preguiça que a única coisa que fiz foi ficar observando o compartimento.
– Precisando de ajuda? – Pulei com o susto, estava tão concentrada no bagageiro que nem ouvi alguém se aproximando. – Desculpa, não era nossa intenção assustá-la. – Assim que me virei dei de cara com os mesmos ruivos idênticos da outra vez.
– Não, obrigada. – Minha voz saiu mais cética do que eu imaginava – E mesmo que precisasse, não pediria ajuda a traidores do sangue. – Me senti um vaca ao falar isso, mas eles eram amigos do Potter, então não é como se eu fosse me arrepender.
– Oras. – Disse o gêmeo da direita. – Não seja tão fria, eu sou o Fred – ele fez um reverência.
– E eu sou George – foi a vez do gêmeo da esquerda se pronunciar, imitou o gesto do irmão, e o mais irritante era o fato de que em nenhum momento, nem depois de eu tê-los insultado, eles deixaram de sorrir.
– Não é como se eu me interessasse em saber seus nomes. – Eles eram idiotas, só pode. Será que eles não percebem que a presença deles simplesmente incomoda? – Apenas desapareçam daqui, vão arrumar o que fazer e me deixem em paz.
– Esse é o problema, minha cara. – Disseram os dois ao mesmo tempo – Não temos o que fazer.
Entendi, eles estão entediados e acharam que me atormenta faria bem a eles. Realmente desprezíveis. E pensar que eu quase peguei simpatia por eles. Os dois ali parados me olhando já estava me dando desespero, por que a nunca aparece quando eu realmente preciso dela?
– E o que eu tenho a ver com o tédio de vocês? vão explodir alguma coisa e me deixem em paz. – Falei com raiva. - Opa, por que será que não tínhamos pensado nisso antes Fred? - Falou um gêmeo olhando para o outro com um sorriso que me fez pensar que era exatamente o que eles fariam.
– Realmente é uma boa ideia - começou o outro também sorrindo - sabíamos que não nos decepcionaríamos com você. Alguma sugestão? - Ficaram os dois me encarando.
- A cabeça de vocês, de preferência. - Respondi não conseguindo esconder o pequeno sorriso ao imaginar a cena.
Assim que falei os dois sorriram ainda mais e piscaram para mim.
- Vamos, Fred, acho que já sabemos o que fazer. - Vi o que deveria ser o Fred acenar.
- Muito obrigado pela sugestão, minha cara. - Disse por fim me deixando só.
- E vão fazer o que, me trazer uma recordação por isso? - Falei alto, minha raiva meio que tinha passado e realmente estava curiosa para saber o que eles fariam, se é que teriam coragem para tal coisa. Ouvi apenas a risada dos dois e finalmente fiquei só na cabine.
Depois de mais ou menos 15 minutos, apareceu e sua trupe e se juntaram mim naquela cabine, então finalmente o trem partiu.
Não sei ao certo quanto tempo se passou, e o lindo surfista (é, eu não consigo me lembrar do nome dele) disse que deveríamos nos trocar. Os garotos saíram para que , as outras duas e eu pudéssemos nos trocar e quando voltaram também já estavam prontos. Assim que nos acomodamos novamente ouvimos o barulho de uma explosão. Sim, isso mesmo. E eu não podia acreditar, eles realmente são mais idiotas do que eu imaginava e, apesar de serem seguidores daquele Potter, não consegui conter o riso ao lembrar que quem deu a ideia tinha sido praticamente eu.
– Por que você tá rindo? – pergunto a vampira da turma.
– Nada de mais. – Olhei pra ela meio receosa, ela realmente me dava medo. – Só lembrei de uma coisa. – Balancei a cabeça e fixei meu olhar na janela, e fiquei me perguntando o que diabos eles teriam explodido.
O trem foi diminuindo sua velocidade, então senti meu coração acelerando e minha respiração falhando, logo estaria em Hogwarts e eu mal podia esperar por isso.
Quando estávamos saindo do trem ao passar por uma da cabines, fui puxada para dentro da mesma. Isso realmente tem que parar, por que todo mundo sempre fica me puxando e empurrando? E quando eu paro para olhar quem foi o indecente, me deparo com os mesmos irritantes gêmeos de antes.
– Olá, princesa. – Falou o da esquerda, qual era o nome deles mesmo? Não que eu pudesse identificar quem é quem, mas...
– Toma – o outro me entregou um caixa de tamanho médio com uma fita em volta formando um laço – uma pequena recordação.
Falando isso os dois sorriram e me deixaram sozinha na cabine. Não podia ser, eles não teriam feito isso. Mais do que depressa desmanchei o laço, abri a caixa e lá estava ela, olhando diretamente para mim estava uma rodinha, muito parecida com a rodinha daquele carrinho doces que uma senhorinha simpática passou vendendo durante a viagem.
Olhar para aquilo me fez gargalhar, eles realmente eram idiotas e dos maiores, guardei a caixa correndo em minha mochila e corri até onde a estava. Infelizmente a maldita rodinha e os dois idiotas de sorrisos idênticos não saiam da minha cabeça.
Isso me irritou profundamente.




Continua...



Nota da autora: Essa fic foi reescrita, eu postava ela aqui e acabou que perdi a vontade de continuar escrevendo, mas depois de tanto tempo estou aqui repostando ela e dessa vez para mostrar toda a saga da nossa PP.
Vou tentar att sempre.





Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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