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Última atualização: 09/07/2018

Capítulo único

POV


Olhei as pessoas na arquibancada e vi que o único som que podia se ouvia eram os gritos da torcida adversária um pouco distante dali. Eu estava na área reservada para repórteres, mas simplesmente não conseguia me mover. Via os diversos colegas de profissão brasileiros segurando as lágrimas com aquela derrota, meus olhos se encheram de lágrimas e minha garganta arranhava a todo momento no qual eu evitava derramá-las. Ver os jogadores brasileiros desolados me partiu o coração, mas o que mais doeu foi vê-lo completamente desolado e sem reação, como se não acreditasse que aquilo havia acabado de acontecer. Brasil acabara de perder o jogo das quartas de finais e tinha dado adeus à copa do mundo, mas minha vontade era somente de pegar aquele garoto pelos braços e apertá-lo em um abraço e não soltar nunca mais. Eu poderia não entender exatamente o que estava sentindo, mas meu coração brasileiro e meu instinto de namorada me faziam querer invadir o campo naquele momento, mas não podia sem receber uma bronca ou até mesmo uma demissão do meu superior. Vi levantar do gramado e olhar em minha direção, dei um sorriso fraco para mesmo vendo ele vir até onde eu estava. Quando ele chegou o mais próximo o agarrei instantaneamente pelo pescoço e o segurei em meus braços para que então derramasse as lágrimas que tanto segurava.

— Eu sinto tanto. — Eu disse chorando e ainda o abraçando. — Você não faz ideia de como eu sinto.
— Eu sei mi amor. — Ele soltou de meus braços e me beijou na testa, repetindo o apelido carinhoso que ele aprendeu em Barcelona. — Eu também sinto.
— Pelo amor de Deus não chora, senão eu me acabo aqui mesmo na frente de todos. — Disse ao ver seus olhos cheios de lágrima. — Por favor. — Voltei a abraça-lo enquanto o sentia suas lágrimas caiam em meu ombro e as minhas no seu.
— Eu ainda não consigo acreditar. — Dizia com sua voz embargada me soltando e me olhando enquanto segurava meu rosto em suas mãos. — Estávamos indo tão bem, mas o gol não saia e eu não conseguia fazer nada eu... — Interrompi seu discurso rapidamente juntando nossos lábios.
— Você não tem culpa mi amor. — Disse devolvendo o apelido. — Todos tiveram sua parcela de culpa, não se martirize tanto, o time não é só você.
— Muitas vezes eu tentei chamar a responsabilidade, mas só piorava tudo. — As lágrimas voltaram ao seu rosto e no mesmo instante para o meu. — Eu só queria que tudo fosse diferente, que conseguíssemos jogar como jogamos os outros jogos. Infelizmente não deu e eu não sei o que fazer, o falar. O que eu vou dizer para as pessoas que botaram tanta fé em mim, em nós e agora vamos sair de mãos vazias eu... — Novamente ele foi interrompido, mas não por mim e sim por Paulinho que vinha em nossa direção.
— Ei cara, precisamos ir. — Disse Paulinho tocando no ombro de . — Ei .
— Ei Paulinho. — Respondi o abraçando também. — Sinto muito por isso. — Vi um sorriso triste se abrir em seu rosto.
— Acontece não é mesmo. — Disse ele também segurando as lágrimas. — Posso roubar o rapaz? Prometo que devolvo. — Sorri fraco para ele.
— Fique à vontade. — Olhei para antes dele ir. — Sabe onde eu estou hospedada? — Perguntei vendo-o assentir. — Se forem liberados da concentração, me promete que vai me encontrar no hotel?
— Eu prometo. — Disse ele prontamente.
— Ele é todo seu Paulinho. — se aproximou de mim e juntou nossos lábios em um beijo antes de acompanhar o companheiro de time até o vestiário, e eu permaneci lá por um tempo, vendo os jogadores da Bélgica comemorar sua vitória.

POV OFF


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chegou no hotel muito tarde, depois do jogo foram horas editando um artigo sobre a partida, pelo menos o chefe havia dado folga a equipe dos jogos de hoje e ela teria o fim de semana inteiro para descansar. Aproveitou que chegou ao hotel e ligou para a mãe. A mulher nunca havia ficado tanto tempo longe de seu filho Nick e o aperto no peito estava aumentando a cada minuto a mais que passava longe do garotinho de apenas 1 ano.

