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Última atualização: 24/06/2020

Capítulo 1 - Primeiros Passos

Era sábado de manhã em um vilarejo bruxo quando a garotinha acordou reclamando por ter acordado cedo. Ela se desvencilhou dos lençóis e seguiu para o banheiro para sua higiene matinal. Após isso, desceu as escadas da casa em que vivia para a cozinha onde sentia um maravilhoso cheiro de panquecas que seu padrinho Remo estava fazendo. Ao entrar na cozinha, escutou alguma piadinha como "caiu da cama?" Mas não deu importância, estava com muita fome para isso. Enquanto se sentava na mesa para esperar pelo café da manhã, a garota começou a pensar sobre algo que seu padrinho tinha lhe contado quando perguntou sobre seu pai pela vigésima vez. "Ele foi preso em Azkaban pelo assassinato de Tiago e Lílian Potter e Pedro Pettigrew". Depois de descobrir a verdade, a garota nunca mais quis saber nada relacionado ao seu pai. A única "coisa" com quem tem contato é o Monstro, o elfo doméstico da família Black. parou de pensar sobre isso quando as panquecas ficaram prontas e ela começou a comer. O café da manhã seguia em silêncio até que a coruja de Remo começou a bater na janela.
"Padrinho, ela está carregando uma carta!"
"Eu percebi."
Após dizer isso, Remo se dirigiu à única janela da cozinha e entregou um petisco à coruja antes de pegar a carta e começar a lê-la e esboçar um enorme sorriso.
"O que é tão engraçado?" perguntou confusa.
"É a sua carta pra Hogwarts, querida."
"Sério? Que demais! Podemos ir comprar o meu material? E as minhas vestes? Posso levar um gato?" a menina estava muito eufórica com a notícia.
"Uma pergunta de cada vez, por favor. Não podemos comprar seu material hoje, vamos na casa da Dora, esqueceu? E quanto ao gato, pensarei a respeito."
"Tudo bem. Vamos logo que eu quero contar a novidade pra Ninfadora."
"Sabe que ela odeia que a chamem assim, e sugiro que você comece logo a se arrumar."
"Tudo bem, só mais uma pergunta antes de ir, nós vamos aparatar?"
"Sim. Por quê? Está com medo?"
"Medo? Não sei o que isso significa."
Com o fim da conversa, terminou rapidamente seu café da manhã, e seguiu para o seu quarto deixando o padrinho na cozinha rindo sozinho enquanto arrumava a bagunça do café da manhã. Já fazia muito tempo que Dora sempre lhe contava suas histórias em Hogwarts e a garota estava animada para começar a construir a sua. Terminando de se arrumar ela seguiu para o andar de baixo onde Remo já a esperava para irem juntos ao seu destino.
"Pronta?"
"Eu nasci pronta."
Apesar de sua resposta atrevida, a garota estava um pouco receosa. Não tinha aparatado muitas vezes e as poucas foram o suficiente para deixá-la enjoada. A garota sem dúvidas preferia ir voando. Após alguns segundos, a garota se viu em frente ao enorme jardim muito bem cuidado, passando por um caminho de pedras, a garota se viu em frente a enorme porta de madeira da casa. Não demorou muito para que os bruxos logo fossem recebidos por uma jovem bruxa extremamente animada.
"Finalmente Lupin criou vergonha na cara e trouxe você aqui" disse Tonks enquanto os levava até à sala, onde pôde ver Andrômeda e Ted sentados em duas poltronas de frente para uma lareira decorada com algumas fotos da família, a garota abriu um sorriso ladino ao ver que em uma delas estavam uma versão de criança e uma Tonks adolescente com os cabelos verdes.
“Verdade, mas não vamos falar mal dele, tenho assuntos mais importantes pra falar com vocês." disse a garota enquanto se sentava no sofá que ficava entre as poltronas sendo seguida por seu padrinho e sua prima.
"E o que seria?" disse Andrômeda genuinamente interessada no assunto, já que pelo tom da mais nova parecia algo bem sério.
"Não é nada ruim presumo" disse Ted também entrando no assunto.
"Eu vou para Hogwarts!" falou a garota extremamente animada enquanto batia palmas e os pés no chão.
"Que demais!" comentou Tonks em um grito fino enquanto abraçava a menor.
"Não esperava menos de você, querida" disse Andrômeda enquanto se levantava para dar um abraço na garota sendo seguida por Ted que também parabenizou a jovem.
"Você tem que ir pra Lufa-Lufa é a melhor casa de lá" comentou Tonks
"Nisso tenho que discordar. Tenho certeza que ela se sairá muito melhor na Grifinória" comentou Remo em seguida.
O dia se seguiu com os Black e o Lupin conversando sobre suas experiências em Hogwarts e dando dicas para a garota para ajudá-la nas matérias, com uma nota especial do Remo para tomar cuidado com o professor Snape já que ele e o pai dela não se davam bem durante sua época escolar.
Longe dali, em um bairro trouxa na Rua da Fiação, uma pequena bruxa encontrou seu pai lendo O Profeta Diário, ao seu lado estavam algumas cartas e em sua frente dois pratos com ovos e bacon. pegou um e começou a comer. Severo estava concentrado demais para perceber a presença da mais nova, mas assim que o fez, chamou a atenção dela para si.
"Bom dia, filha. Feliz aniversário”. Disse conforme abaixava e deixava de lado os papéis, a mais nova agradeceu com um sorriso no rosto. “Quando você acabar de comer, sugiro que vá olhar as correspondências. Talvez ache algo que lhe interesse bastante." Continuou.
"Tudo bem."
Assim que acabou de comer, Liza tratou de se apressar a pegar as correspondências. A menina foi passando carta por carta, até o seu olhar prender em uma que continha um selo vermelho, que rapidamente reconheceu. Não demorou muito para que abrisse a carta e animadamente lesse seu conteúdo.
"HOGWARTS! EU VOU PARA HOGWARTS!"
começou a gritar e a pular em cima do sofá. Seu pai apareceu na sala esboçando um pequeno sorriso discreto, mas seus olhos a lançavam um olhar reprovador. A garota percebeu a insatisfação de seu pai, mas continuou a pular mesmo assim.
"Sugiro que a senhorita pare de pular que nem uma descontrolada e vá se arrumar." Disse em um tom de voz raivoso, que fez com que a menina obedecesse a contragosto.
"Pra onde vamos, pai?" perguntou curiosa.
"Vamos ao Beco Diagonal comprar seu material de Hogwarts."
"Mas já? Não está um pouco cedo para isso?"
"Quanto antes melhor." Respondeu e saiu andando em direção ao quarto.
, vendo que não tinha escapatória, logo tratou de ir ao quarto e se aprontar. Estava muito contente em saber que logo estaria estudando na melhor escola de magia e bruxaria do mundo! Pai e filha caminhavam lado a lado nas ruas do Beco Diagonal. desejou ter várias cabeças para que pudesse ver todas as lojas ao seu redor. Havia muitos bruxos naquele lugar, alguns caminhavam apressados e outros até andavam conversando com outros. A menina entrou em uma loja chamada Floreios e Borrões e logo foi até o balcão fazer o pedido dos livros que precisava.
"Bom dia, minha cara." um senhor gentil a cumprimentou "O que deseja?"
"Bom dia. Bem, a lista é meio grande, mas aqui está." pegou a lista de material e entregou ao homem.
"Hum..." murmurou ao dar uma analisada na lista "Vejo que está indo pra Hogwarts. Estou certo?
"Certíssimo, mas se não se importa, estou com um pouco de pressa."
"Ah claro, claro. Bem, vamos lá."
Não demorou muito para que estivesse saindo da loja com seus livros e deu um pequeno aceno ao moço.
"Pra onde vamos agora?" perguntou a garota.
"Vamos ver seu uniforme."
Ao dizer isso, seu pai saiu andando com sua capa preta esvoaçando. logo tratou de o acompanhar. Andaram mais um pouco e então chegaram na loja Madame Malkin - roupas para todas as ocasiões, e trataram de entrar. Como da outra vez, Severo ficou do lado de fora, apesar de lhe dar dinheiro suficiente para as compras.
"Bom dia. Gostaria de comprar as vestes de escola."
Uma mulher de meia idade que estava ao seu lado cuidando de outra pessoa, lhe respondeu:
"Está indo pra qual escola querida?"
"Hogwarts" respondeu a menina com certo orgulho em sua voz.
"Certo, espere um pouco que já vou atende-la."
Enquanto esperava, notou que quem estava sendo atendido era um garoto, ele era baixo, magricelo e usava óculos que estavam remendados, possuía cabelos negros, e ao lado dele estava outro garoto. Diferente do primeiro, este tinha uma estatura um pouco maior e seu rosto era pálido e meio pontudo. Seu cabelo era loiro e em sua face, uma expressão superior estava marcada.
"Está olhando o quê?" o segundo perguntou a olhando com ignorância.
"Nada que seja da sua conta." respondeu no mesmo tom.
Depois do acontecido, não trocaram mais palavras. O silêncio pairou no local e só se podia escutar barulhos de gavetas e artefatos de costura da Madame Malkin. Logo os garotos começaram a conversar. Bem, na verdade o loiro estava falando que nem uma maritaca e o outro apenas escutava parecendo confuso com as coisas que lhe eram ditas.
"Espera um pouco, vocês estão indo pra Hogwarts?" perguntou a menina, curiosa.
"Estamos." responderam em uníssono.
"Que legal. Me chamo e vocês?"
"Meu nome é Malfoy, Draco Malfoy" respondeu o loiro.
Quando o garoto de óculos ia responder, Madame Malkin o interrompeu dizendo que já tinha acabado com ele.
"Sua vez, querida." chamou-a com um sorriso.
logo tratou de subir no banquinho e suas medidas foram tiradas.
"Ei, para que casa você quer ir? " perguntou Draco.
"Pretendo entrar para a Sonserina. E você?" respondeu com um pequeno sorriso nos lábios.
"Eu também! Papai vai ficar orgulhoso, todos da minha família foram da Sonserina." respondeu com um sorriso presunçoso.
"Meus pais também foram de lá."
Com o fim da conversa, mais nenhuma palavra foi trocada. Logo que a mulher terminou de fazer seus serviços, dispensou as duas crianças que trataram de sair da loja. Ao chegarem em casa, tratou de guardar suas coisas em seu quarto e, em seguida, desceu para jantar. Encontrou seu pai sentado e então se juntou a ele.
"Comprei seu bilhete para pegar o Expresso de Hogwarts dia 1° de setembro às 11:00."
"Hum... Certo."
"Espero que vá bem nas matérias. Principalmente em Poções.''
"Não se preocupe, eu vou." respondeu com certa arrogância.
"Ótimo." finalizou a conversa, curto e seco.
Assim que terminou o jantar, a bruxinha tratou de subir e se deitar em sua cama. O dia foi longo para ela e de certo merecia um descanso. Logo, logo ela estaria em Hogwarts. E com esses pensamentos, acabou adormecendo.


