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Wayward Heart


Última atualização: 02/06/2017

Capítulo 01


A A garota deu um longo suspiro assim que sentiu o carro parar. Abriu os olhos lentamente e se deparou com uma casa branca, muito bonita. Deu um meio sorriso e ouviu o taxista murmurar algo sobre o pagamento.
, com um mau olhado, lhe lançou algumas notas por entre os dedos e abriu a porta do automóvel, saindo com suas três malas e mais uma bolsinha.
O taxista mal esperou ela sair e já arrancou com o carro, totalmente arrogante. A garota bufou, mas voltou à serenidade quando voltou o olhar para a casa. Antes que pudesse se virar e tentar carregar todas malas sozinha, ela viu a porta se abrindo e de lá saindo três pessoas ofegantes.
Eram Angela, Joshua e Isaac. A família Weber era bem carismática e ela os adorava. Eles eram primos, era filha da irmã da mãe de Angela. Embora ninguém percebesse, porque tinha cabelos ondulados e ruivos, junto aos olhos esverdeados, e a família de Angela terem a característica de cabelos e olhos castanhos claros. Sua mãe, , era a mesma coisa, as suas características diferentes haviam vindo de seu pai, .
E era por causa deles que ela estava ali, na casa dos tios.
Seus pais iriam ter que se mudar para a Califórnia, por longa data, por causa do trabalho. Mas gostava daquele lugar, não queria deixá-lo por um problema que não era dela. Então, seus tios resolveram acolhê-la em sua casa.
Os gêmeos Joshua e Isaac vinham correndo em sua direção, e quando chegaram para abraçá-la, pegaram suas malas e a pequena bolsa.
— Obrigada, meninos.
Os meninos voltaram correndo para dentro de casa. Angela veio sorrindo em sua direção, ajeitando os óculos no rosto. As primas se abraçaram fortemente, elas eram tão chegadas que se consideravam irmãs.
— Eu senti saudades. — disse Angela.
— Agora vou te perturbar por muito tempo.
As duas riram e entraram em casa, encontrando os pais de Angela, sorrindo.
! — sua tia lhe apertou as bochechas, lhe arrancando um sorriso.
Depois de saudações um tanto calorosas, Angela levou a prima até o segundo andar daquela casa bonita — e aconchegante —, dando ao corredor dos quartos. Haviam quatro portas: o quarto dos seus tios, o quarto dos gêmeos, o de Angela e o último era o de hóspedes, onde ela provavelmente dormiria.
E Angela a levou até aquela porta mesmo, mas parou na entrada.
— Bem, você agora vai morar aqui e não é uma mera visita... Decidimos fazer com que o quarto ficasse a seu gosto.
A morena sorriu e abriu a porta, revelando um verdadeiro quarto dos sonhos. A parede era revestida de um vermelho vivo. A cama era revestida de preto, era uma linda cama de casal. O resto dos móveis eram um mesclados das duas cores: vermelho e preto. Preto era sua cor favorita, e ela agradeceu que tivessem colocado o vermelho, pois um quarto totalmente preto seria sórdido.
No canto havia uma escrivaninha, ao lado dela uma enorme janela, coberta com uma cortina vermelha, e no quarto inteiro haviam luminárias personalizadas, e até fios de 'pisca-pisca' decorando-o. No outro canto havia uma outra porta, que provavelmente seria o banheiro.
sorriu. Eles haviam transformado um simples quarto de hóspede numa suíte perfeita.
— Eu... Não sei o que dizer. Obrigada.

As duas se abraçaram e não demorou para Joshua e Isaac entrarem com suas malas, as colocando no chão.
se jogou prontamente sobre a cama, se deliciando com a fofura do colchão novo.
— Bom... Nós vamos deixá-la a sós.
Os três saíram e fecharam a porta, deixando uma garota sorridente para trás. Ela se levantou afobada e foi até a janela e a abriu, contemplando o céu nublado de Forks, a cidade chuvosa. Suspirou lentamente e a fechou, indo em direção a sua cama novamente.

X(...)X


Na manhã seguinte, ela acordou cedo e estava mais que sonolenta, pois havia ficado até tarde arrumando todas as suas coisas no quarto.
Ela e Angela foram andando para a escola, junto a Joshua e Isaac. Demoraram mais que dez minutos e já estavam em frente a escola, que era cheia de pessoas com cara de antipáticas e com a pele bem clara.
deu um longo suspiro.
— Não se preocupe, você vai gostar daqui. — Angela colocou a mão em seu ombro, a empurrando.
Adentraram a escola e já percebia os olhares curiosos sobre ela. Ela era a "caloura". Andaram sorrateiramente pelos corredores até as salas e Angela arrancou uma folha das mãos de .
— O seu primeiro horário é comigo, literatura. Vamos.
Andaram rapidamente até a sala de aula, onde as duas adentraram e encontraram um bando de alunos fazendo algazarra.

— Angela!
— Angela. — Jessica lhe lançou um abraço — ? É você? Eu não te vejo a... Uns dois anos?
— Mais ou menos. — caíram da gargalhada, se abraçando.
comprimentou todos. Mike, Eric, Ben ( namorado de Angela), pois já os conheciam de longa data, sempre que vinha passar fins de semana na casa dos Weber saía junto deles. Até era estranho chamá-los de Weber, já que seus sobrenomes eram ' Weber', ela respondia pelos dois, porém mais pelo Weber.
sentou-se ao lado de Mike, que percebeu estar com um aparência bem melhor do que da última vez que o vira. Deu-lhe um longo sorriso, que foi interrompido quando um professor adentrou a sala. Ele era alto, tinha cabelos negros, assim como os olhos e parecia estranho a todos, não só à ruiva.
— Olá, pessoal. — ele deu um sorriso cheio de dentes brancos — Meu nome é Bernard. Bem, eu serei seu nome professor de literatura e acreditem — levantou um dos dedos — Não irei realmente poupar a paciência de vocês para leitura.
Ele foi até sua bolsa e puxou um exemplar de um livro que parecia ser um pouco grosso. Mas não era nada como Shakespeare nem nada disso, parecia mais uma ficção.
— Esse semestre estaremos estudando algo diferente. Mitos, essa é nossa matéria. E, primeiro, estaremos estudando Vampiros, que são mitos bem populares hoje em dia.
achou uma matéria totalmente desnecessária, porém prestou atenção no que o professor dizia, sobre as várias origens do vampiro.
Depois dessa aula, houveram mais duas aulas. Matemática e história. Eles teriam a hora do almoço e já estariam liberados para ir embora.
saiu da última aula junto de Eric, e foram andando em direção ao refeitório, onde encontraram todos numa mesa rindo alto.
— Hey, vocês dois! — Mike gritou — Vamos à praia?
— Praia? — olhou-os como se fossem alienígenas — Não veem o frio?
— Você vai aprender a lidar com o frio.

X(...)X


Quando chegaram na praia, que eles alegavam ser La Push, uma reserva ao lado de Forks, não acreditava de modo algum que estavam ali naquele frio.
As meninas pegaram uma bola e se juntaram na areia, começando uma brincadeira simples de jogar. Os meninos foram surfar, mesmo naquele frio, o que achava um absurdo.
Ficaram jogando a bola por um bom tempo, até que Angela deu um solavanco no bola, que foi parar do outro lado da areia.
deu um sorriso e foi correndo até lá, mas quando abaixou-se para pegar a bola, outra mão fez o mesmo, e suas peles se tocaram. Era uma mão duas vezes maior que a sua, quente, macia, aconchegante. E ela sorriu ao ver a contradição de suas peles, ela era branquinha, e ele moreno.
Mas para Jacob, aquele momento estava sendo como de outro mundo. Quando seus dedos se encontraram, ele sentiu uma formigação passar por todo seu corpo, o deixando meio tonto. Parecia que seu coração era uma bomba prestes a explodir. Imagens da garota, que acabara de conhecer ali e agora, vieram em sua cabeça, como flashes de memória. Ele olhou nos verdes dela e como um susto, acordou de um sonho. Separou suas mãos, ofegante, e se levantou. Ele não podia ter tido um imprinting por ela... Não mesmo. Amava Bella, não?
pegou a bola e ficou ereta, olhando assustada para ele, que usava regata. Ela abriu a boca, mas ele se apressou.

— Er... Eu sou Jacob. — ele pensou em estender a mão, mas estava nervoso demais para isso.
... Você é...
— Eu sou da reserva. — observou ela — Imagino que seja de Forks.
— Er, sim... Estou passando um tempo na casa de meus tios... — olhou para trás e apontou para onde seus amigos estavam. Jacob avistou Angela.
— Angela é sua prima?
— Sim.
— Ah, deve conhecer Bella, então... — ele raspou a garganta, falando para si mesmo, em voz alta. Ela franziu o cenho.
— Hum, na verdade, não. — ela sorriu, rolando a bola na mão e ele se perdeu em seu sorriso por longos segundos.
— Eu... — engoliu um seco — Nós nos vemos por aí, então? Foi bom te conhecer.

Ele lhe lançou uma piscadela e saiu correndo. Ele não acreditava no que acabara de acontecer, não imaginava que sofreria um imprinting dessa maneira, com tal pessoa. Mas... Ele não aceitava isso, pensava todo esse tempo que o amor de sua vida era Bella.
observou seu corpo enquanto corria, até que ouviu seu nome ser chamado. Suspirou e deu meia volta, sorrindo.
Capítulo 02 - Rejected


abaixou-se na grama e puxou uma rosa branca do canteiro, olhando sorridente para ela. Levou-a até perto de seu nariz e inspirou aquele aroma, que julgava ser maravilhoso, e ouviu um barulho vindo de suas costas.
Deu um sorriso de lado e virou-se, levantando os olhos esverdeados pelo corpo do moreno em sua frente. Como de costume, ele usava uma bermuda surrada e uma regata de cor clara. Ele mostrou seu lindo sorriso, se aproximando dela em passos lentos.
— Como foi seu dia? — ele colocou uma mexa ruiva atrás de sua orelha e a garota sentiu suas bochechas queimarem.
— Você sabe… Normal. Mas… Sem você.
Jacob sorriu e a segurou pelo rosto. Seus narizes se tocaram de leve, e já podia sentir sua respiração descompassada.
E de repente, tudo ficou escuro. sentia suas mãos dormentes e olhou em volta, com medo. Haviam várias pessoas jogadas ao chão, eram pálidas e bonitas. E Jacob também estava lá, só que esse estava de pé. E ao longe, vinham mais pálidos… E eles vinham correndo.
soltou um grito e começou a correr em direção a Jacob, mas sentiu um puxão e…”

! — Joshua a sacudia, frenético.
A garota acordou em um susto, sentando-se na cama, ofegante. Suspirou e colocou a mão sobre o peito, olhando o primo.
— Quer me matar do coração?
— Quer se atrasar para a escola?
olhou o relógio e percebeu que estava realmente quase atrasada. Levantou-se e foi até seu banheiro, fez suas higienes, colocou sua calça preta e uma blusa simples. Olhou a janela e viu que, hoje em especial, estava mais nublado que nunca, e caía uma chuva fina. Colocou um casaco grande e com capuz, puxou a mochila do chão e desceu para encontrar Angela.
Depois de andarem pelas ruas quase correndo, na chuva fina, chegaram à escola e correram até a sala. Quando chegaram, sentaram-se com seu grupo de amigos, mas havia uma pessoa nova para . E ela se assustou quando a olhou, pois seu rosto era muito familiar, de seu sonho da noite passada.

