Última atualização: 04/01/2018

Capítulo 12 - Summer Nights

estaria muito mais satisfeito se pudesse passar o dia com . Na verdade, por mais irritante que o amigo fosse, não se importaria que Liam estivesse junto de verdade, mesmo quando ele se empenhava tanto em envergonhar a garota. Ele só não gostava mesmo era da presença de Tiffany e se perguntava como ninguém conseguia notar isso. tinha ciência de que não conseguia só disfarçar.
Haviam alugado bicicletas para conhecerem a cidade, mas não tinham tomado café. os fez pararem em uma confeitaria e os três entraram para comprar algo enquanto ficava para fora, de olho nas bicicletas. Estava escorado na sua, olhando o mar logo a frente quando o envolveram pela cintura. Eram braços femininos e ele levou as mãos até eles por reflexo enquanto cabelos longos caiam por seus ombros.
Soube que não era assim que sentiu o cheiro exageradamente adocicado do perfume de Tiffany. Era bom, na verdade. Duvidava que alguém além dele se incomodava com aquele cheiro, mas ele se incomodava.
- Tiffany, o que quer? - perguntou, tentando soar o mais paciente que conseguia. Seu humor estava bom demais até então, mesmo com a presença dela, mas claro que ela não podia ficar feliz com isso. - O Liam está logo ai, você podia pelo menos ter um pingo de respeito.
- E dai? Somos amigos, ele vai achar muito mais estranho se você me empurrar. - devolveu, beijando sua bochecha, e ele revirou os olhos, especialmente por saber que era verdade.
- Ele acha que somos amigos. - falou, soltando suas mãos para encará-la. Estavam perto demais, mas ele não se importou. Evitaria que escutassem o que ele ia dizer. - Não somos porque eu sei muito bem o que você quer dele. Não vai conseguir. - sussurrou e ela sorriu, passando os braços ao redor do seu pescoço.
- Eu costumo conseguir o que eu quero, . - Ela falou e ele revirou os olhos, contendo o ímpeto de empurrá-la enquanto olhava impaciente para trás, torcendo que Liam aparecesse de uma vez e tirasse aquela garota de perto dele.
- Você nunca esteve contra mim antes. - Respondeu, sem notar quando apareceu saindo da cafeteira, parando, no entanto, ao encarar os dois.
- Você sabe que só estou contra você porque você quer. Podíamos estar tornando esse cruzeiro muito melhor. - Tiffany sorriu sugestiva e sentiu a garganta fechar com a visão, provavelmente parecendo meio estúpida parada ali, já que as pessoas em volta paravam para olhar sem entender.
então balançou a cabeça, tentando dar algum sentido ao que via. Não sabia quanto a Tiffany, mas não achava que fosse fazer aquilo com Liam. Era bem óbvio o quão amigos eles eram e prendeu o ar quando Tiffany chegou perto demais de Zayn para falar algo em seu ouvido.
Tentando manter aquilo em mente, ela seguiu na direção dos dois.
- Ei! - Falou, retribuindo o sorriso falso que Tiffany lhe deu ao se afastar de . - O Liam está te procurando. - Mentiu, mesmo que não fosse esse o plano. Só estava com ciúmes e não queria continuar perto dela.
Tiffany concordou com um aceno, voltando seu olhar para em seguida. Não se importou com ao se inclinar novamente em sua direção, sussurrando em seu ouvido:
- Pensa no que eu te falei. - disse, piscando para ele que se esquivou dela imediatamente, não escondendo a irritação. Assim que a viu se afastar, voltou-se para , apoiada no batente do píer, um pouco mais a frente. Suspirou, sentindo –se mal pela cena que ela havia acabado de presenciar. Sabia bem o que deveria ter parecido e Liam, provavelmente, não iria se importar, mas ela não era Liam. Com as mãos nos bolsos da bermuda, ele se aproximou.
- ... - chamou, se escorando no batente de costas para o mar e de frente para ela. - Desculpa por isso...
- Você não tem que se desculpar. - ela falou. Não tinham nada um com o outro. Nada de verdade. Era no máximo um romance de verão e eles não se veriam nunca mais. Ela que estava fazendo isso errado, deixando-se aproximar dele mais do que deveria. Quis sorrir para mostrar que estava tudo bem, mas não conseguiu e apenas o encarou. - Não precisa.
- Não. - ele confirmou, sem desviar o olhar do seu, entendendo onde ela queria chegar com aquela resposta mesmo não tendo explicado. - Mas eu quero. Nunca tive nada com ela, , mas Tiffany não está com Liam porque gosta dele. - falou, virando-se para o mar em seguida, escorando-se no batente da mesma forma como ela, lado a lado. - Lembra daquele jogo, no dia da piscina? - perguntou e ela concordou com um aceno. Antes de continuar, ele espiou sobre os ombros para se garantir de que Liam não estava vindo. - Eu vou te contar um segredo. O Liam é meu irmão. Ele não sabe. Provavelmente até confirmaria se você dissesse porque, bom, crescemos juntos. O considerava um irmão antes mesmo de saber que era verdade. Ainda sobre o jogo, minha missão aqui é basicamente ficar de olho nele. Ela conseguiu fazer com que Liam largasse tudo e fosse para Vegas se casar com ela mês passado. Liam não aceitou fazer isso sem mim, mas ela está, desde então, fazendo de tudo para conseguir ficar sozinha com ele. Não entendia porque até o pai dele... Nosso pai, me contar algumas coisas. A história é longa demais para que eu tenha tempo de explicar agora, mas se ela conseguir o que quer, Liam não vai terminar muito bem.
não o encarou imediatamente, repassando suas palavras mentalmente. Não tinha como ele ter dito aquelas coisas no dia da piscina num jogo inocente se não fosse verdade, não faria o menor sentido, acreditava nele quanto a isso. E por que não podia ser Liam, seu irmão secreto, afinal?
Ele tinha uma história que parecia verdadeira, mas nada disso explicava porque ele aceitava as provocações da garota ao em vez de simplesmente contar a verdade a Liam.
- Por que você não diz a ele? - Perguntou, virando de uma vez para encará-lo, tentando ignorar o que vê-lo parado, esperando nervoso por uma resposta enquanto já lhe encarava fez com ela. - Não é mais fácil? Você simplesmente contar?
- Ele está apaixonado, . Você pode não ver como ela o domou, mas qualquer um que o conheça há mais tempo, consegue. Se Liam nos pegasse daquele jeito, exatamente como você nos pegou, ia achar a coisa mais normal do mundo. Uma brincadeira entre o melhor amigo e a namorada, as duas pessoas em quem ele mais confia no mundo. Eu até podia tentar falar com ele, mas e se ele não me ouvir? - perguntou, virando o rosto para encará-la. - Ele iria perguntar a ela, então Tiffany começaria a chorar e me jogaria contra ele. Não tenho provas. Fica fácil pra ela. - explicou. - Tudo o que eu posso fazer, é ficar de olho neles dois, garantir que ela não consiga o que quer mesmo que para isso eu tenha que aturá-la.
não disse nada em resposta, suspirando pesadamente ao em vez disso. Não parecia que havia o que dizer, de qualquer forma.
Aquilo era uma droga e ela não conseguia imaginar estar em seu lugar. Aquilo tudo era horrível e ser sentiu mal por Liam. Parecia tão injusto que ninguém pudesse contar pra ele.
- No seu lugar, eu tentaria provar o que sei. É péssimo pensar nele sendo enganado desse jeito, . - Ela falou por fim, olhando para dentro do café onde Liam e Tiffany riam juntos como se fossem mesmo um casal feliz destinado a ficar junto pra sempre.
- E você acha que eu não estou tentando fazer isso? - perguntou, virando-se de frente para a confeitaria novamente, vendo os dois ali. - Você nem imagina o quanto ela me irrita, especialmente pelo que está fazendo. - falou e não teve tempo de responder antes que os dois estivessem próximos o suficiente para ouvir.
- Não achava que você fazia o tipo ciumenta. - Liam falou para a garota e o encarou confusa, sem entender sobre o que ele falava.
Liam riu, mas foi Tiffany quem respondeu:
- Liam não estava me chamando. - explicou, vendo corar e sorriu como se fossem melhores amigas antes de se voltar para Liam. - Isso porque eu havia abraçado . - riu.
mordeu o lábio ao em vez de responder, com a impressão que, se tentasse, não ia ser bonito. Não era fácil tirá-la do sério, mas Tiffany ia conseguir se tentasse mais um pouquinho.
- É, por isso. - Riu também, como se fosse tudo uma grande brincadeira.
- Ele é quase como um irmão pra mim, , não precisa se preocupar. - Tiffany a tranquilizou e não pôde conter a provável careta que fez para suas palavras. Nunca foi boa em esconder as expressões e Tiffany estava tornando ainda pior.
- Não estou preocupada, T. - Falou no mesmo tom, odiando ter que tratá-la bem sabendo o que ela estava fazendo com Liam, mesmo não sendo assim tão próxima de Liam, a idéia de alguém enganar e brincar com os sentimentos de outra pessoa era péssima de qualquer forma.
- Claro que não. - ela ironizou, entrando entre e para segurar os dois pelo braço. Beijou a bochecha dela primeiro, depois a dele, e ambos precisaram se conter para não revirar os olhos.
Liam riu, erguendo o saco de papel da confeitaria.
- Por que não vamos até a praça comer? Tinham algumas pessoas do cruzeiro lá dentro falando da igrejinha no centro, perto da praça. Podíamos ir até lá. - sugeriu e concordou imediatamente, só para poder largar Tiffany para seguir até sua bicicleta.
- Parece ótimo para mim. - falou e concordou imediatamente, fazendo o mesmo que ele ao deixar Tifany para trás.
Ela riu, não deixando de notar o gesto.
- Vocês são iguaizinhos. - disse em tom de brincadeira, seguindo para sua bicicleta enquanto Liam fazia o mesmo.
- Vamos apostar corrida até lá? - Liam perguntou, já se preparando para largar.
- Mas não sabemos o caminho. - respondeu, franzindo o cenho, e ele revirou os olhos, de forma humorada.
- , a ilha é minúscula, pra chegar ao centro é só pedalar até o centro.
- Mas como... - ela começou, mas ele gritou “já” e tanto Liam quando Tiffany, dispararam a frente. Ela arregalou os olhos ao se voltar para e ele deu de ombros.
- Já. - falou com humor, seguindo em frente para acompanhar os outros dois.
- ! - gritou, levando alguns segundos para repetir o gesto e ele apenas riu.
- Vamos logo! Isso é uma corrida! - ele gritou de volta, pedalando mais rápido para evitar que ela o alcançasse.


não lembrava o que jogaram, mas sabia que perdera. Sabia disso porque agora o corpo estava quentinho e leve de um jeito até engraçado, tudo a sua volta parecia muito mais interessante e ela nem estava mais com raiva de Tiffany, realmente rindo da piada que ela contava, embora não tivesse certeza de como terminava. Talvez devesse prestar mais atenção quando as pessoas falavam. Hm. Era algo a se pensar.
Ah, sim! Era sobre o garoto cantando no palco! Ele era péssimo, mas estava se divertindo, então era legal de ver. Aos berros, jogando o pouco cabelo que tinha enquanto imitava uma guitarra imaginaria cantando AC/DC. Ia ficar rouco.
- Céus, por que vocês escolheram esse bar? - perguntou, coçando o ouvido, irritada e fez careta.
- Aqui é legal, , o que é que você tem? - Perguntou, sem entender o mau humor da amiga. Não se lembrava quem sugerira o bar, mas gostava de lá também.
- Agora? Dor de cabeça. Graças a ele. - reclamou. Na verdade, seu humor não era um dos melhores porque não tinha ideia do que se passava em casa. Não conseguira falar com Eva e além de tudo tinha . Parecia ridículo ao menos considerá-lo como um problema com tudo que ela estava passando, mas considerava. De todos os problemas era o único que podia resolver e queria muito resolver, mas não sabia como e isso a frustrava. Desejou ter perdido o jogo para estar tão bêbada quando e então se perguntou quando precisava de qualquer motivo para ficar bêbada.
- Você é uma chata. - respondeu por fim e ela deu de ombros, pedindo uma tequila ao garçom. - Yeeey! - a garota comemorou e olhou para ela de canto de olho, desconfiada.
- Isso é pra mim, não pra você. - falou, vendo a garota fazer bico e riu, a puxando para si.
- Não acha que já bebeu demais, não? - perguntou, vendo a garota negar com a cabeça imediatamente, quase caindo do banco.
- Ei, você ia me derrubar! - Reclamou e olhou irônico pra ela, que riu, apertando sua bochecha quando ele a ajudou a se sentar direito, perto dele.
Quando o garçom voltou com a bebida de , no entanto, foi que viu sentado sozinho no bar, lembrando-se imediatamente -sabe-se lá Deus como, visto que estava bêbada- que ele não tinha amigos.
- Tadinho. - Murmurou, fazendo bico sem que ninguém realmente entendesse do que ela falava.
tomou sua dose, pediu outra, e se voltou para a amiga.
- Tadinho de quem? Do garçom? - perguntou, confusa, e revirou os olhos, inclinando-se na cadeira para apertar suas bochechas. Quase caiu por isso, não o fazendo apenas porque a segurou no lugar e riu, esquecendo-se do que falava ao esconder o rosto no peito do garoto. - Deveríamos mantê-la longe das bebidas. - falou para , que foi obrigado a concordar.
- Já viu quem está ali? - Caleb perguntou por sobre os ombros de , a fazendo pular de susto. Gesticulou em direção a com a cabeça e , que havia voltado a prestar atenção ao ouvir a voz de Caleb, deixou o queixo cair em um "ah", voltando-se a se lembrar de ali.
- Tadinho. - repetiu, fazendo com que os três se voltassem confusos para ela.
- O é o tadinho? - perguntou, chocada. - Tadinha é de mim!
- Não, , você tem amigos! - exclamou e lhe olhou como se ela fosse louca.
- Oi?!
Ao em vez de responder, no entanto, bateu palmas exagerada quando o garoto terminou sua performance e ele riu surpreso, já que ela era a única batendo palmas em todo o bar.
- Érh... Ao menos alguém gostou. - O apresentador riu, juntando-se ao garoto no palco. - Por que não vem mostrar o que sabe fazer também, querida?! - Sugeriu, chamando a garota, que levantou animada ao notar que era com ela, mesmo que fosse óbvio, já que, bem, ninguém mais batera palmas.
- , ficou louca?! Aquilo é um palco, não o chuveiro de casa! - Caleb tentou impedi-la, mas ela já corria em direção ao palco, quase tropeçando num garoto no caminho, mas sequer notou.
- Ah, meu Deus. - escondeu o rosto nas mãos, sem acreditar naquilo enquanto já subia no palco, com a ajuda do menino do AC/DC.
- Ganhei cinquenta pratas por sua causa, obrigada. - Ele falou e ela riu.
- De nada! Você é péssimo! - Riu, fazendo as pessoas em volta rirem também. - Ei, eu posso chamar alguém pra cantar comigo também?! - Perguntou ao outro rapaz e ele assentiu animado, levando e Caleb a se encolherem automaticamente, com medo do que viria.
- Eba! – Falou animada e o garoto do AC/DC imitou o barulho dos tambores, a fazendo rir. - Senhoras e senhores... HARRY! - Gritou, animada e o garoto engasgou com a bebida, olhando assustado na direção do palco. Mas que porra...?! Ele estava ótimo assistindo a garota passar vergonha sozinha, o que ela achava que estava fazendo?!
- Vem, ! Mostra pra eles o que sabe, qual é! - Ela mesma ria ao falar, chamando insistente pelo garoto.
- Vamos lá, garoto. Não deixe a dama esperando. - o apresentador falou. - , , ... - fez sinal com as mãos para que o pessoal repetisse o gesto e o público passou a chamá-lo. podia apostar que estavam ansiosos para ver a desgraça alheia e se voltou novamente para o bar, esperando que parassem se ele fingisse que não era com ele. - Vamos lá, rapaz! Coragem! - falou enquanto o público ainda gritava e , um tanto quanto chocada, se voltou para . Não era a única.
O apresentador tirou o microfone da mão de , que ainda chamava o garoto por lá, e cochichou algo em seu ouvido. apontou da direção de e no instante seguinte, os holofotes estavam sobre ele, fazendo com que o garoto arregalasse os olhos. Deveria ter fugido quando ainda tinha chance.
bateu palmas animada.
- ! - gritou quando as luzes o encontraram e o apresentador riu.
- Agora já era, cara. Sobe pra cá.
balançou a cabeça, sem acreditar naquilo e, se vendo sem escolhas, se pôs de pé.
- O que você tem na cabeça? - Sussurrou para garota assim que subiu no palco, ignorando as palmas e gritinhos e riu, ignorando a pergunta.
- Vamos cantar! - Falou e o apresentador fez sinal para outra pessoa lá embaixo que não pôde ver, deixando o palco em seguida.
- Espera, a gente nem escolheu a música! - virou para o homem, embora não fizesse a menor idéia do que estava fazendo ali, olhando para , bêbada, em seguida, se perguntando porque aquela maluca fora chamar logo ele pra cantar com ela. Mas a música começou em seguida, a música que ele achava que ninguém tinha escolhido e suspirou.
- Vai! - Fez sinal para que ela começasse quando as letras apareceram no telão, já que ela se distraíra sabe-se lá Deus com o que.
então se aproximou empolgada do microfone e começou a cantar ao notar que já podia.

Summer loving had me a Blast
Summer loving happened so fast


suspirou, se perguntando o que diabos ele estava fazendo ali e se aproximou do microfone, coçando a nuca sem jeito. Não sabia o que era mais humilhante, estar no palco de um karaokê cantando Grease ou o fato de conhecer a droga da letra.
- I met a girl crazy for me - cantou e o encarou um tanto quando chocada. Era só uma frase, mas havia soado bom demais para o nível de um simples karaokê e concordava, arregalando os olhos com a surpresa. Só faltava ele ainda saber contar. Além de tudo.
Quando viu que ela perderia a deixa, rolou os olhos, fazendo sinal para que ela cantasse e a garota riu, esquecendo-se do porque de encarar ao se voltar para o microfone:
- Met a boy cute as can be... ! - ela gritou, acenando para que acabou rindo. Não foi o único, todo o público a acompanhou, inclusive por mais incrível que parecesse.
Sem entender do que riam, fez o mesmo antes de voltar a cantar, agora em coro com :

Summer days drifting away, to oh oh the summer nights

- Well-a well-a well-a UHU! - cantou, animada, fazendo sinal para que continuasse, mas ele apenas riu, negando com a cabeça.
- Nem fudendo, . - reclamou, divertido. Já haviam perdido a deixa da música, mas a garota não parecia se importar:
- Tell me more, tell me more, did you get very far? - cantou, com a voz afetada e riu mais uma vez. - Tell me more, tell me more... - cantou, olhando para como se pedisse para que ele continuasse e o garoto suspirou vencido, não acreditando que de fato, estava se divertindo com aquela bobeira:
- Like does he have a car?
- Aha, Uhu - Aha, Uhu - ela continuou, dançando abobadamente e negou com a cabeça embora sorrisse. Jamais esperaria algo como aquilo daquele cruzeiro e sem se conter, acabou desviando o olhar brevemente para , que sorria enquanto assistia a cena. Sorria por , contagiada pelo som de suas risadas e mais ainda, por sua voz.
- Vai, ! - afastou o microfone para bater nele por ter parado e ele riu ao se afastar, voltando a segurar o microfone para cantar.
-She sawm by me, she got a cramp, cantou, rindo da garota dançando animada.
-He ran by me, got my suit damp - Ela cantou, gargalhando sozinha ao pensar em como aquilo se assemelhava a sujando todo seu livro com a bola. Bom, ao menos na cabeça dela, é claro.
-I saver her life, she nearly drowned - cantou, girando o indicador ao lado da cabeça para indicar que a garota era louca e ela mostrou a língua para ele como resposta, o fazendo rir quando perdeu a deixa por isso.

