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Fanfic finalizada em: 04/09/2021

Capítulo Único

De: Padfoot e Prongs
Para: Moony

A loira respirou fundo ao olhar seu reflexo no espelho, encenando alguns sorrisos educados e discretos enquanto murmurava frases para conversas que poderiam acontecer naquele dia. Contudo, se saísse tudo como o planejado, nem mesmo precisaria se preocupar com os sorrisos, menos ainda com seu tom de voz ou suas respostas. Vestiu seu blazer comprado especialmente para aquela ocasião, deu uma última olhada no espelho, ajeitando os cabelos e então virou-se, pronta para sair de casa e encarar o que deveria ser um dos melhores dias da sua vida. Assim que chegou no estúdio parou na recepção e recebeu seu crachá de entrada, apenas com seu nome e foto. Colocou-o sobre o pescoço e então caminhou na direção apontada, olhando maravilhada cada canto do lugar. Alguns cenários já estavam prontos, outros em construção. Pode ver o outdoor de anúncio do próximo lançamento da produtora, Orchideous, mais ao canto, e foi naquele momento que precisou respirar fundo para não gritar, pois parte de sua mente pareceu em pânico. Era uma mistura enorme de sentimentos naquele momento e, ver tudo aquilo realmente acontecendo parecia ao mesmo tempo incrível e impossível. Depois de vários “não” em sua cara, finalmente uma porta se abriu e não pensou duas vezes antes de aproveitar aquela oportunidade. Quatorze meses depois, seu livro, “Orchideous”, seguia entre os 10 mais lidos pela 20° semana seguida e já havia visitado a lista dos mais vendidos por 12 semanas consecutivas. Havia, é claro, sido uma surpresa incrível receber todo esse retorno, mas foi ainda mais chocante quando lhe apresentaram um contrato para comprar os direitos e produzir um filme. Um filme!
E era por isso que estava naquele estúdio em Londres, aquele era o primeiro dia para a pré-produção. O elenco estaria reunido em pouco menos de uma hora para uma leitura geral do roteiro, o qual ela teve total liberdade de interferir no quanto achou necessário.
Havia passado quase três semanas se reunindo com Lanna, a responsável pelo roteiro da adaptação, vendo as cenas que poderiam cortar e as que eram, de fato, imprescindíveis para a história. Orchideous teria uma continuação, a qual já estava trabalhando firmemente, por isso sabia o que faria falta se cortassem no filme. É claro que, se pudesse escolher, diria para serem cem por cento fiéis, pois achava que todas as cenas eram necessárias para mostrar a personalidade de cada personagem, mas entendia a necessidade dos cortes.
olhou para suas anotações e suspirou sonhadora. A loira ainda custava a acreditar no elenco que escolheram para dar vida a sua obra…
Chris FUCKING Evans, o Capitão América, faria o papel principal. Processar esse fato sempre a fazia sorrir fortemente e, ao mesmo tempo, sentir o estômago revirar.
Felizmente, tinha combinado com o diretor de continuar mantendo o anonimato, até agora não era de conhecimento público o rosto e verdadeiro nome de Izadora Pine, o novo nome de sucesso do The New York Times, entretanto, não conseguia deixar de participar daquele momento mágico e de realização de um sonho, então conseguiu uma forma de estar por dentro de tudo, como se fosse apenas uma editora.
Entrou na sala de reunião e foi para o seu lugar de sempre, uma cadeira no canto esquerdo, de lá, conseguia ver e ouvir todos na sala sem ser notada. Como sempre fazia em qualquer compromisso, havia chegado com bastante tempo de antecedência e folheava o roteiro, fazendo anotações no papel sobre possíveis melhorias, para passá-la mais tarde ao produtor.
Um barulho na porta chamou atenção de , afinal, quem chegaria tão cedo? Sentiu seus olhos arregalados ao ver quem entrava.
— Bom dia, só você chegou até agora? — Chris Evans falou, de forma calma, como se isso acontecesse todo dia na vida de . A loira, ainda tentando se controlar, deu um sorriso nervoso e confirmou com a cabeça. — Artistas, nunca se pode esperar muito da parte deles. — Chris brincou, antes de sentar na cadeira, de forma simples e começar a mexer em sua mochila.
— Mas você é artista também… — soltou, intrigada com o comentário de Evans.
— Eu sou a exceção à regra. O único decente. — Chris respondeu, brincando.
— Bem, você deve saber melhor do que eu já que está acostumado com tudo isso — sorriu pequeno, fazendo um sinal com a mão mostrando toda a sala. Evans concordou enquanto se ajeitava na cadeira, coçando a barba - a qual já deveria ter raspado, mas estava empenhado em procrastinar aquela tarefa o máximo possível - antes de olhar para a mulher sentada ao canto;
— Você também deveria estar acostumada, não? Ou você não trabalha aqui? corou levemente, desviando o olhar para o roteiro ao inventar uma desculpa;
— Sim e não, é meu primeiro dia. Quer dizer, até ontem só estava conversando com os produtores, então não vi ninguém do elenco… — Confessou, o que não era totalmente uma mentira, pensou.
Ouviram uma batida na porta e, pouco depois, uma morena passou pela mesma, carregando algumas pastas consigo. Evans sorriu para ela quando a mulher deu alguns passos para dentro da sala;
— Bom dia — disse, piscando duas vezes ao encarar Chris Evans, pigarreando antes de completar — só vim deixar os scripts… — avisou, colocando as pastas sobre a mesa, olhando rapidamente para o casal — Vocês gostariam de alguma coisa? Um café? — Não era exatamente sua função levar café e bolachas para ninguém, mas não se importava de fazer aquele pequeno favor ao Capitão América.
O cara havia salvo o mundo de Thanos, merecia um cafézinho.
— Ah, se não for incômodo, aceito sim… — O moreno começou, olhando para o crachá preso a camiseta que ela usava — … — Sorriu, vendo-a corar fortemente ao concordar com a cabeça.
A mulher virou-se para a loira mais ao canto, sorrindo educada;
— Aceita também?
mordeu o lábio por um instante, não estava acostumada com aquilo, mas logo sentiu o estômago revirar e lembrou-se que ainda não havia comido nada.
— Bem, se não for te atrapalhar…
— Volto logo!
O casal voltou a se encarar após a morena sair, sorrindo sem graça um para o outro, esperando o restante do pessoal aparecer para a reunião.
Chris tamborilou os dedos na mesa enquanto puxava a pasta com seu nome, lendo por cima seu roteiro. Fez um barulho com a boca enquanto lia, o que não passou despercebido por .
A mulher mordeu o lábio inferior, segurando a vontade de perguntar o que ele estava achando, voltando rapidamente seu olhar para os papéis em sua mão, tentando concentrar-se no que lia. E foi aí que ouviu uma risada nasalada vindo do loiro;
— Algum problema? — Perguntou antes que pudesse refrear o impulso.
Chris sorriu de lado, olhando-a com cuidado;
— Você já leu o roteiro? — Viu a mulher concordar com a cabeça — Não está ruim, imagino, é só… — Negou mais uma vez, voltando a olhar para a pasta em mãos — Imaginei que seria mais fiel ao livro.
— Você leu? — Questionou ansiosa.
— É claro que sim. Eu já tinha uma cópia em casa, mas só peguei para ler mesmo quando me chamaram para o teste.
— E o que achou? — Perguntou curiosa.

