Finalizada em: 29/11/2017

Capítulo Único


Quando passou no exame para tirar a primeira habilitação, ganhou uma Ferrari de presente de seus pais. O casal era sócio de uma das maiores empresas de eventos da Bahia e, sem nenhuma dificuldade, desmentia todo tipo de teoria que determinava que casais deveriam se manter distantes quando o assunto era negócios. Eles trabalhavam juntos e dominavam, também juntos, a maior parte do capital concentrado na primeira capital do Brasil, o que lhes permitiam fazer aquele tipo de coisa para agradar o filho único.
Além de, bem, lhe dar um apartamento na região da praia da Barra, mobiliado ao seu gosto. Pouca coisa para pessoas como o Sr. e a Sra. .
Enfim, o carro de .
amava seu carro quase como se devia amar a um filho, porém até ele precisou admitir naquele dia que seu carro não era perfeito. A Ferrari, infelizmente, acabou não sendo nada útil quando ele precisou ajudar a transportar todas as suas coisas para seu apartamento, já que a partir daquele dia ela moraria lá com ele. foi obrigado a pagar um carreto para levar as coisas de até seu apartamento, ignorando completamente quando a garota dissera que lhe pagaria por aquilo depois, como se não fosse óbvio que ele não pretendia aceitar dinheiro nenhum dela.
era a melhor amiga de desde que ele se entendia por gente e, apesar de seus pais se detestarem, -por serem tão obviamente diferentes no jeito de criar seus filhos e em suas condições sociais- nada realmente abalava a relação daqueles dois. Nem mesmo o fato de ser louco por ela e fingir não perceber, frustrada demais com o departamento amoroso depois de seu último – e único – relacionamento para arriscar o ótimo, estável, relacionamento que tinha com o melhor amigo. Ainda assim, sabendo de tudo isso, não conseguia evitar sorrir quando ela sorria ou querer estar perto dela o tempo e não admirar tudo que ela fazia. Talvez fosse o fato de ela ser tão obviamente diferente de todos que ele conhecia, tão única, talvez o fato de ela ser o maior e mais verdadeiro exemplo de amor que ele tinha. Quando lhe perguntavam sobre o amor, quando simplesmente mencionavam a palavra, era nela que ele pensava, em todas as vezes que a via sorrir, em abraça-la em dias frios e convencê-la a ir à praia com ele nos dias quentes, mesmo que fosse mais o tipo de ligar o ar condicionado e se trancar no quarto até o calor passar.
Dois dias atrás, ligara para chorando, perguntando se ele podia encontra-la num bar perto de sua casa. morava do outro lado da cidade, numa casa na região de São Cristóvão, muito mais simples do que todo e qualquer lugar em que já residira por qualquer que fosse o período de tempo e, quando ela ligou, ele não só estava em casa, como também estava com uma garota.
Com uma garota, do outro lado da cidade, mas largou tudo para ir vê-la.
não ligava para ele chorando, não ligava para ninguém, ela descontava em sua escrita, em suas fotos, se distraia vendo série ou vídeos de seus músicos favoritos no Youtube, mas procurar alguém para lhe emprestar o ombro? Isso ela nunca fez e foi por isso que ficou tão preocupado quando ela ligou, por isso largou tudo. Ou, ao menos, era o que o garoto tentava dizer para si mesmo quando pensava a respeito. E não que seus sentimentos já haviam a muito ultrapassado o que quer que fosse saudável.
De qualquer forma, ele foi, foi atrás da garota do outro lado da cidade, descobrindo assim que ela havia brigado com os pais. Outra vez.
Levando em conta o tipo de pessoa que os pais de eram e o tipo de pessoa que os pais de eram, era de se imaginar que a relação dele com os pais fosse muito mais problemática, mas era quem se estranhava constantemente com os progenitores. Os pais de , apesar do que se pode parecer, eram ótimos em apoiar e lhe incentivar a fazer o que lhe fizesse feliz, seja lá o que fosse, mas os de , por outro lado, viviam com base em crenças um tanto exageradas, para não dizer estranhas. Os pais de acreditavam em destino e por causa de um ritual que fizeram quando a garota nasceu acreditavam que o destino dela era estudar medicina e salvar vidas, em especial em algum lugar muito pobre.
Muitos pais desejavam isso para os filhos, claro, mas era diferente com os pais dela. Não era só um desejo, era uma certeza e saber que queria algo diferente, que ia fazer algo diferente, eles querendo ou não, lhes deixava sem chão, sentindo como se o mundo fosse acabar ou sabe-se lá o que. Não era lógico para ninguém, ainda que para eles fosse a única lógica possível.
, no entanto, era uma escritora e não acreditava em nada daquilo, não acreditava em destino. Ela mexia constantemente com o destino dos personagens que escrevia, lhes dava reviravoltas para viver, pessoas para amar ou odiar, saudades para sentir, escolhas para tomar e não havia nenhum tipo de efeito dominó nas coisas que ela escrevia, não era assim. O destino não existia para porque, para ela, tudo podia mudar, o tempo todo. As pessoas mudavam, suas escolhas, sua vida, tudo mudava, o tempo inteiro.