Summer sun, something's begun
but oh oh the summer nights


Cantaram juntos e, mesmo desafinada, conseguia contagiar as pessoas ao seu redor simplesmente pela sua animação, tendo alguma sorte por ser incrível cantando e estar, literalmente, salvando os dois ali.
-Tell me more, tell me more, was it love at first sight?! - Ela fez voz afeminada outra vez, cutucando enquanto apontava e ele olhou desacreditado para ela por isso, batendo em sua cabeça de brincadeira.
-Tell me more, tell me more, did he put a fight? - trocou a letra da música ´para provocar a garota, que mostrou a língua pra ele.
- Took her bowling in the arcade - cantou, já se adiantando para o próximo verso antes que o fizesse.- We went strolling, drank lemonade - ergueu uma sobrancelha para ela, esperando que cantasse em seguida, e mal se dando conta do que vinha, continuou, inocente.
- We made out under the dock - cantou, fazendo uma careta ao se dar conta do duplo sentido. Quando riu, ela lhe mostrou a língua e ele voltou a cantar em seguida, como se nada tivesse acontecido:
- We stayed out 'till ten o'clock - precisou cutucar para que o acompanhasse quando a garota se perdeu, dando voltinhas no palco e acabou cantando fora do microfone por isso.

Summer heat, boy and girl meet
but oh oh the summer nights


Revirando os olhos, ele tirou o microfone da base, o colocando em sua mão e ela sorriu agradecida.
- Tell me more, tell me more. How much dough did he spend? - cantou, apontando para ele para que continuasse, mesmo que ela fosse a única perdida ali.
- Por favor, me diz que alguém está filmando isso. - Caleb sussurrou para , entretida demais no palco para se lembrar de pegar o celular.
- Eu estou. - Dean avisou e Caleb fez uma careta, o ignorando.
- Tell me more, tell me more. Could she get me a friend? - cantou.
dançou empolgada e riu, segurando seu braço para girá-la pelo palco, mesmo sem ter ideia do que estava fazendo. Nada naquilo era o que ele era normalmente, mas seria mentira se dissesse que não estava se divertindo e optou por apenas deixar rolar ao em vez de se preocupar tanto com como parecia o tempo todo.

Summer dreams ripped at the seams
but oh those summer nights


Quando acabaram, as pessoas estavam batendo palmas empolgadas e riu, inclinando-se numa reverência junto com , que bateu palmas empolgada logo depois.
- Viu, ?! Você tem uma amiga! - Abraçou o garoto, que olhou surpreso pra ela antes de passar os braços ao seu redor, sem jeito. Não esperava que ela fosse insistir naquela história de amizade e acabou deixando a surpresa levar a melhor antes de ajudá-la a descer do palco, tentando não deixá-la cair, o que se mostrou uma tarefa extremamente difícil quando ela passou a correr em direção a mesa, o puxando junto.
- E aí, quem se divertiu? - Perguntou, erguendo a mão empolgada, obrigando a fazer o mesmo, já que segurava seu braço . - Há! Eu sabia! - Apontou pra ele, que olhou irônico pra garota por isso
- Ele com certeza teve muita escolha ao responder isso. - Caleb respondeu e lhe mostrou a língua, passando um dos braços pelo pescoço de , como se realmente fossem velhos amigos. Ele a olhou de canto de olho, desconfiado, mas não se opôs.
- Você sabe que filmaram tudo isso pra você ver mais tarde, não sabe? - perguntou, rindo enquanto a puxava para si e a garota deu de ombros, jogando os braços ao redor do seu pescoço.
- Não tenho nada a esconder.
- Quero ver dizer isso amanhã quando ver o vídeo. - devolveu, não conseguindo evitar uma risada. Guardaria aquele vídeo pelo resto da vida, mas não pelo motivo que esperavam. podia estar bêbada e sabia que a garota iria querer morrer amanhã, mas a apresentação havia sido ótima, de verdade. A diversão de ambos enquanto cantavam havia contagiado o público e ainda tinha o bônus de cantar surpreendentemente bem. Antes que pudesse se conter, deixou que seu olhar caísse sobre ele. Gostava de vê-lo daquele jeito, realmente divertido. Não que tivesse qualquer coisa contra a ironia e o sarcasmo. Menos ainda contra aquele sorriso de lado que a destruía completamente, mas sua risada era tão boa quanto. Havia tido oportunidade de vê-lo daquela forma apenas quando patinaram e apesar do que aquilo havia gerado, bom, ela tinha adorado o dia.
Talvez esse fosse o problema.
viu pelo canto do olho o olhar da garota cair nele e foi extremamente difícil fingir não perceber e olhar de volta, ele queria olhar e parar de se sentir idiota por pensar tanto a respeito de um mísero olhar, mas acabou não o fazendo.
coçou a nuca, sem jeito e abriu a boca para dizer que já estava indo, mas antes que o fizesse, o apresentador de antes bateu em suas costas, o assustando.
- Ei, rapaz! Você é bom! Parabéns! - Falou, empolgado e sorriu, assentindo.
- Obrigado. - Disse e Caleb apontou a cadeira vazia entre Dean e .
- Senta logo, .
- Eu não...
- É, senta logo. - falou também e olhou desacreditado pra ela.
- Você já não me alugou demais hoje?! - Perguntou, rolando os olhos quando ela riu, e sentando-se onde Caleb indicara, só então olhando para , satisfeito de ela não estar olhando também. Ela estava linda, como sempre e se perguntou o quão estúpido era por não levar a garota pra cama de uma vez e esquecer todo aquele clima esquisito.
Ela ainda era a filha do homem que matara seu pai, mas ele não tinha porque ligar para aquilo. Era só sexo e apostava que se soubesse o que faziam, o pai dela também não ia gostar.
Ela tinha medo do pai. Achava que ele queria matá-la. Não que tivesse medo do homem, mas era quase como se tivessem algo em comum. Pelo menos ambos sabiam do que Jason era capaz.
Somente quando Caleb o empurrou, se deu conta de que falava com ele.
Caleb revirou os olhos.
- Vocês são ridículos. - falou e olhou irônica pra ele.
- Ah, nós. - ela respondeu, irônica. - E eu devo acreditar que você levantou daqui para o sentar porque é um ótimo amigo?
- Ele quer fugir do Dean! - gritou, rindo em seguida.
- ! - Caleb a repreendeu enquanto os outros tentavam entender o motivo. riu mais uma vez, escondendo o rosto no pescoço de e Tiffany revirou os olhos para o gesto. Não que alguém tivesse notado.
- Mas o que eu te fiz? - Dean bancou o desentendido e abriu a boca pra falar, mas a fechou rapidamente sob o olhar feio de Caleb, voltando q esconder a cabeça em em seguida. Caleb rolou os olhos.
- Não fez nada, nada. - Respondeu a Dean, exasperado e rolou os olhos, pedindo uma vodka ao garçom em seguida.
- É, nós somos ridículos. - Resmungou, encarando brevemente e quando ela ergueu, surpresa, o olhar pra ele, se obrigou a se manter lhe encarando por um instante antes de desviar, como se quisesse convencer a ela e a si mesmo que não havia nada demais, que nada mudara.
Mas tinha mudado, pelo menos na cabeça da garota, e ela não sabia lidar com isso.
Optando por se voltar para o balcão, pediu mais uma dose de tequila antes de responder, sem olhar para qualquer um, especialmente .
- É, com certeza. - falou, fazendo Caleb revirar os olhos. Não que ela tenha visto. Quando a dose da garota foi servida, Caleb tomou o copo de sua mão, tomando de uma vez antes que ela o fizesse. - Ei! - ela reclamou, o esmurrando, e Caleb sorriu cínico para ela.
- Você não está falando com . Não tem mais ninguém pra cuidar de você se ficar bêbada.
- Não estão se falando? - perguntou para , fazendo bico, mas foi ignorada.
- E você lembra o que aconteceu na última vez que bebeu, não lembra? - ela sorriu para Caleb da mesma forma que ele havia feito, pedindo outra dose. - Estou longe de estar bêbada e posso me cuidar.
- Não pode não. - retrucou e ela olhou feio para a amiga. A garota apenas riu contra o pescoço de . - Eu estou bêbada.
- É, está. - ele devolveu, olhando no relógio. - Quer voltar para o navio? - perguntou e a garota concordou, mas não se moveu, fazendo rir antes de se levantar, fazendo com que ela imitasse o gesto. - Vamos, estamos longe demais de lá para que eu possa te carregar. - falou, recebendo um bico decepcionado em troca. Ele a imitou, rindo em seguida antes de abraçá-la de lado. - Vamos, eu te carrego quando chegarmos ao navio.
soltou um gritinho animado, segurando em sua mão para correr com ele para fora do karaokê.
- Duvido que ele consiga fazer com que ela durma tão cedo. - Caleb murmurou, dando de ombros. Dean se aproximou dele para pedir outra bebida, passando um dos braços ao redor de sua cintura. Havia feito de propósito e riu quando Caleb arregalou os olhos, afastando-se imediatamente. - Eu também já vou indo! - exclamou, afastando-se imediatamente e riu quando o garoto praticamente correu atrás de e .
- E nós somos ridículos. - ela repetiu, xingando em seguida quando Dean, assim como Caleb havia feito, tomou sua dose. - Mas que porra! Dean! - falou e ele apenas riu, piscando para ela antes de se afastar.
bufou, abrindo a boca para pedir mais uma dose, mas se calou ao notar que só haviam sobrado ela e . Liam e Tiffany tinham ido embora há horas atrás.
- Eu... já vou indo. - falou, deixando o dinheiro sobre o balcão antes de se levantar. Sentiu-se realmente ridícula com aquela necessidade de fugir dele depois de todas as vezes que transaram, mas tudo que fez foi lançar a um sorriso amarelo antes de afastar, fazendo com que o garoto suspirasse, entendendo aquilo tanto quanto ela, antes de pedir mais uma dose de vodka para o garçom.


Capítulo 13 - Reconciliation


assoviava no ritmo de "summer nights", obviamente para provocar e a garota já perdera a conta de quantas vezes respirou fundo para simplesmente não pular em seu pescoço. Céus, ela não acreditava no que fizera.
Nem se lembrava da coisa toda, mas os flashes que viam na cabeça com fazendo aquilo eram o suficiente para querer morrer. Puta merda, nunca mais ia beber na vida.
- Você quer fazer o favor de calar a boca?! - Por fim, virou irritada para o garoto, sem conseguir mais aguentar e gargalhou por isso.
- O que aconteceu com aquela história de ser minha amiga, hein? - Provocou mais e ela rolou os olhos.
- É assim que eu trato meus amigos quando estão sendo insuportáveis. Pode ficar quieto agora?!
Em resposta, apenas voltou a assoviar a música, precisando fugir de quando ela correu atrás dele com um pedaço de pano, tentando acertá-lo com ele. gargalhou, mas nem por isso parou o que fazia. Quando parou de correr pelo bar, disposto a arrancar o pano de sua mão, "summer nights" simplesmente começou a soar de algum lugar. Mas não era qualquer versão de "summer nights", era a versão deles da música.
parou de correr imediatamente, olhando na direção do som enquanto ria mais uma vez, agora da cara de desgosto que a garota acabou fazendo enquanto Dean entreva com o aparelho celular em mãos. e Caleb vinham logo atrás, dançando. estava fugindo de , e Caleb de Dean, mas toparam enfrentar aquilo juntos, afinal, provocar depois daquela humilhação pública era maior que tudo aquilo.
- Bom dia, estrela! - Dean cumprimentou, sentando-se no bar animado. - Eu amei demais esse vídeo. Quantos acesso você acha que eu consigo no Youtube? - perguntou, se divertindo com a situação.
arregalou os olhos com a possibilidade e Dean gargalhou.
- Estou brincando, brincando! Não seria tão mau com você. - Riu, fazendo uma careta quando a garota suspirou de alívio. - Eu acho.
- Ah, vai se fuder! - Ela exclamou, irritada e ele riu, mas Caleb interveio em seguida, tomando o celular das mãos de Dean para entregar a .
- Vai, vê o vídeo! - Falou impaciente e ela estreitou os olhos pra ele, tomando o celular de sua mão, corada antes mesmo de voltar ao início, quando subiu ao palco, sem notar quando ele parou atrás dela pra ver também.
- Ah, meu Deus. - Sussurrou, querendo fugir dali assim que começou a cantar no vídeo. Sentiu o choque voltar quando cantou e não pôde evitar desviar o olhar pra ele, que, com todos ocupados demais para notar, sorria vendo o vídeo.
Não podia negar que fora divertido, embora não pretendesse admitir. Não mesmo.
- Ah, droga, mas que porra, socorro! - gritou, estendendo o aparelho de volta para Caleb quando gritou o nome de no palco, corada em todos os tons de vermelho. Puta merda, aquilo era humilhante demais, demais mesmo, chegando a ultrapassar os níveis de aceitável em qualquer universo, de qualquer pessoa bêbada.
- Por que tudo isso? A gente se divertiu muito! - Dean exclamou. - A suas custas, é claro. - completou, gargalhando quando a garota xingou mais uma vez.
- Quem vê esse mal humor tanto nem imagina que se divertiu tanto ontem à noite. - provocou também, tendo que se afastar quando se inclinou sobre o balcão para estapeá-la.
- Pra que tudo isso? - perguntou, fingindo confusão. - Olha para o . Ele não está reclamando.
- Anh... Será que não é porque ele canta bem?! - retrucou, irônica e olhou de lado para em seguida. - Odeio você por cantar bem. - Falou e ele riu.
- Deve ter sido o carma, sabe... Por me fazer subir naquele palco com você pra cantar grease. - Fez uma careta, sem acreditar que havia mesmo feito aquilo.
- Ah, nem vem. Você bem que se divertiu também. - Caleb retrucou antes que o fizesse e a garota assentiu, apontando para Caleb como se dissesse: viu só?!
- Odeio você também, só pra deixar claro. - Falou quando o amigo sorriu e ele olhou desacreditado pra ela.
- Mas o que foi que eu fiz?!
- Me deixou fazer aquilo! Vocês são péssimos amigos por isso!
- Queria que a gente fizesse o que? Te amarrasse na cadeira? - perguntou divertida, ignorando com maestria, quase como se ele não tivesse ali. - Não é culpa nossa se você não sabe beber.
- Não deveriam ter me deixado beber então! - retrucou, batendo o pé.
- Normalmente, beber é uma escolha que a pessoa faz sóbria. - devolveu, rindo ao receber um tapa dela por isso.
- Duvido que ela faça isso com . - falou como se não fosse nada e olhou feio para ela por isso. - O que foi? - perguntou, fingindo confusão enquanto sorria cínica e foi Caleb quem a respondeu.
- Ela só está defendendo o , relaxa.
rolou os olhos para Caleb, mais sem jeito do que gostaria de admitir.
- O que é?! - Caleb perguntou, como se não houvesse feito nada e Dean arqueou as sobrancelhas para enquanto os dois discutiam, já que aquele era o momento em que normalmente ele fazia alguma piada, mas apenas bufou, frustrado.
Odiava aquilo. Tudo bem, a culpa era dele por ter beijado a garota num momento completamente fora de contexto, por tê-la levado pra patinar com ele e agido sem segundas intenções por tempo demais, mas aquela coisa toda era mesmo necessária?! tinha vontade de puxar para um quarto, tirar toda sua roupa e amarrá-la numa cama, fazê-la implorar por ele e esquecer toda aquela loucura sem nexo. Ah e sentia falta daquele corpo. Ela estava especialmente linda na noite anterior, com aquela droga de biquíni que fazia com que ele quisesse tocar e morder cada parte de seu corpo, só para começar. Argh. Precisava parar de pensar naquilo. Não ia dar certo se eles sequer olhavam na cara um do outro, como se nunca tivessem beijado antes.
- Vocês são ridículos. Todos vocês. - murmurou e , mesmo sem saber se ela tratava da situação dos quatro ou do que estavam fazendo com ela, quis concordar. Nem conseguia acreditar que aquela maluca que insistia em ser sua amiga estava vivendo uma vida menos dramática que a dele.
- Nós, claro. - Caleb ironizou, se voltando para e a garota concordou.
- Ela bebê, faz besteira, surta, e nós somos os culpados. - continuou, olhando para a amiga com reprovação.
- Nós somos os ridículos. - Dean se juntou a eles e após se entreolharem, riram daquilo enquanto cruzava os braços, emburrada. - Você é bem mais legal bêbada.
- E você é mais legal quando não está aqui! - devolveu irritada, o fazendo dar de ombros.
- Não estou aqui por você, nem pra te agradar. Não ligo. - mostrou a língua para ela, em provocação. - Sabe, você deveria relaxar. Todo mundo se divertiu bastante as suas custas ontem.
- Uau, me sinto bem melhor agora. - A garota retrucou, irônica e bateu em quando ele riu. - Você é um péssimo amigo!
- Você também por me fazer subir naquele palco com você. - Retrucou, embora risse e ela bufou.
- E ainda não entende nada de amizade.
- Ei, eu ouvi. - resmungou, embora não se importasse de verdade.
- Não ligo. - resmungou e imitou o bico que ela não notou que fazia, desviando o olhar brevemente para , que assistia com divertimento a discussão dos dois, mas desviou o olhar assim que a encarou e ele rolou os olhos. Ia provar pra ela que aquilo era ridículo. Podiam beijar quando e como quisessem, não ia mudar o que faziam e ele ia provar aquilo fazendo a garota implorar por ele. Já sabia exatamente como.
- O seu "boy cute as can be" sabe que agora você está nesse love com o agora? - Caleb perguntou, fazendo referencia a música, e o agradeceu mentalmente por ter feito a piada. Ela mesma teria feito alguma referencia, mas estava evitando por motivos óbvios.
Quando corou, xingando baixo, Dean gargalhou.
- Eu estou realmente curioso para ver sua reação quando encontrar ele de novo. Me chama quando isso for acontecer? - perguntou em provocação e a garota olhou feio para ele.
- Por que não vai se fuder, uhn? - tentou acertá-lo com o pano com o qual havia perseguido há pouco, mas ele não teve qualquer trabalho em desviar, rindo.
- Vocês não têm nada melhor pra fazer?! - perguntou, querendo realmente saber quando eles esqueceriam daquela humilhação, mas eles apenas riram.
- Nunca. - respondeu enquanto os outros concordavam. - E temos até um vídeo para eternizar esse momento.
- Ah, céus, eu odeio vocês. - Resmungou, frustrada, rolando os olhos quando apenas riram.
Bufando, ela os deixou sozinhos para rir da cara dela enquanto ia atrás do que fazer, certa que nunca mais os beber na vida. Nunca se humilharara tanto, pelos céus.
- , espera, espera, a gente te ama! - Caleb gritou, rindo.
- É, mesmo você cantando mal! - gritou também e ela olhou desacreditada pra eles.
- Vão se fuder!
- Sei lá, acho que ela ficou brava. - Caleb falou, aos sussurros, enquanto fazia bico e tanto quanto Caleb, seguraram o riso.
- Eu ouvi! - ela repetiu, mesmo já estando longe. - Vão se fuder! - repetiu, fechando a porta do estoque atrás de si.
Assim que a garota saiu, eles se entreolharam, até mesmo , e gargalharam em seguida, esquecendo por alguns instantes do clima desconfortável entre eles antes de, cada um com uma desculpa, irem todos embora, deixando apenas ali.

