CAPÍTULOS: [1]






Última atualização: 24/04/2017

Capítulo 1


Assim que saiu para trabalhar, passou boa parte de sua manhã apenas assistindo a um dos seriados investigativos que ele costumava acompanhar em um canal qualquer. Algum tempo depois tomou um banho rápido e decidiu que iria correr, para aliviar a tensão de seu corpo e fazer com que seu organismo se preenchesse de energia, esquecendo um pouco do porre que havia tomado na noite passada.

Vestiu um conjunto de roupas esportivas, calçou seu tênis e saiu para a rua, colocando para tocar nos fones alguma música animada. Ele correu nos próximos sessenta minutos e voltou para casa.

Assim que adentrou o apartamento novamente, largou seus fones no sofá e arrancou a camisa de seu corpo encharcado de suor, jogando-a em um canto qualquer da sala. Tirou o par de tênis junto das meias, também os largou pelo chão do cômodo e seguiu para a geladeira à procura da jarra de água mais gelada, serviu-se num copo e matou sua sede. Quando olhou para as escadas notou logo no primeiro degrau duas caixas lotadas de coisas de escritório, pensou que talvez pertencessem à , e se questionou sobre ela já estar em casa ou não.

Primeiro foi para o escritório da casa mas não havia ninguém lá, seguiu em direção às escadas subindo-as calmamente.

? – chamou alto o suficiente para que em qualquer cômodo ela pudesse ouví-lo. Como não houve resposta, ele adentrou o quarto pensando que talvez ela estivesse no banho.

Assim que entrou no quarto do casal, ele vislumbrou uma silhueta encolhida na cama, suas sobrancelhas uniram-se confusas. As cortinas estavam fechadas e o ambiente estava no maior breu. Fechou a porta e acendeu as luzes, se aproximando de sua esposa, que parecia hipnotizada com algo em suas unhas.

– Aconteceu algo? – ele questionou, tirando sua calça e ficando apenas de cueca. Novamente não houve resposta, o que fez bufar já se estressando. – Dá pra me responder, ? – parou no meio do caminho em direção ao banheiro e se virou para sua mulher.
– Me deixa quieta, , por favor. – ela resmungou baixo, pegando o travesseiro e cobrindo seu rosto.
– Foda-se. – xingou e entrou no banheiro, foi em direção aos armários onde deveriam ficar as toalhas, mas estavam vazios. – Onde estão as toalhas? – gritou de dentro do banheiro.
– Eu não sei , acho que você não vai morrer se tentar procurar. – gritou com a voz abafada devido o travesseiro estar em seu rosto.

tinha o pavio curto, e apesar de parecer uma mulher esquentada, era ela quem mediava aquela relação. Sendo a mais calma e a que mais evitava brigas, se não a única, para eu ser mais sincera.

A grosseria da morena só o fez perder o restinho de paciência que ainda cabia nele.

– Qual é o seu problema? – exclamou irado, saindo do banheiro – Eu não tenho culpa se seu dia foi uma merda, .
– Eu só pedi pra você me deixar em paz, . – ela exclamou no mesmo tom que o marido, tirando o travesseiro do rosto e o encarando raivosa – Será que nem na minha própria casa eu posso ficar sozinha?
– Eu só perguntei onde estão a merda das toalhas, se você quer ficar sozinha, vaza daqui. – falou totalmente bruto, encarando a morena com tanta intensidade quanto ela o encarava.
– É a melhor coisa que eu faço mesmo. – bufou enraivecida, levantando e passando por seu marido com cara de poucos amigos.
– Para com isso, porra. – ele a puxou para o meio do quarto e se distanciou, trancando a porta e cruzando os braços, puto.

, sensível como era, já estava a ponto de ir às lágrimas, virou de costas para o marido e caminhou em direção à cama, sentando na ponta da mesma, encarando o chão.

apesar de estar com raiva, queria entender que merda estava acontecendo com sua mulher para ela estar daquele jeito. Se ela ao menos estivesse de TPM ele nem discutiria, mas ele sabia todas as datas da esposa, e com toda certeza o problema ali não era seu ciclo menstrual.

Ele descruzou os braços e puxou os próprios cabelos, numa tentativa de não descontar o estresse em nenhuma parede ou objeto do quarto.