Enfim, dois dias atrás perguntou se ela queria morar com ele, fazer com que seus pais parassem de mexer com sua cabeça um pouco, afinal não tinha nada de errado em querer seguir carreira trabalhando com o que gostava, especialmente quando se era boa no que fazia e ela era ótima. Ninguém tirava fotos como ou escrevia como ela. A garota era uma artista, nascera para o cinema, para a escrita e não tinha nada de errado naquilo. dissera aquilo para ela, lhe convencera a acreditar em si mesma e fazer o que queria. Ignorar as crenças de seus pais, nas quais ela nunca acreditou mesmo e os dois terminaram ali, transportando as coisas dela para o apartamento dele.
Agora estava com a última caixa nos braços enquanto destrancava o apartamento, deixando que a garota passasse na frente em seguida, quando abriu a porta.
- Bem-vinda. – sorriu para ela, que mordeu o lábio e entrou no apartamento, olhando em volta insegura. Ela já havia estado lá inúmeras vezes antes, conhecia bem o local, mas era diferente agora e sabia disso também, fechando a porta ao entrar, colocando as chaves em cima do balcão que dava para a cozinha enquanto respirava fundo e colocava sua última caixa no chão, virando para encarar o amigo.
- Acho que estou em casa então, não é? – murmurou e se sentiu mal com o brilho das lágrimas repousando no fundo de seus olhos. Ela queria chorar e quase pôde sentir a própria garganta fechar apenas por tomar consciência disso.
- Está. – sorriu, tentando animá-la – Podemos até colocar seus pôsteres espalhados pela casa ou suas coisas de fã, se quiser. –ele sugeriu, enfiando as mãos nos bolsos.
sorriu.
- Até os da Selena Gomez?
- Ela é gostosa. – deu de ombros, como se não se importasse e ela riu por isso.
- Você é ridículo. – acusou e ele sorriu, satisfeito de tê-la feito rir. Ela sorriu também. – Não vou estragar sua decoração, . Mas obrigada. – o olhar em seus olhos deixava claro que não era só pela oferta que ela estava agradecendo e deu de ombros outra vez, sem jeito.
- O que acha de pedir comida, então? Deve estar com fome, certo?
- Um pouco, mas eu pretendia cozinhar. – ela retrucou e ele estreitou os olhos, mesmo que já soubesse que ela gostava de cozinhar e era boa o fazendo. Os pais de seguiam uma dieta muito rígida de raiz e folhas, então a garota precisou aprender a se virar e sabia daquilo, mas, bem, ele gostava de implicar mesmo assim.
- Sabe que se queimar a casa não vamos ter outro lugar para ficar, não é? – provocou e rolou os olhos.
- Eu sei cozinhar, . – resmungou, usando seu nome completo apenas para implicar. olhou feio para ela por isso e a garota riu, lhe estendendo a língua, atitude que obviamente ele imitou. riu outra vez e sorriu, sem conseguir não admirar o som que tanto gostava. – Vai, vai colocar o resto dessas caixas no meu novo quarto que eu vou fazer o almoço.
- Certo, certo.... Estou indo. – ele rolou os olhos, pegando uma das caixas no chão e sussurrando um mandona quando a garota passou por ele. A garota olhou por sob o ombro, estreitando os olhos, e abriu um largo e inocente sorriso, o que pareceu ainda mais descarado no rosto dele, que, sabia, não tinha nada de inocente.
era o mais completo oposto de , era extrovertido e cativante, conseguia tudo que queria de qualquer um com apenas um sorriso, o que, aliás, tornava quase irônico que fosse e apenas capaz de conseguir aquele efeito nele. Era só ela sorrir e pronto, ele era completo e inteiramente dela.
, em contrapartida, era até alguns meses atrás, no colégio, a garota que sentava no fundo da sala de aula, usava moletons alguns números maiores que o seu, óculos de grau e coque frouxo. A típica fanfiqueira que passa muito tempo no celular e deixa as pessoas se perguntando o que tanto ela faz no aparelho, poucos realmente concluindo corretamente. Escrevendo ou lendo, é isso que tanto faz no aparelho celular. Introvertida e muito mais propensa a passar a noite em casa vendo sua série favorita ou escrevendo uma de suas histórias, a garota acabava sendo o oposto de de todas as maneiras possíveis, o que tornava no mínimo irônico e curioso ver os dois andando juntos, para cima e para baixo, no colégio em que costumavam estudar.
E, ainda assim, os dois eram, um para o outro, sua pessoa. Como na série favorita de , era sua pessoa, até mesmo usando o colar com o pingente “you’re my person” combinando com o dela “you will always be my person” mesmo sem nunca ter cedido a ela e visto a série para entender o real significado do pingente.
era, no fim das contas, a melhor pessoa na vida de , sua favorita e ela, ainda que não soubesse, era exatamente a mesma coisa para ele, na vida dele.