— Ah, … — Angela apontou para a morena — Essa é a Bella, ela veio tem uns dois anos…Ela estava viajando com o namorado essa semana. Ainda não teve tempo de conhecê-la.
Assim que Angela falou aquilo, lembrou-se de Jacob, que conhecia Angela e havia mencionado alguma Bella. Ela sorriu e se aproximou, lhe estendendo a mão, que foi gentilmente retribuída.
— Eu sou , prima da Angela… — colocou as mãos nos bolsos da calça — Você é amiga do Jacob, não é?
— Como sabe? — Bella franziu o cenho.
— Ah, eu… Esbarrei nele… — suspirou e lembrou de seu rosto, seus traços encantadores… Balançou a cabeça.
Bella olhou-a com certa dúvida, mas acabou deixando de lado. Depois de uma aula de história bem interessante, tiveram aula de matemática, o que deixou a ruiva desanimada. Mas o que a animava era que depois do almoço não iria embora, e sim para a aula de teatro, que era constituída também por alunos que não eram da escola.
Quando o almoço acabou, se despediu de seus amigos e de Angela, que alegou que a esperaria. Mas após dizer que iria voltar sozinha, ela deu um beijo na prima e andou até o enorme salão de teatro que havia naquela escola.
As cadeiras não estavam cheias, haviam apenas alguns alunos na primeira fileira e a professora estava sobre o palco.
sorriu de leve e andou até a segunda fileira, se sentando ali. A professora deu-lhe um longo sorriso.
— Bem, já que já estamos todos aqui… Vamos começar. Esse ano, nós teremos um projeto de uma peça sobre um musical. Nós inventamos a história, e será numa época de reis e rainhas, haverá dança e tudo mais…

Ela continuou falando por um bom tempo, depois passou o roteiro para todos e colou na parede um cronograma em que estava quem ficaria com qual papel. havia pego o papel da amiga da principal, que era interpretada por Jéssica, que não estava presente, depois que havia terminado, pegou a mochila e foi em direção à saída da escola, percebendo que chovia mais do que imaginava. Chovia forte e com pingos grossos, e ela chegaria encharcada em casa.
Bufou e colocou o capuz, enfiou as mãos nos bolsos do casaco e começou a andar na chuva, sentindo já o suficiente molhada. Olhou para o lado e viu Bella junto de um garoto alto e magro, ele era pálido e mais uma vez ela teve um déjà vu relacionado ao seu sonho.
Estava tão distraída olhando para eles, que acabou tropeçando e caindo, sentindo sua coxa doer e suas roupas todas totalmente molhadas. Respirou fundo, fechando os olhos, não querendo saber se alguém havia visto. Mas quando reabriu os olhos, viu alguém mais ali perto de Bella.
Era ele. Ele estava lá, não como de costume, ele estava de calças e uma blusa preta, que estava colada em seu corpo pela chuva, mostrando que ali havia um abdômen bem definido. não conseguia esboçar nenhuma reação, continuou ali no chão, observando os três.
Jacob parecia estar furioso, pois batia de frente com o garoto junto de Bella, olhando-o nos olhos. O olhar de Bella caiu sobre , e a garota falou algo para os dois.
Quando Jacob virou-se para ela, a viu ali, olhando-o, seu mundo parecia outro. Engoliu em seco e mesmo que tentasse se segurar, suas pernas o levaram até ela involuntariamente.

— O que está fazendo aí? — falou, lhe estendendo a mão. A garota levantou, encharcada e totalmente sem jeito.
— Eu caí. — a chuva já afetava sua visão — E você, o quê faz aqui?
— Nada. — ele a observou — Você vai à pé para casa?
— É o jeito. Aliás, eu preciso ir… Não quero pegar um resfriado.
— Eu… Te levo. Se quiser, é claro. — observou ele passar a mão no cabelo.
— É, eu… — pensou por um momento. Seria bom uma carona. — Eu aceito, claro.
Jacob deu um meio sorriso e assentiu, correndo de volta para onde Bella e o garoto estavam. Falou algo para eles e acenou para dois garotos que estavam mais à frente. Esses eram parecidos com ele, e estavam sem camisa. Um deles lhe chamou a atenção, tanto que ele lhe lançou um longo olhar. Jacob parou com sua moto em sua frente, segundos depois.
— Sobe aí.

deu um meio sorriso e subiu na moto, e antes que pudesse se aconchegar, Jacob arrancou com a moto e ela rapidamente se segurou em seu corpo. Uma onda elétrica passou por seu corpo quando a barriga do garoto se contraiu com seu toque. Ela falou o endereço em seu ouvido e ele lhe sorriu, indo mais rápido.
Não demorou muito e ele parou, pois não era muito longe. desceu de sua garupa e o olhou.
— Muito obrigada. Me ajudou muito.
— Não por isso. Acho melhor entrar, você… Já está bem encharcada.
— É… — sorriu — Você não quer, sei lá… Sair, qualquer dia desses?
— Sair? — Jacob sorriu e olhou para baixo. Mesmo naquela chuva, os dois estavam ali. Bella passou rapidamente por seu pensamento e isso foi o suficiente para que ele sentisse peso por ter imprinting pela ruiva — Eu… Não sei. A semana está cheia, você sabe…
— Ah, então… — suspirou e segurou forte a mochila. Se sentia uma idiota. — Entendo. Então, até mais…
Sem esperar mais, ela lhe deu as costas e saiu andando rapidamente até a casa. Adentrou e fechou a porta ligeiramente, bufando. Não acreditava que havia sido tão estúpida. Olhou o celular e viu que havia uma mensagem de sua mãe, que dizia:
“Nova Iorque é ótimo, você iria gostar. Queria estar aí para seu aniversário, mas não se preocupe, eu mando um presente.”
Após ler a mensagem, lembrou que seu aniversário era daqui a uma semana. Bufou e jogou o celular dentro da mochila, correndo para seu quarto.


Capítulo 03 - Friends


e Angela acabavam de adentrar uma loja de vestidos, umas das mais chamativas em Portland.
Angela insistira em comprar um vestido para a prima, já que somente faltavam quatro dias para seu aniversário. Os Webers diziam que Angela iria levá-la para sair com os amigos, e, para isso, precisava de uma roupa nova.
Angela demorou em várias paredes de cabide, procurando por algum vestido que lhe agradasse. O seu já estava em seus ombros, o que ela procurava era um para . Já esta estava parada, de braços cruzados, observando a morena.

— Achei! — ela sorriu abertamente, virando-se para a ruiva — Esse vai ficar perfeito.
Angela jogou sobre as mãos da garota e a empurrou, freneticamente, até o provador. Sentou-se nas em uma das poltronas que estavam de frente para o mesmo, batucando as unhas sobre a coxa.
Depois de um tempo, ouviu a cortina ser aberta e levantou o rosto, dando um sorriso.
estava a olhando insegura, mordendo o lábio inferior. O vestido ia até a metade da coxa, era preto e rodado a partir da cintura. A parte de cima e as mangas longas eram feitas de renda, e na parte de seu colo e costas havia um decote na mesma.

— E aí? Ficou feio?
— Feio?! Você está linda! Você… Por que você não tem um namorado mesmo? — Angela riu, a empurrando de volta para o provador.
riu e lhe respondeu algo, mas Angela não ouviu. Ela voltou, com seu casaco, tênis e calça rotineiros e com o vestido na mão. Angela o puxou, fazendo a lançar um olhar feio.
— É um presente.

passou os próximos segundos reclamando, mas a morena apenas pagou o vestido e lhe entregou em uma sacola de presentes.
Assim que saíram pela porta da loja, o celular de Angela apitou. Ela olhou para a tela e sorriu.
— Se importa de voltar sozinha? Ben está aqui e quer se encontrar comigo.
— Hãn… — ela uniu as sobrancelhas — É claro que não. Nos vemos mais tarde.
— Com certeza. — Angela lhe deu um sorriso e beijou sua bochecha, antes de sair correndo pela calçada.
enfiou as mãos nos bolsos do casaco e suspirou, olhando em volta. Olhou para o outro lado e viu uma pequena loja, que na vitrine haviam livros e CDs.
Deu de ombros e andou até lá, vendo que era uma loja simples. De um lado, prateleiras com alguns livros usados, e do outro prateleiras de CDs.
Olhou em volta e andou até a parte de livros, se demorando em olhar o título de cada um daquela parede.
Virou-se levemente, mas seu braço acabou esbarrando na prateleira, fazendo alguns livros de espatifarem no chão. Bufou e se abaixou, começando a pegá-los. Ouviu passos e levantou levemente o olhar, vendo um par de tênis surrados logo a frente.

— Precisa de ajuda?
Olhou para cima totalmente e percebeu que seu corpo congelou por algum momento. Era o garoto do estacionamento da escola, no dia em que Jacob havia lhe dado carona. Balançou a cabeça, preferindo não lembrar do dia e se concentrou na beleza daquele garoto, que sorria de canto em sua direção.

— Eu… Quer dizer, não precisa. — ela se levantou, com eles nas mãos, mas um deles acabou caindo novamente. O garoto soltou uma risada gostosa, abaixando-se para pegá-lo.
— Estou vendo.
Ele lhe sorriu e puxou os livros de sua mão, arrumando na prateleira novamente.
— Você trabalha aqui? — ela o olhou, de relance.
— Não. Eu estava vendo alguns CDs quando ouvi o barulho. — ele terminou e virou-se para ela, lhe sorrindo novamente. Ela sentiu as bochechas queimarem.
— Eu sou uma desastrada, me desculpe. — riu baixo, o olhando.
— Não se preocupe. — ele lhe piscou e olhou para trás. — Bem… Tem uma cafeteria legal aqui perto. Quer ir até lá?
— Er… — ela sorriu, colocando as mãos nos bolsos novamente. — É claro.
— Ótimo. Meu nome é Paul. — ele sorriu, já dando passos para trás.
.
— Nome bonito.
Ele riu e saíram da loja. Assim que começaram a caminhar pela calçada, alguns garotos assoviaram para Paul. Ele lhes gritou algo, que Victoria não ouviu, pois estava prestando atenção neles. Eles eram todos parecidos, era incrível.
Andaram mais um pouco, e logo estavam na cafeteria. Sentaram-se na mesa ao lado da vidraça e pediram, os dois, chocolates quentes e rosquinhas.

— Então… Você e Jacob têm alguma coisa? — ele apoiou o braço, a olhando atento.
— O quê? — ela balançou a cabeça, rindo — Não…
— Eu vi vocês saindo de moto naquele dia. E pareciam íntimos.
— Não, quer dizer… Nós nos conhecemos, mas acho que somos apenas isso. Conhecidos. — ela deu um sorriso meio decepcionado, mas não deixou o garoto perceber. — E eu sei. Eu lembro de ter te visto. Vocês são amigos?
— Sim. Nós crescemos juntos, moramos próximos e tudo mais… Em La Push, sabe?
— Sei. — ela assentiu levemente. — É um lugar legal.
Os pedidos chegam e a garçons direciona cada caneca e prato até eles, que começam a beber, ainda conversando.
— Eu não me lembro de ter visto você por aqui antes. É nova?
— Bem… Não, na verdade. Eu venho sempre aqui, só que dessa vez, eu estou morando na casa dos meus tios. Meus pais estão em Nova Iorque… — deu de ombros — A Angela Weber.
— Ah… — ele sorri, mordendo a rosquinha com vontade. — Então, você conhece a Bella.
— Sim. — ela bebeu um pouco de seu chocolate, rindo em seguida, do jeito afobado que ele comia. Ele olhou para ela, com os olhos cúmplices.
— Estou fazendo feio, não é? É ruim dar má impressão logo no primeiro encontro.
— Não se preocupe. — ela riu de seu comentário. — É chato quando a pessoa fica com vergonha.
— Não terá… — ele começou a falar, mas seu celular tocou alto.
Ele pediu um momento com o dedo, pegando o mesmo. Ele falava com a pessoa, adquirindo um semblante preocupado a cada palavra. prestava atenção, mas não via sentido em suas palavras. Paul desligou, suspirando.
— Eu terei que ir, infelizmente. — ele a olhou por um momento e passou a língua pelo lábio. — Mas você poderia me passar seu número, certo?
riu e em seguida fez o que ele sugeriu. Se levantaram e o mesmo insistiu em pagar a conta. Se sentia mal em ter a segunda pessoa no dia pagando algo para ela. Saíram da cafeteria e ele a olhou com um sorriso de canto.
— Então… Nos vemos depois?
— Claro. — ela sorriu em sua direção.
Paul mordeu o canto do lábio e deixou um beijo estalado em sua bochecha, saindo dali. sorriu sozinha e olhou pro chão. Passou a mão pelo cabelo e começou a descer pela calçada, já era hora de ir para casa.

