500 days in London
What they didn’t know about us

por Gi Castro
Última atualização: 20/07/2020

Prólogo

Novembro 2014

Abracei o mais apertado que consegui pela terceira vez em um espaço de meia hora. O embarque para meu voo de volta para o Brasil estava liberado, mas como sempre, eu não queria me despedir do meu pedacinho londrino em forma de melhor amiga e nem do país que tinha me dado tantas alegrias, amores e desamores. Ir para Londres era sempre um misto de angústia e expectativa, e aquela eterna ansiedade em não saber se eu me encontraria com ele ou não. Felizmente, fazia o impossível para manter minha sanidade em dia e, principalmente, manter meu ex bem longe de mim.
– Me avisa assim que chegar no aeroporto de Ga, Gurua... Como é?
– Guarulhos. – Eu sorri enquanto apertava suas bochechas. – É lindo ver você tentando falar português, amiga.
– Faz parte do meu jeitinho tentar fazer parte do seu mundo brasileiro, já que você faz totalmente parte do meu mundinho inglês. – Ela respondeu manhosa com aquele típico sotaque de Bolton e os olhos brilhando de quem está segurando as lágrimas. – Eu prometo que vou tentar te visitar dessa vez.
– As portas da casa dos meus pais estão sempre abertas – sorri –, e em breve espero ter o meu próprio apartamento para receber você e o .
– Ele pode ir também? – arregalou os olhos. – Mas só ele? E os outros...
, eu abro minha casa para meu casal favorito, os outros que se virem. – Suspirei e passei a mão pelos meus cabelos, coçando o topo de minha cabeça tentando disfarçar o nervoso. – Hoje eu só tenho contato com vocês dois, então é meio óbvio que quero receber apenas vocês.
– Hm, ok. – Ela sorriu com os lábios fechados. – Bom, antes de ir, preciso te dar uma coisa. Encontrei isso em uma das nossas caixas em Stanton, eu juro que não abri, juro mesmo.
– O que é?
Ela me entregou um pacote roxo em formato de caderno. Pensei que pudesse ser uma agenda minha de anotações do curso, o que honestamente seria de grande ajuda já que eu estava começando a me esquecer de uns pontos cruciais que Olivia nos havia ensinado.
– Seu diário de 2012. – Ela riu baixinho. – Deve ter alguma coisa aí que te faça lembrar dos bons tempos.
– A-amiga! – Solucei quando tentei pegar ar e minhas mãos falharam ao segurar o diário com mais força entre meus dedos. – Eu-eu nem lembrava disso.
– Sei que não, e você se lembra de absolutamente tudo. Quanto tempo é seu voo até o Brasil?
– Catorze horas.
– Você vai ter uma ótima companhia para suas próximas horas – ela veio e me abraçou de novo, dessa vez com menos força, e eu mal consegui retribuir –, lembre-se como era bom ter dezessete anos e ser apaixonada por , e principalmente, lembre-se como ele era bom, .
– Eu nunca duvidei disso, . – Funguei e me afastei de minha amiga. – É só que...
– Sei, a vida fez com que vocês se afastassem, blábláblá. Não vou ser a pessoa que vai lembrar tudo o que vocês passaram e nem aquela que adoraria ver meu casal junto mais uma vez. – riu. – Porque você sabe que todo mundo quer vocês juntos de novo.
– Todo mundo quem, criatura? Nem nós dois sabemos se queremos alguma coisa de novo.
– Sim, óbvio – ela rolou os olhos –, e agora eu também vou fingir que ele não pergunta de você para o , mesmo sabendo que você estava aqui em Londres por uma semana.
– Eu sei que ele pergunta de mim para o seu namorado e, pior ainda, o responde.
– Os dois trabalham juntos, quer que meu pumpkin minta em seu nome?
não precisa falar que eu estou tomando banho, precisa? Eu já o ouvi falando isso e juro que até pude escutar a risada do do outro lado da linha.
– Ele riu mesmo, ele sempre ri quando fala de você.
, limites. – Foi a minha vez de rolar os olhos, fingindo indiferença ao imaginar rindo ao falar de mim. – Obrigada pelo diário. Não prometo que vou lê-lo na viagem, mas vou dar uma olhadinha de leve em algumas páginas.
– Eu sei que você vai ler tudo, .
– Nem eu sei...
Eu sei. – Ela riu com gosto. – Olha, não querendo ser chata de novo, mas daqui umas semanas vai ser o lançamento do último álbum, não sei se está familiarizada com a banda do meu namorado...
– Vá direto ao assunto.
– Seria legal se você pudesse mandar uma mensagem para ele, sabe? De incentivo, sei lá. Vai ser o primeiro álbum sem você, amiga.
– Mandar uma mensagem para o seu namorado?
– O seu ex namorado, ! Não se faça de tonta comigo.
– Ok, desculpa – comecei a rir. – Mas, só uma coisinha, eu não estava vividamente presente em Midnight Memories.
– Mas eles fizeram a tour no Brasil e você foi.
– E ainda brigaram comigo porque eu não sabia todas as músicas, lembra?
, por favor? – pediu de forma dengosa, com aquela voz que me irritava e manipulava ao mesmo tempo. – Só uma coisinha de nada, falando “boa sorte”, qualquer coisa.
– Qual o nome do álbum?