Capítulo 2 - Conhecer

Enquanto os primeiros raios de sol apareciam dando indícios de que mais uma manhã começara, já estava de pé observando o nascer do sol. Ela sempre fazia isso e se alguém a perguntasse o porquê, ela diria que gosta de apreciar o primeiro canto dos pássaros, como os trouxas andavam atrapalhados para irem trabalhar e o início de um novo dia.
Após dar um jeito em seus cabelos desgrenhados e lavar o rosto, desceu para tomar café. Até estranharia o silêncio de casa, mas já estava acostumada com isso. Seu pai preferia ficar trancado no quarto fazendo sabe-se lá o que.
Ao terminar o café, subiu novamente para tomar um banho e aproveitou em seguida para arrumar seu malão. De acordo com o calendário, agora faltavam exatamente 15 dias para sua ida à Hogwarts. A garota sorriu com esses pensamentos e logo tratou de arrumar suas vestes e todos os seus pertences. Ah, como ela estava louca para usar sua varinha. Já havia estudado alguns feitiços simples de primeiro ano e faltava pular de alegria ao imaginar soltando feitiços de sua varinha. A menina levou um susto ao escutar uma batida na porta, mas se acalmou ao ver que era seu pai. Arqueou uma sobrancelha, pois era raro Severo aparecer naquele cômodo.
"Sim?"
"Já tomou café? Apronte-se, temos que sair."
"Fiz tudo isso que o senhor disse."
"Ótimo, então vamos."
Saiu de sua cama e acompanhou seu pai até o hall de sua casa e, juntos, aparataram, com sentido aquela sensação de que seu umbigo estava sendo puxado por um gancho. Ambos pararam em frente a um grande portão e, na parte de dentro, se encontrava um vasto jardim. percebeu que nele haviam dois pavões e achou exagerado. O portão se abriu e caminharam até a porta da mansão. Ela era linda. Porém, sombria. Ao entrarem, viu como a sala era enorme e luxuosa. E logo percebeu a presença de três pessoas extremamente arrumadas, para recebe-los. A garota reconheceu o menino ao lado da mulher.
"Oi, Draco". curta e seca, para não se passar de mal-educada. "Sr. e Sra. Malfoy, prazer em conhecê-los."
"Igualmente, querida." dissera sra. Malfoy. Já o marido, apenas lhe deu um simples aceno com a cabeça.
"Draco, por que não apresenta a mansão para enquanto conversamos?" sugeriu Narcisa.
"Está bem, mamãe." respondeu Malfoy, sem muita vontade. Os dois jovens trataram de subir para o quarto do mais velho entre eles. Com certeza seria um longo dia...

dormiu tranquilamente após escutar diversas histórias sobre a vida de seus parentes em Hogwarts. Na manhã seguinte a garota acordou ainda na casa de Andrômeda, um pouco desorientada. não reconheceu onde estava e após o reconhecimento, a garota se aprontou e seguiu para o café da manhã com seus primos.
Ted havia saído para o trabalho e Andrômeda estava na cozinha preparando algo para comerem. Na mesa estavam somente Tonks e Remo, conversando sobre um assunto do qual a garota não poderia saber já que assim que chegou, os adultos pararam de conversar. Algo que a menina reparou e com certeza ela conversaria sobre isso com o seu padrinho. Um tempo após o silêncio constrangedor que se instalou na mesa, Andrômeda chegou com o café da manhã e todos comeram em um completo silêncio.
A refeição acabou e e Remo se despediram e aparataram para sua casa. Assim que chegaram, a mais nova fez diversas perguntas ao mais velho sobre o que ele e Dora conversavam, porém o mesmo manteve seu silêncio e a garota desistiu seguindo, para seu quarto. Já imaginando sobre quem era o assunto. Era sempre assim. Ela conseguia perceber.