+++


respirou fundo, passando a mão pela saia escura enquanto encarava o próprio reflexo no espelho. Ainda achava que aquela festa era uma péssima ideia, mas agora era tarde demais para voltar atrás, todo mundo já estava lá, ela conseguia ouvir do quarto o som da música alta, das risadas e conversas.
Depois de uma semana vivendo naquele apartamento com , uma semana com ele tentando lhe convencer a darem aquela festa para comemorar o novo ciclo de sua vida, da vida de ambos, ainda era estranho acordar com a vista para o Farol, poder simplesmente atravessar a rua para ver o pôr sol no Morro do Cristo, lugar que, aliás, gostava ainda mais que o Farol em si, não que ela soubesse explicar o porquê. Só tinha aquela conexão estranha com a grama, os coqueiros, a vista de lá, enfim, todo o conjunto. E, mais do que tudo aquilo, ainda era estranho não ter seus pais por perto, não ter que cozinhar escondida para se alimentar, já que a dieta deles simplesmente não era uma opção.
Ainda era estranho pensar que dali a alguns meses começaria a faculdade dos seus sonhos, que ia mesmo fazer aquilo. Ia seguir o seu sonho.
Era tudo igualmente estranho e excitante e nem sabia direito se aquilo fazia sentido, mas, bem, pouca coisa do que sentia fazia, na maior parte do tempo. Era toda aquela coisa de escrever, ela se envolvia nas tramas que criava de um jeito que a levava a esquecer dela mesma, da vida real. Escrevia para desaparecer, como dizia uma de suas personagens favoritas no livro da Rainbow Rowell: Fangirl.
Mesmo quando nada fazia sentido, ainda parecia fazer para ela. Mesmo que só para ela.
Enfim, respirou fundo outra vez e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si e olhando em volta na sala do apartamento que agora dividia com , preenchida pelos amigos mais íntimos dos dois. O garoto sorriu para ela do outro lado da sala e ela piscou, abrindo um sorriso em sua direção em seguida, limpando o suor das mãos na saia antes de desviar o olhar, ao mesmo tempo que em que aparecia ao seu lado, lhe oferecendo um copo.
- Vamos jogar, você vai querer beber para isso. – riu, lhe puxando para perto do sofá onde todos estavam.
rolou os olhos.
- Quantos anos vocês têm, 12? – provocou, vendo virando uma garrafa de vodka enquanto os outros lhe incentivavam com um coro de “vira”.
- Não é um príncipe, o meu amor? – abraçou ao se sentar ao seu lado, fazendo rir, achando no mínimo irônico o momento que ela escolhera para sentir orgulho do amor de sua vida.
- E você uma princesa. – devolveu quando virou a garrafa, jogando-a de qualquer jeito no sofá ao esvaziar para poder roubar um beijo da namorada, que riu ao segurar seu peito e romper o beijo.
e eram namorados já há alguns anos, desde o primeiro ano do ensino médio, quando se conheceram. Ninguém realmente espera que relacionamentos nascidos no ambiente escolar durem, mas com aqueles dois era diferente. Ninguém esperava ou sequer achava possível ver um sem o outro. Eles estavam juntos, dava certo, estavam felizes e se amavam, qualquer um podia ver isso.
- Credo. – resmungou, ajeitando os óculos no rosto. Seu grau era forte demais para se dar ao luxo de não usar, mesmo numa festa, especialmente quando as lentes de contato incomodavam tanto, tornando impossível que a garota conseguisse se adaptar.
olhava para ela de onde estava, sentado exatamente de frente para a garota, no chão, recostado ao sofá, com uma das pernas dobradas e a outra esticada, o peso do corpo sendo sustentado pela mão aberta contra o piso de assoalho no chão. Ele usava uma camisa social numa cor que parecia vinho, mas também parecia roxo, com os primeiros botões abertos, como sempre. Estava lindo, mas aquilo não era nenhuma surpresa. era lindo de um jeito que chegava a ser quase ridículo, tão intenso, tão obvio. Quase sufocante. Ao menos, era daquele jeito que se sentia toda vez que o pegava olhando para ela daquela forma.
A garota podia ser muitas coisas, afinal, mas não era boba e conhecia muito bem, sabia como ele a via, embora ela se esforçasse ao máximo para não demonstrar vê-lo daquela forma também. Exceto que, bem, era impossível para qualquer um não vê-lo daquele jeito. Viciante o suficiente para fazer você querer experimentar tudo e qualquer coisa que pudesse provar com ele, ainda que detestasse experimentos. Ela era muito mais o tipo de se manter na zona de conforto, fazendo o que sabia fazer.
Enfim, o caso era que era seu melhor amigo e toda a pouca experiência que havia tido com garotos, com sexo, não lhe deixava muito à vontade com a ideia de tentar com ele, ainda que fosse impossível olhar para ele sem pensar em sexo, no sexo que as pessoas descreviam e não no que ela experimentara. Ela provavelmente estava corada só de pensar naquilo, mas céus, era ele, era o jeito que ele olhava para ela naquele momento. O modo como ele passou a língua pelos lábios como se soubesse que ela estava pensando em sexo, fazendo morder o lábio e beber o conteúdo de seu copo todo de uma vez, finalmente desviando o olhar.
- Quero mais. – pediu a , estendendo o copo para a amiga, que bateu palminhas animada ao pegar seu copo, o enchendo outra vez.
respirou fundo, se esforçando ao máximo para não voltar a encarar . Havia sido, no geral, uma ótima semana aquela, morando com ele, o garoto estava fazendo de tudo para tornar sua transição a mais tranquila possível, mas ainda assim, mesmo com todo o cuidado de , sequer podia contar o tanto de vezes que o vira andando pela casa apenas com os shorts do pijama e até com a cueca boxer ás vezes. Ele estava tentando se policiar para levar a muda de roupas para o banheiro ou usar o do seu quarto, mas estava acostumado a usar o banheiro social para tomar banho por ser maior e também estava acostumado a não levar roupa nenhuma para o cômodo, fazendo com que o visse de toalha e molhado mais vezes do que devia ser certo. Como tudo que envolvia , a estadia em sua casa estava sendo igualmente excitante e sufocante.
- Vamos jogar “eu nunca” – a garota avisou em seguida e rolou os olhos, pegando o copo de volta quando lhe estendeu novamente.
- Vocês realmente têm doze anos.
- Ah, pelo menos me dá quinze. Conheci com quinze. – retrucou e fez que ia vomitar, fazendo rir enquanto rolava os olhos.
- Vamos jogar. – decidiu, erguendo o próprio copo. – Eu começo.