Respirou fundo uma, duas e até três vezes para se acalmar e evitar gritar com , como sempre acontecia. Seria até engraçado em outra situação vê-lo tentar se acalmar, já que ele nunca o fazia. Normalmente gritaria, falaria merda e iria relevar porquê é isso que ele faz. Age e fala sem pensar se vai ou não magoar alguém. também tinha muitos defeitos, nenhum dos dois era pior ou melhor.

Ela já fungava e algumas lágrimas tímidas desciam por seu rosto. se aproximou, e ficou em pé na sua frente, puxou seu rosto para cima, e secou suas lágrimas. Com o semblante confuso, ele a puxou para ficar em pé e a abraçou.

– Me abraça. – ele pediu, diante da falta de correspondência de sua parte. – Me abraça, baby. – pediu novamente, agora usando o apelido que havia dado no início do relacionamento, agora quase nunca usado.
– Você tá suado – reclamou.
– Para de graça – eles riram levemente.
Amolecendo um pouco, o abraçou e ficou sentindo o carinho que ele fazia em seu cabelo.

– Me fala o que aconteceu. – seus carinhos cessaram e ele voltou a levantar seu rosto para que ela o olhasse nos olhos. – Eu preciso que você me fale o que aconteceu. – disse sério. Ela pareceu fungar mais um pouco e respirou fundo, tomando coragem pra falar.
– Eu fui demitida. – revelou com a voz falha, fechando os olhos com vergonha de olhar para seu marido. Por ele ser mais velho e mais adiantado no sentido estudantil e profissional, desde o início do relacionamento ela procurava uma espécie de aprovação do seu par, e quando achava que não tinha sido boa o suficiente tinha vergonha de contar sobre seus fracassos para .

a encarou meio chocado, sem saber direito como agir. Ele soltou seu rosto, a fez sentar na cama e sentou-se ao lado dela.

– Foi por justa causa ? – ela concordou com a cabeça, brincando com a barra de sua blusa.
– Ultimamente eu só chegava atrasada, não conseguia terminar o trabalho que eu trazia para casa, sem contar os clientes que eu deixei na mão. – revelou e levantou o olhar para seu marido – Os problemas do nosso casamento invadiram até a minha vida profissional.

a encarou com raiva novamente, se levantando da cama.

– Que problemas, garota? – questionou puto – Não começa a tentar jogar a culpa em mim. Não faça isso. – mandou.
– Como assim que problemas, ? – exaltou-se novamente, levantando-se da cama. – Agora você vai fingir que eles não existem?
– Para de falar merda, . – seu tom era mediano, mas bastante sério. Seu olhar poderia penetrá-la.
– Eu não estou falando "merda" – fez aspas com os dedos – Você não encara os nossos problemas. Fingir que eles não existem, não vai fazer com que eles desapareçam. – se aproximou, cutucando seu dedo com força no peito do homem.
– Já chega, . – explodiu, segurou a mão dela afastando-a de seu peito. Ele odiava que ela o cutucasse daquela forma durante as brigas, e ela fazia aquilo apenas para vê-lo chegar ao seu limite. – Chega.

Se afastou dela e entrou no banheiro, batendo a porta com força.

– Isso. – ela bateu palmas, totalmente debochada. – FUJA – gritou. – É só isso que você sabe fazer.

No banheiro, tentava ignorar o chilique de sua esposa para não perder mais ainda o controle. Tirou a cueca e entrou debaixo do chuveiro quente, na tentativa de relaxar seus músculos tensos.

se jogou na cama, e caiu em lágrimas. Ela odiava ser desse jeito, chorava quando estava triste, quando estava com raiva, estressada e até feliz. Chorava por tudo. Já havia tentado mudar isso, mas essa é uma daquelas coisas que estão na nossa essência, não muda de jeito nenhum.

Quando ela ouviu o chuveiro desligar, deitou e se embrulhou dos pés à cabeça, não queria ter que encará-lo de jeito nenhum.