– Você não-não sabe o nome... Ah, não tenho tempo para discutir isso com você. – Vi minha amiga entortar os lábios em sinal de desgosto, e eu comecei a rir. – É FOUR!
– FOUR, tá bom. – Sorri. – Alguma música específica que eu deva ouvir?
– Todas – ela já falava com aquele tom de fã amargurada, não era mais no tom amigável de antes. Eu sempre achei engraçado essa tripla personalidade: fã da One Direction, namorada do e, quando sobrava um tempo, minha amiga. – Mas há pelo menos uma que deve ter sido feita para você, acho eu.
– Para mim? Desde quando eles têm liberdade para escreverem as próprias músicas?
– Pois é, viu como as coisas mudaram? Se você não fosse tão teimosa a ponto de arrancar todo mundo da sua vida!
– Qual música, ? – a interrompi sabendo muito que bem que ela ia me dar um sermão.
Spaces – ela respondeu rápido – e talvez Where do broken hearts go.
– Nomes sugestivos.
Fiz uma careta involuntária. Imaginei escrevendo alguma coisa sobre o espaço entre nós dois, ele ou eu de corações quebrados não sabendo para onde ir e talvez imaginando com quem passávamos nosso tempo. Eu nem precisava pensar muito, era só abrir qualquer mídia social e lá estava ele sorrindo com alguma pessoa, ou algumas pessoas. E geralmente associado a um possível namoro com a it girl do mês.
Nós decidimos não nos vermos mais, foi um acordo mútuo que nenhum dos nossos amigos concordou. Nenhum! Apesar do rompimento, eu não me sentia na obrigação de me afastar da única amiga que fiz em Londres, por isso eu e continuamos próximas, mesmo com ela namorando . O combinado era muito simples: eu a visitava quando dava, quando conseguia até mesmo algum trabalho com uma agência por aqui, ficava no apartamento dela, via e conversava com o e só. Parava por aqui qualquer conexão com a One Direction. sabia, óbvio, porque eu saía com e e geralmente postávamos umas fotos em nossas redes sociais. Havia até boatos de que eu tentava uma reaproximação com meu ex através da minha amiga, e esse era também um dos motivos que me empurrava para mais longe dele. Eu não queria mais nenhuma conexão, pelo menos não agora.
Imaginar escrevendo músicas sobre mim, sobre nós, fez eu entrar em contato com um sentimento que dormia em sono leve. Qualquer ruído o despertava, era ridículo o quão sensível eu era com ele, com , com esse amor adolescente que não teve oportunidade de amadurecer. Talvez fosse bom eu ler esse diário, entender o que aconteceu, como acabou, quando acabou. 2012 foi meu primeiro e único ano completo em Londres ao lado da pessoa que eu mais amei, e nós descobrimos coisas demais juntos. Será que foi por isso que não deu certo? Por que éramos jovens demais?
– Você ficou quieta de repente, .
– Fica tranquila – balancei a cabeça, recobrando a consciência –, eu vou mandar uma mensagem para o .
– VAI? – gritou e colocou a mão na boca em seguida. – Ah, meu Deus, obrigada, muito obrigada, sério! Amiga, ai que bom, eu fico tão feliz. Você ainda tem o número dele? Eu tenho, eu te passo.
– Vou mandar no Instagram, .
– INSTAGRAM? DESDE QUANDO VOCÊ MANDA MENSAGEM PARA ELE NO INSTAGRAM?
– Não grita, caralho. – Fui até ela e coloquei a mão em cima de sua boca. – Me escuta, eu não sou mais amiga dele, nós não nos falamos há seis meses! Não vou aparecer do nada no celular dele desejando boa sorte com um álbum que eu nem sabia que ia existir se não fosse por você. – Me afastei e a vi com um olhar perplexo. – Instagram, amiga.
– Ele recebe uma tonelada de mensagens por dia, !
– Então acho que você pode avisar seu namorado para ele avisar o amigo dele que eu vou mandar uma mensagem e que é obrigação dele ficar mais atento.
– Por que vocês dois complicam nossas vidas?
– Só faça isso. – Tentei sorrir e fui em sua direção dar um abraço. – De verdade, eu preciso ir embora, amiga.
– Tudo bem, vai lá de volta ao seu país. Eu fico aqui segurando essa bomba que vai estourar na minha cabeça. – Ela fez bico. – Eu te amo, amiga, só quero seu bem.
– Sei disso, eu também te amo.
– Não esquece de nós, por favor. – disse com a voz embargada.
– Impossível.


Capítulo 1 – Golden

I know that you’re scared because I’m so open


6 de outubro de 2012

– Nós ainda não temos as datas para a turnê, mas vocês vão saber muito em breve. UK está na lista de nossas prioridades. – respondeu com um sorriso cativante, porém visivelmente cansado. Ainda bem que estavam em uma rádio.
– Há alguma surpresa que as fãs podem esperar? – O radialista indagou, já sabendo que era uma pergunta de praxe sem resposta.
– Podem esperar mais interação com o público, um cenário bem diferente e alguns covers. – disse.