...


Quando todos já estavam confortavelmente bêbados e a maioria das pessoas na festa já haviam ido embora, o jogo foi convenientemente interrompido para que pudessem jogar outra coisa. Verdade ou consequência dessa vez.
não fez nenhuma piadinha sobre a idade que pareciam ter quando decidiram por aquele jogo simplesmente porque também já estava um tanto quanto exageradamente alegre. O suficiente para não ligar para a escolha do jogo, pelo menos.
Ela provavelmente fora quem menos bebera no jogo anterior, mas, ainda assim, por mais que estivesse acostumada a beber ocasionalmente, obviamente era atingida pelo efeito do álcool mais intensamente que os outros. Era ridiculamente fraca quando o assunto era bebida.
Quase tanto, inclusive, quanto era quando o assunto era , que a cada nova dose fazia baixar ainda mais a guarda, deixando de lado cada um dos motivos para não querer provar um pouco dele mesmo quando tinha tudo para gostar. Céus, sequer era possível alguém provar e não gostar?
- Hm... ! – apontou quando a garrafa parou apontando dela para ele – Verdade ou desafio?
deu de ombros, seu olhar por si só já respondendo por ele.
- Desafio.
- Desafio você a escolher a pessoa mais bonita da roda e dar um beijo. – interrompeu antes que ela pudesse de fato desafiar o garoto a alguma coisa. olhou feio pra ele. – Na boca. Com a língua. – acrescentou sob o olhar da namorada, como se achasse realmente que aquele era o único problema em sua atitude. Quando ela continuou a lhe encarar da mesma forma, ele fez uma careta. – Que foi?
Se era quem menos havia bebido na roda, era, sem dúvidas, quem mais bebera. Ele fizera besteiras demais na vida.
- Era para eu desafiar ele.
- Ah, amor, desculpa. Eu acho que estou ficando vesgo, achei que estava apontando pra mim. – disse enquanto cutucava a garrafa e rolou os olhos ao mesmo tempo que o fez.
- Bêbado, bêbado é o que você está ficando. – murmurou e ele olhou feio pra ela, mas se voltou para ao em vez de dar continuidade a discussão.
- Não tenho o dia todo.
- Bom, já que eu sou obviamente a pessoa mais bonita da roda, temos um problema. Não posso dar um beijo de língua em mim mesmo. – retrucou, arrancando risadas combinadas com coros de reprovação dos amigos. riu também, fazendo sinal para eles se aquietarem. – Tudo bem, tudo bem. – cedeu, virando para encarar , que corou assim que seus olhares se encontraram, sentindo o corpo gelar por saber o que viria. – Me desculpe por fazer isso num jogo. – ele disse ao se arrastar em sua direção, pousando uma mão quente sob a nuca da garota e fazendo com que um arrepio atingisse em cheio sua espinha, tornando impossível que ela continuasse a conter seus impulsos, fechando de uma vez os olhos.
sentiu o ar escapar de seus pulmões, não conseguindo reagir de maneira alguma ao roçar lento de seus narizes, que mesmo parecendo por si só mexer com de maneira desastrosa, fazendo-a sentir o estomago revirar com violência, só durou meio segundo, o tempo exato que prolongou a antecipação do beijo, beijo que precisava admitir: Ele não era o único esperando pelo dia que chegaria, imaginando.
Com aquele pensamento, cedeu a todos os impulsos de sua mente alcoólica, segurando no cabelo de enquanto permitia que ele colasse mais seus corpos, ainda que a posição fosse péssima. Céus, agradecia a toda divindade existente que a posição fosse péssima, sem conseguir imaginar o que aconteceria se o momento, o modo que seus corpos estavam posicionados, enfim, todo o conjunto, favorecessem sua vontade de aplacar o calor que dominava seu corpo enquanto a língua de se movia sob a sua, fazendo com que torcesse os dedos em seus cabelos por reflexo.
soltou o ar contra sua boca, lhe puxando para mais perto, mesmo que o espaço entre eles nem fosse tanto e mesmo que não estivessem sozinhos, não dando a mínima para nenhuma das duas coisas. Ele, de fato, passara tempo demais imaginando o gosto dos lábios dela nos seus, o movimento da língua macia da garota contra a sua, para não simplesmente aproveitar aquele momento.
- É, acho que tem língua. – murmurou depois de um instante, acordando o casal do transe. Ainda assim, segurou o rosto de contra o seu por mais um instante, quando ela tentou se afastar ao ouvir a voz de .
não havia aplacado nem sequer um terço de sua vontade da garota.
- Definitivamente tem língua. – disse, concordando com o namorado enquanto puxava de volta para si e, corada, a garota se esforçou para espalmar seu peito e se afastar, ainda que sentir o peitoral firme dele nas mãos não houvesse sido exatamente de muita ajuda.
- Chega. – ela sussurrou, ridiculamente atordoada e suspirou, passando a língua pelos lábios e assentindo, sem surpresa, embora isso não ajudasse em nada a diminuir sua frustração.
- Tudo bem. – cedeu, respirando de maneira irregular enquanto pescava seu copo novamente. O liquido desceu queimando sua garganta e em nada ajudou a refrescar seu corpo em chamas, ao contrário lhe fez sentir ainda pior, como se gasolina encontrasse fogo. – Eu acho que é... Minha vez? – encarou como se pedisse ajuda, obviamente ainda aéreo enquanto tentava agir normalmente.
- É sua vez. – confirmou, contendo a risada enquanto escondia o rosto em seu ombro, já que ele não era nada bom em esconder a risada.