Ela ouvia seus passos pelo quarto num vai e vem entre a cômoda e o closet do casal, poucos minutos depois houve uma curta movimentação na cama e um silêncio profundo. Curiosa, ela desceu o cobertor de seu rosto e procurou seu marido com o olhar. Ele estava sentado com os braços apoiados nas pernas, e sua cabeça entre suas mãos. Sua respiração já estava calma, mas seu semblante confuso. queria ler mentes, nunca conseguia adivinhar os pensamentos dele em momentos como aqueles.

A verdade era que ela já estava cansada de tentar adivinhar o que ele estava pensando, sentindo, e até mesmo passando. Cansada de tentar resolver sozinha os problemas dele e dos próprios. Cansada de ter que se virar em mil e de todo o cansaço emocional que somava naquele relacionamento.

E naquele exato momento, se viu tomada por tristeza ao pensar na única solução que ela conseguia pensar nos últimos meses.

Ela sentou-se com as pernas encolhidas e focou sua atenção nas costas do marido.

... – ela o chamou, mas não obteve nenhuma resposta ou movimentação por parte dele, que continuava encarando o chão. – Eu quero o divórcio. – soltou de uma vez por todas.

Ele a encarou de imediato, levantando de uma só vez.

– Não, . – disse exaltado – Não, . – negou, andando de um lado para o outro, enquanto ela o acompanhava com o olhar.
– Eu quero, . – repetiu – Eu tô cansada. – lamentou-se.
– Eu não vou assinar. – disse decidido, puxou seu próprio cabelo com umas das mãos. – Eu não vou deixar você se separar de mim, esquece isso.
– Você sabe que fazer isso só vai adiar o inevitável, . – disse com tristeza na voz, se levantou na tentativa de se aproximar do marido.
– Você tá fazendo tempestade em copo d'água. – afirmou – Nós não vamos nos separar por qualquer besteira.
– Não é qualquer besteira, . – tocou a cintura dele com as duas mãos, olhando no fundo de seus olhos. – Eu tô cansada de brigar todo dia, eu tô cansada de ver você fingir que não fez nada demais quando volta tarde da noite pra casa, bêbado. Você acha que eu não percebo? – nesse ponto ela já soluçava, e os olhos do moreno estavam marejados. – Vamos parar de nos torturar, nós temos que acabar com isso. Nenhum de nós merece viver isso que estamos vivendo.

Ele encostou a cabeça da amada em seu peito exposto e a abraçou, descansou seu queixo no topo da cabeça dela e ficou assim, calado.

– Eu não quero – sua voz saiu baixa e rouca, quase num sussurro. soltou todo o ar de seu pulmão.
– Você está sendo egoísta. – tentou sair de seu abraço mas ele a apertou mais contra ele, impedindo-a.
– Se ser egoísta é querer mantê-la perto de mim, eu faço questão de ser o homem mais egoísta desse mundo. – iniciou passos curtos em direção a cama, levando consigo. – Eu não consigo ficar longe de você, não me force a fazer isso.

Seus passos cessaram quando as pernas da mulher se encontraram com a madeira da cama. a fez se deitar e repousou seu corpo por cima do dela, apoiando seu peso sobre os braços, que repousaram entre os ombros da garota.

– Para, . – repousou suas mãos no peito descoberto do marido, o impedindo de prosseguir com o que quer que fosse o que ele estava planejando fazer. – Eu estou falando sério sobre tudo isso. Ignorar o que eu disse não vai mudar minha decisão.

Ele beijou os lábios da amada, carregando o corpo dela mais para cima com um de seus braços.

Um arrependimento maçante tomou conta do peito de , ele se viu cobrindo o corpo de ambos com o edredom macio e puxando o corpo de sua mulher para perto do seu, abraçando-a de lado com força. Ele beijou o ombro e pescoço de e parou seus lábios próximos ao ouvido da moça.

– Eu sou um filho da puta. – sussurrou, apertando seu abraço ao redor do corpo da esposa. – Vamos esquecer isso, por favor. – seus lábios seguiram para a nuca de , que apesar de bastante quieta no início de sua aproximação, agora já parecia mais receptiva ao contato físico.