estava tentando não pensar demais enquanto seguia em direção ao quarto de , especialmente quando pensar demais fora o que causara toda aquela confusão em primeiro lugar.
Quando entrou, sem bater, encontrou sentada em sua cama, lendo. Ela ergueu o olhar assustada ao vê-lo ali.
- ! Mas o que...?! - começou a perguntar, mas sua voz morreu quando o viu trancar a porta atrás de si. - O que está fazendo? - Perguntou por fim um instante depois e foi em sua direção, tomando o livro de suas mãos e o colocando de lado.
- Temos algumas contas para acertar. - Murmurou, puxando seu lábio inferior entre os dentes antes que ela pudesse responder, se inclinando sobre ela. A simples provocação mexera com ele tanto quanto devia mexer com ela e se perguntou por que diabos demorou tanto de fazer aquilo. Sentia falta de tocá-la, muito mais do que gostaria de admitir.
Mesmo confusa, não conseguiu simplesmente evitar o ímpeto de fechar os olhos, sentindo a respiração de próxima demais para que ela conseguisse manter qualquer linha de raciocínio, especialmente aquela que vinha obrigando a garota a se afastar, fugir.
Antes que pudesse se quer notar, levou uma das mãos até seus cabelos, mas ao invés de iniciar o beijo que ela queria, desceu os lábios para seu queixo, mordendo a região enquanto a ouvia suspirar, sentindo o corpo se aquecer mesmo com aquela simples provocação.
- ... - ela chamou ao se dar conta de que "contas a acertar" não era exatamente esclarecedor, mas mordeu o lábio inferior quando ele puxou o lóbulo de sua orelha entre os dentes. Ele não estava colaborando muito com aquela coisa de formar pensamentos que fizessem algum sentido, mas a garota já nem sabia mais se realmente se importava, não quando uma das mãos dele subiram por baixo da camisola fina que ela usava. Ficou feliz por não estar usando sutiã.
Puta merda, foi o que pensou sentindo a pele da garota em suas mãos. Céus, como ela era quente.
- Shhh - Ele repetiu para a garota, mordendo o próprio lábio ao vê-la fechar os olhos conforme sua mão subia em direção a sua calcinha, subindo, porém, no instante seguinte por sua barriga, ignorando aquela parte de seu corpo, mesmo imaginando o quão quente ela provavelmente estaria e salivando só de imaginar.
desceu os lábios para seu pescoço, mordendo devagar enquanto se inclinava mais sob ela, mesmo que ainda sem tocar completamente seus corpos, o que estava sendo difícil como o inferno pra ele, que não via a hora de senti-la.
tentou trazê-lo para mais perto, ansiando pelo calor de seu corpo de forma quase voraz, mas se esquivou, segurando cada um de seus braços ao lado da cabeça para que ela não repetisse o gesto. Duvidava que conseguisse simplesmente resistir a ela se tentasse de novo e tornar aquilo fácil para ela não era exatamente uma opção, mesmo ciente de que aquilo, provavelmente, seria uma enorme tortura para ele também.
Por Deus, estava louco para beijá-la, para estar dentro dela, mas ao invés disse apenas parou com seus lábios a milímetros dos de . Sentia o hálito dela em seu rosto, seu perfume e se perguntou quando foi tão dificil resistir a uma garota antes.
- Hoje vai ser do meu jeito. - sussurrou, deixando que seus lábios roçassem nos dela para isso. tentou beijá-lo, mas, novamente, ele se esquivou, sorrindo vitorioso. Não tinha certeza se o motivo era por estar conseguindo exatamente o que queria dela ou por conseguir não dar o que ela queria de uma vez, mas voltou a descer mordidas lentas em seu pescoço, recebendo um gemido baixo em troca. - Falei que ia me vingar. - completou, falando em seu ouvido mesmo quando ela já não esperava por mais.
fechou os olhos, já suficientemente excitada só com suas palavras. Sabia do que ele estava falando e não pode gostar mais daquilo.
Ela já estava molhada demais antes mesmo dele sugerir a vingança, agora a situação entre suas pernas já deveriam estar um tanto quanto humilhantes e se perguntou como ele conseguia aquilo. queria muito que ele a fudesse. Queria qualquer coisa que ele pudesse oferecer e sentiu a respiração pesar quando ele soltou suas mãos, subindo sua camisola lentamente com ambas as mãos enquanto descia os beijos por seu colo.
chupou seu seio, pouco acima do mamilo, e ela gemeu baixo em expectativa, resmungando qualquer coisa quando seus lábios se afastaram para que a camisola pudesse passar por ali. levou uma das mãos para seus cabelos novamente, mas segurou seu pulso, o levando de volta para o colchão, o juntando com o outro dessa vez. Ela não pensou em se opor, de forma alguma, e só se deu conta do que ele fazia quando se viu amarrada na cama, com a própria camisola. Tentou mover os braços e quando não conseguiu, ergueu o olhar para as mãos presas sobre a cabeça.
- Porra, ... - reclamou. - O que diabos...?
Em resposta, pôs o indicador na frente de seus lábios, indicando que reclamar não ia lhe levar a lugar algum agora.
- Do meu jeito, já disse. - Lembrou, puxando seu lábio inferior entre os dentes em seguida para conter a vontade de beijá-la e forçou os braços contra as amarras, resmungando frustrada quando não obteve sucesso em se soltar. Queria mais do que tudo segurar em seus cabelos e fazer com que ele a beijasse direito, se agarrar a ele e sentir o corpo do garoto tão perto quanto fosse possível, odiando não poder fazer nenhuma das duas coisas, especialmente quando raspou os dentes por um de seus seios, massageando muito lentamente o outro enquanto descia beijos por sua barriga, voltando para o outro aqui, no entanto, assim que chegou perto demais de sua intimidade.
Se chegasse mais perto, era capaz de ceder e ataca-la de uma vez, já sentindo a ereção firme demais entre as pernas e tudo por causa daquela garota com o corpo mais insanamente viciante que ele já provara.
- ... - ela chamou mais uma vez, mesmo sem ter certeza do que queria com aquilo. Que ele a soltasse parecia bom para começar, mas não era como se estar amarrada fosse ruim.
Era torturante o fato de não lhe dar o que queria de uma vez, mas ela não pode reclamar quando sua língua entrou em contato com seu seio, a fazendo jogar a cabeça para trás enquanto soltava o ar pela boca.
agarrou uma de suas coxas, subindo a mão até sua bunda sem parar o que fazia, arrancando um gemido da garota. mordeu seu lábio inferior quando ele puxou o bico do seu seio entre os dentes, mas aquilo foi apenas uma distração para o que ele realmente queria, afastando suas pernas. Ela fechou os olhos mesmo antes dele fazer qualquer coisa, ja imaginando o que viria, e gemeu alto quando ele penetrou um dedo em sua intimidade após afastar sua calcinha, que ela se quer sabia porque ainda estava lá. Desejou mais uma vez que ele a beijasse, mas apenas voltou sua atenção para o pescoço da garota, movendo o dedo muito lentamente dentro dela. Era sua vingança, afinal, e ela havia feito exatamente aquilo com ele. Quase se odiou por tê-lo feito. Precisava de mais e forçou os braços contra as amarras novamente, antes mesmo que notasse o que fazia.
- , porra. - resmungou, mordendo com força seu lábio inferior, insatisfeita por não poder fazer isso com ele. - ... - insistiu, contorcendo-se na cama quando ele apenas puxou seu lóbulo entre os dentes. - Pelo menos me beija. , me beija. - implorou.
Como se o quão molhada ela estava não fosse completamente enlouquecedor por si só, ouvi-la de fato implorar era ainda pior pra ele, que puxou seu rosto para si e a beijou com violência, sentindo-se tão enlouquecido quanto ela em simplesmente provocá-la e, se perguntassem, ele nunca conseguiria explicar o efeito que aquela garota tinha nele, mas era, definitivamente, bom demais para que ele reclamasse. Afastou os lábios, no entanto, cedo demais, ignorando o resmungo de para puxar seu lábio inferior entre os dentes, descendo os beijos entre seus seios e então por sua barriga, sem tirar os olhos dos seus, sorrindo quando ela fechou os olhos, exatamente quando ele chegou a sua intimidade, raspando os dentes ali em provocação enquanto penetrava outro dedo na garota, deliciando-se com o grito que ela soltou por isso, sugando lentamente a excitação que escapara para o interior de suas coxas ao em vez de realmente atacá-la com a língua como salivava para fazer, especialmente provando seu gosto nas coxas grossas e deliciosas da garota.
Ela soltou um palavrão, desesperada para que ele começasse logo com aquilo. Sentia-se a ponto de ter um colapso com as provocações. Os dedos de a invadiam lentamente. Deslizavam sem dificuldade dentro dela, mas ainda assim, devagar demais enquanto a lingua dele subia por suas pernas e não onde ela queria.
sabia que havia sido maldita ao provocá-lo, mas já tinha levado aquilo a outro nível. Se fosse uma disputa, ele já tinha vencido e ela diria aquilo para ele se fosse ajudá-la. Se fizesse com que ele a chupasse de uma vez, ou só a comesse. Também não ia reclamar daquilo.
Quando chegou até sua intimidade, ele retirou os dedos de dento dela, recebendo um resmungo em resposta. Levou os dedos até a boca, os chupando para sentir seu gosto, tão viciante quanto ela, antes de puxar sua calcinha para baixo, segurando sua cintura com firmeza antes de passar a língua por toda sua extensão, deliciando-se com a forma como a garota se contorceu contra as amarras, gemendo alto para ele, como se seu gosto, por si só, já não fosse o suficiente para enlouquecê-lo.
- ... - ela gemeu, sôfrega, desesperada para agarrar em seus cabelos, mas ele ignorou seu chamado, voltando a penetrá-la com dois dedos enquanto provocava seu clitóris com a língua, em um ritmo lendo demais para que ela pudesse aguentar. - , por Deus. - reclamou. - Eu já estou amarrada... - tentou, desesperada por mais.
- Do. Meu. Jeito. - lembrou, fazendo questão de falar pausadamente, mesmo se sentindo quase tão desesperado quanto ela e beijou o clitóris da garota, sentindo a ereção doer quando ela jogou a cabeça para trás, gemendo alto demais para a sanidade do garoto e lhe penetrou mais um dedo, se esforçando ao máximo para não simplesmente acelerar os movimentos como queria, sabendo que deslizaria com extrema facilidade com o quão molhada ela estava.
Sem se conter, chupou seu clitóris, sugando devagar e se deliciando mais ainda com o gemido delicioso que ela soltou por isso, precisando de tudo seu auto controle para não fuder a garota de uma vez. Puta merda, ele queria muito fudê-la e tinha certeza que seu pau deslizaria com tanta facilidade que chegava a ser injusto.
- Puta merda... - ela xingou novamente, mas sua voz falou quando precisou interromper a fala com um novo gemido. Aquilo era bom. Bom como o inferno, mas igualmente desesperador simplesmente por que precisava de mais. Precisava desesperadamente de mais e já não sabia o que fazer para conseguir. Não amarrada como estava. Estava presa entre a vontade de gritar com ele e a de gemer pra ele enquanto seu corpo parecia em chamas. Já não tinha mais ar em seus pulmões para que ela fosse capaz de respirar e se perguntou em que mundo aquilo era justo. Não deveria ser justo alguém ser tão bom naquilo quanto ele era e ainda amarrá-la para torturá-la. - , por favor... - ela implorou sem que pudesse se conter, mal notando o que fazia enquanto se contorcia na cama, contra as amarras. Jamais implorava, especialmente por sexo, mas aquilo já estava fora de seu controle há muito tempo. A língua de brincava em seu clitóris com maestria, pronta para enlouquecê-la e seus dedos permaneciam nos mesmos movimentos igualmente lentos e angustiantes.
Céus, ela precisava mesmo de mais. Ou dele dentro dela.
Sem ao menos respondê-la, substituiu seus dedos por sua língua, brincando dentro dela e a garota só conseguiu gemer mais alto, segurando as amarras com força por serem a única coisa na qual ela podia se segurar. Sua visão ficou turva e seus gemidos mais intensos sem que ela pudesse evitar e só então, lhe deu o que queria, ou pelo menos, parte daquilo, lambendo toda sua extensão antes de lhe penetrar dois dedos novamente, com movimentos rápidos para lhe fazer gozar de uma vez para ele.
Quando o orgasmo chegou, ela sentiu o mundo se perder completamente, gritando para ele enquanto seu corpo estremecia. Fechou os olhos enquanto retirava os dedos de dentro dela. Ainda queria sentí-lo dentro dela. Mal havia se recuperado de um orgasmo e não se importaria de começar novamente.
Deu falta das mãos quentes dele em seu corpo e voltou a abrir os olhos, mordendo o lábio inferior ao encontrar parcialmente ajoelhado entre suas pernas, abrindo o botão da calça. Já podia ver o volume entre suas pernas e mordeu o lábio inferior, sentindo-se completamente excitada mais uma vez em questão de segundos.
- ... - ela voltou a chamá-lo, mesmo quando aquilo parecia dificil demais ofegante como estava. - Me solta. - pediu, em tom de súplica. - Deixa eu te tocar enquanto você me come. ... - tentou, xingando quando ele não pareceu inclinado a aceitar.
- Por que você foi realmente muito boazinha comigo antes? - Ele ironizou, inclinando o corpo em sua direção, tocando seus braços, mas voltando a deslizar as mãos para baixo quando tocou o nó que prendia seus braços, mordendo seu pescoço devagar antes de, por fim, deslizar para dentro dela, precisando dar tudo de si para não invadi-la completamente, com a força e velocidade que queria, deslizando devagar demais em sua intimidade molhada demais, o levando a fechar os olhos e gemer baixo, segurando seus cabelos enquanto estocava, os gemidos da garota por si só o deixando quase tão louco quanto estar dentro dela já fazia.
Ela chamou seu nome mais uma vez, se perguntando se conseguiria fazer algo além de chamar seu nome, xingar, ou implorar por ele. Não se conformava que algo tão torturante pudesse ser bom daquela forma, mas não importava, ela queria mais e envolveu sua cintura com as pernas. Queria ter algum controle, qualquer controle, mas o gesto apenas fez com que ele se afastasse, segurando suas pernas abertas para ele enquanto estocava ainda mais lentamente, como se a punisse dessa forma. Parecia uma ideia ridícula quando ele torturava a si mesmo daquela forma, mas não se importou quando a viu choramingar, jogando a cabeça para trás, fora de si enquanto lutava mais uma vez contra as amarras.
- Eu sei que você faz melhor que isso, . - ela tentou, precisando parar para gemer alto quando ele, erguendo uma sobrancelha para sua fala, alcançou o mais fundo que podia dentro dela. Quando ela fechou os olhos, soltou o ar pela boca, mordendo seu lábio inferior. Não tinha ideia de como ele ainda aguentava aquilo, mas a expressão excitada em seu rosto fazia a situação inteira valer a pena, mesmo ciente de que ela não precisaria implorar muito mais para conseguir o que queria. - Porra, pelo menos me solta. . - reclamou, gemendo sôfrega quando ele repetiu o gesto.
mordeu seu lábio inferior em resposta, não aguentando mais aquilo tanto quanto ela e gemeu junto com a garota ao estocar mais fundo, certo que nunca existiu vingança tão parecida com tortura até para quem se vingava, voltando a subir a mão por seus braços enquanto se movia devagar dentro dela.
- Já deu pra você entender o que acontece com garotas más, não é? - Provocou, fazendo questão de se mover devagar outra vez para deixar claro o que queria dizer, mesmo que houvesse terminado gemendo junto com ela com o próprio ato. Puta merda, aquilo era mesmo tortura, mas, sem dúvidas, a melhor que ele já havia provado, soltando lentamente seus braços do nó em seguida, só para estocar mais rápido em seguida, urrando de prazer contra o pescoço da garota.
o agarrou imediatamente, gemendo alto enquanto abria mais as pernas, desejando que ele alcançasse mais fundo mesmo ciente de que aquilo era humanamente impossível. Irritada com a quantidade de roupa ainda entre eles, ela puxou sua camisa para cima, o livrando dela sem que parasse o que fazia. Jogou a cabeça para trás, fechando os olhos enquanto arranha suas costas, satisfeita por finalmente poder fazer aquilo.
Chamou seu nome mais uma vez, sem que pudesse se conter, e teve certeza de que todas as pessoas naquele andar já o conheciam. Todos fofocariam sobre como um "tal de " fodia bem, mas não era como se ela se importasse, descendo as mãos para sua bunda para apertá-la. Era como se precisasse compensar todo aquele tempo que ele a manteve amarrada e faria isso apertando e arranhando cada parte de seu corpo que pudesse alcançar.
passou um braço por baixo de sua cintura, a trazendo para mais perto de si e ela agarrou em seus cabelos, levantando-se até estar sentada em seu colo. precisou se apoiar em um dos braços e soltou o ar contra seu rosto, fazendo com que fechasse os olhos com sua atitude, imitando o gesto enquanto ele estocava com força dentro dela, não diminuindo o ritmo mesmo com ela por cima. Em resposta, ela gemeu ainda mais, puxando seu cabelos enquanto escondia o rosto em seu pescoço, o deixando arrepiado ao gemer em seu ouvido antes de puxar seu lóbulo entre os dentes, chamado seu nome baixinho, agora em provocação.
sabia que era provocação, mas não pode evitar o que a garota fazia com ele, especialmente gemendo seu nome. Só não era capaz de dizer que aquela era uma das coisas que mais gostava quando transava com ela porque absolutamente tudo que fazia era excitante demais para ele.
ficou ainda mais excitada, mesmo sem saber que aquilo era possível, em ver o quão mexia com ele, rebolando devagar em seu pau e a puxou para si, juntando completamente seus corpos mesmo que o espaço fosse mínimo antes disso, mordendo toda a extensão de seu pescoço e então chupando seu ombro, cada instante mais entregue aquela garota, que não o deixava pensar em outra coisa, exceto no quão era bom estar dentro dela. Em como estaria dentro dela pelo resto da vida se pudesse, mesmo sabendo que na verdade não ia aguentar muito mais daquilo, mesmo que quisesse. Ela era boa o suficiente para ele querer passar horas lhe fudendo, mas era boa demais para que ele simplesmente levasse tanto tempo para gozar também.
Ela puxou os lábios de para si, desesperada para sentir seus lábios nos dela e por um breve instante, pararam o que faziam para que conseguissem se beijar, mesmo quando a respiração completamente descompensada de ambos não ajudava a tarefa, de forma alguma. se concentrou no calor de seu corpo contra o dela e depois em sua língua, movendo-se junto com a sua. Rebolou lentamente em seu colo, ciente do membro dele parado dentro de si. gemeu contra sua boca e ela repetiu o gesto, não conseguindo, no entanto, se afastar dele. voltou a se mover dentro dela, muito lentamente, mas ainda assim ela o beijou novamente, sentindo uma necessidade quase insana de ter seus lábios colados nos dele.
"Necessidade insana" parecia descrever muito bem o que ela sentia por ele. "Insano" descrevia muito bem o que ele a fazia sentir e escondeu o rosto em seu pescoço quando voltou a estocar com agilidade dentro dela, arranhando suas costas com força o suficiente para lhe deixar marcas. Ele merecia aquilo depois de mantê-la amarrada por tanto tempo.
grunhiu com a atitude, sentindo-se um tanto quando masoquista por ter gostado tanto da atitude. Ele puxou seus cabelos em retorno, a obrigando a jogar a cabeça para trás com um gemido. voltou a chupar seu pescoço, descendo a língua por seu corpo até estar em seus seios e os sugou enquanto voltava deitar a garota sobre a cama, arrancando um grito dela ao estocar com força. Ainda assim, ela pediu por mais e ele repetiu o gesto, agarrando-se a cabeceira da cama para continuar, mesmo sentindo-se prestes a gozar.
Levou o polegar até o clitóris da garota, a fazendo gemer deliciada entre os gritos que soltava para ele cada vez que ele a penetrava naquele mesmo ritmo, forte e acelerado, e a sentiu se desfazer em seus braços. voltou a atacar seus lábios quando o corpo da garota estremeceu, mas tudo o que ela conseguiu fazer foi tocar suas língua brevemente antes de gemer contra seus lábios, completamente entregue a mais um orgasmo. decidiu que jamais se cansaria de fazer aquela garota gozar só para vê-la completamente entregue para ele daquela forma.
- ... - ela o chamou, abrindo os olhos para encará-lo, completamente sem fôlego. Ele grunhiu, a fazendo gemer alto ao manter o ritmo das estocadas enquanto sentia-se prestes a chegar em seu limite, mas ela o chamou novamente. - Goza em mim. - ela pediu, mordendo o lábio inferior e ele levou vários segundos para entender o que ela queria. Entendeu apenas quando ela o afastou e saiu de dentro dela, jogando a cabeça para trás enquanto gemia ao se masturbar agilmente entre suas pernas, grunhindo ao gozar em sua barriga segundos depois.
jogou a cabeça para trás, gemendo sem conseguir se conter ao sentir o líquido quente do garoto deslizando por entre sua barriga, em direção a sua intimidade e precisou conter o ímpeto de chupar sua pele, jogando-se no espaço ao seu lado na cama, tão exausto quanto satisfeito.
Não sabia que era possível, mas o sexo com ela pareceu ainda melhor depois de alguns dias longe, como se aquilo houvesse intensificado ainda mais as milhares de sensações que ela lhe fazia sentir quando estava dentro dela. Não que ele pretendesse admitir qualquer uma daquelas coisas, é claro. Ainda respirava com dificuldade quando virou de lado, encarando se recuperar do próprio orgasmo, os seios subindo a cada nova respiração e quis ter gozado ali, quase ficando duro de novo só por imaginar seus seios cobertos com seu líquido.
- Vou ter muito prazer em te prender na cama mais vezes, nem precisa pedir. - Falou por fim, voltando a encarar o teto antes que voltasse a realmente ficar duro só com o rumo de seus pensamentos.
Ela acabou rindo sem se conter, soltando o ar pela boca em seguida.
- Proposta tentadora, mas acho que prefiro estar solta. - falou, virando-se de barriga para baixo e colocando uma das pernas entre as suas, ficando parcialmente sobre ele para apoiar a cabeça em seu peito. levou uma das mãos até sua cintura por reflexo enquanto a garota sorria com malícia, descendo os dedos pelas marcas de unha que ela se quer lembrava de ter feito em seu tôrax. - Gosto de deixar marcas. - falou, tocando seu lábio com a ponta da língua. segurou em seus cabelos, aprofundando o beijo e a garota sorriu ao se dar conta de que ainda conseguia sentir seu gosto na boca dele. - Mas pode me chupar sempre que quiser. - falou em seguida, com os lábios ainda próximos aos dele. - Você é ótimo nisso também.
- Está pra existir algo em que eu não seja bom. - falou convencido e ela sorriu, erguendo uma sobrancelha ao voltar a aproximar seus lábios. tentou iniciar o beijo mais uma vez, mas ela afastou seu rosto para que ele não conseguisse, puxando seu lábio inferior entre os dentes. Quando segurou em seus cabelos com mais firmeza, ela riu.
- Resistir a mim, aparentemente, é algo em que você é péssimo. - provocou aos sussurros, mas riu quando ele inverteu as posições, a jogando contra a cama para ir para cima dela, segurando seus braços ao lado da cabeça para beijá-la de uma vez.
sabia que era mesmo péssimo em resistir, mas, sem ter qualquer plano de admitir, se afastou pouco depois, mordendo a boca da garota como ela fizera com ele.
- Preciso te lembrar de como você ficou implorando por um mísero beijo agora mesmo? - Provocou, rindo quando ela rolou os olhos, sem responder e a beijou outra vez, se afastando cedo demais, no entanto. - Você fica uma delícia implorando, aliás.
- Eu sou uma delícia, . - A garota retrucou, empinando o nariz e ele riu, assentindo antes de voltar a se deitar, lhe puxando para si simultaneamente.
- Não posso discordar. - Deu de ombros e a garota sorriu sem que ele pudesse ver, fechando os olhos quando levou os dedos para seus cabelos, fazendo um cafuné lento e perfeitamente bom em seus fios, mesmo que aquilo não fosse tão condizente a ele, normalmente. Muita coisa não era condizente a ele, mas parecia fazer sentido em sua cabeça quando pensava nela e decidiu que, por ora, aquilo iria bastar. Não ia criar outro problema idiota quando havia acabado de um jeito no anterior e fechou os olhos, decidindo ignorar tudo aquilo e dormir. Preferia não pensar demais ou voltaria a lembrar que era filha do homem que matou seu pai e aquilo não tinha como ser bom depois do melhor foda que ele conseguia se lembrar, especialmente quando estava tão confortável em tê-la nos braços para dormir. Dormir, então, era a palavra de ordem. Ia dormir e, por ora, esquecer de todo o resto enquanto deixava que o perfume da garota o anestesiasse.


