CAPÍTULOS: [Prólogo] [1] [2]










Última atualização: 12/05/2017

Prólogo


On air

- Três, dois, um… - o homem de cabelos escuros apontou para o inglês, sinalizando que ele poderia começar.
Assim que a câmera foi ligada, a imagem mostrou primeiramente o gramado grande e verde, uma calçada de pedra com uma mansão ao fundo, antes de focar em Harry, com seus cabelos curtos e bem alinhados cheios de gel, camiseta branca de marca, jeans escura e tênis, as mãos nos bolsos da calça, fazendo-o parecer o mais despojado possível, enquanto caminhava em direção a câmera, parecendo vir da garagem ao lado.
O inglês sorriu, fazendo sua melhor expressão de galã, a qual ele sabia que fazia sucesso com as mulheres.

“Oi, eu sou Harry Morris e se você não me conhece… - ele soltou uma risadinha irônica, passando a mão pelos cabelos - Bem, se você não me conhece, você provavelmente não é inglês!”

- Corta!
- Eu não tenho uma forma de dizer isso, sem parecer arrogante, não é? – o inglês riu, balançando a cabeça.
- Provavelmente não, Morris. Mas tudo bem, todos sabemos que você é assim, faz parte do seu charme, aparentemente… - o cameraman avisou rindo - Gravando em três… dois… Vai!

“Bem, alguém parece ter cansado, ou gostado muito, dos meus tweets e teve a brilhante ideia de me deixar com uma câmera 24 horas por dia! - o inglês arqueou a sobrancelha, sorrindo de canto - Vocês provavelmente já devem ter percebido que essa é uma péssima ideia. - passou a língua pelos lábios, antes de tornar a sorrir sedutor e dizer com a voz rouca - Esse é o Keeping Up with Harry Morris!”

Não perca, no próximo episódio de Keeping Up with Harry Morris;

- Não é assunto pra hoje, mas a tem uma lista de affairs quase tão grande quanto a minha, e na verdade eu acho isso maravilhoso. Embora não queira saber com quem ela sai.

- Oi, Keira, é o Harry, tudo bem? Eu queria saber se tudo bem se eu comentar sobre o lance que a gente teve no programa, sabe? Não vou colocar muitos detalhes, mas… Bem… Aliás, você está ocupada essa semana? Quer sair para jantar?



Morris: the Empire



On

Assim que a intro do programa acabou, a primeira cena era de Harry caminhando para dentro da mansão, sorrindo e andando de costas enquanto falava para a câmera;
- Para o caso de vocês não saberem, essa é a casa dos meus pais - apontou com o polegar para o imóvel às suas costas -, e, mesmo tendo meu apartamento, o qual vou mostrar outro dia, eu passo tempo demais aqui, apenas porque é muito legal, a comida é ótima, e também porque eu sei que meus pais me amam e querem passar muito tempo comigo, porque, afinal, quem não quer? - riu malandro, voltando a olhar para frente e subindo as escadas para a porta de entrada. - E se você não conhece bem minha família, posso explicar como acabamos entrando no top 3 de mais ricos da Inglaterra! - sorriu, abrindo às portas, e a câmera focou o grande hall de entrada.

Na tomada seguinte, Harry estava jogado no grande sofá da sala de estar, com um golden deitado ao seu lado, com a cabeça apoiada na perna do inglês, que lhe fazia carinho na cabeça;
- Antes de começar, quero apresentar o segundo Morris mais importante desta casa; Thor. - apontou para o cachorro, o qual usava uma coleira vermelha. - Eu o peguei quando tinha apenas três meses, e, como vocês podem ver, Thor ainda é um filhote de apenas oito meses, mas já cresceu tão lindo quanto o dono! - falou convencido - Talvez você já tenha visto alguma foto nas revistas, dele comigo ou com a , passeando, ou pode ter visto nas minhas redes sociais, porque ele é maravilhoso e eu estou sempre postando algo com o Thor. - sorriu coçando a orelha do animal - E o nome dele foi muito sem querer, eu estava assistindo o filme da Marvel, no segundo dia dele aqui em casa, e ele começou a latir desesperado quando o Chris Hemsworth apareceu na televisão. Aí eu brinquei de chamá-lo de Thor e pegou, principalmente pela cor dos pelos, que me lembraram o loiro do cabelo do Hemsworth! - gargalhou, fazendo o golden latir.
A imagem de Harry foi cortada, e começou a rodar um vídeo curto, no qual o filhote corria pelo gramado do terreno, buscando uma bolinha que o inglês tinha lançado.
“- Pega garoto! - o Morris gritava, e então era possível escutar a risada de , que era quem gravava o vídeo - Muito bem, Thor! Agora vem pra cá, vem!
- Precisamos de um gato para chamar de Loki! - comentou rindo, vendo o irmão gargalhar, concordando, enquanto acariciava o filhote, que tinha corrido em sua direção, mas não entregava a bolinha que carregava.”