As mãos grandes de reuniram boa parte dos fios próximos a nuca pálida da mulher e puxou-os com força para trás. na mesma hora prendeu seu lábio inferior entre os dentes, tentando segurar os sons que queriam sair por entre seus lábios.

colou seus corpos por trás e naquele momento sua mão livre desceu o shorts e calcinha da mulher até o meio das coxas, sua mão esquerda trilhou o caminho de volta apertando as pernas da garota até o vão entre elas.

Naquele ponto ele passou a acariciá-la lentamente e com pressão.

já não conseguia segurar os gemidos. Eles estavam baixos e contidos. As mãos femininas agarraram tanto o colchão quanto o braço do homem, pressionando as unhas na pele dele com força. Em resposta ele intensificou seus movimentos e puxou ainda mais o cabelo da morena.

Seu pênis estava totalmente ereto e pressionando com força a bunda da sua mulher. Sem ter como se segurar, parou te tocar a intimidade feminina e focou em seu próprio prazer, massageando seu pau e quando úmido o suficiente, posicionou-se na entrada da esposa, que gemeu imediatamente ao sentir o membro rígido de seu marido a preencher com vigor.

movimentava-se com força, mantendo o aperto no cabelo da esposa e com a outra mão revezava entre aperta-lhe os seios por baixo da blusa e massagiar o clitóris.

Seus movimentos se intensificaram ao sentir sua mulher contrair seu pau, os gemidos melodiosos só o faziam querer fodê-la mais forte.

gemeu alto e rouca, ao ser tomada pelo mais puro prazer. Uma sequência deliciosa de espasmos tomou conta do corpo da morena. intensificara mais ainda seus movimentos até liberar seu prazer dentro do corpo de sua amada, que estava mole e suada.

Deliciosa como só ela sabia ficar após o sexo, totalmente exposta e entregue.


acordou com o barulho de celular tocando vindo do closet, sentou-se na cama e bocejou, se espreguiçando. Piscou algumas vezes e levantou, andando em direção a origem do voz. De acordo com que se aproximava, podia ouvir conversando com alguém.

Assim que alcançou a porta, apoiou a lateral de seu corpo na borda branca e cruzou os braços, observando a esposa de costas, vestida com roupas curtas, dobrando algumas roupas sentada no carpete branco felpudo do chão e com o telefone entre seu ombro direito e ouvido.

– É o que eu planejo fazer. – disse baixo e esperou a pessoa do outro lado da linha responder, rindo logo em seguida.

se sentiu observada e olhou para trás, notando o marido completamente pelado e parado na porta, se desconcentrando um pouco da conversa e se apressando em finalizá-la.

– Tenho que desligar – voltou a encarar suas peças de roupas, dobrando-as – Sim. – mais alguns segundos – Beijo.

E desligou, largando o celular ao seu lado no chão. se aproximou lentamente, observando muitas coisas dela fora do lugar ou no chão.

– Quem era no telefone? – perguntou curioso.
– Ninguém importante. – respondeu simples. – Você nunca perdeu essa mania feia de ficar andando pelado pela casa. – comentou, separando alguns conjuntos de calcinhas e sutiãs.
– Não tem nenhuma criança por aqui que me impeça de ter essa liberdade. – comentou, pegando o celular de e analisando as últimas ligações.
– Para com isso – tentou tomar o celular de suas mãos, sem sucesso. levantou e ficou andando pelo quarto, vendo o histórico.

revirou os olhos e levantou, indo até umas das gavetas e parando para separar algumas jóias.

– Sério, ? Sprouse ? – questionou enciumado.
– Já passou do tempo de você superar a minha amizade com ele. – comentou simples, sem dar muita bola para as reclamações dele.
– Se o cara quer te comer, não é amizade. – respondeu grosso, jogando na cara os sentimentos que nutria pela morena há alguns anos.

o encarou com a sobrancelha arqueada.

– Não se come uma pessoa, . – Virou-se novamente, tentando se concentrar nas jóias.

largou o celular da esposa na prateleira mais próxima e abraçou a esposa por trás, de modo com que a mulher sentisse cada centímetro do corpo masculino.