— Eu sei que ele está bem mãe, é só ... — foi interrompida mais uma vez pela voz estridente da mãe no outro lado da linha. — Eu tô bem sim, pode ficar tranquila. — Respondia enquanto passava o cartão na porta do quarto abrindo o mesmo no instante seguinte. — Sabe que eu sei que Nick está em ótimas mãos, mas mãe sente saudades também e a senhora... — As palavras ficaram presas na garganta da mulher assim que abriu a porta e viu a figura de olhando pela grande janela que dava vista para as ruas da cidade de Cazã. — Mãe, o tá aqui preciso desligar, diz pro Nick que eu mandei um beijo e que o amo, estou morrendo de saudades. — Ouviu o que a mãe tinha a dizer e desligou o telefone. Andou em passos lentos aonde ele estava, ainda olhando pela janela, e o abraçou pelas costas pousando as mãos na barriga do homem onde ele logo enlaçou os dedos de ambos.
— Como Nick está? — Perguntou virando de frente para mim.
— Ele está bem, mamãe cuida muito bem nele. — Respondeu a mulher prontamente levando a mão ao rosto do rapaz e o acariciando.
— Sinto saudades. — Disse abrindo um mínimo sorriso tímido, mas não se conteve, abriu o maior sorriso que poderia naquele momento.
— Tenho certeza que ele sente sua falta também. — Segurou o rosto do jogador com as duas mãos e encostou seus lábios em um beijo carinhoso.
— Obrigada por estar aqui comigo. — Disse ele colando sua testa na dela. — Eu não sei o que seria de mim sem você.
— Estaria afogando as mágoas na bebida? — Perguntou a menina.
— Sabe que eu não bebo. — sentia o hálito quente do rapaz soprar sobre os seus lábios e um arrepio subiu em seu corpo.
— Para tudo tem uma primeira vez.

Dizendo isso a garota colou os lábios nos do rapaz mais uma vez, mas finalmente dando-lhe um beijo de verdade. Prontamente sua língua pediu passagem e rapidamente abriu os lábios. O beijo que antes era calmo se tornou quente e feroz. pegou-a no colo e ela entrelaçou as pernas ao redor da cintura dele. Ele os guiou em direção ao quarto sem desgrudar os lábios dos de por nenhum minuto. a deitou delicadamente no colchão se deitando devagar sobre o corpo dela tentando não colocar todo seu peso em cima, desgrudou seus lábios e os levou para o pescoço da mulher dando leves mordidas e sugadas que a fizeram gemer baixinho. levou suas mãos para a barra da camisa do homem tirando-a rapidamente e logo fez o mesmo com a dela levando, logo em seguida, suas mãos para o zíper da calça que ela vestia tirando-a delicadamente de seu corpo, deixando-a somente com Lingerie branca que ela usava. Ele voltou a beijar seu pescoço, mas logo seus beijos foram descendo para o busto e com uma mão apertou delicadamente seu seio direito, ainda coberto pelo sutiã. Suas mãos ágeis logo encontraram o feixe frontal do sutiã e imediatamente a peça foi parar e algum lugar do quarto. Agora sem nenhum pano o atrapalhando desceu os lábios para o seio da mulher enquanto massageava o outro com a mão fazendo-a suspirar e segurar os cabelos do homem fortemente. O rapaz desceu seus beijos pelo corpo da garota logo chegando na barra da calcinha onde ele desceu, lentamente, beijando cada parte de pele que o tecido passava. Assim que a calcinha foi jogada no chão, voltou a beijar as pernas mulher delicadamente, subindo para a coxa dela e chegando na virilha. Quando percebeu a próxima ação do rapaz, fechou os olhos e sentiu os lábios do homem beijar sua parte mais sensível não conseguindo segurar o gemido alto que escapou por seus lábios. O jogador percebendo que a mulher estava prestes a ter um orgasmo começou a aumentar seus movimentos com a língua e a penetrou com dois dedos fazendo com que ela gritasse mais uma vez antes de finalmente gozar. subiu os beijos novamente pelo corpo dela chegando logo aos seus lábios e voltando a beijá-la intensamente. Ela logo inverteu as posições ficando por cima e começou a descer seus beijos pelo tronco do rapaz fazendo-o suspirar. Chegando na barra do short que o homem ainda vestia, ela rapidamente o tirou levando a cueca junto jogando apressadamente no chão. A garota segurou o membro de em suas mãos e começou a movimenta-las em um vai e vem. O garoto fechou os olhos e deixou um suspiro mínimo escapar por entre seus lábios. vendo o jogador completamente entregue lambeu lentamente o pênis do rapaz o vendo logo soltar outro gemido alto e rapidamente voltou a fazer movimentos com suas mãos quando o enfiou em sua boca chupando e sugando o que conseguia. vendo que não aguentaria por muito tempo, segurou a mulher pelos cabelos e a puxou para cima invertendo novamente as posições. Ele a beijou na testa, nas bochechas e finalmente na boca no momento em que a penetrava lentamente. A mulher gemeu alto entre o beijo quando sentiu que o homem já a invadia começou a ajuda-lo nos movimentos de vai e vem. O homem desgrudou os lábios do da mulher e encontrou suas testas enquanto movimentava seu corpo contra o dela suspirando e gemendo ao ver a imagem da garota que amava totalmente entregue a ele e ouvir seus gemidos era totalmente estimulando. Percebendo que não aguentaria por muito tempo, aumento os movimentos e desceu seus lábios para os seios de , fazendo-a gritar de prazer, logo o homem sentiu seu orgasmo vindo, mas não parou seus movimentos até sentir que a mulher finalmente também havia chegado ao seu ápice.

