Fanfic finalizada.

Capítulo 1


I can not show you shit. Eu não posso te mostrar nada.
I got to see you again with a mask.
Eu preciso te ver novamente com uma máscara.
But I still want you (want you, want you)
Mas eu ainda te quero (te quero, te quero).


se sentia apreensivo, já era a terceira joalheria que entrava e não encontrava nada como realmente desejava, queria algo especial, sabendo-se para quem era o presente. Havia gostado de muitos colares, brincos, pulseiras, mas nada que mostrasse o que ele desejava, ou fosse marcante o suficiente para demonstrar esse sentimento que ele guardava para si a tantos anos. Lembrava daquele sorriso e daquele olhar, eram de longe seu prediletos… ria de si mesmo e balançava a cabeça sozinho ao pensar que até um breve suspiro de o fazia sentir o coração acelerar, não era preciso muito, aquela garota realmente tinha controle sobre ele.

, olha esse colar, a vai gostar mostrou para o amigo um colar dourado com formato de estrela. Era perfeito, muito delicado, assim como , e com certeza ela amaria, porém, ainda assim não era o que ele procurava. Coçava a cabeça, sempre que a ansiedade tomava conta de si tinha esse tipo de atitude, era característico do rapaz, e bem, aquele momento era típico de deixá-lo ansioso e temeroso, tivera medo de jamais encontrar o que procurava.

— Muito bonito, mas não sei… disse o garoto pegando o colar em suas mãos e analisando atenciosamente o mesmo. Era maravilhoso, realmente tinha que reconhecer que o formato delicado da estrela, unido ao pequeno solitário cravado ao centro tornava a jóia uma das mais belas já vistas por ele, porém, não era o que procurava. Não encaixou ainda, mas muito obrigado colocou novamente o colar na mesa e levou as mãos ao topo da cabeça em sinal, novamente, de nervosismo e se afastou do balcão logo após agradecer à educada atendente que o atendera.

— Nada te agrada, parece até que você está escolhendo suas alianças de casamento, é só um presente ... disse andando atrás do amigo, já impaciente, pois havia o ajudado desde cedo na missão à procura do presente perfeito. Olha, eu entendo, você deve ter idealizado mentalmente um objeto e não está encontrando igual ao da sua mente, estou certo? Daqui a pouco você vai ter que desenhar esse colar. riu do amigo enquanto os dois conversavam na porta da joalheria. olhava em seu celular qual era a próxima loja mais próxima, porém, quando o amigo disse a última frase algo fez sentido em sua cabeça e uma luz se acendeu em sua mente, é claro, como não havia pensado antes?
— Nossa, como não pensei nisso antes? — disse sorrindo para o amigo, que obviamente não entendera nada do que estava acontecendo naquele momento, apenas chegou perto de para ver o que ele tanto procurava no celular.

Ao finalmente localizar o que tanto procurava, entrou às pressas na joalheria, caminhando até a balconista e explicou o que desejava. Deixando bem claro que precisava de certa urgência na encomenda, pois viria para suas férias do trabalho e ficaria apenas duas semanas em Seul, logo, esse era o prazo para ter o colar em mãos. Enfim teria a tão importante conversa com a garota, que não era apenas uma garota, mas a sua, que ele amava à tantos anos e só havia percebido seus reais sentimentos quando ela foi embora para Nova York. Tinha profundas saudades de quando morava em Seul, eles se encontravam praticamente todos os dias, quando ele não estava ocupado com o grupo, e quando ela estava livre dos estudos. O que um dia fora parte de seu cotidiano ver a amiga, reduziu-se a três vezes ao ano, quando ela visitava, por uma ou duas semanas os pais, que ainda moravam em Seul, porém em poucos dias se despediam novamente, e ele tornava a se comunicar com ela apenas por redes sociais, quando os horários se coincidiam ou um dos dois tinha insônia. É claro que, por diversas vezes ele esperara a garota poder conversar, e alegava estar com insônia, quando na verdade se encontrava morto pela rotina, mas o tempo que podia perder (ou ganhar) dialogando com , era indispensável, valia seu esforço.
— Então você entendeu? Vou enviar esse desenho para o e-mail da joalheria, preciso disso com urgência. — dizia bem explícito sobre os seus prazos. Seu coração acelerava apenas ao pensar em como a garota reagiria. Iria gostar do presente? Ficaria assustada com a conversa? Sentia o mesmo por ele? Uma onda de medo tomava conta de todas as vezes que essa última pergunta era feita em sua mente, o que ele mais temia era que o relacionamento entre eles se perdesse e tornasse estranho após essa conversa.
— Entendi sim, senhor, você desejaria gravar o nome da sua namorada no colar? — a funcionária da loja perguntou naturalmente, porém, a palavra namorada fez com que corasse, e desejasse que fosse verdade. Pensou em dizer “quem me dera fosse minha namorada” ou que “Deus te ouça e ela vire essa pessoa um dia”, mas se sentiria ridículo, logo, preferiu não desmentir e nem mesmo confirmar o grau de relacionamento entre ele e .

— Não, eu quero que grave “Yaegiya”. — disse sorrindo, soltando um suspiro, novamente pensando em como seria a reação da garota ao receber o presente. Essa palavra tinha muito significado para , era um apelido no qual ele costumava chamá-la quando eram mais novos. A expressão significava “bebê”, e apesar de ser alguns anos mais velha, o garoto a chamava assim, o que no início causara aversão e muitos xingamentos vindos dela, porém, após algumas vezes se acostumou e parou de se importar. — E não esqueça de colocar em ouro rosê, é o preferido dela.