– Se come mulher. Ou homem, dependendo do ponto de vista.– sua mão apertou a bunda feminina com vontade, por cima do shorts de tecido fino e apertado.
– Para. – a mulher se afastou, tomando distância dele, fazendo-o franzir o cenho com a reação da mesma.
– O que foi agora? – questionou, cansado.
– Eu não mudei de ideia, . – disse sem encará-lo nos olhos, como se as pulseiras e os brincos em suas mãos fossem mais importantes que aquela conversa.
– Eu pensei que nós já estávamos bem – deu um passo em sua direção, e por sua vez, ela deu um passo para trás, visando manter uma distância segura.
– Está aí mais um de nossos problemas. – apontou – Você acha que todas as nossas discussões podem e devem se resolver com sexo. – acusou – Mas não resolvem, .

Ambos ficaram calados, olhando nos olhos um do outro sem falas ou ações.

– Eu preciso de um tempo sozinha. – quebrou o silêncio – Eu preciso que você me deixe respirar para pensar sobre tudo.
– Esse “tudo” que se refere é sobre “nós”? – então ele olhou ao redor, entendo melhor o que ela estava fazendo dentro do closet. – Você está fazendo as malas? – seu olhos se preencheram de certezas naquele momento.

Ele sabia que se deixasse sair daquela casa, com aquelas malas, estaria deixando que ela saísse de sua vida. Estaria deixando-a ir de sua vida para sempre.

Pode parecer exagero, mas ele sabia o quão decidida e determinada sua esposa poderia ser, e quando ela tomava uma decisão e agia sobre tais decisões, nada poderia fazê-la voltar atrás depois de feito. Nada e nem ninguém, muito menos ele.

apressou-se em alcançar a mulher, encostando-a na porta de um dos armários embutidos, suas mãos repousaram na superfície branca, prendendo-a ali.

– Você não está pensando direito. – disse baixo, olhando-a nos olhos profundamente. Suas mãos seguraram o rosto delicado com leveza, prendendo seus olhares. se segurava para não chorar, era triste para ela ter que fazer isso, e era pior ainda ter que ver o quanto ele se desesperava com a ideia de não tê-la mais ao seu lado. Ela sabia o que ele estava sentindo, porque se sentia da mesma forma. – Você não está me dando nenhuma chance, eu mereço uma. Eu mereço, . – sua voz era rouca e carregada de tristeza.

Ela o olhava desolada, seu semblante estava carregado por um misto de confusão e indecisão. Sua mão direita massagiou os cabelos emaranhados do marido, no mesmo momento em que ele uniu suas testas.

– Eu já te dei tantas chances. – sua voz estava tão baixa quanto a dele – Porque só agora você parece querer mudar? Porque eu tenho que chegar ao meu limite, ao ponto de querer ir embora, para só então você querer tomar uma atitude?

Ele não a respondeu, apenas fechou os olhos e se concentrou em sentir o toque dela em seu couro cabeludo, pensando que talvez, quando ele abrisse os olhos, tudo estivesse bem.

– Por favor. – sussurou. Suas mãos largaram o rosto dela e abraçaram sua cintura, apertando-a em seus braços, enquanto sentia a respiração dela em seu peito.

E assim eles ficaram por alguns minutos. Ele sentindo a respiração dela, e ela, os batimentos dele próximos ao seu ouvido.

E por tudo o que eles passaram, ela pensou que sim, eles mereciam mais uma chance. Nessa história ele não era o único errado, e por não ser a única vítima das ações, ela decidiu que mais um “sim” para ele não a mataria.

– Tudo bem. Vamos tentar mais uma vez. – ela sussurou. – Por respeito ao que sentimos um pelo outro. – então ele quase não pôde se conter, tamanho o alívio e felicidade que o preencheu no momento em que a ouviu dizer aquelas palavras. – Mas, ainda assim, eu prefiro me afastar um pouco, e eu quero que você respeite isso.

só pôde concordar, ao menos ela ainda seria a sua esposa. Era uma crise, casais passam por crises e elas acabam. E tudo fica bem.

Isso era o que ele esperava.




Continua...



Nota da autora: (24/04/2017) E aí, o que acharam? Peguem leve comigo, é a minha primeira fanfic kkkk. Gente, só na hora que eu fui betar que eu percebi que durante toda a conversa no closet, ele estava pelado. Socorro! Eu não vesti nada no bichin, pra ele ficar mais confortável durante a DR.
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