A imagem então mudou e a câmera filmava alguns porta-retratos em cima da lareira; focando em uma imagem ao centro, mostrando James e Elizabeth Morris, abraçados e sorridentes, usando roupas de verão, em frente ao oceano.
- O casal aí são meus pais, acho que dá pra imaginar porque e eu somos bonitos, hm? Os genes da família são ótimos! - Harry falava, parando ao lado da lareira, com as mãos nos bolsos da calça. - Eu vou contar como os dois se conheceram, porque até que é uma história legal; Esse cara de cabelos grisalhos é ninguém menos que James Morris. E, apenas uma curiosidade que eu descobri recentemente; James significa “vencedor” em hebraico. Sério. Pode pesquisar no Google. Não sei se meus avós sabiam disso quando resolveram dar esse nome ao meu pai, mas parece que eles acertaram em cheio! - deu de ombros, mantendo o sorriso no canto dos lábios. - Em todo o caso, a maioria do pessoal mais velho, principalmente os interessados no mercado financeiro, já devem ter escutado esse nome em algum momento. Meu pai se formou em economia, com honras em Cambridge, e depois fez algumas especializações, no final, resumindo a carreira dele: meu pai fez muitos milhões de pounds trabalhando com ações e o mercado financeiro em geral, tendo sua própria empresa, aquele prédio enorme e bonito no centro de Londres, com um grande Morris Enterprises na entrada. Não entenda errado, meu pai não chegou a começar do zero, porque meus avós já tinham uma boa quantia de dinheiro, mais do que o suficiente para investir na carreira do meu pai, mas o senhor James fez muito mais dinheiro. Então esse é o primeiro passo: Papai é bilionário e têm negócios com várias pessoas importantes, na Inglaterra, Europa e até América. – explicou.
Fotos de James apareciam na tela, desde novo, formando-se na faculdade, quando abriu a própria empresa, tendo os pais ao lado da foto, e depois, já mais velho, usando um belo terno, enquanto estava rodeado de homens importantes. A última foto era de James Morris ao lado do príncipe Charles e do filho mais velho, Willian.
- Pois é, meu pai também conhece a família Real, legal né? - Harry continuou, agora apontando para um porta-retratos com a foto da mãe. - E essa bonitona é a minha mãe, Elizabeth Bouvier Morris. Minha mãe é filha de franceses, como vocês podem reparar pelo nome, mas nasceu e passou boa parte da vida na Inglaterra, mas foi morar por alguns anos em Nova York, se graduando em Juilliard School, depois de um tempo na América, voltou para Londres e começou a trabalhar com a Orquestra Sinfônica de Londres, sendo um dos principais destaques. Então, assim, minha mãe também já tinha algum dinheiro, do contrário meus avós não teriam a deixado morar tantos anos nos Estados Unidos, e depois continuar investindo na música, embora minha avó tenha sido uma bela pianista. Enfim… - abanou a mão no ar, e logo mais fotos começaram a aparecer na tela, da mulher nos tempos de faculdade, e depois na orquestra de Londres, até uma mais recente, na qual tinha feito uma apresentação especial em Londres, no final do ano anterior. - Então imaginem a seguinte situação: Esse cara bonitão, que já estava fazendo seus milhões, acabou dando de presente para os pais, ingressos para a ópera, que minha avó adora. E os três foram em uma noite qualquer assistir essa apresentação, que tinha uma francesinha na primeira fileira, fazendo um grande sucesso com seu violoncelo. - Harry sorriu de lado, arqueando a sobrancelha - Acho que não preciso dizer que meu pai se interessou logo de cara pela minha mãe, não é? Aparentemente, James Morris esperou até o final da apresentação para conseguir falar com ela, mas minha mãe foi difícil e não deu muita atenção para ele. - riu negando com a cabeça - Ainda bem que eu aprendi a chamar garotas pra sair sem a ajuda do meu pai, porque, sinceramente… - tornou a rir.
- Seu pai vai acabar com você quando ver isso! - uma voz ao fundo dizia, fazendo-o rir ainda mais e concordar.
- Eu sei! - respondeu sorridente, antes de voltar a olhar para a câmera e seguir contando sobre o primeiro encontro dos pais - Aí, conforme narrativa da minha mãe, meu pai foi em todas as apresentações daquela temporada, e sempre levava uma única flor diferente, para dar-lhe depois, quando ela estava indo embora do teatro. Tenho dois comentários sobre isso: - ergueu a mão enumerando - Primeiro, talvez se meu pai tivesse levado um buquê logo, ela aceitasse sair com ele mais rápido. Segundo, apesar de ser um processo lento, foi bem romântico, admito. O que levanta a questão: Como e eu saímos o contrário disso? Porque meus pais são extremamente românticos, e nós dois somos o completo oposto. - franziu o cenho, parecendo pensativo, e em seguida deu de ombros - Em todo o caso, na última noite minha mãe acabou virando-se para meu pai e perguntando se ele iria a chamar para sair, ou não, porque, sim, ele deixava a flor, elogiava a apresentação e dava boa noite, virava as costas e ia embora! Eu realmente não sei se meu pai era um gênio, ou não. De qualquer forma, os dois acabaram tendo um encontro na semana seguinte, e vários outros depois desse primeiro, até que começaram a namorar e seguiram juntos até hoje, tendo dois filhos lindos como resultado.
As fotos do casal juntos começaram a ser mostradas, até o dia do casamento.
- Vocês estão me acompanhando? Meu pai, que já vinha de uma família com dinheiro, aumento, muito, sua conta bancária, e casou-se com a minha mãe, que já tinha uma grana boa no banco, e virou a principal musicista da orquestra de Londres, rodou a Europa por vários anos, em temporadas de apresentações diferentes, e, aí vocês já percebem que ela ganhava muito bem! Então, chegou o dia que os dois resolveram se casar, e juntaram todo esse dinheiro em uma única conta conjunta. E, agora, chegamos à melhor parte; eu apareci para iluminar a vida dos dois! - sorriu, apontando para si mesmo, e fotos de Elizabeth grávida apareceram na tela. - Mas antes de vocês saberem desse dia maravilhoso, vamos aos comerciais, porque eu estou com fome e vou procurar comida na cozinha!

Off

Morris caminhou pela casa, seguindo pelos corredores até chegar a grande cozinha, na qual uma senhora mais velha, perto dos sessenta anos, com o rosto e as mãos enrugados pela idade, mexia uma massa de bolo com uma batedeira.
- Oi, gata, vem sempre aqui? - perguntou galanteador, aproximando-se a passos largos da senhora, que riu negando com a cabeça.
- Menos do que você, menino. - respondeu sorrindo, voltando a prestar atenção na receita - Já terminou seu trabalho?
- Ainda não, tia, ‘tô quase lá, mas estou com fome. - fez a melhor cara de coitado que conseguiu, colocando as mãos na barriga.
- Agora me conte uma novidade, não é? - apontou para a geladeira. - Tem alguns sanduíches prontos.
Morris concordou sorridente, virando-se para o local indicado e retirando um prato coberto com papel filme, com vários sanduíches de frango. Deixou-o em cima da bancada próxima e tornou a abrir a geladeira, pegando uma caixa de suco pronto, abrindo-a e virando-a direto na boca;
- Harry, se você estiver tomando direto do gargalo, você vai apanhar! - a voz de Lizzie Morris chegou a seus ouvidos, fazendo-o largar a caixa, fechando-a rapidamente e limpando a boca com as costas da mão.
- Claro que não, mãe, você acha que eu sou tão mal educado? - perguntou fazendo-se de inocente.
- Você não quer que eu responda, quer? - colocou as mãos na cintura, a sobrancelha arqueada. O filho riu, negando com a cabeça, tornando a fechar a porta da geladeira, e deixando o suco ao lado do prato de sanduíches.
- Parte disso é para o pessoal da gravação, leve para eles. - a mulher apontou com a cabeça para a comida, vendo-o concordar com a boca cheia.
- Eu ainda não entendi muito bem, porque resolveram deixar filmar? - Nora questionou confusa, virando a massa do bolo em uma forma.
- Porque as pessoas gostam de fofoca, eu estava fazendo vários nadas, e isso vai render um bom dinheiro, e eu me comprometi de ajudar a Comic Relief esse ano, nada melhor que um programa de sucesso! - Harry explicou dando de ombros, tomando mais um gole do suco.
- Pelo amor de deus, Harry, use um copo! - Lizzie tornou a reclamar, mexendo em um caderno de receitas - Eu não quero nem imaginar como deve ser as coisas na sua casa, aposto que não usa talheres e copos para nada!
- Nossa, também não é assim, ne? - reclamou. - Mas só eu vou tomar esse suco, já está no final, qual o problema? - perguntou retoricamente - O que está fazendo? - questionou ao ver a mulher prender os cabelos compridos, depois de colocar um avental de cozinha.
- O jantar, seu pai vai trazer alguns sócios hoje, você vai ficar?
- Claro, a comida vai ser boa!