Capítulo 14 - Persecution


Depois de mais uma parada frustrada, preso a Liam e Tiffany em Curaçao, decidiu que fugiria com assim que o navio parasse em Aruba. Era fácil se perder no tempo quando estava com ela, mas colocou o despertador para tocar logo cedo e após apressá-la para que pudessem sair logo, praticamente correu para fora, arrastando a garota consigo enquanto ela ria ao acompanhá-lo. Não conseguiu evitar a risada ao simplesmente ouví-la, mas só parou quando estavam longe do navio.
- , o que foi isso?! - ela perguntou, rindo, e ele a puxou para seus braços.
- Não consegue notar essa paz? - perguntou com humor. - Pela primeira vez sozinhos em uma parada. Parece até um milagre.
riu disso, concordando com a cabeça antes de ficar na ponta dos pés para alcançar seu queixo, o beijando ali e riu por isso, segurando sua cabeça para beijá-la de uma vez, mesmo que fosse para romper o beijo cedo demais, na opinião dos dois. queria alugar um jeep para conhecerem o lugar, mas se demorassem demais, não encontrariam um, então tentou se concentrar naquilo e deixar para beijá-la depois.
- Tudo bem, já estamos sozinhos, aonde vamos agora? - Ela perguntou, sem entender para onde ele lhe arrastava, olhando para os lados, vendo o navio ficar cada vez menor em seu campo de visão, embora não se importasse de verdade. Caleb e vinham passando todo o tempo juntos nas paradas anteriores também, de qualquer forma, eles provavelmente esperavam por aquilo, mesmo que o pensamento a fizesse corar e se sentir uma idiota por corar. Lia psicanálise por prazer, mas corava simplesmente por saber que seus amigos sabiam que, quando não estava com eles, ela estava com um garoto. Genial.
- Já dirigiu um Jeep? - perguntou simplesmente, erguendo uma sobrancelha a encará-la, divertido. Quando fez uma careta, ele riu. - Vou levar isso como um não. - falou. - Outro carro? Qualquer carro? - tentou, vendo a garota morder o lábio inferior ao negar com a cabeça. - Nada que a gente não possa resolver.
- Quer me ensinar a dirigir? - ela perguntou, tanto surpresa quando apreensiva, e ele deu de ombros.
- Quer lugar melhor? Eles alugam Jeed porque tem vários campos e estradas de areia por aqui. É para reconhecer o terreno, tem alguns lugares um tanto quanto desertos. O máximo que você pode fazer é atropelar um arbusto.
- Isso tenho certeza que consigo fazer. Atropelar arbustos. Já estou me sentindo mal por eles, na verdade. - Falou e riu, puxando a garota pela mão em direção a um rapaz com chaves de carros em mãos, negociando rapidamente com ele para alugar o carro durante o dia sem precisar vender um rim para pagar. Não que ele precisasse, na verdade, nunca tivera problemas financeiros, mas não sabia disso e se sentia mal mesmo assim por saber que não podia simplesmente ajudar a pagar, já que a maior parte do dinheiro que recebia vinha enviando para sua tia, de qualquer forma.
- É, hm... Bem grande. - Comentou, desajeitada, ao sentar-se no banco do motorista, os pés suspensos no ar e sorriu divertido ao notar isso.
- Não alcança os freios? - Perguntou surpreso e ela olhou feio pra ele por isso, sabendo que ele queria rir, o fazendo morder os lábios para se conter ao se inclinar em sua direção para ajustar o banco pra ela.
retesou o corpo com a proximidade, tentando não pensar naquilo, mas era difícil e simplesmente saber que era difícil a fazia corar, mordendo o lábio enquanto sentia o banco descer o suficiente para que ela conseguisse alcançar os freios e o acelerador sem dificuldade.
- Melhor? - perguntou, sorrindo de lado ao se endireitar no próprio banco e virar para encará-la e a garota sorriu, assentindo enquanto tentava esconder a vergonha pelos próprios pensamentos estúpidos, girando a chave na ignição, se assustando com o ronco alto do motor.
- Porra. - Sussurrou, levando a mão ao peito pelo susto, sem se mover por um instante e não conseguiu conter uma risada. Quando ela lhe mostrou a língua, tentou se conter, mas acabou apenas rindo mais uma vez.
- Você tem realmente uma ótima vocação pra isso, sabe. - brincou. - Se assustar com o motor é uma novidade. - caçoou, inclinando-se para abraça-la quando ela olhou feio para ele por isso. - Desculpa, desculpa, foi mais forte do que eu! - falou, roubando um beijo em sua bochecha antes de voltar a se afastar.
Se divertiu ao notar que ela havia corado com o gesto, mas ignorou a atitude, mesmo querendo rir novamente. - Ahn... Vou fazer uma pergunta um tanto quanto estúpida agora. Conhece os pedais? - perguntou, segurando o riso ao concordar com a cabeça quando ela, ao invés de responder, apenas lançou a ele um olhar ironico. - O primeiro é a embreagem, você tem que pisar nele sempre que for trocar a marcha. O do meio é o freio e o último é o acelerador. Você vai manter o pé da direita, sempre no acelerador e o da esquerda, no chão do carro. Você só vai usar quando precisar pisar ou no freio, ou no acelerador. Certo? - perguntou.
- Na embreagem. - Ela corrigiu por reflexo e, sem entender, lhe encarou confuso.
- Foi o que eu disse. - Murmurou e ela lhe olhou irônica, então ele riu. - Bom, pelo menos você entendeu.
- Na teoria. - Retrucou e sorriu, fazendo com que ela sorrise também, largamente para fazer graça.
- Certo, engraçadinha, pisa na embreagem. - ele pediu e ela fez, não entendendo quando riu. - Com força, . Você tem que afundar o pedal até o fim. Esse, pelo menos. Não faça isso com o acelerador, por favor. - brincou e ela riu com a forma que ele tinha falado, mesmo agradecendo mentalmente por ele ter explicado. Era o que ela ia fazer, com certeza. - Marchas. - ele apontou para elas. - Esquerda e frente, primeira. Esquerda e trás, segunda. Direita e frente é a terceira, para trás a quarta. Certo? - perguntou e ela concordou, com uma careta. - Fala. - pediu com uma risada. Ela tinha uma pergunta, sabia que tinha pela sua cara.
- Como eu sei quando...
- Você vai saber. Chegamos lá. - disse, apontando para as marchas mais uma vez. - Você, tenta.
Se fosse só pelo que escutara ele falar, ela, sem dúvidas iria se atrapalhar, mas a memória fotográfica ajudou a lembrar onde ficava cada coisa e para que servia cada coisa, de modo que ela conseguiu repetir os movimentos de enquanto mentalmente repetia o que ele dissera e sorriu, satisfeito.
- Bom trabalho. - Falou - agora, pra frente e pé no acelerador. Mas devagar. - Avisou e ela assentiu, mexendo na marcha e então colocando o pé no acelerador, devagar, quase triscando, de modo que o carro não saiu do lugar e ela olhou confusa pra , que riu.
- Não tão devagar, . É um carro forte, acostumado a pisadas fortes, tá bom? Não precisa ter medo. - Falou e ela assentiu, tentando de novo, mas gritando quando o carro deu um solavanco para frente.
- !
gargalhou, mesmo tendo que se segurar no painel para não meter a cara no vidro.
- Acho melhor começarmos pelo cinto. - falou, rindo mais uma vez quando ela olhou feio. - Qual é! Não é porque eu disse forte que você tinha que pisar assim, de uma vez! É meio lógico. Se você pisar de uma vez, ele vai de uma vez. Tem que ser com força, mas aos poucos. - falou e ela o olhou como se fosse um retardado. As duas coisas pareciam bem contrárias para ela. - Vai, coloca o cinto. - pediu, virando para fazer o mesmo e ela o obedeceu, perguntando-se se aquele já era um bom momento para desistir. Quando ela se voltou para frente, já havia terminado. - As duas mãos no volante. - falou e, novamente, ela obedeceu. - Afora coloca o pé no acelerador e começa a apertar, mas devagar. Você vai ir aumentando a força no pedal aos poucos, até ele começar a andar. - ficou de olho no pedal, assistindo ao que ela fazia e sorriu quando, devagar, o Jipp começou a sair do lugar. - Isso, ótimo! - comemorou, mas riu quando notou que ela, ao invés de olhar para frente, olhava para os pés. - , olha pra cima! - a repreendeu e a garota ergueu o olhar imediatamente, apertando as mãos no volante. Animada e igualmente tensa por realmente estar dirigindo. levou uma das mãos sobre a dela. - Relaxa. - pediu e a garota o fez, soltando um risinho nervoso. - Está ouvindo esse barulho esquisito que o carro está fazendo? - perguntou e ela concordou, mesmo sem ter ideia de que som ele deveria fazer se não aquele. - Isso é o carro pedindo pra você trocar de marcha. Foi isso que eu quis dizer com "você vai saber". Vai com o pé esquerdo na embreagem, pisa até o fundo e coloca na segunda.
Ela assentiu, desviando novamente o olhar para os pés, pisando como ele dissera pra fazer, então pigarreou e ela o olhou corada, embora o motivo de ele chamar sua atenção fosse justamente ela ter esquecido a marcha, fazendo o barulho piorar e não o fato de ela estar olhando para baixo como pensara.
- A marcha. - Ele disse e ela arregalou os olhos, puxando a marcha em seguida.
- Como eu sei qual marcha puxar a cada momento? - Perguntou, sem virar para encarar , mas fazendo uma careta e grunhindo quando o carro pulou, por conta de uma pedra grande demais no caminho. - Ai! - Gritou
riu mais uma vez.
- Bom, se você está na primeira, só pode ir pra segunda. - respondeu, como se fosse óbvio, mesmo que aquilo não fosse pra ela. o olhou meio desacreditada pela resposta e ele apenas riu mais uma vez. - A ordem não é aleatória, ela tem um motivo! - se justificou. - Conforme a velocidade do carro vai aumentando, ele vai pedindo mais uma marcha. É simples. Se você diminuir, vai ter que diminuir.
- E se eu não diminuir? - ele perguntou, fazendo uma careta quando o carro pulou novamente.
- Ele morre. - respondeu. - Viu, é simples. - falou, mas o carro pulou novamente e ambos fizeram uma careta dessa vez. - Sabe, o volante serve pra você desviar das coisas, fazer curva. É só virar. - riu novamente, segurando no volante para virá-lo quando notou que ela passaria por outra pedra. - O carro e forte pra isso, mas você também não precisa abusar.
rolou os olhos, decidindo que não gostava de dirigir. Era coisa demais pra sua cabeça e ela definitivamente não nascera pra isso, nem a memória fotográfica poderia lhe ajudar.
- Vai, vira. - incentivou ao ver outra pedra e ela o fez, porém rápido demais, de modo a jogar praticamente para porta e fez uma careta por isso.
- Desculpe. - Sussurrou - acho que essa não é minha vocação.
- Eu tenho certeza que ser um pouquinho mais delicada resolveria. - falou entre risos, mas fez uma careta ao notar como aquilo soara. - Não estou querendo dizer que não seja... Não que nãos ser seja um problema de qualquer forma... - acabou rindo da própria confusão, dando de ombros. - Fazer as coisas devagar ajudaria. - concluiu por fim, ficando satisfeito ao fazê-la rir por isso. - O carro foi feito pra isso, você não precisa acelerar bruscamente, ou frear, virar o volante. Mesmo o Jeep sendo um veículo um tanto quanto rude, você não precisa ser rude com ele. É só fazer as coisas com calma. O carro foi feito pra isso. - tentou, segurando uma de suas mãos para ajudá-la a virar o volante, fazendo com aquela ela desviasse de um buraco sem maiores problemas. Mesmo tenta, ela corou com a atitude, desviando o olhar brevemente para ele e sorriu para ela. - Você já pode voltar a prestar atenção na rua agora. - falou com humor, rindo em seguida quando ela corou mais ao fazê-lo.
se jogou para trás no banco em seguida, sorrindo enquanto a encarava, concentrada na rua a sua frente enquanto dirigia, saindo-se realmente bem nisso ao contrário do que pensava. Era mais fácil dirigir ali na verdade, não tinha lombadas ou esquinas que fizessem com que fosse necessário trocar de marcha o tempo todo.
mordia o lábio sem notar que o fazia, como era, na verdade, de costume sempre que se concentrava demais em algo, com medo de fazer algo errado de novo simplesmente porque era frustrante. Ela costumava ser boa nas coisas, aprendia fácil, mas aquilo era complicado demais, eram muito detalhes e sua lerdeza natural não colaborava, definitivamente.
- Você está prendendo o ar. - comentou com humor e ela suspirou, sem notar até então que realmente o fazia.
- Não estava. - Ela corou ao negar, inutilmente, é claro e ele riu.
- Quer parar um pouco? Antes que sua cabeça exploda? - caçoou, mas tudo que ela conseguiu fazer foi soltar uma risadinha nervosa. - Coloca o pé esquerdo no freio, mas não aperta ainda. - pediu, esperando que a garota o fizesse para continuar. - Isso, agora você vai soltar o acelerador devagar enquanto terminar, vai apertar o freio... - antes que ele pudesse completar, pedindo para que a garota o fizesse devagar também, apertou o freio de uma vez, quase aflita para terminar aquilo. Ambos foram jogados para frente e ele riu enquanto ela fazia uma careta.
- Era devagar também, né? - ela perguntou, arriscando olhar para ele que apenas concordou com a cabeça.
- O que você acha? - quando mordeu o lábio, culpada, ele riu mais uma vez. - Vamos, sai dai. - ele pediu, soltando o cinto dois dois. - Vamos trocar um pouco. - pediu. - Queria levar o carro perto do morro para que pudessem descansar um pouco enquanto olhassem o mar, mas não podia simplesmente arriscar que ela fizesse aquilo, especialmente quando ainda não tinha usado o freio. Da forma brusca como tinha parado, talvez aquilo nem fosse um problema, mas previnir pareceu uma ótima ideia.
Após trocarem de lugar, suspirou aliviada ao sentar no banco do passageiro e ele riu por isso. Ela acabou fazendo o mesmo, mas prestou atenção em todos os seus movimentos assim que ele começou a levar o carro.
- Não é tão difícil, é? - ele perguntou quando parou novamente, ciente de que ela o estava observando e fez uma careta novamente. Ele fazia parecer fácil, mas agora sabia que não era.
- É, é sim. - Falou, contrariada e , virando para encara-la.
- Você está tensa demais. Não tem que se preocupar tanto. - Falou e ela arqueou as sobrancelhas, lhe encarando como se perguntasse como ele tinha coragem de falar algo assim pra ela.
- Você me conheceu?! Não me preocupar é impossível, . Eu sou preocupada. Nasci assim.- Deu de ombros, como se não houvesse nada que pudesse fazer quanto aquilo.
- Tem que parar. - ele disse simplesmente, abrindo a porta para sair do carro. - Vamos. - a chamou, indo para a frente do carro. Sentou-se no capo e estendeu as mãos para ajudá-la a fazer o mesmo. A garota aceitou e a puxou para si, deixando que ela se aconchegasse em seu peito. Sem conseguir evitar, ela suspirou aliviada mais uma vez e ele riu, acariciando seus cabelos. - Vai se preocupar menos quando fazer as coisas sem pensar tanto antes. Deveria tentar um dia desses. - falou em tom de brincadeira, mesmo que fosse verdade e mesmo sem se afastar, a garota se virou para olhar o mar ao longe. O tempo estava agradável. O som estava claro, o dia quente, mas uma brisa deliciosa vinha do mar. Podia ver o navio dali, pequenininho e ela gostou da junção daquilo tudo. De poder admirar aquilo todo nos braços dele e sorriu quando encostou sua cabeça no topo da dela, tão satisfeito quando a garota. Não reclamaria de ficar ali para sempre e nem precisavam falar nada. estar ali era o suficiente.
Ela ainda pensava em suas palavras enquanto olhava a paisagem e suspirou, sabendo que ele estava certo.
Ela pensava demais e sabia disso, não costumava se incomodar com isso também, mas muita coisa nela mudara desde que começou aquela coisa toda com . Não começaria a enumerar simplesmente para não acabar constrangendo a si mesma sem motivo.
Por fim, assentiu, minimamente para que ele não precisasse se mover, já que decidira que aquela posição funcionava pra ela. Era perfeitamente confortável e o cheiro de combinado ao do mar lhe transmitia uma das melhores sensações que já sentira.
- Vou tentar. Um dia desses. - Concordou por fim, embora não falasse mais em tom de brincadeira. Tinha muitas coisas que queria tentar, queria tentar com ele, inclusive e, mesmo que o simples pensamento a fizesse corar, não pôde evitar. Era verdade.
Ao invés de responder, olhou ironico para a garota que acabou rindo.
- Um dia desses? - perguntou e ela escondeu o rosto em seu peito para esconder-se dele.
- É sério! - insistiu ela e ele concordou com a cabeça.
- Ah, claro. - respondeu, ainda irônico, e ela lhe mostrou a língua. - O que foi? - ele perguntou. - A quanto tempo você vem dizendo isso pra si mesma, uhm?
- Não muito, na verdade. - Ela deu de ombros, empinando o nariz e acabou rindo de sua atitude, escondendo a cabeça em seu pescoço em seguida e ela sorriu, gostando de senti-lo ali, mesmo corada.
- Não acredito em você. - Ele provocou, com a boca perto demais de seu ouvido para que ela conseguisse pensar numa resposta com lógica de imediato e a garota mordeu o lábio.
- Tudo bem, talvez mais que isso. - Cedeu, fazendo rir e voltar a lhe abraçar, então ela sorriu ao encostar a cabeça em seu peito, erguendo o olhar pra ele. - Você tá bonito hoje. Sem os nossos amigos a tiracolo. - Brincou
- Hoje? - ele perguntou, fingindo estar ofendido. - Quer dizer o que? Que perto do Liam eu não sou bonito?
sabia que ele não estava realmente falando sério e riu, mas ainda assim a encarou como se esperasse uma resposta. Em provocação, concordou com a cabeça lentamente, como se estivesse se sentindo culpada por realmente achar aquilo e deixou o queixo cair, inclinando-se sobre a garota para deitá-la no capo do carro, a cobrindo de cócegas no instante seguinte.
Mesmo tentando afastá-lo, gargalhou, jogando a cabeça para trás e não conseguiu simplesmente não admirá-la por isso, se perguntando se um dia encontraria alguém com um sorriso melhor que aquele.
- ! - ela reclamou, entre risos, e ele fez o mesmo.
- Isso, é por mentir para mim. - falou, sem parar o que fazia. - Por que é óbvio que você não existe ninguém mais bonito que eu, especialmente o Liam. - por alguns instantes, ele parou, fingindo pensar. - É sério, você já viu aquele cara sem camisa? Ele é gordo. E cheio de pelos. - brincou, voltando a atacá-la com cócegas assim que ela conseguiu parar de rir.
soltou um gritinho por isso.
- Para, para, para! - Ela gritou e ele riu, lhe obedecendo e beijando a ponta de seu nariz, sorrindo quando ela fechou os olhos e sorriu também. Ela era mesmo linda. E ele tinha certeza, mais a cada instante com ela, que seria difícil demais esquecer aquela garota.
- Ei, você sabia que a gente só ri quando sente cócegas porque o corpo está, na verdade, entrando em estado de pânico e essa é a resposta automática dele? - comentou e lhe olhou sem entender, tanto de onde havia saído aquilo, quanto o que ela estava falando. - Li por aí. - ela deu de ombros ao notar seu olhar e ele estreitou os olhos.
- O corpo entra em pânico por estar sendo cutucado, mas não entra em pânico quando... Sei lá, leva um tiro? - ele perguntou, tentando entender aquela teoria. - Quer dizer, nunca vi ninguém rir enquanto está morrendo e estar morrendo me parece um motivo bem melhor para o corpo entrar em pânico, não parece?
- Você entendeu tudo errado. - ela revirou os olhos e ele riu, a puxando para si novamente enquanto, com humor, a esperava explicar. Era realmente engraçado a forma como ela parecia saber de tudo. poderia acrescentar aquilo em sua enorme lista de coisas que gostava nela. Isso se ele tivesse uma. - O cérebro sente como se o corpo estivesse sendo atacado. Ele está. Mas você sabe que não, então a risada é como uma forma de espantar a tensão. É por isso que não rimos quando fazemos cócegas em nós mesmos.
- Essa última parte faz sentido. Mas só essa última. - ele falou, confuso.
acabou rindo da careta em seu rosto, apertando seu nariz de brincadeira.
- Não é como se toda a lógica das cócegas fizesse, de qualquer forma. A gente não consegue respirar direito, não consegue fugir e, tarã, tudo por causa de uma coceira nos lugares certos. Faz sentido? - O encarou.
Para ela, não fazia. Nunca entendera e duvidava que um dia fosse, mesmo que odiasse não entender algo.
- Ué, é o lugar certo, dá vontade de rir. - ela falou, com a mesma expressão confusa ainda no rosto. Não entendia porque estavam realmente discutindo aquilo na verdade e a cutucou mais uma vez, apenas uma, fazendo a garota se encolher enquanto ria. - Não foi um ataque, foi uma cócega só. E você riu. - sorriu, quase orgulhoso de si mesmo por provar seu ponto. - Se eu fizesse isso na sua testa, você não ia rir nem sentir cócegas. - lhe mostrou a língua. - E descobri isso sem minha memória fotográfica. Nem sai lendo tudo por ai. - implicou, mesmo que na verdade, gostasse daquilo nela. Tinha certeza que se procurassem aquilo na internet agora, veriam que ela estava certa na verdade, mas implicou mesmo assim.
- Como se eu não soubesse que você só está com inveja da minha memória fotográfica. - Ela ironizou e ele riu, beijando sua bochecha.
- Claro que estou. - Falou no mesmo tom que ela e a garota olhou feio pra ele por isso. - O que?! Eu concordei com você!
- Você foi irônico! Isso não é muito educado, sabia?! - Ela o estapeou, embora não estivesse chateada de verdsde.
Ela mesma havia sido irônica antes.
- Você falou que eu sou feio, sem ser irônica, e eu não estou choramingando. - ele respondeu, rindo da expressão da garota quando olhou para ele.
- Como se você tivesse acreditado por um segundo nisso. - devolveu e deu de ombros, roubando um selinho dela sem que pudesse se conter.
- Claro que não, tenho espelho em casa. - respondeu, rindo quando ela o estapeou. - Ai! Queria que eu dissesse o que? - perguntou. - Sabe, você deveria ficar feliz por minha autoestima ser inabalável. Eu podia estar realmente choramingando por você ter me desprezado!
- Ah, coitadinho dele. - respondeu ironica mais uma vez, o fazendo rir enquanto descia do capo do carro.
- Estou te acostumando mal. Essa coisa de ironia, você não era assim. - brincou, estendendo a mão para que ela descesse também.
- Onde vamos? - perguntou ela.
- Procurar algo pra comer porque eu estou com fome. - disse. - Vou tirar o carro daqui e você leva ele depois, o que acha?
- Uma péssima idéia. - Ela retrucou e ele riu, fazendo sinal para que entrasse no carro, então ela deu a volta e foi até lá.
- Você não vai aprender se não tentar, . Você estava indo até bem. - Murmurou e ela rolou os olhos, sem realmente acreditar em suas palavras.
- Claro que estava. - Retrucou, deixando claro que não acreditava nem por um segundo naquilo. Já havia decidido que dirigir exigia muito mais do que ela tinha, dr qualquer forma. - Vamos, agora? Também estou com fome. - Falou, sorrindo largamente para quando ele olhou feio pra ela por ter falado bem quando ele abriu a boca para responder sua fala anterior, sabendo que ela estava justamente tentando fugir daquilo.
acabou rindo enquanto abria a porta do carro, sentando do lado do motorista. fez o mesmo em seguida, satisfeita, enquanto manobrava o carro.
- Sabe que a intenção é a gente trocar de lugar, não sabe? - perguntou para a garota e ela fez bico, o fazendo rir novamente enquanto voltava a parar o carro, ao redor do morro mas não mais de frente para ele, para que fosse seguro a garota pegar o carro ali. - Última chance pra tentar de novo. Quer tentar de novo? - perguntou sem querer pressioná-la se não quisesse. - Não vai aprender se não tentar. - falou simplesmente e ela suspirou, concordando com a cabeça antes de se levantar.
sorriu satisfeito, fazendo o mesmo e bagunçou seus cabelos ao passar por ela, seguindo para o outro lado. Ambos colocaram o cinto antes de se voltarem para a frente.
- Lembra o que fazer? - perguntou e após pensar por alguns instantes, ela concordou.
- Acelerar devagar. - falou, apertando as mãos contra o volante e ele sorriu.
- Isso, pode começar.
fez exatamente como ele havia instruído na primeira vez e ambos olharam para seus pés, esquecendo do caminho a frente. Um barulho alto, muito parecido com um animal, soou logo a frente e os dois pularam no banco enquanto se voltavam para frente. Um alce avançava contra o carro, tão assustado quanto eles e sem pensar apenas acelerou. O susto fazendo com que pisasse de uma vez só no pedal. O carro avançou para frente de uma só vez, com um solavanco, e precisou se segurar enquanto soltava um gritinho, assustada. Rápido, se jogou sobre o volante tentando evitar que a garota atingisse o animal, jogando o carro para a esquerda, mas já o jogava para o lado contrário. O alce, foi atingido de qualquer forma e seu sangue espirrou contra o parabrisa, mas já era tarde demais, não só pra ele. Antes que tivessem tempo de pensar sobre qualquer outra coisa, o Jeep já rolava desfiladeiro abaixo, deixando a eles apenas uma possibilidade: a de gritar enquanto rolavam junto com o carro.