– Vamos continuar respondendo às perguntas que vocês nos mandam no Twitter, então não parem! – afirmou.
e eu estávamos no cantinho do estúdio, um pouco cansadas de um vai e vem para lá e para cá entre programas de TV, de rádio, entrevistas para revistas britânicas e americanas, passagens de som para shows de divulgação e interação o tempo todo com as fãs (como elas sabiam onde eles estavam? Às vezes ficávamos sabendo em cima da hora para onde íamos, e de repente elas já estavam lá!), mas nós prometemos aos devidos namorados e amigos que essa primeira parte de divulgação do novo álbum teria nosso total apoio. Eu tinha terminado grande parte dos trabalhos do curso, copiou a maioria, Lucas ficou responsável por nos ajudar nos últimos e até mesmo o Tom – o Fletcher mesmo – se colocou a nossa disposição para nos ajudar com as fotos urbanas que eram necessárias para nosso portfólio número 6 do mês. Ele disse que não precisava de pagamento. Nas palavras dele: “McFly deu para a One Direction duas músicas, é mais do que justo ajudarmos as namoradas de dois integrantes a fecharem as notas do semestre.” Sem palavras, eu o amo (às vezes, mais que o ).
– Huh, há uns bons meses. – A voz de , seguida de sua risada rouca, chamaram minha atenção. Ergui a cabeça do cantinho que eu estava e olhei para a mesa da rádio.
– Há quanto tempo ele está falando? – cutuquei , que parecia tão adormecida e molenga quanto eu.
– Não sei, amiga, só sei que é de novo sobre namoros e relacionamentos.
– Me ajuda, nós fomos apresentadas como namoradas ou amigas próximas da banda?
– Amigas próximas. – bocejou. – Nós estamos na Radio One, nunca poderíamos aparecer aqui como namoradas deles.
– Entendi. – Rolei os olhos e peguei meu celular para checar as horas. – Falta muito para terminar? Entrevistas em rádio me matam de tédio.
– Amiga, você tem noção de quem está entrevistando os meninos?
Cocei os olhos e olhei para eles e para o tal entrevistador/radialista. Não era a primeira vez que nos encontrávamos e nem a primeira vez que ele me ignorava e não fazia questão de me cumprimentar direito. Na primeira vez eu fiquei horrorizada, chocada e particularmente ofendida, quase levando para o lado pessoal e encarando aquela atitude como xenofóbica por eu ser brasileira e ele um britânico babaca esnobe. Depois eu percebi que ele não gostava de mim por eu ser próxima demais do . Por último, na terceira vez ao final da turnê Up All Night, cheguei à conclusão de que Nick Grimshaw não gostava de mim porque eu namorava , e na cabecinha desse imbecil, o amigo dele precisava de alguém melhor do que eu. Eu acho estranho o fato de Nick ser dez anos mais velho que e mesmo assim insistir em uma amizade que, para mim, beira ao cinismo.
– O engomadinho Nick Grimshaw. – Dei de ombros. – Eu não o suporto.
– Nem eu, embora ele nunca tenha sido escroto comigo da mesma forma que é com você.
– Você é britânica, . – Suspirei. – Mais alta, mais magra...
– Ok, ok, . – colocou as mãos nas têmporas. – Nem tudo as vezes é sobre aparência física, mas não vou entrar nesse assunto com você, ainda mais agora.
– Quando você tiver meu corpo, coisa que eu não desejo à sua pessoa, a gente conversa.
– Ah, tá bom.
Eu sei que não era por mal.
Eu sei que na maior parte do dia eu guardava essas opiniões para mim, especialmente porque ninguém tem a obrigação de ficar me ouvindo reclamar do meu corpo, do que eu como, do que deixo de comer, da minha roupa, das minhas coisas, da minha vida amorosa. Porém, escapou. Eu sei que o amigo do não gosta de mim única e exclusivamente porque eu não sou a pessoa padrão que ele imaginava como namorada do ídolo teen do momento. Por mais que as pessoas, minha melhor amiga inclusa, digam que não, eu sei no meu íntimo que sim. Só eu sei, mais ninguém.
Porque quem é padrão não entende como é não ser padrão.
– Taylor Swift, senhoras e senhores! – Ouvi Nick dar uma risada alta após soltar um áudio de uma entrevista da Taylor aqui na rádio, afirmando que ela gosta de One Direction e que tem um favorito. Todos os olhares foram diretamente a . E o olhar dele, diretamente a mim. – Alguém tem alguma aposta de quem seja o favorito do nosso sonho americano? , , quem acham que é?
– Hã, honestamente não sei. – respondeu sem graça.
– Acho que devemos esperar ela falar alguma coisa, seria mais cavalheiro. – disse.
– Ah, por favor, é só uma brincadeira entre nós. Quem é? , alguma sugestão?
– Concordo com os outros caras, isso quem tem que responder é ela, não nós.
– Todo mundo sabe que é o . – Cochichei e fiz menção em me levantar do chão. Sim, nós estávamos sentadas no chão, nem para ter um sofá decente para descansar nossas bundas! – Será que se eu sair vai fazer muito barulho?
– Não me deixa sozinha aqui, sua doida. – segurou meu braço. – E vai aonde? Vai ficar trancada no banheiro de novo? – Ok, ela tinha o mínimo de noção que nas últimas semanas eu passava tempo demais no banheiro. – Fica aqui, já está acabando.
– Claro, vou ficar aqui ouvindo meu namorado ser disputado pelo sonho americano chamado Taylor Swift, quem não quer isso, não é mesmo?