— Eu gostei muito. Achei super interessante a maneira como a autora inseriu a pegada romântica dentro de toda a ideia sci-fi, sem deixar a desejar nos dois pontos. — Evans falou, entusiasmado. sorriu, tentando disfarçar a felicidade. Um ator renomado elogiando sua história daquela maneira era surreal.
— Sério? Eu vi na internet que as opiniões estavam super divididas, inclusive, vi uma série de tweets falando que “Orchideous: ou você ama, ou você odeia.” — falou, um pouco chateada ao lembrar dos comentários maldosos que leu na rede do passarinho, sabia que aquilo era uma parte impossível de evitar, quando decidiu tentar a publicação do seu livro, mas não tornava mais fácil.
— Ah, o pessoal no twitter não sabe nada. — Evans falou, dando de ombros. — Orchideous é, com toda certeza, um divisor de águas no cenário dos livros jovem adultos do mercado e a comunidade literária ainda não está pronta para isso. — O loiro concluiu, com ar intelectual.
— Uau, não sabia que estava falando com um crítico renomado da literatura jovem adulta. — falou, brincando, mas em êxtase pelo ator ter feito uma defesa tão firme de sua obra.
— Pois saiba, você…— Evans fez uma pausa, franzindo o cenho. — Acabei de notar que não sei o seu nome…
hesitou por alguns segundos, mas não tinha como associar o nome dela ao livro.
… — A loira falou, colocando o cabelo para trás. — Mas pode me chamar de
— Ok, . — Chris falou, com um sorriso. — Como eu estava falando, sou um grande consumidor de literatura do gênero… Você se surpreenderia com o material que existe dentro do meu Kindle. — O loiro falou, piscando.
— Você está me falando que eu consegui a matéria do ano? — começou, com um sorriso. — “Dentro do Kindle do Chris Evans: De romance água com açúcar a contos eróticos e BDSM”. — concluiu com um sorriso, arrancando uma gargalhada do loiro.
— Não fui eu quem disse… — Evans falou, levantando os braços. — Sendo completamente sincero, uma coisa me chateou em Orchideous. — Chris disse.
— Ah é? O que? — perguntou.
— O triângulo amoroso ser com o irmão do personagem principal. — O loiro franziu o cenho. — Eu entendo que o público ama a ideia de dois gostosões apaixonados pela garota, mas ela está semeando ódio entre a família! — O loiro falou, alarmado.
— Hey! A Sophie não está semeando ódio entre ninguém, ela deixa claro o tempo inteiro como se sente, ela não consegue controlar como os outros vão reagir. — falou, de forma efusiva, fazendo com que Evans a encarasse, boquiaberto.
— No livro talvez não, mas você viu o roteiro? — Chris falou, se aproximando de , que suspirou.
O loiro apontou para uma parte do script e a loira leu rapidamente. Vendo por esse ângulo, o Evans realmente tinha um ponto.
— Mas o roteiro não é responsabilidade única da autora. — falou, um pouco envergonhada.
— Só que com certeza ela deu a confirmação para a versão final, não é? — Chris falou e ao notar o olhar cabisbaixo da loira acrescentou. — Mas isso não é de todo ruim, sabe? Os roteiristas sabem o que funciona melhor para o filme e por isso precisam da liberdade de alterar uma coisinha ou outra. — O loiro completou.
— É… Você tem razão… — falou e sorriu de forma marota. — E todas as mulheres do mundo vão enlouquecer e guardar uma cópia do filme para sempre. — A loira completou.
— Por que? — Chris perguntou, confuso.
— Oras, imagina só: dois Chris Evans, enrolados com uma toalha e brigando? Material pornográfico para jovens mulheres nível dez mil. — falou, corando um pouco com a brincadeira e acompanhando o Evans na gargalhada enorme que o loiro soltou.
— Opa, com licença. — A funcionária que tinha falado sobre o café estava retornando com uma bandeja. — Trouxe o café para os dois. — A moça sorriu. — Vi que alguns dos roteiristas e executivos já chegaram, em breve eles estarão chegando aqui, tá? Qualquer coisa, só chamar. — A moça começou a sair e da porta deu uma piscadinha para , como se falasse “Sortuda!”.
— Sobre o que estávamos falando mesmo? — começou, depois de bebericar um gole de café.
— Ah, você estava falando como eu sou material pornográfico… — Chris falou, com um sorriso diferente e um olhar que parecia carregado de flerte, fazendo corar fortemente. Chris tinha aproveitado bastante aqueles minutos com aquela garota e uma ideia surgiu em sua mente, mal não ia fazer.

