Última atualização: 10/03/2018

Prólogo.

Departamento de Polícia de Nova York.
Harlem, Nova York. Três anos antes.
A porta se fechou abruptamente fazendo os olhos da fixar-se no rosto exasperado da detetive. A mulher por sua vez parecia estar à beira de sua irritação, a pele negra lhe dava claras indicações de sua descendência e cintilava de forma até mesmo atrativa, embora a luz oscilante e pálida não favorece ninguém além da negra. Os lábios comprimidos em uma fina linha rígida evidenciam cada vez mais sua impaciência. A negra carregava consigo uma série de pastas pardas, notavelmente recheada de papéis e anotações coloridas, algumas destacadas com seu nome sendo repetidas várias vezes. voltou sua linha de olhar novamente para seus pulsos, algemados, presos na mesa de metal a sua frente, antes de voltar a fixar-se no rosto da negra.
– refletiu a mulher puxando a cadeira desconfortável metálica, que compunha o conjunto da mesa, para trás, lançando um olhar curioso na direção da , antes de repousar as pastas recheadas de informações sobre . A negra apoiou as duas mãos sobre a mesa metálica, erguendo uma sobrancelha desconfiada enquanto observava esboçar um sorriso desdenhoso em sua direção. – Ou esse é um dos vários nomes falsos que você dá para as pessoas? – manteve-se em silêncio, encarando a detetive a sua frente, puxando as mãos esporadicamente para ver a extensão das correntes que estavam ligadas as algemas que a prendiam no local. A negra ergueu uma sobrancelha, lançando um olhar intenso na direção dos pulsos acorrentados da , e então tornando a fixar-se no rosto dela. Ela estalou os lábios, visivelmente impaciente. Esporadicamente, recostou-se na cadeira, lançando um olhar curioso na direção de onde uma parede envolta por um vidro espelhado encontrava-se, deixando um sorriso de canto alargar-se por seus lábios, quando a detetive soltou um pigarro. A negra abriu uma das três pastas, retirando lentamente, folha por folha, e então repousando a frente da silenciosa que a tudo assistia. – Amber McQueen, Milla Striker, Brooke Lee, Kate Campbell, mas o meu preferido? – A negra soltou uma risada desdenhosa, deixando a mostra completamente o desprezo que sentia pela . ergueu uma sobrancelha, incentivando que a negra prosseguisse a conversa. – Lois Lane. – A abriu um sorriso irônico, observando a negra soltar uma risada nasalada. – E a não ser que você trabalhe para um jornal, o que eu já conferi, não é o caso, e seu namorado seja o Superman, então é um nome falso.
Houve silêncio apenas, ao em vez da resposta vinda de . A ergueu uma sobrancelha, observando em um silêncio crescente o semblante exasperado de a negra tornar-se ainda mais tenso, quando ela inclinou-se na direção de si. sorriu de canto. O cheiro intenso de formal estava impregnado nas roupas da detetive, mas não era isso que a incomodava, era o silêncio de sua principal suspeita, essa mesma, parecia estar se divertindo em observá-la.
– Ouça garota, você pode acreditar que isso é apenas uma brincadeira, mas lá fora há três homens misteriosamente mortos, e você é a principal suspeita – A negra ditou lentamente, como se precisassem enfatizar cuidadosamente cada palavra que proferia para que a entendesse o que a outra falava. Os lábios de mantiveram-se presos em um esboço singelo de um sorriso. Novamente, silêncio. Aquilo apenas pareceu incendiar ainda mais o sangue da negra a sua frente. Os lábios comprimidos em uma fina linha rígida. – Muito bem, você prefere fazer as coisas do modo difícil. Comece me explicando como você conseguiu fazer um dos principais acionistas das Indústrias Rand, aparecer, morto, em pleno Central Park. Ou então como você conseguiu prender um dos principais apoiadores de ONGs que sempre colaboraram aqui em Hell’s Kitchen para tirar crianças das ruas e dar-lhe um novo lar, aparecer, subitamente, acorrentado contra a parte de fora do Empire State, outra vez, morto. – A negra abriu um sorriso de canto, observando os olhos observadores da a sua frente, vendo-a bufar baixinho enquanto balançava a cabeça de forma negativa. – Melhor, prefiro que me comece por este aqui – a negra alçou mais uma folha da pasta parda aberta à frente da , repousando-o sobre a mesa, de modo que os olhos de se fixassem nas fotos que estavam anexadas à denúncia. sentiu seu corpo se tencionar minimamente, embora sua expressão estivesse desprovida de qualquer traço adjacente de medo, assombro ou até mesmo culpa. Ela se mantinha perigosamente calma, e aquilo incomodava demasiadamente a negra a sua frente. – Como conseguiu fazer um antigo Coronel do Exército Americano, um herói de guerra, tornar-se, subitamente em meio a Times Square pedra pura?