...


levantou no meio da noite com o corpo dolorido por ter sido obrigada a ceder sua cama para e . Literalmente obrigada já que fora tomar banho e, ao sair, deu de cara com os dois dormindo tranquilamente no móvel, como se fossem donos dele.
Ridículos.
fora obrigada a dormir no sofá, já que também já estava dormindo no próprio quarto e, levando em conta os últimos acontecimentos, ela não julgou seguro se juntar a ele como normalmente faria. Ainda se sentia quente mesmo depois do banho e deitar para dormir na sala, onde mesmo abrindo a janela era ridiculamente quente no verão, não lhe ajudou, fazendo com que a garota desistisse do sono meia hora depois de deitar, caminhando frustrada em direção a cozinha.
Precisava de água, gelada.
Ela abriu a geladeira e suspirou com a sensação refrescante que o ato trouxe, rindo sozinha em seguida, imaginando quão ridícula parecia naquele momento. Por fim, respirou fundo e encheu um copo com água, quase deixando que ele caísse, no entanto, em seguida, quando virou e deu de cara com entrando na cozinha, coçando os olhos.
Como se vê-lo naquele momento não fosse arriscado o suficiente, ele ainda estava vestindo apenas a cueca boxer.
.
Puta que pariu.

engoliu em seco, já com o copo encostado a boca e não teve coragem de falar nada conforme o ritmo de sua respiração desregulava com o olhar de sob o seu.
Ela teve vontade de tocar os próprios lábios, que formigavam por algum contato como se a visão dele ali, por si só, olhando pra ela, fosse o suficiente para destruir qualquer tipo de estrutura que ela houvesse tentado consolidar depois daquele beijo no chão da sala. Aquele maldito beijo muito melhor do que qualquer outro que já provara.
Céus, sequer fazia sentido tentar comparar, como se e seu gosto não estivessem alguns anos luz a frente de seus relacionamentos anteriores.
- Só vim beber água, achei que.... Que estivesse dormindo. – ele murmurou sem jeito e mordeu o lábio com força, lhe estendendo em seguida o próprio copo quase cheio.
- Está gelada. – ela disse, deixando claro que estava ali pelo mesmo motivo que ele. Céus, provavelmente estava acordada pelo mesmo motivo que ele.
assentiu, aceitando seu copo.
- Obrigado. – disse e acenou com a cabeça. teve a impressão que, se ela pudesse, daria um jeito de desaparecer naquele exato momento, o que fez com que ele mordesse o lábio. Ele pensou novamente sobre o beijo e suspirou, sabendo que iam ter que falar sobre aquilo. Mais ainda, sabendo que aquela não seria uma conversa favorável à vontade inabalável que ele tinha de continuar o que começaram. – Olha, , sobre o beijo....
- Eu sei. – ela o interrompeu e mesmo com o ambiente escuro pôde ver a garota corada.
Ele abriu um pequeno sorriso, dando um passo tímido em sua direção e respirou fundo, contendo o impulso de recuar enquanto seu corpo parecia pegar fogo.
- Você sabe que, se me deixar provar pra você, posso fazer ser bom, não é? – ele deu outro passo, fazendo com que seus corpos quase se tocassem. Não era o plano, mas ele precisava tentar, precisava garantir que ela sabia. sentiu o estômago revirar com a proximidade, quase desesperada para desviar o olhar para sua boca, seu corpo, mas não confiou em si mesma para tal. Céus, mal estava conseguindo olhar em seus olhos. tocou em seu queixo, erguendo seu rosto um pouco para que o olhar dela ficasse à altura do seu. – Posso fazer ser como as coisas que você escreve, . Posso fazer você esquecer que é possível ser ruim, que foi algum dia.
respirava de maneira descompassada, pensando em tudo que já escreveu sobre sexo, tudo que já leu. Ela era boa em narrar aquele tipo de cena, e mesmo sem nunca ter realmente gostado de fazer antes, gostava de ler. A sensação era melhor do que jamais havia sido ao ser tocada por um homem.
Exceto aquela noite, com .
Quando beijou a garota, mais cedo durante o jogo, sentiu coisas demais, coisas que sequer achava que um dia conseguiria passar para o papel. Tudo fora tão bom, tão intenso que chegava a ser patético imaginar que alguém, um dia, conseguiria descrever aquilo. A maneira como seu corpo esquentou e o estomago afundou, tudo.