X -- X

Angela, Bella, Jéssica e estavam jogadas sobre o sofá. Na televisão da casa dos Weber passava um filme de comédia qualquer, que estava fazendo as quatro dar boas gargalhadas. Todas estavam de pijamas, e o de era uma calça de moletom preta, blusa de manga rosa e pantufas de urso.
— Olha lá! — Jéssica cutucou , enquanto se contorcia de rir.
ria baixo, mas seu pensamento estava bem longe dali naquele momento. Estava pensando em Paul, e sempre que pensava nele, acabava pensando em Jacob.
“Aquele ridículo…” era o que ela pensava. E se sentia mal pelos dois serem interligados.
O filme acabou instantes depois, e o chão estava coberto de copos e potes vazios de pipoca. Depois de limparem tudo, subiram para os quartos, que ficaram divididos: Angela e Bella, Jéssica e .
Jéssica iria dormir na cama com a ruiva, ja que a mesma era grande. As outras duas se despediram e foram em direção ao seu quarto.
e Jéssica se jogaram contra a cama e ainda passaram muitos minutos conversando. Mas, quando estava cambaleando de sono…

… — Jéssica cutucou seu braço. — Dá pra atender esse telefone? Ele está me irritando.
levantou levemente a cabeça e olhou para sua mesinha ao lado. Seu celular tocava baixo, ou era ela que estava sonolenta demais. Pegou-o e olhou a tela. Era o contato de Paul, e havia sua foto, que ele tirara instantes antes de ir embora da cafeteria.
Seu coração e ela o atendeu, afobada. Mas ela não deixaria ele saber.
— Alô?
— Ah, oi. É o Paul… Sabe, da…
— Oi, Paul. — ela dá um meio sorriso.
… — ela o ouve raspar a garganta. — Me perdoe por lugar tão tarde. Eu tive uns contratempos e tudo mais… Mas eu queria saber se você não queria sair comigo amanhã, depois da escola?
— Han… — ela olha para Jéssica, que lhe encarava com um sorriso malicioso. — É claro… Claro.
— Ah, ótimo. — ele ri baixo. — Eu posso te buscar lá mesmo depois da aula?
— Pode. Estarei esperando. — ela morde o lábio de leve e Jéssica ri, colocando a mão na boca.
— Tudo bem, então. Er… Até amanhã. Boa noite, gatinha.
— Boa noite.
Ela apertou os lábios e desligou o aparelho, com pura vergonha. Olhou para amiga ao lado, que, agora, ria alto.
— É sério? Que fofo! Qual o nome dele?
— Paul. E cala a boca que ta na hora de dormir. — ela bate na cabeça de Jéssica com o travesseiro.
— Não vai se livrar dessa.

Jéssica virou de costas, ainda rindo e logo caiu no sono. fez o mesmo, com um sorriso bobo no rosto. E antes que pudesse dormir, as imagens de Paul e Jacob apareceram em sua mente.

Capítulo 04 - Jealous


Após o sinal ser tocado, andou, junto de Angela e Jéssica, até o refeitório, onde iriam esperar até o horário de todos irem embora.
Estavam sentados, todos os amigos reunidos, conversando e até comendo.
— Acho que alguém importante chegou… — Jéssica disse animada, enquanto de recostava na vidraça e olhava para o lado de fora.
O dia estava nublado, como de costume, e parecia estar prestes a chover. uniu as sobrancelhas, e junto dela, todos da mesa se levantaram para ver quem estava no estacionamento.
Seu coração palpitou levemente e sentiu as bochechas quentes no mesmo momento em que viu Paul parado, com uma jaqueta de couro preto, recostado em sua picape.
— Quem é esse? — Angela parecia mais confusa que nunca, olhando para os amigos.
— Esse, é o… — resolveu interromper Jessica.
— É um amigo meu… Que eu conheci por aí. Agora, pessoal… Vejo vocês depois.
Disse rapidamente e pegou sua mochila sobre a mesa do refeitório, acenando para todos e correndo em direção a saída central da escola.
Quando abriu a porta, saindo pela mesma, incrivelmente no mesmo momento, Paul levantou o rosto para a olhar, dando um largo sorriso.
Sorriu em resposta, com uma leve careta, sem entender muito bem o que havia acontecido.
Andou até ele, que continuava com o mesmo olhar sobre ela, se erguendo quando a mesma já estava perto o suficiente, para lhe dar um abraço e um beijo demorado na bochecha.
— Você está linda. — disse com um sorriso de lado em sua direção, a fazendo mexer levemente no cabelo.
— Obrigada… Você… Você também está.
Deu a volta, abrindo a porta do carro para que ela entrasse, e logo fazendo o mesmo.
— Eu vou ter que passar em casa antes, para pegar alguns documentos… Tem problema? — dizia enquanto manobrava o carro para sair do estacionamento da escola.
— Não, claro que não… Nós vamos para onde?
— Vou te levar para almoçar, e depois… Um lugar bem legal. Você vai gostar. — piscou para ela.

Passaram todo o caminho até a reserva conversando, rindo e conhecendo mais sobre o outro.
Quando chegaram, Paul estacionou o veículo perto de uma árvore, logo ao lado de sua casa, a qual observou atentamente.
— Já volto, tudo bem?
Paul saiu do carro, batendo a porta e andando em passos largos para dentro da casa de madeira. recostou-se no vidro, olhando para o lado de fora, observando o terreno cercado pela floresta vasta.
Levantou o olhar até o céu, mais escuro que antes, até podia ouvir os trovões distantes dali. Mas, algo chamou sua atenção para olhar novamente a floresta, quando ouviu vozes.
Foi como da primeira vez que vira Paul, tinham garotos apenas de bermuda, com tatuagens nos braços e que eram extremamente parecidos, saindo da floresta em direção à casa. Um deles era Jacob. E o fato do vidro não ser escuro deixou nervosa, assim que o olhar do mesmo caiu sobre ela.

Jacob, por sua vez, sentiu os efeitos do imprinting sobre ele. Havia evitado estar em Forks todos esses dias, afinal, o que ele mais queria era evitar aquele imprinting. Em sua cabeça, deveria ser Bella. Mas, toda vez que via aquela ruiva…
Passou uma das mãos sobre as têmporas, se aproximando em passos rápidos do carro. arregalou os olhos, deixando seu corpo ereto no banco, sentindo um frio percorrer seu corpo dos pés a cabeça, o vendo se aproximar.
Parou bem ao lado de seu vidro, ainda com o olhar cravado em seu rosto, e deu leves batidas no mesmo com o dedo, querendo de verdade arrancar aquela porta e a tirar de dentro do veículo de Paul.
— Abaixa o vidro. — disse em um tom baixo e calmo, se apoiando na porta com uma mão, ao ver que a garota não havia esboçado nenhuma reação.
A ruiva engoliu um seco e levou alguns segundos até seu dedo ir ao botão, descendo o vidro lentamente, sem quebrar o contato visual dos dois.
— O que… O que foi? — disse em um fio de voz.
— O que faz aqui? Você não mora por aqui, que eu sei… — se apoiou com a segunda mão, inclinando o corpo para dentro da janela.
— Eu… Eu… Mas que coisa. — a expressão receosa foi substituída por uma irônica. — O que você tem a ver com isso, afinal?
Jacob a olhou, com os lábios comprimidos, sentindo sua pele esquentar ao ouvir ela falar aquilo. Afinal, por que estava assim? Ele quem havia a dispensado.
— Aqui não é lugar para você. E desde quando você anda com ele? — apontou o queixo para onde Paul deveria estar sentado.
entre abriu os lábios, pronta para dar outra resposta, quando o outro moreno saiu da casa, correndo de volta ao carro.
— Algum problema? — levantou a sobrancelha em direção a Jacob, assim que entrou no veículo.
— Não… Nenhum problema. — se afastou do carro, sem parar de a olhar. — Falo com você depois.
Passou a mão pelo cabelo curto e fechou os punhos, voltando a andar em direção à floresta, dessa vez. ficou sem reação, apenas o olhando caminhar.
— O que ele queria?
— Ah, nada… Não se preocupe. — lhe deu um meio sorriso e logo estavam saindo do terreno.

Após um almoço, muito bom, pela vista de , Paul a levou de volta à reserva, só que haviam passado das fronteiras que ela conhecia.
— Para onde estamos indo? — perguntou, curiosa, já totalmente confortável com sua presença.
— Você vai ver. E eu já respondi sobre isso o dia todo. — o carro foi tomado por leves risadas.
Após andarem mais alguns minutos, Paul parou o carro ao lado de uma pequena trilha. Desceram do carro, e ficou olhando para o caminho.
— Vamos… Entrar aí?
— Está com medo? — Paul lhe sorriu, pegando em sua mão levemente. — Eu não mordo. Só se você quiser.
A garota riu pelo nariz, balançando levemente a cabeça e agradecendo por ele não estar a olhando naquele momento. Andaram pela trilha, até ver estar pisando em pedrinhas em vez de terra, e chegarem em uma linda cachoeira.
— Nossa… Aqui é lindo. — soltou-se da mão do moreno, enquanto olhava em volta.
— É, eu sei. Vamos entrar na água, hum? — disse, já começando a tirar sua jaqueta.
— O que? Não, não, obrigada. Eu estou com frio. — e era verdade. Não entendia o porquê de ele querer entrar naquela agua, com aquele tempo.
— Eu te esquento. Vem cá.
Assim que havia tirado a blusa, antes mesmo que a garota pudesse observar seu corpo, ele a pegou pela cintura e a colocou em seu ombro, pulando rapidamente na água em seguida.
— Paul!
Gritou quando voltou à superfície, sentindo os lábios trêmulos e o corpo congelar rapidamente. Abraçou seu próprio corpo, mas as roupas úmidas não ajudavam em nada.
— Calma, vem aqui.
Pousou suas mãos novamente na cintura da garota, a trazendo contra seu corpo. Como ele conseguia estar quente daquele jeito, em um momento desses? Ela queria saber.
Deitou a cabeça em seu peito, por ser mais alto, tentando espantar o frio, mas sentiu sua mão levantar seu rosto pelo queixo.
Piscou algumas vezes, olhando seu rosto atenta, enquanto um sorriso de lado brotava nos lábios do moreno.
Foi abaixando o rosto lentamente, e continuou do mesmo jeito, apenas o olhando, decidida a se afastar. Quando sentiu algo pingar em seus lábios, e não era a agua do cabelo de Paul.
O moreno levantou o olhar, e logo pingos grossos começaram a cair sobre os dois.
— É melhor… Sairmos.
disse, suspirando em leve alívio, enquanto se afastava dele e saia, sentindo ainda mais frio que antes.
Correram de volta ao carro, que acabou se molhando todo, mas Paul não via nenhuma importância nisso.

