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Wayward Heart


Última atualização: 26/08/2017

Capítulo 01


A A garota deu um longo suspiro assim que sentiu o carro parar. Abriu os olhos lentamente e se deparou com uma casa branca, muito bonita. Deu um meio sorriso e ouviu o taxista murmurar algo sobre o pagamento.
, com um mau olhado, lhe lançou algumas notas por entre os dedos e abriu a porta do automóvel, saindo com suas três malas e mais uma bolsinha.
O taxista mal esperou ela sair e já arrancou com o carro, totalmente arrogante. A garota bufou, mas voltou à serenidade quando voltou o olhar para a casa. Antes que pudesse se virar e tentar carregar todas malas sozinha, ela viu a porta se abrindo e de lá saindo três pessoas ofegantes.
Eram Angela, Joshua e Isaac. A família Weber era bem carismática e ela os adorava. Eles eram primos, era filha da irmã da mãe de Angela. Embora ninguém percebesse, porque tinha cabelos ondulados e ruivos, junto aos olhos esverdeados, e a família de Angela terem a característica de cabelos e olhos castanhos claros. Sua mãe, , era a mesma coisa, as suas características diferentes haviam vindo de seu pai, .
E era por causa deles que ela estava ali, na casa dos tios.
Seus pais iriam ter que se mudar para a Califórnia, por longa data, por causa do trabalho. Mas gostava daquele lugar, não queria deixá-lo por um problema que não era dela. Então, seus tios resolveram acolhê-la em sua casa.
Os gêmeos Joshua e Isaac vinham correndo em sua direção, e quando chegaram para abraçá-la, pegaram suas malas e a pequena bolsa.
— Obrigada, meninos.
Os meninos voltaram correndo para dentro de casa. Angela veio sorrindo em sua direção, ajeitando os óculos no rosto. As primas se abraçaram fortemente, elas eram tão chegadas que se consideravam irmãs.
— Eu senti saudades. — disse Angela.
— Agora vou te perturbar por muito tempo.
As duas riram e entraram em casa, encontrando os pais de Angela, sorrindo.
! — sua tia lhe apertou as bochechas, lhe arrancando um sorriso.
Depois de saudações um tanto calorosas, Angela levou a prima até o segundo andar daquela casa bonita — e aconchegante —, dando ao corredor dos quartos. Haviam quatro portas: o quarto dos seus tios, o quarto dos gêmeos, o de Angela e o último era o de hóspedes, onde ela provavelmente dormiria.
E Angela a levou até aquela porta mesmo, mas parou na entrada.
— Bem, você agora vai morar aqui e não é uma mera visita... Decidimos fazer com que o quarto ficasse a seu gosto.
A morena sorriu e abriu a porta, revelando um verdadeiro quarto dos sonhos. A parede era revestida de um vermelho vivo. A cama era revestida de preto, era uma linda cama de casal. O resto dos móveis eram um mesclados das duas cores: vermelho e preto. Preto era sua cor favorita, e ela agradeceu que tivessem colocado o vermelho, pois um quarto totalmente preto seria sórdido.
No canto havia uma escrivaninha, ao lado dela uma enorme janela, coberta com uma cortina vermelha, e no quarto inteiro haviam luminárias personalizadas, e até fios de 'pisca-pisca' decorando-o. No outro canto havia uma outra porta, que provavelmente seria o banheiro.
sorriu. Eles haviam transformado um simples quarto de hóspede numa suíte perfeita.
— Eu... Não sei o que dizer. Obrigada.

As duas se abraçaram e não demorou para Joshua e Isaac entrarem com suas malas, as colocando no chão.
se jogou prontamente sobre a cama, se deliciando com a fofura do colchão novo.
— Bom... Nós vamos deixá-la a sós.
Os três saíram e fecharam a porta, deixando uma garota sorridente para trás. Ela se levantou afobada e foi até a janela e a abriu, contemplando o céu nublado de Forks, a cidade chuvosa. Suspirou lentamente e a fechou, indo em direção a sua cama novamente.

X(...)X


Na manhã seguinte, ela acordou cedo e estava mais que sonolenta, pois havia ficado até tarde arrumando todas as suas coisas no quarto.
Ela e Angela foram andando para a escola, junto a Joshua e Isaac. Demoraram mais que dez minutos e já estavam em frente a escola, que era cheia de pessoas com cara de antipáticas e com a pele bem clara.
deu um longo suspiro.
— Não se preocupe, você vai gostar daqui. — Angela colocou a mão em seu ombro, a empurrando.
Adentraram a escola e já percebia os olhares curiosos sobre ela. Ela era a "caloura". Andaram sorrateiramente pelos corredores até as salas e Angela arrancou uma folha das mãos de .
— O seu primeiro horário é comigo, literatura. Vamos.
Andaram rapidamente até a sala de aula, onde as duas adentraram e encontraram um bando de alunos fazendo algazarra.

— Angela!
— Angela. — Jessica lhe lançou um abraço — ? É você? Eu não te vejo a... Uns dois anos?
— Mais ou menos. — caíram da gargalhada, se abraçando.
comprimentou todos. Mike, Eric, Ben ( namorado de Angela), pois já os conheciam de longa data, sempre que vinha passar fins de semana na casa dos Weber saía junto deles. Até era estranho chamá-los de Weber, já que seus sobrenomes eram ' Weber', ela respondia pelos dois, porém mais pelo Weber.
sentou-se ao lado de Mike, que percebeu estar com um aparência bem melhor do que da última vez que o vira. Deu-lhe um longo sorriso, que foi interrompido quando um professor adentrou a sala. Ele era alto, tinha cabelos negros, assim como os olhos e parecia estranho a todos, não só à ruiva.
— Olá, pessoal. — ele deu um sorriso cheio de dentes brancos — Meu nome é Bernard. Bem, eu serei seu nome professor de literatura e acreditem — levantou um dos dedos — Não irei realmente poupar a paciência de vocês para leitura.
Ele foi até sua bolsa e puxou um exemplar de um livro que parecia ser um pouco grosso. Mas não era nada como Shakespeare nem nada disso, parecia mais uma ficção.
— Esse semestre estaremos estudando algo diferente. Mitos, essa é nossa matéria. E, primeiro, estaremos estudando Vampiros, que são mitos bem populares hoje em dia.
achou uma matéria totalmente desnecessária, porém prestou atenção no que o professor dizia, sobre as várias origens do vampiro.
Depois dessa aula, houveram mais duas aulas. Matemática e história. Eles teriam a hora do almoço e já estariam liberados para ir embora.
saiu da última aula junto de Eric, e foram andando em direção ao refeitório, onde encontraram todos numa mesa rindo alto.
— Hey, vocês dois! — Mike gritou — Vamos à praia?
— Praia? — olhou-os como se fossem alienígenas — Não veem o frio?
— Você vai aprender a lidar com o frio.

X(...)X


Quando chegaram na praia, que eles alegavam ser La Push, uma reserva ao lado de Forks, não acreditava de modo algum que estavam ali naquele frio.
As meninas pegaram uma bola e se juntaram na areia, começando uma brincadeira simples de jogar. Os meninos foram surfar, mesmo naquele frio, o que achava um absurdo.
Ficaram jogando a bola por um bom tempo, até que Angela deu um solavanco no bola, que foi parar do outro lado da areia.
deu um sorriso e foi correndo até lá, mas quando abaixou-se para pegar a bola, outra mão fez o mesmo, e suas peles se tocaram. Era uma mão duas vezes maior que a sua, quente, macia, aconchegante. E ela sorriu ao ver a contradição de suas peles, ela era branquinha, e ele moreno.
Mas para Jacob, aquele momento estava sendo como de outro mundo. Quando seus dedos se encontraram, ele sentiu uma formigação passar por todo seu corpo, o deixando meio tonto. Parecia que seu coração era uma bomba prestes a explodir. Imagens da garota, que acabara de conhecer ali e agora, vieram em sua cabeça, como flashes de memória. Ele olhou nos verdes dela e como um susto, acordou de um sonho. Separou suas mãos, ofegante, e se levantou. Ele não podia ter tido um imprinting por ela... Não mesmo. Amava Bella, não?
pegou a bola e ficou ereta, olhando assustada para ele, que usava regata. Ela abriu a boca, mas ele se apressou.

— Er... Eu sou Jacob. — ele pensou em estender a mão, mas estava nervoso demais para isso.
... Você é...
— Eu sou da reserva. — observou ela — Imagino que seja de Forks.
— Er, sim... Estou passando um tempo na casa de meus tios... — olhou para trás e apontou para onde seus amigos estavam. Jacob avistou Angela.
— Angela é sua prima?
— Sim.
— Ah, deve conhecer Bella, então... — ele raspou a garganta, falando para si mesmo, em voz alta. Ela franziu o cenho.
— Hum, na verdade, não. — ela sorriu, rolando a bola na mão e ele se perdeu em seu sorriso por longos segundos.
— Eu... — engoliu um seco — Nós nos vemos por aí, então? Foi bom te conhecer.

Ele lhe lançou uma piscadela e saiu correndo. Ele não acreditava no que acabara de acontecer, não imaginava que sofreria um imprinting dessa maneira, com tal pessoa. Mas... Ele não aceitava isso, pensava todo esse tempo que o amor de sua vida era Bella.
observou seu corpo enquanto corria, até que ouviu seu nome ser chamado. Suspirou e deu meia volta, sorrindo.
Capítulo 02 - Rejected


abaixou-se na grama e puxou uma rosa branca do canteiro, olhando sorridente para ela. Levou-a até perto de seu nariz e inspirou aquele aroma, que julgava ser maravilhoso, e ouviu um barulho vindo de suas costas.
Deu um sorriso de lado e virou-se, levantando os olhos esverdeados pelo corpo do moreno em sua frente. Como de costume, ele usava uma bermuda surrada e uma regata de cor clara. Ele mostrou seu lindo sorriso, se aproximando dela em passos lentos.
— Como foi seu dia? — ele colocou uma mexa ruiva atrás de sua orelha e a garota sentiu suas bochechas queimarem.
— Você sabe… Normal. Mas… Sem você.
Jacob sorriu e a segurou pelo rosto. Seus narizes se tocaram de leve, e já podia sentir sua respiração descompassada.
E de repente, tudo ficou escuro. sentia suas mãos dormentes e olhou em volta, com medo. Haviam várias pessoas jogadas ao chão, eram pálidas e bonitas. E Jacob também estava lá, só que esse estava de pé. E ao longe, vinham mais pálidos… E eles vinham correndo.
soltou um grito e começou a correr em direção a Jacob, mas sentiu um puxão e…”

! — Joshua a sacudia, frenético.
A garota acordou em um susto, sentando-se na cama, ofegante. Suspirou e colocou a mão sobre o peito, olhando o primo.
— Quer me matar do coração?
— Quer se atrasar para a escola?
olhou o relógio e percebeu que estava realmente quase atrasada. Levantou-se e foi até seu banheiro, fez suas higienes, colocou sua calça preta e uma blusa simples. Olhou a janela e viu que, hoje em especial, estava mais nublado que nunca, e caía uma chuva fina. Colocou um casaco grande e com capuz, puxou a mochila do chão e desceu para encontrar Angela.
Depois de andarem pelas ruas quase correndo, na chuva fina, chegaram à escola e correram até a sala. Quando chegaram, sentaram-se com seu grupo de amigos, mas havia uma pessoa nova para . E ela se assustou quando a olhou, pois seu rosto era muito familiar, de seu sonho da noite passada.

— Ah, … — Angela apontou para a morena — Essa é a Bella, ela veio tem uns dois anos…Ela estava viajando com o namorado essa semana. Ainda não teve tempo de conhecê-la.
Assim que Angela falou aquilo, lembrou-se de Jacob, que conhecia Angela e havia mencionado alguma Bella. Ela sorriu e se aproximou, lhe estendendo a mão, que foi gentilmente retribuída.
— Eu sou , prima da Angela… — colocou as mãos nos bolsos da calça — Você é amiga do Jacob, não é?
— Como sabe? — Bella franziu o cenho.
— Ah, eu… Esbarrei nele… — suspirou e lembrou de seu rosto, seus traços encantadores… Balançou a cabeça.
Bella olhou-a com certa dúvida, mas acabou deixando de lado. Depois de uma aula de história bem interessante, tiveram aula de matemática, o que deixou a ruiva desanimada. Mas o que a animava era que depois do almoço não iria embora, e sim para a aula de teatro, que era constituída também por alunos que não eram da escola.
Quando o almoço acabou, se despediu de seus amigos e de Angela, que alegou que a esperaria. Mas após dizer que iria voltar sozinha, ela deu um beijo na prima e andou até o enorme salão de teatro que havia naquela escola.
As cadeiras não estavam cheias, haviam apenas alguns alunos na primeira fileira e a professora estava sobre o palco.
sorriu de leve e andou até a segunda fileira, se sentando ali. A professora deu-lhe um longo sorriso.
— Bem, já que já estamos todos aqui… Vamos começar. Esse ano, nós teremos um projeto de uma peça sobre um musical. Nós inventamos a história, e será numa época de reis e rainhas, haverá dança e tudo mais…

Ela continuou falando por um bom tempo, depois passou o roteiro para todos e colou na parede um cronograma em que estava quem ficaria com qual papel. havia pego o papel da amiga da principal, que era interpretada por Jéssica, que não estava presente, depois que havia terminado, pegou a mochila e foi em direção à saída da escola, percebendo que chovia mais do que imaginava. Chovia forte e com pingos grossos, e ela chegaria encharcada em casa.
Bufou e colocou o capuz, enfiou as mãos nos bolsos do casaco e começou a andar na chuva, sentindo já o suficiente molhada. Olhou para o lado e viu Bella junto de um garoto alto e magro, ele era pálido e mais uma vez ela teve um déjà vu relacionado ao seu sonho.
Estava tão distraída olhando para eles, que acabou tropeçando e caindo, sentindo sua coxa doer e suas roupas todas totalmente molhadas. Respirou fundo, fechando os olhos, não querendo saber se alguém havia visto. Mas quando reabriu os olhos, viu alguém mais ali perto de Bella.
Era ele. Ele estava lá, não como de costume, ele estava de calças e uma blusa preta, que estava colada em seu corpo pela chuva, mostrando que ali havia um abdômen bem definido. não conseguia esboçar nenhuma reação, continuou ali no chão, observando os três.
Jacob parecia estar furioso, pois batia de frente com o garoto junto de Bella, olhando-o nos olhos. O olhar de Bella caiu sobre , e a garota falou algo para os dois.
Quando Jacob virou-se para ela, a viu ali, olhando-o, seu mundo parecia outro. Engoliu em seco e mesmo que tentasse se segurar, suas pernas o levaram até ela involuntariamente.

— O que está fazendo aí? — falou, lhe estendendo a mão. A garota levantou, encharcada e totalmente sem jeito.
— Eu caí. — a chuva já afetava sua visão — E você, o quê faz aqui?
— Nada. — ele a observou — Você vai à pé para casa?
— É o jeito. Aliás, eu preciso ir… Não quero pegar um resfriado.
— Eu… Te levo. Se quiser, é claro. — observou ele passar a mão no cabelo.
— É, eu… — pensou por um momento. Seria bom uma carona. — Eu aceito, claro.
Jacob deu um meio sorriso e assentiu, correndo de volta para onde Bella e o garoto estavam. Falou algo para eles e acenou para dois garotos que estavam mais à frente. Esses eram parecidos com ele, e estavam sem camisa. Um deles lhe chamou a atenção, tanto que ele lhe lançou um longo olhar. Jacob parou com sua moto em sua frente, segundos depois.
— Sobe aí.

deu um meio sorriso e subiu na moto, e antes que pudesse se aconchegar, Jacob arrancou com a moto e ela rapidamente se segurou em seu corpo. Uma onda elétrica passou por seu corpo quando a barriga do garoto se contraiu com seu toque. Ela falou o endereço em seu ouvido e ele lhe sorriu, indo mais rápido.
Não demorou muito e ele parou, pois não era muito longe. desceu de sua garupa e o olhou.
— Muito obrigada. Me ajudou muito.
— Não por isso. Acho melhor entrar, você… Já está bem encharcada.
— É… — sorriu — Você não quer, sei lá… Sair, qualquer dia desses?
— Sair? — Jacob sorriu e olhou para baixo. Mesmo naquela chuva, os dois estavam ali. Bella passou rapidamente por seu pensamento e isso foi o suficiente para que ele sentisse peso por ter imprinting pela ruiva — Eu… Não sei. A semana está cheia, você sabe…
— Ah, então… — suspirou e segurou forte a mochila. Se sentia uma idiota. — Entendo. Então, até mais…
Sem esperar mais, ela lhe deu as costas e saiu andando rapidamente até a casa. Adentrou e fechou a porta ligeiramente, bufando. Não acreditava que havia sido tão estúpida. Olhou o celular e viu que havia uma mensagem de sua mãe, que dizia:
“Nova Iorque é ótimo, você iria gostar. Queria estar aí para seu aniversário, mas não se preocupe, eu mando um presente.”
Após ler a mensagem, lembrou que seu aniversário era daqui a uma semana. Bufou e jogou o celular dentro da mochila, correndo para seu quarto.


Capítulo 03 - Friends


e Angela acabavam de adentrar uma loja de vestidos, umas das mais chamativas em Portland.
Angela insistira em comprar um vestido para a prima, já que somente faltavam quatro dias para seu aniversário. Os Webers diziam que Angela iria levá-la para sair com os amigos, e, para isso, precisava de uma roupa nova.
Angela demorou em várias paredes de cabide, procurando por algum vestido que lhe agradasse. O seu já estava em seus ombros, o que ela procurava era um para . Já esta estava parada, de braços cruzados, observando a morena.

— Achei! — ela sorriu abertamente, virando-se para a ruiva — Esse vai ficar perfeito.
Angela jogou sobre as mãos da garota e a empurrou, freneticamente, até o provador. Sentou-se nas em uma das poltronas que estavam de frente para o mesmo, batucando as unhas sobre a coxa.
Depois de um tempo, ouviu a cortina ser aberta e levantou o rosto, dando um sorriso.
estava a olhando insegura, mordendo o lábio inferior. O vestido ia até a metade da coxa, era preto e rodado a partir da cintura. A parte de cima e as mangas longas eram feitas de renda, e na parte de seu colo e costas havia um decote na mesma.

— E aí? Ficou feio?
— Feio?! Você está linda! Você… Por que você não tem um namorado mesmo? — Angela riu, a empurrando de volta para o provador.
riu e lhe respondeu algo, mas Angela não ouviu. Ela voltou, com seu casaco, tênis e calça rotineiros e com o vestido na mão. Angela o puxou, fazendo a lançar um olhar feio.
— É um presente.

passou os próximos segundos reclamando, mas a morena apenas pagou o vestido e lhe entregou em uma sacola de presentes.
Assim que saíram pela porta da loja, o celular de Angela apitou. Ela olhou para a tela e sorriu.
— Se importa de voltar sozinha? Ben está aqui e quer se encontrar comigo.
— Hãn… — ela uniu as sobrancelhas — É claro que não. Nos vemos mais tarde.
— Com certeza. — Angela lhe deu um sorriso e beijou sua bochecha, antes de sair correndo pela calçada.
enfiou as mãos nos bolsos do casaco e suspirou, olhando em volta. Olhou para o outro lado e viu uma pequena loja, que na vitrine haviam livros e CDs.
Deu de ombros e andou até lá, vendo que era uma loja simples. De um lado, prateleiras com alguns livros usados, e do outro prateleiras de CDs.
Olhou em volta e andou até a parte de livros, se demorando em olhar o título de cada um daquela parede.
Virou-se levemente, mas seu braço acabou esbarrando na prateleira, fazendo alguns livros de espatifarem no chão. Bufou e se abaixou, começando a pegá-los. Ouviu passos e levantou levemente o olhar, vendo um par de tênis surrados logo a frente.

— Precisa de ajuda?
Olhou para cima totalmente e percebeu que seu corpo congelou por algum momento. Era o garoto do estacionamento da escola, no dia em que Jacob havia lhe dado carona. Balançou a cabeça, preferindo não lembrar do dia e se concentrou na beleza daquele garoto, que sorria de canto em sua direção.

— Eu… Quer dizer, não precisa. — ela se levantou, com eles nas mãos, mas um deles acabou caindo novamente. O garoto soltou uma risada gostosa, abaixando-se para pegá-lo.
— Estou vendo.
Ele lhe sorriu e puxou os livros de sua mão, arrumando na prateleira novamente.
— Você trabalha aqui? — ela o olhou, de relance.
— Não. Eu estava vendo alguns CDs quando ouvi o barulho. — ele terminou e virou-se para ela, lhe sorrindo novamente. Ela sentiu as bochechas queimarem.
— Eu sou uma desastrada, me desculpe. — riu baixo, o olhando.
— Não se preocupe. — ele lhe piscou e olhou para trás. — Bem… Tem uma cafeteria legal aqui perto. Quer ir até lá?
— Er… — ela sorriu, colocando as mãos nos bolsos novamente. — É claro.
— Ótimo. Meu nome é Paul. — ele sorriu, já dando passos para trás.
.
— Nome bonito.
Ele riu e saíram da loja. Assim que começaram a caminhar pela calçada, alguns garotos assoviaram para Paul. Ele lhes gritou algo, que Victoria não ouviu, pois estava prestando atenção neles. Eles eram todos parecidos, era incrível.
Andaram mais um pouco, e logo estavam na cafeteria. Sentaram-se na mesa ao lado da vidraça e pediram, os dois, chocolates quentes e rosquinhas.

— Então… Você e Jacob têm alguma coisa? — ele apoiou o braço, a olhando atento.
— O quê? — ela balançou a cabeça, rindo — Não…
— Eu vi vocês saindo de moto naquele dia. E pareciam íntimos.
— Não, quer dizer… Nós nos conhecemos, mas acho que somos apenas isso. Conhecidos. — ela deu um sorriso meio decepcionado, mas não deixou o garoto perceber. — E eu sei. Eu lembro de ter te visto. Vocês são amigos?
— Sim. Nós crescemos juntos, moramos próximos e tudo mais… Em La Push, sabe?
— Sei. — ela assentiu levemente. — É um lugar legal.
Os pedidos chegam e a garçons direciona cada caneca e prato até eles, que começam a beber, ainda conversando.
— Eu não me lembro de ter visto você por aqui antes. É nova?
— Bem… Não, na verdade. Eu venho sempre aqui, só que dessa vez, eu estou morando na casa dos meus tios. Meus pais estão em Nova Iorque… — deu de ombros — A Angela Weber.
— Ah… — ele sorri, mordendo a rosquinha com vontade. — Então, você conhece a Bella.
— Sim. — ela bebeu um pouco de seu chocolate, rindo em seguida, do jeito afobado que ele comia. Ele olhou para ela, com os olhos cúmplices.
— Estou fazendo feio, não é? É ruim dar má impressão logo no primeiro encontro.
— Não se preocupe. — ela riu de seu comentário. — É chato quando a pessoa fica com vergonha.
— Não terá… — ele começou a falar, mas seu celular tocou alto.
Ele pediu um momento com o dedo, pegando o mesmo. Ele falava com a pessoa, adquirindo um semblante preocupado a cada palavra. prestava atenção, mas não via sentido em suas palavras. Paul desligou, suspirando.
— Eu terei que ir, infelizmente. — ele a olhou por um momento e passou a língua pelo lábio. — Mas você poderia me passar seu número, certo?
riu e em seguida fez o que ele sugeriu. Se levantaram e o mesmo insistiu em pagar a conta. Se sentia mal em ter a segunda pessoa no dia pagando algo para ela. Saíram da cafeteria e ele a olhou com um sorriso de canto.
— Então… Nos vemos depois?
— Claro. — ela sorriu em sua direção.
Paul mordeu o canto do lábio e deixou um beijo estalado em sua bochecha, saindo dali. sorriu sozinha e olhou pro chão. Passou a mão pelo cabelo e começou a descer pela calçada, já era hora de ir para casa.