On

A cena voltou com Harry novamente sentado no sofá, as pernas esticadas sobre a mesa de centro, e o controle remoto ao seu lado, enquanto assistia a reprise de um jogo que passava na televisão;
- Então, voltando ao que temos até agora: Meus pais fizeram muito dinheiro, separadamente, apaixonaram-se, casaram-se, ficaram um tanto mais ricos e dois anos depois minha mãe engravidou dessa pessoa maravilhosa que vos fala nesse momento! - apontou para seu rosto, sorrindo sedutor. - Minha mãe queria começar logo a encher a casa, porque eles já moravam aqui quando eu nasci, e como vocês podem ver, a casa é enorme. - levantou o indicador, girando-o e logo a câmera rodou pelo cômodo no qual o inglês estava.
A sala grande e espaçosa, com móveis luxuosos.
- Lembrando que: eu fui cem por cento planejado, meus pais queriam um pequeno herdeiro e meu pai ficou maravilhado quando soube que teria um filho! E foi assim que eu nasci, num frio primeiro de março de 1984. veio uns três anos depois, infelizmente, pra roubar a atenção dos meus pais! - Harry virou-se para o câmera que gesticulava - Não era pra dizer isso? Mas é verdade? Eu deveria ser filho único, roubou a atenção da minha família! Eu era o neto favorito, e sempre fui o mais bonito…! … Eu sei, minha mãe vai me bater se eu disser isso, corta então!
As fotos de Harry, desde pequeno apareciam na imagem, com ele bebê sendo segurado pelos pais sorridentes e orgulhosos, a festa de um ano e então começou a rodar um vídeo de dois minutos, no qual ele dava seus primeiros passos cambaleantes;
“- Vem Harry, vamos até o papai! - Lizzie dizia, aos poucos soltando a mãozinha do filho, que olhava sorridente para frente, acenando para o pai que o chamava.
- Vem com o pai, Harry! Vem aqui! Você consegue garotão! Lizzie soltou a mão do filho, que cambaleou um pouco antes de conseguir equilibrar-se nas pernas gordinhas e seguir de braços abertos em direção ao pai, poucos passos de distância. Ria animado para o homem que continuava a chamá-lo, batendo palmas para o filho. Harry deu uma risada gostosa quando jogou-se nos braços de James, que riu levantando-o no ar.”
As fotos voltaram, mostrando o primeiro dia na escolinha; Harry usando um uniforme com gravata, o cabelo cheio de gel e bermuda escura, sentado ao lado de um garotinho da mesma idade, a legenda da foto mostrando o nome de Charlie. Depois uma foto com uma touca de natal e presentes, embaixo de uma grande árvore de Natal, e novamente com os pais, na qual já era possível ver a barriga de três meses de Lizzie.
- Sinceramente, minha mãe não sabia que estava grávida, não foi programado, porque ela tinha voltado a trabalhar, mas os dois ficaram muito felizes quando souberam, principalmente depois de saber que era uma menina. Eu não me lembro disso, mas meu pai jura que eu não gostei de saber que tinha mais uma criança e que eu precisaria dividir os brinquedos. - rolou os olhos, suspirando pesaroso antes de tornar a olhar para a câmera - , eu te amo, você sabe disso, mas eu deveria ser filho único!
- Harry! - a voz de James Morris fez-se presente, assim que o homem entrou no cômodo, usando terno e gravata, segurando uma pasta social na mão.
- É mentira por um acaso? - questionou rindo, vendo Thor correr em direção ao homem, pulando em suas pernas. James deixou a pasta de lado, agachando-se para fazer carinho no cachorro.
- Não é porque não estávamos pensando naquele momento, que não iríamos querer depois. - avisou sério, não gostando nem um pouco da brincadeira, embora soubesse que não se importava.
- Tudo bem, tudo bem, já superei isso mesmo… - deu de ombros. - Continuando a história de hoje… - pigarreou, vendo o pai tornar a pegar a pasta e afastar-se da sala, enquanto Thor voltava correndo e latindo para seu lado, jogando-se em seu colo. - Bem, eu cresci maravilhoso e aos poucos fui gostando e me acostumando com a .
Imagens da mais nova apareceram, desde bebê, com Harry a segurando, embora fizesse careta, até crescer mais um pouco. Fotos dela brincando na escolinha, e nos braços dos pais, até um pequeno vídeo começar a rodar;
estava parada na calçada na frente da mansão, sentada em uma bicicleta pequena e roxa, com uma cestinha e várias fitas coloridas no guidão, os dois pés no chão, segurando-a e garantindo que não fosse cair, já que seu pai tinha retirado as rodinhas. Harry com seus oito anos, brincava pela calçada, com uma bicicleta maior e escura, usando um capacete azul e joelheiras pretas.
-Vamos , sua vez! - James dizia aproximando-se da filha, após dizer para o filho ir mais devagar.
- Vou cair papai! - choramingou, negando com a cabeça.
- Eu estou aqui, não vou te deixar cair, e se acontecer você não vai se machucar! - disse apontando para o capacete rosa que ela usava, assim como joelheiras e cotoveleiras.
não pareceu muito confiante nos primeiros minutos, mas começou a pedalar quando o pai ajudou-a a pegar impulso. Após alguns minutos a criança conseguiu manter-se em cima da bicicleta sozinha, e até pedalou poucos metros quando o pai a soltou, porém acabou perdendo o controle e caindo no gramado, chorando em seguida,”
- Desculpa, , mas esse vídeo era bom demais para permanecer longe do público! - avisou o mais velho, rindo quando a imagem voltou a enquadrá-lo. - Em todo o caso, vou dar mais detalhes sobre isso outro dia, mas, bem, já nesse vídeo eu estava começando a jogar no Chelsea, nas categorias de base. E segui lá por bons e maravilhosos anos, com dez entrei para o sub-9 da época, jogando uma vez por semana com o pessoal e continuei brincando até os quatorze, que foi quando assinei meu primeiro contrato com o time! - sorriu orgulhoso, mostrando um quadro com o documento, e a imagem do jovem Morris, ao lado do técnico da época e do diretor do clube inglês. - E depois de quatro anos jogando nas categorias de base "oficialmente", Bates e Rinieri me chamaram para o time principal, na época eu também jogava pelo sub-17 da Inglaterra! - a foto seguinte era de Harry com a camisa do uniforme branco da Seleção, segurando uma bola de futebol.
Um novo vídeo começou a rodar, mostrando o adolescente retirando o colete branco que usava, e andando em direção ao técnico na beira do gramado.
“- E Harry Morris vem aí! - o narrador dizia - Em sua estreia como profissional pelo Chelsea, Morris entra aos trinta minutos do segundo tempo, numa tentativa de avançar o time e marcar o primeiro gol do jogo.
- Boa parte da torcida ainda tem dúvidas com a entrada de Harry, mas se ele fizer o que vem fazendo nas categorias de base, tenho certeza de que ele será um grande reforço para a temporada!
Harry entrou em campo, assim que cumprimentou o companheiro que foi substituído, sinalizando para os outros jogadores do time, enquanto corria pelo gramado, aproximando-se da grande área, enquanto o esperavam para cobrar o escanteio.
- Frank Lampard prepara-se para bater o escanteio, o juiz apita autorizando a cobrança, Lampard levantou na grande área, uma confusão, Terry tentou chutar, mas foi bloqueado, a zaga do Arsenal não consegue tirar da área, a bola sobrou para Morris… GOOOOOOL!!!!! HARRY MORRIS!!!!!! DOIS MINUTOS EM CAMPO E MORRIS DESEMPATA A PARTIDA!”
- Como vocês podem perceber, eu era muito bom! - Harry sorriu convencido, antes de suspirar - Antes de todos os problemas acontecerem e todo o resto, eu renovei três vezes com o Chelsea, o que significa três salários diferentes e muito altos, aumento a conta bancária aqui de casa. E, na verdade, quando eu tinha catorze anos eu já tinha dinheiro suficiente para morar sozinho se eu quisesse. E meses antes de eu entrar para o time principal do Chelsea, passou no teste para Harry Potter. Teste, aliás, que eu quem a levei! Não venham me dizer que não sou um bom irmão, ok? - rolou os olhos - Mas bem, imaginem agora: Meus pais fizeram e continuam fazendo muito dinheiro, meu pai continua com a empresa e minha mãe agora dá aulas na Royal Academy of Music, e algumas particulares, ou seja, tem um salário ótimo. Eu fiz vários milhões em poucos anos, jogando futebol, digamos que eu fiz em três ou quatro anos, o dinheiro que meu pai levou quase uma década para fazer no começo da empresa. também assinou e renovou com a Warner, e fez vários milhões com Harry Potter e mais alguns trabalhos pequenos que ela fez, e bem, agora, como vocês sabem, ela assinou com a Marvel. - sorriu orgulhoso - Bem, isso é basicamente como chegamos a lista de mais ricos da Inglaterra; um misto de sorte e talento, eu diria. Várias oportunidades também.
Morris olhou para o relógio, tornando a sorrir para a câmera.
- Eu poderia continuar conversando, mas não quero dar spoilers dos próximos programas. Então vamos deixar os detalhes para mais tarde! - ergueu a mão, acenando - Até a próxima!