- ... – ela soltou o ar contra seu rosto, sentindo a mão dele envolver sua cintura, os dedos brincando com sua pele de maneira gostosa, relaxante. Ele sabia como tocar uma garota e ninguém podia negar aquilo, nem mesmo , que já sentia a calcinha molhar vergonhosamente. – Somos amigos. – ela soltou, se esforçando para ser racional, mas tudo pareceu em vão vendo o sorriso quase sacana que surgiu nos lábios de diante de suas palavras.
Dessa vez, quando ele deu outro passo a frente, seus corpos estavam juntos e o toque da mão de em sua cintura se reafirmou, subindo até o meio de suas costas por dentro da blusa, que subiu com o gesto. Tudo que vestia para dormir era um blusão, para o qual não havia se atentado até fazer com que a peça subisse sem realmente tentar, tornando o calor do corpo da garota mais evidente do que nunca.
- E eu te conheço melhor do que ninguém. – por fim, ele a respondeu, abrindo outro sorriso ao falar. Outro sorriso que causou um estrago épico no corpo de . – Eu já li o que escreve, . Sei exatamente o que excita você e posso tornar tudo real se você deixar. Por favor, deixa. – ele roçou o nariz em seu rosto ao falar, já agoniado demais para não tentar senti-la de algum jeito. As mãos de estavam, até então, ao lado de seu corpo, suadas, pesadas, desajeitadas e, por acidente, ao tentar mover uma delas, a garota tocou no volume sob a cueca de , engolindo em seco e quase retirando a mão dali imediatamente, se não houvesse a segurado ali. – E, além do mais, eu sou louco por você. De todo jeito possível, como pode notar. – ele mordeu o lóbulo da garota ao falar, deslizando a mão dela por toda sua extensão sob o tecido da roupa. moveu os dedos para envolve-lo por reflexo e chupou lentamente seu lóbulo em resposta, beijando atrás de sua orelha em seguida, colocando seu cabelo para trás. – Nós merecemos isso, . Merecemos o amor que ninguém mais vai sentir por nós dois. – ele voltou a virar para encará-la, olhando em seus olhos e sentiu o estomago afundar novamente, pela enésima vez naquela noite, ao mesmo tempo que suas pernas ficavam bambas.
Executando o único reflexo que pareceu possível seu corpo ter, a garota o puxou pela nuca e moldou de uma vez seus lábios, apertando com força nos músculos de seus ombros quando ele invadiu sua boca com a língua, espalhando pequenos choques elétricos de excitação por todo o corpo da garota. levou as duas mãos para a bunda da garota e a espalmou, tirando-a do chão e fazendo com que ela passasse as pernas ao seu redor antes que ele a colocasse sentada em cima da pia, não permitindo em momento nenhum que a garota rompesse o beijo.
Não que a ideia sequer passe pela cabeça de , certa que se fosse possível desmoronar por conta do tesão ela nem mesmo estaria ali, afundando as unhas na nuca de enquanto, com a outra mão, baixava a única peça de roupa que ele vestia. deslizou os dedos pela lateral de seu corpo, sentindo a região perfeitamente delineada e então mais para o centro, até a base de seu pênis, que ela explorou enquanto mordia seu lábio, gemendo com a voz absurdamente rouca e deliciosa contra sua boca.
- – ele chamou, excitado, enrolando sua roupa no dedo e subindo-a até o meio de sua barriga.
- – ela murmurou no mesmo tom, erguendo os braços para que ele a livrasse da peça. jogou o blusão no chão e a puxou de volta para si, juntando mais seus corpos enquanto puxava os cabelos da garota e os envolvia nos dedos, beijando-a com uma intensidade quase agressiva. deslizou a outra mão até a região entre as pernas da garota, tocando sua intimidade por cima da calcinha e, mesmo sob o tecido da peça, conseguindo sentir quão molhada ela estava, sentindo-a gemer contra sua boca em resposta ao seu ato.
sentiu o estomago revirar e afundar, apertando a região de sua coxa na mão antes de abrir mais suas pernas, empurrando os joelhos passa poder passar os dedos por dentro de sua calcinha, explorando toda sua intimidade e fazendo com que espalmasse seu peito, afastando seus lábios ao gemer, mais alto dessa vez. Num estalo, se lembrou de e , dormindo em algum lugar daquela casa.