X -- X

Angela, Bella, Jéssica e estavam jogadas sobre o sofá. Na televisão da casa dos Weber passava um filme de comédia qualquer, que estava fazendo as quatro dar boas gargalhadas. Todas estavam de pijamas, e o de era uma calça de moletom preta, blusa de manga rosa e pantufas de urso.
— Olha lá! — Jéssica cutucou , enquanto se contorcia de rir.
ria baixo, mas seu pensamento estava bem longe dali naquele momento. Estava pensando em Paul, e sempre que pensava nele, acabava pensando em Jacob.
“Aquele ridículo…” era o que ela pensava. E se sentia mal pelos dois serem interligados.
O filme acabou instantes depois, e o chão estava coberto de copos e potes vazios de pipoca. Depois de limparem tudo, subiram para os quartos, que ficaram divididos: Angela e Bella, Jéssica e .
Jéssica iria dormir na cama com a ruiva, ja que a mesma era grande. As outras duas se despediram e foram em direção ao seu quarto.
e Jéssica se jogaram contra a cama e ainda passaram muitos minutos conversando. Mas, quando estava cambaleando de sono…

… — Jéssica cutucou seu braço. — Dá pra atender esse telefone? Ele está me irritando.
levantou levemente a cabeça e olhou para sua mesinha ao lado. Seu celular tocava baixo, ou era ela que estava sonolenta demais. Pegou-o e olhou a tela. Era o contato de Paul, e havia sua foto, que ele tirara instantes antes de ir embora da cafeteria.
Seu coração e ela o atendeu, afobada. Mas ela não deixaria ele saber.
— Alô?
— Ah, oi. É o Paul… Sabe, da…
— Oi, Paul. — ela dá um meio sorriso.
… — ela o ouve raspar a garganta. — Me perdoe por lugar tão tarde. Eu tive uns contratempos e tudo mais… Mas eu queria saber se você não queria sair comigo amanhã, depois da escola?
— Han… — ela olha para Jéssica, que lhe encarava com um sorriso malicioso. — É claro… Claro.
— Ah, ótimo. — ele ri baixo. — Eu posso te buscar lá mesmo depois da aula?
— Pode. Estarei esperando. — ela morde o lábio de leve e Jéssica ri, colocando a mão na boca.
— Tudo bem, então. Er… Até amanhã. Boa noite, gatinha.
— Boa noite.
Ela apertou os lábios e desligou o aparelho, com pura vergonha. Olhou para amiga ao lado, que, agora, ria alto.
— É sério? Que fofo! Qual o nome dele?
— Paul. E cala a boca que ta na hora de dormir. — ela bate na cabeça de Jéssica com o travesseiro.
— Não vai se livrar dessa.

Jéssica virou de costas, ainda rindo e logo caiu no sono. fez o mesmo, com um sorriso bobo no rosto. E antes que pudesse dormir, as imagens de Paul e Jacob apareceram em sua mente.

Capítulo 04 - Jealous


Após o sinal ser tocado, andou, junto de Angela e Jéssica, até o refeitório, onde iriam esperar até o horário de todos irem embora.
Estavam sentados, todos os amigos reunidos, conversando e até comendo.
— Acho que alguém importante chegou… — Jéssica disse animada, enquanto de recostava na vidraça e olhava para o lado de fora.
O dia estava nublado, como de costume, e parecia estar prestes a chover. uniu as sobrancelhas, e junto dela, todos da mesa se levantaram para ver quem estava no estacionamento.
Seu coração palpitou levemente e sentiu as bochechas quentes no mesmo momento em que viu Paul parado, com uma jaqueta de couro preto, recostado em sua picape.
— Quem é esse? — Angela parecia mais confusa que nunca, olhando para os amigos.
— Esse, é o… — resolveu interromper Jessica.
— É um amigo meu… Que eu conheci por aí. Agora, pessoal… Vejo vocês depois.
Disse rapidamente e pegou sua mochila sobre a mesa do refeitório, acenando para todos e correndo em direção a saída central da escola.
Quando abriu a porta, saindo pela mesma, incrivelmente no mesmo momento, Paul levantou o rosto para a olhar, dando um largo sorriso.
Sorriu em resposta, com uma leve careta, sem entender muito bem o que havia acontecido.
Andou até ele, que continuava com o mesmo olhar sobre ela, se erguendo quando a mesma já estava perto o suficiente, para lhe dar um abraço e um beijo demorado na bochecha.
— Você está linda. — disse com um sorriso de lado em sua direção, a fazendo mexer levemente no cabelo.
— Obrigada… Você… Você também está.
Deu a volta, abrindo a porta do carro para que ela entrasse, e logo fazendo o mesmo.
— Eu vou ter que passar em casa antes, para pegar alguns documentos… Tem problema? — dizia enquanto manobrava o carro para sair do estacionamento da escola.
— Não, claro que não… Nós vamos para onde?
— Vou te levar para almoçar, e depois… Um lugar bem legal. Você vai gostar. — piscou para ela.

Passaram todo o caminho até a reserva conversando, rindo e conhecendo mais sobre o outro.
Quando chegaram, Paul estacionou o veículo perto de uma árvore, logo ao lado de sua casa, a qual observou atentamente.
— Já volto, tudo bem?
Paul saiu do carro, batendo a porta e andando em passos largos para dentro da casa de madeira. recostou-se no vidro, olhando para o lado de fora, observando o terreno cercado pela floresta vasta.
Levantou o olhar até o céu, mais escuro que antes, até podia ouvir os trovões distantes dali. Mas, algo chamou sua atenção para olhar novamente a floresta, quando ouviu vozes.
Foi como da primeira vez que vira Paul, tinham garotos apenas de bermuda, com tatuagens nos braços e que eram extremamente parecidos, saindo da floresta em direção à casa. Um deles era Jacob. E o fato do vidro não ser escuro deixou nervosa, assim que o olhar do mesmo caiu sobre ela.

Jacob, por sua vez, sentiu os efeitos do imprinting sobre ele. Havia evitado estar em Forks todos esses dias, afinal, o que ele mais queria era evitar aquele imprinting. Em sua cabeça, deveria ser Bella. Mas, toda vez que via aquela ruiva…
Passou uma das mãos sobre as têmporas, se aproximando em passos rápidos do carro. arregalou os olhos, deixando seu corpo ereto no banco, sentindo um frio percorrer seu corpo dos pés a cabeça, o vendo se aproximar.
Parou bem ao lado de seu vidro, ainda com o olhar cravado em seu rosto, e deu leves batidas no mesmo com o dedo, querendo de verdade arrancar aquela porta e a tirar de dentro do veículo de Paul.
— Abaixa o vidro. — disse em um tom baixo e calmo, se apoiando na porta com uma mão, ao ver que a garota não havia esboçado nenhuma reação.
A ruiva engoliu um seco e levou alguns segundos até seu dedo ir ao botão, descendo o vidro lentamente, sem quebrar o contato visual dos dois.
— O que… O que foi? — disse em um fio de voz.
— O que faz aqui? Você não mora por aqui, que eu sei… — se apoiou com a segunda mão, inclinando o corpo para dentro da janela.
— Eu… Eu… Mas que coisa. — a expressão receosa foi substituída por uma irônica. — O que você tem a ver com isso, afinal?
Jacob a olhou, com os lábios comprimidos, sentindo sua pele esquentar ao ouvir ela falar aquilo. Afinal, por que estava assim? Ele quem havia a dispensado.
— Aqui não é lugar para você. E desde quando você anda com ele? — apontou o queixo para onde Paul deveria estar sentado.
entre abriu os lábios, pronta para dar outra resposta, quando o outro moreno saiu da casa, correndo de volta ao carro.
— Algum problema? — levantou a sobrancelha em direção a Jacob, assim que entrou no veículo.
— Não… Nenhum problema. — se afastou do carro, sem parar de a olhar. — Falo com você depois.
Passou a mão pelo cabelo curto e fechou os punhos, voltando a andar em direção à floresta, dessa vez. ficou sem reação, apenas o olhando caminhar.
— O que ele queria?
— Ah, nada… Não se preocupe. — lhe deu um meio sorriso e logo estavam saindo do terreno.

Após um almoço, muito bom, pela vista de , Paul a levou de volta à reserva, só que haviam passado das fronteiras que ela conhecia.
— Para onde estamos indo? — perguntou, curiosa, já totalmente confortável com sua presença.
— Você vai ver. E eu já respondi sobre isso o dia todo. — o carro foi tomado por leves risadas.
Após andarem mais alguns minutos, Paul parou o carro ao lado de uma pequena trilha. Desceram do carro, e ficou olhando para o caminho.
— Vamos… Entrar aí?
— Está com medo? — Paul lhe sorriu, pegando em sua mão levemente. — Eu não mordo. Só se você quiser.
A garota riu pelo nariz, balançando levemente a cabeça e agradecendo por ele não estar a olhando naquele momento. Andaram pela trilha, até ver estar pisando em pedrinhas em vez de terra, e chegarem em uma linda cachoeira.
— Nossa… Aqui é lindo. — soltou-se da mão do moreno, enquanto olhava em volta.
— É, eu sei. Vamos entrar na água, hum? — disse, já começando a tirar sua jaqueta.
— O que? Não, não, obrigada. Eu estou com frio. — e era verdade. Não entendia o porquê de ele querer entrar naquela agua, com aquele tempo.
— Eu te esquento. Vem cá.
Assim que havia tirado a blusa, antes mesmo que a garota pudesse observar seu corpo, ele a pegou pela cintura e a colocou em seu ombro, pulando rapidamente na água em seguida.
— Paul!
Gritou quando voltou à superfície, sentindo os lábios trêmulos e o corpo congelar rapidamente. Abraçou seu próprio corpo, mas as roupas úmidas não ajudavam em nada.
— Calma, vem aqui.
Pousou suas mãos novamente na cintura da garota, a trazendo contra seu corpo. Como ele conseguia estar quente daquele jeito, em um momento desses? Ela queria saber.
Deitou a cabeça em seu peito, por ser mais alto, tentando espantar o frio, mas sentiu sua mão levantar seu rosto pelo queixo.
Piscou algumas vezes, olhando seu rosto atenta, enquanto um sorriso de lado brotava nos lábios do moreno.
Foi abaixando o rosto lentamente, e continuou do mesmo jeito, apenas o olhando, decidida a se afastar. Quando sentiu algo pingar em seus lábios, e não era a agua do cabelo de Paul.
O moreno levantou o olhar, e logo pingos grossos começaram a cair sobre os dois.
— É melhor… Sairmos.
disse, suspirando em leve alívio, enquanto se afastava dele e saia, sentindo ainda mais frio que antes.
Correram de volta ao carro, que acabou se molhando todo, mas Paul não via nenhuma importância nisso.

No caminho de casa, já começava a escurecer, indicando que a noite chegava. o guiou até a casa dos Weber, e logo parava em frente a mesma.
— Obrigada por me trazer, e… Obrigada pelo dia, mesmo. Foi muito bom. — sorriu para ele, pegando sua mochila no banco de trás. Estava para sair, quando ele segurou levemente em seu braço.
— Nós… Vamos nos ver de novo, não é?
— Oh, claro… Quando quiser. — olhou para a mão dele em seu braço.
Paul sorriu abertamente e, sem parar de segurar em seu braço, tornou a aproximar seu rosto do dela. suspirou, fechando brevemente os olhos para aquele momento, mas, algo bateu contra o carro, fazendo um alto barulho. Era como o barulho de uma pedra, ou até um galho de árvore.
Paul soltou um baixo palavrão, e quase riu daquela cena. A ruiva de distanciou, saindo do carro, para olhar. Viu na lateral do carro, um enorme arranhão.
Olhou em volta, procurando algo que pudesse ter feito aquilo. Ou alguém, talvez. Mas isso não seria provável.
— Ahn… Acho que… Algum galho deve ter caído, daquela árvore. — falou, se referindo a árvore perto da janela de seu quarto.
— Está… Tudo bem, depois eu vejo isso. — Paul pousou a mão sobre o volante, com a voz em um tom frustrado. — Bem…
— Acho que é melhor você ir… Nos vemos depois, certo? — sorriu mais uma vez e se inclinou para dentro do carro, dando um rápido beijo em sua bochecha, logo saindo novamente. — Até mais.

Fechou a porta e esperou que ele fosse embora, para que se virasse e começasse a andar em direção a porta da casa. Quando chegou as escadas da varanda, ouviu um barulho, o que a fez se virar e arregalar levemente os olhos.
— Jacob?
Capítulo 05 - Afraid


O coração de nunca esteve tão indeciso, sobre disparar, ou quase parar. Estava olhando fixamente para Jacob, com as mãos trêmulas e as pernas bambas. Não sabia como reagir àquilo, o que ele fazia ali?
— Jacob… O que faz aqui?
Jacob permaneceu parado, apenas olhando para seu rosto. Não estava como mais cedo, quando havia o visto na casa de Paul. Usava uma calça jeans, tênis surrados e uma blusa de manga simples.

— Eu… — olhou brevemente para os lados, suspirando baixo. — Eu não sei, tudo bem? Eu… Simplesmente não consegui, e vim parar aqui. Você ia mesmo beijar o Paul?

deixou que seus olhos se arregalassem mais uma vez em direção a Jacob. Não acreditava que…
— Você arranhou o carro dele? — levantou a sobrancelha, ainda desacreditada. Jacob apenas deu um sorriso de lado, olhando para seus pés. — Jacob… Não há motivos para você estar aqui. Então, boa noite… Passar bem. — disse, no conjunto de coragem e firmeza que havia adquirido no momento.
Segurou na alça de sua mochila, virando-se de costas para o moreno, andando de volta até as escadas da varanda. Mas, foi impedida por uma mão firme, grande e quente, que segurou a sua. Paralisou na mesma hora, sentindo as borboletas dançarem em seu estômago.
— Me desculpe… Por aquele dia. Me desculpe mesmo. Eu não queria te dispensar, não era aquela minha intenção, eu só… — parou de falar, vendo a garota se soltar de seu toque, mesmo sendo com uma luta interna. — Você gostaria de… Sair comigo, para nós nos conhecermos melhor?
Jacob a olhava fixamente, esperando qualquer sinal corporal ou resposta vinda da ruiva. Seu coração palpitava em seu peito, observando aquele corpo a sua frente. Um sorriso brotou nos lábios de , mas esse não era doce.
— Desculpe, Jacob, mas é que… Eu estou muito ocupada esses dias, sabe?
Foi como se tivesse enfiado uma faca no coração do moreno, recebendo uma rejeição da garota por quem ele nutria seu imprinting. Entendia que ele havia feito da primeira vez, mas ele não aceitava. Afinal, tentou se desculpar.
Antes que pudesse falar algo, a garota já havia entrado pela porta da casa, o esnobando totalmente.
Ficou mais alguns segundos ali, apenas olhando a porta, até que colocou as mãos nos bolsos da calça, caminhando de volta para sua casa.
Do lado de dentro, estava encostada na porta, se sentindo totalmente confusa com a situação. Primeiro, ele a dispensa, depois, arranha o carro de Paul, por ele querer beijá-la? Qualquer um não entenderia essa situação.
Suspirou e saiu do lugar onde estava, preparada para ouvir Angela falar a noite toda sobre o moreno do estacionamento.

(...)

No dia seguinte, acordou serenamente, abrindo os olhos com calma, enquanto se despreguiçava na cama. Não houve despertador para a desnortear aquela manhã, era uma maravilhosa manhã de sábado.
Permaneceu deitada, apenas sentindo a brisa do clima frio, já dentro do quarto. Provavelmente, do lado de fora deveria estar com neblinas baixas, mas ela não conseguia ver por entre as cortinas.
Sentou-se na cama, passando as mãos pelos cachos e os prendendo com leveza, logo ouvindo o toque de seu celular ecoar pelo quarto, a fazendo virar o corpo para o pegar.

— Alô? — disse, ao menos havia olhado a tela.
? Que bom que está acordada, pensei que teria que ir acordar você e essa sua prima chata. — a voz de Jéssica soou do outro lado, a fazendo soltar uma risada.
— Bom dia, Jéssica. Está tudo bem comigo, sim, e com você? — sorriu ao ouvir um resmungo do outro lado. — Ao que devo sua ligação?
— Você deveria me agradecer, por estar sempre te incluindo nas coisas. Nós iremos fazer uma trilha na floresta, hoje… E queríamos que vocês viessem. Apenas você e a Angela, não aqueles pestinhas dos…
— Não fale assim deles. — rolou os olhos, mas logo sorriu novamente. — Tudo bem, irei falar com ela.
— Até mais.

Então, após a ligação ser desligada, se levantou e fez suas higienes matinais, logo saindo do quarto para acordar Angela. Depois de muito custo, conseguiu finalmente falar com a garota, e logo depois rumou para o quarto novamente, se trocar e arrumar uma mochila com coisas necessárias para a ocasião.
Tempo depois, quando já haviam tomado café e se arrumado, ouviram a buzina do carro de Jéssica soar na frente da grande casa. Se despediram dos outros, logo adentrando o carro da amiga.

— Soube que seu aniversário é amanhã, . — comentou Jéssica, enquanto dirigia.
— Por que tem que ficar falando sobre isso para todos? — mirou Angela com um olhar nada amigável. A prima apenas mexeu em seus óculos.
— Isso é um evento importante, não é, Jéssica?
— Claro, e…
— Onde estão os outros? — as cortou do banco de trás, mudando de assunto.
— Mike e Eric já devem estar nos esperando lá.
— E Ben não poderá vir. — Angela completou, olhando pela janela.

Passaram o caminho conversando sobre coisas aleatórias, até que chegaram no começo da trilha da floresta, onde já estavam Eric e Mike, parados.
— Ora, já chegaram? Creio que aguentava ficar mais tempo aqui. — Mike disse, as vendo sair do carro.
— Engraçadinho.
Jéssica disse ao garoto, e logo os cinco estavam entrando pelo caminho da trilha. O caminho foi coberto de risadas e gritos de Jéssica, causados quando Mike fingia jogar algum inseto em sua direção.
Quando chegaram ao seu destino, no alto das rochas de La Push, Victoria parou para observar do local. Era praticamente um precipício, as rochas eram altas, e bem lá em baixo, havia o mar, e dava para ver a estrada, um pouco mais acima.
Jéssica e Angela se sentaram, assim como Mike e Eric. , naquele momento, sentiu algo estranho passar por seu corpo. Uma onda de energia diferente, nunca havia sentido algo igual.
Colocou a mão sobre a barriga, ainda não entendendo o que acontecia com ela.
— Eu… Eu já volto.
Disse aos amigos, e logo seus pés a guiavam para dentro da floresta novamente. Passava pelas árvores, se apoiando nos troncos e sentindo algumas folhas caírem em seu rosto, fazendo pinicar. Não sabia mais para onde havia ido, e provavelmente estaria perdida a essa hora.
Então, ouviu um barulho. Um barulho cortante, as folhas se mexiam rapidamente ao seu redor. Parou. Parou e permaneceu estática, olhando atenta ao redor.
Então, um vulto passou por sua frente. Foi tão rápido, mas pôde ver as madeixas morenas que passaram. Era uma mulher, mas aquela não era uma velocidade normal. Em menos de um segundo, lobos vieram atrás dela. Não eram lobos normais. Eles eram enormes, tinham pêlos brilhosos e cada um tinha sua cor marcante.
perguntava a si mesma se poderia estar dormindo de pé, sonhando, pois não acreditava no que estava vendo. E nem acreditou quando um deles parou de correr, virando seu olhar na direção dela.
A garota arregalou os olhos, e a única coisa que conseguiu fazer foi dar um passo para trás, o que a fez cair ao chão, mas sem quebrar o contato visual.
Sentia um frio correr por seu corpo, era mais que assustador. O lobo tinha um pêlo alaranjado, e se aproximava lentamente, chegando até ficar colado a seu corpo, com o focinho curvado, perto de seu rosto.
O peito da ruiva subia e descia freneticamente, mas naquela onda de energia não havia mais medo. Ela não sabia dizer, mas quando olhou bem no fundo dos olhos do lobo, a imagem de Jacob veio em sua mente.
Mas, o momento foi interrompido quando outro lobo apareceu, dando um longo uivo para chamar a atenção do que estava sobre . Esse tinha um tom cinza claro, e também olhava a garota. A onda de medo voltou quando o lobo se afastou de seu corpo, correndo para o lado do outro.
Queria se defender. Desejou conseguir isso, desejou algo para se defender dos animais. E como algo voluntário, dois pedaços de madeira, que estavam ao lado da garota, simplesmente levitaram e foram jogadas fortemente em direção aos lobos. O cinza desviou, porém o alaranjado foi atingido em uma das patas frontais. O mesmo soltou um alto uivo, e os dois saíram rapidamente de lá.
Mas continuou parada, atônita. Não por causa dos lobos, e sim por ter desejado, e simplesmente ter feito a madeira levitar. Isso era mesmo possível? Em que mundo estava? Em sua mente, estava mesmo dormindo.
Então, encostou sua cabeça no chão, vendo tudo girar, e logo, havia desmaiado.

Capítulo 06 - Birthday


Com um zumbido em seu ouvido, o corpo totalmente mole e indefeso, abriu os olhos.
Encarou o teto branco, com uma enorme luz, que causava dor em seus olhos. Colocou a mão sobre os mesmos, deixando um suspiro fraco sair por entre seus lábios.
Como um flash, tudo veio em sua mente.
“Foi um sonho…”
Pensou, realmente aliviada por tudo que havia acontecido ter sido um sonho.

? Ela acordou, Angela!
Ouviu a voz fina de Jessica e tirou a mão do rosto imediatamente, olhando assustada para a amiga, sentada na ponta de sua cama. Mas, não era a cama de seu quarto. Só aí, olhou em volta, percebendo estar em uma quarto de hospital.
— O que… O que aconteceu? — sua voz saiu falha e rouca.
— Meu deus, que susto que você nos deu! — disse Angela, se aproximando com uma xícara de café nas mãos.
— Nós te encontramos desmaiada na floresta. Não se lembra? — Jéssica a olhava com atenção, e a mesma comprimiu os lábios.

Então… Não havia sido um sonho. Ou um pesadelo, quem sabe. Os lobos gigantes, a madeira se levitando…
ficou parada longos segundos, olhando o nada à sua frente, enquanto sua mente processava o surreal.
?
— Eu… Bem, eu me lembro. Eu senti uma tontura, tudo mais… Deve ter sido o tempo que passei sem comer. — finalmente olhou para as duas, lhes dando um sorriso, sem mostrar os dentes.
— Bem, deve ser… O médico disse que você estava bem. E já podemos ir para casa, hum?
Após conversarem mais algum tempo, saiu do quarto, já vestida devidamente. Jéssica deixou as duas em casa, logo seguindo de volta para a sua. passou praticamente horas na sala, recebendo lições dos Weber, sobre como não dar mais aquele susto neles.
Quando subiu para seu quarto, já à noite, sentou-se em sua cama e juntou as mãos, olhando para o chão.
Ouviu o toque baixo de seu celular, o que indicava que uma mensagem havia chegado.
Esticou-se, pegando o mesmo na cabeceira. O desbloqueou, e logo viu que era de sua mãe.

“É uma pena que não poderemos estar com você amanhã, meu amor. Mas, nós te amamos, sabe disso. Seu presente chegará logo, presumo que irá gostar.
Estou com muita saudade,
Mãe.”


Riu pelo nariz e balançou levemente a cabeça, deixando o celular cair na cama se sua frente. Em seu pleno aniversário, e seus pais não estariam juntos dela, e ela sabia que eles não se importavam com isso, de verdade.
Ouviu o som de seu celular novamente, e apenas abaixou o olhar até o mesmo.

P: Podemos conversar? x

Sorriu ao ver que era de Paul, e tornou a pegar o celular, mordendo o canto da bochecha enquanto o respondia.

V: É claro. Já concertou o arranhado do carro?
P: Ainda não. Eu quero falar de algo mais sério, apesar de você ainda estar me devendo um beijo…
V: O que é tão sério?
P: Podemos nos ver amanhã?
V: Por mim, tudo bem…
P: Te mando mensagem quando acordar. Boa noite, anjo.
V: Boa noite, Paul.

