Última atualização: 04/03/2018

Prólogo.

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Karma Taj, Himalaia. Dezembro. Atualmente.
A tencionou o maxilar enquanto observava atenciosamente os movimentos exagerados que alguns dos novatos faziam enquanto tentavam aprender a movimentação correta para a deslocação de lugar. A muitos anos, chegara da mesma forma que aqueles que observava agora, ferida, cansada e apenas disposta a dar tudo de si para aprender uma nova filosofia. O vento atingiu sua face, fazendo alguns fios de seu cabelo chicotearem o mesmo, escapando da trança embutida que os mantinham afastado de sua face. Ela suspirou pesadamente, enquanto permanecia escorada contra uma coluna do lugar. Ela deixou um mínimo sorriso compadecida com a cena que via transcorrer-se a sua frente. A satisfação do treinamento, era alcançar o objetivo para a maioria das pessoas, mas para , eram os ferimentos adquiridos conforme o treinamento se desenvolvia. Ela tinha muitas cicatrizes que se espalhava por seu corpo, cicatrizes que nem mesmo os longos anos e décadas dos quais vivera foram capazes de apagar de sua pele. aquela altura não se importava mais, a japonesa sabia perfeitamente bem que aquilo eram marcas de sua história. Marcas de sua composição real.
Suspirou pesadamente, quando observou a maioria dos novatos conseguirem fazer o círculo faiscante exceto por um. estreitou os olhos, observando-o com cuidado. Diferente dos outros monges do Karma Taj, era reclusa. Depois de longos anos de treinamento, tentando se adaptar até mesmo as suas próprias e perturbadoras habilidades, preferiu se recolher da presença dos demais. Ela estava cansada de ver o ser humano ir de mal a pior. Durante todo o período em que estava viva, e esse período, diga-se de passagem que não era pouco, ela vira a humanidade se erguer apenas para cair novamente, e por vezes optara por não se envolver. Eles já haviam tirado demais de si, para que ela se desse novamente ao luxo de envolver-se também. A escolha pela reclusão fora aceita pelos demais que tinham um certo apreço por suas habilidades. Não mágicas, mas sim, ninjas. Ela ensinara um pouco para alguns membros do Karma Taj, mas aqueles já haviam morrido a muito tempo, então tudo o que restara a fazer era apenas meditar. Tentar alcançar algum tipo de plano superior, assim como a Anciã havia conseguido. Tornar-se reclusa, fora o ápice de sua decisão. Ainda assim, ela não poderia dizer que não avaliava cada um dos internos do Karma Taj. E aquele era o mais intrigante em sua opinião.
Os olhos estreitados permaneceram fixos no único novato que não havia conseguido fazer a atividade proposta pela Anciã, observando os cabelos consideravelmente grandes, a barba realmente notável e a situação deplorável que ele se encontrava. Não o julgava por isso. Julgava por sua arrogância. Stephen Strange, havia conseguido tudo o que queria de maneira rápida o que o deixara arrogante. Era irônico, pois já havia sido assim uma vez. Mas tão rápido quanto ele conquistara tais riquezas, poderes e materiais, o perdera depois de um acidente de carro. Ela podia ver, da onde estava, o tremor em suas mãos. Jamais voltariam a ser as mesmas de novo. Mas a incredulidade dele o cegava. Ela suspirou pesadamente tencionando o maxilar. Não sabia quais os caminhos que aquele homem poderia tomar, mas tinha consciência perfeita que, a erguer ou a derrubar, Stephen Strange serviria para algo importante.
— Curioso perceber que você não está mais em seu confinamento, — a voz calma da Anciã ecoou pelos ouvidos de , sem a menor surpresa espelhada pela face da . Para ambas, por viverem por tanto tempo em uma sina presa em sua própria imortalidade, não havia surpresa na aproximação de outra pessoa. Apenas a espera.
deixou o fantasma de um sorriso pairar por sua face, enquanto mantendo os olhos distantes. Como se estivesse vendo um outro lugar naquele momento. A Anciã sorriu de canto, observando a expressão serena que outrora fora tão tempestuosa.
— Conversamos sobre isso uma vez, em uma outra época, Anciã. Acho que sabe o que significa.
Anciã assentiu em um sim lentamente enquanto abria um sorriso de canto. Com um movimento singelo, a mulher indicou com a cabeça para que a seguisse. Anciã tinha a pele tão pálida como a neve, e a falta de cabelo não a deixava menos feminina, pelo contrário. As roupas amarelas transmitiam certa leva, embora o tom estivesse puxado para o dourado e não condizesse com o que transmitia em si. Silenciosa como um gato, a seguiu, caminhando tranquilamente por entre as extensões do Karma Taj.
— Eu achava que a essa altura você já tivesse deixado essa ideia ir — Anciã começou a dizer enquanto as duas desciam lentamente algumas escadas, observando ao longe as ruas movimentadas da pequena cidadezinha que Karma Taj encontrava-se. O vento afastou uma mecha rebelde do cabelo da japonesa de sua face. permaneceu observando a imensidão, questionando-se internamente se, depois de tanto tempo, ainda restaria algum indício do homem que ela conhecera em Nagasaki. A Anciã deixou uma risada suave escapar por seus lábios. — Eu tinha esperanças que pudesse convencê-la a ficar. A tornar-se a Maga Suprema da Terra, talvez?