Off

- Falando em Marvel, - Harry saiu da sala gritando atrás dos pais, encontrando-os na cozinha, junto de Nora, enquanto James comia algo antes do jantar - vocês sabem que a continua triste porque os americanos estão acabando com ela nas redes sociais, não é? - comentou, sentando-se na banqueta ao lado do pai. - E você continua não me deixando ir para lá… - negou com a cabeça, virando-se sorridente para o câmera - Tá vendo? Eu tento ser um bom irmão de vez em quando, mas meus pais não deixam!
- Ah, por favor, Harry… - James negou, tomando um gole de café. - Eu já pedi para você ir ao escritório me ajudar, ao invés de ficar passeando por aí.
- Agora estou trabalhando. - apontou com o polegar para a câmera. - E é por uma boa causa.
- Você sabe que eu não defenderia isso, porque não gosto de toda essa exposição, - Audrey comentou, defendendo o filho - mas dessa vez realmente me pareceu uma boa causa.
- Tá vendo? - Harry olhou divertido para o pai, que arqueou a sobrancelha, suspirando em seguida.
- Contanto que eu não precise ficar dando depoimentos…
- Relaxa pai, eu sou o importante da casa! - piscou divertido.

Sexta-feira, 30 de setembro de 2011 - Estreia de Keeping Up with Harry Morris

Live

- Oi, - Harry disse acenando para a câmera de seu notebook, colocado na mesa de centro da sala de estar - enquanto o programa não começa estou aqui com ninguém menos do que Charlie! - virou-se para o amigo, que se jogou no sofá, acenando animado para a câmera - E com a ! - Cox pegou outro notebook, virando-o de frente para a câmera, e a imagem da inglesa apareceu, rindo e acenando enquanto dizia um oi arrastado. - E vamos fazer um rápido hashtag ask Morris ou ask Charlie com vocês, porque somos muito legais!
- Eu só queria começar dizendo que estou chateado porque ainda não apareço no programa… - Charlie fez careta - Aliás, nem sei porque vou assistir se eu não estou lá!
- Meu deus! Alguém separa o Charlie do Harry que ele não era assim! - disse rindo.
- Vamos começar logo, que temos vinte minutos antes do programa começar! - Harry tornou a chamar atenção, aproximando-se do primeiro notebook, para ler as mensagens que chegavam a suas mentions; - Vamos começar com… ! - afinou a voz antes de perguntar, rindo - “Você já beijou alguém do set da Marvel?”
- Não! - a mulher gritou - Já quis, mas não aconteceu!
- Opa! - Charlie começou a gargalhar - Quem você quis beijar?
- Ah, eu beijava todo mundo naquele lugar, só gente bonita!
- Eu quero fazer um parênteses - Harry ergueu a mão -, que depois a fama de pegador é só minha, mas a não tá muito atrás!
- Próxima pergunta… - Cox riu, aproximando-se para ler - Harry, você vai mostrar sua lista de affairs no programa? - virou-se rindo para o amigo.
- Talvez, depende da autorização de todas. - deu de ombros. - Próxima; Charlie, o Morris é seu melhor amigo? - Harry virou-se para o homem, rindo de lado - Se você disser não, vai sair daqui!
Charlie e riram.
- Harry Morris é meu melhor amigo desde… Sei lá… Seis anos? - virou-se confuso, rindo.
- Algo assim… - Morris concordou com a cabeça.
- Injusto, eu não posso ler nenhuma pergunta! - pronunciou-se chateada.
- Ninguém se importa! - o irmão cortou, olhando o twitter. - Próxima…
- Então vou dizer também! - gritou rindo - Só porque você é grosseiro, eu já beijei o Charlie!
Os dois homens ficaram em silêncio, parecendo chocados com aquela revelação e, Harry percebeu, seu twitter começou a bombar de mensagens.
- Eu não acredito… - negou com a cabeça, parecendo decepcionado. Charlie riu constrangido.
- Próxima pergunta… - olhou as mensagens que chegaram, e coçou o pescoço, parecendo extremamente envergonhado - Respondendo às novas mensagens… A gente não continuou saindo porque o Harry não gostou.
- Mas é óbvio, não é mesmo? - Morris falou rolando os olhos. - Existem certas barreiras que as pessoas não podem passar. Você não pode beijar minha irmã.
- Tem uma mensagem aqui… Comparando a situação com F.R.I.E.N.D.S. - Charlie leu, rindo - Porque o Chandler é amigo do Ross e ficou com a Monica.
- Sim, você tinha que pensar que Charlie poderia, oficialmente, entrar para a família se a gente continuasse saindo! - pronunciou-se, segurando a risada.
- Você é muito mau caráter, vai corrompê-lo! - Harry negou com a cabeça.
- Espera aí! Você estava reclamando por ciúmes do Charlie?
- Eu só quero o melhor para ele! - Harry riu, vendo o amigo gargalhar e a irmã fazer a maior expressão de surpresa que já tinha visto.