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— Eu não sabia que você era tão romântico, está explicado como é que você se sai tão bem com as mulheres… — pensativo olhava para o amigo, ainda conversando sobre a missão impossível que havia sido encontrar o presente perfeito. — Para falar a verdade eu nunca vi sequer uma garota te recusando — disse hyung) pensativo, recordando as diversas situações nas quais ele e o amigo haviam saído juntos, ou dos diversos casos de com garotas. — E você fica nessa enrolação com a única garota que você leva a sério.
— Ela é a garota que eu mais quero ter perto de mim, , e quando eu tiver não quero nunca mais perder, por isso o cuidado em fazer tudo certo — sabia que com podia se abrir como quisesse, era o seu melhor amigo, e o único que sabia de sua boca o quanto sentia por . E só em pensar na garota, novamente seu coração acelerava, e sorria sozinho, como um bobo. — Ela é minha melhor amiga, não é uma pessoa com quem eu possa me envolver e simplesmente terminar, não pretendo perdê-la, já perdi tempo demais, chega.
— Olha só pra você, quem diria, sorrindo sozinho e eu sei que está pensando nela. — disse empurrando o ombro do amigo, que o olhou com a cara fechada, mas logo sorriu novamente, não conseguindo esquecer o que mais ocupava seus pensamentos nos últimos dias. E continuaria a pensar… — Vê se me ouve dessa vez e aproveita a oportunidade, a não vai te esperar solteira pra sempre. — insistia em sempre dizer isso a , mas eles conversavam todos os dias, e ele bem sabia que ela estava solteira. — E agora, me conta de onde você tirou o desenho daquele colar?
— Eu fiz. — disse curto e grosso, como se fosse natural se desenhar perfeitamente um colar. sempre desenhou bem, e às vezes como passatempo fazia algumas ilustrações mais trabalhadas, ele realmente tinha o dom (em o que o garoto não era bom? Era difícil opinar). E este coração em especial, havia desenhado em um dia que estava ao telefone com , e ao perceber que o garoto estava distraído na ligação, a amiga havia perguntado o que ele fazia, e então mandou o desenho para ela. - Eu já mandei esse desenho uma vez para a , e ela disse que ficaria perfeito como um colar, e que ela um dia mandaria fazer, que era pra eu guardá-lo muito bem, e eu guardei. — disse recordando daquele dia, sorrindo, e novamente se rendendo às suas emoções, sentindo suas mãos suarem de ansiedade.
— Vocês dois… — disse , rindo do amigo, nunca havia o visto tão apaixonado. Sabia que sentia algo grande por , mas a cada vez que ele citava o nome da garota, parecia que esse sentimento aumentava, se sentia orgulhoso por ter apresentado os dois amigos há alguns anos e ter criado sido responsável por possibilitar esse laço que ambos criaram.

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2 SEMANAS DEPOIS…

! Terra chamando ! — estava há alguns segundos tentando fazer com que o amigo voltasse a atenção para o ensaio do grupo, balançava as mãos em frente seus olhos, que agora piscavam sem parar, saindo do transe. Não conseguia pensar em nada, concentrar em nada, seus pensamentos estavam fixos em apenas um horário, local e companhia. Contava os segundos, olhava no relógio a cada 5 minutos, achando que já haviam se passado horas.
— O que você tem hoje? — perguntava , sem entender a falta de atenção do amigo, que normalmente era sempre o mais interessado e engajado nos ensaios, o que não estava acontecendo nesse dia. Apenas sabia de tudo que havia planejado, então o resto do grupo não entendia nada.
— Nada, só estou ansioso com o Comeback - dizia se preparando para voltar a ensaiar, olhando para os amigos que ainda o encaravam. - Vamos! Vocês vão ficar me encarando? — tentava tirar a atenção de si para que os amigos não começassem a perguntar demais, pois, se apertassem um pouco ligariam ao real fato que estava deixando ansioso e disperso.
, é hoje que a chega? — tarde demais, é claro que esse assunto seria pauta entre eles nesse dia, a garota era amiga de todos do grupo, e haviam combinado de sair com ela algum dia das duas semanas de sua visita à Coréia.
— Não sei, é? — disse tentando disfarçar, é claro que ele sabia. Havia contado os segundos e praticamente riscado os dias no calendário para esse dia chegar. Uma coisa que ele sabia era que a garota chegaria nesse dia. Porém, incrivelmente conseguiu convencer os amigos com sua mentira improvisada, o que ele geralmente tinha insucesso. Apenas recebeu um olhar despistado de , que claramente sabia da mentira que o amigo havia lançado, tendo em mente que tanto sabia o dia, quanto a hora, minutos e segundos em que chegaria em Seul.
— É hoje sim, ela chega por agora — disse olhando as horas, marcando então 14h — Já chegou, o voo dela é esse horário. — olhou assustado para o amigo, sentia suas pernas formigarem ao lembrar que no dia seguinte havia combinado de encontrar com a amiga e conversar, o tão temido (por ele) assunto.
— Nós vamos ensaiar ou conversar sobre outros assuntos? — disse, não queria que percebessem como estava se sentindo em relação à . Não que não confiasse nos amigos do grupo, mas apenas queria privacidade em um assunto que ele considerava delicado. Sua amizade com já fazia alguns bons anos, e apesar de jurarem ser apenas amigos, sempre acabavam juntos nos encontros com a turma, sempre.
— Qual é, , vai dizer que o coração não acelerou de saber que a chega hoje? — disse JHope para o amigo, mal sabendo que estava tocando no ponto fraco de . — Você não me engana. — disse rindo, fazendo com que ficasse apenas sem reação, como esperado, não conseguia inventar uma resposta que não fosse “Você tem razão”, porém, estaria se entregando, queria contar aos amigos seus reais sentimentos por , mas esperaria que conversasse com a garota primeiro.
— Até parece que vocês não tem um Comeback em pouco menos de um mês — falou cortando o assunto, com a intenção de sair da conversa que visivelmente incomodava o amigo e por realmente precisarem ensaiar. — todos olharam assentindo para , que se sentiu até importante, pois na maioria das vezes o grupo ignorava o que ele tinha a dizer.
agradeceu ao amigo com um sorriso, voltando novamente a olhar as horas. Já eram 14h30, o que será que ela estava fazendo?