, por favor. Se você sair, o vai ficar mais desconcertado que já está, não percebeu não?
– Percebi. – Bufei e olhei para ele, que não tirava os olhos de mim.
! – Nick chamou a atenção dele, e a minha também. – E se for você o escolhido, o que me diz?
– Obrigado? – respondeu sarcástico e soltou uma risada ao final.
– Ah, consegue mais que isso, estamos falando de Taylor Swift....
– De verdade, agradeço a preferência. – finalizou.
– Se estiver solteiro, podemos esperar alguma música em sua homenagem no próximo álbum dela...
– Eu não estou solteiro, todo mundo sabe disso. – Ele riu em deboche e os meninos o acompanharam. – Acabei de responder que estou com uma pessoa há uns bons meses, Nick. Você precisa prestar mais atenção no que seus convidados respondem.
, , ... – Vi Nick tentando disfarçar o descontentamento. – Quantos anos tem agora? Dezoito? Dezenove? Cara, você ainda vai ter muito tempo para namorar, conhecer outras garotas, relaxa. Não estou falando que agora você vai namorar a Taylor, mas quem sabe mais para frente, tudo pode acontecer.
– Tudo pode acontecer, inclusive mudarmos de assunto! O que acham? – desesperadamente falou mais alto, forçou uma risada escandalosa e virou o rosto para mim.
Obrigada, .
Não era de hoje que as entrevistas traziam alguém do mundo artístico como possível futura namorada de algum dos meninos, muito menos de hoje que a mídia sabia que pelo menos dois deles estavam namorando. Como não éramos famosas, ninguém parecia se importar. Hoje, após a entrevista, fez questão de sair de mãos dadas comigo na direção da van que nos levaria para um hotel próximo a Tower Bridge. Embora as fãs clamassem por atenção, ele passou reto, me puxando com um pouco mais de força que o habitual, e ficou em completo silêncio o caminho todo. Até eu achei estranho. quieto?
No hotel, eu e ele ficamos no mesmo quarto. Passaríamos uma hora juntos e depois ele ia tomar banho, se arrumar e ir para outra entrevista, dessa vez um programa de TV que eu não era muito fã. Um apresentador que sempre dava um jeito de também fazer piadas impróprias e um pouco machistas envolvendo os meninos e as fãs, e esquecendo do detalhe principal: e namoravam. Confesso que eu ficava cansada de ser literalmente esquecida, imagino que começava a sentir o mesmo. Passava pela minha cabeça a ideia de dar um tempo, me afastar tanto para eu me concentrar no curso como para ele deixar o foco ser a banda, cem por cento a One Direction. Se ele quisesse sair com alguém, sairia, sem cobranças, sem ter que dar satisfação. Aposto que várias fãs queriam isso, uma chance de serem a próxima nos tabloides ao lado dele, do ou de qualquer um dos outros. Ensaiei a conversa várias vezes sozinha, mas nunca na realidade cogitei trazer isso à tona. Pelo olhar cansado dele ao deitar-se na cama e encarar o teto, achei que ainda não era o melhor momento. Pena que eu nunca penso antes de agir.
– Se não entendeu a indireta, eu gostaria que você se deitasse ao meu lado. – disse num tom brincalhão e cansado. O corpo todo esticado, com exceção ao seu braço direito que estava erguido e apontando onde eu devia estar. Eu estava de pé, formulando a frase “acho que a gente tem que dar um tempo”.
...? – Comecei. – Hm, podemos conversar?
– Claro, você pode conversar deitada aqui comigo? – Ele riu e se ergueu na cama usando os cotovelos. – O que foi? Eu estou um bagaço, mas você parece pior.
– Só pensando demais.
– Foi a entrevista? O negócio da Taylor? – suspirou. – Ah, babe, eu não tenho controle dessas coisas, o Nick é um idiota. Eu já pedi para ele não fazer esse tipo de coisa, já brigamos por causa disso, hoje eu fiquei muito puto com o quão constrangida você ficou. Eu também fiquei.
– Eu sei que ele não vai muito com a minha cara e...
Tive que parar o que falava no meio, pois mais uma vez me convidada para me deitar ao seu lado. Ele venceu. Sorri derrotada e me deitei na cama, sendo imediatamente agraciada por seu abraço e um selinho que demorou demais a ponto de eu perder o fio da meada. Eu tinha que falar alguma coisa, mas nesse momento não parecia relevante. Nós dois ali deitados um de frente para o outro, os braços dele envolvendo meu corpo por inteiro e eu com as mãos pousadas em seu rosto. Queria que o mundo explodisse e que Nick enfiasse o que ele achasse de mim no meio do...
– O que você ia falar? – perguntou. – Você pensa demais, gênio, e eu fico curioso com seus pensamentos. Não consigo ler suas expressões, isso me deixa agoniado.
– Não sou totalmente transparente? – Eu sorri. – Muitas pessoas falam isso de mim.
– Pois bem, mas eu sou seu namorado, eu preciso te conhecer muito bem.
– Se soubesse o que estou pensando não ia querer ficar aqui comigo. – Sorri e ergui as sobrancelhas.
– Por quê? Está pensando em terminar comigo ou algo assim?
Hm, digamos que algo assim?