Deixou o celular novamente sobre a cabeceira e deitou-se no travesseiro, olhando para a janela. Por um momento, lembrou-se do olhar do lobo alaranjado sobre si, tão intenso como fogo.



No dia seguinte, não foi o despertador que a acordou, mas sim os Weber em seu quarto, cantando parabéns e com um pequeno bolo em mãos, junto com o número “17” em forma de vela.
Com um enorme sorriso no rosto, se levantou para abraçar cada um deles. Se eles não falassem nada, iria passar o dia sem lembrar que data era.
Lhe proporcionaram um maravilhoso café da manhã, logo depois o corte do bolo.
— Sua mãe já te ligou?
levantou o olhar assim que a tia lhe dirigiu a palavra, logo depois voltando ao bolo. Não, nem seu pai, muito menos sua mãe, haviam ligado para lhe desejar feliz aniversário. Mas, as pessoas não precisavam saber de seu drama familiar.

— Claro… Ela me ligou ontem à noite, na verdade. De madrugada… — deu um pequeno sorriso, voltando a comer seu bolo.
— Eu e Jéssica vamos levar você ao parque. — Angela sorriu, pegando o prato vazio de sua mão.
— Nós vamos também! — Joshua e Isaac pronunciaram em uníssimo, fazendo a ruiva rir.
— Ben irá junto com Mike e Eric. Nos encontrarão lá. — Angela segurou-a pelos braços, a puxando escada acima. — Agora, vá logo se arrumar!

rumou seu quarto, e logo o banheiro, tomando um longo banho matinal. Assim que saiu, se vestiu com shorts, um par de all stars e uma regata vermelha. Deixou seus cachos ruivos caírem por seus ombros e deu um sorriso ao espelho.
— Está pronta?
Angela adentrou o quarto, enquanto prendia seu cabelo e arrumava os óculos. Logo, as duas saíam do quarto, encontrando os gêmeos animados na sala. Se despediram dos Weber e saíram da casa.
fechou os olhos ao pisar no gramado, abriu levemente os braços e sentiu o vento passar por seu corpo. Aquele era um dos raros dias de sol, e eles deviam ser aproveitados.
Um som de uma buzina estridente a despertou de seus devaneios, fazendo-a abrir os olhos e ver todos dentro do carro de Jéssica, e a mesma gesticulando.
Soltou uma leve risada e se recompôs, andando até o veículo.
— Estava pensando no moreno, hum? — Jéssica sorriu, dando partida em direção ao parque, na outra cidade.
— Oi, Jéssica. Muito obrigada pelos parabéns. — levantou as sobrancelhas, puxando os óculos escuros e os colocando.

Depois da fala de Jéssica, o assunto mudou para o namoro de Angela e Ben. Os gêmeos questionavam do banco de trás, e as duas rebatiam na frente. nada falava, apenas estava com a cabeça encostada no banco, sentindo o vento bater em seu rosto, por a janela estar aberta. Seus pensamentos correram novamente ao acontecimento da floresta, se questionando mentalmente sobre o que ela havia feito.
Passou tanto tempo desse modo, que só despertou quando sentiu Isaac a cutucar fortemente no braço.
— Nós chegamos!
Todos saíram do carro, vendo o carro de Mike estacionado logo a frente, com os três garotos encostados no mesmo.
— Deixa eu fazer direito. — Jéssica a puxou para um abraço apertado, as fazendo rir. — Mas ele já falou com você?
— Por que não esquece isso?
sorriu e se afastou da garota, indo até os amigos e sendo recebida calorosamente por abraços, beijos e cantorias, a fazendo ficar com as bochechas rosadas.
— Nós trouxemos o almoço.
Mike tirou de dentro da mala uma enorme cesta, que devia contar algo como um piquenique. Assim, eles andaram até a entrada principal do parque, onde adentraram o gramado.
— Eu quero ir no pedalinho. Me leva no pedalinho, ! — Joshua a puxava pela mão, e logo Isaac fazia o mesmo.
— Vamos todos no pedalinho, então. — sorriu docemente e passou os braços pelos ombros dos pequenos, e os outros os seguiam em direção ao lago.

Ao chegarem, os soltou, para que entrassem na fila. Virou-se para os amigos, vendo-os já divididos em duplas, e Eric a olhando com as mãos unidas. A ruiva riu de seu gesto e o puxou pela mão, passando o braço por sua cintura.
Enquanto ficavam esperando na fila, observava as pessoas no parque, andando de bicicleta, caminhando, sentadas com seus acompanhantes.
Aquela visão era algo que a agradava, gostava de estar em ambientes assim. Quando passou o olhar por uma das árvores no canto, seu corpo estremeceu levemente. Jurava que havia visto a silhueta de Jacob. Parada, a olhando.
— O que foi? — Eric perguntou, percebendo a tensão de seu corpo.
Passou o olhar novamente pelo local, dessa vez, sem ver nada. Talvez, estivesse apenas pensando demais no garoto.
Apenas acenou negativamente com a cabeça ao amigo, e logo chegava a vez deles subirem nos pedalinhos, decorados de gansos.
e Eric subiram, com a ruiva deixando que o garoto ficasse com o lado mais pesado.
— Sabe o que eu acho? Acho que você precisa mesmo é de um banho de bebida. Isso é cara para você estar em um aniversário?
— Não sou animada para essas coisas… Eu não ligo, sabe? — virou o rosto na direção do amigo, que lhe deu um sorriso.
— Então, está tendo que aguentar as duas. — Eric se referia a Angela e Jéssica, rindo.
— Ah… Na verdade, eu não ligo para isso também. Até gosto, às vezes, demostra que gostam de mim.

Sorriu e sentiu o braço de Eric passar por seu ombro, e automaticamente encostou a cabeça no do garoto. Pararam de pedalar e permaneceram assim alguns segundos. Eric tinha um olhar curioso sobre a amiga, e a mesma tinha o olhar fixo na água.
Observava como pequenas ondas passavam pela água do lago, pelo movimento dos pedalinhos, e como estava estranhamente escuro naquele momento.
De repente, viu um fio de luz. Parecia estar bem fundo, mas era como se um raio de sol estivesse preso à água. levantou o olhar, vendo que o sol já se escondia atrás das nuvens escuras, então, não havia iluminação.
Voltou a olhar para a água, e se abaixou, colocando a ponta dos dedos na superfície. Sentiu algo estranho no mesmo momento, um arrepio passou por seu corpo. A mesma sensação de quando estava na floresta.

? — Eric se pronunciou, tocando o ombro da ruiva, tentando chamar sua atenção. Mas, nem o toque a deixou sair de seu transe.
Continuava a mover os dedos na água, até deixar toda sua mão submersa, ainda olhando para o ponto de luz. Então, fixou toda sua concentração na mesma, começando a vê-la se ampliar, e desejava cada vez mais poder tocá-la. Até que houve uma movimentação de baixo da água, e algo batia fortemente contra a palma de sua mão, vindo do fundo do lago.
No mesmo momento, ergueu o corpo, olhando o que ela havia atraído desta vez.
Era um colar, dourado e o mesmo tinha um pingente redondo, com alguns símbolos no meio.
? — Eric repetiu, e a garota piscou várias vezes, levando o olhar até o garoto. — Está tudo bem?
— Er… Está. Claro que está… — colocou rapidamente o colar no bolso, voltando a pedalar, sem dizer mais nada.

Estava intrigada. O fato de não saber o que estava havendo com ela, como havia tirado aquilo do fundo do lago, a deixava desse modo.
Após todos descerem, foram almoçar. Se sentaram de baixo de uma das árvores e degustaram de um ótimo almoço, coberto de sanduíches e doces a mais.
E assim passaram praticamente todo o dia, comendo os restos do almoço, rolando no gramado e os meninos jogando bola.
Quando começou a, de fato, escurecer, recolheram as coisas e rumaram ao estacionamento.
Quando chegaram perto dos carros, se despediu dos meninos, que apenas lhe deram um sorriso, o que estranhou.



— Nós vamos para minha casa, e depois iremos no pub de Portland. — Jéssica disse, já próxima de casa.
— Mas nós já não saímos hoje? Pensei que…
— Você acha que fomos comprar aquele vestido, naquele dia, para nada? — Angela virou-se para trás, a olhando.

lembrou-se na mesma hora do episódio, mesmo dia em que conheceu Paul. Apenas cruzou os braços e permaneceu em silêncio.
Quando chegaram na casa de Jéssica, todos desceram do carro, adentrando a mesma. Seus pais não estavam em casa, então, deixaram Joshua e Isaac no sofá, enquanto se arrumavam. Segundo Jéssica, as coisas de já estavam lá. E era mesmo verdade.
Tomou um longo banho, logo depois vestiu o vestido preto. Assim que saiu do banheiro, foi atacada pelas duas, que insistiam em maquiá-la. Por final, não ficou algo exagerado, então, não reclamou.
Quando todas acabaram, voltaram ao carro, rumando a casa dos Weber, para deixar os gêmeos. Não demorou muito, e paravam em frente à casa.

— Droga… Esqueci meus documentos. Vamos lá buscar comigo, ? — Angela perguntou, assim que os gêmeos desceram do carro.
estranhou. Afinal, por que precisaria dela? Mas nada disse, apenas desceu do carro, andando com a prima até a porta. Assim que a morena girou a chave, Victoria deu um passo a frente, percebendo todas as luzes apagadas. Mas logo, pulou de susto ao tudo se ascender e um grito em uníssono, dizendo: “SURPRESA!”

Capítulo 07 - Birthday, part 2


ainda continuou estática por longos segundos, não digerindo imediatamente aquela situação, seu subconsciente não queria acreditar naquilo. Entre abriu os lábios, como num sinal de que diria algo, mas nenhum som saiu. Em vez disso, abriu um largo e enorme sorriso em seu rosto, juntamente com sua mão pousando sobre seu próprio peito, as batidas de seu coração já acalmadas.

— Eu sabia que iríamos conseguir. Eu sabia! — dizia Angela animada, batendo palmas, enquanto todos riam da situação.
— Antes que você queira me incriminar, já digo que soube disso em última hora. — ouviu Eric, e logo o garoto estava ao seu lado, e havia deixado um beijo sobre sua bochecha.
— Pessoal… Vocês são de mais mesmo. Não precisava disso tudo… mas, obrigada. Vocês são os melhores.

Sentiu-os a abraçar, e juntamente Joshua e Isaac, na altura de suas pernas. Não que ela fosse alta, claro. Percebeu que o namorado de Angela não estava ali, assim como mais cedo, e estranhou isso. Mike estava ao lado de uma das mesas ondem haviam pequenos doces, os “atacando”, as vezes até tentava disfarçar.
Viu que Jéssica passara ao seu lado, e tinha em suas mãos a bolsa onde estavam as roupas que usara mais cedo. A amiga subia em direção ao seu quarto, para guardar, provavelmente. De modo instantâneo, a imagem do colar que veio até a palma de sua mão surgiu em sua mente. Soltou um leve suspiro por entre os lábios, e permaneceu inerte em seus pensamentos.

— De novo… Você está fazendo de novo hoje. — Eric estalou os dedos em frente ao seu rosto e piscou várias vezes, logo lhe sorrindo.
— Me desculpe. Eu vou cumprimentar as pessoas…


Se esticou para dar-lhe um beijo na bochecha do amigo, e então se prontificou a começar a andar pela festa surpresa, cumprimentando e agradecendo as pessoas com quem falava. Parou em frente aos Weber, os abraçou com força e disse que os amava como pais, e isso de fato não era mentira. Julgando por seu histórico familiar, não seria difícil ela se apegar ao seus tios, pessoas que a tratavam com amor e carinho, diferente de seus verdadeiros pais, que nem ao menos haviam ligado para ela no dia de hoje.
Passou por Mike, bagunçando seu cabelo, ao mesmo tempo que Isaac esbarrou, correndo, em sua perna, fazendo ela cambalear para o outro lado.

— Isaac! — advertiu, mas o garoto já estava longe.

Riu baixo, consigo mesma, e então se desencostou da mesa onde havia de apoiado, passando as mãos sobre seu vestido. Levantou o olhar, e acabou encontrando Bella, mas ela não estava sozinha. sentou um arrepio correr por toda sua espinha, enquanto seu olhar subia pelo corpo do garoto — ou seria um homem? — alto. Pálido, rosto com a expressão neutra, olhos focados em Bella, que estavam ao seu lado. detectou… Amor naquele gesto? Não soube dizer.
Sem que mesmo percebesse, seus pés haviam a levado até lá, e parou quando estava em frente a Bella, que lhe sorriu aberto.

… — a morena soltou-o, capturando o corpo da ruiva em um abraço. — Meus parabéns! Me desculpe não entrar em contato mais cedo. Eu tive alguns problemas, e… Ah! Este aqui é Edward. Ele é… Meu namorado.

levantou as sobrancelhas, e sorriu para ele, que retribuiu ao gesto, gentilmente. Mas o arrepio ainda continuava, e não era o tipo de sensação que poderia ser dita boa. A garota lhe estendeu a mão.

— Ora, que bom conhecê-lo, então. Me chamo … Mas você já deve saber. — soltou uma leve risada divertida, e então sentiu a mão de Edward contra a dela, extremamente gélida, ela chegou a ficar preocupada com isso.
— É muito bom conhecê-la também. Bella me falou de você… — ele continuava com o sorriso, mas o mesmo sumiu, de repente. juntou as sobrancelhas, e suas mãos foram soltas. Edward levantou o queixo e inflou quase que totalmente discretamente as narinas, e logo soltou o ar por entre os lábios. — Você tem mais visitas, hum?

A ruiva continuou com a expressão confusa, mas seguiu seu olhar, que levava à porta da casa. Desta vez, temeu ter que se segurar em algum lugar, para não cair, devido às pernas bambas. Na porta, estavam parados Jacob, Paul e mais alguns garotos, que havia visto naquele dia, quando Paul a levou até a reserva. Os olhares de Jacob e se cruzaram e a garota sentiu seu coração palpitar tão forte, que a qualquer momento poderia sair do peito, pensava ela.
Jacob lhe deu um leve sorriso de lado, mas estava se contendo. Sua vontade era de correr até a garota e a levantar em seus braços, beijar seus lábios carnudos e rosados, e fazê-la dele. Apesar, de ainda não ter se acostumado com todas essas reações do imprinting. Jacob estava vestido de tênis simples, jeans num tom escuro, e uma blusa de manga com cor azul marinho.
Ao seu lado, Paul estava com um buquê de rosas, seu olhar fixo no rosto da ruiva, sem nem mesmo perceber que o olhar da mesma estava sobre Jacob. Esse, usava jeans num tom mais claro, e sua blusa era uma social, em um tom preto.

— Ah… Eu convidei eles. — a voz de Bella despertou , que levou seu olhar até a mesma. — Angela disse que os conhecia, então… Eu não vi problemas.
— Oh, não. Não… Não tem nada, Bella. Está tudo bem, eu… Apenas não esperava.

Deu um sorriso, que saiu meio sem graça, e levantou a mão até seu cabelo, pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha. Quando virou o rosto novamente, seu corpo deu um leve pulo para trás, e Jacob rapidamente segurou seu antebraço com sua grande mão. Abaixou o olhar em direção ao rosto da garota, e deu finalmente um enorme sorriso, sendo devolvido por um brilho no olhar esverdeado da mais baixa.

— Soube que é seu aniversário. — a trouxe para perto novamente, quase colada a ele, e desceu sua mão, até estar apoiada com cuidado sobre sua cintura. — Meus parabéns, eu… Tenho algo para você.

mantinha o olhar sobre seus lábios enquanto ele falava,ainda não podia acreditar que estava ali, o coração ainda palpitando forte.

— Eu… Obrigada, quer dizer… Por ter vindo. E… Hum… Que isso, não precisa se incomodar com nada disso. — disse com certa dificuldade de achar palavras, e isso fez Jacob sorrir novamente.
, eu…
! — Jacob foi interrompido pela voz de Paul, assim como o corpo do amigo, que o empurrou levemente para o lado. Sentiu seu sangue ferver, vendo a expressão dele em direção a ruiva. — Feliz aniversário! Eu trouxe isso para você. Não é um presente, mas… — Paul lhe sorriu, estendendo o buquê de rosas brancas a ela, e se abaixando para beijar demoradamente, bem ao lado de seus lábios.

piscou algumas vezes, e segurou o buquê, afastando levemente o rosto de Paul com aquele ato. Foi alto impulsivo, só o fato de Jacob estar ali ao lado, com os punhos fechados, a fez sentir vontade de sair correndo para longe dele.

— Obrigada, Paul. Elas são… São lindas. Minhas preferidas. — passou os dedos sobre as rosas brancas e levantou o rosto, lhe sorrindo de forma gentil. — E estou feliz que tenha vindo.
— Eu não poderia deixar de vir. E… Eu ainda quero conversar com você. A sós. — disse o moreno, e discretamente levou seu olhar até Jacob, e os outros em volta. A ruiva levou o olhar na mesma direção, e balançou a cabeça em negativo.
— Agora não vai dar, eu tenho que terminar de falar com as pessoas, e ainda tem o bolo, e tudo mais… Vamos deixar para outra hora, certo?

Deu mais um sorriso gentil a ele, e se ergueu, beijando sua bochecha. Girou nos calcanhares e começou a andar em direção a cozinha, com as flores em mãos. Assim que adentrou o local, saiu a procura de um recipiente, onde poderia deixar as rosas. Assim que achara, pôs água e em seguida o buquê.

— Vocês estão tendo algo sério?

Seus ombros se levantaram de susto novamente naquele dia, e virou o corpo, se apoiando na mesa. Jacob estava na porta da cozinha, encostado no batente da mesma. soltou um suspiro e logo seus olhos foram revirados. Jacob riu baixo com aquele ato, e lembrou-se de como a garota estava quando ele a viu na floresta, em forma de lobo. Ainda não entendera o que acontecera naquela tarde, mas isso estava longe de sua cabeça no momento.

— Por que você quer mesmo saber, Jacob? Olha, eu não te entendo! Eu te chamei para sair, e você não quis! E agora… Fica cheio de ciúmes do Paul. Você é mesmo um idiota. E não que seja da sua conta… Nós não temos nada. É bem semelhante a minha relação com você. — a ruiva terminou e se virou novamente em direção as flores, levando os dedos até as mesmas.

Jacob se desencostou do batente da porta, sorrindo de lado. Aquelas palavras o deixaram com um pouco de raiva, e até mesmo triste, mas havia sido bom vê-la daquele jeito. Parou atrás da mesma, e antes que pudesse chegar ainda mais perto, percebeu os pêlos de seu braço eriçados. Seu sorriso se alargou e logo seus dedos subiam lentamente por seu braço, chegando até seu ombro, logo depois em seu pescoço, de onde tirou seus cabelos. Seu corpo estava encostado no dela, as costas da mais baixa estavam em seu peito, e o outro braço do moreno a havia prendido entre seu corpo e a mesa.

— Eu disse que tinha algo para você. — sussurrou bem próximo ao seu ouvido, e instintivamente fechou os olhos, sentindo o arrepio percorrer por todo seu corpo.

O moreno levou a mão até o bolso de sua calça, e tirou de lá uma corrente, que percorreu seus dedos, enquanto a erguia.

— Eu mesmo que fiz. — disse antes de abrir o fecho, e pôr com cuidado e certa rapidez em seu pescoço. Era um colar pequeno, e delicado. Seu pingente era madeira, moldada em forma de um pequeno lobo, que tinha a aparência de estar uivando, e no objeto havia, bem pequeno, entalhada a letra: J.


perdeu o ar por alguns segundos, enquanto segurava o pingente entre os dedos, e o observava. Queria ter coragem de virar e dizer que não iria usar tal coisa, mas nunca conseguiria fazer algo assim. Afinal, era um presente dele.
Foi virando seu corpo lentamente, até estar de frente para ele, e levantar o rosto para encarar o seu. Seu maxilar estava levemente travado, seus músculos do peito se contraíam toda vez que ele inspirava e expirava. Eu desejou poder dedilhar aquela área, sem que ele estivesse usando aquela camisa, um grande empecilho. Sentiu o braço forte de Jacob rodear toda sua cintura, e quando seus corpos se colaram totalmente, uma voz aguda os despertou.

? ! Onde está você? Vamos cortar o bolo! — era a voz de Jéssica, vinda de fora da cozinha.


Separou-se de Jacob, o empurrando pelo abdômen, com rapidez, e juntando suas forças, claro. Suspirou, quase inaudível, e passou a língua sobre os lábios, com a cabeça levemente inclinada para baixo.

— Vamos…

Olhou-o rapidamente, antes de sair em disparada da cozinha, encontrando Jéssica logo que fez, que parecia desesperada. A amiga a agarrou pelo pulso, e foi a puxando, até que estivesse em frente a mesa do bolo, decorada com cupcakes, e algumas fotos de com todos eles, antes e depois que ela chegou para morar em Forks.
Sorriu aberto, observando todos os detalhes e as pessoas em volta. Sentiu um conforto em seu coração, extremamente bem, ali, no meio de todos os que estavam presentes. Desejou que isso não acabasse.
Logo, viu a vela, que saíam faíscas douradas do número 17, ser acesa e as palmas de todo mundo.

— Assopra!

Ouviu a senhora Weber, e em seguida sentiu a mão da mesma mão em suas costas, a instigando a se abaixar e assoprar a vela.
Sorriu abertamente em direção a tia e se inclinou em direção ao lindo bolo, fechando os olhos ao tempo em que seus lábios se formavam em um biquinho, e ela assoprava a vela.
Capítulo 08 - Secret


“A ruiva abriu os olhos, mas logo teve de os fechar de maneira involuntária, por ter encontrado de imediato o sol sob seu olhar. Virou o rosto, e tornou a abrir os olhos, se encontrando num campo, cheio de gramíneas e pequenas florezinhas em um tom azul claro. Apoiou as mãos no chão e se sentou, levando o olhar em volta. O campo onde estava era envolto da floresta. A sensação era que já havia estado ali antes.
Um suspiro saiu por entre seus lábios e ouviu um barulho nítido, de quando folhas são pisadas. Levou o olhar até um dos arbustos mais próximos, e logo a silhueta de dois homens com estatura alta começou a se formar ali.
Jacob e Paul.
Entre abriu os lábios, enquanto os dois se aproximavam. Usavam apenas bermudas jeans, sem camisas ou calçados. Deixavam a mostra seus abdomens definidos, e Jacob a olhava fixamente, com um sorriso de lado no rosto.
Logo, quando chegaram perto da mesma, cada se sentou de um lado, a olhando do mesmo jeito.

— O que… O que fazem aqui? — perguntou, sem saber para qual dos dois olhar.
— Nós podemos te ajudar, . O seu segredo… Será guardado conosco. — Paul disse com calma, capturando sua mão entre as suas. o olhou totalmente confusa, e então sua atenção se voltou a Jacob.
— Nós também temos um, babe. Vamos ajudar um ao outro… Confie em mim. — o moreno disse olhando em seus olhos, então seus rostos se aproximavam, até quando seus lábios estavam quase se tocando…”


— Não!


ouviu um grito e de imediato sentou-se na cama, com a respiração ofegante, o peito subindo e descendo com velocidade. Olhou para o relógio, tendo consciência de que estava na hora de levantar. Soltou uma bufada e levou a mão até o rosto, coçando os olhos.
Desta vez, ouviu o barulho de algo quebrando no quarto ao lado. Então, juntou as sobrancelhas e resolver se levantar para ver o que era. Visivelmente, havia acontecido algo com Angela.
Saiu apressadamente de seu quarto e andou até o cômodo ao lado, onde a porta estava aberta. Viu a prima sentada no chão, com as costas apoiadas em sua cama e a sua frente estava um vaso quebrado, no qual tinha um buquê de rosas vermelhas, que Ben havia lhe dado. juntou as sobrancelhas, subindo o olhar ao rosto da morena, que chorava.

— Angela… O que aconteceu? Por que isso? — perguntou enquanto se aproximava, abaixando a sua frente.
— Ele… Ele terminou comigo, . Ele tem outra!