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: Bom dia aqui, boa tarde aí, meu amor, como foi viagem?

:
Lindo, correu tudo bem, já está com saudades?

:
Desde que você saiu. Vai encontrar aqueles seus amigos hoje?

: Vou fazer uma surpresa pra eles e aparecer no estúdio. Mais tarde tenho que buscar a no aeroporto.

:
Juízo! Sou ciumento.

:
Relaxa, não precisa ter ciúmes, já te falei, são apenas meus amigos.

:
Amor, vou tomar banho, mais tarde te chamo!

:
Se cuida!

Nem acreditava que finalmente estava de férias em Seul, longe de todas suas responsabilidades, com tempo de sobra para curtir a família e amigos. Levantou-se de sua cama e caminhou pelo quarto, tudo estava do mesmo jeito que deixará há 8 meses, as paredes em tom azul pastel a deixavam “soft”, traziam uma paz sem igual, já que o apartamento que alugara em NY era muito escuro, mas o dono do imóvel não deixara que ela mudasse as cores. Observou atentamente cada cantinho daquele cômodo tão importante para si, seu filtro dos sonhos que ganhara da mãe estava no mesmo preguinho no alto da cabeceira de sua cama, esticou as mãos tocando as penas do objeto e fez uma nota mental de levá-lo consigo para os EUA, daria um toque de Seul em seu quarto. Deu uma volta em seu próprio eixo e de repente algo chamou sua atenção, em sua prateleira havia um porta retrato, lembrava muito bem dele e com um sorriso pegou em suas mãos, passando o polegar no vidro para retirar pequenos resquícios de poeira. Ali havia uma foto com os meninos e ao lado uma foto só com , quando foram para Busan há alguns anos. Tinha boas recordações daquela viagem…

[Flashback]

, eu vi que você tirou essa foto minha! - corria atrás de para pegar o celular do garoto, que havia tirado uma foto dela despercebida. O garoto ria se esquivando da amiga, ao mesmo tempo que os outros do grupo só observavam e calculavam quanto tempo demoraria para que um dos dois caísse, já que estavam correndo na areia fofa.
— Ah, , olha só que graça que ficou, você com uma cara meio de retardada — dizia rindo enquanto a garota corria atrás dele na areia, sem qualquer sucesso em alcançá-lo. — Mas eu vou apagar! Você venceu! — pronunciou-se diminuindo o ritmo de seus passos — Mas com uma condição!
disse parando de correr, porém sendo praticamente atropelado pela amiga, que freou em cima dele, esbarrando nele e quase indo de encontro com o chão, mas antes que tal desastre ocorresse, em reflexo a segurou pelo cotovelo e puxou-a contra si, fazendo com que seus corpos e rostos ficassem a milímetros de distância.
— É…
começou a dizer tentando disfarçar a distância que haviam ficado, sorrindo torto, e se afastando um pouco de . Infelizmente ainda não tinha aprendido a ter controle de suas emoções, fazendo com que seu coração disparasse devido à proximidade, sempre sentia algo quando estava com , mas julgava como besteira, eram muito amigos para terem algo. Fala logo e apaga essa foto. disse ainda rindo nervosa, agora tentando controlar realmente suas emoções, pois havia ficado abalada com a proximidade que agora já não existia.
também havia se sentido estranho com seu rosto e corpo tão próximos de , mas como para ela, a sensação não era novidade. Com um simples toque da garota em seus braços já se sentia com formigamentos, além do coração acelerado e as mãos que suavam. Mas ao contrário da garota, tinha um pouco mais de certeza dos sentimentos, porém ao mesmo tempo sentia receio em se manifestar, e se não fosse recíproco? Como ficariam? Ela sabendo dos sentimentos dele, talvez não teriam mais o mesmo relacionamento… E ele preferia esconder e sofrer com os homens que ela se relacionava do que revelar o que sentia e arriscar a intimidade entre eles.
— Você tem que tirar uma foto comigo
olhando para ela finalmente se pronunciou Maaaas… sorriu malicioso, fazendo com que o olhasse desconfiada, sabia bem que quando ele fazia aquela cara, era certeza que uma proposta viria a seguir Não vou judiar de você. Só precisa tirar uma foto dando um beijo na minha bochecha. disse sorrindo, queria que o beijo fosse em outro lugar? Sim. Mas era o que ele tinha naquele momento. Eles se pegavam de vez em quando? Sim. Mas não era um desses momentos.
— Aah, só isso?
disse olhando confusa para ele. Vamos lá então. — chegou perto de — Posso tirar? Você é péssimo para selfies, sempre enfia esse dedão na câmera perguntou rindo da cara de indignação que o amigo fez, e com as mãos apontando para o celular. Já se sentia nervosa de fazer essa foto, o seu profundo desejo era de poder beijá-lo em outro lugar que não o rosto, porém com certeza o rapaz acharia estranho, já que não estavam em nenhuma das ocasiões semelhantes às quais haviam se beijado. Ela não sabia porque estava se sentindo assim, talvez estivesse começando a descobrir que sentia algo mais pelo amigo? Não, na verdade já descobrira a tempos, porém era aquela famosa história de ter medo. Seus devaneios foram interrompidos pela resposta positiva de , que balançava o celular em sua frente, chamando a atenção da garota, para que a mesma segurasse o aparelho. Logo, se posicionando como o combinado, depositando um beijo na maçã do rosto do amigo, erguendo o celular e tirando a foto rapidamente.

— Pronto! --- disse mostrando a foto para que ao olhar para e se sentiu bobo, e sorriu largo. Estava ferrado, e muito apaixonado. — Eu também quero uma! Vamos, você beija o meu rosto, okay? --- disse pegando novamente o celular da mão do amigo, para assim repetirem a foto. — Ficou ótima também! — disse ao tirarem a foto, chamando para que ele pudesse avaliar.