Caleb estava na praia com , , Liam e Tiffany, embora não soubesse direito porque os dois últimos estavam com eles. Liam era até legal, na verdade, mas Tiffany era inacessível demais para ser, de fato, alguma coisa.
Não que ele ligasse.
- , te dou um beijo se me pagar uma vodka. - Pediu quando viu Dean se aproximando, sabendo que ele ia justamente para onde estavam.
- Eu não quero um beijo, especialmente seu, então vai ficar sem vodka. - ela sorriu para ele antes de abaixar os óculos, apoiando-se nos cotovelos para se esticar e aproveitar o sol. Notou observando seu corpo e o encarou por isso, erguendo uma sobrancelha enquanto esperava que ele se voltasse para seu rosto. Sabia que ele não ia ligar de ser pego na verdade. Nem ela ligava se ele quisesse olhar, especialmente daquela forma, quase a comendo com os olhos.
Quando finalmente a notou, deu de ombros, tomando um gole da sua cerveja e ela apenas riu.
Caleb revirou os olhos.
- Não me canso de dizer o quanto são ridículos. - falou, enquanto finalmente via Dean, rindo por isso.
- Nós? - ela perguntou. - Aquele ali não é o Dean? - tirou os óculos, como se precisasse daquilo para enxergar melhor, e acenou para o garoto em seguida. - Dean, aqui! - o chamou mesmo que ele já os tivesse visto. Dean riu, entendendo imediatamente o que ela fazia, enquanto Caleb arregalava os olhos. se voltou para ele novamente em seguida. - Agora entendi porque queria Vodka. - sorriu cínica, roubando a cerveja de para um gole, que não se importou, na verdade, ocupado se perguntando quanto tempo teria que esperar para poder brincar com aquele corpo novamente. Ela definitivamente ficava incrível demais num biquíni para que fosse saudável.
- Você é uma péssima amiga, sabia disso? - Caleb respondeu a garota e se voltou pra ele, depois para Dean, já perto o suficiente para ouvir o que falavam.
- Deixa de frescura. Ninguém liga se você quiser beijar o garoto. - Falou como se não fosse nada demais e, na sua cabeça, não era mesmo. Não era com ele mesmo, aquela coisa toda de crise existencial.
Caleb arregalou os olhos, abrindo a boca várias vezes para responder, porém não obtendo sucesso em nenhuma delas enquanto corava em todos os tons de vermelho.
- Eu não quero beijar garoto nenhum! - Conseguiu gritar por fim, com a voz esganiçada e riu, dando de ombros.
- Tá bom. Se você diz.
- ! - Caleb o repreendeu, como se ela tivesse algum poder sobre e ela o encarou um tanto quanto chocada.
- O que você quer que eu faça?!
- Você contou pra ele! - Caleb acusou, e a carta acabou rindo ao entender o porquê da acusação.
- Você acha que eu disse alguma coisa? - perguntou, você sabe que nos não falamos muito, não sabe? Tipo sobre nada.
- Cara, você não sabe disfarçar. Até eu percebi. - Liam disse também. Quando Caleb o encarou, de cara feia, deu de ombros, como se estivesse se sentindo culpado, mesmo não estando. - Foi mal, mas é verdade.
deu de ombros, concordando com a cabeça e Caleb bufou, sem acreditar no complô.
- Tudo bem? - Dean perguntou, sentando-se ao lado dele e Caleb pulou pra longe, o fazendo rir. Rolou os olhos por isso.
- Tudo ótimo. - Ironizou, cruzando os braços.
- É, claro que é. - riu, também irônico e Caleb bufou.
- Da pra calar a boca?! faz ele calar s boca!
- É, , faz ele calar a boca. - concordou, arqueando as sobrancelhas pra garota em desafio.
- Até parece. - ela respondeu simplesmente, voltando a abaixar os óculos para aproveitar o sol. - Estou muito bem aqui.
- Medrosa. - retrucou em provocação e ela não se deu ao trabalho de encará-lo para responder.
- Se você vier até aqui eu posso até pensar em fazer algum esforço. Devolveu simplesmente e para conter um sorrisinho, ele deu mais um gole na cerveja.
- Estou bem aqui. - respondeu e ela deu de ombros.
- Exatamente.
- Vem cá, algum de vocês é minimamente normal? - Liam perguntou, olhando de um cara o outro.
- Sério que você quer falar disso, cara? - Dean perguntou, gesticulando em direção de Tiffany com a cabeça. Ela tentava afastar a área na canga onde estava deitada como se aquilo fosse lhe trazer alguma doença contagiosa e por isso não havia falado nada até então. Liam riu.
- Amor, é só areia. - falou, a trazendo para si, e a garota sorriu, amarelo.
- Bem normal. - Caleb comentou, voltando-se para a amiga mais uma vez em seguida. - . - chamou e a garota suspirou.
- Não vou levantar daqui, Caleb. - falou simplesmente e ele bufou.
- O vai com você.
- Nem fudendo. - respondeu e ela concordou.
- Nem fudendo.
- Vai, ! A já abandonou a gente pra ficar com o . Você também vai me fazer essa desfeita?
- Vou. - ela respondeu, rindo simplesmente porque aquela lógica dele não fazia qualquer sentido. - Não sou a . Não sou eu quem devo te compensar.
- ...
- Cara, vai lá e compra. - falou e ela apontou para ele sem dizer nada. Caleb entendeu o que a garota, com o gesto, queria dizer que fazia dela as palavras de e bufou por isso.
- Você é uma péssima amiga.
- E você é chato pra porra. - respondeu, levantando-se.
- Você vai comprar Vodka? - perguntou animado enquanto a garota batia a areia do corpo.
- Vou. - disse, o fazendo vibrar. - Pra mim, óbvio. Só assim pra re aguentar. - sorriu cínica, mostrando a língua.
- , por favor, por favor! - Caleb implorou enquanto secava seu corpo sem qualquer discrição e rolou os olhos, mas não disse nada. Caleb bufou.
- Você é a pior amiga de todas, mil vezes a do que você. -Falou, cruzando os braços completamente contrariado.
- não está aqui pra você, está? - perguntou em provocação, mas não ficou para ouvir uma resposta, caminhando até o quiosque. Vacilou por um instante quando teve a impressão de ver dois homens engravatados logo a diante, mas não os viu mais quando olhou novamente. Por um instante, sentiu o coração parar e levou a mão no peito, rindo aliviada em seguida.
Estava paranóica porque sabia o que tinha feito, mas não tinha como a encontrarem. Ela tinha tomado cuidado...
Mas estava presa em um cruzeiro. Se descobrissem que ela tinha embarcado, era fácil chegarem até ela, só precisavam esperá-la no próximo destino.
E ainda tinha e Caleb. Seu pai sabia da amizade dos três, poderia colocar alguém para vigia-los e nesse caso, chegaria até ela.
arregalou os olhos ao se dar conta disso, voltando a andar apressada para o quiosque.
Puta merda, como tinha esquecido daquele detalhe? Do que adiantava ser cuidadosa se havia embarcado com os amigos?
Sentindo-se quase desesperada, voltou a olhar para os lados, mas riu nervosa quando notou o atendente parado a sua frente, com uma sobrancelha erguida para ela. Estava agindo como uma louca e se quer notará que já havia chegado até o quiosque.
- Vodka. - pediu simplesmente. - Pode ser... uma garrafa. E copos.
O rapaz concordou com a cabeça, dando as costas para pegar o que ela havia pedido e ela se aproveitou do momento para olhar novamente ao redor. Tentou ser mais discreta dessa vez, menos maluca, mas sentiu o coração parar ao ver os mesmos dois homens. Os tinha perdido de vista pois haviam entrado no carro, mas estavam lá. De terno e gravata em um puta calor daqueles, em uma ilha turística. Não era possível que aquilo pudesse ser normal.
Mas não estavam olhando para ela, não precisava ser por causa dela, pensou com sigo mesma, se assustando quando o rapaz voltou com a vodka.
teve a leve impressão de que ele havia perguntado se ela estava se sentindo bem, mas apenas pagou de uma vez, pegando a garrafa e os copos plásticos de forma quase mecânica antes de dar as costas.
Sem conseguir evitar, deixou o olhar se cair mais uma vez para os engravatados no carro e sentiu sua temperatura cair de nervoso quando ambos a encaravam. Olhou para os lados mais uma vez, tentando decidir se deveria correr de volta para os amigos, ou para longe dali e optou pelos amigos. Não fariam nada se ela estivesse em grupo, pelo menos assim esperava, e a passos largos, praticamente correu de volta. Parou novamente quando encontrou mais um homem, este atrás de um coqueiro, olhando em direção de seus amigos e não soube o que fazer.