Eu fiquei em silêncio, com as mãos ainda no rosto dele, mas devagar fui escorregando meus dedos até parar de tocá-lo de uma vez. Senti afrouxar o abraço e afastar o corpo, mantendo os olhos vidrados em mim e sua boca entreaberta. Mordi meus lábios e interrompi meu suspiro no meio, percebendo que qualquer movimento brusco o faria pular da cama como um gafanhoto. Pisquei algumas vezes, focando o rosto apavorado e surpreso dele, um misto de terror e tristeza e quase raiva. Quando abri a boca para colocar em palavras o que eu, de verdade pensava, , como premeditado por mim, pulou da cama tal qual um gafanhoto.
– Você NÃO ESTÁ falando sério, ! – O vi passar as duas mãos nos cabelos e puxar todos os fios para trás, virar o corpo para mim e cruzar os braços. – Que-que merda é essa? De onde surgiu essa ideia absurda, porque é ABSURDA! A gente não vai terminar, ponto final, de jeito nenhum. Eu te amo, , não faz isso comigo, por favor.
, ca-calma. – Fiquei de joelhos na cama e o encarei. – Babe, sério, eu não falei nada, você que concluiu sozinho.
– Concluí sozinho? Você ficou quieta e me olhando com essa cara de culpa. Você... Você quer terminar? – Ele juntou as duas mãos na frente da boca e vi seus ombros subirem e descerem rapidamente.
– Não... Sei? – Disse na dúvida e senti meus olhos enrugarem, assim como todo meu rosto se contorcer. – , isso já passou pela minha cabeça, não posso mentir.
– JÁ PASSOU? VOCÊ JÁ... Meu Deus, eu preciso me sentar.
– Ok, respira. – Ele se sentou na cama e eu, com receio, coloquei minhas mãos em seus ombros tensos. – Não sei se terminar, terminaaaaaar seria o jeito certo, mas talvez dar-um-tempo? – Soltei e senti seus ombros enrijecerem mais. – ?
– Você não pode estar falando sério. – Ele suspirou pesado e virou o rosto para me encarar. – Por quê? Qual a ideia mirabolante que está permeando sua cabeça agora, ?
– Não me trate como uma idiota, porque essa não é uma ideia idiota. – Me afastei, mas permaneci de joelhos na cama, vendo se levantar e ficar prostrado à minha frente.
– Não é idiota? Você acabar conosco não é idiota? Então eu devo ser, porque não consegui captar nenhum sinal seu indicando que estava de saco cheio do nosso relacionamento. O que eu fiz de errado?
– Você não fez nada...
– Não me venha com essa conversinha de que o problema é você, não eu. Sério, , você consegue ser mais inteligente e menos clichê que isso.
, quer parar de duvidar da minha inteligência e me deixar falar?
– Mas é exatamente o que estou fazendo, meu amor. Eu não duvido da sua inteligência, muito pelo contrário, eu a admiro! Mas se você vier com um papinho raso desse, eu chamo um exorcista porque não é a minha que está aqui, é outra pessoa.
– Deixa eu falar, inferno! – Ergui minimamente minha voz e ele cruzou os braços. Seus lábios estavam fechados em uma linha fina, os olhos petrificados e a respiração pesada. Ele estava puto, essa não era nem de perto uma conversa de término de namoro. E eu não estava terminando com ele, caralho! – Babe, às vezes eu tenho essa ideia comigo de que seria melhor a gente dar um tempo para você se concentrar mais na banda, curtir sua fama sem ter que se preocupar em dar satisfação para mim, entende? Tipo, o que aconteceu hoje, você tem a chance de ficar com a Taylor, talvez...
– Não quero, eu tenho você.
– Deixa. Eu. Terminar! – Falei entre os dentes. – Não estou te empurrando para ela, acredite, isso é a última coisa que eu quero! – Deixei escapar e vi seu lábio erguer minimamente em um sorriso. – Não é sobre ela, mas sobre oportunidades. A banda mal se formou e nós começamos a namorar. Uma nova etapa da One Direction vai começar, , e eu tenho certeza de que a Take me Home vai ser muito maior que a Up All Night. Eu já vi a agenda de shows, você vai passar meses fora com inúmeras oportunidades.
, você acha que eu não sei me controlar? Não, espera, você não confia em mim? Acha que eu vou pular na primeira garota que der em cima de mim?
– Eu confio em você, não é sobre isso que estou falando.
– Então o quê? Acha que por eu estar completamente apaixonado por você, vou perder a chance de ficar com outra garota? Eu não quero outra, eu quero você.
– Como sabe que não quer outra pessoa, ?
– Você quer?
– Eu queria o Tom, mas ele é casado.
– Fala sério comigo, . Você quer ficar com outra pessoa? Existe outro? – A voz dele baixou e, naquela conversa, foi a primeira vez que o tom de brincadeira deixou de existir.
não fazia o tipo ciumento.
Ok, ele sentiu ciúmes de mim com o , mas o gostava de mim, então até que fez sentido essa preocupação. Até hoje eu sei que ele fica incomodado, é meu melhor amigo na banda, sinto que posso conversar qualquer coisa com ele. Será que o acha que o sentimento é recíproco?
– Se está pensando no , por favor, não pense.
– Ele é o único que veio na minha cabeça, vocês dois continuam muito próximos e há coisas que ele sabe de você que eu não sei.