— Meu perfil é mais bonito que o seu --- disse sério analisando a foto, recebendo em seguida tapas de , que ria enquanto o amigo tentava se defender dos ataques. --- Mas calma,você também é bonitinha, vem cá. --- Disse parando de frente para , que o encarava, por fim puxando a amiga para um abraço, fazendo com que seus corpos se unissem pela segunda vez naquele momento, ocasionando uma reação em ambos, que ao se separarem, continuaram se encarando. e se olhavam suplicando por uma resposta sobre “o que está acontecendo entre nós?”, pelo simples olhar sabiam que ambos se encontravam na mesma dúvida, se perguntando de maneira telepática, porém em vão. Não suportando mais a tensão, sem pensar muito colocou as mãos na lombar de , puxando a garota para mais perto, colando seus corpos, bom, não seria a primeira vez que se beijariam, então talvez não tivesse nada de mal em tal atitude. Aproximou seus rostos, e a cada segundo notava que na verdade algo sim era diferente, o mundo ao redor deles ficou em “mute” enquanto seus lábios já estavam a milímetros de distância, sentindo o ar quente vindo da respiração um do outro, porém, de repente sentiu um baque em sua cabeça, fazendo-o afastar rapidamente, causando uma instantânea vergonha entre eles, que se olharam com as faces rubras, e mordendo os lábios sem saber o que falar sobre o que acontecera, ou quase, à alguns segundos.

— FOI MAL!! - Dizia correndo na direção amigo, havia chutado uma bola, que acertou o amigo. Ao gritar atraiu os olhares de e , que o fuzilaram, e não disseram nada: apenas tornaram a se entreolhar, e ainda sem jeito se afastaram devagar, por fim voltando para junto dos amigos.

[Fim de Flashback]

Aquela foto havia sido a que tirou beijando sua bochecha. Sorriu ainda olhando para o porta retrato, se sentindo feliz, e pensando se estava fazendo a coisa certa em não contar para o amigo o que sentia… estava namorando com outro, e ele ainda não sabia. Mas não acreditava que ele sentisse o mesmo por ela, sempre estava com uma garota diferente, o que ela, uma amiga de tanto tempo teria de tão especial? Se ele gostasse dela já teria confessado, não é mesmo? Concluiu que sim, que era um sentimento sem reciprocidade, e que possivelmente ela estivesse interpretando erroneamente os seus próprios possíveis pensamentos sobre algo além de amizade com .
Olhou no relógio as horas, eram 14h30, os garotos deveriam estar ensaiando.



Capítulo 2

Enfim o relógio marcou 15h30. se sentia ansioso, já que iria buscar o colar que havia mandado fazer para . Sabia bem que a apreensão que sentia não devia ao fato do colar, mas sim tudo que representava, tudo o que ele queria conversar e as expectativas que estava criando em cima disso. Havia combinado com os amigos que tinha um compromisso indispensável nesse horário. Não queria anunciar seus reais propósitos, apenas para o melhor amigo, hyung), que foi quem o encorajou a tomar essa atitude.

Saiu do estúdio onde estavam ensaiando, em algumas semanas teriam um Comeback, então a maior parte do tempo ficavam lá. Não continha seus sorrisos caminhando para o carro, gesticulava sozinho com as mãos treinando mentalmente todo o diálogo que havia planejado botar em prática no dia seguinte, quando fossem se encontrar. O único problema eram as partes das falas de , as quais ele havia previsto a seu favor, claro, como se tudo fosse ocorrer perfeitamente bem. Tinha que ser positivo, mas, sinceramente, sabia que se sentia inseguro com tudo isso, mesmo com lhe dizendo para seguir em frente, que sabia que a garota corresponderia. Pegou as chaves do carro com o porteiro do estúdio, entrando no mesmo e dirigindo-se até a loja em que havia feito a encomenda. Suas mãos suavam, enquanto uma música qualquer tocava pelo bluetooth do rádio, estava mais preocupado com o que sentia, que era como se seu coração já não se encontrasse mais no mediastino e sim em sua garganta o que estava começando a lhe causar certa ânsia… meu Deus, precisava se focar e controlar, pensou, porém a cada instante se lembrava de alguma situação ou momento que incluía a garota, lembrando do primeiro beijos dos dois assim que parou de frente à um semáforo e tivera que esperar que o mesmo sinalizasse a luz verde, para que pudesse realizar a travessia.

[Flashback] e tinham por volta de 16 e 17 anos, contando que a garota era mais velha. Estavam assistindo um episódio de um dorama que a garota insitira para que ele visse com ela à dias, mas ele nunca podia porque o DEBUT do grupo estava prestes a acontecer, então se reuniam praticamente diariamente para praticar. Mas nesse dia teve uma folga e logo ligou para a amiga, para se encontrarem na casa dele, e lá estavam os dois, deitados lado a lado no sofá cama da sala da casa de .
—- Nossa, não acredito que ela não beijou ele de novo – dizia para o amigo, indignada com uma mão na testa. – Que burra, ele faz tudo pra ela, tomara que perca ele. – disse por fim, se ajeitando no sofá.
—- No final eles acabam juntos, isso é para fazer o drama pequena, você sabe bem. Lá pelo episódio 11 eles vão se beijar, só 13 irão ter alguma desavença e no 16 irão se casar, anota aí. – disse olhando para , com um sorriso vitorioso no rosto. Só assistia aos doramas com ela pelo simples fato de ser com ela, sentia-se bem e relaxado ao lado da amiga.
—- Você fala como se fosse o expert em romances né, ? –- disse a menina olhando agora nos olhos dele em um tom de crítica –- Você já beijou alguém? –- ao dizer isso viu o rosto do amigo ficar rubro, demonstrando a vergonha que havia ficado com a pergunta, já entregando que claramente a resposta era “não”.
coçou o alto da cabeça em sinal de nervosismo mas permaneceu calado, se arrependendo por não conseguir ser bom com mentiras improvisadas, poderia muito bem ter dito que “claro que sim”, mas obviamente não foi o que aconteceu. Continuou olhando para a amiga com certa vergonha da situação em que estava, porém sua reação alternou quando percebeu a proximidade de , que quebrava a distância entre eles aos poucos, chegando o rosto perto do seu. Não sabia como agir, mas graças aos doramas que assistira, lembrava que se ela chegasse muito perto seria a hora de ele fechar seus olhos. E esse momento chegou, estava a milímetros de distância, então os fechou, sentindo a respiração quente da amiga perto de seu rosto, e em questão de segundos, que mais pareciam horas, sentiu os lábios juntos aos seus. Seu corpo estremeceu, arrepiou dos pés a cabeça com aquele contato, sentindo o beijo doce e calmo se aprofundando aos poucos, causando uma sensação de arritmia cardíaca, e quando ele menos esperava, quebrou o momento, olhando bem em seus olhos.