- , shhh – pediu, passando o indicador por seus lábios, fazendo com que ela lhe encarasse agoniada. – Prometo que fazemos isso depois quantas vezes você quiser e vou deixar fazer quanto barulho quiser, mas e estão aqui agora e podem acordar. Você não quer ser interrompida agora, quer? – ele mordeu seu lábio inferior, subindo uma mão até um de seus seios e o massageando gentilmente, tocando o mamilo com a precisão exata para fazer a garota precisar morder com força o lábio para não acabar gemendo outra vez.
Céus, porque e não foram para casa?
- – ela resmungou, agoniada e ele sorriu, tocando seus lábios brevemente em seguida.
- Você pode me morder. – sugeriu – me morde quando achar que vai gemer muito alto.
- Vou te machucar. – ela retrucou e ele sorriu, puxando em seguida seu lábio inferior entre os dentes e logo depois raspando os dentes por seu maxilar, depois por um de seus ombros.
resfolegou, excitada.
- Não vai doer. – ele garantiu, lhe encarando depois de provar para ela o que dizia. respirou fundo e olhou em seus olhos, puxando em seguida seu melhor amigo de volta para si e moldando outra vez seus lábios. segurou em sua cintura e penetrou simultaneamente dois dedos em sua intimidade, fazendo com que ela afundasse as unhas em seu ombro por reflexo, não conseguindo não gemer contra sua boca. – Shh – ele repetiu e ela xingou, o puxando para mais perto mesmo com o espaço entre eles sendo praticamente inexistente àquela altura.
Não ligava para o barulho, só o queria, o queria como sequer achou que fosse mesmo querer alguém em algum momento de sua vida. Era como em suas cenas e ela mal podia acreditar que aquilo era real, agarrando nos cabelos de quando ele rompeu o contato de seus lábios, descendo os beijos por seu pescoço até seus seios, provocando um deles com a língua antes de suga-lo inteiro para dentro, fazendo com que apertasse a madeira da bancada aonde estava sentada, ao lado da pia, embranquecendo simultaneamente o tendão de seus dedos com o gesto.
ergueu o olhar para seu rosto e sentiu a ereção doer entre as pernas ao nota-la tão obviamente entregue. Ele sempre soube que podia causar aquilo nela se ela deixasse, sempre quis causar aquilo nela e finalmente tê-la em seus braços lhe causava mais êxtase do que era capaz de explicar. Ele chupou seu mamilo, segurando firmemente o seio da garota na mão enquanto movia a língua contra o mamilo rosado, cada vez mais duro ao toque dele.
lambuzou seu seio, explorando com a língua e movendo-a ali como fazia quando beijava seus lábios, deixando completamente fora de si, suada e excitada enquanto fincava as unhas nos músculos das costas do garoto, não conseguindo conter os gemidos baixos mesmo mordendo com força os lábios e sorriu, afastando a boca de seus lábios para beijá-la outra vez.
- Desse jeito, não vou poder manter a boca longe da sua por muito tempo. – ele provocou e ela resmungou qualquer coisa inteligível.
- Não vejo como isso pode ser um problema. – se obrigou a falar e ele riu, beijando atrás de sua orelha outra vez.
- É que eu sou muito bom em usar a boca para outras coisas. Você ia querer experimentar. – ele murmurou perto de seu ouvido, a voz rouca fazendo o sangue de correr mais rápido em suas veias, lhe deixando completamente entregue.
- – ela gemeu, sôfrega e ele puxou novamente seu lábio inferior entre os dentes.
- Tudo bem. – abriu um sorriso contra a boca dela – Vou poder te mostrar depois. E gosto da sua boca, de qualquer forma. – sussurrou enquanto abria suas pernas, afastando lenta e gentilmente seus joelhos. olhou em seus olhos e ele mordeu o lábio. – Tudo bem?
- Tudo bem. – ela assentiu e ele arqueou as sobrancelhas.
- Mesmo?
- Estou pronta. – ela garantiu, assentindo outra vez e lhe beijou novamente, baixando a calcinha da garota devagar, como se quisesse lhe dar tempo para desistir caso quisesse, embora sua ereção crescesse demais para que a ideia lhe agradasse. Tudo que ele queria era experimentá-la de uma vez, preencher seu interior tão quente e molhado quanto seus dedos já provaram.
Por fim, a calcinha de caiu no chão e a afastou com o pé, um instante antes de trazer a garota para si e, finalmente, penetrá-la.