No caminho de casa, já começava a escurecer, indicando que a noite chegava. o guiou até a casa dos Weber, e logo parava em frente a mesma.
— Obrigada por me trazer, e… Obrigada pelo dia, mesmo. Foi muito bom. — sorriu para ele, pegando sua mochila no banco de trás. Estava para sair, quando ele segurou levemente em seu braço.
— Nós… Vamos nos ver de novo, não é?
— Oh, claro… Quando quiser. — olhou para a mão dele em seu braço.
Paul sorriu abertamente e, sem parar de segurar em seu braço, tornou a aproximar seu rosto do dela. suspirou, fechando brevemente os olhos para aquele momento, mas, algo bateu contra o carro, fazendo um alto barulho. Era como o barulho de uma pedra, ou até um galho de árvore.
Paul soltou um baixo palavrão, e quase riu daquela cena. A ruiva de distanciou, saindo do carro, para olhar. Viu na lateral do carro, um enorme arranhão.
Olhou em volta, procurando algo que pudesse ter feito aquilo. Ou alguém, talvez. Mas isso não seria provável.
— Ahn… Acho que… Algum galho deve ter caído, daquela árvore. — falou, se referindo a árvore perto da janela de seu quarto.
— Está… Tudo bem, depois eu vejo isso. — Paul pousou a mão sobre o volante, com a voz em um tom frustrado. — Bem…
— Acho que é melhor você ir… Nos vemos depois, certo? — sorriu mais uma vez e se inclinou para dentro do carro, dando um rápido beijo em sua bochecha, logo saindo novamente. — Até mais.

Fechou a porta e esperou que ele fosse embora, para que se virasse e começasse a andar em direção a porta da casa. Quando chegou as escadas da varanda, ouviu um barulho, o que a fez se virar e arregalar levemente os olhos.
— Jacob?
Capítulo 05 - Afraid


O coração de nunca esteve tão indeciso, sobre disparar, ou quase parar. Estava olhando fixamente para Jacob, com as mãos trêmulas e as pernas bambas. Não sabia como reagir àquilo, o que ele fazia ali?
— Jacob… O que faz aqui?
Jacob permaneceu parado, apenas olhando para seu rosto. Não estava como mais cedo, quando havia o visto na casa de Paul. Usava uma calça jeans, tênis surrados e uma blusa de manga simples.

— Eu… — olhou brevemente para os lados, suspirando baixo. — Eu não sei, tudo bem? Eu… Simplesmente não consegui, e vim parar aqui. Você ia mesmo beijar o Paul?

deixou que seus olhos se arregalassem mais uma vez em direção a Jacob. Não acreditava que…
— Você arranhou o carro dele? — levantou a sobrancelha, ainda desacreditada. Jacob apenas deu um sorriso de lado, olhando para seus pés. — Jacob… Não há motivos para você estar aqui. Então, boa noite… Passar bem. — disse, no conjunto de coragem e firmeza que havia adquirido no momento.
Segurou na alça de sua mochila, virando-se de costas para o moreno, andando de volta até as escadas da varanda. Mas, foi impedida por uma mão firme, grande e quente, que segurou a sua. Paralisou na mesma hora, sentindo as borboletas dançarem em seu estômago.
— Me desculpe… Por aquele dia. Me desculpe mesmo. Eu não queria te dispensar, não era aquela minha intenção, eu só… — parou de falar, vendo a garota se soltar de seu toque, mesmo sendo com uma luta interna. — Você gostaria de… Sair comigo, para nós nos conhecermos melhor?
Jacob a olhava fixamente, esperando qualquer sinal corporal ou resposta vinda da ruiva. Seu coração palpitava em seu peito, observando aquele corpo a sua frente. Um sorriso brotou nos lábios de , mas esse não era doce.
— Desculpe, Jacob, mas é que… Eu estou muito ocupada esses dias, sabe?
Foi como se tivesse enfiado uma faca no coração do moreno, recebendo uma rejeição da garota por quem ele nutria seu imprinting. Entendia que ele havia feito da primeira vez, mas ele não aceitava. Afinal, tentou se desculpar.
Antes que pudesse falar algo, a garota já havia entrado pela porta da casa, o esnobando totalmente.
Ficou mais alguns segundos ali, apenas olhando a porta, até que colocou as mãos nos bolsos da calça, caminhando de volta para sua casa.
Do lado de dentro, estava encostada na porta, se sentindo totalmente confusa com a situação. Primeiro, ele a dispensa, depois, arranha o carro de Paul, por ele querer beijá-la? Qualquer um não entenderia essa situação.
Suspirou e saiu do lugar onde estava, preparada para ouvir Angela falar a noite toda sobre o moreno do estacionamento.

(...)

No dia seguinte, acordou serenamente, abrindo os olhos com calma, enquanto se despreguiçava na cama. Não houve despertador para a desnortear aquela manhã, era uma maravilhosa manhã de sábado.
Permaneceu deitada, apenas sentindo a brisa do clima frio, já dentro do quarto. Provavelmente, do lado de fora deveria estar com neblinas baixas, mas ela não conseguia ver por entre as cortinas.
Sentou-se na cama, passando as mãos pelos cachos e os prendendo com leveza, logo ouvindo o toque de seu celular ecoar pelo quarto, a fazendo virar o corpo para o pegar.

— Alô? — disse, ao menos havia olhado a tela.
? Que bom que está acordada, pensei que teria que ir acordar você e essa sua prima chata. — a voz de Jéssica soou do outro lado, a fazendo soltar uma risada.
— Bom dia, Jéssica. Está tudo bem comigo, sim, e com você? — sorriu ao ouvir um resmungo do outro lado. — Ao que devo sua ligação?
— Você deveria me agradecer, por estar sempre te incluindo nas coisas. Nós iremos fazer uma trilha na floresta, hoje… E queríamos que vocês viessem. Apenas você e a Angela, não aqueles pestinhas dos…
— Não fale assim deles. — rolou os olhos, mas logo sorriu novamente. — Tudo bem, irei falar com ela.
— Até mais.

Então, após a ligação ser desligada, se levantou e fez suas higienes matinais, logo saindo do quarto para acordar Angela. Depois de muito custo, conseguiu finalmente falar com a garota, e logo depois rumou para o quarto novamente, se trocar e arrumar uma mochila com coisas necessárias para a ocasião.
Tempo depois, quando já haviam tomado café e se arrumado, ouviram a buzina do carro de Jéssica soar na frente da grande casa. Se despediram dos outros, logo adentrando o carro da amiga.

— Soube que seu aniversário é amanhã, . — comentou Jéssica, enquanto dirigia.
— Por que tem que ficar falando sobre isso para todos? — mirou Angela com um olhar nada amigável. A prima apenas mexeu em seus óculos.
— Isso é um evento importante, não é, Jéssica?
— Claro, e…
— Onde estão os outros? — as cortou do banco de trás, mudando de assunto.
— Mike e Eric já devem estar nos esperando lá.
— E Ben não poderá vir. — Angela completou, olhando pela janela.

Passaram o caminho conversando sobre coisas aleatórias, até que chegaram no começo da trilha da floresta, onde já estavam Eric e Mike, parados.
— Ora, já chegaram? Creio que aguentava ficar mais tempo aqui. — Mike disse, as vendo sair do carro.
— Engraçadinho.
Jéssica disse ao garoto, e logo os cinco estavam entrando pelo caminho da trilha. O caminho foi coberto de risadas e gritos de Jéssica, causados quando Mike fingia jogar algum inseto em sua direção.
Quando chegaram ao seu destino, no alto das rochas de La Push, Victoria parou para observar do local. Era praticamente um precipício, as rochas eram altas, e bem lá em baixo, havia o mar, e dava para ver a estrada, um pouco mais acima.
Jéssica e Angela se sentaram, assim como Mike e Eric. , naquele momento, sentiu algo estranho passar por seu corpo. Uma onda de energia diferente, nunca havia sentido algo igual.
Colocou a mão sobre a barriga, ainda não entendendo o que acontecia com ela.
— Eu… Eu já volto.
Disse aos amigos, e logo seus pés a guiavam para dentro da floresta novamente. Passava pelas árvores, se apoiando nos troncos e sentindo algumas folhas caírem em seu rosto, fazendo pinicar. Não sabia mais para onde havia ido, e provavelmente estaria perdida a essa hora.
Então, ouviu um barulho. Um barulho cortante, as folhas se mexiam rapidamente ao seu redor. Parou. Parou e permaneceu estática, olhando atenta ao redor.
Então, um vulto passou por sua frente. Foi tão rápido, mas pôde ver as madeixas morenas que passaram. Era uma mulher, mas aquela não era uma velocidade normal. Em menos de um segundo, lobos vieram atrás dela. Não eram lobos normais. Eles eram enormes, tinham pêlos brilhosos e cada um tinha sua cor marcante.
perguntava a si mesma se poderia estar dormindo de pé, sonhando, pois não acreditava no que estava vendo. E nem acreditou quando um deles parou de correr, virando seu olhar na direção dela.
A garota arregalou os olhos, e a única coisa que conseguiu fazer foi dar um passo para trás, o que a fez cair ao chão, mas sem quebrar o contato visual.
Sentia um frio correr por seu corpo, era mais que assustador. O lobo tinha um pêlo alaranjado, e se aproximava lentamente, chegando até ficar colado a seu corpo, com o focinho curvado, perto de seu rosto.
O peito da ruiva subia e descia freneticamente, mas naquela onda de energia não havia mais medo. Ela não sabia dizer, mas quando olhou bem no fundo dos olhos do lobo, a imagem de Jacob veio em sua mente.
Mas, o momento foi interrompido quando outro lobo apareceu, dando um longo uivo para chamar a atenção do que estava sobre . Esse tinha um tom cinza claro, e também olhava a garota. A onda de medo voltou quando o lobo se afastou de seu corpo, correndo para o lado do outro.
Queria se defender. Desejou conseguir isso, desejou algo para se defender dos animais. E como algo voluntário, dois pedaços de madeira, que estavam ao lado da garota, simplesmente levitaram e foram jogadas fortemente em direção aos lobos. O cinza desviou, porém o alaranjado foi atingido em uma das patas frontais. O mesmo soltou um alto uivo, e os dois saíram rapidamente de lá.
Mas continuou parada, atônita. Não por causa dos lobos, e sim por ter desejado, e simplesmente ter feito a madeira levitar. Isso era mesmo possível? Em que mundo estava? Em sua mente, estava mesmo dormindo.
Então, encostou sua cabeça no chão, vendo tudo girar, e logo, havia desmaiado.

Capítulo 06 - Birthday


Com um zumbido em seu ouvido, o corpo totalmente mole e indefeso, abriu os olhos.
Encarou o teto branco, com uma enorme luz, que causava dor em seus olhos. Colocou a mão sobre os mesmos, deixando um suspiro fraco sair por entre seus lábios.
Como um flash, tudo veio em sua mente.
“Foi um sonho…”
Pensou, realmente aliviada por tudo que havia acontecido ter sido um sonho.

? Ela acordou, Angela!
Ouviu a voz fina de Jessica e tirou a mão do rosto imediatamente, olhando assustada para a amiga, sentada na ponta de sua cama. Mas, não era a cama de seu quarto. Só aí, olhou em volta, percebendo estar em uma quarto de hospital.
— O que… O que aconteceu? — sua voz saiu falha e rouca.
— Meu deus, que susto que você nos deu! — disse Angela, se aproximando com uma xícara de café nas mãos.
— Nós te encontramos desmaiada na floresta. Não se lembra? — Jéssica a olhava com atenção, e a mesma comprimiu os lábios.