—- Agora você já sabe como se faz? —- Sorriu olhando nos olhos do garoto, enquanto o mesmo a encarava surpreso.
—- Não sei, o que você acha Noona? – disse puxando para mais um beijo, não sabendo de onde havia tirado a coragem para tomar essa atitude, com certeza havia enlouquecido, não entendia bem o que sentira naquele momento, já que, nunca havia beijado , ou melhor, nenhuma garota. Porém dentre toda confusão que sentira, uma única coisa que sabia era que não queria nunca mais deixar de sentir os lábios dela nos seus. [Fim de Flashback]


Estacionou o carro em frente a loja, e ao entrar aguardou que a funcionária que havia realizado a encomenda se desocupasse, e enquanto isso decidiu entrar em contato com , para saber como havia sido a viagem.

15h45: Oi, bebê, como foi de viagem?
15h45: Amanhã vamos no DogCafe, certo? 14h, porque às 16h tenho ensaio, você pode ir comigo.

Vendo que a garota não havia se conectado recentemente guardou o celular no bolso, indo em direção à funcionária, que agora se encontrava livre. Comunicou o que havia pedido, e a mesma rapidamente buscou a encomenda, fazendo com que novamente, pela 10° vez naquele dia, seu coração saísse do ritmo habitual. Acertou os valores, e saiu da loja, hesitando em abrir logo o pacote e ver o colar, aguardando que chegasse no carro. Sentou no banco do motorista, olhando em seu celular percebendo que a garota o havia respondido há alguns minutos.

15h50: ! Estou no estúdio, mas já estou indo embora, preciso buscar minha amiga no aeroporto mais tarde, uma pena que você teve que sair, estou com saudades <3 Queria ter te visto.
15h50: Tudo correu bem, e sim, compromisso mais que confirmado, tenho algo pra te contar!

Sentiu-se estranho com a última frase da amiga, não sabia se era alegria ou receio, não fazia a mínima ideia de o que a amiga queria lhe contar. Será que ela também desejava ter a mesma conversa que ele? Será que era algo relacionado ao trabalho? Ficaria mais dias do que o programado em Seul? Sentiu-se por fim ansioso, não era de se sentir dessa maneira, mas todo sentimento quando envolvia sua garota (sim porque não chamar de sua garota? O pensamento positivo atrai coisas positivas) era novo e inevitável.

15h53: Também quero te contar algo. Amanhã a gente se vê então.

Rapidamente pegou a caixinha preta de veludo dentro da sacola que havia colocado no banco do passageiro, respirou fundo antes de abrir a mesma, e então sentiu uma lágrima rolar de seus olhos, era exatamente o que queria, era perfeito. Passou os dedos pelo coração em ouro rosê, pegando delicadamente analisando, era isso, em pouco tempo iria entregá-lo para . Sorriu fechando a caixinha e guardando novamente dentro da sacola. Olhou para o volante, com o pensamento longe, ligando então o carro e seguindo seu caminho de volta para o estúdio.

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— Você sabe o que eu acho sobre essa amizade. —- dizia sorrindo para a amiga enquanto dirigia concentrada de volta para casa, após buscar a amiga no aeroporto. Havia comentado com a amiga que encontraria com no dia seguinte para colocar o papo em dia, e ela contaria a novidade de seu namoro para o amigo —- Eu acho que você sente algo mais por ele, até eu que só vi por foto fiquei abalada —- disse recebendo um olhar de reprovação de , que logo riu para disfarçar.

— Mas não mais abalada do que quando viu o , sua safada —- disse rindo, lembrando de quando mostrou os amigos para e a mesma logo apontou seu segundo melhor amigo, hyung). havia ficado toda toda para cima dele. E ao pensar bem, achava que eles combinavam, tinha personalidades parecidas, eram bons conselheiros para ela e sempre conseguiam fazê-la rir quando ela mais precisava.

—- Sim, gostoso pra caralho seu amigo! — disse se lembrando da foto que vira com , porém logo virou para a amiga encarando-a em repreensão —- Olha, e a senhora não mude de assunto, é sério, você está perdendo tempo namorando com aquele babaca do , eu não gosto dele, não tem futuro essa relação, sou Team . —- Disse por fim cruzando os braços e olhando para frente, por poucos segundos, porque logo se lembrou de e animada olhou novamente para a amiga, que dirigia atenta. — Você vai me apresentar ele que dia? Digo, o gostoso, claro. —- dizia a amiga sem nem ao menos ter ficado envergonhada —- Não querendo soar desesperada, mas se quiser me apresentar à eles hoje —- dando de ombros ria, seguida por , balançando a cabeça em negação. —- não vou importar nem um pouquinho.