A ruiva demorou alguns segundos para processar a informação, mas logo entendeu que ela estava falando de Ben. Soltou um suspiro baixo por entre os lábios e se encostou ao lado da prima na cama, passando seu braço pelo corpo da mesma e a acolhendo em seu abraço.

— Calma… Vai ficar tudo bem. — depositou um beijo sobre seus cabelos e sentiu a garota soluçar em seus braços.
— Eu sei que vai… Por isso hoje eu irei sair de casa, distrair a cabeça. Mas eu não quero você, nem Jéssica atrás de mim. Eu quero ficar sozinha…

A morena disse, e então se soltou da ruiva, levantando seu corpo e andando ao seu armário, qual abriu e começou a tirar peças de roupas e as jogar sobre a cama, como se as eliminasse.
quase riu da cena, mas preferiu apenas se controlar e se levantou do chão, tornando ao seu quarto. Iria respeitar o tempo de Angela, talvez ela precisasse mesmo de um tempo sozinha, e ela entendia isso.
Quando chegou em seu quarto, seu olhar caiu sobre a janela e percebeu estar nublado, e alguns chuviscos já caíam. Se encaminhou ao banheiro de seu quarto, e inclinou seu corpo sobre a pia, começando suas higienes matinais.
Quando terminou, secava seu rosto com a toalha quando ouviu o som estridente do toque de meu celular, então se alarmou. Deixou a toalha em seu devido lugar e correu até sua cama, deixando seu corpo cair sobre a mesma, e pegava seu celular ao lado.
Franziu o cenho ao ver que era um número desconhecido, deslizou o botão verde na tela e levou o aparelho à orelha.

— Alô?
? É o Jacob… Me desculpe ligar a esta hora, mas… Eu simplesmente não consegui me conter. Como você está?

Sentiu um arrepio correr por todo seu corpo e logo seus dedos foram de imediato ao pingente que estava em seu pescoço, demorando alguns segundos para voltar a si.

— Han.. Não, tudo bem, Jacob. Eu já estava acordada. Estou ótima, e você?
— Eu estou legal. Bem… Eu irei ficar por aqui hoje, em casa… Eu queria saber se você não quer vir aqui. Irei te apresentar à reserva, os meus amigos, também, e…
— Eu vou adorar.

Nem esperou que ele terminasse, as palavras saíram de seus lábios e não conseguiu conter o sorriso estampado em seu rosto.

— Mesmo? Isso… É ótimo. Quer dizer… Eu te pego daqui a uma hora, tudo bem para você?
— Sim. Então… Até daqui a pouco.
— Até.


Ouviu a ligação ser encerrada e distanciou o aparelho de seu rosto, encarando a tela por longos segundos. Riu baixo de si mesma e então gravou o número do garoto, se levantando novamente para poder se aprontar.
Abriu seu guarda-roupa e encarou todas as possíveis roupas que poderia usar para ir até a casa de Jacob. Casa… Céus!
Agora ela havia caído em si. Iria na casa dele, o que isso poderia significar?
Soltou o ar por entre os lábios, sentindo o frio correr por sua espinha. E agora?
Pegou uma calça jeans escura, normalmente apertada, junto seus tênis all star, e na parte de cima apenas uma blusa simples e branca, junto de uma jaqueta, também jeans.
Se encaminhou para o seu banho, não se demorou tanto lá, mas apenas o tempo de lavar seu cabelo e fazer suas higienes. Quando saiu, vestiu-se, penteou seu cabelo e por fim perfumou-se, decidindo deixar seus cabelos secarem naturalmente.

Pôs-se em frente ao grande espelho na parede seu quarto e sorriu para o seu reflexo, arrumando a roupa. Estava tão nervosa, o coração batendo forte de ansiedade, parecendo que iria atravessar seu peito a qualquer momento.

Então, em meio a se admirar, ouviu um zumbido. Bem baixinho, mas ela sabia que vinha de algo ali dentro.
Então, começou a procurar por todo o canto, com aquele zumbido já começando a incomodá-la. Até que, achou no meio de sua pequena bagunça, a calça que usara na tarde de seu aniversário, e no bolso da mesma, saía um tipo de iluminação. Automaticamente, lembrou-se do colar que viera para sua mão enquanto andava de pedalinho com Eric.

Enfiou os dedos no bolso e de lá tirou o que já esperava, o deixando na palma de sua mão, então o zumbido cessara, como se nunca tivesse existido. Levantou seu olhar e olhou pela janela, as pequenas gotas da garoa que caía, pensando sobre as coisas estranhas que tinham acontecido a ela nos últimos dias.

! !

Despertou de seus pensamentos ao ouvir seu apelido ser chamado, então, piscou algumas vezes e ergueu seu corpo. Sem nem pensar, colocou o colar em seu pescoço, passando os dedos no mesmo.

— Tem um menino lá em baixo, ! — ouviu um dos gêmeos, o que a fez dar um sorriso, indo até o mesmo, depois de pegar seu celular, e dar um beijo sobre sua cabeça
— Obrigada.

Desceu as escadas em passadas rápidas e se despediu dos tios com um aceno de mão, em seguida saindo da casa, já tendo plena visão de Jacob, encostado em sua moto, com os braços cruzados. Usava calça jeans, tênis grandes e sua blusa preta estava mais colada em seu corpo naquele dia, do que ela já havia visto.
Céus…Parecia que esse dia seria o melhor de todos.

Capítulo 09: Gentleman


Assim que soltou o primeiro suspiro por entre os lábios, Jacob virou seu olhar na direção da ruiva, e deu o melhor sorriso que daria naquele dia, vendo-a pela primeira vez. Se arrumou em frente ao carro, com sua postura, e colocou as mãos nos bolsos da calça.
— Você… Está esperando que eu te busque aí em cima? Porque, se for isso, eu… — disse, já se movendo em direção a varanda, e a garota se despertara de seus devaneios.
— Han? Não, não! Me desculpe, eu… Eu me distraí. Desculpe… — sorriu de forma aberta, e desceu as escadinhas da varanda, indo em direção ao garoto.
Parou em frente ao mesmo, e levantou a cabeça, para que seu olhar se encontrasse com o dele, pela diferença de altura. Sentiu seus dedos se entrelaçarem, e os deles, quentes, aconchegarem os seus de forma incrivelmente boa.
— Vamos?
Ouviu seu murmúrio, enquanto os dois continuavam se encarando intensamente nos olhos. Afirmou com a cabeça, então ficou na ponta dos pés e beijou sua bochecha rapidamente. Soltou sua mão, e deu a volta, adentrando a caminhonete de Jacob.
Respirou fundo, inalando fortemente seu cheiro ali, e cruzou suas pernas, virando seu rosto quando via o movimento dele também entrando.

— Então… Os seus pais não vão se importar se, eu não sei… Eu for lá assim? — viu Jacob dar um sorriso de lado, enquanto dava partida no carro, então apoia uma mão no volante, a olhando.
— Não tem problema. O meu pai não vai se importar, bem provável que ele goste muito de você. Eu diria ser impossível se isso não acontecesse, mas… Enfim. — deu uma leve risada nasalar, então esticou a mão para apertar o botão que ligava o rádio.
olhou para Jacob por alguns segundos, e sorriu de lado, por falar aquilo. Preferiu não fazer perguntas sobre sua mãe, então passou as mãos sobre suas coxas cobertas pela calça, um frio correu pelos seus braços.
— Está com frio?
Ouviu a voz de Jacob, e logo sua mão grande posava em sua coxa esquerda, e um calor extremo tomou conta da mesma. Não só pelo fato de ele ter tocado seu corpo naquele lugar, mas porque sua mão realmente estava muito quente, mas aconchegante.
Não se contendo, deu um sorriso, e pôs sua mão sobre o braço dele, o acariciando levemente com as pontas dos dedos.
— Um pouco, mas tudo bem. — virou o olhar para o caminho que faziam em direção a reserva, e passou a língua sobre os lábios. — Sabe, eu estou mesmo é com fome. Saí de casa sem comer nada…
— Eu estava contando com isso. Eu vou fazer algo para nós comermos, pode relaxar. — virou seu rosto rapidamente na direção dela e piscou, rindo divertido, junto com a ruiva.
— Ah, é mesmo? Então eu fiz uma escolha horrível! Será que vou passar mal pelo resto do ano, hein?
Jacob adquiriu uma expressão meio carrancuda, junto de uma careta, e a garota se perguntou se ele havia levado aquilo a sério mesmo, até que ouviu a risada gostosa do mesmo invadir o carro, e soltou um suspiro em alívio. Mas, prendeu o ar novamente, ao sentir que a mão do moreno havia apertado sua coxa, com certa firmeza.
— Não. Eu sou muito bom na cozinha. E… Vai descobrir, que eu sou bom em outras coisas, também.
foi obrigada a sorrir de lado, encostando sua cabeça no banco, e não disse mais nada, apenas continuou encarando a imagem do garoto dirigindo, vezes prestando total atenção na estrada, outras lhe dando sorrisos maravilhosos, que faziam seu coração palpitar, o ventinho passar por sua barriga, junto das borboletas insistentes.
Não demorando tanto mais tempo, Jacob parava o carro, tirando a mão da pele, coberta pela calça, da garota, para sair do carro. Enquanto o mesmo dava a volta, na intenção de abrir a porta para ela, a ruiva passava os olhos pelo local, fazendo-a recordar do dia em que passara na reserva com Paul. Mas, a lembrança foi interrompida por Jacob, que agora segurava em sua mão.
— Venha, .
Desceu, com a sua ajuda, e o moreno entrelaçou seus dedos de maneira firme e até decidida. se sentia confusa, mesmo com toda felicidade dentro de si, quanto as intenções de Jacob para aquele dia. Jacob, sentia seu coração palpitar de maneira cada vez mais intensa, a cada vez que seus dedos se apertavam aos da pequena ao seu lado. Sentia o calor da sua pele apenas naquele toque. A energia que passava do corpo dela, para o dele… E na sua mente, não havia coisa melhor. E esperava que hoje fosse o momento, o tão esperado, em que pudesse finalmente sentir os seus lábios macios sobre os dele, passar os dedos na pele lisa, tão desejada… Apesar, de o encontro não ter sido planejado apenas com esta intenção.
Subiram a rampa de madeira, até a porta simples, com uma tela no centro. Jacob abriu a mesma, empurrando, e fez um sinal com o queixo.
— Seja bem vinda.
sorriu de forma aberta, dando o primeiro passou com seu pé direito, olhando a sala da casa, e sua simplicidade. Mas isso em sua mente, só frisava como algo bom. Era simples, aconchegante… Quentinho.
Sua atenção foi tirada das observações, quando ouviu um barulho de porta, e do corredor, saía um homem com um sorriso simpático e divertido nos lábios, usando as mãos para fazer sua cadeira de rodas ir para a frente. Sua roupa era casual, e usava um chapéu de caubói.
— Oh… Então, essa é a , de quem tanto já ouvi falar nesta casa? — o homem se aproximou da garota, enquanto Jacob, por trás da mesma, o lançava um olhar totalmente reprovador. — Ah, não era para dizer isso. Me desculpe. Me chamo Billy.
Estendeu sua mão, e a garota atendeu ao cumprimento de bom grado, sorrindo de forma tímida, juntamente com as maçãs de suas bochechas avermelhadas.
— Você é muito mais bela do que havia imaginado. Não repare a bagunça da casa, por favor. É difícil manter as coisas em bom estado quando se tem dois homens em casa.
— Está tudo perfeito, senhor Black… — foi advertida pelo olhar semicerrado do homem, e logo se corrigiu. — Billy. Eu não me importo com isso. É um prazer conhecer senhor.
— Igualmente, querida. Jacob, você…
— Ahn, pai, você não ia… Sei lá. Fazer aquelas coisas?
Jacob saiu de trás da garota, dando um passo a frente, coçando sua nuca levemente, sem jeito. Seu pai não havia entendido nenhum dos sinais faciais que ele tinha tentado enviar.
— Eu ia? Ah, claro! Ia, sim… Bem, crianças, se divirtam. Mas não tanto.
Com um último sorriso divertido, o homem saía da casa, pela porta, e puderam ver ele descendo a rampa. riu da atitude do moreno, tocando seu braço com as pontas dos dedos.
— Não precisava ter expulsado ele assim. Não iria almoçar com a gente?
— Não. Hoje somos só eu, e você. Somente.
Jacob abaixou o olhar para a mão da garota, e depois, para seu rosto, sorrindo ao encontrar seus olhos. Pegou em sua mão novamente, a guiando até a cozinha.
Quando chegaram, havia uma mesa, com os pratos, os copos, talheres, todos colocados de um jeito, que ela sabia que tinha sido ele. Além de tudo, um cheiro muito gostoso pairava ali.
— Eu disse que faria o almoço. Mas… Eu já havia feito. E espero realmente que passe pelos testes. — a olhou de lado, logo sorrindo da mesma forma, e pegando um pano, para poder abrir o forno, e tirar de lá a travessa transparente, que mostrava as repartições da lasanha, que parecia extremamente suculenta.
— Nossa… Isso está com uma cara ótima, Jacob. — disse, quando o garoto colocou a travessa, com a superfície coberta de queijo gratinado, sobre a mesa. Passou a língua sobre os lábios, salivando com a visão. Realmente, estava faminta.
— Me chame de Jake. — ouviu sua voz grossa perto de seu ouvido, só assim percebendo que o garoto estava atrás de si, e os pêlos de sua nuca eriçarem.
Logo, ele puxou a cadeira ao lado, para ela sentar, fazendo o mesmo, ao seu lado. Serviu-se, assim como colocou para ela, sendo um verdadeiro cavalheiro, e ela assistia a tudo com um sorriso bobo.
— Ah! Quase me esqueci!
Levantou, para pegar a garrafa de refrigerante, e colocou nos copos. Agora, estava tudo pronto. Victoria pegou uma quantidade significativa com seu garfo, levando ate a boca, e fechando os olhos, enquanto saboreava. Nem se importava de parecer comilona, nem em estar soltando grunhidos de prazer com a comida, esses eram momentos que ela não dispensava ser ela mesma.
— Hum… Jake. Agora, estou pensando na possibilidade de você cozinhar para mim todos os dias. Está muito bom! — falou, erguendo as sobrancelhas de modo sugestivo, e tornando a comer. Jacob sorriu, todo feliz com a sua fala.
— Eu disse que era bom.
Murmurou, logo começando a comer também. E não soube dizer quanto tempo ficaram ali na mesa, uma, ou duas horas… Enquanto comiam, se olhavam e soltavam sorrisos, e depois que terminaram, conversaram sobre assuntos totalmente aleatórios, soltando risos altos, até. Os dois se levantaram, mas Jacob fez questão de ele mesmo guardar as coisas, e lavar a louça.
— Eu vou levar o resto da lasanha para casa.
— Você vai poder fazer o que quiser, . Agora…
Mordeu o canto dos lábios, adquirindo uma expressão corporal inquieta. Jacob levantou o olhar até seus olhos. Fez um sinal com o queixo, indicando que saíssem dali.
— Vamos para o meu quarto. Nós precisamos… Ter uma conversa séria. E acho que ela vai ser meio demorada, então…
Soltou o ar de maneira pesada, segurando com a mão na lateral da cintura da garota, e a guiando pelo corredor, até a última porta. A mesma, nada disse. Estava ansiosa para saber, o que seria essa conversa. Quando adentrou o cômodo, seus olhos fecharam brevemente, sentindo o cheiro dele, totalmente instalado no local, e nossa… Ela poderia ficar ali todo o tempo, apenas sentindo seu perfume.
— Bem, hum… Não tem muito espaço aqui. Mas você pode se sentar onde quiser.
A voz de Jacob a tirou de seus devaneios profundos, a fazendo balançar a cabeça, parando para observar o local. Havia sua cama de solteiro, encostada na parede. Uma estante, prateleiras, com algumas coisas que não conseguiu identificar. Uma escrivaninha, com poucas coisas sobre a mesma, e ao lado, no chão, um bolo de roupas, provavelmente sujas. Ou não.
riu divertida. Até iria se sentar na cadeira, porém a mesma também estava coberta de roupas. Andou até a cama, se sentando no colchão confortável, e apoiando as mãos ao lado do corpo, levantando o olhar pelo do moreno, lentamente.
— Então… O que é que você tem, para me falar, de tão importante?
— Bem… É um assunto delicado. Não sei se você se lembra, ou, enfim… Se lembra, tenha entendido algo do que aconteceu…
Jacob andou até a cama, se sentando ao lado dela, a olhando de forma fixa. Era a hora, a hora perfeita para ele falar sobre o acontecimento na floresta, dizer que era ele, ele quem havia a encarado no fundo dos olhos. E também, tirar a dúvida. Perguntar o que foi aquilo que ela fez, o que ela escondia. Ele sabia que ela tinha algo de especial, como ele, e sua alcatéia, e isso o confortava de todas as formas.
Porém, o assunto fugiu de sua mente, ao olhar o rosto dela ali, tão perto do seu… O corpo da mesma forma, os dedos se tocando levemente sobre o colchão. Abaixou seu olhar pelos cabelos, os apreciando, pagando em seu colo, que subia e descia, junto de seus seios, com a respiração, e demorou-se observando aquele local, que parecia o mais desejado de todos, tornando ao seu rosto de maneira lenta.
— Sobre o que você está falando? — perguntou, com a voz baixa. Seu olhar vagava pelo garoto, assim como ele fazia com ela.
Estavam ali. Os dois, sozinhos. Pela primeira vez, sem o risco de alguém chegar e os interromper, como sempre faziam. Aquele era o momento perfeito, único. E Jacob não poderia desperdiçar, de maneira alguma.
Subiu sua mão pelo braço da garota, com calma, dedilhando, passando por seus fios. Chegou-os para o lado, e passou do mesmo jeito as pontas dos dedos por seu ombro, até chegar em sua nuca, que foi onde segurou os cabelos da mesma, de forma firme, fazendo a garota inclinar o rosto.
— Podemos falar disto mais tarde.
Sussurrou, a voz grossa e rouca, e então, num único movimento, seus lábios estavam colados. sentiu o choque. Os dele quentes, com os seus frios. Nem acreditava que aquilo de fato estava acontecendo. No quarto dele, ele a segurando, e a beijando.
Sem mais pensar em qualquer coisa, entre abriu os lábios, permitindo que ele começasse um beijo, indeciso, por assim dizer. Ele queria ser calmo, ah, queria, mas… A afobação do momento, de estar finalmente tocando seus lábios, a beijando, fez com que Jacob tornasse logo o beijo em um gesto necessitado, suas línguas se acariciando de maneira intensa, os suspiros e grunhidos saindo, sendo abafados um pelos lábios do outro. Estava perfeito.
Subiu sua outra mão até a cintura da garota, a segurando com força e puxando, fazendo-a colar em seu corpo, junto do movimento em que a mesma se sentava em seu colo, com as pernas ao lado de seu corpo. O que permitiu, que ele vagasse a mão livre por sua coxa, a pressionando com os dedos, assim como quando chegou em seu quadril, o acariciando e apertando, como queria fazer a tempos, ate chegar em sua bunda. Redondinha, pedindo para ser tocada.
Já, , passava as mãos por seus ombros largos, realizando o sonho de finalmente tocar aqueles músculos rígidos daquela forma. Estava perdida em tudo. No seu beijo, sem comparação, e sem dúvidas, o melhor de todos, do mundo. No seu corpo, maravilhosamente quente, duro, rígido. E na consciência de que, aquele não era apenas um momento carnal, em que os dois precisavam do toque um do outro, ela podia sentir que era muito além disso. Muito além.
Desceu os dedos por seus braços, apertando-os com os dedos, e subindo no mesmo trajeto, porém agora passeando as pontas dos dedos por seu peitoral e abdômen ainda cobertos, e ela ansiava pela hora em que poderia tocá-los sem aquele pedaço de pano impedindo.
Quando as duas mãos do garoto estavam sobre sua bunda, separaram os lábios, por motivo de os dois necessitarem de ar. Demoraram alguns segundos de olhos fechados, apenas sentindo os lábios roçando levemente, e as respirações ofegantes se batendo.
Jacob foi o primeiro a abrir os olhos, logo em seguida tendo a visão dos dela se abrindo lentamente, e os olhares mais próximos que nunca, tão conectados, transmitindo o que sentiam no momento.
O moreno sorriu contra seus lábios, mordendo o inferior da mesma, e o puxando entre os dentes, ainda com o olhar em seus olhos. Ele sabia, que aquilo tinha mudado tudo, daqui para a frente.
Capítulo 10 - Monster



Jacob e estavam a um longo tempo colados um no outro. Vezes, parando de se beijar e ficando com as testas, e tornando aos beijos, quentes, e também carinhosos, quando ele passava seus dedos pelo rosto da garota, acariciando-a com carinho.

— Eu realmente queria continuar isso por todo o dia… Sério, . Você não sabe o quanto eu queria. Mas eu preciso falar com você sobre aquela coisa.

afastou levemente seus rostos, encarando Jacob com um leve sorriso, sem mostrar os dentes, nos lábios. Seu olhar percorreu lentamente por seus lábios, subindo ao seu nariz, seus olhos. Olhos perfeitos… Droga, como ela era apaixonada por ele, mas seu subconsciente ainda insistia em tentar resistir em admitir isso.

— Que coisa é essa, que vai atrapalhar o nosso primeiro momento importante?

Jacob sorriu de forma aberta, tocando levemente seus narizes e selando seus lábios de forma demorada.

— Eu sei, babe. Mas, escute, eu… — sua fala foi interrompida por um grito, o que fez com que os dois virassem os rostos em direção a janela.

Não era um grito de socorro, ou coisa do tipo. Era um grito como um chamada, ou… Uivo? Ou um grito? Ela não saberia dizer. Se levantou do colo de Jacob, antes que ele pudesse se mexer, e parou em frente ao vidro da janela, tendo a visão do começo da floresta mais a frente, e o campo, nesse, estavam um grupo de garotos, que pensava ser bem semelhantes, e também não lhe pareciam estranhos. Mas, logo na frente de todos eles, estava Paul, apenas como um bermuda jeans, como Jacob costumava andar por aí.
Juntou suas sobrancelhas, meio confusa, e ainda mais, quando o garoto focou na sua imagem na janela, parando de andar. Ela o viu fechando os punhos, e ficou preocupada com a imagem.

— Jacob…
— Fique aqui, . Eu já volto.

O moreno saiu do quarto de forma rápida, e teve a visão dele saindo da casa e indo até o grupo de garotos, ficando a frente de Paul, e sua expressão estava bem longe de ser amigável. Saiu, do mesmo jeito que ele, e logo estava na varanda, descendo os degraus, para que pudesse ouvir o que eles falavam.

— O que ela faz aqui, Jacob?! — Paul chegou mais perto, encarando Jacob nos olhos, e este adquiriu uma expressão raivosa, mas sem se mover, não queria arrumar uma briga ali, estava olhando, ele sabia, e a última coisa que ele desejava era que ela ficasse sabendo desta forma.
— E isso, por acaso, tem alguma coisa a ver com você? Ela não é nada sua, Paul! Você não vai ficar entre nós, que isso fique bem claro.

Paul soltou o ar de forma pesada, antes de fechar com ainda mais força seus punhos, seu corpo se curvou para a frente, tremendo, e levantou seu rosto enquanto acontecia, encarando Jacob com toda a raiva possível no momento, e os outros foram logo se afastando, assim como Jacob, dando passos para trás.

— Paul, se controla! — gritou, o desaprovando, na tentativa falha, de que o garoto iria escutá-lo. — Embry, tire daqui!


olhou para Jacob quando ouviu seu nome, assustada com os movimentos agressivos do corpo de Paul, estava com medo que o pior acontecesse, aquela dor no peito, a sensação horrível de que algo muito ruim viria. Focou o olhar no moreno que vinha em sua direção. Era quase do mesmo tamanho de Jacob, seu cabelo batia no queixo, e sua expressão era amigável, assim como seus olhos escuros. Chegou perto da garota, segurando com cuidado em seu ombro.