observou as anotações gravadas cuidadosamente nas folhas espalhadas a sua frente, imaginando o que exatamente poderia ter feito a negra achar que ela poderia ser uma suspeita, embora soubesse perfeitamente o que a levara a chegar em tal conclusão. Os olhos de retornaram a pousar na direção da porta, com uma expressão preguiçosa, avaliando a madeira, visivelmente antiga e decrépita, porém ainda assim firme, da mesma atrás da cabeça da detetive. Ela inclinou suavemente a cabeça para trás, seus olhos observando cuidadosamente o movimento que os ponteiros dos segundos faziam enquanto acompanhavam a passagem de tempo. A detetive fitou incrédula, como se tivesse acabado de ouvir a pior piada de todos os tempos, e tivesse que encontrar uma maneira de reagir a tal coisa, sem que isso envolvesse em atacar a pessoa sentada a sua frente. limitou-se a voltar a sorrir, serenamente.
– Sabe o que isso parece, garota…? – A negra começou a dizer, fazendo soltar uma risada baixa, lentamente enquanto desviava seus olhos do rosto da mulher a sua frente e encarava desdenhosamente o vidro espelhado a sua direita.
– Mágica? – resolveu se pronunciar pela primeira vez, fazendo a tensão e a irritação da negra a sua frente diminuir suavemente, embora ainda fossem nítidas em seu semblante. Os olhos da mulher se estreitaram quando ela se inclinou na direção da . sorriu largamente ao fitar o semblante da detetive, imaginando o que poderia torná-la mais óbvia do que já era.
– Então você fala? Já estava começando a pensar que você era muda – a negra provocou, esperando uma resposta vinda da , deixando um sorriso repleto de escárnio alargar-se por seus lábios. O sorriso da negra desabou completamente quando o silêncio da novamente se prolongou. limitou-se a fitá-la, divertida. – Parece com algo que vai muito mais além do que simplesmente mágica .
uniu as sobrancelhas, encarando o semblante da detetive com uma ponta de descrença, antes de balançar a cabeça de forma negativa.
– Está querendo me dizer que você acredita em magia? – resmungou com um mínimo sorriso desapontado pelos cantos de seus lábios. A negra uniu as sobrancelhas encarando a alargar ainda mais o sorriso, ao ver a postura tensa da detetive a sua frente. inclinou-se na direção da negra, unindo as sobrancelhas enquanto dava de ombros singelamente. – Acho que pegou a garota errada, detetive, eu não tenho nada de mágico. Sou uma simples humana, exatamente como você.
A negra pareceu ter dificuldades para digerir o que a havia acabado de dizer, mas suspirou pesadamente, sendo sua vez de erguer a sobrancelha ao avaliá-la. permaneceu com a expressão divertida, até mesmo zombeteira, à frente da oficial.
– Seus históricos médicos, de fato, apontam que você não tem nada de especial, – A detetive pronunciou-se, cuspindo o sobrenome de , enquanto a voltava a puxar lentamente as correntes que prendiam seus pulsos a mesa, e os mantinham unidos. – Mas se levarmos em consideração a vizinhança ultimamente, eu não me surpreenderia.
ergueu uma sobrancelha, lançando um olhar inquisidor na direção da mulher, fingindo-se precariamente de inocente enquanto dava de ombros.
– Quer que eu mije em um copinho de novo, tira? – Indagou , observando o semblante de a negra voltar a mostrar-se completamente vazio. soltou uma risada nasalada balançando a cabeça enquanto endireitou seus ombros. – Por favor, eu já fiz isso há duas horas atrás, e o resultado mostrou que eu estou limpa. Há meses.