já havia notado os homens ali e reconhecia os rostos, sabia que estavam ali por ele, mas optou por ignorá-los, fingindo rir de algo que Caleb falara, mas não chegou a realmente ouvir e bufou, olhando em volta em busca de , de repente realmente ansioso por aquela vodka.
A cerveja não ia dar mais conta.
Acabou balançando a cabeça e xingando baixo ao ver a garota parada, tensa, no meio do caminho entre eles e o quiosque. Mesmo sem saber o que ela fizera, não era difícil imaginar o que ela estava achando que aquilo era e se levantou, sem se preocupar em explicar nada aos outros.
Assim que chegou onde estava, no entanto, se viu colocando as mãos nos bolsos da bermuda, sem jeito. Odiava ficar sem jeito, em especial porque aquilo não acontecia muito e suspirou.
- Tudo bem? - Perguntou, sem saber direito como começar, na verdade.
Ela abriu a boca para responder, mas sem ter ideia do que deveria falar, simplesmente se calou novamente, o encarando tão insegura como realmente se sentia. Ela queria correr dali e desviou o olhar para o homem logo atrás de , não ficando mais tranquila ao notar que ele olhava na direção dos dois. Deu um passo para frente, escondendo-se atrás de mesmo que aquilo não fosse adiantar de nada. Ela só queria saber que ele não podia vê-la e quando voltou a encarar o garoto, sentindo-se prestes a chorar, negou com a cabeça lentamente.
Como ela pode ter feito aquela besteira? Por mais odiável que seus pais fossem, como pode fazer aquilo? Poderia ter só fugido e estaria em paz, ninguém notaria, ninguém daria sua falta, mas agora estava sendo perseguida e não podia mais voltar para casa. Tampouco poderia continuar com os amigos depois do cruzeiro. Acabaria sozinha e pensar daquilo não ajudou.
- A... acho... que me encontraram. - ela sussurrou por fim, sem ter coragem de se mover do lugar como se aquilo pudesse desencadear a fúria dos homens, como se fizessem com que se jogassem sobre ela para levá-la de volta.
- Ei, calma. - deu um passo a frente automaticamente, ainda agindo sem pensar ao puxá-la para si e abraçá-la.
não tinha muita experiência em qualquer tipo de relacionamento e, não se tratando de sexo, ele sempre achava que estava fazendo algo errado, mas soube que tinha acertado agora, sentindo a garota passar os braços ao seu redor também ao esconder a cabeça em seu peito.
- Não acharam não. - Falou, antes que pudesse se conter, muito provavelmente porque se sentia culpado, embora nem ele soubesse, que aqueles homens houvessem lhe deixado tão assustada quanto estavam ali por ele, o que nem devia fazer sentido já que fizera mesmo algo errado, mas ele não se importava com aquilo também. Não era como se o pai dela não fosse um filho da puta e não merecesse aquilo, mas ela não sabia disso também.
No fim das contas, se importava mais do que devia com , mas não pretendia admitir aquilo nem pra si mesmo.
- Não tem que ser por você, relaxa. Eles podem estar aqui por qualquer coisa. - Disse por fim, com opções muito limitadas do que dizer para fazê-la se sentir melhor, especialmente sabendo o porque de eles realmente estarem ali.
- Você notou. - ela falou com um sussurro, sem mover, e ele concordou com um aceno de cabeça. O que ele não entendia é que para ela, ele também ter notado não era exatamente bom. Ela podia estar paranóica, entendia isso, mas se ele também tinha notado era porque não estava. O pensamento só fez com que ela se encolhesse mais em seus braços. - Estão perto da gente, vigiando a gente. Homens de terno nesse calor, na praia. O que mais poderiam estar fazendo, ? - perguntou, erguendo o olhar para ele. Quis espiar o homem perto do coqueiro, mas manteve seu olhar em e apenas nele, desejando que isso lhe ajudasse. - E eu sou a única que tem algo a temer, que está fugindo. Ou estava, porque me encontraram.
- , não somos os únicos na praia, eles podem estar aqui por qualquer um. - tentou, mesmo no fundo sabendo que não daria certo. Era a eles que os homens observavam e sabia disso, embora não soubesse que, na verdade, não era exatamente por causa dela que o faziam.
- , eles estavam olhando pra gente. Pra mim. - A garota insistiu, tão tensa quanto realmente se sentia e ele suspirou, olhando por sob o ombro para os homens, mas então de volta para , não dando tempo para que ela os encarasse também.
- Não vou deixar chegarem perto de você. Garanto que está segura, ok? - Murmurou, afastando seu cabelo do rosto quando ela ergueu o olhar para encará-lo. - Ninguém vai chegar perto de você hoje, . Confia em mim?
Ela não sabia se confiava. Na verdade, se ele perguntasse aquilo sobre qualquer coisa que dependesse de fato dele, talvez ela até acreditasse, mas aquilo era maior que ele.
Podia até confiar que faria tudo que pudesse, mas não que conseguiria.
Apesar do bom tempo, um trovão soou do céu, repentinamente, fazendo a garota pular de susto, distraindo-se da pergunta que havia feito. Não tinha medo daquilo normalmente, mas já estava tensa demais com todo o resto.
- Está tudo bem. - disse mais uma vez e ela suspirou. - Se eles pretendessem se aproximar, já teriam feito. - tentou, mudando a abordagem. - Não fizeram porque tem gente demais ao seu redor e eu prometo que não vou sair de perto, tudo bem?
Sem tirar os olhos dele, ela concordou com a cabeça. Com isso ela podia concordar. Ficar por perto era algo que ele podia fazer e estava certo a final. Não iam simplesmente arrastá-la em público, no meio de um grupo de pessoas. Só precisava se manter com eles até entrar no navio e depois disso, só precisaria se preocupar novamente na próxima parada. Era isso.
O pensamento seria mais reconfortante se não soubesse que eles estariam lá na próxima parada também, mas mordeu o lábio, tentando tirar aquilo da cabeça por hora.
- Obrigada. - sussurrou, voltando a esconder a cabeça em seu peito sem querer soltá-lo ainda.
passou os braços ao seu redor novamente, suspirando enquanto apoiava a cabeça no topo da sua, dando uma olhada pelo canto do olho na direção dos homens outra vez.
Se ela apenas soubesse.. Claro, mão era como se ele pudesse simplesmente falar, mas achava que seria mais fácil se pudesse.
- Tudo bem. - Ele falou por fim, afastando-se apenas o suficiente para encará-la, passando o polegar por sua bochecha mesmo que acariciar e tranquilizar não tivesse nada a ver com quem ele era. Talvez fosse aquela situação toda, mas ele não ia ficar pensando nisso agora também, de qualquer forma. - Quer voltar pra lá agora? Acho que é um bom momento pra gente abrir essa garrafa.
A garota acabou rindo fraco com o comentário. Mal lembrava da garrafa, mas concordou com a cabeça. Abrí-la parecia uma ótima ideia na verdade. Beber até esquecer aquilo tudo, uma ideia melhor ainda.
- Mas você acabou de dizer que vai tomar conta de mim, então sem vodka pra você porque eu pretendo beber. - sorriu, ou fez o seu melhor para isso. Era difícil de distrair ciente de que estava sendo observada. Por isso mesmo precisava tanto da vodka.
- Disse que vou ficar com você. - ele ressaltou com humor, especialmente porque ela estava certa. Claro que tomar conta dela era bem mais fácil na sua versão da história, onde sabia que os homens não estavam ali por ela, mas não sabia daquilo. - Não falei nada sobre estar sóbrio.
- "Não vou deixar chegarem perto de você" foram as palavras. - ela repetiu. - Precisa estar sóbrio para isso.
acabou rindo, satisfeito por pelo menos ter conseguido mudar de assunto. Tirar aquela preocupação da cabeça da garota por um instante.
- Acho que não tem como contestar isso. - falou por fim e ela negou, satisfeita, enquanto abria a garrafa. - Só um gole? - perguntou e ela cedeu, lhe entregando a garrafa. bebeu um gole longo demais, no gargalo, e ela o interrompeu, fazendo o mesmo em seguida. Fez uma careta em seguida, abraçando de lado para caminharem até os amigos. Não pensou muito sobre o gesto, apenas o fez, e apesar de vacilar por um instante mínimo, também não de opôs, retribuindo o abraço enquanto voltavam.


Capítulo 15 – What?


sentia a cabeça pesar com a tontura, mas o que mais doía era, sem dúvidas, o tornozelo. O local pesava ainda mais que a cabeça e a garota gritou de dor ao tentar mover a perna, se calando, no entanto, no instante seguinte, ao ver desacordado ao seu lado. O desfiladeiro não era muito alto, por sorte, mas aparentemente batera a cabeça no painel na queda e sentiu uma onda de pânico lhe invadir, tocando o rosto do garoto e afastando seus cabelos devagar, fazendo uma careta e ficando ainda mais desesperada ao notar que ele sangrava.
- , acorda, . - Chamou, urgente, chacoalhando seu ombro, ainda que levemente, com medo dele ter se machucado ali também.
Quando ele se moveu devagar, gemendo de dor no percurso, a garota suspirou de alívio.
- . - Murmurou, tão aliviada quanto assustada. Aliviada pelo sinal de vida, assustada por toda a situação. - Caramba, você está bem? - Perguntou, segurando o rosto do garoto entre as mãos delicadamente, embora soasse urgente graças a preocupação. Céus. Haviam caído da porra de um desfilafeiro. Podiam ter morrido.
Abrindo os olhos lentamente, levou a mão até a cabeça. Levou vários segundos para se situar. Inicialmente, a dor atrás dos olhos não lhe permitiu ao menos se dar conta de que o líquido vermelho escorrendo em sua testa era sangue, mesmo após olhar para sua mão, tentando entender porque havia voltado molhada.
Quando finalmente conseguiu se focar em , encontrando a garota descabelada e um tanto quando desesperada, lembrou o que havia acontecido.
Tinham despencado desfiladeiro abaixo e entrou em alerta imediatamente, mesmo quando a cabeça latejava insistentemente.
- . Você está bem? - perguntou, desencostando-se do banco para isso.
assentiu rapidamente, sentia uma dor quase insuportável no tornozelo, mas, fora isso, achava que estava bem.
Só um pouco assustada com tudo que acabara de acontecer, é claro, mas não era como se isso fosse surpresa.
- Você está sangrando. - Levou a mão para a testa do garoto, afastando seus cabelos enquanto tentava se concentrar naquilo. Fora assustador, mas estavam aparentemente bem, ao menos. - Droga, não dá pra ver direito o corte aqui. Como está se sentindo? - Perguntou, voltando a olhar nos olhos dele, preocupada. Não achava que um corte no rosto podia ser bom, mas torcia ao menos para não ser profundo, o problema era justamente a falta de luz no carro, lhe impedindo de enxergar muito bem o corte.
Além da dor de cabeça, se sentia tonto. Sabia que tinha batido a cabeça forte demais porque estava com uma vontade imensa de vomitar. Apesar disso, apenas respirou fundo enquanto torcia para que aquilo passasse. Precisava se situar.
Tinham despencado de quantos metros? Seis? Oito? Pelo que ele podia ver pela janela logo atrás da garota, parecia bastante. Não tinha como escalarem aquela altura de volta, ou tentar andar até o navio de qualquer forma. Talvez, se tivessem muita sorte, o carro ainda pegasse. Não ter morrido já parecia sorte para ele, então tentar era sua única alternativa.
- . - ela chamou novamente, preocupada, e só então ele se deu conta de que ela falava, segurando sua mão.
- Estou bem. - a tranquilizou, sorrindo minimamente apesar do susto. - Estamos bem. Só precisamos... descobrir como sair dessa. Não vai ser difícil para alguém com memória fotográfica, vai? - tentou brincar e concordou com a cabeça. - Vem, vamos descer. Temos que ver se isso ainda funciona. - falou, soltando o cinto de ambos.
concordou com a cabeça, se virando para abrir a porta do carro, mas movimento brusco fez o pé doer, em especial quando ela tentou sair e a garota fechou os olhos e mordeu o lábio, contendo um gemido de dor.
demorou a sair por conta da tontura que lhe invadiu ao tentar levantar, mas, ainda assim, conseguiu chegar até ela antes que ela tivesse coragem de tentar de novo.
- Você está presa? - Perguntou, sem entender e ela fez que não.
- Eu só... É que... Meu pé. - Ela mordeu o lábio outra vez, tentando de novo, ignorando a dor quase insuportável ao apoiar as mãos na porta do carro para conseguir se levantar, sentindo uma forte tontura em seguida e não ousou olhar pra baixo. Tinha certeza que havia se ferido. E feio.
fez uma careta ao notar o quanto seu tornozelo havia inchado em tão pouco tempo e seguiu até ela para ajudá-la, fazendo com que a garota passasse um dos braços em seu ombro. Estava tonto demais para conseguir carregá-la e aquela pareceu a melhor opção no momento.
- Vem, senta aqui. - falou, ajudando a garota chegar até uma pedra. a colocou sentada ali antes de olhar ao redor. Mesmo que conseguisse fazer o carro pegar, o que seria quase um milagre, duvidava que conseguissem passar por ali. Estavam praticamente no meio do mato. Apesar da preocupação, sorriu para ela. - Vou dar uma olhada no carro. - falou, mas um trovão o fez olhar para o céu.
Ótimo, o tempo tinha que fechar também. Eles com certeza precisavam daquilo.
estremeceu com o trovão sem que ele percebesse, fazendo uma careta para o céu enquanto pedia silenciosamente que não chovesse. Ela odiava chuva e odiava ainda mais tempestade, as lembranças não eram boas e lhe faziam querer correr e se esconder.
Observou enquanto entrava no carro, tentando fazer o carro pegar e fez uma careta outra vez ao notar que não dera certo. Maravilha. Estavam presos no meio do nada.
Quando saiu do carro, ela suspirou, sentindo-se no mínimo culpada. Nunca mais ia tocar num volante na vida.
- Desculpa. - Sussurrou, num fio de voz e ele suspirou, seguindo até ela para sentar ao seu lado.
- , a culpa não foi sua. Qualquer um perde o controle do carro se um animal se joga na frente. Eu teria perdido. - tentou tranquilizá-la.
- Mas eu podia jogar o carro para o outro lado. - ela respondeu no mesmo tom, cabisbaixa e a segurou pelo queixo gentilmente para que lhe encarasse.
- Você atirou a gente do precipício porque quis? - perguntou, limpando uma marca de pó no seu rosto, que ela provavelmente havia ganhado na queda. A garota negou com a cabeça e ele sorriu para ela. A situação não era realmente tão ruim. Ambos tinham amigos que dariam falta deles. Liam sabia que haviam ido andar de Jeep e estavam dentro do itinerário. Seriam encontrados. - Exato. - ele continuou. - Você se assustou, eu me assustei. Ninguém pensou no que devia fazer. Você não queria bater no cervo e agiu por impulso.
- Mas eu bati mesmo assim. - Ela insistiu, fazendo uma careta ao lembrar do pobre cervo, embora quisesse chorar. - Ah, não acredito que matei um cervo! - Reclamou e riu, lhe abraçando brevemente.
- Não foi sua culpa. - Garantiu e ela assentiu, se afastando embora ainda acreditasse que fosse, só não queria perder tempo discutindo aquilo. Tinham que descobrir o que fazer agora.
- - Chamou baixinho, vendo que ele olhava preocupado em volta. - Não vamos conseguir sair sozinhos daqui, né? - perguntou e ele negou com a cabeça, suspirando.
- Nossa única escolha seria andar até encontrar alguém pra ajudar, mas não sabemos o que tem pra lá. - respondeu, olhando para cima em seguida, de onde tinham despencado. - Ficar aqui parece uma ideia melhor. Qualquer um que passar ali vai notar que alguma coisa aconteceu. O carro provavelmente deixou marcas no chão e tem o cervo também. Se tentarmos andar, corremos o risco de ficarmos perdidos. - contou a ela o que vinha pensando e a garota choramingou, escondendo o rosto nas mão. Sabendo que ela ainda se culpava, a puxou para si mais uma vez. - , a culpa não é sua. Você estava dirigindo, mas eu não faria nada diferente se estivesse no volante e me assustasse com o cervo. Aliás, eu também teria matado o cervo tentando não nos matar. E você não nos matou. Tirando um corte e um tornozelo torcido, estamos bem e logo alguém da por nossa falta.
concordou após um suspiro, no fundo sabia que ele estava certo, mas nada daquilo tornava a situação mais fácil de verdade. Ela ainda sentia como se houvesse feito a maior merda que podia imaginar.
E era pra eles estarem se divertindo, era a primeira parada em que ficavam sozinhos, afinal de contas.
- Vai chover. - Murmurou por fim, olhando para o céu escuro demais de uma hora para a outra. Bufou. - Além de tudo, ainda vai chover. Ótimo. Maravilha. Porque cair de um desfilafeiro não é ruim o suficiente. - Suspirou, frustrada e assentiu.
- Sei como se sente. - Falou, embora houvesse conseguido encontrar um pouco mais de humor para pôr na voz, como se tentasse animá-la também. - Mas é só chuva, a gente sobrevive. Quer voltar pro carro? - Perguntou e a garota assentiu, mordendo o lábio ao precisar mover um pouco o pé machucado para se pôr de pé, aceitando de bom grado a ajuda de quando ele ofereceu, passando o braço por seu ombro para voltar a andar em seguida, fechando os olhos e estremecendo quando outro trovão soou, fazendo seu coração acelerar tanto por susto quanto por odiar aquilo. Céus, odiava aquilo.
- Tudo bem? - perguntou, olhando preocupado pra ela e a garota assentiu, forçando se a abrir os olhos.
- É só meu pé. - Sorriu amarelo - Vai melhorar quando eu sentar. - Disse e assentiu, sem realmente desconfiar que o problema era outro ao ajudá-la a se sentar e torceu mentalmente para que não começasse a chover, embora sabia que não ia adiantar. Ela só não podia evitar torcer.