— Eu amo você. — Disse ele dando uma última estocada antes de sentir que a mulher tinha chegado ao orgasmo.
— Não mais do que eu amo você. — Respondeu ela.

caiu para o lado da cama e puxou Belle para deitar em seu peito. Beijou sua cabeça e cobriu seus corpos com o lençol da cama antes de suspirar e sentir seus olhos pesarem.

#####


POV


Acordei lentamente sentindo minha cabeça doer, olhei ao redor do quarto e percebi que ainda estava escuro. Senti a cabeça de Belle ainda deitada em meu peito e levantei devagar para que ela não acordasse vendo ela apoiar-se no meu travesseiro e abraçá-lo. Sorri com aquilo e procurei minha cueca pelo chão, achando-a perto do meu short. Me vesti rapidamente e novamente me voltei para a grande janela que dava vista para a cidade. Mais uma vez me segurei para não chorar, eu já havia chorado por tanto tempo que nem sabia que era possível. Já tinha acontecido, acabou e eu não podia fazer mais nada sobre isso. Eu me sentia horrível mesmo depois de todo o time se consolar e perceber que realmente era para ser, eles jogaram melhor e conseguiram avançar, o que era para ser feito foi feito e infelizmente não acabou como esperado. Suspirei pesadamente e senti duas mãos me abraçando apertado por traz e senti seus lábios em meus ombros descobertos. Sorri e virei-me de frente para ele.

— Nem pense em voltar a chorar menino. — Sorri ao ver que ela vestia minha camisa. — Sabe que não suporto te ver assim.
— Tá tudo bem mi amor. — Disse beijando-lhe a testa. — Vai ficar tudo bem. — Sussurrei a última parte.
— É claro que vai. — O sorriso dela sem dúvidas era a coisa mais linda que eu já vi. — Você ainda é jovem, com certeza estará na próxima copa.
— Não sei se isso vai ser mesmo possível Belle. — Suspirei e abaixei a cabeça após finalmente dizer o que tanto me afligia.
— Ei, olha para mim. — Meu rosto foi puxado e suas mãos fizeram um carinho enquanto o segurava. — É claro que vai. Você sabe que sim, porque não acredita em você como eu acredito?
— Não saio satisfeito com minha atuação, nem um pouco. Mas saio de cabeça erguida, porque tentei dar meu melhor, como sempre fiz. Infelizmente, hoje não foi o dia. — Repeti no automático o que tinha dito no final do jogo aos jornalistas.
— Eu sei que você tá repetindo o que disse pros outros jornalistas. — A olhei surpreso. — Eu sou jornalista também e você sabe disso. — Ela sorriu beijando meus lábios. — Só saiba que eu acredito em você. — Selou nossos lábios novamente e grudou nossas testas. — Você ainda vai levantar a taça de campeão do mundo e eu vou amar vendo meu país finalmente ganhar a sexta estrela. — Sorri e a beijei.
— Eu já disse isso, mas eu repito. — Disse beijando-a a cada palavra. — Eu amo você. — O sorriso que ela abriu aqueceu-me por dentro de uma forma que não tinha explicação, só consegui sorrir junto e juntar novamente nossos lábios em um beijo.
— Eu também amo você, mas tem uma coisa. — Ela separou nossos lábios e eu a olhei curioso. — Espero que tenha guardado sua camisa, porque nem a pau aceito que você tenha dado ela pra outra pessoa. — Sorri e voltei a beijá-la intensamente. Sabia que tudo ficaria bem porque ela estava ali do meu lado e me amava tanto quanto eu a amava.




FIM



Nota da autora:(09/07/2018)Primeiramente quero pedir um milhão de desculpas por essa cena restrita. NUNCA escrevi isso na vida, mas o Coutinho é apaixonante demais, desculpa realmente por ter ficado horrendo, mas espero que isso não impeça ninguém de ter gostado do resto porque eu amei escrever com esse menino lindo que eu não imagino transão nem aqui nem nunca hahahahah Gente essa short é um Spin Off de uma long que eu comecei a escrever, mas ainda não postei, fala sobre a chegada do Coutinho ao Barcelona, eu só tenho o prólogo, mas tô escrevendo aos poucos e uma hora sai haha Espero que vocês tenham gostado e deixem um comentário maroto pra autora que vos fala <3



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