A detetive se recostou novamente contra as costas desconfortáveis das cadeiras de metal, cruzando os braços por sobre o peito enquanto estreitava os olhos. Ela usava uma jaqueta vermelha por sobre a blusa preta e a calça jeans. A arma ainda era mantida no coldre, preso em seu quadril, do lado esquerdo. Um pouco mais para frente encontrava-se o bolso da calça jeans da oficial, onde o formato quadrado indicava que das duas uma, ou havia sua carteira ali – algo que seria definitivamente substancial para trazer quando se fosse fazer um interrogatório – ou então ali se encontrava seu crachá. A confirmação veio quando a notou um pequeno pedaço a mostra do cartão de plástico, revelando um nome. Misty. Os olhos da esquadrinharam rapidamente o cinto grosso que sustentava o coldre da arma, repousando novamente no bolso direito da mulher, observando um pequeno relevo prateado revelar-se ali. As chaves. voltou a observar o rosto tenso da detetive, vendo-a estalar os lábios exasperada.
– Então como conseguiu fazer tudo isso garota?
abriu a boca para responder à pergunta da detetive, e então a fechou novamente, seus olhos fixando-se no vidro espelhado, fitando sua própria imagem ali, antes de dar de ombros singelamente. O sorriso retornando por seus lábios.
– Você está fazendo as perguntas erradas, Misty pronunciou lentamente, fazendo o semblante de a negra alterar-se subitamente de exasperado e vazio, para surpreso e alarmado. A sorriu ainda mais, deixando seus dentes a mostra. – Você não deveria estar se perguntando como, mas sim para que. – deu de ombros singelamente, encostando suas costas novamente na cadeira de metal. Os olhos cintilando. Ela sentiu a adrenalina atingir sua corrente sanguínea, enviando-lhe uma descarga gélida por sua espinha, ao fitar a sua frente. – Você está acostumada a lidar com heróis disfarçados que tenta fazer Hell’s Kitchen um lugar melhor. Você está acostumada a manter o foco e encontrar seu alvo. Está acostumado a manter seu objetivo. – lançou um olhar sugestivo na direção do vidro espelhado, antes de voltar a mirar Misty. A deu de ombros singelamente, voltando a sorrir. – Você se cega com isso.
Misty ergueu uma sobrancelha, inclinando-se novamente na direção da , enquanto unia as sobrancelhas, parecendo realmente mais desconfiada do que antes. tentou ocultar a satisfação de seu olhar, tencionando sua mão direita, enquanto tocava suavemente a ligação da algema que envolvia seus pulsos, encontrando exatamente o ponto que ela precisava. A negra inclinou-se na direção da , um pouco mais, inconsciente de tal ato.
– E qual seria seu conselho, ?
Os olhos de cintilavam.
– É como aquele ditado. Olhe com atenção. Porque quanto mais atento você pensa que está, menos vai realmente ver.
Misty piscou, confusa com o que havia acabado de ouvir quando um movimento rápido chamou sua atenção. Antes que a negra tivesse oportunidade de responder tal retórica vinda da , agarrou os pulsos da negra, girando-os de forma que os braços da oficial fossem mantidos para baixo, sobre o contato do metal frio da peça que se mantinha presa na mesa metálica. Fechando-se no mesmo segundo em que afastou os pulsos. Misty soltou uma exclamação, arregalando os olhos, enquanto tentava puxar seus pulsos para trás. recostou-se na costa da cadeira metálica desconfortável, massageando suavemente seus pulsos doloridos, enquanto observava a negra praguejar ao tentar desesperadamente se soltar das algemas.
– COMO VOCÊ FEZ ISSO?!
deu de ombros singelamente.
– Primeira regra da mágica, Misty. Sempre seja o mais esperto da sala.




Continua...



Nota da autora: Olaaaar! Eu aqui de novo! E aí o que acharam desse prólogo? é muito afrontosa mesmo hein? AUSHUAHAHSUAHS enfim, só quero esclarecer que a história se passa em dois periodos de tempo, esse do prólogo que é a três anos antes, e o dos próximos capítulos, que serão atualmente. Para quem acompanha as séries da Netflix (RECOMENDO DEMAIS!!) Vamos pensar que esses 3 anos, é o período paralelo a série do Luke Cage. Não sei se deixei claro, mas qualquer grita aqui ou no grupo do face ou twitter e vou tentar explicar melhor
Basicamente, A Ilusionista vai tratar das MELHORES HQs do Demolidor, ou seja teremos a união de série e HQs para desenvolver o enredo de A Queda de Murdock que provavelmente vai ser tratada também na próxima temporada do Herói Sem Medo.
É isso!





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