tinha bebido um pouco demais. Culpa dos três engravatados que os seguiram durante todo o tempo, para onde quer que fossem. Não tinha ideia de como os amigos não haviam notado.
De qualquer forma, mesmo assim, franziu o cenho quando a tempestade começou, como se devesse se lembrar de algo, ou alguém, mas não foi capaz de descobrir o que quer que havia esquecido.
- Isso é uma tempestade ou o próprio dilúvio? - Caleb perguntou passando as mãos pelos cabelos que haviam molhado quando eles precisaram correr para se esconder da chuva.
- Deveríamos voltar para o navio, não deveríamos? - Tiffany perguntou, mesmo sem ter muita ideia de como chegariam lá sem que parecesse que tivessem se jogado em uma piscina.
- O e a ainda não voltaram. - Liam observou, ligeiramente preocupado. Já era noite e nenhum dos dois tinham dado sinal de vida ainda.
Finalmente se lembrando do que havia esquecido, soltou uma exclamação, fazendo com que todos se voltassem para ela.
- tem medo de tempestades. - falou fazendo bico. - Será que eles estão bem?
- Bom, existe uma chance deles já estarem no navio também. Se a tem medo, ela não deve querer ficar aqui, a mercê da tempestade. - murmurou e fez bico, pensando a respeito.
- É melhor irmos pro navio, de qualquer forma. Está chovendo muito pra simplesmente ficarmos discutindo aqui. - Dean interveio, um tanto incomodado debaixo da chuva.
- Mas e se aconteceu alguma coisa? Não é melhor, sei lá, tentarmos falar com eles? - Interveio Caleb.
- E você vai fazer isso como? Sinal de fumaça ou com o celular que não está pegando aqui? - Tiffany perguntou sem que pudesse se controlar. - Eles podem estar no navio já e mesmo se não estiverem, não vamos conseguir encontrá-los nessa chuva.
- Alguém sabe pelo menos para onde eles foram? - Caleb perguntou, preocupado e Liam respondeu:
- Jeep. Foram andar de Jeep.
- Bom, a menos que a dirija, eles estão bem. - falou, fazendo uma careta em seguida. - Estão bem, não estão?
- Por que a gente não volta pro navio antes de se preocupar? - Tiffany perguntou. - Eles podem estar lá.
- É, acho que é tudo que podemos fazer. - murmurou também e Caleb suspirou, assentindo mesmo que a contragosto.
Pra ele, algo estava errado ali. Estava preocupado, mas tinha a tendência de ser paranóico e, pensando nisso, decidiu dar uma chance aquela possibilidade. Eles podiam estar no navio, deviam estar no navio. não gostava de tempestades, não ia simplesmente ficar por aí a toa.
- Tudo bem, tudo bem, vamos. - Concordou e Liam suspirou, olhando preocupado em volta antes de fazer o mesmo.
- Vamos. - Disse também, abraçando Tiffany de lado para sair dali.
Tiveram que correr para chegar ao navio, embaixo da chuva, mas não pararam até estarem lá. Não adiantava parar de qualquer forma. Passaram pela recepção, completamente ensopados, mas enquanto Liam perguntava por e , franziu o cenho, dando por falta também de . Olhou para os lados tentando encontrá-lo, mas ao constatar que ele realmente não estava lá, deu meia volta e seguiu para a fora do navio.
Mais um trovão soou, iluminando tudo ao redor e ao longe, ela conseguiu avistá-lo. Para sua surpresa, conversava com os três homens que os seguiram o dia inteiro.
Curiosa para saber o que ele podia estar dizendo aos homens, ignorou a chuva e correu até lá, diminuindo o passo somente ao estar perto demais, tento evitar ser vista.
Com a chuva forte e os trovões, teve que chegar mais perto do que era seguro para conseguir escutar.
- Mas que droga, qual é o problema de vocês?! Eu estou fazendo a minha parte, não tinham que estar aqui! - esbravejava com os homens, sem notar os espiando escondida.
- Eu disse isso a eles! Não tínhamos mesmo que estar aqui. - Um dos homens murmurou e o outro rolou os olhos.
- Ah, pelo amor de Deus. , não pode nos culpar por não confiar em você, ta legal?! Essa missão não é justamente pra provar isso?!
- Sim, ela é. E vocês não estão incluídos nela, vão embora. - resmungou e o homem se empertigou, mas não disse nada. O que falou primeiro então suspirou.
- Desculpe, Sr. . Já estamos de saída. – Falou e , escondida, arregalou os olhos. . Ela conhecia esse nome. Era o mesmo do homem que seu pai havia matado, o dono da empresa que ele, agora, tentava assumir.
Puta merda, sabia. O tempo todo ele sabia. Ele fazia parte daquilo tudo e ela deu um passo para trás. Tinha realmente confiado no garoto, um completo estranho que poderia muito bem estar ali por ela, na verdade. Seu pai havia matado o dele. Não era possível que ele se sentisse em com isso. E missão? Que droga de missão era essa?
Com choque, concluiu que ela podia muito bem ser a missão, afinal, qual eram as chances de simplesmente se encontrarem ali, coincidentemente?
Antes que a notasse aí, correu de volta para o navio com o coração quase saindo para fora da boca, se perguntando o que diabos podia querer dela de verdade, mas só olhou para trás quando passou novamente pela recepção, suspirando por nao ver atrás dela.
- e . - falou simplesmente quando se juntou aos outros. - Entraram?
- Onde diabos você estava, ?! - Caleb perguntou. - Já não basta a , você também tinha que sumir?
- E... eu... Espera, sumir? Não entraram no navio?
- Não, parece que não e... E você, fica aqui, ouviu bem?! Aqui! - Caleb falou, nervoso. Agora estava realmente paranóico. Puta merda, onde eles podiam estar?! Nessa chuva?! Nada do que passava em sua cabeça era bom e ele estava prestes a entrar em desespero.
- A gente tem que pedir por uma equipe de busca, sabemos o itinerário dos passeios com Jeep, podemos imaginar onde devem estar. - Liam falou, também preocupado. Se não estavam de volta, naquela chuva, não era difícil imaginar que algo acontecera e estava se esforçando para não se desesperar também.
- Eles não vão iniciar equipe de nada a noite, nessa chuva. - Dean falou. Provavelmente era o que conseguia pensar com mais calma apesar de também estar preocupado com os dois. - Mas temos que notificar que sumiram.
- Nem deu a hora do navio partir ainda. - Tiffany observou. - Não vão dar eles como desaparecidos.
- Mas tem um horário para que devolvam o Jeep também. Se aconteceu algo, nao devolveram. - Liam lembrou, ficando animado com aquela ideia. Aquilo podia ser um bom começo para achá-los. - Isso! - falou. - Isso podemos fazer.
- Parece um plano pra mim. - Dean concordou, satisfeito de terem chegado a algum lugar e Caleb suspirou ao assentir, embora não estivesse menos preocupado por isso, fazendo uma careta ao olhar em volta e dar pela falta de . Mais um. Ótimo.
- E onde diabos o se meteu, alguém sabe? - Perguntou, mas antes que alguém respondesse ele adentrou, encharcado, o navio. - Aleluia!
- Desculpa, desculpa. E aí, acharam eles? - quis saber, passando a mão pelo cabelo para tirar a água e condenou a si mesma, mentalmente, por ter apreciado o gesto. Ele era tão bonito que chegava a ser injusto com o resto do mundo. Mais injusto ainda com ela depois do que tinha ouvido. Antes que a notasse espiando, desviou o olhar. Ele estava mentindo para ela. Por algum motivo, estava mentindo e nenhuma possibilidade para aquilo era boa.
- Parece que achamos? - Caleb perguntou, nervoso e o encarou como se perguntasse como raios ele saberia. - Eles não estão aqui!
- Eles não entraram. - Dean respondeu simplesmente, ignorando os surtos histéricos do outro. - Estávamos pensando em ir até a loja onde alugam os Jeep, saber se eles alugaram um e se devolveram. - falou e concordou com a cabeça.
- Eu vou. - Liam falou. - Caleb, quer vir comigo? Como não temos como entrar em contato, é melhor irmos em dois para que um volte para dar notícias. - sugeriu, mas ele negou com a cabeça.
- A equipe usa rádios. Acho que podemos encontrar algum pra usarmos.
- Não deveríamos notificar que sumiram de qualquer forma? - perguntou, aflita, e foi Dean quem a respondeu:
- A Tiffany está certa. Não vão dar os dois por desaparecidos quando se quer deu a hora do navio partir ainda. Mas um grupo precisa ficar para impedir que partam de qualquer forma.
- Tudo bem, eu, o Caleb e o vamos, vocês ficam. Dean, toma conta de tudo por aqui? - Liam perguntou e o garoto assentiu.
- Vamos impedir o navio de sair se vocês não tiverem chegado ainda. Mas os rádios são mesmo uma boa idéia.
- Vamos encontrar rádios então. - Caleb murmurou e os outros concordaram.
Ele estava tenso, fechou os olhos e fez uma prece, fazendo uma careta ao ouvir o trovão soar lá fora em seguida. deveria estar péssima. Ele só torcia para que, onde quer que estivesse, ela estivesse bem. Segura.


tentava fingir que não, mas era a segunda vez que se encolhia quando um trovão soava. já tinha notado o receio da garota enquanto tentava distraí-la da tempestade lá fora, mas por mais que ela tentasse evitar, não conseguia deixar de olhar para fora o tempo todo, tenebrosa.
Parecia noite apesar de ser fim de tarde, o céu estava completamente escuro, coberto por nuvens. A chuva fazia com que fosse difícil enxergar qualquer coisa do lado de fora.
- ... - chamou. Distraída, se quer havia escutado o que ele tinha perguntado. Estavam sentados no banco de trás no Jeep, um de frente para o outro com as pernas estendidas. O tornozelo dela, inchado de forma preocupante, estava sobre o colo dele. Quando o encarou, ele sentiu seu receio e segurou suas pernas com cuidado para devolverem ao chão, sentando-se direito para ajudá-la a chegar até ele. - Vem aqui. - chamou, tentando trazê-la para si.
- Não, eu estou bem. - Ela murmurou rapidamente ao ver a preocupação no rosto dele. - E você? Sem mais tonturas? - Perguntou, aproximando-se como ele queria sem se dar conta, embora planejasse apenas checar seu corte.
fez que não, puxando seus braços para baixo novamente quando ela os ergueu na direção de seu rosto, a obrigando a olhar em seu rosto.
- Relaxa. - Pediu e ela suspirou, assentindo, embora soubesse que não ia conseguir. Céus, odiava tempestades. Nunca soubera o porque, só odiava, desde pequena, morria de medo e nunca passara, mesmo tendo todo o conhecimento científico sobre o assunto possível como fizera questão de ter simplesmente para superar o medo. Não superou.
- Tá bom. - Sussurrou baixinho, escondendo a cabeça no ombro dele em seguida.
fez com que ela se aconchegasse em seus braços e acomodou-se melhor contra o banco, tentando pensar em qualquer assunto aleatório que pudesse desviar sua atenção da tempestade do lado de fora, não que ele acreditasse realmente que fosse funcionar com todos aqueles trovões. Quase como se o pensamento dele tivesse invocado mais um, ouviram um estrondo do lado de fora. As janelas do carro estremeceram e a segurou com mais força quando se encolheu, apoiando o queixo no topo de sua cabeça.
- Gosta de desenhos? - perguntou subitamente, sem ter ideia de onde tirara aquilo. Só queria algo para distraí-la. Aquilo era o melhor que ele podia fazer no momento. Quando ela assentiu minimamente, erguendo o olhar para ele, sorriu. - Qual seu favorito? Quando era pequeno, gostava de digimon. Gostava muito. Eu e o Liam cantávamos a música de abertura aos berros e levamos anos para desistirmos de esperar que um digivice simplesmente fosse aparecer magicamente pra gente. - confessou. Aquele não era seu desenho favorito na verdade, mas havia sido por muito tempo. Esperou que compartilhar aquela idiotice ajudasse.
acabou sorrindo quando assimilou suas palavras, mesmo tendo demorado a assimila-las, levando em conta que a tempestade não a deixava pensar muito bem.
- Vocês deviam ser irmãos de qualquer jeito. - Comentou e sorriu ao assentir, satisfeito apenas em vê-la aparentemente melhor. - Eu gostava das meninas super poderosas. Era a lindinha e Caleb odiava porque a gente o fazia ser a docinho. - Contou, sorrindo com a lembrança, mas fazendo uma careta em seguida ao se dar conta do que faziam com o amigo. - Acho que devíamos assumir parte da culpa pelo problema de crise existencial dele agora. – Comentou.
- Eu achava que a Docinho era um menino, então não acho que esse tenha sido o problema. A Docinho me parece bem mais macho que ele, aliás. O Caleb devia sentir orgulho. - caçoou, ficando satisfeito em vê-la rir por isso, mesmo que ela o tivesse empurrado por dizer aquilo. - Desculpa, desculpa. Só quis dizer que a Docinho era uma menina muito forte e durona. Não que as outras não fossem, mas... - ele fez uma careta ao se dar conta de que estava se enrolando com as palavras. - Você entendeu. Se eu e Liam fôssemos como a Docinho na escola, não seríamos perseguidos pelos meninos maiores, nem trancados no armário. Três vivas para a Docinho.
riu novamente por isso, um tanto surpresa que os dois fossem os losers na época do colégio. era bem cheio de si e Liam parecia perfeitamente confiante também, afinal de contas.
- Não é irônico que ela se chame Docinho? - Riu e concordou, passando a mão por seu rosto e sorrindo por vê-la rir, fazendo uma careta quando ela estremeceu em seus braços por conta de outro trovão, soando perto demais para a sanidade da garota, que olhou em volta pelo canto do olho, odiando não ver nada direito graças a chuva forte que fez tudo escurecer em pouco tempo.
, por um momento, não soube se era melhor consolá-la, dizer que estava tudo bem, ou se deveria continuar puxando assunto. Duvidava, na verdade, que dizer que estava tudo bem fosse mudar alguma coisa. Não era como se ela não soubesse que era só uma tempestade, ela era inteligente demais para saber disso sozinha, mas de forma alguma saber daquilo estava ajudando de qualquer forma.
Por fim, ele optou pela única coisa realmente útil que veio a sua mente para distraí-la e segurou seu queixo com uma das mãos para que ela lhe encarasse, inclinando-se para roçar seus lábios nos dela. O gesto fez com que mordesse o lábio inferior, sentindo o estômago dar piruetas em expectativa enquanto fechava os olhos com a respiração dela em seu rosto, finalmente colando seus lábios segundos depois.
levou automaticamente a mão para sua nuca, subindo em seguida em direção aos cabelos do garoto, imiscuindo os dedos ali, esquecendo imediatamente da tempestade lá fora.
E há pouco tempo achava que era impossível.
Céus, era impossível. Se é que aquilo fazia sentido.
Sentiu a mão de descer por suas costas e um arrepio gostoso percorreu seu corpo, só para que, em seguida, ela pulasse de susto com o trovão que soou perto demais, os interrompendo. O relâmpago clareando tudo ao seu redor de maneira no mínimo sombria não ajudou e fechou os olhos com força, sentindo o coração acelerar com o medo irracional. Céus, odiava aquilo, odiava muito.
- , o que eu posso fazer? - perguntou, sem aguentar mais segurar a preocupação. Não achava, na verdade, que houvesse algo ao seu alcance para ajudá-la, mas precisava tentar e a garota só balançou a cabeça no primeiro instante, aninhando-se em seus braços com o novo trovão.
- Me abraça. - Pediu baixinho - E fala comigo. Qualquer coisa.
suspirou, a abraçando novamente enquanto tentava pensar em um novo assunto aleatório para iniciar. Ele não era exatamente bom naquilo e por fim, optou apenas por continuar o anterior.
- Sabe, eu confesso, ainda assisto desenho. - falou para ela, vendo a garota olhar para ele de canto de olho. - O que foi? É legal. Sabe, eu tentei rever os que eu gostava na infância e meio que destrui minha lembrança deles. Descobri que Beyblade é muito ruim, mas Yu-Gi-Oh, apesar de ser um tanto quanto infantil, é bem legal. Naruto eu ainda acompanho. Quando revi o começo também achei meio babaca, mas a segunda parte é legal. - falou. Tinha certeza que estava soando como um idiota, mas se aquilo a distraísse, estava de bom tamanho.
- Eu gostava de Beyblade. - comentou baixinho, fechando os olhos e ignorando quando estremeceu outra vez. - Três espiãs demais também. Jack Chan e Jake, o dragão ocidental. Phineas e Ferb. - Citou, se empolgando com o último e erguendo o olhar pra ele. - Sabia que muita coisa que eles fazem é mesmo possível? Eu sempre quis tentar. Uma montanha russa no quintal e tal. - Falou, sorrindo com a própria idéia.
De fato, sempre gostou do desenho porque lhe deixava cheia de idéias malucas na cabeça, mas também pelas musiquinhas, embora não pretendesse admitir aquela parte. Era vergonhoso demais.
riu com sua animação, fazendo carinho em seus cabelos enquanto a ouvia falar. Na verdade, estava com sono. Chuva o deixava ainda mais sonolento, mas parecia irônico quando ela estava completamente assustada e desperta.
- Eu odiava Jack Chan. Odiava demais. - falou, rindo em seguida. - Não sei porque na verdade, só não gosto. Até os filmes dele eu detesto, mas os outros eu gostava. Tentei rever dragão ocidental também. Foi outra tentativa que estragou minha infância, mas vou deixar você curtir a sua. - brincou. - Vou até te deixar rir de mim ao dizer que minhas irmãs me faziam brincar de três espias demais com elas. Eu sempre era aquele velho lá. Qual é mesmo o nome dele...? - perguntou, não conseguindo se lembrar.
- Jerry. - murmurou de imediato, sorrindo orgulhosa de si por lembrar e riu, assentindo.
- Isso.
- Você devia ser um péssimo Jerry. - fez uma careta, simplesmente não conseguindo imaginar como ator. Ele riu ao assentir.
- Eu era. Mas não é como se elas fossem espiãs muito boas também. Sempre terminavam quebrando o dente e ficando de castigo. - Comentou e riu, imaginando.
- Deve ser muito divertido ter tantos irmãos. E você ainda tinha o Liam, mesmo sem saber que ele era seu irmão. - Sorriu ao falar e assentiu, pousando a cabeça no topo da sua e a puxando mais para si para que ela não notasse mais a tempestade lá fora, afagando seus cabelos e a fazendo fechar os olhos exatamente quando relampejou de novo. Ela os apertou com mais força, mas não falou nada e fez uma careta, voltando a falar antes que ela ficasse tensa.
- Você é filha única?
- Sim. Sempre fui sozinha até conhecer e Caleb, na verdade. Nunca fui boa em fazer amigos. - Murmurou, embora soubesse que aquilo era bem óbvio.
- Ninguém é bom em fazer amigos na escola. Não conta. - falou. - A vida só começa depois que passamos do colegial, aí sim da pra contar e olha você. Só nessa viagem já fez vários novos amigos. O Dean, o Liam, o ... eu. - completou, sorrindo para ela enquanto levava a mão dela até seus lábios, a beijando. - Claro, estamos mais para amigos com benefícios, mas vamos deixar esse detalhe de lado.
Sem se conter, a garota acabou rindo fraco. Envergonhada e corada, mas riu e apertou uma de suas bochechas por isso, só então notando que a chuva, do lado de fora, parecia diminuir. Infelizmente, os raios e trovões não pareciam dar muitos indícios de parar apesar disso, mas ele tinha esperanças.
- Você não sabe disso, mas é a pessoa mais doce que eu já conheci. - A garota murmurou depois de um instante em silêncio, sentindo as bochechas esquentarem ainda mais ao falar, mas sabia que se arrependeria se não o fizesse. Ela estava certa desde o início, afinal de contas. era bom demais pra ela.
Aquele garoto incrível fazendo todo esforço do mundo pra fazê-la esquecer daquele medo irracional de chuva sequer parecia real e ela nunca poderia ter pedido por algo melhor.
Céus, estava ferrada. Ia ser fácil demais se apaixonar por aquele garoto se não se cuidasse.
, em resposta, apenas sorriu para ela, não contestando o que a garota havia dito mesmo que "doce" raramente fosse uma palavra que usariam para descrevê-lo. Nem mesmo ele usaria, mas de fato, não era exatamente o mesmo perto dela.
- E você, a mais incrível que eu já conhece. - devolveu, roubando um selinho dela. Ele tinha certeza que mesmo depois que aquela viagem acabasse, jamais esqueceria dela, mas por incrível que parecesse, não estava realmente preocupado com aquilo, ou se quer surtando como estava antes. Não importava. - Por que não aproveita que a chuva diminuiu pra tentar dormir um pouco, uhn? - ele tentou. Os trovões haviam passado, pelos menos por enquanto, e somente os clarões provocados pelos relâmpagos ainda persistiam, algo que não a incomodaria se fechasse os olhos. tocou seu rosto delicadamente com uma das mãos, acariciando sua pele. - Fecha os olhos. - pediu com um sussurro. - Eu vou estar aqui.
assentiu, encostando a cabeça em seu peito e só então fechando os olhos, inspirando seu perfume, satisfeita com a capacidade do cheiro de sempre anestesiá-la com maestria.
observou seu rosto sereno e sorriu, sem parar de fazer carinho em seus cabelos enquanto sentia a respiração da garota ficar mais pesada conforme ia gradativamente se entregando ao sono, fechando os olhos também em seguida, mais cansado do que imaginara agora que finalmente se dera ao luxo de realmente fechar os olhos, não demorando muito pra pegar no sono também.