, né? Vamos sair daqui…
— Mas… Os meninos…

Não terminou de falar, já sendo puxada por ele, e deixou se guiada pelo mesmo. Porém, uma coisa que a impediu, quando ouviu um alto uivo e se virou rápido para trás, a ponto de ver o corpo de Paul se transformar num enorme lobo. Espera… Não poderia ser…
O lobo fincou as duas patas na grama, deixando amostra seus grandes dentes na direção de Jacob, e quando o mesmo avançou, fechou os olhos com força, sentindo os pêlos de seus braços arrepiarem, mas não houve nenhum grito. Nada.
Abriu os olhos de uma vez, vendo os dois lobos rolando no campo, atracados, e então, ela se lembrou… Se lembrou do lobo que olhou bem em seus olhos naquele dia, na floresta. O lobo que transmitiu tanta coisa naquele olhar… Era Jacob. Jacob! Como isso era possível?

Por um momento, ela não soube mais o que era ar. Havia prendido sem nem o perceber, e seu peito ainda doía, mas o sentimento era outro. Agora, era pânico. Pânico.
Piscou algumas vezes, e num ato desesperado, se soltou de Embry, que logo a gritou, e correu para dentro da casa. Com as mãos tremendo, buscou pelas chaves da caminhonete de Jacob, e saiu da mesma forma, entrando no veículo e demorando alguns segundos até conseguir enfiar a chave na ignição e a virar, logo dando ré, enquanto ouvia um barulho, e olhava para trás, vendo que Embry pulava na caçamba do carro.

Soltou o ar pelos lábios, os entre abrindo, e então virou o rosto para a frente, apertando forte o volante enquanto tornava a estrada, pisando fundo no acelerador, seu coração parecendo que iria sair pela boca a qualquer momento. Se Paul e Jacob eram as feras da floresta, o restante dos meninos só poderiam ser os que os acompanhavam, isso tinha todo sentido!
Virou o rosto novamente, mas Embry não estava mais na caçamba logo atrás. Abaixou os ombros, em alívio, e tornou para a frente, apenas focada em chegar logo em casa, deitar em sua cama e ter a ilusão de que isso tinha sido apenas um sonho. Apenas um sonho. Ela não havia nem levantado de sua cama hoje. Isso era improvável, impossível. Não era real. Real…? Na verdade, ela nem sabia mais o que significava essa palavra. Depois do que havia feito na floresta, do colar que havia sido atraído para ela em seu aniversário… Se fosse parar para pensar, realmente, nas coisas que estavam acontecendo recentemente, enlouqueceria.
Uma rua antes da casa dos Weber, parou a caminhonete de Jacob, deixando-o lá, com as chaves. Sabia que ele iria procurá-lo, afinal, era seu carro, não é? Mas que ele estivesse bem longe dela, ou de qualquer coisa que tinha relação a mesma. Bateu a porta do veículo, e quando se afastou para começar a andar, deu um pequeno grito de susto ao ver Embry de pé no teto do carro.

— Por que você está deste jeito? Vai dizer, que, vocês estão saindo, e você não sabe sobre nós?

Ignorou completamente o que ele dizia e foi dando passos rápidos para trás, o vendo descer com pulos fáceis do local alto.

— Fique longe de mim, Embry. Eu… Eu não vou falar nada, nada! Para ninguém… Só fica longe de mim… Por favor.
… Posso te chamar assim, né? Olha, eu não vou fazer nada com você, eu jamais te faria mal. O Jacob vai conversar com você, e resolver…
— Não! Eu não quero que ele fale nada comigo, tá entendendo? Nenhum de vocês… Fiquem todos longe de mim!

Gritou de maneira firme, e então se virou, começando a correr, o mais rápido que podia, e quando virou a esquina, ela sabia que ele não estava atrás dela, ela podia sentir.
Quase derrapou quando chegou em frente a casa dos Weber, e correu até a porta, pegando a chave abaixo do tapete na varanda, abrindo a porta e a batendo, trancando com rapidez e se virando, encostando na mesma.
Soltou o ar, depois de um longo tempo, percebeu que a casa estava silenciosa. Respirou fundo, passando a mão sobre a testa, e se moveu para subir as escadas. Chegando em seu quarto, abaixou o vidro da janela, também passando a tranca na mesma, e também fechou as cortinas.
Sentou-se na ponta da cama, encarando a parede do seu quarto, com algumas fotos decorando. Sua cabeça começara a doer, aquela sensação a incomodando, como sempre. Ouviu um zumbido, ela sabia do que vinha, vinha do objeto que estava na primeira gaveta da sua cômoda.
Decidiu ignorar, e tirou seus tênis, se virando na cama. Encolheu o corpo, já deitada, e colocou o travesseiro sobre sua cabeça.


→ Uma semana depois ←



estava sentada na cadeira de sua penteadeira, encarando seu reflexo no espelho a sua frente. Soltou um leve suspiro, mexendo os ombros, enquanto comprimia os lábios levemente. Usava calça de moletom branca, meias com estampa de pequenos desenhos de fatias de bolo, e suas pernas estavam dobradas sobre a cadeira, seus braços ao redor das mesmas. Na parte de cima, uma blusa de manga comprida num tom cinza escuro. Seus cabelos ondulados presos num rabo de cavalo desajeitado, apenas alguns cachinhos escorrendo por seu rosto. Este, tinha uma expressão cansado, os olhos meio sonolentos. Era uma sexta feira, porém ela só havia ido a escola uma vez na semana que passara. Seu tempo era gasto, na maioria, sentada ali, se encarando, deitada na cama, pensando, e também ignorando todos os meios que Jacob e Paul arranjavam de tentar falar com ela. Sua cabeça estava mais que confusa. Confusão era apenas um apelido.
Levantou o olhar lentamente até o relógio na parede. O mesmo marcava que eram oito e meia da noite. Seu corpo vibrou de susto quando Angela abriu a porta do quarto, a olhando com a mesma expressão de toda a semana: desaprovação.

… Nossa, você ainda está aí, sentada? Eu avisei que iríamos sair umas nove horas, e você ainda nem começou a se arrumar. — a ruiva deu um leve sorriso de lado, levantando sua mão, mas para cutucar o gatinho de enfeite na sua penteadeira.
— Eu não vou, Angela. Não estou afim de ver… Jovens bebendo, rindo e dançando. Não estou no clima, também já disse.
— Você está com essa mesma cara de morte todos esses dias. Para com isso, sério, eu não aguento mais! Não só eu, mas a Jéssica, o Eric… Todo mundo, . Escute… — Angela se aproximou, se apoiando perto da mão da prima e se inclinando na altura do seu corpo. — Nós queremos o melhor para você. Eu quero o melhor para você. Não que fique aqui, sentada, que nem uma louca… Por uma coisa que você nem se quer quis me contar. Eu sei que aconteceu algo, não estaria assim atoa. O fato é: já deu o tempo. Tá na hora de levantar, e olhar para a frente…

deixou seu olhar vagar por Angela, parando em seus dedos e soltou um longo e profundo suspiro. Mesmo ela odiando a ideia de ter que sair de casa, mas ela sabia que Angela estava coberta de razão. Já havia passado tempo o suficiente para Jacob entender que ela queria distância dele. Deles, todos aqueles. Haviam aparecido notícias de alguns corpos na floresta, e ela receava que eles tivessem tido alguma relação com isso.
Concordou com a prima, que saiu saltitando, alegre do quarto. Fez suas higienes, tomou seu banho, e saiu do banheiro penteando seu cabelo, que logo estaria seco e cheio de cachinhos. Colocou uma calça jeans, mas, ao se olhar no espelho, decidiu que colocado algo diferente hoje. Trocou a calça jeans por um vestido num tom azul, de um ombro só, e marcava sua cintura, sendo mais soltinho na saia. Colocou sapatilhas que combinavam e passou um gloss num tom avermelhado.
Parou, se olhando no espelho mais uma vez, e então sorriu de lado. Nada mau…

Se apressou em pegar seu celular, e uma pequena bolsa, para o resto de suas coisas, e saiu, se encontrando com Angela lá em baixo, que já estava pronta.

— Adivinha só? Papai me deixou usar o carro dele… Estamos podendo hoje! — falou, juntando as mãos, sorrindo de forma aberta, e a ruiva riu.
— Com certeza. Só não sei se vamos sobreviver a isso…


→...←




— Ah, para, não! Olha isso!

Jéssica ria e falava alto, enquanto mostrava algo no celular para Angela e , mas só Angela acompanhava a garota. A ruiva estava dispersa, seu olhar vagava pelo local, e sua cabeça latejava com tamanha força.
Passou a língua pelos lábios, assim como a mão por seu cabelo, e se levantou, não aguentava mais o que sentia.

, onde está indo?
— No banheiro… Não se preocupem, eu já volto.
— Não quer que a gente vá com você?
— O que? Não… Tá tudo bem. — falou, e mesmo que não fosse sua intenção, sua fala soou um pouco rude.

Se afastou da mesa, com as mãos passando por seus braços. Estava os sentindo arrepiados, e nem sabia porquê. Acabou esbarrando em alguém, mas não deu muita atenção, apesar da pessoa segurar o seu braço. Sua mão era fria, e parecia gelo. Ali era apertado. Borboun, um pequeno bar/restaurante em Portland.
Tentou tornar a andar, mas o estranho ainda a segurava. Foi forçada a virar o seu rosto, e deu de cara com dois olhos verdes, e um rosto pálido. Admitia que eram lindos, assim como seu maxilar travado, os lábios desenhados em um sorriso de lado. Seus braços eram firmes e ele usava uma jaqueta de couro, com camisa preta.

— Com licença. Eu estou tentando sair daqui, se não percebeu.
— Claro, claro. Me perdoe. Mas, é que… Você é tão linda, que eu não pude me segurar. Me chamo Thomas, e a dona desses lindos olhos, hum?

riu baixo, não acreditando na petulância, mas que coisa! Mesmo ele sendo muito atraente, e tudo mais… Nem mesmo ele conseguiria passar por cima daquele sorriso, aqueles olhos que transmitiam carinho, e o corpo de que Jacob tinha. Além de tudo, o sentimento que nutria por ele.

— Com licença. — dessa vez, soltou seu braço da mão dele, e tornou a andar.

Adentrou ao banheiro feminino, agradecendo, por não ter ninguém. Parou em frente ao espelho, apoiando as duas mãos na bancada, e então sua cabeça latejou com mais força, a fazendo fechar os olhos e inclinar levemente se corpo.
Ficou de olhos fechados por um bom tempo, até sentir algo quente batendo contra seu braço. Era a mesma sensação de estar no sol. Espera… Sol?
Abriu seus olhos lentamente, e então prendeu o ar, assustada. Se encontrava, agora, no meio da floresta. Os raios de sol passavam por entre as folhas, batendo em sua pele, lhe causando uma sensação reconfortante.
Deu uma volta, olhando tudo, assim como ela mesma. Usava a mesma roupa, estava do mesmo jeito.

— Mas que droga é essa… — murmurou, não sabendo se acreditava que aquilo era mesmo real, ou se estava alucinando.

Sem perder tempo, começou a caminhar, pisando nas folhas e pedaços de madeira, tirando alguns galhos da frente para que pudesse passar. Não sabia se estava no caminho certo, não se lembrava daquela parte da floresta. Até, que parou quando chegou a uma parte, que conhecia bem. Foi ali que teve seu encontro com os lobos.
Engoliu um seco, já tentando focalizar o caminho para sair dali, e foi quando ela sentiu o chão tremer. Abaixou o olhar, vendo que perto de suas sapatilhas, um pedaço de madeira se remexia. Lentamente, ela o acompanhou com o olhar, se erguer, e começar a levitar, até estar na altura de seu rosto. Quando se deu conta, todos os troncos quebrados a sua volta levitavam, assim como qualquer outra coisa que estivesse solta.
Ficou parada, sem saber o que fazer, ela não entendia, não entendia o porquê daquilo estar acontecendo com ela.
Ergueu sua mão, a movendo para a frente, e tudo acompanhava o movimento que sua mão fazia. Um sorriso se desenhou em seu rosto, mas era um sorriso de total nervosismo.

! — a voz de Angela veio num grito.

Como um susto, todo aquele local sumiu e ela estava de volta a Portland, a noite. Porém, não estava dentro do bar, e sim no meio da rua. Ouviu o barulho de buzinas começarem a se aproximar dela, e se virou, mas não foi a tempo, o carro já havia a atingido.

Capítulo 11 - Bedroom


sentia seu corpo começar a despertar, porém todo o mesmo doía de maneira forte, e seus olhos ainda estavam pesados demais para ela força-los a se abrirem. Permaneceu imóvel, apenas roçando as pontas dos dedos no lençol áspero.
Prestou atenção ao cheiro, aos sons a sua volta. Aquele bip… Ela reconhecia bem. Estava num quarto de hospital.
Num flash, tudo voltou a sua cabeça de uma só vez. A sua visão, na floresta, o que ela conseguia fazer com as mãos, e logo em seguida, a última imagem antes de apagar, os faróis altos do carro vindo em sua direção, colidindo com seu corpo.
Pôde sentir algo quente descendo por seu rosto, fazendo arder, o que deveriam ser ferimentos. Era uma lágrima solitária que havia caído por sua bochecha, sentindo a mesma descer por seu pescoço, sumindo na pele do mesmo.

— Ela acordou!

Ouviu vozes, não conseguindo identificar muito bem de quem eram. Com mais esforço, conseguiu abrir seus olhos, tendo a visão de três pessoas. Duas nas laterais da cama, uma de cada lado, e uma em seus pés, essa era a mãe de Angela, senhora Weber. Já nas laterais, estavam seus pais. Annabeth e Joseph. Seu pai, como de costume, estava usando seu terno mais escuro e um sorriso de lado desenhava seus lábios, os cabelos ruivos penteados para trás, apoiado na beira da cama. Sua mãe, também nos trajes sociais, e seu cabelo estava preso num rabo de cavalo.

— Meu amor… — a mulher se aproximou, sorrindo suavemente, e tocou o rosto da garota com as pontas dos dedos, com carinho. — Como se sente? Ah. Mas que pergunta boba a minha, eu sei… Nós viemos assim que sua tia nos ligou. O que houve, minha filha?

ainda estava em processo de acreditar que seus pais estavam ali, de fato. Mas ela sabia que isso não iria durar muito, então nem se animou tanto. Deu um sorriso fraco, afirmando com sua cabeça. Foi aí, que ela parou para perceber que a dor maior estava concentrada na parte inferior de seu corpo, mais especificamente em sua perna direita. Franziu o cenho, percebendo que a mesma estava engessada, fora do lençol que cobria seu corpo. Seus lábios se entre abriram, soltando um longo e profundo suspiro.

— Eu não sei, mãe. Tudo aconteceu muito rápido… Eu nem me lembro de como foi. — mentiu, olhando de sua mãe para seu pai, lentamente. Claro que não poderia falar o que realmente ocorreu para ela parar no meio da rua e ser atingida por um carro. — Estou aqui a quanto tempo?
— Apenas uma noite, querida. — a senhora Weber respondeu, sorrindo. A garota retribuiu ao gesto. Sabia que ela tinha sido a única a ficar ali todo o tempo, tinha certeza. — Seus pais chegaram hoje, pela manhã.
— Lamentamos não poder ficar com você, minha bonequinha. — Joseph falou pela primeira vez, se aproximando e beijando sua testa. — Mas já temos um vôo de volta, para daqui duas horas.
— Isso mesmo. Mas, ainda bem que acordou… Assim, tivemos uma oportunidade de te ver. Escute, eu prometi um presente no seu aniversário, não é? Nós compramos. Sua tia já deixou lá no seu quarto, eu tenho certeza de que vai adorar.

sorriu, de forma fraca. Ela já esperava esse tipo de coisa. Sofrer um acidente, quebrar a perna, e sua mãe se preocupar com o fato de que não havia enviado o presente de seu aniversário.
Poucos minutos depois, se despediram e já estavam saindo da sala, para o aeroporto e de volta a conturbada Nova Iorque. A senhora Weber, no entanto, continuou no quarto com a sobrinha durante todo o resto do dia. O hospital havia dito que não tinha necessidade da garota ser mantida internada, então, quando já era noite, estavam voltando para casa.

— Deixa que eu te ajudo, . — Angela dizia, quando chegava na escada, já usando muletas para conseguir se sustentar e andar. Já nem sentia mais tanta dor, de quando havia acordado, o que era de se estranhar.
— Obrigada, Angela. Mas eu consigo… Não precisa se preocupar, vocês já estão fazendo demais por mim.
— Que bobeira, , mas que coisa! Vou te ajudar, mesmo assim.

Angela subiu ao lado da prima, mesmo a jovem alegando que não havia necessidade, mas ela apenas parou quando a prima estava devidamente instalada em sua cama, com as costas recostada na cabeceira acolchoada, junto de um travesseiro fofinho, assim como o que a sua perna engessada estava apoiada. Com um beijo em sua testa, Angela deixou o quarto. se viu sozinha pela primeira vez naquele dia. Estava um silêncio absoluto, até ela ouvir o sopro do vento, e levantou o olhar, percebendo a janela de seu quarto entre aberta.
Com um suspiro, balançou sua cabeça de um lado para o outro, porém, optou por não levantar e fechar, deixando assim mesmo.
Passou os dedos pelo tecido de algodão do vestido leve que usava, num tom azul claro, era bem confortável, enquanto passava o olhar por seu quarto, até parar na caixa branca ao seu lado na cama, qual já havia percebido quando entrara com Angela. Certamente, aquele deveria ser o tão falado presente de seus pais.
Inclinando seu corpo, trouxe a caixa para perto. Esta, era num tamanho médio, cabia perfeitamente sobre seu colo. Abriu, com cuidado, encontrando com o olhar uma peça de roupa. Antes mesmo de olhar, percebeu outra caixinha no meio do tecido, com o nome Pandora. Balançou levemente a cabeça em negativo, a abrindo e vendo um pingente com seu nome.
Comprimiu os lábios, erguendo a mão livre até seu colo, onde encontrava o colar que ele havia lhe dado. Apesar de ter passado essa semana tentando passar uma borracha em tudo que lhe dizia respeito, não tivera coragem, nem se quer de pensar em tirar aquele objeto, que lhe significava tanto.
Com um pesar, tornou as mãos a caixa, com a atenção agora na peça de roupa que ali continha. Alcançou duas finas alças, as puxando, e revelando o belo e bem desenhada vestido vermelho sangue a sua frente. Forçou-se a rir baixo, somente pensando em qual ocasião ela teria oportunidade de usá-lo. Ela acreditava que em nenhuma. Sem olhar muito os detalhes, fechou a caixa do presente, tornando para o outro lado da cama de casal. Movendo seu corpo com cuidado, conseguiu deitar-se na cama, virando de lado, com a perna machucada para cima, ainda apoiada no travesseiro.
Agora, agarrada em sua pelúcia em forma de girafa, ela encarava a parede de seu quarto, os olhos começando a pesar de maneira incontrolável, até que os mesmos haviam sido fechados, e caíra em seu sono, não tão profundo quanto gostaria.


→...←



Seus olhos abriram de imediato, com o susto, quando ouviu um barulho, parecendo vir do lado de fora. Seu corpo ainda imóvel, o olhar foi diretamente ao relógio, vendo que a hora marcava mais de meia noite, quase uma hora da manhã. Seu sono havia durado apenas quatro horas.
Respirou fundo, virando o rosto, olhando o quarto. Estava iluminado por seus abajures, o do lado da cama, e em sua escrivaninha, não havia apagado antes de dormir. Como não houve mais ruído, pensou ser coisa de sua mente peculiar, mas quando ergueu o tronco, se arrumando para levantar e apagar a iluminação, que a incomodava, ouviu de novo, e mais perto. Eram barulhos de galhos. Galhos… só havia uma árvore, e esta era próxima de sua janela.
Seus lábios se entre abriram, quando focalizou numa sombra do lado de fora da sua janela entre aberta. Um frio correu por todo seu corpo, o arrepiando dos pés a cabeça, não imaginando o que poderia acontecer com ela a seguir. Até que, ela viu as mãos segurando na janela e a erguendo. Aquelas mãos, ela reconheceria em qualquer lugar.

— Jacob.

O nome do moreno saiu de seus lábios, em um tom desacreditado, o vendo, apenas com uma bermuda jeans, adentrar seu quarto com facilidade. se viu imóvel novamente, o encarando de sua cama. Não podia negar, que seu coração palpitava de felicidade por estar o vendo novamente, depois dos dias que mais pareceram anos.

… Céus! Você… Eu nem sei o que dizer. Fico feliz que esteja bem, apesar da sua perna. — Jacob começou, dando um passo a frente, e viu a garota se movimentar na cama, os braços que a sustentavam no colchão fraquejando. — Não tenha medo, babe. Eu não irei lhe fazer mal. Eu juro. Eu não sou mau, .
— Eu não ligo, Jacob, vai embora! Eu vou gritar!

Jacob continuou se movendo em sua direção, até estar ao lado de sua cama. Num movimento cuidadoso, se sentou na beira da mesma, bem próximo de seu corpo. soltou o ar de maneira pesada, encarando agora o rosto tão perto. Tão lindo, aquele garoto… Ela não poderia resistir. Tudo que acontecera aquela tarde sumiu de sua mente, e apenas conseguiu pensar em como ele a fazia se sentir, e Jacob não poderia estar mais feliz, que naquele momento. Em saber que ela estava bem, estava ali, que não tinha o mandado afastar, pelo menos não ainda. Só ele (e Sam) sabia como havia se sentido neste tempo em que decidira o deixar de lado de sua vida, mas foi o alfa quem o aconselhou a deixá-la em seu tempo. Porém, não pôde se conter ao ficar sabendo de seu acidente.
Quando fez menção de gritar, Jacob rapidamente avançou sobre ela, com o mesmo cuidado, cobrindo seus lábios com a sua mão, a olhando, e a garota levou as mãos até seu braço, tentando o afastar.

— Me desculpe por isso. Eu viria mais cedo, mas… Você sabe. Acho que prefiro que ninguém saiba que estou aqui. — suspirou baixo, se arrumando na cama, e passou a língua sobre seus lábios, sem tirar os olhos do rosto da garota. — Por favor, , não grita. E eu não quero ficar te segurando. — Jacob foi abaixando sua mão, se mantendo próximo da garota.
— Senti sua falta. — a voz de saiu calma, apesar de estar tão nervosa por dentro, e a mesma relaxou os ombros, como se tirasse um peso de suas costas. — Eu acho que nós temos muito para conversar… E acho também que lhe devo desculpas, pelo meu comportamento.
— Não precisa, babe. — sorriu de forma aberta. Sua mão subiu lentamente por seu braço, dedilhando sua pele macia, até parar em seu rosto, onde passou o polegar. — Eu te entendo. Entendo perfeitamente, o que você viu… Não deveria ter sido daquele jeito. Eu te chamei naquele dia, justamente para falarmos de tudo isso. Mas tudo saiu dos conformes… Eu também senti a sua falta. Tanto, que você nem pode imaginar. — inclinou-se, na intenção de tocar seus lábios nos dela, e ter aquela sensação novamente, a sensação que lhe dera saudade e angústia por estar distante todos esses dias, porém a garota virou o rosto, recuando seu corpo.
— Jacob… Eu preciso saber. Esses corpos que vêm aparecendo no noticiário… São vocês? Vocês estão matando essas pessoas?
— O quê? Não, claro que não! Eu já disse, não sou mau. Não somos, nenhum de nós. Muito pelo contrário, nós fazemos de tudo para que esses não atinjam a cidade de alguma forma. Mas, têm as complicações… Enfim, você irá entender. Agora, a única coisa que precisa saber, é que não fazemos mal algum a nenhum inocente.

ficou alguns segundos apenas o encarando bem nos olhos, tentando detectar alguma mentira neles, mas nada lhe veio. Agradeceu mentalmente por sua perna engessada naquele momento, caso contrário, em qualquer outra situação, teria mandado Jacob ir embora. Mas, agora era diferente. Ele havia lhe dito o que precisava saber, e mesmo que ainda houvessem muitas perguntas e respostas, isso era o que importava no momento.
Ergueu sua mão, tocando o braço de Jacob. Foi subindo os dedos, acompanhando-os com o olhar, passando pelo ombro, apertando levemente o mesmo, e chegando na lateral de seu pescoço. Não demorando ali, seus dedos pararam em sua nuca, segurando nos cabelos da mesma, e foi quando ela o puxou, passando seu outro braço pelo mesmo, o envolvendo em um abraço, que, prontamente, foi correspondido, e a garota sentiu os braços fortes e enormes a rodeando, o calor de seu corpo transmitindo toda a segurança que ela precisava.