Então… Não havia sido um sonho. Ou um pesadelo, quem sabe. Os lobos gigantes, a madeira se levitando…
ficou parada longos segundos, olhando o nada à sua frente, enquanto sua mente processava o surreal.
?
— Eu… Bem, eu me lembro. Eu senti uma tontura, tudo mais… Deve ter sido o tempo que passei sem comer. — finalmente olhou para as duas, lhes dando um sorriso, sem mostrar os dentes.
— Bem, deve ser… O médico disse que você estava bem. E já podemos ir para casa, hum?
Após conversarem mais algum tempo, saiu do quarto, já vestida devidamente. Jéssica deixou as duas em casa, logo seguindo de volta para a sua. passou praticamente horas na sala, recebendo lições dos Weber, sobre como não dar mais aquele susto neles.
Quando subiu para seu quarto, já à noite, sentou-se em sua cama e juntou as mãos, olhando para o chão.
Ouviu o toque baixo de seu celular, o que indicava que uma mensagem havia chegado.
Esticou-se, pegando o mesmo na cabeceira. O desbloqueou, e logo viu que era de sua mãe.

“É uma pena que não poderemos estar com você amanhã, meu amor. Mas, nós te amamos, sabe disso. Seu presente chegará logo, presumo que irá gostar.
Estou com muita saudade,
Mãe.”


Riu pelo nariz e balançou levemente a cabeça, deixando o celular cair na cama se sua frente. Em seu pleno aniversário, e seus pais não estariam juntos dela, e ela sabia que eles não se importavam com isso, de verdade.
Ouviu o som de seu celular novamente, e apenas abaixou o olhar até o mesmo.

P: Podemos conversar? x

Sorriu ao ver que era de Paul, e tornou a pegar o celular, mordendo o canto da bochecha enquanto o respondia.

V: É claro. Já concertou o arranhado do carro?
P: Ainda não. Eu quero falar de algo mais sério, apesar de você ainda estar me devendo um beijo…
V: O que é tão sério?
P: Podemos nos ver amanhã?
V: Por mim, tudo bem…
P: Te mando mensagem quando acordar. Boa noite, anjo.
V: Boa noite, Paul.

Deixou o celular novamente sobre a cabeceira e deitou-se no travesseiro, olhando para a janela. Por um momento, lembrou-se do olhar do lobo alaranjado sobre si, tão intenso como fogo.



No dia seguinte, não foi o despertador que a acordou, mas sim os Weber em seu quarto, cantando parabéns e com um pequeno bolo em mãos, junto com o número “17” em forma de vela.
Com um enorme sorriso no rosto, se levantou para abraçar cada um deles. Se eles não falassem nada, iria passar o dia sem lembrar que data era.
Lhe proporcionaram um maravilhoso café da manhã, logo depois o corte do bolo.
— Sua mãe já te ligou?
levantou o olhar assim que a tia lhe dirigiu a palavra, logo depois voltando ao bolo. Não, nem seu pai, muito menos sua mãe, haviam ligado para lhe desejar feliz aniversário. Mas, as pessoas não precisavam saber de seu drama familiar.

— Claro… Ela me ligou ontem à noite, na verdade. De madrugada… — deu um pequeno sorriso, voltando a comer seu bolo.
— Eu e Jéssica vamos levar você ao parque. — Angela sorriu, pegando o prato vazio de sua mão.
— Nós vamos também! — Joshua e Isaac pronunciaram em uníssimo, fazendo a ruiva rir.
— Ben irá junto com Mike e Eric. Nos encontrarão lá. — Angela segurou-a pelos braços, a puxando escada acima. — Agora, vá logo se arrumar!

rumou seu quarto, e logo o banheiro, tomando um longo banho matinal. Assim que saiu, se vestiu com shorts, um par de all stars e uma regata vermelha. Deixou seus cachos ruivos caírem por seus ombros e deu um sorriso ao espelho.
— Está pronta?
Angela adentrou o quarto, enquanto prendia seu cabelo e arrumava os óculos. Logo, as duas saíam do quarto, encontrando os gêmeos animados na sala. Se despediram dos Weber e saíram da casa.
fechou os olhos ao pisar no gramado, abriu levemente os braços e sentiu o vento passar por seu corpo. Aquele era um dos raros dias de sol, e eles deviam ser aproveitados.
Um som de uma buzina estridente a despertou de seus devaneios, fazendo-a abrir os olhos e ver todos dentro do carro de Jéssica, e a mesma gesticulando.
Soltou uma leve risada e se recompôs, andando até o veículo.
— Estava pensando no moreno, hum? — Jéssica sorriu, dando partida em direção ao parque, na outra cidade.
— Oi, Jéssica. Muito obrigada pelos parabéns. — levantou as sobrancelhas, puxando os óculos escuros e os colocando.

Depois da fala de Jéssica, o assunto mudou para o namoro de Angela e Ben. Os gêmeos questionavam do banco de trás, e as duas rebatiam na frente. nada falava, apenas estava com a cabeça encostada no banco, sentindo o vento bater em seu rosto, por a janela estar aberta. Seus pensamentos correram novamente ao acontecimento da floresta, se questionando mentalmente sobre o que ela havia feito.
Passou tanto tempo desse modo, que só despertou quando sentiu Isaac a cutucar fortemente no braço.
— Nós chegamos!
Todos saíram do carro, vendo o carro de Mike estacionado logo a frente, com os três garotos encostados no mesmo.
— Deixa eu fazer direito. — Jéssica a puxou para um abraço apertado, as fazendo rir. — Mas ele já falou com você?
— Por que não esquece isso?
sorriu e se afastou da garota, indo até os amigos e sendo recebida calorosamente por abraços, beijos e cantorias, a fazendo ficar com as bochechas rosadas.
— Nós trouxemos o almoço.
Mike tirou de dentro da mala uma enorme cesta, que devia contar algo como um piquenique. Assim, eles andaram até a entrada principal do parque, onde adentraram o gramado.
— Eu quero ir no pedalinho. Me leva no pedalinho, ! — Joshua a puxava pela mão, e logo Isaac fazia o mesmo.
— Vamos todos no pedalinho, então. — sorriu docemente e passou os braços pelos ombros dos pequenos, e os outros os seguiam em direção ao lago.

Ao chegarem, os soltou, para que entrassem na fila. Virou-se para os amigos, vendo-os já divididos em duplas, e Eric a olhando com as mãos unidas. A ruiva riu de seu gesto e o puxou pela mão, passando o braço por sua cintura.
Enquanto ficavam esperando na fila, observava as pessoas no parque, andando de bicicleta, caminhando, sentadas com seus acompanhantes.
Aquela visão era algo que a agradava, gostava de estar em ambientes assim. Quando passou o olhar por uma das árvores no canto, seu corpo estremeceu levemente. Jurava que havia visto a silhueta de Jacob. Parada, a olhando.
— O que foi? — Eric perguntou, percebendo a tensão de seu corpo.
Passou o olhar novamente pelo local, dessa vez, sem ver nada. Talvez, estivesse apenas pensando demais no garoto.
Apenas acenou negativamente com a cabeça ao amigo, e logo chegava a vez deles subirem nos pedalinhos, decorados de gansos.
e Eric subiram, com a ruiva deixando que o garoto ficasse com o lado mais pesado.
— Sabe o que eu acho? Acho que você precisa mesmo é de um banho de bebida. Isso é cara para você estar em um aniversário?
— Não sou animada para essas coisas… Eu não ligo, sabe? — virou o rosto na direção do amigo, que lhe deu um sorriso.
— Então, está tendo que aguentar as duas. — Eric se referia a Angela e Jéssica, rindo.
— Ah… Na verdade, eu não ligo para isso também. Até gosto, às vezes, demostra que gostam de mim.

Sorriu e sentiu o braço de Eric passar por seu ombro, e automaticamente encostou a cabeça no do garoto. Pararam de pedalar e permaneceram assim alguns segundos. Eric tinha um olhar curioso sobre a amiga, e a mesma tinha o olhar fixo na água.
Observava como pequenas ondas passavam pela água do lago, pelo movimento dos pedalinhos, e como estava estranhamente escuro naquele momento.
De repente, viu um fio de luz. Parecia estar bem fundo, mas era como se um raio de sol estivesse preso à água. levantou o olhar, vendo que o sol já se escondia atrás das nuvens escuras, então, não havia iluminação.
Voltou a olhar para a água, e se abaixou, colocando a ponta dos dedos na superfície. Sentiu algo estranho no mesmo momento, um arrepio passou por seu corpo. A mesma sensação de quando estava na floresta.

? — Eric se pronunciou, tocando o ombro da ruiva, tentando chamar sua atenção. Mas, nem o toque a deixou sair de seu transe.
Continuava a mover os dedos na água, até deixar toda sua mão submersa, ainda olhando para o ponto de luz. Então, fixou toda sua concentração na mesma, começando a vê-la se ampliar, e desejava cada vez mais poder tocá-la. Até que houve uma movimentação de baixo da água, e algo batia fortemente contra a palma de sua mão, vindo do fundo do lago.
No mesmo momento, ergueu o corpo, olhando o que ela havia atraído desta vez.
Era um colar, dourado e o mesmo tinha um pingente redondo, com alguns símbolos no meio.
? — Eric repetiu, e a garota piscou várias vezes, levando o olhar até o garoto. — Está tudo bem?
— Er… Está. Claro que está… — colocou rapidamente o colar no bolso, voltando a pedalar, sem dizer mais nada.

Estava intrigada. O fato de não saber o que estava havendo com ela, como havia tirado aquilo do fundo do lago, a deixava desse modo.
Após todos descerem, foram almoçar. Se sentaram de baixo de uma das árvores e degustaram de um ótimo almoço, coberto de sanduíches e doces a mais.
E assim passaram praticamente todo o dia, comendo os restos do almoço, rolando no gramado e os meninos jogando bola.
Quando começou a, de fato, escurecer, recolheram as coisas e rumaram ao estacionamento.
Quando chegaram perto dos carros, se despediu dos meninos, que apenas lhe deram um sorriso, o que estranhou.



— Nós vamos para minha casa, e depois iremos no pub de Portland. — Jéssica disse, já próxima de casa.
— Mas nós já não saímos hoje? Pensei que…
— Você acha que fomos comprar aquele vestido, naquele dia, para nada? — Angela virou-se para trás, a olhando.

lembrou-se na mesma hora do episódio, mesmo dia em que conheceu Paul. Apenas cruzou os braços e permaneceu em silêncio.
Quando chegaram na casa de Jéssica, todos desceram do carro, adentrando a mesma. Seus pais não estavam em casa, então, deixaram Joshua e Isaac no sofá, enquanto se arrumavam. Segundo Jéssica, as coisas de já estavam lá. E era mesmo verdade.
Tomou um longo banho, logo depois vestiu o vestido preto. Assim que saiu do banheiro, foi atacada pelas duas, que insistiam em maquiá-la. Por final, não ficou algo exagerado, então, não reclamou.
Quando todas acabaram, voltaram ao carro, rumando a casa dos Weber, para deixar os gêmeos. Não demorou muito, e paravam em frente à casa.

— Droga… Esqueci meus documentos. Vamos lá buscar comigo, ? — Angela perguntou, assim que os gêmeos desceram do carro.
estranhou. Afinal, por que precisaria dela? Mas nada disse, apenas desceu do carro, andando com a prima até a porta. Assim que a morena girou a chave, Victoria deu um passo a frente, percebendo todas as luzes apagadas. Mas logo, pulou de susto ao tudo se ascender e um grito em uníssono, dizendo: “SURPRESA!”

Capítulo 07 - Birthday, part 2


ainda continuou estática por longos segundos, não digerindo imediatamente aquela situação, seu subconsciente não queria acreditar naquilo. Entre abriu os lábios, como num sinal de que diria algo, mas nenhum som saiu. Em vez disso, abriu um largo e enorme sorriso em seu rosto, juntamente com sua mão pousando sobre seu próprio peito, as batidas de seu coração já acalmadas.