- Eu não acredito nisso, Harry! - gritou antes de começar a gargalhar.
- Muito bem… O programa está começando, vamos encerrando por aqui e deixamos para a próxima semana um outro live! Tchau!
- Mas já? - Charlie reclamou olhando rapidamente para a televisão, que mostrava uma rápida propaganda, antes do programa começar - Ok, até depois! - acenou para a câmera.
ainda teve tempo de gritar um boa noite antes de Harry desligar a transmissão, piscando uma última vez para a câmera.


Das arquibancadas ao gramado, e de volta às arquibancadas!


A primeira imagem da câmera, assim que a intro do programa terminou, foi de Harry andando em um túnel com imagens dos jogadores do Chelsea coladas nas paredes, junto a frases de incentivo, antes de ele subir um lance de escadas e pisar no gramado do estádio, no momento vazio.
O inglês virou-se pra câmera com os braços abertos e um sorriso no rosto;
- Para quem não conhece, esse é o Stamford Bridge, casa do Chelsea! - colocou as mãos nos bolsos da jaqueta preta que usava, com o símbolo do time. - Gosto de dizer que, mesmo não jogando mais, essa também é minha casa. Foi profissionalmente e continua sendo na vida pessoal, porque não existe lugar melhor que o estádio do meu time. E ali - apontou para as cadeiras da arquibancada, logo atrás do banco de reservas - É o lugar que normalmente sento durante as partidas, eu, sinceramente, preferia quando era aqui. - apontou para uma das cadeiras acolchoadas a área técnica, aproximando-se e sentando por ali, esticando as pernas e olhando para o gramado. - Na verdade eu detestava não poder ser titular em algum jogo, mas era mil vezes melhor saber que a qualquer momento eu estaria em campo!
A tomada seguinte foi de todo o estádio, desfocando de Harry e seguindo para o gramado e depois as arquibancadas, dando um giro total, antes de voltar a filmar o inglês.
- E, vocês já devem ter entendido, o episódio de hoje é sobre a minha carreira, como foi e como será de agora em diante!
A imagem voltou para Morris, quando ele levantou-se da cadeira, seguindo para a lateral do gramado e subindo as escadas da arquibancada, em direção à uma saída próxima, começando a gesticular com a mão conforme falava;
- Eu comecei a jogar no Chelsea quando era pequeno, nas categorias de base. No começo, é claro, era só uma brincadeira, jogar na escolinha do meu time! Era a maior honra no auge dos meus oito anos, vestir aquele uniforme azul e branco, e correr pelo gramado junto com as outras crianças, fingindo ser um grande jogador de futebol! - contou rindo, andando por dentro do estádio, até a saída da loja principal - Eu treinava três vezes por semana, sempre depois da escola. Meu pai dizia que se eu não fosse bem na aula, não poderia treinar, então naquele primeiro ano eu fui o melhor aluno da minha turma! É claro que depois que percebi que continuaria treinando, deixei de me esforçar tanto, mas fazia as lições de casa para evitar que meus pais reclamassem, até ajudava a com as dela, que se resumiam em contas tipo, 2 + 2 + 8. Ou como dizer "oi" em francês. - riu acenando para um atendente enquanto passavam no meio da loja, cheia de fãs, tanto ingleses como torcedores estrangeiros, comprando algum suvenir ou a camisa do clube. Um grupo de adolescentes aproximou-se quando o reconheceram, pedindo por autógrafos e fotos.
Após dar atenção, não só aos garotos, mas outras pessoas que o reconheceram e começaram a conversar com o inglês, Harry voltou a caminhar em direção a saída da loja, com a câmera o seguindo.
- É sempre divertido quando esse tipo de coisa acontece, mas não vou mentir, - Harry virou-se, andando de costas pela rua do estádio, enquanto olhava para a câmera - preferia quando eu escutava “Você foi muito bem no jogo de hoje!” ou mesmo quando escutava “Se você tivesse tocado a bola, era gol naquele lance...”, do que escutar as pessoas dizendo que sentem falta de me verem jogando. Não que não seja bom, claro que é, mas eu gostava mais da fase em que estava em campo! - sorriu triste, antes de voltar a virar-se para a rua, antes de entrar em outro prédio “Stadium Tours and Museum”.
Morris pegou uma chave com um dos atendentes, e um crachá, entregando outro para o câmera, antes de darem a volta para sair da loja, mas antes parou apontando para uma das camisetas do mostruário da loja, uma azul com um grande número 21 em branco, e em cima o Morris em letras garrafais;
- Ainda está entre as mais vendidas! - piscou animado.