Evans abriu e fechou a boca quando ouviu passos do correr ao lado, a porta se abrindo instantes depois com os produtores, diretores e os quatro atores do elenco principal entrando juntos. — Bom dia! Estão esperando há muito tempo? — Steve, um dos produtores, perguntou; — Não muito — Chris respondeu, não se importando de ter esperado por quase uma hora, afinal a conversa estava boa. Se fosse sincero, gostaria que tivessem demorado um pouco mais.
— Ótimo! Então vamos ao que interessa — o homem sorriu, juntando as mãos enquanto Mark distribuía as pastas em cima da mesa para cada um dos presentes.
Todo o roteiro foi lido e discutido, algumas observações foram feitas. Chris notou que quase não abria a boca, mas sempre estava anotando as coisas em sua prancheta, provavelmente era assistente de alguém e teria que repassar todas as informações da reunião mais tarde.

— Então tudo certo, mais alguém quer adicionar alguma coisa? — O moreno perguntou, olhando para todos na mesa. O elenco negou com um aceno, já tendo tirado as dúvidas necessárias. — , alguma observação para acrescentarmos? — Perguntou em voz alta.
Todos viraram-se na direção da mulher assim que Steve o fez, parecendo só então notar que havia mais alguém na sala.
Chris franziu o cenho ao notar que a pergunta havia sido direcionada para a loira na cadeira. Não havia entrado naquele assunto, mas imaginou que ela era uma secretária ou algo do tipo, que estava ali apenas para fazer anotações importantes sobre a reunião. Ficou realmente surpreso ao notar um dos produtores perguntando sobre a opinião da loira para qualquer coisa.
sentiu o rosto esquentar violentamente ao perceber que era observada por tantas pessoas, segurando a vontade de baixar o olhar, tamanho seu constrangimento. Pigarreou levemente, respondendo com a voz mais firme possível;
— Não, não, está parecendo tudo ótimo! — Sorriu serena, olhando diretamente para Steve. Aproveitando para pegar a garrafinha d’água ao seu lado e tomar um longo gole, sentindo a boca seca ao notar que Evans continuava a olhar desconfiado em sua direção.
Mark avisou sobre o início das gravações, que começariam oficialmente em três dias, entregando a cada um dos presentes uma lista de locais, dias e horários que estariam gravando, pedindo para não se atrasarem, principalmente os que fossem filmar ao amanhecer, para que pudessem gravar com a luz natural.
Após pouco mais de três horas, antes de finalizar por completo, Steve virou-se mais uma vez para , sorrindo confiante em sua direção. A mulher sorriu de canto para ele, acenando de volta, mas dois segundos depois entendeu aquele aceno de cabeça como uma permissão que ele havia pedido e, sem entender direito, ela havia dado.
Fechou os olhos com força ao notar o que acontecia.
— Antes de finalizarmos — começou, juntando as mãos e olhando sorridente para o elenco — vamos confiar nosso maior segredo a vocês, então contamos com a colaboração de todos.
— Não me diga que é baseado em fatos reais? — Chris perguntou brincando, ouvindo risadas ao redor.
— Esperamos que não! — O moreno respondeu sorrindo, negando com um aceno antes de ficar em pé, apontando com o braço em direção a loira — Quero que vocês conheçam a responsável por estarmos todos aqui hoje; ou, como a maioria de vocês a conhece, Izadora Pine.
Todos na sala encararam a garota boquiabertos. Uma chuva de comentários de “jamais imaginaria” e “tão nova” foram falados ao mesmo tempo e sorriu de forma contida, um pouco tímida em ser o foco de tanta atenção.
— Só lembrando que está no contrato de vocês que essa informação não pode vazar, hein? A preza muito pelo anonimato. — Steve completou, antes de atender uma ligação em seu celular.