— Eu sabia que iríamos conseguir. Eu sabia! — dizia Angela animada, batendo palmas, enquanto todos riam da situação.
— Antes que você queira me incriminar, já digo que soube disso em última hora. — ouviu Eric, e logo o garoto estava ao seu lado, e havia deixado um beijo sobre sua bochecha.
— Pessoal… Vocês são de mais mesmo. Não precisava disso tudo… mas, obrigada. Vocês são os melhores.

Sentiu-os a abraçar, e juntamente Joshua e Isaac, na altura de suas pernas. Não que ela fosse alta, claro. Percebeu que o namorado de Angela não estava ali, assim como mais cedo, e estranhou isso. Mike estava ao lado de uma das mesas ondem haviam pequenos doces, os “atacando”, as vezes até tentava disfarçar.
Viu que Jéssica passara ao seu lado, e tinha em suas mãos a bolsa onde estavam as roupas que usara mais cedo. A amiga subia em direção ao seu quarto, para guardar, provavelmente. De modo instantâneo, a imagem do colar que veio até a palma de sua mão surgiu em sua mente. Soltou um leve suspiro por entre os lábios, e permaneceu inerte em seus pensamentos.

— De novo… Você está fazendo de novo hoje. — Eric estalou os dedos em frente ao seu rosto e piscou várias vezes, logo lhe sorrindo.
— Me desculpe. Eu vou cumprimentar as pessoas…


Se esticou para dar-lhe um beijo na bochecha do amigo, e então se prontificou a começar a andar pela festa surpresa, cumprimentando e agradecendo as pessoas com quem falava. Parou em frente aos Weber, os abraçou com força e disse que os amava como pais, e isso de fato não era mentira. Julgando por seu histórico familiar, não seria difícil ela se apegar ao seus tios, pessoas que a tratavam com amor e carinho, diferente de seus verdadeiros pais, que nem ao menos haviam ligado para ela no dia de hoje.
Passou por Mike, bagunçando seu cabelo, ao mesmo tempo que Isaac esbarrou, correndo, em sua perna, fazendo ela cambalear para o outro lado.

— Isaac! — advertiu, mas o garoto já estava longe.

Riu baixo, consigo mesma, e então se desencostou da mesa onde havia de apoiado, passando as mãos sobre seu vestido. Levantou o olhar, e acabou encontrando Bella, mas ela não estava sozinha. sentou um arrepio correr por toda sua espinha, enquanto seu olhar subia pelo corpo do garoto — ou seria um homem? — alto. Pálido, rosto com a expressão neutra, olhos focados em Bella, que estavam ao seu lado. detectou… Amor naquele gesto? Não soube dizer.
Sem que mesmo percebesse, seus pés haviam a levado até lá, e parou quando estava em frente a Bella, que lhe sorriu aberto.

… — a morena soltou-o, capturando o corpo da ruiva em um abraço. — Meus parabéns! Me desculpe não entrar em contato mais cedo. Eu tive alguns problemas, e… Ah! Este aqui é Edward. Ele é… Meu namorado.

levantou as sobrancelhas, e sorriu para ele, que retribuiu ao gesto, gentilmente. Mas o arrepio ainda continuava, e não era o tipo de sensação que poderia ser dita boa. A garota lhe estendeu a mão.

— Ora, que bom conhecê-lo, então. Me chamo … Mas você já deve saber. — soltou uma leve risada divertida, e então sentiu a mão de Edward contra a dela, extremamente gélida, ela chegou a ficar preocupada com isso.
— É muito bom conhecê-la também. Bella me falou de você… — ele continuava com o sorriso, mas o mesmo sumiu, de repente. juntou as sobrancelhas, e suas mãos foram soltas. Edward levantou o queixo e inflou quase que totalmente discretamente as narinas, e logo soltou o ar por entre os lábios. — Você tem mais visitas, hum?

A ruiva continuou com a expressão confusa, mas seguiu seu olhar, que levava à porta da casa. Desta vez, temeu ter que se segurar em algum lugar, para não cair, devido às pernas bambas. Na porta, estavam parados Jacob, Paul e mais alguns garotos, que havia visto naquele dia, quando Paul a levou até a reserva. Os olhares de Jacob e se cruzaram e a garota sentiu seu coração palpitar tão forte, que a qualquer momento poderia sair do peito, pensava ela.
Jacob lhe deu um leve sorriso de lado, mas estava se contendo. Sua vontade era de correr até a garota e a levantar em seus braços, beijar seus lábios carnudos e rosados, e fazê-la dele. Apesar, de ainda não ter se acostumado com todas essas reações do imprinting. Jacob estava vestido de tênis simples, jeans num tom escuro, e uma blusa de manga com cor azul marinho.
Ao seu lado, Paul estava com um buquê de rosas, seu olhar fixo no rosto da ruiva, sem nem mesmo perceber que o olhar da mesma estava sobre Jacob. Esse, usava jeans num tom mais claro, e sua blusa era uma social, em um tom preto.

— Ah… Eu convidei eles. — a voz de Bella despertou , que levou seu olhar até a mesma. — Angela disse que os conhecia, então… Eu não vi problemas.
— Oh, não. Não… Não tem nada, Bella. Está tudo bem, eu… Apenas não esperava.

Deu um sorriso, que saiu meio sem graça, e levantou a mão até seu cabelo, pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha. Quando virou o rosto novamente, seu corpo deu um leve pulo para trás, e Jacob rapidamente segurou seu antebraço com sua grande mão. Abaixou o olhar em direção ao rosto da garota, e deu finalmente um enorme sorriso, sendo devolvido por um brilho no olhar esverdeado da mais baixa.

— Soube que é seu aniversário. — a trouxe para perto novamente, quase colada a ele, e desceu sua mão, até estar apoiada com cuidado sobre sua cintura. — Meus parabéns, eu… Tenho algo para você.

mantinha o olhar sobre seus lábios enquanto ele falava,ainda não podia acreditar que estava ali, o coração ainda palpitando forte.

— Eu… Obrigada, quer dizer… Por ter vindo. E… Hum… Que isso, não precisa se incomodar com nada disso. — disse com certa dificuldade de achar palavras, e isso fez Jacob sorrir novamente.
, eu…
! — Jacob foi interrompido pela voz de Paul, assim como o corpo do amigo, que o empurrou levemente para o lado. Sentiu seu sangue ferver, vendo a expressão dele em direção a ruiva. — Feliz aniversário! Eu trouxe isso para você. Não é um presente, mas… — Paul lhe sorriu, estendendo o buquê de rosas brancas a ela, e se abaixando para beijar demoradamente, bem ao lado de seus lábios.

piscou algumas vezes, e segurou o buquê, afastando levemente o rosto de Paul com aquele ato. Foi alto impulsivo, só o fato de Jacob estar ali ao lado, com os punhos fechados, a fez sentir vontade de sair correndo para longe dele.

— Obrigada, Paul. Elas são… São lindas. Minhas preferidas. — passou os dedos sobre as rosas brancas e levantou o rosto, lhe sorrindo de forma gentil. — E estou feliz que tenha vindo.
— Eu não poderia deixar de vir. E… Eu ainda quero conversar com você. A sós. — disse o moreno, e discretamente levou seu olhar até Jacob, e os outros em volta. A ruiva levou o olhar na mesma direção, e balançou a cabeça em negativo.
— Agora não vai dar, eu tenho que terminar de falar com as pessoas, e ainda tem o bolo, e tudo mais… Vamos deixar para outra hora, certo?

Deu mais um sorriso gentil a ele, e se ergueu, beijando sua bochecha. Girou nos calcanhares e começou a andar em direção a cozinha, com as flores em mãos. Assim que adentrou o local, saiu a procura de um recipiente, onde poderia deixar as rosas. Assim que achara, pôs água e em seguida o buquê.

— Vocês estão tendo algo sério?

Seus ombros se levantaram de susto novamente naquele dia, e virou o corpo, se apoiando na mesa. Jacob estava na porta da cozinha, encostado no batente da mesma. soltou um suspiro e logo seus olhos foram revirados. Jacob riu baixo com aquele ato, e lembrou-se de como a garota estava quando ele a viu na floresta, em forma de lobo. Ainda não entendera o que acontecera naquela tarde, mas isso estava longe de sua cabeça no momento.

— Por que você quer mesmo saber, Jacob? Olha, eu não te entendo! Eu te chamei para sair, e você não quis! E agora… Fica cheio de ciúmes do Paul. Você é mesmo um idiota. E não que seja da sua conta… Nós não temos nada. É bem semelhante a minha relação com você. — a ruiva terminou e se virou novamente em direção as flores, levando os dedos até as mesmas.

Jacob se desencostou do batente da porta, sorrindo de lado. Aquelas palavras o deixaram com um pouco de raiva, e até mesmo triste, mas havia sido bom vê-la daquele jeito. Parou atrás da mesma, e antes que pudesse chegar ainda mais perto, percebeu os pêlos de seu braço eriçados. Seu sorriso se alargou e logo seus dedos subiam lentamente por seu braço, chegando até seu ombro, logo depois em seu pescoço, de onde tirou seus cabelos. Seu corpo estava encostado no dela, as costas da mais baixa estavam em seu peito, e o outro braço do moreno a havia prendido entre seu corpo e a mesa.

— Eu disse que tinha algo para você. — sussurrou bem próximo ao seu ouvido, e instintivamente fechou os olhos, sentindo o arrepio percorrer por todo seu corpo.

O moreno levou a mão até o bolso de sua calça, e tirou de lá uma corrente, que percorreu seus dedos, enquanto a erguia.

— Eu mesmo que fiz. — disse antes de abrir o fecho, e pôr com cuidado e certa rapidez em seu pescoço. Era um colar pequeno, e delicado. Seu pingente era madeira, moldada em forma de um pequeno lobo, que tinha a aparência de estar uivando, e no objeto havia, bem pequeno, entalhada a letra: J.


perdeu o ar por alguns segundos, enquanto segurava o pingente entre os dedos, e o observava. Queria ter coragem de virar e dizer que não iria usar tal coisa, mas nunca conseguiria fazer algo assim. Afinal, era um presente dele.
Foi virando seu corpo lentamente, até estar de frente para ele, e levantar o rosto para encarar o seu. Seu maxilar estava levemente travado, seus músculos do peito se contraíam toda vez que ele inspirava e expirava. Eu desejou poder dedilhar aquela área, sem que ele estivesse usando aquela camisa, um grande empecilho. Sentiu o braço forte de Jacob rodear toda sua cintura, e quando seus corpos se colaram totalmente, uma voz aguda os despertou.

? ! Onde está você? Vamos cortar o bolo! — era a voz de Jéssica, vinda de fora da cozinha.


Separou-se de Jacob, o empurrando pelo abdômen, com rapidez, e juntando suas forças, claro. Suspirou, quase inaudível, e passou a língua sobre os lábios, com a cabeça levemente inclinada para baixo.

— Vamos…

Olhou-o rapidamente, antes de sair em disparada da cozinha, encontrando Jéssica logo que fez, que parecia desesperada. A amiga a agarrou pelo pulso, e foi a puxando, até que estivesse em frente a mesa do bolo, decorada com cupcakes, e algumas fotos de com todos eles, antes e depois que ela chegou para morar em Forks.
Sorriu aberto, observando todos os detalhes e as pessoas em volta. Sentiu um conforto em seu coração, extremamente bem, ali, no meio de todos os que estavam presentes. Desejou que isso não acabasse.
Logo, viu a vela, que saíam faíscas douradas do número 17, ser acesa e as palmas de todo mundo.

— Assopra!