“O pequeno Harry Morris, com os cabelos curtos cheios de gel, usava uma regata roxa por cima da camiseta do uniforme, enquanto gritava para o colega do time tocar a bola. Estava livre e pronto para marcar um gol, mas seu companheiro de time acabou perdendo a bola, e o garoto teve que voltar correndo para o campo de defesa, reclamando por não terem passado pra ele...”
Enquanto subiam as escadas em direção ao museus do time, Harry continuou conversando, contando alguns detalhes sobre sua carreira como jogador;
- Uns seis meses depois de começar a treinar no Chelsea, perguntaram para os meus pais se eu poderia jogar no sub-9, eram sempre jogos em Londres e redondezas, mas era sempre legal sair da escola e pegar o ônibus com o resto do time. Meus pais sempre davam um jeito de ir aos jogos, mesmo sendo em horário comercial, pelo menos um dos dois estava lá. E também, eles sempre a levavam. - contou sorridente, antes de parar na sala de troféus do time - Eu lembro que em um dos primeiros jogos, eu marquei um gol no final da partida, que estava empatada, e como o juiz apitou segundos depois o fim do jogo, o pessoal do time que estava no banco entrou no campo, pra gente comemorar junto com o treinador, e, bem, a invadiu o campo, ela correu da arquibancada e foi pro campo me abraçar! - Morris negou com a cabeça, segurando uma risada. - É claro que eu briguei com ela, porque, olha a vergonha que ela me fez passar! - rolou os olhos - Mas foi legal, porque ela não entendia muito de futebol, mas achou que eu era o melhor jogador do mundo!

“Harry Morris, com seus catorze anos, estava com o braço erguido, pedindo a bola, não demorou para o companheiro vê-lo sozinho do outro lado do campo, cruzando para o amigo. Harry precisou disputar com o defensor adversário, que chegou rapidamente para tomar a bola, mas conseguiu ganhar, e não precisou de muito tempo para sair sozinho na frente do gol, deslocando o goleiro e marcando sem grande esforço.
Virou-se para o amigo que tinha lhe dado o passe, comemorando o segundo gol na partida.”

- Eu comecei a jogar pela base da Inglaterra com quinze anos, e continuei jogando com o Chelsea até os dezessete anos, até assinar meu primeiro contrato profissional com o clube!
Uma foto de Harry apertando a mão de Ken Bates, segurando o contrato recém-assinado, ao lado de Claudio Rinieri, apareceu na tela, e então uma de Harry com os novos companheiros de time; dentre eles, Gianfraco Zola, John Terry, Carlo Cudicini e Frank Lampard.
- Eu juro que não queria parecer arrogante nesse momento, mas eu era um jogador muito bom, minha média de gol era 1,70. Basicamente eu marcava em quase todos, e normalmente mais de um. O meu recorde foi quatro no jogo contra o Liverpool! - deu de ombros, tentando parecer humilde, embora mantivesse o sorriso convencido nos lábios. - Bons tempos, e vocês podem ver aqui - apontou para uma foto sua emoldurada. - Que o Chelsea concorda comigo.
Harry então apontou para o outro lado da sala, caminhando-se até lá e mostrando algumas medalhas e troféus que ali estavam;
- Essas três medalhas são minhas, por isso vocês podem ver meu nome na placa logo abaixo, está escrito que eu doei essas medalhas ao clube, e bem, não acho que seja bem isso. O Chelsea me deu tudo, então achei que quando parei de jogar, o mínimo que poderia fazer é devolver um pouco do que ganhei aqui. Mas tenho uma em casa, como lembrança, e uma que ganhei pela Inglaterra também, como melhor jogador! - piscou para a câmera, antes de voltar a andar pelo museu.
A câmera filmou algumas imagens dos jogadores, alguns troféus e medalhas, mas sempre focava nas imagens que referiam-se ao inglês, e não eram poucas.
Em um canto tinha a primeira camiseta que Harry usou como profissional, desgastada e um pouco desbotada, mas mantendo seu número 21 e seu nome para que todos pudessem ver.
Tinha também o prêmio individual dele, como melhor jogador da temporada e artilheiro, por três anos seguidos, tendo uma incrível marca de trinta e sete gols marcados em uma única temporada. Um recorde que ainda não tinha sido batido na Premier League, nem o de maior maior sequência de jogos marcando gols; 18 jogos.

“- Harry Morris! Harry Vicent Morris! É gol do Chelsea!!! O gol do título!!! Chelsea é Campeão da Copa da Inglaterra!!”
- Na verdade o pessoal desconfiava bastante de mim por causa do meu nome. Para vocês verem que Morris não é só privilégios! - resmungou - O que na verdade era estranho, porque todos me elogiavam quando eu estava nas categorias de base. Fiquei dias sem entender porque estavam todos tão nervosos com a minha contratação pro time principal…- deu de ombros, não parecendo se importar naquele momento - Meu pai é muito amigo do pessoal do clube, e o diretor da época tinha negócios com ele, assim como Roman Abramovich tem hoje em dia, e, aparentemente, achavam que era por isso que eu estava no time, porque meu pai era influente. Felizmente não demorei muito para mudar a opinião da torcida, porque no primeiro jogo que fiz meu debut eu marquei um gol!
Mais imagens da carreira de jogador de Harry apareceram nas imagens, incluindo o primeiro título como profissional no Chelsea, na qual Morris levantava a taça da Copa da Inglaterra em seu primeiro ano de profissional, e a taça da Premier League de 2003/04.

“- Harry Morris está caído no campo, após entrada dura de Gary Neville. O juiz autorizou a entrada da equipe médica do Chelsea. Wayne Bridge e John Terry estão ao lado do juiz, conversando sobre a falta, Giggs também está ali, tentando evitar o cartão amarelo do companheiro. Cristiano Ronaldo está entre Lampard e Joe Cole ao lado de Morris!
- Neville chegou com a intenção de acertar o Morris, ele não foi na bola, foi direto no pé direito do blue.
- Não dá mais para Harry Morris, já fizeram sinalização de substituição. Harry Morris está fora da partida com apenas vinte minutos de jogo!”