Capítulo 16 - Rescue


O sol já havia nascido e ninguém tinha dormido de tanta preocupação.
Devido a tempestade, o navio acabou preso na ilha e por esse motivo não estavam seguindo para o próximo destino ainda. Aquela fatalidade, no entanto, acabou sendo ótima pois e não haviam aparecido, mas eles não eram os únicos desaparecidos. Mais gente do navio havia ficado para fora e ele só partiria depois do meio dia, para que todos tivessem oportunidade de embarcar.
Infelizmente, isso não garantia que fossem encontrar os amigos e de forma alguma, era tranquilizador. Uma equipe de buscas já tinha ido atrás deles. O Jeep alugado possuía rastreador e sabiam onde o veículo estava. Só restava torcer para que e estivessem bem.
- Eles podem só ter parado o carro por conta da tempestade. - Dean tentou soar tranquilizados enquanto esperavam no pátio da loja. Haviam Jeeps por toda parte e se escorava em um deles, apreensiva. Parte do grupo ainda esperava no navio, para o caso de aparecerem. - Vocês mesmos disseram que morre de medo de tempestades.
- Sim, mas ela teria notado que o tempo mudou e feito o voltar pro navio justamente por isso. - Caleb retrucou e assentiu rapidamente.
- Algo deve ter acontecido.
- E o não ia simplesmente passar a noite toda longe assim. Especialmente se estava com o Jeep alugado. É melhor irmos nessa localização que eles disseram estar o Kero e procurar por eles. - Liam murmurou também e Dean assentiu, sabendo que não adiantaria discutir.
- Tudo bem, então. Vamos lá. Eles devem estar bem.
- Eu espero que sim. - Caleb sussurrou, nervoso. Nunca mais deixaria sumir com numa parada, disso ele tinha certeza.
Em outros três Jeeps, , Caleb e Liam seguiram com uma equipe até o local onde haviam rastreado o veículo alugado por no dia anterior. Por sorte, os habitantes da ilha eram gentis com os visitantes embora desconfiasse de que um deles, o mais alto, estivesse mais preocupado com o carro. Mas ela não se importava desde que tivesse a amiga de volta.
O local onde o Jeep havia caído, não era muito longe do ponto de partida apesar do que e achavam. Haviam perdido a noção do tempo com dirigindo. Ela por nervosismo e ele por estar prestando atenção nela. Mesmo assim, o fato de terem despencado fazia com que fosse um tanto quanto complicado simplesmente voltarem.
Mesmo ao longe, no entanto, o rapaz que conduzia o carro onde estava, notou as marcas de pneu na pista, seguindo para o desfiladeiro, e apontou para indicar aos outros. Confusa, a garota precisou estreitar os olhos para entender o que ele apontava, mas tapou a boca com a mão quando notou, se quer vendo o cervo morto ali. Por mais cruel que aquilo fosse, estava mais preocupada com a amiga e sentiu o coração disparar no peito, quase se jogando para fora do carro antes mesmo que ele parasse completamente, já gritando seu nome.
Em um instante, Caleb já estava ao seu lado, correndo para a ponta. Ambos tinham medo do que encontrariam ao olhar para baixo, mas se tinha uma chance, precisavam saber.
sentia o corpo todo doer por ter dormido de mal jeito, em especial o tornozelo, que estava roxo e inchado de forma a lhe fazer querer chorar, porém ela tinha certeza que a situação de era tão ruim quanto a sua e ele não estava reclamando, então ela não ousaria fazer aquilo também.
Ouvir os gritos dos amigos, no entanto, lhe deixou um tanto desesperada pra sair dali, mas não conseguia se mover com o tornozelo doendo como doía e acabou choramingando mesmo no final das contas, tocando um tanto desesperada o ombro de .
- Me ajuda. - Pediu, ouvindo gritar por ela do lado de fora outra vez. Mordeu o lábio. - .
queria sair do carro para que os outros vissem que estavam mesmo ali e não saíssem, mas vendo a situação de , ele não conseguiu simplesmente lhe deixar ali e suspirou, fazendo o melhor que pôde para tirar a garota do carro, carregando-a sem magoar ainda mais seu tornozelo, fazendo uma careta quando ela escondeu a cabeça em seu pescoço, engolindo o choro pela dor.
- Graças a Deus. - Caleb sussurrou assim que os viu, sentindo uma imensa onda de alívio tomar conta de seu corpo, fazendo uma careta quando teve que se apoiar no carro para não cair com a garota nos braços, sentindo-se fraco demais para tudo que se lembrava.
- , não vou aguentar. - Sussurrou, lhe colocando sentada no capô do carro, erguendo brevemente o olhar pra cima antes de deixar que suas testas se tocassem. - Acharam a gente. Vai ficar tudo bem agora. - Murmurou, limpando as lágrimas que ela não conseguiu conter e ela desviou o olhar para os amigos lá em cima, tão aliviada em vê-los quanto jamais estivera antes.
- Vai, faz alguma coisa, precisamos tirá-los de lá.- falou quase histérica para um dos homens que os levaram até lá, o empurrando a cada nova palavra como se aquilo fosse culpa dele e Caleb precisou segurá-la para que parasse, a puxando para longe dele. Imaginava o quão assustada deveria estar e queria poder abraçá-la antes de xingá-la por ter dado um susto em todo mundo, mas não sabia o que fazer. Saberia se estivessem em casa, mas não estavam e não tinha ideia de como trazê-los para cima de novo.
- Já ligaram para o resgate. Chegam em vinte minutos, no máximo. - Liam correu até eles.
- Vinte minutos?! - perguntou. - É muito tempo!
- Eles passaram a noite ai. Aguentam mais vinte minutos. - respondeu, tentando tranquilizá-la. Ele já estava muito melhor por simplesmente ver que os dois estavam bem e de pé. Aquilo era o suficiente para ele. Não se importava de esperar. Liam voltou para a borda, olhando os amigos lá embaixo. - Ei, vocês estão bem? - gritou, acenando.
Olhar para cima deixou tonto e ele fez uma careta, apoiando-se no carro.
- Sim! - respondeu de volta. - Mas seria legal sair daqui.
- O resgate vai chegar em vinte minutos! - Liam gritou de volta.
- É melhor você sentar. Vinte minutos é muito tempo. - murmurou pra , que assentiu, impulsionando o corpo para sentar ao lado dela. - Melhor? - Pousou a mão em sua perna e ele assentiu, apoiando a cabeça em seu ombro então desviou o olhar para cima e sorriu, extremamente aliviada de ver os amigos ali. O tornozelo doía, mas nem tanto agora que encontrara uma posição melhor pra ele.
Vinte minutos era sim muito tempo, mas não era nada comparado a uma noite inteira ali. E com uma tempestade de bônus. Ia ficar tudo bem agora.
havia levado alguns pontos na testa, mas ainda estava meio tonto. Não que isso tivesse impedido de empurrá-lo mais uma vez. Ela já havia socado ele também, logo que subiram, o culpando por ter jogado os dois desfiladeiro abaixo, mas não era como se ele realmente se importasse. Até riu, na verdade. Era um alivio que tudo tivesse terminado bem.
- Você é um idiota pro ter deixado que ela dirigisse a beira de um precipício. - reclamou mais uma vez. - Puta merda, é a ! Ela se mata andando a pé! Ficou maluco? - o empurrou novamente e Liam teve que segurá-la para que não o fizesse mais uma vez. Afastando a garota dele.
- Eu sei que ele está bem, mas não acho que seja uma boa ideia ficar fazendo isso. - Liam a interrompeu, sentando-se ao lado do amigo na ponta da cama.
Ela cruzou os braços, emburrada, pela interrupção e olhou feio para mais uma vez.
- Não acredito que você realmente colocou ela pra dirigir um carro.
- Era um Jeep, na verdade. - ele respondeu com humor, esperando que trouxessem de volta para irem embora dali. Estava louco para deitar em uma cama de verdade e dormir até o dia seguinte.
- Ah, e Jeep não é um carro. É uma nave espacial. - ela devolveu.
- Bom, é um carro resistente. - resmungou e rolou os olhos, desacreditada.
- Como se a não fosse capaz de destruir um carro resistente. - Resmungou em resposta e deu de ombros. Não tinha como defender a garota daquilo depois do que acontecera.
- E ela ainda quebrou o pé! - continuou, sem conseguir se conter e batendo em novamente.
- ! Pelo amor de Deus! - exclamou atrás dela, fazendo a garota pular de susto, virando em seguida para ver a garota se aproximar numa cadeira de rodas guiada pela enfermeira. Ela achava a cadeira de rodas extremamente desnecessária, preferia muletas, mas a médica disse que só podia trocar por muletas depois que descansasse o pé um pouco, mesno que não houvesse sequer engessado e odiou aquilo. Queria ter engessado, mas nem se machucar direito ela conseguia.
- Você está me envergonhando. - Resmungou para a amiga.
- Como se você precisasse de ajuda com isso! - jogou os braços para o alto. - Se envergonha sozinha. Porra, atacar o carro de um penhasco? Qual o seu problema? Eu é que sou inconsequente! - perguntou, chocada. O susto havia passado, mas ela não conseguia tirar da cabeça tudo o que poderia ter acontecido de pior. Parecia estar sendo apenas chata, mas havia ficado realmente preocupada. Podiam ter morrido!
- Você sabe que eu não atirei o carro de propósito, não sabe? - perguntou e revirou os olhos.
- Você nunca ia conseguir se tentasse fazer de propósito. - respondeu e Caleb concordou com a cabeça.
- Triste saber que é verdade. - respondeu ele, fazendo Liam e rirem. Até a enfermeira riu, aliás, e olhou feio para a amiga por tê-la feito virar a piada.
deu de ombros.
- Só fui sincera.
- Será que podemos voltar para o navio antes que ele vá embora sem a gente?
- Por favor. - murmurou de imediato quando sugeriu, torcendo para que a vergonha acabasse e ela sorriu ao encará-lo.
- Ei, você parece melhor. - Comentou e ele assentiu, sorrindo também.
- Você também.
- Remédios são mesmo demais, não é? - ironizou e olhou feio pra ela, que riu. - Vamos logo.
- Por favor. - repetiu o que falara e ele praticamente pulou da maca, junto com Liam. Já havia sido dispensado há alguns minutos, estavam apenas esperando por .
- Depois dessa, nem sei se quero sair na próxima parada. - retrucou, tomando o lugar da enfermeira atrás da cadeira de rodas de , que concordou imediatamente.
- Não precisa se preocupar porque sozinhos, vocês não vão sair de novo. Definitivamente. - respondeu e tanto Liam quanto Caleb, concordaram.
- Babá vinte e quatro horas agora. - Caleb falou e revirou os olhos.
- Já posso andar agora? - perguntou ela ao invés de respondê-lo e todos responderam "não" em uníssono, a fazendo revirar os olhos mais uma vez enquanto cruzava os braços em frente ao peito. - Sabem que não podem levar essa cadeira pra fora do hospital e que não tenho muletas para chegar até o navio, não sabem? - perguntou.
- Temos aqui dois homens e meio para te carregarem. - respondeu. - Deixo no ar quem é o meio. Decidam entre si.
- Caleb. - e Liam responderam juntos e o outro parou onde estava, os encarando chocado.
- O quê?!
- Você gosta de meninos. - Liam devolveu, rindo quando Caleb o encarou como se aquilo fosse um absurdo muito grande.
- Ficou maluco?! Eu não gosto não!
- Todo mundo sabe, não precisa continuar negando. - devolveu.
- Vocês estão errados e mesmo que eu gostasse, o que eu não gosto, isso não me faz meio homem! Ainda tenho a porra de um pênis no meio das pernas!
Decidindo que aquilo fazia sentido, Liam concordou com a cabeça.
- Então o .
- O que?! Por que? - perguntou enquanto ria. Disfarçadamente, fez o mesmo. Satisfeita por ter instalado a discórdia.
- Por que você bateu a cabeça, e esta literalmente drogado. Derrubaria a garota no meio do caminho.
Quanto a aquilo, não podia negar então apenas deu de ombros.
- Sabem que ela fez isso de propósito, não sabem? - perguntou para eles e assobiou distraidamente.
- Parem de papo, vamos logo. Já está quase na hora do navio partir. - falou para eles, seguindo na frente para fora do hospital enquanto os outros a acompanham com o olhar.
- Mente diabólica. - Caleb reclamou, ajudando a se levantar da cadeira de rodas junto com para juntos, levarem a garota de volta até o navio.


não conseguiu decidir o que fazia dele mais idiota. Estar indo ver como estava, se estava bem, ou ter arrumado uma desculpa pra isso apenas para não deixar que ela soubesse que ficara preocupado, mesmo que não fosse nada demais na verdade.
Na cabeça dele, era.
Não estava acostumado com essa coisa de amizade, de jeito nenhum e nem sabia se queria estar, mas ficara mesmo preocupado com s garota, embora não fosse admitir. Principalmente pra ela, que, no mínimo, o abraçaria. tinha certeza que aquilo podia ser traumático, no mínimo.
Entrou sem bater e deu de cara com com a perna esticada na cama e sentada na poltrona ao seu lado, as duas conversavam animadamente, mas pararam, virando surpresas para encara-lo quando entrou.
- . - murmurou, surpresa. Até se perguntou se não estava no quarto de e ela não percebera, mas a cama de Caleb ali provava justamente o contrário. - O que foi? - Perguntou, tão confusa quanto realmente estava e piscou, travando por um instante e então rolando os olhos por isso. Estava sendo ridículo.
- Oi pra você também. - Ironizou - . - Acenou para a garota, que evitou seu olhar, o deixando desconfiado, mas ele focou, por ora, em não se entregar e se jogou na cama de Caleb, cruzando os braços atrás da cabeça. - Me pediram pra te avisar que você está de folga amanhã. Para se recuperar e tal. - Murmurou e estreitou os olhos, sem entender. Já haviam lhe dito aquilo.
- É, eu sei. Já me disseram.
apenas deu de ombros, como se aquilo não fosse nada e fechou os olhos por alguns instantes. O objetivo era parecer tranquilo em estar ali, mas na verdade sua mente tentava pensar em uma forma casual de perguntar se estava tudo bem, sem parecer preocupado.
Quando ele demorou muito pra falar e até mesmo para ir embora, se voltou para ele.
- Tá, já pode ir agora. - falou, gesticulando para a porta quando ele a encarou.
- Está me expulsando? - perguntou, confuso, e ela concordou como se fosse óbvio. Bom, não era como se ela não tivesse dito com todas as letras.
- Você já deu o recado, pode ir. - repetiu, tentando não demonstrar o quanto estava irrtada com ele.
Depois de ter encontrado a amiga, pode se concentrar no que tinha escutado no outro dia. Não sabia se estava mais furiosa com por tê-la enganado ou com si mesma por ter deixado e acreditado nele, mas o pior de tudo era não saber o que ele queria e o que deveria fazer.
Deveria fingir que não sabia de nada? Deveria jogar na cara dele que já sabia o que ele pretendia? Mas, bom, o que diabos pretendia? Ela se quer sabia se estava segura para poder jogar pra ele que já sabia.
- Você já foi mais legal comigo. - murmurou, fazendo bico de maneira irônica pra ela, que rolou os olhos, sem corresponder a provocação, o que estranhou e abriu a boca para perguntar o que ela tinha, mas a fechou novamente, voltando-se para em seguida.
- E você?
- Eu o quê? - Ela perguntou sem entender e bufou, odiando ter que falar com todas as letras.
- Você está bem? Sabe... Depois de tudo e tal. - Perguntou, desviando o olhar assim que ela lhe encarou surpresa e arregalou ainda mais os olhos por isso.
- Ah, meu Deus, , você está preocupado. - Concluiu, chocada e fez uma careta, voltando a lhe encarar.
- Não estou não. - Disse, mas soou muito pouco convincente até pra ele e bufou por isso. - Bom, você caiu de um desfiladeiro. Podia ter morrido. - Resmungou como se isso explicasse tudo e sorriu mais ao ouvir.
- Aw, ! - Exclamou, tocada. - Você está preocupado comigo!
- Realmente surpreendente. - respondeu sem parecer se importar muito com aquilo, ou acreditar. Teria ficado chocada também se não tivesse descoberto que o garoto estava mentindo todo aquele tempo. Se perguntou se aquilo também não era mentira, a preocupação. Se perguntou se ele não estava só tentando se aproximar dos amigos dela é preciso conter o ímpeto de fazer uma careta. - Por que você não vai abraçar ele de uma vez? - assim ele pode sair logo daqui. - completou mentalmente, realmente ansiosa para que aquilo acontecesse. Não queria admitir nem para si mesma, mas estava também magoada por saber que estava mentindo.
sabia de tudo e a tranquilizava quando precisava. Estavam próximos mesmo que não gostasse de admitir.
- Meu Deus, o que você tem? - olhou confusa para a amiga, que deu de ombros. ia perguntar a mesma coisa e por um instante apenas observou , parecendo tensa demais e aquilo era definitivamente esquisito. Será que ainda era sobre aqueles caras na praia? Estavam no navio, ela não devia achar que estava segura agora?
- Bom, por mais que ele mereça, está difícil demais mover o pé pra levantar e abraçar o agora, de qualquer forma. - murmurou em seguida e lhe encarou com ironia.
- Estou muito aliviado. - Retrucou e ela riu, erguendo os braços pra ele.
- Vem aqui, ! , diz pra ele vir aqui! - Cutucou a amiga
controlou a vontade de revirar os olhos, mas obedeceu na esperança de que aquilo colocasse logo um fim ao assunto.
- Estou muito bem aqui, obrigado. - ele respondeu, não acreditando que elas realmente cogitassem aquela possibilidade e aí sim revirou os olhos, se pondo de pé.
a encarou confuso enquanto ela seguia até ele, o puxando pelas mãos. - , ficou doida? - perguntou, tentando se esquivar, mas ela não permitiu. Na melhor das hipóteses, ele iria embora tentando evitar o abraço.
- Vai logo, deixa de ser idiota, é só um abraço. - insistiu, praticamente o arrastando até a cama de que rindo, já abria os braços para ele.
- Sem chance. - devolveu, se soltando de e a segurando a sua frente, entre ele e .
- , pra que tudo isso? - ele perguntou. - Você não vai morrer.
- Eu não abraço. - Ele retrucou simplesmente e rolou os olhos.
- Como se você já tivesse tentado. - Murmurou e foi a vez dele rolar os olhos.
- Não preciso. Não faço isso e pronto. Eu só fiquei preocupado porque, bem, o que teria acontecido se você tivesse morrido? Eu ia ter que lidar com todo mundo naquele cassino sozinho. - Resmungou e olhou desacreditada pra ele, jogando uma almofada em sua direção.
- Idiota!
- Aí, ! Olha a mira! - resmungou, pegando a almofada no chão e saindo da frente de . - Vai logo! - Empurrou o garoto.
- Não.
- Não quero mais abraçar ele também. - murmurou, cruzando os braços.
- Então não abraça, que droga. - ela reclamou, jogando a almofada na cama de Caleb antes de empurrar em direção a porta dessa vez. - Se não quer abraçar, vai embora, então.
- Por que está me expulsando? - ele perguntou, desacreditado, mas ela apenas o empurrou mais uma vez, já perto da porta.
- Porque não era pra você estar aqui para começo de conversa. - ela respondeu, nao conseguindo pensar em uma desculpa melhor. Ele provavelmente já tinha notado que havia algo de errado entre os dois, mas desde que não soubesse o que era, ela não se importava. - Vai, tchau. - se despediu, abrindo a porta. - Fala tchau para , seja educado. - pediu, o virando na direção da garota e saindo da frente para que ele acenasse. - Logo.
- Mas que... , o que está acontecendo?! - Ele perguntou, sem entender o modo como a garota estava fazendo e rolou os olhos.
- Você está indo embora. - Disse como se fosse óbvio.
- Tchau, . Vai, da tchau pra .
- Qual o seu problema? Eu vou se eu quiser!
- Então vai admitir que está preocupado?
- Não estou! Qual o seu problema?! !
- O que é?! Não posso te ajudar, você é um idiota. - retrucou e ele olhou desacreditado pra ela - Você estava preocupado com o cassino!
- Não, eu só não ia admitir que estava preocupado com você! Dah! Não me preocupo com as pessoas! - Falou e riu verdadeiramente ao ouvir, satisfeita em vê-lo confesssr pelo desespero.
- , ele não é fofinho?! - Provocou, encarando a amiga.
- Definitivamente não. - respondeu junto com e ela riu mais uma vez, voltando a abrir os braços para um abraço.
xingou.
- Perdeu a oportunidade, , esquece. - falou, voltando a empurrar . - Ela está muito bem e agradece a preocupação, agora tchau. - o empurrou mais uma vez para a porta. abriu a boca para retrucar, mas ela fechou a porta na cara dele antes que o fizesse, deixando um tanto quanto chocada.
- , por que isso? - perguntou. - Tadinho!
- Deixa de besteira, ele está ótimo. - falou, voltando a se sentar. - Então, onde estávamos?
- Onde estávamos?! - perguntou, desacreditada - Não interessa onde estávamos agora, oras! O que deu em você?! Não tá mais dormindo com ele? - Perguntou, sem entender.
era esquisita, mas a coisa toda com era algo que não achava que teria a capacidade de entender um dia.
Eles eram estranhos, os dois. sabia que era comum, transar e depois agir como se nada tivesse acontecido, mas não achava que teria a capacidade de fazer aquilo um dia. Era definitivamente demsis pra ela.
- Não importa. - respondeu simplesmente, voltando a relaxar sem a presença de no quarto. Tentou pensar em outro assunto para puxar com a amiga, mas de qualquer forma, não sabia mais o que falar. Nem sabia se queria falar. Ficar sozinha parecia uma boa ideia. Já havia começado a voltar e aquilo também não a deixava calma. Não tinha mais para onde voltar. Era uma sem teto e não tinha ideia do que fazer da vida.
- Vai ficar bem se eu te deixar sozinha? - perguntou para a amiga, já se levantando. Se quiser, posso chamar para cuidar de você. Duvido que ele vá reclamar.
rolou os olhos em resposta, obviamente corando.
- Tchau, .
- Não? Sem ? - fez bico, provocando a garota e acabou não conseguindo conter a risada com isso.
- O também precisa descansar, . Relaxa. Eu fico bem. - Garantiu e a amiga assentiu, saindo do quarto em seguida.
Uma vez sozinha, suspirou e jogou a cabeça pra trás, gemendo um pouco de dor ao mover o pé pra deitar direito, mas o alívio ao fechar os olhos e saber que podia descansar foi um tanto anestesiador e ela não demorou muito para pegar no sono.


Continua...

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Nota da autora: Voltamos, voltamos! Mais dois capítulos e vocês já podem agradecer a lindíssima Camila Souza por ter pedido tão arduamente pela att! Obrigada por todo o incentivo, essa veio dedicada a você, dois capítulos <3
Obrigada a todas que têm acompanhado! Logo vem mais.
Mayh.

Queen B:

M. Angeli:


Outras Parcerias:
Fabulous [Restritas-One Direction/Em Andamento]
08. OMG [Ficstape - Little Mix/Em Andamento]

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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