Já mais tarde, se encontrava em sua casa, mais precisamente na biblioteca lendo um livro grosso e de capa velha. A história lhe parecia interessante, já que não tirava os olhos do livro por nada. Seu pai a havia chamado para o jantar, mas a menina não escutou. Seus pensamentos vagaram para a casa em que ela estava há algumas horas. Apesar de Draco ser um garoto um tanto que esnobe, era legal. Os dois conversaram durante horas e pode se dizer que firmaram uma amizade.
E sob a luz da lua e das estrelas, ambas as meninas foram cada uma para suas respectivas camas e entraram no mundo dos sonhos. Porque nos sonhos entramos em um mundo inteiramente nosso. Mergulhamos no mais profundo oceano ou flutuamos na mais alta nuvem.


Capítulo 3 - Plataforma 9 3/4

15 dias haviam se passado, e hoje seria o dia em que ambas as meninas iriam embarcar no Expresso de Hogwarts. Para elas, era o dia mais importante de suas vidas e, claro, estavam ansiosas e nervosas por causa da Seleção de Casas. e , cada uma em suas respectivas casas, verificavam o malão novamente e logo após, se aprontaram para a ida à estação King's Cross.
King´s Cross estava cheia de trouxas embarcando e desembarcando dos trens. andava empurrando seu carrinho ao lado de Lupin. Ambos davam passos apressados, já que faltavam apenas cinco minutos para o Expresso de Hogwarts partir. A dupla parou em frente a pilastra onde informava a localização da plataforma nove.
“Padrinho? Como vamos chegar até a plataforma 9 ¾?” perguntou a mais jovem.
“Simples, você só tem que atravessar esta pilastra e, então, chegaremos lá.” Sorriu, enquanto explicava. Ele queria falar como fazia a travessia somente quando fosse a hora de fazê-la.
encarou a pilastra e deu de ombros, murmurou um “está bem” antes de correr em direção a parede concreto. Por instinto, fechou os olhos esperando o impacto, mas isso nunca aconteceu. Quando abriu eles novamente, observou o novo ambiente com admiração. Havia bruxos e bruxas por todo lado. Nem percebeu quando seu padrinho colocou a mão em seu ombro, guiando-a até o enorme trem.
Antes de embarcar, se despediu de Remo, abraçando-o fortemente enquanto prometia ao mesmo que mandaria cartas sempre que pudesse.
, que já havia atravessado a pilastra, esperava pacientemente seu pai fazer o mesmo. Quando o mais velho chegou ao seu encalço, os dois caminharam em direção ao expresso. Era até que um tanto cômica a forma como se despediram, já que iriam se encontrar mais tarde. Então um aceno e um curto abraço foi o suficiente para ambos.
Assim que entrou no trem, procurou um vagão para se acomodar. A garota não sabia qual seria sua casa, então tratou de procurar um vagão onde sabia que se encontrariam as pessoas mais gentis possíveis ali. Os lufanos. Seguindo esse pensamento, a garota entrou em uma cabine em que se encontrava apenas um garoto. Loiro, alto e com o uniforme de Hogwarts com o brasão da Lufa-Lufa pelo que pôde perceber. Ela perguntou se poderia ficar ali e ele respondeu com um simples aceno.
"Primeiro ano?"
"Sim."
Um silêncio se instalou ali durante muito tempo, o garoto, até então desconhecido, tinha começado a ler um livro enquanto ficava olhando para suas vestes e imaginava como seria Hogwarts. Uma senhora passou vendendo doces durante o percurso. A menina não sabia o que comprar, mas estava morrendo de fome, vendo a indecisão da garotinha o mais velho pegou três sapos de chocolate.
"Tome."
"Obrigada, mas não é necessário."
"Considere um presente, então."
Novamente o silêncio se instalou na cabine, mas a garota agora estava muito interessada naquele gentil rapaz. Não conseguindo o manter, ela quebrou o silêncio.
"Qual o seu nome?"
“Sou Cedrico, Cedrico Diggory”
“Prazer conhecê-lo, Cedrico. Meu nome é
Do outro lado do trem, estava em uma cabine lendo o livro "Hogwarts: uma história", quando um garoto com cabelo bagunçado e com uma cicatriz abre a porta.
"Posso me sentar?" logo reconhecera que aquele garoto, era Harry Potter. Sorrindo maldosa, respondeu:
"Mas é claro... Que não! Vá procurar outra cabine, Potter." E ao terminar de falar, voltou sua atenção ao livro antes de ver as feições de incredulidade de Harry.
No meio do caminho, Draco e mais dois garotos chamados Crabbe e Goyle se juntaram a ela e jogaram algumas partidas de snaps explosivos que trouxera com ela. Mais tarde, eles colocaram as vestes da escola e poucos minutos depois, o trem parara. Assim que o expresso parou em Hogsmeade, os alunos foram aos poucos, desembarcando do trem. Ao longe, podia se ver um homem muito grande e barbudo gritando algo como "Alunos do primeiro ano, me acompanhem!" Dito e feito. Os alunos foram seguindo o meio gigante até um lago onde se encontravam pequenos barcos.
"Quatro alunos por barco!" disse o homem.
entrou em um acompanhada de Draco e os guarda costas dele. Já entrou em um barco com dois garotos loiros e uma menina de cabelos cheios. Quando o barco começou a andar, podia se ter a visão do grande castelo iluminado pela luz da lua. "Abaixem as cabeças!" falou o homem quando estavam perto de uma espécie de cortina de pedras. Logo, chegaram do outro lado e puderam sair dos barcos. O meio gigante os acompanhou até o castelo, e só pela entrada, dava para ver que era uma escola muito bonita e ficava ainda mais com a luz da lua e das estrelas a iluminando.


Capítulo 4 - A Cerimônia de Seleção

O meio gigante acompanhou os alunos até a escada dentro do castelo onde, no topo, se encontrava uma mulher alta, bonita e usando vestes verdes. Sua expressão era rígida e seus lábios estavam comprimidos em linha reta.
"Alunos do primeiro ano, prof.ª Minerva McGonagall." informou Hagrid.
"Obrigada, Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante." Assim que disse isso, Hagrid saíra e sobraram os alunos e a Prof.ª McGonagall.
"Bem-vindos a Hogwarts." pronunciou a prof.ª Minerva. "O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina." nesse instante, dera um sorriso de lado com a menção à casa.
"Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts, os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a taça da casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa à qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam. Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês." disse a prof.ª Minerva. "Por favor, aguardem em silêncio."
A mais velha se retirou tempo o suficiente para que sussurros assustados começarem a respeito da seleção. "Será que vai doer?" Era a pergunta mais frequente. A porta se abrira novamente e, de lá, saiu Minerva.
"Vamos andando agora." disse com uma voz energética. "A Cerimônia de Seleção vai começar."
Todos ficaram em silêncio quando ela proferiu tais palavras.
"Agora façam fila e me sigam." E assim todos os alunos do primeiro ano a seguiram para dentro do Grande Salão.
Ao entrar naquele cômodo, foi possível ver quatro mesas colocadas com alunos de suas respectivas casas e, mais a frente, uma enorme mesa com os professores e diretor sentados. O teto parecia encantado para se parecer com o céu lá fora. Assim que a professora parou, os alunos também pararam. Ao lado dela, havia um banquinho com um chapéu de aspecto velho em cima dele, ele era remendado, esfiapado e sujíssimo. Por alguns segundos, fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto a aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:
"Ah, vocês podem me achar pouco atraente,
Mas não me julguem só pela aparência
Engulo a mim mesmo se puderem encontrar
Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.
Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,
Suas cartolas altas de cetim brilhoso
Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts
E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.
Não há nada escondido em sua cabeça
Que o Chapéu Seletor não consiga ver,
Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer
Em que casa de Hogwarts deverão ficar.
Quem sabe sua moradia é a Grifinória,
Casa onde habitam os corações indômitos.
Ousadia e sangue-frio e nobreza
Destacam os alunos da Grifinória dos demais;
Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,
Onde seus moradores são justos e leais
Pacientes, sinceros, sem medo da dor;
Ou será a velha e sábia Corvinal,
A casa dos que têm a mente sempre alerta,
Onde os homens de grande espírito e saber
Sempre encontrarão companheiros seus iguais;
Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa
E ali fará seus verdadeiros amigos,
Homens de astúcia que usam quaisquer meios
Para atingir os fins que antes colimaram.
Vamos, me experimentem! Não devem temer!
Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!
(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)
Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!"