Evans apressou o passo ao ver a loira andando mais a frente, seguindo-a assim que despediu-se de Mark, concordando em passar no figurino antes de ir para casa.
— Ei — chamou, tocando em seu braço e parando ao seu lado quando virou-se para olhá-lo — por que não me disse quem era? E, mais importante ainda, como foi que me deixou falar tanto sobre o seu livro?
deu uma risadinha, jogando a franja para trás;
— O que posso dizer…? Foi um ponto de vista interessante!
— Ah, claro que sim — o outro negou, constrangido —, mas por que não disse nada?
A mulher suspirou, dando de ombros;
— Sabe a atenção que me deram quando Steve falou? Pois é, eu dispenso. E olha que vocês ainda são todos famosos e discretos. Eu só queria escrever minha história e, tá, claro, o dinheiro não é nada mal — deu uma risadinha, escutando-o gargalhar ao concordar — mas toda essa parte de pessoas sabendo quem eu sou, olhando minhas redes sociais e todo o resto? Não obrigada. Não gosto dessa cobrança excessiva.
— Não está errada — suspirou, passando a mão pelos cabelos, pensando em todas as mensagens que recebia diariamente. — Ninguém mais sabe?
— Meu editor — contou, enumerando com os dedos — os produtores e o diretor, bem, agora vocês também — apontou para ele e para o grupo mais ao lado — e… hm… uma amiga.
— Seus pais não sabem? — Perguntou surpreso, vendo-a negar.
— Eu mal tenho coragem de ver um filme em que um casal se beija na frente deles, imagina se eles descobrem que eu escrevi uma cena de sexo? Não conseguiria nunca mais olhar pra eles! — A loira falou, com os olhos arregalados.
— Queria dizer que não compreendo, mas, infelizmente, compreendo. Nada mais constrangedor do que assistir cena de sexo ou nudez com os pais, exceto, talvez, você ser a pessoa na telinha que está nu. — O loiro falou, suspirando e rindo.
— Você fala daquela cena da toalha em “Qual Seu Número?”? — perguntou animada. — Pode ter certeza que você não estava nada mal nela. — completou, com um sorriso.
— Ah, Senhorita Pine, queria muito que fosse essa. — Chris falou, aproximando-se de e começando a usar um tom conspiratório. — Você está pronta para entrar nas profundezas da Deep Web? — O loiro questionou, enquanto mexia no celular, procurando algo e assentiu. — Apresento a você a cena mais constrangedora da minha vida. — Evans mostrou para uma foto em que suas partes íntimas estavam cobertas de Chantilly e segurou uma risada. — Ah, , você acha isso engraçado? — O loiro perguntou. — E que tal isso? — Ele passou a tela do celular e mostrou a próxima foto, que tinha chantilly em sua bunda e, pasmem, uma banana.
— Isso é uma banana em sua bunda? — perguntou, em meio as gargalhadas.
— Sim… — Evans respondeu, um pouco vermelho, mas também rindo da situação. Agora, 20 anos após o lançamento do filme, já conseguia rir do ocorrido, mas passou muito constrangimento por conta daquela cena. — Imagina o seguinte: primeiro filme de maior sucesso que fiz, minha mãe juntou as amigas para assistirem juntas em casa e de repente, puff, eu apareço assim. Maior vergonha da minha vida. — O loiro completou.
— Com toda certeza do mundo. Isso aqui — apontou para o celular do homem. — supera todas as vezes que minha mãe me pegou na pior cena possível de Game Of Thrones. — a loira falou, ainda sorrindo com a foto. — Meu Deus, eu acho que nunca vou superar essa foto. E o melhor é que eu acho que nunca assisti a esse filme, qual é? — perguntou.
— Pode ter certeza que não está perdendo nada. — Evans respondeu, desconversando.
— Bem, eu sempre posso usar o Google… — falou, com um sorriso maroto e Evans suspirou, derrotado.