— Te amo amiga, o que seria de mim sem você? —- disse fazendo sinal de coração para a amiga, que agora pegava o celular e postava algo em alguam rede social, tirando uma selfie das duas. —- E o , está todo carinhoso, dizendo que estou fazendo falta, ele é muito fofo… —- dizia se lembrando do namorado, gostava muito dele, não tinha porque não gostar, ele fazia tudo por ela. Mas ao olhar para se arrependeu do comentário, a amiga não compartilhava do mesmo sentimento, não era novidade, sempre lhe dizia isso sem papas na língua.

— Ai, , sério? Próximo tópico, não gosto dele, não estrague meu primeiro dia na Coreia. Sou Team até que ele prove o contrário —- dizia olhando pela janela, admirando aquele lugar que sempre tinha sido um de seus lugares favoritos para se conhecer, estava em Seul, com sua melhor amiga, tinha como melhorar? Estava delirando por dentro.

— Ok, não entendo seu ódio pelo . —- disse desanimada, realmente não entendia. Mas não julgava a amiga por isso, a amizade delas ia além de qualquer namoro. havia sido uma peça importante, talvez essencial para sua adaptação nos EUA. A amiga era brasileira, filha de pai brasileiro e mãe americana, tendo se mudado ainda adolescente para a América.

— Ele não me convence com esse papo de carinhoso, ciumentinho, de homem doce, acho um baita mentiroso, mas torço para estar enganada e ele te fazer feliz —- dizia olhando para e gesticulando com as mãos, apontando o dedo indicador para a amiga enquanto falava —- Porque olha, aí desse idiota se te fizer mal. Eu e o mandamos ele pro hospital em coma. —- agora dizia rindo, fazendo a amiga rir também ao mencionar . —- E SEM GENITÁLIA! —- completou arrancando uma risada alta de , que balançava a cabeça sem acreditar no que ouvia de , com certeza sua vida em NY não seria nem de longe a mesma sem essa pessoa maravilhosa que conhecera. Quando decidiu dar esse grande passo em sua carreira após receber a proposta da revista em que trabalhava em Nova York, sentiu-se temerosa quanto à mudança de vida, e principalmente cultural, mas 90% de sua boa adaptação no país fora graças à amiga, que a recebera bem e apesar do pouco tempo de amizade, pareciam se conhecer desde sempre. Resumindo, não se imaginava sem as loucuras, os conselhos e os momentos que vivia com a garota.

não manifestava, mas sentia seu coração acelerar quando mencionava , deveria ser ansiedade para revê-lo e contar de seu novo relacionamento, pensou. Claro, se não fosse por isso, o que mais poderia ser? Riu de seus pensamentos, quem queria enganar, a si mesma?

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já estava ansioso com o encontro com , não sabia como faria para começar o assunto, como daria continuidade, o que iria dizer. Tinha treinado em frente ao espelho os diversos diálogos que poderia ter com a mulher que ama, sim ele chegou à conclusão que ama ela, não foi preciso se esforçar muito para concluir isto. Enquanto se sentia ansioso pela milésima vez naquele dia, conversava com por mensagens, ninguém melhor do que seu melhor amigo para matar o tempo, enquanto , honrava sua fama de atrasada, deixando o garoto ainda mais aflito com o passar dos minutos.

15h00: Você não acha que deveria ter chamado ela pra ir em um lugar mais sofisticado do que o Da Dog?
15h03: Ela ama aqui, eu queria que fosse em um lugar que ela gosta.
15h03: Esse é o preferido dela em Seul.
15h05: Se você diz…
15h10: Nada ainda?
15h10: Estou aqui desde às 14h30, são 15h10 ainda, você conhece a .
15h15: Eu te disse pra mentir o horário pra ela, e dizer que iriam se encontrar 14h00.
15h17: Foi o que eu fiz. Será que ela não vem?
15h18: Claro que vai.

O Da Dog era como uma cafeteria mais sofisticada, que tinham vários cachorros soltos e claro, era petfriendly, você poderia levar os seus cachorros também. Os dois já haviam ido diversas vezes ali quando morava em Seul, era o ponto de encontro deles.
Após essa ultima mensagem de hyung), que estava na varanda do segundo andar do café avistou entrando no gramado do local. Apoiado no batente da varanda observava a amiga andando pelo gramado da parte da frente do café, o lugar era perfeito, amava esse lugar, e teve mais certeza de ter feito a escolha certa quando à observou se agachando e brincando com dois cachorros do estabelecimento, ela sorria ao mesmo tempo que acariciava a barriga de um deles enquanto o outro tentava também ganhar sua atenção.
Perdido em seus pensamentos, se distraiu e foi despertado por uma voz o chamando. Focou no gramado e já não estava mais onde há 1 segundo se encontrava. Olhou pra trás e a garota andava em sua direção, ela estava maravilhosa, como sempre. Seus cabelos escorriam por seu rosto e podia observar que ela havia feito um pequeno detalhe com algumas mechas puxadas e presas na parte de trás de sua cabeça. Vestia um suéter preto, que caía muito bem com sua calça jeans branca, que era bem justa e possuía alguns rasgos tornava o conjunto mais despojado. E para completar, vestia um sorriso perfeito, que, de tudo, era a sua parte predileta.

Sentiu seu celular vibrar, e antes que a garota estivesse realmente a sua frente, rapidamente respondeu hyung), que pedia atualizações sobre o encontro.