— Jake… Eu gosto tanto… Tanto, de você.

sussurrou, ao pé de seu ouvido. Seus olhos estavam fechados, e sentiu os braços de Jacob se apertarem ainda mais ao redor de si, a fazendo suspirar baixo.

— Eu também, . Eu gosto de você de uma maneira… Surreal. É. Essa é a palavra.

Afastou o rosto da lateral do da garota, a encarando por alguns segundos. Um sorriso de lado se desenhou nos lábios de Jacob, então tornou a se inclinar sobre ela, mas desta vez, a garota não se ousou a recuar. Não mesmo.
Logo, sentiu os lábios do moreno sobre os seus, aniquilando qualquer tipo de espaço que poderia ter entre eles. Suas línguas se tocaram com calma, acariciando uma a outra, procurando por espaço dentro da boca um do outro, e assim subiu seus dedos por entre o cabelo macio de Jacob, acariciando seus fios, logo sentindo o mesmo sorrir contra seus lábios.

— Promete… Que não vai tentar me afastar de novo. — a voz do moreno saiu séria e rouca, os olhos se encarando novamente. — Prometa, .

A garota prendeu o ar por alguns segundos, apertando seus dedos por entre os fios de cabelo de Jacob. Apesar de ser total loucura e insanidade, aceitar fazer parte do que ela agora sabia que era verdadeiramente a vida de Jacob, nem passou pela cabeça dizer que não iria prometer. Porque… Ela não iria mesmo conseguir mais seguir, sem que soubesse que ele estaria ao lado dela, de alguma forma.

— Eu prometo. Dorme comigo hoje? — deu-lhe um sorriso aberto, que prontamente foi retribuído.
— É claro que sim. Deixe só eu…

Não terminou sua frase, erguendo seu corpo, saindo de cima da ruiva. Andou até a janela, fechando a mesma, a trancando como deveria. Em seguida, passou a cortina em frente ao vidro, e tornou a olhá-la. Sorriu, agora se abaixando para desamarrar e tirar seus tênis. Enquanto ele fazia, tratou de pegar a caixa do presente e colocar no chão ao lado da cama, e logo se deslocou para o lado vazio da mesma, para que Jacob deitasse do lado de sua perna boa. Puxou a coberta, arrumando a mesma, assim que viu o garoto erguido novamente.

— Posso apagar? — perguntou, sinalizando o abajur ao lado da cama. Recebendo um aceno positivo da garota, desligou o mesmo, então se pôs a deitar ao seu lado.

Jacob se acomodou na cama fofinha, sentindo seus músculos relaxarem. Sem perder tempo, e com todo o cuidado, passou seu braço por baixo do corpo da garota, a virando e tocando suas costas. Depois de achar a posição confortável para a mesma, se arrumou ainda mais, até que estivessem, de alguma forma, deitados juntinhos. sorriu, sentindo seu rosto encostado no peitoral de Jacob, e a mão apoiada sobre seu abdômen. Algum tempo atrás, ela gostaria de saber como seria a sensação de toca-lo, e agora estava ali, sentindo seu cheiro mais de perto que nunca, sabendo que ficaria nela e em seu pijama depois, assim como também o tocava, passando as pontas dos dedos por sua pele quente lentamente, como um carinho.

… Você e o Paul… Vocês… Sabe, tiveram algo mais íntimo? — ainda com os olhos fechados, ela franziu o cenho.
— O que? Não. Não… Não aconteceu nada de mais. Nós nem falamos mais sobre isso… E agora, bem… Nós estamos aqui. Quer dizer… Você está aqui.
— Estou. E não gostaria nada que fosse ele a estar em meu lugar.
— Não se preocupe, Jacob. E eu espero mesmo que aquela… Briga, daquele dia, não tenha rendido nada. Porque eu ouvi muito bem o meu nome lá!
— Nós ja conversamos, . Eu disse para ele sobre o… Quer dizer, disse que eu gosto de você. E nós somos amigos. — sua fala a deixou aliviada, não iria se perdoar se fosse a causa do término de uma amizade.
— Fico feliz por isso. Eu converso com ele depois, sobre isso.
— É. Nós ainda vamos ter muitas conversas sobre aquele dia… Mas, só quando você ficar boa da sua perna. Agora, tente dormir, babe.

Sentiu seu beijo no topo de sua cabeça, então relaxou ainda mais os ombros, sentindo seu corpo pesado. Ter a sensação do corpo de Jacob junto ao seu estava sendo mais que maravilhoso, e ela adoraria aproveitar mais, porém estava cansada demais. Então, não demora para que pegue no sono profundamente, com o calor do corpo do garoto a aquecendo mais que suficientemente, e se sentindo mais segura que nunca.


→...←



Sentiu a iluminação esquentar seu rosto, mas demorou mais algum tempo até que seus olhos se abrissem, então focou na visão de uma brecha da cortina da janela aberta. Suspirou baixo, soltando o ar por entre os lábios e se moveu na cama, de um jeito que a pequena brecha de iluminação não a atingisse.
Então, aquele aroma encheu suas narinas, a fazendo apertar o lençol dentre os dedos. Jacob.
Ela abriu os olhos de maneira definitiva, piscando algumas vezes, e procurando por alguma coisa em torno do seu quarto. Nem sinal dele. Será que havia sido um sonho? Tão real que poderia estar fantasiando seu cheiro?
Se apoiou com uma mão no colchão, erguendo o corpo com cuidado, assim como sentindo seu cabelo caindo sobre seus ombros com o movimento. Soltou mais um suspiro, pronta para começar a se levantar, quando avistou um pequeno papel rosa abaixo de seu abajur, um daqueles que ela tinha por toda sua escrivaninha. Um sorriso se formou em seu rosto, logo que ela se esticou e o pegou em mão.


Tive que ir embora, antes que alguém chegasse e acabasse me vendo deitado em sua cama. Prometo que não vamos ficar sem nos ver, irei aparecer sempre que puder. Te ligo mais tarde, tenha um bom dia.
J.



Como se ainda houvesse espaço, seu sorriso se alargou ainda mais, comprimindo o papel contra seu peito, e fechando os olhos. Sabia que ele estava falando a verdade sim, ele viria sempre que pudesse, e ela ficava animada apenas com a ideia de dormir agarrada com ele em sua cama novamente, abraçada ao seu corpo. E, como ele havia dito que a tal conversa importante seria apenas depois que pudesse se locomover normalmente com sua perna, ansiava por tal momento.
Saiu de seus devaneios quando ouviu batidas em sua porta, então colocou o papel no lugar onde estava antes, a tempo de ver Angela abrindo a porta, e empurrando a mesma com o ombro, pois suas mãos estavam ocupadas por uma bandeja regada com um café da manhã bem completo.

— Bom dia, flor do dia! — a prima sorriu aberto, dando a volta, e esperando que a ruiva se arrumasse na cama, e pudesse deixar a bandeja sobre seu colo.
— Angie… Nossa, nem sei como agradecer por isso!
— Não precisa, sua bobinha. Eu irei fazer o que for preciso para que se sinta bem. Agora, coma, porque ainda nem chegou a parte em que eu irei te ajudar a tomar banho. — disse, fazendo uma cara de leve espanto, e então as duas caíram na risada.

Capítulo 12


fechou os olhos, aproveitando o sol batendo em seu rosto, então um sorriso se abriu no mesmo, um sorriso aberto e feliz, como se sentia no momento.
Não demorou para sentir o corpo grande e musculoso se sentando atrás do seu, servindo um encosto quentinho. Porque, apesar do sol, ainda era um pouco frio ali, como estavam no alto.

— Sabe… Eu fico muito feliz de saber que sou o motivo desse sorriso tão lindo. — o garoto sussurrou perto de sua orelha, depois de ajeitar suas pernas nas laterais do corpo pequeno da garota, assim como passar os braços pelo mesmo, a apertando levemente. Ouviu sua risada baixa, o fazendo sorrir também.
— E quem te disse que o motivo é você, hein, Black? — abriu seus olhos, virando seu rosto na direção do de Jacob, pousando suas mãos em suas coxas, e erguendo o rosto para roçar seus narizes, lentamente.
— Hum… Eu não sei. Minha intuição de lobo me diz isso. — imitou a garota, dando uma fraca risada, em seguida, colando seus lábios num beijo calmo.

Era quase impossível ficar assim com ela, e não desejar beija-la, abraçá-la, apertá-la. Saber que ela era sua, era a melhor sensação que Jacob poderia provar. Ainda não havia falado nada em relação ao imprinting para . E nem tinha urgência em fazer, apesar do assunto ficar sempre martelando e martelando em sua cabeça. Tinha medo, da garota se achar a obrigação de ficar ao seu lado, por causa da ligação forte. Não tinha dúvidas de que ela sentia a mesma coisa por ele, porém esta informação poderia mudar tudo. Pelo menos, era o que se passava na cabeça de Jacob.

Depois de terem os lábios separados, a ruiva permaneceu de olhos fechados, com a respiração do moreno batendo contra seu rosto. Este, por vez, estava a observando, captando cada detalhe daquele rosto esculpido pelos anjos. Então, se inclinou, passando o nariz por sua bochecha, descendo lentamente a seu pescoço, onde fez o mesmo, inspirando forte seu cheiro, para depois depositar um beijo demorado na pele, assim como a apertando mais em seus braços.
só se deliciou com o carinho, se acomodando mais ao corpo do garoto e o acariciando com seus pequenos dedos. Ficaram assim, aproveitando um o corpo do outro, não precisavam de mais nada naquele momento.
Até ouvirem um alto uivo, o que fez com que erguesse o rosto, depois que Jacob havia feito, alarmado.

— Sam. — murmurou, soltando o ar por entre os lábios. — Eu tenho que ir.

Se levantou, sendo acompanhado pela garota, que já pegava a mochila, jogando sobre suas costas, o olhando com atenção. Estavam no campo no alto da floresta, cenário de um dos sonhos que já tivera, com Jacob e Paul. O gramado verde claro, algumas flores decorando e o sol batendo até onde poderia alcançar.

— Eu vou descer você. Não pode ficar andando por aí, sozinha. — Jacob começa a tirar sua roupa, entregando para ela, que apenas o olhava. — Tenho que ser rápido. — sussurrou a última parte para si mesmo, quando estava apenas com sua cueca.

deu um passo para trás, quando o corpo dele começava a se transformar no enorme lobo, e logo tratou de guardar sua roupa na mochila, também. Focou o olhar no focinho de Jacob, que fez sinal para cima, que subisse nele.
A garota rolou levemente os olhos. Sabia que essa não seria uma viagem, lá muito agradável. Mesmo assim, segurou-se nele, e com sua ajuda, tomou impulso e estava em sua “garupa”.

— Olha só, Jacob, você…

Nem terminou de falar, e o lobo saiu em disparada pelo meio das árvores, fazendo seu corpo cair para a frente e ela se agarrar com força nele, fechando os olhos, para não ter a sensação de que cairia a qualquer minuto.
Abriu-os novamente, quando o movimento parou e percebeu que estavam perto da saída da floresta. Desceu de cima do lobo, arrumando a mochila, assim como passando a mão em seus cabelos, o vendo virar o focinho em sua direção, logo o passando por sua bochecha.
deu um largo sorriso, segurando-o com as duas mãos e passando os deles por entre seus pêlos, encostando sua testa nele.

— Cuidado, tá bem? Por favor. — disse calma, afastando o rosto apenas para focar em seus olhos, sorrindo novamente.

Recebeu uma lambida no rosto, o que a fez rir, em seguida o vendo desaparecer por entre as árvores, na mesma velocidade que haviam vindo. Comprimiu os lábios, logo segurando nas alças da mochila e se virando, terminando de descer, até chegar na estrada.
Quando subiu o asfalto, acabou tropeçando no pequeno altinho que havia ali, fazendo com que seu corpo se inclinasse para a frente, então sentiu um clarão perto de seu rosto, e uma buzina alta. Seu corpo gelou, se erguendo, então a visão do carro vindo em sua direção, agora parecia lenta. Seu peito subia e descia ofegante com sua respiração, deu um passo para trás, vendo o carro passar rente ao seu corpo, e então tudo voltou ao normal, vendo o veículo em sua velocidade alta, parar de súbito, as rodas deixando marcas no chão.
Levou a mão até seu peito, afagando o mesmo, por estar nervosa e sem entender o que havia acontecido, seu olhar vagando pelo carro. Pouco tempo depois de se recuperar, iria ser atropelada de novo?
O carro era luxuoso, preto, e parecia ser tão belo por dentro, que por fora. Dele, saiu um homem alto e pálido, com o semblante preocupado. Demorou alguns segundos até que o reconhecesse, mas então lhe veio à cabeça.

— Ah, meu deus! — exclamou, soltando o ar e balançando a cabeça. — Me desculpe, mesmo. É Edward, não é? Eu já te vi algumas vezes… Na escola, com a Bella. — se explicou, gesticulando com as mãos.
— É, eu sei. Me lembro de você, . — Edward se aproximou, parando em frente a garota e a olhou por inteiro, procurando algum machucado. — Eu te machuquei? Espero que não. O que você tem na cabeça, garota?

Percebeu que o garoto torceu o nariz, como se sentisse algo nela, em seguida subindo o olhar para a floresta, o ouvindo rir baixo pelo nariz. deu um leve sorriso, balançando a cabeça em negativo e subindo a mão até o seu ombro, dando leves batidas.

— Não se preocupe, ele já foi. E você não me machucou, e mesmo que tivesse, a culpa foi minha. — comprimiu os lábios, já se afastando dele. — Enfim, obrigado pela preocupação. Diga a Bella para parar de faltas as aulas.

Acenou com dois dedos, virando seu corpo e tornando ao seu caminho, mas sentia que o mesmo estava atrás dela, então virou o rosto, com o cenho franzido, o vendo rir.

— Me desculpe, mas não posso ir embora sem oferecer uma carona. Eu quase te atropelei, por favor. — fez sinal com a mão em direção ao carro. parou de andar, incerta. Sabia que ele era um vampiro, e também que não lhe faria mal. O pai de Jacob havia contado, naquele mesmo dia, sobre os Cullen e seu acordo. Sem contar que Edward era de extrema classe e educação.
— Eu não sei, Edward. É mesmo muito gentil da sua parte, mas creio que Jacob não irá simpatizar muito com essa ideia.
— Bem… Ele deveria ficar feliz, porque não está andando sozinha por aí. Está muito perigoso. — viu-o fazer novamente o sinal com a mão.

Demorou alguns segundos, mas por fim, a garota deu de ombros e se encaminhou ao carro preto, entrando no banco do carona. Assim que Edward adentrou, logo tratou de dar partida, e manobrar o carro, indo pelo caminho contrário. Ele sabia porquê Jacob havia passado ali, e porquê estava perigoso, ela andar sozinha. O aparecimento de vampiros recém-nascidos pela cidade estava preocupando todos eles, Edward temia que isso fizesse parte de algo maior.

— Bella comentou comigo… Sobre o seu relacionamento com… Jacob. — Edward comentou, com o olhar focado na estrada.
— É… Ele também comentou sobre o relacionamento de vocês. — soltou uma leve risada divertida, com o olhar focado no caminho que passava rápido na janela.
— Fala sobre o que, eu e minha família? — ergueu as sobrancelhas, olhando rapidamente a garota, também dando uma risada. — Aposto que não ouviu coisas boas.
— Bem… Não importa. Eu não tenho nada contra você. — deu de ombros, então Edward passou alguns segundos quieto, logo sorrindo fraco, e a garota ficou sem entender.
— Eu sei que não.

Por não estarem longe, não demora para que cheguem perto da casa dos Weber, e o guia, terminando com ele parando em frente a casa. A ruiva pegou sua mochila, abraçando contra seu corpo e dando um sorriso em agradecimento.

— Obrigada, Edward. Mesmo! — acenou para ele, antes de sair do carro.
— Não tem de quê. — repetiu o gesto, antes que ela batesse a porta do carro, em seguida saindo em disparada.

Não esperando para olhar o carro dele sumir, virou o corpo em direção a casa e subiu as escadas da varanda assobiando, até chegar na porta, percebendo que a mesma estava entre aberta. Franziu o cenho, empurrando a mesma e olhando o interior da casa. Tudo parecia normal…
Largou a mochila sobre o chão da sala, dando uma olhada na cozinha, erguendo o olhar para conferir o relógio. Angela havia saído com Jessica, então não teria chegado. Nem os meninos, e seus tios. Então… Quem havia deixado a porta aberta?
Logo, começou a sentir algo estranho, aquela queimação que subia pelo seu corpo, seus dedos pinicando. Sem pensar muito, seus pés foram a levando até as escadas, subindo-as com leveza e cuidado, até chegar no corredor do segundo andar, chegando em frente a porta de seu quarto, esta estava arreganhada, e teve a imagem de um homem alto e loiro, em frente sua cômoda. Então, não demorou muito para se lembrar. Thomas. O homem com a pele gélida que a abordou no dia de seu acidente. Pele gélida… Isso só podia significar uma coisa.
Antes que entrasse no cômodo, ele se virou, com um sorriso nos lábios, e seu medalhão entre os dedos, agora a olhando.

— Ah… Você chegou mais cedo do que o esperado.
— Quem você pensa que é?! Solte isso, não é seu!
— E imagino que pense que também não é seu. — ergueu as sobrancelhas, pondo o colar no bolso da calça e começando a se aproximar, assim como a garota a entrar no quarto. — Você é especial, e sabe. Agora…Só resta escolher o lado certo para se estar.
— E você é a pessoa certa a me dizer, hum? — riu de forma irônica, fechando os punhos ao parar de andar, o encarando. — Vai embora, antes que você se arrependa.
— Me arrepender? Ah… Fala do seu namorado? Se ele estivesse aqui, eu teria o maior prazer em arrancar o pescoço dele com os meus dentes.

Aquelas palavras fizeram crescer uma raiva instantânea e enorme no interior de , sentiu suas unhas machucando a palma de sua mão, de tanto que apertava seus punhos. Thomas avançou sobre ela, porém um de seus braços foram erguidos, sua mão se abriu e Thomas se elevou no ar, se debatendo, como se sentisse sufocado, enforcado.
A ruiva piscou os olhos várias vezes, se dando conta do que estava fazendo. Estava mesmo acontecendo, estava fazendo aquilo! Quase não podia acreditar.
Nesse meio momento de reflexão, fraquejou na concentração, então viu o loiro tornando ao chão, não lhe dando tempo de pensar, e logo sentiu suas mãos grandes em volta de seu pescoço, a sufocando, e pôde ver bem de perto e com clareza os olhos verdes a encarando, como se quisessem mesmo tirar a sua vida naquele momento, entre abriu os lábios, mostrando suas enormes presas, os olhos mais abertos, a cada apertada em volta de seu pescoço. Mas, então, de súbito, ele soltou seu pescoço, olhando horrorizado para suas mãos, que começavam a ficar vermelhas e a criar feridas. Então, tomou esse tempo como vantagem, erguendo as duas mãos, trêmulas, e fazendo um movimento bruto, erguendo novamente o vampiro e o prendendo contra a parede, prensando seu pescoço, com a expressão de raiva.

— O que… — ele tentava falar, porém agonizava de dor com as feridas que subiam, se espalhando por seu corpo, e também por estar sendo sufocado contra a parede.
— Acredite… Você nunca mais vai incomodar ninguém. — as palavras saíram como um sussurro dos lábios da ruiva.

No segundo seguinte, houve mais um movimento de sua mão, e o barulho de seu pescoço sendo torcido, seguido do corpo do vampiro caindo.
soltou o ar pesadamente, dando um passo para trás, com as pernas e as mãos ainda trêmulas. Então, seus joelhos se dobraram e caiu desse modo no chão, encarando o corpo, agora totalmente sem beleza, desfigurado. Ergueu suas mãos, olhando as mesmas com toda sua atenção. As palavras do pai de Jacob começaram a martelar em sua cabeça, chegando a incomoda-la. Agora, ela achava que começara a entender. Mas, não era possível! Como ela, até ontem uma adolescente totalmente normal e monótona, poderia fazer parte disto, dessa maneira?!
Fechou os olhos, deixando seus ombros abaixados, mas então tornou a abri-los quando ouviu um barulho, e um corpo pulando pela sua janela. Era Paul, com o semblante totalmente preocupado. E ficou ainda mais, ao ver o corpo no chão.

— Nossa… Você fez isso? — perguntou, abaixando ao lado da garota e passando um braço por cima de seu ombro, sentindo a mesma encostar-se em seu peitoral nu. — Certo. Jacob ainda está com Sam, pediu que eu viesse, não pôde vir. Eu vou te levar até o Billy. Fique calma. — se inclinou, deixando um beijo em sua testa.

ficou em silêncio, sentindo Paul pegá-la no colo, e então foram a janela. Paul fez sinal para Embry, que estava esperando, lá em baixo. Depois disso, saiu do quarto com a garota, pegando sua mochila no caminho. Fechou a porta, e ficou esperando, esperto em olhar ao redor.
Poucos minutos depois, Embry devolveu o medalhão que estava no bolso da jaqueta de Thomas, antes de queimar o corpo. Esperaram até o vampiro não passar de cinzas, então os três seguiram pelo meio da floresta.

→...←


— Aqui, querida. — Billy diz, entregando a xícara de porcelana dentre as mãos de , que lhe dá um sorriso.
— Obrigada, Billy.

Segura a xícara em uma das mãos, usando a outra para ajustar o cobertor sobre seus ombros. Olhou para o líquido, se agradando com o delicioso cheiro do chocolate quente. Sorriu fraco de lado, bebendo um pouco, depois de assoprar. Aquilo a fazia se lembrar dos dias que passava com sua avó.

— Então… Você quer conversar? — Billy pergunta, parando sua cadeira de rodas ao lado do sofá da sala de sua casa, olhando a garota com cautela. A mesma comprimiu os lábios, bebendo mais um longo gole, antes de deixar a xícara sobre a mesa da sala.
— Me fale… Sobre isso. O que é isso? Quer dizer… Por que está comigo? Eu não vejo sentido nisso. — passou uma das mãos na testa, confusa em seus pensamentos.
— Kalhezi era uma mulher forte… Assim como os lobos, quando haviam vampiros por perto, seus poderes ficavam mais fortes, ela ficava revigorada, para poder enfrentá-los. Mas, eles arranjaram uma forma de matá-la, como eu já lhe disse… Kalhezi foi morta por um traidor, um dos nossos. Ele ainda não havia desenvolvido seu lado lobo, e estava bravo. Os vampiros usaram isso a seu favor… Mas, antes de morrer, ela rogou algo. Isso, que era que a descendente mulher da sétima geração de sua linhagem viesse a ter os seus poderes. E que finalmente, nós poderíamos voltar a ter nossa paz.. Juntar nossas forças! — Billy diz, fechando seu punho, com um leve sorriso em seus lábios. — Escute, . Eu sei que é difícil para você… Imaginar algo assim em sua vida. Mas isso é parte de você. É o seu destino!

passou a língua sobre os lábios, inquieta, e bateu os pés no chão e pegou a xícara novamente, bebendo quase todo o líquido da mesma.