O salão inteiro explodiu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma referência para cada umas das quatro mesas e então ficou quieto novamente. A professora Minerva então se adiantou com um pergaminho na mão.
"Quando eu chamar seus nomes, vocês colocarão o chapéu e se sentarão no banquinho para seleção. Ana Abbott!"
Uma garota de rosto rosado e marias-chiquinhas louras surgiu entre a multidão. Pôs o chapéu, que lhe afundou direto até os olhos, e se sentou. Uma pausa momentânea e o chapéu se manifestou.
"Lufa-Lufa!"
A mesa a direita deu vivas e bateu palmas quando Ana se sentou junto a eles. logo viu um fantasma acenar alegremente para a menina, mas não se surpreendeu, Tonks já tinha falado sobre eles. Cada casa tinha seu fantasma, esperava manter certa distância do Barão Sangrento, antes se encontrar com Pirraça do que com ele.
"Susana Bones!"
"Lufa-Lufa!"
A garota se apressou e se sentou junto ao lado de Ana.
"Terêncio Boot!"
"Corvinal!"
Desta vez foi a segunda mesa à esquerda que aplaudiu; diversos alunos da Corvinal se levantaram para apertar a mão do garoto quando ele se juntou a eles na mesa. Lilá Brown foi a primeira a se juntar a mesa da Grifinória, gravou o nome da garota, talvez fosse útil caso ela fosse para a Grifinória como seu padrinho, também decorou os nomes de Ana Abbott e Susana Bones, Tonks disse que a menina talvez fosse para a Lufa-Lufa. Mais alguns nomes foram chamados, Mila Bulstrode foi para a Sonserina e Mádi Brocklehurts foi também para a Corvinal.
"Justino Finch-Fletcher!"
"Lufa-Lufa!"
Outros nomes foram chamados para a Grifinória como Simas Finnigan, Hermione Granger e Neville Longbottom, o garoto que levou um tombo a caminho do banquinho.
"Draco Malfoy!"
O garoto se adiantou logo, gingando, quando chamaram seu nome e teve seu desejo realizado imediatamente.
"Sonserina!"
estava quase se distraindo com o fato de Draco estar ali, a garota sabia que ele era seu primo, e não se sentia confortável com isso, ele não parecia um bom garoto.
" Fawley!"
Quando escutou seu nome, seu coração gelou, não pôde deixar de agradecer mentalmente Lupin por ter feito o que tinha prometido; mandar uma carta a Dumbledore pedindo que fosse ignorado o sobrenome Black da garota, admitindo somente o da mãe, Fawley. Com esses pensamentos na cabeça a garota se sentou no banco e o chapéu começou a falar em sua mente:
"Mais uma Black posso ver. Com um bom coração, coragem e ambição fica difícil escolher. Uma mente muito interessante a sua, ."
Sentada no banquinho, esperando o chapéu se decidir, pode ver o rapaz do vagão sentado na mesa da Lufa-Lufa, ele também olhava para ela, por um momento desejou que Tonks estivesse certa.
"Lufa-Lufa? Acho que não, grandes coisas te esperam menina, talvez a Sonserina a ajude nisso. Grande parte de sua família se encontrava lá".
Rapidamente um pensamento lhe assombrou, na mesma casa que Draco sua identidade e relação com os Black seria descoberta, a garota definitivamente não queria isso.
"Sendo assim, será Grifinória então!"
Sem ter noção de quando o chapéu deixou de falar em sua cabeça e começou a falar para todos, seguiu para a mesa da Grifinória, acompanhando o olhar do jovem rapaz da mesa lufana se sentando entre os gêmeos ruivos e um garoto desconhecido. Mais alguns nomes foram chamados até que dois nomes se destacaram.
" Snape!"
Evidentemente todos no salão começaram a comentar, a filha até então desconhecida do Snape estava ali, todas as mesas ficaram em silêncio quando a menina se sentou no banco, esperando a decisão do chapéu.
"Uma mente muito perspicaz a sua, , muito inteligente, se daria muito bem na Corvinal. Apesar disso, não me restam dúvidas de que sua audácia e ambição serão muito mais bem exploradas na Sonserina!"
A garota sem se abalar com os cochichos e comentários, seguiu de cabeça erguida para a mesa da Sonserina com muitos aplausos. Os murmúrios aumentaram ainda mais quando o próximo nome foi chamado.
"Harry Potter!"
"Potter foi o que ela disse?"
"O Harry Potter?"
O chapéu lhe cobriu os olhos e todo o salão se espichou para dar lhe uma boa olhada, aquele era mesmo o menino que sobreviveu?
Alguns momentos se passaram até o chapéu se decidir.
"Grifinória!"
O garoto começou a ir em direção a mesa da Grifinória e recebeu a maior ovação da cerimônia. Percy, o monitor, se levantou para apertar sua mão, os gêmeos Weasley começaram a gritar algo como "Ganhamos Potter! Ganhamos Potter!". O fantasma lhe deu uma palmadinha nas costas e a cerimônia seguiu. Sobraram três pessoas, Rony Weasley; foi para a Grifinória recebendo diversos aplausos e comentários de seus irmãos, Lisa Turpin virou Corvinal e Blás Zabini um sonserino.
Alvo Dumbledore se levantara. Sorria radiante para os estudantes, os braços bem abertos como se nada no mundo pudesse ter-lhe agradado mais do que os ver todos reunidos ali.
"Sejam bem-vindos, sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Destabocado! Beliscão! Obrigado."
Os pratos diante de toda agora estavam cheios de comida. Rosbife, galinha assada, costelas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e por alguma estranha razão docinho de hortelã.
Logo que todos terminaram de comer a sobremesa, o diretor se levantou novamente e começou a falar:
"Hum... Só mais umas palavrinhas agora que comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. E alguns dos nossos estudantes mais antigos fariam bem de se lembrar dessa proibição." Nessa hora, Professor Dumbledore deu uma rápida olhada para Fred e Jorge, que estavam sentados ao lado de .
"O senhor Filch, o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer mágicas no corredor durante os intervalos das aulas. E os testes de Quadribol serão realizados na segunda semana de aulas. Os interessados em entrar para o time de sua casa, deveram procurar Madame Hooch. Por último, é preciso avisar que, este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido a todos que quiserem ter uma morte muito dolorosa."
Após seu discurso, os alunos ainda cantaram o hino de Hogwarts e, finalmente, pensou , puderam ir para seus dormitórios. seguiu Percy, o monitor da Grifinória, até a torre de sua casa. Descobriu que para entrar na sala comunal, teria que dizer uma senha - Cabeça de Dragão - para um quadro onde havia uma mulher gorda. Os dormitórios eram separados em feminino e masculino por ano. Já , seguiu para as masmorras. Onde uma porta se materializava para quem pertencia à sua casa e teria que dizer uma senha. Sua sala comunal era muito luxuosa e aconchegante, pensou. Finalmente, as garotas - cada uma em seu dormitório- se prepararam para dormir e se deitaram. Amanhã seria um longo dia para todos. Afinal, as aulas iriam começar.