— É o Não É Mais Um Besteirol Americano… — O loiro admitiu e fez uma anotação mental para assistir o filme na próxima vez que tivesse um tempo livre. — Só já adianto que tem muitas piadas que funcionavam naquele tempo, mas, agora, nem em sonho. — O loiro falou, fazendo referência ao humor ácido que a comédia fazia sobre alguns pontos. — Sendo 100% sincero, nem naquela época era tão engraçado, mas faltava alguém para avisar. — O loiro completou.
— O famoso bom senso. — respondeu.
— Que falta ele fazia em Hollywood há vinte anos. — Chirs falou, sorrindo. — Mas vem cá, vamos falar sobre o seu livro. É simplesmente “uau”, você ser tão nova e ter um livro que vai se tornar um filme! — O loiro falou, animado.
— Eu acordo todo dia e corro para internet para ver se é verdade e não estava sonhando. — falou sorrindo.
— E a ideia do livro? Como veio? — Evans perguntou, sentando-se na cadeira e o imitou.
— Então… Eu era estudante de Biologia e estava atuando em uma pesquisa sobre a utilização de plantas para curar alguns vírus. — A loira começou, empolgada. — E como a boa leitora de fantasia que sou, comecei a pensar e “se um vírus mortal se espalhasse pela terra e a cura estivesse em uma simples planta?” E a ideia inicial de Orchideous realmente é essa, todo mundo está louco e pesquisando mil coisas e quem encontra a possível cura é a Sophie, uma botânica que mora no interior do país e é apaixonada por Orquídeas. — falou, animada. Era mágico poder falar sobre a sua obra dessa forma, já que para manter o anonimato, ela quase nunca podia conversar com as pessoas sobre o assunto.
— Eu notei que você falou “possível cura”, como assim? — Evans perguntou, genuinamente interessado.
— Você não acha que vou dar spoiler do meu segundo livro para você, não é? — falou, sorrindo.
— Ah, Izadora Pine, assim você parte meu coração; — Evans falou, fingindo que estava magoado.
Foram interrompidos pela porta que abriu de supetão, a funcionária que trouxe o café mais cedo entrou e olhou para os dois de surpresa.
— Ah, nossa, mil desculpas, achei que todos já tinham ido embora. — A morena começou. — Detesto ser a chata que corta a conversa, mas vamos precisar dessa sala para uma outra reunião que tá prevista para começar daqui cinco minutos. — Ela completou, olhando o relógio.
logo se apressou em levantar e foi acompanhada por Chris, que voltou para a cadeira que estava sentado antes para pegar sua mochila.
— Se dependesse de mim, deixaria você e Chris Evans trancados nessa sala para sempre. Afinal, mulheres ajudam mulheres, não é mesmo? — A morena sussurrou e piscou para . — Mas estamos com as salas cheias hoje, infelizmente. Aliás, prazer, me chamo . Acho que vamos nos ver muito por aqui. — sorriu animada e retribuiu.
— Vamos lá? — Chris falou e o casal saiu da sala, deixando organizando as coisas com o pessoal da produtora.
Chris olhou de lado para , queria continuar conversando com ela, mas estava preocupado dela interpretar errado seu interesse, de achar que era apenas por ela ser a autora de Orchideous.
— Eu tô um pouco preocupado em falar isso, mas eu juro que pensei nisso logo no inicio da reunião e agora estou triste por não ter feito antes… — O loiro começou a tagarelar e o olhou, em expectativa. — O que você acha de tomarmos um café para conversarmos melhor? — Evans falou, um pouco inseguro. Ao notar que a loira hesitou um pouco acrescentou rapidamente. — É uma cafeteria bem discreta que eu conheço e juro que vou totalmente disfarçado. — Mostrou o óculos e boné dentro da bolsa. — Ninguém vai descobrir a sua identidade secreta, Izadora Pine.
suspirou, um pouco preocupada. Mas ela não era idiota, não se desperdiçava uma chance de tomar um café com o Capitão América.
— Oras, por que não? — A loira deu de ombros. — Vamos no meu carro?
Ambos foram em direção ao carro de , enquanto conversavam como velhos amigos e ninguém que olhasse de fora diria que aquela amizade — ou algo mais — estava apenas começando.