- Eu não vou mentir não, - Harry dizia, entrando em seu carro, parado no estacionamento do estádio. - eu nunca odiei tanto uma pessoa quanto eu odiei Gary Neville aquele dia. Eu já tinha sofrido faltas outras vezes, mas nunca como naquele jogo. - contou ligando o carro, e começando a manobrar - Eu lembro até hoje, era como se eu tivesse sentido o estralo, sabe? Foi horrível. Na hora que eu caí eu sabia que tava acabado pro jogo. E quando a equipe médica chegou, uma das primeiras coisas que escutei foi “ele precisa ir pro hospital”, e, bem, entendam, você não escuta isso todo dia. Normalmente eles perguntam onde dói, e passam um spray, um gelol, porque não é nada sério. Às vezes a gente aproveita pra ganhar tempo mesmo, sai com a maca depois de vários minutos com o jogo parado, e retorna pro campo dois segundos depois. Se alguém fala “você precisa ir para o hospital”, é porque você está muito mal.
Morris parou para alguns estudantes atravessarem a faixa de pedestre, antes de voltar a acelerar na Fulham Road.
- Eu tive que fazer uma cirurgia e precisei passar seis meses afastado, perdendo a maior parte da temporada e só voltando para os últimos jogos, entrando sempre na metade do segundo tempo, porque ainda não estava cem por cento pra jogar os noventa minutos. - explicava virando-se vez ou outra para a câmera, mas mantinha sua atenção no trânsito. - Ainda fiz mais três gols naquela temporada, algo que nem eu achei que aconteceria, tendo participado de apenas mais cinco jogos. Foi terrível. Pior temporada da vida. Mas, estava confiante que não teria como piorar, não é? - deu uma risadinha irônica, negando com a cabeça.

“Eu não acredito no que estou vendo! Harry Morris está fora apenas seis rodas após o início da temporada! Michael Carrick o atingiu no tornozelo direito, o mesmo que Morris machucou na última temporada! Anthony Grant está entrando para substituí-lo. Carrick está acompanhando Morris que está sendo, novamente, levado de maca para fora do gramado, ao que parece ele está se desculpando pela falta! Serão mais seis meses fora? A torcida do Chelsea segue aplaudindo o jogador, em meio aos gritos contra Carrick.”
- Dezenove de setembro de 2004, Michael Carrick conseguiu me tirar de campo por mais três meses. Só voltei a jogar em dezoito de dezembro, no jogo contra o Norwich City, que ganhamos de 4x0. Lampard me deixou bater o pênalti, e eu fiz o quarto gol. Bom, mas nem tanto. Demorei mais algumas semanas para voltar a jogar realmente bem, mas, pelo menos, não tive mais problemas nos próximos meses e terminamos a temporada com mais um título inglês.

“- Ricardo Carvalho com a bola, passe para Joe Cole, cruzou para Morris, seguindo para o gol, vai chutaaar, Finnan chegou junto, para o desarmeee, Morris driblou, vai sair na cara do Reinaaa, nãaaaaaao!!! Não o Morris! Não de novo, não de novo! Jamie Carregher chegou num carrinho, pegando em cheio o Morris, que caiu levando a mão ao tornozelo! Carregher sinalizou na mesma hora para a equipe médica entrar em campo! Os jogadores do Chelsea estão todos gritando para o juiz parar o jogo, Reina jogou a bola para fora! Estão todos correndo em direção ao Morris! Eu não acredito no que meus olhos estão vendo! Faltando menos de quatro meses para a Copa do Mundo! Eu não acredito nisso! A câmera está focando em Harry, enquanto a equipe do Chelsea faz os primeiros atendimentos, Morris está estirado no chão, chorando! Os jogadores envolta não parecem acreditar no que estão vendo, podemos ver Jamie Carregher pedindo desculpas ao jogador. Que cena!”

“- Harry Morris está sendo carregado para fora de campo, sob aplausos de todo o estádio, incluindo torcedores e jogadores do Liverpool. Aguardamos as confirmações da equipe médica sobre a situação do jogador, mas pela expressão de Morris, as notícias não devem ser boas!”

“A sala de imprensa do Chelsea estava lotada, os jornalistas aguardando pelas notícias sobre a revelação inglesa, ninguém tinha sido informado do tempo que Morris precisaria para recuperar-se da última lesão.
Roman Abramovich, Bruce Buck, Jose Mourinho, Sven-Göran Eriksson e Harry Morris, usando muletas e com a perna engessada, entraram poucos minutos depois, sentando-se nas cadeiras demarcadas.
- [...] A confirmação que temos, é de que Harry precisará de doze meses para recuperar-se dessa lesão, antes de poder voltar aos gramados. Ficando fora do restante da temporada do Chelsea, e perdendo a convocação para representar a Inglaterra, na Copa do Mundo de 2006 na Alemanha. [...]
- [...] Morris era um nome que já estava entre os titulares para a Copa, e com certeza já fazia os adversários se preocuparem com táticas para pará-lo. É uma grande perda para a Seleção, mas desejamos o melhor para ele e contamos com sua torcida! [...]
Assim que Eriksson terminou de falar, passaram o microfone para Harry;
- Eu gostaria de agradecer todo o apoio que tenho recebido durante as últimas semanas, assim como recebi durante todos os anos que vesti a camisa do Chelsea, ou da Seleção, tanto dos meus companheiros de time, comissão técnica e torcedores. Muito obrigado por todo este apoio. - Harry respirou fundo, tomando um gole do copo de água que estava na sua frente, antes de continuar - Desde a primeira lesão séria que eu sofri no tornozelo, precisando passar seis meses fora dos gramados, não me senti mais no mesmo nível que estava jogando antes, embora pudesse continuar jogando e ajudando o time a alcançar os objetivos na Premier League, e a Seleção na classificação para à Copa da Alemanha. - pausou, passando a língua pelos lábios secos - Mesmo tendo me tirado por menos tempo, a segunda lesão foi ainda pior, porque substituiu o medo que eu tinha de fracassar em campo e não ajudar meus companheiros, por um medo de entrar em campo e disputar uma bola, e para um atacante isso é um erro. Preciso disputar as bolas com os zagueiros o tempo todo. Demorou mais de um ano, mas uma nova lesão, ainda mais a esta altura, faltando pouco tempo para a Copa… - respirou fundo, passando a mão pelo rosto - Eu não me sinto mais tão confiante quanto da primeira vez que vesti a camisa do Chelsea ou da Inglaterra, e se eu não posso dar meu cem por cento em campo, se eu não posso ajudar meu time e minha Seleção… - pausou por um instante, fechando os olhos para evitar as lágrimas, sua voz falhando quando retomou a fala - Por decisão única e exclusivamente minha, - Harry continuou em tom baixo, olhando para os repórteres na sala - eu estou encerrando minha carreira como jogador de futebol, encerrando meu contrato com o Chelsea e aposentando a camisa da Seleção. - o alvoroço se formou assim que Morris completou sua fala, os jornalistas empurrando-se, levantando-se querendo mais respostas, ao mesmo tempo que os flashes das câmeras tornaram-se mais frequentes - Eu gostaria de agradecer novamente aos torcedores por todo o apoio durante os anos, e peço desculpas por não poder continuar representando o Chelsea ou a Inglaterra nos próximos jogos. Desejo o melhor para os dois e para todos meus companheiros de time. Muito obrigado.”