+++


estava sentada em sua canga repleta de fitinhas do Senhor do Bomfim na estampa, estendida na areia enquanto olhava as fotos que tirara de enquanto ele estava distraído demais surfando.
Não que tivesse algum problema em posar para fotos. Se tinha uma coisa que ele era, bem, essa coisa era exibido, porém sempre tivera uma queda por fotos espontâneas, sorrindo com orgulho enquanto checava seu material, tão distraída que sequer viu se aproximar até ele estar ficando a prancha ao lado de sua canga na areia.
- Ei. – ela sorriu, levando a mão para cima da cabeça como uma viseira, tentando bloquear o sol para conseguir enxergar o rosto de , que sorriu para ela. – A água estava boa?
- A água? – riu e ela assentiu, soltando um gritinho quando ele balançou o cabelo bem em cima dela, propositalmente molhando-a inteira.
- ! Minha câmera! – ela reclamou, se inclinando para proteger o aparelho e ele gargalhou, passando a mão pelos fios molhados antes de se sentar ao seu lado na canga.
- ? – chamou, rindo quando ela lhe ignorou, ainda abraçando os joelhos para proteger a câmera. – Amor... – ele cutucou suas costas e ela olhou pelo canto do olho para o garoto, que riu outra vez. – Já parei, já parei, juro. – ele garantiu, erguendo as mãos ao lado da cabeça como quem se rendia e, fingindo receio, se endireitou, arrancando outro sorriso de , que puxou seu rosto e, sem conseguir mais conter a vontade, lhe beijou.
Fazia algumas semanas que estava tentando não surtar e ficar imaginando todos os piores cenários possíveis para aonde aquele novo relacionamento com poderia leva-los, algumas semanas desde a primeira vez que transaram e, bem, ela deixara que ele provasse tudo que queria provar. Ainda ficava um tanto apreensiva quando pensava em sua amizade, no que estavam arriscando, mas aquilo era só o jeito que ela era, estava o tempo todo apreensiva porque não podia evitar pensar demais, pensar em tudo, o tempo todo. estava lhe ajudando com aquilo e, pouco a pouco, estava superando todas as suas barreiras, começando a entender a cada vez que sentia o sorriso dele se formar contra sua boca quando parava de beija-la, que antes de tudo, antes do casal que eram agora, antes de pessoas com uma atração obvia um pelo outro, eles eram melhores amigos. E aquilo não ia mudar, era o que sempre seriam.
- Ah, olha eles aí! – gritou, os obrigando a quebrar o contato de seus lábios, virando para encarar os amigos que se aproximavam.
- Ah, ele trouxe o violão, o violão! – exclamou, animada, ao notar a bolsa do violão nas costas de , que fez uma pequena reverencia enquanto estendia a própria canga na areia para terem mais espaço.
- Nem tira onda, quem lembrou foi eu. – olhou feio para o namorado, que riu e roubou um beijo em sua bochecha antes de sentarem.
- E esse é só um dos motivos para eu não ser nada sem você. – contornou a bronca e rolou os olhos, lhe empurrando quando ele tentou lhe dar um selinho. riu, beijando sua boca mesmo assim.
- Que gracinha. – ironizou e riu, com os braços apoiados em um de seus ombros. arqueou as sobrancelhas, olhando de um para o outro como se perguntasse que moral achavam ter para falar aquilo.
- O violão, o violão! – falou, interrompendo a discussão sem proposito.
olhou feio para ela.
- Já vai, já vai, escandalosa. – reclamou, abrindo a capa do violão para tirá-lo lá de dentro, o posicionando no colo antes de começar a dedilhar e sorriu, animadíssima. Adorava quando levava o violão, adorava ouvir a voz de cantando e ele sempre o fazia em momentos como aquele, deixando-a felicíssima.
Enfim, começou a dedilhar e os amigos sorriram, reconhecendo a música um instante antes que ele começasse a cantar.

Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo


Ele virou para a namorada ao cantar, que sorriu e lhe roubou um selinho antes de passar a cantar junto com ele.

Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito


encostou a cabeça no ombro de e ele lhe abraçou em seguida, cantando junto com ela e com os outros dois, todos juntos, embora houvesse sentido vontade de fazer o mundo inteiro fazer silencio quando ouviu a voz de perto de seu ouvido, sem conseguir imaginar ouvir nada mais bonito.

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo é o meu amor


- Meu amor. – murmurou para que só ouvisse, beijando sua bochecha e ela sorriu, corada, enquanto seu coração acelerava. Se virou para encarar o, não mais apenas amigo, mas agora namorado também e sorriu, olhando em seus olhos.
- Meu melhor amigo. – respondeu, fazendo com que ele sorrisse ao ouvir, lhe abraçando novamente para voltarem a cantar com os outros dois:

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
Da gente brincar
Da nossa velha infância





FIM



Nota da autora: Olá! E aí, gostaram?
Nossa, essa foi um parto pra sair! Pensei várias vezes em deixar pro próximo especial, sei lá, masssssssssssssss confesso que to bem feliz com o final! Preciso aliás agradecer a Jozi e a Thata, melhor helper do mundo, pela ajuda e por me aguentarem tendo crises no pvd enquanto eu tentava fazer essa fic sair HAHAHAHA
Por favor, comentem! Digam o que acharam!





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