Capítulo 5 - Primeiro Dia

Na primeira manhã em Hogwarts, levantou cedo e percebeu que foi a primeira a despertar em seu dormitório. Aproveitou então para trocar de roupa e escovar os dentes. Quando feito, desceu para a sala comunal da Grifinória e decidiu ler um livro em frente à lareira. Com o passar do tempo, viu que a sala estava enchendo e decidiu descer para tomar o café da manhã.
Desceu pelas grandes escadas do castelo e adentrou o Salão Principal onde havia muitos alunos conversando ou lendo livros. foi para sua mesa e sentou-se ao lado de uma garota de cabelos cheios. A sua frente, dois garotos ruivos idênticos estavam sentados e conversando com um garoto negro que parecia ter a mesma idade que eles.
Decidiu pegar um copo de suco de abóbora e um pedaço de bolo de caldeirão.
"Hey, você é a Fawley, certo?" perguntou um dos ruivos.
"Sim e você é...?"
"Eu sou o Fred Weasley, esse feio aqui do meu lado é Jorge e aquele do lado dele é o Lino Jordan."
sorriu, mas quando iria responder, a prof° Minerva lhe entregou seu horário de aula. Deu uma breve olhada e viu que teria dois tempos seguidos de Poções junto a Sonserina com o professor Snape.
"Prazer conhecê-los. rapazes. Vocês estão no terceiro ano. certo?"
"Sim." Disse um dos ruivos.
"Poderiam me contar mais sobre o professor Snape? Ele é o professor de poções."
"Snape é o professor de poções, mas ele queria mesmo era dar aula de Defesa Contra as Artes das Trevas!" relatou Lino fazendo os outros rirem.
"Soube que ele se inscreveu para a vaga, mas Dumbledore rejeitou." Após o comentário do segundo ruivo, teve arrepios em pensar o que aconteceria se Snape passasse por ali agora.
"Ele costuma ser muito rígido com o pessoal da Grifinória. Cuidado!"
"Obrigada pela dica. Tenho que ir agora, vejo vocês por aí."
"Até."
Seguindo seu caminho, saiu do Salão Principal e foi em direção as escadas que se moviam para ir a aula de Poções nas masmorras do castelo. Havia 142 delas em Hogwarts, sempre levando a caminhos diferentes. Tentando a sorte, a jovem bruxa escolheu uma e foi mudando de escadas até conseguir chegar às masmorras. Era mais frio ali do que em qualquer outra parte do castelo. Como previsto pelos gêmeos e Lino, Snape não fora muito agradável com a Grifinória, mais com especificamente Harry Potter.
"Vocês estão aqui para aprender a ciência sutil e a arte exata do preparo de poções." começou. "Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos... Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar."
Mais silêncio seguiu-se a esse pequeno discurso. Harry Potter e ao que parecia mais um dos Weasleys se entreolharam com as sobrancelhas erguidas.
"Potter!" disse Snape de repente. "O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódelo em pó a uma infusão de losna?"
Raiz do que em pó a uma infusão do quê? Pensou . Aquela aula parecia extremamente confusa, e feita exatamente para envergonhar a Grifinória, mas uma menina cujo não sabia o nome parecia saber a resposta, já que levantou a mão.
"Não sei, não, senhor." disse Harry.
A boca de Snape se contorceu num riso de desdém.
"Tsc, tsc, a fama pelo visto não é tudo." desdenhou o professor, ainda ignorando a mão da bruxa.
"Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde você iria buscar bezoar?"
A garota esticou a mão no ar o mais alto que pôde sem se levantar da carteira, mas Harry não tinha a menor ideia do que fosse bezoar. viu que seu primo Malfoy e seus capangas da Sonserina se sacudiam de tanto rir.
"Não sei, não, senhor."
"Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter?"
Harry continuava olhando diretamente para aqueles olhos frios. Será que Snape esperava que ele se lembrasse de tudo que vira em Mil Ervas e Fungos Mágicos?
Snape continuava a desprezar a mão trêmula da menina.
"Qual é a diferença, Potter, entre acônito licoctono e acônito lapelo?"
Ao ouvir isso, a menina se levantou, a mão esticada em direção ao teto da masmorra.
"Não sei" disse Harry em voz baixa. "Mas acho que Hermione sabe, por que o senhor não pergunta a ela?"
Alguns garotos riram; os olhos de Harry encontraram os de Simas e este deu uma piscadela. Snape, porém, não gostou.
"Sente-se" disse com rispidez à Hermione. "Para sua informação, Potter, asfódelo e losna produzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como a Poção do Morto-Vivo. O bezoar é uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos dois acônitos são plantas do mesmo gênero botânico. Então? Por que não estão copiando o que estou dizendo?"
Ouviu-se um ruído repentino de gente apanhando penas e pergaminhos. E acima desse ruído a voz de Snape:
"E vou descontar um ponto da Grifinória por sua impertinência, Potter."
As coisas não melhoraram para os alunos da Grifinória na continuação da aula de Poções. Snape separou-os aos pares e mandou-os misturar uma poção simples para curar furúnculos. Caminhava imponente com sua longa capa negra, observando-os pesar urtigas secas e pilar presas de cobras, criticando quase todos, exceto Draco, de quem parecia gostar e sua filha, .

O sinal havia tocado indicando que a aula de Poções terminou. se apressou para guardar seu material e saiu correndo da sala para próxima aula. Iria ter um tempo de Feitiços com os alunos da Corvinal. Após atravessar os corredores escuros das masmorras, subiu algumas escadas e, finalmente, sem se perder, conseguira achar a sala. Entrou e logo pôde ver que havia alguns alunos dentro dela, amontoados em pequenos grupos definidos por suas casas. Decidiu sentar-se em uma mesa vazia ao lado da janela, enquanto o pequeno professor Flitwick não começava a aula. Mais alguns instantes e se pôde ouvir sua voz se espalhando pelo recinto, cumprimentando todos. Enquanto o pequeno professor pedia para todos se sentarem em suas mesas, com um leve movimento surgiram gaiolas com cadeados em frente a cada aluno.
"Nessa primeira aula aprenderemos um feitiço simples, porém muito útil. Ele serve para destrancar portas, desde que não estejam protegidas com magia. Seu nome é Alohomora."
O professor instruiu os alunos e, em instantes, era possível ouvir repetidas vozes citando o nome do feitiço. conseguiu destrancar o cadeado de sua gaiola na segunda tentativa e sorriu satisfeita com o resultado. Alguns alunos não estavam obtendo sucesso e o prof. Flitwick ajudava-os. Ao final da aula, todos haviam conseguido. Professor Flitwick decidira passar um dever de casa sobre o novo feitiço que aprenderam.