– Eu não o amo, ! – Respondi séria. – Não tem outra pessoa! Eu só conheço vocês e o McFly, meus amigos do curso são gays. Tecnicamente meu círculo social é péssimo, é um milagre eu ter achado um namorado em tão pouco tempo. Convenhamos, tudo estava contra mim.
– Então não tem outra pessoa?
– Não.
– Ok. – Ele apertou as têmporas e soltou um suspiro alto. – Do início, você está terminando nosso namoro por que...?
– Eu não estou terminando nada!
– Dando um tempo.
, não banaliza minhas ideias. Quer saber, a Giovanna disse que ela e o Tom terminaram uma vez, e que isso fez muito bem para o relacionamento deles. Ela ficou com outra pessoa, ele também ficou com outra pessoa, e depois perceberam que estava tudo errado e que na verdade eles se amavam e deviam ficar juntos. Mas o término foi essencial, e pelo menos o Tom pôde aproveitar um pouco da vida sem ter que dar satisfação pra Gio, entendeu?
, meu amor. – se ajoelhou na cama de frente para mim. – você acha que a gente tem que terminar para depois voltar?
– Eu não quero ser um peso para você, que você perca oportunidades por minha causa. Vai que você quer fazer alguma coisa e não faz? Então, esteja solteiro, mas só não me coloca chifres, por favor. A última coisa que quero ser nesse mundo é corna.
Esse era meu maior medo: sair uma fofoca do pegando qualquer outra pessoa. Eu não ia suportar o peso da traição. Pelo visto ele não compactuava do mesmo raciocínio, pois assim que eu disse isso, ele começou a rir. Abriu o maior sorriso e soltou uma risada quase alta, mas misturada de alívio. Colocou uma mão no próprio queixo, fechou os olhos e repetidamente balançava negativamente a cabeça.
– Você lembra da primeira vez que a One Direction foi para os Estados Unidos? Que eu te liguei para falar que tinha ficado com uma fã?
– Ugh, sim. – Reclamei. – Exato, esse é meu ponto...
sorriu e segurou meu rosto com as duas mãos, calando minhas ideias com um beijo entrecortado por sua risada frouxa. Coloquei uma das mãos em seu pescoço e o encarei, esperando que ele explicasse qual a razão do beijo inesperado após se lembrar de um dos únicos acontecimentos traumatizantes do nosso relacionamento. Nós não estávamos ainda namorando, mas considerei uma pequena traição.
– Lembra do que os meninos falaram? Logo que nos encontramos no aeroporto e você veio com a gente na van.
– Que você não tinha gostado de ficar com a fã, certo?
– Pois é, – ele soltou um gemido forçado e me beijou mais vez. – porque desde aquele dia eu não queria ficar com mais ninguém, só com você. Aquela noite eu cedi à pressão de ter que ficar com alguém porque queriam que eu fizesse isso, porque eu era um jovem popstar com vinte fãs do lado de fora do hotel querendo um pedaço de mim. Foi horrível, não deu certo, não foi bom.
– Eu fico muito feliz em ouvir isso, . – Sorri e o abracei pelo pescoço.
– Não quero mais ninguém, .
– Nem a Taylor?
– Nem um álbum inteiro para mim. Obrigado.
Sei que pode ter soado um pouco dramático, mas eu ainda pensava na opção de não estar com por um tempo. Quando conversei com a Gio sobre o relacionamento dela com Tom, ela deixou bem claro que o tempo que passaram separados foi horrível e ela não via a hora de voltar com ele. Ela não insinuou nada, que eu deveria fazer o mesmo com , mas fiquei com isso na cabeça. Sem querer me menosprezar, mas entendo que a tentação durante uma turnê é grande, especialmente nos Estados Unidos, e especialmente ficando mais lindo a cada dia. É horrível eu ainda querer uma confirmação que nosso amor é suficiente, mas o medo de perdê-lo não se compara ao medo que tenho de ele ser infeliz comigo. De ele estar infeliz.
– Você ficou quieta de novo. – Nós dois estávamos deitados novamente, eu de barriga para cima e ele com um dos braços e uma das pernas em cima de mim, seu rosto enterrado na curva do meu pescoço e de vez em quando eu sentia seus lábios roçarem de leve enquanto ele se ajeitava na cama. – Se ainda está pensando em terminar comigo, eu vou ser obrigado a te convencer do contrário.
– Hm – respirei e tentei editar o que ia dizer –, quando nós estamos juntos, eu não penso em nada, não penso em outro lugar ou outra pessoa que eu gostaria de estar. Mas, em público, minhas inseguranças surgem e eu entro em pânico por achar que nós não fazemos um casal legal, sabe?
– São as coisas que andam falando de você na internet? – Seu tom de preocupação fez meu estômago virar uma pedra de gelo. – Tem alguma coisa acontecendo de novo, ?
– Não, incrivelmente, não. Ou eu aprendi a passar por cima, entrar menos no Twitter, me proteger. – Me mexi na cama meio desconfortável por mentir. Eu ainda olhava, eu ainda era afetada, a diferença é que eu não expressava nada. – É só um medo irracional de você ficar entediado comigo, entendeu?
– Ente... Oi? – Ele ergueu o corpo e ficou com o rosto mais próximo ao meu. – Por que eu ficaria entediado? Nós não somos assim.
– Nós não, amor, eu.