15h39: Morreu aí?
15h40: Elachegoudepoisteconto.
15h40: kkkkkkk relaxa, .

observou a garota cumprimentar alguns funcionários do local, e aproveitou a deixa para admirar mais uma vez o colar que tinha em seu bolso, sorrindo ao abrir a caixa de veludo preta, e rapidamente a guardando novamente. Não demorara mais que alguns minutos para enfim caminhar na direção do amigo, que não pôde deixar de, agora mais de perto, notar o seu corpo, a seu corpo, já havia experimentado todos os tipos de experiência com ele, e só de se lembrar, sentia formigamentos indesejados para aquele momento. Fechou os olhos abaixando sua cabeça e imaginara por cerca de alguns segundos, como seria se tudo corresse como o planejado. Abriu os olhos ao sentir uma mão tocando seus ombros, assustado olhou para frente e viu uma sorridente olhando para ele, inevitavelmente sorriu também, caminhando até a mesa que pegara para os dois e puxando uma cadeira para que ela sentasse, posteriormente deu a volta na mesa, sentando à sua frente, com o coração novamente descompassado. não se sentia diferente, o que estava acontecendo com sua pulsação? Que acelerou a ver ali, em pé a sua espera, muito bem vestido com uma calça preta de alfaiataria que caía perfeitamente no seu corpo, e um blazer da mesma cor, que compunha de maneira singular o visual de seu amigo. E para completar, estava no lugar que havia sido o predileto dos dois por muitos anos, não tinha como seu coração bater normalmente. Quando tocou seu ombro e seus olhos foram de encontro àqueles que ela tanto sentia falta em NY, sentiu-se mole, então ele sorriu para ela, e com isso pôde afirmar ter esquecido inclusive seu próprio nome. Sentou-se na cadeira que havia puxado para ela, e sem saber como iniciar a conversa, tentou agir com naturalidade e esconder sua reação exagerada.

— Senti sua falta ontem, pequeno —- disse , dando um rápido beijo em sua bochecha e caminhando para se sentar na cadeira à frente de , colocando então sua bolsa ao lado, puxando um cardápio para si. Não estava conseguindo olhar bem para , quando ele tinha ficado tão lindo… e esse corpo, com certeza estava malhando, sem dúvidas. Não se lembrava de tal físico, e bem, ela o conhecia com certa intimidade —- Onde você estava? —- disse por fim, abaixando o cardápio e criando coragem de finalmente encarar os olhos do amigo à sua frente, se perdendo neles, na tentativa falha de manter seu psicológico inabalado.

— E-eu fui buscar uma encomenda —- sorria bobo por ter a garota à sua frente, estava sem reações, todos os diálogos que havia preparado nessas duas semanas haviam desaparecido de sua mente.

— Eu vou querer um capuccino de chocolate e uma donuts de baunilha —- disse ao chamar um garçom para atender à mesa dos dois, logo, sorrindo para esperando que o mesmo fizesse seus pedidos —-

— Eu vou querer um café e um muffin de blueberry, obrigado —- disse , enfim entregando o cardápio ao garçom, que se afastou rapidamente. O clima entre os dois estava estranho, dava pra sentir que, de ambos os lados havia um certo desconforto. O garoto que não sabia como entrar no tão planejado assunto, que pensou durante duas semanas. por sua vez não conseguia controlar suas emoções completamente, olhando e analisando o amigo a sua frente, com certa atração, a qual tentava afastar de si, se sentindo confusa.

— Como vão os ensaios? Queria ir a algum show de vocês, faz tanto tempo… - a garota ia em praticamente todos os shows dos amigos quando morava na Coreia, desde o Debut até quando se mudou para os EUA. Adorava a energia que eles transmitiam e era uma Army das mais fanáticas, ainda mais por conhecer de perto a personalidade incrível de cada um deles, o que a tornava ainda mais fã do grupo.

— Nosso comeback é em um mês, mas você pode ir aos ensaios —- disse pensativo, é claro que iria querer que ela fosse aos ensaios, quanto mais tempo pudesse passar com ela, melhor. Ansioso alteranava suas mãos entre a mesa e encostando os longos dedos na caixinha de veludo que guardara no bolso interno de seu blazer, estava ficando mais inquieto a cada frase dita por , queria uma deixa para entrar no assunto planejado, mas, só de imaginar sentia suas mãos suarem frio ao pensar em como começaria a falar.

Continuaram conversando sobre o passado, presente e contava como era sua vida em Nova York e o quanto estava feliz e realizada com seu emprego. Estava tão engajada em sua conversa com que até havia esquecido-se de , nossa, se culpou mentalmente por ter esquecido do namorado. Queria que , como seu melhor amigo, fosse o primeiro a saber do novo relacionamento, então logo decidira entrar no assunto, olhando no relógio e atentando-se a como o tempo voava quando estava com o amigo, havia chegado às 16h30 e já eram quase 19h00 e prometera a que ligaria às 20h00, que seria o horário que ele estaria acordando em NY. Suspirou, sentindo uma certa aversão a ter que ir para casa e encerrar seu reencontro com , mas ao mesmo tempo uma pontata de culpa se instalou, era seu namorado… Mas ele entenderia se cancelasse o combinado? Claro, ele era tão compreensivo, amoroso, entenderia bem.

? Você está me ouvindo? - dizia tirando a garota de seus pensamentos e a trazendo de volta para a Terra. —- Eu te perguntei, sobre o que tanto você queria conversar comigo. —- disse , olhando para a , admirando mais uma vez aquela que era dona de seus pensamentos. Sorriu, aguardando a resposta da amiga.

— AH, sim. —- disse ainda pensando em suas atuais sensações. Algo em seu coração lhe dizia que não estava certa sobre seu relacionamento com seu namorado, que deveria rever essa questão, em contrapartida, seu cérebro lhe falava que seu sentimento de dúvida era devido à distância em que se encontrava no momento, e a proximidade que estava com seus amigos, e aquele que, tinha que admitir, por algumas vezes teria sido mais que um amigo. Novamente havia se perdido em seus pensamentos, deixando apenas com a função de admirar a garota, enquanto a mesma viajava em seus próprios sentimentos. Dessa vez saindo do transe sozinha, sem ter sua atenção chamada pelo amigo, que sinceramente, estava mais preocupado em observá-la do que qualquer outra coisa. —- Então, , você como a pessoa que eu mais confio, de todas que eu conheço e que um dia vou conhecer… —- começou a dizer sentindo um certo aperto em seu coração, sem entender, será que estava com algum problema? Enquanto isso ficava apreensivo, algo lhe dizia que aquela conversa não estava caminhando como suas expectativas. —- Eu queria que você fosse o primeiro a saber…

— Pode falar… —- disse sem saber o que esperar da amiga, olhando fixo em seus olhos, na esperança de conseguir descobrir o que se passava na cabeça dela.