Era hora do almoço e o Salão Principal se resumia em tilintar de talhares e conversas entre alunos e professores. Variados tipos de corujas entraram pelas janelas do salão com o objetivo de entregar suas cartas aos devidos donos, alguns alunos do primeiro ano ficaram surpresos com a repentina entrada das corujas. Muitos receberam cartas e presentes de seus parentes, enquanto outros nada ganharam. observou a quantidade de doces que Draco ganhara, provavelmente de sua mãe. Na mesa da Grifinória, recebeu uma carta de Remo e alguns sapos de chocolate, lembrou de agradecer ao padrinho mais tarde, recebeu também uma edição do Profeta Diário, que continha dados sobre o que ocorria com o ministério e o próprio ministro, nada que interessasse uma bruxa de 11 anos. Com o fim do almoço, a aula de Herbologia se iniciava.
Os alunos já estavam devidamente acomodados nas amplas mesas que preenchiam a parte central da estufa número um, cada qual com seus respectivos materiais herbólogos. A estufa possuía uma enorme e abundante quantidade dos mais variados tipos de plantas mágicas, desde orquídeas até plantas espinhentas, porém, inofensivas. Nas prateleiras que circundavam a região das mesas, havia vasos de tamanhos diversificados, bem como sementes e bulbos estranhos e de cores diferentes, e alguns pequenos receptáculos etiquetados com nomes de ervas. A iluminação do ambiente era razoável, tendo como principal funcionalidade manter o calor do ambiente apropriado às plantas que ali estão.
"Bom dia alunos, sejam bem-vindos a Hogwarts e a sua primeira aula de Herbologia, eu sou a professora Sprout" disse uma mulher baixinha, com um cabelo grisalho despenteado, que usava uma espécie de chapéu ou gorro feito de retalhos, e roupas sujas de terra "Para começarmos a aula, uma pergunta de extrema importância: como podemos reconhecer uma planta mágica de uma não-mágica?"
"Elas podem ouvir, falar e se movimentar." respondeu , que havia levantado a mão.
"Sim, isso mesmo. A primeira coisa que precisa fazer é tentar falar com ela e ver o que acontece. Tem diversas formas, na verdade, de reconhecimento e quem inventou isso foi o grande Mago Studding Flash aos seus 178 anos."
A professora então posicionou um vaso contendo em seu interior uma flor amarela circundada por folhas estreitas e compridas, um pouco pontiagudas, e com um balanço de varinha a mesma planta apareceu para cada um dos alunos, sorrindo gentilmente, então começou a sua explicação.
"Temos aqui um 'narciso comum' ''. Alguns alunos mantiveram o olhar atento à planta, enquanto outros bocejavam constantemente. "Os narcisos comuns, como iremos designá-los à partir de agora, são plantas ornamentais nativas da parte sudeste da Europa, sendo sua maior concentração localizada na Romênia. Estas plantas apresentam folhas lineares e flores pendentes em hastes individuais, adaptadas ao clima frio. Florescem normalmente no período do inverno e da primavera, sendo normalmente utilizados em arranjos. Sobretudo, são inofensivas e não se enquadram a nenhum grau de envenenamento. Além disso, o chá das pétalas de suas flores, únicas estruturas destas plantas das quais podemos usufruir, apresenta propriedades calmantes."
que já havia sido apresentada a esse tipo de narciso por seu pai, decidiu que não era necessário mais prestar atenção no que era dito, até que algo chamou sua atenção, uma conversa, entre Draco Malfoy e seus amigos. Era algo sobre Harry Potter e Draco dizia que o faria pagar por algo. apenas revirou os olhos e voltou a prestar atenção na professora que dava instruções para o que eles iriam fazer:
"Então, essa será a tarefinha de vocês. Até o final da semana, quero que plantem e cuidem de um narciso e, na próxima aula, deverão trazer um pergaminho de 20 linhas sobre o que observaram." Professora Sprout sorriu para os alunos novamente, observando-os com os olhos semicerrados.
Foi possível ouvir reclamações de alguns alunos. apenas sorriu com a tarefa, ela gostava de Herbologia.
"Vocês deverão plantá-los em excremento de dragão, matéria de uma das nossas próximas aulas. Encontrarão os devidos materiais nas prateleiras, bem como os bulbos etiquetados com as cores dos narcisos que florescerão a partir dele. Escolham e divirtam-se. Ah, e não se esqueçam: mantenham o excremento úmido, não encharcado. Caso contrário, o bulbo apodrecerá. E evitem deixá-los expostos ao sol durante um período duradouro. A iluminação ideal é a indireta, pois pode gerar o desgaste das folhas, flores e o ressecamento do bulbo. Até a próxima aula!''
Sprout saiu da estufa um pouco desajeitada por estar segurando o vaso que continha a planta e uma caixa de papelão. E aos poucos os alunos foram saindo um por um da estufa e foram se direcionando para outras aulas.
Após o término do horário de aulas, os alunos aguardavam ansiosamente para a hora do jantar. O primeiro dia havia sido interessante e novo, para os alunos do primeiro ano, já que eram novos e não estavam habituados com o ambiente escolar. Já para os alunos do segundo ano em diante, aquele foi um dia normal, exceto pela parte em que veriam seus amigos novamente. Mas para alguns alunos, aquele ano seria diferente.