— Eu… Não sei o que dizer. Hoje eu matei um vampiro… Eu usei meus instintos, eu… Sei lá! Eu não me sinto culpada, entende? Isso me chateia um pouco. — terminou de beber, agora deixando o objeto vazio de lado. — Mas, eu quero entender o que está acontecendo comigo… Eu faço as coisas levitarem. Eu quebrei o pescoço dele só com um movimento da minha mão. — ergueu o olhar para o rosto do homem, comprimindo os lábios. — Sabe, ele se machucou, quando me tocou. Isso é normal?
— Aconteceu, mesmo? — seu olhar era de entusiasmo. — É, é sim. Sabe, quando seus poderes estão sendo usados… Eles não podem te tocar. Se tocarem, morrem apenas por isso. Você nem precisaria quebrar o pescoço dele. — pegou na mão da garota, lhe dando um sorriso reconfortante. — Não precisa de sentir de jeito nenhum. Ele iria lhe fazer mal, você se defendeu. E creio que… Depois de pensar bastante sobre o assunto, você fará mais vezes.

A garota ficou em silêncio por alguns segundos, lábios comprimidos novamente e sua cabeça latejando, de tanta coisa que passava pela mesma. Mesmo não querendo acreditar, estava acontecendo. Estava acontecendo com ela.
Usou a outra mão para pegar em seu bolso o medalhão, o mostrando. Billy assentiu, puxando o livro que havia deixado sobre a mesa, e o abrindo, em outra pintura de Kalhezi, diferente da que ele a mostrou no outro dia. Nesta, ela usava o colar, portanto uma espada.

— Ele é seu. — disse, deixando o livro na mão da garota.

Um sorriso de lado começou a aparecer no rosto da ruiva, passando os dedos suavemente sobre a imagem, distraída. Passou longos segundos assim, até deixar o livro de lado, então pega o colar, o passando por sua cabeça e ajustando em seu pescoço. Ergueu seu tronco, vendo Billy sorrir para ele, mas então os dois olharam em direção a porta, quando a mesma foi aberta de forma bruta, dando a visão de um Jacob totalmente alterado, suas narinas infladas.
Porém, ao ver a garota sentada ali no sofá, soltou seu ar, com um enorme alívio.

— Jake.

Levantou com rapidez do sofá, deixando cair sobre o mesmo o cobertor, que antes estava em seus ombros, e correu até ele, logo pulando em seu colo, passando os braços por seu pescoço e o apertando, sentindo o moreno a segurar fortemente contra seu corpo quente, vestido somente com uma bermuda, que claramente não parecia ser do estilo das que ele usava.
Sentiu uma das mãos grandes cobrindo a parte de trás de sua cabeça, afagando seus cabelos e logo em seguida, um beijo em uma de suas bochechas, com seus pés tocando o chão.

— Está tudo bem, babe? Nossa… Eu quase morri de preocupação com você! — passou agora as mãos pelas laterais do rosto da ruiva, que fechou os olhos, sentindo seus selinhos demorados.
— Agora, eu estou. Quer dizer… Estou confusa, mas, bem. — tornou a abrir os olhos, pondo as mãos sobre as de Jacob, o olhando. — Posso ficar aqui, com você?

Viu o moreno sorrir aberto, tornando a puxá-la contra seu corpo, então abraçou seu tronco, fechando os olhos, com o rosto em seu peitoral.
— Acho que eu nem preciso responder.

Permaneceram abraçados perto da porta, e Billy, depois de um tempo admirando o casal, saiu dali, seguindo pelo corredor da casa.
Jacob, ao perceber que o pai havia saído, pegou-a no colo e se sentou no sofá, ainda com a mesma em seus braços. Passou o cobertor sobre suas pernas cobertas pela calça, ajustando sua cabeça em seu ombro. Não demorou muito mais minutos, e estava adormecida, em um sono profundo, aquecida pelo corpo de Jacob. Este, se deu a admirar seu lindo rosto daquela forma, com a expressão de total serenidade e de olhos fechados, se perguntando: como ele pôde viver tanto tempo de sua vida, sem esse sentimento? Sem ela?
Deu mais um sorriso aberto, beijando a ponta de seu nariz e encostando a cabeça na dela, fechando seus olhos.


Capítulo 13 - Blood


fechou os olhos, aproveitando o sol batendo em seu rosto, então um sorriso se abriu no mesmo, um sorriso aberto e feliz, como se sentia no momento.
Não demorou para sentir o corpo grande e musculoso se sentando atrás do seu, servindo um encosto quentinho. Porque, apesar do sol, ainda era um pouco frio ali, como estavam no alto.

— Sabe… Eu fico muito feliz de saber que sou o motivo desse sorriso tão lindo. — o garoto sussurrou perto de sua orelha, depois de ajeitar suas pernas nas laterais do corpo pequeno da garota, assim como passar os braços pelo mesmo, a apertando levemente. Ouviu sua risada baixa, o fazendo sorrir também.
— E quem te disse que o motivo é você, hein, Black? — abriu seus olhos, virando seu rosto na direção do de Jacob, pousando suas mãos em suas coxas, e erguendo o rosto para roçar seus narizes, lentamente.
— Hum… Eu não sei. Minha intuição de lobo me diz isso. — imitou a garota, dando uma fraca risada, em seguida, colando seus lábios num beijo calmo.

Era quase impossível ficar assim com ela, e não desejar beija-la, abraçá-la, apertá-la. Saber que ela era sua, era a melhor sensação que Jacob poderia provar. Ainda não havia falado nada em relação ao imprinting para . E nem tinha urgência em fazer, apesar do assunto ficar sempre martelando e martelando em sua cabeça. Tinha medo, da garota se achar a obrigação de ficar ao seu lado, por causa da ligação forte. Não tinha dúvidas de que ela sentia a mesma coisa por ele, porém esta informação poderia mudar tudo. Pelo menos, era o que se passava na cabeça de Jacob.

Depois de terem os lábios separados, a ruiva permaneceu de olhos fechados, com a respiração do moreno batendo contra seu rosto. Este, por vez, estava a observando, captando cada detalhe daquele rosto esculpido pelos anjos. Então, se inclinou, passando o nariz por sua bochecha, descendo lentamente a seu pescoço, onde fez o mesmo, inspirando forte seu cheiro, para depois depositar um beijo demorado na pele, assim como a apertando mais em seus braços.
só se deliciou com o carinho, se acomodando mais ao corpo do garoto e o acariciando com seus pequenos dedos. Ficaram assim, aproveitando um o corpo do outro, não precisavam de mais nada naquele momento.
Até ouvirem um alto uivo, o que fez com que erguesse o rosto, depois que Jacob havia feito, alarmado.

— Sam. — murmurou, soltando o ar por entre os lábios. — Eu tenho que ir.

Se levantou, sendo acompanhado pela garota, que já pegava a mochila, jogando sobre suas costas, o olhando com atenção. Estavam no campo no alto da floresta, cenário de um dos sonhos que já tivera, com Jacob e Paul. O gramado verde claro, algumas flores decorando e o sol batendo até onde poderia alcançar.

— Eu vou descer você. Não pode ficar andando por aí, sozinha. — Jacob começa a tirar sua roupa, entregando para ela, que apenas o olhava. — Tenho que ser rápido. — sussurrou a última parte para si mesmo, quando estava apenas com sua cueca.

deu um passo para trás, quando o corpo dele começava a se transformar no enorme lobo, e logo tratou de guardar sua roupa na mochila, também. Focou o olhar no focinho de Jacob, que fez sinal para cima, que subisse nele.
A garota rolou levemente os olhos. Sabia que essa não seria uma viagem, lá muito agradável. Mesmo assim, segurou-se nele, e com sua ajuda, tomou impulso e estava em sua “garupa”.

— Olha só, Jacob, você…

Nem terminou de falar, e o lobo saiu em disparada pelo meio das árvores, fazendo seu corpo cair para a frente e ela se agarrar com força nele, fechando os olhos, para não ter a sensação de que cairia a qualquer minuto.
Abriu-os novamente, quando o movimento parou e percebeu que estavam perto da saída da floresta. Desceu de cima do lobo, arrumando a mochila, assim como passando a mão em seus cabelos, o vendo virar o focinho em sua direção, logo o passando por sua bochecha.
deu um largo sorriso, segurando-o com as duas mãos e passando os deles por entre seus pêlos, encostando sua testa nele.

— Cuidado, tá bem? Por favor. — disse calma, afastando o rosto apenas para focar em seus olhos, sorrindo novamente.

Recebeu uma lambida no rosto, o que a fez rir, em seguida o vendo desaparecer por entre as árvores, na mesma velocidade que haviam vindo. Comprimiu os lábios, logo segurando nas alças da mochila e se virando, terminando de descer, até chegar na estrada.
Quando subiu o asfalto, acabou tropeçando no pequeno altinho que havia ali, fazendo com que seu corpo se inclinasse para a frente, então sentiu um clarão perto de seu rosto, e uma buzina alta. Seu corpo gelou, se erguendo, então a visão do carro vindo em sua direção, agora parecia lenta. Seu peito subia e descia ofegante com sua respiração, deu um passo para trás, vendo o carro passar rente ao seu corpo, e então tudo voltou ao normal, vendo o veículo em sua velocidade alta, parar de súbito, as rodas deixando marcas no chão.
Levou a mão até seu peito, afagando o mesmo, por estar nervosa e sem entender o que havia acontecido, seu olhar vagando pelo carro. Pouco tempo depois de se recuperar, iria ser atropelada de novo?
O carro era luxuoso, preto, e parecia ser tão belo por dentro, que por fora. Dele, saiu um homem alto e pálido, com o semblante preocupado. Demorou alguns segundos até que o reconhecesse, mas então lhe veio à cabeça.

— Ah, meu deus! — exclamou, soltando o ar e balançando a cabeça. — Me desculpe, mesmo. É Edward, não é? Eu já te vi algumas vezes… Na escola, com a Bella. — se explicou, gesticulando com as mãos.
— É, eu sei. Me lembro de você, . — Edward se aproximou, parando em frente a garota e a olhou por inteiro, procurando algum machucado. — Eu te machuquei? Espero que não. O que você tem na cabeça, garota?

Percebeu que o garoto torceu o nariz, como se sentisse algo nela, em seguida subindo o olhar para a floresta, o ouvindo rir baixo pelo nariz. deu um leve sorriso, balançando a cabeça em negativo e subindo a mão até o seu ombro, dando leves batidas.

— Não se preocupe, ele já foi. E você não me machucou, e mesmo que tivesse, a culpa foi minha. — comprimiu os lábios, já se afastando dele. — Enfim, obrigado pela preocupação. Diga a Bella para parar de faltas as aulas.

Acenou com dois dedos, virando seu corpo e tornando ao seu caminho, mas sentia que o mesmo estava atrás dela, então virou o rosto, com o cenho franzido, o vendo rir.

— Me desculpe, mas não posso ir embora sem oferecer uma carona. Eu quase te atropelei, por favor. — fez sinal com a mão em direção ao carro. parou de andar, incerta. Sabia que ele era um vampiro, e também que não lhe faria mal. O pai de Jacob havia contado, naquele mesmo dia, sobre os Cullen e seu acordo. Sem contar que Edward era de extrema classe e educação.
— Eu não sei, Edward. É mesmo muito gentil da sua parte, mas creio que Jacob não irá simpatizar muito com essa ideia.
— Bem… Ele deveria ficar feliz, porque não está andando sozinha por aí. Está muito perigoso. — viu-o fazer novamente o sinal com a mão.

Demorou alguns segundos, mas por fim, a garota deu de ombros e se encaminhou ao carro preto, entrando no banco do carona. Assim que Edward adentrou, logo tratou de dar partida, e manobrar o carro, indo pelo caminho contrário. Ele sabia porquê Jacob havia passado ali, e porquê estava perigoso, ela andar sozinha. O aparecimento de vampiros recém-nascidos pela cidade estava preocupando todos eles, Edward temia que isso fizesse parte de algo maior.

— Bella comentou comigo… Sobre o seu relacionamento com… Jacob. — Edward comentou, com o olhar focado na estrada.
— É… Ele também comentou sobre o relacionamento de vocês. — soltou uma leve risada divertida, com o olhar focado no caminho que passava rápido na janela.
— Fala sobre o que, eu e minha família? — ergueu as sobrancelhas, olhando rapidamente a garota, também dando uma risada. — Aposto que não ouviu coisas boas.
— Bem… Não importa. Eu não tenho nada contra você. — deu de ombros, então Edward passou alguns segundos quieto, logo sorrindo fraco, e a garota ficou sem entender.
— Eu sei que não.

Por não estarem longe, não demora para que cheguem perto da casa dos Weber, e o guia, terminando com ele parando em frente a casa. A ruiva pegou sua mochila, abraçando contra seu corpo e dando um sorriso em agradecimento.

— Obrigada, Edward. Mesmo! — acenou para ele, antes de sair do carro.
— Não tem de quê. — repetiu o gesto, antes que ela batesse a porta do carro, em seguida saindo em disparada.

Não esperando para olhar o carro dele sumir, virou o corpo em direção a casa e subiu as escadas da varanda assobiando, até chegar na porta, percebendo que a mesma estava entre aberta. Franziu o cenho, empurrando a mesma e olhando o interior da casa. Tudo parecia normal…
Largou a mochila sobre o chão da sala, dando uma olhada na cozinha, erguendo o olhar para conferir o relógio. Angela havia saído com Jessica, então não teria chegado. Nem os meninos, e seus tios. Então… Quem havia deixado a porta aberta?
Logo, começou a sentir algo estranho, aquela queimação que subia pelo seu corpo, seus dedos pinicando. Sem pensar muito, seus pés foram a levando até as escadas, subindo-as com leveza e cuidado, até chegar no corredor do segundo andar, chegando em frente a porta de seu quarto, esta estava arreganhada, e teve a imagem de um homem alto e loiro, em frente sua cômoda. Então, não demorou muito para se lembrar. Thomas. O homem com a pele gélida que a abordou no dia de seu acidente. Pele gélida… Isso só podia significar uma coisa.
Antes que entrasse no cômodo, ele se virou, com um sorriso nos lábios, e seu medalhão entre os dedos, agora a olhando.

— Ah… Você chegou mais cedo do que o esperado.
— Quem você pensa que é?! Solte isso, não é seu!
— E imagino que pense que também não é seu. — ergueu as sobrancelhas, pondo o colar no bolso da calça e começando a se aproximar, assim como a garota a entrar no quarto. — Você é especial, e sabe. Agora…Só resta escolher o lado certo para se estar.
— E você é a pessoa certa a me dizer, hum? — riu de forma irônica, fechando os punhos ao parar de andar, o encarando. — Vai embora, antes que você se arrependa.
— Me arrepender? Ah… Fala do seu namorado? Se ele estivesse aqui, eu teria o maior prazer em arrancar o pescoço dele com os meus dentes.

Aquelas palavras fizeram crescer uma raiva instantânea e enorme no interior de , sentiu suas unhas machucando a palma de sua mão, de tanto que apertava seus punhos. Thomas avançou sobre ela, porém um de seus braços foram erguidos, sua mão se abriu e Thomas se elevou no ar, se debatendo, como se sentisse sufocado, enforcado.
A ruiva piscou os olhos várias vezes, se dando conta do que estava fazendo. Estava mesmo acontecendo, estava fazendo aquilo! Quase não podia acreditar.
Nesse meio momento de reflexão, fraquejou na concentração, então viu o loiro tornando ao chão, não lhe dando tempo de pensar, e logo sentiu suas mãos grandes em volta de seu pescoço, a sufocando, e pôde ver bem de perto e com clareza os olhos verdes a encarando, como se quisessem mesmo tirar a sua vida naquele momento, entre abriu os lábios, mostrando suas enormes presas, os olhos mais abertos, a cada apertada em volta de seu pescoço. Mas, então, de súbito, ele soltou seu pescoço, olhando horrorizado para suas mãos, que começavam a ficar vermelhas e a criar feridas. Então, tomou esse tempo como vantagem, erguendo as duas mãos, trêmulas, e fazendo um movimento bruto, erguendo novamente o vampiro e o prendendo contra a parede, prensando seu pescoço, com a expressão de raiva.

— O que… — ele tentava falar, porém agonizava de dor com as feridas que subiam, se espalhando por seu corpo, e também por estar sendo sufocado contra a parede.
— Acredite… Você nunca mais vai incomodar ninguém. — as palavras saíram como um sussurro dos lábios da ruiva.

No segundo seguinte, houve mais um movimento de sua mão, e o barulho de seu pescoço sendo torcido, seguido do corpo do vampiro caindo.
soltou o ar pesadamente, dando um passo para trás, com as pernas e as mãos ainda trêmulas. Então, seus joelhos se dobraram e caiu desse modo no chão, encarando o corpo, agora totalmente sem beleza, desfigurado. Ergueu suas mãos, olhando as mesmas com toda sua atenção. As palavras do pai de Jacob começaram a martelar em sua cabeça, chegando a incomoda-la. Agora, ela achava que começara a entender. Mas, não era possível! Como ela, até ontem uma adolescente totalmente normal e monótona, poderia fazer parte disto, dessa maneira?!
Fechou os olhos, deixando seus ombros abaixados, mas então tornou a abri-los quando ouviu um barulho, e um corpo pulando pela sua janela. Era Paul, com o semblante totalmente preocupado. E ficou ainda mais, ao ver o corpo no chão.

— Nossa… Você fez isso? — perguntou, abaixando ao lado da garota e passando um braço por cima de seu ombro, sentindo a mesma encostar-se em seu peitoral nu. — Certo. Jacob ainda está com Sam, pediu que eu viesse, não pôde vir. Eu vou te levar até o Billy. Fique calma. — se inclinou, deixando um beijo em sua testa.

ficou em silêncio, sentindo Paul pegá-la no colo, e então foram a janela. Paul fez sinal para Embry, que estava esperando, lá em baixo. Depois disso, saiu do quarto com a garota, pegando sua mochila no caminho. Fechou a porta, e ficou esperando, esperto em olhar ao redor.
Poucos minutos depois, Embry devolveu o medalhão que estava no bolso da jaqueta de Thomas, antes de queimar o corpo. Esperaram até o vampiro não passar de cinzas, então os três seguiram pelo meio da floresta.

→...←


— Aqui, querida. — Billy diz, entregando a xícara de porcelana dentre as mãos de , que lhe dá um sorriso.
— Obrigada, Billy.

Segura a xícara em uma das mãos, usando a outra para ajustar o cobertor sobre seus ombros. Olhou para o líquido, se agradando com o delicioso cheiro do chocolate quente. Sorriu fraco de lado, bebendo um pouco, depois de assoprar. Aquilo a fazia se lembrar dos dias que passava com sua avó.

— Então… Você quer conversar? — Billy pergunta, parando sua cadeira de rodas ao lado do sofá da sala de sua casa, olhando a garota com cautela. A mesma comprimiu os lábios, bebendo mais um longo gole, antes de deixar a xícara sobre a mesa da sala.
— Me fale… Sobre isso. O que é isso? Quer dizer… Por que está comigo? Eu não vejo sentido nisso. — passou uma das mãos na testa, confusa em seus pensamentos.
— Kalhezi era uma mulher forte… Assim como os lobos, quando haviam vampiros por perto, seus poderes ficavam mais fortes, ela ficava revigorada, para poder enfrentá-los. Mas, eles arranjaram uma forma de matá-la, como eu já lhe disse… Kalhezi foi morta por um traidor, um dos nossos. Ele ainda não havia desenvolvido seu lado lobo, e estava bravo. Os vampiros usaram isso a seu favor… Mas, antes de morrer, ela rogou algo. Isso, que era que a descendente mulher da sétima geração de sua linhagem viesse a ter os seus poderes. E que finalmente, nós poderíamos voltar a ter nossa paz.. Juntar nossas forças! — Billy diz, fechando seu punho, com um leve sorriso em seus lábios. — Escute, . Eu sei que é difícil para você… Imaginar algo assim em sua vida. Mas isso é parte de você. É o seu destino!

passou a língua sobre os lábios, inquieta, e bateu os pés no chão e pegou a xícara novamente, bebendo quase todo o líquido da mesma.

— Eu… Não sei o que dizer. Hoje eu matei um vampiro… Eu usei meus instintos, eu… Sei lá! Eu não me sinto culpada, entende? Isso me chateia um pouco. — terminou de beber, agora deixando o objeto vazio de lado. — Mas, eu quero entender o que está acontecendo comigo… Eu faço as coisas levitarem. Eu quebrei o pescoço dele só com um movimento da minha mão. — ergueu o olhar para o rosto do homem, comprimindo os lábios. — Sabe, ele se machucou, quando me tocou. Isso é normal?
— Aconteceu, mesmo? — seu olhar era de entusiasmo. — É, é sim. Sabe, quando seus poderes estão sendo usados… Eles não podem te tocar. Se tocarem, morrem apenas por isso. Você nem precisaria quebrar o pescoço dele. — pegou na mão da garota, lhe dando um sorriso reconfortante. — Não precisa de sentir de jeito nenhum. Ele iria lhe fazer mal, você se defendeu. E creio que… Depois de pensar bastante sobre o assunto, você fará mais vezes.

A garota ficou em silêncio por alguns segundos, lábios comprimidos novamente e sua cabeça latejando, de tanta coisa que passava pela mesma. Mesmo não querendo acreditar, estava acontecendo. Estava acontecendo com ela.
Usou a outra mão para pegar em seu bolso o medalhão, o mostrando. Billy assentiu, puxando o livro que havia deixado sobre a mesa, e o abrindo, em outra pintura de Kalhezi, diferente da que ele a mostrou no outro dia. Nesta, ela usava o colar, portanto uma espada.

— Ele é seu. — disse, deixando o livro na mão da garota.

Um sorriso de lado começou a aparecer no rosto da ruiva, passando os dedos suavemente sobre a imagem, distraída. Passou longos segundos assim, até deixar o livro de lado, então pega o colar, o passando por sua cabeça e ajustando em seu pescoço. Ergueu seu tronco, vendo Billy sorrir para ele, mas então os dois olharam em direção a porta, quando a mesma foi aberta de forma bruta, dando a visão de um Jacob totalmente alterado, suas narinas infladas.
Porém, ao ver a garota sentada ali no sofá, soltou seu ar, com um enorme alívio.

— Jake.

Levantou com rapidez do sofá, deixando cair sobre o mesmo o cobertor, que antes estava em seus ombros, e correu até ele, logo pulando em seu colo, passando os braços por seu pescoço e o apertando, sentindo o moreno a segurar fortemente contra seu corpo quente, vestido somente com uma bermuda, que claramente não parecia ser do estilo das que ele usava.
Sentiu uma das mãos grandes cobrindo a parte de trás de sua cabeça, afagando seus cabelos e logo em seguida, um beijo em uma de suas bochechas, com seus pés tocando o chão.

— Está tudo bem, babe? Nossa… Eu quase morri de preocupação com você! — passou agora as mãos pelas laterais do rosto da ruiva, que fechou os olhos, sentindo seus selinhos demorados.
— Agora, eu estou. Quer dizer… Estou confusa, mas, bem. — tornou a abrir os olhos, pondo as mãos sobre as de Jacob, o olhando. — Posso ficar aqui, com você?

Viu o moreno sorrir aberto, tornando a puxá-la contra seu corpo, então abraçou seu tronco, fechando os olhos, com o rosto em seu peitoral.
— Acho que eu nem preciso responder.

Permaneceram abraçados perto da porta, e Billy, depois de um tempo admirando o casal, saiu dali, seguindo pelo corredor da casa.
Jacob, ao perceber que o pai havia saído, pegou-a no colo e se sentou no sofá, ainda com a mesma em seus braços. Passou o cobertor sobre suas pernas cobertas pela calça, ajustando sua cabeça em seu ombro. Não demorou muito mais minutos, e estava adormecida, em um sono profundo, aquecida pelo corpo de Jacob. Este, se deu a admirar seu lindo rosto daquela forma, com a expressão de total serenidade e de olhos fechados, se perguntando: como ele pôde viver tanto tempo de sua vida, sem esse sentimento? Sem ela?
Deu mais um sorriso aberto, beijando a ponta de seu nariz e encostando a cabeça na dela, fechando seus olhos.