Ouviu a senhora Weber, e em seguida sentiu a mão da mesma mão em suas costas, a instigando a se abaixar e assoprar a vela.
Sorriu abertamente em direção a tia e se inclinou em direção ao lindo bolo, fechando os olhos ao tempo em que seus lábios se formavam em um biquinho, e ela assoprava a vela.
Capítulo 08 - Secret


“A ruiva abriu os olhos, mas logo teve de os fechar de maneira involuntária, por ter encontrado de imediato o sol sob seu olhar. Virou o rosto, e tornou a abrir os olhos, se encontrando num campo, cheio de gramíneas e pequenas florezinhas em um tom azul claro. Apoiou as mãos no chão e se sentou, levando o olhar em volta. O campo onde estava era envolto da floresta. A sensação era que já havia estado ali antes.
Um suspiro saiu por entre seus lábios e ouviu um barulho nítido, de quando folhas são pisadas. Levou o olhar até um dos arbustos mais próximos, e logo a silhueta de dois homens com estatura alta começou a se formar ali.
Jacob e Paul.
Entre abriu os lábios, enquanto os dois se aproximavam. Usavam apenas bermudas jeans, sem camisas ou calçados. Deixavam a mostra seus abdomens definidos, e Jacob a olhava fixamente, com um sorriso de lado no rosto.
Logo, quando chegaram perto da mesma, cada se sentou de um lado, a olhando do mesmo jeito.

— O que… O que fazem aqui? — perguntou, sem saber para qual dos dois olhar.
— Nós podemos te ajudar, . O seu segredo… Será guardado conosco. — Paul disse com calma, capturando sua mão entre as suas. o olhou totalmente confusa, e então sua atenção se voltou a Jacob.
— Nós também temos um, babe. Vamos ajudar um ao outro… Confie em mim. — o moreno disse olhando em seus olhos, então seus rostos se aproximavam, até quando seus lábios estavam quase se tocando…”


— Não!


ouviu um grito e de imediato sentou-se na cama, com a respiração ofegante, o peito subindo e descendo com velocidade. Olhou para o relógio, tendo consciência de que estava na hora de levantar. Soltou uma bufada e levou a mão até o rosto, coçando os olhos.
Desta vez, ouviu o barulho de algo quebrando no quarto ao lado. Então, juntou as sobrancelhas e resolver se levantar para ver o que era. Visivelmente, havia acontecido algo com Angela.
Saiu apressadamente de seu quarto e andou até o cômodo ao lado, onde a porta estava aberta. Viu a prima sentada no chão, com as costas apoiadas em sua cama e a sua frente estava um vaso quebrado, no qual tinha um buquê de rosas vermelhas, que Ben havia lhe dado. juntou as sobrancelhas, subindo o olhar ao rosto da morena, que chorava.

— Angela… O que aconteceu? Por que isso? — perguntou enquanto se aproximava, abaixando a sua frente.
— Ele… Ele terminou comigo, . Ele tem outra!

A ruiva demorou alguns segundos para processar a informação, mas logo entendeu que ela estava falando de Ben. Soltou um suspiro baixo por entre os lábios e se encostou ao lado da prima na cama, passando seu braço pelo corpo da mesma e a acolhendo em seu abraço.

— Calma… Vai ficar tudo bem. — depositou um beijo sobre seus cabelos e sentiu a garota soluçar em seus braços.
— Eu sei que vai… Por isso hoje eu irei sair de casa, distrair a cabeça. Mas eu não quero você, nem Jéssica atrás de mim. Eu quero ficar sozinha…

A morena disse, e então se soltou da ruiva, levantando seu corpo e andando ao seu armário, qual abriu e começou a tirar peças de roupas e as jogar sobre a cama, como se as eliminasse.
quase riu da cena, mas preferiu apenas se controlar e se levantou do chão, tornando ao seu quarto. Iria respeitar o tempo de Angela, talvez ela precisasse mesmo de um tempo sozinha, e ela entendia isso.
Quando chegou em seu quarto, seu olhar caiu sobre a janela e percebeu estar nublado, e alguns chuviscos já caíam. Se encaminhou ao banheiro de seu quarto, e inclinou seu corpo sobre a pia, começando suas higienes matinais.
Quando terminou, secava seu rosto com a toalha quando ouviu o som estridente do toque de meu celular, então se alarmou. Deixou a toalha em seu devido lugar e correu até sua cama, deixando seu corpo cair sobre a mesma, e pegava seu celular ao lado.
Franziu o cenho ao ver que era um número desconhecido, deslizou o botão verde na tela e levou o aparelho à orelha.

— Alô?
? É o Jacob… Me desculpe ligar a esta hora, mas… Eu simplesmente não consegui me conter. Como você está?

Sentiu um arrepio correr por todo seu corpo e logo seus dedos foram de imediato ao pingente que estava em seu pescoço, demorando alguns segundos para voltar a si.

— Han.. Não, tudo bem, Jacob. Eu já estava acordada. Estou ótima, e você?
— Eu estou legal. Bem… Eu irei ficar por aqui hoje, em casa… Eu queria saber se você não quer vir aqui. Irei te apresentar à reserva, os meus amigos, também, e…
— Eu vou adorar.

Nem esperou que ele terminasse, as palavras saíram de seus lábios e não conseguiu conter o sorriso estampado em seu rosto.

— Mesmo? Isso… É ótimo. Quer dizer… Eu te pego daqui a uma hora, tudo bem para você?
— Sim. Então… Até daqui a pouco.
— Até.


Ouviu a ligação ser encerrada e distanciou o aparelho de seu rosto, encarando a tela por longos segundos. Riu baixo de si mesma e então gravou o número do garoto, se levantando novamente para poder se aprontar.
Abriu seu guarda-roupa e encarou todas as possíveis roupas que poderia usar para ir até a casa de Jacob. Casa… Céus!
Agora ela havia caído em si. Iria na casa dele, o que isso poderia significar?
Soltou o ar por entre os lábios, sentindo o frio correr por sua espinha. E agora?
Pegou uma calça jeans escura, normalmente apertada, junto seus tênis all star, e na parte de cima apenas uma blusa simples e branca, junto de uma jaqueta, também jeans.
Se encaminhou para o seu banho, não se demorou tanto lá, mas apenas o tempo de lavar seu cabelo e fazer suas higienes. Quando saiu, vestiu-se, penteou seu cabelo e por fim perfumou-se, decidindo deixar seus cabelos secarem naturalmente.

Pôs-se em frente ao grande espelho na parede seu quarto e sorriu para o seu reflexo, arrumando a roupa. Estava tão nervosa, o coração batendo forte de ansiedade, parecendo que iria atravessar seu peito a qualquer momento.

Então, em meio a se admirar, ouviu um zumbido. Bem baixinho, mas ela sabia que vinha de algo ali dentro.
Então, começou a procurar por todo o canto, com aquele zumbido já começando a incomodá-la. Até que, achou no meio de sua pequena bagunça, a calça que usara na tarde de seu aniversário, e no bolso da mesma, saía um tipo de iluminação. Automaticamente, lembrou-se do colar que viera para sua mão enquanto andava de pedalinho com Eric.

Enfiou os dedos no bolso e de lá tirou o que já esperava, o deixando na palma de sua mão, então o zumbido cessara, como se nunca tivesse existido. Levantou seu olhar e olhou pela janela, as pequenas gotas da garoa que caía, pensando sobre as coisas estranhas que tinham acontecido a ela nos últimos dias.

! !

Despertou de seus pensamentos ao ouvir seu apelido ser chamado, então, piscou algumas vezes e ergueu seu corpo. Sem nem pensar, colocou o colar em seu pescoço, passando os dedos no mesmo.

— Tem um menino lá em baixo, ! — ouviu um dos gêmeos, o que a fez dar um sorriso, indo até o mesmo, depois de pegar seu celular, e dar um beijo sobre sua cabeça
— Obrigada.

Desceu as escadas em passadas rápidas e se despediu dos tios com um aceno de mão, em seguida saindo da casa, já tendo plena visão de Jacob, encostado em sua moto, com os braços cruzados. Usava calça jeans, tênis grandes e sua blusa preta estava mais colada em seu corpo naquele dia, do que ela já havia visto.
Céus…Parecia que esse dia seria o melhor de todos.

Capítulo 09: Gentleman


Assim que soltou o primeiro suspiro por entre os lábios, Jacob virou seu olhar na direção da ruiva, e deu o melhor sorriso que daria naquele dia, vendo-a pela primeira vez. Se arrumou em frente ao carro, com sua postura, e colocou as mãos nos bolsos da calça.
— Você… Está esperando que eu te busque aí em cima? Porque, se for isso, eu… — disse, já se movendo em direção a varanda, e a garota se despertara de seus devaneios.
— Han? Não, não! Me desculpe, eu… Eu me distraí. Desculpe… — sorriu de forma aberta, e desceu as escadinhas da varanda, indo em direção ao garoto.
Parou em frente ao mesmo, e levantou a cabeça, para que seu olhar se encontrasse com o dele, pela diferença de altura. Sentiu seus dedos se entrelaçarem, e os deles, quentes, aconchegarem os seus de forma incrivelmente boa.
— Vamos?
Ouviu seu murmúrio, enquanto os dois continuavam se encarando intensamente nos olhos. Afirmou com a cabeça, então ficou na ponta dos pés e beijou sua bochecha rapidamente. Soltou sua mão, e deu a volta, adentrando a caminhonete de Jacob.
Respirou fundo, inalando fortemente seu cheiro ali, e cruzou suas pernas, virando seu rosto quando via o movimento dele também entrando.