Capítulo 6 - Cartas para Snape

Um mês havia se passado desde o início das aulas, mais uma manhã fria de outono se iniciava. sabia que seu pai, e não somente ele, estava trabalhando para proteger algo no castelo, mas não chegou a descobrir o que. Snape ficava mais do que seu horário pedia preparando poções, que a jovem bruxa sabia que não faziam parte da grade curricular de Hogwarts, e quando não estava preparando suas poções, ele estava procurando ingredientes para elas.
Durante as semanas que passou no castelo, recebeu diversos avisos para não visitar o corredor do terceiro andar, mas parecia que isso instigava sua curiosidade, sentimento que se tornou mais frequente após a descoberta, que se deu através de cartas na mesa de Snape, sobre um Cérbero no castelo. Sua curiosidade era tamanha que afetou sua concentração nas aulas. Até Draco havia percebido que algo estava errado. Perguntava para a garota o que ela tinha e ela sempre desconversava ou respondia um simples ''nada'' para ele. A obsessão de Malfoy por Harry aumentava a cada dia. Comentava com sua amiga que o Cicatriz - apelido que dera ao Potter - e seu amigo estavam aprontando algo.
"Estou te dizendo, ! Aqueles dois estão escondendo algo. E eu vou descobrir o que é."
"Deixa disso, Draco. Vai caçar o que fazer! Sabe que o Potter é o queridinho do velho e você vai acabar se metendo em encrenca."
"Não vou desistir tão fácil, Rosier. Inclusive já tenho um plano para tirar Potter e aquele traidor de sangue do castelo."
"Me poupe dos detalhes, Malfoy. Não quero acabar com problemas, peça ajuda aos seus capangas."
No salão comunal, podia encontrar Draco com Crabbe e Goyle cochichando pelos cantos, de forma suspeita, além de alunos dispersos com o Halloween que se aproximava. Seu pai se comportava cada vez mais suspeito, chegando a perseguir o professor Quirrell pelo castelo. Pansy Parkinson, a garota que considerava uma "amiga" até então, não parava de comentar sobre Draco, o que fez com que se afastasse da mesma e passasse a permanecer mais tempo na biblioteca.
Na torre da Grifinória o clima não parecia menos suspeito, se prestasse atenção, era possível ver Harry e Rony cochichando pelos cantos com Hermione os observando. Os alunos mais velhos pareciam dispersos a situação, com exceção ao time de quadribol, que estava constantemente conversando sobre seu misterioso "trunfo". decidiu que ali não era o lugar adequado para estudar, então decidiu ir para a biblioteca, onde formou uma pequena pilha de livros. Concentrada, teve seus estudos interrompidos por uma garota da Sonserina, aparentando ter a sua idade, chamando sua atenção.
"Você não é a única que precisa desses livros."
"Eu sei."
"Então me entregue os que não está utilizando. A sua mesa está cheia!" disse a sonserina com um tom de arrogância.
"Não estou usando agora, mas isso não significa que não usarei. Você pode se sentar e estudar comigo!" retrucou a outra.
Contrariada, a até então desconhecida se sentou ao seu lado, se apresentando como . Recebendo um simples "" como resposta. Apesar da grosseria de , se esforçou para que ambas estudassem em conjunto sem outros conflitos, teve inclusive algumas de suas dúvidas sanadas por ela. Algumas horas se passaram e ambas as garotas precisaram se retirar da biblioteca para comer, mas combinaram de se encontrar para estudar mais vezes. Nos dias seguintes, e já não eram mais simples estranhas. As garotas começaram a conversar durante as aulas, o que atraía olhares de Snape e inclusive Draco, que apesar de conhecer , fora instruído a não manter contato com ela.
", por que você conversa com aquela traidora de sangue?" perguntou Draco.
"Primeiro: não é da sua conta. Segundo: Traidora de sangue?"
"Você não sabia? Sua amiguinha não te contou?" debochou Draco.
"Draco, você está blefando. não é uma traidora de sangue como o bobão do Weasley."
"Se não está acreditando, pergunte você mesma a ela. Vai lá!"
Após esse pequeno diálogo entre os dois, cada um foi para um canto do Salão Comunal. ficou pensando no que Draco dissera, mas não queria acreditar nele. Era um truque! É isso. Mas não conseguiu esquecer e, no seu próximo encontro com , iria questioná-la. Era quase Halloween e começou outra semana com Malfoy reclamando novamente sobre Potter e o seu plano aparentemente falho, mas não estava interessada nisso, e se não fosse por Crabbe, Goyle e Pansy, ele estaria falando sozinho. Após o café da manhã, a jovem foi se encontrar com seu pai em sua sala, fazia tempo em que não agiam como pai e filha. Na metade do percurso, encontrou conversando com um garoto aparentemente mais velho da Lufa-Lufa. se despediu do rapaz quando avistou e foi em sua direção.
"Alô, , como vai?" uma sorridente perguntou.
"Hey, . Eu estou ótima e você? "
"Estou bem também, está indo para onde? Eu estava a caminho do Salão Principal, quer me acompanhar?"
"Eu adoraria, mas estou indo falar com meu pai. Faz tempo que não falo com ele." sorriu "Bom tenho que ir, até mais!"
"Okay, então. Até mais!" estranhou um pouco o comportamento de , mas nada comentou. Continuou, então, seu trajeto até o Salão Principal.
desceu alguns lances de escadas até chegar nas masmorras novamente. Caminhou por alguns instantes até chegar na sala de seu pai que, aparentemente, estava vazia. Estranhou um pouco, mas decidiu entrar e esperar por ele lá dentro. Aproveitou para dar uma olhada quando seus olhos pararam na direção da mesa de Snape. Chegou mais perto e pôde ver alguns vidros de poções vazios e, mais ao canto, havia um conjunto de cartas empilhadas. Somente uma delas estava aberta, e como sua curiosidade falou mais alto, decidiu pegá-la e dar uma olhada. O conteúdo da carta a assustou. Pelo que leu, Dumbledore estava guardando algo na escola - o que ela já sabia - e pediu para que seu pai observasse o Prof. Quirrell e seu comportamento estranho. Assustou-se quando ouviu um barulho e deduziu que era seu pai chegando. Rapidamente colocou a carta no lugar e saiu o mais depressa possível do local.
O período matutino de aulas fora tranquilo. Cada vez mais, os alunos aprendiam novos feitiços, poções e com a chegada do Halloween, era possível ver alunos distraídos e animados por todos os cantos. Abóboras gigantes e morcegos vivos se tornaram decoração do castelo. Durante a tarde, foi para a sala de seu pai, um ambiente escuro cheio de livros, onde ele estava em sua escrivaninha feita de carvalho com diversos livros ao seu redor, extremamente concentrado.
"Veritasserum: Propriedades e Preparo, o que é isso?" perguntou, tirando Severo de sua leitura.
"Uma poção extremamente poderosa, incolor, insípida e inodora. A pessoa que ingerir essa poção entrará em uma espécie de transe hipnótico e responderá com a mais pura verdade, todas as perguntas que façam a ela, sem poder mentir ou omitir a verdade. O que está fazendo aqui?"
"Queria conversar. Passei aqui mais cedo, mas o senhor não estava."
"E o que era tão urgente?"
"O que sabe sobre os Fawley?" perguntou, sendo interrompida em seguida por batidas na porta. De repente, uma cabeleira loira se materializou na porta. Era Malfoy.
"Prof. Snape, posso entrar?" perguntou Draco.
"Já que está aqui, entre e diga o quer!" ao terminar a frase, Malfoy adentrou na sala e parou diante da mesa de Severo.
"Com minhas habilidades excepcionais em uma vassoura, acredito que não seja necessário usar as vassouras velhas desta escola, por isso, quero trazer a minha Comet 260".
"Conhece as regras, Malfoy. Mas se por um acaso deseja mudá-las, talvez devesse mandar uma coruja para Lucius, visto que ele é um membro do Conselho da escola".
Draco, ofendido com a resposta de seu professor, saiu da sala sem dizer nada. Enquanto apenas deu uma risadinha com a reação do garoto, Snape não esboçou nem uma reação.
"Os Fawley são uma família que fazem parte dos Sagrados 28, uma lista que contém as verdadeiras famílias sangue puro. Posso saber o porquê da pergunta? Por acaso tem algo a ver com aquela garota da Grifinória?"
"Ahm, não sei do que está falando e eu tenho que ir fazer as tarefas da Prof.ª Minerva, sabe como ela é. Até mais!" disse apressada e saiu correndo da sala.
O resto da tarde fora muito aproveitado pelos alunos e professores da escola, todos estavam esperando pelo dia de Halloween, durante o jantar, todos conversavam animadamente, fazendo planos para o dia seguinte, bruxos mestiços, nascidos-trouxa ou sangue-puro comentavam sobre suas tradições de Dia das Bruxas com suas famílias. O falatório no Salão era contagiante, quase todos estavam presentes, tirando um professor, que se encontrava retido em seus aposentos, conversando aparentemente, sozinho.