Capítulo 14 - Family


O tempo estava chuvoso e mais frio nesses três dias que estava alojada na casa de Jacob. Ela sabia que precisava desse tempo, sem contar que veio a sua cabeça que poderia estar colocando a vida dos Weber em perigo, depois do incidente com o vampiro em seu quarto. Agradeceu por seus tios não terem aversão a ideia dela passar uns dias na casa de Jacob.
A ruiva se encontrava enrolada numa das cobertas da cama do garoto, olhando para o lado de fora, a chuva molhando a janela fechada e cobrindo todo o campo que lhe dava visão, do lado de fora da casa dele. Usava meias, uma de suas calças jeans e uma blusa de Jacob, na cor branca, mas ela gostava, porque era quentinha e confortável, sem contar que continha seu cheiro na mesma.

— Desculpe a demora. — Jacob disse, ao adentrar o cômodo, com uma pequena bandeja na mão, que continha um copo de suco e um sanduíche de atum, cortado em quatro triângulos. Deixou a mesma na mesinha ao lado da cama, bem perto da garota, se sentando ao seu lado. — Está tudo bem, babe?

virou seu rosto na direção do moreno, sorrindo de lado para ele e então chegando mais para perto de seu corpo. Se pôs abaixo de seu braço, passando o dela por seu tronco e recebendo um abraço mais quente que todos os cobertores naquela casa, em resposta.

— Está sim, Jake. E obrigada por ter trago lanche… Mesmo eu dizendo que não estava com fome. — ergueu as sobrancelhas em sua direção, sentindo ele lhe dar um beijo no nariz.
— Eu sei, mas você precisa comer. Imagina só, seus tios falarem que você passou fome aqui? Nem pensar! — falava em tom sério, mas logo estava rindo junto da garota, pois sua risada era contagiante.
— Você é mesmo um bobo!

Virou seu rosto, deixando um beijo sobre seu peito, então se desvencilhou de seus braços, para pegar o prato com o sanduíche. Levou o primeiro triângulo bem cortado aos lábios e começou a mastigar o alimento, que estava apetitoso, sentindo vontade de continuar a comer. Quando estava terminando o último e quarto triângulo cortado, pegou seu copo de suco, bebendo a metade do mesmo, e foi quando ouviu uma movimentação de carro, assim como os pelos de seu braço se eriçarem. Olhou para Jacob, sabendo do que se tratava ao ver o moreno torcendo o nariz, em seguida fazendo sua careta desgostosa. A ruiva foi obrigada a rir dele. Sendo ali, ela poderia imaginar que não era ninguém ameaçador. Na verdade, tinha quase certeza de quem era.
Deixou o copo e o prato sobre a bandeja na mesa e se levantou, com Jacob andando em seu encalço. Passou pela porta do quarto de Jacob, em seguida pelo corredor, parando quando chegou na sala, onde Billy estava no centro. Perto da porta, reconheceu Bella e a figura pálida ao seu lado.

— Posso saber o que você está fazendo aqui? — perguntou Jacob, se pondo na frente da garota, olhando diretamente a Edward. Este apenas continuou com a mesma expressão, logo dando um fraco sorriso de lado.
— Na verdade… Nós viemos falar com a . — Bella se pronunciou, tentando olhar para a garota, atrás do corpo de Jacob.

Esta franziu o cenho e deu um passo para o lado, em seguida para a frente. Cruzava os braços abaixo dos seios, olhando o casal com uma expressão certamente confusa. Mas, afastou seus pensamentos por alguns segundos, dando um sorriso sincero.

— Comigo? Mas o que foi?
— Bem, … — Edward começou, percebendo Jacob o fuzilar com o olhar neste momento, assim como seus pensamentos explodindo em relação a ele. — . Na verdade, naquele dia em que lhe ofereci carona, houve aquela… Complicação com o vampiro, certo? O meu pai está te convidando a vir a nossa casa. Você precisa saber de algumas coisas.

Ficou ainda mais confusa no meio do assunto. O que o senhor Cullen teria para falar com ele? Sabia que, certamente, era algo relacionado aos vampiros, mas… Um convite assim, sem mais nem menos?
Antes que pudesse dar uma resposta para aquilo, ouviu Jacob se pronunciar novamente.

— Espera aí, que carona? — abaixou seu rosto, olhando a ruiva, que apenas riu baixo.
— Ele foi gentil, naquele dia. De qualquer maneira, mesmo sendo muito estranho, tudo bem. Eu vou trocar de roupa.

Viu o casal assentir para o que ela disse, se virando e tornando ao quarto. Ao chegar, pega seu tênis e senta na cama para os calçar, vendo Jacob com uma expressão nada feliz em sua direção. Riu novamente, quando se levantou para colocar uma blusa sua, seguida de uma jaqueta grossa, para sair nesse frio que fazia lá do lado de fora.

— Eu não vejo graça. Por que não me contou?
— Porque você iria ficar fazendo isso. Não foi nada de mais, ele apenas me deixou em frente a casa dos meus tios… — arrumou os cabelos sobre seus ombros, parando em frente ao corpo dele e subindo suas mãos a seus braços, se erguendo em seus pés e selando seus lábios demoradamente. — Não fica bravinho. Vai…
— Não tem como, mesmo. — rolou os olhos, depois de alguns segundos. Segurou forte em sua cintura e a ergueu, lhe dando um rápido beijo nos lábios, sussurrando contra os mesmos. — Não consigo ficar bravo com você, por mais de um minuto.
— Eu sei.

Ela riu, piscando para ele e se separou do mesmo, a procura de seu celular. O garoto riu também, indo trocar sua roupa para a acompanhar, pensando que ela nem sabia que era mesmo difícil para ele passar mais de um minuto bravo com ela.

→...←


Quando Edward parou o carro, logo a frente da casa dos Cullen, em meio a todas aquelas árvores, Jacob parou a caminhonete logo atrás. O mesmo desceu do veículo, pegando na mão de e os dois se apressaram a subir na varando, por causa da chuva.
Junto de Edward e Bella, adentraram a casa, tendo a visão do luxuoso local, novo apenas para os olhos da ruiva, claro.

— Eles estão na sala! — ouviu alguém anunciar, percebendo uma loira logo no começo da escada. Viu a mesma virar o olhar para eles, dando um leve sorriso. — Se eu soubesse que viriam cachorros, teria comprado a ração de cortesia.
— Eu poderia ter trago um gatinho para você sugar a vida dele. — Jacob logo retrucou, e os dois passaram a ignorar a presença um do outro.

Edward faz sinal com o queixo, indicando o sofá. Com um sorriso de agradecimento, se sentou na ponta de um deles, sentindo os pêlos de seus braços eriçarem com intensidade, quando a sala foi tomada por todos os membros da família Cullen. Se levantou, para cumprimentar o senhor e senhora Cullen, assim como os outros.

— Esses são Alice, Emmett, Jasper, Rosalie…
— É um prazer conhecer todos vocês. E o senhor…
— Carlisle, por favor. — apontou o sofá novamente, e desta vez acompanhou a jovem, sentando próximo a mesma, a observando. — Eu receio que… O assunto seja um pouco delicado, .
— Acredite… Esses dias todos têm sido de informações totalmente novas sobre mim. Você pode falar. — falou num tom de sinceridade, o olhando, esperando que falasse logo o que era.

Carlisle deu um leve sorriso, juntando as mãos sobre seus joelhos, o que fez se dar conta de que era algo mesmo de muita importância, do contrário, não havia tanta tensão no meio daquela sala. Entre abriu seus lábios, então a tal Alice se aproximou, sentando-se de frente para , com uma expressão serena em sua direção.

— Escute, Jacob deve ter mencionado… A aparição de vampiros recém nascidos pelas redondezas. Nós tivemos informações de que eles estão se juntando em Seattle. E tememos… Tememos, não. — o loiro olhou rapidamente para Alice. — Temos certeza de que eles estão formando um exército. Ainda não sabemos quem está a frente disso, Alice não viu nada. Mas ficamos sabendo que eles têm conhecimento sobre você.
— Sobre mim? — perguntou, atônita, agora com a respiração levemente ofegante. Passou a língua sobre os lábios, se levantando e se afastando do sofá. — O que você quer dizer com isso?
— Eles sabem sobre quem você é. — Edward respondeu antes do mais velho, se aproximando da ruiva. — Mas está tudo bem. Nós queríamos que você soubesse disso, e que também nós estamos junto com você. — levou a sua mão ao ombro da garota, o acariciando.

apenas aceitou o movimento de bom grado, ficando parado alguns segundos, olhando para Jacob, e suas narinas inflaram. Por que Jacob havia contado para todos eles sobre a descoberta, dela mesmo, de apenas dias atrás? Com que facilidade esse tipo de notícia corria.

— Não, não, . — ele balançou a cabeça, se pronunciando novamente, então a garota lembrou que ele tinha acesso aos seus pensamentos. — Escute, a Alice tem visões. E ela soube sobre você… Na verdade, desde sempre. Estávamos esperando que você descobrisse logo sobre sua verdadeira identidade.

Jacob suspirou fraco, passando uma das mãos sobre sua testa e fechando os olhos. Tinha desligado a atenção para o que acontecia na sala, desde que ouviu mencionarem que os recém nascidos sabiam sobre . Isso fez com que várias imagens passassem por sua cabeça, todas elas com a possibilidade de acabar perdendo sua pequena.
Alice se levantou, andando até a ruiva, e sorriu em sua direção. Livremente, inclinou seu corpo e a abraçou forte, gesto que foi demorado, segundos, para ser retribuído.

— Vai ficar tudo bem. — Alice lhe sorriu novamente, ao se afastar. — Você é forte.
— Obrigada. — sorriu de lado, agradecida pelo modo que ela lhe tratava, e seu olhar caiu sobre Jacob por breves segundos, preocupada com sua expressão. — Mas, eu… — parou de falar, ao ver que a mulher a sua frente parecia aérea.

Logo, Jasper, veio de encontro a mesma, que olhava para qualquer ponto, parecendo perdida. O homem segurou em seu antebraço, como se esperasse alguma resposta. Quando ergueu seu rosto, olhou diretamente para Edward, que cerrou os punhos.

— Nós temos que ir. — anunciou, olhando os outros membros da família, então todos se movimentaram na sala.
— Foi um enorme prazer, . Nós teremos oportunidade de conversar novamente. — Carlisle saiu, depois de terminar de falar, com a mesma serenidade com a qual havia entrado.

andou até Jacob, tocando em seu cabelo, acariciando o mesmo entre os dedos, chamando sua atenção para seu rosto. Quando obteve, sorriu sem mostrar os dentes. Não que tivesse um motivo, claro. Acabou te ter conhecimento de que inúmeros vampiros podem estar querendo sua morte. Mas o moreno parecia bem mais perturbado.

— Vamos embora. — viu-o assentir, e em seguida se levantou, pegando em sua mão.

Até ofereceram carona a Bella, mas ela insistiu em dizer que esperaria ali mesmo na casa dos Cullen. Estava apreensiva, qualquer um poderia ver, desejou ter o dom de Edward, e saber o que estava acontecendo com clareza.
Não demorando muito mais do que no caminho que vieram, chegavam em frente a casa de Jacob novamente e ele parou o carro. Ainda chovia muito, mas mesmo assim, conseguiram ver uma figura se aproximando pelo campo, parecendo extremamente furiosa.

— Paul? — a ruiva cerrou os olhos, se inclinando para a frente. — É, é o Paul.
— Ótimo. — ouviu Jacob murmurar, tirando a chave da ignição e entregando em sua mão, antes de sair do veículo.

Ela permaneceu lá dentro, apenas observando, de início, o outro se aproximar do carro, onde Jacob estava na lateral. Mas não iria conseguir ficar sem ouvir o que falariam, o que tinha certeza que teria ligação com ela, então abriu a porta, sentindo os pingos fortes imediatamente começarem a encharcar seu corpo. Deu a volta, parando ao lado de Jacob, porém Paul simplesmente pareceu ignorar sua presença ali, empurrando Jacob pelo peito, um passo para trás.

— Você levou ela lá? Por quê?! Viramos amigos dos frios agora, estamos dando festinhas?! — dizia em um tom alto, e perceptivelmente Jacob já se controlava para não ficar da mesma forma.
— E o que você tem a ver com isso, Lahote? Ela é minha garota, e estava comigo! Ninguém precisa lhe dar satisfação!
— Não! Não! Você acha que sabe o que é melhor para ela. Só por causa dessa merda de imprinting!

Na mesma hora, Jacob travou o maxilar, sentindo o olhar de sobre eles, totalmente confuso. A garota se aproximou, ficando entre eles e pondo a mão sobre o peito de Paul, o empurrando para trás, que aceitou o movimento, sem deixar o olhar de Jacob. Este, agora olhava a ruiva, sustentando o olhar quando a mesma se virou em sua direção.

— Eu não entendi. Sobre o que vocês estão falando?
— Ah, ele não te contou?! — Paul deu uma risada quase que vitoriosa, os olhando. — Talvez porque não seja verdade.
— Venha, .

Jacob segurou na mão livre da garota, que não segurava a chave do carro, então a puxou, ignorando agora a presença de Paul, logo adentraram a casa. Passou pela sala, percebendo que seu pai não estava ali, ao passar pelo quarto dele, com a porta aberta. Parou de andar, deixando livre sua mão quando estavam em seu quarto. Tirou sua camisa, totalmente encharcada, jogando no canto. continuava a olhar para ele, esperando uma resposta.

— O que foi? — perguntou baixo, até de maneira rude, sentindo o olhar dela em suas costas.
— Você não vai me explicar? Vai me tratar como se fosse uma imbecil, Jacob?! — balançou a cabeça em indignação, tirando o celular do bolso da jaqueta, verificando se estava tudo certo, e deixando sobre a mesinha. Em seguida, a peça pesada e grossa de roupa. — Tudo bem. Eu vou pegar as minhas coisas, e ir embora.
— Não… Não, babe, não vá.

O moreno se virou, dando a visão de seu abdômen para a garota, agora com os vestígios da camisa molhada sobre seu bolinhos. Ela entre abriu os lábios, se demorando alguns segundos naquela visão, mas logo balançou a cabeça em negativo, desviando o olhar.
Percebeu ele se aproximando, e logo foi puxada para uma das cadeiras, com ele segurando em sua cintura e a sentando na mesma. Tornou a olhá-lo, e o mesmo ficava agachado, entre suas pernas, com as mãos apoiadas em suas coxas. Levou uma delas a sua, acariciando sua pequena mão, em meio a dele, e beijou cada um de seus dedos.

— É uma coisa que… Eu deveria ter contado antes. Eu sei que deveria, mas eu…
— Para, Jacob. Fala logo! O que é isso de imprinting? Por que eu estou sendo a última a saber? — continuou o olhando com
a mesma expressão.

Jacob respirou fundo, levando a mão da garota de encontro a seu rosto e fechou os olhos, roçando os dedos dela em sua bochecha. Ela continuava a olhá-lo, tentando não se comover com aquela cena, mas estava quase impossível. Quase.

— Imprinting é uma ligação. Acontece apenas com lobos. É… Quando nós achamos a nossa alma gêmea. É amor a primeira vista. Nós olhamos aquela pessoa e… Tudo muda. O mundo todo, de repente, passa a girar em torno daquela pessoa. Daquele olhar, daquele sorriso. — sentiu ele levar a outra mão ao seu rosto, dedilhando o mesmo, e seu polegar parou sobre seus dedos, o desenhando. — E não conseguimos mais ficar longe dela, por nada. É para a vida toda.

soltou o ar entre os lábios, um pouco desacreditada com o que ele dizia, mas os olhos deles lhe transmitiam tanta sinceridade e sentimento naquele momento. Então, a imagem de quando o viu na praia veio em sua cabeça. O frio que sentiu correndo por seu corpo, aquele frio que acontece até hoje, quando o vê.

— E, se eu não fui muito claro, isso aconteceu entre nós.
— Por que você não me contou antes? — perguntou num fio de voz, sentindo seu coração quase saindo pela boca de tanta ansiedade.
— Porque, no começo, eu fiquei confuso. E depois… Eu não queria te prender a mim, apesar de eu estar preso a você. Não queria que estivesse aqui, pressionada pela ligação do imprinting. Você me entende? Isso… Isso me mataria.
— Jake… — os olhos de lacrimejavam, mas não era de tristeza. Ela passou as duas mãos por seu rosto, acariciando suas bochechas e se inclinando. Selou seus lábios nos dele demoradamente, afastando o suficiente para que conseguisse falar em alto e bom som. — Eu te amo. Estou aqui porque eu quero, e saber disso, agora… Só comprova o que eu já sabia: eu não imagino mais a minha vida sem você.

Jacob soltou o ar pesadamente pelos lábios, logo dando uma leve e nervosa risada. Em seu rosto, logo em seguida, apareceu o maior e mais sincero sorriso. Não havia experimentado de felicidade maior, que ouviu um eu te amo saindo dos lábios daquela garota.

— Eu te amo. Céus, como eu te amo! — se levantou, erguendo ela da cadeira também e tocando suas testas, segurando forte em sua cintura contra ele. — Eu sei que isso é mais que óbvio. Você é minha já faz tempo, mas quero que as coisas fiquem claras entre nós. — abriu os olhos, para erguer as sobrancelhas em sua direção, de forma divertida. — Quer ser minha namorada?

Mais uma vez, a ruiva viu seus olhos lacrimejando com tamanha felicidade. Beijou o garoto, com certa afobação, passando as mãos por seus ombros da mesma forma. Jacob sorriu contra seus lábios, subindo as mãos por suas costas com firmeza, até sentir ela parar o beijo.

— Sim! — respondeu, ofegante, e os dois riram em seguida.

Jacob permaneceu com as mãos em suas costas, olhando fixamente para o rosto da garota a sua frente. Os cabelos molhados, alguns fios caindo sobre sua testa. Se viu respirando fundo involuntariamente, observando tamanha beleza, e o pior é que ela nem tinha noção.
Abaixou o olhar, encontrando seu sutiã marcado na camisa também molhada, o que o fez engolir um seco agora. Nunca havia avançado para nada disso com a garota, e tinha medo de que ela levasse a mal ou algo assim, porém ele não estava pensando muito naquele momento, aquela cena, e ela colada nele.
Foi descendo os dedos, até chegar na barra da camisa e a puxou num movimento cuidadoso, até estar fora de seu corpo, e tomou o mesmo rumo da sua, momentos atrás. Agora, teve uma visão bem clara da peça em seu corpo. Era um tom azul claro, combinava com sua pele, e tinha caído perfeitamente, ele mal esperava por tirá-la, sentiu-se salivar.
Subiu o olhar lentamente ao rosto dela, vendo-a com os lábios entre abertos, o olhando com atenção e as maçãs do rosto levemente coradas.
Levou os lábios aos dela novamente, tornando ao seu beijo, desta vez um mais acelerado, dedilhando suas costas com avidez, descendo, até chegar em seu quadril, onde levou os dedos para a frente do seu corpo, abrindo o botão de sua calça, não separando os lábios dos dela para abaixar, somente quando afastou para tirar sua própria peça, olhando fixamente para ela.
foi dando passos para trás, até sentir a cama do garoto, onde sentou seu corpo, e ergueu sua mão, tirando as dele do cós de sua calça, então ela mesma abriu o botão, começando a descer por suas pernas, então vendo a cueca preta, com um volume que fez com que um arrepio subisse por sua espinha.
Quando terminou, subiu o olhar até ele, deixando um beijo na barra da sua última peça, e então o moreno inclinou seu corpo, a impulsionando para deitar na cama, ficando sobre seu corpo, logo se acomodando entre suas pernas.
Tornaram a se beijar de maneira necessitada, agora subindo suas pernas, até enlaçar nos quadris de Jacob e sentir os mesmos colidirem com os seus, fazendo-a soltar um baixo gemido entre o beijo, o que deixou o moreno ansiando por mais.
Passou uma das mãos por sua barriga, dedilhando a mesma com cuidado e a outra abria com facilidade o feixe de seu sutiã em suas costas. Puxou-o por seus braços, jogando para o lado e encarou seus belos seios, dando um largo sorriso, sem tirar os olhos dos mesmos.

— Você é tão linda… — sussurrou, levando os lábios a seu pescoço.

Beijou, chupou e mordeu sua pele do jeito que pode, aproveitando cada pedaço daquela parte de seu corpo, descendo com a ponta da língua por seu colo, até parar no vão de seus seios, onde subiu, agora com as pontas dos dentes até seu seio esquerdo e abocanhou seu mamilo, chupando o mesmo para dentre seus lábios, ouvindo a garota gemer baixo novamente, e manteve seu olhar sobre suas expressões, se deliciando com as mesmas.
Desceu os dedos por sua barriga novamente, desta vez parando ao chegar em sua calcinha, porém adentrando a mesma. Encontrou sua intimidade, lubrificada por sua excitação e foi a vez dele de soltar um gemido de ansiedade contra seu mamilo, sentindo também seu membro pulsar, apertado pela cueca.
Chegou com o indicador sobre seu clitóris e pressionou o mesmo, sentindo o corpo pequeno abaixo do seu estremecer e sorriu, levando os lábios até o outro seio dela, começando movimentos circulares com agora dois dedos em sua intimidade.

— Céus… — ouviu-a sussurrar, sentindo a mesma segurar em seu cabelo com uma das mãos, o puxando levemente.

Sentiu a garota apertar as pernas em volta dele novamente e respirou fundo. Ele queria prolongar o máximo possível aquele momento, fazer tudo direito, era a sua primeira vez, mas ela não estava facilitando.
puxou ele pelos fios negros para rente ao seu rosto, o beijando, subindo as mãos por seus braços, apertando seus músculos.

— Eu preciso de você dentro de mim, agora. — sussurrou contra seus lábios, mordendo os mesmos e chupando seu inferior, vendo ele fechar os olhos.

Num movimento rápido, Jacob ergueu o corpo e tirou sua cueca, com tamanha facilidade rasgando a calcinha de renda, em conjunto com o sutiã jogado ao chão, puxando-a pelas coxas, olhando o corpo da ruiva daquele jeito na cama. Totalmente entregue, totalmente perfeita. Dele.
Se inclinou, beijando-a com calma, enquanto levava seu membro rijo e duro até a entrada da garota, o posicionando e a penetrando com lentidão, soltando um gemido rouco, sonoro como o dela, assim que havia penetrado todo seu membro. Seu interior era quente e apertado, perfeito.
Começou a mover seu quadril contra o dela, se perdendo com os lábios, dentes e língua pelas partes de onde alcançava em seu corpo, assim como ela, passando as mãos pelas costas dele, os ombros, arranhando, apertando, fazendo tudo que ela poderia no momento. Levou os dedos a frente do corpo dele, quando ergueu o tronco, ele tendo a imagem de seus seios em movimento e ela arranhando seu abdômen sarado, espalmando as mãos no mesmo e não conseguindo conter os gemidos de prazer que saíam por seus lábios, misturados com os dele e o som de seus corpos se chocando.
Quando percebeu estar próximo de seu ápice, inclinou seu corpo e apoiou as mãos ao lado de sua cabeça, estocando com força e lentamente, olhando-a nos olhos e se controlando ao máximo. Não deixaria vir nunca, antes dela.

— Ah… Jake! — o nome dele saiu em forma de um alto gemido, antes que a mesma chegasse em seu ápice, fincando as unhas em suas costas fortemente, assim como ele deixando que seu corpo relaxasse, fechando os olhos e dando mais algumas estocadas lentas nela, com os espasmos em seu corpo, até sair de dentro da mesma.

Assim que seu corpo caiu para o lado, virou-se, assim como ela. Abraçou-a por trás e deixou um beijo delicado sobre seu ombro, abaixando a mão até sua barriga, acariciando a mesma com os dedos, enquanto enroscava sua perna no meio das dela.

— Você é perfeita, babe. — disse perto de seu ouvido, beijando abaixo do mesmo e a apertando em seus braços, a fazendo sorrir, com o corpo mole, e os olhos fechados.
— Você nem faz ideia do quanto você é, grandão.

Antes que pudessem cair no sono, tomaram banho juntos, pois ainda haviam pego a chuva, e quando tornaram ao quarto, vestiram apenas roupas íntimas secas e se deitaram novamente, nesta mesma posição, onde adormeceram juntos, mergulhados no amor que haviam transmitido um para o outro, e até esquecendo os problemas envolvendo os vampiros, pelo menos por uma noite.

Continua...



Nota da autora: Sem nota.


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