— Então… Os seus pais não vão se importar se, eu não sei… Eu for lá assim? — viu Jacob dar um sorriso de lado, enquanto dava partida no carro, então apoia uma mão no volante, a olhando.
— Não tem problema. O meu pai não vai se importar, bem provável que ele goste muito de você. Eu diria ser impossível se isso não acontecesse, mas… Enfim. — deu uma leve risada nasalar, então esticou a mão para apertar o botão que ligava o rádio.
olhou para Jacob por alguns segundos, e sorriu de lado, por falar aquilo. Preferiu não fazer perguntas sobre sua mãe, então passou as mãos sobre suas coxas cobertas pela calça, um frio correu pelos seus braços.
— Está com frio?
Ouviu a voz de Jacob, e logo sua mão grande posava em sua coxa esquerda, e um calor extremo tomou conta da mesma. Não só pelo fato de ele ter tocado seu corpo naquele lugar, mas porque sua mão realmente estava muito quente, mas aconchegante.
Não se contendo, deu um sorriso, e pôs sua mão sobre o braço dele, o acariciando levemente com as pontas dos dedos.
— Um pouco, mas tudo bem. — virou o olhar para o caminho que faziam em direção a reserva, e passou a língua sobre os lábios. — Sabe, eu estou mesmo é com fome. Saí de casa sem comer nada…
— Eu estava contando com isso. Eu vou fazer algo para nós comermos, pode relaxar. — virou seu rosto rapidamente na direção dela e piscou, rindo divertido, junto com a ruiva.
— Ah, é mesmo? Então eu fiz uma escolha horrível! Será que vou passar mal pelo resto do ano, hein?
Jacob adquiriu uma expressão meio carrancuda, junto de uma careta, e a garota se perguntou se ele havia levado aquilo a sério mesmo, até que ouviu a risada gostosa do mesmo invadir o carro, e soltou um suspiro em alívio. Mas, prendeu o ar novamente, ao sentir que a mão do moreno havia apertado sua coxa, com certa firmeza.
— Não. Eu sou muito bom na cozinha. E… Vai descobrir, que eu sou bom em outras coisas, também.
foi obrigada a sorrir de lado, encostando sua cabeça no banco, e não disse mais nada, apenas continuou encarando a imagem do garoto dirigindo, vezes prestando total atenção na estrada, outras lhe dando sorrisos maravilhosos, que faziam seu coração palpitar, o ventinho passar por sua barriga, junto das borboletas insistentes.
Não demorando tanto mais tempo, Jacob parava o carro, tirando a mão da pele, coberta pela calça, da garota, para sair do carro. Enquanto o mesmo dava a volta, na intenção de abrir a porta para ela, a ruiva passava os olhos pelo local, fazendo-a recordar do dia em que passara na reserva com Paul. Mas, a lembrança foi interrompida por Jacob, que agora segurava em sua mão.
— Venha, .
Desceu, com a sua ajuda, e o moreno entrelaçou seus dedos de maneira firme e até decidida. se sentia confusa, mesmo com toda felicidade dentro de si, quanto as intenções de Jacob para aquele dia. Jacob, sentia seu coração palpitar de maneira cada vez mais intensa, a cada vez que seus dedos se apertavam aos da pequena ao seu lado. Sentia o calor da sua pele apenas naquele toque. A energia que passava do corpo dela, para o dele… E na sua mente, não havia coisa melhor. E esperava que hoje fosse o momento, o tão esperado, em que pudesse finalmente sentir os seus lábios macios sobre os dele, passar os dedos na pele lisa, tão desejada… Apesar, de o encontro não ter sido planejado apenas com esta intenção.
Subiram a rampa de madeira, até a porta simples, com uma tela no centro. Jacob abriu a mesma, empurrando, e fez um sinal com o queixo.
— Seja bem vinda.
sorriu de forma aberta, dando o primeiro passou com seu pé direito, olhando a sala da casa, e sua simplicidade. Mas isso em sua mente, só frisava como algo bom. Era simples, aconchegante… Quentinho.
Sua atenção foi tirada das observações, quando ouviu um barulho de porta, e do corredor, saía um homem com um sorriso simpático e divertido nos lábios, usando as mãos para fazer sua cadeira de rodas ir para a frente. Sua roupa era casual, e usava um chapéu de caubói.
— Oh… Então, essa é a , de quem tanto já ouvi falar nesta casa? — o homem se aproximou da garota, enquanto Jacob, por trás da mesma, o lançava um olhar totalmente reprovador. — Ah, não era para dizer isso. Me desculpe. Me chamo Billy.
Estendeu sua mão, e a garota atendeu ao cumprimento de bom grado, sorrindo de forma tímida, juntamente com as maçãs de suas bochechas avermelhadas.
— Você é muito mais bela do que havia imaginado. Não repare a bagunça da casa, por favor. É difícil manter as coisas em bom estado quando se tem dois homens em casa.
— Está tudo perfeito, senhor Black… — foi advertida pelo olhar semicerrado do homem, e logo se corrigiu. — Billy. Eu não me importo com isso. É um prazer conhecer senhor.
— Igualmente, querida. Jacob, você…
— Ahn, pai, você não ia… Sei lá. Fazer aquelas coisas?
Jacob saiu de trás da garota, dando um passo a frente, coçando sua nuca levemente, sem jeito. Seu pai não havia entendido nenhum dos sinais faciais que ele tinha tentado enviar.
— Eu ia? Ah, claro! Ia, sim… Bem, crianças, se divirtam. Mas não tanto.
Com um último sorriso divertido, o homem saía da casa, pela porta, e puderam ver ele descendo a rampa. riu da atitude do moreno, tocando seu braço com as pontas dos dedos.
— Não precisava ter expulsado ele assim. Não iria almoçar com a gente?
— Não. Hoje somos só eu, e você. Somente.
Jacob abaixou o olhar para a mão da garota, e depois, para seu rosto, sorrindo ao encontrar seus olhos. Pegou em sua mão novamente, a guiando até a cozinha.
Quando chegaram, havia uma mesa, com os pratos, os copos, talheres, todos colocados de um jeito, que ela sabia que tinha sido ele. Além de tudo, um cheiro muito gostoso pairava ali.
— Eu disse que faria o almoço. Mas… Eu já havia feito. E espero realmente que passe pelos testes. — a olhou de lado, logo sorrindo da mesma forma, e pegando um pano, para poder abrir o forno, e tirar de lá a travessa transparente, que mostrava as repartições da lasanha, que parecia extremamente suculenta.
— Nossa… Isso está com uma cara ótima, Jacob. — disse, quando o garoto colocou a travessa, com a superfície coberta de queijo gratinado, sobre a mesa. Passou a língua sobre os lábios, salivando com a visão. Realmente, estava faminta.
— Me chame de Jake. — ouviu sua voz grossa perto de seu ouvido, só assim percebendo que o garoto estava atrás de si, e os pêlos de sua nuca eriçarem.
Logo, ele puxou a cadeira ao lado, para ela sentar, fazendo o mesmo, ao seu lado. Serviu-se, assim como colocou para ela, sendo um verdadeiro cavalheiro, e ela assistia a tudo com um sorriso bobo.
— Ah! Quase me esqueci!
Levantou, para pegar a garrafa de refrigerante, e colocou nos copos. Agora, estava tudo pronto. Victoria pegou uma quantidade significativa com seu garfo, levando ate a boca, e fechando os olhos, enquanto saboreava. Nem se importava de parecer comilona, nem em estar soltando grunhidos de prazer com a comida, esses eram momentos que ela não dispensava ser ela mesma.
— Hum… Jake. Agora, estou pensando na possibilidade de você cozinhar para mim todos os dias. Está muito bom! — falou, erguendo as sobrancelhas de modo sugestivo, e tornando a comer. Jacob sorriu, todo feliz com a sua fala.
— Eu disse que era bom.
Murmurou, logo começando a comer também. E não soube dizer quanto tempo ficaram ali na mesa, uma, ou duas horas… Enquanto comiam, se olhavam e soltavam sorrisos, e depois que terminaram, conversaram sobre assuntos totalmente aleatórios, soltando risos altos, até. Os dois se levantaram, mas Jacob fez questão de ele mesmo guardar as coisas, e lavar a louça.
— Eu vou levar o resto da lasanha para casa.
— Você vai poder fazer o que quiser, . Agora…
Mordeu o canto dos lábios, adquirindo uma expressão corporal inquieta. Jacob levantou o olhar até seus olhos. Fez um sinal com o queixo, indicando que saíssem dali.
— Vamos para o meu quarto. Nós precisamos… Ter uma conversa séria. E acho que ela vai ser meio demorada, então…
Soltou o ar de maneira pesada, segurando com a mão na lateral da cintura da garota, e a guiando pelo corredor, até a última porta. A mesma, nada disse. Estava ansiosa para saber, o que seria essa conversa. Quando adentrou o cômodo, seus olhos fecharam brevemente, sentindo o cheiro dele, totalmente instalado no local, e nossa… Ela poderia ficar ali todo o tempo, apenas sentindo seu perfume.
— Bem, hum… Não tem muito espaço aqui. Mas você pode se sentar onde quiser.
A voz de Jacob a tirou de seus devaneios profundos, a fazendo balançar a cabeça, parando para observar o local. Havia sua cama de solteiro, encostada na parede. Uma estante, prateleiras, com algumas coisas que não conseguiu identificar. Uma escrivaninha, com poucas coisas sobre a mesma, e ao lado, no chão, um bolo de roupas, provavelmente sujas. Ou não.
riu divertida. Até iria se sentar na cadeira, porém a mesma também estava coberta de roupas. Andou até a cama, se sentando no colchão confortável, e apoiando as mãos ao lado do corpo, levantando o olhar pelo do moreno, lentamente.
— Então… O que é que você tem, para me falar, de tão importante?
— Bem… É um assunto delicado. Não sei se você se lembra, ou, enfim… Se lembra, tenha entendido algo do que aconteceu…
Jacob andou até a cama, se sentando ao lado dela, a olhando de forma fixa. Era a hora, a hora perfeita para ele falar sobre o acontecimento na floresta, dizer que era ele, ele quem havia a encarado no fundo dos olhos. E também, tirar a dúvida. Perguntar o que foi aquilo que ela fez, o que ela escondia. Ele sabia que ela tinha algo de especial, como ele, e sua alcatéia, e isso o confortava de todas as formas.
Porém, o assunto fugiu de sua mente, ao olhar o rosto dela ali, tão perto do seu… O corpo da mesma forma, os dedos se tocando levemente sobre o colchão. Abaixou seu olhar pelos cabelos, os apreciando, pagando em seu colo, que subia e descia, junto de seus seios, com a respiração, e demorou-se observando aquele local, que parecia o mais desejado de todos, tornando ao seu rosto de maneira lenta.
— Sobre o que você está falando? — perguntou, com a voz baixa. Seu olhar vagava pelo garoto, assim como ele fazia com ela.
Estavam ali. Os dois, sozinhos. Pela primeira vez, sem o risco de alguém chegar e os interromper, como sempre faziam. Aquele era o momento perfeito, único. E Jacob não poderia desperdiçar, de maneira alguma.
Subiu sua mão pelo braço da garota, com calma, dedilhando, passando por seus fios. Chegou-os para o lado, e passou do mesmo jeito as pontas dos dedos por seu ombro, até chegar em sua nuca, que foi onde segurou os cabelos da mesma, de forma firme, fazendo a garota inclinar o rosto.
— Podemos falar disto mais tarde.
Sussurrou, a voz grossa e rouca, e então, num único movimento, seus lábios estavam colados. sentiu o choque. Os dele quentes, com os seus frios. Nem acreditava que aquilo de fato estava acontecendo. No quarto dele, ele a segurando, e a beijando.
Sem mais pensar em qualquer coisa, entre abriu os lábios, permitindo que ele começasse um beijo, indeciso, por assim dizer. Ele queria ser calmo, ah, queria, mas… A afobação do momento, de estar finalmente tocando seus lábios, a beijando, fez com que Jacob tornasse logo o beijo em um gesto necessitado, suas línguas se acariciando de maneira intensa, os suspiros e grunhidos saindo, sendo abafados um pelos lábios do outro. Estava perfeito.
Subiu sua outra mão até a cintura da garota, a segurando com força e puxando, fazendo-a colar em seu corpo, junto do movimento em que a mesma se sentava em seu colo, com as pernas ao lado de seu corpo. O que permitiu, que ele vagasse a mão livre por sua coxa, a pressionando com os dedos, assim como quando chegou em seu quadril, o acariciando e apertando, como queria fazer a tempos, ate chegar em sua bunda. Redondinha, pedindo para ser tocada.
Já, , passava as mãos por seus ombros largos, realizando o sonho de finalmente tocar aqueles músculos rígidos daquela forma. Estava perdida em tudo. No seu beijo, sem comparação, e sem dúvidas, o melhor de todos, do mundo. No seu corpo, maravilhosamente quente, duro, rígido. E na consciência de que, aquele não era apenas um momento carnal, em que os dois precisavam do toque um do outro, ela podia sentir que era muito além disso. Muito além.
Desceu os dedos por seus braços, apertando-os com os dedos, e subindo no mesmo trajeto, porém agora passeando as pontas dos dedos por seu peitoral e abdômen ainda cobertos, e ela ansiava pela hora em que poderia tocá-los sem aquele pedaço de pano impedindo.
Quando as duas mãos do garoto estavam sobre sua bunda, separaram os lábios, por motivo de os dois necessitarem de ar. Demoraram alguns segundos de olhos fechados, apenas sentindo os lábios roçando levemente, e as respirações ofegantes se batendo.
Jacob foi o primeiro a abrir os olhos, logo em seguida tendo a visão dos dela se abrindo lentamente, e os olhares mais próximos que nunca, tão conectados, transmitindo o que sentiam no momento.
O moreno sorriu contra seus lábios, mordendo o inferior da mesma, e o puxando entre os dentes, ainda com o olhar em seus olhos. Ele sabia, que aquilo tinha mudado tudo, daqui para a frente.
Continua...



Nota da autora: Sem nota.


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