- Pois é, no dia 10 de março de 2006 eu encerrei minha carreira de jogador com vinte e três anos. Passei dois anos fazendo vários nadas, mas viajando bastante e conhecendo alguns lugares que eu não conhecia, mas achava interessantes ou exóticos, o que foi muito legal, e continuei acompanhando o Chelsea, mas das arquibancadas. Também fui pra Alemanha assistir os jogos da Seleção durante a Copa do Mundo. E foi isso. - deu de ombros.
Algumas fotos de Harry em suas férias apareceram na tela, e outras dele com os jogadores da Inglaterra, na Alemanha.
- Depois disso o Watford me chamou para trabalhar como auxiliar técnico das categorias de base, o que foi ótimo e inesperado, porque eu não tinha pensado na possibilidade de ser técnico. Aceitei na hora, mesmo sabendo que receberia bem menos do que como jogador, o que, convenhamos, também não era problema… - sorriu de canto, descendo do carro assim que estacionou na garagem da mansão da família. - De qualquer forma, foram três ótimos anos nos quais pude pegar muita experiência, e me dediquei aos estudos para saber o que tudo aquilo significava, porque, eu fiquei surpreso, mas é um mundo muito diferente do que eu imaginava. Não pensei que era tão complexo, mas é. E ainda agradeço o Watford pela oportunidade, e sempre que eu puder estarei acompanhando os jogos e torcendo por eles, menos contra o Chelsea, perdão!
Parou para brincar com Thor, que veio correndo pelo gramado assim que viu o dono chegando, os pelos molhados e uma bolinha de plástico na boca, esperando que Harry jogasse para ele buscar.

Off

- ‘Tava tomando banho, filho? - perguntou acariciando-lhe o pelo, e puxando a bolinha para jogá-la. Seguindo com o cachorro para a parte de trás do terreno, o qual tinha uma grande piscina, e algumas espreguiçadeiras. Seus pai estava sentado em uma delas, lendo um livro e tendo uma jarra de suco na mesinha ao lado.
- Ah, foi por isso que ele correu! - comentou ao ver o filho aproximando-se com o cachorro o acompanhando.
- Ele estava nadando?
- Caiu na água, o bobão… - negou com a cabeça. - Joguei a bola e na hora que ele voltou escorregou na borda da piscina.
Harry riu negando com a cabeça.
- Vai ter que usar o secador depois, Thor. - avisou como se o animal o compreendesse, esperando o dono jogar a bolinha para ele correr. - Pega!
Thor correu enquanto latindo, a língua para fora. O inglês deu a volta na piscina, sentando-se na espreguiçadeira ao lado de James.
- Chegou cedo…
- A reunião terminou antes, - deu de ombros, tomando um gole de suco e oferecendo para o filho, que aceitou sem pensar duas vezes. - vocês já foram ao estádio?
- Aham, encontrei com o John e o Petr antes de começarmos a gravar, parece que estavam participando de uma campanha da adidas…
- Hm… Ligaram da imobiliária, perguntando se você pode ir semana que vem olhar algumas casas…
- Ah é, - suspirou, sorrindo para o golden quando o animal tornou a se aproximar - tenho que pegar uma com um terreno grande, né Thor? - o cachorro latiu animado, abanando o rabo.
- Você vai levar o Thor pra Alemanha? - James perguntou surpreso.
- Claro que sim, ele é meu filho!
- Achei que ele ficaria aqui, você não o levou quando se mudou…
Harry riu, negando com a cabeça.
- Pai, eu nem fico no meu apartamento… Vou pra lá nos finais de semana… Quer ir pra Alemanha me ajudar a escolher uma casa?
- Eu só posso depois de quinta.
- Tá, sem problemas, eu ligo pra corretora depois. Pega, Thor!
- Harry, precisamos terminar as gravações! - Jimmy, o câmera, gritou acenando para o inglês, que concordou levantando-se da espreguiçadeira.

On

“- Temos James, Harry e Morris no Stamford Bridge para o jogo de hoje, o que não é nenhuma novidade, convenhamos, mas hoje estão ao lado de ninguém menos que Gianfranco Zola!”
- Meu contrato com o Watford encerrou, e, após passar alguns meses desocupado novamente, embora meu pai quisesse ajuda na empresa - rolou os olhos, sentado na escada de entrada para casa, jogando a bolinha para Thor sempre que o cachorro a trazia -, algumas propostas apareceram, mas a melhor de todas veio de um time da Alemanha, e de forma inesperada; - sorriu para a câmera - um dos dirigentes do Borussia Mönchengladbach entrou em contato com o Watford, oferecendo um bom dinheiro pela minha contratação, dá pra imaginar? Mas como meu contrato já tinha terminado, eles ligaram diretamente para mim, para negociarmos minha ida para a Alemanha. Pois bem, senhoras e senhores, vocês estão olhando para o mais novo técnico das categorias de base do Borussia; Harry Morris. A única parte ruim disso tudo, é que meu alemão é péssimo e vou precisar voltar a estudar essa parte, e, obviamente, vou me mudar para Mönchengladbach! Mas a cidade é boa, visitei o time e o estádio antes de assinar o contrato, e mal vejo a hora de poder começar a treinar aqueles garotos!
Uma foto de Harry usando a camisa preta com detalhes em verde do time, enquanto andava pelo centro de treinamento do clube apareceu na tela.
- Bem, é isso no episódio de hoje. Eu comecei muito bem, depois me dei muito mal e agora estou bem de novo, felizmente. Não perca o próximo Keeping Up comigo, eu e o Thor estamos esperando vocês semana que vem!”

*Os títulos aqui citados podem, ou não, estarem no tempo certo dos originais.

Continua...



Nota da autora: (12/05) Atenção, atenção! O Morris de maior respeito está no twitter, segue lá @morrisharry_
Se Harry não é o melhor personagem de BSTG, ele tá bem perto de ser! E o mínimo que ele merece (além do mundo todo o amando), é uma fanfic!
Eu só queria dizer OI, TUDO BOM? Vocês já tão amando o Harry?
Xx Reh




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