, olha aqui. – Ele virou o corpo mais, a ponto de quase ficar em cima de mim por completo, e uma de suas mãos subiu para meu rosto, carinhosamente tocando desde meus olhos até meu queixo. – Eu sei que as vezes posso parecer, hm, empolgado demais em uma entrevista ou falo demais e isso pode parecer que eu sou sempre assim. Mas você me conhece, babe, sabe como sou literalmente entre quatro paredes. Honestamente, sou uma pessoa e artista muito melhor porque você está comigo, entenda isso, por favor.
– Você não sente falta de, sei lá, ficar com outras pessoas?
– Você tem essa necessidade? – ergueu uma sobrancelha discretamente.
– Eu não – respondi imediatamente –, mas eu não sou famosa, não há pessoas me bajulando o tempo inteiro e nem tenho uma lista de pretendentes.
– Posso ser famoso, mas isso não interfere em nada no que sinto por você. – Ele sorriu com os lábios fechados. – Os bajuladores fazem isso com interesse de ganhar alguma coisa, o que eu não me importo, não tenho nada a oferecer porque não tenho muito poder de decisão na minha parte artística, e eu sinto muito pela lista de pretendentes porque eu já estou inteiramente envolvido com a minha pessoa certa.
. – Reclamei meio manhosa, não intencionalmente. Ele riu e ergueu seu corpo, me puxando pela cintura junto com ele e me fazendo quase me sentar em seu colo.
– Babe, eu entendo que você tenha suas considerações comigo, com nosso relacionamento. Porém, de novo, eu vou tentar ser o mais claro: você é minha fonte de energia. Quando tivemos a chance de formar a banda, mesmo não ganhando o X Factor, eu já tinha desenhado um futuro para mim, e parecia muito com isso tudo o que você está pensando.
– Garotas e tal. – Desviei o olhar do dele, mas ele me puxou de volta pelo queixo.
– Sim, eu esperava isso, eu sabia disso. Quando eu cheguei em você na London Eye, eu esperava que fosse ser mais uma conquista, eu usando a minha pouca fama da época para conseguir alguma coisa.
– Ah, então eu não estava totalmente errada quando te coloquei na friendzone por achar que eu era só a garota da vez. – Disse debochada e comecei a rir. – Eu te li certinho, .
– Sim, parabéns para você, nessa parte você está certa. – Ele sorriu, deixando a boca entreaberta e apoiando a língua no canto dos lábios, visivelmente embaraçado por ter admitido algo que eu já sabia, porém ele continuava a negar. – No dia da van tudo mudou...
– Você me chamou aquele dia com o propósito de me pegar.
– Sim, mas deu tudo errado, porque você não agiu como todo mundo costumava agir e eu fiquei sem saber o que fazer.
Novamente, eu estava certa, mas decidi guardar essa vitória só para mim.
– Fomos nos conhecendo melhor e eu vi que você era demais para mim, era muito além da minha capacidade. Eu não entendia o que você estudava, ainda tenho minhas dúvidas, você sempre estava ocupada com alguma novidade, descobrindo algo, fazendo algo! Houve uns momentos que eu perdi a esperança de te conquistar, parecia um sonho impossível. Você estava em um patamar alto, e eu meio que decidi que meu papel era te admirar, esperar que talvez um dia você sentisse o mesmo por mim.
, isso beira ao absurdo. – falei com a voz baixa, ainda tentando captar o conteúdo do discurso.
, eu tinha total certeza de que um dos motivos para você não ficar comigo era o seu medo de se machucar, porque, pelo pouco que te conheci nas semanas antes de começarmos a namorar, eu vi sua insegurança. O que não mudou muito desde que decidimos ficar juntos, olha o nível da nossa conversa hoje.
– Desculpa? – Ergui os ombros, assumindo uma culpa que eu percebia ser ridícula.
– Eu te amo, nunca duvide do que eu sinto por você. O meu medo é perder você, eu não sei e não quero aprender a ficar sozinho. Sei que esse mundo te assusta, que ficar comigo pode ser aterrorizante, mas o maior cagão e fraco desse relacionamento sou eu.
– Nunca imaginei que você pensasse isso de nós, nem que se visse como um cagão. Acho que nunca ouvi você falar essa palavra antes, . – Começamos a rir, de repente senti meu corpo ficar mais relaxado e leve.
admitiu ser um cagão por mim.
Ele continuou com suas declarações e optei por acreditar em todas. Esse era o jeito dele de me acalmar; talvez tivesse alguma mentira ali no meio (é muito difícil, para mim, acreditar que ele tenha ficado em algum momento intimidado pela minha pessoa), mas ele não mentiu sobre me amar, me querer bem, e ter aceitado ficar comigo apesar de todo esse estrago emocional que carrego.
– Dúvidas? – Ele perguntou por fim e eu sorri, abraçando-o pelo pescoço e ficando totalmente em seu colo. entrelaçou nossos corpos em um forte abraço e distribuiu beijos leves pelo meu pescoço e ombros. – Não termina de novo comigo, por favor.
– Eu nem cheguei a terminar. – Falei, a voz um pouco abafada já que eu tinha o rosto enterrado no ombro dele. – Disse que ia dar um tempo.
– Você sabe a merda que aconteceu quando Ross e Rachel deram um tempo? Nós precisamos ser muito específicos na nossa fala, .