Capítulo 7 - Halloween

Na manhã de Halloween, os alunos estavam empolgados com a chegada do feriado. Era possível sentir o delicioso cheiro de abóboras no salão, apesar da grande comemoração ser durante a noite, os alunos já recebiam cartas de seus parentes e responsáveis, comemorando e mandando presentes de Halloween. A aula de Feitiços havia apenas começado, Wingardium Leviosa, um feitiço simples que exigia precisão, girar e sacudir, que a maioria dos alunos estavam tendo dificuldades, após algumas discussões com Rony Weasley, Hermione Granger conseguiu se destacar executando perfeitamente o feitiço para levitar. executou o feitiço após algumas falhas tentativas, e se divertia vendo os alunos tentarem, ao menos até Simas Finnigan explodir sua pena e interromper a aula.
O almoço se aproximava, a cada hora que passava os alunos ansiavam mais a noite de Halloween. saiu em busca de Cedrico, um rapaz mais velho com quem havia feito amizade durante seu pouco tempo em Hogwarts, um rapaz de cabelos claros e olhos cinzas, extremamente belo e educado. Diggory esperava nos campos alaranjados do castelo, trajando seu uniforme da Lufa-lufa e uma capa contra o frio.
"Bom dia! Ansiosa para o Halloween" Cedrico perguntou animado.
"Parece que o castelo inteiro está em festa, mas não é uma data que me agrada muito." respondeu cabisbaixa.
"Posso perguntar o porquê?" Cedrico mudou de pergunta após um aceno negativo da mais nova "Como vai sua amiga? Parecia animada em encontrá-la no corredor outro dia."
"Bem, suponho. Não conversamos muito, algo está acontecendo com ela, mas não perguntei o que era."
Os amigos continuaram conversando, sobre os pés da árvore de sabugueiro e apreciando os ventos de outono, até o horário do almoço chegar, Cedrico acompanhou até sua mesa e se retirou para comer com seus amigos lufanos. Pensando estar almoçando sozinha, a garota fora surpreendida por cabeleiras ruivas, Fred e Jorge se juntaram a ela, a cumprimentando e se sentando, respectivamente, em sua direita e esquerda.
"Como vai, nossa querida ?"
"Suponho que bem, Jorge, ela estava conversando com aquele Lufano, o Diggory".
"É mesmo, Fred, ela parecia bem animadinha!" zombou Jorge.
"Não sejam bobos, Cedrico é meu amigo, nos conhecemos no vagão do Expresso de Hogwarts."
"Se são tão amigos, devem conversar bastante!" afirmou Jorge "Talvez sobre quadribol, certo Fred?"
"Se estão procurando pelas táticas da Lufa-lufa, podem esquecer, Cedrico não me disse uma palavra sobre seu jogo idiota!" respondeu a menina.
Após as caras ofendidas de Fred e Jorge, teve que escutá-los explicando seus motivos para amar Quadribol e o porquê de ser um esporte tão espetacular, desde as especificações de cada vassoura, até os melhores times da liga e seus jogadores. Ao final daquele almoço, já sabia até quais eram as melhores táticas para um ataque surpresa contra a Sonserina, sabia inclusive que a Grifinória não estava em seu momento de glória, e por isso os gêmeos estavam desesperados. Não queriam terminar sua estadia em Hogwarts sem ganhar uma taça, e graças ao seu comportamento, não acreditavam que ganhariam a taça das casas aquele ano.
Mas a maior surpresa daquele almoço foi a quantidade de corujas carregando um grande pacote na mesa da Grifinória. Mais especificamente, na frente de Harry Potter. A atenção de todos fora atraída e logo após, uma outra coruja deixara cair uma outra carta. Potter e Weasley saíram apressados do salão e seus movimentos foram seguidos por todos até passarem pelas portas e chegar no saguão. Na mesa da Sonserina, observou Draco, Crabbe e Goyle se levantarem e seguir os meninos que acabaram de sair do salão. Apenas revirou os olhos e voltou a comer calmamente os bacons de seu prato.
Após o término do almoço, saiu do salão e resolveu ficar em sua sala comunal treinando alguns feitiços novos. Estava tão concentrada lendo sobre um feitiço que não percebeu quando Draco entrou raivoso na sala e se jogou em uma poltrona a sua frente.
"O que foi dessa vez, Draco?" perguntou curiosa.
"Potter ganhou uma vassoura! Uma vassoura, . Alunos do primeiro ano não podem ter sua própria vassoura!"
"E você está surpreso? Ainda não percebeu que só ele tem privilégios? Vamos lá, ele é o menino que sobreviveu." deixou seu livro de lado e levantou-se do pequeno sofá em que estava. "Agora, levante-se e pegue sua varinha. Quero testar uma coisa".
"É sério isso?" quando viu o olhar que lhe deu, rapidamente se levantou do sofá com sua varinha em punho.
"Muito bem, eu consigo." concentrou-se, olhou para Malfoy e pronunciou o feitiço. "Expelliarmus"
De repente, a varinha de Draco voou pelos ares do escuro salão comunal da Sonserina, a garota conseguiu pegá-la ainda no ar. Satisfação estava estampada em seu rosto, ao ver que conseguira realizar o feitiço de desarmar.
"E aí, o que achou?"
"Impressionante. Onde aprendeu esse feitiço?"
"Estive lendo nesse livro, mas foi meu pai que me apresentou a ele."
Rosier conseguiu distrair Draco de sua frustração, até a hora do jantar.
O Salão fora decorado com os morcegos vivos de sempre, as enormes abóboras de Hagrid tinham sido recortadas para fazer lanternas tão grandes que cabiam três homens dentro, e havia boatos de que contratara uma trupe de esqueletos dançarinos para divertir o pessoal. A comida apareceu de repente nos belos pratos de ouro, como acontecera no banquete de abertura das aulas.
Os alunos comiam e conversavam tranquilamente quando o Prof. Quirrell entrou correndo no salão, o terror estampado em seu rosto. Todos pararam e observaram quando ele se aproximou de Dumbledore e ofegou:
"Trasgo... Nas masmorras... Achei que devia lhe dizer."
Em seguida, caiu desmaiado no chão.
Houve um alvoroço. Dumbledore precisou soltar várias bombinhas da ponta de sua varinha para chamar a atenção de todos.
"Monitores!" disse com sua voz grave e altissonante. "Levem os alunos de suas casas até suas salas comunais, imediatamente!
Dito isso, os monitores começaram a direcionar os alunos de volta para seus dormitórios. Muitos estavam com pressa e alguns alunos do primeiro ano estavam apavorados com a situação. Era com Percy mesmo.
"Me acompanhem! Fiquem juntos, alunos do primeiro ano! Não precisam ter medo do trasgo se seguirem as minhas ordens! Agora fiquem bem atrás de mim. Abram caminho para os alunos do primeiro ano passarem! Com licença, sou o monitor!"
então se recordou de um fato importante, se o trasgo estava nas masmorras, corria perigo, sem que ninguém a notasse, seguiu em direção as masmorras, procurando por sua nova amiga, tinha passado por ao menos três corredores quando sentiu mãos a puxando para de trás de uma coluna.
"O que está fazendo aqui Fawley?" Era , falava cochichando e olhando sempre para os lados.
"Vim ver se estava bem, tem um trasgo por aí!" respondeu cochichando também.
"Ah é? Bom, e qual era exatamente o seu plano?" rebateu a mais alta das duas.
O tom de voz de foi ofensivo, mas não houve tempo para uma resposta, as meninas ouviram passos pelo corredor, tampou a boca de e as aproximou mais da parede, de modo que ficassem bem escondidas, não estavam mais sozinhas ali, uma voz conversava pelo corredor, sem que fosse possível ouvir resposta alguma.
"Não fique i-i-impaciente, por favor, o Trasgo que s-s-soltei lhes atrapalhara, continuarei procurando, m-m-mestre."
cochichou para que era a voz do professor Quirrell, e recebeu um olhar assustado em resposta. O professor se afastou após ouvir de Minerva que o trasgo estava no banheiro feminino, e as garotas então saíram de seu esconderijo.
“Aquela não era a voz do professor Quirrell, não pode ser. Por que um professor soltaria um trasgo no castelo?” Perguntou , em voz baixa para que não chamasse atenção.
“Não seja inocente, nós sabemos o que escutamos, pelo menos eu sei, aquele gago está tentando nos matar!” respondeu a outra com raiva.
“Certo, mas aqui não é lugar para conversar sobre isso, principalmente agora. Me encontre amanhã, quando for mais seguro.”
Combinando de que conversariam no dia seguinte, as meninas seguiram para suas respectivas casas. A sala comunal estava cheia e barulhenta. Todo o mundo estava comendo o jantar que fora mandado para lá, mas estava assustada demais para festas e, por isso, foi dormir, pensando sobre o que Quirrell disse.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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