soltou uma risada calma, enquanto colocava as mãos para trás, uma sobre a outra, unindo-as enquanto voltava seu rosto na direção da Anciã. Sua roupa, em uma tonalidade vinho, não destacou nenhum de seus traços, mas não deixava de ser confortável para ela. Suspirou pesadamente, apenas os monges usavam tal vestimenta, e ela havia adquirido com passar do tempo e os anos de ensinamentos postos em prática, além de seu estudo árduo.
— Seria muita pretensão de minha parte se eu realmente considerasse tal ideia — resmungou com um tom de divertimento ouvindo a risada em resposta da Anciã que limitou-se a assentir em um sim. As duas pararam, agora uma de frente para a outra, enquanto mantinha o semblante sério. — Devo preocupar-me com tal sugestão, Anciã? Durante tanto tempo em que estive aqui, acho que essa é a primeira vez que você comenta sobre a morte comigo.
A Anciã simplesmente deu de ombros, fazendo um gesto singelo com sua mão, evidenciando que o assunto não era importante como havia imaginado que era. A ninja suspirou pesadamente, unindo as sobrancelhas enquanto tencionava o maxilar, seus olhos fixando-se em seus pés enquanto ela estalava os lábios, impaciente.
— Eu preciso ir. Depois de tanto tempo reclusa, chegou a hora de acertar as contas, Anciã — respondeu por fim, voltando a erguer seu olhar enquanto estreitava o mesmo. A japonesa trocou o peso de seu corpo de perna, ainda com as mãos repousadas atrás de si. Anciã, apenas assistiu, em silêncio. — Eu preciso encontrá-lo antes que eles o encontrem primeiro.
Anciã puxou os cantos de seus lábios para baixo enquanto desviava os olhos da face da . A japonesa sabia o que veria a seguir, mas estava irredutível. Sabia o que deveria fazer, e não hesitaria em o fazer.
— O caminho que você deseja percorrer, , preocupa-me — confidenciou Anciã com um tom de voz sério. permaneceu em silêncio, aguardando a resposta de sua antiga mestre. — Você sabe o quão tênue é o caminho entre o bem e a maldade, e para alguém que nunca se definiu em um dos lados da balança, é fácil perder-se.
assentiu lentamente, abrindo um sorriso de canto enquanto desviava seus olhos do rosto da anciã. A suspirou pesadamente, dando de ombros singelamente. Ela tencionou o maxilar enquanto fitava a cidade ao longe, suspirando por fim enquanto, embora não tivesse admitido em voz alta, percebia o quão tênue era sua decisão. Ela não ficaria isenta de sujar suas mãos se deixasse Karma Taj. Ela sabia que eles viriam atrás dela. Sabia perfeitamente que eles tentariam matá-la como foram incubidos de fazer uma vez a muito tempo atrás. Seu caminho era mais tortuoso do que um ramo de espinhos, e mesmo assim, a visão que tivera algumas horas mais cedo, fora o suficiente para perturbá-la de seu esconderijo. Para retirá-la de lá. Ela sabia o que estava chegando. A morte.
— Infelizmente, Anciã, você sabe perfeitamente tão bem quanto eu que alguns dos nossos caminhos estão traçados desde que nascemos — a japonesa resmungou com uma voz calma, compreensiva. A Anciã assentiu em um sim, lentamente, enquanto um sorriso largo surgia por seus lábios. Tantos chegavam ali com coisas quebradas, fisicamente falando, e viera até eles buscando apenas um caminho para a paz. Mas a Anciã sabia perfeitamente que seu isolamento, não era derivado de um pensamento construído em base de sua fé claramente exposta. Era como uma penitência. Para um Samurai, a maior penitência que poderia adquirir-se era tornar-se um Ronin. E não estava somente atrás de alguém que havia assumido tal título, como também tornara-se uma. Um Samurai sem mestre. Um errante na terra, vivendo em desonra.
A Anciã permaneceu sorrindo de canto enquanto voltava seu olhar para o rosto da japonesa, compreendendo que seus caminhos se encerrava naquele momento. Ela estava satisfeita por tê-la conhecido, mas sabia que suas jornadas, tomariam rumos diferentes.
— Talvez, minha boa amiga — admitiu a Anciã por fim. — Mas espero que encontre o resultado desejado de sua jornada. — E com isso, a Anciã inclinou-se para frente, em uma pequena reverência a a sua frente, sendo imitada por logo em seguida. Quando as duas voltaram a endireitar-se, a Anciã sorriu de canto, dando de ombros singelamente. — Eu realmente não sei qual vai ser o destino do nosso universo sem você para chutar a bunda de alguns novatos bem mesquinhos aqui. Irei me contentar em jogar Strange no Monte Everest, afinal.
deixou uma risada baixa escapar assentindo em um sim.
— Ele pode acabar morrendo, você sabe disso, não sabe?
A Anciã deu de ombros singelamente novamente, enquanto virava-se na direção contrária na qual vieram.
— Terei que viver com isso, presumo. — sorriu, antes de virar-se novamente e caminhar em direção de seu alojamento. Determinada a deixar o local em que vivera em paz durante tanto tempo. Seu único desejo, entretanto, era que ela ainda tivesse tempo. Logan não era exatamente uma pessoa fácil de se achar.






Continua...



Nota da autora: Mais uma vez eu aqui! E agora fazendo uma coisa que a muito tempo eu tenho vontade! Uma fic com o Logan, aka Wolverine, aka DADDY HUGH!!!! Gente, para começo de conversa, tem como não amar o Hugh Jackman? É IMPOSSIVEL! E eu não vou nunca superar o filme Logan, ou seja, eu preciso enaltecer esse homem!!! A fic não será muito grande, talvez com 10 capítulos no máximo, mas é vocês quem decide isso no final das contas. Tudo o que posso dizer até agora, é que a nossa Ninja não é tão paz e amor quanto parece. É isso, e até logo.





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