– Há alguma garota do xerox que é a fim de você, ? – Ergui meu rosto a tempo de vê-lo com um sorriso largo e sarcástico.
– Não, e devo dizer que todas as cantadas que eu recebo são péssimas.
– Então o senhor recebe cantadas, a-há! – Dei dois tapas de leve em seus ombros e tentei me afastar, mas ele permaneceu me segurando firme. – Quem mandou? O que falava?
– Era ridículo, . – Ele fechou os olhos e começou a rir, talvez se lembrando das coisas péssimas que recebeu. – Coisas do tipo “me chama de asma que eu te deixo ser ar” ou “, se você fosse um fogão, eu beijava todas as suas bocas”.
– QUE HORROR! – Arregalei os olhos e coloquei umas das mãos em cima da minha boca. – Recebeu pelo Twitter?
– Às vezes por lá, às vezes quando saímos de uma rádio elas me entregam um papel com algo escrito. São ruins, muito ruins.
– Que bom, analisando essas cantadas, acho que não vou perder você tão cedo.
– Você nunca me deu uma cantada, . NUNCA!
– Nunca? – Comecei a rir. – Faz sentido, eu sou péssima nessas coisas.
– Em alguma coisa você precisa ser ruim, não dá para ser a namorada perfeita em todos os aspectos.
– Ahhh, para!
Ia protestar por esse comentário vergonhoso e mimizento, mas fui calada pelos lábios de em cima dos meus, com um beijo mais devagar e profundo do que os selinhos que estávamos dando desde que chegamos ao quarto do hotel. Provavelmente tínhamos pouco tempo livre, mas isso não o impediu de me deitar novamente na cama e ficar por cima, colocando uma de suas mãos por dentro de minha camiseta e deslizando os dedos rapidamente pela minha cintura até chegar às minhas costas, fazendo meu corpo arquear e ele se encaixar entre minhas pernas. Me arrumei melhor na cama, sentindo todo seu peso em mim e deixando meu corpo responder aos instintos, mesmo sabendo que não teríamos tempo para terminar qualquer coisa que começássemos. Desci uma de minhas mãos até a barra de sua camiseta e tamborilei meus dedos indecisos, não sabendo se a tirava ou ficaríamos nessa provocação até o momento em que alguém batesse na porta indicando que ele tinha que se arrumar para o tal programa.
... – Quebrei o beijo e, com minha mão livre, acariciei seu rosto. – Babe, a gente pode continuar isso depois.
– Por quê? – Ele beijou minha mão e continuou a acariciar a lateral do meu corpo e, devagar, abaixou o rosto encostando a testa na minha. – Quanto tempo temos?
– Pouco, e definitivamente isso aqui não vai acabar em cinco minutos. – Selei seus lábios rapidamente e indiquei que era para ele se levantar. – Sério, você precisa se arrumar para seu próximo compromisso.
– Uhhhh – ele reclamou e rolou o corpo para o outro lado da cama –, hoje você vai dormir onde? Stanton ou comigo? – Ele levantou uma sobrancelha e, ao mesmo tempo, um sorriso de soslaio brotou em seus lábios, automaticamente meu rosto respondeu sorrindo junto.
– A pergunta certa seria “você quer dormir comigo hoje, ?”. – respondi e o vi abrir mais os olhos e o sorriso. – Que foi?
– Você não costuma falar essas coisas.
– Que quero dormir com meu namorado?
– Exato. – ele apoiou o corpo nos cotovelos, umedeceu os lábios e sorriu. – Pois bem, você quer dormir comigo hoje, ?
– Hm – abaixei-me para beijar nos lábios e depois no rosto. Passei meus dedos pelo seu perfil e acariciei seus cabelos –, quero dormir com você hoje e sempre.


Continua...


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Nota da autora (20/07/2020): Só um especial de 10 anos da One Direction pra me colocar aqui de novo! COMO ASSIM? O QUE EU TO FAZENDO AQUI? Eu estou muito emocionada, e vocês? Estão bem? Tudo certo? Todo mundo se formou, casou, tem filhos? Eu não fiz nada disso, só estou formada mesmo hahahhaa. Gênios do meu coração, eu ainda me encontro em estado de choque por retornar a esse mundo mágico e conturbado de 500 days in London. Eu pensei muito antes de publicar aqui, mas tenho recebido muitas mensagens de leitoras maravilhosas das antigas e acho que o melhor caminho para voltar a ter contato com vocês é por aqui mesmo, no site onde tudo começou. Esse pequeno especial vai ser um termômetro... O que acharam? Todo mundo sentiu saudades? Será que o casal merece uma segunda chance para o amor? São tantas perguntas, MEU DEUS! Enfim, quero saber a opinião de todas, e não se contentem apenas com esse capítulo, há mais no caminho. E deixo aqui meu eterno carinho e abraço apertado pra beta parceira, Abby! Isso aqui não ia existir sem você não, obrigada! É nóis de novo! Beijo para todas, venham conversar comigo, por favor!

N/B: Ai, tô me sentindo em 2013 de novo, recebendo att dessa fic MARAVILHOSA ♥ heheheh
Erros? Enviem para mim por email, não usem a caixa de comentários, por favor. Lembrando que esse email NÃO é da autora. xx Abby



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