— Eu estou grávida… —- disse olhando para baixo, acariciando levemente seu ventre. Claro que era mentira, mas queria tornar o momento descontraído, ela e tinham uma relação que permitia naturalmente esse tipo de brincadeiras. Porém sua frase deixou o amigo assustado, que não soube esconder a indignação, arregalando seus olhos e não tendo uma reação, ficou mudo. logo se prontificou a pegar as mãos do amigo e segurá-las por cima da mesa, com um riso abafado devido a inesperada reação do mais novo —- Estou brincando , só vim te contar sobre meu namoro. Conheci um homem em Nova York, e estamos namorando há 1 mês, não te contei por mensagens porque queria contar pessoalmente. —- disse , rindo da cara de assustado de seu amigo. —- Você sabe como o é, ele vai me encher de perguntar e alegar que tem gente melhor pra estar do meu lado —- sorriu cruzando os braços, fazendo um bico com os lábios —- Mas ele nunca na vida me apresentou essas tal pessoas que são perfeitas pra mim. —- “é porque você já conhece essa pessoa, sou eu”, apenas pensou enquanto sentia agora, seu coração parar, o mesmo que antes palpitava acelerado.

sentiu um nó na garganta e um aperto em seu peito, mas tinha consciência de que não poderia transparecer para , não era mais o momento deles, talvez nunca mais fosse, talvez ele nunca teria a oportunidade de ter a sua garota ao seu lado… Talvez não pudesse nem mais pensar que era “sua garota”. Havia perdido? E tudo o que ele conseguia lembrar era do que seu amigo já havia lhe dito inúmeras vezes “A nao vai te esperar pra sempre”...

? —- pegou sua mão, chamando sua atenção para ela. Aquele toque, agora além de causar arrepios por seu corpo, também lhe deixava desesperançoso, o máximo que teria da garota era isso, pelo menos por agora. Porém, ela parecia feliz, e não conseguia se sentir totalmente triste por um motivo que trazia alegria a ela. Com isso forçou um sorriso, tentara ser o mais sincero possível.

— E você está feliz? —- disse ainda sorrindo, enquanto por dentro estava no chão. Viu a amiga sorrir em resposta e responder que positivamente com a cabeça, enquanto tomava um gole de seu recém chegado capuccino. —- É o que importa, pequena. — E no fundo era o que importava sim, a felicidade dela, sempre.

— E o que você tinha para me contar? —- perguntou olhando para o amigo, ainda estranhando a reação do mesmo, não havia sido espontânea, mas deixou de lado, poderia estar interpretando mal, mesmo conhecendo tão bem.

— Não era nada, só queria te ver mesmo, e como sei que você é curiosa, inventei que havia um motivo em especial —- apalpou a caixinha de veludo preta ao dizer tais palavras, e sorriu olhando para a amiga, pensando o real motivo pelo qual havia a chamado para encontrarem. E ela, ao olhar para sabia bem que aquilo tinha um fundo de mentira por parte dele, mas bem, o momento já estava muito estranho, não queria intensificá-lo colocando o amigo contra parede e dizendo que sabia que ele estava escondendo algo. Preferiu se abster e fingir acreditar, ele deveria ter seus motivos, seja lá qual forem.

O telefone da garota tocou e ela fez sinal para o amigo, mostrando que tinha que atender. Continuou sentada à frente do amigo, que observada como ela sorria ao telefone.

, eu vou te ligar assim que chegar em casa —- dizia sorrindo, olhava para o amigo e apenas movendo os lábios informou à que se tratava de seu namorado no telefone —- Também te amo, estou com saudades. —- Naquele momento ele teve certeza que seu coração se quebrou, mas ao mesmo tempo desejou que a amiga realmente estivesse feliz… Respirou fundo olhando, tentando se recompor e olhou bem para aquela mulher a sua frente, enquanto a mesma terminava a ligação com o atual namorado. Sorriu percebendo que realmente parecia estar feliz e bem, tudo que mais importava para era a felicidade da amiga… E então, tomando o primeiro gole de seu café, pensou que talvez aquele ainda não fosse realmente o momento deles, e mentalmente prometeu a si mesmo, que se um dia fosse lhe dada uma outra oportunidade, ele seria o motivo dessa felicidade.

Once again I put on a mask and go to see you (Novamente eu coloco a máscara e vou te ver)
The only thing I can do (A única coisa que posso fazer)
In the garden (No jardim)
In this world (Nesse mundo)
Is to bloom a pretty flower that resembles you (É florescer uma linda flor que se parece com você)
And to breathe as the me that you know (E então respirar como aquele que você conhece)
But I still want you
(Mas eu ainda te quero)
I still want you (Ainda te quero)



Fim?



Nota da autora: Primeira fic que escrevi depois de muito tempo! <3 Mas não a primeira postada... porque bem, demorei a tomar coragem de postar essa fofinha aqui, confesso. Já fiz algumas notas de autora e continuo sem saber o que escrever, que beleza. Mas é isto, essa estória não é a mais linda do mundo, porém tenho um carinho enorme por ela, então espero que você tenha se sentido bem lendo, apesar de não ter um final 100% feliz... porém prometo que ela tem continuação SIM, e já está meio escrita e pensada por inteiro! E quem sabe não terá o final tão esperado, não é mesmo? <3 hahaha
ENJOY, e me conte o que achou!!
Beijinho :*



Outras Fanfics:

SHORTFICS:
My Heart is Forever Yours

MVs:
I'm Home com L. Borges [MV: I'm Home - Minho]

EM ANDAMENTO:
PRISM com L. Borges e Minra

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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