Epílogo

“Há dias não se fala de outra coisa: quem é a garota misteriosa que Chris Evans é visto regularmente ao lado. Será um novo affair ou são apenas amigos? E mais: Izadora Pine, autora do sucesso Orchideous, em que Evans interpretará o personagem principal na adaptação curtiu um Tweet com uma foto borrada do casal em um restaurante intimista.
O que confirma a nossa suspeita de ser alguém de dentro do Set de filmagens.”



Fim!



Nota da autora:
PRONGS: IZADORA AMOR DA NOSSA VIDA ESPERO QUE VOCÊ GOSTE DESSA ONESHOT QUE FIZEMOS COM TODO AMOR DO MUNDO PARA VOCÊ.
TE AMAMOS MUITO AMIGA VOCE É SENSACIONAL E MERECE TUDO DE BOM E LINDO. INCLUSIVE UM CHRIS EVANS.

Padfoot: ORA ORA QUEM TÁ ENVELHECENDO SE NÃO É O NOSSO NENÉM!? Parabéns para a única sonserina possível da minha vidaaa (quase me faz acreditar que os verdinhos são legais)! Mtas felicidades sempre Izadoraaaa a gente te ama, mas não tanto quanto você ama o Ced ❤️ E se vocês leram e gostaram da fanfic, deixem um comentário!

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